Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,808)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,881)
- Primeira Turma Ordinária (16,417)
- Primeira Turma Ordinária (16,224)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,216)
- Primeira Turma Ordinária (16,171)
- Segunda Turma Ordinária d (15,905)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,488)
- Quarta Câmara (85,198)
- Terceira Câmara (67,866)
- Segunda Câmara (56,637)
- Primeira Câmara (20,749)
- 3ª SEÇÃO (16,216)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,702)
- Segunda Seção de Julgamen (115,207)
- Primeira Seção de Julgame (77,078)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,966)
- Câmara Superior de Recurs (37,972)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,573)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,905)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,233)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,929)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,841)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,612)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,680)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 11516.003636/2009-66
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri Mar 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
GANHO DE CAPITAL. APURAÇÃO.
A Lei nº 7.713/88 no parágrafo 3º do artigo 3º, dispõe que na apuração do ganho de capital serão consideradas as operações que importem alienação, a qualquer título, de bens ou direitos ou cessão ou promessa de cessão de direitos à sua aquisição.
Numero da decisão: 2101-001.993
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator), Alexandre Naoki Nishioka, Gonçalo Bonet Allage.
Nome do relator: GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004 GANHO DE CAPITAL. APURAÇÃO. A Lei nº 7.713/88 no parágrafo 3º do artigo 3º, dispõe que na apuração do ganho de capital serão consideradas as operações que importem alienação, a qualquer título, de bens ou direitos ou cessão ou promessa de cessão de direitos à sua aquisição.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Mar 15 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11516.003636/2009-66
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5199932
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2101-001.993
nome_arquivo_s : Decisao_11516003636200966.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 11516003636200966_5199932.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator), Alexandre Naoki Nishioka, Gonçalo Bonet Allage.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
id : 4538321
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394142019584
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1642; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T1 Fl. 263 1 262 S2C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11516.003636/200966 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2101001.993 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 22 de novembro de 2012 Matéria IRPF Recorrente NESTOR LUNARDI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2004 GANHO DE CAPITAL. APURAÇÃO. A Lei nº 7.713/88 no parágrafo 3º do artigo 3º, dispõe que na apuração do ganho de capital serão consideradas as operações que importem alienação, a qualquer título, de bens ou direitos ou cessão ou promessa de cessão de direitos à sua aquisição. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator), Alexandre Naoki Nishioka, Gonçalo Bonet Allage. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 36 36 /2 00 9- 66 Fl. 263DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 O Recorrente teve lavrado contra si, auto de infração, originado do cumprimento do Mandado de Procedimento Fiscal — Fiscalização (MPFF), o qual determinou exame do imposto de renda pessoa fisica no período de 01/01/2004 a 31/12/2004. Assim, em 10/12/2008 foi formalizado Termo de Inicio de Ação Fiscal e, em 02/07/2009, o Recorrente foi cientificado do referido auto de infração. Os auditoresfiscais entenderam que houve desajuste na correlação dos dados consignados em suas declarações de imposto de renda do período citado com os documentos encaminhados pelo Impugnante. Em relação a omissão de rendimentos do trabalho com vinculo empregatício recebido de pessoa jurídica e venda da casa situada na Rua das Hortênsias em Santa Rosa/RS, o recorrente requereu parcelamento, se insurgindo contra a autuação relativa a venda do Lote nr. 4 Qd 9B, Loteamento Praia de Jurere I em Florianópolis/SC. Não se conformando, o Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 242/249), por meio do qual reitera as razões apresentadas na impugnação à quo, relativamente à parte controversa, a saber: segundo a fiscalização, fls. 4/10 do "Termo de Verificação Fiscal" as frações ideais dos imóveis foram adquiridas por R$ 20.000,00, em 23/07/03, e vendidas porR$ 98.766,00, em 06/12/04, gerando um ganho de capital não tributado no valor deR$ 78.766,00. Conforme se constata na escritura pública de compra e venda (fls. 77/83) o valor de R$ 20.000,00foi relativamente apenas (fls.79) à fração ideal do terreno, por se tratar de obra não concluída, sendo o valor efetivo da transação a importância de R$ 160.000,00, conforme contrato de compra e venda. Por fim, requer o cancelamento do débito fiscal reclamado. O processo foi distribuído a este Conselheiro, numerado até a fl. 261, que também trata do envio dos autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF. É o relatório. Voto Conselheiro Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Nas preliminares, o recorrente afirma em resumo que a autoridade fiscal não pode ignorar as provas apresentadas, alegando que no âmbito do procedimento administrativo, a prova há de ser feita em toda a sua extensão, consoante esquemas rígidos, de tal modo que assegure, com todas as garantias possíveis, as prerrogativas constitucionais de que desfruta o contribuinte brasileiro. Assim, não poderia a DRFJ/Florianópolis ignorar o contrato anexado aos autos, por se tratar de ato jurídico perfeito. No mérito a controvérsia se resume à apuração do custo de aquisição do Lote nº 4, Quadra 9B, do Loteamento Praia de Jurerê I, Florianópolis – SC. A julgadora à quo aponta o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), conforme Escritura Pública de Compra e Venda (fls. 77/83) enquanto o Recorrente, pugna pelo valor do Contrato Particular de Promessa de Compra e Venda de Frações Ideais de Terreno e de Construção de Unidades Autônomas vinculadas a Empreendimento Imobiliário por Administração, cujo montante é de R$ 160.000,00 (cento e sessenta mil reais). Extraise do acórdão recorrido o seguinte trecho: Fl. 264DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 11516.003636/200966 Acórdão n.º 2101001.993 S2C1T1 Fl. 264 3 “Quanto ao Contrato Particular de Promessa de Compra e Venda de fls. 143 a 146, apresentado pelo contribuinte em sede de impugnação, observase que o mesmo não foi registrado e sequer houve o reconhecimento das firmas das testemunhas nem dos signatários, portanto, não tem validade perante terceiros.” Ocorre entretanto que o contrato referido é relativo as unidades 101,201,202,306 e 401, não contemplando a unidade 405, objeto do presente contencioso. Ademais verificase que na DIRPF do recorrente não foi declarado a aquisição do terreno, nem o pagamento de R$ 160.000,00 através de cheque do Banco Safra, alegado pelo recorrente. Ressaltese que na cronologia dos fatos temse que: 1º. A aquisição da fração ideal do Lote nº 4, Quadra 9B, do Loteamento Praia de Jurerê I, Florianópolis – SC, se deu em 23 de julho de 2003 (fls.84); 2º. O Contrato Particular de Promessa de Compra e Venda de Frações Ideais de Terreno e de Construção de Unidades Autônomas Vinculadas a Empreendimento Imobiliário por Administração, em cujo objeto se vê a condição de obra inacabada e o compromisso do adquirente em custear a construção do saldo de obra de 79%, cujas frações ideais correspondem ao apartamento 405 e vaga autônoma nº 14, é datado de 10 de junho de 2003 (fls.154); 3º. A venda da fração ideal relativa ao imóvel a ser construído, promovida pelo Recorrente, a Emerson Philippi de Almeida, se deu em 06 de dezembro de 2004 (fls.91); 4º. A averbação do imóvel Apartamento 405 e Vaga nº 14, ocorreu em 02 de maio de 2007. Dessa forma, não há reparos a fazer na decisão a quo, de forma que nego provimento ao recurso. Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa Relator Fl. 265DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 12709.000523/2009-12
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS e Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS. Período de Apuração: 17 de setembro de 2009. Ementa: LANÇAMENTO. DECISÃO DENEGATÓRIA. MANDADO DE SEGURANÇA. LIMINAR REVOGADA. CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITO. EXIGIVEL. Revogada em sentença à liminar concedida em mandado de segurança afastado o óbice à constituição do crédito tributário, que deve ser constituído com exigibilidade. Recursos interpostos em sede judicial não possuem condão de causar efeitos de inexigibilidade do crédito tributário. Recurso Negado.
Numero da decisão: 3403-001.702
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201207
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS e Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS. Período de Apuração: 17 de setembro de 2009. Ementa: LANÇAMENTO. DECISÃO DENEGATÓRIA. MANDADO DE SEGURANÇA. LIMINAR REVOGADA. CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITO. EXIGIVEL. Revogada em sentença à liminar concedida em mandado de segurança afastado o óbice à constituição do crédito tributário, que deve ser constituído com exigibilidade. Recursos interpostos em sede judicial não possuem condão de causar efeitos de inexigibilidade do crédito tributário. Recurso Negado.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 12709.000523/2009-12
conteudo_id_s : 5213743
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 16 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3403-001.702
nome_arquivo_s : Decisao_12709000523200912.pdf
nome_relator_s : DOMINGOS DE SA FILHO
nome_arquivo_pdf_s : 12709000523200912_5213743.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
dt_sessao_tdt : Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
id : 4565807
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:58:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394144116736
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1743; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T3 Fl. 1 1 S3C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12709.000523/200912 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3403001.702 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 18 de julho de 2012 Matéria COFINS/PIS/IMPORTAÇÃO Recorrente SOCIEDADE HOSPITALAR ANGELINA CARON Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS e Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS. Período de Apuração: 17 de setembro de 2009. Ementa: LANÇAMENTO. DECISÃO DENEGATÓRIA. MANDADO DE SEGURANÇA. LIMINAR REVOGADA. CONSTITUIÇÃO DE CRÉDITO. EXIGIVEL. Revogada em sentença à liminar concedida em mandado de segurança afastado o óbice à constituição do crédito tributário, que deve ser constituído com exigibilidade. Recursos interpostos em sede judicial não possuem condão de causar efeitos de inexigibilidade do crédito tributário. Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Domingos de Sá Filho, Antonio Carlos Atulim, Robson José Bayerl, Rosaldo Trevisan, Marcos Tranchesi Ortiz e Raquel Motta Brandão Minatel. Relatório Fl. 181DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Tratase de Auto de Infração para exigência de crédito tributário a título de COFINS e PIS decorrente da falta de pagamento incidente sobre importação de produtos – DI de 17 de setembro de 2009 pela aquisição de um aparelho de contrapulsação Intra Aórtíca, amparado por liminar concedida no bojo do mandado de segurança nº 2004.70.00.018741 5/PR, 5ª Vara Federal de Curitiba, revogada quando do julgamento do mérito, oportunidade que se efetivou o lançamento. O objeto do mandado de segurança girou em torno da imunidade da instituição. Aduz a recorrente que o lançamento é nulo por conter erro material quanto à determinação da exigência, deveria, segundo o entendimento expressado, ter sido concretizado não para exigir o crédito tributário, mas sim para estancar o prazo decadencial em razão da discussão judicial relativa à imunidade. No mais sustenta, em que pese à sentença tenha sido contra os interesses da Recorrente, há recurso em exame perante o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho Relator. Tratase de recurso tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual tomo conhecimento. A preliminar argüida de que o lançamento é nulo por conter erro material em relação à exigência do crédito tributário, que esse só poderia ter sido concretizado com objetivo de evitar o prazo decadencial decorrente do ajuizamento de ação judicial relativamente à imunidade, tenho que a mesma se confunde o mérito. Assim sendo, examinarei esse assunto conjuntamente com o mérito. Apesar dos brilhantes argumentos trazidos pela Recorrente, não pode o seu apelo prosperar. A liminar concedida autorizou o desembaraço aduaneiro condicionado os seus efeitos à assinatura de termo de depósito do bem importado pelo diretor presidente da sociedade, sobreveio à denegação da ordem, quando foi lavrados o auto de infração com exigência do crédito tributário. O provimento judicial concedido não inibia atividade fiscal, apenas autorizava o desembaraço aduaneiro nas condições estipuladas. Portanto, preservou o direito do fisco de constituir o crédito. Inexistindo depósito do quanto discutido e diante da sentença negatória de provimento positivo, o recurso de apelação por si só não possui o condão de afastar o lançamento com exigibilidade do crédito tributário. Outros recursos, especial e ordinário ou extraordinário, são despidos de efeito suspensivo, apenas possui caráter devolutivo, e se não há Fl. 182DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 12709.000523/200912 Acórdão n.º 3403001.702 S3C4T3 Fl. 2 3 demonstração de concessão de liminar em medida cautelatória atribuindo efeitos suspensivos, os argumentos trazidos estão vazios de respaldo jurídico. Tenho que a decisão não merece reparo, pois atividade fiscal encontrava plenamente desimpedida, portanto, poderia efetuar o lançamento atento à obrigatoriedade da atividade vinculada prevista do art. 142 do CTN. A jurisprudência desse egrégio Colendo Conselho Administrativo autoriza a constituição do crédito tributário por lançamento, mesmo que esteja suspensa a exigibilidade com o propósito de evitar decadência, neste caso, porém, lançase sem a multa e tampouco será cobrada, em obediência a norma contida no caput do art. 63 da Lei nº 9.430 de 27 de dezembro de 1996, dispõem: “art. 63 – Na constituição de crédito tributário destinado a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos I e V do art. 151 da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício...” Como se sabe a ocorrência de qualquer uma das causas que impedem a exigibilidade, a exceção das reclamações e dos recursos, que apenas suspendem a exigibilidade do crédito tributário, o depósito impede que a exigibilidade se forme. No caso concreto não havia depósitos – judicial ou administrativo e tampouco provimento judicial, assim inexistia óbice constituir o crédito tributário com a suspensão da exigibilidade. O que é assegurado ao contribuinte, diante de decisão contrária aos seus interesses, revogação de liminar e sentença, o pagamento do tributo no prazo de trinta dias sem a exigência da multa de mora. Deixo de acolher o pleito da recorrente tanto quanto do cancelamento do lançamento em decorrência do direito da Fazenda Pública poder lançar, pois, é assim que penso, e, face de que inexistia impedimento e restou afastado diante da sentença que denegou a ordem. É diferente de quando há posicionamento em caráter preventivo, no caso deste caderno processual o auto de infração foi efetivado quando sequer prevalecia a liminar. Assim, tenho como certo que o lançamento deve ser mantido em razão da inexistência de provimento judicial capaz de obstacularizar a atividade fiscal. Diante do exposto, conheço do recurso e nego provimento. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 183DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO 4 Fl. 184DF CARF MF Impresso em 19/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 25/10/2012 por DOMINGOS DE SA FILHO
score : 1.0
Numero do processo: 10855.904490/2008-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Mar 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004
DCOMP. CRÉDITO DO CONTRIBUINTE RECONHECIDO E LIQUIDAÇÃO DO DÉBITO. EFEITOS EQUIVALENTES AO DO PAGAMENTO.
Apesar de a compensação ser meio de extinção do crédito tributário distinto do pagamento, quando reconhecido crédito do contribuinte e homologada a compensação a extinção torna-se definitiva.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO NÃO DECLARADO. DCOMP. COMPENSAÇÃO HOMOLOGADA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA CARACTERIZADA. EXCLUSÃO DA MULTA DE MORA. STJ. RECURSO REPETITIVO. REPRODUÇÃO NO CARF.
Extinto, por meio de Declaração de Compensação homologada, crédito tributário antes não declarado à administração tributária, resta caracterizada a denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional, com exclusão da multa de mora segundo interpretação do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos, de aplicação obrigatória no âmbito do CARF.
Numero da decisão: 3401-002.107
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Júlio Cesar Ramos, que negava provimento.
JULIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente
EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Adriana Oliveira de Ribeiro (Suplente), Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004 DCOMP. CRÉDITO DO CONTRIBUINTE RECONHECIDO E LIQUIDAÇÃO DO DÉBITO. EFEITOS EQUIVALENTES AO DO PAGAMENTO. Apesar de a compensação ser meio de extinção do crédito tributário distinto do pagamento, quando reconhecido crédito do contribuinte e homologada a compensação a extinção torna-se definitiva. CRÉDITO TRIBUTÁRIO NÃO DECLARADO. DCOMP. COMPENSAÇÃO HOMOLOGADA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA CARACTERIZADA. EXCLUSÃO DA MULTA DE MORA. STJ. RECURSO REPETITIVO. REPRODUÇÃO NO CARF. Extinto, por meio de Declaração de Compensação homologada, crédito tributário antes não declarado à administração tributária, resta caracterizada a denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional, com exclusão da multa de mora segundo interpretação do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos, de aplicação obrigatória no âmbito do CARF.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Mar 15 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10855.904490/2008-83
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5199867
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3401-002.107
nome_arquivo_s : Decisao_10855904490200883.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
nome_arquivo_pdf_s : 10855904490200883_5199867.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Júlio Cesar Ramos, que negava provimento. JULIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Adriana Oliveira de Ribeiro (Suplente), Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2013
id : 4538256
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:03 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394146213888
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 13; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2147; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 98 1 97 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.904490/200883 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401002.107 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 30 de janeiro de 2013 Matéria DENÚNCIA ESPONTÂNEA. COMPENSAÇÃO EM VEZ DE PAGAMENTO DO DÉBITO CONFESSADO ESPONTANEAMENTE. Recorrente J. F. I. SILVICULTURA LTDA Recorrida DRJ RIBEIRÃO PRETOSP ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004 DCOMP. CRÉDITO DO CONTRIBUINTE RECONHECIDO E LIQUIDAÇÃO DO DÉBITO. EFEITOS EQUIVALENTES AO DO PAGAMENTO. Apesar de a compensação ser meio de extinção do crédito tributário distinto do pagamento, quando reconhecido crédito do contribuinte e homologada a compensação a extinção tornase definitiva. CRÉDITO TRIBUTÁRIO NÃO DECLARADO. DCOMP. COMPENSAÇÃO HOMOLOGADA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA CARACTERIZADA. EXCLUSÃO DA MULTA DE MORA. STJ. RECURSO REPETITIVO. REPRODUÇÃO NO CARF. Extinto, por meio de Declaração de Compensação homologada, crédito tributário antes não declarado à administração tributária, resta caracterizada a denúncia espontânea prevista no art. 138 do Código Tributário Nacional, com exclusão da multa de mora segundo interpretação do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos, de aplicação obrigatória no âmbito do CARF. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Vencido o Conselheiro Júlio Cesar Ramos, que negava provimento. JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 5. 90 44 90 /2 00 8- 83 Fl. 115DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 2 EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Adriana Oliveira de Ribeiro (Suplente), Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Relatório Tratase de recurso voluntário contra acórdão que manteve Despacho Decisório eletrônico homologando em parte a Declaração de Compensação (DCOMP) nº 32827.67016.151204.1.3.043318, transmitida em 15/12/2004, com crédito do PIS não cumulativo e débitos da mesma Contribuição e da Cofins vencidos na data de transmissão da DCOMP referida. Na Manifestação de Inconformidade a contribuinte requer o cancelamento da cobrança do saldo devedor, alegando que o indébito foi “atualizado” (referese à aplicação da Selic) e não resta nada a recolher. O Colegiado da DRJ manteve a homologação parcial, observando que não há controvérsia sobre o valor original do crédito da contribuinte porque esse foi julgado integralmente procedente. A divergência reside tãosomente no valor do débito compensado da Cofins ao tempo da transmissão da DCOMP, em face do acréscimo da multa de mora. Como o contribuinte deixou de incluir a multa de mora e segundo o acórdão recorrido estes são devidos, haja vista o art. 28 da IN SRF nº 460/2004 e o art. 61 da Lei nº 9.430/96, a Manifestação de Inconformidade foi julgada improcedente. No Recurso Voluntário, tempestivo, a interessada insiste na compensação integral, sem o cômputo da multa de mora aplicada até a data de transmissão da DCOMP, invocando a denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN. Destaca ter transmitido a DCOMP antes da DCTF retificadora, argüindo que de acordo com a jurisprudência do STJ resta caracterizada a denúncia espontânea, vez que (i) a quitação/compensação foi realizada após o vencimento do débito, (ii) foram acrescidos juros de mora ao débito compensado, (iii) a entrega da DCOMP se deu antes da entrega da DCTF e (iv) de qualquer procedimento de fiscalização. Argúi ainda não haver mora, já que possuía um crédito a ser compensado, apenas aguardando homologação, pelo que, se inaplicável o art. 138 do CTN, de todo modo deve ser afastada a multa de mora. Este Colegiado determinou diligência, visando verificar se o valor do débito compensado, e que se encontrava em atraso na data de transmissão do PER/DCOMP (por isto a contribuinte incluiu na compensação os juros de mora), já constava da DCTF original ou se foi informado apenas na DCTF retificadora. O resultado da diligência informa que no 3º trimestre de 2004 a DCTF foi entregue em 12/11/2004, não houve retificadora e que o montante compensado não foi informado antes da transmissão da primeira DCOMP em 09/11/2004 (a de nº 27661.36700.091104.1.3.041496, anterior à DCOMP do presente processo). Fl. 116DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10855.904490/200883 Acórdão n.º 3401002.107 S3C4T1 Fl. 99 3 Cientificada do resultado da diligência, a Recorrente não se manifestou. É o relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto Conselheiro Emanuel Carlos Dantas de Assis, Relator O resultado da diligência informa não ter havido DCTF retificadora do 3º trimestres de 2004, que contempla o período de apuração 07/2004, e que a original foi transmitida em 12/11/2004. Assim, a DCOMP nº 27661.36700.091104.1.3.041496, transmitida em 09/11/2004 e que originou a insuficiência do crédito necessário aos débitos compensados na DCOMP deste processo, é anterior. O litígio, como já definido com precisão no voto que resultou da diligência, versa unicamente sobre a exigência (ou não) da multa ofício, na situação em que a contribuinte transmite PER/DCOMP compensando débito em atraso, quando considerada a data da transmissão. Para a Recorrente a denúncia espontânea restou caracterizada e, por isso, descabe a multa de mora, de modo que deviam ser exigidos apenas o principal e os juros de mora incidentes entre a data de vencimento do débito compensado e a de transmissão do PER/DCOMP. Reconhecendo que o tema é controverso e já adotei interpretação diversa em julgamentos anteriores, curvome à interpretação do STJ quanto à exclusão da multa de mora na hipótese da denúncia espontânea de que trata o art. 138 do CTN, que na situação dos autos vejo caracterizada por não haver dúvida quanto ao crédito da Recorrente. A Turma da DRJ, ao manter a homologação parcial, observou que não há controvérsia sobre o valor original do crédito da contribuinte porque esse foi julgado integralmente procedente. A divergência reside tãosomente no valor do débito compensado ao tempo da transmissão da DCOMP, em face do acréscimo da multa de mora. Sendo certo o reconhecimento do crédito informado na DCOMP, a compensação declarada nos termos da Medida Provisória nº 66, convertida na Lei nº 10.637, ambas de 2002, equiparase ao pagamento por não restar mais dúvida quanto à extinção do crédito tributário. Assim, as condições exigidas pelo art. 138 do CTN, para fins de caracterização da denúncia espontânea defendida pela Recorrente, e consoante interpretação do STJ em Recurso Repetitivo, estão satisfeitas: o débito constante da DCOMP (no caso, a Cofins sob o Código 58561) não foi informado antes à Receita Federal e houve a sua liquidação por meio da compensação (no lugar do pagamento a que se refere o texto do citado art. 138) Caracterizada a denúncia espontânea, a multa moratória deve ser excluída por ser obrigada a aplicação da jurisprudência do STJ, como determinada pelo art. 62A do Fl. 117DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 4 RICARF (Anexo II da Portaria MF nº 586, de 21/12/2010, modificado pela Portaria MF nº 586, de 21/12/2010)1. Segundo julgamentos do STJ na sistemática do art. 543C do Código de Processo Civil, a exemplo do Recurso Especial nº 1149022SP, temse o seguinte, verbis: 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, 1 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julamento dos recursos no âmbito do CARF. § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes.(AC) Fl. 118DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10855.904490/200883 Acórdão n.º 3401002.107 S3C4T1 Fl. 100 5 de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Conseqüentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine. 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (STJ, Primeira Seção, REsp 1149022, unânime, Relator Min. Luiz Fux, trânsito em julgado em 30/08/2010) Apesar de a compensação ser meio de extinção do crédito tributário distinto do pagamento, homologada a compensação de débito antes não declarado à administração tributária, a extinção tornase definitiva (antes era precária por se submeter a ulterior homologação, nos termos do regime introduzido pela Medida Provisória nº 66, convertida na Lei nº 10.637, ambas de 2000). Na sistemática da compensação introduzida pela MP nº 66, 2002, em que a compensação extingue o crédito tributário, há de se admitir que o contribuinte pode, no lugar do pagamento, preferir compensar o que deve com o crédito que possui. Afinal, não se pode exigir do contribuinte detentor de crédito junto à Fazenda Pública que efetue, a fim de caracterizar a denúncia espontânea, pagamento que pode ser suprido pela compensação. À opção dele, pode ser feito o pagamento do débito confessado espontaneamente ou declarada a compensação a extinguir o débito, extinção esta que poderá ficar sem efeito caso não homologada a compensação. A corroborar a interpretação ora adotada, o Acórdão sob o nº 340101.045, desta Turma sob a relatoria do ilustre Conselheiro Odassi Guerzoni Filho, processo nº 11516.002888/200714, sessão de 30/09/2010. Destacando que naquela ocasião adotei posição diversa, transcrevo os fundamentos daquele julgado, que é orientado, inclusive, por julgado do STJ, tudo conforme adiante: Inicialmente, de se ressaltar duas características da Dcomp, quais sejam, a de que, nos termos do parágrafo 2º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, acrescentado pela Lei nº 10.637, de 30/12/2002, “A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.” (grifei), e a de que, nos termos do parágrafo 6º do mesmo art. 74, acrescentado pela Lei nº 10.833, de 29/12/2003, “A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados.” (grifei) Fl. 119DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 6 Para mim, embora o artigo 138 do CTN refirase a pagamento e a compensação seja apenas uma forma de extinção do crédito tributário, que não o pagamento, há que se considerar os efeitos idênticos em ambos os casos, ou seja, ambos, o pagamento e a compensação, quando homologados, extinguem o crédito na data em que realizados, isto é, respectivamente, na data do pagamento e na data da entrega da Dcomp. Para referendar a minha linha de raciocínio, lembro o teor do parágrafo 1º do art. 150 do Código Tributário Nacional, segundo o qual “O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento”. (grifei) A relevância das observações constantes dos parágrafos acima está no fato de que, neste caso, haverá a prevalência dos efeitos da entrega das Dcomp (pagamento) sobre os decorrentes da entrega das DCTF (confissão), visto que a entrega daquelas ocorreu antes da entrega dessas. Explicando melhor e situando os fatos no contexto da discussão, o “pagamento” do PIS/Pasep do período de apuração de dezembro de 2004, vencido em 14/01/2005, ocorreu por meio das Dcomp entregues no dia 31/01/2005, enquanto que a entrega da DCTF do 4º trimestre de 2004, que também é forma de constituição dos créditos tributários, só veio ao conhecimento do Fisco em 11/02/20052, após, portanto, a ocorrência do “pagamento” que ocorreu, frisese, acrescido dos juros de mora. Esclarecimento adicional não menos importante se faz necessário em faz das retificações havidas nas Dcomp originais, isto é, embora as retificadoras tenham sido entregues em 05/05/2005, o encontro de contas, ou as compensações, levou em conta a data de entrega das Dcomp originais, ou seja, em 31/01/2005. Assim, no presente caso, em que a interessada, antes de apresentar a DCTF indicando os débitos em atraso e antes de qualquer iniciativa do Fisco relacionada à cobrança desses débitos, procedeu, janeiro de 2005, via entrega da Dcomp, à confissão e à “extinção” daqueles débitos vencidos em 12/11/2004, com juros de mora, resta caracterizada a denúncia espontânea de que trata o art. 138 do Código Tributário Nacional, na linha do entendimento manifestado pelo STJ, que, à propósito e em situação semelhante a esta, assim se manifestou no AgRg no REsp 1136372/RS, T1, Ministro Hamilton Carvalhido, votação unânime, julgamento em 04/05/2010, Dje 04/05/2010: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. COMPENSAÇÃO. CARACTERIZAÇÃO. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 557 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INOCORRÊNCIA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA OU PUNITIVA. POSSIBILIDADE. IMPROVIMENTO. 1. (...). 2 Vide "Consulta Declarações DCTF", por mim anexado ao eprocesso. Fl. 120DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10855.904490/200883 Acórdão n.º 3401002.107 S3C4T1 Fl. 101 7 2. Caracterizada a denúncia espontânea, quando efetuado o pagamento do tributo em guias DARF e com a compensação de vários créditos, mediante declaração à Receita Federal, antes da entrega das DCTFs e de qualquer procedimento fiscal, as multas moratórias ou punitivas devem ser excluídas. 3. Agravo regimental improvido.’ Colhese da referida decisão a informação de que o Recurso Especial então interposto pela Fazenda Nacional atacara o Acórdão da Primeira Turma do TRF da 4ª Região, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PAGAMENTO INTEGRAL DO TRIBUTO MEDIANTE GUIAS DARF E COMPENSAÇÃO DECLARADA À RECEITA FEDERAL. EXCLUSÃO DA MULTA.COMPENSAÇÃO. 1. O pagamento espontâneo do tributo, antes de qualquer ação fiscalizatória da Fazenda Pública, acrescido dos juros de mora previstos na legislação de regência, enseja a aplicação do art. 138 do CTN, eximindo o contribuinte das penalidades decorrentes de sua falta. 2. O art. 138 do CTN não faz distinção entre multa moratória e multa punitiva, aplicandose o favor legal da denúncia espontânea a qualquer espécie de multa. 3. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, declarados em DCTF e pagos com atraso, o contribuinte não pode invocar o art. 138 do CTN para se exonerar da multa de mora, consoante a Súmula nº 360 do STJ. Tal entendimento deriva da natureza jurídica da DCTF, GFIP ou outra declaração com idêntica função, uma vez que, formalizando a existência do crédito tributário, possuem o efeito de suprir a necessidade de constituição do crédito por meio de lançamento e de qualquer ação fiscal para a cobrança do crédito. 4. Todavia, enquanto o contribuinte não prestar a declaração, mesmo que recolha o tributo extemporaneamente, desde que pelo valor integral, permanece a possibilidade de fazer o pagamento do tributo sem a multa moratória, pois nesse caso inexiste qualquer instrumento supletivo da ação fiscal. 5. A exegese firmada pelo STJ é plenamente aplicável às hipóteses em que o tributo é pago com atraso, mediante PER/DCOMP, antes de qualquer procedimento do Fisco e, por extensão, da entrega da DCTF. A declaração de compensação realizada perante a Receita Federal, de acordo com a redação do art. 74 da Lei nº 9.430/96, dada pela Lei nº 10.637/2002, extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Até que o Fisco se pronuncie sobre a homologação, seja expressa ou tacitamente, no prazo de cinco anos, a compensação tem o mesmo efeito do pagamento antecipado. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 8 6. A multa, por força do art. 113, § 1º, do CTN, é alçada à categoria de obrigação tributária principal, submetendose ao mesmo regime de constituição, inscrição em dívida ativa e execução dos tributos. Tornandose irrelevante a distinção doutrinária quanto à natureza jurídica da multa, é possível a compensação, desde que o encontro de contas seja feito perante o ente responsável pela arrecadação, fiscalização e lançamento do tributo’ E que os argumentos lançados pela Fazenda Nacional para fustigar o mérito do referido Acórdão foram os de que teriam sido violados os artigos 138 e 113, parágrafos 2º e 3º do Código Tributário Nacional, bem como o artigo 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, porque: ‘(...) Ora, não efetuado o pagamento do tributo devido, mas apenas o pagamento de valor que a parte entendeu como correto, ou seja, sem a multa moratória, descabida a aplicação da denúncia espontânea, em frontal afronta ao disposto nos artigos retro transcritos. A recorrida entende indevida a multa moratória, alegando que, no caso de mera inadimplência, ao efetuar o pagamento em momento anterior a qualquer atividade do Fisco, estaria caracterizada a denúncia espontânea prevista no artigo 138 do CTN. Sem razão, contudo, considerando que a multa moratória não deve ser excluída em face da denúncia espontânea, que, consoante estabelece o artigo 138, está relacionada à responsabilidade por infrações. Isto porque a multa moratória não se constitui em penalidade por infração à legislação tributária, como refere o eminente tributarias Ruy Barbosa Nogueira: (...) Não merece prosperar, portanto a pretensão da recorrida de eximirse do pagamento da multa moratória, sob a alegação de que efetuou o pagamento espontaneamente. Ora, o recolhimento do tributo se deu fora do prazo, estando sujeito ao acréscimo da multa moratória, não se tratando, no caso, de aplicação de multa de ofício, hipótese em que deveria ser observado o disposto no artigo 138 do CTN. Tratase no presente caso, de tributo sujeito ao lançamento por homologação, cujo montante foi recolhido fora do prazo legalmente previsto, mas espontaneamente pago pelo contribuinte. Em tal hipótese, não há se falar em multa punitiva, mas, sim, de aplicação da multa moratória, porque prevista em lei, como medida de garantia indenizatória. (...) Fl. 122DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10855.904490/200883 Acórdão n.