Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,278)
- Segunda Câmara (27,804)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,704)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,175)
- Primeira Turma Ordinária (16,167)
- Primeira Turma Ordinária (16,049)
- Primeira Turma Ordinária (16,036)
- Segunda Turma Ordinária d (15,777)
- Segunda Turma Ordinária d (14,403)
- Primeira Turma Ordinária (13,018)
- Primeira Turma Ordinária (12,371)
- Segunda Turma Ordinária d (12,356)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,409)
- Quarta Câmara (84,660)
- Terceira Câmara (67,242)
- Segunda Câmara (55,630)
- Primeira Câmara (20,043)
- 3ª SEÇÃO (16,175)
- 2ª SEÇÃO (11,266)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (124,588)
- Segunda Seção de Julgamen (114,322)
- Primeira Seção de Julgame (76,395)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,959)
- Câmara Superior de Recurs (37,873)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,618)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,418)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,750)
- HELCIO LAFETA REIS (3,697)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,217)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,924)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,628)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,833)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,917)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,488)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,134)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 10880.726471/2011-06
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Oct 27 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2802-000.145
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62-A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
EDITADO EM: 18/07/2013.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 27 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10880.726471/2011-06
anomes_publicacao_s : 201410
conteudo_id_s : 5392274
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 27 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2802-000.145
nome_arquivo_s : Decisao_10880726471201106.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 10880726471201106_5392274.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62-A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández - Relator. EDITADO EM: 18/07/2013. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano.
dt_sessao_tdt : Wed May 15 00:00:00 UTC 2013
id : 5683458
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:30:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251440369664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2039; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 84 1 83 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.726471/201106 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2802000.145 – 2ª Turma Especial Data 15 de maio de 2013 Assunto IRPF Recorrente CARMEN MEJIAS BRESSAN Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF nº 01/2012. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 18/07/2013. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano. Tratase de Notificação de Lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física de fls. 3/6, relativa ao imposto sobre a renda das pessoas físicas anocalendário de 2009, em que foi constatada omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de ação trabalhista, conforme descrição dos fatos e enquadramento legal à fl. 4, que resultou no imposto suplementar a pagar, no valor de R$ 1.480,53, acrescido de multa de ofício e juros de mora. Apreciada a Impugnação de fl. 2, o lançamento foi julgado procedente, sob fundamento de que o Recorrente não apresentou elementos de prova suficientes que dessem respaldo às informações declaradas. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .7 26 47 1/ 20 11 -0 6 Fl. 84DF CARF MF Impresso em 27/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10880.726471/201106 Resolução nº 2802000.145 S2TE02 Fl. 85 2 Nas razões de Voluntário, argumenta que embora tenha cometido erros no momento do preenchimento da sua declaração de imposto de renda, nunca teve a intenção de burlar o fisco, já tendo recolhido R$ 21.620,18 a título de imposto de renda. Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. Versam os presentes autos sobre cuja matéria de fundo trata da incidência do imposto de renda de pessoa física sobre rendimentos recebidos acumuladamente decorrentes de decisão judicial, nos termos do artigo 56 do RIR/99, conforme trecho da decisão recorrida, a seguir: Na notificação de lançamento de que se trata, foi constatada omissão de rendimentos tributáveis no valor de R$ 5.383,74, complementada a descrição dos fatos nos seguintes termos: “PREC. 95.753,55 + 11053,16 = 106.806,70 –HONOR. ADV. 5.193,37= REN TRIB, A DECLARar 101.613,34”. Desta forma, a fiscalização somou o valor do principal (R$ 95.753,55) e do PSS retido sobre este (R$ 11.053,16) constantes dos demonstrativos às fls. 19 e 21, e subtraiu os honorários advocatícios (R$ 5.193,37, recibo de fl. 8) para chegar ao rendimento tributável a declarar de R$ 101.613,34, que subtraído do rendimento declarado de R$ 96.229,60 (fls. 25/26) resultou no rendimento omitido de R$ 5.383,74. A impugnante partiu dos rendimentos tributáveis informados no comprovante de rendimentos (R$ 108.556,75, fl. 20), bem como em Dirf (pesquisa de fl. 27), e dele subtraiu o valor dos juros constante do demonstrativo de fl. 19 (R$ 12.327,15), obtendo o valor de R$ 96.229,60 que declarou, salientando que teria direito ainda à dedução de honorários advocatícios (R$ 5.193,37), logo o rendimento tributável (R$ 91.036,23) seria ainda menor do que o declarado. Dos documentos acostados aos autos, verificase que a fonte pagadora obteve o valor informado na Dirf e no comprovante de rendimentos (R$ 108.556,75) pela soma do valor do principal (R$ 95.753,55), do PSS retido sobre o principal e sobre os juros (R$ 12.476,12) e do imposto de renda retido sobre os juros, afastado da incidência por decisão da Justiça Federal (R$ 327,12). Constatase,assim, que no montante de R$ 108.556,75 do qual partiu a contribuinte não estão incluídos os juros de R$ 12.327,15 que ela subtraiu, de modo que o procedimento por ela adotado foi incorreto. Por se tratar de matéria sob Repercussão Geral no STF (Tema 368 leading case RE 614466), portanto, submetida ao rito a que se refere o artigo 543B do CPC, proponho o sobrestamento do feito, com fulcro no art. 62A, §1º do Regimento Interno do CARF, c/c.o artigo 1 da Portaria CARF n. 1/2012. É o meu voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 27/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 10980.007235/2003-41
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Nov 06 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998, 01/10/1998 a 31/12/1998
RETIFICAÇÃO DE DCTF. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. DECADÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO.
Não sendo comprovada a compensação efetivada em pedido de retificação de DCTF, e sendo este pedido deferido em parte, por ausência de comprovação das bases alteradas pelo contribuinte, não há que se falar em homologação tácita da suposta compensação.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-004.419
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel- Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998, 01/10/1998 a 31/12/1998 RETIFICAÇÃO DE DCTF. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. DECADÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. Não sendo comprovada a compensação efetivada em pedido de retificação de DCTF, e sendo este pedido deferido em parte, por ausência de comprovação das bases alteradas pelo contribuinte, não há que se falar em homologação tácita da suposta compensação. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 06 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10980.007235/2003-41
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5395429
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 06 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-004.419
nome_arquivo_s : Decisao_10980007235200341.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
nome_arquivo_pdf_s : 10980007235200341_5395429.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel- Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
id : 5695945
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:31:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251467632640
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1638; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 11 1 10 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.007235/200341 Recurso nº 001 Voluntário Acórdão nº 3801004.419 – 1ª Turma Especial Sessão de 15 de outubro de 2014 Matéria COMPENSAÇÃO DIREITO CREDITÓRIO Recorrente ÓTIMA INDÚSTRIA, COMÉRCIO, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998, 01/10/1998 a 31/12/1998 RETIFICAÇÃO DE DCTF. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. DECADÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. Não sendo comprovada a compensação efetivada em pedido de retificação de DCTF, e sendo este pedido deferido em parte, por ausência de comprovação das bases alteradas pelo contribuinte, não há que se falar em homologação tácita da suposta compensação. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 72 35 /2 00 3- 41 Fl. 397DF CARF MF Impresso em 06/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 05 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo e Flávio de Castro Pontes (Presidente). Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ em Curitiba (PR), abaixo transcrito: Trata o presente processo do Auto de Infração nº 0005285, decorrente de auditoria interna na DCTF do terceiro e quarto trimestres de 1998, em que, consoante descrição dos fatos e anexos, são exigidos R$ 21.881,13 de Cofins, referente aos períodos de apuração 07/1998, 08/1998 e 09/1998, além dos correspondentes valores devidos a título de multa de ofício e juros de mora. De acordo com o “DEMONSTRATIVO DOS CRÉDITOS VINCULADOS NÃO CONFIRMADOS” e “RELATÓRIO DE AUDITORIA INTERNA DE PAGAMENTOS INFORMADOS NA DCTF”, constam valores informados em DCTF, a título de “VALOR DO DÉBITO APURADO DECLARADO”, cujos créditos vinculados, informados como “Comp c/DARF s/Processo” ou “Comp s/DARF Outros PAF”, não foram confirmados, sob a ocorrência: “Comp c/ pagto não Localizado” ou “Proc inexist no Profisc”. Cientificada da exigência fiscal, a interessada, por intermédio do procurador habilitado, apresentou a tempestiva impugnação, alegando, em síntese, que: a) o valor total do débito em litígio foi recolhido ou compensado, conforme vinculações corretamente informadas em DCTF; e b) ainda que houvesse qualquer débito ou eventuais diferenças de recolhimento, os correspondentes valores deveriam estar inclusos no REFIS, uma vez que se referem a débitos declarados e confessados. O presente processo foi baixado em diligência, para que a unidade de origem averiguasse a legitimidade das compensações declaradas, que foram objetos de glosa no lançamento, e que a interessada sustenta terem sido declaradas em DCTF, bem como fosse verificado o pagamento indevido, na importância de R$ 168,28, declarada para efeito de compensação, efetuado por meio de Darf juntado ao processo. A DRF devolveu o processo a esta Delegacia de Julgamento, registrando que a contribuinte não apresentou os documentos solicitados, que serviriam de subsídio para o atendimento da diligência requisitada. Em 20/02/2008, esta 3ª Turma de julgamento, por meio do Acórdão nº 0616.846, decidiu, por unanimidade de votos, julgar procedente o lançamento. Fl. 398DF CARF MF Impresso em 06/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 05 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10980.007235/200341 Acórdão n.º 3801004.419 S3TE01 Fl. 12 3 Pelo fato de a interessada, no procedimento de diligência realizado, deixar de apresentar os documentos solicitados que seriam necessários à análise das compensações alegadas, o julgamento se deu com base nos documentos constantes dos autos. Dessa forma, verificouse que: a) “os débitos em litígio não foram declarados como saldo a pagar em DCTF, mas sim como extintos mediante compensações (não confirmadas), portanto, não há que se falar em confissão de dívida no presente caso”; e b) “à época da opção da empresa pelo REFIS, os débitos em litígio constavam nos registros da Secretaria da Receita Federal como quitados, haja vista que não constam do Demonstrativo dos Débitos Consolidados apresentado pela contribuinte à fl. 45. Portanto, quando da opção pelo REFIS, apenas a contribuinte tinha o conhecimento de que os débitos em apreço existiam, razão pela qual caberia à empresa incluílos no REFIS para que tivessem também os benefícios concedidos pelo referido programa de parcelamento. ” Em recurso ao então 2º Conselho de Contribuintes, a contribuinte suscita nulidade do auto de infração, ou ao menos da decisão recorrida, argumentando que a exigência de apresentação de documentos constante da diligência jamais poderia ser cumprida, pois, diante de seus termos, além de ser ilegal, acarretaria excessiva onerosidade, em evidente cerceamento ao contraditório, referindose à solicitação de cópias autenticadas de Livros e documentos que serviram de base de cálculo das contribuições ao PIS; que do resultado da diligência não foi dado conhecimento e concedido prazo adicional para razões de defesa; e que não houve qualquer referência ao Darf juntado ao processo. A Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do Acórdão nº 340200.634, de 25/05/2010, por unanimidade de votos, negou provimento, mantendo os termos da decisão recorrida. A interessada ingressou com recurso à Câmara Superior de Recursos Fiscais, que negou seguimento ao recurso especial, no Acórdão nº 340000.504R da 4ª Câmara, em razão de falta de pressuposto de admissibilidade. A DRF em Curitiba, emitiu Carta Cobrança para exigência dos créditostributário. Entretanto, em 20/12/2011, a interessada comunica que impetrou ação judicial (Mandado de Segurança nº 500571722.2011.404.7000/ PR), tendo sido proferida sentença procedente, no sentido de afastar a exigência de apresentação de cópias autenticadas de livros fiscais e contábeis, determinando a retomada dos PAF a partir das conversões em diligências. Retomado o procedimento fiscal nos termos da sentença judicial, a autoridade administrativa, após intimar a contribuinte a apresentar os livros fiscais e contábil e proceder a análise necessária, informa, em resumo, que: a) o pagamento de R$ 2.707,71, relativo ao DARF apresentado, foi alocado ao débito de Cofins do mês de maio/1998, conforme vinculação efetuada em DCTF, não restando saldo disponível; b) foram realizados os acertos necessários e devidos relativamente à alteração de valores informados em DCTF; c) não Fl. 399DF CARF MF Impresso em 06/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 05 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 houve retificação de débitos declarados em DCTF, permanecendo os valores declarados originalmente, por isso, não há créditos para serem compensados; e d) constatouse que os débitos de Cofins dos períodos de abril, maio e junho/98, declarados em DCTF original, são os mesmos lançados no Livro Razão Analítico e que não foram encontrados lançamentos referentes às compensações declaradas. Dessa informação deuse ciência à contribuinte, em 11/06/2012, reabrindolhe a oportunidade para pronunciamento. A interessada apresentou tempestivamente sua contestação, enfatizando que continua havendo um grande equívoco no PAF, relatando um breve histórico do acontecimentos. Nesse contexto, salienta que, em 06/07/1999, ingressou com pedido de retificação de DCTF (de 1998 e 1º trimestre de 1999), de valores recolhidos a maior que seriam objeto de compensação – PAF nº 10980.012067/9968. Em 13/12/1999, protocolizou pedido de compensação de valores calculados a maior que haviam sido incluídos, na época, no Refis PAF 10980.018264/9981. Em 14/12/1999, apresentou pedido de retificação de DCTF, bem como a compensação de tributos recolhidos a maior – PAF 10980.018334/9965 e 10980.018335/9928. Em vista disso, argumenta que, em se tratando de pedido de compensação, devidamente declarada à SRFB, protocolados na vigência e forma da Lei nº 9.430, de 1996, e que estavam pendentes de apreciação, transformaramse, automaticamente em declaração de compensação, devendose aplicar a homologação tácita, ao caso. Manifestandose quanto à informação fiscal, de que “não foram encontrados lançamentos referentes às compensações declaradas”, aduz que, em se tratando de declarações de compensação efetuadas em 1999, por óbvio, não poderiam haver lançamentos contábeis de que tratam os pedidos de compensação em livros fiscais no ano de 1998. Dessa forma, entende ser nula a presente notificação sob qualquer enfoque, devendo ser cancelada. É o relatório. Analisando o litígio, a DRJCuritiba/PR entendeu por bem indeferir a Impugnação apresentada e manter o crédito tributário, conforme ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADESOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/1998 a 30/09/1998, 01/10/1998 a 31/12/1998 AÇÃO JUDICIAL. DETERMINAÇÃO PARA REFAZER PROCEDIMENTOS. Proferese novo Acórdão quando restar julgada procedente ação judicial que resultou no afastamento da exigência de apresentação de cópias autenticadas de livros fiscais e contábeis e determinou a retomada dos procedimentos a partir das conversões em diligências Fl. 400DF CARF MF Impresso em 06/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 05 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10980.007235/200341 Acórdão n.º 3801004.419 S3TE01 Fl. 13 5 solicitadas, incluindo a decisão já proferida pela Delegacia de Julgamento. DCTF. AUDITORIA DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS EM DCTF. DECLARAÇÃO INEXATA E FALTA DE RECOLHIMENTO. Presente a falta de recolhimento e a declaração inexata, apuradas em auditoria interna de DCTF, autorizada está a formalização de ofício do crédito tributário correspondente. COMPENSAÇÃO INFORMADA EM DCTF. NÃO OCORRÊNCIA DE TRANSFORMAÇÃO EM DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. Inexistindo pedido de compensação pendente de apreciação pela autoridade administrativa não se cogita em considerálo declaração de compensação e, em decorrência, considerar tacitamente homologada a compensação informada em DCTF. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Às fls. consta recurso voluntário apresentado tempestivamente, no qual a empresa alega a decadência do direito de analisar as compensações apresentadas, que ensejou na homologação tácita destas. É o relatório. Voto Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Relatora. O Recurso Voluntário cumpre os requisitos de admissibilidade. Por isso, dele conheço e passo ao julgamento. A princípio, a questão posta em discussão pelo Recorrente, como se depreende do Recurso Voluntário apresentado, é a possibilidade ou não de haver compensação tácita, quando decorridos mais de 05 anos da apresentação do pedido de compensação. Primeiramente, cumpre esclarecer que o Recorrente não rebate os argumentos lançados pela decisão recorrida com relação ao PA 07/1998. Como restou demonstrado pela fiscalização e referendado pela delegacia de julgamento, com relação àquele período de apuração, não restou comprovado o pagamento do débito, uma vez que os valores recolhidos através do DARF apresentado pelo contribuinte foram alocados para o pagamento de débitos de outro PA. Portando, neste ponto (PA 07/1998), como não houve insurgência do Recorrente, nem mesmo a juntada de provas que pudessem refutar as afirmações da fiscalização, deve ser mantida a autuação promovida. Fl. 401DF CARF MF Impresso em 06/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 05 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 6 Já com relação aos demais períodos de apuração, que se referem às competências de 08/1998, 10/1998, 11/1998 e 12/1998, também não assiste razão ao Recorrente. Explicase. Como restou demonstrado pela fiscalização, ao ser averiguada a legitimidade das compensações declaradas, vinculadas ao processo nº 10980.012067/9968, restou demonstrado que este PAF foi arquivado, uma vez que não foi instruído de forma correta pelo contribuinte. Por outro lado, também restou comprovado que o pleito relativo ao citado PAF era o mesmo tratado nos processos de retificação de DCTF n° 10980.018335/9928 e 10980.018334/9965. Com relação a estes dois PAF’s, são elucidativas os esclarecimentos lançados na decisão recorrida: No PAF nº 10980.018334/9965, foi analisado o pleito de alteração de débitos, dentre outros, da redução da COFINS, código 2172, do PA 04/98 de R$ 5.206,20 para R$ 5.050,79 PA 05/98 de R$ 2.707,71 para R$ 2.543,85 PA 06/98 de R$ 1.791,71 para RS 1.576,00. À época, foi solicitado para a contribuinte comprovar as receitas ajustadas relativas ao contexto operacional da empresa que serviram de base de cálculo para a apuração do tributo, mas não houve atendimento. Efetuouse, assim, as retificações de débitos somente em relação aos valores que puderam ser comprovados por meio de pesquisas efetuadas no sistema informatizado da Receita Federal, não se incluindo, dentre eles, os débitos da Cofins. O processo foi finalizado nos termos da IN SRF nº 255, de 2002, que previa em seu art. 10, § 2º, que o arquivamento de processos, contendo as solicitações de alteração das informações já prestadas nas DCTF referentes aos anoscalendário de 1997 e 1998, somente deveria ocorrer após os devidos acertos, pela unidade da SRF, nos Sistemas de Cobrança. Tal procedimento foi realizado e o processo finalizado. No PAF nº 10980.018335/9928, comparando a DCTF retificadora com a DCTF original, revelou que a contribuinte, no que interessa ao litígio, efetuou a redução dos débitos apurados de Cofins entre o período de janeiro a março de 1998. Foi também solicitado para a contribuinte comprovar as receitas ajustadas relativas ao contexto operacional da empresa que serviram de base de cálculo para a apuração do tributo, mas não houve atendimento. Da mesma maneira, efetuouse as retificações de débitos em relação aos valores que puderam ser comprovados por meio de pesquisas efetuadas no sistema informatizado, não se incluindo, dentre eles, os débitos de Cofins, e o processo foi igualmente finalizado nos termos da IN SRF nº 255, de 2002. Como se observa das colocações acima, os pedidos de retificação da DCTF formulados pelo Recorrente foram atendidos de acordo com as comprovações levantadas pela fiscalização. Não houve, assim, inércia da fiscalização na análise dos pedidos administrativos. Por outro lado, não restou comprovado que aqueles PAF’s (n° 10980.018335/9928 e nº 10980.018334/9965) se consubstanciavam em pedido de compensação. Pelo contrário, restou demonstrado nos autos que se tratavam sim de pedido de retificação de DCTF. Pedidos estes que poderiam gerar um direito creditório ao contribuinte. Contudo, como bem colocado na decisão recorrida, no ponto de discussão deste processo não houve o deferimento do pleito do Recorrente. Fl. 402DF CARF MF Impresso em 06/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 05 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10980.007235/200341 Acórdão n.º 3801004.419 S3TE01 Fl. 14 7 Neste sentido, em que pese o entendimento desta julgadora pela homologação tácita das compensações não analisadas dentro do prazo de 05 anos, como bem colocado no Recurso Voluntário, não se vislumbra a ocorrência desta situação no presente processo. Não restou demonstrado que houve pedido de compensação naqueles procedimentos administrativos. Por tudo, conheço do Recurso Voluntário e a ele nego provimento, para manter na íntegra o acórdão recorrido. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator Fl. 403DF CARF MF Impresso em 06/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/10/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 05 /11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13975.000184/2005-55
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INOCORRÊNCIA.
