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Numero do processo: 10314.006396/2003-70
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO -II
Período de apuração: 01/07/1999 a 31/07/2000
VALOR ADUANEIRO. MERCADORIAS IDÊNTICAS VENDIDAS A PREÇOS DISTINTOS. VINCULAÇÃO ENTRE EXPORTADOR E UM DOS IMPORTADORES.
Cabe ao importador o ônus de provar a distinção entre as diferentes remessas de produtos sob a mesma denominação, classificação, descrição, origem e fabricante, com transação comercial realizada no mesmo período, mas vendidos a preços distintos, uma vez constatada vinculação entre exportador
e um dos importadores.
Aplica-se ao caso concreto o art. 2° do Acordo de Valoração Aduaneira para apuração do real valor aduaneiro (valor de transação de mercadoria idêntica).
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-000.515
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: Beatriz Veríssimo de Sena
1.0 = *:*
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO -II Período de apuração: 01/07/1999 a 31/07/2000 VALOR ADUANEIRO. MERCADORIAS IDÊNTICAS VENDIDAS A PREÇOS DISTINTOS. VINCULAÇÃO ENTRE EXPORTADOR E UM DOS IMPORTADORES. Cabe ao importador o ônus de provar a distinção entre as diferentes remessas de produtos sob a mesma denominação, classificação, descrição, origem e fabricante, com transação comercial realizada no mesmo período, mas vendidos a preços distintos, uma vez constatada vinculação entre exportador e um dos importadores. Aplica-se ao caso concreto o art. 2° do Acordo de Valoração Aduaneira para apuração do real valor aduaneiro (valor de transação de mercadoria idêntica). Recurso Voluntário Negado.
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Numero do processo: 13819.003519/2003-28
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2008
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES
Ano-calendário: 2002
SIMPLES. EXCLUSÃO. ATIVIDADE ECONÔMICA.
"DECORAÇÕES DE INTERIORES". LC 123, de 14/12/06.
Nos termos da Lei Complementar n". 123, de 14 de dezembro de 2006, artigo 17, §2", "poderão optar pelo Simples Nacional sociedades que se dediquem exclusivamente à prestação de outros serviços que não tenham sido objeto de vedação expressa no caput deste artigo".
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 303-35.090
Decisão: ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: Nilton Luiz Bartoli
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Ano-calendário: 2002 SIMPLES. EXCLUSÃO. ATIVIDADE ECONÔMICA. "DECORAÇÕES DE INTERIORES". LC 123, de 14/12/06. Nos termos da Lei Complementar n". 123, de 14 de dezembro de 2006, artigo 17, §2", "poderão optar pelo Simples Nacional sociedades que se dediquem exclusivamente à prestação de outros serviços que não tenham sido objeto de vedação expressa no caput deste artigo". RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
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CCO3/CO3 • • Fls. 72 f, MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo n° 13819.003519/2003-28 Recurso n0 137.843 Voluntário Matéria SIMPLES - EXCLUSÃO Acórdão n° 303-35.090 Sessão de 30 de janeiro de 2008 Recorrente YO KIDO DECORAÇÃO LTDA - ME Recorrida DRJ-CAMPINAS/SP 1110 ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Ano-calendário: 2002 SIMPLES. EXCLUSÃO. ATIVIDADE ECONÔMICA. "DECORAÇÕES DE INTERIORES". LC 123, de 14/12/06. Nos termos da Lei Complementar n". 123, de 14 de dezembro de 2006, artigo 17, §2", "poderão optar pelo Simples Nacional sociedades que se dediquem exclusivamente à prestação de outros serviços que não tenham sido objeto de vedação expressa no caput deste artigo". RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da terceira câmara do terceiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. - - 411 ebç ANEL! DAUDT PRIETO Pre ente - , , ' • Processo n° 13819.003519/2003-28 CCO3/CO3 - . . Acórdão n.° 303-35.090 Fls. 73 Nj20N----LUO6ARTOLI Relator /1-62 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Silvio Marcos Barcelos Fiúza, Marciel Eder Costa, Luis Marcelo Guerra de Castro, Tarásio Campelo Borges, Celso Lopes Pereira Neto e Davi Machado Evangelista (Suplente). Ausente a Conselheira Nanci Gama. 010 • 2 • • Processo n° 13819.003519/2003-28 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.090 Fls. 74 Relatório Trata-se de exclusão do contribuinte do SIMPLES (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das empresas de Pequeno Porte), conforme Ato Declaratório Executivo — ADE n° 474.856 de 07/08/2003 (fls. 02), fundamentado em exercício de atividade econômica vedada, qual seja, "Serviços de decoração de interiores". Às fls. 01, em requerimento datado de 11/11/2003, o contribuinte solicita a análise da exclusão do Simples — SRS — Solicitação de Exclusão do Simples - 30/1470/03/PCOC, pois, no ADE n° 474.856 não há nenhuma previsão legal que defina a exclusão do Simples para essa atividade da empresa, ou seja, "fixação ou colocação de flores, fitas, adornos que não depende de habilitação profissional legalmente exigida", conforme as Leis 9.317/2005 e 9.732/1998. Anexo os seguintes documentos (cópias): ADE n° 474.856 (fls.02), SRS 30/1470/03 PCOC (fls. 22);, Contrato Social e Alteração (fls. 05/16) e Cartão do CNPJ (fls.18). Consoante fls. 42 , ao analisar-se a documentação apresentada pelo contribuinte, consta no Contrato Social da empresa que o objetivo da sociedade é "decorações de salões em geral, e comércio de flores e objetos de decoração", bem como em pesquisa realizada ao Concla — Comissão Nacional de Classificação - o Cnae 7499-3/06, compreende atividade de "decoração de interiores sob encomenda". Além disso, existem decisões de Processos de Consulta proferidas pelas Regiões Fiscais que vedam a opção pelo Simples a empresas cuja atividade seja: n° 214/00 — 7RF e 21/01 — 10a RF - Decoração e n° 174/99 — 10a RFe 121/00 — 8 RF — Colocação de placas de gesso e decorações. Encaminhados os autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento de • Campinas (SP), esta indeferiu a solicitação às fls. 46/51, nos termos da seguinte ementa: "Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — Simples Ano-calendário: 2002 SIMPLES. ATIVIDADE ECONÔMICA. DECORAÇÃO DE INTERIORES. VEDAÇÃO. A pessoa jurídica que presta serviços na área de decoração está impedida de optar pelo Simples. Solicitação Indeferida." Ciente da decisão proferida (AR — fls. 53), o contribuinte apresentou tempestivamente o Recurso Voluntário às fls. 54, no qual reitera os argumentos já apresentados e acrescenta os seguintes: 34 . , • ' Processo n° 13819.003519/2003-28 CCO3/CO3 • Acórdão n.° 303-35.090 Fls. 75 A atividade da recorrente é de ornamentação com flores em igrejas, saldes e festa em geral e não de decoração; "De acordo com a Lei n° 5.194/66 e das Resoluções do CONFEA n° 217/1973, n° 262/1979 e n° 473/2002, não é de competência de arquitetos e técnicos da área de arquitetura os serviços de ornamentação. Sendo assim, não há motivos para a exclusão do Simples". Diante do exposto, requer o acolhimento e provimento do recurso em foco e sua manutenção na opção Simples. Os autos foram distribuídos a este Conselheiro em 04/12/2007, em um único volume, constando numeração até às fls. 70, penúltima. Desnecessário o encaminhamento do processo à Procuradoria da Fazenda Nacional para ciência quanto ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte, nos termos da Portaria MF n°. 314, de 25/08/99. É o relatório. • 4 " Processo n° 13819.003519/2003-28 CCO3/CO3 Acórdão n.° 303-35.090 Fls. 76 Voto Conselheiro NILTON LUIZ BARTOLI, Relator Presentes os requisitos de admissibilidade, conheço do Recurso Voluntário, por conter matéria de competência deste Terceiro Conselho de Contribuintes. Cinge-se a questão em exclusão de contribuinte do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES, que se deu por meio de Ato Declaratório (fls. 02), emitido pela Delegacia da Receita Federal de Campinas/São Paulo, e trouxe como motivo o exercício de atividade econômica vedada, qual seja, "Serviços de decoração de interiores". Assim, a controvérsia presente nos autos restringe-se à questão da atividade econômica exercida pelo contribuinte, se é, ou não, impeditiva para opção ao Simples. Diante disso, cumpre-nos analisar o objeto social da ora Recorrente. Consta do Contrato Social de fls. 05/09 (Cláusula Segunda), que seu objeto social é: "A decorações (sic) de salões em geral, e comércio de flores e objetos de decoração. ". E, segundo entendimento manifestado pela instância a quo tais atividades assemelhar-se-iam a de "arquitetos e técnicos na área de arquitetura", com base no inciso XIII, art. 90, da Lei 9.317, de 5 de dezembro de 1996.Para o caso em questão, no entanto, cumpre notar o que dispõe o artigo 17, da Lei Complementar n°. 123, de 14 de dezembro de 2006, que a partir de 10 de julho de 2007, revogou' a Lei do Simples (Lei n°. 9.317, de 5 de dezembro de 1996): 110 " Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: "§ 2' Também poderá optar pelo Simples Nacional a microempresa ou empresa de pequeno porte que se dedique à prestação de outros serviços que não tenham sido objeto de vedação expressa neste artigo, desde que não incorra em nenhuma das hipóteses de vedação previstas nesta Lei Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar n° 127, de 2007). ' Lei Complementar n°. 123, de 14 de dezembro de 2006 Art. 89 — Ficam revogadas, a partir de 1° de julho de 2007, a Lei n°. 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e a Lei n°. 9.841, de 5 de outubro de 1999. 5 Processo n° 13819.003519/2003-28 CCO3/CO3 • °Acórdão n. 303-35.090• Fls. 77 Neste aspecto, importa esclarecer que, a atividade que o contribuinte afirma desempenhar, constante de seu contrato social, não é vedada pela Lei Complementar n°. 123/2006. Desta forma, analisando-se as atividades exercidas pela Recorrente e o permissivo legal constante do §2°, do artigo 17, da Lei Complementar n°. 123, de 14 de dezembro de 2006, entendo que as atividades exercidas pela Recorrente não se encontram dentre as impeditivas à opção pelo Simples, não sendo cabível sua exclusão em razão dos motivos aduzidos no ADE. No entanto, destaco que mesmo que a Lei n° 9.317, de 05/12/1996, ainda estivesse em vigor, ao contrário da r. decisão recorrida, tenho o particular entendimento de que não há semelhança alguma entre a prestação de serviços de arquiteto ou técnico na área de arquitetura e as atividades exercidas pela Recorrente. No tocante à aplicação da Lei Complementar n°. 123, de 14/12/2006, ao • presente caso, importa destacar, o que ela própria dispõe, em seu artigo 16, §4°: "§4° Serão consideradas inscritas no Simples Nacional as microempresas e empresas de pequeno porte regularmente optantes pelo regime tributário de que trata a Lei n° 9.317, de 5 de dezembro de 1996, salvo as que estiverem impedidas de optar por alguma vedação imposta por esta Lei Complementar".(grifei) Note-se que a Lei Complementar n°. 123, de 14/12/2006, dispôs que a opção pelo 'Simples Nacional' das ME (microempresas) e EPP (empresas de pequeno porte) será na forma estabelecida pelo Comitê Gestor, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, para tratar dos aspectos tributário da Lei Geral do Simples. Com efeito, através da Resolução CGSN n°. 04, de 30/05/07, o mencionado Comitê Gestor, ao regulamentar a opção ao 'Simples Nacional', resolveu em seu artigo 18 que: "Art. 18. Serão consideradas inscritas no Simples Nacional as ME e • EPP regularmente optantes pelo regime tributário de que trata a Lei n°. 9.317, de 5 de dezembro de 1996, salvo as que estiverem impedidas de optar por alguma das vedações previstas nesta Resolução." Pondero, neste ponto, que tal artigo, primeiramente, convalida a migração automática para o 'Simples Nacional', não havendo necessidade, neste sentido, de formalização expressa para a opção. Noutro aspecto, o dispositivo (in fine) ressalvou que só há migração automática caso não haja impedimento para tanto, mas advindos da nova lei. Entretanto, cumpre ainda notar o que dispõe o §1° da citada Resolução CGSN n°. 04, de 30/05/07, que diz respeito aos casos ainda não definitivamente julgados: "Art. 18. (.) §1 0 Para fins de opção tácita de que trata o caput, consideram-se regularmente optantes as ME e as EPP, inscritas no CNPJ como 6 —>f Processo n° 13819.003519/2003-28 CCO3/CO3 • Acórdão n.