Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,279)
- Segunda Câmara (27,805)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,763)
- Primeira Turma Ordinária (16,221)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,176)
- Primeira Turma Ordinária (16,104)
- Primeira Turma Ordinária (16,039)
- Segunda Turma Ordinária d (15,797)
- Segunda Turma Ordinária d (14,451)
- Primeira Turma Ordinária (13,020)
- Primeira Turma Ordinária (12,381)
- Segunda Turma Ordinária d (12,367)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,422)
- Quarta Câmara (84,834)
- Terceira Câmara (67,389)
- Segunda Câmara (55,826)
- Primeira Câmara (20,245)
- 3ª SEÇÃO (16,176)
- 2ª SEÇÃO (11,281)
- 1ª SEÇÃO (6,836)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (125,132)
- Segunda Seção de Julgamen (114,469)
- Primeira Seção de Julgame (76,587)
- Primeiro Conselho de Cont (49,052)
- Segundo Conselho de Contr (48,961)
- Câmara Superior de Recurs (37,889)
- Terceiro Conselho de Cont (25,978)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,061)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,615)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,487)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,754)
- HELCIO LAFETA REIS (3,725)
- ROSALDO TREVISAN (3,220)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,925)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,728)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,630)
- WILDERSON BOTTO (2,615)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,840)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,921)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,471)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,087)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,515)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,135)
- 2017 (16,840)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2026 (13,849)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10880.720854/2006-03
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 08 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 07/12/1979 a 01/04/1981
IPI. COMPENSAÇÃO. COMPETÊNCIA.
Compete à Terceira Seção de Julgamento a competência para julgamento de recurso relativo à compensação de crédito relativo ao IPI.
Numero da decisão: 1103-000.910
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declinar competência para a Terceira Seção de Julgamento deste Conselho.
Assinado Digitalmente
Aloysio José Percínio da Silva - Presidente.
Assinado Digitalmente
André Mendes de Moura - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aloysio José Percínio da Silva (Presidente), André Mendes de Moura (Relator), Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Fábio Nieves Barreira e Marcelo Baeta Ippolito.
Nome do relator: ANDRE MENDES DE MOURA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 07/12/1979 a 01/04/1981 IPI. COMPENSAÇÃO. COMPETÊNCIA. Compete à Terceira Seção de Julgamento a competência para julgamento de recurso relativo à compensação de crédito relativo ao IPI.
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 08 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10880.720854/2006-03
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5366065
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Aug 08 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1103-000.910
nome_arquivo_s : Decisao_10880720854200603.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ANDRE MENDES DE MOURA
nome_arquivo_pdf_s : 10880720854200603_5366065.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declinar competência para a Terceira Seção de Julgamento deste Conselho. Assinado Digitalmente Aloysio José Percínio da Silva - Presidente. Assinado Digitalmente André Mendes de Moura - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aloysio José Percínio da Silva (Presidente), André Mendes de Moura (Relator), Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Fábio Nieves Barreira e Marcelo Baeta Ippolito.
dt_sessao_tdt : Tue Aug 06 00:00:00 UTC 2013
id : 5556937
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:25 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046813018161152
conteudo_txt : Metadados => date: 2013-09-11T10:33:07Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2013-09-11T10:33:07Z; Last-Modified: 2013-09-11T10:33:07Z; dcterms:modified: 2013-09-11T10:33:07Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; xmpMM:DocumentID: uuid:66289010-fe86-43a4-b6e3-071ec9c9d80c; Last-Save-Date: 2013-09-11T10:33:07Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2013-09-11T10:33:07Z; meta:save-date: 2013-09-11T10:33:07Z; pdf:encrypted: true; modified: 2013-09-11T10:33:07Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2013-09-11T10:33:07Z; created: 2013-09-11T10:33:07Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; Creation-Date: 2013-09-11T10:33:07Z; pdf:charsPerPage: 1609; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2013-09-11T10:33:07Z | Conteúdo => S1C1T3 Fl. 3.816 1 3.815 S1C1T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.720854/200603 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1103000.910 – 1ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 6 de agosto de 2013 Matéria IPI Créditos Prêmio Recorrente SIDERÚRGICA J.L. ALIPERTI S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 07/12/1979 a 01/04/1981 IPI. COMPENSAÇÃO. COMPETÊNCIA. Compete à Terceira Seção de Julgamento a competência para julgamento de recurso relativo à compensação de crédito relativo ao IPI. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declinar competência para a Terceira Seção de Julgamento deste Conselho. Assinado Digitalmente Aloysio José Percínio da Silva Presidente. Assinado Digitalmente André Mendes de Moura Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aloysio José Percínio da Silva (Presidente), André Mendes de Moura (Relator), Marcos Shigueo Takata, Eduardo Martins Neiva Monteiro, Fábio Nieves Barreira e Marcelo Baeta Ippolito. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 72 08 54 /2 00 6- 03 Fl. 4148DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 11/09/201 3 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10880.720854/200603 Acórdão n.º 1103000.910 S1C1T3 Fl. 3.817 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra o Acórdão nº 14033.542/2011 (fls. 3545/3550), da 8ª Turma da DRJ/Ribeirão PretoSP. Os fatos estão assim descritos na decisão recorrida: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório resultante da apreciação das declarações de compensação As fl. 007/356, por meio dos quais o contribuinte pretende ter compensado o crédito total no valor de R$5.669.844,39, em débitos do estabelecimento. Conforme informado pela contribuinte, o crédito a ser compensado tem sua origem em decisão judicial transitada em julgado que deu provimento A apelação da contribuinte para reconhecer o direito ao creditamento do IPI nas exportações ("crédito prêmio"), concedido pelo DecretoLei n° 491, de 05 de março de 1969, no período de 07/12/1979 a 01/04/1981, durante o qual o beneficio teria sido indevidamente suspenso pela Portaria Ministerial n° 960, de 07 de dezembro de 1979, editada com fulcro no DecretoLei n°1.724, de 07 de dezembro de 1979, suspensão essa considerada inconstitucional na jurisprudência dominante. A referida decisão judicial consiste no Acórdão do TRF da 3ª Região, proferido em 20/10/1999, no curso do processo n° 89.03.0317394, transitado em julgado em 02/09/2002. A análise da liquidez e certeza do crédito pleiteado foi efetuada Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo SP, em 22/06/2010, mediante Despacho Decisório de fls. 3210/3213, no qual a autoridade competente indeferiu o pedido, com base em relatório elaborado pela fiscalização em virtude de não terem sido apresentados os documentos necessários à apreciação do pedido. A DRJ/Ribeirão Preto manifestouse no seguinte sentido: Homologação tácita das compensações De pronto, verificase que os pedidos de compensação em exame não foram objeto de nenhuma restrição quanto à sua regularidade formal no Despacho Decisório e foram formalizados entre 28/10/2003 e 28/02/2005. (...) No caso concreto, o despacho decisório, de 22/06/2010, foi cientificado à interessada em 19/07/2010 (f1. 3218 verso). No entanto, conforme o dispositivo legal exposto, os pedidos de compensação tiveram as respectivas homologações tácitas entre 28/10/2008 e 28/02/2010. Logo, na ocasião da ciência do Fl. 4149DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 11/09/201 3 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10880.720854/200603 Acórdão n.º 1103000.910 S1C1T3 Fl. 3.818 3 despacho decisório, todas as compensações já se encontravam tacitamente homologadas. Portanto, há que se reconhecer a homologação tácita de todas as compensações. Quantificação do crédito Considerando que não há pedido de ressarcimento associado ao presente processo, seu objeto restringese à verificação da procedência das compensações pleiteadas. Assim, a quantificação do créditoprêmio de IPI reconhecido pela decisão judicial só seria necessária como instrumento para a verificação da procedência dessas compensações; em conseqüência, com a homologação tácita das compensações, essa quantificação perde seu objeto. Cabe ressaltar que uma eventual análise da quantificação dependeria da devida comprovação pela contribuinte dos valores envolvidos e o indeferimento pela unidade de origem aponta exatamente a insuficiência da documentação apresentada em resposta às intimações realizadas. Diante de todo o exposto, a quantificação do crédito e as questões atinentes à sua comprovação não serão aqui adentradas, restando prejudicadas pela homologação tácita reconhecida. Declaração de compensação apresentada em papel Por último, observase nos autos a existência de Declaração de Compensação, referente ao crédito de que trata o presente processo, apresentada em meio papel (fl. 3208) e entregue em 18/02/2010, na qual está anotado pelo servidor que a recepcionou que somente foi recebida por insistência da contribuinte, que sustentou que o formulário utilizado seria o meio apropriado (Anexo VII da IN RFB n° 900, de 30 de dezembro de 2008). Não assiste razão à contribuinte na entrega de Declaração de Compensação em meio papel sem justificativa para tanto (...) Em face do exposto, a referida declaração entregue em papel não será considerada no presente voto. CONCLUSÃO Por todo o exposto, voto por considerar procedente a manifestação de inconformidade para aplicar o disposto no parágrafo 5°, do artigo 74, da Lei n° 9.430 de 1996, com a redação dada pela Lei n° 10.833, de 2003, às compensações declaradas às fls. 007/356, devendo a contribuinte manter em sua escrita fiscal o estorno do crédito correspondente. (grifos originais) Fl. 4150DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 11/09/201 3 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10880.720854/200603 Acórdão n.º 1103000.910 S1C1T3 Fl. 3.819 4 Assim, o colegiado julgou procedente a manifestação de inconformidade, por unanimidade, sem, contudo, adentrar na quantificação do crédito e nas questões atinentes à sua comprovação. Cientificada da decisão, a contribuinte apresentou petição de fls. 3559/3569, e documentos probatórios (dentre os quais o “Parecer Técnico Contábil Extrajudicial e Memorial de Cálculos”), no qual fez os pedidos nos seguintes termos: Face ao exposto, contatamos inexatidão material na decisão, que podem ser detectadas na simples leitura do Acórdão, tendo em vista que está relatado o cumprimento das obrigações acessórias e na conclusão do julgado tal fato não está sendo considerado em detrimento ao direito liquido e certo da requerente, reconhecido pelo Poder Judiciário, razão esta que dá o bom direito ao presente requerimento a vista do art. 32 combinado com os Arts. 29 e 30 do Decreto 70.235/72, para ser requerido o quanto segue: 1 seja confirmado o direito da requerente ao crédito reconhecido judicialmente, tendo em vista a Inicial de 06/09/85 e o Acórdão exarado pela 6ª. Turma do TRF da 3ª. Região, documentos estes já acostados aos autos; 2 seja deferido, o montante de R$ 830.272.305,15 (oitocentos e trinta milhões, duzentos e setenta e dois mil, trezentos e cinco Reais e quinze centavos) apurado, na planilha elaborada por Perito Contábil, devidamente atualizada, a qual está respaldada nas informações fornecidas pela CACEX, com base na legislação federal, Decreto 91.030/85 (Regulamento Aduaneiro) e a IN/SRF 28 de 27/04/94. Os cálculos foram realizados conforme determinação do Manual de Cálculo do CNJ e o Parecer nº 01 da AGU/MF de 1996, anexo. 3 seja reconhecido que os documentos acostados aos autos são suficientes para a quantificação do crédito, conforme consta no relatório do R. Acórdão ora questionado. 4 seja deferida a apresentação do Formulário de "Pedido de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado", bem como qualquer outro que a D.Autoridade Julgadora deste Colegiado entender ser necessário para cumprimento da decisão judicial transitada em julgado; e / ou, no mínimo, por economia processual, 5 seja ressarcido o montante apurado e deferido. N. termos e informando que o recebimento e procedência do presente requerimento irá confirmar o direito liquido e certo de um montante, fato este determinado por Decisão Judicial transitada em julgado, caso contrário, este Colegiado estará faltando com o respeito ao Poder Judiciário e sujeito as penalidades cabíveis pela não obediência a uma determinação judicial. Fl. 4151DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 11/09/201 3 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10880.720854/200603 Acórdão n.º 1103000.910 S1C1T3 Fl. 3.820 5 A DRJ/Ribeirão Preto recebeu a petição como embargos, e no Despacho de fls. 3740/3743, rejeitou o requerimento do contribuinte, no qual merecem destaque os seguintes fragmentos da decisão: Entendo que, a rigor, o Acórdão reportado não padece de inexatidão material ou erros de escrita e de cálculo, a demandar a sua revisão em face do que estatui o comando legal já transcrito. Cabe ressaltar que o processo se refere especificamente a um conjunto ("família") de Declarações de Compensação, nas quais o crédito de origem é informado como oriundo do processo judicial n° 89030317394 da 6ª Vara — SP, transitado em julgado em 02/09/2002, com valor inicial disponível de R$ 8.502.738,35. Não há nenhum pedido de ressarcimento no processo (PER), pois todos os documentos estão preenchidos no campo "Tipo de Documento" com a informação: "Declaração de Compensação". Como todas as compensações devidamente formalizadas' 'foram tacitamente homologadas, esgotando parcialmente o valor indicado como crédito nos documentos, e não havendo pedido acerca de eventual crédito ,excedente ao valor total compensado, não há razão para a apreciação do "quantum" de crédito do contribuinte. A verificação, portanto, somente se deu em respeito as compensações e não em relação ao valor total do crédito judicial que o contribuinte ora alega em seu favor. Quanto a alegação de que o pedido de ressarcimento foi efetuado quando da habilitação do crédito, nada no processo indica tal fato. A empresa não apresentou tal documento e inexiste nos sistemas da Receita Federal (Sief) qualquer pedido de ressarcimento em nome do contribuinte. Ademais, o processo de habilitação de crédito judicial não é instrumento hábil para se apresentar pedido de ressarcimento ou para se apurar crédito deferido judicialmente. De qualquer forma, não constava dos autos tais informações, motivo pelo que o Acórdão não deve ser revisto, mesmo porque o documento de fls. 1 demonstra que, à época da análise do pedido, não existia ação judicial cadastrada para o sujeito passivo e a data informada, pelo contribuinte, para a habilitação do crédito é posterior a apresentação.das Dcomp em análise. Além disso, não existe no processo qualquer documento hábil a comprovar a existência do crédito alegado Pela contribuinte (exportação, isnumos,etc...). Se o contribuinte quer ver apurado o crédito a seu favor e que este valor lhe seja ressarcido, deve seguir a legislação em vigor e apresentar o pedido pertinente a este crédito, apresentando para tanto todos os documentos necessários a averiguação dos mesmos. Fl. 4152DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 11/09/201 3 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10880.720854/200603 Acórdão n.º 1103000.910 S1C1T3 Fl. 3.821 6 Por outro lado, se já houve a apresentação de pedido de ressarcimento, este pedido será obrigatoriamente apreciado pela autoridade administrativa e, se deferido, o valor será ressarcido conforme determina a legislação de regência. Isto Posto, nos termos do artigo 27 da Portaria n° 341/2011, rejeito o requerimento do sujeito passivo por considerar que os erros apontados pelo embargante não se referem a lapso manifesto ou a erros de escrita ou de cálculo de que tratam tanto o artigo 32 do PAF.(grifos originais) Conforme Despacho da Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária em São Paulo, de fls. 3755, foi cientificada a contribuinte da decisão em 10/01/2012, e interpôs o recurso voluntário de fls. 3763/3806 em 03/02/2012. É o relatório. Voto Conselheiro André Mendes de Moura O recurso foi interposto tempestivamente e reúne os demais pressupostos de admissibilidade. Deve, portanto, ser conhecido. Observase no relatório que o processo trata de declarações de compensação no qual se discute o aproveitamento de crédito prêmio de IPI decorrentes de exportações. Ocorre que o regimento Interno do Carf (Ricarf) aprovado pela Portaria MF 256/2009 atribuiu às turmas da Terceira Seção de Julgamento a competência para julgamento de tal matéria, como se pode observar no art. 4º do Anexo II: Art. 4°. À Terceira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: III Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); (...) Art. 7°. Incluemse na competência das Seções os recursos interpostos em processos administrativos de compensação, ressarcimento, restituição e reembolso, bem como de reconhecimento de isenção ou de imunidade tributária. § 1°. A competência para o julgamento de recurso em processo administrativo de compensação é definida pelo crédito alegado, inclusive quando houver lançamento de crédito tributário de matéria que se inclua na especialização de outra Câmara ou Seção. (...) Fl. 4153DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 11/09/201 3 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 10880.720854/200603 Acórdão n.º 1103000.910 S1C1T3 Fl. 3.822 7 Portanto, os autos devem ser transferidos à Terceira Seção de Julgamento para distribuição por sorteio a uma das turmas que integram aquele colegiado competente para processar o julgamento do recurso voluntário interposto. Diante de todo o exposto, devese declinar competência para a Terceira Seção de Julgamento deste Conselho. Assinatura Digital André Mendes de Moura Fl. 4154DF CARF MF Impresso em 08/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2013 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 11/09/201 3 por ANDRE MENDES DE MOURA, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 13897.000245/2003-92
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jun 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002
ESTORNO DO CRÉDITO NO LIVRO RAIPI. ERRO FORMAL.
Meros erros formais na escrituração do estorno do créditos no livro de registro de apuração de IPI (RAIPI), não são suficientes, por si só, para o indeferimento do ressarcimento. No presente caso ficou demonstrado que houve o estorno, porém em linha diversa da prevista na legislação.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Aguardando Nova Decisão
Numero da decisão: 3301-002.277
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausentes justificadamente a conselheira Maria Teresa Martinez Lopez e o conselheiro Antônio Lisboa Cardoso.
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
Andrada Márcio Canuto Natal - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Fábia Regina Freitas e Andrada Márcio Canuto Natal.
Nome do relator: ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002 ESTORNO DO CRÉDITO NO LIVRO RAIPI. ERRO FORMAL. Meros erros formais na escrituração do estorno do créditos no livro de registro de apuração de IPI (RAIPI), não são suficientes, por si só, para o indeferimento do ressarcimento. No presente caso ficou demonstrado que houve o estorno, porém em linha diversa da prevista na legislação. Recurso Voluntário Provido em Parte Aguardando Nova Decisão
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Jun 27 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13897.000245/2003-92
anomes_publicacao_s : 201406
conteudo_id_s : 5356217
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 27 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3301-002.277
nome_arquivo_s : Decisao_13897000245200392.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
nome_arquivo_pdf_s : 13897000245200392_5356217.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausentes justificadamente a conselheira Maria Teresa Martinez Lopez e o conselheiro Antônio Lisboa Cardoso. Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. Andrada Márcio Canuto Natal - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Fábia Regina Freitas e Andrada Márcio Canuto Natal.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5504026
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:23:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046813021306880
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1917; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T1 Fl. 252 1 251 S3C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13897.000245/200392 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3301002.277 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de março de 2014 Matéria Crédito Presumido de IPI Recorrente AVM AUTO EQUIPAMENTOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002 ESTORNO DO CRÉDITO NO LIVRO RAIPI. ERRO FORMAL. Meros erros formais na escrituração do estorno do créditos no livro de registro de apuração de IPI (RAIPI), não são suficientes, por si só, para o indeferimento do ressarcimento. No presente caso ficou demonstrado que houve o estorno, porém em linha diversa da prevista na legislação. Recurso Voluntário Provido em Parte Aguardando Nova Decisão Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausentes justificadamente a conselheira Maria Teresa Martinez Lopez e o conselheiro Antônio Lisboa Cardoso. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. Andrada Márcio Canuto Natal Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Fábia Regina Freitas e Andrada Márcio Canuto Natal. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 7. 00 02 45 /2 00 3- 92 Fl. 252DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 01/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13897.000245/200392 Acórdão n.º 3301002.277 S3C3T1 Fl. 253 2 Relatório O contribuinte apresentou pedido de ressarcimento de crédito presumido de IPI relativo ao 3º trimestre/2002 no valor de R$ 25.053,59, tendo como fundamento a Portaria MF nº 38/97. Juntamente com o pedido apresentou declaração de compensação em papel de fl. 2 e posteriormente apresentou a DCOMP eletrônica nº 12743.34013.301003.1.3.013218, para compensação de débitos nelas apontados. Analisando o pedido, o Seort/DRF/Osasco, fl. 132/134, indeferiu o pedido com o fundamento de que o crédito presumido do IPI solicitado não foi estornado da forma correta. Abaixo transcrição de parte da decisão: “Através de análise das cópias do livro Registro de Apuração de IPI apresentadas, verificase que o contribuinte não efetuou o referido estorno, ou o efetuou de maneira incorreta, não atendendo ao disposto nas normas citadas anteriormente.” O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fl. 152, na qual afirma que foi efetuado o estorno no valor correto do pedido de ressarcimento e que, por erro de digitação, informou o estorno no campo 012 – “outros débitos”. Informa que efetuou a correção no Livro RAIPI do mês de março/2003 – folha 037. A 8ª Turma da DRJ/Ribeirão Preto emitiu o Despacho nº 31, por meio do qual, determinou a realização de diligência para que a unidade preparadora analisasse se a ausência de estorno se deveu a erro sanável na formalização do registro e, sendo este o caso, que aprofundasse na análise do direito creditório e dos demais elementos do pedido. Em novo Despacho Decisório, o Seort/DRF/Osasco, voltou a indeferir o pedido, desta vez com base no art. 349 do Decreto nº 2.637/98 (RIPI/98), pois o Livro de Apuração do IPI não estava registrado no órgão competente, seja da Fazenda Estadual ou da Junta Comercial. O contribuinte apresentou nova manifestação de inconformidade afirmando em síntese que os equívocos apontados são meramente formais e que podem ser corrigidos facilmente por simples verificação por parte da administração tributária. Desta feita efetua a apresentação do termo de abertura do LAIPI, com registro na Junta Comercial. Analisando referida manifestação, a 8ª Turma da DRJ/Ribeirão Preto, proferiu o Acórdão nº 1438.744, de 25/09/2012, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002 RESSARCIMENTO. COMPENSAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. É ônus processual da interessada fazer a prova dos fatos constitutivos de seu direito. Fl. 253DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 01/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13897.000245/200392 Acórdão n.º 3301002.277 S3C3T1 Fl. 254 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Não concordando com referida decisão, o contribuinte apresentou recurso voluntário por meio do qual faz as seguintes alegações em síntese: confirma o equívoco no preenchimento do campo indicado para estorno do lançamento, mas que atendeu todas as intimações e exigências do fisco e que efetuou as devidas correções; que não existem duas versões do Livro de Registro de Apuração do IPI. Existe sim uma única versão, que podem ter tido divergência na numeração das folhas em face de impressões em formato distintos, uma em formulário contínuo e outra em papel A4; que não pode ter afastado o seu direito apenas por questões formais de fácil verificação por parte da autoridade administrativa; que o art. 15 da IN SRF nº 210, que determina o estorno dos créditos, não deixa claro em qual campo estes estornos deverão ser lançados; cita jurisprudência administrativa em seu favor e pede o acatamento do seu direito em nome da verdade material. É o relatório. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 01/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13897.000245/200392 Acórdão n.º 3301002.277 S3C3T1 Fl. 255 4 Voto Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos legais de admissibilidade, por isto dele tomo conhecimento. Para autorizar o crédito presumido de IPI a legislação tributária exige que o estorno do crédito seja efetivado em sua escrituração fiscal. Para o período, vigia o art. 15 da IN SRF nº 210/2002, in verbis: Art. 15. No período de apuração em que for encaminhado à SRF o “Pedido de Ressarcimento de Créditos do IPI”, bem assim em que forem aproveitados os créditos do IPI na forma prevista no art. 21 desta Instrução Normativa, o estabelecimento que escriturou referidos créditos deverá estornar, em sua escrituração fiscal, o valor pedido ou aproveitado. Está fartamente demonstrado no presente processo que o contribuinte efetuou o estorno do crédito presumido. Desde a primeira análise efetuada pelo Seort/DRF/Osasco, foi constatado que ele efetuou o estorno correspondente ao valor de R$ 25.053,59. Porém no lugar de estornar na linha 011 – Ress. de Créditos – estornou na linha 012 – Outros débitos. Porém o efeito financeiro é o mesmo. No caso o equívoco no preenchimento está claramente demonstrado, sendo certo também que o contribuinte também providenciou o registro do Livro de Apuração do IPI junto à Junta Comercial do Estado de São Paulo, corrigindo as duas falhas formais que levaram a autoridade preparadora a indeferir o seu direito. Entendo que os erros de natureza formal, acima esclarecidos, não são suficientes para afastar o direito do contribuinte em ter analisado o seu direito creditório, nos termos da Lei nº 9.363/96. Neste sentido, transcrevo abaixo, jurisprudência desta 3ª Câmara: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 ESTORNO DO CRÉDITO NO LIVRO RAIPI. ERRO FORMAL. Constatado que houve o estorno do crédito no livro de registro de apuração de IPI (RAIPI), embora em linha diversa da prevista na legislação, há que se reconhecer o direito ao ressarcimento do IPI, no valor apurado pela Autoridade Fiscal. Recurso Voluntário Provido em Parte. (Acórdão nº 330200278, 3ª Câmara, 2ª TO, de 03/12/2009. Relator Conselheiro Walber José da Silva) Fl. 255DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 01/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13897.000245/200392 Acórdão n.º 3301002.277 S3C3T1 Fl. 256 5 Assim, em nome do princípio da verdade material e para resguardar também os interesses da Fazenda Nacional, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário, determinando o retorno dos autos à origem, para que seja analisado o mérito do direito creditório do contribuinte. Andrada Márcio Canuto Natal Relator Fl. 256DF CARF MF Impresso em 27/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 01/ 04/2014 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10314.729219/2012-56
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 31 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3202-000.262
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência..
