Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,763)
- Primeira Turma Ordinária (16,221)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,176)
- Primeira Turma Ordinária (16,104)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,797)
- Segunda Turma Ordinária d (14,451)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,381)
- Segunda Turma Ordinária d (12,367)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,422)
- Quarta Câmara (84,834)
- Terceira Câmara (67,389)
- Segunda Câmara (55,826)
- Primeira Câmara (20,245)
- 3ª SEÇÃO (16,176)
- 2ª SEÇÃO (11,281)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (125,132)
- Segunda Seção de Julgamen (114,469)
- Primeira Seção de Julgame (76,587)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,889)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,487)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,925)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,840)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,921)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,515)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,849)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10315.001074/2010-53
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006
INTIMAÇÃO ANTERIOR À LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. PRESTAÇÃO DE ESCLARECIMENTOS. DESNECESSIDADE.
É desnecessária a intimação do contribuinte antes da lavratura do Auto de Infração para que preste esclarecimentos acerca do débito, uma vez que seu direito de defesa é resguardado quando se estabelece o contraditório a partir da intimação acerca da autuação.
PARCELAMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO. ÔNUS DO CONTRIBUINTE.
Compete ao contribuinte a apresentação do conjunto probatório apto à comprovação do alegado, a fim de promover condições de convicção favoráveis à sua pretensão, sob pena de acatamento do ato administrativo realizado.
CONTRIBUIÇÃO PATRONAL. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO PERCENTUAL REFERENTE À CONTRIBUIÇÃO AO SEST/SENAT.
A legislação aplicável expressamente dispõe sobre a base de cálculo, referindo-se ao valor (percentual de 2,5%) incidente sobre a remuneração auferida pelo transportador autônomo, retida pelo tomador de serviço, não havendo previsão legal que determina a exclusão deste percentual para a incidência para apuração da base de cálculo da contribuição previdenciária atinente à cota patronal.
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. BASE DE CÁLCULO.
Não há qualquer vedação legal para a aplicação de mesma base de cálculo às contribuições sociais, ao contrário do que ocorre apenas em relação a impostos e taxas.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-001.980
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 INTIMAÇÃO ANTERIOR À LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. PRESTAÇÃO DE ESCLARECIMENTOS. DESNECESSIDADE. É desnecessária a intimação do contribuinte antes da lavratura do Auto de Infração para que preste esclarecimentos acerca do débito, uma vez que seu direito de defesa é resguardado quando se estabelece o contraditório a partir da intimação acerca da autuação. PARCELAMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Compete ao contribuinte a apresentação do conjunto probatório apto à comprovação do alegado, a fim de promover condições de convicção favoráveis à sua pretensão, sob pena de acatamento do ato administrativo realizado. CONTRIBUIÇÃO PATRONAL. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO PERCENTUAL REFERENTE À CONTRIBUIÇÃO AO SEST/SENAT. A legislação aplicável expressamente dispõe sobre a base de cálculo, referindo-se ao valor (percentual de 2,5%) incidente sobre a remuneração auferida pelo transportador autônomo, retida pelo tomador de serviço, não havendo previsão legal que determina a exclusão deste percentual para a incidência para apuração da base de cálculo da contribuição previdenciária atinente à cota patronal. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. BASE DE CÁLCULO. Não há qualquer vedação legal para a aplicação de mesma base de cálculo às contribuições sociais, ao contrário do que ocorre apenas em relação a impostos e taxas. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10315.001074/2010-53
anomes_publicacao_s : 201307
conteudo_id_s : 5267297
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2403-001.980
nome_arquivo_s : Decisao_10315001074201053.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 10315001074201053_5267297.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Marcelo Magalhães Peixoto - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
id : 4957141
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045982200987648
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2262; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10315.001074/201053 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403001.980 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 16 de abril de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente MUNICIPIO DE PENAFORTE PREFEITURA MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 INTIMAÇÃO ANTERIOR À LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. PRESTAÇÃO DE ESCLARECIMENTOS. DESNECESSIDADE. É desnecessária a intimação do contribuinte antes da lavratura do Auto de Infração para que preste esclarecimentos acerca do débito, uma vez que seu direito de defesa é resguardado quando se estabelece o contraditório a partir da intimação acerca da autuação. PARCELAMENTO. NÃO COMPROVAÇÃO. ÔNUS DO CONTRIBUINTE. Compete ao contribuinte a apresentação do conjunto probatório apto à comprovação do alegado, a fim de promover condições de convicção favoráveis à sua pretensão, sob pena de acatamento do ato administrativo realizado. CONTRIBUIÇÃO PATRONAL. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DO PERCENTUAL REFERENTE À CONTRIBUIÇÃO AO SEST/SENAT. A legislação aplicável expressamente dispõe sobre a base de cálculo, referindose ao valor (percentual de 2,5%) incidente sobre a remuneração auferida pelo transportador autônomo, retida pelo tomador de serviço, não havendo previsão legal que determina a exclusão deste percentual para a incidência para apuração da base de cálculo da contribuição previdenciária atinente à cota patronal. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. BASE DE CÁLCULO. Não há qualquer vedação legal para a aplicação de mesma base de cálculo às contribuições sociais, ao contrário do que ocorre apenas em relação a impostos e taxas. Recurso Voluntário Negado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 31 5. 00 10 74 /2 01 0- 53 Fl. 118DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/06 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/06 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10315.001074/201053 Acórdão n.º 2403001.980 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face do Acórdão nº. 08 22.806 fls. 81/89, que julgou totalmente improcedente a Impugnação apresentada para manter a integralidade das imputações dispostas na autuação fiscal consolidada em 16/12/2010, no AI DEBCAD n. 37.318.9745. O crédito previdenciário, cujo importe corresponde a R$ 139.171,76 (cento e trinta e nove mil, cento e setenta e um reais e setenta e seis centavos), referese ao período compreendido entre 01/2006 a 12/2006, e , segundo Relatório Fiscal, fls. 17/21, possui as seguintes imputações, in verbis: “3.1 No presente Auto foram lançadas as diferenças de contribuições previdenciárias devidas e destinadas à Seguridade Social não declaradas em GFIP: 1) Incidentes sobre os valores das remunerações pagas e ou creditadas a contribuintes individuais, correspondentes à parte devida pelos segurados. O contribuinte intimado a apresentar informações sobre os segurados que recebiam remunerações de mais de uma fonte pagadora não apresentou não tais informações até a presente data. Desta forma, a alíquota foi de 11% sobre o valor das remunerações de cada segurado respeitado o limite máximo permitido. 2) Incidentes sobre os valores das remunerações pagas, devidas ou creditadas a segurados eletivos, efetivos, contratados e comissionados da Prefeitura Municipal, correspondentes: à parte devida pelos segurados conforme as bases apuradas nos arquivos digitais da contabilidade do SIM – Sistema de Informações dos Municípios, menos os valores declarados em GFIP. 3.2. Seguem em anexo, em meio papel, as planilhas contendo as remunerações dos segurados, as contribuições e outros dados que deram suporte à formalização do Auto de Infração acima: a) FOLHA X GFIP; b) Contribuintes Individuais; c) Contribuintes Individuais consolidado; d) Fretistas; e) Fretistas consolidado. 4. CRITÉRIOS DE LANÇAMENTO Fl. 120DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/06 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Os critérios de lançamento foram os seguintes: a) Para todo o período, sobre os valores das contribuições incidiram juros SELIC sem multa de mora. b) Os valores foram lançados tomando por base os arquivos do SIM – Sistema de Informações dos Municípios do TCM – Tribunal de Contas dos Municípios, deduzindo das bases encontradas, os valores declarados em GFIP. c) Os valores declarados em GFIP não foram objeto de lançamento no presente auto de infração, pois já configuram confissão de dívida, e os valores recolhidos em GPS, salário família e maternidade foram para cobrir, prioritariamente, os valores já declarados em GFIP e as sobras foram apropriadas nos créditos não declarados em GFIP constantes no presente auto de infração. (ver o RADA – anexo deste auto). O documento precedido das letras EXCL, constante no RADA, refere se ao que foi apropriado para cobrir os valores confessados na GFIP. d) Tendo em vista a não apresentação das folhas de pagamento pelo contribuinte, as bases de cálculo foram aferidas com base nos valores declarados no SIM – Sistema de Informações dos Municípios do TCM – Tribunal de Contas dos Municípios. O décimo terceiro salário foi aferido tendo como base o valor do salário do mês de dezembro de 2006.” DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou a autuação fiscal em epígrafe por meio do instrumento de fls. 59/68. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 6ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em Fortaleza/CE, DRJ/FOR, prolatou o Acórdão n° 0822.806 (Fls. 81/89), mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. Período de apuração: 01/01/2006 a 30/12/2006 AFERIÇÃO INDIRETA. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/06 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10315.001074/201053 Acórdão n.º 2403001.980 S2C4T3 Fl. 4 5 Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente está o fisco autorizado a apuras as contribuições devidas à Previdência Social e a Outras Entidades, com base no procedimento de aferição indireta. RETENÇÃO E RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO DO CONTRIBUINTE INDIVIDUAL. É obrigação da empresa reter e posteriormente recolher em época própria a contribuição do contribuinte individual, conforme estabelecido no artigo 4o, da Lei 10.666/03. CONTRIBUIÇÕES INCIDENTES SOBRE AS REMUNERAÇÕES ATRIBUÍDAS A SEGURADOS EMPREGADOS (SERVIDORES MUNICIPAIS) Incide contribuições previdenciárias sobre as remunerações de servidores do ente municipal desprovido de regime próprio de previdência. Tais servidores são enquadrados como segurados empregados pela Lei 8.212/91. Constitui obrigação do município arrecadar – mediante desconto incidente sobre a remuneração – e recolher em época própria, as contribuições previdenciárias relativas à cotaparte dos seus segurados empregados. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido DO RECURSO Irresignado, o Município de Penaforte interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 95/109, requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, utilizandose, para tanto, dos seguintes argumentos: 1. Nulidade do Auto de Infração, por ausência de indicação do modo de fiscalização utilizado pelo auditor, e pela ausência de intimação do contribuinte, antes da lavratura da autuação fiscal em epígrafe, para que prestasse esclarecimentos acerca do débito, violando, assim, os princípios do contraditório e da dupla instância administrativa; 2. A adesão ao parcelamento especial instituído pela Lei n. 11.196/2005 com as alterações da Lei n. 11.960/2009; 3. Utilização de base de cálculo incorreta, tendo em vista que o valor fixado encontrase acrescido do percentual de 2,5% devido ao SEST/SENAT; Fl. 122DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/06 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 4. Fiscalização em duplicidade pela utilização de mesmo objeto e base de cálculo nos AI’s DEBCAD 37.318.9745 e DEBCAD 37.318.9753; 5. Nulidade da autuação em virtude da aplicação irregular da alíquota de 11% para todos os fiscalizados; 6. Ilegalidade da cobrança sobre 1/3 de férias, valores pagos nos quinze primeiros dias de afastamento (antes da obtenção de auxíliodoença), bem como os valores rateados com os professores provenientes do FUNDEF/FUNDEB. 7. Utilização incorreta da alíquota, por ser descabida a exigência de 11% mais 20% incidentes sobre as remunerações devidas ou pagas aos contribuintes individuais, cabendo apenas a incidência única de 20%, conforme estabelece o art. 21, da Lei n. 8.212/91. É o relatório. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/06 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10315.001074/201053 Acórdão n.º 2403001.980 S2C4T3 Fl. 5 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme documento de fls., temse que o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO DA SUPOSTA IMPOSSIBILIDADE DE DEFESA POR AUSÊNCIA DE IDENTIFICAÇÃO DOS FORA DA GFIP – NÃO IDENTIFICAÇÃO DOS SEGURADOS Alega o contribuinte que o fiscal não identificou quais seriam os contribuintes fretistas fora das GFIP`s e agrupamento nos empenhos de pagamento de folha de empregados e que também não fez referencia aos demonstrativos detalhado e onde identificou tais contribuintes. Concordo com a DRJ ao afirmar que não procede a alegação, uma vez que os nomes dos segurados e suas remunerações contam de planilhas anexas ao auto de infração, quais sejam: "CONTRIBUINTE INDIVIDUAL" fls. 29/44 e "PLANILHA CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS FRETISTAS PM DE PENAFORTE" Fls. 45/50. Além de constar os dados nesta planilha, tais remunerações compõe a base de cálculo relacionada nos levantamentos CI Contribuinte Individual e FR Contribuinte Individual Fretista. À respeito dos segurados empregados, os valores foram apurados conforme descrição contida no tópico 4 do relatório fiscal, qual seja, pelo sistema SIM/TCM que deram condições à auditoria de elaborar a planilha FOLHA x GFIP PENAFORTE, com as diferenças encontradas. DA NULIDADE DO AUTO POR AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO CONTRIBUINTE PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS EM MOMENTO ANTERIOR À LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. Aduz a Recorrente em sua defesa que “caso o Agente do Fisco encontre qualquer suposta irregularidade, antes de autuar, deve, necessariamente, intimar o contribuinte, por escrito, e na pessoa de seu representante legal (que deve tomar ciência pessoalmente), para que preste todos os esclarecimentos devidos, conferindolhe prazo razoável para tanto, sob pena de nulidade do ato”. Neste sentido, alega que a ausência de tal ato acarretou afronta aos princípios do contraditório e da dupla instância administrativa. Ora, não há que falar em violação de tais princípios, uma vez que são perfeitamente respeitados na medida em que é concedido o direito de defesa ao autuado quando da intimação do Auto de Infração, momento em que lhe é conferido o prazo de 30 (trinta) dias Fl. 124DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/06 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 para adimplir o valor ou contestálo por meio da Impugnação, instrumento este, inclusive, utilizado pelo contribuinte. Ademais, não há previsão legal que vincule a autoridade fiscal à realização da intimação referida pela Recorrente. A fase que compreende a auditoria fiscal é inquisitória, a fase contraditória se dá com a oportunização de defesa via impugnação. DO PARCELAMENTO ESPECIAL NOS TERMOS DA LEI Nº. 11.196/05 E ALTERAÇÕES PELA LEI Nº. 11.960/09. A Recorrente colacionou aos autos protocolo de requerimento de adesão ao parcelamento especial conferido aos municípios (fls. 75/76), nos termos da Lei nº. 11.196/05 com as alterações introduzidas pela Lei nº. 11.960, dentro do prazo estipulado em seu art. 96, § 6o. Assim dispôs: “verificando o período de apuração dos débitos listados, observase que estão compreendidos débitos de períodos compreendidos no intervalo alcançado pela lei do parcelamento especial destinado aos Municípios – contribuições sociais de que tratam a alínea ‘a’ e ‘c’ parágrafo único do art. 11 da Lei 8.212/91, em 240 (duzentos e quarenta) prestações mensais, nos termos da Lei 11.196/05, alterada pela Lei 11.960/09”. Contudo, em que pese o documento colacionado, nele não se encontram dados que permitam identificar quais débitos foram alvos do parcelamento requerido, nem mesmo foram juntados os comprovantes de pagamento mensal para constatação de sua regularidade nos termos do art. 101, § 1o da Lei 11.196/05. Sendo assim, percebese que a alegação é frágil, por não encontrar respaldo em provas suficientes a atestar o alegado, razão pela qual tornase inviável a apreciação acerca da existência de parcelamento em relação aos débitos exigidos nas autuações em epígrafe. É que, mesmo em matéria tributária, cabe a ambos, ao Fisco e ao contribuinte, não só alegar, como, precipuamente, produzir provas que ofereçam condições de convicção favoráveis à sua pretensão. Por oportuno, transcrevese as palavras de Marcos Vinícius Neder (Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado, 3ª Edição, São Paulo: Dialética, 2010) , quando afirma que “no processo administrativo fiscal, temse como regra que o ônus da prova recai sobre quem dela se aproveita. Assim, se a Fazenda alega ter ocorrido o fato gerador da obrigação tributária, deverá apresentar a prova de sua ocorrência. Se, por outro lado, o contribuinte aduz a inexistência da ocorrência do fato gerador, igualmente, terá que provar a falta dos pressupostos de sua ocorrência ou a existência de fatores excludentes” (g.n.). Sendo assim, afirmar a existência de celebração de parcelamento dos créditos previdenciários, quando ausentes provas que comprovem a sua regularidade bem como indique os débitos parcelados, inviabiliza qualquer consideração acerca do argumento expendido. UTILIZAÇÃO DE BASE DE CÁLCULO INCORRETA Afirma a Recorrente que para apuração da base de cálculo a incidir o valor de 20% da contribuição previdenciária patronal devese observar a exclusão dos 2,5% referentes ao valor devido ao SEST/SENAT. Apesar da autuação fiscal em lume não tratar das contribuições previdenciárias parte empresa, nem as devidas ao SEST/SENAT, cumpre esclarecer que o Fl. 125DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/06 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10315.001074/201053 Acórdão n.º 2403001.980 S2C4T3 Fl. 6 9 cálculo pretendido pela Recorrente não encontra qualquer respaldo jurídicolegal que o legitime. A Lei 8.706/93 que dispõe sobre o SEST/SENAT expressamente dispõe em seu art. 7º, II e parágrafo 2º c/c art. 4º da Lei 10.666/03, sobre a base de cálculo, referindose ao valor (percentual de 2,5%) incidente sobre a remuneração auferida pelo transportador autônomo, retida pelo tomador de serviço. Já em relação a contribuição patronal, nos termos do art. 22, III, da Lei n. 8.212, incidirá sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços sem, contudo, fazer qualquer menção a eventual exclusão do valor a ser apurado a outras entidades. Sendo assim, não prospera o argumento tecido pela Recorrente. DA UTILIZAÇÃO DE MESMA BASE DE CÁLCULO PARA OS AUTOS DE INFRAÇÃO DEBCAD 37.318.9753 E DEBCAD 37.318.9745. A Recorrente argumenta a existência de fiscalização em duplicidade, em razão dos Autos de Infração supramencionados englobarem o mesmo objeto e base de cálculo. Ora, um exame mais acurado do Relatório Fiscal indicará que, inobstante a utilização de mesma base para o cálculo dos tributos autuados, é certo que cada qual se refere a contribuição previdenciária distinta com alíquotas e destinações diferentes, razão pela qual não merece propestar tal alegação. Enquanto o AI DEBCAD 37.318.9753 referese às contribuições destinadas ao SEST/SENAT, o AI DEBCAD 37.318.9745 remete às contribuições previdenciárias incidentes sobre os valores das remunerações pagas e ou creditadas a contribuintes individuais, correspondente à parte devida pelos seus segurados, bem como a segurados eletivos, efetivos, contratados e comissionados da Prefeitura Municipal de Penaforte. Importante salientar que não há qualquer vedação legal para a aplicação de mesma base de cálculo às contribuições sociais, ao contrário do que ocorre apenas em relação a impostos e taxas. APLICAÇÃO IRREGULAR DA ALÍQUOTA DE 11% PARA TODOS OS FISCALIZADOS. Aduz a Recorrente que a autuação em epígrafe estaria eivada de vício pela utilização indiscriminada da alíquota de 11%. Cumpre esclarecer, neste ponto, conforme informação contida no Relatório Fiscal (Item 09 – Das alíquotas aplicadas, fl. 21), que a alíquota de 11% foi aplicada apenas em relação à contribuição previdenciária incidente sobre as remunerações do contribuinte individual, já em relação ao contribuinte segurado empregado incidiu a aplicação de alíquota, correspondente à 8% (Conforme Planilha FOLHA X GFIP PENAFORTE, fl. 22). A fiscalização apurou a base de cálculo através dos valores consolidados de remunerações constantes no sistema SIM/TCM (Sistema de Informações dos Municípios/ Tribunal de Contas dos Municípios), de modo que não é possível identificar os valores Fl. 126DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/06 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 auferidos por cada segurado a título de remuneração para se proceder com a determinação da alíquota aplicável, disposta na tabela alhures mencionada. Sendo assim, tratandose de aferição indireta (haja vista a não apresentação dos documentos solicitados no TIPF, fl. 46), passível de aplicação conforme o art. 33 da Lei 8.212/91, o fiscal utilizou a alíquota de 8% consoante a Instrução Normativa RFB n. 971/2009, não havendo que se falar em qualquer ilegalidade. DA ILEGALIDADE DE COBRANÇA SOBRE 1/3 DE FÉRIAS E OUTRAS VERBAS Infere a Recorrente acerca da ilegalidade da cobrança de contribuições previdenciárias incidentes sobre supostas verbas de caráter indenizatório incidentes sobre a remuneração devida ao contribuinte segurado empregado. Contudo, afastando a análise da legalidade de tais exações, importa esclarecer que o método de apuração da base de cálculo para a incidência da contribuição em relação ao segurado empregado, em virtude da não apresentação das folhas de pagamento por parte do contribuinte, se deu pela aferição indireta, tomando por base as informações contidas no SIM/TCM. Sendo assim, não é possível averiguar quais valores das remunerações dos empregados poderiam possuir caráter indenizatório, e por conseguinte, não integrariam a base de cálculo da contribuição. Logo, a não apresentação de documentos por parte do contribuinte, para que se proceda a análise das remunerações de cada empregado e conseguinte identificação de supostas verbas indenizatórias, inviabiliza qualquer apreciação do argumento expendido. DO SUPOSTO LIMITE ÚNICO DE 20% PARA DESCONTO NAS CONTRIBUIÇÕES DOS AUTÔNOMOS, AVULSOS E TODOS OS CONSIDERADOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. A Recorrente argumenta ser descabida a exigência de 11% mais 20% incidentes sobre as remunerações devidas ou pagas aos contribuintes individuais, cabendo apenas a incidência única de 20%, conforme estabelece o art. 21, da Lei n. 8.212/91. É cediço que o recolhimento de contribuições previdenciárias se dá através da contribuição mensal por parte da empresa incidente na remuneração paga ou creditada aos segurados contribuintes individuais, com a aplicação de alíquota no percentual de 20%, conforme dispõe o dispositivo indicado pela Recorrente. O mesmo ocorre em relação aos segurados empregados, com o acréscimo, em relação a esta categoria, de 2% a título de SAT/GILRAT (grau médio). Também devem ser recolhidos os valores retidos, a título de contribuição previdenciária, dos segurados contribuintes individuais no percentual de 11% da sua remuneração. Neste sentido, em relação aos segurados empregados e avulsos, o percentual cumpre uma tabela progressiva, a qual não foi utilizada pela autoridade fiscal em razão da aferição indireta da base de cálculo, aplicandose a alíquota mínima correspondente a 8% (questão já tratada no tópico que trata acerca da aferição indireta). Ora, pelo exposto, é claramente perceptível que apesar da empresa efetuar os dois pagamentos, o ônus econômico suportado recai tanto sobre ela como também ao segurado. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/06 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10315.001074/201053 Acórdão n.º 2403001.980 S2C4T3 Fl. 7 11 A Contribuição da empresa e equiparados sobre as remunerações dos contribuintes individuais está disposta no art. 22, III, da Lei 8.212/91, art. 1º, parágrafo 2º da Lei 10.666/91 e art. 201, II e parágrafo 6º do Decreto 3.048/99. Já a contribuição que cabe ao contribuinte individual, está disposta no art. 21 da Lei 8.212/91, art. 4º e 5º da Lei 10.666/03, bem como nos arts. 199, 199A, do Decreto 3.048/99 Ademais, estas disposições regem realizam os princípios constitucionais da equidade na forma de participação do custeio da previdência social (art. 194, parágrafo único, V, da CF) e da diversidade da base de financiamento (art. 194, parágrafo único, VI da CF). Não há que se falar, portanto, em qualquer ilegalidade na exigência. CONCLUSÃO Do exposto, conheço do recurso para negar provimento, nos termos do voto. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 128DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/06 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 11968.001034/2008-75
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 29 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3202-000.089
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência. Vencida a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior. Fez sustentação oral, pela contribuinte, o advogado Carlos Frederico Cordeiro dos Santos, OAB/PE nº. 20.653..
