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Numero do processo: 13739.001054/2003-61
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2003
ATIVIDADE VEDADA. NÃO CARACTERIZAÇÃO
O exercício de atividade consubstanciada em serviços de organização de eventos ou assemelhados não encontra óbice à opção pela sistemática do SIMPLES, nos moldes da Solução de Divergência Cosit 10, de 15 de julho de 2002.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-35.792
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: HEROLDES BAHR NETO
1.0 = *:*
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2003 ATIVIDADE VEDADA. NÃO CARACTERIZAÇÃO O exercício de atividade consubstanciada em serviços de organização de eventos ou assemelhados não encontra óbice à opção pela sistemática do SIMPLES, nos moldes da Solução de Divergência Cosit 10, de 15 de julho de 2002. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
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Numero do processo: 13839.002129/2007-26
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Exercício: 2005, 2006
AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
Constitui infração à legislação deixar a empresa de exibir todos os documentos e livros relação a fatos geradores contribuições previdenciárias, por infração ao art. 33, §§ 2º e 3º , da Lei n. 8.212/1991, sujeita à multa prevista no art. 92 e art. 102 desse diploma, e no art. 283, II, "j", e art. 373 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n.3.049/1999.
Recurso Voluntário Negado - Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2803-000.859
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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materia_s : Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Exercício: 2005, 2006 AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração à legislação deixar a empresa de exibir todos os documentos e livros relação a fatos geradores contribuições previdenciárias, por infração ao art. 33, §§ 2º e 3º , da Lei n. 8.212/1991, sujeita à multa prevista no art. 92 e art. 102 desse diploma, e no art. 283, II, "j", e art. 373 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n.3.049/1999. Recurso Voluntário Negado - Crédito Tributário Mantido
turma_s : Terceira Turma Especial da Segunda Seção
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DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. Constitui infração à legislação deixar a empresa de exibir todos os documentos e livros relação a fatos geradores contribuições previdenciárias, por infração ao art. 33, §§ 2º e 3º , da Lei n. 8.212/1991, sujeita à multa prevista no art. 92 e art. 102 desse diploma, e no art. 283, II, "j", e art. 373 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n.3.049/1999. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 29/09/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13839.002129/200726 Acórdão n.º 280300.859 S2TE03 Fl. 2 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário que busca a reforma de decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento que manteve integralmente o lançamento do crédito tributário oriundo de aplicação de sanção por descumprimento do disposto art. 33, §§ 2º e 3º , da Lei n. 8.212/1991, sujeita à multa prevista no art. 92 e art. 102 desse diploma, e no art. 283, II, "j", e art. 373 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n.3.049/1999, ao deixar de apresentar os livros diários e razão dos exercícios de 2005, bem como outros documentos do período de 2005 e 2006. A ciência do lançamento deuse em 26.05.2006. O recurso foi tempestivo, e alegou a confiscatoriedade da multa aplicada e que teria direito à relevação da multa, ainda mais por ter juntado vários documentos. Os autos vieram a presente 3ª Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento do CARFMF para apreciação e julgamento do recurso voluntário. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 29/09/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 13839.002129/200726 Acórdão n.º 280300.859 S2TE03 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato O recurso é tempestivo, conforme supra relatado, dispensado do depósito prévio (Súmula Vinculante 21 do STF), assim deve o mesmo ser conhecido. Está correto Auto de Infração, a obrigação de apresentar os documentos requisitados pela fiscalização está estabelecida art. 33, §§ 2º e 3º , da Lei n. 8.212/1991, sujeita à multa prevista no art. 92 e art. 102 desse diploma, e no art. 283, II, "j", e art. 373 do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n.3.049/1999. Obrigação essa que tem natureza instrumental (art. 113, do CTN), como forma de auxiliar o controle e arrecadação tributária, mas é autônoma do cumprimento das demais obrigações. Quanto à suposta inconstitucionalidade de tal aplicação da sanção em face do principio de vedação ao confisco, é vedado aos Conselheiros do CARFMF afastarem a aplicação da lei ou decreto sob tal argumento, salvo nas exceções expressas dos artigos 62 e 62A do Regimento Interno do CARFMF. Segue razão a autoridade a quo quanto à impossibilidade de relevação da penalidade, pois como demonstrado nos autos a Recorrente não juntou no prazo de defesa todos os documentos que foram solicitados, em sua forma regular, inclusive os livros não estavam devidamente registrados (fls. 23.73823.739). Ainda, para somar a impossibilidade de concessão do benefício de relevação, há clara reincidência genérica e específica, tanto que foi base do cálculo da multa (fls. 06). Logo, por esses motivos, e por não ser mais uma autuação primaria e não ter sido corrigido a falta de forma adequada no prazo de impugnação, não há a incidência da norma do dispositivo do art. 291, §1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.°3.048/1999. Isso posto, conheço o Recurso Voluntário, para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. Sala de Sessões, 08 de junho de 2011. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Fl. 3DF CARF MF Emitido em 17/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 29/09/2011 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 29/09/2011 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 02/10/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
score : 1.0
Numero do processo: 13839.000814/2001-22
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
Data da publicação: Thu Sep 21 00:00:00 UTC 2006
Ementa: Simples. Exclusão. Ato declaratório desmotivado. Nulidade.
Cerceamento do direito de defesa.
A motivação é pressuposto de fato e de direito para a validade do
ato administrativo. Carece de motivação o ato declaratório de
exclusão do Simples com genérica e imprecisa referência a
pendências perante a Divida Ativa da União, sem a expressa
indicação da existência de débitos inscritos e exigíveis e de suas
respectivas identificações. O ato administrativo desmotivado cerceia o direito de defesa do contribuinte.
Processo que se declara nulo ab initio.
Numero da decisão: 303-33.572
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declarar a nulidade do processo ah initio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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materia_s : Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
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ementa_s : Simples. Exclusão. Ato declaratório desmotivado. Nulidade. Cerceamento do direito de defesa. A motivação é pressuposto de fato e de direito para a validade do ato administrativo. Carece de motivação o ato declaratório de exclusão do Simples com genérica e imprecisa referência a pendências perante a Divida Ativa da União, sem a expressa indicação da existência de débitos inscritos e exigíveis e de suas respectivas identificações. O ato administrativo desmotivado cerceia o direito de defesa do contribuinte. Processo que se declara nulo ab initio.
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conteudo_txt : Metadados => date: 2010-06-16T11:57:20Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2010-06-16T11:57:20Z; Last-Modified: 2010-06-16T11:57:20Z; dcterms:modified: 2010-06-16T11:57:20Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2010-06-16T11:57:20Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2010-06-16T11:57:20Z; meta:save-date: 2010-06-16T11:57:20Z; pdf:encrypted: false; modified: 2010-06-16T11:57:20Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2010-06-16T11:57:20Z; created: 2010-06-16T11:57:20Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2010-06-16T11:57:20Z; pdf:charsPerPage: 1422; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2010-06-16T11:57:20Z | Conteúdo => ii:11:Cs' MINISTÉRIO DA FAZENDA :1:DA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES vcitir., TERCEIRA CÂMARA Processo n° : 13839.000814/2001-22 Recurso n° : 132.931 Acórdão n° : 303-33.572 Sessão de : 21 de setembro de 2006 Recorrente : MÁRCIA APARECIDA MARQUES GODOY ME Recorrida : DRRCAMPINAS/SP Simples. Exclusão. Ato declaratório desmotivado. Nulidade. Cerceamento do direito de defesa. A motivação é pressuposto de fato e de direito para a validade do ato administrativo. Carece de motivação o ato declaratório de exclusão do Simples com genérica e imprecisa referência a • pendências perante a Divida Ativa da União, sem a expressa indicação da existência de débitos inscritos e exigíveis e de suas respectivas identificações. O ato administrativo desmotivado cerceia o direito de defesa do contribuinte. Processo que se declara nulo ab initio. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declarar a nulidade do processo ah initio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. i &h ANELISE UDT PRIETO Presidente TARA 10 CAMPELO BORGES Relator Formalizado em: j Roi 40, Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Zenaldo Loibman, Nilton Luiz Bartoli, Marciel Eder Costa, Maria Regina Godinho de Carvalho (Suplente) e Silvio Marcos Barcelos Fiúza. Ausente o Conselheiro Sérgio de Castro Neves. DM Processo n° : 13839.000814/2001-22 Acórdão n° : 303-33.572 RELATÓRIO Cuida-se de retomo de diligência à repartição de origem nos autos de recurso voluntário contra acórdão unânime da Quinta Turma da DRJ Campinas (Si') que julgou irreparável o ato administrativo expedido para declarar a ora recorrente excluída do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples). Adoto e transcrevo o inteiro teor do relatório de folha 29 que compõe o acórdão recorrido: Trata o processo de Solicitação de Revisão de Exclusão da Opção pelo Simples, relativo à comunicação de exclusão da sistemática do Simples, pelo Ato Declaratório n.° 358.839, em virtude de pendências da empresa e/ou sócios com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (fl. 13). 2. Alegara a contribuinte que já havia parcelado seus débitos relativos à Contribuição Social e à Cotins (fl. 13, v). 3. Tal pleito foi indeferido pela DRF, sob a fundamentação de que a contribuinte não apresentou Certidão Negativa de Débitos para com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. 4. Comunicada do indeferimento em 19/04/01 (fl. 14), a contribuinte apresentou, em 16/05/01 (fls. 1/2), sua manifestação de inconformidade contra o despacho denegatório, afirmando, em síntese, que já havia parcelado seus débitos e que já solicitara, na PGFN, novo pedido de Certidão Negativa, afirmando que certamente seria emitida Certidão Positiva com efeito de Negativa, tendo em vista o parcelamento não estar inteiramente quitado. 5. Tendo em vista a alegação da contribuinte, e que até janeiro de 2002 não havia sido juntado aos autos a aludida Certidão, esta DRJ devolveu o processo à DRF para que a interessada fosse intimada a apresentar a Certidão Negativa de Débitos para com a PGFN, ou Certidão Positiva com efeito de Negativa (fl. 17). 6. Após duas tentativas de intimação (fls. 19/21), a DRF obteve êxito, intimando a contribuinte em seu novo endereço, em 25/02/05 (fls. 24/25). Não tendo havido atendimento por parte da interessada, foram os autos remetidos para esta DRI. 2 Processo n° : 13839.000814/2001-22 Acórdão n° : 303-33.572 Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido estão consubstanciados na ementa que transcrevo: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples Ano-calendário: 2000 Ementa: Débito Inscrito em Divida Ativa. Opção. As pessoas jurídicas que possuem débitos inscritos em Divida Ativa da União, em nome próprio ou de seus sócios, cuja exigibilidade não esteja suspensa, estão impedidas de optar pelo Simples. Solicitação Indeferida Ciente do inteiro teor do acórdão originário da DRS Campinas (SP), a empresa interpôs o recurso voluntário de folhas 34, no qual pede o reexame da matéria. Dentre outros documentos, a peça recursal é instruída com duas certidões da dívida ativa da União: a de folha 36, expedida em 17 de março de 2005, positiva com efeito de negativa, certifica a existência de uma inscrição ativa com parcelamento em curso; a de folha 35, expedida em 30 de maio de 2005, certifica a inexistência de inscrições em nome da recorrente. Na sessão de julgamento de 23 de março de 2006, por intermédio da Resolução 303-01.136, a conversão do julgamento do recurso em diligência à repartição de origem foi conduzida pelo voto que transcrevo: Conforme relatado, versa a lide sobre a legitimidade da exclusão da ora recorrente do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples). No entanto o ato declaratório que provocou a inauguração da lide não compõe os autos ora examinados. Por conseguinte, com o objetivo de enriquecer a instrução dos autos deste processo, voto pela conversão do julgamento do recurso voluntário em diligência à repartição de origem para que a autoridade preparadora promova a juntada do ato administrativo que declarou a empresa excluída do Simples. < 3 Processo n° : 13839.000814/2001-22 •Acórdão n° : 303-33.572 Posteriormente, após facultar à recorrente oportunidade de manifestação quanto ao resultado da diligência, providenciar o retorno dos autos a esta câmara. Em atendimento à determinação deste colegiado, foram acostados os documentos de folhas 56 a 65, dentre os quais se destaca o objeto da diligência: Ato Declaratório 358.839, expedido pelo titular da unidade da SRF em Jundiaí no dia 2 de outubro de 2000. Concluída a juntada, a autoridade preparadora devolve os autos para julgamento em único volume, processado com 66 folhas. É o relatório. 4 • Processo n° : 13839.000814/2001-22 Acórdão n° : 303-33.572 VOTO Conselheiro Tarásio Campeio Borges, Relator Conheço o recurso voluntário interposto em 16 de junho de 2005 porque tempestivo e desnecessária a garantia de instância: a matéria litigiosa é a exclusão da ora recorrente do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples) exclusivamente motivada na existência de "pendências da empresa e/ou sócios junto a [sie] PGFN". Preliminarmente, entendo que afora a generalidade, a motivação do ato declaratório de exclusão de folha 57 também é imprecisa. Com efeito, pendências junto à PGFN não é necessariamente igual à existência de débitos inscritos na Divida Ativa e exigíveis, isso porque pendência é sinônimo de litígio, mas débito em litígio não significa débito inscrito e exigível, situação fática impeditiva da opção pelo Simples, por força do disposto no inciso XV do artigo 9° da Lei 9.317, de 5 de dezembro de 1996. Por outro lado, o artigo 50 da Lei 9.784, de 29 de janeiro de 1999, • determina que os atos administrativos devem ser "motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: (I) - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; [...F. Conseqüentemente, a motivação é pressuposto de fato e de direito para a validade do ato administrativo e carece de motivação o ato declaratório de exclusão do Simples com genérica e imprecisa referência a pendências perante a Dívida Ativa da União, sem a expressa indicação da existência de débitos inscritos e exigíveis e de suas respectivas identificações. Ademais, o ato administrativo desmotivado cerceia o direito de defesa do contribuinte e o § 3° do artigo 15 da Lei 9.317, de 1996, introduzido à norma jurídica pela Lei 9.732, de II de dezembro de 1998, determina a observância da "legislação relativa ao processo tributário administrativo". Com essas considerações, declaro nulo o processo ah initio. Sala das Sessões, em 21 de setembro de 2006. TA SIO CAMPELÓ BORGES - Relator 5
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Numero do processo: 10970.000694/2009-16
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2007
AUTO DE INFRAÇÃO. MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
A não apresentação dos livros e documentos solicitados pela Fiscalização enseja a aplicação de multa pelo descumprimento de obrigação acessória.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.883
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE ANDRADE
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/07/2007 a 31/12/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. MULTA PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. A não apresentação dos livros e documentos solicitados pela Fiscalização enseja a aplicação de multa pelo descumprimento de obrigação acessória. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Helton Carlos Praia De Lima Presidente. (assinado digitalmente) Carolina Siqueira Monteiro de Andrade Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente da turma), Eduardo Augusto Marcondes de Freitas, Oseas Coimbra, Amilcar Barca Teixeira Junior, Eduardo Oliveira e Carolina Siqueira Monteiro de Andrade. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10970.000694/200916 Acórdão n.º 280300.883 S2TE03 Fl. 102 2 Fl. 110DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10970.000694/200916 Acórdão n.º 280300.883 S2TE03 Fl. 103 3 Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado em desfavor de TRIÂNGULO METAIS LTDA., em virtude da não apresentação dos livros fiscais obrigatórios no período de 01/07/2007 a 30/12/2007. Nestes termos, teria a empresa incorrido na infração prevista no art. 33, §§ 2º e 3º da Lei nº 8.212/91 c/c art. 233, § único do Regulamento da Previdência Social. De acordo com o Relatório Fiscal, o contribuinte deixou de apresentar o “livro diário autenticado ou livro caixa escriturado e livro registro de inventário no período de 07/2007 a 12/2007, embora tenha sido intimada para tal.” Assim, considerando que o contribuinte é primário, e que não restaram configuradas ocorrências de circunstâncias agravantes foi arbitrada multa nos termos dos arts. 92 e 102 da Lei nº 8.212/91 c/c art. 283, inciso II, alínea ‘j’ e art. 373 do Regulamento da Previdência Social. O contribuinte foi intimado pessoalmente no dia 16/12/2009, e apresentou defesa juntada às fls. 22/28, que foi postada no dia 16/01/2010, de acordo com o comprovante dos correios juntado à fl. 35. Considerando a intempestividade da impugnação, o contribuinte foi intimado no dia 10/12/2008 para recolher o valor do débito exigido pela Fiscalização (fls. 36/37). Diante disso, o contribuinte apresentou defesa arguindo preliminarmente a tempestividade, haja vista que no comprovante de AR, consta como data da postagem o dia 15/01/2010 (fls. 40/43). Ademais, apresentou às fls. 44/80 o Livro Caixa, registrado na Junta Comercial de Minas Gerais, a fim de demonstrar a escrituração contábil referente ao período de 01/01/2007 a 31/12/2007. A Delegacia da Receita de Julgamento manteve o lançamento em sua integralidade, em acórdão ementado nos seguintes termos (fls. 84/86): “ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 14/12/2009 INFRAÇÃO. LIVRO DIÁRIO OU CAIXA. NÃO APRESENTAÇÃO Constitui infração à legislação previdenciária deixar a empresa de exibir fiscalização os livros e documentos solicitados, necessários à verificação de sua situação perante a Seguridade Social. CORREÇÃO DA INFRAÇÃO. RELEVAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. Desde a edição do Decreto 6.727/2009, não há mais o instituto da relevação da penalidade aos lançamentos por descumprimento de obrigação acessória. Eventuais correções Fl. 111DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10970.000694/200916 Acórdão n.