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Numero do processo: 10825.001713/96-01
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2002
Data da publicação: Tue May 21 00:00:00 UTC 2002
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL.
Resolução de Diligência que se anula, por equívoco do relator cujo voto é provimento do recurso e não fundamentou a proposta de diligência.
Não acolhidos os embargos de declaração interposto pela fazenda nacional.
IMPOSTO TERRITORIAL RURAL/ITR 1994.
Rejeitada a preliminar de nulidade da Notificação de Lançamento, por vícios formais.
No mérito, dado provimento ao recurso.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO.
Numero da decisão: 303-30.249
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, declarar nula a Resolução n° 303-0.799, de 23/08/2001, rejeitar os embargos da Procuradoria da Fazenda Nacional e por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da Notificação de Lançamento, vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli, Irineu Bianchi e Paulo de Assis, relator, e no mérito, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman e Carlos Fernando Figueiredo Barros. Designado para redigir o voto quanto à preliminar de nulidade o Conselheiro João Holanda Costa.
Nome do relator: PAULO DE ASSIS
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INão acolhidos os embargos de declaração interpostos pela Fazenda Nacional. II IMPOSTO TERRITORIAL RURAL/ITR 1994Rejeitada a preliminar de nulidade da Notificação de Lançamento, por vícios formais. No mérito, dado provimento ao recurso. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, declarar nula a Resolução n° 303-0.799, de 23/08/2001, rejeitar os embargos da Procuradoria da Fazenda Nacional e por maioria de votos, rejeitar a preliminar de nulidade da Notificação de Lançamento, vencidos os Conselheiros Nilton Luiz Bartoli, Irineu Bianchi e Paulo de Assis, relator, e no mérito, por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário, na forma do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Zenaldo Loibman e Carlos Fernando Figueiredo Barros. Designado para redigir o voto quanto à preliminar de nulidade o Conselheiro João Holanda Costa. ... 111 Brasília-DF, em 21 de maio de 2002 , JOÃ ANDA COSTA Pres d (4211 ente PAUL‘( ,, y 2.002ASSIS 1 4 I\G°‘ Relator Participaram, ainda do presente julgamento, os seguintes Conselheiros: ANELISE DAUDT PRIETO e HÉLIO GIL GRACINDO. nimmil • •' • . ; MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 RECORRENTE : OSWALDO FURLAN RECORRIDA : DRJ/RIBEIRÃO PRETO/SP RELATOR(A) : PAULO DE ASSIS RELATOR DESIG. : JOÃO HOLANDA COSTA RELATÓRIO Com a Resolução n° 303-0.799, de 23 de agosto de 2001, esta Câmara decidiu, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em 411 Diligência à Repartição de Origem, na forma do relatório e voto que integram a Resolução. Ocorre que o relator ao propor a Diligência, além de não haver justificado a proposta não apresentando as indagações que pretendia respondidas pela autoridade administrativa, cometeu evidente equívoco uma vez que, a redação do seu voto contém a clara intenção de dar provimento ao recurso. O voto da resolução não expressa dúvidas acaso existentes, antes contém razões de mérito. Transcrevo o inteiro teor do relatório da resolução que passa a fazer parte integrante deste acórdão. "O contribuinte supramencionado, proprietário do imóvel rural denominado "Fazenda Campo Belo III" , localizado no município de Caiaponia-GO, foi intimado, nos termos do art. 11, do Decreto 111 n° 70.235/72, a pagar os valores constantes da Notificação de Lançamento de fls. 09, os quais podem ser assim resumidos: VTN declarado 83,324.95 VTN tributado 224,143.33 ITR 4,258.72 Contribuição CONTAG 5.73 Contribuição CNA 267.00 Contribuição SENAR 39.83 VALOR TOTAL 4.571,28 (LTFIR) O contribuinte, de forma tempestiva, apresentou Impugnação de Lançamento do ITR, às fls. 01/06, alegando, basicamente, o seguinte: 2 . • MINISTÉRIO DA FAZENDA .' • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 1 - Que o fisco baseou o VTN num quantum excessivamente alto para a região, contrariando, assim, a realidade valorativa do preço de mercado da Terra Nua naquela área, razão pela qual, nos termos do art. 151, III, do CTN, requer a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, com finalidade de que, amparado no art. 16, IV, do PAF, seja realizada uma perícia para se conhecer o valor correto da Terra Nua. 2- Ressalte-se que, se o fisco basear-se em meras suposições, informações falsas ou incompletas, buscando apenas o interesse do pólo mais forte da relação jurídico-tributária, colocará em risco os produtores rurais, o que ocasionará uma grave crise no setor. 3- Deve-se, ainda, observar a diferença entre Valor da Terra Nua e Valor Venal do Imóvel, pois da forma como eles foram lançados ocorreu uma grande confusão, a saber, utilizaram-se valores muito próximos do Valor Venal, como se VTN fossem, quando, na verdade, o § 1°, do art. 3°, da Lei n° 8.847/94 é bastante claro ao estabelecer os devidos critérios. O julgador singular, apreciando a impugnação do contribuinte, julgou-a improcedente, ementando da seguinte forma: 'VALOR DA TERRA NUA. VTN. O Valor da Terra Nua - VTN - declarado pelo contribuinte será rejeitado pela Secretaria da Receita Federal, quando inferior ao VTNin/ha fixado para o município de localização do imóvel rural. REDUÇÃO DO VTNm. BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO. A autoridade julgadora só poderá rever, a prudente critério, o Valor da Terra Nua Mínimo - VTNm, mediante laudo técnico, elaborado por entidade especializada ou profissional habilitado, obedecidos os requisitos mínimos da ABNT e com ART, devidamente registrada no CREA, caso contrário mantém-se o lançamento. NÃO ATENDIMENTO À INTIMAÇÃO. O não atendimento à intimação prejudica a apreciação do pleito. LANÇAMENTO PROCEDENTE' 3 • • 8 • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 As razões do decisum de Primeira Instância podem ser assim resumidas (fls. 41/45) 1- O interessado apresentou Solicitação de Retificação de Lançamento, alegando erro no preenchimento da DITR/94, sem, contudo, informar quais os erros cometidos, razão pela qual foi a mesma julgada improcedente. Após tomar ciência de tal resultado, ingressou com uma peça impugnatória, alegando, inclusive, matérias novas, totalmente diferentes das anteriormente externadas, todavia, de novo, não acostou provas de suas informações, contrariando o que dispõe o art. 331, inciso I, do CPC. 1111 2- Toda a indignação do contribuinte gira em torno de reduzir o VTNm, pois seu imóvel foi tributado de forma excessiva, vale dizer, muito acima do Valor de sua Terra Nua, por isso, com fundamento na IN/SRF n° 16/95, ele foi intimado a apresentar um Laudo Técnico de Avaliação, informando o Valor de sua Terra Nua naquela data. 3- Ocorre que, mesmo devidamente intimado, ele nada apresentou, logo é de ser considerada descabida a pretensa revisão do VTNm tributado, mantendo-se o crédito tributário. 4- No que pertine ao pedido de realização de perícia, cabe esclarecer que não é competência da Secretaria da Receita Federal proceder ou acompanhar perícia visando a reduzir o VTNm. Irresignado com a decisão monocrática, o contribuinte, tempestivamente, apresentou Recurso Voluntário (fls. 50/53) a este Conselho de Contribuintes, aduzindo, em suma, o seguinte: I - In casu houve afrontamento aos princípios basilares do nosso direito, uma vez que, o âmago da questão, reside no fato de que não se observou o valor corrente no mercado para o lançamento, mas sim utilizou-se índices de mercado financeiro, como se terras fossem papéis. Ademais, sabido é que o Plano Real estabilizou a moeda, colocou as terras no valor certo, retirando, assim, o caráter especulatório que ela vinha experimentando. 2- Ironicamente tem-se que, neste país, tudo caiu, desde o valor da cesta básica até os preços dos carros, só não reduziu o Valor da 4 • • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 Terra Nua, na ótica dos lançadores tributários do ITR e demais contribuições. 3- Na verdade, o lançamento está cheio de vícios substanciais que o tomam nulo, sem força para ser exigido, eis que extraído de erro, motivo pelo qual não poderá subsistir a presente cobrança tributária. 4- Por fim, caso pairem dúvidas, requer a conversão do julgamento em Diligência, a fim de que se esclareça a verdade quanto ao Valor da Terra Nua na região. 41 Anexou, ainda, Laudo Técnico de Avaliação às fls. 55/65. Juntou cópia do depósito de, no mínimo, 30% do valor da exigência fiscal, para interpor o Recurso Voluntário (fls. 73). A Procuradoria da Fazenda Nacional deixou de oferecer suas contra-razões recursais, face o valor do crédito tributário exigido no lançamento principal ser inferior a R$ 500.000,00, consoante preconiza a Portaria n° 260, de 24/10/95, alterada pela Portaria n° 189, de 11/08/97." Além do fato acima referido, o Ilustre Procurador da Fazenda Nacional, tendo vista da Resolução, houve por bem apresentar seus embargos, insurgindo-se (1) contra o Laudo técnico apresentado somente em sede de recurso 111 voluntário; entende que a apresentação do documento foi feita a destempo, quando ocorrida indiscutível preclusão, como previsto no art. 16, § 4° do Decreto n° 70.235/72. Outra questão trazida pela Fazenda Nacional diz respeito ao fato de o contribuinte ter recolhido o depósito recursal só após a interposição do recurso voluntário, em desobediência ao art. 32, § 2° da MP. 1699-39, de 28 de agosto de 1.998. É o relatório. • • MINISTÉRIO DA FAZENDA . -• TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 VOTO Várias questões são trazidas à consideração da Câmara. A primeira diz respeito ao equívoco cometido na formalização da Resolução 303-0.799, na qual o ilustre relator, ao propor Diligência, pretendia na realidade dar provimento ao recurso. Para sanear o processo, dever-se-á declarar nula a Resolução para em seguida ser proferido o voto relativo à preliminar de nulidade suscitada na Câmara e ao mérito da cobrança do crédito tributário. A Segunda questão, diz respeito aos embargos interpostos. A interposição de embargos está prevista no art. 27 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes e, no presente caso, as razões de interpor foram trazidas à decisão da Câmara, conforme despacho exarado pelo seu Presidente. Os embargos não procedem. Com efeito, o Laudo Técnico visa a carrear provas da verdade material da questão envolvida no processo. O princípio constitucional da ampla defesa impõe sejam recebidas, mesmo no recurso, as provas que o contribuinte possa dispor para a defesa dos seus interesses. O outro embargo diz respeito à tempestividade do depósito recursal, feito, no caso, após já apresentada a petição de recurso. Data venta dos fundamentos que embasam os embargos, meu voto é que a Câmara não os acolha. 11/ Nas demais questões, permito-me pronunciar da seguinte maneira; Quanto à preliminar de nulidade. A este respeito, tenho as seguintes considerações a fazer: Examinando todo o processado, do ponto de vista das formalidades essenciais, a conclusão é pela declaração da nulidade da Notificação de Lançamento que lhe deu início. Adoto as razões desenvolvidas pelo ilustre Conselheiro Dr. Nilton Luiz Bartoli, em processos fiscais da mesma natureza, feitas poucas modificações: "Caracterizando-se processo como uma relação estabelecida através do vínculo interpessoal (julgador, autor e réu), há exigência do cumprimento de certos requisitos, o material (o 6 " • MINISTÉRIO DA FAZENDA_ TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 vínculo entre essas pessoas) e formal (regulamentação pela norma jurídica), o que produz uma nova situação para os envolvidos. Essa relação traduz-se pela aplicação da vontade concreta da lei. Assim, para atingir-se tal objetivo, forçoso é seguir uma senda de etapas e acontecimentos que vão desde a composição do litígio até a sentença fmal. Entre os requisitos da relação processual, destacam-se pela essencialidade, entre outros: Os pressupostos processuais - são os requisitos materiais e formais necessários ao estabelecimento da relação processual. São os dados para a análise de viabilidade do exercício de direito sob o ponto de vista processual, sem os quais levará ao indeferimento da inicial, ocasionando a sua extinção. As condições da ação (desenvolvimento) - é a verificação da possibilidade jurídica do pedido, da legitimidade da parte para a causa e do interesse jurídico na tutela jurisdicional, sem os quais o julgador não apreciará o pedido. A extinção do processo por vício de pressuposto ou ausência de condição da ação só deve prevalecer quando o feito detectado pelo julgador seja insuperável ou quando ordenado o saneamento, a parte deixe de promovê-lo no prazo que se lhe tenha assinado. A ausência desses elementos não permite que se produza a eficácia de coisa julgada material e, desde que não seja julgado o mérito, não há preclusão temporal para essa matéria, qualquer que seja a fase do processo. Inobservados os pressupostos processuais ou as condições da ação ocorrerá a extinção prematura do processo sem julgamento ou composição do litígio, eis que tal vício levará ao indeferimento da inicial. Nessa linha, seguem as normas disciplinadoras no âmbito da Secretaria da Receita Federal, senão vejamos: "ATO DECLARATÓRIO NORMATIVO COSIT N.° 02 DE 03/02/1999: O Coordenador Geral do Sistema de Tributação, no uso das atribuições que lhe confere o art. 199, inciso IV, do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal, aprovado pela Portaria 7 • . . MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 MF n.° 227, de 03/09/98, e tendo em vista o disposto nos arts. 142 e 173, inciso II, da Lei n.° 5.172/66 (CTN), nos arts. 10 e 11 do Decreto n.° 70.235/72 e no art. 6° da IN/SRF n.° 94, de 24/09/97, declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados que: Os lançamentos que contiverem vício de forma - incluídos aqueles constituídos em desacordo com o disposto no art. 5° da IN/SRF n.° 94, de 1997 - devem ser declarados nulos de oficio pela autoridade competente; (sublinhei) Dessa forma, pode o julgador desde logo extinguir o processo sem apreciação do mérito, haja vista que encontrou um defeito insanável nas questões preliminares de formação na relação processual, que é a inobservância, na Notificação de Lançamento, do nome, cargo, o número da matrícula e a assinatura do autuante, essa última dispensável quando da emissão da notificação por processamento eletrônico. Agir de outra maneira, frente a um vício insanável, importaria subverter a missão do processo e a função do julgador. Ademais, dispõe o art. 173 da Lei n.° 5.172/66 - CTN (nulidade por vício formal) que háverá vício de forma sempre que, na formação ou na declaração da vontade traduzida no ato 11# administrativo, foi preterida alguma formalidade essencial ou o ato efetivado não tenha sido na forma legalmente prevista. Têm-se, por exemplo, o Acórdão CSRF/01-0.538, de 23/05/85. E, nos autos, encontra-se Notificação de Lançamento que não traz, em seu bojo, formalidade essencial, qual seja o nome, cargo e o número da matrícula do autuante. Demonstrada está a eiva que conduz à nulidade da Notificação de Lançamento, não mais havendo o que comentar sobre essa matéria." Pelas mesmas razões, sou pela declaração de nulidade da Notificação de Lançamento constante destes autos. 8 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 Vencido que fui, nessa preliminar de nulidade, passo ao exame do mérito. Transcrevo, com as alterações necessárias o voto constante da Resolução declarada nula: "O ponto fulcral da presente lide cinge-se em saber o correto VTN da região onde se localiza o imóvel do contribuinte, ora recorrente, pois, apesar de o mesmo ter, no momento oportuno, ofertado-o na declaração do ITR, relativa ao exercício de 94 este valor estava fora da realidade da região, vale dizer, totalmente desproporcional às reais condições do imóvel, motivo porque o fisco lançou o crédito tributário, através da Notificação de Lançamento de fls. 09. Impende observar à reclamante as determinações do artigo 6°, da Lei n° 8.847/94, que estabelece: 'Art. 6°. O lançamento do ITR será efetuado de ofício, podendo, alternativamente, serem utilizadas as modalidades com base em declaração ou homologação.' Segundo o artigo 15 da citada lei, a declaração entregue pelo contribuinte se prestará à formação do Cadastro Fiscal de Imóveis Rurais - CAFIR. Assim, os dados constantes da declaração não obrigam o Fisco quando do lançamento, o que é confirmado pelo previsto no artigo 18 da mesma lei que diz: 'Art. 18. Nos casos de omissão de declaração ou informação, bem fli assim de subavaliação ou incorreção dos valores declarados por parte do contribuinte, a SRF procederá à determinação ao lançamento do ITR com base em dados de que dispuser.' Não poderia ser de outra maneira, pois sujeitar o Fisco, na atividade de lançamento, a tomar por base apenas o valor declarado pelo contribuinte, o tornaria num simples homologador de declarações, tolhendo-lhe a capacidade para apurar a legitimidade do declarado, na medida em que permite avaliar a capacidade contributiva, e, ainda, se for o caso, verificar práticas sonegatórias. O Valor da Terra Nua adotado para o combatido lançamento difere daquele declarado pelo contribuinte em virtude deste último encontrar-se em parâmetros inferiores àqueles fornecidos pelos 9 • MINISTÉRIO DA FAZENDA • TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES • TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 órgãos citados no parágrafo 2°, artigo 3°, da Lei N° 8.847/94, e que são os determinados na Instrução Normativa SRF N° 16/95. Tal prática em nada afronta o artigo 148 da Lei N° 5.172/66 - Código Tributário Nacional. A invocada disposição legal determina: 'Art. 148. Quando o cálculo do tributo tenha por base, ou tome em consideração, o valor ou o preço dos bens, direitos, serviços ou atos jurídicos, a autoridade lançadora, mediante processo regular, arbitrará aquele valor ou preço, sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados, ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado, ressalvada, em caso de contestação, avaliação contraditória, administrativa ou judicial.' Na espécie, como já frisado, o Valor da Terra Nua estava inferior àquele de que a SRF dispunha como parâmetro mínimo, portanto, passível de modificação. Sobre o assunto, vejamos a lição do professor Hugo de Brito Machado (Curso de Direito Tributário, 5 a edição, Forense: Rio de Janeiro, 1992, p. 249): 'A base de cálculo do imposto (ITR) é o valor fundiário do imóvel (CTN, art. 30). Valor fundiário é o valor da terra nua, isto é, sem qualquer benfeitoria. Considera-se como tal a diferença entre o valor venal do imóvel, inclusive as respectivas benfeitorias, e o valor dos bens incorporados ao imóvel, declarado pelo contribuinte e não impugnado pela Administração, ou resultante de avaliação feita por esta. Na determinação da base de cálculo desse, como de muitos outros impostos, é invocável a norma do artigo 148 do Código Tributário Nacional.' (grifamos) O lançamento por arbitramento, apesar de ser um procedimento fazendário especial, está previsto no artigo 148, do CTN, como visto, e pode ser adotado pela autoridade administrativa sempre que ocorram as condições ali determinadas. O que não pode haver é que, em se adotando tal forma de lançamento, dê-se margem ao uso da arbitrariedade. No arbitramento deve-se possibilitar o 10 • • MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 contraditório ao contribuinte, o que, na espécie, está contido na determinação do parágrafo 4°, do artigo 3°, da Lei n° 8.847/94, que determina: `§ 4°. A autoridade administrativa competente poderá rever, com base em laudo técnico emitido por entidade de reconhecida capacitação técnica ou profissional devidamente habilitado, o Valor da Terra Nua mínimo - VTNm, que vier a ser questionado pelo contribuinte.' É unia sábia decisão, pois o VTNm é um índice muitas vezes inexpressivo, por diversas razões. A primeira delas prende-se à baixa rotatividade de negócios com terras, com isso o VTN do negócio de menor valor pode não ter qualquer relação com a terra de menor valor do município ou região. A segunda, dentre outras, deve-se à diversidade de fatores que influenciam o valor de uma propriedade desde os intrínsecos a ela, tais como a existência de um baixio alagadiço, um relevo com pedras, os caminhos ou trilhas, as aguadas e platôs, até os extrínsecos, como os acessos e serviços públicos, a existência de uma ponte em lugar de pinguela, o mercado para os produtos que cultiva e um sem número de outros fatores. O esforço que se exige do agricultor com relação ao laudo de avaliação é desproporcional ao requerido da indústria para qualificação de equipamentos de alto valor, com fmalidades de tarifação. Uma norma técnica não deve ser interpretada no sentido literal, mas em sua essência, naquilo que se aplica, sob pena de tomar letra morta o recurso definido no art. 3°, parágrafo 4°, da Lei 8.847/94. O Laudo Técnico apresentado pelo recorrente atende aos requisitos essenciais da Norma Técnica da ABNT NBR 8799, descreve a propriedade e o método de avaliação, vem assinado por engenheiro agrônomo habilitado e contém a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica- ART. Não foi ele apresentado na fase de julgamento em primeira instância o que teria provavelmente propiciado decisão diferente da prolatada pelo julgador monocrático (p. 41)." 