Irene Souza da Trindade Torres Presidente e Relatora
Gilberto de Castro Moreira Junior - Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Octávio Carneiro Silva Corrêa.
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed May 29 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11968.001034/2008-75
anomes_publicacao_s : 201305
conteudo_id_s : 5255694
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jun 04 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3202-000.089
nome_arquivo_s : Decisao_11968001034200875.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 11968001034200875_5255694.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência. Vencida a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior. Fez sustentação oral, pela contribuinte, o advogado Carlos Frederico Cordeiro dos Santos, OAB/PE nº. 20.653.. Irene Souza da Trindade Torres Presidente e Relatora Gilberto de Castro Moreira Junior - Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Octávio Carneiro Silva Corrêa.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2013
id : 4879452
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045982221959168
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2070; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 366 1 365 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11968.001034/200875 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3202000.089 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 19 de março de 2013 Assunto Solicitação de diligência Recorrente SUAPE PORCELANATO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência. Vencida a Conselheira Irene Souza da Trindade Torres. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior. Fez sustentação oral, pela contribuinte, o advogado Carlos Frederico Cordeiro dos Santos, OAB/PE nº. 20.653.. Irene Souza da Trindade Torres – Presidente e Relatora Gilberto de Castro Moreira Junior Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Octávio Carneiro Silva Corrêa. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: “DO LANÇAMENTO Tratase de Autos de Infração (5) lavrados para a desclassificação fiscal de produto importado pela empresa autuada, através da Declaração de Importação registrada em 18.01.2008, mencionada à fl. 07 do Auto de Infração relativo ao Imposto de Importação e repetida nos demais Autos (correspondentes ao IPI, ao PIS/PASEP, à Cofins e à multa regulamentar sobre o valor aduaneiro da mercadoria). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 19 68 .0 01 03 4/ 20 08 -7 5 Fl. 448DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 367 2 Os cinco Autos de Infração lavrados dizem respeito aos seguintes lançamentos: 1° Auto de Infração: para cobrança da diferença do Imposto de Importação (II), no valor original de R$ 1.252,08 (hum mil, duzentos e cinqüenta e dois reais e oito centavos), acrescido de juros de mora, no montante de R$ 94,78 (noventa e quatro reais e setenta e oito centavos). Totalizou o crédito tributário correspondente a este Auto o valor de R$ 1.346,86 (hum mil, trezentos e quarenta e seis reais e oitenta e seis centavos). 2° Auto de Infração: para cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), no valor original de R$ 1.752,91 (hum mil, setecentos e cinqüenta e dois reais e noventa e um centavos), acrescido de juros de mora, no montante de R$ 103,94 (cento e três reais e noventa e quatro centavos). Totalizou o crédito tributário correspondente a este Auto R$ 1.856,85 (hum mil, oitocentos e cinqüenta e seis reais e oitenta e cinco centavos). 3º Auto de Infração: para a cobrança da diferença do PIS/PASEP Importação, no valor original de R$ 11,19 (onze reais e dezenove centavos), acrescida de juros de mora, no montante de R$ 0,84 (oitenta e quatro centavos). Totalizou o crédito tributário objeto deste Auto R$ 12,03 (doze reais e três centavos). 4º Auto de Infração: para cobrança da diferença da Cofins, no valor original de R$ 51,56 (cinqüenta e um reais e cinquenta e seis centavos), acrescida de juros de mora, no montante de R$ 3,90 (três reais e noventa centavos). Totalizou o crédito tributário correspondente a este Auto R$ 55,46 (cinqüenta e cinco reais e quarenta e seis centavos). 5º Auto de Infração: para a cobrança da multa regulamentar de 1% sobre o valor aduaneiro da mercadoria, nos termos do artigo 84, inciso I, da Medida Provisória (MP) n°2.15835, de 2001, combinado com os artigos 69 e 81, inciso IV, da Lei n° 10.833, de 2003, no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais). A descrição dos fatos, as fls. 04 a 07 do Auto de Infração relativo ao II, repetida nos demais AI, será, a seguir, resumida: a) O importador, através da Declaração de Importação citada, submeteu a despacho mercadoria descrita como: "ladrilhos de granito artificial para uso exclusivo em revestimento de pisos, na construção em geral", classificandoa na Tarifa Externa Comum (TEC) e na Tabela do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), então vigentes, no código 6810.19.00, como: "Outras obras de cimento, de concreto ou de pedra artificial, mesmo armadas", com alíquotas de 8% de II, 0% de IPI, 1,65% de PIS/PASEP, e 7,60% de COFINS. b) Tendo em vista o exame da mercadoria, objeto de diversos laudos e análises, e considerando as Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado n°s 1 e 6, incorporadas pela Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e pela Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NBM) (entendimento corroborado pela Nota Coana/Cotac/Dinon n° 0319, de 2007 (Anexo 01), a mercadoria foi reclassificada para o código 6907.90.00 da NCM/TEC e da Fl. 449DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 368 3 NBM/TIPI, como "Placas (lajes) de Porcelanato para pavimentação ou revestimento não vidradas ou esmaltadas". c) A alteração na classificação do produto importado gerou diferenças a recolher relativamente ao II, ao PIS/PASEP e à COFINS, e imposto a pagar no que toca ao IPI, além da multa regulamentar de 1% sobre o valor aduaneiro da mercadoria por classificação incorreta da mesma na NCM/TEC, tudo conforme Demonstrativos de Apuração desses impostos, contribuições e multa. Fazem parte dos Autos de Infração, a cópia da Nota Coana/Cotac/Dinon n° 0319, de 16.08.2007, as fls. 45 a 47 (Anexo 01), e a cópia da Decisão prolatada no Mandado de Segurança n° 2008.83.00.0063835, impetrado pela empresa contra o Inspetor da ALF/SPE, às fls. 50 a 53 (Anexo 02), além do despacho de fl.54 e de Extratos do Processo, às fls.55 e 56. DA IMPUGNAÇÃO Intimado nos respectivos Autos de Infração, em 06.11.2008, a empresa apresentou, tempestivamente a sua impugnação, as fls. 59 a 73 do Volume I, a ela anexando os documentos de fls. 74 a 199 do mesmo Volume, além dos de fls. 202 a 238 do Volume 11. A defendente alega que importou matériaprima, classificandoa no código NCM/TEC 6810.19.00, classificação essa consolidada pela RFB em diversas importações e fundamentada em Laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (1PT), de sac, Paulo, emitido em agosto de 2002, por solicitação da própria ALF/SPE. Diz que foi surpreendida pela alteração da classificação, sem direito à ampla defesa, o que ensejou a impetração de Mandado de Segurança n° 2008.83.00.0063835, com o objetivo exclusivo de desembaraçar as mercadorias importadas mediante o depósito das diferenças de tributos porventura devidas, enquanto não regularmente intimada do processo administrativo que determinou a nova e equivocada interpretação quanto à classificação do produto importado. Na Preliminar, argüiu: 1) Ausência de Concomitância: O MS impetrado teve apenas o fito de discutir a liberação das mercadorias mediante depósito prévio dos valores exigidos. Em nenhum momento pretendeu discutir no Mandamus a classificação fiscal do produto importado ou qualquer outra matéria de direito. 2) Nulidade da autuação: A autoridade lançadora não apresentou classificação fiscal válida para embasar o lançamento e fundamentou a autuação em Nota Coana/Cotac/Dinon n° 0319, de 2007, que se pronunciou sobre o produto ao desamparo de qualquer análise de amostra do mesmo. E no Mérito: Fl. 450DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 369 4 3) Mudança de Critério Jurídico: A mudança de critério jurídico foi fruto da insistência da Secretaria da Fazenda do Estado de PE que, baseada em questionável laudo e informações de concorrentes que produzem produtos diversos do importado e industrializado pela impugnante, pretendem alterar a classificação fiscal do produto por ela importado ha anos, tendo sido, inclusive, objeto de prévia e regular Consulta, conforme provam os documentos anexos. (Grifei) 4) Inadequação da Classificação imposta: Na realidade, "...tratase de importação de produto comercialmente denominado de porcelanato, nome que não existe na nomenclatura cientifica e em nada se aproxima da porcelana. Justamente por se tratar de produto relativamente "novo", surgiram divergências quando à classificação fiscal a ser adotada" (fls.64 e 65, item 25). O porcelanato é um produto composto predominantemente por feldspato (mineral fundente), dolomita (rocha calcária que atua como agente fundente), quartzo e uma pequena quantidade de argila, inferior a 15%, composição que é diversa da cerâmica e se assemelha mais ao granito, consoante laudo técnico do 1PT, de São Paulo (doc.06) (fls.65, item 26). O porcelanato é composto de pó de pedra, basicamente de feldspato, substância que não se modifica no processo produtivo, já que seu ponto de fusão é acima de 1.400° C, podendo ser submetido a temperaturas que variam de 1.210° C a 1.250 ° C, de sorte que os seus elementos não atingem o ponto de fusão, sendo apenas aglutinados. Não alcançando o ponto de fusão, são mantidas as características químicas dos elementos que compõem o porcelanato, diferentemente do que ocorre quando a cozedura ultrapassa o ponto de fusão. A cerâmica, por sua vez, submetese a temperaturas de até 1.150° C, podendo ser fundida a temperatura de 1.000° C, donde se conclui, quanto à cozedura e ponto de fusão, que há uma substancial diferença entre porcelanato e cerâmica. "Em que pese a similaridade do processo produtivo da cerâmica com o do porcelanato, há características fundamentais que diferenciam os referidos produtos, tanto que, comercialmente, são tratados como mercadorias que podem se prestar ao mesmo fim, mas são de espécies diferentes. ...quando se fala de revestimento de pisos ou paredes, têmse como principais opções: cerâmica, granito ou porcelanato. Inexiste confusão ou dúvidas quanto às característica de cada um dos produtos, que são bastante distintos. Entretanto, facilmente, se constata maior similaridade entre o granito e o porcelanato do que entre este e a cerâmica." 5) Multa regulamentar incabível: A imposição da multa regulamentar decorreria do suposto erro quanto classificação da mercadoria importada. Contudo, não se trata de erro, mas de divergência de interpretação. uma divergência de interpretação das regras de classificação fiscal". Fl. 451DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 370 5 6) Pedido de Perícia: A defendente requer a realização de perícia, de acordo com o artigo 16 do Decreto n° 70.235, de 1972, tendo em vista estar envolvida no litígio a composição do produto importado (apresenta alguns quesitos a serem respondidos, As fls.71 e 72). Corroborando o seu pedido, transcreve Ementa de Acórdão do então Conselho de Contribuintes do MF, que diz respeito à divida de classificação de determinado produto estar pautada exclusivamente na sua composição química, tornandose, nesse caso, indispensável a produção de perícia. Anexa, além dos documentos de constituição e de representação da empresa, o Parecer Técnico n° 8.202, de agosto de 2002, do IPT, de São Paulo, do qual fazem parte o Relatório Técnico n° 58.258, Relatórios de Ensaio n''s 888 054 e 882052, além de outras análises. Por todo o exposto, requer seja julgado nulo de pleno direito o Auto de Infração. Caso assim não entenda a autoridade julgadora, pede que seja a ação fiscal julgada improcedente pelas razões de mérito apresentadas, protestado pelo deferimento do pedido de perícia formulado.” A DRJRecife/PE julgou improcedente a impugnação (fls. 260/278), nos termos da ementa adiante transcrita: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 18/01/2008 CLASSIFICAÇÃO INCORRETA DE MERCADORIAS NA NCM/TEC E NBM/TIPI. MULTA. As Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado e as Regras Gerais Complementares são o suporte legal para a classificação de mercadorias na Nomenclatura Comum do Mercosul Tarifa Externa Comum e na Nomenclatura Brasileira de Mercadorias Tabela do Imposto sobre Produtos Industrializados. Lajes de Porcelanato, não vidradas nem esmaltadas, para pavimentação ou revestimento classificamse no código 6907.90.00 da NCM/TEC e NBM/TIPI, aprovadas pela Resolução Camex n° 43, de 2006, e pelo Decreto n° 6.006, de 2006, respectivamente. À mercadoria classificada incorretamente na NCM/TEC cabe a aplicação de multa, no percentual de 1%, sobre o valor aduaneiro, nos termos da Medida Provisória n° 2.15835, de 2001, combinada com a Lei n° 10.833, de 2003. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃOII Data do fato gerador: 18/01/2008 Fl. 452DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 371 6 DESCLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIA. RECOLHIMENTO A MENOR. Constatado o recolhimento a menor do imposto no registro da Declaração de Importação, em função da classificação incorreta da mercadoria na NCM/TEC, cabe o lançamento da sua diferença, nos termos do Decreto n° 4.543, de 2002, Medida Provisória n° 2.15835, de 2001, e Lei e 10.833, de 2003. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 18/01/2008 DESCLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIA. FALTA DE RECOLHIMENTO. Constatado o não recolhimento do imposto sobre a mercadoria importada objeto de nova classificação tarifária, cabe o lançamento desse imposto,nos termos do Decreto n° 4.544, de 2002 (RIM/2002). ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 18/01/2008 DESCLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIA. RECOLHIMENTO A MENOR. Em razão da diferença das alíquotas do II e do IPI, em decorrência da desclassificação fiscal efetivada, cabe a reconstituição da base de cálculo dessa Contribuição e recolhimento da sua diferença, nos termos da Lei n° 10.865, de 2004 c/c Decreto n° 4.543, de 2002. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 18/01/2008 DESCLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIA. INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO Em razão da diferença das alíquotas do II e do IPI, em decorrência da desclassificação fiscal efetivada, cabe a reconstituição da base de cálculo dessa Contribuição e recolhimento da sua diferença, nos termos da Lei n° 10.865, de 2004, c/c Decreto n°4.543, de 2002. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 18/01/2008 REVISÃO DE OFICIO Fl. 453DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 372 7 Tendo o contribuinte agido em desacordo com a legislação tributária aplicável, a autoridade administrativa, no estrito cumprimento de seu dever, deve proceder à revisão de oficio e, se for o caso, exigir, por meio do respectivo lançamento, os tributos não pagos por ocasião do registro da Declaração de Importação e do desembaraço aduaneiro das mercadorias importadas, além dos acréscimos legais e regulamentares cabíveis. PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Dispensável a produção de mais um laudo técnico sobre as características da mercadoria quando os laudos e documentos integrantes dos autos revelamse suficientes para a formação de convicção e conseqüente julgamento do feito. CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSOS ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. IMPUGNAÇÃO CONHECIDA. Tomase conhecimento da impugnação, no tocante à. matéria (classificação tarifária) que não faz parte da discussão judicial. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário perante este Colegiado (efls. 294/309), alegando, em síntese: a) Preliminarmente: nulidade da decisão de primeira instância, por não ter determinado necessária realização de perícia. Alega que em outro processo administrativo, o qual versa sobre o mesmo tema, de nº. 19647.013825/200882, foi determinada a produção de prova pericial. Aduz, ainda, que os pareceres e laudos constantes deste processo não levaram em consideração a real composição do produto comercializado pela recorrente; e nulidade do auto de infração, vez que, ao se fundamentar na Nota COANA/COTAC/DINON nº. 2007/0319, a Fiscalização não adotou qualquer procedimento para apurar a composição das mercadorias importadas, pois não solicitou a retirada de amostras. Afirma que a autoridade fiscal baseouse em presunções, dados subjetivos e informações de empresas concorrentes. b) No mérito: que está sendo prejudicada por força de abrupta mudança de entendimento da Receita Federal do Brasil quanto à classificação fiscal que deve adotar. Afirma que tal mudança é fruto de insistência da Secretaria de Fazenda do Estado de Pernambuco que, baseada em laudo e informações sobre concorrentes que produzem mercadorias diversas daqueles importadas e industrializadas pela recorrente, pretende alterar a classificação fiscal que há anos tem sido aceita no âmbito da Receita Federal; Fl. 454DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 373 8 que o porcelanato é um produto composto predominantemente por feldspato (mineral fundente), dolomita (rocha calcária que atua como agente fundente), quartzo e argila em quantidade inferior a 15%. Afirma que tal composição é diversa da cerâmica e mais se assemelha a um granito, consoante laudo técnico emitido pelo ITP; que, para proceder à classificação fiscal da mercadoria, não é o processo produtivo o elemento determinante, mas sim as matériasprimas que compõem o produto, daí a necessidade de análise específica do produto importado pela recorrente; que o produto importado pela recorrente foi submetido a 1 laudo técnico, emitido pelo IPT, não tendo havido posterior análise de composição do produto a permitir uma alteração de classificação; que, enquanto o porcelanato importado utiliza até 15% de argila em sua composição, a cerâmica é composta basicamente por argila. Aduz que as características técnicas do porcelanato são muito diferentes da cerâmica: 75% do porcelanato são compostos por matérias duras, tratandose de um produto estável e mais resistente a temperaturas baixas, enquanto que a cerâmica, com a oscilação do tempo, sofre mais retração e expansão. Afirma que o porcelanato é composto de pó de pedra, basicamente de feldspato, daí ser compatível com a classificação fiscal costumeiramente adotada; alega que, quanto à cozedura e o ponto de fusão, há substancial diferença entre o porcelanato e a cerâmica, o que demonstra incorrer em grave equívoco a Nota COANA/COTAC/DINON nº. 2007/0319. Afirma que o ponto de fusão do porcelanato é acima de 1.400ºC, enquanto que o da cerâmica é de 1.000ºC; que é incabível a multa por erro na classificação fiscal, vez que não houve erro, mas sim divergência de interpretação das regras de classificação fiscal; e que, uma vez efetuado o depósito judicial do montante integral correspondente aos tributos entendidos pela Receita Federal como devidos, deve ser cancelada a exigência de juros. Ao final, requer a nulidade do auto de infração ou, ainda, a nulidade da decisão recorrida. No mérito, requer a improcedência da autuação. É o Relatório. Voto Vencido Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora Preliminarmente, foi suscitada, nesta sessão, a conversão do julgamento em diligência, a fim de que seja elaborado novo laudo técnico para identificação da natureza da mercadoria. Isto porque, em sustentação oral, a querelante trouxe a notícia de que a DRJ, em outro processo da mesma contribuinte, teria deferido o pedido de diligência formulado e, diante do novo laudo elaborado, julgado procedente a impugnação. Trouxe o patrono da recorrente cópia do laudo e da decisão da DRJ elementos que não constam destes autos, digase. Fl. 455DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 374 9 Entendo, entretanto, que tal diligência se mostra desnecessária. Existem nos autos três laudos que analisaram a mercadoria importada pela interessada, sendo dois deles laudos oficiais elaborados pelo IPT e pelo IPET, institutos renomados e que em diversos processos têm seus laudos aceitos pelo CARF, diante de sua qualidade técnica e idoneidade. A partir dos três laudos constantes deste processo, vislumbro todos os elementos necessários para que se proceda à correta classificação fiscal da mercadoria. Demais disso, não se conhecem os elementos probatórios que constam do outro processo do qual a contribuinte traz a notícia em sede de sustentação oral, nem mesmo se se trata da mesma mercadoria, razão pela qual entendo que não se pode pautar o julgamento deste processo com base em elementos de outro processo do qual não se tem pleno conhecimento de seus termos. Desse modo, voto por NÃO CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Voto Vencedor Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Redator Malgrado a existência nos autos de laudos do IPT e do IPET, a Recorrente trouxe através de memoriais e de juntada por petição uma decisão da DRJ de Fortaleza no processo 19647.013825/200882 (acórdão 0821.613), onde ela teria sido autuada pelas mesmas razões aqui debatidas e onde teria sido aceita a classificação