º 3401002.107 S3C4T1 Fl. 102 9 Outrossim, vale seja recordado que a legislação prevê que em casos como o dos autos, em que exista débito tributário impago e informado pelo contribuinte, através de declaração de compensação, não é necessário o lançamento do débito, uma vez que devidamente confessado. Desse modo, havendo previsão normativa afirmando a suficiência da declaração do contribuinte a respeito de sua situação fiscal, é legítima a recusa da Fazenda em reconhecer a espontaneidade do recolhimento. Porque a espontaneidade implica, isto sim, em pagamento do débito ao mesmo tempo que o confessa. Assim, se há legislação tornando dispensável o lançamento e considerando formalizado o crédito tributário, em documento que se tem o valor de confissão de dívida, não há como se exigir o lançamento fiscal para caracterizar a exigibilidade da multa. De outro viés, fica afastada, por certo, eventual multa de ofício, eis que o contribuinte declarou dever o tributo. Mas, como já dito acima, multa de ofício não se confunde com multa moratória, esta última devida simplesmente pelo pagamento a destempo, da mesma forma como é devida a multa nas hipóteses em que se atrasa o pagamento de prestações outras, tais como cartões de crédito, condomínio, prestações habitacionais, etc. (...)’ Negando seguimento ao referido Recurso Especial, assim se manifestou a autoridade Judicial: ‘(...) Tudo visto e examinado, decido. Esta é a letra do acórdão recorrido, particularmente a parte em que o Tribunal a quo afirma que o contribuinte efetuou o pagamento do tributo antes do início de qualquer procedimento fiscalizatório do Fisco ou antes, sequer, da entrega da respectiva declaração tributária: (...) A exegese firmada pelo STJ é plenamente aplicável às hipóteses em que o tributo é pago com atraso, mediante PER/DCOMP, antes de qualquer procedimento do Fisco e, por extensão, da entrega da DCTF. O que ocorre, na verdade, é que a declaração de compensação realizada perante a Receita Federal, de acordo com a redação do art. 74 da Lei nº 9.430/96, dada pela Lei nº 10.637/2002, extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Na sistemática dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, a compensação equivale ao pagamento antecipado, visto que o sujeito passivo, ao invés de recolher o valor do tributo em pecúnia, registra na escrita fiscal o crédito oponível ao Fisco e o informa na PER/DCOMP. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 10 Em outras palavras, até que o Fisco se pronuncie sobre a homologação, seja expressa ou tacitamente, no prazo de cinco anos, a compensação tem o mesmo efeito do pagamento antecipado. Este entendimento coadunase com a jurisprudência deste Tribunal e do STJ, consoante os acórdãos a seguir transcritos: (...) In casu, a autora promoveu o pagamento em guias DARF e a compensação de vários créditos, mediante declaração à Receita Federal, antes da entrega das DCTFs e de qualquer procedimento fiscal. Resta configurada, por conseguinte, a denúncia espontânea, fazendo jus à restituição dos valores pagos a título de multa moratória. (...)" Nesse passo, verificase estar caracterizada a denúncia espontânea, eis que não houve a constituição do crédito tributário, seja mediante declaração do contribuinte, seja mediante procedimento fiscalizatório do Fisco, anteriormente ao seu respectivo pagamento, o que, in casu, se deu com a compensação de tributos. Ademais, a compensação efetuada possui efeito de pagamento sob condição resolutória, ou seja, a denúncia espontânea será válida e eficaz, salvo se o Fisco, em procedimento homologatório, verificar a ocorrência de algum erro na operação de compensação.’ (...) No tocante à validade e eficácia imediata do pedido de compensação, colaciono os seguintes precedentes: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO PEDIDO DE COMPENSAÇÃO NÃO DECIDIDO PELO FISCO SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO POSSIBILIDADE. 1. O pedido de compensação na esfera administrativa, mesmo anteriormente à nova redação do art. 74 da Lei 9.430/96, suspende a exigibilidade do crédito tributário porque enquanto pendente discussão administrativa, a dívida carece de certeza (existência) e exigibilidade. Precedente da Primeira Seção. 2. A processualidade administrativa é instrumento de acertamento do crédito tributário, além de conferir legitimidade ao título extrajudicial fazendário (CDA) pela participação em contraditório do contribuinte, razão pela qual se lhe deve render toda a eficácia possível. 3. Recurso especial provido." (REsp 972.531/AL, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 06/10/2009, DJe 27/11/2009). TRIBUTÁRIO – EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA – COMPENSAÇÃO –HOMOLOGAÇÃO INDEFERIDA PELA ADMINISTRAÇÃO – RECURSO ADMINISTRATIVO PENDENTE –SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO TRIBUTO Fl. 124DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10855.904490/200883 Acórdão n.º 3401002.107 S3C4T1 Fl. 103 11 – FORNECIMENTO DE CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITO DE NEGATIVA. 1. As impugnações, na esfera administrativa, a teor do CTN, podem ocorrer na forma de reclamações (defesa em primeiro grau) e de recursos (reapreciação em segundo grau) e, uma vez apresentadas pelo contribuinte, têm o condão de impedir o pagamento do valor até que se resolva a questão em torno da extinção do crédito tributário em razão da compensação. 2. Interpretação do art. 151, III, do CTN, que sugere a suspensão da exigibilidade da exação quando existente uma impugnação do contribuinte à cobrança do tributo, qualquer que seja esta. 3. Nesses casos, em que suspensa a exigibilidade do tributo, o fisco não pode negar a certidão positiva de débitos, com efeito de negativa, de que trata o art. 206 do CTN. 4. Embargos de divergência providos." (EREsp 850332/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 28/05/2008, DJe 12/08/2008). Uma vez configurada a denúncia espontânea no presente caso, passo à análise da outra questão suscitada pela recorrente, qual seja, a de que a denúncia espontânea não exclui o contribuinte do pagamento da multa moratória. Sobre o tema, o Superior Tribunal de Justiça possui firme entendimento de que o artigo 138 do CTN, ao ressalvar o contribuinte do pagamento de multa, não fez diferenciação entre multa punitiva e a multa moratória, motivo pelo qual não cabe ao intérprete fazêlo, pena de restrição indevida do âmbito de incidência normativo’. Nas suas razões de Agravo, a Procuradoria da Fazenda Nacional alegou: ‘(...) De início, ponderase acerca da legalidade do julgamento monocrático da presente causa, uma vez que a matéria objeto desta demanda não se enquadra nas hipóteses no art. 557, do CPC (...) Perceba Excelência que a decisão não poderia ter sido proferida monocraticamente, eis que não se afigura presente qualquer das hipóteses autorizadoras previstas no art. 557, do CPC. A pretensão recursal deduzida pela União não contraria súmula ou entendimento jurisprudencial predominante deste STJ, nem do STF, muito menos de qualquer outro Tribunal Superior. (...) Ademais, mesmo no mérito, a r. Decisão agravada merece reparos (...) Fl. 125DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 12 Com efeito, vêse que a caracterização do instituto da denúncia espontânea demanda o pagamento do tributo devido e dos juros de mora. Em tese, é possível que se considere o pedido de compensação como efetivo pagamento, caso se paute por uma concepção genérica do termo pagamento. Todavia, da detida análise do CTN, aferese que o referido Código pautase por uma concepção estrita dos referidos termos, uma vez que diferencia pagamento e compensação (...) Outrossim, o Capítulo IV do Código Tributário Nacional é subdividido em seções, sendo que o pagamento e a compensação são tratados em seções distintas, nas quais são esmiuçadas as particularidades das referidas formas de extinção do crédito tributário . Ora, diante da concepção restrita do termo pagamento propugnada pelo Código Tributário Nacional, não cabe o alargamento de seu conceito, de modo a permitir que o contribuinte que formalize pedido de compensação possa beneficiarse do instituto da denúncia espontânea. Destarte, se o art. 138 do CTN exige pagamento do tributo e dos juros de mora, e o mesmo Código diferencia pagamento de compensação, é de se concluir que não se configura hipótese de denúncia espontânea no caso em que o contribuinte formaliza pedido de compensação de tributos’. E, finalmente, enfrentandoas, o Ministro Hamilton Carvalhido, acompanhado pelos Ministros Luiz Fux, Teori Albino Zavascki e Benedito Gonçalves (Presidente), assim se posicionou: ‘(...) In casu, negouse seguimento ao recurso especial interposto, com fulcro na jurisprudência dominante, por "(...) estar caracterizada a denúncia espontânea, eis que não houve a constituição do crédito tributário, seja mediante declaração do contribuinte, seja mediante procedimento fiscalizatório do Fisco, anteriormente ao seu respectivo pagamento, o que, in casu, se deu com a compensação de tributos." Tal entendimento se compatibiliza com as hipóteses traçadas no artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, que autoriza o Relator a negar seguimento a recurso, quando contrário à jurisprudência dominante do respectivo tribunal, restando consolidado, ainda com mais força, o entendimento dominante do Superior Tribunal de Justiça. De resto, merece prevalecer a decisão ora agravada, posto que, uma vez configurada a denúncia espontânea no presente caso, passo à análise da outra questão suscitada pela recorrente, qual seja, a de que a denúncia espontânea não exclui o contribuinte do pagamento da multa moratória. (...) Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É O VOTO.’ Fl. 126DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10855.904490/200883 Acórdão n.º 3401002.107 S3C4T1 Fl. 104 13 Assim, repito, no presente caso, em que a interessada, por meio da entrega da Dcomp extinguiu o débito em atraso antes de ter levado ao conhecimento do Fisco tal fato, resta caracterizada a denúncia espontânea de que trata o art. 138 do Código Tributário Nacional, na linha do entendimento manifestado pelo STJ e das demais considerações por mim expostas acima. Pelo exposto, dou provimento ao Recurso. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 127DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 07/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 08/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10680.916360/2009-13
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/09/2005 a 30/09/2005
PROVA. SEGUNDA INSTÂNCIA. NECESSÁRIA. SUFICIENTE. VERDADE MATERIAL. IDENTIFICÁVEL EM ATO DE SIMPLES VERIFICAÇÃO.
A prova trazida apenas no recurso voluntário em descumprimento ao que dispõe a regra do Decreto nº 70.235/72, que regula o Processo Administrativo Fiscal, precisa estar consubstanciada na escrituração contábil/fiscal e ressalte a verdade material em ato de simples verificação, para que tenha a sorte suplantar a preclusão do direito do recorrente de tê-la apresentado a destempo.
Numero da decisão: 3803-003.921
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa Presidente substituto e Relator
Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201302
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/09/2005 a 30/09/2005 PROVA. SEGUNDA INSTÂNCIA. NECESSÁRIA. SUFICIENTE. VERDADE MATERIAL. IDENTIFICÁVEL EM ATO DE SIMPLES VERIFICAÇÃO. A prova trazida apenas no recurso voluntário em descumprimento ao que dispõe a regra do Decreto nº 70.235/72, que regula o Processo Administrativo Fiscal, precisa estar consubstanciada na escrituração contábil/fiscal e ressalte a verdade material em ato de simples verificação, para que tenha a sorte suplantar a preclusão do direito do recorrente de tê-la apresentado a destempo.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10680.916360/2009-13
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5194279
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-003.921
nome_arquivo_s : Decisao_10680916360200913.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10680916360200913_5194279.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Presidente substituto e Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
id : 4521145
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394164039680
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1748; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. !Configuração não válida de caractere 1 83 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.916360/200913 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803003.921 – 3ª Turma Especial Sessão de 26 de fevereiro de 2013 Matéria COMPENSAÇÃO COFINS Recorrente GEMAPE MÁQUINAS E PEÇAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2005 a 30/09/2005 PROVA. SEGUNDA INSTÂNCIA. NECESSÁRIA. SUFICIENTE. VERDADE MATERIAL. IDENTIFICÁVEL EM ATO DE SIMPLES VERIFICAÇÃO. A prova trazida apenas no recurso voluntário em descumprimento ao que dispõe a regra do Decreto nº 70.235/72, que regula o Processo Administrativo Fiscal, precisa estar consubstanciada na escrituração contábil/fiscal e ressalte a verdade material em ato de simples verificação, para que tenha a sorte suplantar a preclusão do direito do recorrente de têla apresentado a destempo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa – Presidente substituto e Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 63 60 /2 00 9- 13 Fl. 84DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/03/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA 2 Trata o presente de recurso voluntário contra o Acórdão de nº 0231.685, da DRJ/Belo Horizonte, de 4 de abril de 2011, fls. 63/65 (da imagem digitalizada), que considerou improcedente a manifestação de inconformidade. O processo foi constituído a partir da DComp transmitida em por meio da qual a Contribuinte acima identificada compensou os débitos nela declarados, com crédito proveniente de pagamento a maior de Cofins, relativo ao fato gerador encerrado em 30 de setembro de 2005. A Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte/MG emitiu Despacho Decisório eletrônico, fl. 2, mediante o qual não homologou a compensação pleiteada, fundada no fato de que o pagamento foi utilizado na quitação integral de débitos do contribuinte, não restando saldo creditório disponível. Em manifestação de inconformidade apresentada, de fl. 1, alegou possuir créditos referentes ao PIS e à Cofins recolhidos a maior no período de novembro 2002 a setembro 2005, e que, após a constatação da existência de tais créditos, em dezembro de 2005, procedeu a sua compensação com impostos federais, por meio de PER/Dcomp, conforme legislação em vigor. Ressaltou que, por conta do equívoco incorrido quanto às informações que figuraram na DCTF entregue em 22 de maio de 2006, retificada em 21 de maio de 2009, demonstrando a existência do crédito. Em julgamento da lide a DRJ/Belo Horizonte constatou que a DCTF foi retificada após cinco anos contados da ocorrência do fato gerador. Pela intempestividade da retificação e na ausência de prova que demonstrasse a existência do direito creditório, declarou a improcedência da manifestação de inconformidade. Cientificada da decisão em 13 de janeiro de 2012, irresignada, apresentou recurso voluntário em 02 de fevereiro de 2012, em que indica o valor das receitas do mês de setembro de 2005 com peças tributadas à alíquota zero e anexa relatórios, sintético e analítico, em que lista os clientes a quem efetuara as vendas, notas fiscais correspondentes e respectivos valores. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Como se vê do relatório, o desprovimento da manifestação de inconformidade centrouse na retificação da DCTF que extrapolou o prazo de cinco anos da ocorrência do fato gerador e ma falta de prova da alegação da existência do crédito utilizado na DComp. Na pretensão de estar suprindo a falha da defesa na primeira instância a Recorrente anexa os documentos acima referidos. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/03/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA Processo nº 10680.916360/200913 Acórdão n.º 3803003.921 S3TE03 Fl. !Configuração não válida de caractere 3 Consignese, antes do mais, que as provas do direto alegado devem vir acompanhadas da manifestação de inconformidade, precluindo o direito de o impugnante fazê lo em outro momento processual, por força do art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/72, ressalvadas as hipóteses das letras “a”a “c”, deste parágrafo. A Recorrente não alega nenhuma das impossibilidades para a anexação dos elementos na manifestação de inconformidade, ou após a entrega desta, a requerimento perante a autoridade julgadora de primeira instância, documentos com que a Recorrente pretende provar sua alegação de legitimidade do crédito. Portanto, está, em tese, precluso o direito de fazêlo nesta instância, a menos que a prova trazida aos autos seja singela, de simples, direta e pontual verificação, em virtude do que sobrelevaria privilegiar o princípio da verdade material, que deve informar o processo administrativo fiscal. Contudo, no presente caso, a defesa não cuidou de apresentar o direito em que se funda a sua alegação, segundo os fundamentos jurídicos. Ademais, apreciando os documentos eles nada dizem com a escrituração contábil/fiscal, não são documentos contábeis, são anexos de algo não identificado, não são assinados, indicam clientes, não peças, portanto, não trazem qualquer comprovação do direito alegado. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 26 de fevereiro de 2013 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 86DF CARF MF Impresso em 12/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 10/03/20 13 por BELCHIOR MELO DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 13055.000037/2001-33
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/10/2000 a 31/12/2000
RESSARCIMENTO. AUSÊNCIA DE PROVAS. INDEFERIMENTO.
