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Numero do processo: 10166.007247/85-26
Data da sessão: Thu May 18 00:00:00 UTC 1995
Ementa: FINSOCIAL
A retificação dos valores
informados, por iniciativa do próprio
contribuinte, quando visa a reduzir ou a
excluir tributo, somente é admissivel
mediante comprovação do erro em que
se fundamenta, e antes de notificado o
lançamento
Numero da decisão: 102-29.900
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Câmara do Primeiro Conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso.
Nome do relator: Ursula Hansen
1.0 = *:*
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RECORRIDA DRF EM BRASILIA, DF FINSOCIAL A retificação dos valores informados, por iniciativa do próprio contribuinte, quando visa a reduzir ou a excluir tributo, somente é admissivel mediante comprovação do erro em que se fundamenta, e antes de notificado o lançamento Ví4to4, telatado4 e. dí4cutído4 ous pn..e4 ente4 auto4 de. /Le.e.UJL- .60 ín.te)i.po“o pot DUVALE DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS AGRÍCOLAS LTDA. ACORDAM o4 Membito da. Segunda Camata do Ptímeíto de Co ntit.i buínte.4 , pot unanímídade de. vot04, nega/t ptovímento ao tecut 1104 tetmo4 do telatõtío e voto que. p a)s am a íntegtat o ptemnte gado. Sa'; d, Se.44 e.4 , 18 de ma_ío de. 1995 ro TOS PAI VA - PRESIDENTE u • u foi! - RELATORA VISTO EM LOUREMBERG RIBEIRO NUNES ROCHA - PROCURADOR DA FA SESSÃO DE: ZENDA NACIONAL . O 9 jiiN ..„ Peottícípaitam, anda, do pitu ente jcagamento, 04 4 eguínteis Con/selheíA.: UJa..e.devavi keve.4 de. 0-Uveíita, INsé." C5vLs Ave, Matía Clé....eía de Andxade Fígue,i_tedo, J17.1ío Ce..é.at Gome4 da Sílva. e. Jaó -e Cairio4 Pa64 7)=`% 2. ,.ILNIST-ERIO DA FAZENDA PP2víEIRO CC,N"1"T.:IELIV7T.S PROCESSO n.. 10166:00"7,2-47."S5-26 R.ECL7,50 s9.514 ACORDÃO r, . 102- 29.900 RECORRENIE DUVALE DISTRIB. DE PRODUTOS AGRICOLAS LTDA. RELATÓRIO DL-VALE DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS AGRÍCOLAS LIDA.. CGC n. 00.690.784/0001-27, jurisdicionada à Delegacia da Receita Federal em Brasília, DF:. conforme relatado, com muita propriedade na decisão ora recorrida (fis. 96/102), foi notificada para pagar a importància de CrS 21.320.994,00 (vinte e um milhões, trezentos e vinte mil novecentos e noventa e quatro cruzeiros), relativa às Contribuições para o FINSOCIAL sobre seus faturamentos brutos mensais, ano base 1983 (exceto fevereiro, abril e julho) e 1984 (exceto março) consoante Notificação de Lançamento n. 1/01.00832 emitida em 04-11-85. Inconformada com a exi gência_ a contribuinte, no prazo previsto para impugnação, veio apresentar um demonstrativo de receitas brutas mensais (fis.1/2) com os respectivos documentos de arrecadação (fls. 05/16) quitados já em 29 de novembro e 10 de dezembro de 1985, depois do recebimento da Notificação. Todavia estava arquidade nesta Delegacia da Receita Federal e foi anexada a este processo às tis 19, uma olailha demonstrativa dos faturamentos brutos mensais relativa a 1983 e 1984 datada de 26-09-85, firmada pelo Sócio-Gerente da empresa notificada, Sr.Drceiu Cortez, cujos valores constituirarn a base de cálculo da notificação impugnada. Entretanto, a simples apresentação de novo quadro demonstrativo de receita com valores bastante inferiores não suritiu, evidentemente, o efeito pretendido de substituir a informação anterior, a exigência fiscal foi manti4d(i 2 .._ ..., .. ,_. , p3 , 7? -..-'... ,1 „ 3 . .\ILNISTERIO DA FAZENDA PRIMEMO CONSELHO DE CONTRII3UNTES PROCESSO ri. i01.66;00-7.247;85-26 ACORDÃO a. 102-2 9.900 :, : consoante Decisão,DRF/DF n. 267/86 datada de 26-02-86, e, para exclusão de alguns valores pagos não considerados no lançamento, foi determinada a emissão de nova Notificação no valor de Ce$ 20.358.543,00. Da decisão houve recurso ao Segundo Conselho de Contribuintes,. (fls. 40/42), e consoante Acórdão de n. 202.01.012 de 3 1-07- 86 foi anulado o processo a partir da decisão recorrida com a determinação de reabertura de prazo para impugnação, tendo em vista o fato de ter sido reemitida a notificação, embora de menor valor. • Em face das grandes discrep4ncias entre os valores informados na referida planilha e no demonstrativo de fls. inicial, o processo foi baixado em diligência no dia 20-10-86, a fim de que se verificasse à vista de todos os documentos fiscais os valores reais das referidas receitas e somente retornou a Divisão de Tributação em 06-05-91 para nova decisão. Neste lapso de tempo frustou-se a realização da diligência solicitada em face da recusa por parte da empresa em apresentar os livros fiscis, consoante relatório de tls 44/45. Formalizando-se a reabertura do prazo impugnatório expediu-se em 24-05-90 a Notificação SECARR n. 0009190 com os novos valores em exigência, não obstante o fato de que deles o interessado já tivesse conhecimento através da Decisão recorrida, porém a correspondência foi devolvida. Outra Notificação foi expedida e endereçada à, residência do Sócio-Gerente da empresa (fis. 50151) com o valor originário de Cr$ 20.36 resultante da conversão do débito para a moeda em vigor. Sobre esta, o interessado se manifestou (ris 54) nos seguintes termo '.47 3 H UNIS TERIO DA FAZENDA PRL`vLE2.0 CONSELHO DE CONTRLDIT.:\TTES PROCESSO n. 10166/00 -7 .2 -17:S5-26 AC°R-D;"\-(-) n. 102 - 29.900 "Defesa ao auto de infração e Notificação ri. 055;90, recebido em 20-09-90. pelas razões e fundamentos que expõe: I) Os fatos: 1. a defendente foi urunfla e notificada por ter deixado de rcolher uma diferença de FINSOCIAL e PISITaturamento no valor de CrS 20,36 (vinte cruzeiros e trinta e seis centavos) apurados sobre a receita de 1983/1984. 2. a defendente prova através de guias de -pagamento do PISTFaturamento e Finsocial, referentes aos meses de fevereiro 1983 até janeiro 1985 (anexos) que foram pagas as importàncias devidas dentro dos meses de pagamento. conforme relação mensal das Notas Fiscais emitidas refentes as receitas lançadas no livro próprio, ou seja, no livro "Registro de Saidas de Mercadorias não havendo, pois_ nenhum débito para com Receita Federal, decorrente destes fatos citados acima. Finalmente apela-se para que V.Sas. em face das impropriedades comprovadamente exitentes, referentes a esse débito levantado se digne determinar o cancelamento da Notificação e arquivamento do Processo. ti JUNTADA: 01 - xerox das guias recolhidas 02 - xerox da notificação • 03 - xerox da relação das notas fiscais das receitas emitidas. A autoridade jul gadora rnonocrática, após apreciar os fatos constantes dos autos e os argumentos apresentados, e "Considerando que a base de cálculo da Contribuição para o FINSOCIAL de que trata a Notificação de Lançamento de fis. 03 é originária de informações fornecidas a esta Delegacia da Receita Federal pelo sócio-gerente da empresa notificada: Considerando que somente após a Notificação de Lançamento, o contribuinte veio apresentar, à guisa de retificação da Planilha de fis. 4 , - / , .,... , í fk.5 Pf-, . s ......._____- , 5 . :vÉEN-ISTERIO DA FAZENDA ,-, Ral_ErRo CONSELHO DE CONTRIBUD:TES PROCESSO n. 10166/007.2-r.'S.5-26 ACORDÃO n. 102- 2 9 . 900 um quadro demonstrativo das receitas brutas mensais com valores bastante inferiores e sobre os quais recolheu as contribuições; Considerando que o contribuinte não instruiu o pedido com nenhum documento idâneio cc.Improbatório de que houve erro nas informações constantes da referida planilha:. Considerando que o contribuinte se recusou a apresentar o Livro de Registro de Saídas de Mercadorias; Considerando que os valores constantes das Notas Fiscais citadas nos demonstrativos de Es. 5/58 representam parcelas ínfimas das receitas anteriormente declaradas; Considerando que as diferenças de valores entre as duas informações são vultosas não podendo ser atribuídas a erro material; Considerando todavia, a comprovação de que houve quatro _ recolhimentos em duplicata; Considerando que os débitos referentes aos meses de janeiro, • maio, junho,. azosto.novembro e dezembro de 1983, bem como os referentes a janeiro, abril, maio, junho e agosto de 1984 estão.. anistiados consoante artigo 29 do Decreto Lei ri. 2.303/86; conclui por julgar improcedente a impugnaçã.o, mantendo os débitos não alcançados pela anistia e já retificados com o abatimento dos valores recolhidos em duplicata. inconformada, a contribuinte interpôs recurso ao Conselho de Contribuintes, trazendo como Razões, acostadas aos autos à Es. 114/116, aquelas constantes do recurso interposto no processo referente a Imposto de Renda Pessoa Jurídica, reiterando basicamente os argumentos anteriormente expendidos. É o relatéri .(iv . s .• •...` 6. \ ILNISTERIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PROCESSO n. 101661007.:47/85- ACORDÁO ii. 102- 29.900 VOTO Conselheira L.TRS1_,IA HANSEN - Relatora • Estando o recurso revestido de todas as formalidades legais, dele torno conhecimento. O ora Recorrente, entendendo tratar-se de "exação por decorrência", carreia aos autos cópia das Razões de recurso voluntário formuladas no processo relativo ao lançamento de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, em que, após relatar desentendimentos que teria tido com profissionais da área contábil, alega inexistir qualquer relação entre os valores tributados e aqueles correspondentes à sua. real produção e comercialização. Procura comprovar estas afirmações através da juntada (no processo relativo a Imposto de Renda Pessoa Jurídica) de fotocópias de livro- de Registro de Saldas de Mercadorias e Diário - refeitos, talonários de Notas Fiscais e relações de faturamento. Considerando que os integrantes desta Segunda Câmara. ao apreciarem o recurso interposto no processo n. 10165/005.097/89-68, decidiram converter o julgamento em diligência, para que os documentos trazidos ;aos autos fossem analisados pela repartição de oriaem (Resolução n. 102-1.613 de IS de março de 1993); Considerando o pronunciamento do Auditor Fiscal de fis. demonstrando que os papéis juntados a título de prova, na fase recursal. em nada alteram o lançamento. por suas características: Considerando que, em sessão realizada em de abril de 1994, foi negado provimento ao mencionado recurso, conforme faz certo o Acórdão n. 102-29.803U( 6 ;--= 1)J- , - 7 . MINIS -FERIO DA FAZENDA PRD,LEMO CONSELHO DE CONTREDLTINTES PROCESSO n. 10166/00724755-25 ACORDÀO a. 102- 29. 9 00 Considerando que, da leitura dos presentes autos_ se vislumbra que a autoridade "a quo" proferiu sua bem fundamentada decisão após terem sido cotejados cuidadosamente todos os documentos, demonstrativos e planilhas, tendo o contribuinte sido intimado e reintimado para comprovar, através de documentos idôneos a possibilidade da ocorrência do alceado erro de fato, e, ainda, terem sido excluídos os valores considerados como recolhidos em duplicata bem como serem aplicados todos os beneficios fiscais; Considerando que a ora Recorrente não logrou carrear aos autos qualquer fato, prova ou razão nova passível de elidir o acerto da decisão recorrida, Considerando o acima exposto e o que mais dos autos consta, • Voto no sentido de negar-se provimento ao recurso. Brasi 'a, DF, 1 8 de mo de 7995. URSIJ 13. - Relatora 7 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
score : 1.0
Numero do processo: 13609.000143/87-67
Data da sessão: Thu Mar 16 00:00:00 UTC 1989
Ementa: IRF - DECORRENCIA - ART. 89 do DL 2.065/
/83. - Confirmada a omissão de receita
no processo principal, mantém-se a autuação isto á consideração de sua distribuição automática, no processo decorrente.
Recurso desprovido.
Numero da decisão: 103-08.988
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em determinar a correção de erro material no Acórdão n9 103-08.633, de 21/setembro/88, como proposto pelo relator.
Nome do relator: Dícler de Assunção
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-07-23T13:23:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-07-23T13:23:22Z; Last-Modified: 2009-07-23T13:23:23Z; dcterms:modified: 2009-07-23T13:23:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-07-23T13:23:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-07-23T13:23:23Z; meta:save-date: 2009-07-23T13:23:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-07-23T13:23:23Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-07-23T13:23:22Z; created: 2009-07-23T13:23:22Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-07-23T13:23:22Z; pdf:charsPerPage: 1217; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-07-23T13:23:22Z | Conteúdo => PROCESSO N9 13609/000.143/87-67 MINISTÉRIO DA FAZENDA LRC/ Sessão d..J .Ls&..ifl xQ2.de 19U ACÓRDÃO N910.3=1:18.9.8 8 Rammon2 - 50.614 - PIS/DEDUÇÃO - EXS: DE 1985 e 1986 Recorrente - TARSO CALÇADOS LTDA. Rffimffid - DRF em CURVELO - MG IRF - DECORRENCIA - ART. 89 do DL 2.065/ /83. - Confirmada a omissao de receita no processo principal, mantém-se a autua ção isto ã consideração de sua distri- buição automática, no processo decorren- te. Recurso desprovido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto por TARSO CALÇADOS LTDA. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Con- selho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em determinar a cor- reção de erro material no A &dão n9 103-08.633, de 21/setembro/88, co mo proposto pelo relator. Sal das Sessões (DF), em 16 de março de 1989. AN ; DA S:2---j":".--L-2!-PRESIDENTE IC E: 9E ASÇÇÃO - RELATOR VISTO EM UIZ CARLOS A - PROCURADOR DA SESSÃO DE: , 6 MAR 1989 FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: AYRES DE OLIVEIRA, LORGIO RIBEIRO, FRANCISCO XAVIER DA SILVA GUIMARÃES, BRAZ JANUÁRIO PINTO e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Ausente por motivo justificado o Conselheiro ANTÔNIO PASSOS COSTA DE OLIVEIRA. LRC/ SERVIÇO PÚBLICO PEDERAL PROCESSO N9 13609/000.143/87-67 RECURSO N9 50.614 ACÓRDÃO /49 103-08.988 RECORRENTE: TARSO CALÇADOS LTDA. RELATÓRIO Trata-se de processo que volta a essa Câmara em razão de representação feita pela autoridade de primeira instância le- vantado erro material no Acórdão n9 103-08.633, de 21/09/1988,nos seguintes termos Ifls.491: "O presente processo é decorrente do processo S de n9 13609/000.141/87-31, a cujo recurso em fl ins- tância, foi" negado provimento', conforme pode- ser verificado pelo Acórdão n9 103-08.610, cópia em anexo. Também no resumo do Acórdão ri9 103-08.633,re ferente ao processo em pauta, foi confirmada a de. cisão, negando provimento ao recurso por unanimi- dade de votos. Entretanto, ao ser dado o voto, houve a ocor rência de lapso por parte do reldtor, quando, rer • ferindo-se ã decisão do processo principal, alega que foi declarada nula a decisão de primeira ins- tância,por cerceamento ao direito de defesa, - e que deveria ser dado ao presente processo, por ser decorrente, a solução dada no processo matriz, razão porque declarou a nulidade da decisão 'de primeira instância, a fim de que outra fosse pro- ferida na devida forma. • Como, efetivamente, não foi o que aconteceu, e tendo em vista decisões divergentes constando do mesmo Acórdão, devolva-se o presente processo ao Primeiro Conselho de Contribuintes', através da DIVTRI, para as providências cabíveis." É o relatório. VOTO Conselheiro DICLER DE ASSUNÇAO, Relator: Conforme já havia constatado no período de sessões do mês de fevereiro próximo passado, realmente, repassando o Actlir- . , umnormsonum Processo n9 13609/000.143/87-67 2. Acórdão n9 103-08.988 dão n9 103-08.633, observei uma dissonância entre o voto e a emen ta, pois, enquanto o primeiro é no sentido de declarar nula a de- cisão de primeira instância, a segunda nega provimento ao re- curso. Considerando que se trata de um processo reflexo, e que no processo-mor rejeitou-se a preliminar de nulidade da de- cisão de primeira instância, negando-se provimento ao recurso, no mérito, o conteúdo do voto deste processo também deveria seguir a mesma linha, o que, por um lapso, não ocorreu. Contudo, a ementa bem expressou a decisão que se- ria a correta, isto é, negar provimento ao presente recurso, face ao principio da decorrência. Assim, necessárias algumas retificações no votopro ferido: a) No terceiro parágrafo, onde se lê "declarou nu_ la a decisão de primeira instância, por cerceamento aodiíeito de defesa, eis que não apreciara a peça impugnatória em sua totalida de" alterar para rejeitou a‘ preliminar de cerceamento ao' direi- . to de defesa e no mérito negou provimento ao recurso da contri- buinte. b) No parágrafo quinto, alterar "a anulação da de cisão singular do processo-mor" para a rejeição da preliminar e desprovimento do recurso do processo principal. c) Finalmente, no último parágrafo, eliminar "pa- ra declarar a nulidade da decisão de primeira instância, a fim de que outra seja proferida na devida forma", acrescentando e, no mérito, negar-lhe' provimento. Feitas estas considerações retificadorak e, reco- nhecendo a existência de erro material, proponho as seguintes e corretas conclusões e síntese para o aludido acórdão. 11 Ante ao exposto' , voto no sentido de conhecer do VY vi recurso, por tempestivo, para, no mérito, negar-lhe provimento. Brasí a (DF), em 16 de março de 1989. Ar4 w DICLE', DE ASSUNÇÃO - RELAT R • 5 Page 1 _0108700.PDF Page 1 _0108900.PDF Page 1 _0109000.PDF Page 1
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Numero do processo: 10830.721056/2009-29
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
Data da publicação: Thu Mar 24 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005
PIS. INSUMO. FRETE. TRANSPORTE ENTRE MINA E COMPLEXO INDUSTRIAL. DESCONTO DE CRÉDITO. POSSIBILIDADE.
Insere-se no conceito de insumo a aquisição de matéria prima, materiais e embalagens, e, prestação de serviço quando esses se revela necessário e essencial atividade fabril, por ser específico e íntimo ao processo produtivo, sem o qual o processo de fabricação não acontece, no caso concreto, o frete pago pelo transporte de minérios, insumo básico a fabricação do produto, extraídos de minas de propriedade do mesmo proprietário do complexo industrial, por viabilizar a produção e guardar pertinência ao processo produtivo, insere no conceito de insumo, e, sendo assim, autoriza a tomada do crédito.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3302-002.978
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Voluntário. Sustentou pela Recorrente a advogada Priscila Cursi - OAB 334956 - SP.