11 • MINISTÉRIO DA FAZENDA •• - TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 Em conclusão, saneado o processo dos equívocos cometidos por este relator; rejeitados os embargos da Fazenda Nacional; rejeitada igualmente a preliminar de nulidade da Notificação de Lançamento, voto para dar provimento ao recurso. Sala de Sessões, em 21 de maio de 2002 PAUL .1‘ÍSSIS Relator 111 12 . . -, . . .- MINISTÉRIO DA FAZENDA " TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES . TERCEIRA CÂMARA RECURSO N° : 121.078 ACÓRDÃO N° : 303-30.249 VOTO VENCEDOR QUANTO À PRELIMINAR DE NULIDADE Rejeito a preliminar de nulidade do processo a partir da Notificação de Lançamento como argüido na Câmara o que justifico da seguinte forma: Inicialmente, relembro que os casos de nulidade são aqueles exaustivamente fixados pelo art. 59 do Decreto n° 70.235/72, a saber os atos praticados por pessoa incompetente e os despachos e decisões proferidos por pessoa 01/ incompetente ou com preterição do direito de defesa. Já o art. 60 do mesmo Decreto dispõe que outras irregularidades, incorreções e omissões não importarão nulidade e serão sanadas quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este houver dado causa ou quando influírem na solução do litígio. No presente caso, não se vislumbra, de modo algum, a prática do cerceamento do direito de defesa tanto mais que o contribuinte defendeu-se, demonstrando entender as exigências legais e apresentou os documentos que, a seu ver, eram suficientes para a defesa. Ademais, ele não teve dúvida a respeito de qual a autoridade fiscal que dera origem ao lançamento e junto a esta mesma autoridade apresentou sua defesa nos devidos termos. Ademais, o contribuinte não invocou esta preliminar, não se sentiu prejudicado na sua liberdade de defesa, não argüiu em momento algum haja sido cerceado esse seu direito. Assim, não havendo trazido qualquer prejuízo para o contribuinte, sequer houve necessidade de sanar a falha contida na notificação. le Resta acentuar ainda, quanto ao comando da Instrução Normativa SRF-92/97, que não se aplica ao caso sob exame pois tal ato normativo foi baixado especificamente para lançamentos suplementares, decorrentes de revisão, efetuados por meio de Autos de Infração, não sendo aqui o caso. Por fim, não se pode esquecer a consideração da economia processual, uma vez que declarada a nulidade por vício processual, viria certamente a autoridade administrativa a, dentro do prazo de cinco anos, proceder a novo lançamento, como previsto no art. 173, inciso II, do CTN. Sala das Sessões, em 21 de maio de 2002 JOÃ OL A COSTA — Relator designado7141114kND 13 MINISTÉRIO DA FAZENDA TERCEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES •%'• TERCEIRA CÂMARA Processo n.°: 10825.001713/96-01 Recurso n.° 121.078 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no parágrafo 2° do artigo 44 do Regimento Interno dos Conselhos de Contribuintes, fica o Sr. Procurador, Representante da Fazenda Nacional junto à Terceira Câmara, intimado a tomar ciência do Acordão n° 303.30.249 Brasília-DF, 09 de julho de2002 Joh aan.aCosta Pr- sidente da Terceira Câmara Ciente em: / (4 -27, ZAD 2_ 1111 P ER) pr
score : 1.0
Numero do processo: 10280.721937/2009-13
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2007
DEDUÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA OFICIAL. COMPROVAÇÃO.
A contribuição previdenciária oficial comprovada por meio de comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte é dedutível para fins de imposto de renda da pessoa física. Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-000.875
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR
PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA OFICIAL. COMPROVAÇÃO. A contribuição previdenciária oficial comprovada por meio de comprovante de rendimentos pagos e de retenção de imposto de renda na fonte é dedutível para fins de imposto de renda da pessoa física. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 01/07/2011 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), Sidney Ferro Barros, Lúcia Reiko Sakae, Carlos André Ribas de Mello, Dayse Fernandes Leite e German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Tratase de notificação de lançamento de Imposto de Renda do exercício 2007, anocalendário 2006, com multa de ofício de 75% e juros de mora, em virtude de Fl. 39DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 apuração de omissão de rendimentos de dependente José Pedro Pereira Castro da Silva (cujo CPF é 156.581.71363) no montante de R$15.956,40, sendo R$8.190,54 da fonte pagadora Instituto Ofir Loiola e R$7.785,86 do Hospital dos Servidores do Estado. A exigência foi impugnada sob o argumento de que haviam sido ignorados os descontos das contribuições de previdência privada das respectivas fontes pagadoras os quais estariam comprovados por meio da documentação juntada aos autos. Na primeira instância de julgamento a impugnação foi indeferida sob o fundamento de que os documentos apresentados não comprovam os alegados descontos. Ciente da decisão de primeira instância em 10022010, o recorrente apresentou recurso voluntário em 11032010, no qual apresenta os seguintes argumentos: 1. na autuação foram ignorados os descontos no valor de R$559,35 correspondente à fonte pagadora Instituto Ofir Loiola, conforme comprova o documento anexo; 2. essa contribuição previdenciária é um abatimento legal. É o relatório. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso Relator, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. O litígio envolve parte do lançamento, pois restringese à dedução da contribuição previdenciárias descontada dos rendimentos auferidos de uma das fontes pagadoras, qual seja o Instituto Ofir Loiola. O comprovante de rendimentos juntado aos autos (fls. 30) comprova que houve o desconto de R$559,35 sobre o rendimento de R$8.190,54 pago pelo Instituto Ofir Loiola. Diante do exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso para deduzir da base de cálculo do imposto a importância de R$559,35 (quinhentos e cinqüenta e nove reais e trinta e cinco centavos). (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Relator MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS Fl. 40DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 10280.721937/200913 Acórdão n.º 280200.875 S2TE02 Fl. 40 3 SEGUNDA CÂMARA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº: 10280.721937/200913 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 3º do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009, intimese o (a) Senhor (a) Procurador (a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Segunda Câmara da Segunda Seção, a tomar ciência do Acórdão nº 2802000.875 Brasília/DF, 01/07/2011 ____________________________________________ JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Presidente Segunda Turma Especial da Segunda Câmara/Segunda Seção Ciente, com a observação abaixo: (......) Apenas com ciência (......) Com Recurso Especial (......) Com Embargos de Declaração Data da ciência: _______/_______/_________ Procurador(a) da Fazenda Nacional Fl. 41DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 Fl. 42DF CARF MF Emitido em 06/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Assinado digitalmente em 01/07/2011 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 12571.000207/2009-35
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue May 22 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006
NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO.
Insumos, para fins de creditamento da Contribuição Social não-cumulativa, são todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade empresária, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes.
Os gastos com combustíveis e lubrificantes utilizados em veículos da sociedade e as despesas com manutenção de veículos da frota própria, empregados no processo produtivo ensejam o creditamento da Contribuição Social não cumulativa.
NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. ENCARGOS DE
DEPRECIAÇÃO
Os encargos de depreciação sobre semi-reboque, peças para caminhão e outros relacionados, incorporados ao ativo imobilizado, e empregados no processo produtivo, adquiridos depois de 30/04/2004, ensejam direito a crédito.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Direito Creditório Reconhecido em Parte
Numero da decisão: 3803-002.893
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO. Insumos, para fins de creditamento da Contribuição Social não-cumulativa, são todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade empresária, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. Os gastos com combustíveis e lubrificantes utilizados em veículos da sociedade e as despesas com manutenção de veículos da frota própria, empregados no processo produtivo ensejam o creditamento da Contribuição Social não cumulativa. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO Os encargos de depreciação sobre semi-reboque, peças para caminhão e outros relacionados, incorporados ao ativo imobilizado, e empregados no processo produtivo, adquiridos depois de 30/04/2004, ensejam direito a crédito. Recurso Voluntário Provido em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO. Insumos, para fins de creditamento da Contribuição Social nãocumulativa, são todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade empresária, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. Os gastos com combustíveis e lubrificantes utilizados em veículos da sociedade e as despesas com manutenção de veículos da frota própria, empregados no processo produtivo ensejam o creditamento da Contribuição Social não cumulativa. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO Os encargos de depreciação sobre semireboque, peças para caminhão e outros relacionados, incorporados ao ativo imobilizado, e empregados no processo produtivo, adquiridos depois de 30/04/2004, ensejam direito a crédito. Recurso Voluntário Provido em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. Fl. 532DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0420.15067.18LM. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 2 (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os Conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Adriana Oliveira e Ribeiro (suplente) e Jorge Victor Rodrigues. Ausente o Conselheiro Juliano Eduardo Lirani. Relatório Recorrente pediu o ressarcimento de créditos de Contribuição para o PIS/Pasep, referente ao 4º trimestre de 2006, no valor de R$ 45.006,46. A DRF/Ponta Grossa autorizou o ressarcimento de R$ 38.036,42. Irresignado, o requerente interpôs Manifestação de Inconformidade, por meio da qual controverteu a glosa, no valor de R$ 6.970,04, sob os seguintes argumentos: a) relativamente aos créditos pelos gastos com combustíveis e lubrificantes, diz que estes foram utilizados no transporte de matériaprima até sua sede para posterior industrialização e que a única exigência da legislação é que os bens e serviços sejam utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. b) Quanto ao créditos originados de aquisição de bens para a manutenção de maquinário e dos veículos da frota própria, afirma que a autoridade fiscal agiu de modo igualmente equivocado, pois entende que tais aquisições se enquadram no conceito de insumo. Diz que os bens adquiridos não fazem parte do seu ativo imobilizado, sendo utilizados para a reposição e manutenção de seus veículos e maquinários utilizados na produção. Diz que sobre esta questão, bem como em relação a anterior (combustíveis e lubrificantes), a RFB já emitiu entendimento, através da Solução de Consulta n° 85, no mesmo sentido em que se posiciona. c) No que tange à depreciação de bens do ativo imobilizado, argumenta que não se pode fazer distinção entre os que são e os que não são utilizados na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços. Alega que ainda que se queira dar uma interpretação restritiva à lei de regência, não há como negar que os bens objeto da glosa fiscal são efetivamente máquinas ou equipamentos. Diz que o mesmo entendimento vale para os bens adquiridos antes de 30/04/2004, pois, segundo alega, a Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e a Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, ao estabelecerem a possibilidade de creditamento dos encargos de depreciação e amortização de bens que integram seu ativo imobilizado, não fizeram qualquer vedação ao período em que foram adquiridos. Acrescenta Fl. 533DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0420.15067.18LM. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 12571.000207/200935 Acórdão n.º 380302.893 S3TE03 Fl. 3 3 ainda que o art. 31 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, ao limitar temporalmente o direito ao desconto de créditos das contribuições sobre os encargos de depreciação de bens adquiridos para o ativo imobilizado, interfere na não cumulatividade das exações, violou o art. 5°, inc. XXXVI, da CF/1988, e o principio da irretroatividade tributária. A Manifestação de Inconformidade de inconformidade foi julgada improcedente pela 3ª Turma da DRJ/CTA. O Acórdão nº 0634.168, de 26 de outubro de 2011, teve ementa vazada nos seguintes termos: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/10/2006 a 31/12/2006 COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. A aquisição de combustíveis e lubrificantes gera direito a crédito apenas quando seu uso seja como insumo no processo produtivo. ENCARGOS DE DEPRECIAÇÃO. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. CONDIÇÕES DE CREDITAMENTO. 0 desconto de créditos calculados em relação à depreciação de máquinas, equipamentos e outras bens incorporados ao ativo imobilizado somente podese dar se adquiridos para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços. INCONSTITUCIONALIDADE. ARGUIÇÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA. As instâncias administrativas são incompetentes para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da DRJ/CTA3ª Turma. O arrazoado de fls. s/nº, após síntese dos fatos relacionados com a lide, retoma a argüição de falta de amparo legal para a glosa dos créditos por gastos com combustíveis e lubrificantes, já que tais itens são utilizados nos veículos da empresa que atuam no transporte de matéria prima até sua sede, para posterior industrialização, restando evidente seu consumo no processo de produção, em perfeita harmonia com o conceito de insumo. Também considera equivocada a glosa dos créditos referentes às aquisições de bens empregados na manutenção dos veículos e máquinas utilizados pela recorrente, por exemplo, caminhões e empilhadeiras, salientando que tais itens não fazem parte de seu ativo imobilizado, mas apenas são utilizados para reposição e manutenção de seus veículos e maquinário utilizados na produção. Por fim, quanto à glosa dos créditos referentes à depreciação de bens do ativo imobilizado, relacionados à sua frota de veículos, insurgese contra a distinção entre estes e os bens utilizados na produção dos bens destinados a venda. Com os mesmos argumentos já esboçados na Fl. 534DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0420.15067.18LM. