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Numero do processo: 15983.001216/2010-23
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Aug 20 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2401-000.287
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Kleber Ferreira de Araújo - Relator
Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. Elias Sampaio Freire - Presidente Kleber Ferreira de Araújo - Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1269; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 107 1 106 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15983.001216/201023 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2401000.287 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 18 de junho de 2013 Assunto CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente PADARIA E CONFEITARIA KARICIA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carolina Wanderley Landim e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 59 83 .0 01 21 6/ 20 10 -2 3 Fl. 107DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 12/07 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15983.001216/201023 Resolução nº 2401000.287 S2C4T1 Fl. 108 2 Relatório Insurgiuse o sujeito passivo contra o Acórdão n.º 0534.641 de lavra da 7.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil – DRJ em Campinas (SP), que julgou procedente em parte a impugnação apresentada contra o Auto de Infração – AI n.º 37.316.431 9. A lavratura em questão diz respeito à aplicação de multa em razão da conduta da autuada de deixar de lançar em títulos próprios a remuneração paga ao administrador nãosócio Mário Rodrigues Vasques, bem as contribuições patronais destinadas à Seguridade Social. Apresentada a impugnação, fls. 36/41, a DRJ decidiu declarar a impugnação procedente em parte, afastando a infração relativa a falta de lançamento da remuneração do administrador, todavia, mantendo a falta decorrente da omissão na escrituração das contribuições. Mesmo mantendo a multa, o órgão a quo chamou atenção para que, no cumprimento do seu decisório, fosse observado o resultado do julgamento de recurso da empresa contra o indeferimento da sua inclusão no regime tributário do Simples no exercício de 2008, tratado no processo n.º 12670.001973/200818. No seu recurso voluntário a empresa insiste pela sua manutenção no regime tributário do Simples Nacional desde 2008 e afirma que a questão ainda se encontra pendente de decisão definitiva na seara administrativa. Afirma que prestou todas as declarações e recolheu os tributos na condição de optante do regime simplificado, não sendo crível que os seus administradores tivessem requerido a sua saída do Simples Nacional. Afirma ser abusiva a multa aplicada. É o relatório. Fl. 108DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 12/07 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15983.001216/201023 Resolução nº 2401000.287 S2C4T1 Fl. 109 3 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo Relator Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Necessidade de sobrestamento do feito Verifico na espécie que o deslinde da presente contenda reclama a solução de um outro processo administrativo que sabemos ainda não foi concluído. Tratase do processo n.º 12670.001973/200818, em que o sujeito passivo recorreu ao CARF para contestar a sua exclusão do Simples Nacional, o qual se encontra pendente de julgamento na 1.ª Turma Especial da 3.ª Câmara da 1.ª Seção de Julgamento do CARF, conforme consulta realizada no sítio do CARF nesta data. Ao contrário do entendimento firmado na decisão da DRJ, vislumbramos que, tendose em conta o caráter de prejudicialidade do mencionado processo frente o AI que ora se julga, deve o presente julgamento ser convertido em diligência, para que os autos retornem à origem e somente suba para apreciação por esse colegiado, quando se tenha o trânsito em julgado do processo em que se discute a situação da recorrente perante o regime simplificado de recolhimento. Conclusão Diante do exposto, voto pela conversão do julgamento em diligência, nos termos acima propostos. Kleber Ferreira de Araújo. Fl. 109DF CARF MF Impresso em 20/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/07/2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 12/07 /2013 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 05/08/2013 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 13631.000287/2003-44
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Aug 15 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 1998
NORMAS PROCESSUAIS. AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS ESSENCIAIS. NULIDADE.
O ato administrativo de lançamento deve se revestir de todas as formalidades exigidas em lei, sendo nulo por vício formal o auto de infração que não contiver todos os requisitos prescritos como obrigatórios pela legislação processual tributária.
Numero da decisão: 9303-002.432
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño.
(assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño.
Matéria: DCTF_PIS - Auto eletronico (AE) lancamento de tributos e multa isolada (PIS)
Nome do relator: RODRIGO DA COSTA POSSAS
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 1998 NORMAS PROCESSUAIS. AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS ESSENCIAIS. NULIDADE. O ato administrativo de lançamento deve se revestir de todas as formalidades exigidas em lei, sendo nulo por vício formal o auto de infração que não contiver todos os requisitos prescritos como obrigatórios pela legislação processual tributária.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño.
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ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 1998 NORMAS PROCESSUAIS. AUTO DE INFRAÇÃO. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS ESSENCIAIS. NULIDADE. O ato administrativo de lançamento deve se revestir de todas as formalidades exigidas em lei, sendo nulo por vício formal o auto de infração que não contiver todos os requisitos prescritos como obrigatórios pela legislação processual tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Rodrigo da Costa Pôssas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Teresa Martínez López, Susy Gomes AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 63 1. 00 02 87 /2 00 3- 44 Fl. 479DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 06/09/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo. Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Daniel Mariz Gudiño. Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela PGFN que deu provimento, por unanimidade, ao Recurso Voluntário, conforme ementa abaixo transcrita: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Anocalendário: 1998 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO NULIDADE ALTERAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DE FATO NO JULGAMENTO DE. SEGUNDA INSTÂNCIA. Se a autuação torna corno pressuposto de fato a inexistência de processo judicial e o contribuinte demonstra a existência de ação, devese reconhecer a nulidade do lançamento por absoluta falta de amparo fático, Não há como manter a exigência fiscal senão naqueles especificamente indicados no lançamento. Teoria dos motivos determinantes. Recurso Voluntário Provido. O Auto de Infração foi lavrado em decorrência de revisão interna de DCTF, relativo à Cofins fins de suspensão da exigibilidade dos débitos declarados, conforme se vê do "Anexo I Demonstrativo dos Créditos Vinculados Não Confirmados", da coluna "ocorrência", que consigna “proc.jud. não comprovado”. lrresignada, a contribuinte apresentou impugnação, alegando, em preliminar, que o auto de infração é nulo por não conter a descrição dos fatos, apoiando o pleito em acórdãos dos Conselhos de Contribuintes. A PGFN argumenta que não houve alteração na motivação do lançamento e, mesmo que houvesse, qualquer novo fundamento suscitado pelo contribuinte não teria o condão de modificar a situação prática verificada no processo administrativo, pois o lançamento é uma imposição legal. Em resumo, nas contrarazões, a empresa repisa seus argumentos do recurso Voluntário, pugnando pela nulidade do lançamento, quer por desatendimento dos requisitos essenciais previstos no art. 10º do Decreto n° 70.235/72, quer pela compensação realizada com base em decisão judicial. É o relatório Voto O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade e deve ser admitido. Fl. 480DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 06/09/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13631.000287/200344 Acórdão n.º 9303002.432 CSRFT3 Fl. 405 3 Incontroverso o fato de que houve erro na descrição dos fatos que ensejou o lançamento. O processo judicial informado na DCTF, ao contrário do informado no auto de infração existia e assegurava o direito à realização das compensações efetuadas. O lançamento decorre da suposta inexistência de processo judicial informado como justificativa para a suspensão da exigibilidade dos débitos quitados por compensação autorizada em sede de tutela antecipada. Com efeito, no presente caso, houve inovação na matéria que foi objeto de apreciação nos autos. Foi trazida uma matéria jurídica não presente originariamente. Esse fato traz um inaceitável cerceamento ao direito de defesa. O contribuinte se defende dos fatos e não do direito. Assim, se houvesse mera modificação da fundamentação legal, não haveria que se falar em nulidade do lançamento, o que não ocorreu na presente lide. A descrição incorreta do fato motivador do lançamento ofendeu o art. 10ª, inciso III, do Decreto n° 70.235/72, que regula o Processo Administrativo Fiscal, verbis: "Art. 10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: III a descrição do fato; " (destaquei) Ao não descrever de forma correta o fato que ensejou a autuação, o Fisco deixou, também, de especificar corretamente a matéria tributável, de cuja essência se consubstanciaria o motivo do lançamento. A descrição correta dos fatos formam a motivação do lançamento, que significa a descrição dos motivos que ensejam o lançamento, que é responsável pela materialização da obrigação tributária, tornandose possível identificar os sujeitos da obrigação e quantificar o crédito. Com efeito, a motivação é um requisito formal do ato administrativo, que é o lançamento. Um vício de motivação não poderá ser sanado no decorrer do processo administrativo tributário, não restando outra alternativa, senão a nulidade do ato ( auto de infração). A lei processual tributária (Dec. 70.235/72 e Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011) é bem clara ao trazer como requisito do lançamento a descrição dos fatos. De fato houve uma afronta à legislação tributária e processual tributária que deve ensejar a anulação do auto de infração nos exatos termos do acórdão recorrido. Examinando situação semelhante a esta, a eminente Conselheira Maria Teresa Martinez López assim se manifestou (Acórdão n 2 20217.721, de 25/05/2006): "A ausência desses elementos ou de algum deles, inquestionavelmente, dá causa à nulidade do lançamento por defeito de estrutura e não apenas por um vício formal, caracterizado, pela inobservância de uma formalidade exterior ou extrínseca necessária para a correta configuração desse ato jurídico. Fl. 481DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 06/09/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 É lícito concluir que as investigações intentadas no sentido de determinar, aferir, precisar o fato que se pretendeu tributar anteriormente, revelamse incompatíveis com os estreitos limites dos procedimentos reservados ao saneamento do vício formal. Sob o pretexto de corrigir o vício formal detectado no auto de infração, não pode. Fisco intimar o contribuinte para apresentar informações, esclarecimentos, documentos etc. tendentes a apurar a matéria tributável. Se tais providências forem necessárias, significa que a obrigação tributária não estava definida e o vício apurado não seria apenas deforma, mas, sim, de estrutura ou da essência do ato praticado. Destarte, por meio da descrição dos fatos, revelamse os motivos que levaram à autuação. Não é necessário que a descrição seja extensa, bastando que se articule de modo preciso os elementos de fato e de direito que levaram o auditor ao convencimento de que a infração deve ser imputada à contribuinte. Ainda acerca da impossibilidade de aperfeiçoamento do lançamento, cabe acrescentar colação os acórdãos abaixo: "Acórdão n° 10320.074 (Rec. 118.581), sessão de 19/8/99. Ementa: É vedado à Autoridade Julgadora o aperfeiçoamento do lançamento em face da previsão legal atribuindo tal atividade à Autoridade Lançadora. Publicado no DOU de 8/10/99 n° 194E. Acórdão n° 10320.754 (Rec. 125.219), sessão de 17/10/01 (DOU de 12/12/01). Ementa: (.) IRPJ Inovação quanto ao Lançamento no Ato Decisório da Delegacia da Receita Federal de Julgamento Impossibilidade. 0 deverpoder de decidir conferido ao Delegado da Receita Federal de Julgamento está adstrito aos termos do lançamento efetuado pela autoridade fiscal, não lhe cabendo aperfeiçoálo ou transformálo de qualquer forma, sob pena de transposição de sua competência legal. CSSL Erro na Apuração da Base de cálculo Impossibilidade de Aperfeiçoamento por este órgão Julgador. Não tendo a autoridade lançadora obedecido aos preceitos legais para a fixação da base de cálculo da contribuição, não cabe a este órgão aperfeiçoar o lançamento, mas apenas afastar a exigência, diante do erro ocorrido. (.) Recurso conhecido e provido em parte. Acórdão n° 10706.463 (Rec. 127.319), sessão de 7/11/01. Ementa:Processo Administrativo Fiscal Auto de Infração. Não deve subsistir o Auto de Infra cão que não contenha exigências tributárias, nem mesmo relativas à redução no estoque de prejuízos a compensar. Se houve erro em sua lavratura não cabe ao órgão julgador o seu aperfeiçoamento." Do exposto, voto pelo não provimento do presente recurso, mantendose, na íntegra, a decisão do colegiado a quo. Fl. 482DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 06/09/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13631.000287/200344 Acórdão n.º 9303002.432 CSRFT3 Fl. 406 5 Rodrigo da Costa Possas Relator Fl. 483DF CARF MF Impresso em 26/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 06/09/2 013 por RODRIGO DA COSTA POSSAS, Assinado digitalmente em 19/09/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 13864.000308/2010-17
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - IRREGULARIDADE NO LANÇAMENTO- OCORRÊNCIA.