Ricardo Paulo Rosa - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (presidente), Jose Fernandes do Nascimento, Domingos de Sá Filho, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Paulo Guilherme Deroulede, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 PIS. INSUMO. FRETE. TRANSPORTE ENTRE MINA E COMPLEXO INDUSTRIAL. DESCONTO DE CRÉDITO. POSSIBILIDADE. Insere-se no conceito de insumo a aquisição de matéria prima, materiais e embalagens, e, prestação de serviço quando esses se revela necessário e essencial atividade fabril, por ser específico e íntimo ao processo produtivo, sem o qual o processo de fabricação não acontece, no caso concreto, o frete pago pelo transporte de minérios, insumo básico a fabricação do produto, extraídos de minas de propriedade do mesmo proprietário do complexo industrial, por viabilizar a produção e guardar pertinência ao processo produtivo, insere no conceito de insumo, e, sendo assim, autoriza a tomada do crédito. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Voluntário. Sustentou pela Recorrente a advogada Priscila Cursi - OAB 334956 - SP. Ricardo Paulo Rosa - Presidente. Domingos de Sá Filho - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (presidente), Jose Fernandes do Nascimento, Domingos de Sá Filho, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Paulo Guilherme Deroulede, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2005 a 31/12/2005 PIS. INSUMO. FRETE. TRANSPORTE ENTRE MINA E COMPLEXO INDUSTRIAL. DESCONTO DE CRÉDITO. POSSIBILIDADE. Inserese no conceito de insumo a aquisição de matéria prima, materiais e embalagens, e, prestação de serviço quando esses se revela necessário e essencial atividade fabril, por ser específico e íntimo ao processo produtivo, sem o qual o processo de fabricação não acontece, no caso concreto, o frete pago pelo transporte de minérios, insumo básico a fabricação do produto, extraídos de minas de propriedade do mesmo proprietário do complexo industrial, por viabilizar a produção e guardar pertinência ao processo produtivo, insere no conceito de “insumo, e, sendo assim, autoriza a tomada do crédito. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao Recurso Voluntário. Sustentou pela Recorrente a advogada Priscila Cursi OAB 334956 SP. Ricardo Paulo Rosa Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 72 10 56 /2 00 9- 29 Fl. 147DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (presidente), Jose Fernandes do Nascimento, Domingos de Sá Filho, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Lenisa Rodrigues Prado, Paulo Guilherme Deroulede, Sarah Maria Linhares de Araújo e Walker Araújo. Relatório Cuidase de Recurso Voluntário visando modificar a decisão de piso que manteve a deliberação do Despacho Decisório que reconheceu parcialmente o direito do contribuinte em tomar crédito de PIS do período de 01/10/2005 a 31/12/2005, proveniente de despesas de fretes decorrentes de transferência entre estabelecimentos, de insumos e de produtos em elaboração, bem como, da tomada de crédito proveniente das despesas de fretes de aquisição de insumos. Consta do Despacho Decisório que o exame do crédito foi formalizado de ofício para tratamento manual de Pedido Eletrônico de Ressarcimento – PER – registrado sob nº 35933.05177.310807.1.1.107057 (fls. 03/10) do crédito de PIS no montante de reconhecendo o crédito de R$ 93.389,62, dos R$ 172.429,85 decorrentes de operações no mercado interno, referentes ao 4º Trimestre/2005. Sendo que os débitos assim compensados foram cadastrados no SIEF e estão controlados pelo processo eletrônico de cobrança nº 08.1.04.002010 002082. A divergência se refere apropriação de créditos relativos ás despesas de fretes tomados decorrentes de transferência entre estabelecimentos, de insumos e de produtos em elaboração, bem como, da tomada de crédito proveniente das despesas de fretes de aquisição de insumos, cujo entendimento é de que essas despesas não integram o conceito de insumo utilizado na produção e por não se tratar de custo de fretes na operação de venda, mesmo pagos ou creditados a pessoas jurídicas domiciliados no país. Extraíse, também, da “Informação Fiscal”, o raciocínio de que as despesas descritas no tópico acima não geram direito a créditos a serem descontados das contribuições do PIS e da COFINS. Irresignada com o conteúdo do Despacho Decisório, a Manifestante discorre sobre suas operações, alega que atua em toda a cadeia de produção de fertilizantes, sendo responsável não apenas pela fabricação do mesmo, mas também pela extração de minerais e o beneficiamento de uma parte dos insumos utilizados no processo produtivo (fertilizantes). Destaca que possui diversos estabelecimentos no território nacional, dentre as unidades mineradoras encontram aquelas localizadas em Minas Gerais e na Bahia, bem como os complexos industriais, assim como, possui uma unidade portuária no Estado do Ceará. Assevera que as despesas efetuadas com frete contratados quando da aquisição de insumos, bem como para a realização de transferências de matérias primas dos estabelecimentos mineradores para as unidades industriais são essenciais a confecção do produto, por essas razões o indeferimento parcial do pleito desrespeita disposição legal que assegura o direito a tomada do crédito dos insumos utilizados na produção de bens e serviços, violando, via de conseqüência, o princípio da não cumulatividade insculpido no § 12º do art. 195 da Constituição Federal, por essa razão entende que deve ser reformada a decisão. Fl. 148DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10830.721056/200929 Acórdão n.º 3302002.978 S3C3T2 Fl. 7 3 Quanto aos insumos extraídos pela Manifestante em suas unidades mineradoras, bem como, os adquiridos de terceiros, disse que são indispensáveis ao processo produtivo. Concluiu afirmando o direito assegurado pela norma do art. 3º da Lei nº 10.833/03, que elenca os custos e despesas sobre os quais o crédito poderá ser calculado, aplicandose o inciso I, para as empresas comerciais que compram e revendem as mercadorias e o inciso II para as empresas industriais e prestadores de serviços. Os argumentos restaram rechaçados ao fundamento de que os gastos efetuados com fretes na transferência de bens e insumos entre estabelecimentos da mesma pessoa jurídica não geram direito a crédito do PIS e da COFINS na sistemática da não cumulatividade, por falta de previsão legal, decisão essa que encontra assim resumida: “Cumpre destacar, novamente, que o crédito das contribuições no sistema da não cumulatividade decorre de determinações legais explícitas. E no caso não há base legal para creditamento sobre aquisições isoladas de serviços de fretes nas operações de transferências entre estabelecimentos diferentes da pessoa jurídica, pois não se confundem com fretes na operação de venda, quando o ônus é suportado pelo vendedor (inciso IX do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003), como já salientado no Relatório Fiscal. Ainda sobre as possibilidades aventadas para justificar o creditamento, temse o fato de que os gastos com fretes sobre a transferência de produtos e insumos entre estabelecimentos de uma mesma pessoa jurídica geraria direito ao crédito, por se tratarem de aquisição de serviços utilizados como insumo. Entretanto, tal argumentação não pode prosperar. Isso porque os serviços adquiridos para utilização como insumo na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, nos termos do inciso II do art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003, com a redação da Lei nº 10.864, de 2004, implica necessariamente que tais serviços sejam consumidos ou aplicados no processo produtivo, conforme está estabelecido no art. 8º, § 4º, inciso I, letra ‘a’ da IN SRF nº 404, de 2004, já transcrita. Por certo, os serviços de fretes decorrentes dessas transferências não são serviços aplicados especificamente no processo produtivo. Poderseia aceitar que seriam serviços aplicados em fase anterior, preliminar ao processo produtivo, qual seja a aquisição de bens que, geralmente, vão a estoque antes da produção e, dessa forma, os dispêndios com fretes sobre a transferência de produtos entre os estabelecimentos da pessoa jurídica, não são passíveis de creditamento.” A conclusão do voto se refere ausência de comprovação da vinculação do frete com os insumos transportados: “No caso em análise, pela inexistência de comprovação de despesas com frete na aquisição de bens ou insumos que possam possibilitar o seu creditamento, nos termos analisados neste Voto, não há como atender a solicitação da interessada, devendo ser mantida a glosa procedida pela autoridade fiscal”. Fl. 149DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 4 Ciente da decisão, a Interassada interpôs o Voluntário, e em razões recursais mantém os mesmos fundamentos e irresignação com as glosas, reprisa os termos da defesa e os pleitos formulados em Manifestação de Inconformidade. É relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho, Relator. Cuidase de Recurso tempestivo e preenche os demais pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual deve ser conhecido. A contenda trazida no bojo desse caderno se resume a tomada de crédito de PIS sobre frete de insumos decorrentes de transferência entre estabelecimentos do mesmo contribuinte. A glosa encontra justificada por ausência previsão legal e de que só cabe tomada de crédito de frete nas vendas das mercadorias quando o ônus é suportado pelo vendedor. A discussão se restringe a frete. A Interessada argumenta que os insumos dispensam altercação por serem básicos na produção de fertilizante, declina o nome de alguns dos itens. Em relação ao frete sustenta que esses decorrem do transporte contratado com pessoa jurídicas cujo objeto é a transferência da matéria prima extraídas de minas de sua propriedade para os complexos industriais que encontram implantados longe do local de exploração. De outra banda a Informação Fiscal pouco ou quase nada menciona, afirma que investigou o processo industrial da contribuinte, e, por razões tais entendeu glosar parte dos créditos provenientes de alguns insumos adquiridos e produtos em elaboração, bem como, frete relacionado com a transferência da matéria prima explorada pela Contribuinte para o pátio do complexo industrial por ausência de previsão legal. O inconformismo trazido a exame se refere a frete. Lendo a conclusão do voto do Acórdão recorrido, a conclusão encontra fundamentada na inexistência de comprovação: “No caso em análise, pela inexistência de comprovação de despesas com frete na aquisição de bens ou insumos que possam possibilitar o seu creditamento, nos termos analisados neste Voto, não há como atender a solicitação da interessada, devendo ser mantida a glosa procedida pela autoridade fiscal.” Embora a fundamentação do Despacho Decisório é de que restaram comprovado os desembolsos das aquisições de insumos e da prestação de serviços de transportes. Em sede de ressarcimento e ou restituição, não há dúvida de que ônus probante é do Interessado, mas, a fiscalização não glosou por ausência de comprovação. A motivação para glosa não decorre de ausência de documento capaz de não justificar a tomada do crédito, segundo se extraí do relatório fiscal, houve notificação para que a Recorrente prestasse informação e planilhas, bem como, apresentasse os livros fiscais, e especificação dos serviços considerados como Despesas de Frete. Fl. 150DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10830.721056/200929 Acórdão n.º 3302002.978 S3C3T2 Fl. 8 5 Portanto, quanto a essa questão não há de se enxergar, pois em momento algum houve registro da ausência de comprovação, sendo assim, tratase de decisão equivocada. Em síntese, o tema se refere a frete de transferência entre e estabelecimentos, é o que se vê do Despacho Decisório. Em sendo assim, o ponto nodal da discussão se refere ao frete pago a terceiros no transporte de insumos básicos, necessários e essenciais atividade produtiva da Recorrente, capaz de obstar a atividade da empresa. A meu sentir, os minerais extraídos pela Interessada em minas longe do complexo industrial é pelo que se deduz dos autos o principal insumo na fabricação de fertilizantes, portanto, necessário ao processo produtivo/fabril, e, consequentemente, à obtenção do produto final, fato constatado pela fiscalização. A questão é dirimir se o frete pago a terceira pessoa jurídica na movimentação dessa matéria prima até o local de produção, fertilizante, integra o conceito de insumo por não se tratar de custo na operação de venda. Cada caso deve ser examinado com observância das particularidades próprias de cada contribuinte. No caso concreto a extração dos minerais dáse em minas de propriedade da empresa que produz o fertilizante, caso não possuísse, a aquisição darseia por meio de compra de fornecedores, cujo frete estaria diretamente interligado ao insumo, o que autoriza a tomada do crédito. De outra banda, a transferência desse material se revela fundamental ao processo de fabricação, o que é cogente reconhecer nesse caso específico tratarse, não de uma simples estocagem para venda, mas, sim, meio necessário e essencial a fabricação do produto final. A meu sentir, impedir a tomada de crédito quando se trata de processo produtivo verticalizado configura, no meu entendimento, uma punição ao contribuinte, por buscar, em decorrência da característica do produto produzido, cercarse de segurança da fonte dos insumos para que o processo produtivo não sofra interrupção. Algumas empresas como a Recorrente necessitam de produzir o próprio insumo, entre tantas, destacase as àquelas voltadas à produção de celulose, que precisam plantar eucalipto e posteriormente transportar até unidade fabril. O serviço de transporte nesse caso, quando tomado de pessoa jurídica interna, configura custo de fabricação do produto final, não há como dissociar esse fato, sem o qual obsta todo o processo produtivo. Assim, penso diversamente do signatário do despacho decisório, bem como, do julgador de piso, pois a meu ver tratase de custo necessário e essencial atividade fabril, e, se revela específico e íntimo ao processo produtivo, sem o qual o processo de fabricação não acontece. No caso concreto, o frete pago em decorrência do transporte dos minerais das minas até o complexo industrial local que é produzido o fertilizante se insere no conceito de “insumos” para efeitos de creditamento, nesse sentido pronunciou o Min. Campbell Marques, de onde se extrai o que há de nuclear da definição de “insumos” para efeito de creditamento: “... o bem ou serviço tenha sido adquirido para ser utilizado na prestação do serviço ou na produção, ou para viabilizálos pertinência ao processo produtivo; Fl. 151DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 6 a produção ou prestação do serviço dependa daquela aquisição essencialidade ao processo produtivo; e não se faz necessário o consumo do bem ou a prestação do serviço em contato direto com o produto possibilidade de emprego indireto no processo produtivo.” Explica ainda que, não basta que o bem ou serviço tenha alguma utilidade no processo produtivo ou na prestação de serviço: é preciso que ele seja essencial. É preciso que a sua subtração importe na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, obste a atividade da empresa, ou implique em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultante. Em atendimento ao comando legal, o insumo deve ser necessário ao processo produtivo/fabril, e, consequentemente, à obtenção do produto final. Com essas considerações, conheço do recurso e dou provimento para autorizar a tomada de crédito decorrente de frete de insumos entre a extração dos minerais até o complexo fabril da Recorrente. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 152DF CARF MF Impresso em 28/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 15/02/2016 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 24/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA
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Numero do processo: 13888.001761/99-60
Data da sessão: Fri Mar 20 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Jun 02 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 30/01/1987 a 30/06/1995
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.CONTRADIÇÃO. RERRATIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO. ARTIGOS 535, I, DO CPC E 65 DO REGIMENTO INTERNO DO CARF.
Devem ser acolhidos embargos de declaração, a fim de dirimir contradição e excluir manifestação relativa a matéria estranha aos autos.
Acórdão 202-13.640, de 19 de março de 2002.
RERRATIFICAÇÃO. PIS. DECADÊNCIA.
O direito atribuído à Fazenda Nacional para constituição formal dos créditos tributários relativos à Contribuição para o PIS decai em cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento já poderia ter sido efetivado. Lançamentos efetivados após este prazo hão de ser nulos.
BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE.
A norma do parágrafo único do artigo 6º da LC nº 7/70 determina a incidência da contribuição sobre o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador.
Numero da decisão: 3301-002.666
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, em conhecer e acolher os embargos, sem efeitos infringentes, nos termos do voto da relatora
RODRIGO DA COSTA PÔSSAS - Presidente.
MÔNICA ELISA DE LIMA - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (presidente da Turma), Andrada Marcio Canuto Natal, Luiz Augusto do Couto Chagas, Fábia Regina Freitas e Sidney Eduardo Stahl.
Nome do relator: MONICA ELISA DE LIMA
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RERRATIFICAÇÃO DE ACÓRDÃO. ARTIGOS 535, I, DO CPC E 65 DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. Devem ser acolhidos embargos de declaração, a fim de dirimir contradição e excluir manifestação relativa a matéria estranha aos autos. Acórdão 20213.640, de 19 de março de 2002. RERRATIFICAÇÃO. PIS. DECADÊNCIA. O direito atribuído à Fazenda Nacional para constituição formal dos créditos tributários relativos à Contribuição para o PIS decai em cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento já poderia ter sido efetivado. Lançamentos efetivados após este prazo hão de ser nulos. BASE DE CÁLCULO. SEMESTRALIDADE. A norma do parágrafo único do artigo 6º da LC nº 7/70 determina a incidência da contribuição sobre o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, em conhecer e acolher os embargos, sem efeitos infringentes, nos termos do voto da relatora RODRIGO DA COSTA PÔSSAS Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 8. 00 17 61 /9 9- 60 Fl. 977DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.001761/9960 Acórdão n.º 3301002.666 S3C3T1 Fl. 978 2 MÔNICA ELISA DE LIMA Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (presidente da Turma), Andrada Marcio Canuto Natal, Luiz Augusto do Couto Chagas, Fábia Regina Freitas e Sidney Eduardo Stahl. Relatório Tratase de Embargos de Declaração interposto pela Autoridade Preparadora da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Piracicaba, conforme consignado às fls. 949 (473 antiga), tendo em vista suposta contradição na decisão proferida em sede de Recurso de Ofício. Distribuído o processo ao d. Conselheiro Gustavo Kelly Alencar, este propôs a extinção deste feito e sua anexação a outro processo administrativo, conforme fls. 971 a 973 (482 a 483); proposição esta rejeitada pelo então Presidente da Segunda Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, Dr. Antônio Carlos Atulim que determinou a colocação dos Embargos em pauta, fl.973 (484). Para a plena compreensão dos fatos, apresentase um resumo da série de eventos: 1º) Houve um lançamento de PIS, no valor original de R$3.332.811,95, abrangendo os períodos de apuração de 30.01.1987 a 30.06.1995 e redundando na criação do processo administrativo nº 10865.000725/9723; cf. fls. 19 a 29 (09 a 18). 2º) Tal processo, de final 725/9723, foi julgado pela DRJ em Campinas, que considerou o lançamento procedente em parte, extinguindo crédito tributário em valor superior ao seu então limite de alçada, em decisão com a seguinte ementa: fl. 559 (279). DECISÃO N° 11175/01/GD01059/99 PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL PIS Período de Apuração: jan/87 a mar/88, jul/88 a jun/89, ago/89 a jun/90 e jan/91 a ago/95 Decadência. O prazo decadencial da Contribuição para o Programa de Integração Social PIS é de dez anos a partir da data fixada para o seu recolhimento. Ação judicial. Lançamento. A constituição do crédito tributário pelo lançamento é Fl. 978DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.001761/9960 Acórdão n.º 3301002.666 S3C3T1 Fl. 979 3 atividade administrativa vinculada e obrigatória, ainda que o contribuinte tenha proposto ação judicial. DCTF. Dispensa de Auto de Infração. Havendo a apresentação, pelo contribuinte, da DCTF, revelase dispensável o auto de infração lavrado para formalizar a mesma exigência. EXIGÊNCIA FISCAL PARCIALMENTE PROCEDENTE 3º) A parcela excluída, objeto do Recurso de Ofício, referiuse a parte dos P.As. de 01/93 a 08/95; fl. 575 (287), e dizia respeito aos débitos que já haviam sido declarados em DCTF, 571 (285): JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE a exigência fiscal, formalizada no Auto de Infração de fls. 131/151 e 237/247, para EXCLUIR os valores informados na DCTF e ainda passíveis de cobrança por este instrumento, conforme demonstrativo anexo, devendo a Unidade Local providenciar a reativação dos débitos no conta corrente, em conformidade com o item 4.4.3 da Nota Conjunta COSIT/COFIS/COSAR n° 535, de 23 de dezembro de 1997, prosseguindose a cobrança do credito tributário remanescente, com os respectivos acréscimos legais. 