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Numero do processo: 10845.006727/90-05
Data da sessão: Thu Apr 28 00:00:00 UTC 1994
Numero da decisão: 301-00.941
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência ao Labana, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton, relator. Designada para redigir a resolução a Conselheira Maria de Fátima Pessoa de Melo Cartaxo.
Nome do relator: RONALDO LINDIMAR JOSÉ MARTON
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DE PAPEL LTDA DRF - SANTOS/SP RESOLUÇÃO N°: 301.941 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos . RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro • Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência ao Labana, através da Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencido o Conselheiro Ronaldo Lindimar José Marton, relator. Designada para redigir a resolução a Conselheira Maria de Fátima Pessoa de Melo Cartaxo. Brasília-DF, em 28 de abril de 1994 •• •• ~ MOACYR ELOY DE MEDEIROS. Presidente () ~~hltJléL. ~DE FÁTIMA PESSOA DE MELLO CARTAXO Relatora Designada ~4 AB01998 ~ Procurador da Fazenda Nacional • Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: JOÃO BAPTISTA MOREIRA e LUCIANO WIRTH CHAlBUB. Ausentes os Conselheiros ISALBERTO ZAVÃO LIMA, WANY LEITE P. FERNANDES e FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO . RC MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRlBUINTES PRIMEIRA CÂMARA • RECURSO N° 113.631 RESOLUÇÃO N° 301-941 RECORRENTE KASSUGADO BRASIL IND. DE PAPEL LTDA RECORRIDA DRF - SANTOS/SP RELATOR(A) RONALDO LINDIMAR JOSÉ MARTON RELATORA DESIGNADA:MARIA DE FÁTIMAPESSOA DE MELO CARTAXO RELATÓRIO Ciência da decisão de primeira instância "AR" de fls. 39, sem data de • • recebimento. Recurso apresentado em 2 de maio de 1991, assinada por mandatário com procuração às fls. 46, A Autuada submeteu a despacho produto descrito como sendo "preparação impermeabilizada utilizada para tratamento de 61eo com base de isobutileno emulsionado", marca NIPPON, de nome científico polisobutileno (polibutileno), tendo classificadoo produto no código 3902.20.0000. O laudo do LABANA concluiu tratar-se de polisobutileno, um produto de polimerização, contendo surfaetante não iônico, na forma de dispersão aquosa, sendo que a tensão superficial da solução aquosa a 0,5% do produto a 20° C ("método do anel") é de 39, 6 dinas/cm. •• Em face do disposto na Nota 34-3-b da TAB, o fiscal autuante entende que o produto deve ser classificado no código 3402.90.9900 (ficando igualmente excluído do código pretendido pelo importador), sujeitando o mesmo ao recolhimento das diferenças do II e IPI, sem Importação e de IPI, acrescidas da correção monetária, juros e multa de mora (artigos 61 e 74 da Lei nO7.799189, além da multa prevista no art. 364-11 do Decreto nO87.981/82. Na impugnação, o autuado alega que o disposto na Lei nO7.799/89 não pode retroagir à data da ocorrência do fato gerador dos impostos reclamados no auto de infração; que o laudo LABANA declara textualmente tratar-se de "polisobutileno" o produto importado, sendo correto o código adotado pelo importador; e que o laudo analisa a composição químicado produto, mas não se atreve a dar qualquer conclusão a respeito do código realmente aplicável. A decisão de primeira instância considera improcedente a preliminar a respeito da menção ao art. 74 da Lei nO7.779189, já que o referido dispositivo mantém inalterado o dispositivo anterior (art. 15 do Decreto-lei nO2.323/87, alterado pelo art. 6° do Decreto-lei nO2.331/87). Exigindo multa de vinte por cento, no caso de o tributo não ser pago no vencimento. Quanto ao mérito, a decisão lembra ter o laudo LABANA ressaltado que a tensão superficial da solução aquosa a 0,5% do produto a • 2 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA cÂMARA • RECURSO NO RESOLUÇÃON° 113.631 301-941 • • • • • 20°C ("método do anel") é de 39,6 dinaslcm, havendo duas razões para a desclassificaçãodo produto da posição 3902.20 para a posição 3402.90: a Nota 34 - 3 - b da NESH (transcrita pela decisão recorrida) e a Nota 39 - 2 - e do Capítulo 39 da NESH, que exclui do referido capítulo os agentes orgânicos de superflcie e as preparações da posição 34.02, No recurso é enfatizada a questão preliminar, com a afirmação de que a Lei nO7.799189 não pode retroagir e, quanto à classificação do produto, é alegado que a autoridade de primeira instância limitou-se a descrever o resultado do laudo, deixando de apresentar as razões da desclassificação,o que leva à conclusão da inteira improcedência da exigência. Além disso o recurso afirma que o exame laboratorial não foi acompanhado pela recorrente, desconhecendo-se os critérios utilizados pelo respectivo laboratório para se chegar à conclusão enunciada na decisão, carecendo de validade o laudo, tendo havido cerceamento do direito de defesa já por ocasião do exame laboratorial. Essa Câmara, por RESOLUÇÃO nO301-719 (fls. SI/52), converteu o julgamento em diligência ao I.N.T .. Leio em Sessão o inteiro teor da dita RESOLUÇÃO. A repartição de origem rnttmou a autuada a manifestar a sua concordância em arcar com as despesas decorrentes da elaboração de laudo téclÚCO pelo 1.N.T. e , em caso positivo, apresentar quesitos. Não tendo havido manifestação da autuada, os autos retomaram a esta Câmara. Éorelató~ 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONlRIBUlNTES PRIMEIRA cÂMARA • RECURSON" RESOLUÇÃO N" 113.631 301-941 RESOLUÇÃO • • As informações contidas no Laudo de Análise LABANA n° 1544 não são suficientes para possibilitar ao julgador realizar a segura e correta classificação do produto de nome comercial NlSSEKI POLYBUTENE EMULSION e de nome científico POLISOBUTILENO (polibutileno) objeto do presente litígio fiscal. Desta forma se impõe, face à negativa da recorrente em patrocinar a emissão de novo laudo através do INT., o retomo dos autos ao LABANA, para esclarecer alguns pontos da questão e coleta de novas informações técnicas a respeito da matéria . Assim sendo, voto no sentido de preliminarmente, converter o julgamento em diligência, devolvendo-se os autos à repartição de origem, devendo esta, por seu turno, notificar a recorrente, para que apresente quesitos complementares aos abaixo formulados, procedendo também à notificação do fiscal autuante para, se quiser, apresentar quesitos também. QUESITOS AO LABANA • • 1- Trata-se de um agente orgânico de superfície o produto objeto do laudo nO1544, de fls.15? 2 - Ou trata-se de uma preparação? Em caso positivo, qual sua natureza química e os fins aos quais se destina? 3 - Ratificar ou retificar as informações contidas no citado laudo de nO1544, ou acrescentar outras que julgue importantes para deslinde da questão. Sala das sessões, em 28 de abril de 1994 4 MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CON'IRIBUINTES PRIMEIRA cÂMARA • RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 113.631 301-941 VOTO VENCIDO •• Não obstante essa Câmara ter aprovado a RESOLUÇÃO 301-719, entendo, com a devida vênia ao conselheiro que a relatou, que a mesma é desnecessária, pois os elementos fáticos existentes nos autos são suficientes para o deslinde da questão . Verifica-se que o importador, como vem protestando desde a impugnação, declarou estar importando polisobutileno, sendo este o produto constatado pelo laudo laboratorial, o qual vem expressamente mencionado na NBM- SH no código 3902.20.0000. A decisão de primeira instância invocou dois argumentos para a desclassificação: as Notas 39 - 2-e e 34 - 3-b. A primeira afirma que não se incluem no capítulo 39 os agentes orgânicos de superficie e as preparações, da posição 3402. A Segunda nota diz respeito a uma das condições que um produto deve satisfazer para ser considerado "agente orgânico de superficie". • • Diz a referida Nota 3 do capitulo 34: "Na acepção da posição 3402, os agentes orgânicos de superficie são produtos que quando misturados com água numa concentração de 0,5% a 20 graus centígrados, e deixados em repouso durante uma hora a mesma temperatura: a) originam líquido transparente ou translúcido ou urna emulsão estável sem separação da matéria insolúvel; e b) reduzem a tensão superficial da água a 4,5 x 10 elevado a menos 2N/m (45 dyn/cm), ou menos. Ora, o laudo do Labana é completamente omisso a respeito de ter o produto satisfeito à primeira condição. Em conseqüência, inaplicável a mencionada regra, não podendo concluir-se tratar de agente orgânico de superficie . 5 .' MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA • RECURSO N° RESOLUÇÃO NO 113.631 301-941 • • • • • Além disso, os agentes orgânicos de superficie estão compreendidos na subposição 3402-1, enquanto o auto de infração desclassificou o produto para 3402.90 ("outros", isto é, produtos da posição 3402 que não estejam citados nas subposições anteriores.) . Diante do exposto rejeito a preliminarda nova diligência. Sala das Sessões, em 28 de abril de 1994. RONALDO LINDIMAR JOSÉ MARTON - CONSELHEIRO 6 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
score : 1.0
Numero do processo: 10880.010718/90-75
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jun 02 00:00:00 UTC 1992
Data da publicação: Tue Jun 02 00:00:00 UTC 1992
Ementa: ISENÇÃO. REDUÇÃO.
1. Rejeitada preliminar de irrevisibilidade do lançamento.
2. O prazo para obtenção do benefício fiscal era 30/6/88. As Guias de Importações foram emitidas antes mas os aditivos às respectivas guias, posteriormente. O mesmo ocorreu em relação às Guias de Importação Genéricas (emitidas antes) e seus anexos (emitidos depois).
3. Conforme informação da Coordenação Técnica de Intercâmbio Comercial do DECEX, deste Ministério, a emissão de aditivo de prorrogação não corresponde a uma nova emissão de guia e o anexo é o acessório da Guia Genérica, sendo tempestivas as emissões feitas das guias antes de 30.06.88.
4. Recurso provido.
Numero da decisão: 301-27.066
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o
presente julgado.
