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Numero do processo: 10925.000639/2010-05
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 17 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Dec 29 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3403-000.587
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que se aguarde o desfecho do processo 10925.003093/2009-01.
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim - Presidente
(assinado digitalmente)
Ivan Allegretti - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Relatório
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência para que se aguarde o desfecho do processo 10925.003093/200901. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Ivan Allegretti Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado para cobrança de Cofins, apurada no regime nãocumulativo, em relação ao fato gerador ocorrido em 01/2008 (fls. 1/6). A motivação do lançamento é apresentada em Relatório Fiscal (fls. 10/15) nos seguintes termos: Dos Fatos, do Crédito Tributário Exigido e Demais Imposições Legais Aplicáveis ao Caso Concreto 1. A contribuição para o COFINS nãocumulativo foi instituída pela Lei n° 10.833, de 29 de dezembro de 2003; RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 25 .0 00 63 9/ 20 10 -0 5 Fl. 366DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10925.000639/201005 Resolução nº 3403000.587 S3C4T3 Fl. 367 2 2. Nos termos dos arts. 1° e 2° da supracitada Lei, tal contribuição é calculada aplicandose ao valor do faturamento mensal a alíquota de 7,60%; 3. Da contribuição apurada na forma do item anterior, é facultado a pessoa jurídica o desconto de créditos, cuja base legal se encontra principalmente no art. 3° da lei n° 10.833/03; 4. Descontados da contribuição apurada os créditos nãocumulativos da COFINS, é permitida a compensação ou o ressarcimento do valor creditório que porventura tenha remanescido (§ 1° e § 2°, art. 5° da Lei n° 10.833/03); 5. Com base nessa faculdade, formalizou o contribuinte um Pedido de Ressarcimento por meio do processo administrativo no 10925.003093/200901, relativo a créditos do Pis/Pasep não cumulativo, 1° trimestre de 2008, no valor de R$ 64.290,56; 6. Em 27/04/2010 foi finalizada a análise do processo administrativo supracitado, tendo como resultado o reconhecimento parcial do direito creditório. Abaixo colamos cópia dos Fundamentos e da Decisão exarada no Despacho Decisório nº 331/2010: O contribuinte apresentou Impugnação (fls. 82/98) alegando que o auto de infração deveria ser cancelado, extinguindose o débito exigido, em razão da legitimidade dos créditos. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Florianópolis/SC (DRJ), por meio do Acórdão nº 0726.962, de 9 de dezembro de 2011 (fls. 185/209), julgou improcedente a impugnação, conforme entendimento resumido na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2008 a 31/01/2008 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. No regime da nãocumulatividade, consideramse insumos passíveis de creditamento as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado, e os serviços aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. EMBALAGENS. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. As embalagens que não são incorporadas ao produto durante o processo de industrialização (embalagens de apresentação), mas apenas depois , de concluído o processo produtivo e que se destinam tãosomente ao transporte dos produtos acabados (embalagens para transporte), não geram direito a creditamento relativo As suas aquisições. Fl. 367DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10925.000639/201005 Resolução nº 3403000.587 S3C4T3 Fl. 368 3 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. DESPESAS COM COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. Somente geram direito a crédito no âmbito do regime da não cumulatividade as aquisições de combustíveis e lubrificantes utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS DE DESPESAS COM FRETES ENTRE ESTABELECIMENTOS. Por não integrar o conceito de insumo utilizado na produção e nem ser considerada operação de venda, os valores das despesas efetuadas com fretes contratados para as transferências de mercadorias (produtos acabados ou em elaboração) entre estabelecimentos da mesma pessoa jurídica não geram direito a créditos da Cofins e da Contribuição ao PIS.As embalagens que não são incorporadas ao produto durante o processo de industrialização (embalagens de apresentação), mas apenas depois de concluído o processo produtivo e que se destinam tãosomente ao transporte dos produtos acabados (embalagens para transporte), não geram direito a creditamento relativo as suas aquisições. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. DESPESAS COM COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. Somente geram direito a crédito no âmbito do regime da não cumulatividade as aquisições de combustíveis e lubrificantes utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados a venda. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS DE DESPESAS COM FRETES ENTRE ESTABELECIMENTOS. Por não integrar o conceito de insumo utilizado na produção e nem ser considerada operação de venda, os valores das despegas efetuadas com fretes contratados para as transferências de mercadorias (produtos acabados ou em elaboração) entre estabelecimentos da mesma pessoa jurídica não geram direito a créditos da Cofins e da Contribuição ao PIS. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. AQUISIÇÕES NÃO TRIBUTADAS. Não é permitido descontar créditos decorrentes de aquisições de insumos não tributados na operação anterior, mesmo que utilizados na produção ou fabricação de produtos destinados à venda. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. TRATAMENTO DOS CRÉDITOS EXTEMPORÂNEOS No regime da nãocumulatividade, o ressarcimento/compensação de créditos não aproveitados à época própria (créditos extemporâneos) deve ser precedida da revisão da apuração confronto entre créditos e débitos do período a que Fl. 368DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10925.000639/201005 Resolução nº 3403000.587 S3C4T3 Fl. 369 4 pertencem tais créditos. Assim, os créditos extemporâneos devem ser pleiteados em procedimentos repetitórios referentes aos períodos específicos a que pertencem. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITO PRESUMIDO. AGROlNDÚSTRIAS. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. . Os créditos presumidos da agroindústria somente podem ser aproveitados como dedução da própria contribuição devida em cada período de apuração, não sendo permitido o ressarcimento. Assunto: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2008 a 31/01/2008 COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE É ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O contribuinte apresentou Recurso Voluntário (fls. 241/312), pedindo que fosse sobrestado o julgamento do presente processo até a decisão definitiva do processo nº 10925.003073/200921, que discute a legitimidade do crédito; ou, em último caso, que seja cancelado o auto de infração formalizado e seja extinto o crédito tributário exigido. É o relatório. Voto Conselheiro Ivan Allegretti, Relator O recurso voluntário foi protocolado em 29/02/2012 (fl. 241), dentro do prazo de 30 dias contados da notificação do acórdão da DRJ, ocorrida em 01/02/2012 (fl. 237). Por ser tempestivo e por conter fundamentos de reforma contra o acórdão da DRJ, conheço do recurso. O presente lançamento foi realizado como decorrência das glosas realizadas pela Fiscalização nos créditos de Cofins nãocumulativo, conforme apurado no Processo Administrativo nº 10925.003093/200901, no qual se processa o pedido de ressarcimento formulado pelo contribuinte. Ou seja, em razão da glosa dos créditos, o saldo de crédito disponível para o mês tornouse menor do que o valor do débito de Cofins para o mesmo período, resultando na existência de saldo devedor, o que exigiu a lavratura do auto de infração para constituir o crédito tributário. Assim, decorre da mesma glosa a conclusão de que não há crédito disponível para ressarcimento e, pior, que sequer há crédito suficiente para o pagamento do débito para o mesmo período de apuração, resultando na lavratura do acórdão. Fl. 369DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10925.000639/201005 Resolução nº 3403000.587 S3C4T3 Fl. 370 5 Tratase, como visto, de uma decorrência peculiar à sistemática de apuração de PIS/Cofins nãocumulativos. Com isso, no entanto, abriramse duas via de discussão: contra a decisão que negou o pedido de ressarcimento e contra o lançamento fiscal, sendo que em ambos se apresentam os mesmos fundamentos, contra as mesmas glosas. A discussão, como visto, é tratada de forma central e original no processo de ressarcimento, no qual, ao final, caso se venha a entender que o contribuinte tem razão, ou seja, que tem direito ao crédito, fará cair por terra o auto de infração. Entendo que é o caso de converter o julgamento em diligência, determinando a baixa dos autos para a Unidade de origem, para que aguarde e informe tão logo aconteça o julgamento final e definitivo do Processo Administrativo nº 10925.003093/200901, quando então deve ser apensanda cópia integral aos presentes autos, devendo ainda a d. Autoridade Preparadora elaborar relatório circunstanciado e conclusivo a respeito dos efeitos que as decisões naqueles dois processos causam em relação ao presente feito, demonstrando se houve ou não a quitação integral dos débitos constituídos no presente auto de infração. Deste relatório deve ser intimado o contribuinte para, querendo, manifestarse no prazo de 15 (quinze) dias, devolvendose então os autos a este Conselho para julgamento. É como voto. (assinatura digital) Ivan Allegretti Fl. 370DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/11/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 24/11/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM
score : 1.0
Numero do processo: 10320.720167/2013-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Dec 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2011
ILEGITIMIDADE PASSIVA. CÂMARA MUNICIPAL.
A ausência da personalidade jurídica da Câmara Municipal impõe que o Município, através de seu prefeito ou procurador, seja quem possua legitimidade para impugnar ou recorrer. Art. 12 do Código de Processo Civil.
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INSTAURAÇÃO DA FASE LITIGIOSA.
Estabelece o art. 14 do Decreto nº 70.235/72 que a fase litigiosa do procedimento instaura-se com a impugnação da exigência. Se a impugnação encontra-se carente de um dos elementos essenciais contidos nos arts. 15 e 16 do mesmo diploma legal e também de um daqueles indicados no art. 63 da Lei n° 9.784/99, como a legitimação para a impugnação, não se considera instaurado o contencioso administrativo.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2302-003.347
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por não ter se instaurado o contencioso administrativo, em vista de que a impugnação ao auto de infração foi apresentada por parte ilegítima.
(assinado digitalmente)
LIEGE LACROIX THOMASI Presidente
(assinado digitalmente)
ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vice-presidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Fábio Pallaretti Calcini e André Luís Mársico Lombardi.
Nome do relator: ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2011 ILEGITIMIDADE PASSIVA. CÂMARA MUNICIPAL. A ausência da personalidade jurídica da Câmara Municipal impõe que o Município, através de seu prefeito ou procurador, seja quem possua legitimidade para impugnar ou recorrer. Art. 12 do Código de Processo Civil. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INSTAURAÇÃO DA FASE LITIGIOSA. Estabelece o art. 14 do Decreto nº 70.235/72 que a fase litigiosa do procedimento instaura-se com a impugnação da exigência. Se a impugnação encontra-se carente de um dos elementos essenciais contidos nos arts. 15 e 16 do mesmo diploma legal e também de um daqueles indicados no art. 63 da Lei n° 9.784/99, como a legitimação para a impugnação, não se considera instaurado o contencioso administrativo. Recurso Voluntário Não Conhecido
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CÂMARA MUNICIPAL. A ausência da personalidade jurídica da Câmara Municipal impõe que o Município, através de seu prefeito ou procurador, seja quem possua legitimidade para impugnar ou recorrer. Art. 12 do Código de Processo Civil. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. INSTAURAÇÃO DA FASE LITIGIOSA. Estabelece o art. 14 do Decreto nº 70.235/72 que a fase litigiosa do procedimento instaurase com a impugnação da exigência. Se a impugnação encontrase carente de um dos elementos essenciais contidos nos arts. 15 e 16 do mesmo diploma legal e também de um daqueles indicados no art. 63 da Lei n° 9.784/99, como a legitimação para a impugnação, não se considera instaurado o contencioso administrativo. Recurso Voluntário Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por não ter se instaurado o contencioso administrativo, em vista de que a impugnação ao auto de infração foi apresentada por parte ilegítima. (assinado digitalmente) LIEGE LACROIX THOMASI – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 32 0. 72 01 67 /2 01 3- 54 Fl. 21344DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 2 (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente), Leonardo Henrique Pires Lopes (Vicepresidente), Arlindo da Costa e Silva, Juliana Campos de Carvalho Cruz, Fábio Pallaretti Calcini e André Luís Mársico Lombardi. Fl. 21345DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 10320.720167/201354 Acórdão n.º 2302003.347 S2C3T2 Fl. 19.881 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão de primeira instância que negou provimento à impugnação, mantendo o crédito tributário exigido. Conforme acórdão, fazem parte do processos os seguintes lançamentos: a) AI DEBCAD n° 37.288.9360 – valor original de R$ 2.452.327,98; acrescido de juros e multa de ofício e de mora que trata da que trata das contribuições patronais (parte da sociedade empresária); b) AI DEBCAD n° 37.288.9379 – valor original de R$ 46.646,94; acrescido de juros e multa de ofício e de mora que trata da que trata da contribuição devida pelos segurados; retida e não recolhida, e outras, não descontadas e não recolhidas pela sociedade empresária. (grifos nossos) Cientificada dos lançamentos constantes dos presentes autos, a recorrente apresentou defesa que, como afirmado, foi julgada improcedente. Novamente cientificada, apresentou o seu recurso, no qual alega, em síntese: * necessidade de reforma da decisão recorrida, vez que o lançamento não preenche os requisitos legais e houve cerceamento de defesa, falta de motivação, ofensa ao devido processo legal e à legalidade; * nulidade do lançamento por descumprimento do art. 10 do Decreto n° 70.235/72; * indevida majoração do RAT; * cumprimento da lei e cobrança indevida de juros e multa; * cobrança de contribuições em desacordo com a Lei n° 8.212/91; * necessidade de diligência. É o relatório. Fl. 21346DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI 4 Voto Conselheiro Relator André Luís Mársico Lombardi Ausência de Instauração do Contencioso Administrativo. Em que pese a decisão de primeira instância ter conhecido da impugnação da recorrente, verifico que esta foi apresentada pelo Presidente da Câmara Municipal, sendo que a Câmara Municipal não ostenta personalidade jurídica e que ao seu Presidente, a teor do art. 12 do Código de Processo Civil, não cabe representar o Município. Sendo assim, a impugnação não mereceria ser conhecida, vez que irregular, Com efeito, nos Processos Administrativos Fiscais que tratam da constituição de crédito tributário de natureza previdenciária, a matéria pertinente ao oferecimento de impugnação e de recursos administrativos foi confiada ao Decreto nº 70.235/72, cujo art. 14 estabeleceu que a fase litigiosa do procedimento instaurase com a impugnação da exigência. Em seqüência, nos arts. 15 e 16, são indicados os elementos essenciais da impugnação, dentre os quais os poderes de representação do signatário (“qualificação do impugnante”). Tal compreensão caminha em harmonia com as disposições expressas no art. 63, III, da Lei nº 9.784/99, a qual estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração: Lei nº 9.784 , de 29 de janeiro de 1999. Art. 63. O recurso não será conhecido quando interposto: (grifos nossos) I fora do prazo; II perante órgão incompetente; III por quem não seja legitimado; IV após exaurida a esfera administrativa. (grifos nossos) Do que se expôs, concluise, com certa facilidade, que somente se instaura o contencioso administrativo com a interposição de impugnação regular e não se duvida que a impugnação interposta por quem não seja legitimado é irregular. Portanto, não instaurado o contencioso administrativo, impõese o não conhecimento de recurso voluntário interposto. Assim, voto no sentido de NÃO CONHECER o RECURSO VOLUNTÁRIO. (assinado digitalmente) ANDRÉ LUÍS MÁRSICO LOMBARDI – Relator Fl. 21347DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI Processo nº 10320.720167/201354 Acórdão n.º 2302003.347 S2C3T2 Fl. 19.882 5 Fl. 21348DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 16/ 12/2014 por ANDRE LUIS MARSICO LOMBARDI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por LIEGE LACROIX THOMA SI
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Numero do processo: 11020.909051/2009-23
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/04/2001 a 30/04/2001
PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. COMPENSAÇÃO. PROVA.
