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Numero do processo: 17460.000093/2007-32
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/12/2005 a 31/12/2005
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL - CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO DA MÃO DE OBRA - REDUTORES - AFERIÇÃO INDIRETA.
Compete exclusivamente à RFB a aplicação de percentuais de redução e a verificação das áreas reais de construção, as quais serão apuradas com base nas informações prestadas na DISO, confrontadas com as áreas discriminadas no projeto arquitetônico aprovado pelo órgão municipal; ou no projeto arquitetônico acompanhado da ART registrada no CREA, caso o órgão municipal não exija a apresentação do projeto para fins de expedição de alvará/habite-se.
Não havendo discriminação das áreas passíveis de redução no projeto arquitetônico, o cálculo será efetuado pela área total, sem utilização de redutores.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - AFERIÇÃO INDIRETA.
Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante aferição indireta.
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN
Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício.
Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte.
Recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 2403-000.356
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Paulo Maurício Pinheiro Monteiro
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2005 a 31/12/2005 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL - CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO DA MÃO DE OBRA - REDUTORES - AFERIÇÃO INDIRETA. Compete exclusivamente à RFB a aplicação de percentuais de redução e a verificação das áreas reais de construção, as quais serão apuradas com base nas informações prestadas na DISO, confrontadas com as áreas discriminadas no projeto arquitetônico aprovado pelo órgão municipal; ou no projeto arquitetônico acompanhado da ART registrada no CREA, caso o órgão municipal não exija a apresentação do projeto para fins de expedição de alvará/habite-se. Não havendo discriminação das áreas passíveis de redução no projeto arquitetônico, o cálculo será efetuado pela área total, sem utilização de redutores. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - AFERIÇÃO INDIRETA. Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante aferição indireta. PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO - ACRÉSCIMOS LEGAIS - JUROS E MULTA DE MORA - ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 - RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA - ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35-A, para disciplinar a multa de ofício. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratando-se de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para compará-la com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalva-se a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35-A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso voluntário provido em parte.
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Compete exclusivamente à RFB a aplicação de percentuais de redução e a verificação das áreas reais de construção, as quais serão apuradas com base nas informações prestadas na DISO, confrontadas com as áreas discriminadas no projeto arquitetônico aprovado pelo órgão municipal; ou no projeto arquitetônico acompanhado da ART registrada no CREA, caso o órgão municipal não exija a apresentação do projeto para fins de expedição de alvará/habitese. Não havendo discriminação das áreas passíveis de redução no projeto arquitetônico, o cálculo será efetuado pela área total, sem utilização de redutores. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO AFERIÇÃO INDIRETA. Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante aferição indireta. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO ACRÉSCIMOS LEGAIS JUROS E MULTA DE MORA ALTERAÇÕES DADAS PELA LEI 11.941/2009 RECÁLCULO DA MULTA MAIS BENÉFICA ART. 106, II, C, CTN Até a edição da Lei 11.941/2009, os acréscimos legais previdenciários eram distintos dos demais tributos federais, conforme constavam dos arts. 34 e 35 da Lei 8.212/1991. A Lei 11.941/2009 revogou o art. 34 da Lei 8.212/1991 (que tratava de juros moratórios), alterou a redação do art. 35 (que versava sobre a multa de mora) e inseriu o art. 35A, para disciplinar a multa de ofício. Fl. 148DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1020.16409.IUW0. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa de mora mais benéfica. Ressalvase a posição do Relator, vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. Recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Cid Marconi Gurgel de Souza. Ausentes o Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto e o Conselheiro Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 149DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1020.16409.IUW0. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 17460.000093/200732 Acórdão n.º 240300.356 S2C4T3 Fl. 66 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 52 a 53, com Anexos às fls. 54 a 57, e aditamento ao Recurso Voluntário às fls. 58 a 59, apresentado contra Acórdão nº 1417.617 – 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto SP, fls. 39 a 47, que julgou procedente a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD nº 37.068.9674, no valor consolidado de R$ 5.704,70 (cinco mil, setecentos e quatro reais e setenta centavos) às fl. 01. A NFLD se refere às contribuições previdenciárias devidas e não recolhidas para a Seguridade Social, Financiamento dos Benefícios em Razão da Incapacidade Laborativa SAT e Terceiros ( SALÁRIO EDUCAÇÃO, INCRA, SENAI, SESI, SEBRAE), incidentes sobre a remuneração decorrente da mãodeobra em construção civil de responsabilidade de pessoa física, referente à Matrícula no Cadastro Específico do INSS CEI nº 38.130.00715/60, para a obra realizada no endereço: R. José Henrique de Melo, 918 – Centro – Martinópolis SP. Conforme o Relatório Fiscal, às fls. 15 a 16, foi apurada a remuneração da mãodeobra por aferição indireta – construção civil com base na tabela do Sindicato das Indústrias de Construção Civil SINDUSCON, conforme Aviso para Regularização de Obra — ARO, às fls. 18. Informa ainda o Relatório Fiscal, às fls. 15 a 16, que o ARO foi emitido de ofício pela fiscalização, em 13.12.2005, de forma que o DISO Declaração de Informações sobre Obra de Construção Civil, emite o ARO que retrata o quantum devido de contribuições previdenciárias e as destinadas a Outras Entidades, abatendo, para fins de apuração deste, os valores recolhidos pelo sujeito passivo. Tratase de auditoriafiscal em obra de construção civil de pessoa física com área total a regularizar de 166,45 m2, referente à construção de uma residência, iniciada em 18.06.2001 e encerrada em 25.08.2005. Anotase às fls. 19, que a AuditoriaFiscal colacionou cópia do Cadastro da Prefeitura do Município de Martinópolis, na qual consta como 166,45 m2 a área total do imóvel R. José Henrique de Melo, 918 – Centro – Martinópolis SP. O período de apuração, de acordo com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09384483F00 é de 06/2001 a 02/2007, fls. 11. O período do débito, conforme o Relatório Discriminativo Sintético de Débito DSD, às fls. 05, é 12/2005. O Recorrente teve ciência da NFLD no dia 12.04.2007, conforme o Aviso de Recebimento – AR nº 343848335 BR, às fls. 24. O Recorrente apresentou Impugnação, às fls. 27 a 29, com Anexos (contendo cópia dos autos) às fls. 30 a 36, alegando em síntese: Fl. 150DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1020.16409.IUW0. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Ocorrência cerceamento ocorrido por razão do recebimento do TIAD, haja vista o prazo lá estabelecido não ter sido suficiente ao cumprimento das exigências, eis que restou somente 3 dias para tanto, o que é humanamente impossível, haja vista serem documentos "não usuais" ao cidadão/contribuinte, necessitando de amparo profissional e assistencial para tanto. Não concordar com os valores estabelecidos unilateralmente pelo Instituto Previdenciário, pois se verifica no ARO a atribuição do custo global da obra como sendo R$ 208.501,93 (duzentos e oito mil, quinhentos e um reais e noventa e três centavos), quando na verdade o imóvel possui valor aproximadamente R$ 100.000,00 (cem mil reais). Assim, a base do salário de contribuição unilateralmente atribuído em R$ 11.669,59 (onze mil, seiscentos e sessenta e nove reais e cinqüenta e nove centavos), deveria ser aproximadamente R$ 7.000,00 (sete mil reais). Destarte, considerou o instituto previdenciário a área construída de 166,43 m2, como área útil residencial integralmente, com incidência de tributo máximo percentual, quando na realidade aproximadamente 70 m2 representa garagem e varanda abertas, onde deveria incidir percentual de forma diferenciada. Requer seja acolhida a presente defesa administrativa, para determinar a revisão do cálculo de lançamento da contribuição previdenciária devida. A Recorrida analisou a autuação e a Impugnação, julgando procedente a autuação, conforme o Acórdão nº 1417.617 – 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto SP, fls. 39 a 47, cuja Ementa segue: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 13/12/2005 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. CONSTRUÇÃO CIVIL PESSOA FÍSICA. AFERIÇÃO. É devida a contribuição previdenciária sobre a remuneração paga pela mãodeobra utilizada na execução de obra de responsabilidade de pessoa física, obtida através de aferição indireta, em razão da não comprovação do montante dos salários pagos pela execução da obra. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. A Administração Pública, antes de decidir sobre o mérito de uma questão administrativa, ao dar à parte contrária a oportunidade de impugnála da forma que entender, respeitandose o prazo previsto pela legislação de defesa, não infringe os princípios constitucionais da ampla defesa c do contraditório. ÔNUS DA PROVA. Fl. 151DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1020.16409.IUW0. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 17460.000093/200732 Acórdão n.º 240300.356 S2C4T3 Fl. 67 5 Não comprovado, por meio de provas, a existência de áreas passiveis de aplicação de redutor na aferição do valor do custo de mão de obra, subsiste o débito. Lançamento Procedente Inconformado com a decisão, o Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 52 a 53, com Anexos às fls. 54 a 57. No Recurso Voluntário, o Recorrente alega, em síntese que: (i) Reitera o inteiro teor da impugnação, requerendo a análise das matérias fáticojurídicas expostas. (ii) às fls. 55, apresenta o Memorial Descritivo da obra; (Iii) às fls. 56, junta aos autos o original do projeto arquitetônico a fim de comprovar que a área total da construção é de 165,37 m2. (iv) Requer o recálculo em função das áreas passíveis de redução, nos termos do art. 449, IN 3/2005; A seguir, o Recorrente apresenta Aditamento ao Recurso Voluntário,. Às fls. 58 a 59, com Anexo às fls. 60, alegando em síntese: (i) O recorrente baseado nos projetos arquitetônico de construção da casa e conservação de uma edícula, num total de construção de 165,37 m2 (cento e sessenta e cinco metros quadrados e trinta e sete centímetros), considerando área de garagem, varanda e principal, bem como, multas e correções devidas, obteve o calculo de recolhimento devido de R$ 4.901,47 (quatro mil novecentos e um reais e quarenta e sete centavos), com vencimento em 29/02/2008. Desta forma, o recorrente espontaneamente recolheu referido valor, conforme cópia autenticada da guia em anexo, quitando seu débito. (ii) Pelo exposto, requer, a declaração de quitação da contribuição devida, determinado o arquivamento do presente procedimento, com as comunicações de praxe, para os fins de expedição de CND. Anotase que às fls. 60, é apresentada cópia da GPS – Guia da previdência Social paga no valor de R$ 4.901,47, para a competência 02/2008. Às fls. 62, na cópia da tela do sistema MF/RFB COGPS – Consulta Detalhes da GPS, consulta em 06.03.2008, confirma o pagamento da GPS para a matrícula CEI em questão, relativa à competência 02/2008. Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 64. Fl. 152DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1020.16409.IUW0. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 É o Relatório. Fl. 153DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1020.16409.IUW0. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 17460.000093/200732 Acórdão n.º 240300.356 S2C4T3 Fl. 68 7 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 64. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares. DAS QUESTÕES PRELIMINARES DA QUITAÇÃO DO DÉBITO O Recorrente no Aditamento ao Recurso Voluntário, às fls. 58 a 59, alega a quitação integral do débito, para a área total que reputa devida, no caso 165,37m2: (i) O recorrente baseado nos projetos arquitetônico de construção da casa e conservação de uma edícula, num total de construção de 165,37 m2 (cento e sessenta e cinco metros quadrados e trinta e sete centímetros), considerando área de garagem, varanda e principal, bem como, multas e correções devidas, obteve o calculo de recolhimento devido de R$ 4.901,47 (quatro mil novecentos e um reais e quarenta e sete centavos), com vencimento em 29/02/2008. Desta forma, o recorrente espontaneamente recolheu referido valor, conforme cópia autenticada da guia em anexo, quitando seu débito. Desta forma, o Recorrente, por vias lógicas, desiste da argumentação utilizada no Recurso Voluntário, às fls. 52 a 53, para então no Aditamento ao Recurso Voluntário, às fls. 58 a 59, declarar que quitou o débito para com a Receita Federal do Brasil – RFB, requerendo então a expedição da Certidão Negativa de Débito – CND. Neste sentido, o Recorrente colacionou às fls. 56, cópia do projeto arquitetônico a fim de comprovar que a área total da construção é de 165,37 m2. Outrossim, para efeitos de aplicação do redutor para o cálculo da área edificada, devese observar o disposto no art. 449, §§1º, 3º, IN 3/2005: Art. 449. Será aplicado redutor de cinqüenta por cento para áreas cobertas e de setenta e cinco por cento para áreas descobertas, desde que constatado que as mesmas integram a área total da edificação, definida no inciso XVIII do art. 413, nas obras listadas a seguir: I quintal; Fl. 154DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1020.16409.IUW0. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 8 II playground; III quadra esportiva ou poliesportiva; IV garagem, abrigo para veículos e pilotis; V quiosque; VI área aberta destinada à churrasqueira; (Nova redação dada pela IN MF/RFB nº 829, de 20/03/2008) Redação original: VI área destinada à churrasqueira; VII jardim; VIII piscinas; (Nova redação dada pela IN MPS/SRP nº 24, de 30/03/2007) Redação original: VIII piscina préfabricada de fibra; IX telheiro; X estacionamento térreo; XI terraços ou área descoberta sobre lajes; (Nova redação dada pela IN MPS/SRP nº 24, de 30/03/2007) Redação original: XI terraço sem paredes externas e divisórias internas; XII varanda ou sacada; XIII área coberta sobre as bombas e área descoberta destinada à circulação ou ao estacionamento de veículos nos postos de gasolina. XIV caixa d’água; (Incluído pela IN MPS/SRP nº 24, de 30/03/2007) XV casa de máquinas. (Incluído pela IN MPS/SRP nº 24, de 30/03/2007) § 1º Compete exclusivamente à SRP, a aplicação de percentuais de redução e a verificação das áreas reais de construção, as quais serão apuradas com base nas informações prestadas na DISO, confrontadas com as áreas discriminadas: I no projeto arquitetônico aprovado pelo órgão municipal; ou II no projeto arquitetônico acompanhado da ART registrada no CREA, caso o órgão municipal não exija a apresentação do projeto para fins de expedição de alvará/habitese. § 2º A redução será aplicada também às obras que envolvam acréscimo de área já regularizada, reforma e demolição. Fl. 155DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1020.16409.IUW0. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 17460.000093/200732 Acórdão n.º 240300.356 S2C4T3 Fl. 69 9 § 3º Não havendo discriminação das áreas passíveis de redução no projeto arquitetônico, o cálculo será efetuado pela área total, sem utilização de redutores. § 4º Jardins, quintais e playgrounds sobre terreno natural não são considerados área construída e não deverão ser incluídos no cálculo da remuneração. § 5º A redução prevista neste artigo servirá apenas para o cálculo da remuneração por aferição, devendo constar na CND para fins de averbação a área total da edificação indicada no habitese, certidão da prefeitura municipal, planta ou projeto aprovados, termo de recebimento da obra, quando contratada com a Administração Pública, ou em outro documento oficial expedido por órgão competente e não a área reduzida. Desta forma, o Recorrente, para efeitos de redução no cálculo da remuneração por aferição, não atendeu os requisitos do art. 449, §1º, IN 3/2005 pois apresentou apenas o projeto arquitetônico, às fls. 56, sem a aprovação do Órgão Municipal (art. 449, §1º, I, IN 3/2005) ou então acompanhado da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica (art. 449, §1º, II, IN 3/2005). Com isso, na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante aferição indireta, nos termo do o art.33, § 4º, da Lei8.212/1991, com a redação à época do fato gerador: “Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. (Redação dada pela Lei nº 10.256, de 2001). (...) § 4º Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mãodeobra empregada, proporcional à área construída e ao padrão de execução da obra, cabendo ao proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa coresponsável o ônus da prova em contrário. (gn)” De plano, anotase que, conforme dados da Prefeitura Municipal de Martinópolis, a área do imóvel é de 166,45 m2 : Anotase às fls. 19, que a AuditoriaFiscal colacionou cópia do Cadastro da Prefeitura do Município de Martinópolis, na qual consta como 166,45 m2 a área total do imóvel R. José Henrique de Melo, 918 – Centro – Martinópolis SP. Fl. 156DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1020.16409.IUW0. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 10 Desta forma, com fulcro no art. 449, §3º, IN 3/2005, considerase a área do imóvel conforme o descrito no ARO emitido pela AuditoriaFiscal, às fls. 18, onde a área residencial considerada para os fins de tributação por aferição indireta foi de 166,45 m2 . Concluise que não prospera a argumentação do Recorrente pois não ocorre, para a hipótese, os requisitos para redução no cálculo da remuneração por aferição indireta, nos termos do art. 449, §1º, IN 3/2005, pois o Recorrente não atendeu os requisitos deste artigo. Não obstante, observase que o recolhimento efetuado pelo Recorrente, conforme GPS às fls. 60, deverá ser devidamente apropriado pela autoridade lançadora da RFB. DO MÉRITO. DA MULTA DE MORA Esta Colenda Turma de Julgamento vem se posicionando reiteradamente, por maioria, em relação ao recálculo dos acréscimos legais, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte: A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106, II, c do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; Fl. 157DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1020.16409.IUW0. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 17460.000093/200732 Acórdão n.º 240300.356 S2C4T3 Fl. 70 11 c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Ressalvase a posição do Relator, posição vencida nesta Colenda Turma, na qual se deve determinar o recálculo dos acréscimos legais na forma de juros de mora (com base no art. 35, Lei 8.212/1991 c/c art. 61, § 3º Lei 9.430/1996 c/c art. 5º, § 3º Lei 9.430/1996) e da multa de ofício (com base no art. 35A, Lei 8.212/1991 c/c art. 44 Lei 9.430/1996), com a prevalência dos acréscimos legais mais benéficos ao contribuinte. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso, rejeitar a PRELIMINAR suscitada, NO MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO, para que se recalcule a multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91, com a prevalência da mais benéfica ao contribuinte. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 158DF CARF MF Excluído - Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.1020.16409.IUW0. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES em 15/03/2011 18:14:00. Documento autenticado digitalmente por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES em 15/03/2011. Documento assinado digitalmente por: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI em 17/03/2011 e PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO em 16/03/2011. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 17/10/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP17.1020.16409.IUW0 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: E555A7A9F1D7A7C07586FC8E0FB92932BEE68E34 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 17460.000093/2007-32. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10880.919473/2015-62
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 15 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Wed Sep 30 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 1302-004.638
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, vencido o conselheiro Ricardo Marozzi Gregório (relator), que dava provimento parcial ao recurso. Designada para redigir o voto vencedor a conselheira Andréia Lucia Machado Mourão. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 1302-004.637, de 15 de julho de 2020, prolatado no julgamento do processo 10880.919477/2015-41, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cléucio Santos Nunes, André Severo Chaves (suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
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ADMISSIBILIDADE. A admissibilidade dos elementos de prova documental juntados após a impugnação exige que o caso concreto enquadre-se numa das situações excludentes previstas no § 4º do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. No presente caso, há fatos/razões trazidas aos autos pela própria DRJ quando esta fundamenta sua decisão no argumento de que a retificação da DCTF carecia de provas documentais. Trata-se, em verdade, do chamado "diálogo das provas" corriqueiramente suscitado neste Colegiado. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE DCTF. Para fins de corroborar o pedido de compensação, é possível a retificação da DCTF depois de formalizado o pleito, desde que coerente com as demais provas produzidas nos autos. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. A compensação de crédito líquido e certo do sujeito passivo somente pode ser autorizada nas condições e sob as garantias estipuladas em lei; no caso, não ficou demonstrada nos autos a existência do crédito pleiteado. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, vencido o conselheiro Ricardo Marozzi Gregório (relator), que dava provimento parcial ao recurso. Designada para redigir o voto vencedor a conselheira Andréia Lucia Machado Mourão. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 1302-004.637, de 15 de julho de 2020, prolatado no julgamento do processo 10880.919477/2015-41, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 91 94 73 /2 01 5- 62 Fl. 158DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1302-004.638 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.919473/2015-62 (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cléucio Santos Nunes, André Severo Chaves (suplente convocado) e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adoto neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de recurso voluntário interposto por PROZYN INDUSTRIA E COMERCIO LTDA contra acórdão que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada diante da não homologação da compensação de crédito de pagamento indevido de estimativa de CSLL com débitos da própria contribuinte. A unidade de origem não homologou a compensação porque constatou que o DARF discriminado no PER/DCOMP havia sido integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte. Em sua manifestação de inconformidade, a interessada alegou que efetuou uma conciliação contábil e constatou que era mais vantajoso pagar a estimativa com base na receita bruta, entretanto, já havia efetuado o recolhimento com base em balancete de suspensão ou redução. Neste sentido, juntou um demonstrativo das diferenças apuradas e a DCTF retificadora. A DRJ, no entanto, argumentou que a simples retificação da DCTF para alterar valores originalmente declarados, desacompanhada de documentação hábil e idônea (escrituração contábil/fiscal), não pode ser admitida para modificar o despacho decisório. Inconformada, a interessada apresentou recurso voluntário onde, essencialmente, junta a DIPJ contendo a informação do valor apurado segundo o critério da receita bruta. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: Fl. 159DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1302-004.638 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.919473/2015-62 Com a devida vênia, divergi do voto do Conselheiro Relator, tendo sido acompanhada pela maioria do colegiado, por entender não ser necessário, no presente caso, o retorno dos autos à unidade de origem para “verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação”, conforme fundamentos a seguir. Tratam os autos de declaração de compensação transmitida com base em suposto “pagamento a maior” de estimativa mensal de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), , cujo DARF apresenta as seguintes características: PERÍODO DE APURAÇÃO CÓDIGO DE RECEITA VALOR TOTAL DO DARF DATA DE ARRECADAÇÃO 30/06/2012 2484 50.550,70 31/07/2012 No Despacho Decisório não foram homologadas as compensações declaradas por ter sido identificado que o pagamento indicado teria sido completamente utilizado para quitar débitos da contribuinte. Em sede de Manifestação de Inconformidade, no intuito de demonstrar o crédito pretendido a contribuinte apresentou DCTF, que foi retificada após a ciência do Despacho Decisório, e demonstrativo contendo comparativo entre as estimativas mensais apuradas no ano de 2012 segundo os critérios da receita bruta e o do lucro real. A DRJ entendeu ser “plausível que o contribuinte possa retificar a DCTF a qualquer tempo, observado o prazo de cinco anos e respeitadas as condições impostas pela legislação”. No entanto, apontou que não basta a simples retificação da DCTF, cabendo ao contribuinte apresentar documentação hábil e idônea para demonstrar a alteração das informações originais e, na ausência de apresentação de documentação que permitisse a análise do pleito, concluiu pela manutenção do decidido no Despacho Decisório. Ocorre que a simples retificação de DCTF para alterar valores originalmente declarados, desacompanhada de documentação hábil e idônea (escrituração contábil/fiscal), não pode ser admitida para modificar o despacho decisório. O sujeito passivo é obrigado a comprovar a veracidade das informações declaradas na DCTF e no PER/DCOMP e a autoridade administrativa tem o poder-dever de confirmá-las. Diante da ausência de documentos que permitam a análise do pleito e comprovem a existência do direito líquido e certo à restituição, deve-se concordar com a decisão recorrida e ratificar o não reconhecimento do direito creditório. No Recurso Voluntário, a contribuinte apresentou a DIPJ original, contendo a informação de que o valor da estimativa mensal apurada em junho de 2012 seria de R$ 40.452,83 e demonstrativo com a diferença entre o valor pago e o declarado na DIPJ. Fl. 160DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1302-004.638 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.919473/2015-62 Pela análise dos autos, observa-se que o PER/DCOMP nº 30862.01741. 291012.1.3.04-1004 foi transmitido em 29/10/2012, pleiteando a utilização de um crédito decorrente de pagamento a maior de estimativa mensal de CSLL. Na data de transmissão deste PER/DCOMP, a DCTF apresentada pela contribuinte continha a informação de que o pagamento que teria originado o crédito pleiteado foi integralmente utilizado para extinguir débito da contribuinte apurado no período, de modo que não existia crédito disponível para ser utilizado na compensação declarada. De fato, a DCTF foi retificada após a ciência do Despacho Decisório. Nota-se, então, que o crédito que a interessada alega possuir seria decorrente de apuração de valor devido a menor, apurado em data posterior à época da entrega das declarações originais e que o crédito pleiteado não tinha liquidez e certeza no momento da transmissão do PER/DCOMP. Convém esclarecer que a DCTF não constitui uma mera formalidade, pois, é nesta declaração que a contribuinte declara seus débitos e faz as vinculações a pagamentos e possíveis compensações. Assim, a declaração do contribuinte em DCTF é instrumento de confissão de dívida e constituição definitiva do crédito tributário, conforme dispõe a legislação tributária (art. 5º do Decreto Lei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, e demais atos normativos da RFB pertinentes a DCTF), bem como entendimento pacificado nas esferas administrativa e judicial. Ainda, nos termos do § 1º do art. 147 do Código Tributário Nacional – CTN, a retificação de declaração por iniciativa do próprio declarante, no intuito de reduzir ou excluir tributo, somente é admissível mediante a comprovação do erro em que se funde, e antes de notificação do ato fiscal ou qualquer procedimento administrativo. Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. § 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela. Faz prova a favor do sujeito passivo a escrituração mantida com observância das disposições legais, contudo esta deve estar embasada em Fl. 161DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1302-004.638 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.919473/2015-62 documentos hábeis, segundo sua natureza. Veja-se o Decreto 7.574/2011, artigos 26 a 27, transcrito a seguir: Art. 26. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do sujeito passivo dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (Decreto-Lei n o 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 9 o , § 1 o ) Parágrafo único. Cabe à autoridade fiscal a prova da inveracidade dos fatos registrados com observância do disposto no caput (Decreto-Lei n o 1.598, de 1977, art. 9 o , § 2 o ). Art. 27. O disposto no parágrafo único do art. 26 não se aplica aos casos em que a lei, por disposição especial, atribua ao sujeito passivo o ônus da prova de fatos registrados na sua escrituração (Decreto-Lei n o 1.598, de 1977, art. 9 o , § 3 o ). Efetivamente, o ônus probatório do fato constitutivo do alegado direito creditório é do contribuinte, conforme art. 373, I, do CPC/2015, de aplicação subsidiária ao processo administrativo fiscal. E o momento da produção da prova, conforme disposto nos arts. 15 e 16 do Decreto nº 70.235/72 é por ocasião da apresentação das razões de defesa na instância a quo e admitida a complementação de provas, na instância recursal, por ocasião da apresentação do recurso voluntário. Pela análise dos autos, pode-se concluir que no presente caso, não houve “omissão da DRJ” em apreciar as provas apresentadas, nem a interessada apresentou em seu recurso documentos que comprovassem, sem sombra de dúvida, o direito ao crédito em discussão, tais como sua escrituração contábil (livros Diário, Razão Analítico e Lalur). Assim, entendo que não cabe o retorno do processo à unidade de origem para “verificação da existência, suficiência e disponibilidade do crédito pretendido em compensação”, determinado no voto do Conselheiro Relator. Destaco que esta turma já admitiu o retorno dos autos à unidade de origem para afastar óbice à análise do crédito pleiteado e dar continuidade à verificação da existência do direito creditório, como nos casos em que se discute a prescrição do pedido de restituição formulado antes de 09/06/2005 (Súmula CARF nº 91) ou quando se reconhece a possibilidade a caracterização de indébito, para fins de restituição ou compensação, na data do recolhimento de estimativa mensal (Súmula CARF nº 84). COMPENSAÇÃO. DECADÊNCIA/PRESCRIÇÃO. PEDIDO FORMULADO ANTES DE 09/06/2005. SÚMULA CARF 91. RETORNO À UNIDADE PREPARADORA PARA ANÁLISE. Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. (Acórdão nº 1302-004.588, de 18/06/2020, Conselheira Relatora Andréia Lúcia Machado Mourão) Fl. 162DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 1302-004.638 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.919473/2015-62 RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ESTIMATIVA. De conformidade com a Súmula CARF nº 84, o pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. COMPENSAÇÃO. ARGUMENTO DE DIREITO SUPERADO. Quando uma instância anterior não admite a compensação com base em argumento de direito, caso superado o fundamento da decisão, aquela instância deve proceder à análise do mérito do pedido, garantindo-se ao contribuinte direito ao contencioso administrativo completo em caso de insucesso ou sucesso parcial. (Acórdão nº 1302-004.470, de 16/06/2020, Conselheiro Relator Ricardo Marozzi Gregorio) No entanto, além destes precedentes não estarem relacionados à matéria em discussão, no presente caso não foi identificado óbice à análise do crédito pleiteado, que tenha impedido a continuidade da verificação da existência do direito creditório pelas instâncias julgadoras. Alternativamente, na situação em exame também não caberia determinar realização de diligência para intimar a contribuinte a apresentar provas documentais da escrituração contábil, pois estas, caso existissem, já deveriam ter sido juntadas aos autos pelo próprio contribuinte. A conversão do julgamento em diligência só se revela necessária para elucidar pontos duvidosos que requeiram conhecimento técnico especializado para o deslinde de questão controversa, não se prestando para substituir o ônus da contribuinte de produzir provas. Quanto ao direito creditório, conforme há mencionado, no caso em concreto a interessada não juntou documentação hábil para infirmar a motivo que levou a autoridade fiscal competente a não homologar a compensação ou a comprovar inclusão indevida de valores na base de cálculo, erro material na apuração da contribuição ou reduções de valores da base de cálculo de débito confessado em DCTF. Assim, uma vez não comprovada nos autos a existência de direito creditório líquido e certo do contribuinte contra a Fazenda Pública passível de compensação, não há o que ser reconsiderado no Acórdão da DRJ. Conclusão Por tudo que foi exposto, divergindo do Conselheiro Relator, VOTO por negar provimento ao Recurso Voluntário. Fl. 163DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 1302-004.638 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10880.919473/2015-62 CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de tal sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado – Presidente Redator Fl. 164DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 10166.008998/2002-21
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF
Ano-calendário: 1998
DCTF. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE.
