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Numero do processo: 23034.014507/2000-67
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1997 a 31/08/1999
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vício apontado.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2301-003.264
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado: I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos, nos termos do voto do Relator; b) acolhidos os embargos, em retificar o acórdão, a fim de não conhecer o recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Mauro José Silva - Relator
Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Adriano Gonzalez Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva (relator) e Marcelo Oliveira (presidente).
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
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ACOLHIMENTO. Constatada a existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo Conselho, correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o vício apontado. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: I) Por unanimidade de votos: a) em acolher os embargos, nos termos do voto do Relator; b) acolhidos os embargos, em retificar o acórdão, a fim de não conhecer o recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Adriano Gonzalez Silvério, Wilson Antonio de Souza Correa, Mauro José Silva (relator) e Marcelo Oliveira (presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 23 03 4. 01 45 07 /2 00 0- 67 Fl. 557DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2013 por MAURO JOSE SILVA 2 Relatório Tratase de Embargos interpostos Pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) apontando a existência de omissão quanto à análise da tempestividade. Assim nos manifestamos no despacho para o Presidente da Turma: Tem razão a Embargante, pois o Recurso contra a decisão de primeira instância foi apresentado em 21/05/2004, fls. 71, sendo que a ciência da referida decisão havia sido efetivada em 08/04/2004, fls. 55. Nitidamente temos que o Recurso foi apresentado após o transcurso do trintídio legal. (...) Na análise do acórdão proferido verificamos que há razão na oposição dos embargos e em seus fundamentos, pois o acórdão é omisso quanto à análise mais detalhada da tempestividade e dos documentos que lhe dão suporte. Os Embargos foram acolhidos pelo Presidente da Turma e agora são submetidos à análise do Colegiado. É o relatório. Fl. 558DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2013 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 23034.014507/200067 Acórdão n.º 2301003.264 S2C3T1 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Mauro José Silva, Relator A razão para o acolhimento dos Embargos é a omissão quanto à intempestividade do Recurso Voluntário. Observamos que o Recurso contra a decisão de primeira instância foi apresentado em 21/05/2004, fls. 71, sendo que a ciência da referida decisão havia sido efetivada em 08/04/2004, fls. 55. Nitidamente temos que o Recurso foi apresentado após o transcurso do trintídio legal. De acordo com o artigo 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (RICARF), aprovado pela Portaria MF n° 256, de 22/06/2009, a obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou omissão quanto a algum ponto sobre o qual deveria se pronunciar a turma possibilita a oposição de embargos de declaração: Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Logo, evidenciada a omissão, os Embargos devem acolhidos para sanála. No presente caso, o saneamento da omissão resulta no não conhecimento do Recurso Voluntário, uma vez que este foi apresentado após o trintídio legal. Por todo o exposto, voto no sentido de ACOLHER E DAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS de modo a sanar a omissão, resultando na declaração de intempestividade do Recurso Voluntário, não conhecendo da respectiva peça da defesa. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 559DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2013 por MAURO JOSE SILVA 4 Fl. 560DF CARF MF Impresso em 06/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 29/04/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 27/03/2013 por MAURO JOSE SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 13706.002004/2006-21
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AUTUAÇÃO POR OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE TRABALHO COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. VÍCIO DE MOTIVAÇÃO. NULIDADE DO LANÇAMENTO.
Demonstrado pelas provas dos autos e, de resto, reconhecido pela DRJ que não houve a omissão de rendimentos de trabalho com vínculo empregatício recebidos de pessoa jurídica imputada no lançamento, mas que, em verdade, os valores em questão foram pagos a título de pensão alimentícia, não pode subsistir o lançamento, por ter se motivado em fatos não verdadeiros, padecendo de vício insanável e sendo de ser reconhecida a sua nulidade.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2802-002.156
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido o(s) Conselheiro(s) Jorge Claudio Duarte Cardoso que negava provimento.
(assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Carlos André Ribas de Mello - Relator.
EDITADO EM: 14/04/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci De Assis Junior e Julianna Bandeira Toscano.
Nome do relator: CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2003 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. AUTUAÇÃO POR OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE TRABALHO COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. VÍCIO DE MOTIVAÇÃO. NULIDADE DO LANÇAMENTO. Demonstrado pelas provas dos autos e, de resto, reconhecido pela DRJ que não houve a omissão de rendimentos de trabalho com vínculo empregatício recebidos de pessoa jurídica imputada no lançamento, mas que, em verdade, os valores em questão foram pagos a título de pensão alimentícia, não pode subsistir o lançamento, por ter se motivado em fatos não verdadeiros, padecendo de vício insanável e sendo de ser reconhecida a sua nulidade. Recurso provido.
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AUTUAÇÃO POR OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE TRABALHO COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO RECEBIDOS DE PESSOA JURÍDICA. VÍCIO DE MOTIVAÇÃO. NULIDADE DO LANÇAMENTO. Demonstrado pelas provas dos autos e, de resto, reconhecido pela DRJ que não houve a omissão de rendimentos de trabalho com vínculo empregatício recebidos de pessoa jurídica imputada no lançamento, mas que, em verdade, os valores em questão foram pagos a título de pensão alimentícia, não pode subsistir o lançamento, por ter se motivado em fatos não verdadeiros, padecendo de vício insanável e sendo de ser reconhecida a sua nulidade. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, nos termos do voto do(a) relator(a). Vencido o(s) Conselheiro(s) Jorge Claudio Duarte Cardoso que negava provimento. (assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 6. 00 20 04 /2 00 6- 21 Fl. 73DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/ 05/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 EDITADO EM: 14/04/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Dayse Fernandes Leite, German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci De Assis Junior e Julianna Bandeira Toscano. Relatório Contra a contribuinte foi emitido o auto de infração do Imposto de Renda da Pessoa Física (fls.2630), referente ao exercício 2003, anocalendário de 2002, em razão das seguintes supostas infrações: omissão de rendimentos recebidos de pessoas jurídicas de trabalho com vínculo empregatício, com o correspondente reconhecimento pelo Fisco dos valores recolhidos a título de IRRF. Impugnou o lançamento (fls. 14) fundandose nos seguintes argumentos: que os valores apontados como rendimentos omitidos consistem na verdade em pensões alimentícias pagas pelo excônjuge do contribuinte a seus filhos; que a pensão alimentícia seria paga exclusivamente aos filhos da impugnante, sendo certo que não constituiria renda auferida para que houvesse incidência de imposto de renda, uma vez tais , valores apenas transitavam na conta corrente da Interessada, conforme determinação da sentença de separação consensual; que, por determinação judicial, no ano de 1998, ficou estipulado o percentual de 30% a ser descontado dos vencimentos do excônjuge em favor dos três filhos do casal, sendo que cada um dos mesmos receberia 10%, nada recebendo a autuada a titulo de pensão judicial. Junta aos autos a documentação de fls.0923, consistindo em peças do processo judicial de conversão de separação em divórcio e especialmente o comprovante de rendimentos de fls.24, emitido pela Petroquisa, indicando os valores pagos a título de pensão judicial no montante de R$ 23.957,83, no anocalendário em questão. Em julgamento, a 2ª Turma da DRJ/RJOII, em sessão realizada no dia 08/05/2009, por unanimidade, julgou procedente em parte o lançamento, aos seguintes fundamentos: que os documentos juntos aos autos efetivamente demonstram que os rendimentos pagos pela Petroquisa dizem respeito a pensão alimentícia; que a DIRF (fls.45) apresentada pela fonte pagadora, por equívoco, informou tais rendimentos como de trabalho assalariado; que a pensão em questão, nos termos dos documentos judiciais de fls.2023, destinarseia exclusivamente aos filhos do casal; dentre os três filhos do casal, dois foram informados pela contribuinte como seus dependentes em sua DIRPF, no anocalendário em tela; que, contudo, omitiu a pensão paga a estes filhos, no valor de R$14.918,15 (dos terços do montante descontado dos rendimentos do pai, pela Petroquisa, considerando tratarse de dois dos três filhos do casal, informados como dependentes pela mãe); que o lançamento se mantém quanto a este valor, desconstituindose quanto ao que o excede. Cientificada da supramencionada decisão, conforme fl. 49v, a contribuinte, tempestivamente, interpôs Recurso Voluntário a fl. 51, atacando a decisão exarada pela DRJ, repisando os argumentos esgrimidos em sua impugnação e acrescendo que tais valores relativos a pensão alimentícia não constituem a base de cálculo do IRPF, por apenas transitarem pela conta corrente da contribuinte, destinandose a seus filhos; que sendo servidora estadual, não poderia trabalhar em (sic) autarquia federal. É o relatório. Fl. 74DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/ 05/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 13706.002004/200621 Acórdão n.º 2802002.156 S2TE02 Fl. 77 3 Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. Em sede preliminar, o recurso deve ser conhecido, por tempestivo, nos limites de seu objeto, isto é, a omissão de rendimentos tributáveis imputada à contribuinte. A autuação fundase na omissão de rendimentos tributáveis do trabalho com vínculo empregatício, recebidos de pessoa jurídica pelo titular. Os documentos constantes dos autos, como de resto o reconhece a DRJ, demonstram cabalmente que não houve omissão de rendimentos do trabalho pela contribuinte, sendo os valores em questão relativos a pensão alimentícia. Sendo assim, o lançamento padece de vício insanável em seus motivos, uma vez que não são verdadeiros os fatos nele narrados, quais sejam, que haveria omissão de rendimentos tributáveis do trabalho com vínculo empregatício, recebidos de pessoa jurídica pela contribuinte. Pouco importa que a DRJ afirme que tal vício foi causado pelo erro da fonte pagadora ao informar em DIRF a natureza dos valores pagos, pois não sendo verdadeiros os fatos narrados na fundamentação do lançamento, o mesmo há de ser reconhecido nulo. Como se sabe, o lançamento é ato estritamente vinculado, jungido à motivação nele contida, não se podendo inovar ou modificar a posteriori tal fundamentação, e sendo imperioso reconhecer a insubsistência também do lançamento, se insubsistente sua motivação. Desta forma, voto por dar provimento ao recurso, para desconstituir integralmente o lançamento. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 75DF CARF MF Impresso em 17/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/05/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/ 05/2013 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 16/05/2013 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 35172.000893/2006-08
Turma: Quinta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Oct 09 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Tue Oct 09 00:00:00 UTC 2007
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 29/09/2005
Ementa: PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO – AUTO DE INFRAÇÃO – RESULTADO DE DILIGÊNCIA FISCAL SEM A CIÊNCIA DA RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA.
O recorrente possui direito de participação no processo administrativo em relação a qualquer ato ou documento juntado.
Diligência sem a comunicação de seu resultado à parte viola o princípio do contraditório.
Decisão-Notificação emitida sem observância dos preceitos que regem o processo administrativo é nula
Anulada a decisão de primeira instância.
Numero da decisão: 205-00021
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: Liege Lacroix Thomasi
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador: 29/09/2005 Ementa: PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO – AUTO DE INFRAÇÃO – RESULTADO DE DILIGÊNCIA FISCAL SEM A CIÊNCIA DA RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. O recorrente possui direito de participação no processo administrativo em relação a qualquer ato ou documento juntado. Diligência sem a comunicação de seu resultado à parte viola o princípio do contraditório. Decisão-Notificação emitida sem observância dos preceitos que regem o processo administrativo é nula Anulada a decisão de primeira instância.
