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    <str name="anomes_sessao_s">202501</str>
    <str name="camara_s">Terceira Câmara</str>
    <str name="ementa_s">Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2008
NÃO HOMOLOGAÇÃO DE PER/DCOMP. CRÉDITO DESPIDO DOS ATRIBUTOS LEGAIS DE LIQUIDEZ E CERTEZA. CABIMENTO.
Correta a não homologação de declaração de compensação, quando comprovado que o crédito nela pleiteado não possui os requisitos legais de certeza e liquidez.
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. ONUS PROBANDI DA RECORRENTE.
Compete à Recorrente o ônus de comprovar inequivocamente o direito creditório vindicado, utilizando-se de meios idôneos e na forma prescrita pela legislação. Ausentes os elementos mínimos de comprovação do crédito, não cabe realização de auditoria pelo julgador do Recurso Voluntário neste momento processual, eis que implicaria o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos.

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2008
SALDO NEGATIVO DE IRPJ. RETENÇÕES NA FONTE NÃO COMPROVADAS.
Somente se reconhece o direito creditório relativo a saldo negativo de IRPJ composto por valores retidos na fonte, quando houver suporte em provas consistentes, não bastando meras alegações dissociadas da efetiva comprovação.
SALDO NEGATIVO DE IRPJ. RETENÇÃO NA FONTE. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA TRIBUTAÇÃO DA RECEITA QUE SOFREU A RETENÇÃO. SÚMULA CARF N° 80.
Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto.

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    <str name="turma_s">Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção</str>
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      <str>Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto da relatora.

Assinado Digitalmente
Miriam Costa Faccin – Relatora

Assinado Digitalmente
Paulo Henrique Silva Figueiredo – Presidente

Participaram da sessão de julgamento os julgadores: Marcelo Izaguirre da Silva, Henrique Nímer Chamas, Alberto Pinto Souza Junior, Miriam Costa Faccin, Natália Uchôa Brandão e Paulo Henrique Silva Figueiredo (Presidente).
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  12448.727956/2013-13  

ACÓRDÃO 1302-007.334 – 1ª SEÇÃO/3ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA    

SESSÃO DE 29 de janeiro de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE LUSO BRASILEIRA SERVIÇOS LTDA 

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Processo Administrativo Fiscal 

Ano-calendário: 2008 

NÃO HOMOLOGAÇÃO DE PER/DCOMP. CRÉDITO DESPIDO DOS ATRIBUTOS 

LEGAIS DE LIQUIDEZ E CERTEZA. CABIMENTO. 

Correta a não homologação de declaração de compensação, quando 

comprovado que o crédito nela pleiteado não possui os requisitos legais de 

certeza e liquidez. 

DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO 

DIREITO CREDITÓRIO. ONUS PROBANDI DA RECORRENTE. 

Compete à Recorrente o ônus de comprovar inequivocamente o direito 

creditório vindicado, utilizando-se de meios idôneos e na forma prescrita 

pela legislação. Ausentes os elementos mínimos de comprovação do 

crédito, não cabe realização de auditoria pelo julgador do Recurso 

Voluntário neste momento processual, eis que implicaria o revolvimento 

do contexto fático-probatório dos autos. 

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ 

Ano-calendário: 2008 

SALDO NEGATIVO DE IRPJ. RETENÇÕES NA FONTE NÃO COMPROVADAS.  

Somente se reconhece o direito creditório relativo a saldo negativo de IRPJ 

composto por valores retidos na fonte, quando houver suporte em provas 

consistentes, não bastando meras alegações dissociadas da efetiva 

comprovação. 

Fl. 151DF  CARF  MF

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ACÓRDÃO  1302-007.334 – 1ª SEÇÃO/3ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  12448.727956/2013-13 

 2 

SALDO NEGATIVO DE IRPJ. RETENÇÃO NA FONTE. FALTA DE 

COMPROVAÇÃO DA TRIBUTAÇÃO DA RECEITA QUE SOFREU A RETENÇÃO. 

