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Numero do processo: 12466.000598/94-75
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
Ementa: CLASSIFICAÇÃO - RECURSO DE OFÍCIO.
Confirmado que o veículo em tela atende às especificações do Ato
Declaratório COSIT/ADN n° 32/93, negado provimento ao recurso.
Numero da decisão: 301-28.517
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MOACYR ELOY DE MEDEIROS
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Numero do processo: 12466.000694/94-69
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Fri Aug 29 00:00:00 UTC 1997
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Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de Oficio, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
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Numero do processo: 10283.901227/2009-45
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 02 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1802-000.047
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Fl. 203DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.901227/200945 Resolução n.º 1802000.047 S1TE02 Fl. 2 2 Relatório. O presente processo tem origem no PER/DCOMP n.° 40477.93693.180906.1.7.045757 (fls. 01/05), que tem por objetivo ver reconhecida a compensação de suposto crédito decorrente de pagamento indevido e/ou a maior de estimativa de CSLL (código 2484), em 31/05/2004, no valor original de R$ 127.438,77, com débito de Cofins Não cumulativa, (Período de Apuração: Out. / 2005 e Vencimento: 14/11/2005. O Per/Dcomp foi analisado por processo eletrônico, com a emissão do Despacho Decisório de fl. 06, que não homologou a compensação por ter sido o crédito apontado no Per/Dcomp, utilizado para quitação de débito do contribuinte, a titulo de estimativa ( cód 2484 Período de Apuração: 31/03/2004), não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Por considerar pertinente transcrevo a seguinte parte do relatório da decisão recorrida (fls.59/60): 3. Cientificada em 05.03.2009 (fl. 09) a interessada apresentou, tempestivamente, em 01.04.2009, manifestação de inconformidade (fl. 10/11) na qual alega: “... De fato, a Requerente entende que informações prestadas na própria DCOMP ou DCTF geraram algum ‘descasamento’ eletrônico, que inviabilizou a homologação almejada. Para demonstrar a existência e suficiência do crédito para extinguir os débitos compensados, seguem anexos os documentos pertinentes, quais sejam: comprovante de recolhimentos geradores do crédito a ressarcir, PER/DCOMP com a respectiva declaração de compensação do débito inferior ao crédito pleiteado. A ora Requerente declarou a compensação em 11 de novembro de 2005, sendo retificada tal declaração em 18 de setembro de 2006, sendo que não existe razão para considerar o crédito insuficiente para o débito compensado. Tão logo se afaste a presunção de ausência de crédito suficiente, será obrigatório reconhecer o provimento da presente manifestação de inconformidade e assim homologar as compensações extintivas dos respectivos débitos tributários. 2 Conclusão e Pedidos Diante do acima exposto, deve ser reconhecido que o Despacho Decisório constante da Intimação referente ao Processo Administrativo de Crédito n°10283.901.227/200945; Processo Administrativo de Débito n° 10283.901.633/200916;Número de rastreamento n° 820962251; Despacho decisório DRF Manaus PER/DCOMP 40477.93693.180906.1.7.045757,, é passível de revisão e reconsideração, diante do fato de que a suposta inexistência de crédito suficiente fica afastada por meio de documentos que evidenciam a existência e localização do crédito outrora não Fl. 204DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.901227/200945 Resolução n.º 1802000.047 S1TE02 Fl. 3 3 encontrado automaticamente pelo sistema da RFB, matematicamente suficiente para fazer frente aos débitos. Caso essa D. Delegacia de Julgamento entenda necessário, que se baixe o processo em diligência para as devidas regularizações, de forma a se aproveitar o procedimento em questão, trazendo maior eficiência, economia, razoabilidade nos atos da administração pública. Requer sejam apresentados os débitos supostamente já compensados com o crédito deste procedimento, posto que a Requerente tem registro e conhecimento de utilização apenas para quitação deste débito, não havendo outro liquidado com o mesmo crédito. Isso deve decorrer de inconsistência eletrônica que tenha considerado duas vezes o mesmo débito, eventualmente até em razão da reratificação da declaração de compensação. Requer, ainda, sejam admitidos todos os meios de provas, incluindo eventuais outras diligências e posterior juntada de documentos.” A 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/Belém/PA) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida mediante o venerando Acórdão nº 0121.968, de 06 de junho de 2011 (fls.58/62), cientificado ao interessado em 30/06/2011. A decisão recorrida possui a seguinte ementa (fl.58): ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Período de apuração: 01/03/2004 a 31/03/2004 DÉBITO TRIBUTÁRIO. CONSTITUIÇÃO. ERRO. ÔNUS DA PROVA. O crédito tributário também resulta constituído nas hipóteses de confissão de dívida previstas pela legislação tributária, como é o caso da DCTF. Tratandose de suposto erro de fato que aponta para a inexistência do débito declarado, o contribuinte possui o ônus de prova do direito invocado A pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 28/07/2011, alegando, essencialmente, o seguinte: que, por óbvio o débito da estimativa foi declarado em DCTF, mas o fato é que tal débito era uma antecipação de CSLL no curso do ano calendário, e que ao realizar o ajuste no ano subseqüente, tendo apurado prejuízo no ano de 2004/2005, é de rigor a restituição do IRPJ e CSLL pagos a maior ao longo do ano à título de antecipações mensais. que, no caso concreto deste PER/DCOMP pedese a restituição da CSLL antecipada referente ao mês de março de 2004, que constou na DIPJ retificadora no valor de R$ 127.639,18 (página 14). Esse valor foi recolhido via DARF, em 31 de maio de 2004, com multa e juros(elevando o valor do DARF a ser restituído para R$ 140.909,04), e o crédito consta exatamente da página 2 do PER/DCOMP. que, o resultado do ano foi inegavelmente de prejuízo fiscal, conforme ficha 6ª, página 5 da DIPJ 2004/2005. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.901227/200945 Resolução n.º 1802000.047 S1TE02 Fl. 4 4 A recorrente afirma que, é equivocada a decisão da Delegacia de Julgamento ao se limitar a dizer que o crédito foi utilizado para pagar débito devido, pois, o débito era devido como antecipação, e diante do resultado do ajuste ao final do ano se tornou restituível. Assim, entende justificada a revisão do despacho e do acórdão recorrido, que vedaram a restituição de CSLL antecipada em março de 2004, e deixou assim de homologar os Pedidos de Compensação tratados nos autos. Finalmente, requer seja deferido o crédito e homologadas as compensações, e, sendo necessário, requer sejam os autos baixados em diligência para conferência da verdade material. É o relatório. Fl. 206DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.901227/200945 Resolução n.º 1802000.047 S1TE02 Fl. 5 5 Voto Conselheira Relatora Ester Marques Lins de Sousa Conforme relatado o presente processo trata do PER/DCOMP nº 40477.93693.180906.1.7.045757, retificadora (fls. 01/05), transmitida em 31/05/2004, em que a contribuinte pretende compensar débitos de Cofins Não cumulativa, (Período de Apuração: Out. / 2005 e Vencimento: 14/11/2005, com suposto crédito decorrente de CSLL por estimativa (código 2484), período de apuração: 31/03/2004, vencimento: 30/04/2004, Data de Arrecadação: 31/05/2004, DARF: R$ R$ 127.438,77 (valor original). O Per/Dcomp foi analisado por processo eletrônico, com a emissão do Despacho Decisório de fl. 06, que não homologou a compensação por ter sido o crédito apontado no Per/Dcomp, utilizado para quitação de débito do contribuinte, a titulo de estimativa ( cód 2484 Período de Apuração: 31/03/2004), não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. A recorrente alega que, o débito da estimativa foi declarado em DCTF, mas o fato é que tal débito era uma antecipação de CSLL no curso do ano calendário, e que ao realizar o ajuste no ano subseqüente, tendo apurado prejuízo no ano de 2004/2005, é de rigor a restituição da CSLL paga a maior ao longo do ano à título de antecipações mensais. Nesse passo, o contribuinte vincula seu pleito ao saldo negativo da CSLL em 31/12/2004. Assim, descaracterizado o indébito do pagamento de estimativa, em virtude da não apresentação de Balancete de Suspensão/Redução, pode ser atendido, em parte, o pedido formulado, na forma de saldo negativo, desde que presentes as seguintes condições: (i) o requerente não utilizou o alegado pagamento indevido de estimativa no ajuste anual do imposto ou contribuição; (ii) o sujeito passivo declarou saldo negativo. Cabe verificar, portanto, se o pagamento efetuado de CSLL à titulo de estimativa mensal, relativo ao período de apuração: 31/03/2004, vencimento: 30/04/2004, Data de Arrecadação: 31/05/2004, DARF: R$ R$ 127.438,77, foi utilizado na dedução da CSLL devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de CSLL do ano calendário de 2004. Diante do exposto, voto no sentido de que os presentes autos sejam encaminhados à DRF de origem – Manaus/AM, para diligenciar e informar: (i) Se o requerente utilizou o alegado pagamento indevido de estimativa no ajuste anual da CSLL/2004; (ii) Se o sujeito passivo declarou saldo negativo e, qual a sua utilização para fins de compensação de débitos, à luz da escrituração contábil e fiscal, de sorte a evidenciar o saldo negativo de CSLL para que se possa homologar ou não a compensação declarada pelo contribuinte e extinção dos débitos de que tratam os presentes autos. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10283.901227/200945 Resolução n.º 1802000.047 S1TE02 Fl. 6 6 Fl. 208DF CARF MF Impresso em 15/02/2012 por ANDREA FERNANDES GARCIA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 13/ 02/2012 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 11128.006378/2004-39
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 06/11/2003
O disposto no artigo 107 do Decreto-Lei 37/66, "c" do inciso IV não entrou em vigor após a publicação e vigência da Lei 10.833/03 de 29.12.2003, porque essa mesma Lei é derivada da MP 135/2003 de 30/10/2003, artigo 61 que produziu efeitos a partir da publicação desta MP de acordo com o seu artigo 68, inciso III.
O agente marítimo responde como representante do armador no Brasil, quando no exercício exclusivo e próprio, respondendo pelo transporte marítimo.
Não há enquadramento a hipótese em apreço em nenhuma das disposições do artigo 106 do CTN, bem como a infração cometida pela Recorrente é clara pois, deixou de prestar informações no prazo cominado em legislação vigente Tese de infração continuada- Não cabimento- O direito tributário adota o critério objetivo previsto no artigo 136 do CTN e a cada ato praticado ou
omitido do contribuinte redunda na aplicação da penalidade cabível.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3101-000.255
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - penalidades (isoladas)
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO ‘ii.,,,xtrça Processo n" 11128.006378/2004-39 Recurso n° 343.656 Voluntário Acórdão n° 3101-00.255 — i a Câmara / P Turma Ordinária Sessão de 19 de outubro de 2009 Matéria MULTA DIVERSA Recorrente OCEANUS AGÊNCIA MARÍTIMA S/A Recorrida DRJ-SÃO PAULO/SP ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 06/11/2003 O disposto no artigo 107 do Decreto-Lei 37/66, "c" do inciso IV não entrou em vigor após a publicação e vigência da Lei 10.833/03 de 29.12.2003, porque essa mesma Lei é derivada da MP 135/2003 de 30/10/2003, artigo 61 que produziu efeitos a partir da publicação desta MP de acordo com o seu artigo 68, inciso III. O agente marítimo responde como representante do armador no Brasil, quando no exercício exclusivo e próprio, respondendo pelo transporte marítimo. Não há enquadramento a hipótese em apreço em nenhuma das disposições do artigo 106 do CTN, bem como a infração cometida pela Recorrente é clara pois, deixou de prestar informações no prazo cominado em legislação vigente Tese de infração continuada- Não cabimento- O direito tributário adota o critério objetivo previsto no artigo 136 do CTN e a cada ato praticado ou omitido do contribuinte redunda na aplicação da penalidade cabível. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. .ijti—, 'q,..., - i - Lf-i ' .„i,-,/ ici--- "" Henrique PiiMeiro Torres - Presidente E P Valdete Apareciyla Marinheiro - Relatora EDITADO EM: 05/11/2009 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tarásio Campeio Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo e Vaidete Aparecida Marinheiro. Ausente a Conselheira Vanessa Albuquerque Valente. Relatório Por bem relatar, adota-se o Relatório de fls. 67 a 72 dos autos emanados da decisão DRPSPOII, por meio do voto do relator Marcelo Pimentel de Carvalho, nos seguintes termos. "A interessada foi autuada em face da infração "embaraço ou impedimento à ação da fiscalização, inclusive não atendimento intimação", por ter deixado de registrar os dados de embarque de mercadorias exportadas, na forma e no prazo previstos no artigo 37 da Instrução Normativa SRF n 28/1994 e na Noticia Siscomex ,(4. 105/1994. Foi aplicada a multa capitulada no artigo 107, IV, "c", do Decreto-Lei ti(4 37/1966. Intimada em 29/11/2004, a interessada apresentou impugnação em 17/12/2004 (fls. 31 e ss). Alega, em síntese: I) A autoridade autuante não apontou qual foi o embaraço ou dificuldade causada à fiscalização em razão do atraso no registro das informações. Entende que não houve embaraço nem impedimento à fiscalização. 2) Razões alheias à vontade da impugnante, como o atraso de terceiros, as declarações de exportação não puderam ser entregues dentro do prazo estabelecido. 3) A própria interessada comunicou à Alfândega o registro das declaraçõe.s. A fiscalização não havia reparado a sua falta. 4) Á conduta da interessada não encontra tipicidade no artigo 107,1V "c", do Decreto-Lei n737/1966. 5) A administração possui 5 anos para apurar eventuais infrações, não sendo alguns dias de atraso na entrega das declarações de exportação que impedem a fiscalização. 6) É inaplicável a penalidade imputada pois documento apresentado a destempo não é a mesma coisa que documento não apresentado, que possa impedir ou dificultar a fiscalização. 7) É aplicável à espécie o disposto no artigo 646, IIT, "b", do Regulamento Aduaneiro, 8) O prazo de 24 horas não era suficiente para a requerente recolher as informações necessárias e registrá-las no Siscomex. tl)(1 \N Processo n° / 1128.006378/2004-39 S3-C1TI Acórdão n.