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Numero do processo: 13855.002978/2008-62
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. FOLHA DE PAGAMENTO.
Constitui infração a empresa deixar de preparar as folhas de pagamentos das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo INSS.
RELEVAÇÃO. REQUISITOS.
A multa somente é relevada se o infrator primário não tiver incorrido em agravantes e comprovar a correção da falta durante o prazo para impugnação, nos termos do artigo 291, § 1º do Regulamento da Previdência Social.
Numero da decisão: 2403-000.705
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. FOLHA DE PAGAMENTO. Constitui infração a empresa deixar de preparar as folhas de pagamentos das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo INSS. RELEVAÇÃO. REQUISITOS. A multa somente é relevada se o infrator primário não tiver incorrido em agravantes e comprovar a correção da falta durante o prazo para impugnação, nos termos do artigo 291, § 1º do Regulamento da Previdência Social.
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FOLHA DE PAGAMENTO. Constitui infração a empresa deixar de preparar as folhas de pagamentos das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo INSS. RELEVAÇÃO. REQUISITOS. A multa somente é relevada se o infrator primário não tiver incorrido em agravantes e comprovar a correção da falta durante o prazo para impugnação, nos termos do artigo 291, § 1º do Regulamento da Previdência Social. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente/Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 103DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento Rio de Janeiro I, acórdão 12 – 32.999 10ª Turma, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária acessória. Segundo o Relatório Fiscal da Infração, tratase de Auto de Infração (AI DEBCAD 37.143.2723, CFL 30), lavrado em 24/09/2008, no montante de R$ 1.254,89, por a empresa deixar de incluir em folha de pagamento, no período de 01/2005 a 12/2005, os valores correspondentes ao fornecimento de Cestas Básicas e Valetik Alimentação e por deixar ainda de inserir em sua Folha de Pagamento na competência 08/2005 a remuneração paga ao segurado contribuinte individual senhor José Carlos Salgado. Tal conduta omissiva constitui infração ao artigo 32, I, da Lei n° 8.212/1991, c/c art. 225, I e parágrafo 90, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/1999, por elaborar folhas de pagamentos mensais em desacordo com os padrões e normas estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. Inconformada com a decisão da DRJ, a recorrente apresentou recurso voluntário onde alega, em síntese, que: § Corrigiu as falhas. § Solicitou a relevação da multa. § Delegacia da Receita Federal de Franca, que orientou quanto a relevação da multa. § Na solicitação, deixou de juntar os documentos por orientação da própria fiscalização, o que fez agora, juntando cópia das folhas de pagamento devidamente refeitas na época própria, de acordo com a legislação, bem como da inscrição da empresa no PAT e dos recolhimentos das verbas patronais, segurados e terceiros. É o Relatório. Fl. 104DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13855.002978/200862 Acórdão n.º 240300.705 S2C4T3 Fl. 98 3 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. A tese apresentada pela recorrente é que a multa deve ser relevada em razão de ter corrigido a falta e da previsão legal de relevação de multa estabelecida pelo § 1°, do artigo 291 do RPS. Destaco que apesar de o referido artigo estar revogado, quando da autuação (26/09/2008) e da impugnação (14/10/2008) estava em vigor. Art. 291. Constitui circunstância atenuante da penalidade aplicada ter o infrator corrigido a falta até o termo final do prazo para impugnação. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) § 1o A multa será relevada se o infrator formular pedido e corrigir a falta, dentro do prazo de impugnação, ainda que não contestada a infração, desde que seja o infrator primário e não tenha ocorrido nenhuma circunstância agravante. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) § 2º O disposto no parágrafo anterior não se aplica à multa prevista no art. 286 e nos casos em que a multa decorrer de falta ou insuficiência de recolhimento tempestivo de contribuições ou outras importâncias devidas nos termos deste Regulamento. (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) § 3o Da decisão que atenuar ou relevar multa cabe recurso de ofício, de acordo com o disposto no art. 366. (Redação dada pelo Decreto nº 6.032, de 2007) (Revogado pelo Decreto nº 6.727, de 2009) Entendo que, para o controle da legalidade, devese analisar se os requisitos estabelecidos pelo § 1°, do artigo 291 do RPS foram cumpridos. Um dos requisitos é a correção da falta dentro do prazo de impugnação. Segundo o Decreto 70.235/72, as provas devem ser apresentadas na impugnação, após o que, ocorre a preclusão do direito de apresentálas. Art. 16. A impugnação mencionará: § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) Fl. 105DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) No prazo de impugnação a recorrente não comprovou a correção das faltas. Entendo que não deve ser acatado o pedido de relevação da multa. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 106DF CARF MF Emitido em 22/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 1/09/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 16832.000029/2010-19
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Aug 25 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram a autuação, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade da autuação.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PAGAMENTO EM ESPÉCIE ALIMENTAÇÃO
EMPRESA NÃO INSCRITA NO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO.
O pagamento, em espécie, de alimentação aos segurados empregados por empresa não inscrita no PAT Programa de Alimentação do Trabalhador, integra o salário de contribuição e se constitui em fato gerador de contribuições sociais previdenciárias.
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO VALE-TRANSPORTE PAGAMENTO EM PECÚNIA POSICIONAMENTO PLENÁRIO DO STF PARCELA NÃO INTEGRANTE.
No RE 478.410/SP, Relator Min. Eros Grau, com o Acórdão publicado em 14.05.2010, em decisão do PLENÁRIO DO STF, decidiu-se que a cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de vales-transporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa.
Desta forma, como esta decisão plenária do STF no RE 478.410/SP se amolda ao disposto no art. 62, parágrafo único, inciso I, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, tem-se então que as parcelas pagas em pecúnia aos segurados a título de vale-transporte não têm natureza salarial.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-000.733
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, para afastar a incidência de contribuição social previdenciária nos levantamentos relacionados ao Vale-transporte. Vencidos os conselheiros Marthius Sávio
Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto na questão da tributação do PAT.
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO INOBSERVÂNCIA DE PRECEITO FUNDAMENTAL À VALIDADE DA AUTUAÇÃO INOCORRÊNCIA. Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram a autuação, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade da autuação. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PAGAMENTO EM ESPÉCIE ALIMENTAÇÃO EMPRESA NÃO INSCRITA NO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO. O pagamento, em espécie, de alimentação aos segurados empregados por empresa não inscrita no PAT Programa de Alimentação do Trabalhador, integra o salário de contribuição e se constitui em fato gerador de contribuições sociais previdenciárias. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO VALE-TRANSPORTE PAGAMENTO EM PECÚNIA POSICIONAMENTO PLENÁRIO DO STF PARCELA NÃO INTEGRANTE. No RE 478.410/SP, Relator Min. Eros Grau, com o Acórdão publicado em 14.05.2010, em decisão do PLENÁRIO DO STF, decidiu-se que a cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de vales-transporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa. Desta forma, como esta decisão plenária do STF no RE 478.410/SP se amolda ao disposto no art. 62, parágrafo único, inciso I, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, tem-se então que as parcelas pagas em pecúnia aos segurados a título de vale-transporte não têm natureza salarial. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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Tendo o fiscal autuante demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram a autuação, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, não há que se falar em nulidade da autuação. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO PAGAMENTO EM ESPÉCIE ALIMENTAÇÃO EMPRESA NÃO INSCRITA NO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR PAT INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO. O pagamento, em espécie, de alimentação aos segurados empregados por empresa não inscrita no PAT Programa de Alimentação do Trabalhador, integra o salário de contribuição e se constitui em fato gerador de contribuições sociais previdenciárias. PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO VALETRANSPORTE PAGAMENTO EM PECÚNIA POSICIONAMENTO PLENÁRIO DO STF PARCELA NÃO INTEGRANTE. No RE 478.410/SP, Relator Min. Eros Grau, com o Acórdão publicado em 14.05.2010, em decisão do PLENÁRIO DO STF, decidiuse que a cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de valestransporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa. Desta forma, como esta decisão plenária do STF no RE 478.410/SP se amolda ao disposto no art. 62, parágrafo único, inciso I, do Anexo II do Fl. 1DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 2 Regimento Interno do CARF, temse então que as parcelas pagas em pecúnia aos segurados a título de valetransporte não têm natureza salarial. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para afastar a incidência de contribuição social previdenciária nos levantamentos relacionados ao ValeTransporte. Vencidos os conselheiros Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto na questão da tributação do PAT. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Jhonatas Ribeiro da Silva (substituto). Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16832.000029/201019 Acórdão n.º 240300.733 S2C4T3 Fl. 176 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, fls. 152 a 159, com Anexos às fls. 160 a 171, interposto pela Recorrente – HOPEVIG VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA., contra Acórdão nº 1229.793 – 10ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro I RJ I, fls. 142 a 149, que julgou procedente o Auto de Infração de Obrigações Principais AIOP nº 37.251.5975, fl. 01, no valor consolidado de R$ 529.454,33 (quinhentos e vinte e nove mil, quatrocentos e cinqüenta e quatro reais e trinta e três centavos). O lançamento é referente às contribuições devidas à Seguridade Social, correspondentes à parte da empresa, e às destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa, no período de 01/2006 a 12/2006: Contribuição patronal (20%) incidente sobre a remuneração de empregados apurada na contabilidade (ValeTransporte e ValeRefeição pagos em dinheiro); Contribuição patronal para financiar os benefícios concedidos em razão do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho GILRAT (3%) incidente sobre a remuneração de segurados empregados apurada na contabilidade (ValeTransporte e ValeRefeição pagos em dinheiro); O Relatório Fiscal, às fls. 60 a 64, com Anexos às fls. 26 a 59 e 66 a 94, destaca que foram apurados nos arquivos digitais de contabilidade (contas 085 — VALE TRANSPORTE e 086 — VALEREFEIÇÃO), valores pagos em dinheiro a título de Vale Transporte e Vale Refeição, procedimento este que não encontra respaldo na legislação. Tais valores foram considerados como base de cálculo para efeito de recolhimento das contribuições previdenciárias. Utilizouse na AuditoriaFiscal os códigos de levantamento: VR VALE REFEIÇÃO PAGO EM DINHEIRO VR1 VALE REFEIÇÃO PAGO EM DINHEIRO VT VALE TRANSP PAGO EM DINHEIRO VT1 VALE TRANSP PAGO EM DINHEIRO A ciência do AIOP ocorreu em 03.01.2010, às fls. 01. O período objeto do AIOP, conforme o Relatório Discriminativo do Débito, às fls. 04, é de 01/2006 a 12/2006. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 4 A Recorrente apresentou impugnação, às fls. 99 a 106, com Anexos às fls. 107 a 140. A Recorrida analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, nos termos do Acórdão nº 1229.793 – 10ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro I RJ I, fls. 142 a 149, conforme Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2006 Lançamento. Validade. Não merece acolhida a alegação de nulidade do lançamento, haja vista que todos os relatórios foram entregues ao contribuinte, onde consta a indicação de onde os valores foram extraídos e os dispositivos legais que amparam o lançamento. Vale Refeição e Vale Transporte. Pagamento em pecúnia. Incidência. Tratandose de parcela cuja nãoincidência esteja condicionada ao cumprimento de requisitos previstos na legislação previdenciária, o pagamento em desacordo com a legislação de regência se sujeita à tributação. Convenções Coletivas. Efeitos. As convenções entre particulares, que façam leis entre as partes, não podem se opor à Fazenda Pública. Diligência. Indeferimento. Indeferese o pedido de diligência quando esta se mostra prescindível. Provas. Preclusão. O momento para a produção de provas, no processo administrativo, é juntamente com a impugnação. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada com a decisão de 1ª instância, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário, fls. 152 a 159, com Anexos às fls. 160 a 171, onde alega em apertada síntese: Em sede Preliminar. (i) Do preceito fundamental à validade do lançamento. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16832.000029/201019 Acórdão n.º 240300.733 S2C4T3 Fl. 177 5 No Mérito. (ii) ARBITRAMENTO NA INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÕES (EMPRESA 20 % E RAT 3 %) SOBRE VALETRANSPORTES E VALESREFEIÇÕES, EM PECÚNIA. Não bastassem os dispositivos e entendimentos adiante ilustrados tais verbas, ValeTransporte e ValesRefeições, tem como finalidade o deslocamento casa/trabalho e vice e versa, e através de uma simples solicitação aquela Fiscalização poderia ter constatado que a verba tinha única e exclusivamente o fim de deslocamento de funcionários, constato através da tarifa modal vigente à lavratura com a declaração do funcionários quando de sua admissão. De mesmo modo versa o ValeRefeição quando o valor pago ao funcionário destinase única e exclusivamente para alimentação/refeição do trabalhador, vez que se verifica pelo valor obrigado em Acordos/Convenções e Dissídios e por contrato de prestação de serviços vezes os dias úteis efetivamente trabalhados. O STJ tem o entendimento que quando do desconto do vale transporte de 6% (seis por cento) não o que se falar em incidência para contribuição previdenciária (Recurso Especial n° 664.068 RJ 2004/00733474. Relator Ministro Luiz Fux, lª Turma STJ) Posteriormente, os autos foram enviados ao Conselho, para análise e decisão, fls. 174. É o Relatório. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 174. Avaliados os pressupostos, passo para as Questões Preliminares e ao Mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES (i) Do Preceito fundamental à lavratura do Auto de Infração Não obstante a argumentação do Recorrente, não confiro razão ao mesmo pois, de plano, notase que o procedimento fiscal atendeu a todas as determinações legais, não havendo, pois, nulidade por vício insanável e tampouco cerceamento de defesa. Foi realizada auditoriafiscal que resultou no lançamento do Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP, de contribuições destinadas à Seguridade Social correspondente a parte patronal e a de segurados. Desta forma, conforme o artigo 37 da Lei n° 8.212/91, foi lavrado AIOP nº 37.251.5975 que, conforme definido nos artigos 460, 467 e 468 da IN RFB n° 971/2009, é o documento constitutivo de crédito relativo às contribuições devidas à Previdência Social e a outras importâncias arrecadadas pela RFNB, apuradas mediante procedimento fiscal: Lei n° 8.212/91 Art. 37. Constatado o nãorecolhimento total ou parcial das contribuições tratadas nesta Lei, não declaradas na forma do art. 32 desta Lei, a falta de pagamento de benefício reembolsado ou o descumprimento de obrigação acessória, será lavrado auto Fl. 6DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16832.000029/201019 Acórdão n.