Devem ser rejeitados os Embargos de Declaração quando não demonstrada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargado.
Embargos Rejeitados
Acórdão Ratificado
Numero da decisão: 3102-002.278
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração, nos termos do Relatório e Voto que integram o presente julgado.
(assinatura digital)
Ricardo Paulo Rosa Presidente e Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Demes Brito, José Luiz Feistauer de Oliveira, Mirian de Fátima Lavocat de Queiroz e Antônio Mário de Abreu Pinto. Ausentes justificadamente as Conselheiras Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201409
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INOCORRÊNCIA. Devem ser rejeitados os Embargos de Declaração quando não demonstrada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargado. Embargos Rejeitados Acórdão Ratificado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13975.000184/2005-55
anomes_publicacao_s : 201410
conteudo_id_s : 5386976
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3102-002.278
nome_arquivo_s : Decisao_13975000184200555.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : RICARDO PAULO ROSA
nome_arquivo_pdf_s : 13975000184200555_5386976.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração, nos termos do Relatório e Voto que integram o presente julgado. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Presidente e Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Demes Brito, José Luiz Feistauer de Oliveira, Mirian de Fátima Lavocat de Queiroz e Antônio Mário de Abreu Pinto. Ausentes justificadamente as Conselheiras Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama.
dt_sessao_tdt : Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
id : 5651456
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:29:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251514818560
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1822; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 185 1 184 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13975.000184/200555 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3102002.278 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de setembro de 2014 Matéria Embargos de Declaração Embargante PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL Interessado ROHDEN ARTEFATOS DE MADEIRA LTDA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. INOCORRÊNCIA. Devem ser rejeitados os Embargos de Declaração quando não demonstrada omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargado. Embargos Rejeitados Acórdão Ratificado Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração, nos termos do Relatório e Voto que integram o presente julgado. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa – Presidente e Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Demes Brito, José Luiz Feistauer de Oliveira, Mirian de Fátima Lavocat de Queiroz e Antônio Mário de Abreu Pinto. Ausentes justificadamente as Conselheiras Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama. Relatório A Embargante em epígrafe interpõe Embargos de Declaração ao Acórdão 3102001.740, de 31 de janeiro de 2013, que, à época, recebeu a seguinte ementa. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2007 a 30/06/2007 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 5. 00 01 84 /2 00 5- 55 Fl. 887DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/10/2014 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13975.000184/200555 Acórdão n.º 3102002.278 S3C1T2 Fl. 186 2 COFINS NÃOCUMULATIVA. DESPESAS COM BENS E SERVIÇOS INCLUÍDOS NO CONCEITO DE INSUMOS DO ART. 3º DA LEI Nº 10.833/03. As despesas com extração de madeira, transporte, manutenção de máquinas, frete nacional e armazenagem nas operações de exportação estão abarcados pelo conceito de insumo previsto no art. 3º da Lei nº 10.833/2003, para efeito do cálculo dos créditos da COFINS nãocumulativos. Recurso Voluntário Provido em Parte O Relatório que fundamentou o Acórdão pelo presente embargado teve o seguinte teor. Trata o presente processo de "Pedido de Ressarcimento" de créditos de Cofins, relativo ao segundo trimestre de 2005, no valor de R$180.051,27, correspondente ao saldo declarado de créditos de mercado externo após as deduções e antes das compensações. A partir da análise feita nos documentos da empresa em diligência fiscal, foi emitido o Despacho Decisório DRF/Blumenau (fls. 597/634) o qual reconheceu parcialmente o direito creditório no valor de R$ 37.085,53, a título de mercado externo, correspondente ao saldo remanescente após as deduções da contribuição apurada em cada mês do trimestre e antes das compensações. A análise teve como base as informações prestada nos documentos apresentados pela interessada e acostados ao processo, bem como as informações obtidas por meio de consultas aos sistemas informatizados da RFB. Consta, ainda, que foram feitos ajustes nos valores das receitas de exportação, com base na análise do Demonstrativo dos Despachos de Exportação, de consultas ao sistema Siscomex e de amostragem de notas fiscais, apresentado novos percentuais de exportação deferidos para efeito de cálculo de créditos de mercado interno e de mercado externo. O Despacho decisório relaciona as glosas efetuadas, pelos motivos que se apresentam abaixo, em breve síntese: 1 Glosas de Valores de "Bens utilizados como insumos": Neste item são descritas as irregularidades encontradas quanto aos bens utilizados como insumos, as quais deram ensejo às glosas: a) discrepâncias entre os valores totais obtidos do arquivo digital no cotejo com as folhas do Livro de Registros de Entradas (LRE), pelo que foram feitos os ajustes na planilha de fl. 617; b) divergências entre o arquivo digital contendo o LRE e o valor informado na memória de cálculo quanto ao CFOP 6.201 (Devolução de compra para industrialização) mês de maio/2005 de modo que foi feito o ajuste em consonância com o arquivo digital (item 1.1.2 da planilha do Anexo I). c) valores pagos à pessoa física na aquisição de insumos, conforme detalhado nos itens 1.2.1 a 1.2.15 da planilha do Anexo 1— notas fiscais às fls. 205 a 219; d) créditos apurados em relação a bens que não são aplicados no processo produtivo da empresa (aquisição de cabeçotes ranhurados — fl. 271) e) inclusão de valores de mercadorias que saíram do estabelecimento do fornecedor (Vidroforte — notas às fls. 385/416) com o fim específico de exportação Fl. 888DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/10/2014 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13975.000184/200555 Acórdão n.º 3102002.278 S3C1T2 Fl. 187 3 — CFOP 6.501, operação para a qual inexiste possibilidade de crédito, à luz do inciso II do § 2°. do art. 3°. da Lei 10.833/03; f) nota fiscal inexistente, conforme observação firmada pela interessada à fl. 196; 2. Glosas a titulo de "Serviços Utilizados como Insumos", em vista de: a) inclusão indevida do CFOP 1.949 e 2.949 (outra entrada de mercadoria ou prestação de serviço não especificado) na rubrica Serviços Utilizados como Insumos, visto que esses códigos não correspondem a bens e serviços passíveis de apuração de crédito da Cofins (itens 2.1.1. e 2.1.2 da planilha do Anexo I); b) preenchimento dos Conhecimentos de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC) em inconformidade com o exigido pela legislação do ICMS, em razão de vícios formais nas notas fiscais, conforme tabela constante do Anexo II. Destaca que, quanto ao CFOP 1.352, algumas notas fiscais foram deferidas; 3. Glosa a título de "Despesas de Energia Elétrica", visto que foram incluídos na base de cálculo dos créditos, a esse título, valores de despesas de doação; e que alguns dos valores referemse a despesas extemporâneas — faturamento dos meses de junho e agosto de 2002; 4. Glosa de Despesas de Aluguéis de Máquinas e Equipamentos Locados de Pessoas Jurídicas, em razão da falta da apresentação dos respectivos comprovantes, conforme item 4.1.1. da planilha constante do Anexo I; 5. Glosa de Despesas de Armazenagem de Mercadoria e Frete na Operação de Venda devido a: a) irregularidades no preenchimento de parcela relevante dos CTRC, em inconformidade com o exigido pela legislação do ICMS, tais como: emissão posterior à prestação do serviço e à falta de indicação do número da nota fiscal do produto transportado; b) serviços não relacionados na legislação tributária como passíveis de apurar créditos, tais como: serviços de remoção (fl. 493), handling (fls. 516,525), frete a pagar (fls. 473/474), dentre outros; 6. Glosa de Base de Cálculo do Crédito a Descontar Referente Ativo Imobilizado — Lei n o. 10.833/2003, art. 3°., §§ 14 e 16 e Lei n°. 11.051/2004, art. 2°., visto a inclusão indevida de diversos tipos de bens do Ativo Imobilizado para os quais não se aplicam os dispositivos legais relacionados aos créditos da nãocumulatividade (ajuste das diferenças e os valores deferidos conforme demonstrado no item 6.1.1 da planilha do Anexo I). Consta, ainda, do despacho decisório que, em relação à dedução na linha 24 da ficha 17B (fl. 43), no valor de R$ 1.200,00, anexouse página da Dirf referente ao código de receita 5952 (fl. 596). Sob o título "Cálculo Final", explica o despacho decisório, em síntese, que foram efetuadas as divisões dos custos, despesas e encargos vinculados ao mercado interno e às operações de exportação; que houve a necessidade de reescrita dos créditos do trimestre em análise, especialmente quanto à desconsideração do saldo inicial de crédito de mercado externo, à luz da IN SRF no. 600/05; que o quadro Fl. 889DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/10/2014 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13975.000184/200555 Acórdão n.º 3102002.278 S3C1T2 Fl. 188 4 resumo à fl. 625 apresenta os saldos de créditos de mercado interno e de mercado externo após as deduções da contribuição apurada em cada mês do trimestre e antes das compensações com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administradas pela SRFB, observada a legislação aplicável à matéria. Houve o reconhecimento parcial do direito creditório no valor de R$ 37.085,53, a título de mercado externo, correspondente ao saldo remanescente após as deduções da contribuição apurada em cada mês do trimestre e antes das compensações, com a ressalva de que a homologação de compensações eventualmente vinculadas ao presente processo, e o ressarcimento em dinheiro, caso haja saldo remanescente, somente podem ser reconhecido a título de mercado externo. Constam, às fls. 628/634, a planilha do histórico das glosas realizadas, dos itens deferidos e o Demonstrativo de Apuração das Contribuições. A contribuinte apresenta a manifestação de inconformidade (fls. 647/655), onde pede a reformada decisão, alegando os motivos que abaixo se expõe, sucintamente, conforme os tópicos abordados pela defesa: 1) Dos Bens Utilizados Como Insumos Aquisições da Vidro forte (Notas Fiscais emitidas com o CFOP 6.501 — Fim específico de exportação: Neste tópico, em síntese, alega que essas aquisições foram escrituradas com o CFOP 2.101 (Compras para Industrialização) e não no CFOP 2.501 (Entrada de mercadoria recebida com o fim específico de exportação), foram enviadas para o seu estabelecimento comercial, e foram utilizadas como matériaprima em seu processo de industrialização e incorporadas ao produto final (vidro). Sustenta que houve um equívoco por parte do fornecedor, sem qualquer responsabilidade da parte da recorrente; que a empresa Vidroforte destacou o ICMS nas operações, sendo que, quando a venda é com fim específico de exportação, não existe esse destaque; que efetuou o pagamento do ICMS, do PIS e da Cofins à empresa fornecedora, sendo que estes dois últimos, ainda que não destacados nas notas fiscais, também estavam embutidos no preço final do produto; que não pode ser prejudicado pelo fato do contribuinte de direito não ter repassado os valores aos cofres públicos. 2) Dos Serviços Utilizados Como Insumos: a) CFOP 1.352 (fretes sobre a aquisição de insumos): alega que o referido transporte é utilizado para levar a madeira bruta das florestas até o estabelecimento da recorrente e que a falha no sistema de emissão das notas fiscais (conhecimento de frete) não prejudicou o fisco federal, pois não houve omissão quanto aos valores referentes aos fretes; que há direito ao crédito relativo ao transporte de insumos, pois o fato de ter havido irregularidades não impediu que a empresa transportadora recolhesse o Pis e a Cofins sobre esses valores; b) CFOP 1.949 (outra entrada não especificada): alega que as Operações lançadas nesse código se referem a serviços de pessoa jurídica utilizados na extração de madeira e manutenção de máquinas, cujo direito ao crédito está previsto no art. 3º, II, da Lei nº 10.637/02; que, no mesmo CFOP existem entradas com e sem direito ao crédito, mas que a autoridade administrativa não poderia ter glosado sumariamente todos os valores pleiteados, deixando de intimar a contribuinte para prestar esclarecimentos quanto aos lançamentos; e que junta as notas fiscais que comprovam o direito pleiteado; Fl. 890DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/10/2014 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13975.000184/200555 Acórdão n.º 3102002.278 S3C1T2 Fl. 189 5 3) Das Despesas de Armazenagem de Mercadoria e Frete Na Operação de Venda: Alega que, da mesma forma que na aquisição de insumos, não existem vícios formais a ensejar a glosa dos valores referentes ao frete nas operações de venda; que ocorreram, quando muito, meras irregularidades que não prejudicaram o Fisco, porquanto não houve omissão dos valores referente aos fretes; que os transportadores, ao invés de emitirem uma nota fiscal (conhecimento de frete) para cada operação de transporte, emitiam uma nota conjunta, onde mencionavam a totalidade dos serviços prestados em um determinado período; que, mesmo que tenha havido, essas irregularidades não impediram que a transportadora recolhesse as contribuições; que, caso se entenda que não se tem como auferir os valores a serem ressarcidos, que se determine o retorno dos autos à DRFB em Blumenau, para análise. Requer, por fim, o reconhecimento do direito ao ressarcimento de créditos de Cofins, especificados na presente manifestação." A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento deu provimento parcial a impugnação para excluir as glosas referentes às aquisições de bens do fornecedor Vidro forte Indústria e Comércio de Vidros Ltda.. A decisão foi assim ementada. “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2005 INCIDÊNCIA NÃOCUMULATIVA. INSUMOS. Para efeito da nãocumulatividade das contribuições, há de se entender o conceito de insumo não de forma genérica, atrelandoo à necessidade na fabricação do produto e na consecução de sua atividadefim (conceito econômico), mas adstrito ao que determina a legislação tributária (conceito jurídico), vinculando a caracterização do insumo à sua aplicação direta ao produto fabricado. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTENCIA DO DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE No âmbito específico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório. Impugnação Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Cientificada da decisão a Recorrente interpôs recurso voluntário alegando equivoco na decisão da DRJ que decidiu pela ausência de provas do direito creditório, afirma a Recorrente que o ônus da prova do indébito tributário não é absoluto do contribuinte, se o contribuinte falhou na comprovação dos fatos seria necessário a devolução dos autos a Unidade de Origem, elencando objetivamente o que precisa ser demonstrado. Fl. 891DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/10/2014 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13975.000184/200555 Acórdão n.º 3102002.278 S3C1T2 Fl. 190 6 Quanto ao mérito das glosas realizadas pela Fiscalização, alega que o frete pago na aquisição de insumos e o fato de se referirem, em parte, a produtos adquiridos de pessoas físicas, não exclui a possibilidade da percepção de créditos e se existirem divergência na documentação comprobatória, caberia a autoridade a quo determinar diligência para sanar as dúvidas. Quanto aos serviços não especificados, contesta a decisão de piso, argumentando que o conceito de insumo é mais amplo que o de matérias primas, de produtos intermediários e de materiais de embalagem, abarcando todos os produtos e serviços necessários a execução de suas atividades, assim seriam indevidas as glosas realizadas pela Fiscalização, quanto as despesas referentes a extração de madeira, manutenção de máquinas e serviços de fumigação, haja vista que tais produtos são considerados como insumo sendo integrados ou consumidos no processo produtivo da Recorrente. Por fim insurgese a Recorrente contra a glosa realizada nas despesas com armazenagem e frete na venda de produtos, visto, que a empresa atua na área de exportação e arca com as despesas referente ao transporte de sua mercadoria ate o ponto de embarque dos navios, pois nestes casos, os negócios internacionais realizados sob a modalidade CIF (custo, seguro e frete), o pagamento destas despesas cabe ao exportador. As razões dos Embargos de Declaração interpostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional ao Acórdão podem ser resumidas nos excertos a seguir reproduzidos, extraídos da peça recursal. Este colegiado deu parcial provimento ao recurso voluntário do contribuinte, nos seguintes termos: “Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário, para acatar a possibilidade de se apurar créditos de Cofins nãocumulativa sobre dispêndios relativos a extração de madeira, transporte, manutenção de máquinas, frete nacional e armazenagem nas operações de exportação e, consequentemente, devolver o processo à instância recorrida para analisar as demais questões de mérito.” Conforme delineado no próprio voto condutor do julgado, a DRJ apresentou dois argumentos distintos para manter a glosa de despesas com extração de madeira, transporte, manutenção de máquinas, frete nacional e armazenagem, na apuração de crédito de Cofins sob o regime não cumulativo. O primeiro argumento se refere à falta de comprovação dos valores das despesas informadas, enquanto o segundo argumento se refere à caracterização de insumo à luz da legislação de regência da matéria. O relator, no entanto, somente afastou o segundo argumento, sob o entendimento de que as despesas com extração de madeira, transporte, manutenção de máquinas, armazenagem e frete, diversamente da posição firmada em primeira instância, são passíveis de gerar créditos no regime da Cofins não cumulativa. Ao não apreciar a falta de comprovação das despesas informadas, o julgado incorre em relevante omissão, que merece ser sanada nesta via recursal. É o Relatório. Fl. 892DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/10/2014 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13975.000184/200555 Acórdão n.