4º) O presente PAF nº 13888.001761/9960 foi, então, criado, em 27 de outubro de 1999, para prosseguimento da apreciação do crédito tributário mantido, pela SAORT da DRF em Piracicaba que assim se manifestou, na fl. 701 (350): (...) esclareço a V.S.a que foi necessário adotar os seguintes procedimentos: Extrair cópia do processo n.° 10865.000725/9723, constituído de 311 folhas ( cf.— fls:09 a 320 ), para formalizar um novo processo de n.° 13888.001761/9960; transferência do crédito tributário, mantido pela Decisão de 1ª Instância, do processo n.° 10865.000725/9723 para o processo n.° 13888.001761/9960, pelo sistema PROFISC ( cf. fls. 02 a 07); atualização no sistema PROFISC, na situação " Em Recurso Voluntário ( EM JULGAMENTO), cf. extrato de processo As fls. 340. 5º) Conforme Termo de Recepção de Crédito Tributário, este processo se refere aos P.As de 01/87 a 06/95; fls. 708 a 749 (353 a 374). 6º) Recurso Voluntário às fls. 663 a 675 (331 a 337). 7º) Na folha 755 (377) foi proferido o Acórdão 20213.640, de 19 de março de 2002, relativo ao presente processo. Ocorre que, apesar de os presentes autos tratarem apenas do crédito anteriormente mantido, a referida decisão se debruçou, também, sobre o Recurso de Ofício da parte antes exonerada. Percebemos que aí reside um erro porque a parte exonerada, objeto do Recurso de Ofício, permanecera no processo de final 725/9723. Fl. 979DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.001761/9960 Acórdão n.º 3301002.666 S3C3T1 Fl. 980 4 É francamente equivocada a extensão do decisum, quando tratou da questão da DCTF, que não está no escopo do presente processo, de final 1761/9960: Processo 13888.001761/9960 Recurso 113.168 Acórdão 20213.640, de 19 de março de 2002 DCTF. RECURSO DE OFÍCIO. O crédito declarado em DCTF dispensa o lançamento, sendo instrumento hábil e suficiente para a sua exigência. Recurso de oficio negado. PIS. DECADÊNCIA. O direito atribuído à Fazenda Nacional para constituição formal dos créditos tributários relativos à Contribuição para o PIS decai em cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento já poderia ter sido efetivado. Lançamentos efetivados após este prazo hão de ser nulos. BASE DE CALCULO. SEMESTRAL1DADE. A norma do parágrafo único do artigo 6° da LC n° 7/70 determina a incidência da contribuição sobre o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do fato gerador. Recurso voluntário parcialmente provido. 8º) Como visto acima, o Recurso de Ofício foi negado. 9º) Fls. 773 a 785 (386 a 391): Recurso Especial nº 202.113.168, da Fazenda Nacional, ao acórdão acima; atacando apenas a questão da decadência. Em face do exposto, a Fazenda Nacional, pelo procurador que subscreve o presente, diante do que dispõe a lei de regência da espécie, Lei Orgânica da Seguridade Social e da jurisprudência mencionada, inclusive do STJ, junta cópia do Acórdão paradigma n° 20307624, para requerer ao Egrégio Colegiado da Câmara Superior de Recursos Fiscais a revisão da decisão recorrida, para NÃO considerar decaído o crédito tributário constituído pelo Fisco, referente aos fatos geradores dos períodos anteriores a novembro de 1991 e, portanto, não excluídas do lançamento original. 10º) Fl. 851: Despacho recebendo o RESp do Procurador e abrindo para contrarrazões da Contribuinte. 11º) Ocorre que o processo 725/9723 teve seu curso normal em paralelo, havendo sido juntadas novas peças nos presentes autos. Dentre estas, consta o teor do julgamento do Recurso de Ofício, pelo Segundo CC, proferido em 08 de novembro de 2000, cuja ementa se transcreve; fl. 883 (440): Processo: 10865.000725/9723 Acórdão : 20212.569 Sessão : 08 de novembro de 2000 Recurso : 113.171 Fl. 980DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.001761/9960 Acórdão n.º 3301002.666 S3C3T1 Fl. 981 5 COFINS) RECURSO EXOFFICIO — DUPLICIDADE DE LANÇAMENTO As simples informações prestadas pelo contribuinte na DCTF, confessando a divida, não podem ser caracterizadas como lançamento. Assim, não há falar em duplicidade de lançamento. O lançamento é de competência privativa da autoridade administrativa (CTN, art. 142). Recurso de oficio parcialmente provido. 11º) Como visto acima, o Recurso de Ofício foi parcialmente provido, tendo sido determinado o seguinte; fls. 889 a 891 (443 a 444 ): a. A manutenção do lançamento sem multa de ofício e b. Que o processo retornasse à DRJ para que apreciasse o mérito desse lançamento. Não vislumbro fundamento jurídico para o cancelamento da exigência dos valores declarados em DCTF. Nessas condições, a decisão de 1° grau não se sustenta e deve ser reformada. Não há razão para que o julgador singular não se pronuncie acerca do mérito deste processo. Vislumbro, porém, não ser aplicável multa de oficio sobre os débitos declarados em DCTF, face ao disposto nos DecretosLeis nos 1.680/79, 1.736/79, 2.124/84; Lei n° 8.696/93, vigentes à época da autuação, que estabeleciam aplicação de multa moratória. “Isto posto, dou provimento parcial ao recurso de oficio para manter apenas a exclusão da multa de oficio, devendo a autoridade julgadora, de vez que ultrapassada a preliminar de nulidade do lançamento, continuar o julgamento quanto ao mérito”. 12º) Na fl. 899 (448) Demonstrativo de débitos do processo 725/9723, com os respectivos P.As. 01/93 a 05/95. 13º) Fls. 909 a 911 (453 a 454): Proferido, em 04.10.2001, novo Julgamento pela DRJ Ribeirão Preto, sobre o mérito do lançamento acima, conforme decidido no Acórdão do 2º Conselho de Contribuintes. A autuação foi considerada procedente: PROCESSO N° 10865.000725/9723 ACÓRDÃO DRJ/RPO N° 84, de 4 de outubro de 2001 Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/01/1993 a 31/08/1995 Ementa: FALTA DE RECOLHIMENTO. A falta de recolhimento da Contribuição para o PIS enseja o lançamento de oficio, com os devidos acréscimos legais. AÇÃO JUDICIAL. EFEITOS. A propositura de ação judicial não impede a constituição do crédito tributário, pois o lançamento é atividade plenamente vinculada para a autoridade fiscal. A Fl. 981DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.001761/9960 Acórdão n.º 3301002.666 S3C3T1 Fl. 982 6 inexistência de qualquer das causas suspensivas previstas no art. 151 do CTN implica na exigibilidade imediata do crédito constituído. Lançamento Procedente Acordam os membros da 4a Turma de Julgamento, por unanimidade de votos, considerar procedente o lançamento, mantendo a Contribuição para o PIS remanescente no processo, no montante de R$ 706.378,35, a ser acrescida de juros de mora e da multa de mora conforme decidido no Acórdão do Segundo Conselho de Contribuintes de fls. 360 a 364. Voto: 915 (456) VOTO Presentes os requisitos de admissibilidade; conheço da impugnação. Cabe esclarecer que o presente julgamento alcança tão somente a parte da autuação objeto de recurso de oficio, uma vez que O crédito mantido na decisão da DRJ/Campinas foi transferido para o Processo no 1388.001761/9960, para permitir a apresentação de recurso voluntário pela autuada. Portanto, o período aqui em discussão é de janeiro de 1993 a agosto de 1995, e os valores estão relacionados no Demonstrativo de Débito de fl. 425. Fica prejudicada, assim, a análise da alegação de decadência, por referirse aos períodos de janeiro de 1987 a abril de 1992. 14º) De fls. 919 a 941 (458 a 469): O Segundo Conselho de Contribuintes proferiu acórdão dadndo provimento parcial ao novo Recurso Voluntário do processo 725/97 23, mantendo o lançamento, mas determinando que em seu cálculo fosse considerada a semestralidade. O Acórdão tem o no 20214.264: Processo nº: 10865.000725/9723 Recurso: 113.171 Acórdão: 20214.264 PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL. PIS SEMESTRALIDADE. Na vigência da Lei Complementar n° 7/70, a base de cálculo do PIS era o faturamento do sexto mês anterior ao da ocorrência do respectivo fato gerador, sem correção monetária. Recurso parcialmente provido. VOTO Por tudo o exposto, considerando que a contribuinte não efetuou recolhimentos da Contribuição ao PIS no período em referência, dou parcial provimento ao recurso voluntário para determinar que o crédito tributário seja calculado de acordo com os parâmetros supra. Fl. 982DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.001761/9960 Acórdão n.º 3301002.666 S3C3T1 Fl. 983 7 É como voto. Sala das Sessões, em 15 de outubro de 2002. 15º) Fl. 949 (473): Voltando a Tratar do presente processo (13888.001761/9960), a Delegacia da Receita Federal em Piracicaba – SP profere despacho encaminhando os autos a esta Segunda Instância, por entender que existe necessidade de se efetuar nova apreciação do processo, frente ao fato de divergência no julgamento do Recurso de Oficio objeto do caso em questão. Resume, assim, os fatos, a Autoridade Preparadora: a. O presente processo retornou do Segundo Conselho de Contribuintes para ciência do Acórdão 20213.640, emitido em 19/03/2002, bem como do Recurso Especial interposto pelo Procurador da Fazenda Nacional; b. O presente processo foi constituído a partir do desdobramento do Al de n° 10865.000725/97 23, quando da necessidade de se apreciar em separado os Recursos de Oficio e Voluntário impetrados contra a Decisão da DRJ em Campinas; c. Foi emitido nesse, em 08/11/2000, o Acórdão 20212.569, pelo mesmo Segundo Conselho de Contribuintes, dando provimento parcial ao Recurso de Oficio (obs: por claro engano, o autor do texto escreve 08.11.2002); d. Após, o processo teve seguimento (incluindo retorno para a fase de "impugnação), encontrandose atualmente com Recurso Voluntário já apreciado pelo Segundo Conselho de Contribuintes, através do Acórdão 20214.264. 16o) Fl. 955 (476): Despacho para Embargos no 2º CC. 17o) Fls. 971 a 973 (482 a 483): Despacho do Relator Gustavo Kelly Alencar no sentido de que o processo perdeu o objeto: (...) neste processo, equivocadamente, houve a apreciação do recurso de oficio. Assim, como hoje temos um auto de infração que foi objeto de recurso voluntário, já julgado, anteriormente ao julgamento no presente processo, e sendo certo que aqui houve julgamento indevido, tenho que o Processo de nº 10865.000725/9723 é o que criou a chamada vis attractiva, devendo permanecer ativo. Quanto a este processo, entendo que o mesmo perdeu seu objeto, razão pela qual retiro o processo de pauta para remessa A DRJ em Campinas SP para apensação ao de número 10865.000725/9723. 18o) Na fl. 973 (484), consta Despacho do então Presidente da Segunda Câmara do Segundo CC, Dr. Antônio Carlos Atulim, rejeitando a proposição do Relator e determinando a inclusão em pauta para julgamento dos Embargos: É cediço que os atos processuais estão sujeitos ao principio da preclusão. Tendo a Câmara julgado o recurso de oficio em 08 de novembro de 2000 (Acórdão nº 202 12.569), é nula a decisão do mesmo recurso de oficio perpetrada em 19 de março de 2002 (Acórdão 20213.640). Desse modo, valhome da competência que me foi conferida pelo art. 29, VIII, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes para corrigir a instância e determinar ao Conselheiro Gustavo Kelly Alencar que coloque o processo em pauta Fl. 983DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.001761/9960 Acórdão n.º 3301002.666 S3C3T1 Fl. 984 8 com proposta de voto no sentido de retificar o Acórdão nº 20213.640 (fls. 377 e ss.) para anular o segundo julgamento do recurso de oficio. É o Relatório. Voto Conselheira Mônica Elisa de Lima Atendidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento dos embargos de declaração. Em resumo esquemático, vêse que, no âmbito do CARF, estas são as matérias que foram ou deveriam ter sido tratadas: Processo Matéria Devolvida ao CARF Matéria Julgada pelo CARF Resultado 1º Desdobramento Resultado 2º Desdobramento Resultado 10865.000725/97 23 Recurso de Ofício acerca dos débitos já declarados em DCTF Recurso de Ofício acerca dos débitos já objeto de DCTF Acórdão 202 12.569, de 08.11.2000 Dado Provimento Parcial ao RO Encaminhado à DRJ para julgar o mérito dos créditos tributários já objeto de DCTF Lançamento julgado Procedente Recurso Voluntário Dado Provimento Parcial ao RV, determinando o cálculo do crédito tributário pela semestralidade. Acórdão 202 14.264, de 15.10.2002 Processo Matéria Devolvida ao CARF Matéria Julgada pelo CARF Resultado 1º Desdobramento 2º Desdobramento 3º Desdobra mento 13888.001761/99 Recurso Voluntário acerca da Semestralidade e da Decadência Recurso de Ofício sobre o tema DCTF; Negado Provimento ao RO; PFN interpôs Recurso Especial (apenas quanto à Decadência) Despacho recebendo o RESp do Procurador e abrindo para contrarrazões da Contribuinte. DRF – Piracicaba opõe Embargos, em vista do julgamento Fl. 984DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 13888.001761/9960 Acórdão n.º 3301002.666 S3C3T1 Fl. 985 9 Recurso Voluntário sobre Semestralidade e Decadência Acórdão 202 13.640, de 19.03.2002 Dado Provimento Parcial ao RV indevido de Recurso de Ofício. Conforme abordado acima, na folha 755 (377) deste processo, foi proferido o Acórdão 20213.640, de 19 de março de 2002. Porém, apesar de os presentes autos tratarem apenas e tão somente do crédito anteriormente mantido, a referida decisão se debruçou, também, sobre o Recurso de Ofício da parte antes exonerada. Percebemos que aí reside o erro a ser sanado, pois a parte exonerada, objeto do Recurso de Ofício, permanecera no processo no 10865.000725/9723. O Acórdão ora embargado, portanto, debruçouse sobre matéria que não era objeto do presente processo; fato que reclama saneamento, nos termos do artigo 535, I , do CPC e artigo 65 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF no 256, de 22 de junho de 2009. Assim, voto por acolher os Embargos para dirimir a contradição e rerratificar o Acórdão no 20213.640, de 19.03.2002, retirandolhe a parte que, indevidamente, alude a matéria de Recurso de Ofício; cabendo à Autoridade Preparadora dar ciência à Recorrente desta decisão, bem como do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, devendo, então, ser aberto àquela prazo para que, em desejando, apresente suas Contrarrazões ao RESp. de fls. 773 a 785 (386 a 391). Mônica Elisa de Lima Relatora Fl. 985DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 08/05/2015 por MONICA ELISA DE LIMA, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 10830.000527/2006-19
Data da sessão: Thu Feb 26 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Jun 01 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005
DIREITO DE CRÉDITO. PRAZO PARA HOMOLOGAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. NÃO APLICÁVEL.
Inexiste norma legal que preveja a homologação tácita do pedido de restituição ou ressarcimento no prazo de 5 anos. O Art. 150, §4º, do Código Tributário Nacional-CTN, dispõe sobre o prazo decadencial para a homologação do lançamento; o art. 173 do CTN trata de prazo para constituição de crédito tributário; o art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, cuida de prazo para homologação de Declaração de Compensação. Nenhum destes prazos se aplica à apreciação de pedidos de restituição ou ressarcimento.
MANUTENÇÃO PEDIAL. CRÉDITO DA COFINS. IMPROCEDÊNCIA. A manutenção predial corretiva ou preventiva, não preenche a condição de insumo, aplicado direta ou indiretamente à produção de bem ou a prestação de serviço.
FRETES DE TRANSFERÊNCIA. CRÉDITO DA COFINS. PROCEDÊNCIA. Confere direito ao crédito referente ao frete entre estabelecimentos do próprio contribuinte, em se tratando do frete de produtos inacabados, caso em que o dispêndio consistirá custo de produção e funcionará como insumo da atividade produtiva, nos termos do inciso II, do art. 3º das Leis nºs. 10.637/02 e 10.833/03.
COMPENSAÇÃO DE DÉBITOS. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
A denúncia espontânea resta configurada, com a consequente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando o contribuinte ao efetuar a compensação, concomitantemente ou em ato posterior o declara, anteriormente a qualquer procedimento do Fisco. Art. 138 do CTN. (Súmula 360/STJ e RESP nº 1.149.022/SP).
EXIGÊNCIA DO IRPJ E DA CSLL ESTIMATIVA. Passíveis de sanções pelo inadimplemento da obrigação.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 3801-005.223
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado: I) Pelo voto de qualidade, não acatar a tese de homologação tácita. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo (Relator) e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Paulo Sérgio Celani; II) Por unanimidade de votos, manter a glosa referente aos créditos decorrentes de manutenção predial; III) Por maioria de votos, restabelecer os créditos decorrentes dos fretes de transferência nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes; IV) Por maioria de votos, reconhecer o instituto da denúncia espontânea nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes; V) Por unanimidade de votos, manter a possibilidade de cobrança dos débitos de estimativa de IRPJ e CSLL. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Daniel Borges Costa, OAB/SP 250.118.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Cássio Schappo - Relator.
(assinado digitalmente)
Paulo Sergio Celani Redator Designado.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira e Cássio Schappo.
Nome do relator: CASSIO SCHAPPO
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PRAZO PARA HOMOLOGAÇÃO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. NÃO APLICÁVEL. Inexiste norma legal que preveja a homologação tácita do pedido de restituição ou ressarcimento no prazo de 5 anos. O Art. 150, §4º, do Código Tributário NacionalCTN, dispõe sobre o prazo decadencial para a homologação do lançamento; o art. 173 do CTN trata de prazo para constituição de crédito tributário; o art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, cuida de prazo para homologação de Declaração de Compensação. Nenhum destes prazos se aplica à apreciação de pedidos de restituição ou ressarcimento. MANUTENÇÃO PEDIAL. CRÉDITO DA COFINS. IMPROCEDÊNCIA. A manutenção predial corretiva ou preventiva, não preenche a condição de insumo, aplicado direta ou indiretamente à produção de bem ou a prestação de serviço. FRETES DE TRANSFERÊNCIA. CRÉDITO DA COFINS. PROCEDÊNCIA. Confere direito ao crédito referente ao frete entre estabelecimentos do próprio contribuinte, em se tratando do frete de produtos inacabados, caso em que o dispêndio consistirá custo de produção e funcionará como insumo da atividade produtiva, nos termos do inciso II, do art. 3º das Leis nºs. 10.637/02 e 10.833/03. COMPENSAÇÃO DE DÉBITOS. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. A denúncia espontânea resta configurada, com a consequente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação, quando o contribuinte ao efetuar a compensação, concomitantemente ou em ato posterior o declara, anteriormente a qualquer procedimento do Fisco. Art. 138 do CTN. (Súmula 360/STJ e RESP nº 1.149.022/SP). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 05 27 /2 00 6- 19 Fl. 407DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 3 2 EXIGÊNCIA DO IRPJ E DA CSLL ESTIMATIVA. Passíveis de sanções pelo inadimplemento da obrigação. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: I) Pelo voto de qualidade, não acatar a tese de homologação tácita. Vencidos os Conselheiros Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Cássio Schappo (Relator) e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Paulo Sérgio Celani; II) Por unanimidade de votos, manter a glosa referente aos créditos decorrentes de manutenção predial; III) Por maioria de votos, restabelecer os créditos decorrentes dos fretes de transferência nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes; IV) Por maioria de votos, reconhecer o instituto da denúncia espontânea nos termos do voto do relator. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes; V) Por unanimidade de votos, manter a possibilidade de cobrança dos débitos de estimativa de IRPJ e CSLL. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Daniel Borges Costa, OAB/SP 250.118. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Cássio Schappo Relator. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani – Redator Designado. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira e Cássio Schappo. Fl. 408DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório A recorrente, BENTELER COMPONENTES AUTOMOTIVOS LTDA, na data de 06/01/2006, apresentou Pedido de Ressarcimento ou Restituição – Declaração de Compensação nº 04529.88763.060106.1.1.109351 (fls. 27 a 29), no montante de R$ 548.538,74 decorrentes de operações de mercado interno ocorridas nos meses de abril, maio e junho de 2005 (2º trimestre de 2005); Na data de 30/01/2006 formalizou DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO, através do formulário 1 do Anexo IV da Instrução Normativa SRF nº 600, de 28 de dezembro de 2005 (fls. 3), requerendo a compensação de débitos – código de receita: 2362 (IRPJ – Estimativa Mensal) para o período de apuração 30/11/2005, com a utilização do montante do crédito contido na PER/DCOMP antes citada; No campo “Outras Informações” da Declaração de Compensação, destaca: “Nesta compensação utilizamos o instituto da denúncia espontânea constante do Artigo 138 do Código Tributário Nacional (CTN). Segue Petição de compensação em anexo”; a título explicativo destacas a seguinte parte: 1. Inicialmente, cumpre mencionar que a requerente é Pessoa Jurídica cujo objeto social abarca, preponderantemente, a fabricação e comercialização dos produtos relacionados nos anexos I e II da Lei 10.485/2002. Outrossim, referida Sociedade também realiza execução de industrialização por encomenda dos referidos produtos, sujeitando, as respectivas receitas, à hipótese de redução a zero das alíquotas das contribuições ao PIS e à COFINS. 