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Numero do processo: 13807.001717/99-67
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Sep 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/05/1990 a 30/09/1995
PIS. RECOLHIMENTO A MENOR. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO DO SALDO. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, DO CTN.
Caso se apure saldo devedor remanescente, a Fazenda deverá constituir o crédito tributário no prazo de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. Após este prazo acorre a extinção definitiva do crédito, nos termos do parágrafo 4º do art. 150 do CTN.
Numero da decisão: 3401-001.983
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os presentes Embargos de Declaração sem efeitos infringentes.
JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS - Presidente.
RELATOR FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator.
EDITADO EM: 17/06/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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Interessado Supermercado Castanha LTDA. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/05/1990 a 30/09/1995 PIS. RECOLHIMENTO A MENOR. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO DO SALDO. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, DO CTN. Caso se apure saldo devedor remanescente, a Fazenda deverá constituir o crédito tributário no prazo de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. Após este prazo acorre a extinção definitiva do crédito, nos termos do parágrafo 4º do art. 150 do CTN. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os presentes Embargos de Declaração sem efeitos infringentes. JÚLIO CÉSAR ALVES RAMOS Presidente. RELATOR FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator. EDITADO EM: 17/06/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos, Jean Cleuter Simões Mendonça, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Odassi Guerzoni Filho, Angela Sartori e Fernando Marques Cleto Duarte. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 17 17 /9 9- 67 Fl. 407DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 2 Trata o presente processo de Embargos de Declaração, protocolados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, referentes à decisão de 27.7.2010 proferida por este Conselho. Por suficiente para a compreensão do processo, adoto o relatório apresentado a esta Câmara, por ocasião do julgamento do Recurso Voluntário da contribuinte: “Em 4.3.1999, foi lavrado Auto de Infração contra a contribuinte Supermercado Castanha LTDA. (CNPJ 63.082.721/000108) exigindo o recolhimento de PIS no valor de R$ 140.294,86 (atualizados até 26.2.1999) composto da seguinte forma: Contribuição: R$ 50.404,44 Juros de Mora (calculados até 26.02.1999): R$ 52.534,53 Multa Proporcional (Passível de Redução): R$ 37.355,89 O lançamento referese à. falta de recolhimento da contribuição para o Programa de Integração Social referente ao período de maio/1990 a setembro/1995. Em 25.3.1999, a contribuinte protocolizou, tempestivamente, impugnação ao lançamento, alegando, em síntese, que: a) Segundo o Código Tributário Nacional, que fora recepcionado pela atual Constituição Federal com força de Lei Complementar, em seu art. 173: "Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 anos, contados: I — do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;" Portanto, requerse a declaração de prescrição de todos os valores lançados como créditos tributários, desde o período de março/90 até dezembro/93, perseguindo a discussão somente nos valores posteriores a janeiro/94. b) Não foi demonstrada para a empresa a metodologia utilizada para a apuração desses créditos. c) A contribuinte não observou na conta atualização monetária os preceitos estabelecidos na sentença prolatada nos autos do processo nº. 97.00465748. Essa atualização, a partir de janeiro/1996 deve ser corrigida pela Taxa SELIC. O item II do citado processo determina a inclusão dos índices de inflação expurgados da economia e medidos pelo IPC, nos meses de janeiro/89 e março/90. Os demais expurgados inflacionários ocorridos em abril, maio e julho de 1990 devem ser incluídos conforme orientação jurisprudencial. d) Os cálculos efetuados pelo Auditor Fiscal da Receita Federal não respeitaram a sistemática da Lei Complementar nº. 7/70, a qual determinava como base de cálculo o sexto mês anterior ao fato gerador, sem qualquer correção monetária. e) Toda a discussão encontrase sub judice, ou seja, não pode ser a empresa autuada administrativamente por aquilo que discute judicialmente. f) O Direito somente admite penas acessórias quando o ato lesivo praticado seja decorrente de dolo ou culpa, não havendo, nesse caso, em nenhum momento a intenção de praticar um ato Fl. 408DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 13807.001717/9967 Acórdão n.º 3401001.983 S3C4T1 Fl. 408 3 lesivo. Sem estes elementos, não pode ser comutado ao contribuinte a multa e os juros monetários, relacionados no total do crédito tributário, constituído no Auto de Infração. Em sessão de 18.2.2004, a 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Campinas SP acordou, por unanimidade de votos, julgar procedente o lançamento. De acordo com o voto: a) Estar a matéria sub judice não é obstáculo a formalização do crédito tributário pelo lançamento de oficio, o qual é decorrente do caráter vinculado e obrigatório do ato administrativo. b) A Lei nº 8.212/91, a qual dispõe sobre a organização da Seguridade Social e de seu plano de custeio e, como visto, aplicase ao PIS, fixa esse prazo: "Art. 45. O da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos contados: I — do primeiro dia do exercício seguinte aquele em que o crédito poderia ter sido constituído," Nesse caso, a data de ciência do auto de infração é 04.03.1999 e a exigência referese a fatos geradores a partir , de maio/1990. Logo, não há nenhum período alcançado pela decadência. c) Na apuração dos valores devidos o autuante tãosomente aplicou a legislação vigente, sendo, então, incabível a alegação de que não foi demonstrada a metodologia de apuração da contribuição devida. d) Os valores recolhidos a maior pelo Auditor Fiscal em alguns períodos foram devidamente compensados com débitos de outros períodos. Para esses períodos, a análise dos valores compensados demonstra claramente que o autuante considerou os expurgos inflacionários como determinado pela sentença judicial. Não precede, portanto, a alegação da contribuinte com relação a correção monetária. e) Quanto à interpretação esposada pela contribuinte do parágrafo único do art. 6º da Lei Complementar nº 7/70 de que o prazo previsto trataria de base de cálculo retroativo, o entendimento da Turma de Julgamento está consolidado de que é improcedente este argumento. Essa interpretação somente seria possível se existisse a possibilidade da concretização da materialidade, do aspecto espacial, do aspecto pessoa do aspecto temporal no momento presente, dimensionados pelo aspecto quantitativo aferido o passado. f) O art. 136 do CTN determina que "a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensa dos efeitos do ato". Não procede a alegação de que não teria havido dolo ou culpa, sendo cabível a exigência da respectiva multa de oficio. E quanto aos juros de mora, a atividade administrativa de lançamento tributário é vinculada A lei, não cabendo a discricionariedade que a impugnante parece requisitar. Fl. 409DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 4 Em 15.8.2007, a contribuinte protocolizou Recurso Voluntário, alegando, em síntese: a) Não há que se falar em alteração do prazo de recolhimento do PIS pelas legislações posteriores a Lei Complementar n° 7/70, mantendose intocável o parágrafo único, do art. 6°, uma vez que referida norma trata da base de cálculo do PIS. Somente com o advento da MP n° 1.212/95, sobreveio alteração da base de cálculo do PIS. b) É obrigação legal da Ilma. Autoridade Fazendária determinar a revisão de cálculos, uma vez reconhecida a chamada "semestralidade", conforme determinação da douta Procuradoria Geral da Fazenda, e com isso ao invés de débitos, serão apurados valores a serem ressarcidos pela contribuinte. c) A contribuinte, em Ação Ordinária (Processo n° 97.0046574 8) tinha como escopo a busca pela proteção judicial, de forma a permitir que o Contribuinte efetuasse a Compensação ou Repetição dos valores recolhidos a maior a titulo de PIS. O Poder Judiciário pronunciouse; e em sede de Agravo de Instrumento, o egrégio Tribunal Regional Federal da 3ª Região, deferiu o pedido, permitindo a compensação imediata dos valores indevidamente recolhidos, com débitos tributários vincendos, garantindo a eficácia da medida judicial até o trânsito em julgado da Ação Principal. A manutenção do decidido desrespeitará a própria decisão judicial de eficácia imediata, contrariando os princípios da Constituição da República Federativa do Brasil. d) Mesmo que a contribuinte nada dispusesse na sua petição inicial sobre a aplicação da Lei Complementar nº 7/70, o fato é que, uma vez declarados inconstitucionais os DecretosLeis n° 2.445/88 e 2.449/88, especialmente no que diz respeito A "semestralidade", passam a vigorar as disposições contidas na citada Lei. e) Apresenta vasta jurisprudência referente à semestralidade preconizada pela Lei Complementar n° 7/70. f) Embora o PIS seja uma Contribuição Social, não é devido à Seguridade, não se aplicando, então, à Lei n° 8.212/91. Os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212/91, por sua vez, não são aplicáveis, pois as Contribuições Sociais são tributos, e, desta forma, serão regidas pelos artigos 145 e seguintes da Constituição da República Federativa do Brasil. Conclui requerendo que seja reformado o acórdão, e se necessário alegado a decadência do processo. É o relatório.” Em 27.7.2010 esta câmara decidiu pela procedência parcial do Recurso, sob os seguintes fundamentos: a) A súmula vinculante n°. 8 do STF declarou a inconstitucionalidade de do art. 45 da Lei 8.212/91, devendo ser aplicada a regra geral contida no art. 173 do CTN, que trata da decadência do débito tributário, sendo o prazo de 5 anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado; Fl. 410DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 13807.001717/9967 Acórdão n.º 3401001.983 S3C4T1 Fl. 409 5 b) A súmula 212 do STJ veda a compensação de créditos tributários deferidos por ação cautelar e medida liminar cautelar ou antecipatória; c) A base de cálculo prevista no art. 6º da Lei Complementar nº. 7/70 é o faturamento do sexto mês anterior, sem correção monetária. Em 21.7.2011, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) foi cientificada da decisão, e protocolou Embargo de Declaração (fls. 391/392), no qual alega, em síntese, que existe contradição no seguinte trecho da ementa: "DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA VINCULANTE Nº 8. DECADÊNCIA. ART. 45 DA LEI 8.212/91. A súmula vinculante nº 8 do STF declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei 8.212/91, devendo se aplicar a regra geral contida no art. 173 do CTN, que trata da decadência do debito tributário, sendo o prazo de 5 anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado.” Houve contradição ao se indicar a aplicação do art. 173, I, do CTN e se declarar que a decadência fulminou o crédito tributário "referente aos períodos de apuração anteriores a mar/1994" (fl. 386) ou "posteriores ao período de janeiro/94" (fl.388verso), pois, como exposto acima, a aplicação do art. 173, I, do CTN lastreia a exigibilidade do crédito em comento. Com efeito, o fato gerador da obrigação dez/1993 somente poderia ter sido cobrado no ano de 1994, sendo que o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido lançado o crédito se deu em 1º.1.1995. Por fim, a PGFN requer que seja sanado o vicio ora demonstrado e que se confira efeitos modificativos ao julgado, para negar provimento ao recurso voluntário do contribuinte no que diz respeito aos meses de competência dez/1993 e seguintes, ante a correta aplicação do art. 173, I, do CTN a espécie. Voto Conselheiro Relator FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Verificada a tempestividade da interposição destes embargos, passo a apreciálos. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional alega em síntese contradição entre a aplicação do art. nº. 173, inc. I, do Código Tributário Nacional e a declaração de que a decadência fulminou o crédito tributário "referente aos períodos de apuração anteriores a mar/1994" (fl. 386) ou "posteriores ao período de janeiro/94" (fl.388verso). Entendo haver de fato contradição, a ser sanada, uma vez que a decisão emanada por este colegiado, não foi baseada na aplicação do art. nº. 173, inc. I, do CTN, e sim na aplicação do art. nº. 150, §4º, do CTN, conforme reproduzida abaixo: Fl. 411DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 6 “Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso para: 1) declarar a decadência do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário referente aos períodos de apuração anteriores a 03/1994. Vencidos Gilson Macedo Rosenburg Filho e Odassi Guerzoni Filho quanto aos períodos de compreendidos entre 12/1994 e 09/1995; 2) para aplicar aos fatos geradores as regras contidas na Lei Complementar nº. 07/70, observando, em especial, a semestralidade” O art. nº. 150, §4º, assim como o art. nº. 173, inc. I, ambos do CTN tratam sobre a decadência do direito da Fazenda Pública de constituir créditos, sendo que no primeiro o prazo é contado da ocorrência do fato gerador, e a segundo do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Desta forma nestes embargos buscamos verificar qual o ponto chave da contradição, e sanála, se na decisão do colegiado, que pela análise do caso em tela verificamos foi baseada no art. nº. 150, §4º do CTN, ou na fundamentação, que foi baseada no art. nº. 173, inc. I da mesma norma. Tendo em vista que o mandamento presente na decisão vem no sentido da aplicação da decadência aos períodos de apuração anteriores a 03/1994, a contradição está presente na citação do art. nº. 173, inc. I do CTN no voto e que a intenção deste colegiado ao proferir sua decisão foi de aplicar o art. nº. 150, §4º desta mesma norma, reproduzido abaixo: “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Este entendimento exposto na decisão proferida pelo colegiado se deve ao fato de que houve de fato o recolhimento, por parte da contribuinte, do crédito tributário pleiteado na esfera judicial, sendo estes os mesmo aqui discutidos. Conforme se verifica na tabela 2 (fls. 209 e 210) do Termo de Verificação, houve recolhimento do PIS, tendo sido ele recolhido por valor menor, havendo, portanto, um saldo devedor. Neste caso está pacificado no STJ que para a contagem do período decadencial deve ser aplicado o art. 150, § 4º, do CTN, conforme ementa abaixo transcrita: (grifos nosso) “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. ICMS. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. RECOLHIMENTO A MENOR. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 150, § 4º, DO CTN. Fl. 412DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 13807.001717/9967 Acórdão n.º 3401001.983 S3C4T1 Fl. 410 7 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 20, § 4°, E 21, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC. 1. Agravo regimental no recurso especial em que se discute o prazo para a constituição de crédito tributário remanescente de ICMS, no caso em que ocorre o pagamento a menor do tributo. 2. Nos tributos cujos sujeitos passivos têm o dever de antecipar o pagamento sem que haja prévio exame da autoridade administrativa, caso se apure saldo remanescente, a Fazenda deverá constituílo no prazo de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador, sob pena de ocorrer a extinção definitiva do crédito, nos termos do parágrafo 4º do art. 150 do CTN. Precedentes: AgRg no REsp 1.152.747/MG, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 22/2/2011; AgRg no REsp 1.192.933/MG, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 11/2/2011; AgRg no REsp 1.182.862/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 2/2/2011. 3. Ademais, a Primeira Seção do STJ, no julgamento do REsp 973.733/SC, realizado nos termos do art. 543C e sob a relatoria do Ministro Luiz Fux, sedimentou o entendimento de que o art. 173, I, do CTN se aplica aos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou, quando, a despeito da previsão legal, não há o pagamento, salvo nos casos de dolo, fraude ou simulação. (...) 5. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1172391 / RS, Processo nº 2009/02494820, rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES. T1 – Primeira Turma, julgamento em: 4.8.2011, publicação no DJe em: 10.8.2011)” É importante ressaltar que com o esclarecimento desta contradição em momento algum ocorrerá reformatio in pejus, tendo em vista que o dispositivo, acordado pelos membros do Colegiado, que tem poder coercitivo e gera efeitos no mundo jurídico se manteve inalterada, isto é não será dado efeito infringente a este embargo, onde apenas esclarecemos o entendimento definido na seção de julgamento e que se chocava com o corpo do voto proferido. Sendo assim, em razão de todo o exposto, corrijo a contradição exposta pela ementa do acórdão proferido, alterando “a aplicação do art. nº. 173, inc. I, do CTN” para a “aplicação do art. nº. 150, §4º, do CTN”. Mantendo, assim, o dispositivo do acórdão que define o período de apuração afetado pela decadência como aqueles anteriores a mar/1994. É como voto. Sala das Sessões, em 26 de setembro de 2012. Relator FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE – Relator. Fl. 413DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 8 Fl. 414DF CARF MF Impresso em 10/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 2 4/06/2013 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 17/06/2013 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE
score : 1.0
Numero do processo: 10680.915605/2009-95
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do Fato Gerador: 30/10/2002
DCTF PRAZO RETIFICAÇÃO
Extingue o direito de retificação da DCTF em 5 anos contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao qual se refere à declaração (§ 5º do artigo 9º da IN RFB nº 1.110/2010), diante do que o crédito tributário confessado passa a ser definitivo, inexistindo, portanto, direito creditório a pleitear.
