Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,797)
- Primeira Turma Ordinária (16,268)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,177)
- Primeira Turma Ordinária (16,126)
- Primeira Turma Ordinária (16,115)
- Segunda Turma Ordinária d (15,858)
- Segunda Turma Ordinária d (14,456)
- Primeira Turma Ordinária (13,024)
- Primeira Turma Ordinária (12,395)
- Segunda Turma Ordinária d (12,382)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,433)
- Quarta Câmara (84,928)
- Terceira Câmara (67,526)
- Segunda Câmara (55,905)
- Primeira Câmara (20,315)
- 3ª SEÇÃO (16,177)
- 2ª SEÇÃO (11,281)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (125,442)
- Segunda Seção de Julgamen (114,527)
- Primeira Seção de Julgame (76,632)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,964)
- Câmara Superior de Recurs (37,890)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,489)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,778)
- HELCIO LAFETA REIS (3,758)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,730)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,840)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,922)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,550)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (14,244)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10880.951723/2010-44
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 12/12/2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - ÔNUS DA COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO LÍQUIDO E CERTO.
O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido se o contribuinte comprova sua liquidez e certeza por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-006.278
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Rodolfo Tsuboi (suplente convocado).
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 12/12/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - ÔNUS DA COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO LÍQUIDO E CERTO. O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido se o contribuinte comprova sua liquidez e certeza por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10880.951723/2010-44
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5953620
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3302-006.278
nome_arquivo_s : Decisao_10880951723201044.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : PAULO GUILHERME DEROULEDE
nome_arquivo_pdf_s : 10880951723201044_5953620.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède - Presidente e Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Rodolfo Tsuboi (suplente convocado).
dt_sessao_tdt : Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
id : 7582553
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:36:13 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414533505024
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1342; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.951723/201044 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3302006.278 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2018 Matéria COMPENSAÇÃO Recorrente SAS INSTITUTE BRASIL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 12/12/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL ÔNUS DA COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO LÍQUIDO E CERTO. O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido se o contribuinte comprova sua liquidez e certeza por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis. Recurso Voluntário Negado Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Presidente e Relator Participaram do julgamento os Conselheiros: Paulo Guilherme Déroulède (Presidente), Gilson Macedo Rosenburg Filho, Walker Araujo, Corintho Oliveira Machado, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Rodolfo Tsuboi (suplente convocado). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 95 17 23 /2 01 0- 44 Fl. 179DF CARF MF Processo nº 10880.951723/201044 Acórdão n.º 3302006.278 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem de não homologação da Declaração de Compensação, relativa a alegado crédito da contribuição (PIS/Cofins), em razão da inexistência do crédito declarado. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte juntou documentos e alegou que o crédito pleiteado não havia sido considerado em razão da declaração errônea de débitos efetuada em DCTF não retificada. A Delegacia de Julgamento (DRJ), por meio do acórdão nº 16031.408, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, não reconhecendo o crédito sob o argumento de inexistência de documentos que justificassem a alteração dos valores originalmente registrados em DCTF. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, repisando os argumentos de defesa encetados na Manifestação de Inconformidade e arguindo que recolhera tributo a maior e que a mera ausência de DCTF retificadora não teria o condão de eclipsar todas as demais provas trazidas aos autos. Afirmou que o crédito da contribuição decorria de pagamento a maior relativo a receitas de licenciamento de programas de computador importados (regime não cumulativo) e às demais receitas de serviços de informática (regime cumulativo). Argumentou, ainda, que, considerando o recolhimento da contribuição somente no regime não cumulativo, apurara crédito relativo à diferença entre o valor recolhido e o valor devido, utilizandose parcela desse crédito para compensar débito de sua titularidade (com a devida inclusão de juros e multa de mora). O Recorrente trouxe ainda aos autos as notas fiscais acompanhadas de relatório vinculandoas aos serviços prestados. É o Relatório. Fl. 180DF CARF MF Processo nº 10880.951723/201044 Acórdão n.º 3302006.278 S3C3T2 Fl. 4 3 Voto Paulo Guilherme Déroulède, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido no Acórdão nº 3302006.249, de 28/11/2018, proferida no julgamento do processo nº 10880.675384/200951, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 3302006.249): 1. DA ADMISSIBILIDADE O presente Recurso Voluntário foi apresentado de forma tempestiva (efls. 62), revestese dos demais requisitos legais, razão pela qual dele conheço. 2. DO MÉRITO RECURSAL A Recorrente insurgese contra o ato (Despacho Decisório efls. 02, de 23.10.2009) que não homologou a compensação declarada. Em sua Manifestação de Inconformidade de uma folha (efls. 13) e acompanhado apenas do contrato social da empresa e da DCTF, a Contribuinte se limitou a afirmar que: Do Mérito A empresa solicita que o PER/DCOMP n°. 32391.03401.230207.1.3.049499 de 23/02/2007 seja homologado. Senhor julgador, são estes, em síntese, os pontos de discordância apontados nesta Manifestação de Inconformidade: a) A empresa possui crédito de Pagamento indevido ou a maior b) Os débitos foram compensados corretamente c) Alterar o lançamento na DCTF Dezembro/2005 do valor incorreto de R$ 1.237.221,85 para o valor correto devido de R$ 1.117.672,58, no código 5856 referente a Cofins na pagina 22. III Documentos Anexados Estão anexados a esta Manifestação de Inconformidade os seguintes documentos: (DCTF DEZEMBRO/2005; DARF no valor de R$ 1.237.221,85, Despacho Decisório n°8498606506 de 23/10/2009, CNPJ, Contrato Social e Documentos do representante legal). A Recorrente não trouxe à Manifestação de Inconformidade qualquer outro documento que pudesse minimamente demonstrar o seu direito ou mesmo a mera plausibilidade de sua alegação, sua verossimilhança, também chamada fumaça de direito. Assim, ao prolatar o Acórdão 1630.679, a DRJ admitiu que "... não pode ser acatada a mera alegação de erro de preenchimento desacompanhada de elementos de prova que justifique a alteração dos valores registrados em DCTF." Entendeu a DRJ que "... o prazo para apresentação de provas documentais visando esclarecer o eventual equivoco cometido no Fl. 181DF CARF MF Processo nº 10880.951723/201044 Acórdão n.º 3302006.278 S3C3T2 Fl. 5 4 preenchimento de DCTF finda na data da apresentação da Manifestação de Inconformidade, precluindo o direito do Contribuinte fazêlo em outra oportunidade. (...) Nessas circunstâncias, não comprovado o erro cometido no preenchimento da DCTF, com documentação hábil, idônea e suficiente, a alteração dos valores declarados anteriormente não pode ser acatada, pelo que se mantém procedente a não homologação da compensação requerida." Este colegiado possui entendimento consolidado no sentido de que o momento para a apresentação da documentação demonstrativa do seu direito a crédito é o da apresentação da Manifestação de Inconformidade. CRÉDITO. FALTA DE COMPROVAÇÃO O direito creditório consistente em pagamentos indevidos somente pode ser reconhecido, se o contribuinte comprova sua liquidez e certeza, por meio da apresentação de guias e demonstrativos das bases de cálculo, devidamente suportados pelos livros contábeis. (Acórdão n. 3301004.857 prolatado no bojo do processo 15582.000109/201009, publicado no dia 25.07.2018, Rel. Marcelo Costa Marques D. Oliveira.) A retificação das DCTF e DCOMP após a emissão do Despacho Decisório, por si só, não é suficiente para a demonstração do direito creditório invocado. É ônus do interessado demonstrar a certeza e liquidez de seu crédito, apresentando os documentos e elementos de sua contabilidade que demonstram referido direito. Se é verdade que o princípio da verdade material norteia o processo administrativo fiscal, também é certo que existem outros princípios em colisão como a duração razoável do processo, a certeza da aplicação do direito e a eficiência da administração pública que, cotejados em conjunto pelo rito do processo administrativo fiscal, estabelecem momentos e prazos para a prática dos atos, sob pena da perpetuação do processo administro pois, a todo momento cada uma das partes poderia reiniciar o procedimento desde o início. Por este motivo, voto no sentido de negar provimento ao presente Recurso Voluntário. Ressaltese que, não obstante o processo paradigma se referir apenas à Cofins, a decisão ali tomada se aplica nos mesmos termos à Contribuição para o PIS. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Déroulède Fl. 182DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15374.905793/2009-21
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3001-000.146
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para determinar à autoridade preparadora que intime a recorrente para que traga aos autos os documentos que julgar conveniente à comprovação da efetiva ocorrência do Erro material argumentado, e, que aponte, os respectivos lançamentos em seus livros Razão e Diário.
Orlando Rutigliani Berri - Presidente
(assinado digitalmente)
Renato Vieira de Avila
(assinado digitalmente)
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri (Presidente), Renato Vieira de Avila, Marcos Roberto da Silva e Francisco Martins Leite Cavalcante.
Nome do relator: RENATO VIEIRA DE AVILA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201812
turma_s : Primeira Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 15374.905793/2009-21
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5948222
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3001-000.146
nome_arquivo_s : Decisao_15374905793200921.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : RENATO VIEIRA DE AVILA
nome_arquivo_pdf_s : 15374905793200921_5948222.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para determinar à autoridade preparadora que intime a recorrente para que traga aos autos os documentos que julgar conveniente à comprovação da efetiva ocorrência do Erro material argumentado, e, que aponte, os respectivos lançamentos em seus livros Razão e Diário. Orlando Rutigliani Berri - Presidente (assinado digitalmente) Renato Vieira de Avila (assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri (Presidente), Renato Vieira de Avila, Marcos Roberto da Silva e Francisco Martins Leite Cavalcante.
dt_sessao_tdt : Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2018
id : 7570732
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:35:27 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414561816576
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1239; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C0T1 Fl. 131 1 130 S3C0T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15374.905793/200921 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3001000.146 – Turma Extraordinária / 1ª Turma Ordinária Data 12 de dezembro de 2018 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente CAA CORRETAGEM E CONSULTORIA PUBLICITARIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para determinar à autoridade preparadora que intime a recorrente para que traga aos autos os documentos que julgar conveniente à comprovação da efetiva ocorrência do Erro material argumentado, e, que aponte, os respectivos lançamentos em seus livros Razão e Diário. Orlando Rutigliani Berri Presidente (assinado digitalmente) Renato Vieira de Avila (assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Orlando Rutigliani Berri (Presidente), Renato Vieira de Avila, Marcos Roberto da Silva e Francisco Martins Leite Cavalcante. Relatório RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 74 .9 05 79 3/ 20 09 -2 1 Fl. 131DF CARF MF Processo nº 15374.905793/200921 Resolução nº 3001000.146 S3C0T1 Fl. 132 2 Pedido de Compensação Tratase de Declaração de Compensação no valor de R$ 18.344,77, através do qual o contribuinte compensou débito de IRPJ do 4° trimestre de 2004, valendose de um crédito declarado a título de pagamento a maior de COFINS do período de apuração de 09/2004, no valor de R$ 20.904,68. Despacho Decisório O presente despacho decisório houve por bem, não homologar a compensação sob a justificativa de que o pagamento referente ao DARF indicado no Per/Dcomp foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo a restituir. Manifestação de Inconformidade Em sede de sua manifestação de inconformidade, a manifestante alega que para efeito de compensação do(s) valor(es) de R$ 18.344,77 refere(m) se ao pagamento a maior do COFINS com data de apuração de 30/09/2004 e arrecadado(s) em 15/10/2004 e que esta(ão) relacionado(s) na declaração débitos e créditos tributários federais (DCTF) 3° trimestre de 2004, a qual se encontra retificada e em anexo. DRJ/FOR A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente e recebeu a seguinte ementa: Acórdão 0828.583 – 5ª Turma da DRJ/FOR ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE DCTF PARA "ZERAR" O DÉBITO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO INDÉBITO PELO CONTRIBUINTE. Acarretando a redução de tributo, a admissão da retificação é condicionada à comprovação do erro cometido, cujo ônus incumbe ao interessado na aludida redução. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Entendeu a DRJ, que contribuinte não articula nenhuma razão ou anexa provas capazes de justificar as causas em que se fundou a retificação redutora do débito original, restando inexistente a ocorrência de pagamento a maior. Conclusão do voto Isso posto, votou pela manutenção do decidido pela DRF jurisdicionante, salientando que não tendo o contribuinte apresentado as justificativas e provas do seu pleiteado direito na manifestação de inconformidade, precluiu o direito de fazêlo em outro momento processual, nos termos do § 40 do art. 16 do Decreto 70.235/72. Recurso Voluntário Fl. 132DF CARF MF Processo nº 15374.905793/200921 Resolução nº 3001000.146 S3C0T1 Fl. 133 3 Em setembro de 2004, a Recorrente alega ter apurado um direito creditório de R$ 20.904,68, decorrente de um recolhimento a maior de COFINS, realizado em 15.10.2004, no valor de R$ 24.329,03 (doc. 03), ao passo que o valor efetivamente devido era de R$ 3.424,35. Em manifestação de inconformidade, para corroborar com o alegado, o contribuinte aduz ter apresentado: (i) Extrato Comprobatório do recolhimento do valor de R$ 24.329,03, obtido na página da Secretaria da Receita Federal do Brasil (doc. 03); (ii) DIPJ referente ao anocalendário de 2004, na qual se pode verificar que o valor efetivamente devido no período a título de COFINS foi de R$ 3.424,35 (página 27 doc. 04); e (iii) Livro Razão Analítico (doc. 05), no qual se pode constatar o valor do crédito (R$ 20.904,68) referente ao período de setembro de 2003 (folhas 75 e 132). No entanto, aduz que as autoridades fiscais desconsideraram a retificação da DCTF após a prolação do despacho decisório como meio de prova da liquidez e certeza do crédito pleiteado, que segundo a mesma, encontrase lastreado em sua escrita fiscal. Segundo a recorrente, não existe qualquer disposição na legislação da Secretaria da Receita Federal do Brasil que vede a retificação de DCTF após a prolação do despacho decisório. Alega que o entendimento aduzido pelas d. autoridades fiscais viola frontalmente um dos princípios basilares do processo administrativo fiscal que é o da verdade material. Por fim, requereu pelo provimento de seu Recurso Voluntário para que seja reformado o v. acórdão, no sentido que seja reconhecido o direito creditório e efetuada a devida compensação. É o relatório. Voto Conselheiro Renato Vieira de Avila, Relator Admissibilidade do Recurso A contribuinte teve ciência do acórdão de manifestação de inconformidade em 20.08.2014, conforme Termo de Abertura de Documento, fl. 45, nos termos do inciso III do parágrafo 2º do artigo 23 do Decreto 70.235 de 06.03.1972 (PAF), iniciandose a contagem do prazo para apresentação de recurso no dia útil subsequente, conforme artigo 5º, também do PAF. Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. Fl. 133DF CARF MF Processo nº 15374.905793/200921 Resolução nº 3001000.146 S3C0T1 Fl. 134 4 Verificase, pois, que a recorrente apresentou o competente Recurso Voluntário em 17.09.2014, conforme comprova o carimbo da DRF da Barra da Tijuca RJ, logo, o recurso apresentado é tempestivo ao prazo legal estabelecido no artigo 56 do PAF: Art. 56. Cabe recurso voluntário, com efeito suspensivo, de decisão de primeira instância, dentro de trinta dias contados da ciência. Por fim, observo que, em conformidade com o art. 23B do Anexo II da Portaria MF n° 343 de 2015 (Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF), este colegiado é competente para apreciar o feito, tendo em vista que o valor do litígio está dentro do limite estabelecido pelo dispositivo. Argumentos de Defesa no Recurso Voluntário Em breve síntese, foram apresentados, em sede de recurso, a ocorrência de pagamento a maior. DOS FATOS Trata o presente processo de Declaração de Compensação de créditos de COFINS, no valor de R$ 18.344,77, tendo em vista que a recorrente alega ter apurado crédito a maior de R$ 20.904,68, sendo que o valor efetivamente devido era de R$ 3.424,35, relativo ao 4° trimestre de 2004. Da análise feita pela Delegacia da Receita Federal do Brasil, proferiu despacho decisório que não homologou a compensação declarada pela Recorrente, em síntese, por entender que o direito creditório em discussão já teria sido utilizado para quitar outros débitos da Recorrente. Com isso, a Recorrente apresentou Manifestação de Inconformidade, demonstrando que o entendimento manifestado no r. despacho decisório foi decorrente de mero erro material de preenchimento de DCTF, a qual foi devidamente retificada pela Recorrente. Em sede de Recurso Voluntário, requer que seja reformado o acórdão de primeira instância administrava, pelos argumentos expostos. Da Conversão em Diligência Foi alegada a ocorrência de erro material que teria motivado a origem do crédito. Por este motivo, ante a alegada alegação de erro com a possibildiade de documentos que comprovem a correta formação da base de cálculo, justificase a conversão em diligência. Os meios necessários e a forma adequada de comprovação de pagamento devido perfazse matéria recorrente nesta Turma. A fim de facilitar a exposição dos fundamentos deste voto, iniciase com o importante o respaldo no acórdão 3401.003.952, que trata de tema igual, ou seja, o dever de verificar a ocorrência do pagamento indevido. Fl. 134DF CARF MF Processo nº 15374.905793/200921 Resolução nº 3001000.146 S3C0T1 Fl. 135 5 Vejase a ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Ano calendário: 2007 COFINS. DCOMP. DESPACHO DECISÓRIO ELETRÔNICO. TRATAMENTO MASSIVO x ANÁLISE HUMANA. AUSÊNCIA/EXISTÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DE DCTF. VERDADE MATERIAL. Nos processos referentes a despachos decisórios eletrônicos, deve o julgador (elemento humano) ir além do simples cotejamento efetuado pela máquina, na análise massiva, em nome da verdade material, tendo o dever de verificar se houve realmente um recolhimento indevido/a maior, à margem da existência/ausência de retificação da DCTF. Importa, antes de adentrar a questão sobre o tratamento das provas em casos semelhantes, transcrever trechos do acórdão fundamentais ao desdobramento do tema. Após o indeferimento eletrônico da compensação é que a empresa esclarece que a DCTF foi preenchida erroneamente, tentando retificá la (sem sucesso em função de trava temporal no sistema informatizado), e explica que o indébito decorre de serem os pagamentos referentes a COFINSserviços incabíveis pelo fato de se estar tratando, no caso, exclusivamente de licenciamento de uso de marcas, sem quaisquer serviços conexos. No presente processo, como em todos nos quais o despacho decisório é eletrônico, a fundamentação não tem como antecedente uma operação individualizada de análise por parte do Fisco, mas sim um tratamento massivo de informações. Esse tratamento massivo é efetivo quando as informações prestadas nas declarações do contribuinte são consistentes. Se há uma declaração do contribuinte (v.g. DCTF) indicando determinado valor, e ele efetivamente recolheu tal valor, o sistema certamente indicará que o pagamento foi localizado, tendo sido integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte. Houvesse o contribuinte retificado a DCTF anteriormente ao despacho decisório eletrônico, reduzindo o valor a recolher a título da contribuição, provavelmente não estaríamos diante de um contencioso gerado em tratamento massivo. A detecção da irregularidade na forma massiva, em processos como o presente, começa, assim, com a falha do contribuinte, ao não retificar a DCTF, corrigindo o valor a recolher, tornandoo diferente do (inferior ao) efetivamente pago. Esse erro (ausência de retificação da DCTF) provavelmente seria percebido se a análise inicial empreendida no despacho decisório fosse individualizada/manual (humana). Assim, diante dos despachos decisórios eletrônicos, é na manifestação de inconformidade que o contribuinte é chamado a detalhar a origem de seu crédito, reunindo a documentação necessária a provar a sua liquidez e certeza. Enquanto na solicitação eletrônica de compensação bastava um preenchimento de formulário DCOMP (e o sistema informatizado checaria eventuais inconsistências), na manifestação de inconformidade é preciso fazer efetiva prova documental da liquidez e da certeza do crédito. E isso muitas vezes não é assimilado pelo sujeito passivo, que acaba utilizando a manifestação de inconformidade tão Fl. 135DF CARF MF Processo nº 15374.905793/200921 Resolução nº 3001000.146 S3C0T1 Fl. 136 6 somente para indicar porque entende ser o valor indevido, sem amparo documental justificativo (ou com amparo documental deficiente). O julgador de primeira instância também tem um papel especial diante de despachos decisórios eletrônicos, porque efetuará a primeira análise humana do processo, devendo assegurar a prevalência da verdade material. Não pode o julgador (humano) atuar como a máquina, simplesmente cotejando o valor declarado em DCTF com o pago, pois tem o dever de verificar se houve realmente um recolhimento indevido/a maior, à margem da existência/ausência de retificação da DCTF. Nesse contexto, relevante passa a ser a questão probatória no julgamento da manifestação de inconformidade, pois incumbe ao postulante da compensação a prova da existência e da liquidez do crédito. Configurase, assim, uma das três situações a seguir: (a) efetuada a prova, cabível a compensação (mesmo diante da ausência de DCTF retificadora, como tem reiteradamente decidido este CARF); (b) não havendo na manifestação de inconformidade a apresentação de documentos que atestem um mínimo de liquidez e certeza no direito creditório, incabível acatarse o pleito; e, por fim, (c) havendo elementos que apontem para a procedência do alegado, mas que suscitem dúvida do julgador quanto a algum aspecto relativo à existência ou à liquidez do crédito, cabível seria a baixa em diligência para sanála (destacandose que não se presta a diligência a suprir deficiência probatória a cargo do postulante). Em sede de recurso voluntário, igualmente estreito é o leque de opções. E agregase um limitador adicional: a impossibilidade de inovação probatória, fora das hipóteses de que trata o art. 16, § 4o do Decreto no 70.235/1972. No presente processo, o julgador de primeira instância não motiva o indeferimento somente na ausência de retificação da DCTF, mas também na ausência de prova do alegado, por não apresentação de contrato. Diante da ausência de amparo documental para a compensação pleiteada, chegase à situação descrita acima como “b”. Contudo, no julgamento inicial efetuado por este CARF, que resultou na baixa em diligência, concluiuse pela ocorrência da situação “c”, diante dos documentos apresentados em sede de recurso voluntário. Entendeu assim, este colegiado, naquele julgamento, que o comando do art. 16, § 4o do Decreto no 70.235/1972 seria inaplicável ao caso, e que diante da verossimilhança em relação a alegações e documentos apresentados, a unidade local deveria se manifestar. Após ciência da decisão da DRJ, a empresa apresenta tempestivamente Recurso Voluntário, afirmando que: (a) celebrou contrato exclusivamente referente a licenciamento para uso de marcas, não envolvendo a importação de quaisquer serviços conexos, e que em 52 despachos decisórios distintos, a autoridade administrativa não homologou as compensações, por simples cotejo com DCTF, e que a DRJ manteve a decisão sob os fundamentos de ausência de apresentação de contrato e de retificação extemporânea de DCTF; (b) há necessidade de reunião dos 52 processos conexos para julgamento conjunto; (c) deve o CARF receber de ofício a DCTF retificadora, em Fl. 136DF CARF MF Processo nº 15374.905793/200921 Resolução nº 3001000.146 S3C0T1 Fl. 137 7 nome da verdade material; e (d) o crédito foi documentalmente comprovado, figurando no contrato celebrado, anexado aos autos, que o objeto é exclusivamente o licenciamento de uso de marcas, sem quaisquer serviços conexos, aplicandose ao caso o entendimento externado na Solução de Divergência no 11, da COSIT, como tem entendido o CARF em casos materialmente e faticamente idênticos (Acórdão no 3801001.813). Este, contudo, como expresso em votos anteriores, foi entendimento do qual comunguei, mas, hoje, em decorrência da dinâmica de julgamento do tema na presente 1a. TEX, revejo e passo a adotar posição diversa. Isto porque, o tema de instrução probatória, em Dcomp, em especial, o momento da apresentação da documentação para comprovação dos eventos ocorridos, é assunto controverso, com critérios não definidos, atentando, assim, à necessária segurança jurídica que deve tornear a relação fisco contribuinte. Ocorre que, em havendo desconexão entre os critérios interpretativos, e, em momento processual administrativo recursal, é possível, como se tem entendido aqui, abrir a possibilidade de o contribuinte, corretamente e de acordo com os critérios aceitos pela autoridade fazendária, comprovar a existência do pagamento indevido, e, por consequência, da existência do crédito. Isto porque, o tema de instrução probatória, em especial, o momento da apresentação da documentação para comprovação dos eventos ocorridos, é assunto controverso, com critérios em definição, atentando, assim, à necessária segurança jurídica que deve tornear a relação fisco contribuinte. Ocorre que, em havendo desconexão entre os critérios interpretativos, e, em momento processual administrativo recursal, se faz possível, como se tem entendido aqui, abrir a possibilidade de o contribuinte, corretamente e de acordo com os critérios aceitos pela autoridade fazendária, comprovar a existência do pagamento indevido, e, por consequência, da existência do crédito, tal alternativa deve ser posta em prática. Em sendo assim, deve o Estado aceitar esta complementação da prova, a fim de satisfazer aos seus próprios critérios. Vejase, não há oportunização para apresentação de prova; mas sim, oportunização para complementação de prova, haja vista, pela percepção do contribuinte, ter havido entendido que, com a disponibilização dos documentos conforme o fez, estaria sanada a exigência. Confirase a lição do Conselheiro Cássio Schappo: Ressaltese, ademais, que a Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF, através do Acórdão 9303005.065, de 16 de maio de 2017 (fls. 654/664), deu provimento ao Recurso Especial do contribuinte, "com o retorno dos autos ao colegiado de origem para análise de novos documentos juntados pelo sujeito passivo" (fls. 655), e para determinar "o envio dos autos à câmara baixa para apreciação das provas carreadas aos autos, ainda que em sede de Recurso voluntário" (fls. 659), pelos argumentos sintetizados na seguinte ementa (fls. 654), verbis. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. Fl. 137DF CARF MF Processo nº 15374.905793/200921 Resolução nº 3001000.146 S3C0T1 Fl. 138 8 Data do fato gerador: 24.04.2008 RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. ENFRENTAMENTO DA FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. CONHECIMENTO. O recurso especial de divergência que combate a fundamentação do acórdão recorrido, demonstrando a comprovação do dissenso jurisprudencial, deve ser conhecido, consoante art. 67 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015. Além disso, mesmo após complementada a decisão ora recorrida com relação à ocorrência da preclusão para a produção de provas, pela via dos embargos de declaração, não se caracterizou a hipótese de fundamentos autônomos suficientes, cada um por si só, para manutenção do julgado estando correta a insurgência pela via especial enfrentando o argumento da possibilidade de apresentação e análise de documentos novos em sede recursal. PROVAS DOCUMENTAIS NÃO CONHECIDAS. REVERSÃO DA DECISÃO NA INSTÂNCIA SUPERIOR. RETORNO DOS AUTOS PARA APRECIAÇÃO E PROLAÇÃO DE NOVA DECISÃO. Considerado equivocado o acórdão recorrido ao entender pelo não conhecimento de provas documentais somente carreadas aos autos após o prazo para apresentação da impugnação, estes devem retornar à instância inferior para a sua apreciação e prolação de novo acórdão. Recurso especial do contribuinte provido Dos meios aptos à comprovação Os meios aptos à comprovação do crédito pleiteado, vem sendo delineado pela jurisprudência administrativa. Segue a orientação: Acórdão 3301001.985 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária DCTF RETIFICAÇÃO LIVRO APURAÇÃO DE ICMS E DIPJ PROVA A comprovação de erro no preenchimento de DCTF se faz pela apresentação da contabilidade escriturada à época dos fatos, acompanhada por documentos que a embasam, ainda que na forma resumida para os contribuintes que optam pela apuração do lucro na forma presumida, não sendo admitida a mera apresentação de DIPJ, cuja natureza é meramente informativa, entretanto, uma vez apresentado o Livro Apuração de ICMS verificase a possibilidade de comprovação Do momento da para a apresentação dos documentos Uma vez definidos os meios de comprovação do Erro material, urge delimitar os aspectos temporais para a aceitação de documentos. Para o bem da relação fisco contribuinte, o rigor formal da primeira leitura do critério temporal, no qual o momento adequado, esgotariase com o transcurso do prazo da apresentação da manifestação de inconformidade, estaria sendo abrandado, conforme entendimento abaixo exposto, no qual documentos acostados após a apresentação de recurso voluntário seriam ainda aceitos, confirase a decisão abaixo transcrita: Acórdão 3402003.196 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária PARECER TÉCNICO. JUNTADA APÓS APRESENTAÇÃO DE RECURSO VOLUNTÁRIO. POSSIBILIDADE A juntada de parecer pelo contribuinte após a interposição de Recurso Voluntário é admissível. O Fl. 138DF CARF MF Processo nº 15374.905793/200921 Resolução nº 3001000.146 S3C0T1 Fl. 139 9 disposto nos artigos 16, §4º e 17, ambos do Decreto nº 70.235/1972 não pode ser interpretado de forma literal, mas, ao contrário, deve ser lido de forma sistêmica e de modo a contextualizar tais disposições no universo do processo administrativo tributário, onde vige a busca pela verdade material, a qual é aqui entendida como flexibilização procedimental probatória. Ademais, referida juntada está em perfeita sintonia com o princípio da cooperação, capitulado no art. 6o do novo CPC, o qual se aplica subsidiariamente no processo administrativo tributário. Dos meios aptos à comprovação Os meios aptos à comprovação do crédito pleiteado, vem sendo delineado pela jurisprudência administrativa. Segue a orientação: Acórdão 3301001.985 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária DCTF RETIFICAÇÃO LIVRO APURAÇÃO DE ICMS E DIPJ PROVA A comprovação de erro no preenchimento de DCTF se faz pela apresentação da contabilidade escriturada à época dos fatos, acompanhada por documentos que a embasam, ainda que na forma resumida para os contribuintes que optam pela apuração do lucro na forma presumida, não sendo admitida a mera apresentação de DIPJ, cuja natureza é meramente informativa, entretanto, uma vez apresentado o Livro Apuração de ICMS verificase a possibilidade de comprovação Do momento da para a apresentação dos documentos Uma vez definidos os meios de comprovação do Erro material, urge delimitar os aspectos temporais para a aceitação de documentos. Para o bem da relação fisco contribuinte, o rigor formal da primeira leitura do critério temporal, no qual o momento adequado, esgotariase com o transcurso do prazo da apresentação da manifestação de inconformidade, estaria sendo abrandado, conforme entendimento abaixo exposto, no qual documentos acostados após a apresentação de recurso voluntário seriam ainda aceitos, confirase a decisão abaixo transcrita: Proposta de Conversão em Diligência Portanto, ante a tema que, por um lado, indica a existência de crédito por parte do contribuinte, mas que, por desapego, até inconsciente, no que tange aos critérios utilizados pelo fisco, a fim de aceitar a legitimidade dos créditos postos pela recorrente, e, por outro lado, a possibilidade de o Estado negar crédito regular, fazse justiça ao pleito em perfazimento à orientação acima exposta, e por entender que este PAF não se encontra em condições de julgamento, proponho sua conversão em diligência determinar à autoridade preparadora que intime a recorrente para que traga aos autos os documentos que julgar conveniente à comprovação da efetiva ocorrência do Erro material argumentado, e, que aponte, os respectivos lançamentos em seus livros Razão e Diário. Após a autoridade preparadora deverá preparar relatório, minudente e concludente, acerca da formação da base de cálculo da contribuição, apontando os valores incluídos em sua base de cálculo.. Fl. 139DF CARF MF Processo nº 15374.905793/200921 Resolução nº 3001000.146 S3C0T1 Fl. 140 10 Em seguida, abrase vista ao recorrente pelo prazo de 30 (trinta) dias, para, querendo, manifestarse, findos os quais deverão os autos retornar a este Conselho Administrativo para prosseguimento. (assinado digitalmente) Renato Vieira de Avila Fl. 140DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13807.000142/96-59
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Feb 11 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 9303-000.115
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por saneamento para complementar a admissibilidade do recurso especial especificamente em relação à matéria "nulidade do acórdão recorrido".