° 3101-00.255 Fl. 114 Somente o terminal de embarque poderia verificar, em tão exíguo prazo, as cargas que efetivamente foram embarcadas. 9) Há ainda o problema da transmissão eletrônica de dados, vez que nem sempre o sistema está em perfeito fimcionamento, podendo, eventualmente, ficar horas sem que os agentes marítimos tenham acesso. 10) O prazo de 24 horas não é razoável. O princípio da razoabilidade determina à administração o dever de atuar em plena conformidade com critérios racionais, sensatos e coerentes. Por isso, o prazo foi ampliado para 7 dias em norma posterior. 11) Houve denúncia espontânea pois as declarações foram inseridas no Siscomex antes da lavratura do auto de infração (artigo 138 do Código Tributário Nacional). 12) A multa não poderia ser superior a R$ 5.000,00 por veiculo, nos termos do artigo 647, incisos I e II, do Regulamento Aduaneiro. Recebida a impugnação pela repartição a quo em face da tempestiviclade e aspectos formais, os autos foram remetidos a esta Delegacia de Julgamento e posteriormente distribuídos a este relator, com 63 fls." A decisão recorrida emanada do Acórdão n°. 17-25.652 — 2° Turma da DRRSPOII de fls. 64, traz a seguinte ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 06/11/2003 EMBARAÇO À FISCALIZAÇÃO. DESPACHO DE EXPORTAÇÃO. No despacho de exportação o transportador deve registrar os dados do embarque no Siscomex, dentro do prazo previsto na legislação aduaneira. O desatendimento constitui embaraço à fiscalização. Lançamento Procedente Irresignado, o contribuinte apresentou recurso voluntário a este Egrégio Conselho — CARF (fls. 76 a 95), onde alega em suma o seguinte: I- Tempestividade do recurso; II- Histórico; 111- Erro Grosseiro (multa aplicada antes da vigência da Lei); IV- Da Impossibilidade de autuação do Agente Marítimo; et/ 3 V- Da não tipiticação da penalidade (o não enquadramento da multa prevista na alínea "c", IV, do art. 107 do Decreto-lei 37/66; VI- Denúncia espontânea — descabimento de multa; VII- Principio da reserva legal (art. 97, V — CTN) — Infrações Idênticas — aplicação da teoria da infração continuada VIII- Pedido: a) que seja determinado o apensamento dos presentes autos aos dos processos administrativos que tenham por natureza a mesma infração, a saber: 11128.006059/2004-23; 1I128.006061/2004- 0l;11128.006062!2004 47; 11128.006372/2004- 61;11128.006374/2004-51;11128.006379/2004-83; 11128.006060/2004-58; 11128.006371/2004-17;11128.006373/2004- 14; 11128.006375/2004-03; 11128.006377/2004-94; b) que seja dado provimento ao recurso, cancelando a multa ou c) julgar procedente parcialmente a fim de reduzir todas as multas acima listadas e as futuras que possam ser impostas para R$ 5.000,00, caso observem a característica da continuidade inerente à suposta infração. Os autos foram encaminhados para este Conselho e distribuídos por sorteio a esta Conselheira. É o Relatório. Voto Conselheiro Valdete Aparecida Marinheiro, Relatora O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, pois, preenche as condições de admissibilidade. O objeto da lide segundo a peça inicial AI a Recorrente deixou de registrar os dados de embarque das mercadorias despachadas através da DDE n°. 2030994824/0 no SISCOMEX, na forma e prazos estabelecidos na legislação pertinente. Como primeira razão de recorrer, a Recorrente alega que houve erro grosseiro, por entender que a multa aplicada não estava vigente em norma à época dos fatos e que portanto, a decisão recorrida deve ser reformada, para declarar a total anulação do lançamento fiscal. Ocorre que a penalidade imposta à Recorrente, com base no disposto no art. 107 do Decreto-Lei 37/66, "c" do inciso IV NAO entrou cm vigor após a publicação e vigência da Lei 10.833/03 de 29.12.2003, porque essa mesma Lei é derivada da MI' 135/2003 de 30/10/2003 que em seu original artigo 61 alterou o referido artigo 107 do Decreto-Lei 37/66. E mais, o artigo 61 da MI' 135/2003 entrou em vigor na data de sua publicação, ou seja, 30/10/2003, produzindo efeitos a partir da publicação desta MP de acordo com seu artigo 68, inciso III. • Portanto, não reside razão a Recorrente. Quanto a autuação ter recaído sobre o agente marítimo, poderia concordar com a Recorrente se nesse caso NÃO estivesse no exercicio exclusivo e próprio, mas não é o fr 7/ \v4 Processo n" 11128.006378/2004-39 S3-CIT1 Acórdão n.° 3101-00.255 Fl. 115 caso, aqui o agente é o representante do armador no Brasil, e responde pelo Transporte Marítimo SIM, pois, confessa sua falha, alegando que teve outras dificuldades para prestar as informações em prazo previsto em lei, corroborando com o atraso no registro dos dados pertinentes no SISCOMEX. Assim, não se está exigindo do Recorrente qualquer tributo, logo, não acato a preliminar argüida. A Recorrente, ainda, recorre de um fato novo de ampliação do prazo para 07 dias para apresentar as referidas informações , alegando que a Turma Julgadora de primeira instância administrativo não levou em consideração a Noticia SISCOMEX Transportador 002/2005 publicada no DOU de 07.01.2005 que ampliou de 24 horas para 07 (sete) dias o prazo para registro de dados de embarque de mercadorias no SISCOMEX. Mais uma vez a Recorrente, equivocou-se, ou não observou o voto de fls. 69 e 70 que ao interpretar o artigo 106 do Código Tributário Nacional, não encontrou enquadramento a hipótese em apreço em nenhuma das disposições do mesmo artigo. Quanto a aplicação do .artigo 112 do CTN, como matéria de Recurso da Recorrente, entendo não se tratar no caso de interpretação da lei tributária que defini infração ou lhe comine penalidade, pois, a infração cometida pela Recorrente é clara (deixou de prestar informações no prazo cominado em legislação vigente) e a penalidade aplicada é mais clara ainda. Portanto, sob esse aspecto o lançamento fiscal não é insubsistente. Continuando a enfrentar as razões de recorrer da Recorrente, agora, quanto a "mão tipificação da penalidade", prevista na alínea "c"; IV, do art. 107 do Decreto-lei 37/66 e da "denúncia espontânea" — descabimento de multa e aplicação da reserva legal ( art. 97,V do CTN), entendo que essas razões já foram analisadas pelo voto que culminou na decisão recorrida fls. 66 a 72, que corroboro integralmente, e para não ser repetitiva, deixo de aqui transcrevê-la, para que se necessário será lido em sessão. Finalmente, a Recorrente, apela para a aplicação da "teoria da Infração Continuada", pois, recebeu diversas autuações desta mesma infração que redundaram em diversos processos administrativos, confessando, que houve descumprimento dos prazos para a apresentação da copia de manifesto acompanhada dos respectivos conhecimentos de embarque referente a diversas cargas transportadas por navios agenciados pela Recorrente à Secretaria da Receita Federal, bem como para o registro no SISCOMEX dos dados relativos ao embarque das mercadorias. Ocorre que o direito tributário adota o critério objetivo previsto no artigo 136 do CTN e a cada ato praticado ou omitido do contribuinte redunda na aplicação da penalidade cabível, portanto, não reside razão a Recorrente essa tese da infração continuada. Concluindo, observo à Recorrente que não cabe a esse conselheiro o apensamento de processos administrativos, ainda que tenham a mesma natureza de infração. Isto posto, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO. / Valdete Aparecida Marinheiro
score : 1.0
Numero do processo: 11128.001474/94-67
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 1996
Numero da decisão: 301-01.089
Decisão: Resolvem os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de voto, aprovar a diligência à Repartição de Origem para intimar a recorrente a apresentar os documentos pedidos no voto, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MARCIA REGINA MACHADO MELARE
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Resolvem os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de voto, aprovar a diligência à Repartição de Origem para intimar a recorrente a apresentar os documentos pedidos no voto, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasilia-DF, em 26 de setembro de 1996. ~~ , MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉI. RELATORA .1 I b~n~'1 2 OE Z 1996 Procutetjota da Faund. N.cio"lliI Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : ISALBERTO ZAVÃO LIMA, JOÃO BAPTISTA MOREIRA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO, LUIS FELIPE GALVÃO CALHEIROS E SERGIO DE CASTRO NEVES . • hps MINISTERIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA • RECURSO N°RESOLUÇÃO N° RECORRENTE RECORRIDA RELATOR(A) 117.387 301-1.089 SANDOZS/A ALF-P. SANTOS/SP MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ RELATÓRIO •.1 •J, • Adoto o relatório constante de fis.32/33, que transcrevo: A empresa em epígrafe importou e desembaraçou a mercadoria constante da D.I. n° 17.779/94 (fis.lO a 12), solicitando a ação do regime de tributação REDUÇÃO ALADI, em conformidade com o Decreto n060/9l que dispõe sobre o Acordo de Complementação Econômica n° 14 (ACE 14), entre o Brasil e a Argentina. Entretanto, a AFTN autuante verificou que a empresa não fez jus a esse direito em virtude do não cumprimento do disposto no artigo 2° do Acordo 91 da ALADI, promulgado pelo Decreto n° 98.836/90, que dispõe sobre a certificação do regime de origem, uma vez que o Certificado de Origem n° 874217 (fi 15), datado de 17/02/94, foi emitido com data anterior à Fatura Comercial nO002-37 de 25/02/94 (fis 16). Dessa forma, o contribuinte incorreu em insuficiência no recolhimento de tributos, cuja exigência foi formalizada no Auto de Infração à (fl.Ol). Intimada, a autuada apresentou,tempestivamente, Impugnação (fls.23 a 24), onde em síntese argumenta: 1) Que exibiu fax transmitido pelo fabricante/exportador argentino (fis.25 a 30), justificando o ocorrido, não aceito pela fiscalização e que neste documento fica claro a inexistência de qualquer irregularidade que invalide a Fatura Comercial ou o próprio certificado de origem, tendo havido apenas um mero engano na confecção desses documentos. 2) Pede que se tome insubsistente o Auto de Infração à fi.Ol, reconhecendo-se o direito da importação à REDUÇÃO ALADI proposta na respectiva Declaração de Importação. A defesa apresentada foi rejeitada por decisão assim ementada: "Ementa: CERTIFICADO DE ORIGEM EMITIDO ANTERIORMENTE À FATURA COMERCIAL. Segundo o artigo 2° 2 MINISTERIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA •• RECURSO N°RESOLUÇÃO N° 117.387 301-1.089 • I 1 I I, I I I I I ~ • • do Acordo 91 da ALADI, promulgado pelo Decreto n/98.836/90, os certificados de origem não poderão ser emitidos com antecipação à data de emissão da fatura comercial que acompanha os documentos apresentados para seu despacho aduaneiro. Ação fiscal procedente" Tempestivamente, a recorrente apresentou recurso voluntário a este Conselho, sustentando, em síntese, que quando da emissão da Fatura houve erro na digitação da data, sendo certo que o equívoco foi regularizado, conforme comprova a fatura invoice de fis.47. Desta forma, a ação fiscal seria improcedente, uma vez que a fatura data de 15/02/94 e o certificado de origem de 17/02/94 É o Relatório 3 .I J ", MINISTERIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSEUIO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA • RECURSO N°RESOLUÇÃO N° 117387301-L089 VOTO I,., • A prova documental apresentada pela recorrente, no decorrer do processo, realmente dá conta de que teria havido um mero equívoco de digitação, quando da confecção da fatura invoice n00002-37/94-R Entretanto, para melhor e maior convtcção quanto aos fatos, proponho que o presente julgamento seja convertido em diligência, a fim de a recorrente ser intimada a apresentar no processo os documentos pertinentes que comprovem a efetiva data do embarque das mercadorias importadas; a data da saída do veículo transportador do porto ou do aeroporto; bem como a data do desembarque das mercadorias no BrasiL Sala das Sessões, em 26 de setembro de 1996 . ~ MARCIA REGINA MACHADO MELARE - Relatora . ,4 00000001 00000002 00000003 00000004
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Numero do processo: 10880.912985/2006-15
Data da sessão: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.349
Decisão: resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO
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(assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa – Presidente (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 12 98 5/ 20 06 -1 5 Fl. 402DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Erro! A origem da referência não foi encontrada. Fls. 400 ___________ Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte face à decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo SP1, a qual julgou improcedente o pedido do mesmo referente a não homologação da declaração de compensação número 22446.93141.141003.1.3.045550. Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do Acórdão citado, verbis: “Trata o presente processo de pedido de restituição/declaração de compensação, transmitido por meio do programa PER/DCOMP, referente a pagamento indevido ou a maior de IRRF, efetuado no ano calendário de 2002. Despacho Decisório (fl. 06) da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em São Paulo (DERAT SAO PAULO) não homologou a compensação declarada em virtude da inexistência de crédito, sob a seguinte fundamentação: "A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados pra quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP." A contribuinte apresentou, em 19/06/2008, por seus procuradores, manifestação de inconformidade (fls. 12 a 19), alegando, em síntese, o seguinte: a base de cálculo do imposto de renda a ser pago mensalmente revelouse negativa e houve, portanto excesso de pagamentos de imposto retido na fonte sob o código de receita 8045; Nos termos da IN SRF n° 600/2005 (artigo 5°), é permitido ao contribuinte que apurar saldo negativo de IRPJ compensar este crédito com outros tributos federais, a partir do mês de janeiro do ano calendário subsequente ao do encerramento do período de apuração, corrigindo tal saldo mediante aplicação de juros Selic; No presente caso, conforme se depreende da sua DIPJ 2003, no ano calendário de 2002, foi apurado resultado negativo em todos os meses do ano, motivo pelo qual não houve imposto de renda a ser pago; Nesse mesmo ano efetuou diversos recolhimentos do IRRF sob o código 8045, declarando corretamente tais valores em suas DCTFs trimestrais; Em 31/12/2002, apurou saldo negativo de IRPJ, no montante de R$ 448.957,61, correspondente ao valor exato de todas as retenções efetuadas ao longo do ano, uma vez que, além de ter apurado prejuízo fiscal, não existiram quaisquer outros recolhimentos ou retenções de imposto no período; Fl. 403DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10880.912985/200615 Resolução nº 1802000.349 S1TE02 Fl. 401 3 Pretendendo utilizar o referido crédito relativo a saldo negativo de IRPJ, a Requerente elaborou e apresentou, em outubro de 2003, a competente Declaração de Compensação perante a repartição fiscal; Como o valor do saldo negativo era exatamente igual ao valor do IRRF recolhido por meio de DARF, a Requerente, ao elaborar a referida DComp, acabou optando, de maneira desavisada, pelo "Tipo de Crédito" relativo a pagamento indevido ou a maior, e não a saldo negativo de IRPJ; Não obstante, como os pagamentos indevidos ou a maior referemse àqueles efetuados por meio de DARF, a Requerente, seguindo esse raciocínio, houve por bem pleitear a compensação do crédito existente relacionado a um valor especifico de IRRF recolhido sob o código 8045; Dessa forma, ao apresentar a presente DComp, a Requerente vinculou o débito que pretendia ver compensado a um DARF de IRRF recolhido sob o código de receita 8045, abstendose de mencionar a totalidade do saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2002. E, foi justamente em virtude da adoção deste procedimento que, ao analisar a DComp em questão, mediante confrontação eletrônica de dados, a Receita Federal negou homologação compensação pleiteada; O preenchimento equivocado da DComp em questão, por parte da Requerente, em nada altera a existência de crédito em seu favor a titulo de saldo negativo de IRPJ; Ainda que a Requerente porventura tenha preenchido de forma errônea a sua DComp, esse fato não pode ser considerado como causa suficiente a ensejar o indeferimento do crédito pleiteado, uma vez que é perfeitamente possível a sua comprovação; O processo administrativo tributário está sujeito as garantias constitucionais ordinariamente previstas, quais sejam, a garantia do devido processo legal e do duplo grau de jurisdição, da ampla defesa e contraditório e da necessária fundamentação das decisões, além do principio da verdade material que estabelece que a Administração Pública deve buscar, a qualquer momento, todas as provas e fatos que comprovem a verdadeira situação enfrentada; Outros processos administrativos (relacionados na manifestação de inconformidade), tem por objeto a compensação de outros débitos, mas com o mesmo crédito relativo a saldo negativo de IRPJ do ano de 2002, motivo pelo qual devem ser apensados, nos termos do art. 9°, § 10 do Decreto 70.235. Em sua decisão, a DRJSP1, considerou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela Recorrente, através do Acórdão n° 1622.950, da 2ª Turma da DRJ/SP1, sessão de 24 de setembro de 2009, cuja ementa está abaixo transcrita: Fl. 404DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10880.912985/200615 Resolução nº 1802000.349 S1TE02 Fl. 402 4 “PER/DCOMP. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. ALTERAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO A SER COMPENSADO. INOVAÇÃO. A indicação, na fase litigiosa, de direito creditório distinto do apontado na Per/Dcomp original, encerra verdadeira inovação, configurandose em nova solicitação da contribuinte, não passível de apreciação originária pela Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento.” Ante a improcedência da Manifestação de Inconformidade, o Contribuinte apresentou recurso voluntário, alegando, resumidamente que: A Recorrente, por ser uma agência de publicidade, está submetida a regime especifico de retenção do imposto de renda na fonte (IRRF), já que a obrigação de retenção e recolhimento do IRRF sob o código 8045 compete a ela (prestadora do serviço) e não ao tomador (anunciante), ao contrário do que determina a regra geral de retenção para os demais serviços; Conforme a DIPJ 2003, a base de cálculo do imposto de renda a ser pago mensalmente revelouse negativa e houve, portanto, excesso de pagamentos de imposto retido na fonte sob o código de receita 8045; A Recorrente apurou saldo negativo de IRPJ, no montante de R$ 448.957,61, correspondente ao valor exato de todas as retenções efetuadas ao longo do ano (uma vez que, além de ter apurado prejuízo fiscal, não existiram quaisquer outros recolhimentos ou retenções de imposto no período), bem como cumpriu todas as obrigações acessórias determinadas pela legislação em vigor, entendendo que possui o direito à compensação deste crédito com outros tributos federais, a partir do mês de janeiro do anocalendário subseqüente ao do encerramento do período de apuração, corrigindo tal saldo mediante aplicação de juros Selic (art. 5° da IN SRF n° 600/2005); Incorreu em erro ao elaborar a competente PERD/COMP, uma vez que o saldo negativo apurado pela Recorrente no anocalendário de 2002, fora exatamente igual ao valor do IRRF (código 8045) recolhido por meio de DARF e a Recorrente acabou optando – desavisadamente – pelo "Tipo de Crédito" relativo a pagamento indevido ou a maior de IRRF e não a saldo negativo de IRPJ; Ou seja, ao apresentar a presente DComp, a Recorrente vinculou o débito que pretendia ver compensado a um DARF de IRRF, recolhido sob o código de receita 8045, abstendose de mencionar a totalidade do saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2002 e que tal procedimento acarretou a não homologação da compensação por parte da Receita Federal; Fl. 405DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10880.912985/200615 Resolução nº 1802000.349 S1TE02 Fl. 403 5 Tratase, no caso, de mero erro formal, que deve ser retificado de oficio e não de uma nova solicitação – inovação do pedido – na tentativa de a Recorrente "burlar o prazo de decadência", pois, a DComp em questão foi transmitida à Receita Federal no ano de 2003, ou seja, dentro do prazo legal de prescrição e; além disso, em momento algum a Recorrente pleiteia credito em valor superior àquele informado em sua DIPJ e DCTFs; Admitir o contrário seria o mesmo que ir de encontro às garantias constitucionais que regem o processo administrativo tributário, em especial, ao principio da verdade material; É o relatório, passo a decidir. Voto Da Admissibilidade do Recurso Voluntário A recorrente foi cientificada da decisão da DRJ, em 20.10.2009, conforme aviso de recebimento fls. 385 e, apresentou o recurso, tempestivamente, no prazo de 30 dias, em 18.11.2009, atendendo aos demais pressupostos para sua admissibilidade. Portanto, dele conheço. Preliminar A Recorrente requereu apensamento de todos os processos administrativos nos quais se discute o mesmo saldo negativo de IRPJ do ano de 2002 para julgamento em conjunto. Ressalta que o apensamento de todos esses processos se mostra imprescindível para o correto deslinde da presente discussão, a uma para não haver aproveitamento em duplicidade do saldo negativo que venha a ser deferido e, a duas, para que não haja decisões conflitantes emanadas pela administração sobre o mesmo tema, Determina o art. 9º, parágrafo 1° do Decreto n° 70.235/72, que as exigências de créditos tributários em relação a um mesmo sujeito passivo podem ser objeto de um único processo quando depender do mesmo elemento de prova, como no caso em questão, em que houve o preenchimento equivocado de algumas DComps relacionadas ao mesmo crédito de saldo negativo de 2002. Quanto a esse contexto, dispõe o artigo o art. 9º, parágrafo 1° do Decreto n° 70.235/72: Art. 9ºA exigência do crédito tributário e a aplicação de penalidade isolada serão formalizados em autos de infração ou notificações de lançamento, distintos para cada tributo ou penalidade, os quais deverão estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009) Fl. 406DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10880.912985/200615 Resolução nº 1802000.349 S1TE02 Fl. 404 6 § 1ºOs autos de infração e as notificações de lançamento de que trata o caput deste artigo, formalizados em relação ao mesmo sujeito passivo, podem ser objeto de um único processo, quando a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos elementos de prova. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005) Desta forma, conforme se conclui da legislação, por tratarse de uma possibilidade (faculdade) e, considerando que os processos são autônomos e encontramse aptos a serem julgados, rejeito pedido de conexão e passo análise do mérito. Do Mérito do Recurso Voluntário Conforme exposto, a Recorrente pugna pela revisão do decisum a quo, por esse não ter reformado a decisão que indeferiu a homologação do PER/DCOMP número 22446.93141.141003.1.3.045550, utilizado para quitar os débitos de IRRF do 5º dia de Novembro de 2002 (código 05611), IRRF do 1º e 2º dia de Dezembro de 2002 (código 1708 1) e IRRF do 3º dia de Dezembro de 2002 (código 05611). A DRJ/SP1 ressaltou em seu julgado que a Recorrente alegou ter informado erroneamente em sua PER/DCOMP, crédito de Pagamento Indevido ou a Maior de IRRF (código de receita: 8045), quando o correto seria ter informado crédito de Saldo Negativo de IRPJ referente ao anocalendário de 2002. Nestes termos, a DRJ/SP1 entendeu que a alteração do tipo de crédito para Saldo Negativo de IRPJ referente ao anocalendário de 2002, revelouse em inovação do pedido inicial, ou seja, configurouse em nova solicitação, gerando impedimento formal para análise do pleito pela DRJ/SP1, pois estarseia suprimindo a atribuição regimental da Delegacia da Receita Federal de São Paulo de se pronunciar, em primeiro lugar, sobre o mérito da restituição pleiteada. Por fim, o julgado da autoridade a quo sugere que a Recorrente formalize nova declaração para que seja devidamente analisada pela autoridade competente, qual seja, a Delegacia da Receita Federal de São Paulo. Não obstante a alegação de inovação do pleito, a Recorrente juntou aos autos os DARF’s recolhidos sob o código 8045 durante o ano de 2002 (folhas 108 a 160), DCTF’s trimestrais do ano de 2002 (folhas 161 a 204), bem como a DIPJ 2003, calendário 2002 (folhas 46 a 107), que, uma vez analisadas, sugeremme indícios de um crédito de Saldo Negativo de IRPJ no anocalendário de 2002. Entendo que a indicação equivocada no PERD/COMP pelo "Tipo de Crédito" relativo a “pagamento indevido ou a maior de IRRF” e não a “saldo negativo de IRPJ”, não inviabiliza a compensação pretendida. No que diz respeito, particularmente à essa questão, vale transcrever a decisão trazida pela Recorrente em seu recurso voluntário: Fl. 407DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10880.912985/200615 Resolução nº 1802000.349 S1TE02 Fl. 405 7 "PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ COM DÉBITOS DE PIS E COFINS. A imperfeição na forma de pedir utilizada pelo interessado, referindo se ao IRRF e não ao saldo de imposto do período, não pode sobrepujar o fato da existência de crédito de imposto, nem motivar o indeferimento do pedido, sobretudo porque o primeiro afeta diretamente o segundo. A mera falta de informação do saldo negativo pleiteado na DIPJ também não constitui motivo para negar o direito creditório. (Delegacia de Julgamento no RJ, Acórdão 1211125, sessão de 11/08/2006) Esse entendimento está calcado também no Princípio da Verdade Material, instituto que norteia o Processo Administrativo e que deve ser observado criteriosamente, conforme preconizam os julgados deste Conselho in verbis: "IRPJ PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – TRIBUTAÇÃO DO LUCRO INFLACIONÁRIO ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL Por força do principio da verdade material que informa o processo administrativo fiscal, insubsiste a parcela da exigência fundada em erro de fato no preenchimento da declaração de rendimentos, devidamente comprovado em diligência fiscal determinada para aquele fim. Recurso provido." (Acórdão 10514307, 5' Camara, 1° Conselho, sessão 20/02/2004) — g.n. "IRPJ — COMPENSAÇÃO INDEVIDA DE PREJUÍZO FISCAL — ERRO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO — Uma vez demonstrado o erro no preenchimento da declaração, deve a verdade material prevalecer sobre a formal. Recurso de oficio negado. (Acórdão 10807418, 8 Camara, 1° Conselho, sessão 11/06/2003) — g.n. "IRPJ — PREJUÍZO FISCAL — COMPENSAÇÃO — ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DE DECLARAÇÃO. Compensação de IRPJ recolhido por estimativa em exercício cujo resultado foi prejuízo fiscal, deve ser admitida, não obstante erro de fato no preenchimento da declaração, que não invalida o procedimento, desde que comprovada a existência dos créditos. Prevalência do principio da verdade material. Recurso Voluntário Provido." (Acórdão 10808805, 8' Camara, 1° Conselho, sessão 27/04/2006) — g.n. "IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ EXERCÍCIO: 2000, 2001 COMPENSAÇÃO Liquidez e certeza são requisitos indispensáveis, sem os quais não se há de reconhecer direitos creditórios. DIPJ ERROS DE PREENCHIMENTO RETIFICAÇÃO – Tendo sido comprovados erros no preenchimento da declaração, deve ser considerada sua retificação para fins de determinação dos direitos creditórios, passíveis de restituição ou compensação. (Acórdão 10516804, 5' Câmara, 1 ° Conselho, sessão de 05/12/2007) Fl. 408DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10880.912985/200615 Resolução nº 1802000.349 S1TE02 Fl. 406 8 IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI. VERDADE MATERIAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO. ADMISSÃO. O procedimento administrativo tributário preza pelo princípio da verdade material, vale dizer, no processo administrativo não se permite análise rasas de documentos, tampouco a prevalência de declarações equivocadas. Constatado erro nas informações prestadas à fiscalização, este não prevalece quando comprovada a verdade dos fatos. A jurisprudência do Tribunal Administrativo Federal corrobora este entendimento, impedindo que o formalismo se sobreponha à matéria e à realidade dos fatos. PRECLUSÃO. APRESENTAÇÃO DE PROVAS. INOCORRÊNCIA. A apresentação de provas antes (ou juntamente) da manifestação de inconformidade interposta contra despacho decisório que indeferiu pedido do contribuinte não configura preclusão, cabendo à autoridade de primeira instância apreciálas. DECISÃO RECORRIDA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE A falta de apreciação das provas apresentadas na fase impugnatória constitui cerceamento do direito de defesa do sujeito passivo e fundamento de nulidade da decisão recorrida. Decisão 1ª instância anulada. Recurso Voluntário Parcialmente Provido, decisão de primeira instância anulada. Recurso Voluntário. Processo 13804.001582/200127. Sessão 26/06/2012. (grifos meus) PEDIDO DE RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR DE IPI. ERRO NO PREENCHIMENTO DO PER/DCOMP. VERDADE MATERIAL. Comprovada a existência de erro no preenchimento de PER/Dcomp, de se considerar, à luz da documentação acostada aos autos, os valores corretos obtidos a partir do Reg. Apuração do IPI e do Livro Diário. Recurso