2. Goza, outrossim, da não incidência das contribuições incidentes sobre o faturamento, segundo o disposto nos artigos 5o e 6o das Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, e, de acordo com o artigo 149, parágrafo 2o , inciso I, da Constituição Federal, decorrente das operações de exportação de mercadorias para o exterior, operação usual praticada pela Sociedade. 3. Por conseguinte, tendo em vista a realidade fática apresentada, é corriqueiro o acúmulo de créditos de PIS/COFINS, motivo pelo qual, habitualmente, a Requerente recorre aos pedidos de ressarcimento e compensação disponibilizados pela Secretaria da Receita Federal. 4. Nesse contexto, procedeu ao pedido de ressarcimento dos créditos acumulados competentes aos segundo, terceiro e quarto trimestres do exercício de 2005, nos termos das disposições da novel Instrução Normativa SRF n° 600, de 28 de dezembro de 2005. [...] 7. Posteriormente, como de praxe, a Requerente optou por realizar a compensação dos créditos objeto do pedido de ressarcimento efetuado outrora. [...] Fl. 409DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 5 4 Em atendimento ao requerimento da Contribuinte, o SEFIS – Serviço de Fiscalização da DRF de Campinas/SP implantou procedimento com exame documental e escritural, necessários à instrução do processo, pontuando o seguinte: f) Verificação da legitimidade dos créditos registrados no Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais (DACON) mediante o exame, por amostragem, das notas fiscais, contratos e documentos referentes aos bens e serviços utilizados como insumos, despesas de energia elétrica, despesas de aluguéis de máquinas, equipamentos e prédios locados de pessoas jurídicas, despesas de fretes, bem como de outros créditos previstos na legislação de regência; Do exame realizado o fisco constatou o registro de créditos do PIS/PASEP sem amparo legal conforme relatado: No curso das verificações ora citadas, identificouse que o contribuinte inseriu despesas de "manutenção predial corretiva e manutenção predial preventiva" dentre os valores que compõem a base de cálculo dos créditos relativos a "Serviços Utilizados como Insumos". Porém, conforme art. 3 o da Lei n° 10.833/2003 não há previsão legal para o aproveitamento de créditos decorrentes de despesas dessa natureza. Dessa forma, devem ser excluídos os seguintes valores da base de cálculo dos créditos da PIS/PASEP: Discriminação Abril Maio Junho Manutenção Predial Corretiva 17.377,23 28.512,53 39.306,39 conta contábil 440206001 Manutenção Predial Preventiva 6.516,18 6.121,43 10.546,48 conta contábil 440206011 Total 23.893,41 34.633,96 49.852,87 Também foi identificado que o contribuinte inseriu nas despesas de fretes de entrada, valores de fretes de transferência de produtos do estabelecimento localizado em Campinas São Paulo para o outro estabelecimento da empresa na cidade de Camaçari Bahia. As despesas de fretes de entrada compuseram a base de cálculo dos créditos relativos a "Serviços Utilizados como Insumos". Porém, conforme art. 3o da Lei n° 10.833/2003, não há previsão legal para o aproveitamento de créditos decorrentes de despesas de fretes de transferência. Dessa forma, devem ser excluídos os seguintes valores da base de cálculo dos créditos do PIS/PASEP: Discriminação Abril Maio Junho Fretes entrada conta contábil 440214001 834.739,35 764.241,35 716.099,20 Fretes transferência incluídos na conta 440214001 342.238,57 300.740,08 212.738,16 Valor a ser excluído da base de cálculo 342.238,57 300.740,08 212.738,16 Fl. 410DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 6 5 As folhas 46 apresentou planilha com o cálculo da glosa de tais valores no montante de crédito peticionado pela contribuinte, conforme a seguir resumido e faz a seguinte conclusão: Discriminação Abril Maio Junho Valor da glosa 5.658,17 5.190,03 4.060,66 Não foram identificadas outras exclusões da base de cálculo da contribuição nem outros créditos apurados de forma irregular além dos mencionados acima. Assim, refazendose o cálculo do crédito devido, teremos a seguinte situação: Informações sobre os créditos Abril Maio Junho Total Crédito proc 10830.000527/200619 252.912,87 181.237,63 114.388,24 548.538,74 Crédito apurado pela fiscalização 247.254,70 176.047,60 110.327,58 533.629,89 Tendo sido efetuadas as verificações necessárias à apuração da contribuição para a PIS/PASEP, bem como do cálculo dos créditos da referida contribuição, propõese o envio do presente processo ao Seort / DRF Campinas para prosseguimento. O Serviço de Orientação e Análise Tributária – SEORT da DRF de Campinas/SP proferiu despacho decisório (fls.51), com a seguinte fundamentação e decisão: FUNDAMENTAÇÃO O pedido de ressarcimento está amparado na Lei n° 5.172, de 25/10/66, na Instrução Normativa RFB n° 900, de 30/12/2008, que disciplina, entre outros, o ressarcimento e a compensação de créditos da Contribuição para PIS/PASEP, assim como nas Leis n° 10.833/2003 e 11.033/2004. A exatidão das informações, a que se refere o artigo 65 da IN RFB n° 900/2008, foi aferida em análise efetuada pelo Serviço de Fiscalização desta DRF e resumida na Informação Fiscal à fls. 41/44, parte integrante e inseparável do presente despacho, sendo constatada a parcial regularidade das operações incentivadas, do que resultou a glosa de R$ 14.908,85 e a disponibilidade de crédito no valor de R$ 533.629,89. DECISÃO Assim, pela competência a mim delegada, reconheço à interessada, em face do PER à fls.25/27, o direito creditório de R$ 533.629,89 e homologo até esse limite a compensação declarada pela DCOMP à fl. 01 de acordo com os demonstrativos SIEF à fls. 45 e o extrato PROFISC à fls. 46. Seguese a ciência do presente Despacho Decisório e a exigência do saldo devedor em aberto, facultandose à interessada a apresentação de manifestação de inconformidade à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no prazo de 30 (trinta) dias contados da data de ciência deste. Fl. 411DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 7 6 Conforme decisão do SEORT, o extrato PROFISC, fls.48 do processo, discrimina os débitos declarados e a compensação com o crédito reconhecido até o limite de R$ 533.629,89 resultando num saldo devedor para o tributo 2362 (IRPJ) PA/EX: 11/2005 Vcto IMP: 29/12/2005 no valor de R$ 60.490,41. O fisco não reconheceu a denuncia espontânea alegada pela contribuinte e acrescentou aos valores dos impostos declarados, o valor da multa e dos juros de mora, para após efetuar a compensação. O sujeito passivo da obrigação tributária foi intimado a recolher o saldo devedor em aberto aos cofres da Fazenda Nacional, na data de 09/11/2010 (fls.53), facultada a apresentação de manifestação de inconformidade à Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento. No prazo legal foi apresentado MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE (fls.56/79), culminando com o seguinte pedido: Por todo exposto, requer, preliminarmente, seja reconhecida a decadência do direito de o Fisco analisar a procedência dos créditos de COFINSmercado interno apurados entre abril a junho de 2005, motivo pelo qual devem ser integralmente homologados os Pedidos de Restituição e de Compensação objetos do r. Despacho Decisório em referência. Caso por absurdo assim não se entenda e não seja acolhida a preliminar de decadência, requer a Requerente seja julgada procedente a presente Manifestação de Inconformidade, a fim de que seja reformado o r. despacho decisório, devendo ser integralmente reconhecido o montante creditório pleiteado relativamente às operações de mercado interno efetuadas no 2o trimestre de 2005, bem como para que seja reconhecida a regularidade da denúncia espontânea dos débitos de IRPJ, afastandose, assim, a incidência de multa de mora sobre os valores compensados, a fim de que sejam integralmente homologadas as compensações efetuadas, ante a regularidade do crédito apurado e, por conseguinte, seja cancelada a cobrança em razão de extinção do débito, de acordo com o artigo 156, II, do Código Tributário Nacional. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas (SP) julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2005 a 30/06/2005 REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. GERAÇÃO DE CRÉDITOS. GASTOS NÃO CARACTERIZADOS COMO INSUMOS. IMPOSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO PREDIAL. FRETES DE PRODUTOS EM ELABORAÇÃO. Não geram créditos no regime da não cumulatividade os dispêndios com bens e serviços que não se enquadram no conceito de insumo definido na legislação, como manutenção predial e fretes contratados para transporte de bens em elaboração. Fl. 412DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 8 7 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Apesar de não fazer parte da ementa acima transcrita a DRJ se posicionou também, sobre as teses de defesa relacionadas a decadência e denúncia espontânea, bem como, sobre a compensação efetuada. Sobre estes temas a DRJ assim se manifestou: De início, é importante registrar que os autos não tratam de lançamento fiscal, ou seja, não há constituição de crédito pela Fazenda Pública que chame a aplicação do prazo decadencial previsto no art. 150, §4º do Código Tributário Nacional. Os débitos que eventualmente venham a ser objeto de cobrança foram confessados pela própria contribuinte nas declarações de compensação, previamente a qualquer ação do Fisco. Por outro lado, o prazo que corria contra a Administração é tratado no art. 74, §5º da Lei nº 9.430, de 1996, e diz respeito à homologação da compensação declarada pela contribuinte. No caso em exame, a DCOMP que se aproveita do direito de crédito pleiteado foi apresentada em 30/01/2006 (fl. 1). Por sua vez, a ciência do despacho que homologou parcialmente a citada declaração de compensação se deu em 09/11/2010, portanto, na guarda do prazo tratado no art. 74, §5º, da Lei nº 9.430, de 1996. Assim, a Administração Tributária agiu no sentido de aferir, dentro do prazo que lhe cabia, a correção do procedimento de compensação. A nova apuração do saldo de créditos da não cumulatividade é, dessa forma, atividade imprescindível à certificação da compensação e não está sujeita aos ritos e aos prazos aplicáveis à constituição de crédito tributário pela Fazenda Pública. [...] No caso em tela, a repercussão tributária do saldo credor coincide com o do aproveitamento do crédito em DCOMP. Não há portanto, a alegada expiração do prazo na ação da Fazenda Pública. [...] Notese que o dispositivo (art. 138 do CTN) condiciona a caracterização da denúncia ao pagamento do tributo devido e dos juros de mora. O dispositivo não menciona outras formas de extinção do crédito como beneficiárias do instituto. Assim, de pronto, tratando o citado artigo de regra de direito excepcional, sua interpretação deve ser estrita, o que coloca a compensação fora dos efeitos da denúncia espontânea. Além disso, ainda que se considere a compensação como forma de extinção alcançada pelo disposto no art. 138, do CTN, não ficaria afastada a multa de mora no caso. Fl. 413DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 9 8 Sustenta a contribuinte que, ao declarar a compensação de tributos vencidos, ficou ao abrigo do instituto da denúncia espontânea de que trata o art. 138 do CTN. A esse respeito devese lembrar, de início, rememorar o dever legal que compele o contribuinte a extinguir a obrigação tributária no prazo de vencimento. Neste sentido, para o crédito não integralmente pago no vencimento, o art. 161 do CTN determina o acréscimo de juros de mora, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas em lei tributária, dentre as quais inserese a multa de mora, estipulada na Lei nº 9.430, 1996. Inconformada, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário onde espera ver integralmente reformado o acórdão recorrido e homologada por completo a compensação efetuada, sob os seguintes argumentos de defesa: DA DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO ANALISAR A APURAÇÃO DO SALDO CREDOR RELATIVO AO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2005 NULIDADE DO PROCEDIMENTO ADOTADO No presente caso, como os valores utilizados como crédito de COFINSmercado interno para compensação foram apurados no segundo trimestre de 2005, a D. Fiscalização somente poderia ter questionado tal procedimento até o segundo trimestre de 2010, respeitandose o prazo decadencial de cinco anos, em atenção ao disposto no artigo 150, § 4°, do CTN, porém, não foi o que ocorreu, pois a ora Recorrente somente foi intimada acerca do Despacho Decisório no dia 09/11/2010 (após decurso do prazo decadencial de cinco anos). Dessa forma, concluise que ocorreu a extinção do crédito tributário, nos termos do artigo 156, inciso V, do CTN. Portanto, no presente caso, não se poderia ter procedido à glosa dos créditos de COFINSmercado interno, realizando verdadeira rev1sao da apuração do tributo, após o decurso do prazo decadencial, sem procedimento próprio e inerente ao lançamento de ofício. DO DIREITO AO INTEGRAL RESSARCIMENTO DOS VALORES PLEITEADOS Assim, os valores decorrentes da manutenção de prédios e instalações fabris devem servir de base de cálculo para o cálculo dos créditos de COFINS, sendo indevida a glosa procedida pelo i. Auditor Fiscal e ratificada pelo acórdão ora recorrido, vez que tais gastos influenciam diretamente na fabricação dos produtos da Sociedade, porquanto depende das instalações prediais operando com pleno vigor e eficiência para fabricar seus produtos e desempenhar sua atividade, configurandose, portanto, em efetivos insumos aplicados na produção de bens, ao contrário do afirmado no acórdão recorrido. Fl. 414DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 10 9 Portanto, o que se pode verificar é que o frete utilizado pela Recorrente para composição de seu saldo credor de COFINS é efetivamente o de um "serviço utilizado como insumo", haja vista que a transferência de um produto semielaborado para industrialização final em outro estabelecimento nada mais é senão um insumo na cadeia econômica da Recorrente e assim deve ser considerado para fins de aproveitamento dos créditos. DA IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DO IRPJ E DA CSLL ESTIMATIVA Encerrado o anocalendário, foi apurado pre1mzo fiscal, o que significa dizer que os valores das estimativas deixaram de ser devidos, já que não foi apurada base de cálculo passível de incidência do tributo. E, sendo assim, ainda que não fosse reconhecido o direito creditório da Recorrente, certamente não podem ser exigidos os valores a título de estimativa, mas apenas e tão somente, poderse ia ajustar o valor dos saldos negativos apurados. Aliás, nem mesmo se fosse apurada base de cálculo positiva, com o encerramento do anocalendário, as estimativas seriam devidas, pois, neste momento, seria apurado o valor definitivo a título de IRPJ e CSLL. Desta feita, insistase, eventual diferença de estimativa recolhida a menor, deveria ser atribuído ao resultado final do anocalendário, com o ajuste da base de cálculo apurado, o que, no presente caso, resultaria em redução do saldo negativo apurado. DA IMPOSSIBILIDADE DE IMPUTAÇÃO DE MULTA DE MORA DENÚNCIA ESPONTÂNEA De fato, a norma geral determina a aplicação de multa moratória nos casos de tributo recolhido fora do prazo determinado. Entretanto, o artigo 138 do Código Tributário Nacional traz hipótese de exceção. Tal dispositivo impõe certas condições, conforme segue: "Art. 138 A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração." Pelo visto acima, duas são as condições a serem observadas para o gozo do benefício da denúncia espontânea. A primeira referese ao pagamento integral do débito tributário, devidamente acrescido dos juros de mora devidos. A segunda refere se ao pagamento antes de qualquer atividade de fiscalização. Fl. 415DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 11 10 No presente caso, ambos os requisitos foram devidamente preenchidos pela ora Recorrente. Dessa forma, uma vez que a ora Recorrente seguiu à risca a regra imposta pelo Código Tributário Nacional, é de se concluir que o pagamento (compensação) espontâneo do débito em atraso rechaçou a incidência da multa de mora. Ademais, a indenização pelo mero atraso já resta satisfeita com a inclusão dos juros de mora, condição cumprida pela Recorrente para a configuração da denúncia espontânea. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Cássio Schappo, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. Conforme relatado, as questões aqui discutidas se dividem em dois fatos: 1º) o PEDIDO DE RESSARCIMENTO OU RESTITUIÇÃO/DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO – PER/DCOMP nº 04529.88763.060106.1.1.109351, transmitida em 06/01/2006, que trata de créditos do PIS/PASEP nãocumulativo – mercado interno referente aos meses de abril, maio e junho de 2005, ou seja, 2º trimestre/2005; 2º) a DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO recepcionada pela DRF – Campinas/SP na data de 30/01/2006, indicando os débitos do IRPJ apurados por estimativa em 30/11/2005, compensados com os créditos dispostos no PER/DCOMP acima mencionado. O embate fisco/contribuinte se dá a partir do Despacho Decisório SEORT DRF/CPS/2301/2010, cientificado na data de 09/11/2010, o qual comunica: que foi deferido em parte o pedido de ressarcimento do PISMERCADO INTERNO relativo ao 2º trimestre de 2005, reduzindo o crédito declarado de R$ 548.538,74 para R$ 533.629,89 resultante da glosa de R$ 14.908,85 correspondente a créditos sem previsão legal, relativos a “Serviços Utilizados como Insumos” inseridos como despesas de “manutenção predial corretiva e manutenção predial preventiva” e de valores de fretes de transferência de produtos em processo de fabricação do estabelecimento localizado em Campinas/SP para o outro estabelecimento da empresa na cidade de Camaçari/BA; que foi homologada parcialmente a compensação objeto da DCOMP formalizada no processo em discussão, resultante da glosa de crédito da PER/DCOMP e da multa de mora não considerada nos cálculos da contribuinte para os débitos vencidos relacionados na DCOMP; dessa forma o contribuinte foi intimado a recolher o saldo devedor em aberto aos cofres da Fazenda Nacional, conforme DARF no valor de R$ 60.490,41 a título de imposto, mais multa e juros de mora; Fl. 416DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 12 11 A inconformidade manifestada pela contribuinte foi julgada improcedente pela DRJ em Campinas/SP e por consequência não reconhecido o direito creditório nos termos do Despacho Decisório SEORT/DRF/DSP e fundamentos já destacados no relatório. O recurso voluntário foi instruído sem destaque de preliminares, expondo em sequência as teses de defesa, que serão seguidas no encaminhamento do voto, começando pela PER/DCOMP (questão 1): 1 DA DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO ANALISAR A APURAÇÃO DO SALDO CREDOR RELATIVO AO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2005 – NULIDADE DO PROCEDIMENTO ADOTADO. A recorrente busca através dessa premissa, anular a glosa do crédito da COFINS referente ao 2º trimestre do ano de 2005, devidamente declarado ao fisco, por não estar mais sujeito a revisão, uma vez ultrapassado o prazo decadencial de 5 (cinco) anos contados da data do fato gerador, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. Cabe aqui esclarecer que a atividade do contribuinte de registrar os créditos do PIS/PASEP para o período de abril, maio e junho de 2005, já havia sido declarada ao fisco através da DACON e não pela PER/DCOMP como dito no julgamento pela DRJ. O prazo decadencial estabelecido pelo mencionado dispositivo do CTN, passa a contar do fato gerador declarado, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, em que a Fazenda Pública tomando conhecimento da atividade do obrigado expressamente a homologa. E não o fazendo, deixando transcorrer esse tempo, considerase tacitamente homologado. O Serviço de Fiscalização agiu em perfeita consonância com o estabelecido no art. 150 do CTN, porém, concluiu sua análise, dando ciência ao contribuinte sobre a atividade declarada, ou seja, sobre o montante de créditos acumulados do PIS/PASEP no 2º trimestre de 2005, na data de 09/11/2010, quando já homologado tacitamente por decurso de prazo. A DRJ em seu julgamento nem leva o assunto ao texto do art. 173, I do CTN, restringindo ao fato do despacho da SEORT estar amparado no art. 74, § 5º da Lei nº 9.430, de 1996, que trata do prazo para homologação da compensação declarada pela contribuinte. Além do que, não existe lançamento de ofício para que se discuta eventual ocorrência