RECURSO VOLUNTÁRIO IMPROVIDO.
Numero da decisão: 3101-001.450
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Monica Monteiro Garcia de lós Rios, Rodrigo Mineiro Fernandes e Vanessa Albuquerque Valente.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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RECURSO VOLUNTÁRIO IMPROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Monica Monteiro Garcia de lós Rios, Rodrigo Mineiro Fernandes e Vanessa Albuquerque Valente. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 56 05 /2 00 9- 95 Fl. 78DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 20 /08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10680.915605/200995 Acórdão n.º 3101001.450 S3C1T1 Fl. 22 2 Segundo o relatório de fls. 23 dos autos emanados da decisão DRJ/POA, por meio do voto do relator Marco Antonio Zocratto: O interessado transmitiu Per/Dcomp visando a compensar o(s) débito(s) nele declarado(s), com crédito oriundo de pagamento a maior de Cofins, relativo ao fato gerador de 30/10/2002. A Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte emitiu Despacho Decisório eletrônico no qual não homologa a compensação pleiteada, sob o argumento de que o pagamento foi utilizado na quitação integral de débitos do contribuinte, não restando saldo creditório disponível. Irresignado com o indeferimento do seu pedido, o contribuinte apresentou, em 27/05/2009, manifestação de inconformidade de fls. 1 a 4, a seguir resumida. Alega que não há impedimento legal para a compensação de valores pagos a maior ou indevidamente e que os impedimentos estão arrolados no art.74 parágrafo 3° da Lei n° 9.430, de 1996, e que tem o direito de retificar as DCTF e demais obrigações acessórias. Requereu acolhimento de sua Manifestação de inconformidade. A luz do relato feito e da análise do presente processo, verificouse que o indeferimento do pedido, pela DRF de origem, foi motivado pelo fato de o pagamento mencionado no Per/Dcomp ter sido utilizado integralmente na quitação de débito de Cofins relativo a 30/10/2002. O contribuinte informa que providenciou a entrega de DCTF retificadora com o real valor devido de Cofins para o período em questão, gerando, assim, o crédito a ser compensado. De fato, verificouse que na DCTF retificadora, referente ao período de apuração de 30/10/2002, o contribuinte vincula parte do DARF discriminado no Per/Dcomp, restando saldo de crédito suficiente para compensar o débito indicado na declaração de compensação. A DCTF retificadora do período de 30/10/2002 foi transmitida pela empresa em 11/11/2009 e a Dipj retificadora, referente ao ano calendário 2002, foi entregue em 05/08/2009, ambas além do prazo legal, levandose em conta o disposto no art. 150, §4°, do Código Tributário Nacional (CTN). A decisão recorrida emanada do Acórdão nº. 0237.212 de fls. 22 traz a seguinte ementa: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL — COFINS Data do fato gerador: 31/10/2002 DCTF RETIFICADORA APRESENTADA FORA DO PRAZO LEGAL. COMPENSAÇÃO INDEFERIDA. O prazo estabelecido pela legislação para o direito de constituir o crédito tributário deve ser o mesmo para que o contribuinte proceda à retificação da respectiva declaração. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 20 /08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10680.915605/200995 Acórdão n.º 3101001.450 S3C1T1 Fl. 23 3 Não tendo sido apresentada pelo contribuinte qualquer prova que demonstre a existência do direito creditório, não se pode considerar, por si só, a DCTF retificadora como sendo instrumento hábil, capaz de conferir certeza ao crédito indicado na declaração de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Credit6rio Não Reconhecido” A Recorrente apresentou um longo Recurso Voluntário, manifestando sua inconformidade e requerendo o provimento do seu recurso, para reconhecer que a DCTF enviada e aceita é legitima para validar o procedimento de compensação, gerando, assim o direito creditório e por consequência seja homologada a sua compensação, com o reconhecimento da validade da sua DCTF retificadora transmitida, mesmo como prova indiciária, como direito da contribuinte de excluir os medicamentos sujeitos à alíquota zero da base de cálculo do PIS e COFINS . É o relatório. Voto Conselheiro Relator Valdete Aparecida Marinheiro, O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, por conter todos os requisitos de admissibilidade. O crédito objeto da presente compensação não homologada decorre de suposto pagamento a maior a título de COFINS, espécie de tributo sujeito ao lançamento por homologação, e portanto, jungido às regras previstas no art. 150, §§ 1º a 4º do CTN, segundo as quais, compreende como atividade do Contribuinte de apurar o montante do tributo devido e efetuar o recolhimento antecipado. Para estes casos, o crédito tributário propriamente dito constituise com a formalização da obrigação tributária mediante a apuração e entrega pelo sujeito passivo, da Declaração de Débitos e Créditos Tributário Federais – DCTF. A DCTF, inicialmente denominada Declaração de Contribuições e Tributos Federais foi instituída pela IN SRF nº 129/1986 para prestação de informações de débitos, e, posteriormente, substituída pela Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais instituída pela já revogada IN SRF nº 126/1998, a qual, na época dos fatos, era regulamentada pela IN SRF nº 695/2006. O efeito de constituição do crédito e confissão de dívida das declarações prestadas pelo Contribuinte está previsto no § 1º do artigo 5º do DecretoLei nº 2.124/84: “Art. 5º O Ministro da Fazenda poderá eliminar ou instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais administrados pela Secretaria da Receita Federal. § 1º O documento que formalizar o cumprimento de obrigação acessória, comunicando a existência de crédito tributário, constituirá confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 20 /08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10680.915605/200995 Acórdão n.º 3101001.450 S3C1T1 Fl. 24 4 § 2º Não pago no prazo estabelecido pela legislação o crédito, corrigido monetariamente e acrescido da multa de vinte por cento e dos juros de mora devidos, poderá ser imediatamente inscrito em dívida ativa, para efeito de cobrança executiva, observado o disposto no § 2º do artigo 7º do Decretolei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983.” Corroborando o Decretolei nº 2.341/84, foi editada a IN SRF nº 77/98 que veio justamente confirmar a constituição do crédito pela DCTF, determinando a remessa direta dos débitos declarados e não quitados à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa: “Art. 1º Os saldos a pagar, relativos a tributos e contribuições, constantes das declarações de rendimentos das pessoas físicas e jurídicas e da declaração do ITR, quando não quitados nos prazos estabelecidos na legislação, e da DCTF, serão comunicados à Procuradoria da Fazenda Nacional para fins de inscrição como Dívida Ativa da União.” Ou seja, a DCTF, ato decorrente do lançamento por homologação, constitui confissão de dívida, tornando líquido e certo o crédito tributário declarado pelo sujeito passivo, cabendo ao Fisco homologar expressa ou tacitamente o lançamento. Assim, partindo do pressuposto de que a DCTF é o instrumento hábil e suficiente para constituição do crédito tributário, tornandoo líquido e certo, por consequência lógica, basta o confronto dos valores constituídos em DCTF com o valor do pagamento para que se apure eventual recolhimento a maior ou indevido passível de restituição/compensação. No presente caso, alega a Recorrente que declarou e efetuou o recolhimento a maior a título de COFINS, cujo indébito surgiria com a retificação da DCTF. Ocorre que a DCTF não foi retificada pela Recorrente em tempo hábil, uma vez que, nos termos do §5º do artigo 9º da IN RFB nº 1.110/2010, a retificada só poderá ser feita dentro do prazo de 5 (cinco) anos contados a partir do exercício seguinte ao qual deveria ter sido declarado: Art. 9º A alteração das informações prestadas em DCTF, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. [...] § 5º O direito de o contribuinte pleitear a retificação da DCTF extinguese em 5 (cinco) anos contados a partir do 1º (primeiro) dia do exercício seguinte ao qual se refere a declaração. § 6º A pessoa jurídica que apresentar DCTF retificadora, alterando valores que tenham sido informados: I na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), deverá apresentar, também, DIPJ retificadora; e II no Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon), deverá apresentar, também, Dacon retificador. Fl. 81DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 20 /08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10680.915605/200995 Acórdão n.º 3101001.450 S3C1T1 Fl. 25 5 A regra se coaduna com os prazos prescricionais previstos no CTN. Ora, se o direito creditório pleiteado na DCOMP referese à DCTF de out/2002, a retificação (surgimento do indébito) poderia ter sido enviada até 31 de dezembro de 2007, o que de fato não ocorreu. A DCTF retificadora foi protocolizada pela Recorrente em 11/11/2009, portanto, foi apresentada após o transcurso do prazo para retificação. De modo que o crédito tributário confessado tornouse definitivo. Diante do exposto, NEGO PROVIMETO ao Recurso Voluntário. É como voto Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Fl. 82DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 20 /08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10680.915605/200995 Acórdão n.º 3101001.450 S3C1T1 Fl. 26 6 Fl. 83DF CARF MF Impresso em 09/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 20 /08/2013 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 09/09/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 10880.979237/2009-57
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador: 14/03/2003
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO.
Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 3803-004.335
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(Assinado digitalmente)
CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente.
RELATOR - Relator.
(Assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA, JULIANO EDUARDO LIRANI; HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES., JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, e CORINTHO OLIVEIRA MACHADO (Presidente).
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 14/03/2003 MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente. RELATOR - Relator. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA, JULIANO EDUARDO LIRANI; HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES., JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, e CORINTHO OLIVEIRA MACHADO (Presidente).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2064; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 4 1 3 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.979237/200957 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3803004.335 – 3ª Turma Especial Sessão de 23 de julho de 2013 Matéria Compensação Recorrente TRANSPORTADORA GATÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 14/03/2003 MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (Assinado digitalmente) CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 97 92 37 /2 00 9- 57Fl. 57DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 09/08/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 RELATOR Relator. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: BELCHIOR MELO DE SOUSA, JULIANO EDUARDO LIRANI; HÉLCIO LAFETÁ REIS, JORGE VICTOR RODRIGUES., JOÃO ALFREDO EDUÃO FERREIRA, e CORINTHO OLIVEIRA MACHADO (Presidente). Relatório DO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO. A lide versa sobre a não homologação de compensação transmitida por meio de Per/Dcomp em 18/11/2005, pela via de despacho decisório eletrônico nº 845361108, exarado em 24/08/2009, cuja autoridade administrativa emitente analisando o limite de crédito originalmente informado, constatou não restar saldo credor disponível à satisfação da compensação intentada, posto que utilizado integralmente para a quitação de outros débitos do próprio contribuinte. Manifestando a sua inconformidade em face do referido despacho a contribuinte argüiu sucintamente que, na qualidade de prestadora de serviços de transportes rodoviários está sujeita ao pagamento de pedágio nas diversas estradas brasileiras; que recebe dos contratantes valores para pagamento desse pedágio, os quais são obrigatoriamente destacados em campo específico do conhecimento de transporte rodoviário; que tais valores não integram a base de cálculo, para fins de incidência tributária do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, por força do contido no parágrafo único do art. 2o da Lei nº 10.209/01, eis que tais valores recolhidos indevidamente não constituem receitas operacionais da empresa contribuinte ou mesmo rendimento tributável; que tais valores foram levantados no período de apuração de julho 2001 e excluídos da respectiva base de cálculo de Cofins, tornandose tais valores objeto de pedido de restituição/compensação com débitos da mesma rubrica. Anexou aos autos planilha correspondente aos valores pagos referentes ao pedágio. Conclusos foram os autos para apreciação pela 5a Turma de Julgamento da DRJ/SP1, que em sessão realizada em 03/11/2010, por meio do Acórdão nº 1627.570, proferiu decisão cuja síntese do entendimento vazado na ementa, adiante transcrevese: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 14/03/2003 DCOMP PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. A mera alegação da existência do crédito, desacompanhada de elementos Fl. 58DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 09/08/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10880.979237/200957 Acórdão n.º 3803004.335 S3TE03 Fl. 5 3 de prova não é suficiente para afastar a exigência do débito decorrente de compensação não homologada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. Resumiu a decisão acima ementada que a simples relação do conhecimento de transporte não é suficiente para comprovar o valor em questão integrou a base de cálculo da Cofins no período de apuração de julho/2001, pois desprovida de cópia da escrituração contábil a respaldar às assertivas formuladas na Declaração de Compensação. Cientificada da decisão de primeira instância por meio de AR em 16/12/2010, em face da mesma interpôs recurso voluntário em 14/01/2011, conforme registro em protocolo do órgão preparador estampado nos autos, para reiterar minudentemente os argumentos expendidos na exordial, bem assim para postular pela realização da conversão do julgamento em diligência no sentido de possibilitar a comprovação das alegações formuladas pela recorrente. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Conselheiro Jorge Victor Rodrigues. O recurso interposto preenche os requisitos necessários à sua admissibilidade, dele conheço. O apelo apresentado perante esta Corte busca reformar a decisão que indeferiu a manifestação de inconformidade, que não reconheceu o direito creditório alegado pela contribuinte e não homologou a compensação por ela declarada, ante a constatação de inexistência de saldo credor à satisfação dos débitos nela informados. O debate enfrentado nos autos não comporta discussão sobre matéria de direito, resumindose o deslinde da querela à demonstração pela contribuinte de que faz jus à homologação da compensação intentada. Compulsando os autos verificouse que a recorrente apenas fez colação de relação dos valores pagos a título de pedágio, entretanto, sem disponibilizar outro documento para exame pela fiscalização, por meio do qual fosse possível atestar que tais valores efetivamente constituíam o crédito informado e mais, que estes créditos corresponderiam ao mesmo montante de débitos tributários previamente informados aos sistemas de dados da Receita Federal do Brasil, na data de transmissão do Per/Dcomp, por meio das DCTF e/ou demais declarações que servem para aferir a regularidade fiscal da contribuinte. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 09/08/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 Com isso a recorrente nem logrou apontar em que irregularidade incorreu o despacho decisório eletrônico, portanto presumese, desde logo que o mesmo não merece reparo, nem mesmo conseguiu demonstrar a liquidez, a certeza e a disponibilidade de saldo credor o bastante para ensejar a homologação da compensação declarada, cuja forma poderia ser em consonância com o disposto no artigo 333 do CPC. Finalmente no que atine ao pedido de diligência, entendo não haver razoabilidade no mesmo, uma vez que cabe à contribuinte no momento de apresentação de sua impugnação aduzindo os motivos de fato e de direito, também fazêlo em relação às provas documentais que possam a vir demonstrar o alegado, nos termos do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, precluindo o direito subjetivo de apresentação em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Ademais, o instituto da diligência é uma faculdade de que dispõe o julgador, discricionária, a ser utilizada para sanar dúvidas acerca de determinada prova/documentos, que deveriam fazer parte dos autos e lá não se encontram, impedindo que o juiz firme a sua convicção em relação ao direito sobre o qual deve se pronunciar com vista ao deslinde da querela, não sendo este o caso encontrado nos autos sob exame. As assertivas ora formuladas por este julgador encontram ressonância nos diversos precedentes, à unanimidade, onde partes e objeto foram coincidentes. Ante todo o exposto nego provimento ao recurso interposto. É como voto. Sala de sessões, em de julho de 2013. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 60DF CARF MF Impresso em 03/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/08/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 09/08/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 13963.000524/2004-04
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 04 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2002
Exclusão. Atividade Vedada.
