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Numero do processo: 10283.007066/2007-30
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/1999 a 28/02/2000
DECADÊNCIA. TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA NO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543-C DO CPC. EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. REGRA DO ART. 150, §4o, DO CTN.
O art. 62-A do RICARF obriga a utilização da regra do REsp nº 973.733 - SC, decidido na sistemática do art. 543-C do Código de Processo Civil, o que faz com a ordem do art. 150, §4o, do CTN, só deva ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173, nas demais situações.
No presente caso, houve pagamento antecipado. Como a cientificação do lançamento se deu em 07/06/2005 e o débito se refere a contribuições devidas à Seguridade Social nas competências 03/1999, 05/1999 e 02/2000, encontram-se decaídos os créditos lançados.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.544
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício)
(Assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator
EDITADO EM: 11/03/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (Vice-Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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TRIBUTOS LANÇADOS POR HOMOLOGAÇÃO. MATÉRIA DECIDIDA NO STJ NA SISTEMÁTICA DO ART. 543C DO CPC. EXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. REGRA DO ART. 150, §4o, DO CTN. O art. 62A do RICARF obriga a utilização da regra do REsp nº 973.733 SC, decidido na sistemática do art. 543C do Código de Processo Civil, o que faz com a ordem do art. 150, §4o, do CTN, só deva ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173, nas demais situações. No presente caso, houve pagamento antecipado. Como a cientificação do lançamento se deu em 07/06/2005 e o débito se refere a contribuições devidas à Seguridade Social nas competências 03/1999, 05/1999 e 02/2000, encontramse decaídos os créditos lançados. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 00 70 66 /2 00 7- 30 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/03/2 013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10283.007066/200730 Acórdão n.º 9202002.544 CSRFT2 Fl. 168 2 (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício) (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator EDITADO EM: 11/03/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório O Acórdão nº 240300.032, da 3a Turma Ordinária da 4a Câmara da 2a Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (fls. 124 a 129v), julgado na sessão plenária de 29 de abril de 2010, por unanimidade de votos, acolheu a preliminar de decadência levantada de oficio pelo relator. Transcrevese a ementa do julgado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1999 a 28/02/2000 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO NOTIFICAÇÃO FISCAL DE LANÇAMENTO DE DÉBITQ PERÍODO ATINGIDO PELA DECADÊNCIA QÜINQÜENAL SÚMULA VINCULANTE STF No 8. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008, declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212/1991. Após, editou a Súmula Vinculante n ° 8, publicada em 20.06.2008, nos seguintes termos:"São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5° do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Fl. 2DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/03/2 013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10283.007066/200730 Acórdão n.º 9202002.544 CSRFT2 Fl. 169 3 administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal Em 18/02/2005 foi dada ciência à Recorrente do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) e do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos (TIAD), enquanto que a cientificação da NFLD pela Recorrente ocorreu em 07/06/2005 e o débito se refere a contribuições devidas à Seguridade Social nas competências 03/1999, 05/1999 e 02/2000. Na hipótese, como houve pagamento antecipado pelo contribuinte por tratarse de lançamento por homologação, temse que o dispositivo legal a ser aplicado está insculpido no art. 150, § 4o, CTN, o que fulmina a constituição dos créditos ora lançados da competência 03/1999 até a competência 02/2000, inclusive RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. (grifei) Cientificado dessa decisão em 2/8/2010 (fl. 130), a Fazenda Nacional apresentou, no dia seguinte, recurso especial de divergência (fls. 133 a 149), onde defendia não ter ocorrido a decadência do direito de lançar, em virtude da aplicação da regra do art. 173, inciso I, do Código Tributário Nacional CTN ao caso, devido à inexistência de pagamento antecipado. Afirma a recorrente que, para o exame da ocorrência de pagamento antecipado parcial, é necessário verificar se o contribuinte pagou parte do débito tributário objeto de cobrança, e não daqueles afetos a outros fatos. Isso porque os relatórios e discriminativos apresentados pela fiscalização demonstrariam que a antecipação do recolhimento dos tributos, especificamente nas rubricas lançadas, não ocorreu nas competências descritas no presente lançamento, motivo pelo qual se tornaria necessária a aplicação do prazo decadencial previsto no art. 173, I, do CTN e não o do art. 150, § 4°, do mesmo código. Para comprovar a divergência jurisprudencial, apresentou o seguinte paradigma: Acórdão 20501.579 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. PRAZO DECADENCIAL. CINCO ANOS. TERMO A QUO. AUSÊNCIA DE RECOLHIMENTO ANTECIPADO SOBRE AS RUBRICAS LANÇADAS. ART. 173, INCISO I, DO CTN. O Supremo Tribunal Federal, conforme entendimento sumulado – Súmula Vinculante de no 8, no julgamento proferido em 12 de junho de 2008, reconheceu a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n ° 8.212 de 1991. Não tendo havido pagamento antecipado sobre as rubricas lançadas pela fiscalização, há que se observar o disposto no art. 173, inciso I do CTN . Fl. 3DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/03/2 013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10283.007066/200730 Acórdão n.º 9202002.544 CSRFT2 Fl. 170 4 Encontramse atingidos pela fluência do prazo decadencial todos os fatos geradores apurados pela fiscalização. Recurso Voluntário Provido. O recurso foi admitido pelo despacho de fls. 151 a 152, que considerou comprovada a divergência de interpretação da lei tributária. Cientificado do acórdão recorrido e do recurso especial da Fazenda Nacional em 30/12/2010 (fl. 156), o contribuinte apresentou, em 7/2/2011, contrarrazões ao recurso especial da Fazenda (fls. 157 a 165), onde pugna pela manutenção da decisão recorrida e pelo direito de expor oralmente seus argumentos perante o Colegiado. É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator Pelo que consta no processo, o recurso atende aos requisitos de admissibilidade e, portanto, dele conheço. Sabese que a discussão da decadência dos tributos lançados por homologação é questão tormentosa, que vem dividindo a jurisprudência administrativa e judicial há tempos. No âmbito dos antigos Conselhos de Contribuintes, e agora no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, praticamente todas as interpretações possíveis já tiveram seu espaço. É notório que as inúmeras teses que versaram sobre o assunto. Porém, pacificando essa discussão, o Superior Tribunal de Justiça – STJ, órgão máximo de interpretação das leis federais, firmou o entendimento de que a regra do art. 150, §4o, do CTN, só deve ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173, nos demais casos. Vejase a ementa do Recurso Especial nº 973.733 SC (2007/01769940), julgado em 12 de agosto de 2009, sendo relator o Ministro Luiz Fux: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. INEXISTÊNCIA DE PAGAMENTO ANTECIPADO. DECADÊNCIA DO DIREITO DE O FISCO CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TERMO INICIAL. ARTIGO 173, I, DO CTN. APLICAÇÃO CUMULATIVA DOS PRAZOS PREVISTOS NOS ARTIGOS 150, § 4º, e 173, do CTN. IMPOSSIBILIDADE. 