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Sala dasSessiies, em 11 de Dezembro de 2007. r"\ 1 I, JULfik CES4 VIEIRA GOMES Presidente dre".171:411.4;1:1"r0 rjlEIRA, ./Relator mf . ) ONS LHO DE COI4TRIBUINTES ( :)N; CE COM 0R;83INAL Ltrasdia. gje •—a: • - Mat. Sr le 1198377 Participaram, ainda, da presente resolução os Conselheiros, Damião Cordeiro de Moraes, Marcelo Oliveira, Liege Lacronix Thomasi, Adriana Sato e Misael Lima Barreto. ta. MINISTÉRIO DA FAZENDA 22 CC-MF SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES fl. 261 5' CÂMARA DE JULGAMENTO Processo n2: 35464.001136/2006-68 Recurso nr/: 142192 Recorrente: AUTO VIAÇÃO URUBUPUNGA LTDA Recorrida: SRP — SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA RELATÓRIO A presente NFLD tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, a cargo da empresa referente às contribuições destinadas ao Incra. O período compreende as competências abril de 2002 a março de 2005 (relatório fiscal às fls. 33 a 37). Não conformado com a notificação, foi apresentada defesa pela notificada, fls. 135 a 138. A Decisão-Notificação confirmou a procedência do lançamento, fls. 188 a 190. Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 206 a 224. Em síntese, o recorrente em seu recurso alega o seguinte: • A exigibilidade do crédito encontra-se suspensa, não podendo o fisco praticar atos de cobrança; não poderia haver constituição do crédito previdenciário com imputação de juros e multa; • É indevida e inconstitucional a aplicação da taxa Selic; • A multa aplicada possui caráter confiscatório; • Requerendo que seja provido o recurso interposto. A unidade descentralizada da Receita Previdenciária apresenta suas contra-razões às fls. 252 a 258. O órgão previdenciário alega, em síntese que não foram trazidos elementos novos capazes de alterar a decisão anterior; requerendo, por fim, que seja mantida a decisão da Receita Previdenciária. É o Relatório. SIE - SU. • , t IODE CON1 RIBUINTES 13rasib,_ 46 • 04 /92007 Fesilenet Mal s t 93377 • MINISTÉRIO DA FAZENDA 22 CC-MF "ría—te.t Z",Pej-7'*a SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES fl. 262 ';nWrit:;* 5' CÂMARA DE JULGAMENTO Processo n2: 35464.001136/2006-68 Recurso n2: 142192 Recorrente: AUTO VIAÇÃO URUBUPUNGA LTDA Recorrida: SRP — SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA VOTO Conselheiro MARCO ANDRE RAMOS VIEIRA, Relator PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 253; o depósito recursal não foi implementado, em função de haver decisão judicial que ampara o direito da recorrente, fl. 254. Pressupostos superados, passo para o exame das questões preliminares ao mérito. DAS QUESTÕES PRELIMINARES: O ponto controverso reside na cobrança de juros e de multa moratória sobre os valores depositados judicialmente. Entendo que a partir do depósito judicial não são devidos juros, pois os valores depositados em juízo garantem a instância e não se pode falar em inadimplemento do contribuinte, desde que os valores tenham ficado à disposição do INSS. A cobrança da multa moratória está prevista no art. 239 do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Não recolhendo na época própria o contribuinte tem que arcar com o ônus de seu inadimplemento. O art. 239 do RPS dispõe, nestas palavras: Art.239. As contribuições sociais e outras importâncias arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, incluídas ou não em notcação fiscal de lançamento, pagas com atraso, objeto ou não de parcelamento, ficam sujeitas a: 2 / - atualização monetária, quando exigida pela legislação de regência; c411 - juros de mora, de caráter irrelevável, incidentes sobre o valor atualizado, equivalentes a: e Z-C er a) um por cento no mês do vencimento; n 2 9 Z b) taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia nos meses intermediários; e- - C) um por cento no mês do pagamento; e III - multa variável, de caráter irrelevável, nos seguintes percentuais, para fatos . geradores ocorridos a partir de 28 de novembro de 1999: (Redação dada pelo Decreto n° yt 3.265, de 29/11/99) J.,. MINISTÉRIO DA FAZENDA 29 CC-MF SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES fl. 263 5° CÂMARA DE JULGAMENTO Processo n2: 35464.001136/2006-68 Recurso n2: 142192 Recorrente: AUTO VIAÇÃO URUBUPUNGA LTDA Recorrida: SRP — SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA a) para pagamento após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: I. oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) 2. quatorze por cento, no mês seguinte; ou (Redação dada pelo Decreto n° 3.265, de 29/11/99) 3. vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) b) para pagamento de obrigação incluída em notificação fiscal de lançamento: 1. vinte e quatro por cento, até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) 2. trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) 3. quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social; ou (Redação dada pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) 4. cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social, enquanto não inscrita em Dívida Ativa; e (Redação dada pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) c) para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa: I. sessenta por cento, quando não tenha sido objeto de parcelamento; (Redação dada pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) 2. setenta por cento, se houve parcelamento; (Redação dada pelo Decreto n° 3.265, de 29/11/99) 3. oitenta por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito não foi objeto de parcelamento; ou (Redação dada pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) 4. cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo que o devedor ainda não Eli tenha sido citado, se o crédito foi objeto de parcelamento. (Redação dada pelo Decreto n°3,265, de 29/11/99) Z. -3 §10 Os juros de mora previstos no inciso II não serão inferiores a um por cento ao mês, a 2 p, excetuado o disposto no §8°. (Redação dada pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) LZJO C 2° Nas hipóteses de parcelamento ou de reparcelamento, incidirá um acréscimo de C = vinte por cento sobre a multa de mora a que se refere o inciso 111. I 2 .1 3° Se houver pagamento antecipado à vista, no todo ou em parte, do saldo devedor, o v \h i acréscimo previsto no parágrafo anterior não incidirá sobre a multa correspondente à ; \ I :22 N! parte do pagamento que se efetuar. j - , 40 0 valor do pagamento parcial, antecipado, do saldo devedor de parcelamento ou do .t: reparcelamento somente poderá ser utilizado para quitação de parcelas na orde â ...ef." MINISTÉRIO DA FAZENDA 22 CC—MF "9-54-t-r.• SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES fl. 264 52 CÂMARA DE JULGAMENTO Processo n2: 35464.001136/2006-68 Recurso n2 : 142192 Recorrente: AUTO VIAÇÃO URUBUPUNGA LTDA Recorrida: SRP — SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA inversa do vencimento, sem prejuízo da que for devida no mês de competência em curso e sobre a qual incidirá sempre o acréscimo a que se refere o § 2°. § 50 É facultada a realização de depósito à disposição da seguridade social, sujeito ao mesmo percentual do item 1 da alínea "b" do inciso III, desde que dentro do prazo legal para apresentação de defesa. ,f 6°,4 correção monetária e aos acréscimos legais de que trata este artigo aplicar-se-á a legislação vigente em cada competência a que se referirem. § 7° Às contribuições de que trata o art. 204, devidas e não recolhidas até as datas dos respectivos vencimentos, aplicam-se multas e juros morató rios na forma da legislação pertinente. §8"Sobre as contribuições devidas e apuradas com base no §1 0 do art. 348 incidirão juros mortuários de zero vírgula cinco por cento ao mês, capitalizados anualmente, e multa de dez por cento. (Redação dada pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) § 90 As multas impostas calculadas como percentual do crédito por motivo de recolhimento fora do prazo das contribuições e outras importâncias, não se aplicam às pessoas jurídicas de direito público, às massas falidas e às missões diplomáticas estrangeiras no Brasil e aos membros dessas missões. §10. O disposto no §8° não se aplica aos casos de contribuições em atraso a partir da competência abril de 1995, obedecendo-se, a partir de então, às disposições aplicadas às empresas em geral. (Parágrafo acrescentado pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) §11. Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no documento a que se refere o inciso IV do art. 225, ou quando se tratar de empregador doméstico ou de empresa ou segurado dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinqüenta por cento. (Parágrafo acrescentado pelo Decreto n°3.265, de 29/11/99) Conforme previsto no § 5° acima transcrito, caso o recorrente efetue o depósito durante o prazo para impugnação, a partir de então não flui a multa moratória, uma vez que o crédito já está garantido. Sendo assim, após o depósito judicial ter sido realizado não há que se cobrar multa moratória, desde que o valor depositado fique à disposição do credor. Também há que ser observado, que a multa moratória é devida até que ocorra o implemento da obrigação. Dessa forma, somente poderá ser cobrada multa caso tenha o depósito sido realizado em momento posterior ao vencimento da obrigação. Como exemplo caso o vencimento da contribuição tenha ocorrido no mês de novembro de 2001, mas o depósito foi realizado somente em abril de 2002, são devidas a multa moratória e os juros moratórios até a realização do depósito, mesmo que tenham ficado à disposição da parte, no caso o INSS. Entendo que o julgamento deva ser convertido em diligência, a fim de que a fiscalização informe se os valores foram depositados à disposição da Previdência Social, e em quais datas foram realizados os depósitos. - • ). TRUSUINTES 1001 42,7 R.;stle :re, SJJP.1 NI." yil,• I IQR MINISTÉRIO DA FAZENDA 22 CC—MF ;,,:dritk SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES f 1. 265 4;',1É4 5' CÂMARA DE JULGAMENTO Processo n2 : 35464.001136/2006-68 Recurso ri2: 142192 Recorrente: AUTO VIAÇÃO URUBUPUNGA LTDA Recorrida: SRP — SECRETARIA DA RECEITA PREVIDENCIÁRIA CONCLUSÃO Pelo exposto, voto pela CONVERSÃO do julgamento EM DILIGÊNCIA. Do resultado da diligência, antes de os autos retomarem a este Colegiado deve ser conferida vistas à parte contrária. É COMO voto. Sala das Sessões, em 11 de Dezembro 2007. n"11,YAS, ttleariire% st , Ira S VIEIRA Relator • - r n E‘ O n: I R Stit,IN7ES !!Iti - já ai_ ¡p250 es >3ei Mal. • ape 1198577 Page 1 _0010600.PDF Page 1 _0010700.PDF Page 1 _0010800.PDF Page 1 _0010900.PDF Page 1 _0011000.PDF Page 1
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Numero do processo: 13830.721683/2011-72
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008
AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
É procedente a penalidade aplicada quando constatado o efetivo descumprimento de obrigação acessória prevista em lei.
AUTO DE INFRAÇÃO. REALIZAR DESTAQUE RETENÇÃO. DESCUMPRIMENTO. MULTA.
Constitui infração deixar de efetuar o destaque da retenção de 11% para a Previdência Social nas Notas Fiscais/Faturas de mão-de-obra ou serviços prestados.
PRODUÇÃO DE PROVAS. PERICIAL. NÃO É NECESSÁRIA. OCORRÊNCIA PRECLUSÃO.
Quando considerá-lo prescindível e meramente protelatório, a autoridade julgadora deve indeferir o pedido de produção de prova por outros meios admitidos em direito.
A apresentação de elementos probatórios, inclusive provas documentais, no contencioso administrativo previdenciário, deve ser feita juntamente com a impugnação, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento, salvo se fundamentado nas hipóteses expressamente previstas.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-003.446
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Ronaldo de Lima Macedo - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: RONALDO DE LIMA MACEDO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. É procedente a penalidade aplicada quando constatado o efetivo descumprimento de obrigação acessória prevista em lei. AUTO DE INFRAÇÃO. REALIZAR DESTAQUE RETENÇÃO. DESCUMPRIMENTO. MULTA. Constitui infração deixar de efetuar o destaque da retenção de 11% para a Previdência Social nas Notas Fiscais/Faturas de mão-de-obra ou serviços prestados. PRODUÇÃO DE PROVAS. PERICIAL. NÃO É NECESSÁRIA. OCORRÊNCIA PRECLUSÃO. Quando considerá-lo prescindível e meramente protelatório, a autoridade julgadora deve indeferir o pedido de produção de prova por outros meios admitidos em direito. A apresentação de elementos probatórios, inclusive provas documentais, no contencioso administrativo previdenciário, deve ser feita juntamente com a impugnação, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento, salvo se fundamentado nas hipóteses expressamente previstas. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente Ronaldo de Lima Macedo - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, Lourenço Ferreira do Prado.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1900; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 2 1 1 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13830.721683/201172 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402003.446 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 12 de março de 2013 Matéria AUTO DE INFRAÇÃO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS EM GERAL Recorrente MONGEL VENDAS, REPAROS E LOCAÇÃO DE GUINDASTES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2008 AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. É procedente a penalidade aplicada quando constatado o efetivo descumprimento de obrigação acessória prevista em lei. AUTO DE INFRAÇÃO. REALIZAR DESTAQUE RETENÇÃO. DESCUMPRIMENTO. MULTA. Constitui infração deixar de efetuar o destaque da retenção de 11% para a Previdência Social nas Notas Fiscais/Faturas de mãodeobra ou serviços prestados. PRODUÇÃO DE PROVAS. PERICIAL. NÃO É NECESSÁRIA. OCORRÊNCIA PRECLUSÃO. Quando considerálo prescindível e meramente protelatório, a autoridade julgadora deve indeferir o pedido de produção de prova por outros meios admitidos em direito. A apresentação de elementos probatórios, inclusive provas documentais, no contencioso administrativo previdenciário, deve ser feita juntamente com a impugnação, precluindo o direito de fazêlo em outro momento, salvo se fundamentado nas hipóteses expressamente previstas. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 83 0. 72 16 83 /2 01 1- 72 Fl. 315DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Ronaldo de Lima Macedo Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Ana Maria Bandeira, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues e Thiago Taborda Simões. Ausente, justificadamente, Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 316DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13830.721683/201172 Acórdão n.