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Numero do processo: 13819.001764/2005-62
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2002
COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos firmados por profissional
que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços por meio de declaração com firma reconhecida apresentada pelo contribuinte, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos.
DESPESAS COM PLANO DE SAÚDE PRÓPRIO E DE SEUS DEPENDENTES
São dedutíveis as despesas próprias com Plano de Saúde e de seus
dependentes, desde que devidamente comprovadas.
Recurso Provido
Numero da decisão: 2802-001.565
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTÍN FERNÁNDEZ
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2002 COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos firmados por profissional que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços por meio de declaração com firma reconhecida apresentada pelo contribuinte, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. DESPESAS COM PLANO DE SAÚDE PRÓPRIO E DE SEUS DEPENDENTES São dedutíveis as despesas próprias com Plano de Saúde e de seus dependentes, desde que devidamente comprovadas. Recurso Provido
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1663; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 79 1 78 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13819.001764/200562 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280201.565 – 2ª Turma Especial Sessão de 15 de maio de 2012 Matéria IRPF Recorrente ESIO PAULO BONINI Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2002 COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelecese a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos firmados por profissional que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços por meio de declaração com firma reconhecida apresentada pelo contribuinte, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. DESPESAS COM PLANO DE SAÚDE PRÓPRIO E DE SEUS DEPENDENTES São dedutíveis as despesas próprias com Plano de Saúde e de seus dependentes, desde que devidamente comprovadas. Recurso Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: German Alejandro San Martin Fernández, Lucia Reiko Sakae, Julianna Bandeira Toscano, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello. Relatório Versam os autos sobre Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Física, anocalendário 2002 (fls. 23 vº.), decorrente da glosa de R$ 24.165,28, correspondente a dedução indevida de despesas médicas, por falta de comprovação, resultando no imposto suplementar de R$ 6.466,64 (fls. 26), acrescido de multa e juros de mora. Intimado, o Recorrente apresentou Impugnação de fls. 01/02, acolhida em parte (fls. 34/39), para restabelecer a despesa médica de R$ 2.538,08, alterar a contribuição oficial para R$ 6.237,68 e, por conseguinte, apurar imposto de renda suplementar no valor R$ 5.683,43, mediante as seguintes considerações: “Os recibos emitidos pelo CO Centro de Odontologia S/C Ltda. (CNPJ 55.053.755/000146), fls. 04/06, no valor total de R$ 17.365,00, não serão aceitos em razão de não estarem em conformidade com a legislação citada acima, pois não identificam o beneficiário dos serviços prestados, local de prestação de serviço, nem o tipo de serviços prestado, trazendo apenas a descrição "honorários por serviços profissionais". Ademais, o documento hábil a comprovar serviços prestados por pessoa jurídica é a nota fiscal e não recibos. Quanto às fichas de orçamentos anexadas às fls. 28/30, essas não identificam o profissional que prestará o serviço, não havendo como vincular os serviços discriminados com os recibos emitidos pelo Centro de Odontologia. A receita médica anexada às fls. 30 foi assinada pelo Profissional João Rafael Salemm. Não há nos autos recibos emitidos por esse profissional, nem vinculação do mesmo com o Centro de Odontologia. O recibo emitido pelo profissional Luiz Álvaro S. de Souza (fls. 06), no valor de R$ 25,00, atende aos requisitos estabelecidos pelo inciso III do § 1° do art. 80 do RIR/1999, razão pela qual será restabelecida a despesa originalmente declarada. Quanto às despesas constantes no Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte (fls. 07), verificase que o valor de R$ 25,00 referese a pagamento relativo a despesas médicas e odontológicas, devendo, portanto, ser restabelecido esse valor referente a despesas médicas. Já o pagamento no valor de R$ 4.237,20 está identificado como Contribuição Assistencial não existindo previsão legal para deduções dessas despesas. Não existe nos autos qualquer comprovação de que esses valores referemse a despesas médicas passíveis de deduções. Os documentos de fls. 10/22, no valor total de R$ 2.488,08, referemse a despesas médicas devidamente comprovadas com a dependente Bernardina Elid Bonini, devendo ser restabelecido esse valor como despesas médicas. Ressaltese que o recibo referente ao mês 09/2002 foi anexado em duplicidade. Em relação às contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, essas são dedutíveis na base de c cálculo do imposto devido na declaração de rendimentos, desde que devidamente comprovadas. Em análise ao comprovante de rendimentos anexados aos autos (fls. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13819.001764/200562 Acórdão n.º 280201.565 S2TE02 Fl. 80 3 08), bem como a declaração de ajuste anual do contribuinte constante nos Sistemas da Receita Federal, constatase que o contribuinte faz jus à dedução referente à previdência oficial, no valor de R$ 6.237,68 e não R$ 5.927,74, como erroneamente informado pelo contribuinte”. Nas razões de Voluntário (fls. 43/49), o Recorrente anexa declaração do profissional João Rafael Salemme confirmando o tratamento odontológico realizado e o recebimento da importância de R$ 17.865,00 deduzida e documento comprobatório de despesas com plano de saúde (IMASF), no valor de R$ 4.237,20. Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator. Por tempestivo e pela presença dos pressupostos recursais exigidos pela legislação, conheço do recurso. Por ocasião da interposição do Recurso Voluntário (fls. 43/49), o Recorrente anexa declaração com firma reconhecida do profissional João Rafael Salemme, confirmando o tratamento odontológico realizado e o recebimento da importância de R$ 17.865,00 (fls. 74) e documento comprobatório de despesas com plano de saúde à fl. 76 (IMASF), no valor de R$ 4.237,20, referentes ao Recorrente e à sua dependente Leonor Franz Bonini (fl. 61). Dada a prova apresentada, reconheço a dedutibilidade das despesas odontológicas com o profissional João Rafael Salemme e das despesas com Plano de Saúde (IMASF) a que se refere a declaração de fl. 76. Nesse sentido já decidiu esta C. 2ª Turma Especial, no Acórdão n. 2802 00.402, em 27/07/2010, relatoria do Conselheiro Sidney Ferro Barros: COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelecese a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos firmados por profissional que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços por meio de declaração com firma reconhecida apresentada pelo contribuinte, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. O fato da prova não ter sido feita em momento oportuno, não impede que este órgão julgador as aprecie e lhe reconheça a validade. Este E. Conselho já decidiu: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL NULIDADE A não apreciação de documentos juntados aos autos depois da impugnação tempestiva e antes da decisão fere o princípio da Fl. 81DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 4 verdade material, com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legitimidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento. Preliminar acolhida. Recurso provido Acórdão nº 10319.789, 3ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, prolatado em 08 de dezembro de 1998, relatora Conselheira Sandra Maria Dias Nunes. No mesmo sentido, Alberto Xavier : “afronta ao princípio da ampla defesa e da verdade material qualquer restrição ao exercício do direito à prova em função da fase do processo, desde que anterior à decisão final tomada na segunda instância”.(Princípios do Processo Administrativo e Judicial Tributário, 1ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005, p.160). Ex positis, conheço do recurso e no mérito lhe dou provimento, É o meu voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 82DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13819.001764/200562 Acórdão n.º 280201.565 S2TE02 Fl. 81 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 13 de julho de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 83DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 84DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 37316.003023/2005-45
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Nov 21 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2002
Ementa: DIFERENÇA DE ACRÉSCIMOS LEGAIS. AS MULTAS, A ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E OS JUROS MORATÓRIOS CONSTITUEM RECEITAS DA SEGURIDADE SOCIAL.
Constituem fatos geradores das contribuições lançadas, os recolhimentos em atraso feitos pela empresa com valores de juros e multa (artigos 34 e 35 da Lei n. 8212/91) em valores inferiores aos legais.
LANÇAMENTO PROCEDENTE.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.179
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: DANIEL AYRES KALUME REIS
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2002 Ementa: DIFERENÇA DE ACRÉSCIMOS LEGAIS. AS MULTAS, A ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E OS JUROS MORATÓRIOS CONSTITUEM RECEITAS DA SEGURIDADE SOCIAL. Constituem fatos geradores das contribuições lançadas, os recolhimentos em atraso feitos pela empresa com valores de juros e multa (artigos 34 e 35 da Lei n. 8212/91) em valores inferiores aos legais. LANÇAMENTO PROCEDENTE. Recurso Voluntário Negado.
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Mat. Siape 751683 MINISTÉRIO ba rAtriNim SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES :1?"1> SEXTA CÂMARA Processo n° 37316.003023/2005-45 Recurso n° 141.562 Voluntário Matéria DIFERENÇA DE ACRÉSCIMOS LEGAIS Gof"tii?r, odU da • • , Acórdão n° 206-00.179 conseino 4.' Sessão de 21 de novembro de 2007 rtutsca Recorrente SONDAMAR SERVICE LTDA. Recorrida SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA DE CAMPINAS/SP Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2002 Ementa: DIFERENÇA DE ACRÉSCIMOS LEGAIS. AS MULTAS, A ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E OS JUROS MORATÓRIOS CONSTITUEM RECEITAS DA SEGURIDADE SOCIAL Constituem fatos geradores das contribuições lançadas, os recolhimentos em atraso feitos pela empresa com valores de juros e multa (artigos 34 e 35 da Lei n. 8212/91) em valores inferiores aos legais. LANÇAMENTO PROCEDENTE. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. - S: .i 1.1190n c-zwRet HO DE CONTRLBUIMES.fl CONFFU CfNAL Processo n.° 37316.003023/200545 s.._ CX. o 9.-PC5% CCO2C06 Acórdão n. • 206-00.179 Ca Fls. 112 gat% Mana de Htia... • twnino Mal. Siape 731683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar as preliminares suscitadas; e II) no mérito, em negar 'mento ao recurso. ELIAS SAMP4 10 FREIRE Presidente CO/ / DANIEL AYRES ICALUME REIS Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lenis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n.° 37316.003023/2005-45 648 SEGUNDO CONS Et HO DE CONTK1BU1NTS ccovco6 Acórdão n." 206-00.179 CONFEf;2 ' 79nGNAL Fls. 113 • 2- I o_ r *et' N,S Maria de 18'^ e a de Carmim Relatório Mst. Supe 751683 Trata-se de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito lavrada contra a contribuinte Sondamar Service Ltda., decorrente da diferença de acréscimos legais, em razão dos recolhimentos em atraso das contribuições previdenciárias, com valores de juros e multa em valores inferiores aos legais. O débito foi apurado nas competências de 01/2000 a 12/2002. Por tais razões foi imputada a obrigação de recolher ao INSS débito no montante de R$ 19.537,14 (dezenove mil quinhentos e trinta e sete reais e catorze centavos). A autuada apresentou impugnação às fls. 42/54. Às fls. 68/73, foi proferida Decisão — Notificação, para julgar procedente a autuação e declarar a contribuinte devedora do valor de R$ 19.537,14 (dezenove mil quinhentos e trinta e sete reais e catorze centavos), conforme a ementa transcrita abaixo: "AS MULTAS, A ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E OS JUROS MORA TÓRIOS CONSTITUEM RECEITAS DA SEGURIDADE SOCIAL. COMPETÊNCIA FUNCIONAL. INCONSTITUCIONALIDADE. I - Escrituração Contábil e recolhimento previdenciá rio seguem Princípio da Competência. — O Mandado de Procedimento Fiscal — MPF, emitido com amparo na Lei n° 11.098, de 13/01/2005, é documento hábil para delegar competência ao Auditor-Fiscal. III - As contribuições sociais, e outras importâncias arrecadadas pela Previdência Social, incluídas ou não em notificação fiscal de lançamento, pagas em atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas aos juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC, a que se refere o art. 13 da Lei n° 9.065/95, incidentes sobre o valor atualizado, e multa de mora, todos de caráter irreleváveL IV — Não compete aos órgãos julgadores da Administração Pública exercer o controle de constitucionalidade de normas legais, sendo esta competência exclusiva do Poder Judiciário. LANÇAMENTO PROCEDENTE". Inconformada a autuada interpôs Recurso Voluntário tempestivo às fls. 75/87, aduzindo as mesmas razões apresentadas em defesa. Transcreve-se trecho da Decisão- Notificação: (34 N1P SEGUNDO CT.P9SELHO DE •• . r ICITsiAeariBUlarrES Processo n.