SÚMULA CARF N° 801. 

Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o 

valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a 

retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do 

imposto. 

ACÓRDÃO 

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar 

provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto da relatora. 

 

Assinado Digitalmente 

Miriam Costa Faccin – Relatora 

 

Assinado Digitalmente 

Paulo Henrique Silva Figueiredo – Presidente 

 

Participaram da sessão de julgamento os julgadores: Marcelo Izaguirre da Silva, 

Henrique Nímer Chamas, Alberto Pinto Souza Junior, Miriam Costa Faccin, Natália Uchôa Brandão 

e Paulo Henrique Silva Figueiredo (Presidente). 

 
 

RELATÓRIO 

 

1.  Trata-se, na origem, de Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou 

Reembolso e Declaração de Compensação (“PER/DCOMP”), em que a Contribuinte pretende 

compensar débitos tributários próprios com suposto crédito decorrente de saldo negativo de 

                                                      
1
 Súmula CARF nº 80: Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de 

renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de 
cálculo do imposto. 

Fl. 152DF  CARF  MF

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 3 

IRPJ, apurado no 4º trimestre do ano-calendário de 2008, no valor de R$ 712.519,38 (setecentos e 

doze mil, quinhentos e dezenove reais e trinta e oito centavos). 

2.   Conforme se verifica dos autos, o Despacho Decisório (e-fls. 37/42) homologou 

parcialmente a compensação declarada, sob o fundamento de que “a existência líquida e certa do 

crédito objeto das Dcomps em análise restou comprovada no valor de R$ 264.273,98”. Confira-se: 

“Em consulta ao sistema DIRF, e considerando os percentuais de 1.2% e 

4.8% do total das receitas recebidas pelos códigos 6147 e 6190, respectivamente, 

foram confirmadas as seguintes retenções informadas como parte do direito 

creditório requerido: 

CNPJ da Fonte Pagadora: 28.523.215/0001-06, Código da Receita: 6147 - R$ 

25.747,13;  

CNPJ da Fonte Pagadora: 28.965.259/0001-96, Código da Receita: 6147 - R$ 

2.845,37  

CNPJ da Fonte Pagadora: 33.000.167/0001-01, Código da Receita: 6147 - R$ 

166.453,64  

CNPJ da Fonte Pagadora: 42.414.284/0001-02, Código da Receita: 6147 - R$ 

14.193,4  

CNPJ da Fonte Pagadora: 33.000.167/0001-01, Código da Receita: 6190 - R$ 

50.242,44  

Em relação as receitas relativas ao código 1708 foram confirmadas, por 

meio da DIRF, as seguintes retenções: 

CNPJ da Fonte Pagadora: 33.423.575/0002-57, Código da Receita: 1708 — 

R$ 1.308,00  

CNPJ da Fonte Pagadora: 35.820.448/0001-36, Código da Receita: 1708 — 

R$ 3.316,2  

CNPJ da Fonte Pagadora: 42.176.339/0001-93, Código da Receita: 1708 - R$ 

167,83  

Dessa forma, o total de retenções confirmadas é de R$ 264.273,98”. (e-fls. 

40/41) 

3.   A Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (e-fls. 50/52), por meio 

da qual, sustentou, em síntese, as seguintes alegações: 

(i) a consulta ao Sistema DIRF constata-se que os períodos das retenções que as 

DCOMP’s foram efetuadas referem-se ao período de apuração do 4º 

Trimestre de 2008, e os valores apresentados pelas fontes pagadoras são 

substancialmente maiores do que aqueles homologados pelo auditor; 

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 4 

(ii) não foram considerados valores que representariam créditos da Contribuinte 

junto ao Fisco, tendo em vista que foram retidos nas notas fiscais de serviços 

como se comprova pelo próprio Sistema DIRF; 