º 2402003.446 S2C4T2 Fl. 3 3 Relatório Tratase de auto de infração lavrado pelo descumprimento das obrigações tributárias acessórias. O Relatório Fiscal informa que os créditos tributários foram constituídos por meio dos seguintes lançamentos fiscais: 1. Debcad nº 50.004.2918 à referese ao descumprimento da obrigação acessória prevista no artigo 32, I da Lei 8.212/1991, combinado com o artigo 225, I e §9o, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/1999, tendo em vista ter deixado, a empresa, de preparar as folhas de pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos; 2. Debcad nº 50.004.2926 à referese à multa decorrente do descumprimento da obrigação acessória estabelecida no artigo 31, §§1o e 6o, da Lei 8.212/1991, por ter deixado, a empresa cedente de mãodeobra, de destacar 11% do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços; 3. Debcad nº 50.004.2934 à destinado ao lançamento da multa decorrente do descumprimento da obrigação acessória estabelecida no artigo 33, §§2o e 3o, da Lei 8.212/1991, com a redação dada pela Medida Provisória nº 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009, tendo em vista que a empresa, apesar de devidamente intimada para tanto, deixou de apresentar à autoridade fiscal a sua escrituração contábil regular (livros Diário ou Razão) referente aos exercícios de 2007 e 2008 ou, opcionalmente, o livro Caixa, por se tratar de empresa optante pelo Lucro Presumido; 4. Debcad nº 50.004.2950 à referese à multa decorrente do descumprimento da obrigação acessória prevista no artigo 30, I, “a”, da Lei 8.212/1991 e no artigo 4o da Lei 10.666/2003. Conforme relatado pela fiscalização, a empresa deixou de arrecadar, mediante desconto das remunerações, e recolher as contribuições do sócio administrador Matheus Martin Victor de Medeiros no período de 04 a 12/2008, bem como do contribuinte individual Edson Francisco da Silva em 08/2008 e sobre parte do 13o salário dos empregados que prestaram serviços na obra na cidade de Caarapó/MS; 5. Debcad nº 50.004.2942 à lavrada devido ao descumprimento da obrigação acessória prevista no artigo 32A da Lei 8.212/1991, acrescentado pela Medida Provisória nº 449/2008, tendo em vista a apresentação da GFIP relativa às competências 13/2007, 01/2008 e de 08/2008 a 11/2008 com informações incorretas ou omissas. Fl. 317DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 A ciência do lançamento fiscal ao sujeito passivo deuse em 31/08/2011 (fl.01). A autuada apresentou impugnação tempestiva, alegando, em síntese, que: 1. ocorreu nulidade da autuação por ausência de justa causa em sua lavratura. Menciona não ter vulnerado os dispositivos legais inseridos no auto de infração, entendendo ser ilegítima a autuação. Que os autos lavrados não encontram respaldo legal; 2. a fiscalização procedeu à autuação sob a justificativa de que a empresa emitia notas fiscais de prestação de serviços sem o destaque do valor da mão de obra, deixando de efetuar o recolhimento de 11% à Previdência. Afirma, contudo, que na maioria das vezes a empresa não está fornecendo mão de obra, mas somente a locação do equipamento. Aduz sempre ter cumprido com suas obrigações fiscais e que nunca deixou de recolher qualquer valor à previdência. Que a apuração realizada mostrase imprecisa, não sendo realizado o levantamento de todas as notas fiscais para dar sustentação aos demonstrativos que acompanham a ação fiscal, além de não ter demonstrado a ocorrência do fato gerador; 3. requer, finalmente, seja tornado nulo ou insubsistente o auto de infração que ora se ataca, tornando sem efeito o imposto exigido e a multa pretendida. Requer, ainda, a realização das diligências necessárias à plena elucidação das questões suscitadas. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ) em Ribeirão Preto/SP – por meio do Acórdão no 1435.866 da 9a Turma da DRJ/RPO (fls. 266/271) – considerou o lançamento fiscal procedente em sua totalidade, eis que ele foi lavrado com pleno embasamento legal e observância às normas vigentes, não tendo a Defendente apresentado elementos ou fatos que pudessem ilidir a sua lavratura. A Notificada apresentou recurso, manifestando seu inconformismo pela obrigatoriedade do recolhimento dos valores lançados e no mais efetua repetição das alegações da peça de impugnação. A Delegacia da Receita Federal do Brasil (DRF) em Marília/SP encaminha os autos ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) para processo e julgamento. É o relatório. Fl. 318DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13830.721683/201172 Acórdão n.º 2402003.446 S2C4T2 Fl. 4 5 Voto Conselheiro Ronaldo de Lima Macedo, Relator O recurso é tempestivo e não há óbice ao seu conhecimento. A Recorrente alega que o procedimento de auditoria fiscal não cumpriu a legislação de regência para a constituição do lançamento fiscal. Tal alegação é infundada, eis que o Fisco cumpriu a legislação de regência, ensejando o lançamento de ofício em decorrência da Recorrente ter incorrido no descumprimento de obrigação tributária acessória. Verificase que a Recorrente deixou de efetuar o destaque da retenção dos 11% nas notas fiscais de serviços de cessão de mãodeobra, tais como a locação de guindastes com operador, além de serviços de montagem, usinagem, caldeiraria, conforme demonstrado, por amostragem, no Anexo I do Termo de intimação fiscal nº 03, e mais especificamente nas Notas Fiscais de Prestação de Serviço (NFPS) da tomadora Robert Rammert & Cia.Ltda (cópias do contrato e NFPS anexas) cuja cessão de mãodeobra foi do período de 06 a 12/2008. Ficou evidenciado nos autos que a Recorrente colocava os trabalhadores à disposição da contratante e os serviços eram prestados de forma contínua. Portanto, restou configurada a prestação de serviços com cessão de mãodeobra, e a obrigação da empresa autuada é realizar o destaque da retenção dos 11% nas notas fiscais de serviços, em observância ao ditame legal. Com essa conduta a Recorrente incorreu na infração prevista no art. 31, § 1o, da Lei 8.212/1991, transcrito abaixo: Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância devida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente de mãodeobra, observado o disposto no parágrafo 5º do art. 33. (...) § 2o Na impossibilidade de haver compensação integral na forma do parágrafo anterior, o saldo remanescente será objeto de restituição.( Redação dada peta Lei n° 9.711, de20/11/98) Esse art. 31, § 1o, da Lei 8.212/1991 é claro quanto à obrigação acessória da empresa e o Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999, complementa, delineando a forma que deve ser observada para o cumprimento do dispositivo legal, conforme dispõe em seu art. 219, § 4o, in verbis: Fl. 319DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Seção II Da Retenção e da Responsabilidade Solidária Art. 219. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão ou empreitada de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços e recolher a importância retida em nome da empresa contratada, observado o disposto no § 5º do art. 216. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) § 1º Exclusivamente para os fins deste Regulamento, entendese como cessão de mãodeobra a colocação à disposição do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com a atividade fim da empresa, independentemente da natureza e da forma de contratação, inclusive por meio de trabalho temporário na forma da Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974, entre outros. § 2º Enquadramse na situação prevista no caput os seguintes serviços realizados mediante cessão de mãodeobra: (...) XVII operação de máquinas, equipamentos e veículos; (...) § 4º O valor retido de que trata este artigo deverá ser destacado na nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços, sendo compensado pelo respectivo estabelecimento da empresa contratada quando do recolhimento das contribuições destinadas à seguridade social devidas sobre a folha de pagamento dos segurados. (g.n.) Nos termos do arcabouço jurídicoprevidenciário acima delineado, percebe se, então, que a Recorrente – ao não efetuar o destaque da retenção dos 11% nas notas fiscais de serviços de cessão de mãodeobra – incorreu na infração disposta no art. 31, § 1o, da Lei 8.212/1991, c/c os art. 219, § 4o, do Regulamento da Previdência Social (RPS). Portanto, o procedimento utilizado pela auditoria fiscal para a aplicação da multa foi devidamente consubstanciado na legislação vigente à época da lavratura do auto de infração. Ademais, não verificamos a existência de qualquer fato novo que possa ensejar a revisão do lançamento em questão nas alegações registradas na peça recursal da Recorrente. As demais alegações da Recorrente restringemse à vinculação da presente autuação ao lançamento decorrente dos recolhimentos não efetuados (lançamento da obrigação principal), com o qual não concorda, por entender que não há motivação fática para a utilização da técnica de aferição indireta na apuração da base de cálculo. Constatase que as demais alegações expostas na peça recursal reproduzem os mesmos fundamentos esposados na defesa relativa ao lançamento da obrigação previdenciária principal, constituída nos Autos do processo 13830.721651/201177. Após essas considerações, informo que as conclusões acerca dos argumentos da peça recursal – concernente ao descumprimento da obrigação acessória (deixar de efetuar o destaque da retenção dos 11% nas notas fiscais de serviços de cessão de mãodeobra), no que forem coincidentes –, foram devidamente enfrentadas, quando da análise do processo da obrigação principal. Fl. 320DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13830.721683/201172 Acórdão n.º 2402003.446 S2C4T2 Fl. 5 7 Assim, passarei a utilizar o conteúdo assentado na decisão do processo da obrigação principal para explicitar que os seus elementos fáticos e jurídicos serão parte integrante deste Voto. Isso está em conformidade ao art. 50, § 1o, da Lei 9.784/1999 – diploma que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal –, transcrito abaixo: Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: (...) § 1o. A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão integrante do ato. (g.n.) Tal decisão do processo da obrigação principal assentou em sua ementa os seguintes termos: “[...] AFERIÇÃO INDIRETA. PREVISÃO LEGAL. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Fisco pode, sem prejuízo da penalidade cabível, inscrever de ofício importância que reputar devida, cabendo ao contribuinte o ônus da prova em contrário. PRODUÇÃO DE PROVAS. PERICIAL. NÃO É NECESSÁRIA. OCORRÊNCIA PRECLUSÃO. Quando considerálo prescindível e meramente protelatório, a autoridade julgadora deve indeferir o pedido de produção de prova por outros meios admitidos em direito. A apresentação de elementos probatórios, inclusive provas documentais, no contencioso administrativo previdenciário, deve ser feita juntamente com a impugnação, precluindo o direito de fazêlo em outro momento, salvo se fundamentado nas hipóteses expressamente previstas. Recurso Voluntário Negado. [...]” A Recorrente também insiste na realização de produção de prova por todos os meios admitidos em direito, inclusive prova pericial, afirmando que isso prejudicaria o seu direito da ampla defesa e do devido processo legal. Essa tese também não prospera, eis que o deferimento de produção de prova requerida pela Recorrente depende de demonstração das circunstâncias que a motiva. Assim, a prova pericial e outros meios de prova admitidos em direito só deverão ser concedidos com fundamento nas causas que justifiquem a sua imprescindibilidade, pois essas provas só têm sentido na busca da verdade material. Logo, somente é justificável o deferimento de outros meios de prova admitidos em direito – tais como a prova testemunhal ou pericial – quando não se referir a matéria fática documental não posta nos autos, ou assunto de natureza técnica, que tenha Fl. 321DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 8 utilidade probatória, relacionada ao objeto que cuida o processo, ou cuja comprovação não possa ser feita no corpo dos autos. Por conseguinte, revelase prescindível a prova pericial, ou mesmo documental, que não tenha nenhuma utilidade, eis que não se relacione com o processo ou sobre aspecto que pode ser facilmente esclarecido nos autos, como as matérias constantes das alegações apresentadas pela Recorrente. Ademais, verificase que – para apreciar e prolatar a decisão de provimento, ou não, do recurso voluntário ora analisado – não existem dúvidas a serem sanadas, já que o lançamento fiscal com seus anexos contém de forma clara os elementos necessários para a sua configuração. Logo, não há que se falar em produção de prova por outros meios admitidos em direito, nem na produção de prova pericial. Dessa forma, a realização de prova pericial, ou qualquer outra diligência, não é necessária para a deslinde do caso analisado no momento. Nesse sentido, os arts. 18 e 29, ambos da Lei do Processo Administrativo Fiscal (Decreto 70.235/1972) estabelecem: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observado o disposto no art. 28, in fine. (...) Art. 29. Na apreciação da prova, a autoridade julgadora formará livremente sua convicção, podendo determinar as diligências que entender necessárias. Por fim, registramos que, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/1972 – na redação dada pela Lei 9.532/1997 –, considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada na sua peça de impugnação ou na sua peça recursal, in verbis: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pelo art. 67 da Lei n.° 9.532/1997). Assim, indeferese o pedido de perícia contábil, por considerálo prescindível e meramente protelatório. Dentro desse contexto fático, depreendese do art. 113 do CTN que a obrigação tributária é principal ou acessória e pela natureza instrumental da obrigação acessória, ela não necessariamente está ligada a uma obrigação principal e decorre de cada circunstância fática praticada pela Recorrente, que será verificada no procedimento de Auditoria Fiscal. Em face de sua inobservância, há a imposição de sanção específica disposta na legislação nos termos do art. 115 também do CTN. Código Tributário Nacional (CTN) – Lei 5.172/1966: Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º. A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extinguese juntamente com o crédito dela decorrente. § 2º. A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela Fl. 322DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 13830.721683/201172 Acórdão n.º 2402003.446 S2C4T2 Fl. 6 9 previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. § 3º. A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. (...) Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.(g.n.) As obrigações acessórias são estabelecidas no interesse da arrecadação e da fiscalização de tributos, de forma que visam facilitar a apuração dos tributos devidos. Elas, independente do prejuízo ou não causado ao erário, devem ser cumpridas no prazo e forma fixados na legislação. Por fim, pela apreciação do processo e das alegações da Recorrente, não encontramos motivos para decretar a nulidade nem a modificação do lançamento ou da decisão de primeira instância, eis que o lançamento fiscal e a decisão encontramse revestidos das formalidades legais, tendo sido lavrados de acordo com o arcabouço jurídicotributário vigente à época da sua lavratura. CONCLUSÃO: Voto no sentido de CONHECER do recurso e NEGARLHE PROVIMENTO, nos termos do voto. Ronaldo de Lima Macedo. Fl. 323DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2013 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 24/04/20 13 por RONALDO DE LIMA MACEDO, Assinado digitalmente em 20/05/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 11610.002560/2003-98
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 28 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. FORMA DE APRESENTAÇÃO. Durante o período de 14/05/2003 a 28/05/2003 não havia vedação expressa ou mesmo atribuição de efeito negativo ao procedimento de entregar declaração de compensação em formulário, porquanto a IN SRF 320/2003 apenas orientava quanto à sua apresentação por intermédio de programa próprio, sem, no entanto, revogar ou modificar as disposições da IN SRF 210/2002, o que somente ocorreu com a edição da IN SRF 323/2003. Recurso voluntário provido.