º 240300.733 S2C4T3 Fl. 178 7 de infração ou notificação de lançamento. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). IN RFB n° 971/20095 Art. 460. São documentos de constituição do crédito tributário relativo às contribuições de que trata esta Instrução Normativa: I Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), é o documento declaratório da obrigação, caracterizado como instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário; II Lançamento do Débito Confessado (LDC), é o documento por meio do qual o sujeito passivo confessa os débitos que verifica; III Auto de Infração (AI), é o documento constitutivo de crédito, inclusive relativo à multa aplicada em decorrência do descumprimento de obrigação acessória, lavrado por AFRFB e apurado mediante procedimento de fiscalização; IV – Notificação de Lançamento (NL), é o documento constitutivo de crédito expedido pelo órgão da Administração Tributária; V Débito Confessado em GFIP (DCG), é o documento que registra o débito decorrente de divergência entre os valores recolhidos em documento de arrecadação previdenciária e os declarados em GFIP; e Art. 467. Será lavrado Auto de Infração ou Notificação de Lançamento para constituir o crédito relativo às contribuições de que tratam os arts. 2º e 3º da Lei nº 11.457, de 2007. Art. 468. A autoridade administrativa competente para a lavratura do Auto de Infração pelo descumprimento de obrigação principal ou acessória, nos termos dos arts. 142 e 196 da Lei nº 5.172, de 1966 (CTN), e art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, é o AFRFB que presidir e executar o procedimento fiscal. Parágrafo único. Considerase procedimento fiscal quaisquer das espécies elencadas no art. 7º e seguintes do Decreto nº 70.235, de 1972, observadas as normas específicas da RFB. (grifo nosso) Podese elencar as etapas necessárias à realização do procedimento: • A autorização por meio da emissão de TIPF – Termo de Início do Procedimento Fiscal, o qual contém o Fl. 7DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 8 Mandado de Procedimento Fiscal – MPF F, com a competente designação do AuditorFiscal responsável pelo cumprimento do procedimento, bem como a intimação para que o contribuinte para que apresentasse todos os documentos capazes de comprovar o cumprimento da legislação previdenciária; • A autuação dentro do prazo autorizado pelo referido Mandado, com a apresentação ao contribuinte dos fatos geradores e fundamentação legal que constituíram a lavratura do auto de infração ora contestado, com as informações necessárias para que o autuado pudesse efetuar as impugnações que considerasse pertinentes: a. IPC Instruções para o Contribuinte (que tem a finalidade de comunicar ao contribuinte como regularizar seu débito, como apresentar defesa e outras informações); b. DD Discriminativo do Débito (Este relatório lista, em suas páginas iniciais, todas as características que compõem o levantamento, que é um agrupamento de informações que servirão para apurar o débito de contribuição previdenciária existente. Na seqüência, discrimina, por estabelecimento, competência e, levantamento, as bases de cálculo, as rubricas, as alíquotas, os valores já recolhidos, confessados, autuados ou retidos, as deduções permitidas (saláriofamília, salário maternidade e compensações), as diferenças existentes e o valor dos juros SELIC, da multa e do total cobrado.); c. RDA – Relatório de Documentos Apresentados (Este relatório relaciona, por estabelecimento e por competência, as parcelas que foram deduzidas das contribuições apuradas, constituídas por recolhimentos, valores espontaneamente confessados pelo sujeito passivo e, quando for o caso, por valores que tenham sido objeto); d. RADA – Relatório de Apropriação de Documentos Apresentados (Este relatório demonstra como os seguintes documentos, apresentados pelo contribuinte ou apurados em procedimento fiscal, foram apropriados pela fiscalização: GRPS, GPS, LDC, CRED (créditos diversos) e DNF (valores destacados em nota fiscal ainda não recolhidos)); e. FLD Fundamentos Legais do Débito (que indica os dispositivos legais que autorizam o lançamento e a cobrança das contribuições exigidas, de acordo com a legislação vigente à época do respectivo fato gerador); f. VÍNCULOS Relatório de Vínculos (que lista todas as pessoas físicas ou jurídicas em razão de seu vínculo com o sujeito passivo, indicando o tipo de vínculo existente e o período); g. REFISC – Relatório Fiscal. Cumprenos esclarecer ainda, que o lançamento fiscal foi elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva Fl. 8DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16832.000029/201019 Acórdão n.º 240300.733 S2C4T3 Fl. 179 9 ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Analisandose o AIOP nº 37.251.5975, temse que foi cumprido integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Do Mérito. (ii) ARBITRAMENTO NA INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÕES (EMPRESA 20 % E RAT 3 %) SOBRE VALETRANSPORTES E VALESREFEIÇÕES, EM PECÚNIA. Não bastassem os dispositivos e entendimentos adiante ilustrados tais verbas, ValeTransporte e ValesRefeições, tem como finalidade o deslocamento casa/trabalho e vice e versa, e através de uma simples solicitação aquela Fiscalização poderia ter constatado que a verba tinha única e exclusivamente o fim de deslocamento de funcionários, constato através da tarifa modal Fl. 9DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 10 vigente à lavratura com a declaração do funcionários quando de sua admissão. De mesmo modo versa o ValeRefeição quando o valor pago ao funcionário destinase única e exclusivamente para alimentação/refeição do trabalhador, vez que se verifica pelo valor obrigado em Acordos/Convenções e Dissídios e por contrato de prestação de serviços vezes os dias úteis efetivamente trabalhados. O STJ tem o entendimento que quando do desconto do vale transporte de 6% (seis por cento) não o que se falar em incidência para contribuição previdenciária (Recurso Especial n° 664.068 RJ 2004/00733474. Relator Ministro Luiz Fux, lª Turma STJ) (ii.1) Do valetransporte pago em pecúnia. A questão central é se determinar se o valetransporte pago em espécie sofre ou não a incidência de contribuição social previdenciária. De plano, devemos observar o Regimento Interno do CARF em seu art. 62, parágrafo único, inciso I, do Anexo II: Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. (grifo nosso) Outrossim, o RE 478.410/SP, Relator Min. Eros Grau, com o Acórdão publicado em 14.05.2010, em decisão do PLENÁRIO DO STF, decidiu que a cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de valestransporte, Fl. 10DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16832.000029/201019 Acórdão n.º 240300.733 S2C4T3 Fl. 180 11 pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa: EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALETRANSPORTE. MOEDA. CURSO LEGAL E CURSO FORÇADO. CARÁTER NÃO SALARIAL DO BENEFÍCIO. ARTIGO 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. CONSTITUIÇÃO COMO TOTALIDADE NORMATIVA. 1. Pago o benefício de que se cuida neste recurso extraordinário em valetransporte ou em moeda, isso não afeta o caráter não salarial do benefício. 2. A admitirmos não possa esse benefício ser pago em dinheiro sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso legal da moeda nacional. 3. A funcionalidade do conceito de moeda revelase em sua utilização no plano das relações jurídicas. O instrumento monetário válido é padrão de valor, enquanto instrumento de pagamento sendo dotado de poder liberatório: sua entrega ao credor libera o devedor. Poder liberatório é qualidade, da moeda enquanto instrumento de pagamento, que se manifesta exclusivamente no plano jurídico: somente ela permite essa liberação indiscriminada, a todo sujeito de direito, no que tange a débitos de caráter patrimonial. 4. A aptidão da moeda para o cumprimento dessas funções decorre da circunstância de ser ela tocada pelos atributos do curso legal e do curso forçado. 5. A exclusividade de circulação da moeda está relacionada ao curso legal, que respeita ao instrumento monetário enquanto em circulação; não decorre do curso forçado, dado que este atinge o instrumento monetário enquanto valor e a sua instituição [do curso forçado] importa apenas em que não possa ser exigida do poder emissor sua conversão em outro valor. 6. A cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de valestransporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade normativa. Fl. 11DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 12 Recurso Extraordinário a que se dá provimento. Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, conheceu e deu provimento ao recurso extraordinário, vencidos os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio. Votou o Presidente, Ministro Gilmar Mendes. Falaram, pela recorrente, a Dra. Maria Leonor Vieira e, pelo recorrido, o Dr. Bruno de Medeiros Arcoverde, Procurador da Fazenda Nacional. Plenário, 10.03.2010. Em que pese haver a distribuição de Embargos de Declaração no Recurso Extraordinário 478.410/SP, pendente de julgamento, não há como deixar de observar que houve uma decisão plenária do STF nesta questão decidindo que a cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago, em dinheiro, a título de valestransporte, pelo recorrente aos seus empregados afronta a Constituição. Outrossim, como esta decisão plenária do STF no RE 478.410/SP se amolda ao disposto no Regimento Interno do CARF em seu art. 62, parágrafo único, inciso I, do Anexo II, temos então que no presente AIOP nº 37.251.5975 as parcelas pagas em pecúnia aos segurados a título de valetransporte não têm natureza salarial. Portanto, neste AIOP nº 37.251.5975 devese afastar a incidência de contribuição social previdenciária em relação aos levantamentos de VALE TRANSPORTE. (ii.2) Do valerefeição pago em pecúnia. Conforme o constatado no Relatório Fiscal, às fls. 60 a 64, a Recorrente fornece alimentação aos empregados, por meio de pagamento em espécie, sem estar inscrita no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), requisito este disposto expressamente na legislação. A Lei n° 6.321, de 14 de abril de 1976, que trata do Programa de Alimentação do Trabalhador: Art.3°. Não se inclui como salário de contribuição a parcela paga 'in natura' pela empresa, nos programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho. O Decreto n° 5, de 14 de janeiro de 1991, que regulamenta a Lei n°6.321/76: Fl. 12DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16832.000029/201019 Acórdão n.º 240300.733 S2C4T3 Fl. 181 13 Art. 1°. A pessoa jurídica poderá deduzir, do imposto de renda devido, valor equivalente a aplicação da aliquota cabível do imposto de renda sobre a soma das despesas de custeio realizadas, no períodobase, em Programas de Alimentação do Trabalhador, previamente aprovados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social MTPS nos termos deste regulamento. (...) § 4° para os efeitos deste Decreto, entendese como prévia aprovação pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, a apresentação de documento hábil a ser definido em Portaria dos Ministros do Trabalho e Previdência Social, da Economia, Fazenda e Planejamento e da Saúde. (...) Art. 4°. Para a execução dos programas de alimentação do trabalhador, a pessoa jurídica beneficiária pode manter serviço próprio de refeições, distribuir alimentos e firmar convênio com entidades fornecedoras de alimentação coletiva, sociedades civis, sociedades comerciais e sociedades cooperativas. (Redação dada pelo Decreto n. 0 2.101, de 23 de dezembro de 1996). Art. 6°. Nos programas de alimentação do trabalhador, previamente aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência: Social a parcela paga natura' pela empresa não tem natureza salarial, não se incorpora à remuneração para quaisquer efeitos, não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e nem se configura como rendimento tributável do trabalhador. Desta forma, de acordo com a legislação de regência do PAT, o fornecimento de alimentação não integra o saláriodecontribuição para fins de incidência de contribuições previdenciárias, quando, nos termos da Lei n°6.321, de 1976, atenda os requisitos do programa de alimentação previamente aprovado pelo Ministério do Trabalho. Conforme o disposto na legislação previdenciária, art. 28, § 9º , c, Lei 8.212/1991, o fornecimento de alimentação integra o saláriodecontribuição para fins de incidência de contribuições previdenciárias quando não atenda os requisitos do programa de alimentação aprovado pelo Ministério do Trabalho. (Lei 8.212/1991) Art. 28. Entendese por saláriode contribuição: (...) Fl. 13DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI 14 § 9º Não integram o saláriodecontribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97) (...) c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social, nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976; Ademais, embora existam decisões judiciais em sentido contrário, o Poder Judiciário também apresenta posicionamentos neste sentido da exigibilidade da contribuição previdenciária: TRIBUTÁRIO: EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PAGAMENTOS A FUNCIONÁRIOS DO BANCO. ACORDO COLETIVO. HABITUALIDADE E FINALIDADE. NATUREZA JURÍDICA. REMUNERAÇÃO. INCIDÊNCIA. EXIGIBILIDADE. LANÇAMENTO. DECADÊNCIA PARCIAL. I Os pagamentos habituais efetuados pelo banco aos seus funcionários empregados, tais como ajuda de custo para supervisor de contas, prêmio produção, salário, licença prêmio, gratificação semestral, auxilio crechebabá e ajuda de custo aluguel/alimentação/transporte compõem a remuneração e integram o salário de contribuição, donde exigível a contribuição previdenciária sobre tais verbas (Lei CF, art. 201 § 11°c Lei 8212/91, art. 28, I). II O acordo coletivo e a convenção coletiva de trabalho não têm o condão de afastar a lei, dispondo sobre a natureza jurídica de verbas percebidas pelo empregado, nem tampouco excluilas da incidência da contribuição previdenciária. (TRF3 — REO — REMESSA EX OFICIO 429742 Processo n° 98030621629 SP. Decisão 28/05/2002. 2° Turma. Relatora Des. Marianina Galante. DJU 28/02/2002). Desta forma, não prospera a argumentação da Recorrente pois a legislação aponta expressamente a incidência de contribuição previdenciária na parcela "in natura" recebida em desacordo com os programas de alimentação aprovados pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social Programa de Alimentação do Trabalhador. Fl. 14DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI Processo nº 16832.000029/201019 Acórdão n.º 240300.733 S2C4T3 Fl. 182 15 CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do recurso e, NO MÉRITO, DAR PROVIMENTO PARCIAL AO RECURSO para afastar a incidência de contribuição social previdenciária nos levantamentos relacionados ao VALETRANSPORTE. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 15DF CARF MF Impresso em 27/03/2012 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente e m 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS AL BERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10384.003032/94-71
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Sep 25 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Thu Sep 25 00:00:00 UTC 1997
Ementa: TELEFONE CELULAR - O telefone celular é classificado no Código
TIPI/TAB 8525.20.0199, podendo aproveitar o beneficio do "ex-004"
constante da Portaria MF 785, de 22/12/92, repetida na Portaria MF n° 269, de 18/06/93, por ser ele um "sistema de transceptores para
telefonia celular na versão portátil".
