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Numero do processo: 13888.900413/2006-01
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/10/1993 a 31/08/1995
PIS. RESTITUIÇÃO. PRAZO. CINCO MAIS CINCO
Os pedidos apresentados anteriormente à vigência da Lei Complementar n. 118, de 2005, submetem-se ao prazo de prescrição de cinco anos, contados da data da homologação tácita de lançamento, no caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação. Precedentes vinculativos do STF e do STJ.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3302-002.133
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(Assinado digitalmente)
Walber José da Silva - Presidente
(Assinado digitalmente)
José Antonio Francisco - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: JOSE ANTONIO FRANCISCO
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/10/1993 a 31/08/1995 PIS. RESTITUIÇÃO. PRAZO. CINCO MAIS CINCO Os pedidos apresentados anteriormente à vigência da Lei Complementar n. 118, de 2005, submetem-se ao prazo de prescrição de cinco anos, contados da data da homologação tácita de lançamento, no caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação. Precedentes vinculativos do STF e do STJ. Recurso Voluntário Provido em Parte
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1925; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 146 1 145 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13888.900413/200601 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302002.133 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de maio de 2013 Matéria PIS PEDIDO DE RESTITUIÇÃO Recorrente EMBRACAL EMPRESA BRASILEIRA DE CALCÁRIO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/1993 a 31/08/1995 PIS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. INOVAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Com exceção das matérias que podem ser levantadas de ofício, como decadência e prescrição, é defeso à autoridade julgadora inovar o litígio com razões que obstaculizem o direito do contribuinte, quando explícita ou implicitamente não tenham sido assim consideradas pela autoridade fiscal. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/1993 a 31/08/1995 PIS. RESTITUIÇÃO. PRAZO. “CINCO MAIS CINCO” Os pedidos apresentados anteriormente à vigência da Lei Complementar n. 118, de 2005, submetemse ao prazo de prescrição de cinco anos, contados da data da homologação tácita de lançamento, no caso de tributos sujeitos ao lançamento por homologação. Precedentes vinculativos do STF e do STJ. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 90 04 13 /2 00 6- 01 Fl. 147DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.900413/200601 Acórdão n.º 3302002.133 S3C3T2 Fl. 147 2 (Assinado digitalmente) Walber José da Silva Presidente (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 65 a 143) apresentado em 01 de novembro de 2011 contra o Acórdão no 1435.031, de 25 de agosto de 2011, da 4ª Turma da DRJ/RPO (fls. 53 a 58), cientificado em 30 de setembro de 2011, que, relativamente a pedido de restituição de PIS dos períodos de outubro de 1993 a agosto de 1995, considerou a manifestação de inconformidade improcedente, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/10/1993 a 31/08/1995 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. NORMAS. A desobediência às normas sobre restituição impossibilitam o reconhecimento de eventual direito creditório. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRAZO. O prazo para repetição de indébito de tributos sujeitos ao lançamento por homologação é de cinco anos contados da data do recolhimento. RESTITUIÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Os valores recolhidos a maior ou indevidamente somente são passíveis de restituição/compensação caso os indébitos reúnam as características de liquidez e certeza. Manifestação de Inconformidade Improcedente A declaração de compensação foi transmitida em 16 de outubro de 2003 e inicialmente apreciada pelo despacho de fls. 30 a 32. A Primeira Instância assim resumiu o litígio: Fl. 148DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.900413/200601 Acórdão n.º 3302002.133 S3C3T2 Fl. 148 3 Trata o presente processo de Pedido Eletrônico de Restituição – PER (fls. 5/8) de crédito da Contribuição para o PIS/Pasep de recolhimento efetuado em 15/10/2003, no valor de R$950.305,88. A DRF de Piracicaba (SP), por meio do despacho decisório de fl. 9, não homologou a compensação declarada, em razão da não localização do Darf de recolhimento indicado no PER/DCOMP. Cientificada do despacho, a interessada apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 1/2, alegando que, “pelo princípio da economia processual, este pedido englobou todos os DARF’S do período de outubro de 1993 a agosto de 1995, conforme planilha” que anexa (fls. 3/4). Não há, pois, um Darf de 15/10/2003, no valor de R$950.305,88, mas vários Darfs que representam o valor mencionado. Portanto, não haveria irregularidade em seu pedido, e que, caso “seja solicitada a retificação da PER/DCOMP para informar um DARF, requer então que seja deferida a apresentação de todas as PER/DCOMP com data retroativa de 15/10/2003, o que deverá ser objeto de procedimento interno, motivo pelo qual” juntou a planilha." No recurso, a Interessada defendeu o direito de crédito, à vista da inconstitucionalidade dos DecretosLei n. 2.445 e 2.449, de 1988; requereu a aplicação do princípio da verdade material para demonstrar o direito ao crédito; alegou não ter ocorrido a prescrição, sustentando que se aplicaria o prazo de “cinco mais cinco”; contestou a ausência de cumprimento do procedimento estabelecido pela RFB. Voto Conselheiro José Antonio Francisco, Relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendose tomar conhecimento. O despacho decisório que indeferiu o pedido da Interessada apenas considerou que o pedido estaria atingido pela perda de prazo. Entretanto, conforme observou a DRJ, o pedido apresentado originalmente pela Interessada referiuse a um Darf inexistente, não abrangido pelo prazo de prescrição e que, na realidade, inexistia. O verdadeiro pedido sobre os recolhimentos indevidos a partir de outubro de 2003 foi apresentado na manifestação de inconformidade, em 24 de julho de 2007 (fl. 25 do e Processo). Conforme destacou a Primeira Instância, “que, em sua manifestação de inconformidade, a contribuinte inovou ao "redefinir" seu pedido, resultando em supressão de instância ao não submetêlo à autoridade competente, o Delegado da Receita Federal do Brasil em Piracicaba.” Fl. 149DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.900413/200601 Acórdão n.º 3302002.133 S3C3T2 Fl. 149 4 De fato, para seguir as normas processuais aplicáveis ao caso, a manifestação de inconformidade teria que ser apreciada como o pedido original de restituição e, assim, ser apreciada como tal pela Delegacia de origem. Mas a DRJ também inovou na motivação do indeferimento do pedido, que somente disse respeito ao prazo, contado da data de recolhimento dos Darf em relação ao pedido original de restituição. Tal procedimento implica a quebra da parcialidade do julgamento, uma vez que a autoridade julgadora deve deterse diante das matérias a que lhe são submetidas. Ainda que haja algumas matérias que possam ser levantadas de ofício, como a decadência e a prescrição, não cabe à autoridade julgadora inovar nas razões que prejudicariam o direito do contribuinte, quando a autoridade fiscal competente não as tenha assim considerado. Dessa forma, devemse afastar tais razões do litígio, pois a autoridade fiscal apenas considerou o pedido prescrito, admitindo, por via transversa, possível o procedimento da Interessada, de informar um Darf fictício como medida de economia processual. Em relação ao prazo, conforme a Interessada alegou em seu recurso, as turmas julgadoras do Carf estão sujeitas ao disposto nos arts. 62 e 62A do Regimento Interno do Carf (Ricarf, anexo II à Portaria MF n. 256, de 2009, com as alterações da Portaria MF n. 446, de 2009), que determinam a aplicação das decisões do Supremo Tribunal Federal, em sede de repercussão geral, e do Superior Tribunal de Justiça, em sede de recursos repetitivos. Nesse contexto, caberia razão à Interessada quando argumenta que o Supremo Tribunal Federal decidiu no RE n. 566.621/RS que somente foram atingidos pelo Lei Complementar n. 118, de 2005, as ações ajuizadas a partir de 9 de junho de 2005. Ademais, o Superior Tribunal de Justiça, no REsp n. 1.002.932/SP, decidiu que a referida LC não poderia aplicarse retroativamente e confirmou a tese dos “cinco mais cinco” para as ações apresentadas anteriormente à sua vigência. A despeito de alguma divergência em relação à data de aplicação da nova lei, no caso dos presentes autos o pedido foi apresentado bem anteriormente a ela, de forma que se aplica necessariamente o entendimento do STF de que o prazo para restituição de tributos sujeitos ao lançamento por homologação iniciase na data da homologação tácita. Dessa forma, como o pedido foi apresentado em 16 de outubro de 2003, restaram atingidos pela prescrição os fatos geradores ocorridos até 16 de outubro de 1993. À vista do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso, para considerar não prescritos os recolhimentos relativos aos períodos de apuração após setembro de 1993, devendo ser apurado pela autoridade fiscal o montante do crédito por meio de novo despacho decisório. (Assinado digitalmente) José Antonio Francisco Fl. 150DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13888.900413/200601 Acórdão n.º 3302002.133 S3C3T2 Fl. 150 5 Fl. 151DF CARF MF Impresso em 07/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2013 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/05/20 13 por JOSE ANTONIO FRANCISCO, Assinado digitalmente em 30/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10711.000231/2007-35
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 10/06/2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OBSCURIDADE. OCORRÊNCIA. RERRATIFICAÇÃO
Devem ser parcialmente acolhidos os Embargos de Declaração quando demonstrado omissão ou obscuridade no acórdão embargado. Acórdão rerratificado.
Embargos Acolhidos em Parte
Numero da decisão: 3102-001.843
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos para rerratificar o Voto e confirmar o Acórdão embargado.
