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Numero do processo: 17883.000134/2005-58
Data da sessão: Wed Jun 17 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Jun 17 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - NULIDADE DE DECISÃO -
ALCANCE - A decretação de nulidade da decisão a alcança por inteiro, devolvendo-se a instancia apeladora da decisão anulada a apreciação de toda a matéria decidida e não de parte dela, descabendo a pretensão de julgamento parcial
ARBITRAMENTO DO LUCRO - DESCABIMENTO - Confessando a
autoridade lançadora que os Livros Caixa e Razão foram apresentados, descabe o arbitramento do lucro com base na sua não apresentação.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 1301-000.119
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da decisão de Primeira Instancia e no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, justificadamente, o conselheiro Jose Carlos Passuello.
Matéria: IRPJ - AF- omissão receitas - demais presunções legais
Nome do relator: Paulo Jacinto Do Nascimento
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I MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo n° 17883.000134/2005-58 Recurso n° 155.743 Voluntário Acórdão n° 1301-00.119 — 3' Camara / la Turma Ordinária Sessão de 17 de junho de 2009 Matéria IRPJ E OUTROS - Ex(s): 2001. Recorrente ARBEIT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA. Recorrida 3' TURMA/DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ I PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL - NULIDADE DE DECISÃO - ALCANCE - A decretação de nulidade da decisão a alcança por inteiro, devolvendo-se a instancia apeladora da decisão anulada a apreciação de toda a matéria decidida e não de parte dela, descabendo a pretensão de julgamento parcial ARBITRAMENTO DO LUCRO - DESCABIMENTO - Confessando a autoridade lançadora que os Livros Caixa e Razão foram apresentados, descabe o arbitramento do lucro com base na sua não apresentação. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da decisão de Primeira Instancia e no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Ausente, justificadamente, o conselheiro Jose Carlos Passuello. LEONARDO DE ANDRAD VCOUTO - Presidente PAULO JACINTO 70 NASCIMENTO - Relator 1 .1 JUL 2 0 11 EDITADO EM: Participaram da sessão de julgamento, os Conselheiros Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jacinto do Nascimento, Marcos Rodrigues de Mello, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Benedicto Celso Benicio Júnior, Waldir Veiga Rocha e José Clóvis Alves (Presidente da Camara na data do julgamento). Processo no 17883.000134/2005-58 SI-C3T1 AcórdAo n.° 1301-00.119 Fl. 2 Relatório Revisitam os autos este colegiado em consequência da nulidade da decisão de primeira instância decretada pelo acórdão n° 105-16.992, de 27 de maio de 2008, ocasião em que o processo foi assim relatado: "ARBEIT ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA., CNPJ n" 32.328.312/0001-15, inconformada com a decisão de 1" grau proferida 3" Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro (RJ), apresenta recurso voluntário a este Primeiro Conselho de Contribuintes objetivando a reforma da decisão recorrida. A ação fiscal versa sobre autos de infração (fls. 562/600), através dos quais se exige credito tributário a titulo de IRPJ, PIS, COFINS e CSLL, sendo que o lançamento foi efetuado em virtude de, em procedimento fiscal, ter havido arbitramento do lucro, conforme o Termo de Constatação Fiscal 003 de fls. 541/558. Cientificada da exigência, a interessada, em tempo hábil, apresentou a impugnação de fls. 607/629, inaugurando o contencioso administrativo. Em face do Despacho de fl. 892, o processo n° 10073.001784/2004-25 foi juntado ao presente, eis que versa sobre exclusão do SIMPLES, de oficio, através do Ato Declaratório (AD) no 44/2004 (fls. 8), em face de excesso de Receita Bruta no ano calendário de 1999. Ao processo apensado o sujeito passivo também ofertou impugnação tempestiva (fls. 17/23). Através do acórdão DRJ/RJOI n° 9.737 (fls. 894/902), a Terceira Turma Julgadora da DRJ no Rio de Janeiro confirmou a exclusão da interessada do Simples, ao mesmo tempo em que julgou procedente em parte a exigência fiscal, cujos fundamentos acham-se consubstanciados na respectiva ementa a seguir transcrita: EXCLUSÃO DO SIMPLES — RECEITA BRUTA SUPERIOR AO LIMITE PARA OPÇÃO — Tendo havido excesso de receita bruta no ano anterior, deve ser mantida a exclusão do SIMPLES. EFEITOS DA EXCLUSÃO — A exclusão por excesso de receita bruta produz efeito a partir do ano calendário subseqüente aquele em que foi ultrapassado o limite. Processo no 17883.000134/2005-58 SI-C3T1 Acórdão n.° 1301-00.119 Fl. 3 IRPJ — NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO — NULIDADE Não está inquinado de nulidade o Auto de Infração lavrado por autoridade competente e em consonância com o que preceituam os arts. 142, do CTN, e 10 e 59, do PAF. LANÇAMENTO EM FACE DA EXCLUSÃO DO SIMPLES — Mantida a exclusão do SIMPLES, a pessoa jurídica está sujeita, a partir do período em que ocorrerem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas. ARBITRAMENTO — A falta de apresentação de declarações retificadoras (em face da exclusão do SIMPLES) justifica o arbitramento dos lucros. REEMBOLSO DE DESPESA — Valor recebido a titulo de reembolso de despesa integra a receita bruta. MULTA AGRAVADA — NÃO ATENDIMENTO A INTIMAÇÃO — No arbitramento dos lucros, configura-se incabível o agravamento da multa, porque não se pode agravar a penalidade corn base, justamente, no fundamento do arbitramento. TRIBUTAÇÃO REFLEXA — Aplica-se à exigência reflexa do mesmo tratamento dispensado ao lançamento matriz, em razão de sua intima relação de causa e efeito'. Cientificada da decisão (fls. 925v), tempestivamente a interessada interpôs o recurso voluntário de fls. 931/945, reafirmando os termos da impugnação. Junto aos autos apensos, onde se operou a exclusão do sistema simplificado de tributação, a interessada interpôs o recurso voluntário respectivo. Por sua vez, a autoridade julgadora de primeira instância recorreu de oficio quanto à parcela do crédito tributário exonerada. o relatório." Confrontando-se a decisão com a nova decisão, vê-se que esta, daquela divergindo, manteve a aplicação da multa agravada; à falta da apresentação de declarações, apontada na decisão primitiva como causa do arbitramento, acrescentou a falta da apresentação de livros e documentos fiscais; e determinou que os pagamentos efetuados sob a sistemática do SIMPLES fossem abatidos do crédito lançado, matéria de que à primeira decisão jiãO se ocupara, restando assim ementada: 3 Processo n° 17883.000134/2005-58 S1-C3T1 Acórdão n.° 1301-00.119 Fl. 4 "ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE — SIMPLES Ano-calendário: 2000 EXCLUSÃO DO SIMPLES. RECEITA BRUTA SUPERIOR AO LIMITE PARA OPÇÃO. Tendo havido excesso de receita bruta no ano anterior, deve ser mantida a exclusão do SIMPLES. EFEITOS DA EXCLUSA -0. A exclusão por excesso de receita bruta produz efeito a partir do ano calendário subseqüente aquele em que foi ultrapassado o limite. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA — IRPJ Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2001 NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. NULIDADE. Não esta inquinado de nulidade o Auto de Infração lavrado por autoridade competente e em consonância corn o que preceituam os arts. 142, do CTN, e 10 e 59, do PAF. LANÇAMENTO EM FACE DA EXCLUSÃO DO SIMPLES. Mantida a exclusão do SIMPLES, a pessoa jurídica está sujeita, a partir do período em que ocorrerem os efeitos da exclusão, as normas de tributação aplicáveis as demais pessoas jurídicas. ARBITRAMENTO. A falta de apresentação de declarações, de livros e de documentos fiscais justifica o arbitramento dos lucros. REEMBOLSO DE DESPESA. Valor recebido a titulo de reembolso de despesa integra a receita bruta. PAGAMENTOS EFETUADOS. Os pagamentos efetuados sobre outra sistemática devem ser abatidos na apuração do montante devido pelo Lucro Arbitrado. MULTA AGRAVADA. NÃO ATENDIMENTO À INTIMAÇÃO. A falta de atendimento as intimações do Fisco autoriza o agravamento da multa. ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/01/2000 a 31/12/2001 4 Processo n° 17883.000134/2005-58 S 1 -C3T1 Acórdão n.° 1301-00.119 Fl. 5 TRIBUTAÇÃO REFLEXA. Aplica-se a exigência reflexa o mesmo tratamento dispensado ao lançamento matriz, em razão de sua intima relação de causa e efeito. Lançamento Procedente em Parte". Ao recorrer, a contribuinte sustenta, em resumo, que: Enquanto pendente de julgamento de recurso a questão relativa à sua exclusão do SIMPLES, sendo ela que provocou o lançamento por arbitramento, o novo julgamento do processo de lançamento determinado por este Conselho de Contribuintes estaria prejudicado, pois o pressuposto do lançamento está sub judice. Descabe o arbitramento, pois os livros apresentados possibilitam o lançamento pelo lucro presumido e até mesmo pelo lucro real. Estão indevidamente incluídos na base de cálculo, como se receitas fossem, os adiantamentos feitos pela contratante, dos quais a contratada, na medida em que os gastos eram efetuados, prestava contas, sendo o valor das prestações de contas reembolsados para manter integra a verba para custear as despesas. Diante do alegado, requer a anulação do segundo julgamento da exclusão do SIMPLES e o provimento das razões expendidas no processo que disto trata; a reforma da decisão na parte em que manteve o arbitramento do lucro e, se mantido este, a exclusão da base de cálculo dos adiantamentos recebid \ e dos reembolsos efetuados. É o relatório. plei 5 Processo n° 17883.000134/2005-58 SI-C3TI Acórdzio n.° 1301-00.119 Fl. 6 Voto Conselheiro PAULO JACINTO DO NASCIMENTO 0 recurso, formalmente regular, é tempestivo, merecendo ser conhecido. A decretação da nulidade de uma decisão a alcança por inteiro, devolvendo- se à instância prolatora da decisão modificada a apreciação de toda a matéria decidida e não de parte dela. Havendo a decisão primitiva julgado o processo de exclusão do SIMPLES e o processo de lançamento do crédito tributário, o novo julgamento, acertadamente, tratou de ambos, sendo descabida a pretensão de julgamento parcial. Desse modo, inexiste a nulidade da decisão recorrida suscitada pela recorrente. Contrario sensu, nulidade existiria se a decisão não tivesse apreciado a exclusão do SIMPLES. No que pertine ao arbitramento, a autoridade lançadora o enquadrou no art. 530, III, do RIR199, ou seja, na falta de apresentação dos livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou do Livro Caixa, para o lucro presumido. Esta Câmara anulou, por cerceamento do direito de defesa, a decisão de primeira instância que manteve o arbitramento unicamente pela falta de apresentação da declaração retificadora, motivo não elencado no art. 530 do RIR/99 como causa dessa forma excepcional de tributação, entendendo o voto condutor da decisão não ser o caso de declaração de nulidade do lançamento, uma vez que as infrações apontadas no Termo de Constatação autorizam o arbitramento. A recorrente, uma vez excluída do SIMPLES e havendo optado pelo lucro presumido, está obrigada a manter, alternativamente, ou a escrituração contábil nos termos da legislação comercial, ou a escrituração do livro caixa corn o registro de toda a movimentação financeira, inclusive bancária, e, em boa guarda e ordem, os livros obrigatórios por legislação fiscal especifica e os documentos que serviram de base para a escrituração. Ao tempo em que justifica o arbitramento pela falta de apresentação dos livros, a fiscalização os desqualifica dizendo que "os livros 'CAIXA' apresentados não atendem aos requisitos da legislação do LUCRO PRESUMIDO, os quais devem registrar os ingressos e saídas de recursos ocorridos em cada mês, de forma a refletir toda a movimentação financeira da empresa. 