Nome do relator: ITAMAR VIEIRA DA COSTA
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MINISTÉRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES maa. pRommsoN9 10880-010718/90-75 . Sem:Iode 02 de junho del9g2 ACORDA° N° 301-27.066 Recurso n 2.: 112.656 Recorrente: MULTITEL SISTEMAS S/A Recorrida: DRF/SÃO PAULO/SP .... ISENÇÃO. REDUÇÃO; -- 1. Rejeitada preliminar de irrevisibilidade do lançamen- to. 2. O prazo para obtenção do beneficio fiscal era 30/6/885 As Guias de Importações foram emitidas antes mas os aditivos as respectivas guias, posteriormente. O mes- mo ocorreu em relação as Guias de Importação Genéri- cas (emitidas antes) e seus anexos (emitidos depois). 3. Conforme informação da Coordenação Técnica de Inter- câmbio Comercial do DECEX, deste Ministério, a .emis são de aditivo de prorrogação não corresponde a um-a nova emissão de guia e o anexo é o acessorio da Guia Genérica, sendo tempestivas as emissões feitas das guias antes de 30.06.88. 4. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conse- lho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar .provimento..... -, ao recurso, na forma do relatõrio e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia(DFi em 12 de junho de 1992. 41ilik:a‘';',. I (DP .1 , IA' EIR A DA GOSTA - residente e relator V.R RODRIGUES DE ZA - adoOU curr da Fazenda Nacional VISTO EM . SESSÃO DE:21 AGO 1992 Participaram ainda do presente julgamento os seguintes Conselheiros: Luiz Antonio Jacques, Ronaldo Lindimar José Marton, Sandra Minam de Azevedo Mello, José Theodoro Mascarenhas Menck, Otacilio Dantas Cartaxo, Fausto de Freitas e Castro Neto e João Bap tista Moreira. ..1 Daseur fo /011 - SECOS MS 047/st - d. N. é MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CAMARA i, RECURSO NA 112.656 - ACORDA0 NA 301-27.066 RECORRENTE: MULTITEL SISTEMAS S/A RECORRIDA : DRF - SA0 PAULO/SP RELATOR : Conselheiro ITAMAR VIEIRA DA COSTA , RELATORI O Retorna o processo de diligOncia à Confederaçao de In- tercãmbio Comercial do Departamento de Comércio Exterior, determinada por esta Cãmara, através da Resoluçao n. 301-673 0 de 10/06/91, cujo ., relatório foi o seguinte: "A empresa acima qualificada desembaraçou, através das , Deciaraçoes de Importaçao relacionadas no demonstrativo de fls. 02, Osciloscópios (TAB 90.28.14.05), transistores (TAB 85.21.12.02) e dio- dos (TAB 85.21 ..12.01), com a utilizaçao de alíquotas menores do que as que estavam em vigor à época da importaçao. , Diante destas constataçoes, foi lavrado o Auto de In- - fraçao de fls. 01, exigindo o crédito tributário decorrente da dife- rença apurada. Tempestivamente, a autuada impugnou a exiOncia fiscal, apresentando suas razoes de defesa (fls. 28/169), alegando que: a) para os osciloscópios desembaraçados através das . D.Is. 505223 e 501147, foi utilizada a allquota de 20% (vinte por cento) por equívoco de tarifa, mais i exatamente por erro de impressao gráfica, já que to- dos os Decretos que amparam os acordos do (3ATT, atribuem ao produto uma allquota de 35% (trinta e cinco por cento); b) quanto ao osciloscópio desembaraçado através da D.I. 503452, a impugnante foi beneficiada pela Resoluçao CPA 141034 de 28/08/86, que prev( a reduçao para 0% (zero por cento) das aliquotas incidentes sobre . equipamentos, máquinas, aparelhos, instrumentos, partes e acessórios, sem similar nacional, quando destinados à pesquisa cientifica ou à pesquisa ao desenvolvimento tecnológico, desde que a importaçao - fosse aprovada pelo CNPq; c) linha, â época, projeto aprovado junto àquele órgao sob n. 118.110.025/85, fato este averbado na via II da Guia de Importaçao, nao podendo arcar com a falha da CACEX, que deveria se manifestar expressamente, no corpo da G.I., sobre inexist(&ncia de similar na- cional; d) os documentos legais (G.I., G.I. Genérica e Carta de Credenciamento) que respaldam as D.Is. referentes aos diodos e transistores, foram emitidos anterior- mente a Resoluçao CPA 00.1516, de 27/06/88, que as- segurava em seu artigo 5A, o tratamento tributário anterior â mesma, quando mais favorável As mercado- rias objetos de guias de importaçao emitidas até 30 de julho de 1.988. A aliquota em vigor anteriormente era de 30% (trinta por cento), e só a partir de en- tao é que foi elevada para 40% (quarenta por cento); e) é incablvel a aplicaçao de penalidades, pois inexis- I te dolo ou má-fé; e , .. 4. f) incabível também a multa prevista no artigo 364, in- . ciso II do Decreto 87.981/82, nao só pelo motivo já citado, como também pelo fato de que sequer foi le- vado em conta o artigo 350, inciso II, do mesmo De- creto. juntou, posteriormente, às fls. 170 e 171, adendo à im- pugnaçao apresentada. As fls. 174/176, manifesta-se a fiscalizaçao pela pro- cedOncia, em parte, da açae fiscal. A açao fiscal foi julgada procedente, em parte, em ia. Instãncia para declarar devidos o imposto de importaçao, Imposto sobre Produtos Industrializados, juros de mora, correçao monetária e as mul- tas do art. 74 da Lei n. 7799/89 (multa de mora) e a do art. 364, II do RIPI conforme discriminado às fls. 186. A empresa, tempestivamente, recorre a este Colegiada aduzindo, em resumo, que (fls. 190/195): a) a recorrente submeteu a despacho, através de diver- _ sas Deci•raçoes de Importaçao, oscilos~s, tran- sistores e (1iodos, adotando os códigos tarifários 98.28.14.05, 85.21.12.02 e 85.21.12.01, respectiva- mente; b) para os osciloscópios, cobertos pelas deciaraçoes de importaçao n. 505.223 de 12/05/87 (adiça° 001), 501.147 de 28/01/87 (ediçao 001) e 503.452 de 11/03/88 (adiça° 004), os cálculos dos tributos • o- ram efetivados com a aliquota vigente de 30% (trinta por cento) para o Imposto de Importaçao e reduzida para 20% (vinte por cento), conforme prev0 o Acordo Geral de 4. rifas Aduaneirassssss - GATT, uma vez que o prodUto importado foi originário dos Estados Uni- dos da América; Cabe ressaltar que anteriormente o produto "oscilos- cópio" era classificado na posiçao NBM 90.28.15.00 e possuia uma aliquota GATT de 20% conforme Decreto n. • 5.772, de 27/05/75 e retificado pelos Decretos nú- meros 78.087, de 06/12/76 e 78.310, de 25/08/76. De acordo com a Resoluçao do Comi. te Brasileiro de Nomenclatura n. 60/82, este produto passou a ter uma posiçao específica, passando a ser classificado no código 90.28.14.05, e essa alteraçao nao afetou o tratamento tarifário concedido pelo GATT. g>pmcm .152 ....s:rn__128A, houve alteraçao da aliquota para , 35%, alíquota essa aprovada pela RçsmluçA2_02__ÇpnEffi- lho de rolitica Aduaneira número 00-1516„. de , 27/06/88, cinco meses portanto, após a numeraçao da última deciaraçao de importaçao; c) na D.I. 503.452 de 11/03/88 (adiçoes 001, 002 e 003), a Recorrente foi beneficiada pela Resoluçao do Conselho de Política Aduaneira n. 14-1034, de 28/08/86, que previa a reduçao para 0% das alíquotas do imposto de importaçao incidentes sobre equipamen- tos, máquinas, aparelhos, instrumentos, partes e acessórios, sem similar nacional, quando destinados à pesquisa cientifica ou à pesquisa ao desenvolvimento tecnológico, desde que a importaçao fosse aprovada 1. pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Na época do registro da declaraçao de a , 3 importaçao, a Recorrente tinha projeto aprovado junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, sob n. 118.110.025/85, que sustentava a importaçao. De acordo com o artigo 2 - item 1 da Re- soluça° do Conselho de Politica Aduaneira 14-1034, teria que haver a manifestaçao expressa da Carteira de Comércio Exterior sobre a inexist@ncia de similar nacional, no corpo da Guia de Importaçao n. 18-87/041029, procedimento este nao cumprido pela Carteira de Comércio Exterior. A Recorrente tomou to-. dos os cuidados necessários à operaçao, nao podendo agora, arcar com uma falha da Carteira de Comércio Exterior. Houve a devida averbaçao na via II da refe- rida guia de importaçao pelo Conselho Nacional de De- senvolvimento Cientifico e Tecnológico. A Recorrente obteve o aditivo n. 18-90/33472-2 (cópia anexa) onde a Carteira de Comércio Exterior atesta a nao existOn- cia de similar nacional, tal procedimento encontra amparo no item 4.2.3.3 do Comunicado 204/88 que diz o, seguinteN 4.2.3.3 - Poderá ser emitido aditivo para enqua- dramento em beneficio fiscal, com a con- sequente declara çao, se for o caso, de inexistOncia de similar nacional. Dessa forma se dirime totalmente o impasse; d) quanto AOS diodos e transistores, os eméritos julga- dores poderao observar que houve, por parte da fis- calizaçao, o entendimento da questa° e exonerou par- te da eigéncia; e) entretanto para as Deciaraçoes de Importaçao numeres 506.484/88 9 514.443/88 e 517.679/88 (adiçoes 001), a Recorrida mantem a exigOncia, alegando que para a Declaraçao de Importaçao n. 517.679/88, embora a guia de lmportaçao n. 18-88/020267-2, que a instruiu foi emitida antes de 30/06/88, o seu aditivo de n. 18-88/036011-1 o foi posteriormente a tal data, men- cionando que o item 4.2.1.1 do Comunicado da Cartei- ra de Comércio Exterior n. 204/88 estabelece que o aditivo para prorrogaçao do prazo de validade da guia é uma concessao especial e corresponde a um no- vo licenciamento. Cabe notar que o artigo 5A da Re- soluça° do Conselho de Politica Aduaneira n. 00-1516/C8 1 diz que é assegurado o tratamento ante- rior a esta Resoluçao quando mais favoráves às mer- cadorias objeto de guias de importaçao, gm¡ilsilap (grifos nossos) até 30/06/88. O aditivo, portanto, foi solicitado para prorrogar a data do embarque da mercadoria, isto é bem diferente da data da emissao da guia de importaçao que foi concedida e emitida antes daquela data. Ainda mais quando a referida Re- soluça° do Conselho de Política Aduaneira estabelece data de emissao de guia e nao data de embarque da mercadoriau f) o argumento também cabe para as Declaraçoes de Im- ortaçao nUmeros 506.484 e 514.443/88, pois a opera- çao foi amparada pela guia de importaçao genérica n. 18-88/27464-9, pela carta de credenciamento n. 'A 4 18-88/001103-6, que cobrem as importaçoes em questa° Guia de importaçao, Guia de Importaçao Genérica e Carta de Credenciamento sao documentos legitimas pa- ra importaçoes e sao equivalentes; g) quanto a Guia de Importaçao Genérica o item 4.1.6 do Comunicado da Carteira de Comércio Exterior 204/88, predispoe que: "Para efeito de desembaraço aduaneiro, este do- cumento só será válido à vista da relaçao dis- criminativa do material importado (anexo), emi- tida em impresso próprio e que fará parte inte- grante deste documento". Para todos os efeitos, o importador, refere-se sem- pre a data de emissao da guia de importaçao, bem co- rno ao seu respectivo número. Os anexos nao possuem . número e nem validade expressos em seu corpo. Sua validade é a constante da Guia Genérica e quando há necessidade de prorrogaçao, a base é o vencimento constante da própria guia genérica; h) conclui-se que todas as condiçoes foram cumpridas na época e nao pode a Recorrente agora, após uma revi sao de declaraçoes de importaçao de mercadorias de- sembaraçadas em 1987 e 1988, exigir diferenças de tributos de materiais devidamente licenciados, pagos e desembaraçados sem qualquer empecilho à época da liberaçao. O pró prio Tribunal Federal de Recursos, manifesta, em sua ementa abaixo transcrita, a impossibilidade de revisa() de lança- mento, reza a referida ementa: TRIBUTARIO- REVISAO DE LANÇAMENTO - ERRO DE DIREITO - IMPOSSIBILIDADE. Ementa: 1 - Na importaçao, após o recolhimento dos tributos pelo im- portador, a revisa° de lançamento, por parte do fisco al- terando os critérios jurídicos (erro de direito), nao é possivel. Precedentes do STF e TFR._ II - Remessa ex-officio desprovida, Sentença confirmada (REO 108.884-SC REG 7.233.264 - Rel. Min. Geraldo Sobral - 5a. Turma Unãnime. Dj 17.04.86). i) é oportuno, também solicitar seja revisto o cálculo do crédito tributário mantido, nos termos do artigo 32 do Decreto 70.235/72, uma vez que pelas compara- çoes apuradas, os valores do Imposto de importaçao e Imposta sobre Produtos Industrializados estao em di- verg.encia com o Auto de Infraçao. Notem também que a Declaraçao de Importaçao n. 503.452/88 além de estar sendo discutida no presente processo, foi alvo de outro Auto de infraçao que levou o número 10880-017.216/90-75p e j) quanto às multas, nao há como exigl-las, pois sao d ecorrancia da discutida, pretendida e absurda exi- . Oncia fiscal." • . . 5 Foi cumprida a diligOncia conforme informaçao da CTIC - DECEX n. 11-921/432 de 05/03/92 que respondeu às indagaçoes deste Co- legiado. E o relatório. I _ • _ • . . •,, , Rec.112.656 Ac. 301-27.066 VOTO Conselheiro ITAMAR VIEIRA DA COSTA, Relatar: A autoridade julgadora, em ia.. Instãncia l julgou proce- dente em partes a açao fiscal. A controvérsia, em nível de recurso, se refere às im- portaçoes feitas através das DIs números 505.223, 501.147, 503.452, 434 m P14A4 ã e 517-679- Prelmiwxnesmtp , ! A empresa se insurge contra a revisa° de lançamento porque, à época, os materiais foram devidamente licenciado, pagos e 1 'desembaraçados sem qualquer empecilho. Acrescenta que o próprio T.F.R, hoje SIj, iá se pronunciou a respeito dizendo nao ser possível a revi- sa° do lançamento do Imposto de Importaçao para alterar critérios ju- rídicos. Essa matéria tem sido analisada, discutida e votada com certa frequOncia neste Terceiro Conselho de Contribuintes em suas di- 1 i versas Cãmaras. Como já existe jurisprud@ncia pacifica demonstrando a possibilidade de rever o lançamento, conforme reiteradas decisoes des- te Colegiado, rejeito esta preliminar. Outra questa() necessitava ser resolvida. Para obter os benefícios da reduçao indicada na Resolu- çao CPA n. 00.1516, de 17/06/88, desde que as Guias de Importaçao-GI fossem emitidas até 30/06/88. a) Em relaçao à Declaraçao de Importaçao-DI n. 517679/88 9 a Gi que acobertava as mercadorias ali descritas, de n. 1(3-88/020267-2 foi emitida antes de 10/06/88 mas o seu Aditivo n. 18-88/036011-1 foi emitido posteriormente. b) Em i':: 1. às DI n. 505.484 e 514.443, as mercado- rias foram cobertas pela Guia de Importaçao-GI Gené- rica n. 18-88/27464-9, Anexos 2 e 7. A GI Genérica _ foi emitida antes de 30/06/88, mas os Anexos foram emitidos posteriormente. Por isto foi o julgamento convertido em diligéncia para ser ouvido o órgao Técnico para melhor esclarecer essas questoes. Foi o processo remetido à Coordenaçao de Inter~bio Comercial do Departamento do Comércio Exterior deste Ministério np.7. mçgx, através da DRF-Sao Paulo, para responder ao seguinte: 1. O Aditivo emitido para prorrogaçao de prazo de vali- dade da respectiva Guia de Importaçao corresponde a um novo licenciamento? Esclarecer. 