Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,763)
- Primeira Turma Ordinária (16,221)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,176)
- Primeira Turma Ordinária (16,104)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,797)
- Segunda Turma Ordinária d (14,451)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,381)
- Segunda Turma Ordinária d (12,367)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,422)
- Quarta Câmara (84,834)
- Terceira Câmara (67,389)
- Segunda Câmara (55,826)
- Primeira Câmara (20,245)
- 3ª SEÇÃO (16,176)
- 2ª SEÇÃO (11,281)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (125,132)
- Segunda Seção de Julgamen (114,469)
- Primeira Seção de Julgame (76,587)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,889)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,487)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,925)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,840)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,921)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,515)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,849)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10680.918997/2008-63
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Data do fato gerador: 31/12/1999
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INEXISTENTE.
COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.
Uma vez comprovada a inexistência do crédito utilizado na quitação dos
débitos confessados na Declaração de Compensação (DComp), deve ser
declarado não homologado o respectivo procedimento compensatório.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 31/12/1999
NULIDADE. DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO E
FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA DA DECISÃO. CERCEAMENTO DO
DIREITO DE DEFESA. AFRONTA AO CONTRADITÓRIO.
INOCORRÊNCIA.
No âmbito do processo administrativo fiscal, não configura cerceamento do
direito de defesa nem afronta ao contraditório a decisão que apresenta
fundamentação adequada para o indeferimento do pleito de realização da
compensação declarada e da qual a Recorrente foi devidamente cientificada
e, normalmente, exerceu o seu direito de defesa nos prazos e na forma
estabelecida nos §§ 7º a 9º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as
alterações posteriores.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3802-001.047
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: José Fernandes do Nascimento
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201205
ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Data do fato gerador: 31/12/1999 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INEXISTENTE. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Uma vez comprovada a inexistência do crédito utilizado na quitação dos débitos confessados na Declaração de Compensação (DComp), deve ser declarado não homologado o respectivo procedimento compensatório. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/12/1999 NULIDADE. DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO E FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA DA DECISÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AFRONTA AO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. No âmbito do processo administrativo fiscal, não configura cerceamento do direito de defesa nem afronta ao contraditório a decisão que apresenta fundamentação adequada para o indeferimento do pleito de realização da compensação declarada e da qual a Recorrente foi devidamente cientificada e, normalmente, exerceu o seu direito de defesa nos prazos e na forma estabelecida nos §§ 7º a 9º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10680.918997/2008-63
anomes_publicacao_s : 201205
conteudo_id_s : 5164064
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3802-001.047
nome_arquivo_s : 380201047_10680918997200863_201205.pdf
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : José Fernandes do Nascimento
nome_arquivo_pdf_s : 10680918997200863_5164064.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
dt_sessao_tdt : Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
id : 4956591
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983069208576
conteudo_txt : Metadados => date: 2012-06-04T21:45:18Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; pdf:docinfo:title: APV3802925850_10680918997200863_CLÍNICA R - DCOMP - Falta …; xmp:CreatorTool: PDFCreator Version 0.9.3; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CARF-1878608; dcterms:created: 2012-06-05T00:45:18Z; Last-Modified: 2012-06-04T21:45:18Z; dcterms:modified: 2012-06-04T21:45:18Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; title: APV3802925850_10680918997200863_CLÍNICA R - DCOMP - Falta …; xmpMM:DocumentID: 392f1f1b-b103-11e1-0000-7cf36e8e12c6; Last-Save-Date: 2012-06-04T21:45:18Z; pdf:docinfo:creator_tool: PDFCreator Version 0.9.3; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2012-06-04T21:45:18Z; meta:save-date: 2012-06-04T21:45:18Z; pdf:encrypted: true; dc:title: APV3802925850_10680918997200863_CLÍNICA R - DCOMP - Falta …; modified: 2012-06-04T21:45:18Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CARF-1878608; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CARF-1878608; meta:author: CARF-1878608; dc:subject: ; meta:creation-date: 2012-06-05T00:45:18Z; created: 2012-06-05T00:45:18Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2012-06-05T00:45:18Z; pdf:charsPerPage: 2022; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CARF-1878608; producer: GPL Ghostscript 8.54; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: GPL Ghostscript 8.54; pdf:docinfo:created: 2012-06-05T00:45:18Z | Conteúdo => S3-TE02 Fl. 1 1 S3-TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.918997/2008-63 Recurso nº 925.850 Voluntário Acórdão nº 3802-01.047 – 2ª Turma Especial Sessão de 24 de maio de 2012 Matéria COFINS - COMPENSAÇÃO Recorrente CLÍNICA RADIOLÓGICA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Data do fato gerador: 31/12/1999 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INEXISTENTE. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Uma vez comprovada a inexistência do crédito utilizado na quitação dos débitos confessados na Declaração de Compensação (DComp), deve ser declarado não homologado o respectivo procedimento compensatório. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/12/1999 NULIDADE. DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO E FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA DA DECISÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AFRONTA AO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. No âmbito do processo administrativo fiscal, não configura cerceamento do direito de defesa nem afronta ao contraditório a decisão que apresenta fundamentação adequada para o indeferimento do pleito de realização da compensação declarada e da qual a Recorrente foi devidamente cientificada e, normalmente, exerceu o seu direito de defesa nos prazos e na forma estabelecida nos §§ 7º a 9º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Fl. 39DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda - Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. EDITADO EM: 04/06/2012 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário oposto com o objetivo de reformar o Acórdão nº 02-28.027, de 09 de agosto de 2010, proferido pelos membros da 1ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte/MG (DRJ/BHE), em que, por unanimidade de votos, julgaram improcedente a manifestação de inconformidade, com base nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Data do fato gerador: 31/12/1999 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Por bem descrever os fatos que ocorreram até a prolação do referido Acórdão, transcrevo a seguir o relatório do julgador de primeiro grau: O interessado transmitiu PER/DCOMP de fls.17/19, visando a compensar o(s) débito(s) nela declarado(s), com crédito oriundo de pagamento a maior de Cofins, relativo ao período de 31/12/1999. A Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte emitiu Despacho Decisório eletrônico (fl. 12) não homologando a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi utilizado na quitação integral de débitos do contribuinte - no presente caso, a própria contribuição devida no período - não restando, portanto, saldo creditório disponível. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 10680.918997/2008-63 Acórdão n.º 3802-01.047 S3-TE02 Fl. 2 3 Irresignado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade de fls. 01/06, acompanhada dos documentos de fls.07/11, com os argumentos a seguir sintetizados. Narrando os fatos considerados pelo fisco na formalização do presente processo e com base no art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, que transcreve, aduz ser o procedimento de compensação um ato que tem presunção de validade, porquanto a lei autoriza o contribuinte a fazer um juízo de valor, por sua conta e risco, acerca de um pagamento eventualmente feito de maneira indevida ou a maior, cabendo ao fisco motivar adequadamente o indeferimento do pleito, que no presente caso entende vazio, desprovido de fundamento, pelo que argúi a nulidade do despacho decisório, uma vez que tal fato viola também os princípios do contraditório e da ampla defesa assegurados aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, pela Constituição Federal. Em 08/02/2011, a Interessada foi cientificada do referido Acórdão. Inconformada, em 01/03/2011, protocolou o presente Recurso Voluntário, em que reafirmou as razões de defesa suscitadas na manifestação de inconformidade. No final requereu o provimento do citado Recurso, para que fosse declarado nulo o despacho decisório ou homologada as compensações realizadas. Em 20/05/2011, os presentes autos foram enviados a este E. Conselho. Na Sessão de novembro de 2011, em cumprimento ao disposto no art. 49 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, foram distribuídos, mediante sorteio, para este Conselheiro. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O presente Recurso é tempestivo, foi apresentado por parte legítima, trata de matéria da competência deste Colegiado e preenche os demais requisitos de admissibilidade, inclusive no que tange ao limite alçada, portanto, dele tomo conhecimento. Da preliminar de nulidade do Despacho Decisório. Em sede de preliminar, o cerne da presente controvérsia limita-se a validade do presente Despacho Decisório, em que o Titular da Unidade da Receita Federal de origem, não homologou a compensação declarada pela Recorrente, com base no argumento que não existia o crédito informado, haja vista que já havia sido integralmente utilizado no pagamento de outro débito da própria Recorrente. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 4 No presente Recurso, a Interessada pleiteou a nulidade do citado Despacho Decisório sob alegação de que houve cerceamento do direito de defesa e afronta ao contraditório, com base no argumento que não houve exposição das razões de fato e direito que motivaram a referida decisão. Não procede a presente alegação, com a devida vênia. A uma, porque a decisão questionada foi devidamente motivada, conforme reconheceu a própria Recorrente no excerto a seguir transcrito: Como no presente caso, segundo o Fisco, a compensação foi indeferida porque não existiam créditos, uma vez que eles foram utilizados para compensar os débitos do mês correspondente, evidentemente que tal alegação é nula, tendo em vista ser completamente vazia e desprovida de fundamentação. De fato, ao afirmar que “a compensação foi indeferida porque não existiam créditos, uma vez que eles foram utilizados para compensar os débitos do mês correspondente”, a Recorrente demonstrou que compreendeu o motivo da não homologação da compensação declarada, que foi consignado no tópico da fundamentação do referido Despacho Decisório, com os seguintes termos, in verbis: A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. A duas, porque o enquadramento legal nos arts. 165 e 170 do CTN e no art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, representa adequada fundamentação legal para a decisão proferida. Dessa forma, diferentemente do que alegou a Recorrente, entendo que o presente Despacho Decisório foi devidamente motivado e fundamentado. Ademais, a Recorrente compreendeu as razões de ordem fática e jurídica da decisão proferida, o que descaracteriza a aduzida alegação de cerceamento do seu direito de defesa. Também não procede a alegação de que houve afronta ao contraditório, haja vista que a Recorrente teve pleno conhecimento do inteiro teor do citado Despacho Decisório, assim como lhe foi oportunizado apresentar manifestação de inconformidade, nos prazos e nos termos dos §§ 7º a 9º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores, que foi normalmente exercido, sem nenhuma dificuldade, conforme noticiam os autos. Com base nessas considerações, rejeito a presente preliminar de nulidade. Da análise do mérito. Em relação ao mérito, o cerne da presente controvérsia diz respeito a existência ou não do crédito utilizado pelo sujeito passivo na quitação do débito confessado na Declaração de Compensação (DComp) colacionada aos autos. No âmbito dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), é requisito necessário, para fim de realização da autocompensação declarada, que sujeito passivo seja titular de crédito certo, líquido e passível de restituição ou ressarcimento, Fl. 42DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 10680.918997/2008-63 Acórdão n.º 3802-01.047 S3-TE02 Fl. 3 5 conforme disposto no art. 170 do CTN, combinado com estabelecido no caput do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores. No presente caso, com base nas informações contidas nos sistemas de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), foi apurado que não existia o crédito informado na referida DComp, uma vez que alegado pagamento indevido havia sido integralmente utilizado no pagamento de débito da Cofins constituído pela própria Recorrente. Por este motivo, o Titular da Unidade da RFB de origem não homologou o presente procedimento compensatório. É oportuno ainda esclarecer que, no caso em tela, foi a própria Recorrente quem apurou e confessou a existência do débito vinculado ao alegado pagamento indevido, mediante a apresentação da respectiva DCTF, que, por força de lei, tem natureza de confissão de dívida. Diante dessa constatação, para reforma da decisão em questão, era imprescindível que a Recorrente apresentasse as provas no sentido de que o dito pagamento era indevido. E tal mister seria facilmente realizado mediante a exibição dos documentos e livros contábeis e fiscais, documentos hábeis e idôneos para comprovar a existência ou não do faturamento no respectivo mês, que representava, na época, a base de cálculo da referida Contribuição, nos termos dos arts. 2º e 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. No entanto, ao invés de trazer tal documentação aos autos e assim provar a existência do indébito tributário, a Recorrente alegou, nas duas oportunidades em que exerceu o seu direito de defesa, inclusive, incluindo o presente Recurso, que a autocompensação por ela realizada gozava de presunção de validade, não podendo o Fisco indeferi-la com base na alegação de que não existia o crédito declarado. Evidentemente, essa alegação que a autocompensação (declarada) goza de presunção de validade não tem respaldo jurídico. De fato, é comezinho que a presunção de validade ou legitimidade (juris tantum) é uma prerrogativa exclusiva do ato administrativo emanado do Poder Público, em decorrência direta da sujeição da Administração Pública ao princípio da estrita legalidade, explicitamente previsto no caput do art. 37 da CF/1988, que exige que tais atos sejam expedidos com estrita observância do que determina a lei. É oportuno esclarecer que a autocompensação declarada tem natureza de confissão dívida, segundo o disposto no § 6º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com a nova redação que foi atribuída pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Também não procedem as alegações da Recorrente acerca da impossibilidade de retificação da DCTF. Na verdade, diversamente do que afirmou, há permissão expressa de alteração dos dados da DCTF, conforme estabelecido no artigo 9º e seus parágrafos da Instrução Normativa RFB nº 974, de 27 de novembro de 2009, e nas Instruções Normativas anteriores que disciplinavam a matéria, a qual se efetiva mediante a entrega, via Internet, da declaração retificadora gerada a partir do PGD DCTF. É oportuno esclarecer que a DCTF retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindo-a integralmente, e pode ser utilizada para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados em declarações anteriores. Fl. 43DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 6 Porém, a DCTF retificadora não produzirá efeitos quando tiver por objeto: a) reduzir os débitos relativos a impostos e contribuições: (i) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa da União, nos casos em que importe alteração desses saldos; (ii) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou (iii) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização. b) alterar os débitos de impostos e contribuições em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. Nos presentes autos, nenhum dessas situações impeditivas ocorreram, portanto, inaplicável ao caso em tela tal alegação. Também fica demonstrado a improcedência da alegação de que a apresentação da DComp implica na anulação automática do pagamento do débito informado na DCTF, pois, conforme demonstrado precedentemente, a alteração dos débitos declarados na DCTF somente pode ser realizada mediante a entrega da DCTF retificadora. É oportuno ainda ressalta que, além de não ter nenhum amparo legal, no meu entendimento, tais alegações, representa apenas uma tentativa da Recorrente de se eximir do ônus de comprovar o pagamento indevido e, por conseguinte, a existência do respectivo crédito utilizado na quitação do débito declarado. Com base nessas, considerações estou convencido que o crédito informado pela Recorrente não existe, pois o valor do suposto pagamento indevido foi utilizado integralmente no pagamento do débito da Cofins declarado pela própria Recorrente na DCTF do respectivo período. Dessa forma, se não existe o crédito informado, consequentemente, a compensação declarada reputa-se indevida e, portanto, legítima a sua não homologação. Da conclusão. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao presente Recurso, para manter a não homologação da compensação declarada, em razão da inexistência do crédito informado. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 44DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 10680.918997/2008-63 Acórdão n.º 3802-01.047 S3-TE02 Fl. 4 7 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA
score : 1.0
Numero do processo: 35570.002693/2006-99
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/07/2000 a 30/11/2001
LANÇAMENTO PREVENTIVO DA DECADÊNCIA. AÇÃO JUDICIAL
EM CURSO. MEDIDA LIMINAR. INEXIGIBILIDADE DA MULTA.
