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Recurso negado. 1 Viatos, rel;rados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os ., Membros da Câmara SUperior de Recursos l' ,Fiscai$, por MaiPria devotos:, negar provimento ao recurso, nos ter mOS do relatrio e voto que pasSAM a N integrar o presente julgado, Vencidos os Cons, Cândido Rodrigues Neuber e Rafael Garcia Calde- 1ron_Barrando„ que proviam o recurso. -.-, a d -s SesSSes-DF„ em 18 de junho de 1993. I' , i i Áo , . r "..# ..=.40.,-__.ip- 1 . 1 m4‘ . i011: r; i - PRESIDENTE r LLUIZ AL:, TO CAVA n dgl IRA - RELATORr 1 I 4 "o# LUIZ' FERNANDO 'Á :V r BA DE MORAES- PROCURADOR DA FA- ZENDA NACIONAL 1 ParticiparaM, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselhei- ro TRINEU SIMIANER, WALDEVAN ALVES' DE OLIVEIRA, LEILA MARIA SCUER RER LEITÃO, MARIA DA GLÓRIA DE OLIVEIRA COELHO TAL, DICLER DE AS 111,,, SUNÇÂO, JACKSON GUEDES - FERREIRA e SEEASTIXO RODRIGUES CABRAL. Ause fv,4 W 1 v.v Ca. -bRipl5kro qeu $uplenta CQ11Y%0RdQr DX ., VT£TOR 14U DE W\LLE4 FRETRE1, CARLOS WALBERTO CHAVES ROSAS, AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO, AQUILES RODRIGUES DE OLrVETRA e a Procuradora, Dra. DIVA MARIA COSTA CRUZ E REIS (Substituída pelo Dr. LUIZ FERNANDO OLIVEIRA DE MORAES). Suplen te Convocada da 5a, Câmara, Dra. CELT DEFINE NARIZ DELDUOUE. Iiiiml 1 )., 1 _ , 1 , .., , , _ 1 , • ,,d,:'._';'':k, . .. . , •.. * .,39-:, . : : , . , ,, , .,..,, . SERVIÇO Púnico FEDERAL ,,: ,,, , . PROCESSO N° 10.580/006.767/900.5 ,, ,, , RECURSO NP: RP/106 -0.256 AcoNgto Ne: CSRF/01-01.553 . RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEXTA CARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: VALDOMTRO SOUZA EIOY: .., - R`E= W$V-T.` <5"' R' .I.‘ O...... _..._ ...„, ._ _. _. -. - A Fazenda Naci=onali por seuProcurador junto a :6a. , , Camara, recorre para esta Camara:Superior de. Recursos Fiscais ple.i teando a reforma do Ac8rdab n9 10.6-.-3 ..a83 . „ de 24/10751, prolatadono julgamento do recurso voluntario n9 '66.822, interposto pelo Contri _. . buinte, , A eig&hcia corresponde:a tribütaçao. reflea a tf.tu. 10 de IMposto de renda na fonte,' com as no art ..-S9do :Decreto- ., . ,, . ,,, —Lei n9 2,0E5783, relativa ao ano de 19185, ,,, • O Procurador da Fazenda Nacional recorreu d,g,de.ciSÃo, , que deú provimento ao recurso, por-maioria de votos, acolhendo no , ' processo reflexo O deCidido no . proceSso -matriz, tendo seu apelo a- i dotado os fundamentos da diverg&ncia apontada no julgamento do pro . --- P cesso principal, t,\4 ) Pli1 t_ o reIat6rto, . ..ji ‘ ,Mí) ; . , , , 1. _, SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10580/006.767/90-05 3. Acórdão n9-CSRF/01-01.553 VOTO Conselheiro LUIZ ALBERTO CAVA MACEIRA, Relator O recurso reúne as condições de 'admissibilidade, merecendo ser conhecido. A decisão recorrida não merece ser reformada, con siderando que face ao princlpio da decorrãncia e devido a Intima relação de causa e efeito existente entre o lançamento princIpal e o reflexo, negado provimento ao recurso da Fazenda Nacional no processo principal, idêntica decisão estende-se ao presente. Pelo exposto, voto por negar provimento ao recur- so, Sala Ses-;e E4F, em t: de junho de 1993. LUIZ ALBTO CAVA Á EIRA - RELATOR rolm4 1, Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1
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Numero do processo: 00711.000522/82-60
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CONFERÊNCIA FINAL DE MANIFESTO - Denúncia espontânea - Art. 138 do COdi..._ go Tributário Nacional. - A comunicação da infração antes do ini cio do procedimento fiscal, com pedido de arbitramento do valor do I.I. e multa, ex clui a penalidade por caracterizar a de- núncia espontânea previsto no art. 138 do C.T.N. - Recurso especial a que se nega provi- mento, por maioria de votos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por unanimidade de votos, ne•ar provimento ao recurso es. e: 'alor Saia das S--smesk PF), 04 de agosto de 198 1 / /if ta ,,_ ri,/ AMADDR-0 -414- -e FE Nb. .n DEZ - PRESIDENTE PAULO SAI' DE 'à /I.iiig, ' SI ff A - RELATOR , LUIZ FERNANDO ,i 705$1de C ;0 I ".t DE MORAES - PROCURADOR,/ DA FAZENDA NACIONAL Participaram,ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselhei v.v. ros: ENILA LEITE DE FREITAS CHAGAS, EINDEMBURGO DOSAL TEI_XEIRA, JOS2 FA ÇANHA MAMEDE, EDWALDO REIS DA SILVA,e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Ausen te justíficadamente o Cons. AGOSTINHO SERRANO DE ANDRADE (Suplente Con- vocado). à \ XV~ SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N.2 0 7iiJ000.522»32-60 RECURSO N.° : PP/3Q2-Q.232 ACÓRDÃO N.° : CSRFJO 3— . RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: SEGUNDA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN SIA. RELATÓRIO Recurso interposto pelo Procurador da Fazenda Nacio nal junto à Segunda Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes plai — teando a reforma do acOrdão n9 302-29.230, de 24 de março de 1983,em que foi provido parcialmente o recurso da Agência Marítima Lautits Lachmann S.A.. A decisão esta assim ementada: "FALTA DE MERCADORIA IMPORTADA - A denúncia es pontânea da infração exclui a exigibilidade da mul- ta (art. 138, CTN). No cálculo da exigência, devem ser utilizados dolar - fiscal e aliquota vigorantes na data da denúncia espontânea (Art. 23, parágrafo único, 2a. alternativa)". Discute-se a exclusão da multa do art. 106, II, "d" do DL n9 37166, decorrente de falta de volumes apurada em conferên- cia final de manifesto e sendo sujeito passivo transportador maríti- mo. Em petição de fls. 1 este denunciou a falta Posteriormente apura da e solicitou o arbitramento do valor do I.I., para fins de depOsi to. O pedido não foi respondido pela autoridade competente, que op- tou por lavrar AI impondo I.I. e multa. O montante foi recolhido no prazo da impugnação. Diante desse quadro, entendeu o Colegiado que se caracterizou a denúncia espontânea da infração de que trata o art. 138 do C' , cluindo pela manutenção do tributo e dispensa da mul- t DM F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/75 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 07111000.522182-60 2. Ac6rdão n9-CSRF_/03-1.110 O acOrdão recorrido traz o voto discordante do enten dimento acima exposto da lavra do Conselheiro Edwaldo Reis da Silva, invoca o disposto no art. 79 do Dec. n9 70-235/72 cujo inciso prescreve que "o início do procedimento fiscal exclui a espontaneida de do suieito passivo em relação aos atos anteriores e, independente mente de intimação, a dos demais envolvidos nas infraçOes verifica- das. O recurso especial (fls. 69172) ora em julgamento se ampara na declaração de voto acima citada, apontando o registro da declaração de importação como o ato que inicia o procedimento fiscal., ficando excluída a espontaneidade do contribuinte. A Agência Marítima Laurits Lachmann S.A. ofereceu= tra-razOes que -bambem são lidas em sessão. Em síntese, argumenta que, não poderia ter efetuado o dep6síto no momento da denúncia da infra ção por não conhecer o valor a ser recolhido e não ter sido atendida pela repartição aduaneira no sentido de arbitrar esse valor. Por ou- tro lado, o registro da Declaração de Importação não surte nenhum e- feito para o transportador, -,ue 5 penalizado com base em outra legis lação-que lhe (11 É o Relat6ri.., SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 07111000.522 ./82-60 3. 