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Numero do processo: 14489.000031/2007-14
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Dec 16 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 29/06/2007
RECURSO VOLUNTÁRIO. DECLARADO INTEMPESTIVO. APRESENTAÇÃO DE PETIÇÃO APARTADA, NA QUAL O CONTRIBUINTE SUSCITA A PRELIMINAR DE TEMPESTIVIDADE. PRELIMINAR REJEITADA. AUSÊNCIA DE PROVA DA ALEGAÇÃO DE ERRO NA DATA DA REALIZAÇÃO DA PROTOCOLIZAÇÃO DO RECURSO VOLUNTÁRIO.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2803-003.924
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator, tendo em vista a rejeição da preliminar de tempestividade apresentada em petição apartada.
(Assinado digitalmente).
Helton Carlos Praia de Lima. -Presidente
(Assinado digitalmente).
Eduardo de Oliveira. Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Oseas Coimbra Júnior, Fabio Pallaretti Calcini, Gustavo Vettorato.
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 29/06/2007 RECURSO VOLUNTÁRIO. DECLARADO INTEMPESTIVO. APRESENTAÇÃO DE PETIÇÃO APARTADA, NA QUAL O CONTRIBUINTE SUSCITA A PRELIMINAR DE TEMPESTIVIDADE. PRELIMINAR REJEITADA. AUSÊNCIA DE PROVA DA ALEGAÇÃO DE ERRO NA DATA DA REALIZAÇÃO DA PROTOCOLIZAÇÃO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 29/06/2007 RECURSO VOLUNTÁRIO. DECLARADO INTEMPESTIVO. APRESENTAÇÃO DE PETIÇÃO APARTADA, NA QUAL O CONTRIBUINTE SUSCITA A PRELIMINAR DE TEMPESTIVIDADE. PRELIMINAR REJEITADA. AUSÊNCIA DE PROVA DA ALEGAÇÃO DE ERRO NA DATA DA REALIZAÇÃO DA PROTOCOLIZAÇÃO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do Relator, tendo em vista a rejeição da preliminar de tempestividade apresentada em petição apartada. (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima. Presidente (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. – Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Ricardo Magaldi Messetti, Oseas Coimbra Júnior, Fabio Pallaretti Calcini, Gustavo Vettorato. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 48 9. 00 00 31 /2 00 7- 14 Fl. 216DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14489.000031/200714 Acórdão n.º 2803003.924 S2TE03 Fl. 217 2 Relatório O presente Processo Administrativo Fiscal – PAF encerra o Auto de Infração – AI DEBCAD 37.108.9883, CFL.91, que objetiva a aplicação de multa por descumprimento de obrigação acessória, que consistiu em apresentar a empresa o documento a que se refere a Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, IV, acrescentado pelo Lei n. 9.528, de 10.12.97, em desconformidade com o respectivo Manual de Orientação, conforme Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, IV, parágrafos 1. e 3., combinado com o art. 225, IV, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, conforme Relatório Fiscal do Auto de Infração, de fls. 44, com período de apuração de 10/2001 a 12/2002, segundo Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, de fls. 06 a 08. O sujeito passivo foi cientificado do lançamento, em 03/07/2007, conforme, Folha de Rosto do Auto de Infração – AI, de fls. 01. O contribuinte apresentou sua defesa/impugnação, petição com razões, acostada, as fls. 69 a 76, recebida, em 02/08/2007, estando acompanhada dos documentos, de fls. 77 a 144. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 138 e 139. O órgão julgador de primeiro grau emitiu o Acórdão Nº 1219.146 10ª Turma da DRJ/RJOI, em 12/05/2008, fls. 142 a 149. No qual o lançamento foi considerado procedente. O contribuinte tomou conhecimento desse decisório, em 11/12/2008, AR, de fls. 153. Consta, as fls. 156, a emissão de Termo de Revelia em face da não impugnação ao crédito pelo contribuinte, tal termo foi recebido pelo contribuinte, em 19/05/2009, AR, de fls. 158. Irresignada a autuada apresentou recurso voluntário, petição de interposição com razões recursais, as fls. 159 a 167, recebida, em 13/01/2009, acompanhada dos documentos, de fls. 168 a 178. As razões recursais não serão sumariadas, o que se explicará no voto. A empresa recorrente apresentou, as fls. 179 a 182, manifestação quanto a declaração de revelia, a qual foi acompanhada dos documentos, de fls. 183 a 187. As razões dessa manifestação estão sumariadas a seguir. · alega a recorrente que o recurso foi protocolizado, em 12/01/2009, sendo assim tempestivo; Fl. 217DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14489.000031/200714 Acórdão n.º 2803003.924 S2TE03 Fl. 218 3 · afirma, ainda, que foi surpreendida, em 19/05/2009, com o recebimento do Termo de Revelia, pois tendo seu recurso sido protocolizado dentro do prazo este é tempestivo, dizendo que a data de 13/01/2009, que consta da autenticação mecânica do protocolo esta incorreta, tendo agido em erro o órgão fiscal; · aduz que buscou esclarecimento junto a IRFB em Campo Grande e foi informada que a máquina de protocolo havia sido jogada fora e que nada poderia ser feito, sendo a data da autenticação a correta para o fisco; · assevera, ainda, que o próprio protocolo realizado, em 12/01/2009, é irregular, pois não identifica o servidor que o realizou por ausência de assinatura, o que a impede de realizar o contraditório, ampla defesa e de realizar o devido processo legal em razão da declaração de revelia; · diz, também, que caso a máquina de protocolo, ainda, existisse seria possível realizar perícia nesta a fim de comprovar o erro; · por fim, requer seja reconhecida a tempestividade do recurso e realizadas perícias e diligências necessárias para apurar que a data correta da protocolização do recurso é 12/01/2009 e não 13/01/2009, como constou. O órgão preparador reconheceu o recurso como INTEMPESTIVO, fls. 191, mas, também, reconheceu que o mesmo estava aparentemente desaparecido. Os autos subiram ao CARF, fls. 191. É o Relatório. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14489.000031/200714 Acórdão n.º 2803003.924 S2TE03 Fl. 219 4 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira. O recurso voluntário foi declarado intempestivo pela autoridade preparadora local, porém em petição apartada o contribuinte está contestando a declaração de intempestividade, assim essa alegação preliminar merece ser apreciada. Preliminar apresentada em petição apartada, recebimento, processamento e conhecimento. A questão da intempestividade devido a suposta falha na datação do protocolo eletrônico do recurso voluntário é sui generis. Mas, penso que cabe ao contribuinte no momento do protocolo diligenciar pela regularidade daquele, ou seja, tem o contribuinte o dever de observar se o procedimento de protocolização desenvolveuse de maneira regular e adequada e em caso contrário de imediato protestar pela regularização da situação ou ao menos promover um registro do evento de imediato junto às autoridades competentes. Verifico no presente que o contribuinte recorrente alega que o protocolo de seu recurso voluntário, se deu, em 12/01/2009, mas apenas, em 25/05/2009, depois de receber o Termo de Revelia, em 19/05/2009, foi que o contribuinte protestou alegando erro, isto é, no momento do evento da protocolização nada alegou ou reclamou o contribuinte, passados mais de cento e vinte dias deste protocolo, nada percebeu ou reclamou o contribuinte, só com o recebimento do Termo de Revelia do fisco, ainda, que indevido é que o contribuinte se deu conta do suposto erro na protocolização de seu recurso, isso é o que se infere dos autos. No entanto, a mera alegação desprovida de elementos probatórios, de que houve erro na datação do protocolo eletrônico, bem como a de que a máquina de protocolo utilizada tenha sido descartada, jogada fora, não socorre o contribuinte recorrente e não merece acolhida. Tal máquina é parte do patrimônio da receita e por consequência da União Federal, por certo classificado como material permanente e não pode simplesmente ser jogada fora, se foi substituída por outra, deve haver o competente registro e procedimento na repartição, aliás, é o que prevê o Decreto 99.658/1990, que traz as formas de desfazimento do material permanente, como exemplificam o texto a seguir transcrito. Art. 18. A inutilização e o abandono de material serão documentados mediante Termos de Inutilização ou de Justificativa de Abandono, os quais integrarão o respectivo processo de desfazimento. Art. 19. As avaliações, classificação e formação de lotes, previstas neste decreto, bem assim os demais procedimentos que integram o processo de alienação de material, serão efetuados por comissão especial, instituída pela autoridade competente e Fl. 219DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14489.000031/200714 Acórdão n.º 2803003.924 S2TE03 Fl. 220 5 composta de, no mínimo, três servidores integrantes do órgão ou entidade interessados. Assim sendo, entendo que era ônus do contribuinte provar a ocorrência do evento acaso existente, o que nos autos não foi feito. Outro, não é o pensamento de nossas cortes, vejase, o que algumas dizem sobre a matéria. EMEN: PROCESSUAL CIVIL – AUSÊNCIA DE PEÇA OBRIGATÓRIA – PETIÇÃO DE INTERPOSIÇÃO DO RECURSO ESPECIAL – CARIMBO DO PROTOCOLO ILEGÍVEL. 1. Não há erro material na decisão agravada, pois consta ilegível o carimbo do protocolo na peça trasladada, revelando deficiente o instrumento do agravo dirigido a esta Corte Superior. 2. A juntada posterior à interposição do agravo não supre a irregularidade, diante da preclusão consumativa. 3. Ressaltese o dever de vigilância da parte no traslado das peças formadoras do agravo de instrumento, por ser ônus do agravante zelar pela correta instrução do agravo. 4. A falta ou a ilegibilidade do carimbo do protocolo da cópia do recurso especial inviabiliza a aferição de sua tempestividade, o que obsta o conhecimento do agravo de instrumento. Precedentes. 5. Não procede a alegação de que consta no questionário da Seção de autuação de REsp a data de 17 de maio de 2006, pois o que se está afirmando como ilegível é a data da reiteração do recurso especial interposto após a publicação do acórdão que julgou os embargos de declaração, este sim completamente ilegível. Agravo regimental improvido. ..EMEN: AGA AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO – 877440, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, DJ DATA:17/10/2007 PG:00278 ..DTPB: EMEN: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. PETIÇÃO RECURSAL ENCAMINHADA POR FACSÍMILE. AFERIÇÃO DA TEMPESTIVIDADE. DATA DO RECEBIMENTO DO DOCUMENTO, COM O DEVIDO REGISTRO, NA SEÇÃO DE PROTOCOLO DE PETIÇÕES DESTE SUPERIOR TRIBUNAL. ALEGAÇÃO DE QUE O RECURSO TERIA SIDO ENCAMINHADO DENTRO DO PRAZO. MERA AFIRMAÇÃO DO RECORRENTE, INSUFICIENTE PARA A REFORMA DA DECISÃO QUE RECONHECEU A INTEMPESTIVIDADE. 1. A aferição da tempestividade dos recursos interpostos contra decisões do Superior Tribunal de Justiça é feita com base na data do protocolo da petição na Secretaria do Tribunal. 2. Para que se coloque em dúvida a veracidade da informação referente à data em que protocolada a petição recursal, é necessário mais que a simples afirmação do recorrente de que o documento foi encaminhado dentro do prazo: cogitandose de erro de procedimento da Secretaria do Tribunal, a afirmação de que os fatos sucederam de outra forma deve ser provada pelo Fl. 220DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 14489.000031/200714 Acórdão n.º 2803003.924 S2TE03 Fl. 221 6 recorrente, viabilizando, assim, um eventual juízo de reconsideração. 3. No caso dos autos, à míngua de prova de que a petição enviada por facsímile foi recebida nesta Corte dentro do prazo recursal, é de ser mantida a decisão que reconheceu a intempestividade do recurso. 4. Embargos de declaração rejeitados. ..EMEN:(EDAGRESP 200801822060, MARCO AURÉLIO BELLIZZE, STJ QUINTA TURMA, DJE DATA:29/04/2013 ..DTPB:.) EMENTA: Agravo regimental. Não há na cópia de recurso extraordinário o carimbo com a data legível de seu lançamento em protocolo. A tempestividade do recurso é pressuposto de ordem pública de seu cabimento. Por isso, é necessário que conste do traslado a peça que viabilize sua aferição, que compete a esta corte e é indispensável para o provimento ou desprovimento do agravo de instrumento. Não supre a ausência do protocolo a juntada, à petição de agravo regimental, de certidão que ateste o dia da interposição do recurso, porque o traslado deve processarse perante o tribunal a quo no prazo da interposição do agravo de instrumento, não se admitindo sua juntada posterior neste tribunal. Ademais, esta corte não está vinculada à afirmação de tempestividade feita pelo vice presidente do tribunal a quo, cujo acerto ou erro a ela compete fiscalizar. De outra parte, compete ao agravante a fiscalização da correta formação do instrumento. Não lhe aproveita, assim, a alegação de que houve falha da secretaria do tribunal a quo quanto a essa formação. Agravo a que se nega provimento. (AIAgR 493916, JOAQUIM BARBOSA, STF.) Destarte, com os esclarecimentos acima conheço da peça que alega a preliminar de tempestividade do recurso voluntário, mas não acolho a preliminar rejeitandoa em razão da falta de prova do alegado. CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto pelo não conhecimento do recurso voluntário, tendo em vista a rejeição da preliminar de tempestividade apresentada em petição apartada. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 16/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por EDUARDO DE OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 19515.722974/2012-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2007, 2008, 2009
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE RECONHECIDA, SEM EFEITOS MODIFICATIVOS.
Verificada a existência de obscuridade, impõe-se acolher os embargos para que seja sanada, sem efeitos modificativos no acórdão embargado.
Numero da decisão: 1301-001.737
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para, eliminando as obscuridades, ratificar a decisão recorrida, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
WILSON FERNANDES GUIMARÃES - Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO - Relator.
Participaram do julgamento os conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Carlos Augusto de Andrade Jenier e Luiz Tadeu Matosinho Machado. Ausentes justificadamente os Conselheiros Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Valmar Fonsêca de Menezes (Presidente). Presidiu o julgamento o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães.
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2007, 2008, 2009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE RECONHECIDA, SEM EFEITOS MODIFICATIVOS. Verificada a existência de obscuridade, impõe-se acolher os embargos para que seja sanada, sem efeitos modificativos no acórdão embargado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para, eliminando as obscuridades, ratificar a decisão recorrida, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WILSON FERNANDES GUIMARÃES - Presidente em exercício. (assinado digitalmente) LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO - Relator. Participaram do julgamento os conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Carlos Augusto de Andrade Jenier e Luiz Tadeu Matosinho Machado. Ausentes justificadamente os Conselheiros Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Valmar Fonsêca de Menezes (Presidente). Presidiu o julgamento o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães.
