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Numero do processo: 10650.900489/2009-67
Data da sessão: Thu Jul 19 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ALEGAÇÕES E
PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO.
PRECLUSÃO.
Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.316
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. O Conselheiro Belchior Melo de Sousa acompanhou o relator por suas conclusões.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. O Conselheiro Belchior Melo de Sousa acompanhou o relator por suas conclusões. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Fl. 378DF CARF MF Impresso em 11/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Relatório ALTA GENETICS DO BRASIL LTDA. transmitiu a Declaração de Compensação Eletrônica – DComp nº 12659.03668.310706.1.3.045923, visando à extinção de débito de CSLL, no valor de R$ 5.691,54, utilizando crédito oriundo de pagamento indevido ou a maior de Cofins, efetuado por meio do DARF, abaixo discriminado: Número do Pagamento Código da Receita Data da arrecadação Período de Apuração Valor pago 2584341521 5856 15/5/2006 abr/06 R$ 7.269,72 A DRF/Uberaba MG emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação, porque constatou que o DARF discriminado na DComp estava integralmente utilizado para quitação de débitos, não restando saldo disponível para compensação dos débitos indicados. Sobreveio reclamação, por meio da qual o declarante explica que o débito, no qual foi alocado o pagamento em questão, foi erroneamente calculado e informado em DCTF e que percebeu o equívoco somente quando foi cientificado do Despacho Decisório, momento em que providenciou a retificação da DCTF respectiva, em conformidade com o Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais(DACON) original transmitido. A DRJ/JFA1ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 0934.237, de 24 de março de 2011, teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2006 a 30/04/2006 DÉBITO INFORMADO EM DOCUMENTOS FISCAIS. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DO ERRO. A simples retificação de documentos fiscais (DCTF e DACON), para alterar valores originalmente declarados, desacompanhada de documentação hábil e idônea, não pode ser admitida para modificar despacho decisório, cuja ciência pelo interessado deu se antes da transmissão dos documentos retificadores. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 1ª Turma da DRJ/RPO. O arrazoado de fls. 306 a 315, após protesto de tempestividade e síntese dos fatos relacionados com a lide, discorre sobre a gênese do seu crédito, explicando tratarse de desconto de créditos apurados na sistemática da não cumulatividade, vinculados às operações Fl. 379DF CARF MF Impresso em 11/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10650.900489/200967 Acórdão n.º 380303.316 S3TE03 Fl. 371 3 cujas receitas são sujeitas à suspensão, isenção, alíquota zero, em observância ao disposto no artigo 17 da Lei nº 11.033, de 21 de dezembro de 2004, que não haviam sido descontados por ocasião da apresentação da DCTF original. Pretende comprovar a legitimidade da apuração dos valores de créditos e débitos de PIS e COFINS, informados mensalmente no DACON, referente ao mês de interesse, pela documentação que diz anexar ao Recurso: a) Planilhas, assinadas pelo responsável pelo preenchimento do DACON, demonstrando os critérios de aproveitamento dos créditos informados no Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais relativo ao mês de interesse; b) Razões contábeis referentes às aquisições efetuadas no mês de interesse, correspondentes às despesas, custos e encargos incorridos no referido mês, que originaram os créditos apropriados; c) Cópia de Nota Fiscal, emitida pela Recorrente no mês de interesse, que formaliza a "venda de sêmen" (posição 05.11 da NCM), caracterizando o auferimento de receita sujeita à alíquota “0” e, consequentemente, a manutenção dos créditos vinculados a essas operações. Conclui, requerendo o reconhecimento do direito creditório, uma vez que demonstrados pela documentação hábil e idônea (anexada ao Recurso) os valores declarados e apurados de créditos e débitos, referentes ao período de apuração em apreço, sendo que as informações fiscais e contábeis justificaram o cumprimento e, por conseguinte, a retificação das obrigações acessórias (DACON e DCTF), e a homologação da Declaração de Compensação nº 12659.03668.310706.1.3.045923, a fim de que seja compensado e, consequentemente, extinto o débito apurado, uma vez que legítimo o direito creditório. Por fim, pede que seja cancelado o Processo de Cobrança, uma vez que é inexigível o débito, em razão de que será extinto, via compensação, pela homologação da DCOMP de que se trata. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 306 a 315 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJJFA1ª Turma nº 0934.237, de 24 de março de 2011. Conforme relatado, a decisão recorrida não acolheu a exceção de erro no preenchimento da DCTF, nem a simples retificação da mesma e do DACON para o efeito de alterar valores originalmente declarados, porque o declarante, em sede de reclamação administrativa, não se desincumbiu do ônus probatório que lhe cabia. No recurso voluntário, o interessado inova as explicações sobre a origem dos valores constantes das declarações Fl. 380DF CARF MF Impresso em 11/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 4 retificadoras. Percebese que se trata, não de erro material, como fezse supor na Manifestação de Inconformidade, mas de verdadeira nova apuração da contribuição, valendose agora do benefício de manutenção do crédito por aquisições de insumos aplicados em produtos cujas operações de venda geram receitas sujeitas à suspensão, isenção, alíquota "0” (zero) ou não incidência, previsto pelo art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004. A possibilidade de conhecimento e apreciação dessas novas alegações e desses novos documentos não oferecidos à instância a quo, deve ser avaliada à luz dos princípios que regem o Processo Administrativo Fiscal. O Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 – PAF, verbis: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Art. 15. A impugnação, formalizada por escrito e instruída com os documentos em que se fundamentar, será apresentada ao órgão preparador no prazo de trinta dias, contados da data em que for feita a intimação da exigência. [...] Art. 16. A impugnação mencionará: [...] III – os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) [...] § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997): b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997); c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) [...] Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997).’ De acordo com as normas processuais, com aplicação analógica determinada pelo § 4º do art. 66 da Instrução Normativa RFB no 900, de 30 de dezembro de 2008, é no momento processual da reclamação que a lide é demarcada e o processo administrativo propriamente dito tem início, com a instauração do litígio, não se permitindo, a partir daí, a abertura de novas teses de defesa ou a apresentação de novas provas, a não ser nas situações legalmente excepcionadas. A este respeito, Marcos Vinícius Neder de Lima e Maria Tereza Fl. 381DF CARF MF Impresso em 11/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10650.900489/200967 Acórdão n.º 380303.316 S3TE03 Fl. 372 5 Martínez López1 asseveram que “a inicial e a impugnação fixam os limites da controvérsia, integrando o objeto da defesa as afirmações contidas na petição inicial e na documentação que a acompanha”. Antônio da Silva Cabral, no seu livro “Processo Administrativo Fiscal” (Ed. Saraiva: São Paulo, 1993, p. 172), assim se manifestou sobre o assunto: ‘O termo latino é muito feliz para indicar que a preclusão significa impossibilidade de se realizar um direito, quer porque a porta do tempo está fechada, quer porque o recinto onde esse direito poderia exercerse também está fechado. O titular do direito achase impedido de exercer o seu direito, assim como alguém está impedido de entrar num recinto porque a porta está fechada.’ Na página seguinte, o mesmo autor, reportandose aos órgãos julgadores de segunda instância, completa: ‘Se o tribunal acolher tal espécie de recurso estará, na realidade, omitindo uma instância, já que o julgador singular não apreciou a parte que só é contestada na fase recursal.’ Cintra, Grinover e Dinamarco, no livro Teoria Geral do Processo, assim se posicionam sobre a preclusão: ‘o instituto da preclusão ligase ao princípio do impulso processual. Objetivamente entendida, a preclusão consiste em um fato impeditivo destinado a garantir o avanço progressivo da relação processual e a obstar o seu recuo para as fases anteriores do procedimento. Subjetivamente, a preclusão representa a perda de uma faculdade ou de um poder ou direito processual; as causas dessa perda correspondem às diversas espécies de preclusão[..]’ Ensinam, também, estes doutrinadores que: ‘A preclusão não é sanção. Não provém de ilícito, mas de incompatibilidade do poder, faculdade ou direito com o desenvolvimento do processo, ou da consumação de um interesse. Seus efeitos confinamse à relação processual e exauremse no processo.’ As alegações de defesa são faculdades do demandado, mas constituemse em verdadeiro ônus processual, porquanto, embora o ato seja instituído em seu favor, não sendo praticado no tempo certo, surgem para a parte conseqüências gravosas, dentre elas a perda do direito de fazêlo posteriormente, pois operase, nesta hipótese, o fenômeno da preclusão, isto porque o processo é um caminhar para a frente, não se admitindo, em regra, ressuscitar questões já ultrapassadas em fases anteriores. De acordo com o § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, supratranscrito, só é lícito deduzir novas alegações em supressão de instância quando: 1) 1 Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado. São Paulo: Dialética, 2002, p. 67. Fl. 382DF CARF MF Impresso em 11/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN 6 relativas a direito superveniente; 2) competir ao julgador delas conhecer de ofício, a exemplo da decadência; ou 3) por expressa autorização legal. O § 5º do mesmo dispositivo legal exige que a juntada dos documentos deve ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. No caso desses autos, o recorrente não se preocupou em produzir oportunamente os documentos que comprovariam suas alegações, ônus que lhe competia, segundo o sistema de distribuição da carga probatória adotado pelo Processo Administrativo Federal: o ônus de provar a veracidade do que afirma é do interessado, segundo o disposto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 36: Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no artigo 37 desta Lei. No mesmo sentido o art. 330 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (CPC): Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. O recorrente tampouco comprovou a ocorrência de qualquer das hipóteses das alíneas “a” a “c” do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 – PAF., que justifique a apresentação tardia de documentos. A propósito dos documentos que instruem a peça recursal (planilha de reapuração da contribuição social, extrato do livro Razão e cópia de uma nota fiscal que caracterizaria o auferimento de receita sujeita a alíquota zero), devese sublinhar que os mesmos ainda não seriam suficientes para atestar liminarmente a liquidez e a certeza do crédito oposto na(s) compensação(ões) declaradas e demandariam a reabertura da dilação probatória, o que, de regra, como já visto, não se admite na fase recursal do processo. Com essas considerações, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em Alexandre Kern – Relator Fl. 383DF CARF MF Impresso em 11/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10650.900489/200967 Acórdão n.º 380303.316 S3TE03 Fl. 373 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 384DF CARF MF Impresso em 11/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10950.005206/2009-97
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005
Ementa: COFINS. CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL
ANIDRO CARBURANTE PARA ADIÇÃO À GASOLINA.
As aquisições de álcool anidro realizada no período em apuração não geram direito ao crédito pleiteado tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com a produção dos efeitos do art. 7º da Lei nº 11.727/08.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.147
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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CREDITAMENTO. AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL ANIDRO CARBURANTE PARA ADIÇÃO À GASOLINA. As aquisições de álcool anidro realizada no período em apuração não geram direito ao crédito pleiteado tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com a produção dos efeitos do art. 7º da Lei nº 11.727/08. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de Pedido de Ressarcimento da COFINS, no valor de R$ 388.863,87, relativos ao 2º trimestre de 2005, vinculandose aos mesmos, Pedido de Compensação. A DRF/Maringá proferiu Despacho Decisório no qual foi parcialmente deferido o ressarcimento pleiteado, no montante de R$ 55.867,53, e homologadas as compensações apresentadas até o limite do crédito deferido. A fiscalização não considerou os valores referentes à aquisição de álcool anidro para fins de composição da base de cálculo da contribuição. Em Manifestação de Inconformidade a Interessada alegou que o álcool anidro é insumo em seu processo produtivo, posto que é adicionado a gasolina tipo “A”, para a obtenção da gasolina tipo “C”, e assim, em face da legislação do PIS e da Cofins não cumulativos, entende que tem direito ao abatimento do crédito relativo às aquisições do referido insumo, nos termos do art. 3º, II, das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003, desde o advento da Lei nº 10.865/2004. Argumenta ainda que: a) o álcool hidratado adquirido pela recorrente é revendido ‘in natura’ aos postos revendedores, (consumidoresvarejistas) ; por sua vez, o álcool anidro é utilizado como insumo na produção da gasolina ‘c’, desta forma, não se poderia tratar ambos produtos como se fossem idênticos, de modo que possuem destinação e finalidades dispares, sobretudo porque não há autorização legal para revenda e distribuição de álcool anidro de acordo com determinações técnicas desde o antigo órgão CPN e ANP, Agência Nacional do Petróleo, sendo utilizado exclusivamente como insumo obrigatório na composição final da gasolina ‘c’; b) a vedação ao creditamento contida no art. 3º, I, “a” das Leis nº 10.637/2002 e nº 10.833/2003, referese única e exclusivamente ao álcool hidratado, e que as contribuições em debate, incidentes sobre o álcool anidro, não estão sujeitas ao regime de substituição tributária, como teria afirmado o fisco, mas, ao contrário, incidiriam em cada etapa do ciclo produtivo, conforme a situação do vendedor/adquirente, ou seja, se produtor, aplicarseia o disposto no art. 5º, I da Lei nº 9.718/1998, e se distribuidor, aplicarseia o contido no art. 5º, II da mesma lei. A DRJ em Curitiba indeferiu a Manifestação de Inconformidade e não reconheceu o direito creditório da CIAPETRO, conforme ementa que transcrevemos a seguir: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 Fl. 139DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005206/200997 Acórdão n.º 3803003.147 S3TE03 Fl. 2 3 RESSARCIMENTO. CRÉDITOS DE PIS E COFINS. ÁLCOOL ANIDRO PARA ADIÇÃO À GASOLINA. Até 30 de setembro de 2008, não havia direito a crédito do PIS e da Cofins, no sistema de nãocumulatividade, para distribuidora de combustíveis sobre aquisição de álcool anidro para fins carburantes adicionado à gasolina “A” para obtenção da gasolina “C”. DCOMP. CRÉDITO INEXISTENTE. NÃO HOMOLOGAÇÃO. Comprovado nos autos a inexistência do crédito informado como suporte, não se homologam as compensações vinculadas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cientificada do acórdão retro em 20/04/2012, apresentou Recurso Voluntário para este Conselho Administrativo em 10/05/2012, no qual, em apertada síntese, repisou os mesmos argumentos aduzidos em sede de Manifestação de Inconformidade. Requereu, ao final, pelo reconhecimento do crédito oriundo das aquisições de álcool anidro, anteriores a agosto de 2008, e a homologação das compensações transmitidas pela empresa. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O presente recuso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade razão pela qual dele tomo conhecimento. Compulsando os autos facilmente se observa que a lide encontrase delimitada quanto a existência ou não de direito pelo contribuinte ao creditamento do Pis e da COFINS sobre as aquisições de álcool anidro, em face da realização de sua mistura à gasolina “A” com o fito de obter a gasolina “C”. Por seu turno, a DRJ em Curitiba considerou que a ora Recorrente não fabrica ou produz bens, de forma que possa considerar, para efeitos tributários, o álcool anidro e a gasolina “A” como insumo do produto, a gasolina “C”, destinado à venda. Argumenta que, diferentemente de produzir, a distribuidora apenas realiza a mistura da gasolina “A” com o álcool etílico anidro, para obtenção da gasolina “C”, em atendimento às normas baixadas pela Agência Nacional do Petróleo e que a legislação tributária de regência determinou que a alíquota para aquele produto seria zero por ser considerado um produto vendido pela distribuidora, e não um insumo. Ademais disso, ressaltou que o aproveitamento de créditos sobre aquisição de álcool anidro para adição à gasolina, para contribuinte sujeito ao regime de apuração nãocumulativa da COFINS e do PIS/PASEP somente tem vigência a partir de 01/10/2008, com a previsão contida no § 13 do art.5º da Lei nº 9.718,de1998. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 4 A contribuinte, busca através do Recurso Voluntário emplacar o entendimento de que o álcool anidro é produto intermediário obrigatório, e portanto insumo, da gasolina “c”, enquadrando o direito ao creditamento no art. 3º, II, das Leis nº 10.637/02 e 10.833/02, que assim dispõem: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) Contudo, em que pesem seus argumentos e toda a construção jurídica desenvolvida no Recurso Voluntário que ora se analisa com vistas ao creditamento, os mesmos não merecem prosperar. Isto porque os créditos decorrentes da aquisição de álcool anidro os quais busca o ressarcimento se referem ao 2º trimestre de 2005. Conforme se extrai dos autos, parte integrante do Despacho Decisório proferido pela DRF em Marigá, a contribuinte “considerou as receitas de revendas de gasolina adicionada de álcool anidro como pertencente ao regime nãocumulativo de apuração da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins de que trata a Lei nº 10.833/2003, apropriando como custo, o total das aquisições de álcool anidro para fins carburantes do período”. Nas vendas de gasolina, com exceção da de aviação, óleo diesel e GLP, a contribuição para o Pis/Pasep e para a COFINS incide de forma concentrada, no inicio da etapa de comercialização, realizada pelos produtores ou importadores. Até o advento da Lei nº 10.637/02 e da 10.833/02, que instituíram a sistemática da nãocumulatividade para o Pis/Pasep e para a COFINS, respectivamente, essas receitas se mantiveram no regime da cumulatividade, se sujeitando ao art. 2º da Lei nº 9.718/98 se produtor, e arts. 5º e 6º do mesmo diploma legal se distribuidores ou importadores. O inciso IV do §3º do art. 1º da Lei nº 10.833/02, reproduzido de igual forma na Lei nº 10.637/02, determinava a não inclusão na base de cálculo das contribuições sociais das receitas de venda dos produtos de que tratam as Leis nos 9.990, de 21 de julho de 2000, 10.147, de 21 de dezembro de 2000, 10.485, de 3 de julho de 2002, e 10.560, de 13 de novembro de 2002, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição, dentre esses produtos destacamos o álcool para fins carburantes: Art. 1º A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero; Fl. 141DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005206/200997 Acórdão n.