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201407
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Jul 31 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10314.729219/2012-56
anomes_publicacao_s : 201407
conteudo_id_s : 5363348
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Jul 31 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3202-000.262
nome_arquivo_s : Decisao_10314729219201256.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
nome_arquivo_pdf_s : 10314729219201256_5363348.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 24 00:00:00 UTC 2014
id : 5543403
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:24:55 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046813022355456
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2253; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 1.493 1 1.492 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10314.729219/201256 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3202000.262 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 24 de julho de 2014 Assunto Solicitação de diligência Recorrente AGFA HEALTHCARE BRASIL IMPORTAÇÃO E SERVIÇOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: “A importadora submeteu a despacho aduaneiro, através das declarações de importação listadas nos autos, “filmes fotográficos”, adotando a classificação fiscal 3701.10.10, relativa a chapas e filmes para raios X sensibilizados em uma face, da Tarifa Externa Comum, com alíquota reduzida a zero para o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI. A fiscalização entendeu corretas as classificações fiscais 3701.30.90, para os filmes cuja dimensão de pelo menos um dos lados fosse superior a 255mm, 3701.91.00, quando forem filmes para fotografia a cores (policromos) e 3701.99.00, quando consistirem apenas em outros filmes em razão de os filmes importados não serem constituídos, conforme a própria interessada relata em Termo de Esclarecimento, de duas folhas mais um revelador, como estabelecem as NESH, e sim por uma base de PET emulsionada e coberta de uma gelatina protetora, o que o laudo técnico oficial RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 03 14 .7 29 21 9/ 20 12 -5 6 Fl. 1493DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.729219/201256 Resolução nº 3202000.262 S3C2T2 Fl. 1.494 2 confirma ao dizer que não se trata de filme de revelação instantânea, mas sim por impressão térmica, não sendo exclusiva para diagnósticos que utilizam raios X. Em razão das classificações fiscais 3701.30.90, para os filmes cuja dimensão de pelo menos um dos lados seja superior a 255mm, 3701.91.00, quando forem filmes para fotografia a cores (policromos) e 3701.99.00, quando consistirem apenas em outros filmes, a alíquota do imposto sobre produtos industrializados – IPI é de quinze por cento, o que gera a cobrança desse tributo, acrescido de multa de ofício (75% do valor do tributo) e de multa regulamentar (1% do valor aduaneiro por erro de classificação fiscal), bem como cobrança de COFINS e de PIS/PASEP, acrescida de multas de ofício (75% do valor das contribuições), totalizando R$ 12.408.206,65. A interessada apresentou impugnação, alegando, objetivamente em sua defesa quanto aos autos de infração, que: filmes impressos não tem uma destinação específica, sendo a função atribuída pelo uso a que se destinará. pelo entendimento da fiscalização, não há filme fotográfico que atenda aos ditames da NCM 3701.10.10, pois esta não faz restrição de utilização exclusiva para filmes de raio X. o Capítulo 37 engloba os métodos diretos e indiretos de gravação de imagem, conforme Nota 2. os filmes importados são acoplados a equipamentos de diagnóstico médico, conforme padrão DICOM, não podendo ser utilizados para fotografias, microfilmagem ou outras imagens que não sejam com a finalidade diagnóstica, devendo ser privilegiada a destinação do produto para uso médico. caso se entendam corretas as NCM 3701.30.90 e 3701.91.00, não haverá necessidade de anuência prévia para a importação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. a classificação utilizada pela fiscalização baseouse na RGI 3 c, de caráter residual, carecendo de legitimidade. a multa de ofício não poderia ser aplicada por não ter havido declaração inexata. não poderiam ser aplicadas sanções por força da desclassificação fiscal das mercadorias por ter havido boa fé e seguido as normativas da ANVISA e a prática reiterada de todo o mercado, conforme artigos 100 e 112 do CTN. a aplicação cumulativa das multas de ofício e de 1% é incabível. a reclassificação fiscal configura mudança de critério jurídico, nos termos do art. 146 do CTN. protesta pela produção de laudo junto ao INT. requer a improcedência do auto de infração lavrado. A DRJSão Paulo I/SP julgou improcedente a impugnação (efls. 1.334/1.343), nos termos da ementa adiante transcrita: Fl. 1494DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.729219/201256 Resolução nº 3202000.262 S3C2T2 Fl. 1.495 3 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO II Período de apuração: 09/01/2008 a 23/12/2010 Filmes para impressão térmica. Filmes utilizados em impressoras que trabalham por meio de fios resistores que quando aquecidos o sensibilizam, imprimindo a imagem que já foi processada nos equipamentos médicos digitais, utilizados sem raiosx em ultrassonografia, cintilografia, ressonância magnética e endoscopia, além de angiografia, tomografia computadorizada e radiografia computadorizada, apresentam corretas classificações tarifárias 3701.30.90, quando se tratarem de outros filmes cuja dimensão de pelo menos um dos lados seja superior a 255mm, 3701.91.00, quando forem outros filmes para fotografia a cores (policromos) e 3701.99.00, quando consistirem apenas em outros filmes. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário perante este Colegiado (efls. 1.354/1.418), alegando, em síntese: preliminarmente, suscita nulidade da decisão recorrida em razão de alegada alteração do critério jurídico. Afirma que a autuação se deu por aplicação da RGI/SH 3c, sendo que a decisão recorrida teria mantido a reclassificação fiscal com fundamento nas RGI/SH nº. 1 e 6. afirma que houve desobediência ao princípio da segurança jurídica, visto que sempre utilizouse do código 3701.10.10 para efetuar importações das mercadorias, as quais foram submetidas a controle antes do embarque, por ocasião do requerimento da licença de importação no SISCOMEX, sem que a Administração refutasse a classificação fiscal adotada; que o Laudo Técnico e o Parecer acostados à impugnação foram ignorados pela autoridade julgadora administrativa de primeira instância, que levou em consideração apenas o Laudo expedido pelo Engenheiro Roberto Raya da Silva, o qual embasou a autuação. Referidos documentos foram encomendados pela entidade de classe a que pertence a recorrente, a ABIMFI, sendo o Laudo Técnico expedido pelo IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, e o Parecer, pela Sandlers & Travis Adivory Services Inc, todos no sentido de afirmar que o código 3701.10.10 seria o adequado aos filmes importados em questão; que, para corroborar sua defesa, juntou ao recurso voluntário Laudo Técnico elaborado pelo INT Instituto Nacional de Tecnologia (elfs. 1.427/1.452)e Parecer Técnico de lavra de professores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (efls. 1.420/1.425); No mérito, repisa os mesmos argumentos expendidos na impugnação: Ao final, preliminarmente, requer a nulidade da decisão recorrida, por alteração do critério jurídico. No mérito, requer o cancelamento do auto de infração e, subsidiariamente, o cancelamento das penalidades e dos juros de mora, ou, ainda, apenas o cancelamento das multas aplicadas. Fl. 1495DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.729219/201256 Resolução nº 3202000.262 S3C2T2 Fl. 1.496 4 Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. A questão ora posta diz respeito à correta classificação fiscal de produtos identificados como filmes fotográficos, importados pela autuada, e por ela classificados na posição 3701.10.10; já a Fiscalização promoveu a reclassificação dos produtos para os códigos 3701.30.90, 3701.91.00 e 3701.99.00. Os textos dos códigos de classificação pretendidos encontramse abaixo transcritos: 3701 – Chapas e filmes planos, fotográficos, sensibilizados, não impressionados, de matérias diferentes do papel, do cartão ou dos têxteis; filmes fotográficos planos, de revelação e copiagem (cópia) instantâneas, sensibilizados, não impressionados, mesmo em cartuchos 3701.10 – Para raios X 3701.10.10 – Sensibilizados em uma face 3701.10.2 – Sensibilizados das duas faces 3701.10.21 – Próprios para uso odontológico 3701.20.29 – Outros 3701.20 – Filmes de revelação e copiagem instantânea 3701.30 – Outras chapas e filmes cuja dimensão de pelo menos um dos lados seja superior a 255mm 3701.30.90 – Outros 3701.9 – Outros 3701.91.00 – Para fotografia a cores (policromos) 3701.99.00 Outros O Capítulo 37 engloba os produtos para fotografia e cinematografia. A Nota 2 do referido Capítulo afirma: 2. No presente Capítulo, o termo fotográfico qualifica o processo pelo qual imagens visíveis são formadas, direta ou indiretamente, pela ação da luz ou de outras formas de radiação, sobre superfícies fotossensíveis. O laudo elaborado pelo engenheiro Roberto Raya da Silva (efls. 418/463), o qual embasou a autuação, afirma, em conclusão, que “as imagens não são registradas nos filmes direta ou indiretamente pela ação da luz ou dos raios x”. Tal afirmativa parece sinalizar pela impossibilidade da classificação do produto no Capítulo 37, tendo em vista que, para enquadrarse neste capítulo, de acordo com a nota 2 acima transcrita, é necessário que haja uma ação, direta ou indireta, da luz ou de outras formas de radiação. Vez que a Fiscalização concorda com a classificação na posição 3701, a afirmativa do laudo deixa a dúvida: seriam, então, as imagens registradas nos filmes, direta ou indiretamente, pela ação de outras formas de radiação que não raio X? Mas e a ultrassonografia, que utiliza ondas sonoras? Se não há ação, direta ou indireta, de luz ou radiação, conforme afirma o laudo, como é possível classificar na posição 3701, sendo o filme utilizado para imagens de ultrassononografia? Por sua vez, no Laudo formulado pela INT, aquele Instituto, em resposta ao quesito nº 04 (efl. 1.449), afirma que há, sim, ação do raio x na formação das imagens que utilizam os filmes fotográficos importados pela recorrente. Vejase: 4. As imagens visíveis a serem registradas nos filmes Drystar serão formadas pela ação do raio X (ou outro tipo de radiação)? Qual é a radiação que carrega a informação da imagem do paciente? Fl. 1496DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.729219/201256 Resolução nº 3202000.262 S3C2T2 Fl. 1.497 5 Resposta: As imagens visíveis, registradas nos filmes DRYSTAR, eram formadas por sinais elétricos armazenados na memória do equipamento. Após a exposição do RaioX, toda a informação era convertida em sinais elétricos para visualização nos monitores e para impressão nos filmes DRYSTAR. Assim, os sinais elétricos, em código binário, carregavam a informação da imagem do paciente, que originalmente vieram veiculadas na radiação do RaioX. No método indireto, há duas conversões, de RaioX para luz, e esta, para sinais elétricos.” São, assim, Laudos Técnicos, elaborados por autoridades competentes, que trazem informações diametralmente opostas, o que, no meu entender, leva à necessidade da elaboração de um outro Laudo Técnico, de caráter “oficial”, elaborado por perito credenciado junto à Receita Federal ou Instituição/Entidade de renome, diferentes daqueles que já se pronunciaram nos autos, a fim de dirimir a questão posta, bem como sanar outras dúvidas surgidas quando da análise da controvérsia instaurada nestes autos. Entendo, ainda, que, em razão da grande especificidade que o tema impõe, o novo Laudista deverá ter formação/especialização específica na área de produção fotoquímica ou na área de Física Médica. Os quesitos a serem respondidos no novo Laudo Técnico são os seguintes: 1. Identificar cada uma das mercadorias importadas objeto da reclassificação. 2. Tratamse de filmes fotográficos, ou seja, tratamse de filmes utilizados em processo pelo qual as imagens visíveis são formadas, direta ou indiretamente, pela ação da luz ou de outras formas de radiação, sobre superfície fotossensível? Sim ou não? Justifique. 3. Os filmes, na forma como importados, podem ser destinados à aplicação em diagnósticos de raios X? Sim ou não? Justifique. 4. Se respondido sim à pergunta anterior: podem ser destinados à aplicação em diagnósticos de raios X, exclusivamente? Sim ou não? Justifique. Se não, em quais outros tipos de diagnósticos podem ser aplicados? Explique. 5. Independentemente de se tratar de método de radiografia direta ou indireta, analógica ou digital, podese afirmar que não existem, ou nunca existiram, filmes virgens ou não impressos especialmente destinados à aplicação em diagnósticos de raios X? Sim ou não? Justifique. 6. Os exames que utilizam raio X para formação de imagem, mas não exclusivamente raio X, podem ser denominados de exame de raio X? Sim ou não? Justifique. 7. Nos dias de hoje, na área de diagnóstico médico, para ser considerado “exame de raio X” basta que seja utilizado raio X para realização do exame, ainda que o raio X não seja utilizado exclusivamente? Sim ou não? Explique. 8. No Brasil, em face do volume de exames realizados na atualidade, podese dizer que, preponderantemente, os filmes, na forma com importados, são utilizados, em sua grande maioria, para realizar exames de raio X? Sim ou não. Justifique. Podese dizer que há uma função principal para tais filmes? Sim ou não? Justifique. Fl. 1497DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10314.729219/201256 Resolução nº 3202000.262 S3C2T2 Fl. 1.498 6 Devem, ainda, ser respondidos os 14 quesitos apresentados pela contribuinte quando do oferecimento da impugnação (efls.1.824/1.827), bem como ser facultado à Fiscalização para, querendo, formular quesitos. Pelo exposto, voto no sentido de que, novamente, seja CONVERTIDO O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, para que a autoridade preparadora providencie a elaboração de Laudo Técnico conforme acima solicitado. Após, devem ser abertos prazos para a Fiscalização e a contribuinte, respectivamente, manifestaremse, caso queiram. Salientese que as manifestações devemse limitar à apreciação do resultado da diligência, não sendo cabível revolver questões já suscitadas quando do oferecimento do recurso voluntário ou quando da lavratura do Auto de Infração. Finalizada a instrução processual, devem os autos retornar a este Colegiado para julgamento. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Fl. 1498DF CARF MF Impresso em 31/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 30/07/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 11968.000707/2007-99
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Classificação de Mercadorias
Data do fato gerador: 05/09/2006
Ementa:
CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NA ETAPA QUE ANTECEDE LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO
Só se discute cerceamento do direito de defesa a partir do momento em que tal direito pode ser exercido. Ou seja, a partir da etapa de impugnação.
Não se fala em violação aos direitos A ampla defesa e ao contraditório na fase de investigação que antecede A lavratura do auto de infração.
PEDIDO DE PERÍCIA. CONDIÇÕES
Não há que se falar em nulidade por indeferimento de pedido de perícia quando os autos reúnem os elementos necessários à formação da convicção do julgador e, o que é mais relevante, o sujeito passivo não logra êxito em demonstrar a imprescindibilidade desse exame suplementar.
FARINHA DE TRIGO FORTIFICADA.
A mercadoria "Farinha de trigo forti ficada com ácido fólico e ferro contendo 0,07% de cloreto de sódio (sal)" classifica-se no código NCM 1101.00.10, conforme Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado.
Numero da decisão: 3302-002.287
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
(assinado digitalmente)
ALEXANDRE GOMES - Relator.
EDITADO EM: 05/07/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: ALEXANDRE GOMES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Classificação de Mercadorias Data do fato gerador: 05/09/2006 Ementa: CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NA ETAPA QUE ANTECEDE LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO Só se discute cerceamento do direito de defesa a partir do momento em que tal direito pode ser exercido. Ou seja, a partir da etapa de impugnação. Não se fala em violação aos direitos A ampla defesa e ao contraditório na fase de investigação que antecede A lavratura do auto de infração. PEDIDO DE PERÍCIA. CONDIÇÕES Não há que se falar em nulidade por indeferimento de pedido de perícia quando os autos reúnem os elementos necessários à formação da convicção do julgador e, o que é mais relevante, o sujeito passivo não logra êxito em demonstrar a imprescindibilidade desse exame suplementar. FARINHA DE TRIGO FORTIFICADA. A mercadoria "Farinha de trigo forti ficada com ácido fólico e ferro contendo 0,07% de cloreto de sódio (sal)" classifica-se no código NCM 1101.00.10, conforme Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11968.000707/2007-99
anomes_publicacao_s : 201407
conteudo_id_s : 5359625
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3302-002.287
nome_arquivo_s : Decisao_11968000707200799.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ALEXANDRE GOMES
nome_arquivo_pdf_s : 11968000707200799_5359625.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES - Relator. EDITADO EM: 05/07/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto.
