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Numero do processo: 14041.000729/2005-27
Data da sessão: Tue Apr 13 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2003
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. REMUNERAÇÃO TRIBUTAÇÃO. ORGANISMO INTERNACIONAL.
Está sujeita a tributação do Imposto de Renda a remuneração auferida junto a Organismo Internacional relativa a prestação de serviço contratado em território nacional, uma vez não preenchida a condição de funcionário órgão. Súmula CARF n° 39.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-000.756
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: Francisco Assis de Oliveira Júnior
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 2003 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. REMUNERAÇÃO TRIBUTAÇÃO. ORGANISMO INTERNACIONAL. Está sujeita a tributação do Imposto de Renda a remuneração auferida junto a Organismo Internacional relativa a prestação de serviço contratado em território nacional, uma vez não preenchida a condição de funcionário órgão. Súmula CARF n° 39. Recurso especial negado.
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Numero do processo: 10845.002198/2005-09
Data da sessão: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2008
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 2004
DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. CONGESTIONAMENTO DE DADOS NO SITE DA RECEITA FEDERAL. RECONHECIMENTO ATRAVÉS DE ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CESSAMENTO DA IMPOSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO DAS DECLARAÇÕES VIA INTERNET.
Uma vez que a própria Receita Federal, através do Ato Declaratório Executivo SRF n° 24, de 08.04.2005, reconhecera a ocorrência de problemas técnicos nos sistemas eletrônicos para a recepção e transmissão de declarações, torna-se não devida a multa haja vista que com relação à data imposta como limítrofe para a entrega, nada ha que comprove que posteriormente a esta não havia mais a impossibilidade de transmissão das declarações via internet.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CABIMENTO.
Descabe a alegação de denúncia espontânea quando a multa decorre tão somente da impontualidade do contribuinte quanto a uma obrigação de fazer, cuja sanção da norma jurídico-tributária é precisamente a multa.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 303-35.278
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Nilton Luiz Bartoli
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MULTA POR ATRASO NA ENTREGA. CONGESTIONAMENTO DE DADOS NO SITE DA RECEITA FEDERAL. RECONHECIMENTO ATRAVÉS DE ATO DECLARATÓRIO EXECUTIVO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CESSAMENTO DA IMPOSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO DAS DECLARAÇÕES VIA INTERNET. Uma vez que a própria Receita Federal, através do Ato Declaratório Executivo SRF n° 24, de 08.04.2005, reconhecera a ocorrência de problemas técnicos nos sistemas eletrônicos para a recepção e transmissão de declarações, torna-se não devida a multa haja vista que com relação à data imposta como limítrofe para a entrega, nada ha que comprove que posteriormente a esta não havia mais a impossibilidade de transmissão das declarações via internet. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CABIMENTO. Descabe a alegação de denúncia espontânea quando a multa decorre tão somente da impontualidade do contribuinte quanto a uma obrigação de fazer, cuja sanção da norma jurídico-tributária é precisamente a multa. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Processo n° 10845.002198/2005-09 Acórdão n.° 303-35.278 CC03/CO3 Fls. 28 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. ANELIS • DAUDT PRIETO Presidente l,sIPION LU ARTOLI Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Nanci Gama, Luis Marcelo Guerra de Castro, Vanessa Albuquerque Valente, Celso Lopes Pereira Neto e Tarásio Campelo Borges. Ausente o Conselheiro Heroldes Bahr Neto. ' Processo n° 10845.002198/2005-09 Acórdão n.° 303-35.278 CC03/CO3 Fls. 29 Relatório Trata-se de Auto de Infração constante As fls. 03, referente A multa por entrega fora do prazo de Declarações de Débitos e Créditos Federais — DCTF's, referente ao 4° trimestre de 2004, fundamentada no art. 113, § 3° e 160, Lei 5172/66 do CTN, art. 4° e 2° da IN SRF 126/98, combinado com o item I da Portaria MF 118/84, art. 5° do DL n°2124/84 e art. 7° da MP 16/2001 convertida na Lei 10.426/02. Inconformado com o lançamento, o contribuinte apresentou Impugnação As fls. 01/02, na qual alega, em suma, que as DCTF(s) foram apresentadas antes de qualquer procedimento da administração e, por este motivo conclui que está albergada pela denúncia espontânea previsto no artigo 138 do CTN. Diante do exposto, requer o acolhimento de suas alegações e cancelamento do lançamento em foco. Anexos documentos is fls. 04/09. Encaminhados os autos A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo (SP), esta indeferiu a solicitação As fls. 14/17, nos termos da seguinte ementa: "Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2004 Ementa: DCTF. MULTA POR ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A responsabilidade pela entrega da DCTF não está alcançada pelo art. 138 do Código Tributário Nacional. Lançamento Procedente." Ciente da decisão proferida A fl. 20, o contribuinte apresentou tempestivamente o Recurso Voluntário As fls. 21/24, no qual reitera os argumentos já apresentados em sede de impugnação. Não efetuado arrolamento de Bens e Direitos, para seguimento do Recurso Voluntário, devido ao valor ser inferior a R$ 2.500,00, aplicando-se assim o disposto no parágrafo 7° do art.2° da IN SRF 264/02. Os autos foram distribuídos a este Conselheiro em 27/02/2008, em um único volume, constando numeração até as fls. 025, penúltima. Desnecessário o encaminhamento do processo A Procuradoria da Fazenda Nacional para ciência quanto ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte, nos termos da Portaria MF n°. 314, de 25/08/99. o relatório. Processo n° 10845.002198/2005-09 Acórdão n.° 303-35.278 CC03/CO3 Fls. 30 Voto Conselheiro NILTON LUIZ BARTOLI, Relator Por conter matéria deste E. Conselho, conheço do Recurso Voluntário, tempestivamente, interposto pelo contribuinte. Quanto ao arrolamento de bens e direitos, consigne-se que este não é mais exigido como condição para seguimento do recurso voluntário, haja vista o que dispõe o Ato Declaratório n° 9, de 05/06/07, com fulcro na Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 1976 do STF. Ultrapassadas as análises dos requisitos de admissibilidade, passemos ao mérito. Em inúmeras oportunidades já externei meu entendimento acerca da inaplicabilidade de multa minima por atraso na entrega da DCTF, com respaldo na Instrução Normativa n° 129, de 19.11.1986. Senão, vejamos: Todo ato realizado segundo um determinado sistema de direito positivo, com o fim de nele se integrar, deve, obrigatoriamente, encontrar fundamento de validade em norma hierarquicamente superior a esta, que, por sua vez, também deve encontrar fundamento de validade em norma hierarquicamente superior, e assim por diante, até que se encontre o fundamento de validade na Constituição Federal. Nestes termos, qualquer que seja a norma deve-se confrontá-la com a Constituição Federal, pois não estando com ela compatível, não estará compatível com o sistema. Segundo se verifica, a fonte formal da Instrução Normativa n° 129, de 19.11.1986, posteriormente alterada pela Instrução Normativa n° 73, de 19.12.1996, é a Portaria do Ministério da Fazenda n° 118, de 28.06.84, que delegou ao Secretário da Receita Federal a competência para eliminar ou instituir obrigações acessórias. JA o Ministro da Fazenda foi autorizado a eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais, por força do Decreto-lei n° 2.124, de 13.06.84. 0 Decreto-Lei n° 2.124, de 13.06.1984, encontra fundamento de validade na Constituição Federal de 1967, alterada pela Emenda Constitucional n° 01/69, que em seu art. 55, cria a competência para o Presidente da Republica editar Decretos-Leis, em casos de urgência ou de interesse público relevante, em relação As matérias que disciplina, inclusive a tributária, mas não se refere A delegação de competência ao Ministério da Fazenda para criar obrigações, sejam tributárias ou, não. Afora isto, a antiga Constituição também privilegiava o principio da legalidade e da vinculação dos atos administrativos A lei, o que de plano criaria um conflito entre a norrna editada no Decreto-Lei n° 2.124, de 13.06.1984 e a Lei Maior de 1967 (art. 153, §2°). 4 Processo n° 10845.002198/2005-09 Acórdão n.° 303-35.278 CC03/CO3 Fls. 31 Da análise do artigo 97, inciso V, do Código Tributário Nacional, também não resta dúvida que somente a lei é dada autorização para criar deveres e direitos, não escapando regra as obrigações acessórias. Por outro lado, incabível dar ao artigo 100, do mesmo diploma, a conotação de que está aberta a possibilidade de um ato normativo vir a substituir a função da lei, ou por falha da lei cobrir sua lacuna ou vicio. No mais, atos normativos de caráter normativo são assim caracterizados por introduzirem normas atinentes ao "modus operandi" do exercício da função administrativa tributária, tendo força para normatizar a conduta da própria administração em face do contribuinte, e em relação ás condutas do contribuinte, servem, tão somente, para explicitar o que fora estabelecido em lei. E nesse contexto que os atos normativos cumprem sua função de complementaridade das leis. Ressalte-se que todo ato administrativo tem por requisito de validade cinco elementos: objeto licito, motivação, finalidade, agente competente e forma prescrita em lei. Ocorre que, a Instrução Normativa n° 129, de 19.11.1986 cumpriu os desígnios orientadores da validade do ato administrativo no concernente aos três primeiros elementos, vez que a exigência de entrega de Declaração de Contribuições e Tributos Federais — DCTF, com o fim de informar a Secretaria da Fazenda Nacional o montante de tributos devidos e suas respectivas bases de cálculo, é de materialidade licita, motivada pela necessidade de a Fazenda ter o controle dos fatos geradores que fazem surgir cada relação jurídica tributária entre o contribuinte e o Fisco, tendo por finalidade o controle do recolhimento dos respectivos tributos. Porém, no que tange ao agente competente, o mesmo não se verifica, uma vez que o Secretário da Receita Federal não tem a competência legiferante, privativa do Poder Legislativo, para criar normas constituidoras de obrigações de caráter pessoal ao contribuinte, cuja cogência é imposta pela cominação de penalidade. Ainda que se admitisse que o Decreto-lei n° 2.124, de 13.06.1984, fosse o veiculo introdutório para outorgar competência ao Ministério da Fazenda para que criasse deveres instrumentais, o Decreto-lei não poderia autorizar ao Ministério da Fazenda a delegar tal competência, como na realidade não o fez, tendo em vista o principio da indelegabilidade da competência tributária (art. 7° do Código Tributário Nacional) e até mesmo o principio da indelegabilidade dos poderes (art. 2° da CF/88). Assim, se o Ministério da Fazenda não tinha a competência para delegar a competência que recebera com exclusividade do Decreto-lei n° 2.124, de 13.06.1984, a Portaria MF n° 118, de 28/06/1984, extravasou os limites do poder outorgados pelo Decreto- Lei. Quanto b. forma prescrita em lei, a instituição da obrigação de entrega da DCTF, por instrução normativa, também não cumpre o requisito de validade do ato administrativo, urna vez que tal instituição é reservada à Lei. Somente a Lei pode criar um vinculo relacional entre o Fisco e o contribuinte e a penalidade pelo descumprimento da obrigação fulcral desse vinculo. E tal poder é indelegivel, com o fim de que sejam garantidos o Estado de Direito Democrático e a Segurança Jurídica. Processo n° 10845.002198/2005-09 Acórdão n.° 303-35.278 CC03/CO3 Fls. 32 Ademais, a delegação de competência legiferante introduzida pelo Decreto-Lei no 2.124, de 13.06.1984, não encontra supedâneo jurídico na nova ordem constitucional instaurada pela Constituição Federal de 1988, uma vez que o art. 25 estabelece o seguinte: "Art. 25 — Ficam revogados a partir de cento e oitenta dias da promulgação da Constituição, sujeito este prazo a prorrogação por lei, todos os dispositivos legais que atribuam ou deleguem a órgão do Poder Executivo competência assinalada pela Constituição ao Congresso Nacional, especialmente no que tange a: I — ação normativa; II — alocação ou transferência de recursos de qualquer espécie" (Grifei) Assim, a competência de legislar sobre a matéria pertinente ao sistema tributário é do Congresso Nacional, como determina o art. 48 da Constituição Federal, sendo que a delegação outorgada pelo Decreto-Lei n° 2.124, de 13.06.1984, ato do Poder Executivo auto disciplinado, que ainda que pudesse ter validade na vigência da constituição anterior, perdeu sua vigência 180 dias após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Tendo a norma que dispõe sobre a delegação de competência perdido sua vigência, a Instrução Normativa n° 129, de 19.11.1986, ficou sem fonte material que a sustente e, consequentemente, também perdeu sua vigência em abril de 1989. Quanto à cominação da penalidade estabelecida no próprio texto da Instrução Normativa n° 129, de 19.11.1986, Anexo II - 1.1 (e, posteriormente, na Instrução Normativa no 73, de 19.12.1996, que a alterou), entendo que os argumentos retro mencionados são plenamente aplicáveis, isto 6, a imposição de qualquer tipo de multa só poderá ser prevista em Lei. Desta feita, a ausência de perfeita tipicidade na lei de conduta do contribuinte, implica a carência da ação fiscal e, como tais elementos estão ausentes no presente caso, dai também não ser punível a conduta do agente. Tudo isto para dizer que a Instrução Normativa n° 129, de 19.11.1986 não constitui o veiculo próprio a criar, alterar ou extinguir direitos, seja porque não encontra em lei seu fundamento de validade material, seja porque inova o ordenamento jurídico extrapolando sua própria competência. Tal assertiva veio a ser confirmada com a edição da Lei n° 10.426, de 25.04.2002 (conversão da Medida Provisória n° 16 de 27.12.2001) que assim dispõe: "Art. 7° 0 sujeito passivo que deixar de apresentar Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), Declaração de Débitos e Créditos Tributeirios Federais (DCTF), Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica e Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Did), nos prazos fixados, ou que as apresentar com incorreções ou omissões, será intimado a apresentar declaração original, no caso de não-apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela Secretaria da Receita Federal, e sujeitar-se-á (Is seguintes multas: Processo n° 10845.002198/2005-09 Acórdão n.° 303-35.278 CC03/CO3 Fls. 33 — de dois por cento ao mês calendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica ou na Dirf, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega desta Declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §.3°. Com efeito, a adoção da Medida Provisória n° 16, posteriormente convertida na Lei n° 10.426/02, determinando sanções para a não apresentação, pelo sujeito passivo, da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), atesta cabalmente a inexistência de legislação valida até a sua edição, uma vez que não haveria lógica em se editar norma, de caráter extraordinário, que simplesmente repetisse a legislação anterior. Ao adotar Medida Provisória, o Poder Executivo Federal reconheceu a necessidade de disciplinar a instituição de deveres instrumentais e penalidades para seu descumprimento, que até então não se encontrava (validamente) regulada pelo direito patio. Assim, após a entrada em vigor da Medida Provisória n° 16/2001, convertida na Lei n° 10.426, de 24.04.2002, surgiu a disciplina válida ou vigente no sistema tributário nacional para o cumprimento do dever acessório de entrega da DCTF, e, consequentemente, para a cominação de sanções para sua não apresentação, vindo a confirmar todo o entendimento exposto com relação à Instrução Normativa n° 129, de 19.11.1986. Assim, consubstanciada na Lei n° 10.426, de 24.04.2002 (conversão da Medida Provisória n° 16 de 27.12.2001), a Instrução Normativa SRF n° 583, de 20.12.2005 (a qual revogou a IN SRF n° 532, de 30.03.2005, que alterou a IN SRF n° 482, de 21.12.2004), validamente, estabelece quanto à multa a ser aplicada, que: "Art. 10. A pessoa jurídica que deixar de apresentar a DCTF no prazo fixado ou que a apresentar corn incorreções ou omissões será intimada a apresentar declaração original, no caso de não- apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela SRF, e sujeitar-se-á its seguintes multas: 1 — de dois por cento ao mês-calendário ou fração, incidente sobre o montante dos impostos e contribuições informados na DCTF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega dessa declaração ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento, observado o disposto no §3°,. §30 A multa minima a ser aplicada será de: 1 — R$200,00 (duzentos reais) tratando-se de pessoa jurídica inativa; II — R$500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. 7 Desta forma, como mencionado anteriormente, atos normativos, tal como a i vigente Instrução Normativa SRF n° 583, de 20.12.2005, são para explicitar o que fora Processo n° 10845.002198/2005-09 Acórdão n.° 303-35.278 CC03/CO3 Fls. 34 estabelecido em Lei (Lei n° 10.426, de 24.04.2002, conversão da Medida Provisória n° 16 de 27.12.2001), cumprindo, nesse contexto, sua função de complementaridade da Lei. Quanto ao aspecto da denúncia espontânea, adoto entendimento que é pacifico no Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que não é cabível tal beneficio quando se trata de DCTF, conforme se depreende dos julgamentos dos seguintes recursos, entre outros: RESP 357.001-RS, julgado em 07/02/2002; AGRESP 258.141-PR, DJ de 16/10/2000 e RESP 246.963-PR, DJ de 05/06/2000. Descabe a alegação de denúncia espontânea quando a multa decorre tap somente da impontualidade do contribuinte quanto a uma obrigação de fazer, cuja sanção da norma jurídico-tributária é precisamente a multa. Destaco decisão proferida pela Egrégia P Turma do STJ, através do Recurso Especial n°195161/G0 (98/0084905-0), relator Ministro José Delgado (DJ de 26.04.99): "TRIBUTÁRIO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. ENTREGA COM ATRASO DA DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. MULTA. INCIDÊNCIA ART. 88 DA LEI 8.981/95. A entidade `denúncia espontânea' não alberga a prática de ato puramente formal do contribuinte de entregar, corn atraso, a declaração do imposto de renda. (grifo nosso). As responsabilidades acessórias autônomas, sem qualquer vinculo direto com a existência do fato gerador do tributo, não esteio alcançadas pelo art.I 38, do CTN. Há de se acolher a incidência do art. 88 da Lei 8.981/95, por não entrar em conflito com o art.I 38 do CTN. Os referidos dispositivos tratam de entidades jurídicas diferentes. Recurso provido" . Ocorre que, in casu, tem-se situação em que o contribuinte fora impossibilitado de entregar a DCTF do 4° trimestre de 2004 dentro do prazo, em razão de congestionamento de dados no site da Receita Federal. Tanto é que a própria Receita Federal acabou por reconhecer que houve problemas técnicos nos sistemas eletrônicos desenvolvidos pelo Serpro para a recepção e transmissão de declarações, através do Ato Declaratório Executivo SRF n° 24, de 08/04/2005. Em observância a referido ato, a Receita Federal considerou como entregues em 15/02/2005, as declarações apresentadas até 18/02/2005. A controvérsia, no entanto, se estabeleceu pelo fato do contribuinte ter apresentado a DCTF, relativa ao 4° trimestre de 2004, somente em 23/02/2005, ou seja, após 18/02/2005. Note-se, primeiramente, que a própria Receita Federal reconhecera a ocorrência de problemas técnicos nos sistemas eletrônicos de recepção e transmissão de declarações. Outrossim, embora tenha ampliado a data limítrofe de entrega para 18/02/2005, como se • Processo n° 10845.002198/2005-09 Acórdão n.° 303-35.278 CC03/CO3 Fis. 35 tivessem sido entregues em 15/02/2005, no ha nada que comprove que, naquela data (18/02/2005), haviam cessado tais problemas. Pelo exposto, DOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, visto que comprovada a impossibilidade de transmissão da DCTF, referente ao 4° trimestre de 2004, no prazo. Sala das Sessões, em 25 de abril de 2008 ------ ,N2TON L BARTO - Relator • 9
score : 1.0
Numero do processo: 10680.001624/2003-47
Data da sessão: Wed May 12 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
Exercício: 1999, 2000, 2001
MATÉRIA RECORRIDA DISTINTA DA CONTIDA NO LANÇAMENTO.