º 280300.883 S2TE03 Fl. 104 4 das infrações, portanto, não redundam mais em alteração da penalidade lançada. VALOR DA MULTA. ATUALIZAÇÃO. PORTARIA.LEGALIDADE. A atualização do valor da multa mediante publicação de portaria e procedimento respaldado na legislação previdenciária. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido.” Contra essa decisão, o contribuinte apresentou recurso tempestivo em 25/08/2010 (fls.98), juntado às fls. 91/97 por meio do qual alega, em síntese, que: (a) com base no art. 291 do Regulamento da Previdência Social, em vigor à época dos fatos geradores, a multa deve ser relevada caso ocorra a correção da falta antes da apresentação da defesa; pedido do autuado dentro do prazo de defesa, impugnada ou não a infração; ser o contribuinte primário; inexistência de circunstâncias agravantes; (b) o Recorrente preenche todos os requisitos, devendo a multa ser revelada, já que a ausência de apresentação do livro caixa foi corrigida na data da apresentação da defesa; (c) ad argumentadum, caso a multa não seja relevada deverá ser ao menos reduzida, uma vez que a Lei nº 8.212/91 não estipulou a penalidade pelo descumprimento de tal preceito, e que portanto, deverá ser aplicado o art. 92 c/c com o art. 283, inciso II, ‘j’ do Regulamento da Previdência Social; (d) a Portaria Interministerial MPS/MF nº 48/2009 majorou a multa de maneira totalmente inconstitucional, já que não tem competência para alterar o que já está disposto em decreto, ainda mais se tratando de valor da multa. Não apresentadas contrarrazões. É o relatório. Fl. 112DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10970.000694/200916 Acórdão n.º 280300.883 S2TE03 Fl. 105 5 Voto Conselheira Carolina Siqueira Monteiro de Andrade O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual passo a analisálo. A Recorrente foi atuada em razão de não ter apresentado à Fiscalização o livro diário autenticado ou livro caixa escriturado e livro registro de inventário no período de 07/2007 a 12/2007. A referida obrigação da empresa está prevista no artigo 33, parágrafos 2° e 3° da Lei n° 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n°11.941/2009, combinado com artigo 225, inciso II e parágrafos 13 a 17 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999, que assim determinam: Lei n° 8.212/1991 “Art. 33. A Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, arrecadação, a cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a titulo de substituição e das devidas a outras entidades e fundos. (Redação dada pela Lei n° 11.941, de 27 de maio de 2009) (...) § 2º A empresa, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o sindico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. (Redação dada pela Lei n° 11.941, de 27 de maio de 2009) § 3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a Secretaria da Receita Federal do Brasil pode, sem prejuízo da penalidade cabível, lançar de oficio a importância devida. (Redação dada pela Lei n°11.941, de 27 de maio de 2009)” Decreto n°3.048/1999 “Art.233. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal podem, sem prejuízo da penalidade cabível nas esferas de sua competência, lançar de oficio importância que reputarem devida, cabendo a empresa, ao empregador doméstico ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Fl. 113DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10970.000694/200916 Acórdão n.º 280300.883 S2TE03 Fl. 106 6 Parágrafo único. Considerase deficiente o documento ou informação apresentada que não preencha as formalidades legais, bem como aquele que contenha informação diversa da realidade, ou, ainda, que omita informação verdadeira.” Em nenhum momento, a Recorrente rebate a autuação quanto ao descumprimento da exigência fiscal a ela imputada, tanto que apresenta o Livro Caixa relativo ao período solicitado como correção da falta e, em conseqüência, pede a relevação da multa. Cumpre observar, contudo, que, à época do lançamento, a circunstância atenuante prevista no art. 291 do Decreto nº 3.048/99, que possibilitava a relevação da multa, não estava mais em vigor no ordenamento jurídico. Ora, exatamente por se tratar de dispositivo que regulamentava a mensuração da penalidade, não se pode admitir que se aplique ao caso a legislação vigente na data do cometimento da infração, qual seja, o descumprimento da obrigação acessória, e sim aquela em vigor quando da aplicação da própria penalidade. E nem poderia ser diferente. O próprio Decreto nº 6.727/2009, ao alterar o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, prevê a sua entrada em vigor da data da publicação. Veja: “DECRETO Nº 6.727, DE 12 DE JANEIRO DE 2009. Revoga a alínea “f” do inciso V do § 9o do art. 214, o art. 291 e o inciso V do art. 292 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, e na Lei no 11.457, de 16 de março de 2007, DECRETA: Art. 1º Ficam revogados a alínea “f” do inciso V do § 9o do art. 214, o art. 291 e o inciso V do art. 292 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto no 3.048, de 6 de maio de 1999. Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.” Nesse sentido, revelase irretocável a decisão de primeira instância. Por fim, com relação à violação ao Princípio da Legalidade, cumpre observar que a multa aplicada à Recorrente pelo descumprimento de obrigação acessória tem como fundamento a disposição contida n o art. 283, inciso II, "j", do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99: “Art. 283. (...) II a partir de R$ 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e um reais e setenta e três centavos) nas seguintes infrações: (...) Fl. 114DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10970.000694/200916 Acórdão n.º 280300.883 S2TE03 Fl. 107 7 j) deixar a empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça ou o titular de serventia extrajudicial, o síndico ou seu representante, o comissário ou o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial, de exibir os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas neste Regulamento ou apresentálos sem atender às formalidades legais exigidas ou contendo informação diversa da realidade ou, ainda, com omissão de informação verdadeira;” Em seu Recurso Voluntário, o contribuinte alega a impossibilidade de se reajustar as penalidades aplicáveis por meio de portaria, em razão da necessidade de sua alteração por lei. Todavia, ao contrário do que afirma a Recorrente, a decisão proferida pela autoridade julgadora não merece reparos. O art. 102 da Lei nº 8.212/91 autoriza o reajuste monetário periódico de multas, na medida que são reajustados os benefícios de prestação continuada da Previdência Social: “Art.102. Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. (Redação dada pela Medida Provisória n° 2.18713, de 24.8.01)” Em sendo assim, a Portaria MPS n° 342, de 16/08/2006, vigente na data da lavratura do presente auto de infração, tem como fundamento legal a disposição contida no mencionado dispositivo de lei. Ademais, conforme ressaltado pela autoridade julgadora, o art.32, § 8°, da Lei nº 8.212/91 determina que o valor mínimo será o vigente na data da lavratura do auto de infração. CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto pelo sujeito passivo, para manter a decisão de primeira instância em sua integralidade. (assinado digitalmente) Carolina Siqueira Monteiro de Andrade Relatora Fl. 115DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10970.000694/200916 Acórdão n.º 280300.883 S2TE03 Fl. 108 8 Fl. 116DF CARF MF Impresso em 12/09/2011 por PATRICIA ALMEIDA PROENCA CÓ PI A Autenticado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 28/07/2011 por CAROLINA SIQUEIRA MONTEIRO DE , Assinado digitalmente em 11/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 14992.000284/2008-89
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 02 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Fri Sep 25 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/12/2002 a 30/04/2004
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. SÚMULA CARF Nº 2
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
PEDIDO DE PERICIA. DESCABIMENTO.
Descabe o pedido de diligência quando presentes nos autos todos os elementos necessários para que a autoridade julgadora forme sua convicção
CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO É obrigação da empresa o recolhimento de contribuições sociais incidentes sobre remunerações pagas a segurados empregados e a contribuintes individuais, na forma dos art. 22, I, II e III e, art. 94 da Lei 8.212/91.