2. Está correta a afirmaçao: E. necessário se reportar nao só a data da emissao da Guia de Importa çao Genérica como, também, à data da ora issa° do Anexo, isto porque, isoladamente, a GI Genérica de nada vale, necessitando do Anexo que, conjuntamente com a G1 Genérica, e só assim, proporciona uma licença de importaçao correta? Es- • clarecer. O resultado foi a informaçao contida no Ofício pECEX CTIC- n. 11-921/4325/92 cujo teor transcrevo: 2 "Reterindo-nos a seu expediente DIVTRI/DRF/SP n. 015, de 12/09/91, e a fim de atender diligOncia solicitada pelo Terceiro Conselho de Contribuintes, informamos, baseados em critérios adminis- trativos, que:: a. A emissao de aditivo de prorrogaçao torna válida a mes- ma guia por mais um determinado espaço de tempo e para todos os fins. Nao ocorre, portanto, a emissao de nova guia. A guia de importaçao, após a emissao de aditivo para prorrogaçao de sua validade, continua a amparar a mesma operaçao. Tanto é assim, que nao há a]. tora em sua numeraçao, nao era cobrada taxa de expediente pela emissao do aditivo e nem este é um documento autÔnomo, mas sim acessório, que só produz efeito quando ligado ao documento principal -- a guia de importaçao. O aditivo nao altera a data de emissao da guia, altera o prazo de vali- dade para embarque. b. A guia genérica era um documento de importaçao no qual a empresa somente indicava o tipo de bens que iria importar e o seu valor. A individualizaçao das mercadorias é feita em etapas (que cor- respondem aos embarques) através de outro documento denominado anexo ou relaçao discriminativa. Sua utilizaçao era prevista para facilitar i OS procedimentos nos casos de grandes compras externas, quando a em- presa nao podia, no momento do licenciamento, fornecer todos os deta- lhes técnicos dos bons que iria importar. Portanto, o anexo é parte integrante da guia genérica, nao sendo correta a afirmaçao de que esta nada vale, necessitando da- quele para configurar uma licença de importaçao correta. Quando a guia genérica era emitida isto significava dizer que a operaçao havia sido analisada e aprovada. A cláusula aposta no sentido de que para efeito de desembaraço aduaneiro este documento só seria válido à vista da re- laçao discriminativa do material importado (anexo), deve ser entendida como um alerta à empresa de que á época de cada embarque seria neces- sário especificar os bens importados. Assim, o anexo nao é documento autônomo, mas acessório, integrante da guia genérica, que é o documento principal." VO-se, portanto que o prazo para obtençao do benefício fiscal era 30/06/88. As Guias de importaçoes foram emitidas antes mas os aditivos às respectivas guias, posteriormente. O mesmo ocorreu em relaçao às Guias de importaçao Genéricas (emitidas antes) e seus ane- xos (emitidos depois). Conforme informaçao da Coordenaçao Técnica de Intercüm- bio Comercial do D•CEX, deste Ministério, a emissao de aditivo de prorrogaçao nao corresponde a uma nova emissao de guia e o anexo é o acessório da Guia Genérica, sendo tempestivas as emissoes feitas das guias antes de 30/06/88. Pelo exposto e por tudo que do processo consta, voto no sentido de dar provimento ao recurso. Sala das Sessoes, 02 de junho de 1992. 1 Ai . d'ów 1 ÁUP ITAMAR VIEI- D COSTA Re ator • .
score : 1.0
Numero do processo: 13883.000126/2007-12
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/1997 a 31/03/1999
PREVIDENCIÁRIO. PRESCRIÇÃO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CINCO MAIS CINCO.
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, para os pagamentos efetuados antes da vigência da LC n. 118/05, o direito de pleitear a restituição de tributo pago a maior extingue-se
em 5 (cinco) anos, contados a partir da homologação tácita ou expressa, nos termos do art. 168, I, do CTN.
TRABALHO APÓS A APOSENTADORIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA.
Incide contribuição previdenciária quando o aposentado volta a trabalhar, nos termos do § 4 do art. 12 da Lei n. 8.212/91.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-001.595
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
1.0 = *:*
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/1997 a 31/03/1999 PREVIDENCIÁRIO. PRESCRIÇÃO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CINCO MAIS CINCO. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, para os pagamentos efetuados antes da vigência da LC n. 118/05, o direito de pleitear a restituição de tributo pago a maior extingue-se em 5 (cinco) anos, contados a partir da homologação tácita ou expressa, nos termos do art. 168, I, do CTN. TRABALHO APÓS A APOSENTADORIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. Incide contribuição previdenciária quando o aposentado volta a trabalhar, nos termos do § 4 do art. 12 da Lei n. 8.212/91. Recurso Voluntário Negado
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PRESCRIÇÃO. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CINCO MAIS CINCO. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, para os pagamentos efetuados antes da vigência da LC n. 118/05, o direito de pleitear a restituição de tributo pago a maior extinguese em 5 (cinco) anos, contados a partir da homologação tácita ou expressa, nos termos do art. 168, I, do CTN. TRABALHO APÓS A APOSENTADORIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. Incide contribuição previdenciária quando o aposentado volta a trabalhar, nos termos do § 4 do art. 12 da Lei n. 8.212/91. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Fl. 32DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Ewan Teles Aguiar. Fl. 33DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 13883.000126/200712 Acórdão n.º 2403001.595 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Requerimento de Restituição de Valores Indevidos – RRVI, pleiteado por APARECIDO SERAFIM DO NASCIMENTO, CPF n. 885.871.00882, na condição de segurado empregado, em gozo de aposentadoria, referente ao período compreendido entre: 07/1997 e 03/1999. O Recorrente requer a restituição dos valores descontados de sua remuneração e recolhidos pela CONFAB INDUSTRIAL S/A, no período que estava aposentado. DO DESPACHO DECISÓRIO Após analisar os argumentos do Recorrente, a DRF/TAU/SAORT, por meio do Despacho Decisório de 11 de julho de 2008, indeferiu o pedido de restituição, conforme ementa que se transcreve, verbis: “Assunto: Restituição Competências: 07/1997 a 03/1999 EMENTA: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. RESTITUIÇÃO. PRESCRIÇÃO. O direito de pleitear restituição ou de realizar compensação extinguese em cinco anos, contados da data do pagamento ou do recolhimento indevido. PEDIDO INDEFERIDO” DO RECURSO Inconformado, o Recorrente apresentou Recurso Voluntário de fl. 25 com os mesmos argumentos do Pedido de Ressarcimento. É o relatório. Fl. 34DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 4 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 23 e 26, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DA DECADÊNCIA O Recorrente pleiteia o Ressarcimento das Contribuições Previdenciárias, recolhidas indevidamente no período compreendido entre: 07/1997 a 03/1999; tendo em vista que se encontra aposentado desde 30/07/1997, mas que mesmo nessa condição teria contribuído aos cofres do INSS. Em relação ao pedido de ressarcimento, assim dispõem os arts. 168, I, e 165, I, do CTN, verbis: Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; (...) Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; A DRF/TAU/SAORT negou a restituição por entender que o prazo de 5 (cinco) anos para o pedido de restituição começa a contar com o pagamento, conforme transcrito abaixo, verbis: “No entanto, o pedido se encontra alcançado pela prescrição, tendo em vista o disposto no artigo 253 do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto número 3.048/1999, diploma legal esse que regulamentou a Leu número 8.212/91, (...)” (grifo nosso) Analisando a citada legislação, verificase que o prazo prescricional para requerer a restituição deve ser contado a partir da extinção do crédito tributário que se dá com a homologação pelo Sujeito Ativo, seja ela expressa ou tácita, nos termos do art. 150, § 4o do CTN, verbis: Fl. 35DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 13883.000126/200712 Acórdão n.º 2403001.595 S2C4T3 Fl. 3 5 Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (grifo nosso) Nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, como a Contribuição Previdenciária, o Sujeito Ativo tinha o prazo de 5 (cinco) anos da data do fato gerador para homologar o lançamento, ou seja, extinguir o crédito tributário. Após esse prazo, o Sujeito Passivo tinha 5 (cinco) anos para pedir o ressarcimento de eventual pagamento feito a maior. Esse entendimento ficou conhecido como a tese dos “cinco mais cinco”. Visando evitar o prazo de “cinco mais cinco” para o pedido de restituição, foi publicada a Lei Complementar n. 118, de 09 de fevereiro de 2005, que modificou o entendimento do art. 168, I do CTN, para considerar extinto o crédito tributário na data do pagamento, nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, verbis: “Art. 3o Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei.” No caso em tela, o Recorrente em 31/05/2007 (fl. 01), requereu a restituição dos pagamentos indevidos dos períodos de 07/1997 a 11/1997, ou seja, os pagamentos ocorreram antes da entrada em vigor da LC n. 118/05, aplicandose, portanto, a prescrição nos termos dos “cinco mais cinco”. Sendo esse, inclusive, o entendimento do STJ em sede de julgamento em Recurso Especial Representativo de Controvérsia, nos termos do art. 543C do CPC, que tem o condão de uniformizar a jurisprudência, verbis: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ART. 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. AUXÍLIO CONDUÇÃO. IMPOSTO DE RENDA. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. PAGAMENTO INDEVIDO. ARTIGO 4º, DA LC 118/2005. DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO RETROATIVA. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE DIFUSO. CORTE ESPECIAL. RESERVA DE PLENÁRIO. 1. O princípio da irretroatividade impõe a aplicação da LC 118, de 9 de fevereiro de 2005, aos pagamentos indevidos realizados após a sua vigência e não às ações propostas posteriormente ao Fl. 36DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 6 referido diploma legal, posto norma referente à extinção da obrigação e não ao aspecto processual da ação correspectiva. 2. O advento da LC 118/05 e suas conseqüências sobre a prescrição, do ponto de vista prático, implica dever a mesma ser contada da seguinte forma: relativamente aos pagamentos efetuados a partir da sua vigência (que ocorreu em 09.06.05), o prazo para a repetição do indébito é de cinco a contar da data do pagamento; e relativamente aos pagamentos anteriores, a prescrição obedece ao regime previsto no sistema anterior, limitada, porém, ao prazo máximo de cinco anos a contar da vigência da lei nova. 3. Isto porque a Corte Especial declarou a inconstitucionalidade da expressão "observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, I, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional", constante do artigo 4º, segunda parte, da Lei Complementar 118/2005 (AI nos ERESP 644736/PE, Relator Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 06.06.2007). 4. Deveras, a norma inserta no artigo 3º, da lei complementar em tela, indubitavelmente, cria direito novo, não configurando lei meramente interpretativa, cuja retroação é permitida, consoante apregoa doutrina abalizada: "Denominamse leis interpretativas as que têm por objeto determinar, em caso de dúvida, o sentido das leis existentes, sem introduzir disposições novas. {nota: A questão da caracterização da lei interpretativa tem sido objeto de não pequenas divergências, na doutrina. Há a corrente que exige uma declaração expressa do próprio legislador (ou do órgão de que emana a norma interpretativa), afirmando ter a lei (ou a norma jurídica, que não se apresente como lei) caráter interpretativo. Tal é o entendimento da AFFOLTER (Das intertemporale Recht, vol. 22, System des deutschen bürgerlichen Uebergangsrechts, 1903, pág. 185), julgando necessária uma Auslegungsklausel, ao qual GABBA, que cita, nesse sentido, decisão de tribunal de Parma, (...) Compreensão também de VESCOVI (Intorno alla misura dello stipendio dovuto alle maestre insegnanti nelle scuole elementari maschili, in Giurisprudenza italiana, 1904, I, I, cols. 1191, 1204) e a que adere DUGUIT, para quem nunca se deve presumir ter a lei caráter interpretativo "os tribunais não podem reconhecer esse caráter a uma disposição legal, senão nos casos em que o legislador lho atribua expressamente" (Traité de droit constitutionnel, 3a ed., vol. 2o, 1928, pág. 280). Com o mesmo ponto de vista, o jurista pátrio PAULO DE LACERDA concede, entretanto, que seria exagero exigir que a declaração seja inseri da no corpo da própria lei não vendo motivo para desprezála se lançada no preâmbulo, ou feita noutra lei. Encarada a questão, do ponto de vista da lei interpretativa por determinação legal, outra indagação, que se apresenta, é saber se, manifestada a explícita declaração do legislador, dando caráter interpretativo, à lei, esta se deve reputar, por isso, interpretativa, sem possibilidade de análise, por ver se reúne requisitos intrínsecos, autorizando uma tal consideração. (...) ... SAVIGNY coloca a questão nos seus precisos termos, ensinando: "tratase unicamente de saber se o legislador fez, ou Fl. 37DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 13883.000126/200712 Acórdão n.