Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,885)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,225)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,906)
- Segunda Turma Ordinária d (14,489)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,513)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,204)
- Terceira Câmara (67,876)
- Segunda Câmara (56,644)
- Primeira Câmara (20,756)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,726)
- Segunda Seção de Julgamen (115,215)
- Primeira Seção de Julgame (77,084)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,518)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,930)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,801)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,472)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,625)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,707)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 14479.000103/2007-42
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/11/1997 a 31/08/2001
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DAS HIPÓTESES. NÃO ACOLHIMENTO DO RECURSO.
Não sendo constatada nenhuma das hipóteses (contradição, omissão,
obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão rejeitados para manter a decisão embargada em todos os seus termos.
Embargos Rejeitados.
Numero da decisão: 2403-000.664
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos Embargos de Declaração para negar-lhe provimento.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201107
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/1997 a 31/08/2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DAS HIPÓTESES. NÃO ACOLHIMENTO DO RECURSO. Não sendo constatada nenhuma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão rejeitados para manter a decisão embargada em todos os seus termos. Embargos Rejeitados.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 14479.000103/2007-42
anomes_publicacao_s : 201107
conteudo_id_s : 4900976
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 28 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.664
nome_arquivo_s : 2403000664_14479000103200742_201107.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 14479000103200742_4900976.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos Embargos de Declaração para negar-lhe provimento.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
id : 4743522
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:50 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011261452288
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1578; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 189 1 188 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 14479.000103/200742 Recurso nº 266.196 Embargos Acórdão nº 2403000.664 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 28 de julho de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado INGRAM MICRO BRASIL LTDA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/11/1997 a 31/08/2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DAS HIPÓTESES. NÃO ACOLHIMENTO DO RECURSO. Não sendo constatada nenhuma das hipóteses (contradição, omissão, obscuridade) para o acolhimento dos embargos de declaração, esses serão rejeitados para manter a decisão embargada em todos os seus termos. Embargos Rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer dos Embargos de Declaração para negarlhe provimento. Ivacir Júlio de Souza – Presidente Substituto. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Ausente o conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. Fl. 189DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA 2 Relatório Tratase de embargos de declaração (fls. 178 a 179), opostos pela Fazenda Nacional, com esteio no artigo 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), aprovado pela Portaria MF no 256/2009, contra o Acórdão nº 2403 000.335 que conheceu do recurso voluntário apresentado no processo em epígrafe e deulhe provimento no sentido de reconhecer a decadência das competências 11/1997 a 08/2001, com base no art.150, §4º, do Código Tributário Nacional. A parte embargante sustenta que não consta nos autos peça recursal possível de ser apreciada pelo CARF, e aduz afirmando que há uma intimação da Secretaria da 6 Vara Federal de São Paulo comunicando a existência de uma Ação Ordinária (proc.n 2008.61.00.0097378) que tem como objeto de discussão a validez da NFLD n 37.014.7642. Verificouse ainda que a empresa INGRAM MICRO BRASIL LTDA interpôs agravo de instrumento contra a decisão do juízo a quo da 6 Vara Federal que indeferiu o pedido de tutela antecipada requerido com a finalidade de suspender a exigibilidade do crédito tributário presente na NFLD n 37.014.7642. A decisão do Egrégio Tribunal Regional Federal da 3 Região, a qual teve como relator o Desembargador Federal Dr. Johonsom di Salvo, foi no sentido de dar parcial provimento ao agravo de instrumento, reconhecendo a decadência do crédito tributário relativo às competências 11/1997 a 11/2000 com base no art.173, I, do Código Tributário Nacional. A Fazenda Nacional, ora embargante, conclui que só poderia haver duas conclusões para o caso: Primeira: a incompetência do CARF para reformar a decisão de 1 instância da DRJ, tendo em vista que faltou à empresa o interesse de agir (não apresentou recurso voluntário). Segunda: a matéria discutida em âmbito administrativo é a mesma que se discute na esfera judicial, o que é vedado pela Súmula 1 do CARF. É o relatório. Fl. 190DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA Processo nº 14479.000103/200742 Acórdão n.º 2403000.664 S2C4T3 Fl. 190 3 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. Quanto aos requisitos de admissibilidade dos embargos de declaração opostos, entendo que foram preenchidos os itens de tempestividade; da regularidade de representação (embargos opostos pela Fazenda Nacional). Todavia, restou prejudicado o reconhecimento das hipóteses de cabimento para os embargos de declaração (omissão, obscuridade e contradição). Ora, a decisão do acórdão 2403.000335 só foi pela procedência do recurso em razão das informações trazidas aos autos pelo fisco (fls.136 e 161 dos autos) de que a empresa havia apresentado o recurso voluntário tempestivamente, o que posteriormente poderia ser apurado pela Secretaria da Câmara. Desse modo, compulsando mais atentamente os autos e após uma melhor reflexão acompanhada de um rico debate ocorrido na sessão de julgamento do presente caso, entendo que o contribuinte não pode ser lesado no sentido de ter seu recurso inadmitido ou se deparar com a declaração de incompetência de um órgão administrativo de julgamento (CARF) em virtude da ausência do “interesse de agir” da empresa, considerando que a própria Secretaria da Receita Federal, em dois momentos, afirma ter a parte apresentado recurso voluntário. Sendo assim, não vislumbro a ocorrência de nenhum requisito de admissibilidade, motivo pelo qual conheço dos presentes EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, para NEGARLHE PROVIMENTO, rejeitandoos, mantendo a decisão do acórdão n 2403 000.335 em sua totalidade. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 191DF CARF MF Emitido em 16/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 08/09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 08/ 09/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 12/09/2011 por IVACIR JULIO DE SOU ZA
score : 1.0
Numero do processo: 17546.000805/2007-73
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/04/2005 a 30/11/2006
PREVIDENCIÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. DÉBITO CONFESSADO NAS GUIAS DE RECOLHIMENTOS DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO E INFORMAÇÃO À PREVIDÊNCIA SOCIAL GFIP’S. CONSTITUCIONALIDADE DE
NORMAS LEGAIS. SAT. SALÁRIO EDUCAÇÃO. INCRA. SESI, SENAI,
SEBRAE. TAXA SELIC. MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE MAIS BENIGNA. MULTA MAIS BENÉFICA
Devidamente descrito o fato gerador do lançamento, conforme o art. 142 do Código Tributário Nacional CTN e o art. 37 da Lei n° 8.212/91, não ocorre cerceamento de defesas em sendo observado o contraditório e ampla defesa na forma do devido processo legal
As declarações da empresa nas Guias de Recolhimentos do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social GFIP’s constituem débito confessado.
Não compete à instância administrativa a apreciação da constitucionalidade de normas legais, conforme dispositivos constitucionais.
Devidamente fundamentada na legislação é pertinente a exigibilidade dos valores referentes ao Sat, Salário Educação, Incra, Senai, Sesi e Sebrae.
A Súmula nº 4 do Conselho Administrativo Fiscal CARF
pacificou que: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de
Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.”
Autuação lavrada por ofensa à legislação vigente capitulada no artigo 35 da Lei 8.212, há que se submeter ao preceituado sob o novo comando expresso na redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009.
O artigo 106, II, “c” , do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.726
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a multa mais benéfica para o contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2005 a 30/11/2006 PREVIDENCIÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. DÉBITO CONFESSADO NAS GUIAS DE RECOLHIMENTOS DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO E INFORMAÇÃO À PREVIDÊNCIA SOCIAL GFIP’S. CONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS LEGAIS. SAT. SALÁRIO EDUCAÇÃO. INCRA. SESI, SENAI, SEBRAE. TAXA SELIC. MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE MAIS BENIGNA. MULTA MAIS BENÉFICA Devidamente descrito o fato gerador do lançamento, conforme o art. 142 do Código Tributário Nacional CTN e o art. 37 da Lei n° 8.212/91, não ocorre cerceamento de defesas em sendo observado o contraditório e ampla defesa na forma do devido processo legal As declarações da empresa nas Guias de Recolhimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social GFIP’s constituem débito confessado. Não compete à instância administrativa a apreciação da constitucionalidade de normas legais, conforme dispositivos constitucionais. Devidamente fundamentada na legislação é pertinente a exigibilidade dos valores referentes ao Sat, Salário Educação, Incra, Senai, Sesi e Sebrae. A Súmula nº 4 do Conselho Administrativo Fiscal CARF pacificou que: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Autuação lavrada por ofensa à legislação vigente capitulada no artigo 35 da Lei 8.212, há que se submeter ao preceituado sob o novo comando expresso na redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. O artigo 106, II, “c” , do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 17546.000805/2007-73
anomes_publicacao_s : 201108
conteudo_id_s : 4891232
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.726
nome_arquivo_s : 2403000726_17546000805200773_201108.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : IVANCIR JÚLIO DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 17546000805200773_4891232.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a multa mais benéfica para o contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
id : 4744692
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:52 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011269840896
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2429; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 157 1 156 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 17546.000805/200773 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.726 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 25 de agosto de 2011 Matéria LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente FERDAL IND. E COM. METALÚRGICA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/04/2005 a 30/11/2006 PREVIDENCIÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. DÉBITO CONFESSADO NAS GUIAS DE RECOLHIMENTOS DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO E INFORMAÇÃO À PREVIDÊNCIA SOCIALGFIP’S.CONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS LEGAIS. SAT. SALÁRIO EDUCAÇÃO. INCRA. SESI, SENAI, SEBRAE. TAXA SELIC. MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE MAIS BENIGNA. MULTA MAIS BENÉFICA Devidamente descrito o fato gerador do lançamento, conforme o art. 142 do Código Tributário Nacional CTN e o art. 37 da Lei n° 8.212/91, não ocorre cerceamento de defesas em sendo observado o contraditório e ampla defesa na forma do devido processo legal As declarações da empresa nas Guias de Recolhimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social GFIP’s constituem débito confessado. Não compete à instância administrativa a apreciação da constitucionalidade de normas legais, conforme dispositivos constitucionais. Devidamente fundamentada na legislação é pertinente a exigibilidade dos valores referentes ao Sat, Salário Educação, Incra, Senai, Sesi e Sebrae. A Súmula nº 4 do Conselho Administrativo Fiscal CARF pacificou que: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Autuação lavrada por ofensa à legislação vigente capitulada no artigo 35 da Lei 8.212, há que se submeter ao preceituado sob o novo comando expresso na redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009. Fl. 181DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 O artigo 106, II, “c” , do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a multa mais benéfica para o contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Ivacir Júlio de Souza Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000805/200773 Acórdão n.º 2403000.726 S2C4T3 Fl. 158 3 Relatório Tratase de crédito lançado pela fiscalização contra a empresa acima identificada, que, de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 39/40, se refere às contribuições à cargo da empresa destinadas à Seguridade Social na qualidade de empregador, contribuições para financiamento dos benefícios concedidos em razão da incapacidade laborativa, e destinadas às Entidades e Fundos (Terceiros), incidentes sobre a remuneração de segurados empregados, e contribuições incidentes sobre valores pagos a segurado contribuinte individual a título de pro labore, verificadas nas folhas de pagamento e GFIP's, no montante de R$200.142,84 (Duzentos mil, cento e quarenta e dois reais, e oitenta e quatro centavos), consolidado em 26/02/07, com base nos dispositivos legais descritos no anexo FLD Fundamentos Legais do Débito integrante do processo (fls. 32/34). DA IMPUGNAÇÃO O contribuinte contestou o lançamento através do instrumento de fls. 43/82, descrevendo sucintamente os fatos, requerendo a anulação da notificação e alegando em síntese o seguinte: Preliminarmente afirma que as autoridades pretendem transformar a Notificação de lançamento "em uma espécie de auto de infração e imposição de multa", e como a Constituição assegura a todos a ampla defesa, a autuação sem a prévia anuência do acusado é absolutamente nula, pois o fiscal pode propor, mas não impor multa. Argumenta que no Relatório Fiscal anexo à NFLD o auditor fiscal "reconhece que efetuou a apuração dos valores por 'aferição'. A autuação estabeleceu "indícios da ocorrência dos fatos presumidos", restando impraticável "presumir a omissão do recolhimento". Ocorreu o cerceamento de defesa da impugnante, pois: deve ser dada ciência dos dispositivos legais que embasaram a "notificação da autuação", e não apresentar rol de todos os dispositivos legais aplicáveis a qualquer hipótese de infração; o contribuinte deve ser instado a prestar esclarecimentos; não houve oportunidade da contraprova; logo, o ônus da prova é todo da impugnada. Diante do exposto, requer seja declarada nula a autuação, liberandose a impugnante dos encargos, exigências e penas que sobrecarregam a autuação. Continua afirmando que "os referidos trabalhadores jamais foram empregados da empresa, esporadicamente, estes profissionais prestam serviços como autônomos...", prestam serviços eventualmente, e não têm relação de subordinação com a impugnante. Exigese na NFLD recolhimento da contribuição ao INSS sobre os valores pagos a empregados. Ocorre que os pagamentos são indevidos, pois a empresa contrata trabalhadores temporários e avulsos para trabalharem exclusivamente na limpeza da empresa e na recepção. Desta forma está caracterizada a relação de trabalho eventual, não havendo que se falar em transformálos em empregados da empresa, nem em pagamento da contribuição ao INSS sobre os valores pagos às mesmas. Além disso, "a impugnante é sociedade comercial, na forma de seus inclusos atos constitutivos, sendo que no exercício de suas atividades contrata cooperativas de trabalho, para prestação de serviços diversos", sendo que pela Lei n° 8.212/91, Fl. 183DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 alterada pela Lei n° 9.876/99, a impugnante está sujeita ao recolhimento da contribuição relativamente a serviços prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. Entretanto, alega que essa contribuição foi instituída contrariando o art. 146, III, "c" da Constituição Federal, que exige lei complementar para o tratamento tributário do ato cooperativo. É igualmente inconstitucional a cobrança do Sat, a partir de parâmetros quantitativos estabelecidos não pela lei, mas pela administração, discricionariamente, mediante decretos, ferindo ainda, além do princípio da legalidade, pois não é a lei que define o conceito de atividade preponderante e que delimita os três graus de risco, os princípios da igualdade tributária, da capacidade contributiva e da segurança jurídica. Assim, a contribuição ao Sat não pode ser cobrada até que advenha lei competente definindo todos os seus conceitos, o mesmo ocorrendo com o Salário Educação. Ao final a impugnante cita jurisprudência para embasar seus argumentos. Argumenta também em desfavor do Salário Educação, afirmando que as normas que disciplinaram os aspectos da hipótese de incidência da exação (Decretolei n° 1.422/75 e Decreto n° 87.043/82) não foram recepcionadas pela Carta de 1988, além de confrontarem a EC n° 1 de 1969, materializando assim a inconstitucionalidade originária de sua exigência. Enfim complementa que por utilizar a mesma base de cálculo da contribuição sobre a folha de salários prevista no art. 195, I da CF/88, o Decretolei n° 1.422/75 mais uma vez tornouse incompatível com a Constituição vigente. Por outro lado, a exigência da contribuição ao Ima das empresas vinculadas à Previdência urbana é manifestamente inconstitucional, pois a impugnante não possui liame de fato ou de direito a esta contribuição. De acordo com entendimento do STJ, impõese a exclusão da referida contribuição da presente NFLD, pois manifestamente ilegal. As Ordens de Serviço expedidas pelo INSS exigindo das empresas prestadoras de serviços o recolhimento de contribuições ao Sesi, Senai e Sebrae são inconstitucionais e ilegais por estarem criando outro contribuinte além do estabelecido pela legislação das empresas comerciais. "Desta forma, a recorrente não é contribuinte das Contribuições ao SESI, SENAI E SEBRAE, sendo a exigência destes tributos INCONSTITUCIONAL e ILEGAL..." Afirma mais adiante: "Além disto, por serem empresas prestadoras de serviço pela natureza de OBRIGAÇÃO DE FAZER de suas atividades é evidente que não possuirão caráter comercial a permitir a tributação a que esta ação visa afastar (...) Assim, a autora por não ser empresa comercial, não poderá ser considerada estabelecimento comercial para fins de tributação das Contribuições do SESI, SENAI E SEBRAE". Afirma que não merece prevalecer a exigência das contribuições ao Sesi, Senai e Sebrae para as empresas prestadoras de serviço, por não serem beneficiadas por elas. A NFLD aplica sobre o débito principal a taxa Selic como sendo juros moratórios, porém este indexador não se presta a tal fim, pois uma taxa criada por circular do Banco Central não pode ser considerada taxa de juros moratórios, mas sim remuneratórios, portanto, ao aplicála a impugnada acabou por tornar o título ilíquido e nulo de pleno direito. Além disso, a cobrança de juros superiores ao estabelecido pelo CTN e pelo art. 192, § 3° da Carta Magna representa aumento de tributo, afrontando o art. 150 da Constituição Federal. Fl. 184DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000805/200773 Acórdão n.º 2403000.726 S2C4T3 Fl. 159 5 Assim, a taxa Selic é ilegal e inconstitucional, devendo os levantamentos da NFLD ser anulados. Por outro lado, a cobrança de multa no percentual do valor da contribuição configura verdadeiro confisco ao patrimônio do contribuinte, o que é expressamente vedado pela Constituição Federal. Como conseqüência de tudo o que foi dito, deve a NFLD ser anulada. DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, às fls.43, a 8ª turma Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas São Paulo ( SP) DRJ/CPS, emitiu acórdão n° 0518.482, em 18/07/2007, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls 116/152, onde reiterou as alegações que fizera em instancia “ad quod ”. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE De acordo com os despacho de fls. 154 e 156, o recurso é tempestivo. Portanto, dele tomo conhecimento. PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA No Recurso a Recorrente não torna a alegar que a Auditora Fiscal autuara por aferição mas reitera que ocorrera cerceamento de defesa com preâmbulo improcedente na medida em que as instruções no Relatório IPC INSTRUÇÕES PARA O CONTRIBUINTE, às fls.02, que lhe foi entregue ao término da Aço Fiscal, e ainda a própria defesa em sede de impugnação e o presente Recurso lhe asseguraram, ab initio, o contraditório e ampla defesa na forma do devido processo legal. Ademais, ainda em sede de impugnação, a Relatora já houvera se manifestado sobre tal questão lembrando à Recorrente que quanto à apresentação de contra provas, a própria impugnação apresentada se prestava para elidir sua alegação de cerceamento de defesa. Desse modo, não procede a alegação de cerceamento de defesa. DO MÉRITO É relevante que se registre que não foi apresentado sede de impugnação tampouco em momento recursal elemento algum na forma de provas materiais que contradissesse o lançamento efetuado. Passou desapercebido pela instância “ad quod” porém a simples leitura do relatório fiscal de fls. 39, tem o condão de fazer ruir por terra todos os argumentos alegados pela recorrente tendo em vista tratarse a Notificação de lançamento de Débito – NFLD em comento de valores representados por débitos que foram confessados em autolançamentos nas Guias de Recolhimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social GFIP’s e não recolhido. É relevante observar que a recorrente não impugna a afirmação de que tais valores foram declarados e não recolhidos. Desse modo, não negando, confirma a confissão. “1. Este relatório é parte integrante da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD de n°. 37.058.0613, de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes: à parte da empresa, ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (GIIL/RAT) e as destinadas aos Terceiros: INCRA, SEBRAE, SALÁRIO EDUCAÇÃO, SENAI e SESI, cujos recolhimentos não foram comprovados pela empresa. Fl. 186DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000805/200773 Acórdão n.º 2403000.726 S2C4T3 Fl. 160 7 2. Constitui fato gerador das contribuições lançadas as remunerações pagas, ou creditadas, aos segurados empregados e contribuinte individual constantes na folha de pagamento elaborada pela empresa e declaradas em GFIP (Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação à Previdência Social). ( ... ) 6. Foram devidamente considerados todos os comprovantes de recolhimento constante em nosso Sistema Informatizado, os quais encontramse relacionados no Relatório de Documentos Apresentados — RDA e apropriados de acordo com o Relatório de Apropriação de Documento — RADA, ambos em anexo, e as deduções permitidas por lei (salário maternidade). 7. Os elementos examinados que serviram de base para o lançamento do crédito, foram as Folhas de Pagamento, as Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informação a Previdência Social — GFIP e as Guias de Recolhimento a Previdência Social — GPS. ”( grifei) Demais alegações foram enfrentadas em primeira instância como abaixo reproduzidas : “Quanto à alegação de que os trabalhadores "jamais foram empregados da empresa", sendo eventuais, temporários e avulsos, como já visto, a notificação está baseada nos documentos apresentados pela empresa durante a fiscalização, quais sejam, suas folhas de pagamento de empregados e pro labore, e GFIP's. Logo, os argumentos em questão não encontram respaldo na documentação confeccionada pela própria empresa. E quanto à afirmação de que é sociedade comercial e que contrata cooperativas de trabalho, primeiro não se trata de sociedade comercial, pois de acordo com o próprio contrato social anexado na impugnação a atividade econômica da empresa é a metalurgia e a industrialização de máquinas; e quanto a dizer que contrata cooperativas de trabalho e que a contribuição desse tipo é inconstitucional, como também já verificado, o lançamento foi embasado nas folhas de pagamento da empresa, portanto essa discussão tornase inócua. Quanto à discussão a cerca da inconstitucionalidade da cobrança do Sat, por força do disposto no art. 102, I, "a", da Constituição Federal vigente, é competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente, ação direta de inconstitucionalidade de lei, motivo pelo qual tornase inadequada a postulação de matéria desta natureza na esfera administrativa. Assim sendo, a lei cuja invalidade ou inconstitucionalidade não tenha sido declarada, surtirá efeitos enquanto vigente e será obrigatoriamente cumprida pela fiscalização, por força do ato administrativo vinculado. Entende, entretanto, a impugnante, que a Lei não definiu nem conceituou as expressões "leve", "médio" ou "grave", e que a Fl. 187DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 fixação de parâmetros de classificação de grau de risco para fins de definição da alíquota aplicável deveria ter sido objeto da vontade do legislador e não do Poder Executivo. Nesse respeito, argumenta que o princípio da tipicidade tributária (estrita legalidade tributária) foi claramente violado, pois somente através de lei poderia ser estabelecido um dos critérios componentes da norma jurídica tributária. Analisando o mérito, vemos que a exigibilidade de contribuições sociais para o financiamento do benefício concedido em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, incidentes sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos, está expressamente prevista no art. 22, inciso II, da Lei n° 8.212/91, na redação outorgada pela Lei n° 9.732, de 11.12.98, que em nada conflita com o contemplado na Lei Soberana, art. 70, inciso XXVIII, conforme transcrito abaixo: Art. 70 São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem a melhoria de sua condição social: (.) XXVIII — seguro contra acidentes do trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa. O inciso II, do art. 22, da Lei n° 8.212/91, na redação dada pela Lei n° 9.732, de 11/12/98 c/c art. 202, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, dispõe que a contribuição da empresa, para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, incidente sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos, corresponde à aplicação dos percentuais: a) = 1%, b) = 2% e c) = 3%, em cuja atividade preponderante da empresa, o risco de acidente do trabalho seja considerado, respectivamente, leve, médio ou grave. E o parágrafo 3° do art. 202 do Regulamento assevera: "Considerase preponderante a atividade que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos", sendo que o enquadramento no correspondente grau de risco é de responsabilidade da empresa e será feito mensalmente, cabendo ao INSS rever o auto enquadramento em qualquer tempo (§ 4°) e, verificado erro no autoenquadramento, o INSS adotará as medidas necessárias à sua correção, orientando o responsável pela empresa em caso de recolhimento indevido, e procedendo à notificação dos valores devidos (§ 5°). A Lei n° 8.212/91 fixou o percentual para cada grau de risco, ficando a cargo do Regulamento o enquadramento de cada empresa naqueles graus. O Regulamento não extrapolou a Lei, ao contrário, ao fixar os graus de riscos de acordo com a atividade preponderante da empresa, está apenas e tão somente Fl. 188DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000805/200773 Acórdão n.º 2403000.726 S2C4T3 Fl. 161 9 dandolhe concreção, já que a lei é abstrata e genérica, não podendo relacionar desde já a atividade de cada empresa, mencionando se é de risco leve, médio ou grave. O Regulamento, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, não criou, modificou, ou aumentou a contribuição que ora se discute, mas apenas explicitou o conteúdo do art. 22, da Lei n° 8.212/91, restringindose ao alcance e ao conteúdo da Lei que lhe deu origem, em conseqüência a contribuição em exame, criada por Lei, atende ao princípio constitucional da legalidade. Portanto, ao contrário do entendimento da Impugnante, nenhum vicio há na cobrança das contribuições destinadas ao Sat, cujas alíquotas são de 1%, 2% ou 3%, vez que previstos legalmente todos os elementos imprescindíveis do tributo: a hipótese de incidência, o fato gerador e a alíquota, nos moldes do art. 97, III e IV do CTN. Por outro lado, em que pese o extenso discurso em desfavor da cobrança do Salário Educação, como já foi dito, não cabe na fase em curso esse tipo de discussão, conforme dispõe o art. 20 da Portaria n° 520, de 19/05/04, c/c o art. 48 da Lei n° 11.457, de 16/03/07, e sua fundamentação está descrita no anexo Fundamentos Legais do Débito — FLD. Cumpre dizer, no entanto, que a questão relacionada com a legitimidade da sua cobrança não desperta mais nenhuma dúvida, eis que o Supremo Tribunal Federal recentemente sumulou a matéria, deixando claro que a contribuição para o Salário Educação é constitucional tanto sob a égide da Constituição da República de 1988, quanto sob a égide da Constituição anterior. Súmula n° 732 STF Decisão: 26/11/2003 Publicação: 09/12/2003 É constitucional a cobrança da contribuição do salárioeducação, seja sob a Carta de 1969, seja sob a Constituição Federal de 1988, e no regime da Lei 9.424/96. Portanto, claro está que desde o seu nascimento até hoje, qualquer que tenha sido o ato normativo que o disciplinou, o Salário Educação sempre foi constitucional, razão pela qual são improcedentes os argumentos sobre a sua inconstitucionalidade. Quanto à discussão sobre a contribuição ao Incra, ela tem por base a Lei Complementar n° 11, de 25/05/71, art. 15, II e o Decretolei n° 1.146, de 31/12/70, art. 1°, I, item 2, e arts. 3° e 4°. Esta contribuição sempre incidiu, desde a sua criação, sobre a folha de salários de todos os empregadores, e isto contraria a tese de que a empresa urbana não estaria obrigada a contribuir para o Ima. Além disso, a legislação não estabeleceu que as empresas que não possuam empregados vinculados à Previdência Social Rural não possam contribuir para esta. Devese observar igualmente que o sistema rural foi extinto quando entrou em vigor a Lei n° 8.212, de 24/07/91, que estabeleceu o Plano de Custeio da Seguridade Social, unificando os sistemas previdenciários rural e urbano. Enfim, a Fl. 189DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 jurisprudência já vem firmando posicionamento de que as contribuições destinadas ao Incra e ao extinto Funrural não se vinculam ao fato de o empregador exercer ou não atividade rural, como se observa dos julgados a seguir: RESP 173588 / DF; RECURSO ESPECIAL DJ DATA:21/09/1998 PG:00095 Relator Min. GARCIA VIEIRA Ementa: FUNRURAL EMPRESAS URBANAS PRORURAL FONTE DE CUSTEIO — CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA. Todas as empresas, urbanas ou rurais, estão obrigadas a recolher anualmente as contribuições de 2,4% para o INSS e 0,2% para o INCRA, sobre o valor de sua folha de pagamento. Somente a contribuição de 2,4% foi destinada ao FUNRURAL e é fonte de custeio do PRORURAL. A contribuição de 0,2% do INCRA nunca foi fonte de custeio do PRORURAL, e o art. 3°, ,¢ 1° da Lei n° 7787/89 não a suprimiu.RESP 165075 /SP ; RECURSO ESPECIAL1998/00130357 DJ DATA:02/08/1999 PG:00144 Relator Min. DEMÓCRITO REINALDO (1095) Ementa : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (ART. 195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL) DESTINADA A FINANCIAR O INCRA E O FUNRURAL .NATUREZA UNIVERSAL DA CONTRIBUIÇÃO QUE DEVE SER SUPORTADA, TAMBÉM, PELAS EMPRESAS URBANAS. Complementando o que já foi dito, podese citar o parecer da Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência Social, aprovado pelo Ministro Reinhold Stephanes, em 19 de janeiro de 1998 (Parecer/JC/N° 1.113/98), que esclareceu o assunto: PARECER/JC/N° 1113/98 INTERESSADO: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SENAI ASSUNTO: Contribuições destinadas ao INCRA e FUNRURAL. EMENTA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO PREVIDENCIÁRIO. Por força da Lei n°2.613, de 23 de setembro de 1955, todos os empregadores são obrigados a contribuírem para o INCRA e FUNRURAL, sobre a folha de salários. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SENAI solicita junto ao Exmo Sr. Ministro desta Pasta, um posicionamento definitivo deste Ministério no sentido de ser reconhecida a sua isenção, no tocante às contribuições destinadas ao INCRA e ao FUNRURAL. (.) Verificase, portanto, que a referida Lei Complementar n° 11/71, não alterou a base de cálculo das contribuições devidas pelas Fl. 190DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000805/200773 Acórdão n.º 2403000.726 S2C4T3 Fl. 162 11 empresas em geral ao INCRA e ao FUNRURAL. Apenas elevou a alíquota para o FUNRURAL, que passou de 0,2% (dois décimos por cento) para 2,4% (dois inteiros e quatro décimos por cento), continuando os 0,2% (dois décimos por cento) devidos ao INCRA oss artigos 6°, caput, e 7° da Lei n° 2.613, de 1955, e respectivas alterações, mantiveramse da mesma forma, ou seja, o INCRA continua merecedor de tais contribuições. Fica, pois, evidente a obrigação do recolhimento do adicional de 0,2% (dois décimos por cento) ao INCRA, restando demonstrado pela legislação acima indicada que o adicional de 0,2% (dois décimos por cento) desde a Lei n° 2.613/55 foi devido ao INCRA, por todas as empresas em geral. Todavia, sobre o percentual destinado ao FUNRURAL, sua incidência resta prejudicada, uma vez que o sistema rural foi extinto quando entrou em vigor a Lei n°8.212, de 24 de julho de 1991, que estabeleceu o plano de custeio da seguridade social, de acordo com os princípios de equivalência e uniformidade e demais diretrizes fixadas pela Constituição Federal de 1988, unificando os sistemas previdenciários urbano e rural. Ante todo o historiado, observase que as contribuições destinadas ao INCRA e ao FUNRURAL sempre estiveram juntas. Contudo, não obstante todo seu companheirismo, releva salientar que o caráter jurídico que possuem são bem distintos, em razão do final a que cada uma se destina. O FUNRURAL, quando de sua existência, era destinado à Previdência Social Rural. Atualmente, o sistema previdenciário está unificado. Já a contribuição para o INCRA não possui natureza previdenciária, posto que seu destino visa a manutenção da Autarquia, e esta, por sua vez,executa uma atividade social, qual seja a reforma agrária. (..) CONCLUSÃO 29. Ante todo o acima exposto, concluise que o SENAI, na qualidade de empregador urbano, é obrigado a recolher a contribuição destinada ao INCRA e ao extinto FUNRURAL, este, até o advento da Lei n° 8.212, de 1991, visto que, essa contribuição em questão, não se vincula ao fato de o empregador exercer ou não atividade rural. (..) Enfim, impõese a conclusão da legalidade da cobrança da contribuição efetuada ao Incra, conforme a Lei Complementar n° 11, de 25/05/71, art. 15, II, o Decretolei n° 1.146, de 31/12/70, art. 1°, I, item 2, e arts. 3° e 40, e o art. 94 da Lei n° 8.212/91, dispositivos descritos no anexo Fundamentos Legais do Débito — FLD, cobrança essa respaldada pela jurisprudência dos Tribunais. Fl. 191DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 Com relação às contribuições ao Sesi, Senai e Sebrae não serem devidas pelas empresas prestadoras de serviço, como já visto anteriormente, a impugnante não é prestadora de serviço, e sim indústria, devendo, portanto, ser contribuinte do Sesi, Senai e Sebrae, entidades relacionadas à indústria e não ao comércio como citado na impugnação. Ratificando o seu enquadramento, basta observar o FPAS da empresa, que é o 5070, correspondente a indústrias, bem como o seu CNAE: 29696, relacionado a fabricação de máquinas. A fundamentação legal para a cobrança destas contribuições está devidamente descrita no anexo Fundamentos Legais do Débito — FLD. Enfim, quanto à alegação de inconstitucionalidade e ilegalidade dessas exações, não há que se discutir esses argumentos aqui pelas razões já amplamente divulgadas anteriormente. Quanto aos juros, o art. 34 e parágrafo único, da Lei n° 8.212/91, na redação da Lei n° 9.528/97, estabelece que as contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS pagas com atraso estão sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, e o percentual dos juros moratórios relativos aos meses de vencimentos ou pagamentos das contribuições corresponderá a um por cento. Por outro lado, as contribuições previdenciárias, por terem legislação especifica para regêlas, estão submetidas aos ditames da Lei n° 8.212/91, e conseqüentemente à taxa nela determinada. Portanto, correta a aplicação da taxa de juros, com base na legislação pertinente. E quanto à jurisprudência, existem decisões contrárias à tese da defendente, que demonstram que o entendimento a respeito da SELIC não está pacificado, como podemos verificar através do julgado a seguir: EXECUÇÃO FISCAL. CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA: VÍCIOS INEXISTENTES. TAXA SELIC: INCIDÊNCIA. ACRÉSCIMO DE 20% DO DL 1.025/69: EXIGIBILIDADE. 2 A Taxa Selic tem incidência sobre os créditos fiscais por força de lei, e não importa em qualquer afronta ao art. 192, sç 3 0, da Constituição, seja porque sua eficácia depende de regulamentação, conforme reiteradamente afirmado pelo E. Supremo Tribunal Federal, seja porque dirigese ele ao mercado financeiro, dizendo respeito à concessão de crédito, e não às obrigações fiscais. (.) (APELAÇÃO CÍVEL N° 1999.04.01.1031276/SC Quarta Turma do Fl. 192DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000805/200773 Acórdão n.º 2403000.726 S2C4T3 Fl. 163 13 TRF da 4' Região, Relator: JUIZ ANTÔNIO ALBINO RAMOS DE OLIVEIRA 05/12/200, DJ2 n° 56E, 21.03.2001, p.429) (sem grifo no original) 0110 Como se vê, a taxa de juros Selic decorreu de determinação legal, não se impondo a nulidade da NFLD em razão da sua aplicação como requer a impugnante. Finalmente, com relação à argumentação de que a multa cobrada atinge o valor da contribuição, essa afirmação não condiz com a realidade, pois mesmo ao final da fase administrativa ela não ultrapassa cinqüenta por cento do valor do débito. De qualquer forma, a multa aplicada na presente Notificação Fiscal está corretamente embasada no art. 35, da Lei n° 8.212/91, tendo caráter irrelevável, e face à vinculação legal dos atos administrativos a alegação do seu caráter confiscatório tornase inócua. Voto, portanto, pela procedência do lançamento.” O voto acima reprisado em parte, além de garantir que foram enfrentadas as impugnações, tem meu total apreço na medida em que noutros julgados me manifestei de forma semelhante em que, preservada a essência, neguei provimento ao recurso. Assim, entendo ser despiciendo enfrentar de novo as alegações apenas para concordar com a instância “ad quod mediante argumentos diferentes de mesmo teor. Ocorre, entretanto, que a questão da multa de mora cabe ser revista. DA MULTA DE MORA De acordo com o Relatório denominado ACRÉSCIMOS LEGAIS – MULTA de fls. 33, a empresa foi autuada com fundamento na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 35,I, II e III (com a redação pela Lei n. 9.876, de 26.11.99), então, naqueles termos foi definido o cálculo do valor da multa moratória. Entretanto o artigo supra foi alterado pela Lei 11.941/2009, estabelecendo que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. “Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de Fl. 193DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 dezembro de 1996 (Redação dada pela Lei 11.491, 2009)”(grifos do relator) Lei 9.430/96: “ Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998)” MULTA MAIS BENÉFICA O artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Assim, Impõese, portanto, o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 para determinação e prevalência da multa mais benéfica. “ Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.” Desse modo, pelo exposto, é pertinente o recálculo da multa. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 17546.000805/200773 Acórdão n.º 2403000.726 S2C4T3 Fl. 164 15 CONCLUSÃO Conheço do Recurso para, no MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL determinando o recálculo da multa de mora de acordo com a redação do artigo 35 da Lei 8.212/91, dada pela Lei 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, fazendo prevalecer a multa mais benéfica para o contribuinte. Ivacir Júlio de Souza Fl. 195DF CARF MF Impresso em 06/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/01/2012 por MARIA MADALENA SILVA, Assinado digitalmente em 12/01/2012 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10384.001149/2003-53
Data da sessão: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1805.000.002
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
Matéria: IRPJ - restituição e compensação
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPJ - restituição e compensação
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 200905
dt_publicacao_tdt : Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
numero_processo_s : 10384.001149/2003-53
anomes_publicacao_s : 200905
conteudo_id_s : 5672460
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 30 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1805.000.002
nome_arquivo_s : 180500002_10384001149200353_200905.PDF
ano_publicacao_s : 2009
nome_relator_s : JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
nome_arquivo_pdf_s : 10384001149200353_5672460.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado
dt_sessao_tdt : Thu May 28 00:00:00 UTC 2009
id : 4629249
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:48 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011286618112
