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Numero do processo: 10120.905616/2011-27
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 23 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Oct 28 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)
Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007
REGIME NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMOS. ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO DA GLOSA EM SEDE DE DILIGÊNCIA FISCAL. NECESSIDADE DE NOVO JULGAMENTO PELA DRJ.
Em virtude do julgamento do REsp nº 1.221.170/PR pelo STJ, o quadro legislativo que regia o conceito de insumos foi alterado. Se, em virtude deste fato, a DRJ entendeu necessária uma nova análise por parte da Autoridade Tributária, e esta manteve a glosa dos créditos sob fundamento diverso daquele inicialmente submetido à instância de piso, o processo deve retornar à DRJ para novo julgamento, sob pena de supressão de instância.
Numero da decisão: 3402-009.206
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para acolher a preliminar e receber o recurso como Manifestação de Inconformidade, determinando o encaminhamento do processo para a DRJ em Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-009.181, de 23 de setembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10120.905591/2011-61, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Pedro Sousa Bispo Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lázaro Antônio Souza Soares, Maysa de Sa Pittondo Deligne, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Cynthia Elena de Campos, Jorge Luís Cabral, Renata da Silveira Bilhim, Thais de Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo (Presidente).
Nome do relator: Lázaro Antônio Souza Soares
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Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2007 a 31/12/2007 REGIME NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMOS. ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO DA GLOSA EM SEDE DE DILIGÊNCIA FISCAL. NECESSIDADE DE NOVO JULGAMENTO PELA DRJ. Em virtude do julgamento do REsp nº 1.221.170/PR pelo STJ, o quadro legislativo que regia o conceito de insumos foi alterado. Se, em virtude deste fato, a DRJ entendeu necessária uma nova análise por parte da Autoridade Tributária, e esta manteve a glosa dos créditos sob fundamento diverso daquele inicialmente submetido à instância de piso, o processo deve retornar à DRJ para novo julgamento, sob pena de supressão de instância. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para acolher a preliminar e receber o recurso como Manifestação de Inconformidade, determinando o encaminhamento do processo para a DRJ em Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-009.181, de 23 de setembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10120.905591/2011-61, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lázaro Antônio Souza Soares, Maysa de Sa Pittondo Deligne, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Cynthia Elena de Campos, Jorge Luís Cabral, Renata da Silveira Bilhim, Thais de Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 56 16 /2 01 1- 27 Fl. 170DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3402-009.206 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.905616/2011-27 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário, interposto em face de acórdão de primeira instância que julgou procedente em parte Manifestação de Inconformidade, cujo objeto era a reforma do Despacho Decisório exarado pela Unidade de Origem, que denegara/acolhera em parte o Pedido de Restituição/Ressarcimento/Compensação apresentado pelo Contribuinte. O pedido é referente a crédito de CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS). Os fundamentos do Despacho Decisório da Unidade de Origem e os argumentos da Manifestação de Inconformidade estão resumidos no relatório do acórdão recorrido. A DRJ julgou procedente em parte a Manifestação de Inconformidade. Foi exarado Acórdão, com a seguinte Ementa: INSTRUÇÕES NORMATIVAS SRF Nº 247/02 E Nº 404/04. LEGALIDADE. MATÉRIA JULGADA NO ÂMBITO DE RECURSO REPETITIVO. Declarada, em sede de recurso repetitivo, a ilegalidade das IN SRF nº 247/02 e nº 404/04, inválidos se mostram os fundamentos do Despacho Decisório recorrido, no que concerne ao conceito de insumo, devendo ser proferida nova decisão de acordo com as balizas constantes do correspondente julgado do STJ (REsp nº 1.221.170/PR). O contribuinte, tendo tomado ciência do Acórdão da DRJ, apresentou Recurso Voluntário, aduzindo os seguintes argumentos, em síntese: (i) O acolhimento da preliminar arguida, a fim de que as presentes razões sejam recebidas como Manifestação de Inconformidade, sob pena de nulidade do presente processo, por supressão de instância e cerceamento de defesa; (ii) Acolhida a preliminar, sejam os autos remetidos à Delegacia de Julgamento para julgamento da Manifestação de Inconformidade, com o integral provimento da mesma, a fim de que sejam canceladas as glosas efetuadas no presente processo; (iii) Caso não seja acolhido o pedido de fungibilidade, requer-se o recebimento e julgamento do Recurso Voluntário por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais; (iv) Preliminarmente, requer seja declarado nulo o presente processo por cerceamento de defesa, conforme fundamentos expostos; Fl. 171DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3402-009.206 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.905616/2011-27 (v) No mérito, requer seja dado provimento ao Recurso Voluntário, para que seja reformada a decisão ora atacada, sendo julgado totalmente improcedente a glosa realizada, de modo a homologar integralmente as compensações realizadas e extinguir a presente cobrança. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, por isso dele tomo conhecimento. I – DA PRELIMINAR DE IMPROCEDÊNCIA DA ORIENTAÇÃO CONTIDA NO DESPACHO DE DILIGÊNCIA FISCAL - SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA E CERCEAMENTO DE DEFESA Alega o Recorrente que o presente Recurso Voluntário deve ser recebido como Manifestação de Inconformidade e remetido à DRJ para julgamento, sob pena de nulidade deste processo administrativo em razão de supressão de instância de julgamento e cerceamento de defesa. Em seu entender, a orientação constante no Despacho nº 15/2020-EADC1/DRF-GOIÂNIA/GO quanto ao cabimento de recurso unicamente contra a decisão proferida pela DRJ é totalmente equivocada: A Autoridade Fiscal da DRF, por determinação da Delegacia de Julgamentos da Receita, reanalisou o direito creditório pleiteado no presente processo, sob a ótica do conceito de insumos estabelecido pelo STJ. Como resultado da diligência, proferiu novo despacho contendo a análise do direito creditório, sob fundamentação jurídica distinta daquela utilizada originalmente para a glosa fiscal. Ou seja, a prolação do despacho resultado de diligência, inaugurou nova fase do contencioso administrativo fiscal, passível de insurgência por meio de Manifestação de Inconformidade. Desse modo, a determinação constante no despacho de diligência, quanto ao cabimento de Recurso Voluntário contra o acórdão da DRJ que deu parcial provimento à Manifestação de Inconformidade, acarreta evidente supressão de instância administrativa, na medida em que a DRJ não analisou os novos fundamentos que sustentaram o lançamento fiscal. Com razão o Recorrente. De fato, em virtude do julgamento do REsp nº 1.221.170/PR pelo STJ, o quadro legislativo que regia o conceito de insumos foi alterado, e a DRJ entendeu necessária uma nova análise por parte da Autoridade Tributária, a qual manteve a glosa dos créditos, mesmo aplicando o quanto decidido pelo STJ. Logo, não resta dúvidas de que o processo deve retornar à DRJ para novo julgamento, ao contrário do que consta nas orientações veiculadas pelo Despacho nº 15/2020-EADC1/DRF- GOIÂNIA/GO, sob pena de supressão de instância. Pelo exposto, voto por acolher esta preliminar, recebendo o presente recurso como Manifestação de Inconformidade e determinando o encaminhamento do processo para a DRJ - Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. Fl. 172DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3402-009.206 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.905616/2011-27 CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para acolher a preliminar e receber o recurso como Manifestação de Inconformidade, determinando o encaminhamento do processo para a DRJ em Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Fl. 173DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10120.905637/2011-42
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 23 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Thu Oct 28 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008
REGIME NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMOS. ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO DA GLOSA EM SEDE DE DILIGÊNCIA FISCAL. NECESSIDADE DE NOVO JULGAMENTO PELA DRJ.
Em virtude do julgamento do REsp nº 1.221.170/PR pelo STJ, o quadro legislativo que regia o conceito de insumos foi alterado. Se, em virtude deste fato, a DRJ entendeu necessária uma nova análise por parte da Autoridade Tributária, e esta manteve a glosa dos créditos sob fundamento diverso daquele inicialmente submetido à instância de piso, o processo deve retornar à DRJ para novo julgamento, sob pena de supressão de instância.
Numero da decisão: 3402-009.227
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para acolher a preliminar e receber o recurso como Manifestação de Inconformidade, determinando o encaminhamento do processo para a DRJ em Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-009.181, de 23 de setembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10120.905591/2011-61, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Pedro Sousa Bispo Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lázaro Antônio Souza Soares, Maysa de Sa Pittondo Deligne, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Cynthia Elena de Campos, Jorge Luís Cabral, Renata da Silveira Bilhim, Thais de Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo (Presidente).
Nome do relator: Lázaro Antônio Souza Soares
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conteudo_txt : Metadados => date: 2021-10-27T12:22:20Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2021-10-27T12:22:20Z; Last-Modified: 2021-10-27T12:22:20Z; dcterms:modified: 2021-10-27T12:22:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2021-10-27T12:22:20Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-10-27T12:22:20Z; meta:save-date: 2021-10-27T12:22:20Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-10-27T12:22:20Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2021-10-27T12:22:20Z; created: 2021-10-27T12:22:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2021-10-27T12:22:20Z; pdf:charsPerPage: 2049; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2021-10-27T12:22:20Z | Conteúdo => S3-C 4T2 MINISTÉRIO DA ECONOMIA Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 10120.905637/2011-42 Recurso Voluntário Acórdão nº 3402-009.227 – 3ª Seção de Julgamento / 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 23 de setembro de 2021 Recorrente KOWALSKI ALIMENTOS S.A. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 REGIME NÃO CUMULATIVO. CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMOS. ALTERAÇÃO DO FUNDAMENTO DA GLOSA EM SEDE DE DILIGÊNCIA FISCAL. NECESSIDADE DE NOVO JULGAMENTO PELA DRJ. Em virtude do julgamento do REsp nº 1.221.170/PR pelo STJ, o quadro legislativo que regia o conceito de insumos foi alterado. Se, em virtude deste fato, a DRJ entendeu necessária uma nova análise por parte da Autoridade Tributária, e esta manteve a glosa dos créditos sob fundamento diverso daquele inicialmente submetido à instância de piso, o processo deve retornar à DRJ para novo julgamento, sob pena de supressão de instância. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para acolher a preliminar e receber o recurso como Manifestação de Inconformidade, determinando o encaminhamento do processo para a DRJ em Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3402-009.181, de 23 de setembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10120.905591/2011-61, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Lázaro Antônio Souza Soares, Maysa de Sa Pittondo Deligne, Silvio Rennan do Nascimento Almeida, Cynthia Elena de Campos, Jorge Luís Cabral, Renata da Silveira Bilhim, Thais de Laurentiis Galkowicz, Pedro Sousa Bispo (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 56 37 /2 01 1- 42 Fl. 170DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3402-009.227 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.905637/2011-42 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de Recurso Voluntário, interposto em face de acórdão de primeira instância que julgou procedente em parte Manifestação de Inconformidade, cujo objeto era a reforma do Despacho Decisório exarado pela Unidade de Origem, que denegara/acolhera em parte o Pedido de Restituição/Ressarcimento/Compensação apresentado pelo Contribuinte. O pedido é referente a crédito de CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. Os fundamentos do Despacho Decisório da Unidade de Origem e os argumentos da Manifestação de Inconformidade estão resumidos no relatório do acórdão recorrido. A DRJ julgou procedente em parte a Manifestação de Inconformidade. Foi exarado Acórdão, com a seguinte Ementa: INSTRUÇÕES NORMATIVAS SRF Nº 247/02 E Nº 404/04. LEGALIDADE. MATÉRIA JULGADA NO ÂMBITO DE RECURSO REPETITIVO. Declarada, em sede de recurso repetitivo, a ilegalidade das IN SRF nº 247/02 e nº 404/04, inválidos se mostram os fundamentos do Despacho Decisório recorrido, no que concerne ao conceito de insumo, devendo ser proferida nova decisão de acordo com as balizas constantes do correspondente julgado do STJ (REsp nº 1.221.170/PR). O contribuinte, tendo tomado ciência do Acórdão da DRJ, apresentou Recurso Voluntário, aduzindo os seguintes argumentos, em síntese: (i) O acolhimento da preliminar arguida, a fim de que as presentes razões sejam recebidas como Manifestação de Inconformidade, sob pena de nulidade do presente processo, por supressão de instância e cerceamento de defesa; (ii) Acolhida a preliminar, sejam os autos remetidos à Delegacia de Julgamento para julgamento da Manifestação de Inconformidade, com o integral provimento da mesma, a fim de que sejam canceladas as glosas efetuadas no presente processo; (iii) Caso não seja acolhido o pedido de fungibilidade, requer-se o recebimento e julgamento do Recurso Voluntário por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais; (iv) Preliminarmente, requer seja declarado nulo o presente processo por cerceamento de defesa, conforme fundamentos expostos; (v) No mérito, requer seja dado provimento ao Recurso Voluntário, para que seja reformada a decisão ora atacada, sendo julgado totalmente Fl. 171DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3402-009.227 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.905637/2011-42 improcedente a glosa realizada, de modo a homologar integralmente as compensações realizadas e extinguir a presente cobrança. É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O recurso é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, por isso dele tomo conhecimento. I – DA PRELIMINAR DE IMPROCEDÊNCIA DA ORIENTAÇÃO CONTIDA NO DESPACHO DE DILIGÊNCIA FISCAL - SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA E CERCEAMENTO DE DEFESA Alega o Recorrente que o presente Recurso Voluntário deve ser recebido como Manifestação de Inconformidade e remetido à DRJ para julgamento, sob pena de nulidade deste processo administrativo em razão de supressão de instância de julgamento e cerceamento de defesa. Em seu entender, a orientação constante no Despacho nº 15/2020-EADC1/DRF-GOIÂNIA/GO quanto ao cabimento de recurso unicamente contra a decisão proferida pela DRJ é totalmente equivocada: A Autoridade Fiscal da DRF, por determinação da Delegacia de Julgamentos da Receita, reanalisou o direito creditório pleiteado no presente processo, sob a ótica do conceito de insumos estabelecido pelo STJ. Como resultado da diligência, proferiu novo despacho contendo a análise do direito creditório, sob fundamentação jurídica distinta daquela utilizada originalmente para a glosa fiscal. Ou seja, a prolação do despacho resultado de diligência, inaugurou nova fase do contencioso administrativo fiscal, passível de insurgência por meio de Manifestação de Inconformidade. Desse modo, a determinação constante no despacho de diligência, quanto ao cabimento de Recurso Voluntário contra o acórdão da DRJ que deu parcial provimento à Manifestação de Inconformidade, acarreta evidente supressão de instância administrativa, na medida em que a DRJ não analisou os novos fundamentos que sustentaram o lançamento fiscal. Com razão o Recorrente. De fato, em virtude do julgamento do REsp nº 1.221.170/PR pelo STJ, o quadro legislativo que regia o conceito de insumos foi alterado, e a DRJ entendeu necessária uma nova análise por parte da Autoridade Tributária, a qual manteve a glosa dos créditos, mesmo aplicando o quanto decidido pelo STJ. Logo, não resta dúvidas de que o processo deve retornar à DRJ para novo julgamento, ao contrário do que consta nas orientações veiculadas pelo Despacho nº 15/2020-EADC1/DRF- GOIÂNIA/GO, sob pena de supressão de instância. Pelo exposto, voto por acolher esta preliminar, recebendo o presente recurso como Manifestação de Inconformidade e determinando o encaminhamento do processo para a DRJ - Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. Fl. 172DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3402-009.227 - 3ª Sejul/4ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10120.905637/2011-42 CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar parcial provimento ao Recurso Voluntário, para acolher a preliminar e receber o recurso como Manifestação de Inconformidade, determinando o encaminhamento do processo para a DRJ em Ribeirão Preto para novo julgamento, retomando o rito estabelecido no Decreto nº 70.235/72. (documento assinado digitalmente) Pedro Sousa Bispo – Presidente Redator Fl. 173DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 19740.900410/2009-63