(assinatura digital)
Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente
(assinatura digital)
Ricardo Paulo Rosa - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento e Andréa Medrado Darzé.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 10/06/2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. OBSCURIDADE. OCORRÊNCIA. RERRATIFICAÇÃO Devem ser parcialmente acolhidos os Embargos de Declaração quando demonstrado omissão ou obscuridade no acórdão embargado. Acórdão rerratificado. Embargos Acolhidos em Parte
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OMISSÃO. OBSCURIDADE. OCORRÊNCIA. RERRATIFICAÇÃO Devem ser parcialmente acolhidos os Embargos de Declaração quando demonstrado omissão ou obscuridade no acórdão embargado. Acórdão rerratificado. Embargos Acolhidos em Parte Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos para rerratificar o Voto e confirmar o Acórdão embargado. (assinatura digital) Luis Marcelo Guerra de Castro – Presidente (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento e Andréa Medrado Darzé. Relatório Reproduzo uma vez mais o teor do Relatório no qual se baseou o Acórdão pelo presente embargado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 1. 00 02 31 /2 00 7- 35 Fl. 145DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10711.000231/200735 Acórdão n.º 3102001.843 S3C1T2 Fl. 186 2 O presente processo referese ao Auto de Infração lavrado para a exigência da multa regulamentar proporcional ao valor aduaneiro no valor de R$3.896,70 e da multa por falta de licenciamento no valor de R$117.155,18. As exigências em tela foram originadas da reclassificação tarifária levada a efeito na DI n.º 02/05084987, registrada em 10/06/2002, através da qual a importadora submeteu a despacho as mercadorias descritas como “Aglomerante orgânico –PERIDUR 330”, classificandoas na TEC no código 3912.31.19, com alíquotas de 15,5% e 15% para II e IPI, respectivamente, sendo que os impostos estavam suspensos em virtude do Ato Concessório de Drawback n.º 1616.01/0001131. Após retirada de amostra, foi emitido Laudo de Análise pelo Laboratório de Análises do Ministério da Fazenda (fls. 29), que concluiu que a mercadoria em questão tratavase de “sal sódico de carboximetilcelulose com teor de pureza não superior a 75% em peso”. A fiscalização, então, reclassificou a mercadoria para o código NCM 3912.31.29. Cópia da DI às fls. 07/09. Devidamente intimada da autuação, a importadora apresentou a impugnação de fls. 38/44, alegando, em síntese, o que segue: 1) Que a atuação fiscal baseouse na desclassificação do produto importado do código NCM 3912.31.19 para o código NCM 3912.31.29, para exigirlhe as multas em questão. 2) De acordo com o Laudo de Análise apresentado pela fiscalização, o produto denominado Peridur 330 tem um teor de pureza, ou seja, de carboximetilcelulose, de 73,4%. Desta forma o produto está corretamente classificado na posição 3912.31.19 que alberga carboximetilcelulose com teor de pureza inferior a 75% em peso. 3) Apresenta uma declaração traduzida da exportadora/produtora Akzo Nobel Funcional Chemicals às fls. 60/62, onde a mesma afirma que o Peridur 330 é formulado com 75% de CMC puro por peso, apresentando sua composição e confirmando a classificação adotada pela importadora. 4) Descreve a cadeia produtiva da impugnante e a utilização do Peridur 330 como insumo empregado no processo de pelotização de minérios de ferro. Ora, ao adquirir o produto, busca justamente o princípio ativo carboximetilcelulose e não um sal. 5) A fiscalização aplicou indevidamente a multa prevista no art. 169 do DecretoLei n.º 37/66, já que a mesma é aplicável para importação sem guia de importação ou documento equivalente, não cominando penalidades para a suposta falta de elementos necessários a sua identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado. Não há que se cogitar que a interpretação dada pelo Ato declaratório nº 12/97 autorizaria a aplicação desta penalidade. 6) Estando correta a classificação do produto importado, não há que se falar também na aplicação da penalidade do art. 84, I, da medida Provisória n.º 2.158 35/2001. Pede, então, a insubsistência do lançamento. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. Fl. 146DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10711.000231/200735 Acórdão n.º 3102001.843 S3C1T2 Fl. 187 3 ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 10/06/2002 SAL SÓDICO DE CARBOXIMETILCELULOSE. CLASSIFICAÇÃO. Classificase na NCM 3912.31.29 o sal sódico de carboximetilcelulose. LICENCIAMENTO DE IMPORTAÇÃO O Licenciamento de Importação LI traz uma identidade específica do produto importado. Assim, caso haja diferença de espécie entre o produto para o qual foi obtida a LI e o realmente importado se caracterizará a falta de LI. MULTA POR FALTA DE LI. TIPIFICAÇÃO Todas as vezes que a espécie do produto importado difira daquele para o qual foi obtida a LI, estará tipificado o fato para a aplicação da multa por falta de LI. Ainda que presente essa tipificação a SRF cancelou seus efeitos para os casos em que, na DI, o produto esteja corretamente descrito, com todos os elementos necessários à sua identificação e ao enquadramento tarifário pleiteado, e que não se constate, em qualquer dos casos, intuito doloso ou má fé por parte do declarante. Ocorrido o fato típico e não se enquadrando o importador nos casos de cancelamento de seus efeitos é exigível a multa por falta de LI. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do qual repisa argumentos contidos na impugnação ao lançamento. Considera estar correta a classificação tarifária utilizada na Declaração de Importação. Para demonstrar suas razões, faz uma breve descrição da atividade da desenvolvida pela empresa para concluir que “ Nesse contexto, podese afirmar que "... o Aglomerante Orgânico utilizado no processo produtivo da Samarco tem como principio ativo o Carboximetilcelulose, sendo este o componente de maior proporção na formulação do aglomerante”. Reitera não ser aplicável a multa por falta de licenciamento de importação como pretende a Fiscalização da Secretaria da Receita Federal e confirma a Delegacia da Receita Federal de Julgamento. A decisão tomada no âmbito deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais foi assim ementada. Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 10/06/2002 CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. REGRA GERAL NÚMERO 01. TEXTO DAS POSIÇÕES. LAUDO PERICIAL. ESPECIFICAÇÃO DA MERCADORIA. INSUFICIÊNCIA. Não pode ser aceita a reclassificação fiscal de mercadorias quando as informações contidas em Laudo Técnico não permitem decidir com certeza qual o correto enquadramento tarifário do produto importado. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10711.000231/200735 Acórdão n.º 3102001.843 S3C1T2 Fl. 188 4 CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS. ERRO DE FUNDAMENTAÇÃO. APLICAÇÃO DE PENALIDADES. IMPOSSIBILIDADE. Uma vez que os elementos disponíveis no processo não permitem decidir sobre a correta classificação fiscal das mercadorias, incabível a aplicação das penalidades decorrentes de erro cometido pelo contribuinte. MULTA ADMINISTRATIVA. IMPORTAÇÃO SEM LICENÇA. SIMPLES ERRO DE CLASSIFICAÇÃO. INOCORRÊNCIA. O fato de a mercadoria mal enquadrada na NCM não estar correta e suficientemente descrita não é razão suficiente para que a importação seja considerada sem licenciamento de importação ou documento equivalente. Recurso Voluntário Provido Comparece, agora, a Procuradoria da Fazenda Nacional para apresentar Embargos de Declaração ao Acórdão. Entende ter sido omissa a decisão “no tocante ao fundamento para entender indevida a multa aplicada em face da mercadoria classificada incorretamente na nomenclatura comum do Mercosul, apesar de citar que haveria uma fundamentação equivocada do auto de infração” É o Relatório. Voto Do Voto embargado depreendese terem sido considerados ausentes os elementos periciais necessários à correta classificação fiscal das mercadorias. Restou incontroverso, no entender deste Colegiado, que a classificação escolhida pela empresa não estava correta; contudo, com os elementos disponíveis para autuação, não seria possível definir se a classificação deveria ser feita no subitem 1, ou no subitem 9. Por conta disso, consideraramse indevidas as multas aplicadas. Em relação à multa por infração ao Controle Administrativo das Importações, este Relator considerou pertinente fazeremse algumas considerações adicionais. Assim mencionei no Voto. De resto, pareceme prudente acrescentar algumas considerações acerca da multa por importação de mercadoria ao desamparo de guia de importação ou documento equivalente. Ou seja, tais considerações foram acrescentadas por medida de precaução. Não que fossem fundamentais para solução da lide. De fato, as duas multas foram excluídas com base no entendimento de que, mostrandose falhos os fundamentos da autuação, ao decidir por uma classificação sem dispor dos elementos suficientes para tomar essa decisão, não seria possível manter a exigência. O entendimento retratado no Acórdão parte da premissa de que a atividade fiscal empreendida pela Autoridade competente e materializada no Auto de Infração constitui Fl. 148DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10711.000231/200735 Acórdão n.º 3102001.843 S3C1T2 Fl. 189 5 se em uma acusação que, baseada no entendimento técnicojurídico dos fatos investigados, conforme expostos no Relatório ou Descrição dos Fatos do qual é composto, revela a convicção formada e as razões da exigência. Se os mais elementares pressupostos nos quais esses fundamentos estão alicerçados não estiverem corretos, a autuação, como um todo, não pode prosperar. Foi isso que se quis dizer no parágrafo seguinte, extraído do Voto. Em tal situação, ainda que esteja claro que o administrado classificou a mercadoria incorretamente, as penalidades aplicadas não podem subsistir, pois a fundamentação do auto de infração demonstrase equivocada. Esclarecidos os postulados nos quais a decisão baseouse, pareceme que fique, assim, melhor detalhado o Acórdão. VOTO POR ACOLHER PARCIALMENTE os Embargos de Declaração, para que melhor aclarar a decisão tomada, nos termos em que acima o assunto foi abordado rerratificando o Acórdão embargado. Sala das Sessões, 21 de maio de 2013. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator Fl. 149DF CARF MF Impresso em 09/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/08/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 06/08/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 01/08/2013 por RICARDO PAULO ROSA
score : 1.0
Numero do processo: 10120.002346/2003-91
Turma: Segunda Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Jul 10 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Jul 10 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 07/05/2003
INFRAÇÃO ÀS MEDIDAS DE CONTROLE FISCAL RELATIVAS A
FUMO, CIGARRO E CHARUTO DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA
Constitui infração às medidas de controle fiscal estabelecidas pelo Ministério da Fazenda a posse de ciganos de procedência estrangeira sem documentação probatória de sua regular importação, sujeita à multa de RS 0,98 (noventa e oito centavos de real) por maço de cigarro, cumulativamente à pena de perdimento dos bens.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3201-000.252
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, o unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
O Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira votou pela conclusão.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: Ricardo Paulo Rosa
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RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACO W AM os membros da r Câmara / 1" Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, o unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relato . O Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira votou pela conclusão. (- -.A__ cAn., JUDI , 3 4 s y ) . AL MARCONDES ARMAND - Presidente I 4 File A '‘')) il P • O ROSA-Relator . Participaram, ai da, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Trajano D'Arnorim, Rosa Maria de Jesus da Silva C. de Castro e Luciano Lopes de Almeida Moraes. i Processo n° 10120.002346/2003-91 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.252 F1. 41 Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância que passo a transcrever. Contra o sujeito passivo acima identificado foi lavrado o Auto de Infração delis. 100/1/, para exigência da multa de R$ 1.032, 56, cumulativa à pena de perdimento, em virtude de terem sido apreendidos 1.400 maços de cigarros de procedência estrangeira em poder do autuado sem comprovação de que foram importados de forma regular, conforme documentos instrutórios de fls. 02/03. Instruem o lançamento: a) Cópia do Oficio n" 094/98-DELEFZAZ do Departamento de Policia Federal (fls. 02): b) Cópia do Auto de Apresentação e Apreensão da Delegacia da Policia Civil de Goiandira (fls. 03). Conforme cópia do Auto de Apresentação e Apreensão da Delegacia da Polícia Civil de Goaindira, a mercadoria foi apreendida em 25/03/1998, tendo como signatário do referido termo, como detentor da mercadoria, o autuado em epígrafe. Cientificado do lançamento em 12/06/2003, jIs. 15, o sujeito passivo insurgiu-se contra a exigência, apresentando a impugnação de fls. 20, em 07/07/2003, na qual ratifica a posse dos cigarros de procedência estrangeira, relata o fato, afirma que a mercadoria encontrada em sua residência não lhe pertencia, mas sim a Sr" Jussara Maria Vaz, de quem era motorista, e reclama pelo perdão da fiscalização, por não ter condição financeira que lhe permita arcar com a referida multa. Requer, ao final, que a responsabilidade pela infração seja "transferida" para a S," Maria Voz, Esclareça-se que, por força do disposto na Portaria SRF n" 179, de 13/02/2007, DOU de 14/02/2007, que alterou o Anexo V do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela Portaria ME n" 30, de 25 de fevereiro de 2005, a competência para julgamento dos processos de comércio exterior formalizados nas 1"a 6" Regiões Fiscais passaram a ser da DRJ/Fortaleza. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou sua decisão na ementa cotTespondente. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do Fato gerador: 07/05/2003 2 Processo n° 10120.002346/2003-91 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.252 Fl. 42 INFRAÇÃO ÀS MEDIDAS DE CONTROLE FISCAL RELATIVAS A FUMO, CIGARRO E CHARUTO DE PROCEDÉNCIA ESTRANGEIRA Constitui infração às medidas de controle .fiscal a posse de cigarros de procedência estrangeira sem documentação probatória de sua regular importação, sujeitando-se o infrator à multa especifica prevista na legislação aduaneira. Mediante Recurso a este Conselho, a recorrente renova os mesmos protestos apresentados em sede de impugnação. 3 Processo n° 10120.002346/2003-91 S3-C2TI Acórdão n.° 3201-00.252 Fl. 43 Voto Conselheiro RICARDO PAULO ROSA, Relator O recurso é tempestivo. Trata-se de matéria de competência deste Terceiro Conselho. Dele tomo conhecimento. Não merece reparo a decisão recorrida. Como bem apontado, a responsabilidade pela infração tributária tem caráter objetivo, sendo irrelevante o infrator ter ou não a intenção de praticar o ilícito, ou ser proprietário ou apenas possuidor da mercadoria em situação irregular, desde que a hipótese esteja contemplada no dispositivo legal, como no caso está. An. 632. Aplica-se a multa de R$ 0,98 (noventa e oito centavos de real) por maço de cigarro, por unidade de charuto ou de cigarrilha, ou por lote de sessenta quilos líquidos dos demais produtos manufaturados apreendidos na hipótese do art. 621 cumulatimmente com o perdinientO da respectiva mercadoria (Decreto-lei IP 399, de 1968, arts. 1 2 e 32, § (grifo meu) Art. 621. A pena de perdimento da mercadoria será ainda aplicada aos que, em infração às medidas de controle .fiscal estabelecidas pelo Ministro de Estado da Fazenda para o desembaraço aduaneiro, a circulação, a posse e o consumo de fumo, charuto, cigarrilha e cigarro de origem estrangeira, adquirirem, transportarem, venderem, expuserem à venda, tiverem em depósito, possuírem ou consumirem tais produtos, por configurar crime de contrabando (Decreto-lei n° 399, de 1968, arts. 2 e 32 e seu § 1 2) (grifo meu) O atuado não nega que as mercadorias estevam em seu poder quando apreendidas pela fiscalização, apenas pondera que não lhes pertenciam e que trabalhava como motorista para a propietária das mesmas, circunstâncias que, no caso, não têm efeito algum. Ante/?j exposto, VOTO POR NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário apresentado pela recorithle. Sal dlâei ssões, em 10 de julho de 2009. ; AA, .1 '13 ULO ROSA - Relator 4 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 16643.000330/2010-50
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2007
PREÇO DE TRANSFERÊNCIA - IMPORTAÇÃO - AJUSTES - Os ajustes de preço de transferência na importação devem levar em consideração a análise individual dos bens, serviços e direitos importados.
PREÇO DE TRANSFERÊNCIA - MÉTODO PRL - PREÇO PRATICADO - INCLUSÃO DE FRETE E SEGURO - Na apuração do preço praticado segundo o método PRL (Preço de Revenda menos Lucro), deve-se incluir o valor do frete e do seguro, cujo ônus tenha sido do importador, e os tributos incidentes na importação.
JUROS MORATÓRIOS INCIDENTES SOBRE A MULTA DE OFÍCIO - A obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo como a penalidade pecuniária decorrente do seu não pagamento, incluindo a multa de oficio proporcional. O crédito tributário corresponde a toda a obrigação tributária principal, incluindo a multa de oficio proporcional, sobre o qual, assim, devem incidir os juros de mora conforme a lei.