Tendo o fiscal autuante não demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram a autuação, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, há que se falar em nulidade da autuação.
Recurso de Ofício Negado
Numero da decisão: 2403-002.046
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. Ausente justificadamente o conselheiro Ivacir Julio de Souza.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Paulo Maurício Pinheiro Monteiro - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim.
Nome do relator: PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO
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Tendo o fiscal autuante não demonstrado de forma clara e precisa os fatos que suportaram a autuação, oportunizando ao contribuinte o direito de defesa e do contraditório, bem como em observância aos pressupostos formais e materiais do ato administrativo, nos termos da legislação de regência, especialmente artigo 142 do CTN, há que se falar em nulidade da autuação. Recurso de Ofício Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício. Ausente justificadamente o conselheiro Ivacir Julio de Souza. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Maria Anselma Coscrato dos Santos e Carolina Wanderley Landim. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 86 4. 00 03 08 /2 01 0- 17 Fl. 154DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de Recurso de Ofício apresentado contra Decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas SP, Acórdão nº 0534.918 9ª Turma, que julgou procedente a autuação por descumprimento de obrigação principal, AIOP – Auto de Infração de Obrigação Principal nº. 37.175.7525, às fls. 01, com valor consolidado de R$ 1.460.190,39. A partir do relatório da decisão de primeira instância: Nos termos do relatório fiscal que acompanha o AI nº 37.175.7525 (fls. 13 a 15), o presente lançamento foi efetuado para constituição do crédito relativo às contribuições sociais destinadas aos Terceiros (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, INCRA, SESC e SEBRAE), devidas pela SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE ILHABELA, nas competências de 01/2006 a 12/2007 (inclusive sobre o 13º salário de 2006 e 2007). Acrescenta, o mesmo relatório, que: i) não apresentou Ato Declaratório de Concessão de Isenção, mas que informou nas Guias de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social – GFIP como isenta das contribuições previdenciárias, mediante a utilização do código do FPAS nº 639; ii) as contribuições exigidas foram calculadas sobre as remunerações pagas aos segurados empregados, declaradas nas GFIP; iii) a situação descrita acima configura, em tese, crime, razão pela qual foi emitida Representação Fiscal para Fins Penais. Referido crédito, consolidado em 24082010, importa em R$ 1.460.190,39 (um milhão, quatrocentos e sessenta mil, cento e noventa reais e trinta e nove centavos); já incluídos aí os juros de mora e a multa automática incidentes sobre o débito originário. O período objeto do AIOP, conforme o Relatório Fiscal, é de 01/2006 a 12/2007. A Recorrente teve ciência do AIOP em 10.09.2010, conforme Aviso de recebimento – AR às fls. 01. Contra a autuação, a Recorrente apresentou impugnação tempestiva, conforme o relatório da decisão de primeira instância: Fl. 155DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13864.000308/201017 Acórdão n.º 2403002.046 S2C4T3 Fl. 213 3 é uma entidade filantrópica, pois não aufere lucro e seus dirigentes não têm remuneração; essa condição é reconhecida pelo município e pelo Ministério da Previdência e Assistência Social, conforme certificado emitido pelo CNAS; no período do lançamento estava em gozo da isenção, conforme comprova a Certidão emitida pela Secretaria Nacional de Justiça; estava de acordo a época do que dispunha o revogado artigo 55 da Lei nº 8.212/91; consoante julgados, uma vez sendo a entidade detentora de filantropia, é isenta de tributo, e tais provas são acostadas aos autos; pode se dizer que a entidade não recolheu os tributos citados nos autos, por ter a sua isenção garantida pela Carta Magna e, pelos documentos que se acosta. Houve solicitação do órgão julgador “a quo” para realização de Diligência Fiscal para a Fiscalização se manifestar acerca do cancelamento da isenção: Os autos foram baixados em diligência, na forma do Despacho nº 3.117 (fls. 226/228), para que a fiscalização se manifestasse acerca do cancelamento da isenção, ante as informações constantes dos arquivos desta Secretaria (“CONFILAN – CONSULTA À ENTIDADES FILANTRÓPICAS – INSS/CNAS”), como segue: Identificador: 50320605000138 ATO DECLARATÓRIO (...) Prot. INSS: 354410005919210 Dt.: 27/04/1992 (...) ISENÇÃO UDRP DATA No ATO Deferimento 21.037 10/10/1996 21.037/000/1996 (...) Na Diligência Fiscal, a Fiscalização assim se manifesta, conforme o Relatório da decisão de primeira instância: Pelo que o AuditorFiscal informa que durante a fiscalização foi solicitado a apresentação do Ato Declaratório de Concessão de Isenção e Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), entre outros documentos, mas que os mesmos não foram apresentados (fls. 229). Fl. 156DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Às fls. 232 consta o TERMO DE CONSTATAÇÃO FISCAL, expedido em 02062011, sob o seguinte contexto: Atendendo a Resolução 3.117 – 9ª Turma da DRJ/CPS, comunicamos que ... a fiscalização solicitou, no Termo de Início de Procedimento Fiscal, a apresentação do Ato Declaratório de Concessão de Isenção Previdenciária e Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEAS), entre outros documentos. Durante a fiscalização, a entidade não apresentou tais documentos, o que teve como conseqüência a lavratura do Auto de Infração. Conforme questionado na Resolução acima citada, informamos que, em consulta aos sistemas informatizados da Previdência social, constatamos que não houve Ato Cancelatório. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Campinas SP, emitiu o Acórdão nº 0534.918 9ª Turma, julgando improcedente a autuação e excluiu a multa aplicada, conforme a Ementa a seguir: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 ISENÇÃO. REQUERIMENTO DEFERIDO. FISCALIZAÇÃO. NÃO CUMPRIMENTO DE ALGUM REQUISITO. AUTO DE INFRAÇÃO. NULIDADE. Se constatado que a entidade, que goza da isenção das contribuições sociais/previdenciárias, deixa de atender a um dos requisitos exigidos, deve a fiscalização emitir Informação Fiscal, sob pena de nulidade do Auto de Infração lavrado. Na existência de vício dessa ordem, o julgador deverá invalidar o ato, independentemente de provocação do interessado. Impugnação Procedente Crédito Tributário Exonerado Acordam os membros da 9ª Turma de Julgamento, por maioria de votos, em considerar procedente a impugnação relativa ao AI Auto de Infração nº 37.175.7525 (processo nº 13864.000308/201017), exonerandose o crédito previdenciário por meio dele constituído, na forma do voto do Relator. Vencido o julgador AFRFB DEJAIR JOÃO DARCIE, que votou pela improcedência da impugnação e manutenção do lançamento. Recorrer de ofício desta decisão ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda, com base no inciso II do art. 25 e no inciso I do art. 34 do Decreto nº 70.235, de 6 31972, c/c o inciso I do art. 366 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 651999. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13864.000308/201017 Acórdão n.º 2403002.046 S2C4T3 Fl. 214 5 Posteriormente, o Recurso de Ofício foi encaminhado ao Conselho, para análise e decisão. É o Relatório. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Voto Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro , Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE O Recurso de Ofício foi interposto atendendo o limite de alçada conforme art. 1º, Portaria MF 03/2008: Art. 1ºO Presidente de Turma de Julgamento da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) recorrerá de ofício sempre que a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa, em valor total superior a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Parágrafo único. O valor da exoneração de que trata o caput deverá ser verificado por processo DO MÉRITO Analisemos. A decisão de primeira instância observa que a Fiscalização, ante a constatação que a entidade não atendia a um dos requisitos exigidos para a fruição do direito à isenção, de que trata o art. 55 da Lei nº 8.212/1991, deveria o Auditor emitir Informação Fiscal (IF), em conformidade com o § 1º do art. 233, IN 971/2009: Em que pese o art. 55 da Lei nº 8.212/1991 – que tratava da isenção das contribuições previdenciárias – tenha sido revogado pela Medida Provisória nº 446, de 07/11/2008, que foi convertida na Lei nº 12.101, de 12/11/2009 (...) Atualmente, os procedimentos relativos ao descumprimento dos requisitos exigidos para fruição da isenção – de que trata a Lei nº 12.101 de 27/11/2009, regulamentado pelo Decreto nº 7.237 de 20/07/2010 – encontramse disciplinados pela Instrução Normativa RFB nº 1.071, de 15 de setembro de 2010. Porém, o presente foi lavrado no início de setembro desse mesmo ano, isto é, alguns dias antes do advento dessa IN. Caso, portanto, da aplicação da IN 971/2009, que assim dispunha: Art. 233. A RFB verificará se a entidade beneficente de assistência social continua atendendo aos requisitos necessários à manutenção da isenção, previstos no art. 227. § 1º Constatado o nãocumprimento dos requisitos contidos no art. 227, o AFRFB emitirá Informação Fiscal (IF), na qual relatará os fatos, as circunstâncias que os envolveram Fl. 159DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13864.000308/201017 Acórdão n.º 2403002.046 S2C4T3 Fl. 215 7 e os fundamentos legais descumpridos, juntando as provas ou indicando onde essas possam ser obtidas. § 2º A entidade será cientificada do inteiro teor da IF e terá o prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da ciência, para apresentação de defesa, com a produção de provas ou não, que deverá ser protocolizada na unidade da RFB da jurisdição do seu estabelecimento matriz. § 3º Decorrido o prazo previsto no § 2º, sem manifestação da parte interessada, caberá à Delegacia ou Inspetoria da Receita Federal do Brasil decidir acerca da emissão do Ato Cancelatório de Isenção (AC). § 4º Caso a defesa seja apresentada, a Delegacia ou Inspetoria da Receita Federal do Brasil decidirá acerca da emissão ou não do Ato Cancelatório de Isenção (AC). § 5º Sendo emitido o Ato Cancelatório de Isenção, o mesmo deverá ser remetido à entidade interessada, juntamente com a decisão que lhe deu origem. § 6º A entidade perderá o direito de gozar da isenção das contribuições sociais a partir da data em que deixar de cumprir os requisitos contidos no art. 227, devendo essa data constar do Ato Cancelatório de Isenção. § 7º Cancelada a isenção, a entidade terá o prazo de 30 (trinta) dias contados da ciência da decisão e do Ato Cancelatório da Isenção para interpor recurso com efeito suspensivo à Segunda Seção do CARF. Destacamos Consoante o referido art. 227, o gozo da isenção requer o cumprimento, cumulativo, dos seguintes requisitos: Art. 227. Fica isenta das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 da Lei nº 8.212, de 1991, bem como das contribuições devidas a outras entidades ou fundos, a pessoa jurídica de direito privado constituída como Entidade Beneficente de Assistência Social (Ebas) que, cumulativamente comprove: I ser reconhecida como de utilidade pública federal; II ser reconhecida como de utilidade pública estadual ou do Distrito Federal ou municipal; III ser portadora do Registro e do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Ceas), fornecidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social, devendo o Ceas ser renovado a cada 3 (três) anos; IV promover a assistência social beneficente aos destinatários da política nacional de assistência social; Quer dizer, ante a constatação que a entidade não atendia a um dos requisitos exigidos para a fruição do direito à isenção, de que trata o art. 55 da Lei nº 8.212/1991, deveria o Auditor Fl. 160DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 8 emitir Informação Fiscal (IF), em conformidade com o § 1º do art. 233 acima transcrito. Quando, então, deveria cientificar a entidade, inclusive sobre a possibilidade de apresentação de defesa. Porém, não foi isso o que se verificou. Pois, a fiscalização justifica a lavratura do presente Auto de Infração mediante, tão somente, a informação de que a entidade não apresentou o Ato Declaratório de Concessão de Isenção. Pelo que a fiscalização justifica a lavratura do presente Auto de Infração, isto é, em sede de diligência, que ... solicitou, no Termo de Início de Procedimento Fiscal, a apresentação do Ato Declaratório de Concessão de Isenção Previdenciária e Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEAS), entre outros documentos. (...) Quer dizer, ante a constatação que a entidade não atendia a um dos requisitos exigidos para a fruição do direito à isenção, de que trata o art. 55 da Lei nº 8.212/1991, deveria o Auditor emitir Informação Fiscal (IF), em conformidade com o § 1º do art. 233 acima transcrito. Quando, então, deveria cientificar a entidade, inclusive sobre a possibilidade de apresentação de defesa. Porém, não foi isso o que se verificou. Pois, a fiscalização justifica a lavratura do presente Auto de Infração mediante, tão somente, a informação de que a entidade não apresentou o Ato Declaratório de Concessão de Isenção. Pelo que a fiscalização justifica a lavratura do presente Auto de Infração, isto é, em sede de diligência, que ... solicitou, no Termo de Início de Procedimento Fiscal, a apresentação do Ato Declaratório de Concessão de Isenção Previdenciária e Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEAS), entre outros documentos. Quanto ao Ato Declaratório, relativo à isenção das contribuições previdenciárias, temos que a solicitação desse documento é desnecessária, uma vez que nos registros desta Secretaria (“CONFILAN – CONSULTA À ENTIDADES FILANTRÓPICAS INSS/CNAS”) consta o deferimento do Requerimento de Isenção, isto é, em 10/10/1996, por intermédio do ato nº 21.037/000/1996, como acima demonstrado. Com efeito, o lançamento fiscal está motivado na não exibição do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEAS). Não se desconhece que tal Certificado se constitui num dos requisitos indispensáveis ao gozo da isenção das contribuições previdenciárias, isto é, durante a vigência do art. 55 da Lei nº 8.212, de 2471991. O fato é que tal isenção lhe foi deferida. E, que, portanto, diante da constatação de que a entidade deixou de atender a um daqueles requisitos, considerando que não houve a emissão do correspondente Ato Cancelatório, deveria a fiscalização, repetindo, ter emitido Informação Fiscal, na forma Fl. 161DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13864.000308/201017 Acórdão n.