dt_sessao_tdt : Thu Aug 22 00:00:00 UTC 2013
id : 5520900
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:24:24 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046813026549760
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1972; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 386 1 385 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11968.000707/200799 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302002.287 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 22 de agosto de 2013 Matéria CLASSIFICAÇÃO FISCAL Recorrente NAP ALIMENTOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 05/09/2006 Ementa: CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NA ETAPA QUE ANTECEDE LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO Só se discute cerceamento do direito de defesa a partir do momento em que tal direito pode ser exercido. Ou seja, a partir da etapa de impugnação. Não se fala em violação aos direitos A ampla defesa e ao contraditório na fase de investigação que antecede A lavratura do auto de infração. PEDIDO DE PERÍCIA. CONDIÇÕES Não há que se falar em nulidade por indeferimento de pedido de perícia quando os autos reúnem os elementos necessários à formação da convicção do julgador e, o que é mais relevante, o sujeito passivo não logra êxito em demonstrar a imprescindibilidade desse exame suplementar. FARINHA DE TRIGO FORTIFICADA. A mercadoria "Farinha de trigo forti ficada com ácido fólico e ferro contendo 0,07% de cloreto de sódio (sal)" classificase no código NCM 1101.00.10, conforme Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 96 8. 00 07 07 /2 00 7- 99 Fl. 387DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 2 (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator. EDITADO EM: 05/07/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), Paulo Guilherme Deroulede, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes (Relator) e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Por bem retratar a matéria tratada no presente processo, transcrevo o relatório produzido pela DRJ de Recife: Tratase de auto de infração lavrado em desfavor da pessoa jurídica NAP ALIMENTOS LTDA, onde é formalizada a exigência de Imposto de Importação, PIS e Cofins incidentes na importação, acrescidos de juros e multa proporcional a tais tributos, além das multas por violação ao controle administrativo das importações e pela classificação da mercadoria em desacordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Consigna a autoridade fiscal que o sujeito passivo promovera a importação de 180 toneladas do produto denominado "mistura para elaboração de massas frescas, marca FAVORITA", classificandoo no item 1901.90.90 da NCM, próprio para outras preparações alimentícias de farinha, ao invés do item 1101.00.10, próprio para farinha de trigo. O suporte fático para tal reclassificação teria sido extraído do laudo técnico de análise n° 2283/20061', expedido pelo Centro Tecnológico de Controle da Qualidade L.A. Falcão Bauer, onde foi consignada a conclusão de que o produto importado tratarseia de farinha de trigo fortificada corn ácido fólico e ferro, contendo 0,06% de cloreto de sódio (sal) e traços de ácido ascórbico (vitamina c). Informa ainda a autoridade fiscal que, após a ação fiscal, o importador passou a classificar produtos idênticos ao que é objeto do presente processo no código 1101.00.10. Regularmente cientificado em 24/07/2007 2, comparece o contribuinte ao processo em 09/08/20073 , alegando, em síntese: Fl. 388DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 11968.000707/200799 Acórdão n.º 3302002.287 S3C3T2 Fl. 387 3 1 Nulidade do auto de infração em razão de: 1.1 Violação ao principio da ampla defesa e do contraditório, em razão de não lhe ter sido concedido prazo para manifestação acerca do laudo técnico que deu respaldo As conclusões da autoridade previamente A autuação. Alega que tal conduta teria impedido seu acesso As amostras colhidas e lacradas pelo Fisco para fins de produção de contraprova, sem todavia, apresentar qualquer documento que ateste a formulação •de petição e seu indeferimento. Cita jurisprudência em que assenta suas conclusões a respeito da violação ao principio da ampla defesa e contraditório; 1.2 Violação ao principio da verdade material, em razão de que a autoridade fiscal se limitara a imputar valores com base em presunção, sem observar laudo anteriormente obtido a partir de solicitação de outra unidade administrativa da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), onde seriam apresentadas conclusões diversas das assentadas pelo laudo que respaldou a autuação. 2 Imprestabilidade do laudo técnico 2.1 — Sustenta que seria inadmissível que a impugnante não conhecesse seu processo produtivo e utilizasse produto sem saber da sua composição; 2.2 — Aduz que a importação alvo de exigência não seria a primeira realizada pela impugnante, que já teria adquirido o mesmo produto do mesmo fornecedor em outras oportunidades, reiterando que laudo anterior, elaborado por engenheiro vinculado A Universidade Federal de Pernambuco, demonstrara que, diferentemente do alegado, tratarseia de uma mistura, ad itivada de outros componentes. Junta copia4 . 3 Necessidade de nova perícia: 3.1 Na hipótese de não serem adotadas as conclusões do laudo técnico que entende contradizer aquele apresentado pela autoridade fiscal, pleiteia a realização de uma segunda perícia. Indica quesitos e assistente. Posteriormente, após o encerramento do prazo de impugnação, traz ao processo nova petição onde pleiteia a nulidade do auto de infração, nos termos do Acórdão 08 11.266, onde a 2 Turma da DRJ Fortaleza decidiu anular de oficio auto de infração aparentemente idêntico ao que se debate no presente processo. A par dos argumentos lançados na Impugnação apresentada, a DRJ entendeu por bem julgar improcedente a defesa, em decisão que assim ficou ementada: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 17/10/2006 CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA NA ETAPA QUE ANTECEDE LAVRATURA DO AUTO DE INFRAÇÃO. NÃO CARACTERIZAÇÃO Fl. 389DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 4 Só se discute cerceamento do direito de defesa a partir do momento em que tal direito pode ser exercido. Ou seja, a partir da etapa de impugnação. Não se fala em violação aos direitos A ampla defesa e ao contraditório na fase de investigação que antecede A lavratura do auto de infração. PEDIDO DE PERÍCIA. CONDIÇÕES Não há que se falar em nulidade por indeferimento de pedido de perícia quando os autos reúnem os elementos necessários à formação da convicção do julgador e, o que é mais relevante, o sujeito passivo não logra êxito em demonstrar a imprescindibilidade desse exame suplementar. ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 17/10/2006 FARINHA DE TRIGO FORTIFICADA. A mercadoria "Farinha de trigo fortificada com ácido fólico e ferro contendo 0,07% de cloreto de sódio (sal)" classificase no código NCM 1101.00.10, conforme Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado. ERRO NA IDENTIFICAÇÃO E NA CLASSIFICAÇÃO. REGIME DE ORIGEM DO MERCOSUL. CONSEQUÊNCIAS. Constatada diferença entre a classificação consignada no Certificado de Origem e a resultante da verificação aduaneira da mercadoria, resta afastada a preferencia tarifária própria do regime do Mercosul. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Contra esta decisão foi apresentado Recurso Voluntário onde são reprisados os argumentos lançados na Impugnação apresentada É o relatório. Voto Conselheiro Relator ALEXANDRE GOMES O presente Recurso Voluntário é tempestivo, preenche os demais requisitos e dele tomo conhecimento. Conforme se depreende do relatório acima transcrito, tratase de auto de infração decorrente de equivocada classificação fiscal adotada pela Recorrente para produto importado por ela. Fl. 390DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 11968.000707/200799 Acórdão n.º 3302002.287 S3C3T2 Fl. 388 5 Diante do Recurso Voluntário apresentado, são três os pontos a serem analisados: (i) nulidade do auto de infração diante do cerceamento do direito de defesa; (ii) Classificação Fiscal do produto importado; e (iii) ilegalidade da cumulação das multas. A respeito das preliminares levantadas, sem razão a Recorrente. A Recorrente alega o cerceamento do seu direito de defesa diante da ausência da garantia ao contraditório no momento da elaboração do laudo produzido pela Fiscalização em momento anterior a lavratura do auto de infração. Como bem pontuou a decisão recorrida, com a instauração do processo administrativo que se inicia com a apresentação da impugnação é que deve ser garantido ao contribuinte a oportunidade a ampla defesa e ao contraditório. Assim determina a Carta magna: "Art. 5° (...) LV — aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;" Por sua vez, assim prescreve o Decreto 70.235/72 a respeito do termo incial do processo administrativo fiscal: Art. 14. A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento. Assim a ampla defesa e o contraditório somente passa a ser uma garantia após a instaruação do processo administrativo fiscal. No presente caso, o laudo produzido na fase de persecução fiscal, ou seja, em momento anteior ao lançamento, foi devidamente questionado pela Recorrente com a apresentação da Impugnação. Não há reparos a fazer a decisão recorrida neste ponto. Ainda em relação a necessidade de elaboração de prova precicial, mister transcrever o que dispõe o decreto que regula o processo administrativo: Art. 16. A impugnação mencionará: IV as diligências, ou perícias que o impugnante pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a formulação dos quesitos referentes aos exames desejados, assim como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação profissional do seu perito. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) § 1º Considerarseá não formulado o pedido de diligência ou perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) Fl. 391DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 6 Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias.” A necessidade de realização de diligencia pode ser aferida pela autoridade administrativa, que mediante decisão fundamentada pode afastala. No caso sob análise, a partir da leitura dos quesitos formulados pelo Recorrente, verifico inegável similaridade com os quesitos respondidos pelo Laudo que a contribuinte juntou ao processo, ficando patente a denecessidade de realização de nova perícia. Faço remissão aos fundamentos da decisão recorrida neste ponto, em complemento aos acima transcritos. Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre a recorrente. A questão relacionada a correta classificação a ser aplicada ao produto importado pela Recorrente, já foi objeto de análise neste Conselho. Transcrevo como razão de decidir, os argumentos utilizados pelo eminente Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, que nos autos do processo nº 11968.000394/200779 assim decidiu: O laudo técnico requisitado pela fiscalização concluiu que a mercadoria em apreço seria “farinha de trigo fortificada com ácido fólico e ferro, contendo 0,20% de cloreto de sódio (sal)”. Para a correta classificação fiscal de uma mercadoria, é necessário observar diversas regras, entre elas as Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado (RGI) e as Regras Gerais Complementares (RGC). As primeiras regras interpretativas estão previstas no artigo 1º do RGC e do RGI, vejamos: RGC: Art. 1 As Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado se aplicarão, "mutatis mutandis", para determinar dentro de cada posição ou subposição, o item aplicável e, dentro deste último, o subitem correspondente, entendendose que apenas são comparáveis desdobramentos regionais (itens e subitens) do mesmo nível. RGI: Art. 1 Os títulos das Seções, Capítulos e Subcapítulos têm apenas valor indicativo. Para os efeitos legais, a classificação é determinada pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo e, desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e Notas, pelas Regras seguintes (...) (g.n.) A fiscalização entende que a classificação correta para as mercadorias seria o código NCM 1101.00.10, posição do produto farinha de trigo: “1001 – FARINHAS DE TRIGO OU MISTURA DE TRIGO E CENTEIO 1001.00.10 – Farinha de trigo” De seu turno, a Fl. 392DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 11968.000707/200799 Acórdão n.º 3302002.287 S3C3T2 Fl. 389 7 Recorrente classificou as mercadorias importadas no código NCM 1901.90.90, posição correspondente ao produto mistura para macarrão: “19.01 Extratos de malte;; preparações alimentícias de farinhas, grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte, que não contenham cacau ou que contenham menos de 40 %, em peso, de cacau, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas noutras posições;; preparações alimentícias de produtos das posições 04.01 a 04.04, que não contenham cacau ou que contenham menos de 5 %, em peso, de cacau, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas noutras posições. 1901.10 Preparações para alimentação de crianças, acondicionadas para venda a retalho 1901.20 Misturas e pastas para a preparação de produtos de padaria, pastelaria e da indústria de bolachas e biscoitos, da posição 19.05 1901.90 Outros 1901.90.10 Extrato de malte 1901.90.20 Doce de leite 1901.90.90 Outros” (g.n.) Diante do fato de a RGI determinar a interpretação a partir dos textos das posições e das notas de seção e capítulo, cumpre então examinálos à luz das NESH (anexo único da Instrução Normativa RFB nº 807, de 11 de janeiro de 2008): 11.01 Farinhas de trigo ou de mistura de trigo com centeio (méteil). Esta posição compreende as farinhas de trigo ou de mistura de trigo com centeio (méteil ou meslin) (isto é, os produtos pulverulentos resultantes da moagem dos cereais da posição 10.01) que, além do teor de amido e de cinzas previstos na alínea A) da Nota 2 deste Capítulo (ver as Considerações Gerais), satisfaçam o critério de passagem numa peneira padrão, nas condições definidas na alínea B) da mesma Nota. As farinhas desta posição podem ser melhoradas pela adição de ínfimas quantidades de fosfatos minerais, antioxidantes, emulsificantes, vitaminas ou de pós para levedar preparados (farinhas fermentantes). A farinha de trigo pode, além disso, ser enriquecida pela adição de uma quantidade de glúten que, em geral, não ultrapasse 10%. A presente posição compreende também as farinhas denominadas “expansíveis” (“prégelatinizadas”) que tenham sido submetidas a um tratamento térmico que provoque uma pré gelatinização do amido. Estas farinhas utilizamse na fabricação das preparações da posição 19.01, de beneficiadores de panificação, de alimentos para animais ou em algumas indústrias, tais como a indústria têxtil, a do papel ou a metalúrgica (preparação de núcleos de fundição). As farinhas que tenham sido submetidas a tratamentos complementares ou adicionadas de outros produtos a fim de Fl. 393DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 8 serem utilizadas como preparações alimentícias classificamse geralmente na posição 19.01. Também se excluem as farinhas misturadas com cacau (posição 18.06 se o teor de cacau, em peso, for igual ou superior a 40%, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, e posição 19.01, em caso contrário). Por outro lado, as misturas alimentícias são assim descritas: “19.01 Extratos de malte; preparações alimentícias de farinhas, grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte, que não contenham cacau ou que contenham menos de 40 %, em peso, de cacau, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas noutras posições; preparações alimentícias de produtos das posições 04.01 a 04.04, que não contenham cacau ou que contenham menos de 5 %, em peso, de cacau, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas noutras posições. (...) 1901.90 Outros (...) II. Preparações alimentícias de farinhas, grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte, não contendo cacau ou contendoo numa proporção inferior a 40%, em peso, calculado sobre uma base totalmente desengordurada, não especificadas nem compreendidas em outras posições. Esta posição compreende um conjunto de preparações alimentícias, à base de farinhas, grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte, cuja característica essencial provenha destes constituintes, quer eles predominem ou não em peso ou em volume. A estes diversos componentes principais podem adicionarse outras substâncias, tais como leite, açúcar, ovos, caseína, albumina, gorduras, óleos, aromatizantes, glúten, corantes, vitaminas, frutas ou outras substâncias destinadas a aumentar lhes as propriedades dietéticas, ou cacau desde que neste último caso, o teor em peso de cacau seja inferior a 40% calculado sobre uma base totalmente desengordurada (ver as Considerações Gerais do presente Capítulo). Convém referir que estão, todavia, excluídas as preparações contendo mais de 20%, em peso, de enchidos, carne, miudezas, sangue, peixe ou crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos ou de uma combinação desses produtos (Capítulo 16). Na acepção desta posição: A) Os termos “farinhas” e “sêmolas” designam não só as farinhas e sêmolas dos cereais do Capítulo 11, mas também, as farinhas, sêmolas e pós alimentícios de origem vegetal, qualquer que seja o Capítulo em que se incluam, tal como a farinha de soja. Todavia, estes termos não abrangem as farinhas, sêmolas e Fl. 394DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 11968.000707/200799 Acórdão n.º 3302002.287 S3C3T2 Fl. 390 9 pós, de produtos hortícolas secos (posição 07.12), de batata (posição 11.05) ou de legumes de vagem secos (posição 11.06). B) Os termos “amidos” e “féculas” compreendem os amidos e féculas não transformados e os pregelatinizados ou solubilizados, com exclusão dos produtos resultantes de uma decomposição mais profunda dos amidos ou féculas, tal como a dextrimaltose. As preparações da presente posição podem ser líquidas, em pó, em grânulos, em pasta ou apresentarse sob qualquer outra forma sólida, como fitas e discos. Muitas vezes, estes produtos destinamse quer à preparação rápida de bebidas, papas, alimentos para crianças, alimentos dietéticos, etc., por simples dissolução ou ligeira ebulição em água ou leite, quer à fabricação de bolos, cremes, pudins ou de preparações culinárias semelhantes. Podem também constituir preparações intermediárias destinadas à indústria alimentar. A título de exemplo, podem citarse como preparações incluídas na presente posição: 1) As farinhas lácteas, obtidas por evaporação de uma mistura de leite, açúcar e farinha. 2) As preparações constituídas por uma mistura de ovos e leite, em pó, de extrato de malte e de cacau em pó. 3) O racahout, preparação alimentícia composta de farinha de arroz, de diversas féculas, de farinha de bolota doce, de açúcar e de cacau em pó, aromatizada com baunilha. 4) As preparações constituídas por uma mistura de farinhas de cereais com farinha de frutas, a maior parte das vezes adicionadas de cacau em pó, ou por farinhas de frutas adicionadas de cacau em pó. 5) O leite maltado e as preparações semelhantes constituídas por uma mistura de leite em pó e de extrato de malte, com ou sem açúcar. 6) Os Knödel, Klösse e Nockerln, contendo ingredientes, tais como sêmolas, farinhas de cereais, farinha de pão, gorduras, açúcar, ovos, especiarias, levedura, geléia ou frutas. Todavia, os produtos desta natureza à base de farinha de batata, classificam se no Capítulo 20. 7) As massas preparadas, essencialmente constituídas por farinha de cereal adicionada de açúcar, gorduras, ovos ou de frutas (incluídas as que se apresentem enformadas ou modeladas na forma do produto final). 8) As pizzas não cozidas, constituídas por uma base de massa de pizza recoberta de diversos outros ingredientes, tais como Fl. 395DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 10 queijo, tomate, azeite, carne, anchovas. As pizzas précozidas ou cozidas são, todavia, classificadas na posição 19.05. Independentemente das preparações excluídas deste Capítulo pelas Considerações Gerais, esta posição não compreende: a) As farinhas fermentantes e as farinhas denominadas “expansíveis” (“prégelatinizadas”), das posições 11.01 ou 11.02. b) As farinhas de cereais misturadas (posições 11.01 ou 11.02), as farinhas e sêmolas de produtos hortícolas secos misturadas, e as farinhas, sêmolas e pós de frutas misturados (posição 11.06), sem qualquer outro preparo. c) As massas alimentícias e o “couscous” da posição 19.02. d) A tapioca e seus sucedâneos (posição 19.03). e) Os produtos de padaria inteira ou parcialmente cozidos, necessitando estes últimos de um cozimento suplementar antes de serem consumidos (posição 19.05). f) As preparações para molhos e os molhos preparados (posição 21.03). g) As preparações para sopas e caldos, as sopas ou caldos preparados e as preparações alimentícias compostas homogeneizadas (posição 21.04). h) As proteínas vegetais texturizadas (posição 21.06). ij) As bebidas do Capítulo 22. Tenho entendido que a posição em apreço deixa claro que nela se compreendem preparações alimentícias de farinhas, grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte. O plural quer me fazer crer que o produto em questão comporta sempre o acréscimo de mais de um cereal ou outra substância, assim, a preponderância de farinha de trigo sem quaisquer acréscimos de outra farinha ou substância descrita na nota explicativa, denotaria que essa não seria a classificação correta para o produto em apreço. Isto porque, em nenhum momento a nota explicativa trata de farinha de modo isolado, ou no singular. O substantivo vem sempre no plural. Quando examinamos as notas explicativas da posição NCM 1101, de início, fazse a seguinte discriminação: “Esta posição compreende as farinhas de trigo ou de mistura de trigo com centeio (méteil ou meslin)”. Embora aqui também haja o emprego do plural (farinhas), vêse que a nota explicativa logo trata do tipo de farinha que ela visa colher. Aqui temos também farinhas, mas sempre de trigo, haja vista a expressa qualificação da nota explicativa. Quando se lê as notas explicativas da posição NCM 1901, tal não ocorre. O substantivo farinhas ali inserido quer fazer crer Fl. 396DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES Processo nº 11968.000707/200799 Acórdão n.º 3302002.287 S3C3T2 Fl. 391 11 que se trata de mais de uma farinha, não apenas farinha de trigo, ainda que enriquecida. Além disso, as notas explicativas da posição NCM 1101 indicam que o acréscimo de ínfimas quantidades de fosfatos minerais, antioxidantes, emulsificantes, vitaminas e, no caso do glúten, em quantidades iguais ou inferiores a 10%, não desnaturam o produto como farinha de trigo. Diversamente do que alega a Recorrente, a decisão recorrida não adotou retroativamente o entendimento contido no Ato Declaratório Executivo nº 1, de 2008, que no ditame 2 define a posição NCM 1101.00.10 para farinha de trigo que contenha proporção de cloreto de sódio igual ou superior a 0,5%. Vêse que aquela decisão pautouse pelo confronto do texto da posição declarada e daquela imputada pelo Fisco, concluindo que não se tratava de mistura, por não haver nenhuma das substâncias previstas para a posição declarada. Além disso, levou em conta o fato de o laudo ter aferido que a farinha analisada atendia ao disposto na Nota 2 do Capítulo 11, que leva em conta o teor de amido e cinzas, bem assim a granulometria apresentada pela farinha, ou seja, a pesagem da substância quando submetida a peneira de certa densidade, sendo que os testes apontaram que o produto submetido à análise atendia aos teores e pesagens definidos na referida nota de capítulo. Assim, a classificação do produto em apreço na posição NCM 1101.00.01 decorre exclusivamente de sua subsunção aos critérios das Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado (RGISH). Tendo em conta que à mercadoria em apreço foram acrescentadas ínfimas quantidades de ácido fólico (vitamina B12) e ferro, acrescida de cloreto de sódio (sal), na proporção de 0,20%, sem a adição de quaisquer das substâncias previstas nas notas explicativas da posição 1901, e como bem observado na decisão recorrida, há determinação legal no sentido de que a farinha de trigo seja enriquecida com ácido fólico e ferro, tem se que as demais substâncias, acrescidas em quantidades ínfimas – o cloreto de sódio, à razão de 0,20%, inclusive – não desnaturam a composição do produto para fins de classificação fiscal, tratando se, assim, de farinha de trigo. Quanto as multas de oficio e pela classificação equivocada aplicadas cumulativamente, correta a decisão proferida pela DRJ de Recife. Ambas as multas encontramse previstas em Lei (Lei 9.430/96, art. 441e MP. 2.15835/01 art. 842, inciso I) vigente e aplicável ao caso em concreto. 1 Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: Fl. 397DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES 12 Destaco que ao Conselheiro é vedado afastar dispositivo de lei em pleno vigor por inscontitucionalidade ou ilegalidade (art. 26 A do Decreto 70.235/72 e 62 do Regimento Interno do CARF.). Merece destaque o fato que, a teor do que dispõe o art. 723 do RICARF, as súmulas editadas pelo CARF são de aplicação obrigatória pelos julgadores. Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, nos termos do voto acima transcrito em complemneto as razões exaradas na decisão recorrida a qual faço remissão nos termos do art. 50, § 1º da Lei 9.784/99. (assinado digitalmente) ALEXANDRE GOMES Relator I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte 2 Art. 84. Aplicase a multa de um por cento sobre o valor aduaneiro da mercadoria: I classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul, nas nomenclaturas complementares ou em outros detalhamentos instituídos para a identificação da mercadoria;; ou 3 Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. Fl. 398DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES, Assinado digitalmente em 11/07/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 06/07/2014 por ALEXANDRE GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 13672.000271/2008-60
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 25 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. AUSÊNCIA DE REQUISITO PREVISTO NA LEGISLAÇÃO.
A eficácia da prova de despesas médicas, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, está condicionada ao atendimento de requisitos objetivos, previstos em lei, e de requisitos de julgamento baseados em critérios de razoabilidade.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2801-003.380
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente.