Numero da decisão: 3403-001.668
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Participou do julgamento a Conselheira Adriana Oliveira Ribeiro, em razão da ausência do Conselheiro Domingos de Sá Filho.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: ROBSON JOSE BAYERL
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. FORMA DE APRESENTAÇÃO. Durante o período de 14/05/2003 a 28/05/2003 não havia vedação expressa ou mesmo atribuição de efeito negativo ao procedimento de entregar declaração de compensação em formulário, porquanto a IN SRF 320/2003 apenas orientava quanto à sua apresentação por intermédio de programa próprio, sem, no entanto, revogar ou modificar as disposições da IN SRF 210/2002, o que somente ocorreu com a edição da IN SRF 323/2003. Recurso voluntário provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Participou do julgamento a Conselheira Adriana Oliveira Ribeiro, em razão da ausência do Conselheiro Domingos de Sá Filho. Antonio Carlos Atulim – Presidente Robson José Bayerl – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio Carlos Atulim, Rosaldo Trevisan, Adriana Oliveira Ribeiro, Robson José Bayerl, Marcos Tranchesi Ortiz e Raquel Motta Brandão Minatel. Fl. 626DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2012 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 04/07/2012 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 05/07/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM 2 Relatório Trata o presente processo de pedido de ressarcimento de saldo credor de IPI, relativo ao 4º trimestre/2002, lastreado no art. 11 da Lei nº 9.779/99 e IN SRF 33/99, cujo valor foi compensado com débitos de titularidade do sujeito passivo. Às fls. 503/508 foi acostado Termo de Informação Fiscal narrando o procedimento realizado, onde se concluiu e propôs o reconhecimento integral do crédito pleiteado. Às fls. 562/566 consta despacho decisório que deferiu o crédito vindicado e homologou parcialmente as compensações realizadas, em vista do relatório de apropriação de créditos e compensações (fls. 558/559). Em manifestação de inconformidade o contribuinte contestou a data de valorização da compensação da Cofins, período de apuração abril/2003, considerada sua realização em 29/07/2003, por intermédio da DCOMP 35987.61580.290703.1.3.01.1033 (fl. 524), e não 15/05/2003, data em que apresentou declaração de compensação em formulário. Esclareceu que a declaração de compensação eletrônica foi transmitida em função de a Delegacia da Receita Federal em São Paulo considerar não realizada a compensação em formulário, sendo que a DCTF pertinente já indicava a data correta da compensação (15/05/2003). À fl. 584 consta cópia de declaração de compensação em formulário, apresentada em 15/05/2003, com os mesmos dados da DCOMP 35987.61580.290703.1.3.01.1033, constando do seu rodapé a seguinte observação manuscrita: “Recebido por insistência. Sujeito a indeferimento. IN 320. 11/04/03”. A DRJ Ribeirão Preto/SP julgou a manifestação improcedente ao argumento que a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF não era instrumento hábil para se realizar a declaração de compensação pretendida e que, dos elementos constantes dos autos, a compensação somente se realizara em 29/07/2003, de modo que deveria incidir os consectários moratórios previstos em lei. Em recurso voluntário o contribuinte contraargumentou a decisão de primeiro grau afirmando que a compensação não se realizara mediante entrega de DCTF, como equivocadamente concluíra a decisão recorrida, mas sim, pela apresentação da competente declaração de compensação, passando a narrar o defeito da data de valorização, mormente que a entrega do formulário se efetivou, naquele formato, tão somente para evitar a perda do vencimento e a fluência de juros e multa. É o relatório. Voto Conselheiro Robson José Bayerl, Relator Fl. 627DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2012 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 04/07/2012 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 05/07/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM Processo nº 11610.002560/200398 Acórdão n.º 340301.668 S3C4T3 Fl. 2 3 O recurso voluntário é tempestivo e preenche os demais requisitos para sua admissibilidade, pelo que, dele se conhece. O ponto central da discussão reside em definir qual a data de valorização da compensação referente à Cofins, período de apuração abril/2003, se 15/05/2003, data da entrega da declaração em formulário, ou 29/07/2003, data da transmissão da declaração eletrônica (DCOMP 35987.61580.290703.1.3.01.1033). Na peça de inconformismo o recorrente alega que referida transmissão se concretizou apenas porque a Delegacia da Receita Federal em São Paulo, através de seus agentes, o orientou a fazêlo, uma vez que a declaração de compensação entregue em papel seria considerada como não realizada. De fato, na cópia apresentada há, como relatado, uma ressalva de recepção por insistência do interessado, além de registrar a possibilidade de seu indeferimento em face do disposto na IN SRF 320/03. Pois bem, consoante a legislação de regência da compensação, na parte que interessa ao deslinde da celeuma, mormente o art. 74 da Lei nº 9.430/96, na redação dada pela Lei nº 10.637/02, a compensação seria efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constariam informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. A normatização do procedimento foi delegada à Secretaria da Receita Federal, cuja regulação, à época dos fatos, era feita pela IN SRF 210/2002, que estabelecia a forma de apresentação da declaração de compensação mediante a entrega de formulário. Em 14/05/03, portanto, um dia antes do episódio, foi publicada a IN SRF 320/03, que impunha a apresentação da declaração de compensação em meio eletrônico, através da transmissão de dados por programa próprio, denominado PER/DCOMP. Referido ato normativo não previa qualquer consequência para apresentação da declaração de compensação em formulário, ou mesmo vedava tal procedimento, até porque os artigos da IN SRF 210/02 não foram expressamente revogados. A redação da IN SRF 210/02 somente foi alterada após a edição da IN SRF 323/03, publicada em 28/05/03, passando então a restringir a utilização do formulário aos casos que relacionava, sob pena de ser considerada não declarada a compensação que inobservasse seus preceitos. Diante deste panorama, entendo que no interstício entre 14/05/2003 e 28/05/2003, correspondente ao intervalo entre as INs SRF 320/03 e 323/03, não havia obstáculo, reprimenda ou efeito negativo à apresentação da declaração de compensação em formulário, consubstanciando verdadeira regra de transição para o novel modelo. Não tenho dúvida que o recorrente manifestou inequivocamente sua intenção em realizar a compensação, efetivandoa em um momento em que as normas de regência não eram claras o suficiente quanto ao tratamento a ser dispensado ao pedido formalizado de forma diversa àquela indicada. Fl. 628DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2012 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 04/07/2012 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 05/07/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM 4 Mesmo a ressalva lançada no formulário, segundo o qual o processamento da compensação poderia ser indeferido, carecia de embasamento, ao passo que a IN SRF 320/03 não previa que a declaração entregue neste modelo seria desconsiderada, indeferida ou considerada não formulada ou não declarada, o que somente veio a acontecer com a IN SRF 323/03. Até então, o que se tinha era a orientação que a compensação deveria ser realizada através do programa próprio, e só. Em conclusão, pelas ponderações expostas, tenho que a data a ser considerada para fins de valorização é 15/05/2003, data do protocolo da declaração de compensação em formulário, conforme documento de fl. 584, tomandose a DCOMP 35987.61580.290703.1.3.01.1033 como declaração retificadora, pelo que, os efeitos deflagrados são aqueles previstos no art. 61 da IN SRF 600/05, vigente por ocasião do encontro de contas realizado (fls. 560/561), consistente na consideração da data de apresentação do documento original. Em face do acima exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário interposto. Robson José Bayerl Fl. 629DF CARF MF Impresso em 13/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/07/2012 por ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 04/07/2012 p or ROBSON JOSE BAYERL, Assinado digitalmente em 05/07/2012 por ANTONIO CARLOS ATULIM
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Numero do processo: 10980.926916/2009-03
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 15 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/11/2005 a 30/11/2005
PIS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/1998. INCONSTITUCIONALIDADE DE DECLARADA PELO STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DO ART. 62-A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO ENTENDIMENTO.
O §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo STF no julgamento do RE nº 346.084/PR e no RE nº 585.235/RG, este último decidido em regime de repercussão geral (CPC, art. 543-B). Assim, deve ser aplicado o disposto no art. 62-A do Regimento Interno do Carf, o que implica a obrigatoriedade do reconhecimento da inconstitucionalidade do referido dispositivo legal.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DECORRENTE DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/1998. MATÉRIA NÃO CONHECIDA NA INSTÂNCIA A QUO. PRELIMINAR QUE IMPEDIU O CONHECIMENTO DO MÉRITO. AFASTAMENTO. RETORNO DOS AUTOS A` DRJ PARA EXAME DA MATÉRIA.
A DRJ, ao acolher a questão prejudicial relacionada à incompetência para a declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, não chegou a apreciar o mérito da existência do direito creditório, isto é, o valor do crédito e do débito e outras circunstâncias relevantes ao desate da questão, inclusive a efetiva inclusão das receitas financeiras na base de cálculo da contribuição no período alegado pelo interessado. Destarte, os autos devem retornar à DRJ para exame da matéria de mérito, sob pena de supressão de instância
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Aguardando Nova Decisão.
Numero da decisão: 3802-001.615
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, dar provimento parcial ao recurso, determinando-se o retorno dos autos à instância julgadora a quo para fins de apreciação do me´rito.
(assinado eletronicamente)
REGIS XAVIER HOLANDA - Presidente.
(assinado eletronicamente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, José Fernandes do Nascimento e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausência momentânea do Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi.
Nome do relator: SOLON SEHN
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/11/2005 a 30/11/2005 PIS. BASE DE CÁLCULO. ART. 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/1998. INCONSTITUCIONALIDADE DE DECLARADA PELO STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DO ART. 62A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. OBRIGATORIEDADE DE REPRODUÇÃO DO ENTENDIMENTO. O §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998 foi declarado inconstitucional pelo STF no julgamento do RE nº 346.084/PR e no RE nº 585.235/RG, este último decidido em regime de repercussão geral (CPC, art. 543B). Assim, deve ser aplicado o disposto no art. 62A do Regimento Interno do Carf, o que implica a obrigatoriedade do reconhecimento da inconstitucionalidade do referido dispositivo legal. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DECORRENTE DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718/1998. MATÉRIA NÃO CONHECIDA NA INSTÂNCIA A QUO. PRELIMINAR QUE IMPEDIU O CONHECIMENTO DO MÉRITO. AFASTAMENTO. RETORNO DOS AUTOS À DRJ PARA EXAME DA MATÉRIA. A DRJ, ao acolher a questão prejudicial relacionada à incompetência para a declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, não chegou a apreciar o mérito da existência do direito creditório, isto é, o valor do crédito e do débito e outras circunstâncias relevantes ao desate da questão, inclusive a efetiva inclusão das receitas financeiras na base de cálculo da contribuição no período alegado pelo interessado. Destarte, os autos devem retornar à DRJ para exame da matéria de mérito, sob pena de supressão de instância Recurso Voluntário Provido em Parte. Aguardando Nova Decisão. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 92 69 16 /2 00 9- 03 Fl. 46DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, dar provimento parcial ao recurso, determinandose o retorno dos autos à instância julgadora a quo para fins de apreciação do mérito. (assinado eletronicamente) REGIS XAVIER HOLANDA Presidente. (assinado eletronicamente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Regis Xavier Holanda (presidente da turma), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, José Fernandes do Nascimento e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Ausência momentânea do Conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 3ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Curitiba/PR, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa a seguir transcrita (fls. 30): ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/11/2005 a 30/11/2005 ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. O julgador da esfera administrativa deve limitarse a aplicar a legislação vigente, restando, por disposição constitucional, ao Poder Judiciário a competência para apreciar inconformismos relativos à sua validade ou constitucionalidade. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Por bem resumir a controvérsia até a presente fase processual, transcrevese o relatório do acórdão da DRJ (fls. 31): Trata o processo de manifestação de inconformidade apresentada em 29/07/2009, em face da não homologação da compensação declarada por meio do Per/Dcomp nº 30450.52836.261006.1.3.045016, nos termos do despacho decisório emitido em 07/07/2009 pela DRF em Curitiba/PR (rastreamento nº 843134179). Na aludida Dcomp, transmitida eletronicamente em 26/10/2006, a contribuinte indicou um crédito de R$ 170,99 (que corresponde a parte de um pagamento efetuado em 15/12/2005, sob o código 8109, o valor de R$ 2.719,17), e Fl. 47DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10980.926916/200903 Acórdão n.º 3802001.615 S3TE02 Fl. 47 3 um débito de IRPJ (2089), do 3º trimestre de 2006, vencido em 31/10/2006, no valor original de R$ 191,56. Segundo o despacho decisório, cientificado em 14/07/2009, a compensação não foi homologada porque o crédito indicado para a compensação havia sido totalmente utilizado na extinção, por pagamento, do débito de PIS de novembro de 2005, no valor de R$ 2.719,17. Na manifestação apresentada, a interessada diz que o crédito decorre da declaração de inconstitucionalidade pelo STF do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998 no RE 357950, e que aproveitou o referido crédito nos termos do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Demonstra numericamente a origem do crédito e diz estar amparada pelo art. 170 do CTN. Cita e transcreve jurisprudência administrativa e, ressaltando o contido no art. 165 do CTN, insiste no direito à restituição. Ao final, pede a homologação da compensação. A Recorrente, nas razões de fls. 3741, sustenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) nº 585.235, na sistemática prevista pelo art. 543B do Código de Processo Civil (CPC). Portanto, o entendimento em questão seria obrigatório nos termos do art. 62A do Regimento Interno do Carf. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 15/12/2011 (fls. 36), interpondo recurso tempestivo em 05/01/2012 (fls. 37). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o mesmo pode ser conhecido. O exame dos autos mostra que razão assiste ao Recorrente, porque, até o início da vigência da nãocumulatividade do PIS, a hipótese de incidência da contribuição encontravase disciplinada pela Lei no 9.718/1998 e pela Lei Complementar n.o 70/1991. Estas, por sua vez, definiam o “fato gerador” do tributo nos seguintes termos: Lei Complementar no 70/1991: Art. 2° A contribuição de que trata o artigo anterior será de dois por cento e incidirá sobre o faturamento mensal, assim considerado a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza. Lei no 9.718/1998: Art.2o As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. (Vide Medida Provisória nº 215835, de 2001) Fl. 48DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA 4 Art.3o O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (Vide Medida Provisória nº 215835, de 2001) §1º Entendese por receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) A Lei Complementar nº 70/1991, como se vê, restringia a materialidade do tributo ao faturamento mensal, assim considerado a receita bruta das vendas de mercadorias ou da prestação de serviço de qualquer natureza. Não havia previsão para a incidência sobre receitas financeiras, o que somente ocorreu após a Lei nº 9.718/1998, que, através do seu art. 3º, §1º, ampliou o âmbito normativo da contribuição, de modo a compreender a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica. O §1º do art. 3o da Lei no 9.718/1998, porém, foi declarado inconstitucional pelo STF no julgamento do RE no 346.084/PR: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. (STF. T. Pleno. RE 346.084/PR. Rel. Min. ILMAR GALVÃO. Rel. p/ Acórdão Min. MARCO AURÉLIO. DJ 01/09/2006). Esse entendimento foi reafirmado pela jurisprudência do STF no julgamento de questão de ordem no RE no 585.235/RG, decidido em regime de repercussão geral (CPC, art. 543B), no qual também foi deliberada a edição de súmula vinculante sobre a matéria: RECURSO. Extraordinário. Tributo. Contribuição social. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.9.2006; REs nos 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 15.8.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso improvido. É Fl. 49DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA Processo nº 10980.926916/200903 Acórdão n.º 3802001.615 S3TE02 Fl. 48 5 inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. (STF. RE 585235 RGQO. Rel. Min. CEZAR PELUSO. DJ 28/11/2008). Assim, apesar de ainda não editada a súmula vinculante, deve ser aplicado o disposto no art. 62A do Regimento Interno, reproduzido anteriormente, o que implica o reconhecimento da inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998. Não é possível, entretanto, o provimento integral do recurso, porquanto a DRJ, ao acolher a questão prejudicial relacionada à incompetência para a declaração de inconstitucionalidade do art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, não chegou a apreciar o mérito da existência do direito creditório, isto é, o valor do crédito e do débito e outras circunstâncias relevantes ao desate da questão, inclusive a efetiva inclusão das receitas financeiras na base de cálculo da contribuição no período alegado pelo interessado. Logo, impõese o afastamento da questão prejudicial acolhida pela DRJ, com o consequente prosseguimento do exame do mérito da compensação realizada pelo Recorrente, o que, por sua vez, deve ser realizado pela instância a quo, sob pena de supressão de instância. Votase, assim, pelo conhecimento e parcial provimento do recurso, determinandose o retorno dos autos à DRJ, para fins de apreciação do mérito. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 50DF CARF MF Impresso em 15/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 28/03/2013 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 14/05/2013 por REGIS XAVIER HOLANDA
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Numero do processo: 10880.675133/2009-76
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 16 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.196
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto Relator.