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OBSCURIDADE RECONHECIDA, SEM EFEITOS MODIFICATIVOS. Verificada a existência de obscuridade, impõese acolher os embargos para que seja sanada, sem efeitos modificativos no acórdão embargado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos para, eliminando as obscuridades, ratificar a decisão recorrida, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WILSON FERNANDES GUIMARÃES Presidente em exercício. (assinado digitalmente) LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Relator. Participaram do julgamento os conselheiros: Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Carlos Augusto de Andrade Jenier e Luiz Tadeu Matosinho Machado. Ausentes justificadamente os Conselheiros Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Valmar Fonsêca de Menezes (Presidente). Presidiu o julgamento o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 72 29 74 /2 01 2- 18 Fl. 17173DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03 /02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 19515.722974/201218 Acórdão n.º 1301001.737 S1C3T1 Fl. 17.173 2 Relatório Tratamse de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional em face do Acórdão nº 1301001.452, proferido pela 1a. Turma Ordinária da 3a. Câmara, em 13/03/2014, com a seguinte ementa: NULIDADE. FORMALIZAÇÃO DO LANÇAMENTO. AGENTE COMPETENTE. INOCORRÊNCIA. O AuditorFiscal da Receita Federal é a autoridade administrativa competente para constituir o crédito tributário, relativo a tributos e contribuições administrados pela SRF, realizando o lançamento, nos termos do art. 142 do CTN, mediante a lavratura de auto de infração. ALEGAÇÃO DE DECADÊNCIA PARCIAL DO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. Não procede a alegação de decadência para o lançamento relativo ao IRPJ e CSLL apurados no anocalendário 2007, considerando que o contribuinte apurou seus resultados pelo Lucro Real anual, uma vez que o lançamento foi efetivado em 28/12/2012 e o prazo final, ainda que observado o disposto no § 4º do art. 150 do CTN, somente se esgotaria em 31/12/2013. REPASSE DE EMPRÉSTIMOS AOS SÓCIOS. DESPESAS FINANCEIRAS. DESNECESSIDADE. GLOSA. Comprovado o imediato repasse ao sóciogerente da pessoa jurídica dos empréstimos bancários tomados por esta, sem o reconhecimento de receita financeira na mesma proporção das despesas financeiras imputadas, correta é a glosa destas por se caracterizarem como desnecessárias. GLOSA DE CUSTOS. COMPRAS INEXISTENTES. Comprovada a inexistência das operações comerciais contabilizadas pela recorrente, amparadas em documentos inidôneos e a existência de Caixa 2 formado com os recursos supostamente utilizados no pagamento das compras não comprovadas, deve ser mantida a glosa efetuada pelo Fisco. APROPRIAÇÃO INDEVIDA DE CUSTOS. SUPERAVALIAÇÃO DE ESTOQUE. GLOSA. Não comprovado o erro contábil alegado para justificar a diferença identificada entre o estoque final de um ano calendário e o estoque inicial do ano calendário seguinte, correta é glosa dos valores excedentes do custo das mercadorias vendidas apurados no período. MULTA ISOLADA.CABIMENTO. Fl. 17174DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03 /02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 19515.722974/201218 Acórdão n.º 1301001.737 S1C3T1 Fl. 17.174 3 A exigência da multa isolada decorre de expressa disposição legal e impõese diante da modificação da base mensal do Imposto de Renda e da CSLL devida a título de estimativas. MULTA QUALIFICADA. SONEGAÇÃO. FRAUDE. Restando caracterizado o intuito doloso da recorrente ao inflar os seus custos de aquisição de mercadorias mediante o registro de operações fictícias e utilização de documentos fiscais inidôneos e, ainda, comprovado pela fiscalização que os recursos supostamente utilizados para o pagamento das operações comerciais eram utilizados e/ou sacados e retornavam para compor Caixa 2 da empresa, impõese a aplicação da multa qualificada sobre a infração apurada. CSLL. LANÇAMENTO REFLEXO. Por se constituírem infrações decorrentes e vinculadas, nos termos do § 2º do art. 24 da Lei 9.249/1995, aplicase integralmente ao lançamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido as conclusões relativas ao IRPJ. RESPONSABILIDADE PESSOAL DO SÓCIO. ATOS PRATICADOS COM INFRAÇÃO À LEI. Comprovado que o sóciogerente foi o principal artífice de esquema criminoso que, durante anos consecutivos, utilizouse de documentos fiscais falsos e inidôneos com vistas a simular a aquisição de mercadorias pela pessoa jurídica fiscalizada, no intuito de reduzir os lucros tributáveis e ocultar o desvio dos recursos para um “Caixa 2”, utilizado para pagamentos de despesas estranhas à empresa, correta a imputação de responsabilidade com base no inc. III do art. 135 do CTN. O colegiado deu provimento parcial ao recurso voluntário do sujeito passivo, para excluir da exigência parte dos valores glosados a título de receitas financeiras e, ao recurso do responsável solidário, para limitar a imputação da responsabilidade apenas pelos tributos apurados em face da glosa de custos dos bens vendidos e/ou serviços prestados, devidos a utilização de documento inidôneos (item 7 do voto). Encaminhados os autos à Procuradoria da Fazenda Nacional em 28/04/2014, para fins de ciência do acórdão, nos termos do § 3º do art. 81 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, restou configurada a intimação do Procurador da Fazenda Nacional em 28/05/2012, nos termos do § 9º do art. 23 do Decreto nº 70.235/1972. Cientificada, a Procuradoria da Fazenda Nacional, com base no art. 65 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF. 256/2009, opôs em 15/05/2014, embargos de declaração, sustentando que o acórdão recorrido incorreu em omissões que necessitam ser sanadas. A primeira omissão apontada teria ocorrido no dispositivo do acórdão, sustentando a embargante que: Fl. 17175DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03 /02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 19515.722974/201218 Acórdão n.º 1301001.737 S1C3T1 Fl. 17.175 4 Primeiramente, verificouse omissão em relação ao dispositivo da ementa e o inteiro teor do julgado, nos termos do voto do ilustre Conselheiro Relator Luiz Tadeu Matosinho Machado. Segue o dispositivo da ementa: “Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares e, no mérito, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, exceto quanto à exigência da multa isolada, mantida por voto de qualidade, vencidos os conselheiros Valmir Sandri, Edwal Casoni e Carlos Jenier. (...)” Cotejando o dispositivo da ementa com o inteiro teor do voto do relator, resta clara a omissão e contradição, pois, por não ter especificado a matéria em que foi dado provimento ao recurso do contribuinte no dispositivo da ementa, podese entender, equivocadamente, que foi dado provimento as matérias objeto do lançamento, com exceção apenas da multa isolada. Contudo, ao analisar o inteiro teor do acórdão, verificase que foi dado provimento parcial ao recurso da empresa apenas no tocante ao item 6 do voto, que se refere à glosa de despesas financeiras, tendo em vista o decidido no voto condutor pelo provimento parcial do recurso para excluir da base de cálculo do IRPJ e da CSLL os valores dispostos nas tabelas concernentes aos encargos dos empréstimos tomados em 24/05/2007 e 29/06/2007. Assim, quanto às demais matérias objeto do lançamento fiscal, foi negado provimento ao recurso voluntário. Diante do exposto, considerando que é o dispositivo do acórdão que transita em julgado administrativamente, requer a União seja sanada a omissão apontada, para esclarecer o resultado do julgado e viabilizar a interposição de eventual recurso especial por divergência. A segunda omissão apontada teria ocorrido quanto ao exame da imputação da responsabilidade solidária, que não teria apontado o fundamento, no voto, para a limitação do alcance da responsabilidade pelo colegiado, asseverando que: Configurouse omissão, outrossim, na parte relativa à responsabilidade do sócio administrador. Entendeu a e. Turma: “Acordam, ainda, em dar provimento parcial ao recurso voluntário do responsável solidário Eloizo Gomes Afonso Durães, mantida apenas em relação à infração analisada no item 7 do voto condutor.” Analisando o voto condutor do julgado, não foram expostos os fundamentos fáticos e jurídicos para exclusão da responsabilidade do sócio quanto às demais matérias, e manutenção da responsabilidade “apenas quanto aos tributos devidos em decorrência da infração relativa à glosa de custos referentes à compras inexistentes, analisada no item 7 deste voto” (trecho do voto condutor do julgado). [...]. Ao final requer que os embargos sejam conhecidos e acolhidos para sanar as omissões apontadas. É o relatório. Fl. 17176DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03 /02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 19515.722974/201218 Acórdão n.º 1301001.737 S1C3T1 Fl. 17.176 5 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Os embargos de declaração interpostos são tempestivos e atendem aos pressupostos regimentais. Examinando as alegações da embargante entendo que não existem omissões no acórdão embargado, mas dada a leitura empreendida pela recorrente nos pontos por ela indicados vislumbro a possibilidade da existência de obscuridade nas situações apontadas, que merecem ser aclarados pelo colegiado. O primeiro aspecto questionado é o enunciado do acórdão que, segundo a embargante, poderá gerar interpretação dúbia quanto ao resultado do julgamento. Como bem observou a embargante, foi dado provimento parcial ao recurso da empresa apenas no tocante ao item 6 do voto condutor, que se refere à glosa de despesas financeiras. O provimento parcial quanto a esta matéria se refletiu, também, na exigência da multa isolada. Quanto às demais matérias objeto do lançamento fiscal, foi negado provimento ao recurso voluntário. Assim, para que se evite interpretação dúbia quanto ao resultado do julgamento, o enunciado do resultado deve ser alterado para: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares. No mérito, acordam por unanimidade, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, para reduzir o montante da glosa de despesas financeiras (conforme o item 6 do voto), e, por voto de qualidade, manter parcialmente a exigência da multa isolada, vencidos os conselheiros Valmir Sandri, Edwal Casoni e Carlos Jenier, que votaram pelo cancelamento integral desta parte do lançamento. Acordam, ainda, em dar provimento parcial ao recurso voluntário do responsável solidário Eloizo Gomes Afonso Durães, mantida apenas em relação à infração analisada no item 7 do voto condutor. Por oportuno, observo que ocorreu um lapso manifesto na conclusão da análise quanto à exigência de multas isoladas (item 9 do voto). Ao fazer remissão ao que foi decidido sobre a glosa de despesas financeiras, cujo provimento parcial deveria se refletir também no lançamento das multas isoladas, o voto condutor referiuse à análise da matéria contida no tópico 8 do voto, quando o correto seria se referir ao tópico 6 da análise. Assim, impõese retificar a conclusão constante do último parágrafo do item 9 do voto condutor para a seguinte redação: Assim, impõese dar provimento parcial ao apelo, nesta parte, para reduzir a base de cálculo das multas isoladas aplicadas em face da exclusão parcial do lançamento relativo à glosa de despesas financeiras, conforme descrito no tópico 6 deste voto. Fl. 17177DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03 /02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 19515.722974/201218 Acórdão n.º 1301001.737 S1C3T1 Fl. 17.177 6 O mesmo lapso manifesto se deu na conclusão quanto aos lançamento reflexos, analisada no item 11 do voto condutor, que deve ser retificado para: Assim, voto por dar provimento parcial ao recurso em relação à CSLL, para excluir da base de cálculo anual e da multa isolada por estimativas os valores referentes à glosa de despesas financeiras excluídas do lançamento, nos termos do item 6 deste voto. Por fim, cumpre analisar a outra alegação de omissão feita pela embargante, relativamente ao recurso voluntário do responsável solidário. A embargante alega que a omissão do acórdão, quando do exame da imputação da responsabilidade solidária do sócio, que não teria apontado o fundamento para a limitação do alcance da responsabilidade pelo colegiado. Embora tenha sido feito de forma sucinta, a decisão traz o fundamento para a exclusão da responsabilidade sobre as demais matérias, limitandoa à exigência apurada em face da glosa de despesas pela utilização fraudulenta de documentos inidôneos. É o que se extrai do voto condutor, verbis: Não obstante, entendo que a imputação restou caracterizada apenas quanto à infração relativa à glosa de custos relativos à compras inexistentes, tanto que em relação às demais infrações a fiscalização sequer aplicou a multa de ofício qualificada que requer a comprovação do intuito doloso. Assim, em consonância com o disposto na Súmula nº 430 do STJ, à míngua de outros elementos, entendo que a imputação de responsabilidade não pode subsistir quanto aos tributos devidos em face das demais infrações apuradas na autuação. Ao se referir à Súmula nº 430 do STJ este relator indicou que as demais matérias constantes do auto de infração não se amoldavam à responsabilidade imputada ao sócio (art. 135, inc. III do CTN), qual seja, aquela resultante de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. A indicação de que sequer havia sido aplicada multa qualificada em relação às demais infrações tem o intuito de revelar que tratam se de infrações de outra natureza, das quais resultou o inadimplemento dos tributos exigidos, mas que não restou indicado, nem comprovado, que decorreram da prática de atos com excesso de poderes ou infração à lei por parte do sócio. Assim, há que se limitar a responsabilidade áquelas situações decorrentes da prática de atos com excesso de poderes ou infração à lei por parte do sócio, como ficou sobejamente comprovado no caso da infração analisada no item 7 do voto condutor do acórdão embargado. Por todo o exposto, voto no sentido de que os embargos interpostos sejam acolhidos, sem efeitos modificativos, tão somente para aclarar as questões obscuras apontadas e corrigir as inexatidões matérias apontadas. Sala de Sessões, em 27 de novembro de 2014. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Relator Fl. 17178DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03 /02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 19515.722974/201218 Acórdão n.º 1301001.737 S1C3T1 Fl. 17.178 7 Fl. 17179DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 03 /02/2015 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 04/02/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES
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Numero do processo: 13706.000202/00-39
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 30 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jan 08 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições
Período de apuração: 01/03/1990 a 30/03/1992
Ementa:
FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. PRAZO PARA SOLICITAÇÃO DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO. Tributo sujeito a lançamento por homologação. Prazo para restituição. 5 (cinco) anos para homologar (artigo 150, §4º do CTN) mais 5 (cinco) anos para protocolar o pedido de restituição (art. 168, I do CTN). Aplicação simultânea dos entendimentos proferidos pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele proferido pelo STJ no julgamento no julgamento do REsp nº 1.002.932 (tese dos 5+5), para pedidos de restituição de tributos sujeitos a lançamento por homologação que tenham sido protocolados antes da aplicação, em 09/06/2005, da Lei Complementar 118, a qual não é interpretativa, conforme entendimento do STF.
Numero da decisão: 3301-002.185
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, deram provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(assinado digitalmente)
Fábia Regina Freitas - Relatora
(assinado digitalmente)
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Marcio Canuto Natal, Maria Teresa Martinez Lopez, Bernardo Motta Moreira e Fábia Regina Freitas (Relatora).
Nome do relator: FABIA REGINA FREITAS
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ementa_s : Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/03/1990 a 30/03/1992 Ementa: FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. PRAZO PARA SOLICITAÇÃO DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO. Tributo sujeito a lançamento por homologação. Prazo para restituição. 5 (cinco) anos para homologar (artigo 150, §4º do CTN) mais 5 (cinco) anos para protocolar o pedido de restituição (art. 168, I do CTN). Aplicação simultânea dos entendimentos proferidos pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele proferido pelo STJ no julgamento no julgamento do REsp nº 1.002.932 (tese dos 5+5), para pedidos de restituição de tributos sujeitos a lançamento por homologação que tenham sido protocolados antes da aplicação, em 09/06/2005, da Lei Complementar 118, a qual não é interpretativa, conforme entendimento do STF.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, deram provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. (assinado digitalmente) Fábia Regina Freitas - Relatora (assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Marcio Canuto Natal, Maria Teresa Martinez Lopez, Bernardo Motta Moreira e Fábia Regina Freitas (Relatora).