Voluntário Provido. Processo 10120.906824/200848. (grifos meus) PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. VALORAÇÃO DAS PROVAS. A comprovação de efetivo erro de fato, no preenchimento da PER/DCOMP exige em homenagem ao princípio da verdade material e adequada valoração das provas, que se aprecie o pedido, afastando óbices formais que supostamente preconizam a intangibilidade das informações prestadas. Processo 10283.900148/200917. (grifos meus) Contudo, apesar da juntada dos DARFs, da DCTFs, da DIPJ 2003, demonstrando a existência de prejuízo fiscal nesse período, entendo que ainda não é possível extrair a liquidez e certeza do saldo negativo, referente ao anocalendário de 2002 e, se tal crédito já fora compensado com outros tributos, de sorte que o julgamento do presente processo demanda uma instrução complementar. Isto porque, para se autorizar a compensação de Imposto de Renda Retido na Fonte, é imprescindível a comprovação de que a receita tenha sido considerada para fins de incidência do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), conforme determina a súmula 80 do CARF: Súmula CARF nº 80: Na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do imposto devido o valor do imposto de renda retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do imposto. Fl. 409DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO Processo nº 10880.912985/200615 Resolução nº 1802000.349 S1TE02 Fl. 407 9 Assim, é necessário que os autos sejam encaminhados à Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária de São Paulo, para que aquela unidade, à luz dos documentos contábeis e fiscais apresentados pela Recorrente e de outros que se entenda necessários para que verifique e informe: 1) O valor do saldo negativo do IRPJ, do anocalendário de 2002; 2) Se o eventual saldo negativo do anocalendário de 2002, já fora compensado com outros débitos federais e; 3) As receitas que geraram a respectiva retenção do IRRF, foram efetivamente consideradas na base de cálculo do IRPJ do respectivo ano calendário; 4) Se o eventual saldo negativo do anocalendário de 2002, suporta a compensação pretendida através da PERD/COMP no. 07521.85698.201003.1.3.041223 Ao final, apresente relatório circunstanciado esclarecendo os questionamentos acima apresentados, cientificando a Contribuinte deste relatório, para que ela possa se manifestar no prazo de 30 dias, se assim desejar. Deste modo, voto no sentido de afastar a preliminar de conexão e converter o julgamento em diligência, para que a DRF Juiz de Fora atenda ao acima solicitado. (assinado digitalmente) Marco Antonio Nunes Castilho Fl. 410DF CARF MF Impresso em 13/02/2014 por ANDREA FERNANDES GARCIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNES CASTILHO, Assinado digitalmente em 12 /02/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 11/02/2014 por MARCO ANTONIO NUNE S CASTILHO
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Numero do processo: 10980.005211/2006-08
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 24 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1802-000.034
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: NELSO KICHEL
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente), André Almeida Blanco, José de Oliveira Ferraz, Nelso Kichel, Marcelo de Assis Guerra e Marco Antonio Castilho. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.005211/200608 Resolução n.º 1802000.034 S1TE02 Fl. 396 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário de fls. 366/389 interposto contra decisão da 2ª Turma da DRJ/Curitiba (fls. 357/362) que manteve o ato de exclusão do SIMPLES de 12/12/2006, com efeito jurídico a partir de 01/01/2002, por exercício de atividade econômica vedada de opção por esse regime de tributação simplificado e favorecido (fl. 15). A decisão recorrida tem a seguinte ementa (fl 357): (...) ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2002 EXCLUSÃO DO SIMPLES. ATIVIDADE DE MANUTENÇÃO ELÉTRICA E INDUSTRIAL. HABILITAÇÃO PROFISSIONAL LEGALMENTE EXIGIDA. VEDAÇÃO. Deve ser mantida a exclusão, se o contrato social da empresa contempla atividades vedadas ao ingresso no Simples (serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais), cabendo ao contribuinte o ônus da prova de que não exerce tais atividades. EXCLUSÃO DO SIMPLES SERVIÇO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS. EQUIPARAÇÃO À CONSTRUÇÃO CIVIL. ATIVIDADE VEDADA. Os serviços de instalações elétricas, por serem equiparados ao de construção civil, são vedados ao regime do Simples. Solicitação Indeferida (...) Quantos aos fatos, consta dos autos: que, inicialmente, houve Representação Administrativa do INSS, em 27/04/2006, de fls. 2/4, informando a RFB que a contribuinte, em tese, estaria exercendo atividade econômica vedada de opção pelo SIMPLES, capitulada no art. 9º, inciso XII, alínea “f” da Lei nº 9.317/96 (prestação de serviço de vigilância, limpeza, CONSERVAÇÃO e locação de mãodeobra); que o objeto social da empresa é a prestação de serviço de MANUTENÇÃO elétrica, industrial, residencial e montagem elétrica, conforme cópia do Contrato Social (fls. 3/10); Fl. 2DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.005211/200608 Resolução n.º 1802000.034 S1TE02 Fl. 397 3 que, na seqüência, houve a exclusão da empresa do SIMPLES em 12/12/2006, com efeito jurídico a partir de 01/01/2002, com a seguinte fundamentação, conforme Ato Declaratório (fls. 13/15): (...) 2. Consoante o disposto em seu contrato social, inserto em cópia às fls. 5 e 6 dos autos, a interessada estabeleceuse em 19/04/1996, tendo por objeto a prestação de "Serviço de manutenção elétrica, industrial, residencial e montagem elétrica". 3. Entretanto, a legislação de regência do Simples, no texto da Lei n.° 9.317, de 5/12/1996, dispõe que: "Art. 9º Não poderá optar pelo Simples a pessoa jurídica: (...) V que se dedique ... à construção de imóveis; (...) XIII — que preste serviços profissionais de (...) engenheiro (...), ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida; (...) § 4° Compreendese na atividade de construção de imóveis, de que trata o inciso V deste artigo, a execução de obra de construção civil, própria ou de terceiros, como a construção, demolição, reforma, ampliação de edificação ou outras benfeitorias agregadas ao solo ou subsolo.". (...) O ato declaratório de exclusão do SIMPLES da DRF/Curitiba n° 192, foi emitido em 12/12/2006, com efeito jurídico a partir de 01/01/2002, em face do art. 15, II, da Lei nº 9.317, de 1996, com a redação alterada pelo art. 33 da Lei n.° 11.196, de 21/11/2005 (fl. 15); Intimada do ADE por via postal em 10/01/2007, conforme AR de fl. 17, a contribuinte apresentou a impugnação em 07/01/2007 de fls. 21/41, instruída com os documentos de fls. 42/354, cujas razões estão, resumidas, no relatório da decisão recorrida, que transcrevo (fls. 357/358): (...) Preliminar. Nulidade. a. A impugnante suscita ausência de justa causa para a instauração da representação administrativa, por não conter o mínimo de verossimilhança com a realidade laboral da empresa; b. Alega que, de acordo com o contrato social e notas fiscais anexadas, a empresa não exerce serviço de conservação, apenas realiza "serviços Fl. 3DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.005211/200608 Resolução n.º 1802000.034 S1TE02 Fl. 398 4 de instalação elétrica", que não guardam qualquer relação com conservação; c. Entende que o agente público não pode, discricionariamente, afirmar que manutenção elétrica, industrial, residencial e montagens elétricas significam a mesma coisa que conservação; d. Aponta que o ato administrativo deve ser motivado, e devido a total incoerência entre os fundamentos legais constantes na representação administrativa e a atividade desenvolvida pela empresa, deve ser anulado, ab initio, a presente representação, em razão da patente falta de justa causa para sua instauração; e. Sustenta divergência entre os fundamentos legais da exclusão contidos na representação administrativa e no despacho decisório, já que naquela foi mencionado art. 9º, inciso XII, "f' da Lei 9.317/96 (serviços de conservação), enquanto que nesse o fundamento foram os incisos V, XIII e parágrafo quarto do mesmo artigo (serviços de construção de imóveis, e serviço de engenheiro); f. Assevera que a divergência evidencia a inobservância dos princípios inerentes ao processo administrativo, dentre eles a necessidade de motivação e da presença dos pressupostos de fato e de direito que determinam a decisão, conforme previsão no art. 2° da Lei 9.784/99, o que acarretou sério prejuízos na defesa, pois a sucessiva alteração na fundamentação da exclusão impossibilitou a sua defesa, de modo pleno, da indevida exclusão; Direito. Indevido enquadramento da atividade econômica g. Explica que a empresa presta serviços de instalações elétricas, caracterizadas pela troca de lâmpadas, luminárias e assemelhados, não podendo ser equiparados a serviços de engenharia, ou considerados como benfeitorias agregadas ao solo, conforme atestam as notas fiscais juntadas; h. Justifica que nenhum dos sócios ou mesmo empregados são engenheiros, e que seus funcionários possuem, em média, apenas o primeiro grau completo, conforme íntegra do livro de registro dos funcionários, anexado; i. Acrescenta que, caso exercesse serviço de engenharia, o próprio contrato social seria registrado junto ao cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas, ao invés da Junta Comercial; j. Cita decisões judiciais; k. Conclui que o entendimento adotado pelo fisco carece de suporte fáticolegal, pois definitivamente não corresponde aos serviços efetivamente executados pela empresa, bem assim à correta interpretação do comando legal, razão pela qual deve ser mantida a sua opção pelo Simples; Impossibilidade de fundamentação pelo ADN COSIT n° 04/2000 1. Sustenta que o referido ato aplicase exclusivamente às pessoas jurídicas que prestam serviços de montagem e manutenção de Fl. 4DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.005211/200608 Resolução n.º 1802000.034 S1TE02 Fl. 399 5 equipamentos industriais, não dizendo respeito à atividade desenvolvida pela empresa; e que o referido ato, além de ter extrapolado as disposições legais, (...), não se amolda aos serviços executados pela empresa; Inconstitucionalidade do art. 9° da Lei 9.317/96 m. Pondera que a Constituição determinou a concessão de tratamento diferenciado para as microempresas e empresas de pequeno porte, como tal definidas em lei, e não houve autorização à lei (...) eleger quais as empresas poderiam gozar do benefício, mas somente para determinar os critérios de classificação; n. Conclui que a determinação dos arts. 170 e 179 da CF/88, em consonância com o art. 150, II, fazse no sentido de que todos os contribuintes cujo porte econômico — e não a atividade — os qualifique como microempresas ou empresas de pequeno porte, fazem jus ao tratamento diferenciado. (...) Irresignada com a decisão recorrida de fls. 357/362, que manteve o ato declaratório de exclusão SIMPLES, da qual tomou ciência em 03/08/2009 (fl. 365), a recorrente apresentou Recurso Voluntário em 25/08/2009 de fls. 366/389, juntando os documentos de fls. 390/393, cujas razões, em síntese, são as seguintes: Preliminar de nulidade: que o INSS, em sua representação fiscal, entendeu que a recorrente presta serviços de conservação, devendo ser excluída do SIMPLES (art. 9º, inciso XII, “f”, da Lei nº 9.317/96). Entretanto, o despacho decisório e o ato declaratório, os quais foram totalmente acolhidos pela r. decisão recorrida, consignam que a recorrente presta serviços de construção de imóveis e serviços profissionais de engenharia, fundamentos diversos; que restou caracterizada divergência de fundamentação entre o INSS e a RFB; que essa alteração ou divergência da fundamentação para exclusão do SIMPES gerou prejuízo à sua defesa, caracterizando cerceamento do direito de defesa, em face da divergência de motivação do ato administrativo; que faltou nexo entre o motivo do ato e a norma jurídica; Quanto à matéria de mérito: Do não exercício de atividade vedada de opção no SIMPLES: que a atividade da recorrente não se enquadra, não se subsume, nas atividades imputadas pelo fisco (Lei nº 9.317/96, art. 9º, incisos V e XIII); que os referidos dispositivos legais que fundamentam a exclusão da empresa do SIMPLES não podem ser aplicados à situação da recorrente, pois conforme restará demonstrado, a empresa presta serviços de instalações elétricas (instalação de iluminação temporária em canteiro de obra, serviço de adequação e instalação de luminárias e interruptores, serviço de instalação de refletores), os quais não podem, de forma alguma, serem equiparados a serviços de engenharia ou considerados como benfeitorias agregadas ao solo; que nenhum dos seus sócios, ou mesmo empregados, são engenheiros; Fl. 5DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.005211/200608 Resolução n.º 1802000.034 S1TE02 Fl. 400 6 que a atividade da recorrente não exige a presença de engenheiros, que nenhum dos seus profissionais detém essa qualificação, conforme comprovado pela cópia do livro de registro de empregados; que art. 9° da Lei nº 9.317/96 deixa claro que sua aplicação se restringe apenas às sociedades que reunem pessoas de profissão regulamentada; que a recorrente não é sociedade civil de profissionais habilitados, não desenvolvendo atividades profissionais de engenharia, não lhe sendo cabível, portanto, a aplicação do art. 9º da Lei n° 9.317/96; que o Poder Judiciário já pacificou o entendimento de que as atividades desenvolvidas por empresa que possuem exatamente o mesmo objeto social da recorrente não podem ser consideradas como prestação de serviços profissionais de engenharia, tampouco de serviços assemelhados de engenharia, sob pena de se desvirtuar o sentido teleológico da lei; que a fiscalização alega que a recorrente exerce atividade vedada pela legislação do SIMPLES desde a data da sua constituição (03/04/1996); que seria necessário juntar todas as notas fiscais emitidas até o momento pela recorrente, o que de fato seria impossível, porque elas perfazem um montante expressivo de notas fiscais (mais de 10 anos), o que de fato inviabilizaria a análise da documentação juntada e o manuseio dos autos; que a autoridade administrativa possui possui meios de buscar a verdade material (caso, ainda, haja dúvida em relação à atividade da recorrente), realizando a verificação in locu; que a recorrente é empresa prestadora de serviços e não sociedade de profissionais habilitados; que seus serviços estão restritos à instalação elétrica, caracterizada pela troca de lâmpadas, instalações de luminárias, tomadas e assemelhados; que o entendimento do fisco foi equivocado ao enquadrar a atividade da empresa empresa na hipótese do art. 9º, incisos V e XIII, e § 4º, da Lei n° 9.317/96; que isso não corresponde à verdade material, razão pela qual, a recorrente deve ser mantida no SIMPLES; Da ausência de prestação de serviços que justifiquem a exclusão do SIMPLES: inaplicabilidade do ADN COSIT nº 04/2000: que a atividade efetivamente exercida pela recorrente é a instalação elétrica, caracterizada pela troca de lâmpadas, instalações de luminárias, tomadas e assemelhados; que, por equívoco incorrido, foi inserida, indevidamente, em seu contrato social a atividade de manutenção elétrica industrial, não praticada pela empresa; que os serviços de montagem e manutenção elétrica industrial, como o próprio nome já diz, podem ser definidos como os cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento permanente e regular da parte elétrica de maquinários industriais; Fl. 6DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.005211/200608 Resolução n.