Tratando-se de ressarcimento o ônus de provar a existência do direito é do contribuinte, pelo que se mantém indeferimento de Crédito Presumido do IPI cujos pagamentos das aquisições de insumos não restaram comprovados.
Numero da decisão: 3401-001.912
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, conhecer e acolher, com efeitos infringentes, os embargos de declaração para retificar o acórdão nº 3401-00.715, nos termos do voto do relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Júlio César Alves Ramos.
Jean Cleuter Simões Mendonça Presidente
Emanuel Carlos Dantas de Assis - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Jean Cleuter Simões Mendonça.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/10/2000 a 31/12/2000 RESSARCIMENTO. AUSÊNCIA DE PROVAS. INDEFERIMENTO. Tratando-se de ressarcimento o ônus de provar a existência do direito é do contribuinte, pelo que se mantém indeferimento de Crédito Presumido do IPI cujos pagamentos das aquisições de insumos não restaram comprovados.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13055.000037/2001-33
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5199774
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3401-001.912
nome_arquivo_s : Decisao_13055000037200133.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
nome_arquivo_pdf_s : 13055000037200133_5199774.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, conhecer e acolher, com efeitos infringentes, os embargos de declaração para retificar o acórdão nº 3401-00.715, nos termos do voto do relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Júlio César Alves Ramos. Jean Cleuter Simões Mendonça Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Jean Cleuter Simões Mendonça.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4538163
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394166136832
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2200; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 189 1 188 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13055.000037/200133 Recurso nº 233.863 Embargos Acórdão nº 3401001.912 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de agosto de 2012 Matéria OMISSÃO. INEXATIDÃO MATERIAL. Embargante PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL Interessado CORTUME KRUMENAUTER S/A ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/10/2000 a 31/12/2000 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. COMPLEMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO. EFEITOS INFRINGENTES. DECORRÊNCIA DA SUPRESSÃO DA OMISSÃO. Constatada omissão no julgado relativo a embargos de declaração anteriores, por ter desprezado que a primeira instância já se pronunciara sobre matéria remetida neste grau recursal à unidade de origem, cabe acolher os novos embargos de declaração para completar o acórdão e, com efeitos infringentes, modificar o resultado do acórdão original em decorrência da supressão da omissão. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2000 a 31/12/2000 RESSARCIMENTO. AUSÊNCIA DE PROVAS. INDEFERIMENTO. Tratandose de ressarcimento o ônus de provar a existência do direito é do contribuinte, pelo que se mantém indeferimento de Crédito Presumido do IPI cujos pagamentos das aquisições de insumos não restaram comprovados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, conhecer e acolher, com efeitos infringentes, os embargos de declaração para retificar o acórdão nº 340100.715, nos termos do voto do relator. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Júlio César Alves Ramos. Jean Cleuter Simões Mendonça –Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 05 5. 00 00 37 /2 00 1- 33 Fl. 190DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13055.000037/200133 Acórdão n.º 3401001.912 S3C4T1 Fl. 190 2 Emanuel Carlos Dantas de Assis Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Jean Cleuter Simões Mendonça. Relatório Tratase dos Embargos de Declaração de fls. 183/186, interpostos tempestivamente pela Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) no Acórdão nº 340100.715 (fls. 179/180), relativo a embargos anteriores da mesma PFN no Acórdão nº 20312.576 (fls. 165/170). Alega a Embargante que o último Acórdão persistiu em omissão apontada anteriormente, além de haver também inexatidão material, esta provocada por “lapso manifesto na análise na análise do acórdão de primeira instância.” Explica, referindose aos arts. 59 da Lei nº 9.069/951 e 82, parágrafo único, da Lei nº 9.430/962: 1 Art. 59. A prática de atos que configurem crimes contra a ordem tributária (Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990), bem assim a falta de emissão de notas fiscais, nos termos da Lei nº 8.846, de 21 de janeiro de 1994, acarretarão à pessoa jurídica infratora a perda, no anocalendário correspondente, dos incentivos e benefícios de redução ou isenção previstos na legislação tributária. 2 Art. 82. Além das demais hipóteses de inidoneidade de documentos previstos na legislação, não produzirá efeitos tributários em favor de terceiros interessados, o documento emitido por pessoa jurídica cuja inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes tenha sido considerada ou declarada inapta. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos casos em que o adquirente de bens, direitos e mercadorias ou o tomador de serviços comprovarem a efetivação do pagamento do preço respectivo e o recebimento dos bens, direitos e mercadorias ou utilização dos serviços. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13055.000037/200133 Acórdão n.º 3401001.912 S3C4T1 Fl. 191 3 Em seguida transcreve trecho do Acórdão dos primeiros embargos (o de nº 340100.715), segundo o qual o Acórdão original (de nº º 20312.576) remeteria às instâncias inferiores a análise acerca das provas do pagamento dos insumos adquiridos – e por isso este Colegiado, ao julgar os primeiros embargos, considerou não caracterizada a omissão já apontada naquela oportunidade , e aponta o lapso manifesto: “... ambos os acórdãos embargados deixaram de observar que a análise das provas requeridas pelo art. 82 da Lei nº 9.430/96 já foi feita pelo acórdão da DRJ (fls. 141/142)!”. Argúi, então, o seguinte: Ao final requer seja suprida a omissão e a inexatidão material apontadas, com eventuais efeitos modificativos, após arguir o seguinte: É o Relatório. Voto Fl. 192DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13055.000037/200133 Acórdão n.º 3401001.912 S3C4T1 Fl. 192 4 Apesar de no julgamento dos primeiros embargos a omissão ter sido descartada, desta feita verifico que restou devidamente caracterizada. O trecho do acórdão da DRJ, para o qual chama atenção a Embargante, evidencia que a primeira instância analisou e rejeitou, sim, as provas do pagamento apresentadas com a manifestação de inconformidade. Por terem desprezado essa análise da DRJ, tanto o acórdão original do Recurso Voluntário quanto o dos primeiros embargos incorreram na omissão apontada novamente pela douta Procuradora. Daí o recebimento dos presentes Embargos, visando completar o Acórdão eliminandose a omissão. Cabe repetir o trecho da DRJ que interessa de perto (fls. 141/142): (...) Fl. 193DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13055.000037/200133 Acórdão n.º 3401001.912 S3C4T1 Fl. 193 5 O Acórdão original desta Turma, sob o nº 20312.576, baseandose em outros processos da mesma Recorrente (no voto são mencionados os Recursos Voluntários nºs 129.555, 128.308 e 133.510), reputou contemplada a hipótese do parágrafo único do art. 82 da Lei nº 9.430/96, sem atentar que a DRJ havia tratado da questão e mantido. Como demonstrado pelo trecho acima transcrito, a primeira instância manteve o indeferimento do Crédito Presumido do IPI considerando, também, que a contribuinte deixou de comprovar os pagamentos dos insumos. Dessarte, em vez de remeter a questão ao órgão de origem, como fez inicialmente esta Turma, cabe investigar e decidir se houve ou não comprovação dos pagamentos, de modo a satisfazer, ou não, a hipótese prevista no parágrafo único do art. 82 da Lei nº 9.430/96. Como já informa o relatório do Acórdão nº 20312.576, tãosomente “reitera suas razões apresentadas perante as instâncias inferiores” (fl. 168, in fine). A referendar o relato fidedigno, observo que na peça recursal (146/153) a contribuinte, ao tratar dos pagamentos, apenas se reporta ao item 8 da manifestação de inconformidade (fls. 52/53), onde relaciona diversos pagamentos ao Sr. Pedro Reginaldo Bueno. Todavia, a primeira instância cuidou desses pagamentos e não os acatou como prova a invalidar a inidoneidade das notas fiscais porque “não foram efetuados para o pretenso fornecedor (Pedro Reginaldo Bueno), como deveria, mas sim para outras pessoas...” (item 4.2 do voto da DRJ, acima transcrito). Somente o pagamento correspondente a uma nota fiscal (a de nº 310, de R$ 17.070,00) foi efetuado ao Sr. Pedro Reginaldo Bueno. Como no Recurso Voluntário nada é acrescentado em relação aos aludidos pagamentos, o acórdão da DRJ não deve ser reformado. Assim como aquela instância, também entendo que as aquisições de insumos não tiveram seus pagamentos comprovados e, por isto, cabe dar efeitos infringentes a estes Embargos de modo a se manter o indeferimento. Quando se trata de pedido de restituição ou ressarcimento, o ônus de provar a existência do indébito ou direito a ressarcir é do contribuinte. Na situação dos autos, a ausência de comprovação dos pagamentos das aquisições de insumos constitui óbice ao ressarcimento pretendido. Cabia à Recorrente trazer aos autos tal comprovação, mas assim não foi feito. Assim, mantémse o indeferimento. Pelo exposto, admito os presentes Embargos de Declaração e os acolho com efeitos infringentes para retificar o Acórdão objeto dos presentes Embargos, sob o nº 3401 00.715, bem como o Acórdão original, de nº 20311.759, de modo que nego provimento ao Recurso Voluntário. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13055.000037/200133 Acórdão n.º 3401001.912 S3C4T1 Fl. 194 6 Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 195DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 13890.000522/2010-56
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Sat Mar 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2008
CÔNJUGE QUE APRESENTA DECLARAÇÃO NO MODELO SIMPLIFICADO. IMPOSSIBILIDADE DO OUTRO CÔNJUGE DEDUZIR DESPESAS DAQUELE QUE APRESENTOU DECLARAÇÃO EM SEPARADO.
Apresentada a declaração em nome do cônjuge mulher no modelo simplificado, fruindo do desconto simplificado que substitui todas as despesas dedutíveis (art. 10 da Lei nº 9.250/95), inclusive as despesas médicas, não poderia o esposo pinçar alguma das despesas da esposa, deduzindo-as na declaração auditada, sob pena de um duplo benefício, qual seja, a fruição do desconto simplificado na declaração dela (que substitui todas as despesas dedutíveis) e a dedução das despesas dela na declaração do marido. Assim, no momento foi apresentada a declaração da esposa no modelo simplificado, todas as despesas dedutíveis em nome dela estão absorvidas pelo desconto simplificado (exceto a despesa de parto do filho comum, que favorece ambos os conviventes).
Recurso negado.
Numero da decisão: 2102-002.462
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS - Relator e Presidente.
