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Numero do processo: 10166.012299/2006-18
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 13 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Exercício: 2004, 2005, 2006, 2007
Ementa:
PEREMPÇÃO.
O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais é de trinta dias contados da data da ciência da decisão de primeira instância. Se o recurso foi apresentado após esse prazo, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão de primeira instância já se terá tornado definitiva.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2802-001.431
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO
CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: SIDNEY FERRO BARROS
1.0 = *:*
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ementa_s : Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004, 2005, 2006, 2007 Ementa: PEREMPÇÃO. O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais é de trinta dias contados da data da ciência da decisão de primeira instância. Se o recurso foi apresentado após esse prazo, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão de primeira instância já se terá tornado definitiva. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1711; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE02 Fl. 1 1 S2TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10166.012299/200618 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2802001.431 – 2ª Turma Especial Sessão de 13 de março de 2012 Matéria IRPF Recorrente ANDRÉ FERREIRA DA SILVA Recorrida FAZENDA NACIONAL Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 2004, 2005, 2006, 2007 Ementa: PEREMPÇÃO. O prazo para apresentação de recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais é de trinta dias contados da data da ciência da decisão de primeira instância. Se o recurso foi apresentado após esse prazo, dele não se toma conhecimento, visto que a decisão de primeira instância já se terá tornado definitiva. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NÃO CONHECER do recurso voluntário nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Relator. EDITADO EM: 24/03/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Lucia Reiko Sakae, Carlos Andre Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e Sidney Ferro Barros Fl. 83DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 Relatório Peço vênia para iniciar o presente com a transcrição do quanto relatado no acórdão recorrido, in verbis: “Tratase de manifestação de inconformidade do contribuinte cm epígrafe quanto ao Despacho Decisório da Delegacia da Receita Federal em Brasília, que deferiu parcialmente a solicitação de isenção do imposto por ser o mesmo portador de moléstia grave. A autoridade administrativa manifestouse por deferir parcialmente a solicitação do contribuinte para lhe conceder a isenção pretendida a partir de fevereiro de 2007 quando se aposentou por ato publicado no Boletim Administrativo do Pessoal nº 3668 Senado Federal, de 15 de fevereiro de 2007. Observou, ainda, aquela autoridade que, caso a fonte pagadora tenha retido imposto de renda a partir do mês da concessão da aposentadoria, o contribuinte poderá solicitar a restituição quando da apresentação da declaração do imposto de renda relativo ao exercício 2008, anocalendário de 2007. Ocorrendo esta situação, quando do processamento da declaração poderá ser exigida a comprovação do preenchimento dos requisitos legais para o gozo da isenção, mediante Laudo Médico Oficial c ato de aposentadoria. Ciente do indeferimento, o contribuinte, tempestivamente, contesta a negativa daquele órgão, mediante manifestação de fl. 43, onde, em síntese, alega que, foi aposentado por ato nº 1.380, de 09/02/2007, assinado pelo Diretor Geral do Senado Federal, que lhe reconheceu o direito de aposentadoria por invalidez, por ser portador de doença especificada em Lei, cardiopatia grave, com base no relatório/Laudo Médico datado de 22/03/2006, emitido pela Clineco. Cita a Nota DRF/BSA/Diort nº 02/2003 para requer o direito à restituição do imposto retido desde aquela data, inclusive os descontados a partir de 21/02/2007, já concedidos parcialmente.” A decisão recorrida indeferiu a solicitação concluindo que: “...apesar de ser portador de doença especificada em lei desde março de 2006, somente a partir da data da aposentadoria, quando reuniu as duas condições isentivas, o contribuinte faz jus A isenção pleiteada, pois, conforme dispositivo legal que rege a matéria somente os proventos de aposentadoria, reforma c pensão são isentos do imposto de renda. Esta é a orientação da Nota da DRF/Brasilia, citada pelo contribuinte.” Irresignado, o contribuinte apresenta recurso a este Conselho (fl. 74). É o relatório. Voto Conselheiro Sidney Ferro Barros, Relator. O recurso é extemporâneo, dele não conheço. Fl. 84DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10166.012299/200618 Acórdão n.º 2802001.431 S2TE02 Fl. 2 3 Tendo sido o Recorrente cientificada do teor do acórdão de primeira instância em 17/04/2008, conforme Aviso de Recebimento (AR) de fl. 73, apresentou seu apelo somente em 30/05/2008 (conforme carimbo da ARF aposto à fl. 74), quando deveria têlo feito até o dia 19/05/2008. Assim, deixou de observar o prazo legal estatuído no art. 33 do Decreto nº 70.235/1972, o que impede seja o apelo conhecido. É o meu voto. Brasília/DF, Sala das Sessões, em 13 de março de 2012. (assinado digitalmente) Sidney Ferro Barros Fl. 85DF CARF MF Impresso em 14/08/2012 por HIULY RIBEIRO TIMBO - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 11/07/2012 por SIDNEY FERRO BARROS, Assinado digitalmente em 13/08/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 11041.000592/2004-31
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 20 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 20 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2004
EMBARAÇO 'À FISCALIZAÇÃO. EXCLUSÃO DO SIMPLES.
Não caracteriza embaraço à fiscalização o simples fato de a entrega de livros e documentos ocorrer após o prazo dado pela intimação.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 3201-000.120
Decisão: ACORDAM os -membros da 2ª Câmara/ 1ª Tunna Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos tennos do voto do Relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: CELSO LOPES PEREIRA NETO
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2004 EMBARAÇO 'À FISCALIZAÇÃO. EXCLUSÃO DO SIMPLES. Não caracteriza embaraço à fiscalização o simples fato de a entrega de livros e documentos ocorrer após o prazo dado pela intimação. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
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IS2 U(ft{J,MINISTÉRIO DA FAZENDA I/li CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO , 111041.000592/2004-31 138.615 Voluntário 3201-00.120 - 2° Câmara 1111 Turma Ordinária 20 de maio de 2009 SIMPLES - EXCLUSÃO GILBERTO AMARO MIRANDA ME. DRJ-SANTA MARIA/RS ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE Ii\lPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2004 EMBARAÇO 'À FISCALIZAÇÃO. EXCLUSÃO DO SIMPLES. 'Não caracteriza embaraço à fiscalização o simples fato de a entrega de livros e documentos ocorrer após o prazo dado pela intimação. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. • Vistos, relatados e discutidos os presentes autos . ACORDAM os -membros da 2:1 Câmara 1 1:1 Tunna Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos tennos do voto do Relator. c~~ LUlS MARLO GUERRA DE CASTRO - Presidente ~L-~ CELSO LOPES PEREIRA NETO - Relator , Participaram, ainda, do presente julgamento, os C~nselheiros Anelise Daudt Prieto, Irene Souza da Trindade Torres, Nilton Luiz Bartoli, Nanci Gama e Heroldes Bahr Neto. Ausente a Conselheira Vanessa Albuquerque Valente. RS 13;\(;[ lRF Processo n° 11041.000592/2004-31 Acórdão n" 3201-00.120 Relatório Trata-se de retorno de diligência detenninada pela Resolução nO303-01.497, de 16 de outubro de 2008, da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes (fls. 70/76). Adoto o relatório componente daquela resolução, de fls. 71/73, cujo inteiro teor leio neste momento, com os seguintes acréscimos: - O julgamento foi convertido em diligência para que a Unidade de Origem procedesse à juntada, aos presentes autos, de cópia dos processos nO 11041.000591/2004-97 e 11041.000573/2004-13. Cópias dos processos foram juntadas às fls. 78/124 e 125/175, • respectivamente. - Intimado a manifestar-se, o reconente ratificou sua manifestação anterior, no sentido de que 'o auditor-fiscal utilizou-se dos livros caixa apresentados pelo contribuinte para proceder às fiscalizações referentes aos processos nO 11041.000591/2004-97 e 11041.000573/2004-13, não se caracterizando nenhum embaraço à fiscalização. • É o Relatório. '.! " ;,, Docurr:Ln!o de ~54.fj pelo código de Pode GcnsuH.sdono endereço Ccn~u~te a p6g;na de autenUcação no RS BAGI:: IRI,' Processo nO 11041.000592/2004-31 Acórdào n.o 3201-00.120, 1:1.332 \S3-C2Tl \ \. \ FI. 184 .~\\1 \ \J Voto Conselheiro CELSO LOPES PEREIRA NETO, Relator • O inciso XX do art. 22 do Regimento Intemo dos Conselhos de Contribuintes, apr,?vado pela Portaria MF n° 147, de 25 /06 /2007, estabelece a competência do Terceiro Conselho ,de Contribuintes para julgar o presente recurso voluntário: "Art. 22. Compete ao Terceiro Conselho de Contribuintes julgar recursos de oficio e voluntário de decisão de primeira instância sobre a aplicação da legislação referente a: (...) XX ~ exclusão e vedação de empresas optantes do Simples, exceto na hipótese de lançamento; e (..)" A comprovação da intimação da decisão de I ti instância encontra-se às fls. 61. No Aviso de Recebimento não consta a, data de recebimento pelo contribuinte. A data da postagem foi 26/03/2007. Pelo disp~sto no art. 23, 92°, inciso II do Decreto n° 70.235/72 (PAF), considera-se feita a intimação quinze dias após a data da expedição da intimação, ou seja, 10/04/2007. O recurso voluntário foi protocolado em 20/04/2007 (fls. 62) Portanto, o recurso é tempestivo e trata de matéria de competência do Terceiro Conselho,de Contribuintes, pelo que dele se conhece. • ;, A representação fiscal, que deu o início ao presente processo e que redundou na exclusão do recorrente do Simples, informa que foi materializada a situação prevista no art. 195, II do DecretopO 3.000/99, baseado no art. 14 da Lei nO9.317, de 1996: "Decreto n° 3.000/1999 Seç~o VII Exclusão do SIMPLES Exclusão de Oficio Art.,' 195. A exclusão' dar-se-á de oficio quando a pessoa jurídica incórrer em quaisquer das seguintes hipóteses (Lei n° 9.317, de 1996, art. 14): (...) Pede se( Con:dte " 11 - embaraço à fiscalização, caracterizado pela negativa ncio justificada de exibição de livros e documentos a que estiver obrigada, bem' assim pelo não fornecimento de informações sobre bens, movimentação financeira, negócio ou atividade, próprios ou de terceiros, quando intimado, e demais hipóteses que autorizam a requisição de auxílio da força pública, nos termos do art. 200 da Lei n° 5.172, de 1966 (CTN); (...) "(grifei) DocunW.mtc dB 346 p<.lg[na{s) autentÍC'pJdo pelo código de localização r:.:P23.l 0.'19,1 RSBAGEfRF FL 333 Processo nO 11041,000592/2004-31 Acórdão n,o 3201-00.120 "Lei n° 9.317/96 Art, 14. A exclllsão dar-se-á de oficio quando a pessoa jurídica incorrer em quaisquer das seguintes hipóteses.~,. • • (.,,) IJ - embaraço à fiscalização, caracterizado pela negativa não justificada de exibicão de livros e documentos a que estiver obrigada, bem assim pelo não fornecimento de informações sobre bens, movimentação financeira, negócio 011 atividade, próprios ali de terceiros, quando intimado, e demais hipóteses que autorizam a requisição de auxílio da/orça pública, nos termos do art. 200 da Lei nO 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Sistema Tributário Nacional); (...) "(grifei) Na representação fiscal, infonnou-se que o embaraço caracterizou-se pela não apresentação pelo recorrente, embora regulannente notificado, do Livro Caixa, documento de adoção obrigatória por pessoas jurídicas enquadradas no Simples, confonne dispõe o art. 7°, ~ 1°, "a", da Lei n° 9.317/96, verbis: "Art. 7° A microempresa e a empresa de pequeno porte, inscritas no SIMPLES apresentarão, anualmente, declaração simplificada que será entregue até o último dia' ú,til do mês de maio do ano-calendário subseqüente ao da ocorrência '.dos fatos geradores dos impostos e contribuições de que tratam os arts. 3° e 4° . 3 1~A microempresa e a empresa de pequeno porte/icam dispensadas de escrituração comercial desde que mmitenham, em boa ordem e guarda e enquanto não decorrido O prazo decadencial e não prescritas even,tuais ações que lhes sejam pertinentes: a) livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda (! sua mov(mentação financeira, inclusive bancária; (...) "(grifei) Tanto o Parecer de fls. 36/38 que baseou a decisão de excluir a empresa do Simples, com a c,Onseqüente edição do ADE de exclusão (fls. 39/40), quanto a decisão recorrida consideraram que restou comprovado o embaraço à fiscalização pela falta de apresentação tempestiva do Livro Caixa, livro obrigatório no caso da empresa, quando a mesma f~i regulannente intimada para a apresentação dos mesmos (fls. 07 a 09). Também caracterizaria o embaraço o fato de que, em 10/08/2004, em resposta à intimação, o contribuinte ter infonnado que o Livro Caixa não estaria sendo apresentado "por não ter sido feito" (fls. 10) e, em 24/12/2004, quando encaminhou os livros à Unidade da SRF afirmou que os livros haviam sido "recentemente recuperados" (fls. 25). DutenUC0dc 1o !f)': o recorrente argumentou que o contador da empresa infonTIou equivocadamente que o livro caixa não tinha sido feito, quando o correto seria dizer que "havia sido extraviado"; .; Docurnentu de 34G p"io >.ídígo de RS BAGE IRF }'L 335 Processo n° 11041.000592/2004-31 Acórdão n." 3201-00.120 • • . . 53-C2T!\j~1'6 O fato é que está demonstrado, nos autos, que esse Livro Caixa foi apresentado posteljormente, em 24/12/2004, após sua recuperação, segundo a recorrente, por ter sido anteriormehte extraviado. Segundo alegação do recon'ente, este Livro Caixa foi usado, pela fiscalização, para concluir sua auditoria fiscal, resultando na lavratura de auto de infração (processo 11041.000591/2004-97). As cópias dos processos n° 11041.000591/2004-97 e 11011.000573/2004-13, juntadas aos autos após a realização da diligência solicitada, demonstram que foram efetivamente utilizadas as informações contidas nos Livros Caixa (fls. 107/116 e 158/161) e de Registro de Entradas (fls. 99/106 e 142/149), na lavratura dos autos de infração referentes àqueles processos. De todo o exposto, creio não ter restado caracterizada a recusa não justificada da exibição do Livro Caixa. Pelo contrário, houve exibição da documentação, embora após o prazo de intimação, e a mesma (documentação) foi utilizada pela fiscalização na lavratura de autos de infração. ' Portanto, voto por DAR PROVIMENTO AO RECURSO VOLUNTÁRIO, para tomar sem efeito o Ato Declaratório Executivo que excluiu a empresa do Simples. , Sala das Sessões, em 21 de maio de 2009. U-. L- ~ CELSO LOPES PEREIRA NETO - Relator 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005