0 saldo consignado, ao final de cada período de lançamento, deve englobar, não só a disponibilidade em CAIXA, como também, o saldo das contas correntes c de aplicações financeiras", e, a titulo de exemplo das irregularidades detectadas, anexa ao Termo de Constatação cópia do Livro Caixa dos meses de janeiro de 2000 e de dezembro de 2001. Acrescenta que "os Livros 'DIÁRIO', escriturados pela empresa, não estão registrados no órgão competente e contém lançamentos contábeis não comprovados por documentos fiscais emitidos pela empresa, sendo, portanto, imprestáveis para fazer qualquer tipo de prova a seu favor" e que "não foi apresentado o Livro `RAZA0', de escn ração obrigatória para os contribuintes tributados pelo Lucro Real". pt.() 6 Processo n° 17883.000134/2005-58 S1-C3T AcOrddo n.° 1301-00.119 Fl. 7 Apresentados que foram os livros Caixa e Razão, conforme confessado expressamente pela autoridade lançadora, descabe o arbitramento corn base na sua não apresentação. Diante disso, dou provimento ao recurso para cancelar o arbitramento e, em consequência, julgar improcedente o lançamento. of PAULO JACINTO DO/N A SCIMENTO - Relator 7
score : 1.0
Numero do processo: 10980.015963/2008-31
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Não comprovada a realização de despesas dedutíveis a título de despesas médicas, é dever manter as glosas relativas.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.897
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Carlos César Quadros Pierre - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: CARLOS CESAR QUADROS PIERRE
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2006 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Não comprovada a realização de despesas dedutíveis a título de despesas médicas, é dever manter as glosas relativas. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
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DESPESAS MÉDICAS. Não comprovada a realização de despesas dedutíveis a título de despesas médicas, é dever manter as glosas relativas. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin – Presidente em exercício. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcão Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 59 63 /2 00 8- 31 Fl. 129DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 02/ 02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 10980.015963/200831 Acórdão n.º 2801002.897 S2TE01 Fl. 130 2 Adoto como relatório aquele utilizado pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, 4ª Turma da DRJ/CTA (Fls. 112), na decisão recorrida, que transcrevo abaixo: Trata o presente processo de notificação de lançamento de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF, emitida em face da revisão da declaração de ajuste anual do exercício 2006, anocalendário 2005, para a exigência de imposto suplementar de R$ 2.586,11, além de multa de ofício de 75% e acréscimos legais correspondentes, relacionada à constatação de dedução indevida a título de despesas médicas, no valor de R$ 11.181,20, decorrente da diferença entre os valores declarados e os comprovados, excluída a parcela reembolsada pela FUNDAÇÃO COPEL. Cientificado do lançamento, por via postal, em 08/10/2008 (fl. 60), o interessado apresentou, em 10/11/2008, a petição de fl. 02, acompanhada dos documentos de fls. 03/54, na qual aduz, em síntese, que, no prazo legal do art. 15 do Decreto nº 70.235, de 1972, apresenta impugnação, juntando documentos, os quais descreve, que conduziriam à reavaliação das conclusões da notificação de lançamento, pugnando pelo cancelamento do débito fiscal. À fl. 61, a repartição preparadora expediu Termo de Revelia, considerando intempestiva a impugnação. Em 24/04/2009, o contribuinte apresentou a petição de fls. 62/63, na qual suscita preliminar de tempestividade, argumentando, no tocante à impugnação apresentada, que optou pelo prazo alternativo facultado pelo CAC, cuja data limite seria 12/11/2008, o que teria sido confirmado pelo responsável daquele setor, como consta no Sistema ContaCorrente Pessoa Física. Considera que não houve perda de prazo, por haver recebido orientação do setor destinado a esse fim, em cuja credibilidade se baseou. Às fls. 76/78, Acórdão nº 0623.155, de 28/07/2009, desta Turma de Julgamento, que, por unanimidade, considerou intempestiva a impugnação, uma vez apresentada após o prazo legal de trinta dias da ciência. Apresentado recurso voluntário, à fl. 85, foi expedido o Acórdão nº 280102.192, em 20/01/2012, pela 1ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, às fls. 98/101, com a seguinte ementa e dispositivo: “PRAZO PARA IMPUGNAÇÃO DO LANÇAMENTO. DARF COM VENCIMENTO POSTERIOR A TRINTA DIAS. No caso de lançamento eletrônico com notificação acompanhada de DARF, com data de vencimento nela fixada, se o contribuinte impugnar o lançamento até o dia nela estipulado para vencimento do crédito, a impugnação deve ser considerada tempestiva, mesmo que supere o prazo de 30 (trinta) dias, contado a partir da ciência. Fl. 130DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 02/ 02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 10980.015963/200831 Acórdão n.º 2801002.897 S2TE01 Fl. 131 3 Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para acatar a preliminar de tempestividade suscitada, anulando o Acórdão da DRJ e determinando o retorno dos autos ao órgão julgador de primeira instância para que seja proferido julgamento do mérito da questão.” Passo adiante, a 4ª Turma da DRJ/CTA entendeu por bem julgar a impugnação improcedente, em decisão que restou assim ementada: TEMPESTIVIDADE. DECISÃO DE SEGUNDA INSTÂNCIA. OBSERVÂNCIA. Declarada a tempestividade por decisão de segunda instância, devese, nesse aspecto, conhecer da impugnação apresentada. DESPESAS MÉDICAS. DEDUÇÃO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO HÁBIL. O reconhecimento do direito à dedução de despesas médicas está condicionado à comprovação hábil. Cientificado em 15/10/2012 (Fls. 121), o Recorrente interpôs Recurso Voluntário em 14/11/2012 (fls. 123), reiterando os argumentos da impugnação apresentada às fls. 02, e requerendo em síntese: (...), com base nos comprovantes apresentados, a apreciação desse CONSELHO sobre a declaração de ajuste anual em análise. É o Relatório. Voto Conselheiro Carlos César Quadros Pierre, Relator. Conheço do recurso, posto que tempestivo e com condições de admissibilidade. No presente caso o contribuinte declarou o valor de R$17.078,43 a título de despesas médicas, tendo a fiscalização acatado o valor de R$5.897,23. Afirmando ainda a fiscalização que a diferença havia sido reembolsada pela Fundação COPEL e, portanto, não poderia servir de dedução. Inconformado com o lançamento, o contribuinte anexou toda a documentação que já havia sido analisada pela fiscalização e pediu revisão do seu caso. Fl. 131DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 02/ 02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE Processo nº 10980.015963/200831 Acórdão n.º 2801002.897 S2TE01 Fl. 132 4 Após um minucioso exame de toda a documentação, a DRJ, de forma muito bem arrazoada, comprovou que as despesas passíveis de dedução já haviam sido aproveitadas pela fiscalização; in verbis: Do que foi exposto, concluise que há comprovação do direito de deduzir os valores de R$ 1.246,02, R$ 150,00, R$ 36,48 e R$ 60,00, que totalizariam R$ 1.492,50; haveria, ainda, a parcela do plano de saúde, à fl. 20, que corresponderia exclusivamente ao contribuinte, o que não está demonstrado no presente processo. No entanto, ainda que se considerasse o valor total de R$ 3.290,67 do plano de saúde, a soma (R$ 4.783,17 = R$ 3.290,67 + R$ 1.492,50) resultaria em valor inferior àquele já reconhecido pela autoridade fiscal, de R$ 5.897,23, não havendo, portanto, valor adicional comprovado passível de ser reconhecido na presente instância.(página 117 dos autos) Inobstante as razões expostas no Acórdão recorrido, o recorrente não apresentou qualquer outro documento, ou razão, que justificasse a revisão do lançamento. Deste modo, entendo que o contribuinte não comprou com documentos hábeis a realização de despesas médicas dedutíveis, afora aquelas já acatadas pela fiscalização. Ante tudo acima exposto e o que mais constam nos autos, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Carlos César Quadros Pierre Fl. 132DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/02/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIERRE, Assinado digitalmente em 02/ 02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 01/02/2013 por CARLOS CESAR QUADROS PIER RE
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Numero do processo: 19740.000405/2006-14
Data da sessão: Wed May 13 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 13 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2001, 2002, 2003, 2004
Ementa: COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL. LIMITE LEGAL DE 30%. Para a determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, o lucro líquido ajustado poderá ser reduzido em, no máximo, trinta por cento, tanto em razão da compensação de prejuízo, como em razão da compensação da base de cálculo negativa.
Numero da decisão: 1101-000.066
Decisão: ACORDAM os membros da primeira câmara do primeiro conselho de
contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos interpostos para re-ratificar a decisão do acórdão n°. 101-96.804, de 25/06/2008, para "ACORDAM os membros da Primeira
Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, I) Por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas pelo contribuinte; II) No mérito: 1) Por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso voluntário quanto ao reconhecimento da tributação de Cr$
53.790.840.917,00 no ano-calendário de 1991, valor esse que deverá ser excluído na recomposição do saldo do lucro inflacionário a tributar a partir de janeiro de 1992, inclusive
neste processo; 2) por unanimidade de votos, excluir da base de cálculo da tributação do IRPJ no ano-calendário de 2001 a importância de R$ 76.613.250,96; 3) por maioria de votos, excluir
a exigência da multa de oficio isolada concomitante com a multa de oficio proporcional, vencidos nesta parte os Conselheiros Sandra Maria Faroni e Caio Marcos Cândido, que a
mantinham, 4) Por unanimidade de votos, REJEITAR o pleito de compensação integral da base de cálculo lançada de oficio com prejuízos fiscais e bases negativas de períodos anteriores, que
deve ser feita observando-se o limite legal de 30%, e; 5) por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o
presente julgado".