Numero da decisão: 2301-007.832
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente de recurso, não conhecendo das alegações de inconstitucionalidade, rejeitar o pedido de pericia, e, no mérito negar-lhe provimento
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
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SÚMULA CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. PEDIDO DE PERICIA. DESCABIMENTO. Descabe o pedido de diligência quando presentes nos autos todos os elementos necessários para que a autoridade julgadora forme sua convicção CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO — É obrigação da empresa o recolhimento de contribuições sociais incidentes sobre remunerações pagas a segurados empregados e a contribuintes individuais, na forma dos art. 22, I, II e III e, art. 94 da Lei 8.212/91. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente de recurso, não conhecendo das alegações de inconstitucionalidade, rejeitar o pedido de pericia, e, no mérito negar-lhe provimento (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Mauricio Dalri Timm do Valle, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente) Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 99 2. 00 02 84 /2 00 8- 89 Fl. 245DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-007.832 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14992.000284/2008-89 Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, por ter a empresa acima identificada deixado de recolher contribuições devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. Os créditos apurados referem-se a contribuições previdenciárias a cargo da empresa, incidentes sobre a remuneração de segurados empregados e de contribuintes individuais, conforme disposto no art. 22, I, II e III e, no art. 94 da Lei 8.212 de 1991, das competências 12/2002 a 04/2004. Cientificada, a empresa apresentou impugnação alegando o seguinte, conforme relatório da Decisão Notificação recorrida: 5.1- é inexigível a contribuição para o Seguro Acidente de Trabalho - SAT, visto que o texto legal não dá condições para sua plena aplicação, por total ausência de definição do que seja risco leve, médio e grave. A delegação contida no § 30, do artigo 22, H, além de inconstitucional, diz respeito à faculdade de alterar o enquadramento das empresas, com base nas estatísticas de acidente de trabalho. Como aplicação das alíquotas variáveis depende da definição dos diferentes graus de riscos, essa definição influi no quantitativo do fato gerador da obrigação tributária, o que constitui matéria de reserva legal, conforme prevê o art 97, III e IV do Código Tributário Nacional - CTN; 52- incabível a exigência da contribuição relativa ao INCRA de empresas exclusivamente urbanas, face a impossibilidade de superposição contributiva. Que empresas urbanas devem contribuir apenas para a previdência urbana; 5.3- os pagamentos feitos a autônomos/administradores não decorrem da relação de emprego, assim, não se sujeitam à contribuição social. A Lei Complementar 84/96 não poderia inovar a expressa previsão constitucional, implicando na criação de outra exação. 5.4- a aplicação, pelo fisco, de multa superior a 20% do valor do tributo ( principal), tem caracterizado o intuito confiscatório o que, segundo refere, fere o preceituado no inciso V do art. 150 da Constituição Federal; 5.5- a aplicação dos art. 108, 112, II e IV do CTN c/c com o art. 620 do CPC, trazem explicito o principio do direito tributário de que a arrecadação deve ocorrer da forma menos onerosa ao contribuinte; 5.6- a taxa SELIC é inconstitucional visto que não foi implementada por lei complementar e coexiste com legislação especifica do CTN, a qual normatiza que os juros de mora são da monta de 1% ao mês, nos termos preconizados no art. 161 do CTN; 5.7- quando não há certeza e liquidez, é licito e imprescindível o recurso da prova pericial. Ainda, que a natureza da matéria discutida torna fundamental a realização da perícia nas bases de cálculo e no que se refere à atualização do débito. Tal direito deflui dos princípios constitucionais que ninguém será privado de seus bens sem o devido processo legal e que aos litigantes é assegurado o contra arbítrio e ampla Fl. 246DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-007.832 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14992.000284/2008-89 defesa, com os recursos a ela inerentes. A perícia se mostra imprescindível visto que há equivoco em algumas bases de cálculo, exemplifica indicando as competências 08 e 09/2003; 5.8 ante os argumentos apresentados afirma que a presente notificação não esta em consonância com o ordenamento jurídico brasileiro, o que o macula de incerteza sua liquidez, pois constituída fora da estrita legalidade. Requer: Que seja declarada a inexigibilidade das contribuições devidas ao SAT - Seguro do Acidente de Trabalho, ao INCRA e as contribuições previdenciárias incidentes sobre pagamentos feitos a titulo de pró-labore e autônomos; Seja extirpada a cobrança da multa punitiva, sendo que se não declarado o indébito integral em relação à denúncia espontânea, que no mínimo seja reduzido a alíquota para 20%, a fim de afastar a figura do ilícito; Seja declara a inexigibilidade da taxa SELIC; Seja determinada a realização de perícia para verificação do débito; Sejam corrigidas as diferenças já apuradas pela empresa. A Seção de Analise de Defesas e Recurso da Gerencia Executiva do INSS em Novo Hamburgo/RS, considerou o lançamento procedente e manteve o crédito tributário. Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade Esclareça-se de inicio que mudou-se a razão social da empresa que, quando da autuação, era Valéria Calçados, conforme distrato no apenso 11065.001978/2008-16, com mesmo CNPJ de Valéria Calçados e com o nome Wolkapruf Pinturas Ltda. Preliminarmente O recorrente alega a inconstitucionalidade da exigibilidade da contribuição ao Seguro Acidente de Trabalho, pelo fato das leis n°s 8.212/91 e 9.528/97 versarem sobre matéria da reserva absoluta da lei complementar, estranha à lei ordinária, delegando-o espuriamente ao Poder Executivo, infringindo o principio da indelegabilidade de atribuições, e por deixarem de definir o critério jurídico para o enquadramento em cada um dos três graus de risco, bem como, a inconstitucionalidade da legislação que dispõe sobre a forma de aplicação da taxa SELIC e ainda que de multa superior a 20% do valor do tributo ( principal), tem caracterizado o intuito Fl. 247DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-007.832 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14992.000284/2008-89 confiscatório o que, segundo refere, fere o preceituado no inciso V do art. 150 da Constituição Federal Ora, o que o recorrente requer é que o CARF manifeste-se acerca da inconstitucionalidade de lei tributária, matéria que é reservada ao poder judiciário, estando inclusive, com sumula vinculante, conforme abaixo; Súmula CARF nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Portanto, não se conhece da matéria. Do Pedido de Pericia Rejeita-se o pedido de realização de pericia solicitada, já que, a princípio, a responsabilidade pela apresentação das provas do alegado compete ao contribuinte que praticou a irregularidade fiscal, não cabendo a determinação de pericia de ofício para a busca de provas em favor do contribuinte. Do mérito Para estas questões, tendo em vista que, sendo coincidentes as razões recursais e as deduzidas ao tempo da impugnação, a análise do recurso pode ser feita utilizando-se da prerrogativa conferida pelo Regimento Interno do CARF. Portanto, adota-se os fundamentos da decisão recorrida, mediante transcrição dos trechos do voto que guardam pertinência com as questões recursais ora tratadas: Do mérito 10- Os valores apurados como devidos na presente Notificação Fiscal referem-se as contribuições providenciarias a cargo da empresa, incidentes sobre remunerações pagas a segurados empregados e a contribuintes individuais para o Fundo de Previdência Social (20%), para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (3%) e para os terceiros - até 12/2003, por força de convênio firmado, somente SEBRAE (0,6%) e INCRA (0,2%) - e após 12/2003, Salário Educação (2,5%), SENAI (1,0%), SESI (1,5%), SEBRAE (0,6%) e INCRA (0,2%). Os valores lançados como devidos são resultantes de diferenças verificadas entre os valores declarados nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social e, os valores constantes nas folhas de pagamentos. 11- A impugnante, efetuou manifestação após a ciência do resultado da diligência, efetuando aditamento à impugnação apresentada tempestivamente. Reitera o pedido de perícia alegando que foram Fl. 248DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 5 do Acórdão n.º 2301-007.832 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14992.000284/2008-89 lançados valores a maior e, fundamentando seu pedido , exemplificando com demonstrativo das competências 08 e 09/2003. Cabe ressaltar que, para adequar os argumentos à realidade apresentou à rede bancaria GFIPs retificadoras com datas posteriores ao lançamento e a ciência do resultado da diligência, ou seja, protocolou o envio de Arquivos Conectividade Social, em 11.08.2004, folhas 104 a 107, portanto após o procedimento fiscal. Tendo em vista que os documentos apresentados não são da época do lançamento fiscal e foram entregues à rede bancária após a ciência da notificação e do resultado da diligência fiscal, não foram considerados como motivadores da retificação do crédito lançado. O crédito previdenciário lançamento encontra-se alicerçado no art. 22, I, II e III e no art. 94 da Lei 8.212 de 1991. 12- Quanto às alegações relativas a cobrança de valores para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho - GILRAT, esclarece-se que tal contribuição tem sua cobrança expressamente prevista e devidamente disciplinada pela legislação em vigor. O GIL/RAT está previsto e tem suas alíquotas (1%, 2% ou 3%) estabelecidas no art. 22, II da Lei 8.212/91, em razão da atividade preponderante da empresa ser considerada de risco leve, médio ou grave. O Decreto 3.048/99, que regulamentou a Lei 8.212/91 através do Regulamento da Previdência Social, definiu o que se considera atividade preponderante - aquela na qual labora a maioria dos empregados. O Decreto não excedeu o disposto na lei, apenas regulamentou uma questão de natureza técnica que não poderia ter sido feita em lei. É de se esperar que cada empresa tenha apenas uma atividade preponderante, que deve ser entendida como a sua atividade principal. No art. 22, § 3o da Lei 8.212/91 ficou estabelecido que o enquadramento dos diferentes ramos de atividades nas categorias supra referidas poderia ser alterado pelo então Ministério do Trabalho e Previdência Social, atualmente MTE que, aliás, já detinha a competência para elaborar a relação destinada a classificar as atividades pelos seus correspondentes graus de risco - com base nas estatísticas de acidentes de trabalho apuradas em inspeção - pelo que dispunha a Lei 6.367/76 em seu art 15, § 2o. Assim -no cumprimento da competência concedida pelo art. 84, IV, da Constituição Federal, através de decreto do Presidente a República - foi instituída a Relação de Atividades Preponderantes e correspondentes Graus de Risco do Seguro de Acidentes de Trabalho que, na forma e segundo os critérios expressamente previstos em lei, podem ser alterados pelo atual Ministério do Trabalho e Emprego. O GILRAT destina-se a estimular investimentos em prevenção de acidentes de trabalho e tem previsão no art. 7º, XXVIII da Constituição Federal. É um direito social dos trabalhadores a ser pago pela Fl. 249DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 6 do Acórdão n.º 2301-007.832 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14992.000284/2008-89 Previdência Social e, necessariamente, deverá ter fonte de custeio, nos termos do art 195 da Constituição Federal. Diante do exposto, vê-se que o procedimento fiscal seguiu corretamente as normas que regulamentam a exigência fiscal, não procedendo às alegações da impugnante. 13- Diz a Constituição Federal no art. 195 que à Seguridade Social será financiada na forma do art. 195: A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; (...) ' Improcedente as alegações de que os pagamentos efetuados a autônomos (contribuintes individuais) prevista não estão sujeitos a contribuição social, conforme demonstra o art. 195, dentre as formas de financiamento da Seguridade Social a Emenda Constitucional n° 20/98. A exigência da contribuição incidente sobre a remuneração dos autônomos (contribuintes individuais) no inciso I, do art. 1o da Lei Complementar n° 84 de 18/01/96, que instituiu a obrigatoriedade do seu recolhimento. No presente caso, constituíram-se fatos geradores da contribuição previdenciária os pagamentos efetuados pela impugnante aos contribuintes individuais. O Inciso III do artigo 22, da Lei 8.212/91, inserido pela Lei 9.876/99 que revogou a Lei Complementar 84/96 trata do trabalho relativo ao contribuinte individual, manteve a exigência modificando a alíquota de 15% para 20% incidente sobre o valore recebido, considerando-os segurados obrigatórios da Previdência Social, concluímos portanto que não há argumento de defesa que possa modificar o entendimento que ensejou o presente lançamento fiscal. 14- A empresa notificada insurge-se contra a cobrança das contribuições relativas aos terceiros, especificamente para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária Ministério do Desenvolvimento Agrário - INCRA. Esclareça que a contribuição para o INCRA, 0,2% incidente sobre a folha de salários, tem previsão legal no art. 6o, § 4º da Lei 2.613/55, no art. 2º do Decreto 1.146/70 e no art. 15°, II da LC n° 11/71. Segundo o enquadramento da empresa na Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE: 1931.3 - Fabricação de Calçados de Couro Ltda, o seu ramo de atividades é a Fl. 250DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 7 do Acórdão n.º 2301-007.832 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 14992.000284/2008-89 indústria e, como tal, está obrigada ao recolhimento, entre outros, não sendo esclusividade das empresas urbanas. A Lei 8.212/91 dispôs sobre a organização da Seguridade Social, instituiu Plano de Custeio, unificou a legislação previdenciária rural e urbana. Traz em seu artigo 94 que : " O Instituto Nacional do Seguro Social-INSS poderá arrecadar e fiscalizar, mediante remuneração de 3,5% do montante arrecadado, contribuição por lei devida a terceiros, desde que provenha de empresa, segurado, aposentado ou pensionista a ele vinculado, aplicando-se a essa contribuição, no que couber, o disposto nesta Lei. (Redação dada pela Lei n° 9.528. de 10.12.97) O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS é apenas agente arrecadador/fiscalizador destas contribuições, conforme preconiza o citado artigo. 15 -Quanto ao pedido de aplicação de norma que seja menos gravosa, cabe referir que, a legislação aplicada, quando da apuração dos fatos geradores, é a vigente época da sua ocorrência. No que refere a aplicação dos artigos citados 106 "c", 108 , II e 112 do Código Tributário Nacional, cabe referir que respectivamente tratam de infração e a consequente penalidade imposta. No presente caso, a notificação fiscal trata da cobrança de valores devidos à Seguridade Social diferente do solicitado. Do exposto, voto por conhecer parcialmente de recurso, não conhecendo das alegações de inconstitucionalidade, rejeitar o pedido de pericia, e, no mérito negar-lhe provimento (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 251DF CARF MF Documento nato-digital
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Numero do processo: 13888.005479/2008-40
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 26 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Oct 13 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF)
Ano-calendário: 2006
OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RENDIMENTOS DE DEPENDENTE.