º 3102002.278 S3C1T2 Fl. 191 7 Voto Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento dos Embargos de Declaração. Logo de início, o i. Conselheiro Relator do Processo deixa claro que tem conhecimento acerca das duas razões pelas quais foi negado o direito de crédito em relação aos gastos objeto da lide. Observese o texto do Voto a respeito do assunto. A decisão de piso, manteve as glosas sobre dois argumentos: o primeiro diz respeito a falta de comprovação por parte da Recorrente, por meio de provas documentais, os valores referentes às despesas informadas e o segundo em razão destas despesas não estarem incluídas no rol de despesas permitidas para crédito da COFIN não cumulativa conforme consta da Lei nº 10.833/2004. A partir daí, tece considerações sobre os limites que entende devam ser observados na apreensão do significado tributário válido para o vernáculo insumo previsto nas Leis que regulamentam o Sistema NãoCumulativo de apuração das Contribuições para o PIS/Pasep e Cofins, sobre a importância de se ter uma clara definição do processo produtivo de cada empresa, para, então, divergir do entendimento proposto pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, reconhecendo o direito de crédito em relação aos gasto incorridos a partir do início da atividade fabril, que, no julgado, ficou definido como sendo a retirada das toras de madeira realizada nas fazendas. Tudo isso pode ser confirmado do teor do texto abaixo. Excerto extraído do Voto. Também nele, é possível observar que toda a leitura empregada no decisum foi de cunho legal e não meritório, na medida em que não confirmou o direito creditório para todas as despesas referentes a este escopo espacial e temporal, pois tal confirmação dependia, segundo entendimento do Relator do Processo, da observância dos requisitos formais e legais, que talvez não permitam a fruição do crédito. No caso em tela, a Recorrente fábrica móveis e outros artefatos de madeira e busca a sua matériaprima (toras de madeira) em fazendas, assumido, segundo consta dos autos, despesas referentes a retirada das árvores e o seu transporte até a serraria. Entendo que tais atividades fazem parte da cadeia industrial da Recorrente, a sua atividade fabril tem início com a retirada das toras de madeira realizada nas fazendas, assim, todo o processo a partir deste ponto esta vinculado ao processo produtivo. Tal fato porém, não confirma o direito creditório para todas as despesas referentes a este escopo espacial e temporal, pois, dependendo da situação abordada podem existir requisitos formais e legais que não permitam a fruição do crédito. (grifos acrescidos) Em sintonia com toda a linha de entendimento até ali desenvolvida, ato final, a Turma deu parcial provimento ao Recurso Voluntário, para afastar a restrição normativa imposta pela Secretaria da Receita Federal (IN 247/02 e 404/04), admitindo com isso a possibilidade de apuração dos créditos sobre dispêndios relativos a extração de madeira, transporte, manutenção de máquinas, frete nacional e armazenagem nas operações de exportação e, para tanto, determinando à Delegacia que analisasse as demais questões de mérito. Fl. 893DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/10/2014 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13975.000184/200555 Acórdão n.º 3102002.278 S3C1T2 Fl. 192 8 Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário, para acatar a possibilidade de se apurar créditos de Cofins não cumulativa sobre dispêndios relativos a extração de madeira, transporte, manutenção de máquinas, frete nacional e armazenagem nas operações de exportação e, consequentemente, devolver o processo à instância recorrida para analisar as demais questões de mérito. Uma vez que alterada uma das premissas na quais baseouse a decisão de negar o direito de crédito ao contribuinte, todo o desenrolar do processo acaba sendo alterado. Se se reconhece a necessidade de que um conceito mais amplo de insumo seja considerado, novas demandas probatórias haverão de ser necessárias, na medida em que as iniciativas estavam, até então, limitadas por uma baliza que foi removida. VOTO pela rejeição dos Embargos de Declaração. Sala das Sessões, 17 de setembro de 2014. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator Fl. 894DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2014 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 08/10/2014 por RICARDO PAULO ROSA
score : 1.0
Numero do processo: 19740.720098/2009-26
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Oct 31 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Data do fato gerador: 30/12/2005
NULIDADE DO LANÇAMENTO.
Afasta-se a alegação de nulidade do lançamento, ante a não configuração de qualquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972.
IMPOSTO DE RENDA NA FONTE. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO. COMPENSAÇÃO CONSIDERADA NÃO DECLARADA. RITO PROCESSUAL.
Não é sujeito ao rito previsto no Decreto nº 70.235, de 1972, o recurso contra decisão que considerou a compensação não declarada.
Numero da decisão: 2101-002.590
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em afastar as preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso
(assinado digitalmente)
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente
(assinado digitalmente)
HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Maria Cleci Coti Martins, Eduardo de Souza Leão, Heitor de Souza Lima Junior (Relator), Mara Eugênia Buonanno Caramico e Eivanice Canário da Silva.
Nome do relator: HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Data do fato gerador: 30/12/2005 NULIDADE DO LANÇAMENTO. Afasta-se a alegação de nulidade do lançamento, ante a não configuração de qualquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. IMPOSTO DE RENDA NA FONTE. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO. COMPENSAÇÃO CONSIDERADA NÃO DECLARADA. RITO PROCESSUAL. Não é sujeito ao rito previsto no Decreto nº 70.235, de 1972, o recurso contra decisão que considerou a compensação não declarada.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Oct 31 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19740.720098/2009-26
anomes_publicacao_s : 201410
conteudo_id_s : 5393666
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Oct 31 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2101-002.590
nome_arquivo_s : Decisao_19740720098200926.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 19740720098200926_5393666.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em afastar as preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente (assinado digitalmente) HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Maria Cleci Coti Martins, Eduardo de Souza Leão, Heitor de Souza Lima Junior (Relator), Mara Eugênia Buonanno Caramico e Eivanice Canário da Silva.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2014
id : 5688080
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:31:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251519012864
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1601; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 262 1 261 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19740.720098/200926 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2101002.590 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 08 de outubro de 2014 Matéria IRRF Recorrente BANCO CLÁSSICO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Data do fato gerador: 30/12/2005 NULIDADE DO LANÇAMENTO. Afastase a alegação de nulidade do lançamento, ante a não configuração de qualquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. IMPOSTO DE RENDA NA FONTE. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO. COMPENSAÇÃO CONSIDERADA NÃO DECLARADA. RITO PROCESSUAL. Não é sujeito ao rito previsto no Decreto nº 70.235, de 1972, o recurso contra decisão que considerou a compensação não declarada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em afastar as preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente (assinado digitalmente) HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 74 0. 72 00 98 /2 00 9- 26 Fl. 262DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/ 10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/10/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 19740.720098/200926 Acórdão n.º 2101002.590 S2C1T1 Fl. 263 2 Participaram do julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Maria Cleci Coti Martins, Eduardo de Souza Leão, Heitor de Souza Lima Junior (Relator), Mara Eugênia Buonanno Caramico e Eivanice Canário da Silva. Relatório Tratase de lançamento de Imposto sobre a Renda Retido na Fonte, por força de compensação tencionada e devidamente declarada em DCOMP, posteriormente considerada como não declarada pela autoridade tributária, no valor de R$ 3.502.680,67 (montante principal), o qual, quando acrescido dos valores devidos a título de multa de ofício e juros moratórios, atinge o montante de R$7.539.870,40 sob litígio (auto de infração de efls. 29 a 33). Visava o contribuinte extinguir, por compensação, parte do montante de IRRF devido, decorrente de pagamento efetuado a título de Juros Sobre Capital Próprio em 30/12/2005, no valor de R$ 25.500.000, resultando daí um montante devido de imposto de R$ 3.825.000,00, dos quais foram recolhidos R$ 322.319,33, tendo sido o saldo de R$ 3.502. 680,67 objeto de Declaração de Compensação (vide cópia de efls. 195 a 217), analisada no âmbito do Processo Adminsitrativo 19740.000355/200667 (vide Termo de Verificação de e fls. 26 a 28 e fl. 34). No âmbito deste outro Processo administrativo supracitado, foi emitido o Parecer DEINF/RJO no 59, de 26 de outubro de 2006, de efls. 19 a 24, cientificado juntamente com o presente auto, na forma de termo de efl. 18 e no qual se concluiu se estar diante de hipótese de compensação não declarada, subsidiado, assim, através deste Parecer, o Despacho Decisório que assim a considerou (efl. 25), bem como o auto objeto do presente, uma vez que também caracterizada nos autos a não declaração do montante que o autuado buscou compensar em sua DCTF (vide efls. 38 a 40). Insurgiuse o contribuinte contra o auto de infração através de impugnação de efls. 59 a 135, onde resumidamente alegou: (a) a nulidade do lançamento em face de inadequação entre os fatos narrados na autuação e os dispositivos legais invocados; (b) que teria o lançamento se fundamentado no Parecer n° 59, de 2006, contraditório, inconsistente, alijado da efetiva situação de fato, além de cercear o seu direito de defesa uma vez que contra ele não cabe manifestação de inconformidade; e (c) o caráter confiscatório da multa imposta de 75%. Na forma de despacho de saneamento de efls. 137/138, tendo em vista não caber, no caso de compensação não declarada, na forma do disposto no § 8º do art. 66 da Instrução Normativa SRF nº 900, de 2008 então vigemte, manifestação de inconformidade sujeita ao rito do processo administrativo fiscal (Decreto no, 70.235, de 06 de março de 1972), a autoridade julgadora de 1a. instância achou por bem encaminhar a impugnação do contribuinte à Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil na 7a. Região Fiscal, a fim de que se verificasse a possibilidade de recebêla como recurso na forma do rito estabelecido pela Lei nº. 9.784, de 29 de janeiro de 1999. Verificado não ter sido observado o prazo para que se intente o recurso previsto no art. 59 da mesma Lei nº 9.784, de 1999 (dez dias da ciência da decisão recorrida) e Fl. 263DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/ 10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/10/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 19740.720098/200926 Acórdão n.º 2101002.590 S2C1T1 Fl. 264 3 por entender inexistirem nos autos elementos que justificassem entendimento diverso do exposto no despacho decisório anteriormente emitido, a Delegacia da Receita Federal jurisdcionante não tomou conhecimento da impugnação e encaminhou ambos os processos (o da compensação e o do auto), em retorno, à autoridade julgadora de 1a. instância, que, na forma de Acórdão de efls. 145 a 149, julgou o lançamento integralmente procedente, expressando, inclusive, entendimento no sentido de impossibilidade de conhecimento das alegações acerca da compensação não declarada, na forma da ementa abaixo: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano calendário:2005 NULIDADE DO LANÇAMENTO. Afastase a alegação de nulidade do lançamento, ante a inexistência de qualquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 2005 IMPOSTO DE RENDA NA FONTE. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO. COMPENSAÇÃO CONSIDERADA NÃO DECLARADA. IMPUGNAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Não compete às Delegacias da Receita Federal de Julgamento a apreciação de recurso contra decisão que considerou a compensação não declarada. MULTA DE OFÍCIO. NÃO CONFISCATORIEDADE A vedação ao confisco, como limitação ao poder de tributar, restringese a tributos e não às penalidades. É cabível a imposição de multa de 75% sobre tributo que deixou de ser recolhido, em face de inobservância de legislação vigente. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A exigência dos juros de mora calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC está em consonância com o Código Tributário Nacional CTN Insurgese, assim, o contribuinte contra o referido Acórdão através do Recurso Voluntário anexado às efls. 158 a 168, onde alega, em síntese: a) Pugna, na forma dos itens 1 a 6 do pleito recursal, pela nulidade do lançamento, alegando que os fatos registrados no auto de infração não guardam correspondência com os dispositivos legais que o fundamentam ou com as situações descritas no termo de verificação fiscal que o precedeu; Reproduz, inicialmente, a propósito, o primeiro parágrafo de efl. 27 do Termo de Verificação Fiscal, onde entende que se reconheceu explicitamente que o interessado “recolheu em 04/01/2006, o valor de R$ 322.319,33, código de receita 570601, restando R$ 3.502.680,67, que foram compensados com o IRRF incidente sobre rendimentos de ações da Tractbel Energia”, não sendo possível, assim, depois imputar ao contribuinte infração à legislação tributária pelo não recolhimento do mesmo imposto. Ressalta que nunca esteve em discussão a aplicação do art. 668 do RIR/99 aplicado pela Fiscalização, entendendo que deveria se ter averiguado acerca da possibilidade da compensação do débito pelo autuado e se a compensação foi devidamente efetuada, Fl. 264DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/ 10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/10/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 19740.720098/200926 Acórdão n.º 2101002.590 S2C1T1 Fl. 265 4 incabível assim a aplicação da multa de 75%, prevista no art. 44, I, da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, para a qual não há embasamento legal, uma vez que houve o pagamento do imposto de renda através de recolhimento de uma parcela em 04/01/2006 e de compensação do saldo na forma autorizada por lei, tendo restado contrariado não só o art. 10 do Decreto n o 70.235, de 1972, como também prejudicado o direito de defesa do contribuinte, requerendo com fulcro no art. 59, inciso II do mesmo Decreto n o 70.235, de 1972, e no art. 3o da Lei n o 6.830, de 1980, a nulidade do auto. b) Em seus itens 07 a 32, 33 (numeração original) e 35 a 37 e 40 a 43, tenta o contribuinte discutir o mérito da autuação. inicialmente com crítica às considerações tecidas no âmbito do Parecer nº 059/2006, que considerou como não declarada a compensação intentada pelo autuado no 4º semestre do anocalendário de 2005, por entender se ter realizado a compensação somente em 04/01/2006 (data de vencimento do tributo), violando assim dispositivo legal que limitaria a compensação do direito creditório ao anocalendário de sua apuração, bem como lhe excluindo o direito ao rito constante do Decreto n o 70.235, de 1972. A propósito, acrescenta, ainda, argumentação e fundamentação legal que ampararia a compensação efetuada, devidamente amparada pelos registros contábeis do recorrente. c) Volta, no item 33 (numeração duplicada), 34, 38 e 39 à mesma argumentação sobre a inconsistência do primeiro parágrafo de efl. 27 do Termo de Verificação Fiscal, estendendo a argumentação de inconsistência agora ao item 4 do recorrido, que novamente o reproduziu. É o relatório. Voto Conselheiro HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Relator O recurso preenche seus requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. 