Não podem optar e/ou permanecer na sistemática do Simples Federal a empresa que preste serviços de produção de comerciais publicitários, propagandas televisivas além de filmagens e edições de eventos, pois tais atividades são típicas ou assemelhadas às de produtor ou diretor de espetáculos.
Prazo para Interposição de Recurso Voluntário. Ponto Facultativo
O critério de contagem de prazos adotado pelo PAF exclui a possibilidade de o início (dies a quo) e o fim (dies ad quem) recaírem em data em que o expediente na repartição fiscal não seja normal, assim entendido os sábados, domingos, feriados e pontos facultativos, bem como as datas em que, por qualquer circunstância, a repartição não tenha funcionado em seu horário pleno, a exemplo dos casos de greve, paralisação ou decretação de meio expediente.
Numero da decisão: 1801-001.512
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração interpostos e , no mérito, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedida de votar, por ter participado do julgamento em 1a. instância, a Conselheira Carmen Ferreira Saraiva.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2002 Exclusão. Atividade Vedada. Não podem optar e/ou permanecer na sistemática do Simples Federal a empresa que preste serviços de produção de comerciais publicitários, propagandas televisivas além de filmagens e edições de eventos, pois tais atividades são típicas ou assemelhadas às de produtor ou diretor de espetáculos. Prazo para Interposição de Recurso Voluntário. Ponto Facultativo O critério de contagem de prazos adotado pelo PAF exclui a possibilidade de o início (dies a quo) e o fim (dies ad quem) recaírem em data em que o expediente na repartição fiscal não seja normal, assim entendido os sábados, domingos, feriados e pontos facultativos, bem como as datas em que, por qualquer circunstância, a repartição não tenha funcionado em seu horário pleno, a exemplo dos casos de greve, paralisação ou decretação de meio expediente.
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ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO São cabíveis e devem ser acolhidos os embargos de declaração quando o acórdão recorrido for omisso em ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma julgadora. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO VOLUNTÁRIO. PONTO FACULTATIVO O critério de contagem de prazos adotado pelo PAF exclui a possibilidade de o início (dies a quo) e o fim (dies ad quem) recaírem em data em que o expediente na repartição fiscal não seja normal, assim entendido os sábados, domingos, feriados e pontos facultativos, bem como as datas em que, por qualquer circunstância, a repartição não tenha funcionado em seu horário pleno, a exemplo dos casos de greve, paralisação ou decretação de meio expediente. ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 EXCLUSÃO. ATIVIDADE VEDADA. Não podem optar e/ou permanecer na sistemática do Simples Federal a empresa que preste serviços de produção de comerciais publicitários, propagandas televisivas além de filmagens e edições de eventos, pois tais atividades são típicas ou assemelhadas às de produtor ou diretor de espetáculos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 96 3. 00 05 24 /2 00 4- 04 Fl. 248DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração interpostos e , no mérito, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Declarouse impedida de votar, por ter participado do julgamento em 1a. instância, a Conselheira Carmen Ferreira Saraiva. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, Sandra Maria Dias Nunes, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório Cuidase de recurso, recebido como embargos de declaração, apresentado pela empresa acima referenciada, contra o Acórdão n º180100.634, proferido em sessão de julgamento realizada por esta 1a. Turma Especial / 3a. Câmara / 1a. Seção do CARF, em 29/06/2011 que, por unanimidade de votos, deliberou por não conhecer do recurso voluntário interposto, em face da intempestividade em sua apresentação. HISTÓRICO. A optante pelo Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES foi excluída de oficio da sistemática pelo Ato Declaratório Executivo DRF/FNS n° 552.666, de 02 de agosto de 2004, fl. 03, com efeitos a partir de 01/01/2002, com base nos fundamentos de fato e de direito indicados: Data da opção pelo Simples: 11/08/1997 Situação excludente: (evento 306): Descrição: atividade econômica vedada: 92118/02 Atividades de produção de filmes e fitas de vídeo, exceto estúdios cinematográficos Data da ocorrência: 02/09/2000 A empresa manifestouse contrariamente ao procedimento apresentando a Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples – SRS, com pedido de revisão do ato em rito sumário, fls. 128/129, que foi negada. Cientificada do indeferimento em 30/09/2004, fl. 20, a interessada apresentou manifestação de inconformidade, fls. 01/03, informando que o mesmo objeto litigioso consta do processo n° 13963.000413/200228. Em face do exposto requereu o cancelamento do ato de exclusão. Pelo Despacho DRJ/BHE n° 25, de 30 de julho de 2007, fls. 22/24, houve solicitação de realização de diligência, com observância do disposto no art. 10, § 8° do art. 15 e Fl. 249DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13963.000524/200404 Acórdão n.º 1801001.512 S1TE01 Fl. 3 3 § 2° do art. 22 da Portaria MF n° 58, de 17 de março de 2006, com retorno do processo à unidade de origem para: anexar as cópias do ato constitutivo e suas possíveis alterações; anexar a cópia da decisão administrativa relativa à SRS; anexar a prova do recebimento da decisão administrativa relativa à SRS mediante a qual a contribuinte foi intimada por via postal; anexar as cópias do processo n° 13963.000413/200228, fl. 05; identificar a prestação do serviço profissional que a pessoa jurídica exerce mediante a qual a receita bruta é auferida a partir de 01/01/2002, nos termos do inciso XIII do art. 9° da Lei n°9.317, de 1996. Efetuada a diligência a auditoria fiscal produziu o relatório de fls. 125 a 127. Nele restou consignado que a empresa teria encerrado suas atividades em março de 2004. Entretanto, enquanto esteve operante, suas atividades consistiam na produção de filmes cinematográficos em DVDs e fitas (predominantemente para uso em publicidade) e que, para tanto, fazia a contratação de atores, quando necessário. Estas eventuais contratações eram efetuadas de forma indireta (ou seja, não contratava diretamente os atores, e sim o serviço de agências fornecedoras de elenco). Foram anexadas cópias de notas fiscais de prestação de serviços e cópia do Contrato Social. Ao apreciar o litígio a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo Horizonte indeferiu o pleito e manteve a exclusão do simples ao fundamento de que estaria provado, nos autos, que a empresa prestaria serviços profissionais de produtor de espetáculo com a contratação de atores, o que seria vedado pela sistemática. A intimação para ciência do Acórdão da DRJ em Belo Horizonte foi encaminhada por via postal para o endereço cadastral da empresa. Entretanto, o AR retornou com a informação “desconhecido” (fl. 138 e verso), razão pela qual foi providenciada a intimação por Edital, afixado em 27/04/2009, conforme fl. 139. Cientificada do acórdão da DRJ em Belo Horizonte/MG pelo Edital de fl. 139, a interessada apresentou o recurso voluntário de fls. 140 a 159, em 12/06/2009. Em extenso arrazoado a recorrente explicou que pelo processo 13963.000413/200228 obteve o direito de ser incluída retroativamente no Simples, a partir de 1997, por não haver motivos impeditivos e, posteriormente, teria sido surpreendida com o Ato de Exclusão discutido nestes autos. Invoca os princípios da coisa julgada formalizada nos autos do processo 13963.000413/200228 e da segurança jurídica. No mérito, em síntese, observa que o conceito de "produção de filmes cinematográficos" seria extremamente amplo e abrangente, mas que não poderia ser penalizada pela simples interpretação do ente fiscalizador pois, em verdade, prestaria apenas serviços de filmagens de eventos. Requer perícia técnica para provar que não é empresa de produção cinematográfica. Apresenta entendimentos doutrinários e jurisprudenciais a favor de sua tese e, ao final, pede pelo provimento do recurso para que seja declarado nulo o presente processo, com deferimento de prova pericial e juntada posterior de outros documentos. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 Em sessão realizada em 29 de junho de 2011, esta 1a. Turma Especial da 3a. Câmara / 1a. Seção do CARF, por unanimidade de votos, não conheceu do recurso voluntário diante da intempestividade da peça de defesa. Extraio, do voto condutor por mim proferido, os seguintes trechos: A recorrente, não localizada no endereço cadastral informado à SRF, foi cientificada do Acórdão da DRJ em Belo Horizonte/MG por meio de Edital afixado na repartição da ARF em Criciúma/SC. Notese que o Edital no 007, de 27 de abril de 2009, à fl. 139, foi afixado no dia 27/04/2009 e desafixado no dia 15/05/2009. ... O edital foi publicado/afixado no dia 27/04/2009, uma segundafeira. Como na contagem dos prazos o primeiro dia deve ser excluído– dia do início então os quinze dias a partir da publicação do Edital começaram a correr no dia 28/04/2009, terçafeira, sendo este o primeiro dia do prazo de quinze dias e o dia 12/05/2009 (terçafeira) o 15o. dia do prazo. Este é o dia em que se considera feita a intimação. O recurso voluntário deve ser apresentado no prazo de 30 dias a contar da data da ciência da intimação. A data da ciência ocorreu no dia 12/05/2009, terçafeira. Assim, o prazo de 30 dias passou a correr do dia seguinte àquele em que foi feita a intimação, ou seja, a partir do dia 13/05/2009, sendo este o 1o. dia do prazo de 30 dias. O 30o. dia, ou último dia do prazo, recaiu no dia 11/06/2009. Assim, o recurso voluntário apresentado no dia 12/06/2009 é intempestivo pois foi protocolizado após o prazo de 30 dias determinado pelo PAF. Cientificada do Acórdão em 06/02/2012, na pessoa de seu procurador (fl. 181), apresentou, a interessada, em 10/02/2012 recurso ao qual denominou de “Recurso Especial”, alegando que o dia 11 de junho de 2009, considerado como o dies ad quem do prazo para apresentação do recurso voluntário, foi feriado de Corpus Christi, considerado pelo calendário oficial como ponto facultativo das repartições públicas federais, conforme Portaria nº 525, emitida pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão em novembro de 2008 e publicada no DOU em 07 de novembro de 2008. Assim, teria se equivocado o colegiado julgador ao decidir por não conhecer do recurso, pois embora estivesse correta a contagem do prazo recursal constante do voto desta Relatora do acórdão, desconsiderouse a existência do ponto facultativo das repartições federais, o que teria impedido a apresentação do recurso naquela data. Em procedimento de juízo de admissibilidade do Recurso Especial interposto a Presidência da 3a. Câmara da 1a. Seção, à qual subordinase esta 1a. Turma Especial, assinalou que, em que pese a insurgência contra a decisão recorrida, a recorrente não teria apontado nenhuma contrariedade daquela com relação à jurisprudência administrativa bem como não teria indicado no processo nenhuma decisão proferida por outra câmara, turma de câmara, turma especial ou pela própria CSRF, que integraram a estrutura dos Conselhos de Contribuintes ou que integram a estrutura deste CARF, com o objetivo a demonstrar a divergência. Nada obstante, aquela autoridade concluiu que a situação retratada pela recorrente em suas razões recursais seriam aquelas típicas de serem veiculadas mediante a apresentação de embargos de declaração, previstos no art. 65 do RICARF, já que detectada omissão no acórdão recorrido na análise do prazo recursal, por desconsiderar a existência do feriado considerado como ponto facultativo nas repartições federais. Fl. 251DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13963.000524/200404 Acórdão n.