° 303-35.090 Fls. 78 optantes pelo regime tributário de que trata a Lei n°. 9.317/96, que até 30 de junho de 2007 não tenham sido excluídas dessa sistemática de tributação ou, se excluídas, que até essa data não tenham obtido decisão definitiva da esfera administrativa ou judicial com relação a recurso interposto." Desta forma, o dispositivo em questão esclarece que também se consideram regularmente optantes aquelas empresas que se excluídas até 30/06/07, não tenham obtido decisão definitiva na esfera administrativa ou judicial, com relação ao recurso interposto. Por tudo isto, se conclui que a retroatividade está prevista na própria sistemática da Lei Complementar n°. 123, de 14/12/2006, e mesmo que assim não o fosse, o artigo 106, do Código Tributário Nacional (Lei n°. 5.172, de 25/10/1966) estipula que: "Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito: (.) — tratando-se de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infração;" E não se diga que não seria o caso da lei nova deixar de definir como 'infração', pois se a Lei n°. 9.317/96 discriminava atividades que vedavam a opção ao Simples, caso estas fossem exercidas por contribuinte optante, haveria, nesta hipótese, clara infração ao regime da Lei n°. .9.317/96. Portanto, se a lei nova não pune mais certo ato, que deixou de ser considerado como infração, também pelo artigo 106 do Código Tributário Nacional, ela retroage em beneficio do contribuinte, como no presente. No mais, não se pode deixar de considerar o estabelecido na Lei de Introdução ao Código Civil vigente (Lei n°. 4.657, de 04/09/1942), que dispõe em seu artigo 6° que: "Art. 6° A lei em vizor terá efeito imediato e feral, respeitados o ato • jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada." Logo, tal qual prescreve a LICC, a chamada de 'lei de introdução às leis', uma vez que dita princípios gerais sobre as normas de direito público e de direito privado (arts. 70 a 19), as normas têm efeito imediato e geral. Diante do exposto, uma vez que a atividade desenvolvida pela Recorrente não está dentre as eleitas pelo legislador como impeditiva de opção ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de pequeno Porte — SIMPLES, conforme se comprova, bem como pelo disposto o §2°, do artigo 17, da Lei Complementar n°. 123, de 14/12/2006, DOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. Sala das Sessõ , em de janeiro de 2008 >12TON IZ BART 1- Relator 7
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Numero do processo: 10384.720265/2010-02
Data da sessão: Thu Feb 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2007
Ementa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Acolhem-se embargos de declaração quando constatada omissão na fundamentação do acórdão recorrido.
Embargos de declaração providos, sem efeitos infringentes.
Numero da decisão: 1102-001.293
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos de declaração para, no mérito, re-ratificar o Acórdão no 1102-000.868, e suprir omissão em sua fundamentação, sem efeitos infringentes.
Nome do relator: ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO
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Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2007 Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Acolhem-se embargos de declaração quando constatada omissão na fundamentação do acórdão recorrido. Embargos de declaração providos, sem efeitos infringentes. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos de declaração para, no mérito, re-ratificar o Acórdão no 1102-000.868, e suprir omissão em sua fundamentação, sem efeitos infringentes. (assinado digitalmente) JOÃO OTÁVIO OPPERMANN THOMÉ - Presidente. (assinado digitalmente) ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: JOÃO OTÁVIO OPPERMANN THOMÉ (Presidente), RICARDO MAROZZI GREGÓRIO, MARCOS VINICIUS BARROS OTTONI, JACKSON MITSUI, MARCELO BAETA IPPOLITO e ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO. Relatório Fl. 561DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 23 /02/2015 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUI DONI FILHO 2 Trata-se de embargos de declaração opostos pela Fazenda Nacional contra o acórdão proferido pela Segunda Turma desta Câmara de Julgamento, assim ementado, verbis: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2007, 2008 IRPJ. SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO. Não desnatura a subvenção para investimento apenas o fato de não haver contemporaneidade entre os investimentos realizados pelo beneficiário segundo projeto técnico aprovado perante o órgão estadual e a fruição do benefício fiscal. Se de um lado é razoável que se exija certa proporcionalidade entre os investimentos (a serem) realizados pelas empresas beneficiárias e os valores de subvenção recebidos, já que tais benefícios sugerem certa contraprestação do agente privado, não é menos razoável afirmar que não é possível exigir contemporaneidade entre estes (subvenção e investimentos). Tal assertiva é intuitiva em relação aos benefícios que envolvem ICMS, pois estes são fruídos em boa parte quando a unidade industrial está em pleno funcionamento (mediante a venda dos produtos industrializados) e, portanto, já realizou boa parte (senão todos) os investimentos prometidos ao ente público. Ao invés de cotejar dados econômicos relativos aos anos-calendários autuados que pouco dizem no contexto em que foram concedidos os benefícios, incumbiria à Fiscalização demonstrar, alternativamente, (i) que o benefício fiscal foi utilizado sem a indispensável autorização formal do Estado ou (ii) que os investimentos prometidos ao ente estatal não foram realizados pelo contribuinte beneficiário ou (iii) que o benefício fiscal concedido é bastante desproporcional aos investimentos comprometidos com o Estado, descaracterizando sua natureza originária, conforme exame do projeto submetido à apreciação do Poder Público local. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.” Sustenta a Fazenda Nacional, em síntese, que haveria contradição na fundamentação do acórdão recorrido relativa à natureza do vício (formal / material) do lançamento, nos seguintes termos: “Pela análise do acórdão 1102-000.868, verifica-se que a 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 1ª Seção de Julgamento do CARF deu provimento parcial ao recurso voluntário para cancelar a exigência contida no item 2 dos lançamentos por vício na descrição e na comprovação do fato gerador. Vejamos: ‘No caso, ao invés de cotejar dados econômicos relativos aos anos- calendários autuados que pouco dizem no contexto em que foram concedidos os benefícios, incumbiria à Fiscalização demonstrar, alternativamente, (i) que o benefício fiscal foi utilizado sem a indispensável autorização formal do Estado ou (ii) que os investimentos prometidos ao ente estatal não foram realizados pelo contribuinte beneficiário ou (iii) que o benefício fiscal concedido é bastante desproporcional aos investimentos comprometidos com o Estado, descaracterizando sua natureza originária, conforme exame do projeto submetido à apreciação do Poder Público local. Ausente citada prova, e atendidos aos demais requisitos acima citados para caracterização do benefício fiscal como subvenção para investimento, impõe-se reconhecer a improcedência dos lançamentos nesta parte. Fl. 562DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 23 /02/2015 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUI DONI FILHO Processo nº 10384.720265/2010-02 Acórdão n.º 1102-001.293 S1-C1T2 Fl. 2 3 (...) E é nesse aspecto que divirjo do Conselheiro Relator, que entendeu que a autoridade fiscal não comprovou que o benefício fiscal não foi utilizado corretamente. (Destaque nosso)’ Data venia, esse julgado incorreu em contradição, pois o argumento ligado à violação do art. 142 do CTN por questões relacionadas à falha na motivação e na comprovação dos fatos imputados ao contribuinte enseja a nulidade por vício formal dessa parte do lançamento e não, o seu cancelamento.” É o relatório. Voto Conselheiro ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO Aduz a Fazenda Nacional que teria havido contradição na fundamentação do acórdão recorrido consubstanciada na natureza do vício que teria determinado o cancelamento do auto de infração. Sustenta que tais vícios são caracterizados como vícios formais, os quais ensejariam tão somente a nulidade do lançamento, e não o cancelamento da exigência fiscal. Sem razão a Embargante. Diferentemente do quanto alegado pela Embargante, o lançamento não foi anulado por esse Colegiado por vício formal, decorrente de erro na forma ou linguagem adotada pela Fiscalização na lavratura do auto de infração. O lançamento foi anulado por deficiência intrínseca da acusação fiscal no momento da verificação da ocorrência do fato gerador da obrigação tributária e da determinação da matéria tributável. Não se discute eventual inadequação da narrativa dos fatos ou de erro na citação do dispositivo legal tido por infringido, mas de ausência de comprovação do fato gerador da obrigação tributária, requisito material do lançamento de que trata o artigo 142 do CTN. Sobre a distinção entre vícios formais e materiais do lançamento, vale reproduzir a ementa do Acórdão nº 2302-003.442 proferido pela 2ª Turma Ordinária da 3ª Câmara de Julgamento do CARF. Verbis: “ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/04/2004 a 30/04/2004 VÍCIO MATERIAL E FORMAL. DISTINÇÃO. Quando se relacione à (i) exteriorização do lançamento, o vício formal é corrigido como o mero refazimento deste, mediante a correção da forma utilizada - exteriorização. Todavia, pode ocorrer do vício se relacionar à (ii) formalização da fundamentação (motivação) de fato e de direito, desde que esta não necessite ser alterada substancialmente, apenas aclarada ou depurada. Isso ocorre somente quando a fundamentação (motivação) preexiste, mas não foi devidamente formalizada, ou seja, vertida em linguagem adequada nos autos. Uma terceira situação de vício formal, ocorre pela não observação do (iii) iter procedimental. Fl. 563DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 23 /02/2015 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUI DONI FILHO 4 No vício material, há (i) modificação das razões de fato e de direito (motivação) do lançamento ou mesmo (ii) posterior elaboração ou descobrimento pela autoridade fiscal da fundamentação (motivação). Portanto, para que seja suprido, há necessidade de mudança de compreensão, de entendimento ou até mesmo a criação de um novo fundamento para o lançamento anteriormente efetuado, não se restringido a um mero reforço argumentativo ou a transformação em linguagem adequada daquelas razões de fato e de direito (motivação) que haviam dado ensejo ao lançamento. DECADÊNCIA. VÍCIO FORMAL. O reconhecimento de vício meramente formal enseja o deslocamento da regra de contagem do prazo decadencial para a previsão do artigo 173, II, do Código Tributário Nacional. Recurso Voluntário Negado”. Considerada a natureza material do vício que justificou o cancelamento da exigência fiscal, orienta-se voto no sentido de conhecer dos embargos de declaração para, no mérito, re-ratificar o Acórdão n. 1102-000.868, e suprir omissão em sua fundamentação, sem efeitos infringentes. (assinado digitalmente) ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO - Relator Fl. 564DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUIDONI FILHO, Assinado digitalmente em 23 /02/2015 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 20/02/2015 por ANTONIO CARLOS GUI DONI FILHO Relatório Voto
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Numero do processo: 10314.010051/2005-82
Data da sessão: Wed May 26 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS
Período de apuração: 22/10/2002 a 30/08/2005
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. A PRESENTAÇÃO FORA DO PRAZO DE TRINTA DIAS. INTEMPESTIVIDADE. PEREMPÇÃO. PRECLUSÃO DO DIREITO DE RECORRER. DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU DEFINITIVA NA ESFERA ADMINISTRATIVA.