1. Quanto à preliminar de nulidade do Auto de Infração (itens 1 a 6, item 33 (duplicado), 34, 38 e 39 do pleito recursal): Verifico a propósito ter ocorrido plena observância ao disposto nos arts. 142 da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (CTN) e art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972, com os dispositivos legais utilizados no lançamento efetuado guardando, sim, plena consonância com a situação fática descrita no auto e no termo de verificação de fls. 26 a 33, permitindo ao interessado ampla defesa quanto ao fato que lhe foi imputado, senão vejamos. No caso sob análise, uma vez comprovadamente ocorrida a hipótese de incidência descrita no art. 668 do RIR/99, dispositivo que expressa ali seu fundamento legal inclusive, e, uma vez verificada a não extinção de parcela do crédito tributário (dada a não homologação posterior, pela autoridade tributária, da compensação intentada pelo contribuinte), é passível de constituição a parcela do crédito não extinto, acompanhada da respectiva multa de ofício prevista no art. 44, inciso I da Lei nº 9.430, de 1996, tendo em vista não se tratar de montante de tributo declarado. Ressaltese a propósito que a parcela lançada não constava da DCTF de Fl. 40, e nem foi objeto de confissão de dívida outra, devendose notar também que, à época da DCOMP sob análise, os débitos constantes de compensação Fl. 265DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/ 10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/10/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 19740.720098/200926 Acórdão n.º 2101002.590 S2C1T1 Fl. 266 5 considerada como não declarada não representavam confissão de dívida, na forma do disposto no art. 74, §§ 6o. e 13 da Lei nº 9.430, de 1996. Quanto à obrigatoriedade de declaração do débito em DCTF, foi muito feliz o Acórdão recorrido neste ponto ao analisar o regramento da obrigação acessória, emanado da administração tributária com supedâneo no art. 5o. do DecretoLei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, e, assim, adoto a fundamentação de 1a. instância abaixo como razão de decidir, in verbis: “(...) 31. No que diz respeito à DCTF, não encontra respaldo na legislação vigente o procedimento do interessado que deixou de declarar o débito de R$ 3.502.680,97 só porque teria sido objeto de compensação. 32. Para o cumprimento da obrigação acessória de apresentação da DCTF, mensal ou semestral, a RFB disponibiliza em sua página na internet, aprovado por instrução normativa, o programa gerador e as instruções para o seu preenchimento. 33. De acordo com as instruções para preenchimento da DCTF mensal na versão “DCTF Mensal 1.1”, a partir do ano calendário de 2005, aprovada pela Instrução Normativa SRF n. 520, de 11 de março de 2005, no que se refere à Ficha – Valor do Débito de IRRF (10.5), cabia ao interessado observar que o imposto apurado deveria ser informado antes de serem efetuadas compensações (...)” Finalmente, com relação ao primeiro parágrafo de efl. 27 do Termo de Verificação, amplamente citado pelo recorrente e reproduzido no recorrido, é cediço, a partir dos elementos carreados aos autos, que estava ali e no acórdão recorrido sempre a se referir à alegação do contribuinte de ter compensado o referido débito em 30/12/2005, inclusive conforme sua DCOMP, não podendo ser interpretado como forma de homologação, pela administração tributária, da compensação tencionada, a qual, notese, só pode ser feita através de despacho decisório. Noto que, no caso, o despacho decisório devidamente emanado da autoridade administrativa concluiu pela ocorrência de hipótese de compensação não declarada (fl. 25), tendo sido tal despacho devidamente cientificado ao contribuinte, juntamente com o despacho de fl. 19 a 24 que o embasou, através do termo fl. 18, o qual, assim, possibilitou ao contribuinte o exercício de ampla defesa quanto ao mérito da compensação, em plena obediência ao disposto no art, 5o, LV da CRFB, e na forma do rito aplicável àquela decisão, a saber, aquele constante dos arts. 56 e segs. da Lei nº 9.784, de 1999, legalmente rejeitada a aplicação do rito do PAF (Decreto nº 70.235, de 1972) ao caso sob análise, consoante estabelecido pelo art. 74, §§ 11 e 13 da Lei nº 9.430, de 1996. Constatada, ainda, a inexistência de qualquer outra hipótese elencada no art. 59 do Decreto no. 70.235, de 1972, escorreito o procedimento fiscal e, diante do exposto, afasto a preliminar de nulidade levantada pelo contribuinte. Fl. 266DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/ 10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/10/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS Processo nº 19740.720098/200926 Acórdão n.º 2101002.590 S2C1T1 Fl. 267 6 2. Quanto ao mérito da compensação intentada Em linha com posicionamento adotado no recorrido, também rejeito as alegações constantes dos demais itens do recurso voluntário do contribuinte, uma vez que tentam rediscutir a decisão da autoridade administrativa acerca da compensação constante de DCOMP, a qual, uma vez tendo sido considerada não declarada pela mesma autoridade, na forma de despacho decisório de fl. 25, remete à rito próprio recursal, de forma a se assegurar ao contribuinte a ampla defesa.(rito este previsto no arts. 56 e segs. da Lei nº 9.784, de 1999), excluída a aplicação do rito do Processo Administrativo Fiscal à manifestação de inconformidade, consoante disposto no art. 74, §§ 11 e 13 da Lei nº 9.430, de 1996. Entendo que caso se admitisse posterior discussão acerca do mérito da compensação, também no auto gerado a partir da decisão administrativa que considerou a compensação como não declarada, se estaria a violar o referido dispositivo, se possibilitando, por via indireta, a todos os contribuintes que tivessem compensações consideradas como não declaradas e não tivessem confessado seus débitos (sendo assim sujeitos à autuação) o rito processual do Decreto n º 70.235, de 6 de março de 1972, em clara violação aos dispositivos supracitados e, mais, criandose, assim, um duplo rito recursal administrativo aplicável a matérias idênticas e em situação completamente antiisonômica em relação aos contribuintes que houvessem declarado o débito objeto de compensação tida como não declarada, o que entendo como inadmissível. Assim, também nego provimento aos itens 07 a 32, 33 (numeração original), 35 a 37 e 40 a 43 do pleito recursal. Diante do exposto, voto no sentido de afastando a preliminar de nulidade levantada, NEGAR provimento ao recurso voluntário do contribuinte. É como voto. (assinado digitalmente) HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR Relator Fl. 267DF CARF MF Impresso em 31/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 30/ 10/2014 por HEITOR DE SOUZA LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 31/10/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLI VEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 19647.004251/2005-17
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Nov 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2000
Restituição. Compensação. Admissibilidade.
Somente são dedutíveis da CSLL apurada no ajuste anual as estimativas pagas em conformidade com a lei. O pagamento a maior de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento e, com o acréscimo de juros à taxa SELIC, acumulados a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, pode ser compensado, mediante apresentação de DCOMP. Eficácia retroativa da Instrução Normativa RFB nº. 900/2008.
Reconhecimento do Direito Creditório. Análise Interrompida.
Inexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringe-se a aspectos como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, uma vez superado este ponto, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte.
Numero da decisão: 1801-002.185
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento em parte ao recurso voluntário e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente, para se pronunciar a respeito do mérito do litígio, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido de votar o Conselheiro Fernando Daniel de Moura Fonseca.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Wipprich Presidente
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Neudson Cavalcante Albuquerque, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201410
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2000 Restituição. Compensação. Admissibilidade. Somente são dedutíveis da CSLL apurada no ajuste anual as estimativas pagas em conformidade com a lei. O pagamento a maior de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento e, com o acréscimo de juros à taxa SELIC, acumulados a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, pode ser compensado, mediante apresentação de DCOMP. Eficácia retroativa da Instrução Normativa RFB nº. 900/2008. Reconhecimento do Direito Creditório. Análise Interrompida. Inexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringe-se a aspectos como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, uma vez superado este ponto, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 13 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19647.004251/2005-17
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5398146
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 18 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1801-002.185
nome_arquivo_s : Decisao_19647004251200517.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARIA DE LOURDES RAMIREZ
nome_arquivo_pdf_s : 19647004251200517_5398146.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento em parte ao recurso voluntário e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente, para se pronunciar a respeito do mérito do litígio, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido de votar o Conselheiro Fernando Daniel de Moura Fonseca. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Wipprich Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Neudson Cavalcante Albuquerque, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5709399
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:31:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251529498624
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2240; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 2 1 1 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19647.004251/200517 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801002.185 – 1ª Turma Especial Sessão de 23 de outubro de 2014 Matéria Compensação Recorrente TELPE CELULAR S/A TIM NORDESTE Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ADMISSIBILIDADE. Somente são dedutíveis da CSLL apurada no ajuste anual as estimativas pagas em conformidade com a lei. O pagamento a maior de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento e, com o acréscimo de juros à taxa SELIC, acumulados a partir do mês subseqüente ao do recolhimento indevido, pode ser compensado, mediante apresentação de DCOMP. Eficácia retroativa da Instrução Normativa RFB nº. 900/2008. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. ANÁLISE INTERROMPIDA. Inexiste reconhecimento implícito de direito creditório quando a apreciação da restituição/compensação restringese a aspectos como a possibilidade do pedido. A homologação da compensação ou deferimento do pedido de restituição, uma vez superado este ponto, depende da análise da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pela autoridade administrativa que jurisdiciona a contribuinte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento em parte ao recurso voluntário e determinar o retorno dos autos à unidade de jurisdição da recorrente, para se pronunciar a respeito do mérito do litígio, nos termos do voto da Relatora. Declarouse impedido de votar o Conselheiro Fernando Daniel de Moura Fonseca. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Wipprich– Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 64 7. 00 42 51 /2 00 5- 17 Fl. 151DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 30/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Fernando Daniel de Moura Fonseca, Neudson Cavalcante Albuquerque, Alexandre Fernandes Limiro, Rogério Aparecido Gil e Ana de Barros Fernandes Wipprich. Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação (fls. 01/15), pela qual pretende a interessada a compensação de débito de tributo de sua responsabilidade, com direito creditório oriundo de pagamento indevido ou a maior de estimativa de CSLL apurada no mês de março de 2000, no valor original de R$ 150.182,25. Analisando o pleito a DRF em Recife/PE, após diligências realizadas, concluiu pela inexistência do crédito apontado, razão pela qual pelo Despacho Decisório de fl. 22 não reconheceu o direito creditório e não homologou as compensações, ao fundamento de que, de acordo com o disposto no artigo 10 da IN SRF n°. 600, de 2005, a pessoa jurídica somente poderia utilizar o valor pago indevidamente ou a maior a título de estimativa mensal, ao final do período de apuração em que houve o referido pagamento, para dedução do valor da CSLL devida ou para compor o saldo negativo porventura apurado. A empresa TIM Nordeste S/A, CNPJ n° 01.009.686/000144, sucessora da Telpa Celular S/A, apresentou manifestação de inconformidade alegando, em síntese: a) que o art. 10 da Instrução Normativa SRF n° 600, de 2005, não tem amparo legal, já que a Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, não prevê a restrição nele estabelecida e adotada na decisão da DRF/Recife e que quando da realização das compensações ainda não existia a regra do art. 10 da Instrução Normativa SRF n° 600, de 2005; b) se não fosse realizada a compensação da CSLL recolhida a maior haveria saldo negativo ao final do ano. Terseia, então, no máximo um problema de inobservância de exercício, vez que o saldo negativo seria passível de compensação a partir do final do ano de 2000; c) possivelmente a decisão supôs, em virtude do lançamento que deu origem ao processo n° 19647.009690/200699, que não haveria saldo negativo ao final do ano calendário 2000. Nessa hipótese, o julgamento da manifestação de inconformidade ficaria na dependência da decisão adotada nos autos do mencionado processo; d) que o despacho decisório decorre da revisão de oficio havida nos autos do processo n° 19647.009690/200699 e que dessa revisão teria decorrido aumento do crédito tributário original, em afronta aos arts. 145 a 149 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN). Apreciando o litígio a 3a. Turma da DRJ em Recife/PE indeferiu a manifestação de inconformidade. Aquela autoridade observou, inicialmente, que as argüições de ilegalidade do art. 10 da IN SRF n°. 600, de 2005, não poderiam ser apreciadas no âmbito do julgamento administrativo e que a vedação contida no referido comando legal já havia sido consignada na IN SRF n°. 460, de 2004. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 30/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 19647.004251/200517 Acórdão n.º 1801002.185 S1TE01 Fl. 3 3 Apoiandose nas disposições dos artigos 2o. e 6o. da Lei n°. 9.430, de 1996; artigos 3o., 9o. e 10 da IN SRF n°. 93, de 1997 e Ato Declaratório Normativo SRF n°. 003, de 2000, consignou que as estimativas mensais não seriam passíveis de restituição a esse título, pois constituiriam mera antecipação do tributo devido ao final do anocalendário e que somente seria passível de restituição e de aproveitamento em compensações o saldo negativo porventura apurado ao final do período. Assim, o excesso acaso pago a título de estimativas mensais somente poderia ser utilizado na dedução do imposto devido ou na composição do saldo negativo. Rejeitou a afirmação da contribuinte no sentido de que, não fosse realizada a compensação do tributo pago a maior em maio de 1999, haveria saldo negativo ao final do ano, pois, ainda que fosse apurado o saldo negativo, deveria a interessada apresentar DCOMP para sua utilização, que seria apreciada pela autoridade administrativa competente para averiguação da efetiva existência do saldo negativo declarado e, sendo caso, reconhecimento do direito creditório reclamado. Tal discussão, contudo, seria estranha aos autos vez que o direito creditório pleiteado se referiria a pagamento indevido ou a maior de estimativa de CSLL. Esclareceu, ainda, que se o saldo negativo do tributo foi incorretamente declarado a menor em D1PJ, seria da competência do sujeito passivo proceder à sua retificação, observadas as normas pertinentes à matéria. Quanto ao processo n° 19647.009690/200699, esclareceu: 27. Alega a impugnante que a decisão atacada teria sido decorrente da revisão de oficio havida nos autos do processo administrativo n° 19647.009690/200699. O argumento é equivocado, como passo a expor. 28. Naquele processo, de exigência de crédito tributário, verificouse, entre outras infrações, a dedução indevida das estimativas mensais do IRPJ e da CSLL, que haviam sido objeto de compensação indevida. Em conseqüência das glosas, foram lavrados autos de infração para cobrança dos tributos ao final dos anos calendário e da multa isolada pela falta das antecipações mensais. 29. Ocorre que, como as compensações haviam sido declaradas em DCOMPs que constituíam confissão de dívida, tinhase por aplicável o entendimento esposado pela Coordenação Geral de Tributação através da Solução de Consulta Interna Cosit n° 18, de 13 de outubro de 2006, segundo o qual não cabe a glosa das estimativas, devendo os débitos ser cobrados com base em DCOMP. Como a referida solução de consulta foi posterior à lavratura dos autos de infração, foram os lançamentos revistos de oficio, reduzindo o crédito tributário antes exigido. 30. Portanto, diversamente do que esgrime a defesa, o processo n° 19647.009690/200699 é que foi influenciado por este, e não o contrário. É através do presente processo que os débitos das estimativas não homologadas serão cobrados, razão pela qual reduziuse o lançamento objeto daquele outro processo. O não reconhecimento do direito creditório discutido nestes autos em nada decorreu do processo n° 19647.009690/200699 nem da Solução de Consulta Interna Cosit n° 18, de 2006, e os débitos que serão cobrados por via do presente processo são rigorosamente aqueles espontaneamente declarados pela contribuinte nas DCOMPs. Não sofreram, por conseguinte, nenhuma modificação em virtude do processo n° 19647.009690/200699, não havendo falar em ofensa aos arts. 145, 146 e 149 do CTN. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 30/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 Intimada da decisão, em 30/06/2010 (AR à efl. 148) a interessada apresentou, em 16/12/2009, o Recurso Voluntário. Em suas razões de defesa informa, inicialmente, que o presente processo seria decorrente de revisão de ofício em lançamento efetuado no âmbito dos autos n° 19647.009690/200699, especificamente em itens que trataram de (i) deduções indevidas no ajuste anual de antecipações de IRPJ e de CSLL não comprovadas e (ii) imposição de multa isolada por falta de pagamento de IRPJ e de CSLL devidos por estimativa mensal, revisão essa que não teria sido devidamente fundamentada, o que impedia a adequada defesa. Assim, teria sido intimada, em março de 2007, de um Relatório de Informação Fiscal, datado de 13.12.2006, no qual os fiscais responsáveis pela revisão de ofício informaram que tomaram conhecimento de uma solução de consulta interna da Receita Federal (de n° 18/06), a qual previa metodologia de cálculo diferente da que havia sido adotada por eles quando da fiscalização, razão pela qual alguns valores teriam sido excluídos do processo n° 19647.009690/200699, e passaram a ser tratados em processos específicos, dentre os quais o presente processo de compensação. Quanto ao mérito reafirma que a previsão contida no artigo 10 da IN SRF n°. 600, de 2005, não teria amparo legal. Todas as vedações atinentes à compensação teriam sido expressamente previstas no artigo 74 da Lei n°. 9.430, de 1996, assim como as compensações consideradas não declaradas, não se encontrando, em nenhuma delas, a referência ao recolhimento indevido ou a maior a título de estimativas mensais e que o disciplinamento do instituto pela Receita Federal não poderia levar ao estabelecimento de novas vedações não previstas na Lei. Observou que os comandos normativos citados pela autoridade julgadora da DRJ que tratariam da referida vedação em verdade cuidariam da forma de pagamento do imposto calculado por estimativa e não de compensação, o que foi disciplinado unicamente pelo artigo 74 da Lei n°. 9.430, de 1996. Assim, o procedimento adotado guardaria consonância também com o quanto disciplinado pelo § 1°, II, do artigo 6° da Lei n° 9.430/96, na medida em que teria havido o recolhimento a maior de CSLL em abril de 1999, portanto, passível de restituição, e que foi compensado com débitos de tributos federais de períodos posteriores. Reafirmou que, ainda que se considere a sua legalidade, à época da formalização das compensações declaradas não vigoravam as disposições do artigo 10 da IN SRF n° 600, de 2005, vigendo, à época, a IN SRF n°. 210, de 2002, que não trazia tal vedação em seu bojo. A DRJ teria, assim, aplicado retroativamente dispositivo normativo a fim de restringir seu direito, violando disposições legais e constitucionais, pois tal comando não teria o escopo de dar interpretação mas unicamente de inserir novas regras restritivas ao sistema de compensação. Reproduz as alegações de que não fosse realizada a compensação haveria saldo negativo ao final do anocalendário, de vinculação destes autos ao processo de n° 19647.009690/200699 e de indevida revisão de ofício no lançamento perpetrada naqueles autos. Ao final pede pela reforma daquele decisum. Fez sustentação oral pela recorrente, em plenário, o Dr. Eduardo Lourenço Gregório Jr., OAB/DF nº 36.531. Fl. 154DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 30/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 19647.004251/200517 Acórdão n.º 1801002.185 S1TE01 Fl. 4 5 É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. Como se verifica dos autos, à efl. 148 encontrase anexada cópia de um AR, com data de recepção de 30/06/2010, que se destinou a ciência de comunicação dos processos que relaciona, dentre os quais se encontra o presente processo. Não é possível saber qual comunicação foi enviada ao recorrente. O recurso voluntário foi protocolizado em 16/12/2009, ou seja, antes do recebimento do AR acima referido. Como não há qualquer observação do órgão de origem, apenas o despacho de efl. 149 que noticia a apresentação de recurso voluntário, tenho por tempestivas as razões recursais e delas tomo conhecimento. 1 Preliminar. 1.1 LIMITES DO LITÍGIO. Delimitandose o presente litígio cumpre consignar que a DRJ em Recife/PE esclareceu que o presente processo, que trata de Declarações de Compensação, não decorre dos autos do processo administrativo n° 19647.009690/200699. Ademais, enquanto o processo de n° 19647.009690/200699 trata de lançamento de ofício decorrente de procedimento de fiscalização direta, estes autos tratam de declarações de compensação transmitidas eletronicamente e que foram baixadas para tratamento manual neste processo e o único fundamento alegado pela DRF para indeferir o pedido de homologação foi a inexistência de crédito do contribuinte que pudesse ser utilizado para compensar com débitos próprios, pois, conforme preceitua o artigo 10 da IN SRF n° 600/05, eventual valor pago a maior a título de estimativa mensal somente poderia vir a ser utilizado ao final do período de apuração, para dedução do valor do tributo ao final devido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou de CSLL do período. Portanto, as argüições contra a revisão de ofício praticada no âmbito do processo administrativo n° 19647.009690/200699, que trata de lançamento de ofício para exigência de crédito tributário são alheias ao presente feito e devem ser tratadas unicamente no âmbito daqueles autos, razão pela qual deixo de tomar conhecimento de tais alegações. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 30/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 6 2 Mérito No mérito observase que o órgão de jurisdição da recorrente, acompanhado pela Turma Julgadora de 1a. instância, indeferiu o pleito ao argumento de que não pode haver recolhimento indevido ou a maior no cálculo e pagamento de estimativas mensais de IRPJ e de CSLL no curso do anocalendário a gerar um indébito a favor do contribuinte passível de restituição e compensação. Tal questão já foi superada neste órgão de julgamento como se verifica da seguinte Súmula: Súmula CARF n º 84. Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. O pagamento indevido de estimativas caracterizase na hipótese de erro no recolhimento. Assim, se o valor efetivamente pago foi superior ao devido, seja com base na receita bruta, seja com base no balancete de suspensão/redução, essa diferença é passível de restituição ou compensação, e esse pedido ou utilização pode, inclusive, ser feito no curso do anocalendário, já que independente de evento futuro e incerto. No presente caso, a contribuinte afirma ter efetuado o recolhimento de estimativa de CSLL do mês de março de 2000, em valor maior que o devido. Imperioso, entretanto, para homologação da compensação, a confirmação da existência, suficiência e disponibilidade do indébito alegado. Ou seja, a homologação expressa exige que a contribuinte comprove, perante o órgão de jurisdição, o erro cometido, seja na apuração da estimativa com base em receita bruta, seja com base em balancete de suspensão/redução, a sua adequação para a formação do indébito pleiteado e a correspondente disponibilidade, mediante prova de que não se valeu desta antecipação para liquidação da CSLL devida no ajuste anual, ou para formação do correspondente saldo negativo. Em virtude de o mérito da decisão daquele órgão ter sido a impossibilidade de aproveitamento de indébitos decorrentes de recolhimentos estimados, não nos permite concluir pela integridade da formação do crédito. A autoridade da DRF em Recife/PE centrou sua decisão na possibilidade do pedido, e assim não analisou a efetiva existência do crédito. Superada esta questão, necessário se faz a apreciação do mérito pela DRF em Recife/PE, quanto aos demais requisitos para homologação da compensação. Cumpre registrar, inclusive, que, enquanto a contribuinte não for cientificada de um novo despacho decisório quanto ao mérito de sua compensação, os débitos compensados permanecem com a exigibilidade suspensa, por não se verificar decisão definitiva acerca de seus procedimentos. E, caso tal decisão não resulte na homologação total das compensações promovidas, develhe ser permitida a apresentação de manifestação de inconformidade junto à DRJ de sua jurisdição, e, caso a referida decisão lhe seja desfavorável e em respeito ao duplo grau de jurisdição, a apresentação de novo recurso voluntário, possibilitandolhe a discussão do mérito da compensação em todas as instâncias administrativas de julgamento. Por todo o exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reconhecer a possibilidade de formação de indébitos em recolhimentos por estimativa, mas sem homologar a compensação por ausência de análise do mérito pelo órgão de jurisdição da recorrente, com o conseqüente retorno dos autos àquela autoridade, para verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 30/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 19647.004251/200517 Acórdão n.º 1801002.185 S1TE01 Fl. 5 7 (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez Fl. 157DF CARF MF Impresso em 17/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/10/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 30/10/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 04/11/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10494.000578/2007-90
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 22/08/2002 a 31/12/2006
Ementa:
BENEFÍCIO FISCAL. PEÇAS DE AERONAVES. CARÁTER OBJETIVO OU SUBJETIVO DA INCENTIVO. REGULARIDADE FISCAL. ART. 99 CTN.
A Solução de Consulta COSIT n° 10, de 04 de junho de 2003, ratificando o Ato Declaratório (Normativo) Cosit nº 07, de 1998, orienta que fica excluída a obrigatoriedade da comprovação da quitação de tributos e contribuições federais, na forma do art. 60 da Lei nº 9.069/1995, para mercadorias isentas ou tributadas à alíquota zero, quando tais benefícios ou incentivos fiscais não são concedidos subjetivamente ao importador.
A isenção do IPI e do II, (art. 2º, II, j, e art. 3º, I, da Lei nº 8.032/1990) e submissão à alíquota-zero do PIS/COFINS-importação (art. 8º, § 12, VII, da Lei nº 10.865/2003, com redação dada pela Lei nº 10.925/2004), são benefícios fiscais objetivos.
O Decreto nº 5.268/2004 não transformou o incentivo objetivo em subjetivo. O decreto, apenas, fez o desdobramento lógico de quem (proprietário, possuidor ou oficina de aeronave) pratica o ato objetivo de importar peças para reparação, revisão, modernização de aeronave.
O benefício fiscal somente se aplica as peças que foram destinadas à finalidade prevista nas leis.
REGIME ADUANEIRO ESPECIAL. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA. FALTA DE LICENÇA DE IMPORTAÇÃO. SUBSUNÇÃO DOS FATOS À NORMA. PENALIDADE. ART. 633, II, A, DO DECRETO 4.543/2002
As operações de importação submetidas ao regime aduaneiro especial ou ao regime especial de admissão temporária para utilização econômica não se enquadram como importações desembaraçadas no regime comum de importação. A caracterização da infração depende da subsunção dos fatos à norma legal, sem o que é impossibilitada a aplicação de penalidade. Precedentes do CARF.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3202-001.241
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário da empresa. Vencido o conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda. Fez sustentação oral, pela recorrente, a advogada Silvania C. Tognetti, OAB/RJ nº. 79.963.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Thiago Moura de Albuquerque Alves Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
Nome do relator: THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 22/08/2002 a 31/12/2006 Ementa: BENEFÍCIO FISCAL. PEÇAS DE AERONAVES. CARÁTER OBJETIVO OU SUBJETIVO DA INCENTIVO. REGULARIDADE FISCAL. ART. 99 CTN. A Solução de Consulta COSIT n° 10, de 04 de junho de 2003, ratificando o Ato Declaratório (Normativo) Cosit nº 07, de 1998, orienta que fica excluída a obrigatoriedade da comprovação da quitação de tributos e contribuições federais, na forma do art. 60 da Lei nº 9.069/1995, para mercadorias isentas ou tributadas à alíquota zero, quando tais benefícios ou incentivos fiscais não são concedidos subjetivamente ao importador. A isenção do IPI e do II, (art. 2º, II, j, e art. 3º, I, da Lei nº 8.032/1990) e submissão à alíquota-zero do PIS/COFINS-importação (art. 8º, § 12, VII, da Lei nº 10.865/2003, com redação dada pela Lei nº 10.925/2004), são benefícios fiscais objetivos. O Decreto nº 5.268/2004 não transformou o incentivo objetivo em subjetivo. O decreto, apenas, fez o desdobramento lógico de quem (proprietário, possuidor ou oficina de aeronave) pratica o ato objetivo de importar peças para reparação, revisão, modernização de aeronave. O benefício fiscal somente se aplica as peças que foram destinadas à finalidade prevista nas leis. REGIME ADUANEIRO ESPECIAL. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA. FALTA DE LICENÇA DE IMPORTAÇÃO. SUBSUNÇÃO DOS FATOS À NORMA. PENALIDADE. ART. 633, II, A, DO DECRETO 4.543/2002 As operações de importação submetidas ao regime aduaneiro especial ou ao regime especial de admissão temporária para utilização econômica não se enquadram como importações desembaraçadas no regime comum de importação. A caracterização da infração depende da subsunção dos fatos à norma legal, sem o que é impossibilitada a aplicação de penalidade. Precedentes do CARF. Recurso voluntário provido em parte.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10494.000578/2007-90
anomes_publicacao_s : 201410
conteudo_id_s : 5387043
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3202-001.241
nome_arquivo_s : Decisao_10494000578200790.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES
nome_arquivo_pdf_s : 10494000578200790_5387043.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário da empresa. Vencido o conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda. Fez sustentação oral, pela recorrente, a advogada Silvania C. Tognetti, OAB/RJ nº. 79.963. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente Thiago Moura de Albuquerque Alves Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5652713
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:29:46 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251554664448
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2302; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 1.933 1 1.932 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10494.000578/200790 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3202001.241 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de julho de 2014 Matéria BENEFÍCIO FISCAL. CND. MULTA DE 30%. REGIME ADUANEIRO ESPECIAL Recorrente VEM Manutenção e Engenharia S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 22/08/2002 a 31/12/2006 Ementa: BENEFÍCIO FISCAL. PEÇAS DE AERONAVES. CARÁTER OBJETIVO OU SUBJETIVO DA INCENTIVO. REGULARIDADE FISCAL. ART. 99 CTN. A Solução de Consulta COSIT n° 10, de 04 de junho de 2003, ratificando o Ato Declaratório (Normativo) Cosit nº 07, de 1998, orienta que fica excluída a obrigatoriedade da comprovação da quitação de tributos e contribuições federais, na forma do art. 60 da Lei nº 9.069/1995, para mercadorias isentas ou tributadas à alíquota zero, quando tais benefícios ou incentivos fiscais não são concedidos subjetivamente ao importador. A isenção do IPI e do II, (art. 2º, II, “j”, e art. 3º, I, da Lei nº 8.032/1990) e submissão à alíquotazero do PIS/COFINSimportação (art. 8º, § 12, VII, da Lei nº 10.865/2003, com redação dada pela Lei nº 10.925/2004), são benefícios fiscais objetivos. O Decreto nº 5.268/2004 não transformou o incentivo objetivo em subjetivo. O decreto, apenas, fez o desdobramento lógico de quem (proprietário, possuidor ou oficina de aeronave) pratica o ato objetivo de importar peças para reparação, revisão, modernização de aeronave. O benefício fiscal somente se aplica as peças que foram destinadas à finalidade prevista nas leis. REGIME ADUANEIRO ESPECIAL. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA. FALTA DE LICENÇA DE IMPORTAÇÃO. SUBSUNÇÃO DOS FATOS À NORMA. PENALIDADE. ART. 633, II, “A”, DO DECRETO 4.543/2002 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 49 4. 00 05 78 /2 00 7- 90 Fl. 1931DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 2 As operações de importação submetidas ao regime aduaneiro especial ou ao regime especial de admissão temporária para utilização econômica não se enquadram como importações desembaraçadas no regime comum de importação. A caracterização da infração depende da subsunção dos fatos à norma legal, sem o que é impossibilitada a aplicação de penalidade. Precedentes do CARF. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar parcial provimento ao recurso voluntário da empresa. Vencido o conselheiro Rodrigo Cardozo Miranda. Fez sustentação oral, pela recorrente, a advogada Silvania C. Tognetti, OAB/RJ nº. 79.963. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente Thiago Moura de Albuquerque Alves – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Rodrigo Cardozo Miranda, Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório A fiscalização, que gerou os lançamentos sob análise, envolveu a revisão de centenas de declarações de importação DIs, registradas entre 08/2002 e 12/2006, alusivas à nacionalização de partes e peças de aeronaves que se encontravam, para conserto, sob o regime aduaneiro especial de admissão temporária, amparadas, em tese, pela isenção do IPI e do II, (art. 2º, II, “j”, e art. 3º, I, da Lei nº 8.032/1990) pela submissão à alíquotazero do PIS/COFINSimportação (art. 8º, § 12, VII, da Lei nº 10.865/2003, com redação dada pela Lei nº 10.925/2004). Concluindo a auditoria, lavraramse autos de infração, exigindo imposto de importação (II), imposto sobre produtos industrializados (IPI), contribuição ao financiamento da seguridade social (COFINSImportação), contribuição ao programa de integração social (PISImportação). Para a autoridade fiscal, os sobreditos benefícios fiscais, relacionados a DIs registradas após 11/11/2004, passaram a ter natureza subjetiva, em função da vigência do Decreto nº 5.268/2004 que os regulamentou. Fl. 1932DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 10494.000578/200790 Acórdão n.