º 2403002.046 S2C4T3 Fl. 216 9 preconizada pelo § 1º do art. 233 acima transcrito, o que não se verificou. A seguir, a decisão de primeira instância declara a nulidade do AIOP: Resta caracterizado que o crédito tributário não foi constituído em conformidade com as determinações legais e normativas aplicáveis ao caso, razão pela qual voto pela nulidade do crédito constituído no presente Auto de Infração, sem o prejuízo de novo lançamento, evidentemente, sem o vício aqui cometido. Ora, em concordância com a decisão de primeira instância, evidentemente, o lançamento fiscal deve ser elaborado nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional, especialmente a verificação da efetiva ocorrência do fato gerador tributário, a matéria sujeita ao tributo, bem como o montante individualizado do tributo devido. De plano, o art. 142, CTN, estabelece que: “Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.” Outrossim, como o lançamento fiscal está motivado na não exibição do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEAS), neste sentido, correta a afirmação da decisão de primeira instância na qual ante a constatação de que a entidade não atendia a um dos requisitos exigidos para a fruição do direito à isenção, de que trata o art. 55 da Lei nº 8.212/1991, deveria o Auditor emitir Informação Fiscal (IF), em conformidade com o § 1º do art. 233, IN 971/2009. Ademais, não compete ao AuditorFiscal agir de forma discricionária no exercício de suas atribuições. Desta forma, em constatando a falta de recolhimento, face a ocorrência do fato gerador, cumprilhe lavrar de imediato a notificação fiscal de lançamento de débito de forma vinculada, constituindo o crédito previdenciário. O art. 243 do Decreto 3.048/99, assim dispõe neste sentido: Art.243. Constatada a falta de recolhimento de qualquer contribuição ou outra importância devida nos termos deste Regulamento, a fiscalização lavrará, de imediato, notificação fiscal de lançamento com discriminação clara e precisa dos fatos geradores, das contribuições devidas e dos períodos a que se referem, de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos competentes. Daí, como motivação e fundamentação são requisitos de validade do Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP, por ser um ato administrativo plenamente vinculado, isto enseja a que no presente AIOP se evidencie que a autuação não cumpriu Fl. 162DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 10 integralmente os limites legais dispostos no art. 142, CTN posto que a motivação na não exibição do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEAS) não está amparada na legislação previdenciária, conforme o exposto acima. Diante do exposto, não prospera o Recurso de Ofício. CONCLUSÃO Voto no sentido de CONHECER do Recurso de Ofício e NEGAR PROVIMENTO. É como voto. Paulo Maurício Pinheiro Monteiro Fl. 163DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/08/2013 por ANTONIA IRISMAR OLIVEIRA GUIMARAES, Assinado digitalmente em 12/09/2013 por PAULO MAURICIO PINHEIRO MONTEIRO, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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Numero do processo: 10920.002257/2007-52
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 31 00:00:00 UTC 2013
Ementa: null
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Numero da decisão: 3201-001.422
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora.
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
Mércia Helena Trajano D'Amorim- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Daniel Mariz Gudiño, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes.
Nome do relator: MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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CONCEITO DE INSUMOS. No regime da nãocumulatividade, são considerados insumos, para fins de creditamento de valores: aqueles utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda; as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; e os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. De acordo com o disposto nos arts. 13 e 15 da Lei nº 10.833, de 2003, não incide atualização monetária sobre créditos de COFINS e da Contribuição para o PIS/PASEP objeto de ressarcimento. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. JOEL MIYAZAKI Presidente. Mércia Helena Trajano D'Amorim Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 00 22 57 /2 00 7- 52 Fl. 763DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Mércia Helena Trajano D'Amorim, Daniel Mariz Gudiño, Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo e Luciano Lopes de Almeida Moraes. Relatório O interessado acima identificado recorre a este Conselho, de decisão proferida pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC. Por bem descrever os fatos ocorridos, até então, adoto o relatório da decisão recorrida, que transcrevo, a seguir: “Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento do montante de R$ 87.588,11, referente a créditos da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins nãocumulativa, decorrentes das operações da interessada com o mercado externo, relativos ao segundo trimestre de 2006. Na apreciação do pleito – Despacho Decisório, às folhas 621 a 628, manifestouse a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Joinville/SC por reconhecer parcialmente o direito creditório postulado, ao considerar o valor de R$ 74.434,03 como o saldo dos créditos da Cofins nãocumulativa, passível de ressarcimento – mercado externo ao final do segundo trimestre de 2006, após a dedução da contribuição apurada no mesmo trimestre. O deferimento apenas parcial do direito creditório, conforme Despacho Decisório, deuse em virtude da glosa dos seguintes créditos apurados pela contribuinte: bens/serviços utilizados como insumos: a autoridade fiscal excluiu da base de cálculo dos créditos as aquisições junto a pessoas físicas, transferências para industrialização, materiais de construção, aquisições que devam ser incorporadas ao ativo imobilizado e materiais de uso e consumo, conforme relaciona; despesas com energia elétrica consumida no estabelecimento da pessoa jurídica: a autoridade fiscal excluiu da base de cálculo dos créditos os valores destacados na fatura a título de COSIP, multas, correção monetária e juros de mora, conforme relação de faturas. Inconformada com o não deferimento integral de seu pleito, encaminhou a contribuinte a manifestação de inconformidade, às folhas 641 a 650, na qual, após a descrição dos fatos, solicita o restabelecimento do crédito pleiteado. No tópico denominado O Direito – Exclusão de aquisições de bens utilizados como insumos, a contribuinte alega que a autoridade fiscal excluiu da base de cálculo dos créditos da não cumulatividade as despesas com material de escritório, material de construção (para reparos na empresa), manutenção de veículos da administração e funilaria, equipamentos de proteção individual (exigidos por lei para que os funcionários exerçam as suas atividades), vestimentas (para os funcionários), alimentos (para os funcionários) e aquisições de outros itens que devam ser incorporados ao ativo imobilizado. Fl. 764DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10920.002257/200752 Acórdão n.º 3201001.422 S3C2T1 Fl. 764 3 A contribuinte afirma que as Leis nº 10.637/02 e 10.833/03 não vinculam a entrada da mercadoria ou serviço a sua posterior saída; exigem, apenas, que os bens e serviços sejam utilizados na atividade da empresa, ou seja, autorizam o abatimento de todos os gastos incorridos pelo sujeito passivo para tornar possível a realização da atividade empresarial, com exceção dos valores relativos à mãodeobra pagos à pessoa física e aqueles não sujeitos à incidência das contribuições. No segundo tópico – Transferências para industrialização, a contribuinte alega que as transferências para industrialização agregam os custos da empresa e são tributadas pelas contribuições nãocumulativas, devendose, portanto, incluir tais custos na base de cálculo do crédito. Ressalta a contribuinte que o objetivo do legislador, ao instituir o crédito das contribuições nãocumulativas foi o de desonerar as exportações. No último tópico das contestações – Da Selic, o sujeito passivo alega que os valores ressarcidos a título de crédito das contribuições nãocumulativas devem obrigatoriamente ser atualizados/corrigidos pela taxa Selic, nos termos do artigo 39, §4º da Lei nº 9.430/95. Argumenta a contribuinte que além do Decreto nº 2.138, de 29 de janeiro de 1997 ter equiparado/igualado os institutos do ressarcimento e da restituição, é entendimento pacífico na Câmara Superior de Recursos Fiscais que o ressarcimento nada mais é do que espécie do gênero restituição, devendo se submeter à incidência da taxa Selic. Em sua defesa a contribuinte cita julgados do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Regional Federal da Quarta Região.” O pleito foi indeferido, no julgamento de primeira instância, nos termos do acórdão DRJ/FNS no 0722.190, de 12/11/2010, proferida pelos membros da 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, cuja ementa dispõe, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2006 REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. CONCEITO DE INSUMOS. No regime da nãocumulatividade, só são considerados como insumos, para fins de creditamento de valores: aqueles utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda; as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; e os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. DESPESAS COM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO. SEM PREVISÃO LEGAL DE CREDITAMENTO. Despesas efetuadas com o fornecimento equipamentos de proteção aos empregados, adquiridos de outras pessoas jurídicas ou fornecido pela própria empresa, não geram direito à apuração de créditos a serem descontados da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, por não se enquadrarem no conceito de insumos aplicados, consumidos ou daqueles que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a Fl. 765DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI 4 perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida no processo de fabricação ou na produção de bens destinados à venda. REGIME DA NÃOCUMULATIVIDADE. TRANSFERÊNCIAS PARA INDUSTRIALIZAÇÃO ENTRE ESTABELECIMENTOS. As operações de transferência para industrialização entre estabelecimentos da empresa não podem ser consideradas para fins de apuração de créditos da contribuinte ao PIS/Pasep e da Cofins nãocumulativas, sob pena de se criarem créditos pela simples movimentação seqüencial de bens física e/ou documentalmente entre os diversos estabelecimentos da pessoa jurídica, sendo permitido o crédito somente na aquisição do bem, quando da entrega pelo fornecedor ao comprador em um de seus estabelecimentos. CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. VEDAÇÃO LEGAL. De acordo com o disposto nos arts. 13 e 15 da Lei nº 10.833, de 2003, não incide atualização monetária sobre créditos de COFINS e da Contribuição para o PIS/PASEP objeto de ressarcimento. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2006 DECISÃO ADMINISTRATIVA. MATÉRIA NÃO CONTESTADA. Consideramse definitivos os ajustes efetuados na base de cálculo dos créditos a descontar relativamente aos itens que não foram expressamente contestados. Manifestação de Inconformidade Improcedentee. Direito Creditório Não Reconhecido.” O julgamento foi no sentido de negar provimento à manifestação de inconformidade interposta pelo interessado. Regularmente cientificado do Acórdão proferido, o Contribuinte, tempestivamente, protocolizou o Recurso Voluntário, no qual, reproduz as razões de defesa constantes em sua peça impugnatória. Atentese, que no RV, a recorrente, apenas afirma que mantém a íntegra a manifestação de inconformidade. O processo digitalizado foi distribuído e encaminhado a esta Conselheira. É o relatório. Voto Conselheiro Mércia Helena Trajano D'Amorim O presente recurso é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade, razão por que dele tomo conhecimento. Trata o presente processo de inconformidade contra indeferimento de pedido de ressarcimento referente ao saldo credor de COFINS não cumulativo. A recorrente discorda da glosa, oriunda da tributação das receitas decorrentes das operações da interessada com o mercado externo, relativos ao segundo trimestre de 2006. Fl. 766DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10920.002257/200752 Acórdão n.