º 1801001.512 S1TE01 Fl. 4 5 Assim, pelo princípio da fungibilidade dos recursos, a Presidência da 3a. Câmara recebeu o recurso interposto como embargos de declaração e determinou fosse dada ciência de seu despacho à Procuradoria da Fazenda Nacional. Cientificada, a PGFN manifestouse contrariamente ao conhecimento do recurso, sob a justificativa de que, tendo sido interposto pela parte Recurso Especial, este não deveria ser conhecido diante do não atendimento dos seus requisitos. Discorreu sobre a previsão legislativa e evolução do princípio da fungibilidade dos recursos para concluir que a função e a razão de ser do referido principio é a de não prejudicar a parte em razão de uma imperfeição no sistema recursal, o que não se verificaria no presente caso, em que as hipóteses de cabimento de um recurso especial e de outro embargos de declaração estariam perfeitamente delineadas no Regimento Interno do CARF, de forma a não suscitar quaisquer dúvidas acerca do recurso adequado, assinalando quanto à impossibilidade de conhecer da matéria relativa à tempestividade quando não superado o juízo de admissibilidade. E consignou: Nelson Nery Jr. explica o efeito translativo como sendo aquele em que órgão ad quem está autorizado pelo próprio sistema processual a julgar fora do que consta das razões ou contrarrazões do recurso sem incorrer em julgamento ultra, extra ou infra petita. Logo, o efeito translativo é exceção ao efeito devolutivo próprio dos recursos que é regido pelo principio dispositivo e, portanto, limita a apreciação do órgão ad quern ao pedido feito na esfera recursal. O autor estabelece que o efeito translativo se opera apenas nos recursos ordinários, não sendo possível o referido efeito nos recursos excepcionais. ... Por todas as razões acima expostas, não há a possibilidade de analise, ainda que de oficio, da referida matéria, pois o recurso interposto pelo contribuinte não merece ser conhecido, seja como recurso especial, seja como embargos de declaração, seja como requerimento de inexatidão material. Ao final pleiteou que o recurso seja recebido como Recurso Especial e, diante do não atendimento dos requisitos, sejalhe negado seguimento. Alternativamente requereu, caso recebido o recurso como Embargos de Declaração, seja mantida a conclusão do acórdão recorrido, diante da intempestividade do recurso voluntário. E, ainda, em homenagem ao princípio da eventualidade, uma vez ultrapassadas as preliminares com o eventual conhecimento do recurso voluntário, seja a este negado provimento e mantido o indeferimento do pleito da recorrente. É o relatório. Voto Fl. 252DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 6 Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. Em relação ao primeiro dos pleitos feitos pela Douta PGFN assinalo, apenas, que a Presidência da 3a. Câmara /1a. Seção do CARF, analisou o recurso interposto, decidindo por admitilo como Embargos de Declaração, não havendo mais qualquer juízo de admissibilidade a ser feito neste voto, a respeito da natureza jurídica do recurso interposto. 1 Preliminarmente 1.1 REQUISITOS DOS EMBARGOS. Tratandose, pois, de Embargos de Declaração, verificase preliminarmente, a sua tempestividade. Tendo sido a recorrente cientificada do Acórdão combatido em 06/02/2012, na pessoa de seu procurador (fl. 181), e o recurso apresentado em 10/02/2012, tempestiva é a peça. No que toca aos demais requisitos materiais entendo ter havido, de fato, no Acórdão, omissão de ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Ao apreciar a tempestividade da peça recursal esta Relatora, responsável também pela relatoria do voto condutor naquele Acórdão, deixou de verificar se nos dias de início e término de contagem do prazo para apresentação do recurso voluntário, houve algum feriado ou ponto facultativo, o que caracteriza omissão de ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma julgadora, prejudicando, assim, o total conhecimento das circunstâncias que envolveram o juízo de admissibilidade do Recurso Voluntário. Portanto, conheço dos Embargos de Declaração. 1.2 TEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO. Em virtude da interposição do presente recurso de Embargos de Declaração, sabese, agora que, de fato, o dia 11 de junho de 2009, foi declarado ponto facultativo nas repartições públicas federais, pela Portaria do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão nº 525, de 2008: PORTARIA Nº 525, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2008 O SECRETÁRIO EXECUTIVO DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO, no uso de suas atribuições e considerando o que consta da Nota Técnica nº 93/COGES/ DENOP/SRH/MP, de 30 de outubro de 2008, resolve: Art. 1º Divulgar os dias de feriado nacional e de ponto facultativo no ano de 2009, para cumprimento pelos órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo, sem prejuízo da prestação dos serviços considerados essenciais: ... VIII 11 de junho, Corpus Christi (ponto facultativo); Fl. 253DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13963.000524/200404 Acórdão n.º 1801001.512 S1TE01 Fl. 5 7 ... O Decreto n º 70.235, de 1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal dispõe na Seção II – Dos Prazos: Art. 5º Os prazos serão contínuos, excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Parágrafo único. Os prazos só se iniciam ou vencem no dia de expediente normal no órgão em que corra o processo ou deva ser praticado o ato. O critério de contagem de prazos adotado pelo PAF exclui, pois, a possibilidade de o início (dies a quo) e o fim (dies ad quem) recaírem em data em que o expediente na repartição fiscal não seja normal, assim entendido os sábados, domingos, feriados e pontos facultativos, bem como as datas em que, por qualquer circunstância, a repartição não tenha funcionado em seu horário pleno (a exemplo dos casos de greve, paralisação ou decretação de meio expediente). As normas relativas a prazos processuais restringem direitos dos litigantes e impõemlhes a perda de faculdade processual garantidora de seu direito de defesa. Sua aplicação deve, pois, estar restrita aos casos em que a perda do prazo estiver realmente demonstrada de forma inequívoca, o que não ocorreu no caso concreto. Como o recorrente demonstrou de forma inequívoca que o dies ad quem do prazo para apresentação do recurso voluntário foi declarado como ponto facultativo em todas as repartições públicas federais, pode ele praticar o ato no dia de expediente normal imediatamente posterior, a exemplo, inclusive, do que acontece no processo judicial (CPC art. 181). Assim, o recurso voluntário apresentado no dia útil imediatamente posterior 12/06/2009 àquele em que teria vencido o prazo – 11/06/2009, é considerado tempestivo e deve ser conhecido. 2 Mérito do Recurso Voluntário. O litígio circunscrevese à exclusão da empresa recorrente da sistemática do Simples Federal, pela prática de atividade vedada, qual seja, “Atividades de produção de filmes e fitas de vídeo, exceto estúdios cinematográficos”. A recorrente contesta a exclusão ao argumento de que, por ter sido deferido seu pedido de inclusão no Simples Federal em outro processo, teria se operado, em relação ao assunto, a coisa julgada e que qualquer alteração no quanto decidido acarretaria violação do princípio da segurança jurídica. Afirma, ainda, não praticar serviços profissionais de diretor ou produtor de espetáculos, atividade vedada pela legislação para ingresso e/ou permanência no Simples Federal. Para obter mais elementos e assim, formar adequadamente sua convicção, a Turma Julgadora de 1a. instância solicitou fossem efetuadas diligências a fim de elucidar a real atividade praticada pela empresa. Fl. 254DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 8 Feitas as diligências, foi produzido o relatório de fls. 125/127, do qual extraio os seguintes trechos: [...] Nos termos do Mandado de Procedimento Fiscal n° 0920100.2007004485, efetuei diligência junto ao contribuinte acima qualificado não conseguindo localizar o estabelecimento no endereço cadastrado no CNPJ. Naquele local (Rua Padre Cícero SN, esquina com Rua D. Pedro II Criciúma/SC) funciona, atualmente, escritório da Martinelli Advogados, no qual ninguém soube informar o endereço atual da empresa Art TV. Após reiteradas tentativas de localização, tanto do estabelecimento quanto dos sócios, em Criciúma e outros municípios, conforme indicações colhidas em diversos endereços, finalmente conseguiuse chegar a um dos sócios, Sr. Márcio Custódio Serafim, CPF 615.111.53920, que recebeu o Termo de Intimação Fiscal fl. 76. Em resposta ao aludido termo, aquele sócio forneceu cópia do Contrato Social consolidado e última alteração (fls. 77 a 82), além dos originais das notas fiscais emitidas a partir de 01/01/2002. Anexei cópias de diversas notas, a título de amostragem, às fls. 83 a 124. O Sr. Márcio Custódio Serafim compareceu a esta repartição e esclareceu, pessoalmente, que a empresa encerrou as atividades em março de 2004 e, enquanto esteve operante, exercia a atividade de produção de filmes cinematográficos em DVDs e fitas (predominantemente para uso em publicidade) e que, para tanto, fazia a contratação de atores, quando necessário. Informou que estas eventuais contratações eram efetuadas de forma indireta (ou seja, não contratava diretamente os atores, e sim o serviço de agências fornecedoras de elenco). Esclareceu também que os elementos apresentados notas fiscais de prestação de serviços e cópia do Contrato Social são os únicos documentos que possui. Demais informações, tais como propagandas, impressos promocionais, site na internet etc, não foram apresentadas. [...] Às fls. 85 a 124 foram juntadas cópias de Notas Fiscais de Serviços emitidas pela empresa recorrente. Tais notas trazem as seguintes descrições dos serviços prestados (rol exemplificativo): Edição de locução, conforme autorização; Informe publicitário – autorização de produção; Direção projeto documenta Brasil ; DVD’s Produção de VT 30” Vitor Mendes; Produção Audiovisual; Produção de VT conforme autorização de produção Edição + Locuções, conforme autorização; Produção de VT 30” – Parque da Luz; Fl. 255DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13963.000524/200404 Acórdão n.º 1801001.512 S1TE01 Fl. 6 9 Produção de Comercial 30” Edição e Finalização Captação de Depoimentos para Audiovisual; Janela de Ofertas; Desfile PrimaveraVerão Verificase, pois, pelas declarações prestadas pelo sócio da empresa, Sr. Márcio Custódio Serafim, e pelas cópias das notas fiscais de prestação de serviços anexadas aos autos, que a empresa exercia a atividade de produção de filmes cinematográficos em DVDs e fitas, para uso em publicidade) e, para tanto, fazia a contratação de atores, quando necessário, através de agências fornecedoras de elenco. Tais atividades se assemelham àquelas típicas de diretor e produtor de espetáculos, o que se confirma, inclusive, pela afirmação feita pela própria recorrente no item 27 das razões do recurso voluntário: 27 Como afirmado por um dos sócios da RECORRENTE Sr. Márcio Custódio Serafim, o principal objeto de trabalho da RECORRENTE era a produção de comerciais publicitários, ou seja, propagandas televisivas além de filmagens e edições de eventos, exatamente como comprovam as Notas Fiscais anexas. (destaques acrescidos) A recorrente presta, pois, serviço profissional de produtor de espetáculo com a contratação de atores, atividade vedada pelo Simples, fato provado pela declaração da própria requerente, fls. 125/127/150, pelas Notas Fiscais de Serviços, fls. 83/124, razão pela qual deve ser confirmada a sua exclusão do Simples Federal, com efeitos a partir de 01/01/2002, nos termos da legislação de regência. Em face do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 256DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES 10 Fl. 257DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/08/2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 02/08/ 2013 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10980.923577/2009-03
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 31/01/2002
ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS PREVISTA NO §1º DO ART. 3º DA LEI Nº. 9.718/98. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, PELO STF, EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DO DECRETO Nº 2.346/1997.
Deve ser anulada a decisão administrativa de primeira instância que deixa de se manifestar sobre o afastamento da aplicação de norma declarada inconstitucional pelo STF, por meio de decisão proferida de forma inequívoca e definitiva, em sede de repercussão geral reconhecida por aquele Tribunal.
Recurso Voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3202-000.910
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para anular a decisão da DRJ.