Assinado digitalmente
José Valdemir da Silva - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre e Márcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: JOSE VALDEMIR DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201401
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. AUSÊNCIA DE REQUISITO PREVISTO NA LEGISLAÇÃO. A eficácia da prova de despesas médicas, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, está condicionada ao atendimento de requisitos objetivos, previstos em lei, e de requisitos de julgamento baseados em critérios de razoabilidade. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Jun 25 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13672.000271/2008-60
anomes_publicacao_s : 201406
conteudo_id_s : 5355852
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jun 25 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2801-003.380
nome_arquivo_s : Decisao_13672000271200860.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JOSE VALDEMIR DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 13672000271200860_5355852.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente. Assinado digitalmente José Valdemir da Silva - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre e Márcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 23 00:00:00 UTC 2014
id : 5502005
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:23:46 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046813030744064
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1742; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 61 1 60 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13672.000271/200860 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2801003.380 – 1ª Turma Especial Sessão de 23 de janeiro de 2014 Matéria IRPF Recorrente MARIA CRISTINA TRINDADE BARBOSA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. AUSÊNCIA DE REQUISITO PREVISTO NA LEGISLAÇÃO. A eficácia da prova de despesas médicas, para fins de dedução da base de cálculo do imposto de renda pessoa física, está condicionada ao atendimento de requisitos objetivos, previstos em lei, e de requisitos de julgamento baseados em critérios de razoabilidade. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente. Assinado digitalmente José Valdemir da Silva Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Marcelo Vasconcelos de Almeida, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre e Márcio Henrique Sales Parada. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 67 2. 00 02 71 /2 00 8- 60 Fl. 61DF CARF MF Impresso em 25/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/06/2014 por JOSE VALDEMIR DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/06/20 14 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/06/2014 por JOSE VALDEMIR DA SILVA Processo nº 13672.000271/200860 Acórdão n.º 2801003.380 S2TE01 Fl. 62 2 Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 7a.Turma da DRJ/BHE. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: Tratase de Notificação de Lançamento lavrada contra Maria Cristina Trindade Barbosa, fls. 05/07, referente ao Imposto de Renda Pessoa Física Suplementar, cujo lançamento originouse da revisão dos dados informados na Declaração de Ajuste Anual do exercício 2006, ano calendário 2005, conforme demonstrativo abaixo: Demonstrativo do Crédito Tributário Imposto de Renda Pessoa FísicaSuplementar 4.152,50 Multa de Ofício 3.114,37 Juros de Mora (calculado até 30/05/2008) 1.028,57 Valor do Crédito Tributário Apurado 8.295,44 A exigência decorreu da glosa de despesas médicas pleiteadas com os profissionais Vaneza Ribeiro Batista Freire (R$3.500,00), Michele Silva Miranda (R$2.000,00), Sandro Lúcio O. Gadbem (R$4.100,00), Eron Furtado Correa (R$4.000,00) e Jesuíno C. da Silva (R$1.500,00), totalizando R$15.100,00, referente ao exercício 2006, anocalendário 2005. Conforme relatado na Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, fls. 06verso, a glosa do valor de R$15.100,00 se deu por falta de comprovação com documentação adequada. A auditoria acrescenta que a contribuinte apresentou apenas recibos incompletos, não se informando o beneficiário do tratamento. Salienta que para o profissional Eron Furtado Correa, existe Súmula Administrativa de Documentação Tributariamente Ineficaz. A impugnação apresentada foi julgada improcedente, conforme acórdão de ( fls.42/50), assim ementado a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IR PF Exercício: 2006 DESPESAS MÉDICAS. BENEFICIÁRIOS DOS SERVIÇOS. NÃO ESPECIFICAÇÃO. A dedução das despesas médicas do sujeito passivo e/ou de seus dependentes limitase a pagamentos especificados e comprovados mediante documentação hábil e idônea que comprove os beneficiários dos serviços prestados. PROVAS. A impugnação deverá ser instruída com os documentos em que se fundamentar, cabendo ao contribuinte produzir as provas necessárias para justificar suas alegações. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 25/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/06/2014 por JOSE VALDEMIR DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/06/20 14 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/06/2014 por JOSE VALDEMIR DA SILVA Processo nº 13672.000271/200860 Acórdão n.º 2801003.380 S2TE01 Fl. 63 3 OITIVA DE TESTEMUNHAS. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL.Inexiste previsão legal para oitiva de testemunhas e depoimentos pessoais no julgamento administrativo em primeira instância. PEDIDO DE PERÍCIA NÃO FORMULADO. Considerarseá não formulado o pedido de perícia que deixar de atender aos requisitos previstos no inciso IV do art. 16 do Decreto n° 70.235/72. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Fica a Administração Pública impossibilitada de praticar quaisquer atos de natureza executória com a finalidade de satisfazer ou receber os créditos oriundos deste processo administrativo na incidência de qualquer das hipóteses dos incisos do artigo 151 do Código Tributário Nacional. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Cientificado da decisão de 1a instância em 08.09.2011(fl.65), a contribuinte, representado por seu advogado, apresentou recurso em 28.09.2011, às (fls.67/68). Em sua defesa, argumentou em síntese o seguinte: ● Aduz que as despesas médicas liquidadas junto as profissionais Vaneza Ribeiro Batista Freire e Alexandra Rosa Oliveira, não foram mencionadas para efeito de glosa, estão regularmente comprovadas. ● Alega que a glosa de todas as despesas médicas demonstra que não houve análise detida, aprofundada e individualizada dos comprovantes apresentados. ● Argumenta que os recibos das profissionais Vaneza Ribeiro Batista Freire e Alexandra Rosa Oliveira atendem os requisitos legais do art. 8o, $2o, inciso II, da Lei 9.250/1995. ● Diz ainda que a falta de especificação de alguns dados dos profissionais Sandro Lúcio Gadben e Juliana de Oliveira Takaki, não tem o condão de macular a verdade das despesas, portanto, deve ser considerada regular. ● Ao final requer seja julgado inteiramente procedente o presente recurso, por ser de inteira justiça É o relatório Voto Conselheiro José Valdemir da Silva, Relator O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser reconhecido. Fl. 63DF CARF MF Impresso em 25/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/06/2014 por JOSE VALDEMIR DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/06/20 14 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/06/2014 por JOSE VALDEMIR DA SILVA Processo nº 13672.000271/200860 Acórdão n.º 2801003.380 S2TE01 Fl. 64 4 DEDUÇÃO INDEVIDA DE DESPESAS MÉDICAS O litígio cingese à glosa da dedução de despesas médicas referentes as profissionais Vaneza Ribeiro Batista Freire (R$3.500,00), Michele Silva Miranda (R$2.000,00), Sandro Lúcio O. Gadbem (R$4.100,00), Eron Furtado Correa (R$4.000,00) e Jesuíno C.da Silva (R$1.500,00), totalizando R$15.100,00, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. Na impugnação a contribuinte não apresentou elementos de prova que suprissem as faltas apontadas pela fiscalização, nem tampouco nessa fase recursal. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente José Valdemir da Silva Fl. 64DF CARF MF Impresso em 25/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/06/2014 por JOSE VALDEMIR DA SILVA, Assinado digitalmente em 24/06/20 14 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 22/06/2014 por JOSE VALDEMIR DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 11080.732414/2011-36
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2011
PRODUTOS DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA. IMPORTAÇÃO. SAÍDA. ESTABELECIMENTO COMERCIAL. EQUIPARAÇÃO. ESTABELECIMENTOINDUSTRIAL.
A importação direta de produtos de procedência estrangeira por estabelecimento comercial e suas saídas (revendas) deste, ainda que não tenham sofrido quaisquer modificações, equiparamno a estabelecimento industrial e, consequentemente, contribuinte do IPI.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3401-002.574
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado: Por unanimidade, negou-se provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
(assinado digitalmente)
FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl, Eloy Eros Da Silva Nogueira, Fernando Marques Cleto Duarte, Adriana Oliveira e Ribeiro, Angela Sartori.
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201404
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2011 PRODUTOS DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA. IMPORTAÇÃO. SAÍDA. ESTABELECIMENTO COMERCIAL. EQUIPARAÇÃO. ESTABELECIMENTOINDUSTRIAL. A importação direta de produtos de procedência estrangeira por estabelecimento comercial e suas saídas (revendas) deste, ainda que não tenham sofrido quaisquer modificações, equiparamno a estabelecimento industrial e, consequentemente, contribuinte do IPI. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11080.732414/2011-36
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5366741
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3401-002.574
nome_arquivo_s : Decisao_11080732414201136.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
nome_arquivo_pdf_s : 11080732414201136_5366741.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: Por unanimidade, negou-se provimento ao recurso. (assinado digitalmente) JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente. (assinado digitalmente) FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE- Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl, Eloy Eros Da Silva Nogueira, Fernando Marques Cleto Duarte, Adriana Oliveira e Ribeiro, Angela Sartori.
dt_sessao_tdt : Thu Apr 24 00:00:00 UTC 2014
id : 5560776
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046813060104192
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1835; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 1.148 1 1.147 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.732414/201136 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3401002.574 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 24 de abril de 2014 Matéria IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOSIPI Recorrente ALLCOMP COMERCIO REPRESENTAÇÃO E IMPORTAÇÃO S.A Recorrida FAZENDA NACIONALl ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2011 PRODUTOS DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA. IMPORTAÇÃO. SAÍDA. ESTABELECIMENTO COMERCIAL. EQUIPARAÇÃO. ESTABELECIMENTOINDUSTRIAL. A importação direta de produtos de procedência estrangeira por estabelecimento comercial e suas saídas (revendas) deste, ainda que não tenham sofrido quaisquer modificações, equiparamno a estabelecimento industrial e, consequentemente, contribuinte do IPI. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: Por unanimidade, negouse provimento ao recurso. (assinado digitalmente) JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. (assinado digitalmente) FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Julio Cesar Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl, Eloy Eros Da Silva Nogueira, Fernando Marques Cleto Duarte, Adriana Oliveira e Ribeiro, Angela Sartori. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 08 0. 73 24 14 /2 01 1- 36 Fl. 1148DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 0 7/08/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto por ALLCOMP COMÉRCIO REPRESENTAÇÃO E IMPORTAÇÃO S.A, em face do acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre (RS), que por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação para manter a exigência formalizada no Auto de Infração. O pedido do contribuinte referese ao lançamento de ofício de IPI (fls.881/914), relativamente ao período 01/01/2007 a 31/03/2011, tendo em vista que a empresa fiscalizada deu saída a mercadorias, por ela importadas diretamente, a título de venda, empréstimo, consignação e locação, sem destaque daquele imposto nas notas fiscais de saída. A Contribuinte foi cientificado da constituição do credito tributário e, por não se conformar, apresentou impugnação (fls. 931/939). O acórdão da decisão de primeira instância, que julgou a impugnação apresentada pelo contribuinte, restou lavrado com a seguinte ementa (fls.1017/1024): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2011 INDUSTRIAL POR EQUIPARAÇÃO INCIDÊNCIA DO IPI NA SAÍDA, A QUALQUER TÍTULO, DO PRODUTO IMPORTADO Os estabelecimentos importadores de produtos de procedência estrangeira que derem saída a esses produtos a qualquer título, equiparamse a estabelecimento industrial, e, portanto, são contribuintes do Imposto sobre Produtos Industrializados Desta forma, sujeitamse a incidência do IPI no desembaraço aduaneiro e na saída do estabelecimento equiparado à industrial, com direito ao crédito daquele e com dever de lançar este para fins de cálculo do valor do imposto na conta gráfica do Livro de Apuração do IPI. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Intimada da decisão da instância a quo, em 06/06/2012, conforme faz Aviso de recebimento da ECT de fls.1030, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário fls.1031/1043, alegando em síntese que: a) É incabível a incidência de IPI quando da simples revenda de produto industrializado, sem que haja qualquer processo de industrialização deste produto importado. b) Não há controvérsia quanto á incidência de IPI no momento do desembaraço aduaneiro c) a Recorrente é mera importadora e revendedora dos produtos, não fazendo qualquer tipo de industrialização. d) Qualquer revenda de mercadoria sem ato de industrialização, não é fato gerador do IPI, os tribunais Regionais Federais. bem como o Superior Tribunal de Justiça, já consolidaram entendimento no sentido da impossibilidade de dita tributação. Fl. 1149DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 0 7/08/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 11080.732414/201136 Acórdão n.º 3401002.574 S3C4T1 Fl. 1.149 3 Ao final, requer que seja reformada a decisão, tendo em vista o posicionamento consolidado do Poder Judiciário em casos idênticos ora tratado declarando a ilegalidade de incidência de IPI sobre a venda de produtos importados. Sem contrarrazões da Fazenda Nacional, os autos foram encaminhados á apreciação e julgamento por este Conselho. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte Relator INCIDÊNCIA DE IPI Cingese a controvérsia dos autos à sujeição da empresa ao pagamento de IPI na saída de produtos de procedência estrangeira, estes importados diretamente por ela. Segundo o regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto nº 4.544, de 16/12/2002, com matiz na Lei nº 4.502, de 30/11/1964, vigente à época dos fatos geradores, objetos do lançamento em discussão assim dispunha: “Art. 2º O imposto incide sobre produtos industrializados, nacionais e estrangeiros, obedecidas as especificações constantes da Tabela de Inciedência do Imposto sobre Produtos Industrializados – TIPI. Parágrafo único. O campo de incidência do imposto abrange todos os produtos com alíquota, ainda que zero, relacionados na TIPI, observadas as disposições contidas nas respectivas noras complementares, excluídos aqueles a que corresponde a notação “NT” (nãotributado). Art. 8º Estabelecimento industrial é o que executa qualquer das operações referidas no art. 4º, de que resulte produto tributado, ainda que de alíquota zero ou isento (Lei nº 4.502, de 1964, art. 3º). Art. 9º Equiparamse a estabelecimento industrial: I – os estabelecimentos importadores de produtos de procedência estrangeira, que derem saída a esses produtos (Lei nº 4.502, de 1964, art. 4º, inciso I). II – os estabelecimentos, ainda que varejistas, que receberem, para comercialização, diretamente da repartição que os liberou, produtos importados por outro estabelecimentos da mesma firma; III – as filiais e demais estabelecimentos que exercerem o comércio de produtos importados, industrializados ou mandados industrializar por outro estabelecimento do mesmo contribuinte, salvo se aqueles operarem exclusivamente na venda a avarejo e não estiverem enquadrados na hipótese do inciso II (Lei nº 4.502, de Fl. 1150DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 0 7/08/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 4 1964, art. 4, inciso II, e § 2º, Decreto lei nº 34, de 1966, art. 2º, alteração 1ª, e Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 37, inciso I); (...) Art. 24 São obrigados ao pagamento do imposto como contribuinte: I – o importados, em relação ao fato gerador decorrente do desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeria (Lei nº 4.502, de 1964, art. 35, inciso I, alínea a); e (...) Art 34 Fato gerador do imposto é (Lei 4.502, de 1964, art 2º): I – o desembaraço aduaneiro do produto de procedência estrangeira; ou II – a saída de produto do estabelecimento industrial, ou equipara a industrial;” Sustenta a recorrente que qualquer revenda de mercadoria sem ato de industrialização, não é fato gerador do IPI, sendo assim, incabível a incidência de IPI quando da simples revendas de produto industrializado, sem que haja qualquer processo de industrialização deste produto importado. No entanto, não possui pertinência o argumento de que somente quem participa do processo de industrialização é contribuinte do IPI, tampouco o argumento de que cada incidência do IPI deve estar ligada a uma nova operação de industrialização, pois o fato da denominação do tributo ser “Imposto sobre Produtos Industrializado” obrigatoriamente não se refere necessariamente somente a imediata operação de industrialização. O art. 51, II, do CTN, preleciona que “contribuinte do imposto é o industrial ou quem a lei a ele equiparar”. Em vista disso, não há qualquer ilegalidade na exigência de IPI na saída de produtos importados do estabelecimento do importador, pois o importador é equiparado a estabelecimento industrial pelo art. 4º, I, da Lei n. 4.502/64, c/c o art. 51, II, do CTN. Insta mencionar que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já se pronunciou nesse sentido no Recurso Especial 1247788/SC (DJe 24/10/2013) e no Recurso Especial 1385952/SC (DJe 11/09/2013), bem como esse Conselho em consonância com o entendimento do Tribunal sustenta o mesmo entendimento. conforme ementa que transcrevo a seguir: AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. o auto de infração lacrado por Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, com a indicação expressa das infrações imputadas ao sujeito passivo e das respectivas fundamentações , constitui instrumento legal e hábil à exigência do crédito tributário. LANÇAMENTO. NULIDADE É válido o lançamento efetuado de conformidade com as normas legais que regem o procedimento administrativo fiscal. Assunto: Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI Fl. 1151DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 0 7/08/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 11080.732414/201136 Acórdão n.º 3401002.574 S3C4T1 Fl. 1.150 5 PRODUTOS DE PROCEDÊNCIA ESTRANGERIRA. IMPORTAÇÃO. SAÍDA. ESTABELECIEMTNO COMERCIAL. EQUIPARAÇÃO. ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL. A importação direta de produtos de procedência estrangeria por estabelecimento comercial e suas saídas (revendas) deste, ainda que não tenham sofrido quaisquer modificações, equiparamse a estabelecimento industrial e, consequentemente, contribuinte do IPI. PRODUTOS DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA. IMPORTAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO PELO PRÓPRIO ESTABELECIMENTO. As saídas de produtos de procedência estrangeira, importados e comercializados pelo próprio estabelecimento, estão sujeitas ao IPI nos termos da legislação vigente. OBIRGAÇÃO TRIBUTÁRIA. NOTA FISCAL. IMPOSTO. LANÇAMENTO. MULTA. A falta de lançamento do valor do imposto na respectiva nota discal de saía dos produtos do estabelecimento industrial ou equiparada enseja o lançamento de ofício da multa, nos termos da legislação tributaria vigente. MUTA DE OFÍCIO. Nos lançamentos de ofício, para constituição de crédito tributário, incide multa calculada sobre a totalidade ou diferença do tributo ou contribuição, lançados segundo a legislação vigente. MULTA. DUPLICIDADE. A exigência de multa, no lançamento de ofício, não se confunde com a multa exigida por falta e lançamento (destaque) do imposto na respectiva nota fiscal de saída do produto do estabelecimento. Recurso Voluntário negado (Ac. n. 3301001.843 3ª Seção, 3ª Câmara, 1ª turma ordinária do CARF. Processo nº 10166.722457/200986. Data do julgamento 21 de maio de 2013) Dessa forma, diante dos argumentos expostos no corpo desse decisório, entendo que não é ilegal a incidência do IPI no momento da saída de produto de procedência estrangeira do estabelecimento do importador, ainda que após a incidência anterior do tributo no desembaraço aduaneiro, pois conforme art. 46, II e 51 parágrafo único do CTN os produtos importados estão sujeitos ao pagamento de IPI no momento da saída do produto do estabelecimento importador, não só quando for objeto de insumo, mas também na operação de revenda. Diante disso, conheço do recurso voluntário da contribuinte para, no mérito, negarlhe provimento, reconhecendo a incidência de IPI na operação de revenda de produto importado. (assinatura digital) Fernando Marques Cleto Duarte – Relator Fl. 1152DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 0 7/08/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 6 Fl. 1153DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 0 7/08/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 06/08/2014 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE
score : 1.0
Numero do processo: 15586.000543/2005-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2201-000.182
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Assinado Digitalmente
Eduardo Tadeu Farah Relator
Assinado Digitalmente
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Vinicius Magni Verçoza (Suplente convocado), Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Francisco Marconi de Oliveira, Eduardo Tadeu Farah e Nathalia Mesquita Ceia. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad.
Relatório
Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, ano-calendário 2000, consubstanciado no Auto de Infração, fls. 316/323, pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 2.555.482,09, calculados até 31/08/2005.
A fiscalização apurou omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada.
A contribuinte imperou Mandado de Segurança n° 2004.50.01.004047-0, para que não fosse promovida a quebra do sigilo bancário e a lavratura do auto de infração. Em sentença proferida por juízo de 1ª Instância, foi denegado o pedido de liminar em processo nº 2004.50.01.004047-0. Essa decisão, contudo, foi reformada em pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, nos autos do processo de Agravo de Instrumento nº 2004.02.01.0055880-1, recebido com efeito suspensivo, restando deferida a liminar.
Cientificada do lançamento, a interessada apresentou tempestivamente Impugnação, alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, verbis:
a) a validade do MPF expirou em 05/06/2004. Desta feita, qualquer prorrogação deste instrumento deveria ser notificada a defendente, por força dos arts. 12, 13 e 15 da Portaria SRF nº 3.007, de 26 de novembro de 2001, o que não se efetivou.
b) os dados relativos a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) não podem ser usados pela fiscalização com o objetivo de lançar tributo ou se prestar ao papel de base de cálculo de tributo quando há outras hipóteses de aferição do fato gerador.
c) a movimentação financeira constatada em contas de titularidade da impugnante resulta de sua atividade profissional, qual seja, produtora rural, sendo fruto da venda de produtos agrícolas. Defende, em verdade, a ocorrência de entradas e saídas de recursos que resultavam em lucro irrisório para a interessada.
d) em seu entender, restando comprovado serem os depósitos bancários oriundos do exercício de atividade rural, deveria a fiscalização aplicar as regras de arbitramento ditadas pelo § 2º do art. 18 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, regulamentada pelo art. 60 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR). Cita farta jurisprudência neste sentido.
e) a forma de tributar levada a cabo fere o art. 43 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), pois somente se acercaria de valor, validade, eficácia e legitimidade a autuação caso houvesse a comprovação de aquisição de disponibilidade econômica e jurídica por meio de acréscimo patrimonial. Sob tal aspecto, reproduz jurisprudência que corroboraria com sua tese ao defender a necessidade de evidência de sinais exteriores de riqueza neste tipo de lançamento.
f) acusa o art. 42 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, de afronta ao princípio constitucional do silêncio em relação à produção de prova contra si mesmo, estando eivado, pois, de inconstitucionalidade.
g) impossibilidade de aplicação retroativa dos mandamentos da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001, para alcançar fatos geradores relativos ao ano-calendário de 2000.
h) insurge-se com a aplicação de multa qualificada (150%) alegando ser incabível a compreensão do uso do direito de silêncio pela recorrente como evidente intuito de fraude justificável de sanção em tal monta.
A 1ª Turma da DRJ Rio de Janeiro/RJ II julgou parcialmente procedente o lançamento, reduzindo a multa aplicada de 150% para 75%, conforme ementas transcritas:
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. O Mandado de Procedimento Fiscal constitui simples instrumento de controle da administração tributária, não podendo eventual inobservância das normas que o disciplinam gerar nulidades no âmbito do processo administrativo fiscal.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. TRIBUTAÇÃO ESPECÍFICA DE VALORES. A aplicação de normas de tributação específica, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos os rendimentos omitidos, somente pode ser efetivada diante da comprovação da origem dos depósitos bancários que deram causa a omissão.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos mediante quantificação dos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
ANÁLISE DE CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE. INCOMPETÊNCIA DA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. À autoridade administrativa, de qualquer instância, é impedido o exame da ilegalidade e da inconstitucionalidade da legislação tributária, haja vista ser a matéria de análise reservada, exclusivamente, ao Poder Judiciário.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. LANÇAMENTO. USO DA BASE DE DADOS DA CPMF. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105, DE 2.001. Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das Autoridades Administrativas.
MULTA QUALIFICADA. A comprovação do evidente intuito de fraude, por meio de conduta dolosa, é necessária para caracterização da multa qualificada no montante de 150% do imposto devido.
Lançamento Procedente em Parte (grifei)
Contra a referida decisão foi interposto Recurso de Ofício a este Conselho Administrativo, nos termos do art. 34 do Decreto nº 70.235/1972 e Portaria MF nº 3/2008.
Intimada da decisão de primeira instância em 04/01/2007 (fl. 367), Margareth Krohling apresenta Recurso Voluntário em 02/02/2007 (fl. 374), portanto, tempestivamente, sustentando, em linhas gerais, os mesmos argumentos defendidos em sua Impugnação.
É o relatório.