º 3202001.241 S3C2T2 Fl. 1.934 3 Sendo benefício fiscal de natureza subjetiva, a fiscalização entendeu ser exigível a regularidade fiscal da empresa para poder gozar de tal benesse legal, nos termos do art. 60 da Lei nº 9.069/1995. Como a recorrente não apresentou certidão negativa de débito nem certidão positiva com efeitos de negativa, foram desconsideradas a isenção e a alíquota zero e realizados os correspondentes lançamentos tributários, relativos a 3.244 DIs. No que diz respeito a outras 19 DIs, além da ausência de regularidade fiscal para aquelas registradas após 10/11/2004, o auto de infração constatou que não teria havido comprovação da destinação das peças importadas para o reparo de aeronaves. Também foi lançado multa por falta de guia ou documento equivalente, conforme regulamentado no art. 633, II, “a”, do Decreto 4.543/2002. Contra a autuação, a contribuinte apresentou impugnação (fls. 1.661 a 1683), a qual a DRJ/SPOII julgou improcedente (fls. 1.794 e ss.). Primeiramente, quanto à alegação da impugnante de que novas exigências para concessão do benefício fiscal não poderiam ser introduzidas por Decreto, pois somente a Lei pode criar obrigações de ordem fiscal, assevera o acórdão recorrido que os julgadores administrativos são incompetentes para apreciar questões que versem sobre inconstitucionalidade de atos/dispositivos legais. A sua vez, a DRJ indeferiu o pedido de diligência, dado que os elementos constantes nos autos do presente processo são suficientes para solucionar a controvérsia apresentada. No mérito, a respeito das DI´s objetos das 19(dezenove) peças importadas, a DRJ decidiu que a contribuinte não conseguiu demonstrar que as peças importadas foram utilizadas no reparo de aeronaves. Ao seu turno, para o aresto recorrido, os lançamentos vinculados as demais 3.244 DIs deveriam ser mantidos, uma vez que as isenções subjetivas, ao contrário das isenções objetivas, exigem prova da regularidade fiscal, de acordo com a Solução de Consulta COSIT nº 10/2003. Nessa linha de ideias, a DRJ assentou que “as importações de partes e peças de aeronaves para fazerem jus à isenção deveriam, até 09/11/2004, ser destinadas ao reparo, revisão e manutenção (caráter objetivo da isenção) e, a partir de 10/11/2004, além deste requisito é necessário que as mesmas sejam utilizadas em aeronave do próprio importador ou que detenha a posse da mesma (isenção subjetiva relacionada com a qualidade do importador)”. Com base nessa premissa, o julgador originário concluiu que, “estando presente o caráter subjetivo da isenção”, seria aplicável a exigência de regularidade fiscal, na forma do art. 60 da Lei nº 9.069/1995. Igualmente, mantevese a multa de controle administrativo (R$ 679.801,43), prevista no art. 633, II, “a”, do Decreto nº 4.543/2002. O acórdão recorrido afirmou que a referida penalidade é cabível ao presente processo, pelo fato da empresa não ter amparado suas importações em licenças de importações. Fl. 1933DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 4 Cientificada do acórdão, acima destacado, a contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 1881 e ss), alegando que: 1. Norma de isenção fiscal concedida por Lei, somente pode ser alterada por outra de mesma hierarquia, de acordo com o art. 178 do CTN. Ademais, o Decreto que veio a modificar as condições, apenas trouxe esclarecimentos para os conteúdos das Leis nºs. 8.032/90 e 10.855/04. 2. a ausência de certidão negativa, não é motivo para impedir que as 3.244 importações fossem realizadas com isenção do II e do IPI e alíquota zero do PISImportação e Cofins Importação. 3. Quanto à multa de 30% do art. 633, II, “a”, do Decreto nº 4.543/2002, a recorrente alega que somente é aplicável tão somente aos casos de “importação sem LI”. O processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Thiago Moura de Albuquerque Alves, Relator. O recurso é tempestivo e, por isso, merece a ser apreciado. Como narrado no Relatório do presente acórdão, o cerne da controvérsia é avaliar se isenção do IPI e do II, (art. 2º, II, “j”, e art. 3º, I, da Lei nº 8.032/1990) pela submissão à alíquotazero do PIS/COFINSimportação (art. 8º, § 12, VII, da Lei nº 10.865/2003, com redação dada pela Lei nº 10.925/2004) se enquadrariam ou não como benefício fiscal objetivo ou benefício fiscal subjetivo. O benefício fiscal objetivo em função do ato, fato, negócio, ou coisa, da mercadoria, sua qualidade ou destinação. Já o benefício fiscal subjetivo concedidas em função de condições pessoais de seu destinatário A identificação do caráter objetivo ou subjetivo do incentivo fiscal é importante para o caso dos autos, porque no primeiro caso a Administração não exige regularidade fiscal. É o que orienta a Solução de Consulta COSIT n° 10, de 04 de junho de 2003, ratificando o Ato Declaratório (Normativo) Cosit nº 07, de 1998: " 8. Como é sabido, qualquer isenção ou redução de imposto decorre de lei, nos termos do § 6° do art. 150 da Constituição Federal de 1988. Contudo, a par da previsão constitucional, no caso do imposto de importação, a efetivação de isenção ou redução depende de reconhecimento por meio de despacho da autoridade aduaneira. Nesses termos, o beneficio deverá ser requerido pelo sujeito passivo, o qual deve fazer prova de atendimento dos requisitos Fl. 1934DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 10494.000578/200790 Acórdão n.º 3202001.241 S3C2T2 Fl. 1.935 5 estabelecidos na norma isencional e em outras normas que regem a matéria, conforme preconiza o art. 179 da Lei n' 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional (CTN), e que se repete no art. 120 do Regulamento Aduaneiro, nos seguintes termos: [...] 9. A obrigatoriedade de apresentação de Certidão Negativa de Tributos e Contribuições Federais está prevista no art. 60 da Lei nº 9.069, de 1995, in verbis: [...] 10. A consulente, no caso, entende não ser necessário, nos despachos aduaneiros que promove, o cumprimento de tal exigência, em decorrência do que dispõe o Ato Declaratório (Normativo) Cosit nº 407, de 1998, in verbis: O CoordenadorGeral do Sistema de Tributação, no uso das atribuições que lhe confere o item 11 da Instrução Normativa SRF n e 34, de 18 de setembro de 1974, e tendo em vista o que dispõe o art. 60 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, DECLARA: Em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados, que o despacho e conseqüente desembaraço de mercadorias importadas, quando isentas ou tributadas à alíquota zero, prescindem da comprovação da quitação de tributos e contribuições federais, por não se tratar de beneficio ou incentivo fiscal concedido subjetivamente ao importador. 11. Conforme se vê, o ADN supracitado exclui a obrigatoriedade da comprovação da quitação de tributos e contribuições federais para mercadorias isentas ou tributadas à alíquota zero, quando tais benefícios ou incentivos fiscais não são concedidos subjetivamente ao importador. Inferese, portanto, que a condição necessária para a dispensa da referida comprovação é que as mercadorias estejam contempladas por um beneficio ou incentivo de natureza objetiva. 11.1. Nesses termos, é relevante diferenciar as isenções objetivas das subjetivas. Assim, as isenções podem ser classificadas, conforme expõe o Professor Hugo de Brito Machado (Curso de Direito Tributário, 16° edição, pgs. 1721173), quanto ao elemento a que se relaciona, em: objetivas: aquelas concedidas em função do fato gerador da obrigação tributária, objetivamente considerada, isto é, em função do ato, fato, negócio, ou coisa, da mercadoria, sua qualidade ou destinação; Fl. 1935DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 6 subjetivas: aquelas concedidas em função de condições pessoais de seu destinatário, isto é, daquele que, se inexistente a isenção, seria o sujeito passivo da obrigação tributária; 11.2. Com isso, o Regulamento Aduaneiro faz distinção entre as isenções e reduções vinculadas à qualidade do importador, nos termos do art. 123, e as vinculadas à destinação dos bens, nos termos de seu art. 131. No primeiro caso, tratase de isenção ou redução concedida em razão da qualidade do importador, vale dizer, de natureza subjetiva. Já no segundo caso, tratase de isenção ou redução em razão da destinação da mercadoria, objetivamente considerada ". Aplicando o entendimento acima ao caso dos autos, o acórdão recorrido e os autos de infração entenderam que, a partir do Decreto regulamentador, o benefício fiscal passou a ser subjetivo, sendo, por conseqüência, correto o lançamento que exigiu a regularidade fiscal do contribuinte, como requisito para o gozo da benesse. Todavia, a meu ver, não é correta a exegese desenvolvida pelo acórdão recorrido. Efetivamente, concordo com a autoridade fiscal e com a DRJ, quando firmaram a interpretação de que o benefício fiscal, previsto no art. 2º, II, “j”, e no art. 3º, I, da Lei nº 8.032/1990, e no art. 8º, § 12, VII, da Lei nº 10.865/2003, com redação dada pela Lei nº 10.925/2004, possui natureza objetiva. In verbis: Art. 2º As isenções e reduções do Imposto de Importação ficam limitadas, exclusivamente: [...] II aos casos de: [...] j) partes, peças e componentes destinados ao reparo, revisão e manutenção de aeronaves e embarcações; *** Art. 3º Fica assegurada a isenção ou redução do Imposto sobre Produtos Industrializados, conforme o caso: I nas hipóteses previstas no art. 2º desta lei, desde que satisfeitos os requisitos e condições exigidos para a concessão do benefício análogo relativo ao Imposto de Importação; [...] *** Art. 8oAs contribuições serão calculadas mediante aplicação, sobre a base de cálculo de que trata o art. 7odesta Lei, das alíquotas de: [...] § 12. Ficam reduzidas a 0 (zero) as alíquotas das contribuições, nas hipóteses de importação de: Fl. 1936DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 10494.000578/200790 Acórdão n.º 3202001.241 S3C2T2 Fl. 1.936 7 [...] VII – partes, peças, ferramentais, componentes, insumos, fluidos hidráulicos, lubrificantes, tintas, anticorrosivos, equipamentos, serviços e matériasprimas a serem empregados na manutenção, reparo, revisão, conservação, modernização, conversão e industrialização das aeronaves de que trata o inciso VI deste parágrafo, de seus motores, suas partes, peças, componentes, ferramentais e equipamentos; Distanciome, porém, da visão do acórdão recorrido, quando afirma que o Decreto nº 5.268/2004 teria transformado o incentivo objetivo em subjetivo. Isso porque, o que é decreto fez, apenas, foi explicitar quem pratica o ato (proprietário, possuidor ou oficina de aeronave) de importar peças para aeronave, submetido a neutralidade fiscal. Leiase: "Art.172.A isenção do imposto, na importação de partes, peças e componentes, será reconhecida somente aos bens destinados a reparo, revisão ou manutenção de aeronaves e de embarcações. §1oPara cumprimento do disposto no caput, o importador deverá fazer prova da posse ou propriedade da aeronave ou embarcação. §2oNa hipótese do § 1o, caso a importação seja promovida por oficina especializada em reparo, revisão ou manutenção de aeronaves, esta deverá: I apresentar contrato de prestação de serviços, indicando o proprietário ou possuidor da aeronave; e II estar homologada pelo órgão competente do Ministério da Defesa." Ora, por óbvio, quem importa peça para ser aplicada em aeronave deve possuir ou ser proprietário de aeronave, caso contrário a operação seria de comercialização de peças, e não de compra para reparos, revisão,conservação, modernização, etc. Acrescentase, ainda, que a interpretação do mencionado decreto firmada pelo acórdão recorrido subverte o art. 99 do CTN, segundo o qual “o conteúdo e o alcance dos decretos restringemse aos das leis em função das quais sejam expedidos, determinados com observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei”. No minha ótica, contudo, o Decreto nº 5.268/2004 não alterou ou modificou a natureza dos benefícios fiscais firmados em lei, mas apenas as explicitou como sempre deve ser a natureza das normas regulamentadoras. Assim, DOU PROVIMENTO ao recurso voluntário para julgar improcedentes os lançamentos vinculados as 3.244 DIs, onde a fiscalização constatou a destinação apropriada das peças, mas, indevidamente, acrescentou a necessidade de regularidade fiscal, como condição para o reconhecimento da isenção e da alíquotazero dos tributos lançados. No que diz respeito às 19 DIs, cuja anulação da exoneração fiscal se deu pelo fato de a fiscalização ter argüido que as peças não foram destinadas ao objetivo previsto nas leis, entendo que a recorrente não trouxe, nem em sua impugnação nem em seu recurso voluntário, elementos capazes de infirmar a autuação, cujas razões explicitadas às fls. 35/107 Fl. 1937DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 8 dos autos incorporo ao presente voto. Com efeito, a recorrente não logrou provar que as peças estariam em seu estoque nem que foram objeto de desmantelamento. Ainda nesse aspecto, acrescento que não deve ser deferido o pedido de diligência para comprovar a permanência dos produtos em estoque ou seu desmantelamento ou ainda seu efetivo emprego na finalidade prevista na legislação destacada. Isso porque a autoridade fiscal indiciou, uma a uma (fls. 35/107), as razões para que desconsiderasse cada uma das 19 DIs, não tendo a empresa apresentado contraprova, ainda que indiciária, que infirmasse as asserções trazidas na autuação como fundamento do lançamento, operandose, assim, a preclusão (art. 16, § 4º, do PAF). Em suma, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário quanto às 19 DIs objeto do lançamento. Por fim, acolho o recurso voluntário quando pede seja julgada improcedente a multa, disposta no art. 633, II, “a”, do Decreto 4.543/2002. E o faço porque a esse tipo legal prevê essa penalidade para bens desembaraçados no regime comum de importação, enquanto que no caso dos autos se tratam de produtos desembaraçados em regime aduaneiro especial de admissão temporária. Eis seu teor: Art. 633.Aplicamse, na ocorrência das hipóteses abaixo tipificadas, por constituírem infrações administrativas ao controle das importações, as seguintes multas (Decretolei nº 37, de 1966, art. 169 e § 6º, com a redação dada pela Lei nº 6.562, de 18 de setembro de 1978, art. 2º): [...] II de trinta por cento sobre o valor aduaneiro: a) pela importação de mercadoria sem licença de importação ou documento de efeito equivalente, inclusive no caso de remessa postal internacional e de bens conduzidos por viajante, desembaraçados no regime comum de importação (Decretolei nº 37, de 1966, art. 169, inciso I, alínea "b" e § 6º, com a redação dada pela Lei nº 6.562, de 18 de setembro de 1978, art. 2º); e Nesse mesmo sentido, há diversos precedentes do CARF, como se infere expletivamente dos julgados abaixo: Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF 3a. Seção – 3ª CAMARA/2ª TURMA ORDINARIA Rel.: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Publicação: 25/09/2013 REPETRO. ADMISSÃO TEMPORÁRIA. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA. FALTA DE LICENÇA DE IMPORTAÇÃO. SUBSUNÇÃO DOS FATOS À NORMA. PENALIDADE. As operações de importação submetidas ao regime aduaneiro especial Repetro ou ao regime especial de admissão temporária para utilização econômica não se enquadram como importações desembaraçadas no regime comum de importação. A caracterização da infração depende da subsunção dos fatos à norma legal, sem o que é impossibilitada a aplicação de penalidade. Fl. 1938DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 10494.000578/200790 Acórdão n.º 3202001.241 S3C2T2 Fl. 1.937 9 *** Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF 3a. Seção – 4ª CAMARA/1ª TURMA ORDINARIA Rel.: ÂNGELA SARTORI Publicação: 18/07/2013 REPETRO. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA. FALTA DE LICENÇA DE IMPORTAÇÃO. SUBSUNÇÃO DOS FATOS A NORMA. PENALIDADE. As operações de importação submetidas ao regime aduaneiro especial Repetro não se enquadram como importações "desembaraçadas no regime comum de importação". A caracterização da infração depende da subsunção dos fatos à norma legal, sem o que é impossibilitada a aplicação de penalidade. *** Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF 3a. Seção – 3ª CAMARA/2ª TURMA ORDINARIA Rel.: JOSÉ ANTÔNIO FRANCISCO Publicação: 17/05/2013 REPETRO. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA. FALTA DE LICENÇA DE IMPORTAÇÃO. SUBSUNÇÃO DOS FATOS A NORMA. PENALIDADE. As operações de importação submetidas ao regime aduaneiro especial Repetro não se enquadram como importações "desembaraçadas no regime comum de importação". Forte nesses argumentos, DOU PARCIAL PROVIMENTO ao recurso voluntário para: a) julgar improcedentes os lançamentos vinculados as 3.244 DIs, onde a fiscalização constatou a destinação apropriada das peças, mas, indevidamente, acrescentou a necessidade de regularidade fiscal, como condição para o reconhecimento da isenção e da alíquotazero dos tributos lançados. b) julgar improcedente a multa, disposta no art. 633, II, “a”, do Decreto 4.543/2002. É o voto. Thiago Moura de Albuquerque Alves Fl. 1939DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA 10 Fl. 1940DF CARF MF Impresso em 08/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 16/09/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/09/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10882.905128/2012-89
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 22 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Nov 24 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 20/12/2007
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. PAGAMENTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO. COMPROVAÇÃO.
Não caracteriza pagamento de tributo indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis erro na DCTF.
PER/DCOMP. DECLARAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PRESCINDÍVEL.