conteudo_txt : Metadados => date: 2011-04-06T15:35:36Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 5; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2011-04-06T15:35:36Z; Last-Modified: 2011-04-06T15:35:36Z; dcterms:modified: 2011-04-06T15:35:36Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:374e0ae4-6df1-4387-860d-2ce0d6aac198; Last-Save-Date: 2011-04-06T15:35:36Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2011-04-06T15:35:36Z; meta:save-date: 2011-04-06T15:35:36Z; pdf:encrypted: false; modified: 2011-04-06T15:35:36Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2011-04-06T15:35:36Z; created: 2011-04-06T15:35:36Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2011-04-06T15:35:36Z; pdf:charsPerPage: 817; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2011-04-06T15:35:36Z | Conteúdo => residente de Oliveira Ferraz Correa - Relator S1-TE05 Fl. 1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 10384.001149/2003-53 Recurso n° 160.469 Resolução n° 1805-00.002 — 5' Turma Especial Data 28 de maio de 2009 Assunto Solicitação de Diligencia Recorrente IPEC INDÚSTRIA DE PREMOLDADOS E CONSTRUÇÕES LTDA Recorrida 3a. ,TURMA/DR.T-FORTALEZA/CE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligencia, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. EDITADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nelson Losso Filho, João Francisco Bianco, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior. Processo n° 10384.001149/2003-53 S1 -TE05 Reso1uc5o n.° 1805-00.002 Fl. 2 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza/CE, que considerou parcialmente procedente o auto de infração relativo A multa isolada por falta de recolhimento de estimativas do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica — IRPJ em vários meses de 2002 (fls. 289 a 292). Este auto de infração foi lavrado em substituição ao de fls. 05 a 09, após a realização de diligência solicitada pela DRJ. Juntamente com o segundo lançamento de multa isolada por falta de estimativas, e em razão das novas constatações fiscais, também foi lavrado auto de infração referente ao IRPJ anual, apurado em 31/12/2002 (fls. 296 a 299). Para se ter uma visa() completa do processo, reproduzo a seguir o relatório constante da referida decisão recorrida, Acórdão n° 08-10.779, As fls. 417 a 428: "Contra o sujeito passivo de que trata o presente processo foi lavrado o auto de infração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica - IRPJ, fls. 05/09, no valor total R$ 22.777,83 (multa exigida isoladamente). 2.De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 06/07, foi apurada a seguinte infração. 2.1.Multas Isoladas — Diferença apurada entre o valor escriturado e o declarado/pago — IRPJ/Estimativa (Veriflcações Obrigatórias). 2.1.1. Tendo em vista que o contribuinte, optante pelo Lucro Real anual, não levantou balanços/balancetes de redução/suspensão e não efetuou integralmente os pagamentos/compensações do IRPJ mensalmente, foram constadas divergências, durante o procedimento de verificações obrigatórias entre os valores declarados e os valores escriturados, gerando falta de pagamento do imposto, incidente sobre a base de cálculo estimada em função da receita bruta e acréscimos e/ou balanços de suspensão ou redução, conforme Papéis de Trabalho as fls. 11/12 e documentos ãs fls. 13/93. 2.1.2. Enquadramento Legal: arts. 222, 841, incisos III e IV, 843 e 957, parágrafo único, do Regulamento do Imposto de Renda, Decreto n° 3.000/99 — RIR/99. 3.Inconformado com a exigência, da qual tomou ciência em 14/05/2003, fls. 95, apresentou o contribuinte impugnação em 04/06/2003, fls. 99/101, contrapondo-se ao lançamento com base nos argumentos, a seguir, sintetizados. - Consta na fls. 11 do processo, o Demonstrativo da Composição da Base de Cálculo, elaborado pela fiscalização, onde foi apurada a suposta falta de recolhimento mensal por estimativa. No tocante a este demonstrativo, queremos informar que não houve falta de recolhimento referente aos fatos geradores no ano calendário de 2002. Na verdade, a fiscaliza cão não considerou no mencionado demonstrativo, a redução na base de cálculo, para efeito do recolhimento mensal por estimativa, a redução de 75% na fabricação de caixas d'água, concedido através da Portaria DAI/ITE 0019/2001, concedido pela antiga SUDENE, conforme cópia em anexo. Processo n° 10384.001149/2003-53 SI-TE05 Resolução n.° 1805-00.002 Fl. 3 - Neste sentido, estamos anexando Demonstrativo dos Valores referente aos Produtos Sujeitos a redução de 75%, na forma estabelecida da Portaria SUDENE DAI/ITE, datada de 05/03/2001, através das planilhas acostas a presente. - Após a inclusão no Demonstrativo da Composição da Base de Cálculo, elaborado pela fiscaliza cão, apenas o valor tributável de 25% referente a comercialização do produto caixa d'água, não haverá recolhimento a menor referente à estimativa mensal do IRPJ, como pretende a fiscaliza cão da SRF. - Além do mais, o recolhimento mensal por estimativa se reveste, na hipótese, de uma característica de provisoriedade, onde encerrado o ano-calendário é calculado o montante do tributo efetivamente devido, podendo resultar, na declaração de ajuste, recolhimento a maior, por estimativa, no curso do ano-calendário, caso em que o contribuinte tem direito a restituição ou compensação, ou ainda uma diferença de tributo a ser recolhido. - 0 certo é que, no presente caso, o contribuinte embora tivesse recolhido as estimativas com insuficiência, uma vez concluído o período anual de incidência do imposto, restou confirmado que os recolhimentos efetuados mensalmente, no curso do ano-calendário, superaram, largamente, o montante da IRPJ efetivamente devido. - A propósito dos novéis litígios fiscais envolvendo os recolhimentos mensais por estimativa, após encerrado o ano-calendário, a jurisprudência administrativa vem se firmando no sentido da improcedência dos lançamentos efetuados após encerrado o ano- calendário, para exigência do imposto do IRPJ, que embora de recolhimento mensal, deixou de ser efetuado, em situações em que se apurou a exemplo, o recolhimento a menor ou insuficiência de recolhimentos de estimativas mensais multa isolada. Nesse sentido, a defesa transcreve as fls. 101 ementa do Acórdão n° 10320.572, de 19/04/2001 do Conselho de Contribuintes. - Isto exposto e com base no Decreto n° 70.235/72, com as alterações introduzidas pelas Leis nos 8.748/93 e 9.532/97, vem a impugnante requerer o Cancelamento do Auto de Infração, em virtude da fiscalização não considerar na base de cálculo do IRPJ por estimativa mensal, a redução de 75% referente ao produto caixa d'água, na forma concedida pela SUDENE, através da Portaria DAFITE n° 0019/2001 por ser uma questão de justiça. 4.Ao apreciar a matéria, esta instância julgadora decidiu pela conversão do julgamento em diligência para que fosse verificada a autenticidade dos documentos anexados pela defesa, relativos a fabricação de caixas d'água, cuja atividade goza de incentivo fiscal concedido através da Portaria DANTE 0019/2001, fls. 102/103. 5. Conforme Termo de Encerramento de Diligência, fls. 283/284, foram verificados os seguintes fatos, em decorrência dos exames efetuados: 5.1. 0 contribuinte fez constar na DCTF 1° Trimestre/2002, o débito R$ 1.371,52, referente ao período de apuração 01/2002 de Contribuição Social Estimativa, indicando sua compensação com Processo n° 10384.001149/2003-53 S1-TE05 Resolução n.° 1805-00.002 Fl. 4 Ressarcimento de IPI, Processo 10.284.000285/200164. Ao consultar o extrato deste processo, cópia anexa fls. 270/273, verificamos que não consta compensação de débitos de Contribuição Social Estimativa do período de apuração 01/2002. Mais ainda, encontramos apenas compensação referente ao período de apuração 12/2002, no valor de R$ 4.572,43, processo 10384.000297/200351. Constatamos que o pagamento referente ao Período de Apuração 09/2002, no valor de R$2.507,95, Contribuição Social Estimativa Mensal, foi realizado. 5.2. Refizemos a base de cálculo do IRPJ estimativa no ano-calendário 2002, recalculando o IRPJ estimativa e a multa pertinente de 75%, referente its diferenças encontradas, que se encontram demonstradas na planilha ás fls. 294. Consideramos o coeficiente de 8% para a da base de cálculo do IRPJ estimativa referente a receita de serviços, por se tratar de atividade de construção civil, com emprego de materiais, nos termos do ADN 6/97. As compensações de imposto de renda estimativa mensal informadas em DCTF, cópia ás fls. 275/281, no processo 10284.000285/200164, não foram comprovadas, conforme extrato referido processo. Foi comprovada a compensação do período de apuração 12/2002, processo 10384.000297/200351, doc. anexo as fls. 274. Consideramos o pagamento de imposto de renda estimativa mensal no valor de R$ 2.694,85, tela SIEF as fls. 280, compensando os saldos com os débitos dos períodos de apuração 10/2002 e 11/2002. 5.3. Tendo em vista que a não comprovação de compensações informadas pelo contribuinte ensejou o surgimento de créditos tributários novos de CSLL e IRPJ, procedemos a elaboração dos auto de infração pertinentes as multas por falta de pagamento das estimativas mensais de CSLL e IRPJ, substituindo os autos de infração originais constantes dos processos acima ventilados, salientando que foi elaborado auto de infração para lançar saldo de IRPJ, ano- calendário 2002. Foi elaborado Termo Complementar ao Auto de Infra cão, e reaberto o prazo para contestação do contribuinte. 6.0s novos autos de infração lavrados foram os seguintes: 6.1.Auto de infração complementar, relativo a Multa exigida isoladamente, no valor de R$ 4.147,80. Conforme consta no Termo Complementar ao Auto de Infração, fls. 287, referido lançamento substitui o auto de infração ás fls. 04/10 do presente processo. 6.2.Imposto de Renda Pessoa Jurídica, fls. 296/299, no valor total de R$ 22.218,69, incluindo encargos legais. 7. Cientificado das novas exigências, o contribuinte apresentou nova impugnação, fls. 311/315, contrapondo-se aos lançamentos com base nos argumentos a seguir sintetizados. 7.1.A defesa apresenta, inicialmente, quadros indicando os valores apurados e informados na DIPJ e nas DCTF's,fls. 312/313. 7.2.Por outro lado, a alegação utilizada pela Autoridade Fiscal para efetuar a cobrança da multa isolada foi a de que o contribuinte procedeu compensações do IRPJ Estimativa no período, através dos processos /es 10384.001149/200353 e 10384.000285/200164, não Processo n° 10384.001149/2003-53 S1-TE05 Resolução n.° 1805-00.002 Fl. 5 foram comprovadas por ocasião da Diligência determinada pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Fortaleza CE. 7.3. Quanto as compensações efetuadas, esclarece o contribuinte que, na realidade o pagamento do IRPJ Estimativa no período de janeiro a dezembro de 2002 foi devidamente compensado, só que através do processo n° 20440000002622 da Justiça Federal de Teresina Piaui da 5" Vara e do Processo Administrativo n° 10384.452154/200410, referente it inclusão no PAES, conforme extrato anexado a presente. 7.4.Informa que durante a diligência foi intimado a apresentar cópia do processo judicial n° 20440000002622 referente ao crédito de IPI levantado pela Autuada, mas não foi possível, em virtude, de o mencionado processo encontrar-se em tramitação em Brasilia DF, e não ter chegado a tempo para apresentação a Autoridade Fiscal. 7.5.Esclarece que está apresentando DCTF Retificadora referente ao período de janeiro a dezembro de 2002, com o pagamento do IRPJ Estimativa efetuado através do crédito do IPI requerido pela Autuada junto ao Poder Judiciário e do processo administrativo n° 10384.452154/200410, referente o parcelamento de parte do IRPJ Estimativa no PAES e solicitando a substituição dos processos administrativos n° 10384.000285/200164 e 10384.001150/200388 para o processo judicial no 20440000002622 e para o processo administrativo n° 10384.452154/200410 constante das respectivas DCTF,s apresentadas tempestivamente. 7.6.Melhor dizendo, as compensações dos valores do IRPJ Estimativa referente ao ano-calendário de 2002, foram compensadas através do processo judicial n° 20440000002622 e do Processo Administrativo n° 10384.452154/200410, este último, referente a inclusão de parte do pagamento no PAES. Neste caso, informa que está apresentando as DCTF 's do período com a devida retificação. 7.7. Vale dizer, portanto, que o valor do IRPJ Estimativa referente ao ano-calendário de 2002 foi pago através da compensação do crédito de IPI pleiteado através do processo n°20440000002622, que se encontra tramitando na Justiça Federal de Teresina Piaui na 5" Vara e do processo administrativo do PAES n°10384.452154/200410. 7.8.Diante dos fatos relatados requerer o Cancelamento do Auto de Infração, em virtude do mencionado lançamento não ter mais objeto e por ser uma questão de justiça." Conforme mencionado, a DRJ Fortaleza/CE, em 18/05/2007, ao proferir o Acórdão n° 08-10.779 (fls. 417 a 428), considerou Parcialmente procedente o lançamento, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: "Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRE' Ano-calendário: 2002 RECEITAS DA ATIVIDADE INCENTIVADA. As receitas provenientes de atividade incentivada não compõem a base de cálculo do imposto, na proporção do beneficio a que a pessoa Processo n° 10384.001149/2003-53 SI-TE05 Resolução n.° 1805-00.002 Fl. 6 jurídica, submetida ao regime de tributação com base no lucro real, faz jus. MULTA ISOLADA. ESTIMATIVA MENSAL. 1. Constatado que o contribuinte deixou de efetuar os recolhimentos das estimativas devidas, correta é a exigência da multa isolada sobre a parcela não recolhida. 2. 0 fato de o contribuinte ter confessado os valores devidos por estimativa em declaração de rendimentos ou na DCTF, não afasta a incidência da multa isolada, prevista no art. 957, parágrafo único, inciso IV, do RIR/99. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2002 COMPENSAO:i O. AÇÃO JUDICIAL. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo/contribuição, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. PARCELAMENTO ESPECIAL - PAES. Improcede a parcela do crédito tributário lançado de oficio, quando o contribuinte comprova que, anteriormente a (Nei() fiscal, havia incluído tais valores no parcelamento especial - PAES. APLICAÇÃO RETROATIVA DA MULTA MENOS GRAVOSA. A multa por falta de recolhimento da estimativa mensal, no percentual de 50%, de que trata o artigo 44, II, da Lei n°9.430/96, com redação dada pela Medida Provisória n° 351, de janeiro de 2007, sendo menos gravosa que a vigente ao tempo da ocorrência do fato gerador, aplica- se retroativamente, tendo em vista o disposto no artigo 106, II, "c" do Código Tributário Nacional. Lançamento Procedente em Parte" A Delegacia de Julgamento registrou que a contribuinte, após ter sido cientificada da nova exigência, não mais se manifestou sobre o erro inicial na apuração da base de cálculo, o que demonstrou ter sido superada a discussão relativa a essa matéria. Com relação aos argumentos trazidos na segunda impugnação, a DRJ considerou que a confissão das estimativas em declaração de rendimentos ou DCTF não afasta a incidência da multa isolada. Além disso, foi rejeitada a quitação das estimativas por meio das alegadas compensações decorrentes do processo judicial n° 20440000002622, uma vez que ainda não teria ocorrido o trânsito em julgado para conferir certeza e liquidez aos créditos. Já o argumento de que parte dos débitos referentes As estimativas haviam sido incluidos no parcelamento especial — PAES foi considerado procedente, "haja vista que o Demonstrativo dos Débitos Consolidados do PAES, As fls. 415, indica a inclusão de valores 6 Processo n° 10384.001149/2003-53 S1-TE05 Resolução n.° 1805-00.002 Fl. 7 relativos a períodos compreendidos pela autuação (processo n° 10384.452154/2004-10)". Em razão disso, foram retificados os valores da multa isolada nos meses de junho a agosto de 2002. Por outro lado, a DRJ, considerando que o contribuinte ainda não havia liquidado integralmente o parcelamento em referencia, deixou de promover qualquer ajuste no valor do imposto anual, apurado em 31/12/2002. Esse entendimento se baseou na Solução de Consulta n° 257/2004, da Disit/10a RF, cuja ementa está transcrita na decisão de primeira instância. Finalmente, a DRJ aplicou a retroatividade benigna, para reduzir a multa isolada ao percentual de 50%. Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 01/06/2007 (fl. 435), a contribuinte apresentou em 28/06/2007 o recurso voluntário de fls. 436 a 438, com os seguintes argumentos: - a alegação da Autoridade Julgadora de primeira instância para manter parcialmente a cobrança da multa isolada foi que a contribuinte não poderia proceder a compensação de tributos com créditos oriundos de processo cuja decisão ainda não havia transitado em julgado; - no entanto, a mesma Autoridade Julgadora fez constar em sua decisão, folha 246 dos autos, um demonstrativo referente aos meses de junho, julho e agosto de 2002, reconhecendo a inclusão no PAES de valores muito maiores do que os apurados de oficio pela Autoridade Fiscal em relação a esses períodos (valor apurado de oficio = 4.150,56 e valor incluído no PAES = 12.000,11); - embora ciente da inclusão a maior no PAES, nos meses de junho e julho de 2002, a DRJ se omitiu sobre isso, preferindo cobrar somente os valores a favor do fisco; - o Código Civil estabelece em seu art. 876 "que aquele que recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restituir; obrigações que incumbe àquele que recebe divida condicional antes de cumprida a condição"; - sendo assim, porque a DRJ não utilizou o pagamento a maior nesses meses para guitar os valores que julgou em aberto, que somam apenas a quantia de R$ 2.140,35, enquanto que o valor da inclusão a maior foi de R$ 8.610,06? - restou caracteriza a figura do enriquecimento ilícito por parte do fisco, porque o valor de R$ 8.610,06 foi incluído indevidamente no PAES e está sendo pago pelo contribuinte, caracterizando pagamento sem causa; - em relação aos demais meses, foi publicada em 04/05/2005, nas fls. 74/77 do Diário Oficial da Justiça n° 5393, a sentença no processo n° 2004.40.00.000262-2, com decisão favorável A. contribuinte, conforme cópia de consulta em anexo. Ao final, solicita a recorrente seja julgado improcedente o auto de infração. Este é o Relatório. Processo no 10384.001149/2003-53 81-TE05 Resoluck> n.° 1805-00.002 Fl. 8 Voto Conselheiro Relator, Jose de Oliveira Ferraz Corrêa 0 recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, a controvérsia não envolve apenas a multa isolada por falta de recolhimento das estimativas do ano-calendário de 2002. Vimos que, ao modificar o lançamento referente A. multa isolada por falta de estimativas mensais, a fiscalização acabou apurando débito em aberto para o IRPJ anual. Por esse motivo, também lançou o tributo no ajuste, conforme demonstrativo de fls. 302 e auto de infração de fls. 296 a 299. As questões suscitadas demandam análise sobre três pontos: a inclusão de estimativas no PAES (e seus alegados excedentes), a declaração/confissão de estimativas em DCTF, e a quitação destas Ultimas por compensação. Já foi mencionado que a Delegacia de Julgamento cancelou o lançamento da multa isolada nos meses em que as estimativas haviam sido incluídas no PAES (junho a agosto). Por outro lado, em relação aos outros meses abrangidos na autuação, entendeu a DRJ que a confissão das estimativas em DCTF não deveria afastar a incidência da multa isolada. Nesse contexto, observo que todas as DCTF, originais e retificadoras, as fls. 275/279 e 336/414, indicam "zero" de saldo a pagar, uma vez que os débitos de estimativas foram declarados como quitados por compensação. Assim, em principio, não restariam valores confessados, passíveis de cobrança/execução, o que, a meu ver, viria em reforço à decisão de primeira instância, na parte em que afirmou que a "confissão" das estimativas em DCTF não afasta a multa isolada. Contudo, é importante fazer a ressalva de que, caso a Receita Federal esteja promovendo ou venha promover a cobrança/execução destas estimativas declaradas em DCTF, em decorrência da falta de êxito nas compensações, a situação se assemelha ao PAES, pois o parcelamento não deixa de ser uma confissão de divida, hábil à cobrança/execução. Nesse caso, uma vez admitida a DCTF como instrumento válido para a cobrança ou execução das estimativas mensais, e promovida uma dessas medidas juntamente com a exigência da multa isolada, haveria evidente contradição. Realmente, ou se aplica a multa isolada pela falta de estimativas, e a cobrança de tributo fica restrita ao apurado no final do ano, ou se cobra a estimativa mensal como se esta fosse um tributo normal, que foi confessado ou parcelado. Não vejo possibilidade das duas situações conviverem simultaneamente. Deste modo, entendo necessário que a Delegacia de origem esclareça qual o encaminhamento dado as DCTF, tanto as originais, quanto as retificadas após a fiscalização, Processo n° 10384.001149/2003-53 81-TE05 Resolução n.° 1805-00.002 Fl. 9 onde a contribuinte declara ou "confessa" estimativas nos meses em que está sendo exigida a multa isolada por falta de recolhimento das mesmas. Diante do exposto, voto no sentido de que os presentes autos sejam encaminhados à Delegacia da Receita Federal do Brasil em Teresina/PI, em diligencia, para que aquele órgão preste os esclarecimentos solicitados acima. Sala das Sessões, em 28 de maio de 2009. e de Oliveira Ferraz Corr 8a. 9
score : 1.0
Numero do processo: 12466.000850/94-82
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFICIO.