Nome do relator: EDUARDO TADEU FARAH
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 15586.000543/2005-83
anomes_publicacao_s : 201408
conteudo_id_s : 5366651
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 12 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2201-000.182
nome_arquivo_s : Decisao_15586000543200583.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : EDUARDO TADEU FARAH
nome_arquivo_pdf_s : 15586000543200583_5366651.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Wed May 14 00:00:00 UTC 2014
id : 5559894
ano_sessao_s : 2014
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Relator Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Vinicius Magni Verçoza (Suplente convocado), Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Francisco Marconi de Oliveira, Eduardo Tadeu Farah e Nathalia Mesquita Ceia. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad. Relatório Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, ano-calendário 2000, consubstanciado no Auto de Infração, fls. 316/323, pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 2.555.482,09, calculados até 31/08/2005. A fiscalização apurou omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada. A contribuinte imperou Mandado de Segurança n° 2004.50.01.004047-0, para que não fosse promovida a quebra do sigilo bancário e a lavratura do auto de infração. Em sentença proferida por juízo de 1ª Instância, foi denegado o pedido de liminar em processo nº 2004.50.01.004047-0. Essa decisão, contudo, foi reformada em pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, nos autos do processo de Agravo de Instrumento nº 2004.02.01.0055880-1, recebido com efeito suspensivo, restando deferida a liminar. Cientificada do lançamento, a interessada apresentou tempestivamente Impugnação, alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, verbis: a) a validade do MPF expirou em 05/06/2004. Desta feita, qualquer prorrogação deste instrumento deveria ser notificada a defendente, por força dos arts. 12, 13 e 15 da Portaria SRF nº 3.007, de 26 de novembro de 2001, o que não se efetivou. b) os dados relativos a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) não podem ser usados pela fiscalização com o objetivo de lançar tributo ou se prestar ao papel de base de cálculo de tributo quando há outras hipóteses de aferição do fato gerador. c) a movimentação financeira constatada em contas de titularidade da impugnante resulta de sua atividade profissional, qual seja, produtora rural, sendo fruto da venda de produtos agrícolas. Defende, em verdade, a ocorrência de entradas e saídas de recursos que resultavam em lucro irrisório para a interessada. d) em seu entender, restando comprovado serem os depósitos bancários oriundos do exercício de atividade rural, deveria a fiscalização aplicar as regras de arbitramento ditadas pelo § 2º do art. 18 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, regulamentada pelo art. 60 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR). Cita farta jurisprudência neste sentido. e) a forma de tributar levada a cabo fere o art. 43 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), pois somente se acercaria de valor, validade, eficácia e legitimidade a autuação caso houvesse a comprovação de aquisição de disponibilidade econômica e jurídica por meio de acréscimo patrimonial. Sob tal aspecto, reproduz jurisprudência que corroboraria com sua tese ao defender a necessidade de evidência de sinais exteriores de riqueza neste tipo de lançamento. f) acusa o art. 42 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, de afronta ao princípio constitucional do silêncio em relação à produção de prova contra si mesmo, estando eivado, pois, de inconstitucionalidade. g) impossibilidade de aplicação retroativa dos mandamentos da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001, para alcançar fatos geradores relativos ao ano-calendário de 2000. h) insurge-se com a aplicação de multa qualificada (150%) alegando ser incabível a compreensão do uso do direito de silêncio pela recorrente como evidente intuito de fraude justificável de sanção em tal monta. A 1ª Turma da DRJ Rio de Janeiro/RJ II julgou parcialmente procedente o lançamento, reduzindo a multa aplicada de 150% para 75%, conforme ementas transcritas: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. O Mandado de Procedimento Fiscal constitui simples instrumento de controle da administração tributária, não podendo eventual inobservância das normas que o disciplinam gerar nulidades no âmbito do processo administrativo fiscal. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. TRIBUTAÇÃO ESPECÍFICA DE VALORES. A aplicação de normas de tributação específica, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos os rendimentos omitidos, somente pode ser efetivada diante da comprovação da origem dos depósitos bancários que deram causa a omissão. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos mediante quantificação dos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. ANÁLISE DE CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE. INCOMPETÊNCIA DA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. À autoridade administrativa, de qualquer instância, é impedido o exame da ilegalidade e da inconstitucionalidade da legislação tributária, haja vista ser a matéria de análise reservada, exclusivamente, ao Poder Judiciário. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. LANÇAMENTO. USO DA BASE DE DADOS DA CPMF. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105, DE 2.001. Aplica-se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das Autoridades Administrativas. MULTA QUALIFICADA. A comprovação do evidente intuito de fraude, por meio de conduta dolosa, é necessária para caracterização da multa qualificada no montante de 150% do imposto devido. Lançamento Procedente em Parte (grifei) Contra a referida decisão foi interposto Recurso de Ofício a este Conselho Administrativo, nos termos do art. 34 do Decreto nº 70.235/1972 e Portaria MF nº 3/2008. Intimada da decisão de primeira instância em 04/01/2007 (fl. 367), Margareth Krohling apresenta Recurso Voluntário em 02/02/2007 (fl. 374), portanto, tempestivamente, sustentando, em linhas gerais, os mesmos argumentos defendidos em sua Impugnação. É o relatório.
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:25:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046813071638528
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1786; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T1 Fl. 2 1 1 S2C2T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15586.000543/200583 Recurso nº De Ofício e Voluntário Resolução nº 2201000.182 – 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 14 de maio de 2014 Assunto IRPF Recorrentes MARGARETH KROHLING FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah – Relator Assinado Digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente), Vinicius Magni Verçoza (Suplente convocado), Guilherme Barranco de Souza (Suplente convocado), Francisco Marconi de Oliveira, Eduardo Tadeu Farah e Nathalia Mesquita Ceia. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Gustavo Lian Haddad. Relatório Trata o presente processo de lançamento de ofício relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, anocalendário 2000, consubstanciado no Auto de Infração, fls. 316/323, pelo qual se exige o pagamento do crédito tributário total no valor de R$ 2.555.482,09, calculados até 31/08/2005. A fiscalização apurou omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários com origem não comprovada. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 55 86 .0 00 54 3/ 20 05 -8 3 Fl. 2009DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 21/07/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15586.000543/200583 Resolução nº 2201000.182 S2C2T1 Fl. 3 2 A contribuinte imperou Mandado de Segurança n° 2004.50.01.0040470, para que não fosse promovida a quebra do sigilo bancário e a lavratura do auto de infração. Em sentença proferida por juízo de 1ª Instância, foi denegado o pedido de liminar em processo nº 2004.50.01.0040470. Essa decisão, contudo, foi reformada em pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, nos autos do processo de Agravo de Instrumento nº 2004.02.01.00558801, recebido com efeito suspensivo, restando deferida a liminar. Cientificada do lançamento, a interessada apresentou tempestivamente Impugnação, alegando, conforme se extrai do relatório de primeira instância, verbis: a) a validade do MPF expirou em 05/06/2004. Desta feita, qualquer prorrogação deste instrumento deveria ser notificada a defendente, por força dos arts. 12, 13 e 15 da Portaria SRF nº 3.007, de 26 de novembro de 2001, o que não se efetivou. b) os dados relativos a Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) não podem ser usados pela fiscalização com o objetivo de lançar tributo ou se prestar ao papel de base de cálculo de tributo quando há outras hipóteses de aferição do fato gerador. c) a movimentação financeira constatada em contas de titularidade da impugnante resulta de sua atividade profissional, qual seja, produtora rural, sendo fruto da venda de produtos agrícolas. Defende, em verdade, a ocorrência de entradas e saídas de recursos que resultavam em lucro irrisório para a interessada. d) em seu entender, restando comprovado serem os depósitos bancários oriundos do exercício de atividade rural, deveria a fiscalização aplicar as regras de arbitramento ditadas pelo § 2º do art. 18 da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, regulamentada pelo art. 60 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR). Cita farta jurisprudência neste sentido. e) a forma de tributar levada a cabo fere o art. 43 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional (CTN), pois somente se acercaria de “valor, validade, eficácia e legitimidade a autuação caso houvesse a comprovação de aquisição de disponibilidade econômica e jurídica por meio de acréscimo patrimonial”. Sob tal aspecto, reproduz jurisprudência que corroboraria com sua tese ao defender a necessidade de evidência de sinais exteriores de riqueza neste tipo de lançamento. f) acusa o art. 42 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, de afronta ao princípio constitucional do silêncio em relação à produção de prova contra si mesmo, estando eivado, pois, de inconstitucionalidade. g) impossibilidade de aplicação retroativa dos mandamentos da Lei Complementar nº 105, de 10 de janeiro de 2001, para alcançar fatos geradores relativos ao anocalendário de 2000. h) insurgese com a aplicação de multa qualificada (150%) alegando ser incabível a compreensão do uso do direito de silêncio pela Fl. 2010DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 21/07/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15586.000543/200583 Resolução nº 2201000.182 S2C2T1 Fl. 4 3 recorrente como evidente intuito de fraude justificável de sanção em tal monta. A 1ª Turma da DRJ – Rio de Janeiro/RJ II julgou parcialmente procedente o lançamento, reduzindo a multa aplicada de 150% para 75%, conforme ementas transcritas: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE. O Mandado de Procedimento Fiscal constitui simples instrumento de controle da administração tributária, não podendo eventual inobservância das normas que o disciplinam gerar nulidades no âmbito do processo administrativo fiscal. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. TRIBUTAÇÃO ESPECÍFICA DE VALORES. A aplicação de normas de tributação específica, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos os rendimentos omitidos, somente pode ser efetivada diante da comprovação da origem dos depósitos bancários que deram causa a omissão. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RENDIMENTOS. Para os fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/1997, a Lei nº 9.430, de 1996, em seu art. 42, autoriza a presunção de omissão de rendimentos mediante quantificação dos valores depositados em conta bancária para os quais o titular, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. ANÁLISE DE CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE. INCOMPETÊNCIA DA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. À autoridade administrativa, de qualquer instância, é impedido o exame da ilegalidade e da inconstitucionalidade da legislação tributária, haja vista ser a matéria de análise reservada, exclusivamente, ao Poder Judiciário. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. LANÇAMENTO. USO DA BASE DE DADOS DA CPMF. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105, DE 2.001. Aplica se ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliando os poderes de investigação das Autoridades Administrativas. MULTA QUALIFICADA. A comprovação do evidente intuito de fraude, por meio de conduta dolosa, é necessária para caracterização da multa qualificada no montante de 150% do imposto devido. Lançamento Procedente em Parte (grifei) Contra a referida decisão foi interposto Recurso de Ofício a este Conselho Administrativo, nos termos do art. 34 do Decreto nº 70.235/1972 e Portaria MF nº 3/2008. Intimada da decisão de primeira instância em 04/01/2007 (fl. 367), Margareth Krohling apresenta Recurso Voluntário em 02/02/2007 (fl. 374), portanto, tempestivamente, sustentando, em linhas gerais, os mesmos argumentos defendidos em sua Impugnação. Fl. 2011DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 21/07/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15586.000543/200583 Resolução nº 2201000.182 S2C2T1 Fl. 5 4 É o relatório. Voto Conselheiro EDUARDO TADEU FARAH, Relator O recurso reúne os requisitos de admissibilidade. Cuida o presente lançamento de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários sem origem comprovada, prevista no artigo 42 da Lei n° 9.430/1996, relativamente a fatos ocorridos no anocalendário de 2000. Com visto do relatório, a contribuinte impetrou Mandado de Segurança n° 2004.50.01.0040470, para que não fosse promovida a quebra do sigilo bancário e a lavratura do auto de infração. Em sentença proferida por juízo de 1ª Instância, foi denegado o pedido de liminar em processo nº 2004.50.01.0040470. Essa decisão, contudo, foi reformada em pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, nos autos do processo de Agravo de Instrumento nº 2004.02.01.00558801, recebido com efeito suspensivo, restando deferida a liminar. Por sua vez, a Procuradora da Fazenda Nacional interpôs Recurso Extraordinário, RE nº 607936, tendo o Pretório Excelso determinado o sobrestamento dos autos, na forma do art. 543B do CPC. Vejase 1: Origem: ES ESPÍRITO SANTO RECTE.(S) UNIÃO PROC.(A/S)(ES) PROCURADORGERAL DA FAZENDA NACIONAL RECDO.(A/S) MARGARETH KRÖHLING ADV.(A/S) RICARDO CORRÊA DALLA Data Andamento Órgão Julgador Observação 22/01/2010 Remessa externa dos autos, Guia nº Guia 704 TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL 2A. REGIAO RJ 21/01/2010 Determinada a devolução, art. 543B do CPC PRESIDÊNCIA RE/601314. 19/01/2010 Autuado Na análise do Recurso Extraordinário 601.314/SP, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral do tema: “Fornecimento de informações sobre movimentação bancária de contribuintes, pelas instituições financeiras, diretamente ao Fisco por meio de procedimento administrativo, sem a previa autorização judicial. Art. 6º da Lei no Complementar 105/2001.” Com o reconhecimento da repercussão geral pelo STF, com fulcro no artigo 543B, do CPC, penso que restou prejudicada a análise dos autos, pois o seguimento do feito administrativo depende do resultado da ação judicial. 1 http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=3823605 Fl. 2012DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 21/07/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por EDUARDO TADEU FARAH Processo nº 15586.000543/200583 Resolução nº 2201000.182 S2C2T1 Fl. 6 5 Diante disso, o julgamento deverá ser convertido em diligência para a Delegacia da Receita Federal de origem aguardar o trânsito em julgado da ação judicial, a fim de cumprir o que nela for decidido. Ante a todo o exposto, voto por converter o julgamento em diligência. Assinado Digitalmente Eduardo Tadeu Farah Fl. 2013DF CARF MF Impresso em 12/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2014 por EDUARDO TADEU FARAH, Assinado digitalmente em 21/07/2014 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 17/07/2014 por EDUARDO TADEU FARAH
score : 1.0
Numero do processo: 13819.910090/2011-37
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jul 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 15/04/2003
Ementa:COFINS/PIS. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO - APLICAÇÃO DA DECISÃO DO STF NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL - POSSIBILIDADE.
Nos termos regimentais, reproduz-se as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática de repercussão geral. A base de cálculo das contribuições para o PIS e o Cofins é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda das mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo. 3º da Lei n.º 9.718/98 pelo Excelso STF.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3801-003.453
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira e Flavio de Castro Pontes.
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 15/04/2003 Ementa:COFINS/PIS. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO - APLICAÇÃO DA DECISÃO DO STF NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL - POSSIBILIDADE. Nos termos regimentais, reproduz-se as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática de repercussão geral. A base de cálculo das contribuições para o PIS e o Cofins é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda das mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo. 3º da Lei n.º 9.718/98 pelo Excelso STF. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jul 21 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13819.910090/2011-37
anomes_publicacao_s : 201407
conteudo_id_s : 5362133
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jul 25 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-003.453
nome_arquivo_s : Decisao_13819910090201137.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SIDNEY EDUARDO STAHL
nome_arquivo_pdf_s : 13819910090201137_5362133.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl- Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira e Flavio de Castro Pontes.
dt_sessao_tdt : Tue May 27 00:00:00 UTC 2014
id : 5533690
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:24:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046813081075712
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1753; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 169 1 168 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13819.910090/201137 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3801003.453 – 1ª Turma Especial Sessão de 27 de maio de 2014 Matéria Receitas Financeiras Recorrente MAKITA DO BRASIL FERRAMENTAS ELÉTRICAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 15/04/2003 Ementa:COFINS/PIS. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO APLICAÇÃO DA DECISÃO DO STF NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL POSSIBILIDADE. Nos termos regimentais, reproduzse as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na sistemática de repercussão geral. A base de cálculo das contribuições para o PIS e o Cofins é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda das mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo. 3º da Lei n.º 9.718/98 pelo Excelso STF. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 9. 91 00 90 /2 01 1- 37 Fl. 174DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13819.910090/201137 Acórdão n.º 3801003.453 S3TE01 Fl. 170 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Maria Ines Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira e Flavio de Castro Pontes. Fl. 175DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13819.910090/201137 Acórdão n.º 3801003.453 S3TE01 Fl. 171 3 Relatório Trata o presente de Recurso Voluntário apresentado em face do indeferimento de pedido de restituição (PER). No aludido PER, transmitido eletronicamente, a contribuinte indicou a existência de um crédito que não foi reconhecido pela autoridade por entender que não restava crédito disponível para restituição considerando que todos os valores já estavam alocados para pagamento em DCTF. Cientificada a Contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade alegando que a “autoridade competente deixou de observar que o crédito de restituição pleiteado referese a pagamento indevido da referida contribuição, efetuado nos termos do já declarado inconstitucional § 1º do art. 3º da Lei n.º 9.718/1998”. Cita e transcreve jurisprudência administrativa e judicial, requerendo, a final, o provimento integral do presente recurso. A DRJ julgou a Manifestação de Inconformidade apresentada com base na seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do Fato Gerador: 14/11/2002 RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. RECOLHIMENTO VINCULADO A DÉBITO CONFESSADO. Correto o Despacho Decisório que indeferiu o pedido de restituição por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o pagamento alegado como origem do crédito estava integral e validamente alocado para a quitação de débito confessado. BASE DE CÁLCULO. JULGAMENTO PELO STF. É perfeitamente aplicável a disposição § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, até a sua revogação pela Lei 11.941, de 27 de maio de 2009, uma vez que o julgamento do STF pela inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo contida naquele dispositivo não tem efeito erga omnes, só atingindo as partes envolvidas. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada a Recorrente apresenta o presente recurso apontando os mesmos argumentos ante apontados e juntando balancete e demonstrativos referente ao crédito. É o que importa relatar. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13819.910090/201137 Acórdão n.º 3801003.453 S3TE01 Fl. 172 4 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, Conforme apontado tratamse de pedidos de restituição de valores pagos a maior em decorrência da indevida ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS pelo § 1º do art. 3º da Lei n.º 9.718/1998, declarada inconstitucional pelo Pleno do Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento dos Recursos Extraordinários n.ºs 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, Relator Ministro Marco Aurélio, conforme ementa abaixo colacionada: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. Destacase, nesse aspecto, que a matéria foi reconhecida como de “Repercussão Geral” e julgada pelo Supremo Tribunal Federal, conforme decisão proferida no RE 585.235, abaixo colacionado: Decisão: O Tribunal, por unanimidade, resolveu questão de ordem no sentido de reconhecer a repercussão geral da questão constitucional, reafirmar a jurisprudência do Tribunal acerca da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 e negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, tudo nos termos do voto do Relator. Vencido, parcialmente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que entendia ser necessária a inclusão do processo em pauta. Em seguida, o Tribunal, por maioria, Fl. 177DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13819.910090/201137 Acórdão n.º 3801003.453 S3TE01 Fl. 173 5 aprovou proposta do Relator para edição de súmula vinculante sobre o tema, e cujo teor será deliberado nas próximas sessões, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que reconhecia a necessidade de encaminhamento da proposta à Comissão de Jurisprudência. Votou o Presidente, Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, a Senhora Ministra Ellen Gracie e, neste julgamento, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 10.09.2008. Assim, considerandose o disposto no art. 62A da Portaria MF n.º 256, de 22 de junho de 2009, alterada pela Portaria MF n.º 586, de 21 de dezembro de 20101 (Regimento Interno do CARF), devese afastar a tributação do PIS e da COFINS exigidas com base no disposto no art. 3º, § 1º, da Lei n.º 9.718, de 1998. Evidentemente, tais decisões vinculam a autoridade administrativa. Nada obstante, o órgão judicante a quo esqueceuse do dever da autoridade preparadora em zelar pela instrução na busca da verdade material, a teor do disposto na Lei 9.784, de 29 de janeiro de 1999, artigo 292, artigo 36, inteligência do artigo 37, artigo 38 e artigo 393. Negar o direito da contribuinte ao aproveitamento de seu crédito configuraria enriquecimento sem causa do Estado. Especificamente quanto à verdade material, transcrevo oportunas lições de Marcos Vinicius Neder e de Maria Tereza Martinez López: Em decorrência do princípio da legalidade, a autoridade administrativa tem o dever de buscar a verdade material. O 1 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (alterações introduzidas pela Port. MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010–DOU de 22.12.2010). 2 Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizamse de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. § 1º. O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo. § 2º. Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizarse do modo menos oneroso para estes. 3 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. § 1º. Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. § 2º. Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. Art. 39. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou terceiros, serão expedidas intimações para esse fim, mencionandose data, prazo, forma e condições de atendimento. Parágrafo único. Não sendo atendida a intimação, poderá o órgão competente, se entender relevante a matéria, suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13819.910090/201137 Acórdão n.º 3801003.453 S3TE01 Fl. 174 6 processo fiscal tem por finalidade garantir a legalidade da apuração da ocorrência do fato gerador e a constituição do crédito tributário, devendo o julgador pesquisar, exaustivamente se, de fato, ocorreu a hipótese abstratamente prevista na norma e, em caso de impugnação do contribuinte, verificar aquilo que é realmente verdade, independente do alegado e provado, Odete Medauar preceitua que "o princípio da verdade material ou verdade real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos Para tanto, tem o direito de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Segundo Alberto Xavier, a lei concede ao órgão fiscal meios instrutórios amplos para que venha formar sua livre convicção sobre os verdadeiros fatos praticados pelo contribuinte. Nesta perspectiva, é lícito ao órgão fiscal agir sponte sua com vistas a corrigir os fatos inveridicamente postos ou suprir lacunas na matéria de fato, podendo ser obtidas novas provas por meio de diligências e perícias. 4 Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios, constatase que, no caso vertente, os documentos apresentados devem ser devidamente examinados para se apurar se os referidos créditos estão corretos. É importante consignar que compete a autoridade administrativa, com base na escrita fiscal e contábil, efetuar os cálculos e apurar o valor do direito creditório. Ante ao exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário interposto pela interessada para reconhecer o direito à restituição dos pagamentos a maior da contribuição, com fundamento na declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/1998. É como voto. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator 4 NEDER, Marcos Vinicius; LOPEZ, Maria Tereza Martinez. Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado 2ª ed. São Paulo: Dialética, 2004, p. 74. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13819.910090/201137 Acórdão n.º 3801003.453 S3TE01 Fl. 175 7 Fl. 180DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 15/07/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/07/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10680.901869/2012-67
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3202-000.230
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Acompanhou o julgamento o advogado Valter de Souza Lobato, OAB/MG nº 61.186.
Assinado digitalmente
IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA - Presidente.
Assinado digitalmente
TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora).