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/03/1990 a 30/03/1992 Ementa: FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. PRAZO PARA SOLICITAÇÃO DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO. Tributo sujeito a lançamento por homologação. Prazo para restituição. 5 (cinco) anos para homologar (artigo 150, §4º do CTN) mais 5 (cinco) anos para protocolar o pedido de restituição (art. 168, I do CTN). Aplicação simultânea dos entendimentos proferidos pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele proferido pelo STJ no julgamento no julgamento do REsp nº 1.002.932 (tese dos 5+5), para pedidos de restituição de tributos sujeitos a lançamento por homologação que tenham sido protocolados antes da aplicação, em 09/06/2005, da Lei Complementar 118, a qual não é interpretativa, conforme entendimento do STF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, deram provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. (assinado digitalmente) Fábia Regina Freitas Relatora (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 6. 00 02 02 /0 0- 39 Fl. 181DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Andrada Marcio Canuto Natal, Maria Teresa Martinez Lopez, Bernardo Motta Moreira e Fábia Regina Freitas (Relatora). Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por Açougue e Mercearia Redentor Ltda. contra Acórdão n. 1320.435, de 30 de junho de 2008 (fls. 156/161), proferido pela 4ª Turma da DRJ/RJOII, que manteve o indeferimento do direito creditório pleiteado (R$ 2.975,76) a título de contribuição para o Finsocial. Por bem descrever os fatos, pedese vênia para adotar integralmente o relatório da DRJ, que diz: “Mediante o Despacho Decisório datado de 01/11/2001 (60/61), a autoridade competente não reconheceu o direito creditório da interessada. O pedido foi indeferido sob o argumento de que ocorreu a decadência, uma vez que o direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso de prazo de 5 (cinco) anos, contados da extinção do crédito tributário, com base nos artigos 165, I e 168, I, da Lei n° 5.172 e no Ato Declaratório SRF n° 96/99. A interessada protocolizou, em 04/01/2002, o requerimento de fls. 62/63, no qual se limitou a afirmar que: "Conforme pesquisas realizadas nesse órgão, o referido processo encontrase pendente de apreciação ate a presente data, não obstante o disposto nos citados artigos 48/49 da Lei n° 9.784/99. Considerando que o não cumprimento do dispositivo legal citado, bem como as recentes decisões, por unanimidade, do Egrégio Conselho de Contribuintes, comunicamos a V. S° que a partir da protocolização da protocolização da presente, passaremos a compensar o valor do referido crédito (acrescido de juros SELIC), com débitos vencidos e/ou a vencer relativos a Pis, Cofins, Imposto De Renda P. Jurídica e Contribuição Social". Observouse que as considerações apresentadas pela contribuinte não apresentavam quaisquer pontos de discordância com a decisão proferida pela DIORT/DERAT/RJ. Portanto, não havia se instaurado o contraditório. Como não constava dos autos a comprovação de que a interessada tivesse tomado ciência da decisão de fls. 60/61, o processo foi encaminhado à DIORT/DERAT/RJ para que fosse confirmado se, realmente, foi dada ciência à contribuinte. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13706.000202/0039 Acórdão n.º 3301002.185 S3C3T1 Fl. 3 3 A interessada tomou ciência do despacho decisório de fls. 60/61 em 13/12/2007. Em 16/01/2008, o interessado apresentou a impugnação de fls. 152/154, na qual contestou o despacho decisório que indeferiu seu pleito (fls. 60/61), argumentando, em síntese, que: a) conforme reiterados julgados da Terceira Câmara do Conselho de Contribuintes, o "dies a quo" para aferição da decadência é 31 de agosto de 1995, data da publicação da medida provisória n° 1.110, de 30 de agosto de 1995. Tendo sido protocolado seu pedido de restituição em 25 de janeiro de 2000, ou seja, dentro do prazo; b) A Fazenda, alegando a nova interpretação dada ao inciso I, do artigo 168 do Código Tributário Nacional, pela Lei Complementar n° 18, de 09/02/2005, concluiu que não há mais qualquer dúvida que o prazo para extinção do crédito tributário do contribuinte expirouse cinco anos após o pagamento do tributo; c) Data vênia, em homenagem ao principio constitucional da segurança jurídica, ainda que os contribuintes tenham antecipado objetivamente seus direitos e deveres tributários, que, por isto mesmo só podem surgir de lei, igual para todos, irretroativa votada pela pessoa política competente. Ou seja, deve haver segurança jurídica; d) Não procede também a argumentação da Fazenda em base no entendimento do Sr. Secretario da Receita Federal, materializado através do Ato Declaratório n° 96/99, onde "estabeleceu" aquela autoridade fazendária que o prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição do tributo pago indevidamente ou em valor maior que o devido, extinguese após o transcurso do prazo de 5 anos, contados da data da extinção do crédito tributário; e) Data vênia, em momento algum o Sr. Secretário da Receita Federal manifestouse sobre a perda do direito após o transcurso do prazo de 5 anos, singelamente contado, pelo julgador primário, da data do pagamento do tributo. Atevese logicamente, o Sr. Secretário, as normas contidas no CTN, as quais definem com clareza meridiana as hipóteses de extinção do crédito tributário; f) O referido ato declaratório é abrangente, sendo aplicável a situações distintas, dependendo da modalidade de lançamento a que se sujeitam os respectivos tributos. Exemplo: lançamentos por declaração (IRRT, IRPF, CSLL) — lançamentos por homologação (PIS, Cofins, Finsocial, etc); Fl. 183DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 g) O julgador de primeira instância deixou de observar que trata o presente processo de pedido de restituição de Finsocial, tributo sujeito a lançamento por homologação, conforme preceitua o parágrafo primeiro do artigo 150 do CTN. Ora, se o § 4°, do art. 150 do CTN estabelece que, em não havendo outro prazo fixado em lei, o crédito tributário estará extinto após: decorridos 5 anos, a contar da ocorrência do fato gerador. Se o Secretário da Receita Federal determina que o prazo para o contribuinte pleitear restituição de tributo pago a maior é de cinco anos contados da data da extinção do crédito tributário, parece de meridiana clareza que este prazo do contribuinte será, consequentemente, de dez anos contados do fato gerador”. A DRJ não acolheu as alegações do contribuinte e manteve o indeferimento do direito pleiteado em acórdão com a seguinte com a seguinte ementa: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/03/1990 a 30/04/1992 PEDIDO DE RESTITUICAO O direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, extinguese após o transcurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção do credito tributário. Solicitação Indeferida Intimado do referido acórdão em 04 de junho de 2009 (fl. 169), o interessado apresentou Recurso Voluntário em 12 de junho de 2009 (fls. 170 a 176) pleiteando a reforma do decisum e reafirmando seus argumentos apresentados à DRJ. É o relatório. Voto Conselheira Fábia Regina Freitas O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n. 70.235, de 06 de março de 1972, assim dele tomo conhecimento. A controvérsia aduzida nos presentes autos cingese, basicamente, em determinar o prazo para o contribuinte pleitear restituições dos valores de FINSOCIAL recolhidos com base nas alíquotas instituídas pelas Leis n. 7.787/89, 7.894/89 e 8.147/90. Considerando que a Fazenda Nacional entende que o prazo para pleitear restituição é de 5 (cinco) anos contados a partir da extinção do crédito tributário, em consonância ao artigo 168, I, do CTN, e que o pedido de restituição foi protocolado pelo contribuinte em janeiro de 2000, para valores de FINSOCIAL relativos ao período de março de 1990 a março de 1992. Fl. 184DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13706.000202/0039 Acórdão n.º 3301002.185 S3C3T1 Fl. 4 5 Considerando que o artigo 62A do atual Regimento Interno do CARF, qual seja, o aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, vincula os Conselheiros do CARF às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em sede de recurso especial repetitivo, cabe a esta Relatora aplicar ao presente caso o entendimento do STF consubstanciado no julgamento do RE nº 566.621, bem como o entendimento do STJ objeto do julgamento do REsp nº 1.002.932. De acordo com referida jurisprudência, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação será, para os pedidos de compensação protocolados antes da vigência da Lei Complementar 118 ocorrida em 09/06/2005, o de 10 (dez) anos, ou seja, 5 (cinco) anos para homologar (artigo 150, §4º do CTN) mais 5 (cinco) anos, a partir dessa homologação, para pleitear restituição (artigo 168, I do CTN). E, em se tratando a contribuição para o FINSOCIAL de tributo sujeito a lançamento por homologação, bem como do fato de o pedido de restituição ter sido protocolado antes do dia 09/06/2005 (vigência da LC 118/05), plenamente aplicável ao presente caso a tese dos 5 (cinco) anos mais 5 (cinco) anos objeto do REsp nº 1.002.932, por força da decisão do STF objeto do RE nº 566.621. O acórdão do Supremo Tribunal Federal restou assim ementado: “DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, §4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de Fl. 185DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 6 transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/05, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tão somente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, §3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido.” Face ao exposto, voto no sentido de DAR provimento ao Recurso Voluntário para afastar a decadência do direito do contribuinte pleitear a restituição de valores de FINSOCIAL em referência. Conclusão Por todo o exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao presente Recurso Voluntário. Sala das Sessões, em 30 de janeiro de 2014. Fábia Regina Freitas. Fl. 186DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 27/10/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 13851.001458/2005-20
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Jan 08 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2102-000.061
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em SOBRESTAR o julgamento, já que se trata de matéria (rendimentos recebidos acumuladamente) em debate no Supremo Tribunal Federal, no rito do recurso repetitivo (art. 62-a, §§, do Anexo II, do RICARF).
Assinado digitalmente
Giovanni Christian Nunes Campos - Presidente.
Assinado digitalmente
Acácia Sayuri Wakasugi - Relatora
EDITADO EM: 21 de novembro de 2012
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos (Presidente), Francisco Marconi de Oliveira, Nubia Matos Moura, Acacia Sayuri Wakasugi, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. Ausente justificadamente o Conselheiro Atilio Pitarelli.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em SOBRESTAR o julgamento, já que se trata de matéria (rendimentos recebidos acumuladamente) em debate no Supremo Tribunal Federal, no rito do recurso repetitivo (art. 62-a, §§, do Anexo II, do RICARF). Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos - Presidente. Assinado digitalmente Acácia Sayuri Wakasugi - Relatora EDITADO EM: 21 de novembro de 2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Giovanni Christian Nunes Campos (Presidente), Francisco Marconi de Oliveira, Nubia Matos Moura, Acacia Sayuri Wakasugi, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti. Ausente justificadamente o Conselheiro Atilio Pitarelli.
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Numero do processo: 11831.003376/2003-61
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/10/1996 a 31/12/1996
CRÉDITO DE IPI. INSUMOS E PRODUTO INTERMEDIÁRIOS SUJEITO À ALIQUOTA ZERO, ISENÇÃO E NÃO INCIDÊNCIA.
De acordo com a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, em interpretação ao disposto no §3º, inciso II do artigo 153 da Constituição Federal, não há direito ao creditamento de IPI na aquisição de produtos sujeitos à isenção, alíquota zero e à não incidência.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-004.538
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Paulo Sérgio Celani votaram pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel- Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sergio Celani, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/10/1996 a 31/12/1996 CRÉDITO DE IPI. INSUMOS E PRODUTO INTERMEDIÁRIOS SUJEITO À ALIQUOTA ZERO, ISENÇÃO E NÃO INCIDÊNCIA. De acordo com a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, em interpretação ao disposto no §3º, inciso II do artigo 153 da Constituição Federal, não há direito ao creditamento de IPI na aquisição de produtos sujeitos à isenção, alíquota zero e à não incidência. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Paulo Sérgio Celani votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel- Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sergio Celani, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
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INSUMOS E PRODUTO INTERMEDIÁRIOS SUJEITO À ALIQUOTA ZERO, ISENÇÃO E NÃO INCIDÊNCIA. De acordo com a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, em interpretação ao disposto no §3º, inciso II do artigo 153 da Constituição Federal, não há direito ao creditamento de IPI na aquisição de produtos sujeitos à isenção, alíquota zero e à não incidência. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Paulo Sérgio Celani votaram pelas conclusões. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 83 1. 00 33 76 /2 00 3- 61 Fl. 419DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 09 /12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sergio Celani, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo e Flávio de Castro Pontes (Presidente). Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ em Ribeirão Preto (SP), abaixo transcrito: O interessado em epígrafe solicitou o ressarcimento do saldo credor apurado no período em destaque, para fins de compensação com os débitos que declarou. O pedido foi indeferido e as compensações não homologadas, considerando que os créditos em questão, além de já estarem prescritos, não eram incentivados, e em razão do artigo 11 da Lei n° Lei n° 9.779, de 1999, somente se aplicar ao saldo credor decorrente das aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, ingressados no estabelecimento a partir de 01/01/1999, onerados pelo imposto e aplicados na industrialização. Tempestivamente, o interessado manifestou sua inconformidade, basicamente, alegando a inocorrência da prescrição, pois a contagem de prazo seria de dez anos, de acordo com jurisprudência citada, e invocando princípios constitucionais e a Lei n° 9.779/99, que deveria ser aplicada retroativamente por seu caráter interpretativo, contra qualquer limitação aos supostos créditos, os quais deveriam ser corrigidos monetariamente, conforme julgados que cita. Analisando o litígio, a DRJ de Ribeirão Preto/SP entendeu por bem indeferir a Manifestação de Inconformidade apresentada e manter a não homologação da compensação, conforme ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/1996 a 31/12/1996 CRÉDITOS DO IPI. RESSARCIMENTO. PRESCRIÇÃO. O prazo prescricional qüinqüenal é aplicável aos pleitos administrativos referentes a créditos do imposto, conforme disposição da legislação tributária sobre a matéria (Decreto n° 20.910/32). IPI. RESSARCIMENTO. O direito ao aproveitamento/utilização, nas condições estabelecidas no art. 11, da Lei n° 9.779, de 1999, do saldo credor do IPI, decorre Fl. 420DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 09 /12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11831.003376/200361 Acórdão n.º 3801004.538 S3TE01 Fl. 12 3 somente de aquisições, pelo contribuinte do imposto, de matérias primas, produtos intermediários e material de embalagem, Fl. 421DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 09 /12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 4 ingressados no estabelecimento a partir de 01/01/1999, onerados pelo imposto e aplicados na industrialização. DIREITO AO CRÉDITO. INSUMOS NÃO ONERADOS PELO IPI. É inadmissível, por total ausência de previsão legal, a apropriação, na escrita fiscal do sujeito passivo, de créditos do imposto alusivos a insumos isentos, não tributados ou sujeitos à alíquota zero, uma vez que inexiste montante do imposto cobrado na operação anterior. RESSARCIMENTO DE IPI. INCIDÊNCIA DA TAXA SELIC. Inexiste previsão legal para abonar atualização monetária ou acréscimo de juros equivalentes à taxa SELIC a valores objeto de ressarcimento de crédito de IPI. INCONSTITUCIONALIDADE. A autoridade administrativa é incompetente para se manifestar acerca de suscitada inconstitucionalidade das leis ou dos atos normativos regularmente editados. Às fls. consta recurso voluntário apresentado tempestivamente, no qual o Recorrete alega, em síntese, que o prazo prescricional para pleitear a restituição de créditos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação é de 10 anos e que a interpretação correta do artigo 153, § 3º, inciso II da Constituição Federal leva à conclusão que não se pode vedar o creditamento de IPI para aqueles produtos sujeitos à alíquota zero, não incidência ou isenção. É o relatório. Voto Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Relatora. O Recurso Voluntário cumpre os requisitos de admissibilidade. Por isso, dele conheço e passo ao julgamento. Primeiramente, importante destacar que, nos termos firmados pelo Supremo Tribunal Federal, o prazo prescricional para realização de pedido de restituição de créditos de tributos sujeito ao lançamento por homologação é de 10 anos se requerido antes da entrada em vigor da Lei Complementar 118/05. Confirase: DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/05, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a Fl. 422DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 09 /12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11831.003376/200361 Acórdão n.º 3801004.538 S3TE01 Fl. 13 5 aplicação combinada dos arts. 150, § 4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei, sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/08, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido. (RE 566621, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 04/08/2011, REPERCUSSÃO GERAL MÉRITO DJe195 DIVULG 10102011 PUBLIC 11102011 EMENT VOL0260502 PP00273 RTJ VOL 0022301 PP00540) Desta forma, acaso, no mérito, tivesse razão o Recorrente, como o pedido de restituição foi realizado em 12/05/2003, não haveria que se falar em prescrição, como consignado no acórdão recorrido. Ocorre que a questão de mérito que foi posta em discussão neste procedimento administrativo, não é nova, tanto no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, quanto no Poder Judiciário. E, em que pese o entendimento desta relatora ir ao encontro do que foi muito bem colocado pelo Recorrente nas suas razões recursais, no julgamento dos RE 370.682 e RE 353.657, alterando o entendimento firmado no RE 212.484, o Plenário do Supremo Tribunal Federal passou a entender que não há direito ao crédito do IPI na aquisição de insumos não tributados ou sujeitos à alíquota zero. No julgamento do RE 566.819, o mesmo entendimento foi estendido aos insumos isentos. Confirase as ementas dos julgados citados: Fl. 423DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 09 /12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 6 EMENTA: Recurso extraordinário. Tributário. 2. IPI. Crédito Presumido. Insumos sujeitos à alíquota zero ou não tributados. Inexistência. 3. Os princípios da nãocumulatividade e da seletividade não ensejam direito de crédito presumido de IPI para o contribuinte adquirente de insumos não tributados ou sujeitos à alíquota zero. 4. Recurso extraordinário provido. (RE 370682, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 25/06/2007, DJe165 DIVULG 18122007 PUBLIC 19122007 DJ 19122007 PP00024 EMENT VOL0230403 PP 00392) IPI INSUMO ALÍQUOTA ZERO AUSÊNCIA DE DIREITO AO CREDITAMENTO. Conforme disposto no inciso II do § 3º do artigo 153 da Constituição Federal, observase o princípio da não cumulatividade compensandose o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores, ante o que não se pode cogitar de direito a crédito quando o insumo entra na indústria considerada a alíquota zero. IPI INSUMO ALÍQUOTA ZERO CREDITAMENTO INEXISTÊNCIA DO DIREITO EFICÁCIA. Descabe, em face do texto constitucional regedor do Imposto sobre Produtos Industrializados e do sistema jurisdicional brasileiro, a modulação de efeitos do pronunciamento do Supremo, com isso sendo emprestada à Carta da República a maior eficácia possível, consagrandose o princípio da segurança jurídica. (RE 353657, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 25/06/2007, DJe041 DIVULG 06032008 PUBLIC 07032008 EMENT VOL0231003 PP00502 RTJ VOL0020502 PP00807) IPI – CRÉDITO. A regra constitucional direciona ao crédito do valor cobrado na operação anterior. IPI – CRÉDITO – INSUMO ISENTO. Em decorrência do sistema tributário constitucional, o instituto da isenção não gera, por si só, direito a crédito. IPI – CRÉDITO – DIFERENÇA – INSUMO – ALÍQUOTA. A prática de alíquota menor – para alguns, passível de ser rotulada como isenção parcial – não gera o direito a diferença de crédito, considerada a do produto final. (RE 566819, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 29/09/2010, DJe027 DIVULG 09022011 PUBLIC 10022011 EMENT VOL0246102 PP00445) Desta feita, firmado o entendimento do Supremo Tribunal Federal em sentido diametralmente oposto à pretensão do Recorrente, não há como dar provimento ao Recurso Voluntário, no que tange à possibilidade de creditamento do IPI na aquisição dos insumos sujeitos à isenção, alíquota zero e à nãoincidência. Por fim, também não assiste razão ao Recorrente no que se refere à argumentação de que teria direito ao crédito de IPI naqueles casos em que adquire bens destinados ao ativo imobilizado ou bens de uso e consumo. Sabese, neste sentido, que o direito creditório só nasce quando da aquisição de produtos intermediários que são consumidos no processo produtivo. Como bem consignado no acórdão recorrido, “geram direito ao crédito, além das matériasprimas, produtos intermediários ‘strictosensu’ e material de embalagem que se integram ao produto final, quaisquer outros bens desde que não contabilizados pela contribuinte em seu ativo permanente que se consumam por decorrência de um contato físico, ou melhor dizendo, que sofram, em função de ação exercida diretamente sobre o produto em Fl. 424DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 09 /12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11831.003376/200361 Acórdão n.º 3801004.538 S3TE01 Fl. 14 7 fabricação, ou viceversa, proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização, alterações tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, restando definitivamente excluídos aqueles que não se integrem nem sejam consumidos na operação de industrialização”. Este entendimento, inclusive, já está pacificado no âmbito deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Confirase: CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CARF Terceira Seção MATÉRIA: IPI RESSARCIMENTO ACÓRDÃO: 3102002.047 Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 Créditos Básicos. Bens Passíveis de Classificação no Ativo Imobilizado ou que Não se Desgastem Durante o Processo de Industrialização. A aquisição de bens classificáveis no ativo imobilizado não gera crédito do IPI. Se a produtora adquire bens que, pela suas características, possuem vida útil superior a um ano e não traz prova em sentido contrário correta é a glosa do crédito. Por outro lado, para que a aquisição de produtos intermediários gere crédito é necessário seu consumo no processo de industrialização ou que sofra desgaste, dano ou perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação exercida diretamente sobre o produto em fabricação, nas fases de industrialização Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Ricardo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé, Nanci Gama e Luis Marcelo Guerra de Castro. Como se não bastasse, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça é no mesmo norte. TRIBUTÁRIO – IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – AUSÊNCIA DE OMISSÃO NO JULGADO A QUO – PRINCÍPIO DA NÃOCUMULATIVIDADE – AQUISIÇÃO DE BENS DESTINADOS AO ATIVO PERMANENTE, AO USO E AO CONSUMO DA EMPRESA – CREDITAMENTO – IMPOSSIBILIDADE – ART. 147 DO DECRETO N. 2.637/98 – MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. Discutese nos autos o creditamento de Imposto sobre Produtos Industrializados IPI, na hipótese de incorporação de bens a ativo permanente da empresa, com base no princípio constitucional da não cumulatividade (art. 153, § 3º, inciso II, da Constituição da República). Fl. 425DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 09 /12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES 8 2. Inexistente a alegada violação do art. 535 do CPC, pois a prestação jurisdicional ajustouse à pretensão deduzida, conforme se depreende da análise do julgado recorrido. 3. A jurisprudência do STJ, ao contrário dos bem lançados argumentos recursais, assevera que o Regulamento do IPI desautoriza expressamente o creditamento do imposto a ser pago, na hipótese de aquisição de bens para o ativo permanente da empresa (art. 147 do Decreto n. 2.637/98). 4. Superados esses aspectos, qualquer interpretação do princípio da nãocumulatividade (art. 153, § 3º, inciso II, da CF), no caso vertente, fazse inadequada. Sabese que o instrumento utilizado não comporta análise de preceitos da Constituição da República, estes cabem ao STF. Por outro lado, a competência do STJ referese a matéria infraconstitucional. Assim, inviável o exame do pleito recursal, sob pena de se analisar matéria cuja competência pertence ao Supremo, ex vi do art. 102 da CF. Recurso especial improvido. (REsp 1028459/SC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 17/06/2008, DJe 26/06/2008) Por todo o exposto, conheço do Recurso Voluntário e a ele nego provimento, para manter na íntegra o acórdão recorrido. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator Fl. 426DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 20/11/2014 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 09 /12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 13839.002836/2005-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Feb 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 20/12/2000 a 30/06/2001
PRODUTOS FABRICADOS NA ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. TRANSFERÊNCIA ENTRE ESTABELECIMENTOS.