° 37316.003023/200545 1 CCO2/036 Acórdão n.° 206-00.179 ' • Fls. 114 e 00 Maria de Filti-n • W. E”)1. 14 e teceNUL Si3j1t. 751683 "Da Preliminar: a) a NFLD está fundamentada em dispositivo que não pertencia ao sistema jurídico pátrio na data da sua constituição, no caso, a MP n° 222, de outubro/2004, a qual perdeu sua vigência com a conversão da Lei n°11.098, de 13/01/2005; b) sendo o ato do lançamento plenamente vinculado à Lei (art.142, parágrafo único, do CT1V) a NFLD é nula; c) não se pode olvidar o disposto no artigo 201 do CTN; o inciso III do art. 202, do mesmo diploma legal, informa que a notcação será inscrita em dívida ativa, indicando como elementos essenciais a origem e a natureza do crédito tributário; d) a ausência de fundamentação legal não é vicio possível de saneamento por limitação do sistema informatizado do INSS. Do Mérito: e) a esfera administrativa tem total competência para analisar as questões de ordem constitucional; j) os acréscimos legais não poderão ser superiores a dois por cento, estabelecido pela Lei n°9.289/96; g) inconstitucional a cobrança da taxa SELIC; h) requer a suspensão da exigibilidade desta NFLD, nos termos do art. 151.111, do CIN." Mencionado recurso foi processado por força de sentença judicial, constante às fls. 100/106. Foram juntadas contra-razões da Secretaria da Receita Previdenciária de Campinas-SP, às fls. 107/109. É o Relatório. Processo n.°37316.003023/200545 CCO2/C06- SPAUNDO rommtrio DE CONTRIBUINTESAcórdão n.° 206-00.179 .'ONFT.'•J . nr.T,NAL Fls. 115 (1.1 9-- Voto Mula d., níti.ta etrcke deCarvalho Met. Siam 731681 Conselheiro DANIEL AYRES 1CALUME REIS, Relator Processado regularmente o presente feito, sendo observados os princípios da ampla defesa e contraditório, artigo 5 0, inciso LV da Constituição Federal, às fls. 68/72 foi proferida Decisão — Notificação julgando totalmente procedente a autuação fiscal. Depois de detida análise dos autos e estudo das questões atinentes ao caso, entendo que a decisão recorrida deve ser mantida. O contribuinte não trouxe nenhum documento ou fato que pudesse descaracterizar o crédito apurado na presente NFLD, devendo, portanto, ser julgado procedente o lançamento fiscal. Diante disso, adoto como razões de decidir a fundamentação constante na Decisão-Notificação, in verbis: "Esta Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD DEBCAD n° 35.834.132-9 de 20/05/2005, tem amparo no artigo 243 do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, o qual diz que, constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos do regulamento, a fiscalização lavrará de imediato (espaço de tempo compreendido entre a ciência do Mandado de Procedimento Fiscal — MPF e do Termo de Encerramento da Ação Fiscal — TEAF) a notificação fiscal de débito, com discriminação clara e precisa dos fatos geradores das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidos pelos órgãos competentes, sendo que a presente foi lavrada em estrita observância das determinações legais vigentes, respaldada no que prescrevem os artigos 17, 30, 33, 34, 35, 37, todos da Lei n° 8.212/91 e suas alterações. O Discriminativo RDA — Relatório de Documentos Apresentados, às fls. 09/14, relaciona, por estabelecimento e competência, as Guias de Recolhimentos apresentadas; Discriminativo DAL — Diferença de Acréscimos legais, às fls. 15/25, discrimina, por levantamento e estabelecimento, as diferenças decorrentes de recolhimento a menor de atualização monetária, juros ou multa de mora, com indicação dos valores devidos e recolhidos, considerando-se como competência para lançamento do acréscimo legal aquela em que foi efetuado o recolhimento a menor. Assim, a presente Notcação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD encontra-se revestida das formalidades legais, tendo sido lavrada de acordo com os dispositivos legais e normativos que disciplinam o assunto, consoante ao disposto no "caput " do artigo 33, da Lei n° 8.212/91, e como conseqüência, não a que se falar em "cancelamento" do lançamento. q?"1 r" . ' F? I. • SJ ' 1.1 , • PU' . '• 9.1 • 5Processo n.° 37316.003023/2005-45 • -- 9JOOkS oba CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.179 Fls. 116 ..e - 41). - 7V I . . IN» Consoante Relatório Fiscal, o sujeito passivo efetuou recolhimentos de contribuições previdenciárias fora dos prazos definidos pela legislação previdenciária vigente, especificamente artigo 30, I, "b", da Lei n° 8.212/91. Desta maneira, referidas contribuições estavam sujeitas aos acréscimos legais previstos nos artigos 34 e 35 da citada lei, e alterações posteriores. A letra "b", do inciso I, artigo 30, da Lei n°8.212/91, determina que a empresa é obrigada a recolher as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditas, a qualquer título, aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais a seu serviço, até o dia 2 do mês seguinte ao da competência. Não o fazendo no prazo mencionado, a empresa pagará os juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e da Custódia — SEL1C, de caráter irrelevável, sobre as contribuições sociais em atraso. Do ponto de vista da recomposição da moeda, o legislador teve em mente, preservar o poder aquisitivo da moeda, afim de não estimular a inadimplência. Depreende-se do relatório fiscal, terem sido os recolhimentos efetivados nas competências em que ocorreram os pagamentos, apesar dos fatos geradores terem ocorridos em competências anteriores. No entanto, a legislação previdenciá ria em vigor prevê que "as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado no período que ocorrem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento". Rege-se pelo Princípio de Competência, o qual não está relacionado com recebimentos ou pagamentos, mas com o reconhecimento das receitas geradas e das despesas incorridas no período. O MPF - Mandado de Procedimento Fiscal, instituído pelo Decreto n° 3.969, de 2001, alterado pelo Decreto n° 4.058, de 2001, é a ordem especifica dirigida ao Auditor Fiscal da Previdência Social — AFPS, para que, no uso de suas atribuições privativas, instaure os procedimentos fiscais descritos. O MPF n°09229660, emitido em 30 de março de 2005, às fls. 31, (disponível na Internet no endereço wwwprevidencia.gov.br) cientifica que, a partir da sua ciência, o sujeito passivo encontrava-se sob Auditoria-Fiscal Previdenciária, conforme o disposto no art. 1° da Lei n° 11.098, de 13/01/2005, para verificação do cumprimento das obrigações relativas às contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Previdenciária, nos termos do art. 142, do Código Tributário Nacional - CTN. Esclareço a Impugnante, que a atualização do relatório Fundamentos Legais do Débito depende de adequação do sistema com liberação de versão do aplicativo, ainda não acontecido à época da lavratura desta notificação fiscal, em 20/05/2005. Como se vê, a presente notificação fiscal está suprida de seus elementos essenciais, na forma da lei, de modo que não procede a alegação da Impugnante no sentido de que, pela carência de elementos, a NFLD é nula por imprecisão e inexatidão, nos termos dos • artigos 31 e 32 da Portaria Ministerial n°520/2004. IÇW" • F - SEGUNDO C:: ft •ic, !-80 CONTRICL1NTES CONFIT_ ,,,R1:3114AL Processo n.° 37316.003023/2005-45 Brasília ¶2- Dn 9-00t CCO2/C06 AcOrdilo n.° 206-00.179 W/D Fls. 117 Maria de FtULMeá trena de afim Mat. Sispe 731683 O Relatório FLD — Fundamentos Legais do Débito e das Rubricas, indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador, como determina o artigo 144, caput, do Código Tributário Nacional; portanto, também não procede a alegação da Impugnante, quanto ao prejuízo para inscrição em dívida ativa, haja vista que todas as rubricas estão fundamentadas para garantia da liquidez do crédito constituído (art. 201 do CTN). Sobre o valor atualizado das contribuições previdenciárias, assim como de outras importâncias arrecadadas pela Previdência Social, não recolhidas dentro dos prazos legalmente estipulados para tal fim, incluídas em notcação fiscal de lançamento de débito, incidem juros e multa moratórias, de caráter irrelevável, previstos nos artigos 34 e 35, II da Lei n° 8.212/91 e alterações posteriores, lei especifica que dispõe sobre a organização da Seguridade Social, institui Plano do Custeio, e dá outras providências, sobre a qual não prescreve o Código de Defesa do Consumidor, instituído pela Lei n° 8078/90, com as alterações da Lei n° 9.298/96. Vale ressaltar, que a Impugnanie equivoca-se ao tentar imputar às contribuições ora exigidas a aplicação do aludido Código, de vez que a Previdência Social não lhe oferece bens ou serviços, mas sim, seguro social de caráter compulsório, não sendo, portanto, a empresa consumidora, mas sim, contribuinte do Regime Geral de Previdência Social. No mais, quanto a discussão em torno inconstitucionalidade da legislação que ampara a presente Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, por ferir, como alegado, princípios esculpidos na Carta Magna vigente, cabe informar ao contribuinte que a controvérsia em torno da matéria proposta, não pode prosseguir estando o processo em sede administrativa. A competência para processar e julgar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo é privativa do Supremo Tribunal Federal, de acordo com o contido no artigo 102. I, "a", da Constituição Federal de 1.988 (na redação dada pela EC 3/93). Por outro lado, a suspensão da execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do STF, compete exclusivamente ao Senado Federal, conforme determina o artigo 52, X da Carta Magna. De conformidade com o Parecer MPAS/CJ no. 2.547/2001, com aprovação ministerial em 23/08/2001, as leis e atos normativos nascem com a presunção relativa de constitucionalidade, a qual pode ser elidida pelos órgãos do Poder Judiciário, através de seu modo particular, quanto pelo Poder Executivo que, sob critérios bastante seguros, pode recusar o seu cumprimento. Assim sendo, a Administração deve abster-se de reconhecer ou declarar a inconstitucionalidade e, sobretudo, de aplicar tal reconhecimento ou declaração nos casos em concreto, de leis, dispositivos legais e atos normativos, que não tenham sido expressamente declarados pelos órgãos jurisdicionais competentes ou reconhecidos pela Chefia do Poder Executivo. (jh MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTR1BUINTES CONTE... C 11 , . O ORIGINAL Processo n.°37316.003023/2005-45 Brasdia, 9'- (Zoa Acórdão n." 206-00.179 FCIC2/C0s0 1 186 Maria de Fátima 'ra de I. Mat. Siape 731683 Além disso, o fato do agente público ter por obrigação o estrito cumprimento das disposições legais assegura ao particular o respeito às suas garantias fundamentais, as quais, uma vez tidas por violadas, podem ser defendidas através de meios judiciais específicos. Concluo assim, que esta Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD, foi lavrada na estrita observáncia das determinações legais que regem a matéria, conforme prevê o art. 30, 1, letra "b", da Lei n° 8.212/91. Por tais razões CONHEÇO DO RECURSO, PARA NO MÉRITO NEGAR- LHE PROVIMENTO. Sala das Sessões, em 21 de novembro de 2007 /09 DANIEL AYRES ICALUME REIS Page 1 _0057600.PDF Page 1 _0057700.PDF Page 1 _0057800.PDF Page 1 _0057900.PDF Page 1 _0058000.PDF Page 1 _0058100.PDF Page 1 _0058200.PDF Page 1
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Numero do processo: 10983.907487/2009-37
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Ano-calendário: 2004
Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO.
RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À
REPETIÇÃO DO INDÉBITO.
A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração.
Recurso Voluntário Provido.
Aguardando Nova Decisão.
Numero da decisão: 3803-002.682
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos à autoridade julgadora de primeira instância para que seja proferida nova decisão, nos termos do relatorio e voto que integram o
presente julgado.
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano-calendário: 2004 Ementa: COMPENSAÇÃO. FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Provido. Aguardando Nova Decisão.