Uma vez comprovado o equívoco no preenchimento da declaração de ajuste anual, com o lançamento de informações de rendimentos de dependentes como se fossem do titular, a autuação por omissão de rendimentos do dependente deve ser afastada.
DEDUÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA SOCIAL. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO.
A retificação de declaração de ajuste anual após o início do procedimento fiscal não produz efeitos sobre o lançamento de ofício (Súmula CARF nº33).
Numero da decisão: 2001-003.656
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para afastar a autuação por omissão de rendimentos recebidos pelo Centro Cultural Geral Ulysses Grant Ltda.
(documento assinado digitalmente)
Honório Albuquerque de Brito - Presidente
(documento assinado digitalmente)
André Luis Ulrich Pinto - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura.
Nome do relator: ANDRE LUIS ULRICH PINTO
1.0 = *:*
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ementa_s : ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA (IRPF) Ano-calendário: 2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. RENDIMENTOS DE DEPENDENTE. Uma vez comprovado o equívoco no preenchimento da declaração de ajuste anual, com o lançamento de informações de rendimentos de dependentes como se fossem do titular, a autuação por omissão de rendimentos do dependente deve ser afastada. DEDUÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA SOCIAL. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO. A retificação de declaração de ajuste anual após o início do procedimento fiscal não produz efeitos sobre o lançamento de ofício (Súmula CARF nº33).
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RENDIMENTOS DE DEPENDENTE. Uma vez comprovado o equívoco no preenchimento da declaração de ajuste anual, com o lançamento de informações de rendimentos de dependentes como se fossem do titular, a autuação por omissão de rendimentos do dependente deve ser afastada. DEDUÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO À PREVIDÊNCIA SOCIAL. RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÃO. A retificação de declaração de ajuste anual após o início do procedimento fiscal não produz efeitos sobre o lançamento de ofício (Súmula CARF nº33). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, para afastar a autuação por omissão de rendimentos recebidos pelo Centro Cultural Geral Ulysses Grant Ltda. (documento assinado digitalmente) Honório Albuquerque de Brito - Presidente (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: André Luis Ulrich Pinto, Honório Albuquerque de Brito e Marcelo Rocha Paura. Relatório Trata-se de notificação de lançamento, lavrada em 03 de novembro de 2008, ano- calendário 2006, exercício 2007, da qual exige-se do Recorrente o valor de R$ 7.640,10, acrescido de multa de ofício e demais consectários legais, a título de IRPF, diante de omissão de rendimentos de trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício, no valor de R$ 30.366,57. Devidamente notificado, o ora Recorrente apresentou impugnação, reconhecendo a omissão dos rendimentos recebidos do Colégio Salesiano Dom Bosco e pleiteando o AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 54 79 /2 00 8- 40 Fl. 72DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2001-003.656 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13888.005479/2008-40 reconhecimento do valor da contribuição à previdência oficial, no valor de R$ 2.047,85, uma vez que o valor não foi incluso no lançamento. Em que pese os rendimentos recebidos por sua dependente do Centro Cultural Geral Ulysses Grant Ltda., aponta que não houve omissão apurada. O Recorrente instruiu a sua impugnação com os seguintes documentos: (i) documentos de identificação (fls. 10); (ii) recibo de entrega da declaração de ajuste anual completa (fls. 11 a 15); (iii) comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte referente ao Colégio Salesiano Dom Bosco (fls. 16); (iv) comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte a título do Centro C. G. Ulysses Grant Ltda. (fls. 17); (v) declaração de ajuste anual (fls. 18 a 21). Na ocasião do julgamento da impugnação apresentada pelo ora Recorrente, a 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo II, proferiu o acórdão nº 17-41.188 – 5ª Turma da DRJ/SP2, julgando improcedente a impugnação, por entender em síntese que não há documentos que permitam concluir que o referido valor relacionado ao Colégio Salesiano Dom Bosco já não estaria incluído no total da dedução informada e, referente ao Centro Cultural Geral Ulysses Grant Ltda. os rendimentos dos dependentes devem ser incluídos na declaração do titular. Irresignado com o v. acórdão a quo, o Recorrente interpôs recurso voluntário para este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, reiterando os argumentos expostos em sua impugnação. É a síntese do necessário, passo ao voto. Voto Conselheiro André Luis Ulrich Pinto, Relator. O recurso é tempestivo e merece ser conhecido por preencher os pressupostos de admissibilidade. Relativamente à infração de omissão de rendimentos recebidos do Centro Cultural Geral Ulysses Grant Ltda., inscrito no CNPJ sob nº 46.638.409/0001-39, entendo que, a partir do conjunto fático probatório, há que se reconhecer a plausibilidade dos argumentos apresentados pelo Recorrente em seu recurso. Está claro que, no caso em tela, não houve omissão de rendimentos recebidos de Centro Cultural Ulysses Grant Ltda., mas mero equívoco no preenchimento da declaração de ajuste anual, na qual constaram os valores recebidos por sua cônjuge Marli Aparecida Valverde Gomes como rendimentos do próprio Recorrente. Por outro lado, relativamente à omissão de rendimentos recebidos do Colégio Salesiano Dom Bosco, deve-se destacar que o Recorrente reconhece a omissão, limitando-se a alegar que dos rendimentos tributáveis foram descontados valores referentes à previdência social, que não constaram da sua Declaração de Ajuste Anual. Dessa forma, pleiteia o Recorrente o direito de deduzir os valores descontados a título de Contribuição à Previdência Social. Entendo que neste ponto não assiste razão ao Recorrente. Fl. 73DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2001-003.656 - 2ª Sejul/1ª Turma Extraordinária Processo nº 13888.005479/2008-40 Assim se diz porque as deduções previstas em lei consistem em um direito que o Contribuinte pode exercer ao apresentar a sua declaração de ajuste anual. No entanto, deve-se ter em mente que qualquer retificação feita na declaração de ajuste anual após o início do procedimento fiscal não produz efeitos sobre o lançamento de ofício. Neste sentido, este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais consolidou entendimento ao firmar a tese da Súmula nº 33 CARF, veja-se o enunciado. Súmula CARF nº 33: A declaração entregue após o início do procedimento fiscal não produz quaisquer efeitos sobre o lançamento de ofício. Por essa razão, não pode ser acolhido o pleito do Recorrente, que pretende ver reconhecido alegado direito de dedução de valores pagos à Previdência Social. Conclusão Diante do exposto, voto por conhecer do recurso voluntário e, no mérito, dar-lhe parcial provimento para afastar a infração de omissão de rendimentos recebidos do Centro Cultural Geral Ulysses Grant Ltda. (documento assinado digitalmente) André Luis Ulrich Pinto Fl. 74DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 10640.005164/2008-15
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 17 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2004
DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO.
Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. In casu, a autoridade fiscal não
apontou indícios que justificassem a exigência de outras provas além dos recibos.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-001.623
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JORGE CLÁUDIO DUARTE CARDOSO
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2004 DESPESAS MÉDICAS. COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. In casu, a autoridade fiscal não apontou indícios que justificassem a exigência de outras provas além dos recibos. Recurso provido.