score : 1.0
Numero do processo: 11065.910865/2009-94
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 15/07/2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO.
REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de
ato administrativo regularmente proferido.
A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestar-se.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO.
INOCORRÊNCIA
A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos.
Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação.
Embargos de Declaração Rejeitados
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.925
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração do contribuinte, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/07/2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de ato administrativo regularmente proferido. A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestar-se. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos. Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação. Embargos de Declaração Rejeitados Direito Creditório Não Reconhecido
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 15/07/2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de ato administrativo regularmente proferido. A omissão a dar azo a embargos de declaração é a que ocorre relativamente a ponto sobre o qual o Colegiado deveria, obrigatoriamente, manifestarse. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACÓRDÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA A contradição que justifica seu saneamento pela via dos declaratórios é a da decisão para com os seus fundamentos. Inexiste contradição no decisum embargado, que ao tempo em que declara a preclusão temporal do direito de produção de provas, nega provimento ao recurso justamente pela falta de liquidez e certeza do direito creditório oposto em compensação. Embargos de Declaração Rejeitados Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 97DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração do contribuinte, nos termos do voto do Relator. [assinado digitalmente] Alexandre Kern – Presidente e relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Adriana Oliveira e Ribeiro (suplente) e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Relatório CALCADOS QSONHO LTDA. transmitiu, em 30/11/2005, a Declaração de Compensação (Dcomp) nº 03766.56468.301105.1.3.042597 fls. 13 a 18, visando a extinguir débitos próprios com direito creditório advindo de pagamento indevido ou a maior de Contribuição para a Seguridade Social Cofins, recolhido em 15/07/2002, no valor de R$ 3.189,90. O Despacho Decisório da fl. 7 não reconheceu o direito creditório pleiteado e não homologou a compensação declarada porque o DARF indicado como pagamento indevido ou a maior teve seu valor integralmente aproveitado na amortização de crédito tributário referente ao Ines de junho de 2002, declarado pela empresa em DCTF. Sobreveio reclamação, fls. 1 a 6, por meio da qual o requerente alega: a) erro nos valores informados nas declarações fiscais, tendo procedido, no ano de 2005, a revisão dos créditos tributários dos anos anteriores; b) que apresentou DCTF retificadora corrigindo o erro, na qual consta o valor correto da contribuição apurada no período de 01/06/2002 a 30/06/2002; c) que o não reconhecimento do direito creditório foi acarretado pelo sistema eletrônico aplicado pela Receita Federal do Brasil, no qual qualquer defeito de informação gera automaticamente um despacho decisório de denegação de crédito. Transcreve ainda acórdãos do Conselho de Contribuintes, que autorizaram a revisão de valores quando constatado erro de fato e apresenta como comprovação de suas alegações planilha de apuração do PIS/Cofins, DCTF retificadora e o Livro Razão de 2005 com a contabilização dos indébitos e da compensação realizada. A DRJ/POA2ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente porque o reclamante não indicou a origem do erro na apuração da contribuição, nem mesmo juntou qualquer prova que confirmasse o novo valor indicado. O Acórdão nº 1028.002 de 28 de outubro de 2010, fls. 40 e 41, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: Contribuição para a Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/06/2002 a 30/06/2002 DIREITO CREDITÓRIO. CERTEZA E LIQUIDEZ. A restituição e/ou compensação de indébito fiscal com créditos tributários está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. Fl. 98DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910865/200994 Acórdão n.º 380302.925 S3TE03 Fl. 3 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Credit6rio Não Reconhecido Insatisfeito com o resultado do julgamento administrativo de primeira instância, o requerente interpôs recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/POA. O arrazoado de fls. 44 a 55, após síntese dos fatos relacionados com a lide, explicou que, em outubro de 2005, o contribuinte efetuou revisão nos seus cálculos tributários, ajustando a base de cálculo das contribuições sociais em face do acréscimo de valores pela redução indevida das devoluções de vendas de produtos exportados e da exclusão da base de cálculo das receitas financeiras, forte no entendimento do STF e do art. 26A da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, tendo registrado e reconhecido o pagamento a maior em sua contabilidade, mediante lançamento no ativo circulante com contrapartida no resultado. Acrescentou que, como essa situação se repetiu em várias competências, optou por registrar todos os pagamentos a maior a titulo de PIS e COFINS efetuados entre novembro/2000 a novembro/2004 de uma só vez, motivo pelo qual o registro contábil se deu no valor de R$ 65.018,80, sendo R$ 12.960,62 de pagamentos a maior de PIS e R$ 52.058,18 de pagamentos a maior de Cofins. Na continuação, invocou o art. 147 do CTN, para insistir na possibilidade de retificação da DCTF. Afirma que o erro de fato no preenchimento da DCTF não pode afetar o seu direito. Pede a correção de ofício da DCTF, nos moldes do art. 149do CTN. Cita e transcreve doutrina e jurisprudência. Invoca o princípio da verdade material, pugnando por seu direito ao crédito pretendido, decorrente do acréscimo de valores pela redução indevida das devoluções de vendas de produtos exportados e da exclusão da base de cálculo das receitas financeiras, forte no entendimento do STF e do art. 26A da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, não havendo motivos para ser negada a existência daquele crédito e do procedimento compensatório adotado. Discorreu sobre os efeitos das declarações entregues ao Fisco. Concluiu, requerendo: i) Reconhecimento em favor da recorrente o crédito oposto na compensação; ii) Homologação da compensação declarada até o limite do crédito existente; iii) Alternativamente, a baixa em diligência do processo, para que a autoridade preparadora confirme a veracidade das informações prestadas e a existência dos créditos pleiteados. Pediu deferimento. Esta 3ª Turma Especial, em sessão de 7 de novembro de 2011, negou provimento ao recurso. O Acórdão nº 380302.163 fls. 71 a 74 teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 15/07/2002 PRECLUSÃO Fl. 99DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 4 É ilícito inovar na postulação recursal para incluir questões diversas daquelas que foram originariamente deduzidas quando da reclamação junto à instância a quo. Inadmissível a apreciação em grau de recurso de matéria não suscitada na instância a quo. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 15/07/2002 COMPENSAÇÃO. REQUISITOS. É vedada a compensação de débitos com créditos desvestidos dos atributos de liquidez e certeza. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Regularmente intimada do resultado do julgamento de seu recurso voluntário, o contribuinte interpôs os Embargos de Declaração de fls. s/nº, invocando o art. 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 – RICARF e acusando a ocorrência de contradição no Acórdão nº 380302.163, na medida em que teria julgou precluído o direito de produção de provas e, ao mesmo tempo, negou provimento ao recurso por falta de provas. Discorre sobre a dilação probatória no processo administrativo fiscal federal. Pede que se analisem as provas e o mérito de seu pedido. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão nº 380302.163, de 7 de novembro de 2011. A propósito, recorro à doutrina de Moacyr Amaral dos Santos1 (1998, p. 146 a 148) para lembrar que se dá omissão quando o julgado não se pronuncia sobre ponto, ou questão, suscitado pelas partes, ou que os julgadores deveriam pronunciarse de ofício. O autor sublinha que a contradição verificase “...quando o julgado apresenta proposições entre si irreconciliáveis.” Humberto Theodoro Junior2 (2004, p. 560), a seu turno, leciona que os Embargos de Declaração têm como pressuposto de admissibilidade a existência de obscuridade, contradição ou omissão na sentença produzida. E que, em qualquer caso, a substância da sentença será mantida, uma vez que tais embargos não visam a reforma do acórdão ou da sentença. Admitese a hipótese de alguma alteração no conteúdo do julgado, 1 SANTOS, Moacyr Amaral. Primeiras linhas de direito processual civil. São Paulo: Saraiva, 1998. v3: 17ª ed. rev. e atual. por Aricê Moacyr Amaral Santos. 2 THEODORO JUNIOR. Humberto. Curso de Direito Processual Civil. 41ª ed. Rio de Janeiro: Ed.Forense. 2004. p. 560 e ss Fl. 100DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910865/200994 Acórdão n.º 380302.925 S3TE03 Fl. 4 5 sem, entretanto, ocasionar um novo julgamento da causa, haja vista não ser esta a função desse remédio recursal. A jurisprudência não destoa: A omissão e a contradição que autorizam a oposição de embargos de declaração têm conotação precisa: a primeira ocorre quando, devendo se pronunciar sobre determinado ponto, o julgado deixa de fazêlo, e a segunda, quando o acórdão manifesta incoerência interna, prejudicandolhe a racionalidade. Não constitui omissão o modo como, do ponto de vista da parte, o acórdão deveria ter decidido, nem contradição o que, no julgado, lhe contraria os interesses.” (Edcl em REsp 56.201BA, Rel. Min. Ari Pargendler, DJU de 09.09.96, p. 32346) De pronto destaco não existir qualquer contradição entre o decidido pelo Acórdão embargado e seus fundamentos. Com efeito, a decisão embargada foi coerente ao negar provimento ao recurso, sob o fundamento de que havia precluído o direito de produção de provas na fase recursal do procedimento e de que inexistiam provas suficientes para atestar a liquidez e a certeza do crédito oposto na compensação. A título de esclarecimentos ao embargante, saiba que a produção probatória, no PAF, já há 40 anos, obedece o art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 19723, que, em seu §4º, assim estatui: § 4.º. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidos aos autos. (Acrescido pelo art. 67 da Lei n.º 9.532/1997) Sem a cabal demonstração de que tivesse ocorrido alguma das hipóteses das alíneas “a” a “c”, acima, as provas aportadas aos autos somente na fase recursal não mereceram conhecimento. Tal fato, absolutamente, não se coloca em contradição com a negativa de provimento por falta de provas. Ao contrário, tratase de decorrência lógica. Não conhecidas as provas intempestivamente apresentadas, e na ausência de outras que atestassem a liquidez e a certeza do direito creditório oposto em compensação, a pretensão do requerente não poderia ter outro destino. 3 Saiba a embargante, que as regras do PAF, originalmente postas para os processos de determinação e exigência de crédito tributário, têm sua aplicação ao processos de restituição, ressarcimento e compensação determinadas pelo art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, em seu § 11, incluído pela Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Fl. 101DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Com essas considerações e sem mais delongas, rejeito os declaratórios interpostos pelo contribuinte. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2012 Alexandre Kern Fl. 102DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 11065.910865/200994 Acórdão n.º 380302.925 S3TE03 Fl. 5 7 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 11065.910865/200994 Interessado: CALÇADOS QSONHO LTDA. Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.925, de 22 de maio de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 22 de maio de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 103DF CARF MF Impresso em 19/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 22/05/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 13963.000187/2003-66
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 24 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Data do fato gerador: 06/05/2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA
MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE.
Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e
objetivam, tão-somente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de
ato regularmente proferido.
Embargos de Declaração Rejeitados
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3803-002.704
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em
rejeitar os Embargos de Declaração interpostos pelo contribuinte, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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(sucessora por incorporação de Eliane Argamassas e Rejuntes Ltda.) Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 06/05/2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE. Os Embargos de Declaração são modalidade recursal de integração e objetivam, tãosomente, sanar obscuridade, contradição ou omissão, de maneira a permitir o exato conhecimento do teor do julgado, não podendo, por isso, ser utilizados com a finalidade de sustentar eventual incorreção do decisum hostilizado ou de propiciar novo exame da própria questão de fundo, em ordem a viabilizar, em sede processual inadequada, a desconstituição de ato regularmente proferido. Embargos de Declaração Rejeitados Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os Embargos de Declaração interpostos pelo contribuinte, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Belchior Melo de Sousa. Fl. 462DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 2 Relatório PAREX BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARGAMASSAS LTDA. invocou os arts. 64, inc. I, e 65, § 1o, inc. II, ambos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009 RICARF, para opor EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, em face do Acórdão nº 380301 920, de 1º de setembro de 2011, fls. 323 a 327 que negou provimento ao seu recurso voluntário, com ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Normas de Administração Tributária Data do fato gerador: 06/05/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DESPACHO DECISÓRIO. COMPETÊNCIA. A homologação de DComp será promovida pelo titular da DRF que, à data do despacho de homologação, tenha jurisdição sobre o domicílio fiscal do sujeito passivo que a apresentou. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 06/05/2003 PEDIDO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS JUDICIALMENTE RECONHECIDOS. DESPACHO DECISÓRIO DE INDEFERIMENTO. OFENSA À COISA JULGADA. INOCORRÊNCIA. Despacho decisório que não homologa compensação de débito com crédito de terceiro, oriundo de decisão judicial transitada em julgado, não ofende a coisa julgada material quando ela é formulada com base em uma determinada ordem jurídica que perde vigência ante o advento de nova lei que passa a regulamentar as situações jurídicas ainda não formadas, modificando o status quo anterior . Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 06/05/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DE CRÉDITO COM DÉBITO DE TERCEIRO. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA. Inocorre homologação tácita de compensação, quando o declarante é intimado da nãohomologação antes de findo o prazo qüinqüenal. Nos termos do arrazoado de folhas sem numeração, o “..entendimento [sobre o qual se apoiou o voto condutor] é fruto de evidente omissão no v. acórdão ora embargado, a respeito do fato de a coisa julgada material produzida no MS n.° 2001.51.10.0010250 ter sido pautada no princípio da irretroatividade de lei. Na continuação, discorre sobre o seu direito à compensação de débitos seus com créditos de Nitriflex SA Indústria e Comércio, ao amparo da coisa julgada material do MS nº 2001.51.10.0010250, que, insiste reiteradas vezes, pautouse sobre o princípio da irretroatividade das leis. Fl. 463DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 13963.000187/200366 Acórdão n.º 380302.704 S3TE03 Fl. 3 3 Conclui, requerendo que sejam acolhidos e providos os presentes embargos de declaração, a fim de que, sanandose a omissão contida na decisão embargada, sejam homologadas as compensações tributárias, extinguindose os respectivos créditos tributários. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Na falta de informações da Secretaria da 3ª Câmara da 3ª Seção, tenho como tempestivo o recurso interposto. Presentes os demais pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como Embargos de Declaração contra o Acórdão 380301.920, de 1º de setembro de 2011. Nos termos do art. 65 do RICARF, cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciarse a Turma. O contribuinte, irresisignado com o resultado do julgamento do seu recurso voluntário, aventa a ocorrência de omissão do fato de a coisa julgada material, no MS nº 2001.51.10.0010250 ter sido motivada no princípio da irretroatividade das lei. A propósito, recorro à doutrina de Moacyr Amaral Santos1 (1998, p. 146 a 148) para lembrar que se dá omissão quando o julgado não se pronuncia sobre ponto, ou questão, suscitado pelas partes, ou que os julgadores deveriam pronunciarse de ofício. Humberto Theodoro Junior2 (2004, p. 560), a seu turno, leciona que os Embargos de Declaração têm como pressuposto de admissibilidade a existência de obscuridade, contradição ou omissão na sentença produzida. E que, em qualquer caso, a substância da sentença será mantida, uma vez que tais embargos não visam à reforma do acórdão ou da sentença. Admite se a hipótese de alguma alteração no conteúdo do julgado, sem, entretanto, ocasionar um novo julgamento da causa, haja vista não ser esta a função desse remédio recursal. A jurisprudência não destoa: A omissão e a contradição que autorizam a oposição de embargos de declaração têm conotação precisa: a primeira ocorre quando, devendo se pronunciar sobre determinado ponto, o julgado deixa de fazêlo, e a segunda, quando o acórdão manifesta incoerência interna, prejudicandolhe a racionalidade. Não constitui omissão o modo como, do ponto de vista da parte, o acórdão deveria ter decidido, nem contradição o que, no julgado, lhe contraria os interesses.” (Edcl em REsp 56.201BA, Rel. Min. Ari Pargendler, DJU de 09.09.96, p. 32346) 1 SANTOS, Moacyr Amaral. Primeiras linhas de direito processual civil. São Paulo: Saraiva, 1998. v3: 17ª ed. rev. e atual. por Aricê Moacyr Amaral Santos. 2 THEODORO JUNIOR. Humberto. Curso de Direito Processual Civil. 41ª ed. Rio de Janeiro: Ed.Forense. 2004. p. 560 e ss Fl. 464DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Convém ainda lembrar que as premissas da sentença não têm força de coisa julgada, como ensina Gabriel Rezende Filho (1951, v. 3, fl. 72)3, embora possam adquirir, excepcionalmente, essa força, quando o dispositivo a elas aludir de modo expresso. Para Moacyr Amaral dos Santos4, citando Liebman para comentar o art. 469 do Código de Processo Civil – CPC Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, os motivos servem para determinar com exatidão a significação do dispositivo, pelo que não adquirem a qualidade da coisa julgada. Compulsando o dispositivo da decisão que transitou em julgado no MS nº 2001.51.10.0010250, constato que não há qualquer expressa remissão ao princípio da irretroatividade das leis, não tendo portanto a alegada força de coisa julgada. Ainda que assim não fosse, devese ressaltar que inexiste no acórdão embargado qualquer omissão a reclamar o acolhimento dos presentes embargos, pois tanto os fatos quanto os fundamentos da decisão foram expostos de forma clara, concisa e nítida. Digno de nota, a decisão recorrida enfrentou expressamente a questão, ao declinar que (fls. 438 e 439): O argumento recursal fundamental contra a decisão da DRJ/POA é o de coisa julgada no MS nº 2001.51100010250, que determinou o afastamento das restrições erigidas pela IN SRF nº 41, de 2000, e pela INSRF nº 210, de 2002. Entendo que haveria ferimento à coisa julgada caso a autoridade administrativa tivesse refutado a compensação com base nos atos normativos expressamente arredados pelo provimento judicial, mas dentro da nova realidade jurídica, inaugurada pela MP nº 66, de 2002, não. A coisa julgada se forma pela decisão de acordo com a lei. Sucede que lei nova modificou a sistemática das compensações, vedando a compensação de débitos de terceiros. A decisão judicial não poderia deixar de ser cumprida até o advento e aplicação da lei nova. Daí em diante, se a lei anterior não mais se aplica, não há que se falar em ofensa à coisa julgada, jamais esquecendo que, a teor do art. 469 do CPC, é o dispositivo da sentença, e não sua motivação, que faz a coisa julgada. A única discussão que o impetrante poderia sustentar seria a existência de direito adquirido à cessão do crédito, mesmo na vigência da Lei nº 10.637, de 2002. Evidente, contudo, que o mandado de segurança não seria o meio processual apto a isso, dada a inexistência, nessa hipótese, de ato concreto para expor se à impetração. O Superior Tribunal de Justiça STJ já teve a oportunidade de apreciar tese semelhante à ora adotada, por ocasião do julgamento do MS 11.145/DF (Rel. Min. João Otávio de Noronha, Corte Especial, DJE 3/11/2008), tendo proferido decisão no mesmo sentido que ora se defende. Eis a ementa do julgado (negrito na transcrição): 3 REZENDE FILHO, Gabriel. Curso de Direito Processual Civil. São Paulo: Saraiva. 1951. 4 SANTOS, Moacyr Amaral. Cometários ao Código de Processo Civil. Rio de Janeiro: Forense, 6ª ed. v. IV, p.440. Fl. 465DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 13963.000187/200366 Acórdão n.º 380302.704 S3TE03 Fl. 4 5 "MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO. LEI N. 10.475/2002. COISA JULGADA. PERCEPÇÃO DOS 26,05% DA URP DE 1989. 1. Não há ofensa à coisa julgada material quando ela é formada com base em uma determinada situação jurídica que perde vigência ante o advento de nova lei que passa a regulamentar as situações jurídicas já formadas, modificando o 'status quo' anterior. 2. Segurança denegada" Portanto, inexistiu qualquer ofensa à coisa julgada quando a autoridade administrativa, invocando a novel redação do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996, não homologou a compensação declarada. Nada a reparar na decisão recorrida nesse aspecto. Com essas considerações, voto por que se rejeitem os declaratórios do contribuinte. Sala das Sessões, em 24 de abril de 2012 Alexandre Kern Fl. 466DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN 6 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE ENCAMINHAMENTO Processo nº: 13963.000187/200366 Interessada: PAREX BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ARGAMASSAS LTDA. (sucessora por incorporação de Eliane Argamassas e Rejuntes Ltda.) Encaminhemse os presentes autos à unidade de origem, para ciência à interessada do teor do Acórdão no 380302.704, de 24 de abril de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção e demais providências. Brasília DF, em 24 de abril de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Fl. 467DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 24/04/2012 por A LEXANDRE KERN
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Numero do processo: 35339.002057/2005-29
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/02/2003 a 28/02/2005
Ementa: PREVIDENCIÁRIO – NULIDADE – INEXISTÊNCIA.
