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Numero do processo: 13888.000580/2008-12
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu May 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 04/11/2005
DEIXAR A EMPRESA DE ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO DAS DEMUNERAÇÕES, AS CONTRIBUIÇÕES DE SEGURADOS A SEU SERVIÇO.
A empresa é obrigada a arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados contribuintes individuais a seu serviço, conforme previsto na lei nº 8.212, de 24.07.91, art. 30, inciso I, alínea "a". Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-000.749
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ementa_s : Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 04/11/2005 DEIXAR A EMPRESA DE ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO DAS DEMUNERAÇÕES, AS CONTRIBUIÇÕES DE SEGURADOS A SEU SERVIÇO. A empresa é obrigada a arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados contribuintes individuais a seu serviço, conforme previsto na lei nº 8.212, de 24.07.91, art. 30, inciso I, alínea "a". Recurso Voluntário Negado
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Obrigação Acessória Recorrente BENEVIDES TEXTIL IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 04/11/2005 DEIXAR A EMPRESA DE ARRECADAR, MEDIANTE DESCONTO DAS DEMUNERAÇÕES, AS CONTRIBUIÇÕES DE SEGURADOS A SEU SERVIÇO. A empresa é obrigada a arrecadar, mediante desconto das remunerações, as contribuições dos segurados contribuintes individuais a seu serviço, conforme previsto na lei nº 8.212, de 24.07.91, art. 30, inciso I, alínea "a". Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. Fl. 139DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 06/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13888.000580/200812 Acórdão n.º 280300.749 S2TE03 Fl. 128 2 assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 140DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 06/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13888.000580/200812 Acórdão n.º 280300.749 S2TE03 Fl. 129 3 Relatório A empresa foi autuada por descumprimento da legislação previdenciária por deixar de descontar a parte dos segurados contribuintes individuais que lhe prestaram serviço, no período de 04/2003 a 07/2004. Foi aplicada a agravante em razão da reincidência genérica, uma vez que foram lavradas contra a empresa o AI n° 35.355.9776 por infração ao art. 32, inciso IV, da Lei n° 8.212/91 com decisão de notificação procedente em 24/09/2002; o AI n° 35.355.9784 por infração ao art. 32, inciso IV, § 5°, da Lei n° 8.212/91 com decisão de notificação de relevação em 26/08/2002; o AI n° 35.355.9822 por infração ao art. 32, inciso IV, § 6°, da Lei n° 8.212/91 com decisão de notificação de relevação em 20/08/2002. A DecisãoNotificação – fls 62 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o Auto lavrado. Inconformada com a decisão, apresenta recurso voluntário tempestivo, alegando, na parte que interessa, o seguinte : • Desnecessidade do depósito recursal. • É a presente Autuação resultante de Notificações Fiscais de Lançamentos de Débitos (NFLD's) em relação às quais já foram apresentadas as competentes Defesas que, s.m.j., ainda não transitaram em julgado na esfera administrativa. • Decadência dos valores que antecedem o período de cinco (05) anos contados da data em que foi efetuada a presente autuação • Anota a recorrente que: (i) não se faz presente no caso qualquer irregularidade, já que a DD. Fiscalização efetuou o seu trabalho integralmente, o que demonstra que aquelas alegadas irregularidades não resultaram em motivo impeditivo à realização do trabalho fiscal próprio e específico, daí então permitirse concluir que se fixam as mesmas em meros aspectos formais que, assim posto, afastam a imposição de qualquer penalidade; (ii) estando pendente de julgamento junto da Administração as matérias que motivaram a presente autuação, ainda que de forma indireta, não há que se falar em imposição de penalidade enquanto não definidas aquelas antes citadas matérias; (iii) no entender da recorrente, e "data venia", a manterse o presente Auto de Infração estaria ela sendo autuada duas (02) vezes pelo mesmo fato, situação que não encontra qualquer suporte no ordenamento jurídico vigente; (iv) conforme já se anotava quanto da Defesa apresentada, a exigibilidade trazida com a presente autuação se apresenta de impossível cumprimento, de sorte que em sendo a mesma mantida haveria violação do Princípio Constitucional da Capacidade Contributiva, além de constituir um autêntico confisco, o que torna inteiramente improcedente esse antes citado Auto de Infração; (v) por fim, acredita a postulante que não se pode falar em Fl. 141DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 06/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13888.000580/200812 Acórdão n.º 280300.749 S2TE03 Fl. 130 4 reincidência de sua parte, considerando que a autuação anterior não foi ainda julgada definitivamente, daí então a improcedência deste Auto de Infração também nesse aspecto. • Em relação a reincidência, afirma também, em sua defesa de fls 39, que “não se pode falar em reincidência de sua parte, à medida em que autuação anterior não foi definitivamente julgada, entendendose julgamento definitivo como aquele emanado do Poder Judiciário em processo judicial próprio e específico”. • Requer a recorrente o acatamento das preliminares suscitadas e o arquivamento do presente Processo Administrativo. É o relatório. Fl. 142DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 06/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13888.000580/200812 Acórdão n.º 280300.749 S2TE03 Fl. 131 5 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DO DEPÓSITO RECURSAL A lei 8.213/91 teve o § 1º do artigo 126 revogado pela lei 11.727/08, não sendo mais necessário o depósito recursal para o seguimento do recurso apresentado, dessarte, a falta do depósito não é razão impeditiva de análise do recurso . DA DECADÊNCIA O auto de infração foi entregue ao contribuinte em 04/11/2005 em razão da falta de desconto da parte dos segurados contribuintes individuais que lhe prestaram serviço, no período de 04/2003 a 07/2004. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado, Súmula Vinculante nº 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 de 1991. Uma vez não sendo mais possível a aplicação do art. 45 da Lei n º 8.212, há de se observar as regras previstas no CTN. Tratandose de auto de infração, sem pagamentos a homologar, deve ser aplicada, em relação à decadência, a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN, que transcrevemos. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; Consoante a regra retrocitada, não há que se falar em decadência referente ao período examinado, pois se passaram apenas 02(dois) anos e sete meses entre a autuação e a primeira competência onde foi constatada a falta. DO MÉRITO Inicialmente cumpre esclarecer que a presente autuação ocorreu em razão da falta de desconto da parte dos segurados contribuintes individuais que prestaram serviço a recorrente, obrigação acessória, que não se confunde com o que apurado através das Notificações Fiscais lavradas, cujos valores dizem respeito à ausência de recolhimento de contribuições devidas – obrigação principal. Fl. 143DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 06/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13888.000580/200812 Acórdão n.º 280300.749 S2TE03 Fl. 132 6 Sobre este fato não houve impugnação do contribuinte. O fato de a infração não se constituir em “em motivo impeditivo à realização do trabalho fiscal”, não exime a responsabilidade da empresa em cumprir o que determinado em lei. Demonstrado que a empresa não efetuou os descontos previstos em lei, correta a autuação da Fazenda. A reincidência foi corretamente aplicada, constando do Auto – fls. 26, os autos de infração previamente lavrados que justificam o agravamento. O argumento da empresa de que “não se pode falar em reincidência de sua parte, à medida em que autuação anterior não foi definitivamente julgada, entendendose julgamento definitivo como aquele emanado do Poder Judiciário em processo judicial próprio e específico” – não procede, uma vez que o término do contencioso administrativo é o marco para a verificação da reincidência. Ressalte que a alegação da empresa não merece prosperar também pela falta de indicativo acerca de qual autuação não foi definitivamente julgada, impedindo uma melhor análise de sua irresignação. DA MULTA APLICADA O recorrente se insurge contra a multa aplicada, entendendo que a mesma não é instrumento de arrecadação, sendolhe vedado o caráter confiscatório. A multa aplicada é a determinada pela legislação em vigor, em especial lei n. 8.212, de 24.07.91, artigos 92 e 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto no. 3.048, de 06.05.99, art. 283, I, "g" c/c art. 373. A atividade tributária é plenamente vinculada ao cumprimento das disposições legais, sendolhe vedada a discricionariedade de aplicação da norma quando presentes os requisitos materiais e formais para a autuação. A penalidade aplicada encontra fundamento nos dispositivos legais retrocitados e foi corretamente aplicada pela autoridade fiscal, encontrandose livre de vícios. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso e, no mérito, negolhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 144DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 06/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 13888.000580/200812 Acórdão n.º 280300.749 S2TE03 Fl. 133 7 Fl. 145DF CARF MF Emitido em 25/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 06/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 03/06/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR
score : 1.0
Numero do processo: 11040.720347/2012-64
Data da sessão: Tue Oct 06 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Nov 03 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ)
Ano-calendário: 2008
MULTA QUALIFICADA. OMISSÃO DE RECEITAS. REITERAÇÃO. VOLUME. DÚVIDA QUANTO À EFETIVA INTENÇÃO DE OMITIR RECEITAS.
As evidências de que o sujeito passivo teria interpretado equivocadamente a forma de tributação da receita decorrente de serviços de transporte, não oferecendo à tributação a receita dos subcontratados, suscita dúvida quanto à sua efetiva intenção de omitir receitas. Em tais circunstâncias, o fato de haver receitas nos livros de ICMS que não constam da DIPJ, e de a DCTF ter sido preenchida com valores inferiores aos que a fiscalização entendeu devidos, mesmo que por mais de um período de apuração, e mesmo com valores importantes, não autorizam a qualificação da penalidade. (ementa produzida nos termos do artigo 63, § 8º do Anexo II ao RICARF).
Numero da decisão: 9101-005.153
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em negar-lhe provimento, vencida Viviane Vidal Wagner, que lhe deu provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Edeli Pereira Bessa, Amelia Wakako Morishita Yamamoto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto (suplente convocado), Luis Henrique Marotti Toselli e Andrea Duek Simantob, estes últimos com diferentes fundamentos.
(documento assinado digitalmente)
Andrea Duek Simantob - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Livia De Carli Germano - Relatora
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Edeli Pereira Bessa, Livia De Carli Germano, Viviane Vidal Wagner, Amelia Wakako Morishita Yamamoto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto (suplente convocado), Luis Henrique Marotti Toselli, Caio Cesar Nader Quintella, Andrea Duek Simantob (Presidente).
Nome do relator: LIVIA DE CARLI GERMANO
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 2008 MULTA QUALIFICADA. OMISSÃO DE RECEITAS. REITERAÇÃO. VOLUME. DÚVIDA QUANTO À EFETIVA INTENÇÃO DE OMITIR RECEITAS. As evidências de que o sujeito passivo teria interpretado equivocadamente a forma de tributação da receita decorrente de serviços de transporte, não oferecendo à tributação a receita dos subcontratados, suscita dúvida quanto à sua efetiva intenção de omitir receitas. Em tais circunstâncias, o fato de haver receitas nos livros de ICMS que não constam da DIPJ, e de a DCTF ter sido preenchida com valores inferiores aos que a fiscalização entendeu devidos, mesmo que por mais de um período de apuração, e mesmo com valores importantes, não autorizam a qualificação da penalidade. (ementa produzida nos termos do artigo 63, § 8º do Anexo II ao RICARF).
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em negar-lhe provimento, vencida Viviane Vidal Wagner, que lhe deu provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Edeli Pereira Bessa, Amelia Wakako Morishita Yamamoto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto (suplente convocado), Luis Henrique Marotti Toselli e Andrea Duek Simantob, estes últimos com diferentes fundamentos. (documento assinado digitalmente) Andrea Duek Simantob - Presidente (documento assinado digitalmente) Livia De Carli Germano - Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Edeli Pereira Bessa, Livia De Carli Germano, Viviane Vidal Wagner, Amelia Wakako Morishita Yamamoto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto (suplente convocado), Luis Henrique Marotti Toselli, Caio Cesar Nader Quintella, Andrea Duek Simantob (Presidente).
