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Empresa que deixa de matricular obra de construção civil sob sua responsabilidade está sujeita a aplicação de penalidade pecuniária prevista em lei.

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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.

Assinado Digitalmente
CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL – Relator

Assinado Digitalmente
MARCELO DE SOUSA SÁTELES – Presidente
Participaram do presente julgamento os conselheiros André Barros de Moura, Carlos Eduardo Avila Cabral, Ricardo Chiavegatto de Lima, Marcelo de Sousa Sáteles (Presidente) Ausente(s) o conselheiro(a) Joao Mauricio Vital.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA 
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais 

PROCESSO  11634.000757/2010-43  

ACÓRDÃO 2002-009.295 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA    

SESSÃO DE 18 de março de 2025 

RECURSO VOLUNTÁRIO 

RECORRENTE TUDINO LOGISTICA LTDA 

INTERESSADO FAZENDA NACIONAL 

Assunto: Obrigações Acessórias 

Período de apuração: 01/12/2009 a 31/12/2009 

OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL DE RESPONSABILIDADE DE PESSOA JURÍDICA. 

MATRÍCULA. MULTA. 

Empresa que deixa de matricular obra de construção civil sob sua 

responsabilidade está sujeita a aplicação de penalidade pecuniária prevista 

em lei. 

ACÓRDÃO 

Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. 

Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar 

provimento ao Recurso Voluntário. 

 

Assinado Digitalmente 

CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL – Relator 

 

Assinado Digitalmente 

MARCELO DE SOUSA SÁTELES – Presidente 

Participaram do presente julgamento os conselheiros André Barros de Moura, 

Carlos Eduardo Avila Cabral, Ricardo Chiavegatto de Lima, Marcelo de Sousa Sáteles (Presidente) 

Ausente(s) o conselheiro(a) Joao Mauricio Vital. 

 
 

RELATÓRIO 

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ACÓRDÃO  2002-009.295 – 2ª SEÇÃO/2ª TURMA EXTRAORDINÁRIA  PROCESSO  11634.000757/2010-43 

 2 

Tem-se na origem Auto de Infração, DEBCAD nº 37.282.501-0, em que lançado 

multa por descumprimento de obrigação acessória (CLF 33), consistente em deixar de matricular 

obra de construção civil executada, no prazo de 30 (trinta) dias do início de suas atividades, com 

fundamento na Lei 8.212/91, artigo 49, parágrafo 1.o e parágrafo 3.o, combinado com o artigo 

256, parágrafo 1.o, inciso II e parágrafo 3.o do Regulamento da Previdência Social – RPS. 

Destaque-se a seguinte passagem do relatório da decisão recorrida: 

A contribuinte iniciou a execução da obra em fevereiro de 2006, de acordo com os 

dados constantes do Alvará nº 131/2006, de 23 de fevereiro de 2006. A obra foi 

matriculada ex-officio durante a Ação Fiscal no Cadastro Específico do INSS – CEI, 

sob o nº 70.003.51248/79. 

A DRJ, ao apreciar a impugnação apresentada, decidiu por manter integralmente o 

crédito tributário, exarando a seguinte decisão: 

ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS  

Período de apuração: 01/12/2009 a 31/12/2009  

OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL DE RESPONSABILIDADE DE PESSOA JURÍDICA. 

MATRÍCULA. MULTA. 

Empresa que deixa de matricular obra de construção civil sob sua 

responsabilidade está sujeita a aplicação de penalidade pecuniária prevista em lei. 

Impugnação Improcedente  

Crédito Tributário Mantido 

Irresignado, o sujeito passivo interpôs recurso voluntário trazendo os mesmos 

argumentos apontados na impugnação, conforme bem relatado na decisão recorrida: 

Relata que o contribuinte deixou de matricular na RFB obra de construção civil de 

sua propriedade, no prazo de 30 (trinta) dias contados do início de suas 

atividades, tendo sido efetuada de ofício a matrícula CE1 sob n° 70003.51248/79, 

e lavrado o Auto de Infração debcad n° 37.282.501-0. 

Afirma que a multa de R$ 1.410,79, aplicada pela ausência de matrícula da obra 

junto à Receita Federal do Brasil, "carece do previsão legal e foi lançada de forma 

arbitrária". 

Cita o art. 283, 1, alínea "d", do Regulamento da Previdência Social (RPS), que 

dispõe que no caso de deixar a empresa de matricular no Instituto Nacional do 

Seguro Social obra de construção civil de sua propriedade ou executada sob sua 

responsabilidade nº prazo de trinta dias do início das respectivas atividades 

aplica-se a multa a partir de R$ 636,17. 

E também o art. 292 do RPS, que dispõe que, em caso de ausência de agravantes 

serão aplicados os valores mínimos estabelecidos. 

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 3 

Diante destes dispositivos legais, diz que "percebe-se claramente a abusividade e 

arbitrariedade na aplicação da referida multa por parte da Receita Federal do 

Brasil", eis que aplicada em valor maior do que a previsão legal. 

Ao final requer seja considerado nulo, ou inconsistente o auto de infração que ora 

se impugna. 

É o relatório. 

 
 

VOTO 

Conselheiro CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL, Relator 

ADMISSIBILIDADE  

O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade 

previstos no Decreto n° 70.235/72. Portanto, dele tomo conhecimento.  

Verificado que os argumentos apresentados no recurso voluntário são, em essência, 

iguais aos argumentos aduzidos na impugnação, bem como que a decisão recorrida não merece 

reparo, com fundamento no art. 114, § 12, inciso I do RICARF, declaro minha concordância com os 

fundamentos da decisão recorrida, especialmente os pontos que a seguir destaco. 

A empresa Gaiguer &amp; Tudino Ltda. foi autuada por deixar de matricular obra de 

construção civil de sua responsabilidade. Tal fato constitui infração ao disposto nº 

artigo 49, parágrafos 1º e 3º, da Lei nº 8.212/91, na redação da Lei nº 

11.941/2009, combinado com o artigo 256, parágrafo 1º, inciso II e parágrafo 3º, 

do RPS. 

A impugnante, sem contestar os fatos objeto da infração, insurge-se somente no 

que diz respeito à aplicação da multa, alegando que a multa aplicada não tem 

previsão legal, sendo consequentemente aplicada de forma arbitrária. 

Descabe a alegação da autuada, na medida que a multa aplicada nº presente 

lançamento tem previsão legal no artigo 92 da Lei nº 8.212/91, combinado com o 

artigo 283, inciso I, alínea “d”, do RPS. 

Registre-se que o valor mínimo previsto no dispositivo citado no montante de R$ 

636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos), deve ser atualizado 

por força no disposto no artigo 102 da Lei nº 8.212/91 e no art. 373 do RPS. 

Na presente autuação foi aplicada a multa de R$ 1.410,79 (um mil, quatrocentos e 

dez reais e setenta e nove centavos), correspondente ao valor mínimo atualizado 

pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 350/2009, publicada no DOU de 

31/12/2009. 

Conclusão. 

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 4 

Por todo o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e, no mérito, nego-lhe 

provimento. 

 

Assinado Digitalmente 

CARLOS EDUARDO ÁVILA CABRAL 

 
 

 

 

Fl. 83DF  CARF  MF

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	Acórdão
	Relatório
	Voto

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