Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,488)
- Primeira Turma Ordinária (16,437)
- Primeira Turma Ordinária (16,296)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,532)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,725)
- Terceira Câmara (68,203)
- Segunda Câmara (57,034)
- Primeira Câmara (21,275)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,877)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,959)
- Segunda Seção de Julgamen (115,716)
- Primeira Seção de Julgame (77,508)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,120)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,472)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,896)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,674)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,654)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,655)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (19,010)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 13896.902399/2008-35
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004
PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. DESPACHO DECISÓRIO. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO.
A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, c, do Decreto nº 70.235/1972. Se a prova é insuficiente, inviável a homologação da compensação. O contribuinte deve instruir o pedido com a prova da liquidez e da certeza do direito creditório.
Recurso Voluntário Negado.
Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-001.952
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente, em exercício.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201308
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. DESPACHO DECISÓRIO. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, c, do Decreto nº 70.235/1972. Se a prova é insuficiente, inviável a homologação da compensação. O contribuinte deve instruir o pedido com a prova da liquidez e da certeza do direito creditório. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
dt_publicacao_tdt : Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13896.902399/2008-35
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5323922
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3802-001.952
nome_arquivo_s : Decisao_13896902399200835.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SOLON SEHN
nome_arquivo_pdf_s : 13896902399200835_5323922.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
id : 5294554
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:09 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076605947576320
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1803; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 122 1 121 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13896.902399/200835 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3802001.952 – 2ª Turma Especial Sessão de 21 de agosto de 2013 Matéria COFINS COMPENSAÇÃO Recorrente TECSER FACILITIES MANAGEMENT LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. DESPACHO DECISÓRIO. PROVA DO CRÉDITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Se a prova é insuficiente, inviável a homologação da compensação. O contribuinte deve instruir o pedido com a prova da liquidez e da certeza do direito creditório. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente, em exercício. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 6. 90 23 99 /2 00 8- 35 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Paulo Sergio Celani, Bruno Maurício Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 9ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campinas/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, com base nos fundamentos resumidos na ementa seguinte (fls. 82): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/02/2004 a 29/02/2004 DCOMP. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. No julgamento da manifestação de inconformidade, por sua vez, a DRJ entendeu que o ônus da demonstração da liquidez e da certeza do direito de crédito seria do sujeito passivo e que não havia nos autos prova suficiente nesse sentido. O sujeito passivo, nas razões recursais de fls. 89 e ss., alega ter realizado o pagamento indevido, sem a dedução de valores retidos na fonte de suas notas fiscais a título de PIS/Pasep e Cofins. Sustenta que a falta de retificação da Dctf não pode afastar o direito à repetição do indébito, porque a verdade material deve prevalecer sobre a verdade formal. Cita jurisprudência do Carf e requer, ao final, o provimento do recurso. É o Relatório. Fl. 123DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 13896.902399/200835 Acórdão n.º 3802001.952 S3TE02 Fl. 123 3 Voto Conselheiro Solon Sehn O Recorrente teve ciência da decisão no dia 14/12/2011 (fls. 88 e 120), interpondo recurso tempestivo em 28/12/2011 (fls. 89). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. Compulsando os autos, notase que o PER/Dcomp, consoante destacado, foi transmitido sem a retificação da Dctf, o que, por sua vez, fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. Em casos dessa natureza, a Turma tem reconhecido o direito à compensação, desde que o contribuinte comprove a existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes acórdãos: “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (Carf. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Fl. 124DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 Direito Creditório Reconhecido.”(Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012. No mesmo sentido, cf.: Carf. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.125. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 28/07/2012; “PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). “COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido.” (Carf. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) No presente caso concreto, consoante destacado pela decisão recorrida, não foi apresentado pelo sujeito passivo “[...] qualquer razão ou documento que comprove o seu direito. Nenhuma apuração, documentação ou outro indicio que indicasse o pagamento indevido ou a maior e desse suporte ao crédito tributário aproveitado. Nenhum demonstrativo capaz de justificar a alegação de erro na declaração trabalhada pelos sistemas da administração tributária. Nenhum comparativo que discriminasse a formação da base de cálculo que serviu ao pagamento a maior e a base pretensamente correta” (fls. 85). Na fase recursal, por sua vez, o Recorrente esclarece que o o pagamento indevido teria resultado da falta de dedução de valores retidos na fonte a título de PIS/Pasep e Cofins. Todavia, não apresentou qualquer prova nesse sentido, ou seja, não demonstrou a Fl. 125DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 13896.902399/200835 Acórdão n.º 3802001.952 S3TE02 Fl. 124 5 liquidez e a certeza do direito creditório, pressuposto indispensável para a homologação da compensação. Votase, assim, pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 126DF CARF MF Impresso em 11/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/02/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 35386.001011/2006-16
Data da sessão: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/08/2004 a 30/06/2005
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. RETENÇÃO DE 11%. CESSÃO DE MÃO DE OBRA.
Trata-se de autuação por ausência de retenção dos 11% em cessão de mão de obra. Alega a Recorrente que o fisco não comprovou a existência de cessão de mão de obra. Entretanto, o ônus da prova é da empresa, que deveria ter demonstrado a inexistência da mesma. Serviços enquadrados nas hipóteses de cessão de mão de obra. Necessária manutenção do auto de infração.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.731
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Thiago Taborda Simões Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: THIAGO TABORDA SIMOES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201309
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/08/2004 a 30/06/2005 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. RETENÇÃO DE 11%. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. Trata-se de autuação por ausência de retenção dos 11% em cessão de mão de obra. Alega a Recorrente que o fisco não comprovou a existência de cessão de mão de obra. Entretanto, o ônus da prova é da empresa, que deveria ter demonstrado a inexistência da mesma. Serviços enquadrados nas hipóteses de cessão de mão de obra. Necessária manutenção do auto de infração. Recurso Voluntário Negado.
dt_publicacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 35386.001011/2006-16
anomes_publicacao_s : 201310
conteudo_id_s : 5301572
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Oct 22 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2402-003.731
nome_arquivo_s : Decisao_35386001011200616.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : THIAGO TABORDA SIMOES
nome_arquivo_pdf_s : 35386001011200616_5301572.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente Thiago Taborda Simões Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado.
dt_sessao_tdt : Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
id : 5127042
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076606140514304
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1625; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 237 1 236 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35386.001011/200616 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402003.731 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 17 de setembro de 2013 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. RETENÇÃO ONZE POR CENTO. Recorrente AMSTEDMAXION FUNDICAO E EQUIPAMENTOS FERROVIARIOS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2004 a 30/06/2005 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. RETENÇÃO DE 11%. CESSÃO DE MÃO DE OBRA. Tratase de autuação por ausência de retenção dos 11% em cessão de mão de obra. Alega a Recorrente que o fisco não comprovou a existência de cessão de mão de obra. Entretanto, o ônus da prova é da empresa, que deveria ter demonstrado a inexistência da mesma. Serviços enquadrados nas hipóteses de cessão de mão de obra. Necessária manutenção do auto de infração. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Thiago Taborda Simões – Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 38 6. 00 10 11 /2 00 6- 16 Fl. 241DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES 2 Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo, Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 242DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES Processo nº 35386.001011/200616 Acórdão n.º 2402003.731 S2C4T2 Fl. 238 3 Relatório Tratase de crédito lançado contra a Recorrente, relativo ao período de 08/2004 a 06/2005, compreendendo as contribuições previdenciárias relativas à retenção de 11%, instituída pela Lei 9.711/98, incidentes sobre as Notas Fiscais, Faturas ou Recibos de serviços prestados sob a modalidade de cessão de mão de obra. Nos termos do relatório fiscal de fls. 36/46, os créditos tributários foram apurados em levantamentos específicos, individualizados por empresa prestadora. A presente autuação diz respeito à prestação de serviços pela empresa A R. Almeida Manutenção e Serviços Ltda. De acordo com a fiscalização, “a empresa prestadora não procedeu ao destaque da retenção, contrariando, assim, as determinações constantes dos atos normativos (...)”. A autoridade fiscal ainda destacou a atividade no quanto previsto nas Ordens de Serviços n° 203/99, revogada pela OS/INSS 209/99 e 69/2002, alterada pela IN n° 80/2002, revogada pela IN n° 100/2003 que, posteriormente, foi revogada pela IN 03/2005. No item 10 do REFISC, a autoridade fiscal esclarece que na apuração do crédito em aberto foram descontados os valores destacados em NFs referentes a recolhimentos de 11% Intimada da autuação, a Recorrente apresentou impugnação de fls. 68/82. Às fls. 116 foi proferido despacho remetendo os autos aos auditores fiscais com determinação para que estes se pronunciassem quanto aos documentos juntados em impugnação e, ainda, que demonstrassem a hipótese legal em que o serviço prestado se subsume. Às fls. 119/122, foi juntada resposta da auditora fiscal responsável, segundo a qual o serviço prestado era o de montagem e instalação industrial (art. 146, XV, IN 03/2005). Esclareceu também que diante da ausência de documentos, a experiência profissional da autoridade fiscal foi fator decisivo, eis que o sujeito passivo não colaborou com a fiscalização. De acordo com a autoridade, não restou alternativa senão inverter o ônus da prova, “uma vez que a empresa deixou de apresentar os contratos e parte das notas fiscais dos serviços prestados atinentes ao período abrangido pela notificação (...). À fiscalização não restou outra saída a não ser recorrer à presunção, invertendo o ônus da prova com fundamento no interesse público, deixando a cargo do contribuinte que antes descumpriu seu dever de colaboração, a incumbência de, querendo, demonstrar a eventual improcedência total ou parcial do lançamento”. Ressalta, ainda, que nas contratações apontadas não havia necessidade de prédefinição do serviço a ser executado, sendo a disponibilização da mão de obra pra qualquer necessidade o objeto do contrato. Fl. 243DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES 4 Chamada a se manifestar sobre a resposta da fiscalização, Às fls. 130/136 a Recorrente apresentou manifestação em que reitera o pedido de cancelamento do lançamento. Às fls. 139/154 o lançamento foi julgado procedente, sob os seguintes fundamentos: a) Não há como acolher o pedido de produção de provas realizado pela Recorrente, uma vez que a pretensão não traz nenhum elemento que justificasse o deferimento; b) Os juros e multa aplicados foram aplicados em conformidade com a legislação que trata da questão de forma correta; c) Da mesma forma, a SELIC deve ser aplicada uma vez que, embora hajam controvérsias sobre sua constitucionalidade, nada foi decidido pelo STF e, portanto, em plena vigência; d) Sobre as alegações de inconstitucionalidade trazidas pela Impugnante, não há que se manifestar, uma vez que tais questões não podem ser analisadas no âmbito administrativo; e) No que tange a tributação de 11% sobre a cessão de mão de obra, a Impugnante alegou inaplicabilidade da retenção por inexistência de cessão de mão de obra. Todavia, no período fiscalizado a empresa se utilizou de várias empresas prestadoras de serviços, repetidos periódica ou sistematicamente, e, apesar disso, foi apresentado um número ínfimo de contratos; f) Que nos contratos firmados com empresas cedentes de mão de obra não havia prédefinição de serviço a ser executado, a mão de obra era colocada a disposição da contratante para qualquer necessidade. Assim, nesses casos visase a prestação de serviço, com fornecimento de mão de obra e não um resultado, uma obra certa com preço determinado em razão do resultado; g) Parte das empresas contratadas sequer possuem instalações próprias, sendo seus escritórios dentro da própria autuada; h) Na ação fiscal não fora apresentado o Contrato de Prestação de Serviços e as Notas Fiscais somente foram apresentadas em parte. Ou seja, a Impugnante nada trouxe aos autos que pudesse corroborar com suas alegações; i) Quanto à alegação de utilização de equipamentos na prestação dos serviços, não há que se falar em redução de base de cálculo, uma vez que a empresa não apresentou contrato de prestação de serviços capaz de demonstrar os equipamentos utilizados; j) Quanto à alegação de que os serviços teriam sido executados pelo sócio da empresa contratada e, portanto, não haveria retenção, não há que prosperar, uma vez que a Impugnante não logrou êxito em comprovar o cumprimentos de requisitos indispensáveis ao afastamento da retenção, quais sejam: que a contratada não tenha empregados e os serviços sejam prestados pessoalmente pelo titular ou sócio, bem como que seu Fl. 244DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES Processo nº 35386.001011/200616 Acórdão n.º 2402003.731 S2C4T2 Fl. 239 5 faturamento do mês anterior seja igual ou inferior a duas vezes o limite máximo do salário de contribuição, nos termos do art. 148 da IN SRP n° 3/2005; k) A situação do contrato em análise se enquadra no caso típico definido pelo legislador como cessão de mão de obra, ou seja, colocação de segurados à disposição da contratante, no sentido de que essa se utilize de mão de obra contratada para execução dos serviços, sem ônus empregatício, sendo que se a contratação não se efetivasse, a tomadora necessitaria de empregados próprios para execução dos chamados serviços contínuos; l) Quanto à alegação de cerceamento de defesa, não merece acolhida. A impugnante teve a oportunidade de apresentar os documentos e livros, bem como prestar os esclarecimentos que pudessem corroborar suas alegações e não o fizera. Ao final, julgou procedente o lançamento, declarando o contribuinte devedor da Seguridade Social. Intimada do resultado, a Recorrente interpôs recurso voluntário de fls. 161/174, alegando, em suma: 1. Nulidade do lançamento vez que pautado apenas em presunção. De acordo com a Recorrente “a própria auditoria reconhecera i) que a Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência entende que é dever do auditor fiscal, previamente, constatar a ocorrência da cessão; ii) que não havia meios de prova ou indício material da cessão de mão de obra; iii) que sua experiência profissional (e não elementos fáticos) pautou a referida presunção; e iv) que a única justificativa para tal presunção residiria na alegada falta de colaboração, por parte do contribuinte, em disponibilizar documentos comprobatórios da existência de prestação de serviços”.; 2. Inexistência de mão de obra, uma vez que as notas fiscais juntadas aos autos não demonstram os requisitos citados no art. 31 da Lei n° 8.212/91, pois se extrai da própria natureza do serviço contratado que a prestação de resultado depende da capacidade técnica da prestadora de serviços; 3. O ajuste da Recorrente com a empresa AR Almeida não se limita ao simples fornecimento de mão de obra, sob controle e orientação da contratante do serviço, mas de pacto envolvendo típica obrigação de resultado; 4. Não há que se falar em retenção da contribuição previdenciária pois o serviço foi prestado pelo próprio sócio da contratada, por se tratar de pessoa jurídica que não possui empregados e, portanto, não há quem lhe preste serviços. Portanto, a pessoa jurídica sem empregados jamais poderá ser contribuinte da Previdência Social, nos termos do art. 195, I, ‘a’, da CF/88; 5. Ademais, o requisito referente ao faturamento não possui respaldo legal, eis que o prestador de serviços não pratica o fato jurídico tributável e, portanto, não sujeito à obrigação independentemente de seu faturamento; 6. Inaplicabilidade de juros SELIC; Fl. 245DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES 6 Ao final, requer o provimento do recurso voluntário. Os autos foram remetidos ao CARF para julgamento do Recurso Voluntário. É o relatório. Fl. 246DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES Processo nº 35386.001011/200616 Acórdão n.º 2402003.731 S2C4T2 Fl. 240 7 Voto Conselheiro Thiago Taborda Simões Relator Inicialmente, o Recurso Voluntário atende a todos os requisitos de admissibilidade, inclusive a tempestividade, razão pela qual deve conheço. Preliminarmente Alega a Recorrente a nulidade do lançamento vez que pautado em mera presunção da fiscalização. A Lei de Processo Administrativo é clara quanto às hipóteses de nulidade do auto de infração. A presunção pautada nos dispositivos que tratam da aferição indireta por si só não é suficiente à ensejar a nulidade do lançamento. No Mérito A Lei n° 8.212/91, ao tratar da cessão de mão de obra assim dispõe: Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão de obra, a importância retida até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia, observado o disposto no § 5o do art. 33 desta Lei. (...) § 3o Para os fins desta Lei, entendese como cessão de mãode obra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividadefim da empresa, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação. § 4o Enquadramse na situação prevista no parágrafo anterior, além de outros estabelecidos em regulamento, os seguintes serviços: I limpeza, conservação e zeladoria; II vigilância e segurança; III empreitada de mãodeobra; Fl. 247DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES 8 IV contratação de trabalho temporário na forma da Lei n° 6.019, de 3 de janeiro de 1974. Em complemento, o Regulamento da Previdência Social traz rol de serviços que se enquadram como cessão de mão de obra: Art. 219. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão ou empreitada de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços e recolher a importância retida em nome da empresa contratada, observado o disposto no § 5º do art. 216. § 1° Exclusivamente para os fins deste Regulamento, entendese como cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade fim da empresa, independentemente da natureza e da forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974, entre outros. § 2º Enquadramse na situação prevista no caput os seguintes serviços realizados mediante cessão de mãodeobra: I limpeza, conservação e zeladoria; II vigilância e segurança; III construção civil; IV serviços rurais; V digitação e preparação de dados para processamento; VI acabamento, embalagem e acondicionamento de produtos; VII cobrança; VIII coleta e reciclagem de lixo e resíduos; IX copa e hotelaria; X corte e ligação de serviços públicos; XI distribuição; XII treinamento e ensino; XIII entrega de contas e documentos; XIV ligação e leitura de medidores; XV manutenção de instalações, de máquinas e de equipamentos; XVI montagem; XVII operação de máquinas, equipamentos e veículos; XVIII operação de pedágio e de terminais de transporte; Fl. 248DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES Processo nº 35386.001011/200616 Acórdão n.º 2402003.731 S2C4T2 Fl. 241 9 XIX operação de transporte de passageiros, inclusive nos casos de concessão ou subconcessão; XX portaria, recepção e ascensorista; XXI recepção, triagem e movimentação de materiais; XXII promoção de vendas e eventos; XXIII secretaria e expediente; XXIV saúde; e XXV telefonia, inclusive telemarketing. No caso sob análise, a auditoria fiscal entendeu tratarse de hipótese de tributação pois verificados indícios de cessão de mão de obra. A Recorrente, por sua vez, alega não haver cessão de mão de obra, mas não demonstra através de provas a descaracterização da espécie. A simples alegação de inexistência de cessão de mão de obra não é suficiente a descaracterizar a autuação. A autoridade fiscal acostou junto ao auto de infração cópias de notas fiscais cuja descrição dos serviços se enquadra na hipótese prevista em lei como submetida à incidência dos 11%. Sendo assim, cabia à Recorrente o enquadramento dos serviços em natureza diversa e a demonstração clara de que tais não se tratavam de cessão de mão de obra. Conclusão Por todo o supra exposto, voto pelo conhecimento do recurso voluntário e a ele nego provimento. É como voto. Thiago Taborda Simões. Fl. 249DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES, Assinado digitalmente em 17/10/201 3 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 07/10/2013 por THIAGO TABORDA SIMOES
score : 1.0
Numero do processo: 13837.000340/2007-24
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jul 31 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
Ementa:
DEDUÇÕES. COMPROVAÇÃO
É de se acatar somente as deduções comprovadas por documentação hábil, apresentada pelo contribuinte.
Recurso provido em parte.
Numero da decisão: 2802-002.356
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado: por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer dedução de dependentes no valor de R$1.272,00 (hum mil, duzentos e setenta e dois reais), de despesas com instrução no valor de R$1.998,00 (hum mil, novecentos e noventa e oito reais) e de despesas médicas no montante de R$930,66 (novecentos e trinta reais e sessenta e seis centavos), nos termos do voto da relatora.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente
(assinado digitalmente)
Dayse Fernandes Leite Relatora
EDITADO EM: 14/7/2013
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Dayse Fernandes Leite, Carlos Andre Ribas de Mello.
Nome do relator: DAYSE FERNANDES LEITE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201306
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 Ementa: DEDUÇÕES. COMPROVAÇÃO É de se acatar somente as deduções comprovadas por documentação hábil, apresentada pelo contribuinte. Recurso provido em parte.
dt_publicacao_tdt : Wed Jul 31 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13837.000340/2007-24
anomes_publicacao_s : 201307
conteudo_id_s : 5280572
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Jul 31 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2802-002.356
nome_arquivo_s : Decisao_13837000340200724.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : DAYSE FERNANDES LEITE
nome_arquivo_pdf_s : 13837000340200724_5280572.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer dedução de dependentes no valor de R$1.272,00 (hum mil, duzentos e setenta e dois reais), de despesas com instrução no valor de R$1.998,00 (hum mil, novecentos e noventa e oito reais) e de despesas médicas no montante de R$930,66 (novecentos e trinta reais e sessenta e seis centavos), nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora EDITADO EM: 14/7/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Dayse Fernandes Leite, Carlos Andre Ribas de Mello.