No âmbito do processo administrativo fiscal federal, é facultado ao contribuinte, dentro do prazo de de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão de primeira instância, total ou parcialmente lhe desfavorável, apresentar recurso perante o órgão julgador de segundo grau. O recurso voluntário não apresentado ou apresentado fora do referido prazo implica preclusão do direito de recorrer à segunda instância administrativa, impedindo o órgão de segundo grau de conhecê-lo. decorrência, a decisão proferida no julgamento de primeiro grau torna-se definitiva na esfera administrativa (arts. 33 e 42, 1. do Decreto 70.235, de 1972).
Recurso Voluntário -Não Conhecido
Numero da decisão: 3102-00.680
Decisão: Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário. As conselheiros Beatriz Veríssimo de Sena e Nanci Gama votaram pela conclusão.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - classificação de mercadorias
Nome do relator: José Fernandes do Nascimento
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ementa_s : CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Período de apuração: 22/10/2002 a 30/08/2005 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. A PRESENTAÇÃO FORA DO PRAZO DE TRINTA DIAS. INTEMPESTIVIDADE. PEREMPÇÃO. PRECLUSÃO DO DIREITO DE RECORRER. DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU DEFINITIVA NA ESFERA ADMINISTRATIVA. No âmbito do processo administrativo fiscal federal, é facultado ao contribuinte, dentro do prazo de de 30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão de primeira instância, total ou parcialmente lhe desfavorável, apresentar recurso perante o órgão julgador de segundo grau. O recurso voluntário não apresentado ou apresentado fora do referido prazo implica preclusão do direito de recorrer à segunda instância administrativa, impedindo o órgão de segundo grau de conhecê-lo. decorrência, a decisão proferida no julgamento de primeiro grau torna-se definitiva na esfera administrativa (arts. 33 e 42, 1. do Decreto 70.235, de 1972). Recurso Voluntário -Não Conhecido
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RECURSO VOLUNTÁ RIO. A PRES ENT AÇÃO FORA DO PR AZO DE TR INTA DIAS. INTEMPESTIVIDADE. PERE.m pçÃo. pREcLusÃo Do DIREITO DE R ECORRER.. DECISÃO DE PRIMEI RO GR A U DEFINITIVA NA ESFERA ADMINISTRATIVA. No âmbito do processo administrativo fiscal federal, é facultado ao contribuinte, dentro do prazo de de .30 (trinta) dias seguintes à ciência da decisão de primeira instância, total ou parcialmente lhe desfavorável, apresentar recurso perante o órgão julgador de segundo grau.. O tecurso voluntário não apresentado ou apresentado fora do referido prazo implica preclusão do direito de recorrer à segunda instância administrativa, impedindo o órgão de segundo grau de conhecê-lo. decorrência, a decisão proferida no julgamento de primeiro grau torna-se definitiva na esfeia administrativa (arts. 33 e 42, 1. do Decreto 70.235, de 1972) Recurso Voluntário -Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiada por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário. As conselheiros Beatriz Veríssimo de Sena e Naná Gama votaram pela conclusão, C Luis Marcc - Guerra de Castro - Piesidente J i jeiïto - Relator EDITA DO KM: 18/06/20 I O Participaram do presente julii&amento os Conselheiros Imis Marcelo Guerra de Castro, José Fernandes do Nascimento, Maria Regina Godinho (Suplente), Narrei Gama, Beatriz Veríssimo de Sena e Elias Fernandes Eutrásio (Suplente). Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto pela interessada, no intuito de ver reformado o Acórdão n" 128997 (11s. 202/210), proferido pela 2" Turma de Julgamento da DM São Paulo II, cuja ementa restou assim redigida: As'sunto: Imposto sobre a Importação — Período de apuração . 22/10/2002 a 30/08/2005 Ementa Solução de Consulta Classificação de Mercadorias. .4.FE110S À solução em processo de consulta é proferida em instância única e tern efeito Vincula mie, ao qual o consulente deve ajustar- se em até trinta dias' de sua ciência, sob pena dc exl_,Yéricia de ofício do crédito tributário que venha a ser devido por força da aplicação do entendimento Inani ¡estado pela administração O cahuldirricrito da SRI, ' expresso Cm S'Oillç'ã0 de consulta vincula a administração e o partícula" É procedentc em parte O lançamento considerando apenas os modelos objeto da Solução de Consulta SRRE/8".1.?.1 /DIANA n" 1 de 28/01/200.5 c também os. declarados pela interessada como máquinas multifimeionais. Lançamento Procedente em Pane Na Descrição dos Fatos que integra os presentes Autos de Inftação (lis 01/65) consta que a interessada, por meio das Declarações de Importação (1)1) relacionadas nos Demonstrativos de lis. 30/34, submeteu . a despacho aduaneiro o equipamento descrito como "impressora STCX 3200 e STCX 5200; SPC (scannei, printer e copiei) Epson Stylus CX 3500, CX 4500, CX 6500; e Multi Ilincional CX 3700, CX 4100, CX 4700 e CX 7700", classificando- o no código 8471.60.21 da NCM. Com base no enquadramento tarifinio, atribuído a referida impressora, na Solução de Consulta DIANA/SRRF/8 a RFi n° 001, de 28 de janeiro de 2005, a autoridade fiscal reclassiricou-a para o código 9009.21.00 da NCM, lavrando os Autos de Infração de fls. 01/65, para cobrança dos seguintes créditos tributários: (i) imposto sobre Produtos Industrializados (1P1), vinculado a importação, acrescido dos juros moratorios e da da multa de oficio de 75% (setenta e cinco por cento), por reconstituição de base calculo; (ii) Contribuições para o PIS/Pasep e Cofins - Importação, acrescidas dos juros moratórios e da da multa de oficio Pmeesso n n 103 14 01005 /2005-82 83-C 1 Acórdão 3102-00.680 ti 250 de 75% (setenta e cinco por cento), por falta/insuficiência de recolhimento,' e (iii) multa regulamentar de 1% (um por cento) do valor aduaneiro, por classificação fiscal incorreta. Em 09/11/2005., a autuada foi cientificada, via postal (11. 89v), dos referidos Autos de -iiifração.. inconformada, em 08/12/20(1)5, apresentou a impugnação de fls. 91/108, cuias razões defesa foram assim resumidas no relatório integrante do Acórdão recorrido, ia VeT bis: - em razão da lexistência de código na TEC, representativo dos referidos produtos, a .bnpug,nante, durante certo período, promoveu o ingresso dos referidos' produtos 5' ob a c.lass.ificação tarifária 8471 90 14, re:: .fc'Terite. a "ser:inflei"; - a fim de obter o posicionamento oficial da Receita .Pcderal, em 17 &fevereiro de 2003 ingressou com Consulta Administrativa, por meio da qual pugnou pelo reconhecimento da classificação das unidades inultiliincionais, rei .i .,rentes aos Epson Si Idris modelos C.X 3200 e CX 5200, como "„scanner-; - em 16/02/2005 foi intimada da Solução de C.I`onsulla 1)1..1.N/1/SR Rr /8" 1?1,- n" 001/200.5, - utilizou-se a ,S'ecretaria da Receita Federal, nos finulamentos que nortearam a derâsão acima, na alegação de que as funçães de impressora, scanner e copiadora sào igualmente essenciais, de modo que o produto deveria .ser classificado TIO Ultimo código qual seja copiadora, -a Autora contatou o instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Pauto TPT, que após detida análise técnica (Parecer Técnico de 12/09/2005), concluiu que o código correio para classificação do bens acima rd eridos _seria O 8471.60 21, referente à "impressoras - (Doc. 05), - isso porque, „segundo o entendimento es posado pelo renomado instituto, as unidades multifuncionais enquadram-se no código 8471.60 21, relativo às "impressoras "„ em razão da essencialidade deva função para o uso dos equipamentos, - o IPT di.spos que o enquadramento corno pretende a Secretaria da Receita Federal, não tem .subsídio técnico, já que o referido código trata de copiadoras que utilizam o procedimento óptico, ou analógico, o que difc've sobremaneira do procedimento digital utilizado pela copiadora constante nas unidades multifimcionais EPson Stylus CX 3200 e 5200; - efetuou as importações embasada no .supedâneo técnico do •TPT, bem como no entendimento emitido pelo próprio Ministério da Ciência Tectiolog,la, - conforme restará demonstrado, o crédito tributário não merece prosperar, porquanto a classificação adotada pela impugname a que melhor representa as unidades multifuncionais em face dos códigos listados na Tabela Evierna Comum,- / - 40" - para que o conceito de equipamento multi'. inicional seja aplicado, deve o equipamento possuir, pelo menos, duas finiçõe.s. sendo que uma delas deve sei necessariamente a de impressora, confinnic' e.(plicado pelo 11)1, - conforme se dei?' ecnde das R.egras paia Interpretaçáo do Sistema Ilaimonizado, Os produtos compostos devem sei interprelado.s de acordo com a Re,5.;ra 3, - autoridade administrativa, com Micro no.s termos que consubstanciam 0 :Mio de Infração, entende que todos os produtos que Minam O unidade multijimcional são i.,,,n.fairnente es sf qicifili..5, de modo que, para fins de classif. icação tat deve-se adotai a Regia 3 "e', que di.spõe que o produto deve sei classificado na última posição da ordem flUtnérica da TEC, - por sua vez, a Impugnante pugna pelo reconhecimento do item "impressoras" como essencial à earackaizacão do produto, de modo que aS unidades multifincionais devem ser classif. jaulas FIO código correspondente a esta mercadoria, qual seja: 8471 6021, - o essencialidade do produto pode sei determinada pelo ponto de vista dO S componentes que perficein a unidade multiftincional, e do ponto de vista do uso da relérida mercadoi ia, - o módulo copiadoia não é parte Cs sencial da unidade imiltifirncional, já que sua füncão dé.'coriê.' apli(aão conjunta dos 'nódulos .scanner e impi es sopa, - .sc imLxiste uni módulo especifico paia copia doi a, sc qido que a função de copiar se perfaz pela conjunção dos in(id1410.S SCannel e impressora, não se pode interpretar pela igualdade de importância. entre (1.5 fiuwõe S de Scaimer e. impressora coM a de copiadora Esta ineXi.Ste sem aquelas, de modo que as jimções de scanner e impressora é que permitem a caracterização das unidades multifüncionais, o pleito da Impugnante se encrintra ti-tildado em opinião da lavra de dois engenheiros do Instituto e Pesquisas lecnolóicas de São Paulo, - corroborando ainda mais com o direito Ora defendido, cabe frisar que O Ministério da Ciência e Tecnologia, ao analisar a classificação tal ia poi meio da qual a s unidades produzidas pela coligada da linpugnante Epson Paulista Ltda devei iam ser comercializadas, para fins de inclusão no progiama de beruficios da Política Nacional de Infin inátic a, as cias sificou como "impressoias" a classificcNdo pretendida pela autoridade administiativa (código 9009 21 00) refere- se a COpiadOms pai' sistema analó,vico, lecnolcia esta diversa rhi. técnicii digital utilizada pelas(Irtida des Mullifimeionals; - afirra o falo da Secretaria da Receita Federal ignorar a fitnerio essencial de impressora das unidades riminfiincionais, ainda assim pretendeu cnquadi- a-las como "copiadoras por sistema óptico". quando, 110 veidade, operam pelo sistema digital; Processo n" 10314 01005112005-82 