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COMPROVAÇÃO. Recibos emitidos por profissionais da área de saúde com observância aos requisitos legais são documentos hábeis para comprovar dedução de despesas médicas, salvo quando comprovada nos autos a existência de indícios veementes de que os serviços consignados nos recibos não foram de fato executados ou o pagamento não foi efetuado. In casu, a autoridade fiscal não apontou indícios que justificassem a exigência de outras provas além dos recibos. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 24/05/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Sidney Ferro Barros, Dayse Fernandes Leite, Julianna Bandeira Toscano, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de lançamento de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do exercício 2004 , anocalendário 2003, em virtude de glosa de R$18.080,00 de dedução de despesas médicas por falta de comprovação do pagamento (fls. 18). Na impugnação o contribuinte alegou que os recibos eram a prova do pagamento, que a fiscalização não fundamentou porque os recibos não são válidos, as informações bancárias comprovam a capacidade financeira para efetuar as despesas, a fiscalização agiu de forma discricionária igualando o contribuinte a sonegadores, a multa é confiscatória. A impugnação foi indeferida sob o fundamento de que o art. 73 do RIR1999 implica inversão do ônus da prova, daí a partir da intimação fiscal caberia ao contribuinte provar de forma incontestável a efetividade dos pagamento feitos a Cláudia Deotti, Marjorye Ribeiro de Assis e Vilmar Campos Tostes, além de os recibos não atenderem /ás exigência do art. 80 do RIR1999 pois falta indicação do paciente, bem como há recibos emitidos pelos valores globais dos tratamentos, sem espelhar a realidade fática,. Constou ainda que os extratos bancários foram apresentado de forma consolidada e não se prestam a fazer a prova pretendida, pois a autuação não está baseada em evolução patrimonial e exige prova individualizada dos pagamentos realizados, e que a multa tem previsão legal e que não cabe ao órgão julgador administrativo apreciar alegação de inconstitucionalidade da lei. Ciência do acórdão em 17/12/2000 e interposição de recurso voluntário em 10/01/2001 baseado nas 1. quando intimação pela fiscalização cumpriu com seu dever de comprovar as despesas médicas ao apresentar recibos dotados dos requisitos previstos na IN SRF 15/2001 e na lei 9.250/1995, além de extratos bancários que comprovam que recebeu numerário mais que suficiente para arcar com as despesas médicas; 2. não se pode exigir outros elementos de prova sem previsão legal, logo a exigência da fiscalização foi arbitrária e o art. 73 do RIR não pode ser interpretado de forma a criar obrigações ou ônus para o contribuinte sem amparo legal; 3. por ter utilizado sua liberdade de escolha e pago em espécie não é possível provar o pagamento por outros meios; e 4. a multa possui caráter confiscatório. É o relatório. Fl. 180DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10640.005164/200815 Acórdão n.º 280201.623 S2TE02 Fl. 180 3 Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O litígio trata de comprovação de despesas médicas em que a autoridade fiscal fundamenta a autuação em falta de comprovação do efetivo pagamento, porém sem apontar quais as razões pelas quais os recibos apresentados não são suficientes ainda que atendam as formalidades legais. Nenhuma irregularidade quanto aos aspectos formais dos recibos foi apontada na autuação, fase em que a autoridade fiscal confirmou que os recibos foram apresentados. Em casos desta natureza, tenho reiteradamente decidido que, a princípio, os recibos emitidos por profissionais legalmente habilitados que atendam às formalidade legais são hábeis a comprovar as deduções pleiteadas, mas, em havendo fortes indícios de que a documentação é inidônea, existe o direitodever de o fisco intimálo a comprovar o efetivo desembolso e prestação do serviço. Assim, a decisão sobre a dedutibilidade ou não da despesa médica merece análise caso a caso, consoante os elementos trazidos aos autos, tanto pelo fisco como pelo contribuinte, os quais serão decisivos para a formação da livre convicção do julgador. Tomo como ponto de partida a imputação feita no lançamento e nela não vejo apontamento algum de indícios em desfavor dos documentos apresentados pelo recorrente, logo não há nos autos elementos que permitam afastar a idoneidade dos documentos apresentados pelo requerente para fazer jus às deduções pleiteadas. Em que pese seja sensível às preocupações do julgador de primeira instância, tomo como premissa que o devido processo legal exige que o processo caminhe sempre para frente e que o contribuinte arque com o ônus de defenderse unicamente da imputação que lhe foi feita no auto de infração. Não cabe ao julgador ocupar o papel da autoridade lançadora no sentido de comprovar a inidoneidade dos recibos e, ainda que haja imperfeições na lei que permitam eventual deturpação do benefício fiscal, não é lícito ao julgador, na tentativa de corrigir essas imperfeições, ampliar a imputação fiscal e com isso aumentar as exigências comprobatórias ao contribuinte sem base legal. Não havendo prova em desfavor dos recibos e das declarações dos profissionais – ainda que por meio de um conjunto forte de indícios e enquanto não houver disciplina legal mais adequada, atende ao verdadeiro interesse público privilegiar o devido processo legal e as demais garantias ínsitas ao Estado Democrático de Direito, cujos valores superam eventual perda arrecadatória. Diante do exposto voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Fl. 181DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 182DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10640.005164/200815 Acórdão n.º 280201.623 S2TE02 Fl. 181 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão identificado em epígrafe. Brasília/DF, 24 de maio de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 183DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 184DF CARF MF Impresso em 24/05/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /05/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10865.003387/2010-10
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 30/06/2001
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA
MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado.
ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO
RECURSO. PRECLUSÃO.
Consideram-se precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal.
Embargos Acolhidos
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.707
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803-002.087, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1780; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 57 1 56 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10865.003387/201010 Recurso nº 920.712 Embargos Acórdão nº 380302.707 – 3ª Turma Especial Sessão de 24 de abril de 2012 Matéria DCOMP ELETRONICO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Embargante ITAIQUARA ALIMENTOS S.A. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/06/2001 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado. ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Embargos Acolhidos Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração do contribuinte, rerratificando o Acórdão nº 3803002.087, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira , Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Fl. 233DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Relatório ITAIQUARA ALIMENTOS S.A. formulou, em 23 de janeiro de 2012, os Embargos de Declaração de fls. s/nº, contra o Acórdão nº 3803002.087, de 7 de novembro de 2011, fls. 57 a 59, assim ementado: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 30/06/2001 Ementa: COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 30/06/2001 ÔNUS DA PROVA. FATO CONSTITUTIVO DO DIREITO NO QUAL SE FUNDAMENTA A AÇÃO. INCUMBÊNCIA DO INTERESSADO. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF, a embargante acusa a decisão embargada de omitirse de analisar a prova contábil aportada aos autos na fase recursal. Requer sejam acolhidos os presentes Embargos de Declaração, para que essa Turma enfrente as questões suscitadas, analisandoas sob todos os aspectos possíveis, inclusive para eventual retificação ou anulação do Acórdão embargado. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como Embargos de Declaração contra o Acórdão nº 3803002.087, de 7 de novembro de 2011. Nos termos do art. 65 do RICARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a Turma. Compulsando o voto condutor da decisão embargada, há que se dar razão à Embargante, já que, aparentemente, o relator limitouse a refutar o poder probante das provas Fl. 234DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.003387/201010 Acórdão n.º 380302.707 S3TE03 Fl. 58 3 acostadas aos autos até o momento processual da Manifestação de Inconformidade, sem nada acrescentar quanto aos documentos trazidos aos autos no recurso voluntário, no sentido de evidenciar o erro cometido nas informações prestadas em DCTF. Nesse sentido, portanto, entendo que a omissão deve ser sanada pela via dos presentes declaratórios. Talvez tal omissão expliquese pela preclusão temporal que se operou. É que, de acordo com as normas processuais, é na manifestação de inconformidade que a lide é demarcada e o processo administrativo propriamente dito tem início, com a instauração do litígio, não se permitindo, a partir daí, a abertura de novas teses de defesa ou a apresentação de novas provas, a não ser nas situações legalmente excepcionadas. A este respeito, Marcos Vinícius Neder de Lima e Maria Tereza Martínez López1 asseveram que “a inicial e a impugnação fixam os limites da controvérsia, integrando o objeto da defesa as afirmações contidas na petição inicial e na documentação que a acompanha”. As alegações de defesa são faculdades do demandado, mas constituemse em verdadeiro ônus processual, porquanto, embora o ato seja instituído em seu favor, não sendo praticado no tempo certo, surgem para a parte conseqüências gravosas, dentre elas a perda do direito de fazêlo posteriormente, pois operase, nesta hipótese, o fenômeno da preclusão, isto porque o processo é um caminhar para a frente, não se admitindo, em regra, ressuscitar questões já ultrapassadas em fases anteriores. De acordo com o § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, só é lícito produzir novas provas quando: 1) relativas a direito superveniente; 2) competir ao julgador delas conhecer de ofício, a exemplo da decadência; ou 3) por expressa autorização legal. Este colegiado já teve oportunidade de manifestarse nesse sentido, por meio do Acórdão nº 380302.042, de 6 de outubro de 2011: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Anocalendário: 2003, 2004 ALEGAÇÕES E PROVAS APRESENTADAS SOMENTE NO RECURSO. PRECLUSÃO. Consideramse precluídos, não se tomando conhecimento, os argumentos e provas não submetidos ao julgamento de primeira instância, apresentados somente na fase recursal. Ainda que, por liberalidade injustificada, se conhecesse dos documentos aportados aos autos intempestivamente, o recorrente não se preocupou em identificar, inequivocamente, a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, limitandose a apresentar planilha de demonstração do valor recolhido a maior de cálculo e demonstrativos outros, sem resguardo de qualquer formalidade2 1Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado. São Paulo: Dialética, 2002, p. 67. 2 Notese, por exemplo, que o documento que o recorrente diz tratarse de uma ficha do Livro Razão Analítico nem está assinado por contabilista responsável, formalidade indispensável segundo a RESOLUÇÃO CFC nº 1.330, de 2011. Fl. 235DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 e, principalmente, sem o necessário lastro na sua escrita contábil e em documentação idônea e hábil para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação declarada. Este tem sido o entendimento deste Colegiado por reiteradas vezes, estampado, por exemplo no recente Acórdão nº 380302.634, de 21 de março de 2012, da lavra do Conselheiro Belchior Melo de Sousa: Assunto : Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. APRESENTAÇÃO DE PROVAS. Aplicamse as regras processuais previstas no Decreto nº 70.235, de 1972, à manifestação de inconformidade, a qual deve mencionar os motivos de fato c de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as provas que possuir. Assunto : Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/2004 a 31/01/2004 DCTF. ALTERAÇÃO NAS INFORMAÇÕES. REQUISITOS. ÔNUS DA PROVA As alterações nos dados informados em DCTF são formalizados por meio de DCTF retificadora, que tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente. Não provida antes de despacho decisório de não homologação de compensação vinculada, cabe à Defendente o ônus de comprovar os erros em que se fundou a informação, por meio da escrituração contábil e/ou fiscal Conclusão Com essas considerações, voto pelo acolhimento dos declaratórios do contribuinte, rerratificandose a decisão embargada, sem alterar o resultado do julgamento. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 236DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10865.003387/201010 Acórdão n.º 380302.707 S3TE03 Fl. 59 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 237DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 44021.000360/2007-13