dt_sessao_tdt : Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
id : 4988666
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076606303043584
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1846; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 596 1 595 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13837.000340/200724 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802002.356 – 2ª Turma Especial Sessão de 18 de junho de 2013 Matéria IRPF Recorrente AURO DE CAMARGO ARANTES JÚNIOR Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 Ementa: DEDUÇÕES. COMPROVAÇÃO É de se acatar somente as deduções comprovadas por documentação hábil, apresentada pelo contribuinte. Recurso provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para restabelecer dedução de dependentes no valor de R$1.272,00 (hum mil, duzentos e setenta e dois reais), de despesas com instrução no valor de R$1.998,00 (hum mil, novecentos e noventa e oito reais) e de despesas médicas no montante de R$930,66 (novecentos e trinta reais e sessenta e seis centavos), nos termos do voto da relatora. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso –Presidente (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite – Relatora EDITADO EM: 14/7/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martin Fernandez, Dayse Fernandes Leite, Carlos Andre Ribas de Mello. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 7. 00 03 40 /2 00 7- 24 Fl. 117DF CARF MF Impresso em 31/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 14/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Versam os autos sobre Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF, fls. 06/11, na qual se exige R$ 7.203,35 de imposto suplementar, R$ 5.402,51, de multa de ofício de 75%, e acréscimos legais decorrentes da revisão da declaração de rendimentos relativa ao exercício de 2003, ano calendário de 2002, em face de glosa de: dependentes no valor de R$1.272,00, despesas com instrução no valor de R$1.998,00 e despesas médicas, no montante de R$ 23.614,61, por falta de comprovação . Apresentada Impugnação de fls. 1/05, acompanhada dos documentos de fls. 12/89, alegando, em síntese, consoante o relatório da decisão de primeira instância: “ que a Receita Federal enviou Termo de Intimação Fiscal e Auto de Infração ao seu antigo endereço comercial, motivo pelo qual requer seja devolvido o prazo para impugnação. Alega também que está apresentando em anexo a documentação solicitada pela Receita Federal a fim de comprovar a licitude e veracidade das informações constantes de sua Declaração do Imposto de Renda do exercício 2003.Alega ainda que em razão do longo' decurso de tempo transcorrido entre a declaração objeto da autuação e a presente impugnação, não dispõe do restante ;dos» r comprovantes de pagamento.Requer, ante o exposto, a correção dos valores lançados e a devolução do prazo para a defesa.” A 11ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento São Paulo II (SP), ao examinar o pleito, proferiu o acórdão n° 1732.156, de 26 de maio de 2009, que se encontra às fls. 92/95, cuja ementa é a seguinte: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2002 Ementa: IRPF. DEDUÇÃO DE DEPENDENTES. Somente poderá ser aceita dedução com dependentes quando comprovada a relação de dependência e quando preenchidos os requisitos legais para a dedução. GLOSA DE DEDUÇÃO DE DESPESAS MÉDICAS. Comprovado, nos autos, o pagamento parcial das despesas médicas informadas na declaração de rendimentos do exercício fiscalizado, deve ser restabelecida a dedução relativa à despesa comprovada. DESPESA COM INSTRUÇÃO. DEDUÇÃO. Somente poderá ser aceita dedução de despesas de instrução com dependentes se comprovada a relação' de dependência. Lançamento Procedente em Parte Nas razões de Voluntário (fls. 102/104), o recorrente argumenta que Bruna Leniar Arantes é sua filha e sua dependente para fins do imposto de renda. Junta às fls. 106 a certidão de nascimento de Bruna Leniar. Era o essencial a ser relatado Voto Conselheira Dayse Fernandes Leite, Relatora Fl. 118DF CARF MF Impresso em 31/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 14/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13837.000340/200724 Acórdão n.º 2802002.356 S2TE02 Fl. 597 3 O recurso é tempestivo. Estando dotado, ainda, dos demais requisitos formais de admissibilidade, dele conheço. O litígio trata de comprovação de Dedução de Dependentes Dedução de Despesas com Instrução e parte das despesas médicas no montante de R$18.964,28. Em primeira instância o lançamento foi parcialmente mantido sob o fundamento de que: Dedução de Dependentes: “não foi juntado nenhum documento que possa comprovar a relação de dependência Bruna Lenear Arantes nos moldes do artigo 77 do RIR/99.” Dedução de Despesas com Instrução: “não configurada a relação de dependência de Bruna Lenear Arantes, não poderá ser restabelecida a dedução glosada no valor de RS 1.998,00 referente ao pagamento de mensalidades do Colégio São Judas Tadeu (docs. De fls. 76/89)”. Deduções de Despesas Médicas: “O contribuinte trouxe aos autos documentos que comprovam o pagamento de R$ 3.819,65, relativo aos recibos médicos de fls. 27/30, 34/42, 47/75. Também comprovou o pagamento de despesas com plano de saúde relativo ao próprio tratamento, no valor de R$ 830,68, fls. 25. Não poderão ser consideradas as despesas médicas pleiteadas com Bruna Lenear Arantes, de fls. 25, 31 e 43/46, por não ter havido a comprovação da relação de dependência. Também não foi considerada a despesa com consulta médica, no valor de R$ 60,00, fls. 26, uma vez que o recibo apresentado não atende às formalidades exigidas pela legislação do imposto de renda.” Em sede de recurso, o contribuinte apresentou, às fls. 106 a certidão de nascimento de Bruna Leniar, sua filha, nascida em 14 de novembro de 1988. Assim, com a comprovação do direito a dedução com dependente, conseqüentemente resta comprovado a despesa com instrução no valor de R$ 1.998,00, despesas médicas relativas aos comprovantes de de fls. 25, 31 e 43/46, no montante de R$930,00. Quanto aos recibo de fls. 26, , no valor R$60,00, deixo de acatar tendo em vista que foi emitido em desacordo com o Art. 8º, III da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, ou seja, falta os elementos já indicados pela DRJ, no acórdão vergastado. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso, para restabelecer r a glosa de: dependentes no valor de R$1.272,00, despesas com instrução no valor de R$1.998,00 e despesas médicas, no montante de R$930,66. (assinado digitalmente) Dayse Fernandes Leite Relatora Fl. 119DF CARF MF Impresso em 31/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 14/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 120DF CARF MF Impresso em 31/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/07/2013 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 14/07/201 3 por DAYSE FERNANDES LEITE, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 11065.000731/2007-00
Data da sessão: Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL e Imposto de
Renda Pessoa Jurídica – IRPJ Exercício: 2002, 2003, 2004, 2005
SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO. CARACTERIZAÇÃO. CONTRAPARTIDA. NÃO VINCULAÇÃO DA APLICAÇÃO DOS RECURSOS. A concessão de incentivos às empresas consideradas de fundamental interesse para o desenvolvimento dos Estados da Bahia e do Rio Grande do Sul, dentre eles a restituição total ou parcial do ICMS, configura
outorga de subvenção para investimentos, notadamente quando presentes a: i) intenção da pessoa jurídica de Direito Público em subvencionar determinado empreendimento e; ii) aumento do estoque de capital na pessoa jurídica subvencionada, mediante incorporação dos recursos no seu patrimônio. O conjunto de obrigações assumidas pela beneficiária em contrapartida ao favor
fiscal não configura aplicação obrigatória dos recursos transferidos.
Recurso Voluntário provido.
Numero da decisão: 1401-000.455
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, vencidos os conselheiros Antônio Bezerra Neto e Fernando Luiz Gomes de Mattos.
Nome do relator: Maurício Pereira Faro
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201102
ementa_s : Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL e Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ Exercício: 2002, 2003, 2004, 2005 SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO. CARACTERIZAÇÃO. CONTRAPARTIDA. NÃO VINCULAÇÃO DA APLICAÇÃO DOS RECURSOS. A concessão de incentivos às empresas consideradas de fundamental interesse para o desenvolvimento dos Estados da Bahia e do Rio Grande do Sul, dentre eles a restituição total ou parcial do ICMS, configura outorga de subvenção para investimentos, notadamente quando presentes a: i) intenção da pessoa jurídica de Direito Público em subvencionar determinado empreendimento e; ii) aumento do estoque de capital na pessoa jurídica subvencionada, mediante incorporação dos recursos no seu patrimônio. O conjunto de obrigações assumidas pela beneficiária em contrapartida ao favor fiscal não configura aplicação obrigatória dos recursos transferidos. Recurso Voluntário provido.
numero_processo_s : 11065.000731/2007-00
conteudo_id_s : 5564047
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jan 15 00:00:00 UTC 2018
numero_decisao_s : 1401-000.455
nome_arquivo_s : 140100455_11065000731200700_201102.pdf
nome_relator_s : Maurício Pereira Faro
nome_arquivo_pdf_s : 11065000731200700_5564047.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, vencidos os conselheiros Antônio Bezerra Neto e Fernando Luiz Gomes de Mattos.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 23 00:00:00 UTC 2011
id : 6263980
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076606327160832
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 17; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2022; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T1 Fl. 1 1 S1C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11065.000731/200700 Recurso nº 166.179 Voluntário Acórdão nº 1401000.455 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 23.02.2011 Matéria IRPJ E CSLL Recorrente BISON INDÚSTRIA DE CALCADOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL e Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ Exercício: 2002, 2003, 2004, 2005 SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO. CARACTERIZAÇÃO. CONTRAPARTIDA. NÃO VINCULAÇÃO DA APLICAÇÃO DOS RECURSOS. A concessão de incentivos às empresas consideradas de fundamental interesse para o desenvolvimento dos Estados da Bahia e do Rio Grande do Sul, dentre eles a restituição total ou parcial do ICMS, configura outorga de subvenção para investimentos, notadamente quando presentes a: i) intenção da pessoa jurídica de Direito Público em subvencionar determinado empreendimento e; ii) aumento do estoque de capital na pessoa jurídica subvencionada, mediante incorporação dos recursos no seu patrimônio. O conjunto de obrigações assumidas pela beneficiária em contrapartida ao favor fiscal não configura aplicação obrigatória dos recursos transferidos. Recurso Voluntário provido. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, vencidos os conselheiros Antônio Bezerra Neto e Fernando Luiz Gomes de Mattos. (Assinado digitalmente) Viviane Vidal Wagner Presidente (Assinado digitalmente) Maurício Pereira Faro Relator Participaram do julgamento os conselheiros Viviane Vidal Wagner, Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro e Karem Jureidini Dias. Fl. 592DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 2 2 Relatório Tratase de recurso voluntário contra o Acórdão nº 1014.412 da Primeira Turma da DRJ/POÁ. Por economia processual, adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância: Em 5 de dezembro de 2006, a Administração Tributária deu início aos trabalhos de fiscalização tendentes à verificação do adequado recolhimento dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil — RFB (vide documentos das folhas 7 e 8). Durante o período objeto de auditoria, o contribuinte optou pela apuração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica — IRPJ e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social incidente sobre o Lucro — CSL com base no lucro real anual, fato que acarreta o recolhimento de estimativas. No curso dos trabalhos de fiscalização, o contribuinte foi intimado a esclarecer seus procedimentos relativamente aos benefícios fiscais concedidos pelos Estados do Rio Grande do Sul (Fundo Operação Empresa Fundopem) e da Bahia (Programa de Incentivo ao Comércio Exterior — Procomex e Programa de Desenvolvimento da Bahia — Probahia). O Fisco fez, em essência, quatro indagações (vide "Termo de Intimação n° 03" à folha 530). O contribuinte apresentou respostas para todas as indagações (vide documento das folhas 531 a 533). Efetuo, a seguir, resumo das perguntas e respectivas respostas. 1) Quais os critérios adotados para o registro das operações na escrituração comercial? Os benefícios denominados Fundopem e Probahia são lançados a débito da conta "ICMS a Recuperar", integrante do Ativo Circulante, e a crédito da conta "Subvenções para Investimento", integrante do Patrimônio Líquido, enquanto o benefício denominado Procomex é lançado a débito da conta "Desenbahia — Proeomex", integrante do Ativo Circulante, e a crédito da conta "Subvenções para Investimento", integrante do Patrimônio Líquido. 2) Quanto à natureza dos benefícios, seriam eles subvenções para investimento? Os valores dos beneficios são "contabilizados em conta de Subvenções para Investimentos". 3) Os valores atinentes aos benefícios foram incluídos nas bases de cálculo do IRPJ, da CSL, da Contribuição para o Programa de Integração Social — Pis e da Contribuição para o Fl. 593DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 3 3 Financiamento da Seguridade Social incidente sobre o Faturamento — Cofins? Não. 4) Quais os valores mensais contabilizados em conta de reserva de capital (subvenção para investimento) relativamente a cada um dos benefícios? Os valores foram indicados pelo contribuinte no documento constantes das folhas 532 e 533 dos autos. O AuditorFiscal efetuou análise dos diversos benefícios. Transcrevo, a seguir, os principais aspectos alinhados nas respectivas avaliações: PROBAHIA "O beneficio em comento foi concedido pelo Estado da Bahia, baseado na Lei estadual n°7025 de 1997, alterada pela Lei 7138 de 1997 e regulamentada pelo Decreto n° 6734 de 1997 (fls. 493 a 497). A• concessão se deu através da Resolução 50/99 (fl 498), do Conselho Deliberativo do Probahia, fixando em 90% o percentual do crédito presumido a ser utilizado pelo contribuinte e retificada pela Resolução 17/02 (fl. 499), do mesmo Conselho, para fixar em 15 anos o prazo de vigência do beneficio, contado a partir da emissão da primeira nota fiscal." O mecanismo do beneficio, segundo o caput do artigo 1° consiste no creditamento de ICMS pela aplicação de um percentual sobre o imposto incidente nas saídas da produção de cada estabelecimento instalado no Estado. FUNDOPEM "Este benefício, denominado Fundopem, foi regulamentado pelo Decreto Estadual 36264/95 e pela Resolução Normativa Fundopem/RS n° 40/97 (fls. 501 a 504), teve a adesão do contribuinte ora fiscalizado através do Protocolo n° 1/98 (fls. 505 a 509) e foi concedido pelo Decreto Estadual 37.894/97, pelo prazo máximo de oito anos. De acordo com a Cláusula Quarta do Protocolo firmado, a subvenção concedida consiste de um crédito presumido do ICMS a ser creditado mensalmente pelo contribuinte. O crédito presumido é baseado no número de empregos criados e no ICMS incremental gerado pelo mesmo em sua saídas, podendo chegar a se creditar de um percentual de até 75% do incremento da arrecadação do imposto decorrente da expansão de suas atividades, durante a vigência do beneficio (8 anos) e desde que cumpra com as exigências estabelecidas, tais como: cumprir o projeto aprovado, recolher em dia o ICMS decorrente de suas operações e atender as exigências ambientais.”. PROCOMEX Fl. 594DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 4 4 "Este beneficio, denominado Procomex, criado pela Lei Estadual 7.024/97 e regulamentado pelo Decreto Estadual n° 7.798/00, teve a adesão do contribuinte ora fiscalizado através do ProtocoloFundese/Procomex n° 1.032.2001/27 (fls. 510 a 517), aprovado pela Resolução 12/99 (fi. 518). A subvenção concedida consistia, originalmente, de um financiamento no valor de 11% do valor FOB de cada exportação mensal de produtos da fiscalizada fabricados na Bahia. O financiamento possuía um prazo de carência de 36 meses, com juros de 3% ao ano, desde a data da liberação dos recursos. Ao efetuar a amortização do financiamento dentro do prazo, conforme a Cláusula Quinta, parágrafo Terceiro do Protocolo e conforme a Resolução 12/99, o contribuinte teria direito a um desconto (rebatimento) de 90% do saldo devedor. Entretanto, devido a problemas financeiros do Governo do Estado da Bahia que inviabilizaram a liberação dos recursos contratados, o contribuinte fez, no dia 23 de maio de 2005, opção pelo uso de crédito fiscal em substituição ao financiamento original, na forma prevista na Lei Estadual 9.430/2005, art. 4° e nos artigos 10 a 15 do Decreto Estadual 9.426/05. Esta opção foi homologada pela Resolução 110/2005 (fl. 520). Assim sendo, o contribuinte, a partir de 31 de julho de 2005, passou a creditarse de ICMS, mediante débito em conta do ativo "DESENBAHIA — PROCOMEX" como contrapartida na conta de reserva de capital "SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTOS". A partir dos livros contábeis (lis. 525 a 529) e da declaração do contribuinte (fls. 531 a 533), apuramos que o próprio contabilizou na conta reserva de capital "SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTOS", como contrapartida dos lançamentos a débito na conta do ativo "DESENBAHIA — PROCOMEX", créditos presumidos de ICMS de que trata este item do relatório, nos montantes demonstrados na tabela n°3 abaixo.”. Diante dos esclarecimentos apresentados pelo contribuinte e das características dos beneficios, a Fiscalização lavrou o "Termo de Constatação n° 02" (vide documento das folhas 543 e 544), no qual apontou os requisitos para a configuração da isenção prevista no art. 38, § 2°, do Decretolei n° 1.598, de 26 de dezembro de 1977, com a redação que lhe foi dada pelo Decreto lei n° 1.730, de 17 de dezembro de 1979, nos seguintes termos: "c.1) recursos oriundos de pessoas jurídicas de direito público; c.2) possuírem destinação especifica para investimentos em implantação ou expansão do empreendimento econômico projetado; c.3) sincronismo entre a intenção do subvencionador e a ação do subvencionado; Fl. 595DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 5 5 c.4) o beneficiário da subvenção deve ser a pessoa jurídica titular do empreendimento econômico; c.5) deve ser registrada contabilmente em conta de reserva de capital que somente poderá ser utilizada para absorver prejuízos ou ser incorporada ao capital social.”. Os requisitos indicados pela Fiscalização foram colhidos dos termos do Parecer Normativo da CoordenaçãoGeral do Sistema de Tributação — PN CST n° 112, de 29 de dezembro de 1978, publicado no Diário Oficial da União no dia 11 de janeiro de 1979 (vide documento das folhas 534 a 542). Tendo por premissa os requisitos antes referidos, o agente do Fisco concluiu não ser aplicável a norma isentiva do art. 38, § 2°, do Decretolei n° 1.598/1977 às verbas subvencionadas ao contribuinte, indicadas por ele próprio no documento das folhas 532 e 533 dos autos. Constatado o fato, o contribuinte foi intimado a manifestarse. Verifiquese os termos da conclusão e da intimação (vide documento das folhas 543 e 544): "d) As subvenções mencionadas no item 1 deste Termo, tendo em vista que os créditos do ICMS podem ter qualquer utilização, inclusive a alienação para terceiros, sem qualquer sincronia de ação por parte do beneficiário com a intenção de quem concedeu o beneficio, não atendem aos requisitos constantes dos subitens c.2 e c.3; 2 — Não tendo o contribuinte acima qualificado incluído nas Bases de cálculo do IRPJ e da CSLL os créditos fiscais presumidos indicados no item 1 deste Termo, o mesmo sujeitase ao lançamento de oficio dos referidos tributos sobre as receitas. Isto posto, INTIMAMOS o contribuinte acima qualificado se manifestar, por escrito, acerca das constatações expressas neste Termo, no prazo de 5 (cinco) dias úteis e a informar no mesmo prazo, por escrito, se possui consulta formulada junto à Secretaria da Receita Federal ou decisão judicial sobre a tributação das subvenções aqui tratadas." Diante da intimação, o contribuinte, respeitado o prazo ofertado, apresentou a seguinte resposta (vide documento da folha 545), desacompanhada de qualquer outro documento: "A constatação expressa no item 1, "d", está equivocada, uma vez que as subvenções dadas pelo Estado do RGS e da Bahia não podem ser objeto de alienação para terceiros. • Ademais, ambos Estados têm rigorosos sistemas de fiscalização que examinam o sincronismo entre a intenção do subvencionador e a ação do subvencionado, bem como demais condições norteadoras dos beneficios. Por fim, o beneficio concedido pelo Estado da Bahia está contabilizado como ativo, não tendo sido, ainda, objeto de fruição alguma” Fl. 596DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 6 6 Tendo em vista o cenário acima descrito, a Fiscalização efetuou o lançamento de ofício do IRPJ e da CSL incidente sobre as verbas relativas aos benefícios fiscais concedidos pelos Estados do Rio Grande do Sul (Fundopem) e da Bahia (Procomex e Probahia). Confirmaram, portanto, o resultado que afirmaram sucederia caso o contribuinte não contestasse (e provasse, por óbvio) as conclusões do Termo de Constatação n° 02 (vide item 2 do documento da folha 543). O lançamento tomou por base os valores auferidos com os benefícios indicados pelo próprio contribuinte (vide documento das folhas 532 e 533 em cotejo com os dados das folhas 613, 616 e 618 dos autos, integrantes do "Relatório da Ação Fiscal"). A motivação do ato administrativo repousa, essencialmente, nas afirmações constantes do Termo de Constatação n° 02", lastreadas no PN CST fl. 112/1978. Adicionalmente, o agente do Fisco fez avaliação do fato tributável identificado da seguinte forma (folhas 620 e 621 dos autos "Relatório da Ação Fiscal"): "Analisando o caso concreto, constatamos que, para a fruição dos benefícios, a única condição é de se estabelecer e produzir. Enquanto estiver produzindo, dentro da vigência do beneficio concedido, o contribuinte terá direito ao incentivo. O crédito fiscal, então, não visa entregar à empresa o capital necessário para instalar ou ampliar uma fábrica, mas tratase de um apoio financeiro indireto, que aumenta seu capital de giro sem que haja qualquer vinculação direta e concomitante com os valores investidos na produção. No caso em questão, os três benefícios foram concedidos com prazo definido, sem nenhum limite que garanta correspondência entre a subvenção concedida e o valor investido pelo beneficiário. Desse modo, o valor total subvencionado, com o passar dos anos, poderá chegar a um montante superior ao valor investido no empreendimento incentivada” A conclusão do AuditorFiscal foi no sentido de que as subvenções concedidas ao contribuinte não seriam da espécie para investimento, mas sim da espécie para custeio ou operação. Dessa forma, afastou o tratamento prescrito no art. 38, § 2°, do Decretolei n° • 1.598/1997, com a redação que lhe foi dada pelo Decretolei n° 1.710/1979, para aplicar o disposto no art. 44, inciso IV, da Lei n°_ 4.506, de 30 de novembro de 1964 (vide folha 623). Fundamental, para o agente do Fisco, a falta de sincronismo entre a intenção do subvencionador e a ação do subvencionado. Não pode ser afastada, também, a específica aplicação do benefício na implantação ou expansão de projetos econômicos. Tal sincronismo seria impossível, uma vez o início da fruição do benefício ocorreria em momento posterior ao do investimento. Inviável, da mesma forma, a específica aplicação da subvenção (vide folha). Fl. 597DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 7 7 624). O trabalho fiscal contraargumentou a manifestação do contribuinte decorrente do "Termo de Constatação n° 02". Quanto à possibilidade de alienação dos créditos obtidos em razão das subvenções, o representante do Fisco informou existir previsão específica no art. 12 do Decreto n° 9.426, de 17 de maio de 2005, do Governador do Estado da Bahia, para o caso do Procomex (vide cópia da norma à folha 733). A fiscalização exercida pelos subvencionadores dirigese à verificação dos termos e condições impostos aos subvencionados, não necessariamente os mesmos que permitem a isenção do IRPJ e da CSL. O agente do Fisco aponta, ainda, que os benefícios concedidos a empresa geram efeito positivo sobre o caixa, uma vez que reduzem o desembolso com o pagamento de impostos. Esse excedente de caixa, sustenta, pode ser utilizado por outras filiais do contribuinte localizadas fora do Estado subvencionador, quiçá, até, no exterior. Quanto à não fruição dos benefícios concedidos pelo Estado da Bahia, avocou o princípio da competência, asseverando ser o reconhecimento da receita independente do recebimento financeiro. Não bastasse isso, o benefício do Probahia, consubstanciado em crédito presumido do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços — ICMS, surge com a saída da mercadoria e é utilizado no mês do seu surgimento, enquanto o benefício do Procomex pode ser transferido a terceiros nos termos do art. 12 do Decreto Baiano n°9.426/2005. O agente do Fisco considerou, portanto, tributáveis os valores obtidos de 2002 a 2005 em razão das subvenções concedidas pelos Estados do Rio Grande do Sul e da Bahia, lavrando auto de infração por omissão de receitas. A multa aplicada foi a de 75% Em todos os períodos referidos foram apurados valores tributáveis relativamente ao IRPJ e à CSL. Como o contribuinte havia apurado prejuízo fiscal nos anoscalendário de 2003 e 2005, houve a reversão dos prejuízos apurados. Da mesma forma, diante da compensação do prejuízo relativo ao ano de 2003 quando da apuração do resultado tributável relativo ao anocalendário de 2004 houve a reversão daquela compensação. Através do ato administrativo do lançamento efetuouse, também, a exigência da multa isolada, no percentual de 50%, decorrente do não recolhimento das estimativas devidas. Quanto à apuração do valor devido, pertinente transcrever