º 3803003.147 S3TE03 Fl. 3 5 II (VETADO) III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nº 9.990, de 21 de julho de 2000, nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; Com o advento da Lei nº10.865, de 30 de abril de 2004, o artigo acima transcrito sofreu mudanças, de maneira que a vedação à inclusão na base de cálculo das contribuições sociais ficou restrita tão somente as operações de venda de álcool para fins carburantes, tal qual o caso: § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero; II (VETADO) III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; IV de venda dos produtos de que tratam as Leis nº 9.990, de 21 de julho de 2000, nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000, ou quaisquer outras submetidas à incidência monofásica da contribuição; IV de venda de álcool para fins carburantes; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Medida Provisória n° 413, de 3 de janeiro de 2008)(Vide art. 42 da Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008) Desta forma, a venda de álcool para fins carburantes permaneceu na sistemática da cumulatividade, a qual não permite o creditamento do crédito oriundo das referidas aquisições, de modo que esta situação permaneceu até sua revogação pela Medida Provisória nº 413, de 3 de janeiro de 2008, convertida na Lei nº 11.727, de 23 de junho de 2008, que assim dispôs em seu art. 42: 1 1 6 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1638910 de 17 de Maio de 2012. DRJ/SPO1. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. A aquisição de álcool anidro para fins carburantes e de gasolina A com a intenção de obtenção de gasolina C não gera crédito de COFINS para distribuidora de combustíveis. Os pro cedimentos de reconhecimento de direito creditório exigem do sujeito passivo a comprovação do direito que entende possuir. Anocalendário: : 01/01/2005 a 31/12/2005 DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM RIBEIRÃO PRETO. 1 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1425212 de 13 de Julho de 2009. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Art. 42. Ficam revogados: III – a partir do primeiro dia do quarto mês subseqüente ao da publicação desta Lei: a) o parágrafo único do art. 6º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998; b) os incisos II e III do caput do art. 42 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001; c) o inciso IV do § 3º do art. 1º e a alínea a do inciso VII do art. 8º da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002; d) o inciso IV do § 3º do art. 1º e a alínea a do inciso VII do caput do art. 10 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003; e)os arts. 49, 50, 52, 55, 57 e 58 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, não havendo, após essa data, outra forma de tributação além dos 2 (dois) regimes previstos nos arts. 58A a 58U da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, e demais dispositivos contidos nesta Lei a eles relacionados;(Vide Medida Provisória nº 436, de 26/06/2008) f)o § 7º do art. 8º e os §§ 9º e 10 do art. 15 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004.(Vide Medida Provisória nº 436, de 26/06/2008) Outrossim, o álcool anidro, composto que misturado a gasolina “A” origina a gasolina “C”, comercializada pelos postos revendedores e utilizada pela população em geral em seus veículos automotores, ao meu sentir, não foi tratado pela legislação tributária como insumo, mas sim um produto vendido pelo distribuidor. Tanto é que o inciso II do artigo 42 da MP nº 2.15835, de 2001, portanto vigente à época dos fatos, reduziu a zero a alíquota das contribuições sociais sobre a receita bruta decorrente da venda de álcool para fins carburantes quando adicionado à gasolina, auferida por distribuidores, dispositivo que também foi revogado pela Lei nº 11.727/08, porquanto o recolhimento já haveria sido efetuado na etapa anterior pelos produtores (usinas): Art.42.Ficam reduzidas a zero as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de: Igasolinas, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e GLP, auferida por distribuidores e comerciantes varejistas; ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. ÁLCOOL ANIDRO PARA ADIÇÃO À GASOLINA. Até 30 de setembro de 2008, não havia direito a créditos da Cofins para distribuidora de combustíveis, sobre aquisição de álcool anidro par a fins de adição à gasolina. Período de apuração: : 01/07/2004 a 30/09/2004 DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO EM SÃO PAULO. 6 º TURMA. ACÓRDÃO Nº 1619305 de 05 de Novembro de 2008. ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: CRÉDITO DE COFINS. A aquisição de álcool anidro para fins carburantes e de gasolina A com a intenção de obtenção de gasolina C não gera crédito de COFINS para distribuidora de combustíveis. PEDIDO DE RESSARCIMENTO. Os procedimentos de reconhecimento de direito creditório exigem do sujeito passivo a comprovação do direito que entende possuir. Anocalendário: : 01/01/2004 a 31/12/2004 Fl. 143DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10950.005206/200997 Acórdão n.º 3803003.147 S3TE03 Fl. 4 7 IIálcool para fins carburantes, quando adicionado à gasolina, auferida por distribuidores; (Vide Medida Medida Provisória nº 413, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 2008) IIIálcool para fins carburantes, auferida pelos comerciantes varejistas. (Vide Medida Medida Provisória nº 413, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.727, de 2008) Nestes termos, as aquisições de álcool anidro realizada no período de 01/04/2005 a 30/06/2005 não geram direito ao ressarcimento da COFINS tendo em vista que o permissivo legal somente surgiu em 01/10/2008 (primeiro dia do quarto mês subseqüente) com o advento da Lei nº 11.727/08 e a produção dos efeitos do seu art. 7, a qual instituiu este regime diferenciado de tributação para os distribuidores de álcool anidro adicionado à gasolina. 2 De se acrescentar, que conforme todo o apanhado, não contestado pela Recorrente, no período de agosto de 2001 a setembro de 2008, as saídas de álcool promovida pelas distribuidoras, ainda que misturados à gasolina, estavam sujeitas à alíquota zero, o que comprova a sua finalidade carburante. Por tal razão, não se pode opor à situação que ora se analisa, o permissivo legal contido no art. 17 da Lei nº 11.033/04 cujo conteúdo transcrevemos a seguir para fins de melhor interpretação: Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações. Pelo que se percebe, o contribuinte não poderá se creditar de todas as aquisições de produtos cuja saída do estabelecimento esteja sujeita à alíquota zero, tendo em vista que em determinados casos, como o dos autos, existe expressa determinação legal que veda esse aproveitamento (inciso IV, do § 3º do art. 1º da Lei nº 10.833/03). Em julgado recente, a 4ª Câmara da 1ª Turma Ordinária desta 3ª seção posicionouse de forma semelhante, no acórdão de nº 340101.111, partilhando do mesmo entendimento que o refletido neste voto: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 CRÉDITOS NA AQUISIÇÃO DE ÁLCOOL PARA FINS CARBURANTES. ÁLCOOL ANIDRO. VEDAÇÃO EXPRESSA. 2 SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 52 de 29 de Junho de 2011 ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins EMENTA: DISTRIBUIDOR DE GASOLINA. DIREITO A CRÉDITO. Até 30/09/2008, as aquisições, por distribuidor, de álcool anidro para fins carburantes para ser adicionado à gasolina não geravam direito a crédito, por força de vedação expressa contida na letra “a”, do inciso I do artigo 3º da Lei nº 10.833, de 2003. A partir de 01/10/2008, com a produção dos efeitos do artigo 7º da Lei nº 11.727, de 2008 e do Decreto nº 6.573, de 19/09/2008, pode o distribuidor que adquire álcool anidro para mistura à gasolina de produtor, importador ou outro distribuidor, creditarse em relação ao produto adquirido, sendo o valor do crédito determinado por unidade de medida, conforme estabelecido na norma regulamentadora. Fl. 144DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN 8 A possibilidade de manutenção de créditos a que se refere o art. 17 da 11.033, de 21 de dezembro de 2004, não é ampla e irrestrita, em face de vedação expressa contida na regra então vigente, qual seja, o artigo 3º, I, “a”, c/c o art. 1º, § 3º, IV, da Lei nº 10.833, de 29/12/2003. Ante o exposto, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário, mantendo incólume a decisão proferida pelo Órgão de Piso. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 145DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 15/07/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 11080.906356/2008-98
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/03/1998 a 31/03/1998
REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA
SISTEMÁTICA DO ART. 543-C, DO CPC.
No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigo 543-C
da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62-A do
Regimento Interno.
EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO
DE 1995 A OUTUBRO DE 1998.
A Contribuição ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar nº 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições
Numero da decisão: 3803-002.326
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ANDREA MEDRADO DARZE
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ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/03/1998 a 31/03/1998 REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C, DO CPC. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigo 543-C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62-A do Regimento Interno. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO DE 1995 A OUTUBRO DE 1998. A Contribuição ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar nº 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/03/1998 a 31/03/1998 REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigo 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62A do Regimento Interno. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO DE 1995 A OUTUBRO DE 1998. A Contribuição ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar nº 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. [assinado digitalmente] Alexandre Kern Presidente. [assinado digitalmente] Andréa Medrado Darzé Relatora. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Participaram ainda da sessão de julgamento os conselheiros Alexandre Kern (presidente), Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani, Alan Fialho Gandra e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão da DRJ de Porto Alegre que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, não reconhecendo o direito creditório e não homologando a compensação declarada, por entender que não procede a alegada vacatio legis no período de outubro de 1995 a outubro de 1998. A ora Recorrente transmitiu, PER/DCOMP eletrônico pretendendo utilizar o crédito de Contribuição ao PIS indevidamente pago em outubro de 1998 com débitos de COFINS e da própria Contribuição ao PIS. A DRF de Porto Alegre emitiu Despacho Decisório eletrônico não homologando a compensação declarada, sob o argumento de que o pagamento fora integralmente utilizado na quitação de débitos da contribuinte, não restando, por conseguinte, crédito disponível para a compensação. Contra esta decisão, a contribuinte apresentou, tempestivamente, Manifestação de Inconformidade alegando, em apertada síntese, que (i) no período de outubro de 1995 a outubro de 1998 houve a interrupção na incidência do PIS; (ii) a decisão liminar na ADI 1417 suspendeu da cobrança da contribuição neste período; (iii) a Corte Suprema, no julgamento definitivo da ADI 1417, declarou inconstitucional a parte final do art. 18 da Lei n° 9.7151/98; (iv) a Lei n° 9.715/98, jamais poderia ser estendida a épocas pretéritas sob pena de violação do princípio constitucional da irretroatividade; (v) a Instrução Normativa n° 06/00 não atende os preceitos consubstanciados no julgamento da ADI n° 14170, nem os ditames legais da legislação tributária vigente; e (vi) a repristinação é vedada nos termos do art. 2º, da LICC. A DRJ de Porto Alegre julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, nos seguintes termos: RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Direitos creditórios pleiteados via Declaração de Compensação Nos termos do artigo 170 do CTN, essencial a comprovação da liquidez e certeza dos créditos para a efetivação do encontro de contas. PIS. LEGISLAÇÃO. INDEFERIMENTO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Após a edição da Medida Provisória n° 1.212, de 28 de novembro de 1995 e reedições, transformada na Lei 9.715, de 25 de novembro de 1998, houve a revogação da legislação anterior que regulava a contribuição para o PIS, devido a nova determinação normativa, nos termos da interpretação contida na IN n° 06, de 19 de janeiro de 2000 e da decisão do Supremo Tribunal Federal. Irresignado, o contribuinte recorreu a este Conselho repetindo as razões da Manifestação de Inconformidade. Acrescentou, apenas, que não seria necessária qualquer norma para regulamentar referido dispositivo legal, tendo em vista a incompetência do Poder Executivo para dispor sobre a base de cálculo das contribuições. É o relatório. Fl. 85DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.906356/200898 Acórdão n.º 3803002.326 S3TE03 Fl. 82 3 Voto Conselheira Andréa Medrado Darzé. O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme é possível perceber do relato acima, a ora Recorrente entende que seu indébito tributário decorreria do pagamento indevido da Contribuição ao PIS entre outubro de 1995 a outubro de 1998. No seu entender, existiu um vácuo legislativo entre as datas da publicação da MP n° 1.212, de 28.11.95, e da Lei n° 9.715, de 26.11.98, uma vez que o STF teria declarado a inconstitucionalidade daquela medida na ADI n° 1.4170, não podendo se admitir a repristinação da lei anterior (Lei Complementar n° 07, de 1970) para fins de cobrança da Contribuição ao PIS. Pois bem. A Medida Provisória nº 1.212, foi publicada no dia 29 de novembro de 1995 no Diário Oficial da União. A despeito disso, estabeleceu o seguinte: Art. 15. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação, aplicandose aos fatos geradores ocorridos a partir de 1° de outubro de 1995. Como é possível perceber, a parte final deste dispositivo feria o princípio da irretroatividade tributária, prescrito expressamente no art. 150, III, b, da Constituição da República, na medida em que pretendeu alcançar fatos ocorridos anteriormente à sua publicação. Essa Medida Provisória sofreu inúmeras reedições, vindo a ser convertida na Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998, a qual reproduziu, em seu art. 18, o enunciado que tratava da eficácia retroativa. Contra estas normas, foi proposta a ADI nº 1.4170, a qual foi julgada parcialmente procedente para declarar a inconstitucionalidade apenas do efeito retroativo imprimido à vigência da contribuição pela parte final do art. 18 da Lei nº 9.715/98, ou seja, quanto à aplicação das suas disposições no período entre 1º de outubro de 1995 e o 90º dia que seguiu à publicação da MP 2.121/95. Neste contexto, verificase que a alegação da Recorrente, no sentido de que a referida ADI seria o fundamento jurídico para o seu indébito, por ter sido supostamente declarada a inconstitucionalidade da totalidade das disposições da MP 1.212/95, é falaciosa, não guardando qualquer correspondência com a realidade. Essa matéria ainda foi apreciada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE nº 232.896, que assim decidiu: Provimento, em parte, a fim de que seja observado o princípio da anterioridade nonagesimal, contados noventa dias a partir da veiculação da Medida Provisória nº 1.212, de 28/11/1995, Fl. 86DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN 4 declarada a inconstitucionalidade da disposição inscrita no seu art. 15. – ‘aplicandose aos fatos geradores ocorridos a partir de 01/10/1995’(...) A questão propriamente da exigibilidade da Contribuição ao PIS no período de outubro de 1995 a outubro de 1998 foi enfrentada apenas pelo Superior Tribunal de Justiça, no REsp nº 1136210/PR, que assim decidiu: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. PIS. EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO NO PERÍODO DE OUTUBRO DE 1995 A OUTUBRO DE 1998. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DOS DECRETOSLEIS 2.445/88 e 2.449/88 (RE 148.754). RESTAURAÇÃO DOS EFEITOS DA LEI COMPLEMENTAR 7/70. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 18, DA LEI 9.715/98 (ADI 1.417). PRAZO NONAGESIMAL DA LEI 9.715/98 CONTADO DA VEICULAÇÃO DA PRIMEIRA EDIÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA 1.212/95. 1. A contribuição social destinada ao PIS permaneceu exigível no período compreendido entre outubro de 1995 a fevereiro de 1996, por força da Lei Complementar 7/70, e entre março de 1996 a outubro de 1998, por força da Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições. (...) 3. O reconhecimento, pelo STF, da inconstitucionalidade formal dos DecretosLeis 2.445/88 e 2.449/88 (RE 148.754, Rel. Ministro Carlos Velloso, Rel. p/ Acórdão Ministro Francisco Rezek, Tribunal Pleno, julgado em 24.06.1993, DJ 04.03.94) teve o condão de restaurar a sistemática de cobrança do PIS disciplinada na Lei Complementar 7/70, no período de outubro de 1995 a fevereiro de 1996 (...). 4. É que a norma declarada inconstitucional é nula ab origine, não se revelando apta à produção de qualquer efeito, inclusive o de revogação da norma anterior, que volta a viger plenamente, não se caracterizando hipótese de repristinação vedada no § 3º, do artigo 2º, da Lei de Introdução ao Código Civil. 5. Outrossim, é pacífica a jurisprudência da Excelsa Corte, anterior à Emenda Constitucional 32/2001, no sentido de que as medidas provisórias não apreciadas pelo Congresso Nacional, não perdiam a eficácia, quando reeditadas dentro do prazo de validade de 30 (trinta) dias, contandose a anterioridade nonagesimal, prevista no artigo 195, § 6º, da CRFB/88, da edição da primeira medida provisória (ADI 1417, Rel. Ministro Octávio Gallotti, Tribunal Pleno, julgado em 02.08.1999, DJ 23.03.2001). 6. Destarte, até 28 de fevereiro de 1996 (início da vigência das alterações introduzidas pela Medida Provisória 1.212, de 28 de novembro de 1995), a cobrança das contribuições destinadas ao PIS era regida pelo disposto na Lei Complementar 7/70. A partir de março de 1996 e até a publicação da Lei 9.715, de 25 de novembro de 1998, a contribuição destinada ao PIS restou disciplinada pela Medida Provisória 1.212/95 e suas reedições, inexistindo, portanto, solução de continuidade da exigibilidade da exação em tela. 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (REsp 1136210/PR, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 09/12/2009, DJe 01/02/10) Fl. 87DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11080.906356/200898 Acórdão n.º 3803002.326 S3TE03 Fl. 83 5 Tendo em vista que o citado precedente também foi julgado sob da sistemática prevista no art. 543, “c”, do CPC, deve o seu resultado ser igualmente reproduzido no presente caso, por força do que prescreve o caput do art. 62A do RICARF, já mencionado. Pelo exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao presente recurso voluntário. [assinado digitalmente] Andréa Medrado Darzé Fl. 88DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº:11080.906356/200898 Interessada:FERRAÇO INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE FERRO LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 3803002.326, de 25 de janeiro de 2012, da 3a Turma Especial da 3a Seção e demais providências. Brasília DF, em 25 de janeiro de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 89DF CARF MF Impresso em 06/02/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 26/01/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13888.002248/2009-65
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 15 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Thu Oct 01 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2004, 2005
MULTA E JUROS ISOLADOS. DECADÊNCIA.