Restando comprovado nos autos a existência de pagamento a maior ou indevido, deve ser deferido o pedido de restituição/compensação desses valores.
APLICAÇÃO DE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS.
Não cabe a órgão administrativo apreciar arguição de inconstitucionalidade de leis ou mesmo de violação a qualquer princípio constitucional de natureza tributária. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Súmula CARF nº 02.
ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. TAXA SELIC.
É cabível, por expressa disposição legal, a partir de 01/04/95, a aplicação de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC. Súmula CARF n° 4, de 2009.
Recurso Voluntário parcialmente provido.
Numero da decisão: 3202-001.425
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Luís Eduardo Garrossino Barbieri Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI
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RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO Recorrente SÃO MARCOS INDÚSTRIA DE MÓVEIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2001 a 30/04/2001 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. COMPENSAÇÃO. PROVA. Restando comprovado nos autos a existência de pagamento a maior ou indevido, deve ser deferido o pedido de restituição/compensação desses valores. APLICAÇÃO DE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS. Não cabe a órgão administrativo apreciar arguição de inconstitucionalidade de leis ou mesmo de violação a qualquer princípio constitucional de natureza tributária. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária. Súmula CARF nº 02. ACRÉSCIMOS LEGAIS. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. É cabível, por expressa disposição legal, a partir de 01/04/95, a aplicação de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC. Súmula CARF n° 4, de 2009. Recurso Voluntário parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso voluntário. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 90 90 51 /2 00 9- 23 Fl. 147DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11020.909051/200923 Acórdão n.º 3202001.425 S3C2T2 Fl. 148 2 Luís Eduardo Garrossino Barbieri – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama. Relatório O presente processo trata de pedido de restituição (fls. 01/ss) cumulado com compensação – PER/DCOMP, transmitida em 11/01/2006, junto à DRF – Caxias do Sul – RS, onde o contribuinte pretende compensar suposto crédito indevido ou pago a maior da COFINS (data de apuração: 30/04/2001; data do vencimento: 15/05/2001, valor do DARF de R$ 21.015,26, sendo que foi utilizado nesta DCOMP o valor de R$ 254,55) com débito da COFINS (período de apuração: dezembro/2005; vencimento: 13/01/2006; valor R$ 468,02). A autoridade fiscal da DRF – Caxias do Sul indeferiu o pedido formulado, através do Despacho Decisório (fl. 6) com data de 07/07/2009, sob o seguinte fundamento: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.” A Recorrente apresentou sua Manifestação de Inconformidade (fls. 09/ss) onde alega, em apertada síntese: em preliminares, que a decisão recorrida é nula em decorrência de fundamentação insuficiente, uma vez que a fiscalização afirmou que o crédito é inexistente sem determinar qual seriam a natureza e origem deste crédito; no mérito, aduz que os créditos que possui são provenientes de pagamento a maior do PIS e da COFINS em decorrência da declaração de inconstitucionalidade do parágrafo 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 pelo STF; para demonstrar a efetiva existência destes créditos, solicitou a realização de análise dos registros contábeis da empresa para a produção de prova pericial, a fim de se apurar os valores em discussão, e para tanto, colocouse à disposição das autoridades fiscais para prestar informações, fornecer documentos ou qualquer outro ato tendente a esclarecer a origem dos créditos utilizados; por fim, requer que, após a realização da perícia contábil, seja acolhida a defesa apresentada e reconhecido o seu direito creditório com a consequente homologação das compensações realizadas. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belém PA proferiu o Acórdão No. 0120.612 (fls. 32/ss), julgando improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11020.909051/200923 Acórdão n.º 3202001.425 S3C2T2 Fl. 149 3 A contribuinte foi cientificada do citado Acórdão em 01/04/2011 (fl. 37). Inconformada com a decisão de primeira instância administrativa, interpôs Recurso Voluntário, em 03/05/2011 (fls. 38/ss), onde, além de repisar os argumentos já trazidos na Manifestação de Inconformidade, aduz o que segue abaixo: houve prejuízo ao contraditório administrativo, à ampla defesa e ao devido processo legal no Acórdão recorrido, uma vez que não enfrentou diretamente o fundamento de seu direito creditório; a decisão recorrida indeferiu o pedido de realização de perícia formulada, em manifesto cerceamento de defesa, por entender que a realização deste procedimento seria prescindível ao julgamento da lide; inaplicável a multa cominada em face do princípio constitucional do não confisco e dos princípios administrativos da razoabilidade e da proporcionalidade; inaplicável a taxa SELIC aos supostos débitos como juros de mora; por fim, requer seja declarada a nulidade do acórdão recorrido ou, caso não seja esse o entendimento, seja provido o presente recurso a fim de que sejam homologadas as compensações declaradas. O processo digitalizado foi distribuído a este Conselheiro na forma regimental. Nos termos da Resolução nº 3202000.060, de 25/04/2012 (efls. 104/ss), proferido por esta 2ª Turma da 2ª Câmara da 3ª Seção do CARF, o processo foi baixado em diligência para que a autoridade fiscal da unidade de origem verificasse se de fato existia o direito ao crédito pleiteado pela Recorrente, em função do pagamento a maior de tributos, decorrente do alargamento das bases de cálculo do PIS e da COFINS (parágrafo 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98), que foi declarado inconstitucional pelo Plenário do STF. A DRF – Caxias do Sul efetuou a diligência solicitada (efls. 109/139) e ao término elaborou a Informação DRF/CXL/Seort nº 131, de 30/09/2013 (efls. 140/ss). A Recorrente e a PFN foram devidamente cientificadas do resultado da diligência efetuada. A primeira não se manifestou; a segunda afirmou estar ciente do resultado da diligência sem nada acrescentar aos autos (efls. 145). Os autos retornaram ao CARF e foram devidamente encaminhados a este Conselheiro Relator. É o relatório. Voto Conselheiro Luís Eduardo G. Barbieri, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11020.909051/200923 Acórdão n.º 3202001.425 S3C2T2 Fl. 150 4 Da preliminar de nulidade da decisão de primeira instância A alegação de nulidade da decisão de primeira instância suscitada pela Recorrente não deve ser acolhida. Entendo que não houve ofensa ao contraditório administrativo, à ampla defesa e ao devido processo legal no Acórdão recorrido, uma vez a decisão a quo enfrentou as questões suscitadas pela Recorrente e motivação adequadamente o julgado. A Recorrente, ao que me parece, questiona (e discorda!) dos argumentos utilizados no voto condutor da decisão de primeira instância para fundamentar sua decisão. Portanto, não é o caso suscitar a nulidade da decisão (que está corretamente motivada), mas de questionar os argumentos utilizados em sua fundamentação, o que se faz em sede do mérito. É perfeitamente possível que se discorde da decisão, como efetivamente ocorre com a ora Recorrente, entretanto, dessa discordância não pode levar a nulidade da decisão. Mérito Dos valores a restituir/compensar No mérito a questão cingese a discussão sobre a existência de suposto crédito da Cofins, relativo ao período de abril/2001 constante do DARF no valor de R$ 21.015,26, sendo que foi utilizado na DCOMP objeto deste processo o valor de R$ 254,55. Os créditos seriam provenientes de pagamento a maior do PIS e da COFINS em decorrência da declaração de inconstitucionalidade do parágrafo 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 pelo STF. Pois bem. Como relatado, os autos foram baixados em diligência para que a autoridade fiscal verificasse/esclarecesse a existência dos supostos créditos pleiteados pela Recorrente. Constam da Informação DRF/CXL/Seort nº 131, de 30/09/2013 (efls. 140/ss) os seguintes esclarecimentos: 4. Feita a análise dos documentos apresentados, verificase que os valores das vendas e das vendas canceladas (R$ 664.812,11 – R$ 2.339,90 = R$ 662.472,12), no período em questão, informados pela interessada, na Memória de Cálculo apresentada, estão corretos. 5. A contribuinte pretende excluir da tributação da Cofins os valores dos juros e descontos auferidos – R$ 35.016,22, a variação monetária ativa R$ 118,37 e os valores das receitas com aluguel – R$ 2.902,00. 6. Se o entendimento do CARF for no sentido de que, no caso, apenas cabe a tributação da Cofins sobre o faturamento, entendo que as receitas com aluguel não poderão ser excluídas da tributação, porque, como se pode verificar da cópia do contrato social anexado aos autos, fl. 27 do processo nº 11020.909050/200989 e fl. 26 do processo nº 11020.909051/200923, a empresa tem como um dos objetivos a atividade de aluguel de bens móveis e imóveis. 7. Demonstrase abaixo os valores devidos de cofins e o valor do indébito considerando o faturamento com e sem a inclusão das receitas com aluguel:. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11020.909051/200923 Acórdão n.º 3202001.425 S3C2T2 Fl. 151 5 Demonstrativo com as receitas de aluguel. Vendas menos as vendas canceladas R$ 662.472,21 Receita com aluguel R$ 2.902,00 Total tributável R$ 665.374,21 Cofins devida – 3% R$ 19.961,22 Cofins paga R$ 21.015,26 Indébito R$ 1.054,04 Demonstrativo sem as receitas de aluguel. Vendas menos as vendas canceladas R$ 662.472,21 Total tributável R$ 662.472,21 Cofins devida – 3% R$ 19.874,16 Cofins paga R$ 21.015,26 Indébito R$ 1.141,10, conforme pleiteado em ambos processos. 8. Se prevalecer o entendimento de que o valor do indébito é R$ 1.054,04, observandose as datas de entrega das declarações de compensação, 14/12/2005 para a de nº 19005.36738.141205.1.3.047994, vinculada ao processo nº 11020.909050/200989, e 11/01/2006 para a de nº 33252.72717.110106.1.3.042011, vinculada ao processo nº 11020.909051/200923, o montante de R$ 886,55 deverá ser utilizado para o processo nº 11020.909050/200989 e a importância de R$ 167,49 deverá ser utilizada para o processo nº 11020.909051/200923. (negritamos) Não há reparos a fazer na informação trazida aos autos pela autoridade fiscal da DRF – Caxias do Sul. Refeitos os cálculos, com base na “Memória de Cálculo” apresentada pela própria Recorrente, considerados corretos pela autoridade fiscal, incluindose as receitas de aluguel (uma vez que essa atividade consta do objeto social da empresa), é de concluirse que a interessada tem direito ao crédito da Cofins, relativo ao período de abril/2001, no montante de R$ 167,49, vinculado a este processo nº 11020.909051/200923. Das alegações de inconstitucionalidades na multa aplicada Quanto à alegação da Recorrente de que é inaplicável a multa cominada em face do princípio constitucional do não confisco e dos princípios administrativos da razoabilidade e da proporcionalidade, entendo que o Contencioso Administrativo não é a instância competente para a discussão dessas matérias. Nesta esfera se faz o controle da legalidade na aplicação da legislação tributária aos casos concretos, sem adentrar no mérito de eventuais inconstitucionalidades de leis regularmente editadas segundo o processo legislativo, tarefa essa reservada constitucionalmente ao Poder Judiciário (artigo 102 da CF/88). Este Colegiado pode reconhecer apenas inconstitucionalidades já declaradas, definitivamente, pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal, ou nas demais situações expressamente previstas nos termos do art. 26A do Decreto nº 70.235/1972, com a redação dada pelo art. 25 da Lei nº 11.941/2009, condições que não se apresentam no presente caso. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11020.909051/200923 Acórdão n.º 3202001.425 S3C2T2 Fl. 152 6 Neste sentido, inclusive, foi aprovada a Súmula CARF nº 02, verbis: “O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária” inaplicável a taxa SELIC aos supostos débitos como juros de mora; Dos juros moratórios aplicados à taxa SELIC Em relação à utilização da taxa Selic como juros moratórios, o argumento apresentado pela Recorrente também não merece ser acolhido. Vejamos. A Lei nº 9.065, de 20/06/1995, que deu nova redação a dispositivos da Lei nº 8.981, de 20/01/1995, dispôs em seu art. 13, que a partir de 1º de abril de 1995, os juros de mora incidentes sobre tributos e contribuições sociais arrecadados pela Secretaria da Receita Federal, relativamente a fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 1995, não pagos nos prazos previstos na legislação tributária, de que trata o art. 84, inciso I, e §§ 1º, 2º e 3º, da Lei nº 8.981/1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, até o mês anterior ao do pagamento e a 1% no mês em que o pagamento estiver sendo efetuado. De igual modo dispõe o artigo 61, § 3º, da Lei nº 9.430, de 27/12/1996, em relação aos débitos decorrentes de tributos e contribuições administrativos pela SRF cujos fatos geradores tenham ocorrido a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica. Os juros de mora representam a indenização da mora. Constituem o rendimento que o credor teria se pudesse contar com o principal desde a data do vencimento da obrigação. Seu objetivo é reparar, com pecúnia, o Erário, pelo atraso no recolhimento do débito tributário. Tais juros são calculados sobre o tributo não pago, repitase, a título de ressarcir o Estado pela não disponibilidade do dinheiro, representado pelo crédito tributário. A adoção da taxa de referência SELIC como medida de percentual de juros de mora sobre tributos não pagos nos prazos legais se fez via lei ordinária já reportada, conforme faculta o § 1º do art. 161 da Lei nº 5.172/1966. Convém lembrar que as Leis nº 9.065/1995 e nº 9.430/1996 foram editadas pelo Poder Legislativo e sancionadas pelo Poder Executivo, a quem compete a fiel execução das normas legais. Assim, a autoridade administrativa, por força de sua vinculação ao texto da norma legal, e ao entendimento que a ele dá o Poder Executivo, deve limitarse a aplicála, sem emitir qualquer juízo de valor acerca da sua constitucionalidade ou outros aspectos de sua validade. Ademais, cumpre reiterar que a autoridade administrativa não dispõe de competência para apreciar alegações de inconstitucionalidade e/ou invalidade de norma legitimamente inserida no ordenamento jurídico. Conforme já mencionado, cabe tãosomente verificar se o ato praticado pelo agente do fisco está ou não conforme a legislação tributária, sem emitir juízo de legalidade ou constitucionalidade das normas jurídicas que embasaram o ato. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11020.909051/200923 Acórdão n.º 3202001.425 S3C2T2 Fl. 153 7 Em última análise, não existe qualquer vedação legal à instituição da taxa referencial SELIC para fins de utilização no cálculo dos juros de mora devidos pelo contribuinte em mora. Este, inclusive, é o teor da Súmula CARF nº 4, verbis: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Conclusão Diante do acima exposto, voto no sentido de rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, a fim de que sejam homologadas as compensações declaradas até o montante de R$ 167,49. É como voto. Luís Eduardo Garrossino Barbieri Fl. 153DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 19311.000080/2008-83
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/08/2008 a 30/08/2008
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a fiscalização na verificação do cumprimento da obrigação principal.
OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. AFERIÇÃO. ÔNUS DA PROVA.
Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mão de obra empregada, proporcional à área construída e ao padrão de execução da obra, de acordo com critérios estabelecidos pela legislação, cabendo ao responsável da obra o ônus da prova em contrário.
Na execução de obra de construção civil, para fins de aferição indireta, poderá ser utilizado o Custo Unitário Básico (CUB) da Construção Civil.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-003.881
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, mantendo os lançamentos fiscais: AI - Autos de Infração n° 37.137.755-2 (processo n° 19311.000083/2008-17), nº 37.164.265-5 (processo n1 19311.000081/2008-28) e n° 37.164.264-7 (processo n° 19311.000082/2008-72) relativos à obrigação principal, e n° 37.164.269-8 (processo n° 19311.000080/2008-83), relativo à obrigação acessória.
(assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Fabio Pallaretti Calcini e Ricardo Magaldi Messetti.
Nome do relator: Helton Carlos Praia de Lima
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/08/2008 a 30/08/2008 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar a fiscalização na verificação do cumprimento da obrigação principal. OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. AFERIÇÃO. ÔNUS DA PROVA. Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mão de obra empregada, proporcional à área construída e ao padrão de execução da obra, de acordo com critérios estabelecidos pela legislação, cabendo ao responsável da obra o ônus da prova em contrário. Na execução de obra de construção civil, para fins de aferição indireta, poderá ser utilizado o Custo Unitário Básico (CUB) da Construção Civil. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, mantendo os lançamentos fiscais: AI Autos de Infração n° 37.137.7552 (processo n° 19311.000083/200817), nº 37.164.2655 (processo n1 19311.000081/200828) e n° 37.164.2647 (processo n° 19311.000082/200872) relativos à obrigação principal, e n° 37.164.2698 (processo n° 19311.000080/200883), relativo à obrigação acessória. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 31 1. 00 00 80 /2 00 8- 83 Fl. 208DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19311.000080/200883 Acórdão n.º 2803003.881 S2TE03 Fl. 167 2 (assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Fabio Pallaretti Calcini e Ricardo Magaldi Messetti. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19311.000080/200883 Acórdão n.º 2803003.881 S2TE03 Fl. 168 3 Relatório DO LANÇAMENTO O Auto de Infração em pauta (DEBCAD n 37.164.2698) foi lavrado em razão da empresa supracitada ter infringido o disposto no artigo 33, 2 e 3o, da Lei 8.212/91, combinado com os artigos 232 e 233 e único do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99. Consta do Relatório Fiscal da Infração e da Aplicação da Multa, fls. 14/15 dos autos digitalizados, que a empresa não registrou no livro Diário pagamento de mão de obra nas competências de 12/2003 e 01/2004 para a obra de construção civil matricula CEI 50.012.43284/79, tendo havido aquisição de concreto naquelas competências 21,00 e 25,50 m3 respectivamente. (NF 29.255 31/12/2003; 29.265 05/01/2004 e 29.352 23/01/2004). Nas competências 12/2003 e 01/2004 não há registro de mão de obra própria, de autônomos, subcontratada ou temporários. O concreto requer aplicação imediata, não permite estocagem. Haveria necessidade de mão de obra nessas ocasiões vide clausula 8a condições gerais para o serviço de concretagem § 2o todo esforço será desenvolvido pelas partes, para que a aplicação do concreto seja imediata. não sendo isso possível, o tempo de descarga será limitado, de forma a preservar a qualidade do concreto. A fiscalização entende que esse fato caracteriza infração à legislação enunciada no auto de infração. Foram lavrados os seguintes Autos de Infração: n° 37.137.7552 referente à contribuição patronal; n° 37.164.2647 referente à contribuição dos segurados empregados; nº 37.164.2655 referente as contribuição destinadas a outras entidades e fundos, denominados de "Terceiros" (FNDE, SESI/SENAI, SEBRAE e INCRA); e n° 37.164.2698 referente ao descumprimento de obrigação acessória (CFL 38). DA CIÊNCIA O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal, apresentando impugnação. DA DECISÃO O órgão julgador de primeira instância administrativa fiscal vez o julgamento em conjunto das autuações e por unanimidade manteve os lançamentos fiscais: AI Autos de Fl. 210DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19311.000080/200883 Acórdão n.º 2803003.881 S2TE03 Fl. 169 4 Infração n° 37.137.7552 (processo n° 19311.000083/200817), nº 37.164.2655 (processo n1 19311.000081/200828) e n° 37.164.2647 (processo n° 19311.000082/200872) relativos à obrigação principal, e n° 37.164.2698 (processo n° 19311.000080/200883), relativo à obrigação acessória. Cientificado da decisão, o contribuinte apresentou recurso voluntário, alegando em síntese: em nenhum momento informou que a nota fiscal não constava do Livro Razão, pois no próprio recurso informa que está registrada no livro diário, a nota fiscal nº 2565, datada de 27/jan/2004, da empresa CIVILSOLO Sondagens e Fundações Ltda, referente a estaqueamento. O concreto usinado foi utilizado para o enchimento dos furos abertos para tal fim. A decisão recorrida desconhece o procedimento, restrito à área da Engenharia Civil e ignora ainda os documentos técnicos apresentados; Relativamente à nota fiscal emitida em 27/01/2004, o acordo comercial entre as referidas empresas seria que a cobrança através da nota fiscal ocorreria apenas 05 (cinco) dias após a conclusão dos serviços de estaqueamento, o qual findaria com a conclusão da concretagem de todas as 77 (setenta e sete) estacas, uma vez que a CIVILSOLO era a responsável técnica pelo acompanhamento da concretagem das estacas, conforme consta de sua declaração técnica, em anexo. Como a última concretagem ocorreu com o fornecimento do concreto em 23/01/2004, a data da nota fiscal da empresa CIVILSOLO está consoante com o acordo comercial; a classificação da obra como galpão comercial não altera sua destinação, ou seja, destinada ao uso comercial, devendo assim ser enquadrada, conforme demonstrado no laudo técnico anexo aos autos. Não pode ser enquadrada como projeto comercial – andar livre como quer a fiscalização; o custo apresentado no livro razão, na contabilidade, expressa fielmente à realidade da evolução da obra, inexistindo assim quaisquer irregularidades; por fim, requer a nulidade da autuação fiscal. É o relatório. Fl. 211DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19311.000080/200883 Acórdão n.º 2803003.881 S2TE03 Fl. 170 5 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual será analisado. A autuação fiscal se deu em razão da empresa não registrar no livro Diário pagamento de mão de obra nas competências de 12/2003 e 01/2004 para a obra de construção civil matricula CEI 50.012.43284/79. Apesar da aquisição de concreto nas competências 12/2003 e 01/2004, que requer aplicação imediata e mão de obra, segundo a fiscalização, não houve registro de mão de obra própria, de autônomos, subcontratada nem temporários. Assim sendo, a fiscalização entendeu que o fato caracterizou infração à legislação disposta no artigo 33, 2 e 3o, da Lei 8.212/91. A empresa não demonstra, de forma objetiva, a desnecessidade de mão de obra para a utilização do concreto adquirido. Destarte, a autuação fiscal deve ser mantida. Consta do relatório fiscal do auto de infração AI nº 37.137.7552 (processo n° 19311.000083/200817), fls. 20/23 dos autos digitalizados, que o contribuinte apresentou, em 26 de Janeiro de 2005, Declaração e Informação Sobre Obra DISO, matrícula CEI 50.012.4328479, com início em 31/12/2003 e final em 25/01/2004. Tratase de obra nova de alvenaria para prédio comercial, andares livres, com área de 715,08 m2. O habitese apresentado tem data de 13 de janeiro de 2005. A análise da DISO sem a conferência com a contabilidade apresentou recolhimentos inferiores a 70% (setenta por cento), estabelecidos na norma de fiscalização (inciso I do art. 491 da IN 100/2003). Por esse motivo o pedido de regularização da obra foi encaminhado à fiscalização para o confronto das informações com a contabilidade. No período de 12/2003 a 01/2004, declarado pelo contribuinte na DISO, a fiscalização constatou que não havia nota fiscal/fatura de serviço com mão de obra de subcontratada ou prestação de serviço ou ainda de temporários, e que a ficha de registro de empregados (FRE) de números 01 a 04, a data de admissão se iniciou 02/02/2004, data também constatada na GFIP de competência 02/2004. A fiscalização entendeu, ainda, que a contabilidade não registrava toda a mão de obra utilizada, concluindo que não expressava a realidade da evolução da obra e que a DISO apresentada pelo contribuinte continha nível baixo de recolhimento de contribuições sociais para regularização de obra. Destarte, apurou os valores com base nos documentos que dispunha. A fiscalização emitiu novos cálculos demonstrados no relatório Aviso de Regularização de Obras – ARO (fls. 24/26), com início da obra em 31/12/2003 e término em Fl. 212DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19311.000080/200883 Acórdão n.º 2803003.881 S2TE03 Fl. 171 6 13/01/2005, área: 715,08m2, com enquadramento de obra nova, destinação: comercial, andar livre, padrão normal, número de unidade: 1, contendo o valor da mão de obra apurada e das remunerações a recolher, as deduções dos recolhimentos efetuados relativos às remunerações contidas em GFIP/GPS e apuradas em notas fiscais informadas (fl. 26), anexando aos autos os comprovantes que serviram de base para o lançamento fiscal. Diante dos fatos, os cálculos apresentados pela autoridade fiscal demonstram a realidade da obra de construção em epígrafe, devendo ser desconsideradas as informações constante na DISO apresentadas pelo contribuinte com início da obra em 12/2003 e término em 01/2004 para uma obra de área: 715,08m2, por falta de comprovação razoável dos fatos. Os argumentos apresentados pelo contribuinte não foram suficientes para sustentar a construção da obra em epígrafe no período de 2 (dois) meses e com recolhimento inferior ao estabelecido pelas normas previdenciárias e legislação vigente. A obra foi enquadrada como construção de prédio comercial, com base no projeto anexado pelo contribuinte às folhas 125 dos autos digitalizado, de conformidade com o art. 451, inciso II da IN nº 100/2003, e conforme o tipo de projeto de construção de um prédio comercial (fl. 125), nos termos do art. 437, inciso II da IN MPS/SRF n° 3/2005, alterada pela IN MPS/SRP nº 24/2007. Ressaltase que o contribuinte reconhece a destinação da obra com fins comercial no recurso voluntário. O contribuinte é obrigado a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições sociais exigidas pela fiscalização. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a autoridade fiscal pode, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputar devida, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário, nos termos do art. 33, §§ 2o e 3º da Lei 8.212/91. Assim sendo, as autuações fiscais relativas aos autos de infração de obrigação principal, lançados pela fiscalização, devem ser mantidas. Do mesmo modo a autuação de obrigação acessória (CFL 38) não apresentação ou apresentação deficiente de documentos à fiscalização. As notas fiscais e valores relativos a concreto usinado, considerados no levantamento fiscal, estão relacionados nos autos (fl. 26). A nota fiscal nº 2565 de 27/01/2004, de R$500,00 (quinhentos reais), da empresa CIVILSOLO Sondagens e Fundações Ltda é referente a serviço de estaqueamento (fls. 114) e não foi considerada no lançamento por falta de previsão normativa (IN nº 100/2003). Destarte, não se justifica, para o caso em epígrafe, o argumento do contribuinte de que a decisão recorrida desconhece o procedimento de engenharia civil e ignora os documentos técnicos apresentados. O crédito tributário encontrase revestido das formalidades legais do art. 142 e § único, e arts. 97 e 115, todos do CTN, com a descrição da infração e dispositivo legal infringido, o valor da multa aplicada e sua fundamentação legal, período apurado, relatório fiscal da infração e da aplicação da multa, a Instrução para o Contribuinte – IPC, e demais informações constantes dos autos, bem como, lavrado de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, consoante o artigo 33 da Lei 8.212/91. CONCLUSÃO Fl. 213DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19311.000080/200883 Acórdão n.º 2803003.881 S2TE03 Fl. 172 7 Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário, mantendo os lançamentos fiscais: AI Autos de Infração n° 37.137.7552 (processo n° 19311.000083/2008 17), nº 37.164.2655 (processo n. 19311.000081/200828) e n° 37.164.2647 (processo n° 19311.000082/200872) relativos à obrigação principal, e n° 37.164.2698 (processo n° 19311.000080/200883), relativo à obrigação acessória. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 214DF CARF MF Impresso em 29/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 11020.909052/2009-78
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/10/2001 a 31/10/2001
PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. COMPENSAÇÃO. PROVA.
Restando comprovado nos autos a existência de pagamento a maior ou indevido, deve ser deferido o pedido de restituição/compensação desses valores.
Recurso Voluntário provido.