parte dos esclarecimentos fiscais (vide folha 628): "No curso desta fiscalização, o contribuinte apresentou Laudos Constitutivos (fls. 574 a 585) que reconhecem seu direito à redução de 75% do IRPJ, calculado com base no lucro da exploração. Entretanto, em face do disposto no artigo 66 da Instrução Normativa SRF n° 267 de 2002, abaixo transcrito, a redução do IRPJ calculada com base no lucro da exploração não foi considerada na presente autuação." Os autos de infração foram cientificados ao contribuinte no dia 2 de abril de 2007, uma segundafeira (vide documentos das folhas 630, 645 e 655). A impugnação foiapresentada no dia 30 de abril de 2007, também segundafeira (vide documentos das folhas 664 Fl. 598DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 8 8 e 753). A impugnação foi apresentada no vigésimo oitavo dia do prazo legalmente concedido, que é de trinta dias. O impugnante abre sua impugnação tecendo comentários a respeito do contexto fático em torno do qual surgiu a autuação. Confirase (vide folha 666): "A impugnante possui como objeto social a industrialização e a comercialização de calçados, bolsas e artefatos. A indústria calçadista, intensa empregadora de mãodeobra, tem enfrentado uma série de adversidades econômicas (desvalorização do real, competição acirrada com produtos estrangeiros, alta carga tributária). Neste contexto, a busca por melhores condições de mercado é absolutamente imprescindível para a sobrevivência da atividade. O Estado, por sua vez, através de subvenções, busca atrair novos investimentos que aumentem a oferta de emprego e o desenvolvimento econômico de uma região. Este o contexto fálico." A seguir, o contribuinte aponta detalhes das subvenções a ele outorgadas, objetivando demonstrar que elas são da espécie para investimentos. Relativamente à subvenção denominada Probahia, salienta os termos do art. 1°, § 5°, incisos II e III, do Decreto Baiano n° 6.734, de 9 de setembro de 1997 (vide folhas 868 a 890), assim redigido: "Art. I° Fica concedido crédito presumido nas operações de saídas dos seguintes produtos montados ou fabricados neste Estado e nos percentuais a saber: II calçados, seus insumos e componentes, bolsas, cintos e artigos de malharia: até 99% (noventa e nove por cento) do imposto incidente durante o período de até 20 (vinte) anos de produção, observado o disposto nos §§ 4°e 5°, deste artigo; § 4° O percentual de crédito presumido e o prazo, previstos nos incisos II, III e VI a VIII deste artigo, serão utilizados pelo estabelecimento de acordo com os quantitativos definidos em Resolução do Conselho Deliberativo do Programa de Promoção do Desenvolvimento da Bahia PROBAHIA. § 5° Na definição dos quantitativos a que alude o parágrafo anterior deverá ser considerado, em relação ao estabelecimento beneficiário: I localização dentro das áreas de interesse estratégico para a economia do Estado; II quantidade de empregos, diretos ou indiretos, que o empreendimento passa gerar; III volume do investimento total do empreendimento; IV importância para a matriz industrial do Estado da Bahia dos produtos a serem fabricados.” Fl. 599DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 9 9 Realça, também, os termos do "Protocolo de Intenções", firmado com o Estado da Bahia em 4 de novembro de 1997 (vide documento das folhas 710 a 716), especificamente quanto ao objeto do acordo ("...em virtude da implantação de unia indústria destinada à fabricação de calçados, artefatos de couro e componentes de calçados..." — vide folha 711) e às 40 competências da empresa no referido pacto ("Comprometese a implantar nos Municípios referidos, indústria destinada à fabricação de calçados, artefatos de couro e/ou seus componentes, observadas as seguintes características básicas...realizar investimentos totais no valor de R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais) na implementação de seu complexo industrial no Estado...gerar 1.700 (um mil e setecentos) empregos diretos e/ou indiretos..." — vide folha 715 dos autos). Quanto ao Fundopem, destaca os objetivos (subsidiar investimentos) e as diretrizes do Fundo fixadas pela Lei Gaúcha n° 11.028, de 10 de novembro de 1997 (vide documento das folhas 891 e 892) nos seguintes termos: "Art. 1º Fica instituído o Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul FUNDOPEM/RS; que tem como objetivo financiar e subsidiar investimentos em empreendimentos industriais que visem ao desenvolvimento sócioeconómico integrado do Estado Parágrafo único São diretrizes fundamentais do FUNDOPEM/RS estimular e apoiar empreendimentos que promovam: II a manutenção e ampliação da atividade industrial; III a geração significativa de empregos diretos e indiretos;" O impugnante também chama a atenção para parte do texto do Protocolo n° 01/98 — Fundopem — Nosso Emprego/RS, firmado pelo Estado do Rio Grande do Sul e pela impugnante (vide documento das folhas 505 a 509). Dá destaque para o objetivo do Fundopem ("apoiar a implantação e expansão de indústrias") e o objetivo do Nosso Emprego ("a geração de empregos, estimulando indústrias a desenvolverem ações que resultem " no incremento de postos de trabalho com a conseqüente absorção e fixação de mãodeobra no território estadual"). Quanto ao Procomex, o impugnante discorda da conclusão do trabalho fiscal no que se refere à natureza da subvenção. A finalidade do programa ("estimular exportações financiar o impostos — vide art. 1° da Lei Baiana n° 7.024, de 23 de janeiro de 1997, as folhas 893 a 896) não permitiria essa conclusão. O contribuinte ataca aspecto fundamental do trabalho fiscal, sustentando que qualquer subvenção, independentemente de sua modalidade, não é tributada pelo IRPJ ou pela CSL, desde que os valores relativos às subvenções sejam registrados em conta de reserva de capital. Segundo sua linha de defesa, as subvenções são doações. Quando essas doações visam estimular a Fl. 600DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 10 10 implantação ou expansão de empreendimentos econômicos e são registradas em conta de reserva de capital, não sofrem a incidência do IRPJ e da CSL. Não bastasse isso, caso aceita a diferenciação entre subvenções para custeio e para investimento, as subvenções recebidas seriam da modalidade para investimento. As condições para a configuração da subvenção para investimento, especialmente aquela que exige vinculação entre o capital entregue e a instalação ou ampliação de uma fábrica, seriam equivocadas. Esclarece que "todos os programas de subvenção possuem claro condicionamento, qual seja: implementação e expansão do empreendimento econômico (tanto na Bahia quanto no RGS)". Quanto ao Probahia, cita as condições para a concessão do beneficio, quais sejam a implantação de uma indústria que deveria produzir 2.900.000 pares de sapatos por ano, gerando 1.700 empregos diretos e indiretos. Quanto ao Fundopem, o benefício seria decorrência da expansão da atividade obtida mediante investimentos em empreendimentos industriais. A interpretação fiscal, lastreada no PN CST n° 112/1978, seria "absolutamente restritiva e ilegal", afrontando ao disposto no art. 38, § 2°, do Decretolei n° 1.598/1977. Assevera que a lei não prevê a entrega de recursos para instalação ou ampliação de fábrica. Ademais, a impugnante só se instalou nas cidades de Serrinha, Coite e Valente no Estado da Bahia em função do recebimento de subvenção condicionada. A condição era o investimento em planta industrial de calçados naquele Estado. Como conseqüência foram gerados 2.318 empregos diretos nas cidades antes mencionadas (vide Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social — GF1P nas folhas 743 a 745). Defende ser incontroverso o propósito das subvenções: implementar ou expandir empreendimentos econômicos. Junta doutrina (Bulhões Pedreira — a subvenção para investimentos não pressuporia aplicação de recursos no ativo permanente, podendo ocorrer em todos os elementos do ativo e Natanael Martins — a destinação da verba subvencionada seria irrelevante para a aplicação do art. 38, § 2°, do Decretolei n° 1.598/1977) e jurisprudência da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes em seu favor. Especificamente quanto ao Procomex, o impugnante alega não ter usufruído do benefício, uma vez o Estado da Bahia, por problemas financeiros, alterou a forma de aproveitamento dos valores. Consoante relata, "a partir de julho de 2005 a empresa passou a ter um direito a um crédito fiscal de ICMS correspondente ao beneficio". Esse crédito não teria efeito econômico prático, não representando aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda. Pugna pelo afastamento da tributação em respeito, também, ao principio da capacidade contributiva. O impugnante ataca, também, a exigência concomitante das multas previstas no artigo 44 incisos 1(75%) e 11 (50% isolada), da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996, com a redação dada pelo art. 14 da Lei n° 11.488, de 15 de julho de Fl. 601DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 11 11 2007 (essa última decorrência da conversão da Medida Provisória n°351, de 22 de janeiro de 2007). A exigência conjunta das multas seria confiscatória, abusiva e desproporcional, ofendendo ao disposto nos arts. 145, § 1°, e 150, IV, da Constituição Federal de 1988. Junta jurisprudência do Supremo Tribunal Federal em seu favor. Sustenta que a lei pode prever duas penalidades, mas o lançamento deve exigir tão somente uma". Escudase, também, em doutrina (Hiromi Higushi)e jurisprudência da Sétima e Oitava Câmaras dos Primeiro Conselho de Contribuintes. Caso mantida a exigência, o impugnante roga pela aplicação do art. 106, II, "c", da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, o Código Tributário Nacional — CTN. Quanto à redução do IRPJ calculada com base no lucro da exploração, o impugnante insurgese contra a não consideração dessa redução no ato do lançamento. A exigência não possuiria fundamento legal, o que daria azo à decretação da nulidade do ato administrativo. Os Laudos Constitutivos n°0292/2002 (vide documento das folhas 574 a 577), n° 0309/2004 (vide documento das folhas 578 a 581) e n° 0310/2004 (vide documento das folhas 582 a 585) deixariam patente o direito do contribuinte ter reduzido seu IRPJ em qualquer exigência a esse titulo, inclusive no caso de lançamento de oficio. Sob esse aspecto, solicita a revisão do lançamento. Em face de tais argumentos, entendeu o i. órgão julgador a quo por julgar procedente o lançamento, nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURIDICA IRPJ Anocalendário: 2002, 2003, 2004, 2005 A isenção concedida às subvenções para investimento somente tem lugar quando coincidentes a vontade de investir do subvencionador e a efetiva utilização da verba para investimento pelo subvencionado. Cabe ao subvencionado provar a realização do investimento para fazer jus ao beneficio. Subvenções não atreladas a investimentos constituem subvenções correntes, que integram o resultado operacional das pessoas jurídicas. Incabível a recomposição do lucro da exploração em função de valores que deixaram de transitar pelo resultado contábil. Lançamento Procedente Em face de tal acórdão manejou o contribuinte o recurso voluntário ora analisado, reiterando os argumentos expostos na impugnação. É o relatório. Fl. 602DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 12 12 Voto Conforme se verifica do relatório anteriormente exposto, a controvérsia no presente caso consiste na natureza das subvenções concedidas ao Recorrente pelos Estados da Bahia e Rio Grande do Sul. O acórdão recorrido entendeu que as subvenções concedidas ao Recorrente teriam natureza de subvenções correntes, uma vez que não teriam observado os ditames previstos no Parecer PN CST 112/78. O questionamento submetido à apreciação deste Colegiado cingese à caracterização ou não, como subvenção para investimento, dos valores de ICMS devolvidos à contribuinte pelos Estados da Bahia e Rio Grande do Sul. Uma vez considerados “subvenção para investimento”, tais valores podem não ser computados na base de cálculo do Imposto de Renda e da CSLL, conforme previsto no § 2º do art. 38 do Decretolei nº 1.598/77, com a redação dada pelo Decretolei nº 1.730/79, verbis: “Art. 38. (...) § 2º As subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou redução de impostos concedidas com estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos, e as doações, feitas pelo Poder Público, não serão computadas na determinação do lucro real, desde que:a) registradas como reserva de capital, que somente poderá ser utilizada para absorver prejuízos, ou ser incorporada ao capital social, observado o disposto nos §§ 3º e 4º do artigo 19; ou b) feitas em cumprimento de obrigação de garantir a exatidão do balanço do contribuinte e utilizadas para absorver superveniências passivas ou insuficiências ativas..” A Recorrente, por sua vez, alega em síntese que neste caso efetivamente ocorreu a transferência de capital, a título de devolução de ICMS, com o único intuito de atrair investimentos para o Estado, e que situações como estas constituem hipótese de “subvenção para investimento”. Fundamenta sua argumentação com dispositivos das leis estaduais que estabelecem a política de incentivos fiscais dos Estado da Bahia e Rio Grande do Sul, os quais constituem o objeto deste litígio. Assim, de início, impõese investigar a natureza jurídica do benefício fiscal do ICMS, do qual a Recorrente é beneficiária, e verificar se tal benefício pode ser considerado, para fins fiscais, como subvenção para investimento, ou para custeio, conforme o entendimento do acórdão recorrido. Para tal, a análise das leis concessivas tornase essencial para o deslinde da questão. PROBAHIA A Lei Baiana n° 7.025, de 24 de janeiro de 1997, mais adiante alterada pela Lei n° 7.138, de 30 de junho de 1997 (vide documento das folhas 897 a 899), autorizou o Poder Executivo daquele Estado a conceder crédito presumido do ICMS para os estabelecimentos industriais sediados no Estado da Bahia que produzissem, dentre outros produtos, "calçados(I seus componentes, bolsas, cintos e artigos de malharia" (art. 1°, inciso II). O crédito em questão seria de até 99% do imposto incidente na saída dos produtos durante o período de até Fl. 603DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 13 13 vinte anos de produção. O Decreto n° 6.734, de 9 de setembro de 1997 (vide documento das folhas 868 a 890), regulamentou a lei, esclarecendo que a definição dos percentuais se daria por meio de Resolução do Conselho Deliberativo do Probahia (art. 1°, g, 4°) que levaria em conta os seguintes aspectos (art. 1°, § 5°): "I — localização dentro de áreas de interesse estratégico para a economia do Estado; Ii — quantidade de empregos, diretos e indiretos, que o empreendimento possa gerar; III volume de investimento total; IV — importância para a matriz industrial do Estado da Bahia dos produtos a serem fabricados." Diante da lei e do respectivo regulamento, o Conselho Deliberativo do Probahia fixou o percentual do crédito em 90% e fixou o prazo do beneficio em 15 anos a contar da emissão da primeira nota fiscal (vide "Resolução n° 50/99" â folha 498 e "Resolução n° 17/2002" ). Por seu turno, restou demonstrado nos presentes autos, conforme indicado no acórdão recorrido que"O impugnante, de sua parte, assumiu, dentre outras, as seguintes obrigações: a) implantar indústria destinada a fabricação de calçados artefatos de couro e componentes que deverá atingir a produção de 2.900.000 pares de calçados por ano, podendo a produção obtida através de empregados próprios, ateliers, outras empresas ou cooperativas de trabalho, sem vinculo empregatício (vide documento da folha 715); b) realizar investimentos totais de R$7000.000,00 na implementação de seu complexo industrial (vide documento da folha 715);c) gerar 1.700 empregos diretos e/ou indiretos (vide documento da folha 715); Ou seja, não há controvérsia de que a recorrente realizou investimentos para poder funcionar sua fábrica e produzir os 2.900.000 pares/ano exigidos pelo Estado da Bahia. FUNDOPEM A Lei Gaúcha n° 6.427, de 13 de outubro de 1972 (vide documento da folha 900), instituiu o Fundopein. O Decreto do Governador do Estado do Rio Grande do Sul n° 37.373, de 23 de abril de 1997 (vide documento da folha 904), instituiu, no âmbito do Fundopem, o Programa Especial de Incentivo à Geração de Empregos — Novo Emprego/RS, tendo por objetivo "estimular as indústrias a desenvolver ações que resultem no incremento de empregos" (art. 1°). O enquadram no programa e o incentivo dele decorrente encontramse regrados pelo art. 2°, assim redigido: "Art. 2° Para o enquadramento no Programa – NOSSO EMPREGO/RS, serão observados como parâmetros: 1 o incremento de empregos; 2 o incremento de ICMS: 3 a população do município; 4 a localização de empreendimento. Fl. 604DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 14 14 Parágrafo único Conselho Diretor do FUNDOPEM/RS, através de Resolução especifica, aprovará a concessão de incentivo financeiro de até 75% do incremento real do ICMS recolhido pela empresa beneficiária, pelo prazo de até 08 (oito) anos.” Em 10 de novembro de 1997, veio a lume a Lei Gaúcha n° 11.028 (vide documento das folhas 891 e 892), que revogou a Lei n° 6.427/1972. Art. 1° Fica instituído o Fundo Operação Empresa do Estado do Rio _ Grande do Sul FUNDOPEM/RS, quedem. Com o objetivo financiar e ubsidiar investimentos em empreendimentos industriais que visem ao desenvolvimento sócioeconômico integrado do Estado. Parágrafo único São diretrizes fundamentais do FUNDOPEM/RS estimular e apoiar empreendimentos que promovam: II a manutenção e ampliação da atividade industrial; III a geração significativa de empregos diretos e Indiretos; Art. 3º Os recursos do FUNDOPEM/RS serão utilizados: I para financiar a instalação, ampliação, modernização, relocalização ou reativação de plantas industriais; Art. 4° A concessão de financiamentos e subsídios com base nesta Lei será condicionada: I à realização de investimentos; II à geração de empregos diretos e os indiretos vinculados à produção e/ou II! à comprovação de regularidade de eventuais obrigações contratuais junto às entidades do Sistema Financeiro Estadual, hoje integrado pelo BANRISUL, BRDERS e Caixa Estadual SÁ. – Agência de Desenvolvimento." Da análise da legislação anteriormente mencionada, podese depreender que a mesma busca fomentar a manutenção e a ampliação da atividade industrial e a geração de empregos diretos e indiretos, o que demonstra seu caráter de incentivo aos investimentos. PROCOMEX A Lei Baiana n°7.024, de 23 de janeiro de 1997, mais adiante revogada pela Lei n° 7.980, de 12 de dezembro de 2001 (vide documento das folhas 893 a 896), instituiu o Procomex: Fl. 605DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 15 15 Art. 1 Fica criado o Programa de Incentivo ao Comércio Exterior — PROCOMEX, com afina/idade de: I — estimular as exportações de produtos fabricados no Estado da Bahia; Ii — financiar o imposto incidente na importação de produto destinados à comercialização e industrialização promovidas por novas indústrias instaladas neste Estado. Art. 3° O PROCOMEX será financiado com recursos provenientes do Fundo de Desenvolvimento Social e Econômico FUNDESE, regulado pela Lei n° 6445, de 7 de dezembro de 1992, observados, em suas operações, os seguintes critérios: II — até 6% (seis por cento) do valor FOB das operações de vendas para o exterior de produtos fabricados neste Estado, por novos estabelecimentos industriais, desde que condicionados ao emprego intensivo de mãodeobra e que tenham domicilio fiscal na Região Metropolitana de Salvador; III até 11% (onze por cento) do valor FOB das operações de que trata o inciso II, do caput deste artigo, sem prejuízo das demais exigências, quando o estabelecimento industrial for domiciliado fora da Região Metropolitana do Salvador. § I° Os financiamentos destinarseão somente a estabelecimentos industriais sediados neste Estado. ,§3º_ Os financiamentos menciona nos incisos II e III deste artigo obedecerão às seguintes condições 1 prazo de carência de até três anos; II juros de até 10% (dez por cento) ao ano, sem atualização Monetária; III amortização única no final do prazo mencionado no inciso 1; IV prazo de fruição de 10 (dez) anos. § 4 O regulamento poderá estabelecer condições especiais para o pagamento no vencimento, inclusive redução de até 90% (noventa por cento) do valor a amortizar e, ainda, prorrogar o prazo de fruição do beneficio dos financiamentos de que trata o parágrafo anterior” Fl. 606DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 16 16 Mais adiante, a Lei n° 9.430, de 10 de fevereiro de 2005 (vide documento das folhas 906 e 907), permitiu a substituição do incentivo do Procomex por lançamento de crédito fiscal em valor equivalente, desde que o beneficiário tivesse sido habilitado no programa até 12 de dezembro de 2001. O acórdão recorrido consignou que “a subvenção em questão definitivamente não é da modalidade para investimento. A finalidade do Procomex não é a realização de investimento, mas "estimular as exportações de produtos fabricados no Estado da Bahia", Todavia, entendo que o referido benefício possui nítida característica de subsidio ao investimento haja vista que condiciona a concessão à fabricação de mercadorias por novos estabelecimentos e utilizandose de mão de obra da região metropolitana de Salvador. É necessário registrar que as referidas leis estaduais explicitam que os incentivos visam promover os investimentos para integração, expansão, modernização e consolidação dos setores econômicos daqueles Estados. Ao percorrer os dispositivos, notase que as normas são claras ao estabelecer que os incentivos visam essencialmente o incremento e a consolidação da atividade econômica nas regiões. Assim, ao contrário da decisão recorrida, não há como considerar que a renúncia fiscal, consubstanciada pela restituição do ICMS à Recorrente, seja única e tão somente para recuperar custos de sua atividade operacional, desvinculada de qualquer interesse público maior. Resta patente que a concessão do benefício está condicionada a determinados requisitos a serem atendidos pelas empresas beneficiárias, dentre eles, a apresentação de projeto técnico e de viabilidade econômica do empreendimento. Por seu turno, resta patente que os referidos benefícios concedidos ao Recorrente encontramse subordinados a uma serie de requisitos como contratação de mãode obra, implementação e ampliação de parques industriais, etc. A concessão do benefício é prevista em caráter geral às empresas que atenderem aos requisitos e cumprirem as contraprestações estabelecidas, conforme ocorreu no presente caso. Registrese, ainda, que o antigo Conselho de Contribuintes, analisando questão análoga a presente chegou a mesma conclusão, em textual: "IRPJ SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTOS: OPERAÇÕES DE MÚTUO. FINANCIAMENTO DE PARTE DO ICMS DEVIDO REDUÇÃO DO VALOR DA DIVIDA. CARACTERIZAÇÃO. A concessão de incentivos à implantação de indústrias consideradas de fundamental interesse para o desenvolvimento do Estado do Ceará, dentre eles a realização de operações de mútuo em condições favorecidas, notadamente quando presentes: i) a intenção da Pessoa Jurídica de Direito Público em transferir capital para a iniciativa privada; e aumento do estoque de capital na pessoa jurídica subvencionada, mediante incorporação dos recursos em seu patrimônio, configura outorga de subvenção para investimentos. As subvenções para investimentos devem se registradas diretamente em conta de reserva de capital, não transitando pela conta de resultados (Recurso n° 135519 Proc. n° 10380.010109/200251. Acórdão 10194676, Sessão de 15/09/2004) A Câmara Superior de Recursos Fiscais reiterou o referido posicionamento ao analisar o Recurso Especial nº 141.268, que foi provido por unanimidade: Fl. 607DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO Processo nº 11065.000731/200700 Acórdão n.º 1401000.455 S1C4T1 Fl. 17 17 Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Anocalendário: 1999, 2000, 2001 SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO. RESTITUIÇÃO DE ICMS. BENEFÍCIO FISCAL. CARACTERIZAÇÃO. CONTRAPARTIDA. NÃO VINCULAÇÃO DA APLICAÇÃO DOS RECURSOS A concessão de incentivos às empresas consideradas de fundamental interesse para o desenvolvimento do Estado do Amazonas, dentre eles a restituição total ou parcial do ICMS, notadamente quando presentes a i) intenção da pessoa jurídica de Direito Público em subvencionar determinado empreendimento e o ii) aumento do estoque de capital na pessoa jurídica subvencionada, mediante incorporação dos recursos no seu patrimônio, configura outorga de subvenção para investimentos. O conjunto de obrigações assumidas pela beneficiária em contrapartida ao favor fiscal não configura aplicação obrigatória dos recursos transferidos. Em face de todo o exposto, dou provimento ao Recurso do contribuinte exonerando o crédito tributário constituído. (assinado digitalmente) Mauricio Pereira Faro Relator Fl. 608DF CARF MF Emitido em 26/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 26/10/201 1 por VIVIANE VIDAL WAGNER, Assinado digitalmente em 03/10/2011 por MAURICIO PEREIRA FARO
score : 1.0
Numero do processo: 10783.724592/2011-11
Data da sessão: Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
Ementa: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006
Ementa:
NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA.
Não padece de nulidade o despacho decisório, proferido por autoridade competente, contra o qual o contribuinte pode exercer o contraditório e a ampla defesa, onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo fiscal.
INSUMOS. CRÉDITO. CONCEITO. NÃO-CUMULATIVIDADE. PIS/COFINS.
Somente serão considerados como insumos para apropriação de créditos próprios do sistema não-cumulativo do PIS/COFINS os custos dos serviços e bens que forem utilizados direta ou indiretamente pelo contribuinte na produção/fabricação de produtos/serviços; forem indispensáveis para a formação do produto/serviço final e forem relacionados ao objeto social do contribuinte.
INSUMOS. TRANSPORTE. DESLOCAMENTO ENTRE UNIDADES DA PRÓPRIA CONTRIBUINTE.
Os gastos com transporte de matérias- prima entre as unidades da própria contribuinte para processamento, são considerados custo de produção, o que resulta em créditos a serem apurados. Direito creditório reconhecido.
RATEIO. DESPESAS COMUNS. CONDOMÍNIO PORTUÁRIO. MOVIMENTAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. ÁGUA.