de decadência na presente exigência. Os prazos aqui mencionados não se confundem e nem se complementam. O prazo para homologação da atividade declarada, do tributo apurado e declarado é um e o prazo de homologação da compensação requerida é outro, apesar de serem atribuídos para os dois casos o prazo de 5 (cinco) anos. Excelente comentário sobre o tema envolvendo o art. 150, § 4º do CTN, da lavra de José Oleskovicz, ExConselheiro do Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, contribui e enriquece a discussão, destacandose: As disposições do § 4º do art. 150 do CTN, têm sido utilizadas para considerar que a data de início do prazo decadencial de 5 (cinco) anos do direito de a Fazenda Pública efetuar o lançamento iniciar Fl. 417DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 13 12 seia, ao contrário do que dispõe o art. 173 do CTN, a contar da data da ocorrência do fato gerador do tributo. Esse entendimento, entretanto, não encontra respaldo legal, como se pode constatar do § 4º do art. 150 do CTN, abaixo transcrito, que, literalmente, não trata de decadência, mas tãosomente de constituição e extinção do crédito tributário pela modalidade de lançamento por homologação tácita: "Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa" "§ 4o Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de 5 (cinco) anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.". O prazo de 5 anos contado da data do fato gerador foi estabelecido pelo § 4º do art. 150 do CTN para delimitar o período de tempo em que a Administração Tributária deve constituir o crédito tributário, mediante homologação expressa da atividade apuratória do tributo informada pelo contribuinte, mesmo na hipótese de falta, total ou parcial, de pagamento. Se nesse prazo o Fisco não homologar expressamente a referida atividade, esta se considerará tacitamente homologada e, automaticamente, efetuado o lançamento, ou seja, constituído o crédito tributário, bem como extinto este, integral ou parcialmente, na proporção do que houver sido pago antecipadamente, pois o que se homologa é a atividade, não o pagamento, conforme farta doutrina e jurisprudência. Desse ensinamento, concluise que existe uma clara distinção entre o prazo à homologação da atividade apuratória do tributo, devidamente declarada ao fisco pelo contribuinte, art. 150, § 4º do CTN e o prazo decadencial para efetuar o lançamento do tributo, art. 173, I do CTN. No primeiro caso, transcorridos 5 (cinco) anos do fato gerador sem que houvesse pronunciamento pelo fisco, a atividade do contribuinte fica automática e tacitamente homologada, tornandose definitivos os valores declarados. No segundo caso, do prazo decadencial para lançamento de ofício do tributo, este se extingue após 5 (cinco) anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, ai considerados, inclusive, as ocorrências comprovadas de dolo, fraude ou simulação, passíveis de aplicação de multa qualificada. Evidente que a atividade tacitamente homologada não mais estaria sujeita ao lançamento, este só poderia atingir fatos não declarados. Fl. 418DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 14 13 A jurisprudência assente no STJ faz referência ao fato de haver pagamento, mesmo que parcial, com relação à atividade declarada ao fisco pelo contribuinte, onde a contagem do prazo decadencial se dá na forma prevista no art. 150, § 4º do CTN. O entendimento firmado pelo STJ, de haver pagamento mesmo que parcial, está relacionado ao fato de existir débito apurado e declarado, diferentemente do aqui exposto que trata da existência de saldo credor no final do período declarado. Do contrário recairíamos em um tratamento desigual para casos essencialmente idênticos. Basta compararmos dois contribuintes com atividade industrial que apuram e declaram ao fisco o tributo de um mesmo período, só que um apresentou saldo credor e outro um saldo devedor de apenas R$ 10,00 recolhendoos rigorosamente em seu vencimento. Depois de transcorridos 5 (cinco) anos o primeiro estaria sob a égide do art. 173, I do CTN e o segundo contribuinte estaria amparado pela decadência nos termos do art. 150, § 4º do CTN. Se a homologação tácita recai sobre a atividade de um determinado período de apuração declarado ao fisco e não somente se homologa o pagamento que chegou aos cofres públicos, após passados 5 (cinco) anos do fato gerador o credito fica extinto e a administração tributária está impedida de questionar os fatos que contribuíram para a atividade declarada pelo contribuinte, salvo os casos comprovados de dolo, fraude ou simulação (art. 150, § 4º do CTN). Nos casos de lançamento por homologação, que se aplica ao PIS/PASEP, em que o contribuinte tem a obrigação de fazer os registros fiscais de entrada, de saída e apurar o imposto devido por períodos determinados, declarando essa atividade ao fisco, não só preenche inicialmente o princípio constitucional da não cumulatividade do imposto, como também, define a data inicial de contagem do prazo para que a administração tributária a homologue, expressamente ou tacitamente, decorridos o período quinquenal do fato gerador. O dever de antecipar o pagamento, quando da existência de tributo a recolher, sem prévio exame da autoridade administrativa é inerente ao processo do lançamento por homologação. Caso contrário recairia na hipótese da homologação apenas do pagamento e não é essa a melhor exegese do art. 150, § 4º do CTN. Diante desses fatos, acolho a pedido, considerando tacitamente homologado a atividade do contribuinte para o período referente ao 2º trimestre de 2005, com base no art. 150, § 4º do CTN e por consequência reabilitado o crédito do PIS/PASEP informado na PER/DCOMP. 2 DIREITO AO CRÉDITO DO PIS/PASEP 2.1 – MANUTENÇÃO PREDIAL Sobre os valores glosados pela SEFIS – Serviço de Fiscalização no curso das verificações sobre créditos do PIS/PASEP possuem duas questões distintas relacionadas à GLOSA. Para o primeiro caso – MANUTENÇÃO PREDIAL CORRETIVA E MANUTENÇÃO PREDIAL PREVENTIVA, a interpretação do fisco está correta e, portanto, procedente a glosa praticada, caso não estivesse sujeito ao prazo de homologação como visto no tópico anterior. No aspecto teórico o registro fiscal como praticado pela contribuinte, lançamento como insumo de produção os gastos com manutenção predial corretiva e preventiva, contraria as melhores formulações conceituais a respeito de insumos sujeitos à Fl. 419DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 15 14 crédito do PIS/PASEP. Porém, fere o princípio da não cumulatividade do tributo, pois os gastos de manutenção do prédio do setor produtivo, com incidência do PIS/PASEP em sua origem e que participam do preço de venda, também, com incidência do PIS/PASEP, está sendo excluído. O que mais se aproximaria às justificativas da defesa seria o tratamento dado ao item máquinas, equipamentos e demais bens incorporados ao ativo imobilizado, abrangidos pelo inciso VI do art. 3º das Leis nº 10.637/02 e 10.833/03, quando estiverem relacionados à produção das mercadorias vendidas ou aos serviços prestados pela pessoa jurídica, abrangidos pelo conceito de insumo, empregado pela legislação do PIS/PASEP e da COFINS. Nesse sentido apontase precedente do CARF, conforme se verifica pela ementa do acórdão nº 3202000.411, de 24/01/2012 da 2ª TO da 2ª Câmara da 3ª Seção, com semelhante entendimento adotado por outras turmas, de outras câmaras, também da 3ª Seção: CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMOS. Devem ser considerados insumos todos os bens e serviços empregados direta ou indiretamente na fabricação do bem e na prestação do serviço cuja subtração importe na impossibilidade da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obste a atividade da empresa, ou implique em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. Estender esse entendimento a manutenção predial, seja corretiva ou preventiva, com classificação de insumo imprescindível à produção, foge a melhor conceituação dada até agora a permissão de crédito do PIS/PASEP, no âmbito do CARF. Não assiste razão ao sujeito passivo pelo crédito praticado sob a rubrica de manutenção predial corretiva e preventiva. 2.2 FRETE DE TRANSFERÊNCIA Porém, contrariamente ao entendimento dado pelo fisco e pelo julgamento firmado pela DRJ em Campinas/SP, razão assiste ao sujeito passivo pelo crédito praticado a título “fretes de transferência” de peças em produção entre estabelecimentos da mesma empresa, agregados a “Serviços Utilizados como Insumos”. Os valores de fretes glosados se referem a transferência de produtos inacabados, do estabelecimento localizado em Campinas/SP para outro estabelecimento da empresa na cidade de Camaçari/BA, que de acordo com a interpretação dada pelo fisco ao art. 3º da Lei nº 10.833/2003 não há previsão legal para o aproveitamento de créditos decorrentes de fretes de transferência. Conforme detalhado pela recorrente as folhas 117 a 121, o frete de transferência referese a produto semielaborado para industrialização final em outro estabelecimento, que nada mais é senão um insumo na cadeia econômica da Recorrente, assim demonstrado: A Benteler Componentes Campinas, fabrica o item 899500315AA Eixo Traseiro BV226 e o item 899500316AA Eixo Traseiro BV256, onde os componentes comprados conforme lista técnica abaixo são soldados e pintados: [...] Fl. 420DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 16 15 Após esse primeiro processo, esses itens são transferidos para a Benteler Camaçari, onde o processo de Industrialização é finalizado. A partir dos Eixos recebidos de Campinas, a planta de Camaçari agrega vários outros componentes, conforme lista técnica abaixo, transformandoo em um Módulo de Suspensão o qual é Vendido para a FORD. Tecnicamente a conceituação de custo de aquisição compreende as despesas de transporte, como previsto no art. 13, § 1º. “a” do DecretoLei nº 1.598/1977: Art 13 O custo de aquisição de mercadorias destinadas à revenda compreenderá os de transporte e seguro até o estabelecimento do contribuinte e os tributos devidos na aquisição ou importação. § 1º O custo de produção dos bens ou serviços vendidos compreenderá, obrigatoriamente: a) o custo de aquisição de matériasprimas e quaisquer outros bens ou serviços aplicados ou consumidos na produção, observado o disposto neste artigo; Nesse sentido o CARF tem reconhecido o direito ao crédito no transporte de produtos não acabados entre estabelecimentos do mesmo contribuinte, consoante acórdãos nº 330100.424 – 3ª S. 1ª T.O. 3ª C.; nº 3403002.508 – 3ª S. 3ª T.O. 4ª C.; com destaque para ementa do acórdão nº 3403002.010 – 3ª S. 3ª T.O. 4ª C. data de 03/05/2013, da relatoria do Cons. Marcos Tranchesi Ortiz: [...]COFINS. NÃOCUMULATIVO. CRÉDITO. FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS DO PRÓPRIO CONTRIBUINTE. A contratação de serviço de transporte entre estabelecimentos do próprio contribuinte somente enseja a apropriação de crédito, na sistemática de apuração nãocumulativa do PIS e da COFINS, em se tratando do frete de produtos inacabados, caso em que o dispêndio consistirá de custo de produção e, pois, funcionará como insumo da atividade produtiva, nos termos do inciso II, do art. 3o das Leis nos. 10.637/02 e 10.833/03. [...] Neste processo, não há divergência quanto ao fato de que o frete envolvido está integralmente relacionado com o transporte de produtos ainda em fase de elaboração entre estabelecimentos industriais do sujeito passivo e nem tem como descaracterizálo como custo de produção, cujo direito ao crédito está previsto no art. 3º, inciso II da Lei nº 10.637/2002 e 10.833/2003. “In verbis”: Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2º da Lei nº10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004). 3 DA DENÚNCIA ESPONTÂNEA – ART. 138 DO CTN Fl. 421DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 17 16 A contribuinte efetuou a compensação de débito de IRPJ estimativa, do período de apuração novembro de 2005, cuja declaração foi satisfeita pela transmissão da DCTF retificadora do período, transmitida na data de 04/04/2006. A DCTF original do período novembro/2005 não declarou débito apurado a título de IRPJ estimava. Dessa forma, o benefício da denúncia espontânea fica respaldado pelo art. 138 do CTN, pleiteada pela recorrente, o qual encontra ressonância com os atos normativos da RFB e a jurisprudência do CARF e STJ, ressalvado os valores declarados na DCTF em data anterior a Declaração de Compensação. O CARF em recente julgado, Acórdão nº 1301001.366 da 3ª Câmara/1ª Turma Ordinária, Sessão de 05/12/2013, tratou do assunto e firmou o seguinte entendimento: Assim, entendese por denúncia espontânea aquela que é feita antes de a autoridade administrativa tomar conhecimento da infração ou antes do início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização relacionada com a infração denunciada. Se o contribuinte, espontaneamente e antes do início de qualquer procedimento fiscal relacionado com a infração, denuncia o ilícito cometido, efetuando, se for o caso, concomitantemente, o pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ficará excluído da responsabilidade pela infração à legislação tributária. Ou seja, não poderá ser dele exigida a multa de mora ou de ofício. O objetivo do art. 138 do CTN é o de estimular o contribuinte infrator a regularizar a sua situação, denunciando fatos desconhecidos por parte do Fisco, sendo certo que sua conduta – denúncia espontânea – tem por conseqüência o recolhimento de tributo devido acompanhado dos juros de mora, cujo recolhimento não fora efetuado dentro do prazo legal e que não fosse sua iniciativa, talvez nunca viesse a lhe ser exigido de ofício. Por outro lado, não configura denúncia espontânea a situação em que o contribuinte apresenta declarações que constituem o crédito tributário, tais como DCTF, DIRPF, Dcomp, etc. e em momento posterior quita o débito, mediante pagamento ou compensação. O Superior Tribunal de Justiça – STJ em Recurso Especial representativo de controvérsia tratou desse assunto e assim ementou sua decisão: RECURSO ESPECIAL Nº 1.149.022 SP (2009/01341424) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543 C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. Fl. 422DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 18 17 POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Conseqüentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine. 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. Fl. 423DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 19 18 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. O instituto da denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN, permite ao devedor de um determinado tributo, antes do início de qualquer procedimento da fiscalização, informar voluntariamente à Administração Tributária, sendolhe assegurado a não cobrança da multa de mora, desde que acompanhado do pagamento do respectivo tributo e dos juros de mora. Confere o texto do dispositivo legal citado: Art. 138 – A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único – Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. Conforme disposto na Súmula 360 do STJ, não é a situação de qualquer tributo que lhe assegura o benefício da exclusão da multa: “o benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo”, mesmo que anteriormente a qualquer procedimento do fisco. Contrariamente ao entendimento da DRJ nestes autos, a Receita Federal, através da Nota Técnica nº 1 COSIT de 18/01/2012, com fundamento no Ato Declaratório PGFN nº 4 de 2011 e Ato Declaratório PGFN nº 8 de 2011, reconhece que a declaração de compensação, se atendidos os demais requisitos, pode configurar denúncia espontânea. Isso porque, a compensação ou quaisquer outras formas de adimplemento de obrigação são formas de pagamento que acarretam a extinção da obrigação. Segue transcrita parte da Nota Técnica nº 1 COSIT de 18/12/2012, que trata do assunto: 18. Com relação à aplicabilidade da denúncia espontânea na compensação de tributos, não se pode perder de vista que pagamento e compensação se equivalem; ambos apresentam a mesma natureza jurídica, seus efeitos são exatamente os mesmos: a extinção do crédito tributário. Como consequência, a compensação também é instrumento apto a configurar a denúncia espontânea. 18.1 Tanto é assim que o art. 28 da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, ao dar nova redação ao art. 6° da Lei nº 8.218, de 29 de agosto de 1991, conferiu à compensação o mesmo tratamento dado ao pagamento para efeito de redução das multas de lançamento de ofício. 18.2 Essa equiparação do pagamento e compensação na denúncia espontânea resulta da aplicação da analogia, prevista como método de integração da legislação pelo art. 108, I, do CTN. 18.3 Dessa forma, respondendo às indagações formuladas nas letras h e i do item 3 desta Nota Técnica: Fl. 424DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 20 19 a) se o contribuinte não declara o débito na DCTF, porém efetua a compensação desse débito na Dcomp, sendo os atos de confessar e compensar concomitantes aplicase o mesmo raciocínio previsto no item 10, ou seja, neste caso resta configurada a denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN; Pelas razões expostas, fica afastada a incidência de multa moratória sobre o débito compensado, que foi objeto de DCTF retificadora (04/04/2006) dos débitos apurados, por ter sido em data posterior a Declaração de Compensação requerida (30/01/2006), prevalecendo a denuncia espontânea prevista no art. 138 do CTN que afasta a incidência da multa de mora. 4 DA IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DO IRPJ E DA CSLL ESTIMATIVA. Sobre esse ponto e da forma como transcorrido o processo desde a apresentação da DECOMP, improcedem os argumentos da recorrente, não merecendo nenhum reparo às colocações dadas pelas DRJ em Campinas/SP. Tratase de valores declarados, com data de vencimento estabelecidas em lei e sujeitos a sanções pelo inadimplemento da obrigação. Esta situação não se altera quando ao final do exercício eventual saldo negativo venha a ser apurado. (assinado digitalmente) Cássio Schappo Voto Vencedor Conselheiro Paulo Sergio Celani, Redator Designado. Apesar do excelente voto do Conselheiro Relator, ouso dele discordar em relação à tese de homologação tácita defendida com base na premissa de que a contribuinte declarou os créditos da contribuição social referente ao período de apuração em DACON e não através do PER/DCOMP conforme havia dito a turma de julgamento da DRJ. Diferentemente da DCTF e da DCOMP, o DACON não é documento hábil para a constituição de crédito tributário, logo, não se pode dizer que seja passível de homologação. Os prazos para o Fisco proceder à homologação do lançamento, ao final dos quais este se considera tacitamente homologado, estabelecidos nos arts. 150 e 173 do CTN não se aplicam ao presente caso, simplesmente, porque não houve lançamento que pudesse ser homologado e não se está diante de lançamento de ofício para constituição de crédito tributário. Vejase o O CTN: Fl. 425DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 21 20 “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém, considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Aceitar que ocorreu homologação tácita em relação aos créditos pleiteados implicaria afastar a exigência de que o crédito deve ser líquido e certo, arts. 165 e 170 do CTN, e negar à autoridade fiscal o poder/dever de apurar a liquidez e certeza do crédito. Não há norma que diga que valores informados em DACON sejam considerados homologados após determinado prazo. Outra hipótese de homologação é a prevista no art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, que também não se aplica ao caso, pois, conforme relatório do acórdão, a Administração Tributária não extrapolou o prazo de cinco anos para decidir sobre a compensação declarada. Cito esta norma: Fl. 426DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10830.000527/200619 Acórdão n.º 3801005.223 S3TE01 Fl. 22 21 “Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) (Vide Medida Provisória nº 608, de 2013) (Vide Lei nº 12.838, de 2013) (...) § 5o O prazo para homologação da compensação declarada pelo sujeito passivo será de 5 (cinco) anos, contado da data da entrega da declaração de compensação. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) § 6o A declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. (Redação dada pela Lei nº 10.833, de 2003) (...)” Logo, não está presente nenhuma das hipóteses previstas em lei que ensejariam alguma homologação tácita, motivo pelo qual, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário quanto à alegação de que houve homologação tácita do crédito alegado. (assinado digitalmente) Paulo Sergio Celani Fl. 427DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por PAULO SERGIO CELANI, Assinado digitalmente em 28/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digitalmen te em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13603.002686/2002-04
Data da sessão: Wed Aug 04 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL
Ano-calendário: 1997, 1999, 2001
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO
Na Declaração de Compensação somente podem ser utilizados os créditos comprovadamente existentes, respeitadas as demais regras determinadas pela legislação vigente para a sua utilização.