fiscal por ela adotada (6810.19.00). Naquela oportunidade, referida decisão baseouse em laudo elaborado pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR, cujo tópico final do laudo segue abaixo: “Resumo: A amostra do produto importado (porcelanato), após análises, indicou ser o mesmo confeccionado, usandose pós de rochas (albita, mulita), acrescido de mais componentes naturais e ainda de componentes sintéticos e/ou industriais, em sua base. Aglutinado/colado à massa base do produto, através de uma resina plástica, encontrase rocha meta calcárea (calcítica/Mármore), conforme mostra Difratograma da amostra porcelanato e fotografias microscópicas do laudo Petrográfico da UNESP. Produzido dessa forma, o produto ‘imita uma pedra natural, podendo ser tratado como um ‘artefato de granito artificial’”. (grifos no original) O acórdão 0821.613, de 26 de agosto de 2011, da DRJ de Fortaleza foi assim ementado: “ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 06/01/2004 a 12/12/2007 CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIA. Fl. 456DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 375 10 Classificase no código 6810.10.19.00, por força das Regras Geais para Interpretação do Sistema Harmonizado 1 e 6, e, ainda, como subsídio nas Notas Explicativas do Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias, o produto denominado como ‘artefato de granito artificial’, produzido majoritariamente com matériasprimas não plásticas, como minerais de feldspatos e quartzo (SiO2), este com um teor superior a 50% e cujas partículas micronizadas são mantidas aglutinadas pela massa vítrea após a sinterização, caracterizado, ainda, pela presença da argila apenas com a função de dar plasticidade à massa.” O Parecer Técnico elaborado pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco ITEP constante dos autos, por sua vez, assim informa: “7.6 Está correto afirmar que as mercadorias importadas e comercializadas por SUAPE PORCELANATO são obtidas aglomerando fragmentos, grânulos ou pó de pedra natural com cimento, cal ou outros aglutinantes, e por moldagem, extrusão ou centrifugação? RESPOSTA: Não.” O Laudo Técnico elaborado pelo IPT também constante dos autos afirma o que segue: “2.1. Definir o que é uma cerâmica. (...) Constatase pelas definições acima que existem dois níveis de definição de cerâmica: um de âmbito geral (...), que abarca desde artigos domésticos (por ex.,vaso de plantas), passando por biomateriais, e indo até componentes sofisticados de engenharia (por ex., material para espelho espacial), e outro de aplicação restrita (...), envolvendo principalmente materiais tradicionais de uso cotidiano de natureza argilosa (por ex., telhas e pisos), que neste texto serão denominados de cerâmica "tradicional". É importante salientar que todas as definições gerais de cerâmica incluem tanto as cerâmicas tradicionais, como as cerâmicas técnicas e avançadas (por ex., alumina, zircônia, carbeto de silício, e nitreto de silício). Algumas também incluem os vidros, as vitrocerâmicas e os semicondutores 2.2 Quais são as matériasprimas básicas (naturais e sintéticas) utilizadas para a produção de um produto cerâmico? Considerando um produto de cerâmica tradicional, como definida na questão 2.1, a matériaprima básica para a sua produção é a argila, que é natural. Considerando um produto de cerâmica no âmbito geral, definida na questão 2.1, existem diversas matériasprimas naturais e sintéticas empregadas na sua produção. As matériasprimas básicas são definidas para cada tipo ou classe de produto cerâmico. Alguns exemplos de matériaprima sintética são alumina, Fl. 457DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 376 11 carbeto de silício, nitrato de alumínio, e zircônia, e de matériaprima natural são quartzo, feldspato e talco. (...) 2.4. O porcelanato é, em termos gerais, um produto cerâmico obtido por cozedura (cozedura conforme definida no item ‘2.5d’ abaixo’) da massa (pasta) básica depois de previamente enformado ou trabalhado? No âmbito geral, sendo constituído de materiais inorgânicos não metálicos, o porcelanato pode ser classificado como um produto cerâmico. Entretanto não pode ser confundido com uma cerâmica tradicional de natureza argilosa, apesar de ser submetido a tratamento térmico, pois não é produzido majoritariamente a partir de argila, e tem distintas propriedades físicas e comportamento mecânico.” Diante das divergências apresentadas nos laudos constantes no presente PAF, proponho, nos termos dos artigos 18 e 29 do Decreto n° 70.235/72, que os autos retornem à DRF competente para a realização de perícia técnica, quando deverão ser respondidos os seguintes quesitos: 1. Foi realizado teste físicoquímico no produto importado pela Impugnante para impor a nova classificação fiscal? 2. O laudo do IPT elaborado por força de solicitação da autoridade fazendária realizou análise físicoquímica do produto? 3. Os laudos do ITEP e da UFSCAR realizaram análise físicoquímica do produto? 4. Qual a composição do porcelanato e se é semelhante a do granito? 5. Há transformação química do SiO2 a partir das matériasprimas de partida? 6. O acabamento do porcelanato para polimento é o mesmo realizado em granitos e mármores? 7. Uma cerâmica pode ser submetida ao mesmo tipo de polimento do porcelanato? 8. É correto afirmar que o produto importado pela Impugnante é feito de pó de pedra? 9. É correto afirmar que o porcelanato é uma imitação de pedra natural? 10. Há diferenças físicas e químicas entre as rochas ornamentais (granitos e mármores) e o procelanato? 11. É correto afirmar que o porcelanato é um artefato de granito artificial? 12. Uma fábrica de laje cerâmica para revestimento de piso pode produzir um procelanato? 13. O que acontece a uma laje cerâmica, para revestimento de piso, se for submetida ao polimento por desbaste mecânico para acabamento com abrasivos, tais como ocorre com o porcelanato e as rochas ornamentais (mármores e granitos)? 14. Como é conferida a aparência final de textura e brilho: a)Nas lajes cerâmicas?; b)No no porcelanato?; e Nas rochas ornamental (granitos e mármores)? Fl. 458DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 377 12 15. É correto afirmar que as lajes cerâmicas, para revestimento de piso, são produzidas, basicamente, com argila (barro)? 16. É correto afirmar que o porcelanato é feito principalmente de minerais “não argilosos”(pedra/rocha)? 17. É possível afirmar que o porcelanato é formado por Pós de minerais duros (pedras/rochas), aglutinados por uma massa vítrea? 18. É correto afirmar que o SiO2 é o composto de maior participação de massa do porcelanato? 19. Qual é a fórmula química do Quartzo? 20. A qual temperatura o quartzo se funde? 21. A que temperatura é submetida as massas constitutivas do porcelanato, em seu processo térmico? 22. É correto afirmar que o porcelanato apresenta microestrura formada por partículas cristalinas de quartzo, aglutinados por uma matriz vítrea? Em outras palavras, poderíamos dizer que o porcelanato é formado pelo aglomerado de fragmentos de pedras naturais micronizadas, que se mantém unidos, por um aglutinante? 23. Definir o que é uma cerâmica. 24. Quais são as matériasprimas básicas (naturais e sintéticas) utilizadas para a produção de todo produto cerâmico? 25. O tratamento térmico em temperaturas elevadas é uma etapa que ocorre na produção de todo produto cerâmico? 26. O pocelanato é, em termos gerais, um produto cerâmico obtido por cozedura da massa (pasta básica) depois de previamente enformado ou trabalhado? 27. Quais são as metériasprimas básicas que compões o grés porcelanato (ex: argilas, quartzo, feldspatos, etc..)? Qual é a finalidade de cada um? 28. Devido à sua composição podemos identificar o grés porcelanato como um produto (resultado) de farinhas silicosas fósseis ou como um produto refratário? 29. Quais são as matériasprimas básicas que compões uma cerâmica comum? Qual é a finalidade de cada uma? 30. Explanar sobre todo o processo produtivo do grés porcelanato, comparandoo com o processo produtivo das outras cerâmicas comuns. Fl. 459DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 378 13 31. Explanar sobre as características diferenciais entre o grés porcelanato e as outras cerâmicas comuns. 32. Em termos gerais, o processo produtivo do porcelanato envolve as seguintes operações sequenciais descritas abaixo? a) Preparação da pasta (massa) – dosagem e mistura dos diversos constituintes e/ou trituração, filtragem sob pressão, amassadura, maturação e desaeração; b) Enformação (conformação) – dar ao pó à pasta assim preparada seu formato aproximado quando possível de forma pretendida. Efetuase por estiragem ou extrusão, prensagem, moldagem, vazamento ou modelagem; c) Secagem; d) Cozedura – Submeter os artefatos “crus”a uma temperatura de 800 graus celsius ou maior, permitindose obter uma ligação íntima dos grãos quer por difusão, transformação química ou ainda fusão parcial; e) Acabamento – Operações variadas em função da utilização do artefato acabado (aposição de marcas, materialização, impregnação, vernizes, esmaltes, engobes, lustres, “polímeros”) 33. A mistura vitrificável (pasta) sofre fusão completa? Se não, qual (is) é (são) o (os) elemento(s) fundentes (s) (sofre fusão ou qualquer outro processo semelhante), caracterizandoo como elemento aglutinante da pasta? 34. Tendo em vista as definições (1) e (2) abaixo transcritas, o produto importado, objeto da presente lide, é mais bem definido como (a) PLACAS (LAJES), PARA PAVIMENTAÇÃO OU REVESTIMENTO, DE CERÂMICA ou (b) OBRA DE PEDRA ARTIFICIAL? Definição (1): “A expressão “produtos cerâmicos” designase os produtos obtidos: A) Por cozedura de matérias nãometálicas inorgânicas previamente preparadas e moldadas, em geral à temperatura ambiente. As matérias primas utilizadas são, entre outras, argilas, matérias silicosas, matérias com elevado ponto de fusão, tais como os óxidos, os carbonetos, os nitretos, a grafita ou outro carbono e, em certos casos, aglutinantes tais como as argilas refratárias e os fosfatos. B) A partir de rochas (por exemplo, estreatita) que, depois de moldadas, são submetidas à ação do calor.” Fl. 460DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 11968.001034/200875 Resolução nº 3202000.089 S3C2T2 Fl. 379 14 Definição (2): “Por “pedra artificial” designamse as imitações de pedra natural que se obtém aglomerandose com cimento, cal ou outros aglutinantes (plásticos, por exemplo), fragmentos, grânulos ou pó, de pedra natural (mármore e outras pedras calcárias, granito, pórfiro, serpentina, por exemplo). Os artefatos em granito ou em terrazzo também são variedades de pedra artificial”. As partes (Fisco e Recorrente), caso entendam conveniente, podem apresentar quesitos adicionais a serem respondidos pelos peritos. Desta forma, a autoridade fiscal da DRF competente deverá intimar a Recorrente para contratar instituição de renomada reputação (UNICAMP, INT ou alguma Universidade Federal que se destaque no tema aqui discutido) para realização do Laudo Técnico. Caso entenda necessário, ao término da perícia, a fiscalização poderá manifestarse sobre o Laudo Técnico elaborado. Encerrada a instrução processual a Interessada deverá ser intimada para manifestarse no prazo de 30 (trinta) dias, antes da devolução do processo para julgamento. É como voto. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 461DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/04/2013 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 28/05/2013 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 13052.000022/2005-29
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004
CORREÇÃO MONETÁRIA. SELIC. CRÉDITO.
Deve ser reconhecido o direito da recorrente à correção monetária do seu crédito pelos índices da SELIC, conforme consta de decisão do Superior Tribunal de Justiça, na sistemática prevista no artigo 543-C do CPC.
Numero da decisão: 3201-000.933
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201203
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 CORREÇÃO MONETÁRIA. SELIC. CRÉDITO. Deve ser reconhecido o direito da recorrente à correção monetária do seu crédito pelos índices da SELIC, conforme consta de decisão do Superior Tribunal de Justiça, na sistemática prevista no artigo 543-C do CPC.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 13052.000022/2005-29
conteudo_id_s : 5254141
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 29 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3201-000.933
nome_arquivo_s : Decisao_13052000022200529.pdf
nome_relator_s : MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 13052000022200529_5254141.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4879278
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:09:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045982450548736
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1636; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3‐C2T1 Fl. 180 1 179 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13052.000022/200529 Recurso nº 00000000 Voluntário Acórdão nº 3201000.933 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de março de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Recorrente Curtume Aimoré S.A. Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 CORREÇÃO MONETÁRIA. SELIC. CRÉDITO. Deve ser reconhecido o direito da recorrente à correção monetária do seu crédito pelos índices da SELIC, conforme consta de decisão do Superior Tribunal de Justiça, na sistemática prevista no artigo 543C do CPC. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Presidente. MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA Relator. EDITADO EM: 26/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D'Amorim, Judith do Amaral Marcondes Armando, Adriana Oliveira e Ribeiro (Suplente) e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO 2 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento de Créditos da Contribuição para o PIS/PASEP (formulário instituído pela IN SRF no 379. de 2003) relativo ao quarto trimestre de 2004, conforme 11. 01, depois retificado pelo documento de fl. 12. Foram juntadas ao processo cópias de atas, de documento de procuração e de identificação. A seguir foram anexados documentos fiscais, tendo a Fiscalização realizado verificação acerca da correção dos ressarcimentos pleiteados e produzido o Termo de Verificação Fiscal de fls. 33/38, donde se mostra relevante extrair: Durante a fiscalização foi constatado que na apuração da base de cálculo da contribuição para o PIS a empresa não incluiu a receita proveniente da cessão de créditos do ICMS a terceiros. (fl. 33) (...) Há que se observar que o art. 3° da Lei n° 10.637/2002, bem, como os incisos do art. 3º da Lei n° 10.833/2003, definem as despesas e custos em relação aos quais é permitido o cálculo de créditos de PIS. E somente sobre aqueles itens expressamente relacionados cabe apurar créditos, não havendo margem para outras despesas. Outro ponto a destacar é que o termo "insumo", empregado no inciso II referese a bens e serviços empregados como tal na fabricação dos produtos do estabelecimento. E a definição de insumo encontrase lia legislação do imposto sobre Produtos industrializados, restringindose a matériasprimas, produtos intermediários e embalagens aplicados no produto, além de serviços de industrialização sob encomenda. (...) Tal demonstrativo revela que os valores lançados na linha 13 se compõem de despesas tais como: manutenção de máquinas e equipamentos; serviços de terceiros RI; comissões; compra de material de consumo; laboratórios; assistência médica; embarques; programa vale transporte; manutenção informática; e fretes e carretos. Exceto as despesas com fretes, todas as demais, no trimestre em questão, não encontram amparo legal para a constituição de créditos a descontar dos débitos mensais de PIS. (fl. 35) Com base naquele Termo esta anexado à fl. 40 o Despacho Decisório DRF/SCS. de 04/11/2005, onde o Sr. Delegado da Receita Federal em Santa Cruz do Sul (RS) revê de oficio o despacho que autorizou a compensação e/ou o pagamento prévio do ressarcimento solicitado, reconhecendo o direito ao Fl. 192DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 13052.000022/200529 Acórdão n.º 3201000.933 S3‐C2T1 Fl. 181 3 ressarcimento e/ou compensação de créditos no valor de R$ 35.949,69, negando o direito ao valor restante no montante de R$ 14.319,24. Intimou a contribuinte a efetuar o pagamento dos débitos indevidamente compensados e esclareceu a possibilidade de apresentação de manifestação de inconformidade no prazo legal. A contribuinte foi cientificada em 18/11/2005. conforme cópia de AR de fl. 42. tendo sido anexadas Declarações de Compensação, extratos e demonstrativos que confirmam a realização de compensações (ti s. 43/81). Não conformada com a decisão administrativa, apresenta a contribuinte, através de procuradores, em 15/12/2005 — fls. 83/109 — sua manifestação contrária, onde aponta. Em síntese, os seguintes argumentos: DOS FATOS • é uma pessoa jurídica que se dedica A industrialização de couros e peles, destinando parte de seus produtos para o exterior; • com base na MPs n°66, posteriormente convertida na Lei n° 10.637, de 2002. passou a calcular a contribuição para o PIS sobre a sistemática nãocumulativa, aplicando a alíquota de 1,65%; • nos termos do art. 1° daquela lei, considerou seu faturamento, tendo deduzido os créditos listados no art. 3° daquela norma; • em relação ao quarto trimestre de 2004, ao realizar tal encontro de contas apurou crédito da contribuição a seu favor, tendo protocolizado pedido de compensação/ressarcimento perante a RFB. Posteriormente protocolou pedido complementar: • a empresa, ao ser submetida ao processo fiscalizatório, teve valores glosados conforme constam do Parecer Fiscal. Lista os valores recusados; • a autoridade fiscal menciona que o valor do beneficio fiscal negado é de R$ 14.319.24, sendo que o valor objeto de discussão 6, na verdade, a soma dos valores glosados. Conforme mencionados; • apresenta sua manifestação de inconformidade, onde demonstra a ilegalidade do ato administrativo. DO DIREITO DA NATUREZA JURÍDICA DA TRANSFERÊNCIA DE ICMS Fl. 193DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO 4 • traça arrazoado acerca da natureza jurídica da transferência do ICMS. apontando legislação e concluindo que: a) a transferência de ICMS é uma faculdade que a lei prevê para que o contribuinte exportador possa utilizar seus créditos fiscais acumulados, pois os produtos exportados não sofrem incidência de dito tributo nas saídas; b) os créditos excedentes de ICMS acumulados em vista das aquisições/entradas tributadas de matériasprimas, material de embalagem e produtos intermediários podem ser transferidos para outros estabelecimentos no Estado, nos termos da legislação vigente. DO ENTENDIMENTO DA AUTORIDADE FISCAL • conforme o Parecer exarado pela autoridade fiscal, deveria haver incidência de PIS e de COFINS sobre os valores correspondentes as transferências de ICMS efetuadas pela empresa; • conforme o parecer, a transferência de ICMS foi enquadrada como unia suposta receita, razão pela qual deveria integrar a base de cálculo da contribuição. No entanto. tal entendimento está destituído de qualquer alicerce jurídico ou contábil, pois em hipóteses alguma a transferência de IC.M.S pode ser entendida como 'receita'. DAS RECEITAS QUE COMPÕEM A BASE DE CÁLCULO DAS CONTRIBUIÇÕES PARA O PIS/COFINS • fala sobre o conceito de receita bruta. registrando as Leis n's 9.718, de 1998. 10.637, de 2002, e 10.833, de 2003, e concluindo que a hipótese de incidência material do PIS e da COFINS continuou a ser o total da receita bruta da empresa. havendo alteração apenas no que se refere à possibilidade de dedução das aquisições efetuadas, observada a implantação da sistemática da nãocumulatividade; • não houve qualquer mudança na amplitude das receitas submetidas incidência do PIS e da COFINS. não havendo como se considerar que o valor das transferências de ICMS efetuadas em favor de terceiros possam ser considerados como receitas tributáveis. DA IMPOSSIBILIDADE DE CONSIDERAR A TRANSFERÊNCIA DE ICMS COMO RECEITA TRIBUTÁVEL PELAS CONTRIBUIÇÕES DO PIS E DA COFINS • as empresas exportadoras acumulam créditos de ICMS, os quais sempre foram transferidos para terceiros, sem que, ate o momento, fossem suscitadas quaisquer dúvidas relativamente a uma suposta natureza jurídica de receita, que há total ausência das características elementares para tanto; • discorre acerca do conceito de receita e sua aplicação ao caso, entendendo que uma operação só poderá ser caracterizada como Fl. 194DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 13052.000022/200529 Acórdão n.