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 10 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3402-000.336
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de Recurso Voluntário interposto por SUL AMÉRICA SEGURO SAÚDE S/A. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Nayra Bastos Manatta Presidente (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nayra Bastos Manatta, Gilson Macedo Rosenburg Filho, João Carlos Cassuli Junior, Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça, Silvia de Brito Oliveira e Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva. Fl. 146DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR Processo nº 19740.900410/200963 Resolução n.º 3402000.336 S3C4T2 Fl. 1.335 2 Relatório Versam os autos de Declaração de Compensação, onde a contribuinte tenciona compensar suposto crédito advindo de pagamento a maior, no montante de R$ 207.856,15 (duzentos e sete mil, oitocentos e cinqüenta e seis reais e quinze centavos), a título de Cofins. Sob o fundamento de que “foram localizados um ou mais pagamentos relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PERDCOMP”, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro decidiu por não homologar o PERDCOMP da contribuinte. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do despacho decisório supracitado, o interessado apresentou, tempestivamente, Manifestação de Inconformidade, onde alega, em síntese: Que visando extinguir, por compensação, débito de Cofins, compensouo com crédito advindo de pagamento a maior da contribuição de Cofins, de sua titularidade, no valor original de R$ 207.856,15 (duzentos e sete mil, oitocentos e cinqüenta e seis reais e quinze centavos); Que o servidor entendeu que o DARF havia sido integralmente alocado ao próprio débito a que se referia, nada restando que pudesse ser objeto da restituição ou compensação; Afirma, ainda, que em 22/09/2003 impetrou mandado de segurança contra a cobrança daquela contribuição prevista nos arts. 2º, 3º e 17 da Lei 9.718/98, tendo depositado em contas a ele vinculada os valores em discussão. Alega, ainda, que no DARF de R$ 1.402.182,84 (um milhão, quatrocentos e dois mil, cento e oitenta e dois reais e oitenta e quatro centavos), está incluída a quantia de R$ 207.856,15 (duzentos e sete mil, oitocentos e cinqüenta e seis reais e quinze centavos), que parte foi objeto de depósito judicial nos autos do citado mandado de segurança, e, portanto, teria sido recolhida em duplicidade e em valor maior que o devido, e, portanto, seria passível de utilização para a compensação requerida. Aduz que anexou demonstrativo do profissional responsável por sua escrituração contábil e fiscal, onde há a base de cálculo do Cofins apurada, cópia de seu livro razão onde se pode constatar a reversão de provisão e o lançamento a crédito de conta do ativo da parcela a compensar da contribuição para o Cofins decorrente dessa reversão, bem como parte do balancete espelhando o saldo das contas relacionadas. Após todo o exposto, o interessado requereu a reforma da decisão, reconhecendo o seu direito creditório. Fl. 147DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR Processo nº 19740.900410/200963 Resolução n.º 3402000.336 S3C4T2 Fl. 1.336 3 DO JULGAMENTO DE 1ª INSTÂNCIA Em análise aos pontos suscitados pela interessada na defesa apresentada, a Quarta Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro II (RJ), proferiu o Acórdão de nº. 1330.899, nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/05/2007 a 31/05/2007 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. ALEGAÇÃO SEM PROVAS. Cabe ao contribuinte no momento da apresentação da manifestação de inconformidade trazer ao julgado todos os dados e documentos que entende comprovadores dos fatos que alega. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Primeiramente, a DRJ esclarece que no que tange os valores referentes ao mandado de segurança citado na manifestação de inconformidade, o sujeito passivo apenas informa à DRJ quanto a sua existência, buscando a suspensão do respectivo crédito. Tal fato não integra a lide administrativa em discussão, prestandose unicamente a justificar a composição dos valores vinculados ao débito em pauta. Após discorrer acerca da moderna administração tributária, do princípio da verdade material e do princípio da oficialidade, a DRJ alega que a contribuinte traz, aos autos, o demonstrativo da base de cálculo do Cofins e cópia do livro razão demonstrando a reversão de provisão e o lançamento a crédito de conta do ativo da parcela a compensar do Cofins decorrente dessa reversão, mas que, estes documentos, por si só, não servem para comprovar a base de cálculo utilizada. Ressalta que mediante a análise dos documentos acostados aos autos do processo administrativo, verificase que os valores da suposta base de cálculo mostramse supostamente factíveis, todavia não há qualquer explicação, muito menos comprovação, donde se possa deduzir que a base de cálculo que serviu de parâmetro para a DCTF transmitida contivesse valor de receita superior ao que efetivamente compunha a base de cálculo do Cofins. Destaca que a simples anexação de uma síntese de valores de receitas e exclusões, embora algebricamente legitimas, não teria o condão de demonstrar, cabalmente, o erro da primeira DCTF que já fora registrada e processada pelos sistemas informatizados de controle fiscal da RFB. Finaliza alegando que a liquidez do direito deve ser comprovada pela demonstração do quantum recolhido indevidamente, seja por meio de guias de pagamento ou através da comprovação das bases de cálculo sobre as quais ocorreram os fatos geradores, o Fl. 148DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR Processo nº 19740.900410/200963 Resolução n.º 3402000.336 S3C4T2 Fl. 1.337 4 que não logrou a contribuinte demonstrar através de prova conclusiva acerca da base de cálculo do período em que alega o direito creditório, inviabilizando, consequentemente, a liquidez e certeza de seus eventuais créditos. Após todo o exposto, posicionouse pela improcedência da Manifestação de Inconformidade, não reconhecendo o direito creditório. DO RECURSO Não se conformando com decidido em 1ª Instância, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário a este Conselho. A recorrente inicia esclarecendo que, como se pode verificar na DCTF retificadora, apresentada antes da instauração do litígio e do despacho decisório, o valor devido a título de Cofins em maio de 2007 totalizara R$ 1.820.621,81, dos quais: (i) R$ 626.295,12 estavam suspensos por depósitos judiciais efetuados em conta vinculada a Mandado de Segurança e (ii) os R$ 1.194.326,69 restantes foram liquidados por pagamento, mediante DARF no valor principal de R$ 1.402.182,84. Aduz restar claro, portanto, o fato de que foi recolhida, indevidamente, a quantia de R$ 207.856,15 (duzentos e sete mil, oitocentos e cinqüenta e seis reais e quinze centavos), passível de ser utilizada para compensação de débitos de titularidade da recorrente. Reforça, assim como o fez em sede de manifestação de inconformidade, a idéia de que trouxe documentos contábeis e fiscais que comprovam suas alegações e que, mesmo a DRJ reconhecendo que esses elementos indicam a apuração do tributo, insiste em negar o reconhecimento de seu direito creditório sob a alegação de que caberia à recorrente “demonstrar cabalmente o erro da primeira DCTF”. Levanta a questão de que é assegurado ao contribuinte o direito de retificar informações contidas em declarações mediante apresentação de uma nova declaração, vindo essa, de mesma natureza daquela originariamente apresentada, substituíla integralmente, especialmente porque foi transmitida antes de qualquer procedimento de fiscalização. Nesse contexto, alega que não há como prevalecer o acórdão recorrido, em virtude de estar calcado em informações prestadas pela recorrente em sua declaração original e esta ter sido integralmente substituída pela declaração retificadora apresentada, ainda anteriormente a instauração do litígio. Alega que a veracidade das informações prestadas na DCTF retificadora podem ser comprovados por toda a documentação anexada à Manifestação de Inconformidade, devendo ser acolhidos como prova da verdade material dos fatos. Sendo, inclusive, de todo impróprio o pretendido pela DRJ, qual seja, trazer aos autos as faturas e notas fiscais para comprovar erro no preenchimento da DCTF original, pela impossibilidade física de se juntar centenas de milhares de comprovantes do faturamento de uma das maiores seguradoras do Brasil. Por fim, entende que, mesmo diante de todas as evidências, tivessem ainda as Autoridades Julgadoras dúvidas quanto à efetiva existência do crédito, não deveriam têlo Fl. 149DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR Processo nº 19740.900410/200963 Resolução n.º 3402000.336 S3C4T2 Fl. 1.338 5 simplesmente negado, mas sim convertido o julgamento em diligência, solicitando esclarecimentos que julgassem pertinentes. Ao fim requer seja dado provimento ao Recurso Voluntário, para que seja reformado o acórdão recorrido, reconhecendo a totalidade do seu direito creditório e homologando as compensações efetuadas. DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a esse relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, numerado até a folha 120 (cento e vinte) em 01 (um) Volume, estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária, da 4ª Câmara, da 3ª Seção do CARF. É o relatório. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR Processo nº 19740.900410/200963 Resolução n.º 3402000.336 S3C4T2 Fl. 1.339 6 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. O recurso atende os pressupostos de admissibilidade e tempestividade, portanto, dele tomo conhecimento. Não vislumbro matérias de ordem pública passíveis de serem suscitadas de ofício, de modo que passo diretamente a apreciação das razões de mérito do recurso. Inicialmente, cumpre destacar que o ponto crítico do debate travado nos autos, passou a ser a questão das provas apresentadas ou não pelo sujeito passivo, a fim de comprovar a real base de cálculo sobre as quais ocorreram os fatos geradores, pertinente ao período em que alega seu direito creditório, a título de Cofins, para que se possa verificar efetivamente o pagamento a maior alegado, e, portanto, a existência do direito creditório pleiteado. Na decisão prolatada pela 4ª Turma da DRJ/RJ2, têmse que o direito creditório da ora Recorrente não foi reconhecido em face de que a análise dos documentos trazidos pela contribuinte (demonstrativo da base de cálculo do Cofins apurada em maio/2007 e cópia das fls. do livro razão demonstrando a reversão de provisão e o lançamento a crédito de conta do ativo da parcela a compensar do Cofins decorrente da reversão) não teria sido suficiente para comprovar a base de cálculo das aludidas contribuições. Uma vez que apresentados os livros mencionados inicialmente pela autoridade preparadora e certificadora do crédito, ainda que já instaurado o processo administrativo fiscal, o mesmo reunia condições de se aferir a real base das contribuições devidas pelo sujeito passivo a título de Cofins, a fim de que se certificasse o pagamento a maior realizado. Caso não entendessem contundentes e suficientemente esclarecedores tais documentos, deveria ter a decisão recorrida solicitado diligência, para atestar a forma de apuração da correta base de cálculo, e, conseqüentemente, se aferir se houve ou não recolhimento a maior de tributo, justificando ou não o pleito compensatório. A recorrente trouxe, em sede de recurso, o “Demonstrativo de apuração da base de cálculo do Pis e da Cofins de acordo com o Anexo II da IN SRF 247/2002” (fls. 110/115) e, ainda, o “Balancete – ANS 2007” (fls. 119/120), que visam comprovar a base de cálculo das contribuições em discussão. Assim, entendo que os documentos acostados aos autos pela recorrente possuem credibilidade suficiente para suscitar uma análise mais aprofundada de seu conteúdo, tanto material quanto formalmente, razão pela qual entendo que os direitos submetidos à análise por parte deste Colegiado, não se encontram em condições de ser avaliados, de forma a receber um julgamento justo, de forma a se poder aferir a base de cálculo necessária à comprovação do pagamento a maior. Sendo assim, proponho a conversão do julgamento em diligência para que a Autoridade Preparadora: I – Intime o sujeito passivo a trazer aos autos cópias autenticadas dos comprovantes de recolhimentos, tanto do DARF quanto do(s) depósito(s) judicial(is) mencionado(s) nos autos, do mês em que alegado o pagamento a maior; Fl. 151DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR Processo nº 19740.900410/200963 Resolução n.º 3402000.336 S3C4T2 Fl. 1.340 7 II – Verifique, junto ao contribuinte, se seus livros societários obrigatórios e demais documentos pertinentes, relativamente ao período em que apurado o suposto crédito do pagamento a maior, respaldam os documentos por ele acostados aos autos anexos a manifestação de inconformidade e ao recurso voluntário, especialmente os Balancetes e a planilha de apuração do tributo em questão; III – Proceda a verificação e, se o caso, a recomposição das bases de cálculo do tributo do período da apuração do suposto crédito discutido neste processo; IV – Manifestese, em relatório circunstanciado e conclusivo, sobre a correição da DCTF – Retificadora enviada pelo sujeito passivo e, ainda, sobre a existência, legitimidade e, se o caso de existir, também sobre a suficiência de direitos creditórios no mês em questão, a partir do cotejo entre o que seria legalmente devido e o que foi efetivamente recolhido aos cofres públicos; V – Conceder vista a Recorrente, com prazo de 30 (trinta) dias para se pronunciar, querendo, sobre os documentos, esclarecimentos e relatórios produzidos, sendo que, após vencido o prazo, os autos deverão retornar a esta Câmara para inclusão em pauta de julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Fl. 152DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 08/12/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
score : 1.0
Numero do processo: 35366.001579/2005-86
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 22 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/08/2003 a 28/02/2005
BASE DE CÁLCULO, RECONHECIMENTO PELO CONTRIBUINTE POR MEIO DE FOLHAS DE PAGAMENTO E GFIP, CONFISSÃO DÍVIDA.