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FORMALISMO MODERADO. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS DESPACHO DECISÓRIO. DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. A prévia retificação da DCTF não é condição sine qua non para a análise de declarações de compensação de indébitos tributários por pagamentos aplicados em débitos confessados, em face da alegação de erro na declaração. Recurso Voluntário Provido. Aguardando Nova Decisão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, determinando o retorno dos autos à autoridade julgadora de primeira instância para que seja proferida nova decisão, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. [assinado digitalmente] ALEXANDRE KERN Presidente. [assinado digitalmente] JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Fl. 48DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 2 EDITADO EM: 01/05/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern, Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Jorge Victor Rodrigues e Juliano Eduardo Lirani. Relatório Tratase de declaração de compensação transmitida em 12/04/2006, onde busca a contribuinte compensar crédito de PIS/PASEP, do período de apuração de janeiro de 2004, decorrente de pagamento a maior ou indevido, com débitos da mesma contribuição. A DRF em Florianópolis não homologou a compensação tendo em vista que o DARF discriminado no Per/Dcomp foi integralmente utilizado para quitar débitos da contribuinte não restando saldo credor para compensar a dívida declarada. Cientificada em 29/06/2009, apresentou manifestação de inconformidade em 23/07/2009, na qual alega que A empresa sendo tributada pelo lucro real, vinha pagando o PIS não cumulativo no período de janeiro/2003 à abril/2005 e a COFINS no período de janeiro/2004 à abril/2005 não cumulativos. Porém em maio de 2005 foi verificado que a atividade de vigilância se enquadrava nas atividades da Lei 7.102 de 20 de junho de 2003, que devem tributar o PIS e a COFINS pelo método cumulativo. Desta forma, foi refeito o cálculo do período acima referido, com base na tributação cumulativo conforme determina a lei e devidamente retificadas as declarações de IR, DCTF e DACON, sendo que o crédito referente ao pagamento a maior, foi compensado nos débitos posteriores conforme PERDCOMP (grifamos) A DRJ em Florianópolis manteve o despacho decisório por entender que a DCTF retificada após o início do procedimento fiscal não possui o condão de produzir efeitos retroativos, de modo que somente seria possível a homologação da compensação, independentemente de eventuais outras verificações, caso a contribuinte houvesse retificado a DCTF antes da transmissão da Dcomp. Eis a ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é maior do que o devido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente Fl. 49DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10983.907487/200937 Acórdão n.º 380302.682 S3TE03 Fl. 2 3 Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, após ciência do acórdão retro (20/07/2011), apresentou recurso voluntário em 16/08/2011, na qual requer a homologação da compensação apresentada ou, subsidiariamente, que seja facultado outro pedido de compensação utilizando o crédito gerado pela retificação da DCTF. Voto Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos para a sua admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. Consoante o relato, tratam os autos de declaração de compensação na qual o contribuinte buscou compensar créditos com débitos próprios, porém não logrou êxito ante a constatação pela RFB de insuficiência de saldo credor. A defesa da PROLINCON VIGILANCIA LTDA fundamentase na ocorrência de erro de fato em relação ao regime tributário de arrecadação. Alega que recolhia o PIS/Pasep pelo regime não cumulativo mas que, em análise posterior, verificouse que deveria recolher pelo regime cumulativo pois a empresa de vigilância se enquadraria na Lei 7.102 de 20 de junho de 2003. Diante disso, apresentou a DCOMP em 12/04/2006, acreditando na existência de crédito tributário a seu favor em decorrência deste erro. No caso em tela, observase que o contribuinte somente retificou a DCTF em 09/07/2009, ou seja, após a ciência do despacho decisório (29/06/2009) –passados mais de três anos após a transmissão da Dcomp. Eis a controvérsia que ora se analisa. Salientamos que não existe norma na legislação de regência condicionando a apresentação do Per/Dcomp à prévia retificação da DCTF, apesar de este ser um procedimento lógico. O comando empregado pela decisão a quo para rejeitar o pedido consubstanciado na manifestação de inconformidade, qual seja, o inciso III do § 2º do art. 11 da IN RFB nº 786/2007, abaixo reproduzido, se refere ao início do procedimento fiscal strictu sensu, ou seja, aquele que visa constituir o crédito tributário, o que não é o caso, uma vez que o tributo já foi pago pelo contribuinte: Art . 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. §1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração origináriamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. Fl. 50DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 4 §2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada sobre o início de procedimento fiscal. (grifei) Desta feita, não há impedimento legal algum para a retificação da DCTF em qualquer fase do pedido de compensação, porém, o mesmo somente será deferido após a retificação da DCTF de ofício ou por iniciativa do contribuinte. Este também é o entendimento partilhado pela 3ª SJ/3ª C/ 3ª TO deste Conselho.1 Através da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, o contribuinte presta as informações relativas a valores de débitos de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal bem como o respectivos valores dos créditos, tais como pagamentos, parcelamentos ou compensações. Já se encontra pacificado no âmbito administrativo e judicial que este instrumento constituise em confissão de dívida, sendo inclusive suficiente para a Fazenda Nacional exigir o respectivo crédito tributário mediante a inscrição em dívida ativa do débito declarado.2 Não há o que repreender no despacho que não homologou a compensação se quando do encontro de constas a autoridade fiscal constatou que o DARF indicado na declaração de compensação já havia sido integralmente utilizado para a quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo credor para compensar. Isto porque a Receita Federal não tinha conhecimento do equívoco cometido pela Recorrente na apuração do PIS/Pasep objeto do pedido de compensação à época. O mesmo não se pode falar da DRJ que, ao tomar conhecimento do equívoco cometido pela Interessada, a qual transmitiu a DCTF retificadora, sob a justificativa de haver recolhido o PIS/Pasep sobre regime de apuração errôneo, tinha o dever de verificar o alegado, mormente ante o princípio da verdade material, mas não o fez sob o pretexto de que não se deve reconhecer a retificadora apresentada após o início do procedimento fiscal, premissa esta já devidamente superada. Como bem citou a PROLINCON, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela Administração, desde que não lesem o interesse público nem causem prejuízo a terceiros3. Em contradição ao princípio da verdade formal, aclamado e inerente ao processo judicial, temos que no processo administrativo fiscal deve o julgador se pautar pela verdade material, princípio segundo o qual a autoridade administrativa competente não limita 1 Acórdão nº 330200811 do Processo 10530901535200821; Acórdão nº 330200810 do Processo 10530901534200886; Acórdão nº 330200812 do Processo 10530901536200875; Acórdão nº 330200809 do Processo 10530901533200831. 2 art. 5º, §§ 1º e 2º do Decreto Lei nº 2.124, de 1984. 3 art. 55 da Lei nº 9.784/99. Fl. 51DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 10983.907487/200937 Acórdão n.º 380302.682 S3TE03 Fl. 3 5 seu exame ao que foi alegado pelas partes, podendo e devendo buscar todos os elementos que possam influir no seu convencimento. Nos dizeres de Odete Medauar: 4 O princípio da verdade material ou real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar as decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos. Para tanto, tem o direito e o dever de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Assim, no tocante a provas, desde que obtidas por meios lícitos (como impõe o inciso LVI do art. 5º da CF), a Administração detém liberdade plena de produzilas. Aliado ao princípio retro mencionado, apontamos o formalismo moderado dos atos a serem praticados pelo administrado, princípio este cristalizado no final do artigo 2º, inciso IX, da Lei 9.784/99: “...adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado graus de certeza e respeito aos direitos dos administrados”. O quase informalismo evidenciado no PAF, tem o fito de facilitar o acesso do contribuinte ao processo sem, contudo, lançar mão dos ritos e formas inerentes a todos os procedimentos para garantir o mínimo de segurança jurídica às partes. O processo administrativo deve ser simples, despido de exigências formais excessivas, tanto mais que a defesa pode ficar a cargo do próprio contribuinte, nem sempre familiarizado com os meandros processuais. No tocante ao mérito da questão, extraímos do art. 8º da Lei nº 10.637/02 que as pessoas jurídicas de direito privado, e as que lhe são equiparadas pela legislação do imposto de renda, que apuram o IRPJ com base no lucro real estão sujeitas à incidência nãocumulativa, exceto: as instituições financeiras, as cooperativas de crédito, as pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos imobiliários e financeiros, as operadoras de planos de assistência à saúde, as empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores de que trata a Lei nº 7.102, de 1983, e as sociedades cooperativas (exceto as sociedades cooperativas de produção agropecuária e as sociedades cooperativas de consumo). Sabendo que a alíquota do PIS/PASEP nãocumulativo, instituído pela Lei nº 10.637, de 2002, é de 1,65% e que a alíquota da contribuição pelo regime cumulativo é de 0,65% há que se presumir a existência de efetivo recolhimento a maior pela Interessada. Quanto ao montante do crédito a que tem direito a ora Recorrente, fica ressalvado o direito de a RFB determinar a base de cálculo do período de apuração de agosto de 2003, apurar o PIS/Pasep devido, e verificar se o valor pleiteado está correto. No presente caso, o contribuinte verificou existência de crédito ao constatar que a atividade de vigilância se enquadrava nas atividades da Lei nº 7.102/2003 e que estava apurando o tributo equivocadamente pelo regime não cumulativo, que apresenta alíquota majorada se comparada com o regime cumulativo, o correto. Por força dos princípios da verdade material e do formalismo moderado, princípios estes que regem o processo administrativo fiscal, entendo que a retificadora deve ser aceita, posto que o equívoco perpetrado pelo contribuinte foi de gravidade tal que inequivocamente geroulhe o direito ao 4 A Processualidade do Direito Administrativo, São Paulo, RT, 2ª edição, 2008, Pág. 131. Fl. 52DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN 6 crédito. Não reconhecer tal fato ensejaria o recolhimento em duplicidade do tributo e conseqüentemente o enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. Apesar de ter se omitido na apresentação dos documentos e lançamentos contábeis que permitissem à autoridade competente identificar a ocorrência do fato gerador, a base de cálculo sujeita à tributação e o correspondente tributo devido, observamos que tal direito não lhe foi oportunizado haja vista que a discussão pairou somente na entrega da DCTF retificadora posteriormente ao despacho decisório. Superado o óbice, há que se determinar o retorno dos autos para que seja oportunizado ao mesmo a entrega da escrituração fiscal e contábil aptas a demonstrar o valor eventualmente recolhido a maior. Ante o exposto, voto por reformar o acórdão proferido pela DRJ em Florianópolis, que não adentrou o mérito, e determinar o retorno dos autos àquela Autoridade Julgadora, para proferição de nova decisão, arredandose o óbice erigido (a necessidade de prévia retificação da DCTF como condição para análise de declaração de compensação de indébitos), em face das alegações recursais de erro na declaração. É como voto. [assinado digitalmente] Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 53DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/05/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10120.720069/2009-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 06 00:00:00 UTC 2020
Data da publicação: Tue Aug 25 00:00:00 UTC 2020
Ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL (ITR)
Exercício: 2006
SÚMULA CARF Nº 122
A averbação da Área de Reserva Legal (ARL) na matrícula do imóvel em data anterior ao fato gerador supre a eventual falta de apresentação do Ato declaratório Ambiental (ADA).
ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL A PARTIR DE LEI 10.165/00.
A apresentação do ADA, a partir do exercício de 2001, tornou se requisito para a fruição da redução da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, passando a ser, regra geral, uma isenção condicionada, tendo em vista a promulgação da Lei n.º 10.165/00, que alterou o conteúdo do art. 17 O, §1º, da Lei n.º 6.938/81. Restando demonstrada a apresentação do ADA antes do início da ação fiscal, possível a exclusão da área de APP e consequente redução da base de cálculo do ITR
Numero da decisão: 2301-007.768
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa, e na parte conhecida dar-lhe provimento, para que sejam canceladas as glosas das áreas de reserva legal de 607,4 ha e de preservação permanente de 768,9 ha
(documento assinado digitalmente)
Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente
(documento assinado digitalmente)
Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Thiago Duca Amoni, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente)
Nome do relator: CLEBER FERREIRA NUNES LEITE
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ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL A PARTIR DE LEI 10.165/00. A apresentação do ADA, a partir do exercício de 2001, tornou se requisito para a fruição da redução da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, passando a ser, regra geral, uma isenção condicionada, tendo em vista a promulgação da Lei n.º 10.165/00, que alterou o conteúdo do art. 17 O, §1º, da Lei n.º 6.938/81. Restando demonstrada a apresentação do ADA antes do início da ação fiscal, possível a exclusão da área de APP e consequente redução da base de cálculo do ITR Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa, e na parte conhecida dar-lhe provimento, para que sejam canceladas as glosas das áreas de reserva legal de 607,4 ha e de preservação permanente de 768,9 ha (documento assinado digitalmente) Sheila Aires Cartaxo Gomes - Presidente (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Joao Mauricio Vital, Wesley Rocha, Cleber Ferreira Nunes Leite, Fernanda Melo Leal, Paulo Cesar Macedo Pessoa, Leticia Lacerda de Castro, Thiago Duca Amoni, Sheila Aires Cartaxo Gomes (Presidente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 72 00 69 /2 00 9- 97 Fl. 125DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 2 do Acórdão n.º 2301-007.768 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10120.720069/2009-97 Relatório Trata-se de Notificação de Lançamento, referente ao Imposto Territorial Rural – ITR, exercício 2005, em revisão de DITR, na qual foram glosadas integralmente as áreas declaradas de preservação permanente e de reserva legal, bem como, foi arbitrado pelo SIPT o Valor da Terra Nua – VTN, o que resultou em imposto suplementar a pagar. Cientificado, o contribuinte apresenta impugnação onde alega o seguinte, de acordo com o relatório do acórdão recorrido: Cientificado do lançamento, em 14/05/2009 (extrato/Sucop de fls. 13), o interessado protocolou sua impugnação, em 15/06/2009, anexada às fls. 16, acompanhada dos documentos de fls. 17/20, 21/29, 30/37, 38, 39, 40, 41/49 e 50. Em síntese, alega e requer o seguinte: - faz um breve relato dos fatos; - informa que está anexando os documentos relacionados, para fazer prova a favor da comprovação das áreas de preservação permanente e de reserva legal; - pede o restabelecimento dessas áreas e o Grau de Utilização de 100% para efeito de aplicação da respectiva alíquota de cálculo, admitindo a tributação do imóvel com base no valor apontado no SIPT, e - por fim, indica o endereço para fins de ciência/intimação, a saber: Praça Dep. Jose Assis n° 036, Centro, em Mineiros - GO, CEP - 75830-000. A DRJ julgou improcedente a impugnação e manteve o crédito tributário Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário com as seguintes alegações: Preliminarmente, que a notificação está eivado de nulidades e que o lançamento deve ser cancelado. No mérito reitera as alegações apresentadas na impugnação e aduz que não deve ser prejudicado, referindo-se ao ADA, por um documento que não é exigido por lei. Requer a utilização do valor da terra nua, conforme informado na DIAT 2006, cujo VTN declarado foi de R$ 100.000,00, no valor de R$ 32,93 por hectare É o relatório. Voto Conselheiro Cleber Ferreira Nunes Leite, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade Fl. 126DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 3 do Acórdão n.º 2301-007.768 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10120.720069/2009-97 Da Área de Reserva Legal Da análise dos documentos apresentados, verifica-se que foi comprovada a averbação tempestiva da área de reserva legal declarada (607,4 ha) à margem da matrícula do imóvel, em 28/09/1988 (AV-9-807), doc./cópia de fls. 17/20. No entanto, essa área, juntamente com a área declarada como de preservação permanente (768,9 ha), não foram objeto de Ato Declaratório Ambiental - ADA, protocolado tempestivamente no IBAMA. A matéria já foi objeto de sumula CARF, conforme abaixo: Súmula CARF nº 122: A averbação da Área de Reserva Legal (ARL) na matrícula do imóvel em data anterior ao fato gerador supre a eventual falta de apresentação do Ato declaratório Ambiental (ADA). Portanto, deve ser cancelada a glosa da área de reserva legal declarada, tem em vista a averbação da tempestiva da área na matricula do imóvel. Da Área de Preservação Permanente No julgamento da impugnação, a DRJ manteve a glosa da APP por não ter o contribuinte apresentado ADA do ano relativo ao exercício, da seguinte forma: No presente caso, o requerente instruiu a sua defesa com o Ato Declaratório Ambiental - Exercício de 2008 (às fls. 50), transmitido e recepcionado no IBAMA em 22/09/2008, que somente constitui documento hábil para comprovar as áreas ambientais nele informados, para efeito de exclusão do ITR/2008, não podendo os seus efeitos retroagirem, por falta de previsão legal, para justificar a exclusão dessas áreas do ITR/2005, como pretendido. No entanto, a jurisprudência do CARF, tem admitido que a apresentação do ADA antes da ação fiscal, mesmo que posterior ao exercício a que se refere o tributo, supre a exigência para comprovação da APP, conforme julgado da Câmara Superior de Recursos Fiscais, que tratam sobre a exclusão de APP, abaixo: Acórdão nº 9202007.313 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2002 ITR. ISENÇÃO. ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE E APRESENTAÇÃO DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL (ADA). OBRIGATORIEDADE ANTES DO INÍCIO DA AÇÃO FISCAL A PARTIR DE LEI 10.165/00. A apresentação do ADA, a partir do exercício de 2001, tornou se requisito para a fruição da redução da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, passando a ser, regra geral, uma isenção condicionada, tendo em vista a promulgação da Lei n.º 10.165/00, que alterou o conteúdo do art. 17, §1º, da Lei n.º 6.938/81. Restando demonstrada a apresentação do ADA antes do início da ação fiscal, possível a exclusão da área de APP e consequente redução da base de cálculo do ITR Portanto, como houve a apresentação do ADA antes do inicio da ação fiscal, mesmo que referente a um exercício posterior ao do lançamento, no qual consta declarada a Área de Preservação Permanente – APP, a mesma deverá ser declarada isenta da tributação do ITR. Fl. 127DF CARF MF Documento nato-digital Fl. 4 do Acórdão n.º 2301-007.768 - 2ª Sejul/3ª Câmara/1ª Turma Ordinária Processo nº 10120.720069/2009-97 Do Valor da Terra Nua – VTN Quanto à esta matéria, assim manifestou-se a DRJ No que se refere à rejeição do VTN Declarado (R$ 120.000,00 ou R$ 39,51/ha), arbitrado pelo valor de RS 2.097.686,27, com base no VTN médio, por hectare, de RS 690,71/ha, constante do SIPT e obtido com base no universo das DITR/2005, referentes aos imóveis rurais localizados no município de Mineiros - GO, não há contestação expressa da matéria. Assim, considera-se não impugnada essa matéria, vez que não foi expressamente contestada, conforme preceitua o art. 17 do PAF, com redação dos arts. 1°, da Lei n° 8.748/1993, e 67, da Lei n° 9.532/1997. Portanto, como a matéria não foi impugnada, não se conhece da mesma por preclusa. Do exposto, voto por conhecer parcialmente do recurso, não conhecendo da matéria preclusa, e na parte conhecida dar-lhe provimento, para que sejam canceladas as glosas das áreas de reserva legal de 607,4 ha e de preservação permanente de 768,9 há. (documento assinado digitalmente) Cleber Ferreira Nunes Leite Fl. 128DF CARF MF Documento nato-digital
score : 1.0
Numero do processo: 35630.000703/2006-08
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Tue Feb 12 00:00:00 UTC 2008
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/09/2001
Ementa: PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO – NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO – CONTRIBUIÇÃO A CARGO DOS MUNICÍPIOS – CONTRATAÇÃO DE TRABALHADORES CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS E TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS - CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA – JUROS DE MORA.