Numero da decisão: 301-28.567
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 25 de setembro de 1997 FA‘T .0 DE FgARA.ME CASTRO NETO Presidente em Exercício MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ PROCIAD0r1A-ClilAL DA rAzturA t'ACCD"Al Relatora Coordenas8.-Geçai rearesentec8o Extrair/Md& Fazenda Nacional •)fie8 DEZ 1997LUCIANA COR :U RONIZ PONTES Procuradora da Fazendo 14eclono4 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ISALBERTO ZAVÃO LIMA, LEDA RUIZ DAMASCENO, MARIA HELENA DE ANDRADE (Suplente) e MÁRIO RODRIGUES MORENO. Ausentes os Conselheiros: MOACYR ELOY DE MEDEIROS e LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS. tmc .., MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 117.579 ACÓRDÃO N° : 301-28.567 RECORRENTE : INTEL SAT SISTEMAS L'TDA RECORRIDA : DRJ/F'ORTALEZAJCE RELATOR(A) : MÁRCIA REGINA MACHADO MELARÉ RELATÓRIO Trata-se de retorno de diligência ao Secex, feita em cumprimento à diligência determinada pela Resolução n° 301-1034. Em complementação ao relatório já constante de fls. 41/42, que ora se . ratifica, relato que a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do _ Comércio e do Turismo, por seu Departamento de Negociações Internacionais, atendendo à Resolução n°301.1034 deste Conselho, informou que: "A descrição do "Ex 004" da Portaria MF n° 785, de 22/12/92, código 8525.20.0199 da TAB, repetida no "EX 003" da Portaria MF n° 269 de 18/06/93, "Sistemas de transceptores para telefonia celular na versão portátil", originou-se na Portaria MEFP n° 526, DOU de 21/06/91, e trata do aparelho portátil para comunicação telefônica celular, com as seguintes partes: .. - monofone, composto de transmissor-receptor, lógica e bateria de alimentação; - recarregador de baterias e transformador AC/DC; e, - amplificador de sinais (booster) A função do sistema é de permitir conversação telefônica celular portátil e sua adaptação ao uso em veículos automotores. Portanto, abrange o telefone celular, como parte do sistema de telefonia." Anexou-se ao processo, ainda, cópia do pedido de redução de alíquota do Imposto de Importação, formulado pela NEC do Brasil S.A., junto ao Departamento de Comércio Exterior - DECEX - Coordenadoria Técnica de Tarifa - CIT, que deu origem ao "ex" da posição 8525.20.0199. É o relatório. ( 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.579 ACÓRDÃO N° : 301-28.567 VOTO Conforme já restou pacificado nesta Câmara, através de diversas decisões proferidas a respeito da questão, os aparelhos de telefonia celular estão beneficiados pela redução da aliquota fixada pela Portaria MF 785/92. Vejam-se, por exemplo, as ementas dos julgados proferidos nos Recursos 118.395, 118.354; dentre outros: "1. O "ex" é um mecanismo tarifário de política aduaneira e não um beneficio fiscal. A ele se aplicam todas as regras de classificação tarifária. 2. Os atos normativos são normas complementares da legislação tributária e entram em vigor na data de sua publicação. Até 11.05.94, quando foram expressamente mencionados pelo Ato Declaratório COSIT 28 todos os aparelhos portáteis para telefonia celular se enquadravam no "ex" da posição 8525.20.01.99. Dado provimento ao recurso voluntário. (Recurso - 118.395 - acórdão 301- 28.403)". Deixo, porém registrado que o provimento ao recurso, pelo meu voto, se dá em razão de considerar os aparelhos de telefonia celular como parte de um "sistema", tal como especificado no "ex" em questão. Nas decisões retromencionadas, o enfoque dado pelo D. Relator para dar provimento ao recurso foi outro: '0 Parecer Cosit 28 (que declarou não estarem os aparelhos celulares enquadrados no "ex" da Portaria 785/92) não pode ser aplicado retroativamente. Discordo de tal argumento, face ao constante do artigo 106, inciso I, do Código Tributário Nacional, que dispõe que a lei se aplica a ato ou fato pretérito quando seja meramente interpretativa. O provimento ao recurso, em meu entendimento, se deve em razão de, efetivamente, os telefones celulares se enquadrarem no destaque da Portaria MF 785/92, por se caracterizarem como um sistema de transceptores para telefonia celular na versão portátil, conforme também afirmado pela própria Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, por seu Departamento de Negociações Internacionais, às fls. dos presentes autos. - Sistema ou Unidade Funcional se caracteriza quando equipamentos ou maquinários devem ser agrupados para poderem desempenhar a função que lhe são próprias. yt 3 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CAMARA RECURSO N° : 117.579 ACÓRDÃO N° : 301-28.567 Os aparelhos portáteis devem ser caracterizados como parte integrante do sistema de telefonia móvel celular, já que não desempenham qualquer outra função fora desse sistema. Não ligados ao sistema, não se prestam para qualquer outra finalidade. Dou, pois, provimento ao recurso, concelando-se as exigências constantes do auto vestibular. Sala das Sessões, em 25 de setembro de 1997 MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE - RELATORA 4 Page 1 _0018100.PDF Page 1 _0018200.PDF Page 1 _0018300.PDF Page 1
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Numero do processo: 10314.001471/00-56
Data da sessão: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Oct 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA
Data do fato gerador: 03/12/1997
RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. SOLUÇÃO DE CONSULTA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO ANTERIOR. EFEITOS.
A decisão que responde à consulta fiscal vem a ser norma individual e concreta que expressa o entendimento da Administração Tributária sobre a classificação fiscal da mercadoria, num determinado período de tempo, durante o qual a Administração está plenamente vinculada aos termos de sua
conclusão; não porque a interpretação dada naquele momento seja a mais correta, mas sim porque é a interpretação legítima e legalmente instituída em nosso sistema jurídico. A Administração Tributária está autorizada a modificar a sua interpretação a respeito da matéria consultada, entretanto, os efeitos dessa nova interpretação não podem atingir os atos praticados sob os
efeitos da Solução de Consulta exarada anteriormente, sob pena de
desconstituir o próprio instituto da consulta e malferir o sobre princípio da segurança jurídica e o precioso princípio da moralidade administrativa.
A questão fundamental neste contencioso não é identificar qual o código TEC correto no momento da decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, e sim quais são os códigos TEC corretos nos diversos momentos dos atos e fatos que alteraram a classificação da mercadoria importada pela recorrente, para se saber se, de fato, a recorrente possuía direito subjetivo à
classificação fiscal pretendida na data do pedido de restituição cumulado com compensação. Trata-se de questão eminentemente de direito intertemporal, em que os códigos corretos são alterados no tempo, de acordo com as decisões administrativas, as quais geram direitos, que uma vez exercitado passam a fazer parte do patrimônio da pessoa como direito subjetivo ou direito adquirido.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3101-000.247
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres votou pelas conclusões.
Matéria: II/IE/IPI- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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ementa_s : NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 03/12/1997 RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. SOLUÇÃO DE CONSULTA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO ANTERIOR. EFEITOS. A decisão que responde à consulta fiscal vem a ser norma individual e concreta que expressa o entendimento da Administração Tributária sobre a classificação fiscal da mercadoria, num determinado período de tempo, durante o qual a Administração está plenamente vinculada aos termos de sua conclusão; não porque a interpretação dada naquele momento seja a mais correta, mas sim porque é a interpretação legítima e legalmente instituída em nosso sistema jurídico. A Administração Tributária está autorizada a modificar a sua interpretação a respeito da matéria consultada, entretanto, os efeitos dessa nova interpretação não podem atingir os atos praticados sob os efeitos da Solução de Consulta exarada anteriormente, sob pena de desconstituir o próprio instituto da consulta e malferir o sobre princípio da segurança jurídica e o precioso princípio da moralidade administrativa. A questão fundamental neste contencioso não é identificar qual o código TEC correto no momento da decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, e sim quais são os códigos TEC corretos nos diversos momentos dos atos e fatos que alteraram a classificação da mercadoria importada pela recorrente, para se saber se, de fato, a recorrente possuía direito subjetivo à classificação fiscal pretendida na data do pedido de restituição cumulado com compensação. Trata-se de questão eminentemente de direito intertemporal, em que os códigos corretos são alterados no tempo, de acordo com as decisões administrativas, as quais geram direitos, que uma vez exercitado passam a fazer parte do patrimônio da pessoa como direito subjetivo ou direito adquirido. Recurso Voluntário Provido.
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Recorrida DRJ-FORTALEZA/CE ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Data do fato gerador: 03/12/1997 RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. SOLUÇÃO DE CONSULTA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO ANTERIOR. EFEITOS. A decisão que responde à consulta fiscal vem a ser norma individual e concreta que expressa o entendimento da Administração Tributária sobre a classificação fiscal da mercadoria, num determinado período de tempo, durante o qual a Administração está plenamente vinculada aos termos de sua conclusão; não porque a interpretação dada naquele momento seja a mais correta, mas sim porque é a interpretação legítima e legalmente instituída em nosso sistema jurídico. A Administração Tributária está autorizada a modificar a sua interpretação a respeito da matéria consultada, entretanto, os efeitos dessa nova interpretação não podem atingir os atos praticados sob os efeitos da Solução de Consulta exarada anteriormente, sob pena de desconstituir o próprio instituto da consulta e malferir o sobreprincípio da segurança jurídica e o precioso princípio da moralidade administrativa. A questão fundamental neste contencioso não é identificar qual o código TEC correto no momento da decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, e sim quais são os códigos TEC corretos nos diversos momentos dos atos e fatos que alteraram a classificação da mercadoria importada pela recorrente, para se saber se, de fato, a recorrente possuía direito subjetivo à classificação fiscal pretendida na data do pedido de restituição cumulado com compensação. Trata-se de questão eminentemente de direito intertemporal, em que os códigos corretos são alterados no tempo, de acordo com as decisões administrativas, as quais geram direitos, que uma vez exercitado passam a fazer parte do patrimônio da pessoa como direito subjetivo o direito adquirido. Recurso Voluntário Provido. j/ _ - , Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. O Conselheiro Henrique Pinheiro Torres votou pelas conclusões. Henrique Pinheiii Torres - Presidente /1:1 Corintho Oliv l irá chado - Relator EDITADO EM: 05/11/2009 Participaram do pr sente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tarásio Campelo Borges, Corintho Oliveira Machado, Luiz Roberto Domingo e Valdete Aparecida Marinheiro. Ausente a Conselheira Vanessa Albuquerque Valente. Relatório Adoto o relato do órgão julgador de primeiro grau até aquela fase, com as devidas adições: Trata o presente processo de manifestação de inconformidade contra decisão que indeferiu pedido de restituição, acompanhado de pedido de compensação, de parte de pagamentos do Imposto de Importação, no valor de R$ 16.008,08. O PEDIDO DE RESTITUIÇÃO SEGUIDO DE COMPENSAÇÃO. Consta que, por meio da Dl n° 069865, de 20/06/1995, a requerente procedeu à importação da mercadoria "MYKON ATC WHITE" (N,N,N,N - tetraacetiletilenodiamina estabilizado com carboximetil-celulose sódica), classificando-a no código 1VCM 2922.30.90, cuja aliquota do imposto de importação, à época, era de 2%. Entretanto, com base nos exames procedidos pelo Laboratório Nacional de Análises - LABANA (fls. 36-37), a Equipe de Classificação e Valoração Aduaneira discordou do código adotado pela requerente e entendeu que o correto seria o código NCM 3823.90.90 (aliquota II — 14%), pelo que, em 29/05/1996, deu ciência ao importador do Demonstrativo de Cálculo de Lançamento Complementar - DCLC n° 242/96 (folha 35), onde o mesmo foi intimado a apresentar Declaração Complementar de Importação (DCI), de modo a recolher os tributos e acréscimos legais decorrentes da reclassificação fiscal. Desse modo, a partir dai a requerente passou a adotar o código apontado pela fiscalização, e conseqüentemente, o imposto de 2 n° 10314.001471/00-56 S3-C1T1 ãc:. n"3101-O0.247 F1.612 importação pa.ssou cz ser calculado e recolhido com base em uma aliquota mais e/evacici. Ocorre que, por meio do processo IVIF 10880_014252/98-80, a recorrente procedeis consulta fiscal com o intuito de esclarecer a correta clas.sificação do produto_ Como resposta, e conforme fundamentação contida na Decisão DZAMAI.S12RF/8' R_F n° 319, de 29/06/1998 (fls. 25-29), cuja conclusão foi de que o código correto é 2922.30.90, 4914 seja, o código adotado anteriormente ao evento do .Demorzstrativo de Cálculo de Lançamento Complementar,. de 1996. Assim, em 10/08/.2000, por meio do processo em epígrafe e com fundamento na 11nI SRP- n° 21/97, a recorrente solicitou restituição acompanhada de pedido de compensação de parte do pagamento do imposto de ~0r-tavão relativo à mercadoria objeto da _Declaraç-ão de _Importação (D1) n° 97/1131036-8, de 03/12/1997 (fls. 22-24), por entender ter havido pagamento a maior. A .DECISÁ-t9 _DENEGA Tcjtu-A. Em análise ao pleito, a SEP.:IA/IRE/SP, _por meio do despacho de _fis.39-40, destacou que: (..) ao formalizar o pedido de consulta, a interessada deixou de informar que já havia _sido intimada a cumprir obrigação tributária relativa ao fato objeto da consulta (..) razão pela qual, entendemos configurada a hipótese de não atendimento ao art. 52, H, do Decreto 70.235/72 (PAF) Para, em seg-uidcz, concluir que: a decisão 19_1A1VA/S7RP-78." R.F. não se aplica ao presente caso, uma vez que, rias termos do Decreto 70_235/72 (PAF), o Decreto 2_22 7/85 e TN SR_F 59/85, a nova classificação somente será aplicada aos fatos geradores ocorridos até a data da protocolizaçao 451c2 consulta e aos _fatos geradores ocorridos a partir da data em que c2 con.sulente _for notificada da decisão que RESULTE EM AGRAV:AMEIVTO DA TRIBUTAÇÃ-0.. (sic) Em clecorrêrzcia, foi proposto encaminhamento do processo ao SESIT/IRF/S1=', para apreciação. Apreciada a questão, o SESIT solicitou, em 30712/2000, que fosse efetuada consulta à .191SIT/SR_RP/8"12F, nos seguintes termos (fls. 41-42): 1. Qual a correta cla.ssificação tarifária a ser seguida para o produto de que trata a referida consulta? 2. A partir de que mon-lento a decisão de uma consulta referente à classificczçao tarifária _produz efeitos? 