O reconhecimento através de documentos da própria empresa da natureza salarial das parcelas integrantes das remunerações aos segurados elide a discussão sobre a incidência ou não da base de cálculo.
Informações prestadas em GFIP's constituem-se termo de confissão de dívida, na hipótese do seu não recolhimento. Enunciado da Súmula 436 do STJ.
SEGURADOS,
A empresa é obrigada a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados a seu serviço, descontando-as da respectiva remuneração (art. 20 c/c o art. 30, inciso I, alínea "a", ambos da Lei n° 8.212/1991),
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 2402-001.228
Decisão: ACORDAM os membros do colegiada, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
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O reconhecimento através de documentos da própria empresa da natureza salarial das parcelas integrantes das remunerações aos segurados elide a discussão sobre a incidência ou não da base de cálculo. Informações prestadas em GFIP's constituem-se termo de confissão de dívida, na hipótese do seu não recolhimento. Enunciado da Súmula 436 do STJ. SEGURADOS, A empresa é obrigada a arrecadar e recolher as contribuições dos segurados a seu serviço, descontando-as da respectiva remuneração (art. 20 c/c o art. .30, inciso 1, alínea "a", ambos da Lei n° 8.212/1991), RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos ACORDAM os membros do colegiada, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, O OLIVEIRA - Presidente RONALDO ELIMA MACEDO Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Rogério de Lellis Pinto, Igor Araújo Soares e Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Ausente o Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, 2 Processo n°35366 001579/2005-86 S2-C4T2 Acórdilo n 2402-01,228 El 234 Relatório Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) lançada pelo Fisco contra a empresa Coraltur Turismo Ltda, referentes às contribuições devidas à Seguridade Social, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, correspondentes às contribuições descontadas dos segurados e não recolhidas integralmente à Previdência Social, para o período de 08/200.3 a 02/2005. O Relatório Fiscal da notificação (fls. 42 a 44) informa que os fatos geradores das contribuições apuradas no presente lançamento fiscal ocorreram com o pagamento das remunerações aos segurados empregados, sendo os descontos verificados pela fiscalização por meio das folhas de pagamento e das Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP's). Ele registra que os documentos examinados foram as folhas de pagamento, GFIP' s de 01/1999 a 07/200.3 e Termos de rescisão de contrato de trabalho. Esse Relatório Fiscal informa ainda que a situação acima descrita, em tese, configura a prática de crime previsto na Lei 8212/1991, art. 95, "d" (Crime contra a Seguridade Social), sendo que, a partir de 15/10/2000, com a inserção do artigo 168-A no Código Penal, o crime tem a denominação de "Apropriação Indébita Previdenciária", alteração dada pela Lei n° 9,98.3/2000, motivo pelo qual será objeto de REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS, com comunicação à autoridade competente para as providências cabíveis. A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deu-se em 05/05/2005, com o Aviso de Recebimento - AR (fl, 47). A autuada apresentou impugnação tempestiva (fls. 49 a 60), acompanhada de anexos de fls.. 61 a 152, alegando, em síntese, que: 1. a empresa viu-se forçada a reduzir seu quadro de funcionários, efetuando diversas demissões, as quais geraram reclamatórias trabalhistas ainda em tramitação. Equivocadamente, a remuneração dos reclamantes, ainda sub judice, foi usada como base de cálculo do lançamento em NFLD. Assim, o presente lançamento implica duplicidade de cobrança de contribuições sobre valores pagos em acordos e sentenças trabalhistas, além de configurar conflito de atribuições, pois a competência para tanto passou a ser da Justiça do Trabalho; 2. junta extratos com informações obtidas no sítio do Tribunal Regional do Trabalho 2° Região na intemet e cópia de GFIP relativa a 08/200.3, com o objetivo de demonstrar "(.,.) que os segurados cuja remuneração serviu de base de cálculo para o lançamento ora guerreado são os que atualmente discutem tais verbas salariais perante a Justiça do Trabalho". Afirma ser incabível o lançamento, pois "(..„) tais remunerações, na grande 3 maioria das vezes, não foram pagas e, conseqüentemente, não podem servir de base de cálculo para tanto"; 3. tece considerações acerca do tipo penal previsto no art. 168-A do Código Penal - Apropriação Indébita Previdenciária, e afirma que, corno os valores constantes da presente NFLD não podem ser lançados, pois encontram-se sub . judice, não há que se falar na ocorrência do referido crime e em pretensão punitiva do Estado; 4. requer que a NFLD seja julgada improcedente, bem como a juntada de novos documentos, com fulcro no art. 5°, § 1°, da Portaria •MPS n° 298/2003. Requer, ainda, que seja obstado qualquer procedimento com vistas á instauração de ação penal em razão do alegado crime de apropriação indébita previdenciária, pois o presente lançamento ainda não definitivo. A Delegacia da Receita Previdenciária (DRP) em São Paulo Centro-SP — por meio da Decisão-Notificação (DN) n° 21.401.4/0332/2005 (fls. 156 a 159) — considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade e registrou que nenhum elemento foi trazido aos autos com o condão de elidir o lançamento, o qual foi lavrado em estrita obediência aos ditames da lei, nada havendo que possa comprometeu sua validade jurídica. A Notificada apresentou recurso (fls. 167 a 179), manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados na notificação e no mais efetua repetição das alegações de defesa. A Delegacia da Receita Previdenciária (DRP) São Paulo Centro-SP apresenta contrarrazões e encaminha os autos ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) para processamento e julgamento (fls. 206 e 207). A Quarta Câmara de Julgamento (4' CaJ) do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) prolatou decisão n° 387/2006 de fls. 211 a 213 convertendo o julgamento em diligencia fiscal e registrando na Ementa que: "CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁ RIA. FALTA DE DEPÓSITO RECUR SAL. LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA REFORMADA. IMPOSSIBILIDADE DO PROCESSAMENTO DO RECURSO VOLUNTÁRIO. 1. O Recurso Voluntário não veio acompanhado do depósito recursal de 30% (trinta por cento) da exigência fiscal, conforme 1° do artigo 126 da Lei n 8.213/91 e artigo 306 do Decreto 3.048/99. 2. No presente caso, há necessidade de baixar o processo em diligência", fl.. 212. Enquanto os autos estavam em diligência na fiscalização, a Delegacia da Receita Federal do Brasil Previdenciária em São Paulo Centro-SP foi oficiada da sentença proferida no citado manda= (fls. 225 a 229), que concedeu a segurança requerida. A Delegacia da Receita Federal do Brasil Previdenciária em São Paulo Centro-SP encaminha os autos ao Conselho de Contribuintes, fl, 232. É o relatório. 4 Processo n° 35366 001579/2005-86 S2-C41"2 Acórdão ri ° 2402-01.228 F1 235 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. No presente lançamento fiscal ora analisado, constam as contribuições de segurados empregados, arrecadadas mediante desconto das respectivas remunerações, e não recolhidas à Seguridade Social. Os valores foram obtidos em folhas de pagamento, nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP's) e termos de rescisão de contrato de trabalho. O cerne do recurso apresentado pela Recorrente repousa em alegações de que a remuneração dos segurados empregados encontram-se sub judice, devido ao ajuizamento de reclamatórias trabalhistas, e não poderiam ser lançadas em NFLD, já que a competência para sua cobrança é da Justiça do Trabalho. Verifica-se que o presente lançamento fiscal não se refere a valores pagos em reclamatórias trabalhistas, e sim durante a vigência dos contratos de trabalho, obtidos em folhas de pagamento, nas GFIF's e, ao término do contrato, nos termos de rescisões do contrato de trabalho. Assim, não acato a alegação da Recorrente de que a remuneração dos segurados empregados encontram-se sub judice, eis que os valores apurados no presente lançamento fiscal são decorrentes das contribuições previdenciárias descontadas diretamente pela Recorrente nas folhas de pagamento e nos termos de rescisões do contrato de trabalho. Esclarecemos que os fatos geradores dessa NFLD foram baseados nos valores declarados em folhas de pagamento, em GFIP's e nos termos de rescisões do contrato de trabalho, esses documentos foram apresentadas pelo próprio sujeito passivo à fiscalização, conforme registro no Relatório Fiscal (fls. 42 a 44) — itens "4" e "5". Como as informações prestadas em GFIP constituem-se termo de confissão de divida, na hipótese do seu não recolhimento, e as informações contidas nas folhas de pagamento são elaboradas pela própria Recorrente, não há que se falar em falta de comprovação dos valores lançados na NFLD, já que o lançamento fiscal ora analisado baseou- se em documentos fornecidos pela própria Recorrente durante o procedimento de auditoria fiscal, item "4" do Relatório Fiscal (fl. 42), Assim, as informações prestadas em GFIP's caracterizam-se como confissão de divida, nos termos do art. 32, §r, da Lei n° 8,212/1991, in verbis- "Art. 3.2. A empresa é também obrigada a: ) 5 IV - infOrmar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social-INSS, por intermédio de documento a ser definido em regulamento, dados relacionados aos fatos geradores de contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS. (Inciso acrescentado pela Lei n" 9.528, de 10 12 97) ) §2' - A declaração de que trata o incisolV constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário, e suas informações comporão a base de dados paia fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários." Nesse sentido, o STI pacificou o entendimento de que entrega de declaração pelo sujeito passivo, corno a GFIP, constitui definitivamente o crédito tributário, dispensando outras providências por parte do Fisco. Assim, a nova súmula de número 436 do STJ preconiza o seguinte enunciado: Súmula 436 "A entrega de declaração pelo contribuinte, reconhecendo o débito fiscal, constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do Fisco". Constam no Relatório de Lançamentos (RL) dos levantamentos (lis. 25 a 32) os valores dos fatos geradores declarados em GFIP's e os valores contidos nas folhas de pagamento, informando sua origem e o valor apropriado, por competência. Além disso, nos Termos de Intimação para Apresentação de Documentos - TIAD 41) e no Termo de Encerramento da Ação Fiscal - TEAF (fl, 42), assinados por representantes da empresa, consta a documentação utilizada para caracterizar e concretizar a hipótese fatica do fato gerador das contribuições lançadas, posteriormente, isso foi confirmado pelo Relatório Fiscal de fls. 42 a 44.. Outra alegação da Recorrente que, "na grande maioria das vezes", os valores das remunerações não foram pagos, ou seja, que assegurados empregados em questão teriam laborado sem remuneração durante, segundo afirma, a maior parte do período objeto da presente NEW. Registramos que o art. 22, inciso I, da Lei n° 8.212/1991 estabelece que o fato gerador de contribuição é o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados, o que afasta tal argumento. Assim, em obediência à determinação legal, impõe-se o presente lançamento, ato vinculado e obrigatório para o Auditor-Fiscal. Os elementos que compõem os autos são suficientes para a perfeita compreensão do lançamento, qual seja, contribuições arrecadas dos segurados e não recolhidas pela empresa, cujas bases de cálculo foram apuradas nas folhas de pagamento, nas Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP's) e nos termos de rescisões dos contratos de trabalho. Toda a fundamentação legal que amparou o lançamento foi disponibilizada ao contribuinte conforme se verifica no relatório Fundamentos Legais do Débito (FLD) que, contém todos os dispositivos legais por assunto e competência. Assim, não há que se falar em vícios e nulidade da notificação. Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. 6 Processo e 35.366 001579/2005-86 82-C41-2 Acórdão n ° 2402-01,228 Fl. 236 Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGAR-LHE PROVIMENTO, É como vota Sala das Sessões, em 22 de setembro de 2010 RONALDO DE LIMA MACEDO — Relator 7 Quarta Câmara da Segunda Seção M. 5,R71P. raSil 9() 0, 4110..W.afn j4 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS QUARTA CÂMARA — SEGUNDA SEÇÃO SCS — Q. 01 — BLOCO "J" — ED. ALVORADA — 11 0 ANDAR EP: 70396-900 — BRASÍLIA (DF) Tei: (0xx61) 3412-7568 PROCESSO: 35366.0001579/2005-86 INTERESSADO: CORALTUR TURISMO LTDA TERMO DE JUNTADA E ENCAMINHAMENTO Fiz juntada nesta data do Acórdão/Resolução 2402-01.228 de folhas / Encaminhem-se os autos à Repartição de Origem, para as providencias de sua alçada.
score : 1.0
Numero do processo: 14112.000091/2006-24
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 05 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3402-000.216
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligencia, nos termos do voto e relatório.