Confirmado que o veículo em tela atende às especificações do Ato
Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-28.531
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199708
ementa_s : CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFICIO. Confirmado que o veículo em tela atende às especificações do Ato Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
numero_processo_s : 12466.000850/94-82
anomes_publicacao_s : 199708
conteudo_id_s : 4264204
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-28.531
nome_arquivo_s : 30128531_117888_124660008509482_002.PDF
ano_publicacao_s : 1997
nome_relator_s : MOACYR ELOY DE MEDEIROS
nome_arquivo_pdf_s : 124660008509482_4264204.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
id : 4757422
ano_sessao_s : 1997
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:54 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T02:57:19Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T02:57:19Z; Last-Modified: 2009-08-07T02:57:19Z; dcterms:modified: 2009-08-07T02:57:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T02:57:19Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T02:57:19Z; meta:save-date: 2009-08-07T02:57:19Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T02:57:19Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T02:57:19Z; created: 2009-08-07T02:57:19Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2009-08-07T02:57:19Z; pdf:charsPerPage: 1195; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T02:57:19Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N° : 12466-000850/94.82 SESSÃO DE : 29 de agosto de 1997 ACÓRDÃO I‘r : 301-28.531 RECURSO N° : 117.888 RECORRENTE : DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ INTERESSADA : CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFICIO. Confirmado que o veículo em tela atende às especificações do Ato Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 29 de agosto de 1997 MOACYR EL • Lro'lf DEMOS Presiden>:,,,o PROnRADORI:,-Cti. AZEA Cooraenação-Gerd Á 1 .5?:- . :1;ntação nt.a;...,i1:.1 da 1-a7enz.i Em 16 / g 2itcicskta Corks Roris pordes 1 6 SET 1997 Procuradora da Fazenda Nacional Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ISALBERTO ZAVÃO LIMA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO, LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS, MARIA HELENA DE ANDRADE (SUPLENTE), MÁRIO RODRIGUES MORENO e MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE. tmc MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 117.888 ACÓRDÃO N° : 301-28.531 RECORRENTE : DRJ/RIO DE JANEIRO/RJ INTERESSADA : CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX RELATOR(A) : MOACYR ELOY DE MEIDEIROS RELATÓRIO E VOTO Recurso de Oficio. Retorna o presente de diligência solicitada por Resolução n° 301- 1.044, desta Câmara, de acordo com o voto que leio em sessão. Esclarecido pelo Instituto Nacional de Tecnologia - INT, que os veículos alvo do litígio, se enquadram nas especificações previstas no ADN n° 32/93, confirmando portanto, o posicionamento da autoridade julgadora monocrática, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 29 de agosto de 1997 nIeNleeleeeleein- --- MOACYR ELO 0“51~117111r 2 Page 1 _0007300.PDF Page 1
_version_ : 1728990011305492480
score : 1.0
Numero do processo: 10783.004664/94-21
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFÍCIO.
Confirmado que o veiculo em tela atende às especificações do Ato
Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-28.518
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199708
ementa_s : CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFÍCIO. Confirmado que o veiculo em tela atende às especificações do Ato Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
numero_processo_s : 10783.004664/94-21
anomes_publicacao_s : 199708
conteudo_id_s : 4265068
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 30 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-28.518
nome_arquivo_s : 30128518_117939_107830046649421_002.PDF
ano_publicacao_s : 1997
nome_relator_s : MOACYR ELOY DE MEDEIROS
nome_arquivo_pdf_s : 107830046649421_4265068.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
id : 4755816
ano_sessao_s : 1997
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:53 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T02:57:30Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T02:57:30Z; Last-Modified: 2009-08-07T02:57:30Z; dcterms:modified: 2009-08-07T02:57:30Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T02:57:30Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T02:57:30Z; meta:save-date: 2009-08-07T02:57:30Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T02:57:30Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T02:57:30Z; created: 2009-08-07T02:57:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 2; Creation-Date: 2009-08-07T02:57:30Z; pdf:charsPerPage: 1218; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T02:57:30Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 10783.004664/94.21 SESSÃO DE : 29 de agosto de 1997 ACÓRDÃO N° : 301-28.518 RECURSO N° : 117.939 RECORRENTE : DRERIO DE JANEIRO/RJ INTERESSADA : CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFÍCIO. Confirmado que o veiculo em tela atende às especificações do Ato Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 29 de agosto de 1997 MI • • LOY DE MEDEIROS Presidente e Relator PROCURADORIA-GER/1 DA FAZENC A NACIONAL Coordenação-Garai ia Papruntnão ExtrajudIal da Fazenda ru.cional Em iG ,L.r(j.ge 2uciataa Cor/es Remis ponies 1 6sEr 1997 Procuradora da Fazenda Nacional Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ISALBERTO ZAVÃO LIMA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RULZ DAMASCENO, LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS, MARIA HELENA DE ANDRADE (SUPLENTE), MÁRIO RODRIGUES MORENO e MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE. tmc MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.939 ACÓRDÃO /%1° : 301-28.518 RECORRENTE : DRJ/R10 DE JANEIRO/RJ INTERESSADA : CIA IMPORTADORA E EXPORTADORA COIMEX RELATOR(A) : MOACYR ELOY DE MEDEIROS RELATÓRIO E VOTO Recurso de Oficio. Retorna o presente de diligência solicitada por Resolução n° 30!- 1.056, desta Câmara, de acordo com o voto que leio em sessão. Esclarecido pelo Instituto Nacional de Tecnologia - INT, que os veículos alvo do litígio, se enquadram nas especificações previstas no ADN n° 32/93, confirmando portanto, o posicionamento da autoridade julgadora monocrática, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 29 de agosto de 1997 MOAC D E MEDEIROS - RELATOR 2 Page 1 _0004700.PDF Page 1
_version_ : 1728990011317026816
score : 1.0
Numero do processo: 10855.720015/2008-56
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1803-000.062
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o processo em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201206
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 10855.720015/2008-56
conteudo_id_s : 6582180
dt_registro_atualizacao_tdt : Sun Mar 27 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1803-000.062
nome_arquivo_s : 180300062_10855720015200856_201206.pdf
nome_relator_s : WALTER ADOLFO MARESCH
nome_arquivo_pdf_s : 10855720015200856_6582180.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o processo em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 12 00:00:00 UTC 2012
id : 4601924
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:48 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011326464000
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1276; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 137 1 136 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10855.720015/200856 Recurso nº 909.111 Resolução nº 1803000.062 – Turma Especial / 3ª Turma Especial Data 12/06/2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente LOJAS CEM S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o processo em diligência, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Selene Ferreira de Moraes Presidente. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (presidente), Walter Adolfo Maresch, Sergio Rodrigues Mendes, Victor Humberto Da Silva Maizman, Viviani Aparecida Bacchmi e Sérgio Luiz Bezerra Presta. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/08/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.720015/200856 Resolução n.º 1803000.062 S1TE03 Fl. 138 2 RELATÓRIO. LOJAS CEM S/A, pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ RIO DE JANEIRO/RJ I, interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Trata o presente processo de Pedido de Restituição/Declaração de Compensação (PER/DCOMP), cujo direito creditório se refere ao saldo negativo de CSLL do ano calendário 2003. Conforme despacho decisório (fls. 10/14) o direito creditório foi parcialmente reconhecido (R$ 79.819,60), sendo que não foi reconhecida a estimativa de abril/2003, no montante de R$ 694.356,81 e o imposto de renda retido na fonte de órgãos públicos no valor de R$ 5,92. A glosa principal decorreu segundo o despacho decisório, de falta de reconhecimento do saldo negativo de 2002, parcialmente utilizado para compensação com a estimativa de CSLL de abril de 2002, conforme consta dos processos administrativos 13876.000236/200340, 13876.000237/200394 e 13876.000344/200312. O processo 13876.000236/200340 foi objeto de manifestação de inconformidade razão pela qual os débitos compensados tem sua exigibilidade suspensa. Tempestivamente, apresentou a contribuinte a manifestação de inconformidade (fls. 45/64), alegando em síntese: a) Que embora o direito creditório esteja sob discussão nos processos administrativos conexos (13876.000236/200340, 13876.000237/200394 e 13876.000344/200312) isto não impede a sua utilização no presente processo; b) Que os processos conexos devem ser “avocados” para julgamento conjunto, considerando o seu efeito nos processos posteriores; c) Que a DRF Sorocaba ao apreciar o direito creditório de 2002, não considerou o saldo negativo de 2001 que por equívoco foi somado pela contribuinte com o saldo negativo de 2002; d) Que deve ser expurgado o efeito “escada” pelo qual os créditos de 2001 e 2002 repercutem no ano calendário 2003 e subseqüentes; e) Que o mero erro de fato na DIPJ e DCOMPs não pode ser obstáculo para o reconhecimento do direito creditório; f) Que deve ser oportunizada diligência e perícia fiscal para recompor o direito creditório de 2001 e 2002, formulando para tanto os respectivos quesitos. A folha 84 a autoridade preparadora informa acerca dos processos conexos, conforme segue: 1) Que os processos conexos 13876.000237/200394 e 13876.000344/200312, foram apensados ao processo nº 13876.000236/200340; Fl. 138DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/08/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.720015/200856 Resolução n.º 1803000.062 S1TE03 Fl. 139 3 2) Que conforme acórdão da DRJ Ribeirão Preto (SP), no processo 13876.000236/200340 foi constatada matéria não impugnada que foi formalizada no processo 16027.000278/200884 para cobrança em separado; 3) Que o processo 13876.000236/200340 seguiu com recurso voluntário ao Conselho de Recursos Fiscais, sendo negado o seguimento de recurso ao processo apartado nº 16027.000278/200884. A DRJ RIO DE JANEIRO/RJ I, através do acórdão nº 1235.086, de 11 de janeiro de 2011 (fls. 90/95), julgou improcedente a manifestação de inconformidade, ementando assim a decisão: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA. Ano Calendário: 2003 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO. LIQUIDEZ E CERTEZA Fazse mister que os créditos utilizados em compensação de tributos gozem de liquidez e certeza. Ciente da decisão em 28/01/2011, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 98), apresentou o recurso voluntário em 28/02/2011 fls. 99/118, onde reitera os argumentos da inicial, aduzindo as alegações de decadência de análise dos saldos negativos de 2001 e 2002 e de que houve pagamento no curso do processo relativo ao processo 16027.000278/200884, com repercussão no presente processo. É o relatório. VOTO. Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de PER/DCOMP contendo o direito creditório de saldo negativo de CSLL de 2003, parcialmente não reconhecido em virtude de estimativa compensada com saldo negativo de CSLL de 2002 e ir fonte retido de órgãos públicos. Alega a recorrente em síntese: a) Que ocorreu a decadência para apreciação dos créditos relativos aos anos calendários 2001 e 2002, considerando que o despacho decisório somente ocorreu em 2008; b) Que a decisão de primeira instância não apreciou adequadamente a informação formulada em caráter suplementar em outubro de 2008, de que por necessidade de certidão negativa, houve o recolhimento do crédito tributário constante do processo 16027.000278/200884, que justamente contém a estimativa de abril/2003, objeto de glosa no presente processo, o que implica em sua nulidade; Fl. 139DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/08/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10855.720015/200856 Resolução n.º 1803000.062 S1TE03 Fl. 140 4 c) Que o erro de fato no preenchimento das declarações e a soma do saldo negativo de 2001 ao de 2002, não pode ser causa do indeferimento da compensação contida no presente processo, considerando o princípio da verdade material; d) Que deve ser oportunizada diligência para recomposição do saldo negativo de CSLL de 2001, 2002 e 2003. Considerando as novas alegações apresentadas no que tange ao suposto pagamento no curso do processo e também a íntima vinculação com o processo nº 13876.000236/200340, entendo não ser possível a solução do litígio, sem a conversão do julgamento em diligência. Com efeito, afirma a recorrente embora não haja elementos no processo sobre este fato, de que teria efetuado no curso do processo o recolhimento da estimativa de CSLL de abril/2003 que estaria sendo controlada no processo administrativo fiscal nº 16027.000278/200884. Por outro lado, conforme se observa do despacho decisório que não reconheceu integralmente o direito creditório, este se fundamenta integralmente nos processos conexos, principalmente o processo 13876.000236/200340, sobre o qual não há outros elementos a não ser as referências da Administração Tributária e do próprio contribuinte. Ante o exposto, voto no sentido de converter o processo em julgamento para que a unidade de jurisdição (DRF SOROCABASP), junte ao presente processo os seguintes elementos: a) Cópia parcial do processo administrativo fiscal 13876.000236/200340, contendo despacho decisório original, decisão drj e decisão definitiva do CARF, acerca da apreciação sobre o saldo negativo de CSLL do ano calendário 2002; b) Informação se os valores referente a estimativa de CSLL fato gerador de abril/2003, vencimento 30/05/2003. nos montantes de R$ 647.637,01 e R$ 46.719,80 foram pagos ou extintos por compensação ou ainda se são objeto de cobrança administrativa; c) Cópia integral ou principais peças do processo 16027.000278/200884 e informações acerca da vinculação deste com o direito creditório sob litígio no presente processo; d) Outras informações que a unidade de origem julgue pertinentes para a solução do presente litígio,considerando a parcimônia de instrução seja por parte da Administração Tributária seja da própria contribuinte. Concluída a diligência fiscal, deve ser oportunizada ciência à recorrente para que se pronuncie no prazo de 30 dias caso queira. (assinatura digital) Walter Adolfo Maresch Relator Fl. 140DF CARF MF Impresso em 07/08/2012 por SELENE FERREIRA DE MORAES - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/07/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 07/08/201 2 por SELENE FERREIRA DE MORAES, Assinado digitalmente em 02/07/2012 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 10970.000096/2008-58
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO. APLICAÇÃO DO ART. 17 DO DECRETO N. 70.235/72. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA SEM A INSCRIÇÃO NO PAT. BOLSA DE ESTUDO ENSINO SUPERIOR. NÃO INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. MULTA DE MORA.