Houve discriminação clara e precisa dos fatos geradores, possibilitando o pleno conhecimento pela recorrente.
A contratação de trabalhadores autônomos, contribuintes individuais, é fato gerador de contribuições previdenciárias, que atinge simultaneamente dois contribuintes: a empresa e o segurado.
O contribuinte inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos.
Não havendo impugnação expressa quanto aos pontos objeto do recurso, presume-se a concordância da recorrente com a Decisão de Notificação. Controvérsia não instaurada.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.363
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos em rejeitar a preliminar suscitada e, no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 30/09/2001 Ementa: PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO – NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO – CONTRIBUIÇÃO A CARGO DOS MUNICÍPIOS – CONTRATAÇÃO DE TRABALHADORES CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS E TRANSPORTADORES AUTÔNOMOS - CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA – JUROS DE MORA. Houve discriminação clara e precisa dos fatos geradores, possibilitando o pleno conhecimento pela recorrente. A contratação de trabalhadores autônomos, contribuintes individuais, é fato gerador de contribuições previdenciárias, que atinge simultaneamente dois contribuintes: a empresa e o segurado. O contribuinte inadimplente tem que arcar com o ônus de sua mora, ou seja, os juros e a multa legalmente previstos. Não havendo impugnação expressa quanto aos pontos objeto do recurso, presume-se a concordância da recorrente com a Decisão de Notificação. Controvérsia não instaurada. Recurso Voluntário Negado.
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Numero do processo: 10650.000206/2004-71
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Apr 12 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2000, 2001
Ementa:
DESPESAS MÉDICAS. RESSARCIMENTO.
Embora as despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro não possam ser objeto de dedução na Declaração de Ajuste Anual, essa proibição à dedução vincula-se, de forma individualizada, a cada despesa ressarcida. Não tendo sido comprovado nos autos que as despesas declaradas relativamente ao ano-calendário da autuação foram ressarcidas e sendo esse o único fundamento para a glosa, deve-se restabelecer a dedução. Preliminares rejeitadas. Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-000.747
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade rejeitar as preliminares e, no mérito, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite que negava provimento.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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RESSARCIMENTO. Embora as despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro não possam ser objeto de dedução na Declaração de Ajuste Anual, essa proibição à dedução vinculase, de forma individualizada, a cada despesa ressarcida. Não tendo sido comprovado nos autos que as despesas declaradas relativamente ao anocalendário da autuação foram ressarcidas e sendo esse o único fundamento para a glosa, devese restabelecer a dedução. Preliminares rejeitadas. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade rejeitar as preliminares e, no mérito, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso. Vencida a Conselheira Dayse Fernandes Leite que negava provimento. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 26/04/2011 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Lúcia Reiko Sakae, Luis Fabiano Alves Penteado (Suplente convocado), Dayse Fernandes Leite e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente, justificadamente, o Conselheiro Sidney Ferro Barros. Fl. 172DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de auto de infração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) dos exercícios 2000 e 2001, anoscalendário 1999 e 2000, respectivamente, em decorrência de glosa de despesas médicas. Aplicouse a multa de ofício agravada (112,5%) em razão da não apresentação dos recibos referentes às deduções pleiteadas, muito embora tenha sido intimado repetidas vezes (fls. 15 a 21). Na primeira instância as deduções de despesas médica foram restabelecidas, exceto a despesa de R$11.611,65 no ano 2000, referente à Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais uma vez que essa entidade informou à Fiscalização, em atendimento a diligência fiscal, que essa importância foi reembolsada ao contribuinte. Ciente da decisão de primeira instância em 23112007 (fls. 139), o requerente apresentou recurso voluntário em 26122007 (fls. 141), no qual apresenta, em síntese, os seguintes argumentos: 1. como justificativa da exigência fiscal, foi apresentado ao pé de fls. 133, um cálculo excluindo as exigências iniciais do lançamento, justificadas, e incluindo novas decorrentes apenas do cálculo apresentado no presente Acórdão (fls. 133), originário dos fatos ocorridos posteriormente e notificados apenas em abril do corrente ano de 2007 como resultado da diligência realizada já na fase de julgamento; 2. não é lícito à autoridade administrativa efetuar a cobrança sobre fatos novos senão por meio de lançamento de ofício e observado o art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), havendo preterição de formalidade legal, qual seja a constituição do crédito tributário com posterior notificação para pagamento com possibilidade do direito de defesa e supressão do direito de desconto na multa exigida; 3. a multa exigida originalmente era sobre as despesas glosadas que foram todas justificadas, de maneira que do auto de infração original tudo foi comprovado; e 4. caso se admita o lançamento em 2007 já estaria extinto o direito de fazêlo. Fl. 173DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10650.000206/200471 Acórdão n.º 280200.747 S2TE02 Fl. 152 3 É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O litígio abrange apenas glosa de despesa médica no anocalendário de 2000 no valor de R$ 11.611,65 no ano 2000, referente à Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais. Ainda que não tenha menção expressa, o recorrente alega matéria preliminar quanto à nulidade do lançamento por vício formal. Entretanto, nada há nos autos que comprove essa assertiva, as formalidades legais foram cumpridas e houve pleno exercício do direito à ampla defesa e ao contraditório. Rejeito a preliminar. No auto de infração constou que a glosa do anocalendário 2000 foi no valor de R$26.479,75 devido ao fato de o contribuinte não ter apresentado comprovações, nem dos pagamentos efetuados, nem da prestação dos serviços, embora intimado várias vezes, conforme os Aviso de Recebimento (AR) de fls. 15 a 21. Compulsandose a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) do exercício 2001, anocalendário 2000, verificase que esse valor corresponde ao total declarado pelo contribuinte. Ora, se intimado várias vezes o contribuinte não apresentou a documentação comprobatória, a autoridade fiscal não poderia alegar outra coisa senão a glosa por falta de comprovação, como assim o fez. Na fase contenciosa os documentos foram apresentados e diligências realizadas para espancar dúvidas sobre a veracidade dos mesmos, tendo concluído o julgador que as despesas deveriam ser restabelecidas, exceto a parcela que foi ressarcida pelo plano de saúde. Não assiste razão ao recorrente em considerar que houve um novo lançamento, pois o que ocorreu unicamente foi a aferição pelo julgador do cumprimento dos requisitos legais para dedução das despesas médicas cujos comprovantes o contribuinte não apresentou à fiscalização, somente o fazendo na fase contenciosa. A conduta omissiva adotada pelo contribuinte na fase de fiscalização, não obstante as diversas intimações, tornou impossível à autoridade fiscal verificar quais eram todas as impropriedades dos documentos comprobatórios da dedução pleiteada. Não é admissível que esse mesmo contribuinte venha alegar que somente em 2007 houve um lançamento sobre essa despesa pleiteada em desacordo com a norma legal (inciso IV do §2º do art. 8º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Fl. 174DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 IV não se aplica às despesas ressarcidas por entidade de qualquer espécie ou cobertas por contrato de seguro; De outro giro, a fim de possibilitar o contraditório e a ampla defesa, a informação apurada em diligência fiscal na Caixa de Assistência dos Advogados foi levada a conhecimento do então impugnante para manifestarse, tendo o impugnante silenciado a respeito, o que foi evidenciado no acórdão ora recorrido. In verbis: Importante registrar que o contribuinte não questionou a informação prestada pela citada Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais, fls. 111, quanto ao ressarcimento a que se referiu anteriormente.(fls.133) Assim, esse ponto tornouse incontroverso desde a primeira instância, qual seja: o ressarcimento de despesas médica em janeiro de 2000 pela Caixa de Assistência dos Advogados. Não obstante, cabe ressaltar que em momento algum foram discriminadas essas despesas reembolsadas. Como o ressarcimento fezse em janeiro de 2000, o mais provável é que tenha se referido a despesas efetuadas pelo contribuinte no ano anterior, o que não justificaria a glosa de outras despesas realizadas no ano 2000 e devidamente comprovadas, pois o imposto de renda é apurado anualmente, cabendo ao Fisco indicar essa vinculação entre ressarcimento e despesas. Outrossim, também não há previsão legal para presumir que o ressarcimento efetuado em janeiro de 2000 referese às despesas declaradas relativamente ao próprio ano calendário 2000. Não se quer dizer que são admissíveis despesas reembolsadas, e sim que, em sendo identificado que houve ressarcimento, cabe ao Fisco discriminar individualmente as despesas reembolsadas e efetuar as glosas de cada uma delas no próprio exercício. Ademais, devese observar: a) que já houve o cancelamento do lançamento referente anocalendário 1999 e que , em matéria de recurso, não se admite a reformatio in pejus; e b) que a passagem de mais de dez anos da ocorrência dos fatos dificulta em muito, senão impossibilita, a discriminação de quais foram as despesas reembolsadas, o que torna inconciliável a realização de diligência com o princípio da eficiência administrativa. Diante do exposto, voto por rejeitar as preliminares e, no mérito, DAR PROVIMENTO ao recurso. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 175DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10650.000206/200471 Acórdão n.º 280200.747 S2TE02 Fl. 153 5 Fl. 176DF CARF MF Emitido em 27/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 26/04/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10247.000124/2005-79
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.365
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento cm diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: NANCI GAMA
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Numero do processo: 10680.900078/2009-14
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003
Ementa: PEDIDO DE RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS
NA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO
DE INCIDÊNCIA.
Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula CARF nº 20)
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.770
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 Ementa: PEDIDO DE RESSARCIMENTO. INSUMOS APLICADOS NA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula CARF nº 20) Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
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INSUMOS APLICADOS NA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS SITUADOS FORA DO CAMPO DE INCIDÊNCIA. Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. (Súmula CARF nº 20) Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Fl. 88DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 RIO VERDE MINERAÇÃO SA formulou pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI, referente ao período de apuração de 01/01/2003 a 31/03/2003, no montante de R$13.401,87, cumulado com Declaração De CompensaçãoDcomp desse crédito. O pedido foi indeferido, nos termos do Despacho Decisório de fl. 14. Sobreveio a Manifestação de Inconformidade de fls. 1 a 13, em que se controverteram as seguintes questões: 1) o minério produzido, embora seja NT, é exportado, gozando de imunidade ao IPI; 2) o minério sofre beneficiamento, o que caracteriza industrialização; 3) o crédito presumido, introduzido pelo art. 1º da Lei nº 9.363, de 13 de dezembro de 1996, se destina à empresa produtora e exportadora de mercadorias nacionais, sem qualquer restrição, bastando que se produza e exporte o produto para fazer jus ao benefício; 4) ao ressarcimento deverá ser acrescido da variação da Selic, seja ela verificada entre a data da aquisição dos insumos até o efetivo recebimento, seja aquela calculada entre a data da protocolização do pedido até a data da efetiva restituição/compensação, por imposição dos princípios constitucionais da isonomia e da moralidade e por aplicação analógica do art. 66, § 3º, da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991, conforme autorizado pelo art. 108, I, do CTN, e em relação ao art. 39, § 4º, da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995; 5) os pneus dos caminhões fora de estrada e as partes e peças de reposição dos equipamentos utilizados na mina, sofrem desgaste contínuo, daí porque enquadrados no conceito de matériaprima ou de produto intermediário; 6) as notas fiscais de serviços e beneficiamento citados referemse à parte da industrialização realizada por terceiros dentro da linha de produção; 7) o combustível e a energia elétrica foram também consumidos em equipamentos constantes da linha de produção, perfeitamente admissíveis como; 8) as exportações indiretas por intermédio de empresas comerciais exportadoras (trading companies), como por intermédio das empresas exportadoras registradas na Cesex, fazendose necessária diligência para verificação. A 3ª Turma da DRJ/JFA julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 09035.797, de 29 de junho de 2011, fls. 46 a 50, teve ementa vazada nos seguintes termos (sublinhado no original): Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI Fl. 89DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10680.900078/200914 Acórdão n.º 380302.770 S3TE03 Fl. 89 3 Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 IPI. RESSARCIMENTO. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. PRODUTOS NT O direito ao crédito do IPI condicionase a que os produtos estejam dentro do campo de incidência do imposto, o que não ocorre quando estes produtos são nãotributados (NT), na forma do parágrafo único, do artigo 2º do RIPI/98 (Decreto nº 2.637, de 1998) ou do RIPI/2002 (Decreto nº 4.544, de 2002). O mesmo ocorre com o crédito presumido que demanda que a operação de exportação se dê sobre produtos tributados. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. Somente podem ser considerados como matériaprima ou produto intermediário, além daqueles que se integram ao produto novo, os bens que sofrem desgaste ou perda de propriedade, em função de ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou proveniente de ação exercida diretamente pelo bem em industrialização e desde que não correspondam a bens do ativo permanente. Dessa maneira, pneus fora da estrada, eletrodos para soldagem, graxas para máquinas e equipamentos, a energia elétrica e combustíveis, etc., elementos que não atuam diretamente sobre o produto, e, ainda, os gastos com a prestação de serviços não se enquadram nos conceitos de matériaprima ou produto intermediário (PN CST, nº 65, de 1979; Lei nº 9.363, de 1996). Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS. É incabível, por falta de previsão legal, a incidência de atualização monetária ou de juros sobre créditos escriturais legítimos do IPI. Para créditos que se revelem inexistentes ou ilegítimos, a pretensão de tal incidência é, deveras, absurda. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 PERÍCIA. DILIGÊNCIA. É o julgador de primeira instância competente para denegar a diligência ou perícia prescindível, assim também entendida aquela que não afetará a solução do litígio, em razão de já haver já nos autos motivo suficiente para a formação de sua convicção e denegação do pleito do contribuinte (art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972). Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 90DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/JFA3ª Turma. O arrazoado de fls. 72 a 86 reproduz integralmente os termos da Manifestação de Inconformidade, aduzindo apenas que o débito oposto em compensação do crédito pleiteado foi incluído no programa de parcelamento especial instituído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. Pede provimento e deferimento do ressarcimento. É o Relatório. Voto Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 72 a 86 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJJFA3ªTurma nº 09035.797, de 29 de junho de 2011. Direito de crédito de IPI na industrialização de produtos NT Tratase de matéria já pacificada na segunda instância administrativa, desde os tempos do extinto Conselho de Contribuintes, com entendimento plasmado, atualmente, na Súmula CARF nº 20: Súmula CARF Nº 20 Não há direito aos créditos de IPI em relação às aquisições de insumos aplicados na fabricação de produtos classificados na TIPI como NT. Conclusão Com essas considerações, quedam prejudicadas todas as demais alegações recursais. Nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em Alexandre Kern Fl. 91DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10680.900078/200914 Acórdão n.º 380302.770 S3TE03 Fl. 90 5 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: Interessada: Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no , de , da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em . [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 92DF CARF MF Impresso em 18/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 37214.000823/2004-71
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Dec 13 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2003 a 30/04/2004
Ementa: CUSTEIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS
A empresa está obrigada a recolher a contribuição devida incidente sobre a remuneração paga aos segurados empregados e contribuintes individuais que lhe prestam serviços.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.340
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, Por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2003 a 30/04/2004 Ementa: CUSTEIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS A empresa está obrigada a recolher a contribuição devida incidente sobre a remuneração paga aos segurados empregados e contribuintes individuais que lhe prestam serviços. Recurso Voluntário Negado.
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I ffit ra t l Ementa: CUSTEIO — CONTRIBUIÇÃO gob" PREVIDENCIÁRIA SEGURADOS EMPREGADOS E CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS A empresa está obrigada a recolher a contribuição devida incidente sobre a remuneração paga aos segurados empregados e contribuintes individuais que lhe prestam serviços. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. MF - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFES. E C f..' I O ....E1101NAL Processo n.° 37214.000823/2004-71 BrasiliaAL 1 O / a-0dt CCOVC06 Acórdão n.• 206-00.340 Es. 240 Maria de Fátima L)"Lt' Mat. Siape 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, Por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso. ELIAS S PAIO FREIRE Presidente 9 - 3 1/4 D eil BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Daniel Ares Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n.• 37214.000823/2004-71 MF. SZGUNFOC'kC ONTRfr: CCOVC06 Acórdão n, 206-00.340 COMi. ' ' Fls. 241 Brauli. ()Ni\-- (=Ui fle4 • Mana' de Fátua Fe~adjlitrpl Relatório MaSiapc7Si6ti Trata-se de crédito previdenciário lançado contra a empresa acima identificada, referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição dos segurados contribuintes individuais, à da empresa, à destinada ao financiamento dos beneficios decorrentes dos riscos ambientais do trabalho e aos terceiros. Conforme Relatório Fiscal (fls. 35/36), o débito foi apurado através da análise das Folhas de Pagamento e das GFIP's, e ftuidamentado de acordo com a legislação constante do anexo FLD. A recorrente impugnou o débito via peça de fls. 43 a 78 e a Secretaria da Receita Previdenciária, por meio da DN n° 17.401.4/0638/2004 (fls. 124 a 127), julgou o lançamento procedente e indeferiu o pedido de Prova Pericial. Inconformada com a decisão, a notificada apresentou recurso tempestivo (fls. 143 a 177), repetindo as alegações já apresentadas na impugnação. Preliminarmente, alega nulidade do débito por cerceamento de defesa, já que, apesar de solicitado, a fiscalização não apresentou o demonstrativo de débito na forma analítica e nem a solicitação da recorrente foi apreciada pela autoridade julgadora. Colaciona ampla doutrina na tentativa de demonstrar que, o não atendimento do requerimento formulado pela recorrente em 1 a instância administrativa, caracteriza ofensa aos princípios do contraditório e ampla defesa. No mérito, reitera que em nenhum momento a recorrente deixou de cumprir com o disposto nas resoluções legais, e esclarece que não houve e nunca haverá o menor resquício de um sentimento fraudem legis a respeito da suposta ilicitude que lhe está sendo imputada, trazendo o conceito jurídico de dolo para destacar que inexiste o dolo ou mesmo a culpa por parte da notificada. Cita novamente a doutrina para reforçar o entendimento de que, no lançamento, a autoridade fiscal desatendeu alguns requisitos dispostos no caput do art. 142 do CTN e insiste na ausência de tipicidade no comportamento da recorrente que justifique a lavratura da NFLD atacada. Entende que não foram observados, no lançamento, alguns requisitos de forma, consoante o disposto no Decreto-Lei 05/75, defendendo que no corpo da NFLD tem de constar, por exigência legal, a descrição do fato punível, pois aquele que está sendo notificado tem o direito de saber o motivo de tal ato, e a matéria tem de conformar-se com o universo factual. Discorre sobre o principio da legalidade e conclui que a exigência não pode prosperar, vez que a mesma está requerendo tributo sem o devido respaldo legal, estando a NFLD em total descompasso com a realidade factual e jurídica. _ _ _ MF - SEGUNDO CONSrLHO DE CONTRIBUNTF.S, CONVI:21.1. :: ' 'C CRIGINAL Processo n.• 37214.000823/2004-71 Dras1113, R\ t e), , 9,Dot -------- CCOVC06 Acórdão n.• 206-00.340 11 Fls. 242 VIL , ç .0 .• Maria de Fátima . •1 • II . Mat. Siape 751683 Traz o histórico da legislação que trata do SAT tecendo considerações acerca da sua natureza tributária para concluir que os decretos regulamentadores da contribuição ao SAT são ilegais, sendo tal exação inconstitucional. Em contra-razões (fls. 237/238), a SRP manteve a procedência do lançamento. É o Relatório. I,-....~7 Processo n.° 37214.000823/2004-71 MF - SEGUNDO CONSELHODE CO CCO2/C06Acórdão n.• 206-00.340 CONF1: o ume "13- Fls. 243 BrasilajLi 2\ Maria de Fitirns Voto hlat SiaPe 751683 o Conselheira BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Relatora O recurso é tempestivo e a recorrente está dispensada de efetuar o depósito recursal por força de decisão proferida nos autos do processo n°2004.51.01.017227-3. Preliminarmente, a recorrente alega cerceamento de defesa pelo fato de não ter sido apresentado o demonstrativo de débito na forma analítica. Porém, os relatórios que integram a NFLD demonstram, com clareza, a origem do débito lançado. Constam discriminadas, no Discriminativo Analítico de Débito - DAD, fls. 04 a 14, as bases de cálculo da contribuição lançada, bem como as alíquotas aplicadas. Ademais, conforme informado pela autoridade notificante no Relatório Fiscal, as bases de cálculo foram extraídas das folhas de pagamento apresentadas pela própria empresa e os valores lançados foram confessados pela recorrente em GFIP. Portanto, não há que se falar em cerceamento de defesa por ausência de demonstrativo do débito, motivo pelo qual rejeito a preliminar suscitada. No mérito, a recorrente alega que em nenhum momento deixou de cumprir com o disposto nas resoluções legais e que inexiste o dolo ou mesmo a culpa por parte da notificada. Contudo, o sentimento de dolo ou culpa é irrelevante no presente caso, já que os valores devidos à Previdência Social foram confessados pela própria notificada por meio de instrumento próprio, ou seja, GFIP, e o não recolhimento das contribuições devidas e confessadas ensejou a lavratura da NFLD em tela. Verifica-se, da análise das razões recursais, que a recorrente não nega que confessou os valores devidos em GFIP e nem questiona a correção das bases de cálculo extraídas de suas folhas de pagamento, constantes dos relatórios integrantes da NFLD. Ela apenas entende que a autoridade fiscal desatendeu alguns requisitos dispostos no caput do art. 142 do CFN, defendendo que o notificado tem o direito de saber o motivo de tal ato, e a matéria tem de conformar-se com o universo factual. No entanto, a NFLD foi lavrada em observância aos ditames legais que regem o lançamento e o relatório FLD - Fundamentos Legais do Débito relaciona a legislação que fundamenta cada uma das contribuições que constituem a presente notificação, além de contemplar o dispositivo legal que confere ao INSS a competência para fiscalizar e autuar. Dessa forma, não cabe o entendimento de que não foram observados, no lançamento, alguns requisitos de forma, consoante o disposto no Decreto-Lei 05/75. 2 xtF - SEGUN no rrImrtip0 DE coNnue, wc.s! co‘,“;-.. Processo n.• 37214.000823/2004-71 o' Q,C)C-0 CCO2JC06 Acórdão n.• 206-00340 e :asam. v`-2. • ) 1 -•ad,...- Fls. 244 Maria de Fátima ie s.0 Mat. :impe 731683 Está bastante claro, nos autos, que o crédito lançado por meio da NFLD em questão fora apurado tendo em vista a diferença constatada entre os valores declarados pela própria recorrente em GFIP e os recolhidos à Previdência Social. De acordo com o § 1°, do art. 225, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99, as informações prestadas nas GFIP's constituir-se-ão em termo de confissão de dívida, na hipótese de não recolhimento. Portanto, a notificada confessou que deve um certo valor à Previdência Social e não comprovou o pagamento do valor que reconheceu como devido. No entanto, vem alegar ausência de tipicidade no comportamento da recorrente que justifique a lavratura da NFLD atacada. Na verdade, a recorrente confessa uma dívida e depois a nega, transferindo o ônus de provar que o valor por ela confessado está equivocado para a fiscalização da Previdência Social. Porém, tal conduta não encontra amparo legal, já que o § 4 0, do art. 225, do RPS determina que "O preenchimento, as informações prestadas e a entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social são de inteira responsabilidade da empresa". Assim, se a notificada concluir que se equivocou no preenchimento da GFIP, a ela cabe comprovar que de fato ocorreu o erro e proceder à sua retificação, consoante os normativos que regem a matéria. Ao agente fiscal cabe o lançamento da contribuição confessada e não recolhida pela empresa. Quanto aos argumentos utilizados para demonstrar a ilegalidade e inconstitucionalidade da contribuição ao SAT, é oportuno observar que, conforme entendimento fixado no Parecer CJ 771/97, "o guardião da Constituição Federal é o Supremo Tribunal Federal, cabendo a ele declarar a inconstitucionalidade de lei ordinária. Se o destinatário de uma lei sentir que ela é inconstitucional, o Pretá rio Excelso é o órgão competente para tal declaração. Já o administrador ou servidor público não pode se eximir de aplicar uma lei porque o seu destinatário entende ser inconstitucional quando não há manifestação definitiva do STF a respeito". Dessa forma, o foro apropriado para questões dessa natureza não é o administrativo. Vale esclarecer, ainda, que o Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, aprovado pela Portaria MF n° 147/2007, veda aos Conselhos de Contribuintes afastar aplicação de lei ou decreto sob fundamento de inconstitucionalidade, conforme disposto em seu art. 49. Ademais, o Conselho Pleno, no exercício de sua competência, uniformizou a jurisprudência administrativa sobre a matéria, nos termos do art. 19 do referido Regimento Interno, por meio do Enunciado 02/2007, transcrito a seguir: tis SEGUNNI ro • : —: t110 DE CONTRISCNTES co;;;;', r ! ‘. • ;" IGINAL M),C, CIS Processo n.° 37214.000823/200441 Brasilia. _ ,2 ():) CCO21C06 Acórdão n.• 206-00.340 _ Fls. 245 Maria de Fatin~il-S46Can.álo Mat Siape 751683 "O Segundo Conselho de Contribuintes não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de legislação tributária." Nesse sentido e Considerando tudo o mais que dos autos consta; Voto por CONHECER DO RECURSO para, no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 13 de dezembro de 2007 5 1/43e-- BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
score : 1.0
Numero do processo: 19814.000169/2006-17
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Classificação de Mercadorias
Período de apuração: 24/02/2006 a 14/03/2006
EQUIPAMENTOS MULTIFUNCIONAIS. CLASSIFICAÇÃO.