Nome do relator: NAYRA BASTOS MANATTA
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligencia, nos termos do voto e relatório. Nayra Bastos Manatta – Presidente e relatora. EDITADO EM: 17/05/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joao Carlos Cassuli Junior, Julio Cesar Alves Ramos, Silvia De Brito Oliveira, Angela Sartori, Fernando Luiz Da Gama Lobo D Eca RELATORIO Em 07 de junho de 2004 a contribuinte apresentou PER/DCOMP n. 30810.67009.070604.1.3.049901 (f. 01 a 05),, através da qual pretendeu a compensação com valores recolhidos a maior a titulo da COFINS em março/01com valores devidos da contribuição nos períodos de setembro de2002 a novembro de 2002. Às f. 23 a 44 consta documentação complementar, pela qual a contribuinte informa que procedeu ao levantamento das bases de cálculo de tributos federais, tendo encontrado novos valores de contribuição para o Pis/Pasep e Cofins, sendo solicitada, então, a compensação dos valores recolhidos a maior com os débitos acima especificados. Faz parte dessa documentação, demonstrativo de base de cálculo das referidas contribuições e de Fl. 1DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0121.16090.J858. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 14112.000091/200624 Despacho n.º 3402000.216 S3C4T2 Fl. 2 2 imputação de pagamentos aos créditos tributários efetuada pela própria contribuinte, o que gerou, segundo ela, o crédito compensável. Houve verificação quanto à suficiência de crédito declarado para a compensação, o que resultou na cobrança de parte de débito compensado (transferido para o processo n. 19718.000049/200799) e, também, relativamente aos novos valores dos débitos encontrados pela contribuinte. Esta última resultou no auto de infração cuja cópia encontrase acostada às f. 63 a 76. Nos referidos autos de infração temse que o lançamento de oficio decorreu de insuficiência de recolhimento das contribuições em virtude de: • Divergência entre as bases de calculo informadas nos processos de compensações e as informações contidas nas DCTF, DIPJ , bem como aquelas constantes dos livros fiscais; • Intimada a justificar as divergências a contribuinte não conseguiu fazê lo. Apresentou um demonstrativo trimestral do PIS e COFINS quando a apuração é mensal; • Não indicou as rubricas que comporiam as bases de calculo por ela apuradas; • Informou que apurou as contribuições com base no regime de caixa e não de competência; • Apresentou Livro Razão para comprovar a forma de tributação, mas não apresentou fluxo de caixa nem demonstrou as divergências apontadas pela fiscalização; • Em relação ao PIS relativo a dezembro/02 intimada a apresentar a documentação comprobatória da compensação, não o fez; • Sem explicar os critérios adotados na apuração da base de calculo pelo regime de caixa, permaneceram as duvidas do Fisco quanto a tais critérios, razão pela qual a fiscalização optou por apurálas com base no regime de competência, a partir da escrituração contida nos livros Registro de Apuração do ICMS e Registro de Prestação de Serviços. A compensação não foi homologada por falta de certeza e liquidez dos créditos em face de: a) inconsistências entre tabelas demonstrativas das contribuições com declarações e documentos relativos aos recolhimentos; b) falta de comprovação pormenorizada quanto às exclusões, "diferimento" e compensações de operações anteriores, bem como relativamente aos limites da adoção do regime de caixa que só pode ocorrer no caso de apuração do imposto de renda e da contribuição social pela sistemática do "lucro presumido" (a contribuinte procedeu à apuração pelo "lucro real"); Fl. 2DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0121.16090.J858. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 14112.000091/200624 Despacho n.º 3402000.216 S3C4T2 Fl. 3 3 c) insuficiência de recolhimentos de contribuição para o Pis/Pasep e Cofins, no anocalendário 2001, encontrada pela fiscalização e que resultou no auto de infração cuja cópia foi anexada a estes autos. d) a imputação de pagamentos efetuada pela contribuinte corresponde a uma autocompensação, nos moldes do disposto no art. 66 da Lei n. 8.383/1991, vedada após a edição da Medida Provisória n. 66/2002. Também, não foram retificadas as DCTFs, sendo que o valor de R$ 74.548,15, relativo à Cofins do período de apuração março de 2001 está totalmente alocado para o débito de mesmo período e valor, conforme declarado. Cientificada a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade argüindo: a) não são aplicáveis ao presente processo as disposições da IN SRF n.600/2005, mas as da IN SRF n. 210/2002, devendo ser anulados os fundamentos do parecer e as decisões do despacho decisório que nela estão baseados; b) está suspensa a exigibilidade dos créditos tributários da COFINS dos períodos de apuração 01/2001 a 12/2002, em face do auto de infração em que se deu o lançamento da referida contribuição, devendo haver o apensamento dos correspondentes autos a estes; c) a Lei n. 9.430/1996 inovou o dispositivo do CTN que tratava da compensação (art. 170), sendo que a certeza e a liquidez do crédito compensável ficou dependente tãosó da homologação da compensação declarada por parte da autoridade administrativa competente; d) o crédito apurado e informado na DCOMP é passível de restituição, de acordo com a norma suprareferida; e) a DCOMP é referente ao crédito decorrente da antecipação de pagamento indevida da COFINS, .do período de apuração encerrado em 04/2001; f) houve pedido de restituição relativo à COFINS, conforme processo n. 10140.003653/200199, cujo crédito foi utilizado para extinguir os créditos tributários referentes às antecipações da contribuição em tela dos períodos de apuração 1999 a 2002; g) a compensação foi revestida de certeza uma vez que o crédito não se enquadra em nenhuma das situações em que não pode se dar a compensação, conforme IN SRF n. 210, art. 21, § 3; h) pelo procedimento de fiscalização em que houve a cobrança das diferenças apuradas, a autoridade administrativa homologou as informações contidas nas DCTFs, ou seja, está homologada a extinção do crédito tributário da COFINS do período 03/2001 informado na DCTF; i) houve invasão da competência da Seção de Fiscalização pela SAORT, não podendo prevalecer as tabelas elaboradas pelo parecerista; j) excluindose a impugnação apresentada quanto ao auto de infração,conforme o documento denominado "Imputações de Pagamentos nos Créditos Tributários da COFINS Ano 2001", o crédito tributário de R$ 03/2001 foi extinto com saldo de pagamento de 10/2000, no valor de R$ 36.196,45 e parte do pagamento de 11/2000, no valor de R$ 38.351,70; Fl. 3DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0121.16090.J858. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 14112.000091/200624 Despacho n.º 3402000.216 S3C4T2 Fl. 4 4 k) não existe saldo devedor remanescente relativamente a nenhum débito constante na DCOMP. A DRJ em Campo Grande indeferiu a solicitação. A contribuinte apresentou recurso voluntário alegando: • A decisão proferida pela DRJ se fundamenta em uma premissa falsa, em erro de fato,que após 2002 a autocompensação não era possível, e as ditas autocompensações foram efetuadas antes de 2002, a decisão é nula para todos os efeitos; • Ocorre que o direito creditório da recorrente foi resultante de imputações de pagamentos ocorridas no período de apuração de 03/2001, não contestadas, até então, pela autoridade administrativa; • A SAORT, para contestar a liquidez e certeza do direito creditório da recorrente, requereu uma fiscalização, cujos resultados estão contidos no processo 14120.000018/200734, de 12/03/2007; • o período de apuração de 03/2001 já estava atingido pelo decurso de prazo de cinco anos que a autoridade administrativa tem para constituir o crédito tributário. Ele já estava atingido pela decadência; • A autoridade administrativa está impedida de discutir a liquidez e certeza do direito creditório da recorrente, decorrente de período de apuração atingido pelo decurso de prazo decadencial, como é o caso presente; • No período de apuração em tela, 03/2001, não existiu diferença entre a apuração da autoridade fiscalizadora e as informações prestadas pela Recorrente; • Pede anexação de todos os processos de compensação ao auto de infração; • As decisões emanadas dos processos 14120.0000018/200734 são cruciais para o deslinde do processo em pauta, e dos demais relacionados. • o processo administrativo 14120.0000018/200734, trata do valor do crédito utilizado pela Recorrente na compensação e a diferença encontrada após a auditoria! È o cerne da questão; • Se é o crédito utilizado na compensação, então, o crédito existe. Desta forma, qualquer decisão naquele processo afetará o em tela! O apensamento é medida urgente e necessária; • As imputações de pagamentos nos créditos tributários denominadas pela autoridade administrativa de "autocompensação", são partes integrantes do processo 14120.0000018/200734. Fl. 4DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0121.16090.J858. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 14112.000091/200624 Despacho n.º 3402000.216 S3C4T2 Fl. 5 5 • A decisão recorrida afirma que a legislação superveniente, para fins de compensação, em nada inova a legislação anterior. Ela é inócua. Todavia, afirma que as inovações introduzidas por leis especificas são letras mortas diante dos dispositivos do CTN. Ou seja, assumiu para si o papel dos Tribunais Superiores, no controle difuso da constitucionalidade das normas; • A questão é se a compensação se resume aos créditos líquidos e certos ou créditos passiveis de restituição ou ressarcimentos. • Para que um crédito do contribuinte tenha liquidez e certeza é necessário que seja proveniente de uma decisão administrativa final, irrecorrível, ou de uma decisão judicial transitada em julgado; ou, ainda, concedida liminarmente. • A única outra hipótese para que o crédito do contribuinte tenha liquidez e certeza é a inércia da administração, homologando tacitamente o direito creditório do contribuinte, como, também, é o caso. • A inovação introduzida pela Lei n° 9.430/1996, apuração de crédito passível de restituição ou de ressarcimento, modificou a exigência: o crédito não precisa ser líquido e certo e, sim, passível de restituição ou ressarcimento, apurado pelo próprio contribuinte, pendente de condição resolutória, pendente de homologação. • Em relação à afirmação da decisão recorrida “a fiscalização levada a efeito quanto aos anoscalendário de 2001 e 2002 não teve o condão de homologar as informações contidas nas DCTFs. Pelo contrário. Tanto não homologou que foi efetuado o lançamento de oficio quanto às diferença encontradas." há de ser dito que o procedimento é de homologação, sejam as declarações homologadas, ou seja aceitas, ou não. É o relatório. VOTO DA CONSELHEIRARELATORA NAYRA BASTOS MANATTA O recurso interposto encontrase revestido das formalidades legais cabíveis merecendo ser apreciado. O processo versa sobre a não homologação de compensações dos débitos da COFINS relativo aos períodos de apuração de setembro de 2002 a novembro de 2002. A compensação não foi homologada por entender a autoridade de origem que havia: Fl. 5DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0121.16090.J858. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 14112.000091/200624 Despacho n.º 3402000.216 S3C4T2 Fl. 6 6 a) inconsistências entre tabelas demonstrativas das contribuições com declarações e documentos relativos aos recolhimentos; b) falta de comprovação pormenorizada quanto às exclusões, "diferimento" e compensações de operações anteriores, bem como relativamente aos limites da adoção do regime de caixa que só pode ocorrer no caso de apuração do imposto de renda e da contribuição social pela sistemática do "lucro presumido" (a contribuinte procedeu à apuração pelo "lucro real"); c) insuficiência de recolhimentos de contribuição para o Pis/Pasep e Cofins, no anocalendário 2001, encontrada pela fiscalização e que resultou no auto de infração cuja cópia foi anexada a estes autos. d) a imputação de pagamentos efetuada pela contribuinte corresponde a uma autocompensação, nos moldes do disposto no art. 66 da Lei n. 8.383/1991, vedada após a edição da Medida Provisória n. 66/2002. Também, não foram retificadas as DCTFs, sendo que o valor de R$ 74.548,15, relativo à Cofins do período de apuração março de 2001 está totalmente alocado para o débito de mesmo período e valor,conforme declarado. As questões indicadas pelas alíneas a, b e c acima descritas estão, em verdade a serem discutidas no processo relativo aos autos de infração lavrado por insuficiência de recolhimento da contribuição. Caso o entendimento final do litígio seja de que a contribuinte poderia ter feito a apuração dos tributos em questão por meio do regime de caixa, remaneceria parcela de credito a ser usado nesta compensação. Se o entendimento for de que ela deveria ter sido tributada pelo regime de competência (como entende a fiscalização) não haveria credito a ser usado na compensação. Quando à alínea d acima descrita, o que se observa, é que a contribuinte, embora tenha efetuado pagamento relativo á COFINS relativa a março/01 (vinculado em DCTF), efetuou posteriormente compensação do valor que entendia devido neste período (considerando o regime de caixa e as exclusões/deduções que entendia cabíveis) com valores recolhidos a maior em períodos posteriores. Tal questão está no processo acima descrito. Assim, para que se decida este processo é preciso que se aguarde as decisões definitivas a serem proferidas no processo relativo ao auto de infração (n° 14120.0000018/200734 ). Desta forma, diante dos fatos, e com esteio no artigo 29 do Decreto no 70.235/72, somos pela transformação do presente voto em diligência, para que sejam tomadas as seguintes providências: a) Informar qual a situação dos processo nº 14120.0000018/200734 (se houve interposição de recurso, e, se houve, anexar cópia das decisões finais); b) Verificar, diante das decisões finais proferidas naqueles processos, se efetivamente havia credito relativo ao período de março/2001 capaz de fazer frente aos débitos constantes deste processo e objeto de compensação; c) Elaborar demonstrativo de calculo; Fl. 6DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0121.16090.J858. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 14112.000091/200624 Despacho n.º 3402000.216 S3C4T2 Fl. 7 7 d) Elaborar parecer conclusivo, anexando os documentos que se fizerem necessários para o deslinde da questão. Dos resultados das averiguações, seja dado conhecimento ao sujeito passivo, para que, em querendo, manifestese sobre o mesmo no prazo de 30 (trinta) dias. Após conclusão da diligência, retornem os autos a esta Câmara, para julgamento. Nayra Bastos Manatta Fl. 7DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 7 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP17.0121.16090.J858. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por NAYRA BASTOS MANATTA em 17/05/2011 18:25:31. Documento autenticado digitalmente por NAYRA BASTOS MANATTA em 17/05/2011. Documento assinado digitalmente por: NAYRA BASTOS MANATTA em 17/05/2011. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 17/01/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP17.0121.16090.J858 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 033F3116D66B26566D80665E974D8FF1C3437D03 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 14112.000091/2006-24. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 13656.000662/2004-59
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3402-000.620
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Redator.