1. O prazo decadencial qüinqüenal para o Fisco constituir o crédito tributário (lançamento de ofício) contase do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o Fl. 4DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/03/2 013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10283.007066/200730 Acórdão n.º 9202002.544 CSRFT2 Fl. 171 5 mesmo inocorre, sem a constatação de dolo, fraude ou simulação do contribuinte, inexistindo declaração prévia do débito (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050/PR, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg nos EREsp 216.758/SP, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.03.2006, DJ 10.04.2006; e EREsp 276.142/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005). 2. É que a decadência ou caducidade, no âmbito do Direito Tributário, importa no perecimento do direito potestativo de o Fisco constituir o crédito tributário pelo lançamento, e, consoante doutrina abalizada, encontrase regulada por cinco regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos ao lançamento de ofício, ou nos casos dos tributos sujeitos ao lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o pagamento antecipado (Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163/210). 3. O dies a quo do prazo qüinqüenal da aludida regra decadencial regese pelo disposto no artigo 173, I, do CTN, sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado" corresponde, iniludivelmente, ao primeiro dia do exercício seguinte à ocorrência do fato imponível, ainda que se trate de tributos sujeitos a lançamento por homologação, revelandose inadmissível a aplicação cumulativa/concorrente dos prazos previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante a configuração de desarrazoado prazo decadencial decenal (Alberto Xavier, "Do Lançamento no Direito Tributário Brasileiro", 3ª ed., Ed. Forense, Rio de Janeiro, 2005, págs. 91/104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed., Ed. Saraiva, 2004, págs. 396/400; e Eurico Marcos Diniz de Santi, "Decadência e Prescrição no Direito Tributário", 3ª ed., Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183/199). (...) 7. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. (destaques do original) Observese que o acórdão do REsp nº 973.733/SC foi submetido ao regime do art. 543C do Código de Processo Civil, reservado aos recursos repetitivos, o que significa que essa interpretação deverá ser aplicada pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF, nos termos do art. 62A do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. Desta forma, este CARF forçosamente deve abraçar a interpretação do Recurso Especial nº 973.733 – SC, de que a regra do art. 150, §4o, do CTN, só deve ser adotada nos casos em que o sujeito passivo antecipar o pagamento e não for comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação, prevalecendo os ditames do art. 173, nos demais casos. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/03/2 013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10283.007066/200730 Acórdão n.º 9202002.544 CSRFT2 Fl. 172 6 Neste processo, a questão é de fácil deslinde, pois existiu antecipação de pagamento, conforme expressamente referido no acórdão recorrido e não refutado no recurso, no qual se alega apenas a inocorrência de recolhimento referente à rubrica. Entendo que não há que se falar em antecipação de pagamento por rubrica, mas tão somente antecipação do tributo (ou seja, do crédito tributário relativo ao fato gerador lançado). Assim, diante de recolhimento antecipado, é obrigatória a utilização da regra de decadência do art. 150, §4o, do CTN, que fixa o marco inicial na ocorrência do fato gerador, conforme consta do acórdão recorrido (fl. 129), cujas razões de decidir utilizo: Verificase, da análise dos autos, que em 18/02/2005 foi dada ciência à recorrente do Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) e do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos (TIAD), fls. 17 a 18, enquanto que a cientificação da NFLD pela recorrente se deu em 07/06/2005 e o débito se refere a contribuições devidas à Seguridade Social nas competências 03/1999, 05/1999 e 02/2000. Dessa forma, constatase que já se operara a decadência do direito de constituição dos créditos ora lançados, nos termos do artigo 150, §4o, CTN. Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso para, no mérito, negar provimento ao recurso especial do Procurador da Fazenda Nacional. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 6DF CARF MF Impresso em 28/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/03/2 013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10980.006267/2009-14
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 12 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF
Ano-calendário: 2008
NULIDADE. AUTO DE INFRAÇÃO LAVRADO FORA DO
ESTABELECIMENTO DO AUTUADO. INOCORRÊNCIA.
Em relação à preliminar de nulidade do lançamento decorrente de o auto de infração ter sido lavrado fora do estabelecimento do autuado, pacífica a jurisprudência administrativa que rejeita tal preliminar, o que terminou sendo cristalizada na Súmula CARF nº 6: É legítima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte.
NULIDADE. HABILITAÇÃO DO AUDITOR-FISCAL NA PROFISSÃO DE CONTADOR. DESNECESSIDADE.
Igual sorte tem o recorrente no tocante à preliminar de nulidade em razão da necessidade de habilitação do Auditor Fiscal
na profissão de contador, como se pode ver pela inteligência da Súmula CARF nº 8: O Auditor Fiscal da Receita Federal é competente para proceder ao exame da escrita fiscal da
pessoa jurídica, não lhe sendo exigida a habilitação profissional de contador.
NULIDADE. PRÉVIA INTIMAÇÃO DO CONTRIBUINTE NO PROCEDIMENTO FISCAL. DESNECESSIDADE.
Na mesma toada acima, sempre que a autoridade fiscal tiver as provas para concretizar o lançamento, como se viu nestes autos, com a discrepância entre os valores da DIRF e da DCTF, pode efetuá-lo de plano, sem prévia intimação ao sujeito passivo. Essa inteligência também se encontra sumulada, como se vê no verbete CARF nº 46: O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco
dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário.
PESSOA JURÍDICA. POSSIBILIDADE DE IMPUTAÇÃO DE TRIBUTO E MULTA À PESSOA MORAL.
É completamente destituída de plausibilidade jurídica a afirmação do recorrente de que somente pode ser aplicada a multa contra o agente que efetivamente praticou a fraude, que não poderia ser a pessoa jurídica, por ser essa uma ficção legal. Ora, de há muito restou superada a idéia de que a pessoa jurídica seria uma mera ficção jurídica, hoje avultando a compreensão de que a pessoa jurídica é uma realidade técnica, já que se reconhece a
atuação social da pessoa jurídica, admitindo ainda que a sua personalidade é fruto da técnica jurídica (art. 45 do Código Civil).
Recurso negado.
Numero da decisão: 2102-002.212
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em
REJEITAR as preliminares e, no mérito, em NEGAR provimento ao recurso.