(documento assinado digitalmente)
Ester Manques Lins de Sousa- Presidente.
(documento assinado digitalmente)
Nelso Kichel- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa, Marco Antônio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão.
Nome do relator: NELSO KICHEL
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, CONVERTER o julgamento em diligência, nos termos do voto Relator. (documento assinado digitalmente) Ester Manques Lins de Sousa Presidente. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel, Marciel Eder Costa, Marco Antônio Nunes Castilho e Gustavo Junqueira Carneiro Leão. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .6 75 13 3/ 20 09 -7 6 Fl. 54DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.675133/200976 Resolução nº 1802000.196 S1TE02 Fl. 55 2 Relatório Cuidam os autos do Recurso Voluntário de fls.37/52 contra decisão da 5ª Turma da DRJ/São Paulo I (fls. 30/34) que julgou a Manifestação de Inconformidade improcedente. Quanto aos fatos, consta que em 29/12/2006 a contribuinte transmitiu eletronicamente via internet, por meio do Programa PER/DCOMP, a declaração de compensação tributária nº 22578.09853.291206.1.3.040089 (fls.02/04), onde consta: a) débitos informados (confessados) no montante de R$ 8.902,22: a1) CSLL estimativa mensal, código de receita 2484, do PA abril/2006, data de vencimento 31/05/2006, assim especificado: principal: R$ 4.406,70; multa moratória: R$ 881,34; juros de mora: R$ 342,84; Total : R$ 5.830,88. a2) IRPJ estimativa mensal, código de receita 5993, do PA maio/2006, data de vencimento 30/06/2006, assim especificado: principal: R$ 2.584,00; multa moratória: R$ 516,80; juros de mora: R$ 170,54; Total: R$ 3.271,34. b) crédito utilizado: a contribuinte pleiteou o aproveitamento de suposto direito creditório de R$ 6.606,49 (valor original), referente pagamento indevido ou a maior de IRPJ estimativa mensal, código de receita 5993, do PA 31/10/2003 de R$ 6.606,77 (valor original), data do recolhimento/arrecadação 28/11/2003. Entretanto, na DCTF, 4º trimestre/2003, consta quanto ao PA 31/10/2003, débito confessado do IRPJ estimativa mensal o valor de R$ 6.606,77 (fl. 27). Por isso, o despacho decisório da DERAT /São Paulo, de 23/10/2009, não reconheceu o direito creditório pleiteado, não homologando a compensação tributária informada, pois o recolhimento citado está vinculado ao débito do respectivo PA informado na DCTF. A propósito, transcrevo o disposto no Despacho Decisório eletrônico (fl. 07), in verbis: (...) 3FUNDAMENTAÇAO, DECISÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 6.606,77. Fl. 55DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.675133/200976 Resolução nº 1802000.196 S1TE02 Fl. 56 3 A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. (...) Diante da inexistência do crédito, NAO HOMOLOGO a compensação declarada. (...) Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência (fl.08), a contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade em 07/12/2009 (fls. 09/16), cujas razões, em síntese, são as seguintes: a) direito creditório pleiteado na DCOMP: que o recolhimento do IRPJ estimativa mensal do PA outubro/2003 foi indevido ou maior, em face do resultado apurado no encerramento do anocalendário 2003 ou com base em balancete de suspensão/redução; que, consoante previsto no art. 165 do Código Tributário Nacional, tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, no caso de cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável; b) débito do IRPJ do PA outubro/2003 informado na DCTF: que, no caso, a DCTF espelha estimativa mensal errônea, débito inexistente. c) débitos informados na DCOMP: que a DCOMP não expressa confissão de dívida; que, ainda, os débitos da CSLL (PA abril/2006) e do IRPJ (PA maio/2006) não teriam sido confessados em DCTF; que a Administração Pública não deve utilizarse de um equívoco da contribuinte (a qual solicitou uma compensação quando o correto seria um pedido de restituição do crédito) para constituir débitos e exigilos; Por fim, com base nessas razões, a contribuinte pediu o cancelamento do débito informado e que seja restituído o crédito pleiteado com aplicação dos juros SELIC. A DRJ/São Paulo I, apreciando a lide, julgou a manifestação de inconformidade improcedente, conforme Acórdão de 27/10/2010 (fls. 28/32), cuja ementa transcrevo a seguir, in verbis: (...) ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Fl. 56DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.675133/200976 Resolução nº 1802000.196 S1TE02 Fl. 57 4 Data do fato gerador: 28/11/2003 ESTIMATIVA MENSAL. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO INDEVIDO. Considerando que o DARF indicado no PER/DCOMP como origem do crédito corresponde exatamente à estimativa devida no período, não há que se falar em pagamento indevido. ESTIMATIVA MENSAL. PAGAMENTO INDEVIDO. UTILIZAÇÃO. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real que efetuar pagamento indevido ou a maior a título de estimativa mensal somente poderá utilizar o valor pago na dedução do tributo devido ao final do período de apuração. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido (...) Ciente desse decisum em 21/12/2010 (fl. 34), a contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 14/01/2011 (fls. 35/50), reiterando as razões já aduzidas na instância a quo, acrescentando ainda que deve ser reformada a decisão recorrida, pois a RFB não tem amparo legal para denegar o crédito pleiteado; que discorda da decisão recorrida de que pagamento a título de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real só poderia ser utilizado na dedução do IRPJ ou da CSLL devida no fim do período de apuração, ou para compor o saldo negativo do IRPJ ou da CSLL do período. É o relatório. Fl. 57DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.675133/200976 Resolução nº 1802000.196 S1TE02 Fl. 58 5 Voto Conselheiro Nelso Kichel, Relator O recurso é tempestivo e atende aos pressupostos para sua admissibilidade. Por conseguinte, dele conheço. Conforme relatado, os autos tratam de processo de compensação tributária. Vale dizer, em 29/12/2006 a contribuinte transmitiu eletronicamente via internet, por meio do Programa PER/DCOMP, a declaração de compensação tributária nº 22578.09853.291206.1.3.040089 (fls.02/04), informando que compensara débitos da CSLL (PA abril/2006), código de receita 2484 e do IRPJ (PA maio/2006), código de receita 5993, tendo utilizado – como direito creditório – pagamento indevido ou a maior do IRPJ estimativa mensal, código de receita 5993, do PA outubro/2003, data do recolhimento 28/11/2003. A decisão a quo, na mesma esteira do despacho decisório, não reconheceu o direito creditório pleiteado, pois o valor integral do referido recolhimento de 28/11/2003 já fora, integralmente, consumido ou utilizado para quitação do débito do IRPJ estimativa mensal do PA outubro/2003, declarado na DCTF. Nas razões do recurso, a recorrente rebelase contra a decisão recorrida, alegando: a) que tem direito à restituição do que pagara indevidamente a título do IRPJ estimativa mensal do PA outubro/2003, pois teria recolhido IRPJ estimativa mensal indevidamente ou superior ao valor do imposto apurado na declaração de ajuste anual ou com base em balancete de suspensão/redução, nesse anocalendário; b) que, além disso, os débitos da CSLL (PA abril/2006) e do IRPJ estimativa mensal (PA maio/2006), informados na DCOMP, seriam incabíveis, pois nesse anocalendário teria apurado prejuízo fiscal na declaração de ajuste anual; c) que, então, teria laborado em equívoco quando da apresentação da DCOMP, pois seria caso de pedido de restituição de direito creditório e não de compensação tributária. Compulsando os autos, observase que nos anoscalendário 2003 e 2006 a contribuinte estava submetida ao regime de apuração do IRPJ e da CSLL, com base no Lucro Real anual, com obrigação de antecipação de pagamento dessas exações por estimativa mensal. À luz da legislação tributária federal, sempre que há, comprovadamente, pagamento indevido ou maior, é cabível a repetição do indébito tributário. No caso de pagamento indevido ou a maior de estimativa mensal da CSLL, cabe observar o seguinte: a) os contribuintes que fizeram opção, para determinado anocalendário, pelo lucro real anual têm obrigação de antecipar pagamento do IRPJ e da CSLL por estimativa mensal com base na receita bruta mensal ou com base em balancete mensal de Fl. 58DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.675133/200976 Resolução nº 1802000.196 S1TE02 Fl. 59 6 suspensão/redução, independentemente de eventual apuração de prejuízo no final de ano, na declaração de ajuste. Sendo assim, não há que se falar ou objetar recolhimentos mensais, pagamentos por antecipação, indevidos ou a maior dessas exações fiscais, quando efetuados em estrita observância da legislação de regência e em estrita observância da base de cálculo (receita bruta mensal ou com base em balancete de suspensão/redução). O simples fato de apuração no final do ano de eventual prejuízo não torna os recolhimentos, pagamentos por antecipação, indevidos, pois foram antecipados na forma da legislação de regência. Ainda, na hipótese de apuração de prejuízo fiscal no encerramento do anocalendário, os pagamentos assim antecipados de estimativa mensal serão devolvidos como saldo negativo; b) entretanto, considerase pagamento indevido ou a maior de estimativa mensal quando, de plano, observase que ele não tem relação com a receita bruta ou com o balanço de suspensão/redução. Nessa situação, é cabível a restituição ou devolução/aproveitamento apenas do excesso do pagamento mensal por antecipação do referido período de apuração (não relacionado com a receita bruta ou com balancete de suspensão ou redução), sem necessidade de leválo para o saldo negativo, em face da revogação do art. 10, 2ª parte, da IN SRF 600/2005 pelo art. 11 da IN RFB 900/2008. Nesse sentido, também é o entendimento do CARF, conforme Súmula CARF nº 84, in verbis: Súmula CARF nº 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Mas, no caso há falhas na instrução do processo; salta aos olhos a falta de elementos de prova para formação de convicção do julgador quanto ao mérito da lide, pois: 1) Quanto ao pretenso direito creditório do IRPJ do PA outubro/2003: a) não há sequer cópia completa da DIPJ 2004, anocalendário 2003, para apurar, verificar, cotejar, se o valor pleiteado constou ou não de eventual saldo negativo na declaração de ajuste desse anocalendário; b) não se sabe se o valor do crédito pleiteado já foi aproveitado, ou não, em balancete de suspensão ou redução, nos termos do art. 35 da Lei nº 8.981/95; c) não há cópia da escrituração contábil (livros razão, Diário e Lalur). 2) Quanto aos débitos confessados na DCOMP, PA abril/2006 (CSLL) e PA maio/2006 (IRPJ): a) não há nos autos sequer cópia completa da DIPJ 2007, anocalendário 2006, para apurar, verificar, cotejar, se o valor do débito foi declarado na DIPJ e se foi confessado da DCTF respectiva; b) não há nos autos cópia de balancete de suspensão ou redução, nos termos do art. 35 da Lei nº 8.981/95; c) não há cópia da escrituração contábil e fiscal (livros razão, Diário e Lalur). Diante do exposto, e em observância ao princípio da verdade material, propugno, por conseguinte, pela conversão do julgamento em diligência, para retorno dos autos à DERAT/São Paulo para: Fl. 59DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL Processo nº 10880.675133/200976 Resolução nº 1802000.196 S1TE02 Fl. 60 7 a) à luz da escrituração contábil e fiscal da contribuinte, apurar se existe, ou não, o direito creditório pleiteado. Na hipótese de existir o direito creditório pleiteado, apurar se ele decorreu de excesso de pagamento por antecipação no referido mês (recolhimento sem relação com a receita bruta mensal ou sem relação com o balancete mensal de suspensão/redução) ou se, simplesmente, é hipótese de restituição de saldo negativo, em face do pagamento, por antecipação, ter sido realizado exatamente nos termos da legislação de regência, mas, no encerramento do anocalendário respectivo, houve apuração de prejuízo; b) apurar, à luz da escrituração contábil e fiscal, se houve realmente equívoco na apuração e confissão do débito na DCOMP (apurar se o débito foi regularmente apurado pela própria contribuinte em sua escrituração contábil e fiscal, com base na receita bruta ou com base em balancete de suspensão ou redução, ou se o débito, em parte, não tem relação com a respectiva base de cálculo do período de apuração mensal. Considerase indevido apenas a parte do débito que extrapolou, ou seja, que não tem relação com a respectiva base de cálculo mensal (receita bruta ou com o balancete de redução/suspensão do referido período de apuração mensal); c) elaborar relatório circunstanciado e conclusivo, embasado na escrituração contábil e fiscal, apresentando as conclusões e resultados da diligência fiscal quanto ao direito creditório pleiteado e quanto à existência/regularidade, ou não, do débito informado na DCOMP; d) intimar a contribuinte do relatório da diligência, contendo as conclusões/resultados da diligência, abrindo prazo de 30 (trinta) dias a partir da ciência para, se quiser, apresentar contrarrazões. Transcorrido o prazo com ou sem manifestação da contribuinte, retornem os autos a este CARF, para prosseguimento do julgamento. Por todas essas razões, voto para converter o julgamento em diligência, conforme proposto. (documento assinado digitalmente) Nelso Kichel Fl. 60DF CARF MF Impresso em 16/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por EST ER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por NELSO KICHEL
score : 1.0
Numero do processo: 10510.001588/2004-54
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1996 a 31/10/1996 LANÇAMENTO. DECADÊNCIA. Incabível a realização de lançamento sobre fatos geradores já alcançados pela decadência. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO - CSLL Ano-calendário: 1996, 1997 ISENÇÃO. REQUISITOS. Incabível o gozo da isenção quando a entidade remunera seus diretores descumprindo os requisitos legais exigidos para tal fruição. TRIBUTAÇÃO. ESCOLHA DA BASE TRIBUTÁVEL. Quando da lavratura de auto de infração com base no lucro real deverão ser obedecidas as regras exigidas para referida apuração, devendo-se assim tomar como base de cálculo o lucro líquido da pessoa jurídica e não o faturamento mensal com conseqüente presunção de lucro.
