Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,087)
- Segunda Turma Ordinária d (18,060)
- Primeira Turma Ordinária (16,567)
- Primeira Turma Ordinária (16,459)
- Primeira Turma Ordinária (16,358)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,296)
- Segunda Turma Ordinária d (16,086)
- Segunda Turma Ordinária d (14,575)
- Primeira Turma Ordinária (13,128)
- Primeira Turma Ordinária (12,614)
- Segunda Turma Ordinária d (12,554)
- Primeira Turma Ordinária (11,521)
- Quarta Câmara (11,514)
- Quarta Câmara (85,999)
- Terceira Câmara (68,521)
- Segunda Câmara (57,460)
- Primeira Câmara (21,771)
- 3ª SEÇÃO (16,296)
- 2ª SEÇÃO (11,369)
- 1ª SEÇÃO (6,889)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (128,887)
- Segunda Seção de Julgamen (116,175)
- Primeira Seção de Julgame (78,015)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,150)
- Terceiro Conselho de Cont (25,980)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,430)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,612)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,273)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,232)
- HELCIO LAFETA REIS (3,928)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,937)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,875)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,791)
- WILDERSON BOTTO (2,683)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,961)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,925)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,477)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,674)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2026 (16,704)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2026 (20,932)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 35301.007180/2006-44
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Jan 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2002
PREVIDENCIÁRIO. CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA. NÃO INCIDÊNCIA DE 11% PARA OS SERVIÇOS PRESTADOS POR EMPRESAS DO SIMPLES.
A empresa que contrata um serviço contínuo, que fica a sua disposição e se encontra previsto na lista constante no art. 219 § 2o do Decreto n. 3.048/99, deve reter 11% do valor da nota fiscal ou fatura, a título de Contribuição Previdenciária.
Não incide Contribuição Previdenciária de 11% em relação à cessão de mão-de-obra, quando a empresa contratada pertencer ao SIMPLES.
MULTA.
Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, c do CTN.
Numero da decisão: 2403-001.699
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos rejeitar a preliminar acerca do MPF. No Mérito, considerar inexigível os valores das notas fiscais dos serviços prestados pelas empresas Gianto Serviços de Leituras Ltda ME., JM Prestadora de Serviços Ltda., Tavares & Andrade Guarujá Ltda ME, Tecnicopias Reproduções Técnicas Ltda., Transveloz, por ser optante do simples à época dos fatos geradores, bem como, por maioria de votos determinar o recálculo da multa, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora.
Fez sustentação oral a advogada da recorrente Dra. Vivian Casanova de Carvalho Eskenazi 128556/OAB/RJ.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Carolina Wanderley Landim, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2002 PREVIDENCIÁRIO. CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA. NÃO INCIDÊNCIA DE 11% PARA OS SERVIÇOS PRESTADOS POR EMPRESAS DO SIMPLES. A empresa que contrata um serviço contínuo, que fica a sua disposição e se encontra previsto na lista constante no art. 219 § 2o do Decreto n. 3.048/99, deve reter 11% do valor da nota fiscal ou fatura, a título de Contribuição Previdenciária. Não incide Contribuição Previdenciária de 11% em relação à cessão de mão-de-obra, quando a empresa contratada pertencer ao SIMPLES. MULTA. Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, c do CTN.
turma_s : Sexta Câmara
dt_publicacao_tdt : Wed Jan 09 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 35301.007180/2006-44
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5180165
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 11 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2403-001.699
nome_arquivo_s : Decisao_35301007180200644.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
nome_arquivo_pdf_s : 35301007180200644_5180165.pdf
secao_s : Segundo Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos rejeitar a preliminar acerca do MPF. No Mérito, considerar inexigível os valores das notas fiscais dos serviços prestados pelas empresas Gianto Serviços de Leituras Ltda ME., JM Prestadora de Serviços Ltda., Tavares & Andrade Guarujá Ltda ME, Tecnicopias Reproduções Técnicas Ltda., Transveloz, por ser optante do simples à época dos fatos geradores, bem como, por maioria de votos determinar o recálculo da multa, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Fez sustentação oral a advogada da recorrente Dra. Vivian Casanova de Carvalho Eskenazi 128556/OAB/RJ. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Marcelo Magalhães Peixoto - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Carolina Wanderley Landim, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos.
dt_sessao_tdt : Wed Oct 17 00:00:00 UTC 2012
id : 4433471
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041212798140416
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 18; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2406; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35301.007180/200644 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 2403001.699 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 17 de outubro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente XEROX COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2002 PREVIDENCIÁRIO. CESSÃO DE MÃODEOBRA. NÃO INCIDÊNCIA DE 11% PARA OS SERVIÇOS PRESTADOS POR EMPRESAS DO SIMPLES. A empresa que contrata um serviço contínuo, que fica a sua disposição e se encontra previsto na lista constante no art. 219 § 2o do Decreto n. 3.048/99, deve reter 11% do valor da nota fiscal ou fatura, a título de Contribuição Previdenciária. Não incide Contribuição Previdenciária de 11% em relação à cessão de mão deobra, quando a empresa contratada pertencer ao SIMPLES. MULTA. Recálculo da multa para que seja aplicada a mais benéfica ao contribuinte por força do art. 106, II, “c” do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos rejeitar a preliminar acerca do MPF. No Mérito, considerar inexigível os valores das notas fiscais dos serviços prestados pelas empresas Gianto Serviços de Leituras Ltda – ME., JM Prestadora de Serviços Ltda., Tavares & Andrade Guarujá Ltda – ME, Tecnicopias Reproduções Técnicas Ltda., Transveloz, por ser optante do simples à época dos fatos geradores, bem como, por maioria de votos determinar o recálculo da multa, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa de mora. Fez sustentação oral a advogada da recorrente Dra. Vivian Casanova de Carvalho Eskenazi 128556/OAB/RJ. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 30 1. 00 71 80 /2 00 6- 44 Fl. 648DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Carolina Wanderley Landim, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Maria Anselma Coscrato dos Santos. Fl. 649DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35301.007180/200644 Acórdão n.º 2403001.699 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, DEBCAD 35.804.5070, consolidada em 02/06/2005, cuja notificação ocorreu em 07/07/2005 (fl. 2), lavrado em face da XEROX COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA, no valor de R$ 163.555,51 (cento e cinquenta e três mil, quinhentos e cinquenta e cinco reais e cinquenta e um centavos), em relação ao período compreendido entre: 02/1999 a 12/2002. A autuação se deu por ter, segundo a fiscalização, deixado o contribuinte de recolher 11% do valor bruto da nota fiscal, na condição de empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra e empreitada, nos termos do art. 31 da Lei n. 8.212/91. Segundo o relatório fiscal (fls. 74/92), o débito apurado após a verificação por meio dos registros contábeis e com a descrição dos serviços executados nos contratos firmados entre a empresa objeto de fiscalização e empresa prestadoras de serviço, na forma abaixo, in verbis: “AM SERVIÇOS LTDA (Levantamento AM) CLÁUSULA PRIMEIRA O presente contrato tem por objeto a prestação, por parte da CONTRATADA à CONTRATANTE dos seguintes serviços: leitura de máquinas normais e especiais locadas pela contratante em poder dos seus usuários na cidade de Natal – RN; entrega de faturas normais e especiais na cidade de Natal; e digitação de cartões de leitura, em equipamentos da CONTRATANTE, de todo o estado do Rio Grande do Norte. CARGOMAX CONSULTORIA E PLANEJAMENTO DE TRANSPORTES LTDA – (Levantamento CGX) CLAUSULA I O objeto deste contrato é a prestação de serviço pela CONTRATADA de: A) Leitura de Equipamento Os serviços a serem prestados consistirão de leitura dos medidores dos equipamentos da CONTRATANTE, instalados em cliente da mesma, bem como do preenchimento dos cartões de leitura com as respectivas assinaturas dos clientes e dos leituristas no ato da medição, sendo que estes equipamentos encontramse instalados em localidades dentro do estado de Minas Gerais. B) Entrega de Faturas Fl. 650DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 Os serviços prestados consistirão na entrega de faturas emitidas pela CONTRATANTE contra seus clientes na cidade de Belo Horizonte – MG e/ou cidades vizinhas num raio de até 50 KM. COPY DATA ASSESSORIA EMPRESARIAL LTDA (Levantamento CPD) CLÁUSULA PRIMEIRA: A CONTRATADA se compromete a executar serviços de leitura nos equipamentos de propriedade da CONTRATANTE, e em poder de seus clientes nas localidades pertencentes à jurisdição da Filial desta em Campinas, SP, e que desde já, a CONTRATADA declara conhecer. COMPRASSE COBRANÇA E SERVIÇO LTDA (LEVANTAMENTO CPS) Não apresentado. Registro contábeis na conta Serviços de Terceiros. GIANTO COBRANÇAS E SERVIÇOS LTDA (Levantamento GIA) CLÁUSULA PRIMEIRA: A CONTRATADA se compromete a executar serviços de leitura nos equipamentos de propriedade da CONTRATANTE, e em poder de seus clientes nas localidades pertencentes à jurisdição da Filial desta em Ribeirão Preto, SP, e que desde já, a CONTRATADO declara conhecer. HELIO DOS REIS SILVA (Levantamento HLR) Não apresentado. Registros contábeis na conta Leitura de Máquinas. JM PRESTADORA DE SERVIÇOS LTDA (Levantamento JM) 1. O presente contrato tem como objeto a prestação de serviços, a serem executados pela CONTRATADA, de leitura de medidores de cópias de equipamento XEROX, de propriedade da XEROX INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA, locados e em poder de seus clientes, bem como entrega de documentos a clientes XEROX indicados pela contratante e digitações de cartão de leitura. TAVARES E ANDRADE GUARUJÁ LTDA (Levantamento TAV) 1 – DO OBJETO O presente contrato tem por objeto o fornecimento pela CONTRATADA à XEROX, dos serviços de leitura nos equipamentos indicados pela XEROX, instalados e em poder dos clientes desta, dentro da Região de São Paulo/SP, tal como descrita e caracterizada no ANEXO III, parte integrante deste, sem exclusividade, e que, desde já a CONTRATADA declara ter total ciência. Fl. 651DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35301.007180/200644 Acórdão n.º 2403001.699 S2C4T3 Fl. 4 5 TECNICÓPIAS REPRODUÇÕES TÉCNICÓPIAS LTDA (Levantamento TEC) CLÁUSULA PRIMEIRA: A CONTRATADA se compromete a executar serviços de leitura nos equipamentos de propriedade da CONTRATANTE, e em poder de seus clientes, bem como executar serviços de entregas de faturas, nas localidades pertencentes à jurisdição da Filial Curitiba, e que desde já, a CONTRATADA declara conhecer. TRANSVELOZ SERVIÇOS DE LEITURA MÁQUINAS COPIADORAS LTDA (Levantamento TVZ) CLAUSULA PRIMEIRA: A CONTRATADA se compromete a executar serviços de leitura nos equipamentos de propriedade da CONTRATANTE, e em poder de seus clientes, nas localidades pertencentes à jurisdição da Filial Londrina, e que desde já, a CONTRATADA declara conhecer.” DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente Auto de Infração por meio do instrumento de fls. 105/137. DA DILIGÊNCIA FISCAL A AuditoraFiscal, ao analisar a prova documental apresentada e os argumentos de fato relativos a erro na base de cálculo das contribuições realizou diligência fiscal (fls. 217 e ss) para apresentação dos documentos não apresentadores durante a auditoria fiscal (notas fiscais e GPS referente à retenção dos 11%). O AFPS atendeu a diligência por meio da petição de fls. 240/242, in verbis: “1. As GPS relacionadas no item 103 da presente impugnação e apresentadas doe 13 fls 179 A 182, relativas a empresa Hélio dos Reis da Silva serão consideradas por esta fiscalização vide nova planilha demonstrativa anexa e seus valores serão excluídos com emissão de FORCED de exclusão, exceto a GPS 09/99 que não foi encontrada nos registros contábeis na conta INSS Terceiros. 3. No item 107 há a alegação de que as empresas Cargomax Consultoria e Planejamento de Transportes Ltda, Gianto Serviços de Leitura Ltda ME, JM Prestadora de Serviços Ltda, Tavares e Andrade Guarujá Ltda ME, Tecnicópias Reproduções Técnicas Ltda e Transvelox Serviços de Leitura Máquinas Copiadoras Ltda são optantes pelo simples (vide doe 14 fls. 184 a 188). Consultamos o sistema CONSIMPLES da Secretaria da Receita Federal e confirmamos que são optantes exceto a empesa Cargomax Consultoria e Planejamento de Transportes Ltda que não é optante .Portanto excluímos as competências Fl. 652DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 01/00 a 08/02, considerando o artigo 151 § único da IN 100/03, anexamos novas planilhas demonstrativas e FORCED de exclusão. 4. Nas notas Fiscais apresentadas da empresa Cargomax Consultoria e Planejamento de Transportes Ltda, não há discriminados valores relativos a fornecimento de materiais e ou equipamentos, não cabendo assim dedução da base para retenção conforme determinado no item 18 da OS 209/99 e § 2 o da artigo 106 da IN 71/02.” DAS DECISÕES E SUAS REFORMAS Após analisar os argumentos da Recorrente, a Delegacia da Receita Previdenciária do Rio de Janeiro Centro, prolatou DecisãoNotificação de fls. 269/279, mantendo procedente em parte o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, in verbis: MPF. VALIDADE DO LANÇAMENTO. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. EXIGIBILIDADE DA RETENÇÃO DA LEI 9.711/98. PROVA. PERÍCIA. INDEFERIMENTO. A intimação da prorrogação do Mandado de Procedimento Fiscal em data diversa da emissão do MPF Complementar não acarreta a nulidade do lançamento. As contribuições previdenciárias estão sujeitas ao prazo decadencial previsto no art. 45 da Lei 8.212/91. A empresa contratante deverá reter 11%(onze por cento) sobre o valor bruto dos serviços contidos em nota fiscal, fatura ou recibo, e recolher a importância retida em nome da empresa contratada até o dia dois do mês subsequente ao da emissão da nota fiscal, fatura ou recibo. Cabe a autoridade rever seus atos quando apreciado fato não provado por ocasião da lavratura do débito. Indeferese o pedido de perícia quando este se mostra prescindível. LANÇAMENTO PROCEDENTE EM PARTE Para melhor elucidar a extensão da parcial procedência transcrevese o dispositivo da decisão acima ementada e devidamente homologada pela Delegada da Receita Previdenciária RJ Centro, em 30 de novembro de 2005, in verbis: “Isto posto, e CONSIDERANDO tudo o mais que dos autos consta; JULGO procedente em parte o presente lançamento fiscal, e DECIDO: a) Acatar parcialmente as alegações suscitadas na Impugnação; b) Indeferir o pedido de perícia; Fl. 653DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35301.007180/200644 Acórdão n.º 2403001.699 S2C4T3 Fl. 5 7 c) Declarar o contribuinte devedor à Seguridade Social do crédito previdenciário de R$ 127.024,50 (Cento e vinte e sete mil, vinte e quatro reais e cinquenta centavos), conforme Discriminativo Analítico do Débito Retificado – DADR anexo; d) Determinar a lavratura de nova NFLD/IFD complementar, referente às diferenças apuradas por ocasião da diligência, constantes no item 5 da informação fiscal de fls. 223225; e) Recorrer de ofício desta DecisãoNotificação à Sra. Delegada da Receita Federal do Brasil – Previdenciária RJ – Centro.” Porém, de se observar que a decisão foi anulada por este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais em 2009, Acórdão 20600.772 — 4' Camara / 1 Turma Ordinária, em razão da não cientificação do contribuinte acerca de diligências efetuadas, acarretando cerceamento de defesa, in verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1999 a 30/07/1999, 01/09/1999 a 31/12/2002 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. RETENÇÃO. CERCEAMENTO DE DEFESA. 1. No presente caso não foram observados os princípios constitucionais do devido processo legal, contraditório e da ampla defesa. 2. Cerceamento de defesa por violação ao artigo 5o , incisos LIV e LV da Constituição Federal de 1988. 3. Nulidade da DecisãoNotificação. 4. Necessidade de manifestação do contribuinte quanto ao contido no resultado da diligência de fls. 223/225. Processo Anulado.” DA DECISÃO FINAL DA DRJ Após o julgamento por este conselho, a DRJ – Rio de Janeiro I, prolatou o acórdão 1243.120 – 10ª Turma, fl. 556/567 com o seguinte teor, in verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2002 DECADÊNCIA PARCIAL. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. O direito de a Seguridade e Social apurar e constituir seus créditos, no lançamento por homologação, extinguese após 5 anos, contados da ocorrência do fato gerador. Fl. 654DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 RETENÇÃO. EXIGIBILIDADE. A empresa contratante deverá reter 11%(onze por cento) sobre o valor bruto dos serviços contidos em nota fiscal, fatura ou recibo, e recolher a importância retida em nome da empresa contratada até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da nota fiscal, fatura ou recibo. REVISÃO DO LANÇAMENTO. Cabe a autoridade rever seus atos quando apreciado fato não provado por ocasião da lavratura do débito. PEDIDO DE PERÍCIA. INDEFERIMENTO. Indeferese o pedido de perícia quando este se mostra prescindível. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte” DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 572/607, requerendo a reforma do Acórdão, com os seguintes argumentos, após resumir os fatos, em suma: Preliminarmente A nulidade do Mandado de Procedimento Fiscal que originou a notificação fiscal de débito, haja vista que, conforme determina a legislação pertinente, a prorrogação dos MPF’S se verifica apenas quando da cientificação da Recorrente, de modo que tendo havido tal cientificação após o decurso do previsto no MPF, ocorreu a sua extinção. Mérito A autoridade administrativa não pode exigir o pagamento do que supostamente a Recorrente não teria retido, sem a verificação se os prestadores de serviços recolheram a contribuição por eles devida sobre a folha de salário. Assim, esta contribuição está sendo indevidamente exigida, ocasionando enriquecimento sem causa da Fazenda Pública; Os valores pagos a título de fornecimento de material pela prestadora de serviço não devem compor a base de cálculo da retenção dos 11% a título de contribuição previdenciária; Inexigibilidade da retenção dos 11% a título de contribuição previdenciária, por ser a empresa optante pelo Simples conforme entendimento manifestado pelo STJ, em sede de Recurso Repetitivo, o qual deve ser aplicado por este Conselho, em razão do disposto no art. 62A do seu Regimento Interno, devendo ser excluídos também os valores lançados relativos às competências de fevereiro a novembro de 1999 e dezembro de 2000 a dezembro de 2002, e fevereiro a novembro de 1999 e setembro a dezembro de 2002, respectivamente, sobre os pagamentos feitos às empresas Gianto Serviços de Leitura Ltda. ME, JM Prestadora de Serviços Ltda., Tavares e Andrade Guarujá Ltda. ME, Tecnicópias Reproduções Técnicas Ltda. E Transvelox Serviços de Leitura de Maquinas Copiadoras Ltda., optantes pelo Simples; Fl. 655DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35301.007180/200644 Acórdão n.º 2403001.699 S2C4T3 Fl. 6 9 Confirmação da existência de uma série de inconsistências na NFLD, que retiram a liquidez e certeza do crédito tributário exigido, em afronta ao disposto no art. 142 do Código Tributário Nacional e aos princípios da legalidade e da verdade material. Do Pedido Requer a reforma da decisão recorrida para considerar integralmente improcedente o lançamento. É o relatório. Fl. 656DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE De acordo com o documento de fl. 643, temse que o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA PRELIMINAR – DA PRORROGAÇÃO DO MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL – AUSÊNCIA DE NULIDADE A preliminar do recurso interposto não merece acolhimento em razão de ser o Mandado de Procedimento Fiscal mero instrumento de controle da atividade fiscal e não um limitador de competência do agente público. Esse é o entendimento deste Conselho, conforme se pode perceber do julgado abaixo, in verbis: “CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1994 a.31/12/2002 LANÇAMENTO TRIBUTÁRIO. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. LANÇAMENTOS DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS CONCLUÍDOS ATÉ 01/05/2007 EVENTUAIS VÍCIOS NO MPF NÃO AFETAM RELAÇÃO JURÍDICA FISCO X CONTRIBUINTE O Mandado de Procedimento Fiscal não é instrumento que outorga ou retira competência, uma vez que esta necessita de lei que lhe defina os contornos e aquele foi instituído por Decreto. Contraria o bomsenso e a razoabilidade dos atos normativos exigir que o servidor dependa de determinação de autoridade superior para desempenhar atribuição que lhe é outorgada por lei. É evidente que a autoridade da lei tem que prevalecer sobre a vontade da autoridade administrativa A utilização do Mandado de Procedimento Fiscal restringese aos interesses da administração tributária em controlar a atuação dos servidores legalmente competentes para efetuar o lançamento. Assim, o MPF é um instrumento de controle criado pela Administração Tributária para dar segurança e transparência à relação Fisco contribuinte que permite ao sujeito passivo assegurarse de que a fiscalização foi iniciada segundo critérios objetivos e impessoais, e que o agente fiscal nele indicado recebeu do Fisco a incumbência para executar aquela ação fiscal . Da mesma forma que no caso dos demais tributos, nos lançamentos relativos a contribuições previdenciárias concluídos sob a égide do Decreto .3.979/2001, a existência de quaisquer vícios em relação ao MPF não gera efeitos quanto à relação jurídica fisco contribuinte estabelecida com o ato administrativo do Fl. 657DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35301.007180/200644 Acórdão n.