Matéria: IRF- ação fiscal - ñ retenção ou recolhimento(antecipação)
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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AUTO DE INFRAÇÃO LAVRADO FORA DO ESTABELECIMENTO DO AUTUADO. INOCORRÊNCIA. Em relação à preliminar de nulidade do lançamento decorrente de o auto de infração ter sido lavrado fora do estabelecimento do autuado, pacífica a jurisprudência administrativa que rejeita tal preliminar, o que terminou sendo cristalizada na Súmula CARF nº 6: É legítima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte. NULIDADE. HABILITAÇÃO DO AUDITORFISCAL NA PROFISSÃO DE CONTADOR. DESNECESSIDADE. Igual sorte tem o recorrente no tocante à preliminar de nulidade em razão da necessidade de habilitação do AuditorFiscal na profissão de contador, como se pode ver pela inteligência da Súmula CARF nº 8: O Auditor Fiscal da Receita Federal é competente para proceder ao exame da escrita fiscal da pessoa jurídica, não lhe sendo exigida a habilitação profissional de contador. NULIDADE. PRÉVIA INTIMAÇÃO DO CONTRIBUINTE NO PROCEDIMENTO FISCAL. DESNECESSIDADE. Na mesma toada acima, sempre que a autoridade fiscal tiver as provas para concretizar o lançamento, como se viu nestes autos, com a discrepância entre os valores da DIRF e da DCTF, pode efetuálo de plano, sem prévia intimação ao sujeito passivo. Essa inteligência também se encontra sumulada, como se vê no verbete CARF nº 46: O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário. Fl. 202DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 PESSOA JURÍDICA. POSSIBILIDADE DE IMPUTAÇÃO DE TRIBUTO E MULTA À PESSOA MORAL. É completamente destituída de plausibilidade jurídica a afirmação do recorrente de que somente pode ser aplicada a multa contra o agente que efetivamente praticou a fraude, que não poderia ser a pessoa jurídica, por ser essa uma ficção legal. Ora, de há muito restou superada a idéia de que a pessoa jurídica seria uma mera ficção jurídica, hoje avultando a compreensão de que a pessoa jurídica é uma realidade técnica, já que se reconhece a atuação social da pessoa jurídica, admitindo ainda que a sua personalidade é fruto da técnica jurídica (art. 45 do Código Civil). Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR as preliminares e, no mérito, em NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. EDITADO EM: 19/07/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Relatório Em face do contribuinte USINARE USINAGEM E ESTAMPARIA LTDA, CNPJ/MF nº 07.122.645/000146, já qualificado neste processo, foi lavrado, em 24/06/2009, auto de infração, referente a IRRF retido e não recolhido no anocalendário 2008. Abaixo, discriminase o crédito tributário constituído pelo auto de infração, que sofre a incidência de juros de mora a partir do mês seguinte ao do vencimento do crédito: IMPOSTO R$ 140.350,60 MULTA DE OFÍCIO R$ 105.262,92 Assim a fiscalização motivou a autuação: Decorrente de verificações no Programa DIRF x DARF constatouse a falta de recolhimento ou confissão em DCTF do IRRF. A empresa USINARE USINAGEM E ESTAMPARIA LTDA CNPJ 07.122.645/000146,foi intimada (fls. 5 e 6) a no prazo de cinco Fl. 203DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10980.006267/200914 Acórdão n.º 210202.212 S2C1T2 Fl. 2 3 dias apresentar planilha do IRRF referente ao período de janeiro a dezembro de 2008. Até a presente data não houve resposta a Intimação. Com base nas informações em DIRF (fls. 7 e 8) e nos recolhimentos (fl.10), elaborouse o demonstrativo das diferenças do IRRF a lançar (fl.11), o qual é parte integrante deste Auto de Infração. Observese que o contribuinte não entregou as DCTF's do 1º e 2º sem/2008 (f1.9). Verificando as imputações feitas ao fiscalizado, vêse que avulta o IRRF lançado em janeiro de 2008 (R$ 138.986,93), sendo os demais valores lançados nos meses subseqüentes residuais (abaixo de R$ 1.000,00, por mês – fls. 14 e 15). Inconformado com a autuação, o contribuinte apresentou impugnação ao lançamento, dirigida à Delegacia da Receita Federal de Julgamento, com as seguintes defesas (fls. 171 e 172): (...) 3.1. Ineficácia do procedimento fiscal em razão de ter sido o auto lavrado fora do estabelecimento do autuado; 3.2. Ineficácia do procedimento fiscal e invalidade administrativa em razão de que o exame de escrita e levantamentos contábeisfiscais, com verificação de livros, lançamentos, documentos são trabalhos privativos de contador habilitado no CRC; 3.3. Inexistência de intimações para esclarecimentos; 3.4. Nulidade por ausência de individualização, já que somente poderia ser aplicada multa pessoalmente contra o agente que efetivamente praticou a fraude e não contra uma pessoa jurídica, que é uma ficção legal; 4. No que se refere ao mérito, o contribuinte alega que declarou indevidamente valores na DIRF 2008 referentes aos empregados Marton Antônio Carneiro dos Santos, CPF 025.522.47881, e Anderson Teodoro Lopes, CPF 026.904.309 83. Apresenta as declarações de seus rendimentos, procurando provar o erro no preenchimento da declaração. Foi também feita uma retificação na DIRF em questão, para adequála aos valores alegadamente corretos. 5. Por fim, requer o cancelamento integral do débito fiscal. A 1ª Turma da DRJ/CTA, por unanimidade de votos, julgou procedente em parte o lançamento, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 24.131, de 21 de outubro de 2009. Fl. 204DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 4 A decisão acima afastou as preliminares e, no mérito, acolheu as razões do impugnante no tocante ao equívoco na prestação de informação do IRRF dos empregados Marton Antônio Carneiro dos Santos, CPF 025.522.47881, e Anderson Teodoro Lopes, CPF 026.904.30983, o que culminou na redução do IRRF de janeiro de 2008 de R$ 138.986,93 para R$ 1.849,62, conforme planilha acostada aos autos pelo impugnante (fl. 48). Ainda alegou que não houve impugnação em relação aos valores lançados nos demais meses. O contribuinte foi intimado da decisão a quo em 11/11/2009. Irresignado, interpôs recurso voluntário em 25/11/2009. No voluntário, o recorrente, apesar de compreender o decidido pela Turma de Julgamento da DRJ, simplesmente repisou as defesas trazidas na impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declarase a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 11/11/2009, quartafeira, e interpôs o recurso voluntário em 25/11/2009, dentro do trintídio legal, este que teve seu termo final em 11/12/2009, sextafeira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o apelo, como discriminado no relatório. Em relação à preliminar de nulidade do lançamento em decorrência de o auto de infração ter sido lavrado fora do estabelecimento do autuado, pacífica a jurisprudência administrativa que rejeita tal preliminar, o que terminou sendo cristalizada na Súmula CARF nº 6: É legítima a lavratura de auto de infração no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do estabelecimento do contribuinte. Igual sorte tem o recorrente no tocante à preliminar de nulidade em razão da necessidade de habilitação do AuditorFiscal na profissão de contador, como se pode ver pela inteligência da Súmula CARF nº 8: O Auditor Fiscal da Receita Federal é competente para proceder ao exame da escrita fiscal da pessoa jurídica, não lhe sendo exigida a habilitação profissional de contador. Na mesma toada acima, sempre que a autoridade fiscal tiver as provas para concretizar o lançamento, como se viu nestes autos, com a discrepância entre os valores da DIRF e da DCTF, pode efetuálo de plano, sem prévia intimação ao sujeito passivo. Essa inteligência também se encontra sumulada, como se vê no verbete CARF nº 46: O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário. Concluindo as preliminares de nulidade suscitadas pelo recorrente, não há qualquer nódoa no lançamento em discussão em relação à individualização do sujeito passivo e aplicação de penalidade na pessoa jurídica autuada. A autoridade fiscal verificou a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, calculou o montante do tributo devido, identificou o sujeito passivo e aplicou a penalidade, tudo na forma do art. 142 do CTN. Fl. 205DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10980.006267/200914 Acórdão n.