Os produtos isentos por terem sido produzidos na Zona Franca de Manaus não perdem tal condição até que tenham sido utilizados na fabricação de outro produto. Não se configura, assim, tais saídas como saídas de produtos tributados.
TRANSFERÊNCIA DE CRÉDITOS ENTRE ESTABELECIMENTOS DA MESMA EMPRESA
Não há no ordenamento jurídico previsão legal para a transferência de créditos entres estabelecimentos da mesma empresa, à vista do princípio da autonomia dos estabelecimentos.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-002.037
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Redator designado. Vencido o conselheiro Gileno Gurjão Barreto, relator. Designado o conselheiro José Antonio Francisco para redigir o voto vencedor.
(Assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente
(Assinado digitalmente)
GILENO GURJÃO BARRETO - Relator
(Assinado digitalmente)
JOSÉ ANTONIO FRANCISCO - Redator-Designado
Participaram presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: José Antonio Francisco
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 20/12/2000 a 30/06/2001 PRODUTOS FABRICADOS NA ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. TRANSFERÊNCIA ENTRE ESTABELECIMENTOS. Os produtos isentos por terem sido produzidos na Zona Franca de Manaus não perdem tal condição até que tenham sido utilizados na fabricação de outro produto. Não se configura, assim, tais saídas como saídas de produtos tributados. TRANSFERÊNCIA DE CRÉDITOS ENTRE ESTABELECIMENTOS DA MESMA EMPRESA Não há no ordenamento jurídico previsão legal para a transferência de créditos entres estabelecimentos da mesma empresa, à vista do princípio da autonomia dos estabelecimentos. Recurso Voluntário Negado
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2321; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 322 1 321 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13839.002836/200551 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302002.037 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de abril de 2013 Matéria IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Recorrente ENGEPACK EMBALAGENS SÃO PAULO LTDA. Recorrida DRJRIBEIRÃO PRETO/SP ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 20/12/2000 a 30/06/2001 CRÉDITOS DE INSUMOS ISENTOS ADVINDOS DA ZONA FRANCA DE MANAUS. MANDADO DE SEGURANÇA E RENÚNCIA ÀS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. ARGUMENTOS APRESENTADOS NO RECURSO VOLUNTÁRIO. INOVAÇÃO E PRECLUSÃO. Consideramse preclusos os argumentos apresentados no recurso voluntário, sem que tenham sido apresentados na impugnação de lançamento. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 20/12/2000 a 30/06/2001 PRODUTOS FABRICADOS NA ZONA FRANCA DE MANAUS. ISENÇÃO. TRANSFERÊNCIA ENTRE ESTABELECIMENTOS. Os produtos isentos por terem sido produzidos na Zona Franca de Manaus não perdem tal condição até que tenham sido utilizados na fabricação de outro produto. Não se configura, assim, tais saídas como saídas de produtos tributados. TRANSFERÊNCIA DE CRÉDITOS ENTRE ESTABELECIMENTOS DA MESMA EMPRESA Não há no ordenamento jurídico previsão legal para a transferência de créditos entres estabelecimentos da mesma empresa, à vista do princípio da autonomia dos estabelecimentos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 9. 00 28 36 /2 00 5- 51 Fl. 325DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13839.002836/200551 Acórdão n.º 3302002.037 S3C3T2 Fl. 323 2 Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Redator designado. Vencido o conselheiro Gileno Gurjão Barreto, relator. Designado o conselheiro José Antonio Francisco para redigir o voto vencedor. (Assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente (Assinado digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO Relator (Assinado digitalmente) JOSÉ ANTONIO FRANCISCO RedatorDesignado Participaram presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Adotase o relatório da decisão recorrida, por bem refletir a contenda. Trata o presente de Auto de Infração lavrado contra o estabelecimento em epígrafe, em razão da falta de lançamento e recolhimento do IPI, pelo aproveitamento de (i) créditos indevidos, os quais se originaram na aquisição de insumos isentos e que (ii) foram transferidos de outro estabelecimento da mesma pessoa jurídica. Segundo a fiscalização, embora a empresa tenha ingressado com o Mandado de Segurança n° 1999.61.050185156, para creditarse de insumos adquiridos com isenção na Zona Franca de Manaus, a liminar foi indeferida e a sentença denegada, portanto, nenhum dos créditos lançados em sua escrituração, relativos à transferência de tais insumos, possuiriam base legal ou respaldo judicial. Fl. 326DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13839.002836/200551 Acórdão n.º 3302002.037 S3C3T2 Fl. 324 3 Assim foi constituído o crédito tributário montante em R$7.569.611,02, inclusos multa de oficio e juros de mora. Tempestivamente, o sujeito passivo apresentou a impugnação de fls. 325/337 alegando, em síntese, não recebeu insumos isentos, mas sim em transferência, com destaque do IPI, portanto não existiria concomitância entre o presente processo e o judicial, mesmo assim, defende o direito ao crédito na aquisição de insumos isentos com os mesmo argumentos da ação judicial e que os estabelecimentos da pessoa jurídica não devem ser considerados como autônomos e independentes em detrimento da unidade da empresa e que tal transferência de créditos decorre do principio da nãocumulatividade, sendo que a autonomia prevista para o IPI teria apenas o condão de facilitar o controle e administração do imposto, sem interferir no direito constitucional da compensação dos débitos e créditos entre estabelecimentos. Cita acórdãos do Conselho de Contribuintes que respaldariam sua defesa e apresenta seu entendimento de que, embora não conste do presente lançamento, sobre o valor da multa não poderiam incidir juros de mora. Encerrou requerendo diligências para provar o alegado e o arquivamento do processo. Intimada do acórdão supra em 19/10/2010, inconformada a Recorrente interpôs recurso voluntário em 16/11/2010. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro GILENO GURJÃO BARRETO, Relator O presente recurso preenche os requisitos de admissibilidade, por isso dele conheço. Preliminarmente Da transferência de insumos do estabelecimento matriz com destaque do IPI De início cumpre esclarecer, conforme exposto pelo Recorrente, que no presente caso estamos discutindo o aproveitamento de créditos decorrente da transferência de insumos de matriz para filial de produtos tributados nas respectivas saídas, com o destaque no imposto na operação anterior. Tais créditos decorreram, em verdade, da glosa de créditos escriturados pela recorrente em decorrência das transferências tributadas de insumos do seu estabelecimento matriz, em Itupeva, outro CNPJ, e dos créditos acumulados pelo próprio estabelecimento matriz, recebidos em transferência. Veja que, o crédito escriturado nos períodos de apuração é relativo a operações tributadas de produtos que deram entrada em seu estabelecimento. Nesse caso, recorrente recebeu esses produtos da sua matriz em transferências com destaque do IPI. A isenção, no caso, ocorreu na saída da ZFM para o seu estabelecimento matriz, logo, se houve creditamento inadequado em relação a produtos isentos, lá na matriz deveriam ser glosados, e Fl. 327DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13839.002836/200551 Acórdão n.º 3302002.037 S3C3T2 Fl. 325 4 não nesse estabelecimento, inclusive em respeito ao princípio da autonomia dos estabelecimentos. Tendo sido tais produtos tributados, com destaque de IPI em suas notas fiscais, conforme exposto pelo contribuinte, não restam dúvidas quanto ao direito do Recorrente ao creditamento do referido imposto em face da nãocumulatividade do IPI, estatuído no artigo 153 da Constituição Federal. Nos mesmos termos o artigo 49 do CTN prescreve: Art. 49. O imposto é nãocumulativo, dispondo a lei de forma que o montante devido resulte da diferença a maior, em determinado período, entre o imposto referente aos produtos saídos do estabelecimento e o pago relativamente aos produtos nele entrados. A lógica da nãocumulatividade do 1PI, prevista no art. 49 do CTN, e reproduzida no art. 81 do RIPI/82, posteriormente no art. 146 do Decreto n° 2.637/1998, é compensar, do imposto a ser pago na operação de saída do produto tributado do estabelecimento industrial ou equiparado, o valor do 1PI que fora cobrado relativamente aos produtos nele entrados (na operação anterior). Assim, havendo destaque do IPI nas NF, nas transferências dos referidos insumos da matriz para a filial, resta evidente a necessidade da filial beneficiarse dos créditos do imposto relativamente à aquisição ou a transferência de tais produtos. Do crédito de IPI decorrentes de aquisições isentas Se, no entanto, o Colegiado entender que seria possível a glosa de tais créditos no estabelecimento autuado, então devemos analisar a procedência desse crédito sobre a aquisição de insumos isentos, adquiridos sujeitos à alíquota zero ou não tributados e utilizados na fabricação de produtos tributados. O Superior Tribunal de Justiça se pronunciou sobre o tema, no regime do artigo 543C do CPC, declarando não haver violação ao princípio da nãocumulatividade, in verbis: “PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IPI. DIREITO AO CREDITAMENTO DECORRENTE DO PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE. INSUMOS OU MATÉRIASPRIMAS SUJEITOS À ALÍQUOTA ZERO OU NÃO TRIBUTADOS. IMPOSSIBILIDADE. JURISPRUDÊNCIA FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A aquisição de matériaprima e/ou insumo não tributados ou sujeitos à alíquota zero, utilizados na industrialização de produto tributado pelo IPI, não enseja direito ao creditamento do tributo pago na saída do estabelecimento industrial, exegese que se coaduna com o princípio constitucional da não cumulatividade (Precedentes oriundos do Pleno do Supremo Tribunal Federal: (RE 370.682, Rel. Ministro Ilmar Galvão, julgado em 25.06.2007, DJe165 DIVULG 18.12.2007 PUBLIC 19.12.2007 DJ 19.12.2007; e RE 353.657, Rel. Ministro Marco Aurélio, julgado em 25.06.2007, DJe041 DIVULG 06.03.2008 PUBLIC 07.03.2008). Fl. 328DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13839.002836/200551 Acórdão n.º 3302002.037 S3C3T2 Fl. 326 5 2. É que a compensação, à luz do princípio constitucional da nãocumulatividade (erigido pelo artigo 153, § 3º, inciso II, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988), dar seá somente com o que foi anteriormente cobrado, sendo certo que nada há a compensar se nada foi cobrado na operação anterior. 3. Deveras, a análise da violação do artigo 49, do CTN, revela se insindicável ao Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista sua umbilical conexão com o disposto no artigo 153, § 3º, inciso II, da Constituição (princípio da nãocumulatividade), matéria de índole eminentemente constitucional, cuja apreciação incumbe, exclusivamente, ao Supremo Tribunal Federal. 4. Entrementes, no que concerne às operações de aquisição de matériaprima ou insumo não tributado ou sujeito à alíquota zero, é mister a submissão do STJ à exegese consolidada pela Excelsa Corte, como técnica de uniformização jurisprudencial, instrumento oriundo do Sistema da Common Law e que tem como desígnio a consagração da Isonomia Fiscal. 5. Outrossim, o artigo 481, do Codex Processual, no seu parágrafo único, por influxo do princípio da economia processual, determina que "os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário, ou ao órgão especial, a arguição de inconstitucionalidade, quando já houver pronunciamento destes ou do plenário, do Supremo Tribunal Federal sobre a questão". 6. Ao revés, não se revela cognoscível a insurgência especial atinente às operações de aquisição de matériaprima ou insumo isento, uma vez pendente, no Supremo Tribunal Federal, a discussão acerca da aplicabilidade, à espécie, da orientação firmada nos Recursos Extraordinários 353.657 e 370.682 (que versaram sobre operações não tributadas e/ou sujeitas à alíquota zero) ou da manutenção da tese firmada no Recurso Extraordinário 212.484 (Tribunal Pleno, julgado em 05.03.1998, DJ 27.11.1998), problemática que poderá vir a ser solucionada quando do julgamento do Recurso Extraordinário 590.809, submetido ao rito do artigo 543B, do CPC (repercussão geral). 7. In casu, o acórdão regional consignou que: "Autorizase a apropriação dos créditos decorrentes de insumos, matériaprima e material de embalagem adquiridos sob o regime de isenção, tão somente quando o forem junto à Zona Franca de Manaus, certo que inviável o aproveitamento dos créditos para a hipótese de insumos que não foram tributados ou suportaram a incidência à alíquota zero, na medida em que a providência substancia, em verdade, agravo ao quanto estabelecido no art. 153, § 3°, inciso II da Lei Fundamental, já que havida opção pelo método de subtração variante imposto sobre imposto, o qual não se compadece com tais creditamentos inerentes que são à variável base sobre base, que não foi o prestigiado pelo nosso ordenamento constitucional." Fl. 329DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13839.002836/200551 Acórdão n.º 3302002.037 S3C3T2 Fl. 327 6 8. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta parte, desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. RECURSO ESPECIAL Nº 1.134.903 SP (2009/00675369). RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX.” No mesmo sentido, o E. Supremo Tribunal Federal já se pronunciou através do RE nº 566.819: “Ementa IPI. CRÉDITO. A regra constitucional direciona ao crédito do valor cobrado na operação anterior. IPI. CRÉDITO. INSUMO ISENTO. Em decorrência do sistema tributário constitucional, o instituto da isenção não gera, por si só, direito a crédito. IPI. CRÉDITO. DIFERENÇA. INSUMO ALÍQUOTA. A prática da alíquota menor para alguns, passível de ser rotulada como isenção parcial, não gera o direito a diferença de crédito, considerada a do produto final.” Nos termos do disposto no art. 62A, do Anexo II, do Regimento Interno do CARF, as decisões preferidas pelo STJ na forma do art. 543C, do CPC (recursos repetitivos), são de aplicação obrigatória por parte deste Colegiado. Assim, se houver no presente caso, quaisquer valores referentes a créditos de IPI provenientes de insumos isentos, sendo entendido por esse Colegiado ser possível a glosa nesse estabelecimento, entendo que seria procedente a retromencionada glosa, aplicandose integralmente as citadas decisões do STJ e do STF. Transferência créditos entre estabelecimentos da mesma empresa Por fim, no que tange à transferência de créditos entre a matriz e filial da recorrente, entendo ser perfeitamente possível. Veja que não há no ordenamento jurídico nenhum óbice para essa transferência de créditos entre empresas do mesmo grupo. Nenhum regulamento do IPI, afirmou expressamente que a transferência era proibida. Essa regra advinha da interpretação restritiva que se dava ao princípio da autonomia dos estabelecimentos previsto em toda legislação do IPI, bem como pelo CTN. Todos os regulamentos restringiam o aproveitamento dos créditos ao abatimento do IPI devido nas saídas dos produtos industrializados no próprio estabelecimento, sendo que, caso houvesse mais créditos que débitos, àqueles eram transferidos para o período seguinte. Todavia, esse entendimento restritivo não deve prosperar, pois conforme exposto, não há na legislação em vigor nenhuma proibição expressa quanto a essa transferência. Fl. 330DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13839.002836/200551 Acórdão n.