JUROS DE MORA DEVIDOS.
Em razão do questionamento judicial da obrigação principal o órgão administrativo deve julgar apenas as questões que não foram levadas à juízo.
Até que ocorra o trânsito em julgado na ação, o contribuinte não pode ser compelido a arcar com a multa de mora, haja vista a suspensão da exigibilidade do crédito tributário deferida no momento do lançamento.
Quanto à incidência dos juros de mora com base na taxa selic deve ser mantida, vez que não há norma vigente que determine a sua exclusão.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2301-000.527
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, conhecido do pedido de revisão para rescisão do acórdão recorrido. Por maioria de votos, não conhecer do pedido de devolução do depósito recursal, vencidos o relator e os Conselheiros Edgar Silva Vidal e Leonardo Henrique Pires Lopes. Apresentará voto divergente vencedor a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros. Por maioria de votos dar provimento parcial no que se refere à multa de mora, vencida a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros.
Nome do relator: Damião Cordeiro de Moraes
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200907
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2000 a 30/11/2001 LANÇAMENTO PREVENTIVO DA DECADÊNCIA. AÇÃO JUDICIAL EM CURSO. MEDIDA LIMINAR. INEXIGIBILIDADE DA MULTA. JUROS DE MORA DEVIDOS. Em razão do questionamento judicial da obrigação principal o órgão administrativo deve julgar apenas as questões que não foram levadas à juízo. Até que ocorra o trânsito em julgado na ação, o contribuinte não pode ser compelido a arcar com a multa de mora, haja vista a suspensão da exigibilidade do crédito tributário deferida no momento do lançamento. Quanto à incidência dos juros de mora com base na taxa selic deve ser mantida, vez que não há norma vigente que determine a sua exclusão. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 35570.002693/2006-99
anomes_publicacao_s : 200907
conteudo_id_s : 4426417
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 21 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 2301-000.527
nome_arquivo_s : 230100527_141246_35570002693200699_006.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : Damião Cordeiro de Moraes
nome_arquivo_pdf_s : 35570002693200699_4426417.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, conhecido do pedido de revisão para rescisão do acórdão recorrido. Por maioria de votos, não conhecer do pedido de devolução do depósito recursal, vencidos o relator e os Conselheiros Edgar Silva Vidal e Leonardo Henrique Pires Lopes. Apresentará voto divergente vencedor a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros. Por maioria de votos dar provimento parcial no que se refere à multa de mora, vencida a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros.
dt_sessao_tdt : Tue Jul 07 00:00:00 UTC 2009
id : 4956819
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983072354304
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-30T11:10:24Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-30T11:10:24Z; Last-Modified: 2009-09-30T11:10:24Z; dcterms:modified: 2009-09-30T11:10:24Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-30T11:10:24Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-30T11:10:24Z; meta:save-date: 2009-09-30T11:10:24Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-30T11:10:24Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-30T11:10:24Z; created: 2009-09-30T11:10:24Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; Creation-Date: 2009-09-30T11:10:24Z; pdf:charsPerPage: 1199; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-30T11:10:24Z | Conteúdo => 1 S2-C3T1 Fl. 613 0i ":.... • '.s.,•- MINISTÉRIO DA FAZENDA 1,,- :. • . • .3!: CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAISV • • • 41/4 , SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 35570.002693/2006-99 Recurso n° 141.246 Voluntário Acórdão n° 2301-00.527 — 3' Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 07 de julho de 2009 Matéria Cooperativa de Trabalho Recorrente COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL Recorrida DRP/DUQUE DE CAXIAS/RJ ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2000 a 30/11/2001 LANÇAMENTO PREVENTIVO DA DECADÊNCIA. AÇÃO JUDICIAL EM CURSO. MEDIDA LIMINAR. INEXIGIBILIDADE DA MULTA. JUROS DE MORA DEVIDOS. Em razão do questionamento judicial da obrigação principal o órgão administrativo deve julgar apenas as questões que não foram levadas à juízo. Até que ocorra o trânsito em julgado na ação, o contribuinte não pode ser compelido a arcar com a multa de mora, haja vista a suspensão da exigibilidade do crédito tributário deferida no momento do lançamento. Quanto à incidência dos juros de mora com base na taxa selic deve ser mantida, vez que não há norma vigente que determine a sua exclusão. Recurso Voluntário Provido em Parte. ti Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. tffi 1 , -, Processo n° 35570.002693/2006-99 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.527 Fl. 614 ACORDAM os membros da 3' Câmara / 1* Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, conhecido do pedido de revisão para rescisão do acórdão recorrido. Por maioria de votos, não conhecer do pedido de devolução do depósito recursal, vencidos o relator e os Conselheiros Edgar Silva Vidal e Leonardo Henrique Pires Lopes. Apresentará voto divergente vencedor a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros. Por maioria de votos dar prov . /e a parcial no que se refere à multa de mora, vencida a Conselheira Bernadete de O 1, :i I. 1: anos. ‘Vd ‘ N\ JULIO 1AR " & ' GOMES Presidente 4iõe• lip DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES Relator i Participaram do julgamento os conselheiros: Damião Cordeiro de Moraes, Edgar Silva Vidal (Suplente), Maria Helena Lima dos Santos (Suplente), Bemadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes e Julio Cesar Vieira Gomes (Presidente). 2 Processo n° 35570.002693/2006-99 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.527 Fl. 615• Relatório 1. Em assentada anterior a então 4a Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social negou seguimento ao recurso da empresa, Companhia Siderúrgica Nacional, nos termos da ementa abaixo transcrita: "EMENTA: PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÕES INCIDENTES SOBRE VALOR DA NOTA FISCAL/FATURA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS POR INTERMÉDIO DE COOPERATIVA DE TRABALHO. MATÉRIA OBJETO DE DISCUSSÃO PERANTE O PODER JUDICIÁRIO. RENÚNCIA DO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. ARTIGO 41 DA PORTARIA N° 520/2004 E ARTIGO 31 DO REGIMENTO INTERNO DO CRPS. RECURSO NÃO CONHECIDO." 2. Inconformado com a decisão a empresa apresentou Pedido de Revisão do acórdão, com fulcro no art. 60, inciso I, IV e V da Portaria 88, de 22 de janeiro de 2004, que aprovou do Conselho de Recursos da Previdência Social — CRPS. 3. Por bem resumir a questão tratada nos autos, adoto como parte do meu relatório a exposição feita pelo Presidente desta Turma em despacho de fls. 522/523), verbis: "Em suas razões recursais, alega a empresa que o acórdão recorrido, ao não conhecer do recurso interposto sob a justificativa de que a propositura de ação judicial, antes ou depois do lançamento fiscal, transfere a competência de solucionar a lide ao Poder Judiciário, exaurindo o contencioso administrativo fiscal e importando no não conhecimento do recurso administrativo interposto, quando no entanto há matéria distinta da constante processo judicial a ser apreciada no recurso interposto, viola literal disposição art. 31 do Regimento Interno do CRPS, incorrendo em vicio quanto à sua conclusão. Isto porque no caso concreto discute-se no recurso interposto matérias outras que se relacionam diretamente com o próprio lançamento e que não são objeto de processo judicial, a saber (i) o não cabimento da exigência da multa de oficio quando a exigibilidade do crédito está suspensa; e (ii) o não cabimento da exigência de juros de mora, ainda mais calculados com base na taxa SELIC." 4. O fisco, embora ciente da movimentação processual, não apresentou contra-razões. 5. Analisando os pressupostos de admissibilidade, a presidência desta Turma proferiu despacho acolhendo o pedido revisional da empresa, nos seguintes termos: "Os atos administrativos com eivados de vícios podem e devem ser revistos, por provocação da parte ou mesmo de oficio. E a aplicação do Principio da Auto-Tutela, reconhecido na Súmula n° 473 do Supremo Tribunal Federal. De fato há um ponto omisso no acórdão n° 144/2006, fls. 476 a 477, também despercebido quando do despacho às fls. 522/523. Nas próprias contra razões às fls. 446/463 reconheceu-se que o crédito estaria com sua exigibilidade suspensa por força de medida liminar em mandado de segurança. Nesta caso, embora não se conheça do mérito, no processo administrativo fiscal ainda resta a apreciação dos efeitos conferidos pela liminar, que são os 3 Processo n° 35570.002693/2006-99 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.527 Fl. 616 consectários do montante principal lançado. Caberia ao órgão julgador decidir quanto à aplicação do disposto no artigo 63, §20 da Lei n° 9.430/96, verbis: Art. 63. Não caberá lançamento de multa de oficio na constituição do crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributos e contribuições de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma do inciso IV do art. 151 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, (Vide Medida Provisória n°2.158-35, de 2001) 2° A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição. Em conseqüência, o acórdão deve ser revisado com fundamento no artigo 60, IV, c/c § 1°, IV do RICRPS, aprovado pela Portaria MPS n° 88, de 22/01/2004. Isto porque a omissão no acórdão de ponto que deva ser apreciado configura uma contradição em relação à conclusão que não conheceu do recurso por ausência de matéria a ser julgada. Ante ao exposto, decido tornar sem efeitos o despacho às fls. 522/523 para, em substituição: ACOLHER o pedido de revisão apresentado." 6. Por fim, em petição fundamentada, requereu a empresa o levantamento do depósito efetuado como garantia do recurso interposto, ante a declaração pelo Supremo Tribunal Federal — STF da inconstitucionalidade dos parágrafos 1° e 2° do art. 126 da Lei n.° 8.213/91 e da exigência de qualquer tipo de garantia como condição de admissibilidade de recurso na esfera administrativa. É o relatório. ÇO\ 4 Processo n° 35570.002693/2006-99 S2-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.527 Fl. 617 Voto Conselheiro DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES, Relator DA ADMISSIBILIDADE 1. Entendo que o acórdão revisado está eivado de vício porque a sua fundamentação é incompatível com a sua conclusão e deve ser rescindido com fulcro no art. 60, IV, combinado com o §1 0, IV, do mesmo artigo, do RICRPS, aplicável ao caso à época da interposição do recurso. Com efeito, ao contrário da solução simplista adotada no acórdão que julgou pelo não conhecimento do recurso interposto pelo contribuinte, questões outras que não constavam da ação judicial ajuizada pela empresa deveriam ter sido solucionadas pelo acórdão vergastado. 2. É o caso da exigência da multa de oficio quando a exigibilidade do crédito está suspensa e do cabimento ou não da exigência de juros de mora calculados com base na taxa SELIC. 3. Por este motivo, acolho o pedido revisional da empresa, uma vez reconhecendo o vício do acórdão anterior (juízo rescindente), deve ser apreciada toda a questão devolvida a este Colegiado por meio do recurso interposto pelo notificado (juízo rescisório). DAS QUESTÕES RECURSAIS 4. Como bem delimitado no relatório a questão controvertida diz respeito à exigência da multa de oficio, quando a exigibilidade do crédito está suspensa, e do cabimento ou não da exigência de juros de mora calculados com base na taxa SELIC. 5. Isto porque o próprio relatório fiscal informa que as contribuições apuradas no presente lançamento não foram recolhidas pela empresa por força de decisões judiciais proferidas em mandados de seguranças, relacionadas aos contratos de prestação de serviços firmados com as cooperativas. 6. Sendo assim, passo inicialmente à análise da exigência da multa. 7. A questão não é nova neste colegiado: "AÇÃO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. A suspensão da exigibilidade do crédito (artigo 151 do CTN) não impede o Fisco de proceder ao lançamento, eis que esta é atividade vinculada e obrigatória (art. 142 do CTN) e visa impedir a ocorrência da decadência. AÇÃO JUDICIAL. RENÚNCIA AO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. MATÉRIA DIFERENCIADA. A propositura pelo sujeito passivo de ação judicial, por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento, que tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual trate o processo administrativo, importa renúncia ao contencioso administrativo, conforme art. 126, § 3°, da Lei no 8.213/91, combinado com o art. 307 do RPS, aprova o pelo Decreto 3.048/99. Processo n° 35570.002693/2006-99 52-C3T1 Acórdão n.° 2301-00.527 Fl. 618 O julgamento administrativo limitar-se-á à matéria diferenciada, se na impugnação houver matéria distinta da constante do processo judicial. MEDIDA LIMINAR. MULTA DE MORA. NÃO INCIDÊNCIA. Aplicam-se às contribuições previdenciárias o disposto no artigo 63, §2° da Lei n° 9.430/96, quanto à interrupção da multa de mora. Em razão de sua sistemática legal de aplicação e gradação, não retroage à data da concessão da medida liminar a decisão judicial que, posteriormente, reconheceu o tributo como devido. Recurso Voluntário Provido em Parte." (Número do Recurso: 151799; Relatora: Liege Lacroix Thomasi 8. E o artigo 63, §2° da Lei n° 9.430/96, justifica a não aplicação da multa pois, até que ocorra o trânsito em julgado na ação judicial, o contribuinte não está em mora, haja vista a suspensão da exigibilidade do crédito tributário no momento do lançamento. Como se sabe, a imposição de prazo para pagamento é fruto do atributo da exigibilidade de que se reveste o ato administrativo do lançamento, de tal maneira que, sendo-lhe retirado tal atributo por força de decisão judicial, não há como ser desencadeada qualquer exigência de pagamento. 9. E não se diga que o dispositivo legal é inaplicável ao presente caso, eis que a própria ementa da norma em tela dispôs, de maneira solar, sobre "as contribuições para a seguridade social..." Além do mais a literalidade do §2° da Lei afasta qualquer dúvida quanto à viabilidade da exclusão da multa demora do presente lançamento, cabendo à administração, portanto, dar fiel cumprimento à legislação vigente, sob pena de golpear mortalmente o princípio da legalidade. 10. É dizer: as contribuições para a seguridade social estão abrangidas pelo comando da citada Lei 9.430; e não faria sentido algum exclui-las do seu regamento, já que expressamente tratou da matéria. 11. Portanto, o meu voto é no sentido de manter o lançamento fiscal, mas afastar a multa de mora aplicada, conforme acima exposto. 12. Razão pela qual afasto a incidência da multa com fulcro no disposto no artigo 63, §2° da Lei n° 9.430/96. 13. Quanto à incidência dos juros de mora com base na taxa selic entendo que deve ser mantida a decisão recorrida, vez que não há norma vigente que determine a sua exclusão. 14. Feitas essas considerações, voto por dar provimento parcial ao recurso do contribuinte para afastar a imposição de multa de mora, conforme acima exposto. CONCLUSÃO 15. Assim, dou PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário. Sala das Sessões, e • • de 2009 DAMIÃO CORDEIRI MORAES - Relator 6