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conteudo_txt : Metadados => date: 2020-10-26T15:59:02Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2020-10-26T15:59:02Z; Last-Modified: 2020-10-26T15:59:02Z; dcterms:modified: 2020-10-26T15:59:02Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2020-10-26T15:59:02Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2020-10-26T15:59:02Z; meta:save-date: 2020-10-26T15:59:02Z; pdf:encrypted: true; modified: 2020-10-26T15:59:02Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2020-10-26T15:59:02Z; created: 2020-10-26T15:59:02Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; Creation-Date: 2020-10-26T15:59:02Z; pdf:charsPerPage: 1878; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2020-10-26T15:59:02Z | Conteúdo => CSRF-T1 Ministério da Economia Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Processo nº 11040.720347/2012-64 Recurso Especial do Procurador Acórdão nº 9101-005.153 – CSRF / 1ª Turma Sessão de 6 de outubro de 2020 Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado RINALDO GUERRA CECERE - EPP ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 2008 MULTA QUALIFICADA. OMISSÃO DE RECEITAS. REITERAÇÃO. VOLUME. DÚVIDA QUANTO À EFETIVA INTENÇÃO DE OMITIR RECEITAS. As evidências de que o sujeito passivo teria interpretado equivocadamente a forma de tributação da receita decorrente de serviços de transporte, não oferecendo à tributação a receita dos subcontratados, suscita dúvida quanto à sua efetiva intenção de omitir receitas. Em tais circunstâncias, o fato de haver receitas nos livros de ICMS que não constam da DIPJ, e de a DCTF ter sido preenchida com valores inferiores aos que a fiscalização entendeu devidos, mesmo que por mais de um período de apuração, e mesmo com valores importantes, não autorizam a qualificação da penalidade. (ementa produzida nos termos do artigo 63, § 8º do Anexo II ao RICARF). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em negar-lhe provimento, vencida Viviane Vidal Wagner, que lhe deu provimento. Votaram pelas conclusões os conselheiros Edeli Pereira Bessa, Amelia Wakako Morishita Yamamoto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto (suplente convocado), Luis Henrique Marotti Toselli e Andrea Duek Simantob, estes últimos com diferentes fundamentos. (documento assinado digitalmente) Andrea Duek Simantob - Presidente (documento assinado digitalmente) Livia De Carli Germano - Relatora AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 04 0. 72 03 47 /2 01 2- 64 Fl. 300DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 9101-005.153 - CSRF/1ª Turma Processo nº 11040.720347/2012-64 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Edeli Pereira Bessa, Livia De Carli Germano, Viviane Vidal Wagner, Amelia Wakako Morishita Yamamoto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto (suplente convocado), Luis Henrique Marotti Toselli, Caio Cesar Nader Quintella, Andrea Duek Simantob (Presidente). Relatório Trata-se de recurso especial interposto pela Fazenda Nacional em face do acórdão 1101-001.258, proferido na sessão de 05/02/2015, assim ementado: Acórdão recorrido 1101-001.258 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ Ano-calendário: 2008 IRPJ. RECEITA BRUTA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE DE CARGAS. A receita bruta é o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, excluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos. Na prestação de serviços de transporte de cargas, quando os serviços são realizados por conta e exclusiva responsabilidade da transportadora, recebendo os valores dos fretes, inclusive aqueles efetuados por terceiros, a totalidade dos recebimentos decorrentes dessas operações integra a receita bruta para fins de determinação da base de cálculo do lucro arbitrado, não tendo amparo legal a exclusão dos valores repassados a terceiros pelos fretes subcontratados. ARBITRAMENTO DO LUCRO. LIVRO CAIXA. AUSÊNCIA DE ESCRITURAÇÃO DE MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA. Cabe o arbitramento do lucro quando a pessoa jurídica, optante pelo lucro presumido, não apresentar a escrituração contábil nos termos da legislação comercial ou o livro Caixa contendo toda a movimentação financeira, inclusive a bancária. [...] ICMS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO PIS/PASEP E COFINS. Inclui-se na base de cálculo do PIS/PASEP e Cofins o ICMS, em razão do fato gerador das aludidas contribuições ser o faturamento ou receita bruta, sem exclusão do valor do ICMS destacado nas notas fiscais de saúde que compõe o preço total do produto. MULTA DE OFÍCIO. AGRAVAMENTO. Fl. 301DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 9101-005.153 - CSRF/1ª Turma Processo nº 11040.720347/2012-64 O fato da Recorrente ter entendido equivocado quanto à forma de tributação da receita decorrente de serviços de transporte, não oferecendo à tributação a receita dos subcontratados, inexistindo fraude, sonegação ou conluio, nos termos dos arts. 71, 72 de 73, da Lei nº 4.502/64, não justifica a aplicação da multa qualificada de 150%¨. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Primeira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. A Fazenda Nacional questiona a desqualificação da multa de ofício de 150% para 75% e firma a divergência em face dos seguintes acórdãos: Acórdão paradigma 1302-001.421 MULTA QUALIFICADA. ENTREGA DE DECLARAÇÕES ZERADAS. Verificada a conduta volitiva e reiterada por vários anos do contribuinte em entregar zerada a DIPJ, mesmo admitindo que auferiu receita, é cabível a aplicação da multa qualificada. Tal conduta tem claramente o intuito de ocultar da autoridade fazendária a ocorrência do fato gerador tributário. Acórdão paradigma 107-08.942 IRPJ - ANOS-CALENDÁRIO DE 2000 E 2001 - MULTA QUALIFICADA - OMISSÃO DE INFORMAÇÕES EM DCTF'S E DIPJ'S - MANUTENÇÃO - A atitude do contribuinte, de escriturar as receitas auferidas em seus livros e de informá-las integralmente ao fisco estadual, ao passo que ao fisco federal todas as informações de receitas prestadas em DCTFs e em DIPJs foram "zeradas", evidencia atitude dolosa a justificar a manutenção da multa qualificada, não sendo cabível, aliás, a alegação de que esta teria caráter confiscatório. Em 9 de julho de 2015, o Presidente da 1ª Câmara da 1ª Seção deu seguimento ao recurso especial, consignando: (...) A qualificação da penalidade foi assim motivada no Relatório Fiscal: Multa aplicada Conforme descrito acima, o contribuinte informou valores de “zero” de receita bruta mensal em sua DIPJ referente ao ano-calendário de 2008. Porém, no livro de registro e apuração do ICMS foram registrados valores mensais de receita bruta, nesses mesmos meses, situação demonstrada na Tabela I acima, tabela que foi anexada ao Termo de Intimação, onde demos oportunidade para o contribuinte manifestar-se acerca dessa situação. No entanto, regularmente notificado acerca da intimação, o contribuinte não se manifestou. A declaração de receita “zero” para o fisco federal foi realizada de forma reiterada em todos os períodos de apuração (trimestres) do ano de 2008, sendo que em todos os quatro trimestres houve informação do valor de “zero” nas receitas brutas mensais. Fl. 302DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 9101-005.153 - CSRF/1ª Turma Processo nº 11040.720347/2012-64 Dessa forma, ficou caracterizada a omissão das receitas auferidas. O valor total omitido no ano-calendário de 2008 foi de R$ 14.888.536,17. Em virtude dos fatos expostos, foi aplicada a multa de 150% prevista no inciso II do artigo 957 do RIR/1999, Decreto nº 3.000/1999. A redução da penalidade está justificada nos seguintes termos extraídos do voto condutor do acórdão recorrido: Entendo, porém, assistir parcial razão à Recorrente quanto ao agravamento da multa de ofício (150%), pois, a despeito da digna Fiscalização e decisão recorrida entender que o contribuinte agiu de forma dolosa ao apresentar a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) zerada e não ter declarado os débitos em DCTF, apesar de ter efetuado o pagamento de pequenas parcelas dos tributos devidos, o que configuraria as hipóteses previstas nos arts. 71 (sonegação) e 72 (fraude) da Lei nº 4.502, de 1964. Todavia, esse procedimento decorreu de interpretação equivocada do Contribuinte, visto que o mesmo repassava para terceiros, os serviços de transporte, 80% do valor contratado para a realização do transporte, o que ensejou inclusive o arbitramento do lucro pela falta de não declaração dos mesmos em DCTF e pelo consequente não pagamento do tributo, bem como pelo fato de não ter apresentado a escrituração contábil nos termos da legislação comercial ou o livro Caixa contendo toda a movimentação financeira, inclusive a bancária. Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, para afastar o agravamento da multa de ofício aplicada, reduzindo-a ao percentual normal de 75%. No voto condutor do paradigma nº 1302-001.421 confirma-se que a apresentação de declarações foi um dos motivos indicados para manutenção da multa qualificada. Veja- se: Compulsando os autos, pode-se constatar que o Fisco qualificou a multa de ofício diante da conduta do contribuinte de apresentar declarações zeradas à Administração Tributária nos anos-calendário 2004, 2006 e 2007 (janeiro a junho), além de apresentar receita bruta insignificante no ano-calendário 2005, conforme Tabela 1 à fl. 25 do Termo de Verificação Fiscal. Confira-se, ainda, os seguintes excertos do Termo de Verificação Fiscal (fls. 30): A conduta da Contribuinte GARCIA & DIAS COMÉRCIO DE PEÇAS E TRANSPORTADORA LTDA de não declarar corretamente, durante anos consecutivos, as receitas auferidas, denota o elemento subjetivo do dolo e enseja a aplicação da multa agravada [...] Omitindo, ou pior, declarando falsas informações ao fisco, a contribuinte tentou impedir o conhecimento por parte da autoridade fazendária da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal. A prática sistemática, adotada durante anos consecutivos, forma o elemento subjetivo da conduta dolosa. [...] Entendeu o Colegiado que andou bem o Fisco, ao aplicar ao lançamento a multa de 150%. De fato, apesar de terem sido usados na apuração dos valores devidos os livros e documentos apresentados pelo contribuinte, é certo que ao longo de quatro anos o contribuinte apresentou declarações zeradas, com o claro Fl. 303DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 9101-005.153 - CSRF/1ª Turma Processo nº 11040.720347/2012-64 propósito de manter ocultos da autoridade fazendária os fatos geradores tributários. E tal conduta é aquela capaz de dar azo à duplicação da multa de ofício, conforme art. 44, inciso I e § 1º, da Lei nº 9.430/1996, c/c o art. 71 da Lei nº 4.502/1964, verbis: [...] Ressalte-se que é irrelevante o fato de que no presente processo somente foram constituídos créditos tributários por fatos geradores ocorridos em quatro meses do ano-calendário 2007. É que nos anos-calendário anteriores (2004, 2005 e 2006) o contribuinte estava sujeito à tributação no regime do Lucro Presumido (item III.2 do Termo de Verificação Fiscal, fls. 26/28) e, por razões de ordem processual, as omissões apuradas naqueles anos foram objeto de lançamento em processo administrativo fiscal distinto deste. Mas o fato de serem os créditos tributários constituídos em processos diversos não afasta a realidade de que ao longo de diversos exercícios o contribuinte buscou esconder do Fisco os fatos geradores. O Colegiado decidiu, então, por negar provimento ao recurso voluntário, também no que tange à multa qualificada. (negrejei) De forma semelhante, no paradigma nº 107-08.942, a entrega de declarações zeradas foi indicada como motivo para se concluir que seria dolosa a atitude do sujeito passivo. Veja-se: Quanto a multa qualificada, não há como se dizer que a atitude da recorrente não teria sido dolosa. Vejamos. A recorrente, como visto do relatório, em seus livros escriturou regularmente suas receitas, informando-as, em sua totalidade, ao fisco estadual, ao passo que ao fisco federal entregou suas DCTFs dos anos-calendário de 2000 a 2003 zeradas (fls. 06/10), bem como entregou suas DIPJ's dos anos-calendário de 2000 e 2001 também zeradas(fls. 12/22), não obstante tenha optado pelo lucro presumido. Nesse contexto, a teor da jurisprudência dominante neste Colegiado, não há como se ver na atitude tomada pela recorrente senão a existência de dolo como vontade de agir, a justificar, pois, a aplicação da multa qualificada. Por fim, a alegação de que a multa imposta à recorrente teria caráter confiscatório, também não procede na medida em que esta foi aplicada com fundamento na legislação vigente, sendo certo que, em se tratando de penalidade que, por definição, atinge o patrimônio do contribuinte como medida reparatória da conduta Indevida por este praticada, pode e deve ser aplicada. (negrejei) Constato, assim, que o recurso é tempestivo e que a recorrente identifica a divergência acerca da multa qualificada. Portanto, satisfeitos os pressupostos de admissibilidade, proponho que seja DADO seguimento ao recurso especial. O sujeito passivo apresentou contrarrazões questionando exclusivamente o mérito do recurso. É o relatório. Fl. 304DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 9101-005.153 - CSRF/1ª Turma Processo nº 11040.720347/2012-64 Voto Conselheira Livia De Carli Germano, Relatora. Admissibilidade recursal O recurso especial é tempestivo e atendeu aos demais requisitos de admissibilidade, não havendo, inclusive, questionamento pela parte recorrida no tocante ao seu seguimento, motivo pelo qual concordo e adoto as razões do i. Presidente da 1ª Câmara da 1ª Seção do CARF para conhecimento do Recurso Especial, nos termos do permissivo do art. 50, § 1º, da Lei 9.784/1999. Assim, conheço do recurso especial. Mérito O mérito do presente recurso consiste em definir se dá ensejo à qualificação da multa o fato de o sujeito passivo ter declarado receita “zero” para o fisco federal nos períodos de apuração (trimestres) do ano de 2008, mesmo havendo apurado receitas em seus livros de ICMS. No caso, o sujeito passivo, optante pelo regime do lucro presumido, teve seu lucro arbitrado com base nos valores de receita bruta registrados no livro de registro e apuração do ICMS, tendo a fiscalização indicado como razões para o arbitramento do lucro: 1 º- o Livro-Caixa não contém toda a movimentação financeira e bancária; 2º - o livro caixa apresentado possui apenas quatro folhas com os lançamentos do período de 01/01/2008 a 31/12/2008; 3º - esses lançamentos não são diários, foram registrados apenas valores totais mensais referentes ao movimento de valores da empresa. Quanto à qualificação da multa, esta foi assim motivada no Relatório Fiscal (fl. 39): Multa aplicada Conforme descrito acima, o contribuinte informou valores de “zero” de receita bruta mensal em sua DIPJ referente ao ano-calendário de 2008. Porém, no livro de registro e apuração do ICMS foram registrados valores mensais de receita bruta, nesses mesmos meses, situação demonstrada na Tabela I acima, tabela que foi anexada ao Termo de Intimação, onde demos oportunidade para o contribuinte manifestar-se acerca dessa situação. Fl. 305DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 9101-005.153 - CSRF/1ª Turma Processo nº 11040.720347/2012-64 No entanto, regularmente notificado acerca da intimação, o contribuinte não se manifestou. A declaração de receita “zero” para o fisco federal foi realizada de forma reiterada em todos os períodos de apuração (trimestres) do ano de 2008, sendo que em todos os quatro trimestres houve informação do valor de “zero” nas receitas brutas mensais. Dessa forma, ficou caracterizada a omissão das receitas auferidas. O valor total omitido no ano-calendário de 2008 foi de R$ 14.888.536,17. Em virtude dos fatos expostos, foi aplicada a multa de 150% prevista no inciso II do artigo 957 do RIR/1999, Decreto nº 3.000/1999. Analisando a autuação, o acórdão recorrido manteve a tributação mas entendeu que não era caso de qualificação da multa, eis que o procedimento teria decorrido de interpretação equivocada do sujeito passivo, in verbis: Entendo, porém, assistir parcial razão à Recorrente quanto ao agravamento da multa de ofício (150%), pois, a despeito da digna Fiscalização e decisão recorrida entender que o contribuinte agiu de forma dolosa ao apresentar a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) zerada e não ter declarado os débitos em DCTF, apesar de ter efetuado o pagamento de pequenas parcelas dos tributos devidos, o que configuraria as hipóteses previstas nos arts. 71 (sonegação) e 72 (fraude) da Lei nº 4.502, de 1964. Todavia, esse procedimento decorreu de interpretação equivocada do Contribuinte, visto que o mesmo repassava para terceiros, os serviços de transporte, 80% do valor contratado para a realização do transporte, o que ensejou inclusive o arbitramento do lucro pela falta de não declaração dos mesmos em DCTF e pelo consequente não pagamento do tributo, bem como pelo fato de não ter apresentado a escrituração contábil nos termos da legislação comercial ou o livro Caixa contendo toda a movimentação financeira, inclusive a bancária. Em face do exposto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, para afastar o agravamento da multa de ofício aplicada, reduzindo-a ao percentual normal de 75%. Sobre o assunto, é importante observar que, ordinaramente 1 a legislação prevê 3 escalonamentos para as multas tributárias. Em caso de simples mora, a multa é graduada conforme o atraso e está limitada ao percentual de 20% (art. 61 da Lei 9.430/1996). Caso verificada, por meio de lançamento de ofício (auto de infração), falta de pagamento ou recolhimento, falta de declaração ou declaração inexata, a multa será, em regra, aplicada no percentual de 75% (art. 44, I, da Lei 9.430/1996). Nesse dois níveis, a aplicação das multas independe da intenção do agente (art. 136 do CTN). Por outro lado, se, para além da ausência de recolhimento do tributo, for verificado dolo do sujeito passivo, consubstanciado nas condutas de sonegação, fraude ou concluio (cf. artigos 71 a 73 da Lei 4.502/1964), a multa é então duplicada e atinge o percentual de 150% (art. 44, I e §1o, da Lei 9.430/1996): Lei 9.430/1996 1 Há outras multas por situações específicas tais como a multa isolada em caso de falta de recolhimento de antecipações mensais (art. 44, II, Lei 9.430/1996), multa agravada pelo não atendimento à fiscalização (art. 44, par. 2o da Lei 9.430/1996) e multas por desatendimento a obrigações acessórias. Fl. 306DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 8 do Acórdão n.º 9101-005.153 - CSRF/1ª Turma Processo nº 11040.720347/2012-64 Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: I - de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Vide Lei nº 10.892, de 2004) (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) (...) § 1o O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será duplicado nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei no 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) Lei 4.502/1964 Art . 71. Sonegação é tôda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária: I - da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais; II - das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente. Art . 72. Fraude é tôda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, ou a excluir ou modificar as suas características essenciais, de modo a reduzir o montante do impôsto devido a evitar ou diferir o seu pagamento. Art . 