º 2403001.595 S2C4T3 Fl. 4 7 quis fazer uma lei interpretativa, e, não, se na opinião do juiz essa interpretação está conforme com a verdade" (System des heutigen romischen Rechts, vol. 8o, 1849, pág. 513). Mas, não é possível dar coerência a coisas, que são de si incoerentes, não se consegue conciliar o que é inconciliável. E, desde que a chamada interpretação autêntica é realmente incompatível com o conceito, com os requisitos da verdadeira interpretação (v., supra, a nota 55 ao n° 67), não admira que se procurem torcer as conseqüências inevitáveis, fatais de tese forçada, evitandose lhes os perigos. Compreendese, pois, que muitos autores não aceitem o rigor dos efeitos da imprópria interpretação. Há quem, como GABBA (Teoria delta retroattività delle leggi, 3a ed., vol. 1o, 1891, pág. 29), que invoca MAILHER DE CHASSAT (Traité de la rétroactivité des lois, vol. 1o, 1845, págs. 131 e 154), sendo seguido por LANDUCCI (Trattato storico teoricopratico di diritto civile francese ed italiano, versione ampliata del Corso di diritto civile francese, secondo il metodo dello Zachariæ, di Aubry e Rau, vol. 1o e único, 1900, pág. 675) e DEGNI (L'interpretazione della legge, 2a ed., 1909, pág. 101), entenda que é de distinguir quando uma lei é declarada interpretativa, mas encerra, ao lado de artigos que apenas esclarecem, outros introduzido novidade, ou modificando dispositivos da lei interpretada. PAULO DE LACERDA (loc. cit.) reconhece ao juiz competência para verificar se a lei é, na verdade, interpretativa, mas somente quando ela própria afirme que o é. LANDUCCI (nota 7 à pág. 674 do vol. cit.) é de prudência manifesta: "Se o legislador declarou interpretativa uma lei, devese, certo, negar tal caráter somente em casos extremos, quando seja absurdo ligála com a lei interpretada, quando nem mesmo se possa considerar a mais errada interpretação imaginável. A lei interpretativa, pois, permanece tal, ainda que errônea, mas, se de modo insuperável, que suplante a mais aguda conciliação, contrastar com a lei interpretada, desmente a própria declaração legislativa." Ademais, a doutrina do tema é pacífica no sentido de que: "Pouco importa que o legislador, para cobrir o atentado ao direito, que comete, dê à sua lei o caráter interpretativo. É um ato de hipocrisia, que não pode cobrir uma violação flagrante do direito" (Traité de droit constitutionnel, 3ª ed., vol. 2º, 1928, págs. 274275)." (Eduardo Espínola e Eduardo Espínola Filho, in A Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, Vol. I, 3a ed., págs. 294 a 296). 5. Consectariamente, em se tratando de pagamentos indevidos efetuados antes da entrada em vigor da LC 118/05 (09.06.2005), o prazo prescricional para o contribuinte pleitear a restituição do indébito, nos casos dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, continua observando a cognominada tese dos cinco mais cinco, desde que, na data da vigência da novel lei complementar, sobejem, no máximo, cinco anos da contagem do lapso temporal (regra que se coaduna com o disposto no artigo 2.028, do Código Civil de 2002, segundo o qual: "Serão os da lei Fl. 38DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 8 anterior os prazos, quando reduzidos por este Código, e se, na data de sua entrada em vigor, já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada."). 6. Desta sorte, ocorrido o pagamento antecipado do tributo após a vigência da aludida norma jurídica, o dies a quo do prazo prescricional para a repetição/compensação é a data do recolhimento indevido. 7. In casu, insurgese o recorrente contra a prescrição qüinqüenal determinada pelo Tribunal a quo, pleiteando a reforma da decisão para que seja determinada a prescrição decenal, sendo certo que não houve menção, nas instância ordinárias, acerca da data em que se efetivaram os recolhimentos indevidos, mercê de a propositura da ação ter ocorrido em 27.11.2002, razão pela qual forçoso concluir que os recolhimentos indevidos ocorreram antes do advento da LC 118/2005, por isso que a tese aplicável é a que considera os 5 anos de decadência da homologação para a constituição do crédito tributário acrescidos de mais 5 anos referentes à prescrição da ação. 8. Impende salientar que, conquanto as instâncias ordinárias não tenham mencionado expressamente as datas em que ocorreram os pagamentos indevidos, é certo que os mesmos foram efetuados sob a égide da LC 70/91, uma vez que a Lei 9.430/96, vigente a partir de 31/03/1997, revogou a isenção concedida pelo art. 6º, II, da referida lei complementar às sociedades civis de prestação de serviços, tornando legítimo o pagamento da COFINS. 9. Recurso especial provido, nos termos da fundamentação expendida. Acórdão submetido ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 1002932/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009) Não obstante o STJ ter pacificado o tema em 2009, nos termos do art. 543C do CPC, conforme destacado alhures. Recentemente, o STF, em sede de Recurso Repetitivo, nos termos do art. 543B, §, 3o do CPC, que também tem o condão de uniformizar a jurisprudência, pacificou a tese dos “cinco mais cinco”, antes da vigência da LC n. 118/05, verbis: DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos Fl. 39DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 13883.000126/200712 Acórdão n.º 2403001.595 S2C4T3 Fl. 5 9 arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (RE 566621, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 04/08/2011, REPERCUSSÃO GERAL MÉRITO DJe195 DIVULG 10102011 PUBLIC 11102011 EMENT VOL0260502 PP00273) Conforme destacado alhures, a DRF/TAU/SAORT negou o pleito por entender prescrito o direito do Recorrente em requerer a restituição. Demonstrado, portanto, que o requerimento estava dentro do prazo para o pedido creditório, passase a analisar o mérito do pedido de restituição. DO MÉRITO O Recorrente acredita ter direito à restituição dos valores pagos no período de 07/1997 a 03/1999, em face de que mesmo aposentado trabalhou no referido período e, portanto, teria contribuído à Previdência. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 10 Ocorre que, o § 4 do art. 12 da Lei n. 8.212/91 dispõe acerca da obrigatoriedade do recolhimento da contribuição mesmo o aposentando que continuar ou retornar a trabalho, verbis: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: (...) § 4º O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social RGPS que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata esta Lei, para fins de custeio da Seguridade Social. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.032, de 28.4.95). Dessa forma, não há como prosperar o pedido de restituição do Recorrente. CONCLUSÃO Do exposto, nego provimento ao recurso. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 41DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I
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Numero do processo: 10711.003831/90-82
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.741
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em encaminhar o processo à E. 3ª Câmara, por tratar-se de matéria de sua competência, na forma do re1atório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO
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ACORDÃO NO • Recurso n.O Recorrente Recorrid 113.79~ - Processo nº 10711/003831/90-82. INDÚSTRIAS QUíMICAS RESENDE S/A IRF - PORTO /RIO DE JANEIRO. RESOLUÇÃO 301 - 7~1 V I S TOS, relatados e discutidos os presentes autos, A C O R D A M os Membros da Primeira çâmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em encaminhar o processo à E. 3ª Câmara, por tratar-se de matéria de sua competê~ ci a, na forma do re 1atóribevoto, 'Que passam a integrar o ,pr.esent;ejulgado. Brasília - F, e 05 de novembro de 1991 ~--.~-~FluSTO FREITAS DE CASTRO NETO - Relator . CONRADO ~RES - Proc. da Faz. Nacional. VISTO EM SESSÃO DE/i1JAN \'~;;L Participaram,ainda, do presente julgamento,os seguintes Conselheiros: ,L:UTZA'NTÔNIOJACQUES, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, SANDRA MíRIAM DE AZEVI DO MELLO (Suplente), WLADEMIR CLOVIS MOREIRA, FLÁVIO ANTONIO QUEgRQ GA' MENDLOVITZ'. ' Ausentes, os Conselheiros IVAR GAROTTI 'e JOSt THEODORO MASCARENHAS MENCK . • •I, • ITAMAR VIEI A COSTA - Presidente fiscal impugnada sustentan- classificada na 0.1. j~ que. ' pois a forma estabilizadadó , • • • i ~ • • fls. 02 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL MEFP - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES - PRIMEIRA CÃMARA RECURSO:113.794 - RESOLÚQÃOe30r ~~741 RECORRENTE: INDÚSTRIAS QUíMICAS RESENDE S/A. RECORRIDA IRF - PORTosRI0 DE JANEIRO. RELATOR FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO .: R'E L.A :r Ó R I O Em a~o de revisio aduaneira da 0.1. 50044/88 o produto nela descrito "Átido H (Acido 1 - Amino -8 -NtiftDl - 3.6 - dissul- fônico) Produto NR 03161, teor de pureza: 79,93%. Restando: 6% sul fato de s6d~6G, 14,07% impurezanio identificadas s/ativo químico . Forma do produto: Sal sódico. Asp~cto físico: p6, peso molecular 319, Embalagem: Sacos, posicionado na TAB no C6digo 29.23.12.00,foi pelo laudo de análise do LABANA de fls. 6 identificado como "prody to químico orginico sal monos6dico do ácido 1 - amino - 8 - naftDl - 3,6 - dissulfônico, que constitui um composto aminado de :funçªô oxigenada." Com base nesse laudo foi lavrado auto de infraçio para desclassificar a mercadoria da posiçio proposta pelo importador TAB 29.23.12.00 para o C6digo TAB 29.23.12.00, exigindo-se somente a multa do art. 526, 11 do R.A. No prazo legal, foi a aç~o do a impugnante estar, a mercadoria bem e a mesma descrita na G.I. e no laudo, produto é SAL SÓDICO DO ACIDO . Ouvido o LABANA sobre a parte técnica da impugnaçio, o mesmo sustenta seu laudo na Informaçio Ticnica de fls. 16 ";'ísto porque do ponto de vista científico nio tem sentido um "áEido sob a forma de sal". Ou o produto constitui um ácido ou constitui um sal, que sio funçôes distintas." O processo foi julgado por decisio assim ementada: "Revisio. Procedimento fiscal por importa- çio de mercadoria ao desamparo da'.tiuia de Importaçio, em face do exame laboratorial.: AÇÃO FISCAL PROCEDENTE." Em conseqliincia fói imposta somente a multa do artigo 526, 11 do R.A. No prazo legal, inconformada, a Recorrente interpôs o seu recurso no qual, ap6s discutir exaustivamente a multa do arti- go 526, 11 do R.A. e o aspecto técnico da controvérsia,junta o laQ ImprenSa Naclona' O • • • • • • _.--_. --- . _ ..'-------.-----.-----------.- -~ .. -:-3':- -_. Recurso 113.794 Res. 301 - 741 SERVlCO PÜSllCO FEDERAl. do de anilise do JNT de 20.12.89 produzido em raz~o de diligincia ordenada por esta Câmara pela Resolução 301-320, no Recurso 109.705 de interesse da mesma ora Recorrente e versando sobre o ,',",produto idintico ao deste processo cuja conclusão é a seguinte: 1) o icido é comercializado sob a forma de salj 2) a mercadoria importada é o sal monossódico do. icido l-amino --8- naftol-3,6-dissulfônico, de peso molecular 341,3; 3) a denominação Ácido H tanto é usad~ para o icido quimicamente di to, como para os sais mono ou .dissódicos do icido l-amino-8-naftol- 3,6-dissulfônico; 4) o Sal monossódico do icido é quimicamente um sal icido, uma vez que ele apresentà 1 radical sulfônico (~S03H) livre, o qual é respQn sivel pelo pH 2,5 (fls. 28 e 57)j 5) Para efeit.o de custo, o cilculo deste é baseado na concentração do.ici do icido,.1-amiA;r8-naftól-3,6-dissulfônico(na mercadoria em 'di~cussão: ... 80~6%): ~ o Relatório • SERViÇO PU8L1CO FEDERAl. v O T O - 4- Recurso 113.794 Ac. 301 741 •• •• -I Como vimos do relatório, não ~xiste qualquer controvéor- sia quanto a classificação da :-mértadoria, visto que o próprio auto de infração a classifica na posição proposta pelo importador oda D.1., 29.23.12.00. Por seu turno, a própria decisão recorrida diz, no seu relatório, que o produto foi desclassificado para o código TAB ..... 29.23.12.00, ou seja, a constante da D.l. Assim, inexistindo matéria de classificação tarifária e a decisão recorrida se resumindo a decidir sobre infração adminis - trativa ao controle das importações - art. 526, 11 do R.A. -, istb v se constitui em matéria da competência da -;E. 3ª Câmara, pelo que VQ to para ela declinar a competência. Sala das Sessões, em 05 de novembro de 1991 C L -.. ~_ ~ (::; ,r2.f.-. FA~STõ FREITAS DE CASTRôlNETo~ ~elator. OLS/CF 'moranso Macicna! 00000001 00000002 00000003 00000004
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Numero do processo: 19515.002959/2009-54