4 Acórdão n9-CSR11/03-,-1.110 VOTO Conselheiro PAULO CÉSAR DE ÃVILA E SILVA, Relator: Discute-se a caracterização ou não da hipótese pre- viSta no art. 138 do Código Tributário Nacional. O documento de fls. 1, protocolizado na repartição noticia a falta da mercadoria transportada por navio que entrou no Porto do Rio de Janeiro - RJ em 29.06.78, procedimento administrati- vo que atende o disposto na Lei. A mataria tem sido objeto de inilmeras decis -oes des- ta Cámara Superior de Recursos Fiscais, dentre estas indico a que resultou no acórdão CSRF/03-1.088, de 29.06.83, da lavra da eminen- te Conselheira Enila Leite de Freitas Chagas, do qual por seus con sistentes fundamentos, extraio as seguintes consideraçOes e conclu- sOes. " A relação Fisco transportador e regida por legislação especifica, que nada tem a ver com o pra cedimento adotado na importação da mercadoria que chegou ao pais e foi desembaraçada pelo importador. O Dec. n9 63.431168 define a responsabilidade do trans portador pela falta ou avaria de mercadoria es- trangeira importada. Na hipótese da falta, o fato gerador e a obrigação de natureza indenizatOria, já que o transportador faz um ressarcimento do prejuí- zo causado --à. Fazenda Nacional, por força do art. 60 do DL n9 37166. O momento de incidência tributária -bambem e outro. Segundo entende a maior parte da ad ministracão, ocorre quando a falta e apurada, sendo a data utilizada como referencia para conversão da moeda estrangeira. Para esse efeito, e irrelevante a data do registro da D.I. ou ate mesmo se houver esse registro. É observação facilmente comprová- vel, quando se extravia toda uma partida de mercado ria e apenas o transportador sofre tributação, nã5 se estabelecendo a relação Fisco importador. Entre- tanto que as duas relaçoes são distintas em todos os aspectos. Não há como confundi-las, pretendendo que o procedimento fiscal relativo ao importadorpro duza efeitos para o transportador, impedindo- 7 0 72 SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 0711/000.52Z/82-60 4. Acõrdão n9-CS1F/03-1.110 valer-se do beneficio de denunciar uma infração de sua exclusiva responsabilidade. Concluo que o art. 79, III e § 19, g inaplicãvel à espécie. Quanto ao segundo argumento do recurso especial, de que não houve concomitância entre a denúncia da infração e o dep6sito da importância exigida, reputo-o alheio aos elementos contidos no processo. O contribuinte, antes de qualquer procedimento fiscal, confessou a falta e solicitou o arbitramento do valor a reco- lher a titulo de imposto. O pedido não obteve res- posta da repartição competente, pelo que o "quantum" exigido s6 chegou a seu conhecimento através do AI. Dentro do prazo de impugnação foi feito o depOsito". Assim sendo, voto no sentido de negar provimento ao recurso. t , ,lli'/ -- Brasilia, DF, em 04 de agosto de 1983._ ------ k -- --_---_ PAULO ASAR ' iE V "A E SILVA - RELATOR. ,- , Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1
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Numero do processo: 10835.000596/90-17
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Sessão de 22 . d.Q. ii,A442 de19 81 ACORDÃON0713P.79-0.388 Recurso n° RP/303-0.227 Recorrente FAZENDA NACIONAL Recorrido TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: AGÊNCIA MARITIMA LAURITS LACHMANN S/A ACRÉSCIMO DE VOLUMES AO MANIFESTO: legalida- de da aplicação da multa fixa prevista no art. 107, inciso VI, do Decreto-lei n9 37/66 (na nova redação do art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), em seu valor atualizado anualmen te pela autoridade competente, por força de previsão legal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fis cais, por maioria de votos, dar provimento ao Recurso Especial. Venci dos os Conselheiros Randolfo Henrique derSouza Neto, Enila Leite de Freitas Chagas e Euvaldo Carvalho Silva' Sala das SesOesVCDF),em 22 de junho de 1981. I ! --, ir , 11 fr , 7, AMADOR OU --da' FER n À NDEZ - PRESIDENTE i .,,,. _Ag 4 4#4r' / erif ----ie / yol IIÀ •oWALDO r IS Dibk, VA II - RELATOR 17/ ADHEMILSON BiS O DE /R ALHO - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL Participaram, ainda, do presente ju ga ento, os seguintes Conselhei- v.v. ros : HINDEMBURGO DOBAL TEIXEIRA, SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL e PAULO DE ALMEIDA. ,W SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N. 0845/059.007/80 RECURSO W°: RP/303-0.227 ACÓRDÃO N.° : CSRP/03-0.388 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL Recorrida: TERCEIRA CÂMARA DO TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sujeito Passivo: AGÊNCIA MARÍTIMA LAURITS LACHMANN S/A RELATC5RIO O recurso da Fazenda Nacional visa à reforma do Acórdão n9 20.037, de 09/01/1981, da Terceira Câmara do Egrégio Terceiro Conselho de Contribuintes, que, por maioria de votos, deu provimen to ao apelo do sujeito passivo, para o fim de mandar reduzir a mui ta fixa prevista no art. 107, inciso VI, do Decreto-lei n9 37/66 ( na redação dada pelo art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), por volume acrescido ao manifesto, ao valor vigorante à época da importação. Os fundamentos do acórdão recorrido vêm assim resumidos na respectiva ementa, "verbis": "II -Acréscimo de mercadoria. Conferência final de mani festo. Estabelecimento de controles pela administração aduaneira, pelos quais toma conhecimento dos fatos. Re- curso provido". Arrima-se o douto Procurador recorrente, em seu arrazoa do de fls. 29/31, que leio na integra em plenário, especialmente nas disposiçOes dos arts. 105 do Código Tributário Nacional e 110 do Decreto-lei n9 37, de 18.11.66, segundo os quais todos os valo- res expressos em cruzeiros na legislação tributária são atualiza- dos anualmente de acordo com os índices próprios de correção mone- tarja estabelecidos pelo órgão competente. Não houve apresentação de contra-razOes pelo suje>1 v.v. - D M F - RJ/1.° C - C - Secgraf - 1600/7) passivo. 2 o relatório._„( 3. SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL Processo n9 0845/059.007/80 Acórdão n9-CSRF/03-0.388 VOTO Conselheiro EDWALDO REIS DA SILVA, Relator: Cinge-se o litígio, exclusivamente, à cominação da mul- ta prevista no art. 107, inciso VI, do Decreto-lei n9 37, de 18/11 /66 (na redação dada pelo art. 59 do Decreto-lei n9 751/69), no ca— so de acréscimo de volumes ao manifesto do navio. Em numerosas e reiteradas decisões, esta Câmara Superi- or já firmou o entendimento de que aludida penalidade é de ser a- plicada em seu valor atualizado monetariamente na data do respecti vo lançamento, nos precisos termos do disposto no art. 99 da Lei n9 4.357/64 e art. 110 do Decreto-lei n9 37/66. No presente caso, entendo bem e legalmente aplicada di- ta penalidade, através do lançamento efetuado pelo auto de infra- ção e notificação fiscal de fl. 1-v, eis que, na ocasião, seu va- lor já se achava atualizado monetariamente por ato administrativo que, na forma da lei, estabeleceu os novos valores desse tipo de multa (fixada em cruzeiros) destinados a vigorar durante o exercí- cio de 1980. Isto posto, dou proviMento ao recurso especia4) 151 vdt, Elo 4ALDO REIS DA MIVA - RELATOR 7//) Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1
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Numero do processo: 10283.003598/90-80
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II - Emissão da GI após chegada da mercado ria ao pais, mas antes do registro clã.” respectiva declaração de importação, momento do fato gerador do imposto (art. 23 do Decreto-lei n9 37/66). Irr- . Caracterizado embarque da mercadoria no exterior antes de emitida a GI e não importação sem GIoudocumento equi valente. Infração punida na forma do inciso VI do art. 526 do Regulamento Aduaneiro. IV - Negado provimento ao Recurso da Pro- curadora da Fazenda Nacional. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL. ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do relatOrio e voto que passam a integrar apresente julgado. Sala 'ias Ses aes (1F), em 27 de setembro de 1991. MAR Ii - PRESIDENTE ».•.USTO),EITAS DE CASTRO NETO - RELATOR IRAN DE LIMA - PROCURADOR DA FA- ZENDA NACIONAL 0A1.4EFP/01, - SECOS P49 084/90 V .V. Participaram, ainda, do presente julgamento os seguintes Conselheiros: ITAMAR VIEIRA DA COSTA, JOSÉ ALVES DA FONSECA, UBALDO CAMPELO NETO, JOÃO HOLANDA COSTA, PAULO AFFONSECA DE BARROS FARIA JÚNIOR e SEBASTIÃO RODRIGUES CABRAL. Presente ao julgamento o advogado dainteressada, Dr. Jorge de Souza Ramalho - OAB/SP n9 76.418 - A184. j * PROCESSO N P 10283/003598/90-80 RECURSO N 2 RP/ 303-1.098 ACÓRDÃO CSRF/ 03-01.885 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA : 3 2 CÂMARA DO 3 2 CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: COMPONAM COMPONENTES DA AMAZÔNIA LTDA. RELATÓRIO Por ocasião do julgamento do recurso voluntário interpos to pela empresa em referéncia, acordaram os membros da Cãmara julga- dora em prover parcialmente o apelo para, reconhecendo a ocorrância - da infração acusada nos autos, substituir a penalidade imposta quando da autuação pela prevista no inciso VI do artigo 526 do RA. Tendo assim decidido, manifesta a recorrida o entendimen to de que a emissão de Guia de Importação posterior ao embarque da mercadoria no exterior, e no caso, após o ingresso da mercadoria im- portada no território nacional, não tipifica a hipótese infracioná- - ria descrita no inciso II do já mencionado art. 526. Com vistas à reformulação desta decisão, a Procuradoria da Fazenda Nacional vem nos autos deste processo da mesma recorrer, para ver restabelecida a penalização na forma em que foi proposta no auto de infração. Afirma, preliminarmente, a recorrente que o acórdão re- corrido contraria a legislação vigente, uma vez que a autuada impor- tou mercadoria estrangeira cujo ingresso no território nacional efe- tivou-se antes da emissão da Guia de Importação ou documento equiva- lente, ocasião em que, dá-se por ocorrido o fato gerador do Imposto - de Importação, conforme o disposto no art. 19 do CTN, c/c o art. 86 do RA. Reportando-se às razões expostas pelo contribuinte no recurso voluntário, lembra que este alegou mudança de orientação ado tada pela repartição aduaneira, e pediu que, alternativamente à re- forma total da decisão singular, fosse, pelo menos como era de cos- tume, aplicada a penalidade do art. 526, §. 