Numero da decisão: 3202-001.426
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento ao recurso voluntário.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Luís Eduardo Garrossino Barbieri Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI
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RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO Recorrente SÃO MARCOS INDÚSTRIA DE MÓVEIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/10/2001 a 31/10/2001 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. COMPENSAÇÃO. PROVA. Restando comprovado nos autos a existência de pagamento a maior ou indevido, deve ser deferido o pedido de restituição/compensação desses valores. Recurso Voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento ao recurso voluntário. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente Luís Eduardo Garrossino Barbieri – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 90 90 52 /2 00 9- 78 Fl. 149DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11020.909052/200978 Acórdão n.º 3202001.426 S3C2T2 Fl. 150 2 O presente processo trata de pedido de restituição (fls. 01/ss) cumulado com compensação – PER/DCOMP, transmitida em 11/01/2006, junto à DRF – Caxias do Sul – RS, onde o contribuinte pretende compensar suposto crédito indevido ou pago a maior da COFINS (data de apuração: 31/10/2001; data do vencimento: 14/11/2001, valor do DARF de R$ 33.996,37, sendo que foi utilizado nesta DCOMP o valor de R$ 1.089,87) com débito da COFINS (período de apuração: dezembro/2005; vencimento: 13/01/2006; valor R$ 1.910,55). A autoridade fiscal da DRF – Caxias do Sul indeferiu o pedido formulado, através do Despacho Decisório (fl. 6) com data de 07/07/2009, sob o seguinte fundamento: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.” A Recorrente apresentou sua Manifestação de Inconformidade (fls. 09/ss) onde alega, em apertada síntese: em preliminares, que a decisão recorrida é nula em decorrência de fundamentação insuficiente, uma vez que a fiscalização afirmou que o crédito é inexistente sem determinar qual seriam a natureza e origem deste crédito; no mérito, aduz que os créditos que possui são provenientes de pagamento a maior do PIS e da COFINS em decorrência da declaração de inconstitucionalidade do parágrafo 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 pelo STF; para demonstrar a efetiva existência destes créditos, solicitou a realização de análise dos registros contábeis da empresa para a produção de prova pericial, a fim de se apurar os valores em discussão, e para tanto, colocouse à disposição das autoridades fiscais para prestar informações, fornecer documentos ou qualquer outro ato tendente a esclarecer a origem dos créditos utilizados; por fim, requer que, após a realização da perícia contábil, seja acolhida a defesa apresentada e reconhecido o seu direito creditório com a consequente homologação das compensações realizadas. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belém PA proferiu o Acórdão No. 0120.613 (fls. 32/ss), julgando improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada. A contribuinte foi cientificada do citado Acórdão em 01/04/2011 (fl. 37). Inconformada com a decisão de primeira instância administrativa, interpôs Recurso Voluntário, em 03/05/2011 (fls. 38/ss), onde, além de repisar os argumentos já trazidos na Manifestação de Inconformidade, aduz o que segue abaixo: houve prejuízo ao contraditório administrativo, à ampla defesa e ao devido processo legal no Acórdão recorrido, uma vez que não enfrentou diretamente o fundamento de seu direito creditório; Fl. 150DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11020.909052/200978 Acórdão n.º 3202001.426 S3C2T2 Fl. 151 3 a decisão recorrida indeferiu o pedido de realização de perícia formulada, em manifesto cerceamento de defesa, por entender que a realização deste procedimento seria prescindível ao julgamento da lide; inaplicável a multa cominada em face do princípio constitucional do não confisco e dos princípios administrativos da razoabilidade e da proporcionalidade; inaplicável a taxa SELIC aos supostos débitos como juros de mora; por fim, requer seja declarada a nulidade do acórdão recorrido ou, caso não seja esse o entendimento, seja provido o presente recurso a fim de que sejam homologadas as compensações declaradas. O processo digitalizado foi distribuído a este Conselheiro na forma regimental. Nos termos da Resolução nº 3202000.061, de 25/04/2012 (efls. 105/ss), proferido por esta 2ª Turma da 2ª Câmara da 3ª Seção do CARF, o processo foi baixado em diligência para que a autoridade fiscal da unidade de origem verificasse se de fato existia o direito ao crédito pleiteado pela Recorrente, em função do pagamento a maior de tributos, decorrente do alargamento das bases de cálculo do PIS e da COFINS (parágrafo 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98), que foi declarado inconstitucional pelo Plenário do STF. A DRF – Caxias do Sul efetuou a diligência solicitada (efls. 110/141) e ao término elaborou a Informação DRF/CXL/Seort nº 142, de 4/10/2013 (efls. 142/ss). A Recorrente e a PFN foram devidamente cientificadas do resultado da diligência efetuada. A primeira não se manifestou; a segunda afirmou estar ciente do resultado da diligência e nada acrescentou aos autos (efls. 147). Os autos retornaram ao CARF e foram devidamente encaminhados a este Conselheiro Relator. É o relatório. Voto Conselheiro Luís Eduardo G. Barbieri, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. Da preliminar de nulidade da decisão de primeira instância A alegação de nulidade da decisão de primeira instância suscitada pela Recorrente não deve ser acolhida. Entendo que não houve ofensa ao contraditório administrativo, à ampla defesa e ao devido processo legal no Acórdão recorrido, uma vez a decisão a quo enfrentou as questões suscitadas pela Recorrente e motivação adequadamente o julgado. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11020.909052/200978 Acórdão n.º 3202001.426 S3C2T2 Fl. 152 4 A Recorrente, ao que me parece, questiona (e discorda!) dos argumentos utilizados no voto condutor da decisão de primeira instância para fundamentar sua decisão. Portanto, não é o caso suscitar a nulidade da decisão (que está corretamente motivada), mas de questionar os argumentos utilizados em sua fundamentação, o que se faz em sede do mérito. É perfeitamente possível que se discorde da decisão, como efetivamente ocorre com a ora Recorrente, entretanto, dessa discordância não pode levar a nulidade da decisão. Mérito No mérito a questão cingese a discussão sobre a existência de suposto crédito da Cofins, relativo ao período de outubro/2001 constante do DARF no valor de R$ 33.996,37, sendo que foi utilizado na DCOMP objeto deste processo o valor de R$ 1.089,87. Os créditos seriam provenientes de pagamento a maior do PIS e da COFINS em decorrência da declaração de inconstitucionalidade do parágrafo 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 pelo STF. Pois bem. Como relatado, os autos foram baixados em diligência para que a autoridade fiscal verificasse/esclarecesse a existência dos supostos créditos pleiteados pela Recorrente. Constam da Informação DRF/CXL/Seort nº 142, de 4/10/2013 (efls. 142/ss) os seguintes esclarecimentos: 4. Feita a análise dos documentos apresentados, verificase que os valores das vendas e das vendas canceladas, no período em questão, informados pela interessada, na Memória de Cálculo apresentada, estão corretos. 5. A contribuinte pretende excluir da tributação da Cofins os valores dos juros e descontos auferidos – R$ 49.429,88, a variação monetária ativa R$ 121,72 e os valores das receitas com aluguel – R$ 2.960,00. 6. Se o entendimento do CARF for no sentido de que, no caso, apenas cabe a tributação da Cofins sobre o faturamento, entendo que as receitas com aluguel não poderão ser excluídas da tributação, porque, como se pode verificar da cópia do contrato social anexado aos autos, fl. 27 de ambos os processos, a empresa tem como um dos objetivos a atividade de aluguel de bens móveis e imóveis. 7. Demonstrase abaixo os valores devidos de cofins e o valor do indébito considerando o faturamento com e sem a inclusão das receitas com aluguel:. Demonstrativo com as receitas de aluguel. Vendas R$ 1.089.434,63 Vendas canceladas R$ (9.721,28) Prestação de serviços R$ 42,08 Receita com aluguel R$ 2.960,00 IPI consumidor R$ (490,97) Total tributável R$ 1.082.224,46 Cofins devida – 3% R$ 32.466,73 Cofins paga R$ 33.996,37 Indébito R$ 1.529,64 Fl. 152DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 11020.909052/200978 Acórdão n.º 3202001.426 S3C2T2 Fl. 153 5 Demonstrativo sem as receitas de aluguel. Vendas R$ 1.089.434,63 Vendas canceladas R$ (9.721,28) Prestação de serviços R$ 42,08 IPI consumidor R$ (490,97) Total tributável R$ 1.079.264,46 Cofins devida – 3% R$ 32.377,93 Cofins paga R$ 33.996,37 Indébito R$ 1.618,44, conforme informado em ambos processos. 8. Se prevalecer o entendimento de que o valor do indébito é R$ 1.529,64, observandose as datas de entrega das declarações de compensação, 11/01/2006 para a de nº 11411.63893.110106.1.3.043679, vinculada ao processo nº 11020.909052/200978, e 19/01/2006 para a de nº 24207.57966.190106.1.3.047810, vinculada ao processo nº 11020.909053/200912, o montante de R$ 1.089,87 deverá ser utilizado para o processo nº 11020.909052/200978 e a importância de R$ 439,77 deverá ser utilizada para o processo nº 11020.909053/200912. (negritamos) Não há reparos a fazer na informação trazida aos autos pela autoridade fiscal da DRF – Caxias do Sul. Refeitos os cálculos, com base na “Memória de Cálculo” apresentada pela própria Recorrente, considerados corretos pela autoridade fiscal, incluindose as receitas de aluguel (uma vez que essa atividade consta do objeto social da empresa), é de concluirse que a interessada tem direito ao crédito da Cofins, relativo ao período de outubro/2001, no montante de R$ 1.089,87, vinculado a este processo (nº 11020.909052/200978). Diante do acima exposto, voto no sentido de rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, dar provimento ao Recurso Voluntário. É como voto. Luís Eduardo Garrossino Barbieri Fl. 153DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente e m 18/12/2014 por LUIS EDUARDO GARROSSINO BARBIERI, Assinado digitalmente em 18/12/2014 por IRENE SOU ZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10166.901787/2013-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Feb 13 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 1302-000.356
Decisão: Os membros da Turma resolvem, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
(assinado digitalmente)
Alberto Pinto S. Jr Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr., Eduardo de Andrade, Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Waldir Rocha e Hélio Araújo.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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decisao_txt : Os membros da Turma resolvem, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto S. Jr Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr., Eduardo de Andrade, Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Waldir Rocha e Hélio Araújo.