score : 1.0
Numero do processo: 15375.005818/2009-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2013
Ementa: null
null
Numero da decisão: 2302-002.230
Decisão:
Nome do relator: ADRIANA SATO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : null null
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 15375.005818/2009-84
anomes_publicacao_s : 201307
conteudo_id_s : 5280093
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2302-002.230
nome_arquivo_s : Decisao_15375005818200984.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ADRIANA SATO
nome_arquivo_pdf_s : 15375005818200984_5280093.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt :
dt_sessao_tdt : Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4986365
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:07 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983115345920
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1470; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 954 1 953 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15375.005818/200984 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2302002.230 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 21 de novembro de 2012 Assunto Diligência Recorrente CPMT ENGENHARIA E MONTAGEM LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão de primeira instância, para dar ciência ao sujeito passivo do resultado de diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) LIEGE LACROIX THOMASI – Presidente Substituta (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator ad hoc Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente Substituta), Arlindo da Costa e Silva, Adriana Sato, Manoel Coelho Arruda Junior, Juliana Campos de Carvalho Cruz e Paulo Roberto Lara Dos Santos. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 75 .0 05 81 8/ 20 09 -8 4 Fl. 954DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 23/ 07/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 15375.005818/200984 Resolução nº 2302002.230 S2C3T2 Fl. 955 2 Relatório e Voto Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito lavrada em 30/06/2006, cuja ciência do Recorrente ocorreu na mesma data. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 117/122, a presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD n° 35.536.4387 exige as contribuições destinadas à Seguridade Social relativas aos segurados empregados (não descontadas) e à parte patronal, inclusive a reservada ao financiamento da complementação das prestações por acidente de trabalho SAT (para competências até 06/1997) e ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (para competências a partir de 07/1997), e, ainda, contribuições destinadas aos Terceiros (SALÁRIO EDUCAÇÃO, INCRA, SESI, SENAI e SEBRAE), incidentes sobre: Remunerações referentes a segurados empregados da empresa, na forma de salários indiretos tais como: gratificação de férias, seguro de vida em grupo, PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador, valores estes identificados em Folhas de Pagamento e em lançamentos nos Livros Diários; Remunerações referentes a segurados empregados da empresa, na forma de salários suplementares que foram identificados através de depósitos bancários na conta corrente de seus empregados e que não constam nas Folhas de Pagamento e nos registros próprios da contabilidade do Recorrente; Pagamentos efetuados a diversos autônomos e a trabalhadores sem registro na empresa, valores estes identificados através de depósitos bancários na conta corrente e que não constam nas Folhas de Pagamento e nos registros próprios da contabilidade do recorrente; Adiantamento a sócios da empresa, valores estes identificados em depósitos bancários na conta corrente de seus sócios e familiares e através de pagamento de diversas despesas pessoais e que não constam nas Folhas de Pagamento e nos registros próprios da contabilidade do recorrente. O Recorrente apresentou impugnação com documentos (fls. 210/381), que motivou o serviço de análise de defesa, às fls.411, manifestação conclusiva da fiscalização. Às fls. 415/416 consta uma informação fiscal, às fls. 417 o FORCED e às fls. 419/427 a DN julgou o lançamento procedente em parte. Às fls. 429/470 consta o DADR elaborado com base na DN. Inconformado com a DN, o Recorrente interpôs recurso voluntário (fls.499/510), alegando em síntese: o abono de férias não é parcela integrante do salário de contribuição em observância ao artigo 144 da CLT (Ver pág. 096, anexo VI) e, conforme instrução da tabela de incidência do INSS (Ver pág. 095, anexo VI) quando não excedente de 20 (vinte) dias não há incidência de contribuição previdenciária, para fatos ocorridos até 07/97 e a partir de 22/05/98, e para fatos ocorridos entre 08/97 e 21/05/98 há a incidência do INSS; Fl. 955DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 23/ 07/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 15375.005818/200984 Resolução nº 2302002.230 S2C3T2 Fl. 956 3 o Sr. Aroldo Rodrigues da Silva foi indevidamente considerado como autônomo pela fiscalização, haja vista que a relação do mesmo com o Recorrente, conforme nota promissória é de empréstimos; os depósitos efetuados na conta corrente do segurado Luís Antônio Petracconni, que nunca pertenceu ao quadro de funcionários do Recorrente, corresponde ao pagamento referente a prestação de serviços, por um período ininterrupto de 14 meses; o depósito de R$ 18.633,56 efetuado para o Sr. Ricardo Gomes de Souza destinase a pagamento de empréstimo e não salário indireto; o valor de R$ 1.179,89 não pode ser considerado salário adicional para o Sr Rodrigo César de Moura Nunes pois o próprio descritivo da fiscalização diz que é acerto de viagem/dep. dif. Salário + Km, assim como R$ 1.892,00 que não pode ser considerado salário adicional pois o próprio descritivo da fiscalização diz que se refere a gratificação; o Sr. Rômulo Fernandes Moreira não pode ser caracterizado como empregado sem carteira (registro) haja vista que em todo o período verificado pela fiscalização a CPMT Engenharia e Montagem Ltda. utilizouse dos serviços do técnico Rômulo Fernandes Moreira por quatro vezes apenas; e em atividades de sua especialidade; o empregado Wagner das Neves Couto, no período em que manteve contrato de trabalho com a CPMT Engenharia e Montagem Ltda, residia na cidade de ItabiraMG, sendo o seu trabalho por sua natureza realizado fora da sede da CPMT (fora de Belo Horizonte), seus salários eram pagos por meio de depósitos a título de adiantamentos, efetuados no decorrer do mês, e posteriormente descontados na quitação de seus salários; o Sr. Altamiro Barbosa não pode ser caracterizado como segurado empregado devendo ser tratado como segurado autônomofrete; o Sr. José Goulart Filho não pode ser enquadrado como segurado empregado, pois, no período de 01/12/1997 a 22/01/2002, era empregado da Construtel Tecnologia e Serviços S/A; o documento de inscrição no PAT referente ao ano de 1994 se extraviou e a empresa não tem como comprovar esta inscrição; os sócios Hilton Ribeiro dos Santos e Jarbas Gambogi Neto são engenheiros executores dos serviços prestados e detentores do knowhow da sociedade, estavam constantemente viajando a trabalho, e, algumas de suas obrigações particulares eram pagas pelas mesmas pessoas que efetuavam os pagamentos das obrigações da CPMT Engenharia e Montagem Ltda; O sinistro do empregado Sr. Éder Lúcio Soares teve que ser pago pelo Recorrente em razão do valor do seguro estipulado pela convenção coletiva de 1995/1996. Às fls. 857/859 consta um despacho denegando seguimento ao recurso em razão da falta do depósito recursal. Às fls. 904/908 consta uma revisão da notificação de lançamento de débito em razão da determinação da Procuradoria da Fazenda Nacional para verificar a existência ou não Fl. 956DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 23/ 07/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 15375.005818/200984 Resolução nº 2302002.230 S2C3T2 Fl. 957 4 de decadência, bem como para adequação deste lançamento ao comando enfeixado na Súmula Vinculante n° 08/2008, restando como devidas as contribuições referentes às competências 07/1998 a 12/1998. Em razão da determinação, foi expedido o DADR de fls. 909/940 e a informação fiscal de fls. 943. Após os autos foram encaminhados a este Conselho. Analisando os autos, constatei que há uma questão preliminar a ser apreciada. O lançamento foi revisado por determinação da Procuradoria da Fazenda Nacional, conforme se demonstrou às fls. 904/908. O Recorrente não foi cientificado da retificação do débito e a privação do conhecimento dessa revisão, configuraria o cerceamento de defesa. Assim, antes de se analisar o mérito do lançamento das contribuições restantes, entendo ser necessário ser dada a ciência ao Recorrente da revisão do débito de fls. 904/908 e do DADR de fls. 909/940. Dessa forma, converto o julgamento em diligência para que: Intimese o Recorrente do teor da manifestação e documentos de fls. 904/908 e 909/940, para que, caso tenha interesse, apresente recurso voluntário complementar. (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator ad hoc Fl. 957DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 23/ 07/2013 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 26/07/2013 por LIEGE LACROIX THOMA SI
score : 1.0
Numero do processo: 10711.003636/2006-44
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 25/11/2004, 02/12/2004, 07/12/2004, 13/12/2004, 16/12/2004, 17/12/2004, 23/12/2004
É ilegítimo para figurar no pólo passivo o agente marítimo, que não se confunde com o transportador ou agente de carga, responsáveis pelo cumprimento da obrigação e, se for o caso, responder pela multa de que trata a alínea e do inciso VI do artigo 107 do Decreto- lei nº 37/66. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3102-000.791
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Luis Marcelo de Guerra e Castro e Ricardo Rosa. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Nanci Gama.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201010
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 25/11/2004, 02/12/2004, 07/12/2004, 13/12/2004, 16/12/2004, 17/12/2004, 23/12/2004 É ilegítimo para figurar no pólo passivo o agente marítimo, que não se confunde com o transportador ou agente de carga, responsáveis pelo cumprimento da obrigação e, se for o caso, responder pela multa de que trata a alínea e do inciso VI do artigo 107 do Decreto- lei nº 37/66. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10711.003636/2006-44
conteudo_id_s : 5260134
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3102-000.791
nome_arquivo_s : Decisao_10711003636200644.pdf
nome_relator_s : RICARDO PAULO ROSA
nome_arquivo_pdf_s : 10711003636200644_5260134.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Luis Marcelo de Guerra e Castro e Ricardo Rosa. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Nanci Gama.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 27 00:00:00 UTC 2010
id : 4917372
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:35 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983125831680