Na vigência da redação original do art. 90 da Medida Provisória nº 2.158- 35/2001, serão objeto de lançamento de ofício as diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e às contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. Com a alteração perpetrada pelo art. 18 da Lei nº 10.833/2001, os lançamentos já efetuados devem permanecer íntegros.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-002.352
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, com retorno dos autos à Câmara de origem para análise das demais questões.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: Manoel Coelho Arruda Junior
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MOBILIARIOS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 1998 DCTF. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. Na vigência da redação original do art. 90 da Medida Provisória nº 2.158 35/2001, serão objeto de lançamento de ofício as diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e às contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. Com a alteração perpetrada pelo art. 18 da Lei nº 10.833/2001, os lançamentos já efetuados devem permanecer íntegros. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, com retorno dos autos à Câmara de origem para análise das demais questões. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNI OR 2 (Assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Manoel Coelho Arruda Junior Relator EDITADO EM: 26/09/2012 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Pedro Anan Junior, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Tratase de Recurso Especial (fls. 122/126), interposto pela r. Procuradoria da Fazenda Nacional, em face do Acórdão nº 10422.178 (fls. 106/ss) da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, proferido em 24/01/2007, que, por maioria de votos, deu provimento ao recurso para considerar inadequada a exigência por meio de Auto de Infração Tratase de Auto de Infração — IRRF Declaração de Contribuições e Tributos Federais, ano calendário de 1998, folha 15, mediante o qual é exigido da interessada supra identificada o crédito tributário no valor de R$ 1.687.724,89, pelas razões constantes às folhas 16/19. Cientificada, a contribuinte apresentou impugnação (folhas 01/03), contestando o Auto de Infração, e para tanto juntou cópias dos Darf pagos para serem analisados, informando que os pagamentos foram feitos com o CNPJ das filiais, quando deveria ser com o da matriz. O lançamento foi objeto de revisão de ofício. Ao analisar a impugnação da contribuinte, a Quarta Turma da Delegacia da Receita Previdenciária de Brasília/DF considerou o lançamento procedente em parte, conforme o teor do Acórdão 14.821: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte IRRF Ano calendário: 1998 Ementa: Pagamento — Cancelamento da Exigência Correspondente — Extinção do Crédito Tributário Se na fase impugnatória a contribuinte comprova a improcedência de parte do lançamento por conta de recolhimentos já efetuados, há que se cancelar a importância da exigência fiscal correspondente, vez que o pagamento extingue o crédito tributário, mantendose apenas o valor do crédito cujo recolhimento não foi comprovado. Lançamento Procedente em Parte Fl. 2DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNI OR Processo nº 10166.008998/200221 Acórdão n.º 920202.352 CSRFT2 Fl. 2 3 Em sede de Recurso Voluntário (fls. 383/ss), o contribuinte reiterou as alegações apresentadas na primeira instância, de que tal crédito foi recolhido quando do vencimento, com a utilização de CNPJ e código de arrecadação indevidos, tendo sido objeto de retificação da guia DARF. Em janeiro de 2007, ao analisar o recurso interposto pelo contribuinte a Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, decidiu, por maioria de votos, dar provimento ao recurso para considerar inadequada a exigência por meio de Auto de Infração, conforme o teor do Acórdão 10422.178: IRF VALOR LANÇADO EM DCTF COMPENSAÇÃO INDEVIDA PROCEDIMENTO Incabível o lançamento para exigência de saldo a pagar apurado em DCTF devido à não homologação de valores compensados, salvo se ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei n°.4.502, de 30 de novembro de 1964. Ainda assim, o lançamento deve restringirse à exigência da multa de ofício. O saldo do imposto a pagar, em qualquer caso, deve ser encaminhado à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição na Dívida Ativa da União. Recurso provido. O que se observa do acórdão combatido é que, segundo o voto condutor, a legislação atualmente em vigor é clara quanto à impossibilidade de lavratura de auto de infração para formalizar exigência de crédito tributário informado em DCTF. Afirma só ser cabível o lançamento de ofício, nos casos de dolo, fraude ou simulação e, ainda assim, devendo ser lançada apenas a multa, isoladamente. Ademais, de acordo com o acórdão recorrido, a própria Secretaria da Receita Federal definiu o procedimento a ser adotado nesses casos no sentido de que eventuais diferenças a pagar deverão ser enviadas para inscrição em Dívida Ativa da União. Inconformada, a PGFN interpôs Recurso Especial, com base no art. 7º, inciso I do Regimento Interno da CSRF, arguindo contrariedade ao art. 142 do CTN. De acordo com a recorrente, O parágrafo único do art. 142 do CTN indica que o lançamento é uma atividade vinculada e estritamente necessária no procedimento fiscal. Sendo assim, afirma ser notório o prejuízo em potencial que o Fisco pode sofrer sem a garantia do lançamento sobre o crédito tributário apurado e não pago. Alega ainda a PGFN ser temerário o cancelamento do lançamento efetuado corretamente pela autoridade fiscal, sob a justificativa ilegítima de que houve "confissão" da dívida pelo contribuinte na DCTF. É inquestionável o prejuízo em potencial que o Fisco pode sofrer sem a garantia do lançamento sobre o crédito tributário apurado e não pago. No sentido de fundamentar a controvérsia, a PGFN traz à balia o Acórdão 20310405 como paradigma: PIS. PERÍODOS DE APURAÇÃO 06/2000 A 09/2001. VALORES DECLARADOS EM DCTF. PAGAMENTOS INFORMADOS E NÃO EFETUADOS. SALDOS A PAGAR NULOS. CONFISSÃO DE DÍVIDA NÃO CARACTERIZADA. NECESSIDADE DE LANÇAMENTO. 1V1P N° 2.15835/2001, Fl. 3DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNI OR 4 ART. 90. LEI N° 11.051/2004, ART. 25. EXONERAÇÃO DA MULTA DE OFÍCIO. No período em que a DCTF considera confissão de dívida apenas os saldos a pagar, os valores declarados como pagos, mas não recolhidos, devem ser lançados com base no art. 90 da MP n° 2.15835, sendo as multas respectivas exoneradas em virtude da aplicação retroativa do art. 25 da Lei n° 11.051/2004, que alterou a redação do art. 18 da Lei n° 10.833/2003 de modo a determinar o lançamento da multa isolada apenas nas hipóteses de sonegação, fraude e conluio. JUROS DE MORA. Nos termos do art. 161, § 1 0, do CTN, apenas se a lei não dispuser de modo diverso os juros serão calculados à taxa de 1% ao mês, sendo legítimo o emprego da taxa SELIC, nos termos da legislação vigente. Recurso provido em parte. Em Despacho à fls. 128/129, o Presidente da Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes deu seguimento ao recurso especial por entender que a argumentação contida no Recurso Especial conduz à conclusão de que o dispositivo legal (Art. 142 do CTN) poderia, em tese, ter sido contrariado, o que demanda o reexame da questão por parte da Câmara Superior de Recursos Fiscais. É o que tenho a relatar. Voto Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior, Relator O Recurso é tempestivo, tendo sido demonstrada a contrariedade, pressuposto de admissibilidade previstos no Regimento Interno, razão pela qual conheço do Recurso Especial interposto pela PFN. Para compreender a controvérsia, mister fazer um breve retrospecto da instituição da DCTF. O DecretoLei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, permitiu que a Secretaria da Receita Federal instituísse a DCTF. Em seu art. 5º, rezava: Art. 5º O Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. § 1º O documento que formalizar o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. § 2º Não pago no prazo estabelecido pela legislação o crédito, corrigido monetariamente e acrescido da multa de vinte por cento e dos juros de mora devidos, poderá ser imediatamente inscrito em dívida ativa, para efeito de cobrança executiva, observado o disposto no § 2º do artigo 7º do Decretolei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983. § 3º Sem prejuízo das penalidades aplicáveis pela inobservância da obrigação principal, o não cumprimento da obrigação Fl. 4DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNI OR Processo nº 10166.008998/200221 Acórdão n.º 920202.352 CSRFT2 Fl. 3 5 acessória na forma da legislação sujeitará o infrator à multa de que tratam os §§ 2º, 3º e 4º do artigo 11 do Decretolei nº 1.968, de 23 de novembro de 1982, com a redação que lhe foi dada pelo Decretolei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983. (grifouse) O dispositivo legal acima permitiu que os valores confessados em DCTF, não pagos ou com exigibilidade suspensa, fossem tratados como confissão de dívida, podendo ser inscritos imediatamente em dívida ativa, sem a necessidade do lançamento de ofício. Ademais, a iterativa jurisprudência dos tribunais superiores ratificou o entendimento de que os valores declarados em DCTF são dívidas confessadas, constituindo o crédito tributário, podendo ser cobradas imediatamente. Esse cenário normativo vigorou até o advento do art. 90 da MP nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, que, em consonância com uma relevante alteração ocorrida na estrutura da DCTF a partir de 1997, introduziu uma nova abordagem na questão. Agora, o contribuinte passou a informar como os créditos tributários tinham sido extintos por pagamento ou compensação, bem como passou a registrar as hipóteses de suspensão da exigibilidade, especificamente a judicial e o parcelamento. Transcrevese o art. 90 da MP nº 2.15890, verbis: Art.90. Serão objeto de lançamento de ofício as diferenças apuradas, em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, indevidos ou não comprovados, relativamente aos tributos e às contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal. Buscando conciliar o art. 90 da MP nº 2.15890 com o art. 5º, § 1º, do DecretoLei nº 2.124/84, o fisco passou a entender que, com a nova DCTF, apenas o saldo a pagar (débitos menos créditos vinculados) seria confissão de dívida. Assim, como sucedeu no caso vertente, qualquer diferença apurada em declaração prestada pelo sujeito passivo, decorrentes de pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade deveria ser objeto de lançamento de ofício. Devese esclarecer, por oportuno, que o fato de um débito ter sido confessado em uma declaração não obstaculiza que o mesmo seja objeto de um lançamento de ofício. Simplesmente, dando uma nova vestimenta legal à cobrança, no caso do lançamento de ofício na via do auto de infração, permitirseá que o contribuinte discuta o débito no contencioso administrativo. Dessa forma, a partir do art. 90 da MP nº 2.15835/2001, o fisco passou a constituir as diferenças apuradas em DCTF na via do lançamento de ofício, na forma do art. 142 do Código Tributário Nacional, o que permitiu que os contribuintes insurgentes pudessem interpor recursos na via do processo administrativo fiscal federal, regulado pelo Decreto nº 70.235/72. Posteriormente, o art. 18 da Lei nº 10.833/2003 (conversão da Medida Provisória nº 135, de 31 de outubro de 2003) restringiu o alcance do art. 90 da Medida Provisória nº 2.15835, com a seguinte dicção: Art. 18. O lançamento de ofício de que trata o art. 90 da Medida Provisória no 2.15835, de 24 de agosto de 2001, limitarseá à imposição de multa isolada sobre as diferenças apuradas Fl. 5DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNI OR 6 decorrentes de compensação indevida e aplicarseá unicamente nas hipóteses de o crédito ou o débito não ser passível de compensação por expressa disposição legal, de o crédito ser de natureza não tributária, ou em que ficar caracterizada a prática das infrações previstas nos arts. 71 a 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964. O art. 90 da MP nº 2.15835/2001, pela redação acima, passou a reger, apenas, o lançamento de multa isolada sobre as diferenças apuradas decorrentes de compensação indevida. Não mais pôde ser aplicado para cobrar diferenças apuradas em declaração prestada pelo sujeito passivo. Dessa forma, restabeleceuse a sistemática de exigência dos débitos confessados exclusivamente com fundamento no documento que formaliza o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário (DCTF, DIRPF, etc.), sistemática essa que vinha sendo adotada, com espeque no art. 5o do Decretolei no 2.124, de 1984, até a edição da MP no 2.15835, de 2001. Ocorre que o lançamento aqui em debate, foi concretizado antes da alteração perpetrada na matéria pelo art. 18 da Lei nº 10.833/2003, como se pode ver pela numeração deste processo administrativo fiscal, protocolizado no ano de 2002. Apesar de o novo art. 90 da MP nº 2.15835/2001 dispensar o lançamento para apurar diferenças em declaração prestada pelo sujeito passivo, devese considerar que o lançamento do caso vertente foi feito respeitando as normas legais existentes no momento de sua lavratura, sendo um ato jurídico perfeito, o que implica que as instâncias julgadoras devem apreciar normalmente as inconformidades dos contribuintes. Por tudo, escorreito o lançamento vergastado que tomou por base divergências na DCTF do recorrente. Ante o exposto, voto no sentido de DAR provimento ao recurso do procurador, com retorno dos autos a Turma competente da Segunda Seção para apreciar o mérito do recurso voluntário, pois se vê que a então Quarta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes deu provimento ao recurso apenas por considerar inidôneo o veículo que constituiu o crédito tributário lançado, sem entrar no mérito do voluntário. É como voto. (Assinado digitalmente) Manoel Coelho Arruda Júnior Fl. 6DF CARF MF Impresso em 10/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 04/10/2012 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNI OR
score : 1.0
Numero do processo: 10945.004275/2007-91
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 01 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Thu Oct 15 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)
Ano-calendário: 2006
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. PEDIDO FORMULADO NA VIGÊNCIA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005.
Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente após 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo de 5 (cinco) anos a partir da data do pagamento, ainda que o tributo tenha sido recolhido antes da entrada em vigor da LC nº 118/2005.