3. Uma decisão dessa natureza retroage piara fins de retificação da classificação do mesmo produto já desembaraçado em situações anteriores à referida consulta? Com base na Portaria n° 333, de 03/10/2001, o processo foi encaminhado à Seção de Orientação e Análise Tributária i 3 (SAORT) da Inspetoria da Receita Federal em São Paulo em 16/10/2001, a qual, nos termos do despacho de fls. 43-44, informou que: (..) em 29/01/200 1 , a D1ANA/SRRF/8a RF tornou insubsistente a decisão 319 (...) e que a interessada tinha que adotar o código inicial da qual já havia sido autuada às fls. 73 a 78 do PROCESSO DE CONSULTA (.), através da DECISÃO DIA1VA/SRRF/8°RF n° 005, de 29/01/2001; Manifestou-se o GRED em despacho de fls. 3576, informando, ter efetuado a revisão da Dl 97/1131036-8 de 03%12/97, sem resultado, não havendo Retificação da DI, portanto não existe tributo a ser restituído. Entendeu ainda que, como os recolhimentos foram efetuados por meio de DARF manual, não cabe a aplicação do art. 4° da IlV SRF n° 34, de 1998, o qual prevê que compete ao titular da unidade de despacho aduaneiro reconhecer o direito ao crédito nos casos de impostos pagos na forma da IN SR_F"' n° 98/97, ou seja, por meio de débito automático em conta corrente, cabendo tal tarefa à unidade jurisdicionante do contribuinte, nos termos do art. 7° da IN SRF n°21, de 1997. O processo foi encaminhado à DRF/CAMPINAS, que, por entender não se tratar de matéria de sua competência, o reencaminhou à Alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos, sendo que o processo lhe foi devolvido por se tratar de pedido de compensação. Após diversas providências administrativas de controle do processo por parte do SEORT/DRF/CAMPLIVAS, conforme especificadas nos despachos de fls. 47-48, bern corno a formalização de Representação (folha 49), o _processo seguiu à SAORT/IRF/SP que, nos termos da DECISfit9 SA GPRT rz° 088, de 2003 (fls. 51-52) e pelos motivos expostos nos itens 6 e 8 do presente Relatório, indeferiu o pedido da interessada, não reconhecendo o direito à restituição do crédito tributário pleiteado. A MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE"- Cientfficado do despacho decisório em 22/12/2003, conforme aviso de recebimento juntado às fls. 55, a interessada apresentou em 13/01/2004 sua manifestação de inconformidade (fls.. 56-66), por meio de representação (fls. 67-69), oportunidade em que discorda da decisão proferida. Em sua manifestação, após breve relato dos fatos, a interessada aduz a consulta fiscal inerente ao processo 10880.014252/98-480, que concluiu que a classificação correta do produto é a do código 2922.30.90, incidindo, pois, uma alíquota menor. Para tanto, transcreveu diversas ementas de decisões do Conselho de Contribuintes para defender restar claro o direito de restituição dos valores pagos a maior. Alegou que, no que pese o pedido de comperzsaçao haver- sido indeferido, sob o argumento de que a Decisão n° 005 de 05/04/2001 (sic) tornou nula a Decisão n° 319 de 29/06/1998, esse fato não obsta o direito de restituição da requerente, urrikt-- Processo n° 10314.001471/00-56 S3-CIT1 Acórdão n.° 3101-00.247 Fl. 613 vez que a mesma estava recolhendo o valor da aliquota a maior desde 24/05/1996 quando foi autuada e concomitantemente ao procedimento de autuação, a requerente protocolizou a consulta, que foi solucionada em 29/06/1998, permanecendo seu direito à restituição em face do lapso de tempo entre os dois procedimentos. Traz à baila o princípio da segurança jurídica para defender que a recorrente não pode ser penalizada por cumprir dispositivo exarado pela própria Receita Federal, e, pondera ainda que, negar o pleito é o mesmo que agir de modo contrário ao princípio da retroatividade mais benigna ao contribuinte. Neste sentido, transcreveu trecho da obra de Valdir de Oliveira Rocha (Comentário ao Código Tributário Nacional, vol 2, Ed. Saraiva, p. 56), o qual se refere ao art. 5 0, XL, da Constituição Federal ("a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar réu"); texto de lavra de Celso Ribeiro Bastos, o qual se refere ao principio expresso no art. 2°, caput, do Código Penal (Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória), princípio o qual entende que deve ser aplicado por analogia ao caso presente; transcreve outras ementas de julgados do STJ e TRF/2 uR, e ainda, suscitou o parágrafo único do artigo 100 do CTN. Defende que, na ocasião do pagamento e posterior pedido de restituição, a norma que estava em vigor era a da resposta à consulta expedida pela Decisão n° 319 de 29/06/1998, não cabendo a alegação de que a Decisão de n° 005, de 05/04/2001 (sic) retroage seus efeitos, sendo certo que a mesma somente tem validade e eficácia a partir de sua publicação datada de 19/03/2001, ou seja, a recorrente, em face do princípio da temporalidade, se encontraria protegida sob a égide do efeito da consulta fiscal n° 319/98, no período de 18/06/1 998 a 19/03/2001. Finalizando sua manifestação de inconformidade, a interessada requer restituição de parte do imposto de importação, por entender que o mesmo foi pago a maior, e a conseqüente, reforma da decisão, com o reconhecimento do direito de compensação do valor recolhido indevidamente, corrigido monetariamente. FLUXO DO PROCESSO Diante da manifèstação de inconformidade apresentada, e após ajuntada da documentação pertinente, o processo foi encaminhado em 17/03/2004 à DRJ/SPO II/SP, unidade originalmente competente para julgar a lide. Por força da Portaria SRF n° 956, de 08/04/2005, D.O.0 de 12/04/2005, que transferiu a competência de julgamento, o processo foi encaminhado a esta DRJ/Fortaleza. CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA Submetido ao julgamento desta 2" Turma da DRJ/Fortaleza, esta 5 --- - decidiu por sua conversão em diligência, nos termos da RESOLUÇÃO DRJ/FOR n°507, de 09/12/2005 (fls. 90-96). Em atendimento, foram juntados aos autos os documentos de fls. 101-532, tendo sido dado ciência à interessada do resultado da diligência, conforme fls. 533-534, culminando com sua manifestação às fls. 536-542, subsidiada com os documentos de outorga dos signatários às fls. 556-564. Vale destacar, que a matéria tratada nos processos conforme abaixo relacionados é idêntica, e, como tal, em atendimento à diligência solicitada, por uma questão de economia processual, uma cópia do processo de consulta MF 10880.014252/98-80 foi juntada ao processo MF 10314.001471/00-56: 10314.001465/00-53-10314.001480/00-47-10314.001468/00-41 10314.001466/00-16-10314.001469/00-12-10314.001462/00-65 1 03 14.001467/00-89-10314 .001470/00-93 -10314.001464/00-91 1 03 14.00145 9/00-5 1-10314.00145 3/00-74-10314.001456/00-62 1 03 14.001472/00- 19-10314.001481 /00-18-10314.001455/00-08 10314.001471/00-56-10314.001458/00-98-10314.001474/00-44 10314.001463/00-28-10314.001477/00-32-10314.001457/00-25 1 03 14.001452/00- 10-10314.001478/00-03 -10314.001476/00-70 1 03 14.001451/00-49-10314.001479/00-68-10314.001460/00-30 103 14.001475/00-15-10314.001454/00-37- A respeito da nova manifestação apresentada pela interessada, esta, em suma, ratificou o teor de sua manifestação inicial, ressaltando, quanto aos motivos que suscitaram a anulação da decisão n° 319, que o auto de infração já se encontrava extinto por pagamento. Frisou que o pagamento objeto do pleito foi comprovado no sistema SINAL, e ao final, solicitou a restituição conforme petição inicial. Em 13/07/2007, o processo retornou a esta unidade julgadora para prosseguimento do julgamento. A DRJ em FORTALEZA/CE julgou improcedente a solicitação, alicerçando seu entendimento de acordo com a ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária Data do fato gerador: 03/12/1997 MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO. CLASSIFICAÇÃO FISCAL. Constatado que o produto MYKON ATC WRITE Manaus (N,N,N,N tetraacetiletilenodiamina estabilizado com carboximetil-celulose sódica) classifica-se no código NCM 3824.90.89; que sua correspondente aliquota do imposto de importação é igual a do código NCM aplicado no despacho 6 Processo n° 10314.001471/00-56 S3-C1T1 Acórdão n.° 3101-00.247 Fl. 614 aduaneiro; e que, via de conseqüência, o valor recolhido do imposto de importação coincide com o valor deste tributo inerente à da correta classificação fiscal do bem importado, não há crédito tributário a ser restituído ou compensado. Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador: 03/12/1997 SOLUÇÃO DE CONSULTA. ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO ANTERIOR. EFEITOS. A alteração de entendimento expresso em Solução de Consulta alcançará apenas os fatos geradores que ocorreram após a sua publicação ou após a ciência do consulente, exceto se a nova orientação lhe for mais favorável, caso em que esta atingirá, também, o período abrangido pela solução anteriormente dada. Contudo, se constatado que o fato gerador objeto do pedido de restituição ou compensação ocorreu anteriormente à Solução de Consulta tornada insubsistente e superada por urna nova orientação, que, por sua vez, não acarreta em tratamento mais favorável, incabível será a aplicação do princípio da retroatividade mais benigna. Solicitação Indeferida. Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, fls. 578 e seguintes onde reproduz os argumentos alinhavados em primeiro grau e requer a reforma da decisão recorrida. A Repartição de origem, considerando a presença do recurso voluntário, encaminhou os presentes autos para apreciação do Conselho, fl. 609. É o Relatório. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. Em não havendo preliminares, passa-se, de plano, ao mérito do litígio. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento, após diligência efetuada, esclareceu que: ii) o ato que tornou insubsistente a Decisão DI4NA/SRRF/8°RF n° 319, de 29/06/1998 (processo n° 10880.014252/98-80), contido na Decisão DIANA/SRRF/8°RF n° 005, de 29/01/2001, conforme fls. 278-283, não foi, tal como faz crer a Decisão SAORT n° 88/2003 (fls. 51-52), ter havido vício de forma, ou /ff j 7 - - - - - — - - seja, pelo fato de que, (...) ao formalizar a Consulta, a interessada omitiu a informação da existência do Auto de Infração, lavrado pela ALF/PORTO/SANTOS/SP (...), e sim, em decorrência de mudança de entendimento em relação ao código TEC correto para a mercadoria em tela, tendo concluído pelo código 3824.90.89, cuja alíquota II, à época do registro da Dl 97/1131036-8, de 03/12/1997, era de 17%. Em primeiro plano, cumpre dizer o que significa, sob a ótica tributária, a resposta a uma Consulta sobre classificação de mercadorias, feita por uma sociedade empresária, pois disso depende, ao meu ver, a solução deste contencioso, na medida em que a base de sustentação do pedido de restituição/compensação, formulado pela recorrente, é a resposta a uma Consulta desse tipo. A decisão que responde à consulta fiscal patrocinada pela recorrente vem a ser uma norma individual (vale apenas para a recorrente) e concreta (acerca de mercadoria importada ou em vias de o ser) que expressa o entendimento da Administração Tributária sobre a classificação fiscal da mercadoria descrita na consulta, num determinado período de tempo, durante o qual a Administração está plenamente vinculada aos termos de sua conclusão; não porque a interpretação dada naquele momento seja a mais correta, mas sim porque é a interpretação legítima (por quem tem competência) e legalmente instituída em nosso sistema jurídico. A esse passo, releva dizer, outrossim, que a Administração Tributária está autorizada a modificar a sua interpretação a respeito da matéria consultada, entretanto, os efeitos dessa nova interpretação não podem atingir os atos praticados sob os efeitos da Solução de Consulta exarada anteriormente, sob pena de desconstituir o próprio instituto da consulta (que visa proteger o sujeito passivo diligente e cauteloso em momento de indagação ao Estado- Fisco acerca de sua interpretação autorizada sobre classificação de mercadorias) e malferir o sobreprincípio da segurança jurídica e o precioso princípio da moralidade administrativa. Não é por menos que à época dos fatos figurava na Instrução Normativa SRF n° 230/2002, os seguintes preceitos: Art. 14. A consulta eficaz impede a aplicação de penalidade relativamente à matéria consultada, a partir da data de sua protocolização até o trigésimo dia seguinte ao da ciência, pelo consulente, da Solução de Consulta. (.) § 6° Na hipótese de alteração de entendimento expresso em Solução de Consulta, a nova orientação alcança apenas os fatos geradores que ocorrerem após a sua publicação na imprensa oficial ou após a ciência do consulente, exceto se a nova orientação lhe for mais favorável, caso em que esta atingirá, também, o período abrangido pela solução anteriormente dada. § 7° Na hipótese de alteração ou reforma, de ofício, de Solução de Consulta sobre classificação de mercadorias, aplicam-se as conclusões da solução alterada ou reformada em relação aos atos praticados até a data em que for dada ciência ao consulente da nova orientação. Dito isso, reporto-me aos fatos significativos do processo, de forma bern sintética: 8 Processo n° 10314.001471/00-56 S3-CIT1 Acórdão n.° 3101-00.247 Fl. 615 Em 03/12/1997 - Registro DI 97/1131036-8 - código 3824.90.90 - Alíquota - 17%; Em 18/06/1998 - Formalização de Consulta - processo n° 10880.014252/98-80; Em 29/06/1998 - Solução de Consulta - Decisão DIANA/SRRF/8°RF n°319, de 29/06/1998 - Conclusão -> código TEC 2922.30.90; Em 10/04/2000 - Pedido de Restituição/Compensação - Fundamentação -> código TEC 2922.30.90 (alíquota 5%); Em 29/01/2001 - Decisão DIANA/SRRF/8°R_F n° 005, de 29/01/2001 - Reforma o entendimento inicial - Torna insubsistente a Decisão DIANA/SRRF/8°RF n° 319, de 29/06/1998 - Conclusão -> código TEC 3824.90.89 - Alíquota de 17%; Em 24/11/2003 - Unidade preparadora nega o pleito; Em 28/09/2007 - Acórdão 08-11.738, da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em FORTALEZA/CE mantém o indeferimento do pleito. O julgado lastreou-se no seguinte pensamento - (.) a questão fundamental a ser destacada, de modo a solucionar a demanda, é identificar qual é o código TEC correto. Neste afã, dou destaque à Decisão DIANA/SRRF/8°RF n° 005, de 29/01/2001, que alicerçada em robustos fundamentos, os quais me vinculo, concluiu como correto o código TEC 3824.90.89 (..). Com a devida vênia do entendimento expresso supra, já manifestei-me anteriormente no sentido de que a questão fundamental aqui é a significação, sob a ótica tributária, da resposta a uma Consulta sobre classificação de mercadorias, feita por uma sociedade empresária, incluindo, obviamente, os efeitos temporais dessa resposta, ou seja, o fundamental, ao meu sentir, não é identificar qual é o código TEC correto no momento da decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, e sim quais são os códigos TEC corretos nos diversos momentos dos atos e fatos que alteraram a classificação da mercadoria importada pela recorrente, para se saber se, de fato, a recorrente possuía direito subjetivo à classificação fiscal pretendida na data do pedido de restituição cumulado com compensação (momento em que o código correto era o da Solução de Consulta eficaz). Trata-se de questão eminentemente de direito intertemporal, em que os códigos corretos são alterados no tempo, de acordo com as decisões administrativas, as quais geram direitos, que uma vez exercitados passam a fazer parte do patrimônio da pessoa como direito subjetivo ou direito adquirido. Forte nas premissas acima, volto à cronologia: Em 03/12/1997 - Registro DI 97/1131036-8 - pergunta-se: Qual o código correto? E o TEC 2922.30.90, em virtude da Solução de Consulta, e do exercício, por parte da recorrente, do seu direito à classificação de mercadorias tal como na Solução dei Consulta; 9 Em 18/06/1998 - Formalização de Consulta - o código correto é o da Solução de Consulta eficaz (TEC 2922.30.90), pois certamente os efeitos daquela decisão aplicam-se retroativamente; Em 29/06/1998 - Solução de Consulta - Decisão _DI4NAISRRF/8°RF n° 319, de 29/06/1998 - Conclusão -> código correto é o TEC 2922.30.90; Em 10/04/2000 - Pedido de Restituição/Compensação - Fundamentação -> código correto TEC 2922.30.90 (aliquota 5%) - a recorrente exercita o seu direito à classificação de mercadorias tal como na Solução de Consulta e adquire direito subjetivo; Em 29/01/2001 - Decisão DIA1V.A/SRRF/8°RF n° 005, de 29/01/2001 - Reforma o entendimento inicial - Torna insubsistente a Decisão DIANA/SRRF/8°R.F n° 319, de 29/06/1998 - Conclusão -> código correto é o TEC 3824.90.89, porém somente para fatos geradores posteriores à ciência da alteração da Solução de Consulta, por parte da recorrente ; Em 24/11/2003 - Unidade preparadora nega o pleito sem levar em consideração o direito intertemporal, pois o código correto foi alterado somente após a recorrente exercitar o seu direito à classificação de mercadorias tal como na Solução de Consulta; Em 28/09/2007 - Acórdão 08-11.738, da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em FORTALEZA/CE mantém o indeferimento do pleito incidindo no mesmo equívoco da itUnidade prepara pra . , Nessa moldurai, to lo PROVIMENTO ao recurso voluntário. f /i I / iii9/1)xi Corintho Olie.; chado , 1 i I io --, --
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Numero do processo: 17460.000423/2007-90
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA ART. 45 DA LEI 8.212/91. SÚMULA
VINCULANTE Nº 08 DO STF. DIFICULDADES FINANCEIRAS NÃO
JUSTIFICAM O NÃO PAGAMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º do ou 173, I, ambos do CTN, a depender da antecipação ou de pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
Quanto ao argumento de que a empresa vem enfrentando dificuldades
financeiras, e que a falta de recolhimento do INSS fora para garantir o pagamento dos salários de seus empregados, é um argumento que não possui previsão legal, e por isso não poderá ser acatado.