2, inciso I e II. Contesta a recorrente que tal proposição não pode ser :- aceita, posto que a ninguém é dado desconhecer a lei. , Argumenta que as datas da entrada da mercadoria e da emissão da GI são do inteiro conhecimento do importador, que a Guia àt,1 de Importação é documento cuja essencia idade, no caso da Zona Fran,i. irligN-411 ' r r1_1(0 r[r-At_ PROCESSO N9 10283/003.598/90-80 3. ca de Manaus, verifica-se no art. 35 do D.L. 1455/76, regulamentado pela Portaria Interministerial n 2 192/76 que determina a sujeição à emissão de G.I., anteriormente ao embarque no exterior, para a impor tação de produtos destinados àquela Zona Franca. Complementando, a Portaria 89/85 estabelece que a emissão tardia da GI, conquanto não exclua os benefícios fiscais previstos no DL n 2 288/67, tampouco dis pensa a aplicação das penalidades cabíveis. Prossegue para afirmar que a apalicação da multa não corresponde a um tratamento diferenciado, como quer a defendente, mas sim de fato material sabido e comprovado - importação de mercado ria sem cobertura de Guia de Importação ou documento equivalente que constitui a infração tipificada no inciso II do art. 526 do RA. Defende a recorrente que a penalidade descrita no inciso VI desse mesmo dispositivo tem por alvo a infração consistente na emissão da GI após o embarque da mercadoria no exterior porém, ante- riormente ao seu ingresso no território nacional, momento da ocorrén cia do fato gerador do II, nos termos do parágrafo único do art. 12 do D.L. 37/66. A emissão da G.I. após a entrada da mercadoria no país atende apenas à formalização do despacho aduaneiro, mas não elide a infração já caracterizada. Em suas contra-alegações, o sujeito passivo traz, ini- cialmente, em sua defesa o entendimento manifestado no voto vencedor do acórdão recorrido, transcrevendo-o parcialmente. Assim, interpreta que o referido voto conclui que a penA lidade prescrita nos termos do inciso II do artigo 526 é aplicável apenas nos casos de importação sem guia de importação, e que, uma vez emitida a guia, pelo órgão competente, mesmo após o embarque da mercadoria, a penalidade cabível encontra-se descrita no inciso VI desse mesmo dispositivo legal. Relativamente à tese defendida pelos votos vencidos, que entendem ser o referido inciso VI aplicável apenas aos casos de emis , - são da Guia após o embarque porém antes do ingresso das mercadorias no território nacional, argumenta o contribuinte questionando a res- peito de quando considera-se ocorrido o embarque dos produtos. Se na data da expedição do conhecimento de embarque, pergunta: em que momento deverá ser emitida a G.I., considerados, no transporte aéreo, as diferenças de fuso horário e uma possível coincidé' ncia com o fi- nal de semana, quando as repartições brasileiras estariam fechada itik) PROCESSO N9 10283/003.598/90-80 4. (") e não poderiam emitir tal documento? Nesse caso, com a G.I. expedida somente na segunda-feira, o importador está sujeito às pena lidades do inciso II do artigo 526? Prossegue para salientar que se tivesse o legislador a intenção de agir com tal rigidez etária, não teria criado a norma contida no 2 2 , inciso II, do mesmo artigo 526, que gradua e limita a sanção aplicável. Afirma que o recurso especial nada trouxe que pudesse aba lar os fundamentos da decisão recorrida, e menciona a seu favor o acórdão n 2 303-26.207, cujo voto integrante transcreve integralmen- te(í 14 É o relatório. f21,)7 5. Fnviço runl ic.r.-, UnDEPÂL Proc. W.2. 10283-003598/90-80 Ac. CSRF/03-01.885 VOTO A mercadoria foi embarcada, no exterior e descarre- cada em territário nacional, antes que tivesse sido emitida a cor- eespondente guia de importação. A autoridade julgadora local, 2, t TI primeira instância, entendeu que com a entrada da mercadoria se co ... racterizara uma importaçao sem Gr ou documento equivalente, razao pela qual exigiu da empresa o pagamento da multa de que trata o inciso II do art. 526 do Regulamento Aduaneiro. -. O Recurso Especial interposto contra a decisao no . - unanime da douta 3a. Camara do 3 g Conselho de Contribuintes / mani - festa o mesmo entendimento da digna autoridade administrativa local. . Peço vânia para discordar da douta Procuradora da Fazenda Nacional. Com efeito, o simples fato de haver descarregado a mercadoria não configura ainda em sua plenitude o conceito de im .., -. portaçao para os efeitos da legislaçao especifica. Deve-se salientar, como consta dos autos, que a im- portadora não se descuidara da obtenção do documento mas estavam . em curso suas gest jes junto às autoridades governamentais competen tes (SUFRAMA e CACEX), com razoável antecedância, de modo que fi- cara ela a depender de autorizaç jes cujo desfecho dependia tão sá . - de decisoes unilaterais desses orgaos sem que ela pudesse exercer qualquer interferência. Ademais, nesse ínterim, a transação comer- cial com o exportador estrangeiro estava em curso e foi concluída, sendo a mercadoria sob encomenda afinal posta para embarque nos por. tos estrangeiros, submissa às des p esas normais de armazenagem e capatazia, etc. A demora na expediçao do documento admita-se como normal, não vindo a justificar para a importadora tenha determina do o embarque no exterior, por sua conta e risco, ciente de que co metia uma infraçao, já que no obtivera ainda a CI. . O que acima se relata, como está nos autos, serve .... •• ,_ para demonstrar que "importaçao" no se resume no mero ato de fazer ingressar a mercadoria no territOrio nacional, mas percorre toda uma tramitação, fase por fase, sob pena de se tornar um descaminho. Acrescente-se ainda que essa tramitação, alem do pedido de licencia 14 mento, prossegue com outros procedimen r s da iniciativa do impor ill 4 , 6. Proc. n 2 10283-003598/90-80 •iço rum, rr:DEPAL 03-01.885Ac. CSRF/ tador, junto s autoridades portuárias no porto de descarga e peran te a administração aduaneira. Nesses procedimentos, o contribuinte vai manifestar a sua intenção e seu interesse de dar continuidade 'á sua importação ate obter o desembaraço aduaneiro, condição para afi nal receber sua carga. - , No e demais Iembar ainda que o contribuinte tem que cumprir prazos para promover o despacho das mercadorias ou dar- -lhe continuidade, sob risco de vir a cometer a infração de aban - dono cuja pena será a declaraçao especifica a que se segtn o proces so para aplicação da pena de perdimento, em favor da Fazenda Nacio- nal. . No caso desta importação, está comprovado que, final mente, a CACEX expediu a GI (ou GIs) em data anterior sa do registro da declaração de importaçao, momento essa que se deve ter como aguo le em que, formalmente, ocorreu o fato gerador do imposto de impor- tação (art. 23 do Decreto-lei n g 37/66). Como bem admite a Fazenda . Nacional, no seu Recurso, a GI atende 'a formalizaçao do despacho a- . , duaneiro, o que induz a convicçao de que, na espécie, completado o despacho aduaneiro com a existência da GI, a infração que restou a descoberto foi a do embarque antes da emissao da GI ou documento e- . quivalente, conforme previsto no inciso VI do art. 526 do RA. A penalidade do inciso II do mesmo art. 526 está re- servada .à infraçao descrita como: "importar mercadoria do exterior sem guia de im portaçao ou documento equivalente...." . A previsão e para os casos em que não tenha sido emi tida. a GI até o momento do registro da Di. O caso mais =num á o da divergência de mercadoria, isto É, entre a licenciada na GI e aquela que se verifique em conferência física, divergência usualmen te atestada através de laudos laboratoriais. , No caso em foco, existe (m) a(s) guia (s) de impor- tação, emitida (s) especificamente para a(s) mercadoria(s) constan- te (s) do despacho de importado. Por entender que a decisao da 3a. Câmara do 3 g Conse . lho da Contribuintes foi exarada cdm os melhores fundamentos de di . reito, voto para negar provimento ao Recurso Especial. Sal;,--t as Sessop.s-, em 277.de s_Vbro de 1991-- I. Fausto Freitas deCastro Néto- Relato pi¡ Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 11516.001119/2003-67
Data da sessão: Tue May 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2001
IRPF. LANÇAMENTO. GLOSA DE LIVRO CAIXA. ADOÇÃO DE PREMISSA FÁTICA EQUIVOCADA. ALTERAÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO PELO ÓRGÃO JULGADOR. IMPOSSIBILIDADE.