Não há que se falar em nulidade quando o lançamento está revestido de todas as formalidades essenciais a sua validade.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.211
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: ANA MARIA BANDEIRA
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O CriOINAL DasIlia, 9-• 1 • o 9`19ç)(‘ CCOVC06 Fls. 154 Maria de Fáciaarvut91Pho Mat Stape 751683 , MINISTÉRIO II • • A • • -yr SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES .e."44:5r5 ~.; SEXTA CÂMARA Processo n° 35339.002057/2005-29 Recurso n° 142.151 Voluntário Matéria DIFERENÇAS DE CONTRIBUIÇÕES - CONTRIBUINTE INDIVIDUAIS itonsethoot,---, or4to mf-Se9""; no- rySfickt3h'iaj __a--Acórdão n° 206-00.211 • Sessão de 22 de novembro de 2007 Rubro 5 Recorrente SAGRES HOTÉIS E TURISMO LT PA Recorrida SRP - SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/02/2003 a 28/02/2005 Ementa: PREVIDENCIÁRIO — NULIDADE — INEXISTÊNCIA. . Não há que se falar em nulidade quando o lançamento está revestido de todas as formalidades essenciais a sua validade. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. MF - SEOUNDO CONS'iLtIO DE CONTRIBUINTES CONFERE CUM O ORIGINAL Processo n.• 35339.002057/2005-29 / ()` /2°S CCOVC06 Acórdão n.• 206-00.211 Bramiik Fls. 155 44e9v Nlaris de ?tina:Imo:s. • 7a'; 1-68. 3CarvoIho ACORDAM os Membros a XTA CAMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos: I) em rejeitar a preliminar suscitada; e II) no mérito, em negar provimento ao recurso. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente A2,4)1(tits:RNDEIRA Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Rogério de Lellis Pinto, Bemadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Cleusa Vieira de Souza e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Processo n." 35339.002057/2005-29 INF St iIMM C')' ..rit) DE CONTRIBt. "T-5 CCO2/C06 Acórdão 206-00.211 CONFERE (. • ' n ,.n O ORPOINAL Fls. 156 øn. ;& a) op. 20A Oki I 1 I ip Relatório Mena de rilif1111 at,41.1 - Mai Sia e .751683 4. Trata-se de lançamento de contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à contribuição, da empresa, à destinada ao financiamento dos beneficios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, as destinadas a terceiros (Salário-Educação, SESC, SENAC, SEBRAE e INCRA), bem como a contribuição do contribuinte individual, cuja arrecadação e recolhimento passou a ser responsabilidade da empresa após a vigência da Lei n° 10.666/2003. De acordo com o Relatório Fiscal (fls. 81/82), constituem fatos geradores das contribuições lançadas as remunerações pagas aos segurados empregados e o pró-labore pago aos sócios. Também é informado que as remunerações foram declaradas em GFIP — Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. A notificada apresentou defesa tempestiva (fls. 84/89), onde alega que a presente notificação padece de vicio formal pela incompatibilidade entre os fatos narrados e os valores notificados. Afirma que no relatório RDA — Relatório de Documentos Apresentados há menção de levantamento alheio à empresa notificada, ou seja, outros CGCs. Alega que da observância do contido no corpo das notas fiscais, os serviços foram efetuados no Hotel D'Sintra e não na dependência da notificada o que invalida o ato administrativo. Argumenta que em respeito ao princípio da ampla defesa, os fatos contidos na notificação deverão estar precedidos de lógica, coerência e precisão. Solicita perícia contábil para refazer os cálculos sobre os valores das notas fiscais. Por fim, suscita a nulidade em razão da ausência do termo de abertura da fiscalização com a assinatura do notificado. Pela Decisão-Notificação n° 20.421.4/0307/2005 (fls. 100/103), o lançamento foi considerado procedente. Irresignada, a notificada apresentou recurso tempestivo (fls. 106/112) onde efetua repetição das alegações apresentadas em defesa e afirma ser possível o arrolamento de bens em substituição ao depósito recursal. 3\) ; _ _ ME- Stut • • • • - •• • UB CONTRIBLANTES CO: ..C ••101NAL Processo o.* 35339.002057/2005-29 g) )1/4 , , Rodt CCO2/C06 Acórdão o.' 206-00.211 Fls. 157 deitiit• Maria de Fátima - ;ta de Carvalho Mat. Shme 751683 Diante da negativa de seguimento ao recurso, a notificada apresentou decisão proferida em Agravo de Instrumento 2006.04.00.003361-5/SC que autorizou o acolhimento do recurso mediante a substituição do depósito recursal por arrolamento de bens. Em contra-razões (fl. 153), a SRP manteve a decisão recorrida. É o Relatório. Processo n.• 35339.002057/2005-29 CCO2/C06 Acórdão n. • 206-00.211 ME - SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBIANTES1 Fls. 158 CONFERE COM O 0-^IGINAL Basais, / O / RPOt Voto Maria de Fátima e ara de Carvalho Mat. Siape 751683 Conselheira ANA MARIA BANDEIRA , Relatora O recurso é tempestivo e o recorrente, por força de decisão judicial, apresentou arrolamento de bens em substituição ao depósito recursal. Assim, os requisitos para admissibilidade estão cumpridos. As argumentações apresentadas no recurso tem por objetivo a tentativa de anular o lançamento e, embora o recorrente alegue que está fazendo considerações a respeito do mérito, entendo que se manteve no âmbito das preliminares. A recorrente alega que a falta de conexão entre dois fatos, a contabilização das notas fiscais e a notificação representa erro formal flagrante. O que se verifica é que a notificação em tela refere-se a contribuições incidentes sobre as remunerações pagas a segurados empregados e contribuintes individuais que foram declaradas em GFIP — Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, porém não recolhidas em sua integralidade. O Relatório Fiscal informa que também foi lavrado no mesmo procedimento fiscal, um auto de infração pela não contabilização em títulos próprios da contabilidade dos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. No mesmo tópico, a auditoria fiscal discrimina quais as irregularidades verificadas. Dessa forma, não há qualquer confusão no Relatório Fiscal ou em qualquer das peças que compõem os autos. Toda discussão trazida no recurso a respeito das notas fiscais que não foram contabilizadas corretamente é impertinente ao caso em questão. Quanto à alegada estranheza pela inserção de CGC alheios à empresa no relatório RDA, cabe esclarecer que tais CGC pertencem a filiais da notificada, cujos recolhimentos efetuados nos mesmos foram aproveitados para abater do lançamento em tela. No que tange à alegação de nulidade pela ausência de termo de abertura da fiscalização, melhor sorte não merece a recorrente. O início da ação fiscal se comprova pela ciência do contribuinte do MPF — Mandado de Procedimento Fiscal, o que se verifica nos autos. Portanto, conclui-se que a presente notificação observa todos os pressupostos de validade, sendo descabidas todas as alegações de nulidade apresentadas. M F - SWUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES CONFERE COMO ORIGINAL Processo n.• 35339.002057/2005.29 Brasilik_al_t P- 209t CCOVC06 Acórddo n.• 206-00.211 Fls. 159 Moda de Fietimajr Mat. Slope 751683 Diante do exposto e de tudo o mais que dos autos consta. Voto no sentido de CONHECER do recurso, rejeitar as preliminares e no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO. É como voto. Sala das Sessões, em 22 de novembro de 2007 APialtaliBPDEIFtA _ _ Page 1 _0007900.PDF Page 1 _0008000.PDF Page 1 _0008100.PDF Page 1 _0008200.PDF Page 1 _0008300.PDF Page 1
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Numero do processo: 11330.000740/2007-13
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Data da publicação: Wed Dec 01 00:00:00 UTC 2010
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 30/11/2000
CONFORMIDADE LEGAL DE NFLD. RETIFICAÇÃO. DEVOLUÇÃO DE PRAZO DE IMPUGNAÇÃO. SANEAMENTO DO LANÇAMENTO. Retificação de lançamento não configura cerceamento de defesa, quando o ato de lançamento está em conformidade com os artigos 37, da Lei nº 8212/1991, 142, 147 e 149 do CTN. Bem como, o lançamento pode ser saneado pelo julgador quando se tratar de irregularidades, incorreções e omissões que não importarem em prejuízo para o sujeito passivo (art. 60, do Dec. 70.2355/1972.
APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO EX. OFÍCIO. REDUÇÃO DE MULTA MORATÓRIA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E MORALIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. ART. 106, II, E 112,DO CTN, ALTERAÇÃO DOA RT. 35, DA LEI N. 8.212/1991, PELA LEI N. 11.941/2009.
Em razão dos princípios da legalidade e moralidade da Administração Pública, e do disposto nos artigos 106, II e 112, ambos do CTN, observando que o limite máximo 20% (vinte por cento) aser aplicado a título de multas moratórias,conforme o art. 61, $ 2º, da Lei n. 9.430/1978, é inferior à multa moratória aplicada aos valores do créditos tributário lançados na NFLD, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Lei n. 11.941/2009, o lançamento do crédito tributário deve se adequar a multa moratória à aplicação da menor sanção, reduzindo-se a multa moratória, ex oficio.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Crédito Tributário Mantido em Parte.
Numero da decisão: 2803-000.394
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por Unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado, no sentido de que a multa moratória sobre os créditos constituídos seja aplicada em conformidade com o disposto no art. 35, da Lei nº 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 11.941/2009, combinado com o art. 61, da Lei n.