Numero da decisão: 1102-000.288
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos de relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: Ivete Malaquias Pessoa Monteiro
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso,+() -s-- ermos de relatório e voto que integram o presente julgado. „rd- --- MA AQUI A PESSOA MONTEIRO —Presidente e Relatora EDITADO EM: O '1 SEI 2°1° Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros, José Sergio Gomes (Suplente convocado) Silvana Rescigno Barreto, Marcos Antonio Pires (suplente convocado) Frederico de Moura Theophilo e João Carlos Lima Junior(Vice-Presidente). Relatório Trata-se de Dedal ações de Compensação (DCOM.P), que pretende utilizar e Saldo Negativo de CSLL apurado nos anos calendários de 1997, 1999 e 2001, protocolizadas nos processos abaixo identificados: - CRÉDI70 ORIGEM VALOR Saldo Negativo de CRI. 1997 . • R$ 16.321,8.3 Saldo Negativo de CSLL • . • 1999 • • R$ 2.412,15 Saldo Negativo de CSLL : 2001 . • : R$ 14.336,85 Processo • : • Data DCOMP • • . • 13603.002686/2002-04 : 27/12/2002 . • • 13603.000742/2007-72 • 27/12/2002 : •E H : 13603,000743/2007-17 • • • 27/12/2002 : • : • Tendo em vista que todas as DCOMP's acima individualizadas tem a mesma origem de crédito na extinção de débitos, a análise do procedimento foi trazida para este processo ( 13603.002686/2002-04) Da análise dessas DCOMPs a autoridade jurisdicionante , a DRF/Contagem- MC emitiu em 15/06/2007 o Despacho Decisório d.748, fis, 336/339, nos termos seguintes: (—) Ano-calendário de 1997 No ano calendário de 1997, foi apurado saldo credor no valor de R$ 15 592,04, decorrente da dedução da CSLL mensal paga por estimativa, conforme lis. 15 a 28. O valor da contribuição mensal paga por estimativa é composto de compensação com o saldo negativo de períodos anteriores No entanto, de acordo com a declaração de rendimentos anexada às lis, 320 a 332, o contribuinte não apurou saldo credor no ano-calendário de 1996. Dessa :forma, não cabe ao contribuinte o crédito no valor de R$ 1.5 592,04, referente ao ano-calendário de 1997 Ano-calendário de 1999 No ano calendário de 1999, foi apurado saldo credor no valor de R$ 1 617,50, decorrente da dedução da CSLL mensal paga por estimativa, confbrine lis 169 a 175 O valor da contribuição mensal paga por estimativa foi decorrente do imposto apurado no mês de outubro. Tendo em vista que o débito não foi informado em DCTF, que o pagamento não .fbi localizado e que não foi apurado saldo credor de CSLL nos períodos anteriores para compensação, o contribuinte foi intimado a esclarecer a forma de quitação do 2 4° Processo o" 13603 002686/2002-04 S1-C1T2 Acórdão o" 1102-00,288 Fl 2 débito por meio do Termo de Intimação Fiscal n° 188/2007 (fl. 333). O contribuinte tomou ciência do termo em 11/0412007, confbrme Aviso de Recebimento (AR) anexado à 11 334. Porém, não se manifestou sobre o assunto, Dessa .forma, concluímos que não cabe ao contribuinte o crédito refèrente ao ano-calendário de 1999. Ano-calendário de 2001 No ano calendário de 2001, foi apurado saldo credor no valor de R$ 12..262,10, decorrente da dedução da CSLL mensal paga por estimativa, conforme fl.s. 243 a 247. De acordo com a DCTF, o valor da CSLL mensal paga por estimativa .foi quitado pela compensação com o saldo negativo de período anterior. Dessa forma, uma vez que não fbi apurado saldo credor nos exercícios anteriores, inclusive no ano-calendário de 2000 (fls 202 a .206), não cabe ao contribuinte o crédito refèrente ao ano- calendário de 2001. Diante do exposto. submeto o presente à consideração superior, propondo que não sejam reconhecidos os créditos de CSLL solicitados referentes aos anos-calendários de 1997, 1 999 e 2001, e que seja declarada não homologada a compensação constante da j1 1 deste do processo, de acordo com o disposto no art. 26 da IN SRF 17 0600, de 2005. Cientificado dessa decisão (conforme despacho de fis.381), o contribuinte apresentou manifestação de inconformidade aos 13/07/2007, fl. 344, onde, em síntese, alega que de acordo com as planilhas anexas às razões, dos valores pleiteados e consubstanciados em comprovantes de recolhimentos, faz jus também a compensação ou restituição dos saldos (em valores históricos das DIPJ's e/ou DARF's), de IRPJ, no valor de R$ 5.667,56 (corrigidos até 2007 para R$ 8.697,79 conforme Carta cobrança 291/2007 da Delegacia RFB/Contagem. Da CSLL, no valor de R$ 29.471,64 (corrigidos até 2002 para R$ 33.071,8.3) Decisão de fis.391/398, não homologa as compensações e está assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - C S LL Ano-calendário: 1997, 1999, 2001 COMPENSAÇÃO - CRÉDITO RECONHECIDO JUDICIALMENTE É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO 3 Cs„ Na Declaração de Compensação somente podem ser utilizados os créditos comprovadamente existentes, respeitadas as demais regras determinadas pela legislação vigente para a sua utilização. - Ciente da decisão em 06/09/2007, irresignada a Contribuinte interpõe o voluntário em 04/10/2007, fis.405/412, onde, em síntese, reclama da decisão porque o seu pedido de compensação de valores recolhidos a titulo de Contribuição Social Sobre o Lucro Liquido, para os anos de 1997, 1999 e 2001, com lançamentos tributários da mesma espécie levada a efeito em diversas datas, conforme DCOMPS apresentadas em sua peça vestibular, não foi acatado.: Oferece a PRELIMINAR DE INEXISTÊNCIA DE VALOR NÃO LITIGIOSO, porque entende a decisão recorrida existir suposto valor não litigioso, corno se constata do exame da fl. 04 da decisão ora combatida, no importe de R$1600,19, o que de todo não procede, urna vez que tal valor somente se encontra em virtude da falta de parâmetros na comparação entre os campos "valor utilizado" e "pleiteado na inconformidade", urna vez que no primeiro tem-se os valores atualizados até a data do pleito de compensação dos valores do segundo campo. Deste modo, saneada a questão e promovida a correta comparação, em valores à data presente ou igual, verifica-se inexistir diferença entre os referidos campos, assim não cabendo falar em parte não litigiosa. No mérito, corno a decisão combatida analisa os pedidos sob a óptica do período em que se apurou o crédito tributário a ser compensado, apresenta suas razões para reforma da "insustentável decisão" de forma análoga à adotada no julgado "a quo", ou seja, analisando em suas razões de mérito, a procedência dos créditos período a período. Ano CALENDÁRIO DE 1997 — Comenta que a Decisão se confunde quando tenta buscar em períodos anteriores àquele a suposta origem de créditos que seriam compensados com valores recolhidos a titulo de CSLL no ano calendário de 1997. Porque, no caso, Ocorre no presente pedido de compensação que se dá sobre valores recolhidos naquele ano calendário que servem de créditos para compensação futura. Comenta que o simples exame da declaração de rendimentos IRPI 1998/ lucro real, apresentada no ano calendário de 1997, demonstra, à saciedade, que para no período apurou um saldo negativo da CSLL no importe de R$15.592,04, o qual serviu, integralmente, corno crédito nos procedimentos de compensação requeridos através das competentes DCOMPS. Mas, em equivocado entendimento, a Decisão combatida entende por buscar em exercícios anteriores as origens dos créditos que estariam sendo dados em compensação com os créditos do ano-calendário de 1997, o que de todo não se configura nos DCOMPS apresentados, não sendo este o foco ou o objeto do presente processo. Descabido se buscar em exercícios anteriores o valor que originaria o crédito a quitar o valor do ano de 1997, pois, como visto, para aquele ano-calendário haveria um valor negativo da CSLL, decorrente de um excesso de recolhimento da Contribuição, na apuração desta pelo regime de estimativa, como procedido ao longo daquele ano, portanto nenhum valor ali a se compensar. 4 - Processo n" 1360.3.002686/2002-04 S1-CIT2 Acórdão ri " 1102-00.288 Fl 3 Conforme consta do pedido de compensação procedido, o ano-calendário de 1997, por ter saldo negativo da CSLL, no importe original de R$15.592,04, é origem de créditos que podiam e podem ser compensados através das DCOMPS manejadas, inexistindo justificativa para a manutenção da decisão proferida. Destaca que o valor corrigido deste saldo negativo, quando da formalização da compensação montava a R$16,321,63. Para o ano calendário de 1999, diz que o Acórdão combatido repete as mesmas insubsistentes alegações procedidas para o ano calendário de 1997, portanto, os mesmos argumentos e considerações acima produzidas permitem afastar a descabida decisão ora vergastada. Informa que neste ano calendário o crédito decorre de um único mês - outubro, onde em virtude da apuração mensal do lucro liquido por estimativa foi apurada base de cálculo positiva da CSLL exclusivamente para aquele mês resultando num recolhimento da CSLI„ para aquele período, no importe de RS1.617,50, valor este que na Declaração Anual de Ajuste implicou em um saldo negativo de CSLL de igual importe. Tal valor, como todos os demais, encontra-se regularmente lançado na contabilidade e demais documentos fiscais da empresa, inclusive tendo o respectivo valor sido lançado na Declaração de Ajuste do IRPJ 2000, a qual integra os autos. O acórdão se confunde, pois não se trata de crédito do ano calendário em valor a ser compensado, mas em saldo negativo da CSLL„que autoriza e permite a sua compensação com outros créditos do mesmo tributo, como ora requerido, não havendo, para este crédito, qualquer ação judicial a lhe envolver ou que seja destinada a prover o seu reconhecimento como compensável, uma vez que certo e liquido em seus fundamentos, Para 2001 repete os argumentes apresentados para o ano calendário 1997, uma vez que o Acórdão combatido se limita a apontar as razões ali expostas como ensej adoras do indeferimento da compensação dos créditos apurados para o ano calendário ora sob análise, Pede para expor, além daquelas considerações, elementos específicos para os créditos levantados neste ano, a saber. Por primeiro, deve ser ressaltado que o crédito apurado para o ano calendário em objeto, no importe de R$12.262,10, foi integralmente utilizado nos procedimentos de compensação, portanto, deste ano calendário nenhum valor integra o objeto da ação de repetição proposta pela ora RECORRENTE Do valor original acima, a sua atualização para a data na qual se fbrmalizou o pedido de compensação resulta em um montante de R$14.336,85. Refere-se ao acórdão mencionar a suposta existência de ação judicial cuja finalidade seria promover o reconhecimento dos créditos que seriam utilizados para fins de compensação, o que de todo não se verifica. Aqui, mais uma vez confunde-se a Decisão combatida, quando tenta concluir que os créditos utilizados no pedido de compensação formulado teriam origem em créditos sujeitos ao reconhecimento judicial, o que de todo não procede, 1. 5 A informação trazida em sede de Manifestação de Inconformidade trata, com exclusividade, de tempestivo pedido de repetição de créditos que não foram utilizados nas compensações em objeto, em nada prejudicando o feito judicial ao presente processo tributário, uma vez que aquele trata de pedido de devolução de créditos não utilizados e que, em nada sendo feito, estariam sujeitos ao cancelamento em virtude dos efeitos da prescrição. Pede que seja observado que os créditos de CSLL pleiteados na ação judicial se limitam a parte dos créditos que a RECORRENTE dispunha em virtude da apuração da CSLL, sendo que tais créditos em muito excedem o valor do crédito utilizado cru compensação. Em síntese, o processo judicial trata de créditos outros que dispunha e que não foram utilizados nos DCOMPS em objeto, nem consumidos nas compensações aqui tratadas. Dessa forma descabe-se falar que os créditos dados em compensação neste processo administrativo dependiam ou dependem de qualquer provimento ou atuação na esfera judicial para que sejam reconhecidos e aceitos em compensação, na forma como procedida, uma vez que os mesmos estavam corretamente escriturados e regularmente compondo a sua escrita fiscal , inclusive tendo, os mesmos, sido informados e recolhidos, na forma da Lei, ao fisco. - Despacho de fis.414 atesta a tempestividade do recurso e encaminha os autos ao CARF. Posteriormente, par sorteio ,sou designada corno relatora, o relatório. 6 gir Pi ocesso o" 13603 002686/2002-04 SI-C1T2 Acórdão o" 1102-00,288 El 4 - Voto Conselheiro Ivete Malaquias Pessoa Monteiro , Relator Trata-se de Declarações de Compensação (DCOMP), que pretende utilizar e Saldo Negativo de CRI,. O Contribuinte faz referência ao IRP.I mas essas alegações serão apreciadas no processo próprio 13603.002519/2002-55. O contribuinte utilizou-se de pretenso crédito originado no Saldo Negativo de CSLL apurado em 1997, 1999 e 2001, para extinção de vários débitos, através de DCOMP's, O Saldo Negativo de CSLL utilizado e o reconhecido corno válido pela DRF correspondem a: . CRÉP/TO :ORIGEM . VALOR Saldo Negativo de . . 1997 • R$ 16„321,83 Saldo Negativo jclç .CSLL " 1999 . : R'241215 • Saldo Negativo de CSLL : " " 2001 . R$ 14.336,85 • . • .Processo : pata pCOMP 13603.002686/20014)4 : j 27/12/2002 13603.00074212007-72 : 27/12/2002 . . 13603.000743/2007-17 • 27/12/2002 A Delegacia não reconheceu corno válido todo crédito utilizado pelo contribuinte nas DCOMP's, dessa forma, as compensações declaradas NÃO FORAM HOMOLOGADAS. O contribuinte pleiteia o reconhecimento deste direito e a conseqüente validação das compensações não homologadas pela DRF. Em primeiro lugar vem o Contribuinte invocando a falta da CM sobre os valores objeto da compensação. No ano calendário de 1997 a empresa apurou em sua D1RPJ um Saldo Negativo de CSLL no valor de R$ 15,592,04 (fl. 28), apesar de informar na DCOMP a utilização do crédito no valor de R$16,321,83, valor maior que o apurado na DIRP,I. A DRF não validou o crédito apurado.° contribuinte pleiteia na impugnação o reconhecimento do crédito no valor de R$ 15.592,04. São as seguintes razões ensejadoras da negativa da autoridade jurisdicionante: Ano-calendário de 1997 No ano calendário de 1997, foi apurado saldo credor no valor de R$ 15 592,04, decorrente da dedução da CSLL mensal paga por estimativa, conforme fls. 150 28 O valor da contribuição mensal paga por estimativa é composto de compensação com o saldo negativo de períodos anteriores, No entanto, de acordo com a declaração de rendimentos aneyada às lis 320 a 332, o contribuinte não apurou saldo credor no ano-calendário de 1996 .Dessa forma, não cabe ao contribuinte o crédito no valor de RS 15 592,04, refèrente ao ano calendário de 1997. 7 Ano-calendário de 1999 No ano calendário de 1999,. foi apurado saldo credor no valor de R$ 1.617,50, decorrente da dedução da CSLL mensal paga por estimativa, conforme f1s. 169 a 175. O valor da contribuição mensal paga por estimativa fbi decorrente do imposto apurado no mês de outubro. Tendo em vista que o débito não foi informado em DCTF, que o pagamento não foi localizado e que não foi apurado saldo credor de CSLL nos períodos anteriores para compensação, o contribuinte foi intimado a esclarecer a forma de quitação cio débito por meio do Termo de Intimação Fiscal n° 188/2007 333). O contribuinte tomou ciência do termo em 11/0412007, conforme Aviso de Recebimento (AR) anexado à fl. 334. Porém, não se manifestou sobre o assunto, Dessa . fOrma, concluímos que não cabe ao contribuinte o crédito referente ao ano-calendário de 1999. No ano calendário de 2001,Ibi apurado saldo credor no valor de R$ 12 262,10, decorrente da dedução da (2SLL mensal paga por estimativa, conforme lis. 243 a 247, De acordo com a DCTF, o valor da CSLL mensal paga por estimativa foi quitado pela compensação com o saldo negativo de per iodo anterior. Dessa forma, uma vez que não foi apurado saldo credor nos exerckios anteriores, inclusive no ano-calendário de 2000 (fis 202 a 206), não cabe ao contribuinte o crédito referente ao ano- calendário de 2001. Diante do exposto, submeto o presente à consideração superior, propondo que não sejam reconhecidos os créditos de CSLL solicitados referentes aos anos-calendários de 1997, 1999 e 2001, e que seja declarada não homologada a compensação constante dali. 1 deste do processo, de acordo com o disposto no art. 26 da IN SRF n 0600, de 2005. Tem razão a Recorrente quando afirma que nos autos não se trata de compensação oriunda de créditos judiciais, equivocadamente citado na decisão recorrida. Contudo, tal fato em nada altera o resultado da decisão porque, corno se vê, na própria instrução processual, a matéria não é jurídica, é de fato. Os valores pretendidos não se confirmaram ,na prática, e a Contribuinte instada a justificar as divergências, na fase inquisitória, silencia.. Desta forma demonstrado que o procedimento foi realizado em consonância com o devido pro sso legal e com respeito à verdade material, nego provimento ao recurso. Te e v. a e *a-s-Pe-soa Monteiro
score : 1.0
Numero do processo: 10880.000406/93-79
Data da sessão: Wed Dec 07 00:00:00 UTC 2005
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO - CSLL -
EXERCÍCIO 1992
BASE DE CÁLCULO DA CSLL - APURAÇÃO - ERRO DE FATO - Exclui-se
da tributação parcela decorrente de erro de fato na apuração da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro.
RECURSO EX OFFICI0 - Nega-se provimento ao recurso interposto pela autoridade julgadora a quo, quando a decisão recorrida se ateve às provas constantes nos autos, e com base nelas deu correta interpretação aos fatos e aos dispositivos legais aplicáveis a matéria.
Recurso de oficio negado.
Numero da decisão: 105-15.441
Decisão: ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Nadja Rodrigues Romero
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO - CSLL - EXERCÍCIO 1992 BASE DE CÁLCULO DA CSLL - APURAÇÃO - ERRO DE FATO - Exclui-se da tributação parcela decorrente de erro de fato na apuração da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro. RECURSO EX OFFICI0 - Nega-se provimento ao recurso interposto pela autoridade julgadora a quo, quando a decisão recorrida se ateve às provas constantes nos autos, e com base nelas deu correta interpretação aos fatos e aos dispositivos legais aplicáveis a matéria. Recurso de oficio negado.
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QUINTA CÂMARA Processo n°, : 10880.000406193-79 • Recurso n°. : 002.504- EX OFFICIO Matéria : CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - EX.: 1992 Recorrente : DRF em SÃO PAULO/SP Interessada : BANCO !TACI S/A Sessão de : 07 DE DEZEMBRO DE 2005 Acórdão n°. : 105-15.441 CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO - CSLL - EXERCÍCIO 1992 BASE DE CÁLCULO DA CSLL - APURAÇÃO - ERRO DE FATO - Exclui- se da tributação parcela decorrente de erro de fato na apuração da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro. RECURSO EX OFFIC/0 - Nega-se provimento ao recurso interposto pela autoridade julgadora a quo, quando a decisão recorrida se ateve às provas constantes nos autos, e com base nelas deu correta interpretação aos fatos e aos dispositivos legais aplicáveis a matéria. Recurso de oficio negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso de ofício interposto pela DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL EM SÃO PAULO/SP ACORDAM os Membros da Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. *vis ES I. RESIDENTE va •04, NADJA RODRIGUES ROMERO RELATORA FORMALIZADO EM: 08 mAR 2rA6 %-t) • • to ï4 MINISTÉRIO DA FAZENDA PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES -,73,-4-m;. QUINTA CÂMARA Processo n°. : 10E180.000406193-79 Acórdão n°. : 105-15.441 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: DANIEL SAHAGOFF, CLÁUDIA LÚCIA PIMENTEL MARTINS DA SILVA (Suplente Convocada), EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT, LUIS ALBERTO BACELAR VIDAL, IRINEU BIANCHI e JOSÉ CARLOS PASSUELLO. rir 2 _ . • • , MINISTÉRIO DA FAZENDA •-•-• ri PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES R gr.; > QUINTA CÂMARA Processo n°. : 10880.000406/93-79 Acórdão n°. : 105-15.441 Recurso n°. : 002.504 - EX OFFICIO Recorrente : DRF em SÃO PAULO/SP Interessada : BANCO ITAt3 S/A RELATÓRIO Trata o presente de Recurso de Oficio interposto pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo, face o valor total do crédito tributário exonerado exceder R$ 500.000,00, nos termos do art. 34, inciso 1, do Decreto n° 70.235/1972, com a redação dada pelo art. 67 da Lei n.° 9.532, de 10 de dezembro de 1997, e da Portaria do Ministro da Fazenda n.° 375, de 07 de dezembro de 2001. Em decorrência de ação fiscal direta, a empresa acima qualificada foi autuada e cientificada, em 04/01/1993, a recolher o crédito tributário no valor equivalente a 63.545.937,67 UFIR, sendo 30.550.931,57 UFIR a titulo de CSLL e o restante a titulo de multa e juros de mora calculados até 15/12/1992. O procedimento fiscal teve origem na exclusão indevida do lucro liquido do ano calendário de 1991 da importância de Cr$ 121.604.928.034,34, correspondente ao resultado da correção monetária complementar de que trata o artigo 3° da Lei n° 8200/1991. Em 12/01/1993, o interessado apresentou a impugnação de fls. 65 e 66, argüindo a inconstitucionalidade da exigência e a suspensão da execução do auto de infração, até a solução final da ação judicial impetrada contra a Fazenda Nacional, conforme Mandado de Segurança n°91.0728681-3. Através da Decisão de fls. 75 a 77, a DRF/SPO/CN deixou de tomar conhecimento da impugnação apresentada e julgou procedente o lançamento, em face da renuncia da esfera administrativa nos termos do artigo 1°, parágrafo 2°, do Decreto- lei n° 1.737, de 20 de dezembro de 1979, e o artigo 38, parágrafo único da Lei n°6.830, de 22 de setembro de 1980. fr 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA . n. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES ,»Cosfp QUINTA CÂMARA Processo n°. : 10880.000406/93-79 Acórdão n°. : 105-15.441 Às fls. 121 a 126, consta o Acórdão n° 105-11.738 do Primeiro Conselho de Contribuintes, não conhecendo o mérito do recurso interposto por ser intempestivo. Em 30/09/2002, a impugnante por meio de seu procurador (fls. 285), apresenta a impugnação de fls. 279 a 282, formulada com base no artigo 22 da MP n° 66/2002 (Lei n° 10.637/2002), contestando a base de cálculo da CSLL apurada pela fiscalização. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo apreciou as razões de defesa trazidas na peça impugnatória e decidiu pela procedência parcial do lançamento, por meio do Acórdão n° 3495, de 09 de junho de 2003, assim ementado: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Exercício: 1992 Ementa: BASE DE CÁLCULO DA CSLL. APURAÇÃO. ERRO DE FATO. Exclui-se da tributação parcela decorrente de erro de fato na apuração da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro. Lançamento Procedente em Parte À DRJ/SP, recorre de ofício a este Colegiado, em relação à parcela exonerada do crédito tributário. É o Relatório. wst 4 k MINISTÉRIO DA FAZENDA •it. PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES FE fr ; QUINTA CÂMARA Processo n°. : 10880.000406/93-79 Acórdão n°. : 105-15.441 VOTO Conselheira NADJA RODRIGUES ROMERO, Relatora O recurso reúne as condições de admissibilidade no contexto do Processo Administrativo Fiscal, passo a analisar. O crédito tributário lançado de ofício pela fiscalização decorre da exclusão indevida do lucro líquido no ano-calendário de 1991, no valor de Cr$ 121.604.928,34, correspondente ao resultado de correção monetária complementar de que trata o artigo 3° da Lei n°8.200/1991. A cobrança encontrava-se suspensa por força de ação judicial, onde era discutido o direito à referida exclusão. A contribuinte desistiu da ação judicial, e fez o pagamento do débito de acordo o beneficio fiscal instituído pelo artigo 11 da Medida Provisória n° 38, de 14 de maio de 2002. Anexou cópia do pedido de desistência do Mandado de Segurança n° 91.0728681-3 (recurso de Apelação n°97.03.005868-O). Conforme informação de fls. 297 a 299 da Delegacia da Receita Federal - Especial das Instituições Financeiras, a Contribuinte quitou o débito não contestado (demonstrativo de fls. 265 a 269) e depositou corretamente o valor da parcela não reconhecida, demonstrativo de fls. 270 a 275). Em relação à parcela não reconhecida, a contribuinte usou da prerrogativa estabelecida no artigo 22 da Medida Provisória n° 66, de 29 de agosto de 2002, que permite a impugnação nos termos do Decreto n° 70.235/72, da parcela não reconhecida como devida nos débitos constituídos de ofício. Às fls. 278, a Delegacia 'da Receita Federal de Instituições Financeiras em São Paulo, confirma tanto o recolhimento do valor reconhecido como o depósito da parte não reconhecida. Segundo o relato no Processo Administrativo Fiscal em que ingressara a contribuinte, a Primeira Instância deixou de tomar conhecimento em virtude da 5 a 4.1 I. 4 MINISTÉRIO DA FAZENDA 44?: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Fl. QUINTA CÂMARA Processo n°. : 10880.000406/93-79 Acórdão n°. : 105-15.441 concomitância na via administrativa e judicial e julgou procedente o lançamento, que se tomou definitivo no âmbito administrativo pela perda do prazo recursal. A Lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, possibilitou aos contribuintes desistentes de ações judiciais contra a Fazenda Nacional, pagarem os débitos com reduções de encargos legais, e ainda em seu artigo 15, previu hipóteses de apresentação de impugnação nos termos do Processo Administrativo Fiscal, nos seguintes termos: "Art. 15. Relativamente aos tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, o contribuinte ou o responsável que, a partir de 15 de maio de 2002, tenha efetuado pagamento de débitos, em conformidade com norma de caráter exonerativo, e divergir em relação ao valor de débito constituído de ofício, poderá impugnar, com base nas normas estabelecidas no Decreto no 70.235, de 6 de março de 1972, a parcela não reconhecida como devida, desde que a impugnação: I - seja apresentada juntamente com o pagamento do valor reconhecido corno devido; li - verse. exclusivamente, sobre a divergência de valor, vedada a inclusão de quaisquer outras matérias, em especial as de direito em que se fundaram as respectivas ações judiciais ou impugnações e recursos anteriormente apresentados contra o mesmo lançamento; III - seja precedida do depósito da parcela não reconhecida como devida, determinada de conformidade com o disposto na Lei no 9.703, de 17 de novembro de 1998." (g.n.) Com base no dispositivo legal citado, a contribuinte apresentou a impugnação em relação a parte do crédito tributário lançado e não reconhecido pela Recorrente, por ter havido erro na apuração da CSLL lançada. A despesa da CSLL no próprio ano-calendário era dedutivel, na apuração da base de cálculo da CSLL. O suporte legal para dedução era projetado no art. 2° da Lei n° 7.689/89. O demonstrativo apresentado pela autuada às fls. 58, revela que a autoridade lançadora aplicou a aliquota de 15% diretamente sobre o valor da parcela indevidamente excluída (Cr$ 121.604.928.034,34). 4.~ 6 , • •• MINISTÉRIO DA FAZENDA • -;* PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES I • QUINTA CAMARA Processo n°. : 10880.000406/93-79 Acórdão n°. : 105-15.441 O artigo 2° da Lei n° 7.689/1989, determina que a base de cálculo da contribuição é o valor do resultado do exercício antes da provisão para o imposto de renda. A Instrução Normativa SRF n° 198/199, artigo 2°, vigente à época da ocorrência do fato gerador em questão, ao disciplinar a matéria objeto de exame no presente caso, estabeleceu que a Contribuição Social poderá ser deduzida como despesa no período-base a que competir. Diante do exposto, verifica-se que foram atendidas todas as condições estabelecidas no art 15 da Lei n° 10.637/2002, e ainda constata-se que assiste razão à contribuinte ao deduzir do lucro líquido a contribuição devida no período-base, para efeitos de determinação da base de cálculo da CSLL, no ano-calendário de 1991, com a conseqüente redução do valor da CSLL apurada no período-base pela fiscalização. Por ultimo, confirmo que a decisão recorrida se ateve às provas constantes nos autos, e com base nelas deu correta interpretação aos fatos e aos dispositivos legais aplicáveis à matéria, não merecendo qualquer reparo. Assim, oriento meu voto no sentido de NEGAR provimento ao recurso ex -officio interposto pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo - SP É o meu voto. Sala das Sessões - DF, em 07 de dezembro de 2005. vima r €---- NADJA RODRIGUES ROMERO 7 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 10715.002746/2010-35
Data da sessão: Thu Mar 19 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Jun 01 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Ano-calendário: 2006, 2007, 2008, 2009
MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE. DENÚNCIA ESPONTÂNEA.