Nome do relator: Aloysio José Percínio da Silva
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FLs. I MINISTÉRIO DA FAZENDA t 4k: PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA Processo n° 19740.000405/2006-14' Recurso n° 160.446' Embargos' Matéria IRPJ e reflexos -• Acórdão n° 1101-00.066 ," Sessão de 13 de maio de 2009 - Embargante Banco do Estado do Rio de Janeiro S/A - Interessado l a Câmara/1° Conselho de Contribuintes Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2001, 2002, 2003, 2004 Ementa: COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL. LIMITE LEGAL DE 30%. Para a determinação da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, o lucro líquido ajustado poderá ser reduzido em, no máximo, trinta por cento, tanto em razão da compensação de prejuízo, como em razão da compensação da base de cálculo negativa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da primeira câmara do primeiro conselho de contribuintes, por unanimidade de votos, acolher os embargos interpostos para re-ratificar a decisão do acórdão n°. 101-96.804, de 25/06/2008, para "ACORDAM os membros da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, I) Por unanimidade de votos, REJEITAR as preliminares suscitadas pelo contribuinte; II) No mérito: 1) Por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso voluntário quanto ao reconhecimento da tributação de Cr$ 53.790.840.917,00 no ano-calendário de 1991, valor esse que deverá ser excluído na recomposição do saldo do lucro inflacionário a tributar a partir de janeiro de 1992, inclusive neste processo; 2) por unanimidade de votos, excluir da base de cálculo da tributação do IRPJ no ano-calendário de 2001 a importância de R$ 76.613.250,96; 3) por maioria de votos, excluir a exigência da multa de oficio isolada concomitante com a multa de oficio proporcional, vencidos nesta parte os Conselheiros Sandra Maria Faroni e Caio Marcos Cândido, que a mantinham, 4) Por unanimidade de votos, REJEITAR o pleito de compensação integral da base de cálculo lançada de oficio com prejuízos fiscais e bases negativas de períodos anteriores, que deve ser feita observando-se o limite legal de 30%, e; 5) por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso de oficio, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado". of . 1 Processo n°19740000405/2006-14 CCO I /C01 Acórdão o.° 1101-00.066 Fls. 2 AiONIO PRAGA rt.." Presidente ) . ALOYSIO J • ' E • É' ri: ál l IO DA SILVA Relator 2? JUN onng Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Sandra Maria Faroni, Valmir Sandri, João Carlos de Lima Junior, José Ricardo da Silva, Aloysio José Perdei° da Silva, José Sérgio Gomes (Suplente convocado), Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho (Vice Presidente) e Antonio Praga (Presidente). Relatório O processo trata de autos de infração de IRPJ e de CSLL (fls. 69/90), lavrados com imposição de multa de oficio de 75%, conforme art. 44, I, da Lei 9.430/96. A exigência foi julgada procedente em parte pela 5' Turma da DRJ/Rio de - Janeiro/I-RJ, mediante o Acórdão n° 12-13.699/2007 (fls. 414). A decisão de primeira instância sofreu interposição de recursos de oficio e voluntário. A Primeira Câmara do antigo Primeiro Conselho de Contribuintes negou provimento ao recurso de oficio e deu provimento parcial ao recurso voluntário, conforme o --- Acórdão n° 101-96.804/2008 (fls. 562), assim ementado: "Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2001, 2002, 2003, 2004 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. IMPRECISÃO NO ENQUADRAMENTO LEGAL. Não é motivo de nulidade do auto de infração, por cerceamento de direito de defesa, qualquer imprecisão na descrição do enquadramento legal quando o sujeito passivo demonstra perfeita compreensão dos motivos de fato e de direito do lançamento. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2001, 2002, 2003, 2004 Ementa: DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS. ERRO DE PREENCHIMENTO. Os erros cometidos no preenchimento de declarações de rendimentos, devidamente comprovados, que não resultaram em falta ou Suficiência de pagamento do tributo, devem ser considerados pelo órgão julgador. Processo n° 19740.000405/2006-14 CCOI/C01 Acórdão n.° 1101 -00.066 Fk 3 Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2001, 2002, 2003, 2004 Ementa: FALTA DE RECOLHIMENTO DE IRPJ E CSLL POR ESTIMATIVA MENSAL. MULTA ISOLADA. CONCOMITÂNCIA. A multa isolada por falta de recolhimento de IRPJ ou CSLL sobre base de cálculo mensal estimada não pode ser aplicada cumulativamente com a multa de lançamento de oficio prevista no art. 44, I, da Lei 9.430/96, sobre os mesmos valores apurados em procedimento fiscal." A interessada opôs embargos de declaração (fls. 714), ao argumento de que a Deinf/Rio de Janeiro "vem gerando óbices à execução da decisão", rejeitando o seu direito à compensação de prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas de CSLL, no limite de 30%, uma - vez que não constou do dispositivo do acórdão determinação expressa para realização da referida compensação. É o relatório. Voto Conselheiro ALOYSIO JOSÉ PERCÍNIO DA SILVA, Relator Tendo em vista os embargos opostos pela autuada, o processo foi incluído em pauta de julgamento por determinação do Presidente da Câmara, com fundamento no art. 57 do - vigente Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF 147/2007 (fls. 713). No recurso voluntário, a recorrente requereu o direito de realizar compensação integral de prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas de CSLL, sem observância do limite e- legal de 30%, em razão da sua condição de instituição financeira em fase de extinção por meio de liquidação ordinária. O requerimento foi indeferido, nos seguintes termos do voto condutor do -- acórdão embargado: "Sobre o limite de 30% para compensação de prejuízos fiscais e bases negativas da CSLL, com o advento do art. 60 da Lei 9.430/96, entende este colegiado que só pode - ser afastado no período de apuração correspondente ao encerramento de atividades da pessoa jurídica." Para fins de esclarecimento da matéria decidida, observe-se que a Câmara rejeitou o pedido de afastamento da "trava" de 30%, sem, no entanto, negar a compensação dentro do limite legal, tendo em vista a pacífica jurisprudência do antigo Primeiro Conselho de - Contribuintes, ratificada pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, como se vê adiante: "COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL. A determinação do lucro real por procedimento de oficio impõe, também de oficio, a compensação de prejuízos a que o contribuinte tenha direito. (Ac. n° 105-14.197/2003) COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS. O prejuízo fiscal compensável pela pessoa jurídica poderá ser deduzido do lucro real, respeitadas as imposições legais. De vez que a lei não distingue entre o lucro r». 3 . . Processo n° 19740.000405/2006-14 CC01/C01 Acórdão n.° 1101-00.066 Fls. 4 tributável declarado e o apurado em lançamento suplementar fiscal, e considerando que as parcelas da matéria tributável, identificadas em procedimento fiscal, também integram o lucro real, devem as quantias objeto de lançamento suplementar ser computadas para fins de compensar os prejuízos acumulados. (Ac. n° 103-21.322/2003) IRPJ. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. Cabível a compensação de prejuízos fiscais em procedimento de oficio, em face do estabelecido no art. 6° e seus parágrafos do Decreto-lei 1.598/77. Sobre a matéria remanescente deve ser imposta exigência fiscal em procedimento autônomo ulterior, quando não contemplada nos autos do processo em discussão. (Ac. n° 103-19.540/1998) COMPENSAÇÃO DE MATÉRIA TRIBUTADA PELA FISCALIZAÇÃO. Havendo prejuízos acumulados, podem eles ser compensados com valores acrescidos ao lucro real em decorrência de lançamento "ex officio". (Ac. n°101-92.944/1999) IRPJ. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS. Não merece reparos a decisão que cancelou o crédito tributário lançado em face de haver sido comprovada a existência de saldo de prejuízo a compensar, referente aos exercícios de 1991, 1992 e ano-calendário de 1992, em valor superior ao lucro real apurado. Recurso de oficio não provido. (Ac. n° 103-20.201/2000) COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL PROMOVIDA PELA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. Cabível a compensação de prejuízos promovida pelo órgão julgador de primeira instância independentemente de solicitação expressa do sujeito passivo. (Ac. n° 103-22.685/2006)" Assim, a embargante tem direito à compensação dentro do limite legal de 30%, mesmo no caso de lançamento de oficio, ressalvado ao órgão encarregado da execução do acórdão verificar a existência de saldos a compensar de prejuízos fiscais e bases de cálculo , negativas de CSLL. Conclusão Pelo exposto, acolho os embargos para incluir na conclusão do acórdão embargado (n° 101-96.804/2008 — fls. 562) o reconhecimento do direito da contribuinte à -- compensação, no limite legal de 30%, de prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas de CSLL, ratificando-o (o acórdão) em tudo o mais. Sala das Sessões, em 13 de maio de 2009 413ALOYSIO E INIO DA S. ILVA ' fr 4 Page 1 _0041500.PDF Page 1 _0041600.PDF Page 1 _0041700.PDF Page 1
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Numero do processo: 35462.000609/2006-20
Data da sessão: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Oct 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 14/06/2006
AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.A inobservância da
obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
Inobservância do artigo 32, III° da Lei n.° 8.212/91 c/c artigo 283, II, "h" do RPS, aprovado pelo Decreto n.° 3.048/99.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 2402-000.280
Decisão: ACORDAM os MEMBROS da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: LOURENÇO FERREIRA DO PRADO