Recurso Voluntário Provido em parte
Numero da decisão: 2403-000.681
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade
de votos em reconhecer a decadência até a competência 11/2001, inclusive, com base nos critérios estabelecidos no Art.173, I, do CTN.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO
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DECADÊNCIA ART. 45 DA LEI 8.212/91. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. DIFICULDADES FINANCEIRAS NÃO JUSTIFICAM O NÃO PAGAMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. O prazo decadencial das contribuições previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos dos arts. 150, § 4º do ou 173, I, ambos do CTN, a depender da antecipação ou de pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. Quanto ao argumento de que a empresa vem enfrentando dificuldades financeiras, e que a falta de recolhimento do INSS fora para garantir o pagamento dos salários de seus empregados, é um argumento que não possui previsão legal, e por isso não poderá ser acatado. Recurso Voluntário Provido em parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, nas preliminares, por unanimidade de votos em reconhecer a decadência até a competência 11/2001, inclusive, com base nos critérios estabelecidos no Art.173, I, do CTN. Ivacir Julio de Souza – Presidente Substituto Fl. 108DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/10/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 2 Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro e Ivacir Julio de Souza. Fl. 109DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/10/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 17460.000423/200790 Acórdão n.º 240300.681 S2C4T3 Fl. 108 3 Relatório Tratase de crédito lançado pela fiscalização, que de acordo com o relatório fiscal, referese às contribuições sociais devidas à Seguridade Social — parte retida dos segurados empregados e contribuintes individuais, no montante de R$ 67.671,12 (sessenta e sete mil, seiscentos e setenta e um reais e doze centavos). Os valores lançados referemse a contribuições incidentes sobre remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados e contribuintes individuais, de acordo com os valores apurados mediante análise das folhasdepagamentos e GFIP elaboradas pela empresa. DA IMPUGNAÇÃO A notificada apresentou defesa tempestiva, alegando em síntese que o prazo decadencial para constituição do crédito tributário é de 05 (cinco) anos c que a empresa vem enfrentando dificuldades financeiras, caracterizandose a inexigibilidade de conduta diversa, traduzida na impossibilidade de procederse ao recolhimento das contribuições previdenciárias, sem prejuízo dos salários de seus empregados. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da impugnante, a 9a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Ribeirão Preto – SP DRJ/RPO, emitiu o Acórdão n° 1417.051, mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs Recurso Voluntário (fls. 85/94), com os mesmos argumentos de sua defesa. É o relatório. Fl. 110DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/10/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 4 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls. 80 e 85, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8 nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; (...) De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais Fl. 111DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/10/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 17460.000423/200790 Acórdão n.º 240300.681 S2C4T3 Fl. 109 5 órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte ou houver dolo, fraude ou simulação. Tratase de NFLD lavrada em razão das contribuições previdenciárias destinadas à Seguridade Social incidentes sobre remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados e contribuintes individuais, de acordo com os valores apurados mediante análise das folhasdepagamentos e GFIP elaboradas pela empresa. O presente caso importa a aplicação do prazo previsto no art. 173, I do CTN, pois não houve pagamento. O período de apuração compreendeu a competência 01/01/1999 a 31/12/2006. A notificação ocorreu em 29/01/2007. Logo, o prazo decadencial ocorreu no período de 01/1999 a 11/2001 (nos termos do art. 173, I, do CTN), conforme explicado. DA SITUAÇÃO FINANCEIRA DA EMPRESA Quanto ao argumento de que a empresa vem enfrentando dificuldades financeiras, e que a falta de recolhimento do INSS fora para garantir o pagamento dos salários de seus empregados, é um argumento que não possui previsão legal, e por isso não poderá ser acatado. Ademais, mister registrar que a recorrente não só deixou de pagar as verbas destinadas à seguridade social dos seus segurados, como se apropriou indevidamente de tais valores. Logo, não há como prosperar a sua alegação por falta de amparo fático e jurídico. CONCLUSÃO Ante o exposto, nas preliminares, reconheço a decadência parcial até a competência 11/2001, inclusive, com base nos critérios estabelecidos no art.173, I, do CTN, no mérito, em negar provimento ao recurso. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 112DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/10/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 6 Fl. 113DF CARF MF Emitido em 18/10/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 03/10/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 18/10/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA
score : 1.0
Numero do processo: 10380.009656/2003-75
Data da sessão: Wed Dec 09 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Dec 09 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1803-000.034
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora.
Matéria: DCTF_IRPJ - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (IRPJ)
Nome do relator: SELENE FERREIRA DE MORAES
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CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo e° 10380.009656/2003-75 Recurso n° 164.085 Resolução n° 1803-00.034 - 3' Turma Especial Sessão de: 09 de dezembro de 2009 Matéria IRP - ANO-CALENDÁRIO: 1999 Recorrente BRASLIMP TRANSPORTES ESPECIALIZADOS LTDA Recorrida 31 TURMA/DRJ-FORTALEZ/1JCE Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da relatora. _ "atam, e-ENE-FERREIRA DE MORAES -Presidente e Relatora EDITADO EM: 29 3AN 2010 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Selene Ferreira de Moraes (Presidente), Walter Adolfo Maresch, Luciano Inocêncio dos Santos, Benedicto Celso Benício Júnior e Marcos Antonio Pires (Suplente Convocado), Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira (Vice-Presidente). Ausente, justificadamente a Conselheira Lavínia Moraes de Alcmida Nogueira. Processo n° 10380.00965612003-75 S1-TE03 Resolução n.° 1803-00.034 El 2 Relatório Trata-se de auto de infração de IRPJ relativo aos 2°, 3° e 40 trimestres de 1998 (auto de infração n° 3455), lavrado em decorrência de irregularidades constatadas em auditoria interna de DCTF, no montante de RS 45.981,21 (fls. 6). Irresignada com a exigência, a contribuinte apresentou impugnação, em que alegou em síntese que: a) Os valores objeto da autuação foram compensados através de crédito de JAPI, obtido com base cm retificação das declarações do IRPJ, dos períodos de 1993 e 1994. b) Foram anexados Darf s relativos aos períodos questionados no auto. A Delegacia de Julgamento considerou o lançamento procedente, com base nos seguintes fundamentos: a) Apenas os créditos decorrentes de pagamento indevido ou a maior que o devido não necessitam de requerimento para a compensação. b) Não tendo a contribuinte logrado comprovar que efetuara a compensação em obediência à IN SRF 21/1997, não há como acatar a argumentação apresentada pela defesa contra o lançamento efetuado. Contra a decisão, interpôs a contribuinte o presente Recurso Voluntário, em que, tece as seguintes considerações: a) Trata o presente caso de compensação devidamente informada ao fisco, através do instrumento estabelecido na legislação tributária à época em que ela foi efetivada qual seja, a DCTF. b) As instruções normativas citadas estabelecem a necessidade de apresentação do pedido de compensação, apenas nos casos dc compensação com débitos vencidos ou entre tributos de espécies diferentes, o que não ocorreu no presente caso, em que se trata da compensação de IRPJ com IRPJ. c) Os pagamentos estão devidamente comprovados através dos Darf s cm anexo, e a partir da retificação das declarações gerou-se um crédito em virtude de pagamento a maior, ou seja, o fato da empresa ter retificado suas declarações fez surgir o pagamento a maior, caracterizando, o pagamento indevido ou a maior que o devido. d) A recorrente apresentou em 3 de agosto de 1998 o pedido de restituição, conforme se comprova através de cópias em anexo. É o relatório. 2 Processo n° 10380 009656/2003-75 SI-TE03 Resolução n.° I803-00034 Fl. 3 Voto Conselheira SELENE FERREIRA DE MORAES, Relatora A contribuinte foi cientificada por via postal, tendo recebido a intimação em 4/10/2007 (AR de fls. 35). O recurso foi protocolado em 01/11/2007, logo, é tempestivo e deve ser conhecido. Uma das questões a serem enfrentadas no presente recurso gira em tomo da compensação dos valores objeto do auto de infração n° 3455, com créditos de IRPJ decorrentes da retificação das DIPJ's relativas aos anos de 1993 e 1994. A recorrente anexou aos autos os seguintes documentos: • Pedido de restituição de crédito de IRPJ oriundo da retificação de declarações (fls. 158), protocolado em 3/8/1998. • Pedido de compensação dos seguintes débitos: 2089 — 04/98 — 6.381,58; 2089— 07/98 — 8.385,32; 2089 — 10/98 — 2.660,28 (fis. 162). Ao consultarmos o sistema Comprot na Internet, verificamos a existência do processo administrativo n° 10380.010130/98-09, cuja descrição de assunto é Restituição/IRPJ, conforme tela abaixo: NIEVIGTÉRIÔ DA FAZENDA AJEatOMDAM Ra.wLvinura,CraDVacaanv E ~RADIAVA° CIV IL" ai ta Ramariao !Manam 10380-DISIIRD/VM-00 Data da ~acaba • an9/013/ %DRS unamanamaa taa Mamam RIOSLIODSOF1411 Prú0.215nda AnarPO RESTITID/CAO-IRPJ ram pa daa tirlarMIculh IARASLINITI 1 RANSPO RTE5 ESPECIALIZAIDOS LIDA cauta 32.216 000/0410/1-A9 Lorml~aLa Atual CA4I4C OuPIam a ARQUIVO GERAL DA GRA-CE co oba Demirva ARQUWO GERAL LIA GRA-CE Murrhtêtadda [tlen 15/00(2DOV 0006 It1. 07S45 Situasalha ARQUIVAbO POR YLA ANOS a CE — a A decisão a ser exarada no presente processo depende da análise que foi efetuada pela autoridade administrativa no processo de restituição/compensação. Aliás, deve 3 Processo n° 10380.009656/2003-75 SI-TE03 Resolução ft° 1803-00.034 Fl. 4 ser mencionado que a decisão administrativa definitiva sobre o mérito da compensação deve ser integralmente aplicada ao presente lançamento. Por conseguinte, considero necessária a realização de diligência, para as providências e verificações a seguir relacionadas: a) Dar ciência desta resolução à autuada, entregando-lhe cópia. b) Confirmar se os débitos objeto do auto de infração n" 3455 foram objeto de pedido de compensação no processo administrativo n° 10380,010130/98-09. c) Juntar cópia da decisão exarada no processo administrativo n° 10380.010130/98-09, c demais despachos relevantes para a análise da extinção do débitos por compensação. A autoridade administrativa encarregada do procedimento deverá elaborar relatório conclusivo, ressalvadas a prestação de informações adicionais e a juntada de outros documentos que entender necessários, entregar cópia a recorrente e conceder-lhe prazo para que se pronuncie sobre as suas conclusões, após o que o processo deverá retomar a este Conselho. Conclusão Pelo exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência nos termos acima propostos. 4,010111111.- Fr- NE FERREIRA DE MORAES 4
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Numero do processo: 13603.001272/2002-50
Data da sessão: Fri Sep 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES
Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992
FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. TÍTULO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO ADMINISTRATIVA.
O ordenamento jurídico vigente concede ao contribuinte o direito de optar pela execução administrativa de decisão judicial com trânsito em julgado, mediante compensação dos créditos tributários apurados com débitos próprios de igual natureza, nos exatos limites da tutela jurisdicional. A sentença judicial com trânsito em julgado é a lei do caso concreto.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3101-000.243
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Finsocial -proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: TARASIO CAMPELO BORGES
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ementa_s : OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992 FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. TÍTULO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO ADMINISTRATIVA. O ordenamento jurídico vigente concede ao contribuinte o direito de optar pela execução administrativa de decisão judicial com trânsito em julgado, mediante compensação dos créditos tributários apurados com débitos próprios de igual natureza, nos exatos limites da tutela jurisdicional. A sentença judicial com trânsito em julgado é a lei do caso concreto. Recurso Voluntário Negado.