Embora existam trechos na decisão recorrida e mesmo na decisão de primeira instância sobre área de preservação permanente, trata-se de cálculo do VTN arbitrado pela fiscalização em comparação com laudo apresentado pelo contribuinte.
Recurso especial não conhecido.
Numero da decisão: 9202-000.897
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, tendo em vista a matéria relativa ao ADA não constar do lançamento.
Matéria: ITR - ação fiscal (AF) - valoração da terra nua
Nome do relator: Julio Cesar Vieira Gomes
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ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR Exercício: 1999, 2000, 2001 MATÉRIA RECORRIDA DISTINTA DA CONTIDA NO LANÇAMENTO. Embora existam trechos na decisão recorrida e mesmo na decisão de primeira instância sobre área de preservação permanente, trata-se de cálculo do VTN arbitrado pela fiscalização em comparação com laudo apresentado pelo contribuinte. Recurso especial não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes tos. Acordam os membros do colegiado, p,4 unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, tendo em vista a maté a relativa ao s não constar do lançamento. 1 Á ' CARLÓS ALBERTO E AS BARRE - Presidente \-0+1( N,„ra JULIO CESAR VIEIRA G* ES - Rela or EDITADO EM: 31 [IAl201, Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Manoel Coelho Arruda Junior, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Nelson Mallmann (Suplente convocado), Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Mias Sampaio Freire. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Francisco de Assis Oliveira Junior. Relatório Trata-se de recurso especial de divergência interposto pela Fazenda Nacional contra Acórdão, no qual, decidiu-se pela exclusão da base de cálculo do ITR da área do imóvel de preservação ambiental permanente, ainda que ao informada em ato declaratório ambiental ou informada intempestivamente. Alega o ilustre representante da Fazenda Nacional que há divergência jurisprudencial nesse sentido e aponta o acórdão n° 302-36278, dentre outros: PROCESSO N° : 13410.00011412001-69 SESSÃO DE: 09 de julho de 2004 • ACÓRDÃO N° : 302-36.278 RECURSO N° 128.241 RECORRENTE : JASON REDOR JARDIM RECORRIDA DRPRECIFE/PE 1111 RECURSO VOLUNTÁRIO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL — ITR EXERCÍCIO DE 1997 ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. A existência de áreas de preservação permanente deve ser reconhecida mediante ato declaratório do TRAMA, ou Órgão delegado através de convênio. As áreas de reserva legal devem ser averbadas á margem da inscrição da matricula do imóvel no registro de imóveis competente. NEGADO PROVIMENTO AO RECURSO. Sustenta, ainda, que: a) A exigência existe desde a Lei n° 6.938, de 31/081981 com a redação dada pela Lei n° 10.165/2000, reiterando-se os termos da supracitada instrução normativa; b) A exigência alinha-se com a norma que consagrou o beneficio, servindo como meio para comprovação da área alcançada; c) A declaração evita que o direito seja comprovado por meios mais gravosos e dispendiosos, como a nomeação de peritos; e d) Não se discute a materialidade, isto é, ser ou não a área de preservação permanente ou reserva legal, mas apenas o descumprimento de exigência essencial para que se valha do direito legal ao beneficio tributário, sempre interpretado literalmente. - - Em contra-razões, o interessado sustenta a inadmissibilidade do recurso e, no mérito, reprisa os argumentos em seu recurso voluntário. 2 Processo n° 10680.001624/2003-47 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.897 Fl. 2 Acontece que verificando o lançamento, constato que não constam valores glosados para a área apresentada pela recorrente. O auto de infração constitui crédito sobre a diferença entre o valor arbitrado pela fiscalização e o declarado pelo contribuinte para a terra nua, VTN. É o relatório. Voto Conselheiro JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Relator Sendo tempestivo, passo ao seu exame. Conforme relatado na parte final, a matéria recorrida é distinta daquela a que se refere o crédito constituído. Não se trata de ausência do Ato de Declaração Ambiental — ADA mas sim de diferença de valores para a base de cálculo do ITR arbitrado, VTN Em razão do exposto, voto por não conhecer do recurso especial. / I ; Julio CSI r ieira Gomes - Relator 3
score : 1.0
Numero do processo: 10925.000307/95-95
Data da sessão: Fri Mar 20 00:00:00 UTC 1998
Ementa: MULTA DE 300% PELA FALTA DE EMISSÃO DE NOTA FISCAL -
Não cabe a multa por falta de emissão de nota fiscal, prevista no
artigo 3° da Lei n° 8.846/94, quando a omissão de receita tem
origem em auditoria de produção realizada com apoio no artigo 343
parágrafo 1° do RIPI/82.
IRPJ - A falta levantada no confronto das saídas efetivas com as
registradas, obtidas através do procedimento previsto no artigo 343
do RIPI/82, comprova a omissão de receita da venda dos produtos
objeto do levantamento.
LANÇAMENTOS DECORRENTES - 1RRF - A omissão de receita,
configura redução indevida do lucro líquido, sendo considerada
automaticamente recebida pelos sócios e tributada exclusivamente
na fonte à alíquota de 25%. (Lei n° 8.541/91 art. 44 c/c art. 3° da MP
n° 492/94).
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS -
COFINS - Constitui, a omissão de receita obtida em levantamento
quantitativo, base de cálculo para a exigência da Contribuições
Sociais incidentes sobre o lucro e faturamento.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 102-42.826
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: José Clóvis Alves
1.0 = *:*
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IRPJ - A falta levantada no confronto das saídas efetivas com as registradas, obtidas através do procedimento previsto no artigo 343 do RIPI/82, comprova a omissão de receita da venda dos produtos objeto do levantamento. LANÇAMENTOS DECORRENTES - 1RRF - A omissão de receita, configura redução indevida do lucro líquido, sendo considerada automaticamente recebida pelos sócios e tributada exclusivamente na fonte à alíquota de 25%. (Lei n° 8.541/91 art. 44 c/c art. 3° da MP n° 492/94). CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS - COFINS - Constitui, a omissão de receita obtida em levantamento quantitativo, base de cálculo para a exigência da Contribuições Sociais incidentes sobre o lucro e faturamento. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por NEY CARLOS VISNIEVSKY (FIRMA INDIVIDUAL). ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. MNS MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10925.000307/95-95 Acórdão n°. : 102-42.826 Recurso n°. : 114.857 Recorrente : NEY CARLOS VISNIEVSKY (FIRMA INDIVIDUAL) ANTONIO DÊ4REITAS DUTRA PRESIDENTE ' /7,/7" op e Á e • E LÓVIS AL ES /RELATOR FORMALIZADO EM: O E JUN 1998 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros URSULA HANSEN, VALMIR SANDRI, SUELI EFIGÊNIA MENDES DE BRITTO, MARIA GORETTI AZEVEDO ALVES DOS SANTOS e FRANCISCO DE PAULA CORRÊA CARNEIRO GIFFONI. Ausente, justificadamente, a Conselheira CLÁUDIA BRITO LEAL IVO. 2 ' 0n., MINISTÉRIO DA FAZENDA; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10925.000307/95-95 Acórdão n°. : 102-42.826 Recurso n°. : 114.857 Recorrente : NEY CARLOS VISNIEVSKY (FIRMA INDIVIDUAL) RELATÓRIO NEY CARLOS V1SNIEVSKY (FIRMA INDIVIDUAL), CGC N° 78.268.000/0001-64, estabelecido à Rua Fernando Machado n° 87, em Caçador - SC, inconformado com a decisão do Senhor Delegado da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis - SC que manteve os lançamento constante do autos de infração referentes ao 1RPJ, IRRF, CONTRIBUIÇÃO PARA A SEGURIDADE SOCIAL SOBRE O LUCRO, PIS RECEITA OPERACIONAL E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL, interpõe recurso a este Conselho objetivando a reforma da decisão. Constam inicialmente do processo as seguintes exigências: Multa pela falta de emissão de nota fiscal fl. 02 45.989,37 UFIR Enquadramento legal: artigos 1° a 3° da Lei 8.846/94. Imposto de Renda Pessoa Jurídica 4.022,02 UFIR Enquadramento legal: Arts. 523 par. 3° 739 e 892 do RIR/94. Imposto de Renda Retido Na Fonte 4.022,02 UFIR Enquadramento legal: Art. 44 da Lei 8.541/92 c/c art. 30 da MP 492/94. Imposto Sobre Produtos Industrializados 1.607,60 UFIR Enquadramento legal: Arts. 22,11, 55,1 , b e c, 59, 107,11 c/c 8° e 3° e 112 IV do RIPI 82. Contribuição para a Seguridade Social 319,21 UF1R Enquadramento legal: arts. 1°, 1°, 3°, 4° e 5° da Lei Complementar n° 70 de 30 de dezembro de 1991. 3 .40r 2" • MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10925.000307/95-95 Acórdão n°. : 102-42.826 6) PIS Receita Operacional 103,74 Enquadramento legal: Art. 3° alínea "b" da Lei Complementar 7/70. Contribuição Social 1.608,80 Enquadramento legal: Art. 2° e seus parágrafos da Lei 7.689/88 Arts. 38 e 39 da Lei 8.541/92. O fato motivador das autuações encontra-se no relatório de páginas 80/82, tendo a fiscalização procedido a levantamento quantitativo ou auditoria de produção, com a utilização do estoque inicial, compras e estoque final, para isso utilizou as notas fiscais de entrada, saída e o registro de inventário. Tal levantamento encontra amparo no artigo 343 parágrafo primeiro do RIPI/82 aprovado pelo Decreto 87.981/82. Através de cálculo matemático El +C - EF, chegou-se a uma saída efetiva de 1.035 litros de tinta no período de agosto a dezembro de 1994 enquanto que foram registradas saídas de apenas 540,5 litros, chega-se então a uma saída não registrada de 494,5 litros. Para estabelecimento do valor tributável por litro foi utilizada a média ponderada decêndio a decêndio, conforme demonstrativo de fl. 81. Os autuantes então formalizaram a exigência do IPI e de todos os outros tributos e contribuições exigíveis nos casos de omissão de receita, além é claro da multa por falta de emissão de nota fiscal. Inconformado o contribuinte impugnou os lançamentos afirmando que houve erro de cálculo dos autuantes pois não efetuaram corretamente a 4 f;,,. MINISTÉRIO DA FAZENDA; .- PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10925.000307/95-95 Acórdão n°. : 102-42.826 multiplicação da quantidade versus litros que compõem um galão de tinta com conteúdo de 3 litros. Faz explicações para demonstrar o erro. A autoridade monocrática não conheceu a impugnação por falta de assinatura. Cientificado o contribuinte entrou com nova petição, fls. 98/99 de mesmo teor a qual contém a assinatura. Novamente a DRJ se pronunciou e informou que não fora estabelecido o litígio, considerado inocorrido por desconhecimento da impugnação apresentada anteriormente, por falta de assinatura. Novamente cientificado o contribuinte apresentou petição recursal fls. 108/109, alegando que a impugnação fora apresentada dentro do prazo legal e afirmando que não tem culpa se no ato da entrega não foi colhida sua assinatura. Levado a julgamento nesta Câmara em 22 de agosto de 1996, os seus membros através do Acórdão 102-40.577, páginas 116/122, decidiram por unanimidade de votos determinar correção de instância para que a petição dirigida a este Conselho fosse apreciada como impugnação, tendo sido relatora a Dra. Ursula Hansen que em brilhante voto demonstrou ser obrigatoriedade da autoridade preparadora adotar medidas necessária ao saneamento de irregularidades, incorreções e omissões, como a falta de assinatura ocorrida na peça impugnatória, apresentada tempestivamente. Retornados os autos a autoridade monocrática proferiu a decisão de folhas 126/131, através da qual julgou improcedente a exigência do IPI e manteve os demais créditos tributários lançados com base na legislação contida nos autos de infração. 5 If.,- MINISTÉRIO DA FAZENDA", • - PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10925.000307/95-95 Acórdão n°. : 102-42.826 Inconformado com a decisão singular o contribuinte apresentou a petição recursal de folhas 136/138 e os documentos de folhas a 142, alegando em sua súplica, em epítome, o seguinte: - Que houve equívoco do funcionário que transcreveu o inventário, só percebido após o término da fiscalização. - As tintas cujos códigos são 100/20, 120/54, 200/21 e 500/206, contidas na página 49 do livro de inventário somente são vendidas em galões, para comprovar apresenta duas notas fiscais de aquisição das tintas, e faz demonstração para comprovar os enganos cometidos no livro de inventário. - Faz diversos cálculos e demonstrações para concluir que não houve omissão de receitas. - Adiante diz: "Para que se apure omissão de receitas deveria os Srs. Auditores proceder levantamento físico dos estoques comparando-o com o transcrito no Livro Inventário, pois a diferença encontrada é substancial, prejudicando inclusive a oportunidade de defesa do impugnante. Não encontramos nenhuma afirmação de que houve este procedimento. Diante disso não pode afirmar com certeza que houve omissão de receita." Instada, a PFN diz que o recurso não merece acolhimento, porque, totalmente desprovido de respaldo jurídico. É o Relatório/./ 0 i / 1PP ‘ / 6 • - 1V11NISTÉRIO DA FAZENDA; 41; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES I. SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10925.000307/95-95 Acórdão n°. : 102-42.826 VOTO Conselheiro JOSÉ CLÓVIS ALVES, Relatar O recurso é tempestivo, dele conheço não há preliminar a ser analisada. O contribuinte alega que o funcionário cometera erro no preenchimento do Registro de Inventário, onde está escrito gramas seria galão. Não procede a afirmação do contribuinte, embora o livro esteja incompleto, pois a coluna da classificação fiscal não fora preenchida, estou convencido de que a fiscalização com base na própria informação do contribuinte adotou corretamente a unidade litro. Realmente as notas fiscais para os produtos mencionados traz a unidade galão de 3 litros, porém quanto aos cálculos realizados podemos não podemos concordar com o contribuinte pois em se tratando de galão a unidade, não poderia haver registro de fração de galão como quer demonstrar. Outra incoerência é quanto à demonstração de valores que quer provar estarem errados, ora como poderia registrar por exemplo um galão da base preto A-926 por R$ 26,20 em dezembro se em agosto já custava R$ 36,95 conforme nota fiscal de folha 139? O contribuinte quer se defender alegando o erro na escrituração do livro de inventário, porém não tendo-o feito de acordo com a legislação dever arcar com as conseqüências pois a fiscalização é que nada tem a ver dom a incompetência dos seus funcionários. 7 ' Ir,. MINISTÉRIO DA FAZENDA - : PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10925.000307/95-95 Acórdão n°. : 102-42.826 O artigo 289 do RIPI/82, determina o arrolamento das matérias primas, produtos intermediários, material de embalagem, produtos em fase de fabricação, pelos seus valores e com especificações que permitam sua perfeita identificação, inclusive quanto a unidade e quantidade. Também o imposto de renda determina o arrolamento dos bens de forma a permitir sua identificação: IMPOSTO DE RENDA Decreto n° 1.041, de 11 de janeiro de 1994 Art. 207 - No livro de Inventário deverão ser arrolados, com especificações que facilitem sua identificação, as mercadorias, os produtos manufaturados, as matérias-primas, os produtos em fabricação e os bens em almoxarifado existentes na data do balanço patrimonial levantado ao fim de cada período-base de incidência (Leis ns. 154/47, art. 2°, § 2°, 6.404/76, art. 183, II, e 8.541/92, art. 30)., Não procede também a alegação de que a fiscalização deveria fazer levantamento físico da mercadoria pois, tratando-se de fatos passados pode e deve ela se basear na escrituração procedida pelo contribuinte. Das exigências mantidas não cabe prosperar a multa pela falta de emissão de nota fiscal como abaixo demonstramos. A origem da autuação está na constatação de saídas maiores que as efetivamente registradas nas notas fiscais, com fulcro no artigo 343 parágrafo primeiro do RIPI 82, verbis: "Art. 343 - Constituem elementos subsidiários, para o cálculo da produção, e correspondente pagamento do imposto, dos k. MINISTÉRIO DA FAZENDA • ; PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES I. SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10925.000307/95-95 Acórdão n°. : 102-42.826 estabelecimentos industriais, o valor e quantidade das matérias primas, produtos intermediários e embalagens adquiridos e empregados na industrialização e acondicionamento dos produtos, o valor das despesas gerais efetivamente feitas, o da mão-de-obra empregada e os demais componentes do custo de produção, assim como as variações dos estoques de matérias primas, produtos intermediários e embalagens. (Lei n° 4.502/64, art. 108). Parágrafo Primeiro - Apurada qualquer falta no confronto da produção resultante do cálculo dos elementos constantes deste artigo com a registrada pelo estabelecimento, exigir-se-á o imposto correspondente, o qual, no caso de fabricante de produtos sujeitos a alíquotas e preços diversos, será calculado com base nas alíquotas e preços mais elevados, quando não for possível fazer a separação pelos elementos da escrita do estabelecimento. (Lei n° 4.502/64, art. 108 Par. 1°)." O texto legal supra transcrito é que deu base para o levantamento e a exigência do IPI. Partiu então de falta apurada no confronto das saídas efetivas e as registradas. Há então uma presunção legal de que a quantia em falta não fora registrada. No presente processo não houve prova da não emissão de nota fiscal, mas uma presunção de omissão de vendas via levantamento quantitativo de estoque. A caracterização da omissão de receita foi via levantamento quantitativo nos termos do artigo 343 do RIPI e não via falta de emissão de nota fiscal, que poderia ser comprovada, por exemplo com o fechamento do caixa, a contagem do dinheiro e a comparação com os valores registrados no período dia da verificação. Há na legislação tributária diversas presunções legais de omissão de receita tais como saldo credor de caixa, passivo fictício, a falta de emissão de notas fiscais instituída pela Lei 8846/94, baseada normalmente em levantamentos de caixa, e a presunção de omissão de saídas sem registro mediante levantamento quantitativo previsto no artigo 343 do RIPI. Tendo a presunção de omissão de 9 . K, MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEMO CONSELHO DE CONTRIBUINTES d' SEGUNDA CÂMARA Processo n°. : 10925.000307/95-95 Acórdão n°. :102-42.826 receita sido baseada em norma diversa da Lei 8846/94 não cabe a exigência da multa pela falta de emissão de nota fiscal. Quanto às outras exigências, ratifico a decisão monocrática. Assim conheço o recurso como tempestivo e no mérito dou-lhe provimento parcial para afastar a exigência da multa por falta de emissão de nota fiscal no valor de 45.989,37 lançada através do auto de infração de folha 02. Sala das Sessões - DF, em 20 de março de 1998. cc, (jeA1 J t' ; LÓVIS ALVES Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1 _0000800.PDF Page 1 _0000900.PDF Page 1 _0001000.PDF Page 1