A multa e os juros isolados são sempre lançados de ofício. Não se harmonizam, portanto, com a modalidade do lançamento por homologação. Por tal razão, se submetem a regra decadencial veiculada no art. 173, I, do CTN.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF)
Ano-calendário: 2004, 2005
MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA EXIGIDOS ISOLADAMENTE.
Cabível a aplicação da multa de ofício e juros de mora, isoladamente, quando constatado pelo Fisco, após o prazo fixado para a entrega da declaração de rendimentos da pessoa física, que a fonte pagadora deixou de fazer a retenção do imposto a que estava obrigada.
JUROS MORATÓRIOS. VERBAS TRABALHISTAS. NÃO INCIDÊNCIA.
De acordo com o entendimento do STJ, proferido no REsp nº 1.227.133/RS, decidido na sistemática dos recursos repetitivos, não incide imposto de renda sobre os juros moratórios legais vinculados a verbas trabalhistas reconhecidas em decisão judicial
Numero da decisão: 1302-004.780
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de decadência e, no mérito, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator.
(documento assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Ricardo Marozzi Gregorio - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cléucio Santos Nunes, Fabiana Okchstein Kelbert e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
Nome do relator: RICARDO MAROZZI GREGORIO
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ementa_s : ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2004, 2005 MULTA E JUROS ISOLADOS. DECADÊNCIA. A multa e os juros isolados são sempre lançados de ofício. Não se harmonizam, portanto, com a modalidade do lançamento por homologação. Por tal razão, se submetem a regra decadencial veiculada no art. 173, I, do CTN. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) Ano-calendário: 2004, 2005 MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA EXIGIDOS ISOLADAMENTE. Cabível a aplicação da multa de ofício e juros de mora, isoladamente, quando constatado pelo Fisco, após o prazo fixado para a entrega da declaração de rendimentos da pessoa física, que a fonte pagadora deixou de fazer a retenção do imposto a que estava obrigada. JUROS MORATÓRIOS. VERBAS TRABALHISTAS. NÃO INCIDÊNCIA. De acordo com o entendimento do STJ, proferido no REsp nº 1.227.133/RS, decidido na sistemática dos recursos repetitivos, não incide imposto de renda sobre os juros moratórios legais vinculados a verbas trabalhistas reconhecidas em decisão judicial
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de decadência e, no mérito, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente (documento assinado digitalmente) Ricardo Marozzi Gregorio - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cléucio Santos Nunes, Fabiana Okchstein Kelbert e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
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conteudo_txt : Metadados => date: 2020-09-28T19:22:19Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-09-28T19:22:19Z; Last-Modified: 2020-09-28T19:22:19Z; dcterms:modified: 2020-09-28T19:22:19Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-09-28T19:22:19Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-09-28T19:22:19Z; meta:save-date: 2020-09-28T19:22:19Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-09-28T19:22:19Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-09-28T19:22:19Z; created: 2020-09-28T19:22:19Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2020-09-28T19:22:19Z; pdf:charsPerPage: 1856; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-09-28T19:22:19Z | Conteúdo => S1-C 3T2 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 13888.002248/2009-65 Recurso Voluntário Acórdão nº 1302-004.780 – 1ª Seção de Julgamento / 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 15 de setembro de 2020 Recorrente RADIO DIFUSORA DE PIRACICABA S A Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2004, 2005 MULTA E JUROS ISOLADOS. DECADÊNCIA. A multa e os juros isolados são sempre lançados de ofício. Não se harmonizam, portanto, com a modalidade do lançamento por homologação. Por tal razão, se submetem a regra decadencial veiculada no art. 173, I, do CTN. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE (IRRF) Ano-calendário: 2004, 2005 MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA EXIGIDOS ISOLADAMENTE. Cabível a aplicação da multa de ofício e juros de mora, isoladamente, quando constatado pelo Fisco, após o prazo fixado para a entrega da declaração de rendimentos da pessoa física, que a fonte pagadora deixou de fazer a retenção do imposto a que estava obrigada. JUROS MORATÓRIOS. VERBAS TRABALHISTAS. NÃO INCIDÊNCIA. De acordo com o entendimento do STJ, proferido no REsp nº 1.227.133/RS, decidido na sistemática dos recursos repetitivos, não incide imposto de renda sobre os juros moratórios legais vinculados a verbas trabalhistas reconhecidas em decisão judicial Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar a preliminar de decadência e, no mérito, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. (documento assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente (documento assinado digitalmente) Ricardo Marozzi Gregorio - Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 22 48 /2 00 9- 65 Fl. 222DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1302-004.780 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13888.002248/2009-65 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Paulo Henrique Silva Figueiredo, Gustavo Guimarães da Fonseca, Ricardo Marozzi Gregorio, Flávio Machado Vilhena Dias, Andréia Lúcia Machado Mourão, Cléucio Santos Nunes, Fabiana Okchstein Kelbert e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto por RADIO DIFUSORA DE PIRACICABA S A contra acórdão que julgou improcedente a impugnação apresentada contra auto de infração lavrado pela DRF/Piracicaba-SP. Em seu relatório, a decisão recorrida assim descreveu o caso: Em ação fiscal procedida na empresa acima identificada foi a apurada a seguinte irregularidade: • Falta de retenção e pagamento do IRRF incidente sobre rendimentos pagos pela fiscalizada ao SR. Luiz Gonzaga Hercoton, CPF nº 133.673.40863, decorrente de acordo trabalhista. Conforme explicitado no Termo de Constatação Fiscal (TCF) (fls. 105/118), foi acordado o pagamento de R$ 600.000,00, sendo R$ 300.000,00 no ato do acordo (junho de 2004) e o restante em 15 (quinze) parcelas mensais de R$ 20.000,00 (de julho de 2004 a setembro de 2005). Relata o Fisco que a fiscalizada considerou tributável apenas o percentual de 18,96% dos rendimentos recebidos, quando, diante das rubricas que compuseram o acordo, os rendimentos tributáveis representariam 94,55% (conforme demonstrado no TCF à fl. 109). Foi considerada isenta, na ação fiscal, somente a verba discriminada no acordo homologado que estava em conformidade com o disposto no Decreto nº 3.000, de 1999 (RIR de 1999). Diante disso, foi apurada falta de retenção e pagamento do IRRF incidente sobre as diferenças tributáveis, conforme demonstrativo às fls. 111/112. Conforme demonstrado no TCF, tendo em vista a existência de recolhimentos do IRRF incidente sobre os rendimentos que haviam sido recolhidos, referentes aos períodos de novembro de 1994 a junho de 1996, embora o beneficiário tenha recebido os rendimentos no acordo, no período de junho de 2004 a setembro de 2005, foi apurada nova proporção dos rendimentos tributáveis recebidos no acordo, que não haviam sofrido a retenção, por parte da fiscalizada, correspondentes a 71,80% dos rendimentos recebidos no acordo. Tendo em vista o contido no Parecer Normativo (PN) Cosit nº 01 de 2002 e verificada a ausência de retenção e pagamento do IRRF, após o prazo limite para a entrega da declaração da pessoa física beneficiária dos rendimentos, foi lavrado o Auto de Infração (fls. 119/126) para exigir, da fonte pagadora, somente multa de ofício e juros de mora, isoladamente, sendo constituído crédito tributário no valor R$ 76.103,59, conforme demonstrativo de apuração nele contido. Conforme esclarecido no TCF, a pessoa física beneficiária dos rendimentos, não havia oferecido à tributação, o imposto não retido, sendo responsabilizada pelo seu pagamento e pelos acréscimos legais devidos a partir da data prevista para a entrega da declaração de ajuste anual da pessoa física, conforme orientação contida no referido parecer. Fl. 223DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1302-004.780 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13888.002248/2009-65 Por esse motivo, foi lavrado contra a pessoa física, o auto de infração de que trata o processo nº 13888.002577/2008-25. O presente lançamento teve fulcro nas seguintes disposições legais: Multa de ofício exigida isoladamente: Lei nº 9.430, de 1996, art. 44, I e Lei nº 10.426, de 2002, art. 9º. Juros exigidos isoladamente: RIR de 1999, arts. 843 (base legal, Lei nº 9.430, de 1996, art.43) e 953. Ciente do lançamento em 17/07/2009, a autuada ingressou em 17/08/2009 com a impugnação de fls. 130/141, na qual refuta o lançamento, em suma, mediante as seguintes alegações: Decadência Alguns dos valores pagos ao contribuinte beneficiário já foram atingidos pela decadência, razão pela qual não podem integrar o lançamento. Uma vez que o prazo para constituição do crédito tributário deve ser contado a partir da data de pagamento de cada uma das parcelas, naturalmente, em relação à parcela de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) o direito de constituir o crédito iniciou em junho de 2004. Isso quer dizer que após aplicação do prazo de 05(cinco) anos previsto no CTN, encontra-se como data limite o mês de junho de 2009. Portanto, em julho de 2009, quando cientificada do lançamento, já havia escoado o prazo decadencial. Inegavelmente, esse fato gerador deve ser excluído do lançamento. Vedação ao bis in idem. Valores já tributados. Dos valores discriminados como retidos pela empresa, já foram tributados durante a vigência do vínculo empregatício. O contribuinte Luiz Gonzaga Hercoton trabalhou para a impugnante durante vários anos. Posteriormente encerrada a relação empregatícia ajuizou reclamação trabalhista com o intuito de receber verbas que não teriam sido pagas. “Entre elas, o contribuinte incluiu valores que foram retidos pela empresa durante a vigência do pacto laboral.” “Em síntese: esses valores correspondiam à contraprestação pecuniária dos serviços do autor que, a despeito de terem sido lançados em seu holerite, permaneceram retidos pela impugnante”. “Ocorre, porém que todas as quantias mantidas em poder da empresa englobavam apenas seus rendimentos líquidos”. “Noutras palavras: no momento da retenção, todos esses valores já haviam sido tributados na fonte.” Fatos que inviabilizam o lançamento do tributo pela vedação ao bis in idem. Conforme se constata dos autos, o Fisco reconheceu e acatou os documentos apresentados pela impugnante durante a ação fiscal, anuindo com a exclusão das competências referentes aos períodos compreendidos entre novembro de 1994 a junho de 1996, conforme solicitado. Não se conforma com o fato de que outros recolhimentos referentes às competências do período de julho de 1996 a dezembro de 1996 não tenham sido igualmente excluídos. Eis que, continuou a efetuar a retenção e o recolhimento do imposto. Não foram levados em consideração porque os recibos de pagamento de salários não apontam a existência de qualquer valor líquido residual, em benefício do contribuinte. Isso, porque o valor retido pela empresa e expresso por intermédio dos cheques passou a ser consignado no holerite sob a epígrafe de “vales”, zerando o saldo líquido. Isto é, houve apenas uma alteração na metodologia. Fl. 224DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1302-004.780 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13888.002248/2009-65 Os tributos e contribuições continuaram a ser retidos e recolhidos correta e tempestivamente, de forma que o lançamento fiscal sobre esses valores é totalmente descabido. Assim por questão de coerência, pelas mesmas razões adotadas no lançamento referentes ao período de novembro de 1994 a junho de 1996, devem ser excluídas da base de cálculo os rendimentos das competências julho a dezembro de 1996 (conforme tabela à fl. 137 e 138). Juros de mora. Acordo trabalhista. Requer revisão do lançamento dos juros de mora, “porque o valor recebido sob esse prisma não deve sofrer a incidência do imposto de renda”, uma vez que possui natureza jurídica indenizatória. Os juros nada são além de uma contrapartida pecuniária paga ao credor em virtude da mora do devedor, nos termos do art. 404 do Código Civil. São pagos apenas em função da inércia do devedor que, por deixar de efetuar o pagamento, perpetua um verdadeiro prejuízo em detrimento do credor. No âmbito das relações de emprego, esse “prejuízo” pode ser facilmente traduzido na privação do recebimento das verbas trabalhistas vencidas e não pagas. Para instrução processual foram juntados os documentos que fazem as fls. 142/154. A DRJ/Ribeirão Preto-SP proferiu, então, acórdão cuja ementa assim figurou: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Ano-calendário: 2004, 2005 IRRF. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA EXIGIDOS ISOLADAMENTE. Cabível a aplicação da multa de ofício e juros de mora, isoladamente, quando constatado pelo Fisco, após o prazo fixado para a entrega da declaração de rendimentos da pessoa física, que a fonte pagadora deixou de fazer a retenção do imposto a que estava obrigada. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2004, 2005 ISENÇÃO. JUROS RECEBIDOS EM ACORDO TRABALHISTA Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção, portanto, somente os rendimentos previstos na norma isentiva podem ser assim considerados. DECADÊNCIA. MULTA DE OFÍCIO E JUROS DE MORA EXIGIDOS ISOLADAMENTE. Tratando-se de lançamento de ofício, aplica-se a regra geral na contagem do prazo de decadência, segundo a qual o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Fl. 225DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1302-004.780 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13888.002248/2009-65 Cumpre esclarecer que a instância a quo fundamentou sua decisão nos seguintes argumentos: (i) o auto de infração refere-se tão somente à exigência de multa e juros sob o lançamento de ofício sujeitos à regra de decadência estabelecida no art. 173 do CTN; (ii) não foram comprovados os recolhimentos do IRRF que se pretende excluir do lançamento (do período de jul/96 a dez/96); e (iii) a legislação tributária não prevê a isenção da verba sob a rubrica “juros de mora” que compusera o valor do acordo. Inconformada, a interessada apresentou recurso voluntário onde, essencialmente, repete as alegações contidas na impugnação. Acrescenta, apenas, que: (i) não há que se falar em lançamento de ofício no presente caso, mas, sim, lançamento por homologação; sendo o crédito principal já atingido pela decadência, o direito de lançamento da multa e juros também estará atingido por esta; multa e juros são obrigações acessórias que se convolam em principal; (ii) ao contrário do que foi alegado pelo ilustre julgador, restaram comprovados os recolhimentos do respectivo IRRF, devendo ser excluídas as competências referentes ao período de jul/96 a dez/96 da base de cálculo; (iii) não há que se falar que as verbas discriminadas no acordo homologado não estão em consonância com as delimitadas hipóteses de isenção porque o caso trata da não incidência sobre a parcela paga na reclamatória trabalhista a título de juros moratórios; é uma verba indenizatória que visa suprir dano praticado por um ato lesivo do empregador, ou seja, é uma reparação de perda patrimonial. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Marozzi Gregorio, Relator O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto, dele tomo conhecimento. Em sede preliminar, a interessada alega que houve decadência do direito de lançar a parcela da multa e juros referentes ao IRRF de mês de junho de 2004. Isto porque, no seu entendimento, há que se aplicar a regra prevista no § 4º, do art. 150, do CTN. Como o crédito principal já estava atingido pela decadência na data em que foi cientificada da autuação, o direito de lançamento das correspondentes multa e juros, que são obrigações acessórias que se convolam em principal, também já estaria fulminado. Nada obstante, é cediço que a multa e os juros isolados são sempre lançados de ofício. Não se harmonizam, portanto, com a modalidade do lançamento por homologação. Por tal razão, se submetem a regra decadencial veiculada no art. 173, I, do CTN, verbis: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Esse é também o entendimento já consolidado na 1ª e 2ª Turmas da Câmara Superior de Recursos Fiscais. Confira-se: Fl. 226DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 1302-004.780 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13888.002248/2009-65 MULTA ISOLADA. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. As multas lançadas isoladamente, quer se trate de multas administrativas, quer se trate de multa isolada por falta ou insuficiência de pagamento das estimativas, não se conformam com a modalidade de “lançamento por homologação”, não se lhes aplicando a regra do § 4º do art. 150 do CTN. (Acórdão nº 9101-001.546, de 22/01/2013) MULTA ISOLADA. DECADÊNCIA. TERMO DE INÍCIO. As multas lançadas isoladamente decorrem de lançamento de oficio e por coerência não se submetem, para fins da contagem de prazos de decadência, às regras do lançamento por homologação. Assim o prazo decadencial começa a fluir a partir do primeiro dia seguinte àquele que o lançamento do crédito tributário poderia ter sido efetuado, nos termos do art. 173, I, do CTN. (Acórdão nº 9202-003.562, de 28/01/2015) No que diz respeito ao pedido de exclusão do valor correspondente ao IRRF, que teria sido recolhido nos períodos de jul/96 a dez/96, da base de cálculo da multa e juros, a recorrente contesta o que foi afirmado pela autoridade julgadora no sentido de que tais recolhimentos não foram comprovados. Contudo, sua argumentação foca no fato de que os valores líquidos dos holerites daquele período (cópias juntadas com a impugnação - fls. 151 a 153) estavam zerados devido a uma alteração da metodologia envolvendo a epígrafe intitulada “VALE”. Ora, isto não tem nada a ver com o que foi afirmado pela instância a quo. A razão pela qual não se pode concordar com o pleito é o fato de não haver nos autos a prova de que os valores que teriam sido retidos (aqueles mesmos que constam na epígrafe “I.R.R.F.” dos referidos holerites) foram efetivamente recolhidos. Durante a ação fiscal, provavelmente, a autoridade tentou fazer essa prova nos sistemas internos da Receita Federal para os meses acatados. Mesmo que a mudança da metodologia tenha provocado a não consideração do período reclamado, não há evidências do referido recolhimento nos autos. Tal ausência foi o motivo expresso da não concordância com esse argumento na DRJ. Diante disso, a recorrente nada trouxe de novo, mas, apenas, afirmou que os recolhimentos “restaram comprovados”. Não é o que se constata. Quanto à exclusão do valor correspondente aos juros moratórios do acordo trabalhista, há que se dar guarida à pretensão recursal. Isto porque o tema foi pacificado no REsp nº 1.227.133/RS, decidido na sistemática dos recursos repetitivos no sentido de que não incide imposto de renda sobre os juros moratórios legais vinculados a verbas trabalhistas reconhecidas em decisão judicial. Veja-se: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ERRO MATERIAL NA EMENTA DO ACÓRDÃO EMBARGADO. - Havendo erro material na ementa do acórdão embargado, deve-se acolher os declaratórios nessa parte, para que aquela melhor reflita o entendimento prevalente, bem como o objeto específico do recurso especial, passando a ter a seguinte redação : Fl. 227DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 1302-004.780 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 13888.002248/2009-65 "RECURSO ESPECIAL. REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. JUROS DE MORA LEGAIS. NATUREZA INDENIZATÓRIA. VERBAS TRABALHISTAS. NÃO INCIDÊNCIA OU ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA. - Não incide imposto de renda sobre os juros moratórios legais vinculados a verbas trabalhistas reconhecidas em decisão judicial. Recurso especial, julgado sob o rito do art. 543-C do CPC, improvido." Embargos de declaração acolhidos parcialmente. (EDcl no REsp 1227133/RS, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, PRIMEIRA SEÇÃO, DJe 02/12/2011) A observância das decisões proferidas pelo STJ, na sistemática dos recursos repetitivos, é obrigatória nos julgamentos do CARF. É o que se depreende do § 2º do artigo 62 do Anexo II do Regimento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343/2015. Veja-se seu teor: § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos arts. 543-B e 543-C da Lei nº 5.869, de 1973 - Código de Processo Civil (CPC), deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Portanto, a parcela de multa e juros isolados correspondente à rubrica “Juros de mora” do acordo trabalhista (conforme o quadro demonstrativo inserido no Termo de Constatação Fiscal - fls. 105) deve ser exonerada. Pelo exposto, oriento meu voto no sentido de afastar a preliminar de decadência e, no mérito, dar provimento parcial ao recurso para exonerar a parcela de multa e juros isolados correspondente à rubrica “Juros de mora” do acordo trabalhista. (documento assinado digitalmente) Ricardo Marozzi Gregorio Fl. 228DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 13863.000073/97-81