73. Conluio é o ajuste doloso entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas, visando qualquer dos efeitos referidos nos arts. 71 e 72. Em resumo, as infrações fiscais verificadas por meio de auto de infração já são penalizadas com o acréscimo de 75% do valor devido (no lugar da multa de mora de 20%), sendo a sua duplicação situação excepcional autorizada apenas se verificadas as situações específicas previstas na legislação, que dependem, principalmente, da comprovação do dolo. Na noção de dolo se insere a ideia de contrariedade ao direito, ou seja, da prática de um ilícito (MACHADO, Brandão. "Um caso de elusão de imposto de renda". In: Direito Tributário Atual, vol. 9, São Paulo: Resenha Tributária, 1989, p. 2209). Neste sentido, a doutrina penalista assim observa: "Dolo é a consciência e a vontade de realização da conduta descrita em um tipo penal, ou, na expressão de Wetzel, dolo, em sentido técnico penal, é somente a vontade de ação orientada à realização do tipo de um delito" (BITENCOURT, Cezar Roberto. e CONDE, Francisco Muñoz. Teoria Geral de Delito. São Paulo: Saraiva: 2000, p. 149). Sobre a qualificação da multa tributária, assim leciona Marco Aurélio Greco: Na segunda hipótese, o Fisco, em razão dos fatos ocorridos, tem um interesse a ser protegido (um crédito a haver) que é impedido ou frustrado pela conduta do contribuinte. É o que se poderia chamar de fraude em sentido estrito ou de feição penal. É nítido que o inciso II do artigo 44 está se referindo a este segundo tipo de fraude e não ao primeiro. Tanto é assim que a parte final do dispositivo é explícita ao prever que a Fl. 307DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 9 do Acórdão n.º 9101-005.153 - CSRF/1ª Turma Processo nº 11040.720347/2012-64 incidência da multa de 150% dar-se-á independente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. Ora, se a lei em questão estabelece que tal multa tributária incidirá independentemente de outras penalidades, inclusive criminais, isto significa que o pressuposto de fato captado pelo dispositivo tributário é um pressuposto de fato que também se enquadra em norma penal.” (GRECO, Marco Aurélio. Planejamento Tributário, Dialética, 2004, p. 231, grifamos). Releva-se a afirmação do autor sobre o pressuposto de fato captado pelo dispositivo tributário: é um pressuposto de fato que também se enquadra em norma penal. É portanto neste sentido que devem ser entendidas as hipóteses de qualificação da multa tributária, sendo imprescindível, em primeiro lugar, a exata referência no auto de infração da conduta que a fiscalização compreendeu ter sido praticada: se sonegação, fraude ou conluio, para que, então, a fiscalização em seguida indique os fatos ou atitudes do contribuinte que a levaram à conclusão pela caracterização de uma ou mais dessas situações (sonegação, fraude ou conluio). No caso, a autoridade autuante baseou a qualificação da multa no fato de que havia receitas nos livros de ICMS, mas as DIPJ foram entregues zeradas e as DCTFs continham a informação de recolhimento de tributos em valores inferiores aos considerados como devidos. Até aí, trata-se de mera descrição de conduta que, de fato, foi entendida como contrária à legislação tributária, mas não há qualquer referência a respeito da prática de ilícito com importância penal. Na verdade, nem o auto de infração nem o relatório fiscal indicam sequer qual das condutas teria sido praticada pelo sujeito passivo, se sonegação, fraude ou conluio. Também não há qualquer referência a nenhum artigo da Lei 4.502/1964. Isso por si só já seria suficiente para levar à conclusão pela impossibilidade de se manter a qualificação da multa no caso em questão. Não obstante, o auto de infração em questão também não descreve quaisquer condutas do contribuinte que possam indicar uma intenção em praticar as condutas com feição penal descritas nos artigos 71 a 73 da Lei 4.502/1964 O dolo não pode ser presumido, mas deve ser provado a partir de fatos que denotem a intenção do sujeito passivo em praticar seja a sonegação, fraude ou conluio. O fato de haver receitas nos livros de ICMS que não constam da DIPJ, e de a DCTF ter sido preenchida com valores a menor do que a fiscalização entendeu devidos, mesmo que por mais de um período de apuração, e mesmo com valores importantes, nada diz sobre a intenção do agente de praticar seja a sonegação, fraude ou conluio. Tal fato não deixa de ser, apenas, a descrição de uma omissão de receitas, não sendo capaz de, por si só, implicar a conclusão pela existência do dolo necessário à qualificação da multa. Neste sentido, compreendo que deve ser mantido o acórdão recorrido e, considerando as razões de decidir acima, sugeri a seguinte ementa para este julgado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA (IRPJ) Ano-calendário: 2008 Fl. 308DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 10 do Acórdão n.º 9101-005.153 - CSRF/1ª Turma Processo nº 11040.720347/2012-64 MULTA QUALIFICADA. OMISSÃO DE RECEITAS. REITERAÇÃO. VOLUME. O dolo necessário à qualificação da multa de ofício não pode ser presumido, mas deve ser provado a partir de fatos que denotem a intenção do sujeito passivo em praticar seja sonegação, fraude ou conluio. O fato de haver receitas nos livros de ICMS que não constam da DIPJ, e de a DCTF ter sido preenchida com valores a menor do que a fiscalização entendeu devidos, mesmo que por mais de um período de apuração, e mesmo com valores importantes, nada diz sobre a intenção do agente de praticar sonegação, fraude ou conluio. Tal fato não deixa de ser, apenas, a descrição de uma omissão de receitas, não sendo capaz de, por si só, implicar a conclusão pela existência do dolo necessário à qualificação da multa. Em observância ao artigo 63, § 8º do Anexo II ao Regimento Interno deste CARF, observo que, colocada a questão em julgamento, a maioria da Turma acompanhou esta Relatora pelas conclusões, tendo os três Conselheiros que votaram por conclusões semelhantes entendido não ser caso de aplicação de multa em sua modalidade qualificada por aplicação do artigo 112 do CTN, considerando particularidades da situação retratada nos presentes autos que colocam em dúvida a efetiva intenção do sujeito passivo de omitir receitas. Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto: I - à capitulação legal do fato; II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos; III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade; IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação. Prevaleceu na Turma, assim, o entendimento que, muito embora concordando com o voto desta Relatora quanto à impossibilidade de qualificação da penalidade na presença de vícios na acusação fiscal acerca da conduta praticada pelo sujeito passivo, compreende-se que a falta de indicação expressa de uma das condutas previstas nos arts. 71 a 73 da Lei nº 4.502/64 não seria causa suficiente para afastamento daquele gravame. Sob esse lume, verifica-se que no presente caso a acusação fiscal, além de não mencionar tais dispositivos, limita-se a descrever várias circunstâncias para concluir que ficou caracterizada a omissão de receitas auferidas e, na sequência, depois de agregar à descrição o valor total omitido, informa a aplicação da multa de 150%. Em circunstâncias semelhantes, a i. Conselheira Edeli Pereira Bessa assim se manifestou em declaração de voto juntada ao Acórdão nº 1101-00.725: No presente caso, também está presente o significativo volume de receita omitida, à semelhança dos demais casos. Além disso, a constatação de que receitas foram subtraídas à tributação decorre de fatos coletados da própria escrituração contábil/fiscal da contribuinte: seus registros escriturais e as informações prestadas à Fazenda Estadual prestaram-se como prova direta dos valores tributados. E, no meu entender, estes Fl. 309DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 11 do Acórdão n.º 9101-005.153 - CSRF/1ª Turma Processo nº 11040.720347/2012-64 aspectos já são suficientes para afastar a Súmula CARF nº 14, como antes já mencionei A distinção deste caso, em relação ao anterior, está na acusação fiscal. A autoridade lançadora justifica a qualificação da penalidade em razão da omissão mediante declaração ao Fisco Federal de somente R$ 129.557,60 do total de R$ R$ 13.947.987,53 das vendas registradas em sua contabilidade, cujo total foi registrado em sua escrituração fiscal e contábil e informado ao Fisco do Estado do Paraná, conforme demonstrado nos subitens "2.3.1", "2.3.2" e "2.3.3", nos quais limita-se a descrever os valores extraídos da escrituração contábil, da escrituração fiscal e das GIAS/ICMS e da declaração simplificada apresentada à Receita Federal. A autoridade lançadora não acusou a contribuinte de ocultar receitas sabidamente tributáveis, de modo que o litígio não se estabeleceu em relação à intenção da contribuinte em deixar de recolher tributos. A dúvida ganha maior relevo quando observo, no Termo de Verificação Fiscal, que cerca de 50% dos valores omitidos decorrem de CAFÉ DESTIN EXPORTAÇÃO e CAFÉ C/ SUSP PIS-COFINS, cuja exclusão da base de cálculo do SIMPLES Federal poderia decorrer de interpretação da legislação tributária. Assim, embora entenda que não é o caso de aplicação da Súmula CARF nº 14, concordo com o afastamento da qualificação da penalidade, proposto pela I. Relatora. Neste sentido, os Conselheiros que acompanharam esta Relatora pelas conclusões ponderaram que eventualmente poder-se-ia inferir, aqui, que a autoridade fiscal pretendeu afirmar a ocultação intencional, pela Contribuinte, de valores sabidamente tributáveis, quando mencionou a apresentação de declaração zerada, apesar dos valores escriturados no Livro de Registro e Apuração do ICMS, mas fato é que nada afirmou neste sentido e concluiu, a partir de tais evidências, que a Contribuinte apenas havia omitido receitas auferidas. Como exposto por esta Relatora, a legislação prevê a multa básica de 75% para os casos de falta de recolhimento, aí incluídas as hipóteses de omissão de receita. A duplicação deste percentual é dependente da afirmação e confirmação do intuito de fraude pois, se assim não fosse, todas as exigências decorrentes de omissão de receitas se sujeitariam à penalidade qualificada. Nesta linha, aliás, é o entendimento consolidado nas Súmulas CARF nº 14 e 25. Acrescente-se a isso a ressalva, expressa no voto condutor do acórdão recorrido, de que a prática da Contribuinte poderia ter sido motivada por interpretação equivocada em razão de repasse promovidos a terceiros, correspondentes a 80% dos serviços de transporte prestados. Em tais circunstâncias, a maioria da Turma considerou aplicável o art. 112 do CTN, segundo o qual a interpretação, no âmbito da aplicação de penalidades, deve ser favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos, bem como em relação à autoria, imputabilidade, ou punibilidade, ou seja, dúvida quanto à efetiva intenção do sujeito passivo de omitir receitas. Estas são as razões vencedoras do presente voto, que também estão refletidas na ementa, nos termos do artigo 63, § 8º do Anexo II ao RICARF/2015. Conclusão Fl. 310DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 12 do Acórdão n.º 9101-005.153 - CSRF/1ª Turma Processo nº 11040.720347/2012-64 Ante o exposto, oriento meu voto para conhecer do recurso especial e, no mérito, nego-lhe provimento. (documento assinado digitalmente) Livia De Carli Germano Fl. 311DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 11128.001425/99-66
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2004
Data da publicação: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2004
Ementa: RETORNO DE DILIGÊNCIA. AUSÊNCIA DE GARANTIA DE INSTÂNCIA.
Intimado, por determinação da Resolução 303-00.835, o interessado
não carreou aos autos, no prazo concedido, os documentos
necessários à formalização do arrolamento de bens suficientes à
garantia de instância.
RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO
Numero da decisão: 303-31.743
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento do recurso voluntário por ausência de garantia de instância, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado
Nome do relator: ZENALDO LOIBMAN
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PROCESSO N° : 11128.001425/99-66 SESSÃO DE : 01 de dezembro de 2004 ACÓRDÃO N° : 303-31.743 RECURSO N° : 123.035 RECORRENTE : SESPO INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. 1 RECORRIDA : DRJ/SÃO PAULO/SP RETOMO DE DILIGÊNCIA. AUSÊNCIA DE GARANTIA DE INSTÂNCIA. Intimado, por determinação da Resolução 303-00.835, o interessado não carreou aos autos, no prazo concedido, os documentos • necessários à formalização do arrolamento de bens suficientes à garantia de instância. RECURSO VOLUNTÁRIO NÃO CONHECIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, não tomar conhecimento do recurso voluntário por ausência de garantia de instância, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 01 de dezembro de 2005 .4 ,..• W ANELIS ' IS ' 11 ) T PRIETO Preside, Palb • '4 D o LOIBMAN11P R e Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: NILTON LUIZ BARTOLI, NANCI GAMA, SILVIO MARCOS BARCELOS FIÚZA, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS (Suplente); MARIA DO SOCORRO FERREIRA AGUIAR (Suplente) e MARCIEL EDER COSTA. Ausente o Conselheiro SÉRGIO DE CASTRO NEVES. Esteve presente a Procuradora da Fazenda Nacional MARIA CECILIA BARBOSA. MA/4 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.035 ACÓRDÃO N° : 303-31.743 RECORRENTE : SESPO INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. RECORRIDA : DRJ/SÃO PAULO/SP RELATOR(A) : ZENALDO LOIBMAN RELATÓRIO E VOTO Retornam os presentes autos a este Terceiro Conselho de Contribuintes. A Resolução n° 303-00.835, de17.09.2002, determinou a realização de diligência à repartição de origem para que intimasse o contribuinte a apresentar os documentos necessários à formalização da garantia de instância mediante arrolamento • de bens na forma da legislação de regência. Inicialmente foi produzida a Intimação 084/2003, de fls.137, cuja ciência em 22.05.2003 está atestada no verso da mesma fl.137, na qual o interessado solicita a prorrogação do prazo ,por dez dias, para cumprimento da referida intimação.A prorrogação foi deferida na mesma data de 22.05.2003. Consta às fls.139 o AR que noticia a recepção da intimação via Correio em 14.05.2003, que, entretanto, se torna secundário diante do requerimento de prorrogação de prazo constante à fl. 137-verso e do despacho que deferiu a prorrogação a partir de 22.05.2003. Em 30.05.2003 a interessada compareceu aos autos nos termos dispostos às fls.140/142, a propósito de responder a Intimação n° 084/2003, requereu a juntada de documentos, pelos quais informou que o único imóvel constante do ativo permanente da empresa, onde se encontra a sua sede (terreno e o seu prédio), serve de garantia ofertada ao BNDES em referência a um contrato de financiamento, estando hipotecado conforme documentação anexa. Acrescenta que dispõe no seu ativo permanente de bens móveis em valor cuja avaliação supera o montante da exigência fiscal em discussão e que estão livres e desembaraçados. Com o que requereu à repartição de origem a aceitação dos bens móveis que já haviam sido ofertados juntamente com o recurso voluntário, ressalvando que no caso de a autoridade administrativa entender que deve mesmo haver a substituição dos bens móveis ofertados pelo único bem imóvel gravado com o ônus hipotecário, que a empresa não se opõe a tal decisão. A administração aduaneira representada pela Alfândega do Porto de Santos, por meio da Intimação n° 003/2004 convocou o interessado para no prazo de 15 (quinze) dias a contar da ciência via AR, apresentar cópia autenticada da escritura matriculada no Registro de Imóveis, do imóvel que apresenta como garantia para 2 < , MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 123.035 ACÓRDÃO N° : 303-31.743 seguimento do recurso voluntário, destacando que o não atendimento da intimação no prazo estipulado, haverá seguimento da cobrança executiva.° AR de fls.171 atesta o - , recebimento da intimação em 19.01.2004.Em 04.02.2004 a interessada comparece aos autos para juntar a certidão que atesta o registro do imóvel conforme consta às fls.143. Posteriormente, em razão do domicilio tributário do contribuinte, o processo foi enviado à DRF/São Paulo para que procedesse à devida formalização do processo referente ao arrolamento do bem apresentado em garantia de instância. A DRF/São Paulo, conforme se vê às fls.176, expediu a Intimação n° 999/2004 para que o interessado apresentasse no local e endereço indicados ,referente à DRF/São Paulo- DERAT-SPO/DICAT/EQCOB,no prazo de 15(quinze) dias a partir do recebimento, termo de requerimento de arrolamento de bem imóvel mesmo considerando estar hipotecado, segundo o padrão exigido pelo Anexo I da IN 264/2002, com a especificação de que o referido pedido deve ser assinado pelos sócios legitimados para tal fim conforme Contrato Social e suas Alterações. Solicitou também certidão atualizada do Registro de Imóveis (a anterior estava datada de 07.10.1998), bem como cópia da última consolidação do Contrato Social se houver alguma posterior à registrada em 31.10.1996 e das alterações contratuais posteriores à última consolidação, exceto a datada de 24.04.2000 (registrada em 30.04,2000). A ciência da intimação em 16.06.2004 está atestada no AR de fls. 176-verso. Contudo esgotado,em 01.07.2004, o prazo de quinze dias concedido e, ainda considerando o período decorrido até o despacho da DRF, de encaminhamento de retorno dos autos ao Conselho de Contribuintes, em 16.08.2004, não houve atendimento quanto aos documentos especificados e necessários à formalização do arrolamento de bens. Portanto, os documentos necessários à formalização da garantia de instância, nos termos requeridos pela DRF/São Paulo não foram trazidos aos autos, tendo sido desperdiçada pelo recorrente a possibilidade de instrução oferecida por essa 3' Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes.Ausente, pois, a garantia de instância. Pelo exposto voto por não conhecer do mérito. Sala das Sessões, em 01 de dezembro de 2004 ZE ALIO' OlBMAN - Relator 3 • ' , , 7- • .4, MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA_ Processo n°: 11128.001425/99-66 Recurso n.°:. 123.035 TERMO DE INTIMAÇÃO ig"Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar ciência do Resolução n° 303-00.835. Brasília- DF, 27,de fevereiro de 2003 Jo-o ' and. Costa Presis nte da Terceira Câmara 0111en Ciente em: 1 b )3 ) 2003 Leo,u) rél 1)6 g 3 -1-v3 1±-1\) F'
score : 1.0
Numero do processo: 10880.012175/98-60
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Apr 26 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Wed Apr 26 00:00:00 UTC 2006
Ementa: FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. O termo a quo do prazo para solicitar a restituição do indébito decorrente de decisão
judicial favorável à contribuinte, que é parte, é a data do seu
trânsito em julgado. PAF. Considerando que a decisão recorrida foi
reformada no que concerne à prejudicial de decadência e
principalmente tendo em vista o principio do duplo grau de
jurisdição, entendo que os autos devem retornar à primeira instância julgadora para que esta se pronuncie em relação à matéria não abordada, ou seja, o direito à restituição/compensação.