Prescinde de lançamento de ofício a não-homologação de declaração de compensação e a exigência dos débitos indevidamente compensados por meio desta declaração.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-003.721
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
PAULO SERGIO CELANI - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sergio Celani, Marcos Antônio Borges, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: PAULO SERGIO CELANI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 20/12/2007 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. PAGAMENTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO. COMPROVAÇÃO. Não caracteriza pagamento de tributo indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis erro na DCTF. PER/DCOMP. DECLARAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PRESCINDÍVEL. Prescinde de lançamento de ofício a não-homologação de declaração de compensação e a exigência dos débitos indevidamente compensados por meio desta declaração. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Nov 24 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10882.905128/2012-89
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5400127
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Nov 24 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-003.721
nome_arquivo_s : Decisao_10882905128201289.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : PAULO SERGIO CELANI
nome_arquivo_pdf_s : 10882905128201289_5400127.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) PAULO SERGIO CELANI - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sergio Celani, Marcos Antônio Borges, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 22 00:00:00 UTC 2014
id : 5731153
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:10 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251570393088
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1787; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10882.905128/201289 Recurso nº 111.111 Voluntário Acórdão nº 3801003.721 – 1ª Turma Especial Sessão de 22 de julho de 2014 Matéria DCOMP ELETRONICO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Recorrente PROCOLOR QUÍMICA INDUSTRIAL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 20/12/2007 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. PAGAMENTO INDEVIDO OU MAIOR QUE O DEVIDO. COMPROVAÇÃO. Não caracteriza pagamento de tributo indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis erro na DCTF. PER/DCOMP. DECLARAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. PRESCINDÍVEL. Prescinde de lançamento de ofício a nãohomologação de declaração de compensação e a exigência dos débitos indevidamente compensados por meio desta declaração. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 90 51 28 /2 01 2- 89 Fl. 54DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.905128/201289 Acórdão n.º 3801003.721 S3TE01 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) PAULO SERGIO CELANI Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sergio Celani, Marcos Antônio Borges, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belo HorizonteDRJ/BHE, que julgou improcedente manifestação de inconformidade apresentada contra despacho decisório que não homologou PER/DCOMP transmitida pela contribuinte com o objetivo de compensar débitos nele declarados com crédito decorrente de alegado pagamento indevido ou a maior. Do relatório do acórdão recorrido, extraio o seguinte trecho: “De acordo com o Despacho Decisório, a partir das características do DARF descrito no PerDcomp acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PerDcomp. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Como enquadramento legal citouse: arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório, o interessado apresenta manifestação de inconformidade alegando, em síntese, o que se segue: que o despacho é eletrônico e não passou pelo crivo de um auditor fiscal, sendo possivelmente um encontro de contas realizado automaticamente por sistema informatizado e que lhe falta fundamentação e motivação devendo ser declarado nulo; que houve preterição do direito de defesa, citando artigo da IN 900/2008 que estabelece que a autoridade da RFB poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos e poderá determinar a realização de diligência fiscal; que transmitiu Declaração de Compensação de COFINS, apurado em 30/06/04 e que esse crédito poderia ser utilizado em sua totalidade, pois não havia nenhum débito anterior a ele vinculado e que, agora, a RFB vem inquirir que o Fl. 55DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.905128/201289 Acórdão n.º 3801003.721 S3TE01 Fl. 4 3 crédito utilizado na compensação foi utilizado antes para quitação do débito de COFINS de 30/06/04 quando já havia perecido o direito do Fisco de cobrar o pretenso débito; que a RFB nunca cobrou esse débito e que não houve qualquer condição de suspensão da exigibilidade; que passou mais de 5 anos e o débito não pode ser exigido, pois com a aplicação da Súmula Vinculante nº 8 do STF já se operou a decadência. Requer a reavaliação do Despacho Decisório A ementa do acórdão da DRJ/BHE é a seguinte: “DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite compensação com crédito que não se comprova existente.” No recurso voluntário, a contribuinte alega que não houve qualquer antecipação de pagamento em relação ao débito declarado no PER/DCOMP; que ele não foi homologado expressa ou tacitamente; que a fiscalização não efetuou intimação fiscal para que a contribuinte pagasse o débito; que, em decorrência disto tudo, “não há que se falar em crédito tributário constituído pelo lançamento, motivo pelo qual, em face de sua inércia, deverá o fisco federal suportar os efeitos do decurso do prazo decadencial, nos termos do art. 150, parágrafo 4º do Código Tributário Nacional.” É o relatório. Fl. 56DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.905128/201289 Acórdão n.º 3801003.721 S3TE01 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Paulo Sergio Celani, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade para julgamento nesta turma especial. Nulidades do despacho decisório e da decisão recorrida não são argüidas no recurso voluntário. Sobre o direito de crédito e sua liquidez e certeza Apesar de a recorrente não atacar os fundamentos do despacho decisório, traço as seguintes palavras para deixar claro a correção do despacho decisório. A RFB, baseandose em dados constantes de seus sistemas informatizados, alimentados por informações prestadas pela própria contribuinte, por meio de declarações fiscais próprias, constatou que o pagamento informado foi integralmente utilizado para quitar débito da contribuinte, referente a tributo informado em DCTF, logo, tributo considerado devido, porque a DCTF, nos termos do art. 5º do DecretoLei nº 2.124, de 1984, é instrumento de confissão de dívida e constituição definitiva do crédito tributário, não restando crédito disponível a ser restituído. Com base nisto, o pedido foi indeferido e a compensação não homologada. O fundamento legal está expresso no quadro “3 – FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL” do despacho decisório, no qual consta o artigo 165 e 170 da Lei nº 5.172, de 25/10/66 (CTN). Estando o pagamento totalmente vinculado a tributo declarado em DCTF, o DARF a ele relativo, por si só, não prova a existência de crédito algum. E a contribuinte não comprovou em nenhum momento erro na DCTF. Assim, não foi atendido o art. 165 do CTN, que diz que a contribuinte tem direito à restituição de tributo nos casos de: cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido; erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; reforma, anulação revogação ou rescisão de decisão condenatória. Não foi atendido o art. 170 do CTN que diz que a lei poderá autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública.. Fl. 57DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.905128/201289 Acórdão n.º 3801003.721 S3TE01 Fl. 6 5 E a liquidez e certeza não foram comprovada pela contribuinte, a quem incumbia esse ônus, à luz do art. 333 do Código de Processo Civil (CPC), aplicável subsidiariamente ao caso, que determina que o ônus da prova incumbe a quem alega fato constitutivo de direito. Vários acórdãos do CARF assentaram entendimento semelhante. Vejase, como exemplo, a ementa do acórdão 380100.190, de 22/05/2012, relatado pelo Conselheiro Flávio de Castro Pontes: “Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Data do fato gerador: 31/12/2002 COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE DCTF APÓS A CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. A simples retificação de DCTF não é elemento de prova suficiente para aferir a liquidez e certeza do direito creditório. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INCERTO. A compensação não pode ser homologada quando o sujeito passivo não comprova a origem de seu direito creditório. Recurso Voluntário Negado.” Da 2ª Turma Especial, da 3ª Seção de Julgamento, são exemplos do mesmo entendimento os Acórdãos 3802001.290, de 25/09/2012, relatado pelo Conselheiro José Fernandes do Nascimento, e 3802001.593, de 27/02/2013, relatado pelo Conselheiro Francisco José Barroso Rios. Transcrevo a parte que interessa do primeiro: Acórdão nº 3802001.290: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/12/2002 a 31/12/2002 COMPENSAÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO (DCOMP). DIREITO CREDITÓRIO NÃO COMPROVADO NA FASE RECURSAL. DECISÃO NÃO HOMOLOGATÓRIA MANTIDA. Na ausência da comprovação da certeza e liquidez do crédito utilizado no procedimento compensatório, deve ser mantida a decisão recorrida que não homologou a compensação declarada pelo mesmo motivo. (...)” O direito de crédito deve ser provado e apenas créditos líquidos e certos podem ser compensados ou restituídos. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.905128/201289 Acórdão n.º 3801003.721 S3TE01 Fl. 7 6 Alegações sobre decadência constantes do recurso voluntário. A DRJ/BHE analisou todas as alegações do recurso voluntário. A recorrente não apresentou argumentos que pudessem afastar as conclusões da decisão recorrida, motivo pelo qual, adoto suas razões de decidir para afastar as alegações recursais. Destaco o seguinte: Com base no art. 5º, §1º, do DecretoLei nº 2.124, de 1984, concluise que a DCTF é instrumento de confissão de dívida hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário nela declarado. Com fundamento no § 2º do art. 74 da Lei n.º 9.430, 27/12/1996, a compensação declarada à Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. O § 5º deste artigo diz que o prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo é de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. Transcorrido esse prazo após a transmissão do PER/DCOMP e não tendo o fisco se manifestado, considerase extinto o débito nele confessado, independentemente da confirmação do crédito utilizado: operase a homologação tácita. No caso, como a própria contribuinte reconhece, a homologação tácita não ocorreu, pois ela teve ciência do despacho decisório antes do transcurso de 5 anos da data da transmissão do PER/DCOMP. Os parágrafos 6º e 7º do mesmo artigo determinam que a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados, e que não homologada a compensação, a autoridade administrativa deverá cientificar o sujeito passivo e intimálo a efetuar, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência do ato que não a homologou, o pagamento dos débitos indevidamente compensados. O quadro 4 do despacho decisório atendeu à exigência de ciência e intimação com as seguintes palavras: “Fica o sujeito passivo CIENTIFICADO deste despacho e INTIMADO a, no prazo de 30 (trinta) dias, contados a partir da ciência deste, efetuar o pagamento dos débitos indevidamente compensados, com os respectivos acréscimos legais, facultada a apresentação de manifestação de inconformidade à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, no mesmo prazo, nos termos dos §§ 7º e 9º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com alterações posteriores. Não havendo pagamento ou apresentação de manifestação de inconformidade, os débitos indevidamente compensados, com os acréscimos legais, serão inscritos em Dívida Ativa da União para cobrança executiva.” Dos fundamentos acima, decorre que não é necessário auto de infração ou notificação de lançamento para a constituição de crédito tributário relativo a débito declarado Fl. 59DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10882.905128/201289 Acórdão n.º 3801003.721 S3TE01 Fl. 8 7 em DCTF ou em DCOMP, logo, não há que se falar em decadência do direito de lançar o crédito tributário no caso presente. Conclusão Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário, mantendose a decisão recorrida e o despacho decisório que não homologou a compensação declarada. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani Relator Fl. 60DF CARF MF Impresso em 24/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 20/11/2014 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10950.001770/2007-79
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Nov 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2007
GFIP.OMISSÕES. AUSÊNCIA DE CORREÇÃO DA FALTA A ATRAIR A RELEVAÇÃO.
Demonstradas as omissões na GFIP sem que o sujeito passivo tenha corrigido a falta é de se manter a multa pelo descumprimento da obrigação.
MULTA GFIP. ALTERAÇÃO LEGISLATIVA. VERIFICAÇÃO DA RETROATIVIDADE BENIGNA.
Incide na espécie a alínea c, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo a multa lançada na presente autuação ser calculada nos termos do artigo 32-A, inciso I, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, na redação dada pela Lei 11.941/09.
Numero da decisão: 2301-004.117
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32-A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Daniel Melo Mendes Bezerra e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35-A da Lei 8.212/1991, deduzindo-se as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso nas demais alegações da recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Marcelo Oliveira - Presidente.
Adriano Gonzales Silvério - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Wilson Antonio de Souza Correa, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva, Daniel Melo Mendes Bezerra e Adriano Gonzales Silvério.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201408
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2007 GFIP.OMISSÕES. AUSÊNCIA DE CORREÇÃO DA FALTA A ATRAIR A RELEVAÇÃO. Demonstradas as omissões na GFIP sem que o sujeito passivo tenha corrigido a falta é de se manter a multa pelo descumprimento da obrigação. MULTA GFIP. ALTERAÇÃO LEGISLATIVA. VERIFICAÇÃO DA RETROATIVIDADE BENIGNA. Incide na espécie a alínea c, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo a multa lançada na presente autuação ser calculada nos termos do artigo 32-A, inciso I, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, na redação dada pela Lei 11.941/09.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Nov 20 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10950.001770/2007-79
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5399135
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Nov 20 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2301-004.117
nome_arquivo_s : Decisao_10950001770200779.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ADRIANO GONZALES SILVERIO
nome_arquivo_pdf_s : 10950001770200779_5399135.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32-A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Daniel Melo Mendes Bezerra e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35-A da Lei 8.212/1991, deduzindo-se as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso nas demais alegações da recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira - Presidente. Adriano Gonzales Silvério - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Wilson Antonio de Souza Correa, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva, Daniel Melo Mendes Bezerra e Adriano Gonzales Silvério.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 13 00:00:00 UTC 2014
id : 5725524
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251574587392
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2346; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 1.045 1 1.044 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10950.001770/200779 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 2301004.117 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 13 de agosto de 2014 Matéria Obrigação Acessória Recorrente TALISBEQUE DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/03/2007 GFIP.OMISSÕES. AUSÊNCIA DE CORREÇÃO DA FALTA A ATRAIR A RELEVAÇÃO. Demonstradas as omissões na GFIP sem que o sujeito passivo tenha corrigido a falta é de se manter a multa pelo descumprimento da obrigação. MULTA GFIP. ALTERAÇÃO LEGISLATIVA. VERIFICAÇÃO DA RETROATIVIDADE BENIGNA. Incide na espécie a alínea “c”, do inciso II, do artigo 106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, devendo a multa lançada na presente autuação ser calculada nos termos do artigo 32A, inciso I, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, na redação dada pela Lei 11.941/09. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para aplicar ao cálculo da multa o art. 32A, da Lei 8.212/91, caso este seja mais benéfico à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Daniel Melo Mendes Bezerra e Marcelo Oliveira, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para determinar que a multa seja recalculada, nos termos do I, art. 44, da Lei n.º 9.430/1996, como determina o Art. 35A da Lei 8.212/1991, deduzindose as multas aplicadas nos lançamentos correlatos, e que se utilize esse valor, caso seja mais benéfico à Recorrente; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao recurso nas demais alegações da recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 00 17 70 /2 00 7- 79 Fl. 1045DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 20/11 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 2 Adriano Gonzales Silvério Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Wilson Antonio de Souza Correa, Manoel Coelho Arruda Junior, Mauro José Silva, Daniel Melo Mendes Bezerra e Adriano Gonzales Silvério. Relatório Tratase de Auto de Infração 37.095.7997, o qual exige multa pelo fato de o sujeito passivo ter apresentado a GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias no período de janeiro de 2004 a março de 2007. O sujeito passivo apresentou sua impugnação alegando que procedeu à correção da infração por meio do envio de GFIPs complementares. A empresa juntou uma série de documentos para comprovar o atendimento à fiscalização e solicitou o cancelamento da multa. (fls. 114) A DRJ de Curitiba baixou o processo em diligência para que a autoridade fiscal autuante informasse, por competência, quais foram os segurados que receberam comissões, assim como quais suas respectivas remunerações já declaradas em GFIP e quais os valores que foram objeto da autuação, assim como qual o número real de segurados a serviço da empresa cm cada competência, especialmente naquelas competências em que o número de segurados cujas remunerações não foram integralmente declaradas e difere do número total de segurados da empresa. Em resposta à diligência, a autoridade fiscal elaborou planilhas indicativas, sendo concedido prazo para que o sujeito passivo se manifestasse. Transcorrido o prazo sem manifestação do contribuinte, os autos retornaram para a DRJ, que julgou a impugnação improcedente, mas manteve o crédito tributário somente em parte, tendo em vista a aplicação da multa mais benéfica prevista pela Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009. Em face da decisão da DRJ de Curitiba, foi interposto recurso voluntário, reiterando que as GFIPs foram entregues e solicitando o cancelamento da multa. É o relatório. Voto Conselheiro Adriano Gonzales Silvério O recurso reúne as condições de admissibilidade e dele conheço. O recurso reúne as condições de admissibilidade e dele conheço. Fl. 1046DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 20/11 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 10950.001770/200779 Acórdão n.º 2301004.117 S2C3T1 Fl. 1.046 3 Embora o recorrente reitere os argumentos anteriormente aduzidos de que as GFIPs foram entregues corretamente, o recurso voluntário não questiona o minucioso e detalhado relatório elaborado em diligência fiscal quanto às omissões nas GFIPs, bem como não demonstra elementos que possam afastar os argumentos da decisão recorrida. A questão relativa à correção da falta foi analisada com a seguinte conclusão: Examinando esses documentos, colho deles que a empresa informou os valores pagos a titulo de publicidade a clube de futebol profissional nas competências 01/2005 a 03/2005, 01/2006, 02/2006 c 04/2006, entretanto, cm todos os meses arrolados na autuação a empresa não informou o total das remunerações recebidas pelos empregados, ou seja, declarou apenas a diferença entre a remuneração já declarada em CiFIP c o apurado pela Fiscalização (vide coluna "Diftrengct a declarar em GF1P"da planilha de f1.66 I a 675). Desse modo, não tendo sido providenciada de forma integral a correção da falta, vêse esta autoridade julgadora impedida de acatar o pedido da relevação da pena previstos nos dispositivos legais acima mencionados. Desse modo, tendo em vista que as retificações empreendidas não foram suficientes para corrigir as omissões nas GFIPs a multa não pode ser relevada. A r. decisão recorrida, por sua vez, ao considerar a retroatividade prevista no artigo 106 do CTN a fim de aplicar a multa mais benigna ao sujeito passivo aplicou o artigo 32A, inciso II, da Lei 8.212/91, incluído pela Lei 11.941/09. Ocorre que a multa capitulada no dispositivo acima citado deve ser aplicada nos casos de ausência de declaração ou declaração entregue após o prazo legal, situação que não ocorreu nesses autos. Pelo contrário o lançamento se deu em virtude de entrega de GFIP, porém com omissões relativas a fatos geradores. Considerando que o artigo 106, inciso II, do Código Tributário Nacional prevê que a legislação mais benéfica pode ser aplicada enquanto o ato não estiver definitivamente julgado, entendo que a multa mais benéfica a ser aplicada ao caso concreto é aquela prevista no artigo 32A, inciso I, da Lei nº 8.212/91, in verbis: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas Registro que incabível a multa prevista no artigo 35A da Lei 8.212/91, uma vez que este dispositivo, ao fazer referência ao artigo 44 da Lei 9.430/61, restringe sua aplicação ao lançamento de créditos relativos às contribuições previdenciárias e não o descumprimento de obrigação acessória. Fl. 1047DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 20/11 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO 4 Tanto isso é verdade que o novel artigo 35A acima mencionado faz referência “às contribuições referidas no art. 35 desta Lei”. Seguindo essa linha vemos que o artigo 35, ao tratar das contribuições faz nova remissão, agora às alíneas “a”, “b” e “c” do parágrafo único do artigo 11 da Lei 8.212/91, o qual dispõe que constituem contribuições sociais as das empresas, as dos empregadores domésticos e as dos trabalhadores. Não há, portanto, permissão para que a multa do artigo 35A seja lançada em decorrência do descumprimento de dever instrumental. Ante o exposto, VOTO no sentido de CONHECER o recurso voluntário e DARLHE PARCIAL PROVIMENTO para aplicar a multa prevista no artigo 32A, inciso I, da Lei nº 8.212/91, na redação conferida pela Lei 11.941/09, se mais benéfica ao recorrente. Adriano Gonzales Silvério Relator Fl. 1048DF CARF MF Impresso em 20/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/09/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 20/11 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/09/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
score : 1.0
Numero do processo: 14751.000240/2008-91
Data da sessão: Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/04/2001 a 31/01/2005
RECURSO INTEMPESTIVO
É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo.