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 4 Manifestação de Inconformidade, rechaça a limitação temporal introduzida pela Lei nº 10.865, de 2004. Cita e transcreve jurisprudência para argüir a inconstitucionalidade de tal limitação. Pede reforma para o efeito de reconhecer o direito da recorrente ao ressarcimento dos créditos relativos à Contribuição Social relativos à aquisição de combustíveis e lubrificantes e de bens e serviços destinados à manutenção da frota da empresa, b em como os ligados aos encargos de depreciação dos bens do ativo imobilizado. É o Relatório. Voto Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. s/nº merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJ/CTA3ªTurma nº 0634.168, de 26 de outubro de 2011. A matéria devolvida à apreciação desta Turma Recursal diz respeito às glosas dos créditos referentes a combustíveis e lubrificantes utilizados em veículos da empresa, despesas com manutenção de veículos da frota própria e encargos de depreciação de bens do ativo imobilizado. Creditamento dos gastos com insumos Já está pacificado nesta 3ª Turma Especial o entendimento de que o conceito de insumo para o fim de creditamento das contribuições sociais não cumulativas é aquele deduzido na jurisprudência do STJ, plasmado no REsp 1.246.317MG, Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 16.06.2011, segundo o qual (sublinhado no original): Insumos, para efeitos do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002, e art. 3º, II, da Lei n. 10.833/2003 são todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade da empresa, ou implica em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. O Min. Campbell Marques extraiu o que há de nuclear na definição de insumo para tal fim: 1º O bem ou serviço tenha sido adquirido para ser utilizado na prestação do serviço ou na produção, ou para viabilizálos (pertinência ao processo produtivo); 2º A produção ou prestação do serviço dependa daquela aquisição (essencialidade ao processo produtivo); e 3º Não se faz necessário o consumo do bem ou a prestação do serviço em contato direto com o produto (possibilidade de emprego indireto no processo produtivo). Com esse conceito em vista, passemos à análise do caso concreto. Fl. 535DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0420.15067.18LM. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 12571.000207/200935 Acórdão n.º 380302.893 S3TE03 Fl. 4 5 A ora recorrente é sociedade empresária que atua no ramo de desdobramento de madeiras (arana, pinho/pinus, pinho, cedrinho, ipê, cumaru, itaúba, jatobá, cumaru, angelim, garapeira, muiracatiara, massaranduba, marupá, tatajuba etc.), para a fabricação de assoalhos internos, pisos diversos, lambris, S4S, molduras, garden tiles, decking liso ou antiderrapante, estrados para jardins, e afins. Segundo a descrição constante dos autos, que a Fiscalização não contestou, o processo produtivo iniciase com a chegada da matéria prima, por transporte realizado por frota própria e/ou de transportadora terceirizada. Dáse então o descarregamento e recebimento com a realização da conferência física da madeira no setor pátio. Em seguida, classificase a matériaprima segundo a qualidade, medidas e comprimentos. Passase então para a montagem e gradeação em pallets com tabiques para acondicionamento nas câmaras de estufas a vapor, marca Beneck e Engecass, onde se dá o processo de secagem a vapor. Depois disso, é realizada a aferição da saída da estufa em medidor de umidade, marca Digisystem. Iniciase o processo de usinagem das toras em plainas de 6 a 8 eixos já com moldagem do produto final. Passase então para o processo de corte e fresagem nos topos para acabamento nos comprimentos adequados seguida da montagem com afixação de parafusos. O produto sofre então a aplicação de óleo protetor de acabamento e finalmente segue para o processo de expedição/embalagem em pallets ou caixas conforme pedidos e modelo da empresa. Pareceme que, no contexto desse processo produtivo, os combustíveis e lubrificantes utilizados, seja no transporte dos produtos destinados à venda, seja no transporte da matériaprima utilizada em seu processo produtivo, geram direito a crédito, já que atendem os critérios de pertinência e essencialidade. Da mesma forma, as despesas com bens e serviços de manutenção de veículos utilizados no transporte de produtos destinados à venda e de matériaprima geram direito a crédito, haja vista que tais bens, ainda que indiretamente, são aplicados no processo produtivo. Revertamse as glosas procedidas relativamente aos créditos referentes aos gastos com combustíveis e lubrificantes utilizados em veículos da empresa e às despesas com manutenção de veículos da frota própria, cabalmente comprovados nos autos. Creditamento dos encargos de depreciação de bens do Ativo Imobilizado Relativamente aos encargos de depreciação, permitome recapitular que o art. 3° da Lei nº 10.637, de 2002, dispunha, até o mês de janeiro/2004, que do valor apurado da Contribuição para o PIS/Pasep (art. 2°) a pessoa jurídica poderia descontar créditos relativos a máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados a venda, bem como a outros bens incorporados ao ativo imobilizado. De fevereiro de 2004 em diante, com a edição da Lei nº 10.833, de 2003, possibilitouse o direito ao crédito de encargos de depreciação sobre máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado adquiridos para utilização na produção de bens destinados à venda, ou na prestação de serviços. Posteriormente, em 21/11/2005, a Lei nº 11.196 modificou a redação desse inciso, autorizando o creditamento de encargos de depreciação sobre máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros ou para utilização na produção de bens destinados a venda ou na prestação de serviços. Fl. 536DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0420.15067.18LM. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 6 Ocorre, também, que a possibilidade de creditamento sofreu restrições, a partir de 01/08/2004, com a edição da Lei nº 10.865, de 2004, quedando vedado o desconto de créditos relativos à depreciação ou amortização de bens e direitos de ativos imobilizados adquiridos até 30 de abril de 2004. Conforme destacado na decisão recorrida, a glosa em tela deuse em função de se tratar de bens (semireboque, peças para caminhão e outros relacionados) que não são utilizados na produção de mercadorias da empresa, mas no transporte de matériasprimas e na venda de seus produtos. Tal óbice, derivado da interpretação da legislação de regência plasmada nas instruções normativas nºs 247, de 2002, e 404, de 2004, deve ser afastado. É que a materialidade das contribuições sociais (CS) não cumulativas tem perfil completamente distinto do do IPI. Na técnica de arrecadação das CS não há exatamente um mecanismo não cumulativo como o do IPI, mediante o qual se compensa o que for devida em cada operação com o montante cobrado nas operações anteriores. No caso das CS, a não cumulatividade é operacionalizada pela aplicação da alíquota de incidência da contribuição sobre o valor de determinados bens e serviços suportados pela sociedade. O valor resultante da operação poderá então ser deduzido do montante devido pela ocorrência do fato gerador. Há que se destacar principalmente a estreiteza da materialidade do IPI, que faz referência apenas aos custos de industrialização de bens (insumos como matériaprima, produto intermediário e material de embalagem) e que portanto não é suficiente para abarcar todos os custos que podem gerar créditos para as CS, como os serviços, por exemplo. A desoneração que se visa, pela via da não cumulatividade das CS, não é do produto específico, nem da pessoa jurídica como um todo, mas do processo produtivo. Repito, no contexto do processo produtivo descrito pelo ora recorrente, não contestado pela Administração, os bens de que se trata são nele utilizados, e os encargos de sua depreciação são alcançados pelas normas de regência do creditamento. Dito isso, devese considerar a limitação temporal erigida pelo art. 31 da Lei nº 10.865, de 2004. Liminarmente, rechaço qualquer argüição de inconstitucionalidade da mesma, em face da dicção da Súmula CARF nº 2: Súmula CARF Nº 2 O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. O direito de crédito dos encargos de bens incorporados ao Ativo Permanente, utilizados no processo produtivo, restringese aos bens adquiridos a partir de 1º de maio de 2004, nos termos do art. 31 da Lei nº 10.865, de 2004. Assim sendo, revertamse as glosas, eventualmente procedidas, dos créditos sobre encargos de depreciação de bens incorporados ao Ativo Permanente, utilizados no processo produtivo, adquiridos depois de 1º de maio de 2004 e mantenhamse as relativas a bens adquiridos antes dessa data. Conclusão Com essas considerações, voto por dar provimento parcial ao recurso. Sala das Sessões, em 22 de maio de 2012 Fl. 537DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0420.15067.18LM. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 12571.000207/200935 Acórdão n.º 380302.893 S3TE03 Fl. 5 7 Alexandre Kern Fl. 538DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0420.15067.18LM. Consulte a página de autenticação no final deste documento. 8 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara Processo nº: 12571.000207/200935 Interessada: DITZEL & SANCHES LTDA. TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 4º do art. 63 e no § 3º do art. 81 do Anexo II, c/c inciso VII do art. 11 do Anexo I, todos do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, fica um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, intimado a tomar ciência do Acórdão no 380302.893, de 22 de maio de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção. Brasília DF, em 22 de maio de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciente, com a observação abaixo: ( ) Apenas com ciência ( ) Com embargos de declaração ( ) Com recurso especial Em ____/____/______ Fl. 539DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 8 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP14.0420.15067.18LM. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por ALEXANDRE KERN em 17/05/2012 10:58:19. Documento autenticado digitalmente por ALEXANDRE KERN em 22/05/2012. Documento assinado digitalmente por: ALEXANDRE KERN em 22/05/2012. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 14/04/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP14.0420.15067.18LM Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 7C34DCADDD444249D38B64F8CA6E68B701A3CE2C Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 12571.000207/2009-35. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 13816.000009/2003-29
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Thu Oct 16 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.494
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
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RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência à Repartição de Origem, nos termos do voto do relator. ANELI DAUDT PRIETO Presidente V NESSA ALBUQUERQUE VALENTE Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nilton Luiz Bartoli, Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Heroldes Bahr Neto, Celso Lopes Pereira Neto e Tarásio Campelo Borges. • 2 Processo n.° 13816.000009/2003-29 Resolução n.° 303-01.494 CC03/CO3 Fls. 288 RELATÓRIO A contribuinte protocolou, em 08/01/2003, perante a Secretaria da Receita Federal, Pedido de Inclusão no Simples, com efeito retroativo a 01 de janeiro de 1997, argüindo ter ocorrido extravio do Termo de Opção. 0 pedido de inclusão retroativa foi indeferido pela Delegacia da Receita Federal em São Bernardo do Campo sob o fundamento de que na ocasião, em 1997, o objetivo social da empresa fazia parte da lista impeditiva de opção pelo Simples, artigo 9', inciso XIII, da Lei 9.317/96. Diante do indeferimento de seu pedido, a contribuinte protocolou manifestação de inconformidade, em 29/08/2003, alegando "que os serviços prestados não requeriam conhecimentos técnicos ou profissionais especificos; que a mesma não se enquadra em nenhuma das hipóteses de Vedação à Opção, devido ser sua atividade principal, à época dos fatos, assessoria administrativa de uma associação sem fins lucrativos, como também, ter cumprido com todas as obrigações necessárias a inclusão requerida". Despacho de fls. 21 considerou a referida Inconformidade intempestiva. Todavia, a contribuinte apresentou Pedido de Reconsideração, em 24/10/2003, argüindo tempestividade em decorrência da paralisação das unidades da Secretaria da Receita Federal nos dias 27 e 28 de agosto de 2003. Em 03 de dezembro de 2003, a contribuinte, considerando que estava em andamento o pedido de inclusão, peticiona A Delegacia da Receita Federal em São Bernardo do Campo, solicitando, a inclusão retroativa no regime de tributação Simples, só que a partir da data de 01/01/2001; fundamenta seu pedido no Ato Declaratório Interpretativo SRF no 16 de 02 de outubro de 2002. Faz juntada de alteração contratual, na qual exclui atividade efetivamente não exercida e que estaria impedindo a opção da empresa no Simples. A DRF de Julgamento em Campinas - SP, em 23 de novembro de 2006, indeferiu a solicitação da ora recorrente, nos termos da ementa que a seguir se transcreve : "ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE —SIMPLES Ano-calendário: 1997 CIRCUNTANCIAS IMPEDITIVAS DE INCLUSÃO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES. A prestação de serviço de consultoria/assessoria é circunstcincia que impede a inclusão/permanência no Simples. Solicitação Indeferida." Processo n.° 13816.000009/2003-29 Resolução n.° 303-01.494 CC03/0D3 Fls. 289 Ciente da decisão de P Instancia, a Contribuinte, em 06/03/2007, interpôs Recurso Voluntário (fls. 196/228) nos termos que a seguir se transcreve: - Que a DRJ/CPS indeferiu o pedido inicial protocolado em 08/03/2003, e não apreciou o pedido de 03/12/2003, sob o argumento de "fato novo superveniente". - Em que pese ás razões da DRJ no Acórdão 05-15.380, verifica-se um excesso de formalismo em detrimento da verdade material, que não coaduna-se com os princípios que regem o processo administrativo fiscal. - O suposto "Fato novo" ventilado na decisão trata-se de Pedido de Inclusão Retroativa, protocolado em 03/12/2003, retroativo a 01/01/2001, pedido menor que o anterior, pois abriu meio dos períodos anteriores 1997 a 2000, prevalecendo os demais períodos, portanto não inovou, ao contrário restringiu. - Diante da decisão recorrida, o pedido de 03/12/2003, não foi apreciado, implicando em cerceamento aos direitos do contribuinte, e ao devido processo legal, merecendo reforma para DEFERIR o pedido de inclusão retroativa e afastar a figura de 'fato novo" diante de uma situa cão continuada. - Não há como prevalecer a motivação da decisão recorrida, pelo SIMPLES fato de constar no contrato social atividade impeditiva, posto que no estatuto igualmente consta ATIVIDADE PERMITIDAS, e o fisco em momento algum provou o exercício de atividade vedada. - No contrato social de 01/11/2000, já constava como ATIVIDADE PRINCIPAL o BENEFICIAMENTO DE PEÇAS COM TRATAMENTO DE SUPERFICIES, comercialização de projetos e equipamentos, sendo os serviços de consultoria e assessoria em sistemas e métodos organizacionais, atividade secundária meramente incluída no contrato, mas não exercida conforme declarações do contribuinte, o que motivou inclusive a alteração e exclusão posteriormente. - Da análise do contrato social datado de 13/01/2003, verifica-se que houve alteração dos sócios e exclusão total do objetivo social vedado, de forma que no mínimo a partir dessa data a INCLUSÃO merecia ser conhecida e deferida. - Colaciona diversas decisões do Conselho de Contribuintes. - Por fim, requer.. - o recebimento do presente recurso, para reformar integralmente a r. decisão recorrida, e deferir o pedido de INCLUSÃO RETROATIVA a partir de 01/01/2001. - Se outro for o entendimento desse conselho, a decisão recorrida merece ser parcialmente reformada, para ao invés de indeferir o pedido do contribuinte, converter o julgamento em diligencia, determinando o retorno a DRF em SBC (origem) para apreciação do Processo n.° 13816.000009/2003-29 Resolução n.° 303-01.494 CC03/CO3 Fls. 290 pedido protocolado em 08/012/2003, e analise dos documentos juntados. Instrui o Recurso Voluntário, dentre outros documentos, Contrato Social, Cópia da Alteraçdo Contratual em 13/01/2003, Cópia do Livro Registro de Recebimentos de Impressos Fiscais e Termos de Ocorrências, Cópia do Livro de Registro de Notas Fiscais e Serviços Prestados. o Relatório. Processo n. 13816.000009/2003-29 Resolução n.° 303-01.494 CC03/CO3 Fls. 291 VOTO Conselheira VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE, Relatora 0 Recurso atende os requisitos de admissibilidade, logo merece ser conhecido, por tratar de matéria de competência deste Terceiro Conselho de Contribuintes. Conforme relatado, a questão central discutida nos presentes autos cinge-se ao Pedido de Inclusão no SIMPLES corn efeito retroativo a partir de 01/01/2001. Em sede de recurso, o Contribuinte, alega que no contrato social de 01/11/2000, constava como atividade principal o BENEFICIAMENTO DE PEÇAS COM TRATAMENTO DE SUPERFiCIES, comercialização de projetos e equipamentos, sendo os serviços de consultoria e assessoria em sistemas e métodos organizacionais, atividade secundária meramente incluída no contrato, mas não exercida por ele, o que motivou a alteração e exclusão desta em 13/01/2003. Defende que, o Fisco, em momento algum, provou o exercício da atividade vedada. Neste diapasão, tendo em vista a negativa do contribuinte quanto ao exercício da atividade vedasse, e, como o Fisco não trouxe nenhum indicio de atividade a embasar o indeferimento, voto pela conversão do julgamento do recurso voluntário em DILIGÊNCIA repartição de origem para que traga aos autos informação no sentido se houve ou não receita bruta proveniente da "Prestação de Serviços de Consultoria" a apartir do período de 01/01/2001. Posteriormente, retorne o Processo para apreciação e julgamento por parte desse Conselho de Contribuintes. Sala das Sessões, em 16 de outubro de 2008. VA S UQIS1tIi VALENTE - Relator • 5
score : 1.0
Numero do processo: 10860.000300/2004-54
Turma: Terceira Câmara
Seção: Terceiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Wed Nov 12 00:00:00 UTC 2008
Numero da decisão: 303-01.504
Decisão: RESOLVEM os Membros da Terceira Câmara do Terceiro Conselho de
Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: CELSO LOPES PEREIRA NETO