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Recorrente CENTRAIS ELETRICAS BRASILEIRAS SA Interessado FAZENDA NACIONAL Os membros da Turma resolvem, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto S. Jr – Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr., Eduardo de Andrade, Márcio Rodrigo Frizzo, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Waldir Rocha e Hélio Araújo. Versa o presente processo sobre recurso voluntário, interposto pelo contribuinte em face do Acórdão nº 0127.684 da 1ª Turma da DRJ/BEL, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2012 SALDO NEGATIVO. RETENÇÕES. FALTA DE COMPROVAÇÃO. Não tendo sido apresentados documentos hábeis e idôneos para comprovar as retenções glosadas, estas devem ser mantidas. CRÉDITOS. DIFERENÇAS. INSIGNIFICÂNCIA. As diferenças inexpressivas de créditos devem ser ignoradas em razão do princípio da insignificância e da economia processual Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 66 .9 01 78 7/ 20 13 -1 2 Fl. 240DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10166.901787/201312 Resolução nº 1302000.356 S1C3T2 Fl. 241 2 Direito Creditório Não Reconhecido O voto condutor do acórdão assim fundamentou a decisão: “O cerne do litígio gira em torno do reconhecimento de parcela das retenções de IRRF, código de receita 3426 (Rendimentos de capital, aplicações financeiras de renda fixa, exceto fundos de investimento), nos termos do quadro Parcelas Confirmadas Parcialmente ou Não Confirmadas, exposto no relatório. A recorrente não apresentou qualquer argumentação ou documentação comprobatória a respeito da suposta retenção efetuada pelo CNPJ 02.474.103/000119, não reconhecida no despacho decisório. Pelo que, a tem se como matéria não impugnada. No tange às retenções não confirmadas, relativas aos CPNJ 02.328.280/000197 e 23.274.194/000119, a recorrente alega sua irrelevância. De fato, os valores não confirmados para esses CNPJ são irrelevantes e devem ser ignorados em razão do princípio da insignificância e da economia processual. No que se refere às retenções efetuadas pelos CNPJ 02.341.467/000120, 15.413.826/000150, 07.282.377/000120, 07.297.359/000111, 61.416.244/000144 e 77.882.504/000107, a recorrente buscar comprovar sua materialidade com base exclusiva nos Comprovantes de Rendimentos e de Retenções apresentados às folhas 55, 57, 110, 112, 114 e 116. O Comprovante Anual de Rendimentos Pagos ou Creditados e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte é o instrumento hábil para comprovação das retenções efetuadas pelas pessoas jurídicas sobre os pagamentos efetuados a outras pessoaa jurídicas, nos termos dos artigos 941 e 943, §2º, do RIR/99. Entretanto não há como se aferir a legitimidade dos comprovantes apresentados. É que estes se encontram desprovidos da assinatura do representante da fonte pagadora responsável pela informação. Dessa forma, não há como servilos de contraprova às informações prestadas pelas próprias fontes pagadoras nas DIRF. Pelo que, acatase como valores efetivamente retidos aqueles contidos na base de dados da RFB (Sistema DIRF) Em relação à retenção efetuada pelo CNPJ 30.822.936/000169, a recorrente busca comprovála por meio dos “extratos bancários”, supostamente emitidos pela fonte pagadora, e do extrato da conta nº 1124120501 do razão da recorrente. Ocorre que, estes documentos não são hábeis para comprovar a retenção. O primeiro (extrato bancário) por não identificar corretamente a instituição financeira e o titular das aplicações financeiras, menos ainda assegurar sua legitimidade. O segundo por não possuir força probatória para comprovação da retenção, eis que de lavra do próprio reclamante dos créditos. Por fim, quanto à retenção efetuada pelo CNPJ 49.313.653/000110, a recorrente tenta comprovar a retenção através do extrato de DIRF de fl. 108. Entretanto as informações constantes do extrato de DIRF apresentado são inverídicas. É que esta não consta como beneficiária da DIRF entregue pela fonte pagadora. Ver impressão da consulta aos sistemas internos da RFB, a seguir. .................................................................................................................. Observese ainda, que os valores encontrados nos sistemas internos da RFB foram exatamente os mesmos identificados no despacho decisório (fls. 160166). Do direito creditório A confirmação, neste julgamento, das retenções efetuadas sob os CNPJ 02.328.280/000197 e 23.274.194/000119, no valor de R$ 0,02 cada, não Fl. 241DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10166.901787/201312 Resolução nº 1302000.356 S1C3T2 Fl. 242 3 assegura o direito creditório da recorrente, eis que o IRPJ apurado na DIPJ (R$ 891.604.883,43) é superior à soma das parcelas confirmadas até o julgamento (R$ 788.650.546,22+ R$ 0,04 = R$ 788.650.546,26). Da conclusão Ante tudo exposto, voto no sentido de: 1. Reconhecer as parcelas de crédito de IR, no valor total de R$ 788.650.546,26, incluso o valor já reconhecido pela unidade de origem; 2. Não reconhecer o direito creditório da recorrente; 3. Julgar a Manifestação de Inconformidade parcialmente procedente.” A contribuinte foi cientificada da decisão recorrida em 14/02/2014 (cf. AR a fls. 182) e interpôs recurso voluntário em 18/03/2014 (doc. a fls. 184 e segs.), no qual alega as seguintes razões de defesa: “Reafirmese que a fiscalização desprezou completamente a documentação comprobatória da regularidade apresentada pela Eletrobrás, fez tábula rasa dos esclarecimentos prestados e considerou divergências formais que poderiam ser facilmente identificadas através dos sistemas internos da Receita Federal. Entretanto, para comprovar a legitimidade das compensações efetuadas a recorrente junta o Comprovante Anual da Retenção efetuada referente e o Extrato de Fontes Pagadoras, extraídos do “eCAC”, só agora obtidos pela Eletrobrás relativo às fontes abaixo identificadas: CNPJ Nome Código IRRF Valor – DIPJ PerDcomp IRRF – Valor confirmado IRRF – Valor não confirmado 02.341.46 7/000120 Amazon Distribuidora de Energia S/A 3426 7.422.298,57 7.422.298,57 30.822.93 6/000169 BB Adm. de Ativos Distr. Títulos de Valores Mobiliários S/A 3426 146.320.504,93 146.320.504,93 Em relação ao CNPJ 02.341.467/000120, IRRF no valor de 7.422.298,57, restou esclarecido que por erro da fonte pagadora, constou no informe de rendimento o CNPJ 00.357.038/000116 (Eletronorte) e não o CNPJ da Eletrobrás 00.001.180/000126. Em suma, houve um erro formal na transcrição da numeração. Conforme comprova o documento em anexo, devidamente assinado pela fonte pagadora, documento hábil para comprovar a retenção efetuada na forma do art. 941 e 943 § 2 do RIR/99, o valor de R$ 7.422.298,57 foi corretamente retido pela Amazonas Distribuidora de Energia (Anexo I). Fl. 242DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10166.901787/201312 Resolução nº 1302000.356 S1C3T2 Fl. 243 4 Relativamente ao CNPJ 30.822.936/000169, referese a IRRF sobre aplicações financeiras do Banco do Brasil (BB Adm. de Ativos Distr. Títulos de Valores Mobiliários S/A) no ano base de 2008, cujo montante no valor declarado e contabilizado foi de 146.320.504,93, amplamente comprovado através dos extratos bancários das contas e Fichas do Razão da Conta Contábil nº 1124120501. Neste sentido, além dos documentos já acostados aos autos, para comprovar a legitimadade do seu crédito e a regularidade da compensação, a Recorrente, nesta oportunidade, junta a Relação de rendimentos e Imposto Sobre a Renda retido por Fonte Pagadora extraído do “eCAC”. .................................................................................. Entretanto, cabe ressaltar que a Eletrobrás é responsável pela gestão de recursos setoriais, representados pela Reserva Global de Reversão – RGR, Conta de Desenvolvimento Energético –CDE, Utilização de Bem Público – UBP e Conta Consumo de Combustível – CCC. Estes fundos financiam programas do Governo Federal de universalização de acesso à energia elétrica, de efeiciência na iluminação pública, de incentivs às fontes alternativas de energia elétrica , de conservação de energia elétrica e a aquisição de combustíveis fósseis utilizados nos sistemas isolados de geração de energia elétrica, cujas movimentações financeiras não afetam o resultado da Companhia. Daí a razão da divergência entre o valor retido R$ 254.498.650,62 e o valor utilizado pela Eletrobrás na compensação R$ 146.320.504,93. Cabe ainda esclarecer que o BB Gestão de Recursos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (CNPJ 30.822.936/000169), na qualidade de responsável tributário, recolhe os tributos ao fisco em nome dos CNPJ’s: 00.000.000/436992 e 04.857.792/000176 (informados pela Fonte Pagadora, conforme Anexo II). Os informes de rendimentos em anexo, fornecidos pelo Banco do Brasil, relativos a 2008, separados por trimestre, demonstram a regularidade das compensações efetuadas e dos créditos utilizados pela Recorrente. Anexo III. .............................................................................................................. Face a todo o exposto, a Eletrobrás pede e espera seja conhecido e provido o presente recurso voluntário, para o fim de ser reformado o r. Acórdão recorrido, a fim de serem homologadas as compensações efetivadas e confirmar as parcelas de composição do crédito informado nos Per/Dcomps nºs 39499.35826.081111.1.1.3.028062, 32332.5613.211010.1.7.02029034 e 199928.08277.180810.1.3.029017 ou, ao menos, confirmar as parcelas de R$ 7.422.298,57 e R$ 146.320.504,93, vez que tais valores foram retidos, conforme restou demonstrado.” É o relatório. Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10166.901787/201312 Resolução nº 1302000.356 S1C3T2 Fl. 244 5 O recurso voluntário é tempestivo e foi subscrito por mandatário com poderes para tal, conforme procuração a fls. 193 e segs., razão pela qual dele conheço. De plano, já me manifesto pela necessidade de se converter o julgamento em diligência, para que: a) a Unidade Preparadora, tomando as providências que se fizerem necessárias, ateste a autenticidade dos documentos juntados pela recorrente, ou seja: o Comprovante Anual da Retenção e o Extrato de Fontes Pagadoras, extraídos do “eCAC” (doc. a fls. 224); os extratos obtidos no Banco do Brasil BB Adm. de Ativos Distr. Títulos de Valores Mobiliários S/A (doc. a fls. 225 a 236); e o informe de rendimento emitido pela Amazonas Distribuidora de Energia (doc. a fls. 123). b) a Unidade Preparadora intime a recorrente a: b.1) apresentar documentação que comprove que a movimentação financeira na agência/conta nº 1755/6079 é vinculada à CDE; a de nº 1755/420115 à UBP; e de nº 1755/601123 à RGR; e c) demonstrar com apoio em sua escrituração contábil, cujas cópias das páginas referidas devem ser juntadas aos autos, que os rendimentos produzidos pelas aplicações financeiras a que se referem os extratos a fls. 225 a 236 foram lançados a conta de resultado e, consequentemente, oferecidos à tributação. Assim, voto por converter o julgamento em diligência, para que a Unidade Preparadora adote as providências acima tratadas, ressaltando que deve ser dada ciência à recorrente do relatório final de diligência, concedendolhe prazo razoável para se manifestar nos autos. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 244DF CARF MF Impresso em 13/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 13/0 2/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10980.010575/2005-11
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jan 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/05/2002
COFINS. FUNDOS DE PENSÃO. APURAÇÃO. DEDUÇÃO IRPJ-RET.