º 3302002.037 S3C3T2 Fl. 328 7 Conforme bem exposto pelo i. Conselheiro Júlio César Alves Ramos, no acórdão nº 20403.200: “Tudo o que ali se diz é que cada estabelecimento constituise contribuinte autônomo, devendo confrontar, separadamente dos demais, seus créditos e débitos, Ou seja, o que está expressamente proibida é a concentração da apuração do imposto. Notese que tal proibição sequer alcança o recolhimento, pois no caso dos fabricantes de cigarros o recolhimento é centralizado.” Assim, tendo a empresa apurado de forma separada seus créditos e débitos, em cada um dos estabelecimentos, nada mais justo que ela possa transferir créditos para os estabelecimentos cujos débitos forem maiores, compensandose assim, o imposto devido em cada um destes estabelecimentos. À época, inexistia previsão legal à transferência de créditos, sendo essa possibilidade uma construção jurisprudencial e doutrinária a partir do princípio da não cumulatividade constitucional e açambarcado pelo CTN. Atualmente, entretanto, o RIPI já prevê essa possibilidade, a exemplo do art. 226, verbis: “Art.226.Os estabelecimentos industriais e os que lhes são equiparados poderão creditarse (Lei nº 4.502, de 1964, art. 25): (...) Xdo imposto destacado nas notas fiscais relativas a entregas ou transferências simbólicas do produto, permitidas neste Regulamento.” Que se reflete na possibilidade de emissão de Nota Fiscal nesse sentido: “Art.407. A nota fiscal, modelos 1 ou 1A, será emitida: (...) XIVnas transferências de crédito do imposto, se admitidas;” Por todo exposto, conheço do presente recurso, e doulhe provimento. (Assinado digitalmente) GILENO GURJÃO BARRETO Voto Vencedor Conselheiro JOSÉ ANTONIO FRANCISCO, Redator Designado Fl. 331DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13839.002836/200551 Acórdão n.º 3302002.037 S3C3T2 Fl. 329 8 Segundo o que consta dos autos, a Interessada apresentou mandado de segurança com o fim de afastar o impedimento de se creditar do IPI na aquisição de insumos isentos advindos da Zona Franca de Manaus. No tocante a essa matéria específica (direito de crédito de insumos isentos), incide a renúncia às instâncias administrativas, conforme Súmula Carf n. 1 (Portaria Carf n. 106, de 21 de dezembro de 2009): Súmula CARF no 1 Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Não há concomitância em relação às alegações de que caberia a glosa no estabelecimento que efetuou a transferência (conforme entendimento do Relator) e em relação à possibilidade, ou não, da transferência de créditos. Conforme esclarecido, não se pode adentrar, no presente caso, ao mérito do direito de crédito de insumos isentos. Aplicase, ao caso, o Ato Declaratório Executivo Cosit n. 3, de 1996, que tem o seguinte teor: a) a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda, de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou posteriormente á autuação, com o mesmo objeto, importa a renúncia às instâncias administrativas, ou desistência de eventual recurso interposto ; b) conseqüentemente, quando diferentes os objetos do processo judicial e do processo administrativo, este terá prosseguimento normal no que se relaciona à matéria diferenciada (p.ex., aspectos formais do lançamento, base de cálculo etc.); c) no caso da letra "a", a autoridade dirigente do órgão onde se encontra o processo não conhecerá de eventual petição do contribuinte, proferindo decisão formal, declaratória da definitividade da exigência discutida ou da decisão recorrida,se for o caso, encaminhando o processo para a cobrança do débito, ressalvada a eventual aplicação do disposto no art. l49 do CTN; d) na hipótese da alínea anterior, não se verificando a ressalva ali contida, procederseá a inscrição em dívida ativa, deixando se de fazêlo, para aguardar o pronunciamento judicial, somente quando demonstrada a ocorrência do disposto nos incisos II (depósito do montante integral do débito) ou IV (concessão de medida liminar em mandado de segurança),do art.l5l, do CNT; e) é irrelevante, na espécie, que o processo tenha sido extinto, no Judiciário, sem julgamento do mérito (art.267 do CPC). Assim, a impugnação de lançamento, manifestação de inconformidade ou recurso deve seguir apenas em relação à matéria diferenciada. Fl. 332DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13839.002836/200551 Acórdão n.º 3302002.037 S3C3T2 Fl. 330 9 Nesse contexto, há que se considerar que o produto isento por ser produzido na Zona Franca de Manaus ZFM não perde essa condição nas sucessivas saídas que sofre após a desinternação, a não ser que seja submetido a novo processo de industrialização, quando deixará de existir. Portanto, a saída de um dos estabelecimentos da Interessada para outro não difere da saída do produto da Zona Franca (e entrada no primeiro estabelecimento), uma vez que, em ambas as saídas, tratase igualmente de produto isento fabricado na ZFM. Assim, o mesmo motivo que impede que o primeiro estabelecimento se credite também impede o crédito para os demais estabelecimentos que venham a receber os insumos. O auto de infração contém dois itens: 1) creditamento indevido na transferência de insumos isentos e 2) transferência de créditos indevidos. Em relação ao primeiro item, incide a renúncia às instâncias administrativas anteriormente mencionada, à vista do que foi esclarecido. Nesse caso, somente se a Interessada obtiver sucesso na ação judicial é que a autuação será improcedente por esse motivo (e somente em relação ao primeiro item). Restam a analisar as duas questões não abrangidas pela renúncia. Ainda em relação ao primeiro item, tratase de saber se a glosa deveria ser efetuada no estabelecimento que transferiu os insumos. Entretanto, como já esclarecido, o insumo isento por ser fabricado na ZFM não perde essa condição por ser transferido posteriormente. Consequentemente, o argumento de que a glosa deveria ter sido efetuada no estabelecimento que adquiriu os produtos da ZFM é improcedente. Ademais, cabe razão à Primeira Instância ao considerar que, tratandose de contribuintes distintos (cada estabelecimento é um sujeito passivo independente do outro – princípio da autonomia dos estabelecimentos), as condições para o creditamento devem ser verificadas em cada caso. Por fim, a glosa do crédito no primeiro estabelecimento não teria efeito algum , uma vez que se supõe, devido à transferência dos insumos, ter o estabelecimento lançado o mesmo valor do crédito a débito no Livro de Apuração do IPI – LRAIPI, anulando se os efeitos do creditamento indevido. De toda forma, decorreria da glosa do crédito (por ser indevido) no primeiro estabelecimento a necessidade de glosa do crédito na saída, pois, como já esclarecido, o produto era o mesmo que entrou e, portanto, isento. Em relação à segunda matéria, que diz respeito ao item 2 da autuação, conforme já afirmado, cada estabelecimento é um contribuinte distinto do IPI, não havendo previsão legal ou regulamentar para a transferência de créditos entre os estabelecimentos. Fl. 333DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO Processo nº 13839.002836/200551 Acórdão n.º 3302002.037 S3C3T2 Fl. 331 10 Os casos de transferência de créditos presumidos de IPI entre estabelecimentos filiais e a matriz, para efeito de ressarcimento, são exceções e têm previsão expressa na legislação, mas não se confundem com o caso dos autos. Ainda que não houvesse tal impedimento (de transferência de créditos entre estabelecimentos), tratandose de créditos indevidos, caberia evidentemente a glosa, fato que, por si só, justificaria a autuação. Não se aplica o afastamento da multa “em relação aos períodos em que o direito ao crédito estava assegurado por decisão judicial”, nos termos alegados pela Interessada. É que a perda da eficácia da decisão judicial (liminar, segurança, efeito suspensivo etc.) implica a imediata exigibilidade do crédito tributário, o que obrigado o sujeito passivo a adimplilo no prazo de trinta dias, conforme previsto no art. 63, § 2º, da Lei n. 9.430, de 1996. No caso dos autos, entretanto, não se verifica a situação prevista no § 1º para que não seja aplicada a multa, uma vez que a suspensão da exigibilidade do débito não ocorreu “antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo”. Ademais, tais alegações foram alcançadas pela preclusão, uma vez que não foram alegadas na impugnação, conforme previsto no art. 17 do Decreto n. 70.235, de 1972. À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) JOSÉ ANTONIO FRANCISCO HOUVE OMISSÃO NO ACÓRDÃO EM RELAÇÃO À MULTA (POR DECISÃO DEFINITIVA DA CSRF) E AOS JUROS SOBRE A MULTA. Fl. 334DF CARF MF Impresso em 02/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 14/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/06/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinad o digitalmente em 27/06/2013 por GILENO GURJAO BARRETO
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Numero do processo: 10880.720176/2007-51
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 22 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1301-000.236
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator.
documento assinado digitalmente
Valmar Fonseca de Menezes
Presidente.
documento assinado digitalmente
Wilson Fernandes Guimarães
Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARAES
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator. “documento assinado digitalmente” Valmar Fonseca de Menezes Presidente. “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .7 20 17 6/ 20 07 -5 1 Fl. 2056DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10880.720176/200751 Resolução nº 1301000.236 S1C3T1 Fl. 2.057 2 Relatório Trata o presente processo de Declarações de Compensação, por meio das quais a contribuinte pretende extinguir débitos de sua titularidade com crédito relativo a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica do ano calendário de 2001. Sirvome do relatório contido na decisão de primeira instância para retratar os fatos apurados e as razões de defesa trazidas pela contribuinte em sede Manifestação de Inconformidade. Tratase a presente de manifestação de inconformidade apresentada em face do despacho decisório (fls. 167/178) exarado pela DERAT/DIORT/EQPIR/SPO, que reconheceu parcialmente o crédito de Saldo Negativo de IR relativo ao ano calendário de 2001 no valor de R$ 4.059.111,34, tendo a interessada pleiteado e apurado na DIPJ 2002 saldo negativo de IR no montante de R$ 13.303.158,37. Depreendese do despacho decisório que o deferimento parcial do crédito resultou das constatações abaixo sintetizadas: Quanto ao saldo credor do exercício de 2001, ano calendário 2000: A autoridade fiscal, ao analisar as deduções (IRF e estimativas) computadas na apuração do saldo credor do exercício de 2001, ano calendário 2000, o qual foi utilizado para quitar estimativas de 2001 mediante compensação, foram confirmadas as seguintes deduções: IRF de R$ 456.003,79 Conforme quadro elaborado a fl. 169, em que são confrontados os rendimentos e retenções informados na Ficha 43 e os valores confirmados pelo SIEF/DIRF, verificase que não foi confirmada parte dos rendimentos de cod. 3426 (campos 3, 24 e 25 da ficha 43) e os rendimentos sob código 5706. Embora tenham sido confirmados em DIRF rendimentos de swap (código 5273) de R$ 7.501.951,07 com IRF de 1.268.898,92, a contribuinte não ofereceu à tributação os referidos rendimentos na linha 21 da Ficha 06 A, conforme instruções de preenchimento da DIPJ 2001, aprovadas pela IN SRF n° 22, de 22 de Fevereiro de 2001, devendo o IRF ser desconsiderado para fins de compensação, nos termos do artigo 837 do RIR/99. Foi verificado o oferecimento à tributação de receitas confirmadas em DIRF que suportaram o IRRF para os códigos 1708 (receitas de R$ 24.531.178,87 e IRF de 367.896,52) e 3426 (rendimentos de R$ 440.536,42 e IRF de 88.107,27), devendo ser admitido no cômputo do IR a pagar a dedução de IRF no valor de R$ 456.003,79. Estimativas pagas de R$ 4.213.404,77 Quanto as estimativas de 2000, verificouse que todas as estimativas foram compensadas com saldo negativo de IR do exercício 2000, ano calendário de 1999, crédito analisado no processo administrativo n° 13811.000728/0001. Fl. 2057DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10880.720176/200751 Resolução nº 1301000.236 S1C3T1 Fl. 2.058 3 Das compensações de estimativas efetuadas que totalizaram R$ 5.983.503,21, foram confirmadas R$ 4.213.404,77. Em decorrência da confirmação parcial do IRF e das estimativas computadas, podese reconhecer o saldo credor de IR do anocalendário de 2000 como abaixo: IMPOSTO DEVIDO 2.017.621,93 () IRRF 456.003,79 () ESTIMATIVAS MENSAIS 4.213.404,77 IMPOSTO DE RENDA A PAGAR 2.651.786.63 Quanto ao saldo credor do exercício de 2002, ano calendário 2001: O saldo negativo do anocalendário 2001, exercício 2002, deve ser reconhecido no valor de R$ 4.059.111,34, face à confirmação das seguintes deduções do imposto devido: IRF de R$ 995.698,32 (R$ 3.589.388,52 informados na DIPJ 2002): Das retenções informadas na Ficha 43 da DIPJ 2002 (fls. 109/117), que somaram R$ 3.589.388,52, a autoridade fiscal confirmou no SIEF/DIRF apenas R$ 3.211.738,69. Não foram confirmadas a retenção sob código 5706 (campo 19) e parte da retenção sob código 1708 (demais campos). Consolidando os rendimentos e IRRF's confirmados pelas DIRF's para os respectivos códigos, temse como resultado a tabela a seguir exposta: CÓDIGO RENDIMENTO (R$) IRRF (R$) 1708 24.254.064,76 363.199,71 3426 3.153.134,18 632.498,61 5273 11.080.201,94 2.216.040,37 5706 0,00 0,00 TOTAL 38.487.400,88 3.211.738,69 Embora tenham sido confirmados em DIRF rendimentos de swap (código 5273) de R$ 11.080.201,94 com IRF de 1.268.898,92, a contribuinte não ofereceu à tributação os referidos rendimentos na linha 21 da Ficha 06 A, conforme instruções de preenchimento da DIPJ 2001, aprovadas pela IN SRF n° 22, de 22 de Fevereiro de 2001, devendo o IRF de R$ 11.080.201,94 ser desconsiderado para fins de compensação, nos termos do artigo 837 do RIR/99. Foi verificado o oferecimento à tributação de receitas que suportam os IRRF para os códigos 1708 (receitas de R$ 24.254.064,76 e IRF de 363.199,71) e 3426 (rendimentos de R$ 3.153.134,18 e IRF de R$ 632.498,61), devendo ser admitido no cômputo do IR a pagar a dedução de IRF no valor de R$ 995.698,32. Estimativas pagas de R$ 4.686.597,57 A interessada informou em DCTF os créditos compensados com as estimativas, conforme tabela de fl. 175 abaixo reproduzida: Fl. 2058DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10880.720176/200751 Resolução nº 1301000.236 S1C3T1 Fl. 2.059 4 CRÉDITOS VINCULADOS PERÍODO DE APURAÇÃO DÉBITOS APURADOS VALORES (R$) FL. CRÉDITOS CONFIRMADOS FL. ABR/01 1.001.505,08 1.001.505,08 COMPENSAÇÃO SEM PROCESSO (*) 138 1.001.505,08 147 MAI/01 1.575.104,59 1.575.104,59 COMPENSAÇÃO SEM PROCESSO (*) 139 1.575.104,59 147 