º 2403001.699 S2C4T3 Fl. 7 11 lançamento, podendo aqueles ensejar, se for o caso, apuração de responsabilidade administrativa dos servidores envolvidos, mas sem afetar relação jurídica tributária fiscocontribuinte. (Processo n. 37166.000411/200454, Recurso no 268.580 Voluntário, Acórdão no 230101.378 – 3a Câmara / 1a Turma Ordinária , Sessão de 28 de abril de 2010) Destacável também o precedente da Câmara Superior de Recursos Fiscais – CSRF, bastante similar ao caso em análise, conforme se percebe, in verbis: “CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIARIAS Data do fato gerador: 06/05/2003 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. NORMAS PROCEDIMENTAIS. MANDADO DE PROCEDIMENTOFISCAL INÍCIO DA AÇÃO FISCAL. EMISSÃO COM FALHAS. NULIDADE . INEXISTÊNCIA. São válidos os lançamentos precedidos de MPF ainda que a prorrogação não seja imediatamente após o vencimento do documento anterior, resultando lapso temporal não coberto por mandado. Com emissão do primeiro documento, o contribuinte tomou ciência do motivo e demais características do procedimento fiscal , não se vislumbrando prejuízo à defesa. Recurso especial provido. (Processo n° 35464.003835/200308 , Recurso n° 242.365 Especial do Procurador, Acórdão n° 9202 00.661 2a Turma, Sessão de 12 de abril de 2010) No mesmo sentido, a 2a Seção, Acórdãos: 210100.713 de 19/08/2010, 2402 00.408 de 25 de janeiro de 2010, 240200.409 de 25 de janeiro de 2010, 230101.373 de 28/04/2010; Câmara Superior de Recursos Fiscais: 910100.588 de 18 de maio de 2010, 9101 00.189 de 16 de junho de 2009, 40106.100 de 02 de fevereiro de 2009. DO MÉRITO DA DESNECESSIDADE DE A FISCALIZAÇÃO DILIGENCIAR JUNTO À PRESTADORA PARA VERIFICAR SE FORAM OU NÃO RECOLHIDOS OS VALORES PELO OBRIGADO Não procede o argumento da Recorrente de que deveria a auditoria buscar a notícia de que houve o pagamento por parte do suposto obrigado originalmente do crédito sob pena de caracterizarse bis in idem ou enriquecimento sem causa da Fazenda Pública. De acordo com o previsto no art. 33, § 5° da Lei n° 8.212/1991, o desconto sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa, sendo a responsabilidade direta de quem tinha o dever de realizálo, in verbis: “Art. 33 (...) (...) §5° O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar Fl. 658DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei.” No caso da retenção de 11% não há que se falar em solidariedade, tampouco em beneficio de ordem, pois o comando legal impôs a responsabilidade à tomadora de serviços, assim como o fez em relação ao desconto dos segurados empregados. Essa é uma presunção legal que milita em favor da fiscalização previdenciária. Ao contrário dos argumentos trazidos pela Recorrente, devese entender que no caso de retenção há duas obrigações: a primeira, acessória, que é o desconto dos 11%; a segunda é a principal, que é o recolhimento das contribuições retidas. Uma vez que as contribuições previdenciárias são tributos, o objeto da retenção dos 11% também possui natureza tributária, haja vista ser uma antecipação das contribuições, possuindo natureza de substituição tributária. Não importa o cumprimento da obrigação pela contratada, pois a obrigação da retenção é da contratante. Cumprenos esclarecer ainda, que a fiscalização previdenciária é competente para constituir os créditos tributários decorrentes dos fatos geradores de contribuições previdenciárias, conforme descrito no art. 1° da Lei n. 11.098/2005: "Art. 1° Ao Ministério da Previdência Social compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento, em nome do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, e das contribuições instituídas a título de substituição, bem como as demais atribuições correlatas e conseqüentes, inclusive as relativas ao contencioso administrativo fiscal, conforme disposto em regulamento." Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: "Art. 243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes." Ante o exposto, não há que se falar em negligência da auditoria fiscal em observar pagamento pelo obrigado. DA CESSÃO DE MÃODEOBRA É obrigatória a retenção de 11% no valor da nota fiscal ou fatura, quando a empresa contratar serviço contínuo, desde que haja a cessão de mãodeobra, para fins de Contribuição Previdenciária, nos termos do art. 31 da Lei n. 8.212/91 c/c o art. 219 do Decreto n. 3.048/99; assim como quando contratar, na modalidade empreitada, serviço de cessão de mãodeobra, nos termos do § 3o do art. 219 do Decreto n. 3.048/99. Fl. 659DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35301.007180/200644 Acórdão n.º 2403001.699 S2C4T3 Fl. 8 13 Mister se faz definir o que vem a ser serviço de cessão de mãodeobra, passível da retenção de 11%, para, em seguida, analisar os casos que deram origem ao Auto de Infração em tela. Assim disciplina o art. 31, §§ 3o e 4o da Lei n. 8.212/91, redação da Lei n. 9.711/98, verbis: Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mãodeobra, observado o disposto no § 5o do art. 33 (...) § 3o Para os fins desta Lei, entendese como cessão de mãode obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. § 4o Enquadramse na situação prevista no parágrafo anterior, além de outros estabelecidos em regulamento, os seguintes serviços: I limpeza, conservação e zeladoria; II vigilância e segurança; III empreitada de mãodeobra; IV contratação de trabalho temporário na forma da Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974. (grifo nosso) Para melhor compreensão, mister destacar as previsões constantes no art. 219 do Decreto n. 3.048/99, verbis: Art. 219. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão ou empreitada de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços e recolher a importância retida em nome da empresa contratada, observado o disposto no § 5º do art. 216. § 1o Exclusivamente para os fins deste Regulamento, entendese como cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade fim da empresa, independentemente da natureza e da forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974, entre outros. Fl. 660DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 14 § 2º Enquadramse na situação prevista no caput os seguintes serviços realizados mediante cessão de mãodeobra: I limpeza, conservação e zeladoria; II vigilância e segurança; III construção civil; IV serviços rurais; V digitação e preparação de dados para processamento; VI acabamento, embalagem e acondicionamento de produtos; VII cobrança; VIII coleta e reciclagem de lixo e resíduos; IX copa e hotelaria; X corte e ligação de serviços públicos; XI distribuição; XII treinamento e ensino; XIII entrega de contas e documentos; XIV ligação e leitura de medidores; XV manutenção de instalações, de máquinas e de equipamentos; XVI montagem; XVII operação de máquinas, equipamentos e veículos; XVIII operação de pedágio e de terminais de transporte; XIX operação de transporte de passageiros, inclusive nos casos de concessão ou subconcessão; (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 2003) XX portaria, recepção e ascensorista; XXI recepção, triagem e movimentação de materiais; XXII promoção de vendas e eventos; XXIII secretaria e expediente; XXIV saúde; e XXV telefonia, inclusive telemarketing. § 3o Os serviços relacionados nos incisos I a V também estão sujeitos à retenção de que trata o caput quando contratados mediante empreitada de mãodeobra. (grifo nosso) A jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que a lista constante no § 4o do art. 31 da Lei n. 8.212/91, é exemplificativa. Nesse diapasão, conforme delegação do citado Fl. 661DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35301.007180/200644 Acórdão n.º 2403001.699 S2C4T3 Fl. 9 15 parágrafo, o Regulamento traz, taxativamente, o rol dos serviços que deverão ser considerados como “cessão de mãodeobra”, para fins de incidência da Contribuição Previdenciária. Quanto ao alegado equívoco supostamente realizado pela DRJ, cumpre observar que assiste razão ao órgão julgador a quo e à fiscalização pois, apesar de nas notas fiscais constar metade do valor da nota como insumo e a outra como mãodeobra, não há a especificação de que tipo de máquina ali se trata, constando destaque vago e impreciso, incapaz de sustentar a tese do recorrente. DA INCOMPATIBILIDADE ENTRE A RETENÇÃO DE 11% E OS OPTANTES PELO SIMPLES Dentre os argumentos de recurso da empresa tomadora de serviços, foi alegado que devem ser excluídos também os valores lançados relativos às competências de fevereiro a novembro de 1999 e dezembro de 2000 a dezembro de 2002, e fevereiro a novembro de 1999 e setembro a dezembro de 2002, respectivamente, sobre os pagamentos feitos às empresas Gianto Serviços de Leitura Ltda. ME, JM Prestadora de Serviços Ltda., Tavares e Andrade Guarujá Ltda. ME, Tecnicópias Reproduções Técnicas Ltda. E Transvelox Serviços de Leitura de Maquinas Copiadoras Ltda., optantes pelo Simples. Por tal razão, nos termos do art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais as decisões submetidas à sistemática prevista no art. 543C do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros, in verbis: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Do julgamento do Recurso Especial n. 1112467/DF, restou decidido pelo Superior Tribunal de Justiça que o sistema de arrecadação destinado aos optantes do SIMPLES não é compatível com o regime de substituição tributária imposto pelo art. 31 da Lei 8.212/91, acórdão cuja ementa segue abaixo colacionada: “TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO OPTANTES PELO SIMPLES. RETENÇÃO DE 11% SOBRE FATURAS. ILEGITIMIDADE DA EXIGÊNCIA. PRECEDENTE DA 1ª SEÇÃO (ERESP 511.001/MG). 1. A Lei 9.317/96 instituiu tratamento diferenciado às microempresas e empresas de pequeno porte, simplificando o cumprimento de suas obrigações administrativas, tributárias e previdenciárias mediante opção pelo SIMPLES Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições. Por este regime de arrecadação, é efetuado um pagamento único relativo a vários tributos federais, cuja base de cálculo é o faturamento, sobre a qual incide uma alíquota única, ficando a empresa optante dispensada do pagamento das demais contribuições instituídas pela União (art. 3º, § 4º). Fl. 662DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 16 2. O sistema de arrecadação destinado aos optantes do SIMPLES não é compatível com o regime de substituição tributária imposto pelo art. 31 da Lei 8.212/91, que constitui "nova sistemática de recolhimento" daquela mesma contribuição destinada à Seguridade Social. A retenção, pelo tomador de serviços, de contribuição sobre o mesmo título e com a mesma finalidade, na forma imposta pelo art. 31 da Lei 8.212/91 e no percentual de 11%, implica supressão do benefício de pagamento unificado destinado às pequenas e microempresas. 3. Aplicase, na espécie, o princípio da especialidade, visto que há incompatibilidade técnica entre a sistemática de arrecadação da contribuição previdenciária instituída pela Lei 9.711/98, que elegeu as empresas tomadoras de serviço como responsáveis tributários pela retenção de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal, e o regime de unificação de tributos do SIMPLES, adotado pelas pequenas e microempresas (Lei 9.317/96). 4. Recurso especial desprovido. Acórdão sujeito ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08/08. (REsp 1112467/DF, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/08/2009, DJe 21/08/2009)” Na diligência fiscal, constante nas fls. 241, a autoridade fez a seguinte afirmação: “3. No item 107 há alegação de que as empresas Cargomax Consultoria e Planejamento de Transportes Ltda, Tavares e Andrade Guarujá Ltda ME, Tecnicópias Reproduções Técnicas Ltda e Transvelox Serviços de Leitura de Máquinas Copiadoras Ltda são optantes pelo simples (vide doc 14 fls. 184 a 188). Consultamos o sistema CONSIMPLES da Secretaria da Receita Federal e confirmamos que são optantes exceto a empresa Cargomax Consultoria e Planejamento de Transportes Ltda que não é optante. Portanto excluímos as competências 01/00 a 08/02, considerando o artigo 151 parágrafo único da IN 100/03, anexamos novas planilhas demonstrativas e FORCED d e exclusão.” A informação do Fiscal é condizente com os documentos acostados aos autos nas fls. 188 a 196, que demonstram o seguinte: Gianto Serviços de Leituras Ltda – ME., fl. 188 (optante desde 01/01/1998); JM Prestadora de Serviços Ltda., fl. 190 (optante desde 14/09/1999); Tavares & Andrade Guarujá Ltda – ME, fl. 192 (optante desde 10/08/1998); Tecnicopias Reproduções Técnicas Ltda., 194 (optante desde 01/01/2001); Transveloz Serviços de Leitura em Maquinas Copiadoras Ltda., 196 (optante desde 01/01/1997). Fl. 663DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35301.007180/200644 Acórdão n.º 2403001.699 S2C4T3 Fl. 10 17 Ante o exposto, assiste razão à recorrente no que toca à sua dispensa de reter o valor de 11% a título de contribuição previdenciária, das cinco empresas optantes pelo SIMPLES, acima elencadas. DA EXISTÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA DA NFLD LAVRADA Afirma a recorrente que há uma série de inconsistências na NFLD, que retiram a liquidez e certeza do crédito tributário exigido, em afronta ao disposto no art. 142 do Código Tributário Nacional e aos princípios da legalidade e da verdade material. Cumpre esclarecer que não se verifica qualquer inconsistência na NFLD lavrada. Ora, se não houve qualquer prejuízo ao contribuinte, tendo sido inclusive realizado diligência fiscal para apurar as informações passadas, não há que se falar em inconsistência. Os fatos narrados estão comprovados pelas notas ficais apresentadas nos autos, assim como as planilhas e capitulação legal da obrigação imputada. Nesse sentido o conselho já se manifestou em diversas oportunidades, estampada pelo precedente abaixo colacionado. CONTRIBUIÇÕES SEGURADOS EMPREGADOS E GRUPO ECONÔMICO ASSUNTO: Contribuições SOCIAIS PREVIDENCIARIAS EMENTA Período de apuração: 01/05/2003 a 31/12/2003 CONTRIBUIÇÕES (...) NULIDADE. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram o lançamento, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade do lançamento. (CARF 2a. Seção / 1a. Turma da 4a. Câmara / ACÓRDÃO 240101.551 em 01/12/2010) Logo, não merece prosperar a alegação do recorrente nesse ponto do recurso voluntário apresentado. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabelece que os débitos referentes a contribuições não recolhidas no prazo previsto em lei, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61, da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Fl. 664DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 18 Tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo), para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO Do exposto, dou provimento parcial ao Recurso, para considerar inexigível os valores das notas fiscais dos serviços prestados pelas empresas Gianto Serviços de Leituras Ltda – ME., JM Prestadora de Serviços Ltda., Tavares & Andrade Guarujá Ltda – ME, Tecnicopias Reproduções Técnicas Ltda., Transveloz Serviços de Leitura em Maquinas Copiadoras Ltda., por serem optantes do SIMPLES à época dos fatos geradores, bem como, para determinar o recálculo da multa, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 665DF CARF MF Impresso em 09/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/12 /2012 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10384.720015/2011-45
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008
MULTA DE OFÍCIO. EXCLUSÃO
Se à época dos fatos geradores a multa de ofício não existia para o tributo em questão, ela deve ser excluída do lançamento.
MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO.
Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.
CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS.
Incidem contribuições previdenciárias sobre a remuneração e demais rendimentos do trabalho recebidos pelas pessoas físicas não empregadas.
NULIDADE
A decretação da nulidade depende do prejuízo sofrido pela parte.
Numero da decisão: 2403-001.544
Decisão: Recurso Voluntário Provido Em Parte
Crédito Tributário Mantido Em Parte
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª câmara / 3ª turma ordinária do segunda seção de julgamento, Por maioria de voto, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte e pela exclusão da multa de ofício referente às competências até 11/2008. Vencidos o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão das multas e o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto na questão da alíquota do SAT.
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Maria Anselma Coscrato dos Santos, Ewan Teles Aguiar, Ivacir Julio de Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Marcelo Magalhães Peixoto
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 MULTA DE OFÍCIO. EXCLUSÃO Se à época dos fatos geradores a multa de ofício não existia para o tributo em questão, ela deve ser excluída do lançamento. MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. Incidem contribuições previdenciárias sobre a remuneração e demais rendimentos do trabalho recebidos pelas pessoas físicas não empregadas. NULIDADE A decretação da nulidade depende do prejuízo sofrido pela parte.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10384.720015/2011-45
anomes_publicacao_s : 201211
conteudo_id_s : 5176159
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 27 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2403-001.544
nome_arquivo_s : Decisao_10384720015201145.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 10384720015201145_5176159.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Recurso Voluntário Provido Em Parte Crédito Tributário Mantido Em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª câmara / 3ª turma ordinária do segunda seção de julgamento, Por maioria de voto, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte e pela exclusão da multa de ofício referente às competências até 11/2008. Vencidos o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão das multas e o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto na questão da alíquota do SAT. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Maria Anselma Coscrato dos Santos, Ewan Teles Aguiar, Ivacir Julio de Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Marcelo Magalhães Peixoto
dt_sessao_tdt : Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
id : 4392807
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:04 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041212856860672
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 2; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1695; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10384.720015/201145 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403001.544 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 14 de agosto de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente MUNICIPIO DE AROAZES PREFEITURA MUNICIPAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 MULTA DE OFÍCIO. EXCLUSÃO Se à época dos fatos geradores a multa de ofício não existia para o tributo em questão, ela deve ser excluída do lançamento. MULTA DE MORA. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN) a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS. Incidem contribuições previdenciárias sobre a remuneração e demais rendimentos do trabalho recebidos pelas pessoas físicas não empregadas. NULIDADE A decretação da nulidade depende do prejuízo sofrido pela parte. Recurso Voluntário Provido Em Parte Crédito Tributário Mantido Em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 38 4. 72 00 15 /2 01 1- 45 Fl. 1111DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 ACORDAM os membros da 4ª câmara / 3ª turma ordinária do segunda SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, Por maioria de voto, dar provimento parcial ao recurso para determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/2009 (art. 61, da Lei no 9.430/96), prevalecendo o valor mais benéfico ao contribuinte e pela exclusão da multa de ofício referente às competências até 11/2008. Vencidos o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão das multas e o conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto na questão da alíquota do SAT. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Maria Anselma Coscrato dos Santos, Ewan Teles Aguiar, Ivacir Julio de Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro e Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 1112DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10384.720015/201145 Acórdão n.º 2403001.544 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora, Acórdão 0822.279 da 5ª Turma, que julgou improcedente a impugnação. A autuação foi assim apresentada no relatório do acórdão recorrido: Tratase de Auto de Infração por descumprimento de obrigações previdenciárias, consoante discriminação adiante esmiuçada. Autos relativos à obrigação principal: – AI DEBCADs 37.243.0970, importando R$ 169.092,37, motivado pelo lançamento das contribuições relativas à parte dos segurados contribuintes empregados (rubrica 11) e contribuintes individuais (rubrica 1F), efetivamente descontada, com base em folha de pagamento e notas de emprenho, com lastro em fundamentação legal contida no respectivo relatório Fundamentos Legais do Débito – FLD; – AI DEBCAD 37.243.0988, importando R$ 891.342,55, motivado pelo lançamento das contribuições relativas à parte patronal (rubrica 12, alíquota 20% e rubrica 14, alíquota 20%) e em razão do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho GILRAT (rubrica 13, alíquota 2%), com base em folha de pagamento e notas de emprenho, com lastro em fundamentação legal contida no respectivo relatório FLD; AI DEBCAD 37.243.0996, importando R$ 1.964,62, motivado pelo lançamento das contribuições destinadas a outras entidades e fundos (SEST e SENAT, rubrica 15, alíquota 2,5%) pelo pagamento a serviços de frete a transportador rodoviário autônomo, com lastro em fundamentação legal contida no respectivo relatório FLD; AI DEBCAD 37.243.1003, importando R$ 167.595,94, motivado pelo lançamento das contribuições relativas à parte devida por segurados empregados (rubrica 11) e contribuintes individuais (rubrica 1F), com lastro em fundamentação legal contida no respectivo relatório FLD. Também foi incluída a contribuição decorrente do recolhimento em atraso de Guias da Previdência Social (GPS), consoante dispunham os art. 34 e 35 da Lei 8.212/91; AI DEBCAD 37.243.1011, importando R$ 389.278,24, motivado pelo lançamento das contribuições relativas à parte à parte patronal (rubrica 12, alíquota 20% e rubrica 14, alíquota Fl. 1113DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 20%) e em razão do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho GILRAT (rubrica 13, alíquota 2%), com lastro em fundamentação legal contida no respectivo relatório FLD. Autos relativos à obrigação acessória: AI DEBCADs 37.243.1020, importando R$ 1.000,00, motivado por apresentar o sujeito passivo a declaração a que se refere a Lei nº 8.212, de 24.07.1991, art. 32, inciso IV, acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10.12.1997, com a redação da MP nº 449, de 03.12.2008, convertida na Lei n° 11.941, de 27.05.2009, com incorreções ou omissões, com lastro na fundamentação legal contida no na folha de rosto do respectivo DEBCAD; DEBCAD 37.243.1038, importando, R$ 1.523,55, motivado pela não arrecadação, mediante desconto das remunerações, das contribuições dos segurados contribuintes individuais a seu serviço, com lastro na fundamentação legal contida no na folha de rosto do respectivo DEBCAD. O relatório Auto de Infração (fls. 501 a 517) informa que não existia Regime Próprio de Previdência Social no período fiscalizado. Prossegue esclarecendo acerca dos levantamentos: i) D11 FOLHA DE PAGTO COM DESCONTO / D2 FOLHA DE PAGTO 112008 / D3 FOLHA DE PAGTO 122008: valores correspondentes à contribuição efetivamente descontada da remuneração mensal dos segurados empregados, bem como a contribuição patronal e RAT incidentes sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados da Prefeitura Municipal de Aroazes; ii) U11 CONSELHO TUTELAR / U2 CONSELHO TUTELAR 112008 / U3 CONSELHO TUTELAR 122008: valores correspondentes à parte patronal, incidente sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos membros do conselho tutelar e à parte do segurado, cujos valores foram efetivamente descontados de sua remuneração mensal; iii) E11 EMPREGADO COM RECIBO / E2 EMPREGADO COM RECIBO 112008 / E3 EMPREGADO COM RECIBO 122008: contribuições previdenciárias incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados da Prefeitura, cujo pagamento da remuneração foi efetuado por meio de recibos. Tais contribuições correspondem à parte patronal, RAT e à parte do segurado; iv) F11 FOLHA DE PGTO SEM DESCONTO / F2 FOLHA DE PAGTO SEM DESCONTO 112008 / F3 FOLHA DE PAGTO SEM DESCONTO 122008 / G1 GRATIFICAÇÃO EXTRA / G2 GRATIFICAÇÃO EXTRA 112008 / G3 GRATIFICAÇÃO EXTRA 122008: contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração mensal dos segurados empregados, sobre os valores pagos a título de gratificações, e por serviços extras prestados por servidores da Prefeitura Municipal. Tais contribuições correspondem à parte patronal, RAT e à parte do segurado; Fl. 1114DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10384.720015/201145 Acórdão n.