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RESOLVEM os Membros da Terceira Camara do Terceiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. ANELI DAUDT PRIETO Presidente L, CELSO LOPES PEREIRA NETO Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Nanci Gama, Nilton Luiz Bartoli, Vanessa Albuquerque Valente, Heroldes Bahr Neto, Luis Marcelo Guerra de Castro e Tardsio Campelo Borges. 1 Processo n.° 10860.000300/2004-54 Resolução n.° 303-01.504 CC03/CO3 Fls. 36 RELATÓRIO Trata-se de recurso voluntário manejado contra Acórdão DRJ/CPS n° 05-16.919, de 28 de março de 2007, proferido pela DRJ Campinas/SP. Por bem descrever os fatos, adoto parcialmente o relatório componente da decisão recorrida, de fls. 13, que transcrevo, a seguir: 1. Cuida-se de manifestação de inconformidade dirigida contra decisão da DRF de origem que negou provimento à SRS antes formalLada. Desta última decisão teve dela ciência o Contribuinte em 06/01/2004 cf7. 08). 2. Seguiu-se a apresentação da competente manifestação de inconformidade, esta protocolada em 04/02/2004 (/ls. 01/02), na qual articula o Contribuinte que prescindiria, para o exercício de sua atividade, do domínio de conhecimento técnico-cientifico próprio de profissional da engenharia e/ou assemelhado. Na SRS antes referida, ainda argumentava que: a) a SRF já teria aquiescido com o seu ingresso no Simples, isso desde o pleito de adesão original; b) a exclusão não poderia operar efeitos retroativos. 3. Em tempo, o Ato Declaratório Executivo (ADE) que excluíra o Contribuinte do Simples foi sumariamente motivado nos termos seguintes: "atividade econômica vedada: 4541-1/00 Instalação e manutenção elétrica em edificações, inclusive elevadores, escadas, esteiras rolantes e antenas. (II. 09). A DRJ/Campinas/SP não acolheu as alegações da autuada e indeferiu sua solicitação, através do referido Acórdão, cuja ementa transcrevemos, verbis: ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 200 1 CIRCUNSTANCIAS IMPEDITIVAS DE INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES. O exercício de atividade que pressupõe o domínio de conhecimento técnico-científico próprio de profissional da engenharia é circunstância que impede o ingresso ou a permanência no Simples. EXCLUSÃO. RETROATIVIDADE. A exclusão do Simples pode operar efeitos retroativos à data da situação O Processo n.° 10860.000300/2004-54 Resolução n.° 303-01.504 CC03/CO3 Fls. 37 INGRESSO E/OU PERMANÊNCIA NO SIMPLES. DIREITO ADQUIRIDO. 0 ingresso ou a permanência no Simples é situação precária, diga-se, sempre sujeita (1 reaprecia cão da satisfação dos requisitos exigidos em Lei, seja pelo próprio contribuinte, seja pela SRF. Solicitação Indeferida Seguiu-se recurso voluntário, de fls. 22/24, em que o recorrente aduz que: - foi enquadrado em um CNAE errado, pois sua atividade sempre foi a de manutenção e reparo de motores elétricos, com a devida comercialização dos componentes usados nessa manutenção; - para melhor esclarecer a atividade desempenhada pela empresa, anexa documento que comprova que os serviços executados não envolvem serviços de engenharia ou assemelhados. t o Relatório. • 3 Processo n.° 10860.000300/2004-54 Resolução n.° 303-01.504 CC03/CO3 Fls. 38 VOTO Conselheiro CELSO LOPES PEREIRA NETO, Relator A recorrente tomou ciência da decisão, ora recorrida, em 19/04/2007 (AR de fls. 21v), e protocolou seu recurso voluntário, em 07/05/2007 (fls. 22), sendo, portanto, tempestivo. A exclusão da recorrente do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES foi motivada, segundo o Ato Deelaratório Executivo DRF/TAU n° 488.254, de 07 de agosto de 2003 (fls. 09), pela ocorrência da seguinte situação excludente: "... atividade econômica vedada: 4541- 1/00. Instalação e manutenção elétrica em edifícios, inclusive elevadores, escadas, esteiras rolantes e antenas". A Declaração de Firma Individual (fls. 07), registra como atividade econômica: "comércio e representações de componentes elétricos e eletrônicos e serviços de instalações elétricas" e informa como códigos de atividade os de n° 5119-5/00 e 4541-1/00. Este Ultimo código, 4541-1/00, foi aquele citado no Ato Declaratório Executivo DRF/TAU n° 488.254, como sendo correspondente à atividade econômica que vedaria a opção do recorrente pelo Simples. A decisão da la Turma da DRJ em Campinas considerou que o fato de uma atividade impeditiva estar prevista nos atos constitutivos da empresa, não é prova cabal de que a mesma exerça, efetivamente, tal atividade, corno indica trecho da decisão recorrida que transcrevo a seguir: "Adiante-se, outrossim, que não é o caso de o Contribuinte restar indefinidamente atrelado a declaração de vontade lançada nos seus atos constitutivos (contrato social, declaração de firma individual). Não. Como todo fato jurídico, tal declaração de vontade pode muito bem ser desconstituida por outra de igual ou superior força. Exemplo: declaração de vontade que altera o objeto da exploração econômica; declaração de vontade veiculada em notas fiscais (seqüenciais e que acobertem largo intervalo de tempo). Veja-se que tais declarações são tão ou mais robustas que a primeira (que fala do objeto de exploração econômica original), certo que, em todas elas, concorre a inanifestação de vontade de terceiro desinteressado (do órgão competente do Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins ou do Registro Civil de Pessoas Jurídicas, no caso de ato constitutivo; ou do adquirente do produto/serviço vendido pelo Contribuinte, na hipótese de notas fiscais, conforme estampado nos canhotos de ditas notas fiscais)". Complementando a seguir que: "Presentemente, sem que o Contribuinte faça a juntada de outros instrumentos probatórios (tais os já citados: alterações de contrato social (declaração de firma individual, no caso), notas fiscais de venda de produtos, mercadorias e/ou serviços), não se pode, pura e simplesmente, a força de simples alegação, ter poi- 4 • Processo n.° 10860.000300/2004-54 Resolução n.° 303 -01.504 CC03/CO3 Fls. 39 desconstituida (ou até restringida) a declaração de vontade impressa na atual redação da declaração de firma individual." 0 contribuinte, ante tal decisão, anexou declaração de um único tomador de seus serviços que afirma que o recorrente presta, apenas, serviços de manutenção, "não envolvendo serviços de engenharia ou semelhantes" (fls. 25). Além do fato de que esta declaração não especifica o período de prestação dos serviços, não foi apresentada, pelo recorrente, nenhuma nota fiscal por ele emitida. Entendo ser essencial para a solução do presente litígio saber se o recorrente exercia efetivamente a atividade descrita em seu objeto social, inclusive corn a participação de profissional habilitado, o que vedaria a sua opção pelo Simples, nos termos da Lei n° 9.317/96. Conforme ressaltado, a simples previsão da atividade no contrato social não é suficiente para caracterizar a vedação. Portanto, voto pela conversão do julgamento em diligência para que o recorrente seja intimado a apresentar todas as Notas Fiscais referentes aos serviços prestados, desde a data de sua opção pelo Simples, e que a Unidade de Origem anexe cópia daquelas notas que, no seu entendimento, comprovem o exercício da atividade vedada. Atendida a providência relacionada anteriormente, deverão as partes ser intimidas para apresentar manifestações em 15 (quinze) dias. Após, devolvam os autos para julgamento. Sala das Sessões, em 12 de novembro de 2008 CE SO LOPES PEREIRA NETO - Relator 5
score : 1.0
Numero do processo: 11516.001168/2009-95
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007
NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO.
Para fins de creditamento da Contribuição Social não cumulativa, insumos são todos aqueles bens e serviços que possam ser direta ou indiretamente empregados no processo produtivo, ou que o viabilizem, e na prestação de serviços, sem os quais não se realizem ou se incorra na perda substancial de qualidade dos produtos ou dos serviços prestados.
NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. ADMISSIBILIDADES.
Ensejam direito a crédito, enquanto insumos da atividade produtiva: i) os custos da recuperação ambiental inerentes ao compromisso assumido em Termo de Ajustamento de Conduta firmado perante o Ministério Público, condicionante do exercício da atividade produtiva; ii) os custos dos serviços de retificação de motores de vida útil inferior a 1 (um) ano, diretamente
vinculados ao processo produtivo; e iii) as despesas de depreciação incidentes sobre bens usados adquiridos e destinados ao ativo imobilizado.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Direito Creditório Reconhecido em Parte
Numero da decisão: 3803-003.387
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, por
unanimidade de votos, para reverter as glosas dos créditos decorrentes dos custos da recuperação ambiental inerentes aos compromissos assumidos no TAC, e dos custos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferior a 1 (um) ano, efetivamente comprovados nos autos; e, por maioria de votos, para admitir o creditamento das despesas de depreciação de bens adquiridos usados. Vencido o Relator. Designado para a redação do voto vencedor, quanto a esta matéria, o Conselheiro Belchior Melo de Sousa.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/03/2007 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO. Para fins de creditamento da Contribuição Social não cumulativa, insumos são todos aqueles bens e serviços que possam ser direta ou indiretamente empregados no processo produtivo, ou que o viabilizem, e na prestação de serviços, sem os quais não se realizem ou se incorra na perda substancial de qualidade dos produtos ou dos serviços prestados. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. ADMISSIBILIDADES. Ensejam direito a crédito, enquanto insumos da atividade produtiva: i) os custos da recuperação ambiental inerentes ao compromisso assumido em Termo de Ajustamento de Conduta firmado perante o Ministério Público, condicionante do exercício da atividade produtiva; ii) os custos dos serviços de retificação de motores de vida útil inferior a 1 (um) ano, diretamente vinculados ao processo produtivo; e iii) as despesas de depreciação incidentes sobre bens usados adquiridos e destinados ao ativo imobilizado. Recurso Voluntário Provido em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte
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decisao_txt : ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, por unanimidade de votos, para reverter as glosas dos créditos decorrentes dos custos da recuperação ambiental inerentes aos compromissos assumidos no TAC, e dos custos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferior a 1 (um) ano, efetivamente comprovados nos autos; e, por maioria de votos, para admitir o creditamento das despesas de depreciação de bens adquiridos usados. Vencido o Relator. Designado para a redação do voto vencedor, quanto a esta matéria, o Conselheiro Belchior Melo de Sousa.
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CRÉDITOS. INSUMOS. CONCEITO. Para fins de creditamento da Contribuição Social não cumulativa, insumos são todos aqueles bens e serviços que possam ser direta ou indiretamente empregados no processo produtivo, ou que o viabilizem, e na prestação de serviços, sem os quais não se realizem ou se incorra na perda substancial de qualidade dos produtos ou dos serviços prestados. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. INSUMOS. ADMISSIBILIDADES. Ensejam direito a crédito, enquanto insumos da atividade produtiva: i) os custos da recuperação ambiental inerentes ao compromisso assumido em Termo de Ajustamento de Conduta firmado perante o Ministério Público, condicionante do exercício da atividade produtiva; ii) os custos dos serviços de retificação de motores de vida útil inferior a 1 (um) ano, diretamente vinculados ao processo produtivo; e iii) as despesas de depreciação incidentes sobre bens usados adquiridos e destinados ao ativo imobilizado. Recurso Voluntário Provido em Parte Direito Creditório Reconhecido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, por unanimidade de votos, para reverter as glosas dos créditos decorrentes dos custos da recuperação ambiental inerentes aos compromissos assumidos no TAC, e dos custos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferior a 1 (um) ano, efetivamente Fl. 323DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 2 comprovados nos autos; e, por maioria de votos, para admitir o creditamento das despesas de depreciação de bens adquiridos usados. Vencido o Relator. Designado para a redação do voto vencedor, quanto a esta matéria, o Conselheiro Belchior Melo de Sousa. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa – Redator designado Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório CARBONÍFERA METROPOLITANA S/A formulou Pedido de Ressarcimento de crédito de Cofins nãocumulativa, no valor de R$ 560.704,16, decorrente de operações no mercado interno não tributadas, referentes ao período de apuração de 01/01/2007 a 31/03/2007. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em FlorianópolisSC deferiu o pleito parcialmente, autorizando o ressarcimento de R$ 473.630,14. Foram efetuados os seguintes ajustes no saldo credor passível de ressarcimento: a) glosa da base de cálculo do crédito a titulo de insumos de: i. custos de aquisições dos produtos e serviços que não se enquadram no conceito de insumos, arrolados nas planilhas juntadas às fls. 154 a 167 (terraplenagem, turfas ambientais, análise da água, conserto de máquina de escrever, comissões de vendas, assessoria fiscal e contábil, diversos cursos, despesas com alimentação dos trabalhadores, transporte dos empregados, despesas com vigilância e limpeza etc.); ii. parte dos valores pagos a GR Terraplanagem Ltda., arrolados na planilha juntada as fls. 168 a 170; iii. custos de aquisição de bens usados, como motores retificados; iv. custos de aquisições de instalações, e máquinas ou motores novos, que somente geram créditos decorrentes de suas amortizações e depreciações b. glosa dos créditos sobre encargos de depreciação na hipótese de aquisição de bens usados, expressamente vedados no inc. II do §3º do art. 1º da Instrução Normativa SRF nº 457, de 18 de outubro de 20041; 1 Art. 1º As pessoas jurídicas sujeitas à incidência nãocumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), em relação aos serviços e bens adquiridos no País ou no exterior a partir de 1º de maio de 2004, observado, no que couber, o disposto no art. 69 da Lei nº 3.470, de 1958, e no art. 57 da Lei nº 4.506, de 1964, podem descontar créditos calculados sobre os encargos de depreciação de: Fl. 324DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001168/200995 Acórdão n.º 3803003.387 S3TE03 Fl. 324 3 c. exclusão da base de cálculo da contribuição das receitas financeiras indevidamente incluídas. Sobreveio reclamação, por meio da qual o requerente rechaça a aplicação das normas da Instrução Normativa SRF nº 247 de 21 de novembro de 2002, e da Instrução Normativa SRF nº 404 de 12 de março de 2004, defendendo que, para fins de determinação e apuração dos créditos, bastam as normas e as disposições contidas na Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Tacha de ilegal qualquer restrição ou ressalva ao conceito de insumo introduzidas pelas referidas instruções normativas. Partindo deste pressuposto, defende que geram crédito todas as aquisições de bens e serviços aplicados na "produção de carvão mineral", "indispensáveis e obrigatórios" para "manter a mina em pleno funcionamento e operação". Explica que, na atividade de mineração, há vários itens a serem "observados e realizados tanto no interior como no exterior das respectivas minas", de "presença obrigatória para se produzir carvão mineral de forma regular e em estrita e perfeita observância às normas impositivas que se aplicam a este tipo de exploração econômica", os quais, ante as exigências de conservação e recuperação ambiental, devem "ser obrigatoriamente custeados e efetivamente realizados pela empresa mineradora, junto e concomitantemente a mineração do carvão propriamente dita, inclusive para que os órgãos estatais permitam que as minas permaneçam "abertas" e em funcionamento/operação". Cita os serviços de turfas ambientais, terraplanagem, análise da água dos córregos e rios e outros impostos por meio do Termo de Ajuste de Conduta celebrado ante o Ministério Público Federal e o Estadual, a FATMA e o DNPM. Contesta a glosa dos valores referentes a aquisições de bens usados, que diz "intrinsecamente utilizados nas minas e assim na exploração e produção do carvão mineral", com base no argumento de que a lei não prevê vedação ao aproveitamento de créditos decorrentes destas aquisições. Em relação aos bens do ativo imobilizado, alega que há os que "têm duração efêmera nesta atividade de altíssima intensidade de utilização inerente à mineração de carvão", pelo que sustenta ser “regular o creditamento integral quando da sua aquisição ou construção". Quanto aos "que tivessem que ter regularmente os respectivos créditos apurados sobre os montantes de inerente depreciação ou amortização", reclama que a Autoridade Fiscal não podia simplesmente glosar a integralidade dos créditos correspondentes, e sim os ter apurado, considerandoos no cálculo do crédito reconhecido; assevera ser I máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado para utilização na produção de bens destinados a venda ou na prestação de serviços; e II edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa. § 1º Os encargos de depreciação de que trata o caput e seus incisos devem ser determinados mediante a aplicação da taxa de depreciação fixada pela Secretaria da Receita Federal (SRF) em função do prazo de vida útil do bem, nos termos das Instruções Normativas SRF nº 162, de 31 de dezembro de 1998, e nº 130, de 10 de novembro de 1999. § 2º Opcionalmente ao disposto no § 1º, para fins de apuração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, o contribuinte pode calcular créditos sobre o valor de aquisição de bens referidos no caput deste artigo no prazo de: I 4 (quatro) anos, no caso de máquinas e equipamentos destinados ao ativo imobilizado; ou II 2 (dois) anos, no caso de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, relacionados nos Decretos nº 4.955, de 15 de janeiro de 2004, e nº 5.173, de 6 de agosto de 2004, conforme disposição constante do Decreto nº 5.222, de 30 de setembro de 2004, adquiridos a partir de 1o de outubro de 2004, destinados ao ativo imobilizado e empregados em processo industrial do adquirente. § 3º Fica vedada a utilização de créditos: I sobre encargos de depreciação acelerada incentivada, apurados na forma do art. 313 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda (RIR de 1999); e II na hipótese de aquisição de bens usados. Fl. 325DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 4 "obrigação inarredável dos agentes fiscais a recomposição dos créditos dai decorrentes da maneira e no valor que então consideraram corretos, face à expressa disposição do artigo 142 do CTN, que os obriga a apurar e a determinar, na sua integralidade, a matéria tributável". Em relação aos gastos com mãodeobra, aduz que o que se encontra vedado em lei é exclusivamente a remuneração paga a pessoa física em contrapartida ao serviço prestado, não, havendo, portanto, vedação em relação a todo e qualquer outro custo pago a pessoas jurídicas, contribuintes da Contribuição, que esteja obrigada a fazer para manter esta mãodeobra trabalhando regularmente e assim produzindo. Nesse sentido, defende o crédito em relação aos gastos com pessoal, de natureza não remunerat6ria, aos quais esteja obrigada por força de Convenção Coletiva de Trabalho, indispensáveis para manutenção da força de trabalho, tais como: transporte gratuito, controle e prevenção de pneumoconiose, equipamento de proteção individual, mudas de roupa, água potável e leite, exames médicos e laboratoriais, fornecimento de lanche, assistência ao trabalhador acidentado, vale alimentação e transporte dos empregados com ônibus e trajetos definidos em contratos específicos, além dos vales transporte. Defende ainda o direito de creditarse de gastos com serviços tomados de pessoas jurídicas, igualmente contribuinte da Contribuição Social, que sejam indispensáveis à manutenção de sua atividade produtiva, tais como: gastos com portaria, vigilância, motoristas para transportes e manutenção e conservação dos estabelecimentos das minas. Ainda em relação às glosas de gastos com serviços, a contribuinte defende que os prestados pela empresa GR Terraplanagem Ltda. consistem em insumos indispensáveis produção (que diz tratarse de "uma espécie de mineração de superfície") dos rejeitos carbonosos finos depositados nas bacias de decantação (depósitos de carvão mineral já na superfície depositados, portanto, já anteriormente minerados e ali deixados), as quais adquiriu da Companhia Siderúrgica Nacional CSN, para adequada entrega e fornecimento à sua cliente Tractebel. Na sequência, alega ainda que geram créditos os demais custos relacionados e indissociáveis à prestação deste serviço, no caso: os custos dos "serviços e os insumos de e para obrigatória recuperação ambiental assumida"; "custos de pessoal, materiais, vigilância, etc. desta GR Terraplenagem Ltda. como integrantes do preço de venda dos serviços cobrados por essa mesma empresa contratada". A DRJ/FNS4ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 07026.667, de 11 de novembro de 2011, 241 a 247, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. APURAÇÃO DO CRÉDITO. DACON A apuração dos créditos das Contribuições para o PIS e da Cofins, nãocumulativas, é realizada pelo contribuinte por meio do Dacon, não cabendo a autoridade tributária, em sede do contencioso administrativo, assentir com a inclusão, na base de cálculo desses crédito, de custos e despesas não informados ou incorretamente informados neste demonstrativo. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE Fl. 326DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001168/200995 Acórdão n.º 3803003.387 S3TE03 Fl. 325 5 No âmbito especifico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório pleiteado. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP Anocalendário: 2004 NÃOCUMULATIVIDADE. HIPÓTESES DE CREDITAMENTO. No âmbito do regime nãocumulativo de apuração da contribuição, somente, geram créditos passíveis de utilização pelo contribuinte aqueles custos, despesas e encargos expressamente previstos na legislação, não estando suas apropriações vinculadas à sua obrigatoriedade ou à caracterização de sua essencialidade na atividade da empresa. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. No regime da nãocumulatividade da contribuição, para fins de creditamento de valores, somente são considerados como insumos: as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem, e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de sua aplicação direta no processo produtivo do bem destinado à venda; e os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no Pais, aplicados diretamente na produção ou fabricação do produto destinado à venda. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 4ª Turma da DRJ/FNS. O arrazoado de fls. 263 a 293, após síntese dos fatos relacionados com a lide, rechaça a assertiva de que os créditos controversos em questão não teriam sido materialmente comprovados e afirma que a suposta inexistência do direito creditório advém, única e exclusivamente, da assertiva de que os mesmos não seriam admitidos como créditos regularmente consideráveis e aproveitáveis para fins da apuração não cumulativa das contribuições sociais não cumulativas. Nesse passo, pugna por que se adote o conceito de insumo plasmado no Acórdão nº 320200.226, de 8 de dezembro de 2010, cuja ementa transcreve. Segundo o julgado citado, insumo para fim de creditamento de PIS e Cofins deve ser entendido como toda e qualquer despesa necessária á atividade da empresa, nos termos da legislação do IRPJ. Nesse contexto, ensejam direito à apuração e ao aproveitamento de créditos de Contribuição no regime da nãocumulatividade todas as aquisições de bens e serviços de outras pessoas jurídicas igualmente contribuintes da Contribuição, que sejam assim indispensáveis e obrigatórios à exploração, ao beneficiamento e à final produção do carvão mineral em que se constitui o objeto social da empresa aqui recorrente. Na continuação, reproduz literalmente todos os argumentos expedidos em sua Manifestação de Inconformidade no tocante a: Fl. 327DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 6 a) gastos obrigatórios e impositivos com conservação e recuperação ambiental; b) aproveitamento de créditos pela aquisição de bens usados, utilizados nas minas e assim na exploração e produção do carvão mineral, por se tratar de restrição carente de previsão legal; c) gastos com aquisição de bens destinados ao ativo imobilizado e à falta de creditamento pela depreciação desses bens; d) gastos com transportes, alimentação, lanche, leite, exames e tratamentos médicos e laboratoriais, uniformes etc., aos respectivos empregados; e) gastos com portaria, vigilância e motoristas para transportes; f) os custos de produção de carvão pagos a GR Terraplenagem Ltda. Discorre ainda sobre o conceito de insumo para fim de creditamento de PIS e Cofins e pugna por que se releve os erros cometidos no preenchimento do DACON, em homenagem ao princípio da verdade material, para autorizar integralmente o ressarcimento pleiteado. Pede provimento. É o Relatório. Voto Vencido Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 263 a 293 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJFLS4ª Turma nº 07026.667, de 11 de novembro de 2011. Conceito de insumo para fim de creditamento das contribuições sociais não cumulativas Já está pacificado nesta 3ª Turma Especial o entendimento de que o conceito de insumo para o fim de creditamento das contribuições sociais não cumulativas é aquele deduzido na jurisprudência do STJ, plasmado no REsp 1.246.317MG, Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 16.06.2011, segundo o qual (sublinhado no original): Insumos, para efeitos do art. 3º, II, da Lei n. 10.637/2002, e art. 3º, II, da Lei n. 10.833/2003 são todos aqueles bens e serviços pertinentes ao, ou que viabilizam o processo produtivo e a prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importa na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obsta a atividade da empresa, ou implica Fl. 328DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001168/200995 Acórdão n.º 3803003.387 S3TE03 Fl. 326 7 em substancial perda de qualidade do produto ou serviço daí resultantes. O Min. Campbell Marques extraiu o que há de nuclear na definição de insumo para tal fim: 1º O bem ou serviço tenha sido adquirido para ser utilizado na prestação do serviço ou na produção, ou para viabilizálos (pertinência ao processo produtivo); 2º A produção ou prestação do serviço dependa daquela aquisição (essencialidade ao processo produtivo); e 3º Não se faz necessário o consumo do bem ou a prestação do serviço em contato direto com o produto (possibilidade de emprego indireto no processo produtivo). Saiba o recorrente que, embora não se possa reconhecer como insumo, no caso das contribuições em questão, apenas as matériasprimas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem utilizados no produto industrializado (tal como no IPI), o fato é que também não se pode ampliar tal noção de forma a permitir o abatimento de toda e qualquer despesa necessária à manutenção da atividade empresarial (despesas operacionais, no conceito do art. 290 e 299 do RIR). como pretende. A autorização para a dedução de despesas operacionais equipararia o PIS e a Cofins ao imposto de renda, o que não seria adequado, já que, além do referido imposto incidir sobre o lucro, e não sobre a receita, o IR onera o produtor, sem levar em consideração a especificidade de suas atividades, o que não pode ser aplicado para o caso das contribuições em questões que, repitase, oneram a receita obtida através de operações de venda de bens, prestação de serviços e outras previstas na lei2. Com esse conceito em vista, passemos à análise do caso concreto. Carbonífera Metropolitana S/A, estabelecida na cidade de CriciúmaSC, tem como objeto social a extração, beneficiamento e comércio de carvão, a produção e comercialização de coque, a produção e comercialização de concentrado piritoso e a comercialização de imóveis. Boa parte de sua produção, juntamente com um consórcio de empresas do mesmo ramo, é vendida a empresa Tractebel Energia S/A, conforme cópia de parte do contrato juntado aos autos. Gastos com recuperação/conservação ambiental É notório, a lavra de carvão mineral é atividade extremamente poluidora e degradante do ambiente natural. Não foi por outra razão, o ora recorrente viuse constrangido a celebrar Termo de Ajustamento de Conduta o Ministério Público Federal, Ministério Público e 2 Por essa razão é que se afasta, de plano, qualquer possível alegação no sentido de que o § 7º do artigo 3º das Leis 10637/02 e 10833/03, ao se referir a “custos, despesas e encargos”, teria ampliado a noção de insumos prevista no inciso II do caput daquele mesmo artigo. Mas ainda que assim não fosse, não se deve esquecer que, tecnicamente, um parágrafo pode significar uma exceção ou uma explicação ao que foi dito no caput. Em outras palavras, um parágrafo pode estabelecer uma regra contraditória à do caput, aplicável apenas a situações específicas, pois regra especial derroga regra geral, o que não é o caso do § 7º, que apenas explica melhor a forma de creditamento no caso de empresas sujeitas, ao mesmo tempo, ao regime cumulativo e não cumulativo, que devem se creditar, APENAS, dos custos, despesas e encargos na aquisição de bens e serviços ou, ainda, nas demais hipóteses autorizativas de dedução das contribuições devidas, PREVISTOS NO CAPUT DAQUELE ARTIGO, e não amplamente, como podem vir a defender alguns contribuintes. Fl. 329DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 8 Departamento Nacional de Produção Mineral, como forma de internalizar os custos sociais de da recuperação ambiental das áreas impactadas pela atividade. Como salientou o recorrente, as atividades de recuperação ambiental incluem análise da qualidade das águas, recursos hídricos, transporte, manuseio e destinação de rejeitos e respectivos depósitos, recomposição topográfica, bacias de decantação, recomposição da vegetação nativa imprescindível a correspondente terraplenagem e turfas ambientais, etc., e outras tantas e impositivas obrigações consignadas neste TAC. Em função do TAC, essas atividades tornaramse obrigatórias sob pena de interdição da atividade de lavra do carvão lato sensu. Em face da obrigatoriedade dos gastos com a recuperação ambiental e sua estrita vinculação com a viabilização legal do processo produtivo do recorrente, julgo que os custos das atividades inerentes aos compromissos assumidos no TAC subscrito pelo ora recorrente devem ser admitidos na base de cálculo dos créditos da Contribuição, pois atendem os critérios de pertinência e essencialidade. Revertamse as glosas procedidas a esse título. Custos de aquisição de bens usados O recorrente alega que tais gastos referemse, na verdade, a serviços de conserto e manutenção de motores, conforme atestariam as cópias das notas fiscais, que a decisão recorrida afirma terem sido aportadas aos autos até a Manifestação de Inconformidade, emitidas por retificadores de motores. Constatase, portanto, que a própria Administração tributária concebe que as ferramentas e os serviços de manutenção de máquinas utilizadas no processo produtivo dão direito à apuração de créditos das contribuições na sistemática da não cumulatividade. Tais serviços, em tese, subsumirseíam no conceito de insumo esposado nesta decisão, a depender da destinação dos motores retificados. Esse entendimento consta de algumas soluções de consulta, como a Solução de Consulta Disit08 nº 30/2010 e a de nº 420, de 5 de dezembro de 2010, publicada na Seção 1 do Diário Oficial da União de 2 de fevereiro de 2011, em que se registrou que “[os] valores referentes a serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, para manutenção das máquinas e equipamentos empregados na produção de bens destinados à venda, podem compor a base de cálculo dos créditos a serem descontados da Cofins não cumulativa, desde que respeitados todos os demais requisitos normativos e legais atinentes à espécie.” Nesse sentido, admitamse, na base de cálculo dos créditos da Contribuição, o valor dos custos efetivamente comprovados nos autos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferir a 1 (um) ano – condição para a sua não imobilização. Por outro lado, os custos dos serviços de retificação de motores não relacionados com o processo produtivo, que não estejam devidamente comprovados nos autos, não serão admitidos, ou que tenham vida superior a 1 (um) ano, não são admitidos. Custos de aquisição de bens destinados ao Ativo Permanente O recorrente, em relação aos bens do ativo imobilizado, objeta que há entre eles os que "têm duração efêmera nesta atividade de altíssima intensidade de utilização Fl. 330DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001168/200995 Acórdão n.º 3803003.387 S3TE03 Fl. 327 9 inerente à mineração de carvão", pelo que sustenta o "regular creditamento integral quando de sua aquisição ou construção". Quanto a isso, presumese que, tendo sido objeto de ativação, são bens com vida útil superior a 1 (um) ano. Nesse caso, na há falar em creditamento com base no conceito de insumo como pretende a contribuinte. Nos termos dos incisos VI, VII e §1° do art. 3° da Lei nº 10.637, de 2002, e da Lei nº 10.833, de 2003, as máquinas e equipamentos (novos) e edificações e benfeitorias geram crédito somente em relação aos encargos de depreciação e amortização, conforme o caso, e segundo a regulamentação posta pela IN SRF nº 457, de 2004. A depreciação de bens do ativo imobilizado corresponde à diminuição do valor dos elementos ali classificáveis, resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza ou obsolescência normal. Referida perda de valor dos ativos, que têm por objeto bens físicos do ativo imobilizado das empresas, deve ser registrada periodicamente nas contas de custo ou despesa (encargos de depreciação do período de apuração) que terão como contrapartida contas de registro da depreciação acumulada, classificadas como contas retificadoras do ativo permanente, nos termos do art. 305 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de Março de 1999 – RIR/99). Regra geral, a taxa de depreciação é fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem, pelo contribuinte, na produção dos seus rendimentos. Até 31/12/1998, a SRF não havia fixado, para efeitos fiscais, o prazo de vida útil para cada espécie de bem. Admitiamse até então as taxas anuais de depreciação, resultantes da jurisprudência administrativa. Todavia, desde 31 de dezembro de 1998, os prazos de vida útil admissíveis para fins de depreciação dos seguintes veículos automotores, adquiridos novos, foram fixados pela IN SRF no162, de 1998: No que diz respeito ao creditamento em razão das despesas de depreciação/amortização de bens adquiridos usados, que o recorrente diz "intrinsecamente utilizados nas minas e assim na exploração e produção do carvão mineral", o art. 311 do RIR/99 estabelece que o prazo de vida útil admissível para fins de depreciação de bem adquirido usado é o maior dentre os seguintes: a) metade do prazo de vida útil admissível para o bem adquirido novo, e; b) restante da vida útil do bem, considerada esta em relação à primeira instalação ou utilização desse bem. Nada obstante, a INSRF nº 457, de 2004, em seu art. 1º, § 3º, inc. II, veda expressamente o creditamento na hipótese de aquisição de bens usados. Mantenhamse as glosas a esse título. O recorrente repete a inconformidade já manifestada na reclamação no sentido de que a Autoridade Fiscal não podia simplesmente glosar a integralidade dos créditos correspondentes aos bens do Ativo Imobilizado, e que deveria ter apurado os encargos com depreciação/amortização, considerandoos no cálculo do crédito reconhecido. Entende ser, em seus próprios termos, "obrigação inarredável dos agentes fiscais a recomposição dos créditos dai decorrentes da maneira e no valor que então consideraram corretos, face à expressa disposição do artigo 142 do CTN, que os obriga a apurar e a determinar, na sua integralidade, a matéria tributável". Fl. 331DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 10 A referência ao art. 142 é imprópria, posto que não se cogita aqui de constituição de crédito tributário. Tratandose de ressarcimento de créditos, causa de exclusão do crédito tributário, o pleito é instruído por requerimento expresso, com o qual o interessado deve fazer prova das condições e dos cumprimentos das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei para a sua concessão. A atuação di Fisco, nesses casos, fica restrita à vontade original do interessado, vedados os provimentos extra petita, pois não cabe À Administração suplementar a vontade do administrado. Nada a reparar no procedimento fiscal quanto a esse aspecto. Gastos com o fornecimento de transporte, alimentação, lanches, leite, exames clínicos e laboratoriais e uniformes a empregados. Gastos com serviços de portaria, vigilância e motoristas Em relação aos gastos com pessoal, de natureza não remunerat6ria, aos quais o recorrente está obrigado por força de Convenção Coletiva de Trabalho, tais como: cartão de natal, bicicleta, camisas oficiais do Criciúma, boné para brinde, transporte gratuito, controle e prevenção de pneumoconiose, equipamento de proteção individual, mudas de roupa, água potável e leite, exames médicos e laboratoriais, fornecimento de lanche, assistência ao trabalhador acidentado, vale alimentação e transporte dos empregados com ônibus e trajetos definidos em contratos específicos, além dos vales transporte, bem assim aos gastos com serviços tomados de pessoas jurídicas, tais como: gastos com portaria, vigilância, motoristas para transportes, queda evidente, por sua própria natureza, que, muito embora importantes, os mesmos não guardam a necessária relação de pertinência e de essencialidade com o processo produtivo, nos termos do conceito de insumo adotado nesta decisão. Mantenhamse as glosas procedidas a esse título. Custos de produção de carvão pagos a GR Terraplenagem Ltda. O recorrente explica que, em 07/11/2000, adquiriu, em área contígua à hoje Tractebel, em Capivari de Baixo/SC, grande quantidade/tonelagem de depósitos de carvão mineral depositdos em superfície depositados (portanto; já anteriormente minerados e ali deixados) rejeitos carbonosos finos depositados em bacias de decantação no local existentes também de propriedade da CSN. Integrando o preço desta compra e venda de carvão mineral assim depositado já na superfície, o recorrente assumiu também o ônus e encargos relativos à obrigação de recuperação/reparação ambiental dessa mesma área. O carvão recuperado/retirado desta área é misturado ao carvão oriundo e produzido em suas minas no entorno de Criciúma/SC. Tratase, pois, de carvão coletado e produzido a partir destas respectivas bacias de decantação, com somatório destes custos de produção inerentes a esta sua recuperação e processamento/beneficiamento já na superfície e não advindo do subsolo. Nesse contexto, contratou os serviços de GR Terraplenagem Ltda. para recuperação/exploração, manuseio e transporte na produção e comercialização deste carvão de rejeitos carbonosos finos. Destacamse os serviços de escavações, carga, transporte, empilhamento, blendagem dos rejeitos carbonosos lá existentes, com ainda final transporte e entrega à Tractebel, pelo que todos estes evidentes custos inerentes à produção e à recuperação dessas mesmas quantidades de carvão lá existentes (uma espécie de mineração de superfície). Entende que tal serviço é insumo indispensável à produção e fornecimento à cliente Tractebel, perfeitamente ensejadores dos créditos correspondentes. Eventuais custos de pessoal, materiais, vigilância, etc. suportados por GR Terraplenagem Ltda., sujeitos à Fl. 332DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001168/200995 Acórdão n.