Numero da decisão: 1002-001.589
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(documento assinado digitalmente)
Ailton Neves da Silva - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Jose Luz de Macedo - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ailton Neves da Silva, Marcelo Jose Luz de Macedo, Rafael Zedral e Thiago Dayan da Luz Barros
Nome do relator: MARCELO JOSE LUZ DE MACEDO
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PRAZO. PEDIDO FORMULADO NA VIGÊNCIA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005. Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente após 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo de 5 (cinco) anos a partir da data do pagamento, ainda que o tributo tenha sido recolhido antes da entrada em vigor da LC nº 118/2005. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva - Presidente (documento assinado digitalmente) Marcelo Jose Luz de Macedo - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ailton Neves da Silva, Marcelo Jose Luz de Macedo, Rafael Zedral e Thiago Dayan da Luz Barros Relatório Trata-se de pedido formulado em formulado em 24/07/2007 para restituição de valores recolhidos de 6106 SIMPLES - PAGAMENTO ME/EPP, relativos aos períodos de apuração 01, 02, 03, 04 e 05/2002. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 00 42 75 /2 00 7- 91 Fl. 75DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1002-001.589 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10945.004275/2007-91 Segundo relata o contribuinte no pedido de restituição (fls. 2 do e-processo), ele teria sido excluído do Simples, com efeito a partir de 01/2002, conforme processo 10945.002651/2004-60 e apresentou as declarações (DCTF e DIPJ) referente aos períodos de 2002 a 2004 dentro do prazo intimado (intimação SECAT n°. 001/2007) recebido em 04/11/2007, data onde teve ciência de que poderia compensar os tributos pagos indevidamente no regime simples. Posteriormente compensou os tributos pagos indevidamente através do programa PER/DCOMP, porem em virtude de alguns tributos estarem prescritos (2002) não ha como compensa-los através do programa PER/DCOMP. Diante da impossibilidade da compensação através do programa PER/DCOMP, solicitamos a restituição dos valores pagos indevidamente conforme demonstrativo no campo 3. Por meio da Informação Fiscal nº 26/2009, a Delegacia da Receita Federal (“DRF”) em Foz de Iguaçu indeferiu o pedido de restituição dos supostos recolhimentos indevidos de Simples efetuados no período de fevereiro a junho de 2002 em razão do reconhecimento da decadência. O contribuinte defendeu-se alegando ter apenas cumprido a decisão proferida nos autos do processo nº 10945.002651/2004-60, o qual tornou definitiva a exclusão do Simples, determinou a entrega das DCTF’s referentes aos anos calendário 2002, 2003, 2004 e 2005, e orientou quanto ao pedido de compensação. Em sessão de 03/12/2009, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba (“DRJ/CTA”) julgou improcedente a manifestação de inconformidade do contribuinte, nos termos da ementa abaixo transcrita: REPETIÇÃO DE INDÉBITO/COMPENSAÇÃO. PRAZO PARA EXERCÍCIO DO DIREITO. Extingue-se por decadência em cinco anos da data do pagamento antecipado, no caso dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o direito ã repetição (inclusive sob a forma de compensação) de valores pagos indevidamente ou em montante maior do que o devido. Nos fundamentos do voto relator (fls. 65 do e-processo): 8. A contribuinte foi objeto do Ato Declaratório Executivo de 09/06/2004, determinando sua exclusão do Simples a partir de 01/01/2002; a ciência da exclusão ocorreu em 27/08/2004, fls. 53/54; neste momento, a contribuinte foi intimada a regularizar a situação, apresentando as DIPJ em sistemática diferenciada e poderia ter aproveitado os recolhimentos no Simples para compensar em parte os impostos e contribuições devidos na outra sistemática. Fl. 76DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1002-001.589 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10945.004275/2007-91 9. Contudo, a interessada optou por apresentar a manifestação de inconformidade â exclusão sofrida, que foi julgada em 13/04/2006, fls. 14/14, e mantida. 10. 0 despacho de fl. 18 do Terceiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, em 13/12/2006, informa que a empresa desistiu do recurso voluntário que havia interposto junto àquela instância julgadora; nessa data os recolhimentos cuja restituição pleiteia, efetuados entre 13/02/2002 e 11/06/2002, ainda não estavam extintos pelo decurso do prazo qüinqüenal, para fins de restituição ou utilização na compensação de débitos. 11. Porém o pedido somente foi protocolizado em 24/07/2007, quando decorridos mais de 5 (cinco) anos dos pagamentos. [...] 14. Em síntese, confirma-se que o direito de pleitear a restituição extinguiu-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da extinção dos crédito tributários pelo pagamento, cuja data mais recente foi 11/06/2002, portanto extintos pelo pagamento em 11/06/2007, em 24/07/2007 já havia decorrido o prazo quinquenal. Inconformado, o contribuinte apresentou então recurso voluntário no qual requer que seja aplicada a jurisprudência do STJ para contagem do prazo de 10 anos constados da data do pagamento indevido. É o relatório. Voto Conselheiro Marcelo Jose Luz de Macedo, Relator. Tempestividade Como se denota dos autos, o contribuinte tomou ciência acórdão recorrido em 24/02/2016 (fls. 108 do e-processo), apresentando o recurso voluntário, ora analisado, no dia 28/03/2016 (fls. 110 do e-processo). Tendo em vista que o prazo inicialmente fixado como data final para protocolo da defesa, 25/03/2015, referia-se ao feriado nacional da “Paixão de Cristo”, o recurso voluntário apresentado é tempestivo, razão pela qual deve ser analisado por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (“CARF”). Fl. 77DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1002-001.589 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10945.004275/2007-91 Mérito Em que pese toda a argumentação empreendida pelo contribuinte em seu recurso voluntário a respeito do prazo para pleitear a sua restituição, convém desde logo ressaltar a existência da Súmula CARF nº 91, cujo os efeitos são vinculantes: Súmula CARF nº 91. Ao pedido de restituição pleiteado administrativamente antes de 9 de junho de 2005, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, aplica-se o prazo prescricional de 10 (dez) anos, contado do fato gerador. (Vinculante, conforme Portaria MF nº 277, de 07/06/2018, DOU de 08/06/2018). A referida súmula foi editada tendo por base o julgamento do STF em sede repercussão geral nos autos do Recurso Extraordinário n° 566.621 e o julgamento do STJ sob o rito de recurso repetitivo nos Recursos Especiais nº 1.002.932/SP e 1.269.570/MG. Nos mencionados julgados, firmou-se entendimento no sentido de que o prazo para o contribuinte pleitear restituição de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, para os pedidos protocolizados antes da vigência da Lei Complementar n° 118/2005, ou seja, antes de 09/06/2005, é de 5 (cinco) anos, conforme o artigo 150, § 4° do CTN, somado ao prazo de 5 (cinco) anos previsto no artigo 168, I, do mesmo CTN. A Câmara Superior de Recursos Fiscais deste Conselho tem julgados recentes neste sentido, como se vê a título de exemplo: RESTITUIÇÃO DE TRIBUTOS. PRAZO. PEDIDO FORMULADO APÓS A ENTRADA EM VIGOR DA LEI COMPLEMENTAR 118/2005. No caso de restituição de tributos sujeitos a lançamento por homologação pleiteada a partir de 9 de junho de 2005 o prazo prescricional aplicável é de cinco anos contados do pagamento antecipado, ainda que os tributos tenham sido recolhidos antes da entrada em vigor da Lei Complementar 118/2005. (Processo nº 11020.002123/2007-48. Acórdão nº 9101- 004.425. Sessão de 12/09/2019) In casu, o contribuinte pleiteou o presente pedido de restituição na data de 24/07/2007, razão pela qual não há que se falar em prazo de decadência de dez anos. Por todo o exposto, voto para negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Marcelo Jose Luz de Macedo Fl. 78DF CARF MF Documento nato-digital http://idg.carf.fazenda.gov.br/acesso-a-informacao/boletim-de-servicos-carf/portarias-do-mf-de-interesse-do-carf-2018/portarias-mf-277-sumulas-efeito-vinculantes.pdf Fl. 5 do Acórdão n.º 1002-001.589 - 1ª Sejul/2ª Turma Extraordinária Processo nº 10945.004275/2007-91 Fl. 79DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 13312.720224/2007-44
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 05 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Oct 09 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2003
INOVAÇÃO NA MATÉRIA ARGUIDA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE.
A inovação de matérias no Recurso Voluntário causa supressão de instância e, por consequência, impossibilita o CARF de conhecê-las.
Numero da decisão: 2402-008.793
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Denny Medeiros da Silveira - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Márcio Augusto Sekeff Sallem - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ana Claudia Borges de Oliveira, Denny Medeiros da Silveira (Presidente), Francisco Ibiapino Luz, Gregório Rechmann Junior, Marcelo Rocha Paura (suplente convocado), Márcio Augusto Sekeff Sallem, Rafael Mazzer de Oliveira Ramos e Renata Toratti Cassini. Ausente o conselheiro Luis Henrique Dias Lima.
Nome do relator: Márcio Augusto Sekeff Sallem
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2003 INOVAÇÃO NA MATÉRIA ARGUIDA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. A inovação de matérias no Recurso Voluntário causa supressão de instância e, por consequência, impossibilita o CARF de conhecê-las.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Augusto Sekeff Sallem - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ana Claudia Borges de Oliveira, Denny Medeiros da Silveira (Presidente), Francisco Ibiapino Luz, Gregório Rechmann Junior, Marcelo Rocha Paura (suplente convocado), Márcio Augusto Sekeff Sallem, Rafael Mazzer de Oliveira Ramos e Renata Toratti Cassini. Ausente o conselheiro Luis Henrique Dias Lima.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2020-08-24T16:25:14Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-08-24T16:25:14Z; Last-Modified: 2020-08-24T16:25:14Z; dcterms:modified: 2020-08-24T16:25:14Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-08-24T16:25:14Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-08-24T16:25:14Z; meta:save-date: 2020-08-24T16:25:14Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-08-24T16:25:14Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-08-24T16:25:14Z; created: 2020-08-24T16:25:14Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2020-08-24T16:25:14Z; pdf:charsPerPage: 1614; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-08-24T16:25:14Z | Conteúdo => S2-C 4T2 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13312.720224/2007-44 Recurso Voluntário Acórdão nº 2402-008.793 – 2ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 5 de agosto de 2020 Recorrente JOSE WELLINGTON REBOUCAS CHAGAS Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR) Exercício: 2003 INOVAÇÃO NA MATÉRIA ARGUIDA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. A inovação de matérias no Recurso Voluntário causa supressão de instância e, por consequência, impossibilita o CARF de conhecê-las. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira - Presidente (documento assinado digitalmente) Márcio Augusto Sekeff Sallem - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Ana Claudia Borges de Oliveira, Denny Medeiros da Silveira (Presidente), Francisco Ibiapino Luz, Gregório Rechmann Junior, Marcelo Rocha Paura (suplente convocado), Márcio Augusto Sekeff Sallem, Rafael Mazzer de Oliveira Ramos e Renata Toratti Cassini. Ausente o conselheiro Luis Henrique Dias Lima. Relatório Por transcrever a situação fática discutida nos autos, integro ao presente trechos do relatório redigido no Acórdão n. 03-47.794, pela 1ª turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Brasília/DF, às fls. 196/205: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 31 2. 72 02 24 /2 00 7- 44 Fl. 218DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2402-008.793 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13312.720224/2007-44 Da Autuação Contra o contribuinte interessado foi lavrado, em 17/12/2007, a Notificação de Lançamento n° 03103/00020/2007 (às fls. 01/05), pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário no montante de R$ 59.786,74, a título de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, do exercício de 2003, acrescido de multa de oficio (75,0%) e juros legais, tendo como objeto o imóvel rural denominado “Fazenda Pajeu”, cadastrado na RFB, sob o n° 5.016.812-6, declarado com área de 4.181,7 ha, e localização no Município de Poranga/CE. A ação fiscal proveniente dos trabalhos de revisão das DITR/2003 incidentes em malha valor, iniciou-se com o Termo de Intimação Fiscal de fls. 14/15 exigindo-se a apresentação dos seguintes documentos de prova: 1° - Cópia do ADA - Ato Declaratório Ambiental; 2° - Laudo Técnico emitido por profissional habilitado, para comprovar a área de preservação permanente existente no imóvel, de que trata o art. 2° da Lei 4.771/65 (Código Florestal), acompanhado de ART devidamente anotada no CREA, identificando o imóvel rural por meio de memorial descritivo de acordo com o artigo 9° do Decreto 4.449 de 30 de outubro de 2002; 3° - Certidão do órgão público competente, caso o imóvel ou parte dele esteja inserido em área declarada como de preservação permanente, nos termos do art. 30 da Lei 4.771/65 (Código Florestal), acompanhado de ato do poder público que assim a declarou; e, 4° - Laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecida na NBR 14.653 da ABNT, com fundamentação e grau de precisão II, com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) registrado no CREA, contendo todos os elementos de pesquisa identificados. A falta de apresentação do laudo de avaliação ensejará o arbitramento do valor da terra nua, com base nas informações do SIPT da RFB. Em resposta, foram apresentados os documentos/extratos de fls. 10/82. No procedimento de análise e verificação da documentação apresentada pelo Contribuinte, e das informações constantes das DITR/2003, a autoridade fiscal decidiu pela glosa integral da área declarada de preservação permanente, de 3.763,5 ha, além de alterar o VTN declarado de R$ 32.000,00 para o arbitrado de R$ 292.719,00, com base no valor de R$ 70,00/ha indicado no SIPT, com conseqüentes aumentos da área tributável/aproveitável, VTN tributável e alíquota de cálculo, disto resultando imposto suplementar de R$ 25.163,83, conforme demonstrado às fls. 04. A descrição dos fatos e os enquadramentos legais das infrações, da multa de oficio e dos juros de mora, encontram-se descritos às folhas 02/03 e 05. Da Impugnação Cientificado do lançamento em 20/12/2007 (fls. 83), o Impugnante protocolou em 18/01/2008, fls. 88 - verso, a impugnação de fls. 88/89, lida nesta Sessão e instruída com os documentos de fls. 90/174. Em síntese, alegou e requereu o seguinte: • foi feito um pedido ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – IBAMA para que fosse transformada uma área de 3.763,5 ha em Área de Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN, mas o mesmo até a data do Termo de Intimação Fiscal - N° 03103/00009/2007 não havia tido a homologação do processo de registro da referida área. Devido ao exposto o contribuinte não teve tempo hábil para a retificação das Declarações do Imposto dos anos de 2003; Fl. 219DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2402-008.793 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13312.720224/2007-44 • solicita que sejam consideradas as áreas de utilização do imóvel conforme quadro apresentado, já que o IBAMA não se manifestou até então sobre a homologação da área de RPPN anteriormente citada e que seja considerada a quantidade de animais constantes do item 8.9 (Uso atual do imóvel) do laudo; • solicita que seja considerado como Valor da Terra Nua - VTN o valor constante do item 11 do laudo de avaliação do imóvel, ou seja, R$ 29,15 (Vinte e nove reais e quinze centavos); • mostra quadro de distribuição das áreas do imóvel; • foi considerada uma área de 102,0 ha como de preservação permanente no laudo, de acordo com a Lei 4771/65; • nos ADAs entregues, esta área estava contida na área informada como de preservação permanente; • foi fazer uma consulta ao IBAMA em Brasília e o responsável pelo setor rasurou o documento escrevendo que deveria ser feita uma área de RPPN com a área indicada como de preservação permanente e uma área de 836,34 ha como reserva legal; • tentou retirar em Fortaleza uma segunda via do ADA, pois não estava mais de posse dos originais, e foi informado pelo órgão que o mesmo não fornecia tal documentação; • solicita o cancelamento da Notificação de Lançamento. É o relatório. A Turma de Julgamento rejeitou o pedido para retificação da Área de Culturas Temporárias e Área de Pastagem Nativa por haver perdido a espontaneidade, nos termos dos arts. 138 do Código Tributário Nacional e 7º do PAF (Decreto nº 70.235/72), e pela não comprovação da hipótese de erro de fato, salvo em relação à Área de Preservação Permanente, tendo reconhecido a área pretendida de 102,0 ha. Acatou o Laudo de Avaliação de fls. 116/139 e reviu o Valor da Terra Nua (VTN) para R$ 29,15/ha. Julgou ser procedente em parte a impugnação com o recálculo do imposto devido de R$ 25.163,83 para R$ 10.218,27. Ciência postal em 29/5/2012, fls. 207. Recurso voluntário formalizado em 25/6/2012, fls. 208/209. O recorrente pensa ser devido o reconhecimento integral da APP de 3.763,5 ha, a despeito do Laudo de Avaliação, em virtude de haver protocolizado o ADA tempestivamente ao Ibama, nos termos do art. 17-O, § 1º, da Lei nº 6.938/81. Requer a manutenção do VTN constante do Laudo Técnico e da Área de Pastagem Nativa reconhecida. Sem contrarrazões. É o relatório. Fl. 220DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2402-008.793 - 2ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13312.720224/2007-44 Voto Conselheiro Márcio Augusto Sekeff Sallem, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo. O contribuinte deseja restabelecer a Área de Preservação Permanente (APP) como declarada na DITR/2003, tendo sido reconhecida, em sede de julgamento de primeira instância, a área de 102,0 ha, em virtude do Laudo de Avaliação apresentado para esta finalidade, como fora requerido na impugnação e refutada a inclusão da Área Utilizada com Produção Vegetal e Área Servida de Pastagem, pois afastada a hipótese de erro de fato. Assim, existe óbice processual em conhecer a matéria, porquanto a impugnação, nos termos dos arts. 14 e 16, III, do Decreto nº 70.235/72, delimitou a extensão do litígio administrativo quanto à área de APP de 102,0 ha, integralmente deferida no arresto recorrido. Vem agora o recorrente desejar restabelecer a área da APP na dimensão integral, originalmente declarada na DITR, tendo, nesta instância recursal, inovado no pedido ante a pretensão aduzida na impugnação, em face do êxito na prestação administrativa no primeiro grau de jurisdição: a de ter reconhecida a APP na dimensão informada no Laudo de Avaliação. A modificação do pedido ou invocação de causa de pedir nesta fase do contencioso violaria os princípios da congruência e também do duplo grau de jurisdição, pois a Delegacia de Julgamento não pôde apreciar o pedido para restabelecer a APP de 3.763,5 ha. Deve o recurso, portanto, não ser conhecido. CONCLUSÃO VOTO por não conhecer o recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Márcio Augusto Sekeff Sallem Fl. 221DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 11080.006224/2009-45
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 01 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Mon Sep 21 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Ano-calendário: 2005
PROVAS DOCUMENTAIS COMPLEMENTARES. INOCORRÊNCIA DE PRECLUSÃO.
É possível a juntada de documentos posteriormente à apresentação de impugnação, desde que os documentos, especialmente juntados com o recurso voluntário, sirvam para robustecer tese que já tenha sido apresentada e/ou que se verifiquem as hipóteses das alíneas do § 4.º do art. 16 do Decreto n.º 70.235.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2005
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RENDIMENTOS INFORMADOS PELA FONTE PAGADORA.