º 2403001.544 S2C4T3 Fl. 4 5 v) R11 RAT NÃO DECLARADO EM GFIP / R2 RAT NÃO DECLARADO 112008 / R3 RAT NÃO DECLARADO 122008: contribuição destinada ao financiamento do benefício concedido em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho RAT, cuja alíquota é de 2,00%, incidente sobre a remuneração dos segurados empregados declarada na Guia de Recolhimento do FGTS e Informação a Previdência Social – GFIP vi) C11 CONT INDIVIDUAL / C2 CONT INDIVIDUAL 112008 / C3 CONT INDIVIDUAL 122008 / T1 FRETE / T2 FRETE 112008 / T3 FRETE 122008: contribuições incidentes sobre os valores pagos ou creditados aos segurados contribuintes individuais, dentre estes os condutores autônomos de veículos rodoviários, que prestaram serviços no decorrer do mês ao Município ora fiscalizado. A diferença de valor entre a contribuição do segurado devida e a efetivamente descontada da remuneração dos membros do conselho tutelar (contribuintes individuais) foi lançada nos levantamentos C11, C2 e C3 do AI DEBCAD N° 37.243.1003. A contribuição do segurado contribuinte individual não foi descontada pela empresa, razão pela qual esta foi calculada aplicandose o percentual de 11,00% sobre o salário de contribuição mensal do contribuinte individual. VII) N1 RUBRICAS NÃO CONSIDERADAS / N2 RUBRICAS NÃO CONSIDERADAS 112008 / N3 RUBRICAS NÃO CONSIDERADAS 122008: valores consignados em folha de pagamento a titulo de "gratificação de motorista" e "UNIPLAM", rubricas que integram a base de cálculo das contribuições previdenciárias mas que, entretanto, não foram consideradas pelo contribuinte como tal. De acordo com o disposto na Lei 8.212/91, art 28, inciso I e no parágrafo 9º, alínea "q" do mesmo artigo as gratificações pagas a qualquer titulo, quando habituais, assim como os valores relativos à assistência médica própria da empresa ou por ela conveniada, desde que não abranja a totalidade dos empregados constituem salário de contribuição devendo incidir contribuição previdenciária sobre as mesmas. Também informa que foi feita REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS pelo fato de ter havido desconto sem o respectivo recolhimento à previdência social, além da omissão de fato gerador em GFIP, configurando, em tese, ilícitos penais. Quanto ao DEBCAD 37.243.1020, clarifica o auditor que, a GFIP da competência novembro/2008 foi enviada em 03/06/2009, já na vigência da MP 449, tendo sido aplicada a multa prevista no art.32A, inciso II da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/09, no valor de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. Na competência 11/2008 foram omitidas 498 (quatrocentos e noventa e oito) informações, que agrupadas resultam em 50 Fl. 1115DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 (cinqüenta) grupos de 10(dez) informações, perfazendo um total de R$ 1.000,00 (um mil reais). Salientese que o contribuinte foi intimado a apresentar novas GFIP, por meio de Termo de Intimação Fiscal TIF N° 1 recebido em 29/08/2010, contendo todos os segurados obrigatórios da previdência social e, assim, ter sua multa reduzida a 75% nos termos do art. 32, parágrafo 2º da Lei 8.212/91 na redação dada pela Lei 11.941/2009. A Prefeitura não apresentou novas GFIP não tendo, portanto, direito à redução da multa aplicada. Já quanto ao AIOA DEBCAD N° 37.243.1038, a empresa foi ainda autuada por descumprir o disposto no art 30, inciso I alínea "a" da Lei 8.212/91 deixando de arrecadar, mediante desconto das remunerações as contribuições dos segurados empregados a seu serviço. A multa aplicada no valor de R$ 1.523,55 e tem previsão legal no art 283, inciso I alínea "g" do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto 3048/99. Este valor está atualizado pela Portaria Interministerial MPS/MF n° 568 de 31/12/2010. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: · Nulidade. Sujeito passivo não foi informado da prorrogação do MPF. Inválido o argumento de informação disponibilizada na internet. · Nulidade. Local da lavratura das autuações não foram o município de Aroazes. · Nulidade. Incorreta qualificação do autuado. É o município quem possui personalidade jurídica e não a prefeitura. As contribuições dizem respeito ao Conselho Tutelar, Secretarias de transporte, Educação e Saúde. · Nulidade. Indicação confusa dos dispositivos legais infringidos. · Questiona tributação dos conselheiros do Conselho Tutelar. · Questiona SAT a 2%. · Questiona tributação incidente sobre o transporte de alunos (transportadores). É o relatório. Fl. 1116DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10384.720015/201145 Acórdão n.º 2403001.544 S2C4T3 Fl. 5 7 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. PRELIMINARES NULIDADE A recorrente requer a nulidade dos lançamento em razão de não ter sido informada da prorrogação do MPF, por entender que houve falha na identificação do sujeito passivo, pelo fato de o lançamento ter sido lavrado fora do município e por entender confusa a apresentação dos dispositivos legais. Abaixo ficará demonstrada que não cabe a decretação da nulidade dos lançamentos. Inicialmente entendo que não houve prejuízo à recorrente, constato que a recorrente bem entendeu os lançamentos e que está exercendo seu direito de defesa livre e amplamente. Quanto à questão do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) n° 03.3.01.00 2010000485, de 08 de fevereiro de 2010. constatase que dele a Prefeitura tomou conhecimento. Conforme Portaria RFB nº 11.371, de 12 de dezembro de 2007, a ciência pelo sujeito passivo do MPF ocorre por intermédio da Internet, no endereço eletrônico Fl. 1117DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 www.receita.fazenda.gov.br, com a utilização de código de acesso consignado no termo que formalizar o início do procedimento fiscal. Portaria RFB nº 11.371, de 12 de dezembro de 2007: Art. 4º O MPF será emitido exclusivamente em forma eletrônica e assinado pela autoridade outorgante, mediante a utilização de certificado digital válido, conforme modelos constantes dos Anexos de I a III desta Portaria. Parágrafo único. A ciência pelo sujeito passivo do MPF, nos termos do art. 23 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, com redação dada pelo art. 67 da Lei nº 9.532, de 10 de novembro de 1997, darseá por intermédio da Internet, no endereço eletrônico www.receita.fazenda.gov.br, com a utilização de código de acesso consignado no termo que formalizar o início do procedimento fiscal. A ciência da prorrogação do MPF dáse da mesma forma. A informação acerca da prorrogação do MPF consta do referido endereço eletrônico e estava disponível para a recorrente. Quanto ao local de lavratura das autuações, estabelece o Decreto 70.235/72, que o auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta. Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta,... Essa é uma questão pacificada no CARF, eu editou súmula, que vincula de obediência obrigatório por todos conselheiros. Súmula CARF n º 6: É legítima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte. Quanto à alegada fundamentação legal confusa, entendo que o Relatório Fundamentos legais do Débito traz os dispositivos legais relacionados com as rubricas constantes do auto de infração, assim como discrimina a fundamentação legal da obrigação principal e da multa, cumprindo sua finalidade. Fl. 1118DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10384.720015/201145 Acórdão n.º 2403001.544 S2C4T3 Fl. 6 9 Para a questão da identificação do sujeito passivo, verificase que todos os documentos de constituição do crédito apontam como o sujeito passivo o Município de Aroazes – Prefeitura Municipal e que portanto, entendo o questionamento improcedente. MÉRITO SAT 2% A aplicação da alíquota de 2% para a Prefeitura na tributação do SAT obedece ao estabelecido no anexo V do Decreto 3.048/99, na redação dada pelo Decreto nº 6.042, de 2007, vigente à época dos fatos geradores, que estabelecia para o CNAE 84116/00 Administração pública em geral, a alíquota de 2%. Visto que o lançamento é atividade vinculada, entendo correta a alíquota aplicada. TRIBUTAÇÃO DOS CONSELHEIROS DO CONSELHO TUTELAR. A recorrente defende a tese que os conselheiros do Conselho Tutelar são segurados facultativos. Tal tese não procede visto que o Decreto 3.048 estabelece que os conselheiros são segurados obrigatórios enquadrados como contribuintes individuais. Art.9º São segurados obrigatórios da previdência social as seguintes pessoas físicas: V como contribuinte individual:(Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)) j) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego; l) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não;(Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/1999) Fl. 1119DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 §15. Enquadramse nas situações previstas nas alíneas "j"e"l" do inciso V do caput, entre outros:(Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 29/11/1999) XV o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº8.069, de 13 de julho de 1990, quando remunerado;(Inciso acrescentado pelo Decreto nº 4.032, de 26/11/2001) TRANSPORTADOR RODOVIÁRIO AUTÔNOMO O Auto de Infração 37.243.0996 referese a transportadores autônomos que prestaram serviço à Prefeitura e que estão individualmente identificados no Relatório de Lançamentos. Por definição, tais trabalhadores são contribuintes individuais (segurados obrigatórios) e pela atividade, é correta a tributação para o SEST e SENAT, conforme demonstrado no acórdão recorrido. Entendo correto o lançamento. MULTA DE OFÍCIO Estabelece o CTN que o lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. § 1º Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. § 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo, desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. Fl. 1120DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10384.720015/201145 Acórdão n.º 2403001.544 S2C4T3 Fl. 7 11 Constatase que à época dos fatos geradores, até a competência 11/2008, não existia multa de ofício para as contribuições previdenciárias. Entendo que a Lei 11.941/2009 inovou. Trouxe para o ordenamento legal das contribuições previdenciárias, quando criou o artigo 35 – A na Lei 8.212/91, a multa de ofício. Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei no9.430, de 27 de dezembro de 1996.(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Por essa inexistência à época dos fatos geradores, entendo que a multa de ofício não poderia ser aplicada Entendo ser esse motivo suficiente para determinar a exclusão da multa de ofício referente às competências até 11/2008. MULTA DE MORA A multa de mora aplicada teve por base o artigo 35 da Lei 8.212/91, que determinava aplicação de multa que progredia conforme a fase e o decorrer do tempo e que poderia atingir 50% na fase administrativa e 100% na fase de execução fiscal. Ocorre que esse artigo foi alterado pela Lei 11.941/2009, que estabeleceu que os débitos referentes a contribuições não pagas nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 61 da Lei 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%. Visto que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei 9.430/96 para comparála com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 (presente no crédito lançado neste processo) para determinação e prevalência da multa mais benéfica. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; Fl. 1121DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 12 II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto pelo provimento parcial do recurso, determinando o recálculo da multa de mora, com base na redação dada pela lei 11.941/2009 ao artigo 35 da Lei 8.212/91 com prevalência da mais benéfica ao contribuinte e pela exclusão da multa de ofício referente às competências até 11/2008. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 1122DF CARF MF Impresso em 27/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 7/11/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13971.002845/2002-74
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. NECESSIDADE DE ESCLARECIMENTO. ERRO MATERIAL. RETIFICAÇÃO.
Constatada obscuridade no julgado, por conter erro material no resultado e a redação da parte dispositiva do voto suscitar dúvida, cabe a retificação em sede de Embargos de Declaração.
Numero da decisão: 3401-001.913
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, conhecer em parte dos embargos de declaração, e por unanimidade acolhê-los parcialmente para re-ratificar o Acórdão nº 3401-001. Vencido o Conselheiro Odassi Guerzoni Filho, que votou por não apreciar a parte não conhecida entendendo que não devia ser submetida ao Colegiado, mas apenas à Presidência da Turma. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Júlio César Alves Ramos.
Jean Cleuter Simões Mendonça Presidente
Emanuel Carlos Dantas de Assis - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Jean Cleuter Simões Mendonça.
Matéria: IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- processos NT- créd.presumido ressarc PIS e COFINS
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201208
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. NECESSIDADE DE ESCLARECIMENTO. ERRO MATERIAL. RETIFICAÇÃO. Constatada obscuridade no julgado, por conter erro material no resultado e a redação da parte dispositiva do voto suscitar dúvida, cabe a retificação em sede de Embargos de Declaração.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13971.002845/2002-74
anomes_publicacao_s : 201302
conteudo_id_s : 5186983
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3401-001.913
nome_arquivo_s : Decisao_13971002845200274.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
nome_arquivo_pdf_s : 13971002845200274_5186983.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, conhecer em parte dos embargos de declaração, e por unanimidade acolhê-los parcialmente para re-ratificar o Acórdão nº 3401-001. Vencido o Conselheiro Odassi Guerzoni Filho, que votou por não apreciar a parte não conhecida entendendo que não devia ser submetida ao Colegiado, mas apenas à Presidência da Turma. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Júlio César Alves Ramos. Jean Cleuter Simões Mendonça Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Jean Cleuter Simões Mendonça.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
id : 4497412
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:32 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041212878880768
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2069; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 751 1 750 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13971.002845/200274 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3401001.913 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 21 de agosto de 2012 Matéria ERRO MATERIAL. OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. Embargante BUNGE ALIMENTOS S/A Interessado BUNGE ALIMENTOS S/A ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OBSCURIDADE. NECESSIDADE DE ESCLARECIMENTO. ERRO MATERIAL. RETIFICAÇÃO. Constatada obscuridade no julgado, por conter erro material no resultado e a redação da parte dispositiva do voto suscitar dúvida, cabe a retificação em sede de Embargos de Declaração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por maioria de votos, conhecer em parte dos embargos de declaração, e por unanimidade acolhêlos parcialmente para reratificar o Acórdão nº 3401001. Vencido o Conselheiro Odassi Guerzoni Filho, que votou por não apreciar a parte não conhecida entendendo que não devia ser submetida ao Colegiado, mas apenas à Presidência da Turma. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Júlio César Alves Ramos. Jean Cleuter Simões Mendonça –Presidente Emanuel Carlos Dantas de Assis Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Jean Cleuter Simões Mendonça. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 00 28 45 /2 00 2- 74 Fl. 751DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13971.002845/200274 Acórdão n.º 3401001.913 S3C4T1 Fl. 752 2 Tratase dos Embargos de Declaração de fls. 741/747, interpostos tempestivamente pelo contribuinte contra o Acórdão nº 3401001.558, de 31/08/2011. Alega o Embargante três vícios no julgado: 1) erro material, por ausência de referência às cooperativas no resultado do Aresto (ficou registrado o provimento parcial “para reconhecer o direito em relação às aquisições de pessoas físicas”, não obstante haja menção expressa às aquisições de cooperativas na ementa e na conclusão do voto); 2) obscuridade, omissão ou contradição (não especifica qual seria exatamente o vício), por ter sido considerado precluso o tema da Selic desprezandose que inicialmente o pedido de ressarcimento foi indeferido por impossibilidade de apuração dos créditos e somente na diligência tal apuração restou possível, pelo que argúi não ter tratado da Selic na manifestação de inconformidade por não haver necessidade; e 3) erro material, obscuridade ou omissão (mais uma vez sem definir qual seria o vício, dentre as três possibilidade indicadas), por não “homologar” expressamente o resultado da diligência, o que pede seja feito no dispositivo. Ao final requer sejam acolhidos os Embargos, “sanando a obscuridade, a omissão, contradição e o erro material”. É o Relatório, elaborado a partir do processo digitalizado . Voto Dos três vícios apontados pelo Embargante, considero passíveis de análise nesta via estreita dos Embargos de Declaração o erro material no resultado do Acórdão (item 1) e o que pode ser tida como obscuridade na conclusão do voto, ao não mencionar o resultado da diligência (item 3). Assim, os presentes Declaratórios devem ser admitidos para a correção e o esclarecimento cabível. Antes cuido do vício relatado no item 2, que não caracteriza omissão, contradição ou obscuridade. Sem enquadrar em uma dessas três espécies o defeito levantado por ter o Acórdão embargado considerado precluso o tema da Selic, o Embargante argúi que foi desprezada a circunstância de que inicialmente o pedido de ressarcimento foi indeferido por impossibilidade de apuração dos créditos. Somente na diligência tal apuração restou possível. Daí concluir que a Selic não foi abordada na manifestação de inconformidade porque não havia necessidade. Todavia, o voto é claro ao considerar o seguinte: A incidência (ou não) da Selic sobre eventual sobra de crédito não utilizada na compensação, que segundo a Recorrente deve ser aplicada a partir do pedido de ressarcimento, é tema precluso, por não ter sido abordada nem na manifestação de inconformidade nem no recurso voluntário. Tendo sido tratada apenas na manifestação sobre o resultado da diligência determinada pelo segundo acórdão da Terceira Câmara do Fl. 752DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13971.002845/200274 Acórdão n.º 3401001.913 S3C4T1 Fl. 753 3 Segundo Conselheiros de Contribuintes, resta impossibilitada o seu conhecimento. (...) No caso em tela ocorreu a preclusão temporal (ou consumativa, para outros), consistente na perda da oportunidade que o contribuinte teve para tratar da questão na manifestação de inconformidade. A argüição do item 2 parece mais adequada a eventual Recurso Especial endereçado à Câmara Superior de Recursos Fiscais, não à via estreitíssima dos Declaratórios. Ultrapassado o item que não merece admissibilidade, doravante cuido de corrigir o Acórdão embargado, levando em conta os itens 1 e 3, que configuram obscuridades. A ausência da menção às cooperativas no resultado do Acórdão caracteriza erro material porque, em consonância o com o relatório, tanto os fundamentos do voto quanto sua parte dispositiva sempre se referem às aquisições de pessoas físicas e de cooperativas, nunca às de pessoas físicas apenas. Observo que o erro material em tela pode ser visto como obscuridade, na medida em que causa dúvida quanto à deliberação do Colegiado. Daí a possibilidade de correção por meio destes Embargos. Patente que é, poderia até ser corrigido de ofício, nos termos do nos termos do art. 32 do Decreto nº 70.235/72. Bastaria que o contribuinte requeresse a retificação ao Presidente desta Turma, como previsto no art. 66 do Anexo II do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22/06/2009. O § 2º do referido art. 66, à semelhança do que se dá na hipótese de Embargos de Declaração, informa: “Caso o presidente entenda necessário, preliminarmente, será ouvido o conselheiro relator, ou outro designado, na impossibilidade daquele, que poderá propor que a matéria seja submetida à deliberação da turma.” De todo modo, por têlo como obscuridade admito a possibilidade de correção por meio destes Declaratórios, para o que se faz necessária alteração no resultado do Aresto, nos termos postos mais adiante na parte conclusiva deste voto. Também carece ser alterada a parte dispositiva do voto, para evidenciar que o resultado da diligência foi plenamente acolhido no julgamento e, assim, sanar o que pode ser visto como uma segunda obscuridade, relatada no item 3. Como bem observou o Embargante, a ausência de menção ao resultado da diligência pode causar dúvidas quando do retorno à DRF. Daí o acolhimento dos Embargos também nesta parte, mais uma vez sem efeitos infringentes. Pelo exposto, não conheço dos Embargos no que trata da preclusão atinente à Selic e, nas partes admitidas, o acolho para alterar as redações do resultado do Acórdão e da parte dispositiva do voto, que passam a ser as seguintes: resultado: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso em relação à Selic, por preclusão, e dar provimento parcial para reconhecer o direito em relação às aquisições de pessoas físicas e de cooperativas, por aplicação do art. 62A do Regimento Interno. Esteve presente o advogado Bruno Padovan OAB/DF 28.460; Fl. 753DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 13971.002845/200274 Acórdão n.º 3401001.913 S3C4T1 Fl. 754 4 parte final do voto: Pelo exposto, não conheço da alegação quanto à incidência da taxa Selic, em face da preclusão, e dou provimento parcial determinar o ressarcimento do valor apurado na diligência, a ele acrescendose a parcela decorrente do cômputo, na base de cálculo do Crédito Presumido do IPI, dos valores das aquisições de insumos a pessoas físicas e a cooperativas. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 754DF CARF MF Impresso em 26/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 02/01/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 14/01/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10469.905557/2009-31
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 27 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2000
IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO.
O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida.
As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional - CTN).
DECADÊNCIA - Nos termos do inciso I do artigo 168 da Lei nº 5.172 de 1966 (Código Tributário Nacional- CTN) o direito de pleitear a restituição/compensação extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data do pagamento do tributo indevido. Desse modo, resta decaído o direito de pleitear a restituição/compensação do IRPJ dito pago a maior em 27/07/2000, na medida em que o PERDCOMP somente fora apresentado em 15/05/2009.