º 3803003.387 S3TE03 Fl. 328 11 incidência e ao recolhimento da Contribuição, também ensejariam o direito ao creditamento na Carbonífera Metropolitana S.A., posto que integrantes do preço do serviço contratado. A propósito, as glosas procedidas pela Fiscalização restringemse aos itens "DESPESAS COM MÃODEOBRA + FAXINA", "DESPESAS DE MATERIAIS" e "VIGILÂNCIA 1/2 RD METRO" da Planilha DEMONSTRATIVO DE SERVIÇO MENSAL SERVIÇO GR/RD METRO, fls. 168 a 170, gastos que, segundo o conceito de insumo adotado, não geram créditos. Todos os demais itens da Planilha foram admitidos na base de cálculo dos créditos. Portanto, os custos dos serviços de produção de carvão (aí incluídas as atividades de lavra de superfície, transporte e entrega do produto) foram admitidos no creditamento das contribuições. Também nessa matéria, o procedimento fiscal e a decisão recorrida não merecem reparos. Conclusão Com essas considerações, voto por que se dê provimento parcial ao recurso, para reverter as glosas dos créditos relacionados apurados a partir de: a) dos custos da recuperação ambiental inerentes aos compromissos assumidos no TAC, e; b) dos custos dos serviços de retificação de motores diretamente vinculados ao processo produtivo do ora recorrente, desde que os bens retificados tenham vida útil inferir a 1 (um) ano, efetivamente comprovados nos autos; Sala das Sessões, em 21 de agosto de 2012 (assinado digitalmente) Alexandre Kern Voto Vencedor Conselheiro Belchior Melo de Sousa – Redator designado A divergência aberta no presente julgamento está adstrita a apenas a um ponto: o creditamento da depreciação incidente sobre bens usados adquiridos para o imobilizado. O Relator inicia o seu voto fixando as balizas dentro das quais expôs o seu entendimento na apreciação dos créditos admissíveis da contribuição em apreço incidentes sobre os insumos, consubstanciando o seu labor no meio termo entre a regência da legislação do IPI, relativamente ao ressarcimento do saldo credor deste imposto resultante da aplicação da técnica da não cumulatividade, e a regência da legislação do IRPJ, no tocante à dedução de despesas necessárias ao desenvolvimento da atividade empresarial, verbis: Saiba o recorrente que, embora não se possa reconhecer como insumo, no caso das contribuições em questão, apenas as Fl. 333DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 12 matériasprimas, os produtos intermediários e os materiais de embalagem utilizados no produto industrializado (tal como no IPI), o fato é que também não se pode ampliar tal noção de forma a permitir o abatimento de toda e qualquer despesa necessária à manutenção da atividade empresarial (despesas operacionais, no conceito do art. 290 e 299 do RIR). como pretende. A autorização para a dedução de despesas operacionais equipararia o PIS e a Cofins ao imposto de renda, o que não seria adequado, já que, além do referido imposto incidir sobre o lucro, e não sobre a receita, o IR onera o produtor, sem levar em consideração a especificidade de suas atividades, o que não pode ser aplicado para o caso das contribuições em questões que, repitase, oneram a receita obtida através de operações de venda de bens, prestação de serviços e outras previstas na lei. Para negar a pretensão da Recorrente de ver reconhecido este direito ao creditamento pelo Colegiado ad quem, ora dissentido, ancorouse na disciplina expressa do art. 1º, § 3º, inc. II, da IN SRF nº 457, de 20043. À míngua desse conceito esposado que, aditese, é possível apreenderlo da própria dicção do texto legal, numa leitura mesmo pouco detida entenderam os demais conselheiros, na discussão antecedente à tomada dos votos, que a disciplina veiculada pela citada instrução normativa, de excluir expressamente os créditos ora em foco, não é consentânea com o disposto legal, seja na Lei nº 10.637/2002 ou na Lei nº 10.833/2003. Em torno disso, podese afirmar que existe nessa regência restrição não fixada no texto legal, e que erige um entendimento a que não se chega por meio de leitura integrativa do preceito legal com outros, por sinal em nada revelado. Vejase o texto da Lei nº 10.637/2002, de conteúdo idêntico ao da Lei nº 10.833/2003, reguladoras, respectivamente do PIS e da Cofins, verbis: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: Produção de efeito (Vide Lei nº 11.727, de 2008) (Produção de efeitos) (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010) I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o; I bens adquiridos para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) a) nos incisos III e IV do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) a) no inciso III do § 3o do art. 1o; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 413, de 2008) Produção de efeitos a) no inciso III do § 3o do art. 1o desta Lei; e (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008). (Produção de efeitos) b) no § 1o do art. 2o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 10.865, de 2004) 3 §3º. Fica vedada a utilização de créditos: [...] II na hipótese de aquisição de bens usados. Fl. 334DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001168/200995 Acórdão n.º 3803003.387 S3TE03 Fl. 329 13 b) nos §§ 1o e 1oA do art. 2o desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 11.787, de 2008) (Vide Lei nº 9.718, de 1998) II bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda ou à prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes; II – bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados à venda ou na prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes; (Redação dada pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) III (VETADO) IV – aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa; V despesas financeiras decorrentes de empréstimos e financiamentos de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples); V – despesas financeiras decorrentes de empréstimos, financiamentos e contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoas jurídicas, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) V valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica, exceto de optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte SIMPLES; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) VI máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados à venda, bem como a outros bens incorporados ao ativo imobilizado; VI máquinas, equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado, adquiridos ou fabricados para locação a terceiros ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços. (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) Fl. 335DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 14 VII edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros, quando o custo, inclusive de mãodeobra, tenha sido suportado pela locatária; VIII bens recebidos em devolução, cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior, e tributada conforme o disposto nesta Lei. IX energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei nº 10.684, de 30.5.2003) IX energia elétrica e energia térmica, inclusive sob a forma de vapor, consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica. (Redação dada pela Lei nº 11.488, de 2007) X valetransporte, valerefeição ou valealimentação, fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza, conservação e manutenção. (Incluído pela Lei nº 11.898, de 2009) Dessarte, inclinouse esta maioria a excluir das glosas de créditos os valores escriturados sob esta rubrica. Pelo exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso para incluir no cálculo do saldo credor do ressarcimento da contribuição os créditos de depreciação sobre os bens usados adquiridos para o ativo imobilizado, mantendose os demais provimentos já consignados no voto vencido. Sala das sessões, 21 de agosto de 2012 (assinado digitalmente) Belchior Melo de Sousa Fl. 336DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN Processo nº 11516.001168/200995 Acórdão n.º 3803003.387 S3TE03 Fl. 330 15 Ministério da Fazenda Conselho Administrativo de Recursos Fiscais Terceira Seção Terceira Câmara TERMO DE INTIMAÇÃO Processo nº: 11516.001168/200995 Interessada: CARBONÍFERA METROPOLITANA S/A Intimese um dos Procuradores da Fazenda Nacional, credenciado junto a este Conselho, da decisão consubstanciada no Acórdão no 3803003.387, de 21 de agosto de 2012, da 3a. Turma Especial da 3a. Seção, nos termos do art. 81, § 3°, do anexo II, do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria Ministerial nº 256, de 22 de junho de 2009. Brasília DF, em 21 de agosto de 2012. [Assinado digitalmente] Alexandre Kern 3a Turma Especial da 3a Seção Presidente Ciência Data: ____/___________/________ _____________________________ Nome: Procurador(a) da Fazenda Nacional Encaminhamento da PFN: [ ] apenas com ciência; [ ] com Recurso Especial; [ ] com Embargos de Declaração. [ ] _________________________ Fl. 337DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN 16 Fl. 338DF CARF MF Impresso em 14/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 31/08/2012 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 31/08/20 12 por BELCHIOR MELO DE SOUSA, Assinado digitalmente em 03/09/2012 por ALEXANDRE KERN
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Numero do processo: 35062.001049/2007-14
Turma: Sexta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Nov 20 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 20/12/2006
Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. INOBSERVÂNCIA DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. ART. 32, INCISO III, LEI 8.212/91. Constitui fato gerador de multa deixar o contribuinte de prestar ao fisco previdenciário todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários ao regular desenvolvimento da fiscalização.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 206-00.144
Decisão: ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: RYCARDO HENRIQUE MAGALHÃES DE OLIVEIRA
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ementa_s : Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 20/12/2006 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. INOBSERVÂNCIA DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. ART. 32, INCISO III, LEI 8.212/91. Constitui fato gerador de multa deixar o contribuinte de prestar ao fisco previdenciário todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários ao regular desenvolvimento da fiscalização. Recurso Voluntário Negado.
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C Fls. 216 Maria de FkiamiilStii ire tisk ° I Ma Sapa 751683 • 4 AL MINISTÉRIO DA-FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTESwp.c. SEXTA CÁ. MARA Processo n° 35062.001049/2007-14 Recurso n° 141.827 Voluntário Matéria AUTO DE INFRAÇÃO MF-Seguneks Conselho ee Conbibitianteso Publt do net DIr_ficia; da d• Acórdão n° 206-00.144 Ruma, Sessão de 20 de novembro de 2007 Recorrente ITABIRA AGRO INDUSTRIAL S/A Recorrida SECRETRARIA DA RECEITA PREVIDENCIARIA - VITÓRIA/ES Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 20/12/2006 Ementa: AUTO DE INFRAÇÃO. INOBSERVÂNCIA DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. ART. 32, INCISO III, LEI 8.212/91. Constitui fato gerador de multa deixar o contribuinte de prestar ao fisco previdenciário todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários ao regular desenvolvimento da fiscalização. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. di1/49 MV-. 8-FfiVINDO-- 'CONSELHO DE CONTRIBUi NTES 1.1 CC:NFEILE CG > . r) n'r.nriAL, , Processo n.° 35062.001049/2007-14 Brunia. „9_, k , • 9.... 12.005< CCO7JC06 Acórdão n." 206-00.144 e ic&".. , atuil I. Fls. 217 Maria de Farinha e ira de Carvalho Mat. Siape 751683 ACORDAM os Membros da SEXTA CÂMARA do SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINT , por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ELIAS SAMPAIO FREIRE Presidente \,frimilittl.l, RYCARD el NR QUE MAGALHAES DE OLIVEIRA Relato Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Ana Maria Bandeira, Rogério de Lellis Pinto, Bernadete de Oliveira Barros, Daniel Ayres Kalume Reis, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira e Cleusa Vieira de Souza 14F - SEGTNDO CONSELHO DE CONTEIS " G-3:: : F. ' nrg(TdALProcesso n.° 35062.001049/2007-14 1 CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.144 Bosnia, • 4, , 2.,0015 Fls. 218 Marin de F . 'Anita de Carvelho Mat. Siape 751683_ Relatório ITABIRA AGRO INDUSTRIAL S.A., contribuinte, pessoa jurídica de direito privado, já qualificada nos autos do processo administrativo em referência, recorre a este Conselho da decisão da então Secretaria da Receita Previdenciária em Vitória/ES, DN n° 07.401.4/0055/2007, que julgou procedente a autuação fiscal lavrada contra a contribuinte, nos termos do artigo 32, inciso III, da Lei n° 8.212/91, c/c artigo 225, inciso III, do RPS, por ter deixado de apresentar os documentos contábeis exigidos pela fiscalização em meio digital, na forma da Portaria MPS/SRP n° 058/2005, muito embora devidamente intimada para tanto mediante TIAD, conforme descrito no Relatório Fiscal da Infração, às fls. 16/18, mais precisamente os seguintes documentos: 1) Arquivos da Folha de Pagamento em meio digital de acordo com a leiaute previsto no Manual Normativo de Arquivos Digitais da SRP; 2) Arquivo digital extraído da Contabilidade ou do Livro Auxiliar de Fornecedores/Contas a pagar, contendo a relação das notas fiscais ou faturas emitidas pela empresa Incentive House S/A., contendo, no mínimo, data de emissão, valor da fatura/duplicata, do total do preço unitário, do total de serviços e do IRF retido; 3) Relação em meio papel e arquivo digital discriminando os valores pagos, por segurado e competência, relativo às notas fiscais/faturas emitidas pela empresa Incentive House S/A. Trata-se de Auto de Infração, lavrado em 20/12/2006, nos termos do artigo 293 do RPS, contra a contribuinte acima identificada, constituindo-se multa no valor de R$ 23.138,84 (Vinte e três mil, cento e trinta e oito reais e oitenta e quatro centavos), com base nos artigos 283, inciso II, alínea "b", c/c 373, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. De conformidade com o Relatório Fiscal da Multa, constatou-se a existência de circunstâncias agravantes, ensejando a gradação da penalidade imposta, a qual fora elevada em duas vezes, na forma do artigo 292, inciso IV, do RPS, e artigo 657, inciso IV, da IN SRP n° 003/2005, tendo em vista que a contribuinte incorreu em reincidência genérica. Inconformada com a Decisão recorrida, a contribuinte apresentou Recurso Voluntário, às fls. 185/203, procurando demonstrar a improcedência do lançamento, desenvolvendo em síntese as seguintes razões: Insurge-se contra a exigência consubstanciada na peça vestibular do procedimento, suscitando questões relativas ao descumprimento de obrigações principais, concernentes à NFLD n° 37.019.176-5, sob o argumento de que o presente lançamento é decorrente da notificação fiscal retromencionada, razão pela qual a decisão proferida nessa última deverá ser aproveitada na autuação sob análise. cti MF S13071917-0 CONSELHO MCONTRIBUInS1 CONFEU CO" r ) .2? TGNAL Processo n.° 35062.001049/2007-14 Brasília, 2) O 210°g CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.144 Fls. 219 CRÁZ Maria de Fátima "- de Carindho Mat. Siape 751683 Assevera que a autuação em epígrafe decorre da falta de apresentação de arquivo magnético contendo os pagamentos efetuados a pessoa jurídica (Incentive House), caracterizados como remuneração de pessoas fisicas, compondo, assim, a base de cálculo das contribuições previdenciárias. Sustenta que no processo principal (NFLD) ficou demonstrado não ter havido pagamento a pessoas físicas, mas sim a pessoa jurídica, não se cogitando em incidência de contribuições previdenciárias e, conseqüentemente, em falta de apresentação em arquivo magnético de referidas informações. Traz à colação a íntegra dos argumentos levados a efeito no recurso voluntário interposto nos autos da Notificação Fiscal de Lançamento de Débito — NFLD n o 37.019.176-5, procurando demonstrar que os pagamentos realizados a empresa Incentive House não podem ser considerados como remunerações aos segurados empregados (pessoas fisicas) da contribuinte, sobretudo por inexistir fato gerador do tributo exigido, não havendo que se falar em incidência de contribuições previdenciárias sobre pagamentos ou crédito de rendimento para pessoa jurídica, sob pena de afronta aos preceitos contidos nos artigos 150, inciso I, e 195, da CF, c/c artigo 142, do CTN. Por fim, requer o conhecimento e provimento do seu recurso, julgando insubsistente a presente autuação, tomando-a sem efeito e, no mérito, sua absoluta improcedência. A Secretaria da Receita Previdenciária apresentou contra-razões, às fls. 215, em defesa da manutenção do crédito previdenciário constituído através do presente AI. É o Relatório. ••• Processo n.° 35062.001049/2007-14 r eaciguND0 CONSELHO DEI e ; p INTE$ CCO2/C06 Acórdão n.