Numero da decisão: 303-33.074
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a argüição de decadência do direito de a contribuinte pleitear a restituição da Contribuição para o Finsocial paga a maior e determinar a devolução do processo à autoridade julgadora de primeira instância competente para apreciar as demais questões de mérito, na forma do relatório de voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANELISE DAUDT PRIETO
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ementa_s : FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. O termo a quo do prazo para solicitar a restituição do indébito decorrente de decisão judicial favorável à contribuinte, que é parte, é a data do seu trânsito em julgado. PAF. Considerando que a decisão recorrida foi reformada no que concerne à prejudicial de decadência e principalmente tendo em vista o principio do duplo grau de jurisdição, entendo que os autos devem retornar à primeira instância julgadora para que esta se pronuncie em relação à matéria não abordada, ou seja, o direito à restituição/compensação.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA • '' TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 10880.012175/98-60 Recurso n° : 127.488 Acórdão n° : 303-33.074 Sessão de : 26 de abril de 2006 Recorrente : ARMARINHOS ALMEIDA LTDA. Recorrido : DRJ/SÃO PAULO/SP FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. DECADÊNCIA. O termo a quo do prazo para solicitar a restituição do indébito decorrente de decisão judicial favorável à contribuinte, que é parte, é a data do seu trânsito em julgado. PAF. Considerando que a decisão recorrida foi reformada no que concerne à prejudicial de decadência e principalmente tendo em vista o principio do duplo grau de jurisdição, entendo que os autos devem retornar à primeira instância julgadora para que esta se pronuncie em relação à matéria não abordada, ou seja, o direito à restituição/compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, rejeitar a argüição de decadência do direito de a contribuinte pleitear a restituição da Contribuição para o Finsocial paga a maior e determinar a devolução do processo à autoridade julgadora de primeira instância competente para apreciar as demais questões de mérito, na forma do relatório de voto que passam a integrar o presente julgado. - • ANELISE n AUDT P TO Presidente e Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: Zenaldo Loibman, Nanci Gama, Sérgio de Castro Neves, Silvio Marcos Barcelos Fiuza, Nilton Luiz Bartoli, Marciel Eder Costa e Tarásio Campelo Borges. Esteve presente o Procurador da Fazenda Nacional Leandro Felipe Bueno Tierno. mmm Processo n° : 10880.012175/98-60 Acórdão n° : 303-33.074 RELATÓRIO Por meio da resolução n° 303-00.960, de 08/07/2004, este Colegiado decidiu pela realização de diligência, conforme relatório e voto que transcrevo a seguir: "Adoto o relatório e o voto da decisão recorrida, verbis: "O contribuinte acima identificado requer, por meio do presente processo administrativo, a restituição/compensação de valores recolhidos a título de Finsocial, para o período de apuração de agosto de 1990 a novembro de 1990 (DARF às 110 fls. 11 a 14), alegando que os recolhimentos foram efetuados com base nas inconstitucionais majorações de alíquotas, já que a exação era devida tão-somente à alíquota de 0,5%. 2. Mediante o Despacho Decisório n° 243/2000 (fl. 18), a autoridade competente da Delegacia da Receita Federal em São Paulo indeferiu a restituição pretendida, concluindo, com base no disposto no Ato Declaratório SRF n° 96, de 26.11.1999, que o prazo para pleitear a restituição é de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário, inclusive para as hipóteses nas quais o pagamento foi efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional. Destarte, tendo em vista que o presente pedido foi protocolizado em 22.05.1998, e que o último recolhimento indevido foi efetuado em 14.12.1990, o prazo para pleitear a restituição/compensação já se havia escoado. • 3. Inconformado com o Despacho Decisório, do qual foi devidamente cientificado em 12.04.2000, o contribuinte protocolizou a manifestação de inconformidade de fls. 20 a 23, na qual deduz, em síntese, as alegações a seguir discriminadas: 3.1 O interesse na compensação de tributos foi motivado pela decisão judicial que lhe favoreceu, dada no processo n° 92.0064841-0 que tramitou perante a 16 a Vara da Justiça Federal de S.Paulo, cuja sentença tornou-se definitiva através de acórdão exarado em 30 de outubro de 1996. 3.2 O prazo prescricional embasador do indeferimento não se coaduna com a legislação tributária porque, ao se iniciar a /462 Processo n° : 10880.012175/98-60 Acórdão n° : 303-33.074 ação declaratória perante o judiciário, trancou-se o lapso temporal prescritivo, vindo a ter curso natural após o lançamento do acórdão, em 30 de outubro de 1996. 3.3 A pretensão da compensação foi efetuada dentro do termo correto, sendo inaplicáveis os dispositivos citados, pois o prazo prescricional foi interrompido da data em que se tomou definitiva a decisão judicial que declarou o crédito, art. 168, II do CTN. 4. Por fim, requer o contribuinte a reforma do Despacho Decisório de fl. 18, para que seja reconhecido o direito à restituição do Finsocial pago a maior no período de agosto de 1990 a novembro de 1990." 110 O julgado a quo indeferiu a solicitação, em decisão cuja ementa transcrevo a seguir: "Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/08/1990 a 30/11/1990 Ementa: FINSOCIAL - RESTITUIÇÃO - DECADÊNCIA - TRÂNSITO EM JULGADO DE DECISÃO JUDICIAL O prazo para que o contribuinte possa pleitear a restituição de tributo ou contribuição pago indevidamente ou em valor maior que o devido, inclusive na hipótese de o pagamento ter sido efetuado com base em lei posteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal em ação declaratória ou em recurso extraordinário, extingue-se após o • transcurso do prazo de cinco anos, contado da data da extinção do crédito tributário. Caso pretenda o contribuinte valer-se, no âmbito administrativo, de decisão transitada em julgado que lhe é favorável, proferida em ação de repetição de indébito, deve observar o disposto no art. 17 da Instrução Normativa SRF n° 021/1997." Tempestivamente a contribuinte apresentou recurso voluntário comprovando ter procedido à garantia de instância. Defendeu que o prazo prescricional somente poderia ser contado a partir do que restou julgado judicialmente, citando jurisprudência do STF e dos Conselhos de Contribuintes que viriam ao encontro do que pretende. Defendeu ainda que instrução normativa da SRF não poderia regular decisão judicial, que deve ser cumprida da forma como foi julgada. Aduziu que a sentença e o acórdão juntados ao processo seriam 3 (4'1(-2 Processo n° : 10880.012175/98-60 Acórdão n° : 303-33.074 suficientes para a pretensão. A falta de algum requisito não poderia tomar o pedido procedente ou não acolhido, já que a Receita poderia solicitar a conclusão para mais adiante manifestar-se objetivamente, sem no entanto, ferir direito construído legalmente, quer pela lei quer pela decisão judicial. É o relatório. VOTO A meu ver, o processo não está instruído de forma a possibilitar sequer a decisão deste Colegiado sobre tomar ou não conhecimento do recurso voluntário, já que não restou claro quando a decisão judicial transitou em julgado (não foi anexada Certidão de Objeto e 410 Pé), não foram anexadas as petições ou o inteiro teor da sentença e do acórdão e, o mais importante, não há informação sobre a existência ou não de execução do título judicial. Vale lembrar novamente as determinações contidas no artigo 17 da Instrução Normativa SRF n° 21, de 10.03.1997, com a redação dada pelo art. 10 da Instrução Normativa SRF n° 73, de 15.09.1997: "Art. 17. Para efeito de restituição, ressarcimento ou compensação de crédito decorrente de sentença judicial transitada em julgado, o contribuinte deverá anexar ao pedido de restituição ou de ressarcimento uma cópia do inteiro teor do processo judicial a que se referir o crédito e da respectiva sentença, determinando a restituição, o ressarcimento ou a compensação. 111 § 1 0 No caso de título judicial em fase de execução, a restituição, o ressarcimento ou a compensação somente poderão ser efetuados se o contribuinte comprovar junto à unidade da SRF a desistência, perante o Poder Judiciário, da execução do título judicial e assumir todas as custas do processo, inclusive os honorários advocatícios. ,¢ 2 0 Não poderão ser objeto de pedido de restituição, ressarcimento ou compensação os créditos decorrentes de títulos judiciais já executados perante o Poder Judiciário, com ou sem emissão de precatório." Longe de representarem uma exigência a mais por parte da Receita Federal, tais determinações são a garantia da transparência, no processo administrativo, dos procedimentos e decisões ocorridos no 4 /11)(2 Processo n° : 10880.012175/98-60 Acórdão n° : 303-33.074 Poder Judiciário, de forma a possibilitar a sua restrita e justa aplicação. À vista do exposto, voto pela realização de diligência para que a recorrente seja intimada a trazer aos autos os documentos supra citados." Em resposta, a empresa anexou os documentos de fls. 66/118, que posteriormente foram complementados, já neste Conselho de Contribuintes, com os docs. de fls. 122/140. O último documento acostado é a seguinte certificação: "(...)CERTIFICA a pedido escrito de parte interessada, que revendo em Secretaria a seu cargo, verificou a existência dos autos 111 da AÇÃO DECLARATÓRIA n° 92.0064841-0, distribuída em 17 de junho de 1992, tendo como autor ARMARINHOS ALMEIDA LTDA, CGC n° 62.297.668/0001-08 e como réu a UNIÃO FEDERAL, discutindo a constitucionalidade do Finsocial. CERTIFICA MAIS que, em 26 de julho de 1994, foi prolatada sentença julgando PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido, para declarar a inexistência de relação jurídica que obrigue a recolher o Finsocial com as alíquotas majoradas pela Lei 7.689/88 e legislação subseqüente, devendo ser mantida a alíquota de 0,5% prevista no Decreto-Lei 1940/82 até a edição da Lei Complementar 70/91; bem como condenado a União a restituir aos autores a quantia recolhida a título de Finsocial que exceder a alíquota de 0,5%, à exceção do ano de 1988, quando vigorou a alíquota de 0,6%. CERTIFICA AINDA que em Segunda Instância, em 30 de outubro de 1996 foi proferida decisão negando seguimento ao recurso. A decisão transitou em julgado em 20 de fevereiro de 1999. • CERTFICA FINALMENTE que, em fase de execução, os autores depositaram a verba honorária da União, já fruto de cálculo de compensação; e em 13 de março de 1998 os autos foram remetidos ao arquivo, sendo desarquivados para expedição da presente certidão. (...)" É o relatório. é s, , . , . Processo n° : 10880.012175/98-60 Acórdão n° : 303-33.074 VOTO Conselheira Anelise Daudt Prieto, Relatora O recurso é tempestivo e trata de restituição da Contribuição para o Finsocial, matéria de competência deste Colegiado. Além disso, ficou comprovado nos autos que houve trânsito em julgado da ação interposta pela contribuinte no Poder Judiciário e que o processo em tela trata tão somente de execução na via administrativa, não havendo, portanto, porque se falar em opção pela via judicial. Face ao exposto, tomo conhecimento do recurso voluntário e passo à questão da decadência, abordada no voto recorrido. Data venia, divirjo do entendimento da DRJ. Com efeito, o código Tributário Nacional, em seu artigo 165, estabelece que: "Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 40 do artigo 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da aliquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória." (grifei) O artigo 168, por sua vez, dispõe o seguinte: Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória." (grifei) 6 .. - . , Processo n° : 10880.012175/98-60 Acórdão n° : 303-33.074 Surge, então, a seguinte questão: a que decisão condenatória se refere o inciso III do artigo 165 do CTN? O Mestre Aliomar Baleeiro já afirmava: " 1 0 inciso III, do art. 165, segundo nos parece, refere-se à hipótese de ter sido o crédito apreciado pelo Poder Judiciário, seja pela defesa do sujeito passivo em executivo fiscal (Decreto-Lei n° 960, de 17/12/1938) intentado pelo sujeito ativo, seja em ação movida contra este por aquele, para declarar a inexistência do débito ou relação jurídica (CPC de 1973, art. 40 e parágrafo único) ou anular o crédito tributário, ou mesmo em mandado de segurança nos limites restritos deste (CF, art. 153, par. 21; Lei 1.533, de 31/12/19512)." É esta também a jurisprudência que tem norteado as decisões dos Conselhos de Contribuintes. Destarte, no caso em apreço, começa-se a contar o prazo para a • restituição do indébito a partir do trânsito em julgado da ação declaratória que a empresa moveu contra a União, ou seja, a partir 20/02/1999. Assim, não ha que se falar em decadência do direito à restituição. Então, considerando que a decisão recorrida foi reformada no que concerne à prejudicial de decadência e principalmente tendo em vista o princípio do duplo grau de jurisdição, entendo que os autos devem retornar à primeira instância julgadora para que esta se pronuncie em relação à matéria não abordada, ou seja, o direito à restituição/compensação. Tal entendimento deve-se também ao fato de que os processos relativos ao Finsocial não se encontram em condições de imediato julgamento. Com efeito, normalmente falta inclusive a verificação da existência de ação judicial sobre o mesmo assunto, o que não é o caso, da atividade da empresa, do efetivo recolhimento, bem como o cálculo dos valores excedentes. OÀ vista do exposto, voto pelo retorno dos autos à autoridade recorrida para que se manifeste em relação à matéria de mérito ainda não apreciada." Sala das Sessões, em 26 de abril de 2006 ELISE D . UDT PRcI - elatora 1 Direito Tributário Brasileiro. 1P ed. Forense: Rio de Janeiro, 2000.p. 881. 7