S3-C112 Acánlão n." 3102-00.680 11 251 - é de fácil verificação que o :Ostenta utilizado pelas eopiadotas ópticas (código 9009.21.0() é completamente distinto do proccs. s-o pelas copiadoras contidas nas unidades multifiincjonais, - - requer que o cr(Wito tributário seja julgado improcedente, - requer seja o pres(?nte yluto de Infração cancelado no que tange às multas- provo/vim-2ot e regulamentar apficadus, porquanto sua imposição SV baseia em entendimento equivocado da autoridade administrativa. Após a referida impugnação, sobreveio o mencionado Acórdão, em que os membros da Turma julgadora, por unanimidade de votos, consideraram procedente em parte o lançamento, com base nas razões expostas resumidamente no corpo da ementa anteriormente transcrita. Um 15/ .12/2008, por via postal (fl., 211v), a fiscalizada -foi cientificada do Acórdão recorrido. Inconfiwmada, em 15 de, janeiro de 2009, apresentou o Recurso Voluntário de fis.. 216/246, em que reafirmou as razões de defesa aduzidas na peça impugnatória. Em acréscimo, resumidamente, alegou que: a.) somente se encontravam, abarcadas pelos efeitos da referida Solução de Consulta, as importações das unidades multifuncionais C,X 3200 e CX 5200, realizadas entre a data da formulação (17/02/2003) e da ciência (16/02/2005) da dita Consulta, de modo que as importações realizadas antes ou após o citado período não sofreriam o seu imediato efeito v i nculativo; e h) caso não fosse excluída a multa regulamentar, por classificação fiscal incorreta, seria indevida a sua atualização monetária com base na taxa Selic. No final, requereu o regular conhecimento e provimento do presente Recurso, a fim de que fosse reformado o Acórdão recorrido, no que toca à parte que lhe foi desfavorável, e cancelados os referidos Autos de Infração. No caso de não reconhecimento da procedência o dito Recurso, que tosse declarado o cancelamento do valor da atualização monetária da multa regulamentar. Em 29/01//2009, fbi lavrado o Termo de Perempção de 0. 247. Em contOrmidade com o disposto no art. 35 do Decreto 70,235, de 06 de março de .1972, que dispõe sobre o Processo Administrativo Fiscal (PAI) federal, em atenção ao despacho de fl. 248 (última), os presentes autos foram enviados a este e.. Conselho.. Na sessão de 03/12/2009, em cumprimento ao disposto no art.. 49 do Anexo II do Regimento Interno do Carf, aprovado pela Portaria ME n" 256, de 22 de junho de 2009, os presente autos foram distribuídos, mediante sorteio, para este Conselheiro. É o Relatório, \ 5 Voto Conselheiro José Fernandes do -Nascimento - Relato]: C) presente Recurso Voluntário trata de matéria da competência deste Colegiada porém, previamente ao seu conhecimento, devo analisar os requisitos para a sua admissibilidade, com especial atenção para o prazo da sua apresentação. O assunto encontra-se disciplinado nos arts. 5" e 33 do PAF O primeno preceito legal trata da forma de contagem do prazo, enquanto que o segundo fixa o prazo de 30 (trinta) para sua apresentação, nos termos a seguir transcrito: Ari` 5`' - U ptazo.s serão conlínm»., evelnindo-se na Nua contagem o dia do inicio e incluindo-se O do vencimento ParagiaJO único ON prazos só Ne iniciam on ,"eitceirt 170 dia de expediente normal no órgão em que corta o processo ou deva sei pi atiCalla O aí° ) /Ir! 33 — Da decisão ccIburá recurso voluntário, total ou parcial, com (ledo suspensivo, dentro do.s. 30 (atina) dias seguintes à ciência da decisão. Logo, se vencido no julgam.ento de primeira instância, da parte que lhe foi deslavoravel, ao contribuinte é facultado, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, o direito de apresentar recurso voluntário ao e. Conselho Administrativo de Recursos fiscais (Cai f), que substituiu os extintos Conselhos de Contribuintes.FÀpirado esse prazo, sem a apresentação ou apresentação intempestiva do citado recurso, configurada estará a preclusão do direito de recorrer, impossibilitando o conhecimento das razões de defesas suscitadas na peça recursal, Em consequência, a decisão de primeiro grau imma-se-a definitiva na esfera administrativa, nos termos do inciso I do art. 42 do PAR Conforme mencionado anteriormente, por meio do despacho de fl. 248, a Unidade preparadora informou que o presente Recurso fora apresentado após o prazo de 30 (dias) e, pua formalmente registrar o fato, lavrou o Termo de Perempção de fl. 247. Ato continuo, em cumprimento ao disposto no art. 35 1 do PAI', determinou o envio dos presentes autos a este e Conselho, para fins de julgamento da declaração de perempção. Com efeito, consta dos autos que, em 15/12/2008, dia útil (segunda-feira) e de expediente normal no Órgão preparador (conforme atestado no despacho de 11 248), a recorrente tora intimada do Acórdão recorrido, por via postal, conforme anotação no corpo do Aviso de Recebimento (AR) de tl. 21 .1 v.. Em decorrência, o prazo recurso' de 30 (trinta) dias teve início no dia seguinte, ou seja, em .1.6/1.2/2008 (terça-feira), dia útil e de expediente normal, completando o trintidio em 14/01/2009 (quarta-teira.), também dia útil e de expediente normal Assim, em consonância com os critérios de contagem do prazo reclusa' lixados no preceito legal anteriormente transcrito, tem-se que o termo final do prazo recursal de 30 (trinta) dias ocorreu em. 14/01/2009, porém, somente no dia seguinte, cru 15/01/2009, "Art 35 - O recurso, mesmo peremplo, será eneaminhtido to ôt ão de Segunda instância, que jul.ani a.-N\ pelempçâ-)" rrocesso ti" 103 T4 01005 I /2005-82 S3-C1 [2 Acórdão n " 3102-00,680 i'l 232 conforme atesta o carimbo posto na primeira folha da peça recursal, a interessada protocolou na Unidade preparadora o Recurso Voluntário de tis 21 6/246 Dessa forma, fica cabalmente demonstrado que o presente Recurso foi apresentado fora do prazo de .30 (trinta) dias, fixado no art. 33 do PAU Por conseguinte, encontra-se devidamente configurada a sua perempção, devendo Ser mantido incólume o Termo de Perempção fl. 247. Ante-- ao, exposto, urna vez, confirmada a intempestividade do presente Recurso, voto no entido 1140 conhecê-lo (--- ( \Pr-k_r-2,7à (\ . ki--\ Jose fernances do Nascimento1\ * 7
score : 1.0
Numero do processo: 10725.000057/92-05
Data da sessão: Fri May 19 00:00:00 UTC 1995
Ementa: PIS - FATURAMENTO - Tratando-se de
lançamento reflexivo, a decisão proferida no
processo matriz se projeta no julgamento do
processo decorrente recomendando o mesmo
tratamento, dada a intima relação de causa e
efeito.
Numero da decisão: 102-29.926
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Waldevan Alves de Oliveira
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RECORRIDA : DRF - CAMPOS - RI. PIS - FATURAMENTO - Tratando-se de lançamento reflexivo, a decisão proferida no processo matriz se projeta no julgamento do processo decorrente recomendando o mesmo tratamento, dada a intima relação de causa e efeito. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por PEDRA PRETA MOVEIS LTDA. ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso. Sala das Sessó- , _2_ i -19-dejrraio de 1995_ , , -- ~1CARLOS E • _~..e. -----~_--4:: r . VA - PRESIDENTE l \ 1 WALDEVAN LEb DE OLIVEIRA - RELATOR -----,— -- –) VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA SESSÃO DE: n i , / , , FAZENDA NACIONAL u g JUN Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: José Clóvis Alves, Maria Clélia de Andrade Figueiredo, Ursula Hansen, Júlio César Gomes da Silva e José Carlos Passuello. MINSTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 02 PROCESSO N° 10725/000.057/92-05 RECURSO N° : 82.100 ACÓRDÃO N°: 102-29926 RECORRENTE: PEDRA PRETA MÓVEIS LTDA RELATÓRIO PEDRA PRETA MÓVEIS LTDA., com sede na cidade de Itaperuna, Estado do Rio de Janeiro, na guarda do prazo legal recorre a este Conselho do ato do titular da DRF em Campos-RJ., que, indeferindo a sua impugnação, manteve lançamento ex-officio em sua declaração de rendimentos apresentada para o exercício de 1987, ensejando a cobrança do Pis no valor correspondente a 35,40 UFIR, acrescido da multa de 50% e demais encargos legais. Iniciou-se o procedimento em decorrência de ação fiscal levada a efeito contra a pessoa jurídica, processo matriz, culminando com a lavratura do auto de infração de fls. 24 do seguinte teor: "Lançamento decorrente da fiscalização do IRPJ, na qual foi apurada omissão de receita operacional, ocasionando insuficiência na determinação da base de cálculo desta contribuição. ANEXOS: Demonstrativos de Cálculo e Acréscimos Legais - PIS e Auto Matriz (IRPJ)." Notificada do lançamento, a empresa apresentou impugnação tempestiva às fls. 29, se reportando a defesa apresentada no processo principal, requerendo a sustação do julgamento deste processo até que aquele seja julgado. A decisão da autoridade julgadora de primeira instância foi proferida às fls. 91/92, indeferindo a impugnação apresentada pela contribuinte, cujos fundamentos se acham sintetizados na seguinte ementa: \\'‘\ MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 03 PROCESSO N° 10725/000.057/92-05 Acórdão N° 102-29.926 "PIS - FATURAMENTO - TRIBUTAÇÃO REFLEXA - Confirmadas as infrações apontadas em processo conexo, que apurou IRPJ, é de se sustentar igualmente a exigência do PIS - FATURAMENTO dele decorrente, face a inteira relação de causa e efeito entre os dois procedimentos fiscais". Não se conformando com a decisão retro, a contribuinte interpôs recurso a este Conselho às fls. 95/98, cujas razões são lidas na integra em sessão. É o relatório MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES 04 PROCESSO N° 10725/000.057/92-05 Acórdão N° 102-29.926 VOTO Conselheiro WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, Relator A matéria submetida ao julgamento desta Câmara decorre de lançamento ex-officio levado a efeito contra a pessoa jurídica, processo matriz, relativamente a imposto de renda, resultando daí o lançamento decorrente nos termos do auto de infração de fls. 24. Trata-se, portanto, de lançamento reflexivo, do conhecimento da recorrente, revelado em sua peça impugnatória e bem assim em seu recurso onde insiste na vinculação deste processo ao julgamento do processo principal Ocorre, todavia, que o recurso interposto pela pessoa jurídica, a propósito do imposto de renda foi objeto de julgamento por esta Câmara, em sessão realizada em 06 de julho de 1993, que, por unanimidade de votos, rejeitou a preliminar de decadência e no mérito, negou-lhe provimento, conforme faz certo o Acórdão N° 102-28.336. Destarte, em se tratando de lançamento decorrente, a decisão proferida nos autos do processo principal se projeta neste processo reflexivo, recomendando o mesmo tratamento, dada a íntima relação de causa e efeito. Pelo exposto, nego provimento ao recurso Brasília - DF., 190 degnaio de 1995 WALDEVAN VIS DE OLIVEIRA REL 4' R Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 35011.000651/2007-30
Data da sessão: Wed Aug 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 30/06/2006
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS INCORRETOS. NULIDADE. OUTRAS PROVAS. IMPROCEDÊNCIA.