Nome do relator: FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D' EÇA
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EXP. E IMP. DE CAFÉ LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Redator. GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Presidente Substituto FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA – Relator EDITADO EM 26/11/2013 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo d'Eça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Winderley Morais Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior e Maurício Rabelo de Albuquerque Silva.. Relatório. Tratase de Recurso de Voluntário (fls. 444/457) contra o v. Acórdão/DRJ/JFA nº 0919456 de 28/05/08 (fls. 440/442) exarado pela 2ª Turma da DRJ de Juiz de Fora MG que, por unanimidade de votos, houve por bem “julgar improcedente” a Manifestação de Inconformidade” de fls. 125/129 e manter o r. Despacho Decisório (fls. 121/123) da DRF Poços de Caldas MG, que indeferiu o Pedido de ressarcimento de créditos de PIS/PASEP não cumulativaExportação e Mercado Interno, referentes ao 1° trimestre de 2003, nos valores de R$ 6.156,25 e R$ 3.570,32, respectivamente, totalizando R$ 9.726,57, conforme fls. 16/20 e DACON, fls. 25/28. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 36 56 .0 00 66 2/ 20 04 -5 9 Fl. 604DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0121.12460.MLB5. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13656.000662/200459 Resolução nº 3402000.620 S3C4T2 Fl. 3 2 O r. Despacho Decisório (fls. 121/123) da DRF Poços de Caldas MG explicitou as razões do indeferimento do ressarcimento nos seguintes termos: “3. O pleito do contribuinte foi regularmente instruído, usandose os formulários adequados, previstos nas IN' s n° 563/2005. 4. Foram apresentados juntamente aos pedidos de ressarcimento, cópia do contrato social da empresa, conforme folhas 5/14. 5. Conforme DACON Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais, anexado ao processo às fls. 25/28, o contribuinte apurou créditos na aquisição de bens e serviços destinados ao seu objeto social. 6. O contribuinte foi intimado(folha 29) através da Intimação Fiscal n° 164/2007, de 14/05/2007, a apresentar documentação comprobatória referente aos valores informados na DACON, que embasariam os créditos ora pleiteados. 7 Entre outros itens, foi solicitado do contribuinte, a apresentação de microfilmes de todos os cheques utilizados como pagamentos de aquisições referentes às notas fiscais de valores acima de R$ 10.000,00, tendo em vista informação do próprio contribuinte(planilha de fls. 35/39), de que realiza através de cheques os pagamentos das aquisições de mercadorias. 8. Em data de 01/06/2007 o contribuinte atende à intimação, apresentando a documentação juntada ao processo às folhas 32/114, informando ainda que, em relação aos microfilmes, o prazo concedido na intimação é insuficiente, motivo pelo qual solicita prazo adicional de 50 (cinqüenta) dias para apresentação dos mesmos. 9. Em 02/08/2007, o contribuinte informa ainda não ter recebido os microfilmes solicitados, junto às instituições financeiras e solicita prazo adicional de 60 (sessenta) dias para atendimento da intimação. 10. Nova solicitação de prazo ocorre em 02/10/2007, novamente o contribuinte solicita mais 60 (sessenta) dias de prazo, alegando motivos idênticos aos anteriores. 11. Finalmente, em 30/11/2007, o contribuinte solicita novamente prorrogação de prazo para a apresentação dos microfilmes solicitados, apresentando uma vez mais justificativa idêntica a apresentada das outras vezes. Tendo em vista os sucessivos pedidos de extensão de prazo, mostrando intuito meramente protelatório, houve por bem, este auditor, não deferir o último pedido de prorrogação apresentada. 12. Conseqüentemente, diante do não cumprimento integral da intimação n° 164/2007, fica prejudicada a análise dos créditos pleiteados, deixando de ser analisado o mérito do mesmo, a teor do que dispõe o art. 24 da IN n° 460/2004. CONCLUSÃO 8. À vista do exposto, proponho o INDEFERIMENTO do pedido de ressarcimento de PIS/PASEP NãoCumulativa referente ao 1° trimestre de 2003, no valor de R$9.726,57. Em 17/11/2008... Fl. 605DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0121.12460.MLB5. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13656.000662/200459 Resolução nº 3402000.620 S3C4T2 Fl. 4 3 DECISÃO 9. Resolvo DECLARAR INDEFERIDO o Pedido de Ressarcimento de PIS/PASEP NãoCumulativa, no valor de R$ 9.726,57(Nove mil, setecentos e vinte e seis reais e cinqüenta e sete centavos), referente ao 10 trimestre de 2003 ORDEM DE INTIMAÇÃO 10. Fica facultado ao sujeito passivo, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da ciência deste despacho, apresentar Manifestação de Inconformidade contra a presente decisão, dirigida à Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Juiz de Fora/MG.” Por seu turno a r. decisão ora recorrida (fls. 440/442) da 2ª Turma da DRJ de Juiz de Fora MG, houve por bem “julgar improcedente” a Manifestação de Inconformidade” de fls. 125/129 e manter o r. Despacho Decisório (fls. 121/123) da DRF Poços de Caldas MG, aos fundamentos também sintetizados em sua ementa nos seguintes termos: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2003 PIS/PASEP O reconhecimento do direito creditório previsto na legislação depende de pela autoridade administrativa. Cabe à requerente apresentar os comprovantes requisitados. Solicitação Indeferida” Nas razões de Recurso Voluntário (fls. 444/457), a ora Recorrente sustenta a insubsistência da r. decisão recorrida tendo em vista: a) que não obstante as dificuldades de obtenção dos microfilmes dos cheques reclamados pela d. Fiscalização e pela r. decisão recorrida, teria comprovado que os microfilmes dos cheque solicitados com valor superior a R$.10.000,00 (dez mi) reais) referente ao 1.° trimestre de 2003, foram integralmente apresentados a repartição fiscal, que por sua vez, esta alegando falta dos mesmos; b) que Que os créditos pleiteados foram oriundos de documentos idôneos devidamente contabilizados e escriturados nos livros riscais, nos termos a legislação vigente, documentos este já apresentados a esta repartição fiscal, sendo apresentados novamente; c) que os pagamentos, dos produtos adquiridos, constantes nas planilhas, estão devidamente comprovados por documentos idôneos, ou seja cópia de cheque, recibos de pagamento e até mesmo pelo próprio microfilme dos cheques solicitados as instituições financeiras, sendo certo que as aquisições de mercadoria (CAFÉ) na sua maioria são de pessoa física (produtor rural), sendo que neste caso os pagamentos, deverão considerar a retenção de 22% do FUNRURAL obrigatoriamente a ser descontado do valor total da nota fiscal de produtor, conforme previsto na legislação, dando assim o valor liquido a ser pago ao fornecedor da mercadoria, anexando as guias GPS devidamente quitados do período em questão;d) que assim sendo faria jus ao crédito presumido para a produção de mercadorias de origem animal ou vegetal, para efeito da legislação relativa às modalidades nãocumulativas do PIS/Pasep e da Cofins conforme a legislação de regência (MP nº 107/03, posteriormente convertida na Lei n° 10.684, de 2003, que acresceu os §§ 10 e 11 ao art. 3° da Lei n° 10.637, de 2002) É o relatório. Fl. 606DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0121.12460.MLB5. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13656.000662/200459 Resolução nº 3402000.620 S3C4T2 Fl. 5 4 Voto. Desde logo se verifica que o motivo determinante do indeferimento do crédito presumido ressarciendo prendese à suposta falta de comprovação do pagamento das aquisições feitas pela ora Recorrente. Entretando, nos autos verificase que embora serodiamente a Recorrente apresentou as xerocópias dos cheques reclamadas pela d. Fiscalização, que comprovaria a legitimidade do crédito pretendido e que poderia elidir o motivo determinante do seu indeferimento. Assim, em homenagem ao princípio da verdade material não se pode deixar de aplicar a Lei nº 9784/99, que se aplica subsidiariamente ao PAF (cf. Ac. da 1ª Seção do STJ no MS nº 7045DF, Reg. nº 2000/00568074, em sessão de 22/11/2000, Rel. Min. JOSÉ DELGADO, pub. In DJU de DJ 05/03/01 p. 119; no mesmo sentido cf. AC. da 1ª Turma do STJ no REsp nº 764.111RS, REg. nº 2005/01091363, em sessão de 15/05/07, Rel. Min. LUIZ FUX, publ. in DJU de 12/11/07 p. 160) estabelece expressamente que: “Art. 37. “Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias”. (...) Art. 39. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou terceiros, serão expedidas intimações para esse fim, mencionandose data, prazo, forma e condições de atendimento. Parágrafo único. Não sendo atendida a intimação, poderá o órgão competente, se entender relevante a matéria, suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão. Art. 40. Quando dados, atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará arquivamento do processo. Isto posto e, considerando a verossimilhança de suas alegações com as provas apresentadas, voto no sentido de converter o julgamento em diligência para que, depois de confrontar a documentação apresentada pela Recorrente com os registros fiscais da SRFB de no período excogitado, com os recolhimentos e bases de cálculo registrados nos livros e documentos fiscais da Recorrente, a d. Fiscalização informe conclusivamente (com demonstrativos) sobre a existência (ou não) das efetivas aquisições, a origem (se existente), a exatidão (ou não) e o montante dos créditos a que a Recorrente faria jus, efetivamente comprovados. É como voto. Sala das Sessões, em 26 de novembro de 2013 Fl. 607DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0121.12460.MLB5. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 13656.000662/200459 Resolução nº 3402000.620 S3C4T2 Fl. 6 5 FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Fl. 608DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0121.12460.MLB5. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA em 10/12/2013 13:29:00. Documento autenticado digitalmente por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA em 10/12/2013. Documento assinado digitalmente por: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO em 20/12/2013 e FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA em 10/12/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 18/01/2021. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP18.0121.12460.MLB5 Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: E18B0001DEDD99BC95190C5D006B74E04A70A3EC Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 13656.000662/2004-59. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10580.902629/2013-99
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 16 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Mon Oct 25 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/03/2008
COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO
Tratando-se de processo contencioso de compensação, é ônus do contribuinte comprovar, por meio de notas fiscais, demonstrações contábeis ou outros documentos idôneos, a certeza e liquidez do crédito.
Numero da decisão: 1302-005.750
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 1302-005.741, de 16 de setembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10580.902644/2013-37, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Henrique Silva Figueiredo Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Marozzi Gregório, Gustavo Guimarães da Fonseca, Andréia Lúcia Machado Mourão, Flávio Machado Vilhena Dias, Cleucio Santos Nunes, Marcelo Cuba Netto, Fabiana Okchstein Kelbert e Paulo Henrique Silva Figueiredo (Presidente).