º 1802000.034 S1TE02 Fl. 401 7 que referidos serviços pressupõem conhecimentos sólidos de engenharia elétrica, isto é, são exercidos por engenheiros elétricos; que, entretanto, a recorrente, em tempo algum, prestou esse tipo de servicos, e, nem poderia, porquanto não possui qualificação técnica para intervir em maquinários industriais; que se tenha em mente que a recorrente somente realiza instalações elétricas em estabelecimentos comerciais; que, portanto, temse por inaplicável ao caso o ADN COSIT n° 04/2000, porque referido ato aplicase, EXCLUSIVAMENTE, às pessoas jurídicas que prestam serviços de montagem e manutenção de equipamentos INDUSTRIAIS, não dizendo respeito à atividade desenvolvida pela recorrente; Da finalidade do SIMPLES: tratamento tributário diferenciado e favorecido à microempresa e empresa de pequeno porte – necessidade de interpretação da Lei nº 9.317/96 conforme a Constituição Federal. Por fim, a recorrente, com nessas razões expendidas, pediu a declaração de nulidade do ADE, por cerceamento do direito de defesa, pela falta de motivação e deficiência na fundamentação; que deve prevalecer a verdade material, pois a atividade efetivamente desenvolvida pela recorrente resumese a instalação elétrica, caracterizada pela troca de lâmpadas, instalações de luminárias, tomadas e assemelhados, atividades que não dependem de profissional de engenharia regularmente habilitado; que a recorrente jamais praticou (e nem poderia por óbice legal) executar serviços de montagem e manutenção elétrica industrial, serviços de construção de imóveis, pois são serviços prestados exclusivamente pelos profissionais de engenharia. É o relatório. Fl. 7DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.005211/200608 Resolução n.º 1802000.034 S1TE02 Fl. 402 8 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos. Portanto, dele conheço. Os autos tratam de exclusão do SIMPLES, com efeito jurídico a partir de 01/01/2002, pelo Ato Declaratório Executivo da DRF/Curitiba nº 192, de 12 de dezembro de 2006, pelo fato da contribuinte prestar serviços cujo exercício depende de habilitação profissional legalmente exigida, art. 9º, V e XIII e § 4°, da Lei nº 9.317/96 (fl. 15). A decisão recorrida, no mesmo sentido, sustenta que a atividade exercida pela contribuinte justifica a sua exclusão do SIMPLES, tendo em vista o disposto nos incisos V e XIII do artigo 9° da Lei n° 9.317/96 que veda a opção pelo regime tributário simplificado de pessoa jurídica que preste serviços profissionais cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente exigida. A recorrente sustenta que os argumentos para exclusão do SIMPLES são equivocados, na medida que seu contrato social prevê – como objeto social – apenas “serviço de manutenção elétrica, industrial, residencial e montagens elétricas” e que, para essas atividades que realiza, não se requer engenheiro em seu quadro social ou funcional. A recorrente alega que o fisco, para sua exclusão do regime de tributação favorecido, pautouse, exclusivamente, no objeto social da empresa: “serviço de manutenção elétrica, industrial, residencial e montagens elétricas”, conforme cópia do Contrato Social, de 03 abril de 1996 (fls. 05/06); que a atividade efetivamente exercida pela recorrente é a instalação elétrica, caracterizada pela troca de lâmpadas, instalações de luminárias, tomadas e assemelhados; que foi inserida, indevidamente, no seu contrato social a atividade de manutenção elétrica industrial, a qual não é exercida pela empresa; que não possui engenheiro no seu quadro social ou no seu quadro de funcionários. As cópias de alterações do instrumento de Contrato Social de 03/03/1998 e de 13/05/2002 não informam mudança do objeto social da empresa e informam que os 4 (quatro) sócios são eletricistas (fls. 07/08 e 09/10). As cópias de notas fiscais revelam que a empresa presta serviços de manutenção elétrica, montagem eletromecânica, assessoria em montagens e projetos elétricos industrial e predial, e montagens e adequação de painéis em geral, em regra para pessoas jurídicas (fls. 45/113). O fato da empresa ter aptidão ou prestar assessoria em montagens e projetos elétricos industrial e predial, em tese, são serviços profissionais cujo exercício depende de habilitação profissional legalmente exigida. Os documentos de registro dos empregados revelam que os funcionários da empresa são eletricistas, profissionais práticos, com escolaridade de 1º e 2º graus, porém na Fl. 8DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 10980.005211/200608 Resolução n.º 1802000.034 S1TE02 Fl. 403 9 maioria das fichas do Livro de Registro de Empregados o grau de escolaridade dos eletricistas registrados não foi preenchido (fls. 115/330) Os elementos constantes dos autos, destarte, são insuficientes para formação da convicção do julgador quanto ao real objeto social da empresa (real atividade econômica exercida pela recorrente). Propugno, então, pela conversão do julgamento em diligência, fazendose a remessa dos autos do processo à unidade de origem da Receita Federal do Brasil – DRF/Curitiba para apurar: a) quais são os serviços prestados pela empresa a partir de 01/01/2002; b) se a empresa prestou ou presta serviços cujo exercício depende de habilitação profissional legalmente exigida, a partir de 01/01/2002; c) se a empresa teve ou tem engenheiros registrados no seu quadro social ou no quadro de funcionários, a partir de 01/01/2002; d) e obter RAIS da contribuinte, entregue ao Ministério do Trabalho, a partir de 2002 (verificar se no quadro de funcionários informado, houve, ou não, o registro de engenheiros); e) junto ao Conselho Regional de Engenharia, Agronômia e Arquitetura – CREA/PR, se há registro de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART em nome da empresa ou em nome de profissionais que prestam ou prestaram serviços à empresa, a partir de 01/01/2002; f) se a recorrente prestou ou presta serviços de montagem e manutenção de equipamentos industriais, serviços de engenharia ou considerados como benfeitorias agregadas ao solo (ADN COSIT n° 04/2000), a partir de 01/01/2002. Em face do exposto, voto para CONVERTER o julgamento em diligência, conforme proposto acima. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 9DF CARF MF Emitido em 15/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL Assinado digitalmente em 03/06/2011 por NELSO KICHEL, 14/06/2011 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 10675.902595/2009-05
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu May 10 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.111
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que negam provimento ao recurso voluntário.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Acordam os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez e Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira que negam provimento ao recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora e Presidente em Exercício Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edgar Silva Vidal, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Carmen Ferreira Saraiva. RELATÓRIO A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) em 21.07.2006, fls. 0103, utilizandose do crédito relativo ao pagamento a maior no valor total de R$3.627,44 de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) determinada sobre a base de cálculo estimada, código nº 2484, efetuado em 29.11.2005. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 04, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo Processo nº 10675.902595/200905 Resolução n.º 180100.111 S1C1T1 Fl. 66 2 indeferimento do pedido. Restou esclarecido que o pagamento foi integralmente utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para compensação. Cientificada em 02.04.2009, fl. 05, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 04.05.2009, fls. 0614, argumentando em síntese que discorda da conclusão da análise do pedido. Suscita que a apresentação da peça de defesa tem o efeito de suspender a exigibilidade dos débitos confessados (inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional). Defende que o somatório dos recolhimentos efetuados a título de CSLL determinada a partir da base de cálculo estimada no anocalendário ultrapassa o valor devido de CSLL no seu encerramento. Argui que houve erro de fato no preenchimento da Per/DComp uma vez que informou que se tratava de pagamento indevido ao invés de saldo negativo de CSLL. Indica valores de saldos negativos de CSLL e de IRPJ dos anoscalendário de 2005 e 2006. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Diante do exposto, requer acolhida a presente manifestação de inconformidade com efeito suspensivo, determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. Nos moldes da Lei nº 9.532, artigo 67, protesta a juntada de novas provas a serem obtidas no curso deste processo administrativo. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/JFA/MG nº 09 36.329, de 11.08.2011, fls. 5053:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Restou ementado ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 ESTIMATIVA MENSAL. PAGAMENTO A MAIOR. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de IRPJ ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago na dedução do IRPJ ou CSLL ao final do período de apuração em que houve o pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período. Processo nº 10675.902595/200905 Resolução n.º 180100.111 S1C1T1 Fl. 67 3 Notificada em 21.09.2011, fl. 55, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 21.10.2011, fls. 5662, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na impugnação. Conclui Diante do exposto, requer acolhida o presente Recurso Voluntário com efeito suspensivo determinando a revisão do procedimento administrativo em função das compensações efetuadas e tendo reconhecido a subsistência e procedência do direito de crédito, requer homologada as declarações de compensação, bem como os pedidos de restituição, extinguindo as cobranças que foram objeto de compensação. É o Relatório. VOTO Carmen Ferreira Saraiva – Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. O pedido inicial da Recorrente referese ao reconhecimento do direito creditório pleiteado do valor da CSLL determinada sobre a base de cálculo estimada, que deve compor o saldo negativo de CSLL no encerramento do anocalendário. E isto porque, em verdade, há possibilidade de aproveitamento de valores decorrentes de recolhimentos estimados na formação do saldo negativo anual da CSLL. Necessária se faz a apreciação pela autoridade administrativa da efetiva existência do crédito decorrente do saldo negativo anual da CSLL para fins de homologação da compensação1. Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento na realização de diligência para a Unidade da Secretaria Receita Federal do Brasil (RFB) que jurisdiciona a Recorrente analisar a origem e a procedência saldo negativo anual de CSLL, em conformidade com a escrituração mantida com observância das disposições legais, desde que comprovada por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais, bem como com os registros internos da RFB. Também devem ser examinados conjuntamente os Per/DComp que tenham por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas, se for o caso2. 1 Fundamentação legal: art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e Instrução Normativa RFB nº 900, de 30 de dezembro de 2008 e Instrução Normativa RFB 973, de 27 de novembro de 2009. 2 Fundamentação legal: art. 9º do Decretolei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977 e Portaria RFB nº 666, de 24 de abril de 2008. Processo nº 10675.902595/200905 Resolução n.º 180100.111 S1C1T1 Fl. 68 4 A autoridade fiscal designada ao cumprimento da diligência solicitada deverá elaborar o Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes3 . (documento assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 3 Fundamentação legal: inciso LV do art. 5º da Constituição da República.
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Numero do processo: 13896.002389/2007-17
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 03 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1402-000.127