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1681; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 77 1 76 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10711.003636/200644 Recurso nº 506.150 Voluntário Acórdão nº 310200.791 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 27 de outubro de 2010 Matéria Multa Regulamentar Recorrente Wilson Sons Agência Marítima Ltda Recorrida Procuradoria da Fazenda Nacional ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 25/11/2004, 02/12/2004, 07/12/2004, 13/12/2004, 16/12/2004, 17/12/2004, 23/12/2004 É ilegítimo para figurar no pólo passivo o agente marítimo, que não se confunde com o transportador ou agente de carga, responsáveis pelo cumprimento da obrigação e, se for o caso, responder pela multa de que trata a alínea e do inciso VI do artigo 107 do Decreto lei nº 37/66. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Luis Marcelo de Guerra e Castro e Ricardo Rosa. Designada para redigir o voto vencedor a Conselheira Nanci Gama. Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente Ricardo Rosa Relator Nanci Gama RedatoraDesignada Fl. 97DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/ 06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 2 Participaram do julgamento os Conselheiros Luis Marcelo de Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Rosa, Beatriz Veríssimo de Sena, José Fernandes do Nascimento, Leonardo Mussi da Silva. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Trata o presente processo de auto de infração lavrado para constituição de crédito tributário no valor de R$ 50.000,00, referente a multa regulamentar, que está lastreada na alínea "e", inciso IV, do artigo 107 do DecretoLei n° 37/66. Conforme se depreende da leitura da descrição dos fatos (fl. 02) e dos demais documentos constantes dos autos, a interessada deixou de prestar informação sobre veículo ou carga transportada, na forma e prazo estabelecidos, conforme o disposto no art. 41 da IN SRF n°28/94. Conforme demonstrado (fls. 10 a 19), as mercadorias foram embarcadas, mas os manifestos de carga foram entregues após o prazo legal de 72 horas da saída do porto do veiculo transportador. Assim, entendendo estar caracterizado a infração, a autoridade fiscal aplicou a multa de R$ 5.000,00 por manifesto, resultando um total de 10 veículos cujos manifestos não foram entregues no prazo disciplinado. Regularmente cientificada por via postal (AR fl. 14), a interessada apresentou impugnação de folhas 15 e 16, anexando os documentos de folhas 17 a 46, que em síntese apresenta os seguintes argumentos: Que, foram efetivados os registros, no Siscomex, todos os embarques ocorridos no prazo máximo de 07 dias. Que, as cópias dos manifestos foram entregues para a Receita Federal, antes mesmo que ocorresse qualquer intimação a respeito; Que, não há garantia de que os manifestos entregues, são recepcionados na mesma data, uma vez que seus protocolos são assinados pela fiscalização aduaneira com muito atraso; Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 25/11/2004, 02/12/2004, 07/12/2004, 13/12/2004, 16/12/2004, 17/12/2004, 23/12/2004 EXPORTAÇÃO. ENTREGA DOS DOCUMENTOS DE EMBARQUE. PRAZO. O transportador deve entregar uma cópia do Manifesto de Carga e uma via não negociável de cada um dos respectivos Conhecimentos de Carga à unidade da RFB que jurisdiciona o Fl. 98DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/ 06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10711.003636/200644 Acórdão n.º 310200.791 S3C1T2 Fl. 78 3 local de embarque, no prazo máximo de 72 horas da saída do Pais do veículo transportador. O descumprimento do prazo caracteriza a infração contida na alínea "e", inciso IV, do artigo 107 do DecretoLei n° 37/66. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do qual repisa argumentos contidos na impugnação ao lançamento. Entende que o lançamento “teve origem na suposta irregularidade cometida pela Impugnante, ora Recorrente, relativa ao descumprimento de obrigação tributária acessória de registrar no Sistema de Comércio Exterior (SISCOMEX), dentro do prazo de 07 dias, os dados de embarque dos despachos de exportação por ela realizados, anexados aos autos”. Defende que o pequeno atraso na entrega das Declarações de Despacho de Exportação se deu por razões “alheias à vontade da Recorrente, como o atraso das informações que deveriam ser prestadas pelo exportador”, e que estes atrasos não podem ser interpretados como embaraço à fiscalização. Reclama novamente a aplicação do instituto da espontaneidade. Assevera não revestir a condição de empresa transportadora, mas apenas de uma agência de navegação. É o relatório. Voto Vencido Conselheiro Ricardo Rosa, Relator. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do recurso voluntário. Há uma falha grosseira no entendimento dos fatos por parte da empresa autuada. Tal como se depreende do texto do recurso voluntário apresentado a este Colegiada, a mesma entende ter sido autuada por “suposta irregularidade cometida pela Impugnante, ora Recorrente, relativa ao descumprimento de obrigação tributária acessória de registrar no Sistema de Comércio Exterior (SISCOMEX), dentro do prazo de 07 dias, os dados de embarque dos despachos de exportação”. O voto condutor da decisão recorrida é taxativo ao determinar qual a infração cometida pela recorrente. Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: ... IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): ... e) por deixar de prestar informação sobre veiculo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute na forma e no prazo estabelecidos Secretaria da Receita Federal, aplicada à Fl. 99DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/ 06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 4 empresa de transporte internacional inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta ou ao agente de carga e ... (Grifos acrescidos) A forma e o prazo para apresentação de uma cópia do manifesto de carga e, uma via não negociável de cada um dos respectivos conhecimentos de carga foram estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil no artigo 41 da Instrução Normativa SRF n° 28/94: Art. 41. Uma cópia do Manifesto de Carga e uma via não negociável de cada um dos respectivos Conhecimentos de Carga deverão ser entregues, pelo transportador, à unidade da SRF que jurisdiciona o local do despacho de exportação, no prazo máximo de 72 horas da saída do Pais do veículo transportador. Ou seja, ao contrário do que entende a empresa autuada, o auto de infração guerreado encontra fundamento na falta de apresentação à Secretaria da Receita Federal, no prazo de 72 horas, de uma cópia do Manifesto de Carga e uma via não negociável de cada um dos respectivos Conhecimentos de Carga, e não pela falta de registro no Siscomex das informações correspondentes, como entendeu a empresa. Diante de tais circunstâncias, imperioso determinar a razão para que a empresa autuada tenha incorrido em tão relevante equívoco, já que, assim fazendo, terminou por defenderse de infração distinta da que estava sendo acusada no processo. Compulsando os autos, encontrase, à inicial do processo, o auto de infração com imposição da multa correspondente, no qual consta a seguinte descrição dos fatos. Em procedimento fiscal de verificação do cumprimento das obrigações tributárias, pelo contribuinte supracitado, foram apuradas infrações abaixo descritas, aos dispositivos legais mencionados. 001 NÃO PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE VEICULO OU CARGA TRANSPORTADA, OU SOBRE OPERAÇÕES QUE EXECUTAR Agente de carga deixou de prestar informação sobre veiculo ou carga transportada, ou sobre operações que executou, na forma e prazo estabelecidos pela SRF. Não havendo mais nada na descrição dos fatos que possa oferecer melhores esclarecimentos ao administrado, não tenho qualquer dúvida de que restaram mal compreendidas as informações sobre veiculo ou carga que deixaram de ser informadas no prazo determinado, situação modificada na decisão de primeira instância, quando a infração cometida e a legislação correspondente foram adequadamente explicitadas e descritas; contudo, não há como admitir que tal providência seja adotada em outro momento que não o da autuação, quando é dado conhecimento ao administrado sobre a exigência que lhe está sendo imposta e no qual devese, necessariamente, oferecer amplo e inequívoco conhecimento sobre as razões da autuação. Ademais, no caso concreto, incontroverso o autuado terse defendido de um fato que, aparentemente, não foi o que efetivamente motivou a autuação, caracterizada a Fl. 100DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/ 06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10711.003636/200644 Acórdão n.º 310200.791 S3C1T2 Fl. 79 5 preterição ao direito de defesa, decorrente de uma imprecisão na identificação da conduta apenada. Pelo exposto, VOTO POR DECLARAR NULO o auto de infração, por vício formal, por preterição do direito de defesa da empresa autuada. Ricardo Rosa Voto Vencedor Conselheira Nanci Gama, RedatoraDesignada Ouso discordar, com a devida vênia, do entendimento do ilustre Conselheiro Relator, quanto à natureza do vício cometido no auto de infração, que de forma incontroversa prejudicou o exercício do direito de defesa do contribuinte, ora Recorrente. Entre os princípios que regem a aplicação das normas tributárias se insere o “princípio da verdade material”, que recomenda ao julgador buscar a verdade dos fatos e aplicar corretamente a lei. Como esclarece Alberto Xavier: “O procedimento tributário de lançamento tem como finalidade central a investigação dos fatos tributários, com vista à sua prova e caracterização; respeita à premissa menor do silogismo de aplicação da lei. (...) a Administração fiscal não só não está limitada aos meios de prova facultados pelo contribuinte, como não pode prescindir das diligências probatórias previstas na lei como necessárias ao pleno conhecimento do objeto do procedimento, salvo quando a lei excepcionalmente o autorize.” 1 (grifouse) O lançamento envolve necessariamente a caracterização do fato previsto na hipótese normativa, norteandose pelos princípios do inquisitório e da verdade material. Mais uma vez, nas palavras de Alberto Xavier2: “O procedimento tributário de lançamento reveste, pois, as características de um verdadeiro processo inquisitório tendo por objeto o pressuposto de fato da lei tributária, ou seja, o fato tributário na sua existência histórica, de cuja verificação a lei faz depender a pretensão tributária. A instrução do procedimento tem como finalidade a descoberta da verdade material no que toca ao seu objeto com os seus 1 XAVIER, Alberto. Do lançamento no Direto Tributário Brasileiro. Rio de Janeiro, Forense, 3ª Ed., 2005, págs. 131133. 2 Obra citada, págs. 133134. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/ 06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO 6 corolários da livre apreciação das provas e da admissibilidade de todos os meios de prova. Daí a lei fiscal conceder aos seus órgãos de aplicação meios instrutórios vastíssimos que lhes permitam formar a convicção da existência e conteúdo do fato tributário.” (grifouse) Dessa forma, a perfeita descrição da conduta infratora é fundamental não só para o pleno exercício do direito de ampla defesa, mas, principalmente, para a validade do processo administrativo, uma vez que a deficiente identificação do fato no lançamento viola não só o princípio da verdade material acima referido, como também o princípio da segurança jurídica em matéria de tributação. Feitas essas considerações, pela análise do presente caso é forçoso reconhecer que o auto de infração em questão é nulo; e não por vício formal, como entendido pelo ilustre Conselheiro Relator, mas por vício material que compromete integralmente a sua validade. Nesse sentido, o artigo 142 do Código Tributário Nacional é expresso ao prever que: “Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível.” Notese que, não obstante dispor o fiscal autuante de todos os instrumentos para verificar de forma exata o objeto da pretensão tributária pelo lançamento, este descreveu uma infração sem precisar o fato dito infrator, o que acarretou induvidosa violação ao direito de ampla defesa do contribuinte, comprometendo a validade do lançamento. Mesmo que assim não fosse, ou seja, que o lançamento em causa não fosse materialmente nulo, fato é que o mesmo também não poderia prosperar, diante da flagrante ilegitimidade do sujeito passivo, agente marítimo, para responder a multa de que trata a alínea e do inciso VI do artigo 107 do Decreto lei nº 37/66, segundo o qual: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: ... IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): ... e) por deixar de prestar informação sobre veiculo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute na forma e no prazo estabelecidos Secretaria da Receita Federal, aplicada à empresa de transporte internacional inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta ou ao agente de carga e ...(Grifos acrescidos) É certo que o agente marítimo não se confunde com o transportador ou agente de carga, responsáveis pelo cumprimento da obrigação prevista na norma acima citada, Fl. 102DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/ 06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Processo nº 10711.003636/200644 Acórdão n.º 310200.791 S3C1T2 Fl. 80 7 sob pena de não o fazendo responderem pela multa também prevista no referido dispositivo legal. Ante o exposto, dou provimento ao recurso voluntário em razão da caracterização de vício na eleição do sujeito passivo. Nanci Gama Fl. 103DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2012 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 23/07/2012 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 15/02/2012 por NANCI GAMA, Assinado digitalmente em 12/ 06/2013 por LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 10148.002164/2008-16
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
DESPESAS MÉDICAS FIXADAS, A TÍTULO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA, EM ACORDO HOMOLOGADO JUDICIALMENTE. DEDUÇÃO.