4.   Os autos foram encaminhados à Autoridade Julgadora de 1ª instância para que a 

Manifestação de Inconformidade apresentada fosse apreciada. E, em 21 de dezembro de 2020, a 

8ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil 01 (“DRJ/01”), em Acórdão de 

nº 101-005.315 (e-fls. 113/116) entendeu por bem julgá-la improcedente, ao fundamento de que: 

(i) o demonstrativo apresentado pela Contribuinte refere-se a todas as retenções 

ocorridas no decorrer do ano-calendário de 2008, enquanto o direito 

creditório pleiteado (saldo negativo composto por retenções na fonte) refere-

se ao quarto trimestre do ano-calendário de 2008; 

(ii) apenas a apresentação de demonstrativo não se mostra suficiente para 

demonstrar que a retenção integra, de fato, o saldo negativo pleiteado, vez 

que cabe ser comprovado também que os rendimentos que originaram as 

retenções foram efetivamente oferecidos à tributação, conforme Súmula 

CARF nº 80. 

5.   Confira-se, a propósito, a ementa da decisão: 

Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ  

Ano-calendário: 2008  

Ementa: 

SALDO NEGATIVO. RETENÇÕES NA FONTE. OFERECIMENTO DAS RECEITAS À 

TRIBUTAÇÃO. PROVA. 

Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor 

do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o 

cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. Súmula 

CARF nº 80. 

Manifestação de Inconformidade Improcedente  

Direito Creditório Não Reconhecido 

6.   Em 25.11.2021, a Contribuinte tomou conhecimento do resultado do julgamento do 

Acórdão nº 101-005.315, através de sua Carta com Aviso de Recebimento – AR (e-fl. 122) e, na 

sequência, entendeu por apresentar Recurso Voluntário (e-fls. 126/128), por meio do qual 

ratificou as alegações levantadas em sede de Manifestação de Inconformidade, e suscitou, ainda, 

as seguintes alegações: 

(i) é do interesse e do direito desta Contribuinte, reforçar e pleitear a 

homologação da integralidade do crédito constituído, comprovadamente, do 

saldo negativo do IRPJ no montante de R$ 712.519,38 (setecentos e doze mil, 

quinhentos e dezenove reais e trinta e oito centavos) referente ao 4º 

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 5 

Trimestre do ano-calendário de 2008 em completa objeção às retenções 

homologadas de R$ 264.273,98 (duzentos e sessenta e quatro mil, duzentos e 

setenta e três reais e novena e oito centavos); 

(ii) a Contribuinte é prestadora de serviços tendo em sua carteira de clientes, o 

percentual de 90% (noventa por cento), com tomadores de serviços, cujas 

pessoas jurídicas são “PÚBLICAS” e, que por esta razão, são obrigadas a 

retenções de impostos incidentes sobre notas fiscais de seus prestadores de 

serviços, conforme dispõe a Instrução Normativa RFB Nº 1234, de 11 de 

janeiro de 2012, em seu art. 1º e 2º, incisos !, II, III, IV, V e VI, pelo seu Sistema 

Integrado de Administração Financeira que impossibilita o pagamento aos 

prestadores de serviços sem as devidas retenções; 

(iii) para fazer prova cabal das devidas retenções, esta Contribuinte anexa três 

planilhas de notas fiscais com o demonstrativo de retenções do IRRF 

referentes ao 4º Trimestre de 2008 (outubro, novembro e dezembro), onde 

fica evidenciado todos os valores retidos e, ainda mais, quanto aos maiores 

devedores destas retenções como as entidades: Petrobras, Universidade 

Federal Fluminense e CEFET. 

7.   É o relatório. 
 

VOTO 

Conselheira Miriam Costa Faccin, Relatora. 

 

Admissibilidade e Tempestividade  

8.   Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do 

Recurso Voluntário, na forma do artigo 43 da Portaria MF nº 1.634/20232 - Regimento Interno do 

Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (“RICARF”). Dele, portanto, tomo conhecimento.  