º 210202.212 S2C1T2 Fl. 3 5 O sujeito passivo da autuação está plenamente identificado no auto de infração de fls. 12 e seguintes, que é o recorrente, pessoa jurídica, com a perfeita descrição da infração (ausência de recolhimento de IRRF), que deve sofrer a penalidade prevista no art. 44, I, da Lei nº 9.430/96 (multa de ofício de 75% sobre o imposto lançado), que deve ser aplicada às pessoas jurídicas e físicas contribuintes. É completamente destituída de plausibilidade jurídica a afirmação do recorrente de que somente pode ser aplicada a multa contra o agente que efetivamente praticou a fraude, que não poderia ser a pessoa jurídica, por ser essa uma ficção legal. Ora, de há muito restou superada a idéia de que a pessoa jurídica seria uma mera ficção jurídica, hoje avultando a compreensão de que a pessoa jurídica é uma realidade técnica, já que se reconhece a atuação social da pessoa jurídica, admitindo ainda que a sua personalidade é fruto da técnica jurídica. Reconhecese a adoção desta terceira teoria afirmativista pelo novo Código Civil ao dispor sobre a tecnicidade jurídica deste ente em seu artigo 45 que dispõe: Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbandose no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. E, como tal, a pessoa jurídica pode e dever ser apenada quando cometer infrações administrativas, podendo até ser aplicada pena no âmbito criminal, como se vê no art. 225, § 3º, da Constituição da República de 1988 (Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondose ao Poder Público e à coletividade o dever de defendêlo e preserválo para as presentes e futuras gerações. § 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados), regulado pelos arts. 3º, 21 a 24 da Lei nº 9.605/98. Na linha acima, considerando que a pessoa jurídica USINARE USINAGEM E ESTAMPARIA LTDA não recolheu o IRRF mantido pela decisão da Turma de Julgamento da DRJ, deve sofrer a imputação do imposto, cumulado com a aplicação da multa de ofício de 75% sobre o principal lançado. No mérito, o recorrente apenas repisa as argumentações no tocante ao IRRF incidente sobre os rendimentos pagos aos empregados Marton Antônio Carneiro dos Santos, CPF 025.522.47881, e Anderson Teodoro Lopes, CPF 026.904.30983, a quais já foram acatadas pela decisão recorrida. Como já fizera na impugnação, não combate a imputação do IRRF constante da planilha de fl. 48, que remanesceu após a decisão da Turma de Julgamento da DRJ, até porque tal planilha foi confeccionada pelo próprio autuado. Claramente, no mérito, não há qualquer debate sobre o IRRF que remanesceu a partir da decisão da Turma de Julgamento. Fl. 206DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 6 Ante o exposto, voto no sentido de REJEITAR as preliminares e, no mérito, NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 207DF CARF MF Impresso em 18/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 19/07/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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Numero do processo: 13747.000419/98-49
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jul 18 00:00:00 UTC 2012
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Exercício: 1994
Ementa:CSLL. Prazo decadencial.
Não deve ser conhecido o recurso especial do procurador contra decisão não-unânime contrária ao art. 45 da Lei nº 8.212/91, uma vez que a norma ofendida já foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal e objeto da Súmula Vinculante n° 8.
Numero da decisão: 9101-001.408
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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conteudo_txt : Metadados => date: 2021-02-25T19:07:09Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2021-02-25T19:07:09Z; Last-Modified: 2021-02-25T19:07:09Z; dcterms:modified: 2021-02-25T19:07:09Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:88e51915-8dd0-4378-82f6-f68ef4641582; Last-Save-Date: 2021-02-25T19:07:09Z; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2021-02-25T19:07:09Z; meta:save-date: 2021-02-25T19:07:09Z; pdf:encrypted: true; modified: 2021-02-25T19:07:09Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2021-02-25T19:07:09Z; created: 2021-02-25T19:07:09Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2021-02-25T19:07:09Z; pdf:charsPerPage: 1748; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:created: 2021-02-25T19:07:09Z | Conteúdo => CSRFT1 Fl. 363 1 362 CSRFT1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13747.000419/9849 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9101001.408 – 1ª Turma Sessão de 18 de julho de 2012 Matéria CSLL Recorrente Fazenda Nacional Interessado Comary Indústria Brasileira de Bebidas Ltda. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 1994 Ementa:CSLL. Prazo decadencial. Não deve ser conhecido o recurso especial do procurador contra decisão não unânime contrária ao art. 45 da Lei nº 8.212/91, uma vez que a norma ofendida já foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal e objeto da Súmula Vinculante n° 8. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheirosOtacílio Dantas Cartaxo (Presidente), Susy Gomes Hoffmann, Karem Jureidini Dias, José Ricardo da Silva, Alberto Pinto Souza Junior, Valmar Fonseca de Menezes, Jorge Celso Freire da Silva, Valmir Sandri, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz e Orlando José Gonçalves Bueno. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 74 7. 00 04 19 /9 8- 49 Fl. 385DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por EVA RIBEIRO BARROS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 17/0 6/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTA XO 2 Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional (doc. a fls. 311 e segs.), com fundamento no art. 5˚, inciso I, da Portaria MF n° 55, de 1998, em face do Acórdão n° 10195.881, fls. 292 e segs., na parte em que, por maioria, a Primeira Câmara do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes deu provimento ao recurso voluntário, para acolher a preliminar de decadência da CSLL. Insurgese a recorrente contra a decisão exarada no acórdão recorrido, por sustentar ser nula por ter extrapolado que a competência reservada ao colegiado administrativo ao julgar inconstitucional o art. 45 da Lei 8.212/91. O Presidente da Primeira Câmara do extinto Primeiro Conselheiro, por meio do despacho a fls. 324, deu seguimento ao recurso especial, por entender presentes os requisitos para a sua admissibilidade. Cientificada do acórdão recorrido e do recurso especial da Fazenda Nacional (AR a fls. 338 e 339), a recorrrida apresentou as contrarrazões a fls. 351 e 352. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior Por se tratar de recurso especial do procurador contra decisão nãounânime contrária ao art. 45 da Lei nº 8.212/91, com fundamento no inciso I do art. 5º da Portaria MF n° 55, de 1998, não deve ser conhecido, uma vez que a norma ofendida já foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal e objeto da Súmula Vinculante n° 8, a qual, por força do caput do art. 103A da Constituição Federal de 1988, tem efeito vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Isso posto, voto no sentido de não conhecer do recurso especial da Fazenda Nacional. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 386DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por EVA RIBEIRO BARROS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 17/0 6/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTA XO Processo nº 13747.000419/9849 Acórdão n.º 9101001.408 CSRFT1 Fl. 364 3 Fl. 387DF CARF MF Impresso em 19/06/2013 por EVA RIBEIRO BARROS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/06/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 17/0 6/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 18/06/2013 por OTACILIO DANTAS CARTA XO
score : 1.0
Numero do processo: 10980.016398/2007-48
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Sun Feb 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2003, 2004, 2005
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CABIMENTO.
Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma. Embargos acolhidos para sanar a omissão e contradição apontadas, com manutenção do resultado do julgamento.
Numero da decisão: 2102-002.445
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER os embargos, para sanar a omissão e contradição apontadas no acórdão nº 2102-01.850, sem alteração do resultado do julgamento.
Assinado digitalmente
GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS - Relator e Presidente.
EDITADO EM: 26/02/2013
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2003, 2004, 2005 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CABIMENTO. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma. Embargos acolhidos para sanar a omissão e contradição apontadas, com manutenção do resultado do julgamento.
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CABIMENTO. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Embargos acolhidos para sanar a omissão e contradição apontadas, com manutenção do resultado do julgamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em ACOLHER os embargos, para sanar a omissão e contradição apontadas no acórdão nº 2102 01.850, sem alteração do resultado do julgamento. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. EDITADO EM: 26/02/2013 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Acácia Sayuri Wakasugi, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 63 98 /2 00 7- 48 Fl. 300DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 Relatório Em sessão plenária de 12 de março de 2012, esta Turma julgou o recurso voluntário tombado nestes autos, prolatando o acórdão nº 210201.850, que restou assim ementado: NULIDADE DO LANÇAMENTO. INOCORRÊNCIA. Comprovada a regularidade do procedimento fiscal, que atendeu aos preceitos estabelecidos no art. 142 do CTN e presentes os requisitos do art. 10 do Decreto nº 70.235, de 1972, não há que se cogitar em nulidade do lançamento. FLORESTAS DE PROPRIEDADE PARTICULAR INDIVISAS COM OUTRAS SUJEITAS AO REGIME ESPECIAL DE DIREITO PÚBLICO. ART. 9º DA LEI Nº 4.771/64. ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. NÃO INCIDÊNCIA DO ITR. Como o fundamento de validade da exigência da averbação da Reserva Legal é extraído do próprio Código Florestal (art. 16, § 8º, da Lei nº 4.771/65), parece razoável opor a obrigação da averbação à outra norma do próprio Código Florestal, no caso, o art. 9º (As florestas de propriedade particular, enquanto indivisas com outras, sujeitas a regime especial, ficam subordinadas às disposições que vigorarem para estas), como pugnado pelo recorrente. Ora, se o próprio Código limita a utilização das florestas privadas no entorno daquelas sujeitas a regime especial, parece plausível excluir a área de floresta particular do ITR, enquadrandoa no art. 10, II, "c", da Lei nº 9.393/96 (área sobre regime de servidão florestal, como constava na redação dada pela MP 216667, vigente na época dos fatos geradores) ou mesmo como uma atípica reserva legal. MULTA DE OFÍCIO. Nos casos de lançamento de ofício aplicase a multa de ofício no percentual de 75%, prevista na legislação tributária, sempre que for apurada diferença de imposto a pagar. JUROS DE MORA. TAXA SELIC A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Súmula nº 4, Portaria CARF nº 52, de 21 de dezembro de 2010) Recurso parcialmente provido. A decisão foi assim resumida: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR as preliminares e, no mérito, por maioria de votos, em DAR PARCIAL provimento ao recurso para reconhecer uma área de utilização limitada de 4.853,0 hectares. Vencida a Conselheira relatora que negava provimento ao Fl. 301DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10980.016398/200748 Acórdão n.º 2102002.445 S2C1T2 Fl. 3 3 recurso. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos. A Procuradoria da Fazenda Nacional, por seu Procurador credenciado neste CARF, foi notificada da decisão acima, quando opôs embargos de declaração, apontando omissão e contradição no julgado, pois tal decisão reconhecera uma área de 4.853,0 hectares como de utilização limitada, nos três anos da autuação (2003 a 2005), quando no primeiro ano o contribuinte havia declarado a tal título apenas 678,5 hectares. Eis as específicas razões do embargante: (...) Verificase que o colegiado decidiu considerar a área de 4.853,0 hectares como de utilização limitada, nos três exercícios da autuação. Ocorre que a área declarada pelo contribuinte no exercício de 2003 a que se reporta a presente autuação – AI, a título de áreas de utilização limitada, foi de apenas 678,5 ha. Cabe registrar que o presente feito trata de lançamento de ITR relativo aos exercícios de 2003 a 2005 e não de requerimento por parte do contribuinte no sentido de ver reconhecida as áreas de preservação legal e/ou utilização limitada, pretensão essa que sequer encontraria guarida no âmbito do processo administrativo fiscal. Repisese: o limite da controvérsia cinge‑ se aos limites da autuação. Ao reconhecer área de utilização limitada superior à declarada para o exercício de 2003, a decisão incorre em contradição, por decidir sobre área em relação a qual não se instaurou litígio. Em face de tudo que foi exposto, a União (Fazenda Nacional) requer que sejam recebidos e providos os presentes embargos de declaração, para sanar o vício acima apontado. (...) É o relatório. Voto Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Em face do contribuinte PORCELANA SCHMIDT S/A foi lavrado auto de infração (fls.108/118), para formalização de exigência de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), relativa ao imóvel denominado Gleba Guaraguaçu, com 5.200,6ha (NIRF 1.356.5370), exercícios 2003 a 2005. A infração imputada à contribuinte foi falta de recolhimento do imposto, apurada em razão das seguintes alterações efetivadas em suas Declarações de ITR: Fl. 302DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 4 ITR 2003 Declarado Apurado no Auto de Infração 02Área de Preservação Permanente 4.403,5 ha 192,6 ha 03Área de Utilização Limitada 678,5 ha 0,0 ha ITR 2004 e 2005 Declarado Apurado no Auto de Infração 02Área de Preservação Permanente 192,7 ha 192,6 ha 03Área de Utilização Limitada 4.853,0 ha 0,0 ha Os embargos opostos pela PGFN são tempestivos e devem ser conhecidos, pois efetivamente o acórdão embargado precisa ser integrado, já que houve o reconhecimento de uma área de 4.853,0 hectares como de utilização limitada, nos três exercícios da autuação, quando no primeiro deles o sujeito passivo havia declarado apenas 678,5 hectares a tal título, e sobre tal ocorrência não se posicionou o acórdão aqui combatido. A corrente vencedora chancelou a tese recursal de invocação ao art. 9º da Lei nº 4.771/65 (As florestas de propriedade particular, enquanto indivisas com outras, sujeitas a regime especial, ficam subordinadas às disposições que vigorarem para estas) para afastar da tributação do ITR a área de utilização limitada, pois restara incontroverso que a área auditada estava localizada no entorno do Parque Nacional Saint HilaireLang, nos limites da Estação Ecológica do Guaraguaçu e da Floresta Estadual do Palmito, estando inserido no Bioma Floresta Atlântica, que são unidades de conservação integral (as duas primeiras) e de uso sustentável (a última), como se pode ver pelo Laudo apresentado