Numero da decisão: 1301-001.232
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator. Vencido o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães quanto à taxa Selic aplicada aos juros de mora sobre a multa de ofício.
(documento assinado digitalmente)
Plínio Rodrigues Lima
Presidente
(documento assinado digitalmente)
Valmir Sandri
Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros: Plínio Rodrigues Lima, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: VALMIR SANDRI
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2007 PREÇO DE TRANSFERÊNCIA - IMPORTAÇÃO - AJUSTES - Os ajustes de preço de transferência na importação devem levar em consideração a análise individual dos bens, serviços e direitos importados. PREÇO DE TRANSFERÊNCIA - MÉTODO PRL - PREÇO PRATICADO - INCLUSÃO DE FRETE E SEGURO - Na apuração do preço praticado segundo o método PRL (Preço de Revenda menos Lucro), deve-se incluir o valor do frete e do seguro, cujo ônus tenha sido do importador, e os tributos incidentes na importação. JUROS MORATÓRIOS INCIDENTES SOBRE A MULTA DE OFÍCIO - A obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo como a penalidade pecuniária decorrente do seu não pagamento, incluindo a multa de oficio proporcional. O crédito tributário corresponde a toda a obrigação tributária principal, incluindo a multa de oficio proporcional, sobre o qual, assim, devem incidir os juros de mora conforme a lei.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator. Vencido o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães quanto à taxa Selic aplicada aos juros de mora sobre a multa de ofício. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima Presidente (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Plínio Rodrigues Lima, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
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PREÇO DE TRANSFERÊNCIA MÉTODO PRL PREÇO PRATICADO INCLUSÃO DE FRETE E SEGURO Na apuração do preço praticado segundo o método PRL (Preço de Revenda menos Lucro), devese incluir o valor do frete e do seguro, cujo ônus tenha sido do importador, e os tributos incidentes na importação. JUROS MORATÓRIOS INCIDENTES SOBRE A MULTA DE OFÍCIO A obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto tanto o pagamento do tributo como a penalidade pecuniária decorrente do seu não pagamento, incluindo a multa de oficio proporcional. O crédito tributário corresponde a toda a obrigação tributária principal, incluindo a multa de oficio proporcional, sobre o qual, assim, devem incidir os juros de mora conforme a lei. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção, por maioria de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator. Vencido o Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães quanto à taxa Selic aplicada aos juros de mora sobre a multa de ofício. (documento assinado digitalmente) Plínio Rodrigues Lima AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 64 3. 00 03 30 /2 01 0- 50 Fl. 4242DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PL INIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 16643.000330/201050 Acórdão n.º 1301001.232 S1C3T1 Fl. 3 2 Presidente (documento assinado digitalmente) Valmir Sandri Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Plínio Rodrigues Lima, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Junior e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Relatório Em face do sujeito passivo Nokia do Brasil Tecnologia Ltda., foram lavrados autos de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) alcançando fatos geradores ocorridos no anocalendário de 2007. As infrações de que é acusado o sujeito passivo são: (i) Falta de adição ao lucro líquido da parcela do custo de bens importados que exceda ao preço parâmetro de transferência; (ii) Compensação indevida de prejuízos fiscais. Os autos dão notícia de que o procedimento fiscal assim se desenvolveu: O sujeito passivo apurou seus ajustes de preço de transferência com base na metodologia de cálculo dos Preços Independentes Comparados (PIC) e, intimado, apresentou, a documentação comprobatória do preço parâmetro para diversos bens importados. Os bens importados, sujeitos ao ajuste do preço de transferência, cujos preços parâmetros estavam lastreados em documentação comprobatória, tiveram seu preço parâmetro (PIC) aceito e adotado apela fiscalização para a apuração dos ajustes. Os demais bens importados, sujeitos ao ajuste do preço de transferência, foram submetidos a metodologia de cálculo do Preço de Revenda menos Lucro com margem de 20% (PRL20), vez que se tratava de mercadorias destinadas a revenda. O procedimento resultou no ajuste do custo de 139 itens importados, discriminados nas tabelas de folhas 35283531. A infração de falta de adição ao lucro líquido da parcela do custo de produtos importados que exceda ao preço parâmetro de transferência ocorreu no anocalendário 2005, e teve como consequência a redução da base de cálculo negativa do período. A redução da base de cálculo negativa do anocalendário 2005, por sua vez, resultou na infração de compensação indevida de prejuízos fiscais (base negativa da CSLL), ocorrida no anocalendário 2007. Fl. 4243DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PL INIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 16643.000330/201050 Acórdão n.º 1301001.232 S1C3T1 Fl. 4 3 Em impugnação tempestiva o contribuinte alegou que a análise e execução dos ajustes de preço de transferência não pode se limitar a operações isoladas, mas, sim, à totalidade das operações entre as partes vinculadas, de modo a verificar a efetiva ocorrência da transferência direta de renda pelo conjunto total das operações. Argumentou com a finalidade do controle dos preços de transferência, do princípio “arms lenght”, com a exposição de Motivos nº 470/96, relativa ao Projeto de Lei 2.448/96 (que redundou na Lei 9.430/96), que reconhece a finalidade do controle, com a resposta à pergunta 673, das “Perguntas e Respostas sobre Preços de Transferência” no sítio da Receita Federal, com o conceito de “renda”. Afirmou que o ajuste de preço de transferência proposto pela fiscalização é desnecessário porque a recorrente já havia realizado o ajuste da renda tributável, por meio de ajuste contábil a crédito de resultado, na ordem de R$ 12.896.380,32. Informou que tal ajuste se deu mediante acordo com suas fornecedoras, partes vinculadas (Nokia Inc e Nokia Ou), que emitiram duas notas de crédito à recorrente, nos valores de US$ 4.040.295,53 e US$ 1.791.413,84 (fls. 3652 e 3654). E esclareceu que a contabilização do recebimento destas notas de crédito foi efetuada mediante lançamento a débito em "contas a receber", nos valores de R$ 8.934.805,30 e R$ 3.961.575,02, e a crédito no resultado, conforme lançamento sobhistórico "Ref. Tranfer Price" no Livro Diário (fls. 36563659); Aduziu que os valores de frete e seguro contratados com partes não vinculadas não podem integrar o preço parâmetro comparado, porque o caput do art. 18 da Lei n° 9.430/96 somente autoriza os ajustes de preço de transferência com partes vinculadas. Ponderou que a disposição inserta no §6° do art. 18 da Lei n° 9.460/96 deve ser interpretada conjuntamente com o caput do artigo, de modo que o valor do frete e seguro que integram o preço praticado deve ser aquele contratado com partes vinculadas; Desse modo, os valores de frete e seguro pagos a partes não vinculadas devem ser excluídos dos preços praticados para efeito de aplicação do preço de transferência. A 1ª Turma de Julgamento da DRJ em Belo Horizonte, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação, em decisão assim ementada: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2007 PREÇO DE TRANSFERÊNCIA. IMPORTAÇÃO. AJUSTES. Os ajustes de preço de transferência na importação devem levar em consideração a análise individual dos bens, serviços e direitos importados. PREÇO DE TRANSFERÊNCIA. MÉTODO PRL. PREÇO PRATICADO. INCLUSÃO DE FRETE, SEGURO E TRIBUTOS. Na apuração do preço praticado segundo o método PRL (Preço de Revenda menos Lucro), deve se incluir o valor do frete e do seguro, cujo ônus tenha sido do importador, e os tributos incidentes na importação. Ciente da decisão em 19 de outubro de 2011, a interessada apresentou recurso em 17 de novembro, reeditando as razões declinadas na impugnação quanto à impossibilidade de fazer a análise isoladamente, quanto à desnecessidade do ajuste, por já ter sido efetuado Fl. 4244DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PL INIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 16643.000330/201050 Acórdão n.º 1301001.232 S1C3T1 Fl. 5 4 espontaneamente, e quanto á impossibilidade de os fretes e seguros contratados com partes não vinculadas integrarem o preço parâmetro. Além dessas alegações, suscitou vício no lançamento, por não ter a fiscalização demonstrado que o método por ela utilizado é o mais favorável à Recorrente. Especificamente sobre a questão da desnecessidade do ajuste, porque já teria sido feito pela interessada, diz serem improcedentes os argumentos da decisão recorrida (1ª argumento: a recorrente não comprova que os lançamentos supostamente efetuados referentes às notas de crédito tiveram como efeito prático a necessária adição dos excessos ao lucro líquido; 2º argumento: a recorrente não demonstra que os ajustes supostamente efetuados se referem aos mesmos bens submetidos ao ajuste pela fiscalização). Sobre o primeiro argumento, diz que o Livro Diário consubstancia prova suficiente, independentemente do Razão. Mas para que não paire qualquer dúvida, alega estar juntando cópia do Razão da conta 163000 e da conta 320005, que retratam os lançamentos escriturados no seu Diário, em 26/12/2005. Sobre o segundo argumento, insiste em que o ajuste decorrente do controle de preços de transferência deve levar em conta a renda em sua integralidade, e não operações isoladamente consideradas. Pondera que se a Recorrente promoveu ajustes e esses ajustes repercutiram em seu resultado, é irrelevante em relação a quais itens foram procedidos os ajustes. Acrescenta que, se se concluir que os ajustes realizados pela recorrente não foram relativos aos itens submetidos a ajuste pela fiscalização, mantendose o ajuste indicado nos autos de infração, estaria equivocado o ajuste aplicado pela Fiscalização. Argumenta que, sendo a obrigação tributária ex lege, antes de aplicar os ajustes que entendeu devidos, a Fiscalização deveria ter desfeito os ajustes procedidos pela Recorrente, e recompor o prejuízo fiscal e base negativa da CSLL em 2005. Faz o seguinte demonstrativo, para evidenciar não haver matéria a ser lançada: I Reversão do ajuste promovido pelo contribuinte no anocalendário de 2005: Descrição Prejuízo fiscal 2005 Base negativa CSLL 2005 Saldo apurado pela Recorrente após ajuste PT por ela efetuado: (97.208.674,5) (104.378.638,10) Estorno do ajuste de PT efetuado pela Recorrente (12.896.280,32) (12.896.280,32) Saldo sem o ajuste de PT efetuado pela Recorrente (110.105.064,97) (117.275.018,42) II Aplicação do ajuste indicado pela fiscalização relativo ao anocalendário de 2005: Descrição Prejuízo fiscal 2005 Base negativa CSLL 2005 Saldo sem ajuste espontâneo de PT: (110.105.064,97) (117.275.018,42) Ajuste proposto pela Fiscalização 4.972.405,63 4.972.405,63 Saldo após ajuste de PT efetuado pela Fiscalização (105.132.659,34) (112.302.612,79) Fl. 4245DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PL INIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 16643.000330/201050 Acórdão n.º 1301001.232 S1C3T1 Fl. 6 5 Ressalta que o prejuízo fiscal e a base negativa de CSLL assim calculados (105.132.659,34 e 112.302.612,79), são superiores aos apurados pela recorrente a partir dos ajustes por ela efetuados, o que redundaria na insubsistência dos autos de infração. Pede, ao final a exclusão dos juros de mora sobre a multa de ofício. É o relatório. Voto Conselheiro VALMIR SANDRI, Relator. Recurso tempestivo. Dele conheço. As exigências litigadas referemse à acusação de compensação indevida de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL no anocalendário de 2007, em face da identificação de falta de ajuste relativo a preços de transferência no anocalendário de 2005. Em síntese, três são os pontos abordados pela Recorrente em sua defesa, quais sejam: (i) que a análise e execução dos ajustes de preço de transferência não pode se limitar a operações isoladas, mas, sim, à totalidade das operações entre as partes vinculadas; (ii) desnecessidade do ajuste exigido pela Fiscalização (R$ 4.972.405,63), porquanto espontaneamente fora feito um ajuste em valor superior; (iii) Impossibilidade de incluir, na apuração pelo método PRL, os valores despendidos a título de frete e seguro pagos diretamente a terceiros não vinculados. Passo a analisálos: Ao postular que a análise das operações sujeitas ao ajuste de preços de transferência seja efetuada em conjunto, pretende a Recorrente que na comparação entre preços praticados e preço parâmetro, os excessos sejam compensados com as sobras. A decisão recorrida refutou a pretensão por falta de previsão legal. De fato, ao limitar a dedutibilidade dos custos, despesas e encargos relativos a bens, serviços e direitos, constantes dos documentos de importação ou de aquisição, nas operações efetuadas com pessoa vinculada, a lei estabelece métodos alternativos, mas sempre com base na análise individual das operações, não abrindo a possibilidade de considerar a integralidade das operações ocorridas. A contribuinte argumenta com o alcance do princípio arms length. Contudo, o sistema criado pela Lei n° 9.430/96, não obstante voltado para o alcance do preço de transação independente (arm's length), optou pela rigidez de métodos específicos e fechados. Por isso, a persecução do princípio de plena concorrência (arm's lenth), embora almejada, sofre a limitação imposta pela legislação. Alegou ainda, a Recorrente, que o ajuste por ela espontaneamente efetuado é superior àquele exigido pela fiscalização, descabendo qualquer ajuste de ofício. Fl. 4246DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PL INIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 16643.000330/201050 Acórdão n.