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: ANTÔNIO JOSÉ PRAGA DE SOUZA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. Fl. 344DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 2 2 Relatório SPORT PROMOTION SOCIEDADE SIMPLES LTDA. recorre a este Conselho contra a decisão de primeira instância administrativa, que julgou procedente a exigência, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Consoante relatório da decisão recorrida, tratase de Autos de Infração de fls. 86/105, relativos ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ, Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS, Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – Cofins, e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, lavrados em 06/12/2007, na modalidade do Lucro Presumido, e cientificados à interessa em 10/12/2007, constituindo o crédito tributário total de R$ 987.656,54, já incluídos multa de ofício e juros de mora, estes calculados até 30/11/2007. A infração apurada está discriminada no Termo de Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, do auto de infração de IRPJ, às fls. 91, no seguinte teor: 001 – OMISSÃO DE RECEITAS DA ATIVIDADE – A PARTIR DO AC 93 Omissão de receitas da atividade, conforme Termo de Verificação Fiscal anexo que faz parte integrante do presente Auto de Infração. Fato Gerador Valor Tributável ou Imposto Multa (%) 31/12/2002 R$ 3.132.881,17 75,00 Enquadramento Legal: Art. 528 do RIR/99. No Termo de Verificação Fiscal de fls. 86/87, parte integrante do auto de infração, a autoridade fiscal deixou consignado o que segue: O contrato firmado pela empresa em epígrafe com a TV Globo Ltda., válido para o ano de 2.002, estabelece, em seu 5º item: “Constituirá a remuneração da SPORT PROMOTION por todos os serviços previstos neste contrato (i) as comissões que vier a obter das empresas de transporte, inclusive companhias aéreas, pela compra de passagens e (ii) o saldo remanescente do valor do adiantamento previsto na Cláusula 3.1, depois de encerrada cada temporada da Copa do Brasil e efetuadas todas as despesas a ela relativas.” Considerando que a Copa do Brasil de 2.002 foi encerrada em meados de maio do mesmo ano, houve tempo suficiente para que fossem saldados – no próprio anobase de 2.002 – todas as obrigações a ela referentes, reconhecendose o saldo restante como receita do contribuinte. No máximo, entenderseia a quitação das obrigações ao longo do exercício seguinte, do ano de 2.003. Por outro lado, os saldos das contas do Passivo Circulante não puderam ser adequadamente justificados pelo contribuinte. Em um dos casos, o da conta do Livro Razão de código 2.1.1.01.003 – CP J. Havelange – SBTR, o saldo final do ano de 2.002, no valor de R$ 1.481.661,17, continua em aberto até a presente data e sem previsão para pagamento. Em relação à conta do Livro Razão de código 2.1.1.01.001 – Contas a Pagar Diversas, o contribuinte logrou comprovar o pagamento, no início de 2.003, do valor de R$ 7.014,90. O saldo final apresenta o valor de R$ 245.507,62. Fl. 345DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 3 3 Com respeito à conta do Livro Razão de código 2.1.1.02.005 – One Travel – Cp. Brasil, o contribuinte não conseguiu demonstrar cabalmente que pagamentos efetuados em exercícios posteriores foram efetivamente referentes a parcelas do saldo final de 2.002, no valor de R$ 1.412.727,28. Em apoio a nossa presunção de considerar como Omissão de Receitas os saldos finais de 2.002 das mencionadas contas do Passivo, de acordo com o Art. 281, inciso III do RIR/99 (decreto nº 3.000, de 29/03/1999), citamos Acórdão 10513.263, de 16/08/2000, da 5ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes: “A ausência de comprovação integral dos saldos das contas representativas de obrigações existentes na data de encerramento de períodobase da pessoa jurídica, autoriza a presunção de omissão de receitas, no montante não comprovado. Tratandose de previsão legal, somente pode ser infirmada pelo sujeito passivo, mediante a prova da improcedência da presunção.” Assim sendo, lavramos Auto de Infração – IRPJ, graças à omissão de receitas acima caracterizada, com seus reflexos de CSLL, COFINS e PIS. Consta, ainda, dos autos, o Termo de Constatação Fiscal de fls. 11, de seguinte teor: No exercício das funções de Auditorfiscal da Receita Federal, em continuidade à ação fiscal iniciada em 08 de março de 2006 pelo AFRF MILTON DE SOUZA PINTO, de acordo com o disposto nos art. 904, 905, 910, 911 e 927 do Decreto nº 3.000 de 26 de março de 1999 (RIR/99), e com base em extratos bancários apresentados e de responsabilidade do contribuinte acima qualificado, CONSTATAMOS diferenças entre o montante de depósitos e/ou créditos e a receita bruta oferecida a tributação (DIPJ – ex. 2003), identificados no Banco UnibancoAg. 095 Conta nº 1007467, acrescidos de investimentos no Banco Bradesco Ag. 28657C/C 302, no período de 2002, conforme detalhamento no “demonstrativo de Créditos em C/C e/ou Aplicações Financeiras”, que integra o presente Termo. Neste ato, INTIMAMOS o contribuinte a prestar esclarecimentos por escrito e comprovar mediante documentos hábeis e idôneos no PRAZO DE 20 (VINTE) DIAS, a origem dos recursos utilizados nas operações de créditos relacionadas. As comprovações deverão ser efetuadas individualmente, ou seja, cada crédito/depósito e/ou investimento deverá ter sua origem justificada e comprovada de forma única. A não comprovação no prazo estabelecido poderá resultar em lançamento de ofício, a título de “omissão de receitas”, nos termos do artigo 849 do Decreto nº 3000/99 (RIR/99), sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis. ... Inconformada, a contribuinte, por intermédio de seu Sócio Administrador o Sr. José Francisco Coelho Leal apresenta, em 09/01/2008, impugnação de fls. 108/125, acompanhada dos documentos de fls. 126/344, com os fundamentos de fato e de direito a seguir expostos. De início, resume os fatos, acrescentando, já de saída, não haver base legal, ou mesmo comercial, para a afirmação da fiscalização de que as obrigações deveriam estar quitadas, no máximo, no anocalendário de 2003. A seguir, argumenta que a autoridade fiscal não detalhou quais os livros e documentos examinados. Considera, também, muito genérica a própria solicitação de documentos. Ressalta, preliminarmente, que não há notícia nos autos de que tenha ocorrido qualquer embaraço à fiscalização, no tocante à apresentação de livros e documentos, Fl. 346DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 4 4 bem como que a autoridade fiscal teria descaracterizado, ainda que parcialmente, a contabilidade da interessada. Nesse contexto, diz que, contrariamente ao que afirmou a fiscalização, os lançamentos contábeis constantes dos livros razões, derivados dos livros diários, apontam seqüencialmente, todas as movimentações ocorridas nas contas contábeis até o encerramento. Passa a contrapor os tópicos enumerados pela fiscalização. Sendo assim, no primeiro deles, quanto ao encerramento da Copa do Brasil em meados de maio de 2002, assevera que: “o fato de a competição esportiva haver encerrado as suas partidas no exercício não significa que as despesas a ela inerentes obrigatoriamente se encerram no mesmo período. Não é incomum a ocorrência de remanejamento de rotas, vôos e datas em relação aquelas inicialmente previstas no calendário esportivo....., assim provocam alterações de todo o cronograma inclusive no que diz respeito a questões de natureza financeira, daí havendo necessidade de renegociação de valores junto às diversas companhias aéreas prestadoras de serviços ... Aduz que a fiscalização nem sequer considerou as inúmeras correspondências mantidas com as contratadas a fim de que se levassem a termo os encontros de contas correntes. A corroborar sua afirmação diz estar juntando algumas cópias das citadas correspondências. No tópico seguinte, acerca da conta do livro razão de código 2.1.1.01.003 – CP J Havelange, elabora a planilha a seguir reproduzida, dizendo, ainda, estar juntando cópia de documentos que consolidam os lançamentos ali constantes, afirmando, mais uma vez, que o fiscal autuante limitouse ao livro razão de 2002. SPORT PROMOTION conta contábil n° 2.1.1.01.003 CP J. Havelange Data Histórico Débito Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2002 Saldo de abertura R$ 1.998.535,17 2002/n.l3fls. 49 01/08/2002 CH 111746 SBTR R$ (119.624,00) R$ R$ 1.878.911,17 2002/n.l3fls. 49 21/08/2002 CH 111581 SBTR PARTE FATURA 82/00 R$ (250.000,00) R$ R$ 1.628.911,17 2002/n.l3fls. 49 11/09/2002 CH 000973 SBTR PAGTO PARTE FTS JOÃO HAVELANGE R$ (100.000,00) R$ R$ 1.528.911,17 2002/n.l3fls. 49 17/09/2002 CH 111622 SBTR FT R$ (47.250,00) R$ R$ 1.481.661,17 2002/n.l3fls. 49 31/12/2002 Saldo final R$ 1.481.661,17 2002/n.l3fls. 49 Data Histórico Débito Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2003 Saldo de abertura R$ 1.481.661,17 2003/n.l4/fls. 41 23/01/2003 PARTE PAGTO FATURAS JOÃO HAVELANGE R$ (50.000,00) R$ R$ 1.431.661,17 2003/n.l4/fls. 41 20/02/2003 PARTE PAGTO FATURAS JOÃO HAVELANGE R$ (20.000,00) R$ RS 1.411.661,17 2003/n.l4/fls. 41 16/12/2003 CH 112318 PARTE PAGTO FATURAS JOÃO HAVELANGE R$ (811.648,44) R$ R$ 600.012,73 2003/n.l4/fls. 41 31/12/2003 Saldo final RS 600.012,73 2003/n.l4/fls. 41 Fl. 347DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 5 5 Data Histórico Débito Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2004 Saldo de abertura R$ 600.012,73 ../.. 31/12/2004 Saldo final RS 600.012,73 ../.. Data Histórico Débito Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2005 Saldo de abertura R$ 600.012,73 ../.. 31/12/2005 I Saldo final ____________________________________________________ | R$ 600.012,73 | _____ ../.. Data Histórico Débito Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2006 Saldo de abertura R$ 600.012,73 2006/n.l7/fls. 77 11/05/2006 CH 114325 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE RS (73.290,00) RS RS 526.722,73 2006/n.l7/fls. 77 14/06/2006 CH 114399 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE R$ (102.217,95) RS RS 424.504,78 2006/n.l7/fls. 77 21/08/2006 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE RS (18.650,36) RS R$ 405.854,42 2006/n.l7/fls. 77 11/09/2006 CH 114547 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE RS (19.987,66) RS RS 385.866,76 2006/n.l7/fls. 77 30/10/2006 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE R$ (16.776,54) RS R$ 369.090,22 2006/n.l7/fls. 77 01/11/2006 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE RS (9.160,00) RS RS 359.930,22 2006/n.l7/fls. 77 06/11/2006 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE RS (9.486,00) RS RS 350.444,22 2006/n.l7/fls. 77 06/11/2006 Ch 114604 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE R$ (7.834,54) R$ R$ 342.609,68 2006/n.l7/fls. 77 01/12/2006 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE RS (9.486,00) RS RS 333.123,68 2006/n.l7/fls. 78 01/12/2006 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE R$ (9.160,00) R$ R$ 323.963,68 2006/n.l7/fls. 78 11/12/2006 CH 114774 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE RS (5.559,32) RS RS 318.404,36 2006/n.l7/fls. 78 20/12/2006 CH 114679 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE RS (8.400,00) RS RS 310.004,36 2006/n.l7/fls. 78 20/12/2006 CH 114682 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE R$ (73.000,00) RS R$ 237.004,36 2006/n.l7/fls. 78 20/12/2006 CH 114683 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE RS (5.840,00) RS RS 231.164,36 2006/n.l7/fls. 78 20/12/2006 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE R$ (144.964,36) R$ R$ 86.200,00 2006/n.l7/fls. 78 20/12/2006 PARTE PAGAMENTO FATURAS JOÃO HAVELANGE R$ (86.200,00) R$ RS 0,00 2006/n.l7/fls. 78 31/12/2006 Saldo final R$ 0,00 2006/n.l7/fls. 78 Prosseguindo, quanto à Conta do livro razão de código 2.1.1.01.001 – Contas a Pagar Diversas, prepara o quadro seguinte, demonstrativo da evolução da conta, ressaltando que junta documentos que consolidam os lançamentos: SPORT PROMOTION conta contábil n° 2.1.1.01.001 Contas a pagar diversas Data Histórico Débito Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2002 Saldo de abertura R$ 43.644,99 2002/n.l3fls. 48 02/01/2002 CH 111087 HEATING COOLING TEC TER LTDA ND 76004A R$ (144,99) R$ R$43.500,00 2002/n.l3fls. 48 07/01/2002 CH 111106 DINÂMICA DE COMUNICAÇÃO S/C LTDA. R$ (36.000,00) R$ R$ 7.500,00 2002/n.l3fls. 48 31/01/2002 ESTORNO ALUGUEL EDIFÍCIO R$ (7.500,00) R$ R$ 0,00 2002/n.l3fls. 48 06/02/2002 ONE TRAVEL ADIANTO PAS CP BRASIL R$ R$ (R$ 2002/n.l3fls. 48 Fl. 348DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 6 6 POR CONTA E ORDEM TV GLOBO (1.004.300,00) 1.004.300,00 ) 25/02/2002 ONE TRAVEL ADIANTO PAS CP BRASIL POR CONTA E ORDEM TV GLOBO R$ (400.000,00) R$ (R$ 1.404.300,00 ) 2002/n.l3fls. 48 04/03/2002 CH 111175 ONE TRAVEL RC CP BRASIL R$ (400.000,00) R$ (R$ 1.804.300,00 ) 2002/n.l3fls. 48 06/03/2002 CH 111180 ONE TRAVEL CP BRASIL RC R$ (200.090,00) R$ (R$ 2.004.390,00 ) 2002/n.l3fls. 48 06/03/2002 CH 111182 ONE TRAVEL CP BRASIL RC R$ (82.390,00) R$ (R$ 2.086.780,00 ) 2002/n.l3fls.48 04/04/2002 ONE TRAVEL FT 4476 E 4477 CP BRASIL R$ R$ 2.287.272,72 R$ 200.492,72 2002/n.l3fls. 48 28/06/2002 SUPPORTE PRODNF 007 R$ RS 197.000,00 R$ 397.492,72 2002/n.l3fls. 48 01/07/2002 CH 111340 SUPPORTE PROD MÍDIA & RE. LTDA NF 07 R$ (197.000,00) R$ R$ 200.492,72 2002/n.l3fls. 48 05/07/2002 CH 111366 BM SERVIÇO GERAIS SEGURANÇA E VIGILAN. VIGILÂNCIA LTDA NF 008/009 RADIO R$ R$ 589,37 R$ 201.082,09 20O2/n.l3fls. 48 08/07/2002 CH 111367 BM SERVIÇOS GERAIS SEGURANÇA E VIGILÂNCIA LTDA NF 008/009 CP CAMPEÕES (COMPL) R$ (589,37) R$ R$ 200.492,72 2002/n.l3fls. 48 10/07/2002 CH 11374 ASSTECH ASSESSORIA TÉCNICA S/C LTDA NF 130 E RC CP CAMPEÕES R$ R$ 3.400,00 R$ 203.892,72 2002/n.l3fls. 48 29/07/2002 ACES ADVANCED CHARTERS AND EV ND 2547 COPA DOS CAMPEÕES R$ R$ 9.662,84 R$ 213.555,56 2002/n.l3fls. 49 30/07/2002 CH 111471 ASSETCH ASSESS. TÉCNICA S/C LTDA NF 130 R$ (3.400,00) R$ R$ 210.155,56 2002/n.l3fls. 49 14/10/2002 CH 111652 ACES AOVANCED CHARTERS AND EV ND 2547 CP CAMPEÕES R$ (9.662,84) R$ R$ 200.492,72 2002/n.l3fls. 49 02/12/2002 BARBOSA & SOUZA AUDITORES ASSO. ND 321 E 350 R$ R$ 7.014,90 R$ 207.507,62 2002/n.l3fls. 49 13/12/2002 SOCIEDADE ESPORTIVA DO GAMADF RS R$ 38.000,00 R$ 245.507,62 2002/n.l3fls. 49 31/12/2002 Saldo final R$ 245.507,62 2002/n.l3fls. 49 Data Histórico Débito Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2003 Saldo de abertura R$ 245.507,62 2003/n.l4fls. 40 / 06/01/2003 CH 111779 BARBOSA & SOUZA FT 350 E REEMB DESP R$ (7.014,90) R$ RS 238.492,72 2003/n.l4fls. 40 28/04/2003 CH 111912 COMPLEMENTO PRO LABORE R$ R$ 1.167,99 R$ 239.660,71 2003/n.l4fls. 40 26/05/2003 CH 111935 PRO LABORE ABR/03 COMPL. R$ (1.167,99) __, R$ R$ 238.492,72 2003/n.l4fls. 40 29/05/2003 SUPPORTE NF025 R$ R$ 394.000,00 R$ 632.492,72 2003/n.l4fls. 40 16/06/2003 CH 111950 SUPPORTE SERV NF 025 R$ (394.000,00) R$ RS 238.492,72 2003/n.l4fls. 40 20/06/2003 LIGHT WAY PROD FILME VÍDEO NF 590 R$ R$ 16.500,00 R$ 254.992,72 2003/n.l4fls. 40 07/07/2003 CH 111965 LIGHT WAY PROD FILME VÍDEO NF 152 FUT FEMININO R$ (16.500,00) R$ R$ 238.492,72 2003/n.l4fls. 41 03/11/2003 CH 112232 M.C.F. MARQUES PAINÉIS ME NF 672 SÉRIE B R$ R$ 1.140,00 R$ 239.632,72 2003/n.l4fls. 41 07/11/2003 CH 112235 M.C.F. MARQUES PAINÉIS ME R$ R$ R$ 2003/n.l4fls. 41 Fl. 349DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 7 7 NF 672 SÉRIE B (1.140,00) 238.492,72 26/11/2003 MC FORTAREL NF 246 R$ R$ 4.343,85 R$ 242.836,57 2003/n.l4fls. 41 01/12/2003 CH 112269 MC FORTAREL NF 246 R$ (4.343,85) R$ R$ 238.492,72 2003/n.l4fls. 41 19/12/2003 TELEIMAGENF 6151/6103 R$ R$ 124.450,00 R$ 362.942,72 2003/n.l4fls. 41 20/12/2003 COOPCINTEL NF 3066/3047 R$ R$ 17.620,00 R$ 380.562,72 2003/n.l4fls. 41 31/12/2003 Saldo final R$ 380.562,72 2003/n.l4fls. 41 / Data Histórico Débito Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2004 Saldo de abertura R$ 380.562,72 2004/n.l5fls. 50 / 06/01/2004 CH 112340 DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS R$ (51.495,70) R$ R$ 329.067,02 2004/n.l5fls. 50 12/01/2004 CH 112354 PARTE PAGTO ONE TRAVEL FT. 4477 R$ (200.000,00) R$ R$ 129.067,02 2004/n.l5fls. 50 15/01/2004 DEVOLSUPPORTE R$ (17.620,00) R$ R$ 111.447,02 2004/n.l5fls. 50 29/01/2004 CH 112388 TELEIMAGEADIANTO PARTE NF 6151/6103 R$ (50.000,00) R$ R$ 61.447,02 2004/n.lSfls. 