º 3201001.422 S3C2T1 Fl. 765 5 A recorrenteMadeireira EK Ltda. atua no ramo industrial madeireiro, CNAE FISCAL 2021400 Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada ou aglomerada. De acordo com o despacho decisório, à fl. , como informado pelo responsável, conquanto possua áreas de plantio de madeira, adquire matériaprima — madeira e complementos —de terceiros, pessoas físicas e jurídicas. Para a análise do pedido de ressarcimento, foram apresentados pelo contribuinte, em atendimento às Intimações SAORT/DRF/J01 n.° 407 a 411/2006, 527 a 531/2006 e 613 a 617/2006, os seguintes documentos: Cópia simples das Notas Fiscais referentes a Operações de Entrada e Saida relacionadas nas intimações; alancetes mensais para demonstração das receitas e despesas declaradas nos DACON's; Demonstrativo dos Despachos de Exportações Diretas e Indiretas (via comercial exportadora) dos trimestres; Cópia do Contrato Social de Madeireira EK Ltda. Além dos arquivos digitais contendo a relação de Notas Fiscais de Entrada e de Saída referentes à totalidade das operações informadas nos respectivos Livros de Registro nos períodos em análise. Como visto na decisão a quo, a empresa não contesta a totalidade das glosas efetuadas pelo fisco, de modo que a análise se restringirá aos pontos de divergência. Ou seja, não contesta sobre as glosas relativas a aquisições de insumos junto a pessoas físicas e as despesas de energia elétrica, em nível de manifestação de inconformidade (matéria preclusa). Restando, a transferência entre estabelecimentos e outros itens, como: material para escritório, material para construção, vestimentas e alimentos. Pois bem, antes de adentrar sobre as glosas, os insumos foram conceituados, na sistemática "nãocumulatividade" para o PIS e para a Cofins respectivamente pelas Leis n.o 10.637/2002 e n.o 10.833/2003. Lei n.o 10.637/2002: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: [...] II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (grifouse) [...] Lei n.o 10.833/2003: Art. 3o Do valor apurado na forma do art. 2o a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: [...] II bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos Fl. 767DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI 6 destinados à venda, inclusive combustíveis e lubrificantes, exceto em relação ao pagamento de que trata o art. 2o da Lei no 10.485, de 3 de julho de 2002, devido pelo fabricante ou importador, ao concessionário, pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.03 e 87.04 da TIPI; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (grifouse) [...] A Receita Federal editou a Instrução Normativa SRF n.o 247/2002 e a Instrução Normativa SRF n.o 404/2004 que assim dispuseram: Instrução Normativa SRF n.o 247/2002: Art. 66. A pessoa jurídica que apura o PIS/Pasep não cumulativo com a alíquota prevista no art. 60 pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: I – das aquisições efetuadas no mês: a) de bens para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos nos incisos III e IV do art. 19; b) de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados como insumos: (Redação dada pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b.1) na fabricação de produtos destinados à venda; ou (Incluída pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b.2) na prestação de serviços; (Incluída pela IN SRF 358, de 09/09/2003) [..] § 5º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entende se como insumos: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) a) as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) II utilizados na prestação de serviços: (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) a) os bens aplicados ou consumidos na prestação de serviços, desde que não estejam incluídos no ativo imobilizado; e (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) Fl. 768DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10920.002257/200752 Acórdão n.º 3201001.422 S3C2T1 Fl. 766 7 b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na prestação do serviço. (Incluído pela IN SRF 358, de 09/09/2003) (grifouse) Instrução Normativa SRF n.o 404/2004: Art. 8º Do valor apurado na forma do art. 7º, a pessoa jurídica pode descontar créditos, determinados mediante a aplicação da mesma alíquota, sobre os valores: I das aquisições efetuadas no mês: a) de bens para revenda, exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos nos incisos III e IV do § 1º do art. 4º; b) de bens e serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes, utilizados como insumos: b.1) na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda; ou b.2) na prestação de serviços; [...] § 4º Para os efeitos da alínea "b" do inciso I do caput, entende se como insumos: I utilizados na fabricação ou produção de bens destinados à venda: a) a matériaprima, o produto intermediário, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto; II utilizados na prestação de serviços: a) os bens aplicados ou consumidos na prestação de serviços, desde que não estejam incluídos no ativo imobilizado; e b) os serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na prestação do serviço. (grifouse) As Instruções Normativas referidas utilizaramse de elementos da legislação do Imposto sobre Produtos IndustrializadosIPI para definir o que deva ser considerado insumo também na sistemática da nãocumulatividade do PIS e da COFINS. As contribuições PIS/COFINS não incide somente sobre produtos industrializados e nem sobre todos os ingressos de recursos no patrimônio da empresa. Incide sobre o ingresso que seja considerado receita. E a receita, por lei e nos termos da Fl. 769DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI 8 jurisprudência do STF, deve ser oriunda de compra e venda de mercadorias, prestação de serviços e das demais atividades empresarias, tais como a cessão onerosa e temporária de um bem ou direito ou a remuneração de um investimento. A nãocumulatividade do PIS e da COFINS deve estar relacionada com os custos incorridos pelo contribuinte para realizar os negócios jurídicos capazes de gerar a sua receita operacional – fato gerador e base de cálculo do PIS/COFINS. Daí é que a legislação do IPI, que faz referência apenas aos custos relativos à industrialização de bens (insumo como matéria prima, produtos intermediários e materiais de embalagem), não poderia abranger todos os insumos na sistemática do PIS e da COFINS. Pois bem, se as receitas submetidas a tais contribuições não são oriundas apenas de vendas de produtos industrializados, os conceitos encontrados no IPI não são suficientes, portanto, para abarcar todos os custos que poderiam gerar crédito. Pelo exposto, passam aos itens glosados. ITENS GLOSADOS No caso concreto, a empresa argumenta que a autoridade fiscal excluiu da base de cálculo dos créditos as transferências para industrialização, materiais de construção, aquisições que devam ser incorporadas ao ativo imobilizado e materiais de uso e consumo. Percebese que a recorrente ao alegar que a autoridade fiscal excluiu da base de cálculo dos créditos da nãocumulatividade as despesas com material de escritório, material de construção (para reparos na empresa), manutenção de veículos da administração e funilaria, equipamentos de proteção individual (exigidos por lei para que os funcionários exerçam as suas atividadesnão há glosa para este segundo trimestre), vestimentas (para os funcionários), alimentos (para os funcionários) e aquisições de outros itens que devam ser incorporados ao ativo imobilizado, fundamenta que as Leis nº 10.637/02 e 10.833/03 não vinculam a entrada da mercadoria ou serviço a sua posterior saída; exigem, apenas, que os bens e serviços sejam utilizados na atividade da empresa, ou seja, autorizam o abatimento de todos os gastos incorridos pelo sujeito passivo para tornar possível a realização da atividade empresarial. Diante da alegação da recorrente, somente são considerados insumos, no caso de pessoa jurídica dedicada a atividade industrial, bens que não estejam incluídos no ativo imobilizado e sofram alterações físicas em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. A ressalva quanto à não inclusão no ativo imobilizado, justificase pelo fato de que, uma vez ativado o bem, este deixará de ser considerado insumo, passando a gerar crédito com base na depreciação prevista pelo artigo 8o, inciso III, da Instrução Normativa SRF nº 404, de 2004. Assim sendo, as despesas com material de escritório, material de construção para reparo da empresa, manutenção de veículos da administração e funilaria, vestimentas e alimentos para os funcionários não se enquadram no conceito de insumos, uma vez que não sofrem alterações físicas em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ainda que não estejam incluídos no ativo imobilizado. Em relação aos equipamentos de proteção individual (material de segurança)EPI , não obstante defesa em fase de impugnação; não há glosa para o segundo trimestre de 2006. Quanto à Transferência para Industrialização Fl. 770DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI Processo nº 10920.002257/200752 Acórdão n.º 3201001.422 S3C2T1 Fl. 767 9 Alega a recorrente que as transferências para industrialização agregam os custos da empresa e são tributadas pelas contribuições nãocumulativas, devendose, portanto, incluir tais custos na base de cálculo do crédito. Ressalta que o objetivo do legislador, ao instituir o crédito das contribuições nãocumulativas foi o de desonerar as exportações. A recorrente computou na base de cálculo dos créditos as operações de transferência de matériaprima entre o estabelecimento matriz e sua filial, classificandoas nos CFOP's 1.151 (Transferência para industrialização ou produção rural) e 5.151 (Transferência de produção do estabelecimento). Em que pese serem comuns, tais operações não podem ser consideradas para fins de apuração de créditos de PIS/PASEP e Cofins nãocumulativos, sob pena de se criarem créditos pela simples movimentação seqüencial de bens — física e/ou documentalmente apenas — entre os diversos estabelecimentos da pessoa jurídica. As notas fiscais que respaldaram as operações descritas foram amostradas e glosadas. Em análise aos autos, verificase que a contribuinte computou na base de cálculo dos créditos as operações de transferência de matériaprima entre o estabelecimento matriz e sua filial, classificandoas nos CFOP´s 1.151 (transferência para industrialização ou produção rural) e 5.151 (transferência de produção do estabelecimento). Ocorre que, como fundamentou a autoridade fiscal, tais operações não podem ser consideradas para fins de apuração de créditos da contribuinte ao PIS/Pasep e da Cofins nãocumulativas, sob pena de se criarem créditos pela simples movimentação sequencial de bens – física e/ou documentalmente – entre os diversos estabelecimentos da pessoa jurídica, sendo permitido o crédito somente na aquisição do bem, quando da entrega pelo fornecedor ao comprador em um de seus estabelecimentos. Configurando, apenas, um mero deslocamento de mercadorias. Por fim, no tocante à aplicação da Taxa Selic sobre o crédito pretendido pela interessada, deve ser expressado que o crédito de COFINS e de PIS/PASEP no regime da nãocumulatividade não pode sofrer incidência de atualização monetária desde a data da constituição do mesmo, tendo em vista a existência de dispositivo legal expresso vedando tal pretensão, a teor do que dispõem os arts. 13 e 15 da Lei nº 10.833, de 2003, que trataram especificamente do assunto: Art. 13. O aproveitamento de crédito na forma do § 4º do art. 3º, do art. 4º e dos §§ 1º e 2º do art. 6º, bem como do § 2º e inciso II do § 4º e § 5º do art. 12, não ensejará atualização monetária ou incidência de juros sobre os respectivos valores. [...] Art. 15. Aplicase à contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa de que trata a Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, o disposto nos incisos I e II do § 3o do art. 1o, nos incisos VI, VII e IX do caput e nos §§ 1o, incisos II e III, 10 e 11 do art. 3o, nos §§ 3o e 4o do art. 6o, e nos arts. 7o, 8o, 10, incisos XI a XIV, e 13. Assim sendo, diante da vedação expressa da legislação, não há como proceder a atualização monetária do crédito. À vista do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Fl. 771DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI 10 Mércia Helena Trajano D'Amorim Relator Fl. 772DF CARF MF Impresso em 31/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 1 8/10/2013 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM, Assinado digitalmente em 30/10/2013 por JOEL MIYAZAKI
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Numero do processo: 10680.724380/2010-01
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2005
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. MULTA DE MORA.
Para caracterizar a denúncia espontânea o art. 138 do CTN exige a extinção do crédito tributário por meio de seu pagamento integral. Pagamento e compensação são formas distintas de extinção do crédito tributário. Não se afasta a exigência da multa de mora quando a extinção do crédito tributário confessado é efetuada por meio de declaração de compensação.
Recurso Voluntário Negado
Direito Creditório Não Reconhecido
Numero da decisão: 3301-002.002
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. Vencidos os conselheiros Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martínez López. A conselheira Fábia Regina Freitas declarou-se impedida.