É vedado ao órgão julgador alterar a fundamentação adotada no lançamento como justificativa para manter sua higidez. A glosa de Livro Caixa fundamentada unicamente na premissa equivocada de que o contribuinte não possuía rendimentos de trabalho não assalariado, quando comprovadamente há rendimentos com essa natureza, implica em desconstituir a glosa.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-002.301
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator.
EDITADO EM: 16/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Julianna Bandeira Toscano, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente).
Matéria: IRPF- ação fiscal - omis. de rendimentos - PF/PJ e Exterior
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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LANÇAMENTO. GLOSA DE LIVRO CAIXA. ADOÇÃO DE PREMISSA FÁTICA EQUIVOCADA. ALTERAÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO PELO ÓRGÃO JULGADOR. IMPOSSIBILIDADE. É vedado ao órgão julgador alterar a fundamentação adotada no lançamento como justificativa para manter sua higidez. A glosa de Livro Caixa fundamentada unicamente na premissa equivocada de que o contribuinte não possuía rendimentos de trabalho não assalariado, quando comprovadamente há rendimentos com essa natureza, implica em desconstituir a glosa. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 16/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jaci de Assis Júnior, Julianna Bandeira Toscano, Dayse Fernandes Leite, Carlos André Ribas de Mello, German Alejandro San Martín Fernández e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 11 19 /2 00 3- 67 Fl. 1076DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Tratase de uma lançamento de IRPF do exercício 2001, anocalendário 2000, em virtude de apuração de omissão de rendimentos, de glosa de dedução de despesas com instrução e de glosa de dedução de livro caixa, sendo que a insurgência do contribuinte restringese à glosa de dedução de Livro Caixa. A autoridade fiscal fundamentou a glosa de dedução de Livro Caixa no fato de o contribuinte não ter profissional não assalariado, uma vez que possui vínculo empregatício com as Universidades Federal de Santa Catarina e de São Carlos. Por sua vez, o recorrente confirma esses vínculos porém afirma que presta serviços sem vínculo empregatício a outras Instituições e o Livro Caixa referese a despesas alusivas aos serviços prestados sem vínculo empregatício (palestras, consultoria, participação em conferências e congressos). O recorrente sustenta a impossibilidade de a autoridade julgador inovar os fundamentos da autuação para manter o lançamento e alega que as despesas de Livro caixa referemse a (a) 1/5 das despesas de luz, água, IPTU e telefone, nos termos do item do Parecer Normativo CST 60/78 e resposta 392 do Manual Perguntas e Respostas, pois utiliza sua própria residência para prestar seus serviços não assalariados, (b) despesas com a participação em encontros científicos (seminários, cursos, palestras e afins), com base no item 5 do supracitado Parecer Normativo, pois apresentou os certificados de participação e comprovantes originais. Subsidiariamente requer a exclusão da SELIC como critério de atualização do valor do crédito tributário. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Constou no demonstrativo das infrações (fls. 18), elaborado pela autoridade fiscal: "Dedução indevida a título de Livro Caixa. O contribuinte não é representante comercial, não podendo, portanto, deduzir em livro caixa despesas com viagens, hospedagens, combustíveis, estacionamento e alimentação. Ressaltese que o contribuinte tem vinculo empregatício com a Universidade de Federal de Santa Catarina e Universidade Federal de São Carlos, não se enquadrando, portanto, na condição de profissional autônomo." Fl. 1077DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 11516.001119/200367 Acórdão n.º 2802002.301 S2TE02 Fl. 1.077 3 Conforme reiteradas decisões desta Turma Julgadora, não cabe ao órgão julgador refazer o lançamento com fundamentos diversos dos que foram adotados pela autoridade lançadora. A glosa da dedução de Livro Caixa teve por fundamento o fato de o contribuinte não ser representante comercial e ter vinculo empregatício com a Universidade federal de Santa Catarina e com a Universidade Federal de São Carlos, não sendo considerado autônomo. Entretanto o recorrente comprova que se enquadrava na condição de profissional autônomo em relação à Sociedade Paranaense de Cultura, ao Conselho de Reitores das Universidades brasileiras, à Associação Catarinense das Fundações Educacionais, à Universidade Estadual de Campinas e à Sociedade Goiana de Cultura. No lançamento foi lançada omissão de rendimentos de trabalho sem vínculo empregatício, (Universidade Estadual de Campinas e Sociedade Goiana de Cultura), o que demonstra a contradição na premissa adotada no lançamento. Comprovada a condição de profissional sem vínculo empregatício, fica afastado o óbice apontado pela autoridade fiscal para a glosa em discussão e fundamentála em outros fatos que deveriam ter sido apurados em auditoria fiscal implica inovação no lançamento. Ademais, as despesas declaradas apresentam natureza dedutível com base no Parecer Normativo CST 60/78 e o valor deduzido é inferior ao somatório anual dos rendimentos de trabalho não assalariado (fls. 463). Diante do exposto, devese DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário para cancelar a glosa de dedução de LivroCaixa. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 1078DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 16 /05/2013 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Ar.,%4 •,,,;:,,,2,-,-;10;, - MINISTÉRIO DA ECONOMIA§ FAZENDA E PLANEJAMENTO PROCESSO N9 10120/001.376/89-24 Sessão de 13 de agosto de 19 93 ACORDÁO N9 CSRF/01-1.580 Recurso n2: RP/105-0.246 Recorrente: FAZENDA NACIONAL Recorrida : QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: CARVALHO & PINHEIRO LTDA. PROCEDIMENTO DECORRENTE — IMPOSTO DE RENDA — FONTE - Em virtude da estreita relação de causa e efeito entre o lançamento principal e o decorrente, manti- do, em parte, o primeiro e não arguindo materia no- va aLusiva ao segundo, igual decisão se impae quan- to â lide reflexa. Recurso a que se clã provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos de recurso interposto pela FAZENDA NACIONAL: ACORDAM os Membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso, nos ter- mos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Cons. Waldevan Alves de Oliveira (Relator), Luiz Alber to Cava Maceira e Sebastião Rodrigues Cabral, que negavam provimen to ao recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Cons. Iri- neu Simianer. 'ala d's SessOes-DF, em 13 de agosto de 1993. ...,, ' Aor iddta~ °R ifm ,- 1 - PRESIDENTE 411,1"...