Irene Souza da Trindade Torres - Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Recorrente MULTIPETRO COMÉRCIO DE DERIVADOS DE PETRÓLEO Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 31/01/2002 ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS PREVISTA NO §1º DO ART. 3º DA LEI Nº. 9.718/98. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, PELO STF, EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DO DECRETO Nº 2.346/1997. Deve ser anulada a decisão administrativa de primeira instância que deixa de se manifestar sobre o afastamento da aplicação de norma declarada inconstitucional pelo STF, por meio de decisão proferida de forma inequívoca e definitiva, em sede de repercussão geral reconhecida por aquele Tribunal. Recurso Voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para anular a decisão da DRJ. Irene Souza da Trindade Torres Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 92 35 77 /2 00 9- 03 Fl. 45DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 2 Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: “Trata o processo de manifestação de inconformidade apresentada em face da não homologação da compensação declarada por meio da Dcomp nº. 33388.45582.280406.1.3.048064 Na aludida Dcomp a contribuinte indicou um suposto direito creditório que adviria de um pagamento efetuado em 15/02/2002, sob o código 8109, no valor de R$ 479,50, para quitar um débito indicado nessa declaração. A DRF/Curitiba emitiu Despacho Decisório Eletrônico não homologando a compensação, assim fundamentado: “A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados noPER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada.” Cientificada em 29/06/2009, a interessada apresentou, em 21/07/2009, manifestação de inconformidade, na qual diz que o crédito decorre da declaração de inconstitucionalidade pelo STF do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998 no RE 357950, e que aproveitou o referido crédito nos termos do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Demonstra numericamente a origem do crédito e diz estar amparada pelo art. 170 do CTN. Cita e transcreve jurisprudência administrativa e judicial, que entende pertinente ao caso, e, ressaltando o contido no art. 165 do CTN, insiste no direito à restituição. Ao final, pede a homologação da compensação. Consta dos autos despacho do Seort/DRF/Curitiba atestando a tempestividade da manifestação de inconformidade.” A DRJCuritiba/PR decidiu pela improcedência da manifestação de inconformidade e não homologou o direito creditório pleiteado (efls 31/34), nos termos da ementa adiante transcrita: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 28/04/2006 ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. O julgador da esfera administrativa deve limitarse a aplicar a legislação vigente, restando, por disposição constitucional, ao Poder Judiciário a competência para apreciar inconformismos relativos à sua validade ou constitucionalidade. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário perante este Colegiado, alegando, em síntese: Fl. 46DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10980.923577/200903 Acórdão n.º 3202000.910 S3C2T2 Fl. 46 3 que o Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade o alargamento da base de cálculo da Cofins, estbelecida no §1º do art. 3º da Lei nº. 9.718/98, tendo sido reconhecida a repercussão geral da matéria, na sistemática prevista pelo art. 543B do CPC. Com isso, deve ser assegurado à contribuinte recolher a Cofins nos moldes da Lei Complementar nº. 70/91, razão pela qual os valores recolhidos indevidamente devem ser restituídos/compensados; que, nos termos do art. 62A do Regimento Interno do CARF, a decisão proferida pelo STF, na sistema da repercussão geral, deve ser reproduzida pelo CARF; e que a Lei nº. 11.941/2009, em seu art. 7º, inciso XII, revogou o §1º do art. 3º da Lei nº. 9.718/98. Ao final, requer seja homologada a compensação pleiteada. É o Relatório Voto Conselheira Relator Irene Souza da Trindade Torres, Relatora O recurso voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade, razões pelas quais dele conheço. Tratase de PER/DCOMP eletrônica apresentada pela contribuinte, à alegação de que possui créditos relativos ao recolhimento indevido da contribuição para o PIS, referente ao período de apuração de 31/01/2001, no valor de R$ 479,50. Alega a recorrente que, tendo em vista a declaração de inconstitucionalidade do §1º do art. 3º da Lei nº. 9.718/98, proferida pelo STF em sede de repercussão geral, referente ao chamado alargamento da base de cálculo da contribuição para o PIS e da COFINS, teria direito ao recolhimento daquela contribuição na forma estabelecida pela Lei Complementar nº 70/1991, dispositivo anteriormente vigente à edição da referida lei. A DRJCuritiba/PR indeferiu o pedido da requerente ao argumento de que à autoridade julgadora administrativa seria defeso pronunciarse sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, utilizandose, para tanto, da Súmula CARF nº 02. Equivocase, entretanto, a autoridade julgadora. A questão dos autos não diz respeito a qualquer apreciação de inconstitucionalidade de lei tributária por parte da autoridade julgadora administrativa. A inconstitucionalidade da lei já foi declarada pelo Poder competente para tanto, ou seja, pelo Poder Judiciário, por meio de seu órgão máximo, o STF. Não pretende, pois, a recorrente, o afastamento de lei tributária em razão de declaração de inconstitucionalidade por parte da autoridade administrativa. A declaração de inconstitucionalidade já existe e foi proferida pelo autoridade competente. Fl. 47DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES 4 O que pretende a recorrente é que seja delimitado, pela autoridade julgadora administrativa, o exato alcance da declaração de inconstitucionalidade já proferida pelo STF, em sede de repercussão geral, o que é algo bem diverso do entendimento esposado no voto condutor do acórdão proferido pela DRJ. A própria autoridade de piso cita o dispositivo legal que lhe autoriza para tanto e perfeitamente aplicável ao caso em questão. Vejase: “É verdade que, sob certas condições, o julgador administrativo deve afastar a aplicação de norma inconstitucional. Estas condições, no entanto, são as que se encontram expressas no Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997, que dispõe: Art. 1.º As decisões do Supremo Tribunal Federal que fixem, de forma inequívoca e definitiva, interpretação do texto constitucional deverão ser uniformemente observadas pela Administração Pública Federal direta e indireta, obedecidos os procedimentos estabelecidos neste Decreto. (...) Art. 4.º Ficam o Secretário da Receita Federal e o Procurador Geral da Fazenda Nacional, relativamente aos créditos tributários, autorizados a determinar, no âmbito de suas competências e com base em decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal que declare a inconstitucionalidade de lei, tratado ou ato normativo, que: I não sejam constituídos ou que sejam retificados ou cancelados; II não sejam efetivadas inscrições de débitos em dívida ativa da União; III sejam revistos os valores já inscritos, para retificação ou cancelamento da respectiva inscrição; IV sejam formuladas desistências de ações de execução fiscal. Parágrafo único. Na hipótese de crédito tributário, quando houver impugnação ou recurso ainda não definitivamente julgado contra a sua constituição, devem os órgãos julgadores, singulares ou coletivos, da Administração Fazendária, afastar a aplicação da lei, tratado ou ato normativo federal, declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (grifouse). (negrito não constante do original) Equivocase a autoridade julgadora de base quando afirma que as decisões sobre a inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo da Cofins foram proferidas pelo STF apenas em relação a casos específicos envolvendo partes específicas que não a contribuinte. A declaração de inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS, prevista no §1º do art. 3º da Lei nº. 9.718/98 foi proferida em sede de repercussão geral reconhecida pelo STF, em sessão realizada em 10/09/2008, nos autos do RE 855235 QORG/MG, abaixo transcrita, tratandose de decisão proferida de forma inequívoca e definitiva, tendo sido, inclusive, estabelecida futura edição de súmula vinculante. Vejase: Fl. 48DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 10980.923577/200903 Acórdão n.º 3202000.910 S3C2T2 Fl. 47 5 EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Tributo. Contribuição social. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.9.2006; REs nos 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 15.8.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso improvido. É inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Decisão: O Tribunal, por unanimidade, resolveu questão de ordem no sentido de reconhecer a repercussão geral da questão constitucional, reafirmar a jurisprudência do Tribunal acerca da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 e negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, tudo nos termos do voto do Relator. Vencido, parcialmente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que entendia ser necessária a inclusão do processo em pauta. Em seguida, o Tribunal, por maioria, aprovou proposta do Relator para edição de súmula vinculante sobre o tema, e cujo teor será deliberado nas próximas sessões, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que reconhecia a necessidade de encaminhamento da proposta à Comissão de Jurisprudência. Votou o Presidente, Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, a Senhora Ministra Ellen Gracie e, neste julgamento, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 10.09.2008. (negrito não constante do original) Assim, DOU PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, para anular a decisão proferida pela DRJ, a fim de que seja apreciado o pedido formulado pela contribuinte em sua manifestação de inconformidade, à luz da declaração de inconstitucionalidade do §1º do art. 3º da Lei nº. 9.718/98, proferida pelo STF. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Fl. 49DF CARF MF Impresso em 29/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/10/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 25/10/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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Numero do processo: 10280.001859/2001-80
Turma: Primeira Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu May 09 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Data do fato gerador: 30/09/1995, 31/10/1995, 30/11/1995, 20/12/1995, 20/09/1996, 30/09/1996, 20/10/1996, 31/10/1996, 20/11/1996, 30/11/1996, 20/12/1996, 31/12/1996, 20/10/1998, 31/10/1998, 20/11/1998, 30/11/1998, 10/01/1999, 20/01/1999, 31/01/1999, 28/02/1999, 20/03/1999, 31/03/1999, 31/05/1999
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI - AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E DE COOPERATIVAS. INCLUSÃO NA BASE DE CALCULO. POSSIBILIDADE.
As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62-A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo.
É lícita a inclusão, na base de cálculo do crédito presumido de IPI, dos valores pertinentes às aquisições de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagens, efetuadas junto a pessoas físicas e cooperativas.
Recurso Especial do Contribuinte Provido.
Numero da decisão: 9303-002.270
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial.
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Presidente Substituto
Henrique Pinheiro Torres - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Ivan Allegretti, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López e Luiz Eduardo de Oliveira Santos.
Ausente, justificadamente, a Conselheira Susy Gomes Hoffmann.
Matéria: IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
Nome do relator: HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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INCLUSÃO NA BASE DE CALCULO. POSSIBILIDADE. As decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede recursos repetitivos, por força do art. 62A do Regimento Interno do CARF, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. É lícita a inclusão, na base de cálculo do crédito presumido de IPI, dos valores pertinentes às aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagens, efetuadas junto a pessoas físicas e cooperativas. Recurso Especial do Contribuinte Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso especial. Luiz Eduardo de Oliveira Santos Presidente Substituto Henrique Pinheiro Torres Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 0. 00 18 59 /2 00 1- 80 Fl. 1856DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Ivan Allegretti, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Marcos Aurélio Pereira Valadão, Maria Teresa Martínez López e Luiz Eduardo de Oliveira Santos. Ausente, justificadamente, a Conselheira Susy Gomes Hoffmann. Relatório Os fatos foram assim descritos no relatório do acórdão recorrido: Tratase de recurso voluntário (fls. 442 a 785) apresentado em 25 de janeiro de 2006 contra o Acórdão nº 13.238, de 5 de setembro de 2005, da DRJ em Recife PE (fls. 424 a 435), cientificado à interessad.a em 18 de dezembro de 2005 e que considerou procedente em parte auto de infração de IPI lavrado em 17 de maio de 2001, relativamente aos períodos de setembro de 1995 a maio de 1999, nos seguintes termos: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Período de apuração: 30/09/1995 a 31/05/1999 Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO. INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FISICAS. É vedada a inclusão, na base de cálculo do beneficio, de valores referentes a iliSUMOS adquiridos perante pessoas fisicas, nãocontribuintes do PIS/PASEP e da COFINS. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 30/09/1995 a 31/05/1999 Ementa: PROVAS, APRESENTAÇÃO. MOMENTO. A impugnação deve estar instruída com todos os documentos e provas que o sujeito passivo possuir, segundo artigos 15 e 16 do Decreto n° 70.235, de 6 de março de 1972. DILIGÊNCIAS. SOLICITAÇÃO. INDEFERIMENTO. Dispensável a produção de diligências, ainda que se vise realizar pericias, quando os documentos integrantes dos autos revelamse suficientes para for/nação de convicção do julgador e conseqüente solução da controvérsia. Assunto: Normas de Administração Tributária Período de apuração: 30/09/1995 a 31/05/1999 Ementa: ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. Não compete à autoridade administrativa apreciar alegações sobre Fl. 1857DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10280.001859/200180 Acórdão n.º 9303002.270 CSRFT3 Fl. 1.501 3 inconstitucionalidade das normas, sendo tal tarefa afeta ao Poder Judiciário. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 30/09/1995 a 31/05/1999 Ementa: DECADÊNCIA. PRAZO , O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Lançamento Procedente em Parte". Segundo o auto de infração (fls. 7 e 14 a 26), a contribuinte registrou valores indevidos de credito presumido de IPI. A maior parte dos insumos dos anos de 1995 e 1996, relativos a madeiras em tora, teria sido adquirida de fornecedoras pessoas fisicas (produtores rurais) ou transferida de outra filial da contribuinte, "responsável pela exploração da madeira em areas florestais de propriedade ou de posse da empresa". Após comparação corn os valores informados pela empresa, a Fiscalização concluiu que, "além das divergências nos valores relativos às compras de madeiras em tora, o contribuinte não excluiu as aquisições efetuadas de pessoas fisicas nem o valor da matériaprima produzida por sua filial e transferida para a matriz, o que deveria ter sido providenciado, uma vez que não há a incidência de Cofins e/ou de PIS nestas operações e, portanto, ao efetuar a aquisição, a empresa não 'paga' estas contribuições, razão pela qual não pode ser ressarcida de um gasto que não teve". Foram elaborados novos demonstrativos do crédito presumido para os anos de 1995 a 1999. Ao final, a Fiscalização esclareceu que a contribuinte não adotou o sistema de custos coordenados e integrados coin a escrituração. Das fls. 15 a 26, para os anos de 1995 e 1996, constaram os demonstrativos de apuração das compras de madeira em tora, discriminando as aquisições de pessoas fisicas, de pessoas jurídicas e de outro estabelecimento da própria contribuinte. Constaram, ainda, para todos os períodos abrangidos pela ação fiscal, os demonstrativos ajustados de apuração do crédito presumido e os demonstrativos de recomposição da apuração do IPI. A relação das diferenças de ICMS constou das fls. 28 a 88 (1995) e 89 a 148 (1996), As memórias de calculo do credito presumido constaram das fls. 150 a 166 (1995), 167 a 180 (1996), 181 a 202 (1997), 203 a 226 (1998) e 227 a 234 (1999). No recurso a interessada justificou inicialmente a apresentação de dezenove novos documentos, alegando que a necessidade de Fl. 1858DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 4 sua apresentação teria surgido apenas corn o recurso e em face de a autoridade julgadora de primeira instancia haver denegado o pedido de diligencia. Tratouse do seguinte: 1) arrolamento de bens (fls. 468 a 487); 2) andamento do Processo 10280.001407/200106 (fls, 488 a 491); 3) demonstração financeira (fls. 492 e 493); 4) demonstrativo de crédito presumido "suprimido pela Fiscalização" (fls. 494 e 495); 5) cópia da Instrução Normativa Sefa nº 20, de 1991 (fls. 496 a 499); 6) copia do Decreto Estadual n 4.676, de 2001 (fls. 500 a 502); 7) cópias de declarações de autoridades fazenddrias estaduais (fls. 503 a 506); 8) arrolamento de bens anterior (fls. 507 a 520); 9) declaração do Imposto de Renda do ano de 1995 (11s. 521 a 542); 10) declaração do Imposto de Renda do ano de 1996 (fls. 543 a 572); 11) certidão do imóvel sede da empresa (fls. 573 a 575); 12) demonstração financeira do ano de 1995 (fls. 576 e 577); 13) exemplares de recibos de compras de madeiras (fls, 578 a 677); 14) demonstrativo de apuração do crédito presumido de 1995 (fls. 678 a 689); 15) demonstrativo de apuração do crédito presumido de 1996 (fls. 690 a 706); 16) copias do livro de Apuração do IPI, de abril de 1995 a dezembro de 1996 (fls. 707 a 775); 17) estatuto em vigor da empresa (fls. 776 a 779); 18) ata 160 da Assembléia Geral Ordinária de 2005 (fls. 780 a 783); e 19) procuração (fls. 784 e 785). Quanta à decadência, reconhecida pelo Acórdão de primeira instancia em relação aos períodos do terceiro decêndio de setembro ao segundo decêndio de dezembro de 1995, alegou que seus efeitos não deveriam resumirse ao cancelamento dos valores lançados, mas alcançar também "o direito de anular o crédito presumido do IPI jó constituído pela Contribuinte (,)". A seguir, alegou que os valores das madeiras adquiridas de pessoas fisicas deveriam ser considerados na apuração, uma vez que a Lei n' 9.363, de 1996, não teria distinguido as aquisições em relação aos fornecedores. Citou acórdão da CSRF e afirmou que deveria prevalecer o principio da estrita legalidade. Na seqüência, alegou que, sendo "improcedente a autuação sobre o crédito (de) IPI dos anos (de) 1995/1996, deveria ser (considerada) improcedente automaticamente também a autuação nos anos de 1997/1998/1999", Segundo a recorrente, a ,"autuação nos anos 1998/1999 foi devido unicamente insuficiência do saldo de crédito do IPI a compensar com o 1P1 apurado em alguns meses nos referidos anos ". Tratou a seguir de um suposto equivoco do Acórdão de primeira instancia, consistente na desconsideração, sobre a recomposição dos saldos dos períodos seguintes, dos efeitos da decadência dos períodos do ano de 1995. Alegou ainda que, na hipótese de no ano de 1996 ser reconhecido apenas o direito ao crédito presumido em relação as aquisições de pessoas fisicas, "o saldo negativo do IPI a ser lançado deveria ter sido de apenas R$ 15.016,52", nos termos do demonstrativo que apresentou. Passou a tratar das tránsferências de outro estabelecimento, alegando que se trataria de operações de compra e venda. Fl. 1859DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10280.001859/200180 Acórdão n.º 9303002.270 CSRFT3 Fl. 1.502 5 Fez considerações a respeito da extração de madeiras na região amazônica, alegando que a nota fiscal, em regra, somente serviria como prova da venda e compra, da identificação do comprador, do local da operação e do pagamento do ICMS e não serviria, "salvo exceções, para saber as espécies de madeiras, seu volume, o seu preço exato e sobretudo, a pessoa do vendedor". Segundo a recorrente, a exploração de madeiras seria feita por grupos familiares, de amigos ou pela comunidade local, sendo pequeno o valor de cada venda. Ademais, o Fisco estadual emitiria "nota fiscal mediante recolhimento do ICMS à vista das madeiras extraídas antes de iniciar (o) transporte, documento esse em que contém os dados aproximados, mesmo porque não pode ser feita a cubagem no local (para determinar espécies de madeira, sua qualidade, volume, preço), mesmo porque só é possível fazer a cubagem com a presença da compradora (que não está no local)". Ademais, o nome do vendedor poderia ser o do representante do grupo, do. transportador ou ate da Própria compradora. A cubagem, então, seria efetuada "no local do destinatário ou na fabrica da compradora", pagandose o preço e emitindose "recibo em que constam agora os dados exatos quanta ao vendedor, espécies, classificação, qualidade, prego, vendedor (..)". A seguir, seria pago o ICMS pela compradora, como substituto tributário, "restituindo ao vendedor, inclusive, o ICMS pago por ele na origem". Ressaltou, ademais, que haveria exceções às regras mencionadas, quando pessoas jurídicas adquirissem grandes quantidades, "pois, nestes casos, o representante da compradora pode(ria) deslocarse ao local da exploração florestal e efetuar a cubagem no local de origem, pagandose o preço, recolhendo o imposto devido (que é ônus da vendedora)". Dessa forma, as notas fiscais não seriam prova de que a madeira não fora adquirida de terceiros. As provas de que se tratou de vendas seriam as seguintes: as próprias notas fiscais indicam tratarse de operações de venda; a emissão e o preenchimento das notas seriam de responsabilidade do Fisco estadual, de acordo com a IN Sefa n" 20, de 1991, arts. 1" e 2', III, e com o art. 346 do RICMS/PA, por se tratar de produto natural e de venda sem diferimento do ICMS; haveria declarações das próprias autoridades fiscais estaduais de que a emissão das notas fiscais "EidaiEidai" não significaria que a recorrente poderia não ser vendedora de madeiras nas declarações (anexo 7 da impugnação). Contestou a conclusão do Acórdão de primeira instância de que a expressão "(...) podendo estar representando ,os verdadeiros vendedores ou produtores de madeiras (...)"retiraria a validade Fl. 1860DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 6 da prova, acusandolhe de ser um 'sofisma, em razão de a expressão "podendo" representar a própria prova. Ademais, caberia A. Fiscalização o anus da prova em contrario. Criticou a conclusão 'do Acórdão de que, tratandose de fornecedores pessoas fisicas, os valores não poderiam ser incluídos na apuração do crédito presumido, afirmando que as Instruções Normativas SRF nºs 23 e 103, de 1997, seriam ilegais. Acrescentou As alegações as afirmações de que não teria Area rural para exploração de madeira (conforme arrolamento de bens, anexos 1 e 8); não teria direito de exploração em Area de terceiros (anexos 9 e 10); sendo empresa de capital estrangeiro, não poderia ter Area rural (anexos 3 e 9); a filial situada em Breves somente serviria de "ponto de apoio para compras .de madeiras e nada mais", não tendo a Fiscalização demonstrado que a filial exploraria projeto florestal e remeteria as madeiras extraídas para a matriz; e os recibos seriam prova da real natureza das operações. Afirmou que todas as operações estariam acobertadas por recibos, que teriam sido utilizados pela própria Fiscalização para elaborar os demonstrativos de apuração do IPI. Dessa forma, tendo sido reconhecida a sua validade, deveriam ser "reconhecidos também os valores neles gravados". Os fundamentos da validade dos recibos seriam a sua indispensabilidade na compra de madeiras de pessoas fisicas, o reconhecimento de sua validade pelo Funrural (anexo 6), o seu conteúdo (especificação, qualidade, preço, comprador ; vendedor,CPF ; assinatura de quem recebe o valor, etc.) (anexo 13) e o fato de virem acompanhados de romaneios e ordens de pagamento. Em razão de haver sido apresentada relação dos fornecedores, que poderiam somar mais de cinco mil ao ano, de acordo corn o anexo 13 da impugnação, é que teria sido solicitada a realização de diligência. Tratou, na seqüência, do alegado reconhecimento da validade dos recibos pela Fiscalização, afirmando que os valores foram utilizados na sua apuração do crédito presumido dos anos de 1995 e 1996 e também utilizados pela Fiscalização. Ademais, os valores teriam sido lançados no livro de Apuração do IPI. Assim, estariam demonstrados os fatos de que os valores adotados na apuração foram os dos recibos e de que a Fiscalização reconheceu a sua exatidão. Em complemento, afirmou que os valores (anexos 9 e 10 da impugnação) informados nas declarações do Imposto de Renda dos anos de 1995 e 1996, no item "custos de bens vendidos compras de insumos" seriam diferentes, em razão de divergências quanto ao período abrangido pelo levantamento do ano de 1995 e de, no tocante ao ano de 1995, tratarse de compras no mercado interno, "ao passo que na declaração de 1996, o valor abrange as compras no mercado interno e as importacões". Fl. 1861DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10280.001859/200180 Acórdão n.º 9303002.270 CSRFT3 Fl. 1.503 7 Em face das alegações, afirmou que haveria contradições nos demonstrativos elaborados pela Fiscalização, uma vez que teria utilizado os recibos "quanto as compras de madeira, porém, para a e xclusão das compras de madeiras da parte das pessoas físicas e daquelas adquiridas com a NF/EidaiEidai (..), utilizou nos anos de 1995/1996) apenas os valores das Notas Fiscais do Produtor (.)". Segundo a recorrente, sequer haveria provas nos autos de que a Fiscalização tivesse utilizado os recibos na referida apuração. Assim, os demonstrativos elaborados pela Fiscalização seriam imprestáveis e o auto de infração seria nulo. Por fim, reiterou o pedido de diligência efetuado na impugnação; afirmando que a totalidade dos recibos seguramente ultrapassaria as vinte e cinco mil cópias. Julgando o feito, a Câmara recorrida negou provimento ao recurso voluntário, em acórdão assim ementado: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 30/09/1995, 31/10/1995, 30/11/1995, 20/12/1995 IPI. COMPENSAÇÃO ESCR1TURAL. CRÉDITOS ADMITIDOS PELO REGULAMENTO. DECADÊNCIA. TERMO INICIAL. No caso de apuração de saldo credor escritural do IPI, em face da compensação dos débitos do imposto com os créditos admitidos pelo Regulamento, considerase efetuado o pagamento antecipado, fixandose o termo inicial do prazo decadencial na data da ocorrência do fato gerador. GLOSA DE CRÉDITOS. PRAZO DECADENCIAL. INAPLICABILIDADE. A glosa de créditos escriturados do IPI não corresponde constituição do crédito tributário e, assim, não se submete a prazo decadencial. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 20/09/1996, 30/09/1996, 20/10/1996, 31/10/1996, 20/11/1996, 30/11/1996, 20/12/1996, 31/12/1996, 20/10/1998, 31/10/1998, 20/11/1998, 30/11/1998; 10/01/1999, 20/01/1999, 31/01/1999, 28/02/1999, 20/03/1999, 31/03/1999, 31/05/1999 AUTO DE INFRAÇÃO. GLOSA DE CRÉDITOS DE IPI. CRITÉRIOS ADOTADOS PELA FISCALIZAÇÃO. NULIDADE. NÃO CONFIGURAÇÃO. Por se tratar de hipótese de erro de fato no lançamento sujeito a lançamento complementar, a apuração dos valores de glosas de créditos com base em notas fiscais, consideradas os únicos documentos idôneos para sua comprovação pela Fiscalização, Fl. 1862DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 8 não implica nulidade do lançamento, à. vista das alegações de que os valores corretos, sistematicamente maiores do que os das notas, seriam os dos recibos. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 30/09/1995, 31/10/1995, 30/11/1995, 20/12/1995, 20/09/1996, 30/09/1996, 20/10/1996, 31/10/1996, 20/11/1996, 30/11/1996, 20/12/1996, 31/12/1996, 20/10/1998, 31/10/1998, 20/11/1998, 30/11/1998, 10/01/1999, 20/01/1999, . 31/01/1999, 28/02/1999, 20/03/1999, 31/03/1999, 31/05/1999 CRÉDITO PRESUMIDO DE PIS E COFINS. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E DE COOPERATIVAS. INCLUSÃO NA BASE DE CALCULO. IMPOSSIBILIDADE. Somente as aquisições de insumos de contribuintes da Cofins e do PIS geram direito ao crédito presumido concedido como ressarcimento das referidas contribuições, pagas no mercado interno. Recurso negado. Inconformada, a Autuada apresentou recurso especial, que foi admitido apenas, parcialmente, mais precisamente, no tocante à glosa do crédito presumido referente às aquisições de matériasprimas junto a pessoas físicas e cooperativas, conforme despacho de admissibilidade de fls. 1230 a 1236. Irresignada com a admissibilidade apenas parcial de seu recurso, a Recorrente interpôs agravo de reexame, fls. 1262 a 1277. Contrarrazões ao especial apresentado pelo sujeito passivo vieram às fls. 1465 a 1477. O agravo de reexame apresentado pelo sujeito passivo foi rejeitado pelo então Presidente Da Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme despacho de fls. 1480 a 1482. É o relatório. Voto Conselheiro Henrique Pinheiro Torres, Relator O recurso é tempestivo e, na parte em que admitido pelo Presidente da Câmara recorrida, atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pelo qual dele se deve conhecer. Fl. 1863DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10280.001859/200180 Acórdão n.º 9303002.270 CSRFT3 Fl. 1.504 9 A teor do relatado, a questão que se apresenta a debate cingese à da inclusão, na base de cálculo do crédito presumido, das matériasprimas adquiridas de pessoas físicas e de cooperativas. Nessas matérias, o meu entendimento é no sentido contrário à pretensão do sujeito passivo. Todavia, com a alteração regimental, que acrescentou o art. 62A ao Regimento Interno do Carf, as decisões do Superior Tribunal de Justiça, em sede de recursos repetitivos, devem ser observadas no Julgamento deste Tribunal Administrativo. Assim, se a matéria foi julgada pelo STJ, na sistemática prevista no art. 543 B ou 543C do Código de Processo Civil, a decisão de lá deve ser adotada aqui, independentemente de convicções pessoais dos julgadores. Essa é justamente a hipótese dos autos, em que o STJ, em sede de recurso repetitivo versando sobre matéria idêntica à do recurso ora sob exame, decidiu1 que, O crédito presumido de IPI, instituído pela Lei 9.363/96, não poderia ter sua aplicação restringida por força da Instrução Normativa SRF 23/97, ato normativo secundário, que não pode inovar no ordenamento jurídico, subordinandose aos limites do texto legal. ......................................................................................................... A oposição constante de ato estatal, administrativo ou normativo, impedindo a utilização do direito de crédito de IPI (decorrente da aplicação do princípio constitucional da não cumulatividade), descaracteriza referido crédito como escritural (assim considerado aquele oportunamente lançado pelo contribuinte em sua escrita contábil), exsurgindo legítima a incidência de correção monetária, sob pena de enriquecimento sem causa do Fisco (Aplicação analógica do precedente da Primeira Seção submetido ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 1035847/RS, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 24.06.2009, DJe 03.08.2009). Essa decisão foi proferida, justamente, em julgamento relativo a pedido de ressarcimento/compensação de crédito presumido de IPI, de que trata a lei 9.363/1996, em que atos normativos infralegais obstaculizaram a inclusão na base de cálculo do incentivo das compras realizadas junto a pessoas físicas e a cooperativas. Com essas considerações, ressalvo meu entendimento em contrário, explicitado em inúmeros votos neste Colegiado, e, por força regimental, curvome a decisão do STJ, e passo a admitir a inclusão, na base de cálculo do crédito presumido de IPI, dos valores pertinentes as aquisições de produtos que se enquadrem no conceito de matériasprimas, quando adquiridos junto a pessoas físicas e a cooperativas. Diante do exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso especial para reconhecer o direito à inclusão, na base de cálculo do crédito presumido de IPI, dos 1 AgRg no AgRg no REsp 1088292 / RS AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2008/02047717 Fl. 1864DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES 10 valores pertinentes às aquisições de produtos que se enquadrem no conceito de matérias primas, quando adquiridos junto a pessoas físicas e a cooperativas. Henrique Pinheiro Torres Fl. 1865DF CARF MF Impresso em 05/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/06/2013 por CLEIDE LEITE, Assinado digitalmente em 03/09/2013 por LUI Z EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 06/06/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
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Numero do processo: 10880.915960/2008-27
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3802-000.134
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente
(assinado digitalmente)
Francisco José Barroso Rios - Relator
Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Paulo Sérgio Celani e Solon Sehn.
Fez sustentação oral a Dra. Catarina Cavalcanti de Carvalho da Fonte, OAB/PE nº 30.248.