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OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto-de-infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. Inobservância do artigo 32, III° da Lei n.° 8.212/91 c/c artigo 283, II, "h" do RPS, aprovado pelo Decreto n.° 3.048/99. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os • - nos da 4" câmara / Ti turma ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por una• • idade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Àdiiii , AR LO OLIVEIRA - Presidente / 11 "--,....., , ____---,----- ------- '21 LOURENÇO FERREIRA DO PRADO — Relator i Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros: Marcelo Oliveira, Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Lourenço Ferreira do Prado, Cleusa Vieira de Souza (Convocada) e Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira (Conv da). 1.., (. 2 Processo n° 35462.000609/2006-20 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.280 Fl. 96 Relatório Trata-se de Auto de infração lavrado ante o descumprhento de obrigação acessória, qual seja a de exibição dos livros ou documentos, nos moldes do artigo 33 § 2 0 da Lei 8212/91. Importante, destacar que a lavratura do AI deu-se em 14/02/2006, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido em 1610212006(fls.01) A autuada ofertou defesa via peça de fls. 24 a 27 alegando a nulidade da autuação, já que os livros solicitados estavam sendo providenciados e que de acordo com a legislação os documentos só devem ser guardados por cinco anos. A Decisão — Notificação número 21.003.0/0135/2006 (fls. 30/35), entendendo pela regularidade formal julgou procedente a autuação fiscal e declarou a empresa contribuinte devedora de R$11.017,47 (onze mil, dezessete reais e quarenta e sete centavos) à Seguridade Social. A empresa recorre (fls. 39/43) sustentando a insubsistência do procedimento fiscal, cancelamento da multa e arquivamento do feito. Alega que houve presunção da ocorrência do desconto nas remunerações pagas aos empregados e requer a improcedência da multa. Foi negado seguimento ao apelo, como consta às fls. 66/67, ante a ausência do depósito prévio, configurando a deserção do recurso. Decisão do Colendo TRF da 3° Região com efeito suspensivo ativo autoriza o processamento do Recurso independentemente do depósito prévio, foi juntada às fls.80/82. Novas contrarrazões às fls. 89/92, requerendo o improvimento do recurso e a confirmação da decisão recorrida ante a higidez do auto de infra . É o relatório. 3 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator Recurso tempestivo, dele conheço consignando que a ausência do depósito recursal não é óbice para o seu processamento. Segundo a fiscalização previdenciária, (relatório de fls. 10) a recorrente deixou de prestar todas as informações contábeis, econômicas e financeiras de interesse da fiscalização, em especial deixou de apresentar: 1) Livros diários de 01/2005 a 12/2005 devidamente registrados na Junta Comercial de São Paulo; 2) Relação de bens e direitos do ativo da empresa pra efetuar o Termo de Arrolamento de Bens 3) Procurações dos Administradores e Representantes e 4) Relação de trabalhadores (prestadores de serviços, pessoa fisica), recibos e faturas de mão-de-obra. O procedimento adotado pelo AFPS na aplicação do presente auto-de- infração seguiu a legislação previdenciária, conforme fundamentação legal descrita. No presente caso, a obrigação acessória está prevista na Lei n ° 8.212/1991 em seu artigo 32, III, nestas palavras: Art.32. A empresa é também obrigada a: III (.) - prestar ao Instituto Nacional do Seguro Social-INSS e ao Departamento da Receita Federal-DRF todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. Dessa maneira, não tem porque o presente auto-de-infração ser anulado porque não padece de vicio formal na sua elaboração. Foi identificada a infração, havendo subsunção desta ao dispositivo legal infringido. Os fundamentos legais da multa aplicada foram discriminados e aplicados de maneira adequada. Destaca-se que as obrigações acessórias são impostas aos sujeitos passivos como forma de auxiliar e facilitar a ação fiscal. Por meio das obrigações acessórias a fiscalização conseguirá verificar se a obrigação principal foi cumprida. Como é sabido, a obrigação acessória é decorrente da legislação tributária e não apenas da lei em sentido estrito, conforme dispõe o art. 113, § 2° do CTN, nestas palavras: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1° A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. § 2° A obrigação acessória decorre da legislação tri utária e tem por objeto as prestações, positivas ou nega , e a 4 Processo n° 35462.000609/2006-20 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.280 Fl. 97 previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. 3° A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. A legislação engloba as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes, conforme dispõe o art. 96 do CTN. O Auto de Infração sendo aplicado da maneira como foi imposto não se transforma em meio obtuso de arrecadação, nem possui efeito confiscatório. Na legislação previdenciária, a aplicação de auto de infração não possui a finalidade precípua de arrecadação, o que pode ser demonstrado pela previsão de atenuação ou até mesmo da relevação da multa, neste último caso, o infrator não pagará nenhum valor (art. 291 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999). Os valores aplicados em auto de infração pela omissão justificam-se pelo fato da importância dos esclarecimentos para administração previdenciária, não constituindo medida desnecessária. As informações prestadas auxiliarão na fiscalização das contribuições arrecadadas pela Previdência Social. Vale destacar, ainda, que a responsabilidade pela infração tributária é em regra objetiva, isto é independe de culpa ou dolo. Assim, foi correta a aplicação do auto de infração ao presente caso pelo órgão previdenciário. Desse modo, a autuação deve persistir. Com estas considerações voto pelo CONHECIMENTO do recurso para no mérito NEGAR-LHE PROVIMENTO, ressalvando que a multa deve ser calculada em conformidade com a nova legislação e comparada à multa aplicada a fim de que se utilize a equação mais benéfica ao sujeito passivo. É como voto. Sala das Sessões, em 28 de outubro de 2009 LOURENÇO FERREIRA DO PRADO — Relator 5
score : 1.0
Numero do processo: 13609.000349/98-95
Data da sessão: Mon Jan 22 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Mon Jan 22 00:00:00 UTC 2007
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998
CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CALCULO. INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS.
Incluem-se na base de cálculo do crédito presumido as aquisições
feitas de não contribuintes das contribuições para o PIS e da
COFINS.
Recurso Especial do Procurador Negado
Numero da decisão: CSRF/02-02.559
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques (Relatora), Antonio Carlos Atulim, Antonio Bezerra Neto e Henrique Pinheiro Torres que davam provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: Josefa Maria Coelho Marques
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CALCULO. INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. Incluem-se na base de cálculo do crédito presumido as aquisições feitas de não contribuintes das contribuições para o PIS e da COFINS. Recurso Especial do Procurador Negado
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SETELAGOANA DE SIDERÚRGICA - COSSISA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI Período de apuração: 01/04/1998 a 30/06/1998 CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. BASE DE CALCULO. INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS. Incluem-se na base de cálculo do crédito presumido as aquisições feitas de não contribuintes das contribuições para o PIS e da COFINS. Recurso Especial do Procurador Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso especial. Vencidos os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques (Relatora), Antonio Carlos Atulim, Antonio Bezerra Neto e Henrique Pinheiro Torres que davam provimento ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Gileno Gurjdo Barreto. Manoel Antônio Gadelha Dias - Presidente 4,60-cc-t- Jbsefa Maria Coelho Marque - Rélatora Gileno Participaram do presente julgamento os Conselheiros Josefa Maria Coelho Marques, Gileno Gurjdo Barreto, Antonio Carlos Atulim, Maria Teresa Martinez López, o - Redator Designado Antonio Bezerra Neto, Dalton Cesar Cordeiro de Miranda, Henrique Pinheiro Torres, Flávio de Sá Munhoz, Mário Junqueira Franco Junior e Manoel Antônio Gadelha Dias. Relatório Examina-se recurso especial, formulado pela Procuradoria da Fazenda Nacional, contra decisão do Segundo Conselho de Contribuintes que, através do Acórdão n 201-75.222, de 21 de agosto de 2001 (fls. 246/256), I) por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso, para admitir a inclusão dos insumos adquiridos de pessoas fisicas na base de cálculo do incentivo; e H) por unanimidade de votos, negou provimento ao recurso quanto As transferências, cuja ementa se transcreve: "IP1 - CRÉDITO PRESUMIDO DE 1P1 NA EXPORTAÇÃO - AQUISIÇÕES DE PESSOAS FISICAS - A base de cálculo do crédito presumido será determinada mediante a aplicação, sobre o valor total das aquisições de matérias-primas, produtos intermediários, e material de embalagem referidos no art. 1" da Lei le 9.363 de 13.12.96, do percentual correspondente a relação entre a receita de exportação e a receita operacional bruta do produtor exportador (art. 2" da Lei n° 9.363/96). A lei 'citada refere-se a "valor total" e não prevê qualquer exclusão. A Instrução Normativa SRF n°23/97 inovou o texto da Lei n" 9.363, de 13.12.96, ao estabelecer que o crédito presumido de IPI será calculado, exclusivamente, em relação ás aquisições, efetuadas de pessoas jurídicas, sujeitas ás Contribuições ao PIS/PASEP e a COFINS. Tal exclusão somente poderia ser feita mediante Lei ou Medida Provisória, visto que as Instruções Normativas são normas complementares das leis (art. 100 do CTN) e não podem transpor, inovar ou modifie ar o texto da norma que complementam. TRANSFERÊNCIAS - Não integram a base de cálculo do crédito presumido na exportação as transferências de insumos de um para outro estabelecimento da mesma empresa. Recurso parcialmente provido." A empresa apresentou Pedido de Ressarcimento de Crédito Presumido de IPI de que trata a Portaria MF IV 38/97, em relação ao período de apuração do segundo trimestre de 1998, em 4 de novembro de 1998. A autoridade julgadora de primeira instância administrativa, por meio do Decisão DRJ/BHE n' 0.612, de 07/04/2000, de fls. 223/228, julgou improcedente o pedido da interessada. Insurgindo-se contra a decisão acima mencionada, interpôs recurso voluntário tempestivo, enfatizando os mesmos argumentos expostos na impugnação e argumentou que os valores de todas as aquisições que representam custos de produção devem ser incluídos na base de cálculo do crédito presumido para atingir a finalidade da lei, sendo ainda, irrelevante o produto carvão vegetal estar fora do campo de incidência do IPI, porque no caso especifico, o crédito presumido refere-se as contribuições cumulativas do PIS e da COFINS. Inconformado, o Procurador da Fazenda Nacional apresentou Recurso Especial de divergência, com fulcro no art. 32, inciso II, do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes (Anexo II da Portaria MF ri.' 55/1998), invocando como paradigmas os Acórdãos To 202-11.449, 202-11.450, 202-12.304 e 202-12.306, quanto A questão de não ser incluída na base de cálculo do crédito presumido os insumos adquiridos de produtores, coop ativas e/ou J e 2 Processo no 13609.000349/98-95 Acórdão n.° 02-02.559 CSRF/T02 Fls. 350 MICT devido a inexistência de gravame da contribuição ao PIS/PASEP e da COFINS nesta operação. 0 Presidente da la Camara do 2 2 CC, pelo Despacho n2 201-529, de 10 de maio de 2002, considerou haver divergência entre o acórdão recorrido e os acórdãos apresentados como paradigmas da divergência e deu seguimento ao recurso do Procurador quanto à questão de ser ou não incluída na base de cálculo do beneficio litigado os insumos adquiridos quando nesta operação não houver incidência de PIS e COFINS, como no caso dos autos em relação As aquisições de não contribuintes, pessoas fisicas e cooperativas. Encaminhando-se os autos A. Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte/MG, procedeu-se A. solicitação ao contribuinte da apresentação de contra-razões ao Recurso Especial. Devidamente cientificado, o contribuinte ofereceu suas contra-razões, às fls. 284/292, alegando, em síntese, que o recurso manejado não apresentou a demonstração analítica da divergência, apenas transcrevendo parte do voto condutor do Acórdão n 2 202- 11.450, o que não é suficiente para comprovar a sua ocorrência. Aduz, no mérito, que os valores de todas as aquisições que representam custos de produção devem ser incluídos na base de cálculo do crédito presumido instituído em favor do exportador para atingir a finalidade da lei, qual seja, anular os efeitos cumulativos do PIS e da COFINS, e garantir a competitividade da mercadoria nacional. o Relatório. Voto Vencido Conselheira Josefa Maria Coelho Marques, Relatora Adoto, em meu voto, os fundamentos do Acórdão 201-77.932, do qual foi relatora a Conselheira Adriana Gomes Rego Ga.lvdo: Inicialmente, argumenta a recorrente que a exclusão, para efeito do cálculo do crédito presumido, das aquisições de insumos efetuadas a pessoas fisicas foi indevida. Entretanto, discordo complemente deste seu entendimento. É que a Lei n2 9.363/96, em seu art. 1 2, é muita clara ao dispor: "com o ressarcimento das contribuições de que tratam as Leis Complementares Vs 7, de 7 de setembro de 1970; 8, de 3 de dezembro de 1970; e 70, de 30 de dezembro de 1991, incidentes sobre as respectivas aquisições." (negritei) Ora, se não houve incidência das contribuições nas aquisições, não há que se falar em ressarcimento. E neste sentido, deve-se observar que a lei fala em "incidentes sobre as respectivas aquisições", de forma que pouco importa se incidiu em etapas anteriores, se, nas aquisições efetuadas pela empresa produtora e exportadora, estas não incidiram. 3 A respeito deste assunto, e já contrapondo-se ao argumento da recorrente de que não pode haver interpretação restritiva neste caso, destaco o Parecer PGFN n2 3.092, de 27 de dezembro de 2002, aprovado pelo Ministro da Fazenda: "21. Quando o P1S/PASEP e a COFINS oneram de forma indireta o produto final, isto significa que os tributos não 'incidiram' sobre o insumo adquirido pelo beneficiário do crédito presumido (o fornecedor não é contribuinte do PIS/PASEP e da COFINS), mas nos produtos anteriores, que compõem este insumo. Ocorre que o legislador prevê, textualmente, que serão ressarcidas as contribuições 'incidentes' sobre o insumo adquirido pelo produtor/exportador, e não sobre as aquisições de terceiros, que ocorreram em fases anteriores da cadeia produtiva. 22. Ao contrário, para admitir que o legislador teria previsto o crédito presumido como um ressarcimento dos tributos que oneraram toda a cadeia produtiva, seria necessária uma interpretação extensiva da norma legal, inadmitida, nessa especifica hipótese, pela Constituição Federal de 1988 e pelo Código Tributário Nacional." E não é só a partir do art. 12 da Lei n2 9.363/96 que se pode vislumbrar este entendimento, nem tampouco em razão do que havia sido disposto pela MP n2 674/94, que foi revogado, porque, nos demais artigos da lei, também se verifica tal posicionamento, como muito bem elucida o mencionado parecer, que transcrevo: "24. Prova inequívoca de que o legislador condicionou a fruição do crédito presumido ao pagamento do PIS/PASEP e da COFINS pelo fornecedor do insumo é depreendida da leitura do artigo 5' da Lei n" 9.363, de 1996, in verbis: Art. 5" A eventual restituição, ao fornecedor, das importâncias recolhidas em pagamento das contribuições referidas no art. I', bem assim a compensa cão mediante crédito, implica imediato estorno, pelo produtor exportador, do valor correspondente." 25. Ou seja, o tributo pago pelo fornecedor do insumo adquirido pelo beneficiário do crédito presumido, que for restituído ou compensado mediante crédito, será abatido do crédito presumido respectivo. 26. Como o crédito presumido é um ressarcimento do PIS/PASEP e da COFINS, pagos pelo fornecedor do insumo, o legislador determina, ao produtor/exportador, que estorne, do crédito presumido, o valor já restituído. 27. 0 art. 1" da Lei n" 9.363, de 1996, determina que apenas os tributos 'incidentes' sobre o insumo adquirido pelo beneficiário do crédito presumido (e não pelo seu fornecedor) podem ser ressarcidos. Conforme o art. 5", caso estes tributos já tenham sido restituídos ao fornecedor dos insumos (o que significa, na prática, que ele não os pagou), tais valores serão abatidos do crédito presumido. 28. Esta interpretação lógica é confirmada por todos os demais dispositivos da Lei n°9.363, de 1996. De fato, em outras passagens da Lei, percebe-se que o legislador previu formas de controle administrativo do crédito presumido, estipulando ao seu beneficiário uma série de obrigações acessórias, que ele não conseguiria cumprir caso o fornecedor do insumo não fosse pessoa jurídica contribuinte o 4 Processo n° 13609.000349/98-95 Acórdão n.° 02-02.559 PIS/PASEP e da COFINS. Como exemplo, reproduz-se o art. 3" da multicitada Lei n" 9.363, de 1996: 'Art. 3" Para os efeitos desta Lei, a apuração do montante da receita operacional bruta, da receita de exportação e do valor das matérias- primas, produtos intermediários e material de embalagem será efetuada nos termos das normas que regem a incidência das contribuições referidas no art. 1°, tendo em vista o valor constante da respectiva nota fiscal de venda emitida pelo fornecedor ao produtor exportador.' (Grifos não constantes do original). 29. Ora, como dar efetividade ao disposto acima, quando o produtor/exportador adquir insumo de pessoa física, que não é obrigada a emitir nota fiscal e nem paga o PIS/PASEP e a COFINS? Por outro lado, como aferir o valor dos insumos adquiridos de pessoas físicas, que não estão obrigados a manter escrituração contábil? 30. Toda a Lei n" 9.363, de 1996, está direcionada, única e exclusivamente, a hipótese de concessão do crédito presumido quando o fornecedor do insumo é pessoa jurídica contribuinte do PIS/PASEP e da COFINS. A lógica das suas prescrições milita sempre nesse sentido. Não há qualquer disposição que regule ou preveja, sequer tacitamente, o ressarcimento nas hipóteses em que o fornecedor do insumo não pagou o PIS/PASEP ou a COFINS. 31. Em suma, a Lei n" 9.363, de 1996, criou um sistema de concessão e controle do crédito presumido de IPI, cuja premissa é que o fornecedor do insumo adquirido pelo beneficiário do incentivo seja contribuinte do PIS/PASEP e da COFINS." A propósito, no tocante a exigência de apresentação de comprovantes do recolhimento das contribuições a que se referia a MP n2 674/94, também convém trazer a tona palavras do parecer: "40. Outro argumento apresentado é no sentido de que, no sistema anterior, o incentivo seria condicionado (.2 prova de que o fornecedor pagou o tributo, o que não ocorreria com a Lei n" 9.363, de 1996. Assim, como essa disposição não consta da referida Lei, estaria demonstrado que o novo sistema não condicionou a concessão do crédito presumido ao pagamento do PIS/PASEP e da COFINS pelo fornecedor de insumo. 41. Ocorre que a alteração legislativa nada prova em favor dessa tese. Não é cabível dizer que, em vista da revogação de uma obrigação acessória (prova do pagamento de tributos pelo fornecedor), o incentivo não estaria condicionado ao pagamento do PIS/PASEP e da COFINS pelo fornecedor de insumos. 42. Da revogação do antigo sistema é possível inferir apenas que o beneficiário do crédito presumido não precisará mais provar que o fornecedor do insumo pagou as referidas contribuições. Mas isso não quer dizer que o crédito presumido surge mesmo quando o fornecedor não pagou tais tributos. Uma coisa em nada tem a ver com a outra. 43. Inclusive, tal argumento cai diante do sistema de concessão e controle do crédito presumido fixado pela Lei n" 9.363, de 1996, CSRF/T02 Fls. 351 5 fundamentado inteiramente na proposição de que o fornecedor do insumo seja contribuinte do PIS/PASEP e da COFINS. 44. E a forma encontrada pelo legislador para conceder um crédito 'presumido' que reflita a média das 'incidências' do PIS/PASEP e da COFINS sobre os insumos que compõem o produto exportado, sem que o incentivo acarrete o enriquecimento sem causa do beneficiário foi, claramente, condicionar o aproveitamento do crédito ao pagamento das contribuições pelo fornecedor." Ressalto que toda essa argumentação vale para os artigos 165 e 166 do RIPI/98 (artigos 179 a 184 do RIPI/2002), já que a matriz legal desses dispositivos é justamente a Lei n 2 9.363/96. Além disso, a apuração com base em custos coordenados a que se refere o 5S' 52 do art. 32 da Portaria MF n2 38/97 não se contradiz com a exclusão, no cômputo destes custos, das aquisições efetuadas a não contribuintes do PIS/Pasep e da Cofins, como aduziu a recorrente, porque tal apuração apenas implica dizer que deve ser possível determinar, a par da escrita contábil e fiscal da pessoa jurídica, a quantidade e os valores de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem, utilizados no processo produtivo, ao final de cada mês, porém levando-se em conta, para efeito do cálculo, a premissa maior que é considerar as aquisições sobre as quais as contribuições incidiram. Por oportuno, destaco ainda jurisprudência administrativa e judicial a respeito do assunto, a partir das seguintes ementas: "IPI — CRÉDITO PRESUMIDO — I) INSUMOS ADQUIRIDOS DE COOPERATIVAS E PESSOAS FÍSICAS — Ao determinar a forma de apuração do incentivo, a lei excluiu da base de cálculo aquelas aquisições que não sofreram incidência das Contribuições ao PIS e a COFINS, no fornecimento de insumos ao produtor exportador." (Acórdão n2 202-12.303) "TRIBUTARIO. LEI 9.363/96. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI A TITULO DE RESSARCIMENTO DO PIS/PASEP/PASEP E DA COFINS EM PRODUTOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS E/OU RURAIS QUE Ni10 SUPORTARAM 0 PAGAMENTO DAQUELAS CONTRIBUIÇÕES. AUSÊNCIA DE FUMUS BONI IURES AO CREDITAMENTO. 1. Tratando-se de ressarcimento de exações suportadas por empresa exportadora, tal como se dá com o beneficio instituído pelo art. 1" da lei 9.363/96, somente poderá haver o crédito respectivo se o encargo houver sido efetivamente suportado pelo contribuinte. 2. Sendo as exações PIS/PASEP/PASEP e COFINS incidentes apenas sobre as operações com pessoas jurídicas, a aquisição de produtos primários de pessoas fisicas não resulta onerada pela sua cobrança, dai porque impraticável o crédito dos seus valores, sob a forma de ressarcimento, por não ter havido a prévia incidência. 3. Tutela liminar deferida." (TRF da 52 Regido, AI n2 32.877, DJ de 2/2/2001, p. 337) 6 Processo n° 13609.000349/98-95 Acórdão n.