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
Numero da decisão: 2402-000.749
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, devido a sua intempestividade, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201004
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2001 a 31/01/2005 RECURSO INTEMPESTIVO É definitiva a decisão de primeira instância quando não interposto recurso voluntário no prazo legal. Não se toma conhecimento de recurso intempestivo. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO.
numero_processo_s : 14751.000240/2008-91
conteudo_id_s : 5384480
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Sep 30 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2402-000.749
nome_arquivo_s : Decisao_14751000240200891.pdf
nome_relator_s : ANA MARIA BANDEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 14751000240200891_5384480.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 4ª Câmara/2ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, devido a sua intempestividade, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Mon Apr 26 00:00:00 UTC 2010
id : 5644113
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:29:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-05-21T14:45:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: false; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-05-21T14:45:23Z; created: 2013-05-21T14:45:23Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2013-05-21T14:45:23Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2013-05-21T14:45:23Z | Conteúdo =>
_version_ : 1713047251599753216
score : 1.0
Numero do processo: 16306.000206/2008-09
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 2004
APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE PROVAS. POSSIBILIDADES E CONDIÇÕES.
A apresentação de prova documental deve ser feita durante a fase de impugnação. Contudo, tratando-se de Pedido de Restituição /Compensação, tal prazo pode ser flexibilizado desde que as provas apresentadas a destempo demonstrem, que não prevalecem os motivos que ensejaram o indeferimento do Pedido.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2102-003.164
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para acolher as provas juntada aos autos a destempo e determinar que a autoridade de jurisdição da contribuinte promova nova apreciação da PER/DCOMP nº 00561.29256.220104.1.3.06-7064. Vencido o Conselheiro José Raimundo Tosta Santos, que convertia o julgamento em diligência. Realizou sustentação oral a Dra. Thaymara Cristiane de Medeiros, OAB/SP 301.978.
Assinado digitalmente
JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente.
Assinado digitalmente
NÚBIA MATOS MOURA Relatora.
EDITADO EM: 10/11/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Bernardo Schmidt, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti.
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201411
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 2004 APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE PROVAS. POSSIBILIDADES E CONDIÇÕES. A apresentação de prova documental deve ser feita durante a fase de impugnação. Contudo, tratando-se de Pedido de Restituição /Compensação, tal prazo pode ser flexibilizado desde que as provas apresentadas a destempo demonstrem, que não prevalecem os motivos que ensejaram o indeferimento do Pedido. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 16306.000206/2008-09
anomes_publicacao_s : 201411
conteudo_id_s : 5401116
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2102-003.164
nome_arquivo_s : Decisao_16306000206200809.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : NUBIA MATOS MOURA
nome_arquivo_pdf_s : 16306000206200809_5401116.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para acolher as provas juntada aos autos a destempo e determinar que a autoridade de jurisdição da contribuinte promova nova apreciação da PER/DCOMP nº 00561.29256.220104.1.3.06-7064. Vencido o Conselheiro José Raimundo Tosta Santos, que convertia o julgamento em diligência. Realizou sustentação oral a Dra. Thaymara Cristiane de Medeiros, OAB/SP 301.978. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA Relatora. EDITADO EM: 10/11/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Bernardo Schmidt, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 05 00:00:00 UTC 2014
id : 5734452
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:32:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047251612336128
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1940; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 101 1 100 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16306.000206/200809 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102003.164 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 5 de novembro de 2014 Matéria IRRF Pedido de restituição/compensação Recorrente MAVIBEL BRASIL LTDA (incorporada por UNILEVER BRASIL LTDA) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 2004 APRESENTAÇÃO POSTERIOR DE PROVAS. POSSIBILIDADES E CONDIÇÕES. A apresentação de prova documental deve ser feita durante a fase de impugnação. Contudo, tratandose de Pedido de Restituição /Compensação, tal prazo pode ser flexibilizado desde que as provas apresentadas a destempo demonstrem, que não prevalecem os motivos que ensejaram o indeferimento do Pedido. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para acolher as provas juntada aos autos a destempo e determinar que a autoridade de jurisdição da contribuinte promova nova apreciação da PER/DCOMP nº 00561.29256.220104.1.3.067064. Vencido o Conselheiro José Raimundo Tosta Santos, que convertia o julgamento em diligência. Realizou sustentação oral a Dra. Thaymara Cristiane de Medeiros, OAB/SP 301.978. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS – Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA – Relatora. EDITADO EM: 10/11/2014 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 30 6. 00 02 06 /2 00 8- 09 Fl. 101DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 13/11/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 16306.000206/200809 Acórdão n.º 2102003.164 S2C1T2 Fl. 102 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Bernardo Schmidt, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. Relatório MAVIBEL BRASIL LTDA (incorporada por UNILEVER BRASIL LTDA) apresentou Pedido de Ressarcimento ou Restituição – Declaração de Compensação, fls. 02/05, transmitido em 22/01/2004, através de PER/DCOMP nº 00561.29256.220104.1.3.067064. O crédito que consta no PER/DCOMP referese ao IRRF incidente nos juros sobre o capital próprio, no valor de R$ 5.422.375,93. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo (Derat/SP) indeferiu o pleito da contribuinte, conforme Despacho Decisório, de 30/10/2008, fls. 16/19, sob a alegação de que em consulta aos sistemas internos da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), fls.13, em relação ao anocalendário 2003, não há informação de IRRF em nome da beneficiária Mavibel Brasil Ltda. Inconformada com a decisão, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fls. 28/37, onde alega, em apertada síntese, que não conseguiu, em tempo hábil, levantar em seus arquivos antigos, os documentos que prontamente já poderiam comprovar, sem maiores delongas, a retenção por ela sofrida, razão porque protesta pela posterior juntada dos documentos, sem que haja qualquer prejuízo a sua ampla defesa, acrescentando que a autoridade administrativa atevese exclusivamente ao resultado negativo da consulta aos sistemas internos da RFB. A autoridade julgadora de primeira instância, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, conforme Acórdão DRJ/SP1 nº 16 23.842, de 16/12/2009, fls. 56/62. Cientificada da decisão de primeira instância em 21/01/2010, fls. 63, a contribuinte apresentou, em 22/02/2010, recurso voluntário, fls. 64/78, trazendo as seguintes alegações: Esclarecimento preliminar: Da incorporação da Mavibel Brasil Ltda pela Unilever Brasil Ltda – A Mavibel Brasil Ltda, pessoa jurídica apontada no processo em questão, foi incorporada pela Unilever Brasil Ltda em 15/12/2006 (conforme já é de conhecimento das autoridades fiscais). Contudo, como o crédito de IRRF objeto de questionamento no presente processo referese aquele apurado pela Mavibel no ano base de 2003, temse que, de fato, é a Mavibel o sujeito passivo das obrigações tributárias relativas a esse caso e não a Unilever, que somente algum tempo após incorporou a Mavibel. Tal esclarecimento é importante na medida em que, por uma coincidência, o crédito de IRRF utilizado pela Mavibel quando da compensação em questão diz respeito exatamente a rendimentos pagos a ela pela Unilever, pessoa jurídica que, à época, Fl. 102DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 13/11/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 16306.000206/200809 Acórdão n.º 2102003.164 S2C1T2 Fl. 103 3 era detida pela Mavibel (ou seja, na época da ocorrência dos fatos geradores em discussão, a Mavibel era sócia da Unilever). Da comprovação da retenção de IRRF sofrida pela recorrente e da conseqüente regularidade de seu direito creditório – O crédito objeto da PER/DCOMP se refere ao IRRF recolhido pela Unilever sobre rendimentos de juros sobre capital próprio pago à recorrente. Já o débito, por sua vez, referese ao IRRF devido pela recorrente, incidente sobre o pagamento de juros sobre capital próprio à sua sócia Brasinvest B.V., referente ao anobase de 2003. E, por coincidência, os valores são exatamente os mesmos, ou seja: R$ 5.422.375,93. O Despacho Decisório recorrido deixou de homologar a compensação da recorrente em razão de não ter sido localizado, nos sistemas da RFB, qualquer recolhimento de IRRF em favor da recorrente no anocalendário de 2003. Assim, apesar de reconhecer não haver qualquer outra (suposta) irregularidade na compensação, deixouse de homologar a PER/DCOMP unicamente sob alegação de não ter sido comprovada a existência do crédito lá utilizado. Recentemente, após mobilizar parte de seus funcionários na busca por provas a esse respeito, a recorrente finalmente conseguiu levantar informações/documentos que comprovam o seu crédito de IRRF. O crédito de IRRF não foi verificado nos sistemas RFB porque a Unilever, fonte pagadora dos rendimentos de juros sobre capital próprio, por um lapso, cometeu um erro no preenchimento de sua Dirf. Verificouse agora nos controles da Unilever que foi transmitida Dirf retificadora em 2008, para incluir a informação referente ao rendimento de juros sobre o capital próprio pago a Mavibel (no valor de R$ 36.149.172,84) e o seu respectivo IRRF recolhido (R$ 5.422.375,93), doc 04. A recorrente também localizou em seus controles o Darf recolhido à época pela Unilever, no valor total de R$ 5.476.599,69 (R$ 5.422.375,93 + R$ 54.223,76 de juros moratórios), por ter havido um pequeno atraso no recolhimento, doc 05. Da inocorrência de preclusão temporal para apresentação de novos documentos Não merecerá prosperar eventual entendimento no sentido de que teria precluído seu direito à apresentação de novos documentos neste processo, posto que a recorrente não pretende realizar qualquer aditamento ou complementação aos argumentos suscitados em sua manifestação de inconformidade, mas tãosomente unificar os documentos que deveriam ter sido analisados já pela DRF durante a análise da compensação em questão. O que faz agora a Recorrente é apenas suprir um trabalho feito inadequadamente pela DRF, visando permitir a análise sistemática e conjunta de todos os documentos relevantes para que a autoridade julgadora forme sua livre convicção sobre os atos praticados pela contribuinte. Registrese que qualquer limitação à atividade probatória do contribuinte implica em grave violação a um dos princípios mais importantes do processo administrativo fiscal, o princípio da verdade material. Do pedido Restando totalmente comprovada a insubsistência dos argumentos que norteiam a decisão recorrida, requerse seja acolhido e julgado inteiramente procedente o presente recurso voluntário para fim de que seja finalmente reconhecida a homologação integral da PER/DCOMP. É o Relatório. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 13/11/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 16306.000206/200809 Acórdão n.º 2102003.164 S2C1T2 Fl. 104 4 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Do exposto no relatório acima, verificase que cuidase de Pedido de Ressarcimento ou Restituição – Declaração de Compensação, PER/DCOMP nº 00561.29256.220104.1.3.067064, no qual a recorrente requer a compensação de crédito de IRRF de juros sobre o capital próprio, no valor de R$ 5.422.375,93, relativo ao anocalendário 2003. Importante destacar que referido pedido foi formulado por meio eletrônico e transmitido em 22/01/2004. A Derat/SP indeferiu o pleito da contribuinte, conforme Despacho Decisório, proferido em 30/10/2008, sob a alegação de que em consulta aos sistemas internos da RFB, em relação ao anocalendário 2003, não havia informação de IRRF em nome da beneficiária Mavibel Brasil Ltda, sendo certo que o despacho foi proferido sem que nenhuma diligência fosse realizada, ou seja, a contribuinte não foi intimada a fazer a comprovação do direito pleiteado. Por outro lado, cientificada do referido Despacho Decisório, em 18/11/2008, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, contudo, deixou de juntar aos autos os documentos comprobatórios de seu direito, alegando dificuldades em obtêlos no prazo legal de 30 dias, mas dizendo que os documentos seriam apresentados posteriormente. Seguiuse a decisão da DRJ São Paulo I, proferida em 16/12/2009, um ano depois, julgandose improcedente a manifestação de inconformidade, por ausência de apresentação dos documentos comprobatórios do direito creditório perseguido pela recorrente, ocasião em que negouse à contribuinte o pedido genérico de produção de provas e juntada posterior de documentos. Adveio o recurso voluntário e a contribuinte juntou aos autos os seguintes documentos: (i) cópia de um Darf, fls. 92, onde observase recolhimento de IRRF, no código 5706 (juros sobre o capital próprio), no valor de R$ 5.422.375,93, com pagamento feito por Unilever Brasil Ltda, em 16/02/2004, e (ii) cópia parcial de Dirf retificadora, fls. 90/91, apresentada pela Unilever do Brasil Ltda (folha de rosto e folha contendo informação corresponde a a Mavibel Brasil Ltda). Devese, portanto, preliminarmente, examinar se é possível a apreciação de tais provas, que somente vieram aos autos, no momento da apresentação do recurso. De imediato, devese concordar com a decisão recorrida quando afirma que o momento processual para a juntada de provas aos autos é quando da apresentação da Fl. 104DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 13/11/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 16306.000206/200809 Acórdão n.º 2102003.164 S2C1T2 Fl. 105 5 impugnação ou manifestação de inconformidade, salvo nos casos excepcionados no § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Contudo, no presente caso, houve a intercorrência de fatos, que conduzem à flexibilidade do disposto no § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972. A favor da recorrente labora a conduta da autoridade fiscal que indeferiu o pleito da recorrente, mediante rito sumário. Ou seja, consultouse os sistemas internos da RFB, obtevese resultado negativo e indeferiuse o pedido. Não houve nenhuma outra providência, seja no sentido de intimar a contribuinte ou a Unilever do Brasil Ltda. Também a favor da recorrente temse o fato de a PER/DCOMP ter sido transmitida em 22/01/2004 e o Despacho Decisório proferido em 30/10/2008, sendo certo que no período transcorrido entre tais eventos houve a incorporação da Mavibel pela Unilever. Diante deste contexto e levandose em consideração que tais provas demonstram, salvo prova em contrário, que não prevalecem os motivos que ensejaram o indeferimento do pedido de restituição/compensação, os documentos apresentados pela contribuinte somente na fase recursal devem ser acolhidos, em razão da obediência aos princípios do contraditório, da ampla defesa e da verdade material. Todavia, em respeito ao duplo grau de jurisdição, o exame das provas e mais análises que o caso requer devem ser promovidos pela autoridade de jurisdição da contribuinte, de forma que os autos devem retornar à repartição de origem para, a vista dos documentos juntados aos autos e dos esclarecimentos prestados, quando da apresentação do recurso, procederse nova apreciação do pedido de restituição/compensação, com as devidas verificações que o caso requer. Ante o exposto, voto por DAR PARCIAL provimento ao recurso, para acolher as provas juntada aos autos a destempo e determinar que a autoridade de jurisdição da contribuinte promova nova apreciação da PER/DCOMP nº 00561.29256.220104.1.3.067064. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 105DF CARF MF Impresso em 25/11/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/11/2014 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 13/11/2014 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
score : 1.0