Por força da redação dada pela Lei nº 12.350/2010 ao art. 102, §2º do Decreto-Lei nº 37,66, a denúncia espontânea passou a beneficiar a multa administrativa aduaneira aplicada isoladamente por descumprimento de obrigação acessória denunciada antes de quaisquer procedimentos de fiscalização.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-005.325
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário reconhecendo-se o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recurso voluntário nesta matéria. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Cássio Schappo. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Luiz Roberto Domingo, OAB/SP 105.509.
(assinado digitalmente)
Flávio De Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
(assinado digitalmente)
Cássio Schappo - Redator designado.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2006, 2007, 2008, 2009 MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Por força da redação dada pela Lei nº 12.350/2010 ao art. 102, §2º do Decreto-Lei nº 37,66, a denúncia espontânea passou a beneficiar a multa administrativa aduaneira aplicada isoladamente por descumprimento de obrigação acessória denunciada antes de quaisquer procedimentos de fiscalização. Recurso Voluntário Provido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário reconhecendo-se o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recurso voluntário nesta matéria. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Cássio Schappo. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Luiz Roberto Domingo, OAB/SP 105.509. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. (assinado digitalmente) Cássio Schappo - Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente).
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2006, 2007, 2008, 2009 MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. REGISTRO EXTEMPORÂNEO DOS DADOS DE EMBARQUE. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. Por força da redação dada pela Lei nº 12.350/2010 ao art. 102, §2º do DecretoLei nº 37,66, a denúncia espontânea passou a beneficiar a multa administrativa aduaneira aplicada isoladamente por descumprimento de obrigação acessória denunciada antes de quaisquer procedimentos de fiscalização. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário reconhecendose o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recurso voluntário nesta matéria. Designado para elaborar o voto vencedor o Conselheiro Cássio Schappo. Fez sustentação oral pela recorrente o Dr. Luiz Roberto Domingo, OAB/SP 105.509. (assinado digitalmente) Flávio De Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 71 5. 00 27 46 /2 01 0- 35 Fl. 116DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.002746/201035 Acórdão n.º 3801005.325 S3TE01 Fl. 3 2 (assinado digitalmente) Cássio Schappo Redator designado. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Cassio Schappo, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio De Castro Pontes (Presidente). Fl. 117DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.002746/201035 Acórdão n.º 3801005.325 S3TE01 Fl. 4 3 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: A presente autuação referese à exigência da multa capitulada no art. 107, IV, alínea “e”, do DecretoLei n.º 37/66, com a redação da Lei n.º 10.833/2003, no valor de R$ 30.000,00, aplicada por veículo/viagem, identificado pelo respectivo vôo, por não prestar as informações sobre a carga transportada no prazo estabelecido na IN SRF n.º 28/1994, alterada pela IN RFB n.º 510/2005. A fiscalização junta aos autos a planilha de fl. 09, na qual indica o número da DDE da carga transportada, a data de embarque e número do vôo e a data da efetiva averbação dos dados do respectivo embarque. Não se conformando com a exigência, a autuada apresenta impugnação às fls. 13 a 21 para afirmar que na autuação em tela não houve subsunção do evento ocorrido (registro “intempestivo” dos dados de embarque) com a hipótese normativa prevista no art. 107, IV da Lei 10.833/03 (deixar de prestar informação sobre veículo ou carga nele transportada), como demanda o princípio da tipicidade cerrada, que deve nortear todas e qualquer imposição tributária, não obstante confirmar que registrou de forma tardia os dados de embarque das mercadorias relacionadas no bojo desde auto de infração, o que, obviamente, não se confunde com a falta de prestação de informações, não podendo, nesse sentido, subsistir a presente ação fiscal. Noutra vertente, sustenta que a própria instrução normativa nº 28/94 estabelece a aplicação de penalidade distinta daquela fixada pelo agente fazendário, nos casos de descumprimento do disposto no citado artigo 37, conforme se observa do artigo 44 da instrução normativa acima referenciada; sendo inaplicável ao caso sob exame a multa prevista no art. 107, IV, alínea “e”, da Lei nº 10.833/2003. Prossegue aduzindo que a penalidade aplicada contrapõe aos princípios constitucionais que orientam o ordenamento jurídico como um todo, além daqueles destinados ao âmbito do direito tributário, dentre eles, o da proporcionalidade e/ou razoabilidade, o qual preceitua que o instrumento deve ser adequado ao fim pretendido, deve guardar referibilidade com falta cometida. Logo, a exigência feita pelas autoridades aduaneiras para que os dados de embarque sejam registrados no exato momento da saída da aeronave para o exterior mostrase Fl. 118DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.002746/201035 Acórdão n.º 3801005.325 S3TE01 Fl. 5 4 exacerbada, pois é humanamente impossível realizar de imediato a inserção de todos os dados de embarque relacionados a cada um dos vôos internacionais operados pela Impugnante, o que revela o “excesso de punição”. Ainda mais que não causou qualquer prejuízo ao Fisco. Portanto, entende que a penalidade pecuniária prevista na Lei 10.833/03 deveria ser relevada de plano ou, excepcionalmente, ser aplicada uma única vez e não sobre cada um dos vôos em que foi constatado o registro tardio de informações relacionadas a mercadorias destinadas ao exterior. Do exposto, requer a insubsistência do auto de infração e consequente cancelamento da penalidade imposta, ou, subsidiariamente, seja permitida a retificação do lançamento para que a penalidade seja aplicada sobre um único evento infracional.. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC) julgou parcialmente procedente a Impugnação, sendo o acórdão dispensado de ementa, de acordo com a Portaria SRF nº 1.364, de 10/11/2004.: Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho repisando as alegações ofertadas quando da impugnação, alegando ainda que a edição da Lei n° 12.350 de 20 de dezembro de 2010, que alterou a redação do §2° doš art. 102 do DecretoLei n° 37/66, possibilitaria a aplicação do instituto da denúncia espontânea à infração em análise, considerandose a retroatividade benigna prevista no art. 106. II, Código Tributário Nacional. É o Relatório. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.002746/201035 Acórdão n.º 3801005.325 S3TE01 Fl. 6 5 Voto Vencido Conselheiro Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. No presente caso foi lavrado Auto de Infração para cobrança da multa prevista na alínea "e" do inciso IV do art. 107 do DecretoLei n° 37/1966, com redação dada pela Lei n° 10.833/2003, abaixo transcrita, haja vista o descumprindo da obrigação acessória disposta no art. 37 da IN SRF no. 28/1994, o qual foi posteriormente alterado pela IN SRF n° 510/2005: Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): e) por deixar de prestar informação sobre veiculo ou carga nele transportada, ou sobre as operações que execute, na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, aplicada ir empresa de transporte internacional, inclusive a prestadora de serviços de transporte internacional expresso portaaporta, ou ao agente de carga. (Grifado) A IN SRF n° 28, de 27/04/1994, em seu art. 37, na redação dada pela IN SRF n° 510/2005, determinava que referido registro deveria ser efetuado no prazo de até dois dias da data do embarque: Art. 37. 0 transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de dois dias, contado da data da realização do embarque. (Grifado) Da aplicação do novo prazo previsto na IN RFB no 1.096, de 13/12/2010. Entretanto, no tocante à penalidade, cumpre ainda verificar que a IN SRF n° 28/1994, teve sua redação alterada pela IN RFB n° 1.096, de 13/12/2010, com vigência a partir de 14/12/2010, estabelecendo o novo prazo de sete dias para a prestação das informações sobre embarque de mercadoria, conforme abaixo: Art. 37. 0 transportador deverá registrar, no Siscomex, os dados pertinentes ao embarque da mercadoria, com base nos documentos por ele emitidos, no prazo de 7 (sete) dias,, contados da data da realização do embarque. (Redação dada pela Instrução Normativa RFB n°1.096, de 13 de dezembro de 2010) (grifei) Portanto, vêse, de fato, que a nova redação deixou de considerar como infração a prestação da informação em tela no prazo de até 7 dias da data do embarque, o que Fl. 120DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.002746/201035 Acórdão n.º 3801005.325 S3TE01 Fl. 7 6 possibilita, em tais casos – desde que a lide não tenha sido definitivamente julgada – a aplicação da retroatividade benigna capitulada no artigo 106, inciso II, “b”, do CTN, in verbis: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo: c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Quanto a contagem do prazo previsto para se prestar a informação sobre veiculo ou carga transportada, no Siscomex, este deve ser contado de forma contínua, a partir da data da realização do embarque, conforme estipulado no caput do artigo 37 da IN/SRF 28/04, excluindose na sua contagem o dia de início e incluindose o de vencimento, em obediência a forma prevista no caput do artigo 210 do CTN, independente do expediente da repartição aduaneira, uma vez que o acesso ao referido sistema informatizado pelo responsável por prestar a informação ocorre de forma ininterrupta, sem a necessidade da intervenção da repartição aduaneira. Da análise da tabela acostada aos autos temse que o lançamento só poderia vigorar em relação às Declarações de Despacho de Exportação – DDE nas quais ao menos uma das informações sobre o embarque foi prestada em prazo superior aos 7 dias previsto na nova redação do artigo 37 da IN SRF nº 28/94 dada pela IN RFB no 1.096, de 13/12/2010, conforme reconhecido pela decisão recorrida. Da aplicação do instituto da denúncia espontânea No entendimento do STJ, conforme comprovam diversos julgados, a entrega extemporânea de qualquer tipo de obrigação acessória (DCTF, por exemplo) configura infração formal, não podendo ser considerada como infração de natureza tributária apta a atrair o instituto da denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN. A prestação de informações no Siscomex, como é o caso, é uma obrigação acessória e, aplicandose essa linha de raciocínio, deveria se observar a aplicação da Súmula CARF n° 49, que adota a mesma interpretação: Súmula CARF nº 49: A denúncia espontânea (art. 138 do CTN) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. No entanto, essa discussão foi reaberta em face da nova redação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, decorrente do art. 40 da Lei nº 12.350/2010: Art.102 A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. (Redação dada pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) Fl. 121DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.002746/201035 Acórdão n.º 3801005.325 S3TE01 Fl. 8 7 § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. (Incluído pelo DecretoLei nº 2.472, de 01/09/1988) § 2o A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. (Redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010) Apesar de alguns julgados recentes do CARF estarem admitindo a caracterização da denúncia espontânea com fundamento da nova redação do dispositivo, entendo que na aplicação do art. 102 do DecretoLei nº 37/1966, devese analisar o conteúdo da “obrigação acessória” violada. Isso porque nem todas as infrações pelo descumprimento de deveres instrumentais são compatíveis com a denúncia espontânea, como é o caso das infrações caracterizadas pelo fazer ou não fazer extemporâneo do sujeito passivo. Esse entendimento, do qual eu compartilho, foi evidenciado em voto do eminente Conselheiro José Fernandes do Nascimento, no Acórdão 310200.988. 3a S/1a C/2a TO. S. de 22/08/2013: O objetivo da norma em destaque, evidentemente, é estimular que o infrator informe espontaneamente à Administração aduaneira a prática das infrações de natureza tributária e administrativa instituídas na legislação aduaneira. Nesta última, incluída todas as obrigações acessórias ou deveres instrumentais (segundo alguns) que tenham por objeto as prestações positivas (fazer ou tolerar) ou negativas (não fazer) instituídas no interesse fiscalização das operações de comércio exterior, incluindo os aspectos de natureza tributária, administrativo, comercial, cambial etc. Não se pode olvidar que, para aplicação do instituto da denúncia espontânea, é condição necessária que a infração de natureza tributária ou administrativa seja passível de denunciação à fiscalização pelo infrator. Em outras palavras, é requisito essencial da excludente de responsabilidade em apreço que a infração seja denunciável. No âmbito da legislação aduaneira, em consonância com o disposto no retrotranscrito preceito legal, as impossibilidades de aplicação dos efeitos da denúncia espontânea podem decorrer de circunstância de ordem lógica (ou racional) ou legal (ou jurídica). No caso de impedimento legal, é o próprio ordenamento jurídico que veda a incidência da norma em apreço, ao excluir determinado tipo de infração do alcance do efeito excludente da responsabilidade por denunciação espontânea da infração Fl. 122DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.002746/201035 Acórdão n.º 3801005.325 S3TE01 Fl. 9 8 cometida. A título de exemplo, podem ser citadas as infrações por dano erário, sancionadas com a pena de perdimento, conforme expressamente determinado no § 2°, in fine, do citado art. 102. A impossibilidade de natureza lógica ou racional ocorre quando fatores de ordem material tornam impossível a denunciação espontânea da infração. São dessa modalidade as infrações que têm por objeto as condutas extemporâneas do sujeito passivo, caracterizadas pelo cumprimento da obrigação após o prazo estabelecido na legislação. Para tais tipos de infração, a denúncia espontânea não tem o condão de desfazer ou paralisar o fluxo inevitável do tempo. Compõem essa última modalidade toda infração que tem o atraso no cumprimento da obrigação acessória (administrativa) como elementar do tipo da conduta infratora. Em outras palavras, toda infração que tem o fluxo ou transcurso do tempo como elemento essencial da tipificação da infração. São dessa última modalidade todas as infrações que têm no núcleo do tipo da infração o atraso no cumprimento da obrigação legalmente estabelecida. A título de exemplo, pode ser citada a conduta do transportador de registrar extemporaneamente no Siscomex os dados das cargas embarcadas, infração objeto da presente autuação. Veja que, na hipótese da infração em apreço, o núcleo do tipo é deixar de prestar informação sobre a carga no prazo estabelecido, que é diferente da conduta de, simplesmente, deixar de prestar a informação sobre a carga. Na primeira hipótese, a prestação intempestiva da informação é fato infringente que materializa a infração, ao passo que na segunda hipótese, a mera prestação de informação, independentemente de ser ou não a destempo, resulta no cumprimento da correspondente obrigação acessória. Nesta última hipótese, se a informação for prestada antes do início do procedimento fiscal, a denúncia espontânea da infração configurase e a respectiva penalidade é excluída. De fato, se registro extemporâneo da informação da carga materializasse a conduta típica da infração em apreço, seria de todo ilógico, por contradição insuperável, que o mesmo fato configurasse a denúncia espontânea da correspondente infração. De modo geral, se admitida a denúncia espontânea para infração por atraso na prestação de informação, o que se admite apenas para argumentar, o cometimento da infração, em hipótese alguma, resultaria na cobrança da multa sancionadora, uma vez que a própria conduta tipificada como infração seria, ao mesmo tempo, a conduta configuradora da denúncia espontânea da respectiva infração. Em consequência, ainda que comprovada a infração, a multa aplicada seria sempre inexigível, em face da exclusão da responsabilidade do infrator pela denúncia espontânea da infração. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.002746/201035 Acórdão n.º 3801005.325 S3TE01 Fl. 10 9 Esse sentido e alcance atribuído a norma, com devida vênia, constitui um contrassenso jurídico, uma espécie de revogação da penalidade pelo intérprete e aplicador da norma, pois, na prática, a sanção estabelecida para a penalidade não poderá ser aplicada em hipótese alguma, excluindo do ordenamento jurídico qualquer possibilidade punitiva para a prática de infração desse jaez. Assim, a aplicação da denúncia espontânea às infrações caracterizadas pelo fazer ou nãofazer extemporâneo do sujeito passivo, no caso a prestação de informação no Siscomex na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, implicaria no esvaziamento do dever instrumental, comprometendo o controle aduaneiro efetuado pela autoridade administrativa no exercício do seu Poder de Polícia. Entendese, portanto, que a denúncia espontânea (art. 138 do CTN e art. 102 do DecretoLei n° 37/1966) não alcança as penalidades exigidas pelo descumprimento de obrigações acessórias caracterizadas pelo atraso na prestação de informação à administração aduaneira. Quanto às alegações da recorrente de que a imposição da penalidade viola os princípios da proporcionalidade e/ou razoabilidade, respeitam a matéria cuja discussão é estranha à competência deste Colegiado. Com efeito, na via administrativa o exame da lide há de se ater apenas à aplicação da legislação vigente, sendo descabido pronunciarse sobre a validade ou constitucionalidade dos atos legais, matéria que se encontra afeta ao Supremo Tribunal Federal, como se verifica dos artigos 102, I, “a” e III, “b”, da CRFB. Matéria está pacificada no âmbito administrativo, tendo sido objeto da Súmula CARF no 2, consolidada na Portaria CARF no 52, de 21/12/2010 (DOU de 23/12/2010), que dispôs, verbis: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Desta forma, em virtude de todos os motivos apresentados e dos fatos presentes no caso concreto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 124DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.002746/201035 Acórdão n.º 3801005.325 S3TE01 Fl. 11 10 Voto Vencedor Conselheiro Cássio Schappo, Em que pese o entendimento do relator, ouso dele discordar, quanto a aplicação do instituto da denúncia espontânea. O fato sob análise diz respeito a exigência da multa prevista pelo art. 107, IV, alínea “e” do DecretoLei nº 37/1966, com nova redação dada pela Lei nº 10.833/2003, aplicada pelo descumprimento de obrigação acessória contida no art. 37 da IN SRF nº 28/1994, posteriormente alterado, primeiro pela IN SRF nº 510/2005 e depois pela IN SRF nº 1.096/2010. Todos esses dispositivos legais já foram abordados e transcritos no voto do Conselheiro Relator, dispensandose nova reprodução. A obrigação acessória cumprida fora do prazo conforme estabelecido nas Instruções Normativas mencionadas, porém, antes de qualquer iniciativa do fisco, tiveram seus prazos alterados, contados da data da realização do embarque da mercadoria para o exterior do país. Revendo o texto dos dispositivos legais mencionados, a redação do art. 37 da IN SRF 28/1994 dizia que o transportador deveria cumprir com suas obrigações acessórias “imediatamente após realizado o embarque da mercadoria”; com o advento da IN SRF nº 510/2005, passou de imediatamente após para “no prazo de dois dias”; e através da IN SRF nº 1.096/2010 passou para “no prazo de 7 (sete) dias”. Portanto, para todos os casos em que o registro no Siscomex, dos dados pertinentes ao embarque da mercadoria se deu no prazo de 7 (sete) dias contados da data de realização do embarque, por unanimidade dos Conselheiros foi aceita a retroatividade benigna com base no art. 106, inciso II, “b”, do CTN, cancelando a penalidade imposta. Por outro lado restaram os casos em que as informações sobre o embarque da mercadoria, ultrapassaram o prazo de 7 (sete) dias, porém, antes de qualquer iniciativa do fisco para a lavratura do auto de infração. Neste caso, aplicase o instituto da denúncia espontânea, nos termos do art. 138, caput, do Código Tributário Nacional (CTN): “Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentado após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.” Deste modo, entendo que por ter a Recorrente apresentado as declarações, mesmo que fora do prazo, passou a existir o instituto da denúncia espontânea. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.002746/201035 Acórdão n.º 3801005.325 S3TE01 Fl. 12 11 No presente caso se está diante de uma excludente da punibilidade, haja vista a Recorrente estar amparada pela hipótese legal da chamada denúncia espontânea. Esse instituto jurídico tem lugar quando o contribuinte informa à administração as infrações por ele praticadas, antes de iniciado qualquer procedimento fiscalizatório. A vantagem dessa confissão prévia e espontânea para o contribuinte está na consequência legal que o instituto lhe garante. Destacase também que até a edição da Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, convertida na Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010, a caracterização da denúncia espontânea não contemplava as obrigações acessórias autônomas, sem qualquer vínculo direto com o fato gerador do tributo. Porém, com a vigência da norma acima, foi modificado o § 2º, do art. 102 do DecretoLei nº 37/66, incluindo as penalidades administrativas dentre aquelas possíveis de aplicação da denúncia espontânea, in verbis: Art. 102. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá a imposição da correspondente penalidade. § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada: a) no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, tendente a apurar a infração. § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de natureza tributária ou administrativa, com exceção das penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena de perdimento. Ainda, cabe observar que, sendo o fato gerador anterior a Medida Provisória nº 497, de 27 de julho de 2010, necessário aplicar in casu a retroatividade benigna da alteração legislativa processada pela referida Medida Provisória, conforme determina o artigo 106 do CTN. Logo, aplicável à referida legislação ao presente caso. Acrescentase ainda que este Egrégio Conselho tem compartilhado deste entendimento, consoante se verifica pelos arestos abaixo: DENÚNCIA ESPONTÂNEA CONFIGURAÇÃO A retificação de informação prestada em registro de conhecimento de carga antes de qualquer procedimento da fiscalização aduaneira, está amparada pela denúncia espontânea prevista no art. 102, do mesmo diploma legal (Acórdão 3101001.138, 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão de 22/05/2012, Relator Conselheiro Luiz Roberto Domingo) DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO AS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10715.002746/201035 Acórdão n.º 3801005.325 S3TE01 Fl. 13 12 A alteração do art. 102 do DecretoLei nº 37/66 promovida pela Medida Provisória nº 497/2010, posteriormente convertida na Lei nº 12.350/2010, que incluiu as penalidades de natureza administrativa, dentre aquelas alcançadas pela denúncia espontânea é aplicada aos casos ainda pendentes de julgamento, em razão da retroatividade benigna, nos termos do art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN. (Acórdão 3102001.663, 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária, sessão de 25/10/2012, Relator Conselheiro Álvaro Arthur L. de Almeida Filho) DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA ADMINISTRATIVA ADUANEIRA ISOLADA. DENUNCIA ESPONTÂNEA. Por força de dispositivo legal, a denúncia espontânea passou a beneficiar a multa administrativa aduaneira aplicada isoladamente por descumprimento de obrigação acessória denunciada antes de quaisquer procedimentos de fiscalização. (Acórdão 3301001.691, 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão de 30/01/2013, Relator Conselheiro Jose Adão Vitorino de Morais) Diante da aplicação do instituto da denúncia espontânea, entendo que deva ser cancelada toda a parte remanescente do ato fiscal, correspondente aos casos em que foi ultrapassado o prazo de 7 (sete) dias, porém, antes da lavratura do presente auto de infração. (assinado digitalmente) Cássio Schappo Fl. 127DF CARF MF Impresso em 08/06/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2015 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/201 5 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 29/05/2015 por CASSIO SCHAPPO, Assinado digita lmente em 29/05/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Numero do processo: 10410.004995/2004-41
Data da sessão: Tue Mar 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jul 16 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2000
CUSTOS E DESPESAS - COMPROVAÇÃO
Restando, a partir da diligência determinada pelos doutos julgadores de primeira instância, devidamente comprovado nos autos os custos e despesas contabilizados pela contribuinte, o valor glosado deve ser restabelecido para fins de apuração do lucro real.