à autoridade autuante (fls. 22 e seguintes), a indicar a utilização limitada das florestas privadas e a exoneração do ITR sobre elas. Assim, como a exigência da averbação da área de reserva legal para exclusão de tal área do ITR tem sede no art. 16, § 8º, do decaído Código Florestal, e ficou patente que as florestas particulares do recorrente são indivisas com outras sujeitas a regime especial (inclusive na vizinhança de duas áreas públicas, de conservação integral), forçoso reconhecer que a área declarada de 4.853,0 ha, corroborada pelo Laudo técnico de fl. 23 e seguintes, deveria ser submetida ao regime especial das áreas públicas, com exclusão do ITR sobre tal área, seguindo a inteligência do art. 9º da Lei nº 4.771/65. Ocorre que o contribuinte declarou a maior parte da área da propriedade no exercício 2003 como de preservação permanente, porém se vê claramente que houve um mero equívoco de preenchimento da declaração, não fazendo sentido em reconhecer uma área de 4.853,0 hectares de utilização limitada nos exercícios 2004 e 2005, não estendendo tal compreensão para o exercício 2003. Observese que se havia uma área de utilização limitada de 4.853,0 hectares e de preservação permanente de 192,6 hectares nos exercícios 2004 e 2005, por óbvio tais áreas existiam no exercício 2003, pois não se compreende como a área de preservação permanente do exercício 2003 possa ter sido convolada em de utilização nos anos subsequentes. Tratouse de mero equívoco no preenchimento da declaração do exercício 2003, até porque as áreas de preservação permanente e utilização limitada, nos três exercícios, somadas, representam pouco mais de 5.000 hectares, a demonstrar a consistência do reconhecimento das áreas como constou nos exercícios 2004 e 2004, para o exercício 2003. Dessa forma, entendo que as provas dos autos, notadamente os laudos técnicos juntados, confirmam a existência de uma área de 4.853,0 hectares como de utilização limitada no exercício 2003. Fl. 303DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10980.016398/200748 Acórdão n.º 2102002.445 S2C1T2 Fl. 4 5 Ante o exposto, voto no sentido de ACOLHER os embargos, para sanar a omissão e contradição apontadas no acórdão nº 210201.850, sem alteração do resultado do julgamento. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 304DF CARF MF Impresso em 15/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 27/02/2013 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
score : 1.0
Numero do processo: 13896.000062/2007-19
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 11 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2000
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. DECISÕES DEFINITIVAS DE MÉRITO PROFERIDAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSOS REPETITIVOS. REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA DO REGIMENTO INTERNO DO CARF.
As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo do art. 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil (recursos repetitivos), devem ser reproduzidas pelos Conselheiros, conforme art.62A
do Anexo II do Regimento Interno do CARF. À luz do REsp 1149022, do STJ, não prevalece a cobrança de multa de mora por atraso no pagamento quando a denúncia espontânea antes de qualquer procedimento de ofício é acompanhada simultaneamente do respectivo pagamento.
JUROS SELIC. LEGALIDADE. SÚMULA CARF.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC
para títulos federais. (Sumula nº 4 do CARF).
Numero da decisão: 1401-000.775
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2000 DENÚNCIA ESPONTÂNEA. MULTA DE MORA. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. DECISÕES DEFINITIVAS DE MÉRITO PROFERIDAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSOS REPETITIVOS. REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo do art. 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil (recursos repetitivos), devem ser reproduzidas pelos Conselheiros, conforme art.62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. À luz do REsp 1149022, do STJ, não prevalece a cobrança de multa de mora por atraso no pagamento quando a denúncia espontânea antes de qualquer procedimento de ofício é acompanhada simultaneamente do respectivo pagamento. JUROS SELIC. LEGALIDADE. SÚMULA CARF. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Sumula nº 4 do CARF).
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MULTA DE MORA. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. DECISÕES DEFINITIVAS DE MÉRITO PROFERIDAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSOS REPETITIVOS. REPRODUÇÃO OBRIGATÓRIA DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelo do art. 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil (recursos repetitivos), devem ser reproduzidas pelos Conselheiros, conforme art.62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. À luz do REsp 1149022, do STJ, não prevalece a cobrança de multa de mora por atraso no pagamento quando a denúncia espontânea antes de qualquer procedimento de ofício é acompanhada simultaneamente do respectivo pagamento. JUROS SELIC. LEGALIDADE. SÚMULA CARF. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. (Sumula nº 4 do CARF). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente Fl. 90DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 13896.000062/200719 Acórdão n.º 1401000.775 S1C4T1 Fl. 82 2 (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva. Fl. 91DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 13896.000062/200719 Acórdão n.º 1401000.775 S1C4T1 Fl. 83 3 Relatório Tratase de recurso voluntário contra o Acórdão nº 0518.773, da 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em CampinasSP. Tratase de Auto de Infração eletrônico decorrente de auditoria interna da DCTF/00, exigindo crédito tributário total de R$ 16.808,00, relativo à multa de mora (R$11.695,82) e juros de mora (R$ 5.112,18). Impugnando a exigência, argumento o contribuinte, em síntese, a denúncia espontânea (art. 138 do CTN) em face de recolhimento realizado antes do início de qualquer ação fiscal. Em relação aos juros de mora alega o seu regular recolhimento. A DRJ, manteve integralmente o lançamento, nos termos da ementa abaixo: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Exercício: 2000 DCTF. REVISÃO INTERNA. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. FALTA DE PAGAMENTO DA MULTA MORATÓRIA. A denúncia espontânea a que se refere o art. 138 do CTN pressupõe não somente a confissão da dívida, mas também o pagamento do tributo devido, devidamente corrigido, acrescido, além dos juros de mora, dada sua natureza compensatória, da multa moratória. MULTA DE MORA. Confirmado o recolhimento a menor de verba correspondente à multa de mora incidente sobre débitos pagos fora do prazo, mantém se a sua exigência. JUROS DE MORA. Sobre os débitos pagos fora de prazo incidirão juros de mora a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento. Pagamentos efetuados após o vencimento, sem o acréscimo e/ou com acréscimo a menor de juros de mora, sujeitamse à exigência da Fl. 92DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 13896.000062/200719 Acórdão n.º 1401000.775 S1C4T1 Fl. 84 4 dessa verba de forma isolada. Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este Conselho, repisando os tópicos trazidos anteriormente na impugnação. É o relatório. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 13896.000062/200719 Acórdão n.º 1401000.775 S1C4T1 Fl. 85 5 Voto Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator. O recurso reúne as condições de admissibilidade, dele tomo conhecimento. Alega a recorrente, naquilo que é relevante, que no momento em que confessa e recolhe o débito, a multa de mora não pode ser exigida devido ao instituto da denúncia espontânea previsto no art. 138 do Código Tributário Nacional, motivo pelo qual o lançamento deve ser cancelado. Ressalvo o meu posicionamento,de que a incidência da multa de mora não é incompatível e nem é afastada pela denúncia espontânea do art. 138 do CTN, pois este dispositivo não trata da exclusão de penalidade administrativa, mas sim da responsabilidade penal do agente. Entretanto, após reiterados decisórios, o STJ submeteu a questão ao regime do art. 543C do CPC consolidando posicionamento favorável ao contribuinte, com a seguinte ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543C, DO CPC. TRIBUTÁRIO. IRPJ E CSLL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLARAÇÃO PARCIAL DE DÉBITO TRIBUTÁRIO ACOMPANHADO DO PAGAMENTO INTEGRAL. POSTERIOR RETIFICAÇÃO DA DIFERENÇA A MAIOR COM A RESPECTIVA QUITAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. EXCLUSÃO DA MULTA MORATÓRIA. CABIMENTO. 1. A denúncia espontânea resta configurada na hipótese em que o contribuinte, após efetuar a declaração parcial do débito tributário (sujeito a lançamento por homologação) acompanhado do respectivo pagamento integral, retificaa (antes de qualquer procedimento da Administração Tributária), noticiando a existência de diferença a maior, cuja quitação se dá concomitantemente. 2. Deveras, a denúncia espontânea não resta caracterizada, com a conseqüente exclusão da multa moratória, nos casos de tributos sujeitos a lançamento por homologação declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, à vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco (Súmula 360/STJ) (Precedentes da Primeira Seção submetidos ao rito do artigo 543C, do CPC: REsp 886.462/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, Fl. 94DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 13896.000062/200719 Acórdão n.º 1401000.775 S1C4T1 Fl. 86 6 DJe 28.10.2008; e REsp 962.379/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, julgado em 22.10.2008, DJe 28.10.2008). 3. É que "a declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito, podendo este ser imediatamente inscrito em dívida ativa, tornandose exigível, independentemente de qualquer procedimento administrativo ou de notificação ao contribuinte" (REsp 850.423/SP, Rel. Ministro Castro Meira, Primeira Seção, julgado em 28.11.2007, DJ 07.02.2008). 4. Destarte, quando o contribuinte procede à retificação do valor declarado a menor (integralmente recolhido), elide a necessidade de o Fisco constituir o crédito tributário atinente à parte não declarada (e quitada à época da retificação), razão pela qual aplicável o benefício previsto no artigo 138, do CTN. 5. In casu, consoante consta da decisão que admitiu o recurso especial na origem (fls. 127/138): "No caso dos autos, a impetrante em 1996 apurou diferenças de recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Juridica e Contribuição Social sobre o Lucro, anobase 1995 e prontamente recolheu esse montante devido, sendo que agora, pretende ver reconhecida a denúncia espontânea em razão do recolhimento do tributo em atraso, antes da ocorrência de qualquer procedimento fiscalizatório. Assim, não houve a declaração prévia e pagamento em atraso, mas uma verdadeira confissão de dívida e pagamento integral, de forma que resta configurada a denúncia espontânea, nos termos do disposto no artigo 138, do Código Tributário Nacional." 6. Conseqüentemente, merece reforma o acórdão regional, tendo em vista a configuração da denúncia espontânea na hipótese sub examine. 7. Outrossim, forçoso consignar que a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte. 8. Recurso especial provido. Acórdão submetido ao regime do artigo 543C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. Referido julgado vincula o CARF consoante art. 62A do Regimento do CARF dispõe (grifado): Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B (repercussão geral) e 543C (recurso repetitivo) da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Outrossim, como no caso concreto a “Denúncia” se deu com o correspondente pagamento do principal (19 de dezembro de 2001) antes da entrega da DCTF (17 de janeiro de 2002) e de qualquer procedimento fiscalizatório, tal situação se subsume aos julgados do STJ, ora na sistemática de recursos repetitivos (Resp 1149022), que partem da premissa que a denúncia tem que ser acompanhada necessária e simultaneamente do respectivo pagamento e nesse caso estaria elidido qualquer cobrança de multa moratória. É que consoante jurisprudência sumulada pelo STJ, “o benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo” (Súmula 360). Fl. 95DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 13896.000062/200719 Acórdão n.º 1401000.775 S1C4T1 Fl. 87 7 Por todo o exposto, dou provimento em relação á multa de mora. Legalidade dos Juros de Mora Em relação aos juros de mora, cabe mais aqui um esclarecimento, pois na prática não há controvérsia uma vez que a Recorrente apenas alega que recolheu os juros de mora na quantia certa, sendo indevido apenas o multa de mora. Determina a legislação que sobre os débitos pagos fora de prazo, independente de qualquer causa, incidirão eles a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.Não cabe, portanto, a este órgão do Poder Executivo deixar de aplicálos, encontrando óbice, inclusive nas Súmulas nº 4 do CARF, in verbis: “A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais.” Em relação à sua alegação de ter errado no código de recolhimento e têlo recolhido a título de juros de mora o que importa é que o referido valor já foi abatido do montante total devido a título de multa de mora. Como se está cancelando a multa de mora, a autoridade executora deverá considerar esse fato e abatêlo como se na rubrica certa tivesse sido recolhido. A esse mesmo respeito a DRJ assim se pronunciou: Aduz o contribuinte o seu recolhimento. Todavia, conforme e vê das consultas juntadas às fls. 3/41, relativas ao Sistema Sinal — Consulta Pagamento, o valor de R$ 1.691,00 foi apropriado sob o código de receita 3252, relativo à multa (fl. 39). Tal cifra, inclusive, foi considerada como multa de mora recolhida, tendo sido abatida do devido a esse título. Nesse contexto e com essas ressalvas, mantémse também os juros de mora. Por todo o exposto, dou provimento ao recurso apenas para cancelar a multa de mora. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 96DF CARF MF Impresso em 05/06/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 27/04/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 23/05/2012 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA
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Numero do processo: 15956.000018/2007-74
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Sep 25 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF
Ano Calendário: 2002, 2003, 2004, 2005 2006.
NORMAS PROCESSUAIS. ADMISSIBILIDADE.