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Numero do processo: 10660.001213/89-16
Data da sessão: Wed Feb 19 00:00:00 UTC 1992
Ementa: LANÇAMENTO DECORRENTE - PIS/DEDUÇÃO -
EXERCÍCIO DE 1987 - Para adequar o
lançamento decorrente ao lançamento
matriz, e em função da renovação da
instância inaugural no âmbito deste
último, é de se deteminar a prolação
de novo decisório que sustentará o
lançamento interligado.
Recurso provido.
Numero da decisão: 103-12.016
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, restituir os autos ã repartição de origem a fim de que seja proferida nova decisão singular Á vista do que foi decidido no processo matriz, nos termo o relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Victor Luiz De Salles Freire
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Numero do processo: 11050.003118/2004-52
Data da sessão: Thu Feb 04 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 3101-000.076
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 11050.003118/2004-52 Recurso n° 340.544 Resolução n° 3101-00.076 — ia Camara / P Turma Ordinária Data 04 de fevereiro de 2010 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente INTERQUIMICA COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE PRODUTOS Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. enri4ue Pinheiro Torres - Presidente / 7/Y aness a Ai hiiqu erque Valente — Relatora EDITADO EM: 08/04/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tardsio Campelo Borges, Corinth° Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo, Valdete Aparecida Marinheiro e Vanessa Albuquerque Valente. RELATÓRIO Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relatório do órgão julgador de primeira instancia até aquela fase: "A empresa acima qualificada importou, por meio das Declarações de Importação (Dls) relacionadas as fls. 21 a 27, registradas entre 12/01/1999 e 09/06/2004, mercadoria consignada como "Dispergator FL", classificando-a no código NCM 2930.90.99 — "Outros tiocompostos orgânicos" (5% de II - fatos geradores ocorridos entre 12/01/1999 e 31/12/2000, 4,5% de II - fatos geradores ocorridos entre 01/01/2001 e 01/08/2001, 0% de II - fatos geradores ocorridos entre 02/08/2001 e 31/03/2004, 2% de II - fatos geradores ocorridos entre 01/04/2004 e 09/06/2004, e 0% de IPI). Por sua vez, Laudo do Laboratório Nacional de Análises em convênio com a Funcamp Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (n° 0905.01 - LAB 2069/RIO GRANDE —fls. 279 e 280, emitido em fun cão de amostra coletada no curso do despacho aduaneiro referente a DI n° 02/0120069-9, incluída no demonstrativo de fls. 21 a 27, informou que a mercadoria trata-se de uma "Preparação constituída de Éster de Ácido Graxa, Saba() Metálico e Substância Inorgânica de Silica, na forma sólida", "utilizada como Agente de processamento na Indústria da Borracha." Com base nessas informações, a autoridade autuante concluiu que a mercadoria importada deveria ser classificada no código NCM 3824.90.39— "Outras preparações para borracha ou plásticos e outras preparações para endurecer resinas sintéticas, colas, pinturas ou uso similares" (17% de II - fatos geradores ocorridos entre 12/01/1999 e 31/12/2000, 16,5% de II - fatos geradores ocorridos entre 01/01/2001 e 31/12/2001, 15,5% de II - fatos geradores ocorridos entre 01/01/2002 e 31/12/2003, 14% de II - fatos geradores ocorridos entre 01/01/2004 e 09/06/2004, e 10% de IPI), o que gerou a lavratura dos Autos de Infra cão de fls. 01 a 97 para exigência de R$ 75.718,94, a titulo de Imposto de Importação (II), de R$ 62.254,55, relativamente ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IN), de R$ 4.410,66, correspondente a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), de R$ 957,58, referente a Contribuição para o PIS/PASEP, acrescidos de multa de oficio e juros de mora, e de R$ 9.525,21, a titulo de multa proporcional ao valor aduaneiro, capitulada no art. 84, inciso I da MP n° 2.158-35, de 24/08/2001 (mercadoria classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul). Cientificada da autuaçã o, a interessada protocolizou a defesa de fls. 292 a 295, acompanhada dos documentos de fls. 296 a 303, complementada as fls. 312 a 397, argumentando, em síntese, que: - preliminarmente, em relação as Declarações de Importação registradas no ano de 1999, ocorreu a decadência do direito de lançar, nos termos dos arts. 54 e 138 do Decreto-lei n°37/1966, com a redação dada pelo art. 2° do Decreto-lei n° 2.472/1988, uma vez a ciência do Auto de Infração só foi dada a contribuinte em 27/12/2004; - o Laudo Técnico foi embasado em amostras retiradas de apenas uma operação de importação, ou seja, aquela correspondente a DI n° 02/0120069-9, não havendo qualquer sustentaçâo jurídica para que a interessada possa ser autuada em relação a outras Dls, por analogia, sem a confecção dos devidos laudos periciais específicos, comprobatórios de eventuais erros cometidos, entendimento corroborado pela jurisprudência administrativa transcrita as fls. 327 a 329; - deve-se lembrar que o Laudo em comento traz em seu corpo uma nota que atesta que os resultados das análises contidos no documento têm Processo n° 11050.003118/2004-52 S3-C1T1 Resolução n.° 3101-00.076 Fl. 2 significação restrita e se referem somente a amostra recebida pelo laboratório; - a autorização para utilização da prova emprestada foi concedida pelo art. 68 da Lei n° 10.833/2003, portanto não pode ser aplicada a Declarações de Importação registradas anteriormente it 30/12/2003, data da publicação da referida norma; - nas Dls em que não houve retirada de amostra para perícia técnica deve prevalecer a descrição e a classificação apontadas pela impugnante; - por outro lado, existindo DIs parametrizadas para o canal vermelho, resta claro que o fisco homologou a classificação aposta nos referidos documentos, já que no referido canal de conferencia há a verificação fisica da mercadoria e, em conseqüência, a identificação e a classificacão são obrigatórias, tornando o desembaraço uma situação jurídica perfeita e acabada; dessa forma, a pretendida alteração do enquadramento tarifário equivale a uma mudança do critério jurídico do lançamento, o que é vedado pelo Código Tributário Nacional (GIN); - a ciência do Laudo Técnico só foi dada após a lavratura dos Autos de Infra cão, contrariando o disposto na IN/SRF n° 14/1985, o que torna nulo o procedimento Fiscal, por cerceamento ao direito de defesa; - além disso, o referido Laudo Pericial não pode ser aceito pois é incompleto, deixando de indicar a metodologia utilizada nas análises efetuadas e não se fazendo acompanhar do espectro do infravermelho; - o "Dispergator FL" é uma combinação de sabões metálicos, álcoois de alto ponto de ebulição e ácidos graxos que usa a silica como veiculo para os ingredientes ativos, sendo usado como auxiliar de processos na indústria da borracha e também como agente peptizante e hornogeneizante (maiores informações técnicas constam das folhas anexadas pelo Laboratório conveniado com a Receita Federal); - uma vez que a posição 3824 é destinada exclusivamente para produtos e compostos não compreendidos em outras posições, e que no Capitulo 29 encontram-se relacionados todos os ácidos, seus sais e ésteres e compostos organo-inorgânicos, compostos heterociclicos, ácidos nucléicos e seus sais e sulfonamidas, constando a subposição residual "outros", fica evidente que o produto importado não pode ser enquadrado na posição pretendida pelo fisco; - pela aplicação da Regra 3b, considerando que, mediante identificação química, o Laudo atesta a presença de Carboxilato, Silica, Sódio e Cálcio sem quantificá-los, e na conclusão diz tratar-se de uma preparação constituída de éster de ácido graxo, sabão metálico e substância inorgânica de silica, a posição 2930, adotada pela impugnante nas Dls, é mais especifica que a posição 3824, indicada pela autoridade aduaneira; - Parecer anexo, elaborado por perito idôneo, demonstra a invalidade do Laudo da Funcamp e a imprestabilidade de suas conclusões; - em reforço a todos os argumento expostos, documento fornecido pelo fabricante do "Dispergator FL" informa o prazo de validade do produto; - requer a realização de novo exame da mercadoria em questão, designando perito e elencando quesitos afl. 295; - questiona se os Autos de Infração atendem ao disposto no art. 10, inciso IV, do Decreto n° 70.235/1972, uma vez que, além de não constar do seu enquadramento legal a norma que teria sido infringida, do exame do processo fiscal como um todo verifica-se que o autuante pretende aplicar a multa do art. 44, inciso I, da Lei n°9.430/1996 e os juros previstos no art. 61, 5S 3° do mesmo diploma legal, dispositivos não citados no corpo dos referidos Autos de Infra cão; - especificamente em relação aos Autos de Infração da COFINS e do PIS/PASEP, é detentora de liminar concedida pela Justiça Federal, no sentido de que a base de cálculo de suas importações deve ser determinada sem a inclusão do ICMS; - mesmo se houvesse erro na classificação fiscal da mercadoria em questão, não seria cabível a aplicação da multa de oficio, nos termos do ADN COSIT n° 10/1997 e do ADI SRF n° 13/2002, visto ter sido o artigo adequadamente descrito, sem qualquer intuito doloso ou má-fé; - não cabe a imposição de multa e juros morató rios em ato de revisão aduaneira, consoante farta jurisprudência emanada do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes; - estando o produto corretamente classificado, consoante o exposto, não há que se falar na imposição da absurda multa prevista no art. 84, inciso Ida Medida Provisória n°2.158-35, de 24/08/2001. Ao final, considerando as razões apresentadas, a impugnante requer o cancelamento dos Autos de Infra cão guerreados." Os autos foram encaminhados A. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, que decidiu, por unanimidade de votos, considerar o lançamento procedente em parte, através do Acórdão DRJ/FNS n° 9.466, de 16 de março de 2007, assim ementado: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 12/01/1999 a 09/06/2004 REVISÃO ADUANEIRA. PRAZO PARA LANÇAMENTO DE TRIBUTO. Transcorridos mais de cinco anos do registro da Declaração de Importação, descabe a Fazenda Nacional o direito de constituição, pelo lançamento, do Imposto de Importação (II) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) correspondentes. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 09/06/2004 AÇÃO JUDICIAL. BASE DE CÁLCULO DO PIS/PASEP E DA COFINS. RENÚNCIA Á INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. 4 Processo n° 11050.003118/2004-52 S3-CIT1 Resolucao n.° 3101-00.076 Fl. 3 A existência de ação judicial em nome da interessada, pleiteando a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre as importações, implica em renúncia ea instâncias administrativas quanto a essa matéria. Assunto: Classificação de Mercadorias Período de apuração: 12/01/1999 a 09/06/2004 CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. PRODUTO DISPERGATOR FL. 0 produto denominado comercialmente Dispergator FL é uma preparação constituída de éster de ácido graxo, sabão metálico e substância inorgânica de silica, utilizada na indústria da borracha, classificando-se no código NCM 3824.90.39. PROVA EMPRESTADA. Laudo técnico exarado em outro processo administrativo pode ser utilizado como prova para importações diversas, desde que trate de produto originário do mesmo fabricante, com igual denominação, marca e especificação. Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 17/10/2001 a 09/06/2004 MULTA PROPORCIONAL AO VALOR ADUANEIRO DA MERCADORIA. Aplica-se a multa de 1% sobre o valor aduaneiro da mercadoria classificada de maneira incorreta na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Lançamento Procedente em Parte. Ciente da decisão em 10/04/2007 (AR de fl.420) e inconformada, a empresa apresentou em 10/05/2007, recurso a este Conselho, repisando os argumentos apresentados em sua pep impugnatória, reafirmando que o produto importado trata -se de "um produto químico de constituição química definida", que a classificação adotada é mais especifica do que a do fisco, sendo, portanto, a correta. Requer, ao final, o provimento do presente recurso, e, por conseguinte, o cancelamento do auto de infração em discussão. É o Relatório. VOTO Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, Relatora 0 presente recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Conforme se constata do relatório, trata o presente processo de importação realizada pela empresa INTERQUÍMICA COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE PRODUTOS QUÍMICOS LTDA. 0 cerne da litígio, ora sob exame, é a classificação fiscal do produto importado "DISPERGATOR FL", classificado pela Recorrente no código NCM 2930.90.99 referente a "Outros Tiocompostos Orgânicos ", e reclassificado pelo Fisco no código NCM ," elP 5 3824.90.30 referente a "Outras Preparações para borracha ou plásticos e outras preparações para endurecer resinas sintéticas, colas, pinturas ou uso similares". A reclassificação teve como base o laudo do Laboratório Nacional de Análises em convênio com a Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (FUNCAMP) de n° 0905.01 (fls.279 a282 ), que concluiu que o produto importado "Não se trata de Outro Tiocomposto Orgânico, de constituição química definida. Trata-se de Preparação constituída de Ester de Ácido Graxo, Sabão Metálico e Substância Inorgânica de Silica, na forma sólida". A Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Florianópolis/SC, em análise de mérito, concordou com a nova classificação promovida pelo fisco, sob o entendimento de que a mercadoria importada não se enquadra no Capitulo 29, uma vez que mencionado Capitulo comporta os produtos cuja constituição química se considere definida, apresentados isoladamente, o que exclui as misturas e as preparações, mesmo que formuladas 5, base dos compostos ali classificáveis. Considerou, a DRJ, tratar-se o produto em tela de uma preparação química utilizada na indústria da borracha, estando incluído no item 3824.90.3, mais precisamente no subitem residual 3824.0.30 (Outras). A Contribuinte, tanto em sede de Impugnação como de Recurso Voluntário, afirma tratar-se o produto importado de uma "Combinação de sabões metálicos, akoóis de alto ponto de ebulição e ácidos graxos, sendo a Silica usada como veiculo para os ingredientes ativos"; que é usado tanto como auxiliar de processos na indústria da borracha, como, também, agente peptizante e homogeneizante. Defende, a Recorrente, que o produto tem constituição química definida. Na presente questão, como se vê, entende a Recorrente correta a classificação da mercadoria importada na posição NCM 2930.90.99, enquanto que a fiscalização, bem como, o d. julgador "a quo", entendem pela classificação do produto na posição NCM 3824.90.30. Neste diapasão, ante as divergências apresentadas pelas partes litigantes, face a classificação da mercadoria em questão, proponho que se converta o julgamento deste processo em diligência, para que seja oficiado o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), para emissão de Laudo solucionador da controvérsia. Para tanto, deverá o INT emitir Parecer detalhado respondendo, conclusivamente, aos seguintes quesitos: I. Considerando o produto importado, através das Declarações de Importações, cuja descrição consta "OUTROS COMPOSTOS ORGANICOS INORGAMCOS, SENDO KETTLITZ — DISPERGATOR FL — ART.12021". Responder: 2. Qual a identificação química do produto? 3. Trata-se de um composto de constituição química definida apresentado isoladamente? ou de uma preparação? 4. 0 produto apresenta impurezas? Se sim, identifique qual. 5. No que concerne a identificaçiio química do produto, trata-se de um composto organo-inorgânico? Se afirmativo, Qual? 6. Trata-se de um composto para borracha? Se afirmativo, identifique o composto citando sua constituição química, se se apresenta misturado e sua principal finalidade. 7. Outras informações de natureza técnica que julgar relevantes, afim de permitir a pelfeita identificação do produto importado. Processo n° 11050.003118/2004-52 S3-C1T1 Resoluçao n.° 3101-00.076 Fl. 4 Pelo exposto, VOTO no sentido de CONVERTER o presente julgamento em DILIGENCIA, com o respectivo retomo dos autos a repartição fiscal de origem, para que seja realizado laudo técnico nos temos acima expostos pelo Instituto Nacional de Tecnologia, instituto este que tem credibilidade atestada nos termos do artigo 30 do Decreto n.° 70.235/72. Após a conclusão da diligencia, intimem-se as partes para manifestações, se desejarem, sobre o laudo técnico produzido. Vanessa ruuuquerque v a ente 7