º 3201000.933 S3‐C2T1 Fl. 182 5 Receita, se, uma vez ocorrida, houver alteração na situação patrimonial da empresa; • traça arrazoado acerca da forma de registro contábil quando ocorre a transferência dos créditos excedentes de ICMS; • a transferência de ICMS não pode ser considerada como uma receita tributável, ainda que tal operação, mesmo se forçosamente equiparada a urna alienação, não será uma forma de capitalização da empresa, posto que com tal operação aquela não obtém qualquer resultado, havendo modificação tão somente de sua situação de liquidez, não havendo mudança na situação patrimonial; • registra decisão do Poder Judiciário, concluindo não haver qualquer sustentação para se pretender considerar como receita, para fins de incidência do PIS e da CORNS, dos valores dos créditos excedentes de ICMS transferidos/cedidos para outras pessoas jurídicas. DO DIREITO À INCLUSÃO DOS VALORES PAGOS A TERCEIROS COMO CRÉDITO NA APURAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES PARA 0 PIS E COFINS • fala sobre o principio da nãocumulatividade tributária. dizendo ser necessário analisarse a forma de implantação do sistema nãocumulativo no tocante às contribuições ao PIS e à COFINS, no sentido de demonstrar que a autoridade fiscal está ilegalmente afastando a possibilidade de aproveitamento integral dos valores suportados pela empresa nas etapas posteriores. DA IMPLANTAÇÃO DO PRINCÍPIO DA NÃO CUMULATIVIDADE QUANTO ÀS CONTRIBUIÇÕES AO PIS E COFINS • refere à teoria do imposto sobre valor agregado, o método adotado para o seu cálculo no caso do PIS e da COFINS, e transcreve parte de exposição de motivos; • discorre sobre o conceito do que sejam insumos, dizendo que dentro daquele, no seu caso, se poderiam incluir as matérias primas, o material de embalagem e produtos intermediários empregados diretamente no processo produtivo. Elenca uma série de elementos que entende possam ser enquadrados como insumos; • o entendimento da autoridade fiscal é no sentido de restringir a utilização dos créditos, admitindo somente aqueles consumidos no processo produtivo. Com isso, as contribuições que, conforme dispositivo constitucional e legal expressos, deveriam ser Fl. 195DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO 6 efetivamente nãocumulativas, tornamse cumulativas e oneram substancialmente o preço final das mercadorias; • aponta entendimentos doutrinários e da jurisprudência administrativa; • como não admitir que os significativos custos relativos aos serviços prestados empresa, especialmente em relação ás comissões pagas a empresas de representação comercial, publicidade, vigilância, limpeza, combustíveis, manutenção da frota, não sejam considerados custos necessários à sua atividade? Em relação ás comissões, essas são contabilmente registradas como despesas diretas com vendas; • as receitas obtidas pelos prestadores de tais serviços e vendedores de mercadorias são devidamente tributadas pelo PIS e COFINS, razão pela qual, caso não venham a ser consideradas como dedutíveis da base de cálculo das mesmas, inequivocamente haveria a cumulatividade tributária, proibida pela CF e pela lei; • o entendimento da autoridade fiscal vai de encontro à própria disposição constitucional que inseriu o principio da não cumulatividade das contribuições sociais , desconsiderando, também, que sequer o legislador federal poderia deixar de observar a norma contida no art. 195, § 12, da CF, cuja eficácia é plena para aqueles setores específicos da economia, definidos por lei, em relação aos quais a não cumulatividade deverá ser urna regra que atinja os fins para os quais foi instituída. DA ATUALIZAÇÃO PELA TAXA SELIC • ressalta que a partir de 1º /01/1996, era cabível a incidência de juros equivalentes à taxa SEL1C na compensação ou restituição de tributos, nos termos do art. 39, § 4°, da Lei n°9.250, de 1995; • urna vez que está pleiteando o ressarcimento de valores de contribuição, apenas poderá ser aplicada , em relação a tais valores, a variação da taxa SELIC ocorrida entre o mês do pedido até a efetiva restituição; • registra precedentes da CSRF quanto ao direito à atualização; • não pode ficar a mercê dos efeitos negativos do transcurso do tempo. Sendo plenamente legitimo atualizar pela taxa SELIC os créditos indevidamente indeferidos pela autoridade administrativa, desde a apuração até o efetivo ressarcimento. DO PEDIDO • requer e espera que sua impugnação seja julgada procedente, corn vistas a ser deferido o ressarcimento da contribuição para o PIS objeto da glosa fiscal, no valor de R$ 23.612.33, acrescido de taxa SELIC; • pede deferimento. Junto à manifestação de inconformidade a contribuinte apresentou os documentos que compõem as fls. 110/124. Fl. 196DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 13052.000022/200529 Acórdão n.º 3201000.933 S3‐C2T1 Fl. 183 7 O processo foi encaminhado à DRJ/Porto Alegre (RS), sendo que aquele Órgão produziu a informação de fl. 126 e remeteu o feito a esta DRJ. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 ASSERTIVAS. ILEGALIDADES. INCONSTITUCIONALIDADES. A apreciação de alegações que se refiram à existência de inconstitucionalidades ou ilegalidades, essas contidas em leis ou atos. está deferida ao Poder Judiciário, por força do texto constitucional. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2004 a 31/12/2004 PIS. RESSARCIMENTO. GLOSA BENEFÍCIO FISCAL. ICMS. COMERCIALIZAÇÃO. Mostrase indevido o ressarcimento de suposto montante credor de PIS, se na base de cálculo daquela contribuição não foram incluídos valores resultantes da comercialização de beneficio fiscal. PIS. NÃOCUMULATIVIDADE. BASE DE CALCULO. APURAÇÃO. Do valor da contribuição apurada segundo o regime da não cumulatividade, a pessoa jurídica somente poderá descontar os créditos listados na legislação de regência. NÃOCUMULATIVIDADE. APURAÇÃO DE CRÉDITOS. INSUMOS. Para fins de apuração de créditos no regime da nãocumulatividade, somente serão considerados insumos os bens e serviços diretamente aplicados ou consumidos na fabricação do produto. CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. VEDAÇÃO LEGAL. De acordo com o disposto nos arts. 13 e 15 da Lei n° 10.833, de 2003, não incide correção monetária e juros sobre os créditos de PIS objeto de ressarcimento. Solicitação Indeferida O contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário acerca da inclusão do crédito de cessão dos créditos de ICMS na base de cálculo da contribuição e a correção de seu crédito pela SELIC. Os autos foram enviados a este Conselho e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental, tendo requisitado a sua inclusão em pauta para julgamento. Fl. 197DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO 8 É o Relatório. Voto Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira Entendo que o recurso voluntário é tempestivo e atende aos requisitos legais, portanto, dele tomo conhecimento. Adoto os fundamentos do voto do ilustre Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, nos autos do acórdão proferido por este Colegiado no julgamento do processo nº 11065.002120/200445, como minhas razões para decidir o presente recurso, nos seguintes termos, O crédito de ICMS não pode, em nenhuma hipótese, ser considerado como receita. As empresas, ao adquirirem matériaprima, material secundário e de embalagem, não consideram o valor do ICMS como despesa, mas sim como uma conta transitória em seu ativo, cujo valor será, ao final de cada período de apuração, abatido dos débitos pelas saídas, e, em havendo saldo credor, este se transferirá para o período ou períodos seguintes. Citamos como exemplo a aquisição de matériaprima no valor de R$ 1.000,00, cuja alíquota de ICMS é de 17%, sendo destacado na nota fiscal o ICMS no valor de R$ 170,00. Contabilmente a empresa lançará como custo da matéria prima adquirida o valor de R$ 830,00 (1.000,00 – 170,00), sendo que o valor do ICMS será lançado no ativo circulante como ICMS a Recuperar. Supondose que esta seja a única operação do período e considerandose que as saídas todas foram imunes em razão da exportação, a empresa apresenta no final do período um saldo credor de R$ 170,00. No período seguinte a empresa efetua a transferência deste saldo credor a outro contribuinte do estado, atendidas as normas vigentes para dita transferência. Esta operação, normalmente utilizada para pagamento na compra de matéria prima, é que a Receita Federal está considerando como receita e pretende que seja incluída na base de calculo do PIS e da COFINS. Dito valor não é receita, porque nunca foi despesa ou custo, é um crédito que nunca transitou pelas contas de resultado. Não há ingresso de valor na empresa, pois o valor do crédito de ICMS, que veio embutido no preço de aquisição da matériaprima, foi um “adiantamento” efetuado pela pessoa jurídica que, pela legislação vigente, poderá ser utilizado em determinadas condições. Quando transfere seus créditos para fornecedores, na forma da lei, a autora usa aqueles como 'moeda' de pagamento do débito que possui. Deixa de retirar Fl. 198DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 13052.000022/200529 Acórdão n.º 3201000.933 S3‐C2T1 Fl. 184 9 dinheiro do caixa ou do banco, e transfere seus direitos, quitando conta que possuía frente ao fornecedor. Não há ingresso de dinheiro novo, pois o tributo recuperado passa para o caixa da mesma forma como se ela tivesse sido ressarcida do benefício/crédito pelo fisco. Mesmo que não adentrássemos no mérito contábil do tema, o crédito de ICMS decorrente da aquisição de insumos também não pode ser considerado como receita, pois este é apenas uma mera escrituração, não havendo qualquer ingresso material de recursos na autora, apenas o lançamento contábil e a respectiva escrituração nos livros fiscais, com vistas a compensar eventuais débitos decorrentes da saída de mercadorias tributadas por aquele imposto. Apesar de desnecessário, a própria Lei nº 10.833/2003 estabeleceu que créditos de tributos não são considerados como receita: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) § 10. O valor dos créditos apurados de acordo com este artigo não constitui receita bruta da pessoa jurídica, servindo somente para dedução do valor devido da contribuição. (...) Outro fator relevante reside no fato de que a transferência de créditos de ICMS para compra de insumos, por exemplo, não traduz ingresso de receita nova na empresa, mas mera cessão de crédito, um escambo, onde ocorre apenas a troca de uma moeda escritural por matéria prima. O que se verifica, ao fim e ao cabo, é que a transferência de saldo credor de ICMS não pode ser tomada como hipótese de incidência do PIS e COFINS, pois não são classificados como receita. Não é outro o entendimento expedido pela Coordenação Geral de Tributação, na solução de divergência COSIT n.º 20, de 12 de novembro de 2003, onde expressamente se manifestou no sentido de que a repetição de indébito não é fato gerador do PIS e da COFINS, como vemos: ASSUNTO: Normas Gerais de Direito Tributário EMENTA: Tributação do valor restituído. Aspecto material das hipóteses de incidência. Os valores restituídos a título de tributo pago indevidamente serão tributados pelo IRPJ e pela CSLL, somente se, em períodos anteriores, tiverem sido computados como despesas dedutíveis do lucro real e da base de cálculo da CSLL, seja qual for o fundamento para a repetição do indébito. Não há que se falar em incidência da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep sobre os valores recuperados a título de tributo pago a maior, já que tais valores, no período em que foram reconhecidos como despesas, não influenciaram a base tributável dessas contribuições. DISPOSITIVOS LEGAIS: art. 53 da Lei nº 9.430, de 1996. Por fim, a Lei federal nº 8.981/95, ao conceituar a receita bruta, que é base de cálculo do PIS, assim a disciplinou: Fl. 199DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO 10 Art. 31. A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia. (...) Como a concessão de um crédito escritural não se enquadra como produto da venda de bens e serviços, também por tal razão tais parcelas não poderiam ser incluídas na base de cálculo do PIS. Com a nova redação emprestada ao Regimento Interno deste CARF, pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010 (publicada no DOU de 22.12.2010), foi introduzido o artigo 62A e seus incisos, com o seguinte texto: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Desta forma, este Colegiado deve dar provimento ao pedido formulado no recurso voluntário relativo ao reconhecimento do direito da recorrente de correção monetária do seu crédito pelos índices da SELIC, conforme consta dos itens 12 e 13 da ementa abaixo, pois há decisão do Superior Tribunal de Justiça, na sistemática prevista no artigo 543C do CPC: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. IPI. CRÉDITO PRESUMIDO PARA RESSARCIMENTO DO VALOR DO PIS/PASEP E DA COFINS. EMPRESAS PRODUTORAS E EXPORTADORAS DE MERCADORIAS NACIONAIS. LEI 9.363/96. INSTRUÇÃO NORMATIVA SRF 23/97. CONDICIONAMENTO DO INCENTIVO FISCAL AOS INSUMOS ADQUIRIDOS DE FORNECEDORES SUJEITOS À TRIBUTAÇÃO PELO PIS E PELA COFINS. EXORBITÂNCIA DOS LIMITES IMPOSTOS PELA LEI ORDINÁRIA. SÚMULA VINCULANTE 10/STF. OBSERVÂNCIA. INSTRUÇÃO NORMATIVA (ATO NORMATIVO SECUNDÁRIO). CORREÇÃO MONETÁRIA. INCIDÊNCIA. EXERCÍCIO DO DIREITO DE CRÉDITO POSTERGADO PELO FISCO. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 535, DO CPC. INOCORRÊNCIA. 1. O crédito presumido de IPI, instituído pela Lei 9.363/96, não poderia ter sua aplicação restringida por força da Instrução Normativa SRF 23/97, ato normativo secundário, que não pode inovar no ordenamento jurídico, subordinandose aos limites do texto legal. Fl. 200DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 13052.000022/200529 Acórdão n.º 3201000.933 S3‐C2T1 Fl. 185 11 2. A Lei 9.363/96 instituiu crédito presumido de IPI para ressarcimento do valor do PIS/PASEP e COFINS, ao dispor que: "Art. 1º A empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais fará jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados, como ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares nos 7, de 7 de setembro de 1970, 8, de 3 de dezembro de 1970, e de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado interno, de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem, para utilização no processo produtivo. Parágrafo único. O disposto neste artigo aplicase, inclusive, nos casos de venda a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação para o exterior." 3. O artigo 6º, do aludido diploma legal, determina, ainda, que "o Ministro de Estado da Fazenda expedirá as instruções necessárias ao cumprimento do disposto nesta Lei, inclusive quanto aos requisitos e periodicidade para apuração e para fruição do crédito presumido e respectivo ressarcimento, à definição de receita de exportação e aos documentos fiscais comprobatórios dos lançamentos, a esse título, efetuados pelo produtor exportador". 4. O Ministro de Estado da Fazenda, no uso de suas atribuições, expediu a Portaria 38/97, dispondo sobre o cálculo e a utilização do crédito presumido instituído pela Lei 9.363/96 e autorizando o Secretário da Receita Federal a expedir normas complementares necessárias à implementação da aludida portaria (artigo 12). 5. Nesse segmento, o Secretário da Receita Federal expediu a Instrução Normativa 23/97 (revogada, sem interrupção de sua força normativa, pela Instrução Normativa 313/2003, também revogada, nos mesmos termos, pela Instrução Normativa 419/2004), assim preceituando: "Art. 2º Fará jus ao crédito presumido a que se refere o artigo anterior a empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais. § 1º O direito ao crédito presumido aplicase inclusive: I Quando o produto fabricado goze do benefício da alíquota zero; II nas vendas a empresa comercial exportadora, com o fim específico de exportação. § 2º O crédito presumido relativo a produtos oriundos da atividade rural, conforme definida no art. 2º da Lei nº 8.023, de 12 de abril de 1990, utilizados como matériaprima, produto intermediário ou embalagem, na produção bens exportados, será Fl. 201DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO 12 calculado, exclusivamente, em relação às aquisições, efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas às contribuições PIS/PASEP e COFINS." 6. Com efeito, o § 2º, do artigo 2º, da Instrução Normativa SRF 23/97, restringiu a dedução do crédito presumido do IPI (instituído pela Lei 9.363/96), no que concerne às empresas produtoras e exportadoras de produtos oriundos de atividade rural, às aquisições, no mercado interno, efetuadas de pessoas jurídicas sujeitas às contribuições destinadas ao PIS/PASEP e à COFINS. 7. Como de sabença, a validade das instruções normativas (atos normativos secundários) pressupõe a estrita observância dos limites impostos pelos atos normativos primários a que se subordinam (leis, tratados, convenções internacionais, etc.), sendo certo que, se vierem a positivar em seu texto uma exegese que possa irromper a hierarquia normativa sobrejacente, viciar seão de ilegalidade e não de inconstitucionalidade (Precedentes do Supremo Tribunal Federal: ADI 531 AgR, Rel. Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 11.12.1991, DJ 03.04.1992; e ADI 365 AgR, Rel. Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 07.11.1990, DJ 15.03.1991). 8. Conseqüentemente, sobressai a "ilegalidade" da instrução normativa que extrapolou os limites impostos pela Lei 9.363/96, ao excluir, da base de cálculo do benefício do crédito presumido do IPI, as aquisições (relativamente aos produtos oriundos de atividade rural) de matériaprima e de insumos de fornecedores não sujeito à tributação pelo PIS/PASEP e pela COFINS (Precedentes das Turmas de Direito Público: REsp 849287/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 19.08.2010, DJe 28.09.2010; AgRg no REsp 913433/ES, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 04.06.2009, DJe 25.06.2009; REsp 1109034/PR, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 16.04.2009, DJe 06.05.2009; REsp 1008021/CE, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 01.04.2008, DJe 11.04.2008; REsp 767.617/CE, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12.12.2006, DJ 15.02.2007; REsp 617733/CE, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, julgado em 03.08.2006, DJ 24.08.2006; e REsp 586392/RN, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 19.10.2004, DJ 06.12.2004). 9. É que: (i) "a COFINS e o PIS oneram em cascata o produto rural e, por isso, estão embutidos no valor do produto final adquirido pelo produtorexportador, mesmo não havendo incidência na sua última aquisição"; (ii) "o Decreto 2.367/98 Regulamento do IPI , posterior à Lei 9.363/96, não fez restrição às aquisições de produtos rurais"; e (iii) "a base de cálculo do ressarcimento é o valor total das aquisições dos insumos utilizados no processo produtivo (art. 2º), sem condicionantes" (REsp 586392/RN). 10. A Súmula Vinculante 10/STF cristalizou o entendimento de que: Fl. 202DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 13052.000022/200529 Acórdão n.º 3201000.933 S3‐C2T1 Fl. 186 13 "Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte." 11. Entrementes, é certo que a exigência de observância à cláusula de reserva de plenário não abrange os atos normativos secundários do Poder Público, uma vez não estabelecido confronto direto com a Constituição, razão pela qual inaplicável a Súmula Vinculante 10/STF à espécie. 12. A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da não cumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Aplicação analógica do precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543 C, do CPC: REsp 1035847/RS, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 24.06.2009, DJe 03.08.2009). 13. A Tabela Única aprovada pela Primeira Seção (que agrega o Manual de Cálculos da Justiça Federal e a jurisprudência do STJ) autoriza a aplicação da Taxa SELIC (a partir de janeiro de 1996) na correção monetária dos créditos extemporaneamente aproveitados por óbice do Fisco (REsp 1150188/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 20.04.2010, DJe 03.05.2010). 14. Outrossim, a apontada ofensa ao artigo 535, do CPC, não restou configurada, uma vez que o acórdão recorrido pronunciouse de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos. Salientese, ademais, que o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão, como de fato ocorreu na hipótese dos autos. 15. Recurso especial da empresa provido para reconhecer a incidência de correção monetária e a aplicação da Taxa Selic. 16. Recurso especial da Fazenda Nacional desprovido. 17. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (STJ, REsp 993164 / MG, relator Ministro Luiz Fux, 1ª Seção, DJe 17/12/2010) (grifos acrescidos) Fl. 203DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO 14 Desta forma, VOTO por conhecer do recurso para darlhe integral provimento, garantindo o direito à correção pela SELIC a partir da negativa, ou seja, do Despacho Decisório DRF/SCS de 04/11/2005. MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA relator Fl. 204DF CARF MF Impresso em 29/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO
score : 1.0
Numero do processo: 10480.725600/2011-43
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jul 11 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 2009
IRRF. DIRF. MULTA DE OFÍCIO.
É cabível a exclusão da multa de ofício incidente sobre os valores de IRRF, para os quais houve o recolhimento espontâneo.
MULTA REGULAMENTAR. LEGALIDADE.
É exigível a multa regulamentar, na forma do art. 57, I da Medida Provisória nº 2158-35/2001, em função do não atendimento da intimação no prazo estabelecido.
Numero da decisão: 2201-002.150
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência a multa de ofício no valor de R$ 101.068,38 e determinar o aproveitamento dos recolhimentos efetuados, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral o Dr. Ivo de Oliveira Lima, OAB/PE 25.263-D.
Assinado Digitalmente
Eduardo Tadeu Farah Relator
Assinado Digitalmente
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah, Nathália Mesquita Ceia, Márcio de Lacerda Martins, Odmir Fernandes e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Ausente o Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe.