9.430/1998, desde que mais favorável ao sujeito passivo.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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ACORDAM os membros da 3a Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento, por Unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado, no sentido de que a multa moratória sobre os créditos constituídos seja aplicada em conformidade com o disposto no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 11.941/2009, combinado com o art. 61, da Lei n. 9.430/1998, desde que mais favorável ao sujeito passivo. HELTON C MA - Presidente. GyS JVOVETTRATO -Relator II ,Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Oliveira, Oseas Coimbra Ariior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Helton Carlos Praia de Lima (presidente). Relatório 0 presente Recurso Voluntário (fls. 168-170) busca a revisão total da decisão a quo (fls.156-163), que manteve crédito constituído parcialmente pela NFLD a titulo de contribuições previdencidrias devidas pela recorrente, e descontadas dos empregados e não recolhidas, apurado por diferenças entre GFIP e contribuições pagas. A ocorrência dos eventos sobre os quais incidiu a norma de imposição tributária se deu nas competências de janeiro de 1999 a novembro de 2000, sendo o lançamento cientificado no dia 27.02.2003 (fls.01). Em seu recurso, a contribuinte alegou que a fiscalização não teria considerado a aplicação de multa reduzida por terem os fatos geradores sido declarados em GFIP em um primeiro momento, mesmo sem a devida correção em relatório adtivo; além de cerceamento de defesa e fundamentação do acórdão. 0 recurso foi considerado tempestivo pela autoridade preparadora, seguindo originalmente para o 2° Conselho de Contribuintes, que teve suas competências transferidas Seção de Julgamento do CARF/MF, e, por conseguinte, veio distribuído A. presente Turma Especial e relator. Este é o Relatório. Voto Conselheiro GUSTAVO VETTORATO, Relator I - 0 recurso é tempestivo, conforme supra relatado, dispensado do depósito prévio (Sumula Vinculante 21 do STF), assim deve o mesmo ser conhecido. II - Quanto A alegação de que a NFLD estava defeituosa quanto elementos formais, não assiste razão a Recorrente, observe-se que os fundamentos legais, capitulação, Processo n° 11330.000740/2007-13 S2-TE03 Acórdão n.° 2803-00.394 Fl. 2 bases de cálculo, aliquotas, aplicação de multa e juros, está plenamente clara, em obediência ao art. 142, do CTN, como se verifica nos relatórios juntados. Quanto A retificação do relatório Fundamentos Legais do Débito-FLD, a mesma saneou o processo, retirando a fundamentação referente As retenções de contribuições incidentes sobre a aquisição de produtos de produtores rurais. Deve-se atentar que foi devolvido prazo para impugnação, contudo o mesmo não foi utilizado pela Recorrente, não havendo o que se falar em Cerceamento de Defesa. Além dos argumentos trazidos pela decisão a quo, o art. 59, do Decreto n. 70.235, deixa nítido que são nulos administrativos que gerem preterição do direito de defesa, contudo correção da NFLD foi feita antes do julgamento de primeiro grau administrativo, e oportunizou apresentação de nova impugnação por parte da Recorrente. Dessa forma, não se verifica a nulidade apontada. Quanto A Decisão recorrida, atentou-se quanto A questão de redução de multa alegada pela Recorrente, no item 17 (fls. 162), informando que a mesma fora reduzida conforme e ficou consignado no item 3 do relatório adtivo. Por final, deve-se atentar que todos os fatos geradores foram declarados anteriormente em GFIP e informações nela consolidadas são instrumentos adequados de confissão do crédito tributário, bem como o mesmo pode ser constituído por lançamento fiscal mediante exame da escrituração contábil e outros documentos da empresa que representem a real movimentação para aferição indireta dos créditos, cabendo ao contribuinte a prova em contrário (art. 33, §§ 6° e 7°, da Lei n. 8.212/1991, e art. 225, do Decreto n° 3.048/1999) Por final, houve parcial provimento do lançamento devido a Decisão recorrida ter corrigido os valores constituídos com base nos períodos de 05 e 07 de 2000, conforme explicado nos itens 25 e 4 da mesma. Como colocado acima, houve plena indicação dos requisitos básicos do lançamento conforme o art. 37, da Lei n. 8.212/1991, vigente A. época do lançamento,. 142, 147 e 149 do CTN, bem como a decisão saneou o lançamento devidamente na forma do art. 60, do Dec. 70235/1972, não merecendo acolhida a alegação da Recorrente. III -Indiferentemente de não ter sido alegado pelo Recorrente, por dever de oficio, em razão do principio da legalidade e moralidade da Administração Pública, reforçado pelo fato das contribuições devidas foram declaradas em GFIP, tanto que essas informações foram utilizadas para obter as diferenças de valores pagos ou não, deve-se atentar As alterações legislativas recentes no que trata a sanções tributárias (multa moratória) dispostas no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, que foi alterado pela Medida Provisória n. 449/2008, convertida na Lei n. 11.941/2009, passando a ter a seguinte redação: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a titulo de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Ou seja, há remissão expressa ao art.61, da Lei n. 9.430/2009, in verbis: if 3 Sala das Sessões, m 1 de dezembro de 2010 OR O -- Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1° de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação especifica, serão acrescidos de multa de mora, -calculada a taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. ssç 1" A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento. § 2" O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento. § 3" Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão juros de mora calculados a taxa a que se refere o § 30 do art. 50, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. (Vide Lei no 9.716, de 1998) Essas alterações devem ser aplicadas ao caso objeto de análise, em decorrência a aplicação dos dispostos nos artigos 106, II, e 112, ambos do CTN. Isso tudo, ordena ao julgador aplicar as novas normas gerais e abstratas preteritamente quando vislumbra que a norma nova for mais benéfica ao contribuinte que a anterior, além de interpretá-la sempre de forma mais favorável ao contribuinte. Não se pode tratar a hipótese de incidência da multa moratória disposta no art. 35 como uma possível multa de oficio para comparar com a nova redação do art. 35-A, da Lei n. 8.212/1991, incluso pela Medida Provisória n. 449/2008, convertida em Lei n. 11.941/2009, porque a multa aplicada pela redação anterior do art. 35, somente tratava de multa de natureza moratória, variada em razão das fases (tempo) do processo. Portanto, observando que o limite do art. 61, §2°, da Lei n. 9.430/1998, é inferior A. multa moratória aplicada aos valores do créditos tributários lançados na NFLD, com base no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Lei n. 11.941/2009, deve a decisão a quo ser reformada no sentido de adequar a multa moratória à nova legislação, desde que mais favorável ao sujeito passivo. IV - Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso do notificado, para no mérito CONCEDER-LHE PARCIAL PROVIMENTO, no sentido de que a multa moratória sobre os créditos constituídos seja aplicada em conformidade com o disposto no art. 35, da Lei n. 8.212/1991, com a redação dada pela Lei n. 11.941/2009, combinado com o art. 61, da Lei n. 9.430/1998, desde que mais favorável ao sujeito passivo. Este é o meu voto. 4
score : 1.0
Numero do processo: 10247.000126/2005-68
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2007
Numero da decisão: 303-01.363
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: ITR - ação fiscal - outros (inclusive penalidades)
Nome do relator: NANCI GAMA
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Numero do processo: 14489.000119/2008-17
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Apr 14 00:00:00 UTC 2011
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/10/1994 a 30/10/1997
SEGURADO EMPREGADO. ENQUADRAMENTO. ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA RELAÇÃO DE EMPREGO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO.
A fiscalização deve demonstrar presentes os requisitos legais para a caracterização do segurado na categoria de empregado, consoante art. 12 da lei 8.212/91
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2803-000.667
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a).
Nome do relator: OSEAS COIMBRA JUNIOR
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ENQUADRAMENTO. ELEMENTOS CARACTERIZADORES DA RELAÇAO DE EMPREGO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. A fiscalização deve demonstrar presentes os requisitos legais para a caracterização do segurado na categoria de empregado, consoante art. 12 da lei 8.212/91 Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). assinado digitalmente Helton Carlos Praia de Lima Presidente. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 14489.000119/200817 Acórdão n.º 280300.667 S2TE03 Fl. 227 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Wilson Antônio de Souza Corrêa, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 14489.000119/200817 Acórdão n.º 280300.667 S2TE03 Fl. 228 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que manteve a notificação fiscal entregue ao contribuinte em 02.09.2002, referente a contribuições devidas em razão de pagamentos efetuados a pessoas jurídicas, após desconsideração pelo AFPS e enquadramento como segurados empregados. Às fls 60 temos termo de revelia com data de 18.09.2002. Às fls 73, em 21.01.2003, a APS Irajá informa que houve impugnação apresentada em 17.09.2002, tempestiva portanto, havendo o prosseguimento do feito e lavrada DN em 15.01.2004 e dado ciência ao contribuinte em 16.02.2004. Às fls 90, em razão da não apresentação de recurso, temos novo Termo de Trânsito em julgado, de 19.03.2004. Às fls 212, o Chefe da Sarec DRFBP/RJ Norte intima o contribuinte a apresentar o comprovante original do protocolo do recurso, que está acostado às fls 216, apresentando a data de 16.03.2004, sendo o recurso tempestivo e enviado a este Conselho. A DecisãoNotificação – fls 76 e ss, conclui pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo a Notificação lavrada. Inconformada com a decisão, apresenta resumido recurso voluntário, alegando o seguinte : • Foi autuada sem qualquer base legal por não ter apresentado contratos por escrito com algumas das empresas que lhe prestavam serviços. O código civil não exige a forma escrita para o reconhecimento da validade dos contratos, segundo arts. 82 e 129 da Lei 3.071 de 01.01.1916 (Código Civil Antigo), e 104, III e 107 da Lei 10.406 de 10/01/2002, Código Civil Novo), • Prescrição do crédito tributário em cinco anos. É o relatório. Fl. 3DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 14489.000119/200817 Acórdão n.