score : 1.0
Numero do processo: 17460.000639/2007-55
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/05/1997 a 30/09/2002
CONCOMITÂNCIA AÇÃO JUDICIAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
A propositura pelo contribuinte de ação judicial com o mesmo objeto importa em renúncia à instância administrativa. Uma vez transitada em julgado, a decisão judicial deve ser cumprida pelo Poder Executivo, sobrepondo-se sobre a decisão administrativa, por força do principio da intangibilidade da coisa julgada. Súmula CARF nº 1.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2803-000.852
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Recorrente TEREZINHA DE LOURDES ABREU BIGHETI ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/1997 a 30/09/2002 CONCOMITÂNCIA AÇÃO JUDICIAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. A propositura pelo contribuinte de ação judicial com o mesmo objeto importa em renúncia à instância administrativa. Uma vez transitada em julgado, a decisão judicial deve ser cumprida pelo Poder Executivo, sobrepondose sobre a decisão administrativa, por força do principio da intangibilidade da coisa julgada. Súmula CARF nº 1. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato. Fl. 161DF CARF MF Emitido em 03/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17460.000639/200755 Acórdão n.º 280300.852 S2TE03 Fl. 156 2 Relatório DO LANÇAMENTO Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD contra o contribuinte supracitado, optante pelo SIMPLES, relativo a contribuições sociais descontadas dos segurados empregados por ocasião do pagamento de seus salários, conforme consignado em Folhas de Pagamento e em Guias de Recolhimento para o FGTS e Informações A Previdência Social GFIP, no período 05/1999 a 09/2002, conforme relatório fiscal, fls. 71 a 72. Os valores de retenção para a Seguridade Social, que constam das notas fiscais emitidas por serviços prestados, foram deduzidos das contribuições devidas, sendo que as retenções foram suficientes para compensar as contribuições devidas no período 10/2002 a 12/2006. DA CIÊNCIA DO LANÇAMENTO O contribuinte foi cientificado em 09/02/2007, fl. 01, apresentando impugnação. A decisão do órgão julgador de primeira instância administrativa fiscal confirmou a procedência do lançamento, fls. 104 a 107. DO RECURSO VOLUNTÁRIO O contribuinte foi cientificado da decisão em 18/04/2008, fls. 112, inconformado interpôs recurso voluntário, fls. 113 a 117, alegando em síntese: a insubsistência e improcedência da ação fiscal, requerendo que seja acolhido o recurso, cancelando o débito fiscal, visto a ocorrência da prescrição/decadência nos termos do artigo 113, §1o.; 150, §4°, 156 e 174 do Código Tributário Nacional e Lei 8.212/91, artigos 22,1, 28 e 30 e Lei 8.213/91, artigo 103, § único; bem como, em razão pelo objeto em litígio Judicial (processo n° 2007.61.08.0045013, em curso na lª Vara Federal de Bauru/SP). É o relatório. Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator O Recurso Voluntário é tempestivo, fls. 154, e preenche todos os requisitos de admissibilidade, razão pela qual, passo a analisálo. A súmula do CARF n º 1 estabelece que importa renúncia à instância administrativa a propositura pelo contribuinte de ação judicial com o mesmo objeto do processo administrativo, in verbis: Súmula CARF nº 1: Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação Fl. 162DF CARF MF Emitido em 03/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17460.000639/200755 Acórdão n.º 280300.852 S2TE03 Fl. 157 3 judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da constante do processo judicial. Da análise dos autos depreendese que o objeto da ação judicial é o mesmo do processo administrativo, como se vê na Ação Declaratória Negativa c.c. Anulatória de débito Fiscal, Processo n º 2007.61.08.0045013, Seção Judiciária do Estado de São Paulo, lª Vara Federal, fls. 127 a 150, cujo objeto é a própria anulação da NFLD n º 37.074.0645/2007, conforme pedido da ação: 3. DOS PEDIDOS Ante o exposto, requer à Vossa Excelência: a) a concessão dos benefícios da Justiça Gratuita, em conformidade com a Lei Federal n° 1.060/50, tendo em vista não ter a Requerente condições de arcar com as custas e despesas processuais, conforme documentos juntados em anexo; b) a citação do Requerido, para que, em querendo, conteste os termos desta ação, sob pena de revelia; c) a procedência da ação, declarandose a ocorrência de decadência/prescrição do direito do Fisco de constituir e cobrar o crédito previdenciário descrito nesta inicial, e anular os débitos resultantes da Notificação de Lançamento de Débito Fiscal no 37.074.0645 e Representação para fins penais; d) a condenação do Requerido nas custas e despesas processuais, bem como em honorários advocatícios. Protestase, desde já, provar o alegado por • todos os meios de prova admitidos em direito. Dáse a causa o valor estimável de R$ 78.741,08 (setenta e oito mil, setecentos e quarenta e um reais e oito centavos), apenas para efeitos fiscais. Pirajuí, 8 de maio de 2.007. A Lei n º 6.830/1980, que dispõe sobre a cobrança judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública, estabelece em seu art. 38, parágrafo único, que a propositura de ação judicial pelo contribuinte importa em renúncia ao processo administrativo e a desistência do recurso interposto, Art. 38 A discussão judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública só é admissível em execução, na forma desta Lei, salvo as hipóteses de mandado de segurança, ação de repetição do indébito ou ação anulatória do ato declarativo da dívida, esta precedida do depósito preparatório do valor do débito, monetariamente corrigido e acrescido dos juros e multa de mora e demais encargos. Fl. 163DF CARF MF Emitido em 03/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 17460.000639/200755 Acórdão n.º 280300.852 S2TE03 Fl. 158 4 Parágrafo Único A propositura, pelo contribuinte, da ação prevista neste artigo importa em renúncia ao poder de recorrer na esfera administrativa e desistência do recurso acaso interposto. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em não conhecer do recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 164DF CARF MF Emitido em 03/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Assinado digitalmente em 09/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 11065.002743/2003-37
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2007
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 1997
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
Devem ser acolhidos os Embargos de Declaração apresentados
em conformidade com o artigo 57 do Regimento Interno do
Conselho de Contribuintes tão somente para prestar os
esclarecimentos necessários, rerratificando o acórdão n° 303-
34.364, de 24/05/07 por seus próprios fundamentos.
EMBARGOS ACOLHIDOS
Numero da decisão: 303-34.876
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de
• contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração e rerratificar o Acórdão 303-34364 de 24/05/2007, nos termos do voto da relatora.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: NANCI GAMA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Devem ser acolhidos os Embargos de Declaração apresentados em conformidade com o artigo 57 do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes tão somente para prestar os esclarecimentos necessários, rerratificando o acórdão n° 303- 34.364, de 24/05/07 por seus próprios fundamentos. EMBARGOS ACOLHIDOS
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-11-10T14:59:20Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-11-10T14:59:20Z; Last-Modified: 2009-11-10T14:59:20Z; dcterms:modified: 2009-11-10T14:59:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-11-10T14:59:20Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-11-10T14:59:20Z; meta:save-date: 2009-11-10T14:59:20Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-11-10T14:59:20Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-11-10T14:59:20Z; created: 2009-11-10T14:59:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-11-10T14:59:20Z; pdf:charsPerPage: 1308; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-11-10T14:59:20Z | Conteúdo => P ' CCO3/CO3 Fls. l25 2-n' • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ?. TERCEIRA CÂMARA Processo n° 11065.002743/2003-37 Recurso n° 130.302 Embargos Matéria SIMPLES - INCLUSÃO Acórdão n° 303-34.876 Sessão de 7 de novembro de 2007 Embargante PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL Interessado IMM ELETRO COMERCIAL LTDA - ME. ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 1997 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Devem ser acolhidos os Embargos de Declaração apresentados em conformidade com o artigo 57 do Regimento Interno do Conselho de Contribuintes tão somente para prestar os esclarecimentos necessários, rerratificando o acórdão n° 303- 34.364, de 24/05/07 por seus próprios fundamentos. EMBARGOS ACOLHIDOS Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de • contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos de declaração e rerratificar o Acórdão 303-34364 de 24/05/2007, nos termos do voto da relatora. 4'9 ANELIS DAUDT PRIETO - Presidente NA I G - Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Nilton Luiz Bartoli, Marciel Eder Costa, Luis Marcelo Guerra de Castro, Tarásio Campelo Borges e Zenaldo Loibman. r Processo n° 11065.002743/2003-37 CCO3/CO3 Acórdão n.° 30334.876 Fls. 126 Relatório Trata-se de embargos de declaração opostos pela União Federal (Fazenda Nacional), em face do acórdão n° 303-34.364, do qual fui relatora, reiterando suas razões recursais e requerendo que os vícios apontados fossem sanados. Os presentes embargos têm como fundamento as seguintes alegações: "1. não ter se manifèstado no tocante aos efeitos do Ato Declaratório de Exclusão, expedido em 01.11.2000, lembrando que não houve apresentação de qualquer tipo defesa, logo, perfazendo os efeitos daquele; 2. que a atividade invocada pelo embargado passou há de ser exercida com a alteração em 2002, não sendo a mesma exercida em 1997, • período que o acórdão embargado remete inclusão no SIMPLES. É o relatório. 410 2 o • Processo n° 11065.002743/2003-37 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-34.876 Fls. 127 Voto Conselheiro NANCI GAMA, Relator Analisando-se o acórdão ora embargado, verifica-se que, de fato, não foi analisada especificamente a questão da não apresentação de impugnação pelo contribuinte quando de sua exclusão através de Ato Declaratório Executivo e posteriormente pelo Edital n° 04/031/2000. Com efeito, a não apresentação de impugnação pelo contribuinte caracteriza a preclusão do seu direito de discutir as razões que ensejaram a sua exclusão do SIMPLES. 401 No entanto, nada obsta que o contribuinte, comprovando preencher as condições necessárias para ser incluído em referida sistemática, requeira a sua inclusão retroativa. Assim, no presente processo não se discute a exclusão do contribuinte, mas sim a possibilidade de se deferir o seu pedido de inclusão retroativa no regime simplificado de tributação. Quanto aos demais vícios apontados pelo Embargante, não merecem o acórdão ora embargado qualquer reparo, uma vez que o pedido de inclusão retroativa do contribuinte foi corretamente analisada, inclusive, com a realização de perícia técnica, em total observância à legislação de regência. Dessa forma, DOU PARCIAL PROVIMENTO aos presentes embargos de declaração, tão somente para prestar os esclarecimentos necessários, reratificando o acórdão n° 303-34.364, de 24/05/07 (fls. 108 a 113) por seus próprios fundamentos. Sala das Sessões, em 7 de novembro de 2007 • (314c1 G Tatora 3
score : 1.0
Numero do processo: 16349.000260/2007-69
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 04 00:00:00 UTC 2011
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001
INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO.
Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001
APURAÇÃO. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DOS
ESTABELECIMENTOS.
À luz do princípio da autonomia dos estabelecimentos, insculpido no regulamento do imposto, cada estabelecimento industrial de uma mesma firma deve apurar o imposto devido e cumprir separadamente suas obrigações tributárias.
RESSARCIMENTO. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO.
A decisão sobre o pedido de ressarcimento de créditos do IPI caberá ao titular da repartição fiscal que, à data do reconhecimento do direito creditório, tenha jurisdição sobre o domicílio fiscal do estabelecimento industrial que apurou referidos créditos.
RESSARCIMENTO. REQUISITOS.
A concessão de qualquer ressarcimento ou compensação está subordinada ao preenchimento dos requisitos e condições determinados pela legislação tributária de regência.
RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO.
Quando dados ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará o indeferimento do pleito.
RESSARCIMENTO. ÔNUS DA PROVA.
É ônus processual do interessado fazer a prova dos fatos constitutivos de seu direito.
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001
DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA.
O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de cinco anos, contado da data da entrega da declaração de compensação e não da data do pedido de ressarcimento ou restituição.