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S3-ClT! FI. 615 Processo n° Recurso nO Acórdão nO Sessão de Matéria Recorrente Recorrida MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO 13603.001272/2002-50 339.624 Voluntário 3101-00.243 - l' Câmara / l' Turma Ordinária 18 de setembro de 2009 FINSOCIAL - RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO CEREALISTA NOVA SAFRA LTOA. DRJ-BELO HORIZONTEIMG ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBúlÇÕES Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992 FINSOCIAL. RESTITUIÇÃO. TÍTULO JUDICIAL. COMPENSAÇÃO ADMINISTRA TIVA. O ordenamento jurídico vigente concede ao contribuinte o direito de optar pela execução administrativa de decisão judicial com trânsito em julgado, mediante compensação dos créditos tributários apurados com débitos próprios de igual natureza, nos exatos limites da tutela jurisdicional. A sentença judicial com trânsito em julgado é a lei do caso concreto. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ~ ~.r---<'ti?_4".,.,,_; .s:z;"'77'- /7llinrique Pinheiro Torres - Presidente J~~ Tarásio Campelo Borges - Relator EDITADO EM 09/11/2009 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Tarásio Campelo Borges, Corintho Oliveira l'vIachado, Luiz Roberto Domingo, Vanessa Albuquerque Valente e Valdete Aparecida Marinheiro. Relatório Cuida-se de recurso voluntário contra acórdão unânime da Primeira Turma da DRJ Belo Horizonte (MO) que rejeitou manifestação de inconformidadel da interessada contra indeferimento de pedido de reconhecimento de direito creditório da contribuição para o Fundo de Investimento Social (Finsocial)2 atrelado a pedido de compensação com débitos de natureza tributária administrados pela SRF3 Aduz a peticionária que tais créditos são decorrentes de tutela jurisdicional. que reconheceu indevidos recolhimentos do Finsocial calculados mediante a aplicação de aliquotas superiores a 0,5% (meio por cento). Indeferido parcialmente o pedido pela Delegacia da Receita Federal competente;, a interessada tempestivamente manifestou sua inconformidade com as razões de folhas 498 a 506 (volume 11), cuja sintese, no que interessa a este colegiado, tomo de empréstimo do relatório do acórdão recorrido: 1. obteve judicialmente o reconhecimento de seu direito à compensação de débitos vincendos de Cofins com valores pagos a maior de Finsocial, com direito à atualização com juros e correção monetária dos valores questionados até a data das compensações; 2. o despacho decisório impugnado reconheceu créditos compensáveis em montante inferior ao pretendido pela contribuinte, devendo-se a diferença ao fato de ter-se ignorado os juros legais de 1% ao mês no período de março de 1990 a dezembro de 1995, contrariando O determinado na sentença judicial; . , .' - ~. 2 Requer, enfim, a atualic:ação dos pagamentos a maior do Finsocial em conformidade com a decisão judicial: juros de 1% ao mês desde a data de recolhimento até 3l!12/1995; aplicação de correção monetária calculada com base no IPC para os meses de março de 1990 a fevereiro de 1991 e o INPC para o período de março de 1991 a dezembro de 1995; juros Selic a partir de janeiro de 1996 até a efetivação da compensação. E pede a reforma do despacho decisório com a homologação integral dos pedidos de compensação integrantes dos processos Manifestação de inconformidade acostada às folhas 498 a 506 (volume lI). Pedidos de restituição e compensação às folhas 1 e 2. Tributo citado no pedido de compensação: Cofins. Processo 1997.38.00.029404-8, da 6' Vara da Justiça Federal de Minas Gerais. Trãnsito em julgado no dia 22 de janeiro de 2002 (conforme relatório do acórdão recorrido, segundo parágrafo do verso da folha 596). Indeferimento parcial do pedido às folhas 491 a 495 (volume lI), assim ementado: "Compensação de tributos decorrente de ação judicial. FINSOClAL - COFINS. A compensação efetuada pelo contribuinte extingue o crédito tributário sob condição resolutória da ulterior homologação do procedimento. ResuRess. Deferido _ Comp. Homolgada em Parte." . r ô~~ .li 2 .' .. Processo n° 13603.001272/2002-50Acórdão 0.° 310I~OO.2~3 10680.017.396/02-46 e 13603.000.085/03-30 e, suspensão das cobranças relativas aos 10680.017.396/02-46 e 13603.000.085/03-30 tI ainda, a processos 53-ClT! FI. 616 Consta, ainda, no relatório do acórdão recorrido que: "às fls. 509/510, a contribuinte fez juntar cópia do voto do relator do acórdão do TRF da I a Região e, às t1s. 512/594, demonstrativos dos recolhimentos indevidos, como também, dos juros e da correção monetária" . Os fundamentos do voto condutor do acórdão recorrido estão consubstanciados na ementa que transcrevo: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/09/1989 a 31/03/1992 Decisão Judicial Transitada em Julgado. As unidades da Secretaria da Receita Federal do Brasil devem dar cumprimento às decisões judiciais nos exatos termos em que foram proferidas. Solicitação Indeferida Ciente do inteiro teor do acórdão originário da DRJ Belo Horizonte (MG), recurso voluntário foi interposto às folhas 602 a 610 (volume lI). Nessa petição, as razões Imclals são reiteradas noutras palavTas, para pedir a homologação integral dos pedidos de compensação formalizados nos autos apensos: processos 10680.017396/2002-46 e 13603.00008512003-30. A autoridade competente deu por encerrado o preparo do processo e encaminhou para a segunda instância administrativa) os autos posteriormente distribuidos a este conselheiro e submetidos a julgamento em dois volumes, ora processados com 614 folhas. Na última delas consta o registro da distribuição mediante sorteio. É o relatório. 6 Autos desses dois processos citados estão apensos aos autos do processo deste recurso voluntãrio. 7 Despacho acostado à folha 613 determina o encaminhamento dos autos para o para o outrora denominado Terceiro Conselho de Contribuintes. J Voto Conselheiro Tarásio Campelo Borges, Relator _ Conheço do recurso voluntário interposto às folhas 602 a 610 (volume lI), porque tempestivo e atendidos os demais requisitos para sua admissibilidade. Versa o litígio, conforme relatado, acerca da inconformidade da ora recorrente em face de procedimento administrativo que não adicionou juros de mora, no período de março de 1990 a dezembro de 1995, ao cuidar da execução administrativa de título judicial8 iniciada em II de julho de 2002, atrelada a pedido de compensação com débitos da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Ainda no âmbito do poder judiciário, ao pretender a declaração de inconstitucionalidade de normas jurídicas e o direito à compensação dos valores então recolhidos a maior, os pedidos estão assim formulados na petição inicial protocolizada em 13 de março de 2002: VI - DOS PEDIDOS 1. Diante de todo o exposto, requerem a procedência da presente ação para que V Exa. prolate sentença de mérito, com julgamento antecipado da lide, pois a matéria aqui tratada é unicamente de direito, para ao final ver declarada: 1.1. A inexistência de relação juridico-tributária entre as Autoras e a Ré, que obrigassem as primeiras ao pagamento das contribuições ao FINSOCIAL em aliquota superior a 0,5%, face à inconstitucionalidade dos aumentos ditados pelas Leis n's 7.787/89, artigo 7' (para 1,0 %), 7.894/89, artigo r (para 1,2 %), e 8.147/90, artigo r (para 2,0 %); 1.2. A existência de relação jurídico-tributária entre as Autoras e a Ré que permita às primeiras efetuar a compensação dos valores indevidamente pagos à titulo de contribuição ao FINSOCIAL (recolhidos acima de 0,5%), fazendo-se incidir, inclusive, a correção monetária plena a partir do pagamento indevido e dos juros de mora a partir da citação, contra prestações vincendas da Contribuição Social ao Financiamento da Seguridade Social [sic} - COFINS. 9 No provimento jurisdicional, o dispositivo da sentença que transitou em julgado declara inconstitucionais as alíquotas do Finsocial superiores a 0,5% (meio por cento) e determina: [ ...j JULGO PROCEDENTE, E/VI PARTE, o pedido de CEREALISTA NOVA SAFRA LTDA. e NOVA SAFRA DISTRIBUIDORA LTDA. para declarar o direito de cada autora ", 9 Petição inicial acostada às folhas 26 a 34. Sentença. às folhas 160 a 165, reconheceu direito creditório da contribuição para o Fundo de Investimento Social (Finsocial) decorrente de recolhimentos a maior calculados mediante a aplicação de alíquotas superiores a 0,5% (meio por cento). /' Petição inicial. folha 33. 4 .1 • Processo n" 13603.0012721:2002-50 Acórdão n.' 3101-00.2~3 proceder à compensação dos valores pagos a maior a títlllo de FlNSOCIAL com parcelas vincendas da COFINS (Lei Complementar n° 70/91), adotando os mesmos coeficientes de atualização monetária utilizados pela Fazenda Nacional para a correção de seus créditos, incidindo a correção monetária desde cada recolhimento indevido com a aplicação do BTN até fevereiro de 1991, do INPC de março até dezembro de 1991, da UFIR dejaneiro de 1992 até dezembro de 1995, e da taxa SELIC de janeiro de 1996 até o mês anterior à compensação, mais 1% relativamente ao mês em que for efetivada, sujeitando-se à oportuna homologação do lançamento feia autoridade fiscal, a quem competirá verificar sua exatidão. J 53-ClT! FI. 617 Lembro, por oportuno, que a sentença é a lei do caso concreto, proferida nos limites traçados pelo pedido do autor, a teor do disposto nos artigos 128 e 460, captJt, e 468 do Código de Processo Civilll. Diante do instituto juridico da coisa julgada material, as partes estão vinculadas aos imutáveis efeitos produzidos pela sentença, senão vejamos lição da doutrina: A sentença não mais suscetível de reforma por meio de recursos transita em julgado, tornando-se imutável dentro do processo. Configura-se a coisa julgada formal,pela qual a sentença, como ato daquele processo, não poderá ser reexaminada. É sua imutabilidade como ato processual, provindo da preclusão das impugnações e dos recursos. A coisa julgada formal representa a preclusão máxima, ou seja, a extinção do direito ao processo (àquele processo, o qual se extingue). O Estado realizou o serviço jurisdicional que se lhe requereu ú'ulgando o mérito), ou ao menos desenvolveu as atividades necessárias para declarar inadmissível o julgamento do mérito (sentença terminativa). A coisa julgada formal é pressuposto da coisa julgada material. Enquanto a primeira torna imutável dentro do processo o ato processual sentença, pondo-a com isso ao abn'go dos recursos definitivamente preclusos, a coisa julgada material torna imutáveis os efeitos produzidos por ela e lançados fora do processo. É a imutabilidade da sentença, no mesmo processo ou em qualquer outro, entre as mesmas partes. Em virtude dela. nem o juiz pode voltar a julgar, nem as partes a litigar, nem o legislador a regular diferentemente a relação jurídica. 12 10 Sentença judicial, dispositivo às folhas 164 e 165. li Código de Processo Civil. [...] Artigo 128: O juiz decidirà a lide nos limites em que foi proposta, sendo-lhe defeso conhecer de questões, não suscitadas, a cujo respeito a lei exige a iniciativa da parte. (...] Artigo 460, Captll: É defeso ao juiz proferir sentença, a favor do autor, de natureza diversa da pedida, bem como condenar o réu em quaotidade superior ou em objeto diverso do que lhe foi demandado. [... ] Artigo 468: A sentença, que julgar total ou parcialmente a lide, tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas. 12 CINTRi\, Antonio Carlos de Araújo; GRINOVER. Ada Pellegrini; DlNA:vIARCO, Cândido Rangel. Teoria geral do processo. 23. ed. rev. e ama!. São Paulo: Malheiros, 2007, p. 326~327. Assim, entendo irreparável o acórdão recorrido, porquanto, a despeito do objeto deste recurso voluntário ser a execução administrativa de titulo judicial ele reclama créditos superiores ao pretendido na via judicial e jurisdicionalmente tutelados. É certo,que ao negar provimento à apelação da Fazenda Nacional e à-remessa oficial, nos fundamentos juridicos do voto condutor do acórdão, a 4' Turma do Tribunal Regional Federal da I' Região assevera que "Sobre os débitos a serem compensados, devem ser calculados os juros, e a correção monetária deve incidir desde o recolhimento do indébito. [... ],,!3 No entanto, não vislumbro nessa assertiva o alcance pretendido pela ora recorrente, porque: (I) a 4' Turma do Tribunal Regional Federal da I' Região, na fundamentação jurídica do voto condutor do acórdão, afirmou incidirem juros sobre os débitos a serem calculados; (2) no pedido formulado em juízo, a ora recorrente pugna pela incidência de juros de mora a partir da citação!4; (3) o dispositivo da sentença, com trânsito em julgado, determina a incidência dos juros equivalentes à "taxa SELIC de janeiro de 1996 até o mês anterior à compensação, mais I% relativamente ao mês em que for efetivada"; e (4) a incidência de juros de mora no período de março de 1990 a dezembro de 1995 é matéría estranha ao pedido judicial e ao título dele decorrente executado administrativamente. Ademais, a exposição de motivos do voto condutor do acórdão não faz coisa julgada, por expressa determinação do artigo 469, inciso I, do Código de Processo Civil!5. Com-essas-considera~õe-s-;-rtego provimento ao recurso voluntário. ~~ J1 Tarásio Campelo Borges /( lJ Voto condutor do acórdão da apelação cível, folha 509, último parágrafo. " Petição inicial, penúltimo parágrafo da penúltima folha (folha 33 dos autos deste processo administrativo). " CPC, artigo 469: Não fazem coisa julgada: (I) os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença: [...]. 6 00000001 00000002 00000003 00000004 00000005 00000006
score : 1.0
Numero do processo: 11330.000844/2007-10
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 24 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 31/12/1998 a 31/01/1999
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA VINCULANTE STF Nº. 8.
O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a
inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos: “São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decreto-lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”.