São tributáveis os rendimentos percebidos pelo contribuinte oriundos do trabalho assalariado informados em DIRF.
CONTRIBUIÇÃO AO FAPI. DEPÓSITOS DO EMPREGADO.
Não estão abrangidos pela isenção de que trata o art. 6.º, inciso VIII, da Lei n.º 7.713/1988 os valores depositados em plano de previdência privada ou FAPI, por conta e ordem do empregado, cuja parcela remuneratória pertence ao empregado como fruto do seu trabalho assalariado; este, no entanto, tem o direito de deduzir o valor das contribuições em PGBL ou FAPI da base de cálculo do imposto sobre a renda de pessoa física na Declaração de Ajuste Anual (DAA), até o limite permitido por lei.
Numero da decisão: 2202-007.185
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(documento assinado digitalmente)
Ronnie Soares Anderson - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Leonam Rocha de Medeiros - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Hermes Soares Campos, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Caio Eduardo Zerbeto Rocha, Leonam Rocha de Medeiros, Juliano Fernandes Ayres e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
Nome do relator: LEONAM ROCHA DE MEDEIROS
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ementa_s : ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano-calendário: 2005 PROVAS DOCUMENTAIS COMPLEMENTARES. INOCORRÊNCIA DE PRECLUSÃO. É possível a juntada de documentos posteriormente à apresentação de impugnação, desde que os documentos, especialmente juntados com o recurso voluntário, sirvam para robustecer tese que já tenha sido apresentada e/ou que se verifiquem as hipóteses das alíneas do § 4.º do art. 16 do Decreto n.º 70.235. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RENDIMENTOS INFORMADOS PELA FONTE PAGADORA. São tributáveis os rendimentos percebidos pelo contribuinte oriundos do trabalho assalariado informados em DIRF. CONTRIBUIÇÃO AO FAPI. DEPÓSITOS DO EMPREGADO. Não estão abrangidos pela isenção de que trata o art. 6.º, inciso VIII, da Lei n.º 7.713/1988 os valores depositados em plano de previdência privada ou FAPI, por conta e ordem do empregado, cuja parcela remuneratória pertence ao empregado como fruto do seu trabalho assalariado; este, no entanto, tem o direito de deduzir o valor das contribuições em PGBL ou FAPI da base de cálculo do imposto sobre a renda de pessoa física na Declaração de Ajuste Anual (DAA), até o limite permitido por lei.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente (documento assinado digitalmente) Leonam Rocha de Medeiros - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Hermes Soares Campos, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Caio Eduardo Zerbeto Rocha, Leonam Rocha de Medeiros, Juliano Fernandes Ayres e Ronnie Soares Anderson (Presidente).
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INOCORRÊNCIA DE PRECLUSÃO. É possível a juntada de documentos posteriormente à apresentação de impugnação, desde que os documentos, especialmente juntados com o recurso voluntário, sirvam para robustecer tese que já tenha sido apresentada e/ou que se verifiquem as hipóteses das alíneas do § 4.º do art. 16 do Decreto n.º 70.235. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2005 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RENDIMENTOS INFORMADOS PELA FONTE PAGADORA. São tributáveis os rendimentos percebidos pelo contribuinte oriundos do trabalho assalariado informados em DIRF. CONTRIBUIÇÃO AO FAPI. DEPÓSITOS DO EMPREGADO. Não estão abrangidos pela isenção de que trata o art. 6.º, inciso VIII, da Lei n.º 7.713/1988 os valores depositados em plano de previdência privada ou FAPI, por conta e ordem do empregado, cuja parcela remuneratória pertence ao empregado como fruto do seu trabalho assalariado; este, no entanto, tem o direito de deduzir o valor das contribuições em PGBL ou FAPI da base de cálculo do imposto sobre a renda de pessoa física na Declaração de Ajuste Anual (DAA), até o limite permitido por lei. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (documento assinado digitalmente) Ronnie Soares Anderson - Presidente (documento assinado digitalmente) Leonam Rocha de Medeiros - Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 00 62 24 /2 00 9- 45 Fl. 100DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2202-007.185 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.006224/2009-45 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Mário Hermes Soares Campos, Martin da Silva Gesto, Ricardo Chiavegatto de Lima, Ludmila Mara Monteiro de Oliveira, Caio Eduardo Zerbeto Rocha, Leonam Rocha de Medeiros, Juliano Fernandes Ayres e Ronnie Soares Anderson (Presidente). Relatório Cuida-se, o caso versando, de Recurso Voluntário (e-fls. 80/91), com efeito suspensivo e devolutivo ― autorizado nos termos do art. 33 do Decreto n.º 70.235, de 6 de março de 1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal ―, interposto pelo recorrente, devidamente qualificado nos fólios processuais, relativo ao seu inconformismo com a decisão de primeira instância (e-fls. 71/74), proferida em sessão de 07/03/2012, consubstanciada no Acórdão n.º 10-37.181, da 4.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre/RS (DRJ/POA), que, por unanimidade de votos, julgou improcedente o pedido deduzido na impugnação (e-fls. 55/66), que questionava o indeferimento (e-fls. 50/51) da Solicitação de Retificação de Lançamento (SRL) que pretendia cancelar o lançamento (e-fls. 12/21), cujo acórdão restou assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA – IRPF Exercício: 2006 Ementa: OMISSÃO DE RENDIMENTOS. São tributáveis os rendimentos percebidos pelo contribuinte oriundos do trabalho assalariado informados em DIRF. CONTRIBUIÇÃO AO FAPI. São dedutíveis às contribuições feitas ao FAPI cujo ônus seja da pessoa física. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Do lançamento fiscal O lançamento, em sua essência e circunstância, para fatos geradores ocorridos no ano-calendário de 2005, com notificação de lançamento com suas peças integrativas colacionada (e-fls. 1/7), tendo o contribuinte sido notificado em 12/05/2009 (e-fl. 11), foi bem delineado e sumariado no relatório do acórdão objeto da irresignação, pelo que passo a adotá-lo: Através da Notificação de Lançamento foi apurado imposto suplementar no valor de R$ 31.608,61 relativos ao exercício de 2006 em decorrência da omissão de rendimentos informados em DIRF. A descrição dos fatos e a legislação infringida constam da referida Notificação. O total do crédito tributário é de R$ 66.959,67. Da Impugnação ao lançamento A impugnação, que instaurou o contencioso administrativo fiscal, dando início e delimitando os contornos da lide, foi apresentada pelo recorrente. Em suma, controverteu-se na forma apresentada nas razões de inconformismo, conforme bem relatado na decisão vergastada, pelo que peço vênia para reproduzir: Na impugnação o contribuinte alega, em síntese, que: - Recebeu da empresa Fitesa S/A o montante de R$ 73.918,72 além da importância de R$ 89.900,00 do fundo de previdência administrado pelo Unibanco AIG Vida e Previdência S/A o qual foi informado no item Pagamentos e Doações Efetuados; Fl. 101DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2202-007.185 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.006224/2009-45 - o lançamento não levou em consideração que parte dos rendimentos tributáveis foram repassados diretamente da fonte pagadora para o Fundo de Aposentadoria Programada Individual – FAPI; - na declaração de ajuste anual não há omissão de rendimentos, pois foram declarados os valores recebidos em espécie da empresa Fitesa S/A e o aporte de recursos no FAPI, o resgate de parte dos mesmos valores, e o imposto retido na fonte respectivo. Prossegue discorrendo sobre a destinação de recursos ao plano de previdência Fapi e transcreve os dispositivos legais relativos a dedução das contribuições ao plano de previdência privada. Entende que o valor aplicado no Fapi somente será tributado por ocasião do resgate. Ao final, requer a suspensão da exigibilidade do crédito tributário ora impugnado; a improcedência do lançamento e que todas as intimações e notificações sejam remetidas ao seu procurador Gustavo Nygaard. Do Acórdão de Impugnação A tese de defesa não foi acolhida pela DRJ, primeira instância do contencioso tributário, conforme bem sintetizado na ementa alhures transcrita. Do Recurso Voluntário e encaminhamento ao CARF No recurso voluntário o sujeito passivo, reiterando termos da impugnação, postula a reforma da decisão de primeira instância, a fim de cancelar o lançamento. Na peça recursal aborda os seguintes capítulos para devolução da matéria ao CARF: a) Aplicação do art. 8.º da IN 588/2005 – Contribuição ao FAPI; b) Regime de Tributação do FAPI; c) Declaração de Ajuste Anual do recorrente; e d) Tributação incidente sobre a alocação de recursos ao FAPI e sobre seu resgate ocorridos dentro do mesmo período de apuração. Juntou documentos relacionados a temática em litígio (e-fls. 92/95). Nesse contexto, os autos foram encaminhados para este Egrégio Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), sendo, posteriormente, distribuído por sorteio para este relator. É o que importa relatar. Passo a devida fundamentação analisando, primeiramente, o juízo de admissibilidade e, se superado este, o juízo de mérito para, posteriormente, finalizar com o dispositivo. Voto Conselheiro Leonam Rocha de Medeiros, Relator. Admissibilidade O Recurso Voluntário atende a todos os pressupostos de admissibilidade intrínsecos, relativos ao direito de recorrer, e extrínsecos, relativos ao exercício deste direito, sendo caso de conhecê-lo. Fl. 102DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2202-007.185 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.006224/2009-45 Especialmente, quanto aos pressupostos extrínsecos, observo que o recurso se apresenta tempestivo (notificação em 14/03/2012, e-fl. 78, protocolo recursal em 12/04/2012, e-fl. 80, e despacho de encaminhamento, e-fl. 99), tendo respeitado o trintídio legal, na forma exigida no art. 33 do Decreto n.º 70.235, de 1972, que dispõe sobre o Processo Administrativo Fiscal, bem como resta adequada a representação processual, inclusive contando com advogado regularmente habilitado, de toda sorte, anoto que, conforme a Súmula CARF n.º 110, no processo administrativo fiscal, é incabível a intimação dirigida ao endereço de advogado do sujeito passivo, sendo a intimação destinada ao contribuinte. Por conseguinte, conheço do recurso voluntário. Apreciação de requerimento prévio a análise do mérito - Documento novo A defesa colaciona com o recurso voluntário documentos novos (e-fls. 92/95), mas relacionados a própria lide tempestivamente instaurada e pretendendo rebater pontos da decisão DRJ, ademais se cuidam de documentos, tais como: a) Informe de Rendimentos Financeiros Imposto de Renda – Pessoa Física Ano-calendário 2005, tendo por fonte pagadora Unibanco AIG Vida e Previdência S/A; e b) Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte Ano-calendário 2005, tendo por fonte pagadora Fitesa S/A. Dito isto, passo a analisar a possibilidade de analisar os referidos documentos. Pois bem. A contribuinte, tempestivamente, apresentou impugnação e juntou os documentos com os quais pretendia demonstrar o seu alegado direito, prova esta que entendia ser suficiente para demonstrar o seu arrazoado, no entanto foi vencido na primeira instância para o tema ora em comento, a qual expôs as razões para infirmar a tese jurídica do sujeito passivo. Neste diapasão, inconformado, o contribuinte interpôs recurso voluntário, observando o prazo legal, ocasião em que reafirmou suas razões e buscou, novamente, expor sua visão para o caso sub examine, tendo o cuidado de manter a vinculação de sua tese a matéria já fixada como controvertida, focando-se em contrapor os fundamentos da decisão de piso ao reiterar sua tese de defesa, não inovando na lide no que se relaciona aos documentos novos colacionados. Este é o cerne da apreciação neste capítulo. Disciplinando o processo administrativo fiscal, o Decreto n.º 70.235, de 1972, traz regramento específico quanto a apresentação da prova documental. Lá temos normatizado que, em regra, a prova documental será apresentada com a impugnação, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual (art. 16, § 4.º, caput). Porém, há ressalvas, isto porque resta previsto que não ocorre a preclusão quando: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior (art. 16, § 4.º, alínea "a"); b) refira-se a fato ou a direito superveniente (art. 16, § 4.º, alínea "b"); ou destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos (art. 16, § 4.º, alínea "c"). Nesta toada, tenho que na resolução da lide, sempre que possível, deve-se buscar a revelação da verdade material, especialmente na tutela do processo administrativo, de modo a dar satisfatividade ao administrado, objetivando efetiva pacificação do litígio. Em outras palavras, busca-se, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva. Fl. 103DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2202-007.185 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.006224/2009-45 A processualística dos autos tem regência pautada em normas específicas do Decreto n.º 70.235, de 1972, mas também, de modo complementar, pela Lei n.º 9.784, de 1999, e, de forma suplementar, pela Lei n.º 13.105, de 2015, sendo, por conseguinte, orientado por princípios intrínsecos que norteiam a nova processualística pátria, inclusive observando o dever de agir da Administração Pública conforme a boa-fé objetiva, dentro do âmbito da tutela da confiança na relação fisco-contribuinte, pautando-se na moralidade, na eficiência e na impessoalidade. A disciplina legal posta no Decreto n.º 70.235, de 1972, permite, inclusive de ofício, que a autoridade julgadora, na apreciação da prova, determine a realização de diligência, quando entender necessária para formação da sua livre convicção motivada (arts. 29 e 18), sendo regido pelo princípio do formalismo moderado. A Lei n.º 13.105, de 2015, impõe as partes o dever de cooperar para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva (art. 6.º). Por sua vez, a Lei n.º 9.784, de 1999, prevê que o administrado tem direito de formular alegações e apresentar documentos antes da decisão (art. 38, caput), os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente (art. 3.º, III), sendo-lhe facilitado o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações (art. 3.º, I). Por último, este Conselho, incluindo este Colegiado, tem entendido que é possível a apresentação de novos documentos quando da interposição do Recurso Voluntário nas hipóteses em que sirvam para robustecer tese que já tenha sido apresentada e/ou que se verifiquem as hipóteses das alíneas do § 4.º do art. 16 do Decreto 70.235/1972 (Acórdão n.