° 02-02.559 CSRF/T02 Fls. 352 É verdade que o objetivo da lei, como um todo, foi o de estimular a exportação. Contudo, sem dúvidas, há limitações para o gozo deste beneficio. Assim, descabe falar na inclusão, para efeito de custo acumulado dos insumos, no cômputo do crédito presumido, dos valores relativos ás aquisições de matérias-primas, quer adquiridas de pessoas fisicas, quer adquiridas de sociedades cooperativas, posto que não contribuintes do PIS e da Cofins. Voto, portanto, no sentido de dar provimento ao recurso. Josefa aria Coelho Marques Voto Vencedor Vencedor Conselheiro Gileno Gurjdo Barreto, Redator Designado Entendo que não é possível limitar ou selecionar as aquisições (valores) de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagens que seriam passíveis de integrar o levantamento do crédito presumido de IPI, porquanto tal posicionamento configuraria postura contraria a lei. Além disso, a questão sob exame conta com posicionamento da Camara Superior de Recursos Fiscais, segundo observa-se do seguinte julgado: "IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI). RESSARCIMENTO DE CRÉDITO PRESUMIDO PIS/COFINS. RECEITA DE EXPORTAÇÃO. RECONHECIMENTO. A receita, inclusive de exportação, deve ser reconhecida quando da tradição do bem exportado, que se dá apenas quando da entrega do bem pelo vendedor exportador ao comprador estrangeiro, conforme a modalidade de exportação contratada, e não quando da celebração de dito contrato e da emissão da correspondente nota fiscal. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E COOPERATIVAS. Incluem-se na base de cálculo do crédito presumido as aquisições feitas de não contribuintes das contribuições para o PIS e da COFINS. Recurso a que se nega provimento." (Acórdão CSRF/02-01.250. 2" Turma. Relator Cons. Henrique Pinheiro Torres. Recurso 201-110146. Processo 10945.008246/97-56. Sessão: 27/01/2003) Adoto a orientação como parâmetro decisório, salientando que também o STJ enfrentou a matéria, tendo optado por idêntico desfecho: "TRIBUTÁRIO — CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI — AQUISIÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS E INS UMOS DE PESSOA FÍSICA — LEI 9.363/96 E IN/SRF 23/97 — LEGALIDADE. 7 I. A 1N/SRF 23/97 extrapolou a regra prevista no art. 1°, da Lei 9.363/96 ao excluir da base de cálculo do beneficio do crédito presumido do IPI as aquisições, relativamente aos produtos da atividade rural, de matéria-prima e de insumos de pessoas fisicas, que, naturalmente, não são contribuintes diretos do PIS/PASEP e da COFINS. 2. Entendimento que se baseia nas seguintes premissas: a) a COFINS e o PIS oneram em cascata o produto rural e, por isso, estão embutidos no valor do produto final adquirido pelo produtor-exportador, mesmo não havendo incidência na sua última aquisição; b) o Decreto 2.367/98 - Regulamento do IPI -, posterior ez Lei 9.363/96, não fez restrição as aquisições de produtos rurais; c) a base cálculo do ressarcimento é o valor total das aquisições dos insumos utilizados no processo produtivo (art. 2`), sem condicionantes. 3. Regra que tentou resgatar exigência prevista na MP 674/94 quanto a apresentação das guias de recolhimentos das contribuições do PIS e da COFINS, mas que, diante de sua caducidade, não foi renovada pela MP 948/95 e nem na Lei 9.363/96. 4. Recurso especial improvido." (REsp 586.392/RN, ReL Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/10/2004, DJ 06/12/2004 p. 259) Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Especial da Fazenda Pública. a c420 Gile o arreto ity 8
score : 1.0
Numero do processo: 13707.000818/2008-82
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Sun Mar 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2006
IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF Nº 68.
A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2101-002.135
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS - Presidente.
GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA - Relator.
EDITADO EM: 20/03/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator), Alexandre Naoki Nishioka, Eivanice Canario da Silva.
Nome do relator: GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA
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OMISSÃO DE RENDIMENTOS. LEI Nº 8.852/94. SÚMULA CARF Nº 68. A Lei nº 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Relator. EDITADO EM: 20/03/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José Raimundo Tosta Santos, Luiz Eduardo de Oliveira Santos (Presidente), Célia Maria de Souza Murphy, Gilvanci Antônio de Oliveira Sousa (Relator), Alexandre Naoki Nishioka, Eivanice Canario da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 7. 00 08 18 /2 00 8- 82 Fl. 61DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 21/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 2 Relatório Tratase de recurso voluntário (fls. 45/46) interposto em 25 de setembro de 2008 contra acórdão proferido pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro II (RJ), (fls. 37/41), do qual o recorrente teve ciência em 19 de setembro de 2008 (fls.44), que, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento de fls. 06/11, lavrado em 28 de janeiro de 2008, gerado após a revisão da Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício de 2006, anocalendário de 2005, em decorrência de omissão de rendimentos sujeitos à Tabela Progressiva, no valor de R$ 18.992,40. O acórdão teve a seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2006 IRPF. OMISSÃO DE RENDIMENTOS As exclusões do conceito de remuneração, estabelecidas na Lei nº 8.852/94, não são hipóteses de isenção ou não incidência de IRPF, que requerem, pelo Princípio da Estrita Legalidade em matéria tributária, disposição legal federal específica. Lançamento Procedente Não se conformando, o Recorrente interpôs recurso voluntário (fls.45/46), no qual defende o direito à isenção pleiteada, repisando os argumentos insertos na impugnação em 1ª Instância. O processo foi distribuído a este Conselheiro, numerado até a fl. 60. É o relatório. Voto Conselheiro GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. Não há arguição de qualquer preliminar. O contribuinte declarou originalmente, em sua declaração anual de ajuste do exercício de 2006, ter recebido R$80.971,44 de rendimentos tributáveis, (fls.30), cuja apuração do imposto resultou em uma restituição de R$ 629,86. Mas, em 23/09/2007, enviou declaração retificadora reduzindo os rendimentos tributáveis para R$61.979,04 e, de conseqüência, aumentando a restituição para R$ 5.852,77(fls. 51). Entretanto, o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, CNPJ no 00.394.494/011170, informou ter pago R$80.971,44 ao recorrente nesse exercício (fl. 55), Fl. 62DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 21/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Processo nº 13707.000818/200882 Acórdão n.º 2101002.135 S2C1T1 Fl. 62 3 enquanto a declaração retificadora continha o valor de R$ 61.979,04 como recebido dessa fonte pagadora (fl. 51), tendo a diferença sido lançada como omissão de rendimentos neste processo. O sujeito passivo busca fundamentar a isenção pleiteada na Lei nº 8.852/94, nos termos das alíneas "b", "j", "n" e “p”, do inciso III, art 1o. Transcrevemse os dispositivos legais: Art. 1º Para os efeitos desta Lei, a retribuição pecuniária devida na administração pública direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União compreende: I como vencimento básico: a) a retribuição a que se refere o art. 40 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, devida pelo efetivo exercício do cargo, para os servidores civis por ela regidos; (Vide Lei nº 9.367, de 1996) b) (Revogado pela Medida Provisória nº 2.21510, de 31.8.2001) c) o salário básico estipulado em planos ou tabelas de retribuição ou nos contratos de trabalho, convenções, acordos ou dissídios coletivos, para os empregados de empresas públicas, de sociedades de economia mista, de suas subsidiárias, controladas ou coligadas, ou de quaisquer empresas ou entidades de cujo capital ou patrimônio o poder público tenha o controle direto ou indireto, inclusive em virtude de incorporação ao patrimônio público; II como vencimentos, a soma do vencimento básico com as vantagens permanentes relativas ao cargo, emprego, posto ou graduação; III como remuneração, a soma dos vencimentos com os adicionais de caráter individual e demais vantagens, nestas compreendidas as relativas à natureza ou ao local de trabalho e a prevista no art. 62 da Lei nº 8.112, de 1990, ou outra paga sob o mesmo fundamento, sendo excluídas: (...) b) ajuda de custo em razão de mudança de sede ou indenização de transporte; (...) j) adicional de férias, até o limite de 1/3 (um terço) sobre a retribuição habitual; (...) n) adicional por tempo de serviço; (...) p) adicional de insalubridade, de periculosidade ou pelo exercício de atividades penosas percebido durante o período em Fl. 63DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 21/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS 4 que o beneficiário estiver sujeito às condições ou aos riscos que deram causa à sua concessão; (...) Em suma, defende o recorrente que a ajuda de custo, a indenização de transporte, e os adicionais de férias, por tempo de serviço, e de insalubridade são isentos do imposto de renda por terem sido excluídos do conceito de remuneração da Lei nº 8.852, de 1994. Entretanto, essa lei não trata de hipóteses de isenção ou de não incidência de imposto de renda, servindo apenas ao propósito de fixar os limites de remuneração dos servidores públicos, nos termos dos arts. 37, incisos XI e XII, e 39, § 1º, da Constituição Federal. Assim, as verbas recebidas pelo recorrente encontramse incluídas no rol dos rendimentos tributáveis, entre aqueles elencados no artigo 3º, §1°, da Lei n° 7.713, de 22 de dezembro de 1988. Esse entendimento já está consolidado no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais com a publicação da Súmula CARF n° 68, que determina que “a Lei n°. 8.852, de 1994, não outorga isenção nem enumera hipóteses de não incidência de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física”. Por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. GILVANCI ANTÔNIO DE OLIVEIRA SOUSA Relator Fl. 64DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por GILVANCI ANTONIO DE OLIVEIRA SOUSA, Assinado digitalmente em 21/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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Numero do processo: 10580.100465/2003-91
Data da sessão: Wed Sep 23 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Sep 23 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999
CONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA.
Não cabe à autoridade julgadora de instância administrativa competência para a apreciação de aspectos relacionados com a constitucionalidade ou legalidade das normas tributárias, tarefa privativa-do Poder Judiciário.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. SIGILO BANCÁRIO. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL.
Sob a conformação de processo administrativo tributário, o acesso aos dados bancários pela autoridade fiscal, independe da autorização judicial.
DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO PRESUMIDA DE RENDIMENTOS.
Presume-se a existência de renda omitida em montante igual aos depósitos e créditos bancários de origem não comprovada, cuja titularidade seja da pessoa fiscalizada.