São dedutíveis, na declaração de ajuste anual, as despesas médicas efetuadas com filhos menores por força de acordo homologado judicialmente.
PENSÃO ALIMENTÍCIA. DEDUÇÃO.
São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de pensão alimentícia, as importâncias pagas em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de acordo homologado judicialmente.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2801-003.035
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer deduções de despesas médicas, no valor de R$ 7.747,35, e despesas com pensão alimentícia judicial, no valor de 55.460,00, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201305
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS FIXADAS, A TÍTULO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA, EM ACORDO HOMOLOGADO JUDICIALMENTE. DEDUÇÃO. São dedutíveis, na declaração de ajuste anual, as despesas médicas efetuadas com filhos menores por força de acordo homologado judicialmente. PENSÃO ALIMENTÍCIA. DEDUÇÃO. São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de pensão alimentícia, as importâncias pagas em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de acordo homologado judicialmente. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10148.002164/2008-16
anomes_publicacao_s : 201307
conteudo_id_s : 5267322
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2801-003.035
nome_arquivo_s : Decisao_10148002164200816.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
nome_arquivo_pdf_s : 10148002164200816_5267322.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer deduções de despesas médicas, no valor de R$ 7.747,35, e despesas com pensão alimentícia judicial, no valor de 55.460,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente em exercício Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar.
dt_sessao_tdt : Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
id : 4957166
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983132123136
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1785; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 103 1 102 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10148.002164/200816 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801003.035 – 1ª Turma Especial Sessão de 16 de maio de 2013 Matéria IRPF Recorrente SAULO BARBAR Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS FIXADAS, A TÍTULO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA, EM ACORDO HOMOLOGADO JUDICIALMENTE. DEDUÇÃO. São dedutíveis, na declaração de ajuste anual, as despesas médicas efetuadas com filhos menores por força de acordo homologado judicialmente. PENSÃO ALIMENTÍCIA. DEDUÇÃO. São dedutíveis na declaração de ajuste anual, a título de pensão alimentícia, as importâncias pagas em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de acordo homologado judicialmente. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer deduções de despesas médicas, no valor de R$ 7.747,35, e despesas com pensão alimentícia judicial, no valor de 55.460,00, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 14 8. 00 21 64 /2 00 8- 16 Fl. 103DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10148.002164/200816 Acórdão n.º 2801003.035 S2TE01 Fl. 104 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Márcio Henrique Sales Parada, Carlos César Quadros Pierre e Ewan Teles Aguiar. Relatório Tratase de Notificação de Lançamento relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF por meio da qual se exige crédito tributário no valor de R$ 34.274,80, incluídos multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. Consta da “Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal”, às fls. 23/24 deste processo digital, que o crédito tributário foi constituído em razão de ter sido apurada, na Declaração de Ajuste Anual do contribuinte, dedução indevida de despesas médicas e de pensão alimentícia judicial, ambas por falta de comprovação, após regular intimação. O contribuinte apresentou a impugnação de fls. 2, acompanhada dos documentos de fls. 3/21, por meio da qual esclareceu que a pensão alimentícia referese a pagamentos feitos às suas filhas Paula Barbar, Beatriz Barbar e Julia Barbar, através de depósitos bancários feitos na conta 1818, agência 5330, do Banco Itaú, cuja titular é Adriana S. Cavalieri Costa, mãe das beneficiárias, conforme determinado em sentença judicial homologada em 30/09/1997. Em relação às despesas médicas, informou o Impugnante que tais despesas foram efetuadas com o Plano de Saúde Bradesco, no total de R$ 12.883,11, a seu favor e de suas filhas, sendo o plano destas decorrentes da sentença judicial já mencionada. A Nota Fiscal nº 598421, no valor de R$ 1.347,29, emitida em 12/08/2005 pelo Hospital Israelita Albert Einstein, referese a procedimentos realizados no próprio impugnante. Por determinação da 6ª Turma da DRJ/JFA (fl. 41), a DRF de Uberaba/MG intimou o contribuinte a apresentar “Certidão Judicial atualizada que estipula o pagamento da pensão alimentícia para suas três filhas, a fim de verificar se houve ou não alteração na citada sentença, tendo em vista que a sentença apresentada aos autos foi expedida em 1997”. Em face da ausência de resposta à diligência solicitada, os autos retornaram à DRJ/JFA para julgamento. A 6ª Turma da DRJ/JFA julgou a impugnação procedente em parte, nos termos da ementa abaixo transcrita: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF Exercício: 2006 DEDUÇÃO. PENSÃO ALIMENTÍCIA. Somente podem ser deduzidas as importâncias efetivamente pagas a título de pensão alimentícia e prestação de alimentos provisionais em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão ou acordo judicial. DEDUÇÃO. DESPESAS MÉDICAS. Somente em razão de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, as despesas médicas pagas pelo alimentante, em Fl. 104DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10148.002164/200816 Acórdão n.º 2801003.035 S2TE01 Fl. 105 3 nome do alimentando, podem ser deduzidas na declaração de rendimentos, em seu campo próprio. São aceitos os valores declarados a título de despesas médicas à medida de sua efetiva comprovação, mediante documentos hábeis e idôneos. Por outro lado, não podem ser deduzidas as despesas médicas, que por sua natureza, estariam sujeitas a ressarcimento, em face da existência de plano de seguro de reembolso de despesas médicas. Para esse mister, deveria se dar a apresentação do demonstrativo de desembolsos realizados no período para confrontálos com os recibos oferecidos. Impugnação Procedente em Parte Cientificado da decisão de primeira instância em 21/06/2011 (fl. 53), o interessado interpôs, em 19/07/2011, o recurso de fl. 55, acompanhado dos documentos de fls. 56/61. Na peça recursal aduz, em síntese, que: Devido ao prazo exíguo, não foi possível apresentar a decisão judicial atualizada. Contudo, houve pedido de desarquivamento dos autos (fl. 58), que não foi atendido até a data da diligência da DRJ. Por sua iniciativa, de comum acordo com a excônjuge, em fevereiro de 2003 o valor foi reduzido para R$ 4.000,00, indexado ao índice Geral de Preços de Mercado da Fundação Getúlio Vargas, com a ressalva de que ficariam mantidas e intocadas as demais disposições do acordo anterior, sendo submetido ao juiz para homologação. Apesar do pedido de desarquivamento em 31/03/2011, até hoje não foi possível obter a certidão atualizada do processo n° 000.03.0216273, documento este que será anexado tão logo esteja disponível. Por intermédio da Resolução nº 2801000.169 (fls. 65/68), esta Turma decidiu converter o julgamento em diligência a fim de que o Recorrente apresentasse cópia integral da sentença/acordo judicial que determinou o pagamento de alimentos aos seus filhos, bem como cópia integral da sentença/acordo judicial que homologou a alteração do § 7º da petição inicial anteriormente apresentada, devidamente atualizadas e legíveis. Em 18/02/2013 o Interessado colacionou aos autos os documentos de fls. 74/101 deste processo digital. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conheço do recurso, porquanto presentes os requisitos de admissibilidade. DESPESAS MÉDICAS A Autoridade lançadora glosou dedução de despesas médicas, lançadas na declaração de ajuste anual, no valor de R$ 14.230,40 (Bradesco Saúde = R$ 12.883,11 + Fl. 105DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10148.002164/200816 Acórdão n.º 2801003.035 S2TE01 Fl. 106 4 Hospital Israelita Albert Einstein = R$ 1.347,29), por falta de comprovação das despesas realizadas. Com base no documento de fl. 20, anexado à peça impugnatória, os julgadores da instância de piso restabeleceram a dedução no valor de R$ 5.135,76, referente ao plano de saúde do próprio contribuinte, e mantiveram a glosa de R$ 7.747,35, relativa ao plano de saúde das três filhas do Recorrente, em virtude de não ter sido apresentada cópia da sentença judicial (atualizada) que estipulou o pagamento de tais despesas. Após a diligência requerida por esta Turma de Julgamento, o Interessado juntou aos autos cópia de sentença judicial datada de 16/04/1997 (fls. 84/85), que homologou o acordo de fls. 78 e 80/83, por intermédio do qual ficou avençado que “Continuará, ainda, o cônjugevarão pagando a assistência médica e hospitalar (plano de saúde) por tempo indeterminado e se necessário quaisquer tratamentos odontológicos das filhas do casal separando” (parágrafo 8º da petição apresentada). Em fevereiro de 2003 os excônjuges requereram ao Juiz da 11ª Vara de Família e Sucessões de São Paulo a homologação da alteração do parágrafo 7º do acordo anteriormente homologado, ressaltando, no último parágrafo da petição apresentada, que “ficam mantidas e intocadas, para todos os efeitos, as demais disposições pertinentes, em especial a contida no parágrafo 8º”. A Certidão de Objeto e Pé de fl. 96 atesta que os pleitos dos interessados foram homologados, por sentença, pelo Juiz de Direito da 9ª Vara das Famílias e Sucessões da Comarca de São Paulo. Nesse contexto, sou pelo restabelecimento da dedução de despesas médicas no valor de R$ 7.747,35, referente ao pagamento do plano de saúde das três filhas do Recorrente (fl. 20 deste processo digital). Quanto às despesas pagas ao Hospital Israelita Albert Einstein, no valor de R$ 1.347,29, entendo que deve ser mantida a glosa pelo mesmo motivo exposto na decisão de piso, qual seja, ausência do demonstrativo de reembolsos realizados pelo “Seguro de Reembolso de Despesas de Assistência Médica e/ou Hospitalar” do plano Bradesco Saúde, ou da comprovação da inexistência de que houve despesas reembolsadas. PENSÃO ALIMENTÍCIA JUDICIAL A Autoridade lançadora glosou dedução de pensão alimentícia judicial, lançada na declaração de ajuste anual, no valor de R$ 55.460,00, por falta de comprovação. Os julgadores da instância de piso mantiveram a glosa sob o fundamento de que o Interessado não apresentou “cópia da sentença judicial atualizada, tendo em vista que a anexada aos autos data de 1997, tendo decorrido cerca de 8 anos do anocalendário de 2005”. Após a diligência requerida por esta Turma de Julgamento, o Interessado juntou aos autos cópia da Certidão de Objeto e Pé na qual consta a homologação, por sentença, do acordo firmado às fls. 2/4 do processo de separação judicial 002162761.2003.8.26.0000, acordo este cuja cópia foi acostada aos autos em fls. 90/92 e 93/95 deste processo digital. No referido acordo restou consignado que: Fl. 106DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10148.002164/200816 Acórdão n.º 2801003.035 S2TE01 Fl. 107 5 “Diante disso, os pais das três menores PAULA BARBAR, BEATRIZ BARBAR E JÚLIA BARBAR resolvem, de comum acordo, ADITAR os termos do parágrafo 7º, da inicial de fls., que passar a viger com a seguinte redação: "7° O cônjugevarão, a partir do mês de fevereiro de 2003, contribuirá, mensalmente, para a manutenção das filhas do casal, com a importância correspondente a R$ 4.000,00 (quatro mil reais), que será reajustada na mesma proporção da inflação verificada anualmente, pelo índice Geral de Preços de Mercado da Fundação Getúlio Vargas, importância esta que será depositada, sempre e impreterivelmente, até o quinto dia útil de cada mês, na conta corrente n° 134790, Banco Itaú, agência n° 00019, em nome da separanda, valendo o talão de depósito como comprovante do cumprimento da obrigação”. Por ocasião da impugnação o Recorrente já havia juntado aos autos os recibos de depósitos de fls. 13/19, cuja favorecida é a sua excônjuge, totalizando R$ 55.460,00 (2 depósitos de R$ 4.220,00 + 9 depósitos de R$ 4.700,00 e 1 depósito de R$ 4.720,00), o mesmo valor lançado na declaração de ajuste e que fora glosado pela Autoridade lançadora. Nesse contexto, sou pelo restabelecimento da dedução de pensão alimentícia judicial no valor de R$ 55.460,00. Face ao exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para restabelecer deduções de despesas no valor total de R$ 63.207,35 (R$ 7.747,35 de despesas médicas + 55.460,00 de despesas com pensão alimentícia judicial). Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 107DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 11/06/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 13/06/2013 por TANIA MARA PA SCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10283.720473/2007-36
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Jun 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/03/2002 a 31/03/2002,01/04/2002 a 30/04/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/06/2002 a 30/06/2002, 01/08/2002 a 31/08/2002, 01/09/2002 a 30/09/2002, 01/10/2002 a 30/10/2002, 01/12/2002 a 31/12/2002
RECURSO VOLUNTÁRIO PEREMPTO.
Sendo intempestivo o recurso voluntário é vedado o conhecimento do mesmo, por força disposto no artigo 33 do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 3201-000.723
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário.