CARACTERÍSTICA ESSENCIAL.
Os produtos constituídos pela reunião de aparelhos diferentes classificam-se pela matéria ou artigo que lhes confira a característica essencial, quando for possível realizar esta determinação, segundo Regra Geral para Interpretação do Sistema Harmonizado.
Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 24/02/2006 a 14/03/2006
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. INSUBSISTÊNCIA DO MOTIVO.
CANCELAMENTO
Deve ser cancelado o lançamento fundado em motivo que se revela
insubsistente, consubstanciado na atribuição de erro na classificação fiscal procedida pela Contribuinte, que se verifica correta.
Numero da decisão: 3803-002.646
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de nulidade. O Conselheiro Belchior Melo de Sousa, neste aspecto acompanhou o relator por suas conclusões. No mérito, por maioria de votos, deu-se provimento ao recurso.
Vencido o Relator. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Belchior Melo de Sousa. Outros eventos ocorridos: Pedido de adiamento do julgamento, formulado pelo patrono da causa, indeferido, nos termos do § 1º do art. 56 do RI-CARF, haja vista que o motivo apresentado não o justifica.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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CLASSIFICAÇÃO. CARACTERÍSTICA ESSENCIAL. Os produtos constituídos pela reunião de aparelhos diferentes classificamse pela matéria ou artigo que lhes confira a característica essencial, quando for possível realizar esta determinação, segundo Regra Geral para Interpretação do Sistema Harmonizado. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 24/02/2006 a 14/03/2006 LANÇAMENTO DE OFÍCIO. INSUBSISTÊNCIA DO MOTIVO. CANCELAMENTO Deve ser cancelado o lançamento fundado em motivo que se revela insubsistente, consubstanciado na atribuição de erro na classificação fiscal procedida pela Contribuinte, que se verifica correta. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar as preliminares de nulidade. O Conselheiro Belchior Melo de Sousa, neste aspecto acompanhou o relator por suas conclusões. No mérito, por maioria de votos, deuse provimento ao recurso. Vencido o Relator. Designado para a redação do voto vencedor o Conselheiro Belchior Melo de Sousa. Outros eventos ocorridos: Pedido de adiamento do julgamento, formulado pelo patrono da causa, indeferido, nos termos do § 1º do art. 56 do RICARF, haja vista que o motivo apresentado não o justifica. Fl. 579DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN 2 (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa – Redator designado Participaram, ainda, da sessão de julgamento os conselheiros Juliano Eduardo Lirani, João Alfredo Eduão Ferreira e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 282 a 294) interposto em face de decisão da DRJ São Paulo II/SP (fls. 269 a 278) que julgou procedentes os autos de infração lavrados para se exigirem CofinsImportação (fls. 1 a 7), PISImportação (fls. 8 a 14) e a multa regulamentar (fls. 17 a 20). Os lançamentos de ofício decorreram da classificação incorreta das mercadorias importadas pelo contribuinte na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Segundo a Fiscalização, tratarseia de aparelhos multifuncionais e não de impressoras, o que provocou a alteração da NCM de 8471 para 9009. Cientificado das autuações, o contribuinte apresentou Impugnação (fls. 175 a 184) e requereu, preliminarmente, a declaração de nulidade dos autos de infração, por preterição do direito de defesa, pelo fato de que, segundo ele, ter a Fiscalização o impedido de se defender de forma efetiva e abrangente. No mérito, argumentou o contribuinte que as mercadorias importadas eram impressoras HP, jato de tinta, que executam outras funções, sendo preponderante a função de imprimir. Segundo ele, a classificação adotada pela Fiscalização, qual seja, a NCM 9009.21.0, se refere a artefatos lógicos analógicos, que operam sem conexão com qualquer computador ou sistema de processamento de dados, o que não corresponde com as mercadorias por ele importadas. Por fim, solicitou a realização de perícia técnica, indicou assistente e formulou quesitos. A DRJ São Paulo II/SP julgou os lançamentos procedentes (fls. 269 a 278), tendo sido o acórdão ementado nos seguintes termos: ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 24/02/2006 a 14/03/2006 Equipamentos multifuncionais Os equipamentos multifuncionais, com duas ou mais funções, dentre as quais imprimir, `scannear' (leitura eletrônica ponto por ponto), efetuar cópias e "fax" (transmissão e recepção de Fl. 580DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 19814.000169/200617 Acórdão n.º 380302.646 S3TE03 Fl. 389 3 telecópias), conforme preceitua o Ato Declaratório Interpretativo SRF No. 7 de 26/07/2005 deve ser classificado na posição NCM 9009. Pela aplicação da regra 3c, a posição situada em último lugar, dentre as possíveis, na ordem numérica é a 9009. No âmbito da referida posição, devem ser compreendidos na subposição de primeiro nível 9009.2, que engloba os outros aparelhos de fotocópia. Finalmente, classificamse no código 9009.21.00, por serem de sistema óptico e digital, em decorrência da aplicação .das RGIs 1.a, 3c e 6.a (textos da posição 9009 e da subposição de primeiro nível 9009.2) c/c RGC1 da TEC, do Mercosul, com os esclarecimentos das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado (Decreto n° 435/92 alterado pela IN SRF n.° 481/2004). Lançamento Procedente A autoridade julgadora a quo afastou a preliminar de nulidade dos autos de infração por cerceamento do direito de defesa, considerando que a Fiscalização embasouse em provas documentais e ao contribunte se assegurou o direito de se defender no momento da Impugnação, e indeferiu o pedido de perícia, por considerála desnecessária, pelo fato de a mercadoria já se encontrar devidamente identificada nos autos. Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho (fls. 282 a 294) e requer a declaração de nulidade dos autos de infração ou de sua insubsistência, repisando os mesmos argumentos de defesa, sendo acrescentada a preliminar de nulidade pelo indeferimento imotivado do pedido de perícia técnica. É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme acima relatado, tratase de autos de infração lavrados para se exigirem CofinsImportação, PISImportação e multa regulamentar, todos eles decorrentes da alteração, procedida pela Fiscalização, na classificação das mercadorias importadas pelo contribuinte na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Preliminarmente, o Recorrente requer a declaração de nulidade dos autos de infração por cerceamento do direito de defesa e pelo indeferimento, pela autoridade julgadora de primeira instância, do pedido de perícia técnica formulado. Conforme já havia apontado o relator a quo, não se vislumbra, no presente processo, qualquer medida que afronte o direito do contribuinte à ampla defesa assegurado constitucionalmente, pois a Fiscalização agiu com base nas provas presentes nos autos, em conformidade com o contido no art. 9º do Decreto nº 70.235/1972 (Processo Administrativo Fl. 581DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Fiscal – PAF), e ao contribuinte se assegurou o direito de se manifestar acerca dos lançamentos de ofício efetuados, nos termos previstos no art. 16, § 4°, do mesmo decreto. No que tange ao indeferimento do pedido de perícia técnica, também aqui, não se detecta qualquer afronta aos direitos fundamentais do Recorrente, pois, uma vez que todos os elementos necessários à identificação das mercadorias importadas se encontram presentes nos autos, não se justifica a realização de novos exames técnicos, que, no contexto, tornamse prescindíveis para o deslinde da controvérsia. O art. 18 do Decreto n.° 70.235/1972 autoriza a autoridade julgadora a indeferir a perícia eventualmente solicitada, quando entendêla prescindível, sem que se configure tal fato cerceamento do direito de defesa. Afastamse, portanto, as preliminares arguídas, não havendo porque declarar a nulidade dos autos de infração, dado que elaborados de acordo com as regras da legislação tributária. No mérito, controvertese nos autos, tão somente, quanto à classificação das mercadorias importadas pelo Recorrente, cuja alteração, promovida pela Fiscalização, em ato de conferência aduaneira, acarretou a apuração de falta ou insuficiência no recolhimento das contribuições sociais devidas na importação, bem como o lançamento da multa regulamentar, prevista no art. 84, I, da Medida Provisória nº 2.158/2001. De acordo com a Fiscalização, as mercadorias importadas consistiam em impressoras, jato de tinta, combinadas com outras unidade de entrada e saída, que, segundo o agente autuante, se configuram em aparelhos multifuncionais, denominados fotocopiadoras digitais, capazes de efetuar funções de leitura eletrônica ponto por ponto (scanner), impressão, telecópia, fotocópia (processo indireto), trabalhando de maneira autônoma (fotocópia, impre são, transmissão e recepção de telecópia) como em ligação com um computador ou uma/rede de informática (impressão, scanning, transmissão e recepção de telecópias e fotocópias). Com base nessa identificação das mercadorias, a Fiscalização alterou a sua classificação da posição 8471.60 para a 9009.21.00, assim indentificadas: 8471 MÁQUINAS AUTOMÁTICAS PARA PROCESSAMENTO DE DADOS E SUAS UNIDADES; LEITORES MAGNÉTICOS OU ÓPTICOS, MÁQUINAS PARA REGISTRAR DADOS EM SUPORTE SOB FÔRMA CODIFICADA, E MÁQUINAS PARA PROCESSAMENTO DESSES DADOS, NÃO ESPECIFICADAS NEM COMPREENDIDAS EM OUTRAS POSIÇÕES 8471.60 Unidades de entrada ou de saída, podendo conter, no mesmo corpo, unidades de memória 8471.60.2 Outras impressoras, com velocidade de impressão inferior a 30 páginas por minuto 8471.60.21 A jato de tinta líquida, com largura de impressão inferior ou igual a 420mm 8471.60.30 Outras impressoras, com velocidade de impressão superior ou igual a 30 páginas por minuto. (...) Fl. 582DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 19814.000169/200617 Acórdão n.º 380302.646 S3TE03 Fl. 390 5 9009 APARELHOS DE FOTOCÓPIA, POR SISTEMA ÓPTICO OU POR CONTATO, E APARELHOS DE TERMOCÓPIA. 9009.2 Outros aparelhos de fotocópia 9009.21.00 Por sistema óptico Consta dos autos, às fls. 69 a 95, cópia do manual de um dos modelos dos equipamentos importados, qual seja, a HP Officejet 5610, em que é possível constatar, com base nas ilustrações e nas instruções de instalação, funcionamento e manutenção, que se trata de aparelhos multifuncionais, que desempenham, dentre outras, funções de impressora e de fotocopiadora. Em consulta à internet, no endereço eletrônico www.bondfaro.com.br, constatouse que, de acordo com a especificação técnica informada, todos os demais equipamentos identificados nos autos de infração (HP 4255, 5610 e 3110) são, em verdade, aparelhos multifuncionais, que desempenham as funções de impressora, copiadora, scanner e fax. De acordo com o próprio interessado, as impressoras sob comento executam outras funções, sendo, contudo, a impressão, a principal, por apresentar maior relevância técnica, operacional e comercial (fls. 182 e 290). No dizer do Recorrente, “O fato de obterse cópias, de uma forma diferente, circunstancial, solitária, nada usual, estranha à concepção e aos propósitos, que dizem respeito à impressora HP, isto não deveria servir de referência para orientar, fundamentar ou influenciar, a adoção de critério de classificação” (fl. 291). Ainda segundo o Recorrente, “ao baixar o Decreto n° 5.802, de 06 de junho de 2006, criando na TIPI os desdobramentos na descrição dos produtos, o Governo reconheceu que os produtos com mais de uma função, denominados multifuncionais, deveriam classificar se pela posição SH 8471, e não pela posição 9009” (fl. 291). Essa alteração na TIPI promovida pelo citado Decreto nº 5.802/2006 é posterior à data da lavratura dos autos de infração sobre os quais se controverte nos autos, sendo que, em 29 de dezembro de 2006, esse mesmo decreto foi revogado pelo Decreto nº 6.006, que aprovou a nova TIPI, atualmente em vigor. Na nova TIPI, de acordo com a Nota 5 D do Capítulo 84, as impressoras, as máquinas copiadoras, os telecopiadores (fax), mesmo combinados entre si, não se classificam na posição 8471, mas na posição 8443.3. Por outro lado, a posição 9009 deixou de existir na nova TIPI. Registrese que a presente análise se dará tendose por base a TIPI vigente à época dos lançamentos, quando havia a previsão da posição 8471.60 para as impressoras e a posição 9009.2 para as fotocopiadoras. Como as mercadorias englobam ambas as funções, resta verificar, com base nas Regras Gerais de interpretação do Sistema Harmonizado, em qual delas devem ser classificadas as mercadorias. A Regra 3 do Sistema Harmonizado encontrase assim definida: Fl. 583DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN 6 3. Quando pareça que a mercadoria pode classificarse em duas ou mais posições por aplicação da regra 2 b) ou por qualquer outra razão, a classificação deve efetuarse da seguinte forma: a) A posição mais específica prevalece prevalece sobre as mais genéricas. Todavia, quando duas ou mais posições se refiram, cada uma delas, a apenas uma parte das matérias constitutivas de um produto misturado ou de um artigo composto, ou a apenas um dos componentes de sortidos acondicionados para venda a retalho, tais posições devem considerarse, em relação a esses produtos ou