~ '” 701r4f: - IRI , U SIMIANER ' - RELATOR DESIGNAI)* i LUIZ FERNANDO OLIV DE MORAES - PROCURADOR DA FA /11 ZENDA NACIONAL v.v Participaram, ainda, do presente ulgamento QS seguintes Conselheiros: CÂNDIDO RODRIGUES NEUBER, VECTOR LUIS DE SALLES FREIRE, LEILA MARIA SCHERRER LEITÃO, ANTONIO LISBOA CARDOSO (iSuplente Convocado), CELI DE- PINE MARIZ DELDUQUE, AFONSO CELSO MATTOS LOURENÇO, JOSÉ CARLOS GUIMA- RÃES, RAFAEL GARCIA CALDERON BARRANCO e JACKSeN GUEDES FERREIRA. Ausen justificadamente o Cons. DICLER DE ASSUNÇÃO. ;0.0 Nil :..,,/..,- „V.. ,-1-,, n ,,, SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL. PROCESSO N° 10120/001.376/89-24 RECURSO N9; RP/105-0.246 ACORDA° N2 : CSRF/01-01.580 RECORRENTE: FAZENDA NACIONAL RECORRIDA: QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES SUJEITO PASSIVO: CARVALHO & PINHEIRO LTDA RELATóRrO O Douto Procurador da Fazenda Nacional junto.' Egrêgia Quinta Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, recor.... re a esta Câmara Superior de Recursos Fiscais, com base no art.39, inciso I, do Decreto n9 83.304/79, pleiteando a reforma do AcOrdão n9 105-5.947, de 29.08.91, atravês do qual, por maioria de votos, foi dado provimento parcial ao recurso voluntario, interposto por CARVALHO & PINHEIRO LTDA, contra a decisão de Senhor Delegado da Receita Federal em Goiânia-GO. Trata-se de tributação reflexa de outro processo instaurado contra o mesmo contribuinte na área do rmposto de Ren- da - Pessoa Juridica, protocolizado na repartição local sob o n9 10120/001.378/89-50. Nestes autos cogita-se da cobrança de I.R. - FONTE previsto no art. 89 do Decreto-Lei n9 2.065/83 e referente aos anos de 1984 e 1985. Em primeira instância, a exigência foi julgada pro- cedente. P.4 114 I SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10120/001.376/89-24 3. Acõrdão n9 CSRF/01-01.580 O Ac -cirdão recorrido está assim ementado: •"IR-FONTE - A diferença verificada na determinação dos resultados da empresa, por omissão de recei- tas, será considerada automaticamente distribulda aos- sOcios e tributada exclusivamente na fonte, ã alíquõta de-vinte e cinco por cento, sem prejuízo da incidância do imposto de renda pessoa jurld1ca12 Em seu especial o ilustre Procurador da Fazenda Nacional se reporta ãs razaes do recurso interposto no processo matriz, anexo aos autos às fls. 46149. O recurso foi admitido pelo ilustre Presidente da Quinta Câmara, ora recorrida, face ã tempestividade de sua apre- sentação, segundo despacho de fls. 50. •O contribuinte ofereceu contra-razões em tempo há- bil, ãs fls. 54/55, repetindo os mesmos argumentos do processo principal, uma vez que anexou, simplàsmente, cópia xerox do mes- mo. É o relatõrio. SERVIÇO PUBLICO FEDERAL PROCESSO N9 1G120/001.376/89-24 4• Acórdão n9 CSRF/01-01.580 VOTO VENCEDOR Conselheiro IRINEU SIMIANER Relator Designado. O recurso tempestivo e dele tomo conhecimento. A presente exigência deriva de outro lançamento le- vado a efeito contra apessoa jurldica, processo n9 101.20.001378/ 89-50, recurso voluntário n9 97.594, no qual foi apurada redução indevida da base de calculo do im posto de renda pessoa jurídica, exercícios de 1984 e 1985, gerando, por consequência, a presunçãO legal da distribuição, como lucro, daqueles valores aos st'ScioS. Trata-se, especialmente, de exigência reflexa de Ou tro processo instaurado contra o mesmo contribuinte, referente imposto de renda pessoa jurídica, onde se restabeleceu a tributa- ção sobre as importâncias de Cr$ 4.aoo.00a e Cr$ 41.580.000, nos exercícios de 1984 e 1985 devido a suprimento de numerârio não com provado, conforme se depreende do processo principal. É cediço, nesta instância administrativa, de que no caso de lançamento dito reflexivo ha estreita relaçao de causa e efeito entre o lançamento principal e o lançamento decorrente, uma vez que ambas as exigências repousam em um mesmo embasamento fáti- co. Assim, entendendo-se verdadeiros ou falsos os fatos alegados, tal exame enseja decisões homogemeas em relação a cada um dos lan- çamentos. Nestas circunstâncias, o exame feito em um dos pro- cessos atinentes a lançamento ensejado pelo mesmo suporte fático, especialmente no processo intitulado principal, serve -bambem para os deMais. Não quer dizer cara isso que a decisão de um vincula a de outro. No entanto, não havendo no processo decorrente nenhum elemento novo que seja - apto a altera .i. a convicção do julgador, por questão de coerência lógica, a decisão deve ser tomada em igual sentido. ‘w". Nv41 P. , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10120/001.376/89-24 5• Acôrdão n9 CSRF/01-01.580 Ante o exposto, e considerando que a mataria cuja tributação foi restabelecida no processo matriz repercute neste processo decorrente, aplicando-se a mesma decisão, voto no sen- tido de dar provimento ao recurso. Brasilia, DF., em 13 de Agosto de 1993 Á 411111ff - U SIM -, ER, Relator Designado. - n sn 111k , , ,, , SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL PROCESSO N9 10120/001.376/89-24 6. Acórdão n9-CSRF/01-1.580 VOTO VENCIDO Conselheiro: WALDEVAN ALVES DE OLIVEIRA, Relator: A matéria submetida ao julgamento dsta Câmara decor- re de lançamento ex-offício levado a efeito contra a pessoa ju"rídi ca, processo matriz, relativamente a imposto de renda, resultando' _daí o lançamento decorrente nos termos de infração de fls. 02/06. Trata-se, portanto, de lançamento reflexivo, do co- nhecimento da recorrente, revelado na impugnação, recurso voluntá- rio e contra-razões ofertadas contra recurso da Procuradoria da Fa zenda, onde insiste na vinculação deste processo ao julgamento ''do processo principal, igualmente objeto de recurso a este Conselho. O recurso interposto no processo principal foi julga do em sessão realizada no dia 13 de agosto de 1993, tendo esta Câ- mara, por maioria de votos, dado provimento ao recurso da Fazenda Nacional, conforme faz certo o acórdão CSRF/01-1.579. Naquela oportunidade, nos manifestamos favorável a decisão recorrida, sendo vencido juntamente com os Conselheiros Luiz Alberto Cava Maceira e Sebastião Rodrigues Cabral. Destarte, em se tratando de processo decorrente, meu voto é no sentido de negar provimento ao recurso. Brasília (DF), -m 13 de agosto de 1993 , .11\ WALDEVAN AL OLIVEIRA - RELATORG - Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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Numero do processo: 00845.055181/81-09
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Numero do processo: 18108.000152/2008-35
Data da sessão: Tue Jul 10 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Jul 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/1999 a 30/08/2001
PREVIDENCIÁRIO. JUROS E MULTA DE MORA.INDEVIDOS
A súmula n° 5 do Conselho Administrativo de Recurso Fiscais - CARF pacificou a questão dos juros de mora, no sentido de que existindo depósito no montante integral são indevidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento.
No que diz respeito a multa de mora, o comando do § 2º - do artigo 63 da Lei n° 9.430/96 aduz que: Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, (..) A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição.
CONVERSÃO DO DEPÓSITO EM RENDA.
O depósito é garantia do pagamento do tributo, com destino vinculado à decisão que vier a transitar em julgado.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2403-001.485
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial no que se refere ao afastamento das penalidades juros e multa ao tempo em que se observando o trânsito em julgado que se converta os depósitos em renda. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro pelo não conhecimento do recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari-Presidente
Ivacir Júlio de Souza-Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Cid Marconi Gurgel de Souza.