As provas devem ser apresentadas no momento da fiscalização e da impugnação, sob pena de preclusão, salvo nos casos previstos em lei.
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade ou ilegalidade, salvo nos casos previstos no art. 103-A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF.
MULTA. APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS INCORRETOS. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Deve ser aplicada a multa prevista no art. 32-A da Lei nº 8.212/91, trazido pela MP nº 449/08 (convertida na Lei nº 11.941/09), caso mais benéfica, à empresa que tenha deixado de apresentar Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
CO-RESPONSÁVEIS. PÓLO PASSIVO. NÃO INTEGRANTES.
Os co-responsáveis elencados pela auditoria fiscal não integram o pólo passivo da lide. A relação de co-responsáveis tem como finalidade cumprir o estabelecido no inciso I, § 5°, do art. 2° da Lei n° 6.830/1980.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2402-003.723
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32-A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 30/06/2006 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS INCORRETOS. NULIDADE. OUTRAS PROVAS. IMPROCEDÊNCIA. As provas devem ser apresentadas no momento da fiscalização e da impugnação, sob pena de preclusão, salvo nos casos previstos em lei. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade ou ilegalidade, salvo nos casos previstos no art. 103-A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF. MULTA. APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS INCORRETOS. RETROATIVIDADE BENIGNA. Deve ser aplicada a multa prevista no art. 32-A da Lei nº 8.212/91, trazido pela MP nº 449/08 (convertida na Lei nº 11.941/09), caso mais benéfica, à empresa que tenha deixado de apresentar Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. CO-RESPONSÁVEIS. PÓLO PASSIVO. NÃO INTEGRANTES. Os co-responsáveis elencados pela auditoria fiscal não integram o pólo passivo da lide. A relação de co-responsáveis tem como finalidade cumprir o estabelecido no inciso I, § 5°, do art. 2° da Lei n° 6.830/1980. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS INCORRETOS. NULIDADE. OUTRAS PROVAS. IMPROCEDÊNCIA. As provas devem ser apresentadas no momento da fiscalização e da impugnação, sob pena de preclusão, salvo nos casos previstos em lei. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. ARGUIÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a incidência da lei em razão de inconstitucionalidade ou ilegalidade, salvo nos casos previstos no art. 103A da CF/88 e no art. 62 do Regimento Interno do CARF. MULTA. APRESENTAÇÃO DE GFIP COM DADOS INCORRETOS. RETROATIVIDADE BENIGNA. Deve ser aplicada a multa prevista no art. 32A da Lei nº 8.212/91, trazido pela MP nº 449/08 (convertida na Lei nº 11.941/09), caso mais benéfica, à empresa que tenha deixado de apresentar Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. CORESPONSÁVEIS. PÓLO PASSIVO. NÃO INTEGRANTES. Os coresponsáveis elencados pela auditoria fiscal não integram o pólo passivo da lide. A relação de coresponsáveis tem como finalidade cumprir o estabelecido no inciso I, § 5°, do art. 2° da Lei n° 6.830/1980. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 01 1. 00 06 51 /2 00 7- 30 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial para adequação da multa ao artigo 32A da Lei n° 8.212/91, caso mais benéfica. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 35011.000651/200730 Acórdão n.º 2402003.723 S2C4T2 Fl. 123 3 Relatório Tratase de auto de infração constituído em 08/02/2007 (fl. 26) para exigir multa em razão da Recorrente ter apresentado as Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, no período de 01/01/2006 a 30/06/2006. A Recorrente interpôs impugnação (fls. 30/74) requerendo a total improcedência do lançamento. A d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Salvador – BA, ao analisar o presente caso (fls. 82/88), julgou o lançamento procedente, entendendo que: (i) constitui infração deixar de informar mensalmente à Previdência Social, por meio de GFIP, dados relacionados aos fatos geradores das contribuições previdenciárias; (ii) este auto de infração não tem como objetivo a divergência entre o número de funcionários informados em GFIP; (iii) não procede a alegação de que foram negadas a revisão de ofício e a oportunidade de prova em contrário, um vez que a fiscalização demorou quase 7 meses, tempo mais do que necessário para que a Recorrente pudesse reunir toda a documentação probatória; (iv) a multa aplicada está em consonância com a previsão legal pertinente; e (v) não satisfeitos os requisitos do art. 291 do RPS, não cabe a relevação da multa imposta. A Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 91/114) argumentando que: (i) há vício de nulidade no fato da autoridade fiscal não ter oferecido um novo prazo para a apresentação de outros documentos; (ii) a multa aplicada viola os princípios do nãoconfisco, da isonomia, da moralidade pública, da capacidade contributiva e da estrita legalidade; e (iv) é ilegal a inclusão de sócios como coresponsáveis tributários. É o relatório. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Primeiramente, cabe mencionar que o presente recurso é tempestivo e preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A Recorrente sustenta que há vício de nulidade na presente autuação, uma vez que não foi oportunizado um novo prazo para a apresentação de documentos adicionais, os quais, na opinião da empresa, evidenciariam a total regularidade das suas obrigações perante a Seguridade Social. Ocorre que, como já foi bem apontado pela d. DRJ, o procedimento fiscal teve início em 28/07/2006, e se encerrou somente por ocasião da lavratura do auto de infração, em 08/02/2007. Neste período de quase 7 meses, após a apresentação deficitária dos documentos solicitados, a Recorrente ainda poderia, a qualquer tempo, complementar com aqueles que porventura estivessem faltando, bem como apresentar justificativa esclarecendo o motivo pelo qual não foram encontrados. Como se não bastasse, após a lavratura da presente autuação, a Recorrente limitouse a pleitear a nulidade do lançamento, ao argumento de que não lhe teriam oferecido um novo prazo para a apresentação de novos documentos, e não aproveitou a oportunidade da impugnação e do recurso voluntário para trazer aos autos esses elementos probatórios que, na opinião da empresa, demonstrariam a total irregularidade da autuação fiscal. Ante essas considerações, não merece provimento o recurso apresentado neste ponto. Ademais, a Recorrente alega que a multa aplicada violou os princípios do nãoconfisco, da isonomia, da moralidade pública, da capacidade contributiva e da estrita legalidade. Todavia, impende ressaltar que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é órgão competente para afastar a aplicação da lei com base na sua suposta inconstitucionalidade ou ilegalidade, com exceção dos casos previstos no art. 103A da CF/88 e no art. 62, parágrafo único do Regimento Interno do CARF. Assim, considerando que a exigência das contribuições em tela se deu com observância às normas legais pertinentes, deixo de apreciar as alegações da Recorrente quanto à suposta ilegalidade e inconstitucionalidade. Contudo, constatase que, por ter sido a penalidade imposta no presente caso (art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991) revogada pelo art. 79 da Lei nº 11.941/2009, a penalidade Fl. 125DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES Processo nº 35011.000651/200730 Acórdão n.º 2402003.723 S2C4T2 Fl. 124 5 anteriormente prevista no art. 32, § 5º, da Lei nº 8.212/1991, passou a ser regulamentada pelo art. 32A, inc. I, da Lei nº 8.212/19911. Tal norma leva em consideração somente a quantidade de erros formais que o contribuinte comete ao preencher suas declarações acessórias (R$ 20,00 para cada grupo de 10 informações incorretas ou omitidas) e não o montante que deixou de ser informado, como ocorria durante a vigência da legislação anterior. Sendo assim, a fim de que seja dado o efetivo cumprimento à retroatividade benigna de que trata o art. 106, inc. II, “c”, do CTN, é mister que a multa seja recalculada por ocasião do pagamento, a fim de que seja imposta a penalidade mais benéfica ao contribuinte. Outro não é o entendimento da Câmara Superior de Recursos Fiscais: “(...) OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA PENALIDADE GFIP OMISSÕES INCORREÇÕES RETROATIVIDADE BENIGNA. A ausência de apresentação da GFIP, bem como sua entrega com atraso, com incorreções ou com omissões, constituise violação à obrigação acessória prevista no artigo32, inciso IV , da Lei nº 8.212/91 e sujeita o infrator à multa prevista na legislação previdenciária. Com o advento da Medida Provisória n° 449/2008, convertida na Lei n° 11.941/2009, a penalidade para tal infração, que até então constava do §5° ,do artigo 32, da Lei n° 8.212/91, passou a estar prevista no artigo32A da Lei n° 8.212/91,o qual é aplicável ao caso por força da retroatividade benigna do artigo 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional.Recurso especial provido em parte.” (CARF, CSRF, 2ª Turma, PAF nº 36378.002129/200615, Acórdão nº 920201.636, Red. Des. Gonçalo Bonet Allage, Sessão de 25/07/2011) Por fim, quanto a alegação da indevida responsabilização dos sócios, cabe esclarecer que os coresponsáveis mencionados pela fiscalização não foram enquadrados como responsáveis solidários e não figuram no pólo passivo do presente lançamento. A relação de coresponsáveis anexada pela fiscalização tem como finalidade identificar as pessoas que poderiam ser responsabilizadas na esfera judicial, caso fosse constatada a prática de atos com infração de leis, conforme determina o Código Tributário Nacional e permitir que se cumpra o estabelecido no inciso I, § 5º, do art. 2° da Lei n° 6.830/80, que estabelece o seguinte: "Art. 2º Constitui Dívida Ativa da Fazenda Pública aquela definida como tributária ou não tributária na Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, com as alterações posteriores, que estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. 1 “Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitarseá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (...)” Fl. 126DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES 6 (...) § 5º O Termo de Inscrição de Dívida Ativa deverá conter: I o nome do devedor, dos coresponsáveis e, sempre que conhecido, o domicílio ou residência de um e de outros”; Assim, considerando que a relação dos coresponsáveis não implica na imediata responsabilização pessoal dos sócios, não merecem provimento as alegações da Recorrente também neste ponto. Diante do exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, no mérito, DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, determinando o recálculo da multa imposta nos termos da fundamentação acima, aplicandose a que for mais benéfica. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 29/08/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por JULIO CESAR V IEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 13836.000018/2001-10
Data da sessão: Wed Sep 16 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Jul 10 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Ano-calendário: 1999
RECURSO ESPECIAL. ADMISSIBILIDADE.
Inexistindo demonstração da contrariedade à lei, não se toma conhecimento do recurso especial do Procurador.
IPI. RESSARCIMENTO. CORREÇÃO PELA TAXA SELIC.
Não existe previsão legal para que o valor do ressarcimento de IPI seja corrigido pela taxa Selic.
Recurso Especial do Procurador Não Conhecido e Recurso Especial do Contribuinte Negado
Numero da decisão: 9303-000.235
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, I) por maioria de votos, em não conhecer do recurso especial da Fazenda Nacional. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, José Adão Vitorino de Morais e Carlos Alberto Freitas Barreto; e II) pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso especial do sujeito passivo. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Susy Gomes Hoffmann, Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Maria Teresa Martínez López e Leonardo Siade Manzan.
Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente
Antonio Carlos Atulim - Redator ad hoc
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Susy Gomes Hoffmann, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martínez López, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Leonardo Siade Manzan e Carlos Alberto Freitas Barreto.