O art. 2º, § 8º da IN 126/2002, depois revogado pelo art. 29, III e § 3º da IN 247/2002, de mesmo teor, asseguram que da base de cálculo das contribuições devidas pelas entidades fechadas de previdÊncia complementar sejam deduzidos os valores comprovadamente recolhidos a título de Imposto de Renda pelo Regime Especial de Tributação, previsto na MP 2.222/2001.
Recurso de ofício negado e recurso voluntário parcialmente provido.
Numero da decisão: 3403-003.388
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e dar provimento parcial ao recurso voluntário para que sejam deduzidos das bases de cálculo os recolhimentos de IR-RET, conforme apurado em diligência. Sustentou pela recorrente o Dr. Choi Jong Min, OAB/SP 287.957..
(assinado digitalmente)
Antonio Carlos Atulim - Presidente
(assinado digitalmente)
Ivan Allegretti - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
Nome do relator: IVAN ALLEGRETTI
1.0 = *:*
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/02/1999 a 31/05/2002 COFINS. FUNDOS DE PENSÃO. APURAÇÃO. DEDUÇÃO IRPJ-RET. O art. 2º, § 8º da IN 126/2002, depois revogado pelo art. 29, III e § 3º da IN 247/2002, de mesmo teor, asseguram que da base de cálculo das contribuições devidas pelas entidades fechadas de previdÊncia complementar sejam deduzidos os valores comprovadamente recolhidos a título de Imposto de Renda pelo Regime Especial de Tributação, previsto na MP 2.222/2001. Recurso de ofício negado e recurso voluntário parcialmente provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e dar provimento parcial ao recurso voluntário para que sejam deduzidos das bases de cálculo os recolhimentos de IR-RET, conforme apurado em diligência. Sustentou pela recorrente o Dr. Choi Jong Min, OAB/SP 287.957.. (assinado digitalmente) Antonio Carlos Atulim - Presidente (assinado digitalmente) Ivan Allegretti - Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2319; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 2.125 1 2.124 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.010575/200511 Recurso nº De Ofício e Voluntário Acórdão nº 3403003.388 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 13 de novembro de 2014 Matéria COFINS LANÇAMENTO Recorrentes FUNBEP FUNDO DE PENSAO MULTIPATROCINADO FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/02/1999 a 31/05/2002 DECADÊNCIA. LANÇAMENTO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. A Súmula Vinculante n° 8, do Supremo Tribunal Federal, implicou na declaração de inconstitucionalidade do art. 45 e da Lei n° 8.212, de 1991, que fixava em 10 (dez) anos o prazo de decadência para o lançamento das contribuições sociais. Caracterizado o lançamento por homologação, o prazo decadencial é de 5 anos contados da ocorrência do fato gerador, na forma do art. 150, §4º, do CTN. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/05/2002 COFINS. FUNDOS DE PENSÃO. APURAÇÃO. DEDUÇÃO IRPJRET. O art. 2º, § 8º da IN 126/2002, depois revogado pelo art. 29, III e § 3º da IN 247/2002, de mesmo teor, asseguram que da base de cálculo das contribuições devidas pelas entidades fechadas de previdÊncia complementar sejam deduzidos os valores comprovadamente recolhidos a título de Imposto de Renda pelo Regime Especial de Tributação, previsto na MP 2.222/2001. Recurso de ofício negado e recurso voluntário parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício e dar provimento parcial ao recurso voluntário para que sejam deduzidos das bases de cálculo os recolhimentos de IRRET, conforme apurado em diligência. Sustentou pela recorrente o Dr. Choi Jong Min, OAB/SP 287.957.. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 05 75 /2 00 5- 11 Fl. 2126DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Antonio Carlos Atulim Presidente (assinado digitalmente) Ivan Allegretti Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Rosaldo Trevisan, Luiz Rogério Sawaya Batista e Ivan Allegretti. Relatório Tratase de auto de infração (fl. 435) por meio do qual se constituiu crédito tributários de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins em relação a fatos geradores do período de 02/1999 a 05/2002. A motivação do lançamento pode ser resumida no seguinte trecho do Termo de Verificação e Encerramento Final de Ação Fiscal (fls. 1490/1501): De posse de todas as informações contábeis foram elaboradas planilhas de apuração da COFINS para cada período, nos moldes dos anexos das Instruções Normativas SRF 170/2002 e 215/2002. Consistindo em duas planilhas para cada período de apuração. A primeira planilha contem o somatório das receitas brutas dos grupos de contas; 3.1., 4.1., 5.1 e 6.1. A segunda planilha contem as exclusões permitidas pela legislação e as contas denominadas de deduções, que conforme a conta tenha resultado positivo ou negativo poderá indicar valor a ser adicionado ou deduzido na determinação da base de cálculo do PIS e da COFINS (fls. 541,543,545,547,549, 695, 1024,1345). Do total do PIS e da COFINS apurada como devida nos períodos de apuração de 01/02/99 a 31/08/2001 foi deduzido o valor do PIS e da COFINS paga a titulo de parcelamento, em 6 vezes, em conformidade com as regras estabelecidas pelo RET Regime Especial de Tributação, instituído pela MP 2.222/2001(DARFs fls. 383 a 423). Ainda quanto ao PIS devido foi também deduzido o valor recolhido como PISFolha, o qual foi recolhido erroneamente. Constatouse diferença devida a titulo do PIS e da COFINS em todos os períodos de apuração. A diferença apurada devese principalmente ao fato de que a ora fiscalizada não incluiu na base de cálculo as receitas decorrentes de investimentos imobiliários conta 6.1.3.0.00.00. Não há previsão legal para exclusão da base de cálculo do PIS e da COFINS as receitas imobiliárias. (fl. 1498/9) A contribuinte apresentou impugnação (fls. 1506/1511) alegando decadência do direito de lançar em relação aos fatos geradores ocorridos mais de 5 anos antes da notificação do lançamento e que em relação aos fatos geradores de setembro de 2001 a março de 2002 a Fiscalização deixou de excluir da base de cálculo o valor do Imposto de Renda apurado na forma do Regime Especial de Tributação, conforme previsto no art. 2º, § 8º da IN SRF nº 126/2002, nos seguintes termos: Fl. 2127DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10980.010575/200511 Acórdão n.º 3403003.388 S3C4T3 Fl. 2.126 3 Art. 2° A entidade aberta ou fechada de previdência complementar, a sociedade seguradora e o administrador do Fapi poderão optar por regime especial de tributação, no qual o resultado positivo, auferido em cada trimestrecalendário, dos rendimentos e ganhos das provisões, reservas técnicas e fundos, será tributado pelo imposto de renda A alíquota de vinte por cento. § 8º O imposto de que trata este artigo terá a mesma natureza dos recursos garantidores das provisões, reservas técnicas e fundos e poderá ser excluído da base de cálculo da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para a Seguridade Social (Cofins). Explicou que a referida IN, embora publicada em janeiro de 2002, previa expressamente a sua aplicação retroativa a setembro de 2001, conforme disposto no seu art. 4º, § 5º, II. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro II (DRJ), por meio do Acórdão 1336.663, de 16 de agosto de 2011, deu parcial provimento para a impugnação, apenas para excluir do lançamento os fatos geradores ocorridos mais de 5 anos antes da notificação, visto que alcançados pela decadência, mantendo o auto de infração em relação aos demais períodos, sintetizando seu entendimento na seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/02/1999 a 31/05/2002 DECADÊNCIA.CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS Após a publicação da Súmula Vinculante STF n° 8, que declarou inconstitucional o art. 45 da Lei n° 8.212/91, pacificouse o entendimento de ser qüinqüenal o prazo decadencial para constituição das contribuições sociais. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Considerase como não impugnada a contribuição lançada, quando não contestada expressamente pelo contribuinte. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Tendo em vista que o valor exonerado superou o teto previsto na Portaria MF nº 3/2008, houve a interposição de recurso de ofício, com fundamento no art. 34 do Decreto 70.235/72 (Processo Administrativo Fiscal – PAF). A propósito da exclusão prevista no art. 2º, § 8º, da IN 126/2002, a DRJ manifestou, em síntese, que “não conseguimos vislumbrar qualquer relação entre os valores indicados nas Planilhas como dedução do RET e os valores constantes nos DARF's carreados aos autos pelo interessado em sua petição impugnatória”, que “nos DARF's carreados aos autos pelo interessado, os recolhimentos do IRPJ código 8972 se referem a períodos de apuração não abrangidos na autuação. Ademais, os valores não tem correspondência com as deduções da base de calculo acima relacionadas”, e que, “Além disso, no próprio Termo de Fl. 2128DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 Verificação Fiscal de fl. 1.490/1.502, a autoridade fiscal indica a exclusão do RET nas bases de cálculo lançadas, fato demonstrado pelos DARF's de fls. 383/423, conforme Medida Provisória n° 2.222/2001, esclarecendo que a diferença é proveniente da contribuinte não ter incluído na base de cálculo as Receitas decorrentes de investimentos imobiliários. Frisese ainda que o próprio DARF de fl.1.536, no valor de R$ 720.254,63, código 8972, consta como RET relacionado na Planilha de fl. 384, utilizada no presente lançamento” (fl. 1570) O contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 1606/1610) alegando que, diferente do que disse a DRJ, não houve a efetiva exclusão do RET das bases de cálculo de PIS/Cofins, apresentando planilhas para tal demonstração e, ao final, afirmando que se tivessem sido considerados tais valores, não haveria saldo remanescente a pagar. Este Conselho, por meio da Resolução nº 3403000.399, de 23 de outubro de 2012 (fls. 1683/1687), converteu o julgamento em diligência para requerer as seguintes verificações: Diante deste contexto, entendo por bem converter o julgamento em diligência para que a Delegacia de origem intime o contribuinte a (1) demonstrar quais são os documentos que comprovam os valores recolhidos a título específico de Impostos de Renda Pessoa Jurídica – RET que indica nas suas planilhas, detalhando qual o valor do recolhimento que seria pertinente a cada mês autuado, e (2) que também prove o contribuinte que atendeu o disposto no pelo § 3º do art. 29, III, da IN 247/2002, demonstrando que os valores apresentados na hipótese de exclusão correspondente aos rendimentos auferidos nas aplicações financeiras referemse ao valor líquido, não estando incluído neste valor o Imposto de Renda incidente sobre tais aplicações. O contribuinte também deve (3) informar se houve pedido de restituição ou compensação em relação a estes recolhimentos. Devolvidos os autos à origem, o contribuinte, em atendimento à intimação fiscal, apresentou esclarecimento e documentos (fls. 1692/1859), dos quais se destacam os seguintes (fls. 1696/1697): Fl. 2129DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10980.010575/200511 Acórdão n.º 3403003.388 S3C4T3 Fl. 2.127 5 Apreciando as informações e documentos apresentados, a DRF de origem elaborou Termo de Encerramento de Diligência Fiscal (fls. 1954/1964), cuja trecho final apresenta as seguintes conclusões: 17. Portanto, fica demonstrado a seguir, cm relação ao item 1 das Resoluções n° 3403000.398 e 3403000.399, da 4a Câmara da 3ª Turma do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, os valores mensais do IRRET, baseado nos DEMONSTRATIVOS COMPARATIVOS DA TRIBUTAÇÃO, feitos pela interessada, para o período de setembro/2001 a maio/2002, julho/2002 e outubro/2002, sem considerar os valores do RET recalculado, recolhidos em 29 de julho de 2005, pois não foram apresentados os demonstrativos mensais: Fl. 2130DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM 6 18. Em relação ao quesito 2 das Resoluções nº 3403000.398 e 3403000.399, da 4a Câmara da 3ª Turma do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a interessada não comprovou que os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras foram excluídos pelo valor líquido, deduzido do referido imposto (Imposto de Renda de que trata o art 2º da Medida Provisória n° 2.222 de 04 de setembro de 2001). 19. Em relação ao quesito 3 das Resoluções n° 3403000.398 e 3403000.399, da 4ª Câmara da 3" Turma do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a interessada informa que gerou um saldo a compensar no montante de R$ 69.780,43 e que não foram localizados pedidos dc restituição ou compensação para os recolhimentos. O contribuinte apresentou manifestação, juntando documentos, por meio da qual defende a correção dos valores que adotou para a revisão do que entende ser o valor efetivamente devido de IRPJRET. É o relatório. Voto Conselheiro Ivan Allegretti, Relator O acórdão da DRJ exonerou do lançamento valor superior ao previsto na Portaria MF nº 3/2008, sendo, por isso, correta a interposição de recurso de ofício, na forma do art. 34 do PAF. Por esta razão, conheço do recurso de ofício. O recurso voluntário foi postado nos Correios em 18/11/2011 (fl. 1679), dentro do prazo de 30 dias contados da notificação do acórdão da DRJ, ocorrida em 19/10/2011 (fl. 1605). Por ser tempestivo e conter razões de reforma do acórdão da DRJ, tomo conhecimento do recurso. Fl. 2131DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10980.010575/200511 Acórdão n.º 3403003.388 S3C4T3 Fl. 2.128 7 1. Decadência. O recurso de ofício se refere à exoneração, pela DRJ, de parte do lançamento em razão da decadência. Isto porque, afastada a aplicação do art. 45 da Lei n° 8.212/91 por força da Súmula Vinculante n° 8, entendeu a DRJ que toma seu lugar a contagem da decadência na forma do § 4º do art. 150 do CTN, em razão de se verificar a existência de adiantamento do pagamento, configurando o lançamento por homologação. Tal entendimento se alinha ao entendimento cristalizado deste Conselho, como também do entendimento do Superior Tribunal de Justiça, de maneira que deve ser mantido. Com efeito, é consolidado o entendimento de que, quando ocorre o adiantamento do pagamento, configurase o lançamento por homologação, deslocandose do art. 173, I, do CTN para o art. 150, § 4o do CTN o fundamento da contagem do prazo decadencial. Por tal razão, nego provimento ao recurso de ofício. 2. A dedução do IRPJRET. No recurso voluntário a contribuinte reitera a alegação de que, “caso a Fiscalização tivesse procedido a dedução do RET da base de cálculo do PIS e da COFINS não haveria nenhum saldo remanescente a pagar” (fl. 1609), apresentando planilhas para tal demonstração. A Medida Provisória n° 2.222/2001 instituiu o RET Regime Especial de Tributação, regulamentado pela Instrução Normativa n° 126/2002, que consiste em um regime alternativo de apuração do Imposto de Renda ao qual as entidades abertas ou fechadas de previdência complementar poderiam optar. A mesma MP, além de instituir o referido regime alternativo de apuração do Imposto de Renda, também criou um benefício fiscal para o pagamento de tributos em relação ao passado, que na época ficou conhecido como “anistia do RET”, e cujos pagamentos acabavam sendo chamados genericamente de RET. O Termo de Verificação explica que o procedimento adotado para a determinação do valor devido das contribuições foi o seguinte: Do total do PIS e da COFINS apurada como devida nos períodos de apuração de 01/02/99 a 31/08/2001 foi deduzido o valor do PIS e da COFINS paga a titulo de parcelamento, em 6 vezes, em conformidade com as regras estabelecidas pelo RET Regime Especial de Tributação, instituído pela MP 2.222/2001(DARFs fls. 383 a 423). Ainda quanto ao PIS devido foi também deduzido o valor recolhido como PISFolha, o qual foi recolhido erroneamente. (grifo editado) Como fica claro, a Fiscalização deduziu do valor apurado de PIS/Cofins os pagamentos dos valores recolhidos com base na referida anistia do RET, pagos em 6 parcelas. Fl. 2132DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM 8 Tratase de questão diferente da dedução dos valores recolhidos a título de IRPJRET. A legislação autoriza o abatimento do valor recolhido de IRPJRET da base de cálculo das contribuições ao PIS/Cofins, conforme dispõem o art. 2º, § 8º da IN 126/2002 e o art. 29, III e § 3º da IN 247/2002: Art. 29. As entidades fechadas e abertas de previdência complementar, para efeito de apuração da base de cálculo das contribuições, podem excluir ou deduzir da receita bruta o valor: .... II – dos rendimentos auferidos nas aplicações financeiras de recursos destinados ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates; e III – do imposto de renda de que trata o art. 2º da Medida Provisória nº 2.222, de 4 de setembro de 2001. .... § 3º A exclusão prevista no inciso III do caput somente poderá ser efetuada se os rendimentos previstos no inciso II, também do caput, forem excluídos da mesma base de cálculo pelo seu valor líquido, deduzido do referido imposto. O art. 2º da MP 2.222/2001 previa o seguinte: Art. 2o A entidade aberta ou fechada de previdência complementar, a sociedade seguradora e o administrador do Fundo de Aposentadoria Programada IndividualFAPI poderão optar por regime especial de tributação, no qual o resultado positivo, auferido em cada trimestrecalendário, dos rendimentos e ganhos das provisões, reservas técnicas e fundos será tributado pelo imposto de renda à alíquota de vinte por cento. § 1º O imposto de que trata este artigo: I será limitado ao produto do valor da contribuição da pessoa jurídica pelo percentual resultante da diferença entre: a) a soma das alíquotas do imposto de renda das pessoas jurídicas e da contribuição social sobre o lucro líquido, inclusive adicionais; e b)oitenta por cento da alíquota máxima da tabela progressiva do imposto de renda da pessoa física; II será apurado trimestralmente e pago até o último dia útil do mês subseqüente ao da apuração; III não poderá ser compensado com qualquer imposto ou contribuição devido pelas pessoas jurídicas referidas neste artigo ou pela pessoa física participante ou assistida. Como visto, os valores recolhidos trimestralmente a título de Imposto de Renda pela entidade de previdência privada devem ser deduzido da base de cálculo das contribuições para o PIS/Cofins. Fl. 2133DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 10980.010575/200511 Acórdão n.º 3403003.388 S3C4T3 Fl. 2.129 9 A Fiscalização, ao realizar o levantamento da base de cálculo das contribuições, indicou esta dedução no campo “DEDUÇÃO RET CONFORME IN 126” (fl. 386), cujo valor é nulo até agosto/2001, passando a indicar valores de dedução a partir de setembro/2001. O contribuinte, por sua vez, alega que não teria sido computada tal dedução, indicando valores diferentes daqueles apontados pela Fiscalização (fls. 1608/1609). Aliás, percebese que a composição da base de cálculo apresentada pela contribuinte é diferente não apenas em relação ao valor desta dedução específica, mas de inúmeros outros itens da composição da base de cálculo adotada pela Fiscalização. Contudo, a conversão do julgamento em diligência, realizada por este Conselho, foi exclusivamente para que se resolvesse a dúvida especificamente em relação a esta dedução, fazendose a prova do valor efetivamente recolhido a título de IRPJRET em relação a cada período, mesmo porque, este é o único objeto de discussão no recurso voluntário. A diligência foi necessária diante do que parecia ser um equívoco da DRJ, quando alegava que os valores dos recolhimentos não correspondiam aos valores das deduções mensais. Com efeito, parecia claro o equívoco diante do fato objetivo de que o valor de cada recolhimento abrange um período de apuração trimestral (excepcionalmente quadrimestral em relação ao primeiro período de apuração, cf.art. 3º, § 2º da MP 2222/2001), enquanto a dedução deve acontecer pelo valor mensal. Ou seja, o valor recolhido em cada DARF é o somatório dos meses de apuração a que se refere, os quais têm de ser desdobrados para serem apropriados como dedução. Por exemplo: o primeiro recolhimento foi comprovadamente de R$ 720.254,63 (fl. 1761), referindose ao somatório de setembro (R$ 170.025,05), outubro (R$ 174.254,44), novembro (R$ 194.989,34) e dezembro (R$ 180.985,80), nos exatos valores que o contribuinte indica na planilha de fls. 1696/1697. A diligência realizada pela Delegacia de origem ao final identificou os valores que com segurança correspondem ao IRRET recolhido em relação ao respectivos períodos de apuração, bem como certificou que as deduções dos rendimentos foram realizadas pelo valor líquido. Assim, deve ser reconhecido ao contribuinte o direito à dedução do IRPRJ RET da base de cálculo da contribuição, nos exatos valores apurados pela diligência (conforme quadro no item 17 da diligência) Notese, ademais, que é totalmente fora de propósito a discussão pretendida pelo contribuinte, a respeito de qual seria o valor efetivamente devido a titulo de IRPJRET, cabendo apenas verificar se houve o efetivos recolhimento e se, em relação a este recolhimento, teria havido algum pedido de restituição, o que foi conferido e certificado pela Delegacia de origem, restando hígida a diligência fiscal. Fl. 2134DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM 10 3. Conclusão. Voto por negar provimento ao recurso de ofício e dar parcial provimento ao recurso voluntário, para determinar que sejam computadas como dedução da base de cálculo da contribuição os valores dos recolhimentos de IRRET apurados no quadro do item 17 do Termo de Encerramento de Diligência Fiscal. (assinado digitalmente) Ivan Allegretti Fl. 2135DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por IVAN ALLEGRETTI, Assinado digitalmente em 15/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM
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Numero do processo: 10660.900376/2006-08
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 10/06/1999
ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. IMPROCEDÊNCIA. AUSÊNCIA DE PROVAS.
Cabe ao interessado provar os fatos que tenha alegado.
NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA.
Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-004.591
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinatura digital)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinatura digital)
Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira - Redator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 10/06/1999 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. IMPROCEDÊNCIA. AUSÊNCIA DE PROVAS. Cabe ao interessado provar os fatos que tenha alegado. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1860; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 11 1 10 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10660.900376/200608 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801004.591 – 1ª Turma Especial Sessão de 11 de novembro de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Recorrente FUNDAÇÃO DE PESQUISA E ASSESSORAMENTO DE INDUSTRIA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 10/06/1999 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. IMPROCEDÊNCIA. AUSÊNCIA DE PROVAS. Cabe ao interessado provar os fatos que tenha alegado. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO DE CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA. Não é líquido e certo crédito decorrente de pagamento informado como indevido ou a maior, se o pagamento consta nos sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal do Brasil como utilizado integralmente para quitar débito informado em DCTF e a contribuinte não prova com documentos e livros fiscais e contábeis. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 0. 90 03 76 /2 00 6- 08 Fl. 329DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 03/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10660.900376/200608 Acórdão n.º 3801004.591 S3TE01 Fl. 12 2 (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Redator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes. Fl. 330DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 03/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10660.900376/200608 Acórdão n.º 3801004.591 S3TE01 Fl. 13 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto nos autos do processo contra o acórdão julgado pela 2ª. Turma da Delegacia Regional de Julgamento de Juiz de Fora (DRJ/JFA), na sessão de julgamento de 27 de fevereiro de 2014, em que indeferiu as preliminares e julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da Delegacia Regional de Julgamento de origem, que assim relatou os fatos: “O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório nº rastreamento 41976784 emitido eletronicamente em 03/01/13, referente ao PER/DCOMP nº 30649.18212.170408.1.3.040461. “Tratase de Pedido Eletrônico de Restituição (Per) que visou à restituição de crédito de Cofins (código de arrecadação 2172) oriundo de pagamento indevido/a maior. Referido Per foi indeferido à razão de que, dadas as características do Darf ali discriminado, localizouse pagamento integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível para a restituição postulada. Na manifestação de inconformidade foi defendido em síntese que: a Medida Provisória nº 2.15835/ 2001 determinou que a partir de 1º/02/1999, as fundações de direito privado estão isentas da Cofins sobre as receitas provenientes de suas atividades próprias; “Por se tratar de isenção, a contribuinte passou a ser exonerada da obrigação de efetuar o pagamento do tributo, surgindo, incontinenti, o direito de ser restituída dos valores que recolheu aos cofres públicos à título de COFINS”; “providenciou o requerimento através do PER/DCOMP número15693.47903.150703.1.2.047803) sendo surpreendida com o indeferimento do Pedido de Restituição”; “os rendimentos indevidamente tributados não se referem a ganhos de capital auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável ou à receitas estranhas às suas atividades próprias”; Ao final, requer: alternativamente “lhe seja reconhecido e autorizado o direito de compensar o seu crédito com outros débitos de competência da Receita Federal do Brasil”; “produção de prova técnica pericial, com a finalidade de demonstrar que se trata de tributo calculado e recolhido tendo em conta as receitas provenientes de suas atividades próprias” Fl. 331DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 03/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10660.900376/200608 Acórdão n.º 3801004.591 S3TE01 Fl. 14 4 Em razão de Resolução dessa 2ª Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, o julgamento foi convertido em diligência, em síntese, no sentido de que fossem determinadas quais as receitas isentas da contribuinte, nos termos do § 2º do art. 47 da IN/SRF nº 247/2002. Na Informação Processual da DRFVAR/SAORT/GEDOC, em resumo, foram contextualizados os procedimentos fiscais visando ao cumprimento daquela Resolução, dentre os quais: a solicitação de esclarecimento endereçada à contribuinte a apresentar documentos/informações, bem como a insuficiência dos documentos apresentados em decorrência. Aberta a oportunidade para tanto, em face daquela Informação Processual, a contribuinte apresentou suas razões adicionais de defesa. É o relatório.” A DRJ de Juiz de Fora (DRJ/JFA) decidiu pela improcedência da manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte. Colaciono a ementa do referido julgado: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 10/06/1999 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PROVA DO PAGAMENTO INDEVIDO/A MAIOR. INOCORRÊNCIA. INDEFERIMENTO. Não comprovado documentalmente o direito creditório postulado, malgrado as oportunidades conferidas à contribuinte para esse mister, há que se manter o indeferimento operado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada com improcedência de sua manifestação de inconformidade, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, enfatizando que deve ser reformada a decisão de primeira instância, sendo injusto o indeferimento da restituição por não haver juntado as notas fiscais que embasaram o lançamento. É o sucinto relatório. Fl. 332DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 03/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10660.900376/200608 Acórdão n.º 3801004.591 S3TE01 Fl. 15 5 Voto Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira Relator. O recurso voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Preliminares de Nulidade O recorrente afirma que a decisão não respeitou os princípios basilares do processo administrativo, assim como carece de fundamentação aviltando o direito a ampla defesa e contraditório, sendo, portanto, nulo. Preliminarmente cabe serem afastadas as alegações de nulidade. A recorrente invoca genericamente que o auto de infração é nulo por desatender os princípios basilares do processo administrativo fiscal, dentre eles: o da verdade material, da legalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência. Apesar de discorrer longamente sobre a ausência de fundamentação do ato administrativo e o seu desvio de finalidade, por ausência do dever administrativo de instruir, tenho consagrado que compete ao requerente de crédito líquido e certo que traga os elementos essenciais para a prova de sua certeza e liquidez. Não considero assim, que no presente caso, que o princípio da verdade material entre em contradição com o princípio da iniciativa da prova. Por fim, cabe afastar a alegação de inaplicabilidade da multa em face do princípio constitucional de vedação de confisco. Cabe esclarecer que a multa aplicada possui natureza moratória e não punitiva. De outro lado, determina a Súmula n. 02 a vedação à apreciação por este órgão julgador das matérias constitucionais em conflito. Sendo assim, deixo de apreciar esta matéria por expressa proibição no CARF. Razões de Mérito Analisandose os autos, verificase que o processo se iniciou com uma PER/DCOMP transmitida pela contribuinte, no qual informou ela ter realizado pagamento indevido ou a maior de COFINS. A RFB constatou que o pagamento informado foi integralmente utilizado para quitar tributo informado em DCTF, logo, tributo considerado devido. O contribuinte foi intimado, via solicitação de Esclarecimento, a fornecer nova documentação em que contasse descritivamente: 1 – Planilhas e/ou demonstrativos de apuração das receitas próprias (isentas da COFINS com base no artigo 14, inciso X, c/c o artigo 13, inciso VIII da Medida Provisória nº 2.15835/ 2001) e das demais receitas, referentes aos períodos de apuração dos supostos créditos objetos das Manifestações de Inconformidades, constantes dos processos acima citados. Fl. 333DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 03/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10660.900376/200608 Acórdão n.º 3801004.591 S3TE01 Fl. 16 6 2 – Cópias dos Livros Contábeis / Fiscais onde constem os lançamentos das receitas mencionadas no item “1”, acompanhados dos documentos que embasaram os lançamentos e que comprovem a natureza das referidas receitas; 3 – Maiores esclarecimentos, que entenderem necessários, para subsidiar as análises e os julgamentos. Em resposta ao solicitado, o contribuinte limitouse a colacionar os mesmos documentos e informa que não possui mais as notas fiscais pertinentes ao fato gerador objeto do pedido de restituição, por entender ser desobrigado de manter esta documentação tão logo tenha decorrido 5 anos. Em divergência do alegado a Nota Cosit nº 338/2007 estabelece que a obrigatoriedade da guarda de documentos fazse necessária até o término da decisão, conforme abaixo, parcialmente transcrito: “A Nota COSIT nº 338, de 2 de outubro de 2007, ratifica a SCI COSIT nº 11 de, 24 de julho de 2006 (...) 2.10 Quanto ao prazo estabelecido que o contribuinte tem obrigação de guardar os documentos relativos a DIRPF apresentada, não se pode olvidar a necessidade do exame dos saldos de Imposto a Restituir apurados pelo contribuinte mesmo após o prazo decadencial para o lançamento, considerando que toda restituição envolve saída de valores dos Cofres Públicos e deve, portanto, ser respaldada em procedimentos capazes de verificar a procedência ou não da respectiva restituição, e, portanto, a restituição pleiteada mediante a DIRPF deve ser pautada nos mesmos procedimentos a que estão sujeitos os demais pedidos de restituição, no sentido de que o interessado deve manter todos os documentos relativos à restituição solicitada enquanto o pedido não tiver sido analisado e decidido.”. Deste modo, carece de direito creditório o contribuinte, não havendo, pois, apresentando a documentação idônea, completa e capaz de comprovar o direito creditório alegado, devendo ser ressaltado que a delegacia de julgamento propiciou ao contribuinte oportunidade para fazêlo e o recorrente se limitou a apresentar os mesmos documentos outrora colacionados no processo. Assim, com base nestas constatações, no fato de a legislação tributária dispor que a DCTF é instrumento de confissão de dívida e constituição definitiva do crédito tributário (art. 5º do DecretoLei nº 2.124, de 1984) e que a compensação de débitos tributários somente pode ser efetuada mediante existência de créditos líquidos e certos do interessado perante a Fazenda Pública (art. 170 do CTN), e de a lei que trata do processo administrativo tributário federal estabelecer que a prova documental deve ser apresentada na impugnação (art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235, de 1972), a DRJ indeferiu a manifestação de inconformidade. Fl. 334DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 03/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10660.900376/200608 Acórdão n.º 3801004.591 S3TE01 Fl. 17 7 Apesar de a decisão de primeira instância ter sido fundamentada de modo a dar a conhecer à contribuinte as razões de fato e de direito que levaram ao indeferimento de sua manifestação de inconformidade, no recurso voluntário afirmase apenas que são infundadas as alegações da RFB de que não resta crédito disponível para compensação e que o DARF informado no PER/DCOMP seria suficiente para comprovar a existência do crédito. A recorrente nada diz sobre ter retificado a DCTF, tampouco sobre eventual erro na DCTF considerada pela DRF na verificação da existência de crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Logo, não foi contestada a utilização do crédito para compensação de crédito confessado em DCTF. Diante dos fatos, passível de conclusão de que a recorrente concorda, haja vista não ter apresentado em suas razões recursais impugnação específica, quanto à necessidade de comprovação documental por meio de apresentação da escrituração contábil e fiscal na data final para apresentação da manifestação de inconformidade. Portanto, restarseá, tão somente, verificar se é procedente a alegação de que o DARF citado no PER/DCOMP é suficiente para comprovar a existência do crédito. Contudo, o despacho decisório é claro ao atestar que o pagamento informado como indevido ou a maior foi integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte e que não sobrou crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Conforme afirmou a Auditora Relatora do acórdão recorrido, a conclusão emitida pela autoridade fiscal da DRF de origem baseouse em dados constantes dos sistemas informatizados da RFB, alimentados por informações prestadas pelos próprios contribuintes por meio de declarações fiscais próprias. Assim, temse que, no caso, o pagamento informado como indevido ou a maior estava totalmente vinculado a tributo declarado em DCTF como devido. Por consequência, o DARF a ele relativo não prova a existência de crédito algum. A contribuinte não comprovou possível erro na DCTF original que permitisse considerar que o valor pago por meio do DARF informado foi indevido ou a maior. Não tendo ficado provado o fato constitutivo do direito de crédito alegado, então, com fundamento nos artigos 170 do CTN e 333 do CPC, devese considerar correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada. Compartilho do entendimento de que o fato do contribuinte ter retificado a DCTF após a ciência do despacho decisório, por si só, não é motivo suficiente para provocar o não reconhecimento do seu crédito. Logo, entendo como indispensável à apresentação de provas suficientes a justificar o erro de cálculo inicialmente cometido, nos termos do § 1º do artigo 147 do CTN: “Art. 147”. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. §1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento.”. Fl. 335DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 03/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10660.900376/200608 Acórdão n.º 3801004.591 S3TE01 Fl. 18 8 Ocorre que a contribuinte não logrou êxito ao apresentar provas contábeis e fiscais suficientes para a comprovação do crédito, carreando aos autos tão somente cópia do DARF e cópia do PER/DCOMP, pelo que, tornase impossível reconhecer o crédito pretendido sem os elementos de prova indispensáveis. Logo, deixou transcorrer a contribuinte a sua oportunidade de produzir provas que sustentassem as suas alegações, ônus que lhe competia, não sendo os documentos juntados em anexo ao recurso voluntário suficientes para provar o direito alegado. Assim, temos que no processo administrativo fiscal, tal qual no processo civil, o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, in casu, da contribuinte. Neste sentido, prevê a Lei n° 9.784/99 em seu art. 36: “Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei.” Em igual sentido, temos o art. 333 do CPC: “Art. 333 O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito. II – ao réu, quanto à existência de fato impeditiva, modificativa ou extintiva do direito do autor.” Observo que a turma tem admitido a DCTF retificadora mesmo quando posterior à ciência do despacho decisório, porém, somente quando acompanhada da prova de erro na DCTF retificada, por meio da escrituração e dos documentos fiscais e contábeis, o que não ocorreu no caso dos autos por silente o contribuinte. Assim, conforme a jurisprudência deste Egrégio Conselho, somente se admite a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, apresentada após a ciência do Despacho Decisório, quando a contribuinte apresentar a documentação adequada e suficiente para provar que houve pagamento indevido ou maior. Quanto ao argumento do contribuinte de que por se tratar de isenção, a contribuinte passou a ser exonerada da obrigação de efetuar o pagamento do tributo, entendo que esse fato não afasta o seu dever de cumprimento de obrigações acessórias. Determina o art. 14, inc. III do CTN que as entidades protegidas pela imunidade e mais ainda aquelas abrangidas pela isenção possuem o dever de: “III manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão”. Este dever implica não somente a escrituração e guarda dos livros, mas também dos documentos correspondentes que confirmem as informações contábeis registradas. Deste modo, deixando o contribuinte de trazer aos autos elemento que possa comprovar a sua pretensão, concluo por não ter sido comprovado o direito creditório pretendido, ainda que invocado o princípio da verdade material. Assim, entendo inaplicável ao presente caso o princípio da verdade material, pois ciente a contribuinte de seu dever de trazer aos autos documentação hábil para comprovar seu direito, optou por assim não o fazer. Fl. 336DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 03/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10660.900376/200608 Acórdão n.º 3801004.591 S3TE01 Fl. 19 9 Desta forma, em especial pela não comprovação da existência de direito de crédito líquido e certo, entendo que deve ser negado provimento ao presente recurso voluntário, mantendose a decisão que não reconheceu o direito de credito pleiteado e não homologou a compensação a ele vinculada. Em face do exposto, encaminho o voto para NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É assim que voto. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Relator. Fl. 337DF CARF MF Impresso em 04/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 03/12/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 21/11/2014 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10920.000382/2007-28
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. ACOLHIMENTO.
Acolhem-se os embargos de declaração, para o fim de suprir omissão que é a falta de manifestação do julgado sobre ponto em que se impunha o seu pronunciamento de forma obrigatória, dentro dos ditames da causa de pedir.
Numero da decisão: 1803-002.488
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração opostos pela pessoa jurídica, TAF Indústria de Plásticos Ltda, para rerratificar o Acórdão da 3ª TURMA ESPECIAL/4ª CÂMARA/1ª SJ nº 1803-01.013, de 03.08.2011, afastando a omissão sem alterar o decidido, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Relatora e Presidente
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sérgio Rodrigues Mendes, Arthur José André Neto, Fernando Ferreira Castellani, Antônio Marcos Serravalle Santos, Meigan Sack Rodrigues e Carmen Ferreira Saraiva.