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 2009 IRRF. DIRF. MULTA DE OFÍCIO. É cabível a exclusão da multa de ofício incidente sobre os valores de IRRF, para os quais houve o recolhimento espontâneo. MULTA REGULAMENTAR. LEGALIDADE. É exigível a multa regulamentar, na forma do art. 57, I da Medida Provisória nº 2158-35/2001, em função do não atendimento da intimação no prazo estabelecido.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 11 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10480.725600/2011-43
anomes_publicacao_s : 201307
conteudo_id_s : 5267430
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2201-002.150
nome_arquivo_s : Decisao_10480725600201143.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : EDUARDO TADEU FARAH
nome_arquivo_pdf_s : 10480725600201143_5267430.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência a multa de ofício no valor de R$ 101.068,38 e determinar o aproveitamento dos recolhimentos efetuados, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral o Dr. Ivo de Oliveira Lima, OAB/PE 25.263-D. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Relator Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah, Nathália Mesquita Ceia, Márcio de Lacerda Martins, Odmir Fernandes e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Ausente o Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
id : 4957274
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045982457888768
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1662; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 2 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10480.725600/201143 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201002.150 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 18 de junho de 2013 Matéria IRRF Recorrente REFRESCOS GUARARAPES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 2009 IRRF. DIRF. MULTA DE OFÍCIO. É cabível a exclusão da multa de ofício incidente sobre os valores de IRRF, para os quais houve o recolhimento espontâneo. MULTA REGULAMENTAR. LEGALIDADE. É exigível a multa regulamentar, na forma do art. 57, I da Medida Provisória nº 215835/2001, em função do não atendimento da intimação no prazo estabelecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para excluir da exigência a multa de ofício no valor de R$ 101.068,38 e determinar o aproveitamento dos recolhimentos efetuados, nos termos do voto do Relator. Fez sustentação oral o Dr. Ivo de Oliveira Lima, OAB/PE 25.263D. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah – Relator Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 72 56 00 /2 01 1- 43 Fl. 189DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah, Nathália Mesquita Ceia, Márcio de Lacerda Martins, Odmir Fernandes e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente). Ausente o Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe. Relatório Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Retido na Fonte, anocalendário 2008, consubstanciado no Auto de Infração, fls. 02/17, pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 1.955.686,49, calculados até 30/06/2011. A fiscalização apurou insuficiência de declaração e recolhimento com base nas informações prestadas pela contribuinte através de DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais) e DIRF (Declaração de Imposto Retido na Fonte). Em função do não atendimento da intimação na data marcada, foi lavrada a multa regulamentar prevista no artigo 57, I, da Medida Provisória nº 2.15835, de 2001. A autoridade fiscal efetuou a Representação Fiscal para Fins Penais. Cientificada do lançamento, a interessada apresentou tempestivamente Impugnação, alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, que: ... a fiscalização não havia levado em consideração os pagamentos por ela efetuados. Dessa forma, em razão da prova documental apresentada e da pretensa inobservância da autoridade fiscal aos requisitos legais de constituição do crédito, tal ato jurídico estaria imperfeito, substancialmente viciado e, por conseqüência, sem eficácia jurídica. Argumenta que a aplicação da multa regulamentar pelo fato de ter atendido a Intimação Fiscal sete dias após o prazo estabelecido, afrontaria o princípio da proporcionalidade em seus três requisitos: adequação, necessidade e proporcionalidade, posto que houve o atendimento da exigência da fiscalização tendo ocorrido apenas uma pequena impontualidade, fato que não havia acarretado dano ao processo , representando pesada sanção. Em relação à multa de ofício aplicada, alega que seria incabível a sua aplicação em função de que os valores lançados haviam sido declarados pela contribuinte em DIRF, cabendo, se tanto, multa de 20%. Afirma que o artigo 44 da Lei nº 9.430/96 não teria aplicação isolada, devendo se compatibilizar com outros preceitos do ordenamento jurídico, dentre eles a individualização da pena de acordo com a conduta praticada no caso concreto, segundo disposto nos arts. 108, V e 112, ambos do CTN c/c art. 5º, XLVI da Constituição Federal. Esclarece que o fisco havia aplicado a multa de 75% sem verificar que no caso concreto havia declarado o tributo e efetuado o seu recolhimento, requerendo a “individualização da pena”. Fl. 190DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10480.725600/201143 Acórdão n.º 2201002.150 S2C2T1 Fl. 3 3 A contribuinte insurgese também contra a representação fiscal para fins penais. A 3ª Turma da DRJ em Recife/PE julgou procedente em parte o lançamento, consubstanciado nas ementas abaixo transcritas: IRRF NÃO DECLARADO EM DCTF. PAGAMENTOS ESPONTÂNEOS. A falta de registro em DCTF do Imposto de Renda Retido na Fonte impõe a necessidade do lançamento, para constituição do crédito tributário correspondente, sem considerar os pagamentos efetuados, os quais deverão ser utilizados na sua amortização quando da fase de cobrança. MULTA DE OFÍCIO. Excluise a multa de ofício incidente sobre os valores de IRRF exigidos, para os quais houve o recolhimento espontâneo. REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS. IMPUGNAÇÃO. As Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento não têm competência para apreciar impugnação de representação fiscal para fins penais, por se tratar de ato informativo e obrigatório do servidor que tomar conhecimento de fato que, em tese, caracteriza ilícito penal. INTIMAÇÃO FISCAL. NÃO ATENDIMENTO. PENALIDADE. Sujeitase a multa regulamentar o sujeito passivo que deixar de fornecer, nos prazos marcados, as informações ou esclarecimentos solicitados pelos órgãos da Secretaria da Receita Federal. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte (grifei) Intimada da decisão de primeira instância em 28/02/2012 (fl. 147), a autuada apresenta Recurso Voluntário em 14/03/2012 (fls. 148 e seguintes), sustentando, essencialmente, os mesmos argumentos defendidos em sua Impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro EDUARDO TADEU FARAH, Relator O recurso é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Cuidam os autos de lançamento fiscal decorrente de procedimento de revisão interna, cotejandose os valores informados na DIRF com aqueles declarados em DCTF, que Fl. 191DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 4 culminaram na constatação de falta de recolhimento e de confissão em DCTF de débitos de IRRF, códigos 0561, 0588, 1708 e 3208, referentes ao anocalendário de 2008. A autoridade fiscal aplicou a multa regulamentar no valor de R$ 5.000,00, tendo em vista o não atendimento da intimação pela contribuinte na data marcada. Ao analisar a Impugnação, após comprovar que a recorrente já havia pago o tributo lançado, procedeu a autoridade recorrida a exclusão da multa de ofício, conforme dispõe a Solução de Consulta Interna, de nº 008, de 2007, da COSIT. Para fins de exclusão da multa de ofício, elaborou a autoridade singular demonstrativo dos pagamentos efetuados e confrontou com os valores declarados em DCTF e DIRF. Vejase: DEMONSTRATIVO DE EXONERAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO PA/Vencimento 2008 IRRF cód. IRRF declarado DIRF (A) IRRF declarado DCTF(B) IRRF lançado (AB) Valor pago (C) Multa exonerada (C B) x75% ABR 0561 202.851,43 196.441,39 6.410,04 196.441,39 0,00 JUN 0561 200.454,10 180.717,11 19.736,99 180.717,11 0,00 AGO 0561 187.359,55 178.580,64 8.778,91 178.580,64 0,00 SET 0561 170.587,88 0,00 170.587,88 168.889,83 126.667,37 OUT 0561 167.915,37 0,00 167.915,37 169.540,26 125.936,53 NOV 0561 175.372,11 0,00 175.372,11 185.083,01 131.529,08 DEZ 0561 377.659,09 0,00 377.659,09 210.497,33 157.873,00 AGO 1708 21.705,59 21.211,80 493,79 21.211,80 0,00 DEZ 1708 45.540,96 0,00 45.540,96 47.415,20 34.155,72 JAN 0588 2.089,70 971,83 1.117,87 971,83 0,00 FEV 0588 2.566,37 1.747,12 819,25 1.747,12 0,00 MAR 0588 1.108,54 554,65 553,89 554,65 0,00 ABR 0588 1.821,83 1.665,41 156,42 1.665,41 0,00 JUL 0588 595,54 557,59 37,95 557,59 0,00 OUT 0588 3.326,30 2.652,55 673,75 0,00 0,00 DEZ 0588 1.412,73 0,00 1.412,73 1.262,74 947,05 VALOR TOTAL DA MULTA EXONERADA 977.267,00 1.365.135,91 577.108,75 Pelo que se vê, andou bem a autoridade recorrida quando procedeu a exclusão da multa de ofício, relativamente aos valores tempestivamente recolhidos, e mateve a exigência para débitos não confessados em DCTF, conforme determina o art. 8º e 9º da Instrução Normativa SRF nº 482, de 2004. Contudo, em relação ao período de apuração de 31/12/2008, a autoridade singular não observou um DARF relativo ao pagamento do código 0561, no valor de R$ 134.757,85 (fl. 87pdf). Assim, aplicando ao lançamento o entendimento supra, devese excluir da exigência a multa de ofício no valor de R$ 101.068,38 (R$ 134.757,85 x 75%) Fl. 192DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10480.725600/201143 Acórdão n.º 2201002.150 S2C2T1 Fl. 4 5 No que tange a imposição da multa de ofício, a mesma é devida em função do inciso I, do art. 44: Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata. Com efeito, a Lei n° 11.488/2007, cujo artigo 14 deu nova redação ao artigo 44, inciso I, da Lei 9.430/1996, determinou a cobrança da multa de ofício, no caso da não entrega da DCTF. Portanto, por falta de previsão legal não há como excluir e, tampouco, reduzir a multa aplicada. Quanto a imposição da multa regulamentar, o art. 57, I, da Medida Provisória nº 215835/2001, determina: Art. 57. O descumprimento das obrigações acessórias exigidas nos termos do art. 16 da Lei no 9.779, de 1999, acarretará a aplicação das seguintes penalidades: I R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por mêscalendário, relativamente às pessoas jurídicas que deixarem de fornecer, nos prazos estabelecidos, as informações ou esclarecimentos solicitados; Do exposto, verificase que em se tratando do não atendimento da intimação no prazo estabelecido, a autoridade lançadora poderá aplicar a multa regulamentar prevista no art. 57, I, da Medida Provisória nº 215835/2001. Portanto, diferentemente do que faz crer a recorrente, a multa regulamentar foi legalmente constituída pela autoridade fiscal. Ressaltese que em função da ausência de DCTF’s retificadoras, o lançamento de ofício foi efetuado sem considerar os pagamentos realizados e, por essa razão, os recolhimentos efetuados pela contribuinte deverão ser utilizados para amortização do débito. Quanto a Representação Fiscal para Fins Penais, nos exatos termos da Súmula nº 28, do CARF, falece competência a este órgão julgador para se pronunciar sobre a referida matéria: Súmula CARF nº 28: O CARF não é competente para se pronunciar sobre controvérsias referentes a Processo Administrativo de Representação Fiscal para Fins Penais. Por fim, indeferese o pedido de conversão do julgamento em diligência, pois não se demonstrou qualquer necessidade desse procedimento. Ademais, quando o conjunto probatório é sólido e suficiente para a formação da convicção a autoridade julgadora, é inaplicável o art. 112 do CTN. Ante ao exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso para excluir da exigência a multa de ofício no valor de R$ 101.068,38 e determinar o aproveitamento dos recolhimentos efetuados. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 193DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 10480.725600/201143 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovados pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto a Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 2201002.150. Brasília/DF, 18 de junho de 2013 Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 194DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 10480.725600/201143 Acórdão n.º 2201002.150 S2C2T1 Fl. 5 7 Fl. 195DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 04/07/2013 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
Numero do processo: 11618.003577/2008-05
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2007
Ementa:
OPÇÃO PELO SIMPLES FEDERAL. INCLUSÃO RETROATIVA.
A opção pelo SIMPLES FEDERAL dar-se-á mediante a inscrição no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas - CNPJ da pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte. No entanto, os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (Darf-Simples) e a apresentação da Declaração Anual Simplificada são instrumentos hábeis para se comprovar a intenção de aderir ao Simples, e, consequentemente a inclusão no Simples de pessoas jurídicas inscritas no CNPJ. (Inteligência do Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 16, de 02/10/2002).
Numero da decisão: 1802-001.792
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2007 Ementa: OPÇÃO PELO SIMPLES FEDERAL. INCLUSÃO RETROATIVA. A opção pelo SIMPLES FEDERAL dar-se-á mediante a inscrição no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas - CNPJ da pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte. No entanto, os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (Darf-Simples) e a apresentação da Declaração Anual Simplificada são instrumentos hábeis para se comprovar a intenção de aderir ao Simples, e, consequentemente a inclusão no Simples de pessoas jurídicas inscritas no CNPJ. (Inteligência do Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 16, de 02/10/2002).
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Aug 12 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11618.003577/2008-05
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5283444
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Aug 12 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1802-001.792
nome_arquivo_s : Decisao_11618003577200805.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 11618003577200805_5283444.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho
dt_sessao_tdt : Wed Aug 07 00:00:00 UTC 2013
id : 5005769
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045982476763136
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2022; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11618.003577/200805 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 1802001.792 – 2ª Turma Especial Sessão de 07 de agosto de 2013 Matéria OPÇÃO. SIMPLES FEDERAL Recorrente JOSEPSON GOMES DE SOUZA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2007 Ementa: OPÇÃO PELO SIMPLES FEDERAL. INCLUSÃO RETROATIVA. A opção pelo SIMPLES FEDERAL darseá mediante a inscrição no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas CNPJ da pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte. No entanto, os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (DarfSimples) e a apresentação da Declaração Anual Simplificada são instrumentos hábeis para se comprovar a intenção de aderir ao Simples, e, consequentemente a inclusão no Simples de pessoas jurídicas inscritas no CNPJ. (Inteligência do Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 16, de 02/10/2002). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 61 8. 00 35 77 /2 00 8- 05 Fl. 37DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Relatório Por economia processual e considerar pertinente, adoto o Relatório da decisão recorrida (fl.23) que a seguir transcrevo: Trata o presente processo de manifestação de inconformidade ao conteúdo do Parecer n° 293 de 12/11/2009 da Delegacia da Receita Federal do Brasil em João Pessoa PB que indeferiu o pedido de inclusão retroativa no Simples desde 02/02/2007. Inconformada, apresentou a manifestação de inconformidade à fl. 12,afirmando o seguinte: Alega que só percebeu que não estava como optante do Simples Federal,quando tentou apresentar a declaração simplificada. Neste momento foi informado, por funcionários da RFB, que poderia solicitar sua opção retroativa. Com esta solicitação conseguiu enviar a declaração e optar pelo Simples Nacional. Porém, posteriormente recebeu o Parecer indeferindo a opção retroativa no Simples federal. Reclama do tempo decorrido entre a solicitação e o indeferimento, além dos prejuízo deste entendimento. A 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (Recife/PE) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 1134.345, de 08 de julho de 2011 (fls.22/25), assim ementado: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2007 OPÇÃO PELO SIMPLES FEDERAL INCLUSÃO RETROATIVA. ANO CALENDÁRIO DE 2007. A opção pelo SIMPLES FEDERAL darseá mediante a inscrição da pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte no CNPJ. Não há previsão legal para a inclusão retroativa no ano de 2007. O contribuinte cientificado da mencionada decisão em 1º/2/2012 (Aviso de RecebimentoAR), interpôs recurso ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, protocolizado em 1º/3/2012. As razões expostas na peça recursal são, no essencial, as mesmas apresentadas na impugnação, acima relatadas. Aduz que: a empresa foi constituída em 02/02/2007, tendo como atividade econômica principal o CNAE código 9602501 (Cabeleireiros), não estando compreendida em nenhuma das hipóteses de impedimento à sua adesão ao Sistema do Simples Federal, vigente à época, tendo o Fl. 38DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11618.003577/200805 Acórdão n.º 1802001.792 S1TE02 Fl. 3 3 recolhimento dos tributos sido efetuado nos devidos vencimentos através do DARF Simples código 6106, consoante cópia anexada, aos autos, referente ao PA 06/2007; nenhum impedimento haveria para que a solicitação retroativa de inclusão fosse deferida pela RFB, a uma porque a transmissão da DSPJ foi realizada quando o acesso ao sistema foi disponibilizado pela repartição da RFB; a duas porque todos os pagamentos devidos desde sua constituição até 30/06/2007 foram efetuados, e, finalmente porque a atividade desenvolvida pela pessoa jurídica é perfeitamente enquadrável entre as atividades permitidas; essa tem sido a linha de entendimento desse Conselho, sendo vasta a jurisprudência que considera as providências acima elencadas como suficientes para que a inclusão retroativa seja aceita, porquanto, em assim não sendo, estarseia negando a própria razão de ser do benefício fiscal instituído pela legislação que, em boa hora veio para viabilizar o pequeno negócio e que, tantos e inegáveis benefícios tem trazido para o país. Para sustentar sua argumentação transcreve ementas dos acórdãos nºs 1801 00.507, sessão de 28/03/2011, 140200.420, Sessão de 28 de janeiro de 2011 e Acórdão n° 30134.582 Sessão de 20 de junho de 2008, expedidos no âmbito desse Conselho Administrativo Fiscais – CARF. Finalmente requer seja acolhido o recurso para o fim de ser decidido favoravelmente à sua pretensão, qual seja, a da sua inclusão retroativa no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – Simples, a partir da data da sua constituição, ocorrida em 02/02/2007. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo, e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço. Compulsandose os autos constatase que, o contribuinte mediante o requerimento (fl.01), protocolizado em 30/05/2008, solicita o seu enquadramento RETROATIVO como OPTANTE DO SIMPLES, à data de sua constituição ocorrida em 02/02/2007. A autoridade administrativa da Delegacia da Receita Federal do Brasil em João Pessoa –PB, mediante o Parecer n° 293 de 12/11/2009 indeferiu o pedido de inclusão retroativa no Simples desde 02/02/2007 com fundamento no artigo 8º da Lei 9.317/96.Concluiu que a opção pelo Simples Federal deve ser formalizada mediante a utilização da FCPJ e não por meio da inclusão de oficio. Fl. 39DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 O interessado apresentou a manifestação de inconformidade com os argumentos relatados acima. O órgão de julgamento de primeira instância adotou como fundamento jurídico para julgar improcedente a manifestação de inconformidade do interessado, o artigo 8º da Lei 9.317/96, o Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 16, de 02/10/2002 e a Solução de Consulta Interna n. ° 21, de 22/07/2003 da Coordenação Geral do Sistema de Tributação — COSIT, que se transcreve a seguir: Lei n° 9.317/96 (...) Art. 8° A opção pelo SIMPLES darseá mediante a inscrição da pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou empresa de pequeno porte no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda — CGC/MF, quando o contribuinte prestará todas as informações necessárias, inclusive quanto: ... § 1° As pessoas jurídicas já devidamente cadastradas no CGC/MF exercerão sua opção pelo SIMPLES mediante alteração cadastral. ... § 6o O indeferimento da opção pelo SIMPLES, mediante despacho decisório de autoridade da Secretaria da Receita Federal, submeterseá ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972. (Incluído pela Lei nº 10.833, de 29.12.2003) (...) Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 16, de 02/10/2002 O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 209 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela Portaria MF no 259, de 24 de agosto de 2001, e considerando o disposto no art. 8° da Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, no art. 16 da Instrução Normativa SRF n° 34, de 30 de março de 2001, e no processo 10168.004370/200237, declara: Artigo único. 0 Delegado ou o Inspetor da Receita Federal, comprovada a ocorrência de erro de fato, pode retificar de oficio tanto o Termo de Opção (TO) quanto a Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica (FCPJ) para a inclusão no Simples de pessoas jurídicas inscritas no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ), desde que seja possível identificar a intenção inequívoca de o contribuinte aderir ao Simples. Parágrafo único. São instrumentos hábeis para se comprovar a intenção de aderir ao Simples os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (Darf Simples) e a apresentação da Declaração Anual Simplificada. ... Fl. 40DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 11618.003577/200805 Acórdão n.º 1802001.792 S1TE02 Fl. 4 5 Trecho conclusivo da Solução de Consulta Interna n. ° 21, de 22/07/2003 da Coordenação Geral do Sistema de Tributação — COSIT: 2.16 Cumpre, ainda, observar que somente, no anocalendário 2002 (exercício 2003), foram incluídas criticas na recepção da Declaração Anual Simplificada que passaram a permitir o conhecimento da inexistência de cadastramento de algumas pessoas jurídicas como optante pelo Simples. A falta dessa informação no programa gerador da declaração pode ter levado alguns contribuintes a crer que já estavam cadastrados no Sistema e que não necessitariam apresentar o Termo de Opção, aprovado pela Instrução Normativa SRF no. 74, de 24 de dezembro de 1996, ou a opção para adesão ao Simples mediante FCPJ. Assim, para fatos ocorridos até o exercício de 2003, há também possibilidade de inclusão retroativa de oficio da pessoa jurídica que não tenha incorrido em nenhuma das hipóteses de vedação previstas no art. 9º da Lei no. 9.317 de 1996, desde que tenha sido demonstrada sua intenção de promover a alteração cadastral prevista no parágrafo 1° do art. 8° da lei no. 9.317 de 1996, mediante entrega das Declarações Anuais Simplificadas ou pagamento por meio de DarfSimples. Assim, com base nas normas complementares acima, entende a DRJ que esta forma de opção retroativa vigorou até os fatos ocorridos no ano calendário de 2002, e, que não há previsão legal para a inclusão retroativa no ano de 2007. Indubitavelmente, o artigo 8º da Lei n° 9.317/96 prescreve a forma e o momento em que a opção pelo SIMPLES deve ocorrer. Ou seja, darseá mediante a inscrição da pessoa jurídica no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda — CGC/MF. Ocorre que, malgrado o aparente caráter formal inserido no dispositivo legal acima, o Ato Declaratório Interpretativo n° 16, de 02/10/2002, em trabalho de adaptação da norma, se mostra como obra de acomodação do geral ao concreto, e, considerando o disposto no art. 8° da Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, conclui que, o Delegado ou o Inspetor da Receita Federal, comprovada a ocorrência de erro de fato, pode retificar de oficio tanto o Termo de Opção (TO) quanto a Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica (FCPJ) para a inclusão no Simples de pessoas jurídicas inscritas no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ), desde que seja possível identificar a intenção inequívoca de o contribuinte aderir ao Simples. E diz que, são instrumentos hábeis para se comprovar a intenção de aderir ao Simples os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (DarfSimples) e a apresentação da Declaração Anual Simplificada. Não consta dos autos que a pessoa jurídica tenha incorrido em alguma das hipóteses de vedação previstas no art. 9º da Lei no. 9.317 de 1996. A decisão da DRJ, de maneira obscurantista, traz à baila a Solução de Consulta Interna n. ° 21, de 22/07/2003 da Coordenação Geral do Sistema de Tributação — COSIT para justificar a limitação da eficácia do Ato Declaratório Interpretativo n° 16, de 02/10/2002, a dizer com aplicação para fatos ocorridos até o ano calendário de 2002. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 Perscrutandose o Ato Declaratório Interpretativo em comento, não se vislumbra sua aplicação limitada em relação a temporalidade dos fatos ocorridos e sim, expressar o entendimento da Receita Federal do Brasil sobre o artigo 8º da Lei nº 9.317/96. É cediço que, o Simples constituise em uma forma simplificada e unificada de recolhimento de tributos. Como se vê, o aspecto finalístico do Ato Declaratório Interpretativo é orientar de modo adequado a situação em que a pessoa jurídica não esboçou na Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica (FCPJ) a opção pelo Simples, mas, de outra banda tenha comprovado a intenção de aderir ao Simples com os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (DarfSimples) e a apresentação da Declaração Anual Simplificada. Enfim, o Ato Declaratório Interpretativo n° 16 é no sentido de possibilitar a inclusão retroativa de oficio da pessoa jurídica que embora não tenha formalizado expressamente a opção pelo Simples na FCPJ, tenha por outro modo demonstrado sua adesão ao Simples, com os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (DarfSimples) e a apresentação da Declaração Anual Simplificada. É o caso dos presentes autos. A pessoa jurídica foi constituída em 02/02/2007 (fl.02), CPNJ consulta, fl.05, efetuou os pagamentos mensais por intermédio do Documento de Arrecadação do Simples (DarfSimples) e apresentação da Declaração Simplificada, relativa ao 1º semestre de 2007, conforme extrato consulta pelo CNPJ (fl.06). Diante do exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 42DF CARF MF Impresso em 12/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 12/ 08/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 14751.000116/2010-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Jun 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006
REGIME NÃO CUMULATIVO. INCIDÊNCIA MONOFÁSICA.
VENDAS EFETUADAS COM ALÍQUOTA ZERO. MANUTENÇÃO DO CRÉDITO. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE CERVEJAS, ÁGUAS E REFRIGERANTES. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO.
As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de cervejas, águas e refrigerantes são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos.