JUL/01 1.353.040,13 1.353.040,13 COMPENSAÇÃO SEM PROCESSO (*) 140 256.704,91 147 AGO/01 1.791.988,69 1.791.988,69 COMPENSAÇÃO SEM PROCESSO (*) 141 0 SET/01 1.826.024,32 1.826.024,32 COMPENSAÇÃO SEM PROCESSO (*) 142 0 OUT/01 (*1) 2.869.691,35 1.853.282,99 1.016.408,30 PAGAMENTO COM DARF COMPENSAÇÃO SEM PROCESSO (*) 143 OUT/01 (*2) 2.869.691,35 1.853.282,99 1.016.408,30 PAGAMENTO COM DARF 23236.48502 231104.1.3.048888 157 0 1.853.282,99 0 NOV/01 919.600,24 919.600,24 13804.004040/2001 14 144 0 TOTAL 11.336.954,40 4.686.597,57 (*) COMPENSAÇÃO SEM PROCESSO COM SALDO NEGATIVO APURADO EM 31/12/2000 OUT/01 (*1) DCTF Nº 0000.100.2008.12396009 (DATA DE RECEPÇÃO 10/04/2008) OUT/01 (*2) DCTF Nº 0000.100.2006.22171038 (DATA DE RECEPÇÃO 25/04/2006) Utilizando o programa NEO SAPO para simular as referidas compensações sem processo realizadas pelo contribuinte com o acima calculado saldo credor de IRPJ do exercício 2001 (R$ 2.651.786,63), verificouse a existência de crédito para a compensação das estimativas de Abr/01 e Mai/01 e parte da estimativa de Jul/01 (256.704,91), não restando crédito para a compensação da outra parte da estimativa de Jul/01 (1.096.335,22) e das estimativas de Ago/01 e Set/01 (extratos de fls. 145 a 147). Em relação à estimativa de Out/01 foi verificado que as informações mais recentes são referentes à DCTF 0000.100.2008.12396009 (recepção 10/04/2008 fl. 159; DCTF fl. 143). Porém, em consulta ao SIEF/Fisc.Eletr./AnalisarValores/DébitosApurados foi verificado que as informações declaradas na citada DCTF não foram admitidas pois tentavam alterar informações relativas a crédito vinculado da DCOMP 23236.48502.231104.1.3.048888 para compensação sem processo com saldo negativo de IRPJ do exercício 2001 após decisão Fl. 2059DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10880.720176/200751 Resolução nº 1301000.236 S1C3T1 Fl. 2.060 5 administrativa de não homologação da referida DCOMP (21/02/2008 fl. 162) e, portanto, as informações referentes à DCTF 0000.100.2006.22171038 (recepção 25/04/2006 fl. 159; DCTF fl. 157) foram mantidas como as ativas conforme tela do SIEF à fl. 158; Portanto, como já comentado, tendo em vista a não homologação da DCOMP 23236.48502.231104.1.3.048888 (fl. 162), não há de considerar a parcela da estimativa de Out/01 a ela referente (R$ 1.016.408,36 fl. 157). Adicionalmente, foi verificado que o débito referente à citada DCOMP foi incluído no sistema PROFISC no processo n° 16306.000013/200840. Em consulta ao sistema PROFISC ao referido processo foi verificado que o citado débito não se encontra extinto (fl. 163). Foi verificada através do SINAL08 a consistência do pagamento declarado (fl. 148) para os códigos 1708 e 3426. O interessado declarou que a estimativa de Nov/01 foi compensada através do processo administrativo n° 13804.004040/200114 (fl. 144). Em pesquisa ao sistema DecisõesW foi verificado, na decisão proferida pela 3a Turma da DRJ/SPOI nos autos do referido processo através do Acórdão n° 6969, de 27 de Abril de 2005 (fls. 149 a 156), que o pedido de restituição constante do referido processo foi indeferido pela DIORT e que a solicitação da manifestante foi indeferida pela DRJ. Em resumo, o indeferimento do pedido de restituição foi mantido pela DRJ e, portanto, verificase a inexistência de crédito para compensar com a estimativa de Nov/01. Portanto, para fins de apuração do saldo credor de IRPJ do exercício 2002 serão consideradas as parcelas das estimativas confirmadas conforme a retro exposta tabela, totalizando o montante de R$ 4.686.597,57 (quatro milhões, seiscentos e oitenta e seis mil, quinhentos e noventa e sete reais e cinqüenta e sete centavos). Em decorrência da confirmação parcial do IRF e das estimativas computadas, concluise no reconhecimento do saldo credor de IR do anocalendário de 2001 como abaixo: IMPOSTO DEVIDO 1.623.184,55 () IRRF 995.698,32 () ESTIMATIVAS MENSAIS 4.686.597,57 IMPOSTO DE RENDA A PAGAR 4.059.111,34 Cientificada da decisão em 22/12/2008 (AR a fl. 180), a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade a fls. 260/285 em 21/01/2009, na qual postula pela reforma do despacho recorrido, com base nas alegações abaixo sintetizadas: O saldo negativo do anocalendário 2000, exercício 2001, deve ser reconhecido no valor de R$ 7.309.788,07, face à confirmação das seguintes deduções do imposto devido: IRF de 3.343.906,79: • Apresenta informes de rendimentos dos Bancos BNP Paribas, Sudameris e Europeu (docs 09 a 11), cópias de DCTF e darfs da Ródia Acetow (doc 12) e darf e documentos contábeis da Rhodia Acetow (docs 13 e 14) referentes ao IRRF que não foi reconhecido pela autoridade fiscal no cômputo do saldo negativo de IRPJ do exercício de 2001, o qual foi utilização em compensações com as estimativas do exercício de 2002; Fl. 2060DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10880.720176/200751 Resolução nº 1301000.236 S1C3T1 Fl. 2.061 6 • Afirma que os rendimentos financeiros correspondentes ao IRF do ano calendário 2000 foram oferecidos à tributação na ficha 06 A – linha 24, Outras Receitas Financeiras, e a receita de prestação de serviços, código 1708, de R$ 24.531.178,87, sobre o qual foi retido IRF de R$ 367.896,62, foi oferecida na Ficha 06 A – linha 08, Receita de Prestação de Serviços; • quanto aos rendimentos do Código 5273, no valor de 7.501.951,07 relativo à swap, o fato de a ora Manifestante, ter indicado equivocadamente, na linha 24 Outras Receitas Financeiras, dentro do valor de 55.848.948,49 e não na linha 21 Ganhos Auferidos no Mercado de Renda Variável, não pode ser considerada, em hipótese alguma, como não oferecida à tributação, eis que, no Direito Tributário, sempre e sempre deve prevalecer o Princípio da Verdade Material. Aliás o próprio Fisco reconhece às fls. 167, o rendimento do Código 5273, no valor de 7.501.951,07 e o correspondente IRRF de 1.268.898,92 e confirmado pelo DIRF. IR pago por estimativas de 5.983.503,21: • com relação às estimativas de março, agosto (parcial) e novembro de 2000, as quais constam em DCTF (fls. 96 e 98) como compensadas com saldo negativo de 1999, devese entender que as mesmas foram pagas, porque tais compensações diminuíram contabilmente o valor do saldo negativo de IRPJ de 1999 que foi objeto de pedido de restituição no valor de R$ 21.631.940,05 mediante PA 13811.000728/0001; O saldo negativo do anocalendário 2001, exercício 2002, deve ser reconhecido no valor de R$ 13.303.158,37, face à confirmação das seguintes deduções do imposto devido: IRF de 3.589.388,52 (confirmado no despacho 3.211.738,69): • a autoridade fiscal não confirmou a retenção sob código 5706 o rendimento de 2.506.205,19 e o IRRF de 375.930,78, que tem respaldo na DCTF, em anexo, apresentada pela Rhodia Acetow Brasil Ltda., onde acusa a retenção do IRF de 375.930.78 e o seu recolhimento mediante DARF, em anexo, de 375.930,78 (doc. 18) e, que o correspondente rendimento de 2.506.205,19 foi oferecido à tributação, pela ora Manifestante, na Ficha 06A, Linha 23, de fls. 106, da DIPJ 2002; • quanto ao rendimento do Código 5273, o próprio Fisco, reconhece às fls. 171, o rendimento do Código 5273, no valor de R$ 11.080.201,94 e o correspondente IRRF de R$ 2.216040,37 e ainda confirmado pela DIRF e que no ponto, o fato de a Manifestante ter indicado esse valor na DIPJ 2002 fls. 106, na Linha 24 Outras Receitas Financeiras dentro do valor total de R$ 39.872.539,14, e não na Linha 21, da FICHA 06A, não pode invalidar essa receita oferecida à tributação, eis que no Direito Tributário, sempre e sempre deve prevalecer o Princípio da Verdade Material. IR pago por estimativas de 11.336.954,40 (confirmado no despacho 4.686.597,57): • reconhecido o sd neg ex 2001 em R$ 7.309.788,07, e não de R$ 2.651.786,63, e, portanto, suficiente, para compensar estimativas de Abril/01, Maio/01, Julho/01, Agosto/01 e Setembro/01 consoante DCTFs, apresentadas de fls. 101 a 142; • quanto à estimativa de outubro/01, no valor de R$ 2.869.691,35, esclareçase que, parte do valor de R$ 1.853.282,99, foi, paga mediante DARF (fls. 148) e outra parte no valor de R$ 1.016.408,36 foi paga mediante compensação com a utilização do Saldo Negativo IRPJ do AC 2000 (exercício?), consoante atesta DCTF de fls. 157 e que está sendo objeto de PA 16306.000013/200840, cujo Despacho Decisório foi objeto de Fl. 2061DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10880.720176/200751 Resolução nº 1301000.236 S1C3T1 Fl. 2.062 7 Manifestação de Inconformidade em anexo (docs. 19/21) e portanto, está suspensa a exigibilidade da estimativa de 1.016.408,36, na forma do artigo 74, § 11, da Lei 9.430/96, e portanto, esse débito deve ser tido como PAGO, até a decisão final pelo Conselho de Contribuintes; • Quanto à estimativa de Nov/01, no valor de 919.600,24, também, deve ser tida como PAGA, eis que, foi compensada no bojo do PA n° 13804.004040/200114, em que, o Despacho Decisório indeferiu a compensação pleiteada, contra esse Despacho foi interposta a Manifestação de Inconformidade, que, não, foi acolhida mediante Acórdão n° 6969/05 e contra esse Acórdão foi interposto competente Recurso Voluntário ao Conselho de Contribuintes, ora, onde se encontra para julgamento, tudo consoante atestam os documentos em anexo (doc 22/26), e portanto, da mesmo forma, dito no parágrafo anterior, parte final, está suspensa a exigibilidade da estimativa de Nov/01, de R$ 919.600,24, e portanto, frisese, deve ser tida como PAGA. A instauração do processo de representação nº 10880.722260/200891 é descabida, sendo equivocada a conclusão de que o total dos débitos oferecidos à compensação pela Manifestante excede o valor do crédito informado (R$ 13.303.158,37), em face da qual cabem os seguintes argumentos: • Inicialmente não se observou a ordem de compensação determinada no art. 163, III, CTN1, pois deveria ter considerado a ordem crescente dos prazos de prescrição, o que é determinado pela data de transmissão das PER/DCOMPs, conforme disposto no art. 74, § 5o, da Lei n° 9.430/962; • Além disso, no momento da compensação dos débitos contidos na PER/DCOMP 08875.79794.180604.1.3.026721, acrescentou indevidamente a multa de mora de 20%, apesar da transmissão da referida PER/DCOMP (18/06/2004) ter ocorrido dentro do prazo de 30 dias, a contar da data da publicação da decisão judicial que considerou devidos os débitos (19/05/2004), conforme disposto no art. 63, § 2o, da Lei n° 9.430/96; • Protesta pela juntada dos documentos anexos e de outros que se fizerem necessários. Em vista de todo o exposto, requer a procedência da presente Manifestação de Inconformidade para: a) imediata suspensão da exigibilidade dos processos n° 10880.720176/200751 e 10880.722260/200891 e débitos contidos nas Cartas de Cobrança n°s 7051 e 7022; b) reconhecimento da integralidade do Saldo Negativo do IRPJ2002, no montante de R$ 13.303.158,37; c) Homologação, conseqüentemente, de todas as compensações de débitos tributários efetuadas pela ora Manifestante, no bojo,das DCOMPs, de início elencadas; e d) Recálculo das compensações, de acordo com os critérios indicados no item 22, reabrindose prazo para eventual manifestação de inconformidade ou pagamento, tendo em vista a nulidade dos parâmetros utilizados pela Receita Federal na emissão das Cartas Cobranças n°s 7051 e 7022. A 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, São Paulo, apreciando as razões trazidas pela contribuinte, decidiu, por meio do acórdão nº 16 Fl. 2062DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10880.720176/200751 Resolução nº 1301000.236 S1C3T1 Fl. 2.063 8 52.174, de 29 de outubro de 2013, pela procedência parcial da Manifestação de Inconformidade. O referido julgado restou assim ementado: DCOMP. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. IRRF. PROVA DO CRÉDITO. Além da comprovação do Imposto de Retido na Fonte mediante a apresentação dos comprovantes/informes de rendimentos ou extratos emitidos pelas instituições financeiras, deve ser comprovado o oferecimento à tributação dos rendimentos correspondentes. ESTIMATIVAS COM COMPENSAÇÃO PENDENTE. A estimativa mensal cuja compensação esteja pendente de solução na esfera administrativa não se reveste do atributo de liquidez e, conseqüentemente, não pode ser computada na apuração do tributo a pagar apurado no encerramento do período. ORDEM DE COMPENSAÇÃO. As compensações efetuadas com o mesmo crédito devem observar a ordem determinada pelas datas de transmissão dos PER/DCOMP correspondentes. MULTA DE MORA. Os acréscimos moratórios juros e multa de mora incidem sobre os débitos compensados até a data da compensação, recaindo sobre a interessada o ônus de comprovar eventual hipótese de afastamento da multa. DÉBITO EXCEDENTE AO CRÉDITO INFORMADO. A manifestação de inconformidade não suspende a exigibilidade do débito que exceder ao total do crédito informado pelo sujeito passivo em sua Declaração de Compensação. Diante do acolhimento parcial da pretensão deduzida na Manifestação de Inconformidade, a contribuinte interpôs o recurso voluntário de fls. 1.711/1.743, em que, esclarecendo que em razão da legislação vigente à época em que os pedidos foram formalizados o presente processo alcança dois saldos negativos (2000 e 2001), sustenta que o acórdão recorrido não observou as conclusões trazidas pela diligência anteriormente realizada. Adiante, renova argumentos no sentido de comprovar a procedência dos créditos indicados para fins de compensação tributária. É o Relatório. Fl. 2063DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10880.720176/200751 Resolução nº 1301000.236 S1C3T1 Fl. 2.064 9 Voto Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço do apelo. Cuida o presente processo de Declarações de Compensação, por meio das quais a contribuinte pretende extinguir débitos de sua titularidade com crédito relativo a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica do ano calendário de 2001. Nos termos da FICHA 12 A da DIPJ/2002 (CÁLCULO DO IR SOBRE O LUCRO REAL), fls. 108, o saldo negativo de IRPJ indicado para compensação, no montante de R$ 13.303.158,37, decorreu da seguinte apuração: IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL R$ 1.623.184,55 IMPOSTO RETIDO NA FONTE R$ 629.167,69 ESTIMATIVA R$ 14.297.175,23 IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (R$ 13.303.158,37) A Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em São Paulo (Derat/SPO), unidade administrativa que primeiro analisou o pedido da contribuinte, emitiu o Despacho Decisório de fls. 164/175 reconhecendo parcialmente o direito creditório indicado para compensação. Tomando por base o decidido por meio do Despacho Decisório acima mencionado, extraio as seguintes informações: Relativamente ao ANO CALENDÁRIO DE 2001 i) na DIPJ/2002, a contribuinte informou um total de imposto de renda retido na fonte de R$ 3.589.388,52, sendo confirmados por meio dos controles internos da Receita Federal (DIRF) o montante de R$ 3.211.738,69; ii) do total de IRRF confirmado por meio das DIRFs apresentadas (R$ 3.211.738,69), foi glosado o valor de R$ 2.216.040,37, correspondente ao imposto incidente na fonte sobre rendimentos auferidos em operações de SWAP (código 5273), sob alegação de que referidos rendimentos não foram oferecidos à tributação; iii) diante da glosa acima referenciada, o