Nome do relator: Não se aplica
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201405
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10680.901869/2012-67
anomes_publicacao_s : 201406
conteudo_id_s : 5354696
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 20 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3202-000.230
nome_arquivo_s : Decisao_10680901869201267.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : Não se aplica
nome_arquivo_pdf_s : 10680901869201267_5354696.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Acompanhou o julgamento o advogado Valter de Souza Lobato, OAB/MG nº 61.186. Assinado digitalmente IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA - Presidente. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA - Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora).
dt_sessao_tdt : Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
id : 5498779
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:23:39 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046813102047232
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 28; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1473; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 1.176 1 1.175 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10680.901869/201267 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3202000.230 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 29 de maio de 2014 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente SAMARCO MINERAÇÃO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarouse impedido. Acompanhou o julgamento o advogado Valter de Souza Lobato, OAB/MG nº 61.186. Assinado digitalmente IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Presidente. Assinado digitalmente TATIANA MIDORI MIGIYAMA Relatora. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira (Presidente), Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Tatiana Midori Migiyama (Relatora). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 06 80 .9 01 86 9/ 20 12 -6 7 Fl. 1176DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.177 2 Relatório A SAMARCO MINERAÇÃO S/A apresentou recurso voluntário contra Acórdão nº 0246.021, de 8 de julho de 2013, proferido pela 1ª Turma da DRJ/BHE, que julgou por unanimidade de votos, procedente em parte a manifestação de inconformidade, de sorte a: · Cancelar as glosas efetuadas em relação às despesas com transmissão de energia elétrica, recompondo o crédito, nos valores constantes na planilha nº 15 da fiscalização (fl. 888); e · Cancelar em parte as glosas efetuadas em relação aos bens do ativo imobilizado, recompondo o crédito, nos valores constantes na coluna “Crédito com o Imobilizado” do demonstrativo constante do aditamento da manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte; · Ressaltar que a DRF de origem deverá, ainda: (1) proceder à verificação dos pagamentos efetuados, relativos às glosas sobre as quais não houve litígio, conforme item 2 do aditamento apresentado pela reclamante, e efetuar os procedimentos necessários à extinção dos respectivos débitos; e (2) Proceder à recomposição dos créditos passíveis de ressarcimento/compensação, conforme planilhas nºs 26 e 27 da fiscalização, homologando as DCOMPs apresentadas até o limite dos créditos apurados. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório integrante da decisão recorrida, a qual transcrevo a seguir: “A contribuinte acima identificada apresentou Pedido de Ressarcimento – PER – de crédito de Cofins nãocumulativa – Exportação, relativo ao 1º trimestre de 2009, no valor de R$ 41.974.356,15, com posterior encaminhamento de Declaração(ões) de Compensação – Dcomp – relativa(s) ao mesmo crédito. Os documentos tiveram processamento eletrônico, com intervenção manual do Serviço de Fiscalização da DRF/Belo Horizonte, que procedeu a auditoria para verificação quanto à procedência dos créditos. O crédito foi reconhecido parcialmente, no valor de R$ 38.776.536,60, em face das glosas efetuadas pelo fisco, por entender que tais créditos não estavam em consonância com o disposto na legislação que rege a matéria. Os dispositivos legais infringidos constam no Relatório Fiscal relativo ao Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 06101002011.014270 (fls. 972/992). Fl. 1177DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.178 3 Em conseqüência, houve homologação parcial de sua(s) Dcomp, conforme Despacho Decisório com nº de rastreamento 022394392, emitido em 04.05.2012 (fl. 434), do qual a contribuinte tomou ciência em 14.05.2012, conforme tela acostada à fl. 994. Em 13.06.2012, foi protocolizada a manifestação de inconformidade de fls. 02/53 (anexos às fls. 55/433), contendo os elementos que se seguem. TEMPESTIVIDADE Informa sobre as datas de ciência do Despacho Decisório e da apresentação da Manifestação de Inconformidade no prazo de 30 dias. 2. OS PONTOS DISCORDANTES QUANTO AOS CRÉDITOS DE PIS/COFINS. BREVE RELATO DOS FATOS. Nesse item, foram levantados os pontos de discordância em relação ao Relatório da Fiscalização, a seguir sintetizados: a) Que a fiscalização demonstra contradição entre a própria autuação e a sua descrição do objeto social da empresa, posto que diversos créditos glosados são oriundos de autênticos insumos para as atividades ali relacionadas; b) Que a fiscalização deu ao conceito de insumos a mesma interpretação restritiva do IPI, a qual, além de ultrapassada, não consta em lei e ainda fere o princípio da confiança, já que havia uma promessa de que os contribuintes poderiam creditarse de toda despesa e todo custo necessários à sua produção e ao exercício de sua atividade; c) Que alguns produtos foram glosados sob o argumento de que deveriam ter sido contabilizados como bens do ativo imobilizado; d) Que foram glosados produtos adquiridos com alíquota zero, o que, egundo o fisco, estaria impedido pelo § 2º do art. 3º das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003; e) Que a fiscalização entende que a empresa não poderia se creditar dos dispêndios com o uso dos sistemas de conexão e de distribuição de energia, mas apenas com a compra de energia, o que a contribuinte considera um absurdo, já que não se pode dissociar uma coisa da outra e, além disso, segundo ele, haveria dispositivo expresso determinando o creditamento sobre o custo de tal energia; f) Que, apesar de a contribuição para o PIS e a Cofins terem como base a totalidade das receitas, a fiscalização não reconhece a contrapartida (despesas e custos necessários à consecução das atividades), usando o argumento de que “nem todos os custos, despesas ou encargos incorridos para a consecução do faturamento Fl. 1178DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.179 4 da empresa geram direitos a créditos, (...)”, glosando itens diversos. Sobre esses itens, discorre, de forma individual, a saber: f.1) Insumos e Serviços Utilizados no Mineroduto – que a fiscalização entende que não se enquadram como insumos os gastos nele empregados, e que se trata de transporte de produto em fase de elaboração, efetuado pela própria empresa, entre seus estabelecimentos, não gerando direito a créditos. Sobre esse entendimento, a contribuinte entende estarem indo de encontro à intenção contida no sistema de não cumulatividade. f.2) Demais Serviços – que os créditos foram glosados por referiremse a gastos com serviços utilizados indiretamente na produção do minério, não se enquadrando no conceito de insumo e que a fiscalização elenca alguns desses serviços, “a título exemplificativo”, conforme se segue: f.2.1) Aluguel de Veículos – que, segundo a fiscalização, não se encontra listado no art. 3º do inciso IV das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003. Por outro lado, a contribuinte alega que os créditos se referem a equipamentos e máquinas empregados em seu processo produtivo. f.2.2) Locação de dragas, locação de reboque, serviço de rebocador, serviços portuários – que a fiscalização desconsiderou a atividade de administração do porto, constante no objeto social da empresa. Além disso, segundo a reclamante, as dragas são utilizadas na mineração. f.2.3) Serviços de limpeza, recolhimento e transporte de rejeitos – segundo a reclamante, faltaram motivo e motivação para a glosa, cuja fundamentação foi apenas no sentido de não se constituírem insumos. Além disso, alega que tal serviço busca o reaproveitamento do minério e está inserido diretamente no processo produtivo. f.2.4) Serviços de topografia, operações de efluentes, serviços de drenagem, análises físicas e químicas – que, segundo a fiscalização, são empregados em etapas posteriores ou anteriores ao processo produtivo. A contribuinte, por outro lado, entende que são empregadas ao longo do processo. Além disso, alega que há exigência da legislação ambiental para a contratação desses serviços. f.2.5) Serviços e insumos utilizados na operação, manutenção e conservação das usinas hidrelétricas próprias – que as glosas também foram motivadas com base no conceito de insumo – do qual a reclamante discorda – e devido ao entendimento de que não se tratam de bens e serviços em contato direto com o produto final f.3) Obras de Construção Civil – que as glosas foram efetuadas por não se amoldarem ao conceito de insumo. Por sua vez, a reclamante sustenta que Fl. 1179DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.180 5 tais obras se referem a manutenção das barragens, e, portanto, essenciais e intrínsecas ao seu processo produtivo. Resumindo o seu relato, a contribuinte infere que a fiscalização não detalhou os produtos e serviços glosados, nem motivou suas glosas, ferindo o seu direito de defesa. 3. RECONHECIMENTO PARCIAL DA GLOSA. PRODUTOS SUJEITOS A ALÍQUOTA ZERO. EQUÍVOCO GERADO PELO SISTEMA. PAGAMENTO. No que diz respeito às glosas efetuadas sobre produtos adquiridos com alíquota zero, a contribuinte admite que se creditou indevidamente, informando que já procedeu à recomposição da conta gráfica, e que iria recolher o valor devido. 4. DA AUSÊNCIA DE MOTIVAÇÃO. INSUBSISTÊNCIA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. NECESSIDADE DE CANCELAMENTO DA AUTUAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE LANÇAMENTO SEM DILIGÊNCIAS IN LOCO. Seguindo em sua explanação, a contribuinte afirma que o lançamento está eivado de nulidades, uma vez que a fiscalização se baseou em arquivos eletrônicos, sem proceder a inspeção in loco, e, nesse sentido, segue argumentando sobre a falta de motivação e da apresentação de provas por parte do fisco, e requer a declaração de nulidade do lançamento fiscal. 5. NOTAS INTRODUTÓRIAS. A ATIVIDADE DA REQUERENTE E SEU OBJETO SOCIAL. A PECULIARIDADE DA SUA PLANTA, DESDE A SUA CONCEPÇÃO. No item 5 de sua manifestação de inconformidade, a reclamante faz uma detalhada descrição do objeto social da empresa, do seu processo produtivo e da sua planta integrada. Sobre o seu objeto social, destacase que envolve a pesquisa, lavra de minério em todo o território nacional, industrialização e comercialização de minérios, transporte e navegação no interior do porto, inclusive para terceiros, importação, para seu uso, de equipamentos, peças sobressalentes e matérias primas, produção e distribuição de energia elétrica e comercialização de carvão, podendo ainda participar do capital de outras empresas como acionista ou quotista. Sobre seu processo produtivo, explica que é integrado, da mina ao porto, sendo essa a concepção desde sua origem. Descreve esse processo, desde a lavra, que se dá na unidade de Germano, em Mariana e Ouro Preto (MG), passando pelos processos de separação do rejeito, moagem, deslamagem, flotação, até o seu transporte, como polpa, para a unidade de Ubu, em Anchieta (ES), por meio de minerodutos, terminando na etapa de Fl. 1180DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.181 6 pelotização, citando inclusive os diversos produtos utilizados como agentes nesse processo, explicando sua ação. E sobre sua planta integrada, discorre sobre a sua concepção, ressaltando que não se trata de apenas uma empresa de mineração, mas uma empresa que extrai minério e agrega valor ao produto, além de o exportar, daí a necessidade da total integração do seu processo produtivo. Acrescenta, ainda, os efeitos dessa integração nos resultados alcançados pela empresa, ressaltando a sua importância. 6. MÉRITO. NÃO CUMULATIVIDADE PIS/COFINS. A CORRETA INTERPRETAÇÃO DO CONCEITO DE INSUMOS E OS EQUÍVOCOS COMETIDOS PELA FISCALIZAÇÃO. Nesse item, a manifestante inicia com uma longa explanação sobre a legislação relativa ao tema, desde o texto constitucional até a jurisprudência sobre o assunto, incluindose a relação com as legislações do IRPJ e do IPI. A seguir, adentra na questão da interpretação do conceito de insumos, defendendo, a partir dos dispositivos constitucionais e legais, que todo bem ou serviço, que seja necessário à obtenção de receitas pela empresa, deve ser admitido como gerador de crédito de PIS e Cofins. Alega, ainda, em resumo: que a Constituição Federal reservou à lei apenas a definição do setor econômico ao qual se destinaria a nãocumulatividade; que não se pode utilizar, para a nãocumulatividade do PIS e da Cofins, o conceito de insumo que serve para o IPI, dadas as diferenças entre tais tributos, inclusive no que diz respeito aos serviços, não incluídos neste (nesse sentido, cita decisões judiciais que consideram a essencialidade como a condição a ser observada na determinação do conceito); e que, devido às semelhanças do PIS e a Cofins com o IRPJ, o conceito a ser adotado seria o mesmo adotado para esse imposto (citando decisões judiciais e Acórdão do CARF nesse sentido). Cita alguns exemplos do que classifica como “equívocos cometidos pela fiscalização quanto ao conceito de insumos”, qual o dos créditos relativos a gases e combustíveis que a empresa utiliza nos fornos, e os relativos a óleos combustíveis utilizados nos caminhões que transitam na Mina, solicitando que esta DRJ considere insubsistentes a glosas efetuadas ou, caso assim não entenda, que considere os insumos constantes de sua planilha anexa ou, em última instância, que seja feita prova pericial, a fim de demonstrar que todos os créditos glosados se referem a produtos e serviços essenciais à atividade da empresa e, portanto, legítimos. Fl. 1181DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.182 7 A partir de então, procede à argumentação sobre a improcedência da glosa para cada tipo de crédito, conforme se segue, de forma resumida. BENS UTILIZADOS COMO INSUMOS – ATIVO IMOBILIZADO: Em relação às glosas efetuadas por terem sido considerados créditos relativos a bens destinados ao ativo imobilizado, mais uma vez a reclamante alega falta de motivação do lançamento, pela fiscalização. Acusa, ainda, a falta de manifestação da fiscalização sobre a possibilidade de se creditar pro rata, nos termos do inciso VI do art. 3º das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003, caso se considere o bem como parte integrante do ativo imobilizado. De acordo com o seu entendimento, se a fiscalização, ao recompor a conta gráfica da empresa, não considerou as parcelas já devidas com base na depreciação, o crédito tributário resultante das glosas caracterizase insubsistente. Em última instância, entende que tal recomposição deva ser feita pela fiscalização, caso não se considere o crédito integralmente. CRÉDITO SOBRE DESPESAS COM ENERGIA ELÉTRICA: Sobre os créditos sobre despesas com energia elétrica, a reclamante insurge contra as glosas efetuadas sobre os insumos e serviços relativos às usinas próprias da empresa e sobre os custos com transmissão e distribuição de energia (encargos denominados TUSD). No caso dos gastos empregados em suas usinas, argumenta que não haveria sentido em a aquisição de energia das concessionárias gerar mais créditos que a autoprodução, uma vez que o Governo Federal incentiva os investimentos com produção de energia elétrica. Acrescenta que a energia elétrica é essencial ao processo produtivo da empresa e ressalta que a nãocumulatividade não é benefício fiscal, mas apenas cumprimento de preceito constitucional, conforme já defendido antes. Quanto aos gastos empregados nos encargos de distribuição, segundo o entendimento da reclamante, estão contidos nos custos incorridos com energia elétrica, nos termos do inciso IX do art. 3º da lei nº 10.637/2002 e do inciso III do art. 3º da Lei nº 10.833/2003. Em defesa do seu entendimento, explica em detalhes o modelo do setor elétrico brasileiro, concluindo que o fato de os custos relativos à distribuição de energia serem cobrados separadamente dos custos com a compra, como é o caso da contribuinte, que se encontra na categoria de consumidor livre, é irrelevante para a sua classificação como créditos de PIS e Cofins passíveis de aproveitamento. CRÉDITO SOBRE SERVIÇOS UTILIZADOS COMO INSUMOS: Fl. 1182DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.183 8 Sobre as glosas dos créditos relativos a serviços, a reclamante contesta, de forma geral, a sua falta de enquadramento, pela fiscalização, do conceito de insumo, e, a seguir, contesta alguns pontos do relatório em relação a cada serviço. Serviços prestados no mineroduto: Em relação aos serviços prestados no mineroduto, insiste no conceito de planta única de produção, na qual o mineroduto seria apenas uma das etapas, a saber, o ponto de ligação entre os dois estabelecimentos da empresa. Reforça seu entendimento sobre a possibilidade de creditamento desses serviços, com o questionamento “o tributo plurifásico não cumulativo não deve ser neutro? Ora, se a planta de MG pertencesse a uma empresa, o mineroduto a outra e a planta do ES a uma terceira, os custos da primeira planta e do mineroduto seriam passíveis de creditamento pela planta do ES, certo? Se assim o é, a requerente tem direito aos créditos ora vindicados.”. Nesse sentido, segundo afirma, versa Acórdão do CARF, que também transcreve. Aluguel de veículos: Sobre o creditamento dos gastos com aluguel de veículos, argumenta que o contrato também prevê a locação de equipamentos, como caminhões e tratores utilizados na mineração, cujos créditos são os únicos tomados pela empresa e, portanto, dentro da previsão do inciso IV do art. 3º das Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003. Locação de dragas e reboque, serviço de rebocador, serviços portuários: O mesmo argumento é utilizado em relação aos créditos relativos à locação de dragas e reboque e aos serviços de rebocador e portuários. Acrescenta que, nesse item, a legislação sequer fala em insumos, mas simplesmente exige que tais máquinas e equipamentos sejam “aplicados nas atividades da empresa”. Explica a natureza do afretamento, concluindo que nada mais são, em sua essência, que contratos de locação de embarcação, sendo que algumas modalidades (afretamento por viagem e por tempo) possuem um caráter híbrido, pois, nesses casos, está incutido um misto de locação e de prestação de serviço, já que os custos com tripulação, manutenção, abastecimento, etc, correm por conta do fretador e não do contratante (afretador). No sentido de firmar esse entendimento, cita decisão do STJ e consulta à Superintendência Regional da Receita Federal – SRRF da 8ª RF, versando sobre créditos de aluguéis. Por fim, alega que a própria fiscalização mencionara a administração do porto como uma das atividades da empresa, onde seriam empregadas as dragas cujo crédito fora glosado, e acrescenta que tais dragas também são utilizadas na atividade de mineração, como provam as notas Fl. 1183DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.184 9 fiscais que listam serviços realizados na unidade de Mariana/MG, de forma que requer a insubsistência das alegações fiscais quanto a este item. Serviços de limpeza. Recolhimento e transporte de rejeitos: Sobre os créditos relativos a serviços de limpeza, recolhimento e transporte de rejeitos, a reclamante afirma que faltou motivo e motivação para as respectivas glosas, uma vez que, segundo afirma, a fiscalização nada diz sobre esses serviços. Assim, entende que poderá ser feita prova pericial, a fim de se comprovar que tais serviços não se tratam de simples limpeza, mas de reaproveitamento de rejeitos, e em obediência aos ditamos ambientais, intrínseco, portanto, ao processo produtivo. Serviços de topografia, operações de efluentes, serviços de drenagem, análises físicas e químicas: Em relação aos serviços de topografia, operações de efluentes, serviços de drenagem e análises físicas e químicas, a reclamante, juntando notas fiscais como prova, afirma que mais uma vez a fiscalização teria cometido equívoco, ao afirmar que tais serviços são empregados em etapas posteriores ou anteriores ao processo produtivo propriamente dito. Cita Acórdão, em que o CARF se pronuncia sobre os serviços de terraplanagem, e decisões sobre o entendimento do que seja considerado o processo produtivo, para efeito de beneficiamento do ICMS, argumentando que está pacificado o entendimento de que deva prevalecer o critério da essencialidade na definição dos valores que podem ser creditados. Serviços e insumos utilizados na operação, manutenção e conservação das Usinas Hidrelétricas próprias: No que diz respeito aos créditos relativos a serviços empregados nas usinas hidrelétricas próprias, o argumento é no sentido de que os insumos utilizados na autoprodução de energia também integram o produto final, na mesma linha do que já foi longamente abordado. Obras de construção civil: E, sobre os créditos decorrentes dos serviços denominados “obras de construção civil”, afirma que tais obras se referem a manutenção das barragens essenciais, intrínsecas ao processo produtivo, anexando notas fiscais que, segundo ela, comprovam a natureza dos serviços. Insiste que faltou uma análise in loco, pela fiscalização, e que a simples análise dos contratos já permite se verificar que os serviços cujo crédito fora glosado são imprescindíveis ao processo produtivo da mineração. 7. DO PEDIDO DE PERÍCIA. Fl. 1184DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.185 10 Após todos os seus apontamentos e argumentações sobre a improcedência das glosas efetuadas, conforme acima sintetizado, a contribuinte aborda a necessidade de se proceder a prova pericial, dada a complexidade e o volume de informações apresentadas e tendo em vista que as discussões travadas no presente processo dizem respeito à análise do processo produtivo da empresa e aos gastos vinculados à sua atividade, em confronto com os fatos levantados pela autoridade administrativa. Nesse sentido, elenca diversos pontos que, a seu ver, deverão ser resolvidos pela prova pericial, que vão desde a concepção da empresa, em sua origem, até o detalhamento do bens que tiveram seus créditos glosados, indicando, inclusive, um assistente técnico para a solicitada perícia. Entre os pontos levantados, a reclamante questiona: sobre as atividades realizadas pela empresa e sobre como a empresa foi concebida, em sua origem; sobre a existência ou não do direito a determinados créditos; sobre a composição do crédito levantado pela fiscalização; sobre o enquadramento dos encargos de energia elétrica glosados pela fiscalização no conceito de custo da energia; sobre a essencialidade de determinados serviços no processo produtivo da empresa; sobre a abrangência de determinadas rubricas que tiveram seus créditos glosados. Pede, ainda, que sejam relacionados (em planilhas) os itens glosados (bens e serviços), com informações diversas relativas ao produto, sua essencialidade para as atividades da empresa e sobre a possibilidade de dedução de seu custo, para fins de IRPJ e CSLL. 8. DO PEDIDO. Conclui sua manifestação de inconformidade, pedindo que seja reconhecida a insubsistência do Despacho Decisório ora recorrido, com a conseqüente homologação da compensação efetuada e a extinção dos respectivos débitos. Requer, ainda, a juntada posterior dos documentos faltantes da manifestação de inconformidade. 9. ADITAMENTO. Posteriormente, em 17.07.2012, a contribuinte juntou novos documentos (fls. 448/517), solicitando que fossem tomados como “aditamento” às razões apresentadas anteriormente. Inicialmente, faz um breve relato dos fatos, resumindo os pontos de discordância em relação às glosas efetuadas, já longamente abordados na manifestação de inconformidade original. Fl. 1185DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.186 11 Sobre a parte da glosa relacionada a produtos sujeitos a alíquota zero, a qual já havia reconhecido inicialmente como devida, acrescenta planilhas, demonstrando os valores em relação ao total do crédito glosado, por trimestre, e detalhando os valores recolhidos com seus acréscimos moratórios, bem como os respectivos comprovantes de pagamento. Quanto aos créditos relativos a aquisições de bens destinados ao ativo imobilizado, repete as alegações iniciais sobre a possibilidade de se creditar parte dos valores, relativa à depreciação dos bens, nos termos § 1º, III e § 14 do art. 3º da Lei nº 10.833/2003, insistindo no fato de que a fiscalização deveria ter considerado tais créditos e recomposto sua conta, já que procedeu a lançamento tributário. Acrescentou planilhas demonstrativas dos créditos inicialmente aproveitados em relação aos créditos devidos sobre o ativo imobilizado, com as respectivas diferenças apuradas, as quais, segundo entende, devem substituir as glosas efetuadas, além de outros documentos, no sentido de comprovar a procedência desses valores. Embora não conste na manifestação inicial, a reclamante se insurge aqui contra as glosas efetuadas sobre os créditos relativos a óleo combustível. Segundo afirma, esses óleos seriam utilizados tanto para alimentar os fornos de pelotização do minério, quanto para abastecer os caminhões utilizados na mina. Cita Solução de Consulta da SRRF da 10ª RF e decisão do Conselho de Contribuintes de Minas Gerais – CCMG, relativa ao ICMS. Defende que esta DRJ deve julgar “insubsistente o lançamento”, tendo em vista a impossibilidade de se analisar todos os produtos glosados, e deferir a prova pericial, para análise dos julgadores. Conclui, pedindo, mais uma vez, que seja reconhecida a insubsistência do Despacho Decisório ora recorrido, com a conseqüente homologação da compensação efetuada e a extinção dos respectivos débitos, além de requerer a reformulação do crédito tributário cobrado, considerandose o pagamento parcial, conforme comprovado. E, mais uma vez, requer a juntada posterior de quaisquer documentos que se façam necessários ao julgamento. 