Numero da decisão: 3401-002.276
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
JULIO CESAR ALVES RAMOS- Presidente.
ANGELA SARTORI - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Robson José Bayerl, Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça.
Nome do relator: ANGELA SARTORI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 REGIME NÃO CUMULATIVO. INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. VENDAS EFETUADAS COM ALÍQUOTA ZERO. MANUTENÇÃO DO CRÉDITO. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE CERVEJAS, ÁGUAS E REFRIGERANTES. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de cervejas, águas e refrigerantes são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Jun 21 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 14751.000116/2010-41
anomes_publicacao_s : 201306
conteudo_id_s : 5261080
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 21 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3401-002.276
nome_arquivo_s : Decisao_14751000116201041.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANGELA SARTORI
nome_arquivo_pdf_s : 14751000116201041_5261080.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. JULIO CESAR ALVES RAMOS- Presidente. ANGELA SARTORI - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Robson José Bayerl, Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça.
dt_sessao_tdt : Thu May 23 00:00:00 UTC 2013
id : 4917789
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045982485151744
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1807; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 5 1 4 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14751.000116/201041 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401002.276 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23 de maio de 2013 Matéria Cofins Recorrente Atlantica News Distribuidora de Bebidas Ltda Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 REGIME NÃO CUMULATIVO. INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. VENDAS EFETUADAS COM ALÍQUOTA ZERO. MANUTENÇÃO DO CRÉDITO. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE CERVEJAS, ÁGUAS E REFRIGERANTES. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de cervejas, águas e refrigerantes são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente. ANGELA SARTORI Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Robson José Bayerl, Fernando Marques Cleto Duarte, Ângela Sartori e Jean Cleuter Simões Mendonça. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 75 1. 00 01 16 /2 01 0- 41 Fl. 81DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 10/06/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 2 Relatório Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento (PER) apresentado por meio de Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação (PER/DCOMP) nº 30403.42608.090408.1.1.115290, no qual é declarado crédito no valor original de R$ 3.298.870,98, referente à Cofins (Mercado Interno) do 4º trimestre de 2005. 2. O Despacho Decisório DRF/JPA nº 610/2010, aprovou o Relatório de Informação Fiscal, indeferindo o pedido de ressarcimento pretendido. 3. Do Relatório de Informação Fiscal citado consta que: 3.1. a empresa foi intimada a apresentar a relação de insumos ou bens adquiridos que deram origem ao crédito objeto do PER, tendo sido apresentado o documento intitulado "Relação dos Bens para revenda que deram origem aos créditos utilizados no PER/DCOMP"; 3.2. a empresa tem como atividade principal o comércio atacadista e varejista de bebidas alcoólicas, refrigerantes e água mineral; 3.3. concluiu a autoridade fiscal que a pretensão do contribuinte em descontar créditos do PIS e da Cofins sobre os produtos em tela, os quais são submetidos à incidência monofásica das contribuições (arts. 49 e 50 da Lei nº 10.833, de 2003), adquiridos para revenda por atacadistas e varejistas, é vedado pela legislação em vigor (art. 3º das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, com idêntica redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004). 4. Devidamente cientificado da decisão acima em 07/01/2011, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em 07/02/2011, por meio do seu representante legal, com os seguintes argumentos: 4.1. aponta que as receitas oriundas dos produtos sujeitos à incidência monofásica foram excluídos da base de cálculo do PIS e da Cofins não cumulativos, conforme previsão do art. 1º , § 3º, incs. I e IV, da Lei nº 10.833, de 2003, contendo a Lei nº 10.637, de 2002, idênticos dispositivos (art. 1º, §3º, inc. IV, art. 8º, inc. VII, "a"); 4.2. assevera que, na redação originária, a legislação não autorizava o desconto/utilização de crédito dos produtos sujeitos à tributação monofásica, indicando que em 2004, com a edição da Lei nº 10.865, foram introduzidas modificações nas Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, de maneira que o §3º do art. 1º, que trata da composição da base de Fl. 82DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 10/06/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 14751.000116/201041 Acórdão n.º 3401002.276 S3C4T1 Fl. 6 3 cálculo da Cofins, deixou de fazer menção às receitas oriundas das vendas de produtos sujeitos à incidência monofásica, em seu inc. IV; 4.3. relativamente aos créditos, justificou que as alterações promovidas pela Lei nº 10.865, de 2004, ficou impossibilitada a tomada de crédito sobre bens e serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição; 4.4. alega que o art. 17 da Lei nº 11.033, de 21/12/2004, estabeleceu que as vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência do PIS e da Cofins, não impediriam a manutenção pelo vendedor dos créditos vinculados a esses operações; 4.5. acrescenta que o advento da Lei nº 11.116, de 18/05/2005, restou autorizada a compensação do crédito do PIS e da Cofins com outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil; 4.6. aduz que a Medida Provisória nº 413, de 03/01/2008, alterou mais uma vez a Lei nº 10.833, de 2003, ao introduzir o §22 no art. 3º, para impedir a apuração de créditos do PIS e da Cofins pelos contribuintes atacadistas/distribuidores em relação aos produtos sujeitos à tributação monofásica do disposto no art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004; 4.7. conclui que "se a MP em questão excluiu os produtos monofásicos do disposto no art. 17 da Lei nº 11.033/2004, é porque eles anteriormente se encontravam abarcados por tal dispositivo"; 4.8. afirma que a lei de conversão da MP nº 413 (Lei nº 11.727, de 23/06/2008) não trouxe o citado §22; 4.9. sustenta que a MP nº 451, de 15/12/2008, mais uma vez trouxe vedação à tomada de créditos de PIS e Cofins por parte do distribuidor ou comerciante de bens submetidos ao regime monofásico, apontando que a lei de conversão (Lei nº 11.945, de 04/06/2009) o texto foi novamente excluído; 4.10. afirma que é possível o aproveitamento do crédito conforme pretendido pelo recorrente, uma vez que as vedações contidas nas MP nº 413 e 451 não foram mantidas por suas leis de conversão; 4.11. requer, ao final, o acolhimento de seu recurso e reforma da decisão recorrida para reconhecer o seu direito creditório. A DRJ decidiu em síntese: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 Ementa: REGIME NÃO CUMULATIVO. INCIDÊNCIA MONOFÁSICA. Fl. 83DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 10/06/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 4 VENDAS EFETUADAS COM ALÍQUOTA ZERO. MANUTENÇÃO DO CRÉDITO. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE CERVEJAS, ÁGUAS E REFRIGERANTES. INEXISTÊNCIA DE DIREITO DE CRÉDITO. As receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas com a venda de cervejas, águas e refrigerantes são submetidas à alíquota zero da contribuição, sendo expressamente vedado o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos. O Recorrente apresentou recurso voluntário reiterando os argumentos da manifestação de inconformidade descrito acima. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Angela Sartori O recurso deverá ser conhecido, pois atende aos requisitos de admissibilidade estabelecidos pelo Decreto nº 70.235, de 1972. Sustenta a Recorrente que, a despeito da alíquota zero aplicável às operações de venda de cervejas, águas e refrigerantes, tem direito ao crédito relativo às aquisições dos referidos produtos junto ao fabricante, uma vez que as vedações contidas nas MP nº 413 e 451 não foram mantidas por suas leis de conversão. Acerca desses argumentos, convém inicialmente informar que o § 4º do art. 149 da Constituição Federal Brasileira, introduzido pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001, dispõe que a lei definirá as hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez. Dessa forma, a tributação monofásica é caracterizada pela sua concentração em uma só etapa da cadeia produçãoconsumo (produção, atacado ou varejo), ao passo que a tributação polifásica ou plurifásica incide em todas as etapas do ciclo produçãoconsumo. Caso o legislador decida estabelecer uma tributação monofásica (concentrada) para algum bem específico, ele deve determinar uma alíquota mais alta do que a aplicável na tributação polifásica, aplicando essa alíquota a uma determinada etapa do ciclo de produção e consumo, pois o objetivo dessa modalidade de tributação é, exatamente, substituir a tributação de todas as etapas do ciclo pela tributação de uma única etapa. É por essa razão que, nas etapas seguintes (ou anteriores, conforme o momento eleito para aplicação da tributação), ficam reduzidas a zero as alíquotas do PIS e da Cofins, conforme se observará adiante. O tributo cobrado na etapa onerada será equivalente ao somatório dos tributos que seriam cobrados se fossem tributadas todas as etapas com alíquotas normais. Se o legislador quiser que, além da tributação concentrada/monofásica, determinado bem esteja Fl. 84DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 10/06/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 14751.000116/201041 Acórdão n.º 3401002.276 S3C4T1 Fl. 7 5 sujeito ao sistema nãocumulativo, no caso de concentração da tributação na produção, ele deverá proibir que nas etapas seguintes (revenda) os contribuintes apurem créditos em relação aos dispêndios com aquisição do bem para revenda. Caso contrário, em termos práticos, a cadeia não estará sendo tributada, podendo mesmo ocorrer uma “tributação negativa”. Repitase que é a própria Constituição que garante ao legislador a possibilidade de combinar a tributação nãocumulativa com a tributação concentrada (monofásica), para determinados bens. Nesse caso, se a etapa onerada for a produção/importação, as vendas desses bens pelo produtor/importador sofrem a incidência de uma alíquota maior, sendo permitido ao produtor, nos termos da legislação, creditarse de seus insumos e alguns outros dispêndios necessários para produção/importação do bem. Já nas etapas seguintes, como na revenda desses bens, aplicase alíquota zero. Nesse caso, os contribuintes podem, nos termos e limites legais, creditarse de alguns de seus gastos. Todavia, os revendedores não podem calcular créditos em relação aos gastos com aquisição daquele bem que sofreu a tributação concentrada/monofásica na produção, o qual ele adquiriu para revender, sob o risco de produzir o já mencionado efeito de “tributação negativa”. Se a tributação concentrada visa a fazer incidir em uma etapa do ciclo produção consumo toda a carga tributária que incidiria ao longo de toda a cadeia, não há por que imaginar que toda a arrecadação obtida na etapa onerada com a tributação concentrada/monofásica seja devolvida nas etapas seguintes, onde não existe a incidência propriamente dita, pelo fato de a venda operar com a alíquota zero. A concessão de crédito a esses contribuintes, sujeitos à alíquota zero, viria distorcer a tributação, anulando o recolhimento efetuado pelo produtor ou importador. A legislação de regência da sistemática nãocumulativa do PIS e da Cofins, a princípio, excluíra, expressamente, desse regime as receitas decorrentes da venda dos produtos sujeitos ao modelo monofásico de apuração das contribuições em causa. Posteriormente, a Lei nº 10.865, de 2004, veio a permitir que o regime não cumulativo do PIS e da Cofins abarcasse a receita referente à venda de produtos tributados com base em alíquotas diferenciadas. O aludido diploma legal possibilitou que o comerciante de mercadorias ou produtos cuja receita de venda esteja submetida ao regime monofásico de apuração do PIS e da Cofins pudesse descontar créditos em relação a certos custos e despesas previstos nos arts. 3º das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003. É necessário esclarecer, no entanto, que a edição da Lei nº 10.865, de 2004, não alterou o dispositivo que veda a geração de crédito na aquisição dos reportados bens sujeitos ao regime monofásico pelos comerciantes e atacadistas, ou seja, por força do art. 2º, § 1º, incisos VIII e IX, e do art. 3º, inciso I, alínea “b”, da Lei nº 10.637, de 2002, e da Lei nº 10.833, de 2003, permaneceu expressamente vedado o desconto de créditos calculados em relação às citadas bebidas, adquiridas para revenda, de que tratam os arts. 49 e 52 da Lei nº 10.833, de 2003. A seguir os comandos referenciados: Fl. 85DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 10/06/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 6 "Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (...) b) no § 1º do art. 2º desta Lei; (...)" (destacouse) 13. O mencionado § 1º do art. 2º está assim prescrito nas Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003: Lei nº 10.637, de 2002 Art. 2º Para determinação do valor da contribuição para o PIS/Pasep aplicarseá, sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1º, a alíquota de 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento). § 1º Excetuase do disposto no caput a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: (...) VIII no art. 49 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e alterações posteriores, no caso de venda de água, refrigerante, cerveja e preparações compostas classificados nos códigos 22.01, 22.02, 22.03 e 2106.90.10 Ex 02, todos da TIPI; IX no art. 52 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e alterações posteriores, no caso de venda de água, refrigerante, cerveja e preparações compostas classificados nos códigos 22.01, 22.02, 22.03 e 2106.90.10 Ex 02, todos da TIPI; Fl. 86DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 10/06/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 14751.000116/201041 Acórdão n.º 3401002.276 S3C4T1 Fl. 8 7 ......................................................................................................... ......................... Lei nº 10.833, de 2003 Art. 2º Para determinação do valor da COFINS aplicarseá, sobre a base de cálculo apurada conforme o disposto no art. 1º, a alíquota de 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento). § 1º Excetuase do disposto no caput deste artigo a receita bruta auferida pelos produtores ou importadores, que devem aplicar as alíquotas previstas: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) VIII – no art. 49 desta Lei, e alterações posteriores, no caso de venda de água, refrigerante, cerveja e preparações compostas classificados nos códigos 22.01, 22.02, 22.03 e 2106.90.10 Ex 02, todos da TIPI. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) IX no art. 52 desta Lei, e alterações posteriores, no caso de venda de água, refrigerante, cerveja e preparações compostas classificados nos códigos 22.01, 22.02, 22.03 e 2106.90.10 Ex 02, todos da TIPI; (Incluído pela Lei nº 10.925, de 2004) (...)" (destaques não são do original). Feitas essas considerações preliminares, convém transcrever o art. 17 da Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, que se originou do art. 16 da Medida Provisória nº 206, de 6 de agosto de 2004: "Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações." Fl. 87DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 10/06/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS 8 Da norma acima depreendese que a apuração do PIS e da Cofins, incidentes à alíquota zero sobre a receita da venda de produtos sujeitos ao regime monofásico (tais como cerveja, água e refrigerante), não impede o comerciante varejista/atacadista de manter créditos que apurar referentes aos custos/despesas incorridos vinculados a essa receita, com exceção, obviamente, do crédito pertinente à aquisição daqueles bens para posterior revenda, cuja apuração é explicitamente vedada pelos arts. 3º, I, “b”, das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, transcritos acima. Com efeito, somente é possível manter o crédito passível de ser apurado e, por expressa vedação legal, o custo de aquisição para posterior revenda dos bens sujeitos ao regime monofásico não dá direito a crédito. Por outro lado, o art. 16 da Lei nº 11.116, de 2005, prevê que o saldo credor do PIS e da Cofins, acumulado ao fim de cada trimestre em virtude do art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, pode ser objeto de compensação ou de ressarcimento. Ora, exatamente por ser tributada com alíquota zero e por estar na sistemática da nãocumulatividade, a revenda das citadas bebidas (cerveja, água e refrigerante) pode acabar originando créditos calculados sobre algumas despesas e custos (mas não sobre os referidos bens adquiridos para revenda, objeto de seu comércio) que, sem a possibilidade de compensação e ressarcimento, não teriam utilidade. Assim, a aplicação do art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, e do art. 16 da Lei nº 11.116, de 2005, pressupõe, obviamente, que a apuração do saldo credor ou devedor do PIS e da Cofins siga as regras legais, em especial os arts. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, e da Lei nº 10.833, de 2003, e visam a dar utilidade aos créditos decorrentes de outras despesas e custos, também necessários à atividade econômica, e vinculados às respectivas vendas. No que se refere aos argumentos relacionados à Medida Provisória nº 413, de 03/01/2008, é oportuno esclarecer que esta norma mediante seus arts. 14 e 15, inseriu os §§ 14 e 22 nos arts. 3º das Leis nº 10.637, de 2002, e nº 10.833, de 2003, vedando expressamente o creditamento por parte de comerciantes atacadistas/varejistas de produtos sujeitos ao regime monofásico. Sucede que, quando da conversão da MP nº 413, de 2008, na Lei nº 11.727, de 2008, os aludidos parágrafos não foram mantidos. Tal fato, entretanto, não trouxe qualquer influência sobre a discussão aqui analisada, uma vez que, seja na vigência da MP citada, seja na vigência de sua lei de conversão, permaneceu sem alteração a proibição de apuração de crédito de PIS e da Cofins pelas empresas que comercializam produtos sujeitos ao sistema monofásico em relação à aquisição desses produtos. Nova tentativa nesse sentido foi empreendida pela Medida Provisória nº 451, de 15/12/2008, também essa mal sucedida, quando da sua conversão na Lei nº 11.945, de 04 de junho de 2009. Da mesma forma, este fato não trouxe alteração quanto à vedação de apuração de crédito de PIS e da Cofins pelas empresas que comercializam produtos sujeitos ao sistema monofásico em relação à aquisição dos produtos mencionados. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) vem se posicionando nesta mesma linha, segundo se verifica na ementa do seguinte acórdão: Fl. 88DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 10/06/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS Processo nº 14751.000116/201041 Acórdão n.º 3401002.276 S3C4T1 Fl. 9 9 "CONTRIBUIÇÕES PARA O PIS/PASEP E COFINS. INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA. COMERCIANTE ATACADISTA OU VAREJISTA DE CERVEJAS, ÁGUAS E REFRIGERANTES. VENDAS EFETUADAS COM ALÍQUOTA ZERO. DIREITO DE CRÉDITO. IMPOSSIBILIDADE. Por força da técnica legal de tributação concentrada nos fabricantes e importadores de cervejas, águas e refrigerantes, denominada de tributação monofásica, as receitas auferidas pelos comerciantes atacadistas e varejistas, decorrentes da revenda desses produtos, são submetidas à alíquota zero das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins, sendo expressamente vedado, de outra parte, o aproveitamento de créditos em relação às aquisições desses produtos.Recurso Voluntário Negado.Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. (Acórdão nº 3102000.878 2ª Turma da 1ª Câmara Sessão de 10/12/2010)". Diante da inexistência de previsão legal para embasar a restituição objetivada, nego provimento ao Recurso Voluntário. Relator Angela Sartori Relator Fl. 89DF CARF MF Impresso em 21/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/06/2013 por ANGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 10/06/2013 por A NGELA SARTORI, Assinado digitalmente em 14/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 11065.922103/2009-31
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ALEGAÇÕES APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO.
Consideram-se precluídos, deles não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRECLUSÃO.