Numero da decisão: 1301-000.951
Decisão: Os membros da Turma acordam, por unanimidade, negar provimento do
recurso de oficio, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator.
Matéria: IRPJ - outros assuntos (ex.: suspenção de isenção/imunidade)
Nome do relator: PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS
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DECADÊNCIA. Incabível a realização de lançamento sobre fatos geradores já alcançados pela decadência. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO CSLL Anocalendário: 1996, 1997 ISENÇÃO. REQUISITOS. Incabível o gozo da isenção quando a entidade remunera seus diretores descumprindo os requisitos legais exigidos para tal fruição. TRIBUTAÇÃO. ESCOLHA DA BASE TRIBUTÁVEL. Quando da lavratura de auto de infração com base no lucro real deverão ser obedecidas as regras exigidas para referida apuração, devendose assim tomar como base de cálculo o lucro líquido da pessoa jurídica e não o faturamento mensal com conseqüente presunção de lucro. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Os membros da Turma acordam, por unanimidade, negar provimento do recurso de oficio, nos termos do relatório e voto proferidos pelo Relator. (assinado digitalmente) Alberto Pinto Souza Junior Presidente. Fl. 245DF CARF MF Impresso em 24/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/ 06/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto Souza Junior, Valmir Sandri, Wilson Fernandes Guimarães, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes e Carlos Augusto de Andrade Jenier. Relatório Trata o presente processo de suspensão de isenção da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, em razão de o contribuinte remunerar seus diretores conforme está relatado no Termo de Constatação Fiscal datado de 10/08/2004, fl. 80 e auto de infração dele decorrente. Na impugnação o contribuinte reconhece que existe a remuneração para referidos diretores, porém justificando a legalidade de tais desembolsos, inclusive fazendo distinguir a remuneração por efetiva prestação de serviços da distribuição de lucros de que trata o artigo 14 do CTN. As justificativas do contribuinte não foram aceitas conforme se depreende do Despacho GAB N° 054/2004, que propõe a suspensão do benefício a partir de janeiro de 1996, fato que foi consolidado com a assinatura e publicação do Ato Declaratório Executivo n 53 de 21 de outubro de 2004, às fls. 73/75. Informa ainda referido despacho que o atual procedimento objetiva sanar irregularidade quanto a lançamento anterior, anulado por vicio formal pela 1a. Turma de Julgamento da DRJ Salvador e ratificado pela 7a. Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, em razão de originalmente não se haver publicado o competente ato declaratório. Destarte, acobertado pelo referido ato declaratório foi lavrado auto de infração da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para exigir a referida contribuição, nos anos calendário de 1996 e 1997, no valor de R$ 1.430.731,87, aí incluso os juros moratórios e a multa de ofício, o qual foi cientificado ao contribuinte em 08/11/2004, conforme fls. 101. Justificouse o referido lançamento em razão da contribuição em comento não haver sido declarada e nem paga. Descontente com o auto de infração que lhe foi dado ciência em 08 de novembro de 2004, a contribuinte apresenta impugnação em 01 de dezembro de 2004, conforme segue: Preliminarmente a) Que o auto de infração foi cientificado ao contribuinte sem que este houvesse tomado ciência do Mandado de Procedimento Fiscal, deixando assim a autoridade autuante de observar importante aspecto formal; b) Alega que se operou a decadência para constituição do credito tributário, relativo ao primeiro auto de infração, lavrado em 03 de abril de 2002, quando havia precluído o Fl. 246DF CARF MF Impresso em 24/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/ 06/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10510.001588/200454 Acórdão n.º 1301000.951 S1C3T1 Fl. 2 3 direito da Fazenda Pública lançar de oficio os períodos de apuração compreendidos, entre janeiro e dezembro de 1996 e o primeiro trimestre de 1997. Mérito C) Está equivocado o argumento de descumprimento de requisito previsto nos Incisos I e IV, do artigo 55, da Lei n° 8.212/91. d) Que de fato a remuneração atribuída às pessoas que ocupam os cargos de Presidente do Conselho Diretor, Diretora Administrativa e Diretora Financeira, corresponde à contraprestação da atividade laboral por elas exercidas, em entidades educacionais mantidas pela Impugnante, na Universidade Tiradentes e no colégio Tiradentes. e) Cita ementário do Primeiro Conselho de Contribuintes quanto a permissibilidade de remuneração dos dirigentes de instituições imunes, mas precisamente o acórdão 10194.610, de 17.06.2004. f) Alega equivoco na base de calculo pois de conformidade com o auto de infração foi a mesma calculada mediante a aplicação do percentual de 12% sobre o total das receitas da atividade mensal bruta em 1996 e trimestral em 1997, acrescida de outras receitas auferidas e diminuído das exclusões permitidas ou autorizadas pela legislação. g) Entretanto, de acordo com a legislação vigente à época do fato gerador, constatase mais um equivoco cometido pela autoridade autuante, ao mensurar a base de cálculo da exação, eis que o artigo 57, da Lei 8.981/95, determina que a base de cálculo seria de 10% sobre o somatório das receitas auferidas no período de apuração. h) Ademais, a autoridade autuante calculou a contribuição social devida com base nas regras estabelecidas para o lucro presumido, ou seja, com base na receita mensal auferida, em que pese a Impugnante ter apresentado, no curso da primeira ação fiscal, os balancetes mensais de todo período fiscalizado. Conclui por afirmar que: na hipótese da contribuinte possuir escrituração lastreada na legislação comercial e fiscal, e não houver optado pela tributação com base no lucro presumido, a exigência de oficio, tanto do imposto de renda como da contribuição social, deve ser realizada com base no lucro real do período. A autoridade julgadora de primeira instancia (DRJ/SDR) decidiu a matéria através do Acórdão 1518.180, de 21/01/2008 (fls. 226), considerando improcedente o lançamento, tendo sido lavrada a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1996 a 31/10/1996 LANÇAMENTO. DECADÊNCIA. Incabível a realização de lançamento sobre fatos geradores já alcançados pela decadência. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LIQUIDO CSLL Anocalendário: 1996, 1997 ISENÇÃO. REQUISITOS. Fl. 247DF CARF MF Impresso em 24/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/ 06/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 Incabível o gozo da isenção quando a entidade remunera seus diretores descumprindo os requisitos legais exigidos para tal fruição. TRIBUTAÇÃO. ESCOLHA DA BASE TRIBUTÁVEL. Quando da lavratura de auto de infração com base no lucro real deverão ser obedecidas as regras exigidas para referida apuração, devendose assim tomar como base de cálculo o lucro líquido da pessoa jurídica e não o faturamento mensal com conseqüente presunção de lucro. É o relatório. Passo ao voto. Voto Conselheiro Paulo Jakson da Silva Lucas Recurso assente em lei (Decreto n° 70.235/72, art. 34, c/c a Lei n° 8.748, de 09/12/93, arts. 1° e 3o.), dele tomo conhecimento. Como se depreende do relatório, tratam os autos de recurso de ofício interposto pela 1a. Turma de Julgamento da DRJ/Salvador, que julgou improcedente a exigência fiscal imposta à autuada no valor de R$ 1.430.731,87. No que tange a suspensão da isenção, em especial, não encontrase nos autos recurso voluntário contestando a matéria tratada no Ato Declaratório. Relativamente ao Recurso de Ofício com muita propriedade o relator do acórdão recorrido expõe no voto, pelo adoto como razões de decidir: Embora a lei proíba a remuneração dos dirigentes e esteja esta comprovada nos autos observase que o Fisco tomou como base de cálculo valor da receita bruta quando deveria considerar o lucro líquido do exercício com os devidos ajustes. Demonstrativo de Apuração da Contribuição Social, fl. 105, informa que está a tributação sendo efetuada com base no LUCRO REAL, mensal com relação ao anocalendário de 1996 e trimestral com base no anocalendário de 1997, conforme fls. 105/107. Como se observa, embora tenha o auto de infração informado que a tributação está sendo efetuada com base no lucro real, em verdade a base de cálculo tomada, conforme explicado pelo próprio auditorfiscal, é a do lucro presumido, onde apenas foram contempladas as receitas e aplicado um percentual de presunção de lucro de 12% , para posteriormente aplicar a alíquota da contribuição de 8%, ao invés de se tomar como base de cálculo, em se tratando de lucro real, do lucro líquido apurado em cada período ou, em caso de falta de escrituração, o arbitramento. Impossível conceberse então que se tribute pelo lucro real com base de cálculo apurada pelo lucro presumido como foi aqui procedido. Como muito bem assegurou o contribuinte, a autoridade autuante calculou a contribuição social devida com base nas regras estabelecidas para o lucro presumido, ou seja, com base na receita mensal auferida conforme se pode certificar do `Demonstrativo de Base de Cálculo " de fl. 112. Fl. 248DF CARF MF Impresso em 24/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/ 06/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10510.001588/200454 Acórdão n.º 1301000.951 S1C3T1 Fl. 3 5 Assim é que concluo com a afirmação da Impugnante de que: Não há dúvida que, nesse ponto, equivocouse a fiscalização, posto que, na hipótese da contribuinte possuir escrituração lastreada na legislação comercial e fiscal, e não houver optado pela tributação com base no lucro presumido, a exigência de ofício, tanto do imposto de renda como da contribuição social, deve ser realizada com base no lucro liquido do período ou, no caso da inexistência de escrituração contábil regular, deveria o auditor arbitrar o lucro na forma da legislação pertinente. Isto porque a forma normal de tributação é o lucro real, não tendo o contribuinte feito opção pelo lucro presumido há a autoridade fiscal de aplicar as regras normais de tributação e não escolher outra maneira, mesmo que possa ser mais benéfica ao contribuinte. Dessarte, o procedimento adotado no presente processo na determinação da base de cálculo a ser tributada da CSLL, não pode ser convalidado, haja vista que fere a legislação tributária de regência. Pelo exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício interposto. (assinado digitalmente) Paulo Jakson da Silva Lucas Relator Fl. 249DF CARF MF Impresso em 24/07/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/06/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 19/ 06/2012 por PAULO JAKSON DA SILVA LUCAS, Assinado digitalmente em 25/06/2012 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 16327.000658/2008-34
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 23 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1202-000.188
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Carlos Alberto Donassolo Presidente Substituto e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Nereida de Miranda Finamore Horta, Orlando José Gonçalves Bueno, Carlos Alberto Donassolo, Marcos Antonio Pires, Geraldo Valentim Neto e Viviane Vidal Wagner.