° 206-00.144 'CONFERE .". I" • Fls. 220 0)- 2.0(S Uri* de Fidme - - Voto Mac • 731 • Conselheiro RYCARDO HENRIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA, Relator Presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo tempestivo e dispensado do depósito recursal, por força de decisão judicial/liminar, conheço do recurso voluntário da contribuinte e passo à análise das alegações recursais. Inicialmente deve-se frisar que, não obstante tratar-se de autuação face a inobservância de obrigações acessórias, os argumentos da recorrente dizem respeito basicamente à procedência da exigência de contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração (salário indireto) dos segurados empregados, assim considerados pela fiscalização os valores pagos a empresa Incentive House, na forma lançada na NFLD n°37.019.176-5. Observe-se, que em nenhum momento a contribuinte alega não ter incorrido na falta imputada pela autoridade lançadora, questionando exclusivamente o mérito da Notificação Fiscal de Lançamento de Débido - NFLD supramencionada. Com efeito, a contribuinte faz uma verdadeira confusão ao tratar da questão, trazendo à colação argumentos relativos a constituição de créditos previdenciários decorrentes do descumprimento de obrigações principais. Consoante se positiva do artigo 113, do Código Tributário Nacional, as obrigações tributárias são divididas em duas espécies, obrigação principal e obrigação acessória. A primeira diz respeito a ocorrência do fato gerador do tributo em si, por exemplo, recolher ou não o tributo propriamente dito, extinguindo juntamente com o crédito decorrente. Por outro lado, a obrigação acessória, relaciona-se às prestações positivas ou negativas, constantes da legislação de regência de interesse da arrecadação ou fiscalização tributária, sendo exemplo de seu descumprimento deixar, o contribuinte, de apresentar os documentos exigidos pela fiscalização na forma determinada pelo fisco, situação que se amolda ao caso sub examine. Assim, por serem independentes, os fatos ensejadores da NFLD em referência em sua maioria não guardam relação de causa e efeito com a presente autuação, sobretudo quando a infração incorrida diz respeito a falta de apresentação de documentos relacionados às contribuições previdenciárias na forma estabelecida pelo INSS. Nesse sentido, em que pesem as razões de fato e de direito ofertadas pela contribuinte ao longo do seu arrazoado, sua pretensão, contudo, não merece ser acolhida. Do exame dos elementos que instruem o processo, conclui-se que a decisão recorrida apresenta-se incensurável, devendo ser mantida em sua plenitude. Destarte, como restou demonstrado, a recorrente deixou de apresentar ao fisco os documentos fiscais e contábeis insertos no TIAD, em meio digital, na forma da Portaria MPS/SRP n° 058/2005, infringindo o disposto no artigo 32, inciso III, da Lei n° 8.212/91, c/c artigo 225, inciso III, do RPS, constituindo-se crédito previdenciário decorrente de multa aplicada nos termos do artigo 283, inciso II, alínea "b", do RPS, nos seguintes termos: r1/4/ MF - SFUUNDO CONSFIPD DE CONTRIBUnn-F5 Processo n.° 35062.001049/2007-14 CONFERE i/R:O1N.M.1 CCOLCO6 Acórdão n.• 206-00.144 , o Fls. 221 "Lei n° 8.212/91. Maria de Fatiãiit 1Mat Slave 731683 Art. 32. A empresa também é obrigada a: — prestar ao INSS rd todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização;" "Regulamento da Previdência Social — Aprovado pelo Decreto 3.048/99. "Art. 225. A empresa é também obrigada a: III - prestar ao Instituto Nacional do Seguro Social e à Secretaria da Receita Federal todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização:" "Art. 283. Por infração a qualquer dispositivos das Leis 8.212 e 8.213, ambas de 1991, e 10.666, de 08 de mais de 2003, para a qual não haja penalidade expressamente cominada neste Regulamento, fica o responsável sujeito a multa variável [...], conforme gravidade da infração, aplicando-se-lhe o disposto nos arts. 290 a 292, e de acordo com os seguintes valores: E- a partir de R$ 6.361,73 nas seguintes infrações: 11-1. b) deixar a empresa de apresentar ao Instituto Nacional do Seguro Social e à Secretaria da Receita Federal os documentos que contenham as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, ou os esclarecimentos necessários à fiscalização:" Verifica-se que, de acordo com o Relatório Fiscal, a recorrente não apresentou a documentação exigida pela fiscalização na forma que determina a legislação previdenciária, incorrendo na infração prevista nos dispositivos legais supracitados, o que ensejou a aplicação da multa, nos termos do Regulamento da Previdência Social, como procedeu, corretamente, a fiscal autuante, não se cogitando em improcedência do lançamento como pretende a recorrente. É de bom alvitre salientar que a presente autuação não diz respeito à falta de informações ao fisco de todos os fatos geradores das contribuições previdenciárias, assim considerados os pagamentos efetuados à empresa Incentive House, que relaciona-se à obrigação acessória inscrita no artigo 32, inciso IV, § 5°, da Lei n° 8.212/91. Nesse caso, o julgamento do Auto de Infração estaria atrelado à decisão final nos autos da respectiva NFLD. ME- SEGUNDO CONSELHO 13€ CONTRIE --c CONFERI' . -. ..- a oRRINAL . S - Processo n.° 35062.001049/2007-140 1 CCO2/C06 ntAcórdão n.° 206-00.144 Bttlaj i, .2-. . O P- i 2,00% Fls. 222 Maria de Fátina geo Mn Siapç 7i j .83 In casu, o Auto de Infração ora avra. e - • , • • - - t • 'buin e ter deixado de apresentar os documentos abaixo relacionados, em meio digital, os quais poderiam ter sido ofertados à fiscalização independentemente de a recorrente entender ter havido remuneração ou não aos segurados empregados, como segue: 1) Arquivos da Folha de Pagamento em meio digital de acordo com a liaute previsto no Manual Normativo de Arquivos Digitais da SRP; 2) Arquivo digital extraído da Contabilidade ou do Livro Auxiliar de Fornecedores/Contas a pagar, contendo a relação das notas fiscais ou faturas emitidas pela empresa Incentive House S/A., contendo, no mínimo, data de emissão, valor da fatura/duplicata, do total do preço unitário, do tatal de serviços e do IRF retido; 3) Relação em meio papel e arquivo digital discriminando os valores pagos, por segurado e competência, relativo às notas fiscais/faturas emitidas pela empresa Incentive House S/A. Registre-se, ainda, que a contribuinte em seu Recurso Voluntário, a exemplo das fases anteriores do processo administrativo, não apresentou nenhuma documentação capaz de comprovar o cumprimento da obrigação acessória sub examine. No que tange às demais alegações do contribuinte, não merece aqui tecer maiores considerações, uma vez não serem capazes de macular a exigência fiscal em comento, especialmente por estarem desprovidas de qualquer embasamento legal ou lógico, bem como por não guardarem relação de causa e efeito com a presente autuação. Assim, escorreita a decisão recorrida devendo nesse sentido ser mantida a autuação, e bem assim a multa imposta, uma vez que a recorrente não logrou infirmar os elementos que serviram de base à aplicação da penalidade. Por todo o exposto, estando o Auto de Infração sub examine em consonância com os dispositivos que regulam a matéria, VOTO NO SENTIDO DE CONHECER DO RECURSO e, no mérito, NEGAR-LHE PROVIMENTO, mantendo incólume a decisão recorrida, pelos seus próprios fundamentos. Sala das Sess\ ia s, em 20 de novembro de 2007 ,_.._,.. II RYCARDO RIQUE MAGALHAES DE OLIVEIRA Page 1 _0036400.PDF Page 1 _0036500.PDF Page 1 _0036600.PDF Page 1 _0036700.PDF Page 1 _0036800.PDF Page 1 _0036900.PDF Page 1
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Numero do processo: 35226.001820/2006-52
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Feb 09 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/01/2001 a 30/11/2004
PREVIDENCIÁRIO. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RGPS.
ENQUADRAMENTO.
O inciso II do art. 37 da Constituição da República exige concurso público de provas ou de provas e títulos para acesso a cargos públicos. O § 1º do art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, ao contrário do que muitos admitem, conferiu estabilidade aos servidores não concursados que
contassem cinco anos de exercício contínuos à data da promulgação da Constituição, mas não autorizou mudanças em seu regime jurídico e muito menos permitiu sua preposição em cargos públicos.
A efetivação, de acordo com o § 1º do art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias somente se dará quando os servidores se submeterem a concurso público, o que não é o caso dos presentes autos.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-000.454
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.Ausente Justificadamente o Conselheiro Eduardo de Oliveira.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
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REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RGPS. ENQUADRAMENTO. O inciso II do art. 37 da Constituição da República exige concurso público de provas ou de provas e títulos para acesso a cargos públicos. O § 1º do art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, ao contrário do que muitos admitem, conferiu estabilidade aos servidores não concursados que contassem cinco anos de exercício contínuos à data da promulgação da Constituição, mas não autorizou mudanças em seu regime jurídico e muito menos permitiu sua preposição em cargos públicos. A efetivação, de acordo com o § 1º do art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias somente se dará quando os servidores se submeterem a concurso público, o que não é o caso dos presentes autos. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.Ausente Justificadamente o Conselheiro Eduardo de Oliveira. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. Fl. 665DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 4/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 35226.001820/200652 Acórdão n.º 280300.454 S2TE03 Fl. 659 2 (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Gustavo Vettorato, Oseas Coimbra Júnior, Carolina Siqueira Monteiro de Andrade e Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 666DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 4/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 35226.001820/200652 Acórdão n.º 280300.454 S2TE03 Fl. 660 3 Relatório Tratase de Notificação Fiscal de Lançamento de Débito – NFLD lavrada em desfavor do contribuinte que, de acordo com o Relatório Fiscal de fls. 48/51 corresponde a contribuições devidas à Seguridade Social relativas à parte da empresa e do financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais, relativamente às remunerações pagas pela Câmara Municipal de Teresina – PI aos comissionados do Gabinete (LOT04) do órgão. De acordo com o Relatório Fiscal, as contribuições têm previsão legal no art. 12, inciso I, alínea “a” da Lei nº 8.212/91. Ainda de acordo com o relatório Fiscal, o saláriodecontribuição, base de cálculo das contribuições previdenciárias lançadas, foi apurado nos registros contábeis da Câmara Municipal de Teresina através de verificação física realizada nos balancetes mensais (demonstrativos financeiros, demonstrativos valores empenhados / pagos, notas de empenho, folhas de pagamento e recibos de pagamento, lançados no levantamento L02 referente à contribuição da empresa, declarados em GFIP nas competências 01/2001 a 11/2004. O Contribuinte, devidamente notificado em 03 de janeiro de 2006 e apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 14 de março de 2008, ementada nos seguintes termos: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITO (NFLD). SERVIDORES PÚBLICOS EXCLUSIVAMENTE COMISSIONADOS. CONTRIBUIÇÕES DA EMPRESA. PARTE PATRONAL. SAT/RAT. RELATÓRIO FISCAL COMPLEMENTAR. REABERTURA DO PRAZO EXORDIAL. REABILITAÇÃO DE PETIÇÃO INTEMPESTIVA. FATO SUPERVENIENTE. REVISÃO DE OFÍCIO. DO REQUERIMENTO DE DILIGÊNCIA. INDEFERIMENTO. JUNTADA DE DOCUMENTOS. PRECLUSÃO TEMPORAL. Os ocupantes de cargos exclusivamente comissionados são segurados do regime geral de previdência social, na categoria de empregados. Remunerações pagas, devidas ou creditadas pela empresa a segurados empregados são base de cálculo de contribuição previdenciária. A confecção de relatório fiscal complementar enseja a reabertura de prazo inaugural. A apresentação de aditamento à defesa torna hábil defesa antes declarada intempestiva. Fl. 667DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 4/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 35226.001820/200652 Acórdão n.º 280300.454 S2TE03 Fl. 661 4 Fatos comprovados após o encerramento da ação fiscal ensejam revisão de ofício do crédito tributário. A autoridade julgadora de primeira instância indeferirá a realização de diligência considerada prescindível. A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que seja demonstrada uma das restritas hipóteses autorizadoras. Lançamento Procedente em Parte Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: Que houve cerceamento de defesa, tendo em vista o indeferimento do pedido de diligência formulado, situação que viola a legalidade e o direito à ampla defesa e ao contraditório do autuado; Que deve ser buscada a verdade material, considerando que tal princípio norteia o processo administrativo fiscal, realizando diligências perante os Institutos Próprios de Previdência do Município de Teresina, do Estado do Piauí e da União para verificar se os servidores que foram considerados como sendo segurados obrigatórios do RGPS estão, ou estiveram, durante o período fiscalizado, vinculados a regimes próprios de previdência; Que o lançamento de ser declarado improcedente; Ao final, reitera os argumentos mencionados acima, bem como requer que após a diligência solicitada, sejam feitas as devidas correções nas autuações realizadas, inclusive considerandose os valores previamente recolhidos junto ao IPMT – Instituto de Previdência do Município de Teresina. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 668DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 4/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 35226.001820/200652 Acórdão n.º 280300.454 S2TE03 Fl. 662 5 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator Sendo tempestivo, conheço do recurso e passo ao seu exame. Compulsando os autos, restou amplamente evidenciado que a fiscalização levada a efeito pela autoridade administrativa pautouse de forma regular, apurando os débitos com base nos registros contábeis do contribuinte, nomeadamente os balancetes mensais, notas de empenho, folhas / recibos de pagamento, demonstrativos financeiros e de valores empenhados e pagos aos comissionados do Gabinete, conforme LOT04. Tais comissionados, segundo consta do Relatório Fiscal, são segurados empregados enquadrados na legislação previdenciária – art. 12, I, “a”, da Lei nº 8.212/91. Não se pode cogitar, in casu, qualquer possibilidade de enquadramento dos trabalhadores que exercem atividade nos gabinetes da Câmara de Vereadores de Teresina – PI, na condição de servidores efetivos (estatutários). O inciso II do art. 37 da Constituição da República exige concurso público de provas ou de provas e títulos para acesso a cargos públicos. O § 1º do art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, ao contrário do que muitos admitem, conferiu estabilidade aos servidores não concursados que contassem cinco anos de exercício contínuos à data da promulgação da Constituição, mas não autorizou mudanças em seu regime jurídico e muito menos permitiu sua preposição em cargos públicos. A efetivação, de acordo com o § 1º do art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias somente se dará quando os servidores se submeterem a concurso público, o que não é o caso dos presentes autos. A consolidação do lançamento, bem como sua fundamentação legal está muito bem demonstrada no Relatório Fiscal e nos demais relatórios que acompanham a notificação. Apurouse, ademais, a existência de alguns incidentes no decorrer do processo, como a suposta intempestividade na apresentação da impugnação e o comando de diligência (fls. 522/524), visando esclarecer pontos relevantes. Realizada a diligência, foi apresentado Relatório Fiscal Complementar (fls. 612/614), acompanhado das planilhas (fls. 528/537 e dos documentos de fls. 538/611, situação que motivou a reabertura do prazo para o contribuinte aditar sua defesa. Prazo esse devidamente aproveitado pelo sujeito passivo. Fl. 669DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 4/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 35226.001820/200652 Acórdão n.º 280300.454 S2TE03 Fl. 663 6 De acordo com a narrativa feita até aqui, não é possível chegar à mesma conclusão do contribuinte de que houve malferimento dos princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa, bem assim do princípio basilar do processo administrativo fiscal, ou seja, o princípio da verdade material. Com efeito, o contribuinte não conseguiu demonstrar na sua defesa / aditamento realizado, qualquer indício de falha que pudesse ensejar alteração do lançamento, até porque as alterações necessárias foram devidamente realizadas, o que resultou, inclusive, na procedência somente de parte do lançamento. Observando os relatórios RDA e RADA, percebese claramente que os recolhimentos efetuados pelo contribuinte foram todos devidamente considerados no levantamento do débito e aproveitados como créditos no levantamento L02 (Folha de pagamento com desconto para Previdência). A parte não recolhida, evidentemente, deve ser cobrada. Destarte, não há que se falar em cometimento de falhas pela Autoridade Administrativa e muito menos de malferimento dos princípios do contraditório, ampla defesa e verdade material, tendo em vista que o lançamento e a decisão de primeira instância foram realizados em estrita observância com a legislação tributária federal que disciplina a matéria. Pelo exposto, voto por CONHECER do Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte, e no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator Fl. 670DF CARF MF Emitido em 14/09/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 4/08/2011 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 21/03/2011 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
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Numero do processo: 10467.901371/2011-48
Data da sessão: Tue Aug 21 00:00:00 UTC 2012
Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004
Ementa: RECLAMAÇÃO. DOCUMENTOS NÃO APRECIADOS PELA
INSTÂNCIA A QUO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA.
NULIDADE.
Anula-se a decisão de primeira instância proferida por órgão julgador a quo privado do conhecimento de documentos que instruíram a Manifestação de Inconformidade.