Nos termos do art. 103-A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal
No presente caso, o fato gerador ocorreu entre as competências 12/1998 a 01/1999, o lançamento tendo sido cientificado em 22/11/2006, dessa forma, irrelevante a apreciação de qual dispositivo legal deve ser aplicado, ora o art. 150, § 4º, CTN ora o art. 173, I, CTN, o que fulmina em sua totalidade o
direito do fisco de constituir o lançamento, independente de se tratar de lançamento por homologação ou de ofício.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2403-000.719
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: PAULO MAURÍCIO PINHEIRO MONTEIRO
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O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n º 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal No presente caso, o fato gerador ocorreu entre as competências 12/1998 a 01/1999, o lançamento tendo sido cientificado em 22/11/2006, dessa forma, irrelevante a apreciação de qual dispositivo legal deve ser aplicado, ora o art. 150, § 4º, CTN ora o art. 173, I, CTN, o que fulmina em sua totalidade o direito do fisco de constituir o lançamento, independente de se tratar de lançamento por homologação ou de ofício. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Fl. 290DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Jhonatas Ribeiro da Silva (substituto). Ausente o Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 291DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11330.000844/200710 Acórdão n.º 240300.719 S2C4T3 Fl. 250 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário, às fls. 180 a 218, com Anexos às fls. 219 a 245, apresentado contra Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento do Rio de Janeiro RJ I, Acórdão nº 1216.026 – 11ª Turma da DRJ / RJ I, fls. 160 a 173, que julgou procedente a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito NFLD nº. 37.009.1299, oriunda de descumprimento de obrigação tributária legal principal, com valor consolidado de R$ 135.308,54(cento e trinta e cinco mil, trezentos e oito reais e cinqüenta e quatro centavos). Segundo a AuditoriaFiscal, de acordo com o Relatório Fiscal, fls. 23 a 25, com Anexos às fls. 26 a 41, o lançamento referese às contribuições devidas e não recolhidas a cargo da empresa, incidentes sobre as remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer titulo, durante o mês, aos segurados empregados que lhe prestam serviço, além daquelas destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho e das contribuições destinadas a outras entidades e fundos, bem como as contribuições descontadas dos segurados empregados, nas competências 12/1998 e 01/1999. O Relatório Fiscal, às fls. 23 a 25, com Anexos às fls. 26 a 41, indica que o fato gerador ocorreu com o pagamento do abono especial previsto em acordo coletivo de trabalho no período de 1998/1999, de forma que tal pagamento enquadrase como saláriode contribuição nos termos do art. 20 e28, I da Lei n°8.212/91. Observa ainda o Relatório Fiscal, às fls. 23 a 25, que de acordo com o art. 457 da CLT o abono pago pelo empregados integra o salário, além do que só não integram o saláriodecontribuição os abonos expressamente desvinculados do salário por força de lei, nos termos do art. 28, § 9°, alínea "e", item 7 da Lei n° 8.212/91 c/c art. 214, § 9°, inciso V, alínea "j" do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. Ainda o Relatório Fiscal, às fls. 23 a 25, anota que o abono previsto em acordo coletivo de trabalho, não havendo previsão expressa em lei da não incidência da contribuição previdenciária, não pode afastar a incidência da contribuição previdenciária, nos termos do art. 123 do CTN. O Relatório Termo de Encerramento da Ação Fiscal – TEAF às fls. 21, relaciona o resultado do procedimento fiscal relacionado à Recorrente: Documento Período Número Data Valor AI 11/2006 a 11/2006 370091310 17/11/2006 232.212,07 Fl. 292DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 4 NFLD 12/1998 a 01/1999 370091299 20/11/2006 135.308,54 NFLD 09/1997 a 09/1999 370091302 20/11/2006 393.706,14 NFLD 08/1997 a 12/2001 370091280 20/11/2006 45.546,21 O período de apuração, de acordo com o Mandado de Procedimento Fiscal – MPF nº 09318170F00, foi de 01/1997 a 12/2001, às fls. 15. O período objeto do débito, conforme o Relatório Demonstrativo Sintético do Débito DSD, às fls. 05, é de 12/1998 a 01/1999. A Recorrente teve ciência da NFLD no dia 22.11.2006, às fls. 01. A Recorrente apresentou impugnação tempestiva, às fls. 47 a 73, com Anexos às fls. 74 a 154. A instância “a quo” analisou a autuação e a impugnação, julgando procedente a autuação, fls. 160 a 173, conforme a Ementa do Acórdão nº 1216.026 – 11ª Turma da DRJ / RJ I a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/1998 a 31/01/1999 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS A CARGO DA EMPRESA. ABONO PAGO AOS SEGURADOS EMPREGADOS. Integra o saláriodecontribuição o abono pago por liberalidade do empregador, mesmo que previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho. A remuneração recebida pelo segurado empregado a titulo de abono salarial só não integrará o salário de contribuição se houver disposição legal expressa a respeito, nos termos da exclusão prevista no item "7" da alínea "e" do § 9 0 do art. 28 da Lei n° 8.212/91, na redação dada pela MP n° 1.5869, de 21/05/98, reeditada e posteriormente convertida na Lei n° 9.711/98. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE E LEGALIDADE. 0 julgador não tem competência legal para apreciar e declarar ilegalidade ou inconstitucionalidade de dispositivo de Lei ou Decreto, frente ao sistema normativo. 0 controle da constitucionalidade é exercido, via de regra, pelo Poder Judiciário. DECADÊNCIA PARA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO. 0 prazo decadencial para o lançamento das contribuições previdenciárias é de 10 anos com fulcro no art. 45, I e II, da Lei n° 8.212/91. Fl. 293DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11330.000844/200710 Acórdão n.º 240300.719 S2C4T3 Fl. 251 5 RESPONSABILIDADE TRIBUTA ADMINISTRADORES. A relação dos coresponsáveis não atribui responsabilidade tributária aos representantes legais da empresa, apenas enumera de acordo com os respectivos períodos de atuação. Lançamento Procedente Vistos, relatados e discutidos os autos do processo em epígrafe, NFLD DEBCAD 37.009.1299, ACORDAM os membros da lla Turma de Julgamento, por UNANIMIDADE de votos, considerar PROCEDENTE o LANÇAMENTO, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado, mantendo o crédito previdenciário exigido, no valor de R$ 53.806,56 (cinqüenta e três mil oitocentos e seis reais e cinqüenta e seis centavos), que será acrescido de multa e juros, a serem calculados na época da liquidação do crédito. INTIMESE a empresa para, no prazo de 30 (trinta) dias contados da data da ciência deste acórdão, efetuar o pagamento ou interpor recurso voluntário ao 2° Conselho de Contribuintes, em igual prazo. A unidade competente, para dar ciência A interessada do inteiro teor deste acórdão e tomar as demais providências necessárias ao seu cumprimento. Sala de Sessões, em 17 de s o de 2007. Inconformada com a decisão da Recorrida, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário tempestivo, às fls. 180 a 218, com Anexos às fls. 219 a 245, onde alega, em apertada síntese, que: Em sede Preliminar: a) Da decadência do lançamento do crédito previdenciário no período de 12/1998 a 01/1999; b) Da exclusão da coresponsabilidade tributária atribuída aos diretores; No Mérito: c) Da natureza jurídica do Acordo Coletivo de Trabalho – Força de lei. d) Do abono expressamente desvinculado da remuneração e ganho eventual não incidência das contribuições previdenciárias. Fl. 294DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 6 Posteriormente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Administração Tributária no Rio de Janeiro DERAT, às fls. 248, informou que a Recorrente apresentou Recurso Voluntário tempestivo e encaminhou ao Conselho os autos para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 295DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11330.000844/200710 Acórdão n.º 240300.719 S2C4T3 Fl. 252 7 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 248. Anotase ainda que o Supremo Tribunal Federal – STF ao editar a Súmula Vinculante nº. 21 afastou a exigência de depósito para a admissibilidade de recurso na esfera administrativa. Súmula Vinculante 21 É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Fonte de Publicação: DJe nº. 210, p. 1, em 10/11/2009. DOU de 10/11/2009, p. 1. Avaliados os pressupostos, passo para as questões preliminares. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Preliminarmente, devese verificar a ocorrência, ou não, da decadência. O Supremo Tribunal Federal STF, conforme o Informativo STF nº 510 de 19 de junho de 2008, por entender que apenas lei complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do artigo 146, III, b, da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos Extraordinários nºs 556664/RS, 559882/RS, 559.943 e 560626/RS, em decisão plenária que declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 Fl. 296DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 8 e 46, da Lei nº 8.212/91, atribuindose, à decisão, eficácia ex nunc apenas em relação aos recolhimentos efetuados antes de 11.6.2008 e não impugnados até a mesma data, seja pela via judicial, seja pela administrativa. Após, o STF aprovou o Enunciado da Súmula Vinculante nº 8, publicada em 20.06.2008, nestes termos: Súmula Vinculante nº 8 São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1.569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. Publicada no DOU de 20/6/2008, Seção 1, p.1. É necessário observar ainda que as súmulas aprovadas pelo STF possuem efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103A e parágrafos da Constituição Federal, que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004. in verbis: “Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgandoa procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.)." Portanto, da leitura do dispositivo constitucional acima, concluise que a vinculação à súmula alcança a administração pública e, por conseqüência, os julgadores no âmbito do contencioso administrativo fiscal. Ademais, no termos do artigo 64B da Lei 9.784/99, com a redação dada pela Lei 11.417/06, a administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, deve adequar a decisão administrativa ao entendimento do STF, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal. Fl. 297DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11330.000844/200710 Acórdão n.º 240300.719 S2C4T3 Fl. 253 9 “Art. 64B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Federal a reclamação fundada em violação de enunciado da súmula vinculante, darseá ciência à autoridade prolatora e ao órgão competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar as futuras decisões administrativas em casos semelhantes, sob pena de responsabilização pessoal nas esferas cível, administrativa e penal” Cumpre ressaltar que o art. 62, caput do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de 22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou inobservância de legislação sob fundamento de inconstitucionalidade. Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF, ressalva que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal: “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou II que fundamente crédito tributário objeto de: a) dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do ProcuradorGeral da Fazenda Nacional, na forma dos arts. 18 e 19 da Lei n° 10.522, de 19 de julho de 2002; b) súmula da AdvocaciaGeral da União, na forma do art. 43 da Lei Complementar n° 73, de 1993; ou c) parecer do AdvogadoGeral da União aprovado pelo Presidente da República, na forma do art. 40 da Lei Complementar n° 73, de 1993. (g.n.)” Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 pelo STF, há que serem observadas as regras previstas no Código Tributário Nacional CTN. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos dos artigos 150, § 4o, e 173 do Código Tributário Nacional. Fl. 298DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 10 O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a decadência, causa extintiva do crédito tributário, assim estabelece em seu artigo 173: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. (g.n.)” Já em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, quando ocorre pagamento antecipado inferior ao efetivamente devido, sem que o contribuinte tenha incorrido em fraude, dolo ou simulação, aplicase o disposto no § 4º, do artigo 150, do CTN, segundo o qual, se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador: “Art.150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior homologação do lançamento. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém considerados na apuração do saldo porventura devido e, sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação. § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (g.n.)” Essas interpretações estão em sintonia com decisões do Poder Judiciário. “Ementa: ....1. O entendimento jurisprudencial consagrado no Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, em se tratando de tributos sujeitos a lançamento por homologação cujo Fl. 299DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Processo nº 11330.000844/200710 Acórdão n.º 240300.719 S2C4T3 Fl. 254 11 pagamento ocorreu antecipadamente, o prazo decadencial de que dispõe o Fisco para constituir o crédito tributário é de cinco anos, contados a partir do fato gerador.Todavia, se não houver pagamento antecipado, incide a regra do art. 173, I, do Código Tributário Nacional.” (STJ.1ª Turma, AgRg no Ag 972.949/RS, Rel.: Min.Denise Arruda.,ago/08.) (g.n.) “Ementa: ....4. Nas exações cujo lançamento se faz por homologação, havendo pagamento antecipado, contase o prazo decadencial a partir da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º, do CTN). Somente quand onão há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN. Em normais circunstâncias, não se conjugam os dispositivos legais. Precedentes das Turmas de Direito Público e da Primeira Seção. 5.Hipótyese dos autos em que não houve pagamento antecipado, aplicandose a regra do art. 173, I, do CTN.” (STJ. 2ª Turma, AgRg no Ag 939.714/RS, Rel.: Min. Eliana Calmon., fev/08.) . (g.n.) “Ementa: .... Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, a fixação do termo a quo do prazo decadencial para a constituição do crédito deve considerar, em conjunto, os arts. 150, § 4º, e 173, I, do Código Tributário Nacional. Na hipótese em exame, que cuida de lançamento por homologação (contribuição previdenciária) com pagamento antecipado, o prazo decadencial será de cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. (...) Somente quando não há pagamento antecipado, ou há prova de fraude, dolo ou simulação é que se aplica o disposto no art. 173, I, do CTN..” (STJ. EREsp 278727/DF. Rel.: Min. Franciulli Netto. 1ª Seção. Decisão: 27/08/03. DJ de 28/10/03, p. 184.) . (g.n.) Portanto, para que possa identificar o dispositivo legal a ser aplicado seja o art. 173, I, do CTN ou seja o art. 150, § 4°, do CTN – devese identificar a ocorrência, ou não, de pagamentos parciais, pois só assim se pode declarar os efeitos da decadência no lançamento. Verificase, da análise dos autos, que a cientificação da NFLD pela recorrente se deu em 22.11.2006, conforme fls. 01, e o débito se refere a contribuições devidas à Seguridade Social para o período 12/1998 a 01/1999, segundo o Relatório Demonstrativo Sintético de Débito – DSD, às fls. 05. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, tanto nos termos do artigo 150, § 4o, CTN quanto nos termos do artigo 173, I, do CTN. Fl. 300DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI 12 CONCLUSÃO Voto pelo CONHECIMENTO do recurso para, nas preliminares, DARLHE PROVIMENTO, face à aplicação da decadência qüinqüenal,, por quaisquer dos critérios adotados no CTN, ora o art. 150, § 4º, CTN,, ora o art. 173, I, CTN. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 301DF CARF MF Emitido em 28/11/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 21/11/2011 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEI, Assinado digitalmente em 25/11/2011 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 16095.000457/2008-16
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 27 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Thu Jul 28 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2006
PREVIDENCIÁRIO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS EXIGIDOS PELA FISCALIZAÇÃO. MULTA COM BASE NO ART. 92 DA LEI N. 8.212/91.