Numero da decisão: 3803-001.586
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indefere-se o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 APURAÇÃO. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DOS ESTABELECIMENTOS. À luz do princípio da autonomia dos estabelecimentos, insculpido no regulamento do imposto, cada estabelecimento industrial de uma mesma firma deve apurar o imposto devido e cumprir separadamente suas obrigações tributárias. RESSARCIMENTO. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. A decisão sobre o pedido de ressarcimento de créditos do IPI caberá ao titular da repartição fiscal que, à data do reconhecimento do direito creditório, tenha jurisdição sobre o domicílio fiscal do estabelecimento industrial que apurou referidos créditos. RESSARCIMENTO. REQUISITOS. A concessão de qualquer ressarcimento ou compensação está subordinada ao preenchimento dos requisitos e condições determinados pela legislação tributária de regência. RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO. Quando dados ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará o indeferimento do pleito. RESSARCIMENTO. ÔNUS DA PROVA. É ônus processual do interessado fazer a prova dos fatos constitutivos de seu direito. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de cinco anos, contado da data da entrega da declaração de compensação e não da data do pedido de ressarcimento ou restituição.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 INTIMAÇÃO ENDEREÇADA AO ADVOGADO. Dada a existência de determinação legal expressa em sentido contrário, indeferese o pedido de endereçamento das intimações ao escritório do procurador. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 APURAÇÃO. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DOS ESTABELECIMENTOS. À luz do princípio da autonomia dos estabelecimentos, insculpido no regulamento do imposto, cada estabelecimento industrial de uma mesma firma deve apurar o imposto devido e cumprir separadamente suas obrigações tributárias. RESSARCIMENTO. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. A decisão sobre o pedido de ressarcimento de créditos do IPI caberá ao titular da repartição fiscal que, à data do reconhecimento do direito creditório, tenha jurisdição sobre o domicílio fiscal do estabelecimento industrial que apurou referidos créditos. RESSARCIMENTO. REQUISITOS. A concessão de qualquer ressarcimento ou compensação está subordinada ao preenchimento dos requisitos e condições determinados pela legislação tributária de regência. RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO. Quando dados ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Fl. 353DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN 2 Administração para a respectiva apresentação implicará o indeferimento do pleito. RESSARCIMENTO. ÔNUS DA PROVA. É ônus processual do interessado fazer a prova dos fatos constitutivos de seu direito. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de cinco anos, contado da data da entrega da declaração de compensação e não da data do pedido de ressarcimento ou restituição. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, Andréa Medrado Darzé, Juliano Eduardo Lirani e João Alfredo Eduão Ferreira. Relatório Tratase de pedido de reconhecimento de direito creditório oriundo do saldo credor do IPI de que trata o artigo 11 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, regulamentado pela Instrução Normativa – SRF nº 33, de 4 de março de 1999.. A autoridade competente para examinar o pleito indeferiu o pedido de ressarcimento, sem análise do mérito, em razão de o interessado, depois de intimado, ter deixado de apresentar os documentos solicitados com o fim de comprovar a certeza e liquidez do direito creditório requerido e não homologou as compensações declaradas O Despacho Decisório deu conta ainda de que o interessado declarou que, nos anos de 2001 e 2002, creditouse de valores de IPI referente a créditoprêmio, por força de medida liminar em mandado de segurança, revogada em 2005, com efeito "extunc", de forma que tais valores não poderiam constar do saldo credor em questão. Sobreveio reclamação. A Manifestação de Inconformidade foi julgada improcedente pela DRJ/RPO2ª Turma. O Acórdão nº 1421.687, de 3 de dezembro de 2008, Fls. 287 a 303, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 01/07/2001 a 30/09/2001 APURAÇÃO DO IPI. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DOS ESTABELECIMENTOS. MATRIZ E FILIAL. Fl. 354DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16349.000260/200769 Acórdão n.º 380301.586 S3TE03 Fl. 339 3 À luz do princípio da autonomia dos estabelecimentos, insculpido no regulamento do imposto, cada um dos estabelecimentos de uma mesma empresa deve apurar o imposto devido e cumprir separadamente suas obrigações tributárias. RESSARCIMENTO DE IPI. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. A decisão sobre o pedido de ressarcimento de créditos do IPI caberá ao titular da DRF, Derat ou IRFClasse Especial que, à data do reconhecimento do direito creditório, tenha jurisdição sobre o domicílio fiscal do estabelecimento da pessoa jurídica que apurou referidos créditos. RESSARCIMENTO DE IPI. REQUISITOS. A concessão de qualquer ressarcimento ou compensação está subordinada ao preenchimento dos requisitos e condições determinados pela legislação tributária de regência. RESSARCIMENTO DE IPI. COMPROVAÇÃO. Quando dados ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará o indeferimento do pleito. RESSARCIMENTO. ÔNUS DA PROVA. É ônus processual da interessada fazer a prova dos fatos constitutivos de seu direito. DCOMP. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação e não da data do pedido de ressarcimento ou restituição. PEDIDO DE PERÍCIA/DILIGÊNCIA. PRESCINDIBILIDADE. INDEFERIMENTO. Estando presentes nos autos todos os elementos de convicção necessários à adequada solução da lide, indeferese, por prescindível, o pedido de diligência ou perícia. Solicitação Indeferida Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/RPO. O arrazoado de fls. 308 a 335, após resumo dos fatos, em sede de preliminar, interpõe as seguintes argüições, na ordem em que constam do recurso: a) de incompetência da DRF para apreciar o pedido original; b) de irregularidade do desmembramento do pedido original; c) de incompetência da autoridade que subscreveu o Despacho Decisório; Fl. 355DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN 4 d) de incompetência dos agentes que empreenderam o procedimento fiscal; e) de extrapolação dos limites da fiscalização definidos no Termo de Informação Fiscal da DIFIS/SP; f) de ausência de expressa autorização para realização do procedimento, que deveria ter sido precedido de Portaria autorizatória expedida pelo Delegado da Receita Federal que jurisdiciona a Recorrente; g) de nulidade do procedimento por inobservância dos limites definidos na Representação Fiscal que ensejou a fiscalização; h) de cerceamento do direito de defesa, ao deixar de apreciar diversos documentos que foram franqueados pelo interessado; i) de descumprimento da formalidade inscrita no art. 49 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999; j) de carência de base legal a amparar o indeferimento pelo motivo alegado no despacho decisório; k) de carência e de erro de motivação do despacho decisório, que desconsiderou o Informação Fiscal elaborado pela DIFIS/SP; l) de nulidade por cerceamento do direito de defesa, na medida em que o Despacho Decisório não permitiu a compreensão de como pode ter sido desconsiderada totalmente a fiscalização realizada pela DIFIS/SP e não analisados os documentos que já haviam sido apresentados pela empresa como prova do direito creditório pleiteado; m) de que o Acórdão recorrido deve ser reformado porque o Despacho Decisório merece ser cancelado para ser determinada à Fiscalização a apreciação dos documentos apresentados pela Recorrente e a eventual solicitação de informações ou dados eventualmente faltantes para a apreciação do pedido de ressarcimento, tudo em nome do princípio da verdade material; n) de que o recurso também merece se provido para cancelar o Despacho Decisório porque o levantamento fiscal realizado pelos servidores vinculados à DRF foi realizado de forma precária, não podendo ser considerado como válido para ser utilizado como fundamento na apreciação do pedido de ressarcimento; o) de que o Acórdão também deve ser reformado por ofender os princípios da proporcionalidade e razoabilidade ao negar o direito de ressarcimento da Recorrente; p) de que o suporte documental relacionado ao direito creditório foi apresentado à DIFIS/SP e se encontra juntado no processo administrativo originário, sendo de conhecimento não apenas da fiscalização mas do próprio julgador que expediu o Despacho Decisório recorrido e a Recorrente afirmou na Manifestação de Inconformidade estarem disponíveis para análise, e; Fl. 356DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16349.000260/200769 Acórdão n.º 380301.586 S3TE03 Fl. 340 5 q) de que deixou de apresentar os documentos requisitados pela Fiscalização em razão do curto prazo para a sua apresentação e porque abrangiam um longo período de tempo. No que pretende ser abordagem do mérito do pedido, reitera seu direito ao ressarcimento e pugna pelo julgamento em conjunto de todos os processos desmembrados do pedido original, haja vista que o crédito foi apurado pelo estabelecimentomatriz e o desmembramento foi irregular. Alternativamente, pede que se reconheça o direito ao ressarcimento em nome do estabelecimentofilial. Retoma o pedido de reunião dos processos desmembrados para nova apreciação pela DERAT/SP. Alternativamente, que a DRF profira novo Despacho Decisório, após a realização de todas as verificações fiscais necessárias para a apuração do direito creditório da Recorrente. Dizse desobrigado da guarda do documentário fiscal por prazo superior ao de decadência, nos termos da legislação. Na hipótese de a Fiscalização necessitar verificar outros documentos ou atestar a veracidade dos já anexados, informa terem sido localizados no seu arquivo morto diversos materiais relacionados a apuração do direito creditório, estando à disposição da fiscalização ou de eventual perícia e diligência. Diz ainda ser impertinente a matéria atinente ao CréditoPrêmio. Pede a declaração da homologação tácita das compensações declaradas. Pede a nulidade da decisão recorrida por cerceamento do direito de defesa ao indeferirlhe o pedido de perícia/diligência. Aduz que as providências requeridas... “...se justificam para a análise dos documentos relacionados ao direito creditório e existentes no estabelecimento da Recorrente os quais, por serem em grande volume, não estão sendo anexados na presente Manifestação de Inconformidade.” Conclui, requerendo provimento, para que seja reformado o Acórdão recorrido com o cancelamento do Despacho Decisório, para que se realize o julgamento conjunto de todos os Pedidos de Ressarcimento objeto deste Recurso originados do desmembramento do processo administrativo original, abrangendo o crédito do IPI de 01/07/2001 a 30/09/2001, e se reconheça o direito creditório pleiteado pelo estabelecimento matriz da Recorrente nos termos do Pedido de Ressarcimento protocolado, com base no Termo de Informação Fiscal da DIFIS/SP e nos documentos apresentados, ou, ao menos, sucessivamente, o valor com a glosa realizada conforme o Termo de Informação Fiscal da DIFIS/SP. Alternativa e sucessivamente: a) caso se entenda somente ser possível reconhecer o direito creditório relativo ao estabelecimento filial, ora Recorrente, da empresa Bracol Holding Ltda., que ao menos reconheça com fundamento no Termo de Informação Fiscal da DIFIS/SP, nos documentos apresentados e no Parecer SAORT, o direito creditório desta filial; Fl. 357DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN 6 b) Na hipótese de se entender não ser possível reconhecer o direito creditório do IPI conforme acima requerido, que ao menos se cancele Despacho Decisório e se reforme o Acórdão recorrido diante dos vícios demonstrados neste Recurso para: i. reconhecer a competência da autoridade fiscal com jurisdição sobre o estabelecimentomatriz da Recorrente para apreciar o Pedido de Ressarcimento, com a conseqüente reunião de todos os processos administrativos originados do desmembramento do processo original abrangendo o crédito do IPI de 01/07/2001 a 30/09/2001, para serem encaminhados para o DERAT/SP com o fim de ser proferido novo Despacho Decisório analisando o Pedido de Ressarcimento relacionado a este período e ao crédito originado de todos os estabelecimentos da empresa Bracol Holding Ltda. como pleiteado no Pedido de Ressarcimento; ou ii. sucessivamente, caso se entenda ser competente para apreciar o Pedido de Ressarcimento a autoridade que emitiu o Despacho Decisório, que ao menos cancele esta decisão e determine a realização de novas verificações fiscais nos documentos apresentados pela empresa, nos anexados no processo administrativo original, no Termo de Informação Fiscal da DIFIS/SP e em outros a serem solicitados pela autoridade com a possibilidade de sua apresentação pela Recorrente, tudo para fins de emissão de um novo Despacho Decisório contendo todas as análises e os elementos cuja falta geraram a sua nulidade; iii. e, ainda, sucessivamente, na hipótese de se também entender não ser possível conceder os pedidos formulados nos tópicos anteriores, ao menos dê provimento ao presente Recurso para cancelar o Acórdão recorrido por ter negado o direito da Fl. 358DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16349.000260/200769 Acórdão n.º 380301.586 S3TE03 Fl. 341 7 Recorrente à realização de perícia e diligência cerceando seu direito de defesa, para que seja a decisão recorrida cancelada com o retorno dos autos para a primeira instância para a realização da perícia e diligência nos termos solicitados na Manifestação de Inconformidade. c) Requer, também, em relação a decisão não homologatória das compensações realizadas com o direito creditório, a reforma do Acórdão e do Despacho Decisório para ser reconhecida a homologação das compensações declaradas a RFB no período igual ou superior a 5 (cinco) anos contados anteriormente a data da ciência do Despacho Decisório pela Recorrente, por ter ocorrido, em relação a tais casos, a homologação tácita e extinção definitiva do crédito tributário dos débitos compensados, nos termos do artigo 74, §5° da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e artigo 29, §2° da IN SRF n° 600, de 28 de outubro de 2005, a homologação das compensações com os créditos eventualmente reconhecidos neste juízo administrativo e o reconhecimento da suspensão da exigibilidade dos débitos compensados até a publicação da decisão final neste contencioso administrativo. d) Requer, outrossim, o reconhecimento da incidência da taxa SELIC sobre o valor dos créditos do IPI pleiteados, bem como a homologação das compensações realizadas até o montante do crédito cujo ressarcimento for reconhecido administrativamente. e) Requer, ainda, por serem causas conexas, o julgamento conjunto das manifestações de inconformidade apresentadas nos processos administrativos derivados do desmembramento do processo administrativo original. f) Requer, por fim, que também seja intimado de todas as decisões proferidas nestes autos o advogado signatário no endereço mencionado no rodapé desta petição, o qual protesta pela realização de sustentação oral perante este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Fl. 359DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN 8 Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 308 a 335 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJRPO2ª Turma nº 1421.687, de 3 de dezembro de 2008. Pedido de direcionamento das intimações para o endereço dos procuradores Com relação ao requerimento para que as notificações e intimações relativas ao presente processo sejam enviadas ao endereço do patrono da causa, indefirase. Na atual fase do procedimento, todos os atos administrativos são, via de regra, feitos por meio postal e o Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 PAF, art. 23, II, com a redação que lhe foi dada pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 67, determina que, nesta modalidade, sejam endereçados ao domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Não há portanto como deferir a solicitação para que as intimações sejam encaminhadas ao domicílio dos procuradores da sociedade. Indefiro. Pedido de julgamento conjunto de outros processos O pedido de julgamento conjunto das manifestações de inconformidade não pode ser deferido em face da incompetência desta Turma de Julgamento, que se resume no julgamento de recursos voluntários de decisões de primeira instância, ex vi o art. 4º do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RI/CARF. Se o pedido pretendia referirse ao julgamento conjunto dos recursos voluntário, saiba o recorrente que o RI/CARF tem regras próprias de distribuição e sorteio de processos. Não se tratando de casos de reunião obrigatória de processos para julgamento, nos termos da legislação de regência, o regramento regimental se sobrepõe à conveniência do patrono da causa e mesmo à do contribuinte. Indefiro. Matéria litigiosa O recorrente tacitamente conformouse com o resultado do julgamento de primeira instância relativamente ao CréditoPrêmio, ao omitirse em controverter a matéria, entendendoa impertinente. Preliminares COMPETÊNCIA DA DRF PARA APRECIAR O PEDIDO Nos termos do art. 32 da Instrução Normativa SRF nº 210, de 30 de setembro de 2002, de aplicação retroativa aos casos ainda não definitivamente julgados, em face do caráter procedimental de suas normas, a competência para a verificação, análise e deferimento de solicitações quanto ao saldo credor de IPI apurado em livro fiscal, decorrente do artigo 11 da Lei n° 9.779, de 1999, é da Delegacia da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona o estabelecimento industrial que apurou o crédito. Pouco afeito às regras do IPI, informado pelo princípio do estabelecimento, o recorrente insiste, improcedentemente, em ser o matriz o estabelecimento que apurou o crédito. Ao contrário, quem o apurou foi justamente o estabelecimento dito industrial, que a realizou o aspecto material da hipótese de incidência – a Fl. 360DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16349.000260/200769 Acórdão n.