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201106
camara_s : Segunda Câmara
ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/03/2002 a 31/03/2002,01/04/2002 a 30/04/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/06/2002 a 30/06/2002, 01/08/2002 a 31/08/2002, 01/09/2002 a 30/09/2002, 01/10/2002 a 30/10/2002, 01/12/2002 a 31/12/2002 RECURSO VOLUNTÁRIO PEREMPTO. Sendo intempestivo o recurso voluntário é vedado o conhecimento do mesmo, por força disposto no artigo 33 do Decreto nº 70.235/72.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10283.720473/2007-36
conteudo_id_s : 5254429
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 20 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 3201-000.723
nome_arquivo_s : Decisao_10283720473200736.pdf
nome_relator_s : MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10283720473200736_5254429.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário.
dt_sessao_tdt : Fri Jun 03 00:00:00 UTC 2011
id : 4879331
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:09:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983145754624
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1756; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 346 1 345 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10283.720473/200736 Recurso nº 32.010.473200736 Voluntário Acórdão nº 3201000.723 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 03 de junho de 2011 Matéria PIS Recorrente ECONCEL EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL E ELÉTRICA LTDA Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/03/2002 a 31/03/2002,01/04/2002 a 30/04/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/06/2002 a 30/06/2002, 01/08/2002 a 31/08/2002, 01/09/2002 a 30/09/2002, 01/10/2002 a 30/10/2002, 01/12/2002 a 31/12/2002 RECURSO VOLUNTÁRIO PEREMPTO. Sendo intempestivo o recurso voluntário é vedado o conhecimento do mesmo, por força disposto no artigo 33 do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário. JUDITH DO AMARAL MARCONDES ARMANDO Presidente. Error! Reference source not found. Relator. EDITADO EM: 26/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D'Amorim, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Daniel Mariz Gudino e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional. Fl. 361DF CARF MF Impresso em 02/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN 2 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Trata o presente processo de autos de infração lavrados contra a empresa acima identificada, relativo ao PIS/Pasep (fls. 91/99) e à Cofins (fls. 251/259) dos períodos também acima citados, decorrente do confronto entre a DIPJ/2003 e as DCTFs apresentadas.Assim relata a Fiscalização no que diz respeito ao PIS/Pasep (fls. 92), cabendo os mesmos argumentos à Cotins (252), com as devidas adaptações de valores: "O presente Auto de Infração originouse da revisão da Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ/2003, com informações relativas ao ano calendário de 2002, apresentada pelo contribuinte acima identificado. No procedimento de revisão, prevista no art. 835 do Decreto n° 3.000/99(Regulamento do Imposto de Renda RIR/99), aplicável conforme disposto nos arts. 9°a 11 da Lei n°9.715/98, verificamos que vários valores mensais relativos à Contribuição para o Programa de Integração Social PIS, apurados e declarados na linha 32 da ficha 19 Cálculo da Contribuição para o PIS/PASEP da DIPJ/2003, haviam sido recolhidos a menor e também declarados a menor nas Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF/rimestrais respectivas. Foi enviada intimação para o endereço constante no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas CNPJ por meio da qual solicitamos que prestasse esclarecimentos quanto aos valores declarados e apresentasse a devida documentação comprobatória. A entrega da intimação foi realizada em 03/07/2007, conforme Aviso de Recebimento —AR. Em resposta à nossa intimação, o contribuinte esclareceu que, em relação ao PIS, teria realizado o reconhecimento dos débitos em DCTF e, como documentos comprobatórios, apresentou cópias de quatro DCTFs retificadoras entregues em 24/08/2004, nas quais constam débitos do PIS que chegam ao montante de R$ 151.585,74, somados os valores de todos os trimestres. Ocorre que, de acordo com os sistemas da RFB Receita Federal do Brasil, estas DCTFs entregues em 24/08/2004 foram canceladas em virtude da apresentação de outras DCTFs retificadoras. Nas novas DCTFs, em vigor desde 06/03/2005, quando foram apresentadas, o total de débitos declarados referentes ao PIS foi reduzido em relação às DCTFs anteriores e passou a equivaler apenas a R$ 38.519,03, valor menor do que o declarado em DIPJ. Fl. 362DF CARF MF Impresso em 02/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 10283.720473/200736 Acórdão n.º 3201000.723 S3C2T1 Fl. 347 3 Ainda em resposta à intimação, o contribuinte apresentou cópias de comprovantes de adesão ao chamado Parcelamento Excepcional (PAEA), instituído pela Medida Provisória n° 303/2006. Este dispositivo legal determinava, entre outras coisas, que os débitos ainda não constituídos fossem confessados, de forma irretratável e irrevogável, para que pudessem ser objeto do parcelamento. Em consulta aos sistemas da RFB, verificamos que não existe em nome do contribuinte nenhuma Declaração PAEX, instituída pela Portaria Conjunta PGFN/SRF n° 1/2007 , por meio da qual poderiam ter sido incluídos débitos que não se encontravam confessados à época da solicitação do parcelamento. Diante do exposto, concluímos que há valores relativos ao PIS do anocalendário 2002 que não foram recolhidos, não se encontram declarados em DCTF, nem foram incluídos no PAEX,e portanto constituem irregularidades, cujos fatos geradores, descrição dos fatos, valor tributável, multa aplicável e enquadramento legal encontramse abaixo especificados. 2. Foi constituído crédito tributário no valor de R$ 297.567,07, incluídos nesse valor a contribuição, a multa proporcional e juros calculados até a lavratura do Auto." 2. Foram lançados créditos tributários nos valores de R$ 297.567,07 (PIS/Pasep) e R$ 1.271.164,46 (Cofins), incluídos nesses valores o principal, as multas proporcionais e juros calculados até a data do lançamento. 3. Cientificada em 19.11.2007 (fls. 110 e 280) a interessada apresentou, tempestivamente, em 12.12.2007, manifestações de inconformidade (fls. 127/136 e 288/297), de semelhante teor, nas quais alega: a) Decadência do direito da Fazenda constituir os créditos relativos aos períodos até o PA outubro de 2002, uma vez transcorridos mais de cinco anos da ocorrência dos fatos geradores das contribuições; b) Não ser aplicável a multa de oficio em virtude do lançamento ser decorrente de revisão da DIPJ/2003, transcrevendo decisões administrativas nesse sentido. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/03/2002 a 31/03/2002,01/04/2002 a 30/04/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/06/2002 a 30/06/2002, 01/08/2002 a 31/08/2002, 01/09/2002 a 30/09/2002, 01/10/2002 a 30/10/2002, 01/12/2002 a 31/12/2002 DECADÊNCIA Fl. 363DF CARF MF Impresso em 02/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN 4 Após a edição as Súmula Vinculante n° 8, do STF, a contagem do prazo decadencial para a constituição de crédito do PIS/Pasep segue a regra constante do CTN. Havendo antecipação da contribuição, o direito da Fazenda decai em cinco anos contados do fato gerador. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/02/2002 a 28/02/2002, 01/03/2002 a 31/03/2002, 01/04/2002 a 30/04/2002, 01/05/2002 a 31/05/2002, 01/06/2002 a 30/06/2002, 01/08/2002 a 31/08/2002, 01/09/2002 a 30/09/2002, 01/10/2002 a 30/10/2002, 01/12/2002 a 31/12/2002 DECADÊNCIA Após a edição as Súmula Vinculante n° 8, do STF, a contagem do prazo decadencial para a constituição de crédito do PIS/Pasep segue a regra constante do CTN. Havendo antecipação da contribuição, o direito da Fazenda decai em cinco anos contados do fato gerador. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2007 MULTA DE OFÍCIO. Nos casos de lançamento de oficio será aplicada multa sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição, na hipótese de falta de pagamento ou recolhimento. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte O contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Os autos foram enviados a este Conselho e fui designado como relator do presente recurso voluntário, na forma regimental, tendo requisitado a sua inclusão em pauta para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira Verificase às fls. 315verso dos autos que o recorrente foi intimado da decisão de primeira instância em 09 de julho de 2010 (sextafeira), portanto, o prazo para seu recurso começou a contar em 12 de junho daquele ano, tendo se encerrado em 10 de agosto de 2010. Ocorre que o contribuinte somente apresentou seu recurso voluntário no dia 11 de agosto de 2010, ou seja, após o transcurso do prazo de 30 dias, previsto no artigo 33 do Decreto nº 70.235/72, verbis:. Fl. 364DF CARF MF Impresso em 02/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN Processo nº 10283.720473/200736 Acórdão n.º 3201000.723 S3C2T1 Fl. 348 5 Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão. Portanto, sendo o recurso interposto intempestivo, VOTO por não conhecer do presente recurso voluntário. MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA relator Fl. 365DF CARF MF Impresso em 02/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 26/06/2012 por JUDITH DO AMARAL MARCONDE S ARMAN
score : 1.0
Numero do processo: 13056.000069/2007-14
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Aug 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006
RECURSO VOLUNTÁRIO. ARGUMENTOS NÃO APRECIADOS PELA INSTÂNCIA ANTERIOR. NÃO CONHECIMENTO.
Em sede recursal, não é possível o conhecimento de argumentos que não tenham sido apreciados pela instância a quo.
ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DA ESFERA ADMINISTRATIVA.
Não cabe aos conselheiros do CARF afastar a aplicação de lei sob o fundamento de inconstitucionalidade.
Numero da decisão: 3802-001.492
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não conhecer do recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente.
(assinado digitalmente)
Bruno Maurício Macedo Curi - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, José Fernandes do Nascimento.