Nome do relator: CLEUCIO SANTOS NUNES
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NÃO HOMOLOGAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO Tratando-se de processo contencioso de compensação, é ônus do contribuinte comprovar, por meio de notas fiscais, demonstrações contábeis ou outros documentos idôneos, a certeza e liquidez do crédito. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto condutor. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 1302- 005.741, de 16 de setembro de 2021, prolatado no julgamento do processo 10580.902644/2013- 37, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Marozzi Gregório, Gustavo Guimarães da Fonseca, Andréia Lúcia Machado Mourão, Flávio Machado Vilhena Dias, Cleucio Santos Nunes, Marcelo Cuba Netto, Fabiana Okchstein Kelbert e Paulo Henrique Silva Figueiredo (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 90 26 29 /2 01 3- 99 Fl. 711DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 1302-005.750 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10580.902629/2013-99 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adoto neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata-se de recurso voluntário interposto pela empresa indicada acima contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento. Em síntese, o caso versa sobre PER/DCOMP para compensar crédito de saldo negativo de CSLL/IRPJ com débito tributários da própria empresa. De acordo com o despacho decisório o PER/DCOMP foi homologado parcialmente, tendo em vista que o crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo. A recorrente apresentou a manifestação de inconformidade alegando, em síntese, que a análise do crédito realizada pelo despacho decisório estaria equivocada. Isso porque, que eventuais inconsistências nos valores por ela informados e os detectados nos sistemas da RFB não poderiam prejudicar a empresa, pois não teria responsabilidade pelos valores declarados pelas fontes pagadoras. Invocou precedentes do Carf para corroborar seus argumentos e alertou para o fato de que ofereceu as receitas à tributação, informando-as na DIPJ. Finalizou a defesa, requerendo, em resumo, a homologação da compensação. Na decisão, a DRJ argumentou que a prova das retenções de CSLL/IRPJ não poderia depender unicamente das informações contábeis da empresa, devendo ser conciliadas com as pesquisas nos sistemas da RFB. A empresa interpôs recurso voluntário insurgindo-se contra a decisão, alegando, basicamente, que eventuais divergências entre valores constantes dos sistemas da RFB e os apurados não podem ser atribuídas à recorrente. Insistiu que as informações contábeis juntadas com a manifestação de inconformidade fariam prova de que o crédito deveria ser reconhecido em sua integralidade. Cita decisões do Carf e do Poder judiciário que entende dar abono à sua tese e junta balanços contábeis. Acrescentou alegação de prescrição intercorrente, o que não foi sustado na manifestação de inconformidade. É o relatório. Fl. 712DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 1302-005.750 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10580.902629/2013-99 Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: O recurso é tempestivo preenche os demais requisitos legais de admissibilidade, razão pela qual deve ser conhecido. A recorrente suscita – ainda que não deixe clara essa intenção – preliminar de prescrição intercorrente. Ocorre que essa matéria, é objeto da Súmula Carf nº 11, que não reconhece esse tipo prescrição. Assim, afasto a alegação de prescrição intercorrente. Em relação ao mérito, a controvérsia se resume à comprovação dos valores de CSLL retidos sobre notas fiscais de prestação de serviços realizada pela recorrente. Conforme relatado, a recorrente informou no PER/DCOMP um crédito de saldo negativo de CSLL no montante de R$ 86.285,55, referente ao 2º trimestre de 2009. Deste montante, o despacho decisório reconheceu somente R$ R$ 61.394,09 de saldo negativo. Na manifestação de inconformidade, a recorrente alega que as cópias do livro razão do período e as notas fiscais juntadas, comprovam o total das retenções o qual confirmaria os valores informados no PER/DCOMP. Conciliando as notas fiscais e livro razão juntados pela empresa e as informações nos sistemas da Receita, a DRJ confirmou o total R$ 178.754,77 de retenções, ajustando o saldo negativo remanescente de R$ 7.478,96. No recurso voluntário, a recorrente pediu o provimento do apelo para que fosse homologada a integralidade do crédito informado no PER/DCOMP, ou seja, R$ 86.285,55 e não até o montante reconhecido pela DRJ. Ocorre que com a peça recursal não é juntado nenhum outro documento que refute a análise realizada pela instância recorrida. Aliás, no recurso, as alegações da recorrente se resumem a sustentar que não pode ser responsável por eventuais divergências entre os valores por ela apurados e os constantes dos sistemas da Receita. Insiste que o livro razão e as notas fiscais juntadas com a manifestação de inconformidade, confirmariam o saldo negativo original informado no PER/DCOMP. Por fim, junta uma planilha relacionando seus fornecedores e as alegações retenções na fonte. O recurso faz um conjunto de alegações genéricas, fundadas na ausência de responsabilidade do contribuinte em relação a eventuais divergências Fl. 713DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 1302-005.750 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10580.902629/2013-99 entre os valores de CSLL constantes dos sistemas da RFB e os que foram apurados pela recorrente. Tratando-se de processo contencioso de compensação, é ônus do contribuinte comprovar, por meio de notas fiscais, demonstrações contábeis ou outros documentos idôneos, a certeza e liquidez do crédito. Realmente, a recorrente juntou com a manifestação de inconformidade o livro razão do período com diverso lançamentos contábeis e um farto número de notas fiscais de fls. 58/468. No entanto, presume-se que a DRJ, ao informar que conciliou as provas produzidas pela recorrente com os sistemas da RFB, tenha analisado a documentação anexada, chegando à confirmação do valor de R$ 178.754,77 de CSLL retidas. No ponto, veja-se a fundamentação da DRJ: No caso em concreto, o total das parcelas computado pela interessado na composição do saldo negativo não foi confirmado pelo Despacho Decisório. No entanto, documentação comprobatória trazida aos autos e pesquisas realizadas nos sistemas da RFB, especialmente extrato de fls. 503/507, confirmam antecipações efetuadas que satisfazem em parte as deduções pretendidas, valor de R$ 178.754,77, após conciliadas divergências na identificação de códigos de receita e/ou CNPJ de fontes pagadoras. Assim, uma vez comprovada nos autos a existência de parte do direito creditório líquido e certo do contribuinte contra a Fazenda Pública passível de compensação, deve ser reconsiderada a decisão proferida pela autoridade administrativa, a fim de que seja reconhecido o valor do crédito utilizado na DCOMP em análise, de R$ 7.478,96, conforme quadro demonstrativo abaixo:. A recorrente não indica e nem comprova no recurso voluntário, em que a DRJ se equivocou com a conciliação realizada. Cabia à recorrente indicar no recurso voluntário que a DRJ não considerou, ou calculou erroneamente, os valores retidos em determinadas notas fiscais. Alegar que a documentação juntada com a manifestação de inconformidade está correta quando a DRJ afirma que a analisou e encontrou divergências, demandaria o dever do contribuinte de, no mínimo, indicar o erro de análise da DRJ, mas isso não foi feito. Nem se diga que não teria como se indicar eventual equívoco da decisão recorrida, porque a análise em questão foi feita como base nos extratos de fls. 503/507, em que constam os CNPJs, códigos da receita, valores retidos e a informação se foi total ou parcialmente confirmadas as retenções. Com base nesses extratos, a recorrente poderia comparar com suas informações contábeis e notas fiscais e indicar onde teria ocorrido o erro na conciliação feita pela decisão recorrida. Concluiu-se, portanto, que não há prova da totalidade do crédito indicado no PER/DCOMP. Diante do exposto, conheço parcialmente do recurso e voto em negar provimento. Fl. 714DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 1302-005.750 - 1ª Sejul/3ª Câmara/2ª Turma Ordinária Processo nº 10580.902629/2013-99 CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de tal sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma adotados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduzo o decidido no acórdão paradigma, no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Paulo Henrique Silva Figueiredo – Presidente Redator Fl. 715DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10280.004561/2003-93
Data da sessão: Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2005
Data da publicação: Wed Oct 19 00:00:00 UTC 2005
Ementa: COFINS. JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA. COMPETÊNCIA.
É do Segundo Conselho de Contribuintes a competência para julgamento de recursos relativos a autos de infração de Cofins quando suas exigências não estejam lastreadas em fatos cuja apuração serviu para determinar a prática de infração à legislação do imposto de renda pessoa jurídica
Numero da decisão: 103-22.123
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, DECLINAR da competência para julgamento de recurso voluntário versando sobre exigência de COFINS, isolada, a favor do Egrégio Segundo Conselho de Contribuintes, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
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Recorrida : 2a TURMA/DRJ-BELÉM/PA Sessão de : 19 de outubro de 2005 Acórdão n° : 103-22.123' I COFINS. JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA. COMPETÊNCIA. i É do Segundo Conselho de Contribuintes a competência para julgamento de recursos relativos a autos de infração de Cofins quando suas exigências não estejam !astreadas em fatos cuja apuração serviu para determinar a prática de infração à legislação do imposto de renda pessoa jurídica 1 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto l' por ALUNORTE - ALUMINA DO NORTE DO BRASIL S.A If i ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de i Contribuintes, por unanimidade de votos, DECLINAR da competência para julgamento de recurso voluntário versando sobre exigência de COFINS, isolada, a favor do Egrégio 1Segundo Conselho de Contribuintes, nos termos do relatório e voto que passam a 1, i integrar o presente julgado. il , 1, C, viNdIDO bb ., , 1.)E .. NE-1)13ER 1, ----PRESIDE4-;," --- . , 1 ,c) i ..-_ 1 ALOYSIO 4(b 4 § EíNIO DA SILVA 1 - i RELATO \! x 1 FORMALIZADO EM: 1 O NOV 2005 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: MÁRCIO MACHADO CALDEIRA, MAURÍCIO PRADO DE ALMEIDA, ALEXANDRE BARBOSA JAGUARIBE, PAULO JACINTO DO NASCIMENTO, FLÁVIO FRANCO CORRÊA,e VICTOR LUÍS DE SALLES FREIRE. 111 \.) \ 142.680*MSR*08/11/05 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 10280.00456112003-93 Acórdão n° : 103-22.123 Recurso n° : 142.680 Recorrente : ALUNORTE - ALUMINA DO NORTE DO BRASIL S.A. RELATÓRIO E VOTO Trata-se de recurso voluntário (fls. 871) interposto por Alunorte - Alumina do Norte do Brasil S.A. contra o Acórdão n° 2.688/2004 da 2a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belém-PA (fls. 825), que julgou procedente auto de infração lavrado para exigência de Cofins (fls. 253). A competência deste Conselho para julgamento de autos de infração de Cofins abrange apenas aqueles decorrentes de infrações relativas à legislação do imposto de renda pessoa jurídica (IRPJ), o que não é o caso deste processo. Observe- - se o art. 70 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes aprovado pela Portaria MF 55/98: "Art. 7° Compete ao Primeiro Conselho de Contribuintes julgar os recursos de oficio e voluntários de decisão de primeira instância sobre a aplicação da legislação referente ao imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, '- adicionais, empréstimos compulsórios a ele vinculados e contribuições, observada a seguinte distribuição: I - às Primeira, Terceira, Quinta, Sétima e Oitava Câmaras: - (...) d)os relativos à exigência da contribuição social sobre o faturamento instituída pela Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, e das contribuições sociais para o PIS, PASEP e FINSOCIAL, instituídas pela Lei Complementar n° 7, de 7 de setembro de 1970, pela Lei Complementar n° 8, de 3 de dezembro de 1970, e pelo Decreto-Lei n° 1.940, de 25 de maio de 1982, respectivamente, quando essas exigências estejam lastreadas, no todo ou em parte, em fatos cuja apuração serviu para determinar a prática de infração à legislação pertinente à tributação de pessoa jurídica; (...)5,1 1 Texto obtido no site www.conselhos.fazenda.gov.br 1 \‘‘ 142.680*MSR*08/11/05 2 -,,, : •. .. ::ii, MINISTÉRIO DA FAZENDA '','.:,',n:i.:;;; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 44:W, TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 10280.004561/2003-93 Acórdão n° : 103-22.123 A competência para julgamento dessa matéria é do Segundo Conselho ,- 1 1 ,de Contribuintes, nos termos do Art. 8°, III, do citado regimento interno. , Portanto, penso que esta Câmara deve declinar da competência para i julgamento deste processo em favor do Segundo Conselho de Contribuintes. , , 7- Sala das Sdpsõe -DF! \ em 19 de outubro de 2005 / \I r , /I ALOYSIO á ' CS)‘'jV ' ' PEPZ),C1N10 DA SILVA , , r ; ,À, yi; , , , , , , , , 142.680*MSR*08/11/05 3 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1
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Numero do processo: 11070.900268/2016-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Aug 27 00:00:00 UTC 2021
Data da publicação: Tue Oct 26 00:00:00 UTC 2021
Ementa: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/07/2012 a 30/09/2012
CRÉDITO. FRETES PAGOS NAS AQUISIÇÕES DE LEITE IN NATURA. FRETES TRIBUTADOS..
Geram direito a crédito os dispêndios com fretes nas aquisições de leite in natura, mas desde que tais fretes tenham sido tributados pela contribuição e prestados por pessoa jurídica domiciliada no País que não seja a fornecedora do leite in natura, observados os demais requisitos da lei.
Numero da decisão: 3201-009.115
Decisão: Acordam os membros do colegiado, maioria de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário para reverter as glosas, observado o atendimento aos demais requisitos legais, em relação aos fretes tributados no transporte de insumos não sujeitos às Contribuições para PIS/Pasep e Cofins, vencida a Conselheira Mara Cristina Sifuentes que negou provimento. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.104, de 27 de agosto de 2021, prolatado no julgamento do processo 11070.900255/2016-32, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(documento assinado digitalmente)
Paulo Roberto Duarte Moreira Presidente Redator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Mara Cristina Sifuentes, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (Suplente convocada), Laércio Cruz Uliana Junior, Márcio Robson Costa e Paulo Roberto Duarte Moreira (Presidente). Ausente o Conselheiro Arnaldo Diefenthaeler Dornelles.