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Numero do processo: 13609.000946/2007-53
Data da sessão: Thu Jun 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/2006
DEIXAR DE EXIBIR DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVISTAS NA LEI 8.212/91
Toda empresa está obrigada a exibir os documentos relacionados às contribuições previdenciárias solicitados pela fiscalização.
Constitui infração a não exibição dos documentos relacionados às contribuições previdenciárias ou a exibição de documento ou livro que não atenda as formalidades exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita informação verdadeira.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2403-002.104
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/2006 DEIXAR DE EXIBIR DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVISTAS NA LEI 8.212/91 Toda empresa está obrigada a exibir os documentos relacionados às contribuições previdenciárias solicitados pela fiscalização. Constitui infração a não exibição dos documentos relacionados às contribuições previdenciárias ou a exibição de documento ou livro que não atenda as formalidades exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita informação verdadeira. Recurso Voluntário Negado.
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Constitui infração a não exibição dos documentos relacionados às contribuições previdenciárias ou a exibição de documento ou livro que não atenda as formalidades exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita informação verdadeira. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 9. 00 09 46 /2 00 7- 53 Fl. 266DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 267DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13609.000946/200753 Acórdão n.º 2403002.104 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário apresentado em face de acórdão de n. , que manteve o exigência do auto de infração (DEBCAD 37.022.2555) constante na fl.11, no importe de R$ 11.951,21 (onze mil novecentos e cinqüenta e um reais e vinte e centavos), por ter a empresa infringido o disposto nos arts. 92 e 102 da Lei 8.212/91 e art. 292, inciso I, do RPS. No relatório fiscal da infração, Fls. 36/41, a autoridade fazendária competente informa: 4. A empresa deixou de exibir os seguintes documentos solicitados através dos Termos de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD: 4.1. Parte dos documentos relativos aos processos trabalhistas, contidos nas relações fornecidas pelas Varas de Trabalho de Pedro Leopoldo, Santa Luzia e Belo Horizonte, tais como: petições iniciais, acordos ou sentenças e identificação das contas contábeis nas quais foram escriturados os valores decorrentes, uma vez que não foram localizados pela fiscalização (TIAD de 01/03/2007); 4.2. Livros Razão de 1997, 1998, 2000, 2001 e 2002; 4.3. Relação dos beneficiários da cesta básica. 5. O não lançamento de valores na contabilidade, que sejam ou não fato gerador de contribuição previdenciária, caracteriza apresentação de documento deficiente, que é aquele que, segundo o Regulamento da Previdência Social – RPS, omite informação verdadeira que não corresponda à realidade. 5.1. A empresa não escriturou, de 01/2001 a 11/2006, a movimentação bancária, embora tenham sido identificadas, por intermédio dos documentos que serviram de base para os registros contábeis, a saber: (...) 5.2. Foram encontradas folhas de pagamento de salários do “centro de custo 20”, meses 01, 02 e 04 a 12/2004 e 13º de 2004 (cópias juntadas por amostragem), não escrituradas, nas quais estão relacionados empregados não registrados e pagamento de remuneração adicional e horas extras, caracterizando o conhecido “por fora”. 5.3. Não foi contabilizado o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados – PRL de 2005. Fl. 268DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 5.4. Não localizamos a contabilização das verbas decorrentes de processos trabalhistas nem das respectivas Guias de Recolhimento da Previdência Social – GPS abaixo relacionadas: (...) 5.5. Verificase a falta de inclusão de segurados empregados nas folhas de pagamento. A empresa prestou serviços a diversas empresas de 01 a 05 de 1997, como comprovam as notas ficais de serviços, tendo informado apenas um trabalhados na função de encarregado de constas e o próprio sócios, dado ratificado pela Relação Anual de Informações Sociais – RAIS. Contraditoriamente, foram localizados recibos de compra de valestransporte neste período, como exemplificamos abaixo, o que significa que a empresa deixou de inserir empregados na folha e omitiu a contabilização de seus salários. (...) DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente Auto de Infração por meio do instrumento de fls. 68/81. DO DESPACHO DA DRJ Em virtude dos argumentos apresentados no auto de infração, a 6ª Turma da DRJ/BHE determinou em 29 de maio de 2008, com fundamento no art. 18 do Decreto 70.235/72 o encaminhamento à DRF de origem para sanar alguns questionamentos, conforme se percebe da colação de parte de seu texto: Na defesa foram apresentadas as seguintes questões: O contribuinte autuado reportase à defesa da NFLD n. 37.099.7182, onde alega que apresentou as listas de beneficiários de cestas básicas. Contesta informação fiscal sobre não contabilização de Participação nos Lucros e Resultados de 2005. Alega que foram contabilizados corretamente os valores indicados no item 5.4.1. do Relatório Fiscal. Em que pese a correta autuação fiscal, fazse necessário o retorno dos autos à Auditoria Fiscal autuante, para manifestação acerca das questões acima apontadas, considerando tratarse de matéria de fato alegada pelo contribuinte. DO RETORNO DA DILIGÊNCIA Em razão da determinação acima, foram apresentadas as respostas nas fls. 125/127, em síntese: (...) 2. Relativamente à apresentação da lista de beneficiários de cestas básicas, solicitada através do Termos e Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD de 27/07/2007 (fls. 22), confirmamos que durante a ação fiscal o sujeito passivo não se Fl. 269DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13609.000946/200753 Acórdão n.º 2403002.104 S2C4T3 Fl. 4 5 dignou a apresentála, tendo informado somente a quantidade de cestas básicas fornecidas por mês. (...) 3. Quanto a não contabilização da Participação nos Lucros e Resultados – PRL, o contribuinte equivocouse em sua impugnação, apresentando argumentos desconexos, que não se aplicam à situação, tais como: `a contabilização pressupõe inequivocadamente a apuração do lucro, sem fala na previsão de sua distribuição’. (...) 3.3. As referidas fo;lhas não foram apresentadas pelo contribuinte, sob a alegação de que não foram pagos valores a este título a seus empregados, mesmo que previstos em Convenções Coletivas de Trabalho. No entanto, junto com as folhas de pagamento de salários do centro de custo – 20, descritas no item 5.2. do Relatório Fiscal, fls. 27, foi encontrada a folha de pagamento da PRL de 2005, cópia anexa fls. 43, que não foi contabilizada. 4. Quanto ao item 5.4.1. do Relatório Fiscal, parece que houve um engano por parte da autora signatária do despacho de fls. 114, posto que no item 5.4.1., a auditora autuante menciona a única exceção à não contabilização pelo sujeito passivo das verbas decorrentes de processos trabalhistas. (...) 4.2. Ora, de acordo com o que está relatado no relatório fiscal, fls. 26, item 4.1., não foi apresentada “parte dos documentos relativos aos processos trabalhistas, contidos em relações fornecidas pelas Varas de Trabalho de Pedro Leopoldo, Santa Luzia e Belo Horizonte, tais como: petições iniciais, acordos ou sentenças e identificação das contas contábeis nas quais foram escriturados os valores decorrentes”. 4.3. Os documentos relativos aos processos trabalhistas foram reiteradamente solicitados pela fiscalização (TIAD de 13/12/2006 e 01/03/2007), tendo sido anexadas ao último as relações obtidas junto às Varas de Trabalho de Pedro Leopoldo, Santa Luzia e Belo Horizonte e o relatório de GPS código 2909, específico de recolhimentos sobre verbas decorrentes de reclamatórias trabalhistas, para facilitar a busca do contribuinte por informações. Estas listas contêm o nome do reclamante, o número do processo e, no caso da de Belo Horizonte, até os valores resultantes. (...) 4.7. Não tendo estes acordos e sentenças sido exibidos à fiscalização, resta ao próprio contribuinte, que emitiu e recolheu as inerentes contribuições previdenciárias, a obrigação de saber a quais empregados (reclamantes) e a quais processos se Fl. 270DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 referem, além do teor do acordo celebrado ou da sentença prolatada. (...) Nas fls.128/138, o fiscal acosta todas as reclamatórias trabalhistas relativas à autuação. DO PRIMEIRO ACÓRDÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Autuada, a Delegacia da Receita Federal da Brasil de Julgamento em Belo Horizonte/MG – 6ª Turma DRJ/BHE prolatou, em 11 de dezembro de 2008, o Acórdão n. 0220360, mantendo o lançamento, conforme ementa que abaixo segue transcrita, verbis: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 30/11/2006 NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL. Constitui infração à legislação previdenciária, deixar a empresa de exibir quaisquer documentos ou livros relacionados com as contribuições para a Seguridade Social ou apresentar documento ou livro que não atenda as formalidades legais exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita a informação verdadeira. Lançamento Procedente DO PRIMEIRO RECURSO VOLUNTÁRIO Inconformada com a decisão acima, a empresa interpões Recurso Voluntário de fls. 150/169, alegando, em suma: O prazo decadencial de 05 em virtude da Súmula Vinculante 08; A exclusão dos coobrigados por ilegitimidade passiva; A utilização de presunção na atividade de lançar pois a auditoria desconsiderou documentos corretamente apresentados; A ofensa ao contraditório e à ampla defesa, uma vez que a recorrente não teve acesso à documentação mencionada no item 4.1.; A modificação da penalidade aplicada em razão de novo dispositivo legal, art. 24 da Lei 8.212/91. DEMAIS INFORMAÇÕES Na fl. 229, consta informação do Setor de Arrecadação e Cobrança de que o CARF, por meio do Acórdão 240101.547, de 01/12/2010, conheceu do Recurso Voluntário apresentado pelo contribuinte, entendendo por considerar nula a decisão de 1ª instância exarada pela DRJBHE, no caso, o Acórdão 0220.360, por não ter sido o contribuinte cientificado do resultado da diligência efetuada, incorrendo em cerceamento do direito de defesa. Fl. 271DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13609.000946/200753 Acórdão n.º 2403002.104 S2C4T3 Fl. 5 7 Informa também que o contribuinte foi cientificado do Acórdão do CARF, e da diligência através da intimação SORAC/ARF/PLO 022/2011, tendo o contribuinte apresentado manifestação. Por essa razão propôs o encaminhamento do processo à DRJ prolatora do acórdão de primeira instância. DO NOVO ACÓRDÃO DA DRJ Em razão dos fatos acima descritos, a 7ª Turma da DRJ/BHE prolatou o Acórdão 0241.024, em 23 de outubro de 2012, fls. 230/236, que revisou o Acórdão n. 0220360, de 11 de dezembro de 2008, que restou ementado da seguinte forma: Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/1997 a 31/12/2006 AUTO DE INFRAÇÃO. FALTA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. Constitui infração a legislação previdenciária, deixar o contribuinte de exibir à fiscalização todos os documentos e livros relacionados com as contribuições sociais, quando solicitados. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido DO NOVO RECURSO VOLUNTÁRIO Em razão do novo acórdão prolatado, a RAL Engenharia protocolou tempestivamente novo Recurso Voluntário, em 20/12/2012, constante nas fls. 241/258, trazendo os mesmos argumentos do documento anterior. É o relatório. Fl. 272DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme o documento de fl. 263, conheço do recurso em razão de sua tempestividade, assim como por preencher os demais requisitos legais. DO PRAZO DECADENCIAL O auto de infração em questão foi lavrado em 22/08/2007, às 13:49h, pela Auditora Fiscal da Receita Federal do Brasil Ilca Lopes Kalume, Matrícula 0983925, relativa ao período de 01/01/1997 a 31/12/2006. Portanto, percebese que a fiscalização foi realizada à luz do prazo decadencial considerado inconstitucional pelo STF através da Súmula Vinculante 08. No entanto, apesar de a alegações recursal não ser dissonante da realidade, ela não alcança a imputação realizada neste DEBCAD, já que existem competências que estão dentro do prazo para lançamento e a infração é una para a situação. DO MÉRITO DA RELAÇÃO DE COOBRIGADOS Este conselheiro está vinculado aos enunciados constantes nas súmulas deste Conselho, em razão do disposto no art. 72 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF. No caso, a alegação da recorrente, é de que é indevida a inclusão como coobrigados, por ilegitimidade passiva, dos sócios Eduardo Barcellos Góes, Rachel Campos do Amaral Rennó Góes e a pessoa jurídica EREGE PARTICIPAÇÕES LTDA. No entanto, no relatório fiscal da autuação não consta qualquer imputação de responsabilidade ou mesmo de formação de grupo econômico, o que levaria a análise da matéria por este conselheiro. Logo, por apenas constar os nomes dos referidos em Relatório de Representantes Legais e Relação de Vínculos, há a atração da súmula 88 do CARF, in verbis: Súmula CARF nº 88: A “Relação de CoResponsáveis CORESP”, o “Relatório de Representantes Legais – RepLeg” e a “Relação de Vínculos – VÍNCULOS”, anexos a auto de infração previdenciário lavrado unicamente contra pessoa jurídica, não atribuem responsabilidade tributária às pessoas ali indicadas nem comportam discussão no âmbito do contencioso administrativo fiscal federal, tendo finalidade meramente informativa. Portanto, não merece provimento o recurso neste ponto. DA NÃO EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS Fl. 273DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13609.000946/200753 Acórdão n.º 2403002.104 S2C4T3 Fl. 6 9 O recorrente afirma que o fiscal atuou com base em meras presunções, o que fragilizaria o trabalho realizado, assim como reitera a decadência já descrita acima, no que concerne a não apresentação dos livros Razão de 1997 a 2002. Porém, não é o que se verifica. O fato que ensejou a lavratura do Auto de Infração n. 37.022.2555, em apreço, foi o fato de a empresa apresentado ao Fisco os Livros Razão de 1997 a 2002, sendo os deste último ano não alcançados pela decadência, nas competências 03/2002 a 12/2002. Também por não ter apresentado relação dos beneficiários de cesta básica e parte dos documentos relativos aos processos trabalhistas contidos nas relações fornecidas pelas Varas de Trabalho de Pedro Leopoldo, Santa Luzia e Belo Horizonte, ao arrepio do art. 33, parágrafo 2º da Lei 8.212/91, vigente a época dos fatos geradores, verbis: Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal – SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. § 1º É prerrogativa do Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e do Departamento da Receita FederalDRF o exame da contabilidade da empresa, não prevalecendo para esse efeito o disposto nos arts. 17 e 18 do Código Comercial, ficando obrigados a empresa e o segurado a prestar todos os esclarecimentos e informações solicitados. § 2º A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liqüidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita Federal DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. § 4º Na falta de prova regular e formalizada, o montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mãodeobra empregada, proporcional à área construída e ao padrão de execução da obra, cabendo ao proprietário, dono da obra, condômino da unidade imobiliária ou empresa coresponsável o ônus da prova em contrário. Abaixo seguem os dispositivos do Decreto 3.048/99, relacionados à imputação: Fl. 274DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. 24 Art. 102. Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.18713, de 2001). Art. 283. Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (Redação dada pelo Decreto nº 4.862, de 2003) I a partir de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) nas seguintes infrações: a) deixar a empresa de preparar folha de pagamento das remunerações pagas, devidas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com este Regulamento e com os demais padrões e normas estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social; (DEBCAD 37.283.5198) (...) g) deixar a empresa de efetuar os descontos das contribuições devidas pelos segurados a seu serviço; (Redação dada pelo Decreto nº 4.862, de 2003) (DEBCAD 37.283.5201) (...) II a partir de R$ 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e um reais e setenta e três centavos) nas seguintes infrações: (...) b) deixar a empresa de apresentar ao Instituto Nacional do Seguro Social e à Secretaria da Receita Federal os documentos que contenham as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, ou os esclarecimentos necessários à fiscalização; (DEBCAD 37.283.5210) (...) j) deixar a empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia extrajudicial, o síndico ou seu representante, o comissário ou o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial, de exibir os documentos e livros relacionados com as Fl. 275DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 13609.000946/200753 Acórdão n.º 2403002.104 S2C4T3 Fl. 7 11 contribuições previstas neste Regulamento ou apresentálos sem atender às formalidades legais exigidas ou contendo informação diversa da realidade ou, ainda, com omissão de informação verdadeira; (DEBCAD 37.283.5180) (...) § 3º As demais infrações a dispositivos da legislação, para as quais não haja penalidade expressamente cominada, sujeitam o infrator à multa de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos). Art. 292. As multas serão aplicadas da seguinte forma: I na ausência de agravantes, serão aplicadas nos valores mínimos estabelecidos nos incisos I e II e no § 3º do art. 283 e nos arts. 286 e 288, conforme o caso; (...) Art. 373. Os valores expressos em moeda corrente referidos neste Regulamento, exceto aqueles referidos no art. 288, são reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Esta também é a orientação desta segunda seção, como não poderia deixar de ser, conforme se percebe dos arestos exemplificativos da jurisprudência administrativa, abaixo: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1997 a 30/10/2005 DEIXAR DE EXIBIR DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVISTAS NA LEI 8.212/91 Toda empresa está obrigada a exibir os documentos relacionados às contribuições previdenciárias solicitados pela fiscalização. Constitui infração a não exibição dos documentos relacionados às contribuições previdenciárias ou a exibição de documento ou livro que não atenda as formalidades exigidas, que contenha informação diversa da realidade ou que omita informação verdadeira. PERÍCIA INDEFERIMENTO A perícia será indeferida sempre que a autoridade julgadora entender ser prescindível e meramente protelatória e quando não houver dúvidas a serem sanadas. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Fl. 276DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 (CARF. 2a Seção, Processo n. 15504.0010331/200839, Acórdão n. 230101.533 — 3a Câmara/1a Turma Ordinária, Sessão de 10 de junho de 2010.) **************************************************** ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/1995 a 01/12/2005 DEIXAR DE EXIBIR DOCUMENTOS OU LIVROS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PREVISTAS NA LEI 8.212/91 Toda empresa está obrigada a exibir os documentos relacionados às contribuições previdenciárias solicitadas pela fiscalização. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido (CARF, 2ª Seção. Processo n. 35564.001893/200611, Recurso n. 248.769 Voluntário, Acórdão n. 230101.550, 3ª Câmara /1ª Turma Ordinária, Sessão de 08 de julho de 2010) Portanto, por não ter o contribuinte atendido a legislação, ou mesmo não ter demonstrado que o teria feito, há de ser considerado procedente o presente lançamento. CONCLUSÃO Do exposto, conheço do recurso voluntário para, no mérito, negar provimento. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 277DF CARF MF Impresso em 21/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 25/07 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 13975.000206/00-65
Data da sessão: Wed Mar 10 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
1997
ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO NO REGISTRO DE IMÓVEIS
A área de reserva legal somente será considerada como tal, para efeito de exclusão da área tributada e aproveitável do imóvel quando devidamente averbada junto ao Cartório de Registro de Imóveis competente em data anterior à ocorrência do fato gerador do imposto, o que não ocorreu no
presente caso.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-000.584
Decisão: Acordam os membros do colegiado por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Gonçalo Bonet Allage (Relator), Rogério de Lellis Pinto,Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. A Conselheira Susy Gomes Hoffmann votou pelas conclusões, que apresentará declaração de voto. Designado o Conselheiro Elias Sampaio Freire para redigir o voto vencedor.
Matéria: ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
Nome do relator: Gonçalo Bonet Allage
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materia_s : ITR - notific./auto de infração eletrônico - valor terra nua
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR 1997 ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO NO REGISTRO DE IMÓVEIS A área de reserva legal somente será considerada como tal, para efeito de exclusão da área tributada e aproveitável do imóvel quando devidamente averbada junto ao Cartório de Registro de Imóveis competente em data anterior à ocorrência do fato gerador do imposto, o que não ocorreu no presente caso. Recurso especial provido.
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AVERBAÇÃO NO REGISTRO DE IMÓVEIS A área de reserva legal somente será considerada como tal, para efeito de exclusão da área tributada e aproveitável do imóvel quando devidamente averbada junto ao Cartório de Registro de Imóveis competente em data anterior à ocorrência do fato gerador do imposto, o que não ocorreu no presente caso. Recurso especial provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado por maioria de votos, em dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Gonçalo Bonet Allage (Relator), Rogério de Lellis Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. A Conselheira Susy Gomes Hoffmann votou pelas conclusões, que apresentará declaração de voto. Designado o Conselheiro Elias Sampaio Freire para redigir o voto vencedor. Processo n° 13975.000206/00-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00384 Fl. 126 2 )1 I 411" CARLOS B Z1" • ITAS : • • • TO—Presidente GON et ALO • 1 ALLAGE — Relator ELIAS S • 'AIO FREIRE — Redator-Designado EDITADO EM : 23 ABE( 2010 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Susy Gomes Hoffmann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Rogério de Lellis Pinto (suplente convocado), Moises Giacomelli Nunes da Silva, Francisco de Assis Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.Ausente, justificadamente, o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior. 2 Processo n° 13975.000206/00-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 920240.584 Fl. 127 Relatório Em face de Florestal Battistella S.A. - FLOBASA, CNPJ n° 84.958.347/0001-31, foi lavrado o auto de infração de fls. 10-15, para a exigência de imposto sobre a propriedade territorial rural, exercício 1997, em razão da glosa de áreas declaradas como sendo de preservação permanente e de utilização limitada, por ausência de comprovação, relativamente ao imóvel denominado Fazenda Cachoeira, situado no município de Agrolândia (SC). As áreas de preserVàçn) pkrinanente e de utilização limitada foram reduzidas, respectivamente, de 175,2 ha e de 224,5 ha paia 0,0 ha. A l a Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande (MS) considerou o lançamento procedente (fls. 26-29). Apreciando o recurso voluntário interposto pela contribuinte, a Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes proferiu o acórdão n° 301-32.852, que se encontra às fls. 66-73, cuja ementa é a seguinte: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural — ITR Exercício: 1997 Ementa: ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E DE RESERVA LEGAL. Não há previsão legal para exigência do ADA como requisito para exclusão da área de preservação permanente da tributação do ITR, bem como da averbação de área de reserva legal com data anterior ao fato gerador. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. VERDADE MATERIAL. O norte do Processo Administrativo Fiscal é o Princípio da Verdade Material. ATIVIDADE LANÇADORA. VINCULAÇÃO. A atividade de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. O Código Tributário Nacional impõe que o lançamento destina-se a constituir apenas o crédito tributário sobre o tributo efetivamente devido. ÁREA DE RESERVA LEGAL. AVERBAÇÃO. A exclusão da área de reserva legal da tributação pelo ITR não está sujeita à averbação à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, até a data da ocorrência do fato gerador, por não se constituir tal restrição de prazo em determinação legal. Não há sustentação legal para exigir averbação das áreas de reserva legal como condição ao reconhecimento dessas áreas isentas de tributação pelo ITR Esse tipo de infração ao Código Florestal pode e deve acarretar sanção punitiva, mas que não atinge em nada o direito de isenção do ITR quanto a áreas quelOr 3 Processo n° 13975.000206/00-65 CSRF-T2 Ac6rdao ri. 9202-00384 FL 128 sejam de fato de preservação permanente, de reserva legal ou de servidão federal, conforme definidas na Lei 4.771/65 (Código Florestal). O reconhecimento de isenção quanto ao 177? independe de averbação da área de reserva legal no Registro de Imóveis. Recurso a que se dá provimento parcial para admitir as áreas de preservação permanente e de utilização limitada, constantes do ADA apresentado. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO EM PARTE A decisão recorrida, por unanimidade de votos, deu parcial provimento ao recurso para determinar a exclusão da base de cálculo do ITR das áreas de preservação permanente e de utilização limitada constantes do ADA apresentado (157,2 ha e 224,5 ha, respectivamente). Intimada do acórdão em 23/05/2007 (fls. 74), a Fazenda Nacional interpôs, com fundamento no artigo 32, combinado com o artigo 5°, inciso II, ambos do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais então vigente, recurso especial às fls. 75-83, acompanhado dos documentos de fls. 84-87, cujas razões podem ser assim sintetizadas: a) As obrigações ecológicas por parte do empresário rural devem estar registradas junto à matricula do imóvel; b) O registro junto à matricula do imóvel deixou de ser fator necessário apenas à alienação da coisa; c) A Lei n° 9.393/96, ao fazer referência à Lei n° 4.771/64, trouxe para a não incidência tributaria apenas aquelas áreas que se subsumem inteiramente à dicção do Código Florestal; d) Portanto, as áreas devem estar registradas para que haja a isenção do tributo; e) Para conferir sustentáculo ao recurso, são oferecidos à colação os acórdãos Ir 302-36278 e 302-36.465, proferidos pela r Câmara do 3° Conselho de Contribuintes; Admitido o recurso por inteunédio do Despacho n° 1212.130357 (fls. 88-91), a contribuinte foi intimada e, devidamente representada, apresentou contra-razões às fls. 96-97, onde defendeu, fundamentalmente, a necessidade de manutenção do acórdão recorrido, pois "... a floresta existe de fato, tudo devidamente comprovado nos autos do processo administrativo acima referido." (fls. 96). É o Relatório. 4 • Processo n° 13975.000206/00-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00584 Fl. 129 Voto Vencido Conselheiro GONÇALO BONET ALLAGE, Relator O Recurso Especial da Fazenda Nacional cumpre os pressupostos de admissibilidade e deve ser conhecido. Reitero que o acórdão proferido pela Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, deu parcial provimento ao recurso voluntário apresentado pela contribuinte, para determinar a exclusão da base de cálculo do ITR das áreas de preservação permanente e - de utilização limitada constantes do ADA apresentado (157,2 ha e 224,5 ha, respectivamente). A recorrente insurgiu-se apenas contra a exclusão da base de cálculo do ITA da área de reserva legal ou de utilização limitada, suscitando que só faz jus a este beneficio o contribuinte que tiver averbado à margem da matricula do imóvel a existência de tal área, o que não ocorre no caso em tela. Eis a matéria em litígio. Pois bem, o artigo 10 da Lei n° 9.393/96 tem a seguinte redação: i Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 1°. Para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á: 1- VTN, o valor do imóvel, excluídos os valores relativos a: a) construções, instalações e benfeitorias; b) culturas permanentes e temporárias; c)pastagens cultivadas e melhoradas; d)florestas plantadas; II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; (4 § 70. A declaração para fim de isenção do LER relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1°, deste artigo, ie- não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, 5 Processo n° 13975.000206100-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.584 Fl. 130 ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. (Incluído pela Medida Provisória n°2.166-6?, de 2001)" Portanto, de acordo com tal regra, a área de reserva legal (assim entendida como aquela localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas), juntamente com a área de preservação permanente, prevista no Código Florestal (Lei n° 4.771/65), está excluída da base de cálculo do ITR. No caso, o contribuinte declarou como sendo de reserva legal a área de 224,5 ha. E será que para a fruição de tal beneficio se faz necessária a averbação da referida área no Cartório de Registro de Imóveis, conforme defende a recorrente? Penso que não, pelos motivos a seguir expostos. Inicialmente, a norma acima transcrita não faz nenhum condicionamento ao gozo da isenção. 1 Ademais, nos termos do § 7°, do artigo 10, da Lei n° 9.393/96, que é regra 1, interpretativa e, como tal, aplica-se a fatos pretéritos, não há obrigatoriedade de prévia comprovação da declaração prestada pelo contribuinte. I 1 Sendo assim, entendo que inexiste, com maior razão, o dever de averbação de tais áreas. A necessidade de averbação, prevista no Código Florestal, tem por finalidade a segurança da existência das áreas na hipótese de transmissão a qualquer titulo, não estando relacionada com a isenção do ITR estabelecida no artigo 10, § 1°, inciso II, alínea "a", da Lei n° 9.393/96. Infração a previsões do Código Florestal não tem o condão de extinguir o direito à isenção do ITR, podendo e devendo gerar sanções no âmbito do direito ambiental. Segundo asseverou o Conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, no julgamento do Recurso Especial n° 301-130.340, no âmbito desta r Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, com o que concordo inteiramente: Ao que nos parece, o texto codificado lança o alerta de que a isenção reporta-se apenas a legislação que a contemplou, estando vinculada aos eventuais requisitos e condições nela expressamente delimitados, marcando sua natureza exclusiva. Tal alerta, vale lembrar, tem dois focos distintos, um direcionado ao sujeito passivo, assegurando-lhe o beneficio fiscal se comprovada a observância das condicionantes previstas na legislação que o concedeu, e outro voltado ao sujeito ativo, no sentido de reforça-lhe a certeza de que apenas ao legislador g 6 Processo n° 1397$.000206/00-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 920240584 9. 131 especifico é outorgado o direito de condicionar a isenção por ele instituída. Essa natureza exclusiva da norma que concede a isenção fiscal, é passo fundamental para bem compreendermos que leis diversas, reguladoras de matérias estranhas à isenção propriamente dita, tais como Direito Civil, Penal, Florestal, etc., não podem servir de fundamento legal nem para o seu gozo, assim como para criar obrigação ou condição que frustre o usufruto do seu direito'. A Lei que concede a isenção, e apenas ela, pode condicionar a sua fruição. Por essas razões, não merece ressalvas o voto condutor do Acórdão ora guerreado, ao rechaçar o entendimento do Fisco/Fazenda Nacional, escorado no Código Florestal, para se exigir prévio registro da área - de reserva ambiental no competente CRI, como condição para isenção do ITR, porquanto tal exigência não se reporta à legislação que instituiu o favor fiscal, mas outra que lhe é entranha. Sob minha ótica, a isenção em apreço não está condicionada à averbação da área de reserva legal na matricula do imóvel, a qual possui tão-somente o condão de declarar uma situação jurídica já existente, não possuindo caráter constitutivo. Quanto ao caráter meramente declaratório (e não constitutivo) da averbação, trago à colação ementa de recente precedente do Egrégio Tribunal Regional Federal — TRF da 4' Região, segundo a qual: EXECUÇÃO FISCAL. EMBARGOS. ITR. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. ISENÇÃO. dar 5°, DA LEI N 5.868/72. PROVA PERICIAL. AGRAVO RETIDO. I. A averbação das áreas de preservação permanente e de reserva legal nas matriculas de imóveis rurais é ato meramente declaratório, não sendo sua ausência empecilho ao gozo da isenção de ITR prevista na Lei n°4.771/65. 2. Declarada a nulidade da sentença, para possibilitar a realização da prova pericial postulada e a conseqüente comprovação da presença de áreas de preservação ambiental em suas propriedades rurais. (TRF 40 Região, Segunda Turma, AC o° 2002.70.03.014680- 91PR, Relatora Desembargadora Federal Vania Hack de Almeida) DR. de 03/06/2009) (Grifei) Em sentido semelhante, também decidiu o Egrégio Superior Tribunal de Justiça — STE PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. ITR. BASE DE CÁLCULO. EXCLUSÃO DA ÁREA DE ~bei Demi, Comentários de atualização da I 7° Edição da Obra Direito Tributário Brasileiro, do mestre Afamar Baleeiro, a sua pág. 932. 7 Processo n° 13975.000206/00-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.584 R 132 PRESERVAÇÃO PERMANENTE E RESERVA LEGAL. ISENÇÃO. PRINCIPIO DA LEGALIDADE TRIBUTARIA LEI N.° 9.393/96. 1. Á área de reserva legal é isenta do 1TR, consoante o disposto no art. 10, § I°, II, "a", da Lei 9.393, de 19 de dezembro de 1996. 2. O 1TR é tributo sujeito à homologação, por isso o § 7°, do art. 10, daquele diploma normativo dispõe que: Art. 10. A apuração e o pagamento do 1TR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributaria, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 7°. A declaração para fim de isenção do 1TR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1 0, deste artigo, não esta sujeita á prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. (Incluído pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 2001) 3. A isenção não pode ser conjurada por força de interpretação ou integração analógica, máxime quando a lei tributária especial reafirmou o beneficio através da Lei n.° 11.428/2006, reiterando a exclusão da área de reserva legal de incidência da exação (art. 10, II, "a" e IV, "b"), verbis: Art. 10. A apuração e o pagamento do 1TR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. II - área tributável, a área total do imóvel menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n°4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n°7.803, de 18 de julho de 1989; V - área aproveitável, a que for passível de exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqilicola ou florestal, excluídas as áreas: a)ocupadas por benfeitorias úteis e necessárias; b) de que tratam as alíneas do inciso E deste parágrafo; 4. A imposição fiscal obedece ao princípio da legalidade estrita, impondo ao julgador na apreciação da lide ater-se aos critérios estabelecidos em lei. 5. Consectariamente, decidiu com acerto o acórdão a quo ao firmar entendimento no sentido de que "A falta de averbação w, I 8 Processo n° 13975.000206/00-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.584 Fl. 133 da área de reserva legal na matricula do imóvel, ou a averbação feita após a data de ocorrência do fato gerador, não é, por si só, fato impeditivo ao aproveitamento da isenção de tal área na apuração do valor do rrR, ante a proteção legal estabelecida pelo artigo 16 da Lei n° 4.771/1965. Reconhece-se o direito à subtração do limite minimo de 20% da área do imóvel, estabelecido pelo artigo 16 da Lei n° 4.771/1965, relativo à área de reserva legal, porquanto, mesmo antes da respectiva averbação, que não é fato constitutivo, mas meramente declaratório, já havia a proteção legal sobre tal área". 6. Os embargos de declaração que enfrentam explicitamente a questão embargada não ensejam recurso especial pela violação do artigo 535, 11, do CPC. 7.Ademais, o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. 8. Recurso especial a que se nega provimento. (STJ, Primeira Turma, REsp n° 1.060.886/PR, Relatar Ministro Luiz Fwc, DJE de 18/12/2009) (Grifei) Nessa ordem de juizos, entendo que a decisão recorrida merece ser confirmada. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional. ',man 4 Gonçalo Bonet • llage —Relator 9 Processo n° 13975.000206/00-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.584 Fl. 134 Voto Vencedor Conselheiro ELIAS SAMPAIO FREIRE, Designado Ouso divergir do ilustre relator no que diz respeito à exigência da averbação da área de reserva legal para fins de isenção do ITR. A decisão recorrida partiu da premissa de que o Código Florestal ao tratar da averbação da área de reserva legal o fez com finalidade diversa da tributária, ao concluir que a exigência de averbação como pré-condição para o gozo de isenção do ITR não encontra amparo na lei ambiental. Para o deslinde da questão vale repassar as normas legais regedoras da isenção de ITR incidente sobre a área de reserva legal e, conseqüentemente, do próprio conceito de área de reserva legal. O art. 10, § 1 0, inciso II, que trata da área tributável do imóvel para fins de ITR, exclui da incidência do imposto a áreas de preservação permanente e de reserva legal previstas no Código Florestal Brasileiro, in verbis: Art. 10 § 1° Para os efeitos de apuração do 17R, considerar-se-á: II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n°7.803, de 18 de julho de 1989; Por seu turno, a Lei n° Lei n° 4371, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989 (Código Florestal Brasileiro), portanto, à época dos fatos geradores, previa a obrigatoriedade de averbação da área de reserva legal no registro de imóveis competente, nos seguintes termos: Art. 16. As florestas de domínio privado, não sujeitas ao regime de utilização limitada e ressalvadas as de preservação permanente, previstas nos artigos 2° e 3° desta lei, são suscetíveis de exploração, obedecidas as seguintes restrições: § 2°Á reserva legal, assim entendida a área de, no mínimo, 20% (vinte por cento) de cada propriedade, onde não é permitido o corte raso, deverá ser averbada à margem da inscrição de matricula do imóvel, no registro de imóveis competente, sendo vedada, a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, ou de desmembramento da área. (Incluído pela Lei n°7.803 de 18.7.1989). lo Processo n° 13975.000206/00-65 CSFtF-T2 Acórdão n.° 9202-00.584 H. 135 No meu entender a averbação da área de reserva legal à margem da inscrição de matricula do imóvel no registro de imóveis competente é condição para que a referida área seja, efetivamente, considerada como área de reserva legal. Precedente do Supremo Tribunal Federal (Mandado de Segurança n° 22.688/PB) é explícito no sentido de que determinada área somente pode ser considerada como área de reserva legal após a averbação desta situação no registro de imóveis, assim ementado: EMENTA: Mandado de segurança. Desapropriação de imóvel rural para fins de reforma agrária. Preliminar de perda de objeto da segurança que se rejeita. - No mérito, não fizerem os impetrantes prova da averbação da área de reserva legal anteriormente à vistoria do imóvel, cujo laudo (fls. 71) é de 09.05.96, ao passo que a averbação existente nos autos data de 26.11.96 (fls. 73-verso), posterior inclusive ao Decreto em causa, que é de 06.09.96(GRIFED Mandado de segurança indeferido. Por relevante, transcrevo excerto voto vista do Ministro Sepúlveda Pertence proferido no julgado do Mandado de Segurança acima ementado, em que afirma peremptoriamente que sem a averbação determinada pelo §2° do art. 16 da lei n° 4.771/1965 não existe reserva legal: Á questão, portanto, é saber, a despeito de não averbada se a área correspondente à reserva legal deveria ser excluída da área aproveitável total do imóvel para fins de apuração da sua produtividade (.) A reserva legal não é uma abstração matem nática. Há de ser entendida como uma parte determinada do imóvel. Sem que esteja determinada, não é possível saber se o proprietário vem cumprindo as obrigações positivas e negativas que a legislação ambiental lhe impõe. Por outro lado, se sabe onde concretamente se encontra a reserva, se ela não foi medida e demarcada, em caso de divisão ou desmembramento de imóvel o que dos novos proprietários só estaria obrigado a preservar vinte por cento da sua parte. Desse modo, a cada nova divisão ou desmembramento, haveria uma diminuição do tamanho da reserva, proporcional à diminuição do tamanho do imóvel, com o que restaria frustrada a proibição da mudança de sua destinação nos casos de transmissão a qualquer titulo ou de desmembramento, que a lei florestal prescreve. Estou assim em que, sem a averbação determinada pelo §2° do art 16 da lei n°4.771/1965 não existe reserva legal. (GRIFEI) Portanto, a averbação no registro de imóveis não se trata tão somente de matéria de prova acerca da configuração da área de reserva legal ou, ainda, de obrigação I I • Processo n° 13975.000206/00-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.584 Fl. 136 acessória a ser cumprida pelo contribuinte, pelo contrário, trata-se de ato constitutivo da própria área de reserva legal. Destarte, a área de reserva legal somente será considerada como tal, para efeito de exclusão da área tributada e aproveitável do imóvel quando devidamente averbada junto ao Cartório de Registro de Imóveis competente em data anterior à ocorrência do fato gerador do imposto, o que não ocorreu no presente caso. Por tod, , Basto, voto no sentido de dar provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional, para , a tributação da área declarada como de reserva legal. At Elias Sam ;aiorreire — Redator-Designado 1, processo re 13975.000206/00-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00384 Fl. 137 Declaração de Voto Conselheira SUSY GOMES HOFFMANN O objetivo desta Declaração de Voto é tão somente de externar o meu entendimento sobre a interpretação do parágrafo 7°. do artigo 10 da Lei 9.393/96. O referido dispositivo legal possui o seguinte texto: "Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. § 1° Para os efeitos de apuração do 1TR, considerar-se-á: 1- VTN, o valor do imóvel, excluídos os valores relativos a: a) construções, instalações e benfeitorias; b) culturas permanentes e temporárias,' c)pastagens cultivadas e melhoradas; dylorestas plantadas; II - área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: a) de preservação permanente e de reserva legal, previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n°7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; § 7° A declaração para fim de isenção do ITR relativa às áreas de que tratam as alíneas "a" e "d" do inciso II, § 1°, deste artigo, não está sujeita à prévia comprovação por parte do declarante, ficando o mesmo responsável pelo pagamento do imposto correspondente, com juros e multa previstos nesta Lei, caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira, sem prejuízo de outras sanções aplicáveis. (Incluído pela Medida Provisória n° 2.166-67, de 2001)" Entendo que a inteligência do referido parágrafo 7°, introduzido pela Medida Provisória 2.166-67 de 2001 teve por fim trazer ao Contribuinte do 111§ a condição de excluir as áreas referidas (reserva legal e preservação permanente) do cálculo da área tributável para - — 13 Processo n° 13975.000206/00-65 CSRF-T2 Acórdão n•° 9202-00.584 Fl. 138 fins de ITR, sem que tenha que fazer qualquer prova pré-constituída. Todavia, entendo, diversamente do Conselheiro Relator, que uma vez instado a trazer tal prova, isto é, a prova da existência da área de reserva legal e da área de preservação permanente, cabe ao contribuinte, efetivamente, trazê-la. Portanto, não basta apenas a declaração do contribuinte, posto que no caso de fiscalização, quando o contribuinte é chamado a provar a existência e caracterização ou qualificação da área o ônus desta prova é dele. Pois bem. Diante destas considerações, passemos a analisar a questão do ônus da prova no processo administrativo. Segundo Hugo de Brito Machado2, pode-se dizer que o ônus da prova é dividido entre as partes, veja-se: "O desconhecimento da teoria da prova, ou a ideologia autoritária, tem levado alguns a afirmmem que no processo administrativo fiscal o ônus da prova é do contribuinte. Isto não é, nem poderia ser correto em um Estado de Direito democrático. O ônus da prova no processo administrativo fiscal é regulado pelos princípios fundamentais da teoria da prova, expressos, aliás pelo Código de Processo Civil, cujas normas são aplicáveis ao processo administrativo fiscal. No processo tributário fiscal para apuração e exigência do crédito tributário, ou procedimento administrativo de lançamento tributário, autor é o Fisco. A ele, portanto, incumbe o ônus de provar a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária que serve de suporte à exigência do crédito que está a constituir. Na linguagem do Código de Processo Civil, ao autor incumbe o ônus do fato constitutivo de seu direito (Código de Processo Civil, art.333 I). Se o contribuinte, ao impugnar a exigência, em vez de negar o fato gerador do tributo, alega ser imune, ou isento, ou haver sido, no todo ou em parte, desconstituída a situação de fato geradora da obrigação tributária, ou ainda, já haver pago o tributo, é seu ônus c_k .provar o que alegou. A imunidade, como isenção, impedem o nascimento da obrigação tributária. São, na linguagem do Código de Processo Civil, fatos impeditivos do direito do Fisco. A desconstituição, parcial ou total, do fato gerador do tributo, é fato modificativo ou extintivo e o pagamento é fato extintivo do direito do Fisco. Deve ser comprovado portanto pelo contribuinte, que assume no processo administrativo de determinação e exigência do tributo posição equivalente a do réu no processo civil". (grifo nosso) Depreende-se da leitura do texto acima transcrito que a alegação de fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do crédito tributário deve ser comprovada pelo contribuinte. Dessa forma, caberia ao contribuinte comprovar as suas alegações, o que no presente caso poderia ter ocorrido por meio de laudo para comprovação da existência da área de reserva legal. A palavra ônus, do latim anus, significa carga, peso, encargo, obrigação. Quando se indaga — a quem cabe o ônus da prova? —, quer se saber, a quem cabe a necessidade de prover os elementos probatórios suficientes para a formação do convencimento do julgador. 2 Machado, Hugo de Brito; Mandado de Segurança em Matéria Tributária, 5. ed., São Paulo: Dialética, 2003, p273 AIJ 14 Processo n° 13975.000206100-65 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.584 Fl. 139 No processo administrativo fiscal federal tem-se como regra que aquele que alega algum fato é quem deve provar. Nesse sentido, o ônus da prova recai a quem dela se aproveita. Por outro lado, o meu entendimento é que a prova da existência da área de reserva legal não exige a averbação da existência desta área junto ao Cartório de Registro de Imóveis Basta um laudo técnico que se refira à época do fato jurídico tributário e que ateste a existência e a extensão da área de reserva legal. Realmente, e sem maiores delongas jurídicos, pode-se considerar de plano, que a legislação concedeu isenção para a área localizada em Reserva Legal, não podendo recair tributação de ITR. E não poderia ser outro o entendimento, visto que o interesse defendido é o ecológico, pertinente a toda coletividade, que impede a incidência tributária sobre patrimônio de utilidade pública, cujo destino é dado no interesse exclusivo da Administração Pública, não mais do particular. - Desta feita, da questão supracitada para o caso em apreço, tem-se que a área de Reserva Legal limita em muito o direito de propriedade do contribuinte, vez que fora destinado para finalidade específica de proteção integral do Meio Ambiente ecologicamente equilibrado. Assim, ainda que o contribuinte não tenha averbado a existência de tal área à margem da matricula do imóvel, ele pode e deve provar a existência de tal área por meio de laudo técnico, pois o que importa para o Direito, sob o meu ponto de vista, é a efetiva proteção ao Meio-Ambiente por meio da preservação da área de reserva legal, e se há prova de que a área está preservada, este fato é o relevante, sendo a averbação da existência da área, ato declaratorio da existência e preservação da referida área. Portanto, a minha declaração de voto é para externar o meu posicionamento de que: a) para provar a existência da área de reserva legal para fins de exclusão desta área para fins de ITR não é condição a averbação da área junto à matricula do imóvel, podendo tal prova ocorrer por meio de laudo; b) cabe ao contribuinte a realização da prova da existência da área de reserva legal pelos meios de prova admitidos em direito. ia • " Conselheira ornes H • ann 15
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Numero do processo: 10880.720543/2007-17
Data da sessão: Thu Jul 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Jan 07 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Importação - II
Período de apuração:02/02/2002 a 26/12/2002
PROCESSO ADMINISTRATIVO. LANÇAMENTO. BASE LEGAL. NULIDADE.