EDITADO EM: 26/02/2013
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201302
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2008 CÔNJUGE QUE APRESENTA DECLARAÇÃO NO MODELO SIMPLIFICADO. IMPOSSIBILIDADE DO OUTRO CÔNJUGE DEDUZIR DESPESAS DAQUELE QUE APRESENTOU DECLARAÇÃO EM SEPARADO. Apresentada a declaração em nome do cônjuge mulher no modelo simplificado, fruindo do desconto simplificado que substitui todas as despesas dedutíveis (art. 10 da Lei nº 9.250/95), inclusive as despesas médicas, não poderia o esposo pinçar alguma das despesas da esposa, deduzindo-as na declaração auditada, sob pena de um duplo benefício, qual seja, a fruição do desconto simplificado na declaração dela (que substitui todas as despesas dedutíveis) e a dedução das despesas dela na declaração do marido. Assim, no momento foi apresentada a declaração da esposa no modelo simplificado, todas as despesas dedutíveis em nome dela estão absorvidas pelo desconto simplificado (exceto a despesa de parto do filho comum, que favorece ambos os conviventes). Recurso negado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Sat Mar 16 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13890.000522/2010-56
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5199963
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2102-002.462
nome_arquivo_s : Decisao_13890000522201056.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
nome_arquivo_pdf_s : 13890000522201056_5199963.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS - Relator e Presidente. EDITADO EM: 26/02/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
id : 4538352
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:05 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394189205504
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1926; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 2 1 1 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13890.000522/201056 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102002.462 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 20 de fevereiro de 2013 Matéria IRPF Recorrente ARISTOTELES COSTA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2008 CÔNJUGE QUE APRESENTA DECLARAÇÃO NO MODELO SIMPLIFICADO. IMPOSSIBILIDADE DO OUTRO CÔNJUGE DEDUZIR DESPESAS DAQUELE QUE APRESENTOU DECLARAÇÃO EM SEPARADO. Apresentada a declaração em nome do cônjuge mulher no modelo simplificado, fruindo do desconto simplificado que substitui todas as despesas dedutíveis (art. 10 da Lei nº 9.250/95), inclusive as despesas médicas, não poderia o esposo pinçar alguma das despesas da esposa, deduzindoas na declaração auditada, sob pena de um duplo benefício, qual seja, a fruição do desconto simplificado na declaração dela (que substitui todas as despesas dedutíveis) e a dedução das despesas dela na declaração do marido. Assim, no momento foi apresentada a declaração da esposa no modelo simplificado, todas as despesas dedutíveis em nome dela estão absorvidas pelo desconto simplificado (exceto a despesa de parto do filho comum, que favorece ambos os conviventes). Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 0. 00 05 22 /2 01 0- 56 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 EDITADO EM: 26/02/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Ao contribuinte foram imputadas duas infrações, a partir da revisão de sua declaração de ajuste anual do exercício 2008, quais sejam: · glosa de despesa médica de R$ 24.926,37, em nome da esposa Clotilde Amélia Riani Costa, não dependente, que apresentou declaração em separado, no modelo simplificado; · glosa de dedução com incentivo, no importe de R$ 300,00, referente a pagamentos ao GACC, APAE e Educandário Santa Maria Goretti, entidades não controladas pelos Conselhos municipais, estaduais ou nacional dos direitos das crianças e adolecentes. Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação ao lançamento, dirigida à Delegacia da Receita Federal de Julgamento. A 10ª Turma de Julgamento da DRJSão Paulo II (SP), por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 1752.065, de 06 de julho de 2011. O contribuinte foi intimado da decisão acima em 05/08/2011. Irresignado, interpôs recurso voluntário em 1º/09/2011. No voluntário, o recorrente alega, em síntese, que: I. a apresentação da declaração em separado da esposa somente aconteceu após o falecimento dela, por exigência do INSS. Aqui se ressalta que ela sequer teria condições de suportar a despesa médica, pois recebia um salário mínimo de aposentadoria, não auferindo pro labore da minilivraria que detinha. Para pagamento da despesa médica o contribuinte se valeu de empréstimo, com hipoteca da residência; II. a declaração em separado foi apresentada por equívoco e, assim, aqui se requer a juntada da declaração do marido e da esposa. É o relatório. Voto Fl. 61DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 13890.000522/201056 Acórdão n.º 2102002.462 S2C1T2 Fl. 3 3 Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Recurso voluntário tempestivo e que atende as demais exigências legais, razão que me leva a conhecêlo. O debate se circunscreveu à glosa das despesas médicas, única infração debatida na impugnação e no recurso voluntário. Apesar das alegações do contribuinte de que somente apresentou a declaração da esposa por exigência do INSS ou de que ela não tinha rendimentos para fazer frente às despesas glosadas, vêse que tais alegações não restaram comprovadas documentalmente nos autos, não havendo a juntada sequer da declaração em separado da esposa, para se confrontar os rendimentos dela em face da despesa médica glosada. Na linha acima, no momento em que a autoridade fiscal asseverou que as despesas médicas glosadas tinham como beneficiário sua esposa Clotilde Amélia Riani Costa, que apresentou declaração no modelo simplificado, caberia ao contribuinte auditado produzir uma robusta prova documental, a demonstrar o equívoco na apresentação da declaração em separado da esposa, o que não ocorreu neste processo. Inclusive sequer o contribuinte incluiu sua esposa como dependente, a demonstrar sua ciência da apresentação das duas declarações. Dessa forma, apresentada a declaração da Sra. Clotilde no modelo simplificado, fruindo do desconto que substitui todas as despesas dedutíveis (art. 10 da Lei nº 9.250/95), inclusive as despesas médicas, não poderia o fiscalizado pinçar alguma das despesas do cônjuge, colocando na declaração auditada, sob pena de um duplo benefício, qual seja, a fruição do desconto simplificado na declaração dela (que substitui todas as despesas dedutíveis) e a dedução das despesas dela na declaração do marido. Assim, no momento foi apresentada a declaração da esposa no modelo simplificado, todas as despesas dedutíveis em nome dela estão absorvidas pelo desconto simplificado (exceto a despesa de parto do filho comum, que favorece ambos os conviventes). Ante o exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 62DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 4 Fl. 63DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 15504.007178/2010-68
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2006, 2007
LUCRO ARBITRADO. Não sendo o arbitramento uma sanção, mas mera modalidade de apuração do IRPJ e CSLL, aplicável quando impossível se apurar o lucro real e a base ajustada, o que se deve verificar é se os documentos e livros que puderam de ser coligidos pela autoridade fiscal, com ou sem a ajuda da recorrente, o obrigava ou não ao arbitramento do lucro, para poder calcular o IRPJ e a CSLL.
IRRF. PAGAMENTOS SEM CAUSA. O § 1º do art. 674 do RIR/99 prevê a incidência do IRRF sobre pagamentos efetuados ou recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa. Deve ser excluída da base do IRRF os pagamentos que estiverem comprovados por documentos idôneos.
MULTA QUALIFICADA. Revela o dolo de impedir o conhecimento pelo Fisco das verdadeiras condições pessoais da recorrente o fato de o Instituto se travestir de entidade filantrópica, para se dedicar a fins políticos, pois materialmente não se constituía em uma instituição de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico, nem muito menos estava prestando os serviços para os quais foi instituída.
Numero da decisão: 1302-001.021
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Márcio Rodrigo Frizzo e Paulo Roberto Cortez..
EDUARDO DE ANDRADE - Presidente.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Relator.
EDITADO EM: 12/03/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: EDUARDO DE ANDRADE (Presidente), MARCIO RODRIGO FRIZZO, PAULO ROBERTO CORTEZ, LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA.
.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201212
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2006, 2007 LUCRO ARBITRADO. Não sendo o arbitramento uma sanção, mas mera modalidade de apuração do IRPJ e CSLL, aplicável quando impossível se apurar o lucro real e a base ajustada, o que se deve verificar é se os documentos e livros que puderam de ser coligidos pela autoridade fiscal, com ou sem a ajuda da recorrente, o obrigava ou não ao arbitramento do lucro, para poder calcular o IRPJ e a CSLL. IRRF. PAGAMENTOS SEM CAUSA. O § 1º do art. 674 do RIR/99 prevê a incidência do IRRF sobre pagamentos efetuados ou recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa. Deve ser excluída da base do IRRF os pagamentos que estiverem comprovados por documentos idôneos. MULTA QUALIFICADA. Revela o dolo de impedir o conhecimento pelo Fisco das verdadeiras condições pessoais da recorrente o fato de o Instituto se travestir de entidade filantrópica, para se dedicar a fins políticos, pois materialmente não se constituía em uma instituição de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico, nem muito menos estava prestando os serviços para os quais foi instituída.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 15504.007178/2010-68
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5203989
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1302-001.021
nome_arquivo_s : Decisao_15504007178201068.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
nome_arquivo_pdf_s : 15504007178201068_5203989.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Márcio Rodrigo Frizzo e Paulo Roberto Cortez.. EDUARDO DE ANDRADE - Presidente. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Relator. EDITADO EM: 12/03/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: EDUARDO DE ANDRADE (Presidente), MARCIO RODRIGO FRIZZO, PAULO ROBERTO CORTEZ, LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA. .
dt_sessao_tdt : Tue Dec 04 00:00:00 UTC 2012
id : 4555136
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394233245696
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2363; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T2 Fl. 2 1 1 S1C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15504.007178/201068 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1302001.021 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 4 de dezembro de 2012 Matéria IRPJ e outros Recorrente Instituto Juvenil Alves Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2006, 2007 LUCRO ARBITRADO. Não sendo o arbitramento uma sanção, mas mera modalidade de apuração do IRPJ e CSLL, aplicável quando impossível se apurar o lucro real e a base ajustada, o que se deve verificar é se os documentos e livros que puderam de ser coligidos pela autoridade fiscal, com ou sem a ajuda da recorrente, o obrigava ou não ao arbitramento do lucro, para poder calcular o IRPJ e a CSLL. IRRF. PAGAMENTOS SEM CAUSA. O § 1º do art. 674 do RIR/99 prevê a incidência do IRRF sobre pagamentos efetuados ou recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa. Deve ser excluída da base do IRRF os pagamentos que estiverem comprovados por documentos idôneos. MULTA QUALIFICADA. Revela o dolo de impedir o conhecimento pelo Fisco das verdadeiras condições pessoais da recorrente o fato de o Instituto se travestir de entidade filantrópica, para se dedicar a fins políticos, pois materialmente não se constituía em uma instituição “de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico”, nem muito menos estava prestando os serviços para os quais foi instituída. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Márcio Rodrigo Frizzo e Paulo Roberto Cortez.. EDUARDO DE ANDRADE Presidente. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 00 71 78 /2 01 0- 68 Fl. 1408DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 3/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 EDITADO EM: 12/03/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: EDUARDO DE ANDRADE (Presidente), MARCIO RODRIGO FRIZZO, PAULO ROBERTO CORTEZ, LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, GUILHERME POLLASTRI GOMES DA SILVA. . Relatório Versa o presente processo sobre recurso voluntário interposto pelo contribuinte e (doc. a fls. 503 e segs.), em face do Acórdão n˚ 0229.941 da 4ª Turma da DRJ/BHE (doc. a fls. 473), cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2006, 2007 São lícitas as provas colhidas no cumprimento de ordem judicial e, em sua apreciação, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. LUCRO ARBITRADO O IRPJ será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado, quando o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, sendo válido, para conhecer sua receita bruta, o emprego de registros extracontábeis. DOLO Evidencia intuito doloso a simulação de natureza de pessoa jurídica beneficente com o objetivo de ocultar atividades distintas da benemerência. PAGAMENTO A BENEFICIÁRIOS NÃO IDENTIFCIADOS Sujeitase à incidência do imposto de renda exclusivamente na fonte todo pagamento efetuado pelas pessoas jurídicas a beneficiário não identificado ou quando não for comprovada a operação ou sua causa. LANÇAMENTO REFLEXO Mantida em sua integridade o lançamento principal, igual sorte deve caber a seus consectarios, em face da relação que os vincula. Impugnação Improcedente Os objetos do referido acórdão foram os seguintes autos de infração: a) Imposto de renda retido na fonte sobre pagamentos sem causa/operações não comprovada, no montante de R$ 273.632,70, mais multa de ofício qualificada e juros de mora, totalizando R$ 812.714,27; b) Imposto de renda pessoa jurídica sobre lucro arbitrado com base nas receitas auferidas pela recorrente nos anoscalendários de 2005 e 2006, no montante de R$ 47.801,94, mais multa de ofício qualificada e juros de mora, totalizando R$ 302.675,24; Fl. 1409DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 3/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15504.007178/201068 Acórdão n.º 1302001.021 S1C3T2 Fl. 3 3 c) Contribuição social sobre o lucro líquido sobre o lucro arbitrado com base nas receitas auferidas pela recorrente nos anoscalendários de 2005 e 2006, no montante de R$ 47.801,94, mais multa de ofício qualificada e juros de mora, totalizando R$ 141.702,90. No seu recurso voluntário, o contribuinte sustenta as seguintes razões de defesa: a) que a recorrente não é parte no processo judicial n˚ 2007.38.00.032208 70/2008.38.00.038500, do qual a presente fiscalização teve origem; b) que consta, nos autos deste processo administrativo,cópia da decisão judicial que estendeu a quebra de sigilo a ReceitaFederal, contudo nela não consta o nome do impugnante como réu no processo, como denunciado ou qualquer parte no processo; c) que o compartilhamento de dados deferido pelo Juízo Criminal é entre os réus daquele processo e a Receita Federal, logo, se a ora recorrente não é parte no processo, não poderiam seus dados serem compartilhados com a Receita Federal, já que o despacho do Juiz Criminal não irradia efeitos em relação a um terceiro, estranho ao processo criminal; d) que, assim, os documentos que serviram de base para o lançamento teriam sido obtidos por meios ilícitos, já que não existe ordem de compartilhamento de dados com eficácia jurídica na relação estabelecida entre o Fisco e a recorrente; e) que o mandado de busca e apreensão acostado aos autos tinha fins penais, e visava colher "elementos de prova, relativos à prática dos crimes relacionados à manutenção do esquema de blindagem patrimonial", portanto, a finalidade não era colher elementos de prova para lançamento tributário e, acrescese ainda, que para o Impugnante não existe decisão judicial que o estenda para fins tributários, logo, resta evidente que os documentos apreendidos quando da busca e apreensão não podem ser utilizados pelo Fisco para embasar lançamentos tributários em desfavor do recorrente; f) que, o ministro Celso de Mello já havia decidido no Habeas Corpus 82.788, que não é admissível a apreensão de documentos em escritórios sem mandado judicial; g) que a operação da Policia Federal tinha cunho eminentemente fiscal tributário e, portanto, os documentos fiscais e contábeis do Instituto foram os principais alvos de apreensão, logo, é lógico que a primeira coisa que a Policia Federal fez foi apreender os documentos e livros fiscais, como provam os documentos e livros fiscais que o Fisco encontrou e que embasou o lançamento fiscal ora contestado; h) que o Fisco não poderia ter arbitrado o lucro, mas considerado como correto todas as declarações apresentadas, uma vez que os documentos fiscais que foram apreendidos pela Policia Federal não estavam em poder do recorrente e, portanto, não poderiam ser apresentados; i) que o IRRF somente poderia ser exigido se tivesse havido pagamento, logo, não existindo o denominado pagamento sem causa, não existe fato ferador do tributo; j) que Fisco Federal, com base em documentos que não retratam a realidade, suspendeu a imunidade[sic] do Instituto ora Recorrente, ou seja, uma planilha apócrifa, sem nenhum documento vinculado; Fl. 1410DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 3/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 l) que não vai neste momento discutir a referida suspensão da imunidade, pois interessalhe agora, os documentos e fatos que embasaram a referida suspensão de imunidade; m) que a planilha com pagamentos efetuados pela recorrente, que embasou o lançamento do IRRF, tem beneficiário identificado e causa demonstrada; n) se houve suspensão da imunidade exatamente por causa destes pretensos pagamentos, ele deve ser considerado como beneficiário identificado, pois não foi a recorrente que disse que tal pagamento foi para tal finalidade, mas o próprio Fisco que determinou para onde foram efetuados tais pagamentos; o ) que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais ( à época Conselho de Contribuintes), tem entendimento no sentido de que se o próprio fisco identifica para quem foram feitos os pagamentos e para que foram efetuados, não se pode considerar que houve pagamento sem causa; p) auditores fiscais impuseram multa de 150% sem nenhum fundamento fático ou jurídico; q) que é dantesco, grotesco a imposição de multa qualificada simplesmente porque foi encontrado uma planilha apócrifa, que traz informações dúbias sem certeza dos valores que pudessem efetivamente ter sido pagos pelo Instituto e se foram pagos, porque não existe um único comprovante dos pagamentos alegados; r) que os pagamentos efetuados pelo Instituto foram declarados por meio da DIPJ, conforme ressaise dos documentos acostados aos autos, logo, em momento algum o recorrente tentou esconder da fiscalização as despesas incorridas, razão pela qual deve ser expurgada a multa qualificada indevidamente aplicada. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. O recurso voluntário do contribuinte deve ser conhecido, pois atende aos pressupostos de admissibilidade. Inicialmente, salientese que, em 16/08/2010 , a recorrente tomou ciência do Ato Declaratório Executivo DRF/BHE nº 310/2010 (doc. a fls. 251 a 253 do vol. I), que lhe suspendeu o gozo da isenção de que trata o art. 15 da Lei nº 9.532/97, e não apresentou impugnação. Vale trazer à colação o seguinte excerto da decisão proferida pelo Juiz da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal em Minas Gerais (doc. a fls. 02 d0 Anexo I), nos autos do Processo n° 2007.38.00.03220870, in verbis: “Extensão da quebra de Sigilo à Receita Federal Fl. 1411DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 3/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15504.007178/201068 Acórdão n.º 1302001.021 S1C3T2 Fl. 4 5 Como é sabido, a novel jurisprudência do E. Supremo Tribunal Federal acerca dos crimes contra ordem tributária exige o término do processo administrativo fiscal, isto é, a constituição definitiva do crédito tributário como condição (justa causa) para o oferecimento da ação penal. Tal orientação inovadora impõe, por sua vez, uma interpretação diferenciada das normas processuais que disciplinam a formação da prova nos crimes contra a ordem tributária. Desta forma, ao seguirse o entendimento do STF, apontase manifesto que nos delitos tributários a ‘apuração das infrações penais e da sua autoria’ (art.4°. do CPP) foi transferida para as Administrações Tributárias. O inquérito policial só será necessário caso haja crimes conexos como formação de quadrilha, crimes financeiros, etc. Tal conclusão se impõe pois ao tomar o processo administrativo fiscal indispensável para a realização do tipo penal, toda prova colhida judicialmente que indique a presença de fatos geradores de obrigações tributárias deve ser compartilhada com a Receita Federal para que instaure a necessária ação fiscal e comprovando o não recolhimento ou a sonegação, que lavre o auto de infração (art 142 do CTN). Isso posto, no que concerne à extensão em favor da Secretaria da Receita Federal de Minas Gerais das quebras de sigilo fiscal, bancário, telefônico, informático e telemático, bem como dos documentos apreendidos durante a busca e apreensão, entendo que este compartilhamento mostrase imprescindível uma vez que há indícios da prática de ilícitos contra a ordem tributária e consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal a consumação (e o início da prescrição) dos crimes materiais contra a ordem tributária encontrase condicionada à constituição definitiva do crédito tributário pelo fisco. Assevero, outrossim, que o compartilhamento destes dados sigilosos tem previsão no ordenamento jurídico por meio da Lei Complementar n° 105/2001: Nesse sentido: Art. 1 (...) § 3° Não constitui violação ao dever de sigilo: (...) III o fornecimento das informações de que trata o § 2º do art 11 da Lei n° 9.311, de 24 de outubro de 1996. IV A comunicação às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que envolvam recursos provenientes de qualquer atividade criminosa.' Ademais, só podem ser aproveitados pela autoridade fiscal aqueles dados pertinentes à administração tributária, isto é, pertinentes à fiscalização para efeito de constituição de crédito tributário, sendo certo que, por dever de Fl. 1412DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 3/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 6 ofício, a autoridade administrativa, está obrigada a preservar o sigilo dos dados a que tenha acesso, configurando infração penal a eventual divulgação que venha a ser feita. Desse modo, determino a intimação do Superintendente da Receita Federal em Minas Gerais, a fim que designe equipe para analisar os autos relativos às quebras de sigilo telefônico, bancário, informático e telemático, bem os malotes derivados das apreensões realizadas nestes autos e acautelados nesta secretaria, a fim de subsidiar eventual instauração de ações fiscais ou ainda instruir ações já instauradas. Autorizo, desde já, a carga dos malotes pela Receita Federal pelo prazo de 60 dias quando então deverão ser devolvidos à Secretaria, com termo nos autos.”. Como se vê, as provas que instruíram o lançamento tributário em tela foram encaminhadas para a Receita Federal por expressa determinação judicial, logo, não cabe a esta esfera administrativa de julgamento analisar questionamentos, apresentados pela recorrente, sobre o acerto da referida decisão judicial. Noutro ponto, confundese a recorrente, quando sustenta que as provas só poderiam ser utilizadas para verificação de obrigações tributárias dos réus do referido processo judicial. Ora, a determinação judicial é clara ao asseverar “que toda prova colhida judicialmente que indique a presença de fatos geradores de obrigações tributárias deve ser compartilhada com a Receita Federal para que instaure a necessária ação fiscal e comprovando o não recolhimento ou a sonegação, que lavre o auto de infração”. Ademais, os tipos penais ali tratados só podiam ser imputados a pessoas físicas, ainda que elas tenham se valido da recorrente pessoa jurídica para praticar a conduta delitiva. Por sua vez, a eventual responsabilidade tributária decorrente das situações (que constituam fato gerador tributário) demonstradas pelo referido conjunto probatório recai na pessoa jurídica recorrente, embora, pudesse a autoridade fiscal ter imputado também a responsabilidade tributária solidária das pessoas físicas que tivessem interesse comum em tais situações. A recorrente também desqualifica o valor probatório da planilha “Fluxo de Caixa em Espécie” encontrada durante a busca e apreensão e que serviu de base para os lançamentos em tela. Neste ponto, também, não procede as alegações da recorrente, primeiro porque a referida planilha foi encontrada em poder dela e é de uma riqueza de detalhes que, caso não correspondesse à verdade dos fatos, a recorrente poderia facilmente demonstrar a improcedência dos dados, mas limitouse a desqualificála genericamente sem apresentar qualquer prova em contrário. Ademais, conforme a seguir restará demonstrado, também foram apreendidos documentos que lastreiam lançamentos da referida planilha (por exemplo, a nota fiscal a fls. 165 e o lançamento na planilha a fls. 357), restando assim evidente a sua veracidade. Do lançamento do IRRF – pagamento sem causa O lançamento do IRRF foi fundamentado no § 1º do art. 674 do RIR/99, o qual prevê a incidência desse tributo sobre pagamentos efetuados ou recursos entregues a terceiros ou sócios, acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada a operação ou a sua causa. Assim, o caso em tela, há que se perquirir se constam dos autos documentos idôneos que comprovem as operações discriminadas na Planilha elaborada pela Fiscalização e intitulada “Pagamento sem causa”. Fl. 1413DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 3/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15504.007178/201068 Acórdão n.º 1302001.021 S1C3T2 Fl. 5 7 Antes disso, porém, há que se esclarecer que o objetivo da norma em tela é tributar o beneficiário do pagamento ou repasse de recurso, o qual não seria alcançado pela tributação por falta de comprovação da operação ou da própria identificação do beneficiário. Notese que ser ou não ser a despesa dedutível é irrelevante para fins do lançamento do IRRF, pois o que se visa é alcançar tributariamente o beneficiário do pagamento ou do repasse do recurso. Assim, a existência de documento fiscalmente idôneo, para comprovar a existência da operação e responsabilizar o beneficiário do pagamento pelos tributos sobre ele incidente, ainda que a despesa não fosse dedutível para fins de IRPJ, afasta a aplicação da norma em tela, uma vez que os elementos do fato imponível estarão perfeitamente identificados. Logo, no caso em tela, sustento que são documentos idôneos: notas fiscais, nas quais constem a recorrente como destinatária dos bens e serviços, ou recibos emitidos por terceiros profissionais autônomos, em ambos os casos, desde que possível relacionar a operação neles indicadas com alguma daquelas constantes da lista de “Pagamentos sem causa” elaborada pela Fiscalização. Assim, ao se compulsar os volumes I e II dos autos, constatase a existência de alguns documentos que atendem a tais condições, de tal forma que devem ser excluídos da base tributável do IRRF os seguintes valores: 1. pagamento feito no valor de R$ 1.050,00 a Caetano Esporte (Caetano de Paula Ferreitra Silva), em 29/06/2006, o qual gerou a base tributável de R$ 1.615,38, pois a Nota Fiscal nº 009046, a fls. 138 do vol. I, no valor de R$ 3.150,00, indica claramente um pagamento parcelado com prestações no valor de R$ 1.050,00; 2. pagamento feito no valor de R$ 540,00 a Fundação Expansão Cultural, em 07/07/2006, o qual gerou a base tributável de R$ 830,77, pois há a Nota Fiscal nº 0010475, a fls. 159 do vol. I, no valor de R$ 540,00; e 3. pagamento feito no valor de R$ 270,00 a RDR Impressão Digital e Acabamentos Ltda., em 26/06/2006, o qual gerou a base tributável de R$ 415,38, pois há a Nota Fiscal nº 003894, a fls. 162 do vol. I, e o aviso de cobrança a fls. 164. Constam, dos volumes I e II dos autos, outras notas fiscais e recibos, os quais deixo de considerar, por não poder relacionar, em data ou valor, com lançamentos feitos na planilha em tela. Do arbitramento do lucro Quanto à alegação de que o arbitramento do lucro seja indevido, por estar a documentação fiscal da contribuinte em poder da Polícia Federal, a autoridade fiscal rechaça, de plano, tal alegação nos ites 22 e 23 do Termo de Verificação de Infração a fls. 335 do vol. I, quando informa que: “22. Tendo em vista as alegações sucessivas do contribuinte de que os documentos fiscais e contábeis haviam sido apreendidos em decorrência da denominada Operação Castelhana deflagrada pela Polícia Federal, cumpre a esta fiscalização esclarecer que em nenhum Auto de Apreensão lavrado pela Polícia Federal em função dos diversos Mandados de Busca e Apreensão decorrentes da Operação Castelhana, vinculados ao IPL no. 3.338/2006 SR/DPF/MG – Processo n. 2006.357980, consta que tenham sido apreendidos Livros Fiscais e/ou Comerciais do fiscalizado.Tal circunstância Fl. 1414DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 3/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 8 também foi constatada pelos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil que compareceram na sede do Ministério Público Federal em Minas Gerais. Nesta ocasião foram lavrados, na presença de servidores do Ministério Público Federal, diversos Termos de Deslacração, Exame de Documentos, Constatação e Lacração, sendo que nenhum Livro Fiscal ou Comercial da empresa em tela foi encontrado na documentação apreendida pela Polícia Federal. 23. Cópia dos Mandados de Busca e Apreensão, Autos de Apreensão lavrados pela Polícia Federal, da decisão judicial no processo 2007.38.00.03220870 que estende a quebra de sigilo à Receita Federal, da Certidão emitida pela 4 a Vara da Justiça Federal de 1 o . Grau em Minas Gerais no processo 2008.38.00.0038500 e dos Termos de Deslacração, Exame de Documentos, Constatação e Lacração realizados por Auditores da SRFB na presença de funcionários do MPF encontramse nos anexos I e II deste processo administrativo fiscal 15504.007178/201068 e revelam através de uma leitura atenta e minuciosa que não há o registro de apreensão de qualquer Livro Fiscal ou Comercial da empresa fiscalizada.Portanto não pode prosperar a tese do fiscalizado de que seus Livros Fiscais e Comerciais estariam em poder da União Federal, tentando com isso eximirse da responsabilidade pela não entrega dos mesmos;” Com efeito, ao se compulsar os anexos I e II dos autos, não se verifica, entre os autos de apreensão e os termos de deslacração, exame de documentos, constatação e lacração qualquer referência a livros contábeis ou fiscais. Nesse sentido, vale ressaltar que alguns autos de apreensão fazem referência genérica a documentos contábeis e fiscais, o que não se confunde com livros contábeis e fiscais. Aliás, há vários documentos contábeis e fiscais nos autos, sejam notas fiscais, planilhas de fluxo de caixa elaborada pela recorrente, recibo de depósito bancário etc., todos eles apreendidos na ação da Polícia Federal, mas insuficientes para a apuração do lucro real e da base ajustada. Por outro lado, a recorrente disso informada, persistiu em afirmar que os livros contábeis e fiscais estavam em poder da União. Ora, não sendo o arbitramento uma sanção, mas mera modalidade de apuração do IRPJ e CSLL aplicável quando impossível se apurar o lucro real e a base ajustada, o que se deve verificar é se o que pôde ser coligido pela autoridade fiscal, com ou sem a ajuda da recorrente, o obrigava ou não ao arbitramento do lucro, para poder calcular o IRPJ e a CSLL devida pela recorrente. Assim, não tendo a recorrente disponibilizado os livros contábeis e fiscais nem estando os livros em poder da Polícia Federal, procedente o arbitramento do lucro, pois, desta forma, impossível apurar o lucro real e a base ajustada dos anoscalendários de 2005 e 2006. Da multa de ofício qualificada O Instituto Juvenil Alves foi formalmente constituído para manter, sustentar e ajudar obras sociais, beneficentes e famílias carentes, razão pela qual gozava das isenções do IRPJ e da CSLL de que trata o art. 15 Lei nº 9.532/97. Todavia, o conjunto probatório dos autos é robusto no sentido de apontar a utilização da entidade filantrópica para fins políticos partidários do Sr. Juvenil, como provam os gastos realizados pela entidade e o documento de fls. 74, apreendido durante a Operação Castelhana, no qual revelase a orientação dos seus dirigentes de que a verdadeira finalidade do Instituto não venha à tona, se não vejamos: Instituto Juvenil Alves [...] Fl. 1415DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 3/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 15504.007178/201068 Acórdão n.º 1302001.021 S1C3T2 Fl. 6 9 NOTA: É VEDADA A VINCULAÇÃO DO INSTITUTO A POLÍTICA, SOB PENA DE PERDA DA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. PARA EMPRESA MAIOR RISCO É PREJUÍZO FINANCEIRO PARA JUVENIL EFEITOS NEGATIVOS NA IMAGEM E PROBLEMAS COM LEGISLAÇÃO ELEITORAL. Ora, a utilização de uma entidade filantrópica para fins eminentemente político, sabendo que, assim atuando, não gozaria da isenção tributária do IRPJ/CSLL, revela claramente o dolo de impedir o conhecimento pelo Fisco das verdadeiras condições pessoais da recorrente, já que materialmente não se constituía em uma instituição “de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico”, nem muito menos estava prestando os serviços para os quais foi instituída, conforme determina o indigitado art. 15 para o gozo da isenção. Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento PARCIAL ao recurso voluntário da contribuinte, para excluir das bases tributáveis do Imposto de Renda Retido na Fonte os seguintes valores: a) do fato gerador de 26/06/2006, excluir da base tributável R$ 415,38; b) do fato gerador de 29/06/2006, excluir da base tributável R$ 1.615,38; c) do fato gerador de 07/07/2006, excluir da base tributável R$ 830,77. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 1416DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 3/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 10 . Fl. 1417DF CARF MF Impresso em 09/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/0 3/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 11080.009099/2005-00
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3201-000.289
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência, nos termos do voto da relatora.