Matéria: CPSS - Contribuições para a Previdencia e Seguridade Social
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/10/1999 a 30/08/2001 PREVIDENCIÁRIO. JUROS E MULTA DE MORA.INDEVIDOS A súmula n° 5 do Conselho Administrativo de Recurso Fiscais - CARF pacificou a questão dos juros de mora, no sentido de que existindo depósito no montante integral são indevidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento. No que diz respeito a multa de mora, o comando do § 2º - do artigo 63 da Lei n° 9.430/96 aduz que: Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, (..) A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição. CONVERSÃO DO DEPÓSITO EM RENDA. O depósito é garantia do pagamento do tributo, com destino vinculado à decisão que vier a transitar em julgado. Recurso Voluntário Provido em Parte
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JUROS E MULTA DE MORA.INDEVIDOS A súmula n° 5 do Conselho Administrativo de Recurso Fiscais CARF pacificou a questão dos juros de mora, no sentido de que existindo depósito no montante integral são indevidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento. No que diz respeito a multa de mora, o comando do § 2º do artigo 63 da Lei n° 9.430/96 aduz que: “ Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, (..) A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição. ” CONVERSÃO DO DEPÓSITO EM RENDA. O depósito é garantia do pagamento do tributo, com destino vinculado à decisão que vier a transitar em julgado. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial no que se refere ao afastamento das penalidades juros e multa ao tempo em que se observando o trânsito em julgado que se converta os depósitos em renda. Vencido o conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro pelo não conhecimento do recurso. Carlos Alberto Mees StringariPresidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 10 8. 00 01 52 /2 00 8- 35 Fl. 263DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 2 Ivacir Júlio de SouzaRelator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 264DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 18108.000152/200835 Acórdão n.º 2403001.485 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório A instância “ad quod” produziu o Relatório abaixo que li, compulsei com os autos, e tendo corroborado o transcrevi co grifos de minha autoria: “DA NOTIFICAÇÃO 1. Trata o presente processo de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD n° 35.231.3560), lavrado contra a empresa acima identificada que, de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 58/61, se refere a contribuições previdenciárias relativas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão de maior incidência da incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho GIILRAT, nas competências 10/1999 a 08/2001, no valor de R$ 8.452.082,26 (oito milhões e quatrocentos e cinqüenta e dois mil e oitenta e dois reais e vinte e seis centavos), consolidado em 13/09/2001. 1.1. Informa o Relatório da NFLD, ainda, que o crédito tributário foi apurado com o objetivo de evitar que os valores das contribuições, objeto de discussão judicial e com depósito em juízo, fossem atingidos pelo instituto da decadência. Assim, o crédito permanece com a exigibilidade suspensa em virtude de o contribuinte se encontrar sob o respaldo de Medida Cautelar. 2. 0 referido Relatório Fiscal informa, ainda, em síntese, e o que segue: 2.1. Na auditoria fiscal realizada foi constatado que a empresa efetuou depósito judicial das seguintes contribuições: 2.1.a. 3% incidentes sobre a folha de salários dos segurados empregados; 2.1.b. Compensação de valores recolhidos anteriormente para a cobertura de riscos de acidente de trabalho tidos como indevidos pela Notificada. 2.2. Os referidos depósitos foram autorizados através de Medida Cautelar Incidental, Processo 1999.61.00.0525385, 10ª Vara Federal da Primeira Subseção Judiciária de Sao Paulo, relativo a ação principal de rito ordinário n. 1999.61.00.0520855, 10ª Vara Federal. 2.3. Os documentos examinados para apuração das bases de cálculo foram as folhas de pagamento de segurados empregados, as peças processuais das ações judiciais referenciadas, as Guias de Recolhimento da Previdência Social GPS, Guias de Depósito Judicial e os Livros Diário, sendo o último analisado o de n. 297, registrado na Junta Comercial de SP, sob o número de registro 103346, de 03/07/2001. Fl. 265DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 4 3. Para o correto esclarecimento do contribuinte, também fazem parte da NFLD os anexos IPC Instruções para o Contribuinte; DAD Discriminativo Analítico do Débito (que contém bases de cálculo e contribuições em valores originários e em moedas da época); DSD Discriminativo Sintético do Débito (que contém as contribuições em valores originários, os acréscimos legais, totais por competência e total geral); DSE Discriminativo Sintético por Estabelecimento; RFGG Relatório Fatos Geradores Geral; FLD Fundamentos Legais do Débito; CORESP Relação de Coresponsáveis; e Vínculos (fls. 02/53). 4. As fls. 55/57, encontramse cópias dos seguintes documentos: TIAF Termo de Inicio da Ação Fiscal, TIAD Termo de Intimação para Apresentação de Documentos e TEAF Termo de Encerramento da Ação Fiscal, relativos ao procedimento realizado na empresa. DA IMPUGNAÇÃO 5. Dentro do prazo regulamentar (conforme fls. 94), a empresa impugnou o lançamento, por meio do instrumento de fls. 72/83, acompanhado dos documentos de fls. 84/93 (procuração, Extrato da Ata das Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária de 25/04/2000, Extrato da Ata da Reunião do Conselho de Administração de 16/07/2001, Extrato da Ata das Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária de 26/04/2001 e cópia da NFLD lavrada e Relatório Fiscal desta), alegando, em síntese, os argumentos que se seguem: I DOS FATOS 5.1. O débito fiscal reclamado não é efetivamente devido pela empresa que, inclusive, propôs medida judicial para a impugnação da exação por entendêla inconstitucional, tendo efetuado depósito judicial do montante do crédito tributário em discussão, que se encontra com sua exigibilidade suspensa, razão por que não poderia ter sido efetuado o lançamento do valor da multa, como demonstrado pelo exame "do direito". II DO DIREITO DA INCONSTITUCIONALIDADE DO ADICIONAL DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SAT. 5.2. Em 1991 foi publicada a Lei n. 8.212, disciplinando o regime de custeio da seguridade social. Em seu art. 22, dispôs especialmente sobre a contribuição incidente sobre a folha de salários da empresa (inciso I), assim como sobre o adicional devido para cobertura de riscos de acidentes do trabalho (inciso II). Transcreve o diploma legal. 5.3. Desenvolve raciocínio para asseverar que ao estabelecer o adicional do GIILRAT, o inciso II do art. 22 da Lei 8.212/91 não fixou os critérios para determinação da atividade preponderante da empresa, nem tampouco para a definição do respectivo grau de risco de acidentes do trabalho. 5.4. Relembra e transcreve a regulamentação do diploma legal pelos Decretos 612/91, 2.173/97 e 3.048/99. Transcreve o art. 202 do último Decreto citado, sendo este o artigo responsável pela dita regulamentação em vigor. Fl. 266DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 18108.000152/200835 Acórdão n.º 2403001.485 S2C4T3 Fl. 4 5 5.5. Conclui que só poderiam ser definidos por meio de lei (regularmente editada pelo Poder Legislativo), jamais por meio de decreto, como pretende o Executivo Federal, em manifesta violação aos princípios da estrita legalidade tributária e da separação dos Poderes da União, decorrentes do regime republicano adotado. O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, SEPARAÇÃO DOS PODERES E 0 PRINCIPIO DA ESTRITA LEGALIDADE TRIBUTARIA 5.6. Apresenta arrazoado interpretativo dos artigos 1° e 2° da Constituição Federal de 1988, colacionando, inclusive, doutrina acerca da distinção entre as três funções de Estado previstas, para ratificar o entendimento de que cabia ao Legislativo a produção jurídica primária. 5.7. Destarte, não bastasse a manifesta violação ao principio da estrita legalidade tributária, conforme demonstra em seu raciocínio a Impugnante, há outra inconstitucionalidade a ser abordada, vez que a Lei 8.212/91 determina a incidência do adicional em questão sobre o total da folha de salários da empresa, e não apenas sobre os salários dos empregados que desenvolvem atividades sujeitas a riscos de acidentes ambientais do trabalho, em afronta necessária e constitucionalmente exigida equidade na forma de participação no custeio da seguridade social. A EQUIDADE NA FORMA DA PARTICIPAÇÃO NO CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL 5.8. É principio constitucional o da equidade na forma de participação no custeio da seguridade social que deve ser observado quando da edição de lei que pretenda disciplinála, especialmente a que disponha sobre suas fontes de financiamento, destinadas a garantir sua manutenção e expansão. Junta doutrina. 5.9. Resulta de mencionado principio que apenas as empresas cuja atividade seja efetivamente sujeita a riscos de acidentes do trabalho podem figurar no pólo passivo da relação jurídica que tem por objeto o pagamento do adicional de contribuição previdenciária em testilha. 5.10. Não pode haver dúvidas, portanto, a respeito da inconstitucionalidade da exigência do adicional de contribuição previdenciária impugnado, seja porque critérios necessários à identificação do fato imponível e quantificação da obrigação tributária foram introduzidos por decretos do Poder Executivo, seja porque há previsão de sua incidência sobre o total da folha de salários da empresa. A SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO E A ILEGALIDADE DA EXIGÊNCIA DE MULTA. 