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
Andrada Márcio Canuto Natal - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
Nome do relator: ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201901
camara_s : 3ª SEÇÃO
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 11 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13807.000142/96-59
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5961613
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 11 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9303-000.115
nome_arquivo_s : Decisao_138070001429659.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
nome_arquivo_pdf_s : 138070001429659_5961613.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por saneamento para complementar a admissibilidade do recurso especial especificamente em relação à matéria "nulidade do acórdão recorrido". (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente em exercício (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2019
id : 7607520
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:37:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414603759616
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1409; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 2 1 1 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13807.000142/9659 Recurso nº Especial do Contribuinte Resolução nº 9303000.115 – 3ª Turma Data 24 de janeiro de 2019 Assunto SANEAMENTO DA ADMISSIBILIDADE Recorrente COMPANHIA NÍQUEL TOCANTINS Interessado FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, por saneamento para complementar a admissibilidade do recurso especial especificamente em relação à matéria "nulidade do acórdão recorrido". (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Andrada Márcio Canuto Natal, Tatiana Midori Migiyama, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Demes Brito, Jorge Olmiro Lock Freire, Érika Costa Camargos Autran, Vanessa Marini Cecconello e Rodrigo da Costa Pôssas. Relatório Trata o presente processo de pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI efetuado com base na MP nº 948, de 23/03/95, relativo ao anocalendário de 1995, no valor de R$ 591.412,82. Referido pedido foi cumulado com alguns pedidos de compensação, com débitos próprios e de terceiros. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 07 .0 00 14 2/ 96 -5 9 Fl. 1320DF CARF MF Processo nº 13807.000142/9659 Resolução nº 9303000.115 CSRFT3 Fl. 3 2 Ao analisar o pedido a Unidade de Origem, deferiuo parcialmente no montante de R$ 2.170,17. Além das glosas de energia elétrica, fretes e óleos combustíveis, excluiu valores da receita de exportação, afetando o coeficiente de exportação. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, a qual foi totalmente indeferida pela DRJ/Ribeirão Preto. Ao apreciar o recurso voluntário, a então 3ª Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, converteu o julgamento em diligência, por meio da Resolução nº 20300626, e fls. 804 e seg. Após a realização da diligência, o recurso voluntário foi julgado e resultou no acórdão nº 340101081, de 28/10/2010, o qual possui a seguinte ementa: Período de apuração: 01/04/1995 a 31/12/1995 EMENTA:. CRÉDITO PRESUMIDO. RESSARCIMENTO. INSUMOS. Geram crédito presumido de IPI apenas matériaprima, produtos intermediários que são efetivamente consumidos no processo de fabricação, incorporandose ao produto em fabricação ou caso contrário sendo consumidos em decorrência de ação direta sobre o produto. CRÉDITO PRESUMIDO. FRETE. Não ha previsão legal para que considere o frete na base de cálculo do credito presumido, uma vez que não se enquadra como matériaprima, produto intermediário ou material de embalagem. EXPORTAÇÕES ATRAVÉS DE EMPRESAS COMERCIAIS EXPORTADORAS Mesmo antes da Medida Provisória n° 1.48427/96, que estendeu o credito presumido a essas exportações, tal já se dava, por força do DecretoLei nº 1.248, de 29.11.72, que assegurava ao produtorvendedor, nas remessas para empresa comercial exportadora com fim especifico de exportação, os beneficios concedidos por lei como incentivo à exportação, tal como o crédito presumido em tela. Recurso provido em parte. Referido acórdão reconheceu o crédito presumido proveniente da energia elétrica em razão da comprovação de que era consumida em ação direta com o produto em fabricação, negando provimento quanto ao frete dos insumos e o óleo combustível. Reconheceu ainda como receitas de exportação os valores das vendas às trading companies. A Fazenda Nacional apresentou recurso especial de divergência quanto ao reconhecimento dos créditos advindos da aquisição de energia elétrica e da questão das vendas Fl. 1321DF CARF MF Processo nº 13807.000142/9659 Resolução nº 9303000.115 CSRFT3 Fl. 4 3 às trading companies, efls. 1044 e segs. Tal recurso não foi admitido, nos termos do despacho de exame de admissibilidade do então presidente da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF, efls. 1072/1073, e também pelo despacho de reexame de admissibilidade efetuado pelo então presidente do CARF, efl. 1074. Cientificado do referido acórdão, o contribuinte apresentou embargos de declaração, efls. 1086/1096, nas quais alegou em síntese que o acórdão recorrido foi omisso ao não analisar o parecer técnico apresentado no sentido de que o uso do óleo combustível no processo produtivo decorre mais de sua composição química do que à sua capacidade como fonte energética. Alegouse também contradição na análise do direito de crédito relativo aos fretes na aquisição de insumos. Referidos embargos foram rejeitados por meio de despacho do então presidente da 4ª Câmara da 3ª Seção de Julgamento do CARF, efls. 1127/1128. Por fim o contribuinte apresentou o recurso especial de divergência, efls. 1134 e segs, no qual suscita a nulidade do acórdão recorrido por ter deixado de apreciar o parecer técnico relativo ao uso do óleo combustível e no mérito defende o direito de crédito presumido nos valores relativos aos fretes nas aquisições dos insumos. O recurso especial foi admitido em sua íntegra, por meio do despacho de exame de admissibilidade de efls. 1289/1293. Porém o despacho foi omisso e nada dispôs sobre a questão posta no recurso especial a respeito da nulidade do acórdão recorrido. Contrarrazões da Fazenda Nacional, defende o improvimento do recurso especial e trata exclusivamente da matéria relativa aos fretes na aquisição de insumos. É o relatório. Voto Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal, relator. Como visto o despacho de exame de admissibilidade do recurso especial do contribuinte deixou de analisar a admissibilidade do recurso em relação à alegação de nulidade do acórdão recorrido. Tal fato já aconteceu em outros processos vindos a julgamento na atual composição desta 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Nas outras oportunidades Fl. 1322DF CARF MF Processo nº 13807.000142/9659 Resolução nº 9303000.115 CSRFT3 Fl. 5 4 fiquei vencido, pois defendia que este colegiado poderia suprir a omissão e fazer a admissibilidade integral do recurso especial, podendo conhecer ou não a matéria não apreciada no despacho de admissibilidade. Portanto, me rendo ao princípio do colegiado e adoto esta posição neste voto. Assim, a posição adotada, é que nestas circunstâncias o processo deve retornar à Câmara recorrida para que providencie o complemento do exame de admissibilidade do recurso especial em relação à matéria não apreciada, seguindo os trâmites normais da admissibilidade, com ciência ao contribuinte no caso de negativa de seguimento ao recurso nessa parte, e ciência à Fazenda Nacional, no caso de seguimento do recurso, para que esta possa apresentar suas contrarrazões, caso entenda necessário. Diante do exposto, voto por converter o julgamento em diligência, para que a Câmara recorrida providencie o complemento do exame de admissibilidade do recurso especial impetrado pelo contribuinte. Após tomadas estas providências, o processo deve ser distribuído ao mesmo relator, para que se prossiga no julgamento. (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Fl. 1323DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 11128.721064/2015-12
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 12/11/2010
NULIDADE DA DECISÃO RECORRIDA. RETORNO DOS AUTOS À DRJ PARA NOVA DECISÃO.
Há de ser decretada a nulidade de decisão recorrida por preterição do direito de defesa do contribuinte, quando esta possuir vício de motivação (art. 59 do Decreto nº 70.235/1972).
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3002-000.474
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para fins de decretar, de ofício, a nulidade do acórdão recorrido, determinando, por consequência, que os autos retornem à primeira instância de julgamento, para que seja proferida nova decisão, e que sejam analisados todos os argumentos constantes da impugnação administrativa apresentada. Vencido o conselheiro Carlos Alberto da Silva Esteves, que lhe negou provimento.
(assinado digitalmente)
Larissa Nunes Girard - Presidente
(assinado digitalmente)
Maria Eduarda Alencar Câmara Simões - Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora), Carlos Alberto da Silva Esteves e Alan Tavora Nem.
Nome do relator: MARIA EDUARDA ALENCAR CAMARA SIMOES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 12/11/2010 NULIDADE DA DECISÃO RECORRIDA. RETORNO DOS AUTOS À DRJ PARA NOVA DECISÃO. Há de ser decretada a nulidade de decisão recorrida por preterição do direito de defesa do contribuinte, quando esta possuir vício de motivação (art. 59 do Decreto nº 70.235/1972). Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Segunda Turma Extraordinária da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 11128.721064/2015-12
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5948871
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 15 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3002-000.474
nome_arquivo_s : Decisao_11128721064201512.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : MARIA EDUARDA ALENCAR CAMARA SIMOES
nome_arquivo_pdf_s : 11128721064201512_5948871.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para fins de decretar, de ofício, a nulidade do acórdão recorrido, determinando, por consequência, que os autos retornem à primeira instância de julgamento, para que seja proferida nova decisão, e que sejam analisados todos os argumentos constantes da impugnação administrativa apresentada. Vencido o conselheiro Carlos Alberto da Silva Esteves, que lhe negou provimento. (assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard - Presidente (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões - Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora), Carlos Alberto da Silva Esteves e Alan Tavora Nem.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2018
id : 7572310
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:35:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414676111360
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1705; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C0T2 Fl. 178 1 177 S3C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11128.721064/201512 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3002000.474 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Sessão de 21 de novembro de 2018 Matéria NULIDADE DA DECISÃO DA DRJ. Recorrente VENTANA SERRA DO BRASIL AGENCIAMENTO DE CARGAS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 12/11/2010 NULIDADE DA DECISÃO RECORRIDA. RETORNO DOS AUTOS À DRJ PARA NOVA DECISÃO. Há de ser decretada a nulidade de decisão recorrida por preterição do direito de defesa do contribuinte, quando esta possuir vício de motivação (art. 59 do Decreto nº 70.235/1972). Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para fins de decretar, de ofício, a nulidade do acórdão recorrido, determinando, por consequência, que os autos retornem à primeira instância de julgamento, para que seja proferida nova decisão, e que sejam analisados todos os argumentos constantes da impugnação administrativa apresentada. Vencido o conselheiro Carlos Alberto da Silva Esteves, que lhe negou provimento. (assinado digitalmente) Larissa Nunes Girard Presidente (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Larissa Nunes Girard (Presidente), Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (Relatora), Carlos Alberto da Silva Esteves e Alan Tavora Nem. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 12 8. 72 10 64 /2 01 5- 12 Fl. 177DF CARF MF 2 Relatório Por bem relatar os fatos, adoto o relatório da decisão da DRJ, à fl. 103 dos autos: Versa o processo sobre a controvérsia instaurada em razão da lavratura pelo fisco de auto de infração para exigência de penalidade prevista no artigo 107, inciso IV, alínea “e” do Decretolei nº 37/1966, com a redação dada pela Lei nº 10.833/2003. Os fundamentos para esse tipo de autuação nesse conjunto de processos administrativos fiscais são os seguintes: As empresas responsáveis pela desconsolidação da carga lançaram a destempo o conhecimento eletrônico, pois segundo a IN SRF nº 800/2007 (artigo 22), o prazo mínimo para a prestação de informação acerca da conclusão da desconsolidação é de 48 horas antes da chegada da embarcação no porto de destino do conhecimento genérico. Caso não se concluindo nesse prazo é aplicável a multa. Devidamente cientificada, a interessada traz como alegações, além das preliminares de praxe, acerca de infringência a princípios constitucionais, prática de denúncia espontânea, ilegitimidade passiva, ausência de motivação, tipicidade, e que tragam ao auto de infração a ineficiência e a desconstrução do verdadeiro cerne da autuação que foi o descumprimento dos prazos estabelecidos em legislação norteadora acerca do controle das importações, a argumentação de que de fato as informações constam do sistema, mesmo que inseridas, independente da motivação, após o momento estabelecido no diploma legal pautado pela autoridade aduaneira. O contribuinte argumentou, em sua impugnação, em síntese: i) ausência de tipicidade, pois as informações teriam sido efetivamente prestadas, e não teria se verificado dolo de embaraçar a fiscalização nem efetivo embaraço; ii) caráter confiscatório, desproporcional, lesivo e inconstitucional da multa aplicada, a qual feriria, ainda, o princípio da isonomia por tratar de forma mais grave a prestação de informações sobre cargas do que sobre passageiros; iii) desrespeito aos princípios da motivação e da razoabilidade; iv) ocorrência de denúncia espontânea. Requereu, ao fim, julgamento pela insubsistência da autuação e seu consequente cancelamento. Juntou os documentos de fls. 63/96, que são: documentos de constituição e representação da empresa, documentos de identificação da signatária da impugnação e cópia de decisões administrativas. Ao analisar o caso, a DRJ entendeu, por unanimidade de votos, julgar improcedente a impugnação. Em seus fundamentos, o acórdão (fls. 101/106) consignou, inicialmente, deixar de acolher preliminares aduzidas pelo contribuinte e quaisquer argumentos de ausência de tipicidade, motivação, legitimidade ou responsabilidade do contribuinte, ou ocorrência de denúncia espontânea. Em seguida, discorreu sobre a necessidade de se respeitar os prazos estabelecidos no artigo 22 da IN SRF 800/2007 para possibilitar o controle aduaneiro. Prosseguiu afirmando que os registros devem representar fielmente as mercadorias para se possibilitar que a aduana defina no tratamento a ser dado em cada caso, racionalizando os Fl. 178DF CARF MF Processo nº 11128.721064/201512 Acórdão n.º 3002000.474 S3C0T2 Fl. 179 3 procedimentos e agilizando o despacho. Concluiu que o julgador administrativo está adstrito ao Decretolei 37/66, que prevê as penalidades administrativas. O contribuinte foi intimado acerca desta decisão em 15/02/18 (vide Termo de ciência por abertura de mensagem à fl.111 dos autos) e, insatisfeito com o seu teor interpôs, tempestivamente (vide registro de solicitação de juntada do recurso em 16/03/18, à fl. 113), Recurso Voluntário (fls.114/135). Em seu recurso, o contribuinte alegou, preliminarmente, nulidade do auto de infração por contrariedade a decisão judicial proferida no processo nº 0005238 86.2015.4.03.6100, em trâmite na 14ª Vara Cível Federal da Seção Judiciária de São Paulo. Argumentou, ainda, pela existência de nulidade relacionada à suposta ausência de individualização das condutas, alegando que deveria ter sido lavrado um auto para cada evento ou aplicada uma única multa de R$ 5.000,00, se lavrado um único auto. Ainda na indicação de nulidades, afirmou que a conduta tipificada se referiria ao armador transportador, figura que não se confundiria com o recorrente. Ademais, repisou os argumentos de sua impugnação, que são: i) ausência de tipicidade, pois as informações teriam sido efetivamente prestadas, e não teria se verificado dolo de embaraçar a fiscalização nem efetivo embaraço; ii) desrespeito ao princípio da motivação; iii) ocorrência de denúncia espontânea. Ao final, pediu a suspensão do crédito tributário até o julgamento final do recurso, a anulação da autuação e seu definitivo cancelamento e arquivamento. Juntou, com seu recurso, cópia da Solução de Consulta Interna nº 8 – Cosit (fls. 136;167). O contribuinte juntou nova petição (fls. 171/172), se insurgindo contra a existência de pendência em seu relatório de situação fiscal, argumentando ter protocolizado tempestivamente seu recurso voluntário. Requereu, assim, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e a retirada da referida informação do seu relatório de situação fiscal. Juntou os documentos de fls. 170 e 173/174. Os autos, então, vieramse conclusos para fins de análise do Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. É o relatório. Voto Conselheira Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Relatora: O Recurso Voluntário é tempestivo e reúne os demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. 1. Da nulidade do acórdão recorrido De início, é importante tratar de tema preliminar essencial à solução da presente contenda. Ao analisar o presente caso, foi possível constatar que o acórdão recorrido se Fl. 179DF CARF MF 4 apresenta nulo, visto que não traz em seu conteúdo elementos necessários à motivação do julgamento proferido. Consoante acima narrado, o contribuinte apresentou impugnação no presente caso, por meio da qual argumentou, em síntese: i) ausência de tipicidade, pois as informações teriam sido efetivamente prestadas, e não teria se verificado dolo de embaraçar a fiscalização nem efetivo embaraço; ii) caráter confiscatório, desproporcional, lesivo e inconstitucional da multa aplicada, a qual feriria, ainda, o princípio da isonomia por tratar de forma mais grave a prestação de informações sobre cargas do que sobre passageiros; iii) desrespeito aos princípios da motivação e da razoabilidade; iv) ocorrência de denúncia espontânea. O acórdão recorrido, por seu turno, relata da seguinte forma o conteúdo da impugnação apresentada: Devidamente cientificada, a interessada traz como alegações, além das preliminares de praxe, acerca de infringência a princípios constitucionais, prática de denúncia espontânea, ilegitimidade passiva, ausência de motivação, tipicidade, e que tragam ao auto de infração a ineficiência e a desconstrução do verdadeiro cerne da autuação que foi o descumprimento dos prazos estabelecidos em legislação norteadora acerca do controle das importações, a argumentação de que de fato as informações constam do sistema, mesmo que inseridas, independente da motivação, após o momento estabelecido no diploma legal pautado pela autoridade aduaneira. Como se vê, há uma certa dissonância entre o efetivo conteúdo da impugnação apresentada e a narração constante do acórdão recorrido. Em decorrência desta dissonância, o acórdão recorrido assim consignou: (i) que não acolheria as preliminares aduzidas pelo contribuinte, visto que as arguições de inconstitucionalidade ou ilegalidade não estão afetas ao julgador administrativo; (ii) afastou o argumento de ocorrência de denúncia espontânea, sob o fundamento de que este instituto não seria aplicável ao caso concreto; (iii) afastou os argumentos de ausência de tipicidade, motivação, legitimidade ou responsabilidade do contribuinte, por entender que não se coadunavam com a hipótese dos autos. Sendo assim, não restam dúvidas que o acórdão recorrido trouxe em seus fundamentos razões que não estão relacionadas à presente contenda, ao passo que deixou de tratar de fundamentos que constaram da defesa apresentada pelo contribuinte, levando à compreensão de que o caso não fora analisado com o devido cuidado pelos Julgadores naquela oportunidade. Mencionese, por exemplo, o argumento relacionado à ausência de motivação e tipicidade. Sobre estes fundamentos, o acórdão recorrido assim se manifestou: De outra feita, qualquer alegação acerca de ausência de tipicidade e motivação também devem cair por terra, ou mesmo sobre ilegitimidade passiva ou mesmo de requerimento de relevação de penalidade, pois em nenhum dos casos há coaduação com o que se verifica dos autos, eis que o controle das importações deve ser feito pela autoridade aduaneira e seus prazos precisam ser cumpridos, até porque as multas nesses casos são aplicadas exatamente pelo fato de não possuir condições de realizar o efetivo controle se os prazos deixarem de ser cumpridos, no que toca, em especial, aos lançamentos extemporâneos dos conhecimentos eletrônicos, seja house, seja mercante ou do próprio manifesto em si. Ou seja, limitouse a DRJ a dispor que “qualquer alegação acerca de ausência de tipicidade e motivação” deveria “cair por terra” pois não haveria “coadunação com o que se Fl. 180DF CARF MF Processo nº 11128.721064/201512 Acórdão n.º 3002000.474 S3C0T2 Fl. 180 5 verifica nos autos”. Percebese, portanto, que o acórdão recorrido afastou tais argumentos, contudo, não trouxe motivação suficiente à compreensão das razões que a levaram a esta conclusão. A resumida fundamentação no sentido de que não haveria coadunação com o que se verifica nos autos, sem maiores esclarecimentos, não supre o vício de motivação aqui verificado. É importante destacar que não se está aqui antecipando qualquer juízo de valor acerca da procedência ou não quanto a este argumento apresentado pelo contribuinte, mas apenas destacando que a decisão recorrida não analisou adequadamente os fundamentos de defesa apresentados, tornandoa nula de pleno direito, por cerceamento de direito de defesa do contribuinte. Verificase, portanto, que o acórdão recorrido julgou a presente contenda de forma genérica, sem que tivesse feito as devidas considerações acerca das particularidades alegadas pelo contribuinte neste caso concreto. Tanto que foi possível identificar que esta mesma decisão fora proferida para vários processos distintos, sem que tivesse sido realizada a adaptação necessária para cada caso concreto. Sendo assim, no meu entender, a decisão recorrida revestese de vício intransponível de motivação, apta a configurar a preterição do direito de defesa do contribuinte, nos moldes do art. 59 do Decreto nº 70.235/1972, in verbis: Art. 59. São nulos: I os atos e termos lavrados por pessoa incompetente; II os despachos e decisões proferidos por autoridade incompetente ou com preterição do direito de defesa. § 1º A nulidade de qualquer ato só prejudica os posteriores que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência. § 2º Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos alcançados, e determinará as providências necessárias ao prosseguimento ou solução do processo. § 3º Quando puder decidir do mérito a favor do sujeito passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a autoridade julgadora não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprirlhe a falta. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993). Isso porque, além de ter incluído argumentos não levantados pelo contribuinte em sua impugnação administrativa, deixou de analisar fundamentos específicos e peculiares ao presente caso. Em razão da decretação da nulidade do acórdão recorrido, resta prejudicada a análise dos argumentos constantes do Recurso Voluntário interposto. 2. Da conclusão Diante do acima exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para fins de decretar, de ofício, a nulidade do acórdão recorrido, determinando, por consequência, que os autos retornem àquela instância de julgamento, para que seja proferida Fl. 181DF CARF MF 6 nova decisão, em que sejam analisados, de forma motivada, os argumentos constantes da impugnação administrativa apresentada. É como voto. (assinado digitalmente) Maria Eduarda Alencar Câmara Simões Fl. 182DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 19515.003898/2009-42
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 21 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2005, 2006, 2007
IPI. REFLEXO DO IRPJ. COMPETÊNCIA DA PRIMEIRA SEÇÃO DO CARF.