º 280300.667 S2TE03 Fl. 229 4 Voto Conselheiro Oséas Coimbra DA DECADÊNCIA A súmula vinculante do STF, nº 08 traz: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Com a decisão do Pretório Excelso, a questão passa a ser decidida com base nos artigos art. 150, § 4 e 173, ambos do Código Tributário Nacional – CTN. Trasncrevemos o artigo 173 : Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. A jurisprudência pátria já assentou que a aplicabilidade deste artigo seria nas hipóteses de inexistência de pagamento antecipado ou na ocorrência de fraude ou dolo, conforme transcrevemos. “Ementa: .... II. Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. REsp 395059/RS. Rel.: Min. Eliana Calmon. 2ª Turma. Decisão: 19/09/02. DJ de 21/10/02, p. 347.) ... “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 14489.000119/200817 Acórdão n.º 280300.667 S2TE03 Fl. 230 5 Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. .... .... Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. ....” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) Por fim, tal matéria foi submetida ao crivo da 1ª. Seção do Superior Tribunal de Justiça, através de Recurso Especial representativo de controvérsia – RESP 973.733, conforme art. 543C do normativo processual e, segundo a nova redação do art. 62A do Regimento interno do CARF, de reprodução obrigatória pelos Conselheiros. Reproduzimos excerto da ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. (...) 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de. desarrazoado prazo decadencial decenal(...) grifamos Do relatório DAD – Discriminativo Analítico do Débito, constatase a não ocorrência de pagamentos referentes as rubricas sub examine, justificando a aplicabilidade do art. 173. Como a presente notificação se refere às competências 10/1994 a 10/1997, tendo sido dado ciência ao contribuinte em 02.09.2002, aplicandose o art. 173 do CTN temos que considerar decadentes as competências anteriores a 12/1996, inclusive. Ante o exposto, acato a preliminar de decadência, nos termos do voto proferido. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 14489.000119/200817 Acórdão n.º 280300.667 S2TE03 Fl. 231 6 NO MÉRITO Do período não decadente, temos que o anexo de fls 48 e ss aponta as seguintes empresas cujos pagamentos foram considerados pagamentos a empregados: 1. Castro e Garcia Serv. Med. Ltda 2. Viva Consultoria Médica Ltda – anexadas 03 notas fiscais ref Serviços prestados Dra. Maria Armanda 3. Schiavini e Schiavini Serv. Méd 4. Policlínica da Penha Ltda 5. Ortopedia/Ortodontia Assoc. Ltd – anexada uma nota fiscal Referente a essas prestadoras, essas foram as razões do Auditor autuante para considerar que se tratava de pagamentos a empregados e não a pessoas jurídicas: Constituem fatos geradores das contribuições apuradas os pagamentos feitos às diversas "Prestadoras de Serviços", conforme considerações do contribuinte acima qualificado. Tais pagamentos foram encontrados nos diversos Livros Contábeis (Diários), examinados. As supostas empresas prestadoras de serviços médicos contudo, não apresentaram os contratos de prestações de serviços firmados entre as partes. Cabe esclarecer ainda que algumas das Prestadoras de Serviços, foram constituídas por exempregados do Instituto Clinico Rio Guanabara Ltda, como é o caso por exemplo da VIVA CONSULTORIA DE SERVIÇOS MÉDICOS LIDA, CNPJ 68.602.168/0001 00, estabelecida à R. Pereira da Silva, 492 bloco I apto 1701, cep 22221140, Laranjeiras, cujo a sócia Maria Armanda Esteves de S. Pinheiro, foi empregada do Instituto Clínico, no período de 02/05/87 a 02/03/94, conforme cópia da rescisão anexa ao presente lançamento. Apesar de notificada para apresentação dos contratos pactuados, o contribuinte em questão não os apresentou. Somos sabedores da existência da figura das empresas prestadoras de serviços médicos; contudo sabemos também que para qualquer relação profissional de serviço, fazse necessário o contrato firmado entre as partes. Tendo em vista a falta de apresentação do elemento primordial na relação acima descrita,(contrato), bem como a falta de apresentação pelo Instituto Clínico das GFIP) dos Prestadores de Serviços, das guias de recolhimentos dos valores retidos sobre as prestações de serviços foi lavrado o presente débito. (...) VIVA CONSULTORIA DE SERVIÇOS MÉDICOS LIDA Fl. 6DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 14489.000119/200817 Acórdão n.º 280300.667 S2TE03 Fl. 232 7 CNPJ: 68.602.168.000100 END.: R. PEREIRA DA SILVA, 492 BLOCO I APTO 1702 LARANJEIRAS O prestador de serviço acima qualificado apresenta a seguinte situação no seu C. Corrente: Não foi possível encontrar responsáveis cadastrados, existem recolhimentos inexpressivos para o período de 08/94 a 03/2000, 04/2000 a 06/2002 sem recolhimentos, GFIP com valores inexpressivos para o período de 01/99 a 07/99, GFIP (SEM MOVIMENTO) para o período de 08/99 a 11/99, sem GFIP para o período de 12/99 a 06/2002; CASTRO E GARCIA SERVIÇOS MÉDICOS LIDA CNN: 68.656.909.000136 END.: R. SANTO AFONSO, 44 SALA 404 O prestador de serviço apresenta recolhimentos inexpressivos para o período de 08/94 a 03/2000, sem recolhimentos para as compet. 04 e 06/2000, sem recolhimentos para o período de 08/2000 a 02/2002; e falta de entrega de GFIP; POLICL1NCA DA PENHA LIDA CNPJ: 78.408.254.000117 END.: AV. BRAZ DE PINA, 997 O prestador de serviço não possui recolhimentos para o período de 11/94 a 03/2002, sem entrega de GF11' para o período de 01/99 a 03/2002, sem coresponsáveis cadastrados no INSS; SCHRTINI E SCHIAVINI SERVIÇOS MÉDICOS LIDA CNPJ: 31.108.558.000119 END.: AV 28 DE SETEMBRO, 44 SALA 512 O prestador de serviço não possui recolhimentos para o período de 10/94 a 06/2002, sem entrega de GF1P para o período de 01/99 a 06/2002, no cadastro de responsáveis aparece a SRA NADJA DE ARAÚJO SCHIAVINI E O SR JOÃO LUIZ SCITIAVINI, sem endereço residencial; ORTOPEDIA E ORTODONTIA ASSOCIADOS LTDA CNPJ: 00.677.993.000130 END.: R. MUNIZ BARRETO, 501 SALA 305 BOTAFOGO O prestador de serviços não apresenta em seu C. Correntes recolhimentos para o INSS, para o período de 01/95 a 04/96, recolhimentos inexpressivos para o período de 05/96 a 13°/96, recolhimentos inexpressivos para o período de 01/97 a 12/97, Fl. 7DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 14489.000119/200817 Acórdão n.º 280300.667 S2TE03 Fl. 233 8 sem recolhimentos para a compet. 13°/97, recolhimentos inexpressivos para o período de 01/98 a 12/98, sem recolhimentos para a compet. 13°/98, recolhimentos inexpressivos para o período de 01/99 a 12/99, sem recolhimentos para a compet. 13°/99, recolhimentos inexpressivos para o período de 01/2000 a 1212000, sem recolhimentos para a compet 13°/2000, recolhimentos inexpressivos para o período de 01/2001 a 03/2001, sem recolhimentos para o período de 04/2001 a 06/2002, GFIP (SEM MOVIMENTO) para o período de 02 a 06/2002. O presente débito trata da desconsideração das pessoas jurídicas acima, para caracterizar os pagamentos efetivados como remuneração a segurados empregados. Para a desconsideração de Pessoa Jurídica – PJ, se faz necessário prova robusta de que a relação jurídica não se perfaz entre Tomador ßà Prestador, e sim entre tomador e Pessoas Físicas. O enquadramento realizado pelo AFPS traz mais um ingrediente complicador pois, além de desconsiderar a PJ, enquadra os segurados como empregados. Apesar do aparente conformismo apresentado na impugnação e reforçado no recurso quanto a este aspecto, já que questionado apenas a desconsideração da PJ em razão da falta de contrato, salta aos olhos o vício aqui presente. O art. 37 da lei 8.212/91 assim determina: Art. 37 Constatado o atraso total ou parcial no recolhimento de contribuições tratadas nesta Lei ou em caso de falta de pagamento de benefício reembolsado, a fiscalização lavrará notificação de débito com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, conforme dispuser o regulamento Tratase de enquadramento de segurados como empregados, sendo que, em relação às empresas retrocitadas, forçoso reconhecer que sequer o nome dos segurados reenquadrados foram apresentados, com exceção da segurada Dra. Maria Armanda, vinculada a empresa Viva Consultoria Médica Ltda. O enquadramento como segurado empregado, deve apresentar o que consta da lei 8.212/91, senão vejamos: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado; (...) Fl. 8DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR Processo nº 14489.000119/200817 Acórdão n.º 280300.667 S2TE03 Fl. 234 9 Do exposto, temos que se fazia necessária a apresentação dos segurados que deveriam ser enquadrados como empregados, ou uma indicação clara a quem se referia, além de uma apresentação que explanasse uma relação de emprego com suas características legais. Demonstrase assim que deveria constar um mínimo de lastro probatório a indicar as premissas exigidas em lei, o que não foi feito. A não indicação dos requisitos necessários ao enquadramento como segurado empregado fulmina o auto lavrado, configurando vício material insanável. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por conhecer do recurso para declarar a decadência referente às competências anteriores à 12/1996, inclusive e, no mérito, doulhe provimento. assinado digitalmente Oséas Coimbra Relator. Fl. 9DF CARF MF Emitido em 13/05/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JUNIOR Assinado digitalmente em 10/05/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, 09/05/2011 por OSEAS COIMBRA JU NIOR
score : 1.0
Numero do processo: 10380.005867/2007-62
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS
Data do fato gerador: 16/02/2007
AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE DEVERES INSTRUMENTAIS.
DEPÓSITO RECURSAL. INEXIGIBILIDADE. REVOGAÇÃO. A QUANTIDADE DE AUTOS LAVRADOS ESPELHA A QUANTIDADE DE INFRAÇÕES COMETIDAS E APURADAS. A MAJORAÇÃO DO VALOR DA MULTA É OBJETO DE LEI. PORÉM
PERCENTUALMENTE. A PORTARIA APENAS CONSOLIDA O VALOR.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.783
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do (a) Relator (a).