Nome do relator: BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 RECURSO VOLUNTÁRIO. ARGUMENTOS NÃO APRECIADOS PELA INSTÂNCIA ANTERIOR. NÃO CONHECIMENTO. Em sede recursal, não é possível o conhecimento de argumentos que não tenham sido apreciados pela instância a quo. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DA ESFERA ADMINISTRATIVA. Não cabe aos conselheiros do CARF afastar a aplicação de lei sob o fundamento de inconstitucionalidade.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 01 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13056.000069/2007-14
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5280956
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 01 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3802-001.492
nome_arquivo_s : Decisao_13056000069200714.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : BRUNO MAURICIO MACEDO CURI
nome_arquivo_pdf_s : 13056000069200714_5280956.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda - Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, José Fernandes do Nascimento.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
id : 4990410
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983153094656
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1507; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 5 1 4 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13056.000069/200714 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802001.492 – 2ª Turma Especial Sessão de 29 de novembro de 2012 Matéria PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Recorrente AGRO LATINA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 RECURSO VOLUNTÁRIO. ARGUMENTOS NÃO APRECIADOS PELA INSTÂNCIA ANTERIOR. NÃO CONHECIMENTO. Em sede recursal, não é possível o conhecimento de argumentos que não tenham sido apreciados pela instância a quo. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DA ESFERA ADMINISTRATIVA. Não cabe aos conselheiros do CARF afastar a aplicação de lei sob o fundamento de inconstitucionalidade. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, não conhecer do recurso voluntário. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 05 6. 00 00 69 /2 00 7- 14 Fl. 165DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Regis Xavier Holanda (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, José Fernandes do Nascimento. Relatório Tratase de recurso voluntário que chega a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais em razão da insurgência do contribuinte em epígrafe contra o Acórdão n° 10 21.855, lavrado pela 2ª Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Porto Alegre – RS, em que foi julgada improcedente a Manifestação de Inconformidade da interessada. Em momento prévio à análise das motivações recursais, é conveniente que sejam revisitados os atos e fases processuais já superados. A Recorrente formulou pedido de ressarcimento de PIS não cumulativa, pleiteando o reconhecimento do crédito de PIS nãocumulativo. No entanto após ação fiscal no processo em referência, o Delegado da Receita Federal glosou parte do crédito, sob o argumento de que os créditos apurados pela recorrente não estariam na legislação que rege a contribuição em comento. Dessa forma, foi reconhecido o crédito parcial da recorrente. Após o conhecimento da glosa parcial dos créditos mencionados, a Recorrente apresentou tempestivamente a sua Manifestação de inconformidade, ocasião em que esta alegou que a vedação ao aproveitamento de créditos relativos a insumos adquiridos de pessoas físicas, assim como de despesas administrativas e comerciais que não se refiram diretamente à atividadefim do estabelecimento, veda o princípio da nãocumulatividade concebida na Constituição Federal através da Emenda Constitucional n° 42/2003 e viola, portanto, a disposição constitucional que regulamenta a matéria. Além disso, a Recorrente afirmou na sua Reclamação que as vedações de aproveitamento de crédito presentes nas Leis ordinárias que regulamentam as contribuições em questão são inválidas, ao passo que deveriam ser matéria de Lei Complementar, de acordo com o art. 146, III, “b”, da CRFB/88. Ao analisar a impugnação oposta ao auto de infração, a 2ª Turma da DRJ de Porto Alegre (DRJ/POA) entendeu pela improcedência da impugnação, considerando que é necessário que haja previsão legal para a existência de crédito de PIS/COFINS proferiu o seguinte acórdão: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 Ementa: CRÉDITO IMPOSSIBILIDADE Necessário que haja previsão legal para que os custos e ou despesas incorridos pela pessoa jurídica possam gerar créditos de PIS e/ou PIS passíveis de ressarcimento. Manifestação de Inconformidade Improcedente Fl. 166DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 13056.000069/200714 Acórdão n.º 3802001.492 S3TE02 Fl. 6 3 Direito Creditório Não Reconhecido. Em seu Recurso Voluntário que ora é objeto de exame, o sujeito passivo se insurge contra o acórdão a quo, ratificando os argumentos da sua Manifestação de Inconformidade e aduziu, ainda, que os gastos gerais de fabricação que foram objeto de glosa se enquadram no conceito de insumo admitido pela Receita Federal do Brasil, razão pela qual devem ser admitidos os créditos relativos aos mesmos. A recorrente argumentou, ainda, que as despesas com combustíveis são passíveis de reconhecimento de crédito, tendo em vista que foram utilizadas para abastecer os caminhões que transportam as mercadorias compradas pela empresa. Com base nesses argumentos, a Recorrente pede pela procedência de seu recurso para que sejam reconhecidos os créditos glosados. Os autos então seguiram ao CARF para conhecimento e julgamento da referida manifestação recursal. Sendo esses os aspectos mais relevantes do presente procedimento de revisão de lançamento tributário, passase ao voto. Voto Verificase que o presente Recurso Voluntário é tempestivo, porém dele não tomo conhecimento, pelos motivos abaixo. A Recorrente traz em sua peça recursal os seguintes argumentos: (a) a inconstitucionalidade das vedações presentes nas leis que regulamentam as contribuições em comento, tendo em vista que ferem o princípio da nãocumulatividade, bem como os limites aos créditos deveriam ser matéria de lei complementar; (b) os gastos de fabricação que foram objeto de glosa se enquadram no conceito de insumo admitido pela Receita Federal; e (c) as despesas com combustíveis foram utilizadas para abastecer os caminhões que transportam as mercadorias compradas pela empresa, e, por essa razão, tais despesas podem gerar crédito de PIS. Compulsando os autos, verificase que os itens (b) e (c) não faziam parte dos argumentos de defesa presentes na Manifestação de Inconformidade. Tratase, portanto, de inovação de matéria defensiva na peça recursal no que diz respeito à conceituação dos gastos de fabricação como insumos e possibilidade de os gastos com combustíveis gerarem crédito de PIS. Por essa razão, tais argumentos não podem ser conhecidos em virtude de determinação expressa do Dec. 70.235/72, que diz em seu artigo 16, inc. III, in verbis: “Art. 16. A impugnação mencionará: (...) III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir;” Além disso, o art. 17 do mesmo diploma arremata a impossibilidade de trazer matérias em instância superior que não tenham sido objeto da impugnação: Fl. 167DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 “Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.” Aplicase, ao caso em tela, interpretação analógica por se tratar de manifestação de inconformidade. Desta feita, não havendo sido aduzidos na reclamação os argumentos ora sob exame, não podem eles ser objeto de conhecimento em sede de Recurso Voluntário, operandose o fenômeno da preclusão ao caso em tela. Frisese que não consta nos autos qualquer demonstração de que parte dos insumos adquiridos pela Recorrente venha a ser combustível, ou mesmo que se refira à atividade da empresa. Há apenas valores totalizados, que não permitem nem mesmo averiguar se se trata mesmo, e em que medida, de combustíveis ou outros insumos. No mais, a Recorrente argumenta que as vedações à concessão de crédito de PIS pelas despesas sob exame são inconstitucionais, pois são disciplinadas por leis ordinárias, enquanto há reserva de lei complementar, segundo o art. 146, inc. III, alínea “b”, da CRFB/88, e que elas ferem o princípio da nãocumulatividade à luz da EC 42/2003. No entanto, a esfera administrativa é incompetente para analisar a inconstitucionalidade de leis, pois esta é função jurisdicional que pode ser efetuada de maneira difusa ou concentrada. De maneira difusa, somente pelo voto da maioria absoluta dos membros de um Tribunal (organismo do Poder Judiciário) ou do seu órgão especial, a Lei será declarada inconstitucional, conforme o art. 97 da CRFB/88. De forma concentrada, a competência para apreciar e julgar a inconstitucionalidade da Lei através da propositura de Ação Direta de Inconstitucionalidade é do Supremo Tribunal Federal, de acordo com o art. 102, inc. I, “a” da Constituição Federal. Sendo assim, verificase a impossibilidade de conceder o crédito de PIS pelas despesas da Recorrente, pois, para isso, deverseia declarar inconstitucional a Lei que disciplina a contribuição, o que extrapola a competência da esfera administrativa. Nessa toada, o art. 62 da Portaria MF 256/09, Regimento Interno do CARF, veda expressamente que os seus conselheiros afastem a aplicabilidade de lei em função de inconstitucionalidade arguida pelo Recorrente, senão vejamos in verbis: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade”. Diante de todos os argumentos aqui expostos, tenho que o Recurso Voluntário apresentado pela Recorrente não pode ser conhecido, pela inovação de matéria de defesa em sede recursal e pela impossibilidade de se reconhecer a inconstitucionalidade de Lei em esfera administrativa. Conclusão Isto posto, NÃO CONHEÇO do Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Bruno Maurício Macedo Curi Fl. 168DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 13056.000069/200714 Acórdão n.º 3802001.492 S3TE02 Fl. 7 5 Fl. 169DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/07/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 23/0 7/2013 por BRUNO MAURICIO MACEDO CURI, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA
score : 1.0
Numero do processo: 16707.007078/2008-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2102-000.080
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em
SOBRESTAR o julgamento do recurso, pois se trata de controvérsia sobre a tributação de rendimentos recebidos acumuladamente, matéria em debate no Supremo Tribunal Federal no rito da repercussão geral (art. 62-A, §§, do Anexo II, do RICARF).
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201207
camara_s : Primeira Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
numero_processo_s : 16707.007078/2008-01
conteudo_id_s : 5479877
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 06 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 2102-000.080
nome_arquivo_s : Decisao_16707007078200801.pdf
nome_relator_s : GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
nome_arquivo_pdf_s : 16707007078200801_5479877.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em SOBRESTAR o julgamento do recurso, pois se trata de controvérsia sobre a tributação de rendimentos recebidos acumuladamente, matéria em debate no Supremo Tribunal Federal no rito da repercussão geral (art. 62-A, §§, do Anexo II, do RICARF).
dt_sessao_tdt : Wed Jul 11 00:00:00 UTC 2012
id : 4955022
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:10:58 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983155191808
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-07-02T19:08:25Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2015-07-02T19:08:25Z; Last-Modified: 2015-07-02T19:08:25Z; dcterms:modified: 2015-07-02T19:08:25Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:608f35ea-42be-4a34-8e74-2878f65c67fc; Last-Save-Date: 2015-07-02T19:08:25Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-07-02T19:08:25Z; meta:save-date: 2015-07-02T19:08:25Z; pdf:encrypted: true; modified: 2015-07-02T19:08:25Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2015-07-02T19:08:25Z; created: 2015-07-02T19:08:25Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2015-07-02T19:08:25Z; pdf:charsPerPage: 1930; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2015-07-02T19:08:25Z | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 1 1 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16707.007078/200801 Recurso nº Resolução nº 2102000.080 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 11 de julho de 2012 Assunto SOBRESTAMENTO RENDIMENTOS RECEBIDOS ACUMULADAMENTE Recorrente VALDIR BARBOSA DOS ANJOS Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em SOBRESTAR o julgamento do recurso, pois se trata de controvérsia sobre a tributação de rendimentos recebidos acumuladamente, matéria em debate no Supremo Tribunal Federal no rito da repercussão geral (art. 62A, §§, do Anexo II, do RICARF). Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. EDITADO EM: 19/07/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. RELATÓRIO Ao contribuinte foi imputada uma omissão de rendimentos percebidos no ano calendário 2005, no importe de R$ 116.205,71, oriundos de demanda judicial com período aquisitivo total de agosto de 1981 a dezembro de 1993, sendo que o contribuinte foi reformado em 08/03/1993 e teve reconhecido de que era portador de moléstia grave (art. 6º, XIV, da Lei nº 7.713/88) a partir de 12/03/2004. Com o quadro acima, a fiscalização entendeu que os rendimentos recebidos acumuladamente até a competência fevereiro de 1993 deveriam ser submetidos à tributação Fl. 50DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 (96,14% do total recebido), com a exclusão dos valores pagos a título de honorários advocatícios e periciais, com incidência das alíquotas da tabela progressiva anual. Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação ao lançamento, dirigida à Delegacia da Receita Federal de Julgamento, com as seguintes argumentações sínteses: § os valores recebidos acumuladamente referentes à época do serviço ativo, vencimentos, quando o contribuinte já se encontrava inativado, é da mesma natureza dos proventos de aposentadoria, pensão ou reforma, devendo ser considerados isentos; § mesmo que não se albergue o entendimento acima, devese observar que o impugnante se encontrava na reserva remunerada desde 07/07/86. A 1ª Turma de Julgamento da DRJRecife (PE), por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 1132.047, de 30 de novembro de 2010. O contribuinte foi intimado da decisão a quo em 07/04/2011. Irresignado, interpôs recurso voluntário em 28/04/2011. No voluntário, o recorrente repisa as razões da impugnação e pede que seja devolvida a restituição apurada na declaração de imposto de renda apresentada. É o relatório. VOTO Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declarase a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 07/04/2011, quintafeira, e interpôs o recurso voluntário em 28/04/2011, dentro do trintídio legal, este que teve seu termo final em 09/05/2011, segundafeira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o apelo, como discriminado no relatório. Na forma do art. 62A, caput e § 1º, do Anexo II, do RICARF (As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º. Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B), sempre que a controvérsia tributária seja admitida no rito da repercussão geral (art. 543B do CPC), deverão as Turmas de Julgamento do CARF sobrestar o julgamento de matéria idêntica nos recursos administrativos, aguardando a decisão definitiva da Suprema Corte. Daí, no âmbito das Turmas de Julgamento da Primeira e Segunda Câmaras da Segunda Seção do CARF, a controvérsia sobre a tributação dos rendimentos recebidos Fl. 51DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 16707.007078/200801 Resolução n.º 2102000.080 S2C1T2 Fl. 2 3 acumuladamente deve ter o julgamento administrativo sobrestado, pois o STF reconheceu a repercussão geral na matéria, como se vê abaixo (informação extraída do site www.stf.jus.br): Tema 228 Incidência do imposto de renda de pessoa física sobre rendimentos percebidos acumuladamente. – RE 614.406 – Relatora a Min. Ellen Grace. Como o recurso voluntário acostado ao presente processo administrativo versa sobre a matéria do Tema 228, deve ter seu julgamento sobrestado, na forma do art. 62, caput e § 1º, do Anexo II, do RICARF. Com a fundamentação acima, proponho o sobrestamento do julgamento do presente recurso, cumprindo o procedimento do art. 2º, § 1º, I, da Portaria CARF nº 001/2012. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 52DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 16327.914473/2009-90
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF
Data do fato gerador: 08/10/2005
IOF. ALÍQUOTA ZERO.
Estão sujeitas à alíquota zero do IOF as operações as operações das carteiras dos fundos de investimento e dos clubes de investimento, nos termos do artigo 33, parágrafo 2º, inciso II , do Decreto nº 4.494/2002.
COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO.