Há nos autos reconhecimento da autoridade fiscal que a contribuinte também atua como prestadora de serviços. Diante da comprovação da existência de vinculação entre as despesas incorridas e o embarque das mercadorias de terceiros, é de ser reconhecido o direito creditório.
CRÉDITOS. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO. BENS DO ATIVO IMOBILIZADO.
Diante de expressa previsão legal, não é possível reconhecer como direito a crédito os custos decorrentes da depreciação dos vagões de trens, já que os vagões são utilizados para transporte da mercadoria acabada até o terminal portuário (Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003, art. 3º). Créditos não reconhecidos.
SOJA. CRÉDITO PRESUMIDO. CONTRATO DE PREÇO A FIXAR.
A Lei n. 10.925/2004 revogou o direito ao crédito presumido previsto nas Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003. Créditos não reconhecidos.
CRÉDITOS EXTEMPORÂNEOS. AUSÊNCIA DE APROPRIAÇÃO NA DACON.
Para a utilização de créditos extemporâneos, é necessário que reste comprovada a não utilização em períodos anteriores, mediante retificação das declarações correspondentes, ou apresentação e outra prova inequívoca da não utilização. Créditos não reconhecidos.
Numero da decisão: 3302-003.014
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer o direito de crédito para os gastos identificados no Voto como (i) "Frete. Deslocamento entre as Unidades da Própria Contribuinte" e (ii) "Condomínio portuário, movimentação, classificação, água (CODESP)" e não reconhecer o direito de crédito em relação aos gastos identificados no Voto como "Transporte dos produtos das fábricas para os portos. Depreciação dos vagões".
Por maioria de votos, foi negado provimento ao Recurso Voluntário em relação ao direito (i) ao crédito presumido da agroindústria e (ii) em relação ao reconhecimento aos créditos denominados extemporâneos, vencido o Conselheiro Domingos de Sá, que dava provimento ao Recurso para reconhecer o valor apurado no laudo realizado pela KPMG para o crédito presumido e reconhecia os créditos extemporâneos. Os Conselheiros Paulo Guilherme Dèlouredé e José Fernandes do Nascimento votaram pelas conclusões em relação ao último item.
Nome do relator: LENISA RODRIGUES PRADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201601
ementa_s : Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 Ementa: NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. Não padece de nulidade o despacho decisório, proferido por autoridade competente, contra o qual o contribuinte pode exercer o contraditório e a ampla defesa, onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo fiscal. INSUMOS. CRÉDITO. CONCEITO. NÃO-CUMULATIVIDADE. PIS/COFINS. Somente serão considerados como insumos para apropriação de créditos próprios do sistema não-cumulativo do PIS/COFINS os custos dos serviços e bens que forem utilizados direta ou indiretamente pelo contribuinte na produção/fabricação de produtos/serviços; forem indispensáveis para a formação do produto/serviço final e forem relacionados ao objeto social do contribuinte. INSUMOS. TRANSPORTE. DESLOCAMENTO ENTRE UNIDADES DA PRÓPRIA CONTRIBUINTE. Os gastos com transporte de matérias- prima entre as unidades da própria contribuinte para processamento, são considerados custo de produção, o que resulta em créditos a serem apurados. Direito creditório reconhecido. RATEIO. DESPESAS COMUNS. CONDOMÍNIO PORTUÁRIO. MOVIMENTAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. ÁGUA. Há nos autos reconhecimento da autoridade fiscal que a contribuinte também atua como prestadora de serviços. Diante da comprovação da existência de vinculação entre as despesas incorridas e o embarque das mercadorias de terceiros, é de ser reconhecido o direito creditório. CRÉDITOS. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO. BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. Diante de expressa previsão legal, não é possível reconhecer como direito a crédito os custos decorrentes da depreciação dos vagões de trens, já que os vagões são utilizados para transporte da mercadoria acabada até o terminal portuário (Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003, art. 3º). Créditos não reconhecidos. SOJA. CRÉDITO PRESUMIDO. CONTRATO DE PREÇO A FIXAR. A Lei n. 10.925/2004 revogou o direito ao crédito presumido previsto nas Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003. Créditos não reconhecidos. CRÉDITOS EXTEMPORÂNEOS. AUSÊNCIA DE APROPRIAÇÃO NA DACON. Para a utilização de créditos extemporâneos, é necessário que reste comprovada a não utilização em períodos anteriores, mediante retificação das declarações correspondentes, ou apresentação e outra prova inequívoca da não utilização. Créditos não reconhecidos.
numero_processo_s : 10783.724592/2011-11
conteudo_id_s : 5580788
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 13 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 3302-003.014
nome_arquivo_s : Decisao_10783724592201111.pdf
nome_relator_s : LENISA RODRIGUES PRADO
nome_arquivo_pdf_s : 10783724592201111_5580788.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer o direito de crédito para os gastos identificados no Voto como (i) "Frete. Deslocamento entre as Unidades da Própria Contribuinte" e (ii) "Condomínio portuário, movimentação, classificação, água (CODESP)" e não reconhecer o direito de crédito em relação aos gastos identificados no Voto como "Transporte dos produtos das fábricas para os portos. Depreciação dos vagões". Por maioria de votos, foi negado provimento ao Recurso Voluntário em relação ao direito (i) ao crédito presumido da agroindústria e (ii) em relação ao reconhecimento aos créditos denominados extemporâneos, vencido o Conselheiro Domingos de Sá, que dava provimento ao Recurso para reconhecer o valor apurado no laudo realizado pela KPMG para o crédito presumido e reconhecia os créditos extemporâneos. Os Conselheiros Paulo Guilherme Dèlouredé e José Fernandes do Nascimento votaram pelas conclusões em relação ao último item.
dt_sessao_tdt : Tue Jan 26 00:00:00 UTC 2016
id : 6346606
ano_sessao_s : 2016
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:51 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076606404755456
conteudo_txt : Metadados => date: 2016-02-19T20:42:42Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.5; xmp:CreatorTool: Microsoft® Word 2010; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; language: pt-BR; dcterms:created: 2016-02-19T20:42:42Z; Last-Modified: 2016-02-19T20:42:42Z; dcterms:modified: 2016-02-19T20:42:42Z; dc:format: application/pdf; version=1.5; Last-Save-Date: 2016-02-19T20:42:42Z; pdf:docinfo:creator_tool: Microsoft® Word 2010; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2016-02-19T20:42:42Z; meta:save-date: 2016-02-19T20:42:42Z; pdf:encrypted: true; modified: 2016-02-19T20:42:42Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; dc:language: pt-BR; meta:creation-date: 2016-02-19T20:42:42Z; created: 2016-02-19T20:42:42Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 19; Creation-Date: 2016-02-19T20:42:42Z; pdf:charsPerPage: 2255; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; pdf:docinfo:created: 2016-02-19T20:42:42Z | Conteúdo => S3-C3T2 Fl. 1 1 S3-C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10783.724592/2011-11 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302-003.014 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 26 de janeiro de 2016 Matéria Contribuição para o Financimento da Seguridade Social - Cofins Recorrente ADM DO BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006 Ementa: NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. Não padece de nulidade o despacho decisório, proferido por autoridade competente, contra o qual o contribuinte pode exercer o contraditório e a ampla defesa, onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo fiscal. INSUMOS. CRÉDITO. CONCEITO. NÃO-CUMULATIVIDADE. PIS/COFINS. Somente serão considerados como insumos para apropriação de créditos próprios do sistema não-cumulativo do PIS/COFINS os custos dos serviços e bens que forem utilizados direta ou indiretamente pelo contribuinte na produção/fabricação de produtos/serviços; forem indispensáveis para a formação do produto/serviço final e forem relacionados ao objeto social do contribuinte. INSUMOS. TRANSPORTE. DESLOCAMENTO ENTRE UNIDADES DA PRÓPRIA CONTRIBUINTE. Os gastos com transporte de matérias- prima entre as unidades da própria contribuinte para processamento, são considerados custo de produção, o que resulta em créditos a serem apurados. Direito creditório reconhecido. RATEIO. DESPESAS COMUNS. CONDOMÍNIO PORTUÁRIO. MOVIMENTAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO. ÁGUA. Há nos autos reconhecimento da autoridade fiscal que a contribuinte também atua como prestadora de serviços. Diante da comprovação da existência de vinculação entre as despesas incorridas e o embarque das mercadorias de terceiros, é de ser reconhecido o direito creditório. Fl. 857DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 2 CRÉDITOS. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO. BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. Diante de expressa previsão legal, não é possível reconhecer como direito a crédito os custos decorrentes da depreciação dos vagões de trens, já que os vagões são utilizados para transporte da mercadoria acabada até o terminal portuário (Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003, art. 3º). Créditos não reconhecidos. SOJA. CRÉDITO PRESUMIDO. CONTRATO DE PREÇO A FIXAR. A Lei n. 10.925/2004 revogou o direito ao crédito presumido previsto nas Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003. Créditos não reconhecidos. CRÉDITOS EXTEMPORÂNEOS. AUSÊNCIA DE APROPRIAÇÃO NA DACON. Para a utilização de créditos extemporâneos, é necessário que reste comprovada a não utilização em períodos anteriores, mediante retificação das declarações correspondentes, ou apresentação e outra prova inequívoca da não utilização. Créditos não reconhecidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar parcial provimento ao Recurso Voluntário para reconhecer o direito de crédito para os gastos identificados no Voto como (i) "Frete. Deslocamento entre as Unidades da Própria Contribuinte" e (ii) "Condomínio portuário, movimentação, classificação, água (CODESP)" e não reconhecer o direito de crédito em relação aos gastos identificados no Voto como "Transporte dos produtos das fábricas para os portos. Depreciação dos vagões". Por maioria de votos, foi negado provimento ao Recurso Voluntário em relação ao direito (i) ao crédito presumido da agroindústria e (ii) em relação ao reconhecimento aos créditos denominados extemporâneos, vencido o Conselheiro Domingos de Sá, que dava provimento ao Recurso para reconhecer o valor apurado no laudo realizado pela KPMG para o crédito presumido e reconhecia os créditos extemporâneos. Os Conselheiros Paulo Guilherme Dèlouredé e José Fernandes do Nascimento votaram pelas conclusões em relação ao último item. RICARDO PAULO ROSA - Presidente. LENISA RODRIGUES PRADO - Relatora. EDITADO EM: 19/02/2016 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ricardo Paulo Rosa (Presidente), Paulo Guilherme Dèlouredé, Domingos de Sá Filho, José Fernandes do Nascimento, Maria do Socorro Ferreira Aguiar, Sarah Maria Linhares Araújo e Walker Araújo. Relatório Fl. 858DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10783.724592/2011-11 Acórdão n.º 3302-003.014 S3-C3T2 Fl. 2 3 Trata-se de recurso voluntário interposto por ADM do Brasil Ltda. contra acórdão proferido pela 16ª Turma de Julgamento da Delegacia Regional da Receita Federal no Rio de Janeiro (DRJ/RJ1), oportunidade em que foi julgada improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte. A questão tem início em pedido de ressarcimento formulado pela contribuinte 1 referente ao 3º trimestre de 2006, no que se refere à COFINS não cumulativa. A recorrente defende que apurou créditos relativos as importações ou aquisições no mercado interno vinculados a receitas de exportação, ou vendas a empresa comercial exportadora com fim específico de exportação, em montante superior às deduções decorrentes de operações tributadas no mercado interno, nos termos do art. 6º, § 1º, da Lei n. 10.833/2003. O pedido de ressarcimento foi indeferido 2 diante das glosas abaixo justificadas: A - Bens utilizados como insumos: Foram desconsiderados os itens classificados pelo contribuinte como insumos que não tiveram ação direta sobre o produto fabricado (insumos indiretos) e os bens contabilmente registrados no ativo imobilizado, detalhado no Anexo I. Em relação ao suprimento lenha (Conta n. 133020.502 Lenha) as glosas referem-se às aquisições de pessoas físicas, que não geram crédito. Quanto ao corte de madeira, trata-se de serviços prestados na floresta, sem relação direta com o produto em elaboração na indústria. Essa prestação de serviços vincula-se apenas indiretamente com o processo de industrialização, não havendo previsão legal para obtenção de créditos. Quanto aos itens do ativo imobilizado, há vedação legal expressa. B - Serviços utilizados como insumos: Foram desconsiderados os itens classificados como insumos que não foram aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto, ou no caso da unidade prestado de serviços, não tenham sido aplicados ou consumidos na prestação do serviço, conforme detalhado no Anexo II. Em relação a fretes cujos créditos foram glosados, estes se referem a deslocamentos entre unidades da própria empresa, do armazém para a fábrica. No que se refere aos créditos apropriados em relação aos serviços utilizados como insumos na filial Santos Armazenadora, a unidade atua na armazenagem e na prestação de serviços relacionados ao comércio exterior e atende tanto à própria ADM quanto a terceiros (outras empresas que contratam seus serviços em razão da sua estrutura física e de sua expertise). Quando atende a terceiros, a unidade atua efetivamente como prestadora de serviços. Quando atende à própria ADM, as despesas relativas aos serviços portuários caracterizam-se como despesas vinculadas à comercialização, não havendo, neste caso, previsão legal para apropriação de créditos na sistemática da não cumulatividade da COFIS. 1 O saldo a ressarcir foi objeto das declarações de compensação n. 38098.83962.301106.1.7.09-0944; 01169.81885.281206.1.3.09-0449, e; 20296.48602.210107.1.3.09-0902. 2 Parecer SEFIS n. 180/2011 (fls. 30/40) acolhido pelo Despacho Decisório DRF/VIT/ES (fl. 41). Fl. 859DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 4 Nesse sentido, foram glosados os créditos apurados sobre despesas classificadas como "condomínio portuário, movimentação, classificação, água (CODESP)", para as quais não foi possível identificar tratar-se de insumos diretos vinculados a serviços prestados a terceiros, nos termos do art. 8º, § 4º, II, da IN SRF n. 404, de 2004, combinado com o art. 3º, II, da Lei n. 10.833, de 2003. Os dados podem ser verificados no Anexo II nas linhas com a identificação: "santos armaz". C - Depreciação de bens do ativo imobilizado A legislação permite a apropriação de créditos apurados sobre encargos de depreciação de máquinas e equipamentos incorporados ao ativo imobilizado para a utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços, adquiridos a partir de 01/05/2004, em 48 parcelas mensais. Em relação a depreciação de vagões (Anexo III) não são utilizados na produção de bens destinados à venda ou a prestação de serviços, operam fora da fábrica. D - Crédito presumido Verificou-se que, do total do crédito presumido apurado relativo ao produto in natura de origem vegetal (soja) adquirido de produtores rurais pessoas físicas e de pessoas jurídicas que efetuaram vendas com suspensão da COFINS, apenas parte foi relacionada às aquisições realizadas nos respectivos períodos, considerando-se a data da emissão das notas fiscais pelos fornecedores e os valores nelas expressos. Parte significativa do crédito presumido foi apurada (de acordo com informação do contribuinte) com base no preço médio da soja estocada, quando de sua transferência do armazém para a indústria (calculado em relação aos estoques armazenados decorrentes de aquisições pretéritas, que remontariam ao ano de 2003). (...) Desse modo seria possível efetuar diretamente a verificações relativas às aquisições, notadamente sua efetiva existência, os preços (se compatíveis com o praticado no mercado naquele momento) e a qualificação dos fornecedores, tópicos sensíveis à validação dos créditos presumidos na sistemática da não cumulatividade da COFINS, nos termos do art. 8º da Lei n. 10.925/2004. De modo esdrúxulo e extemporâneo como procedeu o contribuinte, sem previsão legal, tal verificação só seria possível com a análise da composição dos estoques armazenados ao longo do tempo e de sua dinâmica, considerando as entradas e saídas mensais, retroagindo o procedimento fiscal a períodos anteriores aos demonstrativos e aos pedidos de ressarcimento de referência, apresentados pelo próprio contribuinte, implicando inclusive em analisar novamente fatos jurídicos já objeto de verificações em procedimentos fiscais anteriores. Assim, o fato objetivo é que, sem amparo legal, impediu o contribuinte que a RFB promovesse as verificações necessárias e imprescindíveis à comprovação da procedência dos créditos e de sua eventual utilização na dedução das contribuições devidas nos respectivos períodos de apuração. E - Outras operações com direito a crédito Na Dacon relativo à competência 09/2006, na ficha 16A, linha 13, na rubrica "outras operações com direito a créditos", o contribuinte registrou valores relativos a recálculos de créditos da não cumulatividade da COFINS que não teriam sido apropriados em períodos anteriores. Fl. 860DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10783.724592/2011-11 Acórdão n.º 3302-003.014 S3-C3T2 Fl. 3 5 Os alegados créditos, de acordo com as planilhas apresentadas, vinculam-se a fretes contratados nas operações de compra, de venda, e nas transferências internas (planta/planta), no período de 02/2003 a 08/2006. Preliminarmente, cabe pontuar que a linha 13 da ficha 16A do Dacon destina-se ao registro de outras operações com direito a crédito não contemplados nas linhas 1 a 12, para fatos jurídicos ocorridos no mês de referência do Dacon. Não se destina a registro de ajustes ou correções relativos a créditos eventualmente não apropriados em períodos pretéritos. Para esse objetivo há procedimentos específicos normatizados, de modo a garantir o equilíbrio entre o exercício do direito do contribuinte com o dever/função da Fazenda Pública de promover as verificações necessárias no sentido de validar as operações e promover, se for o caso, as respectivas homologações de créditos. Assim a retificação no Dacon relativas a informações prestadas em períodos anteriores, deve ser efetuada mediante a apresentação de declaração retificadora nos limites e nos prazos estabelecidos na legislação. Não foi o que fez o contribuinte. Ignorando as normas estabelecidas pela RFB, o contribuinte reuniu um grande volume de dados, abrangendo recálculos relativos a 43 (quarenta e três) meses, condensou tudo e, extemporaneamente, em 09/2006, lançou o somatório na linha 13, da ficha 16A, do Dacon, a título de outras operações com direito a crédito. No mês 09/2006, não se comprovou (através dos documentos fiscais ou registros contábeis) a ocorrência de fatos jurídicos tributários que dessem suporte aos créditos apropriados pelo contribuinte a título de 'outras operações com direito a crédito'. Contra o despacho decisório que inferiu o pedido de ressarcimento, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, que foi julgada improcedente pela instância de origem, em decisão que recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2006 a 30/09/2006. NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. Não padece de nulidade o despacho decisório, proferido por autoridade competente, contra o qual o contribuinte pode exercer o contraditório e a ampla defesa, onde constam os requisitos exigidos nas normas pertinentes ao processo administrativo federal. INSUMOS. CRÉDITO. CONCEITO. NÃO CUMULATIVIDADE. Na definição de insumos utilizados na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda somente serão incluídos quaisquer serviços e bens que sofram alterações, tais como: consumo; desgaste; dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o serviço que está sendo prestado e no bem ou produto que está sendo fabricado. INSUMOS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Os serviços caracterizados como insumos são aqueles diretamente aplicados ou consumidos na produção ou Fl. 861DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 6 fabricação do produto. Despesas e custos indiretos, embora necessários à realização das atividades da empresa, não podem ser considerados insumos para fins de apuração dos créditos no regime da não cumulatividade. INSUMOS. TRANSPORTE. MOVIMENTAÇÃO INTERNA. Os gastos com transporte do produto, acabado ou em elaboração, entre estabelecimentos industriais ou distribuidores da mesma pessoa jurídica não geram direito a crédito a ser descontado da Contribuição para o PIS/PASEP e da Cofins apuradas de forma não cumulativa, por não se classificarem como insumos do produto. RATEIO. DESPESAS COMUNS. Não há previsão legal para rateio de despesa, encargo ou custo comuns quando apenas uma parte poderia gerar crédito e outra parte são despesas vinculadas à comercialização. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. ALEGAÇÃO SEM PROVAS. Cabe ao contribuinte no momento da apresentação da manifestação de inconformidade trazer ao julgado todos os dados e documentos que entende comprovadores dos fatos que alega. CRÉDITOS. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO. BENS DO ATIVO IMOBILIZADO. Os encargos de depreciação dos bens incorporados ao ativo imobilizado apenas geram direito a crédito se esses bens forem diretamente utilizados na produção de bens destinados à venda. Diante disso, os encargos de depreciação dos vagões utilizados no transporte de insumos, não são passíveis de gerar crédito da contribuição. CRÉDITO PRESUMIDO. CONTRATO DE PREÇO A FIXAR. A apuração do crédito presumido com base no preço médio da soja para cada filial comercial não encontra amparo legal. CRÉDITOS EXTEMPORÂNEOS E AUSÊNCIA DE APROPRIAÇÃO NA DACON. A apuração extemporânea de créditos só é admitida mediante retificação das declarações e demonstrativos correspondentes, em especial as DCTF e os Dacon. Manifestação de inconformidade improcedente. Direito creditório não reconhecido. Interposto recurso voluntário (fls. 430/464), os autos do processo administrativo em tela ascenderam a este Conselho. Em seu recurso a contribuinte sustenta que a decisão proferida pela instância de origem é nula, diante da ausência de motivação da autoridade fiscalizadora e do preterimento do direito a ampla defesa, já que não houve análise dos fatos e argumentos expostos na defesa oportunamente apresentação (violação aos arts. 2º e 3º da Lei n. 9.784/1999; arts. 31 e 59 do Decreto n. 70.235/1972, e; art. 5º, LV, da CF/1988). Para a contribuinte as informações constantes no Anexo V são insuficientes para esclarecer quais foram os métodos contábeis utilizados pelos fiscais para valorar os créditos considerados e os créditos glosados. A inexistência de informações resulta na impossibilidade da interessada apresentar sua defesa. Quanto ao mérito a contribuinte esclarece que a divergência entre seu posicionamento e o das autoridades fiscais e julgadoras repousa, unicamente, no conceito de insumos para fins de apuração de créditos de PIS e COFINS. Sustenta que o seu pedido de ressarcimento foi indevidamente negado pois adotado pelos fiscais o conceito restritivo de insumo, equivalente àquele adotado na legislação que rege o IPI. Fl. 862DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10783.724592/2011-11 Acórdão n.º 3302-003.014 S3-C3T2 Fl. 4 7 Sobre a definição de insumos, a recorrente alega (fl. 442): "Por outro lado, o PIS e a COFINS incidem sobre a receita da pessoa jurídica, de forma que a não-cumulatividade dessas contribuições deve considerar os elementos físicos e funcionais que colaboram para a formação dessa receita, não se restringindo aos insumos aplicados diretamente e consumidos no curso do processo produtivo. A título de argumentação, vale ressaltar que a materialidade do PIS e da COFINS é muito mais próxima da do IRPJ do que da do IPI, de forma que, se fosse necessário buscar fundamento em legislação tributária anterior para definir os elementos geradores de créditos de PIS e COFINS (o que se admite para fins de argumentação), dever-se-ia utilizar a legislação do IRPJ. Nesse cenário, poder-se-ia argumentar que geram direito a crédito de PIS e COFINS as parcelas redutoras do lucro tributável para fins do IRPJ, mais especificamente os custos definidos no art. 290 do Regulamento do Imposto de Renda e as despesas definidas no art. 299 desse mesmo regulamento". Aponta que a legislação específica sobre o ressarcimento de créditos de PIS e COFINS, que seria a Instrução Normativa n. 900/2008 3 , registra existir a "a possibilidade de ressarcimento de créditos decorrentes de custos, despesa e encargos vinculados às receitas de exportação e às vendas com suspensão, isenção, alíquota zero ou não incidência" (fls. 443/444). A contribuinte ressalta que apesar das autoridades fiscais reconhecerem que os fretes indicados no pedido de ressarcimento são os "deslocamentos entre as unidades da própria ADM, como o envio de matéria-prima do armazém para a fábrica" e que "os produtos são transportados dos armazéns para as fábricas com notas fiscais de simples remessa emitidas pela própria ADM" indeferiram o requerimento amparados em um interpretação restritiva do art. 3º, IX, da Lei n. 10.833/2003. A recorrente afirma que a decisão rechaçada foi erroneamente arrimada em dispositivo legal estranho à controvérsia (art. 3º, §§ 7º, 8º e 9º da Lei n. 10.637/2002 4 ) ao equiparar as despesas classificados como "condomínio portuário, movimentação, classificação, água (CODESP)" como rateio de despesas. Ainda sobre a classificação desses custos como rateio de despesas, como reforço argumentativo, a contribuinte assevera que essas despesas não são rateadas com outras pessoas jurídicas, mas são todos arcados por ela. 3 Essa instrução normativa foi substituída pela Instrução Normativa n. 1300, publicada em 20/11/2012, que será oportunamente transcrita. 