10. DILIGÊNCIA. Em 11.03.2013, esta DRJ emitiu Resolução, convertendo o julgamento em diligência, a fim de que fossem verificadas a origem e as utilizações das máquinas e equipamentos que tiveram seus créditos glosados, e a conseqüente possibilidade de descontos dos créditos relativos aos respectivos encargos com depreciação. Fl. 1186DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.187 12 Para a realização da diligência, o Serviço de Fiscalização da DRF de Belo Horizonte procedeu à abertura do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 0610100.2013 004204, intimando a contribuinte, em 16.04.2013, a apresentar a documentação necessária, a qual foi apresentada em 07.05.2013. Após a análise da documentação apresentada, a Fiscalização emitiu, em 20.05.2013, Relatório Fiscal, com as conclusões abaixo transcritas, em resposta aos questionamentos desta DRJ: 1. As máquinas e equipamentos foram adquiridos de pessoas jurídicas e foram utilizadas na produção de bens destinados à venda e/ou prestação de serviços, conforme determinam a legislação de regência; 2. Ratificamos a veracidade dos cálculos juntados aos autos na manifestação de inconformidade de 17/07/2012, relativamente aos valores de créditos do PIS/Pasep e da Cofins nãocumulativos calculados sobre os encargos de depreciação dos bens do ativo imobilizado que foram objetos de glosas por esta fiscalização, conforme determinado nos dispositivos legais pertinentes à matéria (art. 3º, § 14, art. 15 II, da Lei nº 10.833/2003, cujo § 14 foi incluído pelo art. 21 da Lei nº 10.865/2004; art. 1º da Lei nº 11.774/2008). Em 22.05.2013, a contribuinte tomou ciência do Relatório Fiscal, com o resultado da diligência, não apresentando, no prazo que lhe foi facultado, quaisquer outros questionamentos. É o relatório.” A DRJ, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o lançamento tributário em acórdão com a seguinte ementa: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2009 a 31/03/2009 NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. ATIVO IMOBILIZADO. Geram direito a crédito a ser descontado da contribuição para o PIS e da Cofins apuradas de forma nãocumulativa os encargos de depreciação de máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos de pessoa jurídica e utilizados na produção de bens destinados à venda. NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. SERVIÇOS RELACIONADOS À USINA. Fl. 1187DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.188 13 Não geram direito a crédito a ser descontado da contribuição para o PIS e da Cofins apuradas de forma nãocumulativa os gastos com serviços relacionados à manutenção de máquinas e equipamentos da usina, por não se classificarem como insumos na produção de minério. NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. ENERGIA ELÉTRICA. Na apuração da Contribuição para o PIS e da Cofins nãocumulativas, podem ser descontados créditos das despesas e custos relativos à energia elétrica adquirida de pessoa jurídica domiciliada no país, incluindose os gastos com transmissão e distribuição de energia elétrica produzida pelo contribuinte ou adquirida de terceiros. NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. MINERODUTO. Não geram direito a crédito a ser descontado da contribuição para o PIS e da Cofins apuradas de forma nãocumulativa os gastos com serviços relacionados a mineroduto, por não se classificarem como insumos na produção de minério. NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. ALUGUEL DE VEÍCULOS. Não geram direito a crédito a ser descontado da contribuição para o PIS e da Cofins apuradas de forma nãocumulativa os gastos com aluguel de veículos, por falta de previsão legal, e nem os gastos com aluguel de máquinas e equipamentos, que não sejam comprovadamente empregados na produção de minério. NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. LOCAÇÃO DE DRAGAS, LOCAÇÃO DE REBOQUE, SERVIÇO DE REBOCADOR, SERVIÇOS PORTUÁRIOS. Não geram direito a crédito a ser descontado da contribuição para o PIS e da Cofins apuradas de forma nãocumulativa os gastos com locações, por falta de previsão legal, nem os serviços relacionados ao porto, que não sejam comprovadamente empregados na atividade de navegação, por não se classificarem como insumos na produção de minério. Não se pode considerar o simples fato de uma determinada atividade constar no objeto social da empresa suficiente para que todo e qualquer serviço relacionado diretamente a essa atividade tenha seus créditos descontados do valor devido pela empresa. Fl. 1188DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.189 14 NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. SERVIÇOS DE LIMPEZA, RECOLHIMENTO E TRANSPORTE DE REJEITOS. Não geram direito a crédito a ser descontado da contribuição para o PIS e da Cofins apuradas de forma nãocumulativa os gastos com serviços que não são comprovadamente empregados diretamente na produção de minério. SERVIÇOS DE TOPOGRAFIA, OPERAÇÕES DE EFLUENTES, SERVIÇOS DE DRENAGEM, ANÁLISES FÍSICAS E QUÍMICAS Não geram direito a crédito a ser descontado da contribuição para o PIS e da Cofins apuradas de forma nãocumulativa os gastos com serviços que não são empregados diretamente na produção de minério. NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. SERVIÇOS RELACIONADOS À MANUTENÇÃO CIVIL. Os gastos com serviços empregados em edificações somente podem gerar crédito a ser descontado da contribuição para o PIS e da Cofins, apuradas de forma nãocumulativa, em relação aos respectivos encargos com depreciação e amortização. Não se enquadram como insumo, para efeito de gerarem direito a crédito, os gastos com serviços que não são empregados diretamente na produção de minério. NÃOCUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. COMBUSTÍVEIS. Na apuração da Contribuição para o PIS e da Cofins nãocumulativas, podem ser descontados créditos relativos aos gastos com combustível consumido nos fornos no processo produtivo, mas não podem ser descontados os relativos ao combustível consumido nos veículos utilizados na mina. Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte” Cientificado do referido acórdão em 4 de outubro de 2013, a interessada apresentou recurso voluntário em 17 de outubro de 2013, pleiteando o provimento integral do presente recurso, a fim de que seja parcialmente reformado o acórdão da DRJ para, de forma sucessiva: · Decretar a insubsistência do despacho decisório, porque não houve inspeção in loco para constatar se os produtos e serviços se aplicam no processo produtivo da Recorrente; o ato administrativo do lançamento Fl. 1189DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.190 15 não tem a correta motivação, o que impede o direito de defesa pela recorrente e não pode a Fiscalização elencar os produtos e serviços apenas de maneira exemplificativa, pois novamente fere o direito de defesa da recorrente; · Ad argumentandum, se assim não entender, devem os autos serem baixados em diligência para que a Receita Federal do Brasil informe, detalhadamente, como se deu a reformulação do crédito tributário, uma vez que a ausência da memória de cálculo impede que a recorrente verifique a exatidão dos números apontados como remanescentes do crédito tributário. Além disso, deverão ser descontados todos os combustíveis que participam do processo produtivo (com base na planilha elaborada pela fiscalização) a fim de que se dê efetividade à decisão da DRJ. · Ainda de forma sucessiva, a decisão recorrida merece ser anulada, retornando os autos à origem para elaboração da prova pericial ou, se assim não entender, que esta prova se realize por determinação da segunda instância administrativa. Ad argumentandum, se por absurdo o CARF não entender pela nulidade da decisão recorrida pela não realização da prova pericial ou pela impossibilidade de realização desta, por estarem os autos em segunda instância administrativa, requer sejam os autos baixados em diligência para que a fiscalização responda aos quesitos acima mencionados, concedendo vista a recorrente para que também se manifeste sobre a apuração da fiscalização; · No mérito, merece ser reconhecida a insubsistência do Despacho Decisório ora recorrido, com a reforma parcial da decisão recorrida e conseqüente homologação da compensação ora pleiteada e extinção dos débitos fiscais nelas compensados, pois todos os produtos elencados são consumidos no processo produtivo, sendo essencial a este; todos os serviços são utilizados diretamente no processo produtivo, assim, em homenagem a não cumulatividade e aos precedentes administrativos e judiciais existentes, o creditamento deve ser mantido. É o relatório. Fl. 1190DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.191 16 Voto Conselheira Tatiana Midori Migiyama, Relatora Da admissibilidade Por conter matéria desta E. Turma da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário tempestivamente interposto pelo contribuinte, considerando que a recorrente teve ciência da decisão de primeira instância em 4 de outubro de 2013, apresentando a recorrente recurso voluntário em 17 de outubro de 2013. Depreendendose da análise dos processos vêse que a lide em comento envolve a liquidez e a certeza do crédito de PIS e COFINS constituído pela recorrente decorrente de vários eventos. Quanto ao conceito de Insumos, primeiramente, descreve a recorrente as atividades vinculadas ao seu objeto social, trazendo, entre outros, o objeto que consta de seu estatuto social: “[...] pesquisa, lavra de minério em todo o território nacional, industrialização e comercialização de minérios, transporte e navegação no interior do porto, inclusive para terceiros, importação para seu uso, de equipamentos, peças sobressalentes e matérias primas, produção e distribuição de energia elétrica e comercialização de carvão, podendo ainda participar do capital de outras empresas como acionistas ou quotista.” Descreve, assim, que a Samarco, quanto: 1. ao Objeto Social: · Detém a tecnologia e as instalações necessárias à extração de minério, seu beneficiamento, pelotização e embarque; · Por meio de permanente evolução técnica, extrai minério de baixo teor de ferro e o converte em produto de alta qualidade para a siderurgia, de forma rentável e competitiva; · O principal produto da empresa é a pelota de minério de ferro; Fl. 1191DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.192 17 · Para atender às exigências dos clientes em escala global, produz e comercializa um número considerável de diferentes tipos de pelotas; · Esta flexibilidade engloba demandas específicas, conforme o tipo de tecnologia de redução adotada pelo cliente, seja altoforno ou redução direta; · A pelota de minério de ferro, dentre as matériasprimas utilizadas na fabricação do aço, é um dos insumos de qualidade bem determinada, que garante aos processos de redução direta e altoforno elevada produtividade e estabilidade; 2. Ao Processo Produtivo da Samarco: · Executa três atividades principais, quais sejam, extração do minério de ferro (lavra), beneficiamento e pelotização do minério e exportação das pelotas; Sendo: 1ª Etapa – processo de tratamento de minério bruto (objeto da lavra): o minério lavrado passa por uma instalação de peneiramento e britagem a seco. Esse minério alimenta os prémoinhos que alimentarão os moinhos primários. 2ª Etapa – processo de concentração do teor do minério de ferro: Após esta etapa, a polpa é deslamada na ciclonagem. O material é alimentado no circuito de flotação em coluna. Posteriormente, a polpa alimenta os espessadores. 3ª Etapa – processo de bombeamento do concentrado para a Usina: A polpa é transferida para os tanques de estocagem para, então, ser bombeada pelo mineroduto até as usinas de pelotização em Ubu. 4ª Etapa – processo de preparação do minério concentrado: A polpa recebida passa por diversas etapas de preparação do minério, sendo elas: torre de recebimento, espessamento, tanques homogeneidade, filtragem, roller press e área de insumos (mistura). 5ª Etapa – processo de adição de insumos e formação das pelotas: Após receber as adições de insumos (carvão, calcário e aglomerante) o minério segue para os discos pelotizadores, onde se inicia Fl. 1192DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.193 18 a formação das pelotas cruas. Ao serem descarregadas dos discos, as pelotas cruas passam por um processo de classificação nas mesas de rolos, sendo posteriormente reclassificadas na alimentação do forno de endurecimento. 6ª Etapa – processo de separação das pelotas e embarque para exportação: após a etapa de queima das pelotas, as mesmas passam por um conjunto de peneiras que separam as pelotas. As pelotas são empilhadas no pátio e posteriormente recuperada para o embarque. 3. À concepção de planta integrada: · Possui um processo de produção integrado, da mina ao porto, que garante alta eficiência produtiva e baixos custos operacionais; · A planta demonstra que a Samarco foi concebida para ser não somente uma empresa de mineração, mas uma empresa que extrai o minério, passando este por um processo produtivo que agrega valor ao produto, uma empresa exportadora – o que justifica o processo produtivo ser integrado – de Minas Gerais (onde está a matéria prima) ao Espírito Santo (onde se encontra o porto); · A integração das plantas de MG e do ES busca maximizar o processo produtivo, agregar valor ao minério e deixar o produto pronto para ser exportado; · A existência de atividades portuárias visa exatamente dar cabo da última etapa de sua concepção de sua atividade: a exportação. Descritas todas as etapas de produção e justificação da adoção da planta para observância do objeto social da Samarco, passa a discorrer sobre o conceito de insumos. O que, quanto a esse tema, traz a recorrente que: · O texto constitucional não trouxe qualquer condicionante para aplicação da não cumulatividade; · Mesmo que se aceite as limitações constantes nos textos legais, o conceito de insumo não poderia ser amesquinhado com a analogia ao IPI, posto que as contribuições têm espectro amplo; Fl. 1193DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.194 19 · A Fiscalização desconsiderou o conceito restritivo trazido pela própria RFB. Com efeito, traz que com o advento da EC 42/2003, a faceta exclusiva da não cumulatividade aos tributos plurifásicos foi modificada, tendo sido acrescentado o parágrafo 12 ao art. 195 da CF/88: “Art. 195(...) § 12 A Lei definirá os setores de atividade econômica para os quais as contribuições incidentes na forma dos incisos I, b, e IV do caput serão não cumulativas.” Aduz que o § 12 do art. 195 da CF, não obstante tenha deixado ao alvedrio do legislador ordinário definir quais seriam os setores abrangidos pela não cumulatividade, nada dispôs sobre os contornos desta sistemática não cumulativa imposta (extensão e efeitos do creditamento), sendo certo que a definição da não cumulatividade aplicável defluiria da própria natureza do fato imponível destas contribuições, em muito divergente da materialidade dos demais tributos não cumulativos. Em face da amplitude da materialidade dos tributos incidentes sobre a receita, desenvolve a recorrente que o cumprimento da não cumulatividade deveria necessariamente partir da premissa de que a efetiva depuração da base de cálculo das contribuições ocorre tão somente quando creditadas todas as despesas incorridas para a formação da receita, sempre que tais despesas forem efetivamente suportadas pelo contribuinte e se mostrarem necessárias à atividade produtiva do contribuinte. Assim, define a recorrente que certo é que a Constituição não outorgou poderes ao legislador infraconstitucional para definir livremente o conteúdo da não cumulatividade. O que, por conseguinte, conclui que a devida observância da sistemática da não cumulatividade exige que se avalie a natureza das despesas incorridas pelo contribuinte. Sempre que estas se mostrarem essenciais ao exercício de sua atividade, devem implicar no abatimento de tais despesas como créditos descontados junto à receita bruta auferida. Neste sentido, a recorrente destaca o duplo caráter da essencialidade discutida de natureza ontológica e jurídica. Traz ainda: Fl. 1194DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.195 20 · as premissas que devem ser fixadas para a análise da repercussão da não cumulatividade sobre a apuração da base tributável do PIS e a COFINS; · que a não cumulatividade estabelecida para o PIS e a COFINS possui suas bases nos art. 195 e foi instituída de forma ampla, visando o afastamento da sobreposição tributária; · que, assim, a observância ao preceito da não cumulatividade deve levar em consideração a própria natureza do fato gerador da obrigação tributária e a amplitude da base de incidência econômica de modo a possibilitar a efetiva depuração de base, afastando a incidência em cascata da tributação, premissa maior da adoção da sistemática não cumulativa em qualquer espécie tributária; o que, portanto, devese reconhecer a possibilidade de creditamento de todas as despesas que se mostrem necessárias à atividade produtiva do contribuinte e que tenham constituído receita de outras pessoas jurídicas em razão do produto ou serviços adquiridos, evitandose a sobreposição tributária; · a impossibilidade de se aplicar, por analogia, as regras atinentes à não cumulatividade dos demais tributos plurifásicos (IPI e ICMS) ao regime de não cumulatividade imposto pela CF ao PIS e a COFINS – o que afasta a possibilidade de se restringir o direito de creditamento ao que, na sistemática dos impostos, denominase crédito físico, pois as despesas que afetam a receita tributável do contribuinte não necessariamente se relacionam ou integram o produto final no processo produtivo; · as disposições das Leis 10.637/02 e 10.833/03 regulam a sistemática do creditamento do PIS e da COFINS; Não obstante a posterior constitucionalização da não cumulatividade atrelada as contribuições e a amplitude do alcance do texto constitucional, a RFB passou a adotar uma interpretação restritiva das legislações, entendendo que o conceito de insumos deveria buscar o conceito do IPI; · O que, enfatiza que, de acordo com a RFB, a CF teria conferido a lei ordinária poderes para delimitar os contornos de uma não cumulatividade que a própria CF não limitou. Fl. 1195DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.196 21 Dessa forma, conclui a recorrente que se torna necessário afastar qualquer espécie de interpretação que vislumbre o estabelecimento de critério restritivo para apuração de créditos e extensivo para apuração da base de cálculo das contribuições, pelo que, em face da elevação da não cumulatividade do PIS e da Cofins à esfera constitucional, não restam dúvidas de que o rol de dispêndios ensejadores de créditos constante dos arts. 3º da Lei 10.637/02 e 3º da Lei 10.833/03, possui caráter meramente exemplificativo, sendo restritivas apenas as vedações expressamente estabelecidas por lei. Continuando, manifesta que houve equívocos cometidos pela Fiscalização quanto ao conceito de insumos, em relação a glosa de produtos que participam do processo produtivo da Empresa, tendo em vista que adotando um critério mais restritivo a fiscalização tomou como base uma planilha informativa, na qual constavam dois questionamentos – quais sejam, se o produto é desgastado no processo produtivo e se tinha contato físico com o minério e sempre que a resposta à última coluna (contato físico com o produto) fosse “não”, glosava o crédito. Assim, traz que a fiscalização ignorou que nessa mesma planilha também constava expressamente a pergunta “usa no processo”. Dos produtos utilizados no processo produtivo Para a recorrente, os créditos de combustíveis já foram restabelecidos pela decisão da DRJ na fundamentação, pois seguindo o entendimento fiscal, deveriam ter sido glosados somente os lubrificantes que não participassem do processo produtivo – o que não foi feito, pois os lubrificantes que muito embora participassem do processo produtivo não entravam em contato direto com o minério, foram glosados pela fiscalização, mas mantidos pela DRJ. O que, entende a recorrente que merece ser restabelecido o crédito sobre todos os lubrificantes e graxas que atuam diretamente no processo produtivo, a fim de manter a coerência fiscal consoante entendimento administrativo sobre o assunto e, acima de tudo, em respeito a assentada decisão. Para tanto, cita alguns produtos glosados pela Fiscalização e que são diretamente utilizados no processo produtivo, tais como: Fl. 1196DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.197 22 · Soda Caustica líquida – insumo utilizado para regular o pH do minério e para gelatinizar o amido; · MONOAMINA – coletor utilizado no processo de flotação para separar as partículas minerais de seus contaminantes (sílica). Do combustível utilizado nos caminhões fora de estrada Para o pedido de consideração desses combustíveis para fins de creditamento das r. contribuições, argumenta a recorrente que este CARF acata os insumos imprescindíveis ao processo produtivo, mas a fiscalização glosou créditos de gases e combustíveis que a empresa utiliza nos fornos. Etapa primordial e nuclear de seu processo produtivo na pelotização do minério e, que, por sua vez, foi considerado como gerador de crédito pela DRJ ainda que não seja aplicado diretamente no produto, mas nos fornos que são utilizados na produção do minério. Dos serviços utilizados como insumos Quanto aos créditos sobre serviços utilizados como insumos, manifesta a recorrente que a fiscalização glosou serviços essenciais e intrinsecamente ligados à atividade produtiva da empresa, tais como: · Serviços prestados no mineroduto; · Aluguel de veículos; · Locação de dragas, locação de reboque, serviço de rebocador, serviços portuários; · Serviço de limpeza, recolhimento e transporte de rejeitos; · Serviços de topografia, operações de efluentes, serviços de drenagens, análises físicas e químicas; · Consorcio UHE GuilmanAmorim, operação, Manutenção e Conservação UHE Muniz Freire; · Obras de Construção Civil. Contesta, portanto, os serviços glosados, trazendo defesa para cada serviço. O que passo a discorrer: Fl. 1197DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.198 23 Do Serviços prestados no mineroduto Menciona a recorrente que o processo produtivo iniciase em Germano e finaliza com a exportação das pelotas de minério de ferro em UBU, sendo: · a extração de minério e a remoção de material estéril realizadas utilizando frota de equipamentos móveis de grande porte, aliada ao uso de sistema de correias transportadoras; · a polpa de minério concentrado transportada da unidade de Germano até a unidade de UBU pelos minerodutos; · quando a polpa chega a UBU, no município de Anchieta, começa a etapa da pelotização; · Posteriormente, os produtos são exportados. Descreve a recorrente que a fiscalização entendeu que todos os insumos e serviços alocados no centro de custo do mineroduto não podem gerar o direito ao creditamento, pois os atos normativos impõem como requisito indispensável para ser considerado como insumo que o bem ou serviço seja aplicado ou consumido diretamente na produção ou fabricação de bens destinados a venda. Do aluguel de veículos equipamentos Especificamente a essa questão, ao citar o art. 3º, IV das Leis 10.637/02 e 10.833/03, a Fiscalização entende que o dispositivo não citou aluguel de veículos, o que conclui que a intenção do legislador era outorgar o direito a tal crédito. Não obstante, observa que a empresa não toma o crédito com o transporte de pessoas, mas apenas a locação de equipamentos. A DRJ julgou a manifestação de inconformidade, afirmando que, muito embora a locação tenha sido de máquinas e equipamentos, e não aluguel de veículos, não restou comprovado que os equipamentos são diretamente empregados no seu processo produtivo. Fl. 1198DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.199 24 Quanto à locação de dragas, locação de reboque, serviço de rebocador, serviços portuários, a recorrente traz a mesma literalidade do item anterior, posto que as leis 10.637/02 e 10.833/03, em seu art. 3º, inciso IV autorizam o creditamento dos valores de aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa. Traz que não se mencionam processo produtivo, insumos, nada disso. O único critério é que os prédios, as máquinas e os equipamentos locados sejam aplicados nas atividades da empresa. Aduz que a decisão da DRJ afastase da literalidade da lei na medida em que insistente que as atividades glosadas não servem à extração/industrialização do minério, mas seriam somente de transporte. A premissa trazida pela DRJ se traduz que muito embora a atividade portuária esteja prevista no objeto social da empresa – o que caracterizaria os serviços e locações como atividade da empresa, a recorrente não demonstrou que tais atividades foram praticadas durante o período fiscalizado. Entende o fisco que somente é devido o crédito da contribuição para o PIS e da Cofins incidente sobre as despesas, caso os serviços tenham sido aplicados ou consumidos na prestação de serviços portuários. Continua: “ Essa condição, contudo, não foi comprovada, ou seja, não foram apresentados elementos capazes de afastar que as despesas incorridas foram empregadas na atividade de transporte e navegação no interior do porto ou nas atividades de escoagem do minério produzido pela própria empresa.” Quanto aos contratos de afretamento de embarcações, temse que há três espécies diferentes de contrato de afretamento: · Afretamento a casco nu: contrato de aluguel. O afretador recebe o navio e será responsável por providenciar tripulação, manutenção, abastecimento, etc. Fl. 1199DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.200 25 · Afretamento por viagem: o navio é contratado pelo afretador para uma única viagem, com destino e carga préestipulados. Todos os custos com tripulação, manutenção, abastecimento, correrão por conta do afretador; · Afretamento por tempo – nesse caso, o fretador disponibiliza do tempo. Assim como nos afretamento por viagem, os custos permanecem nas mãos do fretador; Quanto à locação de dragas, a recorrente traz que além de serem utilizadas nas atividades do porto, atividade da empresa frente ao objeto que consta de seu objeto social, também é utilizada na mineração. Quando a locação de dragas foi feita no porto, traz a contribuinte que se trata de locação de equipamentos para uma atividade da empresa – sendo essencial ao processo produtivo e sua atividade. Quanto aos serviços de limpeza, descreve a recorrente que a fiscalização apenas trouxe que não se tratam de insumos, não esclarecendo o motivo para tal entendimento. Traz também que, apesar da nomenclatura dos serviços, não se tratam especificamente de serviços de limpeza com o intuito de manter a higiene do local do serviço, mas para reaproveitamento de resíduos e rejeitos. E que tal reaproveitamento foi comprovado através de laudo técnico preparado pela área responsável, explicitando passo a passo como se dá o reaproveitamento de rejeitos no sistema produtivo. Quanto ao pedido da recorrente, caso não fosse acatado tal prova, solicita a baixa dos autos em diligência ou a produção de prova pericial para que então se esclareça o teor de cada uma destas atividades. Quanto aos serviços de topografia, operações de efluentes, serviços de drenagem, análises e químicas, aduz a contribuinte que a fiscalização entende que se tratam Fl. 1200DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.201 26 de etapas posteriores ou anteriores ao processo produtivo e, por isso, a lei não assegura o creditamento. Porém, a DRJ reconhece a imprescindibilidade dos serviços: “nenhum dos serviços aqui tratados, como ensaios químicos e análises minerológicas, (...) são empregados diretamente na produção do minério, embora não se possa negar a sua importância para o melhor desempenho dessa atividade.” A recorrente manifesta também, porém, que as análises físicas e químicas são realizadas ao longo do processo, pois sem a composição correta do produto em elaboração, o produto final estaria comprometido. Relativamente ao Tratamento de efluentes, traz que a despesa incorrida daria direito ao crédito, por conta de uma exigibilidade disposta em legislação ambiental. Quanto aos serviços e insumos utilizados na operação, manutenção e conservação das Usinas Hidrelétricas próprias, insurge que o relatório fiscal glosa parte das despesas com energia elétrica especialmente os insumos e serviços utilizados nas Usinas próprias da empresa, os custos com a transmissão e distribuição de energia. A DRJ quanto a transmissão de energia e sua distribuição entendeu pela procedência da manifestação de inconformidade, uma vez que a contratação do uso dos sistemas de transmissão e distribuição de energia é necessária para este tipo de consumidor e, nos termos da legislação setorial, obrigatória, as despesas realizadas a título de Encargo de Uso da Rede Elétrica (...) não podem ser dissociadas da energia propriamente dita, consumida na produção da empresa”. Concluiu a DRJ que “independentemente das despesas efetuadas com a transmissão de energia elétrica serem relativas à energia produzida pela contribuinte ou à energia adquirida de terceiros, são passíveis de creditamento, podendo ser descontadas da contribuição para o PIS ou da Cofins não cumulativa apurada”. Fl. 1201DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.202 27 Quanto aos insumos utilizados nas Usinas da empresa, entendeu a fiscalização que os serviços empregados na Usina dizem respeito à operação, manutenção, limpeza e conservação. Quanto às obras de construção civil, a recorrente menciona que, diferentemente do que seria de fato, a DRJ diz que a barragem não se confunde com a atividade de produção de minério, não podendo os serviços nela empregados serem considerados insumos. Quanto aos serviços glosados, tais como desassoreamento, manutenção mecânica, paradas de pátio, a recorrente traz que somente consta da manifestação de inconformidade que os serviços não estão intrinsecamente ligados ao processo produtivo da empresa. Sendo assim, em vista de todo o exposto e depreendendose da análise dos documentos acostados, em homenagem ao princípio da verdade material que permeia o processo administrativo tributário, bem como para fins de clarear o anoitecer do processo produtivo, serviços e produto que aqui transitam, voto no sentido de converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem: · Intime a Recorrente a apresentar laudo de renomada instituição que descreva detalhadamente o seu processo produtivo, apontando a utilização dos insumos, despesas, custos ora glosados na produção do referido bem destinado à exportação, ou na prestação de serviços vinculados ao processo produtivo e ao seu objeto social; Considerando também que tal laudo deverá, entre outros: o demonstrar a função de cada bem que pretende o reconhecimento como insumo e o motivo pelo qual ele é indispensável ao processo produtivo; o esclarecer o teor de cada uma das atividades exercidas pela recorrente vinculando ao processo produtivo ou ao seu objeto social. · Cientifique a fiscalização para se manifestar sobre o resultado da diligência, se houver interesse e caso entenda ser necessário; Fl. 1202DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES Processo nº 10680.901869/201267 Resolução nº 3202000.230 S3C2T2 Fl. 1.203 28 · Cientifique o contribuinte sobre o resultado da diligência, para que, se assim desejar, apresente no prazo legal de 30 (trinta) dias, manifestação, nos termos do art. 35, parágrafo único, do Decreto nº 7.574/11; · Findo o prazo acima, devolva os autos ao CARF para julgamento. Assinado digitalmente Tatiana Midori Migiyama Fl. 1203DF CARF MF Impresso em 20/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/06/2014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 16/06/2 014 por TATIANA MIDORI MIGIYAMA, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TOR RES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.001756/2008-07
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2801-000.297
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente.