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2005
Ementa: ITR/ 1994 - EXERCÍCIO DE 1995 - NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO POR GLOSA DA ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA E OCUPADA COM BENFEITORIAS - É de ser levado em consideração o Ato Declaratório Ambiental (ADA) mesmo que entregue a destempo - igualmente restou comprovada a existência dessas áreas da propriedade na época do fato gerador pois declarada desde o ano base de 1992 - deve ser recomposta a determinação da área aproveitável para fins de cálculo do itr devido. Tendo sido trazido aos autos documentos hábeis, como o Ato Declaratório Ambiental (ADA), mesmo entregue no órgão competente, no caso o IBAMA, fora do prazo, e como também, a declaração do ITR do ano base de 1992, acostados aos autos, que permitem comprovar a existência das Áreas de Preservação Permanente e de utilização limitada na data de referência do fato gerador, pois nela declaradas, é de se cancelar em parte o lançamento efetivado pela fiscalização, para que seja aceito também a área de 525,3 h, mesmo porque, mero erro de fato, cometido no preenchimento de formulários, nada resta se não corrigi-lo, retificando-o de oficio, em nome dos princípios da estrita legalidade e da verdade material, e principalmente, nos termos do artigo 147, § 2° do código tributário nacional.
RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO.
Numero da decisão: 303-31.999
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da decisão recorrida e dar provimento parcial ao recurso voluntário para aceitar, tão somente, 527,3 ha de área considerada imprestável e ocupada com benfeitorias, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - tributação de lucro inflacionário diferido(LI)
Nome do relator: SÍLVIO MARCOS BARCELOS FIUZA
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-10T11:09:08Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-10T11:09:08Z; Last-Modified: 2009-08-10T11:09:08Z; dcterms:modified: 2009-08-10T11:09:08Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-10T11:09:08Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-10T11:09:08Z; meta:save-date: 2009-08-10T11:09:08Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-10T11:09:08Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-10T11:09:08Z; created: 2009-08-10T11:09:08Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-08-10T11:09:08Z; pdf:charsPerPage: 1942; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-10T11:09:08Z | Conteúdo => • - v's:tn• a 4r MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA PROCESSO N° : 13863.000073/97-81 SESSÃO DE : 14 de abril de 2005 ACÓRDÃO N° : 303-31.999 RECURSO N° : 127.456 RECORRENTE : ALFREDO ANTUNES DA SILVA RECORRIDA : DRECAMPO GRANDE/MS ITR/ 1994 - EXERCÍCIO DE 1995 - NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO POR GLOSA DA ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA E OCUPADA COM BENFEITORIAS - É de ser • levado em consideração o Ato Declaratório Ambiental (ADA) mesmo que entregue a destempo - igualmente restdu comprovada a existência dessas áreas da propriedade na época do fato gerador póis declarada desde o ano base de 1992 - deve ser recomposta a determinação da área aproveitável para fins de cálculo do itr devido. Tendo sido trazido aos autos documentos hábeis, como o Ato Declaratório Ambiental (ADA), mesmo entregue no órgão competente, no caso o IBAMA, fora do prazo, e como também, a declaração do ITR do ano base de 1992, acostados aos autos, que permitem comprovar a existência das Áreas de Preservação Permanente e de utilização limitada na data de referência do fato gerador, pois nela declaradas, é de se cancelar em parte o lançamento efetivado pela fiscalização, para que seja aceito também a área de 525,3 h, mesmo porque, mero erro de fato, cometido no preenchimento de formulários, nada resta se não corrigi-lo, retificando-o de oficio, em nome dos princípios da estrita legalidade e da verdade material, e principalmente, nos termos do artigo 147, § 2° do código tributário nacional. RECURSO VOLUNTÁRIO PARCIALMENTE PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da decisão recorrida e dar provimento parcial ao recurso voluntário para aceitar, tão somente, 527,3 ha de área considerada imprestável e ocupada com benfeitorias, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. RN0/03 .. • MINISTÉRIO DA FAZENDA . • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 127.456 ACÓRDÃO N° : 303-31.999 Brasília-DF, em 14 de abril de 2005 4 # 0). - 11WIt a I .. • LISE DAUDT Ples O Presidente lp SILVI E •FIt 110t• : ARCELOS FIÚZA' 1 'seRelator • Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ZENALDO LOIBMAN, NANCI GAMA, SERGIO DE CASTRO NEVES, MARCIEL EDER COSTA, NILTON LUIZ BARTOLI e TARÁSIO CAMPELO BORGES. • 2 . MINISTÉRIO DA FAZENDA • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 127.456 ACÓRDÃO N° : 303-31.999 RECORRENTE : ALFREDO ANTUNES DA SILVA RECORRIDA : DRJ/CAMPO GRANDE/MS RELATOR(A) : SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA - RELATÓRIO O Processo ora vergastado tem por objetivo a exigência de complementação do Imposto Territorial Rural (ITR) e Contribuições no valor total de R$ 2.901,91, relativo ao exercício de 1995, do imóvel rural denominado Fazenda Santa Maria 2 — Rancho Alegre, código SRF n° 2554706.2, com área total de 3.502,8 • ha., localizado no município de Barra do Turvo/SP. A base legal que fimdamenta a exigência é a Lei n° 8.847, de 28 de janeiro de 1994, e a Instrução Normativa SRF n°42/96. Inconformado com a decisão do Sr. Delegado da Receita Federal de Santos/SP (fls. 33), que indeferiu o pedido de retificação efetivado pelo recorrente da DITR, e de cujo processamento originou-se a notificação de lançamento do 1TR de 1995 (fls. 5). O recorrente apresentou, tempestivamente, impugnação à DRF de Julgamento de São Paulo / SP, sendo posteriormente, encaminhada a DRF de Julgamento em Campo Grande / MS, por tratar-se de ITR, contra a já referida notificação, alegando, essencialmente, erro de fato no preenchimento da declaração que pretendia retificar, informando, ainda, que o imóvel caracteriza-se por uma posse de terras rurais que mantém, pacificamente, a mais de 40 anos. Quanto ao erro de fato, alega, em síntese, que o mesmo foi • provocado por deficiência do próprio formulário (fls. 3) — que não dispõe de linhas próprias para informar áreas de reserva e de interesse ecológico, induzindo-lhe, assim, a erro de preenchimento e levando a administração tributária a interpretar a área como totalmente aproveitável; menciona, ainda, que no ano de 1997 apresentou o Ato Declaratório Ambiental informando a existência da reserva — a qual restou confirmada por diligência fiscal realizada em 2002, sendo evidente concluir que se a reserva florestal existia em 1997, é porque também existia em 1994, já que uma área de matas nativas não se forma no período de 3 ou 8 anos; transcreve jurisprudência do Conselho de Contribuintes, e requer: (a) diligência no imóvel para se comprovar sobre a existência de 2.814,60 hectares de área denominada, de modo geral, como sendo de reserva, e (b) solicitação de informação na DRF de Santos, a respeito da diligência fiscal efetuada em 2002. Anexou os documentos de fls. 43/67. 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 127.456 ACÓRDÃO N° : 303-31.999 A DRF de Julgamento em Campo Grande — MS, através do Acórdão N° 01.819 de 17 de janeiro de 2003, julgou improcedente a pretensão da ora recorrente, para manter o lançamento, conforme a seguir se transcreve, com omissão apenas de algumas transcrições de normas legais constantes do original: "A impugnação é tempestiva. Dela tomo conhecimento. Indefere-se, preliminarmente, o pedido de diligência junto ao imóvel, afim de certificar sobre a existência de áreas de reserva florestal ou de interesse ecológico, porque, para efeito de isenção do imposto, o lançamento impugnado já contempla 1.850,6 hectares de área de reserva legal (f. 31), e a área de interesse ecológico requer ato declaratório do órgão competente federal ou estadual • (inciso II, art. 11, da Lei n°8.847/94). Da mesma forma, dispensa-se saber informações sobre a noticiada fiscalização referente ao exercício de 1998 (f. 47-50), devido a diferença de legislação: até o exercício de 1996 vigorou a Lei n° 8.847/94; do exercício de 1997 em diante aplica-se a Lei n° 9.393/96. No que tange ao formulado da declaração do ITR de 1995, não se vislumbra falha da Receita Federal no sentido de induzir o contribuinte a erro de preenchimento. Na verdade, naquele exercício, foram disponibilizados dois modelos de formulários (o completo e o simplificado), e ao contribuinte coube a escolha segundo a sua necessidade, conforme se observa das instruções gerais constantes do formulário utilizado por ele próprio (f. 3). . Embora inexista divergência sobre a área declarada do imóvel — 3.502,00 hectares, o interessado argumenta, entretanto, que se trata de posse havida a ei mais de 40 anos, onde existe a parcela de 2.814,60 hectares sem condições de uso, referente a reserva obrigatória (1.850,6 ha.) e de interesse ecológico (064,0 ha.). A propósito, relativamente à posse, necessário evidenciar o art. 2° da Lei n° 8.847/94, que assim dispõe: O contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel rural, o titular de seu domínio útil ou o seu possuidor, a qualquer título. Verifica-se, portanto, que o conceito de contribuinte é bastante abrangente, alcançando quem detiver a propriedade, o domínio útil, ou a posse, a iqualquer título, do imóvel rural. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 127.456 ACÓRDÃO N° : 303-31.999 Dessa forma, na qualidade de contribuinte, o interessado esteve sujeito a manter atualizado o cadastro com as informações do imóvel perante a Receita Federal, inclusive sobre a especificação das áreas de reserva legal, de preservação permanente, de interesse ecológico, e assim por diante, objetivando com isso, principalmente, calcular o imposto de acordo com a realidade do imóvel a cada período base de apuração. Sobre a área de Reserva Legal não há que falar em retificação, pois, desde 1992, a área de 1.850,6 hectares consta declarada junto ao cadastro do imóvel, e foi corretamente considerada isenta no cálculo do imposto referente a 1995 (f. 31). Depreende-se dos autos que o interessado deseja, mediante a • declaração retificadora de f. 2 — apresentada à ARF de Registro/SP em 06/05/1997, alterar a distribuição da área cadastrada do imóvel, para inserir a parcela de 964,0 hectares de área de interesse ecológico, tomando-a isenta de imposto, e, bem assim, zerar as área imprestáveis de 525,3 hectares, pretendendo, com isso, efeitos sobre o lançamento de 1995 (f. 5), notificado em 08/04/97 (f. 26). O parágrafo 1° do art. 147 do CTN (Lei n°5.172/66), estabelece: A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante, quando vise a reduzir ou excluir tributo, só é admissivel mediante comprovação do erro em que se funde, e antes de notificado o lançamento. Embora insista em alegar erro de fato no preenchimento da declaração, isto não restou comprovado pelo contribuinte, que deixou de apresentar o ato declaratório referente à área de interesse ecológico, previsto pelo inciso II, do art. 11, da Lei n° 8.847/94. Em compensação, serão mantidas as áreas imprestáveis já O declaradas de 525,3 hectares, afim de continuar repercutindo favoravelmente no cálculo do grau de utilização do imóvel. Assim, resta impossibilitado acolher a pretendida retificação de distribuição da área do imóvel, sendo certo que o lançamento já constituído permanecerá com área aproveitável de 1.124,1 hectares (f. 31). Por fim, dispensa-se a jurisprudência administrativa citada, porque não adequada com perfeição ao lançamento questionado, e por inexistir em nosso sistema processual a adoção do efeito vinculante da coisa julgada. 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA . TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 127.456 ACÓRDÃO N° : 303-31.999 Isto posto e considerando tudo mais que dos autos consta, voto pela procedência do lançamento, cuja cobrança deverá prosseguir conforme consta da Notificação de Lançamento de fl. 5, observando-se, inclusive, os acréscimos legais, de acordo com a orientação contida no Parecer MF/SRF/COSIT/DIPAC n° 1.575, de 19 de dezembro de 1995. DORIVAL PADOVAN — Relator." A recorrente foi Comunicada da Decisão via AR em 14/020/2003 (fls. 78), e inconformada, apresentou à este Egrégio Conselho de Contribuintes, tempestivamente, pois protocolada na repartição competente da ARF de Registro / SP em 10/03/2003, conforme documentos às fls. 79 a 98, as razões de seu Recurso com os anexos correspondentes. • Apresentou, então, o que seria os motivos de seu Recurso Voluntário, reiterando na integra as justificativas apresentadas em primeira instância, e complementando por alegar a nulidade da Decisão proferida por tida preterição do direito de Defesa, pela recusa do julgador A Quo em atender o seu pedido de diligência. Rebateu em seguida o que seria os demais fundamentos da Decisão, insistindo que ficou comprovado a existência de erro no lançamento, tanto em relação a área utilizada quanto em relação ao preenchimento do formulário, transcrevendo para corroborar sua pretensão o Acórdão n° 201-71.029 da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes. Desta maneira, requereu o cancelamento da decisão de primeira instância, ou se assim não entendesse esse Conselho, fosse o Processo baixado em Diligência para que fosse inteirado da Decisão da DRF de Santos, que fosse efetuado diligência no imóvel para comprovar a real distribuição das áreas, que fosse aceita a retificação da declaração do ITR relativa ao ano base de 1994, por ter sido preenchida com erro de fato, bem como, que fossem expedidas novas notificações de lançamento para os anos de 1995 e 1996. Finalmente, conclui por solicitar a improcedência do lançamento para retificar a exigência. O Recurso entrou em pauta da reunião dessa Terceira Câmara do 3° Conselho de Contribuintes, na data de 15 de outubro de 2003, tendo sido decidido por unanimidade de seus membros, através da Resolução N° 303-00.921, a conversão do julgamento em diligência, na forma do relatório e voto do Emérito Conselheiro Carlos Fernando Figueiredo Barros, com a finalidade de o recorrente apresentar "para efeito de garantia de instância, bem comprovadamente de sua propriedade". 6 MINISTÉRIO DA FAZENDA • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 127.456 ACÓRDÃO N° : 303-31.999 Foram então cumpridas essas determinações, tendo o recorrente acostado ao processo fotocópia autenticada do Registro do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Jacupiranga - SP, por Certidão datada de 28 de dezembro de 2004, documento que repousa às fls. 114 a 116, do imóvel em nome do recorrente de Matrícula RG n°2.857. Como também, anexou às fls. 117 a 122, fotocópia do Recibo de Entrega e da sua Declaração de Ajuste Anual do Exercício de 2004, onde consta a propriedade desse imóvel que já tinha arrolado para garantia de instância, conforme as normas legais. É o relatório. • o 7 MINISTÉRIO DA FAZENDA • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 127.456 ACÓRDÃO N° : 303-31.999 VOTO Em sede de preliminar, rejeito os argumentos do recorrente por não lhe assistir razão quanto à pretensão de nulidade da decisão de primeira instância, por tida preterição do direito de defesa. Meros Pedidos de Diligência sem a necessidade de certificação de algo imprescindível ao julgamento, não deve ser levado em consideração. No mérito, o que se depreende do Processo em debate, é que o recorrente trouxe aos Autos documentos que a nosso ver são hábeis, mesmo que 110 formalizados a destempo, para comprovar os objetivos recorridos, em que a seguir explicito: - Considerando o ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL da propriedade que repousa no processo ás fls. 43/43v, que mesmo entregue a destempo, julgamos fazer prova inquestionável da pré-existência das áreas da propriedade na época dos fatos ora vergastados (período base de 1994), com área de preservação permanente declarada de 2.814,6 ha.; - considerando a Declaração do ITR do ano base de 1992, acostada ao processo às fls. 44/44v, que foi protocolada no órgão competente em 12/11/92, que comprova também a declaração taxativa de uma área adicional de tão somente 527,3 ha como de áreas não aproveitáveis; - considerando que mero erro de fato, cometido no preenchimento de formulários, nada resta se não corrigi-lo, retificando-o de oficio, em nome dos eprincípios da estrita legalidade e da verdade material; - e principalmente, nos termos do artigo 147, § 2° do Código Tributário Nacional, é de se reformar o lançamento efetivado pela fiscalização. Em vista disso, Voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso voluntário, para que seja levada em consideração para fins de cálculo do imposto, além da área já admitida de Reserva Legal com 1.850,6 ha, seja igualmente aceito a área não aproveitável de 527,3 ha. Sala das Sessões, fr 14 de abri de de 2005. SILVIO MA' COS BAILE,L S FIÚZA- Relator MINISTÉRIO DA FAZENDA N'41011.,7, •~4 TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Processo n°: 13863.000073/97-81 Recurso n°: 127456 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 2° do art. 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto • à Terceira Câmara do Terceiro Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão n° 303-31999. Brasília, 15/07/2005 • P ANEL! :E DAUDT PRIETO Presid- te da Terceira Câmara • Ciente em Page 1 _0013900.PDF Page 1 _0014000.PDF Page 1 _0014100.PDF Page 1 _0014200.PDF Page 1 _0014300.PDF Page 1 _0014400.PDF Page 1 _0014500.PDF Page 1 _0014600.PDF Page 1
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Numero do processo: 13710.000611/2002-63
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Aug 17 00:00:00 UTC 2006
Numero da decisão: 303-01.192
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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Numero do processo: 13502.000209/2002-34
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 08 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Tue Nov 08 00:00:00 UTC 2005
Ementa: COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO.
O direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição paga indevidamente, ou em valor maior que o devido, extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos contados da data de extinção do crédito tributário, assim entendido como o pagamento antecipado, nos casos de lançamento por homologação. Observância aos princípios da estrita legalidade e da segurança jurídica.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PAGAMENTO FORA DO PRAZO DE VENCIMENTO. MULTA DE MORA. EXIGÊNCIA.
A multa de mora é exigida quando os débitos de tributos e contribuições não forem pagos nos prazos previstos na legislação específica. A denúncia espontânea tem a virtude de evitar a aplicação de multa de natureza punitiva, porém, não afasta os juros de mora e a multa de mora, esta de índole indenizatória e destituída de caráter de punição. Ademais, o que é de conhecimento do Fisco não pode ser objeto de denúncia espontânea.
Recurso negado.
Numero da decisão: 201-78.794
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes: I) por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Rogério Gustavo Dreyer, que dava provimento quanto à restituição da multa de mora; e II) por unanimidade de voto, em não conhecer do recurso, quanto às matérias de competência dos 1º e 3º Conselhos de Contribuintes.
Matéria: Outros proc. que não versem s/ exigências cred. tributario
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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ementa_s : COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. O direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição paga indevidamente, ou em valor maior que o devido, extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos contados da data de extinção do crédito tributário, assim entendido como o pagamento antecipado, nos casos de lançamento por homologação. Observância aos princípios da estrita legalidade e da segurança jurídica. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PAGAMENTO FORA DO PRAZO DE VENCIMENTO. MULTA DE MORA. EXIGÊNCIA. A multa de mora é exigida quando os débitos de tributos e contribuições não forem pagos nos prazos previstos na legislação específica. A denúncia espontânea tem a virtude de evitar a aplicação de multa de natureza punitiva, porém, não afasta os juros de mora e a multa de mora, esta de índole indenizatória e destituída de caráter de punição. Ademais, o que é de conhecimento do Fisco não pode ser objeto de denúncia espontânea. Recurso negado.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-08-04T22:17:31Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-08-04T22:17:30Z; Last-Modified: 2009-08-04T22:17:31Z; dcterms:modified: 2009-08-04T22:17:31Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-08-04T22:17:31Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-08-04T22:17:31Z; meta:save-date: 2009-08-04T22:17:31Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-08-04T22:17:31Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-08-04T22:17:30Z; created: 2009-08-04T22:17:30Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; Creation-Date: 2009-08-04T22:17:30Z; pdf:charsPerPage: 1991; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-08-04T22:17:30Z | Conteúdo => Ministério da Fazenda CC-MF t n. 4- Segundo Conselho de Contribuintes Processo n't : 13502.000209/2002-34 s contribuMen Recurso ne : 130.362 Vnegundno DiáriS da Urge Acórdão tri : 201-78.794 dant-- Ruess , Recorrente : CARAÍBA METAIS S/A Recorrida : DRJ em Salvador - BA COFINS. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PRAZO. O direito de pleitear a restituição de tributo ou contribuição paga indevidamente, ou em valor maior que o devido, extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos contados da data de extinção do crédito tributário, assim entendido como o pagamento antecipado, nos casos de lançamento por homologação. Observância aos princípios da estrita legalidade e da segurança jurídica. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. PAGAMENTO FORA DO PRAZO DE VENCIMENTO. MULTA DE MORA. EXIGÊNCIA. A multa de mora é exigida quando os débitos de tributos e contribuições não forem pagos nos prazos previstos na legislação específica. A denúncia espontânea tem a virtude de evitar a aplicação de multa de natureza punitiva, porém, não afasta os juros de mora e a multa de mora, esta de índole indenizatória e destituída de caráter de punição. Ademais, o que é de conhecimento do Fisco não pode ser objeto de denúncia espontânea. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por CARMBA METAIS S/A. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes: I) por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencido o Conselheiro Rogério Gustavo Dreyer, que dava provimento quanto à restituição da multa de mora; e II) por unanimidade de voto, em não conhecer do recurso, quanto às matérias de competência dos 12 e 32 Conselhos de Contribuintes. Sala das Sessões, em 08 de novembro de 2005. eigaa AL sef Maria C lho MardqVsar MIN. DA FAZENDA - CG Presiden )1 __IL. ERE COMI O ORIGINAL al r se a Sva Relat Participaram, ainda, • o presente julgamento os Conselheiros Antonio Mario de Abreu Pinto, Maurício Taveira e Silva, Sérgio Gomes Velloso, José Antonio Francisco e Gustavo Vieira de Melo Monteiro. 1 - 21 CC-MF44 Ministério da Fazenda 4- Segundo Conselho de Contribuintes 14, .01 MIN. DA FAZENDA - Ce Fl. • CONFERE COM O ORIGINAL Processo ni : 13502.000209/2002-34 Brasília, 14 o; 12k-- ffRecurso ni : 130.362 Acórdão : 201-78.794 itd VISTO - Recorrente : CARAiBA METAIS S/A RELATÓRIO No dia 30/04/2002 a empresa CARALBA METAIS S/A, já qualificada à fl. 01, ingressou com o pedido de restituição de R$ 1.202.443,46 (um milhão, duzentos e dois mil, quatrocentos e quarenta e três reais e quarenta e seis centavos), supostamente recolhido indevidamente a titulo de IRRF, IPI, PIS/Pasep, Cotins e Finsocial, no período de 1992 a 2000. Em 14/05/2002 ingressou com o pedido de compensação de fl. 382, no mesmo valor. O Delegado da DRF em Camaçari - BA indeferiu o pleito da recorrente sob o fundamento de que ocorreu a decadência para os pagamentos realizados até 30/04/1997 e, para os pagamentos realizados após essa data, considerou devido os encargos de juros e multa de mora na hipótese dos pagamentos efetuados após o prazo legal de vencimento. Não ocorreu a denúncia espontânea, como entende a recorrente. Ciente da decisão, a empresa ingressou com manifestação de inconformidade alegando que o prazo para pleitear restituição, para os tributos lançados por homologação, conta- se a partir da data da homologação tácita ou expressa. Alega, ainda, que ocorreu a denúncia espontânea, posto que os pagamentos foram efetuados na forma da legislação aplicável. Por fim, alega que o débito pleiteado na compensação está com a exigibilidade suspensa, por força do comando contido no § 11 do art. 74 da Lei n° 9.430/96, introduzido pela Lei n210.833/2003. A Turma de Julgamento da DRJ em Salvador - BA julgou improcedente a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão DRJ/SDR ri° 6.900, de 04/04/2005, cuja ementa abaixo transcrevo: "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cotins Período de apuração: 23/01/1992 a 16/10/2000 Ementa: REPETIÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO. DECADÊNCIA. O prazo decadencial do direito de pleitear restituição ou compensação de tributos pagos indevidamente, inclusive no caso de declaração de inconstitucionalidade de lei, é de cinco anos, contados da extinção do crédito tributário, assim entendida a data de pagamento do tributo. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA E JUROS DE MORA O exercício da denúncia espontánea pressupõe a comunicação de infração pertinente a fato desconhecido por parte do Fisco. Entretanto, este instituto não tem aptidão para afastar a multa e os juros de mora decorrentes de mera inadimplência, configurada no pagamento fora de prazo de tributos apurados e declarados pelo sujeito passivo. Solicitação Indeferida". eLtik.„ MI 2 Slia01~11~1111~".* • L st, rale " CC 22 CCMFMinistério da Fazenda CONFERE COMO ORIGINAL Fi.'ffrZj Segundo Conselho de Contribuintes Brasilia, (É! /0 7 W Processo ni : 13502.000209/2002-34 -1IRecurso & : 130.362 Acórdão 12t: 201-78.794 Desta decisão a empresa interessada tomou ciência no dia 27/04/2005, conforme AR de fl. 416, e, no dia 25/05/2005, ingressou com o recurso voluntário de fls. 417/424, onde reprisa os argumentos da impugnação, enriquecendo-os com citações de jurisprudência judicial e administrativa sobre a decadência. Na forma regimental, o processo foi a mim distribuído no dia 12/09/2005, conforme despacho exarado na última folha dos autos - fl. 426. É o relatório. 4(A"' (1-,1 3 — . 21CC-MFMinistério da Fazenda tifai. DA FAZENDA - 24 CC Fl.'T Segundo Conselho de Contribuintes CONFERE COM O ORIGINAL a;;;IYAk Brasilia, I ti / I 010 Processo n't : 13502.000209/2002-34 Recurso nt : 130362 Acórdão : 201-78.794 v.g.to VOTO DO CONSELHEIRO-RELATOR WALBER JOSÉ DA SILVA O recurso voluntário é tempestivo e atendente aos demais requisitos legais. Dele conheço. Não merece acolhida a pretensão da recorrente de ver reformada a decisão recorrida para reconhecer que o prazo para pleitear repetição de indébito é de 10 anos (5 + 5) e que não é devida a multa de mora nos pagamentos espontâneos feitos fora do prazo legal. Preliminarmente, devo esclarecer que aqui analisarei unicamente as matérias de competência deste Segundo Conselho de Contribuintes, ou seja, as matérias relativas à restituição de IPI, PIS/Pasep e Cofins. As lides estabelecidas que versam sobre a restituição de IRRF e Finsocial devem ser julgadas pelos Primeiro e Terceiro Conselhos de Contribuintes, respectivamente, nos termos dos artigos 72 e 92 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n-2 55/98 e alterações posteriores. Portanto, julgado o recurso neste Colegiado, os autos devem ser encaminhados aos outros Conselheiros de Contribuintes para o julgamento da matéria de sua competência. Antes de analisar os argumentos da recorrente, entendo oportuno salientar que a administração pública rege-se pelo princípio da estrita legalidade (CF, art. 37, caput), especialmente em matéria de administração tributária, que é uma atividade administrativa plenamente vinculada (CTN, art. 32). Sobre o termo a quo do prazo para pedir restituição de tributos e contribuições pagos indevidamente reza o artigo 168 do CTN: "Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipóteses dos incisos 1 e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória". (negritei) As duas regras de contagem de prazo acima são capitais porque tratam de extinção de direito. Qualquer outra regra de contagem de prazo que não estas pode levar tanto a ressuscitar direito extinto, "morto", quanto a abreviar o tempo do direito de pleitear a restituição. Como é cediço, os aplicadores do direito administrativo, em especial do direito tributário, estão vinculados à lei. Os termos iniciais para o exercício do direito de pleitear restituição, a que os administradores tributários estão vinculados, só são dois: data da extinção do crédito tributário e data em que se tornar definitiva a decisão (administrativa ou judicial) que tenha reformado decisão condenatória, que tenha anulado decisão condenatória, que tenha revogado decisão condenatória ou que tenha rescindido decisão condenatória. Marco inicial diverso destes é inovação que apenas à lei complementar é dado fazer (art. 146, III, b, da CF/88). 604"ki (r1)( 4 I.M.W.Ligi5A°Cl 22 CCMF•-• 2'/Ministério da Fazenda CONFERE COM O ORIGINAL Fl.trItn Segundo Conselho de Contribuintes • • Brasília. 14 03 Processo : 13502.000209/2002-34 Recurso : 130.362 ,J Acórdão ne : 201-78.794 Não há na legislação tributária previsão de suspensão ou interrupção dos prazos fixados no artigo 168 do CTN. Portanto, não pode ser outro o marco inicial para pedir restituição de tributos pagos indevidamente senão os previstos neste dispositivo, seja qual for o motivo do pagamento indevido. Entenda descabida e temerária para a segurança do ordenamento jurídico pátrio, especialmente depois da publicação da Lei Complementar n2 118/05, qualquer tentativa de querer-se atribuir outro termo de início para a contagem do prazo para pleitear restituição, ou outra data (ou outro momento) para extinção do crédito tributário sujeito ao lançamento por homologação, que não os previstos nos artigos 150, caput, § 1 2; 156, VII; 165,1; e 168, I, todos do Código Tributário Nacional. Não merece prosperar o argumento de que o crédito tributário do IPI, do PIS/Pasep e da Cofins somente se considera extinto com a homologação expressa do lançamento ou, não havendo homologação expressa, com o decurso do prazo de cinco anos, contado do pagamento antecipado (art. 150, § 42, do CTN), sendo este o termo inicial para a contagem do prazo qüinqüenal a que se refere o art. 168 do CTN. Isso porque o prazo a que se refere o referido § 42 do art. 150 é para a Fazenda Pública homologar o pagamento antecipado e não para estabelecer o momento em que o crédito se considera extinto, que foi definido no § 1 2 do mesmo artigo, transcrito a seguir: "§ P - O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento". (negritei) Conforme disposto no parágrafo supra, o crédito referente aos tributos lançados por homologação é extinto pelo pagamento antecipado pelo obrigado. A dúvida que pode ser suscitada, neste caso, é quanto ao termo "sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento", incluído no dispositivo legal. De acordo com De Plácido e Silva: "Condição resolutória (..) ocorre quando a convenção ou o ato jurídico é puro e simples, exerce sua eficácia desde logo, mas fica sujeito a evento futuro e incerto que lhe pode tirar a eficácia, rompendo a relação jurídica anteriormente formada" (grifo acrescido) (DE PLÁCIDO E SILVA. Vocabulário Jurídico, vol. I e II, Forense, Rio de Janeiro, 1994, pág. 497). Este também é o pensamento de Aliomar Baleeiro: "Pelo art. 150, o pagamento é aceito antecipadamente, fazendo-se o lançamento a posteriori: a autoridade homologa-o, se exato, ou faz o lançamento suplementar, para haver a difirença acaso verificada a favor do Erário". "É o que se torna mais nítido no § 1° desse dispositivo, que imprime ao pagamento antecipado o efeito de extinção do crédito, sob condição resolutória de ulterior homologação. Negada essa homologação, anula-se a extinção e abre-se oportunidade a lançamento de oficio". (grifei) (Direito Tributário Brasileiro, Ed. Forense, 10' ed., 1993, pág. 521). Também nesta mesma linha é o pensamento do Professor Alberto Xavier: n 49 lít 5 r~~.~.