Consideram-se precluídos, deles não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3403-002.273
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Antônio Carlos Atulim Presidente
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ALEGAÇÕES APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideram-se precluídos, deles não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRECLUSÃO. Consideram-se precluídos, deles não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Recurso Voluntário Não Conhecido Direito Creditório Não Reconhecido
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11065.922103/2009-31
anomes_publicacao_s : 201307
conteudo_id_s : 5267561
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3403-002.273
nome_arquivo_s : Decisao_11065922103200931.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 11065922103200931_5267561.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Relator Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
id : 4957405
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045982489346048
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1787; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 70 1 69 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.922103/200931 Recurso nº 4 Voluntário Acórdão nº 3403002.273 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 25 de junho de 2013 Matéria IPI PEDIDO ELETRÔNICO RESSARCIMENTO DE IPI SALDO CREDOR TRIMESTRAL Recorrente PROJELMECVENTILAÇÃO INDUSTRIAL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ALEGAÇÕES APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, deles não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, deles não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Recurso Voluntário Não Conhecido Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Antônio Carlos Atulim – Presidente (assinado digitalmente) Alexandre Kern Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 92 21 03 /2 00 9- 31 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram do julgamento os conselheiros Antônio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Rosaldo Trevisan, Domingos de Sá Filho, Ivan Allegretti e Marcos Tranchesi Ortiz. Relatório O estabelecimento matriz de PROJELMEC VENTILAÇÃO INDUSTRIAL LTDA. transmitiu pedido de ressarcimento do saldo credor do IPI (PER/DCOMP nº 20884.64036.170907.1.1.016904), referente ao 4° trimestre de 2005, no valor de R$ 56.483,35. A verificação da legitimidade dos créditos foi efetuada por processamento eletrônico, estando os resultados consolidados nos demonstrativos de fls. 21 e 22. O saldo credor passível de ressarcimento apurado pelo processamento foi inferior ao valor pleiteado, em virtude de glosa de créditos indevidos, no valor de R$ 3.202,99, pelo motivo 1 – crédito de IPI não admitido para o CFOP registrado; 4 – estabelecimento emitente da nota fiscal na situação de cancelado no cadastro CNPJ; e, 7 – empresa emitente da nota fiscal optante do SIMPLES, tudo nos termos do Despacho Decisório nº de Rastreamento 858241109, fl. 2. Em Manifestação de Inconformidade, fls. 3 a 10, o interessado alegou, em resumo, que solicitou a compensação dos débitos existentes, face à existência de créditos suficientes para liquidálos. No mérito, alega tratarse de mero equívoco no preenchimento da PER/DCOMP, requer a anulação do lançamento tributário, por erro material; exclusão dos lançamentos e multas decorrentes da não compensação dos débitos existentes pelos créditos existentes; e acolhimento das informações repassadas na PER/DCOMP com suas correções efetivas em consonância com os documentos fiscais e contábeis da empresa, homologandose as compensações apresentadas e, por conseqüência, a extinção/liquidação do crédito tributário. A 3ª Turma da DRJ/POA julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 10036.196, de 15 de dezembro de 2011, fls. 36 a 38, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 GLOSAS DE CRÉDITOS CONSIDERADOS INDEVIDOS. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Tornamse definitivas na esfera administrativa as glosas de crédito que não tenham sido expressamente contestadas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio O voto condutor da decisão reconhecida considerou definitivas a(s) glosa(s) procedida(s) por falta de contestação expressa. Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 3ª Turma da DRJ/POA. O arrazoado de fls. 51 a 66, após síntese dos fatos relacionados com a lide, insiste na suficiência dos créditos opostos na compensação declarada e rechaça a incidência de acréscimos sobre os débitos que emergiram da não homologação das compensações nos termos em que foram propostas. Insiste no direito ao crédito de IPI mesmo nas aquisições de insumos Fl. 71DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.922103/200931 Acórdão n.º 3403002.273 S3C4T3 Fl. 71 3 a fornecedores optantes pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições Simples, com base no princípio constitucional da não cumulatividade. Disserta sobre a matéria. Aventa a ocorrência de erro no preenchimento da DComp. Irresignase contra o fato de tal erro ter acarretado a não homologação de parte das compensações declaradas, pois, insiste, é detentor de créditos em montantes bastantes. Invoca os princípios da proporcionalidade, da verdade material e do formalismo moderado. Transcreve jurisprudência. Na continuação, reportase a nota fiscal emitida por pessoa jurídica com situação cadastral cancelada no CNPJ, para dizerse terceiro de boafé, exigindo que se lhe reconheça o respectivo crédito. Entende que a multa moratória e a atualização monetária são indevidas na medida em que o PERDComp fora efetuado em data anterior ao de vencimento do débito tributário a compensar, bem como os créditos compensáveis também são anteriores ao vencimento. Pugna por aplicação de regra mais benigna, nos termos do art. 106, inc. II, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN. Ainda, discorre sobre a prova indiciária e a verdade material. Transcrevo os pedidos: O pedido Assim, demonstrada a ausência de suporte fático, e a necessidade de oportunizar ao contribuinte a possibilidade de promover as necessárias demonstrações, a Recorrente requer a V. Sas. que acolhendo as razões de recurso aqui expendidas, lhe conceda: 1. Que acolha a preliminar suscitada, dando pela anulação do lançamento tributário efetuado, por erro material, sendo que mero equívoco no preenchimento da PER/DCOMP não é suficiente para ensejar a extinção do direito ao crédito e consequente cobrança com aplicação de multa. 2. No mérito lhe conceda a exclusão dos lançamentos e multas decorrentes da não compensação dos débitos pelos créditos existentes, descritos acima e no referido auto de infração, por todas, as razões acima expostas, bem como aquelas que serão supridas pelo douto conhecimento desse Julgador. 2.1 Reconheça o direito de crédito decorrente do Simples é das empresas com situação cancelada no cadastro CNPJ, bem como aqueles decorrentes de equívoco no preenchimento do pedido. 3 Que determine a nulidade do ato de lançamento, desconstituindoo, e sendo nulo o principal, nulo os demais consectários impostos, na forma da legislação vigente. 4 Julgue procedente o presente Recurso, acolha as informações repassadas na PER/DCOMP com suas correções, efetivadas em consonância com os documentos fiscais e contábeis da empresa, dando pela confirmação do Fl. 72DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN 4 direito à totalidade do crédito existente ao contribuinte, com a correta compensação efetuada e exclusão dos lançamentos,, homologandose as compensações apresentadas e por consequência, a extinção/liquidação do credito tributário. 5 Que ao final, julgue procedente o presente Recurso, sob pena de duplicidade de cobrança, contando para tanto, sempre com os doutos conhecimentos deste eminente julgador, para suprir as razões aqui despendidas, excluindo todos os lançamentos e consectários, anulandose o auto de lançamento no que couber e retificando na parte que lhe seja de direito. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 51 a 66 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJPOA3ª Turma nº 10036.196, de 15 de dezembro de 2011. Compulsando a Manifestação de Inconformidade, fls. 3 a 10, constato que o interessado controverteu apenas a homologação parcial de compensações que sequer foram objeto do presente processo e que suas alegações não guardam qualquer relação com o Despacho Decisório que deferiu parcialmente o pedido de ressarcimento. Assim a míngua de contestação expressa, quedaram definitivas as glosas procedidas e, via de consequência, não se conhecerá do recurso voluntário na parte em que buscou controverter o direito ao crédito de IPI nas aquisições de insumos a fornecedores optantes pelo SIMPLES e com situação cadastral cancelado no CNPJ. Tratase de matéria preclusa. Também não se conhecerá das alegações recursais contra as supostas multas aplicadas, haja visto que disso não se trata no presente processo. Apartadas as matérias preclusas e as impertinentes, a peça recursal queda vazia, razão pela qual voto por não conhecer do recurso por carência de objeto. Sala das Sessões, em 25 de junho de 2013 Alexandre Kern Fl. 73DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11065.922103/200931 Acórdão n.º 3403002.273 S3C4T3 Fl. 72 5 Fl. 74DF CARF MF Impresso em 15/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por A NTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10983.912105/2009-97
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 03 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2006
Ementa:
NULIDADE. OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. ART. 59, DO DECRETO N.° 70.235/72.
Observados o contraditório, a ampla defesa e não configurada hipótese do art. 59, do Decreto n.° 70.235/72, não pode ser anulado lançamento.
ESTIMATIVAS. PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
O valor pago a título de estimativa mensal do IRPJ caracteriza-se como mera antecipação do tributo e só pode ser utilizado para compor o saldo apurado no final do exercício.
Numero da decisão: 1102-000.540
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em afastar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Assinado digitalmente
JOÃO OTÁVIO OPPERMANN THOMÉ - Presidente.
Assinado digitalmente
SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé (presidente em exercício), Silvana Rescigno Guerra Barretto, Leonardo de Andrade Couto, Plínio Rodrigues Lima e Marcos Vinícius Barros Otoni. Ausente momentaneamente Gleydson Kleber Lopes de Oliveira.
Nome do relator: SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201110
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2006 Ementa: NULIDADE. OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. ART. 59, DO DECRETO N.° 70.235/72. Observados o contraditório, a ampla defesa e não configurada hipótese do art. 59, do Decreto n.° 70.235/72, não pode ser anulado lançamento. ESTIMATIVAS. PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. O valor pago a título de estimativa mensal do IRPJ caracteriza-se como mera antecipação do tributo e só pode ser utilizado para compor o saldo apurado no final do exercício.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10983.912105/2009-97
anomes_publicacao_s : 201306
conteudo_id_s : 5261528
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1102-000.540
nome_arquivo_s : Decisao_10983912105200997.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO
nome_arquivo_pdf_s : 10983912105200997_5261528.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em afastar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Assinado digitalmente JOÃO OTÁVIO OPPERMANN THOMÉ - Presidente. Assinado digitalmente SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé (presidente em exercício), Silvana Rescigno Guerra Barretto, Leonardo de Andrade Couto, Plínio Rodrigues Lima e Marcos Vinícius Barros Otoni. Ausente momentaneamente Gleydson Kleber Lopes de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Mon Oct 03 00:00:00 UTC 2011
id : 4923390
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045982496686080
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1767; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T2 Fl. 2 1 1 S1C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10983.912105/200997 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1102000.540 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 03 de outubro de 2011 Matéria IRPJ Recorrente INTELBRAS S.A. INDUSTRIA DE TELECOMUNICAÇÃO ELETRONICA BRASILEIRA Recorrida 3ª TURMA DRJ/FNS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2006 Ementa: NULIDADE. OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. ART. 59, DO DECRETO N.° 70.235/72. Observados o contraditório, a ampla defesa e não configurada hipótese do art. 59, do Decreto n.° 70.235/72, não pode ser anulado lançamento. ESTIMATIVAS. PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. O valor pago a título de estimativa mensal do IRPJ caracterizase como mera antecipação do tributo e só pode ser utilizado para compor o saldo apurado no final do exercício. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em afastar a preliminar e, no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Assinado digitalmente JOÃO OTÁVIO OPPERMANN THOMÉ Presidente. Assinado digitalmente SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO Relatora. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 3. 91 21 05 /2 00 9- 97 Fl. 59DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/06/2013 por SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO, Assinado digitalmente e m 02/06/2013 por SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JOAO OTAV IO OPPERMANN THOME Processo nº 10983.912105/200997 Acórdão n.º 1102000.540 S1C1T2 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé (presidente em exercício), Silvana Rescigno Guerra Barretto, Leonardo de Andrade Couto, Plínio Rodrigues Lima e Marcos Vinícius Barros Otoni. Ausente momentaneamente Gleydson Kleber Lopes de Oliveira. Relatório Tratase de PER/DCOMP transmitido sob o fundamento de pagamento indevido ou a maior de estimativa de IRPJ – código 2362 – para compensação do mesmo tributo, indeferido com base no entendimento de que apenas suscetível de compensação o saldo do IRPJ ou CSLL apurado no final do exercício. Inconformada, a Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade aduzindo, em síntese, que o Despacho Decisório não teria questionado a legitimidade do crédito, mas indeferido o PER/DCOMP com base em alegações genéricas que dificultariam a ciência dos reais motivos da negativa. Destacou que estimativas seriam passíveis de compensação, consoante interpretação dos arts. 73 e 74, da Lei n. 9.430/96 e do art. 170, do CTN e que não teria sido questionada a liquidez e certeza do direito creditório que alega possuir, além de defender que os créditos teriam sido utilizados após o término do exercício e não haveria vedação legal para o procedimento adotado antes da edição da Medida Provisória n. 449/08. Por fim, a Recorrente transcreveu julgado oriundo do Tribunal Regional Federal da 4ª Região para pugnar pelo cancelamento do Despacho Decisório e homologação da compensação efetuada. A DRJ de Florianópolis manteve o indeferimento, por entender teria o Despacho Decisório fundamentado de forma clara os motivos que levaram à decisão, asseverando, ainda, que deveriam ser computadas as estimativas recolhidas na composição do saldo de IRPJ do período, consoante art. 10, da IN SRF n. 600/05. Em resposta ao entendimento de que não haveria vedação legal ao procedimento adotado, transcreveu os artigos 170, do CTN; 66, da Lei n. 8.383/91; 74, da Lei n. 9.430/96 e art. 10, da IN SRF n. 460/04, acrescentando que referida IN teria sido revogada pela IN SRF n 600/05 que não teria alterado o procedimento compensatório no que tange ao ponto alvo de discussão. Ao final, acrescentou a autoridade julgadora que o pagamento indevido ou a maior de estimativas, cuja natureza não seria de tributo, não se sujeitaria às normas de compensação de tributos e que a situação em análise não poderia ser confundida com a hipótese de utilização de créditos para compensação de débitos de estimativas. Intimada do acórdão, a Recorrente interpôs o Recurso Voluntário ora analisado repetindo as razões postas na peça impugnatória. É o relatório. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/06/2013 por SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO, Assinado digitalmente e m 02/06/2013 por SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JOAO OTAV IO OPPERMANN THOME Processo nº 10983.912105/200997 Acórdão n.º 1102000.540 S1C1T2 Fl. 4 3 Voto Conselheira SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO Preliminarmente, defende a Recorrente estaria o Despacho Decisório baseado em alegações genéricas, que dificultariam a ciência dos reais motivos da negativa, em que pese constar expressamente na decisão que “foi constatada a improcedência do crédito informado no PER/DCOMP por tratarse de pagamento a título de estimativa mensal da pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na dedução do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período.” A Recorrente, portanto, teve ciência dos fatos que ensejaram o indeferimento de forma clara, foi respeitado o direito à ampla defesa e ao contraditório, inexistindo prejuízo para a parte ou qualquer outra hipótese de nulidade elencada no rol do art. 59, do Decreto n.° 70.235/72, verbis: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta.” Afasto, portanto, a preliminar de nulidade suscitada. No mérito, melhor sorte não tem a Recorrente, porquanto tratase de pedido de restituição de valores recolhidos a título de estimativa – que consistem em meras antecipações dos tributos porventura devidos ao final do exercício – formalizados após o término do exercício, quando já deveria, ao menos em tese, terem sido apurados os tributos devidos no exercício ou o saldo negativo. Defende a Recorrente que a legislação federal reconheceria o direito à compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados pelo mesmo órgão, deixando de observar que o direito creditório suscitado referese a estimativas (antecipações) que poderiam não ter sido recolhidas mediante balancetes de suspensão ou redução, consoante faculta do art. 230, do RIR/99. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/06/2013 por SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO, Assinado digitalmente e m 02/06/2013 por SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JOAO OTAV IO OPPERMANN THOME Processo nº 10983.912105/200997 Acórdão n.º 1102000.540 S1C1T2 Fl. 5 4 Além de postular restituição de mera antecipação, ao invés de saldo negativo, a Recorrente não colacionou aos autos qualquer prova capaz de evidenciar que o valor do crédito declarado representaria o saldo ou base negativa dos tributos, limitandose a defender genericamente seu direito à compensação. Em adição ao equívoco de requerer a restituição de estimativas, a Recorrente defende e invoca julgados do Judiciário que reconhecem o direito de compensação de créditos tributários com estimativas futuras, hipótese flagrantemente distinta da ora apreciada, haja vista que a MP 449/2008 tentou impedir a compensação do saldo negativo com débitos de estimativas, empecilho não apresentado pela DRJ. Consoante registrado pela DRJ, a IN SRF n.º 460/2004 já expressava o claro entendimento de que os valores recolhidos a título de estimativas mensais apenas podem ser utilizados ao final do período em que houve o pagamento indevido, para dedução do IRPJ ou da CSLL devidos, ou para compor o saldo negativo dos mesmos tributos e a IN SRF n.º 600/005, vigente à época dos pedidos ora analisados, manteve o mesmo entendimento. Diversa é a hipótese em que o contribuinte apura de forma equivocada o valor da estimativa e recolhe mais do que o exigido pela legislação, contudo, não é a hipótese em exame. Por fim, transcrevo a seguir ementas que convergem com o entendimento ora exposto, verbis: “IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ EXERCÍCIO: 2003 IRPJ CSLL COMPENSAÇÃO ESTIMATIVAS IMPOSSIBILIDADE Supostos créditos originados do recolhimento de estimativas não são passíveis de compensação, à luz da legislação vigente. Somente para o saldo negativo apurado ao final do período é que se admitiria tal possibilidade. COMPENSAÇÃO CERTEZA E LIQUIDEZ Somente são passíveis de compensação os créditos líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Nacional, a teor do art. 170 do CTN. Não há liquidez e certeza em créditos ainda sob discussão administrativa, em outro processo. COMPENSAÇÃO DIREITO CREDITÓRIO APURADO EM OUTRO PROCESSO O direito creditório apurado em outro processo deve lá ser discutido.” (Acórdão 10516803, Processo Administrativo n.º 16327.000435/200362, 5ª Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, Data: 05/12/07) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDA CSLLEXERCÍCIO: 2002CSLL. RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO DOS VALORES. IMPOSSIBILIDADE.OS VALORES RECOLHIDOS A TÍTULO DE ESTIMATIVA DEVEM SER LEVADOS À DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL, SENDO POSSÍVEL AO CONTRIBUINTE, VERIFICANDO O PAGAMENTO DE CONTRIBUIÇÃO EM MONTANTE SUPERIOR AO DEVIDO NO EXERCÍCIO DE APURAÇÃO, PUGNAR PELA RESTITUIÇÃO DO SALDO NEGATIVO. OS RECOLHIMENTOS POR ESTIMATIVA NÃO SÃO, POR SI SÓ, PASSÍVEIS DE RESTITUIÇÃO.RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.” (Acórdão 180500035, Processo Administrativo n.º Fl. 62DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/06/2013 por SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO, Assinado digitalmente e m 02/06/2013 por SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JOAO OTAV IO OPPERMANN THOME Processo nº 10983.912105/200997 Acórdão n.º 1102000.540 S1C1T2 Fl. 6 5 10380.001787/200312, 5ª Turma Especial da 1ª Seção do CARF, Data: 21/10/08) Em face do exposto, nego provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. Assinado digitalmente SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO Relatora Fl. 63DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/06/2013 por SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO, Assinado digitalmente e m 02/06/2013 por SILVANA RESCIGNO GUERRA BARRETTO, Assinado digitalmente em 03/06/2013 por JOAO OTAV IO OPPERMANN THOME
score : 1.0
Numero do processo: 10830.918674/2009-90
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3803-000.289
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado,, por maioria, converter o julgamento em diligência, para que a DRF do domicílio tributário da recorrente certifique o valor das demais receitas da recorrente que extrapolam o faturamento, conforme documentos da sua escrita contábil ora juntada aos autos. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado.
(Assinado digitalmente)
CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente.
(Assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA e CORINTHO OLIVEIRA MACHADO (Presidente).