º 1301001.232 S1C3T1 Fl. 7 6 A decisão recorrida ressaltou que a DIPJ não registra nenhum ajuste relativo ao preço de transferência, e não acolheu a pretensão da contribuinte, reclamando a comprovação de que os alegados ajustes tiveram o efeito de adição ao lucro líquido, bem como, de que se referem aos mesmos bens submetidos ao ajuste pela fiscalização. Em sede de recurso a interessada diz que o Livro Diário (trouxe cópia do Razão da conta 163000 e da conta 320005), retratam os lançamentos escriturados no seu Diário, em 26/12/2005, relativo aos ajustes de preço de transferência efetuados. Contudo não demonstrou que esses ajustes se referem aos mesmos bens submetidos ao ajuste pela fiscalização, argumentando que o ajuste deve levar em conta a renda em sua integralidade, e não operações isoladamente consideradas, sendo irrelevante em relação às quais itens foram procedidos os ajustes. Quanto a esse ponto, está equivocada a Recorrente. Como já dito acima, os métodos de ajuste estabelecidos pela lei brasileira impõem a análise individual das operações, não abrindo a possibilidade de considerar a integralidade das operações ocorridas. Alega a Recorrente que, caso se conclua que os ajustes realizados pela recorrente não foram relativos aos itens submetidos a ajuste pela fiscalização, mantendose o ajuste indicado nos autos de infração, estaria equivocado o ajuste aplicado pela Fiscalização. Todavia, para que se tenha equivocado o ajuste aplicado pela fiscalização, é necessário demonstrar que pelo menos alguns dos bens submetidos a ajuste pela fiscalização já haviam sido submetidos a ajuste pelo contribuinte, ônus do qual a Recorrente não se desincumbiu. Quanto aos valores do frete e seguro, o § 6º do art. 18 da Lei nº 9.430, de 1996, determina expressamente que referidos dispêndios integram o custo quando o ônus tenha sido do importador. De fato, tais encargos, ainda que devidos a empresas não vinculadas, são agregados ao custo de importação e compõem o preço pelo qual a mercadoria importada ficou efetivamente disponível para o importador no Brasil. O custo suportado pela empresa é, certamente, repassado ao preço de revenda, que serve de base para apuração do preço parâmetro depois de descontada a margem de lucro. Assim, não considerar esses encargos no custo que servirá de comparação com o preço parâmetro tornaria distorcida qualquer comparação. Não procede, também, o argumento da recorrente, de que antes de aplicar os ajustes que entendeu devidos, a Fiscalização deveria ter desfeito os ajustes procedidos pela Recorrente, e recompor o prejuízo fiscal e base negativa da CSLL em 2005. Isso porque, a contribuinte não comprovou que os ajustes por ela procedidos se referem aos mesmos bens submetidos a ajustes pela fiscalização. Finalmente, postula pela ilegalidade da exigência de juros de mora sobre a multa de ofício. Sobre esse tema a jurisprudência tem sido muito controvertida. Eu mesmo, por diversas vezes, tive oportunidade de enfrentálo, tendo me posicionado no sentido da incidência dos juros de mora à taxa Selic, sobre a multa de ofício, nos casos de lançamentos Fl. 4247DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PL INIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 16643.000330/201050 Acórdão n.º 1301001.232 S1C3T1 Fl. 8 7 referentes a tributos incidentes sobre fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 1997. Após tantos debates neste CARF, que trazem a lume aspectos nem sempre considerados, convencime da necessidade de repensar o tema e, na sessão de 05 de março de 2013, no julgamento do processo nº16327. 001043/200914, o revisite, com uma reflexão sobre o alcance dos dispositivos do Código Tributário Nacional e demais atos legais que tratam dos juros de mora. Reproduzo minhas considerações então apresentadas. Tudo gira em torno de uma relação obrigacional, que consiste num vínculo jurídico que une duas pessoas em torno de um objeto. Quando esse objeto se traduz numa prestação em dinheiro, vista pelo lado de um dos polos da relação (o do sujeito ativo), essa prestação representa um crédito, e vista pelo lado do outro polo (o do sujeito passivo), essa prestação representa um débito. Portanto, débito e crédito são dois ângulos da mesma prestação, objeto da obrigação. O art. 161 e seu § 1º do CTN dispõem que o crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas em lei, e que, se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. A 1ª conclusão a que se chega é que sobre o crédito tributário não pago no vencimento incidem sempre juros de mora (exceto na pendência de consulta, conforme § 2º do mesmo artigo 161). A pergunta que se segue a essa conclusão é: o que é crédito tributário? O CTN não o define diretamente, mas diz, no seu art. 139. que ele “decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta”. Por seu turno, o § 1º do art. 113 do Código dispõe que “a obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente”. Portanto, concretizada a situação definida em lei como necessária e suficiente à ocorrência do fato gerador do tributo, nasce a obrigação principal (art. 114 c.c . 113, § 1º), mas não nasce o crédito dela decorrente. Ensina Hugo de Brito Machado: “A obrigação é um primeiro momento na relação tributária. Seu conteúdo ainda não é determinado e o seu sujeito passivo ainda não está formalmente identificado. Por isso mesmo a prestação não é exigível. Já o crédito tributário é um segundo momento da relação de tributação. No dizer do CTN, ele decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta (art. 139). Fl. 4248DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PL INIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 16643.000330/201050 Acórdão n.º 1301001.232 S1C3T1 Fl. 9 8 Surge com o lançamento, que confere à relação tributária liquidez e certeza;1 O crédito, que decorre da obrigação principal (ou seja, da concretização do fato gerador), surge com o lançamento, que, conforme define o art. 142 do CTN, implica identificar o sujeito passivo e calcular o montante do tributo devido e, se for o caso, aplicar a multa. Portanto, a multa de ofício proporcional decorrente do descumprimento da obrigação principal compõe o crédito tributário (é parte dele). Constituído o crédito tributário pelo lançamento, o montante a ele correspondente, sob a ótica do sujeito ocupante do polo passivo da relação obrigacional, constitui um débito para com a Fazenda.. Dispõe o artigo 61 da Lei nº 9.430/1996: “Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1° de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1° A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2° O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3° Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que o § 3° do art. 5°, a partir do primeiro dia se refere do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Nos termos deste artigo, a multa de ofício, se não paga do vencimento (que se dá o prazo de 30 dias da ciência do lançamento), sujeitase a juros de mora segundo a taxa Selic (§ 3° do art. 5° da Lei 9.430/96), a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Não há, pois, que se falar em falta de previsão legal. Pelas razões expostas, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 12 de junho de 2013. 1 Curso de Direito Tributário, 12ª edição, Malheiros, 1997, p. 87. Fl. 4249DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PL INIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI Processo nº 16643.000330/201050 Acórdão n.º 1301001.232 S1C3T1 Fl. 10 9 Fl. 4250DF CARF MF Impresso em 27/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI, Assinado digitalmente em 27/06/2013 por PL INIO RODRIGUES LIMA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por VALMIR SANDRI
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Numero do processo: 13706.002385/2008-18
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Aug 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO EMITIDO PELO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO.
Apresentado laudo atestando que no período objeto de restituição a Recorrente era portadora de moléstia grave, é de se reconhecer o direito creditório não atendido pela DRJ.
Recurso provido
Numero da decisão: 2802-002.003
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
German Alejandro San Martín Fernández - Relator.
EDITADO EM: 18/07/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández - Relator. EDITADO EM: 18/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano.
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MOLÉSTIA GRAVE. LAUDO EMITIDO PELO INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. Apresentado laudo atestando que no período objeto de restituição a Recorrente era portadora de moléstia grave, é de se reconhecer o direito creditório não atendido pela DRJ. Recurso provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 18/07/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martín Fernández, Jaci de Assis Junior, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Julianna Bandeira Toscano. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 6. 00 23 85 /2 00 8- 18 Fl. 50DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Versam os autos sobre Notificação de Lançamento de fls.3 a 5, relativa ao Imposto sobre a Renda de Pessoa Física, anocalendário 2004, para cobrança do crédito tributário de R$ 1.535,98, decorrente de omissão de rendimentos do trabalho recebidos do Instituto Nacional do Seguro Social, no montante de R$ 18.795,56. A Recorrente apresentou Impugnação de fl. 1, acompanhada de laudo pericial do Instituto Nacional do Seguro Social de fl. 6, eximindoa do imposto de renda desde dezembro de 2002, Carta de Concessão de Aposentadoria e DARF referente ao pagamento do imposto renda no valor de R$ 713,98, realizado em 29/04/2005. O lançamento foi mantido sob fundamento de que o laudo médico pericial de fl. 6, exarado pela Gerência Executiva do INSSRJ Centro, não identificou o nome da moléstia da qual a contribuinte é portadora, conforme exigido no inciso XIV do artigo 6º, da Lei n° 7.713/1998, com a redação dada pelo artigo 47 da Lei n° 8.541/1992 e alterações introduzidas pelo artigo 30 e §§ da Lei n° 9.250/1995 (fls. 36 a 38). Nas razões recursais (fl. 39), apresenta o documento de fl. 41 atestando que ela é portadora de doença enquadrada sob a CID X C50, desde set/1982 e aduz que referido documento já havia sido entregue à Receita Federal em 1/9/2010. Era o der essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator Recurso tempestivo e sem preliminares. Decido. Pretende a Recorrente seja acolhido pedido de restituição referente a valores de IRRF indevidamente retidos, por se tratarem de rendimentos provenientes de aposentadoria de portador de moléstia grave. A fundamentação para a mantença da glosa se centra na ausência de indicação expressa, pela autoridade médica, sobre a moléstia grave a ensejar o reconhecimento da isenção pleiteada, bem como pelo não atendimento à solicitação feita pela DRJ de fl. 22, para apresentação de outro laudo pericial. A Recorrente, em sede recursal, apresenta documento do INSS de fl. 41, no qual se atesta que é portadora de doença enquadrada sob a CID X C 50 (neoplasia maligna da mama), desde setembro de 1982, bem como afirma que o documento já havia sido entregue à Receita Federal em 1/9/2010. O documento do INSS, inclusive já apresentado antes do julgamento da DRJ (fl. 35), faz menção a outros documentos que atestam a moléstia grave em períodos anteriores Fl. 51DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13706.002385/200818 Acórdão n.º 2802002.003 S2TE02 Fl. 47 3 ao anocalendário de 2005, de sorte a restar comprovado ser a Recorrente beneficiária da norma isentiva no período impugnado. Diante do laudo de fl. 6, a ser analisado em conjunto com o documento de fl. 41, também juntado à fl. 35, reconheço o direito creditório pleiteado. Pelo exposto, conheço e dou provimento ao recurso voluntário. É como voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 52DF CARF MF Impresso em 02/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 18/07/2013 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 11330.000375/2007-39
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Apr 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/2001 a 31/08/2006
SIMPLES. EMPRESA OPTANTE. PAGAMENTO SIMPLIFICADO
QUE INCLUI AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DOS
ARTS. 22 E 22A DA LEI 8.212/91.
Em relação ao período de 06/12/1996 a 01/07/2006, a empresa enquadrada no
regime tributário SIMPLES previsto na Lei 9.317/96 faz o pagamento mensal
unificado de seus tributos incluindo as contribuições previdenciárias do art.
22 e 22A da Lei 8.212/91, conforme art. 3º, §1º, alínea “f” da Lei 9.317/96.
Comprovada a opção, o lançamento que abrange o período da opção com
fundamento em tais artigos deve ser afastado.
Recurso de Ofício Negado.
Numero da decisão: 2301-002.707
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em negar
provimento ao Recurso de Ofício, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Mauro Jose Silva
1.0 = *:*
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ementa_s : ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2001 a 31/08/2006 SIMPLES. EMPRESA OPTANTE. PAGAMENTO SIMPLIFICADO QUE INCLUI AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DOS ARTS. 22 E 22A DA LEI 8.212/91. Em relação ao período de 06/12/1996 a 01/07/2006, a empresa enquadrada no regime tributário SIMPLES previsto na Lei 9.317/96 faz o pagamento mensal unificado de seus tributos incluindo as contribuições previdenciárias do art. 22 e 22A da Lei 8.212/91, conforme art. 3º, §1º, alínea “f” da Lei 9.317/96. Comprovada a opção, o lançamento que abrange o período da opção com fundamento em tais artigos deve ser afastado. Recurso de Ofício Negado.