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 08/05/2007
ARTIGO 32, II DA LEI N.º 8.212/1991 C/C ARTIGO 283 II, “a” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99. CONTABILIZAÇÃO EM
TÍTULOS PRÓPRIOS.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
Inobservância do artigo 32, III da Lei n.º 8.212/91 c/c artigo 283, II, “b” do RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-000.512
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 08/05/2007 ARTIGO 32, II DA LEI N.º 8.212/1991 C/C ARTIGO 283 II, “a” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99. CONTABILIZAÇÃO EM TÍTULOS PRÓPRIOS. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Inobservância do artigo 32, III da Lei n.º 8.212/91 c/c artigo 283, II, “b” do RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99. Recurso Voluntário Negado
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OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente COMÉRCIO DE VEÍCULOS BIGUAÇU LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 08/05/2007 ARTIGO 32, II DA LEI N.º 8.212/1991 C/C ARTIGO 283 II, “a” DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99. CONTABILIZAÇÃO EM TÍTULOS PRÓPRIOS. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Inobservância do artigo 32, III da Lei n.º 8.212/91 c/c artigo 283, II, “b” do RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TE IXEIRA JUNIOR 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade e Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TE IXEIRA JUNIOR Processo nº 44021.000360/200713 Acórdão n.º 280300.512 S2TE03 Fl. 337 3 Relatório Trata o presente auto de infração, lavrado em desfavor da recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, II da Lei n ° 8.212/1991 c/c art. 225, II, e parágrafos 13 a 17, do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, a recorrente deixou de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. O Contribuinte, devidamente notificado, apresentou defesa tempestiva em 11 de junho de 2007 (fls. 31). A impugnação foi julgada em 11 de outubro de 2007 (fls. 259), ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2001 a 31/12/2006 Documento Original: AI nº 37.064.1582, de 08/05/2007. INFRAÇÃO – NÃO LANÇAR EM TÍTULOS PRÓPRIOS DA CONTABILIDADE. Constitui infração ao artigo 32, inciso II, da Lei nº 8.212/91, c/c o artigo 225, inciso II e §§ 13 a 17 do RPS, deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Lançamento Procedente Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: Que é indevido o depósito recursal de 30% (trinta por cento); A C. Turma deixou de se pronunciar acerca da alegação de ocorrência do prazo decadencial para a Seguridade diante do lapso temporal de mais de cinco anos; Tudo que se discute em relação ao período de agosto de 2001 a final de dezembro de 2001, está prejudicado em face de ocorrência da decadência; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TE IXEIRA JUNIOR 4 A Recorrente, no período compreendido entre dezembro de 1998 a setembro de 2004, utilizouse de serviços de associados das Cooperativas, COOPBRASIL — COOPERATIVA MISTA DE TRABALHOS MÚLTIPLOS DO BRASIL e da COOPERATIVA DE TRABALHO E SERVIÇOS DE INFRAESTRUTURA EMPRESARIAL COOPEROESTE, conforme se depreende dos contratos e respectivos aditamentos juntados à impugnação; Resta evidente que as multas cobradas pelo Fisco é absurda, chegando a possuir CARÁTER CONFISCATÓRIO, o que é vedado pela Constituição Federal, conforme preceitua o seu artigo 150, inciso IV, não podendo o argumento da MM 9° Turma ser acatado por este Digníssimo Conselho, posto que a inconstitucionalidade quando flagrante deve ser atacada de ofício pela autoridade julgadora; Aguarda a Recorrente seja reconhecida a preliminar de cabimento do recurso independentemente do depósito recursal, bem como da ocorrência da decadência argüida e a ilegitimidade da parte, tornando prejudicada a análise do período compreendido entre agosto de 2001 e setembro de 2004, o que por si só motivam a reforma do V. Acórdão n° 1721. 099, proferido pela 9' Turma da DRJ/SPOII e por conseqüência a nulidade do auto de infração. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TE IXEIRA JUNIOR Processo nº 44021.000360/200713 Acórdão n.º 280300.512 S2TE03 Fl. 338 5 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. Sendo tempestivo, conheço do recurso e passo ao seu exame. O contribuinte foi penalizado por deixar de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos, conforme estabelece o inciso II do art. 32 da Lei nº 8.212/91 c/c o inciso II e §§ 13 A 17 do art. 225 do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. Vêse, pois, da descrição sumária da infração, bem como dos dispositivos legais infringidos, o auto de infração foi lavrado em razão de o sujeito passivo ter deixado de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. Como se pode observar dos comandos legais mencionados, os lançamentos que deveriam ter sido realizados em títulos próprios da contabilidade independem de serem decorrentes de obrigações próprias ou de terceiros, notadamente aquelas recolhidas na condição de responsável. Nessa direção, não merece prosperar o argumento de que no período compreendido entre dezembro de 1998 a setembro de 2004, o contribuinte utilizou serviços de associados de cooperativas de trabalho, tendo em vista que esse fato, por si só, não tem o condão de alterar o resultado da autuação. A discussão em tela, não diz respeito à legalidade ou ilegalidade da contratação de serviços de cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. O que se discute é o cumprimento ou não das regras previstas no II do art. 32 da Lei nº 8.212/91 c/c o inciso II e §§ 13 A 17 do art. 225 do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. Neste ponto, não resta qualquer dúvida de que o contribuinte descumpriu as previsões contidas na legislação previdenciária. De igual modo, a decadência invocada, em nada alterará o lançamento. Como se pode observar, o contribuinte direcionou sua defesa (Impugnação / Recurso Voluntário) para caminhos totalmente dissonantes daqueles que deveria buscar. Ao se preocupar com a periferia, com assuntos que não diziam respeito com o auto de infração, ele esqueceu o centro, não impugnado os fatos jurídicos que motivaram o lançamento. Nesse rumo, basta observar o comentário constante do item 17 (fls. 267) do acórdão ora recorrido: Fl. 5DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TE IXEIRA JUNIOR 6 17. A Impugnante em nenhum momento contesta a autuação. Na peça impugnatória apresentada a empresa não nega a ocorrência da infração — ter deixado de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade os fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Em situação como essa ninguém pode alegar desconhecimento da legislação. O contribuinte é o único responsável pela infração cometida. De outra parte, não se pode perder de vista que a responsabilidade pela infração é objetiva, independe da culpa ou da intenção do agente para que surja a imposição do auto de infração. Assim, o fato de trazer ou não prejuízo ao Fisco é irrelevante, pois a obrigação sendo instrumental, qualquer descumprimento por presunção legal, acarreta dificuldade na ação fiscal. Conforme disposto no art. 136 do CTN, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, a não ser que haja disposição em contrário. Deve ficar claro, portanto, que as obrigações acessórias são impostas aos sujeitos passivos como forma de auxiliar e facilitar a ação fiscal. Por meio das obrigações acessórias a fiscalização conseguirá verificar se a obrigação principal foi cumprida. No que diz respeito à obrigação principal ou acessória, dispõe o art. 113 do CTN que: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. A legislação engloba as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes, conforme dispõe o art. 96 do CTN. Desse modo, a Lei n 8.212 não conceitua títulos próprios, pois tal expressão não precisa de conceituação legal, por traduzir um conceito contábil. Os títulos próprios são as rubricas das contas utilizadas na contabilidade da empresa, sendo a denominação da conta. O que a Lei nº. 8.212/91 impõe é que todos os fatos geradores de contribuições previdenciárias devem ser contabilizados em títulos próprios. Assim, se todos os fatos geradores forem Fl. 6DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TE IXEIRA JUNIOR Processo nº 44021.000360/200713 Acórdão n.º 280300.512 S2TE03 Fl. 339 7 lançados em títulos próprios, somente analisando os lançamentos contábeis a fiscalização conseguirá verificar se todos os valores devidos pela empresa foram recolhidos. Relativamente à aplicação de penalidade por descumprimento de obrigação acessória, me reporto ao preceito contido no artigo 92 da Lei n.º 8.212/91, de que infração a qualquer dispositivo daquela lei, para a qual não haja penalidade expressamente cominada, sujeitará o responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável conforme dispuser o regulamento. A multa referente ao descumprimento da obrigação acessória, que originou este auto de infração está contida no artigo 225, inciso II, e §§ 13 a 17, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99. O artigo 373, por sua vez, determina que os valores expressos em moeda corrente referidos no Regulamento serão reajustados nas mesmas épocas e nos mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da previdência social. Frente à disposição legal, a multa foi aplicada de acordo com os valores constantes da Portaria MPS nº 142, de 11/04/2007, publicada no DOU de 12/04/2007, vigente à época da autuação e que reajustou o valor da multa prevista no artigo 283, do Regulamento da Previdência Social. A aplicação de penalidade por descumprimento de obrigação acessória constante da Lei n.º 8.212/91, está dentro dos pressupostos legais e constitucionais, não foi inquinada de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, estando totalmente válida e devendo ser obedecida pela via administrativa. Por fim, a autuação objeto do presente recurso, foi executada de acordo com os preceitos legais e o Auto de Infração lavrado, contém todos os elementos essenciais à sua validade, descritos no art. 10 do Decreto n.º 70.235, de 06/03/1972, devendo ser mantido na sua integralidade, já que a recorrente não comprovou a correção da falta. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso voluntário, para no mérito NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator Fl. 7DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TE IXEIRA JUNIOR 8 Fl. 8DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR Assinado digitalmente em 04/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TE IXEIRA JUNIOR
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Numero do processo: 37172.001928/2005-62
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Oct 10 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 28/10/2004
Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO-DE-INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS A FISCALIZAÇÃO. INFRAÇÃO AO. ART. 33, § 2° DA LEI Nº 8.212/91.