Recurso Negado.
Numero da decisão: 2102-000.326
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos jko relatório e votos que integram o presente julgado.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Dep.Bancario de origem não justificada
Nome do relator: Rubens Maurício Carvalho
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF Exercício: 1999 CONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA. Não cabe à autoridade julgadora de instância administrativa competência para a apreciação de aspectos relacionados com a constitucionalidade ou legalidade das normas tributárias, tarefa privativa-do Poder Judiciário. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. SIGILO BANCÁRIO. AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. Sob a conformação de processo administrativo tributário, o acesso aos dados bancários pela autoridade fiscal, independe da autorização judicial. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO PRESUMIDA DE RENDIMENTOS. Presume-se a existência de renda omitida em montante igual aos depósitos e créditos bancários de origem não comprovada, cuja titularidade seja da pessoa fiscalizada. Recurso Negado.
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Numero do processo: 11516.000873/2007-11
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/01/2003, 31/03/2003
COFINS. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REPERCUSSÃO GERAL. EXISTÊNCIA.
Em sede de reafirmação de jurisprudência em repercussão geral, o Supremo Tribunal Federal já se manifestou pela inconstitucionalidade do conteúdo do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, conhecido como alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins. Assim, de se retirar da base de cálculo da contribuição quaisquer outras receitas que não as decorrentes do faturamento, por este compreendido apenas as receitas com as vendas de mercadorias e/ou de serviços. No caso, a interessada recolhera a contribuição sobre as Receitas Financeiras e Receitas Não Operacionais.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3401-001.916
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado em não conhecer parte do recurso, em face da preclusão, e, na parte conhecida, dar provimento parcial ao recurso nos termos do voto do Relator, por unanimidade de votos.
Jean Cleuter Simões Mendonça Presidente em exercício
Odassi Guerzoni Filho - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Fenelon Moscoso de Almeida, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fernando Marques Cleto Duarte e Jean Cleuter Simões Mendonça.
Nome do relator: ODASSI GUERZONI FILHO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/01/2003, 31/03/2003 COFINS. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REPERCUSSÃO GERAL. EXISTÊNCIA. Em sede de reafirmação de jurisprudência em repercussão geral, o Supremo Tribunal Federal já se manifestou pela inconstitucionalidade do conteúdo do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, conhecido como alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins. Assim, de se retirar da base de cálculo da contribuição quaisquer outras receitas que não as decorrentes do faturamento, por este compreendido apenas as receitas com as vendas de mercadorias e/ou de serviços. No caso, a interessada recolhera a contribuição sobre as Receitas Financeiras e Receitas Não Operacionais. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado em não conhecer parte do recurso, em face da preclusão, e, na parte conhecida, dar provimento parcial ao recurso nos termos do voto do Relator, por unanimidade de votos. Jean Cleuter Simões Mendonça Presidente em exercício Odassi Guerzoni Filho - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Fenelon Moscoso de Almeida, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fernando Marques Cleto Duarte e Jean Cleuter Simões Mendonça.
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PAGAMENTO EFETUADO. NÃO INSTAURAÇÃO DA LIDE. Não se conhece de argumentação voltada para a caracterização da denúncia espontânea quando esta somente foi apresentada na face de manifestação quanto ao conteúdo de relatório fiscal realizado em face de diligência determinada pelo Carf, sendo que, inclusive, conformarase a interessada com a exigência, tanto assim que efetuara a sua quitação. Caracterizada a não instauração da lide, na forma do disposto nos artigos 14 e 17 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/01/2003, 31/03/2003 COFINS. ALARGAMENTO DA BASE DE CÁLCULO. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REPERCUSSÃO GERAL. EXISTÊNCIA. Em sede de reafirmação de jurisprudência em repercussão geral, o Supremo Tribunal Federal já se manifestou pela inconstitucionalidade do conteúdo do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, conhecido como alargamento da base de cálculo do PIS e da Cofins. Assim, de se retirar da base de cálculo da contribuição quaisquer outras receitas que não as decorrentes do faturamento, por este compreendido apenas as receitas com as vendas de mercadorias e/ou de serviços. No caso, a interessada recolhera a contribuição sobre as Receitas Financeiras e Receitas Não Operacionais. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 08 73 /2 00 7- 11 Fl. 212DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 11/09/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA 2 ACORDAM os membros do Colegiado em não conhecer parte do recurso, em face da preclusão, e, na parte conhecida, dar provimento parcial ao recurso nos termos do voto do Relator, por unanimidade de votos. Jean Cleuter Simões Mendonça – Presidente em exercício Odassi Guerzoni Filho Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Fenelon Moscoso de Almeida, Emanuel Carlos Dantas de Assis, Ângela Sartori, Odassi Guerzoni Filho, Fernando Marques Cleto Duarte e Jean Cleuter Simões Mendonça. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 11/09/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA Processo nº 11516.000873/200711 Acórdão n.º 3401001.916 S3C4T1 Fl. 193 3 Relatório O processo retorna a julgamento após terem sido cumpridas as duas diligências por nós determinadas nas Resoluções nºs. 340100.067, de 30/09/2010, e 3401 00.385, de 14/12/2012, em que determináramos, na primeira, que fossem confirmadas as informações da interessada de que parte do crédito postulado nos PER/Dcomp referirseia, de fato, à Cofins recolhida sobre Receitas Financeiras e Receitas Não Operacionais, e, na segunda, que fosse cientificada a interessada acerca do resultado da primeira diligência, bem como que fosse sanada a falha na representação processual. A diligência da DRF confirmou o saneamento da falha na representação processual e que o crédito da Cofins tinha mesmo origem em Receitas Financeiras e em Outras Receitas, não integrantes, pois, do faturamento normal da empresa, porém, não exatamente nos mesmos valores reclamados pela Recorrente, ou seja: [R$] Período Rubrica Recorrente Fisco Diferença Cofins Receitas Financeiras 6.936.222,49 6.613.688,15 322.534,34 Janeiro/2003 Rec.Não Operacionais 308.146,82 292.677,56 15.469,26 10.140,11 Março/2003 Receitas Financeiras 10.768.098,18 10.267.381,61 500.716,57 15.021,50 Soma 25.161,61 Na manifestação sobre o resultado da diligência a Recorrente contestou a diferença apontada pelo Fisco, argumentando tratarse ela justamente do valor de “tributos” registrados como contas redutoras nas contas de receitas financeiras e de receitas não operacionais. Assim, esclareceu, não obstante o saldo das referidas contas no razão contábil indicasse o valor apontado pela fiscalização, o fato é que a Cofins recolhida se fizera incidir sobre o valor bruto, isto é, sem o efeito das contas redutoras. Para esta matéria, pediu o provimento do recurso em face das decisões do STF acerca da inconstitucionalidade declarada do § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718, de 1998. De outra parte, e, inovando em relação à argumentação trazida na peça impugnatória e no Recurso Voluntário, insurgiuse contra o procedimento da DRF que, ao homologar parcialmente as compensações, não levara em conta a caracterização da denúncia espontânea, o que implicaria em que não poderiam ter sido efetuados, de ofício, acréscimos moratórios aos valores dos débitos vencidos indicados na Dcomp. Invocou nosso julgamento proferido no Acórdão nº 340101.733, de 20/03/2012, em processo de seu interesse, no qual, por unanimidade de votos, reconhecêramos o descabimento da multa de mora nos casos em que caracterizada a denúncia espontânea. No essencial, é o Relatório. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 11/09/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA 4 Voto Conselheiro Odassi Guerzoni Filho Alargamento da base de cálculo da Cofins Resta sedimentado no STF o entendimento de que, na vigência da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, o PIS/Pasep e a Cofins só podem se fazer incidir sobre o montante do faturamento, assim considerado apenas o produto da venda de mercadorias de bens e/ou serviços; nada além disso. Senão, vejamos o julgado no Recurso Extraordinário 346.084 – Paraná, Relatoria Ministro Ilmar Galvão: “CONTRIBUIÇÃO SOCIAL – Pis – RECEITA BRUTA – NOÇÃO – INCONSTITUCIONALIDADE DO §1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98/98. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindose à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº Lei nº 9.718/98/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada.” A par disso, a partir da Portaria MF nº 586, de 2010, que introduziu o art. 62 A no Regimento Interno do CARF, temse que as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C do Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Portanto, versando uma parte deste julgamento justamente acerca dessa matéria, isto é, a interessada postulara o reconhecimento de crédito da Cofins recolhido a maior em face de ter incluído no seu cálculo o valor de Receitas Financeiras e de Receitas Não Operacionais, comprovadamente não integrantes de seu faturamento [a empresa é fornecedora de energia elétrica], é de se acolher o seu pleito, quanto a este quesito, ou seja, tem direito de reaver as quantias pagas a título de Cofins para sobre aquelas duas rubricas. De outra parte, a questão incidental advinda da diligência realizada pela fiscalização e que se referiu a uma suposta diferença nos valores das duas rubricas, também deve ser resolvida em favor da Recorrente, porém, de forma parcial. É que, analisando os balancetes de janeiro e de março de 2003, documentos nos quais se baseou a fiscalização para suas conclusões [fls. 160/164], confirmase a argumentação da Recorrente de que o saldo final de cada mês está, de fato, afetado pela redução das rubrica “Trib. Contr. Sociais s/ Rec. Financeiras” e “Trib. Contr. s/ Rec. Não Operac.” Daí não coincidirem com os valores encontrados pelo Fisco na sua diligência. Observo, contudo, uma pequena diferença no valor indicado pela interessada como sendo aquele sobre o qual teria incidido a Cofins sobre a rubrica “Receitas Não Operacionais” de janeiro de 2003, para a qual constatei o registro de R$ 14.299,72 na tal rubrica redutora, o que, somado ao saldo existente, de R$ 292.677,56, perfaz R$ 306.977,28 de Fl. 215DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 11/09/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA Processo nº 11516.000873/200711 Acórdão n.º 3401001.916 S3C4T1 Fl. 194 5 valor na conta “Receitas Não Operacionais”, contra os R$ 308.146,82 indicados pela Recorrente. Assim, em relação a este item, deve ser reconhecido à interessada o crédito da Cofins no montante de R$ 553.282,23, consoante a demonstração abaixo: [R$] Período Rubrica Recorrente Cofins Receitas Financeiras 6.936.222,49 Janeiro/2003 Rec.Não Operacionais 306.977,28 217.295,99 Receitas Financeiras 10.768.098,18 Março/2003 Rec. Não Operacionais 431.443,03 335.986,24 Denúncia espontânea – matéria preclusa Conforme já dito no relatório constante de nossa primeira Resolução [fls. 154/155], quando da efetivação da compensação dos débitos em face do reconhecimento parcial dos créditos informados, o Fisco, de ofício, procedera ao acréscimo de multa de mora de 20% sobre o valor dos débitos indicados na Dcomp que já encontravam vencidos à época em que estas foram entregues. Mas, como dito acima, apenas quando de sua manifestação quanto aos termos do relatório fiscal produzido em face da primeira diligência, relatório esse que, digase, de passagem, versava somente sobre as questões de fato envolvendo as rubricas Receitas financeiras e Receitas Não Operacionais, é que a Recorrente passou a questionar o procedimento da DRF em relação à não observância por parte desta dos efeitos da denuncia espontânea que fizera em relação aos débitos que se encontravam já vencidos quando da entrega das respectivas Dcomp. Além disso, quando da apresentação de sua Manifestação de Inconformidade, fez a juntada de uma guia Darf recolhida em 31 de maio de 2008 fl. 120], quitando os valores que lhe haviam sido cobrados em face do Despacho Decisório que determinara o acréscimo da multa de mora àqueles dois débitos já vencidos quando da entrega da Dcomp. Ou seja, sequer submeteu essa matéria – denúncia espontânea – ao crivo do Colegiado de Primeira Instância, até porque, presumese, tivesse concordado com a exigência da multa moratória, tanto assim que quitou a exigência. Essas circunstâncias evidenciam que a lide sequer fora instaurada, a teor do disposto nos artigos 14 e 17 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, segundo os quais, respectivamente, “A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento” e “Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pela Recorrente”. De não se conhecer, pois, o apelo da Recorrente em relação ao tema “denúncia espontânea”. Conclusão Fl. 216DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 11/09/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA 6 Em face de todo o exposto, não conheço da parte do em que a recorrente postula a denúncia espontânea, e, na parte conhecida, dou provimento parcial ao recurso para reconhecer o crédito da Cofins consoante explicitado no voto. Odassi Guerzoni Filho Relator Fl. 217DF CARF MF Impresso em 07/01/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/09/2012 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 11/09/201 2 por ODASSI GUERZONI FILHO, Assinado digitalmente em 13/12/2012 por JEAN CLEUTER SIMOES MENDONCA
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Numero do processo: 13836.000074/00-48
Data da sessão: Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Mon Nov 24 00:00:00 UTC 2008
Ementa: IPI CRÉDITOS BÁSICOS. RESSARCIMENTO.