Matéria: IRPJ - AF (ação fiscal) - Instituição Financeiras (Todas)
Nome do relator: CARLOS ALBERTO DONASSOLO
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Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo – Presidente Substituto e Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Nereida de Miranda Finamore Horta, Orlando José Gonçalves Bueno, Carlos Alberto Donassolo, Marcos Antonio Pires, Geraldo Valentim Neto e Viviane Vidal Wagner. Relatório Trata o presente processo de Autos de Infração lavrados em 30/04/2008 (fls. 02 a 09), para a constituição de créditos tributários do IRPJ, acrescido de multa de oficio e juros de mora, em razão da “Glosa de Prejuízos Compensados IndevidamenteSaldos de Prejuízos Insuficientes”, relativo aos fatos geradores ocorridos em 31/12/2005 e 31/12/2006, nos valores de R$ 160.253.230,30 e R$ 9.552.944,27, respectivamente. A insuficiência de prejuízos fiscais do contribuinte decorreu em razão de que parte dos seus prejuízos teriam sido aproveitados por ocasião de outros lançamentos tributários RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .0 00 65 8/ 20 08 -3 4 Fl. 495DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 16327.000658/200834 Resolução nº 1202000.188 S1C2T2 Fl. 496 2 formalizados contra o contribuinte, constantes dos processos 16327.000869/9961, 16327.002784/200157, 16327.000009/200591 e 16561.000092/200614. Em razão dos processos mencionados, foram procedidas alterações de prejuízos do autuado, registradas em controles internos da Receita Federal no “Sistema de Acompanhamento do Prejuízo Fiscal, do Lucro Inflacionário e da Base de Cálculo Negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – SAPLI”, resultando, então, na insuficiência dos valores de prejuízos nos anos de 2005 e 2006, conforme se verifica nos extratos do SAPLI, de fls. 10 a 14 e 28/29 Por seu turno, o autuado apresentou a sua impugnação, mediante arrazoado, de fls. 33 a 39, trazendo, em síntese, as seguintes alegações, acompanhada de documentos, que foram muito bem resumidas no relatório do acórdão da DRJ/São Paulo I, de fls. 104 a 111, que transcrevo na íntegra e passo a adotar: “i) autoridade fiscal equivocouse ao glosar prejuízos fiscais em vários anos, conforme demonstrado em anexo, que junta (fl. 76); ii) conforme o citado anexo, o autuado apurou, no anocalendário de 95, prejuízo acumulado de R$ 1.336.426,69, enquanto o SAPLI registra prejuízo acumulado de R$ 116,33 (fl. 63), sendo que esta divergência não seria devida ao crédito tributário lançado, objeto do Processo 16327.000.869/9961, lançamento reconhecido nulo em definitivo pelo Conselho de Contribuintes (fls. 77 e 78); iii) no anocalendário de 97 apurou prejuízo fiscal de R$ 132.390.418,47, enquanto o SAPLI registra R$ 113.822.254,10, com diferença de R$ 18.568.164,37, esta resultante de dois equívocos: a) o valor de R$ 17.680.784,42 teria sido compensado, indevidamente, de ofício com crédito lançado objeto do PAF 16327.0027841200157 (fls. 85 a 87), o qual seria objeto do Mandado de Segurança 2006.61.00.0127660 (fl. 84), e estaria com a exigibilidade suspensa por força de depósitos judiciais realizados (fls. 79 a 82); b) o montante, restante, de R$ 887.379,95 teria sido considerado pela autoridade com base em informação errada prestada pelo autuado na D1PJ/97, corrigida, porém, em Declaração retificadora entregue em 12/2002 (f1.88); iv) no anocalendário de 98, a autoridade teria efetuado, de ofício, compensação a mais de R$ 6.803.731,80, no total de R$ 42.356.435,57 (fl. 66) , com crédito lançado objeto do PAF 16327.00278410157, cuja exigibilidade estaria suspensa por depósitos judiciais efetuados no Mandado de Segurança 2006.61.00.0127660, como mencionado; v) no anocalendário de 99, a autoridade teria compensado a mais R$ 20.323.913,43, do total de R$ 71.465.934,83 (fl. 67) , com crédito lançado objeto do PAF 16327.002784/0157, cuja exigibilidade estaria suspensa por depósitos judiciais efetuados no Mandado de Segurança 2006.61.00,0127660, como mencionado; teria efetuado, ainda, nova ompensação, indevida, de R$ 28.426.031,88,_ com crédito tributário formalizado no PAF 16327.000009/0591 (fl. 95), cuja exigibilidade estaria suspensa em face de decisão favorável proferida pelo Conselho de Contribuintes, estando pendente ainda de julgamento do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, pela Câmara Superior de Recursos Fiscais (fls. 92 a 94); vi) não há divergência quanto ao prejuízo acumulado do anocalendário de 2000, de R$ 248.578.086,18 (fls. 69 e 76); vii) contudo, no anocalendário de 2001, a autoridade teria compensado a mais R$ 119.760.879,45, do total de R$ 146.620.901,58 (fl. 69) ,com crédito lançado objeto do PAF 16561.000.092/0614 (fls. 97 e 98), cuja exigibilidade estaria suspensa, por pendente de julgamento na Delegacia Regional de Julgamento de São Paulo — DRJ/SP (fl.96); Fl. 496DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 16327.000658/200834 Resolução nº 1202000.188 S1C2T2 Fl. 497 3 viii) no anocalendário de 2002, a autoridade teria compensado a mais R$ 83.592.138,08, do total de R$ 97.342.512,32 (fl. 70) , com crédito lançado objeto do PAF 16561.000.09210614 (fls. 97 e 98), cuja exigibilidade estaria suspensa, por pendente de julgamento na Delegacia Regional de Julgamento de São Paulo — DRJ/SP (fl. 96); em razão de ter levado em conta as compensações equivocadas, a autoridade apurou prejuízo fiscal acumulado no ano, de apenas R$ 4.614.672,28 (fl. 70); ix) desta forma, segundo a autoridade, dos R$ 164.867.902,67 utilizados pelo autuado no anocalendário de 2005 (fls. 73 e 76), apenas R$ 4.614.672,28 poderiam ter sido utilizados, resultando, assim, compensação irregular de R$ 160.253.230,39; x) por conseqüência, já não havendo mais saldo de prejuízo fiscal em 2006, a compensação efetuada pelo autuado, de R$ 9.552.944,27 (fls. 74 e 76), foi glosada; xi) a glosa desses dois valores, R$ 160.253.230,39, do anocalendário de 2005, e RS 9.552.944,27, do anocalendário de 2006, ensejaram os lançamentos, na presente autuação, respectivamente, de R$ 40.063.307,59 e RS 2.388.236,07, totalizando R$ 42.451.543,66.” Na sequência, a DRJ/ São Paulo I, emitiu o Acórdão nº 1617.944, de fls. 104 a 111, mantendo integralmente o lançamento efetuado, conforme ementário que se transcreve: AUTO DE INFRAÇÃO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. EFEITO SOBRE O CRÉDITO, NÃO SOBRE OS PROCEDIMENTOS DE CONSTITUIÇÃO. A suspensão da exigibilidade do crédito lançado não restabelece, em favor do autuado, para utilização futura , eventuais saldos de prejuízos utilizados de ofício para reduzir valor tributável no lançamento fiscal impugnado, o que, se admitido, implicaria ampliar, sem fundamento na lei, os efeitos daquele instituto de suspensão do crédito tributário. Lançamento Procedente Os principais fundamentos utilizados no acórdão recorrido, encontramse assim transcritos: “A suspensão da exigibilidade do crédito lançado não restabelece, em favor do autuado, eventuais saldos de prejuízos utilizados de oficio para reduzir valor tributável em lançamento fiscal impugnado, o que, se admitido, implicaria ampliar, sem fundamento na lei, os efeitos daquele instituto de suspensão do crédito tributário. Inexiste mandamento legal que autorize ao Fisco a permitir a reutilização, em exercícios posteriores, de saldos de prejuízos já utilizados de oficio, em razão de impugnação de crédito. Ademais, a glosa da citada reutilização é procedimento obrigatório para a autoridade fiscal no sentido de fazer prevalecer no âmbito administrativo os efeitos de ato de ofício anterior, ao mesmo tempo em que impede o contribuinte de desconstituílo ao seu alvitre e sem competência legal para tanto.” Cientificada da decisão e inconformada com o resultado, a autuada apresentou, tempestivamente, recurso voluntário, mediante arrazoado, de fls.115 a 123, reiterando praticamente todos os argumentos trazidos na impugnação, sem trazer qualquer elemento novo, requerendo o cancelamento da autuação ou, alternativamente, a suspensão da exigibilidade até a decisão final dos processos conexos. Fl. 497DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 16327.000658/200834 Resolução nº 1202000.188 S1C2T2 Fl. 498 4 Os autos vieram a esta Turma de Julgamento para apreciação do recurso, que decidiu por converter o julgamento em Diligência, mediante Resolução nº 120200.052, de 3 de agosto de 2010, fls. 145 e ss., solicitando que a autoridade fiscal se manifestasse sobre os seguintes pontos: “a) examinar as alegações do recorrente no que se refere a diferença de estoque de prejuízos fiscais, ao final do ano de 2000, no valor de R$ 19.904.474,73, ( i) da compensação do prejuízo fiscal efetuada no processo. n° 16327.000869/9961, mas que foi encerrado com ganho de causa ao contribuinte (fls. 77/78); ii) da entrega de declaração retificadora do ano de 1997, que resultou num prejuízo maior de R$ 887.379,95 ( fls. 88 a 91); e iii) do processo 16327.002.784/0157, cujo lançamento é objeto de discussão judicial no Mandado de Segurança n° 2006.61.00.0127660), emitindo parecer conclusivo a respeito; b) intimar o contribuinte a apresentar certidão de objeto e pé, cópias da peça inicial e as sentenças/decisões/acórdão proferidos nos autos do Mandado de Segurança n° 2006.61.00.0127660; c) informar se os valores depositados judicialmente, fls. 79 a 82, se referem ao processo administrativo 16327.002784/200157 e se foram feitos no montante integral do crédito tributário ali exigido; d) juntar cópias das decisões administrativas definitivas exaradas nos processos 16327.000009/200591 e 16561.000092/200614; e) elaborar um demonstrativo nos moldes do que foi apresentado na fl. 76, com os saldos de prejuízos fiscais do IRPJ, em face das decisões proferidas nos itens anteriores, indicando: anocalendário, valor prejuízo informado pelo contribuinte, valor do prejuízo alterado pela fiscalização; nº do processo vinculado a essa alteração, diferença de prejuízos e saldos acumulados de prejuízo fiscal; f) elaborar demonstrativo com os valores lançados na presente autuação e os valores que porventura deverão ser cancelados em razão dos ajustes mencionados no item anterior; g) emitir despacho conclusivo a respeito dos referidos ajustes e dos valores autuados que porventura deverão ser cancelados; h) cientificar a recorrente do conteúdo do despacho mencionado no item anterior, com intimação para se manifestar, querendo, no prazo de 30 dias; i) após, retorno a este CARF para julgamento do recurso voluntário.” Na sequência, a autoridade fiscal na origem efetuou a juntada de diversos documentos de interesse do presente processo, dentre eles: i) informação do autuado comunicando a desistência parcial de discussão administrativa e pagamento/parcelamento parcial do crédito tributário exigido nos processos (conexos), que passo a transcrever a seguir, fls. 161/162: “PROCESSO N° 16327.000658/200834 BANCO ITAÚ S/A, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, (...) [...] Fl. 498DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 16327.000658/200834 Resolução nº 1202000.188 S1C2T2 Fl. 499 5 Não obstante, o peticionante desistiu parcialmente da discussão travada no Processo Administrativo nº 16561.000092/200614 e efetuou o recolhimento parcial do imposto. Informa, porém, que a parte do prejuízo fiscal utilizada na redução do crédito corresponde a RS 12.509.802,57, sendo que o valor de RS 11.435.332,56 foi pago à vista e o valor de R$ 1.074.470,01 será objeto de parcelamento. Além desse processo, o peticionante desistiu da discussão objeto do Processo Administrativo nº 16327.002784/200157, cujo pagamento será objeto de parcelamento, também nos termos da anistia fiscal da Lei n° 11.491/09. O montante do prejuízo utilizado na redução do credito corresponde ao valor de R$ 2.655.277,77. O peticionante junta o recibo do pedido de parcelamento e o DARF pago em 30/11/09 doc. 04. Com relação aos valores supra mencionados, o peticionante desiste do recurso e renuncia ao direito em que se funda. Esclarece que a desistência parcial deste processo referese aos seguintes débitos: Código Período de Apuração Valor do Débito 2917 31.12.2005 40.063.307,59 Termos em que, Pede deferimento. São Paulo, 26 de fevereiro de 2010” ii) desistência da discussão judicial travada nos autos do processo n° 2006.61.00.0127660, em face da adesão aos benefícios concedidos pela anistia instituída através da Lei n° 11.941/09, fls. 168 a 176; iii) cópias de Acórdãos deste Carf de processos relacionados ao presente, fls. 217 e seguintes; iv) Termos de Intimação e esclarecimentos efetuados pelo contribuinte a respeito dos diversos processos administrativos relacionados ao presente, fls. 297 a 303 e 367; Com os elementos disponíveis, a autoridade fiscal elaborou o Termo de Diligência Fiscal. Em síntese, assim concluiu a fiscalização, fls. 378/379 : “No exercício das funções de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil (AFRFB), em cumprimento ao quanto determinado pelo MPFD n°. 08166002011 000531, e, tendo em vista o teor da manifestação do contribuinte acostada às fls. 374/5, de 13/06/2011, resumimos na tabela abaixo o quanto foi apurado em relação aos processos fiscais implicados na discussão do processo em diligência, de n°. 16327.000658/200834): A/C Prejuízos favoráveis ao sujeito passivo Valor Processo 1995 Decisão do proc.favorável ao S. Passivo 1.336.310,36 16327.000.869/199961 1997 Retificação da DIPJ 887.379,95 doc. fls. 89 Fl. 499DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 16327.000658/200834 Resolução nº 1202000.188 S1C2T2 Fl. 500 6 Prejuízos Aproveitados (em definitivo) 1997 Baixa confirmada (pr. de parcelamento) 17.680.784,42 16327.002.784/0157 1998 Baixa confirmada (pr. de parcelamento) 6.803.731,80 16327.002.784/0157 1999 Baixa confirmada (pr. de parcelamento) 3.817.379,28 16327.002.784/0157 PENDÊNCIAS 1999 Aguardando decisão CARF 28.426.031,88 16.327.000.009/200591 2001 Prejuízo Compensado exofficio 119.760.879,45 16561.000.092/200614 Parcela aceita mediante pagto ) 30.837.092,64 Parcela pendente de julgamento 88.923.786,81 2002 Prejuízo Compensado exofficio 83.592.138,08 16561.000.092/200614 Parcela aceita mediante pagto 5.849.890,23 Parcela pendente de julgamento 77.742.247,85 Total das pendências 195.092.066,54 Isso posto, para que surta os devidos efeitos legais, lavro o presente termo em duas vias de igual teor e forma e que vão assinadas por mim, AFRFB, e pelo representante legal do contribuinte a quem é entregue uma das vias. Outrossim, fica o contribuinte intimado a, no prazo de dez dias da ciência deste, se assim julgar conveniente , manifestarse sobre o quanto acima foi relatado. Após o que o processo será encaminhado ao CARF para prosseguimento.” O contribuinte desistiu parcialmente da discussão de parte dos valores exigidos no presente processo, de modo que o valor do IRPJ de R$ 16.247.219,59, fato gerador 31/12/2005, foi transferido em 14/02/2012, com fins de acompanhamento da cobrança, para o processo nº 16327720.196/201251, fls. 460 a 464. Na sequência, em 25/09/2012, foi emitido uma nova Informação Fiscal, de fls. 489 a 491. Em síntese, assim relatou e concluiu a fiscalização: “INFORMAÇÃO FISCAL CONTRIBUINTE: ITAU UNIBANCO S/A CNPJ : 60.701.190/000104 PROCESSO : 16327.000658/200834 Em despacho exarado às folhas 476 a DICAT/DEINF solicita nossa avaliação quanto aos impactos das alterações promovidas pelo processo administrativo n°. 