• ri) et MN. DA FAZENDA - C ir Ministério da Fazenda 2° C-MF Fl. 4. Segundo Conselho de Contribuintes 1IGNAL ' BrCasOuNialiLRE CO Processo ni : 13502.00020912002-34 -árt, Recurso is* : 130362 Acórdão : 201-78.794 "(..) a condição resolutiva permite a eficácia imediata do ato jurídico, ao contrário da condição suspensiva, que opera difrimento dessa eficácia. Dispõe o artigo 119 do Código Civil que 'se for resolutiva a condição, enquanto esta se não realizar, vigorará o ato jurídico, podendo exercer-se desde o momento deste o direito por ele estabelecido; mas, manifestada a condição, para todos os efeitos, se extingue o direito a que ela se opõe Ora, sendo a eficácia do pagamento efetuado pelo contribuinte imediata, imediato é o seu efeito liberatório, imediato é o efeito extintivo, imediata é a extinção definitiva do crédito. O que na figura da condição resolutiva sucede é que a eficácia entretanto produzida pode ser destruída com efeitos retroativos se a condição se implantar". (In Do Lançamento. Teoria Geral do Ato e do Processo Tributário. Editora Forense, 1998, pág. 98/99). (destaques não são do original). Vejamos o entendimento do eminente Eurico Marcos Diniz De Santi, que ratifica o entendimento acima esposado: • "Assim entendeu-se que a extinção do crédito tributário, prevista no art. 168, I, do C7N, está condicionada à homologação expressa ou tácita do pagamento, conforme art. 156. VII, do CTN, e não ao próprio pagamento, que é considerado como mera antecipação, ex vi do art. 150, § 1° do CM Como, normalmente, a extinção do crédito tributário se realiza com a homologação tácita, que sucede cinco anos após o fato jurídico tributário ex vi do art. 150, § 42 do CM, passou-se a contar cinco anos da data do fato gerador para se configurar a extinção do crédito, e mais outros cinco anos da data da extinção, perfazendo o prazo total de 10 anos. Não podemos aceitar esta tese, primeiro porque pagamento antecipado não signca pagamento provisório à espera de seus efeitos, mas pagamento efetivo, realizado antes e independentemente de ato de lançamento. Segundo porque se interpretou o 'sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento' de forma equivocada. Mesmo desconsiderando a crítica de ALCIDES JORGE COSTA, para quem 'não faz sentido ao cuidar do lançamento por homologação, por condição onde inexiste negócio jurídico; pois 'condição é modalidade de negócio jurídico e, portanto, inaplicável ao ato jurídico material' do pagamento, não se pode aceitar condição resolutiva como se fosse necessariamente uma condição suspensiva que retarda o efeito do pagamento para a data da homologação. A condição resolutiva não impede a plena eficácia do pagamento e, portanto, não descaracteriza a extinção do crédito no átimo do pagamento. Assim sendo, enquanto a homologação não se realiza, vigora com plena eficácia o pagamento, a partir do qual podem exercer-se os direitos advindos desse ato, mas dentro dos prazos prescricionais. Se o fundamento jurídico da tese dos dez anos é que a extinção do crédito tributário pressupõe a homologação, o direito de pleitear o débito do Fisco só surgiria no final do prazo de homologação tácita de modo que, o contribuinte ficaria impedido de pleitear a restituição antes do prazo de cinco anos para homologação, tendo que aguardar a extinção do crédito pela homologação. Portanto, a data da extinção do crédito tributário, no caso dos tributos sujeitos ao art. 150 do Cl?'!, deve ser a data efetiva em que o contribuinte recolhe o valor a título de tributos aos cofres públicos e haverá de funcionar, a priori, como dies a quo dos prazos de decadência e de prescrição do direito do contribuinte. Em suma, o contribuinte goza de cinco anos para pleitear o débito do Fisco, e não dez." (In Decadência e Prescrição no 401' 6 .k, MIN. DA FAZENDA - cv 22 CC-MF;c. Ministério da Fazenda CONFERE COM O ORIGINAL Fl. n?f Segundo Conselho de Contribuintes .;rtkiy> Brasilia, 14 / 05 / OS. Processo ni : 13502.000209/2002-34 Recurso : 130362 viro Acórdão n* : 201-78.794 Direito Tributário. São Paulo, Editora Max Limonad, 2000, pág. 268 a 270). (destaques não são do original). Por conseguinte, nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação os efeitos da extinção do crédito tributário operam desde o pagamento antecipado pelo sujeito passivo, nos termos da legislação dç regência do tributo. Para que não paire nenhuma dúvida sobre esta controvertida matéria, foi publicada a Lei Complementar no 118, de 09/02/2005, dando a interpretação mais lógica e racional, defendida pelos ilustres doutrinadores supracitados, aos dispositivos do CTN que regem a matéria. Rezam os artigos 32 e 42 da Lei Complementar n2 118/05: "Art 32 Para efeito de interpretação do inciso 1 do art. 168 da Lei n 2 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, • no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § P do art. 150 da referida Lei Art. 4t Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 32, o disposto no art. 106, inciso 1, da Lei n2 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional" A decisão recorrida está em perfeita harmonia com o entendimento esposado na citada Lei Complementar n2 118/05 e na doutrina citada, em nada merecendo reparos. Relativamente à exigência da multa de mora quando há denúncia espontânea prevista no artigo 138 do CTN, também a decisão recorrida não merece reforma. Antes de adentrar no mérito e mesmo sabendo que não esgotarei o assunto, vou procurar definir o limite e o alcance do instituto da denúncia espontânea, prevista no art. 138 do CTN. Denunciar é noticiar ou participar o que era secreto, desconhecido. A denúncia espontânea pode referir-se tanto à ocorrência de uma infração fiscal como de sua autoria, desde que desconhecidos da autoridade competente, a quem se faz a denúncia. Não há que se confundir com a confissão espontânea prevista no Código Penal, como pretendem alguns autores'. Na confissão espontânea o agente declara que praticou determinado ato ilícito, ato este que pode ou não ser conhecido da autoridade competente. A confissão espontânea está sempre relacionada à autoria do ato ilícito. Na denúncia espontânea, prevista no art. 138 do CTN, o agente noticia a ocorrência da própria infração fiscal, até então desconhecida do Fisco. Quando a infração fiscal é de conhecimento do Fisco e seu autor noticia a sua ocorrência ou confessa sua autoria, não há que se falar em denúncia espontânea, apenas em confissão. Conseqüentemente, esta situação não está albergada pelo art. 138 do CTN. Em conclusão, quando o contribuinte informa, comunica ou confessa ao Fisco a prática de uma infração fiscal e esta já era do conhecimento da autoridade fiscal, não ocorre a Baleeiro, Aliomar. Direito tributário brasileiro. 8! ed. Rio de Janeiro: Forense, 1976, p. 504-505. c!7 e • CL? 1-," ris „„G‘Hp..,1Ministério da Fazenda Mlt4s CONFERE COM ° uni 22 CC-MF Fl. "rfr --t..; ft' Segundo Conselho de Contribuintes 00:„.. &talha, Processo ni : 13502.000209/2002-34 Recurso a* : 130.362 Acórdão nt : 201-78.794 denúncia espontânea. Confessar não é sinônimo de denunciar. Repetindo, denunciar é noticiar ou participar o que era secreto, desconhecido. Voltando ao exame do mérito do recurso, podemos afirmar que a exclusão da espontaneidade do sujeito passivo, prevista no art. 138, parágrafo único, do CTN, c/c o art. 7 2, § 1 2, do Decreto n2 70.135/72, embora contenha as condições da presunção de conhecimento da infração por parte do Fisco, não tem o condão de assegurar a espontaneidade do sujeito passivo quando, obrigatória e necessariamente, tem o Fisco o dever de conhecer, imediata e automaticamente, a infração tributária praticada pelo sujeito passivo. É o caso, por exemplo, destes autos: falta de pagamento de tributo no prazo de vencimento. A Receita Federal tem conhecimento do vencimento de todos os tributos e contribuições que administra e, também, de todos os pagamentos efetuados pelos contribuintes. O que o contribuinte pagou e, por exclusão, deixou de pagar, sempre é do conhecimento do • Fisco. Não há como o contribuinte, para eximir-se do pagamento da multa de mora, "denunciar espontaneamente" a falta de pagamento de tributo no prazo de vencimento. À falta de pagamento dos impostos e contribuições administradas pela Receita Federal até a data de vencimento, fica o contribuinte sujeito ao pagamento da multa de mora e dos juros de mora previstos na legislação citada na decisão da DRF e da DRJ, ora recorrida. Na falta de pagamento de imposto e contribuições na data de seu vencimento não há que se falar em denúncia espontânea para excluir a responsabilidade da recorrente, posto que, conforme demonstramos, o Fisco, necessária e obrigatoriamente, conhece todos os pagamentos efetuados pela recorrente, bem como a data do vencimento de todos os tributos e contribuições. O que é de conhecimento do Fisco não pode ser objeto de denúncia espontânea e nem produz os efeitos previstos no art. 138 do CTN. Ademais, a multa de mora não tem natureza punitiva, apenas compensatória e, por esta razão, sempre que o tributo seja pago fora da data de vencimento a mesma deve ser exigida. Neste sentido é o entendimento do Prof. Paulo de Barros Carvalho', que comungamos. "A iniciativa do sujeito passivo, promovida com a observância desses requisitos, tem a virtude de evitar a aplicação de multa de natureza punitiva, porém não afasta os juros de mora e a chamada multa de mora, de índole indenizatória e destituída de caráter de punição. Entendemos, outrossim, que as duas medidas -juros de mora e multa de mora - por não se excluírem mutuamente, podem ser exigidas de modo simultâneo: uma e outra". Não vejo, portanto, reparos a fazer na decisão recorrida, que manteve o indeferimento do pleito da recorrente. A decisão recorrida, no meu entender, está em perfeita harmonia com a legislação tributária aplicável à espécie, conforme ficou fartamente provado. Por fim, entendo que não há lide quanto à suspensão da exigibilidade do crédito tributário, em face da manifestação de inconformidade apresentada tempestivamente. 44"ki Carvalho, Paulo de Barros.Curso de direito tributário. 13' ed. Sá() Paulo:Saraiva, 2000.p. 508. 8 4fr,k, IN. DA FAZENDA 2° é b 22 CC-MF ••• tv e. Ministério da Fazenda CONFERE COM O ORIGINAL EL t`'l N A' Segundo Conselho de Contribuintes Brasília, 14 / 05 /030 Processo ni : 13502.000209/2002-34 Recurso : 130.362 visto Acórdão n* : 201-78.794 EX POSITIS, e por tudo o mais que do processo consta, meu voto é para negar provimento ao recurso voluntário, devendo os autos serem encaminhados aos Primeiro e Terceiro Conselhos de Contribuintes para julgamento da matéria de sua competência, respectivamente. Sala das- Sess • s, em, 08e novembro de 2005. f WALBE ' OSÉ DA S VA 9 Page 1 _0056600.PDF Page 1 _0056700.PDF Page 1 _0056800.PDF Page 1 _0056900.PDF Page 1 _0057000.PDF Page 1 _0057100.PDF Page 1 _0057200.PDF Page 1 _0057300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10232.000031/99-02
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2005
Numero da decisão: 303-01.085
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do
recurso voluntário em diligência, nos termos do voto„da relatora.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - outros assuntos
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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conteudo_txt : Metadados => date: 2013-08-16T16:12:39Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2013-08-16T16:12:39Z; Last-Modified: 2013-08-16T16:12:39Z; dcterms:modified: 2013-08-16T16:12:39Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; xmpMM:DocumentID: uuid:5fa3727e-2970-4344-8a59-940589476d8a; Last-Save-Date: 2013-08-16T16:12:39Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2013-08-16T16:12:39Z; meta:save-date: 2013-08-16T16:12:39Z; pdf:encrypted: false; modified: 2013-08-16T16:12:39Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2013-08-16T16:12:39Z; created: 2013-08-16T16:12:39Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2013-08-16T16:12:39Z; pdf:charsPerPage: 882; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2013-08-16T16:12:39Z | Conteúdo => • • MINISTÉRIO DA FAZENDA 4 4, TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° Recurso n° Sessão de Recorrente Recorrida : 10232.000031/99-02 : 128.771 : 07 de dezembro de 2005 : JOSÉ RIBAMAR ALENCAR OLIVEIRA : DRJ/RECIFE/PE RESOLUÇÃO N° 303-01.085 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto„da relatora. ANELISE DAUDT PRIETO Presidente e Relatora Formalizado em . • 2 2 nr-77 7nnF Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Zenaldo Loibman, Nanci Gama, Sergio de Castro Neves, Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Marciel Eder Costa, Nilton Luiz Bártoli e Tardsio Campelo Borges. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional Leandro Felipe Bueno Tierno. mmm Processo n° : 10232.000031/99-02 Resolução n° : 303-01.085 RELATÓRIO Adoto o relatório da decisão recorrida, que passo a transcrever. "Contra o contribuinte acima identificado foi lançada, em 23/04/1999, a Notificação, de fl. 23, com data de vencimento em 30/06/1999, através da qual se exige o pagamento do crédito tributário no montante de R$ 6.094,87, a titulo de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR, Multa por atraso na entrega da Declaração, Contribuições CNA e SENAR, do exercício de 1.994, em relação ao imóvel rural denominado Seringal e Outros, Papagaio, Sto. Antonio etc, cadastrado na Secretaria da Receita Federal sob n° 3321110.8, localizado no município de Cruzeiro do Sul AC. 0 lançamento, decorrente da própria declaração do contribuinte, Ils. 60/61, que declarou a area total de 2.000,0 hectares, como toda aproveitável, embora sem utilização. 0 Contribuinte, em 24/06/1999, apresenta sua impugnação, solicitando o cancelamento da notificação, alegando que se trata de cobrança indevida do ITR, pois as áreas em questão fazem parte do Parque Nacional da Serra do Divisor (Decreto 97.839, de 16/06/1989). Deixa de apresentar a Certidão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais — IBAMA — uma vez que esta entidade, em oficio a ele enviado, alega que o órgão não dispõe de recursos no memento para efetuar o levantamento fundiário e as indenizações. 