º 2202-005.194 1 , 2202-005.098 2 , 9303-005.065, 9202-001.634, 9101-002.781, 9101-002.871, 9303-007.555, 9303-007.855 e 1002-000.460 3 ). Especialmente, tenho em mente que o documento novo, juntado com a interposição do recurso voluntário, quando vinculado a matéria controvertida objeto do litígio instaurado a tempo e modo com a impugnação, que, portanto, é relativo a questão controversa previamente delimitada no início da lide, não objetivando trazer aos autos discussão jurídica nova, mas tão-somente pretendendo aclarar matéria fática importante para o âmbito da quaestio iuris, deve ser apreciada regularmente, inclusive para os fins da busca da verdade material, da observância do princípio do formalismo moderado, bem como com base na esperada normatividade que deve ser dada para a alínea "c" do § 4.º do art. 16 do Decreto n.º 70.235, de 1972, ao dispor que o documento novo pode ser apreciado quando se destinar a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos, sendo certo que os fundamentos da decisão de primeira instância constituem nova linguagem jurídica a ser contraposta pelo administrado. Sendo assim, conhecerei do documento novo ao analisar o mérito. Mérito Quanto ao juízo de mérito, passo a apreciá-lo. 1 Acórdão de minha relatoria nessa Turma, julgado em 08/05/2019, que neste tema foi unânime. 2 Acórdão de minha relatoria nessa Turma, julgado em 10/04/2019, por unanimidade. 3 Acórdão de minha relatoria ao integrar a Primeira Seção de Julgamentos do CARF, julgado em 04/10/2018. Fl. 104DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2202-007.185 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.006224/2009-45 Como informado em linhas pretéritas, a controvérsia é relativa ao lançamento de ofício com exigência de imposto sobre a renda de pessoa física suplementar no ano-calendário de 2005 e se refere a omissão de rendimentos, verificada em procedimento de revisão, a partir de confrontação da Declaração de Ajuste Anual (DAA) com a DIRF da fonte pagadora. Consta nos autos (e-fls. 3, 94, 95) o valor de R$ 188.861,29 como rendimento pago para o recorrente informado em DIRF pela fonte pagadora (Fitesa S/A), enquanto isso o contribuinte declarou apenas R$ 73.918,72 (e-fls. 3, 38). Lado outro, o valor pago pelo Unibanco AIG Vida e Previdência informado em DIRF (e-fl. 92), como resgate de previdência privada complementar (PGBL/FAPI), não optante pelo regime de tributação regressiva, foi regularmente declarado para compor base de tributação no importe de R$ 89.900,00 (e-fl. 38). O contribuinte relata que no ano-calendário fiscalizado recebeu como rendimentos tributáveis os valores da empresa Fitesa S/A, que, de forma concreta, efetiva, em espécie, foram de apenas R$ 73.918,72, e não o valor informado na DIRF (R$ 188.861,29), além da importância dos R$ 89.900,00 do fundo de previdência administrado pelo Unibanco AIG Vida e Previdência. Sustenta que o lançamento não levou em consideração que parte dos alegados rendimentos tributáveis foram repassados diretamente da fonte pagadora para o Fundo de Aposentadoria Programada Individual – FAPI, em exatos (R$ 114.942,57). Advoga que na DAA não há omissão de rendimentos, pois foram declarados os valores recebidos em espécie da empresa Fitesa S/A (R$ 73.918,72) e o resgate previdenciário (R$ 89.900,00). Afirma que a tal omissão de rendimentos, em verdade, são os aportes de recursos no FAPI (R$ 114.942,57), diretamente realizados pela fonte pagadora, e que foram informados na DAA como doações, na forma da ficha “Pagamentos e Doações” (e-fl. 40). Alega que o valor aplicado no FAPI somente é tributado por ocasião do resgate. Em irresignação o contribuinte trata do Regime de Tributação do FAPI, da Declaração de Ajuste Anual, da Tributação incidente sobre a alocação de recursos ao FAPI e sobre o resgate ocorridos dentro do mesmo período de apuração e argumenta sobre a aplicação do art. 8.º da IN 588/2005 – Contribuição ao FAPI. Pois bem. É verdade que em previdência complementar prevalece como regra a máxima de vedação de dupla tributação da mesma riqueza. Vale dizer, se no momento do aporte (recolhimento da contribuição) há dedução do valor aportado/recolhido na base de cálculo do imposto sobre a renda que compõe a DAA, a contrapartida é a tributação integral do montante do recebimento (resgate/benefício), a exemplo do PGBL/FAPI, e vice-versa; isto é, no outro cenário, se no momento do aporte (recolhimento da contribuição ao plano de previdência) não há dedução do valor aportado/recolhido na base de cálculo do imposto sobre a renda que compõe a DAA, a contrapartida é a não tributação sobre a integralidade do montante recebido (resgate/benefício), tributando-se apenas os rendimentos (a renda nova, pois a renda velha, que serviu para o aporte, já foi tributado, já integrou base de cálculo do IRPF na DAA), a exemplo do VGBL. Fl. 105DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 2202-007.185 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.006224/2009-45 No entanto, a regra não é absoluta, vez que, no caso do PGBL/FAPI, a dedução do valor aportado/recolhido na base de cálculo do imposto sobre a renda que compõe a DAA é limitada em 12% do rendimento bruto tributável. Ademais, visualizando o caso concreto, deveria o recorrente na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Jurídicas pelo Titular” ter informado o valor total recebido (R$ 188.861,29) conforme DIRF (e-fl. 94) e na ficha (o que até fez corretamente) “Pagamentos e Doações Efetuados” é informado a “contribuição à previdência privada e ao Fundo de Aposentadoria Programa Individual (FAPI)” (R$ 114.942,57) e o próprio programa da DAA calcula a dedução (limitada aos 12% = R$ 19.658,24). Destarte, da forma como o recorrente procedeu na DAA, informando na ficha de rendimentos o valor a menor (abatido) e, outrossim, mantendo a declaração das contribuições na ficha de pagamentos findou por minorar ainda mais o imposto devido, distorcendo o cálculo em sua correta metodologia, de forma que resta patente a omissão de rendimentos tendente a reduzir o imposto de renda. Logo, não vejo reparos no lançamento e não assiste razão ao recorrente em sua irresignação para reformar a decisão da DRJ. Adicionalmente, importante consignar que, a despeito do recorrente alegar que o aporte no FAPI foi realizado diretamente pelo empregador e por conta exclusiva deste, não há essa prova nos autos, de modo que o argumento não serve para descaracterizar a natureza dos rendimentos oriundos do trabalho assalariado informados em DIRF pela própria fonte pagadora Fitesa (fl. 94), os quais devem ser oferecidos à tributação na DAA, sem prejuízo de ser mantida a informação dos valores da contribuição ao FAPI. Por conseguinte, por ausência de prova, não ocorre a isenção de que trata o art. 6.º, inciso VIII, da Lei n.º 7.713, de 1988 4 , pois não resta caracterizado que os valores aportados ao FAPI foram depositados pelo empregador e por conta deste em favor de seu empregado; lado outro, se eventualmente foram depositados pela fonte pagadora, por conta e ordem do empregado, esta circunstância não afasta a natureza de parcela remuneratória do próprio empregado, de modo que não ocorre a isenção; haverá, exclusivamente, o direito de deduzir o valor das contribuições da base de cálculo do imposto na declaração de ajuste anual, até o limite permitido por lei, conforme já foi realizado. Fato é que não há prova de que o empregador fez o aporte em FAPI, seja em caráter próprio em favor do trabalhador ou a mando do empregado para atender o desejo deste e, noutra ótica, o empregador declara em DIRF R$ 188.861,29 como rendimentos pagos para o recorrente como fruto do trabalho assalariado e na linha de rendimentos tributáveis (e-fl. 94). De mais a mais, em complemento, adoto em parte as razões de decidir da decisão vergastada, por ser de clareza solar nos trechos transcritos e por entender suficientes, com base no § 1.º do art. 50, da Lei n.º 9.784, de 1999, e no § 3.º do artigo 57 do Anexo II da Portaria MF n.º 343, de 2015, que instituiu o Regimento Interno do CARF (RICARF), verbo ad verbum: 4 Art. 6.º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: VIII - as contribuições pagas pelos empregadores relativas a programas de previdência privada em favor de seus empregados e dirigentes. Fl. 106DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 2202-007.185 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.006224/2009-45 O lançamento tributou a diferença de R$ 114.942,57 informada em DIRF/2005 pela empresa Fitesa Sociedade Anônima. Ao exame da declaração de ajuste anual do exercício de 2006 (fls. 37/42) Verifica-se que o contribuinte tributou o montante de R$ 73.918,72 com IRF de R$ 12.155,66 auferidos da empresa Fitesa S/A e R$ 89.900,00 com IRF de R$ 13.485,00 do Unibanco Aig Vida e Previdência S/A relativo ao resgate do plano de previdência complementar – PGBL. No item Pagamentos e Doações efetuados o interessado registrou o montante de R$ 114.942,57 (fl. 40) e como dedução a título de contribuição à previdência privada e Fapi pleiteou R$ 19.658,24 correspondente ao limite de 12% do rendimento bruto tributável. O contribuinte alega que o valor de R$ 114.942,57 são isentos de do imposto de renda por terem sido aplicados integralmente ao Fundo de Aposentadoria Programada Individual – FAPI. A isenção em questão encontra-se regulada no inciso XXXIX do art. 39 do Decreto n.º 3.000, de 26 de março de 1999 (RI/1999), nos seguintes termos: Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: [...] Resgate do Fundo de Aposentadoria Programada Individual – FAPI XXXIX – os valores dos resgates na carteira dos Fundos de Aposentadoria Programada Individual – FAPI, para mudança das aplicações entre Fundos instituídos pela Lei nº 9.477, de 1997, ou para a aquisição de renda junto às instituições privadas de previdência e seguradoras que operam com esse produto (Lei nº 9.477, de 1997, art. 12); Por outro lado, dispõe o art. 43, inc. XIV e art. 623 do RIR/1999: Art. 43. São tributáveis os rendimentos provenientes do trabalho assalariado, as remunerações por trabalho prestado no exercício de empregos, cargos e funções, e quaisquer proventos ou vantagens percebidos, tais como (Lei nº 4.506, de 1964, art. 16, Lei nº 7.713, de 1988, art. 3º, § 4º, Lei nº 8.383, de 1991, art. 74, e Lei nº 9.317, de 1996, art. 25, e Medida Provisória nº 1.76955, de 11 de março de 1999, arts. 1º e 2º): [...] XV – os resgates efetuados pelo quotista de Fundos de Aposentadoria Programada Individual – FAPI (Lei nº 9.477, de 1997, art. 10, § 2º); [...] Art. 633. Os benefícios pagos a pessoas físicas, pelas entidades de previdência privada, inclusive as importâncias correspondentes ao resgate de contribuições, estão sujeitos à incidência do imposto na fonte, calculado na forma do art. 620, ressalvado o disposto nos incisos XXXVIII e XLIV do art. 39 (Lei nº 9.250, de 1995, art. 33). No presente caso, não está comprovado nos autos que houve mudança das aplicações entre Fundos de Aposentadoria Programada Individual – FAPI, hipótese que o resgate estaria isento de tributação. Registre-se que foi juntado ao processo somente a Proposta de Inscrição junto ao Unibanco AG Previdência (fl. 21), não estando, portanto, comprovado o aporte de R$ 114.942,57 ao FAPI informado no item Pagamentos e Doações efetuados à fl. 40. (...) A DIRF apresentada pela Fitesa S/A (fl. 49) comprova que foram considerados como tributável o montante de R$ 188.861,29 e embora as deduções montem em R$ 122.957,29 não há prova nos autos dos alegados aportes. Por outro lado, a contribuição aos Fundos de Aposentadoria Programada Individual (FAPI), cujo ônus tenha sido do contribuinte, destinadas a custear benefícios complementares assemelhados aos da previdência social, é dedutível da base de cálculo do Imposto reclamado, na forma da Lei 9.250/95 (SRF n-15, de 2001, art. 15, IV). O lançamento considerou como dedução o limite de 12% (doze por cento) do total dos rendimentos computados na determinação da base de cálculo do imposto devido na declaração de rendimentos (§ 2.º, inciso II do art. 74 do RIR/1999). Portanto, deve ser mantida a tributação relativa aos rendimentos omitidos informados em DIRF. Fl. 107DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 2202-007.185 - 2ª Sejul/2ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 11080.006224/2009-45 Sendo assim, sem razão o recorrente. Conclusão quanto ao Recurso Voluntário De livre convicção, relatado, analisado e por mais o que dos autos constam, não há, portanto, motivos que justifiquem a reforma da decisão proferida pela primeira instância, dentro do controle de legalidade que foi efetivado conforme matéria devolvida para apreciação, deste modo, considerando o até aqui esposado e não observando desconformidade com a lei, nada há que se reparar no julgamento efetivado pelo juízo de piso. Neste sentido, em resumo, conheço do recurso, aprecio os documentos colacionados e, no mérito, nego-lhe provimento, mantendo íntegra a decisão recorrida. Alfim, finalizo em sintético dispositivo. Dispositivo Ante o exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso. É como Voto. (documento assinado digitalmente) Leonam Rocha de Medeiros Fl. 108DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 13052.000473/2007-28
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 01 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Mon Oct 26 00:00:00 UTC 2020
Numero da decisão: 2301-000.861
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade preparadora informe se no período do lançamento, a empresa PRCM Indústria e Comércio Ltda era optante pelo SIMPLES com base na Lei 9.317/96.
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Letícia Lacerda de Castro - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente).
Nome do relator: LETICIA LACERDA DE CASTRO
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Numero do processo: 13819.001240/2005-71
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Sep 22 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/03/2005
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. RETENÇÃO NA FONTE. SALDO CREDOR. RESTITUIÇÃO OU COMPENSAÇÃO. OUTROS TRIBUTOS. IMPOSSIBILIDADE.
Somente a partir de 3/01/2008, data da publicação da Medida Provisória 413/2008, o saldo dos valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, apurados em períodos anteriores à referida data, poderia também ser restituído em dinheiro ou compensado com débitos relativos a outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Antes disso, o valores retidos somente poderiam ser utilizados na dedução do valor da contribuição devida (ou a pagar) da mesma espécie, apurado em relação aos fatos geradores ocorridos a partir do mês da retenção.
Numero da decisão: 3302-009.068
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Raphael Madeira Abad - Relator
Participaram do julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, Vinícius Guimarães, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Denise Madalena Green.
Nome do relator: RAPHAEL MADEIRA ABAD
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad - Relator Participaram do julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, Vinícius Guimarães, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Denise Madalena Green.