artigos, como igualmente específicas, ainda que uma delas apresente uma descrição mais precisa ou completa da mercadoria. b) Os produtos misturados, as obras compostas de matérias diferentes ou constituídas pela reunião de artigos diferentes e as mercadorias apresentadas em sortidos acondicionados para venda a retalho, cuja classificação não se possa efetuar pela aplicação da Regra 3 a), classificamse pela matéria ou artigo que lhes confira a característica essencial, quando for possível realizar esta determinação. c) Nos casos em que as Regras 3 a) e 3 b) não permitam efetuar a classificação, a mercadoria classificase na posição situada em último lugar na ordem numérica, dentre as suscetíveis de validamente se tomarem em consideração. Iniciandose com a regra 3 a), concluise que, pelo fato de os equipamentos funcionarem tanto como impressoras quanto como fotocopiadoras, ambas as funções são igualmente específicas, não servindo, portanto, a regra 3 a) para o deslinde da questão. Valendose da regra 3 b), também não se conclui de forma peremptória, pois os aparelhos multifuncionais, a depender do foco de sua utilização por parte do usuário, desempenham ambas as funções, não se podendo afirmar, de antemão, qual delas é a essencial, pois, por exemplo, numa instituição que opera, preponderantemente, com a extração de cópias de livros antigos impressos em papel, a função fotocopiadora será essencial, enquanto que, numa outra, cuja atividade é a elaboração de textos por meio de computadores, a função impressora se destacará. No passado recente, quando precisávamos, em nossas casas ou nos ambientes de trabalho, de aparelhos que desempenhassem as funções de impressora, copiadora, scanner e fax, tínhamos que adquirilos separadamente. Atualmente, com os equipamentos multifuncionais, tais funções passaram a ser desempenhadas por uma única máquina, inexistindo razão à hierarquização das referidas funções, pois, ainda que a função impressora seja a mais demandada para, por exemplo, um estudante de mestrado ou doutorado, isso não significa que ela seja mais importante ou mais essencial do que as demais, pois o uso será determinado pelas necessidades dos diferentes usuários. Partese, portanto, para a regra 3 c), segundo a qual, não se resolvendo a questão com base nas regras 3 a) e 3 b), a classificação da mercadoria se dará na posição situada em último lugar na ordem numérica, dentre as suscetíveis de validamente se tomarem em consideração. Dessa forma, valendose da regra 3 c), temse como correta a classificação adotada pela Fiscalização, qual seja, a posição 9009.2. Fl. 584DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 19814.000169/200617 Acórdão n.º 380302.646 S3TE03 Fl. 391 7 Essa conclusão, inclusive, consta do Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 7/2005, cujo teor é o seguinte: Artigo único. As máquinas multifuncionais, que realizam duas ou mais funções tais como impressão, cópia, transmissão de facsimile e escâner, capazes de se conectarem a uma máquina automática para processamento de dados ou a uma rede, classificamse na posição 90.09 da Nomenclatura Comum do Mercosul. Quanto às penalidades aplicadas – multa de ofício e multa regulamentar –, devese ressaltar que, não havendo prescrição legal em sentido contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária é da espécie objetiva, não dependendo da intenção ou vontade do agente ou do responsável, afastandose, portanto, qualquer exigência de dolo ou culpa para sua caracterização. Com base no art. 150, § 6°, da Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no art. 128 do CTN, a dispensa de pagamento de tributo e a anistia ou remissão de penalidades exigem previsão legal expressa, não sendo possível presumir a exclusão da responsabilidade do contribuinte, mormente em razão do fato de que a capacidade contributiva revelada em face do fato gerador é dele. Os acréscimos legais exigidos no auto de infração são assim disciplinados pelo CTN: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. Os artigos 44 e 47 da Lei n° 9.430/1996 citados no reproduzido art. 14 supra assim dispõem: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) I de 75% (setenta e cinco por cento) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata; (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) II de 50% (cinqüenta por cento), exigida isoladamente, sobre o valor do pagamento mensal: (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) Quanto à multa regulamentar, devese registrar que, diferentemente do alegado pelo Recorrente, a sua previsão legal não é o art. 45 da Lei nº 9.430/1996, mas o art. 84, I, da Medida Provisória nº 2.158/2001, cujos dispositivos, assim como aqueles relativos à multa de ofício, são de observância obrigatória por parte da Administração tributária, cuja atividade é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade. No que tange aos juros de mora, temse que o art. 13 da Lei nº 9.065/1995 estipula que, a partir do mês de abril de 1995, os juros incidentes sobre débitos tributários Fl. 585DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN 8 federais serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente. O § 3º do art. 61 da Lei nº 9.430/1996 estipula que, aos débitos para com a União, serão acrescidos juros de mora calculados à taxa Selic. Outra não é a dicção da súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais. Portanto, constatase que as multas aplicadas, bem como os juros acrescidos ao principal, encontramse previstos em lei, nada havendo a reformar nos autos de infração quanto aos acréscimos legais exigidos. Diante do exposto, NEGO provimento ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator Voto Vencedor Conselheiro relator Belchior Melo de Sousa Como visto, a lide trata da classificação fiscal de aparelhos HP OFFICEJET 4255, HP OFFICEJET 5610, HP PHOTOSMART 3110, multifuncionais, que contemplam as funções de impressão, copiadora facsímile e digitalização, que a Recorrente o fez no NCM 8471.60.24 e o Fisco entendeu ser no NCM 9009.21.00, por força do Ato Declaratório Interpretativo SRF n° 7, de 26 de julho de 2005, segundo os termos a seguir: Ocorre que em ato de conferência física, de todo o material supra mencionado, foi constatado erro de "descrição detalhada da mercadoria", com conseqüente erro de Classificação Tarifária, visto tratarem se de: APARELHOS MULTIFUNCIONAIS denominados fotocopiadora (sic) digital, capaz de efetuar as seguintes funções: leitura eletrônica ponto por ponto (scanner), impressão, Fotocópia (processo indireto) e que trabalha tanto de maneira autônoma (fotocópia, impressão, transmissão e recepção de telecópia) como em ligação com um computador ou uma rede de informática (impressão, scanning, transmissão e recepção de telecópias e fotocópias), cujo erro de descrição, reflete também em erro de Classificação Tarifária NBM/NCM, tendo em vista que, para tais produtos foi estabelecido a Classificação Especifica na posição NCM/NBM 9009, nos termos do Ato Declaratório Interpretativo SRF n ° 7, de 26 de julho de 2005 (DOU de 28/07/2005) Preceitua o Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 07/2005: Fl. 586DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 19814.000169/200617 Acórdão n.º 380302.646 S3TE03 Fl. 392 9 Artigo único. As máquinas multifuncionais, que realizam duas ou mais funções tais como impressão, cópia, transmissão de facsimile (sic) e escâner, capazes de se conectarem a uma máquina automática para processamento de dados ou a uma rede, classificamse na posição 90.09 da Nomenclatura Comum do Mercosul. Podese ver da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fl. 03, que, como a luva à mão, a Fiscalização simplesmente “vestiu”o fato imponível com a norma supra. Dito noutros termos, identificados os equipamentos como aparelhos multifuncionais aplicouse diretamente o ADI SRF nº 7/2005. Afirma o d. Relator que o Fisco procedeu de acordo com as provas dos autos, o que seria extrair sua conclusão do manual anexado, apenas do aparelho HP OFFICEJET 5610, fls. 74 a 96, com reforço do documento de fls. 97 a 102, para a atribuição da nova descrição dos produtos como fotocopiadora digital. Que a Fiscalização possa ter feito tal dedução desses elementos terá sido exercício intelectivo, de ordem subjetiva, que não se pode aferir. Porém, objetivamente, asseguro que, além de ser um manual de instalação, configuração e resolução de problemas na impressão, em nada elucidativo quanto ao desenvolvimento das funções do aparelho, em nenhuma linha sequer há a identificação do produto como fotocopiadora digital. Assim, a atribuição, pelo Fisco, da denominação fotocopiadora digital, foi ato que conota corresponder à forja de um elo com a nomenclatura pertinente ao código NCM 9009.21.09, fotocopiadora por sistema óptico, para justificar a obediência ao ADI SRF 7/2005. Com alguma razão a Recorrente ao apontar para a precariedade da justificativa da Fiscalização em servirse apenas do indigitado Ato Declaratório para efetuar a classificação, pois tal Ato, com efeito, tem a mácula de ser lacônico e manter inacessíveis como que por detrás de um véu translúcido, qual seja o processo administrativo nele indicado os fundamentos técnicos que ensejaram o seu enunciado. Daí, as considerações feitas na Turma, por ocasião do julgamento, quanto a anular o feito fiscal por cerceamento do direito de defesa, divergência esta apontada contra o voto do d. Relator, por se erigir a rejeição da preliminar de nulidade por ele proposta em vista do fundamento em que se ancorou a Fiscalização como prejudicial ao mérito, se o rumo da decisão se perfizesse em negar provimento ao recurso, posto não dispor a Reclamante dos arrazoados técnicos em que está fundado o dito ADI para determinar a classificação dos aparelhos multifuncionais como fotocopiadoras. Não obstante a obscuridade do ADI 07/2005 ligada à taxatividade sem preâmbulo com os motivos da imposição, e a inacessibilidade do processo administrativo que o respalda, a impedir a ampla defesa da Contribuinte a possibilidade de enfrentar o mérito, à margem dos argumentos da Defesa, permitiu votar pela rejeição da preliminar. Mérito Tem razão a Recorrente quando afirma que o ADI 07/2005, não elimina a incidência dos preceitos inseridos no Sistema Harmonizado, que definem os critérios legais relacionados com a classificação das mercadorias, consubstanciados nas Regras Gerais de Classificação. Fl. 587DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN 10 Coloquese, primeiramente, que não há no catálogo anexado nenhuma indicação de que os produtos sejam denominados de fotocopiadora digital, nem mesmo de impressora a jato de tinta apta a assumir outras funções secundárias. Em todo o catálogo o produto é chamado de HP AllinOne, vale dizer, HP multifuncional. São concebidos para serem conectados a um computador/notebook, (nas funções de imprimir, digitalizar e telecópiar) ou para operar autonomamente (nas funções de digitalização, fotocópia, facsímile), e, ainda, ligada a uma rede telefônica, opera na função de secretária eletrônica. Estas características são reconhecidas no auto de infração. A Fiscalização, fls. 103/104, servese, “para reforçar”” o seu “trabalho de Interpretação de Classificação Tarifária”, de Parecer do AdvogadoGeral ao Tribunal de Justiça, da França, fls. 97 a 102, de questão posta pelo Tribunal d’Instance de Paris, por meio do qual certifica não haver invalidade na classificação, pela Aduana daquele País, dos aparelhos multifuncionais no NC (Nomenclatura Combinada) 8517 21 00. Vejase excertos do Parecer: Não se pode, portanto, considerar que a classificação feita pelo Regulamento n.° 2184/97 vale para todo o aparelho multifunções combinando as mesmas funções, independentemente das suas características especificas. É, portanto, pela aplicação, entre outras, da nota 3 da Secção XVI, que impõe que seja tomada em consideração a função principal do aparelho, que a classificação é feita na posição 8517 21 00. ... Não temos, pois, motivo para por em duvida a afirmação da Comissão de que foi porque se verificou, em concreto, que, a função de telecópia constitua a função principal, que foi classificada na posição 8517 21 00, mesmo se o Regulamento possa parecer elíptico quanto às razões que levaram a Comissão a chegar a esta conclusão. Em todo o caso, regulamento não afirma, de nenhuma forma, que a presença da telecópia entre as funções que assegura um aparelho multifunções conduz necessariamente à conclusão de que esta função sobressai em relação às outras e determina a classificação. [g.n] ... o Regulamento n.° 218419 nunca pretendeu fazer prevaiecer sistematicamente, para os aparelhos multifunções que combinam scanner, impressora, telecopiador e fotocopiador, a função de telecópia. ... Terseá que definir qual é a função principal dos aparelhos em questão, examinando cuidadosamente o que trazem em termos de melhorias diferentes funções que podem preencher, comparandoas com as dos aparelhos especializados nas suas diferentes funções Não suscita assim qualquer dúvida que, não existindo identidade entre dois aparelhos, é o exame das características de Cada um que determina a sua classificação e não uma das suas funções a Fl. 588DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 19814.000169/200617 Acórdão n.