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10830.918674/2009-90
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5283514
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-000.289
nome_arquivo_s : Decisao_10830918674200990.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JORGE VICTOR RODRIGUES
nome_arquivo_pdf_s : 10830918674200990_5283514.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado,, por maioria, converter o julgamento em diligência, para que a DRF do domicílio tributário da recorrente certifique o valor das demais receitas da recorrente que extrapolam o faturamento, conforme documentos da sua escrita contábil ora juntada aos autos. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado. (Assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA e CORINTHO OLIVEIRA MACHADO (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed May 22 00:00:00 UTC 2013
id : 5007180
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045982498783232
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1546; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 5 1 4 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10830.918674/200990 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3803000.289 – 3ª Turma Especial Data 22 de maio de 2013 Assunto Processo Administrativo Fiscal Recorrente SOCIEDADE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO S/A SANASA CAMPINAS Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado,, por maioria, converter o julgamento em diligência, para que a DRF do domicílio tributário da recorrente certifique o valor das demais receitas da recorrente que extrapolam o faturamento, conforme documentos da sua escrita contábil ora juntada aos autos. Vencido o Conselheiro Corintho Oliveira Machado. (Assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Presidente. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA, JULIANO EDUARDO LIRANI, HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES, JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA e CORINTHO OLIVEIRA MACHADO (Presidente). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 30 .9 18 67 4/ 20 09 -9 0 Fl. 155DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 6 ___________ A contribuinte alegou que no exercício de 2003 apurou e recolheu valores atinentes a contribuições sociais de PIS e Cofins sobre outras receitas, que não o faturamento, com base na Lei nº 9.718/98, cujo § 1º do seu artigo 3º foi declarado inconstitucional pelo STF, quando do julgamento do RE 346.084/PR, em 09/11/95. Em face desse fato deduziu pelos recolhimentos de valores de PIS e Cofins efetuados a maior/indevidamente, buscando então a sua compensação perante a repartição fiscal de sua circunscrição. Por meio de Despacho Decisório Eletrônico nº 848671523, de 07/10/09 (fls. 49), emitido pelo Sistema de Controle de Crédito da RFB, a autoridade administrativa que analisou o limite do crédito original informado em PER/DComp nº 42191.92628.160707.1.3.047309, transmitida em 16/07/07, constatou que o referido crédito foi utilizado integralmente para a quitação de débitos do próprio contribuinte, não restando saldo credor disponível para a compensação dos débitos informados na DComp, pois de acordo com o detalhamento da compensação, os valores devedores e emissão de DARF assinala que o valor declarado na DComp é o mesmo que o saldo devedor apurado para compensação de R$ 68.235,42. Irresignada com o teor do despacho retromencionado o sujeito passivo manifestou a sua inconformidade deduzindo sucintamente acerca da legitimidade do seu direito de realização da compensação informada, cujo crédito originouse a partir da declaração de inconstitucionalidade do § 1o do artigo 3o da Lei nº 9.718/98, que propiciou o alargamento da base de cálculo do PIS e Cofins, defendendo inclusive pela atualização dos valores indevidamente recolhidos, nos moldes previstos no artigo 39, § 4o, da Lei nº 9.250/95, ou seja, mediante incidência da taxa Selic para requerer pela insubsistência do despacho guerreado e o seu posterior arquivamento. Conclusos foram os autos submetidos à apreciação da 8ª Turma da DRJ/CPS, quando em sessão realizada em 08/02/12, proferiram decisão por meio do Acórdão nº 05 36.832, cuja ementa encontrase adiante transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/03/2003 a 31/03/2003 Compensação. Créditos. Comprovação. É requisito indispensável à efetivação da compensação a comprovação dos fundamentos da existência e a demonstração do montante do credito que lhe dá suporte, sem o que não pode ser admitida. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O voto condutor do acórdão em questão partiu do pressuposto de que a DComp tem a finalidade de formalizar o encontro de contas entre a contribuinte e a Fazenda Pública, cabendo àquela a responsabilidade pelas informações acerca dos créditos e os débitos, e à Fl. 156DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.918674/200990 Resolução nº 3803000.289 S3TE03 Fl. 7 3 autoridade administrativa a necessária verificação e validação/homologação, se for o caso, confirmando a extinção do crédito, ou invalidando as informações prestadas. Ou seja, o reconhecimento do direito creditório oponível à Fazenda Nacional depende de prova, a ser produzida pelo interessado. Assinalou o referido acórdão que a contribuinte, a título de elemento probante do alegado, fez colação aos autos da DComp, da DCTF e de DARF, bem assim que o exame realizado acerca dos débitos e créditos por ela informados à Administração, revelou como causa da não homologação, a utilização integral do crédito original para a extinção anterior de outros débitos, ou seja, não existia o crédito utilizado para a compensação não existia. A decisão de primeira instância reconheceu a inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo pela Lei nº 9.718/98, a partir do julgamento dos RE nos 390.840, 346.084 e 358.273, bem assim do RE 585.2351, quando decidiu o STF reconhecer a repercussão geral da questão constitucional em tela, em acórdão proferido em sessão de 10/09/2008, publicado no DJE no 227 de 28/11/2008, e transitado em julgado em 12/12/2008. Isto tudo com base no Decreto n° 2.346, de 10 de outubro de 1997, c/c o art. 26 A do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972, que rege o procedimento administrativo fiscal no âmbito da RFB, na alteração promovida pela Lei no 11.941, de 27 de maio de 2009, bem como de acordo com a edição pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, do Parecer PGFN/CRJ/N° 492, de 22/03/2010 e a Portaria PGFN n° 294, de 2010, que veio a prever a dispensa de apresentação de recurso, ordinário e extraordinário, em determinados casos dentre os quais se incluiu o alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS, promovido pelo art. 3°, §1° da Lei n. 9.718/98. Concluiu que o reconhecimento da não incidência não implica, necessariamente, o reconhecimento de direito creditório, pois tal fato exige do pleiteante que demonstre a existência e a magnitude de parcelas indevidas nos recolhimentos que fez. Nenhum elemento nesse sentido existe nos autos e a contribuinte não logrou comprovar a certeza e a liquidez do crédito alegado, condição para a homologação da compensação declarada. A ciência eletrônica por decurso de prazo/disponibilização do teor da decisão de primeira instância na caixa postal da contribuinte ocorreu em 16/04/12, com previsão para o vencimento dessa ciência em 01/05/12. Ocorre que a data de emissão do despacho de encaminhamento pela repartição preparadora dos autos do processo em sede de recurso voluntário para o CARF ocorreu em 22/05/12. A recorrente reafirmou minudentemente os argumentos expendidos na exordial para requerer: (i) a reforma da decisão hostilizada; (ii) o reconhecimento da legitimidade do crédito pleiteado e a incidência da taxa Selic até a data da efetiva homologação; (iii) a anuência para a juntada dos documentos em anexo (DCTF, DIPJ/2004, Razão analítico – de 01 a 31/03/03, Planilha de Cálculo do PIS/Pasep e Cofins, conforme decisão do STF de 09/11/05, DARF – Cód. receita 2172 e PA 01/03), em respeito ao princípio da verdade material, do contraditório e da ampla defesa. É o relatório. Voto Fl. 157DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.918674/200990 Resolução nº 3803000.289 S3TE03 Fl. 8 4 Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche os demais requisitos necessários à sua admissibilidade, dele tomo conhecimento. Como dito, o contribuinte pretendeu compensar crédito indevido ou a maior, com débitos próprios no período de apuração do 1º trimestre/2003, não logrando êxito nesse desiderato perante o juízo a quo, que concluiu a partir de análise efetuada nos autos pela insuficiência de crédito, considerando, inclusive que o sujeito passivo não acostou aos autos documentos que demonstrassem inequivocamente a comprovação de sua existência. A decisão de primeira instância encontra respaldo no Despacho Decisório Eletrônico (fls. 49), bem assim na listagem de créditos e saldos remanescentes e no Demonstrativo Analítico de Compensação, ambos de lavra da Coordenação Geral de Arrecadação e Cobrança da Receita Federal do Brasil – CODAC, que atestam a inexistência de saldo credor remanescente para a realização da compensação declarada. A referida decisão também reconheceu a origem do crédito apresentado pela recorrente, a partir da declaração de inconstitucionalidade pelo STF do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, que havia instituído o conceito que culminou alargamento da base de cálculo do PIS/Pasep e Cofins. O deslinde da querela circunscrevese, então, à matéria probatória acerca do reconhecimento da existência de direito creditório alegado pelo contribuinte, matéria que foi devolvida para esta Corte, em razão de não restar pacificada em sede de primeira instância. Ademais disso há o pleito para o acolhimento de documentos acostados aos autos inoportunamente. Assiste razão ao juízo de primeira instância quando formulou assertivas de que a DCOMP tem a finalidade de informar acerca do encontro de contas entre o contribuinte e a Fazenda Pública, bem assim que a responsabilidade da emissão desse documento é de exclusividade da contribuinte, de igual modo o sendo em relação à liquidez e certeza dos créditos e créditos informados por meio de Per/DComp. De igual modo quando assinalou que cabe à autoridade tributária a necessária verificação da documentação e da origem desses débitos/créditos e correspondente validação e, se for o caso, sobrevém à homologação confirmando a extinção da obrigação tributária. Em relação ao pleito formulado pela contribuinte para o acolhimento de documentos colacionados aos autos por ocasião da interposição do recurso voluntário, a título de dar cumprimento aos princípios da verdade material, do contraditório e da ampla defesa, temse a observar. A dinamicidade do Direito possibilitou a aplicação do princípio da verdade material, pressuposto basilar do processo administrativo tributário, como subsídio na busca e Fl. 158DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.918674/200990 Resolução nº 3803000.289 S3TE03 Fl. 9 5 para a formação da convicção do juízo do julgador por ocasião de seu pronunciamento, tendo em vista o deslinde da querela. Consubstanciado no conjunto de provas que lhe são apresentadas, inclusive aquelas entregues a extemporaneamente, este princípio também permite ao julgador ir para além da formalidade processual, pontuada por alguns limites temporais ou materiais, para lhe propiciar a busca pela verossimilhança, por uma ordem de maior aproximação da verdade, em tempo razoável. A complexidade das matérias e o dever de decidir nos processos administrativos vinculado à força probante, tornou possível a interação entre a verdade formal e a material, bem assim a prevalência desta sobre aquela, suplantando a dicotomia de prevalência da forma sobre o conteúdo, eis que a verdade absoluta ainda reside na utopia, no ideal. Com isso, na busca de seu convencimento a autoridade julgadora pode e deve se utilizar de ferramentas que confiram segurança jurídica naquilo que lhe é ambíguo, inclusive do instituto da diligência. Inobstante a legitimidade do lançamento e das provas acostadas aos autos sob exame, oportunamente, a juntada de novas provas ainda que extemporâneas, não compromete o devido processo legal, impossibilitará a alegação de cerceamento de defesa, não trará prejuízo às litigantes, e dará mais elementos com vistas ao fortalecimento da convicção do julgador. Com estas observações acolho o pleito da recorrente para anuir afirmativamente à juntada da documentação trazida aos autos juntamente com o recurso voluntário e, para que não se venha porventura a alegar a supressão de instância, proponho pela conversão deste julgamento em diligência à repartição de origem, para que a autoridade administrativa competente se certifique o valor das demais receitas da recorrente que extrapolam o faturamento, conforme documentos da sua escrita contábil ora juntada aos autos. É como voto. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 159DF CARF MF Impresso em 13/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/07/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/07/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 12/08/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 13312.000662/2007-92
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
OMISSÃO DE RECEITA. VENDA DE MERCADORIAS. VALORES CREDITADOS EM CONTAS BANCÁRIAS. INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. OMISSÃO CARACTERIZADA.
A existência de valores creditados em conta bancária, em montante superior ao da receita declarada, sem que o contribuinte prove que tais recursos são advindos de outras fontes, que não o exercício de sua atividade empresarial, nos leva ao convencimento de que são oriundos da atividade operacional, caracterizando situação em que se presume omissão de receita. Inteligência do artigo 42 da Lei no. 9.490, de 1996.
SOBRESTAMENTO. IDENTIDADE DE MATÉRIAS NECESSIDADE.
Câmara Superior de Recursos Fiscais acolheu a tese de sobrestamento somente quando houver sido determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) o sobrestamento de Recursos Extraordinários que versem sobre matéria idêntica àquela debatida na Suprema Corte. O caso em apreço não se subsume ao § 1º do art. 62-A do RICARF (Portaria MF n° 256/2009).
ANTERIORIDADE. SOLIDARIEDADE.
O § 6º do artigo 42 da Lei 9.430/96, apesar de ter sido introduzido no mundo jurídica apenas no ano de 2002 pela Lei 10.637/2002, produz efeitos imediatos e retroativos por ser mas benéfica. Ademais, não há na norma inovação tornando expresso apenas o que era implícito.
Numero da decisão: 2201-002.044
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de sobrestamento do julgamento do recurso, arguida pela Conselheira Rayana Alves de Oliveira França. Por unanimidade de votos, rejeitar as demais preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso.
(assinatura digital)
MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente.
(assinatura digital)
RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator.
EDITADO EM: 26/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, EDUARDO TADEU FARAH, PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, RICARDO ANDERLE (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, o Conselheiro GUSTAVO LIAN HADDAD.
Nome do relator: RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 OMISSÃO DE RECEITA. VENDA DE MERCADORIAS. VALORES CREDITADOS EM CONTAS BANCÁRIAS. INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. OMISSÃO CARACTERIZADA. A existência de valores creditados em conta bancária, em montante superior ao da receita declarada, sem que o contribuinte prove que tais recursos são advindos de outras fontes, que não o exercício de sua atividade empresarial, nos leva ao convencimento de que são oriundos da atividade operacional, caracterizando situação em que se presume omissão de receita. Inteligência do artigo 42 da Lei no. 9.490, de 1996. SOBRESTAMENTO. IDENTIDADE DE MATÉRIAS NECESSIDADE. Câmara Superior de Recursos Fiscais acolheu a tese de sobrestamento somente quando houver sido determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) o sobrestamento de Recursos Extraordinários que versem sobre matéria idêntica àquela debatida na Suprema Corte. O caso em apreço não se subsume ao § 1º do art. 62-A do RICARF (Portaria MF n° 256/2009). ANTERIORIDADE. SOLIDARIEDADE. O § 6º do artigo 42 da Lei 9.430/96, apesar de ter sido introduzido no mundo jurídica apenas no ano de 2002 pela Lei 10.637/2002, produz efeitos imediatos e retroativos por ser mas benéfica. Ademais, não há na norma inovação tornando expresso apenas o que era implícito.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13312.000662/2007-92
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5282813
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2201-002.044
nome_arquivo_s : Decisao_13312000662200792.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE
nome_arquivo_pdf_s : 13312000662200792_5282813.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de sobrestamento do julgamento do recurso, arguida pela Conselheira Rayana Alves de Oliveira França. Por unanimidade de votos, rejeitar as demais preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso. (assinatura digital) MARIA HELENA COTTA CARDOZO - Presidente. (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE - Relator. EDITADO EM: 26/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, EDUARDO TADEU FARAH, PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, RICARDO ANDERLE (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, o Conselheiro GUSTAVO LIAN HADDAD.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
id : 5001483
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:17 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045982501928960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2344; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 228 1 227 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13312.000662/200792 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2201002.044 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 13 de março de 2013 Matéria Omissão de rendimentos Recorrente ZULEIDE COUTINHO DE LOIOLA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 OMISSÃO DE RECEITA. VENDA DE MERCADORIAS. VALORES CREDITADOS EM CONTAS BANCÁRIAS. INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. OMISSÃO CARACTERIZADA. A existência de valores creditados em conta bancária, em montante superior ao da receita declarada, sem que o contribuinte prove que tais recursos são advindos de outras fontes, que não o exercício de sua atividade empresarial, nos leva ao convencimento de que são oriundos da atividade operacional, caracterizando situação em que se presume omissão de receita. Inteligência do artigo 42 da Lei no. 9.490, de 1996. SOBRESTAMENTO. IDENTIDADE DE MATÉRIAS NECESSIDADE. Câmara Superior de Recursos Fiscais acolheu a tese de sobrestamento somente quando houver sido determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) o sobrestamento de Recursos Extraordinários que versem sobre matéria idêntica àquela debatida na Suprema Corte. O caso em apreço não se subsume ao § 1º do art. 62A do RICARF (Portaria MF n° 256/2009). ANTERIORIDADE. SOLIDARIEDADE. O § 6º do artigo 42 da Lei 9.430/96, apesar de ter sido introduzido no mundo jurídica apenas no ano de 2002 pela Lei 10.637/2002, produz efeitos imediatos e retroativos por ser mas benéfica. Ademais, não há na norma inovação tornando expresso apenas o que era implícito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, rejeitar a preliminar de sobrestamento do julgamento do recurso, arguida pela Conselheira Rayana Alves AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 31 2. 00 06 62 /2 00 7- 92 Fl. 228DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MAS SET LACOMBE 2 de Oliveira França. Por unanimidade de votos, rejeitar as demais preliminares e, no mérito, negar provimento ao recurso. (assinatura digital) MARIA HELENA COTTA CARDOZO Presidente. (assinatura digital) RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE Relator. EDITADO EM: 26/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARIA HELENA COTTA CARDOZO (Presidente), RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, RAYANA ALVES DE OLIVEIRA FRANCA, EDUARDO TADEU FARAH, PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, RICARDO ANDERLE (Suplente convocado). Ausente, justificadamente, o Conselheiro GUSTAVO LIAN HADDAD. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra o acórdão nº 0820.062 – 1ª Turma da DRJ/FOR que julgou procedente em parte o auto de infração lavrado contra o contribuinte em epígrafe, para a cobrança do imposto apurado no valor de R$ 126.881,44, em razão de depósitos bancários de origem não comprovada. De acordo com a descrição dos fatos a contribuinte foi autuada por não comprovar a origem de depósitos bancários realizados em conta bancária de titularidade de seu marido e da qual era cotitular. Foi apurado um total de R$ 935,745,02 em depósitos de origem não comprovada, cabendo à contribuinte a responsabilidade por 50% do imposto apurado sobre a base de cálculo anteriormente relatada Da análise dos autos verificase terem sido intimados todos os cotitulares que alegaram que os depósitos realizados decorreriam da atividade empresarial e que a conta corrente era movimentada pela pessoa jurídica administrada pela contribuinte. A movimentação bancária foi obtida por RMF. Intimada a apresentar os livros contábeis da pessoa jurídica, em especial o livro diário, verificouse não estarem regularmente escriturados pois os lançamentos neles feitos são incompatíveis com a movimentação financeira registrada na conta bancária em questão. Em sua impugnação a Recorrente sustenta: (a) a nulidade do auto de infração por erro na identificação do sujeito passivo por entender que a exigência fiscal deveria recair sobre a pessoa jurídica; Fl. 229DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MAS SET LACOMBE Processo nº 13312.000662/200792 Acórdão n.º 2201002.044 S2C2T1 Fl. 229 3 (b) erro no quantum da base de cálculo uma vez que não foram excluídos os depósitos que tiveram a sua origem comprovada na escrita fiscal e os cheques devolvidos, bem como erro no quantum do imposto uma vez que não foi deduzido o imposto já declarado pela Pessoa Jurídica. (c) Nulidade do lançamento uma vez que o § 6º do artigo 42 da Lei 9.430/96 foi introduzido no mundo jurídica apenas no ano de 2002 pela Lei 10.637/2002, produzindo efeitos apenas em relação aos fatos geradores ocorridos a partir do ano de 2003 Ao final requer perícia e o cancelamento do auto por nulidade. A DRJ ao analisar a questão deu provimento parcial afastando da base de cálculo apenas os cheques devolvidos. Inconformada a recorrente recorre reafirmando os argumentos da Impugnação. É o relatório do necessário. Voto Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe ADMISSIBILIDADE O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim sendo, dele conheço. DO SOBRESTAMENTO Sobre a preliminar de sobrestamento arguida pela Conselheira Rayana Alves de Oliveira França, apesar de com ela concordar, curvome ao entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais que não acolheu a tese de sobrestamento, pois o caso em apreço não se subsume ao § 1º do art. 62A do RICARF (Portaria MF n° 256/2009). Ressaltese que de acordo com a Portaria CARF nº 01/2012, o procedimento de sobrestamento somente será aplicado nas hipóteses em que houver sido determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) o sobrestamento de Recursos Extraordinários que versem sobre matéria idêntica àquela debatida na Suprema Corte. PERÍCIA Fl. 230DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MAS SET LACOMBE 4 No que tange o pedido de perícia, a DRJ entendeu que o mesmo deveria ser julgado como não formulado. É de se notar que o pedido formulado não atendeu os requisitos legais para o seu deferimento, nos termos do art. 16 do Decreto nº 70235/72. Com efeito, é pacífico o entendimento no sentido de que ao efetuar o pedido deve o contribuinte justificar, formular quesitos e indicar o seu assistente técnico, o que não ocorreu. Desta formo rejeito a preliminar de cerceamento de defesa. NULIDADE EM RAZÃO DA ANTERIORIDADE No que tange a nulidade do lançamento por infração ao princípio da anterioridade, uma vez que o § 6º do artigo 42 da Lei 9.430/96, por ter sido introduzido no mundo jurídica apenas no ano de 2002 pela Lei 10.637/2002, produziria efeitos apenas em relação aos fatos geradores ocorridos a partir do ano de 2003, penso que deve ser rejeitada. Isso por que, como bem salientou a DRJ em sua decisão, o citado parágrafo não inovou o ordenamento jurídico, explicitando apenas o que era implícito. Vejamos o texto normativo: Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. § 1º O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. § 2º Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. § 3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 1.000,00 (mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$ 12.000,00 (doze mil reais). (Vide Lei nº 9.481, de 1997) § 4º Tratandose de pessoa física, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. Fl. 231DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MAS SET LACOMBE Processo nº 13312.000662/200792 Acórdão n.º 2201002.044 S2C2T1 Fl. 230 5 § 5o Quando provado que os valores creditados na conta de depósito ou de investimento pertencem a terceiro, evidenciando interposição de pessoa, a determinação dos rendimentos ou receitas será efetuada em relação ao terceiro, na condição de efetivo titular da conta de depósito ou de investimento.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 6o Na hipótese de contas de depósito ou de investimento mantidas em conjunto, cuja declaração de rendimentos ou de informações dos titulares tenham sido apresentadas em separado, e não havendo comprovação da origem dos recursos nos termos deste artigo, o valor dos rendimentos ou receitas será imputado a cada titular mediante divisão entre o total dos rendimentos ou receitas pela quantidade de titulares.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) Com efeito, decorre da própria lógica que a intimação do cotitular é de respeito ao princípio da ampla defesa e da busca da verdade material, pois o cotitular pode ter as informações quanto a origem. Por outro lado, a atribuição de responsabilidade por 50% pelo crédito tributário apurado apenas beneficia o contribuinte, pois do contrário seria de se aplicar a responsabilidade de que trata o artigo 124, I do CTN, in verbis: Art. 124. São solidariamente obrigadas: I as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; II as pessoas expressamente designadas por lei. Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem. Desta forma, a aplicação imediata do § 6º do artigo 42 da Lei 9.430/96, por ter sido introduzido no mundo jurídica apenas no ano de 2002 pela Lei 10.637/2002, é mais benéfica à recorrente pois lhe reduz em 50% o débito. Assim entendo que não há nulidade. Mérito. No mérito, a presente omissão de rendimentos está sendo exigida da pessoa física tendo em vista a existência de depósitos bancários de origem não comprovada, com base na presunção legal estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/1996, a seguir transcrito: Art.42 Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. De acordo com o dispositivo supra, basta ao Fisco demonstrar a existência de depósitos bancários de origens não comprovadas para que se presuma, até prova em contrário, a cargo do contribuinte, a ocorrência de omissão de rendimentos. Tratase de uma presunção legal do tipo juris tantum (relativa), e, portanto, cabe ao Fisco comprovar apenas o fato Fl. 232DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MAS SET LACOMBE 6 definido na lei como necessário e suficiente ao estabelecimento da presunção, para que fique evidenciada a omissão de rendimentos. O dispositivo legal citado tem como fundamento lógico o fato de não ser comum o depósito de numerário, de forma gratuita e indiscriminada, em qualquer conta bancária. Como corolário dessa afirmativa temse que, até prova em contrário, o que se deposita na conta de determinado titular a ele pertence. Não se pode olvidar que a utilização da figura presunção legal para fins de encontrar a renda omitida, está em perfeita consonância com os dispositivos legais constante na legislação pátria. No processo tributário administrativo as provas obedecem às disposições estabelecidas no Código Civil. É o que se extrai do art. 212, IV, do referido Código: Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante: I confissão; II documento; III testemunha; IV presunção; V perícia. (grifei) A presunção estabelecida no art. 42 da Lei nº 9.430/1996 constitui um instrumento direcionado à facilitação do trabalho de investigação fiscal, justamente em razão das dificuldades impostas à identificação dos fatos econômicos dos quais participou o recorrente. Existe normalmente uma grande quantidade de ações e negócios não formais efetuados pelo contribuinte, na maioria das vezes marcada pela inexistência de prova documental, razão pela qual a lei desincumbiu a autoridade fiscal de provar sua ocorrência. Não tem sentido a autoridade fiscal constituir prova de um fato presumido. Com efeito, não logrando o titular comprovar a origem dos créditos efetuados em sua conta bancária, temse a autorização para considerar ocorrido o fato gerador na forma do artigo 43 do Código Tributário Nacional1. Registrese que a recorrente, além das questões de direito mencionados em sua defesa, não carreou aos autos qualquer documento capaz de ilidir a tributação perpetrada pela autoridade fiscal, e nem impugnou especificamente os depósitos realizados em sua conta corrente, limitandose a sustentar que eram da atividade empresaria exercida por pessoa jurídica por ela controlada. Ao analisar a escrita contábil da pessoa jurídica verificouse ser ela incompatível com o argumento por ser quase inexistente. É sabido que os livros fazem prova contra o comerciante, contudo tal prova é relativa, como ensina Marcelo Bertoldi, in verbis: Os livros empresariais, desde que apresentados conforme estabelece a legislação, ou seja, escriturados em forma mercantil, seguida pela ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco e sem emendas ou rasuras e 1 CTN – Lei n° 5.172, de 1966 – Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I – de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; II – de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MAS SET LACOMBE Processo nº 13312.000662/200792 Acórdão n.º 2201002.044 S2C2T1 Fl. 231 7 autenticado pelo Registro Público de Empresas Mercantis, nos termos do art. 1.183 do CC, poderão ser utilizados como prova em juízo. Determina o art. 378 do CPC que os livros comerciais provam contra o seu autor, sendo lícito ao comerciante, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos. (Marcelo Bertoldi, In, Curso avançado de Direito Comercial, pg 84.) Ocorre que nem isso a recorrente logrou fazer. Diante do exposto, rejeito as preliminares argüidas e no mérito nego provimento ao recurso. É como voto. Rodrigo Santos Masset Lacombe Relator Fl. 234DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MASSET LACOMBE, Assinado digitalmente em 2 9/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por RODRIGO SANTOS MAS SET LACOMBE
score : 1.0