imposto de retido na fonte considerado confirmado passou a ser de R$ 995.698,32 (R$ 3.211.738,69 R$ 2.216.040,37); iv) de acordo com os controles relacionados à DCTF da Receita Federal (DCTF GER 4.8), os valores declarados a título de estimativa alcançaram o montante de R$ 11.336.954,40; v) a extinção das estimativas referenciadas no item precedente foi promovida por meio de COMPENSAÇÃO SEM PROCESSO (saldo negativo apurado em 31/12/2000), pagamento, PER/DCOMP (23236.48502.231104.1.3.048888) e pelo processo administrativo nº 13804.004040/200114; Fl. 2064DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10880.720176/200751 Resolução nº 1301000.236 S1C3T1 Fl. 2.065 10 Relativamente ao ANO CALENDÁRIO DE 2000 i) o saldo negativo do ano calendário de 2000 (R$ 7.638.399,46), em conformidade com a declaração retificadora de fls. 68, decorreu da seguinte apuração: IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL R$ 2.017.621,93 IMPOSTO RETIDO NA FONTE R$ 52.252,74 ESTIMATIVA R$ 9.603.768,75 IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (R$ 7.638.399,46) ii) na DIPJ/2001, a contribuinte informou um total de imposto de renda retido na fonte de R$ 3.343.906,79, sendo confirmados por meio dos controles internos da Receita Federal (DIRF) o montante de R$ 1.724.902,71; iii) do total de IRRF confirmado por meio das DIRFs apresentadas (R$ 1.724.902,71), foi glosado o valor de R$ 1.268.898,92, correspondente ao imposto incidente na fonte sobre rendimentos auferidos em operações de SWAP (código 5273), sob alegação de que referidos rendimentos não foram oferecidos à tributação; iv) diante da glosa acima referenciada, o imposto de retido na fonte considerado confirmado passou a ser de R$ 456.003,79 (R$ 1.724.902,71 R$ 1.268.898,92); v) de acordo com os controles relacionados à DCTF da Receita Federal (DCTF GER 4.8), os valores declarados a título de estimativa, relativamente ao ano de 2000, alcançaram o montante de R$ 5.983.503,21; vi) foi verificado que todas as compensações efetuadas para extinguir as estimativas referenciadas no item precedente foram realizadas com saldo negativo de IRPJ do ano calendário de 1999, que foi analisado no processo administrativo nº 13811.000728/00 01, sendo que do total declarado de R$ 5.983.503,21 foi confirmado o valor de R$ 4.213.404,77; vii) o saldo negativo do ano calendário de 2000, a partir das verificações a ele relacionadas, passou a ter a seguinte composição: IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL R$ 2.017.621,93 IMPOSTO RETIDO NA FONTE R$ 456.003,79 ESTIMATIVA R$ 4.213.404,77 IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (R$ 2.651.786,63) CONCLUSÕES i) utilizandose de programa da Receita Federal (NEO SAPO), constatouse que o saldo negativo de 2000 (R$ 2.651.786,63) viabilizou a compensação integral das estimativas de abril (R$ 1.001.505,08) e maio de 2001 (R$ 1.575.104,59), e parte da referente a julho do mesmo ano (R$ 256.704,91 de R$ 1.353.040,13), restando não compensadas parte da Fl. 2065DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10880.720176/200751 Resolução nº 1301000.236 S1C3T1 Fl. 2.066 11 estimativa de julho (R$ 1.096.335,22), e integralmente as de agosto (R$ 1.791.988,69) e setembro de 2001 (R$ 1.826.024,32); ii) parcela da estimativa de outubro de 2001 (R$ 1.016.408,36) não foi considerada, haja vista a não homologação da DCOMP 23236.48502.231104.1.3.048888; iii) o débito relativo a parte da estimativa de outubro de 2001, no valor de R$ 1.016.408,36, não foi extinto e encontrase sendo discutido no processo administrativo nº 16306.000013/200840; iv) diante das verificações empreendidas, o saldo negativo do ano calendário de 2001 passou a ter a seguinte composição: IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL R$ 1.623.184,55 IMPOSTO RETIDO NA FONTE R$ 995.698,32 ESTIMATIVA R$ 4.686.597,57 (*) IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (R$ 4.059.111.34) (*) conforme quadro de fls. 172, in fine. A autoridade julgadora de primeira instância, apreciando os argumentos trazidos por meio de Manifestação de Inconformidade, pronunciouse, relativamente aos valores glosados do SALDO NEGATIVO DO ANO CALENDÁRIO DE 2000, no sentido de acolher os seguintes montantes: R$ 263.351,80, relativo ao imposto de renda retido na fonte por RHODIA ACETOW; R$ 1.193.086,47 relativo ao imposto de renda retido na fonte por RHODIA POLIAMIDA. Diante de tal acolhimento, o saldo negativo do ano calendário de 2000 passou a ser o seguinte: IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL R$ 2.017.621,93 IMPOSTO RETIDO NA FONTE R$ 1.912.442,06 ESTIMATIVA R$ 4.213.404,77 IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (R$ 4.108.224,90) Relativamente ao ANO CALENDÁRIO de 2001, a autoridade julgadora de primeira instância acolheu os seguintes valores: R$ 375.930,78, relativo ao imposto de renda retido na fonte por RHODIA ACETOW; R$ 1.093.335,22 relativo à parcela restante da estimativa de julho de 2001, em decorrência do reconhecimento adicional do saldo negativo do ano calendário de 2000; Fl. 2066DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES Processo nº 10880.720176/200751 Resolução nº 1301000.236 S1C3T1 Fl. 2.067 12 R$ 452.511,37 correspondente à parte da estimativa de agosto de 2001, em decorrência do reconhecimento adicional do saldo negativo do ano calendário de 2000. Diante de tal acolhimento, o saldo negativo do ano calendário de 2001 passou a ser o seguinte: IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL R$ 1.623.184,55 IMPOSTO RETIDO NA FONTE R$ 1.371.629,10 ESTIMATIVA R$ 6.235.444,16 IMPOSTO DE RENDA A PAGAR (R$ 5.983.888,71) Considerado tudo que do processo consta, conduzo meu voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que sejam adotadas as seguintes providências: 1. seja distribuído para a minha relatoria o processo nº 16306.000013/200840; 2. seja o presente processo encaminhado à unidade administrativa de origem, que, por meio de relatório fundamentado, deverá prestar as seguintes informações: a) tomando por base as informações constantes do processo administrativo nº 13811.000728/0001 e o Relatório de Diligência Fiscal de fls. 1.567/1.574, informe, objetivamente, quais e em que montantes devem ser consideradas extintas as antecipações obrigatórias (estimativas) do ano calendário de 2000; b) a partir da decisão administrativa irreformável exarada no processo administrativo nº 13804.004040/200114, informe qual e em que montante pode ser considerada extinta antecipação obrigatória (estimativa) do ano calendário de 2001. Relativamente ao item “ii” acima, solicitase que a contribuinte seja cientificada das correspondentes informações para, se quiser, aditar razões. “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Fl. 2067DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/10/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/1 0/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/11/2014 por VALMAR FONSECA DE MEN EZES
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Numero do processo: 16306.000036/2009-35
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1201-000.146
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONVERTER o julgamento em diligência.
(assinado digitalmente)
RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO Presidente.
(assinado digitalmente)
JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rafael Vidal de Araújo (Presidente), Marcelo Cuba Neto, Rafael Correia Fuso, Roberto Caparroz de Almeida, João Carlos de Lima Junior e Luis Fabiano Alves Penteado.
RELATÓRIO
Nome do relator: JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR
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conteudo_txt : Metadados => date: 2014-11-27T21:32:56Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-11-27T21:32:56Z; Last-Modified: 2014-11-27T21:32:56Z; dcterms:modified: 2014-11-27T21:32:56Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:98ac5c6f-8ba4-40b2-8dcb-3664ca0bbe4e; Last-Save-Date: 2014-11-27T21:32:56Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-11-27T21:32:56Z; meta:save-date: 2014-11-27T21:32:56Z; pdf:encrypted: true; modified: 2014-11-27T21:32:56Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-11-27T21:32:56Z; created: 2014-11-27T21:32:56Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2014-11-27T21:32:56Z; pdf:charsPerPage: 1620; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2014-11-27T21:32:56Z | Conteúdo => S1C2T1 Fl. 408 1 407 S1C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16306.000036/200935 Recurso nº Voluntário Resolução nº 1201000.146 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 27 de agosto de 2014 Assunto Diligência Recorrente COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS AMBEV Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em CONVERTER o julgamento em diligência. (assinado digitalmente) RAFAEL VIDAL DE ARAÚJO – Presidente. (assinado digitalmente) JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rafael Vidal de Araújo (Presidente), Marcelo Cuba Neto, Rafael Correia Fuso, Roberto Caparroz de Almeida, João Carlos de Lima Junior e Luis Fabiano Alves Penteado. RELATÓRIO Trata o presente processo de Pedidos de restituição e Declarações de compensação, as quais não foram homologadas integralmente. Em 06/04/2004 foi transmitida PER/DCOMP 16764.59351.060404.1.3.063126, para compensação de crédito de IRRF JSCP com débitos do mesmo tributo e também do ano de 2004, no valor de R$ 2.637.737,27. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 06 .0 00 03 6/ 20 09 -3 5 Fl. 408DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/1 1/2014 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJ O Processo nº 16306.000036/200935 Resolução nº 1201000.146 S1C2T1 Fl. 409 2 Em 29/10/2004 foi transmitida a PER/DCOMP 29944.68610.291004.1.3.06 4313, para compensação de débitos com créditos decorrentes de IRRF JSCP, relativos ao ano calendário de 2004, no montante de R$ 4.167.483,71. Em 17/02/2009, a DERAT/SPO/SP exarou DESPACHO DECISÓRIO (fls. 20/25) e, em 29/09/2009, Despacho Complementar de fls.60/61, em razão da transmissão de PER/DCOMP 00032.90945.170409.1.7.061677 (retificadora da PER/DCOMP 16764.59351.060404.1.3.063126, alterando o valor do débito inicial a ser compensado para R$ 879.245,77), nos quais houve deferimento em parte do pedido da interessada no montante de R$ 4.958.523,25 (fl.24), sob o argumento de que a receita oferecida à tributação foi de R$ 33.056.821,64 (fl.13), o que lhe daria direito ao crédito de R$ 4.958.523,25, suficiente para a extinção do débito apenas da DCOMP n° 29944.68610.291004.1.3.064313. Portanto, a lide resumese ao montante remanescente de R$ 879.245,77 referente ao débito da DCOMP de n° 00032.90945.170409.1.7.061677, retificadora da DCOMP n° 16764.59351.060404.1.3.06.3126 (fl.60). O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade e argumentou que: (i) a receita remanescente, correspondente ao IRRF que gerou o crédito pretendido, foi informado na linha 23 da Ficha 9 A e totalizou R$17.584.915,11 (DIPJ/2004, AC.2003); (ii) a autoridade fiscal deve buscar a verdade material (arts.142 e 149 do CTN); (iii) a decisão impugnada é nula por falta de motivação legal e não valoração das provas apresentadas e, por fim, (iv) pugnou pelo deferimento de seu pleito com a homologação integral das compensações. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de julgamento em São Paulo, julgou improcedente a manifestação do contribuinte, sob o fundamento de que o imposto retido na fonte sobre JSCP pode ser considerado (i) antecipação do valor devido na declaração de rendimentos, facultado a sua dedução para compor o saldo negativo, ou (ii) poderá ainda ser compensado com o retido por ocasião do pagamento ou crédito de juros, a título de remuneração de capital próprio, a seu titular, sócios ou acionistas. No entanto, observou que para ambas as hipóteses, é imprescindível o oferecimento à tributação na declaração de rendimentos das receitas vinculadas às correspondentes retenções, sem as quais não podem ser utilizadas para qualquer espécie de dedução ou compensação. O reconhecimento do crédito depende da efetiva comprovação do alegado recolhimento indevido ou maior do que o devido. O contribuinte apresentou recurso voluntário, por meio do qual sustentou que a autoridade administrativa "a quo" fundamentou sua decisão em fato consubstanciado numa DIPJ retificada, já que a DIPJ Retificadora, transmitida em 16/11/2009 (recibo nº 06.86.13.84.6353), demonstrou que a receita de Juros Sobre Capital Próprio levada à tributação foi de R$ 246.154.644,30, ou seja, muito superior ao necessário para liquidação dos débitos. Por fim, pugnou pela homologação integral das compensações pretendidas. É o relatório. VOTO Conselheiro João Carlos de Lima Junior, Relator. Fl. 409DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/1 1/2014 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJ O Processo nº 16306.000036/200935 Resolução nº 1201000.146 S1C2T1 Fl. 410 3 O recurso é tempestivo, dele tomo conhecimento. Cuida o presente processo de dois Pedidos de Restituição e Compensação de créditos de IRRF JSCP com débitos da mesma natureza, relativos ao ano calendário de 2004, sendo que: (i) o PERD/COMP nº 29944.68610.291004.1.3.064313 (R$ 4.167.483,71) foi integralmente homologado e (ii) o PERD/COMP nº 00032.90945.170409.1.7.061677 (R$ 879.245,77) não foi homologado, sob o fundamento de que a receita oferecida à tributação não gerou crédito suficiente para a homologação da pretendida compensação. O contribuinte argumentou que houve sim oferecimento de receita suficiente para gerar o crédito necessário, conforme DIPJ retificadora transmitida em 16/11/2009, na qual consta o valor de R$ 246.154.644,30, relativo à receita decorrente de juros sobre o capital próprio. Da documentação acostada aos autos é possível verificar que de fato houve retificação do valor relativo à receita decorrente de juros sobre capital próprio, isto porque o valor declarado na DIPJ originária (fl. 13) foi de R$ 33.056.821,64 e o valor declarado na DIPJ retificadora (fl. 174) foi de R$ 246.154.644,30. Assim, diante dos indícios de que foram oferecidas à tributação receitas suficientes parar gerar o crédito de IRRF JSCP pretendido pelo contribuinte e, tendo em vista que a retificação da DIPJ se deu após o despacho decisório complementar (29/09/2009), voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência, para que diante dos novos elementos apresentados, seja verificado se o IRRF que compõe o crédito pleiteado no PERD/COMP nº 00032.90945.170409.1.7.061677, teve sua respectiva receita oferecida à tributação. (documento assinado digitalmente) JOÃO CARLOS DE LIMA JUNIOR Relator Fl. 410DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2014 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 27/1 1/2014 por JOAO CARLOS DE LIMA JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/12/2014 por RAFAEL VIDAL DE ARAUJ O
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Numero do processo: 35950.000190/2007-95
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Feb 04 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2301-000.429
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a).