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PREV NFLD Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado FERRADURA RESORT BÚZIOS LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/2001 a 31/08/2006 SIMPLES. EMPRESA OPTANTE. PAGAMENTO SIMPLIFICADO QUE INCLUI AS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DOS ARTS. 22 E 22A DA LEI 8.212/91. Em relação ao período de 06/12/1996 a 01/07/2006, a empresa enquadrada no regime tributário SIMPLES previsto na Lei 9.317/96 faz o pagamento mensal unificado de seus tributos incluindo as contribuições previdenciárias do art. 22 e 22A da Lei 8.212/91, conforme art. 3º, §1º, alínea “f” da Lei 9.317/96. Comprovada a opção, o lançamento que abrange o período da opção com fundamento em tais artigos deve ser afastado. Recurso de Ofício Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso de Ofício, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator. Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Leonardo Henrique Pires Lopes, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. Fl. 215DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA 2 Fl. 216DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 11330.000375/200739 Acórdão n.º 230102.707 S2C3T1 Fl. 210 3 Relatório Tratase da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) nº 37.012.4685, lavrada em 28/09/2006, que constituiu crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias incidentes sobre remunerações apuradas por aferição indireta e remunerações declaradas em GFIP, no período de 01/03/2001 a 31/08/2006 , tendo resultado na constituição do crédito tributário de R$ 624.729,39 , fls. 01. Após tomar ciência pessoal da autuação em 29/09/2006, fls. 01, a recorrente apresentou impugnação, fls. 128/129. Foi solicitada diligência para que fosse apurado o período no qual a empresa estava devidamente abrangida pelo SIMPLES. A autoridade fiscal informou que existia o Despacho Decisório SECAT de 23/11/2006 que concluiu pela reinclusão retroativa da empresa no SIMPLES a partir de 01/01/2005. A recorrente foi cientificada e nada acrescentou. A 15ª Turma da DRJ/Rio de Janeiro, no Acórdão de fls. 180/184, julgou o lançamento procedente em parte, tendo a recorrente sido cientificada do decisório em 19/10/2007, fls. 206. Foram afastados os fatos geradores a partir de 01/01/2005, por conta da reinclusão da recorrente no SIMPLES, mantendo a exigência de um crédito tributário de R$ 185.988,74. Nos termos do art. 1°, Inciso I da Portaria MPS 158, de 11/04/2007 (DOU 13/04/2007), com as alterações da Portaria MF 147, de 25/06/2007 (DOU 28/06/2007), houve a apresentação do Recurso de Ofício. Não houve apresentação de Recurso Voluntário. É o relatório. Fl. 217DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA 4 Voto Conselheiro Mauro José Silva O Recurso de Ofício atende ao estabelecido no art. 1º, da Portaria MPS 148/2007, portanto dele tomamos conhecimento. É certo que, em relação ao período de 06/12/1996 a 01/07/2006, a empresa enquadrada no regime tributário SIMPLES previsto na Lei 9.317/96 faz o pagamento mensal unificado de seus tributos incluindo as contribuições previdenciárias do art. 22 e 22A da Lei 8.212/91, conforme art. 3º, §1º, alínea “f” da Lei 9.317/96. Assim, se a recorrente teve reconhecida seu enquadramento no SIMPLES a partir de 01/01/2005, fls. 159, não há reparos a fazer na decisão a quo que excluiu do lançamento “ a totalidade dos valores de contribuições da parte da empresa lançados a partir da competência janeiro/2005”. Por todo o exposto, voto no sentido de CONHECER e NEGAR PROVIMENTO ao RECURSO DE OFÍCIO. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 218DF CARF MF Impresso em 13/06/2012 por APARECIDA DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 06/06/2012 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 05/06/2012 por MAURO JOSE SILVA
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Numero do processo: 10880.026586/99-13
Data da sessão: Fri Jul 02 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3401-000.044
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ODASSI GUERZONI FILHO
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NATAL EMPREENDIMENTOS, PARTICIPAÇÕES INDÚSTRIA E COMÉRCIO Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do Recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. 2‘-,'14/(Ái"; C son Matedf • osenburg Filho - Presidente i O assi Guerzoni Filho elator P icipar. do julLamen a os Conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Cleuter Simões endonça, ernando Marques Cleto Duarte, Dalton César Cordeiro de Miranda e Gilson Macedo Rosenburg Filho. Relatório Trata o presente julgamento de analisar Recurso Voluntário em que se contesta a decisão da 6 Turma da DRJ São Paulo/SPO 1, Acórdão n° 16-17354, de 4 de junho de 2008, o qual, por sua vez, indeferiu a Manifestação de Inconformidade apresentada em face da negativa aos Pedidos de Restituição do Finsocial, do PIS/Pasep e da Cofins, formulados em 10/09/1999, relativo a recolhimentos efetuados no período de 16/10/1989 a 19/01/95, do Finsocial; 10/04/1990 a 02/01/1991, do Pis/Pasep; e 15/04/1994 a 25/07/1995, da Cofins. Aos referidos pedidos de restituição foram vinculados Pedidos de Compensação de débitos (fls. 66/74, 100, 117, 128, 262/275), bem como anexados ao processo "Pedido de Compensação de Crédito com Débito de Terceiros" (fls. 87/98). O referido Acórdão recorrido foi assim ementado: Acórdão D1-41 N" 16-17354 de 2008 1 Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DECADÊNCIA. O direito de pleitear restituição de tributo ou contribuição pago a maior ou indevidamente extingui-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos contados da data da extinção do crédito tributário. Observância da Lei Complementar no 118/2005, inclusive. JULGAMENTO ADMINISTRATIVO. Estando as Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento inseridas no Poder Executivo, não compete aos seus colegiados (Turmas de Julgamento) apreciar, ainda que indiretamente, as normas legais a ponto de declarar-lhes a nulidade ou inaplicabilidade aos casos expressamente previstos. COFINS Pesa em favor da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Coibis a Ação Declaratória de Constitucionalidade no 1, da qual emerge claramente a constitucionalidade da exação. PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO COM DÉBITO DE TERCEIRO. Os pedidos de compensação de crédito com débito de terceiro não foram convertidos em declarações de compensação. O art 74 da lei 9430/96, na redação da lei 10.637/2002, instituiu a declaração de compensação apenas para a compensação de débitos próprios. Contribuição para o PIS/Pasep RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO.. DECADÊNCIA. O direito de pleitear restituição de tributo ou contribuição pago a maior ou indevidamente extingui-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos contados da data da extinção do crédito tributário. Observância da Lei Complementar no 118/2005, inclusive. SEMESTRALIDADE Conforme assenta o Parecer PGFN/CAT n" 437/98, "a Lei n 7.691/88 revogou o parágrafo único do art. 6" da L. C. n ó 7/70; não sobreviveu portanto, a partir daí, o prazo de seis meses, entre o fato gerador e o pagamento da contribuição, como originalmente determinara o referido dispositivo", PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO COM DÉBITO DE TERCEIRO. Os pedidos de compensação de crédito com débito de terceiro não .foram convertidos em declarações de compensação. O art. 74 da lei 9430/96, na redação da lei 10.637/2002, instituiu a declaração de compensação apenas para a compensação de débito róprios. Outros Tributos ou Contribuições RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DECADÊNCIA. A2 Processo n° 10880.026586/99-13 83-C411 Resolução n." 3401-00.044 Fl 453 O direito de pleitear restituição de tributo ou contribuição pago a maior ou indevidamente extingui-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos contados da data da extinção do crédito tributário Observância da Lei Complementar no 118/2005, inclusive,. SUPOSTO DIREITO CREDITÓRIO, Necessária a comprovação da certeza e da liquidez do suposto crédito, conforme exige o art, 170 do Código Tributário Nacional. FINSOCIAL Apenas as empresas comprovada e exclusivamente vendedoras de mercadorias e mistas podem alegar eventual crédito de Finsocial decorrente de indevidas majorações de allquota, conforme se extrai do art. 18, HL da Lei 10.522/2002. PEDIDOS DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO COM DÉBITO DE TERCEIRO. Os pedidos de compensação de crédito com débito de terceiro não foram convertidos em declarações de compensação O art. 74 da lei 9430/96, na redação da lei 10,637/2002, instituiu a declaração de compensação apenas para a compensação de débitos próprios. Solicitação indeferida. No Recurso Voluntário a interessada argumentou que o prazo decadencial a ser observado é o dez anos, na linha de decisões do STJ cujo excertos colacionou, bem como, ainda, em face da publicação da Resolução do Senado Federal n° 49, de 10/10/1995, o que, para o PIS/Pasep, implicaria em que se começasse a contagem do prazo a partir de então, Quanto ao mérito, e, em relação ao Finsocial, entende que tem direito ao recebimento das diferenças recolhidas por conta da incidência que sofrera da aliquota superior a 0,5%, na linha de jurisprudência do STJ que colacionou a respeito, bem como que o respectivo crédito poderia, sim, ser compensado com débitos da Cofins, visto que ambas as contribuições possuem a mesma natureza. Em relação à Cotins, fundamenta o seu pedido com base na alegação de que a sua cobrança mediante a aplicação da aliquota de 2% é inconstitucional, aceitando apenas a aliquota de 0,5%. Para a Recorrente, a Lei Complementar n" 70/91 instituiu ilegalmente uma nova contribuição e isso como forma, por via transversa, de aumentar a aliquota do Finsocial„ Ainda em relação à Cofms, argumenta que tem direito à repetição em face de que a base de cálculo desta contribuição é a mesma do PIS/Pasep, o que, a seu ver, constituiria em outra inconstitucionalidade, por conta de uma interpretação sistemática que faz dos artigos 154, 1 e do artigo 195, 1, b, e § 40 da Constituição Federal, Assim, para a Recorrente, toda a Cofins seria inconstitucional, notadamente, ressalta, aquela que for recolhida à aliquota superior a 0,5%. Já, em relação ao PIS/Pasep, seu direito à repetição e aria relacionada à declaração de inconstitucionalidade dos Decretos-Leis n's. 2.445 e 2,449, 4 1988, em face da Resolução do Senado Federal n°49, de 10/10/1995. É o Relatório, £3 • Voto Inicialmente, destaco que dois foram os argumentos dados pela DRF para não reconhecer o direito ao pedido de restituição do Finsocial, conforme se vislumbra na ementa do despacho decisório, à fl. 130: "O procedimento administrativo, em face dos depósitos judiciais da contribuição para o FINSOC1AL, submeter-se-á aos estritos termos do que for decidido no processo judicial em sentença definitiva ".(grifei) "Ausente no processo comprovação cabal e suficiente do alegado crédito proveniente de determinados pagamentos efetuados a título do Finsocial e não atingidos pela decadência." Em relação ao primeiro deles, observo que a autoridade fiscal sequer se apercebera que as guias de depósitos judiciais acostadas às fls. 15/21 não se referem ao Finsocial, mas, conforme já mencionei no inicio, à CSLL, de modo que sua conclusão a respeito disso mostrou-se equivocada, visto que não há processo judicial algum envolvendo o Finsocial cuja decisão deva ser aplicada ao presente caso. Em relação ao segundo deles, observo que, mesmo diante de uma tabela apresentada pela interessada e diante das guias Darf nas quais estão indicados a base de cálculo, a alíquota utilizada e o valor recolhido, a autoridade fiscal limitou-se apenas a clamar por uma comprovação de forma cabal acerca dos créditos pleiteados, não se prestando, todavia, a formular qualquer intimação nesse sentido e muito menos recorrer aos sistemas de informações de que dispõe para confirmar a veracidade ou não daqueles valores, Veja-se sua argumentação, conforme item "19", fl, 134: "Ainda no tocante a determinados pagamentos do Finsocial ) há que se comprovar de forma cabal e suficiente o alegado credito, que as copias dos Datf se inostram ser originários de valores residuais do principal, mediante demonstrativo da composição da base de calculo, com os valores devido, pago e diferença, as conversões e reconvenções aplicáveis, acompanhado de cópia dos registros contábeis em que se encontram os lançamentos correspondentes e os esclarecimentos pertinentes.. Assim, não obstante admita-se que o quadro demonstrativo elaborado pela interessada demande uma análise mais aprofundada e abrangente de maneira a se atestar a procedência do montante pleiteado em restituição, tal tarefa não se mostra impossível, especialmente à autoridade fiscal, que, como dito acima, dispõe de meios coercitivos para carrear todas as informações e documentos necessários junto ao contribuinte, bem como de acesso aos valores por este informados em suas declarações entregues ao Fisco. A DRJ, por sua vez, inovou em relação aos argumentos apresentados pela fiscalização para não reconhecer os créditos de Finsocial, quando fundamentou sua negativa na ausência de comprovação por parte da interessada, de que esta era exclusivamente urna vendedora de mercadorias e/ou mista, condição esta para que fosse reconhecida a inconstitucionalidade da utilização de alí quota superior a 0,5%. Ora, a própria fiscalização já havia superado, ou melhor, sequer quedara-se em dúvida quanto a isso, uma vez que partira da premissa de que tal condição fora ate a t a pela interessada quando diz, no item do item 20 do despacho decisório, ã fl.. 134: 40, f)4 r Processo n° 10880026586/99-13 S3-C4T1 Resolução n "3401-00,4144 Fl 454 "20. A contribuição para ofitndo de Investitnento Social — Finsocial foi instituída ( ) aliquota incidente sobre a receita bruta auferida pelas empresas que realizavam vendas de mercadorias ou de mercadorias e ou serviços, como no presente caso, ( )". (grífei) Além disso, tanto a razão social da empresa que constou das guias de recolhimento — "S/A Lanificio Minerva" - bem como, e principalmente, a Ata da Assembléia Geral Extraordinária realizada em 07/12/1981 (fl. 68) e suas alterações posteriores, indicam que dentre as atividades da empresa está a de explorar os ramos da indústria, comércio e exportação, dentre outros. Em face de todo o exposto e em observância ao princípio da verdade material, voto, apenas em relação ao Finsocial, para que a Unidade de origem analise efetivamente os quadros demonstrativos elaborados pela interessada, compare-os com os livros fiscais e escrituração contábil e com as guias de recolhimento de forma a fornecer a este Colegiado uma informação precisa acerca da existência ou não de crédito passível de ser restituído e, em o havendo, quais compensações de débitos dentre aquelas constantes do processo poderão a tal crédito serem vinculadas, proferindo, para tanto, novo Despacho Decisório, que deverá seguir o rito estabelecido nos §§ 7° a 11 do art. 74 da Lei n" 9,430, de 27 de dezembro de 1996. Os pagamentos aos quais a Unidade de origem deverá ater-se são aqueles realizados após 10/09/1994 3P e j\J---J Guerzoni Filh 5
score : 1.0
Numero do processo: 10680.919003/2008-26
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu May 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS
Data do fato gerador: 30/09/2001
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INEXISTENTE. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.