5.11. Em razão da inconstitucionalidade da exação impugnada, a Impugnante ajuizou a ação com procedimento ordinário n. Fl. 267DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 6 1999.61.00.0520855, bem como a Medida Cautelar Incidental, Processo 1999.61.00.0525385, ambas em curso perante a 10ª Vara Federal da Primeira da Seção Judiciária desta capital, tendo sido autorizado o depósito judicial mensal do crédito tributário em questão, cuja exigibilidade, então, encontrase suspensa. 5.12. Destarte, tendo em vista a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, não poderia ter sido efetuado o lançamento do valor de multa, porque expressamente vedado pela legislação de regência. Cita e transcreve o art. 63 da Lei 9430/96. Colaciona jurisprudência do Segundo Conselho de Contribuintes. Colaciona doutrina. DO PEDIDO 5.13. Em face do quanto exposto, aguardase o acolhimento da presente defesa, a fim de que seja reconhecida a improcedência da NFLD impugnada, tendo em vista a manifesta inconstitucionalidade do adicional de contribuição previdenciária incidente sobre a folha de salários da Autuada, devido para o financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, instituído pela Lei 8.212/91. 5.14. Caso não se entenda pela improcedência, aguardase de toda sorte o acolhimento da presente defesa, a fim de que seja reconhecida a inexigibilidade de multa, tendo em vista que o crédito tributário impugnado encontrase com sua exigibilidade suspensa, por força da medida judicial noticiada. 5.15. Termos em que, protestando provar o alegado por todos os meios em direito admitidos, inclusive pela juntada de documentos que se fizerem necessários. DA MANIFESTAÇÃO DO SERVIÇO DE ANÁLISE À ÉPOCA 6. Em 12/11/2001, o então Serviço de Análise de Defesas e Recursos, considerando as informações contidas no Relatório Fiscal, tendo em vista que a decisão que ampara o procedimento da empresa determina a conversão do depósito judicial em renda em favor do INSS após o trânsito em julgado da sentença que julgou inexistente a inconstitucionalidade da exação em questão; considerando que não há decisão transitada em julgado na ação através da qual a Impugnante vem deixando de recolher a contribuição ao SalárioEducação, foram os autos encaminhados à Procuradoria do INSS para acompanhamento, providencias e determinações cabíveisDA MANIFESTAÇÃO DA PROCURADORIA DO INSS 7. As fls. 100 a 186, foram anexadas diversas cópias de documentos acerca dos depósitos judiciais efetuados pela Impugnante. 7.1. As fls. 187, consta despacho da Procuradoria do INSS, na pessoa da Estagiária Fernanda Cabral, no cumprimento de ordem emanada da Procuradora Neide Coimbra Murta de Castro, solicitando a verificação por parte da Fiscalização Fl. 268DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 18108.000152/200835 Acórdão n.º 2403001.485 S2C4T3 Fl. 5 7 Previdenciária do crédito tributário exigido na presente NFLD e os depósitos judiciais em questão. DA MANIFESTAÇÃO DA EQUIPE FISCAL DE APOIO TÉCNICO A PROCURADORIA 8. As fls. 191, a Equipe Fiscal de Apoio Técnico A Procuradoria, atendendo à solicitação da Procuradoria Federal Especializada no INSS, registra as seguintes conclusões: • Os depósitos foram efetuados na data do vencimento e coincidem exatamente com os valores levantados no crédito em tela; • Assim, os valores depositados pela empresa cobrem integralmente o crédito em referência8.1. As fls. 192/195, na forma de tabela, são demonstradas as afirmações e conclusões da referida Equipe. DAS MANIFESTAÇÕES DA EQUIPE DE RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO EQREC/DICAT/DERAT E DA EQUIPE DE ANALISE E ACOMPANHAMENTO DE MEDIDAS JUDICIAIS E CONTROLE DO CRÉDITO SUBJUDICE EQAMJ 9. Em virtude da superveniência da Lei 11.457/07, a apuração da liquidez e certeza para inscrição em divida ativa dos créditos da Unido passou a ser atribuição da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional PGFN. 9.1. Assim, foram os autos encaminhados à RFB para as devidas providências. 9.2. As fls. 199, consta despacho da EQREC com a informação de que, apesar da Ação Ordinária n° 1999.61.00.0520855, cuja exigibilidade encontravase suspensa, ter sido julgada improcedente, com trânsito em julgado, não houve a conversão em renda dos valores depositados 9.3. Desta feita, foi o processo encaminhado à Equipe de Análise e Acompanhamento de Medidas Judiciais e Controle do Crédito SubJudice EQAMJ. 9.4. A EQAMJ, conforme despacho de fls. 200, encaminhou o processo para a PFN para providências cabíveis. DA SOLICITAÇÃO DA IMPUGNANTE QUANTO A APRECIAÇÃO DA DEFESA APRESENTADA NA PARTE NÃO PREJUDICADA PELA MEDIDA JUDICIAL 10. Em 02/10/2001 a Impugnante apresentou defesa administrativa impugnando os débitos de SAT, bem como a referida multa, pois como esses débitos foram tempestivamente depositados nos autos da medida cautelar n ° 1999.61.00.0525385, a multa não poderia ter sido exigida, em razão do disposto no art. 63 da Lei n ° 9.430/96. Fl. 269DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 8 10.1. Entende a Impugnante que, em razão da existência de ação judicial para impugnar a cobrança do SAT, parte da defesa apresentada por aquela restou prejudicada. 10.2. Contudo, a parte da Defesa que objetiva impugnar a multa aplicada por meio da NFLD em apreço, deve ser analisada pelo competente órgão de julgamento10.3. Requer, assim, a imediata remessa dos autos ao competente órgão de julgamento, a fim de que a Defesa administrativa, na parte em que visa a impugnar a exigência da multa, seja devidamente analisada, por tratarse de medida de direito.” DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.215, a 13 Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil de São Paulo – SP DRJ/SPO I, em 23 de julho de 2009, exarou o Acórdão n ° 1622.222 , mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.231, onde apenas reiterou as alegações que fizera sob multa de mora em instancia “ad quod ” Fl. 270DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 18108.000152/200835 Acórdão n.º 2403001.485 S2C4T3 Fl. 6 9 Voto Conselheiro Ivacir Júlio de Souza, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 245, o recurso é tempestivo. Aduz que reúne os pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA AÇÃO INCIDENTAL n.° 1999.61.00.0525385 Conforme fls. 65 no relatório da juíza de 29 de setembro de 2000, anterior à notificação da presente notificação NFLD que é datada de 17 de julho de 2001, ao conceder a recorrente o direito de efetuar os depósitos judiciais, assim se manifestou: “ Companhia Metalúrgica Prada, ajuizou a presente ação cautelar de depósito, com pedido de liminar, em face do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, pretendendo a suspensão da exigibilidade do crédito tributário relativo ao adicional da contribuição social ao SAT Seguro de Acidente de Trabalho.” (g.a) Na seqüência , na decisão, observou que : “ Ação principal (de rito ordinário, n.° .1999.61.00.0520855, ajuizada em 25/10/99) foi julgada improcedente, sob o fundamento de inexistência de inconstitucionalidade ou ilegalidade na exação em tela.”(g.a) Muito embora se observase que a empresa não lograra êxito na ação interposta, no relatório fiscal de fls.58 o Auditor orientou o contribuinte a não apresentar defesa assegurando que a Notificação – NFLD seria remetida à Procuradoria do INSS que acompanharia seu andamento até decisão final do judiciário e assim se manifestou: “ O crédito previdenciário foi apurado com o objetivo de evitar discussão judicial e que foram depositados em juízo pelo contribuinte, sejam atingidos pelo instituto da decadência ( Nota Técnica PG/CCAR211/99 de 26/05/1999). Tornamse, portanto, sem efeito as informações relativas a apresentação de defesa ou pagamento do valor lançado, constantes na folha de rosto e na Instrução para o Contribuinte IPC desta NFLD, visto que o presente crédito está com a sua exigibilidade suspensa em função do contribuinte encontrarse sob o respaldo de Medida Cautelar. A presente NFLD será remetida à Procuradoria do INSS que acompanhará seu andamento até decisão final do Judiciário, conforme dispõe o artigo 38 da Lei n. 6.830/80 e o artigo 19 da Lei 8.870/94, c/c o parágrafo 1° do artigo 22 do Decreto n. 1.197/94.” Fl. 271DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 10 Contrariando aquela orientação do Auditor para o Contribuinte, a Recorrente apresentou impugnação em 02/10/2001 , por óbvio, também sabendo que não houvera prosperado a interposta ação judicial principal n.°1999.61.00.0520855, que fora julgada improcedente, sob o fundamento de inexistência de inconstitucionalidade ou ilegalidade na exação em tela. Referindose a autuação em comento descrita sob o DEBCAD n° 35.231.356 0, às fls. 200, datado de 30 de abril de 2008 – ressaltese anterior à decisão “ad quod”, em 23 de julho de 2009, consta às fls.200, OFÍCIO/EQAMJ/SP N° 190/2008 – AST para a Para: PFN SP/10ª Vara Federal Cível de São Paulo/SP nos termos abaixo descritos : “ Assunto: Solicitação de Providencias Douto(a) Senhor(a) Procurador(a), Tendo em vista o trabalho de acompanhamento de medidas judiciais desta Delegacia da Receita Federal do Brasil, informamos a V.Sª que os depósitos judiciais efetuados através da Medida Cautelar Inominada n° 1999.61.00.0525385, ainda não sofreram a conversão em renda da União, embora o processo judicial já se encontre com o transito em julgado. Solicitamos então V. Sª que tome as providências que julgar necessárias para que seja realizada a conversão em renda. Enviamos juntamente com este oficio relação extraída do sistema SDJ Sistema de Depósitos Judiciais/Extrajudiciais dos depósitos realizados na conta 265.280.001843292 da Caixa Econômica Federal referentes ã Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD no 35.231.3560. Por fim, é importante salientar tratarse de processo Administrativo Fiscal Prioritário face ao elevado valor.” ( grifos de minha autopria) Cumpre ressaltar que, não bastasse o sobredito despacho, a constitucionalidade da exigência, objeto da ação da recorrente no Judiciário, ajuizada em 25/10/99, já encontravase pacificada alhures quando o STF no julgamento AG. REG. REAgr 408046 , publicado em 7 de junho de 2004 assim se manifestou no RE 343.446: “ Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃOAO SAT. MATÉRIA P ACIFICADA 1. O Plenário desta Corte, ao julgar o RE 343.446 , firmou o posicionamento no sentido de ser legítima a cobrança da contribuição para o custeio do Seguro de Acidente do Trabalho SAT. ” Assentouse na ocasião a desnecessidade de lei complementar para sua instituição e a conformidade do sistema de alíquotas proporcionais ao grau de risco da atividade exercida pelo contribuinte. Às fls. 210, em 20 de maio de 2009, também anterior à decisão “ad quod”, de 23 de julho de 2009, a Recorrente interpôs petição complementar à impugnação afirmando que em razão da existência de ação judicial para impugnar a cobrança do SAT, Fl. 272DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 18108.000152/200835 Acórdão n.