Numero da decisão: 1802-001.533
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201212
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2000 IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional - CTN). DECADÊNCIA - Nos termos do inciso I do artigo 168 da Lei nº 5.172 de 1966 (Código Tributário Nacional- CTN) o direito de pleitear a restituição/compensação extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data do pagamento do tributo indevido. Desse modo, resta decaído o direito de pleitear a restituição/compensação do IRPJ dito pago a maior em 27/07/2000, na medida em que o PERDCOMP somente fora apresentado em 15/05/2009.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Dec 27 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10469.905557/2009-31
anomes_publicacao_s : 201212
conteudo_id_s : 5178290
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Dec 27 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 1802-001.533
nome_arquivo_s : Decisao_10469905557200931.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 10469905557200931_5178290.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho
dt_sessao_tdt : Thu Dec 06 00:00:00 UTC 2012
id : 4422373
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041212949135360
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2321; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10469.905557/200931 Recurso nº 000.001 Voluntário Acórdão nº 1802001.533 – 2ª Turma Especial Sessão de 6 de dezembro de 2012 Matéria PERDCOMP Recorrente CLINORT SERVIÇOS MÉDICO HOSPITALAR E LABORATORIAL LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 IRPJ. PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO. O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. As Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional CTN). DECADÊNCIA Nos termos do inciso I do artigo 168 da Lei nº 5.172 de 1966 (Código Tributário Nacional CTN) o direito de pleitear a restituição/compensação extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data do pagamento do tributo indevido. Desse modo, resta decaído o direito de pleitear a restituição/compensação do IRPJ dito pago a maior em 27/07/2000, na medida em que o PERDCOMP somente fora apresentado em 15/05/2009. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 9. 90 55 57 /2 00 9- 31 Fl. 52DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/ 12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho Relatório Por economia processual e considerar pertinente, adoto o Relatório da decisão recorrida (fl.26) que a seguir transcrevo: A interessada acima qualificada apresentou Declaração de Compensação —DCOMP de fls. 15/20, por meio da qual compensou crédito do Imposto de Renda Pessoa Jurídica 1RPJ código 2089 com débitos de sua responsabilidade. 0 crédito informado, no valor de R$ 4.921,65 seria decorrente de pagamento indevido ou a maior do imposto apurado no 2° trimestre do anocalendário 2000. Através do despacho de fl. 13, emitido eletronicamente, a Delegacia da Receita Federal em Natal — DRF/Natal identificou integral utilização anterior do pagamento para quitação de débito do IRPJ, em face do que não homologou a compensação declarada. A interessada apresentou manifestação de inconformidade (fls. 01/05), fazendo, em síntese, as seguintes alegações: que o crédito é fruto da redução da base de cálculo do IRPJ para sociedades que desenvolvem atividades hospitalares de 32% para 8%, descreve sobre a matéria is fls. 01/04; não procedeu à retificação da DCTF por ocasião da compensação pleiteada, para deixar patente que seu pagamento foi a maior, porque já havia transcorrido o tempo hábil para retificação, o sistema da Receita Federal não aceita retificação "após cinco anos da data prevista"; o crédito subsiste porque o descumprimento de obrigação acessória, não interfere na principal; requer a procedência da manifestação de inconformidade, homologação das compensações e a retificação de oficio das DCTFs com base no art. 149, inciso II do CTN, transcrito à fl. 05. Fl. 53DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/ 12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.905557/200931 Acórdão n.º 1802001.533 S1TE02 Fl. 3 3 A 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Recife/PE) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 1134.276, de 30 de junho de 2011 (fls.25/28), cientificado ao interessado em 09/09/2011. A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.25): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A certeza e a liquidez dos créditos são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. UTILIZAÇÃO INTEGRAL. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Mantémse o despacho decisório que não homologou a compensação quando constatado que o recolhimento indicado como fonte de crédito foi integralmente utilizado na quitação de débito confessado em DCTF. A pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 27/09/2011. Eis a defesa da Recorrente: (...) O presente Recurso tem por escopo sanar defeito correspondente a uma formalidade do procedimento das compensações, não se pretendendo, pois, discutir o mérito dos crédito tributários respectivos. Não há que se falar em inexistência dos créditos, isto pelo fato de que os tributos pagos forma a maior resultado de recolhimento do 1o. Trimestre do ano calendário 2000, ao qual a empresa tem créditos e, por via de conseqüência, poderia utilizá los para posteriores compensações. Entretanto, efetuados os pagamentos, a contribuinte, não oferecera retificação da DCTF para restar patente o pagamento a maior, o que aparentemente demonstraria que não haveria crédito para a citada compensação. Quando a recorrente realizou as compensações em tela, já havia transcorrido o tempo hábil para retificar as DCTFs e, por esta razão, não mais poderia ser feito, ainda que intempestivamente, porque o sistema da Receita Federal não opera as retificações após cinco anos da data prevista. Nesse contexto, a obrigação de apresentar a DCTF é uma obrigação tributária acessória que, ainda quando descumprida, Fl. 54DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/ 12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 4 não interfere na obrigação principal, ou seja, ainda que não se tenha procedido às retificações, o crédito subsiste. Observase que as compensações não foram homologadas somente em virtude do mero descumprimento de obrigação acessória, havendo crédito suficiente para legitimar as compensações. IIIDO PEDIDO: À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, fundada na lavratura do auto de infração, espera e requer a Recorrente que seja acolhido o presente Recurso Administrativo, homologandose as compensações administrativas realizadas e cancelando os débitos ora determinados. Para tanto, requer à Receita Federal que retifique as DCTFs de ofício, em conformidade com o art. 149, II, do CTN, que prevê o lançamento de ofício pela autoridade administrativa quando "a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária". Finalmente, requer seja dado provimento ao Recurso Voluntário. É o relatório. Voto Conselheira Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade previstos no Decreto nº 70.235/72, dele conheço. O presente processo tem origem no PER/DCOMP nº 33176.75174.150509.1.7.045012 (fls.11/15), transmitido em 15/05/2009, em que a contribuinte pretende compensar débito de IRPJ: R$ 1.240,00, código 2089, relativo ao 4º trimestre de 2004, com a utilização de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior do IRPJ (DARF: código – 2089, Período de Apuração: 30/06/2000; Vencimento: 31/07/2000, Valor: R$ 6.312,00). Conforme o despacho decisório de fl.13, emitido em 07/10/2009 não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no PER/DCOMP, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP". Em sede de primeira instância, a manifestação de inconformidade apresentada em 23/11/2009 (fls.01/05), foi julgada improcedente mediante o Acórdão nº 1134.276, de 30 de junho de 2011(fls.25/28), mantendo o despacho decisório que não homologou a compensação Fl. 55DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/ 12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.905557/200931 Acórdão n.º 1802001.533 S1TE02 Fl. 4 5 porque constatado que o recolhimento indicado como fonte de crédito foi integralmente utilizado na quitação de débito confessado em DCTF. A Recorrente diz que não pretende discutir o mérito do crédito tributário e que não há falar em inexistência do crédito pelo fato de que o tributo pago a maior foi resultado de recolhimento do 1o. Trimestre do ano calendário 2000, ao qual a empresa tem créditos e, por via de conseqüência, poderia utilizálos para posteriores compensações. A defesa não pode prosperar, pois, como explicado acima, nos presentes autos se discute a compensação de débitos de IRPJ com a utilização de suposto crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior do IRPJ (DARF: código – 2089, Período de Apuração: 30/06/2000, Vencimento: 31/07/2000, Valor: R$ 6.312,00). Verificase que a Recorrente se reporta a crédito relativo ao 1º trimestre de 2000, portanto, distinto do constante no PER/DCOMP em comento relativo ao 2º trimestre/2000, o que por si só já desqualifica o objeto do Recurso. Sobre o pagamento a maior, a Recorrente aduz que efetuados os pagamentos, a contribuinte, não oferecera retificação da DCTF para restar patente o pagamento a maior, o que aparentemente demonstraria que não haveria crédito para a citada compensação. E, quando a recorrente realizou as compensações em tela, já havia transcorrido o tempo hábil para retificar as DCTFs e, por esta razão, não mais poderia ser feito, ainda que intempestivamente, porque o sistema da Receita Federal não opera as retificações após cinco anos da data prevista. Ainda que se admita como equívoco da Recorrente ao se reportar ao 1º trimestre de 2000 e não ao 2º trimestre de 2000, depreendese de suas alegações que a contribuinte pretende que o indébito se exteriorize tão somente com os dados declarados na DCTF comparados com o PER/DCOMP. Cabe assinalar que o reconhecimento de direito creditório contra a Fazenda Nacional exige a averiguação da liquidez e certeza do suposto pagamento indevido ou a maior de tributo, fazendose necessário verificar a exatidão das informações a ele referentes, confrontandoas com os registros contábeis e fiscais efetuados com base na documentação pertinente, com análise da situação fática em todos os seus limites, de modo a se conhecer qual seria o tributo devido e comparálo ao pagamento efetuado. Registrese que, nos termos do artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil, ao autor incumbe o ônus da prova dos fatos constitutivos do seu direito. Logo, a declaração de compensação deve estar, necessariamente, instruídas com as devidas provas do indébito tributário no qual se fundamentam, sob pena de pronto indeferimento. No caso em tela, a prova do indébito tributário, fato jurídico a dar fundamento ao direito de compensação, compete ao sujeito passivo que teria efetuado o pagamento indevido ou maior que o devido, pois, no presente caso somente a contribuinte detém em seu poder os registros de prova necessários para a elucidação da verdade dos fatos. Os registros contábeis e demais documentos fiscais, acerca da base de cálculo do IRPJ, são elementos indispensáveis para que se comprove a certeza e a liquidez do direito creditório aqui pleiteado. Nesse sentido, na declaração de compensação apresentada, o indébito não contém os atributos necessários de liquidez e certeza, os quais são imprescindíveis para reconhecimento Fl. 56DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/ 12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA 6 pela autoridade administrativa de crédito do contribuinte na Fazenda Pública, sob pena de haver reconhecimento de direito creditório incerto, contrário, portanto, ao disposto no artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN). O artigo 165 do CTN autoriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do contribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. À míngua de tal comprovação não se homologa a compensação pretendida. É cediço que as Declarações (DCTF, DCOMP e DIPJ) são produzidas pelo próprio contribuinte, de sorte que, havendo inconsistências nas mesmas não retiram a obrigação do recorrente em comprovar os fatos mediante a escrituração contábil e fiscal, tendo em vista que, apenas os créditos líquidos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são passíveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional CTN). Repisese que o ponto nodal da lide reside no fato de que o contribuinte pretende a restituição de valor na ordem de R$ 1.240,00, adotando a via do PER/DCOMP no qual pretende utilizar crédito de IRPJ relativo ao 2º trimestre do ano calendário de 2000. A busca da verdade material não autoriza ao julgador substituir o interessado na produção das provas. A apresentação dos documentos juntamente com a defesa é ônus da alçada da recorrente. No presente caso, a recorrente teria, em tese, à sua disposição todos os meios para provar o alegado crédito. Não o fez. Cabe ao Fisco exigir a comprovação do crédito pleiteado, desde que não tenha ocorrido a homologação tácita da compensação, nos moldes do artigo 74 da Lei nº 9.430/96 que assim dispõe: § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) Conforme dito acima, o PERDCOMP, foi transmitido pela pessoa jurídica em 15/05/2009, tomou ciência do despacho decisório expedido em 07/10/2009, e apresentou a manifestação de inconformidade em 23/11/2009 (fls.01/05). Portanto, o despacho decisório se deu antes do prazo de 05 (cinco) anos da entrega do PERDCOMP. É dever do Fisco proceder a análise do crédito desde a sua origem até a data da compensação e, o contribuinte que reclama o pagamento indevido tem o dever de comprovar a certeza e liquidez do crédito reclamado. Ademais, nos termos do inciso I do artigo 168 da Lei nº 5.172 de 1966 (Código Tributário Nacional CTN) o direito de pleitear a restituição/compensação extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados da data do pagamento do tributo indevido. Desse modo, resta decaído o direito de pleitear a restituição/compensação do IRPJ dito pago a maior em 27/07/2000 (fl.18), na medida em que o PERDCOMP somente fora apresentado em 15/05/2009, portanto, 9 (nove) anos após a data de arrecadação do tributo. Fl. 57DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/ 12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.905557/200931 Acórdão n.º 1802001.533 S1TE02 Fl. 5 7 No tocante à revisão de ofício da DCTF, aventada pela interessada, como bem ressaltado na decisão recorrida, não se aplica ao caso a determinação do inciso II do art. 149 do Código Tributário Nacional (CTN), uma vez que não se discute no presente processo lançamento de ofício de crédito tributário decorrente de lavratura do auto de infração como aduzido pela Recorrente. Diante do exposto, voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 58DF CARF MF Impresso em 27/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 26/ 12/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 11176.000117/2007-82
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2301-000.319
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Marcelo Oliveira Presidente
Bernadete De Oliveira Barros Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva.
Nome do relator: BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Terceira Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 21 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 11176.000117/2007-82
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5181436
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 21 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2301-000.319
nome_arquivo_s : Decisao_11176000117200782.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS
nome_arquivo_pdf_s : 11176000117200782_5181436.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira Presidente Bernadete De Oliveira Barros Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2012
id : 4458210
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:03 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041212992126976
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1227; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 567 1 566 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11176.000117/200782 Recurso nº 999.999Voluntário Resolução nº 2301000.319 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 20 de novembro de 2012 Assunto CONVERSÃO EM DILIGÊNCIA Recorrente VIVO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira – Presidente Bernadete De Oliveira Barros – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antônio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Mauro José Silva. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 11 76 .0 00 11 7/ 20 07 -8 2 Fl. 573DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 16 /12/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11176.000117/200782 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.319 S2C3T1 Fl. 568 2 Relatório Tratase de Auto de Infração, lavrado em 18/12/2006, por ter a empresa acima identificada apresentado GFIP/GRFP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, infringindo, dessa forma, o inciso IV, § 5º, do art. 32, da Lei 8.212/91, c/c o art. 225, IV e § 4o, do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. Conforme Relatório Fiscal da Infração (fls. 36), a empresa não declarou, em GFIP's das competências de 04/99 a 09/02, 11/02 a 02/03, 04/03 a 03/04, 06/04 a 08/05, e 10/05, as remunerações pagas ou creditadas a segurados contribuintes individuais autônomos por serviços prestados, lançadas na contabilidade da empresa em várias contas de fornecedores a pagar, bem como outros valores considerados pela fiscalização como sendo remuneração de segurados empregados, ali discriminados, além de valores pagos a título de patrocínio para o Clube Atlético Paranaense. A empresa autuada apresentou defesa e a Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio do Acórdão 0620007, da 7a Turma da DRJ/CTA, (fls. 513), julgou a impugnação procedente em parte, excluindo, do débito, o valor da multa aplicada relativa às competências de 02/1999 a 11/2000, por decadência. Inconformada com a decisão, a autuada apresentou recurso tempestivo (fls 552), repetindo basicamente as alegações trazidas na impugnação. Preliminarmente, insiste no julgamento em conjunto com as NFLDs correspondentes às obrigações principais geradoras das obrigações acessórias ora recorridas. Requer a reforma da decisão em relação à decadência a fim que seja reconhecida a decadência das parcelas anteriores à dezembro de 2001, com a aplicação da regra contida no art. 150, § 4o, do CTN, bem como a redução da multa aplicada em razão da edição da MP 449/2008, com a aplicação do art. 32A, da Lei 8.212/91, em observância ao disposto no art. 106, do CTN. Finaliza requerendo a reforma da decisão recorrida, com o julgamento de insubsistência do Auto de Infração. É o relatório. Fl. 574DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 16 /12/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11176.000117/200782 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.319 S2C3T1 Fl. 569 3 Voto Bernadete de Oliveira Barros, Relatora. O recurso é tempestivo e todos os pressupostos de admissibilidade foram cumpridos, não havendo óbice ao seu conhecimento. Da análise dos autos, constatase que as contribuições incidentes sobre as verbas omissas em GFIP foram lançadas por intermédio das NFLDs 37.046.9682, 37.046.9704, 37.046.9712, 37.046.9720 e 37.046.9739, objeto de discussão administrativa. A recorrente alega, entre outras coisas, que inexiste a obrigação principal, e que, na ausência da obrigação principal, não há que se falar em cumprimento de medida acessória. De fato, verificase que existe uma nítida conexão entre esses lançamentos, uma vez que, estabelecida a obrigação tributária principal, por força do levantamento dos fatos geradores e lançamento das respectivas contribuições previdenciárias, deparouse a fiscalização com a obrigação acessória descumprida, caracterizada por deixar de declarar os respectivos valores em GFIP. Assim, entendo que o julgamento do auto em questão depende da procedência das NFLDs que lançaram as contribuições omissas em GFIP, e tanto o AI discutido por meio do presente processo administrativo fiscal, quanto os que são objeto dos processos que discutem os lançamentos acima indicados, detêm a mesma causa de pedir, pois os fundamentos de fato e direito dos pedidos de um e de outro processo são praticamente idênticos e sucessórios. Nesse caso, resta inexoravelmente configurada a conexão entre os todos esses processos e, para evitar que se tenham decisões contraditórias, devese reunir os autos em uma mesma câmara, para que se aplique a todos eles a mesma decisão. Cumpre registrar que este Conselho vem decidindo no sentido de se admitir a possibilidade da aplicação da conexão em matéria de processo administrativo fiscal, conforme se denota das ementas abaixo transcritas: “NORMAS PROCESSUAIS. CONEXÃO. Dáse a conexão quando os fundamentos de fato e direito dos pedidos de um e de outro processo são idênticos. Neste caso, devese reunir os processos em uma mesma câmara para que se aplique a ambos a mesma decisão. Recurso não conhecido.” (Acórdão nº 20400694 do Processo Administrativo nº 10980013136200217; Órgão julgador: Segundo Conselho de Contribuintes. 4ª Câmara. Turma Ordinária; Data de Julgamento 08/11/2005) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 1999 Ementa: CONEXÃO DE MATÉRIAS ANÁLISE CONJUNTA NECESSIDADE Identificadaconexão entre as matérias contidas em processos administrativos distintos, os autos devem ser reunidos para que as decisões prolatadas sejam fundadas na totalidade dos elementos trazidos à consideração da autoridade julgadora. (Acórdão nº 10517246 do Processo 19740000426200389; Órgão Fl. 575DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 16 /12/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 11176.000117/200782 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.319 S2C3T1 Fl. 570 4 Julgador: Primeiro Conselho de Contribuintes. 5ª Câmara. Turma Ordinária; Data de Julgamento 15/10/2008) Dessa forma, entendo que os referidos processos administrativos fiscais devam ser reunidos, a fim de afastar a hipótese de decisões contraditórias, nos termos do artigo 6º do Regimento Interno do CARF, que estabelece: “Art. 6º Verificada a existência de processos pendentes de julgamento, nos quais os lançamentos tenham sido efetuados com base nos mesmos fatos, inclusive no caso de sujeitos passivos distintos, os processos poderão ser distribuídos para julgamento na Câmara para a qual houver sido distribuído o primeiro processo.” Portanto, tendo em vista que restou configurada a existência da conexão entre os citados processos, devem ser os mesmos apensados e reunidos para que sejam julgados pela C. Câmara para a qual foi distribuído o primeiro processo. Portanto, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que sejam os autos dos processos administrativos que discutem as NFLDs 37.046.9682, 37.046.9704, 37.046.9712, 37.046.9720 e 37.046.9739, apensados ao presente processo, a fim de que sejam julgados simultaneamente pela Câmara para a qual foi distribuído o primeiro deles. É como voto. Bernadete de Oliveira Barros Relatora Fl. 576DF CARF MF Impresso em 21/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/12/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 16 /12/2012 por BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, Assinado digitalmente em 15/01/2013 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 13210.000103/2009-92
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Exercício: 2007
IRRF. GLOSA DE COMPENSAÇÃO.
Restabelece-se a compensação de imposto de renda retido na fonte, quando o contribuinte comprova o pagamento, ou ter sofrido a retenção, de parte do valor compensado em sua Declaração de Ajuste Anual do IRPF.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.726
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) no valor de R$ 1.321,44, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Antônio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre e Tânia Mara Paschoalin. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Ausente, ainda, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Exercício: 2007 IRRF. GLOSA DE COMPENSAÇÃO. Restabelece-se a compensação de imposto de renda retido na fonte, quando o contribuinte comprova o pagamento, ou ter sofrido a retenção, de parte do valor compensado em sua Declaração de Ajuste Anual do IRPF. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13210.000103/2009-92
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5179981
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2801-002.726
nome_arquivo_s : Decisao_13210000103200992.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
nome_arquivo_pdf_s : 13210000103200992_5179981.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) no valor de R$ 1.321,44, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre e Tânia Mara Paschoalin. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Ausente, ainda, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 16 00:00:00 UTC 2012
id : 4432948
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:55:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041213055041536
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1815; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 149 1 148 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13210.000103/200992 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801002.726 – 1ª Turma Especial Sessão de 16 de outubro de 2012 Matéria IRRF Recorrente ANTONIO DOS SANTOS SILVA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Exercício: 2007 IRRF. GLOSA DE COMPENSAÇÃO. Restabelecese a compensação de imposto de renda retido na fonte, quando o contribuinte comprova o pagamento, ou ter sofrido a retenção, de parte do valor compensado em sua Declaração de Ajuste Anual do IRPF. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) no valor de R$ 1.321,44, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Antônio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre e Tânia Mara Paschoalin. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Ausente, ainda, momentaneamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 21 0. 00 01 03 /2 00 9- 92 Fl. 149DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 13210.000103/200992 Acórdão n.º 2801002.726 S2TE01 Fl. 150 2 Relatório Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 5ª Turma da DRJ/BEL (Fls. 105), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Tratase de impugnação em resistência à Notificação de Lançamento, fls.03/05, lavrada em face do Interessado, já qualificado nos autos, em procedimento de revisão de Declaração de Ajuste Anual. Referente ao IRPF, anocalendário 2006, no qual foi apurada a seguinte infração: Compensação indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte no valor de R$1.843,29. Fonte pagadora: Centrais Elétricas do Pará S.A. – CELPA. Resultou a ação fiscal na eliminação do Imposto a restituir. Noticia a Descrição dos Fatos da Notificação de Lançamento que: “A glosa de IRRF por compensação indevida, tendo em vista que o contribuinte não apresentou nenhum comprovante de recolhimento de DARF referente ao Processo Trabalhista nº 10601059/2002. Por outro lado após pesquisa nos sistemas da Receita Federal (SIEF WEB) também não foi confirmado o referido pagamento”. Em sua impugnação, fl.01, o interessado afirma que “foi informado o rendimento de 15.143,90, ganho em ação judicial 015059/2002x em 09/12/2002”. Apresenta documentação referente ao processo judicial. Requer a liberação da restituição declarada. Passo adiante, a 5ª Turma da DRJ/BEL entendeu por bem julgar a Impugnação Improcedente, em decisão que restou assim ementada: COMPENSAÇÃO DE IRRF. RENDIMENTOS RECEBIDOS EM AÇÃO TRABALHISTA. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. Para desconstituir a pretensão do Fisco é imprescindível que as alegações contrárias ao lançamento venham acompanhadas, oportunamente, de provas consistentes, de forma a não deixarem dúvida da fidedignidade dos fatos alegados. Cientificado em 07/04/2011 (Fls. 108), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 05/05/2011 (fls. 156 a 171), reforçando os argumentos apresentados quando da impugnação e apresentando nova documentação. É o Relatório. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE Processo nº 13210.000103/200992 Acórdão n.º 2801002.726 S2TE01 Fl. 151 3 Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. Em sua impugnação o contribuinte alega o pagamento do IRRF, e anexa as cópias de alguns documentos referentes a ação trabalhista que, no seu entender comprovariam a retenção do tributo. Por seu turno, a DRJ entendeu que não havia provas suficientes para a comprovação da retenção do IRRF, ou do seu pagamento. No entanto, o contribuinte, em seu recurso, junta cópia de DARF referente a pagamento de IRRF, no valor de R$1.321,44.(pág. 41 dos autos) Também anexa o contribuinte, em seu recurso, vários documentos que comprovam a retenção do IRRF na ação judicial, no valor de R$1.321,44; dentre os quais podemos destacar os de páginas 51, 54 e 56 dos autos. Deste modo, é dever restabelecer a dedução do IRRF no valor de R$1.321,44. Ante tudo acima exposto e o que mais constam nos autos, voto por dar provimento parcial ao recurso, para restabelecer a dedução do IRRF no valor de R$1.321,44. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 151DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 28/ 11/2012 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALHAES, Assinado digitalmente em 26/11/2012 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
score : 1.0
Numero do processo: 16327.000189/2010-78
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2005, 2006
MULTA. QUALIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE.