Decisão Recorrida Anulada
Aguardando Nova Decisão
Numero da decisão: 3803-003.360
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão recorrida, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALEXANDRE KERN
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ementa_s : PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 Ementa: RECLAMAÇÃO. DOCUMENTOS NÃO APRECIADOS PELA INSTÂNCIA A QUO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE. Anula-se a decisão de primeira instância proferida por órgão julgador a quo privado do conhecimento de documentos que instruíram a Manifestação de Inconformidade. Decisão Recorrida Anulada Aguardando Nova Decisão
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DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. Recorrente PARAUTO DISTRIBUIDORA DE PEÇAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 Ementa: RECLAMAÇÃO. DOCUMENTOS NÃO APRECIADOS PELA INSTÂNCIA A QUO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE. Anulase a decisão de primeira instância proferida por órgão julgador a quo privado do conhecimento de documentos que instruíram a Manifestação de Inconformidade. Decisão Recorrida Anulada Aguardando Nova Decisão Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em anular a decisão recorrida, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente e Relator Participaram ainda do presente julgamento os conselheiros Belchior Melo de Sousa, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Jorge Victor Rodrigues. Relatório PARAUTO DISTRIBUIDORA DE PEÇAS LTDA. transmitiu, em 15/06/2007, a Declaração de Compensação (Dcomp) nº 26456.29871.150607.1.3.049270, por Fl. 289DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 16/09/2012 por A LEXANDRE KERN 2 meio da qual pretendeu extinguir débitos próprios pela via da sua compensação com crédito de Cofins, oriundo de pagamento indevido ou a maior, no valor original de R$ 4.910,60. A DRF/João Pessoa não homologou a compensação porque, nos termos do Decisório eletrônico nº de Rastreamento 941327015, o DARF informado na DComp foi encontrado nos sistemas informatizados da RFB, mas já havia sido integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte. Em Manifestação de Inconformidade, o declarante argumentou que detém créditos decorrentes de pagamentos a maior da Contribuição para o PIS e da Cofins, regime cumulativo, de janeiro a dezembro de 2004, e que, em 24/04/2006, transmitiu a DIPJ/2005 Retificadora, na qual constariam os valores corretos dos cálculos daquelas contribuições. Explicou que, por equívoco, deixou de retificar as DCTF relativas aos mesmos períodos e que não pode mais fazêlo por já ter transcorrido o prazo de 5 anos. Pede que se considerem os valores informados em DIPJ, por serem expressão da verdade. Instruiu a reclamação com planilhas com os cálculos das supostas diferenças pagas a maior das contribuições em cada mês de 2004, indicando que decorreriam do fato de que muitas das receitas auferidas seriam, na realidade, “isentas” e, assim, deveriam ter sido excluídas da base de cálculo. A DRJ/REC2ª Turma julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. O Acórdão nº 6 de dezembro de 2011, de 6 de dezembro de 2011, fls. 89 a 97, teve ementa vazada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 DIREITO À REPETIÇÃO DO INDÉBITO. PRESSUPOSTOS. O direito à restituição decorre do pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido (art. 165, I, do CTN), do qual se origina a obrigação tributária, inalterável até a extinção do crédito tributário dela decorrente (art. 113, § 1º, 139 e 140, do CTN). COMPENSAÇÃO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO. O direito à compensação pressupõe a existência de créditos líquidos e certos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública (art. 170 do CTN). DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CRÉDITO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. COBRANÇA. Constatada a inexistência de direito creditório para fazer frente ao débito declarado em DCOMP, a compensação não será homologada, implicando a cobrança do valor indevidamente compensado, com os acréscimos legais cabíveis (§§ 2º e 7º do art. 74 da Lei nº 9.430/96). ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/09/2004 a 30/09/2004 PROVA DO INDÉBITO. ÔNUS DO SUJEITO PASSIVO. MOMENTO PARA APRESENTAÇÃO. Fl. 290DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 16/09/2012 por A LEXANDRE KERN Processo nº 10467.901371/201148 Acórdão n.º 380303.360 S3TE03 Fl. 278 3 Ressalvadas as hipóteses das alíneas “a”, “b” e “c” do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235/72, as provas da existência do direito creditório, a cargo de quem o alega (art. 36 da Lei nº 9.784/99 e art 333, I, do CPC), devem ser apresentadas por ocasião da interposição da Manifestação de Inconformidade, precluindo o direito de posterior juntada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Cuidase agora de recurso voluntário contra a decisão da 2ª Turma da DRJ/REC. O arrazoado de fls. 255 a 275, após síntese dos fatos relacionados com a lide, discorre sobre a Súmula Vinculante STF nº 8 para requerer a anulação de qualquer débito a anulação da cobrança de todos os débitos vinculados ao presente processo, posto que já teriam decaído. No mérito, retoma a explicação sobre a gênese do indébito: redução a zero da alíquota de incidência das contribuições sociais sobre a receita bruta decorrente da venda das dos produtos relacionados nos Anexos I e II da Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002. Invoca diversas solução de consulta da Receita Federal que corroborariam o direito à apuração das contribuições sociais, empregando a alíquota zero. Disserta sobre o instituto da compensação tributária, referindo os arts. 170 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 Código Tributário Nacional CTN e 66 da Lei nº 8.383, de 30 de dezembro de 1991 e jurisprudência do STJ. Pede que se releve a necessidade de formalismos exacerbados. Aduz que “...toda a prova fornecida foi sobejamente suficiente para comprovar a presença do direito à compensação...” Pede provimento. É o Relatório. Voto Conselheiro Alexandre Kern, Relator Presentes os pressupostos recursais, a petição de fls. 255 a 275 merece ser conhecida como recurso voluntário contra o Acórdão DRJREC2ª Turma nº 11035.639, de 6 de dezembro de 2011. Compulsando o autos, à fl. 276, constatei que o Chefe da SAORT da DRF/JPAPB deu conta de que o recorrente, enquanto manifestante, fez instruir a sua Manifestação de Inconformidade com os documentos de fls. 98 a 250, capeados pelo expediente à fl. 98, datado de 14/09/2011, e de que, por alguma razão, esses documentos não foram apreciados pelo órgão julgador a quo. Os documentos em questão consistem em cópia do livro Registro de Entradas; um demonstrativo das notas fiscais de entrada para efeitos da Lei nº 10.485, de 2002, em cópias de diversas notas fiscais de aquisições de produtos, todos eles. É direito da parte que tais documentos sejam conhecidos pela instância julgadora, sobretudo em face da dicção do § 4º do art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Assim, para restabelecer o pleno exercício do direito de defesa, voto por que se anule o Acórdão 11035.639, de 6 de dezembro de 2011, devolvendose o processo à 2ª Turma da DRJ/REC, para proferição de uma nova decisão, à luz dos documentos mencionados. Fl. 291DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 16/09/2012 por A LEXANDRE KERN 4 Sala das Sessões, em 21 de agosto de 2008 Alexandre Kern Fl. 292DF CARF MF Impresso em 17/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2012 por ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 16/09/2012 por A LEXANDRE KERN
score : 1.0
Numero do processo: 10845.004721/2003-61
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Thu Jun 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE- SIMPLES
Ano-calendário: 2002
SIMPLES - EXCLUSÃO - ATIVIDADE ECONÔMICA - SERVIÇOS DE ORGANIZAÇÃO LOGÍSTICA E TRATAMENTO DE MADEIRA - LC 123, de 14/12/06 - Nos termos da Lei Complementar n° 123, de 14 de
dezembro de 2006, artigo 17, XI, não podem optar pelo Simples empresas "que tenha por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, bem como a que preste
serviços de instrutor, de corretor, de despachante ou qualquer tipo de intermediação de negócios"
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3201-000.216
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1° Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: NILTON LUIZ BARTOLI
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE- SIMPLES Ano-calendário: 2002 SIMPLES - EXCLUSÃO - ATIVIDADE ECONÔMICA - SERVIÇOS DE ORGANIZAÇÃO LOGÍSTICA E TRATAMENTO DE MADEIRA - LC 123, de 14/12/06 - Nos termos da Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006, artigo 17, XI, não podem optar pelo Simples empresas "que tenha por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, bem como a que preste serviços de instrutor, de corretor, de despachante ou qualquer tipo de intermediação de negócios" RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
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Processo n" 10845.004721/2003-61 Recurso n° 138.991 Voluntário Acórdão n" 3201-00.216 — r Câmara! P Turma Ordinária Sessão de 18 de junho de 2009 Matéria SIMPLES - EXCLUSÃO Recorrente I.C.T INSPEÇÃO E CONSULTORIAS TÉCNICAS LTDA. E P P Recorrida DRJ-SÃO l'AULO/SP ASSuwo: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO Point- SIMPLES Ano-calendário: 2002 SIMPLES - EXCLUSÃO - ATIVIDADE ECONÔMICA - SERVIÇOS DE ORGANIZAÇÃO LOGÍSTICA E TRATAMENTO DE MADEIRA - LC 123, de 14/12/06 - Nos termos da Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006, artigo 17, XI, não podem optar pelo Simples empresas "que tenha por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, cientifica, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, bem como a que preste serviços de instrutor, de corretor, de despachante ou qualquer tipo de intermediação de negócios" RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da r Câmara / 1° Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do Relator. , n , , Processo n" 10845.00472 I /2003-61 S3-C2T1 Acórd5o n.° 3201-00.216 Fl. 383 e • ARCELO GUERRA DE CASTRO Presidente Led6BARTOLI Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Anelise Daudt Prieto, Irene Souza da Trindade Torres, Celso Lopes Pereira Neto, Nanci Gama, Vanessa Albuquerque Valente e Heroldes Balir Neto. 2 ,, Processo n° 10845.004721/2003-61 S3-C2T1 Acórrlilo n.° 3201-00.216 Fl. 384 Relatório Tornam os autos a julgamento por esta Eg. Câmara, tendo em vista cumprimento da diligência formulada na Resolução n" 303-01.464, juntada às fls. 62/69. Com o intuito de ilustrar o presente e recordar aos pares a matéria, adoto o relatório de fis. 63/66, o qual passo a ler em sessão. Comprova o cumprimento da referida diligência os documentos juntados às tis. 73/381. É o relatório.0 , , 3i Processo n° 10845.004721/2003-61 S3-C2T1 AcórcItio n.° 3201-00.216 Fl. 385 VOTO Conselheiro NILTON LUIZ BARTOLI, Relator Tendo em vista o retorno da diligência solicitada em através da Resolução ri° 303-01.464, às lis. 62/69, retornam os autos a esse relator para julgamento. Trata o presente de exclusão do Sistema Integrado de pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte — SIMPLES, que se deu através do Ato Declaratorio de Exclusão — ADE - n° 474.342, de 07/08/2003, com efeitos da exclusão a partir de 01/02/2002 (fis.12), sob o fundamento de que o contribuinte exerce atividade econômica vedada, qual seja, "Outras atividades relacionadas a organização do transporte de cargas... A r. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo I manteve a exclusão, sob o argumento de que o contribuinte exerce atividade de consultoria e • assemelhadas a de administrador. Em sua defesa o contribuinte aduz que exerce as atividades de vistoria, fiscalização, inspeção, controle de produção de qualidade e quantidade, transporte rodoviário de cargas em geral, para as quais não é exigida nenhuma habilitação específica, assim corno as atividades exercidas não são expressamente vedadas à opção Simples. Tendo em vista que as afirmações do contribuinte e o objeto constante em seu Contrato Social são divergentes, o julgamento do recurso voluntário foi convertido em diligência, a fim de que se apurasse, in loco, as atividades exercidas por ele e de que este fosse intimado a apresentar os seguintes documentos: cópias de Notas Fiscais anteriores e atuais da emissão do contribuinte; cópias de contratos firmados com clientes e cópia do Livro de Registro de Funcionário. Em atendimento a diligência, o contribuinte se manifestou às fls. 73/74, onde esclarece que: não celebrava contratos com os clientes, prestando serviço sempre que requerido e sem exclusividade; que não apresentará as notas fiscais do período de 2002 a 2003, em virtude destas terem sido extraviadas; quanto as demais notas fiscais, estas serão apresentadas parcialmente, em razão de terem sido emitidas cerca de 7.200 notas durante o período solicitado. Apresentou, por conseguinte os seguintes documentos: cópias das notas fiscais (fls. 106 a 224); cópias das folhas do livro de empregados (fls. 258/311); cópias das alterações contratuais (11s. 337/374), Declaração Anual Simplificada 2008 (fls. 324/336) e cópias dos livros de prestação de serviço (fls. 225/ 256 e 312/323). Processo n' 10845.004721/2003-61 S3-C2T1 Acenliio n." 3201-00.216 Fl. 386 Ainda em atendimento à diligência, às fls. 380/381 consta o Termo de Diligência, no qual o II. Auditor-fiscal, em verificação in loco, fez as seguintes observações: a sra. Elisete Laface, contadora do contribuinte, apresentou documentos e esclarecimentos de que a empresa estava inativa desde maio de 2007; no local diligenciado encontra-se as empresas R.S. Logística Ltda - EPP, e ICT - Inspeções, Controle de Pragas e Tratamento Fitossanitários Ltda - EPP, cujas atividades eram exercidas pelo contribuinte; o contribuinte mantinha em seu quadro de funcionários Engenheiros Agrônomo e Florestal, além de inspetores de qualidade; as atividades constantes no Contrato Social das empresas mencionadas correspondem as atividades efetivamente exercidas por estas, enquanto a atividade constante no contrato social do contribuinte era mais genérica. Sintetizados os fatos, passo a analisar a controvérsia. Cinge-se a controvérsia na exclusão do contribuinte do Simples, em virtude deste exercer atividades econômicas vedadas a opção em comento. Primeiramente, cumpre analisar o objeto social constante no Contrato Social do contribuinte à época dos fatos (f1.07): "Cláusula 7" - ,4 sociedade tem por objeto a prestação de serviços de vistoria, assistência à descarga, supervisão, .fiscalização e inspeção de transportes e controle de produção por qualidade e quantidade de agenciamento e transportes rodoviários de cargas em geral." (g. n) E como restou demonstrado na breve síntese dos autos, a empresa, objeto da presente exclusão, está inativa desde maio de 2007, todavia, sua contadora afirmou que o contribuinte aglutinava as atividades das empresas R.S. Logística Ltda. - EI'P e 1CT - Inspeções, Controles de Pragas e Tratamento Fitossanitários Ltda EPP. • Por conseguinte, transcrevo os respectivos objetos sociais, sendo o primeiro da R. S Logística e, o segundo, da ICT - Inspeções Controle de Pragas, in verbis: "Prestação de Serviços de Inspeção, Supervisão, Conferência e Acompanhamento Logístico de Embarques e Desembarques de Carga na Área Portuária." "Comércio e recuperação de paletes e embalagens de madeiras em geral, tratamento quarentenários, fumigações e expurgos, controle de vegetação infestante, inspeções, análises e perícias na área agronômica, tratamento domissanitários,,fitossanitários, serviços na área portuária e demais pertinentes ao ramos." Infere-se da análise do objeto social da empresa do contribuinte, que, a princípio, exercia atividades relacionadas à organização logística, e tal constatação pode ser confirmada através do contrato social da empresa R.S. Logística, que, como dito pela própria contadora da empresa, o contribuinte aglutinava as atividades das aludidas empresas. (I? 5 Processo n° 10845.004721/2003-61 53-C2T1 Acórdão n." 3201-00.216 Fl. 387 No que tange a atividade exercida pela ICT — Inspeções, Controles de Pragas e Tratamento Fitossanitários Lida EPP, estas atividades são relacionadas ao tratamento da madeira. Às notas fiscais anexadas às fls. 106 a 224, comprovam que o contribuinte de fato exercia as atividades de Logística na área Portuária e tratamento de madeiras, sendo que a última atividade, com base, nas mencionada notas, davam-se no desembarque e embarque de madeiras nos portos. Assim, constatadas quais são atividades realmente exercidas pelo contribuinte, cabe analisar se estas constituem óbices a opção Simples. Com efeito, dispunha o inciso XIII, do art. 9 0 da lei 9.317/96: "XIII - que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante, ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, MÚSICO, dançarino, médico, dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, fisico, químico, economista, contador, auditor, consultor1 estatístico, administrador, programador, analista de sistema, advogado, psicólogo, prqféssor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional lega/atente exigida;" (grifos acrescidos ao original) Para o caso em questão, cumpre notar o que dispõe o artigo 17, da Lei Complementar n". 123, de 14 de dezembro de 2006, que a partir de 1" de julho de 2007, revogou a Lei do Simples (Lei n". 9.317, de 5 de dezembro de 1996): "Art. 17. Não poderão recolher os impostos e contribuições na firma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte: XI-que tenha por .finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, cientifica, desportiva, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, bem como a que preste serviços de instrutor, de corretor, de despachante ou de qualquer tipo de intermediação de negócios; "(g.n) Ressalta-se que, em que pese a Lei Complementar n° 128, de 19 de dezembro de 2008 ter alterado a Lei Complementar n" 123, o dispositivo legal transcrito acima não foi alterado. Lei Complementar d. 123, de 14 de dezembro de 2006 Art. — Ficam revogadas, a partir de 1 0 de julho de 2007, a Lei n". 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e a Lei a'. 9.841, de 5 de outubro de 1999. 09 6 Processo n° 10845.004721/2003-61 S3-C2T1 Acórdão n°3201-00.216 Fl. 388 Ex posilis, inegável que as atividades exercidas pelo contribuinte têm natureza técnica, haja vista que a atividade de logística e tratamento de madeiras requer uma especialização da mão-de-obra empregada. Corrobora ainda a natureza técnica das atividades o fato do contribuinte possuir engenheiros Agrônomo (fls. 287/288 e 301) e químico (fl. 282) em seu quadro de funcionários. Logo, resta mais que evidente que o contribuinte exercia atividades de natureza técnica, as quais por sua vez, constituem óbice a opção ao Simples. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário do contribuinte. É como voto. Sala das Sessões, em 1 e junho de 2009. L BARTOLI Relator ; 7 Page 1 _0000200.PDF Page 1 _0000300.PDF Page 1 _0000400.PDF Page 1 _0000500.PDF Page 1 _0000600.PDF Page 1 _0000700.PDF Page 1
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