Nome do relator: Não se aplica
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e do voto do relator. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Paulo Sérgio Celani e Solon Sehn. Fez sustentação oral a Dra. Catarina Cavalcanti de Carvalho da Fonte, OAB/PE nº 30.248. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 9ª Turma da DRJ São Paulo I (fls. 45/52 do processo eletrônico), a qual, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela interessada contra a não homologação de compensação de débito tributário com crédito decorrente de aduzido pagamento a maior de PIS relativo ao fato gerador de 31/12/2002. A DERAT São Paulo não homologou a compensação pleiteada sob o argumento de que o pagamento apresentado como supedâneo do crédito (no valor de R$ 192.104,04 – RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 15 96 0/ 20 08 -2 7 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 06/ 10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10880.915960/200827 Resolução nº 3802000.134 S3TE02 Fl. 100 2 código de receita 8109) teria sido utilizado na quitação integral de débitos do contribuinte, não restando, portanto, saldo creditório disponível. Inconformada, a interessada apresentou manifestação de inconformidade onde alega: a) que o presente pedido integra outros 90 (noventa) processos da empresa que abordam a mesma matéria, tendo sido apresentadas as mesmas razões de defesa e provas, razão pela qual requer a juntada dos autos de todos os processos, de forma que as defesas e provas sejam conjuntamente analisadas; b) invoca o princípio da verdade material, e afirma haver juntado a documentação necessária à comprovação do direito; e, c) que o crédito objeto da compensação teve origem em recolhimentos indevidos do PIS e da COFINS no período de abril de 1999 a fevereiro de 2004, haja vista que se tratavam de vendas para a Zona Franca de Manaus, e que por isso não geravam a respectiva obrigação ao recolhimento em face das disposições do DecretoLei nº 288/67, que equiparou referidas vendas a operações de exportação. Os argumentos apresentados pela reclamante, contudo, não foram acolhidos pela primeira instância de julgamento, que, em síntese, entendeu que o sujeito passivo não apresentou prova suficiente à demonstração do direito creditório reclamado, e ainda, que o artigo 4º do DecretoLei nº 288/67 não albergava a isenção do PIS e da COFINS. Assim, referido colegiado julgou improcedente a manifestação de inconformidade formalizada pela interessada. Cientificada da referida decisão em 04/07/2011 (vide AR de fls. 54), a interessada, em 25/07/2011, apresentou recurso voluntário onde reitera que seu direito está amparado no artigo 4º do DecretoLei nº 288/67, c/c artigo 40 do ADCTe artigo e artigo 14, inciso II, da MP nº 2.13535. Reclama, também, a nulidade do acórdão vergastado por cerceamento ao seu direito de defesa, isso em vista da falta de clareza do acórdão e da esparsa e lacônica manifestação sobre a documentação juntada pela recorrente. Diante do exposto, requer seja provido seu recurso e homologada a compensação pretendida. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco José Barroso Rios Da admissibilidade do recurso e da reclamada nulidade da decisão de primeira instância O recurso é tempestivo e merece ser conhecido por preencher os demais requisitos de admissibilidade do pleito. Inicialmente, analiso a reclamada nulidade do acórdão de primeira instância. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 06/ 10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10880.915960/200827 Resolução nº 3802000.134 S3TE02 Fl. 101 3 A nulidade é embasada na alegada falta de clareza nos motivos que redundaram na negativa do recurso: se o indeferimento do pleito fora decorrente da não comprovação do crédito ou dada a inexistência de amparo legal para o pedido. Contudo, da leitura do acórdão de fls. 45/52, constatase que referida decisão está suficientemente motivada, uma vez que dela consta, explicitamente: a) na hipótese de a empresa se albergar nos institutos da isenção ou da alíquota zero, e a teor da Solução de Divergência COSIT nº 7/2006, que a isenção da COFINS não alcança os fatos geradores entre 1º de fevereiro de 1999 e 21 de dezembro de 2000 (vedação do inciso I do § 2º do artigo 14 da MP 1.8586, de 1999, e reedições até a MP 2.03724, de 2000); b) ainda com base na Solução de Divergência COSIT nº 7/2006, que somente a partir de 22 de dezembro de 2000, com a publicação da MP 2.03725, atual MP 2.15835, a isenção da COFINS no caso de vendas para a Zona Franca de Manaus só alcançaria as receitas de vendas enquadradas nos incisos IV, VI, VIII e IX do artigo 14 da citada MP 2.15835; c) que, se admitido questionamento com base na imunidade, o mesmo deveria ser direcionado ao Poder Judiciário, a quem compete apreciar alegação de inconstitucionalidade, já que tal instituto é de natureza constitucional; e, d) que não foram apresentadas provas do indébito, não tendo sido, portanto, demonstrada a liquidez e a certeza do crédito necessárias à compensação tributária, a teor do artigo 170 do CTN. Portanto, a meu ver, o acórdão recorrido está devidamente fundamentado, razão pela qual não acolho o argumento em defesa da nulidade da decisão em tela. Da necessidade de diligência A presente lide é parte de um dos inúmeros processos da interessada em que esta questiona a incidência do PIS e da COFINS sobre a receita de vendas realizadas para empresas situadas na Zona Franca de Manaus. Essa questão já foi analisada por esta Turma quando do julgamento do processo no 10920.000462/200350 (acórdão no 380200.312, de 08/12/2010), de onde reproduzo excertos do voto vencedor do Conselheiro Regis Xavier Holanda, abaixo transcrito: [...]A Medida Provisória no 1.8586, de 29/06/1999 e posteriores reedições até a Medida Provisória no 2.03724, de 23/11/2000 trazia as seguintes disposições de interesse: (omissis) Referida Medida Provisória foi então reeditada sob o n° 2.03725, de 21/12/2000 (DOU de 22/12/2000) – atual Medida Provisória no 2.158 35, de 2001 – apresentando modificação no texto normativo consistente na supressão das receitas de vendas efetuadas a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus do rol de hipóteses de exclusão das isenções conferidas. Vejamos: (omissis) Fl. 124DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 06/ 10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10880.915960/200827 Resolução nº 3802000.134 S3TE02 Fl. 102 4 Dessa forma, tenho como claro que o legislador, ao realizar a referida supressão da referência à Zona Franca de Manaus no texto normativo, conferiu sim, às vendas efetuadas a empresas estabelecidas nesta específica região marcada por incentivos fiscais especiais, a isenção tratada no caput e §1º do citado art. 14. Adequouse, então, a presente legislação à disciplina traçada pelo art. 4º do DecretoLei nº 288/67, in verbis: Art 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro. Ademais, é mister ainda destacar que no ínterim entre as Medidas Provisórias no 2.03724, de 23/11/2000 e n° 2.03725, de 21/12/2000 (DOU de 22/12/2000), sobreveio, em 07/12/2000, decisão liminar unânime do pleno do Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADIN nº 2.3489, deferindo medida cautelar com eficácia ex nunc para suspender a eficácia da expressão “na Zona Franca de Manaus” constante do artigo 14, §2º, I da Medida Provisória nº 2.03724. Portanto, dada a cronologia em que os fatos aconteceram, pareceme também claro que o legislador teve ainda por intenção adequar o texto normativo à decisão do STF então vigente, só alterada em 10/02/2005 mediante decisão que declarou prejudicado o pedido por perda de objeto diante da ausência de aditamento à inicial por conta das sucessivas reedições da Medida Provisória atacada. Alfim, tendo em vista que a Medida Provisória nº 2.03725 suprimiu a hipótese de afastamento da isenção em relação às receitas de vendas para a ZFM, entendo que essa modificação (supressão de hipótese de afastamento da isenção) conjugada com o art. 4º do DL 288/67, implica a aplicação do art. 14, II (exportação de mercadorias para o exterior) para essas operações. Em sentido semelhante já decidiram os então Conselhos de Contribuintes: Acórdãos 20216587, de 19/10/2005; 20179407, de 29/06/2006 e 20218132, de 20/06/2007. [...]No mais, voto ainda para, a partir de 22 de dezembro de 2000 – data de publicação da MP nº 2.03725 (atual MP no 2.15835, de 2001), considerar isentas da contribuição para o PIS, as vendas efetuadas a empresa situada na Zona Franca de Manaus. De fato, a real intenção que motivou a supressão da expressão “na Zona Franca de Manaus” do inciso I, do § 2o, do artigo 14 da Medida Provisória no 2.037, foi a de, efetivamente, excluir da incidência do PIS e da COFINS as vendas realizadas para empresas sediadas na referida área de livre comércio. Aliás, considerando que o legislador não emprega expressões inúteis, o fato de a redação original da Medida Provisória no 2.037 contemplar os termos “Zona Franca de Manaus” e “área de livre comércio” revela que o poder legiferante, na ocasião, para fins de tutela pela referida legislação, entendera como distintas as regiões comerciais em tela. Assim, Fl. 125DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 06/ 10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10880.915960/200827 Resolução nº 3802000.134 S3TE02 Fl. 103 5 posteriormente, a supressão da expressão “Zona Franca de Manaus” do dispositivo que excluía referida área do âmbito de isenção do PIS e da COFINS demonstra que o legislador, com tal conduta, buscou realmente isentar das contribuições em evidência as vendas realizadas para a referida região. Portanto, deverão ser consideradas como isentas do PIS e da COFINS as vendas realizadas para a Zona Franca de Manaus a partir da publicação da Medida Provisória no 2.037 25, ou seja, em 22/12/2000. Assim, as receitas decorrentes das vendas para a Zona Franca de Manaus deverão sofrer incidência do PIS e da COFINS, exclusivamente, em relação aos fatos geradores ocorridos entre 1o de fevereiro de 1999 (conforme caput do artigo 14 da MP no 1.8586, de 29/06/1999) e 21 de dezembro de 2000 (dia imediatamente anterior à publicação da reedição da referida Medida Provisória em que houve a supressão do termo “Zona Franca de Manaus” de seu artigo 14, § 2o, inciso I – MP 2.03725). Consequentemente, como o crédito aduzido diz respeito ao mês de dezembro de 2002, resta claro que existe fundamentação legal que ampare o direito creditório pelo reclamado pagamento do PIS em vista de vendas para a Zona Franca de Manaus. Recentemente, ao analisar outros processos da mesma empresa, o conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi constatou que a matéria probante foi toda acostado ao processo nº 10880.915886/200849, também distribuído para esta Turma Especial, mas nesse caso sob a responsabilidade do conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Diante disso, decidiu esta Turma, por unanimidade, converter o julgamento em diligência a fim de que a DRF apure a certeza e a liquidez dos créditos, bem como confirme se os valores constantes das notas fiscais presentes no processo administrativo 10880.915886/200849 foram, ou não, utilizados para outras compensações, ou mesmo foram excluídas de tributação à época da ocorrência dos fatos geradores. (vide, por exemplo, acórdão nº 3802000.128, de 20/08/2013, processo nº 10880.915912/200839). É no mesmo sentido, portanto, que encaminho meu voto, ou seja, para que o julgamento seja convertido em diligência a fim de que a DRF apure a certeza e a liquidez dos créditos, bem como confirme se os valores constantes das notas fiscais presentes no processo administrativo 10880.915886/200849 foram ou não utilizados para outras compensações, ou ainda, se foram excluídas da tributação do PIS ou da COFINS à época da ocorrência dos fatos geradores. Uma vez concluído tal levantamento, intimese o contribuinte para manifestação, e, após, sejam devolvidos os autos a esta Turma para julgamento do mérito. Sala de Sessões, em 24 de setembro de 2013. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios – Relator Fl. 126DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 06/ 10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A
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Numero do processo: 10980.722985/2011-56
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Aug 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/05/2007
COMPENSAÇÃO. PROCESSO JUDICIAL.
É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial.
Numero da decisão: 2403-002.118
Decisão: Recurso Voluntário Negado
Crédito Tributário Mantido
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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PROCESSO JUDICIAL. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 72 29 85 /2 01 1- 56 Fl. 268DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 3/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Julio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 269DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 3/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10980.722985/201156 Acórdão n.º 2403002.118 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Curitiba, Acórdão 0638.306 da 5ª Turma, que julgou a impugnação improcedente. A autuação e a impugnação foram assim apresentadas no relatório do acórdão recorrido: 1. O presente processo, COMPROT n° 10980.722985/201156, tem por objeto as contribuições previdenciárias a cargo do sujeito passivo ORGANIZAÇÃO EDUCACIONAL EXPOENTE LTDA, arrecadadas pela Receita Federal do Brasil (RFB) e destinadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), referentes à glosa de compensações indevidas declaradas em Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, no Auto de Infração n° 37.342.7670, período 01/2006 a 04/2006 e 05/2007, no valor total de R$ 883.197,32. 2. O procedimento fiscal, as apurações e os lançamentos efetuados estão explicitados no Relatório Fiscal (fls. 12/18) e nos demais anexos do Auto de Infração de fl. 3 (fls. 04/111, 19/20, 137/138 e 157/159). 3. Cientificada do lançamento em 10/08/2011 (fl. 3), a empresa apresentou a impugnação de fls. 163/198, em 09/09/2011 (fl. 163), acolhida como tempestiva pelo órgão preparador (fl. 211), instruída com os documentos de fls. 199/209, alegando, em síntese, que: a) Como ato administrativo, o auto de infração exige agente capaz, objeto lícito, possível, determinado ou determinável e forma prescrita ou não defesa em lei. Diante dos ensinamentos de Osvaldo Aranha Bandeira de Mello (invalidade dos atos administrativos, com destaque para que aquele que pratica o ato administrativo deve ser pessoa competente e o objeto lícito, possível e não abusivo, bem como ausente vício de vontade) e de De Plácido e Silva (conceito de assinatura), inexiste documento válido se não estiverem presentes todos os elementos indispensáveis ao auto de infração. Portanto, praticado o ato em desconformidade com as prescrições de seu procedimento formativo, deve ser declarada a nulidade, afastandose seus efeitos principais e secundários. b) Possui créditos contra o INSS, representados por Cautelas da Eletrobrás. Fl. 270DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 3/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Existe respaldo legal para a compensação de créditos e débitos (Código Civil, arts. 368 a 380; e CTN, art. 170, caput), cabendo à administração a verificação da liquidez e certeza (jurisprudência STJ) e ao contribuinte o risco da observância dos requisitos legais. As obrigações da Eletrobrás (Lei n° 4.156, de 1962; e ADCT, art. 34, § 12) representam crédito de natureza tributária (restituição de empréstimo compulsório), passível de compensação. Por ser a União responsável solidária (Lei n° 4.156, de 1962, art. 4°, § 3°), cabe o encontro de contas, inexistindo proibição legal ou limitação (Lei n° 9.430, de 1996, art. 74), sendo que deveria haver tratamento isonômico entre os diversos tributos, desde o tempo do INSS e da Secretaria da Receita Previdenciária, esta integrando a administração direta da União. Na compensação de tributos lançados por homologação, incumbe ao sujeito passivo a liquidação do crédito e à Administração a homologação. No caso concreto, a prescrição é vintenária (doutrina e jurisprudência: prazo de 20 anos com início da contagem após os 20 anos fixados para o resgate), estando a liquidez corroborada pelo art. 9° da Medida Provisória n° 2.18145, de 2001. Há possibilidade de compensação de créditos não oriundos do pagamento indevido e de natureza diversa, em face da IN SRF/SRP n° 629, de 2006. c) A exigência infundada afronta os princípios constitucionais do não confisco e da propriedade. d) Requer a produção de todos os meios de prova admitidos em direito e a anulação do lançamento. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, onde alega, em síntese, que: · Possui créditos contra o INSS representados por Cautelas da ELETROBRÁS. · A União é responsável solidária. · Não se pode levar em consideração uma decisão sobre a qual ainda não há trânsito em julgado MS 2007.70.00.0008147/PR. · As obrigações da Eletrobrás (Lei n° 4.156, de 1962; e ADCT, art. 34, § 12) representam crédito de natureza tributária (restituição de empréstimo compulsório), passível de compensação. Fl. 271DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 3/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10980.722985/201156 Acórdão n.º 2403002.118 S2C4T3 Fl. 4 5 · Possui direito à compensação. · As Cautelas possuem prazo de resgate de 20 anos. O início do prazo prescricional ocorreria após os 20 anos – mais 20 anos. · Vícios – nulidade. É o relatório Fl. 272DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 3/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. A autuação atende os requisitos do artigo 142 do CTN, do artigo 10 do Decreto n° 70.235, de 1972 e não apresenta vícios que levem à nulidade. Segundo o Relatório Fiscal, a empresa justificou as compensações pela utilização de valores que seriam resquícios de títulos apresentados no Mandado de Segurança n° 2007.70.00.0008147. A empresa não obteve êxito na ação judicial em que pleiteou a validade dos títulos, tendo a fiscalização invocado a decisão denegatória de segurança, proferida em 11 de abril de 2007 nos autos do Mandado de Segurança n° 2007.70.00.0008147. A recorrente alega que não se pode levar em consideração uma decisão sobre a qual ainda não há trânsito em julgado (MS 2007.70.00.0008147/PR) visto que existe pendente o Agravo de Instrumento contra a decisão denegatória. Fl. 273DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 3/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 10980.722985/201156 Acórdão n.º 2403002.118 S2C4T3 Fl. 5 7 Em consulta ao sitio do TRF 4ª Região, constatei que a situação se mantém. Consulta Processual Unificada ‐ Resultado da Pesquisa AGR.INSTR. DECISÃO DENEGAT.DE REC. EXTRAORDINARIO Nº 003443247.2010.404.0000 (TRF) / 003443247.2010.404.0000 Originário:APELAÇÃO CÍVEL Nº 2007.70.00.0008147 (TRF) Data de autuação:21/10/2010 Relator:Des. Federal VILSON DARÓS – PRESIDENTE Órgão Atual:SECRETARIA DE RECURSOS Localizador:GAG18C2 Situação:SUSPENSO/SOBRESTADO Competência:Presidência Assuntos:1. Energia Elétrica 2. Suspensão da Exigibilidade 3. Compensação AGRAVANTE:ORGANIZACAO EDUCACIONAL EXPOENTE LTDA/Advogado: Sandra Aparecida Lopes Barbon Lewis AGRAVADO:UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL)Advogado: ProcuradoriaRegional da Fazenda Nacional APELAÇÃO CÍVEL Nº 2007.70.00.0008147 (TRF )MANDADO DE SEGURANÇA Nº 2007.70.00.0008147 (PR) 17/12/2010 09:56Suspensão/Sobrestamento Aguarda Decisão Instância Superior 05/11/2010 09:28Recebimento GUIA NR.: 100189494 ORIGEM : PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL DESTINO: SREC 04/11/2010 10:27Remessa Externa para Intimação da Fazenda Nacional, em 04.11.10 (Leis 11033/04 e 11457/07) GUIA NR.: 100189494 orIGEM: SREC DESTINO: PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL Para fundamentar meu posicionamento, apresento o artigo 170A do CTN que vedada a compensação de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Fl. 274DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 3/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 Art. 170A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. CONCLUSÃO Voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 275DF CARF MF Impresso em 26/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 3/08/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10830.912672/2009-97
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA.
Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO.
Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO.
Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
Numero da decisão: 3803-004.240
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
CORINTHO OLIVEIRA MACHADO - Presidente.
(Assinado digitalmente)
JORGE VICTOR RODRIGUES - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira e Corintho Oliveira Machado (Presidente).
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/11/2002 a 30/11/2002 MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação.
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ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO. Cabe à autoridade administrativa autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. A ausência de elementos imprescindíveis à comprovação desses atributos impossibilita à homologação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 91 26 72 /2 00 9- 97Fl. 71DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Presidente. (Assinado digitalmente) JORGE VICTOR RODRIGUES Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira e Corintho Oliveira Machado (Presidente). Relatório Versa o imbróglio sobre repetição de indébito tributário decorrente de pagamento indevido ou a maior a título de COFINS efetuado pela contribuinte, posteriormente objeto de Per/DComp transmitida em 31/05/06, que resultou não homologada, por meio de despacho decisório eletrônico nº 844667293, por insuficiência de saldo credor para a realização da compensação declarada. A contribuinte conhecendo o teor do referido despacho apresentou a sua irresignação ao feito, aduzindo em síntese: – que cometeu erro de forma ao não retificar a DCTF correspondente ao período em que realizou o pagamento indevido, quando da ocasião da compensação declarada, a fim de informar que o valor recolhido fora efetivamente maior que o devido naquele período de apuração; (ii) – que a ausência de retificação da DCTF não invalida ou inutiliza o crédito de PIS da empresa, eis que o crédito tributário já se encontra extinto, ex vi do art. 156, II, do CTN; (iii) – requer a juntada posterior de documentos aos autos, por absoluta impossibilidade de fazêlo oportunamente (cópias da DIPJ original dos períodos referentes ao crédito utilizado na DComp, bem como as memórias de apuração dos tributos ali destacados, relativos ao crédito utilizado pela empresa.) Tudo isto em razão do recolhimento efetuado por meio de DARF no valor de R$ 34.938,22 para pagamento de COFINS, na competência de 12/2001, quando o valor devido desse tributo seria inferior. Conclusos foram os autos submetidos a apreciação pela 9a Turma de julgamento da DRJ/CPS, que em sessão realizada em 15/03/2012, proferiu decisão por meio do Acórdão nº 0537.276, sintetizada através da ementa adiante transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/12/2001 a 31/12/2001 Fl. 72DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.912672/200997 Acórdão n.º 3803004.240 S3TE03 Fl. 6 3 DCOMP. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. PEDIDO DE DILAÇÃO DE PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS. INDEFERIMENTO. A prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual. O pedido de juntada de documentos após a impugnação deve ser indeferido quando não demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. A decisão hostilizada ao analisar os fatos que provocaram a sua intervenção nos autos manifestouse no sentido de que o sucesso da contribuinte, em ver homologada a compensação declarada condicionase à comprovação da liquidez e certeza do direito de crédito. Isto porque o lançamento é efetuado com base na declaração do próprio sujeito passivo, que presta a autoridade administrativa as informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação (CTN, art. 147). Portanto, a admissão da DCTF retificadora está condicionada à apresentação do erro de fato presente em declaração anterior e, no caso em concreto a contribuinte não apresentou qualquer razão ou documento que comprove o seu direito. Nos autos não há nenhuma apuração, documentação ou outro indício que indicasse o pagamento indevido ou a maior que esse suporte ao crédito tributário aproveitado. A responsabilidade de comprovação do alegado é da contribuinte e deve fazê lo no momento da impugnação ao feito, em conformidade ao disposto no art. 16, § 4o, do Dec. nº 70.235/72, não se tratando de privilegiar o aspecto formal em detrimento da verdade material. No caso a contribuinte não demonstra, com fundamentos, qualquer ocorrência que justifique a sua impossibilidade de apresentação de provas, o pretendido motivo de força maior. Cientificada do teor contido na decisão de piso em 11/05/12, conforme AR colacionado aos autos, irresignada a contribuinte protocolou o seu apelo em 11/06/12, de acordo com o registro efetuado na folha de face do recurso voluntário, para reiterar minudentemente os argumentos expendidos na exordial. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 É o que importa relatar. Voto Conselheiro Relator Conselheiro Jorge Victor Rodrigues O recurso voluntário interposto é tempestivo e preenche os demais requisitos necessários à sua admissibilidade, dele tomo conhecimento. Como dito, o contribuinte pretendeu compensar crédito indevido ou a maior, com débitos próprios, não logrando êxito nesse desiderato perante o juízo a quo, que concluiu a partir de análise efetuada nos autos pela insuficiência de crédito, considerando, inclusive que o sujeito passivo não acostou aos autos documentos que demonstrassem inequivocamente a comprovação de sua existência e regularidade. A decisão de primeira instância encontra respaldo no Despacho Decisório Eletrônico, que atesta a inexistência de saldo credor remanescente para a realização da compensação declarada. A referida decisão pronunciouse quanto ao limite do valor do crédito original utilizado integralmente na extinção de outros débitos próprios regularmente informados pela contribuinte, não restando saldo credor suficiente para à satisfação da compensação informada em Per/DComp já descrita nos autos. O deslinde da querela circunscrevese, então, à matéria probatória acerca do reconhecimento da existência de direito creditório alegado pelo contribuinte, matéria que foi devolvida para esta Corte, em razão de não restar pacificada em sede de primeira instância. Assiste razão ao juízo de primeira instância quando formulou assertivas de que a DCOMP tem a finalidade de informar acerca do encontro de contas entre o contribuinte e a Fazenda Pública, bem assim que a responsabilidade da emissão desse documento é de exclusividade da contribuinte, de igual modo o sendo em relação à liquidez e certeza dos créditos e créditos informados por meio de Per/DComp. De igual modo mantevese escorreita a decisão recorrida, quando assinalou que a não homologação confirmando a extinção da obrigação tributária, não ocorreu in casu, por falta da apresentação de documentação hábil e idônea que demonstrasse a existência e a regularidade do crédito alegado na DComp, uma vez que a planilha tão somente não tem o condão de imprimir certeza e liquidez ao direito creditório informado no Per/DComp, nos moldes preconizados no art. 170 do CTN, para o fim do disposto no art. 156, II, do mesmo diploma legal. A questão da prova na atividade administrativotributária resolvese ante o discernimento acerca da responsabilidade de quem deve provar o alegado. Para esclarecer esta Fl. 74DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10830.912672/200997 Acórdão n.º 3803004.240 S3TE03 Fl. 7 5 questão buscase a orientação no Código de Processo Civil, subsidiariamente utilizado nos julgamentos dos processos administrativos fiscais pelo CARF, em seu art. 333, assim alude: Art. 333. O ônus da prova incumbe: I – ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; II – ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo, ou extintivo do direito do autor. Finalmente é certo ser de iniciativa exclusiva da contribuinte demandar a compensação pela via de Per/Dcomp e, por tal razão, também é sua a responsabilidade de demonstração cabal da existência e regularidade do direito creditório nela informado, o que se dá por meio da apresentação de documentação hábil e idônea, por ocasião da protocolização da manifestação de inconformidade, de acordo com o previsto no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, para verificação pelo julgador tributário. A recorrente não laborou em demonstrar de forma inconteste a existência do crédito alegado, nem tampouco infirmar as razões de decidir do despacho decisório e da decisão de primeira instância, mesmo tendo a oportunidade de juntar os documentos que julgasse relevantes e não o fez, oportunamente. Ante o exposto nego provimento ao recurso voluntário. É como voto. Sala de Sessões em 25 de junho de 2013. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator Relator Relator Relator Fl. 75DF CARF MF Impresso em 08/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/10/2013 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 02/10/20 13 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 13832.000435/2008-79
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Exercício: 2009
PEÇA RECURSAL. QUESTÃO ESTRANHA AOS AUTOS. NÃO CONHECIMENTO.
Não se toma conhecimento de peça recursal que aborda questão estranha aos autos.
Numero da decisão: 1803-001.802
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por se referir a matéria estranha aos presentes autos, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Presidente-substituto
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marcelo de Assis Guerra, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Maria Elisa Bruzzi Boechat.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Exercício: 2009 PEÇA RECURSAL. QUESTÃO ESTRANHA AOS AUTOS. NÃO CONHECIMENTO. Não se toma conhecimento de peça recursal que aborda questão estranha aos autos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por se referir a matéria estranha aos presentes autos, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Presidente-substituto (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marcelo de Assis Guerra, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Maria Elisa Bruzzi Boechat.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Exercício: 2009 PEÇA RECURSAL. QUESTÃO ESTRANHA AOS AUTOS. NÃO CONHECIMENTO. Não se toma conhecimento de peça recursal que aborda questão estranha aos autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 2. 00 04 35 /2 00 8- 79 Fl. 75DF CARF MF Impresso em 18/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13832.000435/200879 Acórdão n.º 1803001.802 S1TE03 Fl. 76 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, por se referir a matéria estranha aos presentes autos, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Presidentesubstituto (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Marcelo de Assis Guerra, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Maria Elisa Bruzzi Boechat. Fl. 76DF CARF MF Impresso em 18/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13832.000435/200879 Acórdão n.º 1803001.802 S1TE03 Fl. 77 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 34): A contribuinte acima qualificada, mediante Ato Declaratório nº 376722, de 22/8/2008, emitido pelo Delegado da Receita Federal em Marília, foi excluída do Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Simples Nacional, a partir de 01/1/2009. Insurgindose contra a referida exclusão, a interessada apresentou manifestação de inconformidade, alegando que o débito motivador da exclusão está sendo discutido judicialmente, por meio de embargos à execução, o que suspenderia a exigência daquele débito. Pelo despacho de fl. 21, o processo foi baixado em diligência para cumprimento da Norma de Execução COSIT/CODAC/COCAJ nº 01, de 15/03/2010. De acordo com a informação de fl. 32, da lavra do ARFB Jeová Gomes, o débito em questão foi extinto por pagamento em 02/11/2009. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 33): ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL Anocalendário: 2008 EXCLUSÃO. DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA. As pessoas jurídicas que têm débitos inscritos em Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que não comprovem estar com a exigibilidade suspensa, poderão optar pelo Simples, quando estiver sanado o impedimento. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio 3. Cientificada da referida decisão em 07/06/2011 (fls. 38), a tempo, em 04/07/2011, apresenta a interessada peça recursal de fls. 41 a 71 (numeração digital ND), instruída com o documento de fls. 72 (ND), nela se insurgindo contra não homologação de pedido de compensação de PIS. Em mesa para julgamento. Fl. 77DF CARF MF Impresso em 18/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13832.000435/200879 Acórdão n.º 1803001.802 S1TE03 Fl. 78 4 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Tratase o presente processo de exclusão do Simples Nacional. 4. Constou da peça recursal, cujo cabeçalho faz expressa referência à numeração do presente processo, o seguinte (fls. 42ND): 5. Conclui a referida peça recursal (fls. 70): Fl. 78DF CARF MF Impresso em 18/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 13832.000435/200879 Acórdão n.º 1803001.802 S1TE03 Fl. 79 5 6. Não se toma conhecimento de peça recursal que aborda questão (não homologação de pedido de compensação de PIS) estranha aos autos (exclusão do Simples Nacional). Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NÃO CONHECER DO RECURSO, por se referir a matéria estranha aos presentes autos. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 79DF CARF MF Impresso em 18/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/08/2013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 21/08/2 013 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 11/09/2013 por WALTER ADOLFO MARESCH
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