º 380302.646 S3TE03 Fl. 393 11 que se atribua, arbitrariamente, o reconhecimento de uma superioridade de principio. Na verdade, poderseiam emitir algumas reservas pela maneira como e expresso o fundamento da classificação operada pelo regulamento, na medida em que, como o comprova a questão colocada pelo órgão jurisdicional de reenvio, este fundamento não elimina inteiramente o risco de uma interpretação errada. Teria sido de longe preferível, que fossem antecipadamente explicitadas as razões que permitiam afirmar a superioridade da função de telecópia, o que teria permitido verificar que esta superioridade tinha ressaltado no termo de um exame in concreto. Mas o facto de o fundamento não ser, no caso concreto, perfeito, não é, em nosso entender, suficiente para afectar a validade do regulamento em causa, tanto mais que, como pensamos têlo demonstrado, uma leitura atenta do conjunto do fundamento, que figura na coluna direita do anexo, permite, mediante referência 6 nota 3 da Secção XVI, compreender que a classificação operada é o resultado de um exame in concreto. Muito embora se esteja ora a proceder a exame de legalidade no âmbito de um sistema internacional de classificação de mercadorias que, por sua própria denominação, existe para funcionar de forma harmonizada, esse documento, cujos excertos estão transcritos acima, além de não ter qualquer efeito vinculante para a Aduana aqui, contém contradições bem perceptíveis a uma leitura atenta. Seu resumo é o entendimento de que o regulamento que analisa e que na linha do ADI 7/2005 atribui um código para os multifuncionais não afirma que a classificação desses aparelhos deva ser sempre a mesma, cabendo examinarse a peculiaridade do equipamento e sua função principal. O AdvogadoGeral afirma isso, ao mesmo tempo em que defende que o Regulamento não está a dizer que a função de telecópia sobressaia entre as demais. Ainda assim, contraditoriamente, corrobora a classificação do equipamento nessa mesma função, telecopiadora, como determinou o regulamento sub examine, naquele Tribunal Ao fim do documento, o subscritor faz crítica: i) à maneira como foi expresso o fundamento da classificação; ii) à possibilidade da generalização trazida pelo regulamento não eliminar riscos de erro na classificação, em face de casos concretos; e iii) à ausência de explicação de como o regulamento definiu como função principal dos aparelhos multifuncionais a telecópia, embora deduzindo ser decorrente da aplicação da nota 3 da Seção XVI, da Nomenclatura Combinada. Poderseia dizer que qualquer semelhança do citado regulamento e desse documento, em sua obscura imposição, com o ADI SRF 7/2005 e com as situações canhestras geradas por eles é mera coincidência, não fosse este último decorrente, provavelmente, da ação de harmonizar o sistema. Uma outra contradição existe, esta na ação fiscal, que se utiliza como reforço de interpretação um documento que decide a classificação de equipamentos multifuncionais no código 8517.21.00 e, no entanto, aplica o código determinado pelo ADI SRF 7/2005, 9009.21.00. E não há explicação do porquê não fez o mesmo enquadramento, do qual resultaria a mesma alíquota do IPI já utilizada pela Contribuinte, 15%. O nobre Relator ad quem, palmilhou o mesmo caminho já trilhado pela decisão de piso e pelo subscritor do documento estrangeiro anexado. Com o máximo respeito à Fl. 589DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN 12 sua dignidade, considero que em seu voto fez ele um contorcionismo no uso das Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado para chegar a um resultado que naturalmente não se chegaria, tendente apenas a atestar a correção do ato de classificação procedido pela Fiscalização, e, por via oblíqua, confirmar a correção do enunciado do ADI SRF 7/2005, sobre o qual a Autoridade Fiscal fundouse estritamente. Assim mesmo procederam as autoridades retro citadas. O i. Relator, dispensou as regras 3.a e 3.b, e avançando para a regra 3.c, pela qual a classificação da mercadoria se deve dar “na posição situada em último lugar na ordem numérica, dentre as suscetíveis de validamente se tomarem em consideração.”. A sua eleição pela ordem numérica situada no capítulo 90 contradiz o seu abandono pelas regras 3.a e 3.b, que o firmou na afirmação de que não há essencialidade ou preponderância entre as funções do aparelho, mas, sem guardar coerência entre a premissa e a conclusão, atribui aos produtos em apreço a função preponderante de fotocopiadora. Ao fazer essa escolha, deixou ele de reparar que o código eleito, 9009.2 situa se no início do último decil dos capítulos da TIPI (capítulo 90), no primeiro decil dos subcapítulos 90[09] e no segundo decil das posições do subcapítulo 09.[2], não ocupando o código eleito o último lugar em nada. Portanto, não há como, tecnicamente, concluir pela forma como votou, segundo seus termos a seguir: Partese, portanto, para a regra 3 c), segundo a qual, não se resolvendo a questão com base nas regras 3 a) e 3 b), a classificação da mercadoria se dará na posição situada em último lugar na ordem numérica, dentre as suscetíveis de validamente se tomarem em consideração. Dessa forma, valendose da regra 3 c), temse como correta a classificação adotada pela Fiscalização, qual seja, a posição 9009.2. Não é falsa, a meu ver, a afirmação de caráter comercial que se ouve, e de percepção básica por quem tem razoável manuseio desses equipamentos, de que “não se compra um multifuncional para tirar cópias”, sobretudo tratandose o seu processo de impressão a jato de tinta, in casu, porquanto patente sua inviabilidade econômica, de sorte a se dever denominálo de fotocopiadora. Por isso, entendo que classificar o produto como fotocopiadora por sistema óptico seja um meandro bem sinuoso. O equipamento é concebido para se ajustar a qualquer natureza de demanda, seja imprimir, escanear, copiar ou telecopiar. Todavia, se há que se cogitar de uma função preponderante para tal aparelho multifuncional esta seria, sem sombra de dúvida, a de impressora. É lugar comum em sítios na internet e no mercado chamarse o produto de impressoras multifuncionais e não fotocopiadoras multifuncionais, a exemplo do que se vê do sítio (http://www.psantos.org /ficheiros/intro1.php) As impressoras multifunções são as impressoras que conjugam num só aparelho scanner, impressora e por vezes FAX. Estas impressoras tem a vantagem de ocupar menos espaço que o conjunto dos componentes e podem ser usadas como fotocopiadoras. Fl. 590DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 19814.000169/200617 Acórdão n.º 380302.646 S3TE03 Fl. 394 13 A maioria dos modelos mais recentes permite sem ligar o computador tirar cópias e fazer ampliação de fotografias a cores com bons resultados. Anotese que o entendimento da SRF expresso no ADI 7, de 26 de junho de 2005, perdurou por pouco tempo, até quando o Decreto nº 5.802, de 8 de junho de 2006, alterando a TIPI/2002, publicada no Decreto nº 4.542/2002, especificamente nesta matéria, veio fixar com clareza a classificação dos multifuncionais no código 8471.60.2, criando um “Ex” para admitir o equipamento como impressoras providas de duas ou mais das seguintes funções: copiar e facsímile. Um “Ex” para cada tipo e classificação de impressora em cada subposição. Não se trata, como entendeu o d. Relator, de aplicar retroativamente a nova TIPI. Na ausência de uma identificação específica para os multifuncionais na TIPI/2002 (Decreto nº 4.542/2002), o que a alteração desta pelo dito decreto (Decreto nº 5.802/2006) vem informar é que o uso adequado das Regras Gerais, ao tempo, resultaria em se plotar, indefectivelmente, tais aparelhos no código que indicou, 8471.60.2. Logo a seguir, no mesmo ano, o Decreto nº 6.006, de 28 de dezembro de 2006, trouxe clareza solar à classificação desses produtos, ao fixar para esses aparelhos o código 8443, cujo título do capítulo fezse “Máquinas e aparelhos de impressão por meio de blocos, cilindros e outros elementos de impressão da posição 8442; outras impressoras, máquinas copiadoras e telecopiadores (fax), mesmo combinados entre si; partes e acessórios.”. Ao tempo em que a nova TIPI eliminou as dúvidas na classificação dos multifuncionais, despeja luz sobre a solução do presente conflito e endossa o que até aqui vem se demonstrando. Do novel enquadramento e do desenvolvimento da tabela nas suas posições e subposições dessumese que a classificação haverá de levar em conta, necessariamente, o exame das peculiaridades de cada equipamento e, não só isso, que a classificação resultará da identificação de alguma característica preponderante, quando as funções estiverem combinadas entre si. Esta é a mensagem implícita do NCM 8443, a orientar o exame das Regras Gerais para a presente controvérsia. A nota “5” do capítulo 84, então vigente, Decreto 4.524/2002, não mostra existir qualquer exclusão das unidades funcionais de que aqui se trata, do capítulo/subcapítulo 8471, cuja leitura permite entrever, em meu sentir, a inclusão dos multifuncionais no dito código: 5. A) Consideramse máquinas automáticas para processamento de dados, na acepção da posição 84.71: a) as máquinas digitais capazes de: 1) registrar em memória programa ou programas de processamento e, pelo menos, os dados imediatamente necessários para a execução de tal ou tais programas; 2) serem livremente programadas segundo as necessidades do seu operador; 3) executar operações aritméticas definidas pelo operador; e Fl. 591DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN 14 4) executar, sem intervenção humana, um programa de processamento, podendo modificarlhe a execução, por decisão lógica, no decurso do processamento; b) as máquinas analógicas capazes de simular modelos matemáticos, comportando, pelo menos: órgãos analógicos, órgãos de comando e dispositivos de programação; c) as máquinas híbridas, compreendendo uma máquina digital associada a elementos analógicos ou uma máquina analógica associada a elementos digitais. B) As máquinas automáticas para processamento de dados podem apresentarse sob a forma de sistemas compreendendo um número variável de unidades distintas. Ressalvadas as disposições da alínea E) abaixo, considerase como fazendo parte do sistema completo qualquer unidade que preencha simultaneamente as seguintes condições: a) ser do tipo exclusiva ou principalmente utilizado em um sistema automático de processamento de dados; b) ser conectável à unidade central de processamento, seja diretamente, seja por intermédio de uma ou de várias outras unidades; e c) ser capaz de receber ou fornecer dados em forma códigos ou sinais utilizável pelo sistema. C) As unidades de uma máquina automática para processamento de dados, apresentadas isoladamente, classificamse na posição 84.71. D) As impressoras, os teclados, os dispositivos de entrada de coordenadas x,y e as unidades de memória de discos que preencham as condições referidas nas alíneas B) b) e B) c), acima, classificamse sempre como unidades, na posição 84.71. E) As máquinas que exerçam uma função própria que não seja o processamento de dados, incorporando uma máquina automática para processamento de dados ou trabalhando em ligação com ela, classificamse na posição correspondente à sua função ou, caso não exista, em uma posição residual.[g.n.] Por sua vez, a Regra 3.b, prescreve: 3.b) Os produtos misturados, as obras compostas de matérias diferentes ou constituídas pela reunião de artigos diferentes e as mercadorias apresentadas em sortidos acondicionados para venda a retalho, cuja classificação não se possa efetuar pela aplicação da Regra 3 a), classificamse pela matéria ou artigo que lhes confira a característica essencial, quando for possível realizar esta determinação. [g.n.] Desse modo, ante o conflito aparente resultante da descrição do produto, tendose em mira a conseqüente classificação suprimindo a inexistência, então, de código específico para aparelho multifuncional, denominado HP OFFICEJET algumas vezes chamado de impressoras multifuncionais a jato de tinta (ou a laser), denotando, de alguma Fl. 592DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 19814.000169/200617 Acórdão n.º 380302.646 S3TE03 Fl. 395 15 forma, uma sutil preponderância dessa característica podese atender o disposto na Regra 3.b para se alcançar a classificação mais consentânea com os produtos sob foco. Portanto, é forçoso concluir como correta a classificação procedida àquele tempo pela Contribuinte. Pelo exposto, VOTO POR DAR provimento ao recurso. Sala das sessões, 21 de março de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 593DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN 16 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE INTIMAÇÃO Processo nº: 19814.000169/200617 Interessada: HEWLETTPACKARD BRASIL S/A Intimese um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, do teor do Acórdão no 380302.646, de 21 de março de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009. Brasília DF, em 21 de março de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciência Data: ____/___________/________ _____________________________ Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ ] apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração. [ ] _________________________ Fl. 594DF CARF MF Impresso em 13/12/2012 por LEVI ANTONIO DA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/05/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 01/05/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 14/05/2012 por ALEXANDRE KERN
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