Uma vez comprovada a inexistência do crédito utilizado na quitação dos
débitos confessados na Declaração de Compensação (DComp), deve ser
declarado não homologado o respectivo procedimento compensatório.
ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 30/09/2001
NULIDADE. DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO E FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA DA DECISÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AFRONTA AO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA.
No âmbito do processo administrativo fiscal, não configura cerceamento do
direito de defesa nem afronta ao contraditório a decisão que apresenta
fundamentação adequada para o indeferimento do pleito de realização da
compensação declarada e da qual a Recorrente foi devidamente cientificada
e, normalmente, exerceu o seu direito de defesa nos prazos e na forma
estabelecida nos §§ 7º a 9º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as
alterações posteriores.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3802-001.053
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de
Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: José Fernandes do Nascimento
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Data do fato gerador: 30/09/2001 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITO INEXISTENTE. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Uma vez comprovada a inexistência do crédito utilizado na quitação dos débitos confessados na Declaração de Compensação (DComp), deve ser declarado não homologado o respectivo procedimento compensatório. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/09/2001 NULIDADE. DESPACHO DECISÓRIO. MOTIVAÇÃO E FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA DA DECISÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AFRONTA AO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. No âmbito do processo administrativo fiscal, não configura cerceamento do direito de defesa nem afronta ao contraditório a decisão que apresenta fundamentação adequada para o indeferimento do pleito de realização da compensação declarada e da qual a Recorrente foi devidamente cientificada e, normalmente, exerceu o seu direito de defesa nos prazos e na forma estabelecida nos §§ 7º a 9º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Especial da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Fl. 39DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 2 (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda - Presidente. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento - Relator. EDITADO EM: 04/06/2012 Participaram da Sessão de julgamento os Conselheiros Regis Xavier Holanda, Francisco José Barroso Rios, José Fernandes do Nascimento, Solon Sehn, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Trata-se de Recurso Voluntário oposto com o objetivo de reformar o Acórdão nº 02-28.159, de 16 de agosto de 2010, proferido pelos membros da 1ª Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte/MG (DRJ/BHE), em que, por unanimidade de votos, julgaram improcedente a manifestação de inconformidade, com base nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Data do fato gerador: 30/09/2001 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Ensejam a nulidade apenas os atos e termos lavrados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Por bem descrever os fatos que ocorreram até a prolação do referido Acórdão, transcrevo a seguir o relatório do julgador de primeiro grau: O interessado transmitiu PER/DCOMP de fls.14/18, visando a compensar o(s) débito(s) nela declarado(s), com crédito oriundo de pagamento a maior de Cofins, relativo ao período de 30/09/2001. A Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte emitiu Despacho Decisório eletrônico (fl. 12) não homologando a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi utilizado na quitação integral de débitos do contribuinte - no presente caso, a própria contribuição devida no período - não restando, portanto, saldo creditório disponível. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 10680.919003/2008-26 Acórdão n.º 3802-01.053 S3-TE02 Fl. 2 3 Irresignado, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade de fls. 01/06, acompanhada dos documentos de fls. 07/11, com os argumentos a seguir sintetizados. Narrando os fatos considerados pelo fisco na formalização do presente processo e com base no art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, que transcreve, aduz ser o procedimento de compensação um ato que tem presunção de validade, porquanto a lei autoriza o contribuinte a fazer um juízo de valor, por sua conta e risco, acerca de um pagamento eventualmente feito de maneira indevida ou a maior, cabendo ao fisco motivar adequadamente o indeferimento do pleito, que no presente caso entende vazio, desprovido de fundamento, pelo que argúi a nulidade do despacho decisório, uma vez que tal fato viola também os princípios do contraditório e da ampla defesa assegurados aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, pela Constituição Federal. Em 08/02/2011, a Interessada foi cientificada do referido Acórdão. Inconformada, em 01/03/2011, protocolou o presente Recurso Voluntário, em que reafirmou as razões de defesa suscitadas na manifestação de inconformidade. No final requereu o provimento do citado Recurso, para que fosse declarado nulo o despacho decisório ou homologada as compensações realizadas. Em 20/05/2011, os presentes autos foram enviados a este E. Conselho. Na Sessão de novembro de 2011, em cumprimento ao disposto no art. 49 do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, foram distribuídos, mediante sorteio, para este Conselheiro. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O presente Recurso é tempestivo, foi apresentado por parte legítima, trata de matéria da competência deste Colegiado e preenche os demais requisitos de admissibilidade, inclusive no que tange ao limite alçada, portanto, dele tomo conhecimento. Da preliminar de nulidade do Despacho Decisório. Em sede de preliminar, o cerne da presente controvérsia limita-se a validade do presente Despacho Decisório, em que o Titular da Unidade da Receita Federal de origem, não homologou a compensação declarada pela Recorrente, com base no argumento que não existia o crédito informado, haja vista que já havia sido integralmente utilizado no pagamento de outro débito da própria Recorrente. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 4 No presente Recurso, a Interessada pleiteou a nulidade do citado Despacho Decisório sob alegação de que houve cerceamento do direito de defesa e afronta ao contraditório, com base no argumento que não houve exposição das razões de fato e direito que motivaram a referida decisão. Não procede a presente alegação, com a devida vênia. A uma, porque a decisão questionada foi devidamente motivada, conforme reconheceu a própria Recorrente no excerto a seguir transcrito: Como no presente caso, segundo o Fisco, a compensação foi indeferida porque não existiam créditos, uma vez que eles foram utilizados para compensar os débitos do mês correspondente, evidentemente que tal alegação é nula, tendo em vista ser completamente vazia e desprovida de fundamentação. De fato, ao afirmar que “a compensação foi indeferida porque não existiam créditos, uma vez que eles foram utilizados para compensar os débitos do mês correspondente”, a Recorrente demonstrou que compreendeu o motivo da não homologação da compensação declarada, que foi consignado no tópico da fundamentação do referido Despacho Decisório, com os seguintes termos, in verbis: A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. A duas, porque o enquadramento legal nos arts. 165 e 170 do CTN e no art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, representa adequada fundamentação legal para a decisão proferida. Dessa forma, diferentemente do que alegou a Recorrente, entendo que o presente Despacho Decisório foi devidamente motivado e fundamentado. Ademais, a Recorrente compreendeu as razões de ordem fática e jurídica da decisão proferida, o que descaracteriza a aduzida alegação de cerceamento do seu direito de defesa. Também não procede a alegação de que houve afronta ao contraditório, haja vista que a Recorrente teve pleno conhecimento do inteiro teor do citado Despacho Decisório, assim como lhe foi oportunizado apresentar manifestação de inconformidade, nos prazos e nos termos dos §§ 7º a 9º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores, que foi normalmente exercido, sem nenhuma dificuldade, conforme noticiam os autos. Com base nessas considerações, rejeito a presente preliminar de nulidade. Da análise do mérito. Em relação ao mérito, o cerne da presente controvérsia diz respeito a existência ou não do crédito utilizado pelo sujeito passivo na quitação do débito confessado na Declaração de Compensação (DComp) colacionada aos autos. No âmbito dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), é requisito necessário, para fim de realização da autocompensação declarada, que sujeito passivo seja titular de crédito certo, líquido e passível de restituição ou ressarcimento, Fl. 42DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 10680.919003/2008-26 Acórdão n.º 3802-01.053 S3-TE02 Fl. 3 5 conforme disposto no art. 170 do CTN, combinado com estabelecido no caput do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com as alterações posteriores. No presente caso, com base nas informações contidas nos sistemas de dados da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), foi apurado que não existia o crédito informado na referida DComp, uma vez que alegado pagamento indevido havia sido integralmente utilizado no pagamento de débito da Cofins constituído pela própria Recorrente. Por este motivo, o Titular da Unidade da RFB de origem não homologou o presente procedimento compensatório. É oportuno ainda esclarecer que, no caso em tela, foi a própria Recorrente quem apurou e confessou a existência do débito vinculado ao alegado pagamento indevido, mediante a apresentação da respectiva DCTF, que, por força de lei, tem natureza de confissão de dívida. Diante dessa constatação, para reforma da decisão em questão, era imprescindível que a Recorrente apresentasse as provas no sentido de que o dito pagamento era indevido. E tal mister seria facilmente realizado mediante a exibição dos documentos e livros contábeis e fiscais, documentos hábeis e idôneos para comprovar a existência ou não do faturamento no respectivo mês, que representava, na época, a base de cálculo da referida Contribuição, nos termos dos arts. 2º e 3º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. No entanto, ao invés de trazer tal documentação aos autos e assim provar a existência do indébito tributário, a Recorrente alegou, nas duas oportunidades em que exerceu o seu direito de defesa, inclusive, incluindo o presente Recurso, que a autocompensação por ela realizada gozava de presunção de validade, não podendo o Fisco indeferi-la com base na alegação de que não existia o crédito declarado. Evidentemente, essa alegação que a autocompensação (declarada) goza de presunção de validade não tem respaldo jurídico. De fato, é comezinho que a presunção de validade ou legitimidade (juris tantum) é uma prerrogativa exclusiva do ato administrativo emanado do Poder Público, em decorrência direta da sujeição da Administração Pública ao princípio da estrita legalidade, explicitamente previsto no caput do art. 37 da CF/1988, que exige que tais atos sejam expedidos com estrita observância do que determina a lei. É oportuno esclarecer que a autocompensação declarada tem natureza de confissão dívida, segundo o disposto no § 6º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, com a nova redação que foi atribuída pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Também não procedem as alegações da Recorrente acerca da impossibilidade de retificação da DCTF. Na verdade, diversamente do que afirmou, há permissão expressa de alteração dos dados da DCTF, conforme estabelecido no artigo 9º e seus parágrafos da Instrução Normativa RFB nº 974, de 27 de novembro de 2009, e nas Instruções Normativas anteriores que disciplinavam a matéria, a qual se efetiva mediante a entrega, via Internet, da declaração retificadora gerada a partir do PGD DCTF. É oportuno esclarecer que a DCTF retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindo-a integralmente, e pode ser utilizada para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados em declarações anteriores. Fl. 43DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA 6 Porém, a DCTF retificadora não produzirá efeitos quando tiver por objeto: a) reduzir os débitos relativos a impostos e contribuições: (i) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa da União, nos casos em que importe alteração desses saldos; (ii) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou (iii) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização. b) alterar os débitos de impostos e contribuições em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. Nos presentes autos, nenhum dessas situações impeditivas ocorreram, portanto, inaplicável ao caso em tela tal alegação. Também fica demonstrado a improcedência da alegação de que a apresentação da DComp implica na anulação automática do pagamento do débito informado na DCTF, pois, conforme demonstrado precedentemente, a alteração dos débitos declarados na DCTF somente pode ser realizada mediante a entrega da DCTF retificadora. É oportuno ainda ressalta que, além de não ter nenhum amparo legal, no meu entendimento, tais alegações, representa apenas uma tentativa da Recorrente de se eximir do ônus de comprovar o pagamento indevido e, por conseguinte, a existência do respectivo crédito utilizado na quitação do débito declarado. Com base nessas, considerações estou convencido que o crédito informado pela Recorrente não existe, pois o valor do suposto pagamento indevido foi utilizado integralmente no pagamento do débito da Cofins declarado pela própria Recorrente na DCTF do respectivo período. Dessa forma, se não existe o crédito informado, consequentemente, a compensação declarada reputa-se indevida e, portanto, legítima a sua não homologação. Da conclusão. Por todo o exposto, NEGO PROVIMENTO ao presente Recurso, para manter a não homologação da compensação declarada, em razão da inexistência do crédito informado. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 44DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA Processo nº 10680.919003/2008-26 Acórdão n.º 3802-01.053 S3-TE02 Fl. 4 7 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 20/06/2012 por NALI DA COSTA RODRIGUES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 04 /06/2012 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 19/06/2012 por REGIS XAVIER HOLA NDA
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Numero do processo: 14033.000388/2005-99
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 30 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1302-000.242
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator.