                                                      
2
 Art. 43. À Primeira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de 1ª instância que 

versem sobre aplicação da legislação relativa a: 
I - Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ); 
II - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); 
III - Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), exceto nas hipóteses previstas no inciso II do art. 44; 
IV - CSLL, IRRF, Contribuição para o PIS/Pasep ou Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), 
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), quando 
reflexos do IRPJ, formalizados com base nos mesmos elementos de prova, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 45; 
V - exclusão, inclusão e exigência de tributos decorrentes da aplicação da legislação referente ao Sistema Integrado de 
Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples) e ao 
tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito 
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na apuração e recolhimento dos impostos e 
contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação 

Fl. 155DF  CARF  MF

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 6 

9.   Como se denota dos autos, a Recorrente tomou ciência do Acórdão recorrido em 

25.11.2021 (e-fl. 122), apresentando o Recurso Voluntário, ora analisado, no dia 20.12.2021 (e-fl. 

124), ou seja, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, nos termos do que determina o artigo 33 do 

Decreto nº 70.235/19723.  

10.   Portanto, é tempestivo o recurso apresentado e, por isso, deve ser analisado por 

este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (“CARF”). 

 

Mérito 

11.   O propósito recursal consiste no reconhecimento do direito creditório decorrente 

de saldo negativo de IRPJ, apurado no 4º Trimestre de 2008 (01.10.2008 a 31.12.2008) no valor 

de R$ 712.519,38 (setecentos e doze mil, quinhentos e dezenove reais e trinta e oito centavos), 

resultante de antecipações a título de retenções. 

12.   Conforme exposto no relatório, o Despacho Decisório (e-fls. 37/42) homologou 

parcialmente a compensação declarada, sob a justificativa de que as retenções que restaram 

confirmadas somam a importância de R$ 264.273,98 (duzentos e sessenta e quatro mil, duzentos 

e setenta e três reais e noventa e oito centavos) e, não o valor pleiteado pela Recorrente. Confira-

se: 

 

************************************************************** 

                                                                                                                                                                                
(Simples- Nacional), bem como exigência de crédito tributário decorrente da exclusão desses regimes, 
independentemente da natureza do tributo exigido; 
VI - penalidades pelo descumprimento de obrigações acessórias pelas pessoas jurídicas, relativamente aos tributos de 
que trata este artigo; e 
VII - tributos, penalidades, empréstimos compulsórios, anistia e matéria correlata não incluídos na competência 
julgadora das demais Seções. 
3
 Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias 

seguintes à ciência da decisão. 

Fl. 156DF  CARF  MF

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 7 

 

 

13.   O Acórdão recorrido manteve integralmente o Despacho Decisório, tendo em vista 

que “apenas a apresentação de demonstrativo não se mostra suficiente para demonstrar que a 

retenção integra, de fato, o saldo negativo pleiteado, vez que cabe ser comprovado também que 

os rendimentos que originaram as retenções foram efetivamente oferecidos à tributação, 

conforme Súmula CARF nº 80”.  

14.   Na espécie, conforme demonstrado, verifica-se que a decisão recorrida justificou a 

improcedência da Manifestação de Inconformidade justamente pelo fato de a Recorrente não ter 

comprovado as demais retenções (R$ 448.245,37) e nem o oferecimento à tributação das 

respectivas receitas de prestação de serviços. 