I – A não apresentação de documentos, solicitados por meio de Termo de Intimação para Apresentação de Documentos pela fiscalização do INSS, configura-se infração ao dever previdenciário formal, impondo à fiscalização a lavratura do competente Auto-de-Infração, com a conseqüente imposição da penalidade.
Recurso negado.
Numero da decisão: 206-00.082
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ROGERIO DE LELLIS PINTO
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Sessão de 10 de outubro de 2007 - Recorrente VIC TRANSPORTES LTDA Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA EM BELO HORIZONTE-MG Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 28/10/2004 Ementa: PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO- DE-INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS A FISCALIZAÇAO. INFRAÇÃO AO. ART. 33, § 2° DA LEI N° 8.212/91. I — A não apresentação de documentos, solicitados por meio de Termo de Intimação para Apresentação de Documentos pela fiscalização do INSS, configura- se infração ao dever previdenciário formal, impondo à fiscalização a lavratura do competente Auto-de- Infração, com a conseqüente imposição da penalidade. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.» MF SEGUNDO CONSELHO DE CONTFUBUI'"TES CoNFERE COM O ORIGINAL 1 Processo n.° 37172.001928/2005-62 _Q2 CCO2/C06 •AcOrdào n.° 206-00.082 Brasília, 23 Fls. 127 • Maria de Fa.. r cacica de Carvalho Mat. Siape 751683 ACORDAM os M a CAMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente fee ern ROG • e LIS PINTO Rela'. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n.° 37172.001928/2005-62 • MF - SEGUNDO CON2 1.710 DE CONTRIB " -c.S! CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.082 CONFERE C .. ' O ORTGINAL Fls. 128: Brullin._2.3 t / O )-- AJO 1. i • R Marin 1. I -„ , tr:enaelatório e CM. Siape 751683 Trata-se de Recurso Voluntário interposto pela empresa VIC TRANSPORTES LTDA contra Decisão-Notificação (fis.55/59), exarada pela Secretaria da Receita Previdenciária em Belo Horizonte-MG, a qual julgou procedente o presente Auto-de-Infração- AI, no valor de R$ 10.359,20 (dez mil, trezentos e cinqüenta e nove reais e vinte centavos). Segundo o Relatório da Infração, a empresa deixou de apresentar a fiscalização documentos devidamente solicitados, infringindo assim o disposto no § 2°. art. 33, da Lei n° 8.212/91. Em seu recurso a empresa sustenta apenas que teria atendido as solicitações da fiscalização, motivo que impediria o Auto-de-Infração de ser mantido, aduzindo na seqüência que a documentação juntada em sua defesa, sana as eventuais falhas, autorizando assim a atenuação da multa. A SRP apresentou suas contra-razões, reiterando os fimdamentos da DN, requerendo a sua manutenção. É o Relatório.fr _ Processo n.°37172.001928/2005-62 CCO2/C06 • Acórdão n.° 206-00.082 MF - SEGUNDO CO^'-' DE CONTR1E Fls. 129nVOINAL &asais, 23 , /419- „„. Voto Maria de encha de Cerva Mat. Slape 751683 Conselheiro ROGERIO DE LELLIS PINTO, Relator Recurso tempestivo, precedido do depósito recursal, e considerando assim estar presentes todos os requisitos para sua admissibilidade, passo à sua análise. Em que pese o enorme esforço argumentativo demonstrado pelo ilustre subscritor da peça recursal, não vejo nela fundamentos que possam levar a improcedência da presente autuação, ou mesmo a reforma da decisão guerreada Com efeito, a infração ao dever tributário formal apurado pela fiscalização da extinta SRP, no caso em baila, tem sua previsão legal no art. 33, § 2° da Lei n° 8.212/91, que assim dispõe: "Art. 33: omissis. sç 2"A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liqüidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei." - Como se vê, a obrigação acessória em comento está perfeitamente individualizada na legislação previdenciária, que visando não arrecadar tributos, mas facilitar o seu controle, determinou, de forma clara e precisa, que a empresa está obrigada a apresentar ao INSS, todos os documentos ou livros relacionados com as contribuições previdenciárias, sob pena de incorrer em infração, e impor a sua autuação. Ora, se a Recorrente deixou de apresentar à fiscalização os documentos relacionados no Relatório da Infração de fls, fica claro que não procedeu de acordo com o que determina as normas previdenciárias acima elencadas, infringindo um dever tributário formal, e dado o caráter vinculado da atividade de lançamento, impôs à fiscalização efetuar a lavratura do AI. Não vejo como questionar a correção de tal postura. É importante destacar que em momento algum parece ter faltado bom senso ao Fiscal autuante, que apenas e tão somente cumpriu com seu dever, na medida em que, deparando-se com uma infração a uma obrigação previdenciária acessória, impôs a respectiva penalidade, por meio da lavratura do Auto-de-Infração, em fiel cumprimento ao art. 142 do CTN. É bem verdade que o contribuinte alega ter atendido todas as solicitações da autoridade fiscal, mas não há qualquer comprovação que de fato, tenha assim agido, não nos cabendo, portanto, colocar em dúvida a presunção de legitimidade e veracidade do ato administrativo vergastado. Registre-se ANDA que uma vez aplicada à penalidade em decorrência do descumprimento de um dever previdenciário formal, subsiste para o contribuinte, a teor do art. 291, do Regulamento da Previdência Social, atualmente disposto no Decreto n° 3.048/99, yt-/ MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIEL ' t'tS • CONFERE COMO ORIGINAL Processo n." 37172.00 I 928/2005-62 CCO2/C06 Acórdão n.°206-00.082 Brasília, 23 inl Fls. 130 ttr $306— Maria de Fátz. .cuetra • e Carvalho possibilidade de obter a sua relevaçã LOU efiuttsvetzactimpriin entb dos requisitos objetivos ali inseridos. Sem embargos, tanto a relevação da multa quanto sua atenuação, antes de mera faculdade do Fisco, se sobreleva em direito subjetivo público do contribuinte, oponível contra o próprio ente tributante, é dizer, preenchidos os requisitos legais, não pode ser negado, sob pena de violação ao direito previsto na legislação. Assim, para fazer jus a tal beneficio, o autuado há de demonstrar que efetivamente preenche todos os seus requisitos, sendo que se ausentes, ainda que apenas um já não mais poderá dele se favorecer. Justamente por não preencher os requisitos legais, a autoridade julgadora a quo não acolheu o pedido de atenuação, na medida em que não vislumbrou a correção integral da falta, requisito do dispositivo legal instituidor do beneficio. Da mesma forma, não vejo aqui tenha sido sanada a infração apontada pela autoridade lançadora, devendo, portanto, ser mantida a infração em todos os seus termos. Ante o exposto, voto no sentido de CONHECER DO RECURSO, para NEGAR-LHE PROVIMENTO nos termos da fundamentação supra. É como voto. Sala das Sessões em 10 de outubro de 2007. 1 La RO E • "r L LLIS PINTO Page 1 _0055300.PDF Page 1 _0055400.PDF Page 1 _0055500.PDF Page 1 _0055600.PDF Page 1
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