Consideram-se não impugnadas as matérias que não tenham sido
expressamente contestadas, nos termos do art. 17 do Decreto n. 70.235/72.
Não deve incidir a contribuição previdenciária quando a empresa fornece a alimentação in natura, mesmo que não esteja inscrita no PAT.
Não deve incidir contribuição previdenciária em relação à Bolsa de Estudo que vise a qualificação do funcionário, mesmo que destinada ao ensino superior, desde que haja impessoalidade.
Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-000.697
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência no período compreendido entre: 04/1999 a 11/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º, do CTN. No mérito; Por unanimidade de votos em, determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o determinado no art. 35, da Lei
8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte.
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201108
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. APLICAÇÃO DO ART. 17 DO DECRETO N. 70.235/72. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA SEM A INSCRIÇÃO NO PAT. BOLSA DE ESTUDO ENSINO SUPERIOR. NÃO INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. MULTA DE MORA. Consideram-se não impugnadas as matérias que não tenham sido expressamente contestadas, nos termos do art. 17 do Decreto n. 70.235/72. Não deve incidir a contribuição previdenciária quando a empresa fornece a alimentação in natura, mesmo que não esteja inscrita no PAT. Não deve incidir contribuição previdenciária em relação à Bolsa de Estudo que vise a qualificação do funcionário, mesmo que destinada ao ensino superior, desde que haja impessoalidade. Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 10970.000096/2008-58
anomes_publicacao_s : 201108
conteudo_id_s : 4808661
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.697
nome_arquivo_s : 2403000697_10970000096200858_201108.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 10970000096200858_4808661.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência no período compreendido entre: 04/1999 a 11/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º, do CTN. No mérito; Por unanimidade de votos em, determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o determinado no art. 35, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
id : 4744672
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:51 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011363164160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2092; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 673 1 672 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10970.000096/200858 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.697 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 24 de agosto de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente INSTITUTO POLITÉCNICO DE UBERLÂNDIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2007 PREVIDENCIÁRIO. APLICAÇÃO DO ART. 17 DO DECRETO N. 70.235/72. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA SEM A INSCRIÇÃO NO PAT. BOLSA DE ESTUDO ENSINO SUPERIOR. NÃO INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. MULTA DE MORA. Consideramse não impugnadas as matérias que não tenham sido expressamente contestadas, nos termos do art. 17 do Decreto n. 70.235/72. Não deve incidir a contribuição previdenciária quando a empresa fornece a alimentação in natura, mesmo que não esteja inscrita no PAT. Não deve incidir contribuição previdenciária em relação à Bolsa de Estudo que vise a qualificação do funcionário, mesmo que destinada ao ensino superior, desde que haja impessoalidade. Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de votos, em reconhecer a decadência no período compreendido entre: 04/1999 a 11/2002, inclusive, com base no art. 150, § 4º, do CTN. No mérito; Por unanimidade de votos em, determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o determinado no art. 35, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Fl. 322DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 05/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/12/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Ivacir Julio de Souza, Marthius Savio Cavalcante Lobato e Jhonatas Ribeiro da Silva. Fl. 323DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 05/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/12/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10970.000096/200858 Acórdão n.º 2403000.697 S2C4T3 Fl. 674 3 Relatório Tratase de Auto de Infração — AI para a cobrança de obrigação principal, lavrado sob DEBCAD n° 37.167.2767, consolidado em 16/06/2008, no valor de R$ 39.128,64 (trinta e nove mil e cento e vinte e oito reais e sessenta e quatro centavos), relativo ao período de 01/2004 a 12/2007, contendo a cobrança de contribuições destinadas ao custeio das entidades ou fundos SALÁRIO EDUCAÇÃO; INCRA; SESC; SEBRAE. A ciência do sujeito passivo deuse em 18/06/2008, mediante o recebimento pessoal do representante da empresa conforme recibo constante da folha inicial do processo de lançamento. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 321 a 328 e demonstrativos anexados As fls. 329 a 417, as contribuições foram apuradas com base nas folhas de pagamento, registros contábeis, recibos, notas fiscais e planilhas apresentadas pela empresa, tendo sido os fatos geradores identificados nos seguintes levantamentos: 1. ALI — ALIMENTAÇÃO SEM PAT — referese a valores apurados na escrituração contábil e descritos no ANEXO I (fls.329 a 350) relativos ao fornecimento para os empregados de refeições e lanches, sem, contudo estar a empresa autuada inscrita no Programa de Alimentação do trabalhador — PAT. 2. BE — BOLSA DE ESTUDOS — referese a valores identificados no ANEXO III (fls.363 a 377) relativos a descontos em mensalidades escolares concedidos a empregados identificados em relação fornecida pela empresa (doc. fls. 527 a 530). 3. CAP — BOLSA AUXÍLIO PÓSGRADUAÇÃO referese a pagamentos apurados na escrituração contábil e relacionados nos ANEXO IV e V (fls.378 a 394), feitos a empregados auxiliar de administração escolar, coordenador e professor a titulo de ajuda para a realização de cursos de pósgraduação (especialização, mestrado e doutorado), conforme relação fornecida pela empresa anexada às fls. 531/532. 4. FP1 — FOLHA DE PAGAMENTO RUBRICAS NÃO BASE DE CALCULO referese a valores pagos em folha de pagamento e descritos no ANEXO II (fls.332 a 343) decorrentes de cláusulas contidas em Convenção Coletiva de Trabalho, com natureza de verbas indenizatórias, mas consideradas pela fiscalização como parcelas integrantes do saláriodecontribuição por resultarem das convenções firmadas por meio dos sindicatos, sem, contudo, existir previsão legal que as tornem de caráter indenizatório e por não estarem contempladas nas exceções previstas no art. 28 § 9° da Lei 8.212/1999. Destaca que pagamentos feitos na rubrica "Reposição VR. Cód. 366" no período de 03/2004 a 04/2005 não foi considerado pela empresa como base de cálculo das contribuições previdencidrias, situação esta revista a partir 05/2005, quando passaram a incluí la como verba de incidência. 5. CSE — CARACTERIZAÇÃO SEGURADO EMPREGADO — referese a pagamentos realizados a título de prólabore a JOSE ROBERTO FLORES RECHE E Fl. 324DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 05/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/12/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 LAUDELINA SANTALEGO DE FARIA, contratados pela autuada para o exercício da função de DIRETORES e considerado como "Diretor não empregado" ( Anexo VII — fls. 397). A autoridade lançadora destaca neste item do relatório fiscal que a figura do diretor não empregado está disciplinada no art. 9°, inciso V. alínea "f" do Regulamento da Previdência Social — RPS aprovado pelo Decreto n'.3.048/1999 e que existe distinção entre o diretor "empregado" e o "não empregado". Defende a conduta fiscal nos argumentos a seguir transcritos: “... os §§ 2° e 3° do artigo acima citado distinguem o diretor empregado do não empregado. Ocorrendo contratação ou promoção para o cargo de direção, mantendose as características inerentes à relação de emprego, tratase de diretor empregado. Caso ocorra eleição por assembléia geral dos acionistas, e não sendo mantidas as características inerentes à relação de emprego, será considerado como diretor não empregado. A assembléia Geral extraordinária em que se procedeu à eleição da Diretoria Executiva, que passou a ser formada também pelos dois segurados acima citados, ocorreu em 28/12/2007, tendo sido a Ata registrada na JUCEMG em 25/02/2008. Embora o termo de Posse da Diretoria tenha sido assinado em 28/12/2007, os efeitos legais se dardo a partir da data do registro da Ala da Assembléia no órgão próprio, tendo em vista ter decorrido mais de 30 dias entre a realização da assembléia e o registro da ata”. Respaldando o lançamento acosta aos autos às fls. 533 a 538 recibos de pagamento de Prólabore abrangendo o período de 06/2007 até 12/2007 para o diretor JOSÉ ROBERTO e de 10/2007 ate 12/2007 para LAUDELINA. A copia da Ata da Assembléia encontrase acostada As fls. 566 a 568 e o Termo de Posse As fls. 569. 6. RT — RECLAMATORIA TRABALHISTA SEM GFIP referese a pagamentos relacionados nos ANEXOS XV a XXIV, (fls. 407 a 417) feitos em decorrência de processos de reclamatória trabalhista especificamente quanto As contribuições destinadas As entidades e fundos não executadas pela autoridade judiciária. 7. FP — FOLHA DE PAGAMENTO SEM GFIP referese a diferenças de pagamentos apuradas em Folha de Pagamento e não informadas na GFIP, identi ficadas no ANEXO XIII, fls.405/406. DA IMPUGNAÇÃO Dentro do prazo regulamentar de defesa, por meio da petição juntada nas fls. 92 a 103, datada de 17/07/2008 a autuada apresenta sua peça contestatória alegando, em síntese: 1. Sobre o fornecimento de alimentação sem adesão ao PAT argumenta que na forma utilizada pela empresa — fornecimento da própria alimentação e não um vale refeição ou dinheiro — não é possível considerar como existente o salário utilidade, pois se caracteriza como uma parcela indenizatória e ainda que em consonância com a jurisprudência reiterada e pacífica do Superior Tribunal de Justiça — STJ, o fornecimento in natura não possui natureza salarial esteja ou não a empresa inscrita no PAT. Para sustentar seu entendimento junta aos autos cópias de acórdãos do STJ (fls. 266 a 306). Fl. 325DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 05/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/12/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10970.000096/200858 Acórdão n.º 2403000.697 S2C4T3 Fl. 675 5 2. Para o tema parcelas indenizatórias decorrentes da Convenção Coletiva de trabalho pagas na rescisão do contrato de trabalho aduz que não podem ser consideradas como verbas de incidência porque não estão presentes em tais pagamentos o requisito da habitualidade, pois ocorrem na rescisão do contrato de trabalho e têm natureza de reparação, indenização, em decorrência da demissão sem justa causa. Corroborando com seus argumentos transcreve decisões judiciais neste sentido. 3. Quanto à concessão de bolsas de estudo na modalidade do desconto nas mensalidades em curso realizado na própria instituição e no custeio de cursos de pósgraduação em outros estabelecimentos de ensino destaca que a concessão do beneficio está devidamente prevista na convenção coletiva da categoria e que não traduzem em pagamento de salário, pois não há retribuição de prestação de serviço e o que se pretende e a qualificação do empregado. Também acosta aos autos cópia de decisões judiciais neste sentido.(fls. 240 a 265). Requer, por fim a exclusão do lançamento das parcelas impugnadas. Em despacho datado de 01/10/2008 (fls. 570 a 573), esta julgadora considerou como necessário o retorno do processo à autoridade lançadora para saneamentos relativos formalização do processo administrativo e manifestação no tocante aos levantamentos FP1; BE e CAP. Atendendo à solicitação o AuditorFiscal autuante nas fls. 601/603 dos autos presta os esclarecimentos solicitados, onde informa para o levantamento FPI quais as rubricas foram pagas no momento da rescisão do contrato de trabalho e identifica a cláusula respectiva nas Convenções Coletivas. Sobre o levantamento BE informou que o desconto está previsto na Convenção Coletiva, que o percentual máximo concedido é de 50% e que as informações pautaramse tão somente em relação apresentada pela empresa. Quanto ao levantamento CAP, também, confirmou a identificação dos beneficiários da bolsa de capacitação somente em relação fornecida pela empresa e que "não foi possível identificar a existência de critério para concessão do auxilio e se é oferecido a todos os empregados e diretores". Conforme documentos de fls. 604/605 em 22/12/2008 o autuado tomou ciência da informação fiscal emitida e lhe foi concedido reabertura do prazo de defesa para apresentação de nova manifestação. Em petição juntada ás fls. 606/609 a empresa registra o recebimento dos esclarecimentos prestados pela autoridade lançadora e ratifica os termos da peça impugnatória já apresentada. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da impugnante, a 6a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Juiz de Fora – MG DRJ/JFA, emitiu o Acórdão n° 0922970, mantendo procedente em parte o lançamento. DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs Recurso Voluntário (fls. 654/668), com os mesmos argumentos de sua defesa. Fl. 326DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 05/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/12/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 É o relatório. Fl. 327DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 05/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/12/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10970.000096/200858 Acórdão n.º 2403000.697 S2C4T3 Fl. 676 7 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 652 e 654, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. CSE — CARACTERIZAÇÃO SEGURADO EMPREGADO; RT – RECLAMATÓRIA TRABALHISTA SEM GFIP E FP — FOLHA DE PAGAMENTO SEM GFIP Ressaltese que não houve impugnações específicas no que tange à multa aplicada em decorrência das discriminações acima. Diante disso, presumemse aceitas as imputações constantes no Auto de Infração objeto da lide, nos termos do art. 17 do Decreto n. 70.235/72, verbis: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. ALIMENTAÇÃO SEM PAT A recorrente foi autuada por fornecer alimento in natura, por meio de terceiros, bem como sem estar inscrita no PAT, nos termos da Lei n. 6.321/76. A DRJ, no seu r. acórdão, julgou como procedente o lançamento no que se refere a essa autuação, por entender que a inscrição no PAT é condição essencial para que tais verbas possam ser excluídas do conceito de remuneração. Da análise dos lançamentos contábeis constantes nas fls. 329/350 dos autos, verificase que a recorrente forneceu, através de terceiros, alimento in natura, em valores razoáveis. É pacífica a jurisprudência do C. STJ, no sentido de que o fornecimento do alimento in natura, mesmo sem a inscrição no PAT, não deve integrar a contribuição previdenciária, verbis: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ALIMENTAÇÃO FORNECIDA PELO EMPREGADOR. PAGAMENTO IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DA TRIBUTAÇÃO. INSCRIÇÃO NO PAT. DESNECESSIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. 1. Caso em que se discute a incidência da contribuição previdenciária sobre as verbas recebidas a título de auxílio Fl. 328DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 05/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/12/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 alimentação in natura, quando a empresa não está inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. 2. A jurisprudência desta Corte pacificouse no sentido de que o auxílioalimentação in natura não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, esteja o empregador inscrito ou não no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. Precedentes: EREsp 603.509/CE, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, DJ 8/11/2004; REsp 1.196.748/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 28/9/2010; AgRg no REsp 1.119.787/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29/6/2010. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 5.810/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 07/06/2011, DJe 10/06/2011) (grifo nosso) Da análise do recente acórdão, verificase que o Tribunal Superior aplicou a Súmula 83 do STJ, verbis: NÃO SE CONHECE DO RECURSO ESPECIAL PELA DIVERGÊNCIA, QUANDO A ORIENTAÇÃO DO TRIBUNAL SE FIRMOU NO MESMO SENTIDO DA DECISÃO RECORRIDA. Em outras palavras, por ser matéria pacífica, o STJ nem conhece Recursos em sentido contrário. Razão pela qual, no que tange à contribuição previdenciária referente à alimentação in natura, fornecida sem a inscrição no PAT e por meio de terceiros, o Recurso Voluntário deve ser julgado procedente. BOLSA DE ESTUDO Em relação à Bolsa de Estudo dada aos funcionários, mesmo que sejam do curso de graduação, devem ser consideradas como qualificação profissional vinculada à atividade desenvolvida, nos termos da alínea “t”, § 9º, art. 28 da Lei nº 8.212/91, verbis: Art. 28 (...) (...) § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (...) t) o valor relativo a plano educacional que vise à educação básica, nos termos do art. 21 da Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e a cursos de capacitação e qualificação profissionais vinculados às atividades desenvolvidas pela empresa, desde que não seja utilizado em substituição de parcela salarial e que todos os empregados e dirigentes tenham acesso ao mesmo; (grifo nosso) Fl. 329DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 05/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/12/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10970.000096/200858 Acórdão n.º 2403000.697 S2C4T3 Fl. 677 9 Um aluno que passa a cursar o ensino superior será mais qualificado para exercer as suas funções na empresa em que trabalha. Nesse sentido o STJ já se manifestou em recente julgado, verbis: PREVIDENCIÁRIO. RECURSO ESPECIAL. AUXÍLIO EDUCAÇÃO. BOLSA DE ESTUDO. VERBA DE CARÁTER INDENIZATÓRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA SOBRE A BASE DE CÁLCULO DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. 1. "O auxílioeducação, embora contenha valor econômico, constitui investimento na qualificação de empregados, não podendo ser considerado como salário in natura, porquanto não retribui o trabalho efetivo, não integrando, desse modo, a remuneração do empregado. É verba empregada para o trabalho, e não pelo trabalho." (RESP 324.178PR, Relatora Min. Denise Arruda, DJ de 17.12.2004). 2. In casu, a bolsa de estudos, é paga pela empresa e destinase a auxiliar o pagamento a título de mensalidades de nível superior e pósgraduação dos próprios empregados ou dependentes, de modo que a falta de comprovação do pagamento às instituições de ensino ou a repetição do ano letivo implica na exigência de devolução do auxílio. Precedentes:. (Resp. 784887/SC. Rel. Min. Teori Albino Zavascki. DJ. 05.12.2005 REsp 324178/PR, Rel. Min. Denise Arruda, DJ. 17.02.2004; AgRg no REsp 328602/RS, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ.02.12.2002; REsp 365398/RS, Rel. Min. José Delgado, DJ. 18.03.2002). 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no Ag 1330484/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 18/11/2010, DJe 01/12/2010) (grifo nosso) Em atenção ao despacho exarado, o fiscal autuante, na fl. 603, assim respondeu ao questionamento: “Através do Termo de Início da Ação Fiscal — TIAF, às fls. 313, solicitamos o regulamento dos benefícios concedidos ao trabalhador.”. E complementou: “A gratuidade parcial nas mensalidades escolares está prevista na Cláusula XL (fls. 435) e Cláusula 41 (fls. 456/547) das CCT. O desconto máximo previsto é de 50% (cinqüenta por cento), conforme inciso II, § 2°.” Logo, apesar de não haver regulamentação interna acerca dos benefícios concedidos por parte da empresa autuada, ficou claro que a CCT traz as normas como as bolsas serão concedidas a todos os funcionários. Da análise das cláusulas 40 e 41 da CCT, verificase a existência de critérios, os quais todos os funcionários terão acesso aos benefícios, caso estejam enquadrados. Por essa razão, as verbas pagas a título de bolsa de estudo devem ser excluídas do saláriode contribuição. MULTA DE MORA Fl. 330DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 05/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/12/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Do exposto, dou provimento parcial ao recurso para excluir da incidência de contribuição a alimentação in natura, fornecida sem a inscrição no PAT e em relação à bolsa de estudo de graduação, bem como para determinar o recálculo da multa de mora com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao art. 35 da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 331DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 05/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/12/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 10970.000096/200858 Acórdão n.º 2403000.697 S2C4T3 Fl. 678 11 Fl. 332DF CARF MF Emitido em 12/12/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 05/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 05/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 10/12/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 19994.000177/2008-54
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/08/2001
CARACTERIZAÇÃO DE SEGURADO. SUBSUNÇÃO DO FATO À HIPÓTESE NORMATIVA.