(assinado digitalmente)
EDUARDO DE ANDRADE Presidente em exercício.
(assinado digitalmente)
EDUARDO DE ANDRADE - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Andrade (presidente em exercício), Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Alberto Pinto Souza Júnior e Guilherme Pollastri Gomes da Silva.
Relatório
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LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo relator. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE – Presidente em exercício. (assinado digitalmente) EDUARDO DE ANDRADE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Andrade (presidente em exercício), Márcio Rodrigo Frizzo, Cristiane Silva Costa, Luiz Tadeu Matosinho Machado, Alberto Pinto Souza Júnior e Guilherme Pollastri Gomes da Silva. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 40 33 .0 00 38 8/ 20 05 -9 9 Fl. 364DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 26/07/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 14033.000388/200599 Resolução nº 1302000.242 S1C3T2 Fl. 352 2 Relatório Tratase de apreciar Recurso Voluntário interposto em face de acórdão proferido nestes autos pela 2ª Turma da DRJ/BSB, no qual o colegiado decidiu, por unanimidade, julgar improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa que abaixo reproduzo: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 1999, 2000 DEMONSTRATIVO DE COMPENSAÇÃO. CLAREZA. AUSÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. O demonstrativo dos cálculos da compensação realizados em função do despacho decisório é suficiente para permitir ao contribuinte ter pleno entendimento de como aqueles feitos. DÉBITOS INFORMADOS. TRANSMISSÃO DE PER/DCOMP APÓS VENCIMENTO DOS DÉBITOS. INCIDÊNCIA DE ENCARGOS MORATÓRIOS. São devidos encargos moratórios quando o PER/Dcomp é transmitido após o vencimento do débito nele informado. Os eventos ocorridos até o julgamento na DRJ, foram assim relatados no acórdão recorrido: Tratam os autos de apreciação manual dos PER/DCOMP às fl. 03/27, 35/46, 53/62, 69/88, transmitidos em 27/06/2003 e 01/07/2003, onde foram efetuadas compensações de créditos correspondentes a recolhimentos efetuados a maior que o devido de IRPJ, CSLL, Cofins e PIS, nos anos de 1999 e 2000, com débitos apurados em diversos meses dos anos 1999/2003. A Delegada da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Brasília (DRF/BSA/DF), por meio do Despacho Decisório/DRF/BSB/Diort às fl. 118/120, proferido em 04/08/2005, reconheceu os créditos nos montantes apontados pelo contribuinte, homologando as compensações efetuadas nos PER/DCOMP dos débitos listados na Tabela 2 às fl. 119/120, até o limite dos créditos existentes (R$ 1.184.069,37 – valor original), devidamente atualizados pela Taxa Selic. Salientou que, para fins de verificação da incidência de acréscimos moratórios, os débitos devem ser considerados extintos nas datas de transmissão dos respectivos PER/DCOMP. Em cumprimento ao despacho decisório, o Setor de Execução efetuou a liquidação dos débitos cadastrados no Profisc com os montantes dos créditos apontados pelo contribuinte e reconhecidos pela autoridade administrativa, conforme extratos dos sistemas da Receita Federal às fl. 121/130, restando em aberto os débitos listados à fl. 132. Foi impressa carta de cobrança dos débitos em aberto em 06/09/2005, conforme fl. 131/132, tendo sido elaborado comunicado para encaminhamento do despacho decisório ao contribuinte em 08/09/2005, conforme fl. 133. Consta dos autos que este comunicado e a carta cobrança foram destinados ao contribuinte em 15/09/2005, conforme Aviso de Recebimento (AR) juntado ao envelope de remessa à fl. 148. A documentação foi devolvida pelos Correios em 22 de setembro de 2005, vez que, Fl. 365DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 26/07/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 14033.000388/200599 Resolução nº 1302000.242 S1C3T2 Fl. 353 3 conforme indicado no envelope, não se obteve êxito na ciência nas três tentativas realizadas. No corpo deste comunicado consta uma ciência do Sr. Declieux Soares Ribeiro, procurador do contribuinte (conforme procuração à fl. 136), datada de 10/10/2005, onde firmou o recebimento de cópias de todos os PER/DCOMP transmitidos em 27/06/2003 (conforme solicitação à fl. 135). Em 24/12/2007 foi emitido novo extrato do processo no sistema Profisc, com a indicação dos débitos liquidados e dos saldos remanescentes em aberto, os quais foram juntados às fl. 139/145. Em 15/01/2008 foi emitida nova carta cobrança, às fl. 146/147, mas não consta dos autos qualquer comprovação da remessa desta carta cobrança ao contribuinte. À fl. 163 foi anexado despacho da DRF/BSA/Diort, informando que o Sr. Declieux, inconformado com a forma pela qual as compensações foram executadas, solicitou que as mesmas fossem realizadas nos moldes dos PER/DCOMP, ou seja, vinculando os pagamentos (créditos) somente aos débitos a que se referem , razão pela qual as compensações foram refeitas, mediante a criação de processos eletrônicos juntados às fl. 151/161. As alterações estão demonstradas nos extratos às fl. 164/173. Não constou neste despacho a data em que foi realizado. Mas consta do termo de juntada dos processos eletrônicos (capas), bem assim dos extratos, que estes foram emitidos em 03/07/2008. Em 07/07/2008 foi emitida nova carta cobrança, juntada às fl. 174/175, com a indicação dos débitos que permaneceram em aberto após a alteração na forma de execução da decisão da delegada da DRF/BSA/DF, conforme referido acima. Consta à fl. 179 o envelope com a remessa da carta cobrança acima mencionada, encaminhada para a sede do contribuinte, o qual foi devolvido pelos Correios em 06/08/2008 por motivo de mudança de endereço do destinatário. Em 10/09/2008 foi juntado aos autos, à fl. 178, termo de recebimento de cópias da fl. 36/165 dos autos pelo sóciogerente do contribuinte, Sr. Paulo Baltazar Carneiro, , oportunidade em que tomou ciência pessoal do Despacho Decisório ora recorrido, conforme firmado na última página deste, à fl. 120. Inconformado com o resultado da decisão, o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade em 22/09/2008, juntada às fl. 182/188, instruída com os documentos às fl. 189/278, onde argumentou, em síntese, o que segue: Tempestividade; Cerceamento do direito de defesa por não haver um demonstrativo claro da origem do crédito tributário a que faz referência. À fl. 138 há a informação de que o crédito seria, em valores originais, de R$ 77.223,60, a título de PIS, de R$ 31.035,46, a título de IRPJ, e de R$ 404,90, referente à CSLL; porém não consta demonstrativo indicando a forma pela qual a Receita Federal chegou aos valores referidos. Às fl. 163/165 (164/166 após renumeração) há indicação de que na compensação houve cobrança de multa e juros relativamente aos débitos, porém não se sabe a espécie dos mesmos, muito menos a expressão numérica do índice utilizado, bem assim a sua fundamentação legal. Solicita diligência para que a delegacia formalize um demonstrativo claro; Segundo informação de funcionário da Receita Federal, o crédito tributário se originou da cobrança de multa sobre os valores dos débitos da empresa no ato das Fl. 366DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 26/07/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 14033.000388/200599 Resolução nº 1302000.242 S1C3T2 Fl. 354 4 compensações. Como não há documento referente ao lançamento da multa, a exigência carece de fundamento, pois o crédito tributário só passível de ser exigido após o lançamento, nos termos do art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), que se aperfeiçoa quando dele é cientificado o contribuinte. Como os tributos de que se originaram tais multas tiveram seus fatos geradores ocorridos há mais de cinco anos, ocorreu a decadência para a constituição do crédito tributário. Em auditoria interna constatouse que a empresa não utilizou a totalidade dos seus créditos decorrentes de pagamentos a maior, restando, ainda, a seu favor, as seguintes quantias: IRPJ – R$ 31.917,29; CSLL – R$ 30.816,27; PIS – R$ 299,52; Cofins – R$ 1.357,27; ou seja, após deduzir todos os valores dos débitos compensados, a empresa permaneceu credora da Fazenda Pública em R$ 64.390,35. Junta documentação comprobatória dos pagamentos e planilha demonstrativa do levantamento do referido valor; Em 01/07/2003 deu entrada em outro PER/Dcomp, que recebeu o nº 28678.17844.010703.1.2.044714 (em anexo), em que solicita crédito por pagamento a maior de CSLL (1º trim) em 09/04/2002, o qual não consta do despacho decisório. Referido crédito em seu favor não foi aproveitado, o que certamente agrava ainda mais a sua condição de suposto devedor ao mesmo tempo em que evidencia outra falha nos controles da Delegacia da Receita Federal; A documentação demonstra que todos os débitos foram compensados com créditos de tributos de mesma espécie, decorrentes de pagamentos a maior, efetuados sempre antes das ocorrências dos fatos geradores que deram origem aos respectivos débitos. Logo não se pode cobrar diferenças decorrentes das citadas compensações sob o título de multa. Não há que se falar em multa punitiva, vez que não houve prática de ato danoso à receita pública. Também não se pode falar em multa compensatória (moratória), pois pagou adiantadamente os tributos de que se tornou devedora; Requer, ao fim, seja excluída qualquer responsabilidade pelo suposto crédito tributário ilegal e injustamente exigido, e seja reconhecido crédito a seu favor de R$ 64.390,35, a ser pago à requerente acrescido de juros Selic. Ao proceder à análise prévia dos autos, verifiquei que a delegacia calculou os juros de mora em valores superiores aos que seriam devidos com base no disposto no art. 61 da Lei nº 9.430/96 quando da apuração dos encargos moratórios a serem acrescidos ao montante original dos débitos (fl. 164/165). Para demonstrar tal fato, elaborei o despacho às fl. 280/283, em 07/05/2009, onde selecionei como exemplo o débito de IRPJ (cód 2089) de R$ 109,98, com vencimento em 31/07/2000. Nele, fiz constar que, considerando que a extinção do débito ocorreu com a transmissão da declaração, ou seja, em 27/06/2003, o percentual a ser aplicado para determinar os juros de mora deveria ser de 50,50%, resultando em juros de R$ 55,54, sendo que a delegacia aplicou o percentual de 54,68%, obtendo juros no valor de R$ 60,14. Nesse despacho propus o encaminhamento dos autos à DRF/BSA/DF para que fossem refeitos os cálculos de execução do despacho decisório recorrido, demonstrando a apuração das compensações homologadas e, por conseguinte, dos débitos remanescentes. Para tanto, solicitei a elaboração de novo demonstrativo de compensação com detalhamento dos percentuais dos encargos moratórios aplicados, bem assim relatório de diligência com as observações porventura consideradas pertinentes. Alertei para o fato de que os créditos apontados em cada PER/Dcomp somente poderiam ser utilizados para compensar os respectivos débitos, ou seja, o crédito de uma declaração, caso excedesse o débito nela confessado, não poderia ser Fl. 367DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 26/07/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 14033.000388/200599 Resolução nº 1302000.242 S1C3T2 Fl. 355 5 utilizado para compensar débito informado em outro PER/Dcomp (questão já abordada pelo Sr. Declieux Soares Ribeiro, procurador do contribuinte, conforme já tratado anteriormente neste relatório). Consoante o despacho da Divisão de Orientação e Análise Tributária (Diort) à fl. 292, foram refeitos os cálculos das compensações, sendo elaborado o extrato dos débitos às fl. 289/291. Tanto o despacho quanto o extrato foram cientificados ao contribuinte em 08/09/2009, conforme Aviso de Recebimento (AR) à fl. 292 – verso, o qual se manifestou às fl. 293/295, em 10/09/2009, voltando a alegar: a) não ser devida a multa de mora e os juros de mora incidentes sobre os débitos confessados, vez que os pagamentos a maior (créditos) ocorreram anteriormente aos fatos geradores dos débitos; b) não haver indicação, no extrato ou no despacho da Diort, da forma pela qual se chegou aos respectivos saldos, não constando a demonstração individualizada dos valores correspondentes ao principal e à multa. Nesta manifestação o contribuinte solicitou informar o critério utilizado para se determinar os valores extintos pelas compensações, a fundamentação legal para tanto, e os valores individualizados do principal e da multa de mora. Pleiteou, ainda, fossem informados os valores de cada um dos saldos devedores para pagamento à vista com os benefícios da Lei nº 11.941/2009, regulamentada pela Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 06/2009. Quando da análise desta nova manifestação em função do resultado da diligência, entendi caber razão ao contribuinte no que se referia à ausência do demonstrativo detalhado para apresentar os cálculos dos acréscimos moratórios aos débitos confessados (juros e multa de mora) devidos quando da transmissão do PER/Dcomp após o vencimento daqueles, bem assim, da atualização dos créditos até a data da quitação dos débitos pela compensação. A meu ver, o extrato anexado pela autoridade fiscal não servia para tanto. Em vista disso elaborei novo despacho em 