50 06/10/2004 CH 112896 COSAC E NAIF EDIÇÕES LTDA NF. 73732 R$ R$ 52.500,00 R$ 113.947,02 2004/n.l5fls. 50 20/10/2004 CH 112915 COSAC E NAIF EDIÇÕES LTDA PARC 02/05 NF73732 R$ (13.125,00) R$ R$ 100.822,02 2004/n.l5fls. 50 17/11/2004 PLAY REC VÍDEO NF 214 Kl R$ R$ 300,00 R$ 101.122,02 2004/n.l5fls. 50 22/11/2004 CH 112998 COSAC E NAIF EDIÇÕES LTDA PARC 03/05 NF 73732 R$ (13.125,00) R$ R$ 87.997,02 2004/n.l5fls. 50 29/11/2004 JRVM SERVNF. 001 R$ R$ 2.561,00 R$ 90.558,02 2004/n.l5fls. 50 01/12/2004 CH 113020 JRVM CONSULT S/C LTDA NF 001 R$ (2.561,00) R$ R$ 87.997,02 2004/n.l5fls. 50 01/12/2004 CH 113023 PLAY REC VÍDEO LTDA ME NF 214 R$ (300,00) R$ R$ 87.697,02 2004/n.l5fls. 51 13/12/2004 CH 113058 DIGITAL ART NF. 116 R$ (61,01) R$ R$ 87.636,01 2004/n.l5fls. 51 17/12/2004 CH 113046 COSAC & NAIF LTDA. PARC. 04/05 NF 73732 R$ (13.125,00) R$ RS 74.511,01 2004/n.l5fls. 51 31/12/2004 Saldo final R$ 74.511,01 2004/n.l5fls. 51 Data Histórico Débito Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2005 Saldo de abertura R$ 74.511,01 2005/n.l6fls. 67 03/01/2005 JRVM CONSULT. S/C LTDA CH 113211 R$ (2.440,10) R$ R$ 72.070,91 2005/n.l6fls. 67 19/01/2005 COSAC & NAIF EDIÇÕES LTDA. PARC R$ (13.125,00) R$ R$ 58.945,91 2005/n.l6fls. 67 04/05/2005 IRRFPHD R$ R$ 75,00 R$ 59.020,91 2005/n.l6fls. 67 04/05/2005 COD5952PHD R$ R$ 232,50 R$ 59.253,41 2005/n.l6fls. 67 31/12/2005 Saldo final R$ 59.253,41 2005/n.l6fls. 67 Data Histórico Débito Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2006 Saldo de abertura R$ 59.253,41 2006/n.l7fls. 76 01/01/2006 Pagtos diversos R$ (1.706,20) R$ R$ 57.547,21 2006/n.l7fls. 76 01/01/2006 IRRF S/TERCEIROS R$ R$ 1.024,35 R$ 58.571,56 2006/n.l7fls. 76 01/01/2006 Cont Sindical R$ R$ 122,50 R$ 58.694,06 2006/n.l7fls. 76 Fl. 350DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 8 8 01/01/2006 COD5952 R$ R$ 2.325,00 R$ 61.019,06 2006/n.l7fls. 76 01/01/2006 CONTA A PAGAR DIVERSAS R$ R$ 600.000,00 R$ 661.019,06 2006/n.l7fls. 76 01/01/2006 CAMSON PARTE DEVOL EMPREST CH 114097 R$ (200.000,00) R$ R$ 461.019,06 2006/n.l7fls.76 15/02/2006 CAMSON DEVOL PARTE EMPRÉSTIMO D/C R$ (100.000,00) R$ R$ 361.019,06 2006/n,17fls. 76 01/03/2006 IRRF S/TERCEIROS R$ R$ 127,50 R$ 361.146,56 2006/n.l7fls. 76 20/03/2006 CAMSON DEVOL EMPREST CH 114206 R$ (300.000,00) R$ R$ 61.146,56 2006/n.l7fls. 76 01/04/2006 Cont Sindical R$ (156,80) R$ R$ 60.989,76 2006/n.l7fls. 76 01/05/2006 Cont Sindical Assist R$ (446,05) R$ R$ 60.543,71 2006/n,17fls. 76 07/06/2006 RICARDO COMPAPAGAR R$ R$ 2.033,66 R$ 62.577,37 2006/n,17fls. 76 • 14/06/2006 RICARDO COMPL RELATSEL BRASILEIRA CH 114398 R$ (2.033,66) R$ R$ 60.543,71 2006/n.l7fls. 76 / 01/08/2006 COD5952 R$ R$ 2.092,50 R$ 62.636,21 2006/n.l7fls. 77 01/11/2006 IRRF S/TERCEIROS R$ (906,15) R$ R$ 61.730,06 2006/n.l7fls. 77 01/11/2006 TRANSFERENCIA SALDOS R$ (59.521,31) R$ R$ 2.208,75 2006/n.l7fls. 77 01/12/2006 IRRF S/TERCEIROS R$ (2.208,75) R$ R$ 0,00 2006/n.l7fls. 77 31/12/2006 Saldo final R$ 0,00 2006/n.l7fls. 77 / Reportase, ainda, a planilha relativa à conta do livro razão de código 2.1.1.01.005 – Copa do Brasil, a seguir transcrita, objetivando demonstrar a evolução da conta em questão e advertindo ter juntado cópia dos documentos: SPORT PROMOTION - conta contábil n° 2.1.1.01.005 ‐ COPA DO BRASIL Data Histórico Débito 1 Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2002 Saldo de abertura R$ 0,00 2002/n.l3fls. 50 , 28/02/2002 TV GLOBO ADIANTO PASSAGENS CP DO BRASIL R$ R$ 1.200.000,00 R$ 1.200.000,00 2002/n.l3fls. 50 20/03/2002 TV GLOBO ADIANTO PAS CP BRASIL R$ R$ 1.000.000,00 R$ 2.200.000,00 2002/n.l3fls. 50 04/04/2002 ONE TRAVEL FT 4476 E 4477 CP BRASIL R$ (2.287.272,72) R$ (R$ 87.272,72) 2002/n.l3fls. 50 22/04/2002 TV GLOBO ADIANTO PAS CP BRASIL R$ R$ 20.000,00 (R$ 67.272,72) 2002/n.l3fls. 50 02/05/2002 R$ RS GLOBOS AT ADIANTO PAS CP BRASIL 780.000,00 R$ 712.727,28 2002/n.l3fls. 50 23/05/2002 R$ RS GLOBOSAT ADIANTO PAS CP BRASIL 700.000,00 R$ 1.412.727,28 2002/n.l3fls. 50 31/12/2002 Saldo final R$ 1.412.727,28 2002/n.l3fls. 50 Data Histórico Crédito Saldo Razão/fls. R$ R$ 01/01/2003 Saldo de abertura R$ 1.412.727,28 2003/n,14 R$ R$ 31/12/2003 Saldo final RS 1.412.727,28 2003/n.l4 Fl. 351DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 9 9 Data Histórico Débito Crédito Saldo Razão/fls. 01/01/2004 R$ R$ Saldo de abertura R$ 1.412.727,28 2004/n.l5fls. 52 30/06/2004 CH 112669 PAGTO PARTE CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (15.700,00) R$ RS 1.397.027,28 2004/n.l5fls. 52 01/07/2004 CH 112667 PAGTO. PART. CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (16.880,00) R$ RS 1.380.147,28 2004/n.l5fls. 52 05/07/2004 CH 112683 PAGTO. PART. CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (17.000,00) R4 R$ 1.363.147,28 2004/n.l5fls. 52 06/07/2004 CH 112689 PAGTO. PART. CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (17.900,00) R$ R$ 1.345.247,28 2004/n.l5fls. 53 12/07/2004 CH 112694 PAGTO. PART. CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (13.800,00) R$ RS 1.331.447,28 2004/n.l5fls. 53 14/07/2004 CH 112702 PAGTO. PART. CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (18.050,00) R$ RS 1.313.397,28 2004/n.l5fls. 53 19/07/2004 CH 112705 PAGTO. PART. CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (15.800,00) R$ RS 1.297.597,28 2004/n.l5fls. 53 22/07/2004 CH 112714 PAGTO. PART. CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (16.950,00) R$ R$ 1.280.647,28 2004/n.l5fls. 53 26/07/2004 CH 112723 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (16.700,00) R$ RS 1.263.947,28 2004/n.l5fls. 53 28/07/2004 CH 112729 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (17.100,00) R$ RS 1.246.847,28 2004/n.l5fls. 53 02/08/2004 CH 112732 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (15.900,00) R$ RS 1.230.947,28 2004/n.l5fls. 53 04/08/2004 CH 112742 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (18.700,00) R$ R$ 1.212.247,28 2004/n.l5fls. 53 09/08/2004 CH 112748 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (16.100,00) R$ R$ 1.196.147,28 2004/n.l5fls. 53 11/08/2004 CH 112754 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RECIBO PALLAS R$ (18.750,00) R$ R$ 1.177.397,28 2004/n,15fls. 53 16/08/2004 CH 112757 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (15.800,00) R$ R$ 1.161.597,28 2004/n.l5fls. 54 18/08/2004 CH 112769 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (17.500,00) R$ R$ 1.144.097,28 2004/n.l5fls. 54 23/08/2004 CH 112773 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (13.700,00) R$ R$ 1.130.397,28 2004/n.l5fls. 54 25/08/2004 CH 112780 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (17.880,00) R$ R$ 1.112.517,28 2004/n.l5fls. 54 30/08/2004 CH 112789 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (12.700,00) R$ R$ 1.099.817,28 2004/n.l5fls. 54 02/09/2004 CH 112804 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (18.100,00) R$ R$ 1.081.717,28 2004/n.l5fls. 54 06/09/2004 CH 112806 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (16.200,00) R$ R$ 1.065.517,28 2004/n.l5fls. 54 08/09/2004 CH 112807 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (18.700,00) R$ R$ 1.046.817,28 2004/n.l5fls. 54 13/09/2004 CH 112816 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (17.700,00) R$ R$ 1.029.117,28 2004/n.lSfls. 54 15/09/2004 CH 112822 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (17.900,00) R$ R$ 1.011.217,28 2004/n.l5fls. 54 20/09/2004 CH 112821 PART. PAGTO. CP DO R$ R$ R$ 995.217,28 2004/n.l5fls. 55 BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS (16.000,00) 22/09/2004 CH 112823 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (18.800,00) R$ R$ 976.417,28 2004/n.l5fls. 55 27/09/2004 CH 112824 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (11.900,00) R$ R$ 964.517,28 2004/n,15fls. 55 29/09/2004 CH 112825 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (20.900,00) R$ R$ 943.617,28 2004/n.l5fls. 55 04/10/2004 CH 112832 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (12.200,00) R$ R$ 931.417,28 2004/n.l5fls. 55 06/10/2004 CH 112833 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (21.450,00) R$ R$ 909.967,28 2004/n.l5fls. 55 Fl. 352DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 10 10 11/10/2004 CH 112834 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (12.800,00) R$ R$ 897.167,28 2004/n.l5fls. 55 13/10/2004 CH 112837 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (21.000,00) R$ R$ 876.167,28 2004/n.l5fls. 55 18/10/2004 CH 112838 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS R$ (13.100,00) R$ R$ 863.067,28 2004/n.l5fls. 55 20/10/2004 CH 112839 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (21.700,00) R$ R$ 841.367,28 2004/n.l5fls. 56 25/10/2004 CH 112840 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (12.600,00) R$ R$ 828.767,28 2004/n.l5fls. 56 27/10/2004 CH 112841 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (19.700,00) R$ R$ 809.067,28 2004/n.lSfls. 56 03/11/2004 CH 112963 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (12.400,00) R$ R$ 796.667,28 2004/n.l5fls. 56 03/11/2004 CH 112939 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (20.180,00) R$ R$ 776.487,28 2004/n.l5fls. 56 09/11/2004 CH 112963 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (12.200,00) R$ R$ 764.287,28 2004/n.lSfls. 56 10/11/2004 CH 112967 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (20.090,00) R$ R$ 744.197,28 2004/n.l5fls. 56 16/11/2004 CH 112986 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (15.950,00) R$ R$ 728.247,28 2004/n.lSfls. 56 17/11/2004 CH 112990 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (16.000,00) R$ R$ 712.247,28 2004/n.l5fls. 56 22/11/2004 CH 113003 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (16.500,00) R$ R$ 695.747,28 2004/n.lSfls. 56 24/11/2004 CH 113007 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (15.000,00) R$ R$ 680.747,28 2004/n.l5fls. 57 29/11/2004 CH 113009 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (18.500,00) R$ R$ 662.247,28 2004/n.l5fls. 57 01/12/2004 CH 113024 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (15.200,00) R$ R$ 647.047,28 2004/n.l5fls. 57 01/12/2004 CH 113029 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (19.250,00) R$ RS 627.797,28 2004/n.l5fls. 57 06/12/2004 CH 113035 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (15.000,00) R$ R$612.797,28 2004/n.lSfls. 57 14/12/2004 CH 113036 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (18.200,00) R$ R$ 594.597,28 2004/n.l5fls. 57 15/12/2004 CH 113039 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (15.000,00) R$ R$ 579.597,28 2O04/n.l5fls. 57 17/12/2004 CH 113040 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (19.000,00) R$ R$ 560.597,28 2004/n.l5fls. 57 17/12/2004 CH 113041 PART. PAGTO. CP DO BRASIL CONF RELATÓRIO PALLAS RS (15.880,29) R$ R$ 544.716,99 2004/n.l5fls. 57 31/12/2004 Saldo final R$ 544.716,99 2004/n.l5fls. 57 Quanto ao direito, reproduz o artigo 281, inciso III, do RIR/99 para argumentar que o agente fiscalizador, ansioso, não estendeu a verificação na documentação contábil aos exercícios seguintes. Mais a frente, argumenta não ser prudente a um Auditor Fiscal valerse de simples presunções, a confirmar a ocorrência da omissão de receita. Nesse contexto, reafirma que não ocorreu a citada omissão de receita fundada em obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não pudesse ser comprovada. E acrescenta: O que efetivamente se deu, foram problemas de ordem comercial que levaram a impugnante a quitar seus compromissos em exercícios futuros, não havendo nenhum indício de omissão ou ocultação de receita, que pudesse ensejar o presente Auto de Infração. Ao final, pugna pela improcedência do auto de infração. Fl. 353DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 11 11 A decisão recorrida está assim ementada: IRPJ. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS SALDOS DAS CONTAS REPRESENTATIVAS DE OBRIGAÇÕES. OMISSÃO DE RECEITA. A não comprovação integral dos saldos das contas representativas de obrigações existentes na data de encerramento de períodobase da pessoa jurídica, mediante provas documentais da alegação de que os pagamentos teriam ocorrido em momentos futuros em relação a data de apuração dos saldos questionados, autoriza a presunção de omissão de receitas, no montante não comprovado. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. LANÇAMENTOS DECORRENTES. CSLL. PIS.COFINS. A decisão proferida no lançamento principal de IRPJ é aplicável aos lançamentos reflexos, dada a estreita relação de causa e efeito que os vincula. Impugnação Improcedente Cientificada da aludida decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, no qual contesta as conclusões do acórdão recorrido, repisa as alegações da peça impugnatória e, ao final, requer o provimento nos seguintes termos (verbis): É o relatório. Fl. 354DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 12 12 Voto Conselheiro Antonio Jose Praga de Souza, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais e regimentais para sua admissibilidade, dele conheço. Conforme relatado, a exigência decorre de apuração de omissão de receita por falta de comprovação dos seguintes saldos das contas de Passivo Circulante registrados no Livro Razão ao final do anocalendário de 2002: 2.1.1.01.003 – CP J. Havelange – SBTR, com saldo final do ano de 2.002, no valor de R$ 1.481.661,17, que a fiscalização constatou continuar em aberto até a data da autuação e sem previsão para pagamento; 2.1.1.01.001 – Contas a Pagar Diversas, com saldo final de R$ 245.507,62, do qual o contribuinte logrou comprovar o pagamento, no início de 2.003, do valor de R$ 7.014,90, e 2.1.1.02.005 – One Travel – Cp. Brasil, com saldo final de 2.002, no valor de R$ 1.412.727,28, sendo que o contribuinte não conseguiu demonstrar cabalmente que pagamentos efetuados em exercícios posteriores foram efetivamente referentes a parcelas de tais saldos. O valor tributável de R$ 3.132.881,17, a título de receita omitida, sobre o qual foram lançados os valores de IRPJ, CSLL (apurados pelo lucro presumido), contribuição ao PIS e Cofins, decorre da soma dos três saldos acima indicados (R$ 1.481.661,17 + R$ 245.507,62 + R$ 1.412.727,28), diminuído do valor comprovado de R$ 7.014,90. A Fiscalização asseverou em seu Termo de Verificação que, de acordo com Contrato firmado entre a TV Globo Ltda. e a contribuinte, esta teria por remuneração por serviços prestados: (i) as comissões que vier a obter das empresas de transporte, inclusive companhias aéreas, pela compra de passagens e (ii) o saldo remanescente do valor do adiantamento previsto na Cláusula 3.1, depois de encerrada cada temporada da Copa do Brasil e efetuadas todas as despesas a ela relativas.” (grifei) No recurso voluntário, aduz a contribuinte que: “(...) Segundo sustentou o Sr. Auditor Fiscal, como a Copa do Brasil foi encerrada em meados de maio do ano de 2002, "houve tempo suficiente para que fossem saldados no próprio ano base de 2002 todas as obrigações a ela referentes, reconhecendose