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 16 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
DECADÊNCIA PARCIAL
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
VALE TRANSPORTE
Súmula nº 60 da AGU. Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-001.600
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, reconhecendo a decadência em relação ao período compreendido entre 01/2004 a 06/2004, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. No mérito, por unanimidade de voto, dar provimento ao Recurso.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 DECADÊNCIA PARCIAL Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. VALE TRANSPORTE Súmula nº 60 da AGU. Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso, reconhecendo a decadência em relação ao período compreendido entre 01/2004 a 06/2004, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. No mérito, por unanimidade de voto, dar provimento ao Recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Fl. 1913DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Ewan Teles Aguiar. Fl. 1914DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 19515.002959/200954 Acórdão n.º 2403001.600 S2C4T3 Fl. 2 3 Relatório Tratase de Auto de Infração – AI nº 37.211.1793 lavrado por ter a empresa deixado de arrecadar a contribuição dos segurados empregados sobre os valores pagos a título de vale transporte em pecúnia, bem como pelo recolhimento a menor das contribuições relativas aos pagamentos realizados a contribuintes individuais, no período de 01/2004 a 12/2004, que com juros e multa totalizam o valor de R$ 1.928.908, 89 (um milhão, novecentos e vinte e oito mil, novecentos e oito reais e oitenta e nove centavos). Argúi que nenhuma das normas usadas no lançamento condizem com a realidade já que não podem ser considerados como fatos geradores de incidência, bem como, no que concerne aos valores cobrados a título de remuneração dos diretores, merece ser ressaltado que estes são diretores da TAM S.A e não da Autuada TAM LINHAS AÉREAS, pessoas jurídicas distintas. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente auto de infração por meio do instrumento de fls. 134/164. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 12ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em São PauloSP, prolatou o ACÓRDÃO N° 1628.069, de fls. 409/433, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 CRÉDITO TRIBUTÁRIO PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. Em se tratando de lançamento de ofício, aplicase o prazo decadencial de cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele que o lançamento poderia ter sido efetuado. MULTAS DE MORA E DE OFÍCIO. LEGISLAÇÃO SUPERVENIENTE. APLICAÇÃO DA NORMA MAIS BENÉFICA. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação principal e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada, devendo a Administração aplicar a multa mais benéfica ao contribuinte, em observância ao disposto no artigo 106, inciso II, alínea ‘c’ do Código Tributário Nacional. VALETRANSPORTE. PAGAMENTO EM PECUNIA. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PARA A PREVIDÊNCIA SOCIAL. Fl. 1915DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 4 O valetransporte concedido em desacordo com a legislação própria constitui fato gerador da contribuição da empresa e integra o salário de contribuição para todos os efeitos legais. CONVENÇÕES E ACORDOS COLETIVOS DE TRABALHO. Os Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho possuem a natureza de convenção particular, cujos termos têm eficácia restrita às partes aderentes, não podendo se contrapor às disposições da Lei n° 8.212/91, nem ampliar o rol de isenções legalmente previstas. FOLHA DE PAGAMENTO. CARACTERIZAÇÃO DO FATO GERADOR TRIBUTÁRIO. INDICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. A Folha de Pagamento da empresa objetiva demonstrar a remuneração por ela paga aos que lhe prestam serviços, caracterizandose como documento hábil à comprovação da ocorrência de fato gerador da contribuição previdenciária e do sujeito passivo da obrigação tributária principal. LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. ATO VINCULADO. No âmbito do processo administrativo fiscal, é vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar lei ou decreto, sob fundamento de sua ilegalidade e/ou inconstitucionalidade. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido.” DO RECURSO Preliminar da decadência Alega a Recorrente que, haveria ocorrido a decadência de alguns períodos constituídos como crédito tributário através da NFLD nº 37.211.1793, quais sejam janeiro a julho de 2004. Em face da comprovação do pagamento antecipado do tributo, bem como da modalidade lançamento por homologação, cita o art. 150, §4º, do código tributário nacional – CTN, para respaldar a decadência quinquenal do crédito tributário constituído contra si. A decadência é relacionada à constituição do crédito tributário e no presente caso a constituição do crédito teria se dado em 31/07/2009 com o recebimento pela Recorrente de notificação do Auto de Infração, portanto já ultrapassados 5 (cinco) anos para a cobrança dos períodos anteriores a 06/2004. Menciona a súmula vinculante nº 8 para demonstrar a pacificidade da matéria, bem como colaciona decisões do Conselho administrativo de Recursos Fiscais – CARF. Do Mérito Das penalidade aplicadas Neste tópico alega a Recorrente que, foi cometido grande equívoco em relação à aplicação das multas impostas ao Recorrente, inclusive legislativo, com aplicação de dispositivos já revogados que não guardam relação com o fato ocorrido. Fl. 1916DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 19515.002959/200954 Acórdão n.º 2403001.600 S2C4T3 Fl. 3 5 Ocorre que, haveria se confundido as penalidades quando da aplicação no auto de infração em comento, de multa imposta por descumprimento de obrigação acessória, o que não haveria ocorrido, além do que, em relação à multa em relação a descumprimento de obrigação principal, não teria sido aplicada a mais benéfica, conforme preceitua o art. 106 do CTN, in verbis: "Art. 106 A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine venalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática." No entanto, pretendeu a fiscalização aplicar as multas tipificadas nos arts. 32, §5º e. 35A, da lei 8.212/91, quando, se fosse respeitado o art. 106 do CTN, que trata da multa mais benéfica independentemente do fato pretérito á norma, seriam aplicados os arts. 32A e 35, I. Da não incidência de contribuição previdenciária sobre o pagamento realizado a título de vale transporte Insurgese a Recorrente em razão das verbas cobradas no auto de Infração a título de Valetransporte por não integrar o salário de contribuição, não podendo ser considerado como base de cálculo das contribuições previdenciárias. Argumenta que o vale transporte pago em dinheiro pela empresa a seus empregados é mera indenização ao trabalhador pelo seu deslocamento ao local de trabalho. Colaciona aos autos o julgamento do Recurso Extraordinário nº 478.410/SP do STF, o qual os ministros, por maioria dos votos reconheceram o afastamento do vale transporte pago em dinheiro aos funcionários do banco Unibanco e que nesta mesma linha, em outro julgado, ficou asseverado que além de ser verba indenizatória, não se incorpora à pensão, nem incide sobre o imposto de renda. Da ausência do fato gerador da obrigação tributária “administradores” A Recorrente aduz que está sendo cobrada em face dos valores pagos aos diretores da empresa TAM S.A., obtidos por meio da folha de pagamentos da mesma empresa. Que não foi trazido aos autos qualquer prova de falta de recolhimento incidente em face das remunerações de seus próprios diretores. Além do que no relatório fiscal, que é documento da própria fiscalização da receita federal, utilizaria como embasamento documentos que pertencem à TAM S.A. e não à TAM LINHAS AÉREAS, que são pessoas jurídicas distintas. Fl. 1917DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 6 Que assim, existiria em relação à cobrança da contribuição sobre os valores pagos a título de “diretores”, um erro de eleição da sujeição passiva. Do pedido Requer a exclusão das multas aplicadas; a decadência dos fatos geradores ocorridos há mais de 5 anos da notificação do Auto de Infração; o reconhecimento da inexigibilidade da contribuição previdenciária calculada sobre os rendimentos recebidos por diretores de outra pessoa jurídica; seja o julgado procedente o recurso voluntário para desconstituir as contribuições previdenciárias e as multas por não ser possível a exigência sobre os valores pagos a título de valetransporte. É o relatório. Fl. 1918DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 19515.002959/200954 Acórdão n.º 2403001.600 S2C4T3 Fl. 4 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme AR de fl. 436 e protocolo do Recurso Voluntário, este é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Fl. 1919DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 8 De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para quaisquer rubricas existentes, como exemplo: as destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. No presente caso, verificase por meio do Termo de Encerramento de Processo Fiscal – TEPF, na fl. 57 dos autos, que houve pagamento de contribuição previdenciária, tanto que a Fiscalização examinou os Comprovantes de Recolhimento. O período de apuração compreendeu as competências 01/2004 a 12/2004. A notificação ocorreu em 31/07/2009 (fl. 01). Logo, o prazo decadencial ocorreu em relação ao período compreendido entre 01/2004 e 07/2004, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, conforme explicado. DO MÉRITO DA NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE O PAGAMENTO REALIZADO A TÍTULO DE VALE TRANSPORTE A Recorrente foi autuada por não incluir na base de cálculo da contribuição previdenciária os valores pagos em pecúnia em relação ao valetransporte. Ocorre que essa matéria já se encontra pacificada não só na jurisprudência dos Tribunais Superiores como na jurisprudência do próprio CARF. Tanto que em 08/12/2011, a AdvocaciaGeral da União, por meio do então AdvogadoGeral da União há época, publicou a Súmula n. 60, cuja ementa segue abaixo, verbis: Fl. 1920DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 19515.002959/200954 Acórdão n.º 2403001.600 S2C4T3 Fl. 5 9 “Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba”. Nesse diapasão, por ser uma matéria já pacificada, reconhecida, inclusive pela AGU, não há que se falar em pagamento de contribuição previdenciária em relação aos falores pagos em pecúnia a título de valetransporte, ante o seu caráter indenizatório. Por essas razãoes, em relação ao pagamento em pecúnia em relação ao vale transporte, deve o Recurso Voluntário ser julgado procedente. DA AUSÊNCIA DO FATO GERADOR SOBRE O PAGAMENTO A TÍTULO “DIRETORES” O Auto de Infração em tela foi lavrado em face da TAM Linhas Aéreas S.A., CNPJ n. 02.012.862/000160, assim como se pode comprovar na fl. 59 do Relatório Fiscal do Auto de Infração. Ocorre que a Fiscalização e a DRJ presumiram que a TAM S.A., CNPJ n. 01.832.635/000118, não recolheu contribuição previdenciária em relação aos valores pagos aos contribuintes individuais. Compulsando os autos, especificamente nas fls. 71/120, temse a Folha de Pagamentos de Contribuintes Individuais da TAM Linhas Aéreas S.A., CNPJ n. 02.012.862/000160, ora autuada. Nela, não constam os segurados individuais que a Fiscalização relaciona no Anexo II do Auto de Infração constante nas fls. 402/404. A Recorrente, nas fls. 274/330, anexou GPS, GFIP, “Relação dos Trabalhadores Constantes no Arquivo SEFIP” e “Resumo das Informações à Previdência Social Constantes no Arquivo SEFIP”, das competências 01/2004 a 12/2004. Por meio do cruzamento das informações constantes nas fls. 274/330 e no Anexo II nas fls. 402/404, chegase à conclusão de que a Fiscalização considerou a Folha de Pagamento da TAM S.A., CNPJ n. 01.832.635/000118, uma Pessoa Jurídica distinta, conforme passa a demonstrar: Na fl. 402, em relação à competência 01/2004, a Fiscalização relaciona 11 segurados, totalizando o valor recebido de R$ 132.000,00. Na fl. 277 a Recorrente demonstra ter pago para 11 empregados o valor de R$ 132.000,00, na GFIP de fl. 275 a Recorrente informa ao Ministério da Previdência Social – MPS a remuneração no valor de R$ 132.000,00 para 11 trabalhadores. Na fl. 274 a Recorrente comprova, por meio de GPS, o pagamento da Contribuição Previdenciária correspondente às informações prestadas. Essa harmonia de nas informações, ocorre em todas as competências. Logo, restou comprovado que a Fiscalização tomou como base sujeito passivo distinto do autuado no Auto de Infração em tela, assim como não demonstrou que de fato os segurados individuais também prestaram serviços para a autuada. Razão pela qual assiste razão à Recorrente. Fl. 1921DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 10 CONCLUSÃO Do exposto, preliminarmente, reconheço a decadência em relação ao período compreendido entre 01/2004 a 07/2004, nos termos do art. 150, § 4º do CTN; no mérito, dou provimento ao Recurso Voluntário. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 1922DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 26/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I
score : 1.0
Numero do processo: 11065.002648/2010-62
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/10/2008 a 30/11/2008
PREVIDENCIÁRIO. NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO FACE ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA.