Nome do relator: Laércio Cruz Uliana Junior
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FRETES PAGOS NAS AQUISIÇÕES DE LEITE IN NATURA. FRETES TRIBUTADOS.. Geram direito a crédito os dispêndios com fretes nas aquisições de leite in natura, mas desde que tais fretes tenham sido tributados pela contribuição e prestados por pessoa jurídica domiciliada no País que não seja a fornecedora do leite in natura, observados os demais requisitos da lei. Acordam os membros do colegiado, maioria de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário para reverter as glosas, observado o atendimento aos demais requisitos legais, em relação aos fretes tributados no transporte de insumos não sujeitos às Contribuições para PIS/Pasep e Cofins, vencida a Conselheira Mara Cristina Sifuentes que negou provimento. Este julgamento seguiu a sistemática dos recursos repetitivos, sendo-lhes aplicado o decidido no Acórdão nº 3201-009.104, de 27 de agosto de 2021, prolatado no julgamento do processo 11070.900255/2016-32, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira – Presidente Redator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade, Mara Cristina Sifuentes, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Lara Moura Franco Eduardo (Suplente convocada), Laércio Cruz Uliana Junior, Márcio Robson Costa e Paulo Roberto Duarte Moreira (Presidente). Ausente o Conselheiro Arnaldo Diefenthaeler Dornelles. AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 07 0. 90 02 68 /2 01 6- 10 Fl. 238DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 3201-009.115 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900268/2016-10 Relatório O presente julgamento submete-se à sistemática dos recursos repetitivos prevista no art. 47, §§ 1º e 2º, Anexo II, do Regulamento Interno do CARF (RICARF), aprovado pela Portaria MF nº 343, de 9 de junho de 2015. Dessa forma, adota-se neste relatório o relatado no acórdão paradigma. Trata o presente processo sobre Manifestação de Inconformidade apresentada em face do Despacho Decisório proferido pela DRF, que reconheceu parcialmente o crédito da contribuição para o COFINS não cumulativo vinculado ao mercado interno não tributado, emitido com base no Relatório Fiscal DRF/SAO/SAORT, o qual analisou os pedidos de ressarcimento da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins de janeiro de 2010 a dezembro de 2014. No Relatório Fiscal, expõe a fiscalização que a empresa Ronildo Rizzo Ltda tem por objeto social a fabricação e o comércio de produtos alimentícios, entre eles, os laticínios e o transporte rodoviário de carga municipal. Acrescenta que a maior parte da receita da empresa provém da venda de produtos lácteos que, de acordo com a legislação vigente, em sua maioria possuem saídas não tributadas. Explica que a análise dos créditos objeto da auditoria foi realizada mediante o confronto do Dacon e EFD Contribuições com as notas fiscais de entrada e informações apresentadas pela contribuinte. No decorrer do procedimento foram encontradas inconsistências quanto à procedência dos créditos referentes a despesas de fretes sobre compras, do ativo imobilizado e dos bens e serviços utilizados como insumos que resultaram na glosa de valores utilizados na base de cálculo dos créditos e o deferimento parcial do pedido de ressarcimento. Inconformada com a decisão, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, por meio da qual, inicialmente, faz uma síntese dos fatos e afirma que as glosas são indevidas, conforme passa a demonstrar, em resumo: No tópico II – Do Direito, subtópico 1. “Dos Créditos Sobre as Despesas de Frete sobre Compras", relata que os créditos decorrentes das despesas de frete sobre compras devem receber tratamento diverso do que apresenta a autoridade fiscal. Sustenta que a doutrina e a jurisprudência, que cita e transcreve, reconhece tais dispêndios como custo de aquisição das mercadorias, “pautando-se, principalmente, quanto à pertinência ao processo produtivo, de modo a viabilizá-lo, bem como o caráter de essencialidade ao referido processo.” Diz que é indiscutível o caráter fundamental do referido transporte para a fabricação de derivados lácteos, pois “não há outra forma de seu principal insumo (leite) chegar até a plataforma industrial para processamento senão através da contratação do serviço de transporte analisado.” Destaca a essencialidade do serviço para a atividade executada. Assevera, ainda, em que pese o frete compor o custo de aquisição, com ele não guarda relação de tributação direta, no que tange ao item transportado. Cita e transcreve trechos de Soluções de Consulta e decisões do CARF, que firmam esse entendimento. Fl. 239DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 3201-009.115 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900268/2016-10 Diante do exposto, requer o recebimento e processamento do presente recurso, de forma a reconhecer os créditos ora glosados pela autoridade fiscal. Seguindo a marcha processual normal, foi proferido voto pela DRJ assim constando na ementa, em síntese: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/07/2012 a 30/09/2012 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. FRETES SOBRE COMPRAS. As despesas de fretes nas aquisições de produtos submetidos à alíquota zero não geram direito ao crédito da contribuição para o PIS/Pasep no regime não cumulativo, uma vez que não havendo a possibilidade de aproveitamento do crédito com a aquisição dos produtos transportados, também não haverá para o gasto com o transporte. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Irresignada, a contribuinte apresenta recurso voluntário querendo reforma em síntese: a) conceito de insumo no REsp nº 1221170/PR – STJ; b) dos créditos sobre as despesas de frete sobre compras; c) pedido de produção de provas; d) cancelamento de débitos cobrados pela fiscalização; É o relatório. Voto Tratando-se de julgamento submetido à sistemática de recursos repetitivos na forma do Regimento Interno deste Conselho, reproduz-se o voto consignado no acórdão paradigma como razões de decidir: CONCEITO DE INSUMO Inicialmente a lide é trava referente ao direito ao crédito de insumo PIS/COFINS. é de trazer a baila que o presente feito discute o conceito de insumo do PIS/COFINS, o Superior Tribunal de Justiça em Recurso Repetitivo assim delineou o tema, vejamos: TRIBUTÁRIO. PIS E COFINS. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. NÃO-CUMULATIVIDADE. Fl. 240DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 3201-009.115 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900268/2016-10 CREDITAMENTO. CONCEITO DE INSUMOS. DEFINIÇÃO ADMINISTRATIVA PELAS INSTRUÇÕES NORMATIVAS 247/2002 E 404/2004, DA SRF, QUE TRADUZ PROPÓSITO RESTRITIVO E DESVIRTUADOR DO SEU ALCANCE LEGAL. DESCABIMENTO. DEFINIÇÃO DO CONCEITO DE INSUMOS À LUZ DOS CRITÉRIOS DA ESSENCIALIDADE OU RELEVÂNCIA. RECURSO ESPECIAL DA CONTRIBUINTE PARCIALMENTE CONHECIDO, E, NESTA EXTENSÃO, PARCIALMENTE PROVIDO, SOB O RITO DO ART. 543-C DO CPC/1973 (ARTS. 1.036 E SEGUINTES DO CPC/2015). 1. Para efeito do creditamento relativo às contribuições denominadas PIS e COFINS, a definição restritiva da compreensão de insumo, proposta na IN 247/2002 e na IN 404/2004, ambas da SRF, efetivamente desrespeita o comando contido no art. 3o., II, da Lei 10.637/2002 e da Lei 10.833/2003, que contém rol exemplificativo. 2. O conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade ou relevância, vale dizer, considerando- se a imprescindibilidade ou a importância de determinado item - bem ou serviço - para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pelo contribuinte. 3. Recurso Especial representativo da controvérsia parcialmente conhecido e, nesta extensão, parcialmente provido, para determinar o retorno dos autos à instância de origem, a fim de que se aprecie, em cotejo com o objeto social da empresa, a possibilidade de dedução dos créditos relativos a custo e despesas com: água, combustíveis e lubrificantes, materiais e exames laboratoriais, materiais de limpeza e equipamentos de proteção individual-EPI. 4. Sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 (arts. 1.036 e seguintes do CPC/2015), assentam-se as seguintes teses: (a) é ilegal a disciplina de creditamento prevista nas Instruções Normativas da SRF ns. 247/2002 e 404/2004, porquanto compromete a eficácia do sistema de não-cumulatividade da contribuição ao PIS e da COFINS, tal como definido nas Leis 10.637/2002 e 10.833/2003; e (b) o conceito de insumo deve ser aferido à luz dos critérios de essencialidade ou relevância, ou seja, considerando-se a imprescindibilidade ou a importância de terminado item - bem ou serviço - para o desenvolvimento da atividade econômica desempenhada pelo Contribuinte. (REsp 1221170/PR, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 22/02/2018, DJe 24/04/2018) Ademais a mais, também proferido o parecer COSIT no. 5/18: Assunto. Apresenta as principais repercussões no âmbito da Secretaria da Receita Federal do Brasil decorrentes da definição do conceito de insumos na legislação da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins estabelecida pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do Recurso Especial 1.221.170/PR.Ementa. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP. COFINS. Fl. 241DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 3201-009.115 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900268/2016-10 CRÉDITOS DA NÃO CUMULATIVIDADE. INSUMOS. DEFINIÇÃO ESTABELECIDA NO RESP 1.221.170/PR. ANÁLISE E APLICAÇÕES.Conforme estabelecido pela Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça no Recurso Especial 1.221.170/PR, o conceito de insumo para fins de apuração de créditos da não cumulatividade da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins deve ser aferido à luz dos critérios da essencialidade ou da relevância do bem ou serviço para a produção de bens destinados à venda ou para a prestação de serviços pela pessoa jurídica.Consoante a tese acordada na decisão judicial em comento:a) o “critério da essencialidade diz com o item do qual dependa, intrínseca e fundamentalmente, o produto ou o serviço”:a.1) “constituindo elemento estrutural e inseparável do processo produtivo ou da execução do serviço”;a.2) “ou, quando menos, a sua falta lhes prive de qualidade, quantidade e/ou suficiência”;b) já o critério da relevância “é identificável no item cuja finalidade, embora não indispensável à elaboração do próprio produto ou à prestação do serviço, integre o processo de produção, seja”:b.1) “pelas singularidades de cada cadeia produtiva”;b.2) “por imposição legal”.Dispositivos Legais. Lei nº10.637, de 2002, art. 3º, inciso II; Lei nº10.833, de 2003, art. 3º, inciso II. (Publicado(a) no DOU de 18/12/2018, seção 1, página 194) Ainda, a Nota SEI nº 63/2018/CRJ/PGACET/PGFN-MF, assim sentou: Recurso Especial nº 1.221.170/PR Recurso representativo de controvérsia. Ilegalidade da disciplina de creditamento prevista nas IN SRF nº 247/2002 e 404/2004. Aferição do conceito de insumo à luz dos critérios de essencialidade ou relevância. Tese definida em sentido desfavorável à Fazenda Nacional. Autorização para dispensa de contestar e recorrer com fulcro no art. 19, IV, da Lei n° 10.522, de 2002, e art. 2º, V, da Portaria PGFN n° 502, de 2016. Nota Explicativa do art. 3º da Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 01/2014. Nessa esteira, o Conselheiro Hélcio Lafetá Reis, adentra mais afundo sobre o tema explanando: A não cumulatividade das contribuições sociais (PIS e Cofins) não se confunde com a não cumulatividade dos impostos IPI e ICMS. Nesta, relativa a impostos, a sistemática do encontro de contas entre débitos e créditos refere-se ao ciclo de produção ou de comercialização de um produto ou mercadoria. Na não cumulatividade do IPI, por exemplo, o direito ao creditamento relacionase às aquisições de insumos que serão aplicados nos produtos industrializados que serão Fl. 242DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 3201-009.115 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900268/2016-10 comercializados pelo contribuinte-industrial, encontrando- se circunscrita a não cumulatividade à produção do bem. O imposto pago na aquisição de insumos encontra-se destacado na nota fiscal e será ele, e tão somente ele, que dará direito a crédito. No processo produtivo de um bem, há eventos de natureza física; enquanto que no percebimento de receitas, base de cálculo das contribuições, tem-se um complexo de atividades envolvidas que extrapolam os elementos físicos para alcançar, também, os elementos funcionais relevantes. O fato gerador sob interesse não é apenas a saída ou entrada de uma mercadoria ou produto – o que pode se constituir em parte ínfima da atividade global do sujeito passivo –, mas todo o processo produtivo da pessoa jurídica. Nesse sentido, o regime não cumulativo das contribuições sociais não se restringe à recuperação, stricto sensu, dos tributos pagos na etapa anterior da cadeia de produção, mas a um conjunto de bens e serviços definido pelo legislador, “tratando-se, em realidade, mais como um crédito presumido do que de uma não cumulatividade” 1 . Como leciona Marco Aurélio Greco2 , ao analisar a previsão legal da não cumulatividade das contribuições, a apuração dos créditos de PIS e Cofins envolve um conjunto de dispêndios “ligados a bens e serviços que se apresentem como necessários para o funcionamento do fator de produção, cuja aquisição ou consumo configura conditio sine qua non da própria existência e/ou funcionamento” da pessoa jurídica. Greco considera, ainda, que o termo “insumo” utilizado pelas Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003 abrange “os bens e serviços ligados à ideia de continuidade ou manutenção do fator de produção, bem como os ligados à sua melhoria. Ficam de fora da previsão legal os dispêndios que se apresentem num grau de inerência que configure mera conveniência da pessoa jurídica contribuinte (sem alcançar perante o fator de produção o nível de uma utilidade ou necessidade) ou, ainda, que ligados a um fator de produção, não interfiram com o seu funcionamento, continuidade, manutenção e melhoria”. Somente os bens e serviços utilizados na produção da pessoa jurídica dão direito ao crédito das contribuições, devendo ser, efetivamente, absorvidos no processo produtivo que constitui o objeto da sociedade empresária. Numero da decisão:3201-006.004 Nome do relator:HELCIO LAFETA REIS Delimitado o conceito acima, passo a fazer analise do pleito pela contribuinte. Fl. 243DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 3201-009.115 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900268/2016-10 DOS CRÉDITOS SOBRE AS DESPESAS DE FRETE SOBRE COMPRAS DE LEITE A contribuinte faz o pleito do crédito sobre fretes na compras de produtos (leite) cujo o ônus fora suportado pela contribuinte. Aduz a contribuinte que seu crédito foi glosado pela seguinte fundamentação: A autoridade fiscal afirmou em relatório fiscal DRF/SAO/ SAORT que os fretes sobre compras deveriam integrar o valor da nota fiscal de aquisição das mercadorias, considerando-os componentes do custo de aquisição do item adquirido, sendo à eles (fretes) dispensado igual tratamento