Nome do relator: Relator
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Ano-calendário: 1999 RECURSO ESPECIAL. ADMISSIBILIDADE. Inexistindo demonstração da contrariedade à lei, não se toma conhecimento do recurso especial do Procurador. IPI. RESSARCIMENTO. CORREÇÃO PELA TAXA SELIC. Não existe previsão legal para que o valor do ressarcimento de IPI seja corrigido pela taxa Selic. Recurso Especial do Procurador Não Conhecido e Recurso Especial do Contribuinte Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, I) por maioria de votos, em não conhecer do recurso especial da Fazenda Nacional. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, José Adão Vitorino de Morais e Carlos Alberto Freitas Barreto; e II) pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso especial do sujeito passivo. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Susy Gomes Hoffmann, Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Maria Teresa Martínez López e Leonardo Siade Manzan. Carlos Alberto Freitas Barreto - Presidente Antonio Carlos Atulim - Redator ad hoc Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Susy Gomes Hoffmann, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martínez López, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Leonardo Siade Manzan e Carlos Alberto Freitas Barreto.
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ADMISSIBILIDADE. Inexistindo demonstração da contrariedade à lei, não se toma conhecimento do recurso especial do Procurador. IPI. RESSARCIMENTO. CORREÇÃO PELA TAXA SELIC. Não existe previsão legal para que o valor do ressarcimento de IPI seja corrigido pela taxa Selic. Recurso Especial do Procurador Não Conhecido e Recurso Especial do Contribuinte Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, I) por maioria de votos, em não conhecer do recurso especial da Fazenda Nacional. Vencidos os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, José Adão Vitorino de Morais e Carlos Alberto Freitas Barreto; e II) pelo voto de qualidade, em negar provimento ao recurso especial do sujeito passivo. Vencidos os Conselheiros Nanci Gama, Susy Gomes Hoffmann, Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Maria Teresa Martínez López e Leonardo Siade Manzan. Carlos Alberto Freitas Barreto Presidente Antonio Carlos Atulim Redator ad hoc AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 6. 00 00 18 /2 00 1- 10 Fl. 208DF CARF MF Impresso em 10/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13836.000018/200110 Acórdão n.º 9303000.235 CSRFT3 Fl. 209 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Judith do Amaral Marcondes Armando, Susy Gomes Hoffmann, José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martínez López, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Leonardo Siade Manzan e Carlos Alberto Freitas Barreto. Relatório Tratase de pedido de ressarcimento do saldo credor de escrita, relativo aos quatro trimestres do anocalendário de 1999, protocolado em 11/01/2001, com fundamento no art. 11 da Lei nº 9.779/99. A DRF em Jundiaí SP indeferiu o ressarcimento, sob o fundamento de que a Lei nº 9.779, de 1999, não alcança os créditos de insumos utilizados na industrialização de produtos nãotributados. Irresignada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, que: tem direito ao ressarcimento dos créditos relativos aos insumos empregados na industrialização de seus produtos, por força do princípio constitucional da não cumulatividade, e seu pleito se ampara no art. 11 da Lei nº 9.779, de 1999; a empresa se dedica ao engarrafamento e à comercialização de água mineral, sendo sua atividade considerada industrialização, por força do disposto no art. 4º do Regulamento do IPI; seu produto é imune, a teor do disposto no art. 155, § 3º, da Constituição Federal, e, sendo assim, os materiais de embalagem usados para a industrialização conferem crédito a ser ressarcido; e a DRF em Jundiaí SP não atentou para o art. 4º da IN SRF nº 33/99, que garante o direito ao aproveitamento dos créditos decorrentes da aquisição de insumos aplicados na industrialização de produtos imunes. A 2ª Turma de Julgamento da DRJ em Ribeirão Preto SP manteve o indeferimento, em Acórdão sintetizado na seguinte ementa: “Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Anocalendário: 1999 Ementa: RESSARCIMENTO. MANUTENÇÃO E UTILIZAÇÃO DE CRÉDITOS. IMUNIDADE. É facultada a manutenção e a utilização dos créditos decorrentes do IPI pago por insumos entrados no estabelecimento industrial ou equiparado, a partir de 1º de janeiro de 1999, destinados à industrialização de quaisquer produtos, incluídos os exportados com imunidade, os isentos e os tributados à alíquota zero, ressalvados, todavia, os não tributados (NT), para os quais permanece a obrigatoriedade de estorno dos créditos relativos ao IPI incidente sobre os insumos neles empregados. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 10/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13836.000018/200110 Acórdão n.º 9303000.235 CSRFT3 Fl. 210 3 Solicitação Indeferida”. No recurso voluntário a empresa requer a reforma da decisão recorrida para o fim de reconhecer o seu direito ao ressarcimento pleiteado, repisando seus argumentos de defesa e defendendo o direito à aplicação, no ressarcimento, de juros calculados com base na taxa Selic. Por meio do Acórdão nª 20216.984 a Segunda Câmara do antigo Segundo Conselho de Contribuintes deu provimento parcial ao recurso para reconhecer o direito ao ressarcimento de créditos de IPI aplicados no engarrafamento de água mineral e negar provimento quanto à correção do ressarcimento pela taxa Selic. Regularmente notificada, a Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou em tempo hábil recurso especial por contrariedade à lei, invocando como razões recursais o texto do voto vencido do Acórdão recorrido. Por meio do despacho nº 202392 o recurso foi admitido. Regularmente notificado do Acórdão nº 20216.984, do recurso especial da Procuradoria da Fazenda Nacional e do despacho que lhe deu seguimento, o contribuinte apresentou contrarrazões e recurso especial de divergência. Em sede de contrarrazões, pugnou pelo não conhecimento do recurso especial da Procuradoria por falta de demonstração da contrariedade à lei. No mérito, sustentou que tem direito ao crédito de IPI pela aquisição de insumos utilizados na sua atividade, pois industrializa produto imune. Em sede de recurso especial de divergência, alegou o contribuinte que tem direito à correção do ressarcimento pela taxa Selic, por aplicação analógica do art. 39, § 4º da Lei nº 9.250/95, sob pena de violação do princípio da isonomia. Apontou divergência em relação aos Acórdãos CSRF/0202.322 e 20311.609. Por meio do despacho 202404 o recurso de divergência do contribuinte foi admitido. Regularmente notificada, a Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção do acórdão recorrido, pois no seu entender não existe previsão legal para corrigir o ressarcimento pela taxa Selic. É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Carlos Atulim, Redator ad hoc Nos termos do art. 17, III, do RICARF1, incumbiume o Senhor Presidente do Colegiado de formalizar o Acórdão 930300.235, em virtude da relatora originária, Conselheira 1 Art. 17. Aos presidentes de turmas julgadoras do CARF incumbe dirigir, supervisionar, coordenar e orientar as atividades do respectivo órgão e ainda: (...) Fl. 210DF CARF MF Impresso em 10/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13836.000018/200110 Acórdão n.º 9303000.235 CSRFT3 Fl. 211 4 Judith do Amaral Marcondes Armando ter se aposentado antes da formalização e assinatura deste acórdão. Do recurso especial por contrariedade à lei da Fazenda Nacional Relativamente ao recurso fazendário, o colegiado, por maiora de votos, deliberou no sentido de não tomar conhecimento do recurso. Considerando que a relatora não foi vencida nesta parte e que não apresentou argumentação para sustentar o voto proferido, valhome das razões lançadas pelo contribuinte em sede de contrarrazões para fundamentar a decisão da CSRF de não tomar conhecimento do recurso especial da Fazenda Nacional, in verbis: III designar redator ad hoc para formalizar decisões já proferidas, nas hipóteses em que o relator original esteja impossibilitado de fazêlo ou não mais componha o colegiado; Fl. 211DF CARF MF Impresso em 10/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13836.000018/200110 Acórdão n.º 9303000.235 CSRFT3 Fl. 212 5 O excerto acima transcrito, revela que a maioria dos membros do colegiado decidiu não tomar conhecimento do recurso especial da Fazenda Nacional em virtude de não ter sido demonstrada a contrariedade à lei. Do recurso especial de divergência do contribuinte. No que tange ao recurso do contribuinte, a questão controvertida é a possibilidade jurídica de se corrigir o ressarcimento pela taxa Selic. O art. 66 da Lei no 8.383/91, assim dispõe: Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos e contribuições federais, inclusive previdenciárias, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a períodos subseqüentes. § 1° A compensação só poderá ser efetuada entre tributos e contribuições da mesma espécie. § 2° É facultado ao contribuinte optar pelo pedido de restituição. § 3° A compensação ou restituição será efetuada pelo valor do imposto ou contribuição corrigido monetariamente com base na variação da Ufir. Fl. 212DF CARF MF Impresso em 10/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13836.000018/200110 Acórdão n.º 9303000.235 CSRFT3 Fl. 213 6 § 4° O Departamento da Receita Federal e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) expedirão as instruções necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo. Este dispositivo teve sua redação alterada pelo art. 58 da Lei no 9.069, de 29/06/95, verbis: Art. 58. O inciso III do art. 10 e o art. 66 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991, passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. 66. Nos casos de pagamento indevido ou a maior de tributos, contribuições federais, inclusive previdenciárias, e receitas patrimoniais, mesmo quando resultante de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o contribuinte poderá efetuar a compensação desse valor no recolhimento de importância correspondente a período subseqüente. § 1º A compensação só poderá ser efetuada entre tributos, contribuições e receitas da mesma espécie. § 2º É facultado ao contribuinte optar pelo pedido de restituição. § 3º A compensação ou restituição será efetuada pelo valor do tributo ou contribuição ou receita corrigido monetariamente com base na variação da UFIR. § 4º As Secretarias da Receita Federal e do Patrimônio da União e o Instituto Nacional do Seguro Social INSS expedirão as instruções necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo." Já o art. 39 da Lei no 9.250/95, estabelece que: Art. 39. A compensação de que trata o art. 66 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991, com a redação dada pelo art. 58 da Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995, somente poderá ser efetuada com o recolhimento de importância correspondente a imposto, taxa, contribuição federal ou receitas patrimoniais de mesma espécie e destinação constitucional, apurado em períodos subseqüentes. § 1º (VETADO) § 2° (VETADO) § 3° (VETADO) § 4º A partir de 1º de janeiro de 1996, a compensação ou restituição será acrescida de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir da data do pagamento indevido ou a maior até o mês anterior ao da compensação ou restituição e de 1% relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 10/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13836.000018/200110 Acórdão n.º 9303000.235 CSRFT3 Fl. 214 7 Conforme se pode verificar, todos os dispositivos legais acima se referem à compensação ou restituição, que são espécies do gênero repetição de indébito. Portanto, é lógico inferir que a restituição e a compensação, pressupõem a existência de um pagamento anterior efetuado pelo sujeito passivo, pagamento este indevido ou efetuado em montante maior do que o que seria devido. Ora, no caso dos autos é incontroverso que o crédito passível de ressarcimento não se originou de nenhum indébito tributário, sendo inaplicável o Parecer AGU no 01/96, visto que ato só se referiu à repetição de indébito. Na verdade, o argumento em sentido contrário invoca a aplicação analógica da lei, o que significa admitir a existência de uma lacuna que deveria ser colmatada por aquela técnica de integração. O art. 108 do CTN estabelece que as formas de integração das lacunas na legislação tributária são a analogia, os princípios gerais de direito tributário, os princípios gerais de direito público e a eqüidade, os quais devem ser aplicados sucessivamente e na ordem indicada na lex legum. Leciona Maria Helena Diniz que: A analogia é, portanto, um método quaselógico que descobre a norma implícita existente na ordem jurídica. É tãosomente um processo revelador de normas implícitas. Requer a aplicação analógica que: 1) o caso sub judice não esteja previsto em norma jurídica; 2) o caso não contemplado tenha com o previsto, pelo menos, uma relação de semelhança; 3) o elemento de identidade entre eles não seja qualquer um, mas sim essencial, ou seja, deve haver verdadeira semelhança e a mesma razão entre ambos.(in: Curso de Direito Civil Brasileiro. Vol. 1. São Paulo: Saraiva, 10ª ed., 1994, pp.54/55) Ora, no caso dos autos o terceiro requisito para aplicação analógica da lei não restou caracterizado porque os fundamentos, os motivos, as razões que fundamentam os institutos do ressarcimento e da repetição do indébito são totalmente distintas. No caso da repetição de indébito a devolução se assenta na preexistência de um pagamento indevido, cuja restituição tem lastro no princípio geral de direito que veda o enriquecimento sem causa. Por outro lado, no caso do ressarcimento de IPI, o pagamento efetuado pelo sujeito passivo era devido, mas a devolução das quantias se assenta na renúncia unilateral de valores ou na efetiva concretização do princípio da nãocumulatividade do IPI, caso se trate de ressarcimento de crédito presumido ou de crédito básico, respectivamente. Como se vê, nos dois casos ocorre a devolução de uma quantia ao sujeito passivo, mas esta devolução ocorre por razões distintas. A finalidade do ressarcimento é produzir uma situação de vantagem para aqueles que atendam a certos requisitos fixados em Fl. 214DF CARF MF Impresso em 10/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO Processo nº 13836.000018/200110 Acórdão n.º 9303000.235 CSRFT3 Fl. 215 8 lei, para incrementar as respectivas atividades; enquanto que a finalidade da repetição do indébito é prestigiar o princípio que veda o enriquecimento sem causa. Nesse passo, não há como conceder a correção do ressarcimento de créditos de IPI com fundamento nos princípios da isonomia, da finalidade e da repulsa ao enriquecimento sem causa, porque o ressarcimento e a repetição do indébito não apresentam a mesma ratio. Do mesmo modo, não há como fundamentar tal concessão com base na demora da apreciação dos processos pela Receita Federal. É certo que a norma veiculada pelo art. 49 da Lei no 9.784, de 29/01/1999, concede à Administração prazo de até 60 dias para decidir o processo, a partir do encerramento da instrução (e não da data de seu protocolo). Entretanto, se a Administração não se desincumbe de seu dever legal, o remédio adequado para sanar a omissão não é a aplicação de correção monetária ou de juros demora, mas sim a ação judicial que o contribuinte entender cabível para constranger a Administração a se manifestar. Acrescentese a tudo isso que o art. 3o, II, da Lei no 8.748/93, estabeleceu expressamente distinção entre repetição de indébito e ressarcimento de créditos de IPI. Com base nesses fundamentos, a Câmara Superior de Recursos Fiscais, não tomou conhecimento do recurso especial por contrariedade à lei da Procuradoria da Fazenda Nacional e negou provimento ao recurso de divergência do contribuinte. Antonio Carlos Atulim Fl. 215DF CARF MF Impresso em 10/07/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/05/2015 por CLEUZA TAKAFUJI, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 11/05/2015 por CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO
score : 1.0
Numero do processo: 10830.005900/2001-13
Data da sessão: Tue Apr 13 00:00:00 UTC 2010
Ementa: ILL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. DIES A QUO.