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
Andrada Márcio Canuto Natal - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Fábia Regina Freitas e Andrada Márcio Canuto Natal.
Nome do relator: ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
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DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. MULTA DE MORA. Para caracterizar a denúncia espontânea o art. 138 do CTN exige a extinção do crédito tributário por meio de seu pagamento integral. Pagamento e compensação são formas distintas de extinção do crédito tributário. Não se afasta a exigência da multa de mora quando a extinção do crédito tributário confessado é efetuada por meio de declaração de compensação. Recurso Voluntário Negado Direito Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. Vencidos os conselheiros Antônio Lisboa Cardoso e Maria Teresa Martínez López. A conselheira Fábia Regina Freitas declarouse impedida. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. Andrada Márcio Canuto Natal Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Possas, Maria Teresa Martinez Lopez, José Adão Vitorino Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Fábia Regina Freitas e Andrada Márcio Canuto Natal. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 72 43 80 /2 01 0- 01 Fl. 174DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10680.724380/201001 Acórdão n.º 3301002.002 S3C3T1 Fl. 175 2 Relatório Por economia processual e por bem relatar os fatos adoto o relatório da DRJ/Belo HorizonteMG, abaixo transcrito: Contra a contribuinte precitada foi emitido o Despacho Decisório à fl. 39, por meio do qual foi parcialmente homologada a compensação efetuada por meio de PER/Dcomp. A homologação parcial foi motivada pela insuficiência do crédito utilizado para compensar integralmente os débitos informados. O crédito utilizado se refere a pagamento indevido ou a maior de PIS, código de receita 6912. A contribuinte declarou que pretende compensar referido crédito com débitos de débitos de PIS, código de receita 8109, relativos aos meses de dezembro de 2005 a fevereiro de 2006. Como enquadramento legal são citados os seguintes dispositivos: arts. 165 e 170 da Lei n.º 5.172, de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional – CTN) e art. 74 da Lei n.º 9.430, 27 de dezembro de 1996. Cientificada em 20/09/2010, fl. 69, em 20/10/2010 a interessada apresenta a manifestação de inconformidade às fls. 2 a 13, acompanhada dos documentos às fls. 14 a 68, alegando, em síntese, que a cobrança de multa de mora é indevida, posto que não houve ausências de recolhimento mas tão somente pagamento em modalidade distinta. Acrescenta que, ainda que assim não fosse, houve denúncia espontânea da infração nos termos do art. 138 do CTN, de modo que o débito merece ser cancelado. Ao longo de seu recurso, transcreve doutrina, jurisprudência e julgados administrativos que entende virem ao encontro de seus argumentos. Ao julgar referida manifestação de inconformidade a DRJ proferiu Acórdão cuja ementa, transcrevese abaixo: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 01/06/2005 COMPENSAÇÃO E ACRÉSCIMOS LEGAIS. A compensação total ou parcial de tributo administrado pela Receita Federal do Brasil deverá ser acompanhada da compensação, na mesma proporção, dos correspondentes acréscimos legais. Manifestação de Inconformidade Improcedente Sem Crédito em Litígio Nesta decisão, o julgador da DRJ esclarece em que situações são aplicáveis o instituto da denúncia espontânea previsto no art. 138, em face dos Atos Declaratórios PGFN nº 4 e 8/2011, nos casos da multa moratória, constatando que a situação dos presente autos não se configura em uma dessas hipóteses, pois o contribuinte já havia confessado anteriormente os débitos em DCTF. Fl. 175DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10680.724380/201001 Acórdão n.º 3301002.002 S3C3T1 Fl. 176 3 Não concordando com a citada decisão, o contribuinte apresentou recurso voluntário alegando em síntese os seguintes pontos: que no período de junho/2005 a recorrente apurou e recolheu o PIS/PASEP pela modalidade não cumulativa (código 6912); que em 03/10/2007, considerando o crédito (PIS/PASEP recolhido na modalidade não cumulativa), efetuou compensação com débitos do PIS/PASEP na modalidade cumulativa correspondente às competências de 12/2005, 01/2006 e 02/2006, por meio do PER/DCOMP nº 08853.38461.031007.1.7.041718; que a DRF/Belo Horizonte emitiu despacho decisório homologando parcialmente a compensação pleiteada, pois imputou aos débitos compensados multa por atraso no pagamento; que a DRJ/Belo Horizonte julgou improcedente a manifestação de inconformidade, uma vez que não considerou denúncia espontânea o procedimento realizado pela recorrente; que o que ocorreu na compensação foi, tão somente, uma realocação de pagamentos de PIS/PASEP (código 6912) e não um pagamento em atraso da contribuição a ensejar a aplicação da multa; que mesmo que se admita a incidência de multa sobre os débitos constituídos por recolhimento equivocado, esta deve ser afastada em face da denúncia espontânea; que o caso se encaixa perfeitamente no instituto da denúncia espontânea nos termos previstos no art. 138 do CTN; que o art. 138 estabelece somente dois requisitos para configuração da denúncia espontânea: a) o recolhimento ou depósito da importância principal acrescida de juros de mora e b) a inexistência de processo de fiscalização anterior ao pagamento; que não é correta a afirmação constante do acórdão recorrido de que os débitos de PIS/PASEP declarados já haviam sido confessados por meio de DCTF apresentada anteriormente, pois as DCTF retificadoras, com o aumento dos débitos de PIS/PASEP cumulativa, foram apresentadas em outubro de 2008 e janeiro de 2009, e o PER/DCOMP foi enviado em 03/10/2007, portanto em data anterior à confissão dos débitos na DCTF; por fim, argumenta que a situação dos presentes autos encaixase perfeitamente nos Atos Declaratórios PGFN nº 4 e 8/2011, sendo aplicável no caso a denúncia espontânea para afastar a incidência da multa moratória. Transcreve acórdãos do STJ a respeito da denúncia espontânea. É o relatório. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10680.724380/201001 Acórdão n.º 3301002.002 S3C3T1 Fl. 177 4 Voto Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal – Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos legais, por isto dele tomo conhecimento. No presente caso o que tem que ser verificado é se a situação fática apresentada nos autos encaixase no instituto da denúncia espontânea previsto no art. 138 do CTN em consonância com a Súmula STJ nº 360 e ainda verificado o disposto nos Atos Declaratórios PGFN nº 4 e 8/2011. Uma das razões pela qual a DRJ/Belo Horizonte julgou improcedente a manifestação de inconformidade, foi o fato apontado pelo relator do acórdão recorrido, de que o contribuinte já havia confessado os débitos objeto da compensação, por meio de DCTF, em data anterior à apresentação do PER/DCOMP, situação esta que já afastaria de plano a aplicação da Súmula STJ nº 360, pois de acordo com ela o benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos declarados pagos a destempo. Súmula STJ nº 360 O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo. No meu entender esta razão deve ser afastada, pois o contribuinte demonstra em seu recurso voluntário que efetivamente os débitos objeto do PER/DCOMP somente foram confessados em DCTF apresentadas em outubro/2008 e janeiro/2009 e, por sua vez, o PER/DCOMP foi apresentado em 03/10/2007. Assim indubitável concluir que a extinção do crédito tributário pela apresentação da compensação foi efetuada concomitantemente com sua confissão (neste caso, confessados por meio da apresentação do próprio PER/DCOMP). Também deve ser afastado o entendimento esposado pelo contribuinte que esta compensação foi somente uma forma de correção do pagamento efetuado por meio de DARF no código 6912 (PIS/PASEP nãocumulativo) com DARF do código 8109 (PIS/PASEP cumulativa). Este entendimento não pode prevalecer pois o DARF pago a maior (código 6912) referese ao PIS/PASEP do fato gerador de junho/2005 e os débitos compensados são de 12/2005, 01/2006 e 02/2006. Portanto não é uma mera correção de DARF e sim a utilização do procedimento de compensação em seus estritos termos. Quando da apresentação do PER/DCOMP, em 03/10/2007, os débitos compensados já estavam vencidos, sendo indubitável que o contribuinte os confessou nesta data. Assim há que se verificar, nesta situação, se é aplicável a denúncia espontânea prevista no art. 138 do CTN. Para se ter uma melhor visualização desta questão, transcrevo abaixo o teor dos Atos Declaratórios PGFN nº 4 e 8/2011 e também do art. 138 do CTN: Fl. 177DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10680.724380/201001 Acórdão n.º 3301002.002 S3C3T1 Fl. 178 5 Ato Declaratório PGFN nº 4/2011 DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “com relação às ações e decisões judiciais que fixem o entendimento no sentido da exclusão da multa moratória quando da configuração da denúncia espontânea, ao entendimento de que inexiste diferença entre multa moratória e multa punitiva , nos moldes do art. 138 do Código Tributário Nacional”. Ato Declaratório PGFN nº 8/2011 DECLARA que fica autorizada a dispensa de apresentação de contestação, de interposição de recursos e a desistência dos já interpostos, desde que inexista outro fundamento relevante: “nas ações judiciais que discutam a caracterização de denúncia espontânea na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), notificando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente”. Art. 138 do CTN Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração. No presente caso não resta dúvida de que a extinção do crédito tributário foi concomitante à sua confissão, porém a extinção se deu por meio de compensação e não por meio de pagamento, sendo que o instituto da denúncia espontânea exige o pagamento do tributo devido acompanhado dos juros de mora. Esta exigência advém de disposição expressa do art. 138 do CTN, não afastada pela Súmula STJ nº 360 e nem pelos citados atos declaratórios da PGFN. Pagamento e compensação são formas distintas de extinção do crédito tributário, pois para o pagamento a extinção do crédito tributário não está vinculado a nenhuma condição e o art. 74, § 2º da Lei nº 9.430/96 estabelece que a compensação extingue o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 10680.724380/201001 Acórdão n.º 3301002.002 S3C3T1 Fl. 179 6 Art. 156 do CTN Art. 156. Extinguem o crédito tributário: I o pagamento; II a compensação; (...) Art. 74 da Lei nº 9.430/96 Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) (...) Dessa forma, no caso de apresentação de declaração de compensação, sempre é devida a multa de mora. Isso ocorre por que a extinção do crédito tributário eficaz para caracterizar a denúncia espontânea não pode ser condicionada, por meio de declaração de compensação. Tanto é assim que, no caso de dúvidas sobre o montante devido, a legislação exige o depósito do montante arbitrado pela autoridade fiscal. Portanto, diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário. Andrada Márcio Canuto Natal – Relator. Fl. 179DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 30/ 09/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 15/10/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS
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Numero do processo: 11516.007026/2008-51
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2403-000.157