Assinado digitalmente
Marcio Henrique Sales Parada- Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Ewan Teles Aguiar e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201404
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10980.001756/2008-07
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5351031
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2801-000.297
nome_arquivo_s : Decisao_10980001756200807.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARCIO HENRIQUE SALES PARADA
nome_arquivo_pdf_s : 10980001756200807_5351031.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada- Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Ewan Teles Aguiar e Marcio Henrique Sales Parada.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2014
id : 5471170
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:22:33 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046813119873024
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1692; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 186 1 185 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.001756/200807 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2801000.297 – 1ª Turma Especial Data 15 de abril de 2014 Assunto IRPF Recorrente EDEMAR KAISS Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Ewan Teles Aguiar e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório Contra o contribuinte identificado foi lavrada Notificação de Lançamento, conforme fl. 07 e seguintes, onde se verifica lançamento do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas, do exercício de 2006, ano calendário de 2005, no valor de R$ 11.149,50 com multa de ofício de 75%, importando em R$ 8.362,12 e mais juros de mora calculados pela taxa Selic, totalizando R$ 21.792,80. Na descrição dos fatos, relata a Autoridade Fiscal que constatou a seguinte infração (fl.08 ): RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .0 01 75 6/ 20 08 -0 7 Fl. 186DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10980.001756/200807 Resolução nº 2801000.297 S2TE01 Fl. 187 2 Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica Decorrentes de Ação Trabalhista. Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil, constatouse omissão de rendimentos tributáveis recebidos acumuladamente em virtude de processo judicial trabalhista, no valor de R$ 96.579,77 auferidos pelo titular e/ou dependentes. Na apuração do imposto devido, foi compensado o Imposto Retido na Fonte (IRRF)sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 1.874,23. Enquadramento Legal: Arts.l.° a 3.° e §§, da Lei n." 7.713/88; arts. 1.° a 3.° da Lei n.° 8.134/90; arts.l.° e 15 da Lei n.° 10.451/2002; art.43 do Decreto n.° 3.000/99 RIR/99. A seguir, elabora um demonstrativo, onde conclui que o contribuinte auferiu rendimentos tributáveis decorrentes da referida Ação Trabalhista no montante de R$ 188.154,57, tendo declarado em sua DIRPF R$ 91.574,80, considerando a diferença, então, omitida. Inconformado, o contribuinte apresentou Impugnação conforme folha 02, aduzindo, em síntese, que houvera também rendimentos de juros, no valor bruto de R$ 113.721,02, mas se considerado o DARF no valor de R$ 24.528,06, recolhido pela fonte pagadora a título de IRRF sobre esse valor, conforme seus cálculos, haveria imposto a restituir de R$ 8.043,73, e não imposto a pagar. Alega que houve procedimento incorreto da fonte, no informe de rendimentos, e que declarou conforme as informações prestadas pela fonte pagadora. Conhecida pela DRJ/CURITIBA, a manifestação de inconformidade foi convertida em Diligência, conforme Despacho proposto pelo Relator, nos seguintes termos, em suma (fl. 56): Na impugnação de fls. 01/04 o contribuinte contesta que a fiscalização não considerou o DARF recolhido em 12/2006 no valor de R$ 24.528,06 (documento de fl. 34) e que declarou os rendimentos tributáveis com base nas informações prestadas pela fonte pagadora Brasil Telecom S/A, CNPJ 76.535.764/000143, no comprovante de rendimentos emitido em 16/11/2006 (documento de fl. 32). Posteriormente o interessado apresenta a petição de fl. 50, anexando novo comprovante de rendimentos emitido em 10/03/2008 pela mesma fonte pagadora Brasil Telecom S/A (documento de fl. 51), alegando que a fonte pagadora deverá retificar a DIRF. Considerando que na tela de fl. 52, referente à DIRF retificadora entregue em 14/05/2009 pela fonte pagadora Brasil Telecom S/A, a despeito de ter sido emitido àquele novo comprovante de rendimentos, consta informação de rendimentos pagos ao interessado no ano calendário de 2005 no montante de R$ 129.574,80, valor este exatamente igual ao informado no comprovante de rendimentos de fl. 32. (...) Fl. 187DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10980.001756/200807 Resolução nº 2801000.297 S2TE01 Fl. 188 3 Considerando, ainda, que nos autos não consta a documentação e o detalhamento dos cálculos referentes aos valores apurados na autuação, .... Proponho o encaminhamento deste processo à DRF/CuritibaPR, a fim de que se proceda a juntada da documentação e deste detalhamento, visando possibilitar o julgamento do litígio. Ou seja, o Julgador sentiu necessidade de que fosse anexado o dossiê completo da autuação, para firmar sua convicção sobre os valores considerados pelo lançamento de ofício e também sobre a questão do DARF recolhido no valor de R$ 24.528,06, uma vez que na DIRF constante dos sistemas da RFB não havia sido retificada a informação sobre os rendimentos tributáveis e o IRRF, apesar de novo comprovante de rendimentos emitido pela fonte pagadora e apresentado posteriormente pelo contribuinte (fl. 33, 53, 54 e 126). Realizada a Diligência, os autos retornaram àquela instância julgadora, que, em resumo, assim se manifestou (fl. 130 e seguintes): A matéria em litígio referese ao lançamento efetuado em virtude de omissão de rendimentos tributáveis no valor de R$ 96.579,77 (R$ 188.154,57 R$ 91.574,80), recebidos acumuladamente em virtude de processo judicial trabalhista. O impugnante protesta que a Receita "não considerou o DARF recolhido pela Brasil Telecom S/A em 12/2006 no valor de R$ 24.528,06", referente a "juros de mora", acrescentando que no seu entendimento "o rendimento bruto dos juros é R$ 113.721,02, ou seja R$ 89.192,96 (rendimento líquido jrs) + R$ 24.528,06 (Retenção IRRF s/juros)." (...) Com efeito, constatase que, em face da decisão de f l . 71 ( f l . 371 do processo judicial) que homologou o acordo de fls. 65/70 (fls. 363/368 do processo judicial), celebrado entre as partes (Edemar Kaiss e Brasil Telecom S/A) na reclamatória trabalhista n° 21979200006510901 03, que tramitou na 17a Vara do Trabalho de CuritibaPR, foi devido ao contribuinte reclamante o valor líquido de R$ 208.273,98. ... Contatase também que, embora à fl. 51 tenha sido juntado pelo interessado o "Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte", supostamente emitido em 10/03/2008 pela fonte pagadora Brasil Telecom S/A, em que consta a retenção (no ano de 2005) de imposto de renda retido na fonte (IRRF) compensável na declaração de ajuste anual no valor de R$ 57.672,24, não existe informação prestada em Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) pela pessoa jurídica que corrobore este valor. Ao contrário, a Dirf retifícadora apresentada em 14/05/2009 pela fonte pagadora (telas de fls. 118/119) informa IRRF compensável no ajuste no valor de R$ 34.702,37. (...) Contatase também que, embora à fl. 51 tenha sido juntado pelo interessado o "Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte", supostamente emitido em 10/03/2008 pela fonte pagadora Brasil Telecom S/A, em que consta a retenção (no ano Fl. 188DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10980.001756/200807 Resolução nº 2801000.297 S2TE01 Fl. 189 4 de 2005) de imposto de renda retido na fonte (IRRF) compensável na declaração de ajuste anual no valor de R$ 57.672,24, não existe informação prestada em Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) pela pessoa jurídica que corrobore este valor. Ao contrário, a Dirf retifícadora apresentada em 14/05/2009 pela fonte pagadora (telas de fls. 118/119) informa IRRF compensável no ajuste no valor de R$ 34.702,37. Assim, conforme cálculos a seguir, impõese reconhecer como sendo rendimento isento e nãotributável o valor de R$ 22.883,79, como rendimento tributável sujeito ao ajuste anual o valor de R$ 174.401,74 e, como rendimento de tributação exclusiva na fonte o valor de R$ 11.777,46; já deduzidos, de forma proporcional, os honorários advocatícios pagos no montante de R$ 38.000,00. (...) Dessa forma, como o interessado ofereceu à tributação, na declaração de ajuste anual retificadora de fls. 43/46, rendimentos recebidos na reclamatória trabalhista no montante de R$ 91.574,80, é devida a manutenção do lançamento da diferença de omissão de rendimentos no valor de R$ 82.826,94 (R$ 174.401,74 R$ 91.574,80).(sublinhei) (...) Nesse sentido, impõese reconhecer que do IRRF no valor total de R$ 36.578,60, parte referese aos rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste anual e parte referese aos rendimentos de tributação exclusiva na fonte, conforme detalhado a seguir (:..). Portanto, o valor de IRRF compensável na declaração de ajuste anual referente aos rendimentos omitidos é o montante R$ 33.805,15;... Assim, deuse o julgamento recorrido, para, não considerando o DARF complementar recolhido pela fonte pagadora em 12/2006, por não constar a informação em DIRF, considerar procedente em parte o lançamento, tendo reduzido o valor da omissão, conforme acima transcrito, após os minuciosos cálculos e considerações que efetuou. Conseqüentemente, reduziuse o valor de imposto suplementar a pagar, passandoo a R$ 10.138,93 mais encargos da multa proporcional e juros de mora. Cientificado dessa Decisão em 22/12/2011, conforme AR na folha 140, o contribuinte apresentou recurso voluntário em 23/01/2012 (fl. 141) onde manifestase, novamente, apenas em relação a um único ponto. Vejamos: Diz que a diferença entre o valor declarado em DIRPF e o valor encontrado pela Autoridade Fiscal, decorrente de rendimentos tributáveis recebidos em decorrência de Ação Trabalhista, referese aos juros de mora recebidos, no valor de R$ 89.192,96. Acontece que a Brasil Telecom S A (fonte pagadora) recolheu DARF no valor de R$ 24.528,06, em 12/2006, tendo emitido novo comprovante de rendimentos, informando o valor corrigido dos rendimentos e do IRRF. A Turma Julgadora alegando que não houve informação desse recolhimento “complementar” em DIRF retificadora, entendeu como compensável apenas R$ 34.702,37, não aceitando os R$ 24.528,06. Alega que elaborou sua DIRPF de acordo com a Fl. 189DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10980.001756/200807 Resolução nº 2801000.297 S2TE01 Fl. 190 5 informação prestada pela fonte pagadora, que posteriormente lhe forneceu outro comprovante de rendimentos e assim não houve omissão de rendimentos. Argumenta que com a tributação dos juros e a consideração do IRRF sobre os mesmos, pelos cálculos que elabora, não há valor complementar a ser recolhido, pois o que se verifica é um valor a restituir de R$ 8.043,73. Dessa feita, pede que seja considerado o “incontroverso” pagamento do imposto retido pela fonte pagadora no valor de R$ 24.528,06, passandose a considerar que existe um valor a ser restituído de R$ 8.043,73. Requer ainda a expedição de ofício à fonte pagadora Brasil Telecom AS para que retifique, regularizando, a DIRF comentada. É o relatório. Voto Conselheiro Marcio Henrique Sales Parada, Relator. O recurso é tempestivo, conforme relatado, e, atendidas as demais formalidades legais, dele tomo conhecimento. Registro que como o prazo encerrouse em dia de sábado, postergouse o fim para o primeiro dia útil seguinte. A numeração de folhas a que me refiro a seguir é a identificada após a digitalização do processo, transformado em meio eletrônico (arquivo.pdf). Primeiramente, em relação à forma de tributação de rendimentos recebidos acumuladamente, no mês em que foram disponibilizados ao contribuinte, em virtude de ação reclamatória na Justiça Trabalhista, entendo que não está em discussão nestes autos. Mesmo porque, a lide trabalhista foi encerrada com a realização de acordo homologado em juízo, como se pode observar nas folhas 28 a 31. Assim, não se pode falar em verbas referentes a esse ou aquele período específico, uma vez que as partes transigiram sobre parcelas específicas, concluindo por um valor “global”, a ser pago em parcela única. Na lição clássica de Carnelutti, para que haja lide ou litígio é necessário que ocorra “um conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida”, sendo a pretensão “a exigência de uma parte de subordinação de um interesse alheio a um interesse próprio” (Apud THEODORO JR. Humberto, Curso de Direito Processual Civil, 41 ed, Forense, Rio de Janeiro: 2004, p. 32). Segundo Marcos Vinicius NEDER e Maria Teresa Martinez LOPÉZ: “Para a solução do litígio tributário deve o julgador delimitar, claramente, a controvérsia posta à sua apreciação, restringindo sua atuação apenas a um território contextualmente demarcado. Esses limites são fixados, por um lado, pela pretensão do Fisco e, por outro, pela resistência do contribuinte, expressos respectivamente pelo ato de lançamento e pela impugnação....(grifei) A lei processual estabelece regras que deverão presidir as relações entre os intervenientes na discussão tributária. A atuação dos órgãos administrativos de julgamento pressupõe a existência de interesses opostos, expressos de forma dialética....Na lição de Calamandrei, “o processo se desenvolve como uma luta de ações e reações, de ataques e Fl. 190DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10980.001756/200807 Resolução nº 2801000.297 S2TE01 Fl. 191 6 defesas, na qual cada um dos sujeitos provoca, com a própria atividade, o movimento dos outros sujeitos, e espera,depois, deles um novo impulso....”Se no curso deste processo, constatarse a concordância de opiniões, devese por fim ao processo, já que o próprio objeto da discussão perdeu o sentido. Da mesma forma, não há o que julgar se o contribuinte não contesta a imposição tributária que lhe é imputada.(NEDER, Marcos Vinícius e LOPEZ, Maria Teresa Martinez. Processo Administrativo Fiscal Comentado. 2ª ed,. Dialética, São Paulo, 2004, p. 265/266) ...esclarece Alberto Xavier que “nos caos em que o ato do lançamento impugnável seja ‘cindível’, a impugnação pode ser apenas parcial, de tal modo que o impugnante poderá individualizar o objeto do processo, especificando as ‘questões ou pedidos parciais’ que pretende impugnar, ficando as demais, em virtude da renúncia á impugnação, sujeitas á preclusão”(XAVIER. Alberto. Do lançamento...2ª ed. Forense, São Paulo, 1997, p. 333, Apud NEDER, Op. Cit, p. 269) Ressalvadas algumas matérias de ordem pública, a competência do julgador para a revisão do lançamento restringese à hipótese prevista no art. 145 do CTN, sendo a revisão de ofício de iniciativa exclusiva da RFB (art. 149 do CTN). O Relatório delimita a matéria em litígio, que se concentra na consideração ou não de IRRF recolhido pela fonte pagadora, mas não informado em DIRF. Esse é o pedido do contribuinte, desde a impugnação. Em princípio, com base no informe de rendimentos que consta da folha 33, a fonte pagadora, em 16/11/2006, considerou parte dos valores pagos em decorrência do acordo celebrado em juízo como “verbas indenizadas”. O contribuinte informa que esse valor se refere aos juros. Naquele comprovante, consta como IRRF sobre rendimentos tributáveis o valor de R$ 34.702,37. Em 19/08/2005, a fonte pagadora recolhera R$ 36.578,60 (fl. 125) a título de retenção na fonte, valor esse considerado pela decisão recorrida na sua apuração e incontroverso neste processo. Posteriormente, o contribuinte apresenta outro comprovante de rendimentos emitido pela mesma fonte, agora com valor dos rendimentos tributáveis aumentado e informação de IRRF de R$ 57.672,24, com data de emissão em 10/03/2008. Na folha 126, consta outro DARF, com data de recolhimento em 14/12/2006, no valor de R$ 24.528,06. É esse que o contribuinte pede que seja considerado no cálculo do imposto sobre a renda e que a DRJ não considerou pois, apesar de verificar o valor informado no comprovante de rendimentos emitido posteriormente, tal não condiz com o informado em DIRF, que permaneceu inalterada, nesse sentido. Dessa feita, considerando a data de recolhimento, posterior ao período de apuração, e a não informação em DIRF, para que possa ser devidamente vinculado, VOTO pela conversão do julgamento em Diligência a fim de que: a) a Unidade de origem verifique a situação de disponibilidade do pagamento conforme DARF que consta da folha 126 destes Fl. 191DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN Processo nº 10980.001756/200807 Resolução nº 2801000.297 S2TE01 Fl. 192 7 autos. Caso esteja disponível, bloqueie para que não seja empregado em outro débito, até o julgamento final deste processo; Após, retornem os autos a este CARF para prosseguimento do julgamento. Assinado digitalmente Marcio Henrique Sales Parada Fl. 192DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29 /05/2014 por MARCIO HENRIQUE SALES PARADA, Assinado digitalmente em 29/05/2014 por TANIA MARA PASCHO ALIN
score : 1.0