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201110
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 11080.009099/2005-00
conteudo_id_s : 6453328
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Aug 19 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3201-000.289
nome_arquivo_s : 320100289_11080009099200500_201110.pdf
nome_relator_s : MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
nome_arquivo_pdf_s : 11080009099200500_6453328.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência, nos termos do voto da relatora.
dt_sessao_tdt : Thu Oct 06 00:00:00 UTC 2011
id : 4566998
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:59:03 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394237440000
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1632; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T1 Fl. 1 1 S3C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.009099/200500 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3201000.289 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 06 de outubro de 2011 Assunto Solicitação de diligência Recorrente SBS ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o processo em diligência, nos termos do voto da relatora. Mércia Helena Trajano D'Amorim Presidente substituta e relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano D’Amorim, Marcelo Ribeiro Nogueira, Winderley Morais Pereira e Luciano Lopes de Almeida. Ausentes justificadamente Judith do Amaral Marcondes Armando e Daniel Maris Gudiño. RELATÓRIO O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: “Trata o presente processo de lançamento de ofício de PIS cumulativo e não cumulativo envolvendo períodos desde maio de 2001 até dezembro de 2004 (fls. 03 a 12 e Relatório de Ação Fiscal de fls. 574 a 594). A fiscalização se Fl. 1164DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 11080.009099/200500 Resolução nº 3201000.289 S3C2T1 Fl. 2 2 iniciou em 15/06/2005 (fls. 01 e 13 e 14), sendo o contribuinte cientificado do lançamento em 21/11/2005. No procedimento fiscal foi constatado o seguinte: omissão de rendimentos recebidos por serviços prestados, falta de declaração e pagamento de valores devidos, não tributação de receitas financeiras e utilização indevida de créditos pela sistemática não cumulativa do PIS e Cofins. Neste processo, foi lançado o valor de principal de PIS de R$ 194.845,90 e valor total, incluindo a multa de ofício de 75% e juros moratórios, de R$ 405.351,36 (a Cofins consta do processo 11080 009.098/200557). Ressalta, a fiscalização, que confirmou valores recebidos com os principais clientes da empresa, os órgãos públicos DAER, Metroplan e Secretaria do Planejamento do Estado – RS, e que considerou as receitas pelo regime de caixa, de acordo com o critério utilizado pela empresa. As deduções de créditos não foram consideradas por referiremse a despesas com serviços e insumos utilizados em obras da atualidade, enquanto as receitas referemse a obras de períodos anteriores. A empresa apresentou, em 20/12/2005, tempestivamente, impugnação ao lançamento (fls. 610 a 759). Considera que o auto de infração possui erros ao desconsiderar valores informados em DCTF e pagamentos. Aborda cada período separadamente, argumentando também pela inexistência de omissão, sustentando que a tributação deve ser diferida até o efetivo pagamento no caso de obras de caráter público. Sobre os pagamentos efetuados em atraso de forma espontânea, argumenta que devem ser considerados sem qualquer imposição de multa moratória. Transcreve decisões do STJ e Conselho de Contribuintes em favor deste entendimento. Argumenta também pelo afastamento da tributação das receitas financeiras introduzida no art. 3º da Lei 9.718/98, em desacordo com o art. 110 do CTN, “alargando” o conceito de faturamento. Sobre o assunto, considera já existirem manifestações suficientes do STF pela inexigência. Em relação a exclusão dos créditos, indica ser sua desconsideração sem fundamento, já que o lançamento nada demonstra ou comprova, nem sequer exemplifica. Ainda com relação a este item, protesta pela inexistência dos dispositivos legais infringidos. Por fim, requer o cancelamento integral do lançamento. A unidade de jurisdição considera tempestiva a impugnação e encaminha o processo para apreciação da DRJ. É o relatório.” O pleito foi deferido parcialmente, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão 1025.006 de 23/04/2010, proferida pelos membros da 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS, cuja ementa dispõe, verbis: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/05/2001 a 31/12/2004 NORMAS PROCESSUAIS. AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE. É nula a parte do auto de infração que não cumpriu o requisito prescrito como obrigatório no inciso III do art. 10 do Decreto nº 70.235/72, quando implicar cerceamento ao direito de defesa, nos termos do inciso II do art. 59 do mesmo decreto. Fl. 1165DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 11080.009099/200500 Resolução nº 3201000.289 S3C2T1 Fl. 3 3 Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/05/2001 a 31/12/2004 ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. BASE DE CÁLCULO DA LEI 9.718/98. A autoridade administrativa é incompetente para decidir sobre a constitucionalidade dos atos baixados pelos Poderes Legislativo e Executivo. OMISSÃO DE RECEITAS. Iniciado o procedimento fiscal, compete à fiscalização constituir de ofício eventuais créditos tributários, cuja gênese decorra de receitas subtraídas à tributação e que não tenham sido declarados. O pagamento efetuado antes da lavratura do auto de infração, por sujeito passivo que perdera a espontaneidade, não tem o condão de suspender o curso normal da ação, devendo ser lançada a totalidade do crédito tributário com a imposição de multa de ofício. Impugnação Procedente em Parte Crédito tributário Mantido em Parte.” O julgamento foi no sentido de considerar nulo parte do lançamento decorrente da infração de creditamento indevido na sistemática da não cumulatividade, bem como considerar procedente em parte a impugnação para reduzir os valores lançados na forma da planilha apresentada na Conclusão do Voto do Acórdão. O Contribuinte protocolizou o Recurso Voluntário, denominando recurso voluntário parcial, tempestivamente, no qual, basicamente, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Insiste que efetuou vários pagamentos, antes da fiscalização, e devem ser considerados, para fins de exclusão da multa moratória, tendo em vista Ag Rg no Recurso Especial 851.381RS. O processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a esta Conselheira. É o Relatório. VOTO Conselheiro Mércia Helena Trajano D'Amorim O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de lançamento de ofício de PIS cumulativo e não cumulativo envolvendo períodos desde maio de 2001 até dezembro de 2004. Constatouse o seguinte: omissão de rendimentos recebidos por serviços prestados, falta de declaração e pagamento de valores devidos, não tributação de receitas financeiras e utilização indevida de créditos pela sistemática não cumulativa do PIS e Cofins. Não obstante o resultado do julgamento, o qual foi no sentido de considerar nulo parte do lançamento decorrente da infração de creditamento indevido na sistemática da Fl. 1166DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 11080.009099/200500 Resolução nº 3201000.289 S3C2T1 Fl. 4 4 não cumulatividade, bem como considerar procedente em parte a impugnação para reduzir os valores lançados na forma da planilha apresentada na Conclusão do Voto do Acórdão. Diante dos fatos relevantes, tendo em vista os argumentos postos no recurso voluntário e para minha convicção, VOTO PELA CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA À REPARTIÇÃO DE ORIGEM, no intuito de: 1) em relação às receita financeiras, PIS e COFINS, verificar, nos períodos quando a recorrente utilizou da sistemática cumulativa e quando da não cumulativa. 2)quanto à alegação de denuncia espontânea: a fiscalização deve informar se a empresa estava já sendo fiscalizada de PIS e COFINS, na época dos pagamentos espontâneos, bem como informar se eles foram integrais (afora a multa), e se eles foram informados em DCTF. Realizada a diligência, devese dar vista ao contribuinte e também a PGFN e querendo manifestaremse no prazo de 30 (trinta) dias; após, encaminhados os autos para prosseguimento no julgamento. Mércia Helena Trajano D'Amorim Relator Fl. 1167DF CARF MF Impresso em 19/10/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2012 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10325.001641/2003-23
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1998
INFORMAÇÃO ANTES DA AUTUAÇÃO. ORIGEM DOS DEPÓSITOS. PRESUNÇÃO.
Para a utilização da presunção, determinada pelo Art. 42, da Lei 9.430/1996, com a caracterização de receita ou de rendimento dos valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, são necessários os seguintes requisitos: a) regular intimação; b) ausência de comprovação, por documentação hábil e idônea, da origem dos recursos utilizados nessas operações.
No presente caso o sujeito passivo, antes da autuação, informou ao Fisco detalhados dados sobre os depósitos (Nome, CPF, CNPJ) e ao Fisco caberia a checagem dessas informações, na busca da verdade material.
Recurso Especial do Procurador Negado.
Numero da decisão: 9202-002.408
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
(assinado digitalmente)
OTACÍLIO DANTAS CARTAXO
Presidente
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira
Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann ( Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: MARCELO OLIVEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1998 INFORMAÇÃO ANTES DA AUTUAÇÃO. ORIGEM DOS DEPÓSITOS. PRESUNÇÃO. Para a utilização da presunção, determinada pelo Art. 42, da Lei 9.430/1996, com a caracterização de receita ou de rendimento dos valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, são necessários os seguintes requisitos: a) regular intimação; b) ausência de comprovação, por documentação hábil e idônea, da origem dos recursos utilizados nessas operações. No presente caso o sujeito passivo, antes da autuação, informou ao Fisco detalhados dados sobre os depósitos (Nome, CPF, CNPJ) e ao Fisco caberia a checagem dessas informações, na busca da verdade material. Recurso Especial do Procurador Negado.
turma_s : 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10325.001641/2003-23
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5198210
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 9202-002.408
nome_arquivo_s : Decisao_10325001641200323.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO OLIVEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10325001641200323_5198210.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos. (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann ( Vice-Presidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2012
id : 4523419
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:58 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394240585728
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1767; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 228 1 227 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 10325.001641/200323 Recurso nº 159.994 Especial do Procurador Acórdão nº 9202002.408 – 2ª Turma Sessão de 7 de novembro de 2012 Matéria IRPF Recorrente PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL (PGFN) Interessado ANTÔNIO MARIA FERREIRA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1998 INFORMAÇÃO ANTES DA AUTUAÇÃO. ORIGEM DOS DEPÓSITOS. PRESUNÇÃO. Para a utilização da presunção, determinada pelo Art. 42, da Lei 9.430/1996, com a caracterização de receita ou de rendimento dos valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, são necessários os seguintes requisitos: a) regular intimação; b) ausência de comprovação, por documentação hábil e idônea, da origem dos recursos utilizados nessas operações. No presente caso o sujeito passivo, antes da autuação, informou ao Fisco detalhados dados sobre os depósitos (Nome, CPF, CNPJ) e ao Fisco caberia a checagem dessas informações, na busca da verdade material. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 32 5. 00 16 41 /2 00 3- 23 Fl. 246DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA 2 (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann ( VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10325.001641/200323 Acórdão n.º 9202002.408 CSRFT2 Fl. 229 3 Relatório Tratase de Recurso Especial por contrariedade, fls. 0206, interposto pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra acórdão, fls. 0189, que decidiu, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para excluir da base de cálculo o valor de R$ 66.907,00; O acórdão em questão possui as seguintes ementa e decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA — IRPF Anocalendário: 1998 ... COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS TRAZIDA NA FASE DA AUTUAÇÃO AUSÊNCIA DE INVESTIGAÇÃO DO DEPOSITANTE PELA FISCALIZAÇÃO DESNECESSIDADE DA COMPROVAÇÃO DA CAUSA DOS DEPÓSITOS E DA EVENTUAL TRIBUTAÇÃO DESSES VALORES – NÃO APERFEIÇOAMENTO DA PRESUNÇÃO DO ART. 42 DA LEI N° 9.430/96 Comprovada a origem dos depósitos bancários, caberá a fiscalização aprofundar a investigação para submetêlos, se for o caso, às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos, na forma do art. 42, § 2°, da Lei n° 9.430/96. Não se pode, simplesmente, ancorarse na presunção do art. 42 da Lei n° 9.430/96, obrigando o sujeito passivo a comprovar a causa da operação, e se esta foi tributada. Conhecendo a origem dos depósitos, inviável a manutenção da presunção de rendimentos com fulcro no art. 42 da Lei n° 9.430/96. ... Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por ANTÔNIO MARIA FERREIRA. ACORDAM os Membros da Sexta Câmara do Primeiro Conselho de Sujeito passivos, por unanimidade de votos, INDEFERIR o pedido de diligência e, no mérito, por maioria de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso para excluir da base de cálculo o valor de R$ 66.907,00, vencida a Conselheira Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga que negou provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Em seu recurso especial a nobre Procuradoria alega, em síntese, que: Fl. 248DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA 4 1. A Câmara a quo contrariou o artigo 42 da Lei 9.430/96, Código Tributário Nacional e art. 244 e 245 do Código de Processo Civil; 2. Com base nesses dispositivos legais, constatamse presentes os requisitos de admissibilidade do presente recurso especial; 3. O acórdão recorrido retirou valor da base de cálculo devido, em sÍntese, o sujeito passivo ter informado, sem provar, a origem dos recursos, com identificação dos depósitos e do depositante, discriminando os sócios da empresa, com número de CNPJ e CPF; 4. Sem a prova do alegado, o acórdão desrespeitou a inversão do ônus da prova, já que caberia ao sujeito passivo comprovar e não ao Fisco buscar se a informação era verdadeira; 5. Além do mais, a fiscalização verificou que o CNPJ informado pelo sujeito passivo era inválido, fls. 069; 6. Não há como aceitar somente alegações, sem, pelo menos, uma diligência, a fim de dar o mínimo de certeza sobre a alegação; 7. Face ao exposto, requer a admissão e o provimento do recurso. Por despacho, fls. 0215, deuse seguimento ao recurso especial. O sujeito passivo, apesar de intimado, não apresentou suas contra razões. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. Na análise dos autos, decidiuse pelo retorno do processo à origem, pois ausente a intimação para apresentação de recurso especial pelo sujeito passivo, na parte que lhe foi contrária. O sujeito passivo apresentou suas contrarrazões, argumentando, em síntese, que a decisão proferida deve ser mantida. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10325.001641/200323 Acórdão n.º 9202002.408 CSRFT2 Fl. 230 5 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do Recurso Especial e passo à análise de suas razões recursais. A questão em discussão, em síntese, referese a possibilidade do Fisco utilizar a presunção do Art. 42, da Lei 9.430/1996 quando, antes mesmo da autuação, o sujeito passivo informa, sem documentos, a origem dos valores. Para o acórdão recorrido, o Fisco, de posse da detalhada informação fornecida pelo sujeito passivo, deveria ter pesquisado sobre a veracidade da informação. Para a recorrente, a inversão do ônus da prova somente seria possível se, acompanhada da alegação, o sujeito passivo trouxesse provas do que alega. Lei 9.430/1996: Art. 42. Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Em nosso entender, o sujeito passivo, quando intimado, informou a origem dos recursos (com nomes, CPF, CNPJ) possibilitando que o Fisco investigasse um pouco mais, na busca da verdade material. Como é cediço por todos, negócios envolvendo pessoas físicas na área rural, em nosso país, são marcados pela informalidade. O Fisco, com a informação dada, poderia ter pesquisado sobre sua veracidade, antes de utilizar a presunção, que é, sem sombra de dúvida, a utilização de uma exceção. Ressaltese que o sujeito passivo informou dados da empresa (nome e CNPJ) e dos sócios (nomes e CPF), demonstrando, assim, a nosso ver, sua boafé. A PGFN informa, em seu recurso especial, que o CNPJ informado é inválido, mas esse não foi motivo para utilização da presunção e não utilização da informação por parte do Fisco, conforme Termo de Verificação Fiscal, fls. 081. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA 6 Além do mais, caso o Fisco verificasse que o CNPJ era inválido – fato que não está demonstrado nos autos poderia efetuar questionamento ao sujeito passivo, o que não ocorreu. Destacamos trecho do voto presente no acórdão recorrido, do nobre Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos: A autoridade autuante asseverou que a informação acima era insuficiente para elidir a presunção do art. 42 da Lei n° 9.430/96, já que o sujeito passivo precisaria acostar aos autos a documentação comprobatória do alegado. Ainda, após a resposta acima, a autoridade autuante reintimou o sujeito passivo duas vezes, objetivando que este comprovasse a origem dos depósitos bancários, sem sucesso. No ponto específico acima, no tocante aos depósitos imputados como oriundos da empresa GSB Marchantaria Ltda, caberia à fiscalização intimar essa empresa, já que o sujeito passivo identificou os depósitos e o depositante, com discriminação dos sócios da empresa, com número de CNPJ e CPF. Ora, a fiscalização não pode se ancorar na presunção do art. 42 da Lei n° 9.430/96, fugindo de seu trabalho investigatório. O fiscalizado, diferentemente do que fez no tocante à transferência de responsabilidade para a firma individual, quando tentou transferir in totum os depósitos bancários, ainda tudo confundindo com a atividade rural, agora especificou três depósitos que foram vinculados à empresa GSB Marchantaria Ltda. Identificada a origem, neste ponto, caberia à autoridade intimar a empresa, tributando, se fosse o caso, tal rendimento como receita da atividade rural, em linha com o ditame do art. 42, § 2°, da Lei n° 9.430/96, que determina que os rendimentos cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, submeterseão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. No ponto aqui em discussão, a fiscalização tinha todos os elementos para intimar a empresa GSB Marchantaria Ltda para comprovar a causa dos depósitos bancários, não sendo aceitável que a fiscalização permanecesse ancorada na presunção legal em foco, pois é cediço que muitos negócios no meio rural pecam pela excessiva informalidade e, havendo uma pessoa jurídica como compradora do rebanho bovino, plausível que esta detenha documentário fiscal da transação. Portanto, por tudo que foi demonstrado nos autos, não há como reformar o acórdão recorrido. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 10325.001641/200323 Acórdão n.º 9202002.408 CSRFT2 Fl. 231 7 CONCLUSÃO: Pelo exposto, voto em NEGAR PROVIMENTO ao recurso especial da nobre PGFN, nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 252DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO, Assinado digitalmente em 25/02/2013 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 10925.000465/2009-39
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Apr 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE.