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 15 16 .0 07 02 6/ 20 08 -5 1 Fl. 221DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007026/200851 Resolução nº 2403000.157 S2C4T3 Fl. 3 2 Relatório Cuidase de Recurso Voluntário, interposto em face do Acórdão proferido pela DRJ de Florianópolis/SC, a qual julgou parcialmente procedente a impugnação apresentada para exonerar o crédito previdenciário de R$ 136.823,75, mantendose o montante de R$ 2.182.732,22 (dois milhões cento e oitenta e dois mil setecentos e trinta e dois reais e vinte e dois centavos). A presente autuação foi consubstanciada no DECBAD nº. 37.197.4992, cujo Relatório Fiscal (Fls. 07/10) evidencia os seguintes fatos: 6. No curso da ação fiscal, foi constatado que a empresa apresentou Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. 7. As contribuições não declaradas e os fatos que deram origem a seu lançamento encontramse detalhadamente descritos nos seguintes Autos de Infração, dos quais constam as descrições dos fatos que ensejaram o lançamento e os respectivos elementos de prova: 8. Os fatos narrados caracterizam infração ao disposto no art. 32, IV e § 5º da Lei nº 8.212, de 24/07/1991, acrescentado pela Lei nº 9.528, de 10/12/1997, combinado com o art. 225, IV e § 4º do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 06/05/1999. DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento efetuado, a empresa contestou a autuação fiscal por meio do instrumento de fls. 44/65. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007026/200851 Resolução nº 2403000.157 S2C4T3 Fl. 4 3 DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da então Impugnante, a 5ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em Florianópolis/SC, DRJ/FNS, prolatou o Acórdão n° 07 29/573 (Fls. 157/173), julgando a impugnação parcialmente procedente para exonerar o crédito previdenciário relativo à competências que se encontravam decadentes, mantendose, contudo, os demais valores anteriormente mencionados no relatório. Segue ementa: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 GFIP. OMISSÃO DE FATOS GERADORES. Constitui infração à legislação previdenciária apresentar Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP), com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. MULTA. CONFISCO. INOCORRÊNCIA. O princípio da vedação ao confisco é dirigido ao legislador e não às autoridades tributárias, as quais compete exclusivamente a aplicação da legislação tributária. Autuação lavrada de acordo com a legislação previdenciária não caracteriza confisco. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE Nº 8. Declarada a inconstitucionalidade do artigo 45 da Lei nº 8.212/91, com a edição da Súmula Vinculante nº 8 pelo Supremo Tribunal Federal, o prazo decadencial das contribuições previdenciárias passa a ser regido pelo Código Tributário Nacional. DOLO OU CULPA. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL (MPF). NULIDADE. INOCORRÊNCIA. O MPF é mero instrumento interno de planejamento e controle das atividades e procedimentos da auditoria fiscal. Verificandose nos autos a regular ciência e prorrogação do MPF, não há que se falar em nulidade do procedimento fiscal. ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. LIMITES DE COMPETÊNCIA DAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS. As autoridades administrativas estão obrigadas à observância da legislação tributária vigente, sendo incompetentes para a apreciação de arguições de inconstitucionalidade e ilegalidade. PROVAS. MOMENTO PARA APRESENTAÇÃO. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007026/200851 Resolução nº 2403000.157 S2C4T3 Fl. 5 4 O prazo para apresentação de provas no processo administrativo fiscal coincide com o prazo de que o contribuinte dispõe para impugnar o lançamento, sob pena de preclusão, salvo se comprovada alguma das hipóteses autorizadoras para juntada de documentos após esse prazo. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2003 a 31/12/2007 MULTA EM LANÇAMENTO DE OFÍCIO. LEI NOVA. RETROATIVIDADE BENIGNA. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 449/2008. ARTIGO 106 DO CTN. São aplicáveis às multas nos lançamentos de ofício, quando benéficas, as disposições da novel legislação. APLICAÇÃO DA PENALIDADE. RETROATIVIDADE BENÉFICA. No momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte, o valor das multas aplicadas será analisado e os lançamentos, se necessário, serão retificados, para fins de aplicação da penalidade mais benéfica. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte DO RECURSO Irresignado, o contribuinte interpôs Recurso Voluntário, fls. 177/209, alegando, em síntese, a não legalidade dos procedimentos adotados pela empresa, bem como a aplicação mais benéfica da multa de mora e impossibilidade de cobrança de contribuição previdenciária sobre contribuinte individuais. É o relatório. Fl. 224DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 11516.007026/200851 Resolução nº 2403000.157 S2C4T3 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme registro de fl. 220, o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DO MÉRITO DA MULTA APLICADA Cuidase o presente Auto de Infração acerca de imputação de multa por descumprimento de obrigação acessória, nos termos do art. 32, V, da Lei nº. 8.212/91, com a redação vigente à época do fato gerador, in verbis: Conforme consigna o item 7 do Relatório Fiscal, fl. 08, as contribuições não informadas em GFIP estão sendo discutidas nos Autos de Infração de Obrigação Principal DEBCAD’s 37.151.0007, 37.151.0015 (Processo 11516.007019/200859) e 37.151.0066 (Processo 11516.007024/200861), de modo que a presente autuação encontrase diretamente relacionada aos resultados daquelas. Considerando que apenas dois dos referidos processos foram sorteados e distribuídos à minha relatoria, bem como estão postos em julgamento na mesma sessão do presente processo, e firmandome pelo entendimento de que naqueles devese dar provimento a um e parcial a outro, fato que influenciará sobremaneira no julgamento, considero prudente analisar também o outro. Ademais, será necessário fazer o recálculo da multa, não só pelo fato de ter havido exoneração dos crédito apurados pela DRJ, como também pelo errôneo comparativo realizado. Por fim, por estar este levantamento atrelado à sorte do julgamento de outro processo, consubstanciado no DEBCAD 37.151.0007, que a mim não foi distribuído, entendo que devem os autos serem baixados em diligência para que seja realizada a busca por este processo para que se possa realizar o julgamento da causa. CONCLUSÃO Diante do exposto, voto por baixar os autos em diligência para a que secretaria desta Câmara localize o processo consubstanciado no DEBCAD 37.151.0007, e apenseo à presente autuação para que apenas assim, haja o julgamento do presente processo. Marcelo Magalhães Peixoto Relator Fl. 225DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 17/09 /2013 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 03/10/2013 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 10730.907138/2009-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Oct 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/06/2005 a 30/06/2005
DCOMP. PEDIDO DE CANCELAMENTO.MUDANÇA DE PEDIDO. IMPOSSIBILDIADE.
Não cabe a este Conselho debater pedidos de cancelamento de PER/DCOMP, bem como não é possível inovar na argumentação quando da apresentação de recurso voluntário, para debater questões até então não debatidas, sob pena de violação do duplo grau de jurisdição e do próprio PAF.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 3201-001.454
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
JOEL MIYAZAKI Presidente
LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES - Relator.
EDITADO EM: 09/10/2013
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Carlos Alberto Nascimento, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Mércia Helena Trajano Dámorin. Ausente momentaneamente o conselheiro Daniel Mariz Gudiño.
Nome do relator: LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/06/2005 a 30/06/2005 DCOMP. PEDIDO DE CANCELAMENTO.MUDANÇA DE PEDIDO. IMPOSSIBILDIADE. Não cabe a este Conselho debater pedidos de cancelamento de PER/DCOMP, bem como não é possível inovar na argumentação quando da apresentação de recurso voluntário, para debater questões até então não debatidas, sob pena de violação do duplo grau de jurisdição e do próprio PAF. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
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PERLINGEIRO DE MELL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2005 a 30/06/2005 DCOMP. PEDIDO DE CANCELAMENTO.MUDANÇA DE PEDIDO. IMPOSSIBILDIADE. Não cabe a este Conselho debater pedidos de cancelamento de PER/DCOMP, bem como não é possível inovar na argumentação quando da apresentação de recurso voluntário, para debater questões até então não debatidas, sob pena de violação do duplo grau de jurisdição e do próprio PAF. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. JOEL MIYAZAKI – Presidente Luciano Lopes de Almeida Moraes Relator. EDITADO EM: 09/10/2013 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Carlos Alberto Nascimento, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Mércia Helena Trajano Dámorin. Ausente momentaneamente o conselheiro Daniel Mariz Gudiño. 1 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 73 0. 90 71 38 /2 00 9- 97 Fl. 182DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 182 Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: Trata o presente processo de compensação declarada no PER/DCOMP nº 18625.66326.120805.1.3.049003, em 12/08/2005, de crédito no valor de R$ 374,90, referente a recolhimento que teria sido efetuado a maior, em 08/07/2005, a título de Cofins, atinente ao período de apuração 06/2005, com débito de Cofins referente ao período 17/2005, no valor de R$ 374,90. Por meio do Despacho Decisório nº 842586124, emitido eletronicamente (fl. 08), o Delegado da DRF Niterói, não homologou a compensação declarada, alegando a inexistência do crédito informado, em virtude de o pagamento do qual seria oriundo já ter sido integralmente utilizado para quitar outro(s) débito(s) da Contribuinte. Cientificada, a Interessada, ingressou, em 09/07/2009, com a manifestação de fl. 01, na qual argúi a exclusão dos arquivos da RFB da sua PER/DCOMP nº 18625.66326.120805.1.3.049003, processo nº 10730.907138/200997, por a mesma ter sido entregue indevidamente. Na decisão de primeira instância, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento do Rio de Janeiro/RJ não conheceu da defesa apresentada, conforme decisão DRJ/RJ2 n.º 36.357, de 27/07/2011: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/06/2005 a 30/06/2005 DCOMP. PEDIDO DE CANCELAMENTO. APRECIAÇÃO. COMPETÊNCIA. Não se inclui dentre as atribuições das turmas das DRJ a apreciação de pedido de cancelamento de PER/DCOMP. Não é de ser conhecida a manifestação de inconformidade, cuja matéria a ser apreciada se restrinja ao referido pedido. Manifestação Impugnação Não Conhecida. Cientificado o contribuinte, apresenta recurso voluntário. É o relatório. 2 Fl. 183DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 182 Voto Conselheiro Luciano Lopes de Almeida Moraes, Relator O recurso é tempestivo e dele tomo conhecimento. Como bem se verifica do processo, a recorrente, em sua primeira defesa, requereu expressamente a exclusão dos arquivos da RFB de PER/DCOMP enviada irregularmente. Em face desta situação, a decisão proferida pela DRJ foi de não conhecer da manifestação de inconformidade, em face de sua incompetência legal para tal análise. Ingressado com recurso voluntário, a recorrente inova, trazendo novos debates e requerendo, novamente, a exclusão das declarações enviadas, em face de erro. Infelizmente, esta Corte, assim como a DRJ, não possui competência para analisar e julgar pedidos de cancelamento de declarações enviadas pelos contribuintes. Ainda, não poderia este Conselho se manifestar sobre questões até então não debatidas, sob pena de violação do duplo grau de jurisdição e do próprio PAF. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário, prejudicados os demais argumentos. Sala das Sessões, em 26 de setembro de 2013. Luciano Lopes de Almeida Moraes 3 Fl. 184DF CARF MF Impresso em 15/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORAES, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 09/10/2013 por LUCIANO LOPES DE ALMEIDA MORA ES
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Numero do processo: 10882.902850/2008-85
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2004
PER/DCOMP. MODIFICAÇÃO DO OBJETO DO PLEITO. INADMISSIBILIDADE.
O pedido de compensação delimita a amplitude de exame do direito creditório alegado pelo sujeito passivo quanto ao preenchimento dos requisitos de liquidez e de certeza necessários à extinção de créditos tributários. Instaurado o contencioso, não se admite que o contribuinte altere o pedido mediante a modificação do direito creditório aduzido na declaração de compensação.
DCTF. RETIFICAÇÃO DE DÉBITOS QUANDO O CONTRIBUINTE JÁ NÃO MAIS SE ENCONTRAVA AMPARADO PELA ESPONTANEIDADE. NECESSIDADE DE APRESENTAÇÃO DE PROVAS QUE ALICERCEM A RETIFICAÇÃO.
A retificação de DCTF para reduzir créditos tributários originariamente declarados requer a apresentação de prova do erro, sob pena do não acolhimento da retificação e do conseqüente não reconhecimento do direito creditório aduzido pelo sujeito passivo.
Recurso voluntário negado, uma vez não comprovadas a liquidez e a certeza do crédito necessárias à liquidação de débitos tributários por compensação.
Numero da decisão: 3802-001.879
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente
(assinado digitalmente)
Francisco José Barroso Rios - Relator
Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira e Paulo Sérgio Celani.
Nome do relator: FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2004 PER/DCOMP. MODIFICAÇÃO DO OBJETO DO PLEITO. INADMISSIBILIDADE. O pedido de compensação delimita a amplitude de exame do direito creditório alegado pelo sujeito passivo quanto ao preenchimento dos requisitos de liquidez e de certeza necessários à extinção de créditos tributários. Instaurado o contencioso, não se admite que o contribuinte altere o pedido mediante a modificação do direito creditório aduzido na declaração de compensação. DCTF. RETIFICAÇÃO DE DÉBITOS QUANDO O CONTRIBUINTE JÁ NÃO MAIS SE ENCONTRAVA AMPARADO PELA ESPONTANEIDADE. NECESSIDADE DE APRESENTAÇÃO DE PROVAS QUE ALICERCEM A RETIFICAÇÃO. A retificação de DCTF para reduzir créditos tributários originariamente declarados requer a apresentação de prova do erro, sob pena do não acolhimento da retificação e do conseqüente não reconhecimento do direito creditório aduzido pelo sujeito passivo. Recurso voluntário negado, uma vez não comprovadas a liquidez e a certeza do crédito necessárias à liquidação de débitos tributários por compensação.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda - Presidente (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios - Relator Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira e Paulo Sérgio Celani.