4 Art. 3º. Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: § 7º. Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se à incidência não cumulativa da contribuição para o PIS/PASEP, em relação apenas a parte de suas receitas, o crédito será apurado, exclusivamente, em relação aos custos, despesas e encargos vinculados a essas receitas. § 8º. Observadas as noras a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal, no caso de custos, despesas e encargos vinculados às receitas referidas no §7º e àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição, o crédito será determinado, a critério da pessoa jurídica, pelo método de: I - apropriação direta, inclusive em relação aos custos, por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração; ou II - rateio proporcional, aplicando-se aos custos, despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência não cumulativa e a receita bruta total, auferidas a cada mês. §9º. O método eleito pela pessoa jurídica será aplicado consistentemente por todo o ano calendário, observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal. Fl. 863DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 8 A contribuinte se insurge contra a glosa feita sobre os créditos oriundos das despesas decorrentes de condomínio portuário, movimentação, classificação e água, ao esclarecer que a filial localizada no Porto de Santos "desenvolve atividades de recepção, armazenamento e embarque de mercadorias tanto para a própria Recorrente quanto para terceiros. Além disso presta serviços de limpeza e manutenção". E, apesar de reconhecido pelas autoridades fiscais que a empresa atua como prestadora de serviços quando atende a terceiros, não admitiu os créditos de PIS e COFINS relativos aos bens e serviços necessários para a prestação desses serviços. Sobre o transporte dos produtos da fábrica para o porto, a contribuinte esclarece que é "atividade essencial para as atividades fabris, de forma que a depreciação dos vagões deve dar direito a crédito de PIS e da COFINS" (fls. 451/451). Explica que lançou as despesas decorrentes da aquisição de soja in natura para a produção de derivados (óleo de soja e farelo de soja) com arrimo no que dispõe o art. 8º da Lei n. 10.925/2004, onde é previsto que as pessoas jurídicas produtoras de determinados produtos de origem animal e vegetal fazem jus ao crédito presumido de PIS e COFINS quando adquirem os produtos de pessoas físicas ou jurídicas sujeitas à suspensão dessas contribuições em suas operações. Sobre essa rubrica, vale transcrever trecho do recurso voluntário (fl. 452): "Com efeito, a operação de soja é realizada, essencialmente, em cinco fábricas (filiais) da Recorrente: Rondonópolis, Uberlândia, Campo Grande, Três Passos e Joaçaba. Todas as fábricas adquirem quando necessário a soja in natura diretamente dos fornecedores. não obstante, apenas as fábricas de Rondonópolis, Uberlândia e Campo Grande, que são consideradas sedes regionais da empresa, recebem a soja in natura em transferência de outras filiais que adquirem os produtos dos fornecedores". Ainda sobre a aquisição da soja in natura, a contribuinte afirma que o valor das notas fiscais que acompanham a entrega dos produtos adquiridos por suas filiais 5 não pode servir como base para a apuração dos créditos presumidos de PIS e COFINS, já que o preço desta commodity é fixado somente no fechamento do contrato, o que ocorre muitas vezes após o produto ter sido entregue, com base no preço médio corrente para o adquirente 6 (fl.456). Sobre o indeferimento de aproveitamento dos créditos considerados extemporâneos pelas autoridades fiscalizadoras, a recorrente noticia que esses são referentes aos serviços de frete contratados nas operações de compra, venda e transferências internas. Defende que ao contrário do que alegado pelas autoridades, "a verificação da origem, valor, natureza e, portanto, existência e validade dos créditos é possível e bastaria que os documentos apresentados pela contribuinte fossem devidamente analisados" (fl. 461). Afirma 5 A recorrente aponta que os preços médios por quilograma do período apresentam diferenças muito relevantes entre as filiais comerciais da Regional de Campo Grande, variando de -R$ 4,13 a R$ 5,44. Conclui que "os valores médios mensais, considerados individualizadamente, não refletem o efetivo valor da aquisição da soja e, por esse motivo, não podem ser adotados como referência para determinação de crédito presumido de PIS e COFINS, como pretendem as autoridades fiscais" (fl. 459). 6 O contribuinte cita como exemplo a seguinte situação: "veja, por exemplo, a filial 1306: o preço médio da soja para o mês de setembro de 2006 foi de R$ 5,44/kg; já o preço médio acumulado daquela mesma filial era de R$ 0,49/kg. Ou seja, se as Notas Fiscais do período fossem consideradas isoladamente para fins de geração de crédito presumido em exame, esse crédito poderia ser tomado sobre o valor de R$ 5,44/kg, o que é irreal e substancialmente superior ao efetivo valor médio da soja, que era de R$ 0,49/kg. O exemplo inverso também existe: na filial 1312, o valor das devoluções superou o valor das entradas de soja, de forma que o preço médio por quilograma no mês de setembro de 2006 foi negativo em R$ 4,13/kg. Considerando o preço médio acumulado, ter-se-ia R$ 0,49/kg" (fl. 458). Fl. 864DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10783.724592/2011-11 Acórdão n.º 3302-003.014 S3-C3T2 Fl. 5 9 que não há na legislação de regência qualquer previsão no sentido de que a retificação de declarações fiscais seria obrigatória para o reconhecimento de créditos extemporâneos. Da mesma forma não há qualquer previsão legal proibindo o registro de créditos extemporâneos de forma acumulada. Requer, ao final, a reforma da decisão recorrida, para que os créditos de COFINS sejam reconhecidos e as compensações declaradas sejam homologadas. Na sessão de julgamentos ocorrida no dia 10/09/2014, esta turma julgadora, em preliminar, afastou os argumentos defendidos pela contribuinte sobre a nulidade da decisão de primeira instância, em face da ausência de motivação, bem como a alegada nulidade do despacho decisório diante da ausência de clareza sobre os critérios utilizados para glosar parte dos créditos presumidos (art. 8º da Lei n. 10.925/2004). Ao apreciar o mérito da contenda, a turma julgadora naquela oportunidade, acolhendo o voto do Conselheiro Alexandre Gomes (relator originário do processo sob julgamento) que brilhantemente traçou a evolução jurisprudencial administrativa e jurídica sobre o conceito de insumos para fins de apuração dos créditos de PIS e COFINS não cumulativos, concluiu não ser possível, diante da documentação acostada aos autos, "determinar precisamente quais são as atividades desenvolvidas pela Recorrente, quais atividades estão relacionadas ao processo produtivo, quais são exatamente os serviços que a Recorrente presta a terceiros, bem como quais custos despesas e encargos estão vinculados as suas receitas de exportação" (fls. 524/546). Diante desta constatação, a turma julgadora determinou a remessa dos autos à instância de origem para a realização de diligência, para que a autoridade preparadora intimasse a empresa Recorrente a: a) efetuar descritivo minucioso do processo produtivo da Recorrente, a fim de que possa ser constatado o emprego dos custos, despesas e serviços glosados pelo despacho decisório; b) destacar quais as despesas vinculadas a cada uma das contas contábeis glosadas e qual a sua participação no processo produtivo; c) informar se os serviços de corte de madeira são efetuados por terceiros em áreas de propriedade da Recorrente, ou a madeira cortada é adquirida também de terceiros; d) promover a descrição minuciosa das atividades desenvolvidas pela unidade Santos Armazenadora, tanto para a própria ADM como para terceiros, bem como as despesas inerentes a esta; e) discriminar, de forma detalhada, por meio de planilha, os créditos pleiteados e os créditos glosados, relativos à unidade Santos Armazenadora, tanto em relação às atividades próprias quanto às prestadas a terceiros; f) informar detalhadamente, quais atividades a que estão envolvidos os vagões utilizados pela Recorrente; g) especificar a metodologia adotada para cálculo dos créditos presumidos pleiteados, fazendo menção à existência de eventuais notas de ajuste de preço (complementares ou de devolução); Fl. 865DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 10 h) demonstrar, segregando por mês de competência, o crédito extemporâneo incluído em 09/2006 como "outros créditos". O demonstrativo deve identificar o tipo de frete (operação de compra, de venda ou transferência interna), o valor do frete, o valor do crédito, a nota fiscal e o transportador, e; i) apresentar, em 30 dias: i.1) planilha de cálculo que explicite a metodologia de apuração dos créditos presumidos por ela adotada; i.2) planilha de cálculo que explicite a metodologia de alocação dos custos relacionados a serviços portuários prestados a terceiros. Para cada despesa objeto do rateio, a planilha deve identificar, por período de apuração: o insumo (bem ou serviço), o valor total, a nota fiscal o fornecedor , o valor que serviu de base para o cálculo do crédito e o valor do crédito pleiteado, e; i.3) planilha, por período de apuração, com as receitas auferidas com a prestação de serviços portuários. Em resposta aos Termos de Intimação Fiscal (fls. 551/ 554; fls. 558/561; fls. 567/569; fls. 571/702; fls. 705/707; fls. 712/715, e; fls. 718/719) a contribuinte apresentou documentos, ultimando as diligência determinadas. Após a juntada do Relatório de Encerramento de Diligência 7 aos autos (fls. 760/808), os autos retornaram ao CARF. É o relatório. 7 Subscrito pela SEFIS/VIT/ES, Equipe Fiscal n. 2, em 23/04/2015. Voto Conselheira Lenisa Prado Inicialmente trago a conhecimento alguns fatos que são imprescindíveis para a solução da lide. Consta no Parecer SEFIS n. 180/2011 (fls. 30/40) que a ADM do Brasil Ltda é empresa do grupo Archer Daniels Midland Company, multinacional que iniciou suas atividades no início do século XX nos Estados Unidos. Sua atuação é diversificada, operando de forma mais significativa no agronegócio, notadamente na produção de fertilizantes e no processamento de produtos agrícolas, com destaque para a soja. Tem filiais em vários estados da federação, integrando um complexo de negócios que envolvem silos, fábricas, unidades comerciais e de prestação de serviços, operando no mercado interno e externo. A matriz é sediada em Vitória/ES, o centro administrativo em São Paulo/ SP, e as unidades produtivas mais expressivas estão localizadas em Rondonópolis/MT, Campo Grande/MS, Uberlândia/MG e Joaçaba/SC. Essa informação foi confirmada no Relatório de Encerramento de Diligência que reproduz o contrato social da contribuinte, lá constando o seguinte (fl. 766): "(...) industrialização de fertilizantes e de seus subprodutos; de produtos agrícolas, especialmente de grãos vegetais e seus derivados, e de defensivos agrícolas; representação de armadores e sociedades ou linhas de navegação marítima do país e do exterior, agenciamento marítimo de navios e cargas, Fl. 866DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10783.724592/2011-11 Acórdão n.º 3302-003.014 S3-C3T2 Fl. 6 11 desembaraço aduaneiro de mercadorias importadas e exportadas; estiva, carga e descarga de navios; atuação no ramo de atividade de operadores portuários, conforme preceitua a Lei n. 8.630/93; prestação de serviços de transportes ferroviário e transporte rodoviário; descarga de produtos; ensaque de fertilizantes e serviços de análises laboratoriais, bem como a prestação de serviços de comissão de transportes em todas as suas modalidades, em nome próprio ou de terceiros (...) industrialização, distribuição, comercialização, produção, importação, e exportação de algodão, soja, sorgo, milho, arroz, trigo, palma e seus derivados". A contribuinte está sujeita à sistemática não-cumulativa de incidência de PIS e da COFINS, definidas pelas Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003 e, em razão da natureza de suas atividades - notadamente a venda no mercado nacional de produtos não sujeitos aos PIS e à COFINS e a exportação de produtos - a recorrente informa que acumula, constantemente, créditos dessas contribuições, os quais são passíveis de ressarcimento nos termos das leis já mencionadas e das Instruções Normativas n. 600/2002 e 900/2008 da Receita Federal do Brasil. A possibilidade do creditamento requerido está prevista no inciso II, do art. 6º da Lei n. 10.833/2003. Essa norma indica que os créditos decorrentes de receitas de exportação deverão ter apuração própria, separada da apuração dos créditos decorrentes de operações no mercado nacional, já que o parágrafo 3º determina que "aplica-se somente aos créditos apurados em relação a custos, despesas e encargos vinculados à receita de exportação". Diante do que informa a recorrente e do que consta no relatório conclusivo da diligência, é pertinente analisar os créditos objetos dos pedidos de ressarcimento, uma vez que guardam relação de pertinência com as atividades desenvolvidas pela contribuinte. Passo a examinar os argumentos encartados no recurso voluntário sob julgamento: 1. Definição de insumos para fins de apropriação dos créditos de PIS/COFINS: A recorrente aponta que a divergência entre seu posicionamento e o das autoridades fiscais e julgadoras repousa, unicamente, no conceito de insumos para fins de apuração de créditos de PIS e COFINS. Sustenta que o seu pedido de ressarcimento foi indevidamente negado, pois adotado pelos fiscais o conceito restritivo de insumo, equivalente àquele adotado na legislação que rege o IPI. Sobre a questão, é pacífico o entendimento deste Conselho 8 no sentido que não se aplica, para apuração do insumo de PIS ou COFINS não cumulativos (previsto no art. 3º da Lei n. 10.833/2003) o critério estabelecido para insumos do sistema não cumulativo de IPI/ICMS, uma vez que não importa, no caso das contribuições, se o insumo consumido obteve ou não algum contato com o produto final comercializado. Da mesma forma, não interessa em que momento do processo de produção o insumo foi utilizado. Por outro giro, também não se aplica o conceito específico do imposto de renda que define custo e despesas necessárias. 8 Sobre o tema adoto os fundamentos contidos no Acórdão n. 3302-002.260, este proferido no julgamento do recurso voluntário interposto pela Sucocítrico Cutrale Ltda, nos autos do Processo Administrativo n. 12893.000208/2007-85, sob a relatoria da Conselheira Fabíola Cassiano Keramidas. Fl. 867DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 12 Isso porque o sistema da não cumulatividade do IPI se diferencia do sistema do PIS/COFINS, na medida em que no IPI a técnica utilizada é imposto contra imposto (inciso II, do § 3º do art. 153 da CF/88), enquanto no PIS/COFINS a técnica é de base contra base (§ 12, do art. 195 da CF/88 c/c com o § 1º dos arts. 2º e 3º das Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003). É no mesmo sentido a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça que confirma que a "a conceituação de insumos, para efeitos do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002 e art. 3º, II, da Lei n. 10.833/2003, não se identifica com a conceituação adotada na legislação do Imposto sobre Produtos Industrializados -IPI, posto que excessivamente restritiva" (RESP n. 1.246.317/MG, relatoria do Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 29/06/2015). O Parecer Normativo CST n. 65/79 compreende a interpretação adotada pela Fazenda Nacional que, para que sejam gerados créditos de IPI, o produto intermediário deve assemelhar-se à matéria-prima, pois a base de incidência do IPI é o produto industrializado. A partir dessa premissa é certo afirmar que para se apropriar de créditos oriundos dos produtos intermediários, esse que não se incorpora ao produto final, é imprescindível que este sofra desgaste ou alteração em suas propriedades químicas ou físicas quando em contato direto com o produto em sua fabricação. Já no regime não cumulativo das contribuições ao PIS e à COFINS, os eventos que dão direito à apuração do crédito estão citados no art. 3º das Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003, onde se percebe que houve uma ampliação das hipóteses que conferem créditos em relação àquelas previstas na legislação do IPI. Conclui-se da leitura dos dispositivos mencionados, que a diferença entre os regimes jurídicos do IPI e das contribuições PIS/COFINS não cumulativas está que no IPI o direito a crédito vincula-se ao produto industrializado, já no âmbito nas contribuições está relacionados ao processo produtivo. Contudo, tal ampliação do conceito de insumo não autoriza a inclusão de todos os custos e despesas operacionais a que alude a legislação do Imposto de Renda, pois no rol de despesas operacionais existem gastos que não estão diretamente relacionados ao processo produtivo da empresa. Ou seja, para o regime não cumulativo das contribuições PIS/COFINS, adota-se o conteúdo semântico de insumos mais amplo do que aquele previsto na legislação que rege o IPI, porém mais restrito do que aquele previsto nas normas do Imposto de Renda, abrangendo os bens e serviços que não sendo expressamente vedados em lei, forem essenciais ao processo produtivo para que se obtenha o produto ou serviço desejado. Como visto, o conceito de insumo para o sistema não cumulativo do PIS e da COFINS é próprio, sendo que deve ser considerado insumo aquele que for utilizado direta ou indiretamente pelo contribuinte na produção/fabricação de produtos/serviços; for indispensável para a formação do produto/serviço final e for relacionado ao objeto social do contribuinte. Em virtude dessas especificidades, os créditos oriundos dos insumos postulados no recurso voluntário devem ser analisados individualmente. 2.) Insumos objeto do recurso voluntário. A) Frete. Deslocamento entre as unidades da própria contribuinte. Fl. 868DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10783.724592/2011-11 Acórdão n.º 3302-003.014 S3-C3T2 Fl. 7 13 O acórdão proferido na manifestação de inconformidade, objeto do recurso voluntário sob julgamento, ao negar o pedido de apropriação dos créditos referentes aos custos com o frete do produto entre as unidades da própria contribuinte, adotou o entendimento da Coordenação Geral de Tributação - COSIT, firmado na Solução de Divergência n. 26, de 30/05/2008, que foi assim sumariado (grifos nossos): "Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS TRANSPORTE DE PRODUTO ACABADO ENTRE ESTABELECIMENTOS DA MESMA PESSOA JURÍDICA; INSUMOS DA ATIVIDADE DE TRANSPORTE; CRÉDITO DE COFINS. IMPOSSIBILIDADE. 1. O transporte do produto acabado entre estabelecimentos industriais, ou destes para os centros de distribuição e ainda de um centro de distribuição para outro, da mesma pessoa jurídica, não gera direito a crédito a ser descontado da COFINS com incidência não-cumulativa, ainda que esse transporte constitua ônus da empresa que irá vender o produto. 2. Os insumos utilizados na atividade do transporte de produto acabado (ou em elaboração) entre estabelecimentos industriais; destes para os centros de distribuição; de um centro de distribuição para outro ou de estabelecimento vendedor para o compradora não gera direito a crédito a ser descontado da COFINS apurada de forma não-cumulativa. Dispositivos legais: arts. 3º incisos II e IX da Lei n. 10.833, de 29 de dezembro de 2003 e 15 da Lei n. 10.865, de 30 de abril de 2004". No entanto, comprova-se nos autos (Anexo II, fls. 56/66 e 68/84) que os fretes glosados se referem ao transporte da soja remetida dos armazéns para a fábrica. Logo, não se está diante do transporte de produtos acabados entre estabelecimentos, mas sim do transporte de matéria-prima para a unidade de produção a fim de ser processada. Tratando-se de movimentação de matéria prima entre o estoque e a fábrica, não é pertinente adotar os fundamentos trazidos na Solução de Divergência n. 26/2008, já que essa modalidade de frete, embora não vinculados à operação de compra da matéria-prima nem à operação de venda do produto enquadrado, equipara-se aos custos de produção, conforme preceitua o art. 290, I, do RIR/1999. Portanto, os custos de frete entre estabelecimentos da própria contribuinte devem gerar créditos das contribuições PIS/COFINS, com arrimo no que dispõe o inciso II, do art. 3º das Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003. B) Condomínio portuário, movimentação, classificação, água (CODESP). Despesas consideradas rateio de despesas pela fiscalização. A fiscalização reconhece que a contribuinte atua como prestadora de serviços, conforme se verifica no seguinte trecho extraído do Parecer SEFIS n. 180/2011 (fl. 35): "No que se refere aos créditos apropriados em relação aos serviços utilizados como insumos na filial Santos Armazenadora, a unidade atua na armazenagem e na prestação de serviços relacionados ao comércio exterior e atende tanto à própria Fl. 869DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 14 ADM quanto a terceiros (outras empresas que contratam seus serviços em razão da sua estrutura física e de sua expertise). Quando atende a terceiros, a unidade atua efetivamente como prestadora de serviços. Quando atende à própria ADM, as despesas relativas aos serviços portuários caracterizam-se como despesas vinculadas à comercialização, não havendo, neste caso, previsão legal para apropriação de créditos na sistemática da não cumulatividade da COFIS". Apesar da fiscalização ter aceito a segregação contábil feita pela contribuinte para expurgar do cálculo do crédito as parcelas das despesas incorridas com a comercialização de seus próprios produtos, a decisão de primeira instância entendeu que a legislação não dá respaldo ao rateio das despesas, encargos e custos comuns, quando uma parte poderia gerar o crédito e a outra parte representa despesas operacionais. A fundamentação adotada pela instância de origem é a interpretação conferida aos arts. 3º, §§ 7º, 8º e 9º das Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003. No entanto, esses dispositivos tratam sobre o rateio de despesas na hipótese de parte das receitas da pessoa jurídica estarem sujeitas ao regime cumulativo e parte ao regime não cumulativo, o que não é a hipótese dos autos. Para a obtenção dos créditos, é necessário comprovar que existe vinculação entre essas despesas com o embarque de mercadorias de terceiros efetuados no trimestre objeto do pedido de compensação. A conclusão final encartada no relatório final da diligência é que "quanto às glosas relativas à filial Santos/SP , não foram apresentados novos elementos que alterassem as conclusões expressas no Parecer n. 180/2011 (Processo n. 10783.724.92/2011-11)" (fl. 781). Para tanto, esclarece que : "22.18 Como vimos, estão contempladas nessas 'despesas portuárias' uma enorme quantidade de itens, muitos dos quais notoriamente fora do campo de abrangência legal dos créditos da não cumulatividade de uma empresa dedicada a prestação de serviços de recepção, armazenagem e embarque de mercadorias, como por exemplo as despesas relativas à proteção ambiental, à segurança do trabalho , à vigilância, etc. 22.19 Além disso, considerando que o contribuinte, na utilização das instalações portuárias, movimenta mercadorias próprias e de terceiros, não parece razoável admitir que essas despesas portuárias fossem alocadas, em sua grande maioria, integralmente (100%) a serviços prestados a terceiros, como pode ser observado na coluna 'E' da tabela 2 desse relatório. 22.3 Como se observa, há entendimento comum (RFB e contribuinte) quanto ao fato de que somente as despesas relativas a serviços prestados a terceiros poderiam ser consideradas para fins de apropriação de créditos da não cumulatividade no caso da filial de Santos/SP. A divergência surge apenas quanto ao enquadramento de algumas despesas, para as quais, como disposto no Parecer n. 180/2011, 'não foi possível identificar tratar-se de insumos diretos vinculados a serviços prestados a terceiros" (grifos nossos - fls. 780/781). No entanto, na Tabela 4 reproduzida no relatório (fl. 778), a contribuinte informa a proporção dos custos próprios e de terceiros, em relação a movimentação dos embarques. Destaco que o contribuinte informa que no mês de agosto/2006 da quantia movimentada (R$ 380.757.689,00) foi destacada o equivalente a 17% (R$ 63.643.627,00) como sendo o valor referente aos custos de terceiros. Para o mês seguinte (set/2006) o Fl. 870DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10783.724592/2011-11 Acórdão n.