Somente se pode impor multa qualificada quando há no lançamento tributário indicação individualizada e específica sobre a conduta fraudulenta do contribuinte. A fraude não pode ser presumida e a sua tipificação deve estar determinada no ato administrativo da imposição de multa. Não pode ser exigida a multa qualificada quando não há nos autos elementos que atestem, de forma inequívoca, o evidente intuito de fraude na conduta do contribuinte, ou discriminação da conduta fraudulenta.
Numero da decisão: 3803-003.766
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente
(assinado digitalmente)
Belchior Melo de Sousa Relator
Participaram, ainda, da sessão de julgamento os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: BELCHIOR MELO DE SOUSA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2005, 2006 MULTA. QUALIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. Somente se pode impor multa qualificada quando há no lançamento tributário indicação individualizada e específica sobre a conduta fraudulenta do contribuinte. A fraude não pode ser presumida e a sua tipificação deve estar determinada no ato administrativo da imposição de multa. Não pode ser exigida a multa qualificada quando não há nos autos elementos que atestem, de forma inequívoca, o evidente intuito de fraude na conduta do contribuinte, ou discriminação da conduta fraudulenta.
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 16327.000189/2010-78
anomes_publicacao_s : 201301
conteudo_id_s : 5181536
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 22 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3803-003.766
nome_arquivo_s : Decisao_16327000189201078.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : BELCHIOR MELO DE SOUSA
nome_arquivo_pdf_s : 16327000189201078_5181536.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 29 00:00:00 UTC 2012
id : 4459375
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:06 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041213143121920
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2013; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 247 1 246 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.000189/201078 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803003.766 – 3ª Turma Especial Sessão de 29 de novembro de 2012 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO PIS E COFINS Recorrente PROFAC TECNOLOGIA E SERVIÇOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005, 2006 DECADÊNCIA. PAGAMENTO ANTECIPADO. AUSÊNCIA. Decai em cinco anos a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o tributo deveria ter sido lançado, na hipótese de inocorrência de pagamento antecipado do débito apurado pelo contribuinte. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005, 2006 MULTA. QUALIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. Somente se pode impor multa qualificada quando há no lançamento tributário indicação individualizada e específica sobre a conduta fraudulenta do contribuinte. A fraude não pode ser presumida e a sua tipificação deve estar determinada no ato administrativo da imposição de multa. Não pode ser exigida a multa qualificada quando não há nos autos elementos que atestem, de forma inequívoca, o evidente intuito de fraude na conduta do contribuinte, ou discriminação da conduta fraudulenta. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 01 89 /2 01 0- 78 Fl. 247DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ALEXANDRE KERN 2 Belchior Melo de Sousa – Relator Participaram, ainda, da sessão de julgamento os Conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório Trata o presente processo de auto de infração para exigência de contribuição para o PIS e de Cofins, apurados no regime não cumulativo, conforme as Leis n° 10.637/2002 e 10.833/2003, relativamente aos anoscalendário 2005 e 2006. Consta da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 95/97 da imagem digitalizada (como doravante se indicará), que: a) no anocalendário 2005, a contribuinte entregou a Declaração Simplificada PJ Inativa e no anocalendário 2006 entregou DIPJ com base no lucro presumido, porém sem receita operacional declarada; b) tais declarações estavam totalmente incompatíveis com a movimentação financeira, verificada por meio das declarações da CPMF fornecidas pelas instituições financeiras; c) esclarecimentos prestados pelo sóciogerente da pessoa jurídica, na Deinf/SP, confirmaram a ocorrência de operações de faturização ocorridas no anocalendário de 2005, e, na seqüência, acrescentou que foi tomador de recursos, na modalidade capital de girocrédito rotativo, caucionado por duplicatas. Sobre a correspondente declaração de rendimentos, referente ao período de apuração de 2005, afirmou que a condição de inativa foi declarada com a finalidade de evitar a penalidade por falta de apresentação, tendo em vista que naquele tempo a pessoa jurídica estava mudando de contador, serviço este terceirizado. Declarou, ainda, estar, àquele tempo, providenciando a escrituração contábil do ano de 2005; d) atendendo a intimação na ação fiscal, a Contribuinte apresentou toda a sua contabilidade, inclusive a apuração das bases de cálculo do PIS e da COFINS. Entretanto, não adotou o regime não cumulativo, no qual estava enquadrada, por estar sujeita à apuração do imposto de renda com base no lucro real; e) dessa forma, nesse regime foram apuradas as ditas contribuições, cujos demonstrativos de apuração estão nos Anexos I a V de fls. 84/91. g) foi aplicada a multa qualificada de 150% sobre as contribuições apuradas e lançadas no presente auto de infração; Em impugnação apresentada, fls. 120/142, acompanhada dos documentos de fls. 143/179, expôs, em síntese, que: a) estão extintas pela decadência os débitos anteriores a março de 2005 e ora exigidos, nos termos do § 4°, do art. 150 e art. 156, V, ambos do CTN, iniciandose o prazo qüinqüenal para a homologação do crédito tributário com a ocorrência do fato gerador; b) no caso concreto não há qualquer indício de dolo, fraude ou simulação, razão pela qual a regra do art.173, I, do CTN, é preterida para aplicação do já citado § 4°, do art.150; Fl. 248DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16327.000189/201078 Acórdão n.º 3803003.766 S3TE03 Fl. 248 3 c) a atividade praticada pela impugnante no período fiscalizado corresponde a crédito rotativocaução de duplicatas, que é espécie do gênero financiamentos e investimentos, a qual não se confunde com a atividade de factoring, não se sujeitando assim à sistemática da não cumulatividade; d) a impugnante se enquadra no § 6°, do art. 3°, da Lei n° 9.718/98 (sociedades de crédito, financiamento e investimento), e consequentemente, está sujeita ao inciso I, do art. 10, da Lei n° 10.833/03; e) o sócio da impugnante confirmou a inadequação da declaração como inativo. Desta forma, observase que a escrita fiscal da contribuinte foi equivocada, merecendo assim sua desconsideração; f) impõese o arbitramento do lucro, remetendo assim o PIS e a COFINS à cumulatividade, nos termos da Lei n° 9.718/98, pois a escrita contábil efetuada cinco anos após o evento evidencia sua inadequação. g) a multa aplicada ao presente caso, no percentual de 150%, afronta a boafé da impugnante; h) no caso concreto, não houve qualquer demonstração do Fisco sobre a ocorrência de sonegação, fraude ou conluio, hipóteses descritas pelos artigos 71, 72 e 73, da Lei n° 4.502/64. Tais hipóteses não se verificam quando o contribuinte admite a inadequação de seus atos e procede ao refazimento. Esta postura é exatamente oposta aos elementos ensejadores da qualificação ora praticada, sendo essencial a diminuição da multa. Em julgamento da lide a DRJ/São Paulo assentou que a contagem do prazo decadencial no regime de lançamento por homologação se dá conforme o critério definido pelo art. 150, § 4º, do CTN. Contudo, no caso concreto, afastou estas disposições, com base na ressalva deste parágrafo, aplicável às hipóteses de ocorrência de sonegação, fraude ou conluio, pelo que resta aplicável o art. 173, I, do CTN. Definiu sonegação, a partir do art. 71, inciso I, da Lei n° 4.502, de 1964, com reforço do art. 1º, inciso I, da Lei n° 4.729, de 14 de julho de 1965, imputandoa à conduta da Autuada, por omissão dolosa tendente a impedir ou retardar o conhecimento da ocorrência do fato gerador, sua natureza ou circunstâncias materiais, ou mesmo das condições pessoais de contribuinte, pela Autoridade Fazendária, caracterizada pelo fato de declarar que não auferiu receitas, de maneira continuada, ao longo do período. Quanto ao arbitramento do lucro ao caso em tela, o Órgão julgador desconsiderou o argumento de inadequação da escrita contábil, por ter sido efetuada cinco anos após a ocorrência dos eventos fiscalizados. Considerou, sim, que a eventual elaboração da escrituração contábil a destempo não é elemento suficiente para fundamentar tal conclusão. Verificou, por intermédio da análise dos balancetes analíticos, de fls.33/58, dos períodos 01/2005 a 12/2005, e fls. 60/83 dos períodos 01/2006 a 12/2006, que os referidos documentos foram emitidos utilizandose de processamento eletrônico nas datas de 31/10/2008, 06/11/2008 e 17/02/2009, concluindo ser inverídica a alegação de que os registros foram efetuados cinco anos após a ocorrência dos eventos fiscalizados. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ALEXANDRE KERN 4 Com respeito à incidência do PIS e COFINS não cumulativos, desqualificou o argumento da Autuada de que a atividade que desempenha a enquadraria no § 6°, do art.3º, da Lei n° 9.718/98, em particular nas sociedades de crédito, financiamento e investimento razão pela qual estaria sujeita ao disposto no inciso I, do art. 10, da Lei n° 10.833/03. Elucidou seu entendimento aduzindo que “sociedades de crédito, financiamento e investimento, também conhecidas por financeiras, foram instituídas pela Portaria do Ministério da Fazenda 309, de 30 de novembro de 1959. São instituições financeiras privadas que têm como objetivo básico a realização de financiamento para a aquisição de bens, serviços e capital de giro, devendo ser constituídas sob a forma de sociedade anônima e na sua denominação social deve constar a expressão Crédito, Financiamento e Investimento’’. Tais entidades captam recursos por meio de aceite e colocação de Letras de Câmbio (Resolução CMN 45, de 1966) e Recibos de Depósitos Bancários (Resolução CMN 3454, de 2007).”. Assim, assentou que a pretensão da impugnante não encontra amparo legal, já que a contribuinte não atendeu ao requisito de ser constituída sob a forma de sociedade anônima, mas é uma sociedade limitada e não consta na denominação social da empresa a expressão "Crédito, Financiamento e Investimento". Aduziu que o argumento de que a empresa desenvolveria atividades de tomador de recursos, na modalidade de capital de giro crédito rotativo (caução de duplicatas), foi apoiado unicamente em declaração do próprio sócio gerente da pessoa jurídica. Sendo assim, declarou improcedente o argumento da impugnante de que não estaria sujeita ao regime de apuração não cumulativo de PIS e COFINS. Cientificada da decisão, em 29 de setembro de 2010, a Interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 167 a 174, em 29 de outubro de 2010, em que pugna, com os mesmos termos da impugnação, pela decadência do direito de lançar e pela redução da multa ao seu patamar normal, de 75%, tendo em mira que não ocorreram as hipóteses de sonegação, fraude ou conluio, sobretudo pelo fato de que a escrituração reconstituída foi considerada idônea para o fim de afastar o critério de apuração do lucro por meio do arbitramento, sendo, por decorrência, apta, também, a afastar a qualificação da multa de ofício. É o relatório. Voto Conselheiro Belchior Melo de Sousa Relator O recurso é tempestivo, e atende a todos os requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. Duas matérias remanescem controvertidas no recurso voluntário, a saber: decadência e a multa qualificada. Multa qualificada Inicio pelo segundo tema, porque sua forma de deslinde será o ponto de partida do argumento a ser desenvolvido no primeiro. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16327.000189/201078 Acórdão n.º 3803003.766 S3TE03 Fl. 249 5 Da narrativa dos fatos contida no auto de infração apreendese que a Auditoria: a) inquiriu a PROFAC, na pessoa do seu sóciogerente, acerca da atividade exercida pela empresa, sobre as declarações de rendimentos transmitidas para a Receita Federal, de inatividade, relativamente ao anocalendário 2005, e na forma do lucro presumido, no anocalendário 2006; b) recebeu todos os registros contábeis e a apuração das bases de cálculo do PIS e da Cofins, espelhadas nos balancetes datados de 31/10/2008, 06/11/2008 e 17/02/2009; c) vinculou a atividade de faturização ao regime de apuração do imposto de renda pelo lucro real, d) identificou que as contribuições não foram apuradas pela Contribuinte segundo o regime não cumulativo, e nele apurou os valores a lançar. Ao fim da descrição, registrou que esses fatos se enquadravam, em tese, nos casos previstos nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502/65, e, à vista deles, declarou ter aplicado no lançamento a multa de 150% sobre as contribuições apuradas. Seguem os termos da imputação: “conforme dispõe o § 1º, do art. 44, da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1.996 (com Redação dada pela Lei n° 11.488, de 15 de junho de 2007), o percentual de multa de 150% será aplicado nos casos previstos nos arts.71, 72 e 73, da Lei n° 4.502/64. independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais. Assim considerandose que os fatos descritos no presente relatório se enquadram, EM TESE, nos casos previstos, à época dos fatos, no inciso II do art. 44 da Lei n° 9.430/96 (atualmente previsto no § 1° do art. 44 da Lei n° 9.430/96), aplicouse a multa qualificada de 150% sobre as contribuições apuradas e lançadas no presente Auto de Infração.”. Esta é a única menção no auto de infração à tipificação da conduta da Fiscalizada. Do excerto, vêse que a Fiscalização fixou a subsunção da conduta aos três artigos, 71, 72 e 73, da Lei nº 4.502/65. O Auditor Fiscal não descreveu concretamente que condutas praticadas pela Fiscalizada estiveram adequadas a cada tipo penal, sonegação fraude e conluio, nem também mencionou nem identificou em que atos estaria presente o dolo ou o evidente intuito de fraude, segundo a previsão do art. 44, II, da Lei nº 9.430/96, na redação anterior à alteração conduzida pela Medida Provisória nº 357, de 22 de janeiro de 2007, convertida na Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007, verbis: Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: IIcento e cinqüenta por cento, nos casos de evidente intuito de fraude, definido nos arts. 71, 72 e 73 da Lei nº 4.502, de 30 de novembro de 1964, independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ALEXANDRE KERN 6 Atestese que a imputação é vaga. E foi por sua vagueza que a DRJ/São Paulo I, contrapondose à irresignação da então Impugnante contra a aplicação da multa qualificada, agrava a imposição, contorna a vaga imputação e qualifica como sonegação a ação da Fiscalizada, expressando o conteúdo do seu conceito1, fazendo abarcar o fato de a pessoa jurídica ter declarado que não auferiu receitas, de maneira continuada, ao longo do período. A matéria, de há muito é apreciada no CARF, que sedimentou um posicionamento pacificado na jurisprudência no teor da Súmula nº 14, cujo enunciado estabelece que: A simples apuração de omissão de receita ou de rendimentos, por si só, não autoriza a qualificação da multa de ofício, sendo necessária a comprovação do evidente intuito de fraude do sujeito passivo. Com efeito, a autoridade lançadora não logrou demonstrar com especificidade a conduta adotada pela Contribuinte de sonegação, de fraude ou de concluio, no ato de omitir rendimentos, marcado com o evidente intuito de fraude. A qualificação da multa, no presente caso, importa em equiparar uma mera infração fiscal de omissão de rendimentos, facilmente percebível pela Fiscalização, às infrações graves, em que o agente, simula, dissimula, surrupia dados necessários ao conhecimento do fato gerador e por via da fraude. É assente na doutrina que o evidente intuito de fraude exsurge da adulteração de notas fiscais, de adulteração de comprovantes, de notas calçadas, de notas frias, de notas paralelas, de notas fiscais dadas/recebidas a título gracioso, de conta bancária fictícia, de falsidade ideológica etc. No caso destes autos, nada há destacado da conduta da Fiscalizada que remeta a quaisquer condutas que se assemelhem a estas. Ao contrário. A Fiscalização acolheu os balancetes existentes já prontos anos antes da fiscalização, e em mãos dos quais recusouse a arbitrar lucro para lavratura de auto de infração pertinente. Ante esta recepção dada à Fiscalização, em que se pode dizer que os fatos praticados pela Pessoa Jurídica impediram ou retardaram, de forma dolosa, fraudulenta, o conhecimento do fato gerador? Não será o fato de a DRJ/São Paulo I ter complementado o auto de infração tipificando a conduta da então Impugnante como sonegação que a tornará. Este entendimento ora expressado, encontra ressonância em inúmeros precedentes nesta Corte: Acórdão n° 10419.384, Quarta Câmara/Primeiro Conselho de Contribuintes, Rel.: Nelson Mallmann, de 11/06/2003; Acórdão n.º 9202002.180, Segunda Turma/Câmara Superior de Recursos Fiscais, Relator(a): Susy Gomes Homann, de 26/06/2012; Acórdão n°. 10612.858, Sexta Câmara/Primeiro Conselho de Contribuintes, Rel.: Luiz Antonio de Paula, 23/08/2002; Acórdão n° 10419.806; Acórdão nº: 10517.363; Acórdão n°. 10612.858, Sexta Câmara/Primeiro Conselho de Contribuintes, Rel.: Luiz Antonio de Paula, 23/08/2002. O conteúdo da ementa abaixo tem sido, reiteradamente, reproduzido nos inúmeros julgados, ao longo dos anos: 1 Art . 71. Sonegação é toda ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou retardar, total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária: I da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária principal, sua natureza ou circunstâncias materiais; II das condições pessoais de contribuinte, suscetíveis de afetar a obrigação tributária principal ou o crédito tributário correspondente. Fl. 252DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 16327.000189/201078 Acórdão n.º 3803003.766 S3TE03 Fl. 250 7 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA E REFLEXOS. Exercícios: 1991 a 1994 DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. CIÊNCIA DO AUTO DE INFRAÇÃO OCORRIDA EM 14 DE JUNHO DE 1996. PERÍODOS FISCALIZADOS DE 1991 A 1994. Não se verifica a decadência do direito do fisco de constituir o crédito tributário, tendo em vista que a ciência do auto de infração deuse em 26 de dezembro de e os períodos fiscalizados encerraram os anos de 1991 a 1994. MULTA. AGRAVAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CARACTERIZAÇÃO DO EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE. APLICAÇÃO DA LEI N° 9430/96, MAIS BENIGNA. Somente se pode impor multa qualificada quando há no lançamento tributário indicação individualizada e específica sobre a conduta fraudulenta do contribuinte. A fraude não pode ser presumida e a sua tipificação deve estar determinada no ato administrativo da imposição de multa. Não pode ser exigida a multa qualificada quando não há nos autos elementos que atestam, de forma inequívoca, o evidente intuito de fraude por conta do contribuinte, bem como não há discriminação da conduta fraudulenta. GLOSA DAS DESPESAS FINANCEIRAS. AUSÊNCIA DE MANUTENÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO HÁBIL À COMPROVAÇÃO DOS VALORES RELATIVOS A DESPESAS COM CORREÇÃO MONETÁRIA. Devese manter a glosa das despesas financeiras se o contribuinte não apresenta à fiscalização a documentação de suporte da escrituração, e depois não a atesta de forma evidente nos autos. (Acórdão n°. 9101001.352, 1ª TURMA/CSRF/CARF/MF/DF/null/Câmara Superior de Recursos Fiscais, 15/05/2012). Por estas razões, entendo que a multa de ofício aplicada no presente lançamento deve ser reduzida ao patamar de 75%. Decadência Uma vez que abraço o entendimento de inexistência de conduta dolosa da Autuada, a contagem da decadência por aplicação do art. 173, I, do CTN, não pode ser mantida por estes fundamentos. No entanto, este deve continuar sendo o critério a definir a contagem do referido prazo, fundado na jurisprudência deste Conselho de que a inexistência do pagamento impede a aplicação do art. 150, § 4º do CTN. O lançamento foi cientificado em 1/3/2010. O termo final para o lançamento ocorreu, para o primeiro período lançado, janeiro de 2005, em 31/12/2010. Logo não há que se falar em decadência. Conclusão Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para reduzir o percentual da multa de ofício para 75%. Sala das sessões, 29 de novembro de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 253DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ALEXANDRE KERN 8 Fl. 254DF CARF MF Impresso em 22/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 29/11/2012 por ALEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 13896.900286/2008-03
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/02/2003 a 28/02/2003
COMPENSAÇÃO. REQUISITOS.