É segurado obrigatório da Previdência Social, como empregado, a pessoa física que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado.
É necessária e suficiente a subsunção do fato à hipótese legal prevista na 8.212/91 para que se opere a caracterização de segurado obrigatório da previdência social.
INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DE NORMAS LEGAIS.
VEDAÇÃO. SÚMULA CARF N 2.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de inconstitucionalidade.
SEBRAE
Submetem-se à tributação para o SEBRAE pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo.
SAT.
Contribuição adicional para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, para empresas cuja atividade preponderante ofereça risco de acidente do trabalho considerado leve, médio ou grave.
EMPRESAS URBANAS. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA.
É legítima a cobrança da contribuição para o INCRA das empresas urbanas, sendo inclusive desnecessária a vinculação ao sistema de previdência rural. Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.748
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35, caput, da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao
contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201109
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/08/2001 CARACTERIZAÇÃO DE SEGURADO. SUBSUNÇÃO DO FATO À HIPÓTESE NORMATIVA. É segurado obrigatório da Previdência Social, como empregado, a pessoa física que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. É necessária e suficiente a subsunção do fato à hipótese legal prevista na 8.212/91 para que se opere a caracterização de segurado obrigatório da previdência social. INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DE NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO. SÚMULA CARF N 2. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de inconstitucionalidade. SEBRAE Submetem-se à tributação para o SEBRAE pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo. SAT. Contribuição adicional para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, para empresas cuja atividade preponderante ofereça risco de acidente do trabalho considerado leve, médio ou grave. EMPRESAS URBANAS. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA. É legítima a cobrança da contribuição para o INCRA das empresas urbanas, sendo inclusive desnecessária a vinculação ao sistema de previdência rural. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Sep 30 00:00:00 UTC 2011
numero_processo_s : 19994.000177/2008-54
anomes_publicacao_s : 201109
conteudo_id_s : 4896637
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 31 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 2403-000.748
nome_arquivo_s : 2403000748_19994000177200854_201109.pdf
ano_publicacao_s : 2011
nome_relator_s : CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
nome_arquivo_pdf_s : 19994000177200854_4896637.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35, caput, da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 29 00:00:00 UTC 2011
id : 4745485
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:53 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011394621440
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2039; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 300 1 299 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19994.000177/200854 Recurso nº 000.000 Voluntário Acórdão nº 2403000.748 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 29 de setembro de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA Recorrente ELECTRO AÇO ALTONA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/08/2001 CARACTERIZAÇÃO DE SEGURADO. SUBSUNÇÃO DO FATO À HIPÓTESE NORMATIVA. É segurado obrigatório da Previdência Social, como empregado, a pessoa física que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. É necessária e suficiente a subsunção do fato à hipótese legal prevista na 8.212/91 para que se opere a caracterização de segurado obrigatório da previdência social. INCONSTITUCIONALIDADE. AFASTAMENTO DE NORMAS LEGAIS. VEDAÇÃO. SÚMULA CARF N 2. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) não é competente para afastar a aplicação de normas legais e regulamentares sob fundamento de inconstitucionalidade. SEBRAE Submetemse à tributação para o SEBRAE pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo. SAT. Contribuição adicional para financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, para empresas cuja atividade preponderante ofereça risco de acidente do trabalho considerado leve, médio ou grave. EMPRESAS URBANAS. CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA. É legítima a cobrança da contribuição para o INCRA das empresas urbanas, sendo inclusive desnecessária a vinculação ao sistema de previdência rural. Fl. 300DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela Lei 11.941/2009 ao artigo 35, caput, da Lei 8.212/91 e prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 301DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 19994.000177/200854 Acórdão n.º 2403000.748 S2C4T3 Fl. 301 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado às fls. 198 a 220, contra Decisão Notificação n°.20.421.4/0211/2001, exarada pela Gerência Executiva em Blumenau/SC (fls.174 a 184) que julgou PROCEDENTE o lançamento constante na NFLD n° 35.246.1802, no valor originário de R$ 268,919,16 (duzentos e sessenta e oito mil, novecentos e dezenove reais e dezesseis centavos), mantendo o crédito tributário. Segundo o relatório fiscal às fls. 67 a 72, a cobrança referese às contribuições devidas à Seguridade Social correspondente à parte da empresa; financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho; dos segurados empregados e as destinadas aos terceiros SESI, SENAI, INCRA, SEBRAE e Salário Educação (rubricas: segurados, empresa, terceiros e SAT/RAT). O período objeto da fiscalização compreendeu as competências de janeiro/1999 a agosto/2001. Ainda segundo o relatório fiscal, constituem fatos geradores das contribuições lançados as remunerações pagas e/ou creditadas aos sócios das empresas MODELAÇÃO ITOUPAVA LTDA (CNPJ 01.551.915/000158), PRESTADORA DE SERVIÇOS STRIBEL LTDA (CNPJ 02.093.596/000147), HGO INSTALADORA ELÉTRICA LTDA (CNPJ 02.232.927/000182) e ELETRO MECÂNICA HERVI LTDA (CNPJ01. 392.857/000167), caracterizados, por esta fiscalização, para fins previdenciários, como empregados da empresa ELETRO AÇO ALTONA S/A, cujos valores estão indicados no Relatório de Fatos Geradores em anexo e no campo "01 SC Empregados" do Discriminativo Analítico de Débito — DAD. Nesse sentido, temse que os fatos que justificaram o enquadramento como empregados da empresa ELETRO AÇO ALTONA S/A, tiveram origem na constatação, mediante ação fiscal, que estes trabalhadores abaixo discriminados, são exempregados, que continuam a exercer as mesmas funções de quando eram registrados como funcionários da empresa recorrente, quais sejam: VILMAR FERREIRA HORST STRIBEL FREDOLINO UHLMANN ESTÁCIO GUNCHROSKI EUCLIDES IATZAC HORST HARBS OSNI GONÇALVES Fl. 302DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Constatouse ainda que as empresas prestadoras de serviços identificadas anteriormente prestam serviços exclusivamente à recorrente, bem como tais serviços são prestados pelos sócios dessas empresas, que não possuem quadro de empregados, ou seja, os cargos exercidos pelos trabalhadores (supra mencionados) estão vinculados à estrutura organizacional da empresa recorrente e, consequentemente, as atividades desempenhadas estão subordinadas à sua política administrativa e produtiva/econômica. Ao final da auditoria, chegouse à conclusão de que há uma relação empregatícia nos moldes do art.3 da CLT entre a recorrente e as pessoas mencionadas, em razão de terem sido constatados os requisitos da pessoalidade, nãoeventualidade, subordinação e onerosidade. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 27/09/2001 e apresentou impugnação às fls. 133 a 153 alegando em síntese: Que as empresas prestadoras de serviços estão regularmente constituídas, estando em dia com o pagamento de suas obrigações; Que não ocorreu os requisitos da relação de emprego, tendo em vista que o fato de prestarem serviços para a ELECTRO AÇO ALTONA S/A, que era a antiga empregadora de alguns de seus sócios, nada significa, pois é óbvio que uma pessoa, ao constituir uma empresa, vai oferecer os seus serviços aos seus conhecidos, inclusive aos seus antigos empregadores; Que a empresa encontrase sob o regime de concordata preventiva dilatória e a interpretação do Pretório Excelso e dos mais respeitados tribunais pátrios têm se firmado no sentido de que, estando o contribuinte em regime concordatário, afastase a exigibilidade da multa fiscal, ex vi do art. 112 do Código Tributário Nacional, que prescreve seja dada à lei tributária interpretação mais benéfica ao contribuinte, evitando a extensão dos efeitos da cobrança sobre a sua solvibilidade; Que sendo a lei omissa quanto aos elementos necessários à cobrança do tributo, no caso, quanto à identificação da atividade preponderante, risco leve, médio e grave, não cabe ao Poder Executivo, por intermédio da edição de Decreto (612/92 e 2.173/97) suprir lacuna legal existente, pois enquanto não houver lei determinando a abrangência de aludidas expressões, não é possível a exigência da Contribuição Social para o SAT. A tributação está sujeita ao princípio da legalidade, consagrado pela art. 5°, II, da Constituição Federal, e pelo art. 97 do Código Tributário Nacional; Que o INSS está cobrandolhe a contribuição social destinada ao SEBRAE. Todavia, tal cobrança padece de diversas inconstitucionalidades, uma vez que não se encontra inserida dentre aquelas contribuições previstas no art. 195 da Constituição da República, destinadas à seguridade social (esta contribuição, diversamente, é destinada ao SEBRAE), e tampouco tem autorização constitucional para sua criação, pois o art. 240 da CF dispõe que seriam preservadas as contribuições sobre as folhas de salário destinadas às entidades privadas de serviço social e formação profissional vinculadas ao sistema sindical, existentes à época da edição do Novo Texto Constitucional; Quanto à exigência da contribuição ao INCRA objeto da notificação, instituída pela Lei Complementar n.° 11 e Decreto n.° 1.146/70, conforme o Fl. 303DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 19994.000177/200854 Acórdão n.º 2403000.748 S2C4T3 Fl. 302 5 embasamento jurídico elencado pela própria notificação, insta salientar que esta contribuição perdeu a sua validade após o advento Lei 7.787/89, sendo incorporada então ao percentual exigido da empresa, a ser a título de contribuição previdenciária que é de 20% (vinte por cento); Que são exorbitantes os juros cobrados; Que não se aplica a taxa SELIC uma vez que a lei pretende equiparar a juros moratórios, possui natureza eminentemente remuneratória, desobedecendo as regas do art. 161, § 1°e 192 §3° do CTN; Que o art. 22, I da Lei 8.212/91, o decreto lei n° 1.422/75 e decreto n° 87.043/82 são inconstitucionais, e, como tal, não é válida, não podendo e nem devendo ser aplicados. Instada a manifestarse acerca da impugnação, o INSS, através da Diretoria Colegiada e Gerência Executiva em Blumenau/SC Seção de Análise de Defesas e Recursos, proferiu DECISÃONOTIFICAÇÃO n° 20.421.4/0211/2001 (174 a 184), nos seguintes termos: CARACTERIZAÇÃO DE SEGURADO EMPREGADO. RELAÇÃO JURÍDICA DISTINTA. COMPETÊNCIA DO INSS. SUBSUNÇÃO DO FATO À HIPÓTESE NORMATIVA. PROVAS EXISTENTES NOS AUTOS. É segurado obrigatório da Previdência Social, como empregado, a pessoa física que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado, nos termos do art. 12, inciso I, letra "a" da Lei n° 8.212/91 e alterações posteriores. Subsunção é o acontecimento em que um fato apresentase conforme previsto na hipótese ou na descrição da lei. FALTA DE RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS AO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. CONSTITUCIONALIDADE DE LEI E DECRETO COMPETE AO JUDICIÁRIO. Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições destinadas à Seguridade Social a fiscalização lavrará notificação de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento (art. 37 da Lei n° 8.212/91 e alterações posteriores). O INSS não tem competência legal para apreciar e declarar ilegalidade ou inconstitucionalidade de dispositivo de Lei ou Decreto, frente ao sistema normativo; o controle da constitucionalidade é exercido, via de regra, pelo Poder Judiciário. Entendimentos doutrinários ou jurisprudenciais não apresentam poder coercitivo para alterar esta situação de competência decisória. Norma jurídica vigente apresenta presunção de legitimidade e de legalidade só alterável mediante Fl. 304DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 decisão judicial,sob pena de disseminação da insegurança jurídica. LANÇAMENTO PROCEDENTE Crédito Tributário Mantido Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls.198 a 220, onde veio ratificar os mesmos argumentos apresentados na impugnação, aduzindo que os órgãos administrativos podem impedir a aplicação de Lei, DecretoLei, Decreto que estejam em conflito com a Constituição Federal. Às fls.228, há despacho da Seção de Análise de Defesas e Recursos da Gerência Executiva de Blumenau/SC negando seguimento ao Recurso Voluntário apresentado pelo contribuinte, em virtude da ausência do depósito recursal, bem como determinando a formalização de processo de representação que vise à exclusão da empresa do REFIS e a pré inscrição do débito em Dívida Ativa. Às fls.231 consta termo de trânsito em julgado. Às fls.253 a 257 há informação, através de sentença, de que a recorrente foi parte em duas ações judiciais (Ordinária 2003.72.05.0037555 e Embargos à Execução Fiscal 2004.72.05.0030383), que refletiu no julgamento do processo administrativo relativo à NFLD do presente caso, tendo em vista que uma das determinações foi o retorno dos autos à instância administrativa independentemente da apresentação de depósito ou arrolamento de bens. Às fls.266, o Ministério da Fazenda, através da Seccional da PFN em Blumenau/SC, determina a anulação da inscrição dos créditos relativos às NFLDs 35.246.179 9 e 35.246.1802, bem como a remessa dos autos à DRF de origem para o processamento dos recursos administrativos outrora interpostos. Às fls.284, há despacho determinando o encaminhamento do recurso voluntário ao CARF. É o relatório. Fl. 305DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 19994.000177/200854 Acórdão n.º 2403000.748 S2C4T3 Fl. 303 7 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. DO MÉRITO: I – DA SUBSUNÇÃO DO FATO À HIPÓTESE NORMATIVA – PREENCHIMENTO DE REQUISITOS DE SEGURADO EMPREGADO: A recorrente alega primeiramente que a fiscalização considerou, de modo indevido, os sócios de algumas empresas prestadoras de serviços, como segurados empregados. Todavia, vale destacar que todos os fatos convergem para o mesmo ponto: as prestadoras de serviços são empresas que foram criadas com o objetivo de não sofrer a tributação, em outras palavras, criouse pessoa jurídica para a empresa recorrente não ficar obrigada a pagar contribuição previdenciária sobre a folha de salários de seus empregados. Assim, à recorrente continuou sendo prestado serviços através de pessoas físicas que antes eram empregadas desta e, nas novas empresas (MODELAÇÃO ITOUPAVA LTDA, PRESTADORA DE SERVIÇOS STRIBEL LTDA, HGO INSTALADORA ELÉTRICA LTDA e ELETRO MECÂNICA HERVI LTDA, passaram a ocupar o cargo de sócios. Um dos pontos que mais evidencia essa conduta de evasão fiscal da empresa é o fato das empresas prestadoras de serviços não possuírem empregados contratados, só têm tão somente sócios, que, por coincidência foram exempregados da recorrente. Além disso, os requisitos para caracterizar a relação de emprego foram amplamente constatados: a pessoalidade (serviços prestados exclusivamente pelos sócios das prestadoras de serviços), a subordinação e nãoeventualidade (prestação dos serviços no estabelecimento da recorrente em caráter habitual com a utilização de móveis e demais despesas úteis) e onerosidade (pagamento pelo serviço). Ademais, cabe destacar também que não houve tentativa de negar existência às prestadoras de serviços nem de tentar desenquadrálas do SIMPLES, o que houve foi a consideração dos empregados, mais especificamente os sócios, destas empresas, optantes pelo SIMPLES, como empregados da recorrente, tendo em vista a ocorrência dos requisitos que caracterizam a relação de emprego, destaquese, para fins tributários, ou seja, constatado o fato gerador da contribuição social (atividade laboral por uma pessoa física a uma pessoa jurídica), nasce a obrigação tributária para a receptora dos serviços prestados pelo pagamento do tributo, por ocorrer hipótese normativa prevista no art.12, I, “a” da Lei n 8.212/91. Sendo assim, entendo que os sócios das empresas prestadoras de serviços devem ser considerados empregados, para fins tributários, da recorrente, que ficará obrigada a recolher contribuição social previdenciária nos moldes exigidos pela fiscalização. Fl. 306DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 II – DA IMPOSSIBILIDADE DO CARF MANIFESTARSE ACERCA DE (IN)CONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS: A recorrente alega ainda que há inconstitucionalidade no art. 22, I da Lei 8.212/91, bem como no DecretoLei n° 1.422/75 e Decreto n° 87.043/82, motivo pelo qual algumas exações, como a contribuição ao INCRA, ao SEBRAE e o SAT também são inconstitucionais. Entretanto, cabe destacar que as normas legais que servem de fundamentação legal para a auditoria, até que sejam declaradas inconstitucionais pela Suprema Corte (STF), estão em plena vigência no ordenamento jurídico e devem ser utilizadas pelos agentes públicos, os quais exercem suas atividades vinculados à lei. A atividade exercida pelo agente público é um poderdever, não podendo haver discricionariedade para a aplicação da lei, o que só é admitido quando a própria norma autoriza. Assim, estando a legislação vigente, deparandose o agente administrativo com uma situação que lhe exija a aplicação de norma infraconstitucional, esta será aplicada em todos os termos, sendo vedada a conduta de afastar a incidência dessa norma, sob pena de violação ao Princípio da Legalidade. Ademais, a Portaria RFB n° 10.875, de 16 de agosto de 2007, que disciplina o processo administrativo fiscal relativo às contribuições sociais de que tratam os arts. 2° e 3° da Lei n° 11.457/2007, veda, em seu art.18, que o Contencioso Administrativo Federal afaste aplicação de lei por inconstitucionalidade ou ilegalidade: Art. I8 É vedado à autoridade julgadora afastar a aplicação, por inconstitucionalidade ou ilegalidade, de tratado, acordo internacional, lei, decreto ou ato normativo em vigor, ressalvados os casos em que: 1 tenha sido declarada a inconstitucionalidade da norma pelo Supremo Tribunal Federal (STF); em ação direta, após a publicação da decisão, ou pela via incidental, após a publicação da resolução do Senado Federal que suspender a sua execução; II haja decisão judicial, proferida em caso concreto, afastando a aplicação da norma, por ilegalidade ou inconstitucionalidade, cuja extensão dos efeitos jurídicos tenha sido autorizada pelo Presidente da República ou, nos termos do art. 4 2 do Decreto n2 2.346, de 10 de outubro de 1997, pelo Secretário da Receita Federal do Brasil ou pelo ProcuradorGeral da Fazenda NacionaL. Além disso, vale destacar que a Portaria n 256 do Ministério da Fazenda, que aprovou o Regimento Interno do CARF, em seu artigo 62, veda aos julgadores do Contencioso Administrativo Federal afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Observese, que somente nas hipóteses contempladas no parágrafo único e incisos do dispositivo legal acima citado poderá ser afastada a aplicação da legislação de regência, o que não se vislumbra no presente caso. Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo Fl. 307DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 19994.000177/200854 Acórdão n.º 2403000.748 S2C4T3 Fl. 304 9 internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. Para haver harmonia nos julgamentos, conforme artigo 72 do Regimento Interno, o CARF emitirá súmulas para decisões reiteradas e uniformes, de observância obrigatória pelos membros do CARF. Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Nesse sentido, o CARF sumulou a matéria em comento, Súmula CARF nº 2: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Finalmente, o artigo 102, I, “a” da Constituição Federal, não deixa dúvida a propósito da discussão sobre inconstitucionalidade, que deve ser debatida na esfera do Poder Judiciário, senão vejamos: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendolhe: I – processar e julgar, originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de Lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de Lei ou ato normativo federal; Dessa forma, não há como se acolher a pretensão do contribuinte em relação à possibilidade da autoridade julgadora afastar norma infraconstitucional, sob o argumento das normas que tratam das contribuições destinadas ao INCRA, SEBRAE e das contribuições relativas ao SAT, SalárioEducação estarem investidas de inconstitucionalidade. Fl. 308DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 III – DA CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE DAS CONTRIBUIÇÕES EXIGIDAS PELA FISCALIZAÇÃO: III.1 – DA LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO SEBRAE: A cobrança das contribuições destinadas às outras entidades e fundos estão regularmente previstas em lei, conforme relatório de fundamentação legal, não assistindo razão à recorrente quanto aos vícios que suscita. Em relação à contribuição destinada ao SEBRAE, segue ementa do entendimento firmado pelo TRF da 4ª Região: Tributário – Contribuição ao Sebrae – Exigibilidade. 1. O adicional destinado ao Sebrae (Lei nº 8.029/90, na redação dada pela Lei nº 8.154/90) constitui simples majoração das alíquotas previstas no DecretoLei nº 2.318/86 (Senai, Senac, Sesi e Sesc), prescindível, portanto, sua instituição por lei complementar. 2. Prevê a Magna Carta tratamento mais favorável às micro e pequenas empresas para que seja promovido o progresso nacional. Para tanto submete à exação pessoas jurídicas que não tenham relação direta com o incentivo. 3. Precedente da 1ª Seção desta Corte (EIAC n 2000.04.01.1069909). ACÓRDÃO: Vistos e relatados estes autos entre as partes acima indicadas, decide a Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório, voto e notas taquigráficas que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. Porto Alegre, 17 de junho de 2003. (TRF 4ª R – 2ª T – Ac. nº 2001.70.07.0020183 – Rel. Dirceu de Almeida Soares – DJ 9.7.2003 – p. 274) No mesmo sentido consolidouse a jurisprudência do STJ, conforme ementa do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento de n ° 840946 / RS, publicado no Diário da Justiça em 29 de agosto de 2007: TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÕES AO SESC, AO SEBRAE E AO SENAC RECOLHIDAS PELAS PRESTADORAS DE SERVIÇO – PRECEDENTES. 1. A jurisprudência renovada e dominante da Primeira Seção e da Primeira e da Segunda Turma desta Corte se pacificou no sentido de reconhecer a legitimidade da cobrança das contribuições sociais do SESC e SENAC para as empresas prestadoras de serviços. 2. Esta Corte tem entendido também que, sendo a contribuição ao SEBRAE mero adicional sobre as destinadas ao SESC/SENAC, devem recolher aquela contribuição todas as empresas que são contribuintes destas. 3. Agravo regimental improvido. Ante os expostos, não procede o argumento da recorrente de que a contribuição destinada ao SEBRAE é inconstitucional. Fl. 309DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 19994.000177/200854 Acórdão n.º 2403000.748 S2C4T3 Fl. 305 11 III.2 – DA LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO DESTINADA AO INCRA: Quanto às empresas urbanas terem que recolher contribuição destinada ao INCRA, não há óbice normativo para tal exação. Não se olvida que a contribuição destinada ao INCRA tenha natureza distinta das contribuições sociais da Seguridade Social. As competências do INCRA são atribuídas pela sua lei de criação e o Estatuto da Terra: DECRETOLEI Nº 1.110, DE 9 DE JULHO DE 1970. Regulamento Cria o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), extingue o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário e o Grupo Executivo da Reforma Agrária e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item I, da Constituição, DECRETA: Art. 1º É criado o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), entidade autárquica, vinculada ao Ministério da Agricultura, com sede na Capital da República. Art. 2º Passam ao INCRA todos os direitos, competência, atribuições e responsabilidades do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (INDA) e do Grupo Executivo da Reforma Agrária (GERA), que ficam extintos a partir da posse do Presidente do novo Instituto. LEI Nº 4.504, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1964. Dispõe sobre o Estatuto da Terra, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 37. São órgãos específicos para a execução da Reforma Agrária: (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) I O Grupo Executivo da Reforma Agrária (GERA); (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) Il O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), diretamente, ou através de suas Delegacias Regionais; (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) III as Comissões Agrárias. (Redação dada pela Decreto Lei nº 582, de 1969) Art. 43. O Instituto Brasileiro de Reforma Agrária promoverá a realização de estudos para o zoneamento do país em regiões homogêneas do ponto de vista sócioeconômico e das características da estrutura agrária, visando a definir: Fl. 310DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 I as regiões críticas que estão exigindo reforma agrária com progressiva eliminação dos minifúndios e dos latifúndios; II as regiões em estágio mais avançado de desenvolvimento social e econômico, em que não ocorram tenções nas estruturas demográficas e agrárias; III as regiões já economicamente ocupadas em que predomine economia de subsistência e cujos lavradores e pecuaristas careçam de assistência adequada; IV as regiões ainda em fase de ocupação econômica, carentes de programa de desbravamento, povoamento e colonização de áreas pioneiras. Art. 74. É criado, para atender às atividades atribuídas por esta Lei ao Ministério da Agricultura, o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário (INDA), entidade autárquica vinculada ao mesmo Ministério, com personalidade jurídica e autonomia financeira, de acordo com o prescrito nos dispositivos seguintes: I o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário tem por finalidade promover o desenvolvimento rural nos setores da colonização, da extensão rural e do cooperativismo; II o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário terá os recursos e o patrimônio definidos na presente Lei; III o Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário será dirigido por um Presidente e um Conselho Diretor, composto de três membros, de nomeação do Presidente da República, mediante indicação do Ministro da Agricultura; IV Presidente do Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário integrará a Comissão de Planejamento da Política Agrícola; Ademais, a contribuição ao INCRA não alcança exclusivamente a produção rural, conforme sua lei de instituição, que relaciona atividades industriais que podem ser desenvolvidas tanto no meio rural como nas regiões urbanas: Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que também se consolidou no Supremo Tribunal Federal: PROCESSUAL CIVIL EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA CONTRIBUIÇÃO PARA O FUNRURAL E INCRA EMPRESA URBANA LEGALIDADE ORIENTAÇÃO DESTA PRIMEIRA SEÇÃO, SEGUINDO A JURISPRUDÊNCIA DO STF RECURSO NÃO ADMITIDO SÚMULA 168/STJ AGRAVO REGIMENTAL AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA MERA REPETIÇÃO DAS RAZÕES DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA IRRESIGNAÇÃO MANIFESTAMENTE INFUNDADA RECURSO NÃO CONHECIDO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. 1. Nos termos da orientação desta Primeira Seção e do Supremo Tribunal Federal, é legítimo o recolhimento da Fl. 311DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 19994.000177/200854 Acórdão n.º 2403000.748 S2C4T3 Fl. 306 13 contribuição social para o FUNRURAL e INCRA pelas empresas urbanas. Considerando que o acórdão embargado corroborou esse entendimento, correta é a aplicação da Súmula 168 desta Corte Superior. 2. Não tendo a agravante rebatido especificamente os fundamentos da decisão recorrida, limitandose a reproduzir as razões oferecidas nos embargos de divergência, é inviável o conhecimento do recurso. 3. Tratandose de agravo interno manifestamente infundado, impõese a condenação da agravante ao pagamento de multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do art. 557, § 2º, do Código de Processo Civil. 4. Agravo interno não conhecido, com aplicação de multa. (AgRg nos EREsp 530802/GO. Primeira Seção. Relatora Ministra DENISE ARRUDA. Julgamento 13/04/2005. DJ 09/05/2005, p. 291) (sem grifos no original). Ementa no Agravo Regimental do Recurso Extraordinário de n ° 211.190, publicado no Diário da Justiça em 29 de novembro de 2002: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DESTINADA A FINANCIAR O FUNRURAL. VIOLAÇÃO DO PRECEITO INSCRITO NO ARTIGO 195 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO INSUBSISTENTE. A norma do artigo 195, caput, da Constituição Federal, preceitua que a seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sem expender qualquer consideração acerca da exigibilidade de empresa urbana da contribuição social destinada a financiar o FUNRURAL. Precedentes. Agravo regimental não provido. Desse modo, entendo que a cobrança da contribuição destinada ao INCRA não viola o ordenamento jurídico brasileiro, motivo pelo qual a parcela destina à essa verba deverá ser mantida. III.3 – DA LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO SAT: A contribuição patronal prevista no art. 22, II, da Lei 8.212/91, destinada ao Seguro de Acidente de Trabalho – SAT, seguiu os princípios constitucionais tributários e nos moldes do art. 97 do Código Tributário Nacional CTN, a Lei 8.212/91 tratou da instituição da referida contribuição para o financiamento dos benefícios em razão da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT/RAT), definindo o seu fato gerador, fixando a base de cálculo e as alíquotas aplicáveis, restando ao decreto apenas a regulamentação da aludida contribuição, o qual, por sua vez, estabelece os graus de risco conforme a atividade precípua da empresa. Fl. 312DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 14 O decreto apenas expressa os graus de risco e o que seja atividade preponderante, enquanto a fixação de todos os elementos da obrigação tributária se encontra na referida lei. E, o Supremo Tribunal Federal já se manifestou a respeito do SAT, aduzindo, inclusive, a desnecessidade de Lei Complementar para instituição da sobredita contribuição, bem como que não há ofensa aos art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Constituição Federal, consoante a ementa a seguir transcrita: “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO: SEGURO DE ACIDENTE DO TRABALHO SAT. Lei 7.787/89, arts. 3º e 4º; Lei 8.212/91, art. 22, II, redação da Lei 9.732/98. Decretos 612/92, 2.173/97 e 3.048/99. C.F., artigo 195, § 4º; art. 154, I; art. 5º, II ; art. 150, I. I. Contribuição para o custeio do Seguro de Acidente do Trabalho SAT: Lei 7.787/89, art. 3º, II; Lei 8.212/91, art. 22, II: alegação no sentido de que são ofensivos ao art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Constituição Federal: improcedência. Desnecessidade de observância da técnica da competência residual da União, C.F., art. 154, I. Desnecessidade de lei complementar para a instituição da contribuição para o SAT. II. O art. 3º, II, da Lei 7.787/89, não é ofensivo ao princípio da igualdade, por isso que o art. 4º da mencionada Lei 7.787/89 cuidou de tratar desigualmente aos desiguais. III. As Leis 7.787/89, art. 3º, II, e 8.212/91, art. 22, II, definem, satisfatoriamente, todos os elementos capazes de fazer nascer a obrigação tributária válida. O fato de a lei deixar para o regulamento a complementação dos conceitos de "atividade preponderante" e "grau de risco leve, médio e grave", não implica ofensa ao princípio da legalidade genérica, C.F., art. 5º, II, e da legalidade tributária, C.F., art. 150, I. IV. Se o regulamento vai além do conteúdo da lei, a questão não é de inconstitucionalidade, mas de ilegalidade, matéria que não integra o contencioso constitucional. V. Recurso extraordinário não conhecido”. (RE 343.4462/SC, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 04/04/2003) III.4 – DA LEGITIMIDADE DA COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO SALÁRIOEDUCAÇÃO: Com relação à contribuição social ao salárioeducação, sua constitucionalidade é reconhecida através da Súmula de n ° 732 do Supremo Tribunal Federal, o que reforça a presunção de legalidade da lei que instituiu sua cobrança, conforme plenamente indicado no relatório de fundamentos legais, impedindo este órgão colegiado de afastar sua aplicação, conforme Súmula 02 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, já mencionada neste voto. Súmula nº 732 É constitucional a cobrança da contribuição do salário educação, seja sob a carta de 1969, seja sob a constituição federal de 1988, e no regime da lei 9.424/96. Fl. 313DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 19994.000177/200854 Acórdão n.º 2403000.748 S2C4T3 Fl. 307 15 Desse modo, não havendo nenhuma decisão plenária do Supremo Tribunal Federal que tenha declarado inconstitucional a contribuição relativa ao salárioeducação, bem como as demais exações argüidas inconstitucionais pelo contribuinte, a cobrança com relação a todas deverá ser mantida. IV – DA APLICAÇÃO DE MULTA MORATÓRIA E JUROS COM BASE NA TAXA SELIC: Não obstante a recorrente ter argumentado que a inclusão da taxa SELIC na cobrança de tributos é indevida e que os juros são exorbitantes, há que considerar que a atualização de débitos tributários é calculada com base nos juros da taxa SELIC, conforme previsão da Lei n 8.212/91: Lei N 8.212/91 Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Sobre a aplicação deste dispositivo, o qual prevê multa de 0,33% ao dia e limitada a 20%, vale destacar que a redação acima foi dada por Lei diversa daquela vigente à época do fato gerador, motivo pelo qual será aplicada em conformidade com o art.106, II, do Código Tributário Nacional. Ademais, com relação à incidência da taxa SELIC sobre os débitos federais, inclusive contribuições sociais, registrese que a legislação de regência à época do fato gerador, a Lei nº 8.212/91, afastava literalmente os argumentos erguidos pela recorrente, in verbis:: Art. 34. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo INSS, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irrelevável. (Restabelecido com redação alterada pela MP nº 1.571/97, reeditada até a conversão na Lei nº 9.528/97. A atualização monetária foi extinta, para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/95, conforme a Lei nº 8.981/95. A multa de mora esta disciplinada no art. 35 desta Lei) Entretanto, a Lei n 11.941/2009 revogou o dispositivo acima e deu nova redação ao art.35 da Lei n 8.212/91, determinando que os débitos tributários a nível federal, teriam suas cobranças acrescidas de multa e juros na forma do art.61 da Lei n 9.430/96. Então vejamos: Fl. 314DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 16 Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). LEI N 9.430/96 Art.61.Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. §1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seupagamento. §2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. §3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3º do art. 5º, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei nº 9.716, de 1998) Art. 5º(...) (...) § 3º As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês do pagamento. A propósito, convém ainda mencionar que o CARF aprovou Súmula nº 04, nos seguintes termos: Súmula CARF Nº 4 A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Fl. 315DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 19994.000177/200854 Acórdão n.º 2403000.748 S2C4T3 Fl. 308 17 Portanto, a aplicação da taxa SELIC sobre os débitos tributários federais é devida e tem amparo legal com fulcro no artigo 35, caput, da Lei nº 8.212/91. V – DA APLICAÇÃO DA LEI MAIS BENÉFICA AO ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO: Tratandose de ato pendente de julgamento, há que se observar alguns preceitos legais do Código Tributário Nacional no que se refere à possibilidade de uma lei retroagir e alcançar fatos pretéritos, os quais ocorreram sob a égide de outra legislação. No caso em tela, verificase que tanto a aplicação de multa como a incidência de taxa SELIC sobre os débitos tributários federais encontra amparo atualmente no art.35, caput, da Lei n 8.212/91, dispositivo este alterado pela Lei n 11.941/2009. Deste modo, caso seja mais benéfico ao sujeito passivo, a Lei n 11.941/2009 deverá retroagir em respeito ao art.106 do Código Tributário Nacional, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: (...) II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso voluntário para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, de modo que a cobrança da NFLD nº 35.246.1802 seja mantida, devendose proceder ao recálculo da multa de mora previsto no art.35, caput, da Lei n 8.212/91 com base na redação dada pela Lei n 11.941/2009, prevalecendo a legislação mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 316DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 18 Fl. 317DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 28/ 10/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10640.001919/2002-17