º 3302-003.014 S3-C3T2 Fl. 8 15 montante referente a quantia movimentada é de R$ 179.848.736,00, sendo destes 55% relativos aos custos de terceiros, o que resulta na quantia de R$ 99.498.100. E a contribuinte esclarece a metodologia para auferir a proporção entre seus custos e os custos como prestadora de serviços, o qual foi reconhecido pelo d. fiscal, nos seguintes termos: "Quanto ao rateio, informou a ADM que para as 'despesas portuárias (...) a alocação era realizada com base no volume de mercadorias embarcadas para terceiros em cada navio. Para verificação do critério, a sociedade apresenta planilhas com a movimentação dos embarques (...). Já as despesas relativas aos serviços de movimentação do terminal são totalmente alocadas para cargas de terceiros (...)" (grifos contidos no relatório e ausentes no original - fl.778). Não é correta, pois, a alegação da autoridade fiscalizadora que o contribuinte aloca 100% dos custos como sendo serviços prestados a terceiros. Estando comprovados nos autos que existe vinculação entre essas despesas com o embarque de mercadorias de terceiros efetuados no trimestre objeto do pedido de compensação (07/2006 a 09/2006) é de rigor o reconhecimento do direito a crédito pela contribuinte sobre os custos decorrentes de condomínio portuário, movimentação, classificação, e água. C) Transporte dos produtos das fábricas para os portos. Depreciação dos vagões. A autoridade fiscalizadora glosou os créditos decorrentes da depreciação dos vagões, porque entendeu não serem esses bens utilizados diretamente na produção do produto final. Essa conclusão foi replicada no Relatório de Encerramento de Diligência, a qual transcrevo: "24.4. Ou seja, para a apropriação de créditos da não cumulatividade relativos a encargos de depreciação caberia ao contribuinte comprovar, se fosse o caso, que os vagões foram, de alguma forma, efetivamente utilizados em seu processo produtivo, na produção de bens destinados à venda, ou na prestação de serviços a terceiros. 24.5 Entretanto, reafirmou o contribuinte na diligência que os vagões foram utilizados para simples deslocamento da produção (produtos acabados), das fábricas para o porto, em razão da limitada capacidade de estoques nas fábricas. Não foram apresentadas evidências de que os vagões teriam sido utilizados no processo de produção ou na prestação de serviços a terceiros. 24.6 Assim, na diligência, quanto às glosas relativas a 'vagões', não foram apresentados novos elementos que alterassem as conclusões expressas no Parecer n.180/2011 (Processo n. 10783.724.592/2011-11)" (grifos no original -fl. 782). Não há o que divergir do posicionamento adotado pelo fiscal. No que concerne a apropriação dos custos decorrentes da depreciação de bens do ativo imobilizado o inciso IV, do art. 3º das Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003 restringem o direito às hipóteses Fl. 871DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 16 dos bens aplicados diretamente na produção, o que o próprio contribuinte reconhece não ser o caso : " Na linha de todo o exposto acima, a Recorrente reforça que o transporte dos produtos da fábrica para o porto é absolutamente essencial às suas atividades fabris, de forma que a depreciação dos vagões deve dar direito a crédito do PIS e da COFINS. Deve-se ressaltar que o art. 3º, inciso IX, da Lei n. 10.833/2004 prevê a geração de créditos sobre fretes de produtos acabados. Assim, se o pagamento a terceiros de frete gera direito a crédito, não há porque negar o crédito da depreciação de vagão que faz exatamente a mesma função que um transportador terceirizado" (fls. 450/451). Diante de expressa previsão legal, é de se manter as glosas sobre os créditos sobre a depreciação de vagões (bens do ativo imobilizado). D) Soja in natura. Crédito presumido da agroindústria. A contribuinte sustenta em seu recurso que o indeferimento do direito creditório sobre os créditos presumidos de aquisição de soja se deu tão somente pelo método de apuração com base no valor médio da soja estocada. No entanto, a autoridade fiscal esclarece no relatório final da diligência que o direito creditório sobre o insumo soja foi indeferido não pela diferença entre o preço médio apurado com base na soja estocada e o preço de mercado, mas pela não comprovação dos requisitos previstos no art. 8º da Lei n. 10.925/2004, notadamente a identificação do fornecedor (pessoas físicas, jurídicas, com ou sem a suspensão das contribuições), a origem da soja (nacional ou importada), o preço efetivamente praticado, a data da aquisição, e o registro contábil da operação (fl. 788). O indeferimento também se deu em relação as notas fiscais de simples remessa, relativas às transferências internas, das unidades comerciais/armazenadoras às unidades fabris (situadas em Rondonópolis/MT, Campo Grande/MS, Uberlândia/MG e Joaçaba/SC), porque não foi possível verificar a existência dos requisitos legais. Destaca-se o seguinte trecho do relatório final (fl. 789): "25.18 Aqui, mais uma vez, é preciso registrar que, quanto aos créditos presumidos apropriados sobre as efetivas aquisições, cujas operações foram devidamente contabilizadas nos respectivos períodos de apuração, houve o reconhecimento do direito creditório. Quanto aos créditos presumidos apurados sobre transferências internas, reafirmamos, como registramos no Parecer n. 180/2011, a impossibilidade de verificação dos requisitos exigidos para a caracterização do direito creditório e, sobretudo, se os eventuais créditos, caso existentes, já não teriam sido utilizados para abater as contribuições devidas nos respectivos períodos de apuração" (grifos no original). Sobre a questão da variação do preço da soja no mercado, assim considerou a autoridade (fl. 790): "25.22 E também não se pode aceitar o argumento de que a existência de notas fiscais complementares ou de devoluções, típicas de contratos baseados em preços futuro, pudesse agregar qualquer dificuldade ou distorção na apuração dos créditos presumidos. Na apuração do direito creditório, não há diferença alguma entre a nota fiscal normal (emitida pelo fornecedor quando da entrega da soja, que Fl. 872DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10783.724592/2011-11 Acórdão n.º 3302-003.014 S3-C3T2 Fl. 9 17 reflete o preço daquele momento) e a nota fiscal complementar ou de devolução (que representa o ajuste feito no final do contrato). Ainda que as notas fiscais relativas a complementos ou devoluções sejam, naturalmente, emitidas em período posterior, não há qualquer impedimento ou distorção, incluí-las no somatório da apuração do crédito presumido nos respectivos meses de suas emissões. 25.23 Assim, na diligência, quanto aos créditos presumidos, não foram apresentados novos elementos que alterassem as conclusões expressas no Parecer n. 180/2011". O problema dos autos está em definir se o crédito presumido previsto nos arts. 8º e 15 da Lei n. 10.925/2004 pode ser aproveitado na forma estabelecida pelo art. 5º, §§ 1º e 2º da Lei n. 10.637/2002 e no art. 6º, §§ 1º e 2º da Lei n. 10.833/2003, quando decorrente da exportação dos produtos. Em que pese as alegações defendidas nos autos, é imperioso traçar um breve histórico sobre as alterações legislativas recentes sobre o tema. O crédito presumido da agroindústria estava previsto, originariamente, nos §§ 10 e 12 do art. 3º da Lei n. 10.637/2002 9 e §§ 5º e 6º do art. 3º da Lei n. 10.833/2003. Até aquele momento, quando o produto era objeto de exportação, gozava do benefício da tríplice forma de aproveitamento. Em 23 de julho de 2004, com a edição da Lei n. 10.925/2004 10 , o crédito presumido até então previsto nas Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003, foi expressamente revogado pela Lei n. 10.925/2004 (arts. 8º e 15). A nova lei restringe o aproveitamento do crédito presumido da agroindústria apenas para o abatimento da contribuição devida por operações no mercado interno, ainda que o crédito tenha sido auferido em operações de exportação 11 . Considerando que os créditos reclamados no processo administrativo em tela são referentes ao período de 07/2006 a 09/2006, ou seja, posteriores a mudança legislativa, é de rigor a manutenção da glosa questionada. 9 Art. 3º Do valor apurado na forma do art. 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: § 10. Sem prejuízo do aproveitamento dos créditos apurados na forma deste artigo, as pessoas jurídicas que produzem mercadorias de origem animal ou vegetal (...), destinados à alimentação humana ou animal poderão deduzir da contribuição para o PIS/Pasep, devida em cada período de apuração, crédito presumido, calculado sobre o valor dos bens e serviços referidos no inciso II do caput deste artigo, adquiridos, no mesmo período, de pessoas físicas residentes no País. §12. Ressalvado o disposto no § 2º deste artigo e nos §§ 1º e 3º do art. 2º desta Lei, na aquisição de mercadoria produzida por pessoa jurídica estabelecida na Zona Franca de Manaus, consoante projeto aprovado pelo Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA, o crédito será determinado mediante a aplicação de 1% (um por cento) e, na situação de que trata a alínea b do inciso II do §4º do art. 2º desta Lei, mediante a aplicação da alíquota de 1,65%. 10 Reduz as alíquotas de PIS/PASEP e da COFINS incidentes na importação e na comercialização do mercaod interno de fertilizantes e defensivos agropecuários e dá outras providências. 11 Julgando situação análoga à dos autos é salutar destacar o entendimento deste Conselho trazido no Acórdão n. 3403-002.763, proferido nos autos do Processo Administrativo n. 15586.720266/2011-77, de relatoria do Conselheiro Antonio Carlos Atulim. Fl. 873DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA 18 Isso porque ainda que os argumentos da contribuinte viessem a ser reconhecidos por este colegiado, o resultado deste julgamento não poderia ser outro senão o indeferimento do pedido de ressarcimento dos créditos presumidos da agroindústria, diante da lei em vigor. E) Créditos extemporâneos. Necessidade de retificar as declarações fiscais. Pelos documentos apresentados pelo contribuinte, constata-se que os créditos extemporâneos reclamados referem-se a fretes (contratados nas operações de compra, de venda, e nas transferências internas no período de 02/2003 a 08/2006) e créditos presumidos da aquisição de soja para comercialização e industrialização (período de 02/2004 a 08/2006). O contribuinte solicitou a KPMG que efetuasse, a partir dos dados constantes no SINTEGRA, o recálculo do valor dos créditos presumidos, tomando por base tão somente os valores das aquisições de soja no momento da entrada da mercadoria dos silos. O fiscal não considerou o parecer ofertado pela KPMG diante das falhas de metodologia verificadas (fl.806). Consta no Relatório de Encerramento de Diligência: "26.22 Ora, o que é facultativo é o exercício do direito creditório. Se a opção for pelo não exercício do direito creditório, é evidente que não tem sentido a exigência de retificações do DACON e da DCTF. Por outro lado, quando há o manifesto desejo de exercício do direito creditório, como no caso em tela, a retificação do DACON e da DCTF impõe-se como medida necessária e obrigatória, como condição indispensável à verificação da efetiva existência desses créditos extemporâneos e se eles, eventualmente, já não foram apropriados nos respectivos períodos de apuração" (grifos no original - fls. 795). A contribuinte sustenta inexistir vedação legal para a apropriação dos créditos extemporâneos quando não apresentada retificação as Dacons referentes aos créditos reclamados. Sobre esse ponto, é interessante conhecer o teor do § 4º do art. 3º da Lei n. 10.637/2002: Art. 3º. Do valor apurado na forma do art. 2º, a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: (...) § 4º. O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sê-lo nos meses subseqüentes. Nesse mesmo sentido é a Instrução Normativa RFB n. 1200, publicada em 20/11/2012, que assim dispôs: Art. 12. Os valores retidos na fonte a título de Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, quando não for possível sua dedução dos valores a pagar das respectivas Contribuições no mês de apuração, poderão ser restituídos ou compensados com débitos relativos a outros tributos administrativos pela RFB. (...) Fl. 874DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10783.724592/2011-11 Acórdão n.º 3302-003.014 S3-C3T2 Fl. 10 19 § 3º A restituição poderá ser requerida à RFB no mês subseqüente àquele em que ficar caracterizada a impossibilidade de dedução de que trata o caput. § 4º A restituição de que trata o caput será requerida à RFB mediante formulário Pedido de Restituição ou Ressarcimento, constante do Anexo I a esta Instrução Normativa. Constata-se que as normas de regência preconizam a possibilidade de apropriação dos créditos, ainda que em período posterior (desde que respeitados os prazos decadenciais), sem atrelar a qualquer necessidade de apresentar documentos retificadores. No entanto, o direito aos créditos extemporâneos (aqueles que não foram apropriados no mês de sua referência) depende de comprovação sobre a sua existência, o que demanda do contribuinte a apresentação de documentos que afastem quaisquer dúvidas sobre o direito reclamado, especialmente aquelas que indiquem os valores (notas fiscais) e que os créditos ainda não foram utilizados (demonstrativos que apontem não terem sido os créditos utilizados nos meses após a sua aquisição). Mesmo que não seja obrigatória a retificação dos documentos fiscais para a apropriação extemporânea dos créditos, ainda sim é necessária a comprovação da existência dos mesmos. Diante da ausência de provas nos autos, deve ser mantida a glosa efetuada. F) Outros créditos analisados no Relatório de Encerramento de Diligência. . Não foram objeto de discussão no recurso voluntários os créditos glosados pela autoridade fiscal e novamente analisados no Relatório de Encerramento de Diligência: (i) custos com bebidas; (ii) refeições de negócios; (iii) despesas de entretenimento; (iv) despesas de viagem/gasolina; (v) despesas com hotéis, copa, cozinha e; (vi) suprimentos de escritórios. Diante do exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso voluntário interposto pela contribuinte ADM do Brasil Ltda para conferir o direito ao crédito resultante dos custos do frete (serviço de deslocamento entre as unidades da própria contribuinte) e os referentes os custos de condomínio portuário, movimentação, classificação e água, na proporção suportada pelo contribuinte enquanto prestadora de serviços a terceiros. Lenisa Prado - Relatora Fl. 875DF CARF MF Impresso em 23/03/2016 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/02/2016 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 19/02/20 16 por LENISA RODRIGUES PRADO, Assinado digitalmente em 22/03/2016 por RICARDO PAULO ROSA Relatório Voto
score : 1.0
Numero do processo: 35415.000882/2007-09
Data da sessão: Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 2403-000.041
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Nome do relator: Marcelo Magalhães Peixoto
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201112
numero_processo_s : 35415.000882/2007-09
conteudo_id_s : 5552900
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Dec 08 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2403-000.041
nome_arquivo_s : Decisao_35415000882200709.pdf
nome_relator_s : Marcelo Magalhães Peixoto
nome_arquivo_pdf_s : 35415000882200709_5552900.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
dt_sessao_tdt : Fri Dec 02 00:00:00 UTC 2011
id : 6209955
ano_sessao_s : 2011
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:40 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076606442504192
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1146; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 5.682 1 5.681 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 35415.000882/200709 Recurso nº 000.000 Resolução nº 2403000.041 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Data 02 de dezembro de 2011 Assunto Solicitação de Diligência Recorrente MÉTODO ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Igor Araujo Soares. Fl. 1DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 28/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35415.000882/200709 Resolução n.º 2403000.041 S2C4T3 Fl. 5.683 2 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD, lavrada em face da Recorrente correspondente ao suposto pagamento parcial das contribuições previdenciárias de que tratam os arts. 20 e 22, incisos I a III, da Lei n° 8.212, de 2471991, bem como às contribuições destinadas ao FNDE, INCRA, SEBRAE, SENAI e SESI, segundo a legislação própria, todas incidentes sobre os valores das remunerações pagas, devidas ou creditadas pela MÉTODO ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO LTDA. a segurados empregados e contribuintes individuais a seu serviço, no período de janeiro de 1997 a dezembro de 2006 (não contínuo). Segundo o Relatório Fiscal da NFLD (fls. 94/105): a) o procedimento fiscal originouse de Pedido de Parcelamento Especial, conforme o art. 8° da Medida Provisória n° 303, de 2962006; b) o débito teve origem no exame do Formulário para Cadastramento e Emissão de Documentos — FORCED que integra o parcelamento acima referido, dos documentos relacionados no seu item 10 e, também, dos resultados das pesquisas efetuadas nos sistemas informatizados da Receita Federal do Brasil (CCORGFIP, CNISA THIN CLIENT e GFIB WEB); c) intimada a apresentar os documentos relacionados no TIAD emitido em 13/02/2007 (fls. 89), a empresa disponibilizou à fiscalização: • as folhas de pagamento de agosto e setembro de 2000; janeiro a novembro de 2001; janeiro de 2002; fevereiro a dezembro de 2003 (incluindo a relativa ao 13° salário); e janeiro a dezembro de 2004 (incluindo a relativa ao 13° salário); • as Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social — GFIP correspondentes aos períodos de agosto e setembro de 2000; janeiro a novembro de 2001; janeiro de 2002; fevereiro a dezembro de 2003 (incluindo a relativa ao 13° Salário); e janeiro a dezembro de 2004 (incluindo a relativa ao 13° salário); • a Relação Anual de Informações Sociais — RAIS referentes aos anos base 2000 a 2005; e • as Declarações de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica — DIPJ relativas aos anos base 2000 a 2005. d) a composição da base de cálculo das contribuições lançadas deuse da seguinte forma: • quanto às competências 01 a 12/1997, objeto do levantamento “FP1”, pelos dados constantes no sistema CNISA THIN CLIENT, originários da RAIS entregue pelo contribuinte na rede bancária, conforme discriminado na planilha “Método_Remun_por_CompetênciaFP1” (fls. 306); • quanto às competências 13/1997 e 01 a 13/1998, objeto do levantamento “FP2”, por meio de aferição com base no valor médio das remunerações pagas no ano de 1997, conforme discriminado na planilha “Método_Remun_por_CompetênciaFP2” (fls. 237); Fl. 2DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 28/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35415.000882/200709 Resolução n.º 2403000.041 S2C4T3 Fl. 5.684 3 • quanto às competências 01, 02, 03 e 05 a 13/1999; 02 a 11/2002 e 01 e 02/2005, objeto do levantamento “FP3”, com base nas GFIP constantes dos sistemas informatizados da RFB, conforme discriminado na planilha “Método_Remun_por_CompetênciaFP3” (fls. 238 a 279); • quanto às competências 10 a 12/2000; 12/2001; 07, 08, 09 e 12/2002 e 01 a 10/2005, objeto do levantamento “FP5”, com base nas RAIS apresentadas pela empresa e confirmadas nos sistemas da RFB, conforme discriminado na planilha “Método_Remun_por CompetênciaFP5” (fls. 281 a 303); • quanto às competências 13/2005 e 01 a 13/2006, objeto do levantamento “FP6”, por meio de aferição com base no valor médio das remunerações pagas no ano de 2005, conforme discriminado na planilha “Método_Remun_por_CompetênciaFP6” (fls. 304); • quanto às competências 09/2000; 01 a 11/2001; 01/2002 e 02 a 04/2003, objeto do levantamento “FP7”, com base nas folhas de pagamento e nas GFIP apresentadas pela impugnante, conforme discriminado na planilha “Método_Remun_por_Competência FP7” (fls. 305); • quanto às competências 02, 03 e 05 a 09/1999, objeto do levantamento “F10”, com base nos dados das GFIP constantes do sistema informatizado da RFB, conforme discriminado na planilha “Método_Remun_por_CompetênciaF10” (fls. 235) e • quanto às competências 13/2000 e 13/2002, objeto do levantamento “F13”, com base nos dados das RAIS apresentadas pela empresa e constantes dos sistemas informatizados da RFB, conforme discriminado na planilha “Método_Remun_por CompetênciaF13” (fls. 236); e) os valores das bases de cálculo relativos aos levantamentos “FP3” e “FP5” foram lançados no aplicativo de auditoria AUDIG — Sistema de Auditoria Digital, tendo sido comparados valores declarados em GFIP com valores declarados em RAIS, a fim de verificar possíveis divergências; f) as bases de cálculo e contribuições de segurados relativos a todos os levantamentos foram lançadas no Sistema de Auditoria Fiscal — SAFIS, a fim de calcularem se os valores devidos à Previdência Social, dos quais restaram abatidos os valores já recolhidos pelo sujeito passivo, inclusive os decorrentes da retenção de que trata o art. 31 da Lei n° 8.212/91; g) as contribuições devidas pelos segurados empregados foram apuradas: • no caso dos levantamentos “FP1”, “FP2” e “FP6”, mediante a aplicação da alíquota mínima 8% (oito por cento); • no caso dos levantamentos “FP3” e “FP5”, de acordo com as faixas de saláriosdecontribuição de cada segurado, e por meio do aplicativo “AUDIG”; • no caso do levantamento “FP7”, com base nos dados das folhas de pagamento e GFIP apresentadas pela impugnante; Fl. 3DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 28/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35415.000882/200709 Resolução n.º 2403000.041 S2C4T3 Fl. 5.685 4 • no caso do levantamento “F13”, de acordo com as faixas de saláriosde contribuição da cada segurado, e por meio do aplicativo “SAFIS”; Nota: no caso do levantamento “F10”, não foram lançadas contribuições dos segurados empregados. h) durante o procedimento fiscal, foram examinados os seguintes documentos: • contrato social e respectivas alterações • GFIP dos períodos de 08 e 09/2000; 01 a 11/2001; 01/2002; 02 a 13/2003 e 01 a 13/2004 • comprovantes de recolhimentos confirmados no conta corrente da empresa, relativos a todo o período fiscalizado • folhas de pagamento dos períodos de 08 e 09/2000; 01 a 11/2001; 01/2002; 02 a 13/2003 e 01 a 13/2004 • RAIS dos anos base 2000 a 2005 • Declarações de IRPJ dos anos base 2000 a 2005 • Relatório Demonstrativo da Base de Cálculo — DCBC, Relatório Demonstrativo de Normalizações e Agregações — DNA, Relatório Total de Vínculos e Massa Salarial RAIS e Relatório Total de Vínculos e Massa Salarial RAISGFIP, todos referentes ao sistema informatizado “CNISA THIN CLIENT” i) durante a realização do procedimento fiscal foi identificada a ocorrência de fatos que, em tese, configuram a prática de ilícito penal, em razão do que emitiuse Representação Fiscal para Fins Penais — RFFP a ser enviada ao órgão competente do Ministério Público. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa impugnouo em 2882007, por meio do expediente protocolado sob n° 37376.000151/200794 (fls. 354 a 420), no qual alega, em síntese, que: a) o crédito previdenciário relativo ao período anterior a julho de 2002 já se encontrava, quando do lançamento, abrangido pela decadência a que alude o § 4o do art. 150 do Código Tributário Nacional (fls. 357); b) foi cerceada em seu direito de defesa, na medida em que: • o fiscal não solicitou a apresentação de demais documentos contábeis e justificativas pertinentes, no que tange às divergências entre as FP e as GFIP apresentadas (363), e • o relatório fiscal não lista as divergências entre as bases obtidas pelo AUDIG e, tampouco, afirma como foi obtida a base de cálculo efetivamente utilizada — se os Fl. 4DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 28/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35415.000882/200709 Resolução n.º 2403000.041 S2C4T3 Fl. 5.686 5 valores declarados em GFIP, se os declarados na RAIS, ou ainda, se foi efetuada uma média entre eles (365). c) não houve, por parte da fiscalização, a busca da verdade material, vez que não realizou um exame completo de toda a documentação contábil da empresa (366); d) por não ter exigido os demais documentos contábeis e justificativas pertinentes, o fiscal presumiu, equivocadamente, a ocorrência dos fatos geradores das contribuições (369); e) o fiscal não se pautou por critério uniforme na “apuração” da suposta base de cálculo, utilizandose ora da GFIP, ora da FP, ora da DIPJ, quando deveria ter utilizado todos os documentos disponibilizados para esta tarefa (370); f) os valores supostamente devidos encontravamse lançados em GFIP, razão pela qual o crédito já estava constituído, não havendo motivo para a lavratura da NFLD (371); g) a documentação ora apresentada é totalmente hábil a comprovar as declarações da Impugnante e a regularidade da sua conduta (376); h) no tocante ao período de janeiro a dezembro de 1997 (levantamento FP1), além de encontrarse abrangido pela decadência, inexiste valor algum a ser recolhido à previdência, consoante o demonstrativo de fls. 378 e os esclarecimentos prestados nos itens 71 a 79 da defesa (fls. 378 a 380); i) quanto à competência 13/1997 e às relativas ao ano de 1998 (levantamento FP2), além de igualmente abrangidas pela decadência, o agente fiscal cometeu o absurdo de tomar como base de cálculo a média de salários do ano anterior, sem considerar que, no seu transcurso, a quantidade de empregados foi sendo reduzida mês a mês, até chegar a zero em setembro (fls. 380); j) já no respeitante aos levantamentos FP3, FP5 e F10, deve ser observado que eles repetem parte dos lançamentos efetuados na NFLD n° 37.110.9710, quais sejam os referentes aos períodos de fevereiro a novembro de 2002 e janeiro e fevereiro de 2005 (fls. 381); k) no período de fevereiro a novembro de 2002, a impugnante procedeu corretamente aos recolhimentos devidos, conforme provam a tabela do item 104 e os esclarecimentos prestados nos itens 105 a 114, todos da defesa, bem como as folhas de pagamento, as faturas de serviços e as GPS anexadas aos autos; l) da mesma forma, a tabela do item 115 e os esclarecimentos dos itens 116 a 119 da impugnação demonstram a inexistência de débito no período de janeiro a dezembro de 2005 (fls. 389); m) é insubsistente o lançamento no período 13/2005 e 01 a 12/2006 (fls. 389), com base nos dados da RAIS, eis que desde abril de 2005 a empresa não possui funcionários ativos, como se depreende das folhas de salários e GFIP juntadas à defesa; Fl. 5DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 28/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35415.000882/200709 Resolução n.