É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-003.566
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente e Relator
Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201210
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/02/2003 a 28/02/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 13896.900286/2008-03
anomes_publicacao_s : 201211
conteudo_id_s : 5174755
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 3803-003.566
nome_arquivo_s : Decisao_13896900286200803.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ALEXANDRE KERN
nome_arquivo_pdf_s : 13896900286200803_5174755.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern - Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2012
id : 4362935
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:44 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041213289922560
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1893; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 78 1 77 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13896.900286/200803 Recurso nº 2 Voluntário Acórdão nº 3803003.566 – 3ª Turma Especial Sessão de 23 de outubro de 2012 Matéria PIS PAGAMENTO INDEVIDO PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO Recorrente COMPUHELP COMPUTER SERVICE COMERCIAL LTDa. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/02/2003 a 28/02/2003 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório COMPUHELP COMPUTER SERVICE COMERCIAL LTDA. formulou Declaração de Compensação – Dcomp com vistas à extinção de débitos próprios, no valor de 55.739,35, com crédito oriundo de indébito de PIS, período de apuração de fevereiro de 2003 (pagamento efetuado em 31/03/2003, no valor de R$ 149.314,03). O Despacho Decisório Eletrônico nº 757832291 (fls. 10) não homologou a compensação porque “.. o DARF (...) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 90 02 86 /2 00 8- 03 Fl. 78DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN 2 discriminado no PER/DCOMP, não foi localizado nos sistemas da Receita Federal.” Sobreveio reclamação, fls. 16 a 24), por meio da qual o declarante ofereceu as seguintes alegações: a) de que retificou a declaração de compensação em tela, porque teria ocorrido erro no preenchimento das informações relativas ao documento de arrecadação que gerou pagamento indevido b) a legislação confere o direito à compensação dos valores pagos a maior c) no mérito, argumenta que o direito creditório aproveitado tem origem em pagamentos ao PIS calculados nos termos do DecretoLei nº 2.445, de 29 de junho de 1988, e do DecretoLei nº 2.449, de 21 de julho de 1988 d) discute a legitimidade da cobrança do PIS com base nos citados DecretosLeis no âmbito de ação de Mandado de Segurança (nº 2003.61.00.0068824) e solicita que a discussão administrativa seja suspensa até que decisão final definitiva seja prolatada no âmbito do Poder Judiciário. A 3ª Turma da DRJ/CPS julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 05033.786, de 23 de maio de 2011, fls. 44 a 47, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 2003 COMPENSAÇÃO. DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INEXISTENTE. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por insuficiência de direito creditório, tendo em vista a não localização do recolhimento alegado como origem do crédito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 3ª Turma da DRJ/CPS. O arrazoado de fls. 52 a 62, após síntese dos fatos relacionados com a lide, assevera que a decisão não deve prosperar, “... pois conforme PER/DCOMP já acostado aos autos quando da apresentação de manifestação de inconformidade, a Contribuinte, em cumprimento à anterior intimação recebida pela Receita Federal, demonstrou a retificação do PER/DCOMP objeto do despacho decisório, pois o campo no qual constam os dados do DARF havia sido preenchido erroneamente, tudo conforme se vê no anexo PER/DCOMP retificador, também acostado aos autos. Na continuação, discorre sobre o instituto da compensação, a inconstitucionalidade dos decretosleis nº 2.445 e nº 2.4449, ambos de 1988, e sobre o direito Fl. 79DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 13896.900286/200803 Acórdão n.º 3803003.566 S3TE03 Fl. 79 3 que lhe foi assegurado no MS n9 2003.61.00.0068824, muito embora advenha de decisão que ainda não transitou em julgado. Conclui, requerendo que seja recebido e julgado totalmente procedente o seu recurso para o fim de reformar o acórdão proferido, reconhecendo a existência do crédito tributário em seu favor, conforme consta no anexo PER/DCOMP retificador; ou, subsidiariamente, para o fim de suspender a exigibilidade do crédito em questão, até decisão judicial final transitada em julgada no Mandado de Segurança nº 200361000068824. O processo administrativo correspondente foi materializado na forma eletrônica, razão pela qual todas as referências a folhas dos autos pautarseão na numeração estabelecida no processo eletrônico. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 52 a 62 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJCPS3ª Turma nº 05033.786, de 23 de maio de 2011. O voto condutor da decisão recorrida assevera que, conforme documentos constantes dos autos, o interessado foi intimado, antes da emissão do DDE nº 757832291 (fls. 10), a verificar os dados do DARF informados na declaração de compensação original. Na intimação, foi ainda instruído no sentido de que, caso fossem identificadas divergências, fosse transmitida nova DCOMP para sanálas. Compulsando os autos, constato que nenhuma providência foi tomada pelo interessado para que o eventual erro fosse corrigido. Não há, no autos, prova de que a Dcomp original tenha sido retificada (a Dcomp que instrui a MI é apenas cópia da Dcomp original). Ademais, a invocação o Mandado de Segurança nº 2003.61.00.00688241 como origem do direito creditório não prosperará, haja vista que, no período de apuração a que se refere o pagamento pretensamente indevido, fevereiro de 2003, a base legal para a incidência da Contribuição era a Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, e não os malsinados decretos leis. Não se trata, portanto, de reconhecer a concomitância de processos administrativo e judicial, pois seja qual for o provimento que obtiver o contribuinte, ora 1 impetrado pela ora Recorrente em face da Receita Federal, objetivando a declaração da inexistência de relação jurídica entre as partes no que se refere à cobrança da contribuição ao programa de integração social PIS na forma dos Decretosleis ne 2.445 e 2.449, a qual foi julgada procedente pelo Juízo de l5 Instância, o qual assim decidiu: "Posto isso, julgo procedente o pedido, nos termos do art. 269, I, do CPC para o fim de declarar indevida a cobrança da contribuição ao programa de integração social PIS na forma dos Decretosleis n5s 2.445 e 2.449, reconhecendo o direito das Autoras a não se sujeitarem às restrições de caráter infralegal podendo compensar as parcelas a maior recolhidas a título de PIS, na forma dos mencionados decretosleis, representadas pelos DARFs anexados aos autos, com as parcelas vincendas das contribuições relativas ao próprio PIS, COFINS e CSLL, até o seu exaurimento, observada a prescrição quinquenal.O termo "a quo" da prescrição quinquenal será a data da ocorrência da homologação tácita ou expressa do lançamento, levada a efeito pelo contribuinte". O julgamento do RE impetrado pela União foi sob sobrestado, até que fosse julgado o RE 1.016.728. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN 4 recorrente, na referida ação judicial, a compensação não será implementada com base na Dcomp ora sub judice, em face do PA a que se refere o pagamento indigitado como indevido. Incidental e finalmente, a compensação declarada na Dcomp de que se trata violou também a norma do art. 170A da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN, pois foi implementada antes do trânsito em julgado da decisão judicial que teria reconhecido o direito. Com base nessas considerações, nego provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 23 de outubro de 2012 Alexandre Kern Fl. 81DF CARF MF Impresso em 07/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/10/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 23/10/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10783.721246/2011-73
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Oct 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007
ALIMENTAÇÃO. PARCELA FORNECIDA IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
De acordo com o disposto no Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011, a reiterada jurisprudência do STJ é no sentido de se reconhecer a não incidência da contribuição previdenciária sobre alimentação fornecida in natura aos segurados, ou seja, quando o próprio empregador fornece a alimentação pronta para o consumo imediato pelos seus empregados, devendo ser mantido, todavia, o lançamento sobre os valores correspondentes ao auxílio alimentação fornecido na forma de tickets/vale alimentação ou em espécie.
Tendo sido o Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011 objeto de Ato Declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, urge serem observadas as disposições inscritas no art. 26-A, §6º, II, a do Decreto nº 70.235/72, inserido pela Lei nº 11.941/2009.
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL E OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. BIS IN IDEM. INOCORRENCIA.
Inexiste bis in idem no lançamento de tributo e na autuação por descumprimento de obrigação tributária acessória, efetuados na mesma ação fiscal.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2302-002.054
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por maioria de votos, em conceder provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior que entendeu que a verba relativa à alimentação fornecida em tickets não integraria o salário de contribuição.
Liége Lacroix Thomasi Presidente Substituta.
Arlindo da Costa e Silva - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Manoel Coelho Arruda Junior (Vice-presidente de turma), Adriana Sato, Paulo Roberto Lara dos Santos e Arlindo da Costa e Silva.
Nome do relator: ARLINDO DA COSTA E SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 ALIMENTAÇÃO. PARCELA FORNECIDA IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. De acordo com o disposto no Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011, a reiterada jurisprudência do STJ é no sentido de se reconhecer a não incidência da contribuição previdenciária sobre alimentação fornecida in natura aos segurados, ou seja, quando o próprio empregador fornece a alimentação pronta para o consumo imediato pelos seus empregados, devendo ser mantido, todavia, o lançamento sobre os valores correspondentes ao auxílio alimentação fornecido na forma de tickets/vale alimentação ou em espécie. Tendo sido o Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011 objeto de Ato Declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, urge serem observadas as disposições inscritas no art. 26-A, §6º, II, a do Decreto nº 70.235/72, inserido pela Lei nº 11.941/2009. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL E OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. BIS IN IDEM. INOCORRENCIA. Inexiste bis in idem no lançamento de tributo e na autuação por descumprimento de obrigação tributária acessória, efetuados na mesma ação fiscal. Recurso Voluntário Provido em Parte
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Oct 15 00:00:00 UTC 2012
numero_processo_s : 10783.721246/2011-73
anomes_publicacao_s : 201210
conteudo_id_s : 5173534
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Oct 15 00:00:00 UTC 2012
numero_decisao_s : 2302-002.054
nome_arquivo_s : Decisao_10783721246201173.PDF
ano_publicacao_s : 2012
nome_relator_s : ARLINDO DA COSTA E SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 10783721246201173_5173534.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por maioria de votos, em conceder provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior que entendeu que a verba relativa à alimentação fornecida em tickets não integraria o salário de contribuição. Liége Lacroix Thomasi Presidente Substituta. Arlindo da Costa e Silva - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Manoel Coelho Arruda Junior (Vice-presidente de turma), Adriana Sato, Paulo Roberto Lara dos Santos e Arlindo da Costa e Silva.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
id : 4324840
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:54:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041213336059904
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 21; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2407; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 478 1 477 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10783.721246/201173 Recurso nº 002.054 Voluntário Acórdão nº 2302002.054 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 18 de setembro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS AIOP Recorrente VIAÇÃO SÃO GABRIEL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 ALIMENTAÇÃO. PARCELA FORNECIDA IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. De acordo com o disposto no Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011, a reiterada jurisprudência do STJ é no sentido de se reconhecer a não incidência da contribuição previdenciária sobre alimentação fornecida in natura aos segurados, ou seja, quando o próprio empregador fornece a alimentação pronta para o consumo imediato pelos seus empregados, devendo ser mantido, todavia, o lançamento sobre os valores correspondentes ao auxílio alimentação fornecido na forma de tickets/vale alimentação ou em espécie. Tendo sido o Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011 objeto de Ato Declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, urge serem observadas as disposições inscritas no art. 26A, §6º, II, “a” do Decreto nº 70.235/72, inserido pela Lei nº 11.941/2009. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL E OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA ACESSÓRIA. BIS IN IDEM. INOCORRENCIA. Inexiste bis in idem no lançamento de tributo e na autuação por descumprimento de obrigação tributária acessória, efetuados na mesma ação fiscal. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª TO/3ª CÂMARA/2ª SEJUL/CARF/MF/DF, por maioria de votos, em conceder provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Vencido o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior que entendeu que a verba relativa à alimentação fornecida em tickets não integraria o salário de contribuição. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 78 3. 72 12 46 /2 01 1- 73 Fl. 500DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Liége Lacroix Thomasi – Presidente Substituta. Arlindo da Costa e Silva Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liége Lacroix Thomasi (Presidente Substituta de Turma), Manoel Coelho Arruda Junior (Vicepresidente de turma), Adriana Sato, Paulo Roberto Lara dos Santos e Arlindo da Costa e Silva. Relatório Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 Data da lavratura do Auto de Infração: 28/02/2011. Data de ciência do Auto de Infração: 03/03/2011. Tratase de crédito tributário lançado em desfavor da empresa em epígrafe, consistente nos seguintes lançamentos: a) Auto de Infração de Obrigação Principal referente a contribuições previdenciárias a cargo da empresa, destinadas ao custeio da Seguridade Social, ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho e a outras entidades e fundos, incidentes sobre os valores despendidos pela empresa em favor de seus segurados empregados a título de Alimentação in natura, sem a devida inscrição no Programa de Alimentação do Trabalhador, e também na forma de tickets, conforme descrito no Relatório Fiscal a fls. 38/47 e demonstrativos a fls. 51/142 e 143. b) Auto de Infração de Obrigação Acessória decorrente do descumprimento de obrigações acessórias previstas nos parágrafos 2º e 3º do art. 33 da Lei nº 8.212/91, em virtude de a empresa ter lançado em contas intituladas “Alimentação” despesas com aquisição de material de consumo, limpeza, material de escritório, etc., registrando indevidamente numa mesma conta contábil despesas com incidência de contribuições previdenciárias juntamente com outras que não se constituem base de incidência das aludidas contribuições sociais. CFL 34 Deixar a empresa de lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de Fl. 501DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10783.721246/201173 Acórdão n.º 2302002.054 S2C3T2 Fl. 479 3 todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. A multa foi aplicada no valor básico de R$ 15.235,55, de acordo com os artigos 92 e 102 ambos da Lei nº 8.212/91 c.c. artigos 283, II, "a" e art. 373 do Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, com os valores atualizados pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 568/2010, art. 8º, inciso VI. Irresignado com o supracitado lançamento tributário, o sujeito passivo apresentou impugnação a fls. 316/325, 355/364 e 396/408. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I/RJ lavrou Decisão Administrativa textualizada no Acórdão fls. 444/452, julgando procedente o lançamento levado a efeito pela autoridade fiscal e mantendo o crédito tributário em sua integralidade. O Sujeito Passivo foi cientificado da decisão de 1ª Instância no dia 13/12/2011, conforme Aviso de Recebimento a fl. 455. Inconformado com a decisão exarada pelo órgão administrativo julgador a quo, o ora Recorrente interpôs recurso voluntário a fls. 456/476, concentrando seu inconformismo em argumentação desenvolvida nos termos que se vos seguem: · Que a mera inobservância de dever instrumental, consistente na inscrição no PAT, não acarretou qualquer prejuízo ao erário; · Que o Auto de Infração que exige adimplemento de tributo e, concomitantemente, exige o pagamento de multa de caráter punitivo, incorre em bis in idem; · Que o princípio da estrita reserva legal determina que cabe à lei a função e o dever de, com exclusividade, prever e dispor sobre todos os elementos do tributo, não podendo as estipulações legais serem alargadas pelo Executivo; · Que o Ato Declaratório nº 03/2011 da PGFN dispensa os Procuradores de apresentação de contestação e de interposição de recursos em ação judicial que trate sobre o fornecimento in natura do auxílio alimentação. Alfim, requer a desconstituição dos autos de infração em debate. Relatados sumariamente os fatos relevantes. Fl. 502DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Voto Conselheiro Arlindo da Costa e Silva, Relator. . 1. DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1.1. DA TEMPESTIVIDADE O sujeito passivo foi válida e eficazmente cientificado da decisão recorrida no dia 13/12/2001. Havendo sido o recurso voluntário protocolado no dia 12/01/2012, há que se reconhecer a tempestividade do recurso interposto. Presentes os demais requisitos de admissibilidade do recurso, dele conheço. Ante a inexistência de questões preliminares a serem dirimidas, passamos diretamente ao exame do mérito. 2. DO MÉRITO Cumpre de plano assentar que não serão objeto de apreciação por este Colegiado as matérias não expressamente impugnadas pelo Recorrente, as quais serão consideradas como verdadeiras, assim como as matérias já decididas pelo Órgão Julgador de 1ª instância não expressamente contestadas pelo sujeito passivo em seu instrumento de Recurso Voluntário, as quais se presumirão como anuídas pela parte. 2.1. DOS FATOS GERADORES Grassa no seio dos que operam no mètier do Direito do Trabalho a serôdia ideia de que a remuneração do empregado é constituída, tão somente, por verbas representativas de contraprestação de serviços efetivamente prestados pelos empregados. A retidão de tal concepção poderia até ter sua primazia aferida ao tempo da promulgação do DecretoLei nº 5.452 (nos idos de 1943), que aprovou a Consolidação das Leis do Trabalho. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO CLT Art. 457 Compreendemse na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. (Redação dada pela Lei nº 1.999, de 1.10.1953) §1º Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador. (Redação dada pela Lei nº 1.999, de 1.10.1953) §2º Não se incluem nos salários as ajudas de custo, assim como as diárias para viagem que não excedam de 50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo empregado. (Redação dada pela Lei nº 1.999, de 1.10.1953) §3º Considerase gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente, como adicional nas contas, a qualquer título, e destinada a distribuição aos empregados. (Redação dada pelo Decretolei nº 229, de 28.2.1967) Fl. 503DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10783.721246/201173 Acórdão n.º 2302002.054 S2C3T2 Fl. 480 5 Art. 458 Além do pagamento em dinheiro, compreendese no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, por forca do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. (Redação dada pelo Decretolei nº 229, de 28.2.1967) § 1º Os valores atribuídos às prestações "in natura" deverão ser justos e razoáveis, não podendo exceder, em cada caso, os dos percentuais das parcelas componentes do saláriomínimo (arts. 81 e 82). (Incluído pelo Decretolei nº 229, de 28.2.1967) § 2º Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: (Redação dada pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso servido ou não por transporte público; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante segurosaúde; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) V – seguros de vida e de acidentes pessoais; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) VI – previdência privada; (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) VII – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001) § 3º A habitação e a alimentação fornecidas como salárioutilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do saláriocontratual. (Incluído pela Lei nº 8.860, de 24.3.1994) §4º Tratandose de habitação coletiva, o valor do salárioutilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de cohabitantes, vedada, em qualquer hipótese, a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família. (Incluído pela Lei nº 8.860/94) Todavia, como bem professava Heráclito de Ephesus, há 500 anos antes de Cristo, Nada existe de permanente a não ser a eterna propensão à mudança. O mundo evolui, as relações jurídicas se transformam, acompanhando..., os conceitos evolvemse... Nesse compasso, a exegese das normas jurídicas não é, de modo algum, refratária a transformações. Ao contrário, tais são exigíveis. A sucessiva evolução na interpretação das normas já positivadas ajustaas à nova realidade mundial, resgatandolhes o alcance visado pelo legislador, mantendo dessarte o ordenamento jurídico sempre espelhado às feições do mundo real. Hodiernamente, o conceito de remuneração não se encontra mais circunscrito às verbas recebidas pelo trabalhador em razão direta e unívoca do trabalho por ele prestado ao empregador. Se assim o fosse, o décimo terceiro salário, as férias, o final de semana remunerado, as faltas justificadas e outras tantas rubricas frequentemente encontradas nos contracheques não teriam natureza remuneratória, já que não representam contraprestação por serviços executados pelo obreiro. Fl. 504DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 6 Paralelamente, as relações de trabalho hoje estabelecidas tornaramse por demais complexas e diversificadas, assistimos à introdução de novas exigências de exclusividade e de imagem, novas rubricas salariais foram criadas para contemplar outras prestações extraídas do trabalhador que não o suor e o vigor dos músculos. Esses ilustrativos, dentre tantos outros exemplos, tornaram o ancião conceito jurídico de remuneração totalmente démodé. Antenada a tantas transformações, a doutrina mais balizada passou a interpretar remuneração não como a contraprestação pelos serviços efetivamente prestados pelo empregado, mas sim, as verbas recebidas pelo obreiro decorrentes do contrato de trabalho. Com efeito, o liame jurídico estabelecido entre empregador e empregado segue os contornos delineados no contrato de trabalho no qual as partes, observado o minimum minimorum legal, podem pactuar livremente. No panorama atual, a pessoa física pode oferecer ao contratante, além do seu labor, também a sua imagem, o seu não labor nas empresas concorrentes, a sua disponibilidade, sua credibilidade no mercado, ceteris paribus. Já o contratante, por seu turno, em contrapartida, pode oferecer não só o salário stricto sensu como também uma série de vantagens diretas, indiretas, em utilidades, in natura, e assim adiante... Mas ninguém se iluda: Mesmo as parcelas oferecidas sob o rótulo de mera liberalidade, todas elas ostentam, em sua essência, uma nota contraprestativa. Todas elas colimam, inequivocamente, oferecer um atrativo financeiro/econômico para que o obreiro estabeleça e mantenha vínculo jurídico com o empregador. Por esse novo prisma, todas aquelas rubricas citadas no parágrafo precedente figuram abraçadas pelo conceito amplo de remuneração, eis que se consubstanciam acréscimos patrimoniais auferidos pelo empregado e fornecidas pelo empregador em razão do contrato de trabalho e da lei, muito embora não representem contrapartida direta pelo trabalho realizado. Nesse sentido, o magistério de Amauri Mascaro Nascimento: “Fatores diversos multiplicaram as formas de pagamento no contrato de trabalho, a ponto de ser incontroverso que além do saláriobase há modos diversificados de remuneração do empregado, cuja variedade de denominações não desnatura a sua natureza salarial ... (...) Salário é o conjunto de percepções econômicas devidas pelo empregador ao empregado não só como contraprestação pelo trabalho, mas, também, pelos períodos em que estiver à disposição daquele aguardando ordens, pelos descansos remunerados, pelas interrupções do contrato de trabalho ou por força de lei” Nascimento, Amauri M. , Iniciação ao Direito do Trabalho, LTR, São Paulo, 31ª ed., 2005. Registrese, por relevante, que o entendimento a respeito do alcance do termo “remuneração” esposado pelos diplomas jurídicos mais atuais se divorciou de forma substancial daquele conceito antiquado presente na CLT. O baluarte desse novo entendimento tem sua pedra fundamental fincada na própria Constituição Federal, cujo art. 195, I, alínea “a”, estabelece: Constituição Federal de 1988 Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, Fl. 505DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10783.721246/201173 Acórdão n.