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.098
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 201209
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
numero_processo_s : 10640.001919/2002-17
conteudo_id_s : 6583188
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 28 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 1802-000.098
nome_arquivo_s : 1802000098_10640001919200217_201209.pdf
nome_relator_s : JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
nome_arquivo_pdf_s : 10640001919200217_6583188.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 11 00:00:00 UTC 2012
id : 4567396
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:47 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011408252928
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1250; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 1 1 0 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10640.001919/200217 Recurso nº 910.520 Resolução nº 1802000.098 – 2ª Turma Especial Data 11 de setembro de 2012 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente LATICÍNIOS MB LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho . Fl. 165DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.001919/200217 Resolução n.º 1802000.098 S1TE02 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Juiz de Fora/MG, que considerou parcialmente procedente o lançamento realizado para a constituição de crédito tributário relativo ao Imposto sobre a Renda da Pessoa da Jurídica – IRPJ (fls. 21 a 23), no valor originário de R$ 182.653,37 (rubrica principal), aos quais foram somados a multa de ofício de 75% e os juros moratórios. A exigência decorreu de procedimento de auditoria interna de DCTF. Conforme os relatórios que integram o auto de infração, não foi localizado o pagamento do IRPJ/Lucro Presumido declarado para o quarto trimestre de 1997. O lançamento foi realizado nos termos da redação original do art. 90 da Medida Provisória 2.15835/2001. Instaurada a fase litigiosa, com a impugnação de fls. 1 a 10, e conforme descrito na decisão de primeira instância, Acórdão nº 0932.129 (fls. 47 a 50) a Contribuinte alegou em síntese que: não foram considerados os DARF nos valores de R$ 117.202,58 e de R$ 10,00; não foi considerada a compensação com o crédito de R$ 65.460,78, oriundo de recolhimentos indevidos ou a maior, cujo direito ao crédito e à compensação foram determinados no processo judicial n° 95.010.33295; impropriedade da aplicação da Taxa Selic. Em razão das alterações implementadas pela Lei 10.833/2003, a decisão de primeira instância afastou a multa de ofício, aplicando a regra do Código Tributário Nacional que prevê a retroatividade benigna, em razão de o débito ter sido declarado em DCTF. Além disso, a autuação também foi considerada improcedente no tocante aos valores do IRPJ recolhidos via DARF, no total de R$ 117.212,58, conforme revisão feita pela própria Delegacia de origem. A exigência foi mantida em relação à parte do débito que a Contribuinte alega ter quitado por compensação, no valor de R$ 65.440,79 (rubrica principal). Como fundamento de sua decisão, a Delegacia de Julgamento consignou que a compensação não foi declarada em DCTF; que para descaracterizar a autuação a Contribuinte deveria apresentar os DARF vinculados em DCTF ao débito declarado; e que, diferentemente do alegado, não foi determinado na ação judicial nº 95.01033295 o direito à compensação dos valores nela discutidos, uma vez que essa demanda judicial abrangia somente a aplicação da correção monetária plena ao valor de restituição de indébito e também dos juros de mora equivalentes aos que incidiam sobre os créditos da Fazenda Pública. Inconformada com a decisão de primeira instância administrativa, da qual tomou ciência em 12/01/2011 (AR às fls. 53), a Contribuinte apresentou em 09/02/2011 o recurso voluntário de fls. 69 a 80, desenvolvendo argumentos sobre a prescrição intercorrente em Fl. 166DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.001919/200217 Resolução n.º 1802000.098 S1TE02 Fl. 3 3 processo administrativo e sobre a regularidade da compensação realizada para a quitação do débito que lhe está sendo exigido. Em 22/11/2011, por meio da Resolução nº 1802000.044 (fls. 87 a 93), este colegiado encaminhou o processo em diligência para que a Contribuinte fosse intimada a apresentar os elementos que dispusesse, no sentido de comprovar detalhadamente o valor de seu crédito e também que efetivamente realizou o alegado encontro de contas para a quitação do IRPJ referente ao 4º trimestre de 1997. Como resposta, a Contribuinte apresentou: 1 Declaração de imposto de renda da empresa, ano calendário 1997 / exercício 1998; 2 cópia das principais peças dos autos do processo 95.01.033295 (processo do crédito); 3 DARF por meio do qual foi informada a compensação realizada; 4 Livro diário n° 12 e livro caixa n° 74, que demonstram a escrituração do crédito e da compensação nos registros fiscais da empresa; 5 conta corrente realizada pela empresa, demonstrando o encontro de contas efetuado quando da efetivação da compensação. Na seqüência, o processo foi devolvido ao CARF para prosseguimento do julgamento. Este é o Relatório. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.001919/200217 Resolução n.º 1802000.098 S1TE02 Fl. 4 4 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator. A resposta obtida com a Resolução nº 1802000.044 (fls. 87 a 93) ainda não permite decidir o presente processo. O litígio a ser dirimido pelo CARF diz respeito à quitação do valor remanescente do débito inicialmente lançado, que, segundo a Contribuinte, teria sido quitado por compensação com crédito reconhecido no processo judicial n° 95.010.33295. As peças do processo judicial revelam que a Contribuinte pleiteava a aplicação de juros e correção monetária sobre indébito a ser restituído, referente a antecipações/ duodécimos de IRPJ no exercício de 1991. O litígio judicial surgiu porque o Fisco, embora não fizesse oposição ao valor a ser restituído a título de rubrica principal, conforme apurado na declaração de rendimentos, pretendia restituir o indébito sem a correção monetário plena, conforme entendia a autora da ação. A sentença judicial em primeira instância foi finalizada nos seguintes termos: Isto posto, julgo procedente o pedido, determinando à ré que aplique, ao valor da restituição do indébito, juros de mora de 1% (um por cento) ao mês e correção monetária, representada pelos mesmos índices e indexadores utilizados para a atualização dos débitos dos contribuintes. Em segunda instância, contudo, o TRF da 1ª Região, dando parcial provimento à remessa oficial, reformou em parte a sentença de primeira instância: Com efeito, na espécie dos autos, merece reforma a sentença remetida. Reconhecido o direito à restituição do indébito tributário ao autor, a correção monetária deverá incidir sobre os valores reclamados, desde os recolhimentos indevidos, em decorrência da aplicação da Súmula n° 162 do STJ, com a utilização dos índices legalmente instituídos. No caso dos autos, a correção monetária deve ser feita, a partir do recolhimento indevido até 31/12/1995, pelos índices adotados pela Tabela da Justiça Federal (BTN/INPC/UFIR), incidindo a Taxa SELIC a partir de 1°/01/1996, devendo, ainda, serem incluídos, no cálculo da correção monetária, os índices expurgados da inflação. Entretanto, a incidência dos juros de mora reconhecida na sentença somente tem aplicação a partir do trânsito em julgado da sentença, o que não ocorreu na espécie. Portanto, não pode haver estipulação dos referidos juros, diante da impossibilidade de cumulação. Nesse sentido, confiramse a jurisprudência no âmbito do colendo Superior Tribunal de Justiça e deste egrégio Tribunal: (...) Fl. 168DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.001919/200217 Resolução n.º 1802000.098 S1TE02 Fl. 5 5 Com estas considerações, dou parcial provimento à remessa oficial para excluir a Fazenda Nacional da condenação da incidência dos juros de mora, nos termos em que foi posta. A Notificação emitida pela Secretaria da Receita Federal, relativamente ao IRPJ do ex. 1991 (documento apresentado em resposta à diligência), evidencia que o Fisco havia reconhecido como “Imposto Líquido a Restituir” o valor de 95.525,24 BTNF, convertidos em 20.297,00 UFIR. Pelos Demonstrativos de apuração do crédito, pelas observações contidas na cópia do DARF de R$ 10,00 (complementar à compensação) e pela cópia do Livro Diário, também apresentados pela Contribuinte em resposta à diligência solicitada pelo CARF, vêse que o crédito utilizado na referida compensação foi de 68.099,87 UFIR, que corresponde à diferença entre as 20.297,00 UFIR (valor reconhecido pela Receita Federal) e as 88.396,88 UFIR (que seria o valor correto, segundo a Contribuinte). Ocorre que ainda não há elementos suficientes para se apurar o valor do crédito existente na data da alegada compensação, especialmente porque a restituição dos 95.525,24 BTNF, reconhecidos desde o início pela Receita Federal, e que provavelmente ocorreu antes da compensação realizada em 29/01/1998, influencia no cálculo da correção monetária e dos juros SELIC, rubricas que dariam origem ao crédito adicional cujo direito foi reconhecido no citado processo judicial. É importante lembrar que os acréscimos legais incidem até o momento da restituição, e que, portanto, deixam de incidir sobre as parcelas já restituídas ao Contribuinte. Deste modo, é necessário que o presente processo administrativo seja novamente enviado em diligência, para que a Delegacia de origem: 1 apure o valor do crédito existente e disponível para a compensação realizada em 29/01/1998 (quitação do IRPJ/Lucro Presumido do 4º trimestre de 1997), de acordo com os critérios definidos pelo TRF da 1ª Região no processo judicial nº 95.010.33295 (peças juntadas aos autos), relativamente à correção monetária (inclusive com os expurgos inflacionários) e aos juros Selic, conforme transcrição acima, considerando, para esse efeito, o valor e a data da restituição (ou compensação) do crédito que havia sido reconhecido originalmente pela Receita Federal; 2 apresente, em termo circunstanciado, os cálculos e os critérios utilizados, bem como as outras informações que fundamentem esse cálculo (p/ ex., a evolução do saldo originalmente reconhecido pela Receita Federal); 3 demonstre o valor do débito que poderia ter sido quitado pela compensação, em razão do crédito disponível, bem como eventual saldo de débito remanescente, a ser exigido pelo auto de infração. 4 intime a Contribuinte a se manifestar sobre a conclusão da diligência, caso seja do seu interesse. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10640.001919/200217 Resolução n.º 1802000.098 S1TE02 Fl. 6 6 Diante do exposto, voto no sentido de novamente converter o julgamento em diligência, para que a Delegacia de origem atenda ao acima solicitado. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 170DF CARF MF Impresso em 20/09/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 19/09/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10384.003454/94-91
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 25 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Thu Sep 25 00:00:00 UTC 1997
Ementa: TELEFONE CELULAR - O telefone celular é classificado no Código
TIPI/TAB 8525.20.0199, podendo aproveitar o beneficio do "ex-004"
constante da Portaria MF 785, de 22/12/92, repetida na Portaria MF n° 269, de 18/06/93, por ser ele um "sistema de transceptores para
telefonia celular na versão portátil".
Numero da decisão: 301-28.571
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Sat Apr 02 09:00:03 UTC 2022
anomes_sessao_s : 199709
ementa_s : TELEFONE CELULAR - O telefone celular é classificado no Código TIPI/TAB 8525.20.0199, podendo aproveitar o beneficio do "ex-004" constante da Portaria MF 785, de 22/12/92, repetida na Portaria MF n° 269, de 18/06/93, por ser ele um "sistema de transceptores para telefonia celular na versão portátil".
turma_s : Primeira Câmara
dt_publicacao_tdt : Thu Sep 25 00:00:00 UTC 1997
numero_processo_s : 10384.003454/94-91
anomes_publicacao_s : 199709
conteudo_id_s : 4262186
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 29 00:00:00 UTC 2022
numero_decisao_s : 301-28.571
nome_arquivo_s : 30128571_117583_103840034549491_004.PDF
ano_publicacao_s : 1997
nome_relator_s : MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ
nome_arquivo_pdf_s : 103840034549491_4262186.pdf
secao_s : Terceiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Thu Sep 25 00:00:00 UTC 1997
id : 4755175
ano_sessao_s : 1997
atualizado_anexos_dt : Sat Apr 02 09:55:53 UTC 2022
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1728990011410350080
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-07T02:57:48Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-07T02:57:48Z; Last-Modified: 2009-08-07T02:57:48Z; dcterms:modified: 2009-08-07T02:57:48Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-07T02:57:48Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-07T02:57:48Z; meta:save-date: 2009-08-07T02:57:48Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-07T02:57:48Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-07T02:57:48Z; created: 2009-08-07T02:57:48Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-08-07T02:57:48Z; pdf:charsPerPage: 1359; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-07T02:57:48Z | Conteúdo => MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA PROCESSO N° : 10384.003454/94.91 SESSÃO DE : 25 de setembro de 1997 ACÓRDÃO N° : 301-28.571 RECURSO N° : 117.583 RECORRENTE : INTEL SAT SISTEMAS LTDA RECORRIDA : DRJ/FORTALEZA/CE TELEFONE CELULAR - O telefone celular é classificado no Código TIPI/TAB 8525.20.0199, podendo aproveitar o beneficio do "ex-004" constante da Portaria MF 785, de 22/12/92, repetida na Portaria MF n° 269, de 18/06/93, por ser ele um "sistema de transceptores para telefonia celular na versão portátil". Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho - - - de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 25 de setembro de 1997 f1444 C4""4-)4.‘1417 FAUSTO DE FREITAS CASTRO NETO Presidente em Exercício • . -- MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ cfitee0C2tneAçr.ser.:Z:'i lt. repfiii.,:eAnZt:ÇNaroAtrrlO Relatora x,AroCitid ; Fazenda t:oclonal 8 DEZ 1n7 LUCIASA COR1-MZ Ofta PONTES Procuradora da Foaanda n11~010 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ISALBERTO ZAVÃO LIMA, LEDA RUIZ DAMASCENO, MARIA HELENA DE ANDRADE (Suplente) e MÁRIO RODRIGUES MORENO. Ausentes os Conselheiros: MOACYR ELOY DE MEDEIROS e LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. Imc - „ MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 117.583 ACÓRDÃO N° : 301-28.571 RECORRENTE : INTEL SAT SISTEMAS LTDA RECORRIDA : DRJ/FORTALEZA/CE RELATOR(A) : MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ RELATÓRIO Trata-se de retorno de diligência ao Secex, feita em cumprimento à diligência determinada pela Resolução n° 301-1034. Em complementação ao relatório já constante de fls. 41/42, que ora se ratifica, relato que a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, por seu Departamento de Negociações Internacionais, atendendo à Resolução n°301.1034 deste Conselho, informou que: "A descrição do "Ex 004" da Portaria MF n° 785, de 22/12/92, código 8525.20.0199 da TAB, repetida no "EX 003" da Portaria MF n° 269 de 18/06/93, "Sistemas de transceptores para telefonia celular na versão portátil", originou-se na Portaria MEFP n° 526, DOU de 21/06/91, e trata do aparelho portátil para comunicação telefônica celular, com as seguintes partes: - monofone, composto de transmissor-receptor, lógica e bateria de alimentação; - recarregador de baterias e transformador AC/DC; e, - amplificador de sinais (booster) A função do sistema é de pennitir conversação telefônica celular portátil e sua adaptação ao uso em veículos automotores. Portanto, abrange o telefone celular, como parte do sistema de telefonia." Anexou-se ao processo, ainda, cópia do pedido de redução de alíquota do Imposto de Importação, formulado pela NEC do Brasil S.A., junto ao Departamento de Comércio Exterior - DECEX - Coordenadoria Técnica de Tarifa - CTT, que deu origem ao "ex" da posição 8525.20.0199. É o relatório. 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.583 ACÓRDÃO N° : 301-28.571 VOTO Conforme já restou pacificado nesta Câmara, através de diversas decisões proferidas a respeito da questão, os aparelhos de telefonia celular estão beneficiados pela redução da aliquota fixada pela Portaria MF 785/92. Vejam-se, por exemplo, as ementas dos julgados proferidos nos Recursos 118.395, 118.354; dentre outros: "1. O "ex" é um mecanismo tarifário de política aduaneira e não um beneficio fiscal. A ele se aplicam todas as regas de classificação tarifária. 2. Os atos normativos são normas complementares da legislação tributária e entram em vigor na data de sua publicação. Até 11.05.94, quando foram expressamente mencionados pelo Ato Declaratório COSIT 28 todos os aparelhos portáteis para telefonia celular se enquadravam no "ex" da posição 8525.20.01.99. Dado provimento ao recurso voluntário. (Recurso 118.395 - acórdão 301- 28.403)". Deixo, porém registrado que o provimento ao recurso, pelo meu voto, se dá em razão de considerar os aparelhos de telefonia celular como parte de um "sistema", tal como especificado no "ex" em questão. Nas decisões retromencionadas, o enfoque dado pelo D. Relator para dar provimento ao recurso foi outro: ° 0 Parecer Cosit 28 (que declarou não estarem os aparelhos celulares enquadrados no "ex" da Portaria 785/92) não pode ser aplicado retroativamente. Discordo de tal argumento, face ao constante do artigo 106, inciso I, do Código Tributário Nacional, que dispõe que a lei se aplica a ato ou fato pretérito quando seja meramente interpretativa. O provimento ao recurso, em meu entendimento, se deve em razão de, efetivamente, os telefones celulares se enquadrarem no destaque da Portaria MF 785/92, por se caracterizarem como um sistema de transceptores para telefonia celular na versão portátil, conforme também afirmado pela própria Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, por seu Departamento de Negociações Internacionais, às fls. dos presentes autos. Sistema ou Unidade Funcional se caracteriza quando equipamentos ou maquinários devem ser agrupados para poderem desempenhar a função que lhe são próprias. 3 rr • • MINISTÉRIO DA FAZENDA • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 117.583 ACÓRDÃO N° : 301-28.571 Os aparelhos portáteis devem ser caracterizados como parte integrante do sistema de telefonia móvel celular, já que não desempenham qualquer outra função fora desse sistema. Não ligados ao sistema, não se prestam para qualquer outra finalidade. Dou, pois, provimento ao recurso, concelando-se as exigências constantes do auto vestibular. Sala das Sessões, em 25 de setembro de 1997 MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE - RELATORA 4 Page 1 _0019700.PDF Page 1 _0019800.PDF Page 1 _0019900.PDF Page 1
score : 1.0