Não há que se falar em anulação de NFLD ou insubsistência do crédito tributário quando não houver qualquer tipo de vício.
MATÉRIA CONSTITUCIONAL.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula nº 2 do CARF.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.550
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de voto, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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NULIDADE DO AUTO DE INFRAÇÃO FACE ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. Não há que se falar em anulação de NFLD ou insubsistência do crédito tributário quando não houver qualquer tipo de vício. MATÉRIA CONSTITUCIONAL. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, nos termos da Súmula nº 2 do CARF. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de voto, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Ewan Teles Aguiar Fl. 108DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 2 Relatório Tratase de Auto de Infração – AI nº 37.267.3279, cuja notificação ocorreu em 14/09/2010 (fl. 01 da numeração digital), lavrado em face da VIGILÂNCIA FIEL LTDA, por ter deixado de apresentar a declaração a que se refere o art. 32, IV, lei 8.212/91, sem relacionar todos os segurados empregados e contribuintes individuais a serviço da empresa, no período de 01/2008 a 12/2008. A multa aplicada pela infração foi no valor de R$ 6.411,00 (seis mil, quatrocentos e onze reais). DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente auto de infração por meio do instrumento de fls. 15/31. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 7ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em Porto AlegreRS, prolatou o ACÓRDÃO N° 1031.115, de fls. 36/39, mantendo procedente lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “Assunto : Contribuições Acessórias Período de apuração: 01/01/2008 a 30/11/2008 Auto de Infração AI 37.267.3279 (Código de Fundamentação Legal 78) 1. CONSTITUCIONALIDADE. A constitucionalidade das leis é vinculada para a Administração Pública. 2. DA INTENÇÃO DO AGENTE. A responsabilidade por infração à legislação previdenciária independe da intenção do agente ou do responsável, não afastando a aplicação da multa a ausência de dolo, fraude ou simulação. 3. PRAZO PARA JUNTADA D E DOCUMENTO. Não comprovadas quaisquer das hipóteses para concessão de novo prazo para apresentação de documentos, descabe fazêla em momento diferente da impugnação. 5. PERÍCIA. Considerase não formulado pedido de perícia feito em desacordo com a determinação contida na legislação vigente. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” DO RECURSO Inconformada, a Recorrente interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário, requerendo a reforma total do Acórdão da DRJ, com os seguintes argumentos: Das preliminares Da prova pericial A Recorrente pleiteia a nulidade do acórdão pelo indeferimento do pedido de prova pericial, que teria sido feito baseado em justos e procedentes motivos. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 11065.002648/201062 Acórdão n.º 2403001.550 S2C4T3 Fl. 2 3 Alega que a prova pericial técnica se fazia necessária e obrigatória para que pudesse ser comprovada as suas alegações e que a denegação, por despacho sem fundamentação, do pedido se traduziria em cerceamento de defesa, e por consequência em quebra do contraditório assegurado pela Constituição em todo e qualquer processo. Da possibilidade do exame da matéria constitucional Alega a Recorrente que dentre as atividades que o estado exerce no desempenho da “função administrativa judicante” inexiste óbice a impedir a apreciação de temas constitucionais no âmbito administrativo. Que não seria o caso de dar os mesmos efeitos de uma decisão judicial, que trata de inconstitucionalidade, a uma decisão administrativa, mas ao menos garantir que a hierarquia das diversas espécies de normas também sejam objeto de interpretação pela administração judicante, pois do contrário significaria que está sendo ignorado por regulamentos e portarias que são atos de menor hierarquia. Do mérito Da possibilidade de produção de prova documental após a impugnação Alega a Recorrente que foi vedado através do acórdão da DRJ a posterior juntada de documentos, e que estaria acobertado pela legislação que regula o processo administrativo, art. 16, §5º do decreto nº 70.235/72. Que com relação ao § 4º do art. 16, do decreto nº 70.235/72, o qual dispunha que a prova documental será apresentada no momento da impugnação, estando precluso fazer posteriormente, o mesmo seria inconstitucional. Da irregular aplicação da multa Que pelo que se verifica foi aplicado à penalidade a multa descrita pelo art. 32, IV da lei 8.212/91. Alega o Recorrente que a multa aplicada demonstra excesso e falta de razoabilidade, configurando um absurdo do poder fiscal e desproporcional, com caráter confiscatório, o que é vedado pela Constituição Federal em seu art. 150, IV. Além do que é uma multa com efeito confiscatório, podendo inclusive afetar a atividade da empresa, ferindo também o princípio da moderação, sendo contrária à ordem constitucional. Do pedido Requer seja declarada a nulidade absoluta dos valores exigidos e, consequentemente, a nulidade do auto de infração. É o relatório. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 4 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme AR de fls e o protocolo do Recurso Voluntário, este é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINARMENTE DO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA – PROVA PERICIAL A Recorrente alega que teve cerceado o seu direito ao contraditório em face do indeferimento da produção de prova pericial. Ocorre que, a Recorrente, em sede de Impugnação, requereu de forma genérica a prova pericial, como abaixo se transcreve ipsis litteris: “Protesta, com fulcro no dispositivo no art. 5o, inc. LV da Constituição Federal, pela produção de todos os meios de prova em direito admitidos, notadamente documental e pericial.” Como se pode constatar, o pleito genérico não atendeu às exigências do inciso IV do art. 16 do Decreto n. 70.235/72, verbis: Art. 16. A impugnação mencionará: (...) IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) Logo, diante do requerimento genérico pela produção de prova pericial, a negativa por parte da DRJ ocorreu de forma devidamente fundamentada. Ademais, mesmo que fosse desconsiderado que a Recorrente requereu de forma genérica, mister se faz que realmente haja necessidade da sua produção, ou seja, que nos autos haja algum ponto controverdido que precise ser esclarecido. Nesse sentido, lecionam Marcos Vinícios Neder e Maria Teresa Martínez López (Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado, 3a edição, Dialética, 2010, pág. 295), verbis: “De fato, a perícia tem sido muito utilizada para esclarecer dúvidas técnicas, como, por exemplo, a composição química de determinado produto, para dirimir dúvidas quanto à melhor classificação fiscal para fins de cobrança do IPI. No caso de Fl. 111DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I Processo nº 11065.002648/201062 Acórdão n.º 2403001.550 S2C4T3 Fl. 3 5 documentos fiscais, em que pairam dúvidas sobre a ocorrência de falsificação, a perícia é igualmente necessária quando somente um técnico especializado puder se manifestar sobre a matéria, indicando os elementos que o levaram a sua conclusão.” E complementa na página 296, verbis: “Caso a autoridade julgadora entanda ser desnecessária a perícia, tem o dever de, expressamente, motivar sua recusa sob pena de ser declarada a nulidade da decisão de primeira instância.” Nesse sentido segue a jurisprudência, verbis: Acórdão n. 10421.032, sessão de 13/9/05. Ementa: PAF – Pedido de Realização de Diligência e Perícia – Indeferimento – A diligência e a perícia não se prestam para produzir provas de responsabilidade das partes ou colher juízo de terceiros sobre a matéria em litígio, mas a trazer aos autos elementos que possam contribuir para o deslinde do processo. Devem ser indeferidos os pedidos prescindíveis para o desfecho da lide. Publicado no DOU em 18/4/06. Pelos motivos expostos, não há que se falar em cerceamento de defesa. DA INCONSTITUCIONALIDADE ALEGADA Ao contrário do que pretende a Recorrente, não cabe ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, afastar a aplicação de uma lei sob a alegação de inconstitucionalidade, nos termos da Súmula n. 2 do CARF, verbis: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a constitucionalidade de lei tributária.” Mister destacar que os incisos I e II do Parágrafo único do art. 62 do Regimento Interno do CARF trazem exceções a essa regra, contudo, não sem aplicam ao caso em tela, verbis: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; Fl. 112DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I 6 b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Por esses motivos, este julgador não irá se pronunciar acerca das alegações que inconsticucionalidade se não estiverem as exceções acima. DO MÉRITO DA POSSIBILIDADE DA PRODUÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL APÓS A IMPUGNAÇÃO A Recorrente se insurge em face do parágrafo 4o do art. 16 do Decreto n. 70.235/72, que assim determina, verbis: Art. 16. A impugnação mencionará: (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. Com base nos princípios da celeridade e eficiência que regem a Administração Pública, este julgador não se insurge contra a juntada posterior de documentos, desde que antes do julgamento. Ocorre que a Recorrente não juntou nenhum documento de mérito, após a Impugnação que comprovasse o cumprimento da Obrigação Acessória. Logo, mesmo concordando com as razões da Recorrente, não há como prosperar suas alegações, vez que não apresentou novos documentos de mérito. CONCLUSÃO Do exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 27/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por CLAUDIA DOLORES ROSA, Assinado digitalmente em 21/09/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 27/09/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGAR I
score : 1.0
Numero do processo: 10715.004811/88-29
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Jul 05 00:00:00 UTC 1990
Numero da decisão: 301-00.547
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento em di1igência ao INT, através da Repartição de origem, vencidos os Conselheiros João Holanda Costa, Relator, José Maria de Melo, e Wlademir Clóvis Moreira. Designado para redigir o acórdão o Conselheiro Fausto Freitas de Castro Neto, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA
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I J • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Sessão de . .o5d~.Jl,I.~.h(}de 19..~º... ACORDÃO N,' . Recurso n,' 111.090 Processo ng 10715-004811/88-29. Recorrente BAYER DO BRASIL S/A. Recorrid IRF - AEROPORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ. • ,. R E S O L U C Ã O 301-547 • • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Canse" lho de Contribuintes, por maioria de votos, converter o julgamento em di 1igência ao INT, através da Repartição de origem, vencidos os Cons!l, lheiros João Holanda Costa, Relator, José Maria de Melo, e' ..Wlademir Clovis Moreira.Designado para redigir o acórdão o Conselheiro Fausto Freitas de CastrO Neto, na forma do relatório e voto que passam a in- tegrar o presente julgado. Brasflia-DF, 05 e julho de 1990 . • ITAMA • ;::.Jo ~ ~~. r;~ FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO - Relator designado . A - Proc. da Fazenda Nacional. VISTO EM , SESSÃO DE:1 7 AGO 1990 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: • MARIA LUCIA SILVA CASTELO BRANCO, JOSt THEODORO MASCARENHAS MENCKFLÚVIO CASSIO DE MELLO E SOUZA. e • • • • •• • • SERViÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTtRIO DA ECONOMIA, FAZENDA E PLANEJAMENTO. RECURSO Nº 11'.090 RESOLUçlo Nº 301-547 RECORRENTE: BAYER DO BRASIL S.A. RECORRIDA: IRF - AEROPORTO DO RIO DE JANEIRO - RJ. RELATOR : JOiO HOLANDA COSTA. RELATOR DESIGNADO: FAUSTO FREITAS DE CASTRO NETO. R E L A T Ó R I O Vem este processo à~Primeira câmara por força da Decl sao, em 24.05.90, do Conselho Pleno, convocado nos termos do art ... 11, item VI do Regimento Interno (Portaria MF nº 185, de 13.04.77 ) para dirimir 6 c6nflito de competência para julgamento de processos que envolvam simultaneamente classificação fiscal do produto, a sua identificação e bem assim a aplicação das multas dos art.524:11'caput"" e 526, II, do Regulamento Aduanei ro. Oecidiu-se pela competência de.â. ta 1 ª câmara. Trata-se da importação da mercadoria denominada ENZl MA CARRIER BOUNO ACYLASE, declarada na DI nº 503.635, de 17.7.87,no código TAB 35.07.01.99. Com a Notificação fiscal de fI. 21, foi a firma .,notl ficada a recolher o crédito tributário decorrente da alteração do enquadramento fiscal para o código TAB 35.07.02.99. Foram exigidos o 1.1., a multa do art. 524 do R.A., além de juros de mora (Decreto -lei nº 2323/87), correção monetária e bem assim, a multa do art ... 526, 11 do Regulamento Aduaneiro. Na impugnação, diz a interessada que sua mercadoria nao e enzima preparada como diz o laudo técnico, mas enzima concen trada1sobre um suporte inerte. Invoca o teor das NENCCA a respeito das enzimas (Posição 35.07). Esclarece que a enzima em causa passou por um processo de fixação sobre grânulos que não sãó mais que meros suportes inertes, não caracterizando em hipótese alguma uma enzima preparada. Enzima preparada, com efeito, é aquela que passa por um processo de mistura com outra enzima ou diluição em um solvente qual quer, o que não é o caso do produto importado. Requer seja feita a reavaliação e conseqüente reformulação da expressão enzima prepars da posta no laudo técnico. ~ • • • • , • Rec. 111.090 Res. 301-547 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Às fls. 49/52, está a Inf. 90/88 do LABANA, cujos itens 2 e 3 transcrevo: "2. Considerações Específicas: A NENCCA, embora não estabeleça condições ri gidas de identificação entre concentrado enzimático e enzimas preparadas, define com muita clareza a cara£ teristica principal que ~~ distingue. No Concentrado ! Enzimático as concentrações mais elevadas,e nas Enzi mas Preparadas as concentrações menos elevadas, prin cipalmente quando diz que esta última é obtida por"di~ luição dos concentrados mencionados", Desta forma é irrecorrível o entendimento das Notas Explicativas de que a concentração é o parâmetro diferenciador entre as duas expressões c~nsideradas . A partir dessas inferências, o Laboratório de Análises da Inspetoria da R8ceita Federal do Porto do Rio de Janeiro, expressando a ooncentração enzimática através do conceito uniforme do seu teor em proteina, procedeu a um estudo do teor proteico das enzimas im portadas, de diferentes origens e fabricantes, obten do, através de uma massa considerável de análises, o seguinte quadro: a) enzimas apresentando teor de proteinas aCl ma de 90% b) enzi~as apresentando teor de proteinas en tre -:?Oe 70% c) enzimas apresentando teor de proteinas abal xo de 20% A'partir destes dados, e da interpretação da NENCCA, o Laboratório estabeleceu os seguintes limi tes: a) Enzimas Puras: Teor de proteinas aCIma de 80% b) Enzimas Concentradas: Teor de proteina en tre 80 e 20% ~ • •• • • • • SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Rec.111.090 Res. 301-547 c) Enzimas Preparadas: Teor de proteina abai xo de 20% 3. Conclusões o produto analisado pelo laborat6rio~ Enzima Carrier Bound Acylase apresentou um teor de proteinas da ordem de 10,8% ficando, de acordo com os dados e explanações apresentados acima, enquadra~do no conce~ to de Enzima Preparada. 4. Esclarecimento das Alegações Técnicas da Impugnan- te: Como já foi dito anteriormente, a di ferença en tre Concentrados Enzimático~e Enzimas Preparadas está relacionada com a concentração enzimática, pois como define a letra C da posição 35.07 da NENCCA: "C) Enzimas preparadas nao especificadas. As enzimas preparadas obt~m-se ou por dilui ção dos concentrados mencionados na anterior parte B), ou por mistura entre si das enzImas isol£ das ... " Assim sendo, este laborat6rio nao pode enten der que um produto que contenha apenas 10,8% de seu peso em proteína possa ser enquadrado conceitualmente como concentrado enzimático, recebendo o mesmo trat£ mento que um produto que pode conter até 80% de prQ teína. Por outro lado, a definição técnica de solven te (conforme citado na NENCCA e no final do item 10 da defesa da impugnante) é a de qualquer substância ou mistura de substância de estado físico s6lido, li quido ou gasoso que adicionado a uma outra substância ou mistura de substânci~não lhe altera suas propri~ dades químicas, funcionando apenas como um diluente. Portanto técnicamente, os grânulos utilizados no prQ cesso de obtenção do produto Acylase Carrier Bound se enquadram perfeitamente c~iluentes da enzima. • • • • • • - 5- Rec. 111.090Res. 301-547 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL Quanto a alegação do item 11 da Impugnação d~ vemos acrescentar que a simples obtenção de uma enzi ma por meio de suportes inertes não é suficiente para enquadrá-la como Concentrado Enzimático, pois confoI me estabelece a Regra 3ª "a" das Regras Gerais para a Interpretação da Nomenclatura Brasileira de MercadQ ria, "a posição mais específica terá prioridade sobre a mais genérica, "ou seja, mesmo estando sob suporte inerte, o produto encontra-se diluído." LABORAT6RIO DE ANÁLISES RJ, 28 de 12 de 1988 RACHEL NISKIER QUfMICO-CRQ 03280125-Matr. 6542-5. A decisão de primeira instância foi no sentido de julgar procedente a ação fiscal, tendo indeferido o pedido de nova análise da mercadoria. Inconformada, a firma interpôs recurso junto a este Terceiro Conselho de Contribuintes, reeditando suas razões de def~ s a • o recurso foi, inicialmente à douta 3ª Câmara a qual, por maioria de votos, declinou de sua competência em favor desta 1ª Câmara (Ac. nº 303-25.690, de 12.12.89). Em seguida, esta P Câmara, com a Res. nº 301-520, de 21.3.90, julgou-se incompetente para f-ª- zê-Io. Tendo, aSSim, surgido o conflito negativo de competên ela, foi este agora dirimido com a Decisão do Conselho Pleno, de 24.05.90. ~ o relatório. ~ • • • • • -6- Rec. 111.090 Res. 301-547 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL v O T O A interessada vem insistindo no seu pedido de nova peri cia sóbre a mercadoria em questão, por entender haja o LABANA come tido engano de apreciação dos resultados de sua análise técnica. A autoridade singular negou o pedido por entender desn~ cessária a providência. Os autos, com efeito, indicam tratar-se o produto de "Efi ZIMA CARRIER BOUND ACYLASE" sobre grânulos', numa concentração de 10,8%. A empresa diz que os grânulos são um suporte inerte além de não ser mistura propriamente dita que viesse transformar o produto numa preparação enzimática. De sua parte, o LABANA entende que, numa concentração de apenas 10,8% sobre suporte, a mercadoria esta enquadrada no con ceito de enzima preparada, de acordo com os dados e explanações que faz. Esclarece ainda que" tecnicamente, solvente é qualquer sub.â. tância em estado físico, s6Ii~d. líquido ou gasoso que, adicionado a uma outra substância, não lhe altera as propriedades químicas, funcionando apenas como diluente. Conclui assim que os grânulos utilizados no processo da produção da "ACYLASE CARRIER BOUND" con.â. tituem um diluente da enzima. Fàce ao exposto, a meu ver e preciso solucionar essas divergências entre o que tecnicamente defende a Recorrente e Q LABANA:, razão pela qual voto para converter o julgamento em diligência ao INT, por intermédio da Repartição de origem para que esta anexe aos quesitos que formulo)a amostra do produto em questão remetendo tQ do aquele Instituto. Dessa diligência deve ser intimada a Recorrente para que, em prazo razoável a lhe ser concedido formule por sua vez os quesitos que entender necessários à sua defesa. QUESITOS: 1 - Os grânulos que servem de suporte a concentração en zimática são resultado do processo de produção da enzima ou a ela foram adicionadas para obtenção de enZIma preparada? • • • • • ..fi • Rec. 111.090 Res. 301-547 SERViÇO PÚBLICO FEDERAL 2 - t correto distinguir a enZima concentrada da enzima preparada a partir do seu teor proteico nas seguin tes proporções: Enzima pura: teor de proteína acima de 80%. Enzima concentrada: teor de proteína entre 80% e 20%. Enzima preparada: teor de proteína abaixo de 20% . Sala das Sessões, em 05 de julho de 1990. ;:: I. _ r:2-I- ..C?- J~ FAUSTO FREITAS OE CASTRO NETO - Relator designado . 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006 00000007
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Numero do processo: 10830.004629/88-42
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 16 00:00:00 UTC 1991
Numero da decisão: 301-00.672
Decisão: RESOLVEM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência ao LABANA/Santos, através da Repartição de origem (DRF-Campinas-SP), na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ ANTONIO JACQUES
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Numero do processo: 10283.002945/89-22
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 24 00:00:00 UTC 1994
Data da publicação: Tue May 24 00:00:00 UTC 1994
Ementa: Internação de bens produzidos na Zona Franca de Manaus sem atender aos índices de mínimo de nacionalização estabelecidos pelo Conselho de Administração da SUFRAMA - Provimento parcial para excluir a multa do art. 522, inciso IV do Regulamento Aduaneiro, mantendo-se a exigência do pagamento dos tributos devidos.