Compete à Primeira Seção de Julgamento processar e julgar recurso voluntário que verse sobre crédito tributário decorrente do IPI, quando mero reflexo do IRPJ e formalizado com base nos mesmos elementos de prova (Portaria MF nº 343, de 2015).
Recurso Voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 3201-002.222
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, para declinar da competência para a Primeira Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Ausente, justificadamente, a Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo.
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente-Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Mércia Helena Trajano D'Amorim, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Cássio Schappo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Winderley Morais Pereira e Tatiana Josefovicz Belisário.
Nome do relator: Relator
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201606
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2005, 2006, 2007 IPI. REFLEXO DO IRPJ. COMPETÊNCIA DA PRIMEIRA SEÇÃO DO CARF. Compete à Primeira Seção de Julgamento processar e julgar recurso voluntário que verse sobre crédito tributário decorrente do IPI, quando mero reflexo do IRPJ e formalizado com base nos mesmos elementos de prova (Portaria MF nº 343, de 2015). Recurso Voluntário não conhecido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 19515.003898/2009-42
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5948137
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 14 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3201-002.222
nome_arquivo_s : Decisao_19515003898200942.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : Relator
nome_arquivo_pdf_s : 19515003898200942_5948137.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, para declinar da competência para a Primeira Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Ausente, justificadamente, a Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo. Charles Mayer de Castro Souza - Presidente-Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Mércia Helena Trajano D'Amorim, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Cássio Schappo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Winderley Morais Pereira e Tatiana Josefovicz Belisário.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 21 00:00:00 UTC 2016
id : 7570647
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:35:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414715957248
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1552; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 5.043 1 5.042 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.003898/200942 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3201002.222 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de junho de 2016 Matéria IPI.MULTA Recorrente FIRENZE IND E COM DE CONFECÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005, 2006, 2007 IPI. REFLEXO DO IRPJ. COMPETÊNCIA DA PRIMEIRA SEÇÃO DO CARF. Compete à Primeira Seção de Julgamento processar e julgar recurso voluntário que verse sobre crédito tributário decorrente do IPI, quando mero reflexo do IRPJ e formalizado com base nos mesmos elementos de prova (Portaria MF nº 343, de 2015). Recurso Voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, para declinar da competência para a Primeira Seção de Julgamento deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Ausente, justificadamente, a Conselheira Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo. Charles Mayer de Castro Souza PresidenteRelator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Mércia Helena Trajano D'Amorim, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Cássio Schappo, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Winderley Morais Pereira e Tatiana Josefovicz Belisário. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 38 98 /2 00 9- 42 Fl. 5043DF CARF MF 2 Relatório Trata o presente processo de autos de infração lavrados contra a contribuinte acima identificada, constituindo crédito tributário decorrente do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, referente a períodos de apuração compreendidos nos anos de 2005 a 2007, no valor total de R$ 10.526.535,65, incluídos multa e juros de mora. Impugnada a exigência e mantida pela DRJ (papel fls. 553 e ss.), a contribuinte apresentou recurso voluntário a este Colegiado Administrativo. O processo foi distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o que importa relatar. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator. Conforme se verifica do seu campo “Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal”, o auto de infração, que constitui crédito tributário decorrente do IPI, é mero reflexo do IRPJ e foi formalizado com base nos mesmos elementos de prova, matéria que, nos termos do atual Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria nº 343, de 9 de junho de 2015, na redação conferida pela Portaria MF nº 152, de 2016, é de competência da Primeira Seção de Julgamento: Art. 2º À 1ª (primeira) Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de 1ª (primeira) instância que versem sobre aplicação da legislação relativa a: I Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ); II Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); III Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), quando se tratar de antecipação do IRPJ; IV CSLL, IRRF, Contribuição para o PIS/Pasep ou Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), quando reflexos do IRPJ, formalizados com base nos mesmos elementos de prova em um mesmo Processo Administrativo Fiscal; IV CSLL, IRRF, Contribuição para o PIS/Pasep ou Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), quando reflexos do IRPJ, formalizados com base nos mesmos elementos de prova; (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016) Fl. 5044DF CARF MF Processo nº 19515.003898/200942 Acórdão n.º 3201002.222 S3C2T1 Fl. 5.044 3 Pelo exposto, voto por DECLINAR da competência para a Primeira Seção de Julgamento. É como voto. Charles Mayer de Castro Souza Fl. 5045DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13884.720122/2014-73
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 31/12/2010
ACÓRDÃO DE PISO. NULIDADES. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. INCOMPETÊNCIA.
É nula a decisão da DRJ na qual se opere preterição do direito de defesa (inciso II do art. 59 do Decreto no 70.235/1972), e/ou que tenha sido exarada quando aquela instância administrativa não mais detinha cognição sobre o contencioso (inciso I do mesmo diploma normativo).
Numero da decisão: 3401-005.420
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para anular as três decisões proferidas pela DRJ, a primeira delas por cerceamento do direito de defesa, por ter analisado apenas um dos temas a ela submetidos, e as demais, por não deter a DRJ competência para revisar acórdão após a regular ciência do sujeito passivo, com abertura de prazo recursal.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan Presidente e Redator Ad Hoc.
Participaram do presente julgamento os conselheiros Rosaldo Trevisan (presidente), Marcos Antonio Borges (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente). Ausente justificadamente a Conselheira Mara Cristina Sifuentes.
Nome do relator: ANDRE HENRIQUE LEMOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201810
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 31/12/2010 ACÓRDÃO DE PISO. NULIDADES. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. INCOMPETÊNCIA. É nula a decisão da DRJ na qual se opere preterição do direito de defesa (inciso II do art. 59 do Decreto no 70.235/1972), e/ou que tenha sido exarada quando aquela instância administrativa não mais detinha cognição sobre o contencioso (inciso I do mesmo diploma normativo).
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 13884.720122/2014-73
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5961948
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3401-005.420
nome_arquivo_s : Decisao_13884720122201473.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ANDRE HENRIQUE LEMOS
nome_arquivo_pdf_s : 13884720122201473_5961948.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para anular as três decisões proferidas pela DRJ, a primeira delas por cerceamento do direito de defesa, por ter analisado apenas um dos temas a ela submetidos, e as demais, por não deter a DRJ competência para revisar acórdão após a regular ciência do sujeito passivo, com abertura de prazo recursal. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Redator Ad Hoc. Participaram do presente julgamento os conselheiros Rosaldo Trevisan (presidente), Marcos Antonio Borges (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente). Ausente justificadamente a Conselheira Mara Cristina Sifuentes.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 24 00:00:00 UTC 2018
id : 7609065
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:37:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414795649024
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1678; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 330 1 329 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13884.720122/201473 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401005.420 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de outubro de 2018 Matéria DCOMPCOFINS Recorrente TARKETT BRASIL REVESTIMENTOS LTDA (atual denominação de FADEMAC S.A.) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/12/2010 ACÓRDÃO DE PISO. NULIDADES. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. INCOMPETÊNCIA. É nula a decisão da DRJ na qual se opere preterição do direito de defesa (inciso II do art. 59 do Decreto no 70.235/1972), e/ou que tenha sido exarada quando aquela instância administrativa não mais detinha cognição sobre o contencioso (inciso I do mesmo diploma normativo). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, para anular as três decisões proferidas pela DRJ, a primeira delas por cerceamento do direito de defesa, por ter analisado apenas um dos temas a ela submetidos, e as demais, por não deter a DRJ competência para revisar acórdão após a regular ciência do sujeito passivo, com abertura de prazo recursal. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan – Presidente e Redator Ad Hoc. Participaram do presente julgamento os conselheiros Rosaldo Trevisan (presidente), Marcos Antonio Borges (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 4. 72 01 22 /2 01 4- 73 Fl. 330DF CARF MF 2 Schappo e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vicepresidente). Ausente justificadamente a Conselheira Mara Cristina Sifuentes. Relatório (cf. relatório constante na pasta da sessão de julgamento, repositório oficial do CARF, onde foi disponibilizado pelo relator original aos demais conselheiros) Adotase o relatório da DRJ de Ribeirão Preto/SP (efls. 239 e seguintes) por bem retratar a situação dos autos: “Tratam os autos de impugnação contra o lançamento de multa isolada no montante de R$ 149.091,41, decorrente de indeferimento (total ou parcial) de pedido(s) de ressarcimento efetuado(s) por meio de PER/DCOMP, conforme disciplinado pelo § 15 do art.. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 (introduzido pelo artigo 62 da Lei nº 12.249, de 2010: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) .............................................. § 15. Será aplicada multa isolada de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor do crédito objeto de pedido de ressarcimento indeferido ou indevido Regularmente cientificada da autuação, o sujeito passivo apresentou impugnação, na qual trouxe os argumentos e razões que achou necessários para a sua contestação. (Negrito do Relator).” A DRJ de piso, por unanimidade de votos, julgou procedente a impugnação, de acordo com a seguinte ementa: “MULTA ISOLADA. RESSARCIMENTO INDEVIDO. RETROATIVIDADE BENIGNA. A superveniência de dispositivo legal que deixa de definir como infração a hipótese fática descrita no lançamento obriga o cancelamento da sanção punitiva anteriormente aplicada” À efl. 247 consta a seguinte informação: “De acordo com o teor do documento juntado às folhas 235, consta das folhas 207 a 231 Manifestação de Inconformidade Fl. 331DF CARF MF Processo nº 13884.720122/201473 Acórdão n.º 3401005.420 S3C4T1 Fl. 331 3 apresentada contra o Despacho Decisório proferido no processo 13884.720.079/201446, o qual se encontra apensado ao presente processo. Considerando que procedemos ao encaminhamento do Acórdão 1455.273 8ª Turma da DRJ/POR para ciência da contribuinte, retornese o presente ao SECOJ/DRJ/RIBEIRÃO PRETO/SP para julgamento da Manifestação de Inconformidade” Já à efl. 250 informa o Despacho de Encaminhamento: “Senhor Presidente da 4ª Turma,Considerando o disposto na Instrução Normativa RFB nº 1.300/2012, art. 77, § 6º, que prevê o julgamento simultâneo da manifestação de inconformidade e impugnação, em casos como o presente, proponho o encaminhamento deste processo à 8ª Turma desta Delegacia, com proposta de revisão do acórdão de fls. 239/294.Luís Sérgio Borges Fantacini AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil (negrito do Relator).” À efl. 252 e ss., sobreveio novo acórdão, no qual, à unanimidade de votos, anulou o anterior acórdão, por meio da seguinte ementa: REVISÃO DE ACÓRDÃO. Este acórdão revisa o Acórdão nº 1455.273 que foi proferido com erro no que diz respeito a legislação aplicável. NULIDADE. A Administração deve anular seus próprios atos quando eivados de vício de legalidade. Esclareceu o voto (efl. 253): No entanto, o relator deixou de verificar que a conduta, na realidade, tratava de compensação e não de ressarcimento, e estava também capitulada no § 17 do mesmo artigo 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e que o documento referiase a Dcomp e não a PER, portanto, apesar da mudança ocorrida no dispositivo legal quanto a sua redação, este ainda estaria em vigor. Nesse passo, as razões de mérito opostas pelo impugnante deveriam ser apreciadas, sob pena de prejuízo à defesa do contribuinte. O Acórdão revisto também deixou de observar o disposto no artigo 77, §6º3, da IN/SRF nº 1.300, de 2012 que determina que a impugnação em referência seja julgada Fl. 332DF CARF MF 4 juntamente/simultaneamente com a manifestação de inconformidade apresentada no processo 13884.720079/201446 (apenso a este processo). Desta forma, o acórdão foi proferido com erro na base legal indicada e com prejuízo à defesa do contribuinte. Com base nisto e fundamentado no artigo 53, da Lei 9.784/99, anulouse o acórdão anterior e encaminhouse o feito à DRJ de origem para novo julgamento, a qual, à unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade, no termos da ementa abaixo: PERDCOMP. DCTF. ERRO DE PREENCHIMENTO. A existência de indébito para compensação deve ser evidenciada por meio da apresentação de DCTF retificadora, acompanhada da documentação comprobatória do erro alegado. COMPENSAÇÃO INDEVIDA. MULTA. Aplicase a multa isolada de 50% sobre o valor do débito objeto de declaração de compensação não homologada. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/12/2010 CONSTITUCIONALIDADE. A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade das leis. DILIGÊNCIA. PROVA. Indeferese o pedido de diligência quando desnecessária para o deslinde do processo, a qual não é hábil para substituir a prova que deve ser constituída pela defesa. Disse o voto que a Postulante apresentou cópias do razão contábil, mas que tais documentos não comprovam os alegados erros de preenchimento da ficha 16A, de Apuração dos Créditos da COFINS em seu DACON (efl. 224), mas que tais erros deveriam ser comprovados por meio de sua escrituração fiscal, notas fiscais de aquisições e despesas, relação dos itens adquiridos e despesas geradoras de crédito, detalhamento da utilização dos bens para enquadramento como insumos. Houve intimação do acórdão por meio de caixa postal em 24/08/2016 (efl. 277) e interposição de recurso voluntário em 23/09/2016 (efl. 278), no qual, em resumo, defendeu a Recorrente: 1) Preliminar. Violação à coisa julgada administrativa em relação ao acórdão 1455.273 que cancelou a multa isolada. Defendeu que os casos de nulidade são os dos incisos I e II do artigo 59 do Decreto 70.235/72 e que da decisão não houve interposição de recurso de ofício, vez que o valor cancelado não ultrapassava a alçada. Fl. 333DF CARF MF Processo nº 13884.720122/201473 Acórdão n.º 3401005.420 S3C4T1 Fl. 332 5 Como não recorreu, houve preclusão ao direito de recurso. 2) Nulidade do acórdão recorrido, por violar a ampla defesa e o contraditório. Diz a Recorrente que em suas razões da Manifestação de Inconformidade, demonstrou o seu direito de crédito a partir de seus livros contábeis (ECDSPED), informando o erro de preenchimento do DACON e da DCTF, suplicando pela verdade material, protestando, inclusive por diligência a qual foi indeferida, entendida como desnecessária. 3) Nulidade em razão do artigo 76 da IN/RFB 1.300/2012, devendo se ter a busca pela verdade material. Deveria se ter solicitado esclareceimento da contribuinte e análise dos documentos disponíveis em seu sistema, em especial a Escrituração Contábil Digital – ECD, a qual comprova de fato qual o valor apurado da COFINS no mês de dezembro de 2010. Seque analisou o demonstrativo analítico de créditos de COFINS (Anexo 8 da Manifestação de Inconformidade). 4) Nulidade em razão da indevida motivação do cerceamento de defesa. Entende que pagou R$ 822.332,21 de COFINS, sendo R$ 366.762,50, a maior e que tal constatação seria possível pela análise dos arquivos eletrônicos (DCTF x DARF). 5) Mérito, em razão o erro de fato, seja retificada de ofício a obrigação acessória DCTF, e ainda, a retificação de ofício dos dados demonstrados no DACON – Ficha 16A. Diz que juntou na Manifestação de Inconformidade seu Razão contábil “COFINS A RECUPERAR” e “COFINS A PAGAR”, bem como demonstrativo analítico de cada crédito aproveitado e sua respectiva origem (Anexos 08 e 09). Que as notas fiscais não foram juntadas pelo grande volume, e que por isso, requereu diligência. 6) A multa do parág. 17, do artigo 74 da Lei 9.430/96 não existia em si mesmo (este, o fundamento da multa aplicada), pois o referido parágrafo previa uma hipótese de incidência de aplicação de multa, sendo que a multa aplicável era a do parág. 15, do mesmo dispositivo legal. Revogado o parág 15, evidente a revogação do parág. 17, logo, aplicável a retroatividade benigna do artigo 106 do CTN, do contrário haveria inconstitucionalidade. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, Redator Ad Hoc Fl. 334DF CARF MF 6 O voto a seguir reproduzido entre aspas é de lavra do Conselheiro André Henrique Lemos, relator original do processo, que, conforme Portaria CARF no 143, de 30/11/2018, teve o mandato extinto antes da formalização do resultado do presente julgamento. O texto do voto, in verbis, foi retirado da pasta da sessão de julgamento, repositório oficial do CARF, onde foi disponibilizado pelo relator original aos demais conselheiros. O voto foi, no entanto, adaptado em excertos destacados por este redator Ad Hoc, em função de ter o relator original alterado seu posicionamento durante os debates, no colegiado, acolhendo o que foi objeto de consenso entre os demais membros da turma. “O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele toma se conhecimento. Viuse que a DRJ de piso em seu último acórdão, à unanimidade de votos, julgou improcedente manifestação de inconformidade não reconhecendo o direito creditório da Recorrente, dizendo que esta não fizera prova. Diversamente entendeu a Recorrente que a fez, por meio de ECDSPED, demonstrativo analítico de créditos de COFINS e Razão contábil, desde a manifestação de inconformidade. Temse que os elementos contidos em tais documentos, parecem seguir uma lógica, porém, se a origem do crédito existe e se quantum tem a exatidão do postulado é algo impossível de se saber no estágio em que chegou o contencioso a este Tribunal. A fim de se perseguir a justiça tributária, fazendo com que, de um lado, a Administração arrecade exatamente o que lhe é devido, e de outro, o contribuinte pague estritamente o que lhe é imposto, bem como se busque a verdade real, e ainda, evitandose o enriquecimento sem causa, prudente que o julgamento seja convertido em diligência, retornando os autos à Unidade de Origem se manifeste sobre a existência e disponibilidade do crédito alegado pela Recorrente. A fim de se escoimar a dúvida, entendese que o julgamento deve ser convertido em diligência, fazendo com que a Unidade de Origem elabore Relatório Fiscal conclusivo sobre a apuração, dentre outros dados, confrontando os recolhimentos efetuados, as informações prestadas em ECDSPED, bem como no Razão Contábil juntado e no demonstrativo analítico de créditos, e se for o caso, algum outro documento que corrobore a origem dos créditos, frisese, ratificando as informações contidas nos documentos já juntados, como por exemplo, notas fiscais; o quanto possível seguido de tabela, possibilitando que o feito chegue maduro para julgamento, poupandose futura litigiosidade. Após, deverá o sujeito passivo ser cientificado do resultado da realização da diligência, no prazo de 30 (trinta) dias, de acordo com o parágrafo único do artigo 35 do Decreto 7.574/2011.” Nota do redator ad hoc: nesse ponto do julgamento, o colegiado passou a verificar se as sucessivas decisões da DRJ foram proferidas em momento no qual esta detinha competência para se manifestar. Fl. 335DF CARF MF Processo nº 13884.720122/201473 Acórdão n.º 3401005.420 S3C4T1 Fl. 333 7 Conforme Relatório Fiscal (efl. 24), a empresa efetuou compensações que não foram homologadas, no processo n. 13884.720079/201446 (apensado ao presente). Em decorrência, foi exigida, mediante lançamento, a multa prevista no art. 74, §§ 15 e 17 da Lei no 9.430/1996 (auto de infração às e fls. 18 a 23). Em sua impugnação, a empresa questiona a aplicação da multa e informa que há manifestação e inconformidade pendente de julgamento em relação á compensação (efl. 31). A primeira decisão da DRJ (Acórdão de Impugnação n. 1455.273), datada de 25/11/2014 (efls. 239 a 241), que entendeu procedente a impugnação apresentada, com fundamento em retroatividade benigna em relação à multa prevista no art. 74, § 15 da Lei no 9.430/1996, foi cientificada ao sujeito passivo em 05/02/2015 (efl. 248), e não tratou da compensação. Nesse momento, deixou a DRJ de ter cognição sobre o processo, que aguardava eventual recurso voluntário sobre a matéria não analisada, a ser apresentado ao CARF (isso porque não há, na legislação referente ao processo administrativo, previsão para interposição de embargos por omissão em relação a decisões das DRJ). Em 07/06/2016, a DRJ, em novo Acórdão de Impugnação (n. 1461.181 efls. 242 a 254), decide revisar o Acórdão de Impugnação n. 1455.273, por ter deixado o relator de verificar que a conduta não estava inserida no art. 74, § 15 da Lei no 9.430/1996, mas no art. 74, § 17 da referida lei, que não foi objeto de revogação, o que demandaria a apreciação das razões de mérito expostas pela empresa impugnante. Em 28/06/2016, a DRJ profere ainda Acórdão de Manifestação de Inconformidade (n. 1461.637, efls. 256 a 264), em relação à não homologação da compensação, mantendo o entendimento pela impossibilidade de homologação. A empresa tomou ciência destes dois novos acórdãos da DRJ em 24/08/2016 (efl. 277), apresentando recurso voluntário em relação a ambos os temas (efls. 279 a 320), e sustentando, entre outras alegações, que não foi cientificada sobre a decisão da DRJ de revisar o Acórdão de Impugnação n. 1455.273, para que a autuação fosse apreciada em conjunto com a manifestação e inconformidade, e que seria nula a revisão, por ser coisa julgada administrativa o acórdão que cancelou a multa (não tendo havido interposição de recurso de ofício). Ao analisar esse cenário, o colegiado entendeu que a DRJ, ao apreciar, no Acórdão de Impugnação n. 1455.273, apenas parte dos argumentos de defesa, sequer tratando da análise da compensação (detalhada no processo que já estava apenso a este, desde 28/03/2014, cf. efl. 236 ), incorreu em cerceamento do direito de defesa, sendo nula a decisão, por força do art. 59, II do Decreto no 70.235/1972, que regula com estatura legal o processo administrativo de determinação e exigência de créditos tributários. E entendeu ainda a turma que as demais decisões da DRJ foram proferidas em momento no qual já não detinha cognição o colegiado para apreciação do tema, incorrendo na nulidade prevista no inciso I do mesmo art. 59 do Decreto no 70.235/1972. Assim, deve a DRJ proferir decisão(ões) que contemplem todo o conteúdo discutido neste processo, de modo a permitir a regular sequência do contencioso, e que cheguem a este CARF os autos maduros para julgamento. Fl. 336DF CARF MF 8 Após tal discussão, no seio do colegiado, o relator abdicou de sua tese pela realização de diligência, perfazendose unanimidade no sentido de que são nulas as três decisões exaradas pela DRJ, pelas razões aqui expostas, devendo os autos retornarem àquela instância de piso, para nova apreciação de ambos os temas a ela originalmente submetidos. Ante o exposto, voto dar provimento ao recurso, para anular as três decisões proferidas pela DRJ, a primeira delas por cerceamento do direito de defesa, por ter analisado apenas um dos temas a ela submetidos, e as demais, por não deter a DRJ competência para revisar acórdão após a regular ciência do sujeito passivo, com abertura de prazo recursal. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan (Ad Hoc) Fl. 337DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10865.720497/2014-73
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Mar 01 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/04/2010 a 30/04/2010, 01/01/2011 a 31/03/2013
CRÉDITO . INSUMOS.
Somente geram direito ao crédito do imposto os materiais que se enquadrem no conceito jurídico de insumo, ou seja, aqueles que se desgastem ou sejam consumidos mediante contato físico direto com o produto em fabricação.
SUSPENSÃO.
Quando não forem satisfeitos os requisitos que condicionaram a suspensão, o imposto tornar-se-á imediatamente exigível, como se a suspensão não existisse.
Numero da decisão: 3401-005.805
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Rosaldo Trevisan - Presidente.
(assinado digitalmente)
Mara Cristina Sifuentes - Relatora.
(Assinado digitalmente)
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente), Mara Cristina Sifuentes, Lázaro Antônio Souza Soares, Tiago Guerra Machado, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Rodolfo Tsuboi (suplente convocado) e Renato Vieira de Ávila (suplente convocado). Ausente Conselheiro Cassio Schappo.
Nome do relator: MARA CRISTINA SIFUENTES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201901
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/04/2010 a 30/04/2010, 01/01/2011 a 31/03/2013 CRÉDITO . INSUMOS. Somente geram direito ao crédito do imposto os materiais que se enquadrem no conceito jurídico de insumo, ou seja, aqueles que se desgastem ou sejam consumidos mediante contato físico direto com o produto em fabricação. SUSPENSÃO. Quando não forem satisfeitos os requisitos que condicionaram a suspensão, o imposto tornar-se-á imediatamente exigível, como se a suspensão não existisse.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Mar 01 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10865.720497/2014-73
anomes_publicacao_s : 201903
conteudo_id_s : 5967883
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 01 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3401-005.805
nome_arquivo_s : Decisao_10865720497201473.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : MARA CRISTINA SIFUENTES
nome_arquivo_pdf_s : 10865720497201473_5967883.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Rosaldo Trevisan - Presidente. (assinado digitalmente) Mara Cristina Sifuentes - Relatora. (Assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente), Mara Cristina Sifuentes, Lázaro Antônio Souza Soares, Tiago Guerra Machado, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Rodolfo Tsuboi (suplente convocado) e Renato Vieira de Ávila (suplente convocado). Ausente Conselheiro Cassio Schappo.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
id : 7629399
ano_sessao_s : 2019
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:38:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414898409472
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1673; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 570 1 569 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.720497/201473 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401005.805 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 31 de janeiro de 2019 Matéria IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS Recorrente LIMERSTAMP ESTAMPARIA, FERRAMENTARIA E USINAGEM LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2010 a 30/04/2010, 01/01/2011 a 31/03/2013 CRÉDITO . INSUMOS. Somente geram direito ao crédito do imposto os materiais que se enquadrem no conceito jurídico de insumo, ou seja, aqueles que se desgastem ou sejam consumidos mediante contato físico direto com o produto em fabricação. SUSPENSÃO. Quando não forem satisfeitos os requisitos que condicionaram a suspensão, o imposto tornarseá imediatamente exigível, como se a suspensão não existisse. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Rosaldo Trevisan Presidente. (assinado digitalmente) Mara Cristina Sifuentes Relatora. (Assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vicepresidente), Mara Cristina Sifuentes, Lázaro Antônio Souza Soares, Tiago Guerra Machado, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Rodolfo Tsuboi (suplente convocado) e Renato Vieira de Ávila (suplente convocado). Ausente Conselheiro Cassio Schappo. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 72 04 97 /2 01 4- 73 Fl. 570DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 571 2 Relatório Por bem descrever os fatos adoto o relatório que consta no acórdão DRJ recorrido: Trata o presente processo de autos de infração lavrados contra a empresa acima identificada, tendo sido constituído crédito tributário total de R$ 1.545.092,85, incluídos nesse valor o IPI, juros de mora, multa proporcional, multa isolada incidente sobre o imposto não lançado por haver cobertura de crédito, além de multa regulamentar aplicada em decorrência de pedido de ressarcimento indeferido, esta última decorrente dos processos que serão julgados em conjunto com o presente. 2. Segundo Relatório Fiscal de fls. 02/09, a ação fiscal decorreu da análise dos pedidos de ressarcimento dos períodos compreendidos entre o segundo trimestre de 2010 e o primeiro trimestre de 2013, tendo sido apuradas as seguintes irregularidades: a) Saídas com suspensão do IPI, com fundamento no art. 29, § 1º, I, da Lei nº 10.637, de 2002, sem as declarações das empresas adquirentes de que as mesmas são empresas que se dedicam, preponderantemente, à elaboração dos produtos relacionados no caput do artigo; b) Saídas com erro de alíquotas do IPI, tendo havido destaque a menor; c) Utilização indevida de créditos de aquisições de materiais destinados a reformas e construções, os quais não se caracterizam como insumos do processo produtivo. 3. Diante das constatações acima citadas, a Autoridade Fiscal reconstituiu a escrita do estabelecimento, decorrendo disso o indeferimento total dos pedidos de ressarcimento do 2º T/2010 ao 1º T/2012 e indeferimento parcial dos restantes, além do lançamento do imposto não coberto com crédito, juntamente com multa proporcional e de multa isolada sobre o imposto não lançado por haver cobertura de crédito. 4. Cientificada em 26.03.2014, a interessada apresentou, tempestivamente, em 24.04.2014, impugnação na qual apresenta as alegações abaixo: “.........Por outro lado, importante destacar que a fiscalização não é clara nem conclusiva, no que concerne ao por que não reconheceu o credito pretendido, praticando com isto cerceamento ao direito da contribuinte de saber, com segurança, porque foi autuada. Se o Fisco entende que ocorreram erros na classificação fiscal dos produtos – NCM, para os quais foram utilizadas incorretamente a alíquota do IPI (item SAÍDAS COM ERRO DE Fl. 571DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 572 3 ALÍQUOTA), deveria demonstrar comparativamente o critério adotado pela autuada e aquele entendido como correto pelo Fisco. Ensejando, portanto, nulidade no processo administrativo fiscal, em conformidade com previsto no an. 59 do Decreto nº 70.235/72: ......... SAÍDAS SEM DÉBITO DO IPI – SUSPENSÃO.......... Não consta da acusação outro ponto que possa ensejar a manutenção do auto de infração, a não ser este. E, este facilmente poderia ser cumprido ou complementado se a fiscalização tivesse notificado a autuada dentro do processo de ressarcimento para exibir estes documentos ou transformar em diligência o pedido para que fossem intimada as destinatárias a fazêlo. Não obstante, a autuada tenha sido intimada a apresentar as declarações de preponderância, tratandose de obrigação que envolve terceiros e que. podem ser cumpridas a qualquer momento. pois não são ensejadoras de confissão de falta praticada, a não ser que efetivamente inexistentes, a autuada está buscando junto aos terceiros adquirentes, tais documentos ensejadores do beneficio pretendido, pois, efetivamente, as operações praticadas com estas empresas admitem e estão amparadas pelo beneficio pretendido. Portanto, com a devida vênia, entende a autuada que, tratando se de prova, e estando buscando com os terceiros tais documentos, isto não impede que o Fisco pudesse ter intimado tais terceiros, para que, em diligência, dentro do processo de ressarcimento, confirmasse ou não a preponderância antes de ser lavrado esta auto de infração. Independentemente, a autuada está buscando tais documentos e os apresentará quando os obtiver (doc. 2 e 3). Por todo o exposto, pela ausência da caracterização de procedência da acusação deste item do AI, por estar calcado cm presunção, deve ser esta acusação afastada. CRÉDITOS BÁSICOS INDEVIDOS..... No que concerne a acusação de que a contribuinte teria se creditado de imposto de IPI. contido em materiais que vieram a ser utilizados em reforma ou construção da própria autuada, quais sejam BRONZE, AÇO 1010, AÇO 1020, AÇO 1045, ALUMÍNIO, COBRE, AÇO A36, AÇO VC131, AÇO 4340, AÇO D2. AÇO VC131, AÇO 8620, AÇO VW3, entende a contribuinte que a acusação é inconsistente. ....... Fl. 572DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 573 4 A sua atividade contratual é a fabricação de peças e acessórios para veículos cm geral, estamparia, serviços de usinagem, fabricação de ferramentas industriais (ferramentaria), serviços de cessão de mão de obra terceirizada de atividades industriais, desenvolvimento de projetos industriais e comercio de metais, importação e exportação. Neste contexto, a autuada apresenta detalhamento do seu processo produtivo (doc. 4) e esclarece que os produtos glosados são produtos intermediários que se encontram relacionados com o produto final e todos, sem exceção, têm vida útil interior a 12 meses (a maioria apenas alguns meses), não detendo característica essencial para a sua caracterização como bem do ativo permanente. ....... Não existe nos autos prova cabal de que este fato, levantado pela fiscalização proceda, visto que tratando se ‘de reforma ou construção’, estes valores deveriam ler sido levados as contas próprias e nada se sabe a respeito. No momento em que a autuada se creditou do imposto contido nestes materiais, não significa dizer que eles ‘todos’ estejam irregulares, pois seria necessário mostrar, o Fisco, que tantos e tantos por cento de determinada compra teria sido ‘desviado’ para a citada reforma ou construção, ou seja, deveria ficar demonstrado através de planilha fiscal, para que pudesse a autuada contrapor em perícia espontânea contábil, que tais valores pudessem ter sido ou não efetivamente utilizados nas citadas reforma e construção ou que tais valores integraram os produtos finais fabricados pela contribuinte. ......... MULTA DE OFÍCIO ........ Repitase, desde logo, que o Auto de Infração questionado foi lavrado com base cm documentos e livros apresentados espontaneamente pela autuada quando de seu pedido de ressarcimento de imposto pago a maior, ou seja, não se trata de acusação formulada com base na ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Diante do acima exposto, no caso dos autos, não devem prosperar as infrações descritas no AI, consequentemente, as multas calculadas no AI devem ser canceladas, tendo em vista que, conforme as provas constantes desta peça, restaram corretos os procedimentos adotados pela autuada, não havendo qualquer irregularidade ou até mesmo valor do imposto que deixou de ser lançado ou recolhido, que possam ensejar multa. DA INDEVIDA APLICAÇÃO DE JUROS SOBRE MULTA........ Fl. 573DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 574 5 A multa de ofício aplicada não está sujeita aos juros de mora pela taxa SELIC, pelo fato do que a multa de oficio não é débito decorrente de tributos e contribuições. Sua origem decorre dos termos do artigo 43 da lei n 9.430/96, de forma a que descabe a aplicação da SELIC sobre multa. ....... DA VIOLAÇÃO DOS POSTULADOS DA PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE Os valores expressivos das multas (de oficio e regulamentar) apresentamse totalmente dissociados da finalidade pretendida com sua aplicação, fazendose com que, no caso vertente, não se verifique a necessária relação de proporcionalidade entre o meio adotado (multa) e o respectivo fim pretendido pela norma punitiva. ......... Com efeito, a acusação fiscal lavrada de forma ilegal e arbitrária, impõe multa com nítido caráter confiscatório e notadamente desproporcional. ............... DO PEDIDO A vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja acolhida a presente impugnação para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado. E, caso assim, não seja entendimento, pede prazo para exibição das declarações de preponderância, ou intimação dos terceiros para que a apresentem. E, no tocante a multa, a sua relevação ou redução em razão da ocorrência da espontaneidade.” A DRJ Belém, julgou o processo, Acórdão nº 0133.441, em 10/01/2017, julgando procedente em parte a impugnação e cancelando em parte o crédito tributário exigido. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2010 a 30/04/2010, 01/01/2011 a 31/03/2013 CRÉDITO . INSUMOS. Somente geram direito ao crédito do imposto os materiais que se enquadrem no conceito jurídico de insumo, ou seja, aqueles que se desgastem ou sejam consumidos mediante contato físico direto com o produto em fabricação. SUSPENSÃO. Quando não forem satisfeitos os requisitos que condicionaram a suspensão, o imposto tornarseá imediatamente exigível, como se a suspensão não existisse. Fl. 574DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 575 6 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2010, 2011, 2012, 2013 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. O instituto da denúncia espontânea é princípio consagrado pelo art. 138 do Código Tributário Nacional, segundo o qual a responsabilidade do infrator é excluída pela comunicação voluntária da infração antes de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a mesma. Importante notar que o citado artigo impõe ainda que a denúncia seja acompanhada do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou ainda do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. MULTA DE OFÍCIO. A formalização do crédito tributário pelo lançamento de ofício, conforme art. 142 do CTN, decorre do caráter vinculado e obrigatório do ato administrativo, não podendo a fiscalização, sob pena de responsabilidade funcional, eximir se de efetuálo. MULTA REGULAMENTAR. RESSARCIMENTO INDEFERIDO. Deixase de aplicar a multa isolada prevista nos §§ 15 e 16 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, revogados pela Medida Provisória nº 656, de 7 de 2014, e pela Medida Provisória nº668, de 30 de 2015, convertida na Lei A empresa apresentou Recurso Voluntário: 1) Não indicação da NCM que o fisco entendeu correta para demonstração que a alíquota utilizada pelo contribuinte está equivocada; 2) Das saídas com suspensão do IPI. Ausência de intimação dos terceiros para apresentação das declarações. Presunção insuficiente para afastar a suspensão; 3) créditos básicos (bronze, aço 1010, aço 1020, aço 1045, alumínio, cobre, aço a36, aço vc131, aço 4340, aço d2, aço 8620 e aço vw3). Produtos intermediários: possibilidade de crédito de IPI. Parecer normativo CST 65/79, solução de consulta Disit nº 7/2004 e solução de consulta Cosit nº 24/2014; 4) impossibilidade de cobrança de juros sobre a multa. Inexistência de fundamento legal expresso. Posicionamento do carf; 5) desproporcionalidade e desarrazoabilidade das multas impostas. Efeito confiscatório. É o relatório. Fl. 575DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 576 7 Voto Conselheira Mara Cristina Sifuentes, Relatora. O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade por isso dele tomo conhecimento. 1) Não indicação da NCM que o fisco entendeu correta para demonstração que a alíquota utilizada pelo contribuinte está equivocada A recorrente alega que alega que a fiscalização trouxe relação de notas fiscais de saídas com diferença de alíquota, onde houve a apresentação da nova alíquota TIPI por considerar que a utilizada pela empresa estava equivocada, mas em nenhum momento trouxe a base legal que utilizou para determinar a alíquota correta, qual seja, o código NCM que entendia ser correto. No item 3.2 do relatório fiscal consta que algumas vendas de produtos tributados foram efetuadas em desacordo com a legislação vigente, e a relação de notas fiscais em que foi apurado o erro no destaque do IPI encontrase às fl. 413 a 420: 3.2 – SAÍDAS COM ERRO DE ALÍQUOTA => O sujeito passivo realizou vendas de produtos tributados em desacordo com a legislação vigente, ou seja, com o destaque a menor do IPI por erro de alíquota em relação à TIPI, conforme “Relação das Notas Fiscais de Saídas com Diferença de Alíquota” (em anexo). Não houve reclassificação fiscal dos produtos na NCM mas apenas apuração da alíquota correta que estava vigente à época da emissão das notas ficais. No auto de infração, fls. 13 a 15 consta a fundamentação legal utilizada pela fiscalização para aplicar a alíquota correta do IPI, com a indicação de quais os diplomas legais que foram utilizados para se apurar a alíquota vigente à época: 0002 PRODUTO SAÍDO DO ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL OU EQUIPARADO A INDUSTRIAL COM EMISSÃO DE NOTA FISCAL SAÍDA DE PRODUTOS SEM LANÇAMENTO DO IPI INOBSERVÂNCIA DE CLASSIFICAÇÃO FISCAL E/OU ALÍQUOTA DO IPI Falta de lançamento de imposto por ter o estabelecimento industrial promovido a saída de produtos tributados com falta de lançamento de imposto, por erro de alíquota, conforme Relatório Fiscal em anexo. ... Enquadramento Legal Fatos geradores ocorridos entre 01/04/2010 e 31/05/2010: Art. 24, inciso II, do Decreto nº 4.544/02 (RIPI/02); Fl. 576DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 577 8 Arts. 15, 16, 17, 34, inciso II, 122, 123, inciso I, alínea "b" e inciso II, alínea "c", 127, caput e parágrafo único, 130, 200, inciso IV, do Decreto nº 4.544/02 (RIPI/02); Art. 1º da Lei nº 8.850/94, com as alterações introduzidas pelo art. 12, inciso I, da Lei nº 11.933/09; Art. 52 da Lei nº 8.383/91, com as alterações introduzidas pelo art. 8º da Lei nº 11.774/08; Art. 52 da Lei nº 8.383/91, com as alterações introduzidas pelo art. 4º da Lei nº 11.933/09; Fatos geradores ocorridos entre 01/09/2010 e 31/03/2013: Art. 24, inciso II, do Decreto nº 7.212/10 (RIPI/10); Arts. 15, 16, 17, 35, inciso II, 181, 182, inciso I, alínea "b" e inciso II, alínea "c", 186, §§ 2º e 3º, 189, 259, 260, inciso IV, 262, inciso III, do Decreto nº 7.212/10 (RIPI/10); Portanto, não merece prosperar a alegação da recorrente, pois está perfeitamente delineado no auto de infração e relatório fiscal qual o enquadramento legal utilizado, e diferentemente do que foi alegado não houve reclassificação fiscal das mercadorias, apenas identificação de que foi utilizada a alíquota incorreta. 2) Das saídas com suspensão do IPI. Ausência de intimação dos terceiros para apresentação das declarações. Presunção insuficiente para afastar a suspensão. Alega a recorrente que o Fisco prendeuse “ao fato da autuada não ter apresentado as declarações de preponderância das empresas adquirentes relativamente às notas fiscais relacionadas no Auto de Infração” e ao fato de ter a ora Recorrente apresentado referida declaração de uma das empresas sem a devida assinatura. O artigo 29 da Lei nº 10.637/2002, prevê o seguinte: Art. 29. As matériasprimas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem, destinados a estabelecimento que se dedique, preponderantemente, à elaboração de produtos classificados nos Capítulos 2, 3, 4, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 23 (exceto códigos 2309.10.00 e 2309.90.30 e Ex01 no código 2309.90.90), 28, 29, 30, 31 e 64, no código 2209.00.00 e 2501.00.00, e nas posições 21.01 a 21.05.00, da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados TIPI, inclusive aqueles a que corresponde a notação NT (não tributados), sairão do estabelecimento industrial com suspensão do referido imposto. § 1o O disposto neste artigo aplicase, também, às saídas de matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem, quando adquiridos por: I estabelecimentos industriais fabricantes, preponderantemente, de: Fl. 577DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 578 9 a) componentes, chassis, carroçarias, partes e peças dos produtos a que se refere o art. 1o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002; b) partes e peças destinadas a estabelecimento industrial fabricante de produto classificado no Capítulo 88 da Tipi; c) bens de que trata o § 1oC do art. 4o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, que gozem do benefício referido no caput do mencionado artigo; ... § 7o Para os fins do disposto neste artigo, as empresas adquirentes deverão: I atender aos termos e às condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal; II declarar ao vendedor, de forma expressa e sob as penas da lei, que atende a todos os requisitos estabelecidos.” (grifouse) O tema já foi analisado em voto de minha relatoria, acórdão nº 3401005.100, de 20/06/2018, com quase a mesma composição que a atual, os membros do colegiado, por maioria de votos, negaram provimento ao recurso, vencido o Conselheiro Cássio Schappo. Na ocasião discorri que da leitura do dispositivo legal depreendese que alguns são os requisitos que devem ser atendidos pelo produtor e pelo adquirente: 1 – saída de estabelecimento industrial; 2 destinados a estabelecimento que se dedique, preponderantemente, à elaboração de produtos classificados nos Capítulos citados; 3 – atendimento dos termos e condições estabelecidos pela RFB; e 4 – declaração do adquirente ao vendedor que atende aos requisitos estabelecidos. No presente caso após intimação da fiscalização a empresa não apresentou as declarações de todas empresas adquirentes relativamente às notas fiscais que constam nos anexos ao relatório fiscal. Apresentou a declaração de uma empresa adquirente Faurecia Emoissions Control Technologies Limeira Ltda. CNPJ nº 08.515.211/000179 sem a devida assinatura, ou seja, sem validade nenhuma para amparar as operações. Entendo que conforme disciplinado pelo RIPI/02 a saída dos produtos dos estabelecimentos industriais devem seguir as normas expressas no RIPI e as expedidas pela RFB, e quando não forem satisfeitos os requisitos para a suspensão o imposto tornase imediatamente exigível como se a suspensão não existisse. Art. 40. Somente será permitida a saída ou o desembaraço de produtos com suspensão do imposto quando observadas as Fl. 578DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 579 10 normas deste Regulamento e as medidas de controle expedidas pela Secretaria da Receita Federal. (...) Art.42. Quando não forem satisfeitos os requisitos que condicionaram a suspensão, o imposto tornarseá imediatamente exigível, como se a suspensão não existisse. § 1º Se a suspensão estiver condicionada à destinação do produto e a este for dado destino diverso do previsto, estará o responsável pelo fato sujeito ao pagamento do imposto e da penalidade cabível, como se a suspensão não existisse. § 2o Cumprirá a exigência: I o recebedor do produto, no caso de emprego ou destinação diferentes dos que condicionaram a suspensão; II o remetente do produto, nos demais casos. Claro que só se pode exigir o imposto daquele que deixou de recolhêlo. Assim é que a empresa adquirente declara que irá cumprir os requisitos da lei, por isso a empresa produtora vende os produtos com base nessa declaração e dá saída nos produtos com suspensão. Mas em procedimento de fiscalização se ficar comprovado que os produtos não foram utilizados conforme determina a legislação devese retroagir na cadeia e cobrar daquele que deu saída com suspensão. Esse entendimento está confirmado pela Solução de Consulta nº 199, de 17/11/2003 e o acórdão nº 20174603, de 22/05/2001: ASSUNTO: Imposto sobre Produtos IndustrializadosIPI EMENTA: IPI. SUSPENSÃO. DESATENDIMENTO DE NORMAS E REQUISITOS. RESPONSABILIDADE. As pessoas que desatenderem as normas e requisitos a que estiver condicionada a suspensão de IPI estão obrigadas ao pagamento do imposto. ACÓRDÃO 20174603 – 2º Conselho. EMENTA : IPI SUSPENSÃO ART. 3o DA LEI N° 8.402/92 E DECRETO N° 452/88 – RESPONSABILIDADE Descumprindo o adquirente da mercadoria requisito de suspensão da incidência do IPI, sujeitase ao recolhimento imediato do imposto, a teor do artigo 35, I, do RIPI/82. Recurso Negado. No caso em análise não foram apresentadas as declarações, diferentemente do acórdão citado de minha relatoria, em que foram apresentadas declarações que não condiziam com a realidade. Fl. 579DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 580 11 A recorrente alega que está providenciando os documentos, que não apresentou até o momento, e que já encontrase precluso seu direito de apresentálos. Também reclama da falta de intimação dos terceiros envolvidos. Ora a Lei é clara ao dispor que as empresas adquirentes deverão declarar ao vendedor que atendem aos requisitos da lei. Assim é que a recorrente que deveria ter diligenciado para ver cumprido os requisitos da Lei e não usufruir os beneplácitos legais sem a contrapartida imposta legalmente. Quanto a declaração que conseguiu juntar acompanho o já decidido pela DRJ: 11. Com referência às declarações apresentadas, temse que na “Relação das Notas Fiscais de Saídas sem Amparo da Declaração da Preponderância da Produção”, elaborada pela fiscalização (fls. 42/145), não consta saída para o CNPJ nº 08.515.211/000179 (existente até 30.12.2011). Já no que diz respeito à declaração de fl. 483, a mesma foi feita em período posterior aos da ação fiscal, sem identificação do signatário, não podendo ser reconhecida sua validade. 3) Créditos básicos (bronze, aço 1010, aço 1020, aço 1045, alumínio, cobre, aço a36, aço vc131, aço 4340, aço d2, aço 8620 e aço vw3). Produtos intermediários: possibilidade de crédito de IPI. Parecer normativo CST 65/79, solução de consulta Disit nº 7/2004 e solução de consulta Cosit nº 24/2014. A recorrente alega ser seu processo produtivo preponderante o fornecimento de peças e acessórios para veículos e que a fabricação de ferramentas industriais é parte integrante do processo, e sem as mesmas não é possível a fabricação das referidas peças e acessórios. Para ela essas ferramentas constituem produto intermediário relacionado ao produto final, e possuem vida útil inferior a 12 meses, não sendo bens de ativo permanente. E para fabricação de ferramental são utilizadas matérias primas, tais como: bronze, aço 1010, aço 1020, aço 1045, alumínio, cobre, aço A36, aço VC131, aço 4340, aço D2, aço VC131, aço 8620. Para efeitos do crédito do IPI o regulamento determina a inclusão de matériasprima, produtos intermediários e material de embalagem, mesmo os que não se integrando o produto final sejam consumidos no processo de industrialização. É certo que o insumo aceito para fins de creditamento do IPI deve ser aquele que tem ação direta sobre o produto produzido. Assim é que o Parecer Normativo CST nº 65, de 1979, embora antigo é o que ainda esclarece a matéria: 6 Todavia, relativamente aos produtos referidos na segunda parte, matériasprimas e produtos intermediários entendidos em sentido amplo, ou seja, aqueles que embora não sofram as referidas operações são nelas utilizados, se consumindo em virtude do contato físico com o produto em fabricação, tais como lixas, lâminas de serra e catalisadores, além da ressalva de não gerarem o direito se compreendidos no ativo permanente, exige se uma série de considerações. Fl. 580DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 581 12 ... 10.1 Como o texto fala em ‘incluindose entre as matérias primas e os produtos intermediários’, é evidente que tais bens hão de guardar semelhança com as matériasprimas e os produtos intermediários ‘stricto sensu’, semelhança esta que reside no fato de exercerem na operação de industrialização função análoga a destes, ou seja, se consumirem em decorrência de um contato físico, ou melhor dizendo, de uma ação diretamente exercida sobre o produto de fabricação, ou por este diretamente sofrida. 10.2 A expressão ‘consumidos’ sobretudo levandose em conta que as restrições ‘imediata e integralmente’, constantes do dispositivo correspondente do Regulamento anterior, foram omitidas, há de ser entendida em sentido amplo, abrangendo, exemplificativamente, o desgaste, o desbaste, o dano e a perda de propriedades físicas ou químicas, desde que decorrentes de ação direta do insumo sobre o produto em fabricação, ou deste sobre o insumo. 11 Em resumo, geram o direito ao crédito, alem dos que se integram ao produto final (matériasprimas e produtos intermediários, “stricto senso”, material de embalagens), quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação; ou viceversa, proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização, desde que não devam, em face dos princípios contábeis geralmente aceitos, ser incluídos no ativo permanente. Ora os insumos glosados foram consumidos na fabricação de ferramentas utilizadas no processo produtivo. E não existe previsão legal no regulamento do IPI para se aproveitar esses créditos. Assim, não se admite o crédito dos produtos excluídos pela fiscalização (fls. 421/424), pois não se enquadram no conceito de MP, PI, ou ME. Ou seja, o termo “insumo” para fins de IPI possui conceito jurídico, e não contábil ou econômico. Como foi seguido estritamente o direito a crédito relativo a MP, PI e ME adquiridos para emprego na industrialização, portanto, não há que se falar em violação ao art. 25, inciso I, da Lei n° 4.502, de 1964. 4) Impossibilidade de cobrança de juros sobre a multa. Inexistência de fundamento legal expresso. Posicionamento do carf. Quanto a cobrança dos juros de mora sobre a multa de ofício entendo cabível conforme tenho votado e consta de pronunciamento não unânime dessa turma. Os juros moratórios incidem sobre o crédito tributário não integralmente pago, no intuito de corrigir os valores devidos, sem se configurar em penalidade. A pena pelo Fl. 581DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 582 13 atraso no pagamento é resolvida pela multa de mora. O juro não possui caráter punitivo. Reproduzo o esclarecimento do Dr. Paulo de Barros Carvalho: Instituídos em lei e cobrados mediante atividade administrativa plenamente vinculada, distam de ser equiparados aos juros de mora convencionados pelas partes, debaixo do regime da autonomia da vontade. Sua cobrança pela Administração não tem fins punitivos, que atemorizem os retardatários ou o desestimule na prática da dilação do pagamento. Para isso atuam as multas moratórias. Os juros adquirem um traço remuneratório do capital que permanece em mãos do administrado por tempo excedente ao permitido. Essa particularidade ganha realce, na medida em que o valor monetário da dívida se vai corrigindo, o que presume manterse constante com o passar do tempo. Ainda que cobrados em taxas diminutas (1% do montante devido, quando a lei não dispuser sobre outro valor percentual), os juros de mora são adicionados à quantia do débito, e exibem, então, sua essência remuneratória, motivada pela circunstância de o contribuinte reter consigo importância que não lhe pertence. A previsão para a cobrança dos juros de mora consta do art. 161 do Código Tributário Nacional: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. A multa de ofício é lançada em conjunto com o principal fazendo um crédito único. Não ocorrendo o pagamento, a Fazenda Pública deixa de receber todo o crédito tributário que a ela era devida, e assim, faz jus a receber juros de mora sobre este montante. O CTN define como sujeito a multa de mora, o crédito não integralmente pago no vencimento, não existindo nenhuma determinação legal para excluir do conceito de créditos não integralmente pagos, a multa de ofício. Destarte não há como separar a multa de ofício do total do crédito exigido. Ademais foi publicada recentemente a súmula CARF tornando obrigatória a incidência de juros moratórios sobre a multa de ofício: Súmula CARF nº 108 Incidem juros moratórios, calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, sobre o valor correspondente à multa de ofício. 5) Desproporcionalidade e desarrazoabilidade das multas impostas. Efeito confiscatório. Fl. 582DF CARF MF Processo nº 10865.720497/201473 Acórdão n.º 3401005.805 S3C4T1 Fl. 583 14 Quanto desproporcionalidade e desarrazoabilidade das multas impostas, a sua imposição está prevista no art. 44, I da Lei nº 9.430/96: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Vide Lei nº 10.892, de 2004) (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Vide Lei nº 10.892, de 2004) (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007)” E o art. 44 da Lei nº 9.430/96 não permite qualquer mitigação, sendo categórico em determinar a incidência do percentual fixo de 75% (setenta e cinco por cento) aos casos de falta de pagamento de tributos nos casos de lançamento de ofício. E cabe lembrar que às instâncias administrativas, pelo caráter vinculado de sua atuação, não é dada a atribuição de apreciar questões que tanjam à constitucionalidade de qualquer lei ou ato normativo. Esse assunto já restou sumulado pelo CARF: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Por todo exposto voto por conhecer do Recurso Voluntário e no mérito por negarlhe provimento. Mara Cristina Sifuentes Relatora (assinado digitalmente) Fl. 583DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10467.900337/2011-56
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Feb 07 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3301-000.995
Decisão:
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que o processo seja devidamente instruído com o Despacho Decisório e eventuais informações complementares.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Winderley Morais Pereira (Presidente) e Marcos Roberto da Silva (Suplente Convocado).