º 380301.586 S3TE03 Fl. 342 9 industrialização – e deu saída ao produto industrializado, realizando o fato gerador, que não se confunde com estabelecimentomatriz, legalmente obrigado a centralizar o pedido de ressarcimento. REGULARIDADE DO DESDOBRAMENTO DO PROCESSO ORIGINAL – COMPETÊNCIA DOS AGENTES FISCAIS QUE EMPREENDERAM A VERIFICAÇÃO Assim, tanto a diligência efetuada pela DRF para verificação da efetividade do crédito quanto o despacho decisório proferido foram efetivados por autoridade competente para tanto. Via de conseqüência dessa regra de competência, necessário e correto o desdobramento do processo original, formulado centralizadamente pelo estabelecimento matriz, em representações fiscais direcionadas às unidades jurisdicionantes dos estabelecimentos que apuraram os créditos, procedido pela DERAT/SP. INEXISTÊNCIA DE VINCULAÇÃO AOS TERMOS DA VERIFICAÇÃO Tratandose de competência originária da DRF para apreciar o pleito, é inconcebível qualquer vinculação do exame aos termos da representação fiscal feita pela DERAT/SP que pudesse representar restrição ao âmbitos dos exames necessários à realização de seu mister regimental. Também como conseqüência da competência originária da DRF, é incabível a cogitação de que fosse necessária portaria autorizatória da DERAT para ampliação dos exames. Tampouco se trata de revisão de lançamento ou de fiscalização já efetuada anteriormente. A diligência empreendida pode ser efetuada a qualquer momento, inclusive durante a fase processual, para ajudar na convicção do julgador, já ainda não houvera a prolação de decisão administrativa, este sim, ato que poderia reconhecer o direito à contribuinte, desde que proferido por autoridade competente e de acordo com as normas legais. APRECIAÇÃO DOS DOCUMENTOS APRESENTADOS PELO INTERESSADO O processo foi instruído com as cópias de todos os documentos apresentados no processo original referentes ao estabelecimento que apurou o crédito, inclusive da informação fiscal da DIFIS/SP. No relatório do Parecer SAORT, consta a existência de tal verificação e que esta foi tida como sustentáculo da nova verificação, inclusive com os argumentos da imprescindibilidade: inclusão de créditos de filiais; competência da DRF da jurisdição dos estabelecimentos que apuraram o crédito; verificação por amostragem; não verificação de insumos utilizados na produção de produtos não tributados (não industrializados) constantes da relação apresentada pelo interessado; inexistência de cópia do Livro de Apuração do IPI e de listagem dos insumos utilizados na industrialização dos produtos para o crédito em questão; nem cópias de notas fiscais de aquisição e vendas. Cabe ressaltar que a DRF não desconsiderou os documentos apresentados à DIFIS/SP, apenas não os considerou suficientes para a verificação do montante do crédito a ser ressarcido, ou melhor, não sendo suficientes para apurar a liquidez e certeza do crédito solicitado. Fl. 361DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN 10 DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO DO FIM DA INSTRUÇÃO As normas da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, são de aplicação subsidiária às instituídas pelo Decreto nº 70.235, de 6 de março 1972 – PAF, que dispensa qualquer notificação do interessado pelo final da instrução previamente ao Despacho Decisório. Aliás, a intimação dos termos do Despacho Decisório, marco do encerramento da instrução, supre plenamente essa exigência. BASE LEGAL E MOTIVAÇÃO DO INDEFERIMENTO O recorrente, falaciosamente, argumenta que o motivo que levou ao indeferimento de seu pleito não está contemplado no legislação de regência. Ora, implícito no art. 11 da Lei no 9.779, de 1999, e na Instrução Normativa no 33, de 1999, que o regulamenta (e mesmo no art. 179 do CTN), o ressarcimento só é deferido a quem comprove a ele fazer jus. E o recorrente não logrou fazêlo. Considero que o despacho decisório está corretamente motivado e fundamentado. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DO DIREITO DE AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO Quanto à insinuação de cerceamento do direito de defesa por parte do Despacho Decisório, não há falar em contraditório e ampla defesa durante a fase inquisitorial do procedimento. Somente com a instauração da relação processual é que se exige a estrita observância desses princípios. No caso concreto, não houve qualquer violação do devido processo legal. Repitase, em face da competência originária da DRF para apreciar o pleito, não há falar em vinculação aos termos da representação fiscal da DERAT/SP ou mesmo à verificação prévia procedida por outro órgão. JUSTIFICATIVAS PARA A NÃO APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS REQUISITADOS PELA FISCALIZAÇÃO O recorrente atribui ao grande volume dos documentos e à exigüidade do prazo dado para atendimento da intimação. Se a alegaçãojustifica a razão, não explica porque o interessado, enquanto manifestante, também deixou de apresentálos em sua peça de reclamação. Transcorrida essa oportunidade processual, precluiu a possibilidade de fazêlo em sede de recurso voluntário. INEXISTÊNCIA DE CERCEAMENTO DE DEFESA PELO INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE DILIGÊNCIA O pedido genérico de perícia não mereceria conhecimento porque não foram atendidos os requisitos do PAF (formulação de quesitos, indicação de perito e sua qualificação). Quanto ao pedido de diligência, a providência é discricionariedade da autoridade julgadora a quo, e fundamentadamente desprezada. Não vislumbrei qualquer prejuízo à defesa. Aliás, o interessado que, desidiosamente, deixou de comprovar o seu direito, não pode esperar que a Administração o faça. Mérito No mérito, restou cabalmente demonstrado nos autos que o interessado omitiuse em produzir a prova que lhe cabia, segundo as regras de distribuição do ônus probatório do PAF. Prejuízo seu. Não o fazendo, teve seu pleito corretamente indeferido. Fl. 362DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16349.000260/200769 Acórdão n.º 380301.586 S3TE03 Fl. 343 11 Desconfio, no entanto, que o contribuinte, ora recorrente, satisfezse com a dilação temporal do processo. Por fim, quanto ao pedido de correção do valor do ressarcimento pela taxa Selic, o mesmo queda prejudicado, porquanto o contribuinte não será ressarcido de valor algum. PEDIDO DE DECLARAÇÃO DA TÁCITA HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO DECLARADA Da análise dos documentos juntados aos autos vêse que a Declaração de Compensação n 28.325.78442.300503.1.3.01137 (fls. 01/02/03 do processo n 16349.000277/200716 apenso a este) foi transmitida em 30/05/2003, e, portanto, a autoridade administrativa teria até 29/05/2008 para apreciar as compensação declarada em tal instrumento, momento em que transcorreria o prazo do § 5 do artigo 74 da Lei no. 9430, de 27 de dezembro 1996. O despacho decisório no referido processo foi proferido em 19/05/2008, e o interessado foi dele intimado em 20/05/2008. Sendo assim, não há falar em homologação tácita. Conclusão A decisão recorrida mantémse por seus próprios fundamentos: i) o desdobramento do pedido original foi correto, posto que os créditos foram apurados por múltiplos estabelecimentos, jurisdicionados por diferentes autoridades administrativas; ii) as autoridades administrativas competentes para a apreciação dos pedidos desmembrados não estavam vinculadas aos termos da representação fiscal, podendo diligenciar as verificações que entendessem necessárias e suficientes; iii) os despachos decisórios proferidos pelas autoridades competentes estão hígidos; iv) incabível a reunião dos processos desmembrados em atendimento às conveniências do recorrente ou do patrono da causa e em detrimento das regras regimentais de distribuição e sorteio de processos para julgamento; v) toca ao interessado a prova do direito que alega ter; vi) no indeferimento do pedido genérico de perícia e do pedido de diligência não redundou em cerceamento do direito de defesa; vii) o termo inicial do prazo de homologação tácita das compensações declaradas é a data de transmissão da declaração e não a data de protocolo do pedido de ressarcimento; viii) as Turmas do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não têm competência originária para o julgamento de manifestações de inconformidade. Com essas considerações e com os fundamentos da decisão recorrida que, forte no § 1º do art. 50 da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, adoto como razão de decidir e passam a fazer parte integrante desse voto, nego provimento ao recurso. Fl. 363DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN 12 Sala das Sessões, em 4 de maio de 2011 Alexandre Kern Fl. 364DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16349.000260/200769 Acórdão n.º 380301.586 S3TE03 Fl. 344 13 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 16349.000260/200769 Interessada: BERTIN LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380301.587, de 4 de maio de 2011, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 4 de maio de 2011. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 365DF CARF MF Emitido em 16/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN Assinado digitalmente em 10/05/2011 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13894.000025/2004-70
Turma: Primeira Turma Especial
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Sep 24 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES
ANO-CALENDÁRIO: 2002
Simples. Exclusão. Atividade excetuada da suposta restrição.
Retroatividade da lei superveniente. Produção cinematográfica e
de artes cênicas citadas na Lei Complementar 123, de 2006, como
atividades econômicas beneficiadas pelo recolhimento de
impostos e contribuições na forma simplificada, fato com
repercussão pretérita por força do princípio da retroatividade
benigna previsto no Código Tributário Nacional.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 391-00.023
Decisão: ACORDAM os membros da Primeira Turma Especial do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: VINICIUS BRANCO
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Exclusão. Atividade excetuada da suposta restrição. Retroatividade da lei superveniente. Produção cinematográfica e de artes cênicas citadas na Lei Complementar 123, de 2006, como atividades econômicas beneficiadas pelo recolhimento de impostos e contribuições na forma simplificada, fato com repercussão pretérita por força do princípio da retroatividade benigna previsto no Código Tributário Nacional. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Turma Especial do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. VINÍCIUS B ' /CO — Presidente e Relator Participaram, ainda, do esente julgamento, os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis e José Fernandes do Nascimen 4 (Suplente). Ausente a Conselheira Priscila Taveira Crisóstomo. Processo n° 13894.000025/2004-70 CCO3/T91 Acórdão n.° 391-00.023 Fls. 39 Relatório O contribuinte foi excluído do SIMPLES através do ADE DRF/GUA no. 471.578, de 7/8/2003, por contemplar, dentre suas atividades sociais, os "serviços auxiliares a produção de editoração de vídeo, tais como edição, escrita e revisão de textos, direção, roterização, produção e comercialização de revistas periódicas ", que no entender da fiscalização, estariam contemplados dentre as atividades cujo exercício é vedado pela Lei no. 9.317, de 5 de dezembro de 1996, que afasta da tributação pelo regime do Simples a atividade de "diretor ou produtor de espetáculos (..) ou assemelhados." Contra esse ato, apresentou impugnação na qual negou a prática da atividade • vedada, esclarecendo ter optado pelo cadastramento no código correspondente a outras atividades relacionadas à produção de vídeos e fitas de vídeo por falta de melhor alternativa. Reclama ainda da abusiva interpretação fiscal, que se socorre da expressão "assemelhados" a que se refere a lei para penalizá-lo, fato que constituiria inegável abuso, por dar margem a interpretação demasiadamente ampla e subjetiva. Uma vez indeferida a impugnação, o contribuinte interpôs apelo a essa Câmara, reiterando as razões já expostas na instância inferior. É o relatório 1 • . . Processo n° 13894.000025/2004-70 CCO3/T91 Acórdão n.° 391-00.023 Fls. 40 Voto Conselheiro Vinícius Branco, Relator O recurso deve ser conhecido, porquanto tempestivo e interposto segundo as formalidades legais. Cabe salientar desde logo a imprecisão e a contradição da decisão recorrida, pois ao mesmo tempo em que confirma que a exclusão deu-se pelo simples cadastramento da empresa em código que abrange "outras atividades relacionadas a produção de filmes e fitas de vídeo", afirma não ser possível dizer "peremptoriamente, que o requerente não produz vídeo, ou que não presta serviços nesta área de atuação." • Ora, se a Corte "a quo" não considera possível dizer, peremptoriamente, que o Recorrente não produz vídeo, então também não pode excluí-lo sumariamente do regime, invertendo o ônus de provar a incompatibilidade de suas atividades e o estatuto do Simples. Com efeito, a obrigação de demonstrar essa incompatibilidade é da fiscalização, nos exatos termos do art. 142 do CTN, que impõe à autoridade fazendária a obrigação de determinar a matéria tributável. A inversão do ônus de evidenciar esse fato é inadmissível também porque o direito brasileiro não contempla a produção de prova negativa. Ademais, remanescendo a dúvida sobre a atividade desenvolvida, apontada na decisão recorrida, esta só beneficia o contribuinte, e não a Fazenda, em face do disposto no art. 112 do CTN, que exige interpretação em favor do acusado. Mas não é só. • Há que se ter em conta, também, que a Lei Complementar no. 123, de 14 de dezembro de 2006, contemplou no inciso XVIII do parágrafo primeiro do art. 17 a atividade de "produção cinematográfica e de artes cênicas", que me parece ser a mais próxima da desenvolvida pelo Recorrente. Nessas condições, e conforme vem decidindo a Primeira Câmara dessa Corte, aplica-se ao caso dos autos o principio da retroatividade benigna, insculpido no art. 106 do Código Tributário Nacional, eis que a lei superveniente deixou de tratar o exercício dessa atividade como incompatível com a sistemática pretendida pelo contribuinte. Por essa razão, dou integral provimento ao recurso voluntário de fls. para admitir a reinclusão do contribuinte no regime do SIMPLES. É como voto. Sala das Sessões, e • 24 de setembro de 2008 .ffier~laièúa...leri,".n /VINI "r: BRANCO - Relator 3
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Numero do processo: 10283.003393/2002-16
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Data da publicação: Tue May 13 00:00:00 UTC 2003
Numero da decisão: 303-00.876
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara. do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: JOÃO HOLANDA COSTA