tributário dado ao item adquirido (leite). Sendo que o item adquirido, segundo a autoridade fiscal, estaria suspenso da incidência dasreferidas contribuições por força do art. 9º, II, da Lei nº 10.925/04, tal crédito não poderia ser efetuado, sendo à ele aplicado o crédito presumido de que trata o art. 8º da referidalegislação. (...) As respectivas Leis que consubstanciam os créditos ditos ordinários das contribuições do PIS/Pasep e da COFINS (Leis nº 10.637/02 e 10.833/03), no art. 3º, definem a possibilidade de crédito sobre insumos, conforme segue: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) II - bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da Tipi; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (...) O serviço de transporte (frete) adquirido de pessoa jurídica, cujo ônus fora suportado pelo contribuinte in casu, trata-se de insumo que enseja o crédito ora pleiteado, por guardar relação de essencialidade e pertinência no processo produtivo/atividade desenvolvida pelo contribuinte. Cabe salientar que tais fretes se dão em decorrência da necessidade do contribuinte, haja vista sua atividade fim – fabricação de laticínios -, em transportar o leite do respectivo produtor à fábrica, sob pena de não dispor no parque fabril do que há de mais essencial na atividade que desenvolve, o leite. No tocante aos créditos sobre frete de compra de leite, inclusive de empresa do mesmo segmento (Laticínio), avaliando-se o mesmo produto (leite), nas mesmas condições do ora analisado em epígrafe, o CARF também Fl. 244DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 3201-009.115 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900268/2016-10 já se manifestou no sentido de conceder o direito aos créditos, qual, resgatando entendimento da Turma posicionado no acórdão nº 3302002.922, de relatoria da Conselheira Maria do Socorro Ferreira Aguiar, fez constar no Acórdão nº 3302003.098 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, os seguintes termos: A glosa foi mantida pela DRJ nos termos do inciso II, do § 2º do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, assim constando no voto: Por conseguinte, o entendimento dominante na RFB é o de que quando é vedado o crédito de PIS/Pasep e de Cofins em relação ao bem adquirido, também não haverá tal direito em relação aos dispêndios com seu transporte. O crédito sobre o valor do frete na aquisição é permitido apenas quando o bem adquirido for passível de creditamento e na mesma proporção em que esse ocorrer, já que o frete compõe o custo de aquisição devidamente comprovado. Desse modo, as despesas de fretes de bens não tributados não são passíveis de creditamento, em conformidade com o inciso II, do § 2º do art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, que impede o cálculo do crédito se não houve o pagamento da contribuição do bem adquirido. Ora, se não houve o pagamento da contribuição na entrada, não há como ser calculado o crédito sobre os bens adquiridos e, via de consequência, também não há direito ao creditamento sobre as despesas de fretes nas referidas aquisições. Nesse contexto, devem ser mantidas as glosas de créditos efetuadas em relação às despesas de frete pago na compra de leite, por se tratar de bens que não geram créditos básicos, eis que submetidos à alíquota zero, conforme determinação do art. 1º da Lei nº 10.925, de 2004, assim como as despesas com frete na compra de bonés promocionais, haja vista que não são bens vinculados ao processo produtivo e, consequentemente, não podem gerar créditos. Ocorre que a glosa se deu por conta dos fretes terem alíquota zero, essa turma já se manifestou em caso análogo aduzindo que o direito ao crédito do frete só existe em caso dos fretes tenham sido tributados, vejamos: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) Período de apuração: 01/10/2010 a 31/12/2010 (...) CRÉDITO. FRETES PAGOS NAS AQUISIÇÕES DE LEITE IN NATURA. POSSIBILIDADE. Geram direito a crédito os dispêndios com fretes nas aquisições de leite in natura, mas desde que tais fretes tenham sido tributados pela contribuição e prestados por pessoa jurídica domiciliada no País que não seja a fornecedora do leite in natura, observados os demais requisitos da lei. (...)” (Processo nº 10410.901489/2014-74; Acórdão nº 3201- Fl. 245DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 3201-009.115 - 3ª Sejul/2ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 11070.900268/2016-10 006.043; Relator Conselheiro Hélcio Lafetá Reis; sessão de 23/10/2019) Geram direito a crédito os dispêndios com fretes, mas desde que tais fretes tenham sido tributados pela contribuição e prestados por pessoa jurídica domiciliada no País. Diante do exposto, voto para conhecer do Recurso Voluntário, e no mérito em dar provimento ao Recurso Voluntário para reverter as glosas, observado o atendimento aos demais requisitos legais, em relação aos fretes tributados no transporte de insumos não sujeitos às Contribuições para PIS/Pasep e Cofins. CONCLUSÃO Importa registrar que, nos autos em exame, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada na decisão paradigma, de sorte que as razões de decidir nela consignadas são aqui adotadas, não obstante os dados específicos do processo paradigma citados neste voto. Dessa forma, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do anexo II do RICARF, reproduz-se o decidido no acórdão paradigma, no sentido de dar provimento ao Recurso Voluntário para reverter as glosas, observado o atendimento aos demais requisitos legais, em relação aos fretes tributados no transporte de insumos não sujeitos às Contribuições para PIS/Pasep e Cofins. (documento assinado digitalmente) Paulo Roberto Duarte Moreira – Presidente Redator Fl. 246DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 15374.923091/2009-29
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 01 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 3402-000.292
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência nos termos do voto do Conselheiro Relator.
Nome do relator: JOÃO CARLOS CASSULI JUNIOR
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso voluntário interposto por Bureau Veritas do Brasil Sociedade Classificadora e Certificadora Ltda.. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência nos termos do voto do Conselheiro Relator. (assinado digitalmente) Nayra Bastos Manatta Presidente (assinado digitalmente) João Carlos Cassuli Junior Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nayra Bastos Manatta, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Silvia de Brito Oliveira, Fernando Luiz Da Gama Lobo d Eça, Francisco Mauricio Rabelo de Albuquerque Silva. Fl. 116DF CARF MF Impresso em 07/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR Processo nº 15374.923091/200929 Resolução n.º 3402000.292 S3C4T2 Fl. 1.335 2 Relatório Tratase de Declaração de Compensação Eletrônica – não homologada – de débito de IRPJ, com crédito relativo a pagamento considerado a maior, a título de PIS, atinente ao período de apuração 11/2002, de acordo com o que se pode analisar na cópia da PerdComp juntada aos autos (fls. 02/06). A autoridade fiscal decidiu, por meio do despacho decisório (fl. 08), pela não homologação da compensação efetuada, pela inexistência do direito creditório pleiteado, em virtude de o pagamento do qual seria oriundo já ter sido integralmente utilizado para quitar outros débitos da Contribuinte. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE A contribuinte apresentou, tempestivamente, Manifestação de Inconformidade (fls. 10/13) em face ao referido despacho. Alega, em síntese, que o valor informado em DCTF, a título de contribuição para o PIS, no montante de R$33.559,08, está incorreto; sendo que o valor correto do débito corresponde àquele informado em DIPJ, no montante de R$32.972,31. Ressalta que o crédito original informado no PER/DCOMP (fls. 02/06), no valor de R$586,77 é, de fato, oriundo do pagamento efetuado por meio do Darf informado. Pede, ao fim, a homologação da compensação realizada, para fins de extinção do referido crédito. DO JULGAMENTO DE 1ª INSTÂNCIA A 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro II (RJ), decidiu não Reconhecimento do Direito Creditório, proferindo Acórdão n° 1331.784 (fls. 47 a 48), de 14/10/2010, nos seguintes termos: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAR. Não é de se homologar a compensação declarada em DCOMP, cujo crédito utilizado não tenha sido devidamente comprovado.. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002. ÔNUS DA PROVA. ALEGAÇÃO DESACOMPANHADA DE PROVA. Fl. 117DF CARF MF Impresso em 07/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR Processo nº 15374.923091/200929 Resolução n.º 3402000.292 S3C4T2 Fl. 1.336 3 Cabe ao impugnante trazer juntamente com suas alegações impugnatórias todos os documentos que dêem a elas força probante. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido Para a DRJ, a Contribuinte não comprovou qual seria, efetivamente, o valor devido da contribuição para o PIS referente ao mês 11 de 2002, se o confessado na DCTF ou aquele informado em DIPJ. Para o órgão julgador, a Contribuinte deveria ter trazido documentação contábil que pudesse lastrear as informações contidas na DIPJ. Sendo assim, o que ocorreu, para a DRJ, foi uma alegação não comprovada, por parte da Contribuinte. Após todo o exposto, votouse no sentido de julgar improcedente a Manifestação de Inconformidade, mantendose integralmente o despacho decisório recorrido, conservando exigível a cobrança do débito não compensado. DO RECURSO Cientificado do Acórdão de Primeira Instância, a contribuinte apresentou tempestivamente o recurso de fls. 52 a 57. A recorrente trouxe, novamente, todos os fatos alegados em sede de Manifestação de Inconformidade. Apresentou, ainda, Livro de Balancetes Retificador (doc. 06) onde, segundo a recorrente, resta clara a existência de um crédito em seu favor no montante de R$586,77. Ao fim requer o recebimento do recurso voluntário e seu regular processamento, visando a reforma da decisão da DRJ e o conseqüente reconhecimento integral do crédito de PIS informado, homologando a compensação objeto do recurso. DA DISTRIBUIÇÃO Tendo o processo sido distribuído a esse relator por sorteio regularmente realizado, vieram os autos para relatoria, por meio de processo eletrônico, em 01 (um) Volume, numerado até a folha 93 (noventa e três), estando apto para análise desta Colenda 2ª Turma Ordinária da Terceira Seção do CARF. É o relatório. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 07/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR Processo nº 15374.923091/200929 Resolução n.º 3402000.292 S3C4T2 Fl. 1.337 4 Voto Conselheiro João Carlos Cassuli Junior, Relator. O recurso é tempestivo, de modo que dele tomo conhecimento. Não vislumbro matéria de ordem pública, nem preliminares suscitadas pelo interessado, porém, ao passar à análise do mérito discutido nos presentes autos, verifico a presença de questão prejudicial ao deslinde da contenda, relativa à prova apresentada em conjunto com o recurso voluntário, de forma que enfrento a referida questão, afastando por hora o enfrentamento das demais questões relevantes. De acordo com o Acórdão recorrido, proferido pela DRJ do Rio de Janeiro – DRJ/RJOII, o pleito do contribuinte interessado não merecia guarida em face da ausência de comprovação de que o pagamento efetuado no DARF mencionado na PER/DCOMP discutida nos autos não havia sido comprovado como indevido. Segundo o mencionado documento, bastaria que o contribuinte apresentasse documentos contábeis hábeis à comprovação de que a base de cálculo para a contribuição à PIS dita como recolhida a maior, não era efetivamente aquela declarada na DCTF, e sim, aquelas declaradas em DIPJ e DACON. Assim, em sede de recurso voluntário, o recorrente apresentou os Balancetes Retificadores (doc. 06), no intuito de comprovar a real base de cálculo da contribuição devida, de forma a dar azo à demonstração de que o valor pago no DARF apresentado e declarado em DCTF era de fato a maior, portanto, indevido. Todavia, os Balancetes Retificadores apresentados não contém a comprovação de sua formalização (tais como Termo de Abertura e de Encerramento dos referidos documentos, ou ainda, seus registros e assinaturas), bem assim não foram extraídos ou cotejados com o Livro Diário, de forma a ser possível certificar se tratase o mesmo de documento hábil e idôneo ao fim que se presta. No entanto, representam ao meu ver, um início de prova a ser considerado. Neste sentido, o Decreto 70.235/72, em seu artigo 29, bem determina: Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. A jurisprudência estendese na mesma esteira: “PRELIMINAR. DILIGÊNCIA. CONVICÇÃO DO JULGADOR. A teor do art. 29 do Decreto nº 70.235/72 a realização de diligência vincula se ao livre convencimento da autoridade administrativa julgadora.” (2º Conselho de Contribuintes / 2a. Câmara / ACÓRDÃO 20218.273 em 19.09.2007) Sendo assim, entendo que o processo não se encontra em condições de receber um julgamento justo, razão pela qual voto no sentido de que o julgamento seja convertido em diligência para que a Repartição de Origem tome as seguintes providências: Fl. 119DF CARF MF Impresso em 07/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR Processo nº 15374.923091/200929 Resolução n.º 3402000.292 S3C4T2 Fl. 1.338 5 1 –Intime o contribuinte a apresentar a cópia dos Livros de Balancetes anexados ao recurso voluntário ora sob julgamento, especificamente quanto ao período objeto deste processo administrativo, contendo os respectivos termos de abertura e de encerramento; 2 –Intime o contribuinte a apresentar cópia fiel e autenticada pelo órgão de registro pertinente, do Livro Diário, referente ao período objeto deste processo administrativo, contendo os lançamentos que compõem os Balancetes anexados ao recurso voluntário ora sob julgamento, como também os próprios Balancetes, nos termos da legislação pertinentes aos livros societários, que contenha ainda os Termos de Início e Encerramento respectivos; 3 – Que a Repartição de Origem certifique que as cópias acostadas correspondam ao que contam dos originais contidos no Livro Diário e respectivos Balancetes. 4 – Finalmente, que a Repartição de Origem se manifeste, através de relatório circunstanciado, se o crédito apontado na DIPJ do contribuinte está em consonância com os dados contidos no Livro Diário e Livro de Balancetes, referente ao período objeto deste processo administrativo, certificando a existência ou não de pagamento indevido ou a maior pelo contribuinte. Após cumprida a diligência, seja concedida vista a Recorrente, com prazo de 30 (trinta) dias para se pronunciar, querendo, sobre os documentos e manifestações prestadas, sendo que, após vencido o prazo, os autos retornemse os presentes autos para o devido julgamento. É o meu voto. (assinado digitalmente) Joao Carlos Cassuli Junior Relator Fl. 120DF CARF MF Impresso em 07/02/2012 por ELAINE ALICE ANDRADE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR, Assinado digitalmente em 23/0 1/2012 por NAYRA BASTOS MANATTA, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR
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