º 2403000.041 S2C4T3 Fl. 5.687 6 n) com respeito ao levantamento FP7, repetese o bis in idem há pouco salientado, em face da NFLD n° 37.110.9710, quanto aos períodos de setembro de 2000 e fevereiro e março de 2002 (fls. 389); o) ainda sobre o levantamento FP7, as tabelas dos itens 130, 142 e 144, bem como os esclarecimentos prestados nos itens 131 a 147, todos da defesa, demonstram que não existe débito por parte da empresa; p) inexiste débito, igualmente, nas competências 13/2000 e 13/2002 (fls. 395), como se depreende das tabelas e esclarecimentos contidos nos itens 152 e 153 da impugnação; q) são inexigíveis as contribuições ao SalárioEducação, ao INCRA, ao SEBRAE, ao SESI e ao SENAI, uma vez que, a partir da promulgação da Emenda Constitucional n° 33/2001, elas não mais possuem fundamento de validade na Constituição Federal de 1988; r) é absolutamente ilegal a inclusão dos representantes legais da empresa como coresponsáveis pelo pagamento do débito, eis que tal medida viola os arts. 134 e 135 do Código Tributário Nacional, além de implicar a absolvição da empresa, na medida em que ou a NFLD é lavrada contra a pessoa jurídica ou contra os sócios, nunca contra todos; s) não tendo havido a prática de qualquer infração, resultam descabidas a multa aplicada na presente NFLD e a lavratura de representação fiscal para fins penais; e t) é ilegal e inconstitucional a exigência de juros de mora calculados com base na variação da taxa SELIC. Por fim, a empresa requer a elaboração de perícia, para o que elenca, no item 196 da impugnação, os quesitos a serem respondidos pelo Sr. Ademir Oliveira Rodrigues, por ela indicado como perito. A defesa vem acompanhada dos documentos anexados às fls. 436 a 5.447, destinados a comprovar a veracidade dos fatos nela articulados. DO JULGAMENTO CONVERTIDO EM DILIGÊNCIA A fim de melhor aquilatar o seu juízo acerca dos fatos controvertidos nos autos, a 6a Turma converteu o julgamento em diligência, a fim de que a fiscalização se pronunciasse a respeito das questões formuladas no item “VOTO” da Resolução no 2.241, expedida em 582008 (fls. 5.451 a 5.458). Cumprida a diligência (fls. 5.465 a 5.471), foi expedida intimação através de carta com AR que retornou como “MUDOUSE” (fl. 5.472). Em seguida, a empresa restou intimada, por edital, para tomar ciência do teor dos “Relatórios Fiscais Complementares” então expedidos pela fiscalização. Expirado o prazo concedido no EDITAL DE INTIMAÇÃO N° 46, de 86 2009 (fl. 5.474) sem que houvesse nova manifestação do contribuinte, retornam os autos conclusos para julgamento. Fl. 6DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 28/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35415.000882/200709 Resolução n.º 2403000.041 S2C4T3 Fl. 5.688 7 DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da impugnante, a 6a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas – SP DRJ/CPS, emitiu o Acórdão n° 0526.592, o qual considerou como decaído o período compreendido entre 01/1997 a 06/2002, em razão da decadência nos termos do art. 150 § 4º do CTN. DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário (fls. 5.551/5.613), com os mesmos argumentos de sua defesa, além da alegação de cerceamento à ampla defesa por não ter sido intimada pessoalmente da complementação do Relatório Fiscal de fls. 5.465/5.471. É o relatório. Fl. 7DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 28/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35415.000882/200709 Resolução n.º 2403000.041 S2C4T3 Fl. 5.689 8 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator Conforme registro de fls. 5.543 e 5.551, o recurso é tempestivo e reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Analisando as peças que compõem os autos, verifiquei a existência de óbice ao julgamento do recurso apresentado. DA IMPRECISÃO DOS VALORES DEVIDOS/PAGOS REFERENTES ÀS COMPETÊNCIAS DE 07/2002 A 13/2002 Analisando o Discriminativo Analítico de Débito – DAD dos autos em tela, conjuntamente com o DAD do Proc. n. 35415.000881/200756, por competências, de forma isolada, chegase à conclusão de que houve uma grande imprecisão nos valores devidos/pagos a título de Contribuições Previdenciárias, conforme restará demonstrado: No que se refere à competência 07/2002; pelas fls. 13 e 15 do DAD do processo em tela, cumulada com a fl. 07 do DAD do Proc. n. 35415.000881/200756, temse como devido o valor de R$ 53.098,40, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fls. 61/62, o fiscal apropriou o valor de R$ 66.728,90. Na fl. 5.586, a Recorrente afirma ter pago o valor de R$ 68.952,33. Da análise das GPSs constantes nas fls. 1.410/1.422, verificase que a Recorrente comprovou o pagamento o valor total de R$ 68.915,04. No que se refere à competência 08/2002; pelas fls. 13 e 16 do DAD do processo em tela, cumulada com a fl. 07 do DAD do Proc. n. 35415.000881/200756, temse como devido o valor de R$ 58.263,51, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fl. 62, o fiscal apropriou o valor de R$ 68.452,13. Na fl. 5.587, a Recorrente afirma ter pago o valor de R$ 70.341,30. Da análise das GPSs constantes nas fls. 1.523/1.535, verificase que a Recorrente comprovou o pagamento de R$ 70.298,47. No que se refere à competência 09/2002; pelas fls. 14 e 16 do DAD do processo em tela, cumulada com as fls. 07 do DAD do Proc. n. 35415.000881/200756, temse como devido o valor de R$ 44.499,67, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fl. 62, o fiscal apropriou o valor de R$ 49.934,59. Na fl. 5.587, a Recorrente afirma ter pago o valor de R$ 53.556,25. Da análise das GPSs constantes nas fls. 1.626/1.641, verificase que a Recorrente comprovou o pagamento de R$ 51.908,92. No que se refere à competência 10/2002; pela fl. 14 do DAD do processo em tela, cumulada com a fl. 07 do DAD do Proc. n. 35415.000881/200756, temse como devido o valor de R$ 36.059,98, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fls. 62/63, o fiscal apropriou o valor de R$ 37.906,33. Na fl. 5.587, a Recorrente afirma ter pago o valor de R$ 39.924,09. Da análise das GPSs constantes nas fls. 1.723/1.737, verificase que a Recorrente comprovou o pagamento de R$ 39.870,71. No que se refere à competência 11/2002; pela fl. 14 do DAD do processo em tela, cumulada com a fl. 07 do DAD do Proc. n. 35415.000881/200756, temse como devido o valor de R$ 25.472,99, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fl. 63, o fiscal apropriou o valor de R$ 32.072,59. Na fl. 5.587, a Recorrente afirma ter pago o Fl. 8DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 28/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35415.000882/200709 Resolução n.º 2403000.041 S2C4T3 Fl. 5.690 9 valor de R$ 32.133,42. Da análise das GPSs constantes nas fls. 1.802/1.814, verificase que a Recorrente comprovou o pagamento de R$ 27.987,91. No que se refere à competência 13/2002; pela fl. 05 do DAD do processo em tela, temse como devido o valor de R$ 23.688,53, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fl. 64, o fiscal apropriou o valor de R$ 24.693,85. Diante do exposto, no que pertine às competências compreendidas entre 07/2002 a 13/2002, restou comprovada a imprecisão dos valores que foram lançados e pagos, razão pela qual a Diligência se faz necessária para considerar as GPSs apresentadas e se saber efetivamente o valor devido a título de Contribuições Previdenciárias. DA IMPRECISÃO DOS VALORES DEVIDOS/PAGOS REFERENTES ÀS COMPETÊNCIAS DE 01/2005 A 13/2006 No que se refere à competência 01/2005; pelas fls. 14 e 16 do DAD do processo em tela, cumulada com a fl. 08 do DAD do Proc. n. 35415.000881/200756, temse como devido o valor de R$ 15.300,90, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fl. 65, o fiscal apropriou o valor de R$ 1.509,34. Na fl. 5.589, a Recorrente afirma ter pago o valor de R$ 1.509,34. Da análise das GPSs constantes nas fls. 1.822/1.823, verificase que a Recorrente comprovou o pagamento de R$ 1.509,34. No que se refere à competência 02/2005; pelas fls. 14 e 16 do DAD do processo em tela, cumulada com a fl. 08 do DAD do Proc. n. 35415.000881/200756, temse como devido o valor de R$ 11.909,32, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fl. 65, o fiscal apropriou o valor de R$ 337,55. Na fl. 5.589, a Recorrente afirma ter pago o valor de R$ 337,55. Da análise da GPS constante na fl. 1.831, verificase que a Recorrente comprovou o pagamento de R$ 337,55. No que se refere à competência 03/2005; pela fl. 17 do DAD do processo em tela, cumulada com a fl. 08 do DAD do Proc. n. 35415.000881/200756, temse como devido o valor de R$ 11.989,70, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fl. 46 do Proc. n. 35415.000881/200756, o fiscal apropriou o valor de R$ 141,02. Na fl. 5.589, a Recorrente afirma ter pago o valor de R$ 141,02. Da análise da GPS constante na fl. 1.849, verificase que a Recorrente comprovou o pagamento de R$ 141,02. Acerca das competências referentes ao período compreendido entre 04/2005 a 10/2005 a DRJ entendeu que não houve lançamento na NFLD em tela, diante da insignificância dos valores lançados, quais sejam R$ 0,01, para cada competência. No que concerne às competências compreendidas entre 13/2005 a 13/2006, a Recorrente sustenta que a autuação se deu porque a fiscalização se baseou, exclusivamente, na RAIS que fora elaborada de forma equivocada, vez que nesse período a empresa ficou sem funcionários ativos. Para comprovar o alegado, a Recorrente junta Folhas de Pagamentos e GFIPs referentes às supracitadas competências (fls. 1.850/2.045). Dessas Folhas de Pagamentos, mister destacar dois pontos relevantes: Fl. 9DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 28/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35415.000882/200709 Resolução n.º 2403000.041 S2C4T3 Fl. 5.691 10 (i) Pela forma como estão scanneadas, não é possível comprovar idoneidade do documento. Explico: a fl. 1.866 traz o seguinte código de Protocolo E1ADF03B.7FE14B04.BF89E04D.61989C89. Porém, nas fls. 1.867/1.868, o código que deveria estar no alto do lado direito não aparece, portanto, não por culpa do contribuinte, mas é fato que não se pode comprovar a idoneidade da documentação; (ii) Caso seja comprovada a idoneidade dos documentos, restará demonstrado que de fato os empregados estavam afastados nesse período, de acordo com o Código de Movimentação “01”, embaixo da coluna “OCOR”, que significa: “Afastamento temporário por motivo de acidente do trabalho, por período superior a 15 dias”. Logo, assistirá razão à Recorrente. Diante do exposto, para que seja feita a Justiça Fiscal, essas informações necessitam ficar claras, a fim de que não pairem dúvidas em relação ao valor devido/pago a título de Contribuição Previdenciária. DA IMPRECISÃO DOS VALORES DEVIDOS/PAGOS REFERENTES ÀS COMPETÊNCIAS DE 02/2003 A 04/2003 No que se refere à competência 02/2003; pela fl. 24 do DAD do processo em tela, temse como devido o valor de R$ 20.389,52, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fl. 64, o fiscal apropriou o valor de R$ 25.581,02. Na fl. 5.592, a Recorrente afirma ter pago o valor de R$ 26.085,59. Da análise das GPSs constantes nas fls. 4.968/4.978, verificase que a Recorrente comprovou o pagamento o valor total de R$ 25.581,02. No que se refere à competência 03/2003; pela fl. 24 do DAD do processo em tela, temse como devido o valor de R$ 20.003,44, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fls. 64/65, o fiscal apropriou o valor de R$ 24.111,16. Na fl. 5.592, a Recorrente afirma ter pago o valor de R$ 25.310,95. Da análise das GPSs constantes nas fls. 5.035/5.046, verificase que a Recorrente comprovou o pagamento o valor total de R$ 24.111,16. No que se refere à competência 04/2003; pela fl. 24 do DAD do processo em tela, temse como devido o valor de R$ 16.506,27, a título de Contribuições Previdenciárias. Conforme análise do RADA, fls. 65, o fiscal apropriou o valor de R$ 21.538,90. Na fl. 5.592, a Recorrente afirma ter pago o valor de R$ 20.554,54. Da análise das GPSs constantes nas fls. 5.106/5.118, verificase que a Recorrente comprovou o pagamento o valor total de R$ 21.538,90. Logo, no que pertine às competências compreendidas entre 02/2003 a 04/2003, restou comprovada a imprecisão dos valores que foram lançados e apropriados, razão pela qual a Diligência se faz necessária. Para tanto, fica convertido o presente julgamento em diligência que, após cumprida, com os esclarecimentos, demonstrativos e cópias que se fizerem necessários, deverá, Fl. 10DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 28/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 35415.000882/200709 Resolução n.º 2403000.041 S2C4T3 Fl. 5.692 11 antes de sua tramitação para este Conselho, ser informada à Recorrente para manifestação no prazo mínimo de 30 dias. CONCLUSÃO Diante do exposto, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para as providências solicitadas. Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 11DF CARF MF Impresso em 17/02/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 28/12 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 06/02/2012 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10680.005001/98-89
Data da sessão: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Data do fato gerador: 07/04/1995
DIREITO CREDITÓRIO REFERENTE A TRIBUTOS INCIDENTES NA IMPORTAÇÃO. ALEGAÇÃO DE RECOLHIMENTO INDEVIDO POR NÃO-UTILIZAÇÃO DE REDUÇÃO PREVISTA EM ACORDO INTERNACIONAL. DECLARAÇÃO COMPLEMENTAR DE IMPORTAÇÃO ALTERANDO CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA PARA CÓDIGO NÃO REFERIDO NO ACORDO PREJUDICA O RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO.
Conforme art. 165 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), cabe restituição de tributos recolhidos indevidamente ou a maior que o devido. Não caracterizado o recolhimento como indevido ou a maior que o devido, nãó cabe reconhecimento do direito creditório respectivo.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-000.119
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Matéria: II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200903
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 07/04/1995 DIREITO CREDITÓRIO REFERENTE A TRIBUTOS INCIDENTES NA IMPORTAÇÃO. ALEGAÇÃO DE RECOLHIMENTO INDEVIDO POR NÃO-UTILIZAÇÃO DE REDUÇÃO PREVISTA EM ACORDO INTERNACIONAL. DECLARAÇÃO COMPLEMENTAR DE IMPORTAÇÃO ALTERANDO CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA PARA CÓDIGO NÃO REFERIDO NO ACORDO PREJUDICA O RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. Conforme art. 165 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), cabe restituição de tributos recolhidos indevidamente ou a maior que o devido. Não caracterizado o recolhimento como indevido ou a maior que o devido, nãó cabe reconhecimento do direito creditório respectivo. Recurso Voluntário Negado.
numero_processo_s : 10680.005001/98-89
conteudo_id_s : 5494381
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 13 00:00:00 UTC 2021
numero_decisao_s : 3102-000.119
nome_arquivo_s : Decisao_106800050019889.pdf
nome_relator_s : LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
nome_arquivo_pdf_s : 106800050019889_5494381.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
dt_sessao_tdt : Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2009
id : 6073891
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:13:20 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076606480252928
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-30T11:13:13Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-30T11:13:13Z; Last-Modified: 2009-09-30T11:13:13Z; dcterms:modified: 2009-09-30T11:13:13Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-30T11:13:13Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-30T11:13:13Z; meta:save-date: 2009-09-30T11:13:13Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-30T11:13:13Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-30T11:13:13Z; created: 2009-09-30T11:13:13Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; Creation-Date: 2009-09-30T11:13:13Z; pdf:charsPerPage: 1389; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-30T11:13:13Z | Conteúdo => S3-C1T2 Fl. 184 ÃiNs "no-tA,•"'''':'.'1 MINISTÉRIO DA FAZENDA124:: CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO =W Processo n° 10680.005001/98-89 Recurso n° 139.329 Voluntário Acórdão n° 3102-00.119 — 1" Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 27 de março de 2009 Matéria FINSOCIAL - RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO Recorrente UNILEVER BRASIL LTDA. Recorrida DRJ - SÃO PAULO/SP ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 07/04/1995 DIREITO CREDITÓRIO REFERENTE A TRIBUTOS INCIDENTES NA IMPORTAÇÃO. ALEGAÇÃO DE RECOLHIMENTO INDEVIDO POR NÃO-UTILIZAÇÃO DE REDUÇÃO PREVISTA EM ACORDO INTERNACIONAL. DECLARAÇÃO COMPLEMENTAR DE IMPORTAÇÃO ALTERANDO CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA PARA CÓDIGO NÃO REFERIDO NO ACORDO PREJUDICA O RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. Conforme art. 165 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), cabe restituição de tributos recolhidos indevidamente ou a maior que o devido. Não caracterizado o recolhimento como indevido ou a maior que o devido, nãó cabe reconhecimento do direito creditório respectivo. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. tz/Vise -14-eft—or AMORIM _ijaA,<n ;41-\ M RCIA HEL NA T ' 119. • D - Y- Presidente LUCIANO LOPES D À EIDA MORAES — elator EDITADO EM: Processo n° 10680.005001/98-89 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.119 Fl. 185 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes (Relator), Marcelo Ribeiro Nogueira, Beatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Trata o presente processo de Pedido de Restituição cumulado com Pedido de Compensação convertido em Declaração de Compensação (DCOMP), nos termos da Lei 10.637, de 01 de outubro de 2002, em seu art. 49, que incluiu o parágrafo 4° no art. 74 da Lei 9.430, de 1996. O requerente apresenta como direito creditório o imposto de importação recolhido por ocasião do registro da Declaração de Importação n" 039.640, em 07/04/95, no valor de R$ 22.912,17, recolhimento este alegadamente indevido, para compensar valor idêntico de Imposto sobre Produtos Industrializados, código 1097, referente ao 1° decêndio do mês de maio/98, com vencimento em 20/05/98. Segue-se um breve histórico dos fatos, conforme documentos nos autos. O requerente alega ter efetuado recolhimento indevido de Imposto de Importação, quando do registro da DI 039.640/95, em 07/04/95 (fls. 3/7). Informa que recolheu integralmente o imposto de importação quando do desembaraço da mercadoria, não se beneficiando o Acordo de Alcance Parcial n" 9, entre Brasil e México, promulgado pelo Decreto n° 89.982/84, pelo qual ficou acordado entre os dois países "uma redução percentual dos gravames registrados em suas respectivas tarifas aduaneiras para a importação de terceiros países", denominada "preferência". A preferência para importação do produto objeto de despacho aduaneiro na ocasião (sulfato de sódio anidro) era de 100 %. Houve prorrogação da vigência das preferências de 1° de julho até 31 de dezembro de 1995, através do Anexo ao Decreto n° 1.782, de 10/01/96. Solicita restituição do referido valor (R$ 22.912,17) , e compensação do valor recolhido indevidamente para efeito de quitação do IPI, em idêntico valor, código 1097, 1° decêndio do mês de maio/98, vencimento em 20/05/98, saldo credor no valor de R$ 313.091,50. Junta Anexo III (pedido de compensação), aprovado pela Instrução Normativa SRF/n° 21/97. Junta também extrato da DI 95/039.640, extrato da DCI 96/005.292 e DARF , no valor de R$ 22.912,17. Os documentos foram juntados às fls. 02/30. 2 Processo n° 10680.005001/98-89 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.119 Fl. 186 A Dl foi registrada em 07/04/95. Em 04/03/96 o requerente apresente a DCI (Declaração Complementar de Importação) n° 96/005.292, pela qual retificou vários dados da Declaração de Importação referida, inclusive a posição tarifária da mercadoria, que passou de 28.38.1.01 para 2833.11.00 (fls. 10/12) Em 10/10/03 (lis. 44/45) foi expedida intimação ao sujeito passivo, para apresentação de vários documentos visando sanear e dirimir dúvidas quanto ao pleito, em resposta à qual o requerente solicitou prorrogação de prazo para atendimento por duas vezes consecutivas, a primeira em 31/10/03 (pediu prorrogação de prazo por 10 dias), e a segunda em 10/11/03 (pediu prorrogação de prazo por 20 dias).. Mesmo esgotados todos os prazos de prorrogação, não apresentou a documentação solicitada. Em vista disso, em 18/12/03 (lis. 52), foi proferido despacho decisório de indeferimento do pleito, derivado do não- reconhecimento do direito creditó rio alegado, em virtude do desinteresse da parte em dar continuidade ao feito "e por não haver elementos suficientes no processo, sobretudo quanto à falta de apresentação da documentação contábil que serviria para atestar (ou não) a assunção do encargo financeiro pelo importador, do valor recolhido indevidamente e objeto do pedido de restituição" Inconformado com a decisão que lhe foi adversa, o requerente apresentou sua manifestação de inconformidade em 08/04/04 (lls. 55/59), à qual anexou vários dos documentos solicitados pela intimação não atendida, de fls. 44/45, protestando por seu interesse em dar continuidade ao feito. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo/SP indeferiu o pleito da recorrente, conforme Decisão DRJ/SPOII n° 17.013, de 07/12/06, fls. 104/111: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 07/04/1995 DIREITO CREDITORIO REFERENTE A TRIBUTOS INCIDENTES NA IMPORTAÇÃO. ALEGAÇÃO DE RECOLHIMENTO INDEVIDO POR NÃO-UTILIZAÇÃO DE REDUÇÃO PREVISTA EM ACORDO INTERNACIONAL. DECLARAÇÃO COMPLEMENTAR DE IMPORTAÇÃO ALTERANDO CLASSIFICAÇÃO TARIFÁRIA PARA CÓDIGO NÃO REFERIDO NO ACORDO PREJUDICA O RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITORIO. Conforme art. 165 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), cabe restituição de tributos recolhidos indevidamente ou a maior que o devido. Não caracterizado o recolhimento como indevido ou a maior que o 3 Processo n° 10680.005001/98-89 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.119 Fl. 187 devido, não cabe reconhecimento do direito creditó rio respectivo. Solicitação Indeferida. Às fls. 118 o contribuinte foi intimado da decisão supra, motivo pelo qual apresenta Recurso Voluntário e arrolamento de bens de fls. 119/177, tendo sido dado, então, seguimento ao mesmo. É o Relatório. 4 Processo n° 10680.005001/98-89 S3-CIT2 Acórdão n.° 3102-00.119 Fl. 188 Voto Conselheiro LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Relator O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. O contribuinte requer a compensação de valores pagos a maior de Imposto de Importação com IPI. Alega que o motivo de indeferimento de seu pedido se deu de forma equivocada, já que teria alterado a DI original e colocado classificação equivocada na mesma. Ocorre que não existe nos autos qualquer documento ou prova que suporte o entendimento da recorrente de que a classificação fiscal de seu produto seria outra que não a aposta na retificação da DI promovida em 04/03/1996. Neste sentido, bem dispõe a decisão recorrida: Considerando-se que o interessado apresentou a DCI n" 96/005.292, às fls. 10/12, em 04/03/1996, retificando espontaneamente vários dados da DI original, entre eles a classificação tarifária da mercadoria submetida a despacho através da DI n" 039.640/95, de 07/04/95, do código 28.38.1.01 para o código 2833.11.00, e que este novo código não está amparado pelo Decreto e 89.982, conforme anexo I, cópia às fls. 99/103, não lhe cabe alegar que o recolhimento foi indevido, para fins de pleitear a restituição do mesmo. Conforme art. 165 da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional), cabe restituição de tributos recolhidos indevidamente ou a maior que o devido. Não caracterizado o recolhimento cimo indevido ou a maior que o devido, não cabe reconhecimento do direito creditório pretend do. Em face do exposto, nego provimento ao recurso, prejudicados os demais argumentos. o. LUCIANO LOPES i1 1 EIDA MORAES 5
score : 1.0
Numero do processo: 13433.000448/2003-36
Data da sessão: Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998
COFINS. DCTF. DÉBITOS VINCULADOS A PROCESSO JUDICIAL
NÃO COMPROVADO. LANÇAMENTO.