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RETENÇÃO NA FONTE. SALDO CREDOR. RESTITUIÇÃO OU COMPENSAÇÃO. OUTROS TRIBUTOS. IMPOSSIBILIDADE. Somente a partir de 3/01/2008, data da publicação da Medida Provisória 413/2008, o saldo dos valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/Pasep e da COFINS, apurados em períodos anteriores à referida data, poderia também ser restituído em dinheiro ou compensado com débitos relativos a outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Antes disso, o valores retidos somente poderiam ser utilizados na dedução do valor da contribuição devida (ou a pagar) da mesma espécie, apurado em relação aos fatos geradores ocorridos a partir do mês da retenção. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (documento assinado digitalmente) Gilson Macedo Rosenburg Filho - Presidente (documento assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad - Relator Participaram do julgamento os conselheiros: Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente), Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, Vinícius Guimarães, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Denise Madalena Green. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 00 12 40 /2 00 5- 71 Fl. 195DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3302-009.068 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13819.001240/2005-71 Trata-se de processo administrativo fiscal no bojo do qual discute-se o direito a restituição de COFINS retidos a título de antecipação da COFINS devida, referente ao primeiro trimestre de 2005, conforme a sistemática de retenção específica para o setor automotivo fixada no artigo 3º, §3º da Lei n. 10.495/2002, com a alteração promovida pelo artigo 36 da Lei n. 10.865 de 3 de julho de 2002. Art. 3 o As pessoas jurídicas fabricantes e os importadores, relativamente às vendas dos produtos relacionados nos Anexos I e II desta Lei, ficam sujeitos à incidência da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS às alíquotas de: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) I - 1,65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento) e 7,6% (sete inteiros e seis décimos por cento), respectivamente, nas vendas para fabricante: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) a) de veículos e máquinas relacionados no art. 1 o desta Lei; ou (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) b) de autopeças constantes dos Anexos I e II desta Lei, quando destinadas à fabricação de produtos neles relacionados; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) II - 2,3% (dois inteiros e três décimos por cento) e 10,8% (dez inteiros e oito décimos por cento), respectivamente, nas vendas para comerciante atacadista ou varejista ou para consumidores. (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) § 1 o Fica o Poder Executivo autorizado, mediante decreto, a alterar a relação de produtos discriminados nesta Lei, inclusive em decorrência de modificações na codificação da TIPI. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 10.865, de 2004) § 2 o Ficam reduzidas a 0% (zero por cento) as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, relativamente à receita bruta auferida por comerciante atacadista ou varejista, com a venda dos produtos de que trata: (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) I - o caput deste artigo; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) II - o caput do art. 1 o desta Lei, exceto quando auferida pelas pessoas jurídicas a que se refere o art. 17, § 5 o , da Medida Provisória n o 2.189-49, de 23 de agosto de 2001. (Redação dada pela Lei nº 10.925, de 2004) § 3 o Estão sujeitos à retenção na fonte da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins os pagamentos referentes à aquisição de autopeças constantes dos Anexos I e II desta Lei, exceto pneumáticos, quando efetuados por pessoa jurídica fabricante: (Redação dada pela lei nº 11.196, de 2005) I - de peças, componentes ou conjuntos destinados aos produtos relacionados no art. 1 o desta Lei; (Incluído pela lei nº 11.196, de 2005) II - de produtos relacionados no art. 1 o desta Lei. (Incluído pela lei nº 11.196, de 2005) § 4 o O valor a ser retido na forma do § 3 o deste artigo constitui antecipação das contribuições devidas pelas pessoas jurídicas fornecedoras e será determinado mediante a aplicação, sobre a importância a pagar, do percentual de 0,1% (um décimo por cento) para a Contribuição para o PIS/Pasep e 0,5% (cinco décimos por cento) para a Cofins. (Redação dada pela lei nº 11.196, de 2005) Fl. 196DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.925.htm#art3%C2%A72ii http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 Fl. 3 do Acórdão n.º 3302-009.068 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13819.001240/2005-71 § 5 o O valor retido na quinzena deverá ser recolhido até o último dia útil da quinzena subseqüente àquela em que tiver ocorrido o pagamento. (Redação dada pela lei nº 11.196, de 2005) § 6 o Na hipótese de a pessoa jurídica fabricante dos produtos relacionados no art. 1 o desta Lei revender produtos constantes dos Anexos I e II desta Lei, serão aplicadas, sobre a receita auferida, as alíquotas previstas no inciso II do caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) § 7 o A retenção na fonte de que trata o § 3 o deste artigo: (Incluído pela lei nº 11.196, de 2005) I - não se aplica no caso de pagamento efetuado a pessoa jurídica optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples e a comerciante atacadista ou varejista; (Incluído pela lei nº 11.196, de 2005) II - alcança também os pagamentos efetuados por serviço de industrialização no caso de industrialização por encomenda. (Incluído pela lei nº 11.196, de 2005 É incontroverso que esta sistemática consiste em uma antecipação de valores a serem recolhidos no futuro, após o período de apuração. A Recorrente alega que houve retenção a maior e requereu a compensação da diferença entre aquilo que entendeu devido. A DRJ, todavia, entende que não era caso de RESSARCIMENTO ou COMPENSAÇÃO de um “tributo recolhido indevidamente” na forma do 165 do CTN, mas tão de valores retidos a maior que não eram submetidos a esta sistemática. A DRJ entendeu, com base no Manual de Perguntas e Respostas da Receita Federal do Brasil, que os valores eventualmente retidos a maior não são ressarcíveis ou compensáveis. Assim, o indeferimento do pedido de restituição foi fundamentado no entendimento de que os valores retidos na fonte não eram passíveis de restituição por falta de previsão legal, e os valores são antecipação do devido ao final do período de apuração, podendo ser utilizados apenas como dedução por ocasião do pagamento mensal. “Em resumo, não existe direito à restituição ou aproveitamento por compensação, dos saldos de PIS e de COFINS, retidos na fonte a título de antecipação e não utilizados como dedução do valor a pagar das respectivas contribuições Não existindo o próprio direito à restituição ou compensação dos valores pretendidos pela contribuinte, não há porque deferir o pleito de diligência a fim de aferição dos saldos de retenção. Diante do exposto voto por julgar improcedente a manifestação de inconformidade, ratificando a decisão da unidade local de indeferir o pedido de restituição e não homologar as compensações declaradas.” (e-fls. 158) Irresignada com a decisão prolatada pela DRJ a ora Recorrente interpôs Recurso Voluntário por meio do qual reitera os argumentos já trazidos e submete a questão ao CARF. Fl. 197DF CARF MF Documento nato-digital http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.865.htm#art36art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art42 Fl. 4 do Acórdão n.º 3302-009.068 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13819.001240/2005-71 Voto Conselheiro Raphael Madeira Abad, Relator. O Recurso Voluntário é tempestivo e a matéria é de competência deste Colegiado, razão pela qual deve ser conhecido. Não havendo preliminares, é de se adentrar no mérito. O busílis do presente processo diz respeito à possibilidade de restituição e compensação das contribuições sociais excessivamente retidas na sistemática dos art. 3º, §3º da Lei nº 10.485, de 2002, especialmente se a Medida Provisória nº 413/2008, convertida na Lei n° 11.727/2008 geraria efeitos em relação às retenções a maior ocorridas antes de sua vigência ou apenas as ocorridas após a sua entrada em vigor. A hipótese da Recorrente é de que a referida Medida Provisória nº 413/2008, convertida na Lei n° 11.727/2008 e regulamentada pelo Decreto n° 6.662/2008 teria efeitos retroativos de forma a possibilitar a restituição ou compensação dos valores recebidos antes de sua entrada em vigor, com o objetivo de sanar os equívocos da legislação que a antecedeu. Em sentido diametralmente oposto o fisco defende que a medida provisória possuiria efeitos tão somente a partir de sua entrada em vigor, entendimento que encontra amparo na expressa manifestação da RFB, com a edição da Solução de Divergência Cosit nº 8, de 24/07/2007, anterior à edição da Lei 11.727/2008: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP REGIME NÃO CUMULATIVO. CONTRIBUIÇÃO RETIDA NA FONTE. EXCESSO DE RETENÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO/RESTITUIÇÃO. Os valores correspondentes à Contribuição para o PIS/Pasep retidos na fonte somente podem ser utilizados como dedução do que for devido a título dessa contribuição. O excesso de retenção não configura pagamento indevido ou a maior. Não é possível, por falta de previsão legal, a compensação com outros tributos e contribuições administrados pela RFB ou a restituição em dinheiro. Esta é a controvérsia. Efetivamente, a alteração promovida pela Medida Provisória nº 413, de 3 de janeiro de 2008, convertida na Lei nº 11.727/2008, permitiu que os excessos de retenção na fonte fossem restituídos ou compensados, bem como os saldos dos valores retidos na fonte, na forma a ser regulamentada pelo Poder Executivo: Art. 5º Os valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, quando não for possível sua dedução dos valores a pagar das respectivas contribuições no mês de apuração, poderão ser restituídos ou compensados com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, observada a legislação específica aplicável à matéria. § 1º Fica configurada a impossibilidade da dedução de que trata o caput quando o montante retido no mês exceder o valor da respectiva contribuição a pagar no mesmo mês. Fl. 198DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3302-009.068 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13819.001240/2005-71 § 2º Para efeito da determinação do excesso de que trata o § 1º, considera-se contribuição a pagar no mês da retenção o valor da contribuição devida descontada dos créditos apurados naquele mês. § 3o A partir da publicação desta Medida Provisória, o saldo dos valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, apurados em períodos anteriores, poderá também ser restituído ou compensado com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal Brasil, na forma a ser regulamentada pelo Poder Executivo. Este assunto já foi objeto de discussão por este Colegiado na sessão de 17 de dezembro de 2019, tendo sido lavrado o Acórdão unânime n. 3302.007.913, de relatoria do Conselheiro Vinícius Guimarães, que adoto e transcrevo: Antes de 2008, os valores retidos a título de PIS/COFINS somente poderiam ser utilizados na compensação escritural com as contribuições da mesma espécie cujos fatos geradores ocorreram a partir do mês da retenção. Com o advento da MP nº. 413/2008 e da Lei nº. 11.727/2008, surgiu a possibilidade dos saldos de retenção do PIS/COFINS serem utilizados para compensação com outros tributos administrados pela RFB. Conclui-se, assim, que a "compensação" do IRPJ, demonstrada pelos registros contábeis apresentados, se revela contrária ao arcabouço normativo vigente à época: não era possível, então, a utilização de saldo de retenção das contribuições ao PIS/COFINS para a compensação com outros tributos administrados pela RFB. Outro ponto que deve ser sublinhado é que, no caso concreto, a autoridade fiscal ou os órgãos de julgamento não podem ressuscitar, por assim dizer, o crédito e débito regularmente consumidos na extinção, pelo pagamento, da relação tributária, fazendo alocar paralelamente, de ofício, créditos de retenção na fonte das contribuições sociais para a dedução na escrita fiscal dos valores apurados daquelas contribuições, subvertendo, inclusive, os próprios registros contábeis apresentados. No caso dos autos, caberia ao sujeito passivo ter deduzido, em ocasião oportuna, os créditos retidos de contribuição social na apuração do débito de tributo da mesma espécie. Tal fato não se verificou, como ficou evidente no exame da escrituração apresentada, não sendo possível aos tribunais administrativos alterar os fatos passados, mas apenas apreciá-los e julgá los à luz da legislação vigente. Por tais razões, entendo que deve prevalecer a decisão administrativa, uma vez que o direito creditório apontado no PER/DCOMP foi integralmente utilizado na extinção de débito constituído e os valores decorrentes de retenção das contribuições sociais não poderiam ter sido utilizados para a compensação direta com tributo de outra espécie. A Câmara Superior de Recursos Fiscais também já apreciou a matéria, merecendo destaque o Acórdão 9303-008.563, proferido em 14 de maio de 2019, de Relatoria do Conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire (vencida a conselheira Érika Costa Camargos Autran) que também adoto e transcrevo: PIS E COFINS RETIDOS NA FONTE. COMPENSAÇÃO COM OUTROS TRIBUTOS. A compensação do PIS retido na fonte com débitos de períodos anteriores, e com outros tributos, só se tornou possível a partir da publicação da MP nº 413/2008, em 03/01/2008, conforme disposição expressa do art. 5º, § 3º da Lei nº 11.727/2008. (...) O próprio dispositivo legal, por meio do seu parágrafo terceiro, acima transcrito, estabeleceu a partir de quando seria possível efetuar a compensação de saldos anteriores de PIS e da Cofins. Portanto, entendo que não se trata de aplicação retroativa da lei Fl. 199DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3302-009.068 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13819.001240/2005-71 tributária prevista no art. 106, II, “b” do CTN, pois a interpretação que se busca já está expressamente escrita na Lei, ou seja, somente a partir da publicação da Medida Provisória nº 413/2008, em 3/1/2008, é que se poderia apresentar PER/DCOMP para efetuar compensações de saldos anteriores de PIS e Cofins retidos na fonte. Até a edição da MP 413/2008, ocorrendo a hipótese de retenção da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins em valor que ultrapasse a contribuição a pagar apurada no encerramento do período, a diferença credora somente poderia ser deduzida das respectivas contribuições nos próximos períodos de apuração. Esse entendimento foi explicitado na IN/SRF 480, de 15/12/2004, que assim estatuia: Art. 7º Os valores retidos na forma desta Instrução Normativa poderão ser deduzidos, pelo contribuinte, do valor do imposto e contribuições de mesma espécie devidos, relativamente a fatos geradores ocorridos a partir do mês da retenção. Assim, resta claro que antes da publicação da MP 413/2008 ocorrendo a hipótese de retenção da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins em valor que ultrapasse a contribuição a pagar apurada no encerramento do período, a diferença credora somente poderá ser deduzida das respectivas contribuições nos próximos períodos de apuração. Como a Declaração de Compensação de que trata o presente processo só foi apresentada em 11/05/2007, antes portanto do permissivo legal, deve ser negado provimento ao recurso voluntário. Também nesse sentido, Solução de Divergência nº 8, de 24/07/2007. Veja se: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep REGIME NÃO CUMULATIVO. CONTRIBUIÇÃO RETIDA NA FONTE. EXCESSO DE RETENÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO OU RESTITUIÇÃO. Os valores correspondentes à Contribuição para o PIS/Pasep retidos na fonte somente podem ser utilizados como dedução do que for devido a título dessa contribuição. O excesso de retenção não configura pagamento indevido ou a maior. Não é possível, por falta de previsão legal, a compensação com outros tributos e contribuições administrados pela RFB ou a restituição em dinheiro. CONCLUSÃO: Diante do exposto, soluciono a presente divergência nos seguintes termos: a) não há previsão legal para a restituição em dinheiro dos valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins ou para sua compensação com débitos relativos a outros tributos e contribuições administrados pela RFB; b) os valores correspondentes à Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins retidos na fonte somente podem ser utilizados como dedução do que for devido a título da respectiva contribuição; c) os valores retidos na fonte a título da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, se calculados corretamente e de acordo com a legislação em vigor, não podem ser considerados pagamento indevido ou a maior que o devido, mesmo na hipótese do valor retido ultrapassar o valor apurado no encerramento do período de apuração, caso em que, somente poderão ser deduzidos das respectivas contribuições nos próximos períodos de apuração; Fl. 200DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3302-009.068 - 3ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13819.001240/2005-71 A Dcomp em questão envolveu débitos de PIS regime não cumulativo dos períodos de apuração março, abril e maio de 2004. Já o crédito de PIS, referia-se ao período de março de 2005. Portanto, tendo o crédito sido apurado em março de 2005 e compensado com períodos de apuração anteriores, indevida a compensação, e, em consequência, escorreito o recorrido. Por este motivos, voto em negar provimento ao Recurso Voluntário. (documento assinado digitalmente) Raphael Madeira Abad Fl. 201DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 12045.000391/2007-18
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/03/1999 a 31/10/2002
MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE. COMPARAÇÃO. IDENTIDADE DE PENALIDADES.
Para que se aplique a regra de retroatividade, devido à alteração na legislação, disposta no Art. 106, II, "c", do Código Tributário Nacional (CTN), faz-se necessária a comparação de multas de mesma natureza jurídica. No presente caso, o acórdão recorrido, para a aplicação da retroatividade, comparou a aplicação de multa de ofício com a nova regra a ser aplicada no caso de multa de mora, motivo para sua reforma.
Recurso Especial do Procurador Provido.