0 contribuinte apresentou a correspondência de fls. 02/20, datada a partir de outubro de 1997 até novembro de 1998. Nessa documentação lid inclusive cópia de requerimento do Ato Declaratório Ambiental — ADA 1997, datado de 09/01/98, referente ao imóvel Seringal Aldeota e outros, Papagaio, Sto Antonio, Açai etc NIRF 3321110-0, fls. 05/ 06. Por não haver benfeitoria no imóvel, por não permitir o IBAMA, pretende o contribuinte que em função do Decreto 97.839/89, de 16/06/1989, que criou o Parque Nacional da Serra do Divisor, suas terras sejam consideradas de Preservação Permanente e conseqüentemente isentas do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR. Anexa, ainda, cópia do Decreto n° 97.839, de 16/06/1989 e da Instrução Normativa do SRF n° 43, de 07/05/97, fls. 25/28. A Informação/Dijup/DRJ/MNS/n° 02/2001, fls. 38/39, resume a impugnação do contribuinte, relaciona a correspondência de fls. 02 a 20, sugere 2 Processo n° : 10232.000031/99-02 Resolução n° : 303-01.085 consulta ao IBAMA sobre a inclusão do imóvel na área do Parque Nacional da Serra do Divisor. É dirigido à Gerente do IBAMA o Ofício/Sacat/DRF/RBO/AC n° 016/2002, de 19/04/2002, fl. 43, consultando sobre a desapropriação do imóvel e em que data ocorreu a sua imissão de posse, caso contrário, se o imóvel foi declarado de interesse ecológico. Em resposta, o oficio no 203/02 IBAMA/GEREX/AC, de 17/05/2002, afirma que o imóvel se encontra inserido na área delimitada pelo Parque Nacional da Serra do Divisor, criado pelo Decreto 97.839/89. Ainda não foi desapropriado pelo poder público, estando o mesmo em processo de regularização fundiária que objetiva subsidiar as ações expropriatórias. Afirma que o próprio Decreto de criação do Parque Nacional da Serra do Divisor já pacificou o interesse ecológico da área, ratificado pelo IBAMA através de estudos e trabalhos objetivando identificar suas potencialidades ecológicas. A DRF/Rio Branco emitiu o Despacho Decisório, com data de 23/05/2002, de fls. 45/47, indeferindo o pedido do contribuinte de cancelar o lançamento da Notificação, nos termos da fundamentação Regularmente intimado, às fls. 49/50, o contribuinte apresentou a sua manifestação de inconformidade, fl. 51, não concordando corn despacho, por já haver o "empossamento" do IBAMA, pelo Decreto n° 97.839/89. Não tem recurso para constituir um advogado para contestar os fundamentos do despacho e não tem direito a atendimento gratuito, pela defensoria pública, por não ganhar menos que três salários mínimos. Não tem recurso para pagar tal quantia, "a não ser que os senhores recebam parte das terras, objeto da cobrança do imposto ou habilitem-se ao meu ESPÓLIO, que não deve ser muito longe, tenho 72 anos de idade e sou aposentado pelo FAMIGERADO INSS". É o relatório." A DRJ em Recife considerou procedente o lançamento sob as seguintes alegações: - embora o Decreto n° 97.839/89 tenha criado o Parque Nacional da Serra do Divisor, declarando de utilidade pública as terras descritas para fins de desapropriação, o IBAMA afirma que o imóvel não foi desapropriado pelo poder público, estando em processo de regularização fundiária objetivando subsidiar as ações expropriatórias. 3 S Processo n° : 10232.000031/99-02 Resolução n° : 303-01.085 - Não tendo ocorrido a desapropriação, o recorrente é responsável pelo tributo, salvo se houver imissão prévia na posse. - embora sua Area aproveitável esteja sem utilização, não pode o imóvel ser considerado de preservação permanente. Menos, ainda, poderia ser considerado de reserva legal, por não haver prova de que em seu registro cartorial esteja averbada a Area de reserva legal, tampouco pode ser considerado de interesse ecológico, pois isto se dá por ato especifico, estadual ou federal. - não tendo o imóvel preenchido as condições necessárias que o isentem do imposto, é o recorrente obrigado a pagá-lo, como também as Contribuições CNA e SENAR e a multa por atraso na entrega da declaração. Inconformado, o contribuinte apresenta seu recurso, à fl. 74, questionando a legitimidade da cobrança do ITR, tendo em vista que, embora não sendo o IBAMA o proprietário das terras, tem ele a posse de fato, "pois IA ele faz e desfaz" sem consultar o recorrente. Junta copia de Parecer do IBAMA que conclui pela impossibilidade de incidência do ITR sobre as Areas situadas dentro dos limites do Parque Nacional da Serra do Divisor, por serem as mesmas consideradas de preservação permanente, datado de 16/10/2003 (fls. 75/79); copia do Ato Declaratório Ambiental de 16/01/2003, declarando a Area do imóvel como de Preservação Permanente. (fl. 80); cópia de averbação da Area do imóvel como de Preservação Permanente datado de 16/01/2003 (fl. 81) e copia de Oficio do IBAMA ao Chefe da Agência da Receita Federal em Cruzeiro do Sul/AC, solicitando dilação de prazo para respostas referentes a alguns processos de declaração de interesse ecológico. 0 processo foi encaminhado a este Conselho para julgamento. E o Relatório. ELISE DAUDT PRIETO - Relatora A Processo n° : 10232.000031/99-02 Resolução n° : 303-01.085 VOTO Conselheira Anelise Daudt Prieto, Relatora Compulsando os autos, não foi encontrado qualquer documento que informasse ao contribuinte a necessidade de apresentação de garantia para seguimento do recurso. Diante do exposto, converto o julgamento do recurso em diligência para que o interessado seja intimado a apresentar a garantia necessária para seguimento do mesmo. Sala das Sessões, em 07 de dezembro de 2005 •
score : 1.0
Numero do processo: 11070.000331/2007-17
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 08 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003, 2004, 2005
Ementa:
DESPESAS COM INSTRUÇÃO. CRÉDITO EDUCATIVO. DEDUTIBILIDADE.
O tratamento a ser dado com o financiamento de despesas com instrução deve ser o mesmo dado aos empréstimos, não podendo o Contribuinte deduzir o pagamento de referido financiamento como despesas com instrução, por falta de previsão legal.
DESPESAS COM INSTRUÇÃO. REQUISITOS PARA DEDUTIBILIDADE. CURSOS PREPARATÓRIOS.
Não são passíveis de dedução as despesas relativas aos valores pagos à Escola Superior do Ministério Público, por falta de previsão legal, por não consistirem curso relativo à educação pré-escolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2802-001.358
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: CARLOS ANDRÉ RIBAS DE MELLO
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003, 2004, 2005 Ementa: DESPESAS COM INSTRUÇÃO. CRÉDITO EDUCATIVO. DEDUTIBILIDADE. O tratamento a ser dado com o financiamento de despesas com instrução deve ser o mesmo dado aos empréstimos, não podendo o Contribuinte deduzir o pagamento de referido financiamento como despesas com instrução, por falta de previsão legal. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. REQUISITOS PARA DEDUTIBILIDADE. CURSOS PREPARATÓRIOS. Não são passíveis de dedução as despesas relativas aos valores pagos à Escola Superior do Ministério Público, por falta de previsão legal, por não consistirem curso relativo à educação pré-escolar, de 1º, 2º e 3º graus, cursos de especialização ou profissionalizantes. Recurso negado.
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CRÉDITO EDUCATIVO. DEDUTIBILIDADE. O tratamento a ser dado com o financiamento de despesas com instrução deve ser o mesmo dado aos empréstimos, não podendo o Contribuinte deduzir o pagamento de referido financiamento como despesas com instrução, por falta de previsão legal. DESPESAS COM INSTRUÇÃO. REQUISITOS PARA DEDUTIBILIDADE. CURSOS PREPARATÓRIOS. Não são passíveis de dedução as despesas relativas aos valores pagos à Escola Superior do Ministério Público, por falta de previsão legal, por não consistirem curso relativo à educação préescolar, de 1º, 2o e 3o graus, cursos de especialização ou profissionalizantes. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 133DF CARF MF Impresso em 11/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 21/06/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (presidente), Lucia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte (fls.101 e seguintes), que resultou ação fiscal iniciada por Mandado de Procedimento Fiscal (fl.01), o qual apurou supostas irregularidades relacionadas ao IRPF dos exercícios 2003 a 2005, anos calendário 2002 a 2004, detalhadas no Termo de Constatação Fiscal de fls.87 e seguintes, em virtude de deduções indevidas de despesas médicas e de despesas com instrução, por falta de comprovação, o que resultou no lançamento de ofício de crédito tributário no montante de R$ 24606,63. Acrescese no Auto de Infração que o mesmo é integrado pelo mencionado Termo de Constatação Fiscal. O Contribuinte foi cientificado (fl.106). Inconformado, apresentou tempestivamente a impugnação de fl. 108 e seguintes, juntando documentos. Alega, em síntese, que (i) a despesa com Crédito Educativo, paga à Caixa Econômica Federal é dedutível como despesa com instrução, pois é despesa suportada pelo contribuinte com educação própria, não havendo duplicidade de dedução pois à época em que cursava o ensino superior, somente arcava com 20% das mensalidades, arcando a CEF com os 80% restantes e que limitouse nas declarações pretéritas à deduzir os 20% que efetivamente pagava, até o limite legal, (ii) quanto à despesa com curso da Escola Superior do Ministério Público RS, alega tratarse de curso de especialização em Direito e não de mero curso preparatório, em virtude do renome e da qualidade alcançadas pela instituição, (iii) e quanto ao auxíliocondução, que recebe na qualidade de oficial de justiça, afirma haver tributação indevida, por possuir natureza indenizatória e não remuneratória, citando jurisprudência de tribunais superiores. Em julgamento, a 4ª Turma da DRJ/STM, em sessão realizada no dia 18/03/2010, por unanimidade, julgou procedente o lançamento, por meio do Acórdão n.º 18 11.946, aos fundamentos de que (i) não procedem as alegações do contribuinte no que tange ao auxíliocondução, posto que não foi objeto de autuação, (ii) o contribuinte não impugna as glosas de deduções com despesas médicas, nem as comprova ou justifica, (iii) não são passíveis de dedução como despesas com instrução valores pagos à Caixa Econômica Federal para saldar empréstimo havido a título de Crédito Educativo, para o custeio de estudos superiores do contribuinte em anos pretéritos, por não se tratar de pagamentos efetuados a estabelecimento educacional, (iv) também não são passíveis de dedução como despesas com Fl. 134DF CARF MF Impresso em 11/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 11070.000331/200717 Acórdão n.º 280201.358 S2TE02 Fl. 131 3 instrução valores pagos à Escola Superior do Ministério Público, por falta de previsão legal, por não consistirem curso relativo à educação préescolar, de 1º, 2o e 3o graus, cursos de especialização ou profissionalizantes, não sendo exibido documento que comprove que o curso a que atendeu o contribuinte se enquadra em alguma de tais categorias, tais quais documentos de matrícula, certificado de conclusão ou atestado que comprove a condição do estabelecimento e do curso frequentado, tratandose de mero curso preparatório para a carreira do Ministério Público. Intimado da supramencionada decisão, conforme fl. 125, o contribuinte, tempestivamente, interpôs Recurso Voluntário à fl. 126 e ss., atacando em parte a decisão da DRJ apenas no que diz respeito às despesas com instrução relativas ao Crédito Educativo e ao curso realizado na Escola Superior do Ministério Público RS, repisando os argumentos já guerreados em sua impugnação e citando portaria do Ministério da Educação que habilita a instituição para o ensino de graduação. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. O recurso deve ser conhecido, por atender aos requisitos de admissibilidade, e exclusivamente quanto àquilo que constitui seu objeto, isto é, a glosa de dedução indevida de despesas com instrução. Assiste razão à DRJ em seus argumentos, bem como aos fundamentos lançados no auto de infração e no termo de constatação fiscal que o acompanha e integra. O curso empreendido pelo contribuinte na Escola Superior do Ministério Público não é curso relativo à educação préescolar, de 1º, 2o e 3o graus, curso de especialização ou profissionalizante, carecendo de fundamentação legal a sua dedução. Muito embora sejam verdadeiras e notórias as alegações do contribuinte quanto à qualidade dos cursos ministrados pela instituição, são os próprios comprovantes trazidos aos autos pelo contribuinte que asseveram que o curso realizado possuía natureza de curso de extensão (fls.27/36). Ora, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº.9394/96, é clara em seu artigo 44: Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos e programas: I cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino, desde que tenham concluído o ensino médio ou equivalente; II de graduação, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em processo seletivo; Fl. 135DF CARF MF Impresso em 11/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 III de pósgraduação, compreendendo programas de mestrado e doutorado, cursos de especialização, aperfeiçoamento e outros, abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e que atendam às exigências das instituições de ensino; IV de extensão, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino. Como se vê os cursos de extensão, previstos no inciso IV do citado dispositivo, não se confundem com cursos de especialização ou aperfeiçoamento, previstos em seu inciso III, e, portanto o curso não possui a natureza de especialização, como alega o contribuinte. De resto, o contribuinte não apresentou qualquer documento capaz de justificar o enquadramento do curso como de especialização ou profissionalizante. Por fim, quanto às despesas com o crédito educativo, pagas à Caixa Econômica Federal, também está ausente fundamentação legal para sua dedução, por não tratarse de pagamento efetuado a estabelecimento de ensino. Lamentavelmente, enganase o contribuinte quando crê que o fato de não haver em anos pretéritos deduzido em duas DIRPFs os percentuais de suas mensalidades do curso de graduação que eram arcados com recursos do empréstimo tomado à CEF autorizaloia a deduzir os valores em anos posteriores, no momento em que sequer cursava o ensino superior, mas apenas encontravase saldando o empréstimo tomado. É curial que a despesa com educação apenas pode ser deduzida na declaração relativa ao anocalendário em que foi efetuada e, se não o foi, tal fato não gera o direito de o contribuinte efetuála em declaração relativa a outro anocalendário, ainda que se encontre saldando empréstimo tomado para pagar mensalidades universitárias no passado. Isto posto, julgo improcedente o recurso, mantendose a decisão recorrida. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 11/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 21/ 06/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 28/06/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 35393.000003/2005-74
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Dec 12 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/2004 a 30/10/2004
Ementa: PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO – NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO – OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL – DECADÊNCIA. NÃO FLUÊNCIA DO PRAZO CONFORME PREVISÃO NO ART. 45 DA LEI N° 8.212/1991.
O prazo decadencial para a autoridade previdenciária constituir os créditos trabalhistas é de 10 anos, e esta previsto em lei específica da previdência social, art. 45 da Lei n ° 8.212/1991.
O recorrente não fez prova de que a obra foi edificada em período já fulminado pelo prazo decadencial.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.329
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/2004 a 30/10/2004 Ementa: PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO – NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO – OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL – DECADÊNCIA. NÃO FLUÊNCIA DO PRAZO CONFORME PREVISÃO NO ART. 45 DA LEI N° 8.212/1991. O prazo decadencial para a autoridade previdenciária constituir os créditos trabalhistas é de 10 anos, e esta previsto em lei específica da previdência social, art. 45 da Lei n ° 8.212/1991. O recorrente não fez prova de que a obra foi edificada em período já fulminado pelo prazo decadencial. Recurso Voluntário Negado.