Somente após a Instrução Normativa SRF n° 63, de 24/07/97 que reconheceu o direito creditório é que se formou o indébito e, portanto, iniciou-se o prazo prescricional para sua repetição, "dies a quo".
Recurso Especial Negado.
Numero da decisão: 9202-000.721
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Francisco Assis de Oliveira Júnior, Elias Sampaio Freire e Carlos Alberto Freitas Barreto, que apresentará declaração de voto.
Matéria: IRF- que ñ versem s/ exigência de cred. trib. (ex.:restit.)
Nome do relator: Julio Cesar Vieira Gomes
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Numero do processo: 13984.001765/2003-33
Data da sessão: Tue Mar 09 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR
IMPOSTO TERRITORIAL RURAL - ITR - ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - EXIGÊNCIA, POR INSTRUÇÃO NORMATIVA, DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL PARA EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - INEFICÁCIA.
O Poder Executivo, ao baixar provisões regulamentares, de caráter
secundário, deve conter-se nos limites traçados pela lei, não podendo exorbitar em seus termos, sob pena de ineficácia. Só a lei pode ditar regras de ação positiva (fazer) ou negativa (deixar de fazer ou abster-se) em obediência ao princípio da legalidade. Assim, instrução normativa não pode impor
obrigação estabelecendo exigência, não prevista em lei, para que o sujeito passivo faça jus à exclusão da base de cálculo do ITR das áreas de preservação permanente.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-000.491
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: Moises Giacomelli Nunes da Silva
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR IMPOSTO TERRITORIAL RURAL - ITR - ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - EXIGÊNCIA, POR INSTRUÇÃO NORMATIVA, DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL PARA EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - INEFICÁCIA. O Poder Executivo, ao baixar provisões regulamentares, de caráter secundário, deve conter-se nos limites traçados pela lei, não podendo exorbitar em seus termos, sob pena de ineficácia. Só a lei pode ditar regras de ação positiva (fazer) ou negativa (deixar de fazer ou abster-se) em obediência ao princípio da legalidade. Assim, instrução normativa não pode impor obrigação estabelecendo exigência, não prevista em lei, para que o sujeito passivo faça jus à exclusão da base de cálculo do ITR das áreas de preservação permanente. Recurso especial negado.
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MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo n° 13984.001765/2003-33 Recurso n° 333.699 Especial do Procurador Acórdão n° 9202-00.491 — 2 Turma Sessão de 09 de março de 2010 Matéria ITR Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado WALTER FONTANIVE ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR IMPOSTO TERRITORIAL RURAL - ITR - ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - EXIGÊNCIA, POR INSTRUÇÃO NORMATIVA, DE ATO DECLARATÓRIO AMBIENTAL PARA EXCLUSÃO DA BASE DE CÁLCULO DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - INEFICÁCIA. O Poder Executivo, ao baixar provisões regulamentares, de caráter secundário, deve conter-se nos limites traçados pela lei, não podendo exorbitar em seus termos, sob pena de ineficácia. Só a lei pode ditar regras de ação positiva (fazer) ou negativa (deixar de fazer ou abster-se) em obediência ao princípio da legalidade. Assim, instrução normativa não pode impor obrigação estabelecendo exigência, não prevista em lei, para que o sujeito passivo faça jus à exclusão da base de cálculo do ITR das áreas de preservação permanente. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. • CARLOS ALBER 1 REITAS :ARRETO - Presidente • Nb. % MOISE • 11 • • IA SILVA — Relator EDITADO EM: 14 '10 LOlg Participaram, do pr-sente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Freitas Barreto (Presidente), Susy Gomes Hoffinann (Vice-Presidente), Caio Marcos Candido, Gonçalo Bonet Allage, Julio César Vieira Gomes, Rogério de Lellis Pinto (suplente convocado), Moises Giacomelli Nunes da Silva, Francisco de Assis Oliveira Junior, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.Ausente, justiflcadamente, o Conselheiro Manoel Coelho Arruda Junior. Relatório Inicialmente, destaco que o recurso da Fazenda Nacional somente foi recebido em relação à exigência do Ato Declaratório Ambiental. Quanto à essência, trata-se de recurso da Fazenda Nacional em face do acórdão de fls. 118 e seguintes, complementado pelos embargos de declaração de fls. 231, cuja decisão recorrida pode ser sintetizada pelas ementas que seguem: EMENTA: ITR — TRIBUTAÇÃO PERMANENTE — ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE A comprovação da área de preservação permanente, para efeito de sua exclusão da base de cálculo do ITR, não depende tão somente de seu reconhecimento pelo IBAMA por Ato Declaratório Ambiental — ADA ou da protocolizaçã o tempestiva de seu requerimento, uma vez que a efetiva exigência pode ser comprovada por meio de laudo técnico e outras provas documentais idôneas trazida aos autos. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. 2 Processo n° 13984.001765/2003-33 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.491 Fl. 3 Ementa:. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO — RET/FICAÇÃO DE ACÓRDÃO. • ÁREAS DE INTERESSE AMBIENTAL. • O benefício fiscal de exclusão do ITR das áreas de utilização limitada e interesse ecológ,ico • não se estende genericamente a todas as áreas de imóvel situado em região protegida.. Somente se aplica .a áreas específicas de interesse ambiental situadas no imóvel, assim reconhecidas pela autoridade ambiental. VALOR DA TERRA: NUA mínimo. É reservado contribuinte o direito de provar, perante a autoridade administrativa, por meio de laudo técnico de avaliação, que o valor declarado é de fato o preço real .da terra nua do imóvel rural-especificado.. - • - - Em relação ao Ato Declaratório Ambiental o recurso foi decidido por maioria (fl. 188) e em relação ao valor da terra nua a decisão foi por unanimidade (fl. 213). Intimada do acórdão, em relação ao Ato Declaratório Ambiental, a recorrente interpõe recurso alegando contrariedade ao artigo 10, II da Lei n° 9.393, de 1968 e ao artigo 10 da IN SRF n° 67/97. Em relação ao Valor da Terra Nua, a recorrente sustenta que o acórdão recorrido divergiu dos acórdãos n° 301.24977, cuja cópia consta das fls. 238 a 244, possuindo, no ponto que interessa, a seguinte ementa: NULIDADE — DIVULGAÇÃO DA METODOLOGIA DE APURAÇÃO DO VTN Não há dispositivo legal que determine a divulgação da metodologia de apuração da base de cálculo do ITR na imprensa oficial ou na notificação do lançamento. ITR/94 VIN. LAUDO NBR 8799/85. A BASE DE CÁLCULO DO ITR ó o VTIV mínimo se o valor declarado é inferior a ele e o laudo de avaliação apresentado na atende às especificações da ABR 8799/95 da ABNT No caso dos autos, encontra-se anexo ao processo laudo de avaliação composto de 21 páginas e anexos relacionados às matriculas do imóvel, mapa da localização do imóvel e comprovante de pagamento da ART dos três engenheiros que subscreveram o laudo de avaliação. O recurso da Fazenda Nacional somente foi recebido em relação ao ADA, visto que o acórdão recorrido considerou que o laudo apresentado preenche os requisitos legais, sem que a recorrente tivesse apontado em que ponto o referido laudo estava a destoar do 7;' acórdão apontado como paradigma. 3 Intimada, a parte recorrida apresentou as contrarrazões de fls. 257 e seguintes. É o relatório. Voto Conselheiro MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Relator O recurso é tempestivo, foi interposto por parte legítima, está devidamente fundamentado. Em relação ao ADA, foram apontados como violados o artigo 10, II da Lei n° 9.393, de 1996 e o artigo 10 da IN 43/97, com a redação atribuída pela IN 67/97. Assim, alegada, em tese, contrariedade à lei, conheço do recurso e passo ao exame do mérito. O artigo 10 Lei n° 9.393, de 1996, prevê que a apuração e o pagamento do imposto territorial rural - ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitando-se a homologação posterior. Por sua vez, o § 1° deste artigo dispõe que para os efeitos de apuração do ITR, considerar-se-á o valor da terra nua, excluídos os valores relativos a: a) construções, instalações e benfeitorias; b) culturas permanentes e temporárias; c) pastagens cultivadas e melhoradas e • d) florestas plantadas; Ainda, no que diz respeito à área tributável, nos termos do inciso II do artigo 10 da Lei n° 9.393, de 1996, também deve ser excluído da base de cálculo as áreas de: a) de preservação pettnanente l e de reserva lega1 2 , previstas na Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, com a redação dada pela Lei n° 7.803, de 18 de julho de 1989; b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior; c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aqüícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual; I A área de preservação permanente, por definição do legislador, tem a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. 2 A reserva le2a1 tem por função garantir o uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. 4 Processo n° 13984.001765/2003-33 CSRF-T2 Acórdão n.° 9202-00.491 Fl. 4 d) sob regime de servidão florestal ou ambiental; (Redação dada à alínea pela Lei n° 11.428, de 22.12.2006, DOU 26.12.2006) e) cobertas por florestas nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração; (Alínea acrescentada pela Lei n° 11.428, de 22.12.2006, DOU 26.12.2006) I) alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas autorizada pelo poder público. (NR) (Redação dada à alínea pela Lei n° 11.727, de 23.06.2008, DOU 24.06.2008) No caso dos autos, sustenta a recorrente que a parte recorrida não apresentou, no prazo legal, requerimento para emissão do ADA. Assim, não faz jus a exclusão da base de cálculo das áreas de preservação permanente. Ao se examinar a matéria em pauta é preciso ter presente que em face do princípio da legalidade consagrado nos artigos 5°, 113 e 150, I, da Constituição Federa1 4 , e artigo 97 do CTN 5 , somente a lei pode criar obrigações ao sujeito passivo. A via adequada para criar obrigações é a lei formal e material. Instrução Noimativa ou Decreto não é instrumento idôneo para este fim. O Poder Executivo, ao baixar provisões regulamentares, de caráter secundário, deve conter-se nos limites traçados pela lei, não podendo exorbitar em seus termos, sob pena de ineficácia. Só a lei pode ditar regras de ação positiva (fazer) ou negativa (deixar de fazer ou abster-se) em obediência ao princípio da legalidade. Assim, instrução normativa não pode impor obrigação estabelecendo exigências, não prevista em lei, para que o sujeito passivo faça jus à exclusão da base de cálculo do ITR das áreas de preservação permanente ou de utilização limitada. 