Caracterizado o recolhimento a maior do IOF é cabível o reconhecimento do direito creditório até o valor apurado em diligência fiscal e a homologação da compensação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-001.810
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201304
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF Data do fato gerador: 08/10/2005 IOF. ALÍQUOTA ZERO. Estão sujeitas à alíquota zero do IOF as operações as operações das carteiras dos fundos de investimento e dos clubes de investimento, nos termos do artigo 33, parágrafo 2º, inciso II , do Decreto nº 4.494/2002. COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO. Caracterizado o recolhimento a maior do IOF é cabível o reconhecimento do direito creditório até o valor apurado em diligência fiscal e a homologação da compensação. Recurso Voluntário Provido.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 16327.914473/2009-90
anomes_publicacao_s : 201307
conteudo_id_s : 5267374
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 15 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3801-001.810
nome_arquivo_s : Decisao_16327914473200990.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : FLAVIO DE CASTRO PONTES
nome_arquivo_pdf_s : 16327914473200990_5267374.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 23 00:00:00 UTC 2013
id : 4957218
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:11:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983166726144
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1900; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 10 1 9 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.914473/200990 Recurso nº 908.902 Voluntário Acórdão nº 3801001.810 – 1ª Turma Especial Sessão de 23 de abril de 2013 Matéria IOF RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DCOMP ELETRÔNICA Recorrente ITAÚ UNIBANCO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGUROS OU RELATIVAS A TÍTULOS OU VALORES MOBILIÁRIOS IOF Data do fato gerador: 08/10/2005 IOF. ALÍQUOTA ZERO. Estão sujeitas à alíquota zero do IOF as operações as operações das carteiras dos fundos de investimento e dos clubes de investimento, nos termos do artigo 33, parágrafo 2º, inciso II , do Decreto nº 4.494/2002. COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO. Caracterizado o recolhimento a maior do IOF é cabível o reconhecimento do direito creditório até o valor apurado em diligência fiscal e a homologação da compensação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 91 44 73 /2 00 9- 90 Fl. 991DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/07/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 16327.914473/200990 Acórdão n.º 3801001.810 S3TE01 Fl. 11 2 Relatório Adotase o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: Tratase de Declaração de Compensação (DCOMP) com aproveitamento de suposto pagamento a maior. A Delegacia da Receita Federal de origem emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação, tendo em vista que o pagamento apontado como origem do direito creditório estaria integralmente utilizado na quitação de débito do contribuinte. Cientificada do despacho decisório, a contribuinte alegou que o direito ao crédito decorrente do pagamento a maior não pode ser contestado por argumentos de índole formal, visto que o despacho decisório baseouse em informações desencontradas, erroneamente prestadas pela contribuinte. Entende que a não homologação da compensação teve como motivo a entrega da DCTF original com informações equivocadas. Informa que apresentou DCTF retificadora que já apresentaria o crédito em disputa. Uma vez corrigido o lapso que levou os sistemas de cruzamento da Administração Tributária a não admitir o aproveitamento do direito de crédito argumenta que deve ser homologada a compensação. Pleiteia a conjugação entre a realidade material e a realidade formal vertida na declaração de compensação, invoca direito constitucional ao aproveitamento do valor pago indevidamente e conclui, ao fim, pela necessidade de reforma do despacho decisório. A DRJ em Campinas (SP) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo transcrita: Direito Creditório. Prova. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Fl. 992DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/07/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 16327.914473/200990 Acórdão n.º 3801001.810 S3TE01 Fl. 12 3 Direito de Crédito. Regime de Retenção. Ônus Financeiro. Comprovação. Tratandose de crédito envolvendo tributo retido pela instituição financeira na qualidade de responsável, cabe a esta a comprovação de que alegado pagamento a maior foi por ela suportado. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, instruído com diversos documentos, cujo teor é sintetizado a seguir. Em breve arrazoado, inicialmente, descreve os fatos. Sustenta que recolheu IOF, indevidamente no mês de outubro de 2005. Aduz que efetuou 27 operações COMPROR relativamente a um cliente, equivocandose, contudo, quanto as datas de vencimento da mesma. Destaca que assumiu o encargo financeiro e que assumiu o ônus do pagamento do IOF, uma vez que o que foi equivocadamente retido foi devidamente estornado. Outrossim, em observância ao princípio da verdade material, as provas trazidas aos autos devem ser acolhidas, pois demonstram o recolhimento a maior, a assunção do encargo financeiro. Colaciona doutrina e jurisprudências administrativa e judicial. Por fim, requer a reforma da decisão proferida, com a consequente homologação da compensação pretendida. Em face do bom direito da recorrente, o processo, em julgamento unânime, foi convertido em diligência para que a Delegacia de origem apurasse a legitimidade do crédito pleiteado com base na escrituração fiscal e contábil, período de apuração de 08/10/2005, inclusive verificasse se, de fato, o ônus financeiro recaiu sobre a instituição financeira. A DRF de origem atendeu o solicitado na Resolução e confirmou a legitimidade do crédito relativo a pagamento indevido ou a maior, no valor original de R$ 68.907,30, relativo ao recolhimento período de apuração 08/10/2005, no código 1150, utilizado na PER/DCOMP nº 34378.76631.040507.1.3.045384. A contribuinte foi devidamente cientificada do teor da diligência e manifestouse no prazo que lhe foi concedido, tendo concordado com o seu teor. Assim, os autos administrativos retornaram a esse colegiado para julgamento. É o relatório. Fl. 993DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/07/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 16327.914473/200990 Acórdão n.º 3801001.810 S3TE01 Fl. 13 4 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomo conhecimento. Assiste razão à recorrente, conforme será demonstrado. Ao realizar a diligência e confirmar a legitimidade do direito creditório a delegacia de origem de fato reconheceu que ficou comprovado os valores de IOF, indevidamente cobrados do cliente Springer Carrier Ltda, CNPJ nº 10.948.651/000161, de sua conta corrente nº 1803/052008, em 04/10/2005, no valor total de R$ 68.907,30, posteriormente devolvidos ao cliente na mesma conta em 26 e 27/10/2005. É importante frisar que o simples erro no preenchimento da DCTF não é elemento suficiente para afastar o direito à restituição de tributo pago a maior indevidamente, assim como não pode resultar em enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. Desta forma, o direito à repetição do indébito não está vinculado à apresentação ou não de DCTF retificadora. De sorte que não há óbice legal para a retificação da DCTF antes ou após a emissão do despacho decisório, sendo relevante a comprovação da liquidez e certeza do crédito pleiteado, como ocorreu nestes autos administrativos. Convém ressaltar que o direito à repetição de indébito está previsto no artigo 165 do Código Tributário Nacional – CTN, verbis: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; (...) Quanto ao direito à restituição do indébito, Luciano Amaro em Direito Tributário Brasileiro, 11ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2005, p. 420, esclarece: O direito à restituição do indébito encontra fundamento no princípio que veda o locupletamento sem causa, à semelhança do que ocorre no direito privado. Fl. 994DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/07/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 16327.914473/200990 Acórdão n.º 3801001.810 S3TE01 Fl. 14 5 No caso em discussão, o direito creditório se apresentou líquido e certo nos termos da diligência fiscal. Assim sendo, pelos documentos comprobatórios colacionados aos autos, e em especial a diligência fiscal realizada pela Delegacia de origem, constatase que em relação ao período de apuração em discussão, a contribuinte tem um crédito de pagamento a maior de IOF no valor do crédito original utilizado na DCOMP objeto deste processo de R$ 68.907,26. Em remate, ficou caracterizado o direito creditório pleiteado vinculado à compensação efetuada. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário e reconhecer o direito creditório pleiteado (atualizável pela taxa Selic) relativo a pagamento indevido e homologar a compensação. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 995DF CARF MF Impresso em 12/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/07/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/07/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10530.723951/2009-62
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004, 2005, 2006
OMISSÃO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA
Ainda que não abordado expressamente na decisão embargada, é de se concluir que o afastamento da incidência do IR sob esse fundamento, implicaria na vedação contida na Súmula CARF n. 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
OMISSÃO JUROS. APLICAÇÃO DO DECIDIDO EM REPETITIVO.
À época da decisão, o STJ não havia se pronunciado sobre a natureza jurídica dos juros moratórios em sede de recurso repetitivo, de sorte a impossibilitar a aplicação imediata e de ofício do disposto no artigo 62-A do RICARF.
Numero da decisão: 2802-002.404
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos ACOLHER EM PARTE os embargos de declaração para complementar a fundamentação quanto à alegada violação ao princípio da isonomia e à tributação das verbas recebidas a título de juros de mora, sem modificação da parte dispositiva do julgado, nos termos do voto do relator. Quanto à questão da isonomia, os Conselheiros Carlos André Ribas de Mello e Jorge Cláudio Duarte Cardoso acompanharam o relator pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
EDITADO EM: 22/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Carlos André Ribas de Mello e Dayse Fernandes Leite.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004, 2005, 2006 OMISSÃO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA Ainda que não abordado expressamente na decisão embargada, é de se concluir que o afastamento da incidência do IR sob esse fundamento, implicaria na vedação contida na Súmula CARF n. 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. OMISSÃO JUROS. APLICAÇÃO DO DECIDIDO EM REPETITIVO. À época da decisão, o STJ não havia se pronunciado sobre a natureza jurídica dos juros moratórios em sede de recurso repetitivo, de sorte a impossibilitar a aplicação imediata e de ofício do disposto no artigo 62-A do RICARF.
turma_s : Segunda Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10530.723951/2009-62
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5282845
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 08 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2802-002.404
nome_arquivo_s : Decisao_10530723951200962.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
nome_arquivo_pdf_s : 10530723951200962_5282845.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos ACOLHER EM PARTE os embargos de declaração para complementar a fundamentação quanto à alegada violação ao princípio da isonomia e à tributação das verbas recebidas a título de juros de mora, sem modificação da parte dispositiva do julgado, nos termos do voto do relator. Quanto à questão da isonomia, os Conselheiros Carlos André Ribas de Mello e Jorge Cláudio Duarte Cardoso acompanharam o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández - Relator. EDITADO EM: 22/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Carlos André Ribas de Mello e Dayse Fernandes Leite.
dt_sessao_tdt : Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
id : 5001515
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:12:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713045983199232000
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2144; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 276 1 275 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10530.723951/200962 Recurso nº Embargos Acórdão nº 2802002.404 – 2ª Turma Especial Sessão de 19 de junho de 2013 Matéria IRPF Embargante WALDEMAR DE ARAÚJO FILHO Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004, 2005, 2006 OMISSÃO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA Ainda que não abordado expressamente na decisão embargada, é de se concluir que o afastamento da incidência do IR sob esse fundamento, implicaria na vedação contida na Súmula CARF n. 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. OMISSÃO JUROS. APLICAÇÃO DO DECIDIDO EM REPETITIVO. À época da decisão, o STJ não havia se pronunciado sobre a natureza jurídica dos juros moratórios em sede de recurso repetitivo, de sorte a impossibilitar a aplicação imediata e de ofício do disposto no artigo 62A do RICARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos ACOLHER EM PARTE os embargos de declaração para complementar a fundamentação quanto à alegada violação ao princípio da isonomia e à tributação das verbas recebidas a título de juros de mora, sem modificação da parte dispositiva do julgado, nos termos do voto do relator. Quanto à questão da isonomia, os Conselheiros Carlos André Ribas de Mello e Jorge Cláudio Duarte Cardoso acompanharam o relator pelas conclusões. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 53 0. 72 39 51 /2 00 9- 62 Fl. 316DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 22/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 EDITADO EM: 22/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Carlos André Ribas de Mello e Dayse Fernandes Leite. Relatório Tratase de embargos de declaração com vistas a suprir suposta omissão e obscuridade de decisão proferida por esta C. Turma “(...) ao apreciar a preliminar argüida quanto à falta de legitimidade da União para cobrar imposto de renda que pertence por determinação constitucional ao Estado; eventual ofensa ao princípio constitucional da isonomia na aplicação da Resolução 245 do STF e quanto a não incidência de imposto de renda sobre juros de mora. Em sede de admissibilidade recursal, os presentes Embargos foram admitidos tão só para a apreciação da apontada omissão quanto à natureza dos juros de mora e sobre a alegada violação ao princípio da isonomia, em virtude da abordagem, ainda que sucinta, sobre o tema, pelo acórdão embargado. Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator Os Declaratórios merecem conhecimento quanto à suposta omissão sobre a violação ao princípio da isonomia. O que se vê nos autos do recurso voluntário é a insurgência contra violação ao princípio da isonomia, não expressamente refutada nos fundamentos do acórdão embargado. Ainda que não abordado expressamente na decisão embargada, é de se concluir que o afastamento da incidência do IR sob esse fundamento, implicaria na vedação contida na Súmula CARF n. 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Quanto a eventual omissão sobre os juros moratórios, cabe transcrever trecho do acórdão embargado, no qual não se reconhece a natureza indenizatória do principal e dos acessórios, incluído, portanto, a discussão sobre eventual tributação sobre os juros de mora. Logo, ainda que recebidas em virtude de decisão judicial, insuficiente a qualificação de verbas indenizatórias dada pelo art. 2º da Lei Estadual da Bahia nº 20/2003, para excluir os rendimentos recebidos (principais e acessórios) da tributação pelo imposto de renda pessoa física, sob pena de ofensa à universalidade a que se refere o § 1º do artigo 43 do CTN e inciso I, 2, do artigo 153 da CF/88 (“A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento ...”). Fl. 317DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 22/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10530.723951/200962 Acórdão n.º 2802002.404 S2TE02 Fl. 277 3 Ademais, à época da decisão, 28 de setembro de 2011, o STJ ainda não havia se pronunciado sobre a natureza jurídica dos juros moratórios em sede de recurso repetitivo, cujo acórdão foi publicado apenas em 19 de outubro de 2011, de sorte a impossibilitar a aplicação imediata e de ofício do disposto no artigo 62A do RICARF. Posto isso, conheço dos embargos declaratórios opostos e lhe dou parcial provimento, apenas para suprir a omissão contida na decisão embargada quanto à violação ao princípio da isonomia e à tributação das verbas recebidas a título de juros de mora, sem modificação da parte dispositiva do julgado. É como voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández. Fl. 318DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 22/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 319DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 22/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10530.723951/200962 Acórdão n.º 2802002.404 S2TE02 Fl. 278 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 22 de julho de 2013 (assinado digitalmente) JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 320DF CARF MF Impresso em 08/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 22/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 31/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