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NÃO FLUÊNCIA DO PRAZO CONFORME PREVISÃO NO ART. 45 DA LEI N° 8.212/1991. O prazo decadencial para a autoridade previdenciária constituir os créditos trabalhistas é de 10 anos, e esta previsto em lei especifica da previdência social, art. 45 da Lei n ° 8.212/1991. O recorrente não fez prova de que a obra foi edificada em período já fulminado pelo prazo decadencial. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Processo n.° 35393.000003/2005-74 MF SEGCOUFIIK)IrrWãS)/Z.51-11j04 O) "C l 125.Niiir it 1. Bradlia, r i CCO2/C06 Acórdão 206-00.329 • Fls. 74 • Fárim - ra de Larvalho !viu" MM. Siape 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n.. 35393.000003/2005.74 MF -SEGUNDO CONSELHO DE comitiBuiyres CCO2/036 Acórdão n.° 206-00.329 CONTE COM O ORIO:NAL 1 Fls. 75 Brasil' 9. ow 9_001); Marla do Finia»irs e CaVoRelatório Mat. Siape 751683 A presente NFLD, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social em virtude da utilização de mão-de-obra assalariada, na edificação de obra de construção civil de responsabilidade do notificado, fls. 14 a 24. Não conformado com a notificação, foi apresentada defesa, fls. 35 à 39. O requerente solicitou a juntada de documento, qual seja o projeto aprovado pela prefeitura municipal de Araçatuba, fl. 33 a 37. Foi emitida Decisão-Notificação — DN, confirmando a procedência integral do lançamento, fls. 46 a 50. Não concordando com a decisão da autarquia previdenciária, foi interposto recurso, conforme fls. 54 à 68. Em síntese, o recorrente em seu recurso alega o seguinte: D Preliminarmente, quanto a prescrição e decadência possível ser acatada face o descrito na IN 100, art. 583, § 2°, onde se determina que o prazo de decadência para os fatos geradores ocorridos até 18/06/1995 é de 5 anos. D Em face da dúvida acerca da data da construção, requer a produção d prova pericial para provar que a construção foi realizada entre 1990 a 1994, posto que analisando os docs. Fls. 17 a 24 pode se notar que a construção teve seu término em 1994. Assim, só uma perícia poderá dizer exatamente o início e fim da obra; D Requer seja julgado improcedente o lançamento em questão, por já ter decaído o direito do fisco de constituir os créditos resultantes do fato gerador em questão e caso não seja esse o entendimento requer a nulidade da decisão, determinando a produção de prova pericial para identificar a data do término da obra O recurso foi considerado tempestivo, fl. 69, mesmo tendo sido interposto após o prazo, em virtude da greve do INSS, iniciada em 02/06/2005. A unidade descentralizada da receita previdenciária apresenta suas contra-razões às fls. 70 a 72. A autarquia previdenciária alega, em síntese: D O recorrente não apresenta fatos novos que sejam aptos a modificar a decisão anterior, para que ocorresse a revisão de oficio do lançamento; D O recurso é meramente protelatório; D Dispensável o bem apresentado como garantia para interposição de recurso, vez que o art. 126, § 1° da Lei 8213/91, aplica-se apenas a pessoas jurídicas; gri1 MF • SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES• CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.• 35393.000003/2005 -74 finihl. 9.. / 0 / 491) CCO7JC06 Acórdão n.• 206-00.329 Fls. 76 Mar:3 de Fátima e -velho MM. Siepe 751683 > Quanto a solicitação de perícia, deve ser indeferida, posto que não foram apresentados no pedido os quesitos a serem examinados, nos termos do art. 90, IV da Portaria MPAS/GM 520 de 19/05/2004; > Quanto a apresentação de outros documentos, os mesmos deveriam ter sido juntados aos autos,uma vez que art. 9 0,§1° da referida portaria, a prova documental deverá ser apresentada na impugnação, precluindo o direito do sujeito passivo , salvo comprovada impossibilidade de apresentação, refira-se a fato novo, ou destine-se a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos. Requer a manutenção da decisão que julgou procedente a presente notificação. É o Relatório. (16"-- Processo n.° 35393.000003/2005-74 'Mft - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBL. CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.329 CONFEF COMO ORIGNAL Fls. 77 Bradá 9‘ , 09. ,zoo) Maria de FininSF Voto Mat. Sign 731683 Conselheira ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, RelatorA PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: Recurso interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 69, e não estando o recorrente obrigado a realizar o depósito recursal de 30 % (art. 126, § 1. 0 da Lei n° 8.213/91), passo, então, ao exame das preliminares ao mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: Quanto à questão preliminar suscitada pela recorrente em que o lançamento já fora atingido pela decadência, razão não lhe confiro. Entendo que o prazo decadencial para a autoridade previdenciária constituir os créditos trabalhistas é de 10 anos, e está previsto em lei específica da previdência social, art. 45 da Lei n° 8.212/1991, abaixo transcrito. Desse modo, foi correta a aplicação do instituto pela autoridade previdenciária: "Art.45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada." A legislação previdenciária marca como início da contagem do prazo decadencial, o primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o crédito poderia ter sido constituído. No caso de o contribuinte ter efetivado o recolhimento parcial ou não ter realizado recolhimento, assiste ao fisco o dever de constituir o crédito, bem como as diferenças que por ventura sejam devidas, dentro do mesmo prazo, bem como exigir a apresentação dos documentos necessários a verificação do cumprimento do dispositivo legal. NO entanto, gostaria de esclarecer ao recorrente a diferença entre prescrição e decadência, visto que o mesmo, em seu recurso, por vezes mistura os dois institutos. No caso em tela, entendo que melhor aplicação o instituto da decadência, caso, não existisse disposição legal expressa, atribuindo ao fisco previdenciário, prazo decadencial de 10 anos para constituir os créditos decorrentes da inobservância da legislação previdenciária. Segundo o professor Vittorio Cassone, em seu livro Direito Tributário, editora Jurídico Atlas, 150 edição, podemos assim diferenciar os dois institutos: "Decadência é a perda de um direito em conseqüência de seu titular não tê-lo exercido durante determinado período. O prazo corre sem solução de continuidade (.). ME 1) CIRI SEL110 conisuu CONFERE COM O OGNAL Processo 35393.000003/2005-74 9.2 09- / 9.00% CCOVC06 Acórdão n.' 206-00.329 As. 78 • •• ,* • Maria de Fátima F. Ia Mat. Siape 751683 (I Prescrição é a perda o direito e ação atribuída a um direito e de toda a sua capacidade defensiva, em conseqüência do não uso dela, durante determinado espaço de tempo. O CM cuida desses dois institutos nos art. 173 e 174. No primeiro artigo temos a decadência e depois a prescrição. Claro está que, se ocorrer a decadência, decaiu o próprio direito, pelo que não haverá de se falar em prescrição. Isto porque, do fato gerador começa a correr prazo de decadência, que vai até a data do lançamento (auto de infração e notificação são considerados lançamentos) (.J." Considerando que o Código Tributário Nacional - CTN dispõe sobre normas gerais em matéria tributária, especialmente acerca da prescrição e da decadência, não há impedimento para que legislação ordinária disponha sobre normas específicas e assim o prazo decadencial previsto no art. 45 da Lei n° 8.212/1991 é compatível com o ordenamento jurídico, conforme demonstrar-se-á a seguir. Mesmo restringindo a análise apenas ao CTN, para a melhor interpretação dessa lei devemos observar a relação existente entre os diversos artigos, evitando a interpretação isolada de um único dispositivo. Assim, o art. 150, § 4° do CTN, não deve ser analisado de forma isolada, mas sim combinado com o artigo 173 do próprio CTN que dispõe sobre o instituto da decadência. Em mesmo sendo argüida pela recorrente a inconstitucionalidade da lei previdenciária que dispõe sobre o prazo decadencial de 10 anos, incabível seria sua análise na esfera administrativa. Não pode a autoridade administrativa recusar-se a cumprir norma cuja constitucionalidade vem sendo questionada, razão pela qual são aplicáveis os prazos regulados na Lei n° 8.212/1991 em matéria de decadência e prescrição relativas às contribuições administradas e arrecadadas pelo INSS. Em relação ao prazo decadencial, o entendimento firmado pelo STJ é o de que nos casos de tributos cujo lançamento seja por homologação, o direito de a Fazenda constituir o crédito tributário é de 5 anos contados da ocorrência do fato gerador, acrescido de mais um qüinqüênio, o que totalizariam os 10 anos Essa interpretação combina os arts. 173, I e 150, § 4°, do CTN (Resp n° 132.329). Inexistindo pagamento não há que se falar em homologação tácita, conforme entende o STJ. Nesse sentido, segue ementa do Recurso Especial n° 132.329, cujo relator foi o Ministro Garcia Vieira, publicado no DJ de 7/6/1999. "TRIBUTÁRIO - TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO - DECADÊNCIA - PRAZO. Estabelece o artigo 73 (sic), inciso I do CIN que o direito da Fazenda de constituir o crédito tributário extingue-se após 05 (cinco) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento por homologação poderia ter sido efetuado. Se não houve pagamento, inexiste homologação tácita. Com o encerramento do prazo para homologação, inicia-se o prazo para a constituição do crédito tributário. Conclui-se que, quando se tratar de tributos a serem constituídos por lançamento por homologação, inexistindo pagamento, tem o fisco o prazo de 10 anos, após a ocorrência do fato gerador, para constituir o crédito tributário. Embargos recebidos." swukneininVia:Ho: cotaRmuafrEs 1 CoNFER2 COM O ORIGINAL • Processo n.• 35393.000003/2005-74 Wettti- CCO2/C06 Acórdão n.°206-00.329 Fls. 79 Munade FaInnaa4ilse M9t. Stant 751,0 5 Toda lei presume-se constitucional e, até que seja declarada sua inconstitucionalidade pelo órgão competente do Poder Judiciário, deve o agente público, como executor da lei, respeitá-la. Nesse sentido, segue trecho do Parecer/CJ n° 771, aprovado pelo Ministro da Previdência Social em 28/1/1997. "Cumpre ressaltar que o guardião da Constituição Federal é o Supremo Tribunal Federal, cabendo a ele declarar a inconstitucionalidade de lei ordinária. Ora, essa assertiva não quer dizer que a administração não tem o dever de propor ou aplicar leis compatíveis com a Constituição. Se o destinatário de uma lei sentir que ela é inconstitucional o Pretório Excelso é o órgão competente para tal declaração. Já o administrador ou servidor público não pode se eximir de aplicar uma lei, porque o seu destinatário entende ser inconstitucional, quando não há manifestação definitiva do STF a respeito. A alegação de inconstitucionalidade formal de lei não pode ser objeto de conhecimento por parte do administrador público. Enquanto não for declarada inconstitucional pelo STF, ou examinado seu mérito no controle difuso (efeito entre as partes) ou revogado por outra lei federal, a referida lei estará em vigor e cabe à Administração Pública acatar suas disposições." No mesmo sentido posiciona-se este 2° Conselho de Contribuintes ao publicar a súmula n° 2 aprovada na Sessão Plenária de 18 de setembro de 2007, publicadas no DOU de 26/09/2007, Seção 1, pág. 28: "SÚMULA N. 2 O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária." Não se pode esquecer que a Constituição Federal em seu artigo 146, III reservou à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria tributária. Dessa forma, as normas gerais estão dispostas no CTN, entretanto, normas específicas se estiverem de acordo com o disposto no CTN adquirem sua validade. Assim, o próprio CTN em seu artigo 97, VI dispõe que somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. O instituto da decadência é modalidade de extinção do crédito tributário, conforme previsto no art. 156, V do CTN, e sendo assim pode ser regulado por lei ordinária. Além do mais, o art. 150, § 4° do CTN dispõe que a lei pode alterar o prazo à homologação do tributo, que pelo CTN é de 5 anos. Sabemos que em regra, as contribuições previdenciárias são lançadas por homologação, e assim a Lei n°8.212/1991, poderia alterar o prazo para 10 anos, conforme previsão no próprio crN. Uma vez que cabe ao requerente o ônus da prova de que a área total já estava construída em período abrangido pelo prazo decadencial; e não tendo o contribuinte nos autos apresentados qualquer prova que demonstrasse ter a obra sido terminada até 1994, não há que se falar em nulidade. MF - SEGUNDO Cr"SEIMO DE CONTRIGUINTES CONFE O "TUC.lIN.-‘1, • Processo n.° 35393.000003/2005-74 Bras:lia, g\ 451) CCO2/C06Acórdão n.° 206-00.329 41 911 Fls. 80 Maria c:c Fátir: .eira z.11ao Mat. Siape 751683 Rejeitada a preliminar, passo ao exame do mérito. DO MÉRITO No mérito o recorrente aduz deva ser oportunizado a apresentação de documentos para a comprovação do período de realização da obra. No entanto, haja vista que não houve manifestação oportuna do recorrente, considerando que caberia a este a realização da provas que comprovassem a realização da obra em período anterior ao prazo decadencial, razão não lhe confiro. Nos termos do art. 496 da Instrução Normativa INSS/DC n° 100/2003, competiria ao recorrente a apresentação de documentos que comprovassem o alegado, o que não restou demonstrado. Assim, descreve a norma previdenciária: "Art. 496. O direito da Previdência Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após dez anos, contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído. § 1° Cabe ao interessado a comprovação da realização de parte da obra ou da sua total conclusão em período abrangido pela decadência. § 2° Servirá para comprovar a realização da obra em período decadencial, e apenas para o mês ou os meses a que se referir, um dos seguintes documentos, contanto que tenha vincula ção inequívoca à obra e seja contemporâneo do fato a comprovar: 1- comprovante de recolhimento de contribuições sociais na matrícula CEI da obra; II - notas fiscais de prestação de serviços; III - recibos de pagamento a trabalhadores; IV - comprovante de ligação de água ou de luz; V - notas fiscais de compra de cimento nas quais conste o endereço da obra como local de entrega: VI - ordem de serviço ou autorização para o início da obra, quando contratada com órgão público; VII - alvará de concessão de licença para construção. § 3° A comprovação do término da obra em período decadencial dar- se-á com a apresentação de habite-se, certidão de conclusão de obra (CCO) ou um dos respectivos comprovantes de pagamento de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ou de certidão de lançamento tributário contendo o histórico do respectivo IPTU ou um dos seguintes documentos: _ — — - - • AAP - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COM O ORIGINAL Processo n.° 35393.000003/2005-74 5-‘ 9- ()e474' CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.329 Brasills, " (PU— Fls. 81 Maria de Faurna de Carvalho Mat. Sipa 751683 I - auto de regulariza" auzu-de currctusao, auto ae conservaçao ou certidão expedida pela prefeitura municipal que se reporte ao cadastro imobiliário da época ou registro equivalente, lançados em período abrangido pela decadência, em que conste a área construída, passível de verificação pelo INSS; - termo de recebimento de obra, no caso de contrate:Vão com órgão público, lavrado em período decadencial; III - escritura de compra e venda do imóvel, em que conste a sua área, lavrada em período decadenciaL § 4° A comprovação de que trata o § 3° deste artigo, dar-se-á também com a apresentação de, no mínimo, três dos seguintes documentos: I - correspondência bancária para o endereço da edificação, emitida em período decadencial; II - contas de telefone ou de luz, de unidades situadas no último pavimento, emitidas em período decadencial; III - declaração de Imposto sobre a Renda comprovadamente entregue em época própria à Secretaria da Receita Federal, relativa a exercício pertinente a período decadencial, na qual conste a discriminação do imóvel, com endereço e área; IV - vistoria do corpo de bombeiros, na qual conste a área do imóvel, expedida em período decadencial; V - planta aerofotogramétrica do período abrangido pela decadência, acompanhada de laudo técnico constando a área do imóvel e a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ARI). § 5° As cópias dos documentos que comprovam a decadência deverão ser anexadas à DISO." Por fim, quanto a negativa da prova pericial, ferindo o princípio da ampla defesa, razão não confiro ao recorrente. Entendo não estarem presentes os requisitos indispensáveis a sua autorização, de acordo com o disposto no art. 6°, IV da Portaria MPAS n° 357/2002, são requisitos da perícia, nestas palavras: "Art. 6°A impugnação mencionará: 1- a autoridade julgadora a quem é dirigida; II - a qualificação do impugnante; III - os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; IV - as diligências ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a fonnulação de quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional de seu perito. ME • SEGUNDO CONSELHO DE COMIE CONFERE COM O ORIGINAL• • Processo ri. • 35393.000003/2005-74 armei C) / 941:0C1) CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.329 -lájt111° Fls. 82 Maria de Fátima Fe Cravalo Mm. Siape 751683 §1° É facultada ao impugnante a juntada de documentos após a impugnação e antes da decisão, devendo a mesma ser requerida à autoridade julgadora. § 2° Caso já tenha sido proferida a decisão, os documentos apresentados permanecerão nos autos para, se for interposto recurso, serem apreciados pelo Conselho de Recursos da Previdência Social - CRPS. § 3° Na hipótese do parágrafo anterior, caso não haja recurso voluntário, a autoridade julgadora poderá apreciar a matéria de fato e, se pertinente, reformar a decisão. § 4° Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada. § 5° As provas documentais, quando em cópias, deverão ser autenticadas, em cartório ou por servidor da Previdência Social, mediante conferência com os originais." No presente caso, não houve o preenchimento dos requisitos exigidos para realização da perícia, assim considera-se não formulado o pedido de perícia. Desse modo, pode a autoridade julgadora indeferir o pleito da recorrente, sem ferir o princípio da ampla defesa. Nesse sentido, segue o teor do art. 7° da Portaria MPAS n° 357/2002: "Art. 70 A autoridade julgadora determinará de oficio ou a requerimento do interessado, a realização de diligência ou perícia, quando as entender necessárias, indeferindo, mediante despacho fundamentado ou na respectiva decisão-notificação, aquelas que considerar prescindíveis ou impraticáveis. § 1° Considerar-se-á não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 6°. § 2° O interessado será cientificado da determinação para realização da perícia por meio de Despacho Interlocutó rio, que indicará o procedimento a ser observado." No mesmo sentido dispõe o Decreto n ° 70.235/1972 sobre o processo administrativo fiscal, nestas palavras: "Art. 17. A autoridade preparadora determinará, de oficio ou a requerimento do sujeito passivo, a realização de diligência, inclusive perícias quando entendê-las necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis. Parágrafo único. O sujeito passivo apresentará os pontos de discordância e as razões e provas que tiver e indicará, no caso de perícia, o nome e o endereço do seu perito. — - MF firádhiDO é0" N :a.:Lii0 DE CONTR..: —~"."1. CONFERE COM o OtrtOINAL (2f:ft)Processo Brasa.. 1.)--35393.000003/2005-74 CCO2/C06 Acórdão 206-00.329 1\ Fls. 83 Maria de Fátima ta Carvalho Mat. Siape 751683 Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de oficio ou a requerimento do impugnante, a realização de diligência ou perícias, quando entendê-las necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pelo art. 1° da Lei n o 8.748/93). G)." Face ao exposto, o procedimento fiscal seguiu os ditames previstos, devendo ser mantido nos termos da Decisão-Notificação. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 12 de dezembro de 2007 / E • ln A MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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