Matéria: Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
Nome do relator: EDUARDO DE OLIVEIRA
1.0 = *:*
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materia_s : Outras penalidades (ex.MULTAS DOI, etc)
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ementa_s : OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 16/02/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE DEVERES INSTRUMENTAIS. DEPÓSITO RECURSAL. INEXIGIBILIDADE. REVOGAÇÃO. A QUANTIDADE DE AUTOS LAVRADOS ESPELHA A QUANTIDADE DE INFRAÇÕES COMETIDAS E APURADAS. A MAJORAÇÃO DO VALOR DA MULTA É OBJETO DE LEI. PORÉM PERCENTUALMENTE. A PORTARIA APENAS CONSOLIDA O VALOR. Recurso Voluntário Negado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1564; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 119 1 118 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10380.005867/200762 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 280300.783 – 3ª Turma Especial Sessão de 07 de junho de 2011 Matéria CP: AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL. Recorrente ASSOCIAÇÃO BATISTA BENEFICENTE MISSIONÁRIA ABBEM. Recorrida FAZENDA NACIONAL. ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Data do fato gerador: 16/02/2007 AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE DEVERES INSTRUMENTAIS. DEPÓSITO RECURSAL. INEXIGIBILIDADE. REVOGAÇÃO. A QUANTIDADE DE AUTOS LAVRADOS ESPELHA A QUANTIDADE DE INFRAÇÕES COMETIDAS E APURADAS. A MAJORAÇÃO DO VALOR DA MULTA É OBJETO DE LEI. PORÉM PERCENTUALMENTE. A PORTARIA APENAS CONSOLIDA O VALOR. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do (a) Relator (a). (Assinado digitalmente). Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima, Eduardo de Oliveira, Carolina Siqueira Monteiro Andrade, Oséas Coimbra Júnior, Amílcar Barca Teixeira Júnior, Gustavo Vettorato. Fl. 122DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 24/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 10380.005867/200762 Acórdão n.º 280300.783 S2TE03 Fl. 120 2 Relatório Tratase no presente processo de Auto de Infração – AI CFL.30, DEBCAD 37.043.8949, decorrente de deixar a empresa de preparar folhas de pagamento dentro dos padrões exigidos pela legislação, em relação aos seus trabalhadores. O período de apuração do crédito é janeiro/1996 a outubro/2006, conforme Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, de fls. 08 a 10. O período de autuação compreende os anos de 1999 a 2006, conforme item 5, do Relatório Fiscal da Infração – REFISC, de fls. 16 a 18. O crédito fiscal foi constituído, em 23/02/2007, data em que o contribuinte tomou conhecimento do lançamento, conforme consta, as fls. 30, AR. O contribuinte apresentou impugnação, em 09/03/2007, fls. 34 a 37, acompanhada dos documentos, de fls. 38 a 94. A defesa foi considerada tempestiva, fls. 95. O órgão julgador a quo prolatou o Acórdão 0811.294 6ª Turma da DRJ/FOR, em 09/08/2007, fls. 97 a 103, no qual considerou procedente a autuação. A impugnante foi cientificada desta decisão, em 17/12/2007, AR, de fls. 107. A empresa apresentou petição de interposição de Recurso Voluntário, em 16/01/2008, fls. 110, e razões recursais, as fls. 111 a 116. As razões recursais estão assim resumidas. Em preliminar. • Que o depósito prévio e inexigível, pois ilegal e inconstitucional; No mérito. • Que em uma única fiscalização foram aplicados dez autos de valores elevados, sendo o somatório destes três vezes superior ao da notificação fiscal, visando cassar a isenção ou mesmo fechar a entidade, tudo por uma única infração; • Que a empresa não deixou de apresentar os documentos, mas sim que estes foram furtados, como faz prova o BO apresentado; • Que a empresa está sendo apenada duas vezes pelo mesmo fato, pois no REFISC do AI 37.043.8965 atesta a autuação pelo artigo 33, parágrafos 2° e 3°, da Lei 8.212/91, sendo que em um apenase pela apresentação incompleta da documentação e no outro pela não apresentação da documentação nos anos de 1997 e 1998; Fl. 123DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 24/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 10380.005867/200762 Acórdão n.º 280300.783 S2TE03 Fl. 121 3 • Que na NFLD 37.043.9040 contém várias rubricas salariais que são improcedentes, pois amparadas na CLT; • Que o INSS aplicou a multa acima do valor vigente, pois somente a PT 342/2006 elevou tal valor e este é de R$ 636,17; • Que a multa, também, é um tributo e assim só pode ser majorada por lei, assim não há lastro constitucional para o aumento da exação; • Que todos os autos de infração foram aplicados a partir de uma única ação fiscal e que isso configura tributo como meio de confisco; • Que o tributo não pode ser antieconômico, isto é, não pode inviabilizar a atividade geradora de riqueza; • Que o STF entende que a vedação ao confisco impede as penalidades elevadas, pois não há distinção entre tributo e penalidade; • Por fim pede: a) acolhimento da preliminar; b) reforma do acórdão a quo, declarandose nula a autuação. O recurso foi considerado tempestivo, fls. 117 e 118, sendo este remetido ao 2° Conselho de Contribuintes, fls 118. Entretanto, por conta da edição da MP 449/2008 convertida na Lei 11.941/2009 a competência de julgamento, hoje, é exercida pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda – CARF/MF. É o relatório. Fl. 124DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 24/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 10380.005867/200762 Acórdão n.º 280300.783 S2TE03 Fl. 122 4 Voto Conselheiro Eduardo de Oliveira O recurso foi interposto tempestivamente, conforme consta, as fls. 107, AR, recebido, em 17/12/2007, e Petição Recursal, de fls 110, com recepção do recurso, em 16/01/2008. A recorrente não realizou o depósito recursal, porém este foi revogado pela MP 413/2008. Inicialmente, cumpre esclarecer como já aventado que o depósito recursal foi extinto pela MP 413/2008 convertido na Lei 11.727/2008, ficando ultrapassada esta preliminar suscitada. As várias autuações aplicadas apenas espelham a incorreção das condutas do contribuinte em não cumprir com as exigências da legislação tributária, no que tange aos seus deveres instrumentais. Ainda, que entidade isenta ou imune esta não fica dispensada de cumprir as obrigações acessórias e não o fazendo na forma determinada na legislação se sujeita a aplicação de multas. As multas foram aplicadas tantas quantas foram as infrações cometidas e apuradas na ação fiscal. Não pode querer o contribuinte desrespeitar dez mandamentos legais e receber apenas uma multa por isso, pois a cada infração, em regra, corresponde uma sanção. A fiscalização não visa a cassar ou a fechar nada esta tão somente fez cumprir com suas obrigações legais, conforme artigo 37, caput, da CF/88 c/c o artigo 142, da Lei 5.172/66. Aliás, vejase o que diz o artigo 175, parágrafo único, do CTN. Art. 175. Excluem o crédito tributário: I a isenção; II a anistia. Parágrafo único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias dependentes da obrigação principal cujo crédito seja excluído, ou dela conseqüente. (grifo meu). Consta dos autos, as folhas 79 a 81, um BO, datado de 03/02/2003, onde se notícia o furto de planilhas de folhas de pagamento. Podese verificar do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, de fls. 08, que ação fiscal iniciouse, em 10/10/2006, e que na mesma data pelo Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, de fls. 11 e 12, as folhas foram solicitadas, compreendendo o período de 1996 a 2006, devendo estar à disposição da fiscalização no período determinado neste e na sede da empresa. Fl. 125DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 24/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 10380.005867/200762 Acórdão n.º 280300.783 S2TE03 Fl. 123 5 A alegação da empresa faz querer crer que o furto foi seletivo, ou seja, só levaram as folhas de pagamento de 1997 e 1998, pois as de 1999 a fevereiro de 2003 (data do furto), segundo o REFISC, de fls. 16 a 18, item 5 foram apresentadas, mas em desconformidade com o padrão. A empresa teve, também, três anos e oito meses para refazer as folhas de pagamento, bem como os demais elementos, sendo estes livros de registro de empregados, recibos de pagamento, RAIS, CAGED, GFIP e outros. Mas preferiu permanecer inerte. O furto dos documentos fiscais não justifica o não cumprimento da obrigação fiscal. PENAL. PROCESSO PENAL. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. ARTIGO 1º DA LEI Nº 8.137/90. INÉPCIA DA DENÚNCIA NÃO VERIFICADA. MATERIALIDADE E DOLO CONFIGURADOS. REDUÇÃO DA PENA. 1. Não é inepta a denúncia quando presentes os requisitos essenciais (CPP, art. 41) e substanciais (CPP, art. 43), possibilitando o exercício da defesa e do contraditório. 2. A materialidade restou demonstrada pelo conjunto probatório, onde se verifica que a empresa administrada pelo réu jamais escriturou o Livro de Registro de IPI, bem como na escrituração do Livro de Registro de Saídas de Mercadorias era adotada a prática de pular várias notas fiscais de vendas ou errar a soma sempre para menor nas de valor mais expressivo. Por essa razão, a receita bruta declarada pela empresa administrada pelo acusado não mereceu credibilidade, tendo o Fisco adotado como critério o arbitramento do lucro. 3. Ademais, a ocorrência de furto não seria óbice a reconstituição da escrituração contábil. Primeiro, porque, apesar da empresa não possuir todos os documentos, mantinha estreito relacionamento com clientes e fornecedores que poderiam enviar todos os documentos solicitados para refazer sua contabilidade. Segundo, porque foi roubada apenas uma das vias das notas fiscais, permanecendo outra via no arquivo da empresa que muito bem poderia ter sido apresentada ao Fisco. Terceiro, porque não tomou as providências legais exigidas pelo Fisco nestes casos, e, por fim, porque se negou a refazer sua escrituração. 4. A autoria e dolo são incontroversos, pois muito embora em seu interrogatório o acusado negue a sonegação fiscal, os documentos carreados aos autos dão conta que o réu era proprietário e administrador da empresa, bem como centralizava a sua administração à época do cometimento dos delitos, porquanto tomava as decisões administrativas e contábeis, bem assim era quem realizava os pagamentos e a ordenação de despesas. Portanto, evidente o intuito de suprimir tributos a fim de lesionar a Fazenda Pública. 5. Ausência da excludente supralegal de culpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa frente às dificuldades financeiras, seja porque o presente caso trata de sonegação fiscal, seja porque não há comprovação de que o acusado tenha utilizado qualquer estratégia para fugir da alegada crise financeira, a não ser a sonegação de impostos. 6. É de se reduzir a penabase, tendo em vista que o parâmetro a ser adotado para a fixação da pena inicial deve se ater ao termo médio bem como pelo fato de não constituir crime as CDAs relativas ao PIS e à COFINS. Fl. 126DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 24/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 10380.005867/200762 Acórdão n.º 280300.783 S2TE03 Fl. 124 6 (ACR 200272040091780, TADAAQUI HIROSE, TRF4 SÉTIMA TURMA, 24/10/2007) Equivocase a empresa quando diz que está sendo autuada duas vezes pelo mesmo fato. Pois na realidade a empresa está sendo autuada duas vezes, mas por fatos e violações distintas uma da outra, ainda, que em razão do mesmo tipo de documento. As duas faltas ensejadoras das autuações têm relação com as folhas de pagamento. Porém uma autuação referese à não apresentação das folhas de pagamento de 1997 e 1998, solicitadas, via TIAD, e não recebidas e a outra por apresentar as folhas dos anos de 1999 a 2006 desrespeitando o padrão exigido na legislação. Ou seja, duas faltas, duas autuações. TRIBUTÁRIO. MULTAS COMINADAS (CINCO) POR INFRAÇÃO A VÁRIAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. REGULARIDADE DAS SANÇOES APLICADAS PELO FISCO. IMPROVIMENTO DO APELO DO PARTICULAR, QUE AS PRETENDIA DESCONSTITUIR. 1. Não precisa o agente fiscal, ao ensejo de concluir a autuação empreendida (identificadora da ocorrência de descumprimento de obrigações tributárias acessórias), adotar outra providência que não seja a de comunicar, ao autuado, acerca da possibilidade de defesa e/ou pagamento da multa cominada; 2. Inocorre, na espécie, direito subjetivo que compreendesse informação acerca do fato de que, regularizadas as irregularidades no prazo da defesa, 'talvez' as multas pudessem ser relevadas; a possibilidade de "perdão" (não passa disso) tem fulcro no Art. 291, parágrafo 1º, do Regulamento da Previdência Social, o qual não obriga haja comunicação compulsória daquilo que, no fim de contas, é mera e abstrata hipótese; a Ordem de Serviços INSS/DAF nº 199/1999, que determina haja a comunicação ao contribuinte de "como" realizar o pagamento do tributo identificado pela fiscalização, nem de longe serve ao caso dos autos, e daí que não se presta para invalidar as autuações fustigadas; gizese, por oportuno, que, em relação a algumas das infrações identificadas (duas das cinco), os autos não noticiam regularização até os dias atuais, como bem destacado na sentença fustigada; 3. Demais disso, relativo especificamente ao AI DEBCAP nº 65.023.6720, outro argumento foi ventilado: o de que somente no final do ano fiscal deveria ser promovida a autenticação do livro diário; sucede, porém, que a exigência, posta na legislação de regência, é no sentido de que a esta se dê de noventa em noventa dias (RPS, Art. 225, II, parágrafo 13); 4. Apelação improvida. (AC 200282000038514, Desembargador Federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, TRF5 Terceira Turma, 02/12/2009) (grifo meu). A alegação relativa ao conteúdo da NFLD não será aqui analisada, pois não se trata deste assunto nestes autos. Fl. 127DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 24/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 10380.005867/200762 Acórdão n.