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR - RELATOR
EDITADO EM: 06/12/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, ADRIANO GONZÁLES SILVÉRIO
Nome do relator: MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). MARCELO OLIVEIRA - Presidente. MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR - RELATOR EDITADO EM: 06/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, ADRIANO GONZÁLES SILVÉRIO
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Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). MARCELO OLIVEIRA Presidente. MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR RELATOR EDITADO EM: 06/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, LUCIANA DE SOUZA ESPINDOLA REIS, BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, ADRIANO GONZÁLES SILVÉRIO Tratamse de Embargos de Declaração [fls.441 – 443] interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional em face do acórdão nº 230100.367 [ fls. 407 – 420] com fulcro no art. 65 do Regimento Interno à época: [Acórdão nº 230100.367] Assunto: Contribuição Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1998 a 30/06/1998 Ementa: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. AUSÊNCIA DE RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 3 59 50 .0 00 19 0/ 20 07 -9 5 Fl. 510DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 35950.000190/200795 Resolução nº 2301000.429 S2C3T1 Fl. 498 2 RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de nº8, no julgamento do art. 45 da Lei nº 8.212/91. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art.45 da Lei 8.212/91, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Nesse sentido deve ser seguida a interpretação adotada pelo STJ no julgamento proferido pela 1ª Seção no Recurso Especial de nº 766.050, suja ementa foi publicada no Diário da Justiça em 25 de fevereiro de 2008. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art. 173, inciso I, do CTN. Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial toso os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido Segundo a Procuradoria da Fazenda Nacional, há omissão na fundamentação do acórdão embargado, uma vez que não julgou ou citou Embargos anteriormente opostos. A i. PGFN ressalta a razão da insurgência, e demonstra que nos termos do Relatório Fiscal de fls. 27/32 e de informações colacionadas pela própria Contribuinte em sua impugnação, o objeto da presente NFLD, foi lavrada em decorrência da declaração de nulidade de lançamento anteriormente formulado. Sendo assim, continua a embargante, se entender o colegiado pela declaração de nulidade por vício formal da NFLD anterior, a contagem do prazo decadencial deslocase e passa a ser regido não pelo inciso I, do art. 173, do CTN, conforme consignado no acórdão ora embargado, mas sim pelo inciso II, do art.173, do mesmo dispositivo legal. Apresenta também a Procuradoria acórdãos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que consolidou o entendimento de que a regra de contagem de prazo decadencial deslocase para o art. 173, II, do CTN, como na hipótese de que se observa nos autos. Entre eles está o Acórdão nº 10808.652 cuja ementa transcrevo. [Acórdão nº10808.652] Ementa PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – VÍCIO FORMAL – CARACTERIZAÇÃO Caracteriza a ocorrência de vício formal a inobservância na notificação de lançamento de formalidade essencial prevista em Lei. NORMAS GERAIS PRELIMINAR DE DECADÊNCIA LANÇAMENTO ANTERIOR ANULADO POR VÍCIO FORMAL Ao teor do inciso II, do art. 173, do CTN, o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, objeto de lançamento anterior anulado por vício formal, extinguese com o decurso do prazo de cinco anos contados da data em que se tornar definitiva a decisão anulatória. Tendo a ciência da decisão, que anulou por vício formal o lançamento anterior, ocorrido em prazo inferior a cinco anos, é incabível a preliminar suscitada. IRPJ – COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL ACUMULADO – RESTABELECIMENTO DO DIREITO POR ACÓRDÃO DE SEGUNDA INSTÂNCIA – O decido no julgamento de segunda instância pelo Acórdão nº 10807.978, da sessão de Fl. 511DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 35950.000190/200795 Resolução nº 2301000.429 S2C3T1 Fl. 499 3 17/09/2004, processo nº 10768.006243/9314, quanto ao restabelecimento de prejuízo fiscal no montante de Cr$ 77.182.490,56, para o períodobase de 1990, tem reflexo na tributação por compensação indevida de prejuízos fiscais no mês de abril de 1992, cujo montante tributário deve ser reduzido pelo direito readquirido. Recurso provido. Por tudo exposto, requer a Recorrente que sejam recebidos e acolhidos os presentes embargos, para que a Turma exare um novo pronunciamento sobre a omissão apontada, ou seja, a respeito da aplicabilidade do inciso II, do art. 173, do CTN, uma vez que houve declaração de nulidade por vício formal de lançamento anterior. Por meio do Despacho n. 441 [fl. 444], o então Presidente desta Câmara acolheu os embargos opostos e determinou o envio dos autos para o Relator original. É o relatório. Conselheiro MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR Relator De pronto, resolvo ACOLHER os Embargos de Declaração opostos pela Fazenda Nacional, haja vista que não constou do decisum recorrido que o lançamento julgado se referia a substitutivo. Nesse sentido, rescindo o acórdão anteriormente prolatado Por meio do Acórdão n. 230100.367, esta Turma da 3ª Câmara da Segunda Seção entendeu prover o recurso voluntário interposto, haja vista que o crédito foi atingido pela decadência: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1998 a 30/06/1998 Ementa:CONTRIBUIÇOES PREVIDENCIARIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN. 0 Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante de n ° 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n 0 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n " 8.212, há que serem observadas as regras previstas no CTN. Nesse sentido deve ser seguida a interpretação adotada pelo STJ no julgamento proferido pela Ia Seção no Recurso Especial de n 766.050, cuja ementa foi publicada no Diário da Justiça em 25 de fevereiro de 2008. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art. 173, inciso I do CTN. Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Fl. 512DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 35950.000190/200795 Resolução nº 2301000.429 S2C3T1 Fl. 500 4 Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Em face do referido acórdão a r. PGFN opôs embargos de declaração demonstra haja vista a omissão quanto à aplicabilidade do inciso II, do art. 173, do CTN, uma vez que houve declaração de nulidade por vício formal de lançamento anterior. Consultando a folha 23, a Fiscalização informa que: Tratase de crédito previdenciário constituído em decorrência de nulidade de lançamento por vicio formal lançado anteriormente pela Auditoria Fiscal da Previdência Social na NFLD 35.682.9243, datada de 12/05/2005. Os créditos previdenciários constituídos nesta notificação fiscal, se destinam à Previdência Social e se referem às contribuições devidas pela empresa, incidente sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços tomados mediante cessão de mão de obra ou empreitada. 2. Este crédito previdenciário foi apurado por responsabilidade solidária, decorrente da contratação de prestação de serviços de transporte de cargas e/ou passageiros (fretes), mediante cessão de mão de obra, pela empresa TRANSPORTES EMECE LIDA, no período citado acima. 3. O lançamento fiscal constituise dos levantamentos denominados "S33 — TRANSPORTES EMECE LTDA", e as contribuições exigíveis incidem sobre a remuneração de segurados empregados cedidos, incluidas em Notas Fiscais ou Faturas correspondentes a serviços executados por cessão de mão de obra. [Grifouse] Apesar do registro que o lançamento anterior fora anulado por vício formal, a fiscalização não fez constar as razões e cópia do referido decisum. Essa referência, ou melhor, informação apenas se verifica na impugnação [fls. 58/59]: 10 Examinando os autos verificase que a Fiscalização não está tratando com isonomia o devedor solidário em relação ao contribuinte vez que, conforme consta dos autos, o Relatório Fiscal apresentado ao contribuinte é diferente do que foi remetido ao devedor solidário! 11 Ora, se o lançamento é único, então o Relatório Fiscal também deve ser único e se teor deve ser idêntico tanto para o devedor solidário quanto para o contribuinte sob pena de, por violação de isonomia do tratamento das partes, viciar todo o procedimento com a nulidade. 12 Desta forma, constatada a inequívoca violação do Principio da Isonomia no presente caso, deve o lançamento ser declarado nulo para que outro seja executado na boa e devida forma. 13 Não bastasse esse motivo determinante para a declaração de nulidade do lançamento, verificase também que o Relatório Fiscal entregue ao contribuinte contém informações relativas a outros lançamentos efetuados pela mesma fiscalização contra a contribuinte mas que não têm relação alguma com o devedor solidário desses autos. Fl. 513DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 35950.000190/200795 Resolução nº 2301000.429 S2C3T1 Fl. 501 5 14 Considerando que o devedor solidário tem igual direito a impugnar o lançamento. vez que o crédito pode lhe ser exigido integralmente, e que para isso tem direito a integral acesso aos autos para, se quiser, extrair cópias a Lim de subsidiar sua defesa, vêse que o relatório fiscal apresentado ao contribuinte, com as informações que contém, pode significar violação do artigo 198 do CTN, o que também é motivo bastante para a anulação do presente feito. 15 Por fim, verificase também que o lançamento não traz no relatório de fundamentos legais do débito a indicação do artigo 33, § 3º da Lei 8.212/91, o qual fundamenta a apuração das contribuições previdenciárias por aferição indireta, apesar da fundamentação contida no Relatório Fiscal. Esse fato, apesar de não ensejar a nulidade do lançamento, determina a emissão de Relatório Fiscal Complementar a fim de indicar corretamente essa fundamentação legal. Conforme se verifica acima, o lançamento foi anulado, pois “conforme consta dos autos, o Relatório Fiscal apresentado ao contribuinte é diferente do que foi remetido ao devedor solidário!”. Diante da divergência existente, CONVERTO o julgamento em DILIGÊNCIA, para que a SRFB faça juntar ao presente processo administrativo cópia das principais peças e decisões constantes da NFLD 35.682.9243, datada de 12/05/2005. Após, seja o sujeito passivo intimado para se manifestar o prazo de 30 [trinta] dias. DISPOSITIVO Diante do exposto, voto no sentido de ACOLHER os Embargos Declaratórios opostos, para rescindir o Acórdão nº 230100.367 [ fls. 407 – 420]. Ato contínuo, CONHEÇO do Recurso Voluntário interposto, para CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, conforme fundamentos constantes do voto. É como voto. MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR Relator Fl. 514DF CARF MF Impresso em 04/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 06/ 12/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 17698.000299/2008-60
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
IRPF. RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE.
Nos termos do art. 56 do RIR, no caso de rendimentos recebidos acumuladamente, o imposto incidirá no mês do recebimento, sobre o total dos rendimentos, inclusive juros e atualização monetária (Lei nº 7.713, de 1998, art. 12).
JUROS DE MORA. TAXA SELIC.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais (Súmula nº 4 do Primeiro Conselho de Contribuintes).
IRPF. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEDUTIBILIDADE.
Os honorários advocatícios são dedutíveis da base de cálculo do imposto desde que comprovados.
MULTA DE OFÍCIO. NATUREZA CONFISCATÓRIA.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF n.º 2 do CARF).
Recurso negado.
Numero da decisão: 2101-002.659
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
Presidente
(assinado digitalmente)
ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka (Relator), Maria Cleci Coti Martins, Eduardo de Souza Leão, Heitor de Souza Lima Júnior e Daniel Pereira Artuzo.
Nome do relator: ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA
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RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE. Nos termos do art. 56 do RIR, no caso de rendimentos recebidos acumuladamente, o imposto incidirá no mês do recebimento, sobre o total dos rendimentos, inclusive juros e atualização monetária (Lei nº 7.713, de 1998, art. 12). JUROS DE MORA. TAXA SELIC. “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais” (Súmula nº 4 do Primeiro Conselho de Contribuintes). IRPF. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DEDUTIBILIDADE. Os honorários advocatícios são dedutíveis da base de cálculo do imposto desde que comprovados. MULTA DE OFÍCIO. NATUREZA CONFISCATÓRIA. “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária” (Súmula CARF n.º 2 do CARF). Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 17 69 8. 00 02 99 /2 00 8- 60 Fl. 169DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 04/12/ 2014 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 17698.000299/200860 Acórdão n.º 2101002.659 S2C1T1 Fl. 170 2 (assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Alexandre Naoki Nishioka (Relator), Maria Cleci Coti Martins, Eduardo de Souza Leão, Heitor de Souza Lima Júnior e Daniel Pereira Artuzo. Relatório Tratase de recurso voluntário (efls. 102/128) interposto em 28 de setembro de 2011 contra o acórdão de efls. 94/98, do qual o Recorrente teve ciência em 08 de setembro de 2011 (efl. 101), proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre (RS), que, por maioria de votos, julgou procedente a notificação de lançamento de efls. 33/37, lavrada em 06 de fevereiro de 2008, em virtude de dedução indevida de incentivo e omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, verificados no ano calendário de 2006. O acórdão teve a seguinte ementa: “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2007 OMISSÃO DE RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. Estando demonstrada a omissão de rendimentos na declaração de ajuste anual, devidamente confirmada através de informação prestada em DIRF pela fonte pagadora, deve ser mantido o lançamento. DEDUÇÃO INDEVIDA DE INCENTIVO. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. MULTA DE OFÍCIO. JUROS DE MORA. São exigíveis a multa de ofício e os juros de mora sobre o imposto de renda suplementar na forma definida pela legislação tributária. Fl. 170DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 04/12/ 2014 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 17698.000299/200860 Acórdão n.º 2101002.659 S2C1T1 Fl. 171 3 Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido” (efl. 94). Não se conformando, o Recorrente interpôs recurso voluntário (efls. 102/128), pedindo a reforma do acórdão recorrido, para cancelar o lançamento. Remetidos os autos a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, houve a conversão do julgamento em diligência para que o contribuinte juntasse os seguintes documentos (efls. 131/133): “1) planilhas de cálculo de liquidação da sentença proferida nos autos do processo nº 2003.71.51.0002838, nas quais conste a discriminação das verbas envolvidas e os montantes correspondentes; 2) Alvarás ou Guias de Retirada dos valores recebidos naquele processo; 3) íntegra do contrato de honorários de advogado firmado com a Sra. Ana Paula Medeiros Valério Jacobs, procuração a ela outorgada para representar o contribuinte nos autos do processo nº 2003.71.51.0002838 e recibo do pagamento feito em contrapartida da prestação dos serviços contratados.” Devidamente intimado em 04 de dezembro de 2013, o contribuinte, em atenção à diligência, apresentou informações e juntou documentos (efls. 146/166). É o relatório. Voto Conselheiro Alexandre Naoki Nishioka, Relator O recurso preenche os requisitos de admissibilidade, motivo pelo qual dele conheço. O contribuinte aduz, no presente caso, (i) a ilegalidade da cobrança, por discordar da incidência do IR sobre verbas derivadas de ação judicial em que se buscava a aplicação da IRSM – Índice de Reajuste do Salário Mínimo sobre sua aposentadoria, (ii) que são indevidos os juros moratórios, por tratarse de verba exclusivamente indenizatória, (iii) que é indevida a incidência do tributo sobre as verbas pagas a título de honorários advocatícios, (iv) que a correção monetária não deve ser feita pela SELIC, mas pela UFIR, com juros de 1% ao mês, não capitalizados, e (v) que a multa aplicada no percentual de 75% não pode ter o intuito arrecadatório. Depreendese dos documentos juntados aos autos que o contribuinte obteve o direito ao recebimento do valor de R$ 35.729,19 (principal de R$ 32.051,33 e juros de R$ 3.677,87) corrigidos até outubro de 2004, verbas estas derivadas da ação judicial nº 2003.71.51.0002838, em que se buscava a aplicação da IRSM sobre sua aposentadoria. Entretanto, não juntou aos autos documentos que comprovassem suas alegações, aduzindo tão somente que o processo é eletrônico, “fato que torna a juntada da totalidade da documentação requerida por este Conselho impossível” (efl. 146). Fl. 171DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 04/12/ 2014 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 17698.000299/200860 Acórdão n.º 2101002.659 S2C1T1 Fl. 172 4 Ora, os artigos 16 e 17 do Decreto nº 70.235/72 impõem como ônus da parte a alegação de toda matéria de defesa por ocasião da impugnação, acostando todos os documentos eventualmente pertinentes ao regular deslinde da lide. No entanto, este CARF aplicou o princípio da verdade material, corolário lógico e jurídico do princípio da legalidade, consubstanciado também no caráter vinculado do lançamento tributário (art. 3º c/c art. 142 do CTN), bem como do próprio direito de propriedade, garantia fundamental do Estado Democrático de Direito. Justamente em virtude da aplicação do princípio da verdade material na esfera administrativa, este CARF determinou a conversão do julgamento do recurso voluntário em diligência, para que o contribuinte pudesse comprovar suas alegações, por meio da juntada de novos documentos, o que não foi feito de forma a afastar a exigência tributária. Quanto à forma utilizada para apuração da base de cálculo do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, entende o Recorrente que tal deveria ter sido realizada com base nas tabelas e alíquotas das épocas próprias da percepção dos rendimentos, mês a mês, de acordo com as tabelas relativas a cada ano de referência. No entanto, o entendimento sobre o tema encontrase balizado pelo art. 56 do Decreto n.º 3.000 (RIR/99), com as alterações promovidas pela Lei n.º 7.713/1998, conforme se verifica pelo dispositivo colacionado abaixo: “Rendimentos Recebidos Acumuladamente Art. 56. No caso de rendimentos recebidos acumuladamente, o imposto incidirá no mês do recebimento, sobre o total dos rendimentos, inclusive juros e atualização monetária (Lei nº 7.713, de 1998, art. 12). Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo, poderá ser deduzido o valor das despesas com ação judicial necessárias ao recebimento dos rendimentos, inclusive com advogados, se tiverem sido pagas pelo contribuinte, sem indenização (Lei nº 7.713, de 1988, art. 12)” Como cediço, não compete a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais a análise da constitucionalidade das normas existentes no ordenamento jurídico brasileiro, conforme determina a própria Súmula n.º 02 do CARF. Neste sentido, aplicável o art. 56 do RIR/99, devendo o Imposto de Renda incidir no mês do recebimento, sobre o total dos rendimentos recebidos. Poderia ainda ter feito prova do efetivo pagamento do montante de R$ 6.330,00 a título de honorários advocatícios por meio de recibo de quitação elaborado por seu patrono ou por meio de comprovante de depósito/transferência da quantia, o que também não ocorreu. Desta forma, não há como prevalecer sua tese, devendo o crédito tributário ser mantido da forma como lançado. No que tange à aplicação da taxa SELIC, aplicável ao presente caso a jurisprudência mansa e pacífica firmada por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, consubstanciada na Súmula n.º 04: Súmula CARF nº 4: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal Fl. 172DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 04/12/ 2014 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 17698.000299/200860 Acórdão n.º 2101002.659 S2C1T1 Fl. 173 5 são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Por fim, cumpre salientar, que, com relação à arguição de que a multa de ofício não pode ter caráter arrecadatório, ou de que detém caráter confiscatório, temse que o montante da multa no percentual de 75% sobre o principal é oriundo de norma cogente, prevista no art. 44 da Lei n.º 9.430/96. Portanto, tratandose de dispositivo legal vigente, não poderia este órgão administrativo aferir a natureza confiscatória da multa sem, antes, pronunciarse acerca da constitucionalidade da norma, o que é vedado pelo art. 26A do Decreto n.º 70.235/72 e pela Súmula CARF n. 2. Eis os motivos pelos quais voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. (assinado digitalmente) ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA Relator Fl. 173DF CARF MF Impresso em 15/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/12/2014 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 04/12/ 2014 por ALEXANDRE NAOKI NISHIOKA, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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