Cabem Embargos de Declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma.
Numero da decisão: 3803-003.856
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher parcialmente os embargos, para retificar a decisão embargada, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e Fábia Regina Freitas (suplente).
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201301
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. Cabem Embargos de Declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Apr 08 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10925.000465/2009-39
anomes_publicacao_s : 201304
conteudo_id_s : 5202689
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 08 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-003.856
nome_arquivo_s : Decisao_10925000465200939.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : HELCIO LAFETA REIS
nome_arquivo_pdf_s : 10925000465200939_5202689.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher parcialmente os embargos, para retificar a decisão embargada, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e Fábia Regina Freitas (suplente).
dt_sessao_tdt : Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
id : 4554659
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:57:50 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041394258411520
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1902; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 621 1 620 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10925.000465/200939 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3803003.856 – 3ª Turma Especial Sessão de 31 de janeiro de 2013 Matéria COFINS NÃO CUMULATIVA RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado SINCOL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. Cabem Embargos de Declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher parcialmente os embargos, para retificar a decisão embargada, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e Fábia Regina Freitas (suplente). Relatório Tratase de Embargos de Declaração (fls. 614 a 618) interpostos pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) contra o Acórdão nº 380303.209, de 17 de julho de 2012, da 3ª Turma Especial da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 00 04 65 /2 00 9- 39 Fl. 621DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000465/200939 Acórdão n.º 3803003.856 S3TE03 Fl. 622 2 Fiscais (CARF), com fulcro no art. 65 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 (RI/CARF). O contribuinte apresentara Pedidos de Ressarcimento e Declarações de Compensação (PER/DCOMP), pleiteando o reconhecimento do direito creditório no valor de R$ 10.696,64, relativo a créditos de Cofins não cumulativa, pleito esse que veio a ser reconhecido apenas em parte pela repartição de origem, assim como pela DRJ Florianópolis/SC. A repartição de origem glosou os créditos considerados não abrangidos pelo conceito de insumos (matériasprimas, produtos intermediários, material de embalagem de apresentação) e os relativos a serviços e outros bens não aplicados ou consumidos na produção, como, exemplificativamente, serviços de engenharia mecânica, chapas de papelão, embalagem de papelão (fundo e tampo), sacos plásticos, tiras de papelão, fita gomada perfurada, embalagem plástica, embalagem papelão, lápis de carpinteiro, tapete plástico, solução de limpeza acetona etc. Glosaramse, também, os encargos de depreciação decorrentes de bens não utilizados na produção. A Manifestação de Inconformidade do contribuinte foi julgada parcialmente procedente pela DRJ Florianópolis/SC, cujo acórdão restou ementados nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2006 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. INSUMOS. Para efeito da nãocumulatividade das contribuições, há de se entender o conceito de insumo não de forma genérica, atrelando o à necessidade na fabricação do produto e na consecução de sua atividadefim (conceito econômico), mas adstrito ao que determina a legislação tributária (conceito jurídico), vinculando a caracterização do insumo à sua aplicação direta ao produto em fabricação. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. EMBALAGENS. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. As embalagens de apresentação geram direito aos créditos relativos as suas aquisições, sendo consideradas como tais aquelas que se integram ao produto durante o processo de industrialização e tenham como finalidade a apresentação do produto ao consumidor final, contendo rótulos destinados ao propósito de promover ou valorizar o produto. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. PARTES E PEÇAS DE REPOSIÇÃO. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. As despesas efetuadas com a aquisição de partes e peças de reposição que sofram desgaste ou dano ou a perda de propriedades fisicas ou químicas, utilizadas em máquinas e equipamentos que efetivamente respondam diretamente por todo Fl. 622DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000465/200939 Acórdão n.º 3803003.856 S3TE03 Fl. 623 3 o processo de fabricação dos bens ou produtos destinados à venda, pagas à pessoa jurídica domiciliada no Pais, geram direito à apuração de créditos a serem descontados do PIS/Pasep, desde que não estejam obrigadas a serem incluidas no ativo imobilizado, nos termos da legislação vigente. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. ATIVO IMOBILIZADO. DEPRECIAÇÃO. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. Apenas os bens do ativo permanente que estejam diretamente associados ao processo produtivo é que geram direito a crédito, a título de depreciação, no âmbito do regime da não cumulatividade. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2006 PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITORIO. ONUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE No âmbito especifico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 ILEGALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE. INCOMPETÊNCIA DAS INSTANCIAS ADMINISTRATIVAS PARA APRECIAÇÃO. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente no Pais, sendo incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade e ilegalidade de atos legais regularmente editados. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Cientificado da decisão, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, que veio a ser julgado parcialmente procedente por esta Turma Especial, cujo acórdão foi ementado da seguinte forma: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 PRINCÍPIOS DA VERDADE MATERIAL, DO INFORMALISMO MODERADO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA. INOCORRÊNCIA. Fl. 623DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000465/200939 Acórdão n.º 3803003.856 S3TE03 Fl. 624 4 Inocorre ofensa aos princípios da verdade material, do informalismo moderado e da ampla defesa quando a Administração tributária atua em conformidade com a legislação tributária, material e processual, bem como com as informações e os elementos probatórios presentes nos autos. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 NÃO CUMULATIVIDADE. CREDITAMENTO. INSUMOS. Na não cumulatividade das contribuições sociais, o elemento de valoração é o total das receitas auferidas, o que engloba todo o resultado das atividades que constituem o objeto social da pessoa jurídica, e o direito ao creditamento alcança todos os bens e serviços, úteis ou necessários, utilizados como insumos diretamente na produção, e desde que efetivamente absorvidos no processo produtivo que constitui o objeto da sociedade empresária. MATERIAL DE EMBALAGEM. DIREITO AO CRÉDITO. No regime da não cumulatividade da contribuição para o PIS e da Cofins, há direito à apuração de créditos sobre as aquisições de bens utilizados na embalagem para transporte, cujo objetivo é a preservação das características do produto vendido. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO. DIREITO A CRÉDITO. Os valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda podem compor a base de cálculo dos créditos a serem descontados da contribuição não cumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos legais atinentes à espécie. BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NA PRODUÇÃO. DEPRECIAÇÃO. DIREITO A CRÉDITO. Em relação aos bens do ativo imobilizado, com expectativa de utilização no processo produtivo por mais de um ano, os créditos serão calculados com base no valor do encargo de depreciação incorrido no período, observados os demais requisitos exigidos pela lei. CREDITAMENTO. BENS CONSUMIDOS DURANTE O PROCESSO PRODUTIVO. INSUMOS. Dão direito a crédito as aquisições de insumos consumidos durante o processo produtivo na marcação das matériasprimas e dos produtos finais fabricados, bem como na proteção das máquinas utilizadas no setor produtivo. Fl. 624DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000465/200939 Acórdão n.º 3803003.856 S3TE03 Fl. 625 5 Cientificada da decisão, a PGFN, com fulcro no art. 65 do Anexo II do Regimento do CARF, interpôs Embargos de Declaração, alegando a ocorrência de obscuridade no acórdão embargado, pelo fato de a Turma Especial ter reconhecido o direito creditório em relação a “serviços de manutenção das máquinas e equipamentos comprovadamente utilizados na produção, prestados por pessoas jurídicas domiciliadas no País, ressaltandose a exceção relativa aos serviços de engenharia mecânica prestados por sócio da pessoa jurídica em seu domicílio” e “lápis estaca”, itens esses que já haviam sido reconhecidos pela Delegacia de Julgamento. Por meio do despacho de encaminhamento de fl. 620, de 30 de novembro de 2012, o Presidente desta Turma determinou os embargos fossem apreciados por este Colegiado. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis Os embargos são tempestivos e deles tomo conhecimento. Para a análise dos embargos interpostos pela PGFN, mostrase relevante transcrever trecho do voto condutor do acórdão embargado que contém a informação primordial que instruiu a decisão então tomada pela Terceira Turma Especial: De início, devese registrar que a presente análise, no que tange aos elementos fáticos controvertidos, terá como base as planilhas elaboradas pelo agente fiscal no Termo de Verificação e Encerramento da Análise Fiscal, contendo todos os dados das notas fiscais de aquisição de produtos e serviços apresentadas pelo contribuinte na repartição de origem (nº do documento, data da operação, valor de aquisição, emissor, identificação do bem/serviço etc.), independentemente dos documentos trazidos posteriormente aos autos, por amostragem, para subsidiar os argumentos de defesa do ora Recorrente.(fl. 595) Do excerto supra, é possível constatar que a decisão da Turma se pautou pela análise realizada pela Fiscalização, quando se teve acesso a toda a documentação apresentada pelo sujeito passivo, documentação essa que serviu de base à decisão então tomada na repartição de origem. Destaquese que a Fiscalização procedera às glosas de créditos da contribuição considerando tão somente a natureza do bem ou do serviço adquirido pelo contribuinte, do que se conclui que nenhum vício fora detectado nos documentos/notas fiscais analisados. Diferentemente da Terceira Turma Especial, a DRJ Florianópolis/SC, pautandose em extensa exposição da figura do ônus da prova (fls. 445verso a 446verso), considerou em sua decisão apenas os documentos apresentados, por amostragem, pelo então Manifestante na fase inaugural do Processo Administrativo Fiscal (PAF). Fl. 625DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000465/200939 Acórdão n.º 3803003.856 S3TE03 Fl. 626 6 O relator a quo registrou de forma expressa que “ao longo deste processo será adotado o critério acima posto, qual seja o de que só é passível de aferição o crédito em relação ao qual a contribuinte define, com clareza, a natureza da operação que o originou.” (fl. 446 verso), ignorando, por completo, que os elementos probatórios então trazidos aos autos pelo contribuinte tiveram como escopo somente ilustrar os seus argumentos de defesa, não abrangendo toda a documentação que havia sido auditada na repartição de origem. No que tange, especificamente, aos itens apontados nos embargos, verificase que a Delegacia de Julgamento, na parte relativa aos serviços de manutenção de máquinas e equipamentos utilizados na produção, assim se posicionou: A contribuinte, por seu turno, descreve alguns desses bens no "Relatório de Aquisições de Peças de Reposição e/ou Serviços de Manutenção (Doc. 06). Traz algumas notas fiscais (Doc. 07). Todavia, não demonstra e/ou explica qual a relação desses produtos (moto redutor, foto sensor, roda de vagonete, dentre outros) com as máquinas utilizadas no seu processo produtivo e, ainda, não se incumbe de demonstrar que se tratariam de bens não imobilizáveis.(grifei) Reiterase aqui o que foi colocado no item "1.1 — Ônus da Prova", para não acatar a manifestação da contribuinte no que se refere aos produtos relacionados neste tópico, por falta de provas no que se refere a utilização desses itens no processo produtivo e que os mesmos não seriam ativáveis, agregandose aos bens imobilizados.(fl. 450) Para se contrapor a essa decisão da DRJ, o então Recorrente trouxe aos autos novas cópias de notas fiscais de aquisição de peças de reposição e de serviços de manutenção, de bens do ativo imobilizado, bem como de fotografias que os identificam. Foi com base nesses novos elementos de prova, frisese, que já haviam sido objeto de análise pela Fiscalização, que a Terceira Turma Especial decidiu, nos casos considerados devidamente comprovados, por ampliar o provimento, acolhendo o direito de creditamento para além do que havia sido reconhecido pela autoridade julgadora de primeira instância. Constou, expressamente, do voto condutor do acórdão embargado que o produto identificado como “foto sensor”, por se tratar de peça de reposição e reparo, utilizado na manutenção de máquinas utilizadas no processo produtivo, devia ser ser acatado por seu valor de aquisição no cálculo do crédito devido (fl. 607). A glosa do crédito relativa a esse bem não foi objeto de reversão por parte da Delegacia de Julgamento, conforme se verifica à fl. 450 do acórdão de primeira instância. Ainda em relação às aquisições de serviços de manutenção utilizados como insumos, a DRJ assim se posicionou: As notas fiscais relacionadas na planilha apresentada pela contribuinte se encontram nos autos. Assim, considerando as especificações contidas nas notas, no confronto com a descrição da inserção desses serviços no processo produtivo da empresa, entendo que a maior parte dos itens nelas descritos podem ser considerados insumos para fins de créditos.(fl. 451) Grifei Fl. 626DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000465/200939 Acórdão n.º 3803003.856 S3TE03 Fl. 627 7 Verificase, mais uma vez, que a análise da DRJ se restringiu às informações trazidas aos autos pelo então Manifestante, não fazendo qualquer referência à totalidade dos documentos auditados pela Fiscalização. A condição de amostragem consta, expressamente, da Manifestação de Inconformidade nos seguintes termos: A Contribuinte apresenta em anexo planilha com a relação das glosas (Doc: 06) e cópia de notas fiscais de aquisição (Doc. 07), por amostragem. (grifei e sublinhei) A exclusão dos valores correspondentes aos "bens e gastos com reformas, reparos ou retificas" utilizadas pela Recorrente não pode proceder. Ao contrário do que quer fazer crer a Autoridade Administrativa, as peças de reposição e os serviços de manutenção inseridos na base de cálculo dos créditos da COFINS são bens e serviços utilizados como insumos do processo produtivo e não devem ser imobilizados.(fl. 342) Quanto ao insumo adquirido por meio da nota fiscal nº 036.401 identificada nos embargos da PGFN (fl. 618), há que se registrar que se trata de “lápis estaca”, cujo direito ao creditamento foi reconhecido pela Delegacia de Julgamento. Na planilha contendo a relação dos insumos glosados pela Fiscalização, consta a aquisição de “lápis estaca” realizada por meio da nota fiscal nº 36401 (fl. 310verso), não constando outra aquisição desse mesmo produto. Considerando que, no acórdão embargado, houve a reversão da glosa do direito ao creditamento na aquisição de “lápis estaca”, essa reversão se deu indevidamente, pois a Delegacia de Julgamento já a havia realizado. Nesse contexto, a alegação de duplicidade de provimento relativa aos “serviços de manutenção das máquinas e equipamentos” se mostra infundada, devendo haver a integração do acórdão requerida pela Embargante somente em relação à reversão da glosa referente à aquisição de lápis estaca. Diante do exposto, voto por ACOLHER EM PARTE os embargos, para excluir do voto condutor do acórdão nº 380303.209, de 17 de julho de 2012, desta 3ª Turma Especial da 3ª Seção do CARF, a menção à reversão da glosa efetuada pela Fiscalização no que se refere ao produto “lápis estaca”, adquirido por meio da nota fiscal nº 036.401. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Fl. 627DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10925.000465/200939 Acórdão n.º 3803003.856 S3TE03 Fl. 628 8 Fl. 628DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