No regime jurídico dos créditos de IPI inexiste direito à compensação ou ressarcimento dos créditos básicos gerados até 31/12/1998, antes ou após a edição da Lei n° 9.779, de 19/01/1999.
Recurso especial negado
Numero da decisão: CSRF/02-03.632
Decisão: ACORDAM os Membros da Segunda Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: Elias Sampaio Freire
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ementa_s : IPI CRÉDITOS BÁSICOS. RESSARCIMENTO. No regime jurídico dos créditos de IPI inexiste direito à compensação ou ressarcimento dos créditos básicos gerados até 31/12/1998, antes ou após a edição da Lei n° 9.779, de 19/01/1999. Recurso especial negado
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Numero do processo: 35344.000030/2007-94
Data da sessão: Mon Nov 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias Período do fato gerador: 01/01/1999 a 31/12/2001. Ementa: DECADÊNCIA. MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras de decadência estabelecidas no Código Tributário Nacional. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no artigo 173, inciso I do CTN. Encontram-se atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2301-000.788
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª câmara / 1ª turma ordinária do segunda SEÇÃO DE JULGAMENTO, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Damião Cordeiro de Moraes
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Ementa: DECADÊNCIA. MULTA. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA O Supremo Tribunal Federal, através da Súmula Vinculante n° 08, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91, devendo, portanto, ser aplicadas as regras de decadência estabelecidas no Código Tributário Nacional. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no artigo 173, inciso I do CTN. Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 1ª turma ordinária do segunda SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em acatar a preliminar de decadência para provimento do recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Fl. 1DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 10/07 /2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAE S Processo nº 35344.000030/200794 Acórdão n.º 230100.788 S2C3T1 Fl. 2 2 Julio Cesar Vieira Gomes Presidente (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Julio Cesar Vieira Gomes (Presidente), Bernadete de Oliveira Barros, Leonardo Henrique Pires Lopes, Edgar Silva Vidal (Suplente), Maria Helena Lima Dos Santos (Suplente), Damião Cordeiro de Moraes . Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pela empresa INDÚSTRIA E COMÉRCIO MAFFERSON LTDA contra decisão de primeira instância que julgou procedente o auto de infração lavrado em razão de o contribuinte ter deixado de “informar mensalmente nas GFIP’s apresentadas, os valores percebidos pelos segurados contribuintes individuais (representantes comerciais pessoas físicas) no período de janeiro/ 1999 a dezembro/ 2001, repassados a título de comissões sobre vendas [...]”. 2. O contribuinte, por sua vez, impugnou tempestivamente a autuação nos termos da petição acostada às fls. 15/27. 3. A decisão de primeira instância restou assim ementada: “AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DECADÊNCIA. Constitui infração apresentar a empresa GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. A aplicação de multa prevista em lei, por descumprimento de obrigação acessória, não constitui confisco. O prazo decadencial para Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extinguese após 10 (dez) anos. AUTUAÇÃO PROCEDENTE.” 4. Considerando que a empresa recorrente, em síntese, reproduziu as mesmas alegações trazidas em sede de primeira instância, transcrevo parte do relatório da Decisão recorrida, que bem resume as razões recursais: “a) ‘... o Fisco não se atentou para a regra de decadência contida no art. 150, §4º, do CTN, pois, conforme se sabe, a Fazenda Pública tem 5 (cinco) anos para se pronunciar acerca de seus créditos tributários.’; b) ‘... há nulidade do Auto de Infração porque a quantificação do valor devido a título de multa foi estabelecida a partir de uma portaria (Portaria Fl. 2DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 10/07 /2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAE S Processo nº 35344.000030/200794 Acórdão n.º 230100.788 S2C3T1 Fl. 3 3 MPS nº 342, de 31 de agosto de 2006), sendo certo saber que nenhum tributo pode ser exigido ou aumentado sem que a lei o estabeleça (CF, art. 150, I).’; c) ‘Notase que a norma fala em multa variável em função do número mínimo de segurados. Este número mínimo, obviamente, referese ao número de funcionários sobre os quais foram constatadas irregularidades, e não ao número de vinculo empregatícios da empresa, como quer o fisco.’; d) a multa aplicada é desproporcional e confiscatória.”. 5. Por fim, o fisco não apresentou suas contrarazões e os autos foram prontamente encaminhados a este Conselho. É o Relatório. Voto Conselheiro DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES, Relator ADMISSIBILIDADE DO RECURSO 1. Conheço do recurso, uma vez que é tempestivo a atende aos pressupostos de admissibilidade. DECADÊNCIA 2. Sobre a preliminar de decadência cumpre ressaltar que nas sessões plenárias dos dias 11 e 12/06/2008, respectivamente, o Supremo Tribunal Federal STF, por unanimidade, declarou inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei n° 8.212, de 24/07/91 e editou a Súmula Vinculante n° 08. Seguem transcrições: “Parte final do voto proferido pelo Exmo Senhor Ministro Gilmar Mendes, Relator: Resultam inconstitucionais, portanto, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91 e o parágrafo único do art.5º do Decretolei n° 1.569/77, que versando sobre normas gerais de Direito Tributário, invadiram conteúdo material sob a reserva constitucional de lei complementar. Sendo inconstitucionais os dispositivos, mantém se hígida a legislação anterior, com seus prazos qüinqüenais de prescrição e decadência e regras de fluência, que não acolhem a hipótese de suspensão da prescrição durante o arquivamento administrativo das execuções de pequeno valor, o que equivale a assentar que, como os demais tributos, as contribuições de Seguridade Social sujeitamse, entre outros, aos artigos 150, § 4º, 173 e 174 do CTN. Diante do exposto, conheço dos Recursos Extraordinários e lhes nego provimento, para confirmar a proclamada inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91, por violação do art. 146, III, b, da Constituição, e do parágrafo único do art. 5º do Decretolei n° 1.569/77, frente ao § 1º do art. 18 da Constituição de 1967, com a redação dada pela Emenda Constitucional 01/69. É como voto. Súmula Vinculante n° 08: Fl. 3DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 10/07 /2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAE S Processo nº 35344.000030/200794 Acórdão n.º 230100.788 S2C3T1 Fl. 4 4 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. 3. Os efeitos da Súmula Vinculante são previstos no artigo 103A da Constituição Federal, regulamentado pela Lei n° 11.417, de 19/12/2006, in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). Lei n° 11.417, de 19/12/2006: Regulamenta o art. 103A da Constituição Federal e altera a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, e dá outras providências. ... Art. 2o O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, editar enunciado de súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma prevista nesta Lei. § 1o O enunciado da súmula terá por objeto a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja, entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, controvérsia atual que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre idêntica questão.” 4. Como se constata, a partir da publicação na imprensa oficial, todos os órgãos judiciais e administrativos ficam obrigados a acatarem a Súmula Vinculante. Assim sendo, independente de meu entendimento pessoal sobre a matéria, manifestado em meus votos anteriores, inclinome à tese jurídica na Súmula Vinculante n° 08. 5. Afastado por inconstitucionalidade o artigo 45 da Lei n° 8.212/91, resta verificar qual regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional CTN se aplicar ao caso concreto. Compulsando os autos, constatase no auto de infração que a recorrente não informou nas GFIP’s os valores percebidos pelos segurados contribuintes individuais no período de janeiro/ 1999 a dezembro/ 2001, repassados a título de comissões sobre vendas. Então, devese prevalecer a regra trazida pelo artigo 173, I do CTN. 6. Assim sendo, tendo sido cientificado o recorrente do lançamento fiscal em 10/11/2006, referente às contribuições do período de 01/01/1999 a 31/12/2001, fica alcançado pela decadência quinquenal o lançamento fiscal em sua totalidade. 7. Em razão do exposto, acato a preliminar de decadência para dar provimento ao recurso voluntário interposto. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 10/07 /2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAE S Processo nº 35344.000030/200794 Acórdão n.º 230100.788 S2C3T1 Fl. 5 5 CONCLUSÃO 8. Assim, voto por dar PROVIMENTO ao recurso voluntário do contribuinte. (assinado digitalmente) DAMIÃO CORDEIRO DE MORAES Relator Fl. 5DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 10/07 /2012 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 12/06/2012 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAE S
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