Numero da decisão: 1301-001.430
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO DE OFÍCIO. Recurso voluntário não conhecido em virtude de desistência formalizada.
(Assinado digitalmente)
VALMAR FONSECA DE MENEZES - Presidente.
(Assinado digitalmente)
CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonsêca de Menezes (Presidente), Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, Carlos Augusto de Andrade Jenier e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Suplente Convocado).
Nome do relator: CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2000 CUSTOS E DESPESAS - COMPROVAÇÃO Restando, a partir da diligência determinada pelos doutos julgadores de primeira instância, devidamente comprovado nos autos os custos e despesas contabilizados pela contribuinte, o valor glosado deve ser restabelecido para fins de apuração do lucro real.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO DE OFÍCIO. Recurso voluntário não conhecido em virtude de desistência formalizada. (Assinado digitalmente) VALMAR FONSECA DE MENEZES - Presidente. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonsêca de Menezes (Presidente), Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, Carlos Augusto de Andrade Jenier e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Suplente Convocado).
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ILPISA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2000 CUSTOS E DESPESAS COMPROVAÇÃO Restando, a partir da diligência determinada pelos doutos julgadores de primeira instância, devidamente comprovado nos autos os custos e despesas contabilizados pela contribuinte, o valor glosado deve ser restabelecido para fins de apuração do lucro real. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO DE OFÍCIO. Recurso voluntário não conhecido em virtude de desistência formalizada. (Assinado digitalmente) VALMAR FONSECA DE MENEZES Presidente. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Valmar Fonsêca de Menezes (Presidente), Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, Carlos Augusto de Andrade Jenier e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Suplente Convocado). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 41 0. 00 49 95 /2 00 4- 41 Fl. 596DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES 2 Relatório Tratase, originariamente, de autuação fiscal lavrada contra a contribuinte, referente à glosa de despesas financeiras com variações cambiais relativas aos meses de janeiro a junho de 1999, em relação às quais, apesar de devidamente intimada, não teria a contribuinte apresentado a documentação comprobatória que lhe concederia lastro, nos termos requeridos pelos agentes da fiscalização. Após a regular intimação, foi pela contribuinte apresentada a sua impugnação, trazendo aos autos diversos documentos, entre eles, cópia do Razão Analítico Diário de diversas contas. Além disso, destacou a contribuinte que a fiscalização teria se equivocado em relação à natureza de algumas das contas consideradas como “despesas”, quando, na verdade, seriam contas componentes do “ativo diferido”, sendo essa, inclusive, a razão da inexistência de prova da apontada “despesa”, vez que de despesa efetivamente não se tratava. Com base em suas considerações, pretendeu ainda a impugnante a realização de diligência fiscal, com o intuito de verificar a veracidade dos argumentos por ela apresentados e a demonstração da equivocidade das considerações contidas na autuação. Seguindo o processo para a apreciação da DRJ/BHE, foi então determinada a realização da diligência apontada, o que se fez a partir da Resolução DRJ/BHE no 935, de 01/07/2008, buscando, com isso, verificar as considerações trazidas pela impugnante, e, também, os documentos agora juntados aos autos. Realizada a diligência, foi então efetivamente operada a retificação dos montantes apurados pelos agentes da fiscalização, tanto no que se refere às apontadas “despesas financeiras”, quanto, ainda, em relação às glosas sobre os valores das variações cambiais passivas, sendo certo que, devidamente intimada, a contribuinte nada requereu nem também nada opôs aos trabalhos apontados. Retornando o processo para julgamento daquela douta 2a Turma da DRJ/BHE, verificase então o acolhimento das razões apresentadas pelo resultado da diligência, manifestandose ali, então, pela PROCEDÊNCIA PARCIAL do lançamento, em acórdão que assim então restou ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Exercício: 2000 CUSTOS E DESPESAS – GLOSA A falta de comprovação com documentação hábil e idônea de custos e despesas contabilizados pelo contribuinte enseja a glosa dos valores correspondentes na determinação do lucro real. CUSTOS E DESPESAS – COMPROVAÇÃO Fl. 597DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES Processo nº 10410.004995/200441 Acórdão n.º 1301001.430 S1C3T1 Fl. 3 3 Comprovados os custos e despesas contabilizados, por meio da realização de diligência, o valor glosado deve ser restabelecido para fins de apuração do lucro real. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL Exercício: 2000 PRELIMINAR DE NULIDADE – MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF) Há de se rejeitar a preliminar de nulidade quando nos autos está comprovado que a fiscalização cumpriu todos os requisitos legais pertinentes ao MPF, não tendo a contribuinte demonstrado nenhuma irregularidade capaz de invalidar o lançamento. TRIBUTAÇÃO REFLEXA O lançamento reflexo deve observar o mesmo procedimento adotado no principal, em virtude da relação de causa e efeito que os vincula. Lançamento procedente em parte. Regularmente intimada a contribuinte, por ela foi então apresentada nos presentes autos o seu pedido expresso de desistência (fls. 558) em relação à discussão travado no feito, tendo em vista a sua intenção em “aderir ao parcelamento extraordinário de débitos de tributos e contribuições federais a que aludem a Lei 11.941/2009 e a Portaria Conjunta PGFN/RFB no 13, de 19 de novembro de 2009”. Considerando que a decisão de primeira instância concluiu pela procedência parcial do lançamento, e, ainda, os termos do pedido de desistência formulados, foram então desmembrados os autos, ficando este processo para o tratamento do recurso de ofício e, no PAF no 10410.005282/200918 com a parte relativa ao montante mantido da autuação, em relação aos quais, inclusive, foi aplicado o pedido de desistência formulado. Em face dessas considerações, seguem então os autos a este CARF, exclusivamente, para a análise dos termos do recurso de ofício apontado. É o que se tem a relatar. Fl. 598DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES 4 Voto Conselheiro CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, relator. Sendo regular o recurso de ofício interposto, admitoo para julgamento. A discussão travada nos autos, pelo que se verifica, referese, exclusivamente, à substância das glosas efetivas pelos agentes da fiscalização no que diz respeito às despesas consideradas, que, como antes apontado, apesar de intimada a contribuinte, não apresentou qualquer documentação comprobatória, ali verificandose uma distinção entre as despesas com variações cambiais passivas e aqueloutras indicadas como demais despesas financeiras. No que diz respeito às chamadas glosas de variações cambiais passivas, a decisão de primeira instância expressamente reproduz o trecho do resultado da diligência realizada, destacando que a autuação fora realizada, específica e exclusivamente, em decorrência do fato de que, apesar de intimada, a contribuinte não teria apresentado qualquer argumento, documento ou fundamento para a compreensão do tratamento por ela conferido em relação aos referidos lançamentos, sendo ainda verificado que somente agora puderam os agentes da fiscalização analisar os documentos juntados com a impugnação, culminando com a necessária revisão dos termos do lançamento, conforme ali então especificamente apresentado. Com os ajustes efetivados, foi então reduzido o valor glosado de R$ 4.457.648,01 para R$ 740.670,12, tendo em vista a exclusão de parte dos valores apontados em relação aos meses de janeiro, fevereiro, maio e junho, conforme a documentação então disponibilizada. No que toca às demais despesas financeiras, verificase que, mais uma vez, a decisão de primeira instância reproduz novamente o trecho da diligência realizada, onde aponta a apresentação, pela contribuinte, de toda a documentação necessária em relação aos referidos montantes, mantendo, entretanto, a glosa em relação às parcelas não comprovadas, verificando se, assim, portanto, a correta e adequada conclusão atingida pela douta Turma Julgadora de primeira instância, nada havendo a ser aqui, então, reformado por este egrégio Conselho. Em face dessas considerações, tendo em vista que as exonerações praticadas são, todas elas, decorrentes das específicas verificações documentais trazidas pela contribuinte a apuradas a partir das diligências realizadas, entendo como irretocáveis as conclusões atingidas, mantendo, assim, em sua inteireza, os termos da r. decisão proferida. Fl. 599DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES Processo nº 10410.004995/200441 Acórdão n.º 1301001.430 S1C3T1 Fl. 4 5 Diante disso, encaminho o meu voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso de ofício, nos termos e fundamentos aqui então devidamente apresentados. É como voto. (Assinado digitalmente) CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER Relator Fl. 600DF CARF MF Impresso em 16/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente e m 06/05/2014 por CARLOS AUGUSTO DE ANDRADE JENIER, Assinado digitalmente em 09/07/2014 por VALMAR FO NSECA DE MENEZES
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Numero do processo: 10880.000981/2002-51
Data da sessão: Tue Aug 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF
Ano-calendário: 1997
Ementa:
MULTA ISOLADA
Correta a aplicação de multa equivalente àquela prevista no art. 61, caput e §§1° e 2°, da Lei n° 9.430, de 1996, em razão da aplicação retroativa do artigo 14 da Lei n° 11.486/2007, que alterou a redação do artigo 44 da Lei n° 9.430/1996.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2802-002.452
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relatora.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite - Relatora.
.
EDITADO EM: 14/08/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Carlos Andre Ribas de Mello.Ausente justificadamente a conselheira Julianna Bandeira Toscano.
Matéria: DCTF_IRF - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRF)
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF Ano-calendário: 1997 Ementa: MULTA ISOLADA Correta a aplicação de multa equivalente àquela prevista no art. 61, caput e §§1° e 2°, da Lei n° 9.430, de 1996, em razão da aplicação retroativa do artigo 14 da Lei n° 11.486/2007, que alterou a redação do artigo 44 da Lei n° 9.430/1996. Recurso Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relatora. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite - Relatora. . EDITADO EM: 14/08/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Carlos Andre Ribas de Mello.Ausente justificadamente a conselheira Julianna Bandeira Toscano.
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Recurso Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relatora. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora. . EDITADO EM: 14/08/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 00 09 81 /2 00 2- 51 Fl. 64DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Fernandes Leite, Carlos Andre Ribas de Mello.Ausente justificadamente a conselheira Julianna Bandeira Toscano. Relatório Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração à fl.03/13, com a exigência do crédito tributário no valor de R$4.125,83 a título de Imposto de Renda Retido na Fonte IRRF do anocalendário de 1997, composto de principal, multa de oficio de 75% e de juros de mora vinculados, calculados até 30/11/2001, bem como multa e juros de mora isolados.multa de ofício isolada. 0 referido Auto de Infração derivou de procedimento de auditoria interna executada em Declaração de Contribuições e Tributos Federais — DCTF na qual foi constatada a falta de pagamento do principal e/ou insuficiência de recolhimento dos acréscimos legais, vinculados aos códigos de receita 0561, 0588 e 1708, cuja descrição dos fatos e enquadramento legal encontramse detalhados no corpo do mencionado auto. Cientificada, a Recorrente apresentou a impugnação, fl. 01, alegando, consoante o relatório da decisão de primeira instância, que: os recolhimentos dos débitos principais indicados nos autos de infração foram realizados dentro dos prazos legais estabelecidos, razão pela qual já se encontram extintos. Assevera ainda, que demais provas e documentos admitidos em lei estão à disposição da autoridade autuante. Neste contexto, a DERAT/RJO procedeu à revisão do lançamento por meio de análise dos pagamentos, cancelando parcialmente os créditos tributários, especificamente aqueles controlados no Anexo III do auto de infração, conforme Despacho Decisório n° 380/2007, de 14/12/2007 (fls. 41) e demonstrativos de consolidação e recálculo do crédito tributário (fls. 34/38). A DRJ São Paulo I, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o lançamento, por meio do Acórdão 1618.363 DRJ/SPOI, que recebeu a seguinte ementa (fls. 44): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Anocalendário: 1997 DCTF. MULTA ISOLADA. RECOLHIMENTO FORA DO PRAZO. RETROATIVIDADE BENIGNA Comprovado o recolhimento fora do prazo do tributo confessado em DCTF, é de manterse o lançamento da ; multa isolada, observado o principio da RETROATIVIDADE BENIGNA, consagrado no art. 106, II, c, do CTN, segundo o qual se aplica penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua pratica. DCTF. JUROS DE MORA ISOLADOS.RECOLHIMENTO FORA DO PRAZO. Comprovado o recolhimento fora do prazo do tributo confessado em DCTF, é de manterse o lançamento dos juros de mora isolados. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.NEGAÇÃO GERAL. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10880.000981/200251 Acórdão n.º 2802002.452 S2TE02 Fl. 3 3 Segundo o PAF, cumpre ao sujeito passivo trazer aos autos as provas de que dispuser contra o lançamento. Apresentada apenas a negação geral, é de manterse o lançamento. Lançamento Procedente em Parte Cientificada do Acórdão em 10 de novembro de 2008 (fls. 56), em 08/12/2008 a contribuinte apresentou o recurso voluntário de fls. 57 e seguintes, alegando em síntese que: · A DERAT/RJO procedeu a revisão do lançamento por meio de análise dos pagamentos e CANCELOU parcialmente os créditos tributários, conforme Despacho Decisório n° 380/2007, de 14/12/2007 e demonstrativos de consolidação e recalculo do crédito tributário. · Todavia, persiste ainda 4a de parte do crédito tributário mantido a titulo de Multa de Oficio Isolada (cod. Rec. 6380) no valor de R$ 437,34 mais Juros de Mora Isolados (cod. Rec. 6583) no valor de R$ 21,86, ambos com fato gerador de 04021997, código de recolhimento 0561, que atualizados hoje perfaz aproximadamente o valor de R$ 1.000,00. · Contra tal crédito tributário mantido o recorrente, o invoca o principio do "in dúbio pro reo", ou "in dúbio pro mísero". A Fiscalização, através de análise interna, constatou recolhimento do tributo vinculado ao código da receita 0561, atinente a 4a semana de fevereiro do ano calendário de 1997 com principal recolhido de R$ 2.186,68. Assim fez cair por terra cerca de 70% DA AUTUAÇÃO EQUIVOCADA. · Assevera que o FISCO causoulhe despesas desnecessárias para patrocínio da defesa(impugnação) para provar algo que havia recolhido corretamente e que transferir o ônus da prova a empresarecorrente mostrase muito cômodo ao Fisco que já errou. Argumenta que a guia DARF que fora recolhida à época encontrase extraviada, justamente porque estava separada desde a data da impugnação na contabilidade terceirizada da empresa, que hoje já fora desfeito o contrato de prestação de serviços. · Pugna pela inversão da prova, baseado principalmente na boa fé, vez que existe uma forma de análise interna do Fisco para checar a data de recolhimento do tributo, que alega ter recolhido. É o relatório. Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora Fl. 66DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Ressalto que, no presente caso, não se aplica o principio do "in dúbio pro reo", ou "in dúbio pro mísero". Como bem afirmou a decisão recorrida uma vez comprovado nos autos o recolhimento fora do prazo do tributo confessado em DCTF, é de manterse o lançamento da multa isolada, observado o principio da RETROATIVIDADE BENIGNA, consagrado no art. 106, II, c, do CTN, segundo o qual se aplica penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de sua pratica. Assim, verificase que a decisão recorrida cancelou a exigência da multa isolada de R$ 1.640,00, e a substituiu pela multa de mora de R$ 437,34, em razão da aplicação retroativa do art. 14 da Lei nº 11.486, de 15 de junho de 2007, que alterou a redação do art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Como se sabe com a nova redação do art. 44 da Lei nº 9.430, de 1996, a multa isolada passou a ser aplicável somente nas hipóteses de falta de recolhimento de valores devidos a titulo de carnêleão pela pessoa física e de falta de recolhimento da antecipação por estimativa pelas pessoas jurídicas submetidas à tributação com base no lucro real anual. Não se verifica nos autos que o fisco, por comodidade, transferiu o ônus da prova ao recorrente, assim como não há previsão legal para cancelar o lançamento face aos argumentos de que o contribuinte arcou com custos da impugnação. Neste aspecto, portanto, correta a decisão recorrida. Ante o exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora Fl. 67DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/08/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 15/08/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 15/08/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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