15.   Desse modo, caberia à Recorrente a comprovação das retenções não confirmadas 

na decisão recorrida, no montante de R$ 448.245,37 (quatrocentos e quarenta e oito mil, 

duzentos e quarenta e cinco reais e trinta e sete centavos) e o oferecimento à tributação das 

respectivas receitas, conforme sintetiza a tabela abaixo: 

DEMONSTRATIVO DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE 

CNPJ DA FONTE 
PAGADORA 

CÓDIGO DE 
RECEITA 

VALOR 
PER/DCOMP 

CONFIRMADO EM 
DD 

CONFIRMADO 
PELA DRJ 

A CONFIRMAR 

01.273.591/0001-33 1708 20.148,55 - - 20.148,55 

28.523.215/0001-06 6147 55.480,55 25.747,13 - 29.733,42 

28.965.259/0001-96 6147 45.207,36 2.845,37 - 42.361,99 

Fl. 157DF  CARF  MF

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ACÓRDÃO  1302-007.334 – 1ª SEÇÃO/3ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  12448.727956/2013-13 

 8 

33.000.167/0001-01 6190 221.385,61 166.453,64 - 54.931,97 

33.000.167/0001-01 6147 176.927,54 50.242,44 - 126.685,10 

33.423.575/0002-57 1708 23.325,63 1.308,00 - 22.017,63 

33.555.921/0001-70 1708 37.572,69 - - 37.572,69 

33.657.248/0001-89 6190 36.228,75 - - 36.228,75 

35.820.448/0001-36 1708 30.436,74 3.316,20 - 27.120,54 

42.176.339/0001-93 1708 27.235,64 167,83 - 27.067,81 

42.414.284/0001-02 6147 25.372,66 14.193,40 - 11.179,26 

92.772.821/0107-12 1708 13.197,66 - - 13.197,66 

TOTAL 712.519,38 264.274,01 0,00 448.245,37 

16.   Em sede de Recurso Voluntário, a Recorrente se limita a alegar: 

“Logo, para fazer prova cabal das devidas retenções, esta contribuinte anexa três 

planilhas de NFS com o demonstrativo de retenções do IRRF referentes ao 4º 

Trimestre de 2008 (outubro, novembro e dezembro), onde fica evidenciado todos 

os valores retidos e, ainda mais, quanto aos maiores devedores destas retenções 

como as entidades: Petrobras, Universidade Federal Fluminense e CEFET”. (e-fl. 

128) 

17.   Da análise dos autos, verifica-se que a Recorrente apresentou apenas planilhas por 

ela própria produzidas (e-fls. 129/136), cujos valores de retenção sequer conferem com os valores 

pleiteados. Confira-se: 

VALOR PER/DCOMP SOMATÓRIA DAS PLANILHAS 

712.519,38 875.567,86 

18.   Ora, caberia à Recorrente a comprovação da diferença não validada no Despacho 

Decisório e reiterada no Acórdão recorrido, correlacionando as notas fiscais aos extratos 

bancários, de forma a comprovar que efetivamente sofreu as retenções pleiteadas, o que não foi 

feito. 

19.   Colaciono abaixo precedente deste Conselho que afirma essa orientação: 

COMPENSAÇÃO. RETENÇÃO NA FONTE. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. O 

contribuinte tem direito de deduzir o imposto retido pelas fontes pagadoras, 

incidente sobre receitas auferidas e oferecidas à tributação, do valor do imposto 

devido ao final do período de apuração, ainda que não tenha o comprovante de 

retenção emitido pela fonte pagadora (informe de rendimentos), desde que 

consiga provar, por outros meios, que efetivamente sofreu as retenções que 

alega. A prova insuficiente como, por exemplo, a apresentação tão somente de 

extratos bancários, impossibilita o reconhecimento do IRRF e a consequente 

Fl. 158DF  CARF  MF

Original



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ACÓRDÃO  1302-007.334 – 1ª SEÇÃO/3ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  12448.727956/2013-13 

 9 

homologação da compensação apresentada. (Processo n° 11040.900504/2010-51. 

Acórdão n° 1002-001.891. Sessão de 13/01/2021. Relator Marcelo Jose Luz de 

Macedo, g.n.) 

20.   Ademais, à luz do Acórdão recorrido, a Recorrente deveria fazer prova não só da 

efetividade das retenções não confirmadas no Despacho Decisório, mas principalmente de que 

contabilizou os rendimentos no respectivo período, de forma a oferecê-los à tributação, o que 

de fato não fez. 