º 2403001.485 S2C4T3 Fl. 7 11 parte da defesa apresentada pela Autuada (referente ao item "i" acima) ficou prejudicada e que , todavia, a outra parte da defesa administrativa apresentada, que visa impugnar a multa aplicada por meio da NFLD (item "ii" acima), deveria ser analisada pelo competente órgão de julgamento, o que ainda não tinha ocorrido “ (não obstante a defesa tenha sido apresentada há mais de 7 anos)”. Requereu, assim, a imediata remessa dos autos ao competente órgão de julgamento, a fim de que a defesa administrativa, na parte em que visa impugnar a exigência da multa, fosse devidamente analisada, por tratarse de medida de direito. Muito embora o ofício de fls. 200 houvesse pedido solicitação de providencias para transformar os depósitos em renda em razão de ter ocorrido o TRÂNSITO EM JULGADO da Medida Cautelar Inominada n° 1999.61.00.0525385, às fls. 212, referindo se ao mesmo processo retro, foi efetuado despacho alegandose tratase de crédito com a exigibilidade suspensa aguardando o trânsito em julgado : “ Senhor Chefe, Tratase de crédito previdenciário com a exigibilidade suspensa, à vista de depósito do montante integral, aguardando o trânsito em julgado da ação judicial 1999.61.00.052538a 5 fls. 201.” Às fls. 215, na forma da ementa e do Resumo do decisium ad quod, ali registrados consta que o Relator acompanhado por unanimidade, não atendeu aos apelos da impugnante quanto a julgar a questão da multa de mora por entender ter havido concomitância de objetos com a propositura da multicitada ação judicial e assim se manifestou : “ AÇÃO JUDICIAL CONCOMITANTE. A propositura de ação judicial pelo sujeito passivo com o mesmo objeto sobre o qual versa o processo administrativo importa em renúncia as instâncias administrativas e desistência da impugnação interposta.” (...) “ Tendo em vista a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, com base no art. 151, II, do CTN, intimese para pagamento do crédito mantido no prazo de 30 dias da ciência, salvo interposição de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em igual prazo, conforme facultado pelo art. 33 do Decreto n.° 70.235, de 6 de março de 1972, alterado pelo art. 1 2 da Lei n.° 8.748, de 9 de dezembro de 1993, e pelo art. 32 da Lei 10.522, de 19 de julho de 2002.” Como foi exposto, antes do julgamento ad quod já houvera ocorrido trânsito em julgado fato este que compulsava que em sede de impugnação fosse julgado os argumentos de defesa interposto ocasião em que, aproveitando a decisão judicial, se faria a exigência para se determinar a conversão dos depósitos em renda. Fl. 273DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 12 No presente Recurso voluntário interposto, a Recorrente sequer faz alegações sobre a pertinência ou não da motivação de primeira instância efetuando tãosomente pedido para que seja afastada a multa aplicada. Sobre as questões de juros e multa de mora, a página da Receita Federal em 31 de maio de 2012, sitio hhtp:/www.receita.fazenda.gov.BR/pagamentos/pgtoatraso /atraso.htm, registrava que: “ O pagamento de tributos e contribuições arrecadados pela Receita Federal, efetuado com atraso, está sujeito a multa e a juros de mora (acréscimos legais)” Da sentença exarada pela 10ª Vara Federal da Primeira Subseção Judiciária de São Paulo, relativo a ação principal de rito ordinário n. 1999.61.00.0520855, destaco a parte final onde se registra a data : “ Ação principal (de rito ordinário, n.° .1999.61.00.0520855, ajuizada em 25/10/99) foi julgada improcedente, sob o fundamento de inexistência de inconstitucionalidade ou ilegalidade na exação em tela. Assim sendo, os depósitos judiciais autorizados nestes autos deverão ser convertidos em renda em favor do Instituto Nacional do Seguro Social INSS, ressalvado o direito à apuração eventuais diferenças, que deverão ser cobradas pelas vias próprias. Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE o pedido, para o fim de reconhecer o direito da Requerente ao depósito judicial do debito questionado nos autos da ação principal. São Paulo, 29 de setembro de 2000.” ( grifos de minha autoria) . O termo de início da ação fiscal – TIAF de fls. 55 , é datado de 03/04/2001 a notificação ocorreu em 17/07/2001. Assim não há que se falar em pagamento com atraso posto que os depósitos foram autorizados e efetuados antes do início da ação fiscal. Às fls. 191, a Equipe Fiscal de Apoio Técnico A Procuradoria, atendendo à solicitação da Procuradoria Federal Especializada no INSS, corroborando o acima, registra as seguintes conclusões: “ Os depósitos foram efetuados na data do vencimento e coincidem exatamente com os valores levantados no crédito em tela;” Em razão do registro supra, até a data da conclusão da ação fiscal, os valores depositados pela empresa cobriam integralmente o crédito em referência. As súmulas n° 5 e 17 do Conselho Administrativo de Recurso Fiscais – CARF pacificaram a questão dos juros de mora e da multa de ofício, “verbis”: “ Súmula CARF nº 5: São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigibilidade, salvo quando existir depósito no montante integral. Fl. 274DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI Processo nº 18108.000152/200835 Acórdão n.º 2403001.485 S2C4T3 Fl. 8 13 Súmula CARF n° 17: Não cabe a exigência de multa de ofício nos lançamentos efetuados para prevenir a decadência, quando a exigibilidade estiver suspensa na forma dos incisos IV ou V do art. 151 do CTN e a suspensão do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo” Sendo cediço que não houvera atrasos nos pagamentos realizados mediante o depósito integral confirmado nos autos, já seria lícito concluir descabido imputar multa de mora que é o procedimento legal para penalizar a demora para adimplir obrigações principais. Entretanto para soterrar qualquer divergência, no que diz respeito a multa de mora, trago à lume o comando do §1º com especial atenção ao § 2º do artigo 63 da Lei n° 9.430/96 lei esta que, ressaltese , é aceita como oráculo tributário , “ verbis ”: “ Art. 63. Na constituição de crédito tributário destinada a prevenir a decadência, relativo a tributo de competência da União, cuja exigibilidade houver sido suspensa na forma dos incisos IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, não caberá lançamento de multa de ofício. ( Redação dada pela Medida Provisória n 2.158, de 2001). § 1º O disposto neste artigo aplicase, exclusivamente, aos casos em que a suspensão da exigibilidade do débito tenha ocorrido antes do início de qualquer procedimento de ofício a ele relativo. § 2º A interposição da ação judicial favorecida com a medida liminar interrompe a incidência da multa de mora, desde a concessão da medida judicial, até 30 dias após a data da publicação da decisão judicial que considerar devido o tributo ou contribuição. ” (grifos de minha autoria) Colacionada às fls.64/68, consta cópia da ação em que os referidos depósitos foram autorizados através de Medida Cautelar Incidental, Processo 1999.61.00.0525385. Não obstante, ajustandose ao comando do sobredito artigo , aduz que nos termos do Relatório Fiscal de fls. 58/61, o Auditor Fiscal registra que “ o crédito tributário foi apurado com o objetivo de evitar que os valores das contribuições, objeto de discussão judicial e com depósito em juízo, fossem atingidos pelo instituto da decadência. Assim, o crédito permanece com a exigibilidade suspensa em virtude de o contribuinte se encontrar sob o respaldo de Medida Cautelar.” Para o professor Leandro Paulsen em sua obra Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 9. ed., 2007, p. 973, o contribuinte tem a faculdade de efetuar o depósito para suspender a exigibilidade do crédito e, com isso, não sofrer qualquer coação no sentido do pagamento nem os ônus da mora. Entretanto, efetuado o depósito, fica ele cumprindo a função de garantia do pagamento do tributo, com destino vinculado à decisão que vier a transitar em julgado. Fl. 275DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI 14 Ás fls. 01 registramse juros e multa imputados a Recorrente. Tudo isto exposto, considerando que a Recorrente não impugnou o Auto de Infração na sua integralidade o fazendo tãosomente no que se refere às penalidades, dou provimento ao pedido no sentido de afastálas em razão dos depósitos judiciais para cobertura do debito. Face ao trânsito em julgado apontado nos autos, que se providencie a conversão dos depósitos em renda. CONCLUSÃO Conheço do Recurso para , NO MÉRITO, DARLHE provimento parcial no que se refere ao afastamento das penalidades juros e multa ao tempo em que se observando o trânsito em julgado que se converta os depósitos em renda. É como voto Ivacir Júlio de Souza – Relator Fl. 276DF CARF MF Impresso em 16/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/06/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 28/06/2013 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 01/07/2013 por CARLOS ALBERTO MEE S STRINGARI
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