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'•• '. PROCESSO N° SESSÃO DE RECURSO N° RECORRENTE RECORRIDA MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA 10283.003393/2002-16 13 de maio de 2003 124.745 EDOEL JOSÉ FERREIRA ALVES . DRJIMANAUS/ AM R E S O L U ç Ã O N° 303-00.876 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos . • • RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara. do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 13 de maio de 2003 15 JUN 2000 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO, ZENALDO LOffiMAN, IRINEU BIANCHI, PAULO DE ASSIS, CARLOS FERNANDO FIGUEIREDO BARROS e NILTON LUIZ BARTOLI, NANCI GAMA (Suplente). tmc • ... ... MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA • RECURSO N° RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 124.745 303-00.876 EDOEL JOSÉ FERRElltAALVES DRJ/MANAUS/AM JOÃO HOLANDA COSTA RELATÓRIO • • • Em Notificações de Lançamento individualizadas foi exigido de Edoel José Ferreira Alves o pagamento do Imposto Territorial Rural, exercício de 1.996, incidente sobre 9 (nove) imóveis rurais de sua propriedade, localizados em Municípios do Estado do Amazonas (fls. 12/15). Havendo recurso voluntário interposto contra a decisão de Primeira Instância, houve por bem a douta Terceira Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes encaminhar este processo à autoridade preparadora, com a Diligência n° 203-00.833, para o fim de: 1) analisar a possibilidade do desdobramento do processo para cada notificação e respectivos espelhos de declaração, juntando cópia dos demais documentos que se seguem em cada novo processo, respeitando o imóvel a que se refere; 2) intimar o contribuinte a apresentar, caso queira, laudo técnico para cada imóvel dentro da legislação em vigor (Normas da ABNT). Constam da fundamentação da diligência as seguintes observações do relator: a) trata-se de impugnação coletiva sendo diversas as Notificações de Lançamento; b) a base de cálculo do ITR é o VTN fixado para as terras dos Municípios sendo isto no caso um complicador já que os imóveis estão em municípios diferentes; c) o julgador singular entendeu que, apesar de não haver declarado inicialmente (DITR), o contribuinte tem, em algumas notificações, direitos como o de Reserva Legal e de Preservação Permanente. Este processo trata da exigência fiscal relativa ao imóvel Seringal Solidade I e Solidade II, com área de 3.856,4 hectares, situado no Município de Itamaratil AM, localizado à margem direita do rio Juruá, com inscrição na SRF sob o número 3366684.9. VTN declarado: R$ 2.679,31; VTN tributado: 65.867, sendo cobrados ITR e contribuições; exercício 1996. Na conformidade do que lhe foi solicitado, o contribuinte fez juntar aos autos o Laudo Técnico de fls.93/102, acompanhado da ART de fls. 91, relativo ao imóvel rural Solidade I e Solidade lI. Com relação à utilização da área, diz o técnico que: "A área total do imóvel é de 3.856,4 ha. Desses 192,0 ha são considerados inaproveitáveis por tratar-se de área de preservação 2 • 'I' ••• .. MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 124.745 303-00.876 • • .' • permanente, em margens de rios, lagos e igarapés, conforme prevê o Código florestal Brasileiro, implementado através da Lei 4.771,65; A área destinada à resena legal, recomendada pelo Código Florestal, foi averbada em 26/02/92 (AV-Ol_ R-954), pelo contrato de Manutenção de floresta, datado de 11. 02.92. Tendo em vista o que dispõe a legislação florestal e ambiental vigente, que a floresta em forma de vegetação existente numa área de 3.664,4 ha fica gravada como de utilização limitada, podendo nela ser feita somente a exploração florestal sob a forma de manejo em regime de rendimento sustentado, desde que autorizado pelo IBAMA ". É o relatório . 3 • b" ,. ." MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 124.745 303-00.876 VOTO • • • Em processo fiscal semelhante a este, de interesse do mesmo contribuinte, houve por bem a Câmara determinar diligência como proposto pela ilustra Relatora Dra. Anelise Daudt Prieto cujo voto adoto e transcrevo: "O contribuinte, em sua declaração, apresentou corno base de cálculo para o ITR/96 um VTN inferior àquele mínimo estabelecido pela SRF por meio da Instrução Normativa n° 58/96 . Por este motivo, o lançamento foi efetuado com base no VTNm constante daquela Instrução, editada em consonância com o que dispõe a Lei n° 8.847/94 verbis: "Art. 3° A base de cálculo do imposto é o Valor da Terra Nua (VTN), apurado no dia 31 de dezembro do exercício anterior. S 1° O VTN é o valor do imóvel, excluído o valor dos seguintes bens incorporados ao imóvel: I - Construções, instalações e benfeitorias; II - Culturas permanentes e temporárias; IH - Pastagens cultivadas e melhoradas; IV - Florestas plantadas. S 2° O Valor da Terra Nua minimo (VTNm) por hectare, fixado pela Secretaria da Receita Federal ouvido o Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária, em conjunto com a Secretaria de Agricultura dos Estados respectivos, terá corno base levantamento de preços do hectare da terra nua, para os diversos tipos de terras existentes no Município. (...)" (grifei) Para a atribuição do VTNm são consideradas as características gerais do município onde está localizada o imóvel rural. Sua fixação tem como efeito principal criar urna presunção juris tantum em favor da Fazenda Pública, invertendo o ônus da prova caso o contribuinte se insurja contra o valor de pauta estabelecido na legislação. 4 • i'" • MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 124.745 303-00.876 • 'I I • • • Nesse sentido, o parágrafo 4.° do artigo 3.° da Lei 8.847/94 estabelece que a autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo técnico emitido por entidades de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o VTNm que vier a ser questionado pelo contribuinte. Portanto, cabe ao contribuinte comprovar que o VTN do imóvel objeto do lançamento é inferior àquele estabelecido pela Secretaria da Receita Federal de acordo com o disposto no parágrafo 2.° do art. 3.° da Lei 8.847/94. E isto deve ser feito por meio de laudo que demonstre que o imóvel possui peculiaridades específicas que o distingue dos demais da região. Por outro lado, reza o artigo 29 do Decreto n.o 70.235/72 que "na apreciação da prova, a autoridade julgadora firmará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. " Entendo que laudo apto para a comprovação do VTN da propriedade em questão deve ser elaborado por profissional legalmente habilitado pelos Conselhos Regionais e Engenharia, Arquitetura e Agronomia e, de acordo com o disposto no artigo 1.° da Lei n.o 6.496/77, está sujeito à Anotação de Responsabilidade Técnica - ART. Dele deve constar a metodologia aplicada para a avaliação, bem como os níveis de precisão adotados. O imóvel tem que estar caracterizado e individualizado, inclusive com o estado da propriedade objeto da avaliação. Como decorrência da vistoria, há necessidade de que fique caracú:rizada, também, a região em que está localizada a propriedade. Quanto à pesquisa de valores, precisam estar identificadas as fontes das informações adotadas. Obviamente, deverá referir-se à data da ocorrência do fato gerador do tributo. In casu, o laudo apresentado não me convence quanto ao valor da terra nua, pois não demonstra as fontes de informação dos valores paradigmas utilizados para o seu cálculo e não atende a outros requisitos supra citados, inclusive quanto à data, diversa da de ocorrência do fato gerador, em 01101196. Entretanto, quanto a este último requisito, depreende-se da intimação de fi. 89 que o contribuinte foi indevidamente informado 5 • •... MINIsTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA cÂMARA RECURSO N° RESOLUÇÃO N° 124.745 303-00.876 • de que o laudo deveria reportar-se ao valor do imóvel em 31/12/93. Portanto, por causa deste fator, entendo que deve ser dada oportunidade para que o interessado, querendo, anexe novo laudo ao processo. " Meu voto é, igualmente, para converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, para o mesmo propósito. Sala das sessões, em 13 de maio de 2003 • • A COSTA - Relator 6 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
score : 1.0
Numero do processo: 10920.003118/2005-84
Data da sessão: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Mon Jan 25 00:00:00 UTC 2010
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Ano-calendário: 1999
EXCLUSÃO DO SIMPLES - VALIDADE - MULTA - ATRASO NA ENTREGA DA DCTF A entrega da DCTF trimestral só passou a ser exigível, para a contribuinte que foi excluída do SIMPLES em 1999, por possuir débitos junto à PGFN e ao INSS, a partir de 2000, nos termos dos artigos 15 e 16 da Lei 9.317/96 com alterações posteriores e do trânsito em julgado do Ato de Exclusão. Não é cabível, portanto, exigir multa pelo atraso da entrega das declarações relativas ao ano-calendário de 1999.
Numero da decisão: 1803-000.261
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: DCTF - Multa por atraso na entrega da DCTF
Nome do relator: LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA
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Não é cabível, portanto, exigir multa pelo atraso da entrega das declarações relativas ao ano-calendário de 1999 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. --0"--01SeAto 011. ---daglyielNI NPI eft • v 8 RAES - Presidente Ilear MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA - Relatora /0.7)- e ITADO EM: 09 ABR 201G • Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes, Benedicto Celso Benício Júnior, Luciano Inocêncio dos Santos, Wilson Fernandes Guimarães, Marco Antônio Pires e Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira. Processo n° 10920.003118/2005-84 51-TE03 Acórdão n.° 1803-00.261 Fl. 2 Relatório Neste processo, discutem-se os lançamentos de multa de oficio pelo atraso na entrega das DCTF trimestrais do 2 °, 3 ° e 4 ° trimestres de 1999, que seriam devidas em virtude do desenquadramento do SIMPLES A contribuinte, em sua impugnação e recurso, alega que só efetuou a entrega das DCTF trimestrais por pedido da autoridade fiscal, mas que não se considera obrigada a essa entrega, pois entende que está inscrita no SIMPLES desde a data de sua opção em 1997. A contribuinte anexou Termo de Opção pelo SIMPLES protocolado em 31/05/1997. Em julgamento de 08/12/2006, a Delegada da Receita Federal de Julgamento de Florianópolis (SC) entendeu procedente o lançamento na medida em que, segundo os sistemas da Receita Federal (CNPJ), a empresa só passou a ficar enquadrada no SIMPLES a partir de 01/01/2003. Este processo foi encaminhado para o 3 ° Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda que, em Resolução de 27/03/2008, decidiu converter o julgamento em diligência. A Relatora esclareceu que a autoridade preparadora explicou o lançamento alegando o desenquadramento do SIMPLES ocorrido em 1999, sendo portanto essencial que se comprovasse a ciência pela contribuinte do Ato Declaratório de Exclusão do SIMPLES. Em retomo à diligência, foram anexados aos processos: o_Ato_Declaratório- - — - de Exclusão do Simplea datado d&09-01-1999, os extratos dos sistemas da Receita Federal comprovando o andamento relacionado à comunicação desse despacho à contribuinte, a defesa apresentada pela contribuinte em 30/03/1999 acerca do despacho, o que originou o processo administrativo de número 10920.001619/99-26, atualmente arquivado na repartição de origem. Também foram anexados ao processo o indeferimento do pedido de revisão pela autoridade preparadora e a decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Florianópolis havida em 17/03/2000 indeferindo o pedido da contribuinte, considerando que também constam anexados os comprovantes de citação da contribuinte com relação a essas decisões. A autoridade preparadora fez conclusos estes autos em retomo à diligência e cientificou a contribuinte para que se manifestasse sobre os documentos anexados. Segundo informação de fls. 65 a contribuinte não se manifestou. É o relatório. Voto Conselheira LAVINIA MORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA, Relatora O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. São estes os termos da Lei 9.317/1996 (grilos meus): Art. 9' Mio poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica: 2 2 Processo n° 10920003118/2005-84 SI-TE03 Acórdão n.° 1803-00.261 Fl. 3 XV - que tenha débito inscrito em Divida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social - MSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa; XVI - cujo titular, ou sócio que participe de seu capital com mais de 10% (dez por cento), esteja inscrito em Divida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa,. Art. 12. A exclusão do SIMPLES será feita mediante comunicação pela pessoa jurídica ou de oficio. Art. 13.- A exclusão mediante comunicação- da pessoa -Jur:Vika dar-se-á: II - obrigatoriamente, quando: a) incorrer em qualquer das situações excludentes constantes do art. 9°; § 1° A exclusão na forma deste artigo será formalizada mediante alteração cadastral. § 3° No caso do inciso II e do parágrafo anterior, a comunicação deverá ser efetuada; b) até o último dia útil do mês subseqüente àquele em que houver ocorrido o fato que deu ensejo à exclusão, nas hipóteses dos demais incisos do art. 9° (.). Art. 14. A exclusão dar-se-á de oficio quando a ressoa jurídica incorrer em Quaisquer das seguintes hipóteses: 42brigatijr_._,_uss formas do inciso l do artigo anterior, quando não realizada por comunicacão da pessoa jurídica; (.) Art. 15. A exclusão do SIMPLES nas condições de que tratam os arts. 13 e 14 surtirá efeito: til v• ce Processo n° 10920.003118/2005-84 SI-no) Acórdão n.° 1803-00.261 Fl. 4 prevísta-nea4neiserill-e-3071l-ele-etn-rt (Reelação-tiada-peta-L-ei 0132. do 11.12.1000) (lide-Lei-~025rde-2004) VI - a partir do ano-calendário subseqüente ao da ciência do ato declaratório de exclusão, nos casos dos incisos XV e XVI do capa do art. 92 desta LeL (Redação dada pela Lei n° 11.196, de 2005) § 3° A exclusão de oficio dar-se-á mediante ato declarató rio da autoridade fiscal da Secretaria da Receita Federal que jurisdicione o contribuinte, assegurado o contraditório e a ampla defesa, observada a legislação relativa ao processo tributário administrativo. (Incluído pela Lei n o 9.732, de 11.12.1990 (-) Art. 16° A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeitar-se-á, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. É meu entendimento que o fato gerador do tributo é diferente do fato gerador da obrigação acessória, nos termos do artigo 114 e seguintes do Código Tributário Nacional (CTN). O fato gerador do tributo é, neste caso, a aferição de renda ou de lucro, não ficando suspenso ou interrompido pelo curso do processo administrativo em que se discute o Ato de Exclusão do SIMPLES. Na medida em que a autoridade fiscal entende que a contribuinte não deveria mais apurar os tributos pelo SIMPLES tem o poder-dever de efetuar o lançamento tributário da obrigação principal, sob pena de possível decadência, ainda que o lançamento fique com sua exigibilidade suspensa. O andamento do processo então suspende a exigibilidade do crédito tributário, mas não suspende a obrigação de lançar ou a ocorrência do fato gerador. Já o fato gerador da obrigação de entregar DCTF trimestral é a definição jurídica, perfeita e acabada na esfera administrativa, acerca de qual é o regime que deve ser seguido pela contribuinte para apurar tributos: o SIMPLES ou outros. Essa definição inicia-se com o Ato Declaratório de Exclusão do SIMPLES, porém, esse ato fica sujeito à condição suspensiva, por força do parágrafo 3 ° do artigo 15 da Lei 9.317/96 e do Decreto 70.235/72, que corresponde ao trânsito em julgado da decisão administrativa que julga pertinente o Ato Declaratório de Exclusão do SIMPLES Nos termos do CTN, o fato gerador da obrigação acessória só se considera concluído, portanto, uma vez implantada a condição que, neste caso verificou-se apenas no ano de 2000. Qualquer entendimento diferente desse levaria a contribuinte a uma situação esquizofrênica: ao mesmo tempo em que, pelo seu amplo direito de defesa, tem direito a declarar tributos pelo SIMPLES até o trânsito em julgado do processo administrativo em que discute o Ato de Exclusão, fica obrigada a entregar declarações pelo outro regime (ex. lucro real), sob pena de Mura possível multa de atraso. É impossível à contribuinte cumprir as obrigações de ambos e dicotômicos regimes de tributação sem prejudicar sua ampla defesa_ Essa exigência cerceia o amplo direito de defesa garantido por Lei à contribuinte. Não se justifica então a aplicação de multa por falta de entrega da DCTF trimestral relativa ao ano- calendário de 1999. Processo n°10920.003118/2005-84 S1-TE03 Acórdão n.° 1803-00.261 Fl. 5. Sob outro ponto de vista, verifique-se que, pela nova redação do artigo 15, VI, da Lei 9.317/96, a exclusão do SIMPLES fundada na existência de débitos de PGFN e INSS, que é o caso em questão, passou a só surtir efeitos a partir do primeiro dia do ano- calendário subseqüente à ciência do Ato Declaratório de Exclusão do SIMPLES. Fazendo valer a nova regra a este caso em julgamento, a exclusão do SIMPLES surtiria efeitos apenas a partir de 01/01/2000. No meu entendimento, deve-se aplicar a nova regra ao caso, por força do artigo 106 do CTN, pelo que, para o ano-calendário de 1999, deixaria de haver exigência de entrega da DCTF trimestral para esta contribuinte. Nestes termos, dou integral provimento ao recurso voluntário. LAViir ORAES DE ALMEIDA NOGUEIRA JUNQUEIRA 4- MINISTÉRIO DA FAZENDA et'. e ‘--='n ::-.xt CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS QUARTA CÂMARA - PRIMEIRA SEÇÃO Processo n° : 10920.003118/2005-84 Acórdão n° :1803-00.261 TERMO DE INTIMAÇÃO Intime-se um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no acórdão supra, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial n° 256, de 22 de junho de 2009. Brasília, 09 de abril de 2010 fim:3w% s e a ecretária da CâmaraâYalt]ltógue Ciência - Data: / gNome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ ] apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ 1 com Embargos de Declaração. 4
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