o saldo restante como receita do contribuinte." Nes se pon t o , d e p l a no há q ue s e r e s s a l t a r qu e o entendimento do mesmo não, está correto, isso justifica se pelo simples fato de que o encerramento dos jogos que compõem a referida competição esportiva, não encerra 'per si' as relações comerciais que envolvem o certame, posto que existem obrigações de curto, médio e longo prazo negociadas com terceiros, por vezes à débito e por vezes à crédito. Fl. 355DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 13 13 Daí asseverar que "houve tempo suficiente para que fossem saldadas no próprio ano base 2002..." é interferir diretamente nas tratativas entre contratantes e contratados, tomador e fornecedor, extinguindo por interpretação e decisão unilateral do agente fiscal, relações comerciais préexistentes. Há visivelmente um abuso de autoridade da fiscalização, eis que lhes foram disponibilizados elementos que corroboram tal assertiva (correspondências de várias operadoras de turismo informado que com atraso estavam conseguindo aos poucos informações ante as companhias aéreas com o fito de promover o "encontro de contas"), entretanto, tais documentos simplesmente foram ignorados ,em nenhuma justificativa plausível, ora se aos olhos da fiscalização restasse dúvida quanto ao teor, veracidade e etc. bastava que o agente fiscal, que tem poder para tanto, diligenciasse junto àquelas empresas a fim de circularizar a informação de forma a espancar qualquer dúvida que sobejasse, nunca, simplesmente ignorálas, se houvesse sido diligente teria observado, por exemplo, que a correspondência que lhe foi à época disponibilizado, também juntada à impugnação de lavra da SBTR Passagens e Turismo Ltda. dava conta em 17/1 1/2003 que ainda não dispunham dos elementos necessários ao "encontro de contas", vejamos: "Em atenção a última correspondência enviada por vossa empresa, temos a obrigação de informar que as Cias. Aéreas alegam atraso nà*apresentação dos números, em razão do volume de viagens realizadas, bem como, pela contínua mudança e roteiros e/ou datas discordantes do planejamento inicial, o que ocasionou remanejamento de vôos para que pudessem atendimentos do calendário esportivo. Estamos cientes das suas necessidades, o que também vão de encontro com as nossas, posto que somente com o fechamento completo das operações, poderemos finalmente receber o que nos é devido. Desta forma solicitamos o imediato pagamento dos valores incontroversos." (sic) (grifamos e negritamos) Com essa rejeição a fiscalização que obrigar à Requerente a considerar como receita valores pertencentes a terceiros, que oportunamente foram liquidados à medida que as contas foram sendo prestadas 'forme disposto nos livros diário e razão, reprisese, escrituração e documentação de suporte, que restaram não desqualificadas técnica e pontualmente, portanto, válidas para os fins a que se destinam. Há que se ressaltar que acorde o quanto consta do Acórdão 0528.572 de lavra da 4a. Turma da DRJ/CPS, também a turma julgadora passa ao largo na questão se quer, tece, comentários acerca das referida correspondências, limitase tão somente nas exposições de fatos a mencionar a sua noticia (fls. 355): “ Aduz que a fiscalização nem sequer considerou as inúmeras correspondências mantidas com as contratadas a fim de que se levassem a termo os encontros de contas correntes. A corroborar sua afirmação diz estar juntando algumas cópias das citadas correspondências.” (...) Notem, Senhores Julgadores, não houve por parte da fiscalização nenhuma circularização, não houve pela fiscalização a promoção de qualquer diligência, o que houve, sim, foi um excesso no uso de suas funções promovendo ato arbitrário e presunção desprovidos dos elementos necessários que lhe assegurasse a adoção de tais medidas, o que acaba por afrontar os dispositivos constantes do Art. 2°., da Lei 9.784/99 , em especial dos incisos IV, VI, VIII, IX e XIII o que resulta na imposição de ônus desprovido de materialidade fática ao contribuinte. (...) Fl. 356DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 13896.002389/200717 Despacho n.º 140200127 S1C4T2 Fl. 14 14 Ora Senhores Julgadores, se houvessem sido motivos de leitura e análise acurada, não estaríamos a perder tempo com o desfazimento de elucubrações fantasmagóricas, bastaria apenas observar que os próprios credores informaram que estariam promovendo diligencias com terceiros (Companhias Aéreas) a fim de encerrar as contas, e que, entretanto, estas não lhes davam uma data certa, indo mais, ainda, os credores dos saldos em conta corrente manifestaram o seu interesse e necessidade em receber os seus haveres, rogando pela liberação dos valores entendidos pela Requerente como incontroversos. (...)” Mais adiante, ainda no recurso voluntário, a recorrente questiona: “O QUE MAIS A REQUERENTE NECESSITARIA FAZER PARA PROVAR A LICITUDE DE SUA CONDUTA? Prestou contas às partes com os documentos que as embasaram, disponibilizaram à fiscalização os contratos, livros fiscais e contábeis, cópia de cheque, extratos de conta corrente. ... HÁ DOCUMENTO INIDÔNEO? QUAIS? POR QUE RAZÃO ASSIM FOI CONSIDERADO?” (destaques do original). Ao final, a recorrente conclui: “Protesta também pela a juntada da cópia das páginas relacionadas nos quadros demonstrativos referentes aos livros razão do período compreendido pelos exercícios de 2002 a 2006, caso necessário, uma vez que pela leitura do Acórdão o mesmo dá entender que apenas teria sido aventada a juntada de documentos, o que não condiz com a realidade uma fez que de fato foram juntados e a Requerente mantém cópia dos mesmos na integralidade da Impugnação que restou improvida, bem como, ainda de demais documentos que comprovam as suas assertivas que eventualmente se façam necessários. Pois bem, pela análise dos autos formei convencimento de que se faz necessário converter o julgamento em diligência para verificar a veracidade das alegações da recorrente, mediante análise documental dos pagamentos contabilizados em 2003 a 2006, os quais afirma a contribuinte estão a disposição do Fisco. Isso porque a autuação se deu por presunção legal de que tais valores não chegaram a ser pagos, daí se tratarem na realidade de receitas da empresa, conforme previsto em contrato. Conclusão. Diante do exposto, voto no sentido de converter o julgamento em diligência. Sendo que ao final dos trabalhos a Fiscalização deverá lavrar termo consubstanciado das verificações realizadas, intimando o contribuinte para se manifestar no prazo de 30 dias, caso desejar. (assinado digitalmente) Antônio José Praga de Souza Fl. 357DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 18/ 07/2012 por ANTONIO JOSE PRAGA DE SOUZA, Assinado digitalmente em 14/08/2012 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Numero do processo: 10073.903589/2009-46
Data da sessão: Tue Dec 03 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1402-000.230
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: CARLOS PELÁ
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Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinada digitalmente) Carlos Pelá – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Leonardo de Andrade Couto, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez. e Carlos Pelá. Relatório Tratase de processo administrativo decorrente da não homologação da compensação declarada no PER/DCOMP nº. 10175.09529.240108.1.3.048814 (fl. 1/5), transmitido em 24/01/2008, visando à compensação de crédito de pagamento a maior de IRPJ do anocalendário de 2006, no montante de R$ 10.276.772,84. O Despacho Decisório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Volta Redonda não homologou a compensação (fl.06), sob o argumento de que o referido pagamento RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 00 73 .9 03 58 9/ 20 09 -4 6 Fl. 779DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0520.16130.GN2J. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10073.903589/200946 Resolução nº 1402000.230 S1C4T2 Fl. 3 2 a maior teria sido integralmente utilizado para quitação de débito do contribuinte relativo à IRPJ, Cód.2089, período de apuração 31/12/2006. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade (fls. 12/20), sustentando, em síntese: (i) que houve o cerceamento do seu direito de defesa, uma vez que o despacho decisório não teria fundamentado o motivo pelo qual considerou inexistente o crédito; (ii) os documentos anexos demonstram que o valor pago pela contribuinte a título de IRPJ no período de apuração de dezembro de 2006 era equivalente a R$ 17.207.103,49, enquanto o valor devido em sua DIPJ era de R$ 6.930.350,65. Portanto, houve o recolhimento a maior, perfazendo um crédito a seu favor no valor de R$ 10.276.752,84; (iii) a autoridade julgadora deveria ter realizado diligências para confirmar a existência do crédito. Vale notar, que o pagamento a maior em referência foi efetuado via DARF, no valor de R$ 17.207.103,49, realizado em 31/01/2007 (fl. 03, repete na fl. 48). A 8ª Turma da DRJ/RJ1 (fls. 106/110) proferiu acórdão esclarecendo que os motivos apresentados no Despacho Decisório para a não homologação da compensação decorrem de informações prestadas pela própria contribuinte, já que ela informou na sua DCTF original que o débito de IRPJ do período de apuração de dezembro de 2006 era de R$ 17.207.103,26 (fl.105). Dessa forma, como a DCTF retificadora que informa o valor de R$ 6.930.350,65 só foi enviada pela contribuinte em 23/10/2009, após a emissão do Despacho Decisório (07/10/2009), naquele momento, de fato, não havia como o crédito ter sido homologado. Após isso, analisando os dados das estimativas pagas no decorrer do ano calendário e do IRRF a fim de confirmar o efetivo valor do IRPJ devido pela contribuinte no período de apuração dezembro de 2006, a turma entendeu que a contribuinte poderia deduzir, na apuração do lucro real, apenas o valor de R$ 18.475.843,52 e não o valor de R$ 28.545.560,11 (fl.55) indicado na DIPJ retificadora. Com isso, concluiu que o valor do IRPJ a pagar no anocalendário de 2006 seria de R$ 17.000.047,24 e não de R$ 6.930.330,65 conforme declarado na DIPJ retificadora. Assim, como a contribuinte efetuou um pagamento de R$ 17.207.103,49, teria restado caracterizado um pagamento a maior de R$ 207.056,25 (17.207.103,49 17.000.047,24), sendo apenas este o valor do crédito passível de compensação, razão pela qual homologou parcialmente a compensação declarada no PER/DCOMP em discussão, até o limite do direito creditório reconhecido. Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário (fls. 122/129), acompanhada dos documentos de fls. 130/367, a saber: DCTF mensal Dez/06 fls.130/133, DCTF mensal Nov/06 fls. 134/137, DCTF mensal Out/06 fls. 138/141, DCTF mensal Jun/06 fls. 142/145, DCTF mensal Mai/06 fls. 146/149, DCTF mensal Abr/06 fls.150/153, DCTF mensal Mar/06 fls. 154/157, DCTF mensal Fev/06 fls. 158/162, DCTF mensal Jan/06 fls. 163/164, DIPJ 2007 fls. 165/367. Em resumo, afirma que teria recolhido o total de R$ 45.752.663,60 a título de IRPJ – estimativa, enquanto teria apurado a esse título apenas R$ 35.475.888,09, resultando um pagamento a maior no valor de R$10.276.775,51, exatamente o valor do crédito em discussão nos presentes autos. É o Relatório. Fl. 780DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0520.16130.GN2J. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10073.903589/200946 Resolução nº 1402000.230 S1C4T2 Fl. 4 3 Voto Conselheiro CARLOS PELÁ, Relator O recurso atende a todos os pressupostos de admissibilidade. Deve, pois, ser conhecido. De plano, verificase que o acórdão recorrido não merece prosperar, haja vista que, ao reconstituir os dados do IRRF e das estimativas pagas pela Recorrente no decorrer do anocalendário de 2006, apresenta números irreais, que não são aqueles apontados na DIPJ original ou na DIPJ Retificadora, embora faça referência às páginas dos autos onde se encontra cópia da DIPJ Retificadora. Notese que este processo foi formado originalmente em papel e depois digitalizado. Com isso, a numeração das páginas apostas no papel não coincide necessariamente com a numeração do documento digitalizado. No entanto, todas as numerações foram checadas sem que fosse possível verificar de onde foram extraídos os números citados na decisão recorrida. Não bastasse isso, a decisão recorrida faz referência à consultas nos sistemas SIEF e SINAL que supostamente comprovariam que não foram realizados os pagamentos de estimativa e IRRF (indicados como anexados às fls. 44, 45 a 52 dos autos), mas tais documentos não existem nos autos. Noutro giro, para que fosse possível homologar o crédito pleiteado pela Recorrente, decorrente de pagamento indevido a maior, seria necessário verificar com precisão o valor do IRPJ devido no período de apuração dezembro de 2006. Com efeito, com o intuito de verificar o valor do IRPJ devido pela Recorrente no anocalendário de 2006, é necessário confirmar sua apuração, em especial, os pagamentos efetuados ao longo do anocalendário por estimativa e o IRRF que serão deduzidos na apuração do lucro real. Assim sendo, proponho a conversão do julgamento em diligência à repartição de origem, para que essa: (i) verifique a apuração do IRPJ da Recorrente no anocalendário de 2006, com base nas novas informações, DIPJ e DCTF’s Retificadoras transmitidas em 23/10/2009 e anexadas aos autos; (ii) confirme se todas os recolhimentos de IRPJestimativa foram efetivamente realizados (seja via DARF, seja via compensação) e localizados nos sistemas da Receita Federal do Brasil; (iii) confirme se o IRRF indicado na DIPJ Retificadora foi efetivamente retido pela fonte pagadora, conforme DIRF’s registradas nos sistemas da Receita Federal do Brasil. O resultado da diligência deve ser encaminhado a esse Colegiado pelo Chefe da Repartição Preparadora. (assinado digitalmente) Fl. 781DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0520.16130.GN2J. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10073.903589/200946 Resolução nº 1402000.230 S1C4T2 Fl. 5 4 Carlos Pelá Relator Fl. 782DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 4 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP03.0520.16130.GN2J. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por CARLOS PELA em 13/01/2014 12:25:00. Documento autenticado digitalmente por CARLOS PELA em 13/01/2014. Documento assinado digitalmente por: LEONARDO DE ANDRADE COUTO em 21/01/2014 e CARLOS PELA em 13/01/2014. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 03/05/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP03.0520.16130.GN2J Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: A6CF1F615D9D7DF838389511B8BC35D7A736BB1B Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10073.903589/2009-46. 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