16327.001718/200593 na Diligência realizada pela Difis, relativamente ao processo em epígrafe. [...] Fl. 500DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 16327.000658/200834 Resolução nº 1202000.188 S1C2T2 Fl. 501 7 Resulta da decisão do CARF compensação indevida no importe de R$ 36.327.055,86 em relação ao processo 16561.000.092/200614. De outra parte, conforme planilha de cálculo elaborada pela DICAT acostada ao PAF 000.092/2006, constatase que continuam em discussão as parcelas de R$ 115.783.808,94 para o A/C de 2001 e R$ 91.492.622,09 para 2002. E as diferenças respectivas assim aproveitadas: Proc. 000.092/06 Desistência pelo Contribuinte (R$) Favorável à SRFB (A/C 01) 102.790.336,53 Favorável à SRFB (A/C 02) 19.499.634,11 SOMA 122.289.970,64 PREJUÍZO APROVEITADO (30%) 36.686.991,19 Nesse contexto, entendemos que a solução total e definitiva do processo 16327.000658/200834 (lavrado pela inexistência de prejuízos compensáveis no SAPLI) guarda dependência do quanto julgado no PAF 16561.000.092/200614; Na hipótese de que o contribuinte venha a obter decisão favorável em relação às pendências atuais, o valor de R$ 170.949.366,85,correspondente ao saldo do prejuízo de 2000 poderá ser aproveitado no processo 000.618/2008: Prejuízo operacional revertido pelo CARF (2000) 207.636.358,04 Valor já aproveitado no processo 000.092/2006 36.686.991,19 Saldo compensável "sub judice" 170.949.366,85 Valor autuado (000.658/200834) 169.806.174,66 Pelo acima exposto, lavramos a presente Informação Fiscal em duas vias de igual teor, sendo uma delas entregue ao contribuinte para ciência e, nos termos da legislação vigente, eventual manifestação quanto ao que foi relatado.” Regularmente cientificado, o contribuinte não se manifestou a respeito desta última Informação Fiscal. O processo retornou a este CARF para julgamento do recurso voluntário. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos Alberto Donassolo, Relator O recurso voluntário foi apresentado tempestivamente e dele tomo conhecimento. Inicialmente, cumpre registrar, que os lançamentos no presente processo ocorreram em virtude da existência de valores divergentes dos prejuízos fiscais do IRPJ constantes da declaração de rendimentos do contribuinte e dos registros constantes no SAPLI, Fl. 501DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 16327.000658/200834 Resolução nº 1202000.188 S1C2T2 Fl. 502 8 alterados em razão de lançamentos tributários formalizados em data anterior ao presente lançamento. Dessa forma, a principal controvérsia a ser debatida referese à correta apuração dos valores dos saldos desses prejuízos ao final de cada ano, a partir de 1995, a fim de verificar, ao final dos anos ora autuados, de 2005 e 2006, qual o montante de prejuízos passíveis de compensação com o lucro real da pessoa jurídica. O acórdão recorrido entendeu que os valores de prejuízos aproveitados em lançamentos anteriores devem ser discutidos naqueles processos reconhecendo, no entanto, a relação de dependência que existe entre aqueles processos e o presente lançamento. Entendeu, ainda, que de acordo como demonstrativo da fl. 76, todas as compensações de prejuízos dos anos anteriores teriam sido zeradas em 1999, o que explicaria a existência dos saldos coincidentes do estoque de prejuízos acumulados do contribuinte e do SAPLI, no valor de R$ 248.578.086,18 no ano final do ano de 2000. Assim, os saldos de prejuízo dos anos de 1995 a 1999 poderiam ser desprezados. Não obstante esse fato, reclama o recorrente, com base no mesmo demonstrativo da fl. 76, ser necessária a verificação do prejuízo fiscal apurado a partir de 1995, isso porque, consoante se observa nesse demonstrativo, ao se comparar o estoque de prejuízo apurado pelo contribuinte com o controlado no Sistema SAPLI, verificase que o somatório dos prejuízos apurados pelo recorrente, em 1995, 1997 e 2000 totalizaria o valor de R$ 382.304.931,34 e o apurado pela fiscalização (considerando as compensações de oficio no SAPLI) seria de R$ 362.400.456,61. Em relação às compensações dos prejuízos efetuadas de ofício nos processos administrativos, 16327.002784/200157, 16327.000009/200591 e 16561.000092/200614, a partir de 1998, entende o recorrente que tais compensações não poderiam prosperar em razão dos créditos lançados estarem com a exigibilidade suspensa. O primeiro processo, em razão da já mencionada discussão judicial no Mandado de Segurança n° 2006.61.00.0127660 e, os demais, em razão da impetração de recursos administrativos pendentes de decisão definitiva. Após esta Turma de Julgamento ter convertido o julgamento em Diligência, mediante Resolução nº 120200.052, de 3 de agosto de 2010, vários fatos aconteceram com os processos relacionados 16327.002784/200157, 16327.000009/200591 e 16561.000092/2006 140, bem como com o presente processo. De acordo com o descrito no Relatório desta Resolução, é de se destacar os seguintes pontos: i) pagamento/parcelamento parcial dos créditos tributários exigidos nos processos 16327.002784/200157 e 16561.000092/2006140; ii) pagamento/parcelamento parcial do crédito tributários exigido no presente processo; iii) desistência da discussão judicial travada nos autos do processo n° 2006.61.00.0127660, relacionado com o processo 16327.002.784/0157; iv) o processo nº 16327.000.009/200591 ainda encontrase pendente de decisão definitiva no âmbito do CARF; Fl. 502DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO Processo nº 16327.000658/200834 Resolução nº 1202000.188 S1C2T2 Fl. 503 9 O Termo de Diligência Fiscal concluiu pela existência de decisões definitivas dos processos relacionados ao presente, mas, relacionou processos que ainda estavam pendentes de solução definitiva, dentre eles os processos nºs 16327.000009/200591 e 16561.000092/200614, cujos resultados influirão no valor das glosas de prejuízos efetuadas neste processo, afetando diretamente o crédito tributário ora lançado, fls. 378/379. Por fim, nova Informação Fiscal foi emitida em 25/09/2012, fls. 489/491. A conclusão manifestada pela autoridade fiscal foi no sentido de que a solução do presente processo depende do decidido no processo nº 16561.000092/200614: “Nesse contexto, entendemos que a solução total e definitiva do processo 16327.000658/200834 (lavrado pela inexistência de prejuízos compensáveis no SAPLI) guarda dependência do quanto julgado no PAF 16561.000.092/200614;” Como se percebe da leitura do Termo de Diligência Fiscal e da Informação Fiscal antes mencionadas, resta claro que para uma solução do presente processo é necessário considerar as decisões administrativas definitivas nos processos 16327.000009/200591 e 16561.000092/200614. Em vista do exposto, proponho a conversão do julgamento do recurso em DILIGÊNCIA, retornando o presente processo à unidade de origem, DEINF/São Paulo, para que a autoridade fiscal se manifeste e junte os seguintes documentos: a) juntar cópias das decisões administrativas definitivas exaradas nos processos 16327.000009/200591 e 16561.000092/200614; b) elaborar demonstrativo nos moldes do que foi apresentado na fl. 76, com os saldos de prejuízos fiscais do IRPJ, em face das decisões proferidas nos itens anteriores, indicando: anocalendário, valor prejuízo informado pelo contribuinte, valor do prejuízo alterado pela fiscalização; nº do processo vinculado a essa alteração, diferença de prejuízos e saldos acumulados de prejuízo fiscal; c) elaborar demonstrativo com os valores lançados na presente autuação e os valores que porventura deverão ser cancelados em razão dos ajustes mencionados no item anterior; d) emitir despacho conclusivo a respeito dos referidos ajustes e dos valores autuados que porventura deverão ser cancelados; e) cientificar a recorrente do conteúdo do despacho mencionado no item anterior, com intimação para se manifestar, querendo, no prazo de 30 dias; f) após, retorno a este CARF para julgamento do recurso voluntário. (documento assinado digitalmente) Carlos Alberto Donassolo Fl. 503DF CARF MF Impresso em 23/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO, Assinado digitalmente em 22/05/ 2013 por CARLOS ALBERTO DONASSOLO
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Numero do processo: 13603.906815/2009-01
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu May 09 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2003
COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO NÃO DEMONSTRADAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA.
A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN.
A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação.
Recurso a que se nega provimento.
Numero da decisão: 3802-001.690
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente
(assinado digitalmente)
Francisco José Barroso Rios - Relator
Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, José Fernandes do Nascimento e Solon Sehn.
Nome do relator: FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
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(nova denominação de Auto Peças e Acessórios Igarape) Recorrida Fazenda Nacional ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO NÃO DEMONSTRADAS. IMPOSSIBILIDADE DE EXTINÇÃO DOS DÉBITOS PARA COM A FAZENDA PÚBLICA. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, José Fernandes do Nascimento e Solon Sehn. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 90 68 15 /2 00 9- 01 Fl. 41DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/ 04/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 2ª Turma da DRJ Belo Horizonte (fls. 19/22), a qual, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela interessada contra despacho decisório que não homologou a compensação pela mesma pleiteada. Segue, abaixo, íntegra do relatório objeto da decisão recorrida: O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório nº rastreamento 848554495 emitido eletronicamente em 07/10/09, fls. 7, referente ao PER/DCOMP nº 29636.20667.270407.1.3.048330 (doc. de fls. 26). A Declaração de Compensação gerada pelo programa PER/DCOMP foi transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório correspondente a COFINS – Código de Receita 2172, no valor original na data de transmissão de R$10.745,61, representado por Darf recolhido em 15/08/03 e de compensar o(s) débito(s) discriminado(s) no referido PER/DCOMP. De acordo com o Despacho Decisório a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Como enquadramento legal citouse: arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório, o interessado apresenta manifestação de inconformidade (fl. 11), alegando que possui créditos referentes ao PIS sobre faturamento, COFINS, recolhidos a maior no período de Novembro de 2.002 a Setembro de 2.006; que por um lapso não retificou a DCTF ; que na data de 29/10/2009 retificou a DCTF , conforme recibo de entrega numero 01.25.01.07.390629947403. Requer a reavaliação do Despacho Decisório. O acórdão que indeferiu o pleito da interessada foi assim ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Anocalendário: 2003 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Na falta de comprovação do pagamento indevido ou a maior, não há que se falar de crédito passível de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Fl. 42DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/ 04/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 13603.906815/200901 Acórdão n.º 3802001.690 S3TE02 Fl. 42 3 Cientificada da referida decisão em 09/08/2012 (fls. 24), a interessada, em 06/09/2012 (fls. 27), apresentou o recurso voluntário de fls. 27/32, onde se insurge contra o indeferimento de seu pleito com fundamento nos seguintes argumentos: a) que em momento algum foi questionada a existência do crédito, sua origem e legalidade, tendo todas as decisões prolatadas até o momento se baseado unicamente no descumprimento de obrigação acessória; b) que os valores informados originariamente na DCTF e recolhidos estão além do efetivamente devido; c) que a simples alegação de que o quantum declarado e o montante recolhido estavam corretos não pode inviabilizar a compensação; d) que o argumento da decisão recorrida esvazia o princípio da presunção relativa; e) que a ausência da retificação da DCTF não retira do contribuinte o direito ao crédito, que existe, e que em momento algum foi questionado; f) que a eventual inobservância de obrigações acessórias não enseja a glosa de créditos, mas sim a aplicação de multas; e, g) que o prazo de cinco anos para a retificação de DCTF seria aplicável apenas nos casos de lançamento de ofício, e não à realidade presente, de lançamento por homologação. Diante do exposto, requer seja dado provimento ao seu recurso. Anexa ao recurso, unicamente, contrato social e documento de identificação do signatário da correspondente petição. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco José Barroso Rios O recurso é tempestivo e merece ser conhecido por preencher os demais requisitos de admissibilidade do pleito. Não obstante a afirmação da recorrente de que a decisão de primeira instância teria se restringido a mero descumprimento de obrigação acessória, aludido decisum, de fato, deixou transparente que o motivo do indeferimento do pleito foi a não comprovação da liquidez e certeza do crédito destinado a compensação na DCOMP. Com efeito, em suas razões de decidir, afirmou a instância recorrida que “a existência de crédito líquido e certo é requisito legal para a concessão da compensação (CTN, art. 170)”, e ainda, que “a divergência entre os valores informados na DIPJ e na DCTF afasta a certeza do crédito e é razão suficiente para o indeferimento da compensação”. Fl. 43DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/ 04/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A 4 Aliás, a própria ementa do acórdão retrata que o motivo do indeferimento foi a não comprovação da liquidez e certeza do crédito em que se alicerçou o pedido de compensação. A simples apresentação intempestiva de DCTF não tem o condão de constituir prova de crédito favoravelmente ao sujeito passivo. O conteúdo da citada declaração pode até ser retificado de ofício pela administração tributária, mas desde que comprovada a materialidade da modificação intentada, mais uma vez não apresentada pela reclamante. Esta, com efeito, ficou integralmente ciente das razões que levaram ao indeferimento de seu pedido – a não comprovação do direito creditório que alega em seu favor – e agora se contrapõe novamente ao entendimento oficial sem apresentar nenhuma prova do crédito alegado, cujo ônus é da própria recorrente. Não custa lembrar que a compensação, como uma das formas de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Assim, a certeza e a liquidez do direito creditório alegado deverá ser cabalmente demonstrada pela interessada na extinção do crédito tributário mediante compensação. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito não poderia redundar na extinção do débito para com a Fazenda Pública mediante compensação. Da Conclusão Por todo o exposto, voto para negar provimento ao recurso voluntário interposto pela interessada. Sala de Sessões, em 20 de março de 2013. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Fl. 44DF CARF MF Impresso em 13/05/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 04/04/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/ 04/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 08/05/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A
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