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Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2004 PER/DCOMP. MODIFICAÇÃO DO OBJETO DO PLEITO. INADMISSIBILIDADE. O pedido de compensação delimita a amplitude de exame do direito creditório alegado pelo sujeito passivo quanto ao preenchimento dos requisitos de liquidez e de certeza necessários à extinção de créditos tributários. Instaurado o contencioso, não se admite que o contribuinte altere o pedido mediante a modificação do direito creditório aduzido na declaração de compensação. DCTF. RETIFICAÇÃO DE DÉBITOS QUANDO O CONTRIBUINTE JÁ NÃO MAIS SE ENCONTRAVA AMPARADO PELA ESPONTANEIDADE. NECESSIDADE DE APRESENTAÇÃO DE PROVAS QUE ALICERCEM A RETIFICAÇÃO. A retificação de DCTF para reduzir créditos tributários originariamente declarados requer a apresentação de prova do erro, sob pena do não acolhimento da retificação e do conseqüente não reconhecimento do direito creditório aduzido pelo sujeito passivo. Recurso voluntário negado, uma vez não comprovadas a liquidez e a certeza do crédito necessárias à liquidação de débitos tributários por compensação. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 2. 90 28 50 /2 00 8- 85 Fl. 70DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A 2 (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira e Paulo Sérgio Celani. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 3a Turma da DRJ Campinas (fls. 26/30 da cópia digitalizada do processo), a qual, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade formalizada pela recorrente, nos termos do acórdão assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2004 DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por insuficiência de direito creditório, tendo em vista a não localização do recolhimento alegado como origem do crédito. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Ausentes as provas ou faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior, o direito creditório não pode ser admitido.. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A recorrente apresentou manifestação de inconformidade contra Despacho Decisório que não homologou Declaração de Compensação eletrônica diante da não confirmação do crédito informado, “[...] pois o DARF [...] discriminado no PER/DCOMP não foi localizado nos sistemas da Receita Federal”. Alegou a interessada haver incorrido em equívoco ao preencher sua declaração de compensação, já que, no campo destinado a informar os dados relativos ao documento de arrecadação (DARF) – origem do crédito – , anotou indevidamente o valor a ser compensado. Ressaltou ainda que efetuou recolhimento a maior, fazendo jus à homologação da compensação em vista da existência do crédito reivindicado. Posteriormente, a interessada protocolizou a juntada de DCTF retificadora, a qual, segundo alega, comprovaria a legitimidade do crédito requerido. A ciência da decisão que manteve a exigência formalizada contra a recorrente ocorreu em 22/03/2011(fls. 31). Inconformada, a mesma apresentou, em 20/04/2011, o recurso voluntário de fls. 32/39, onde reitera o equívoco cometido e defende ser factível a retificação da DCOMP, a pedido ou de ofício, com fulcro na busca da verdade material. Fl. 71DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10882.902850/200885 Acórdão n.º 3802001.879 S3TE02 Fl. 71 3 Em relação à DCTF retificadora, ressalta que esta, associada às informações contidas no banco de dados da Receita Federal, notadamente inerentes à DIPJ, seriam suficientes para a comprovação do direito creditório aduzido. Ressalta ainda que, em casos análogos, a mesma DRJ Campinas entendeu por reconhecer o direito creditório decorrente do pagamento a maior ou indevido diante de erro de fato na informação prestada pelo contribuinte relativa a DARF em que se alicerçou o crédito. Acosta aos autos cópias dos acórdãos que, entende, corroboram sua tese. Por todo o exposto, requer seja dado provimento ao seu recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco José Barroso Rios A ciência da decisão recorrida se deu em 22/03/2011 (fls. 31). Por sua vez, o recurso voluntário foi apresentado em 20/04/2011, tempestivamente, portanto. Ademais, o recurso preenche aos demais requisitos formais e materiais de admissibilidade, devendo, pois, ser conhecido. Conforme relatado, vêse que a recorrente, na prática, busca alterar o objeto de análise do pleito mediante a retificação do aduzido direito creditório declarado na DCOMP. Primeiramente, como bem ressaltado pela instância a quo, releva registrar que a contribuinte, ainda antes da emissão do despacho decisório, foi intimada a retificar as informações sobre o documento de arrecadação informado na DCOMP (v. fls. 24), sob pena de não homologação de sua compensação. No referido documento consta que o DARF indicado como fonte do crédito “[...] não foi localizado nos Sistemas da Secretaria da Receita Federal”, e ainda, que o contribuinte poderia “[...] transmitir PER/DCOMP retificador” ou comparecer “[...] à unidade da Secretaria da Receita Federal de sua jurisdição com esta intimação e o(s) DARF original(is), no prazo indicado”. Todavia, nenhuma providência foi tomada pelo sujeito passivo, o qual somente depois de instaurado o litígio busca alterar o objeto do pleito voltado a extinguir créditos tributários mediante compensação, o que não se pode admitir. Com efeito, o pedido de compensação delimita a amplitude de exame do direito creditório alegado pelo sujeito passivo quanto ao preenchimento dos requisitos de liquidez e de certeza necessários à extinção de créditos tributários. Instaurado o contencioso, não pode o contribuinte alterar o pedido mediante a modificação do direito creditório aduzido na declaração de compensação, posto que tal procedimento representaria verdadeira inovação do objeto do pleito, com conseqüências que poderiam envolver a usurpação da competência da autoridade responsável pela análise da matéria, o que ocorreria acaso a instância julgadora se manifestasse sobre a legitimidade de crédito tributário não arguido junto à autoridade responsável pelo exame. A aceitação da mudança de objeto do pedido uma vez instaurado o litígio violaria os princípios do contraditório e da estabilidade da demanda. Fl. 72DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A 4 Cumpre destacar que a modificação do pedido apresenta grandes limitações no direito processual como um todo, como se vislumbra do disposto no artigo 264 do CPC, abaixo reproduzido: Art. 264. Feita a citação, é defeso ao autor modificar o pedido ou a causa de pedir, sem o consentimento do réu, mantendose as mesmas partes, salvo as substituições permitidas por lei.(Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º.10.1973) Parágrafo único. A alteração do pedido ou da causa de pedir em nenhuma hipótese será permitida após o saneamento do processo. (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º.10.1973) Ainda que fosse admitida a possibilidade de alteração dos créditos declarados na DCOMP na fase do contencioso, tal não seria suficiente para redundar em um reconhecimento de direito creditório favoravelmente ao sujeito passivo, já que a retificação da DCTF apresentada pela interessada se deu de forma intempestiva, e não foi acostada aos autos nenhuma prova que pudesse levar ao reconhecimento do direito reclamado. Com efeito, constatase, às fls. 12 do processo eletrônico, que a DCTF retificadora só foi transmitida em 25/02/2009, ou seja, posteriormente à ciência do despacho decisório que cientificou a interessada da não homologação de sua compensação, ciência esta que se deu em 22/08/2008, conforme fls. 22 da cópia digitalizada do processo. À época da retificação da DCTF vigorava a IN RFB no 903, de 30/12/2008, onde está consignado que a DCTF retificadora tem a “[...] mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente [...]” (ver artigo 11, § 1º). A retificação automática somente não produziria efeitos nos casos em que os saldos a pagar ou os valores apurados em procedimentos de auditoria interna já tivessem sido enviados à PGFN para inscrição em dívida ativa, ou ainda, acaso a pessoa jurídica já tivesse sido intimada do início de procedimento fiscal, ou seja, quando já não mais resguardada pela espontaneidade, como no caso presente, já que a empresa fora notificada do indeferimento de seu pleito. Reproduzo, abaixo, o mencionado artigo 11 da IN RFB no 903, de 2008, onde estão destacados os dispositivos relevantes para a solução da lide: Art. 11. A alteração das informações prestadas em DCTF será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada. § 1º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. § 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto alterar os débitos relativos a impostos e contribuições: I cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos; II cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTF, sobre pagamento, parcelamento, compensação ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à PGFN para inscrição em DAU; ou III em relação aos quais a pessoa jurídica tenha sido intimada de início de procedimento fiscal. Fl. 73DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10882.902850/200885 Acórdão n.º 3802001.879 S3TE02 Fl. 72 5 § 3º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em alteração do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração. § 4º Na hipótese do inciso III do § 2º, havendo recolhimento anterior ao início do procedimento fiscal, em valor superior ao declarado, a pessoa jurídica poderá apresentar declaração retificadora, em atendimento a intimação fiscal e nos termos desta, para sanar erro de fato, sem prejuízo das penalidades calculadas na forma do art. 9º. § 5º A pessoa jurídica que apresentar declaração retificadora, relativa ao anocalendário utilizado como referência para o enquadramento no disposto no art. 3º, nos casos em que a retificação implicar seu desenquadramento dessa condição, poderá pedir dispensa de apresentação da DCTF Mensal. § 6º O pedido de dispensa de que trata o § 5º será formalizado, mediante processo administrativo, perante a unidade da RFB do domicílio tributário da pessoa jurídica. § 7º Em caso de deferimento do pedido de que trata o § 5º, a pessoa jurídica estará dispensada da apresentação da DCTF Mensal a partir do ano calendário em que ocorreu o enquadramento com base na declaração retificada, desde que não se enquadre, novamente, na condição de obrigada à DCTF Mensal. § 8º A pessoa jurídica que apresentar DCTF retificadora, alterando valores que tenham sido informados: I na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), deverá apresentar, também, DIPJ retificadora; e II no Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon), deverá apresentar, também, Dacon retificador. § 9º A retificação de declarações, cuja alteração de valores resulte no enquadramento da pessoa jurídica segundo as hipóteses do art. 3º, obriga a apresentação da DCTF Mensal desde o início do anocalendário a que estaria obrigada com base na declaração retificada, sendo devidas as multas pelo atraso na entrega das DCTF Mensais relativas ao período considerado, calculadas na forma do art. 9º. § 10. A retificação de DCTF não será admitida quando resultar em alteração da periodicidade, mensal ou semestral, de declaração anteriormente apresentada. Além de ter apresentado DCTF retificadora depois de notificada da não homologação da compensação pleiteada, a reclamante, como já dito, não apresentou nenhuma prova do suposto direito creditório, isso mesmo ciente da necessidade de comprovar a liquidez e a certeza do crédito. A interessada, portanto, ficou inteiramente ciente das razões que levaram ao indeferimento de seu pedido e comparece agora, novamente, sem apresentar a prova do crédito alegado, cujo ônus é da própria recorrente, e não do Fisco, como alega. Não custa lembrar que a compensação, como uma das formas de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A 6 Assim, a certeza e a liquidez do direito creditório alegado deverá ser cabalmente demonstrada pela interessada na extinção do crédito tributário mediante compensação. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito não poderia redundar na extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação. Da Conclusão Portanto, e considerando: a) que o sujeito passivo, mesmo tendo sido intimado da não localização, nos sistemas da Receita Federal, do DARF informado na DCOMP, não procedeu à retificação da aludida declaração; b) que a lide tem como delimitação o crédito aduzido pelo sujeito passivo, não se admitindo a mudança do objeto do pleito quando já instaurado o contencioso; c) que a DCTF retificadora foi transmitida quando a recorrente não mais se encontrava resguardada pela espontaneidade; e, d) que não há, nos autos, nenhuma documentação minimamente suficiente à demonstração de direito creditório favoravelmente ao sujeito passivo, condição obrigatória à liquidação de débitos tributários por compensação; voto para negar provimento ao recurso voluntário interposto pela interessada. Sala de Sessões, em 23 de julho de 2013. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Fl. 75DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 30/ 07/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 13/09/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A
score : 1.0
Numero do processo: 10950.002987/2006-15
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Jun 26 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Ano-calendário: 2001, 2002
MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. EVIDENTE INTUITO DE FRAUDE.