º 2302002.054 S2C3T2 Fl. 481 7 mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) (grifos nossos) Do marco primitivo constitucional deflui que a base de incidência das contribuições em realce não é mais o salário, mas, sim, “folha de salários”, propositadamente no plural, a qual é composta, segundo a mais autorizada doutrina, pelos lançamentos efetuados em favor do trabalhador e todas as parcelas a este devidas em decorrência do contrato de trabalho, de molde que, toda e qualquer espécie de contraprestação paga pela empresa, a qualquer título, aos segurados obrigatórios do RGPS, encontramse abraçadas, em gênero, pelo conceito de Salário de Contribuição. Em reforço a tal abrangência, de modo a espancar qualquer dúvida ainda renitente a cerca da real amplitude da base de incidência da contribuição social em destaque, o legislador constituinte fez questão de consignar no texto constitucional, de forma até pleonástica, que as contribuições previdenciárias incidiriam não somente sobre a folha de salários como também sobre os “demais rendimentos do trabalho, pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício”. Tal compreensão caminha em harmonia com as disposições expressas no §11 do artigo 201 da Constituição Federal, que estendeu a abrangência da base de incidência das contribuições previdenciárias aos ganhos habituais do empregado, recebidos a qualquer título. Constituição Federal de 1988 Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) (...) §11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e consequente repercussão em benefícios, nos casos e na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) Imerso nessa ordem constitucional, iluminese a definição legal de Salário de contribuição aviado no art. 28 da Lei nº 8.212/91, in verbis: Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: Fl. 506DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 8 I para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa; (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (grifos nossos) II para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração; III para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado o limite máximo a que se refere o § 5o; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). IV para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite máximo a que se refere o § 5o. (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Notese que o conceito jurídico de Salário de contribuição, base de incidência das contribuições previdenciárias, foi estruturado de molde a abraçar toda e qualquer verba recebida pelo obreiro, a qualquer título, em decorrência não somente dos serviços efetivamente prestados, mas também, no interstício em que o trabalhador estiver à disposição do empregador, nos termos do contrato de trabalho. Advirtase que o termo “remunerações” encontrase empregado no caput do transcrito art. 28 em seu sentido amplo, abarcando todos os componentes atomizados que integram a contraprestação da empresa aos segurados obrigatórios que lhe prestam serviços. Tais conclusões decorrem de esforços hermenêuticos que não ultrapassam a literalidade dos enunciados normativos supratranscritos, eis que o texto legal revelase cristalino ao estabelecer, como base de incidência, o “total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título”. Nesses termos, compreendemse no conceito legal de remuneração os três componentes do gênero, assim especificados pela doutrina: 1 Remuneração Básica – Também denominada “Verbas de natureza Salarial”. Referese à remuneração em dinheiro recebida pelo trabalhador pela venda de sua força de trabalho. Diz respeito ao pagamento fixo que o obreiro aufere de maneira regular, na forma de salário mensal ou na forma de salário por hora. 2 Incentivos Salariais São programas desenhados para recompensar funcionários com bom desempenho. Os incentivos são concedidos sob diversas formas, como bônus, gratificações, prêmios, participação nos resultados a título de recompensa por resultados alcançados, dentre outros. Fl. 507DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10783.721246/201173 Acórdão n.º 2302002.054 S2C3T2 Fl. 482 9 3 Benefícios Quase sempre denominados como “remuneração indireta”. Muitas empresas, além de ter uma política de tabela de salários, oferecem uma série de benefícios ora em pecúnia, ora na forma de utilidades ou “in natura”, que culminam por representar um ganho patrimonial para o trabalhador, seja pelo valor da utilidade recebida, seja pela despesa que o profissional deixa de desembolsar diretamente. Impende destacar que o Direito Legislado na Consolidação das Leis do Trabalho não ostenta concepção diversa das ilações ora produzidas, senão vejamos: Consolidação das Leis do Trabalho Art. 458 Além do pagamento em dinheiro, compreendese no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. (grifos nossos) Nesse novel cenário, a regra primária importa na tributação de toda e qualquer verba paga, creditada ou juridicamente devida ao empregado, ressalvadas aquelas que a própria lei excluir do campo de incidência. No caso específico das contribuições previdenciárias, a regra de excepcionalidade encontrase estatuída no parágrafo 9º do citado art. 28 da Lei nº 8.212/91, o qual, dada a sua relevância, transcrevemos adiante, no excerto de interesse: Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) §9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (grifos nossos) (...) c) A parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; (grifos nossos) Cumpre observar que, nos termos do art. 111, II do CTN, devese emprestar interpretação restritiva às normas que concedam outorga de isenção. Nesse diapasão, em sintonia com a norma tributária há pouco citada, para se excluir da regra de incidência é necessária a fiel observância dos termos da norma de exceção, tanto assim que as parcelas integrantes do supraaludido § 9º, quando pagas ou creditadas em desacordo com a legislação pertinente, passam a integrar a base de cálculo da contribuição para todos os fins e efeitos, sem prejuízo da aplicação das cominações legais cabíveis. Código Tributário Nacional CTN Fl. 508DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 10 Art. 111. Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: I suspensão ou exclusão do crédito tributário; II outorga de isenção; Conjuguese ainda, nesse mister, que o preceito encartado no art. 176 do CTN exige previsão legal para a concessão de isenção, não podendo tal requisito ser suprido por acordo coletivo de trabalho, os quais produzem efeitos, unicamente, entre as partes que os celebram, sendo imprestáveis para vincular o Estado aos termos pactuados em suas cláusulas. Código Tributário Nacional Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo o caso, o prazo de sua duração. (grifos nossos) Contextualizado nesses termos o quadro jurídiconormativo aplicável ao casoespécie, visualizando com os olhos de ver a questão controvertida ora em debate, sob o foco de tudo o quanto até o momento foi apreciado, verificamos que a alínea ‘c’ do §9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91 estatui, de forma expressa, que não integra o Salário de contribuição a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976. No caso ora em foco, a disciplina da matéria em relevo, no plano infraconstitucional, restou a cargo da Lei nº 6.321/76, a qual dispõe sobre os Programas de Alimentação do Trabalhador. Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976: Art. 3º Não se inclui como salário de contribuição a parcela paga in natura, pela empresa, nos programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho. " (grifos nossos) Ressaltese que os preceptivos aqui enunciados não conflitam com as linhas traçadas pelo art. 5º do Decreto nº 5/1991, que aponta para o mesmo norte. Decreto nº 5, de 14 de janeiro de 1991 Regulamenta a Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976, que Trata do Programa de Alimentação do Trabalhador. Art. 3º Os Programas de Alimentação do Trabalhador deverão propiciar condições de avaliação do teor nutritivo da alimentação. Art. 4º Para a execução dos programas de alimentação do trabalhador, a pessoa jurídica beneficiária pode manter serviço próprio de refeições, distribuir alimentos e firmar convênio com entidades fornecedoras de alimentação coletiva, sociedades Fl. 509DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10783.721246/201173 Acórdão n.º 2302002.054 S2C3T2 Fl. 483 11 civis, sociedades comerciais e sociedades cooperativas. (redação dada pelo Dec. 2.101/96) Parágrafo único. A pessoa jurídica beneficiária será responsável por quaisquer irregularidades resultantes dos programas executados na forma deste artigo. Art. 5º A pessoa jurídica que custear em comum as despesas definidas no Art. 4, poderá beneficiarse da dedução prevista na Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976, pelo critério de rateio do custo total da alimentação. Art. 6º Nos Programas de Alimentação do Trabalhador PAT, previamente aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, a parcela paga "in natura" pela empresa não tem natureza salarial, não se incorpora à remuneração para quaisquer efeitos, não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e nem se configura como rendimento tributável do trabalhador. (grifos nossos) Conforme já enaltecido alhures, tratandose de hipótese de renúncia fiscal, urge emprestarse exegese restritiva à fórmula isentiva acima abordada. Inferese, portanto, dos preceptivos suso selecionados que a adesão ao PAT constituise condição sine qua non para a fruição dos benefícios fiscais tributários e previdenciário, conforme expressamente previsto na alínea ‘c’ do §9º do art. 28 da Lei nº 8.212/91, verbatim: Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 28. Entendese por saláriodecontribuição: (...) §9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (grifos nossos) (...) c) A parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; (grifos nossos) De fato, a inscrição no PAT não se constitui mera formalidade. É através do conhecimento da existência do programa em determinada empresa que o Ministério do Trabalho e Emprego, através de seu órgão de fiscalização, verificará o cumprimento do disposto no artigo 3° acima transcrito. Ao incentivo fiscal há uma contraprestação por parte da empresa: fornecimento de alimentação com teor nutritivo adequado em ambiente que atenda as condições aceitáveis de higiene. Com efeito, a Portaria nº 03/2002 estabeleceu as instruções para a perfeita execução do Programa de Alimentação do Trabalhador, estabelecendo de forma taxativa que a execução inadequada do Programa de Alimentação do Trabalhador acarretará o cancelamento Fl. 510DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 12 da inscrição ou registro no Ministério do Trabalho e Emprego, com a consequente perda do incentivo fiscal, sem prejuízo da aplicação das penalidades cabíveis. No caso em exame, a legislação que rege a isenção em foco exige que o fornecimento de cestas básicas, mesmo in natura, para ser alcançado pela hipótese de exclusão tributária sob comento, seja realizado nos estritos limites traçados pela legislação própria, o que de fato, conforme detalhadamente demonstrado, não ocorreu no cotidiano da empresa. Tal digressão revelouse necessária para demonstrar que a Autoridade Lançadora, no exercício do seu dever de ofício, procedeu ao lançamento em palco em atenção à natureza plenamente vinculada das atribuições atávicas ao seu cargo, e nos estritos ditames da lei. Ocorre, todavia, malgrado à expressa disposição legal, que a Corte Superior de Justiça pacificou o entendimento de que a alimentação in natura oferecida ao trabalhador, ou seja, quando o próprio empregador fornece diretamente a alimentação pronta aos seus empregados, não se subsume à hipótese de incidência de contribuições previdenciárias, mesma que a empresa não esteja inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador, como assim se depreende dos seguintes julgados a seguir ementados: REsp nº 1.119.787SP Relator: Ministro Luiz Fux DJe 13/05/2010 PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. FGTS. ALIMENTAÇÃO IN NATURA. NÃO INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. 1. O pagamento do auxílioalimentação in natura, ou seja, quando a alimentação é fornecida pela empresa, não sofre a incidência da contribuição previdenciária, por não possuir natureza salarial, razão pela qual não integra as contribuições para o FGTS. Precedentes: REsp 827.832/RS, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13/11/2007, DJ 10/12/2007 p. 298; AgRg no REsp 685.409/PR, PRIMEIRA TURMA, julgado em 20/06/2006, DJ 24/08/2006 p. 102; REsp 719.714/PR, PRIMEIRA TURMA, julgado em 06/04/2006, DJ 24/04/2006 p. 367; REsp 659.859/MG, PRIMEIRA TURMA, julgado em 14/03/2006, DJ 27/03/2006 p. 171. 2. Recurso especial a que se nega seguimento. Por outro lado, quando o auxílio alimentação for pago em espécie ou na forma de Tickets, em caráter habitual, assume feição salarial e, desse modo, integra a base de cálculo da contribuição previdenciária. Nesse sentido, ressaltamse excertos do julgado proferido pelo Min. Luiz Fux, nos autos do Recurso Especial nº 433.230/RS, publicado no DJe em 13/05/2010, cujos termos bem elucidam a questão: REsp nº 433.230/RS Relator: Ministro Luiz Fux DJe 17/02/2003 EMENTA: TRIBUTÁRIO. FGTS. AUXÍLIOALIMENTAÇÃO. PAT. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR. Fl. 511DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10783.721246/201173 Acórdão n.º 2302002.054 S2C3T2 Fl. 484 13 NÃO INSCRIÇÃO. TICKETS. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO FGTS. 1. O auxílio alimentação, quando pago em espécie e com habitualidade, passa a integrar a base de cálculo da contribuição previdenciária, assumindo, pois, feição salarial, afastandose, somente, de referida incidência quando o pagamento é efetuado in natura, ou seja, quando o próprio empregador fornece a alimentação aos seus empregados, estando ou não inscrito no Programa de Alimentação do Trabalhador PAT. 2. Aplicação ao Enunciado n° 241, do TST. Há incidência da contribuição social, do FGTS, sobre o valor representado pelo fornecimento ao empregado, por força do contrato de trabalho, de vale refeição. 3. Recurso Especial desprovido. Em razão da sedimentação da jurisprudência em torno da matéria no Superior Tribunal de Justiça, a ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional, reconhecendo que todos os argumentos que poderiam ser levantados em defesa dos interesses da União haviam sido rechaçados pelo STJ, exarou o Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011,curvandose ao entendimento adotado pelo Tribunal Superior em tela. PARECER PGFN/CRJ/Nº 2117 /2011 Tributário. Contribuição previdenciária. Auxílioalimentação in natura. Não incidência. Jurisprudência pacífica do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Aplicação da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, e do Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997. ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional autorizada a não contestar, a não interpor recursos e a desistir dos já interpostos. Nesse contexto, considerandose que o aludido Parecer PGFN/CRJ/Nº 2117/2011 foi objeto de Ato Declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, há que se observar o disposto no art. 26A, parágrafo 6º, inciso II, alínea “a” do Decreto nº 70.235/72, inserido pela Lei nº 11.941/2009, in verbis: Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941/2009) (...) §6º O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: (Incluído pela Lei nº 11.941/2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal; (Incluído pela Lei nº 11.941/2009) Fl. 512DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 14 II – que fundamente crédito tributário objeto de: (Incluído pela Lei nº 11.941/2009) a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002; (Incluído pela Lei nº 11.941/2009) b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993, ou (Incluído pela Lei nº 11.941/2009) c) pareceres do AdvogadoGeral da União aprovados pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993. (Incluído pela Lei nº 11.941/2009) No caso em exame, houvese por apurado pela fiscalização o fornecimento de alimentação aos empregados do Recorrente de duas maneiras distintas, a saber: a) Levantamento “ND1 – ALIMENTAÇÃO IN NATURA NÃO DISC”: referentes à aquisição de alimentos pelo empregador para o fornecimento do benefício de forma in natura, sem discriminar o beneficiário. b) Levantamento “AL1 – ALIMENTAÇÃO PG POR SEGURADO”: Referente a pagamentos relativos à aquisição de vales/tickets Alimentação, cujos valores foram discriminados por segurado beneficiário. Diante do que se coligiu até o presente momento, forçoso é concluir que não deve persistir o lançamento em relação às contribuições previdenciárias incidentes, exclusivamente, sobre os valores equivalentes à alimentação fornecida in natura aos segurados empregados, ou seja, quando o próprio empregador fornece a alimentação pronta para o consumo imediato aos seus empregados, devendo ser mantido, todavia, o lançamento sobre os valores correspondentes ao auxílio alimentação fornecido na forma de tickets/vale alimentação ou em espécie. No caso em apreço, deve ser excluído do lançamento o levantamento intitulado “ND1 – ALIMENTAÇÃO IN NATURA NÃO DISC” e mantido o levantamento “AL1 – ALIMENTAÇÃO PG POR SEGURADO”. 2.2. DO ALEGADO BIS IN IDEN Alega o Recorrente que o Auto de Infração que exige adimplemento de tributo e, concomitantemente, exige o pagamento de multa de caráter punitivo, incorre em bis in idem. Melhor seria nem comentar tal alegação. Porém, o dever de ofício nos obriga. Fl. 513DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10783.721246/201173 Acórdão n.º 2302002.054 S2C3T2 Fl. 485 15 A Constituição Federal, de 03 de outubro de 1988, outorgou à Lei Complementar a competência para estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários, nas cores desenhadas em seu art. 146, III, ‘b’, in verbis: Constituição Federal de 1988 Art. 146. Cabe à lei complementar: III estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre: a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes; b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários; Imerso nessa ordem constitucional, ao tratar das obrigações tributárias, já no âmbito infraconstitucional, o art. 113 do Código Tributário Nacional – CTN, topograficamente inserido no Título que versa sobre as Obrigações Tributárias, estabeleceu o discrimen entre obrigações tributárias principal e acessórias, assim conformando seus traços definidores: Código Tributário Nacional Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. §1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. §2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. (grifos nossos) §3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. Art. 116. Salvo disposição de lei em contrário, considerase ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos: I tratandose de situação de fato, desde o momento em que o se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios; Fl. 514DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 16 II tratandose de situação jurídica, desde o momento em que esteja definitivamente constituída, nos termos de direito aplicável. Parágrafo único. A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei ordinária. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) De acordo com o assentamento legal, a obrigação tributária principal consiste no pagamento de tributo e surge com a ocorrência do fato gerador, assim entendida a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. No caso em apreciação, os tributos objeto da obrigação tributária principal são as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho e a outras entidades e fundos, tendo por fato gerador o pagamento de remunerações, na forma de salários ou em utilidades, a segurados empregados. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 22. A contribuição a cargo da empresa, destinada à Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de: I vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). II para o financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos: (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 1998). a) 1% (um por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante o risco de acidentes do trabalho seja considerado leve; b) 2% (dois por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado médio; c) 3% (três por cento) para as empresas em cuja atividade preponderante esse risco seja considerado grave. III vinte por cento sobre o total das remunerações pagas ou creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados contribuintes individuais que lhe prestem serviços; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Fl. 515DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10783.721246/201173 Acórdão n.º 2302002.054 S2C3T2 Fl. 486 17 IV quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. (Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999). Já no tocante às obrigações acessórias, consoante os termos do Diploma Tributário, estas consubstanciamse em deveres de natureza instrumental, consistentes em um fazer, não fazer ou permitir, fixados na legislação tributária, na abrangência do art. 96 do CTN, em proveito do interesse da administração fiscal no que tange à arrecadação e à fiscalização de tributos. Deflui da análise das disposições do CTN que a imposição de obrigação tributária acessória prescinde de lei formal, podendo ser instituída inclusive mediante legislação tributária, assim compreendida, nos termos do art. 96 do próprio CTN, como as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. Código Tributário Nacional Art. 96. A expressão "legislação tributária" compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. No que pertine às contribuições previdenciárias, a disciplina da matéria em relevo, no plano infraconstitucional, foi confiada à Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, a qual fez inserir na Ordem Jurídica Nacional uma diversidade de obrigações acessórias a serem compulsoriamente observadas pela empresa, criadas no interesse da arrecadação ou da fiscalização, sem transpor os umbrais limitativos erguidos pelo CTN. Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 Art. 32. A empresa é também obrigada a: I preparar folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão competente da Seguridade Social; II lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; III – prestar à Secretaria da Receita Federal do Brasil todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de seu interesse, na forma por ela estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) Fl. 516DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 18 IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (...) Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "a", "b" e "c" do parágrafo único do art. 11; e ao Departamento da Receita Federal DRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "d" e "e" do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. §1º É prerrogativa do Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e do Departamento da Receita Federal DRF o exame da contabilidade da empresa, não prevalecendo para esse efeito o disposto nos arts. 17 e 18 do Código Comercial, ficando obrigados a empresa e o segurado a prestar todos os esclarecimentos e informações solicitados. (grifos nossos) §2º A empresa, o servidor de órgãos públicos da administração direta e indireta, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. (grifos nossos) §3º Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e o Departamento da Receita Federal DRF podem, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa ou ao segurado o ônus da prova em contrário. (grifos nossos) (...) §6º Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. Louvouse a autuação fiscal sub examine na infração perpetrada pelo Recorrente à obrigação acessória assentada no inciso II do art. 32 da Lei nº 8.212/91, a qual impõe ao sujeito passivo da obrigação tributária o dever instrumental de escriturar em títulos próprios da contabilidade, de forma discriminada, todos os fatos geradores de contribuições Fl. 517DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10783.721246/201173 Acórdão n.º 2302002.054 S2C3T2 Fl. 487 19 sociais previdenciárias, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos. Almejando brindar a máxima efetividade à obrigação ora ilustrada, o art. 92 da Lei nº 8.212/91 aviou norma sancionatória, prevendo a punição do obrigado que perpetrar objetivamente violação a qualquer dispositivo da Lei de Custeio da Seguridade Social, cominando ao responsável pela infração, para a qual não houver penalidade expressamente cominada, multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme a gravidade da infração na forma disposta no Regulamento da Previdência Social, reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. No caso vertente, a empresa lançou numa mesma conta intitulada “Alimentação” despesas efetuadas com aquisição de material de consumo, limpeza, material de escritório, etc., registrando indevidamente numa mesma conta contábil despesas com incidência de contribuições previdenciárias juntamente com outras que não se constituem base de incidência das aludidas contribuições sociais, frustrando assim os objetivos da lei e prejudicando uma atuação ágil e eficiente dos agentes do fisco, que se viram impelidos a despender uma energia investigatória suplementar na apuração dos fatos geradores em realce. Tal conduta típica é apenada com inflição de penalidade pecuniária, nos termos previstos no art. 283, II, ‘a’ do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Dec. nº 3.048/99, que assim destaca: Regulamento da Previdência Social. Art. 283. Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (Redação dada pelo Decreto nº 4.862, de 2003) (...) II a partir de R$ 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e um reais e setenta e três centavos) nas seguintes infrações: a) deixar a empresa de lançar mensalmente, em títulos próprios de sua contabilidade, de forma discriminada, os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as contribuições da empresa e os totais recolhidos; Não ressobram dúvidas, portanto, quanto à ocorrência de infração à legislação previdenciária e quanto à tipicidade da conduta perpetrada pelo Recorrente, bem como, quanto à legalidade do procedimento levado a cabo pela fiscalização, restando a penalidade aplicada em perfeita harmonia com o ordenamento jurídico vigente. Dessarte, o fato de a empresa ter sido autuada, numa mesma ação fiscal, pelo descumprimento de obrigação tributária principal não impede que ela seja igualmente Fl. 518DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI 20 castigada, nos termos da lei, pelo descumprimento de uma ou mais obrigações tributárias acessórias, sem que tal multiplicidade de autuações represente bis in idem. Inexiste, portanto, bis in idem nas autuações constantes do vertente processo: a) Os fatos geradores são diversos. Uma se refere a descumprimento de obrigação principal, a outra, descumprimento de obrigação acessória. b) As naturezas jurídicas das autuações e os respectivos objetos são distintos. Uma consubstanciase em tributo. A outra, penalidade pecuniária. c) Uma obrigação é totalmente autônoma, distinta e independente da outra; d) As referidas obrigações são regidas por normas jurídicas totalmente apartadas; e) Inexiste qualquer interdependência entre as obrigações autuadas; f) Et. Etc. etc. A julgar pela tese defendida pelo Recorrente, bastaria ao sujeito passivo deixar de recolher um tributo para se por a salvo das punições prevista em lei pelo descumprimento de qualquer obrigação acessória tributária, eis que a inflição da penalidade pecuniária correspondente implicaria, em seu entender, bis in idem. Pior!!! Na mesma linha de raciocínio, bastaria o Contribuinte ser punido pelo descumprimento de qualquer obrigação tributária acessória para poder, legitimamente, deixar de recolher tributos, uma vez que, em seu entender, o eventual lançamento representaria, igualmente, bis in idem. Fala sério ! Por tais razões, dentre outras, não acatamos a alegação de bis in idem tão veementemente esposada pelo Recorrente. 3. CONCLUSÃO: Pelos motivos expendidos, CONHEÇO do recurso voluntário para, no mérito, DARLHE PROVIMENTO PARCIAL, devendo ser excluído do lançamento, exclusivamente, as obrigações tributárias contidas no levantamento intitulado “ND1 – ALIMENTAÇÃO IN NATURA NÃO DISC”, mantidas as demais. É como voto. Arlindo da Costa e Silva Fl. 519DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 10783.721246/201173 Acórdão n.º 2302002.054 S2C3T2 Fl. 488 21 Fl. 520DF CARF MF Impresso em 15/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/10/2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/ 2012 por ARLINDO DA COSTA E SILVA, Assinado digitalmente em 11/10/2012 por LIEGE LACROIX THOMASI
score : 1.0
Numero do processo: 10469.721297/2008-62
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2002
RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE SALDO NEGATIVO - ÔNUS DE PROVAR A EXISTÊNCIA DO INDÉBITO - NÃO CONVALIDAÇÃO POR DECURSO DE PRAZO
Não estando em pauta procedimento que visa promover alteração na base de cálculo do tributo, mediante lançamento para, por exemplo, reduzir ou reverter prejuízo, mas apenas verificar a legitimidade do indébito a ser restituído/compensado, cabe perfeitamente averiguar a efetiva ocorrência dos pagamentos que geraram esse indébito.