21.   Na espécie, verifica-se que a Recorrente não apresentou quaisquer 

esclarecimentos e tampouco qualquer comprovação de que os rendimentos que originaram as 

retenções foram efetivamente oferecidos à tributação, em que pese o alerta na decisão 

recorrida, na qual restou expressamente consignado: 

“Ademais, cumpre esclarecer que apenas a apresentação de demonstrativo 

não se mostra suficiente para demonstrar que a retenção integra, de fato, o saldo 

negativo pleiteado, vez que cabe ser comprovado também que os rendimentos 

que originaram as retenções foram efetivamente oferecidos à tributação, 

conforme Súmula CARF nº 80: 

Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o 

valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a 

retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do 

imposto”. (e-fls. 115/166, g.n.) 

22.   Por oportuno, destaco que o entendimento manifestado no Acórdão recorrido 

encontra respaldo em precedentes desta 2ª Turma Ordinária: 

COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE CSLL. RETENÇÕES EM FONTE. EQUÍVOCO 

EM INFORMAÇÃO PRESTADA EM DIPJ. POSSIBILIDADE. ÔNUS DA INTERESSADA 

COMPROVAR O EQUÍVOCO ALEGADO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE 

OFERECIMENTO À TRIBUTAÇÃO DAS RECEITAS RELATIVAS ÁS RETENÇÕES. 

SÚMULA CARF N° 80. A contribuinte alegou que se equivocou na informação 

relativa às retenções de CSLL prestadas na DIPJ. É possível que, de fato, tenha 

ocorrido o equívoco, mas a Recorrente deveria comprovar que a totalidade das 

receitas relativas às retenções tenham sido oferecidas à tributação. Como 

esclareceu a DRJ, nos termos da Súmula CARF n° 80, para ter direito a deduzir o 

imposto retido na fonte, a interessada deve comprovar a retenção e o cômputo 

das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. (Processo n° 

10880.953759/2013-13. Acórdão n° 1302-007.037. Sessão de 13.03.2024. Relator 

Wilson Kazumi Nakayama, g.n.) 

DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO. RETENÇÕES NA FONTE. 

OFERECIMENTO À TRIBUTAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 80. Na apuração do IRPJ, a 

pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda 

retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas 

correspondentes na base de cálculo do imposto. Comprovada a retenção na 

Fl. 159DF  CARF  MF

Original



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ACÓRDÃO  1302-007.334 – 1ª SEÇÃO/3ª CÂMARA/2ª TURMA ORDINÁRIA  PROCESSO  12448.727956/2013-13 

 10 

fonte, mas não o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do 

imposto, conforme DIPJ, não há que se reconhecer as retenções na fonte do 

imposto de renda como parcelas componentes do saldo negativo do período. 

(Processo n° 10880.678966/2011-11. Acórdão n° 1302-007.220. Sessão de 

14.08.2024. Relator Henrique Nimer Chamas, g.n.) 

23.   Outro ponto crucial a considerar é que o artigo 170 do Código Tributário Nacional 

(“CTN”)4 exige para o reconhecimento da compensação declarada que o crédito nela pleiteado 

seja dotado dos requisitos de liquidez e certeza, motivo pelo qual deve ser indeferido o pleito da 

Recorrente, eis que tais atributos não foram efetivamente comprovados no presente recurso. 

24.   Logo, não merece reforma o Acórdão recorrido. 

  

Dispositivo 

25.   Ante o exposto, conheço do Recurso Voluntário, para nessa extensão, negar-lhe 

provimento. 

26.   É como voto. 

Assinado Digitalmente 

Miriam Costa Faccin 

 
 

 

 

                                                      
4
 Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à 

autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou 
vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. 

Fl. 160DF  CARF  MF

Original


	Acórdão
	Relatório
	Voto

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