08/10/2009, juntado às fl. 301/303, onde ressaltei que tal demonstração já havia sido solicitada quando do despacho para a realização de diligência emitido em 07/05/2009, bem assim, solicitei que fosse elaborado o referido demonstrativo já com as alterações nos cálculos procedidas na diligência anterior. Tendo em vista que em sua última manifestação o contribuinte pleiteou a identificação dos saldos devedores para pagamento nos moldes da Lei nº 11.941/2009, o que, s.m.j., havia sido feito no extrato anexado na diligência, solicitei também no despacho que a DRF/BSA/DF informasse se o contribuinte já havia procedido a quitação dos mesmos, vez que, neste caso, a lide teria perdido o objeto. Caso não tivesse havido ainda a quitação, a DRF deveria intimar o contribuinte a esclarecer se desistira ou não do processo, vez que a contestação dos cálculos era incompatível com a sua informação de que iria pagar os saldos devedores, implicando concordância com o decidido pela DRF. Como resultado da diligência a autoridade fiscal anexou o demonstrativo solicitado às fl. 304/306, bem assim extrato do sistema Sinal, indicando que não houve pagamentos dos débitos não compensados (fl. 307). Por meio do Comunicado/2010 à fl. 308, a DRF encaminhou ao contribuinte cópias do despacho proferido por esta DRJ/BSA/DF e do mencionado demonstrativo, Fl. 368DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 26/07/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 14033.000388/200599 Resolução nº 1302000.242 S1C3T2 Fl. 356 6 intimandoo a esclarecer se houve desistência ou não do processo. Tal comunicado foi cientificado ao sujeito passivo em 17/02/2010, consoante AR à fl. 308 – verso. Em 24/02/2010 o contribuinte apresentou manifestação relativamente ao comunicado acima, onde esclareceu que irá se beneficiar do disposto na Lei nº 11941/2009 caso reste devidamente comprovada a existência de débitos, com os quais, salientou, não concorda. Reiterou a necessidade de apresentação de demonstrativo detalhado do valor de cada rubrica (imposto, multa e juros) computada na determinação, por imputação, de cada um de seus débitos. Segundo ele, nenhum dos demonstrativos fornecidos permite tal avaliação. Mais uma vez ressaltou que os créditos decorreram de pagamentos anteriores ao vencimento da obrigação compensada, sendo indevida a aplicação de multa de mora. Salientou que, da mesma forma que sobre os débitos incidem juros, também em relação aos créditos estes juros são devidos. A recorrente, na peça recursal submetida à apreciação deste colegiado, alegou, em síntese, que: o art. 14 da IN SRF nº 21/97 permitia a compensação independentemente de requerimento. Assim, o débito decorrente da prestação de declaração posterior aos vencimentos não se justifica; a DIORT não consegue informar os critérios de imputação utilizados para se encontrar os valores de IRPJ e CSLL apresentados como devidos; É o relatório. Fl. 369DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 26/07/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE Processo nº 14033.000388/200599 Resolução nº 1302000.242 S1C3T2 Fl. 357 7 Voto Conselheiro Eduardo de Andrade, Relator. Tomo por tempestivo o recurso apresentado, vez que não há nos autos digitalizados menção à data de ciência do acórdão recorrido. Além disso, tomo a peça de fls.354/356, embora inominada, e com falha no endereçamento, como recurso voluntário e passo a apreciála. A recorrente postula aplicação do art. 14 da IN SRF nº 21/97, que permitia a compensação independentemente de requerimento, às compensações pleiteadas. Todavia, embora estivesse dispensado o requerimento, fato é que a contabilidade do contribuinte deveria refletir inequivocamente o indébito, bem como a compensação efetuada, os quais deveriam estar ali bem aclarados. O argumento ventilado pela recorrente, todavia, seguiu desacompanhado da prova contábil das alegações formuladas, especialmente quanto à existência do crédito alegado e dos débitos que desejou compensar. Assim, voto para converter o processo em diligência para que a unidade local da Receita Federal intime a recorrente a acostar ao processo tais elementos, devolvendo, em seguida, os autos a este colegiado para prosseguimento do julgamento. Sala das Sessões, 12 de junho de 2013. (assinado digitalmente) Eduardo de Andrade Relator Fl. 370DF CARF MF Impresso em 30/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/07/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 26/07/2013 p or EDUARDO DE ANDRADE
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Numero do processo: 10805.002697/2001-31
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Jun 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Período de apuração: 01/01/1991 a 31/03/1992
Ressalvada a opinião deste Conselheiro, é pacifica jurisprudência do Terceiro Conselho de Contrinuintes no sentido de que o prazo para pleitear restituição do Finsocial recolhido em montante superior a 0,5% encerrou-se no dia 31 de
agosto de 2000.
Numero da decisão: 3201-00209
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / lª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencida a Conselheira Anelise Daudt Prieto, que afastou a decadência relativa aos fatos geradores ocorridos após 27/12/1991.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Luis Marcelo Guerra de Castro
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Câmara / 1' Turma Ordinária Sessão de 18 de junho de 2009 Matéria FINSOCIAL - RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente PANIFICADORA LA BARCA LTDA. EPP Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/01/1991 a 31/03/1992 Ressalvada a opinião deste Conselheiro, é pacifica jurisprudência do Terceiro Conselho de Contrinuintes no sentido de que o prazo para pleitear restituição do Finsocial recolhido em montante superior a 0,5% encerrou-se no dia 31 de agosto de 2000. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da r Câmara / l a Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. Vencida a Conselheira Anelise Daudt Prieto, que afastou a decadência relativa aos fatos geradores ocorridos após 27/12/1991. C;Sn 4- LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO Presidente e Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Nilton Luiz Bartoli, Vanessa Albuquerque Valente, Heroldes Bahr Neto, Irene Souza da Trindade Torres e Celso Lopes Pereira Neto. i 1 Processo n° 10805.002697/2001-31 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.209 Fl. 134 Relatório Por bem descrever a matéria litigiosa, adoto relatório que deu suporte à decisão recorrida, que passo a transcrever: Trata-se de Pedido de Restituição, fl. 01, protocolado em 27/12/2001, utilizando direito creditó rio oriundo de pagamentos da Contribuição para o Fundo de Investimento Social - Finsocial, relativos aos períodos de apuração de janeiro de 1991 a março de 1992, no valor de R$ 6.366,72. Objetivando a comprovação dos pagamentos efetuados, interessada apresentou os originais dos Darfs às fls. 03/07. Na peça que acompanha o Pedido, fl. 02, a contribuinte fundamentou sua pretensão. Posteriormente, a interessada apresentou as pedidos de compensação de débitos de fls. 30, 31, bem como formalizou os processos de compensação n" 10805.002600/2002-71, 10805.002710/2002-32 e 10805.002992/2002-78, todos vinculados ao direito creditório pleiteado no presente feito, os quais foram juntados a este por anexação. Examinados os elementos do processo, o Sr. Chefe do Seort da Unidade jurisdicionante, através do Despacho Decisório de fls. 34/35, indeferiu o pedido de restituição, por não reconhecer o crédito que a interessada alegava possuir, e não homologou as compensações efetuadas, pelos seguintes fundamentos: I. Inexistência de indébitos a restituir, considerando que a declaração de inconstitucionalidade das majorações de aliquota do Finsocial foi proferida em julgamento de controle difuso (incidenter tantum), e, portanto, seus efeitos limitaram-se às partes litigantes no processo, de cuja lide a interessada não é parte legitima; 2. Extinção do direito de pleitear a restituição por decurso do prazo de 5 (cinco) anos, nos termos dos Ato Declarató rio SRF n° 96, DE 26/11/1999. Por decorrência, conforme os despachos de fls. 66, 82 e 98, também não foram homologadas as compensações apresentadas através dos processos mencionados, em face do não reconhecimento do direito credito rio pleiteado. Cientificada em 12/06/2006, a interessada encaminhou via postal, em 11/07/2006, a Manifestação de Inconformidade de fls. 39/50. na qual alega, em suma e fimdamentalmente, que: 1. O prazo para pleitear a restituição no presente caso deve ser contado da data da publicação da Medida Provisória n" 1621-36, em 12/06/1998, que de forma definitiva trouxe a ofmanifestação do Poder Executivo no sentido de possibilitar ao 2 Processo n° 10805.002697/2001-31 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00.209 Fl. 135 contribuinte fazer a correspondente solicitação, ou da Instrução Normativa SRF n° 31, publicada em 10/04/1997; ou seja, em qualquer hipótese, o pedido, formulado em 27/12/2001, estaria dentro do prazo qüinqüenal; 2. Tratando-se de tributo sujeito a lançamento por homologação, como é o presente caso, o prazo para o pedido de restituição é de 5 anos contados da homologação do lançamento, que ocorre de forma tácita em 5 anos da ocorrência do fato gerador, em conformidade com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça; assim, os pedidos de restituição seriam tempestivos, eis que formulados dentro do prazo decenal. Ponderando tais argumentos e as demais razões expostas no voto condutor do acórdão recorrido, decidiu o órgão julgador de P instância pelo indeferimento integral do pedido de restituição/compensação, conforme se observa na ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/01/1991 a 31/03/1992 RESTITUIÇÃO DE INDÉBITO. EXTINÇÃO DO DIREITO. AD SI?? 96/99. VINCULA ÇÃO. Consoante Ato Declaratório SRF 96/99, que vincula este órgão, o direito de o contribuinte pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente extingue-se após o transcurso do prazo de cinco anos, contados da data do pagamento, inclusive nos casos de tributos sujeito à homologação ou de declaração de inconstitucionalidade. Rest./Ress. Indeferido. Compensação não homologada Mantendo sua irresignação, comparece o sujeito passivo mais uma vez aos autos para, em sede de recurso voluntário, sinteticamente, reiterar as razões de inconformidade formuladas por ocasião da instauração da fase litigiosa É o Relatóri2s9 3 Processo n°10805.002697/2001-31 S3-C2T1 Acórdão n.°3201-00.209 Fl. 136 Voto Conselheiro LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Relator O recurso é tempestivo e trata de matéria afeta à competência desta Terceira Seção. Dele se deve tomar conhecimento, portanto. A matéria é há muito conhecida deste Colegiado, onde se consolidou um norte jurisprudencial no sentido de que, independentemente da modalidade de controle da constitucionalidade, considera-se como inicio da contagem do prazo prescricional a data da publicação da lei que dispense os agentes públicos de adotar providências tendentes à cobrança dos tributos declarados inconstitucionais. Vislumbra-se, nessa medida, ao meu ver voltada para a organização da administração tributária, um ato de reconhecimento da ilegalidade da exação, ou, por via indireta, do próprio indébito, igualmente capaz de irromper nova fluência do prazo prescricional, por meio de renúncia tácita à prescrição. Nessa linha, no que se refere à restituição do Finsocial cobrado em aliquota superior a 0,5%, a posição majoritária é a que define como dies a quo do prazo decadencial a edição da medida provisória n° 1.110, de 30/08/1995, publicada no Diário Oficial da União de 31/08/1995, em cujo art. 17,111 se lia: Art. 17. Ficam dispensados a constituição de créditos da Fazenda Nacional, a inscrição como Dívida Ativa da União, o ajuizamento da respectiva execução fiscal, bem assim cancelados o lançamento e a inscrição, relativamente: iii - à contribuição ao Fundo de Investimento Social - FINSOCIAL, exigida das empresas comerciais e mistas, com fulcro no artigo 9° da Lei n° 7.689, de 1988, na aliquota superior a 0,5% (meio por cento), conforme Leis :Cs 7.787, de 30 de junho de 1989, 7.894, de 24 de novembro de 1989, e 8.147, de 28 • de dezembro de 1990; A meu ver, o dies a quo da contagem do prazo outorgado ao sujeito passivo para pleitear restituição se inicia no momento da extinção do crédito, pelo seu pagamento. Incidindo, na hipótese, o art. 168 do CTN (Lei n°5.172, de 1966), que diz: Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; De se notar, nessa esteira, que, qualquer que fosse a metodologia de contagem do prazo prescricional (seguida por este relator ou adotada pela 3a Câmara), quando 07 4 v Processo n' 10805.002697/2001-31 53-C2TI Acórdão n.°3201-00.209 Fl. 137 da formalização do presente processo: 27/12/2001, o prazo prescricional já se encontrava encerrado. Com essas considerações, acosto meu voto ao do i. relator a quo, que adoto independentemente de transcrição e me posiciono pela improcedência do recurso voluntário. Sala das Sessões, em 18 de junho de 2009 LUIS ARC O GUERRA DE CASTRO - Relator
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