É nulo o lançamento quando suportado em base legal surgida após a ocorrência dos fatos geradores.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 3201-000.516
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em acolher a preliminar de nulidade do auto de infração por vício formal do recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Ricardo Paulo Rosa (Relator). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Joel Miyazaki - Presidente em exercício
Ricardo Paulo Rosa - Relator
Luciano Lopes de Almeida Moraes - Redator Designado
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, Mércia Helena Trajano DAmorim, Tatiana Midori Migiyama, Marcelo Ribeiro Nogueira, Luciano Lopes de Almeida Moraes e Judith do Amaral Marcondes Armando (Presidente).
Nome do relator: Relator
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Período de apuração:02/02/2002 a 26/12/2002 PROCESSO ADMINISTRATIVO. LANÇAMENTO. BASE LEGAL. NULIDADE. É nulo o lançamento quando suportado em base legal surgida após a ocorrência dos fatos geradores. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em acolher a preliminar de nulidade do auto de infração por vício formal do recurso voluntário. Vencido o Conselheiro Ricardo Paulo Rosa (Relator). Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes. Joel Miyazaki Presidente em exercício Ricardo Paulo Rosa Relator Luciano Lopes de Almeida Moraes Redator Designado AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 72 05 43 /2 00 7- 17 Fl. 383DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Processo nº 10880.720543/200717 Acórdão n.º 3201000.516 S3C2T1 Fl. 348 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, Mércia Helena Trajano D’Amorim, Tatiana Midori Migiyama, Marcelo Ribeiro Nogueira, Luciano Lopes de Almeida Moraes e Judith do Amaral Marcondes Armando (Presidente). Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Trata o presente processo de auto de infração lavrado em 12/07/2007, para cobrança de diferença do Imposto de Importação, multa de 50% (art. 521, inciso II, “d”), em decorrência de falta de mercadoria apurada em conferência final de manifesto. Em ato de conferência final de manifesto, efetuada nos termos do Decreto nº 4543/2002, em seus arts. 51 e 589 (DecretoLei nº37/66, art. 39, § 1º) constatou a fiscalização o não armazenamento de houses de remessa expressa (HREMEXPR) e a não apresentação da DREI de masters de remessa expressa (MREMEXPR) das cargas no armazém de importação da alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos descritas às fls. 26, 27, 28, 29. Assim, considerando o disposto no art. 4º, caput e incisos; artº 6º, caput e incisos e art. 8º da IN SRF nº 102/94, que dispõe que “As informações sobre carga consolidada procedente do exterior ou de trânsito aduaneiro serão prestadas pelo desconsolidador de carga até duas horas após o registro de chegada do veículo transportador”, destacou a fiscalização que o transportador poderia ter solicitado a exclusão do documento de carga supracitada, dentro do prazo previsto, caso esse documento tivesse sido informado erroneamente e não o fazendo a carga, para todos os efeitos legais, considerada manifestada junto a esta unidade da SRF. Foi lavrado o Auto de Infração de fls. 01/34, considerando o que determina o artº 72, § 1º do Decreto 4.543/2002 (DecretoLei nº 37/66, art. 1º, § 2º, com a redação dada pelo DecretoLei nº 2.472/88, artº 1º): “é considerada como entrada no território aduaneiro a mercadoria constante de manifesto, cuja falta for apurada pela autoridade aduaneira, devendose considerar, por presunção legal, ocorrido o fato gerador do imposto de importação”. Independentemente da classificação tarifária das mercadorias, aplicouse, para fins de determinação do imposto devido, a alíquota de 60 % (sessenta por cento) para o cálculo do Imposto de Importação. Quanto ao IPI, foi aplicada a Isenção (Regime de Tributação Simplificada: Decretolei 1804 de 1980, Portaria MF 156/1999 artº 1º § 3º, Instrução Normativa RFB 560/2005 – artigo 34 § 1º e § 2º; e artigos 98 e 99 do Regulamento Aduaneiro – Decreto 4543/2002). Por fim, destacou a fiscalização no Auto de Infração: “Para valoração das mercadorias extraviadas em que se apresentou DREI, assumiuse o valor FOB (CAMPO 9) informado neste documento. Fl. 384DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Processo nº 10880.720543/200717 Acórdão n.º 3201000.516 S3C2T1 Fl. 349 3 Para valoração das mercadorias extraviadas em que não se apresentou DREI, utilizouse o Decreto 2861 de 07/12/1998, (Artigo 22 da Convenção de Varsóvia) que estabelece, como responsabilidade do transportador, a quantia de 17 Direitos Especiais de Saque por quilograma. O valor do frete foi obtido dos conhecimentos aéreos e no Sistema MANTRA. Independentemente da classificação tarifária das mercadorias, aplicouse, para fins de determinação do Imposto devido, a alíquota de 60% (sessenta por cento) para o cálculo do Imposto de Importação e Isenção do Imposto Sobre Produtos Industrializados (Regime de Tributação Simplificada: Decretolei 1804 de 1980, Portaria MF 156/1999 artigo 1º § 3º , Instrução Normativa RFB 560/2005 – artigo 34 § 1º e § 2º; e artigos 98 e 99 do Regulamento AduaneiroDecreto 4543/2002.” A fiscalização anexou ao processo: extratos obtidos do sistema MANTRA relativos aos documentos de carga; cópia das intimações GCFM nº 003/2007, nº 074/2007, nº 045/2007, nº 046/2007, nº 047/2007 (importador não localizado), nº 049/2007 (importador não localizado), nº 051/2007 (importador não localizado), nº 127/2007 lavradas contra o transportador aéreo e importadores, em que se solicita esclarecimentos sobre o(s) volume(s) extraviado(s) não recepcionados; cópia das respostas às referidas intimações, na qual são apresentadas provas excludentes de responsabilidade pelo(s) extravio (s) apurados; conhecimentos aéreos. Consta apenso a este o processo de nº 11836.000349/200710 de Representação Fiscal para Fins Penais. Ciente do Auto de Infração, a interessada apresentou a impugnação de fls.243/251, onde alegou, em síntese: o auto de infração referese a remessas expressas de importação declaradas entre 2 de fevereiro e 26 de dezembro de 2002. A conferência final de manifesto notificada em 31 de julho de 2007 concluiu que algumas encomendas expressas transportadas pela Impugnante foram extraviadas, em face do “não armazenamento de houses de remessas expressas” e da não apresentação da DRE1 de masters”; em relação ao primeiro fundamento da autuação, há que se considerar que a Impugnante não é obrigada a manter a guarda dos conhecimentos de transporte “houses”, pois não há lei instituindo tal dever. Assim, tal fato não é juridicamente válido para permitir a manutenção do auto de infração; tal questão foi objeto de análise pela Coordenação Geral de Tributação da Secretaria da Receita Federal que proferiu a Solução de Consulta nº 13, em 08 de agosto de 2003, afirmando categoricamente que as empresas de transporte internacional expresso são dispensadas da “guarda dos conhecimentos de transporte aéreo internacional houses”. assim, constatase que o primeiro fundamento adotado para a autuação é inválido, por não ter norma legal que o ampare e por contrariar expresso entendimento da Administração Fiscal; Fl. 385DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Processo nº 10880.720543/200717 Acórdão n.º 3201000.516 S3C2T1 Fl. 350 4 em relação ao segundo argumento, quanto à apresentação das DREI masters, a grande maioria dos períodos autuados é superior a cinco anos, ou seja, foram atingidos pela decadência. Quanto aos demais períodos, se tratavam de encomendas que foram indevidamente manifestadas no Sistema Integrado de Gerência do Manifesto, do Trânsito e do Armazenamento – MANTRA. O mero manifesto de remessas expressas, no entanto, não é fato gerador do imposto de importação; a Impugnante é uma das maiores empresas de remessas expressas do mundo, transportando globalmente a quantidade de 14.000 (quatorze milhões) de remessas expressas por dia, sendo que no Brasil o volume anual é de cerca de 520.000 encomendas (aproximadamente 10.000 por semana). Neste contexto, o arquivamento do imenso volume de documentos é mantido estritamente dentro dos prazos legais; a manifestação equivocada de 18 encomendas transportadas entre 30 de setembro e 26 de dezembro de 2002, por erro humano de digitação, é uma situação razoável, pois esta quantia representa menos de 0,0035% do volume anual de transporte da Impugnante, só no Brasil. Esta última hipótese talvez possa ser confirmada pelo fato de que a própria administração aduaneira não possuir as vias originais das DRES relacionados às encomendas manifestadas e objeto da presente autuação, o que comprova que as remessas não desembarcaram no Brasil, razão pela qual não foi dado início ao seu despacho aduaneiro; o auto de infração deve ser anulado pois grande parte do período autuado foi atingido pela decadência, além de padecer de diversas nulidades que serão demonstradas e, no mérito, também não merece prosperar uma vez que não existe norma amparando o lançamento efetuado; os lançamentos relativos aos manifestos informados entre 18 de setembro e 26 de dezembro de 2002 também não têm condições legais de serem mantidos. Isso porque o art. 19 do CTN estabelece que “o imposto, de competência da União, sobre a importação de produtos estrangeiros tem como fato gerador à entrada destes no Território Nacional.”; no caso das remessas expressas, a declaração que dá início ao despacho aduaneiro de importação era regulada em 2002 pela Instrução Normativa SRF nº 122/02, que em seu art. 11 dispunha: “o despacho aduaneiro de importação de remessas expressas será processado com base em Declaração de Remessas Expressas – Importação (DREI), conforme modelo constante do Anexo I”; para que os fatos geradores sejam apurados em procedimento de conferência final de manifesto, é necessário que as informações manifestadas sejam confrontadas com os REGISTROS DE DESCARGA, conforme estipula o art. 589 do Decreto nº4.543/02, e após o VISTO DE ARMAZENAMENTO do agente fiscal, nos temos do art. 21 da Instrução Normativa nº 102/94. Como TAL COMPARAÇÃO NÃO FOI REALLIZADA, não existe prova de ocorrência dos alegados fatos geradores, e descabidos são os lançamentos ora impugnados; o auto de infração, ainda padece de vício insanável, decorrentes da aplicação de normas que não estavam em vigor no momento de ocorrência dos fatos. Com efeito, o lançamento está embasado em legislação que define penalidades instituídas após a ocorrência da inserção das informações em questão no MANTRA, pelo Decreto nº 4.543/02, publicado em 27 de dezembro de 2002; Fl. 386DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Processo nº 10880.720543/200717 Acórdão n.º 3201000.516 S3C2T1 Fl. 351 5 o art. 144 do CTN determina que “o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada!”; assim, não é possível fundamentar a autuação com penalidades instituídas por legislação que nem existia na época em que foram inseridas no MANTRA as informações sobre as remessas expressar em discussão; a responsabilidade tributária conferida pelo art., 32, inciso I, do DecretoLei nº 37/66 referese às encomendas que tenham sido declaradas e desembarcadas, submetendose ao despacho aduaneiro de importação. Já pelo art. 41 deste Decreto Lei nº 37/66, o transportador só é responsável pelo conteúdo de volumes extraviados em casos determinados; no caso concreto, em que é alegada a ocorrência de suposto extravio sem eu tenha ocorrido o desembarque, a anterior aferição física da entrada das remessas expressas, não é possível a responsabilização do transportador. Por esse motivo o fato de encomendas manifestadas não terem sido localizadas, nem de ter sido comprovado seu desembarque ou início dos respectivos despachos aduaneiro, não permite o enquadramento da Impugnante em quaisquer das hipóteses previstas no DecretoLei nº 37/66; não existe prova da ocorrência de nenhuma das hipóteses descritas em seu art. 592, vide fls. 249 da impugnação; a nulidade da autuação fica mais visível quando se verifica que a autoridade fiscal não indicou em qual das hipóteses do art. 592 estaria inserida a Impugnante, o que sempre e invariavelmente, como visto, impede sobremaneira o exercício do seu direito de defesa. A ausência da especificação de qual previsão legal se aplica ao caso concreto, inclusive, é mais um motivo de nulidade formal do presente lançamento; o auto de infração não adotou nenhum dos critérios legais para definir as bases de cálculo que dão origem aos valores lançados. Isso porque em face da ausência das declarações de importação ou da vistoria física das supostas encomendas extraviadas, é impossível apurar o valor das mesmas; quase todas as mercadorias constam como desconhecidas. Apenas 8 remessas contêm a descrição do produto, mas mesmo estas não indicam o código de importação; a base de cálculo adotada foi arbitrária e ilegal pois, como consta no auto de infração “para valoração das mercadorias extraviadas em que não se apresentou a DRE1, utilizouse o Decreto 28961 de 07/12/1998, Artigo VII (Artigo 22 da Convenção de Varsóvia) que estabelece como responsabilidade do transportador a quantia de 17 Direitos Especiais de Saque por quilograma”. Este dispositivo legal institui valor de indenização a ser paga pelo transportador para o proprietário do bem transportado em casos de dano às encomendas; caso não entenda pela nulidade do lançamento, requerse então seja parcialmente cancelado o lançamento, em face de ter transcorrido o prazo de decadência para fiscalização dos fatos ocorridos entre 02 de fevereiro e 14 de abril de 2002; requer uma dilação probatória, que a fiscalização apresente as Declarações de Remessas Expressas de Importação – DREI aptas a demonstrar que as encomendas manifestadas e objeto da presente autuação entraram no País. Sendo apresentados tais documentos, requerse seja concedido o prazo à Impugnante para Fl. 387DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Processo nº 10880.720543/200717 Acórdão n.º 3201000.516 S3C2T1 Fl. 352 6 analisálos e sobre eles se manifestar, em respeito ao eu direito de ampla defesa e contraditório. Requer, por fim, seja cancelado o Auto de Infração. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou sua decisão na ementa correspondente. Assunto: Imposto sobre a Importação II Período de apuração:02/02/2002 a 26/12/2002 CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO. 1. Carga manifestada e não submetida a despacho aduaneiro. 2. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 3. Não se cogita da aplicação do disposto no artigo 150, § 4º, do Código Tributário Nacional — homologação tácita do lançamento — quando não houve antecipação do pagamento de tributo sem prévio exame da autoridade administrativa. 4. Não se conta o prazo decadencial a partir da data de chegada do veículo transportador por falta de prova de que, nessa data, a fiscalização tenha iniciado “a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento”, nos termos do Código Tributário Nacional, artigo 173, parágrafo único. CARGA MANIFESTADA. Para todos os efeitos legais, a carga será considerada manifestada junto à unidade local da SRF quando ocorrer, no MANTRA (Sistema Integrado de Gerência do Manifesto, do trânsito e do Armazenamento) o registro de chegada de veículo procedente do exterior, relativamente à carga previamente informada (Artº 6º, inciso I, da IN 102/94). RESPONSABILIDAE TRIBUTÁRIA O manifesto será submetido a conferência final para apuração de responsabilidade por eventuais diferenças quanto a falta ou acréscimo de mercadoria. A responsabilidade pelos tributos apurados em relação ao extravio de mercadoria será de quem lhe tenha dado causa. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a recorrente apresenta recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por meio do qual requer a reforma da decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento, reapresentando argumentos presentes na impugnação. Renova preliminar de decadência, por considerar que a contagem do prazo decadencial nos casos em que não há pagamento do valor do imposto, mas, sabidamente, a fiscalização tinha conhecimento da ocorrência do fato gerador, deve processarse tal como definido no Código Tributário Nacional para os tributos cujo lançamento é por homologação. Sustenta, ainda em preliminar, que o prazo para realização da conferência final de manifesto é de 90 dias e que não há provas de que as mercadorias foram efetivamente importadas e ocorreu o fato gerador do Imposto, mesmo por que não ocorreu o necessário registro de declaração de importação ou, como seria no caso, da declaração de remessa expressa. Fl. 388DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Processo nº 10880.720543/200717 Acórdão n.