No caso de lançamento efetuado a partir da revisão das Declarações de Contribuições de Tributos Federais - DCTF, a posterior constatação do acerto da vinculação do débito à hipótese de suspensão de exigibilidade ou de extinção do crédito tributário é motivo de cancelamento do auto de infração.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3302-00.099
Decisão: ACORDAM os membros 3° Câmara / 2° Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso
Nome do relator: José Antonio Francisco
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200908
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 COFINS. DCTF. DÉBITOS VINCULADOS A PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO. LANÇAMENTO. No caso de lançamento efetuado a partir da revisão das Declarações de Contribuições de Tributos Federais - DCTF, a posterior constatação do acerto da vinculação do débito à hipótese de suspensão de exigibilidade ou de extinção do crédito tributário é motivo de cancelamento do auto de infração. Recurso Voluntário Provido.
numero_processo_s : 13433.000448/2003-36
conteudo_id_s : 5413180
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 13 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3302-00.099
nome_arquivo_s : Decisao_13433000448200336.pdf
nome_relator_s : José Antonio Francisco
nome_arquivo_pdf_s : 13433000448200336_5413180.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os membros 3° Câmara / 2° Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso
dt_sessao_tdt : Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
id : 5776932
ano_sessao_s : 2009
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:38 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076606534778880
conteudo_txt : Metadados => date: 2009-12-22T03:37:59Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-12-22T03:37:59Z; Last-Modified: 2009-12-22T03:37:59Z; dcterms:modified: 2009-12-22T03:37:59Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-12-22T03:37:59Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-12-22T03:37:59Z; meta:save-date: 2009-12-22T03:37:59Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-12-22T03:37:59Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-12-22T03:37:59Z; created: 2009-12-22T03:37:59Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; Creation-Date: 2009-12-22T03:37:59Z; pdf:charsPerPage: 1323; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-12-22T03:37:59Z | Conteúdo => S3-C3T2 Fl. 161 44) MINISTÉRIO DA FAZENDA • . ' **. - CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 13433.000448/2003-36 Recurso n° 156.623 Voluntário Acórdão n° 3302-00.099 — 3' Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 14 de agosto de 2009 Matéria Cofms Recorrente Usibrás - União Brasileira de Óleos e Castanhas Ltda. Recorrida DRJ Recife / PE ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 COFINS. DCTF. DÉBITOS VINCULADOS A PROCESSO JUDICIAL NÃO COMPROVADO. LANÇAMENTO. No caso de lançamento efetuado a partir da revisão das Declarações de Contribuições de Tributos Federais - DCTF, a posterior constatação do acerto da vinculação do débito à hipótese de suspensão de exigibilidade ou de extinção do crédito tributário é motivo de cancelamento do auto de infração. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros 3' Câmara / 2' Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. 4 - -a,r-CCCG niatta~ SEFA MARIA COELHO MARQU S - Presinte JOSydçhONIO FRANCISCO - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Walber José da Silva, Fabiola Cassiano Keramidas, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório Trata-se de recurso voluntário (fls. 129 a 138) apresentado em 3 de janeiro de 2008 contra o Acórdão n° 11-20.591, de 16 de outubro de 2007, da DRJ Recife / PE (fls. 119 a 122), do qual tomou ciência a Interessada em 4 de dezembro de 2007 e que, relativamente a auto de infração (DCTF) de Cofins dos períodos de janeiro a dezembro de 1998, considerou procedente o lançamento, nos termos de sua ementa, a seguir reproduzida: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/1998 a 31/12/1998 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. A suspensão da exigibilidade do crédito tributário prevista nos incisos IV e V do art.151 da Lei n° 5.172, de 25 de Outubro de 1966- CTN, somente se aplica nos casos de concessão de medida liminar em mandado de segurança ou de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial. Na ausência destas, a ação fiscal deverá prosseguir no seu curso normal com a conseqüente execução da cobrança do crédito lançado, de acordo com as normas processuais pertinentes. Lançamento Procedente O auto de infração foi lavrado em 21 de julho de 2003 (fl. 94) e, segundo o termo de fls. 8 a 13, o processo judicial n. 97.20480-0, vinculado a compensação sem Darf, não teria sido comprovado. No despacho de fl. 114, considerou-se que, "Com relação ao processo mencionado verifica-se que o mesmo está pendente de julgamento final, entretanto as decisões de primeira instância que autorizavam a suspensão foram reformadas pela decisão do Tribunal Regional Federal da 5' Região - TRF5 a e mantido pela decisão do Superior Tribunal de Justiça - STJ (fls. 98 a 113)." Segundo o que consta dos autos, a interessada apresentou ação cautelar com pedido de liminar no processo 97.0020480-4, requerendo a suspensão da exigibilidade das parcelas vincendas do PIS e da Cofins até o limite dos créditos dos pagamentos efetuados com base nos Decretos-lei n. 2.445 e 2.449, de 1988. A liminar foi deferida em 17 de novembro de 1997 e confirmada em sentença de 29 de janeiro de 1999. Em sessão de 16 de maio de 2000, o TRF da P Região deu provimento à apelação da União e à remessa de oficio e negou provimento à apelação da Interessada. O Superior Tribunal de Justiça, no REsp n. 624.585-CE negou provimento ao recurso especial das autoras da ação. No recurso voluntário, a Interessada alegou que havia suspensão de exigibilidade dos créditos em função de o PIS ser devido de acordo com a Lei Complementar n. 7, de 1970, uma vez que os Decretos-Lei n. 2.445 e 2.449, de 1988, terem sido suspensos pela Resolução do Senado Federal n. 49, de 1995, tendo os contribuintes "o direito liquido e 2 Processo n° 13433.000448/2003-36 S3-C3T2 Acórdão n.° 3302-00.099 Fl. 162 certo a procederem o recálculo dos valores recolhidos a título de PIS, do período de julho de 1988 a outubro de 1995 [...]". Citou opinião da doutrina e ementas de acórdãos do 2° Conselho de Contribuintes e defendeu a semestralidade da base de cálculo da contribuição. Por fim, afirmou que a autuação somente poderia ocorrer "após a publicação da decisão judicial final transitada em julgado, desfavorável ao contribuinte", uma vez que o crédito estaria suspenso em função da disposição do art. 151, IV, do Código Tributário Nacional. É o Relatório. Voto • Conselheiro JOSÉ ANTONIO FRANCISCO, relator O recurso é tempestivo e satisfaz os demais requisitos de admissibilidade, dele devendo-se tomar conhecimento. Destaque-se que, conforme esclarecido no relatório do acórdão de primeira instância, a Interessada alegou que "na informação contida em sua DCTF que originou o Auto de Infração ora impugnado, houve um erro na digitação do número do processo judicial acima referenciado, não podendo, por tal motivo, ser penalizada com o pagamento indevido das contribuições que lhe estão sendo cobradas." O número correto do processo seria 97.0020480-4 e não o abreviado informado pela Interessada (97.20480-0). Supostamente, essa divergência provocou o lançamento, em razão de o sistema eletrônico conferir os números completos. Assim, à época da apresentação da DCTF, havia decisão judicial suspendendo a exigibilidade. Posteriormente, antes do lançamento, a decisão judicial foi revertida. . • Nesse contexto, a Delegacia local verificou que havia o processo judicial e a referida suspensão da exigibilidade do crédito tributário à época da apresentação da declaração e, por meio de despacho, confirmou o lançamento, considerando que a Interessada não estaria amparada por medida judicial suspensiva da exigibilidade. O procedimento correto a ser tomado pela Interessada seria de retificar a DCTF, tão logo a medida judicial suspensiva da exigibilidade houvesse sido reformada ou revogada. Entretanto, a acusação inicial foi de "processo judicial não comprovado" e não de que inexistiria, à época do lançamento, suspensão de exigibilidade, situação constatada no despacho de fl. 93, que, no entanto, não tomou providências para efetuar revisão do lançamento, nos termos do art. 149 do CTN1. 4,7v, 1 Acórdãos n. 201-79.380, 201-17.535, dentre outros. 3 Conforme firme jurisprudência da antiga 1' Câmara do 2° Conselho de Contribuintes, não é possível, sem a realização da revisão de lançamento, a alteração da fundamentação legal inicial, quando se constata a existência do processo judicial informado e a condição de suspensão de exigibilidade do crédito. À vista do exposto, voto por dar provimento ao recurso. JOS7*';10 Fl"-NCISCO 4
score : 1.0
Numero do processo: 16327.000107/2006-17
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Aug 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/1996 a 30/06/1996
REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C, DO CPC.
No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo artigo 543-C, da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62-A do Regimento Interno.
PRAZO DE DECADÊNCIA COM ANTECIPAÇÃO PARCIAL DO PAGAMENTO. REsp 973733/SC
Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, em se tratando de tributo sujeito ao lançamento por homologação e havendo parcial pagamento antecipado, o prazo de decadência deve ser contado nos termos do art. 150, § 4º, do CTN.
STF. SÚMULA VINCULANTE Nº 08
O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3301-001.800
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora.
[assinado digitalmente]
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
[assinado digitalmente]
Andréa Medrado Darzé - Relatora.
Participaram ainda da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas (presidente), José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martinez Lopez, Paulo Guilherme Déroulède e Antônio Lisboa Cardoso.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: ANDREA MEDRADO DARZE
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : PIS - ação fiscal (todas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201303
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1996 a 30/06/1996 REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C, DO CPC. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo artigo 543-C, da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62-A do Regimento Interno. PRAZO DE DECADÊNCIA COM ANTECIPAÇÃO PARCIAL DO PAGAMENTO. REsp 973733/SC Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, em se tratando de tributo sujeito ao lançamento por homologação e havendo parcial pagamento antecipado, o prazo de decadência deve ser contado nos termos do art. 150, § 4º, do CTN. STF. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Recurso Voluntário Provido
dt_publicacao_tdt : Fri Aug 23 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 16327.000107/2006-17
anomes_publicacao_s : 201308
conteudo_id_s : 5286059
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Aug 27 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3301-001.800
nome_arquivo_s : Decisao_16327000107200617.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : ANDREA MEDRADO DARZE
nome_arquivo_pdf_s : 16327000107200617_5286059.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora. [assinado digitalmente] Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente. [assinado digitalmente] Andréa Medrado Darzé - Relatora. Participaram ainda da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas (presidente), José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martinez Lopez, Paulo Guilherme Déroulède e Antônio Lisboa Cardoso.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
id : 5034689
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:11:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1714076606567284736
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2087; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 10 1 9 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.000107/200617 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1301001.800 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 20 de março de 2013 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO. PIS Recorrente BANCO SUMITOMO MITSUI BRASILEIRO S. A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1996 a 30/06/1996 REPRODUÇÃO DAS DECISÕES DEFINITIVAS DO STJ, NA SISTEMÁTICA DO ART. 543C, DO CPC. No julgamento dos recursos no âmbito do CARF devem ser reproduzidas pelos Conselheiros as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo artigo 543C, da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, em conformidade com o que estabelece o art. 62A do Regimento Interno. PRAZO DE DECADÊNCIA COM ANTECIPAÇÃO PARCIAL DO PAGAMENTO. REsp 973733/SC Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, em se tratando de tributo sujeito ao lançamento por homologação e havendo parcial pagamento antecipado, o prazo de decadência deve ser contado nos termos do art. 150, § 4º, do CTN. STF. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Recurso Voluntário Provido Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto da relatora. [assinado digitalmente] AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 01 07 /2 00 6- 17 Fl. 395DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. [assinado digitalmente] Andréa Medrado Darzé Relatora. Participaram ainda da sessão de julgamento os conselheiros Rodrigo da Costa Pôssas (presidente), José Adão Vitorino de Morais, Maria Teresa Martinez Lopez, Paulo Guilherme Déroulède e Antônio Lisboa Cardoso. Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão da DRJ São Paulo que manteve a autuação por entender que o prazo de decadência das Contribuições para Seguridade Social seria de dez anos. A ora Recorrente teve contra si lavrado Auto de Infração para exigir Contribuição para o Programa de Integração Social PIS, referente a fatos geradores ocorridos entre janeiro e junho do ano calendário de 1996. No Termo de Verificação e Constatação (fls. 13 a 15) o Auditor Fiscal afirma que (i) o contribuinte impetrou Mandado de Segurança para ver reconhecida a ilegalidade e a inconstitucionalidade da cobrança do PIS, nos moldes da Emenda Constitucional n° 10/96 e da Medida Provisória n° 1.485/96, a partir de janeiro de 1996; (ii) após obter sentença, parcialmente favorável, o ora impugnante desistiu, também de forma parcial, do feito para se beneficiar do disposto no artigo 17, da Lei nº 9.779/99, permanecendo sua inconformidade com relação ao período de janeiro a junho de 1996; (iii) a unidade da Receita Federal aceitou os procedimentos adotados pelo contribuinte e reconheceu seu direito ao beneficio citado; (iv) intimado, o contribuinte respondeu que os débitos sub judice foram declarados em DCTF, na forma da Lei Complementar n° 07/70 e que não haviam sido constituídos de oficio; (v) também em resposta a intimação, apresentou demonstrativos das bases de cálculo do PIS, no período em análise; (vi) utilizando as bases de cálculo informadas pelo contribuinte, efetuou o lançamento tributário, com a exigibilidade suspensa. Cientificada da autuação em 31/01/2006, a ora Recorrente apresentou impugnação, alegando, inicialmente, a decadência do direito de a Administração constituir o crédito tributário em questão, tendo em vista que o ordenamento jurídico não prevê hipóteses de suspensão ou interrupção do prazo para a constituição do crédito tributário. Esclareceu que decisão que deferiu a medida liminar nos autos do Mandado de Segurança n° 96.00188173 e, consequentemente, suspendeu a exigibilidade dos créditos tributários em cobrança no Auto de Infração em referencia, bem como a r. sentença publicada em 28.9.2005, não representaram óbice a regular constituição, pelas D.D. Autoridades Administrativas, do crédito tributário de PIS Alegou, ainda, que a Emenda Constitucional n°. 10/96, embora publicada em março de 1996, determinou aplicação retroativa a janeiro de 1996, violando os princípios constitucionais da irretroatividade, da anterioridade e o da isonomia, ferindo, ainda, o disposto no artigo 60, § 4°, inciso IV. 3.7. Na sequência, impugnou a aplicação dos juros de mora, uma vez que o Auto de Infração fora lavrado quando o crédito tributário estava com a exigibilidade suspensa por força de determinação judicial, não se caracterizando a mora do ora impugnante. Fl. 396DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 16327.000107/200617 Acórdão n.º 1301001.800 S1C3T1 Fl. 11 3 A DRJ em São Paulo julgou procedente o auto de infração nos seguintes termos: DECADÊNCIA. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. INOCORRÊNCIA. O direito de constituição do crédito tributário relativo As contribuições sociais decai em 10 anos contados do primeiro dia do exercício seguinte Aquele em que o crédito poderia ter sido constituído. DEPÓSITOS JUDICIAIS. EFEITOS. Na presença de depósitos judiciais ocorre a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, apenas. Não há a menor possibilidade de poderem provocar a dilação do prazo de vencimento do tributo. CONSTITUCIONALIDADE. CONTROLE. Não cabe A instância administrativa apreciar alegadas violações a Princípios Constitucionais. JUROS DE MORA. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta. Irresignado, o contribuinte recorre a este Conselho, repetindo as alegações da sua Impugnação. Voto Conselheira Andréa Medrado Darzé. O recurso é tempestivo, atende as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. Conforme é possível perceber do relato acima, a presente controvérsia versa, exclusivamente, sobre a definição do prazo de decadência aplicável aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, nas hipóteses em que não há antecipação parcial do pagamento. Isso porque a própria Recorrente reconhece que não realizou qualquer pagamento ou mesmo depositou judicialmente valores a título de Contribuição ao PIS relativos ao período objeto da autuação. Pois bem. O Superior Tribunal de Justiça, valendose da sistemática prevista no art. 543, “c”, do CPC, pacificou, no REsp 973.733/SC, o entendimento de que, mesmo em se tratando de tributo sujeito ao lançamento por homologação, não havendo pagamento antecipado, o prazo de decadência é de cinco anos, contados a partir do primeiro dia do exercício financeiro seguinte: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO Fl. 397DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE.1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (...). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e). (REsp 973733/SC, Rel. Min. LUIZ FUX, 1ª Seção, DJ 18/09/09 – Recurso Repetitivo) Por conta disso, devese aplicar ao presente caso o art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o qual prescreve a necessidade de reprodução, pelos Conselheiros, das decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça, na sistemática dos recursos repetitivos: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Neste contexto, deve efetivamente ser reconhecida a decadência do presente lançamento, vez que, quando da intimação do contribuinte, já havia transcorrido prazo muito superior a cinco anos contados a partir de 01.01.97. Por outro lado, importa registrar que o Supremo Tribunal Federal, na Súmula Vinculante nº 08, declarou que são inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Também por esta razão na se justifica a aplicação do prazo de dez anos decadencial defendido pela fiscalização e acatado pela autoridade recorrida. Aliás, nesse ponto, vale ressaltar que, relativamente à Contribuição ao PIS, mesmo antes da declaração de inconstitucionalidade do art. 45 da Lei nº 8.212/1991, sequer poderseia defender que o prazo para a constituição desse tributo era de dez anos, haja vista que referido dispositivo legal regulava apenas as contribuições para a seguridade social que tinham fundamento de validade no art. 195, da Constituição Federal, o que, definitivamente, não é o caso da Contribuição ao PIS, que tem seu fundamento no art. 239, da CF. Fl. 398DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 16327.000107/200617 Acórdão n.º 1301001.800 S1C3T1 Fl. 12 5 Por fim, deve esclarecer que assiste razão à recorrente quando afirma que a propositura de ação judicial, a concessão de medida suspendendo a exigibilidade do crédito tributário, tampouco a concessão de segurança não interferem no prazo decadência. De fato, o legislador, ao regular o prazo de decadência do Fisco, exceção feita às decisões definitivas que anulam, por vício formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada, não indicou qualquer outra hipótese de suspensão ou interrupção desse prazo. Pelo contrário, prescreveu expressamente, o dever de lançar, mesmo nos casos de concessão de medida preventiva suspendendo a exigibilidade do débito, sob pena de decadência. Em face do exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, para reconhecer a decadência integral da autuação. [Assinado digitalmente] Andréa Medrado Darzé Fl. 399DF CARF MF Impresso em 27/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 21/05/2013 por ANDREA MEDRADO DARZE, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10070.000728/2001-51
Data da sessão: Tue Apr 13 00:00:00 UTC 2010
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 1993
IRPF - VERBAS INDENIZATÓRIAS - PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA - PDV - RESTITUIÇÃO - DECADÊNCIA.
O marco inicial do prazo decadencial para os pedidos de restituição de imposto de renda indevidamente retido na fonte, decorrente do recebimento de verbas indenizatórias referentes à participação em PDV, se dá em 06.01.1999, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, a qual reconheceu que não incide imposto de renda na fonte sobre tais verbas.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-000.692
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Francisco Assis de Oliveira Júnior (relator), Elias Sampaio Freire e Carlos Alberto Freitas Barreto que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Francisco Assis de Oliveira Júnior
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:17:28 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201004
ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1993 IRPF - VERBAS INDENIZATÓRIAS - PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA - PDV - RESTITUIÇÃO - DECADÊNCIA. O marco inicial do prazo decadencial para os pedidos de restituição de imposto de renda indevidamente retido na fonte, decorrente do recebimento de verbas indenizatórias referentes à participação em PDV, se dá em 06.01.1999, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, a qual reconheceu que não incide imposto de renda na fonte sobre tais verbas. Recurso especial negado.
numero_processo_s : 10070.000728/2001-51
conteudo_id_s : 5412369
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Jul 20 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 9202-000.692
nome_arquivo_s : Decisao_10070000728200151.pdf
nome_relator_s : Francisco Assis de Oliveira Júnior
nome_arquivo_pdf_s : 10070000728200151_5412369.pdf
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Francisco Assis de Oliveira Júnior (relator), Elias Sampaio Freire e Carlos Alberto Freitas Barreto que davam provimento. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Gonçalo Bonet Allage.
dt_sessao_tdt : Tue Apr 13 00:00:00 UTC 2010
id : 5776897
ano_sessao_s : 2010
atualizado_anexos_dt : Tue Oct 19 19:12:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2014-12-29T13:53:29Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2014-12-23T12:41:21Z; Last-Modified: 2014-12-29T13:53:29Z; dcterms:modified: 2014-12-29T13:53:29Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:a6bf894a-a459-4da5-8465-d9ba26d847f3; Last-Save-Date: 2014-12-29T13:53:29Z; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2014-12-29T13:53:29Z; meta:save-date: 2014-12-29T13:53:29Z; pdf:encrypted: false; modified: 2014-12-29T13:53:29Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2014-12-23T12:41:21Z; created: 2014-12-23T12:41:21Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; Creation-Date: 2014-12-23T12:41:21Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2014-12-23T12:41:21Z | Conteúdo =>
_version_ : 1714076606677385216
score : 1.0