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Feb 07 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 10467.900337/2011-56
anomes_publicacao_s : 201902
conteudo_id_s : 5960671
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Feb 07 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3301-000.995
nome_arquivo_s : Decisao_10467900337201156.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : WINDERLEY MORAIS PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10467900337201156_5960671.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que o processo seja devidamente instruído com o Despacho Decisório e eventuais informações complementares. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Winderley Morais Pereira (Presidente) e Marcos Roberto da Silva (Suplente Convocado).
dt_sessao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2018
id : 7602158
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:37:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414925672448
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1820; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 2 1 1 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10467.900337/201156 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3301000.995 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 27 de novembro de 2018 Assunto RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO Recorrente JORNAL CORREIO DA PARAÍBA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência à Unidade de Origem, para que o processo seja devidamente instruído com o Despacho Decisório e eventuais informações complementares. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Semíramis de Oliveira Duro, Valcir Gassen, Winderley Morais Pereira (Presidente) e Marcos Roberto da Silva (Suplente Convocado). Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada, mantendo a decisão da repartição de origem que indeferira o pedido de ressarcimento de saldo credor de IPI e não homologara a compensação declarada, em razão do fato de que os créditos do IPI se referiam a aquisições de insumos empregados na produção de águas minerais, classificadas na TIPI como NT (Não Tributadas), tratandose de produto fora do campo de incidência do imposto. Em sua Manifestação de Inconformidade, o contribuinte reiterou seu pedido de ressarcimento, com base no princípio da não cumulatividade, inclusive na saída de produtos imunes, conforme doutrina e julgados que citou. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 04 67 .9 00 33 7/ 20 11 -5 6 Fl. 135DF CARF MF Processo nº 10467.900337/201156 Resolução nº 3301000.995 S3C3T1 Fl. 3 2 A Delegacia de Julgamento (DRJ) julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, sob o fundamento de que não alcançava os insumos empregados em mercadorias não tributadas (N/T) o direito ao aproveitamento, nas condições estabelecidas no art. 11 da Lei n° 9.779, de 1999, do saldo credor de IPI decorrente da aquisição de matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem aplicados na industrialização de produtos, isentos ou tributados à alíquota zero. Cientificado da decisão de primeira instância, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, em que repetiu os argumentos incluídos na Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Voto Winderley Morais Pereira, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF 343, de 9 de junho de 2015, aplicandose, portanto, ao presente litígio o decidido na Resolução nº 3301000.992, de 27/11/2018, proferida no julgamento do processo nº 10467.900230/201299, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Resolução nº 3301000.992): Os autos foram instruídos com o Despacho Decisório n° 022397195 (fl. 24), em que consta um número de processo de crédito diferente do número do presente processo, qual seja, 10467900.232/201288. A manifestação de inconformidade e o recurso voluntário combatem um outro Despacho Decisório, o de número 022397178 (fls. 27 e 46 manifestação de inconformidade), no qual, porém, consta como processo de crédito o número do presente: 10467.900230/201299. Os valores dos créditos e correspondentes débitos (considerados como não liquidados, em razão das glosas) são distintos (fl. 24 R$ 14.230,94 / R$ 10.363,10, e fl. 46 R$ 16.942,93 / R$ 15.794,67), porém dizem respeito a ressarcimento de créditos de IPI do 2° trimestre de 2007. O Acórdão da DRJ (fls. 79 a 86) trata da controvérsia, sem, todavia, citar o número do Despacho Decisório ou da folha dos autos em que se encontrava ou mesmo do valor do crédito em discussão. Isto posto, proponho que o presente julgamento seja convertido em diligência, para que o presente processo seja devidamente instruído com o Despacho Decisório e eventuais informações complementares (ex: informação fiscal, relatório de auditoria fiscal etc.) concernentes ao presente processo (10467.900230/201299). Em seguida, deve ser dada ciência às partes e aberto prazo para manifestações. Findo o prazo, os autos devem retornar conclusos para julgamento. Fl. 136DF CARF MF Processo nº 10467.900337/201156 Resolução nº 3301000.995 S3C3T1 Fl. 4 3 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu converter o julgamento em diligência para que o presente processo seja devidamente instruído com o Despacho Decisório e eventuais informações complementares (ex: informação fiscal, relatório de auditoria fiscal etc.) concernentes ao presente processo. Em seguida, deve ser dada ciência às partes e aberto prazo para manifestações. Findo o prazo, os autos devem retornar conclusos para julgamento. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Fl. 137DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15375.003881/2009-86
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Jan 16 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2002
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE. NATUREZA DO VÍCIO. VÍCIO FORMAL.
Eventual deficiência do instrumento de autuação quanto à descrição do critério empregado na aferição indireta da base de cálculo da contribuição configura vício formal, e não material.
Numero da decisão: 9202-007.407
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento, vencidas as conselheiras Patrícia da Silva e Ana Paula Fernandes, que lhe negaram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri.
Assinado digitalmente
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Pedro Paulo Pereira Barbosa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201811
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2002 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE. NATUREZA DO VÍCIO. VÍCIO FORMAL. Eventual deficiência do instrumento de autuação quanto à descrição do critério empregado na aferição indireta da base de cálculo da contribuição configura vício formal, e não material.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 16 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 15375.003881/2009-86
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5949773
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jan 16 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 9202-007.407
nome_arquivo_s : Decisao_15375003881200986.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
nome_arquivo_pdf_s : 15375003881200986_5949773.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento, vencidas as conselheiras Patrícia da Silva e Ana Paula Fernandes, que lhe negaram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Assinado digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em exercício. Assinado digitalmente Pedro Paulo Pereira Barbosa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
dt_sessao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2018
id : 7573055
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:35:49 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051414977052672
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1643; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 2 1 1 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 15375.003881/200986 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202007.407 – 2ª Turma Sessão de 29 de novembro de 2018 Matéria Nulidade Natrureza do vício. Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado D'EL REY SERVIÇOS GERAIS LTDA. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2002 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NULIDADE. NATUREZA DO VÍCIO. VÍCIO FORMAL. Eventual deficiência do instrumento de autuação quanto à descrição do critério empregado na aferição indireta da base de cálculo da contribuição configura vício formal, e não material. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em darlhe provimento, vencidas as conselheiras Patrícia da Silva e Ana Paula Fernandes, que lhe negaram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Assinado digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em exercício. Assinado digitalmente Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 5. 00 38 81 /2 00 9- 86 Fl. 1051DF CARF MF 2 Relatório Cuidase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional em face do Acórdão nº 240202.029. proferido na sessão de 28 de setembro de 2011, assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/2002 ERRO NA DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA TRIBUTÁVEL E NO CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. VÍCIO MATERIAL. OCORRÊNCIA. A matéria tributável e o cálculo do montante devido constitui elemento material/intrínseco do lançamento, nos termos do art. 142 do CTN. A adoção de métodos que resultem em base de cálculo incerta e duvidosa constitui ofensa aos elementos substanciais do lançamento, motivo pelo qual deve ser reconhecida sua total nulidade, por vício material. A decisão foi assim registrada: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso para nulidade do lançamento por vício material. O recurso visava rediscutir a nulidade do lançamento e, alternativamente, a natureza do vício que ensejou essa nulidade, se formal ou matéria. E exame preliminar de admissibilidade, o Presidente da Quarta Câmara, da Segunda Seção do CARF deu parcial seguimento ao recurso, apenas relativamente à segunda matéria. Em suas razões recursais, quanto à matéria que teve seguimento, a Fazenda Nacional aduz, em síntese, que o vício é formal quando a declaração da vontade traduzida no ato administrativo de processa com a preterição de alguma formalidade essencial ou que o ato não se revista da forma legal; que no caso sob análise o lançamento foi anulado porque reconheceu que houve falha no cálculo do montante devido. Cientificada do Acórdão de Recurso Voluntário, do Recurso Especial da Procuradoria e do Despacho que lhe deu seguimento em 25/09/2013 (AR, efls. 137) a contribuinte não apresentou contrarrazões. É o relatório. Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator Fl. 1052DF CARF MF Processo nº 15375.003881/200986 Acórdão n.º 9202007.407 CSRFT2 Fl. 3 3 O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade. Dele conheço. Quanto ao mérito, como se colhe do relatório, o recurso prosseguiu apenas quanto à definição da natureza do vício que ensejou o lançamento, se formal ou material. O Recorrido declarou a nulidade do lançamento por vício material sob o fundamento de que este incorreu em erro no cálculo do tributo devido, conforme o seguinte excerto do voto condutor do julgado. Entendo, contudo, que o procedimento adotado pela fiscalização para calcular a contribuição devida está equivocado. Isso porque, as informações levantadas pela fiscalização evidenciam apenas que havia valores devidos no mês de 06/1997, os quais somente poderiam ser lançados por arbitramento neste mesmo mês, caso ainda não fosse possível chegar à base de cálculo “direta” utilizandose apenas as notas fiscais que foram encontradas sem correspondência nas folhas de pagamento. A fiscalização jamais poderia ter se utilizado de dados relativos a um único mês (06/1997) para lançar por aferição indireta contribuições de diversos períodos (01/1999 a 03/2002) que sequer possuem conexão com aquele, mormente quando não restou demonstrado o motivo pelo qual foram reputados como devidos os mesmos valores em todos os meses autuados, não sendo possível sequer afirmar que a contabilidade da empresa, em qualquer um desses períodos, era imprestável a ponto de permitir a adoção deste método excepcional. [...] Destarte, em que pese ser plausível a adoção do procedimento de aferição indireta para o período de 06/1997 (considerando que não haviam notas fiscais individualizadas), não foi demonstrado qualquer nexo entre referido período com os demais ora autuados, o que leva à conclusão de que a forma de cálculo utilizada para efetivar o arbitramento foi totalmente equivocada. Entendo que a fiscalização, ao atuar dessa forma, utilizou indevidamente o procedimento de aferição indireta previsto no art. 33, § 3º, da Lei nº 8.212/1991, calculando valores estimados sem o devido amparo documental, maculando elementos intrínsecos do lançamento, quais sejam, a matéria tributável e o cálculo do montante devido, previstos no art. 142 do CTN2. [...] Assim, quando a fiscalização não observa na sua atividade os elementos intrínsecos do lançamento (no caso, a matéria tributável e o cálculo do montante devido), ela certamente estará infringindo a disposição legal pertinente (seja aquela aplicável Fl. 1053DF CARF MF 4 ao cálculo do montante devido, ou à determinação do fato gerador, etc.), importando na existência de um vício material. Como se vê, o que se rejeitou no Recorrido foi o critério adotado pela Fiscalização para o cálculo da contribuição por aferição indireta. , conforme o seguinte fragmento do voto condutor do julgado: 10. Assim, constatado que a Del Rey Serviços Gerais Ltda não apresentou informações e documentos solicitados, de interesse do Instituto Nacional do Seguro Social, impõese à fiscalização efetuar lançamento por meio de arbitramento, como forma de apuração do valor das contribuições para o órgão previdenciário, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário, conforme determinação do artigo 148 do Código Tributário Nacional, do artigo 33, § 3.° da Lei 8.212/91, do artigo 233 do Decreto 3.048/99. 11. Metodologia seguida para o arbitramento. A planilha do item 8 demonstra que houve 146 tomadores de serviço na competência 06/97 e a planilha de item 7 demonstra que houve 86 folhas de pagamento em 06/97 contendo 124 códigos de tomadores de serviços, logo em 06/97 houve 22 tomadores de serviço sem folha de pagamento. Assim, será feito levantamento por arbitramento de contribuições previdenciárias incidentes sobre o valor equivalente ao produto da média salarial/tomador pelo número de tomadores sem folha, que foram apurados na competência 06/97, porque a Lei 9.032 que alterou a Lei 8.212/91, exige a elaboração de folhas de pagamento distintas para cada tomador de serviço. No trecho acima a Fiscalização expôs com clareza os critérios adotados para a aferição indireta, utilizando como base as informações disponíveis, que é o que caracteriza a aferição indireta. Ora, não cabe ao órgão julgador administrativo questionar o critério de aferição indireta adotado pela Fiscalização e muito menos inquinar de nulo o lançamento por discordar do critério adotado. O processo administrativo fiscal visar o exame da legalidade do lançamento à luz do contraditório. Nesse sentido, caberia ao julgador decidir sobre a legalidade ou ilegalidade da utilização da aferição indireta para o lançamento e, neste caso, o acórdão recorrido não apontou essa ilegalidade. A aferição indireta justificase exatamente pela ausência de elementos suficientes para se apurar a contribuição com base na “aferição direta”, em regra pela não apresentação desses elementos pelo sujeito passivo. E isso foi dito e demonstrado na autuação. Portanto, nesse aspecto o lançamento é absolutamente regular. Contudo, como a discussão sobre a nulidade ou não do lançamento não foi devolvida a este colegiado, mas apenas a natureza do vício que ensejou o lançamento, na esteira da posição que vem sendo assumida neste Colegiado de considerar formal o vício que ensejou a declaração da nulidade do lançamento quando não se verifica essa nulidade, concluo pela natureza formal do vício. Caberia, portanto, à autoridade lançadora, no caso de refazimento do lançamento apenas melhor explicitar os critérios de cálculo, aspecto meramente formal, sem alteração no valor apurado. Fl. 1054DF CARF MF Processo nº 15375.003881/200986 Acórdão n.º 9202007.407 CSRFT2 Fl. 4 5 Ante o exposto, conheço do recurso e, no mérito, doulhe provimento. Assinado digitalmente Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator Fl. 1055DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 12585.000268/2010-87
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Oct 22 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Thu Jan 17 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3401-001.551
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB tome as seguintes providências: (i) manifeste-se sobre o documento novo (laudo da Escola Superior da Agricultura da USP); (ii) verifique se as receitas decorrentes de vendas a empresas comerciais exportadoras com o fim específico de exportação culminaram em efetivas exportações, ou se foram apenas realizadas vendas no mercado interno; (iii) analise a origem dos créditos registrados fora da competência da emissão da nota fiscal e dos extemporâneos, para que se possa aferir se constituem insumos ou não, com a devida quantificação; (iv) elabore relatório circunstanciado e conclusivo a respeito dos procedimentos realizados; e (v) cientifique a interessada do resultado da diligência, concedendo-lhe prazo de 30 (trinta) dias para manifestação, após o qual devem ser os autos remetidos ao CARF, para julgamento.
(assinado digitalmente)
Rosaldo Trevisan Presidente e Redator Ad Hoc.
Participaram do presente julgamento os conselheiros Rosaldo Trevisan (presidente), Marcos Antonio Borges (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente). Ausente justificadamente a Conselheira Mara Cristina Sifuentes.