Constitui infração deixar de apresentar documentos ou livros relacionados com as contribuições para a Seguridade Social, conforme previsão do art. 32, III da Lei n. 8.212/91, c/c o art. 225, III do Decreto n. 3.048/99.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2403-000.656
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Marcelo Magalhães Peixoto
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1548; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 97 1 96 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16095.000457/200816 Recurso nº 200.000 Voluntário Acórdão nº 240300.656 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 27 de julho de 2011 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente BRASIMPAR INDUSTRIA METALURGICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2006 PREVIDENCIÁRIO. NÃO APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS EXIGIDOS PELA FISCALIZAÇÃO. MULTA COM BASE NO ART. 92 DA LEI N. 8.212/91. Constitui infração deixar de apresentar documentos ou livros relacionados com as contribuições para a Seguridade Social, conforme previsão do art. 32, III da Lei n. 8.212/91, c/c o art. 225, III do Decreto n. 3.048/99. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso. Ivacir Julio de Souza – Presidente Substituto Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Magalhães Peixoto, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza e Marthius Savio Cavalcante Lobato. Fl. 105DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 2 Relatório O contribuinte identificado em epígrafe foi autuado por infração ao disposto no artigo 32, inciso III, da Lei n° 8.212/91, e artigo 225, inciso III, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, tendo em vista ter deixado de apresentar à fiscalização os documentos solicitados mediante Termo de Intimação, f1.09, quais sejam, relação de imóveis integrantes do ativo imobilizado e escrituras respectivas, relação de veículos integrantes do ativo imobilizado e respectivos documentos de registro e Licenciamento e Livro de Registro de Inventário, conforme consta do Relatório Fiscal da Infração, fl. 13. Em decorrência da infração praticada foi aplicada a penalidade prevista no artigo 92 da Lei n° 8.212/91, e artigo 283, inciso II, “b”, do Decreto n° 3.048/99, no valor de R$ 12.548,77 (doze mil, quinhentos e quarenta e oito reais e setenta e sete centavos) atualizada conforme previsão contida no artigo 102 da Lei n° 8.212/91, mediante a Portaria Interministerial MPS/MF n° 77, de 11/03/2008. Consta ainda do relatório fiscal da infração que apesar de constarem autos de infração lavrados contra a empresa em ação fiscal anterior, não foi aplicada a agravante da reincidência pois passados cinco anos da decisão administrativa condenatória. DA IMPUGNAÇÃO A empresa ciente da autuação em 27/08/2008, mediante remessa postal, AR fl. 22, apresentou defesa, fls. 25/33, juntando documentos, fls. 34/63, alegando em síntese: menciona que a não entrega dos documentos referidos pela fiscalização não obstou a lavratura dos demais autos AIOP n° 37.154.7210, AIOP 37.154.7229 e AIOP n° 37.154.7237, sendo pois dispensáveis, não podendo subsistir tal autuação em decorrência das demais serem nulas pois eivadas de vício; insurgese contra o lançamento realizado com base em guias GPS que não condizem com a realidade e não se referem a segurados autônomos que prestam serviços na qualidade de cooperados, e com base em pesquisas de sentenças trabalhistas no TRT; defende que a fiscalização desrespeitou o princípio da presunção da inocência não tendo poderes investigatórios para analisar fatos que não dizem respeito aos documentos contábeis e de ordem tributária, sendo verificados documentos da esfera trabalhista que obedecem a princípios próprios como o da primazia da realidade distintos dos princípios da ordem tributária, como o da segurança jurídica, tipicidade, hierarquia das normas, sendo que nas ações fiscais devem ser observados o enquadramento legal e a subsunção do fato à norma; reforça que a interpretação na esfera trabalhista busca a proteção da parte hipossuficiente, no caso o trabalhador, não podendo ser usado na esfera tributária, tendo a autuação se fundado em suposições fáticas e não em infração à lei, em ausência de recolhimento de tributo, não havendo capitulação legal de obrigação infringida; considera que a fiscalização motivou a lavratura na suposta existência de fraude na contratação com a Cooperativa Global, em razão de meia dúzia de reclamatórias Fl. 106DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 16095.000457/200816 Acórdão n.º 240300.656 S2C4T3 Fl. 98 3 trabalhistas, em que todos os segurados autônomos são considerados empregados, mais se parecendo com fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho, acrescentando que o fiscal como juiz do trabalho julgou que os cooperados informados na GFIP pela Cooperativa Global são trabalhadores empregados de acordo com os requisitos do artigo 3° da CLT, não realizando qualquer fiscalização in locu ou entrevista pessoal; afirma que os documentos arrolados pela fiscalização não guardam relação com o fato gerador de contribuição previdenciária, transformando os depoimentos de reclamantes e prepostos em fatos geradores, mas que a teor da lei n° 8.212/91 considerase fato gerador o pagamento de remuneração; sustenta que requereu a nulidade dos autos AIOP mencionados pois não há disposição legal infringida, utilizando o artigo 229, § 2°, do RPS, não justificando a ausência de recolhimentos e utilizandose de documentos de terceiros GFIP emitidas pela Cooperativa sendo ilegal pois a defendente não pode se defender destes, e ainda não houve constatação no local de trabalho e nem foi verificada se as reclamatórias transitaram em julgado; requereu ao final, a procedência da impugnação, a nulidade da autuação, protestando por provas, documentais, periciais e testemunhais, e ainda pleiteando que as intimações sejam feitas no endereço do patrono da causa, à fl. 33. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da impugnante, a 8a Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas – SP DRJ/CPS, emitiu o Acórdão n° 0524.327 mantendo procedente o lançamento. DO RECURSO Inconformada, a empresa interpôs Recurso Voluntário (fls. 73/80), com os mesmos argumentos de sua defesa. É o relatório. Fl. 107DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 4 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fls.71 e 73, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO O auto de infração lançado contra a empresa teve por base a obrigação de apresentar para o fisco os documentos exigidos pela fiscalização, quais sejam: relação de imóveis integrantes do ativo imobilizado e escrituras respectivas, relação de veículos integrantes do ativo imobilizado e respectivos documentos de registro e Licenciamento e Livro de Registro de Inventário. Pela não apresentação de tais documentos, a recorrente foi autuada por infração ao disposto no artigo 32, inciso III, da Lei n° 8.212/91, e artigo 225, inciso III, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, verbis: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) III prestar ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e ao Departamento da Receita FederalDRF todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. Art. 225. A empresa é também obrigada a: (...) III prestar ao Instituto Nacional do Seguro Social e à Secretaria da Receita Federal todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização; Em decorrência dessa infração, foi aplicada a multa dos arts. 92 da Lei n° 8.212/91, c/c o art. 283, inciso II, “b”, do Decreto n° 3.048/99, no valor de R$ 12.548,77 (doze mil, quinhentos e quarenta e oito reais e setenta e sete centavos). Essa multa foi atualizada conforme previsão contida no artigo 102 da Lei n° 8.212/91, mediante a Portaria Interministerial MPS/MF n° 77, de 11/03/2008, verbis: Lei n. 8.212/91: Art. 92. A infração de qualquer dispositivo desta Lei para a qual não haja penalidade expressamente cominada sujeita o Fl. 108DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA Processo nº 16095.000457/200816 Acórdão n.º 240300.656 S2C4T3 Fl. 99 5 responsável, conforme a gravidade da infração, a multa variável de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros) a Cr$ 10.000.000,00 (dez milhões de cruzeiros), conforme dispuser o regulamento. Art. 102. Os valores expressos em moeda corrente nesta Lei serão reajustados nas mesmas épocas e com os mesmos índices utilizados para o reajustamento dos benefícios de prestação continuada da Previdência Social. Decreto n. 3.048/99: Art.283.Por infração a qualquer dispositivo das Leis nos 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 8 de maio de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável de R$ 636,17 (seiscentos e trinta e seis reais e dezessete centavos) a R$ 63.617,35 (sessenta e três mil, seiscentos e dezessete reais e trinta e cinco centavos), conforme a gravidade da infração, aplicandoselhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: (...) II a partir de R$ 6.361,73 (seis mil trezentos e sessenta e um reais e setenta e três centavos) nas seguintes infrações: (...) b) deixar a empresa de apresentar ao Instituto Nacional do Seguro Social e à Secretaria da Receita Federal os documentos que contenham as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, ou os esclarecimentos necessários à fiscalização; Portaria Interministerial MPS/MF n° 77, de 11/03/2008: Art. 8º A partir de 1º de março de 2008: (...) VI o valor da multa indicada no inciso II do art. 283 do RPS é de R$ 12.548,77 (doze mil quinhentos e quarenta e oito reais e setenta e sete centavos); Logo, ao contrário do que tenta fazer crer a recorrente, a multa é devida. Ao deixar de apresentar a documentação exigida pela autoridade fiscal, a recorrente descumpriu uma obrigação acessória, passível de multa, conforme detalhado. CONCLUSÃO Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 109DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA 6 Fl. 110DF CARF MF Emitido em 01/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/08/2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 11/08 /2011 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 29/08/2011 por IVACIR JULIO DE SOUZA
score : 1.0
Numero do processo: 10845.004681/93-70
Turma: Primeira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Aug 28 00:00:00 UTC 1997
Data da publicação: Thu Aug 28 00:00:00 UTC 1997
Ementa: Importação. O auto de infração não caracteriza a falsa declaração de conteúdo. Veículos novos importados como se usados fossem.
Repercussão na base cálculo dos tributos equivalente ao
subfaturamento cuja prova formal não existe no processo já que não se pode basear no "black book". Dado, portanto, provimento ao recurso voluntário.
Numero da decisão: 301-28.509
Decisão: ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho
de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEIROS
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RECORRIDA : DRF - SANTOS/SP Importação. O auto de infração não caracteriza a falsa declaração de conteúdo. Veículos novos importados como se usados fossem. Repercussão na base cálculo dos tributos equivalente ao subfaturamento cuja prova formal não existe no processo já que não se pode basear no "black book". Dado, portanto, provimento ao recurso voluntário. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Brasília-DF, em 28 de agosto de 1997 MOACYR E OY DE MEDEIROS PRESIDENTE PROCURADORIA.G:EAL P.e '',12,!t — A I 0 Coordeneçon-Garci da reprzser'c„to fxlze:•c:,`e. • da Fazenda 1:adonol Entig___0/ 11- LUIZ FE 1 ""ALVÃO CALHEIROS RELATOR LUCIANA CORTEZ RORiz PONTE Proas/Nom da Fazenda Nacional 1 1 NOV 1997 Participaram, ainda, do presente julgamento, os seguintes Conselheiros : ISALBERTO ZAVÃO LIMA, FAUSTO DE FREITAS E CASTRO NETO, LEDA RUIZ DAMASCENO, MÁRIO RODRIGUES MORENO, MARIA HELENA ANDRADE (suplente) e MÁRCIA REGINA MACHADO MELARE. RC/AD117159 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117190 ACÓRDÃO N' : 301-28.505 RECORRENTE : Rrrz IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE VEÍCULOS LTDA. RECORRIDA : DRF - SANTOS/SP RELATOR(A) : LUIZ FELIPE GALVÃO CALHEMOS RELATÓRIO E VOTO Este recurso, acompanhado dos de números 117.160, 117.161, 117.162 e 117.190, que são idênticos, foram submetidos à apreciação deste Plenário na Sessão de 26 de junho de 1996, onde, através da Resolução n° 301-1064, os seus membros, por maioria de votos, resolveram converter o julgamento em diligência ao CTIC, vencido este Relator, que na ocasião entendia, como entende agora, que já havia no processo elementos suficientes para a decisão. Tanto assim é, que os autos retornam sem realização de qualquer diligência e, o que é pior, por iniciativa da própria interessada, que, em petição de fls. 93 a 97, solicita, dado o tempo decorrido, sejam os processos devolvidos a esta Primeira Câmara para julgamento, sem que tenha sido cumprida a citada Resolução. Aliás, entende o contribuinte, segundo se infere de suas declarações às fls. 95, que , por lhe ter sido favorável a decisão no recurso 117.518, relatado pela ilustre conselheira Leda Ruiz Damasceno em 12/11/96 - Sessão em que me encontrava ausente por motivo de força maior - e que seria idêntico aos que agora se questiona, estaria este Colegiado, independentemente de qualquer perícia ou da consideração de quaisquer outros aspectos, comprometido a adotar a mesma decisão, até porque decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais, através do Acórdão CSRF/03- 2.522 (fls. 101) conclui ser incabível a presunção do subfaturamento com base em publicação técnica especializada do tipo "black book". Ora, quanto a este aspecto, para o qual a recorrente esmera-se em chamar a atenção, não há o que discutir. Pelo contrário, quanto ao sub ou superfaturamento, tenho freqüentemente insistido à exaustão, em inúmeras ocasiões, na minha convicção de que o valor aduaneiro a ser observado, quer na exportação, quer na importação é aquele consagrado pelo código de valoração universalmente aceito, ou seja aquele efetivamente pago ou a pagar e que, normalmente, é o da fatura comercial ou do contrato de câmbio. Outras hipótese somente podem ou devem ser consideradas, no meu entendimento, quando existem provas documentais incontestáveis e não simples presunções baseadas em catálogos, média de preços fornecida por entidades governamentais ou não e outras suposições do mesmo teor. Na realidade, é forçoso que se verifique, caso a caso, antes de quaisquer outras considerações, o valor praticado naquelas condições específicas de negociação e as leis de mercado, bem como as circunstâncias da transação e a situação econômica de todos os envolvidos. Compondo com a tarifa "ad valorem" e a verificação de origem, um dos três instrumentos básicos de controle do comércio exterior é fundamental sua correta apuração, por motivos óbvios. Ocorre que, pelo menos diretamente, não é esta a questão. Trata-se aqui da importação de veiculo novo como se usado fosse, o que, é evidente, importa na alteração do valor aduaneiro. E, embora o fisco tenha 2 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES PRIMEIRA CÂMARA RECURSO N° : 117.190 ACÓRDÃO I•1° : 301-28.509 cometido a imprudência de não solicitar, no momento do desembaraço aduaneiro, a perícia técnica, talvez por gritante a evidência de que os veículos eram novos, existem no processo, no meu entender, elementos suficientes para caracterizar tal evidência, em especial os certificados de origem, documentos oficiais emitidos pelo representante do fabricante. (Originais e tradução juramentada encontram-se às fls. 40, 43 e 44 do processo 10845.005032/93-22, apenso). Por tais motivos, embora este Colegiado tenha examinado, em reunião da qual não participei, o recurso 117.158, que segundo a interessada, seria semelhante aos ora em julgamento, a atenção se voltou basicamente, apenas para o aspecto do subfaturamento, conforme se verifica da ementa que transcrevo "in verbis": "SUBFATURAMENTO - Não cabe arbitragem do valor aduaneiro nnnn com base no "Blach book"- o valor correto deveria ter sido baseado no efetivo valor do fechamento do câmbio, "in casu" o constante do aditivo da GI, o que não foi feito pela autoridade autuante - Dado provimento ao recurso". Está portanto claro que foi julgado, apenas, um aparente subfaturamento, o que, na realidade, não é somente o que se discute pelo menos do meu ponto de vista, nos processos ora em julgamento. Não se debate apenas o preço de veículos novos ou usados, mas principalmente, se os veículos eram novos. Se eram, como na realidade ocorreu, até porque as guias de importação foram obtidas através de medida liminar em mandado de segurança, o preço efetivamente pago correspondente a veículos usados não foi o correto e os veículos novos, importados como usados, foram, em conseqüência, subfaturados, ou em outras palavras, importados com os preços de usados. De fato, trata-se de falsa declaração de conteúdo, incorreção que repercutiu na base de cálculo pois um veículo usado não é igual a um veículo novo, pelo menos quanto ao preço, nem mesmo na história de Madim onde se trocava lâmpada nova por lâmpadas velhas e mágicas. Daí toda a pantomina montada em torno da questão, para trazer ao centro da arena o sufaturamento e a questão do valor aduaneiro , deixando a verdadeira fraude escondida no mais profundo recanto dos bastidores. Contudo, em que pese a minha mais absoluta convicção de que houve fraude, o auto de infração não caracteriza formalmente, embora mencione os certificados de origem, a declaração indevida de conteúdo, ou seja, veículos novos importados como se usados fossem. Caracteriza apenas o subfaturamento, com base no "Black book", o que por si só não é aceitável, conforme várias decisões deste Colegiado. Não me resta, portanto, outra alternativa, a não ser dar provimento ao recurso voluntário. Sala das Sessões, em 28 de agosto de 1997 LUIZ FELIPE G AO CALHEIROS - RELATOR 3 Page 1 _0002800.PDF Page 1 _0002900.PDF Page 1
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