Nome do relator: Carmen Ferreira Saraica
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OMISSÃO. ACOLHIMENTO. Acolhemse os embargos de declaração, para o fim de suprir omissão que é a falta de manifestação do julgado sobre ponto em que se impunha o seu pronunciamento de forma obrigatória, dentro dos ditames da causa de pedir. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração opostos pela pessoa jurídica, TAF Indústria de Plásticos Ltda, para rerratificar o Acórdão da 3ª TURMA ESPECIAL/4ª CÂMARA/1ª SJ nº 180301.013, de 03.08.2011, afastando a omissão sem alterar o decidido, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora e Presidente Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Sérgio Rodrigues Mendes, Arthur José André Neto, Fernando Ferreira Castellani, Antônio Marcos Serravalle Santos, Meigan Sack Rodrigues e Carmen Ferreira Saraiva. Relatório Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração à fl. 05, com a exigência do crédito tributário no valor de R$85.089,75 a título de multa de ofício AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 00 03 82 /2 00 7- 28 Fl. 58DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 03/12/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10920.000382/200728 Acórdão n.º 1803002.488 S1TE03 Fl. 59 2 isolada por atraso na entrega em 05.07.2005 das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) dos quatro trimestres do anocalendário de 2003, cujos prazos finais eram, respectivamente, 15.05.2003, 15.08.2003, 14.11.2003 e 13.02.2004. Cientificada, a Recorrente apresentou a impugnação, fls. 0205. Está registrado como ementa do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/CTA/PR nº 06 25.066, de 13.01.2010, fls. 1825: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2003 DECLARAÇÃO DE DÉBITOS E CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS FEDERAIS DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. INAPLICABILIDADE. Sendo inaplicável o instituto da denúncia espontânea previsto no CTN quanto as obrigações acessórias, mantémse a multa por atraso na entrega da DCTF. DECLARAÇÃO DE DÉBITOS E CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS FEDERAIS DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. A pessoa jurídica que, obrigada a entrega da DCTF, a apresenta fora do prazo legal, esta sujeita a multa estabelecida na legislação de regência. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Notificada, a Recorrente apresentou o recurso voluntário, fls. 2936. Consta como ementa do Acórdão da 3ª TURMA ESPECIAL/4ª CÂMARA/1ª SJ nº 180301.013, de 03.08.2011, fls. 4045: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DE DECLARAÇÃO. A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração (Súmula Carf nº 49). Cientificada em 09.04.2012, fl. 50, a pessoa jurídica, TAF Indústria de Plásticos Ltda, apresentou embargos de declaração em 09.04.2012, fls. 4749, argumentando, em síntese que há omissão no Acórdão da 3ª TURMA ESPECIAL/4ª CÂMARA/1ª SJ nº 1803 01.013, de 03.08.2011, fls. 4045: Por existência de omissão no voto e Acórdão n° 180301.013 da 3ª Turma Especial que deixou de apreciar o pedido de aplicação do art. 106, II, "c", do CTN, que estabelece a retroatividade da lei nova, quando mais favorável ao Contribuinte do que a lei vigente à época da ocorrência do fato, prevalece assim, a lei mais branda [...]. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 03/12/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10920.000382/200728 Acórdão n.º 1803002.488 S1TE03 Fl. 60 3 A Contribuinte conforme demonstrado do caderno processual foi autuada por ter retificado no ano de 2006 a DCTF enviada no ano de 2003. No voto houve confusão quando fundamenta a manutenção da multa com o "fato" de que a suposta não apresentação da DCTF se seu no ano calendário de 2006, quando na verdade a apresentação se deu em 2003, sendo que em 2006 apenas foi enviada a retificadora. O Auto de Infração atacado tem como base legal da multa aplicada o art. 7º da Leinº 10.426/02, que foi modificado pela Instrução Normativa da Receita Federal do Brasil de n° 903, que por sua vez foi modificada novamente pela Instrução Normativa n° 974, de 27 de novembro de 2009, sendo que em sua última modificação a multa aplicada por incorreções na entrega da DCTF foi reduzida significativamente [...]. Assim, no caso concreto o Contribuinte entregou em 2003 por erro as DCTF zeradas, porém realize novo envio em 2006, caracterizando o inciso II do artigo citado, devendo ser penalizado em R$20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas. Assim, por ser esta uma matéria de ordem pública pode a qualquer momento ser apresentada e deferida de oficio pelos Julgadores alterando assim a multa do patamar de R$84.000,00 para apenas R$20,00. Vale ressaltar que o Recurso ajuizado em 2012 inicia com essa tese e fundamento. Por tudo isso, o Contribuinte requer que esse relator conheça dos embargos no efeito infringente para que por consequência seja levado para novo julgamento na Egrégia [...] Câmara o pedido de aplicação do art. 106, II, "c", do CTN, evitando assim que o Contribuinte tenha que se socorrer do Judiciário para garantir a aplicação de um direito liquido e certo que lhe esta sendo tolhido pela omissão apontada. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora Os Embargos de Declaração opostos pela pessoa jurídica, TAF Indústria de Plásticos Ltd, atendem aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, nos termos do art. 65 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. Assim, deles tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. A pessoa jurídica, TAF Indústria de Plásticos Ltda aduz, em síntese, que há omissão, porque o “Acórdão n° 180301.013 da 3ª Turma Especial que deixou de apreciar o pedido de aplicação do art. 106, II, "c", do CTN, que estabelece a retroatividade da lei nova, quando mais favorável ao Contribuinte do que a lei vigente à época da ocorrência do fato”. Fl. 60DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 03/12/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10920.000382/200728 Acórdão n.º 1803002.488 S1TE03 Fl. 61 4 Restou identificada de forma clara, explícita e congruente a omissão, que é a falta de manifestação do julgado sobre ponto em que se impunha o seu pronunciamento de forma obrigatória, dentro dos ditames da causa de pedir. Para melhor espelhar a situação dos autos, deve ser rerratificado o seguinte trecho na parte dispositiva do Acórdão da 3ª TURMA ESPECIAL/4ª CÂMARA/1ª SJ nº 1803 01.013, de 03.08.2011, fls. 4045, como segue: De: Observando tudo que consta nos autos, não posso concordar com a tese apresentada pela Recorrente (tanto na impugnação quanto no recurso voluntário), tendo em vista que a penalidade tributária decorre da aplicação de multa por atraso na entrega da DCTF relativa ao ano calendário de 2006. [...] Para: Observando tudo que consta nos autos, não posso concordar com a tese apresentada pela Recorrente (tanto na impugnação quanto no recurso voluntário), tendo em vista que a penalidade tributária decorre da aplicação de multa de ofício isolada por atraso na entrega em 05.07.2005 das Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) dos quatro trimestres do anocalendário de 2003, cujos prazos finais eram, respectivamente, 15.05.2003, 15.08.2003, 14.11.2003 e 13.02.2004. Sobre a matéria, a Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002, determina: Art. 7o O sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF, Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica, Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte DIRF e Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais Dacon, nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal SRF, e sujeitarseá às seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) I de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante do imposto de renda da pessoa jurídica informado na DIPJ, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º; II de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na Dirf, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas Declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no § 3º; III de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante da Cofins, ou, na sua falta, da contribuição para o PIS/Pasep, informado no Dacon, ainda que Fl. 61DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 03/12/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10920.000382/200728 Acórdão n.º 1803002.488 S1TE03 Fl. 62 5 integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo; e (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) IV de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas. (Incluído pela Lei nº 11.051, de 2004) § 1o Para efeito de aplicação das multas previstas nos incisos I, II e III do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, da lavratura do auto de infração. (Redação dada pela Lei nº 11.051, de 2004) § 2º Observado o disposto no § 3º, as multas serão reduzidas: I à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; II a setenta e cinco por cento, se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3º A multa mínima a ser aplicada será de: (Vide Lei nº 11.727, de 2008) I R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de pessoa física, pessoa jurídica inativa e pessoa jurídica optante pelo regime de tributação previsto na Lei nº 9.317, de 1996; IIR$ 500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos. §4º Considerarseá não entregue a declaração que não atender às especificações técnicas estabelecidas pela Secretaria Receita Federal. §5º Na hipótese do § 4º, o sujeito passivo será intimado a apresentar nova declaração, no prazo de dez dias, contados da ciência à intimação, e sujeitarseá à multa prevista no inciso I do caput, observado o disposto nos §§ 1º a 3º. § 6o No caso de a obrigação acessória referente ao Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais – DACON ter periodicidade semestral, a multa de que trata o inciso III do caput deste artigo será calculada com base nos valores da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS ou da Contribuição para o PIS/Pasep, informados nos demonstrativos mensais entregues após o prazo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Consta na Planilha integrante do Auto de Infração, fl. 06: 4 DEMONSTRATIVO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Valor em Reais 1º Trimestre Multa Mínima = R$500,00 500,00 2º Trimestre 20% x R$36.405,53 = R$7.281,10 x 50% 3.640,55 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 03/12/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10920.000382/200728 Acórdão n.º 1803002.488 S1TE03 Fl. 63 6 3º Trimestre 20% x R$561.408,68 = R$112.281,73 x 50% 56.140,86 4º Trimestre 2% x R$248.083,42 = R$49.616,68 x 50% 24.808,24 Valor da Multa a Pagar 85.089,75 Nesse contexto, verificase a multa de ofício isolada aplicada foi de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados nas DCTF dos quatro trimestres do anocalendário de 2003, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, e ainda reduzida à metade, quando as declarações forem apresentadas após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício. A Recorrente pleiteia a aplicação da multa de ofício isolada retroativa do patamar de R$20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas, nos termos do art. 106 do Código Tributário Nacional. Entretanto analisando o Auto de Infração de fl. 05 constase que se trata de lançamento de multa de ofício isolada por atraso na entrega das DCTF dos primeiros ao quarto trimestres de 2003 e que a data da entrega dos documentos originais se deu em 05.07.2005. Logo inexistiram as alegadas DCTF zeradas supostamente entregues em 2003. No presente caso, diferentemente do entendimento da Recorrente, as DCTF foram apresentadas espontaneamente e antes o início de qualquer procedimento de ofício, ou seja, não houve qualquer intimação prévia a apresentar as DCTF. Temse que nos estritos termos legais o procedimento fiscal está correto, conforme o princípio da legalidade a que o agente público está vinculado (art. 37 da Constituição Federal, art. 116 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, art. 2º da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 26A do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972 e art. 41 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de julho de 2009). Em assim sucedendo, voto por acolher os embargos de declaração opostos pela pessoa jurídica, TAF Indústria de Plásticos Ltda, para rerratificar o Acórdão da 3ª TURMA ESPECIAL/4ª CÂMARA/1ª SJ nº 180301.013, de 03.08.2011, fls. 4045, afastando a omissão sem alterar o decidido. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 63DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 03/12/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10920.000382/200728 Acórdão n.º 1803002.488 S1TE03 Fl. 64 7 Fl. 64DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 03/12/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Numero do processo: 10580.912648/2009-47
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do Fato Gerador: 30/11/2004
PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.
O contribuinte, a despeito ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp.
Recurso Voluntário Negado.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 3802-003.756
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do Fato Gerador: 30/11/2004 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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PROMAT Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do Fato Gerador: 30/11/2004 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 91 26 48 /2 00 9- 47 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 8° Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo (São Paulo I)/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/11/2004 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite a compensação se o contribuinte não comprovar a existência e suficiência do crédito postulado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. A DRJ manteve a não homologação, porque, apesar da retificação da Dctf após o despacho decisório, não houve comprovação, por meio de documentação hábil, idônea e suficiente, do erro no preenchimento da declaração. O Recorrente, nas razões de fls. 60 e ss., alega que a existência de decisão judicial seria suficiente para comprovar do crédito objeto da compensação. Após reproduzir parte da decisão liminar, confirmada em sentença, sustenta que esta teria reconhecido o direito dos substituídos processuais dentre os quais o Recorrente de compensar todos os valores indevidamente recolhidos à título de PIS/Pasep e de Cofins sobre a receita de medicamentos, nos termos da Lei nº 10.147/2000. Pleiteia, assim, o recebimento do recurso voluntário e o seu integral provimento. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 13/02/2014 (fls. 67), interpondo recurso tempestivo em 14/02/2014 (fls. 69). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o recurso pode ser conhecido. A compensação, consoante destacado, não foi homologada porque o Recorrente transmitiu o PER/Dcomp sem a retificação da Dctf. Em circunstâncias dessa natureza, ao contrário do que entendeu a decisão recorrida, a Turma tem interpretado que o Fl. 80DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.912648/200947 Acórdão n.º 3802003.756 S3TE02 Fl. 80 3 contribuinte, por força do princípio da verdade material, tem direito à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes julgados da Turma: PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (CARF. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. [...] Recurso Voluntário Negado. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.290. Rel. Conselheiro José Fernandes do Nascimento. S. 25/09/2012). COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DE DCTF DEPOIS DE PROFERIDO DESPACHO DECISÓRIO NÃO HOMOLOGANDO PER/DECOMP. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO ORIGINAL. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos Fl. 81DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Uma vez intimada da não homologação de seu pedido de compensação, a interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 3802001.593. Rel. Conselheiro Francisco José Barroso Rios. S. 27/02/2013). PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012). PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (CARF. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS Fl. 82DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.912648/200947 Acórdão n.º 3802003.756 S3TE02 Fl. 81 5 CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido. (CARF. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) No presente caso, o Recorrente limitouse a retificar a Dctf, sem apresentar qualquer prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples afirmação de que existiria decisão judicial reconhecendo suposto direito de crédito – formulada apenas por ocasião da interposição do recurso voluntário e omitida no campo dos “dados inicias” do PER/Dcomp– é insuficiente para a reforma da decisão recorrida, quando não demonstrada documentalmente a efetiva liquidez e certeza do direito creditório. Na data da transmissão dos PER/Dcomps, vigorava a Instrução Normativa RFB nº 600/2005, que, como se sabe, exige a prévia habilitação do crédito como requisito indispensável para a transmissão válida de pedido de compensação lastreado em decisão judicial: Art. 51. Na hipótese de crédito reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, a Declaração de Compensação, o Pedido Eletrônico de Restituição e o Pedido Eletrônico de Ressarcimento, gerados a partir do Programa PER/DCOMP, somente serão recepcionados pela SRF após prévia habilitação do crédito pela Delegacia da Receita Federal (DRF), Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária (Derat) ou Delegacia Especial de Instituições Financeiras (Deinf) com jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo. § 1º A habilitação de que trata o caput será obtida mediante pedido do sujeito passivo, formalizado em processo administrativo instruído com: I – o formulário Pedido de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado, constante do Anexo V desta Instrução Normativa, devidamente preenchido; II – a certidão de inteiro teor do processo expedida pela Justiça Federal; Fl. 83DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 6 III – a cópia do contrato social ou do estatuto da pessoa jurídica acompanhada, conforme o caso, da última alteração contratual em que houve mudança da administração ou da ata da assembléia que elegeu a diretoria; IV – cópia dos atos correspondentes aos eventos de cisão, incorporação ou fusão, se for o caso; V – a cópia do documento comprobatório da representação legal e do documento de identidade do representante, na hipótese de pedido de habilitação do crédito formulado por representante legal do sujeito passivo; e VI – a procuração conferida por instrumento público ou particular e cópia do documento de identidade do outorgado, na hipótese de pedido de habilitação formulado por mandatário do sujeito passivo. O Recorrente, além de omitir a suposta existência de decisão judicial na manifestação de inconformidade, sequer fez indicação deste fato nos “dados iniciais” do PER/Dcomp, preenchendo negativamente o campo “crédito oriundo de ação judicial”. Tal fato além de induzir em erro a autoridade julgadora a quo inviabiliza o reconhecimento da homologação, uma vez que o PER/Dcomp, para produzir os seus efeitos jurídicos próprios, pressupõe a correta identificação do crédito, inclusive e principalmente no tocante ao fato de ser decorrente de suposta decisão judicial. Com efeito, devese ter presente que a Lei nº 10.637/2002, ao alterar o art. 74 da Lei nº 9.430/1996, promoveu a unificação do regime de compensação, extinguindo as compensações realizadas na Dctf, na escrituração contábil e a condicionada ao deferimento de pedido administrativo. Tais modalidades foram substituídas pela autocompensação, que – ao lado da compensação deofício e ressaltadas as contribuições para a seguridade social compensadas na Gfip (Guia de Recolhimento do Fgts e Informações à Previdência Social) é aplicável aos tributos administrados pela Receita Federal. No regime da autocompensação, a extinção do crédito tributário ocorre por iniciativa do sujeito passivo, mediante entrega de declaração contendo informações relativas aos créditos e aos débitos compensados, que, por sua vez, fica sujeita à posterior homologação pela autoridade competente no prazo de até cinco anos: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002). § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) Fl. 84DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.912648/200947 Acórdão n.º 3802003.756 S3TE02 Fl. 82 7 A declaração do sujeito passivo denominada PER/Dcomp revestese de especial importância no mundo jurídico, porquanto representa a formalização em linguagem competente da extinção do crédito tributário e do débito da Fazenda Nacional. Tratase, consoante destaca Paulo de Barros Carvalho, do veículo introdutor da norma individual e concreta que positiva o fato jurídico extintivo: O fato extintivo da compensação será positivado por norma individual e concreta que promova o encontro das relações, extinguindoas no quantum em que se equivalerem. Os sujeitos habilitados a expedir a norma individual e concreta da compensação, formalizando o mencionado ‘encontro de contas’, são a autoridade administrativa e a autoridade judiciária. Há hipóteses em que a lei autoriza ao próprio particular a efetivação da compensação tributária. Esta, todavia, somente é utilizada quando o ato do particular for homologado pela Administração, de maneira tácita ou expressa. Dito de outro modo, o aplicarse da norma de compensação gera a extinção do crédito tributário e do débito do Fisco. Mas, para que esta se concretize, necessário o relato em linguagem competente não apenas das relações que se pretende compensar, mas também do fato da compensação. Apenas se descrito no antecedente de norma individual e concreta irradiará os efeitos previstos no consequente normativo, operandose extinção dos vínculos obrigacionais. (CARVALHO, Paulo de Barros. Direito tributário, linguagem e método. 2. ed. São Paulo: Noeses, 2008, p. 480481). Em razão disso, para produzir os seus efeitos jurídicos próprios, a PER/Dcomp pressupõe a correta identificação do crédito e dos respectivos débitos compensados. Do contrário, não há como se aperfeiçoar juridicamente o encontro de contas entre as relações jurídicas obrigacionais. Portanto, nada justifica a reforma da decisão recorrida, porque não foi identificada corretamente a origem do crédito nem demonstrada a sua liquidez e certeza. Votase pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 85DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 8 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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