No plano da verificação da existência de pagamento a ser restituído/ compensado, corresponda ele a DARF no ajuste, estimativa, retenção na fonte, ou mesmo compensação com outro indébito, não há que se falar em blindagem do direito creditório por decurso de prazo. O transcurso do tempo pode sim homologar procedimentos, tornar definitivos os critérios e as interpretações utilizados na aplicação do direito, etc., mas não tem o condão de fazer existir um pagamento que não ocorreu.
Restando configurada a não quitação integral das estimativas de 2002 (matéria já decidida no processo nº 10469721246/2008-31), cabe manter a decisão recorrida objeto do presente processo, que corretamente limitou o saldo negativo de 2002 ao valor das estimativas confirmadas.
Numero da decisão: 1802-001.536
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa- Presidente.
(assinado digitalmente)
José de Oliveira Ferraz Corrêa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro Marciel Eder Costa.
Nome do relator: JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201302
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2002 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE SALDO NEGATIVO - ÔNUS DE PROVAR A EXISTÊNCIA DO INDÉBITO - NÃO CONVALIDAÇÃO POR DECURSO DE PRAZO Não estando em pauta procedimento que visa promover alteração na base de cálculo do tributo, mediante lançamento para, por exemplo, reduzir ou reverter prejuízo, mas apenas verificar a legitimidade do indébito a ser restituído/compensado, cabe perfeitamente averiguar a efetiva ocorrência dos pagamentos que geraram esse indébito. No plano da verificação da existência de pagamento a ser restituído/ compensado, corresponda ele a DARF no ajuste, estimativa, retenção na fonte, ou mesmo compensação com outro indébito, não há que se falar em blindagem do direito creditório por decurso de prazo. O transcurso do tempo pode sim homologar procedimentos, tornar definitivos os critérios e as interpretações utilizados na aplicação do direito, etc., mas não tem o condão de fazer existir um pagamento que não ocorreu. Restando configurada a não quitação integral das estimativas de 2002 (matéria já decidida no processo nº 10469721246/2008-31), cabe manter a decisão recorrida objeto do presente processo, que corretamente limitou o saldo negativo de 2002 ao valor das estimativas confirmadas.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 04 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10469.721297/2008-62
anomes_publicacao_s : 201303
conteudo_id_s : 5189217
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 04 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1802-001.536
nome_arquivo_s : Decisao_10469721297200862.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
nome_arquivo_pdf_s : 10469721297200862_5189217.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa- Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro Marciel Eder Costa.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 05 00:00:00 UTC 2013
id : 4508605
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 08:56:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713041213392683008
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2234; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10469.721297/200862 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 1802001.536 – 2ª Turma Especial Sessão de 05 de fevereiro de 2013 Matéria IRPJ Recorrente MANOEL BEZERRA DE SOUZA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2002 RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE SALDO NEGATIVO ÔNUS DE PROVAR A EXISTÊNCIA DO INDÉBITO NÃO CONVALIDAÇÃO POR DECURSO DE PRAZO Não estando em pauta procedimento que visa promover alteração na base de cálculo do tributo, mediante lançamento para, por exemplo, reduzir ou reverter prejuízo, mas apenas verificar a legitimidade do indébito a ser restituído/compensado, cabe perfeitamente averiguar a efetiva ocorrência dos pagamentos que geraram esse indébito. No plano da verificação da existência de pagamento a ser restituído/ compensado, corresponda ele a DARF no ajuste, estimativa, retenção na fonte, ou mesmo compensação com outro indébito, não há que se falar em blindagem do direito creditório por decurso de prazo. O transcurso do tempo pode sim homologar procedimentos, tornar definitivos os critérios e as interpretações utilizados na aplicação do direito, etc., mas não tem o condão de fazer existir um pagamento que não ocorreu. Restando configurada a não quitação integral das estimativas de 2002 (matéria já decidida no processo nº 10469721246/200831), cabe manter a decisão recorrida objeto do presente processo, que corretamente limitou o saldo negativo de 2002 ao valor das estimativas confirmadas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 46 9. 72 12 97 /2 00 8- 62 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.721297/200862 Acórdão n.º 1802001.536 S1TE02 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. Ausente o conselheiro Marciel Eder Costa. Fl. 159DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.721297/200862 Acórdão n.º 1802001.536 S1TE02 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife/PE, que manteve a homologação apenas parcial em relação a declarações de compensação – DCOMP apresentadas pela Contribuinte, nos mesmos termos que já havia decidido anteriormente a Delegacia de origem. Os fatos que deram origem ao presente processo estão assim descritos no relatório da decisão recorrida, Acórdão nº 1133.123, às fls. 106 a 109: Trata o presente processo de declarações de compensação eletrônica PER/DCOMPs n°s 23462.83665.150803.1.7.028993 (fls. 0210) e 26644.35821.211003.1.3.027896 (fls. 1619), apresentadas pela empresa acima qualificada, visando compensar pretenso crédito de saldo negativo de IRPJ, no montante de R$ 82.458,30, apurado no anocalendário de 2002, com débitos diversos próprios referentes ao IRPJ, cód 2362, relativos ao anocalendário 2003 (fls. 0708 e 18). Apensado ao presente processo, encontrase o de n° 10469.721613/200804, que trata de requerimento de sustação da cobrança dos débitos declarados nos PER/DCOMPs cujas compensações não foram homologadas, em função da apresentação da manifestação de inconformidade. Esclareçase, no que concerne aos débitos não compensados, que sua exigibilidade permanecerá suspensa no curso da discussão administrativa, à vista do que prescreve o art. 48, § 3º, da Instrução Normativa SRF n° 600, de 2005. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Natal DRF/Natal, através do despacho decisório de folhas 6569, reconheceu o direito creditório no montante de R$ 59.060,23 (fl. 68), homologando totalmente as compensações pleiteadas no PER/DCOMP n° 23462.83665.150803.1.7,028993 e parcialmente as compensações pleiteadas no PER/DCOMP n° 26644.35821.211003.1.3.027896, até o limite do crédito reconhecido no procedimento. Segundo o referido despacho, das estimativas de IRPJ do ano calendário de 2002, no montante de R$ 122.968,29, compondo o saldo negativo desse mesmo ano, foram validadas, somente, R$ 99.570,22. Ainda, do saldo negativo de 2001 pleiteado como crédito através do PER/DCOMP n° 03186.64021.140803.1.3.02 4305 (Processo Administrativo n° 10469.721246/200831), num total de R$ 31.853,06, para compensar essas estimativas do ano base de 2002, foi homologado apenas R$. 9.546,59, o que resultou num saldo negativo reconhecido de R$ 59.060,23 e não R$ 82.458,30. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Fl. 160DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.721297/200862 Acórdão n.º 1802001.536 S1TE02 Fl. 5 4 Inconformada, a interessada apresentou manifestação (fls. 84 a 97, alegando que, em razão da decadência e da prescrição, estaria extinto o direito de a Fazenda efetuar modificações nos saldos negativos apurados na Declaração de Informações DIPJs dos exercícios de 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 e 2002. Argúi ainda que não foram citados nem anexados processos relacionados às fls. 03/07 do Processo n° 10469.900318/200642, que devem (sic) tratar de assuntos relacionados ao dos presentes autos, o que poderia caracterizar, no caso da não anexação dos mesmos para a empresa se pronunciar, cerceamento do seu direito de defesa. Como já mencionado, a DRJ Recife/PE manteve a homologação apenas parcial das referidas DCOMP, expressando suas conclusões com a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2002 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. A certeza e a liquidez dos créditos são requisitos indispensáveis para a compensação autorizada por lei. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 08/12/2011, a Contribuinte apresentou recurso voluntário em 04/01/2012, onde reitera os mesmos argumentos de sua impugnação, conforme descrito nos parágrafos anteriores, acrescentando que: revisar dados desde 1996, trasladando as supostas diferenças para ano não alcançado pela decadência, é procedimento irregular e ilegal, visto que o direito da Fazenda deve estar restrito aos últimos 5 anos; não concorda com a tese de que essa análise da SRF não caracteriza lançamento; se essa análise não caracterizasse lançamento, não teria o Fisco retroagido a anos já decadentes, para, partindo de retificação de dados ali contidos, promover o lançamento, numa tentativa de trasladar fatos prescritos para anos subseqüentes; se prevalecer essa tese, terseia a incongruência de poder alterar dados da DIPJ de qualquer ano, por mais remoto que seja, e promover o lançamento; a Súmula que trata do prazo decadencial para constituição de crédito tributário relativo ao lucro inflacionário diferido (Súmula CARF nº 10) veio por ordem no assunto, não permitindo que o Fisco transpusesse, para anos não alcançados pela decadência, fatos ocorridos há mais de 5 anos. Este é o Relatório. Fl. 161DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.721297/200862 Acórdão n.º 1802001.536 S1TE02 Fl. 6 5 Voto Conselheiro José de Oliveira Ferraz Corrêa, Relator. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Conforme relatado, a Contribuinte questiona a homologação apenas parcial de declarações de compensação – DCOMP que apresentou, nas quais utiliza um alegado crédito referente a saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2002. Além das DCOMP n° 23462.83665.150803.1.7.028993 (fls. 0210) e 26644.35821.211003.1.3.027896 (fls. 1619), mencionadas no relatório da decisão recorrida, também é objeto do presente processo a DCOMP nº 31283.51571.261103.1.3.028236 (fls. 23 26). O despacho decisório de fls. 65 a 69 homologou totalmente as compensações pleiteadas na primeira DCOMP, e parcialmente as compensações pleiteadas na segunda DCOMP, até o limite do crédito reconhecido. Como não havia crédito remanescente para aproveitamento na terceira DCOMP, ela foi integralmente não homologada. Estas declarações foram enviadas em 13/08/2003, 17/10/2003 e 14/11/2003, respectivamente. A Contribuinte tomou ciência do despacho decisório em 25/07/2008 (fls. 105). Dos R$ 82.458,30 reivindicados a título de saldo negativo de IRPJ em 2002, foram reconhecidos R$ 59.060,23. Esta redução decorreu do fato de não terem sido confirmadas todas as estimativas do referido período. Do total de R$ 122.968,29, a título de estimativas de IRPJ, foram validadas somente R$ 99.570,22. As estimativas de 2002 foram quitadas por DARF e por compensação com saldo negativo do período anterior. A glosa nas estimativas referese à parte quitada por compensação, que foi objeto do processo nº 10469.721246/200831, onde também se verificou a insuficiência do crédito utilizado nas compensações lá realizadas. A Delegacia de Julgamento manteve a homologação apenas parcial das declarações de compensação, nos mesmos termos que havia decidido a Delegacia de origem. A principal questão suscitada pela Contribuinte é que o Fisco não poderia efetuar modificações nos saldos negativos de períodos já atingidos pela decadência. Não há muito a acrescentar à decisão recorrida, cujos fundamentos também adoto neste voto: Como se observa no relato acima, a discussão proposta pela manifestante é no sentido de que a Administração Tributária, ao Fl. 162DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.721297/200862 Acórdão n.º 1802001.536 S1TE02 Fl. 7 6 proferir despacho no ano de 2008, não mais poderia efetuar modificações nas declarações dos exercícios de 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 e 2002, à vista do decurso do prazo qüinqüenal, assunto correlato ao tratado nos processos n° 10469.721202/200819, 10469.721234/200814 e 10469.721246/200831. No entanto, não é esse o entendimento da Administração acerca do efeito decadencial sobre o exame dos atributos de certeza e liquidez do crédito pleiteado para compensação, atributos a ele estatuídos pelo art. 170 do CTN . Ocorre que o prazo decadencial previsto nos arts. 150 e 173 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 — Código Tributário Nacional (CTN), diz respeito à constituição do crédito tributário, ou seja, é prazo extintivo do direito da Fazenda efetuar o lançamento. Isto não quer dizer que o prazo qüinqüenal tenha o condão de fazer homologar todas as informações veiculadas na declaração de rendimentos, estejam elas corretas ou não. O efeito operado pelo prazo decadencial é tãosomente no sentido de que a autoridade tributária, constatando irregularidades na declaração, não poderá delas valerse para efetuar o lançamento e exigir o crédito tributário correspondente. Já o art. 174 do CTN, citado na defesa, referese a ação para cobrança do crédito tributário, o que à evidência não é o caso de que ora se cuida. Nos termos do art. 170 do CTN, para que o sujeito passivo postule a restituição ou a compensação de tributos é necessário que seu direito seja líquido e certo, decorrente de crédito tributário por ele comprovadamente extinto em montante indevido ou a maior que o devido. Assim é que, em se tratando de restituição ou compensação, é dever da Administração investigar a certeza e liquidez do crédito suplicado, independentemente de estar ele consignado em declaração apresentada pelo contribuinte. Assim, compete ao interessado na restituição ou compensação fazer prova da efetiva apuração de saldo negativo do imposto, mediante comprovação de todas as parcelas que lhe deram origem, além de evidenciar sua efetiva disponibilidade para a aspirada utilização. No caso concreto, conforme se relatou, o saldo negativo do IRPJ foi formado pelas estimativas mensais, que, por sua vez, foram parcialmente extintas por compensação e por pagamento, tendo sido o correspondente direito creditório reconhecido pela Receita Federal. A outra parte das estimativas, todavia, não teve sua extinção comprovada, razão pela qual não se lhe reconheceu a certeza e liquidez necessárias à pretendida compensação. Quanto à alegação de imutabilidade do crédito por decurso de prazo, cabe mencionar que não estamos tratando aqui de procedimento fiscal que tenha modificado a base de cálculo do período em questão, seja para exigir débitos, ou para reverter/reduzir “prejuízo fiscal”. Fl. 163DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.721297/200862 Acórdão n.º 1802001.536 S1TE02 Fl. 8 7 O que se discute especificamente neste processo é a legitimidade do indébito a ser restituído/compensado, e, para isso, considero perfeitamente possível averiguar a efetiva ocorrência dos pagamentos que o geraram. No plano da verificação da “existência” de pagamento a ser restituído/ compensado, corresponda ele a DARF no ajuste, estimativa, retenção na fonte, ou mesmo compensação com outro indébito, não há que se falar em blindagem do direito creditório por decurso de prazo. Com efeito, a fluência do tempo pode sim homologar procedimentos, tornar definitivos os critérios e as interpretações utilizados na aplicação do direito etc., mas não tem o condão de fazer existir o que nunca aconteceu. A Contribuinte indica a ocorrência de sucessivos aproveitamentos de saldos negativos para a quitação das estimativas nos vários anos, mas para convalidar o saldo negativo de 2002, que pretende ver restituído (via compensação), precisa ela demonstrar a existência das fontes dos saldos negativos aproveitados em cascata. É esse o escopo da presente análise, pelo que afasto a decadência. Inócuo também o apelo à Súmula CARF nº 10, porque ela diz respeito a procedimento que implementa modificação na base de cálculo do tributo, o que, como já mencionado, não ocorre aqui. No caso, a redução do saldo negativo em 2002 decorreu da decisão proferida no processo nº 10469.721246/200831, que tratou da quitação de estimativas de 2002 com saldo negativo de 2001. Este saldo negativo de 2001, por sua vez, também foi formado em parte por compensação de estimativas com saldo negativo anterior. O processo nº 10469.721246/200831 já foi julgado pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara da 1ª Seção do CARF, conforme Acórdão nº 1302000.896, de 08/05/2012. A referida decisão considerou correta a glosa do saldo negativo em 2001, o que teve implicação direta nas compensações para a quitação de estimativas em 2002, também objeto daquele outro processo. O voto que orientou o acórdão está assim finalizado: Como se extrai do referido despacho, das estimativas de IRPJ do anocalendário de 2001, no montante de R$ 106.693,90, compondo o saldo negativo desse mesmo ano, foram validadas, somente, R$ 65.294,25. Ainda, do saldo negativo de 2000 pleiteado como crédito através do PER/DCOMP n° 18529.99045.140803.1.3.022530 (Processo Administrativo n° 10469.721234/200814), num total de R$ 61.826,68, para compensar essas estimativas do anobase de 2001, foi homologado apenas R$ 45.630,96, o que resultou num saldo negativo reconhecido de R$ 9.546,59 e não R$ 31.853,06. (...) Ante o exposto, voto no sentido de rejeitar a preliminar de cerceamento de direito argüida e, no mérito, negar provimento ao recurso voluntário. Fl. 164DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.721297/200862 Acórdão n.º 1802001.536 S1TE02 Fl. 9 8 Portanto, restando configurada a não quitação integral das estimativas de 2002, conforme decidido no processo nº 10469.721246/200831, cabe manter a decisão recorrida objeto do presente processo, que corretamente limitou o saldo negativo de 2002 ao valor das estimativas confirmadas. Como se trata de saldos negativos aproveitados em cascata, que repercutiram no saldo negativo de 2002 (objeto do presente processo), cabe mencionar que os anos calendário de 1996 a 1998 foram examinados no processo nº 10469.900318/200642 (Acórdão nº 180300.767, de 26/01/2011), havendo redução no saldo negativo de 1998. As reduções nos saldos negativos do ano de 1999 em diante são reflexos deste processo nº 10469.900318/200642. O fato é que, sucessivamente, a redução do saldo negativo em um ano implicou na não homologação integral das compensações para a quitação de estimativas do ano seguinte. O saldo negativo de 1999 foi objeto do processo nº 10469.721202/200819, julgado na mesma sessão do presente processo. O saldo negativo de 2000 foi objeto do processo nº 10469.721234/200814, também julgado na mesma sessão do presente processo. O saldo negativo de 2001, como já mencionado, foi objeto do processo nº 10469.721246/200831, já julgado pelo Acórdão nº 1302000.896, de 08/05/2012. Finalmente, não procede o argumento contido na impugnação, e reiterado genericamente no recurso, no sentido de que o processo nº 10469.900318/200642 deveria ser anexado ao presente, para evitar o cerceamento do direito de defesa, porque a Contribuinte também é cientificada das decisões lá proferidas, podendo manifestarse tanto naquele outro processo, quanto neste. O importante é que sejam observadas as devidas implicações, em razão da relação de dependência entre os processos, e é isto o que ocorre neste voto. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa Fl. 165DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10469.721297/200862 Acórdão n.º 1802001.536 S1TE02 Fl. 10 9 Fl. 166DF CARF MF Impresso em 04/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 26/02/2013 por JOSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA, Assinado digitalmente em 03/03/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