3 II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; 4 Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça; Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21. 26, 39, 57 e 65; III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do § 3° do artigo 52, e do seu sujeito passivo; IV - a fixação da alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. § 1 0 Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua base de cálculo, que importe era torná-lo mais, oneroso. 5 5 Identificada a existência de área de preservação peinianente ou de utilização limitada, a falta de apresentação de ato declaratório ambiental do IBAMA (ADA), que se constitui em exigência feita por meio de instrução normativa, não é causa para que se inclua na base de cálculo do ITR o valor da terra nua correspondente às áreas de preservação permanente ou de utilização limitada. Em resumo, a exigência do ADA não decorre da lei, em sentido foinial e material, isto é, norma inserida no sistema a partir do processo legislativo, mas sim de instrução normativa que não tem o condão de, validamente, criar requisitos para excluir da base de cálculo do ITR as áreas de preservação permanente ou de utilização limitada. ISSO POSTO, na esteira da jurisprudência uniforme deste colegiado, nego provimento ao recurso, para afastar a exigência de apresentação de ato declaratório ambiental do IBAMA e excluir da base de cálculo o valor correspondente ás áreas de preservação permanente. É o voto. S Moisés Giaco - 1 N unes sa il - Relator 6
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Numero do processo: 18184.000199/2007-13
Data da sessão: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2301-000.420
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Marcelo Oliveira - Presidente.
Adriano Gonzáles Silvério Relator designado ad hoc
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Wilson Antonio de Souza Correa e Bianca Delgado Pinheiro.
Nome do relator: DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
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Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Marcelo Oliveira Presidente. Adriano Gonzáles Silvério – Relator designado ad hoc Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira, Bernadete de Oliveira Barros, Damião Cordeiro de Moraes, Wilson Antonio de Souza Correa e Bianca Delgado Pinheiro. Tratase de recurso voluntário interposto pela empresa RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA contra decisão de primeira instância que julgou procedente o lançamento fiscal efetuado em razão de falta de recolhimento de contribuições devidas à Seguridade Social em cessão de mãodeobra às prestadoras de serviço sem que a notificada acima comprovasse o cumprimento das obrigações tributárias no período de 08/96 a 04/98. O presente crédito referese à parte dos segurados, da empresa e financiamento dos benefícios concedidos em decorrência do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa (GILRAT), em razão dos riscos ambientais do trabalho, tendo como causa do crédito tributário RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 81 84 .0 00 19 9/ 20 07 -1 3 Fl. 464DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 18184.000199/200713 Resolução nº 2301000.420 S2C3T1 Fl. 434 2 a Ao que consta na peça acusatória (fls. 28/31), o objeto ensejador do credito tributário foi a ausência de comprovação da notificada o auto de infração foi lavrado após decisão que considerou nulo o primeiro lançamento realizado: A emissão desta NFLD decorreu da decisão da DN 21.003.01010012003 de 28/0212003, que reformou a DN 21.003.010013/2002 de 17/01/2003, referente à NFLD 35.435.7816 de 05/0312002 que considerou nulo o lançamento fiscal , pois entendeu que uma cópia da notificação deveria ser remetida não somente ao tomador como também ao prestador de serviço para garantir a ampla defesa. Também, a fim de garantir o sigilo fiscal do contribuinte, determinou a emissão de NFLD's separadas por prestador de serviço. Ainda no relatório, o auditor fiscal ressaltou que, para apuração dos valores devidos, ele adotou os critérios seguintes: a) no que se refere à mãodeobra, 40% (quarenta por cento) sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura para os serviços e obras de construção civil sem material e 20% sobre os que foram realizado com material; b) da parte relativa à contribuição dos segurados, a alíquota mínima sobre a remuneração desses; e c) SAT, conforme a atividade preponderante da prestadora de serviço (fls. 29). Após ciência da lavratura do auto de infração (fls.35), em 02//06/04, e sucessivas prorrogações para apresentação de defesa, a empresa autuada apresentoua tempestivamente (fls. 116/141), tendo, porém, sido julgado procedente o lançamento realizado pelo fisco cuja decisão restou ementada nos seguintes termos: CONTRIBUIÇOES PREVIDENCIARIAS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO POR CESSÃO DE MÃODEOBRA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. DECADÊNCIA. O contratante de serviço de construção civil, seja qual for a forma de contratação, responde solidariamente com o executor pelas contribuições previdenciárias incidentes sobre as respectivas renumerações dos seguros, não se aplicando o beneficio de ordem, mas sim as regras constantes rio art. 30, VI, da Lei n. ° 8.212191. Aplica se as regras elo art. 45 da Lei rr.°5.212191 rio que Inca a decadência das contribuições previdenciárias. A juntada de documentação após a impugnação sujeitase às disposições do ar1. 16, §§ 4' e 5°, do Decreto n.° 70.235172, como também o art. 9°, §§ 1 ° e 2"da Portaria n."520/2004. O pedido de perícia deve obedecer o disposto no inciso IV, art 9º da Portaria 520/2004 que regulamenta o Contencioso Administrativo Fiscal no âmbito do INSS, bem corno o §.1 ° do art.11 da referida Portaria. LANÇAMENTO PROCEDENTE. Irresignado, o contribuinte apresentou suas razões recursais tempestivamente alegando o seguinte: Preliminarmente: i) nulidade do lançamento pela ausência de motivação legal para exigência do suposto crédito tributário; Fl. 465DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 18184.000199/200713 Resolução nº 2301000.420 S2C3T1 Fl. 435 3 ii) nulidade do auto lavrado ante vício insanável constado, afinal, a emissão de novo relatório fiscal para aferição indireta foi em razão de não constarem no Relatório de Fundamentações Legais do Débito, dificultando o direito à defesa da contribuinte recorrente; iii) decadência de todo o período apurado; iv) nulidade por ausência de diligência às empresas prestaoras de serviço para configurar a atividade preponderante delas; v) dever do INSS chamar ao processo todas as prestadoras de serviço; vi) inadequação do uso de despacho com força decisória utilizada pelo INSS, cerceando direito de defesa; vii) no mérito, a inocorrência de cessão de mãodeobra, porquanto os serviços prestados são de engenharia e comercio; viii) impossibilidade de o fisco proceder à aferição indireta quando a empresa entrega toda documentação que lhe foi exigida; Sem contrarrazões do fisco, os autos foram remetidos a este Conselho para análise e teve seu julgamento convertido em diligência para: Posto isso, tenho que o presente julgamento deve ser convertido em diligência, sendo que durante a sua realização, devem ser apuradas as datas de consolidação da ciência da NFLD 35.435.7816, bem como a data de em que se deu o trânsito em julgado administrativo, explicitandose o vício encontrado. (sic)(fls. 379/384) Em resposta à diligência (fls. 384 e 385), o auditor fiscal informou por primeiro que não obteve o desarquivamento dos autos em que o processo foi anulado, mas acrescentou as seguintes informações: Portanto, para celeridade do andamento do processo, anexamos às folhas 351 a 352, telas do Sistema de Cobrança da DATAPREV, com o histórico de eventos, onde se verifica que o débito 35.435.7816 foi lavrado em 05/03/2002, com ciência do contribuinte (através de AR) em 11/03/2002. Sua nulidade se deu com a reforma de DN em 28/12/2003, podendo considerar como transito em julgado a data da homologação da reforma da DN em 05/03/2003. Quanto ao vício encontrado este foi informado pelo fiscal notificante, na observação do item 2 do Relatório Fiscal e já mencionado no item 8 desta Resolução: "... que considerou nulo o lançamento fiscal, pois entendeu que rena cópia da notificação deveria ser remetida não somente ao tomador como também ao prestador de serviços para garantir a ampla defesa. Também, a fim de garantir o sigilo fiscal do contribuinte, determinou a emissão de NFLD's separadas por prestador de serviços. – Por Orientação Interna, antigamente a fiscalização emitia, em lançamentos com responsabilidade solidária, somente uma NFLD para o tomador, incluindo nela todos os prestadores de serviços solidários, separados apenas por códigos de levantamento, isto impedia a Fl. 466DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 18184.000199/200713 Resolução nº 2301000.420 S2C3T1 Fl. 436 4 cientificação para os prestadores solidários, preservando o sigilo fiscal. Cientificadas, tanto a recorrente (supostamente tomadora do serviço), bem como a prestadora, apenas a primeira manifestouse afirmando que o auditor fiscal não cumpriu integralmente a determinação dada na Resolução deste CARF, requerendo, assim, a renovação desta determinação para que se cumpra plenamente a diligência determinada (fls 374/377). Dessa feita, os autos voltaram a esta Turma para seguir no exame e julgamento. É o relatório. Conselheiro Relator Adriano Gonzáles Silvério, designado ad hoc Preliminarmente, verificase que a diligência determinada na Resolução 2301 000.081 por esta Turma não foi atendida integralmente e considero que as informações trazidas aos autos não permitem a uma conclusão definitiva acerca da decadência, para fins de aplicação ou não do artigo 173, inciso II, do CTN. Assim, CONVERTO O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para determinar que seja apensado a esses autos cópia integral da NFLD 35.435.7816, incluindo impugnação, recurso e todas as decisões proferidas. Adriano Gonzáles Silvério Fl. 467DF CARF MF Impresso em 29/08/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/08/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 25/08 /2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 14/08/2014 por ADRIANO GONZALES SILVERIO
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