Nome do relator: ANDRE HENRIQUE LEMOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201810
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jan 17 00:00:00 UTC 2019
numero_processo_s : 12585.000268/2010-87
anomes_publicacao_s : 201901
conteudo_id_s : 5950479
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jan 17 00:00:00 UTC 2019
numero_decisao_s : 3401-001.551
nome_arquivo_s : Decisao_12585000268201087.PDF
ano_publicacao_s : 2019
nome_relator_s : ANDRE HENRIQUE LEMOS
nome_arquivo_pdf_s : 12585000268201087_5950479.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB tome as seguintes providências: (i) manifeste-se sobre o documento novo (laudo da Escola Superior da Agricultura da USP); (ii) verifique se as receitas decorrentes de vendas a empresas comerciais exportadoras com o fim específico de exportação culminaram em efetivas exportações, ou se foram apenas realizadas vendas no mercado interno; (iii) analise a origem dos créditos registrados fora da competência da emissão da nota fiscal e dos extemporâneos, para que se possa aferir se constituem insumos ou não, com a devida quantificação; (iv) elabore relatório circunstanciado e conclusivo a respeito dos procedimentos realizados; e (v) cientifique a interessada do resultado da diligência, concedendo-lhe prazo de 30 (trinta) dias para manifestação, após o qual devem ser os autos remetidos ao CARF, para julgamento. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Presidente e Redator Ad Hoc. Participaram do presente julgamento os conselheiros Rosaldo Trevisan (presidente), Marcos Antonio Borges (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente). Ausente justificadamente a Conselheira Mara Cristina Sifuentes.
dt_sessao_tdt : Mon Oct 22 00:00:00 UTC 2018
id : 7575906
ano_sessao_s : 2018
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 11:35:57 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713051415063035904
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1905; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 6.937 1 6.936 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12585.000268/201087 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3401001.551 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 22 de outubro de 2018 Assunto PER/DCOMP PIS/COFINS Recorrente FIBRIA CELULOSE S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora da RFB tome as seguintes providências: (i) manifestese sobre o documento novo (laudo da Escola Superior da Agricultura da USP); (ii) verifique se as receitas decorrentes de vendas a empresas comerciais exportadoras com o fim específico de exportação culminaram em efetivas exportações, ou se foram apenas realizadas vendas no mercado interno; (iii) analise a origem dos créditos registrados fora da competência da emissão da nota fiscal e dos extemporâneos, para que se possa aferir se constituem insumos ou não, com a devida quantificação; (iv) elabore relatório circunstanciado e conclusivo a respeito dos procedimentos realizados; e (v) cientifique a interessada do resultado da diligência, concedendolhe prazo de 30 (trinta) dias para manifestação, após o qual devem ser os autos remetidos ao CARF, para julgamento. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan – Presidente e Redator Ad Hoc. Participaram do presente julgamento os conselheiros Rosaldo Trevisan (presidente), Marcos Antonio Borges (suplente convocado), Tiago Guerra Machado, Lázaro Antonio Souza Soares, André Henrique Lemos, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Cássio Schappo, e Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vicepresidente). Ausente justificadamente a Conselheira Mara Cristina Sifuentes. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 25 85 .0 00 26 8/ 20 10 -8 7 Fl. 6937DF CARF MF Processo nº 12585.000268/201087 Resolução nº 3401001.551 S3C4T1 Fl. 6.938 2 Relatório Versam os autos sobre análise e acompanhamento de Pedido Eletrônico de Ressarcimento (PER) de créditos de COFINS nãocumulativa, vinculados a receitas de exportação relativas ao 2o trimestre de 2009 e de Declarações de Compensação (DCOMP) onde se pretendem compensar vários débitos com o crédito oriundo do ressarcimento. Após realizar as devidas análises e verificações, a DERAT/SP exarou Despacho Decisório, indeferindo o pedido de ressarcimento e não homologando as compensações declaradas, vinculadas ao pretenso crédito. Desafiando o referido Despacho Decisório, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, juntado documentos, e argumentando que: 1) Índice de rateio proporcional relativamente às receitas de exportação e do mercado interno: A fiscalização alterou o índice de rateio proporcional dos créditos da Cofins calculados sobre custos e despesas comuns à receita do mercado, interno e de exportação. Seu entendimento era de que o momento do embarque da mercadoria é o parâmetro a ser considerado para a apuração dos valores exportados a cada mês, conforme o art.1º do Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 22, de 5 de novembro de 2002. Considerou como receita de exportação os valores constantes no SISCOMEX conforme a data de embarque das mercadorias, extraindo os dados do sistema DWAduaneiro. Contudo, resta totalmente equivocado o entendimento fiscal, quer em razão de que o ADI SRF nº 22/2002 não é aplicável na apuração de créditos de COFINS nãocumulativa, quer por este entendimento não possuir base legal, bem como violar as normas de apuração da contribuição. Ademais, a interpretação fiscal colidiria com o §3º do art.6º, c/c§8º do art.3º da Lei nº 10.833 de 2003, que dispõe que o rateio será proporcional ao auferimento de receitas, sem impor que tenha havido o embarque da mercadoria ao exterior para que as receitas auferidas fossem consideradas exportação. 2) Momento de apuração de créditos decorrentes de bens e serviços utilizados como insumos: no DD foram glosados créditos de COFINS ao fundamento de que a empresa teria reconhecido o crédito fora do período de sua apuração. A Fiscalização sustenta que a data da emissão da Nota Fiscal é o parâmetro correto para a apuração mensal dos créditos (...) referentes a bens e serviços utilizados como insumo. No entanto, no momento da emissão de uma NF não há como sustentar que o bem foi adquirido pela empresa, pois esta aquisição somente se dará no momento da efetiva entrega material do bem, quando ocorre a tradição da coisa, sendo manifestamente ilegítimo considerar este momento como sendo a data em que se adquire o bem, notadamente para fins tributários. O procedimento da empresa está correto ao reconhecer o crédito da COFINS no regime da não cumulatividade no momento da entrada em seu estabelecimento do insumo adquirido, quando efetivamente recebe a NF emitida pelo vendedor. É nesse momento que há a efetiva tradição da coisa, podendo ser considerado o bem adquirido. No que tange aos serviços, somente após a efetiva conclusão dos serviços é que o prestador passa a ter o direito à retribuição que é imanente a este tipo de contrato. Apenas com a prestação encerrada é que se pode considerar como adquiridos os serviços. No caso concreto, a empresa reconheceu o crédito de eventuais serviços no momento em que recebeu do prestador a NF demonstrando a conclusão do trabalho. É neste momento que o serviço é adquirido pelo contratante e surge para o prestador o direito de receber a retribuição. Antes do trabalho finalizado somente existe uma expectativa de direito sobre a prestação de serviços, até porque em caso de inadimplência o contratante não poderá exigir do contratado Fl. 6938DF CARF MF Processo nº 12585.000268/201087 Resolução nº 3401001.551 S3C4T1 Fl. 6.939 3 a obrigação de fazer, mas tão somente uma indenização. Desta forma, o procedimento da empresa atendeu de forma precisa a legislação em comento, razão pela qual deve ser acolhida sua manifestação de inconformidade. 3) Aproveitamento do crédito em meses subsequentes Desnecessidade de retificação de DACON e DCTF: o Fisco nega a possibilidade de aproveitamento do crédito em período subsequente, denominando aproveitamento de créditos extemporâneos. Depois diz ser possível esse aproveitamento, condicionandoo, entretanto, à retificação de DACON/DCTF pela empresa. Neste particular o equívoco da autuação é manifesto. As leis da nãocumulatividade em momento algum fixaram período para o contribuinte exercer o direito potestativo de descontar o crédito. Não há obrigação de realização do desconto/aproveitamento no mesmo mês de referência de determinação do crédito. A referência a determinado mês (§ 1º do art. 3º da Lei nº 10.833/2003) delimita apenas o valor do crédito apurado naquele mês, mas não limita o aproveitamento do crédito mediante o desconto com o débito àquele mês. A norma legal é expressa ao dizer que o aproveitamento do crédito pode se dar em determinado mês, sendo este o mês de aquisição dos bens/serviços utilizados como insumo – quando efetivamente surge o direito ao crédito – ou, se não utilizado naquele mês, poderá sêlo nos meses subsequentes. Não há nenhuma regra determinando a escrituração e, consequentemente, o aproveitamento do crédito em determinado mês. Simplesmente não existe norma jurídica neste sentido. Na nãocumulatividade não se pode dizer que há aproveitamento extemporâneo de créditos, visto que inexiste um período definido para o aproveitamento, podendo este se dar no mês em que surgiu o direito ao crédito, no mês de aquisição dos bens/serviços utilizados como insumo, ou em meses subsequentes, dependendo dos contribuintes. Além disso, o DACON, por ser de natureza declaratória e não constitutiva, não pode restringir o direito da empresa ao crédito, razão pela qual deve ser acolhida a manifestação da empresa. 4) Glosa de créditos sobre bens e serviços utilizados como insumos: a) inaplicabilidade das INs SRF nºs 247/2002 e 404/2004 (...) b) créditos sobre bens/serviços insumos (...) c) insumos glosados indevidamente: (...) d) crédito sobre a formação de florestas – ativo imobilizado exaustão: (...) e) crédito decorrente de produtos adquiridos de terceiros (...) f) crédito sobre fretes: (...) 5) Créditos vinculados à receita de exportação: (...) 6) Conclusões: a) é inaplicável ao caso o ADI SRF nº 22/2002 para apuração do índice de rateio proporcional no que tange às receitas de exportação e mercado interno, haja vista que referida norma trata de norma isentiva; b) a empresa reconheceu créditos de bens e serviços utilizados como insumo no seu processo produtivo no momento oportuno, ou seja, no momento da entrada em seu estabelecimento, do insumo adquirido, pois operouse a tradição da coisa; c) ainda que assim não fosse, a legislação faculta ao contribuinte a possibilidade de aproveitar os créditos de bens e serviços em meses subsequentes (§ 4º do art. 3º das Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003), o que foi desconsiderado pelo Fisco; d) é inaplicável ao caso as IN SRF nº 247/2002 e 404/2004, pois trazem em seu bojo equivoco conceito de insumo relativo a nãocumulatividade do IPI, restringindo, sem qualquer base legal, o direito creditório da empresa; e) a empresa tem direito a créditos de PIS/COFINS, seja em razão dos bens e serviços serem parte indispensável do processo produtivo (insumos), seja em razão Fl. 6939DF CARF MF Processo nº 12585.000268/201087 Resolução nº 3401001.551 S3C4T1 Fl. 6.940 4 das reservas florestais, mesmo estando classificadas contabilmente como ativo imobilizado, sujeitos à exaustão, pois quando da sua utilização, serão também insumos; f) também ensejam créditos aqueles bens ou serviços adquiridos de terceiros, inclusive no caso vertente; g) os fretes suportados durante todo o processo de produção ensejam direito ao crédito, inclusive aqueles destinados à aquisição de matériaprima, destinados à transporte dos produtos em fase de produção entre os estabelecimentos da própria empresa, bem como aqueles que foram realizados durante o processo de formação das reservas florestais que compõe o ativo imobilizado, pois esses se constituem custos de produção; h) todos os custos vinculados à receita de exportação, considerando que se trata de empresa exportadora de pasta de celulosa, conferem crédito de PIS/COFINS. 7) Pedidos: a) requer a realização de diligência e perícia, nos termos do inciso IV do art. 16 do Decreto nº 70.235/1972. Tal diligência/perícia é necessária para a comprovação da real natureza de cada bem/serviço adquiridos pela empresa, como eles são empregados no processo produtivo, que estes são efetivamente usados nos estabelecimentos produtores e industriais, que são custos de produção, que foram contabilizados como tal, dentre outras informações indispensáveis para assegurar o direito ao crédito, bem como buscar a verdade material. Indica peritos e formula quesitos; b) diante da robusta comprovação de que os gastos realizados pela empresa são efetivamente indispensáveis, necessários à produção de seus bens destinados à venda, requer, em preliminar, a nulidade do DD e, por conseguinte, o acolhimento de sua manifestação. Devem ser reconhecidos na integralidade os créditos que foram glosados, seja com fundamento no valor de aquisição dos bens/serviços utilizados como insumos para a produção da celulosa, seja baseado nos encargos de exaustão, ou no conceito de insumo, analogicamente. E assim restou ementado o Acórdão exarado pela DRJ/PORTO ALEGRE, sobre o contencioso: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL PEDIDO DE DILIGÊNCIA OU PERÍCIA. PRESCINDIBILIDADE. Não se justifica a realização de perícia/diligência quando presentes nos autos elementos suficientes para formar a convicção do julgador. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. CONTRIBUINTE. No âmbito específico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório pleiteado. DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Restando consignado no Despacho Decisório, de forma clara e concisa, o motivo do não reconhecimento do direito creditório pleiteado, bem como da não homologação das compensações tencionadas, deve ser afastada a pretensão de declaração de nulidade do ato administrativo. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO ENTENDIMENTOS ADMINISTRATIVOS E MANIFESTAÇÕES DOUTRINÁRIAS. EFEITOS. NÃO VINCULAÇÃO. Fl. 6940DF CARF MF Processo nº 12585.000268/201087 Resolução nº 3401001.551 S3C4T1 Fl. 6.941 5 As referências a entendimentos de segunda instância administrativa ou a manifestações da doutrina especializada, não vinculam os julgamentos emanados pelas Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS REGIME NÃOCUMULATIVO. INSUMOS. CONCEITO. Para ser considerado insumo, o bem ou o serviço, desde que adquirido de pessoa jurídica, deve ter sido consumido, desgastado, ou ter perdidas as suas propriedades físicas ou químicas em razão de ação diretamente exercida sobre o produto em elaboração. REGIME NÃOCUMULATIVO. APURAÇÃO DE CRÉDITOS. RATEIO PROPORCIONAL. Na determinação dos créditos da nãocumulatividade passíveis de ressarcimento/compensação, há de se fazer o rateio proporcional entre as receitas obtidas com operações de exportação e de mercado interno (tributadas e NT). REGIME NÃOCUMULATIVO. EXPORTAÇÃO. FATO GERADOR. ASPECTO TEMPORAL. A receita de exportação deve ser reconhecida na data do embarque dos produtos vendidos para o exterior. REGIME NÃOCUMULATIVO. INSUMOS PARA FORMAÇÃO DE FLORESTAS. INCORPORAÇÃO AO ATIVO IMOBILIZADO. DESCONTO DE CRÉDITO COMO EXAUSTÃO. IMPOSSIBILIDADE. Os custos de formação de floresta são incorporados ao valor desse bem registrado no ativo imobilizado, valor que, na medida da utilização da floresta, deve ser objeto de encargos de exaustão, que não dão direito a crédito por falta de previsão legal. REGIME NÃOCUMULATIVO. DESPESAS COM FRETES. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. Observada a legislação de regência, a regra geral é que em se tratando de despesas com serviços de frete, somente dará direito à apuração de crédito o frete contratado relacionado a operações de venda, onde ocorra a entrega de bens/mercadorias vendidas diretamente aos clientes adquirentes, desde que o ônus tenha sido suportado pela pessoa jurídica vendedora. Inconformada com a r. decisão, a empresa, após ter ciência do Acórdão em 28/05/2015, conforme Termo de Ciência por Abertura de Mensagem, interpôs Recurso Voluntário, em 29/06/2015, no qual reiterou seus argumentos da manifestação de inconformidade, combatendo ponto a ponto a decisão de piso e especificando a essencialidade de cada insumo glosado. Juntou laudo técnico da Escola Superior de Agricultura da USP, que descreve todo o processo produtivo da operação florestal e da fase de indústria da celulose, tratando as duas como interdependentes. É o relatório. Voto Conselheiro Rosaldo Trevisan, Redator Ad Hoc O voto a seguir reproduzido é de lavra do Conselheiro André Henrique Lemos, relator original do processo, que, conforme Portaria CARF no 143, de 30/11/2018, teve o Fl. 6941DF CARF MF Processo nº 12585.000268/201087 Resolução nº 3401001.551 S3C4T1 Fl. 6.942 6 mandato extinto antes da formalização do resultado do presente julgamento. O texto do voto, in verbis, foi retirado da pasta da sessão de julgamento, repositório oficial do CARF, onde foi disponibilizado pelo relator original aos demais conselheiros. O Recurso Voluntário reúne os pressupostos legais para interposição, dele, portanto, tomo conhecimento. A matéria a ser enfrentada no presente processo já o foi em outro processo (PAF 12585.000259/201096), onde a Primeira Turma Ordinária da 3ª Câmara deste CARF decidiu, à unanimidade de votos, que fosse o julgamento convertido em diligência (Resolução nº 3301 000.808). Em ambos os processos se tem a empresa Fibria Celulose S/A como Recorrente e a Fazenda Nacional como Recorrida. Também há identidade quanto ao objeto, qual seja Pedido Eletrônico de Ressarcimento (PER) de créditos de PIS/Cofins nãocumulativa, vinculados a receitas de exportação. Também os argumentos e discussões e documentos trazidos em ambos os processos são os mesmos. Diferem apenas com relação à competência, pois o processo já analisado se refere ao 4º trimestre de 2006. Conforme relatado, diversos foram os motivos das glosas dos créditos pleiteados pela Recorrente, as quais são resumidas em 4 (quatro) grandes grupos: (i) Método de Apropriação de Custos – Rateio proporcional; (ii) Momento de apuração dos insumos e serviços como créditos; (iii) Aproveitamento de créditos extemporâneos; e (iv) Insumos da nãocumulatividade. Um dos pontos controvertidos nestes autos é o conceito de insumo para fins de creditamento no âmbito do regime de apuração nãocumulativa das contribuições do PIS e da COFINS. Para corroborar seus argumentos sobre a essencialidade à tomada de créditos, a descrição do processo produtivo, desde a sua operação florestal até a entrega da madeira para a indústria, e ainda, a fase industrial da celulose e do papel, a Recorrente juntou, como já se disse, laudo técnico elaborado pela Escola Superior de Agricultura da USP, o que, na assentada da referida Resolução, entendeuse ser um fato novo, demandando a manifestação da autoridade fiscal, em respeito ao princípio do contraditório. Comungase da decisão tomada na aludida Resolução, fazendo esta, parte integrante do presente, evitando a repetição dos referidos fundamentos. Pelo exposto, assim como já definido na Resolução 3301000.808, voto pela conversão do julgamento em diligência, para que a unidade de origem: (i) manifestese sobre o documento novo (laudo da Escola Superior da Agricultura da USP); (ii) verifique se as receitas decorrentes de vendas a empresas comerciais exportadoras com o fim específico de exportação culminaram em efetivas exportações, ou se foram apenas realizadas vendas no mercado interno; (iii) analise a origem dos créditos registrados fora da competência da emissão da nota fiscal e dos extemporâneos, para que se possa aferir se constituem insumos ou não, com a devida quantificação; (iv) elabore relatório circunstanciado e conclusivo a respeito dos procedimentos realizados; e (v) Fl. 6942DF CARF MF Processo nº 12585.000268/201087 Resolução nº 3401001.551 S3C4T1 Fl. 6.943 7 cientifique a interessada do resultado da diligência, concedendolhe prazo de 30 (trinta) dias para manifestação, após o qual devem ser os autos remetidos ao CARF, para julgamento. (assinado digitalmente) Rosaldo Trevisan Fl. 6943DF CARF MF
score : 1.0