Numero da decisão: 301-27.613
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento
parcial para excluir a multa do art. 522, IV do R.A., na forma
do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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DRF - MANAUS/AM Internação de bens produzidos na Zona Franca de Ma- naus sem atender aos indices de minimos de nacionali- zação estabelecidos pelo Conselho de Administração da SUFRAMA - Provimento parcial para excluir a multa do art. 522, inciso IV do Regulamento Aduaneiro, manten- do-se a exigência do pagamento dos tributos devidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provi- mento parcial para excluir a multa do art. 522, IV do R.A., na for- ma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 24 de maio de 1994. sidente e Relator da Faz. Nacional VISTO EM SESSAO DE: 1 5 JUN 1994 Participaram ainda do presente julgamento os seguin- tes Conselheiros: João Baptista Moreira, Ronaldo Lindimar José Mar- ton, Maria de Fátima P. Mello Cartaxo e Luciano Wirth Chaibub. Au- sentes, justificadamente, os Conselheiros: Isalberto Zavão Lima, Márcia Regina Machado Melaré e Fausto de Freitas e Castro Neto. DAMEFP/DF - SECOS Mil 047/92 • J. H. 2 MF - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO N.: 10.283-002.945/89-22 RECURSO N.: 113.036 RECORRENTE PANCOSTURA DA AMAZONIA INDOSTRIA E COMERCIO LTDA. RECORRIDA DRF - MANAUS/AM RELATOR Conselheiro MOACYR ELOY DE MEDEIROS R E L A T O R I O Em ato de fiscalização do Programa INTERN, a DRF em Manaus-AM, lavrou contra a empresa PANCOSTURA DA AMA- ZONIA LTDA, Auto de Infração em decorrência da mesma ter efetuado a internação de bens produzidos, sem obedecer aos índices estabelecidos pela Resolução n. 336/84, do Conselho de Administração da SUFRAMA, o que teria infringido o art. 393, 2 do Regulamento Aduaneiro (R.A.). Foi então a au- tuada intimada a recolher os tributos devidos, acrescidos da correção monetária e juros de mora, além da multa do art. 522, inciso IV do R.A. A ação fiscal foi mantida, baseada no relató- rio de fls. 71 a 75, assim formulado: "Contra a empresa acima foi lavrado, em 11/04/89, o A.I. (fls. 28), com exigência de crédito tribu- tário no montante de NCz$ 11.346,44, sendo: NCz$ 215,27 de Imposto de Importação; NCz$ 8.853,88 de Correção Monetária; NCz$ 2.268,67 de Juros de Mora e NCz$ 8,62 de Multa. A autuação foi motivada pela internação no país, por parte da empresa, de produtos industrializados na Zona Franca de Manaus com benefício da redução do Imposto de Importação constante no art. 393, 1, alíneas "a" e "b" do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n. 91.030/85, sem atender aos índices mínimos de nacionalização estabele- cidos pela Resolução n. 336/84, do Conselho de Administração da SUFRAMA." exigência tos são: Tempestivamente, a contribuinte impugna a fiscal (fls. 38 a 42), cujos principais argumen- a) Que a Resolução da SUFRAMA n. 336/84, da- tada de 19 de outubro de 1984, aprovou o projeto industrial de implantação da empresa GAMA INDOSTRIA E COMERCIO DA AMA- ZONIA LTDA (sucedida pela requerente), na Zona Franca de Ma- naus, para a produção de máquinas de costura industrial, concedendo-lhe os benefícios fiscais previstos no Decreto- lei n. 288, de 28 de fevereiro de 1967, regulamentado pelo Decreto n. 61.244, de 28 de agosto de 1967 e legislação com- plementar pertinente. b) Que no mês de janeiro de 1986, a empresa submeteu à aprovação da SUFRAMA a lista de seus insumos para fabricação de máquina de costura industrial, ocasião em que 3 Rec.: 113.036 Ac.: 301-27.613 a SUFRAMA fixou novos índices de nacionalização para os pro- dutos. c) Que os índices de nacionalização estabele- cidos pelo projeto, e aprovados pela Resolução n. 336/84, com as alterações que lhe foram feitas pelo telex menciona- do, comparativamente com os praticados e expressos nos DCRs n. 2312, 2314 e 2474, constata-se que não ocorreu nenhuma desobediência à Resolu9ão anteriormente mencionada. d) Que não constitui novidade afirmar-se que a nossa moeda (cruzado) tem se desvalorizado acentuadamente nos últimos 5(cinco) anos diante das chamadas moedas fortes, como seja, o dólar, o Yen e a libra. A para dessa desvalori- zação, também não constitui novidade dizer-se que nos últi- mos anos temos vivido sob violento regime inflacionário. Es- tes dois fatores - desvalorização cambial e infla9ão interna - têm provocado grandes distor9ões em projetos de viabilida- de técnica e econômica cuja execu9ão esteja vinculada a pro- dutos importados. e) Que a SUFRAMA ao estabelecer os índices de nacionalização dos produtos fabricados pela requerente, através da Resolu9ão n. 336/84, com as altera9ões constantes do telex n. 2795, de 05/03/86, tem por objetivo maior esti- mular a nacionaliza9ão gradativa dos produtos produzidos na Zona Franca de Manaus. A exigência do cumprimento dos índi- ces de nacionalização fixados pela SUFRAMA vem sendo obede- cidos rigorosamente pela empresa e isso poderá ser comprova- do mediante uma verificação "in loco" na sua linha de produ- ção, quando certamente ficará constatado que os itens que compõem o produto fabricado guardam perfeita rela9ão com o prometido no projeto quanto à utiliza9ão de componentes na- cionais e importados. f) Que a SUFRAMA é o órgão detentor do poder de conceder ou negar, ampliar ou reduzir, modificar ou rati- ficar os índices previstos na legisla9ão básica da Zona Franca de Manaus, escapando a qualquer outro órgão da Admi- nistração Federal competência para tanto, que é o entendi- mento do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes através do acórdão n. 22463, de 22/10/82. g) Que, como ficou provado que a diferença do índice de nacionaliza9ão é decorrente da desvaloriza9ão cam- bial (cruzado x yen) e não da diminui9ão na utiliza9ão de insumo nacional no produto final, espera-se, que após a apreciação das razões expostas e a verifica9ão da documenta- ção apresentada, o auto de infra9ão seja julgado improcen- dente. O processo foi encaminhado à Divisão de Fis- calização que se pronunciou esclarecendo que o argumento da defendente é inconsistente e que a mesma não atendeu ao ín- dice mínimo de nacionaliza9ão estabelecido pela Resolu9ão n. 336/84, da SUFRAMA, bantando para tanto a análise dos DeRs enumerados às fls. 02, 09 e 15, e que a defesa nada trouxe que viesse modificar o entendimento e a validade da peça fiscal, ficando caracterizado apenas que a empresa se bene- ficiou indevidamente da redu9ão do imposto de importa9ão com 4 Rec.: 113.036 Ac.: 301-27.613 aplicação de índices de nacionalização menores que o permi- tido, opinando pela manutenção do presente auto de infra- ção. " .Apresentou então a autuada, tempestivamente, o Recurso de fls. 78 a 86, que leio em sessão. Através da Resolução n. 301-694, o Conselho converteu o julgamento em Diligência, no sentido de serem juntados ao processo, cópia da Referida Resolução 336/84, e do ato que transferiu os benefícios inicialmente concedidos a GAMA INDOSTRIA E COMERCIO DA AMAZONIA LTDA, antecessora da recorrente, para esta. As determinações da Resolução foram atendidas, conforme verifica-se às fls. 96/98. E o relatório. ao Recur- do R. A. , devidos e 5 Rec. 113.036 Ac. 301-27.613 v O T O A recorrente não cumpriu o disposto no art. 393, ~ 19 e 29 do RA. Os Demonstrativos do Coeficiente de Redução do Imposto de Importação (DCR) mostram que o índice de nacionalização alcançado pela empresa é inferior ao fixa- do pela SUFRAMA na Resolução n. 336/84. O telex expedido pelo DEPARTAMENTO DE PROJE- TOS DA SUFRAMA, aprovando índices de nacionalização inferio- res àqueles previstos na Resolução retro mencionada não tem poderes de alterar os índices mínimos, que naquela época eram da competência exclusiva do CONSELHO DE ADMINISTRAÇAO DA SUFRAMA, conforme resposta do Superintendente da SUFRAMA a este Conselho (fls. 61/64), e inserida no Acórdão n. 303-2485, de 27/01/87. A argumentação de modificação dos índices em função das variações cambiais é inócua, pois caberia ao re- querente solicitar à SUFRAMA a correção. Não cabendo aos Or- gãos da SRF apreciar a matéria, mas apenás exercer a função de fiscalização do cumprimento das normas. A Resolução 336/84, item 11, ressalva que os benefícios fiscais previstos no Dl. 288/67 só se concretizam com o cumprimento de todas as exigências constantes do mes- mo, entre as quais aquela que estabelece os índices mínimos de nacionalização. Isso posto, dou provimento parcial so, para excluir a multa do art. 522, inciso IV mantendo-se a exigência do pagamento dos tributos juros de mora. Sala das Sessões, 24 de maio de 1994. MOACYR ELOY DE R 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
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Numero do processo: 35569.000141/2005-02
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/11/2003 a 30/11/2004
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. HIPÓTESES. PREVISÃO LEGAL. NÃO
CONSTATAÇÃO. INDEFERIMENTO.
A restituição só poderá ser deferida se o pleito estiver enquadrado em uma das hipóteses legais, caso contrário, o pedido será indeferido.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.463
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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HIPÓTESES. PREVISÃO LEGAL. NÃO CONSTATAÇÃO. INDEFERIMENTO. A restituição só poderá ser deferida se o pleito estiver enquadrado em uma das hipóteses legais, caso contrário, o pedido será indeferido. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Relatório Tratase de recurso apresentado às fls.131 acompanhado de uma vasta documentação contra decisão da Seção de Fiscalização da Delegacia Previdenciária de Santos/SP a qual indeferiu o pedido de restituição formulado pela recorrente. A recorrente pleiteou junto ao INSS a devolução de valores retidos a maior nas competências 11/2003, 12/2003, 01/2004, 02/2004, 07/2004 e 11/2004, tendo juntado, para comprovar seu pedido os Demonstrativos Mensais dos Serviços Prestados, bem como as GPS e GFIP’s dessas competências. Tal pleito foi analisado pela Seção de Fiscalização da Delegacia Previdenciária de Santos/SP através da Auditora da Previdência Social Helenice G. P. Porto, que indeferiu o pedido alegando a não comprovação por parte do contribuinte da real mão de obra utilizada no período de 12/2003 a 11/2004, in verbis: 7. E tendo em vista as considerações supracitadas, e não conseguindo a requerente comprovar o movimento real da mão de obra utilizada na prestação do serviço, e por falta de mão de obra no período de 12/03 a 11/04, concluímos pelo indeferimento da restituição pleiteada. Após essa decisão, o caso foi remetido à apreciação da autoridade superior – Chefe da Seção de Fiscalização que apenas corroborou com a decisão proferida pela Auditora, tendo sido o contribuinte intimado mediante o Ofício n 028/2006 da Unidade de Atendimento da Receita Previdenciária de Santos S. Desta decisão, o contribuinte manifestouse no sentido de informar apenas que a prestação de serviços foi realizada pelos sócios juntando ainda a Relação Anual de Informações Sociais – RAIS Ano Base 2003 bem como as folhas de pagamento relativas a alguns meses que foram objeto do pedido de restituição. Às fls.188 há despacho do Serviço de Orientação e Análise Tributária – SEORT, através de sua Equipe de Restituição, determinando a remessa dos autos ao CARF. É o relatório. Fl. 192DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35569.000141/200502 Acórdão n.º 2403001.463 S2C4T3 Fl. 192 3 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator DO MÉRITO: I – DAS HIPÓTESES LEGAIS QUE AUTORIZAM A RESTITUIÇÃO: A recorrente alega que foram retidas indevidamente contribuições previdenciárias relativas às competências 11/2003, 12/2003, 01/2004, 02/2004, 07/2004 e 11/2004. Acontece que nem na impugnação nem no recurso voluntário o contribuinte motivou seu pedido, tendo em vista que o argumento utilizado para pleitear a devolução do “indébito”, já em sede de recurso voluntário, foi o de que a prestação de serviços foi realizada pelos sócios, sem caracterizar a hipótese motivadora do pedido, não trazendo comprovação de registro dos trabalhadores que participaram da obra de construção civil nem a indicação dos tomadores de serviço em GFIP, embaralhando e dificultando a apreciação da matéria. Ademais, somente nas hipóteses previstas na lei é que se defere o pedido de restituição, então vejamos os casos em que se admite a devolução de valores pagos indevidamente: Código Tributário Nacional Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. Regulamento da Previdência Social Art.247. Somente poderá ser restituída ou compensada contribuição para a seguridade social, arrecadada pelo Instituto Nacional do Seguro Social, na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido. Fl. 193DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 §1º Na hipótese de pagamento ou recolhimento indevido, a contribuição será atualizada monetariamente, nos períodos em que a legislação assim determinar, a contar da data do pagamento ou recolhimento até a da efetiva restituição ou compensação, utilizandose os mesmos critérios aplicáveis à cobrança da própria contribuição em atraso, na forma da legislação de regência. Diante das previsões legais (Código Tributário Nacional e Regulamento da Previdência Social), percebese que o instituto da restituição só poderá ser invocado nos casos acima transcritos, e, no caso de contribuição social previdenciária, é a hipótese geral do pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido. Assim, não estando configurada nenhuma hipótese que possa autorizar a contribuinte a pleitear a restituição de valores, não vislumbro a possibilidade de deferimento do pleito. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2012 por LIZONTINA MARIA CAETANO, Assinado digitalmente em 30/07/2 012 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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