Evidencia-se como procedente a aplicação da multa qualificada; já que o contribuinte manteve recursos em conta corrente no exterior, não declarada, realizou operações de Câmbio não autorizadas e, ainda, tenta justificar aqueles recursos corno originários de rendimentos de terras situadas no exterior que herdou, e que também não constam da declaração de bens entregue.
Recurso especial provido.
Numero da decisão: 9202-002.181
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Turma da Câmara Superior de Recursos
FISCAIS, por maioria de votos, dar provimento ao recurso. Vencidos os Conselheiros Susy Gomes Hoffmann (Relatora), Gonçalo Bonet Allage, Marcelo Oliveira e Pedro Anan Junior. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Elias Sampaio Freire.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Ac.Patrim.Descoberto/Sinais Ext.Riqueza
Nome do relator: Susy Gomes Hoffmann
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VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por FABIANA FERREIRA MEIRELES Fl. 2DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por FABIANA FERREIRA MEIRELES Fl. 3DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por FABIANA FERREIRA MEIRELES Fl. 4DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por FABIANA FERREIRA MEIRELES Fl. 5DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por MARIA MADALENA SILVA - VERSO EM BRANCO EX CL UÍ DO Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2012 por FABIANA FERREIRA MEIRELES Fl. 6DF CARF MF Impresso em 22/10/2013 por MARIA MADALENA SILVA - 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score : 1.0
Numero do processo: 10865.908867/2009-35
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 30/06/2004
PIS. COMPENSAÇÃO. RECURSO QUE TRATA DE MATÉRIA ESTRANHA AO PROCESSO. NÃO CONHECIMENTO.
O recurso deve demonstrar de maneira clara e objetiva o equívoco da decisão singular, destacando o desacerto no raciocínio fático, lógico e jurídico desenvolvido por seu prolator. Se o Recorrente apresenta matéria estranha ao processo, sem impugnar os fundamentos postos na decisão, não deve ser conhecido o recurso, por padecer de regularidade formal, um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal, nos termos do art. 514, inc. II, do CPC.
Recurso Voluntário não conhecido.
Numero da decisão: 3801-002.148
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Raquel Motta Brandão Minatel, Paulo Antonio Caliendo Velloso as Silveira, Neudson Cavalcante Albuquerque e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 30/06/2004 PIS. COMPENSAÇÃO. RECURSO QUE TRATA DE MATÉRIA ESTRANHA AO PROCESSO. NÃO CONHECIMENTO. O recurso deve demonstrar de maneira clara e objetiva o equívoco da decisão singular, destacando o desacerto no raciocínio fático, lógico e jurídico desenvolvido por seu prolator. Se o Recorrente apresenta matéria estranha ao processo, sem impugnar os fundamentos postos na decisão, não deve ser conhecido o recurso, por padecer de regularidade formal, um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal, nos termos do art. 514, inc. II, do CPC. Recurso Voluntário não conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Raquel Motta Brandão Minatel, Paulo Antonio Caliendo Velloso as Silveira, Neudson Cavalcante Albuquerque e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel.
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COMPENSAÇÃO. RECURSO QUE TRATA DE MATÉRIA ESTRANHA AO PROCESSO. NÃO CONHECIMENTO. O recurso deve demonstrar de maneira clara e objetiva o equívoco da decisão singular, destacando o desacerto no raciocínio fático, lógico e jurídico desenvolvido por seu prolator. Se o Recorrente apresenta matéria estranha ao processo, sem impugnar os fundamentos postos na decisão, não deve ser conhecido o recurso, por padecer de regularidade formal, um dos pressupostos extrínsecos de admissibilidade recursal, nos termos do art. 514, inc. II, do CPC. Recurso Voluntário não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer o recurso. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio de Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Raquel Motta Brandão Minatel, Paulo Antonio AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 86 5. 90 88 67 /2 00 9- 35 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908867/200935 Acórdão n.º 3801002.148 S3TE01 Fl. 12 2 Caliendo Velloso as Silveira, Neudson Cavalcante Albuquerque e Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ em Ribeirão Preto: Tratase de Manifestação de Inconformidade interposta em face do Despacho Decisório, em que foi apreciada a Declaração de Compensação (PER/DCOMP), por intermédio da qual a contribuinte pretende compensar débitos de sua responsabilidade com crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de PIS/Pasep. Por intermédio do despacho decisório de fls. 6, não foi reconhecido qualquer direito creditório a favor da contribuinte e, por conseguinte, nãohomologada a compensação declarada no presente processo, ao fundamento de que o pagamento informado como origem do crédito foi integralmente utilizado para quitação de débitos da contribuinte, "lido restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PERIDCOMP". Irresignada, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade de fls. 10/20, na qual alegou, em síntese: 1. Preliminar de nulidade: a DRF de Limeira simplesmente limitouse a aduzir de forma vaga e genérica que não reconheceu como declaradas ou transmitidas as PER/DCOMPs acima especificadas. A decisão recorrida sequer se deu ao trabalho de detalhar e especificar minuciosamente porque o contribuinte não possuiria o crédito que alega possuir, eis que haviam nos autos outros fartos documentos que, se analisados, lhe permitiria inferir de modo diverso. Assim sendo é incontroversa a afronta basilar ao principio da ampla defesa do contribuinte: primeiro porque as decisões em um processo administrativo devem obedecer a um mínimo formalismo, tendo que possuir fundamentação legal, exposição de raciocínio lógico e análise detida de toda a documentação; segundo, porque a decisão recorrida é genérica, não apresenta dados específicos sobre suas razões de decidir e não faz alusão a outros documentos que seguem carreados ao processo administrativo. A falta destes elementos concretos Fl. 92DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908867/200935 Acórdão n.º 3801002.148 S3TE01 Fl. 13 3 implicam na anulação da decisão, que avilta também o principio do devido processo legal; 2. Fez uma longa exposição, citando juristas, ato declaratório normativo e copiosa jurisprudência de diversos Tribunais Regionais Federais e do Superior Tribunal de Justiça defendendo a tese de que o prazo para restituição e compensação de tributos pagos indevidamente ou a maior do que devido é decenal (dez anos) e não qüinqüenal, por se tratar de auto lançamento; 3. No mérito, alegou que o ADIN n° 14170 declarou inconstitucional a expressão contida no art. 17, da Lei n° 9.715, de 1998: "aplicandose aos fatos geradores a partir de 01/10/1995" sendo que, posteriormente o Secretário da Receita Federal reconheceu em parte esta inconstitucionalidade através da Instrução Normativa n.° 6, de 2000, que vedou a constituição de crédito tributário e determinou o cancelamento de lançamento baseado na aplicação do disposto na Medida Provisória n° 1212, de 1995, a fatos geradores ocorridos no período compreendido entre 1 de outubro de 1995 e 29 de fevereiro de 1996; 4. Com a inconstitucionalidade parcial do artigo 18, se estabelece a impossibilidade total de cobrança do tributo, seja pelo estabelecimento do elemento temporal do fato gerador, a partir da publicação da Lei 9.715/98, seja pela impossibilidade da aplicação da Lei Complementar n° 07/70, ao mesmo tempo da vigência da MP n° 1212, de 1995. Assim, durante todo o período em que se sucedem as diversas republicações da MP n° 1212/95, o fisco não possui hipótese de incidência para embasar sua cobrança; 5. Efetivamente temse que a Lei 9.715, de 1998, após a conversão da MP n° 1212, de 1995, somente entrou em vigor em 1998, permanecendo sob vaccatio legis o período compreendido entre 10/1995 a 10/1998; 6. A esfera administrativa equivocouse, de forma acintosa, ao não homologar as supramencionadas compensações de créditos tributários a que efetivamente a recorrente faz jus; 7. 0 poder público não pode descumprir o principio da legalidade dos atos administrativos sonegando ao ora contribuinte fruição de um direito assegurado de suspensão da exigibilidade dos créditos em tela, como prevê também o artigo 151, do Código Tributário Fl. 93DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908867/200935 Acórdão n.º 3801002.148 S3TE01 Fl. 14 4 Nacional. Assim, deve ficar sobrestada a cobrança das compensações realizadas até o julgamento em definitivo no âmbito administrativo do referido processo. 8. Requer o regular processamento, ulterior apreciação e provimento total a presente manifestação de inconformidade, com homologação de todas as compensações pleiteadas nos autos. Ao analisar a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo Recorrente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto entendeu por bem em não conhecêla, ao argumento de que o contribuinte, em sua defesa, elencou argumentos que não possuíam qualquer ligação nem com o fato, nem com o período de apuração relativo ao crédito pleiteado, nos seguintes termos: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 30/06/2004 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase definitiva, na esfera administrativa, a exigência relativa a matéria que não tenha sido expressamente contestada. Manifestação de Inconformidade Não Conhecida Direito Creditório Não Reconhecido Em seu Recurso, o Recorrente rebateu a decisão da DRJ como se esta tivesse não homologado a sua compensação pelo fato de o crédito do contribuinte ter sido atingido pelo instituto da decadência. É o relatório. Voto Conselheiro Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel O Recurso é tempestivo. Porém, não há como conhecêlo. Isso porque o Recurso Voluntário é o meio através do qual o Recorrente devolve ao Conselho a matéria decidida pela Delegacia de Julgamento. Deve, portanto, efetivamente impugnar tal decisão, demonstrando seu inconformismo com as razões apresentadas pelos julgadores. Contudo, a Recorrente não pode utilizarse desse instrumento para alegar matéria totalmente estranha ao processo. Ora, o processo foi instaurado em face de uma compensação realizada pela Recorrente de suposto crédito de PIS. A compensação não foi homologada ao argumento de Fl. 94DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908867/200935 Acórdão n.º 3801002.148 S3TE01 Fl. 15 5 que o Recorrente utilizou integralmente o mesmo saldo do pretenso crédito para compensar Cofins, CSLL, IRPJ e PIS em 8 diferentes processos. A Recorrente, em sua primeira manifestação, em momento algum, rebate tal argumentação. Discorre, sim, sobre o prazo decadencial de 10 anos para pedir restituição, sendo que o despacho decisório aventou tal hipótese de decadência. Argumentou, ainda, que faria jus aos créditos tributários porque a Lei 9.715, de 1998, após a conversão da MP n° 1212, de 1995, somente entrou em vigor em 1998, permanecendo sob vaccatio legis o período compreendido entre 10/1995 a 10/1998, muito embora o pagamento que a Recorrente declarou como indevido no PER/DCOMP é relativo ao período de apuração 30/06/2004, sem nenhuma correlação com o período anterior. Fez também alusão a documentos que não estão nos autos e argumentou que o despacho decisório teria considerado as DCOMPs como não declaradas ou transmitidas. A Delegacia de Julgamento em Ribeirão Preto, embasada no disposto no art. 17 do Decreto n° 70.235, de 1972, com a redação do art. 67 da Lei n° 9.532/97, considerou que o contribuinte não contestou expressamente a matéria objeto do litígio, e que, portanto, a mataria não restou impugnada, não tendo, conseqüentemente, sido iniciada a fase litigiosa do procedimento. Decidiu, desta feita, que o mérito da compensação não poderia ser Trazido à discussão no órgão superior de jurisdição administrativa. E, por fim, em suas razões recursais, a Recorrente contesta a decisão da DRJ ao argumento de não restou configurada a decadência do seu crédito!!! Ora, está claro, para esta conselheira, que padece o recurso de regularidade formal. O Recurso só é possível quando o Recorrente demonstra de maneira clara e objetiva o equívoco da decisão recorrida, destacando o desacerto no raciocínio fático, lógico e jurídico desenvolvido por seu prolator. Na presente hipótese, carece a peça recursal de elementos técnicos de formação, posto que não guarda relação lógica e pertinência temática com aquilo que foi objeto da decisão. Não tendo sido impugnados os alicerces da decisão recorrida, tratando de matéria alheia ao processo, não há como conhecer do presente Recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator Fl. 95DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10865.908867/200935 Acórdão n.º 3801002.148 S3TE01 Fl. 16 6 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 16/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 14/10/2013 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 16 /10/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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