º 3201000.516 S3C2T1 Fl. 353 7 Protesta contra a indicação de noma infralegal para determinação da data de ocorrência dos fatos geradores – dia do lançamento correspondente. Considera que não foi realizado procedimento essencial à caracterização da conferência final de manifesto, qual seja, o cotejo do manifesto com os registros de descarga e que não há prova de que tenha efetivamente ocorrido o fato gerador do Imposto. Que o auto de infração referese a base legal que não vigia à data de ocorrência dos fatos geradores – Decreto nº 4.543/02. Que a responsabilidade tributária atribuída ao transportador no artigo 32, inciso I, combinado com artigo 41 do DecretoLei 37/66 não contempla a hipótese de mercadoria não descarregada e que o auto é nulo por não ter sido informado em qual dos incisos do artigo 592 do Regulamento Aduaneiro a irregularidade cometida pelo transportador e acusada no auto de infração está enquadrada. Voto Vencido Conselheiro Ricardo Rosa, Relator Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do recurso voluntário. Conforme preceitua o Código Tributário Nacional, o direito de constituir o crédito tributário expira no prazo de cinco anos contados, em regra geral, do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que tal providência já poderia ter sido tomada. Nos casos de tributos cujo lançamento operase por homologação, o dia de início da contagem do prazo é antecipado, nos termos do artigo 150 do Código. Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Fl. 389DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Processo nº 10880.720543/200717 Acórdão n.º 3201000.516 S3C2T1 Fl. 354 8 Embora o disposto no Código dê ensejo a diferentes interpretações, tendo por base a possível finalidade pretendida pelo legislador, qual fosse a de antecipar a contagem do prazo sempre que notório o conhecimento da autoridade fiscal da ocorrência do fato gerador do imposto, não há como escapar à condição especificada no § 1º, indicando o pagamento antecipado pelo obrigado como ação necessária à extinção do crédito sob condição resolutória, sem o que o próprio lançamento por homologação não operase. No caso concreto, incontroverso não ter ocorrido qualquer tipo de pagamento das encomendas manifestadas, razão por que não há que se falar em aplicação da contagem do prazo nos termos do artigo 150 do Código Tributário Nacional. Também não procede a alegação de que o prazo para realização da Conferência Final de Manifesto é de noventa dias. A base legal referenciada determina a aplicação da pena de perdimento uma vez expirado o prazo supracitado, por considerarse abandonada a mercadoria nas condições ali especificadas, se não vejamos. Art. 1º O procedimento para a aplicação da pena de perdimento decorrente das infrações a que se referem os incisos II e III do artigo 23 do Decretolei nº 1.455, de 7 de abril de 1976, de mercadorias que permaneçam em recintos alfandegados será iniciado, imediatamente ao decurso dos seguintes prazos: I noventa dias após a descarga, sem que tenha sido iniciado o seu despacho aduaneiro; Decretolei nº 1.455, de 7 de abril de 1976: Art 23. Consideramse dano ao Erário as infrações relativas às mercadorias: I importadas, ao desamparo de guia de importação ou documento de efeito equivalente, quando a sua emissão estiver vedada ou suspensa na forma da legislação específica em vigor; II importadas e que forem consideradas abandonadas pelo decurso do prazo de permanência em recintos alfandegados nas seguintes condições: a) 90 (noventa) dias após a descarga, sem que tenha sido iniciado o seu despacho; ou b) 60 (sessenta) dias da data da interrupção do despacho por ação ou omissão do importador ou seu representante; ou c) 60 (sessenta) dias da data da notificação a que se refere o artigo 56 do Decretolei número 37, de 18 de novembro de 1966, nos casos previstos no artigo 55 do mesmo Decretolei; ou d) 45 (quarenta e cinco) dias após esgotarse o prazo fixado para permanência em entreposto aduaneiro ou recinto alfandegado situado na zona secundária. III trazidas do exterior como bagagem, acompanhada ou desacompanhada e que permanecerem nos recintos alfandegados por prazo superior a 45 (quarenta e cinco) dias, sem que o passageiro inicie a promoção, do seu desembaraço; Também não constitui preterição ao direito de defesa, e por isso não enseja declaração de nulidade do auto de infração, o fato de não ter sido informado em qual dos incisos do artigo 592 do Regulamento Aduaneiro a irregularidade cometida pelo transportador Fl. 390DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Processo nº 10880.720543/200717 Acórdão n.º 3201000.516 S3C2T1 Fl. 355 9 está enquadrada. A descrição dos fatos de um auto de infração prestase a essa finalidade e, no caso concreto, a recorrente demonstrou ter compreendido perfeitamente as acusações que lhe são dirigidas. Vale o mesmo para a referência, no auto de infração, ao Decreto nº 4.543/02, segundo alega, não vigente ao tempo da ocorrência dos fatos que deram azo à autuação. O que não se admite é que apliquese a fatos geradores anteriores à vigência da legislação nova as regras por essa instituída. Contudo, nada obsta que o Regulamento novo seja citado, desde que a legislação correspondente já estivesse em vigor. Assim determina o Código Tributário Nacional. Art. 105. A legislação tributária aplicase imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa nos termos do artigo 116. Outrossim, fosse aos fatos gerados aplicada a legislação ainda não vigente à época dos acontecimentos e restaria o auto de infração improcedente, já que baseado em normas inaplicáveis ao tempo da ocorrência dos fatos. Conforme determina o Decreto 70.235/72 e alterações posteriores, são nulos apenas os atos praticados por pessoa ou servidor incompetente ou com preterição do direito de defesa do contribuinte. De fato, não vejo como se falar em nulidade do auto de infração, já que não se discute nos autos a competência do servidor autuante e não há qualquer aparência de que a defesa tenha sido comprometida pela indicação do novo Regulamento em lugar do antigo. Não se desconhece o fato de que cada Regulamento reedita as disposições vigentes por força de lei, além de incluir novos elementos e subtrair antigos. Contudo, tratase de uma situação facilmente contornável por meio da consulta ao Regulamento anterior, mesmo porque não são os compêndios a base legal propriamente dita, mas as leis às quais fazem expressa remissão, estas sim de observação obrigatória por quem se desincumbe da defesa. Finalmente, não creio que a preterição do direito de defesa possa ser alegado em tese. Como já dito, a recorrente demonstrou conhecer muito bem as infrações das quais está sendo acusada, mesmo porque, como é cediço, o acusado se defende dos fatos e não das leis. Ricardo Paulo Rosa Voto Vencedor Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, Redator Designado Com a devida vênia ao brilhante voto do relator originário, tenho posição diferente quanto à nulidade do lançamento. Fl. 391DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES Processo nº 10880.720543/200717 Acórdão n.º 3201000.516 S3C2T1 Fl. 356 10 Isso porque entendo constituir efetivamente preterição ao direito de defesa, e ensejar a declaração de nulidade do auto de infração, o fato de não ter sido informado em qual dos incisos do artigo 592 do Regulamento Aduaneiro a irregularidade cometida pelo transportador está enquadrada. Não sendo informada a base legal da infração cometida, não há como a recorrente se defender plena e validamente do lançamento ocorrido. Vale o mesmo para a referência, no auto de infração, ao Decreto nº 4.543/02, o qual sequer era vigente à época dos fatos. Ante o exposto, voto por acolher a preliminar de nulidade formal do lançamento, prejudicados os demais argumentos. Luciano Lopes de Almeida Moraes Fl. 392DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 19/12/2014 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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Numero do processo: 12466.001083/2007-41
Data da sessão: Wed Jun 27 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 3201-000.330
Decisão: O Colegiado decidiu, por unanimidade, converter o julgamento em diligência na forma do Voto do Conselheiro Relator.
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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Recorrida Fazenda Nacional O Colegiado decidiu, por unanimidade, converter o julgamento em diligência na forma do Voto do Conselheiro Relator. MARCOS AURELIO PEREIRA VALADAO Presidente Presidente MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA Relator Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Judith do Amaral Marcondes Armando, Mércia Helena Trajano D'Amorim e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Ausente justificadamente o Conselheiro Daniel Mariz Gudino. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional. RELATÓRIO A recorrente é pessoa jurídica que tem como atividade social a importação e comercialização, no País, de vários produtos, dentre eles águasdecolônia, nas suas espécies de “água de perfume”, “água de toilette”, “água perfumada” e “água de colônia” propriamente dita. Fl. 3718DF CARF MF Impresso em 02/07/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 12466.001083/200741 Resolução n.º 3201.000330 S3C2T1 Fl. 2.049 2 Quando da importação de lote de águasdecolônia, submeteu inúmeras mercadorias a despacho aduaneiro para consumo, dentre elas Ralph Lauren – Romance – Eau de Parfum Natural Spray – Vaporisateur (DI nº. 03/06183654), Extravagance D´Amarige de Givenchy – Eau de Toilette (DI nº. 03/05019796), Shiseido Energizing Fragance – Água de Colônia (DI nº. 01.11175709) e Empório Armani Ehite Eau de Toilette for him – Água Perfumada (DI nº. 01/08637381), recolhendo o IPI devido à alíquota de 12%, por estar referidos produtos classificados na TEC sob código 3303.00.20 – águasdecolônia. Contudo, a classificação fiscal dos produtos foi questionada pela D. Fiscalização, que considerou as mercadorias importadas enquadradas como perfume (extrato), ao invés de águasdecolônia, classificadas na TEC sob código nº. 3303.00.10, o que elevaria a alíquota do IPI incidente na importação para 40%. Na Impugnação apresentada, a Recorrente alegou a incorreção da desclassificação da águadecolônia na TEC pela D. Fiscalização, em razão de inúmeros elementos tais como: (i) a presença de água na composição dos produtos em quantidade que denunciaria ser o produto águadecolônia; (ii) o Parecer da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA que reforça o entendimento de ser o produto águadecolônia e não perfume; (iii) a impossibilidade de o exame laboratorial ter sido feito por “diferença”; e (iv) registro na ANVISA como “água perfumada” e “água de colônia” e “loções”. Ocorre que, a despeito dos argumentos despendidos pela ora recorrente, sobreveio o acórdão nº. 0711.694, da 2ª Turma de Julgamento da DRJ de Florianópolis/SC, julgando parcialmente procedente a defesa apresentada, excluindo o lançamento correspondente ao IPI referente às DIs lançadas em duplicidade, à Multa de Controle Administrativo e à Multa Proporcional por classificação incorreta. A decisão da DRJ é objeto do presente Recurso. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 17/04/2002 a 27/12/2002 DESCLASSIFICAÇÃO FISCAL. COMPROVAÇÃO. Mantémse a desclassificação fiscal realizada com base em Laudo Técnico que contenha elementos suficientes para comprovar que o produto examinado se enquadra, inequivocamente, na classificação fiscal determinada pela autoridade lançadora. CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA. PERFUMES. Produtos de perfumaria que possuem concentração de substâncias odoríferas entre 10% e 30% são considerados "Perfumes (extratos)", classificandose no código NCM 3303.00.10. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 17/04/2002 a 27/12/2002 MULTA POR FALTA DE LICENÇA DE IMPORTAÇÃO. DESCABIMENTO. APLICAÇÃO DO ADN COSIT n.° 12/1997. Fl. 3719DF CARF MF Impresso em 02/07/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 12466.001083/200741 Resolução n.º 3201.000330 S3C2T1 Fl. 2.050 3 Estando as mercadorias descritas com todos os elementos necessários à sua identificação de tal forma que permitisse a utilização da prova emprestada, há que se aplicar o ADN COSIT n.° 12/1997, não se aplicando a multa por falta de licenciamento de importação. MULTA PROPORCIONAL AO ADUANEIRO DA MERCADORIA. VALOR Aplicase a multa de 1% sobre o valor aduaneiro da mercadoria classificada de maneira incorreta na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Lançamento procedente em parte. O contribuinte, restando inconformado com a decisão de primeira instância, apresentou recurso voluntário no qual ratifica e reforça os argumentos trazidos em sua peça de impugnação. Tal recurso foi encaminhado ao CARF e distribuído a este relator, tendo sido determinado a conversão do julgamento em diligência, determinando a remessa dos autos ao Instituto Nacional de Tecnologia para emissão de novo laudo técnico que apurasse a concentração odorífera dos produtos contidos na importação, devendose (a) esclarecer os pontos quanto (i) ao percentual de concentração do elemento odorífero dos produtos em litígio, excluindo todos os elementos não odoríferos; (ii) se os produtos contêm água em sua formula e qual o percentual; e (iii) qual o título e graduação do percentual de álcool empregado nos produtos, além de (b) especificar toda a composição dos produtos importados, percentualmente, sem a utilização do método por diferença, observando, ainda, os excludentes da Nota COANA/COTAC/DINOM nº. 253/2002. Recebidos os autos pela Equipe de Fiscalização 2 – EFA2, da Alfândega do Porto de Vitória/ES, a Repartição Fazendária proferiu relatório apresentando parecer técnico da Sra. Janete Roza da Silva Pereira, Gerente de Unidade do Laboratório de Análises Falcão Bauer, e do Sr. Fernando Fumio Ichikawa, coordenador do Laboratório do Centro Tecnológico de Controle de Qualidade Ltda., concluindo pela inutilidade da realização de novos laudos, pois tudo o quanto não é água e álcool na preparação, é substância odorífera, bem assim pela inconfiabilidade da nova prova, já que as amostras são muito antigas. Não tendo sido realizada a nova perícia técnica determinada pelo Colegiado, foi intimado o contribuinte para apresentar sua manifestação crítica, o que fez, reiterando os argumentos anteriormente trazidos aos autos e apontado seu entendimento que a impossibilidade do cumprimento da diligência importaria na improcedência do auto de infração, já que a autoridade fiscal não teria satisfeito sua obrigação de provar o ilícito fiscal. Retornaram os autos a este relator, sem a devida intimação da Procuradoria da Fazenda Nacional. É o Relatório. VOTO Fl. 3720DF CARF MF Impresso em 02/07/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO Processo nº 12466.001083/200741 Resolução n.º 3201.000330 S3C2T1 Fl. 2.051 4 Conselheiro Marcelo Ribeiro Nogueira Observo que não houve o cumprimento da parte final da Resolução nº 3201 00.149, ou seja, não houve “a intimação da douta Procuradoria da Fazenda Nacional para se manifestar no prazo de 30 (trinta) dias sobre o resultado da nova perícia realizada e a manifestação do contribuinte” pela secretaria deste Colegiado, o que, no entender deste relator, impede o julgamento do feito nesta oportunidade por violar o direito constitucional ao contraditório. Portanto, VOTO, por novamente converter o feito em diligência para que seja complementada a diligência anterior e intimada a douta Procuradoria da Fazenda Nacional para se manifestar no prazo de 30 (trinta) dias sobre o resultado da nova perícia realizada e a manifestação do contribuinte, complementando a diligência anteriormente determinada por este Colegiado. MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA relator Fl. 3721DF CARF MF Impresso em 02/07/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 28/06/ 2012 por MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por MARCOS AURELIO PEREIRA VA LADAO
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