Numero da decisão: 9202-002.389
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: Marcelo Oliveira
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RETROATIVIDADE. COMPARAÇÃO. IDENTIDADE DE PENALIDADES. Para que se aplique a regra de retroatividade, devido à alteração na legislação, disposta no Art. 106, II, "c", do Código Tributário Nacional (CTN), fazse necessária a comparação de multas de mesma natureza jurídica. No presente caso, o acórdão recorrido, para a aplicação da retroatividade, comparou a aplicação de multa de ofício com a nova regra a ser aplicada no caso de multa de mora, motivo para sua reforma. Recurso Especial do Procurador Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 04 5. 00 03 91 /2 00 7- 18 Fl. 341DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0619.13166.UP7S. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 (assinado digitalmente) OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann ( VicePresidente), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Elias Sampaio Freire. Fl. 342DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0619.13166.UP7S. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 12045.000391/200718 Acórdão n.º 9202002.389 CSRFT2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Especial por divergência, fls. 00310, interposto pela nobre Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra acórdão, fls. 0299, que decidiu em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte. O acórdão em questão possui as seguintes ementa e decisão: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Período de apuração: 01/03/1999 a 31/10/2002 CESSÃO DE MÃODEOBRA. DEFINIÇÃO LEGAL. LEI 8.212/91. CONSTATAÇÃO.RETENÇÃO 11% SOBRE O VALOR BRUTO DA NOTA FISCAL OU FATURA DE SERVIÇOS. LEGALIDADE E CONSTITUC1ONALIDADE A cessão de mãodeobra é conceituada segundo a Lei n 8.212/91, e que, urna vez constatada, obriga o contratante de serviços, executados mediante cessão de mãodeobra, a reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de serviços, nos termos do art. 31 da Lei 8.212/91, na redação da Lei n.° 9.711/98, sistemática interpretada como legal e constitucional pelos Tribunais Superiores. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, no mérito, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009, prevalecendo a mais benéfica ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Em seu recurso especial a Procuradoria alega, em síntese, que: 1. A Turma a quo entendeu por bem determinar a redução da multa aplicada, por crer que deve ser aplicado retroativamente o art. 61, § 2º, da Lei nº 9.430/96, por ser essa a determinação da nova redação do art. 35, da Lei n º8.212/91, introduzido pela Lei nº 11.941/09, conforme art. 106, inciso II, "c", do CTN; 2. Não há como concordar com essa posição; Fl. 343DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0619.13166.UP7S. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 3. Há divergência jurisprudencial sobre o tema; 4. O acórdão recorrido aplicou a retroatividade benigna prevista no CTN, Art. 106, comparando, equivocadamente, multa de ofício com multa de mora; 5. Ou seja, para a aplicação da retroatividade comparou multas distintas, o que a legislação não permite; 6. Em razão do exposto, espera que o recurso seja conhecido e provido. Por despacho, fls. 0318, deuse seguimento ao recurso especial. O sujeito passivo, apesar de devidamente intimado, não apresentou suas contrarrazões. Os autos retornaram ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 344DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0619.13166.UP7S. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 12045.000391/200718 Acórdão n.º 9202002.389 CSRFT2 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do Recurso Especial e passo à análise de suas razões recursais. Na análise da questão, verificamos que assiste razão ao pleito da recorrente. Destaquese que concordo com o acórdão recorrido a respeito da aplicabilidade do Art. 106 do CTN: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: ... II tratandose de ato não definitivamente julgado: ... c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Portanto, pela determinação do CTN, acima, a administração pública deve verificar, nos lançamentos não definitivamente julgados, se a penalidade determinada na nova legislação é menos severa que a prevista na lei vigente no momento do lançamento. Só não posso concordar com a análise e decisão contidas no acórdão recorrido, que leva em conta a comparação de penalidades distintas: multa de ofício e multa de mora. A Lei 8.212/1991 trazia a seguinte redação quando tratava de multas: Lei 8.212/1991: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Fl. 345DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0619.13166.UP7S. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). III para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: a) sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) setenta por cento, se houve parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). § 1º Na hipótese de parcelamento ou reparcelamento, incidirá um acréscimo de vinte por cento sobre a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos. (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) § 2º Se houver pagamento antecipado à vista, no todo ou em parte, do saldo devedor, o acréscimo previsto no parágrafo anterior não incidirá sobre a multa correspondente à parte do pagamento que se efetuar.(Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) § 3º O valor do pagamento parcial, antecipado, do saldo devedor de parcelamento ou do reparcelamento somente poderá ser utilizado para quitação de parcelas na ordem inversa do vencimento, sem prejuízo da que for devida no mês de competência em curso e sobre a qual incidirá sempre o acréscimo a que se refere o § 1º deste artigo.(Revogado pela Fl. 346DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0619.13166.UP7S. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 12045.000391/200718 Acórdão n.º 9202002.389 CSRFT2 Fl. 5 7 Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) § 4o Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinqüenta por cento. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) Com a edição da Medida Provisória 449/2008 ocorreram mudanças na legislação que trata sobre multas, com o surgimento de dois artigos: Lei 8.212/1991: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). ... Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Ocorre que o acórdão recorrido comparou, para a aplicação do Art. 106 do CTN, penalidade de multa aplicada em lançamento de ofício, com penalidade aplicada quando o sujeito passivo está em mora, sem a existência do lançamento de ofício, e decide, espontaneamente, realizar o pagamento. Para tanto, na defesa dessa tese, há o argumento que a antiga redação utilizava o termo multa de mora. Lei 8.212/1991: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: ... II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: Fl. 347DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0619.13166.UP7S. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 8 Com todo respeito aos defensores dessa tese, em nosso entender o nomen júris, o termo jurídico, a denominação legal, não é suficiente definir o instituto jurídico que define a multa ou para que se altere a sua natureza jurídica. Esclarecemos aqui que a multa de lançamento de ofício, como decorre do próprio termo, pressupõe a atividade da autoridade administrativa que, diante da constatação de descumprimento da lei, pelo sujeito passivo, apura a infração e lhe aplica as cominações legais. Em direito tributário, cuidase da obrigação principal e da obrigação acessória, consoante art. 113 do CTN. A obrigação principal é obrigação de dar. De entregar dinheiro ao Estado por ter ocorrido o fato gerador do pagamento de tributo ou de penalidade pecuniária. A obrigação acessória é obrigação de fazer ou obrigação de não fazer. A legislação tributária estabelece para os contribuintes certas obrigações de fazer alguma coisa (escriturar livros, emitir documentos fiscais, etc): são as prestações positivas de que fala o §2º do art. 113 do CTN. Exige também, em certas situações, que o contribuinte se abstenha de produzir determinados atos (causar embaraço à fiscalização, por exemplo): são as prestações negativas, mencionadas neste mesmo dispositivo legal. O descumprimento de obrigação principal gera para o Fisco o direito de constituir o crédito tributário correspondente, mediante lançamento de ofício. É também fato gerador da cominação de penalidade pecuniária, leiase multa, sanção decorrente de tal descumprimento. O descumprimento de obrigação acessória gera para o Fisco o direito de aplicar multa, igualmente por meio de lançamento de ofício. Na locução do §3º do art. 113 do CTN, este descumprimento de obrigação acessória, isto é, de obrigação de fazer ou não fazer, convertea em obrigação principal, ou seja, obrigação de dar. Já a multa de mora não pressupõe a atividade da autoridade administrativa e a sua finalidade primordial é desestimular o cumprimento da obrigação fora de prazo. Ela é devida quando o contribuinte estiver recolhendo espontaneamente um débito vencido. Essa multa nunca incide sobre as multas de lançamento de ofício (descumprimento de obrigação principal) e nem sobre as multas por atraso, por exemplo, na entrega de declarações (descumprimento de obrigação acessória de fazer). Portanto, para a correta aplicação do Art. 106 do CTN, que trata de retroatividade benigna, o Relator deveria ter comparado a penalidade determinada pelo II, Art. 35 da Lei 8.212/1991 (créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento), antiga redação, com a penalidade determinada atualmente pelo Art. 35A da Lei 8.212/1991 (nos casos de lançamento de ofício). Conseqüentemente, divirjo do acórdão recorrido, pelas razões expostas, e, devido à comparação a ser feita entre multas com mesma natureza jurídica, somente limito a multa ao máximo disposto no Art. 35A, da Lei 8212/1991, 75% (setenta e cinco por cento). Fl. 348DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0619.13166.UP7S. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 12045.000391/200718 Acórdão n.º 9202002.389 CSRFT2 Fl. 6 9 CONCLUSÃO: Em razão do exposto, voto em dar provimento ao recurso da PGFN, para limitar a multa de ofício ao máximo disposto no Art. 35A, da Lei 8212/1991, 75% (setenta e cinco por cento), nos termos do voto. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Fl. 349DF CARF MF Excluído Documento de 2 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP26.0619.13166.UP7S. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por MARCELO OLIVEIRA em 13/02/2013 19:19:07. Documento autenticado digitalmente por MARCELO OLIVEIRA em 13/02/2013. Documento assinado digitalmente por: OTACILIO DANTAS CARTAXO em 12/03/2013 e MARCELO OLIVEIRA em 13/02/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 26/06/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP26.0619.13166.UP7S Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 81B1BA672BEF980FCD8277FB8B4900B2DFEFB2B0 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 12045.000391/2007-18. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 35373.000880/2006-64
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Mar 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 11/03/2005
LANÇAMENTO. NULIDADE. FORMA DE DESCRIÇÃO DO SUJEITO PASSIVO COM APOSIÇÃO EQUIVOCADA DA EXPRESSÃO “E OUTROS” APÓS O NOME DO SUJEITO PASSIVO. VÍCIO FORMAL.
Deve ser reconhecido como vício de natureza formal erro na qualificação do sujeito passivo, com aposição da expressão “e outros” após o nome do sujeito passivo, considerando que este esteja devidamente identificado, corresponda àquele eleito pelo legislador e não haja imputação de responsabilidade solidária nos autos.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-002.566
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Nome do relator: Gustavo Lian Haddad
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NULIDADE. FORMA DE DESCRIÇÃO DO SUJEITO PASSIVO COM APOSIÇÃO EQUIVOCADA DA EXPRESSÃO “E OUTROS” APÓS O NOME DO SUJEITO PASSIVO. VÍCIO FORMAL. Deve ser reconhecido como vício de natureza formal erro na qualificação do sujeito passivo, com aposição da expressão “e outros” após o nome do sujeito passivo, considerando que este esteja devidamente identificado, corresponda àquele eleito pelo legislador e não haja imputação de responsabilidade solidária nos autos. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 37 3. 00 08 80 /2 00 6- 64 Fl. 543DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1020.16454.9FLC. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício) (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Relator EDITADO EM: 11/03/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório Em 11/03/2005, Massafera Apen Ltda foi intimada da autuação decorrente do descumprimento de obrigação acessória por ter deixado de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. A 2ª Turma da 4ª Câmara da 2ª Seção deste E. Conselho, ao apreciar o recurso voluntário interposto pela contribuinte, exarou o acórdão n° 240200.446, que se encontra às fls. 227/231 e cuja ementa é a seguinte: “Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 11/03/2005 INFRAÇÃO. DEIXAR DE LANÇAR MENSALMENTE EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE. A empresa é obrigada a lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. LANÇAMENTO. VÍCIO MATERIAL. O erro na identificação do sujeito passivo caracteriza vício substancial, material, uma nulidade absoluta, não permitindo a contagem do prazo especial para decadência previsto no art. 173, II, do CTN. PROCESSO ANULADO.” Fl. 544DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1020.16454.9FLC. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 35373.000880/200664 Acórdão n.º 9202002.566 CSRFT2 Fl. 6 3 A anotação do resultado do julgamento indica que a Câmara, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso do contribuinte para anular o lançamento anteriormente realizado em razão da caracterização de vício material. Intimada do acórdão em 29/03/2010 (fls. 231) a Procuradoria da Fazenda Nacional interpôs recurso especial às fls. 234/239, pleiteando a reforma do v. acórdão recorrido em razão da divergência jurisprudencial entre este e outras decisões no tocante à natureza do vício que levou à anulação do processo (acórdãos nº 30133.686 e 30330.909). Ao Recurso Especial foi dado seguimento, conforme Despacho nº 2400 142/2010, de 31/03/2010 (fls. 251/252). Intimado do Despacho em 13/10/2010, o contribuinte interpôs contrarrazões em 28/10/2010 (fls. 269/271). É o Relatório. Voto Conselheiro Gustavo Lian Haddad, Relator Analiso, inicialmente, a admissibilidade do Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional. Como se verifica dos autos o recurso foi interposto objetivando a discussão da natureza (formal ou material) do erro na identificação do sujeito passivo, tendo em vista a divergência entre o v. acórdão recorrido e os acórdãos nº 30133.686 e 30330.909. Os acórdãos paradigma encontramse assim ementados: “NULIDADE – ERRO NA IDENTIFICAÇÃO DO SUJEITO PASSIVO. É nulo, por vício formal, de lançamento constituído mediante auto de infração lavrado em face de sujeito passivo diverso daquele elencado pela norma tributária. RECURSO DE OFÍCIO NEGADO.” (AC 30133.686 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – NULIDADE – VÍCIO FORMAL – ILEGITIMIDADE DO SUJEITO PASSIVO. Constatado vício formal, por erro na identificação do sujeito passivo, deve ser declarada, de ofício, a nulidade do auto de infração, por não observância do disposto no art. 142 do CTN. RECURSO DE OFÍCIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (AC 30330.909) Verifico, assim, que os paradigmas trazidos aos autos pela Fazenda Nacional classificam eventual erro na identificação do sujeito passivo como vício formal. No acórdão recorrido erro de menor graduação – aposição de expressão “e outros” após o nome do sujeito passivo – considerou caracterizado vício material. Ressalto, ademais, que embora em ambos os casos o resultado seja a anulação do lançamento está presente o interesse processual da Procuradoria da Fazenda Fl. 545DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1020.16454.9FLC. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Nacional na medida em que a declaração da nulidade por vício formal é passível de posterior convalidação. Entendo, portanto, caracterizada a divergência de interpretação, razão pela qual conheço do recurso especial interposto pela Fazenda Nacional. No mérito a discussão submetida a este Colegiado é a natureza do vício (formal ou material) reconhecido pelo v. acórdão recorrido que resultou na anulação do lançamento. Ressalto, por oportuno, que o v. acórdão recorrido, tendo identificado que na descrição do sujeito passivo apontado na NFLD consta a expressão "e outros", considerou que o sujeito passivo da obrigação não estava claramente identificado, tendo declarado a nulidade do lançamento por vício material. Em que pese a posição adotada pela Câmara a quo entendo que a mera existência do termo “e outros” no lançamento, no presente caso, não configura vício material. De fato, examinando o lançamento é possível verificar que a autuada foi a empresa MASSAFERA APEN LTDA – CNPJ nº 04.428.146/000193 (fls. 01), tendo o lançamento se baseado em irregularidades apuradas na contabilização de fatos geradores de contribuições previdenciárias. Entendo que não devem ser declaradas nulidades quando não existir prejuízo à defesa por amoldaremse os fatos narrados e documentados nos autos às infrações imputadas ao sujeito passivo. Tal conclusão decorrente da moderna teoria do direito administrativo segundo a qual os procedimentos formais são instrumentos à consecução de determinado objetivo, sendo seu descumprimento relevante para fins de declaração de nulidade apenas quando tenham causado prejuízo à parte. Nada obstante, uma vez reconhecida a nulidade do lançamento pelo E. CARF e não sendo a nulidade objeto do presente recurso mas somente a natureza do vício (i.e se estamos diante de um vício formal ou material), passo à analise da matéria. O vício reconhecido pelo v. acórdão recorrido que levou à anulação do lançamento foi a existência da expressão “e outros” na qualificação do sujeito passivo. A discussão posta é determinar se a inclusão da expressão “e outros” na qualificação do autuado atinge a “forma” ou o “conteúdo” do lançamento tributário. A meu ver, devem ser tratados como vícios formais aqueles relacionados aos requisitos relativos à exteriorização do ato administrativo de lançamento, dentre os quais a maneira como é apresentado/qualificado o autuado. No presente caso, não há qualquer imputação de responsabilidade solidária entre empresas do mesmo grupo. Assim, a aposição da expressão “e outros” após nome da autuada resultou de erro formal, implicando vício no tocante à descrição/qualificação do autuado e, portanto, de natureza formal. Ressaltese que não se trata da ausência de indicação do sujeito passivo já que o autuado foi devidamente qualificado mediante a aposição de sua razão social, endereço e Fl. 546DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1020.16454.9FLC. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 35373.000880/200664 Acórdão n.º 9202002.566 CSRFT2 Fl. 7 5 inscrição no CNPJ no documento de lançamento. A irregularidade apontada foi a aposição da expressão “e outros” posteriormente à razão social. Destarte, conheço do recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional para, no mérito, DAR LHE provimento para reconhecer a natureza formal do vício identificado pela decisão do CARF que levou à anulação do lançamento. (Assinado digitalmente) Gustavo Lian Haddad Fl. 547DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP08.1020.16454.9FLC. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por AFONSO ANTONIO DA SILVA em 14/03/2013 10:42:08. Documento autenticado digitalmente por AFONSO ANTONIO DA SILVA em 14/03/2013. Documento assinado digitalmente por: HENRIQUE PINHEIRO TORRES em 09/04/2013 e GUSTAVO LIAN HADDAD em 04/04/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 08/10/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP08.1020.16454.9FLC Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 20BFFBC70067E850E8F0EBEFAAC2AC4094E32BFC Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 35373.000880/2006-64. 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