º 280300.783 S2TE03 Fl. 125 7 Novamente, equivocase o contribuinte, a citada portaria não foi a única a corrigir o valor das multas desde, 09/05/1999, data da vigência do Regulamento da Previdência Social – RPS, apenso ao Decreto 3.048/99, conforme tabela, abaixo. AUTO DE INFRAÇÃO TABELA DE VALORES DA MULTA VARIÁVEL POR INFRAÇÃO PERÍODO VALOR MÍNIMO VALOR MÁXIMO DISPOSITIVO LEGAL 01/03/1994 a 30/04/1995 342,86 (URV) 34.285,88 (URV) PT/MPAS nº 928 DOU 07/03/1994 01/05/1995 a 30/04/1996 489,80 48.979,85 PT/MPAS nº 2006 DOU 09/05/1995 01/05/1996 a 31/05/1997 563,27 56.326,83 PT/MPAS nº 3242 DOU 13/05/1996 01/06/1997 a 31/05/1998 606,98 60.697,79 PT/MPAS nº 3964 DOU 06/06/1997 01/06/1998 a 31/05/1999 636,17 63.617,35 RPS – Dec. 3.048 de 06/05/1999 01/06/1999 a 31/05/2000 665,50 66.550,11 PT/MPAS 5.188 de 06/05/1999 01/06/2000 a 31/05/2001 704,17 70.416,67 PT/MPAS 6.211 de 25/05/2000 01/06/2001 a 31/05/2002 758,11 75.810,59 PT/MPAS 1.987 de 04/06/2001 01/06/2002 a 31/05/2003 827,86 82.785,16 PT/MPS 525 de 29/05/2002 01/06/2003 a 30/04/2004 991,03 99.102,12 PT/MPS 727 de 30/05/2003 01/05/2004 a 30/04/2005 1.035,92 103.591,44 PT/MPS 479 de 07/05/2004 01/05/2005 a 31/03/2006 1.101,75 110.174,67 PT/MPS 822 de 11/05/2005 01/04/2006 a 31/07/2006 1.156,83 115.683,40 PT/MPS 119 de 19/04/2006 01/08/2006 a 31/03/2007 1.156,95 115.694,42 PT/MPS 342 de 17/08/2006 01/04/2007 a 29/02/2008 1.195,13 119.512,33 PT/MPS 142 de 12/04/2007 01/03/2008 a 31/01/2009 1.254,89 125.487,95 PT/MPS/MF 77 de 11/03/2008 01/02/2009 a 31/12/2009 1.329,18 132.916,84 PT/MPS/MF 48, de 12/02/2009 01/01/2010 a 1.431,79 143.178,02 PT/MPS/MF 333, de 29/06/2010 Fl. 128DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 24/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA Processo nº 10380.005867/200762 Acórdão n.º 280300.783 S2TE03 Fl. 126 8 As portarias, acima citadas, apenas fazem consolidar o valor da infração nos termos da determinação legal do artigo 92 c/c o 102, ambos, da Lei 8.212/91 e do artigo 133 c/c o 134, ambos, da Lei 8.213/91. Os reajustes dos benefícios base para a majoração das multas são sempre instituídos por MP e estas são convertidas em lei. Assim, o princípio da legalidade está preservado, as portarias apenas divulgam os valores consolidados. A fiscalização como toda a Administração Pública deve atender ao determinado no artigo 37, caput, da CF/88, na redação da EC 19/1998, c/c o artigo 142, do CTN. Desta forma, não há a necessidade de se fazer dez fiscalizações para verificar a ocorrência de dez infrações e promover a aplicação das dez multas, todas as infrações observadas podem e devem ser sancionadas na mesma ação fiscal. O valor em conjunto da atuação não pode ser parâmetro para determinar o que é confisco, pois tais valores foram estabelecidos de forma adequada e regular pelo poder competente e ao fisco cabe aplicar a lei existente, vigente e válida. A multa não é tributo é isto o artigo 3°, da Lei 5.172/66, deixa bem claro, pois tributo não se configura em sanção a ato ilícito. Em segundo, lugar entidade filantrópica não empreende, assim, não gera riqueza econômica. Ademais, as sanções aplicadas não visam a inviabilizar a atividade do ente beneficente, mas apenas punir sua conduta de desrespeito à lei. A quantidade de autos aplicados decorre única e exclusivamente das condutas do autuado que se somaram ao longo do período de fiscalização, cabe a ele diligenciar sua conduta de forma a adequála as exigências legais e não desrespeitar a lei, a fim de alegar o suposto excesso de punição como violador de seu direito, o que seria alegar a própria “torpeza” em seu benefício. As penalidades estão aplicadas dentro do estabelecido em lei. CONCLUSÃO: Destarte, com esses argumentos expostos acima voto por CONHECER DO RECURSO, afastando a preliminar alegada, pois superada pela revogação do depósito e para no mérito NEGARLHE PROVIMENTO, haja vista que as alegações do contribuinte não encontram respaldo na legislação. (Assinado digitalmente). Eduardo de Oliveira. Fl. 129DF CARF MF Emitido em 24/08/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA Assinado digitalmente em 17/06/2011 por EDUARDO DE OLIVEIRA, 24/06/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE L IMA
score : 1.0
Numero do processo: 13819.001764/2005-62
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2002
COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelece-se a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos firmados por profissional
que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços por meio de declaração com firma reconhecida apresentada pelo contribuinte, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos.
DESPESAS COM PLANO DE SAÚDE PRÓPRIO E DE SEUS DEPENDENTES
São dedutíveis as despesas próprias com Plano de Saúde e de seus
dependentes, desde que devidamente comprovadas.
Recurso Provido
Numero da decisão: 2802-001.565
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: GERMAN ALEJANDRO SAN MARTÍN FERNÁNDEZ
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Restabelecese a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos firmados por profissional que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços por meio de declaração com firma reconhecida apresentada pelo contribuinte, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. DESPESAS COM PLANO DE SAÚDE PRÓPRIO E DE SEUS DEPENDENTES São dedutíveis as despesas próprias com Plano de Saúde e de seus dependentes, desde que devidamente comprovadas. Recurso Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. Fl. 79DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: German Alejandro San Martin Fernández, Lucia Reiko Sakae, Julianna Bandeira Toscano, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros e Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente). Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos André Ribas de Mello. Relatório Versam os autos sobre Auto de Infração de Imposto de Renda Pessoa Física, anocalendário 2002 (fls. 23 vº.), decorrente da glosa de R$ 24.165,28, correspondente a dedução indevida de despesas médicas, por falta de comprovação, resultando no imposto suplementar de R$ 6.466,64 (fls. 26), acrescido de multa e juros de mora. Intimado, o Recorrente apresentou Impugnação de fls. 01/02, acolhida em parte (fls. 34/39), para restabelecer a despesa médica de R$ 2.538,08, alterar a contribuição oficial para R$ 6.237,68 e, por conseguinte, apurar imposto de renda suplementar no valor R$ 5.683,43, mediante as seguintes considerações: “Os recibos emitidos pelo CO Centro de Odontologia S/C Ltda. (CNPJ 55.053.755/000146), fls. 04/06, no valor total de R$ 17.365,00, não serão aceitos em razão de não estarem em conformidade com a legislação citada acima, pois não identificam o beneficiário dos serviços prestados, local de prestação de serviço, nem o tipo de serviços prestado, trazendo apenas a descrição "honorários por serviços profissionais". Ademais, o documento hábil a comprovar serviços prestados por pessoa jurídica é a nota fiscal e não recibos. Quanto às fichas de orçamentos anexadas às fls. 28/30, essas não identificam o profissional que prestará o serviço, não havendo como vincular os serviços discriminados com os recibos emitidos pelo Centro de Odontologia. A receita médica anexada às fls. 30 foi assinada pelo Profissional João Rafael Salemm. Não há nos autos recibos emitidos por esse profissional, nem vinculação do mesmo com o Centro de Odontologia. O recibo emitido pelo profissional Luiz Álvaro S. de Souza (fls. 06), no valor de R$ 25,00, atende aos requisitos estabelecidos pelo inciso III do § 1° do art. 80 do RIR/1999, razão pela qual será restabelecida a despesa originalmente declarada. Quanto às despesas constantes no Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda na Fonte (fls. 07), verificase que o valor de R$ 25,00 referese a pagamento relativo a despesas médicas e odontológicas, devendo, portanto, ser restabelecido esse valor referente a despesas médicas. Já o pagamento no valor de R$ 4.237,20 está identificado como Contribuição Assistencial não existindo previsão legal para deduções dessas despesas. Não existe nos autos qualquer comprovação de que esses valores referemse a despesas médicas passíveis de deduções. Os documentos de fls. 10/22, no valor total de R$ 2.488,08, referemse a despesas médicas devidamente comprovadas com a dependente Bernardina Elid Bonini, devendo ser restabelecido esse valor como despesas médicas. Ressaltese que o recibo referente ao mês 09/2002 foi anexado em duplicidade. Em relação às contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, essas são dedutíveis na base de c cálculo do imposto devido na declaração de rendimentos, desde que devidamente comprovadas. Em análise ao comprovante de rendimentos anexados aos autos (fls. Fl. 80DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13819.001764/200562 Acórdão n.º 280201.565 S2TE02 Fl. 80 3 08), bem como a declaração de ajuste anual do contribuinte constante nos Sistemas da Receita Federal, constatase que o contribuinte faz jus à dedução referente à previdência oficial, no valor de R$ 6.237,68 e não R$ 5.927,74, como erroneamente informado pelo contribuinte”. Nas razões de Voluntário (fls. 43/49), o Recorrente anexa declaração do profissional João Rafael Salemme confirmando o tratamento odontológico realizado e o recebimento da importância de R$ 17.865,00 deduzida e documento comprobatório de despesas com plano de saúde (IMASF), no valor de R$ 4.237,20. Era o de essencial a ser relatado. Passo a decidir. Voto Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández, Relator. Por tempestivo e pela presença dos pressupostos recursais exigidos pela legislação, conheço do recurso. Por ocasião da interposição do Recurso Voluntário (fls. 43/49), o Recorrente anexa declaração com firma reconhecida do profissional João Rafael Salemme, confirmando o tratamento odontológico realizado e o recebimento da importância de R$ 17.865,00 (fls. 74) e documento comprobatório de despesas com plano de saúde à fl. 76 (IMASF), no valor de R$ 4.237,20, referentes ao Recorrente e à sua dependente Leonor Franz Bonini (fl. 61). Dada a prova apresentada, reconheço a dedutibilidade das despesas odontológicas com o profissional João Rafael Salemme e das despesas com Plano de Saúde (IMASF) a que se refere a declaração de fl. 76. Nesse sentido já decidiu esta C. 2ª Turma Especial, no Acórdão n. 2802 00.402, em 27/07/2010, relatoria do Conselheiro Sidney Ferro Barros: COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS POR DECLARAÇÃO DO PROFISSIONAL PRESTADOR. Restabelecese a dedução de despesas médicas lastreadas em recibos firmados por profissional que confirma a autenticidade destes e a efetiva prestação dos serviços por meio de declaração com firma reconhecida apresentada pelo contribuinte, se nada mais há nos autos que desabone tais documentos. O fato da prova não ter sido feita em momento oportuno, não impede que este órgão julgador as aprecie e lhe reconheça a validade. Este E. Conselho já decidiu: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL NULIDADE A não apreciação de documentos juntados aos autos depois da impugnação tempestiva e antes da decisão fere o princípio da Fl. 81DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 4 verdade material, com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legitimidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento. Preliminar acolhida. Recurso provido Acórdão nº 10319.789, 3ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, prolatado em 08 de dezembro de 1998, relatora Conselheira Sandra Maria Dias Nunes. No mesmo sentido, Alberto Xavier : “afronta ao princípio da ampla defesa e da verdade material qualquer restrição ao exercício do direito à prova em função da fase do processo, desde que anterior à decisão final tomada na segunda instância”.(Princípios do Processo Administrativo e Judicial Tributário, 1ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2005, p.160). Ex positis, conheço do recurso e no mérito lhe dou provimento, É o meu voto. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 82DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13819.001764/200562 Acórdão n.º 280201.565 S2TE02 Fl. 81 5 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão em epígrafe. Brasília/DF, 13 de julho de 2012 (assinado digitalmente) JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 83DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO 6 Fl. 84DF CARF MF Impresso em 16/08/2012 por JOSE ROBERTO DE FARIA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente e m 13/07/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERN, Assinado digitalmente em 16/08/2012 por JORGE CLA UDIO DUARTE CARDOSO
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