Não restou configurada a divergência, uma vez que o acórdão recorrido não decidiu a matéria objeto da controvérsia. O aresto atacado sequer mencionou a questão relativa à conduta reiterada ao apreciar a qualificação da multa.
Recurso especial não conhecido.
Numero da decisão: 9202-002.373
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso.
Matéria: IRPF- ação fiscal - outros assuntos (ex.: glosas diversas)
Nome do relator: ELIAS SAMPAIO FREIRE
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NORMAS PROCESSUAIS. ADMISSIBILIDADE. Não restou configurada a divergência, uma vez que o acórdão recorrido não decidiu a matéria objeto da controvérsia. O aresto atacado sequer mencionou a questão relativa à conduta reiterada ao apreciar a qualificação da multa. Recurso especial não conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso. (Assinado digitalmente) Valmar Fonseca de Menezes Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire – Relator EDITADO EM: 26/09/2012 Fl. 1DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Valmar Fonseca de Menezes (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Pedro Anan Junior, Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório A Fazenda Nacional, inconformada com o decidido no Acórdão nº 2102 00.323, proferido pela 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da 2ª Seção em 23/09/2009, interpôs, dentro do prazo regimental, recurso especial de divergência à Câmara Superior de Recursos Fiscais. O acórdão recorrido, por maioria de votos, deu provimento parcial ao recurso para desqualificar a multa de ofício, reduzindoa de 150% para 75% e, por unanimidade, reconheceu que a decadência extinguiu o crédito tributário do anocalendário 2001. Segue abaixo sua ementa: “DECADÊNCIA. LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. O imposto sobre a renda pessoa fisica é tributo sob a modalidade de lançamento por homologação e, sempre que o contribuinte efetue o pagamento antecipado, o prazo decadencial encerrase depois de transcorridos cinco anos do encerramento do ano calendário, salvo nas hipóteses de dolo, fraude e simulação, o que não ocorre no presente caso. DESPESAS DEDUTÍVEIS FALTA DE COMPROVAÇÃO RECURSO IMPROVIDO. Em conformidade com o artigo 8', § 2°, III, da Lei n° 9.250, de 1995, todas as deduções da base de cálculo do imposto de renda estão sujeitas à comprovação, a juizo da autoridade lançadora. Assim, sempre que entender necessário, a fiscalização tem a prerrogativa de exigir a comprovação ou justificação das despesas deduzidas. Nos casos em que há elementos concretos e suficientes para afastar a presunção de veracidade dos recibos, sem que o contribuinte prove a realização das despesas deduzidas a titulo de tratamento médico ou a titulo de instrução, mantemse a exigência do crédito tributário. DESPESAS DEDUTÍVEIS FALTA DE COMPROVAÇÃO DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS LANÇAMENTO PROCEDENTE. Somente são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda as despesas cujo pagamento e os serviços sejam efetivamente comprovados, sendo que a falta de apresentação de recibos ou de quaisquer documentos hábeis e idôneos que comprovem os dispêndios ou a efetiva prestação dos serviços enseja a glosa das despesas para fins de dedução de Imposto de Renda Pessoa Física. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15956.000018/200774 Acórdão n.º 920202.373 CSRFT2 Fl. 2 3 MULTA QUALIFICADA. Para a qualificação da multa de oficio deve restar comprovado nos autos a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, conforme definido na lei. MULTA CONFISCATÓRIA. A vedação ao confisco se aplica somente à exigência de tributos. Uma vez inserida a norma no sistema positivo, e estando vigente, é obrigação do administrador público aplicála, não sendo da competência da administração pública discutir a constitucionalidade de qualquer norma, competência esta reservada de forma exclusiva ao Poder Judiciário por expressa determinação constitucional. Recurso parcialmente provido.” Em seu recurso, a recorrente explica que a câmara a quo cancelou a multa qualificada, ao argumento de que não verificou o intuito de fraude, quanto aos fatos ensejadores das infrações, quais sejam, deduções indevidas relativas às despesas médicas e despesas com instrução, a justificar o agravamento da multa prevista no art. 44 da Lei n. 9.430/96, tendo desconsiderado, todavia, a conduta do contribuinte de forma reiterada. Nesse ponto, entende que o aresto em comento diverge do Acórdão n.º 101 96.446, cuja ementa será reproduzida a seguir: “NULIDADE SIGILO BANCÁRIO — APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR 105/2001 INOCORRÊNCIA Não cabe alegação de quebra de sigilo bancário no caso de entrega espontânea à fiscalização de extratos das respectivas contas obtidos pelo sujeito passivo diretamente dos bancos de que é cliente. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. OMISSÃO DE RENDIMENTOS Caracterizam omissão de rendimentos os valores creditados em conta corrente de depósitos ou investimentos, mantida junto a instituição financeira, quando o contribuinte, regularmente intimado, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. PROVAS As provas somente alcançadas após a impugnação devem ser consideradas em grau de recurso, e sua confirmação pela fiscalização produz o efeito de reduzir a matéria tributável. MÚTUO. COMPROVAÇÃO A efetividade da realização de mútuo há que ser comprovada mediante prova da transferência dos recursos financeiros mutuados. LANÇAMENTOS CONEXOS. EFEITOS DA DECISÃO RELATIVA AO LANÇAMENTO PRINCIPAL Em razão da vinculação entre o lançamento principal e os que lhe são conexos, as conclusões relativas ao lançamento do IRPJ devem prevalecer na apreciação da CSLL, do PIS e da COFINS, exceto quanto às argüições ou elementos de prova específicos. PIS E COFINSBASE DE CÁLCULO FATURAMENTO Para poder pleitear a exclusão, da base de cálculo, das receitas omitidas, cumpre ao contribuinte provar que não são oriundas da atividade fim da empresa. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. É aplicável a multa de ofício qualificada de 150 %, naqueles casos em que restar constatado o evidente intuito de fraude. A conduta ilícita reiterada ao longo do tempo, descaracteriza o caráter fortuito do procedimento, evidenciando Fl. 3DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 o intuito doloso tendente à fraude. JUROS DE MORA SELICA partir de 1 9 de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais (Súmula 1(2 CC ne. 4).” Vislumbra uma divergência interpretativa quanto à aplicação da multa qualificada do Art. 44 da Lei n. 9.430/96, tendo em vista que, no acórdão paradigma apontado, a conduta ilícita reiterada ao longo do tempo descaracterizou o caráter fortuito do procedimento, evidenciando o intuito doloso tendente à fraude, enquanto no acórdão desafiado, houve desqualificação da multa, inobstante conduta reiterada, ao longo dos anoscalendário de 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 e 2006. Entende que o contribuinte, ao não informar suas receitas ao Fisco, procurou impedir ou retardar o conhecimento, por parte da autoridade tributária, da ocorrência do fato gerador do tributo, como comprovado nos autos. Argumenta que a Câmara a quo se equivocou quando entendeu que, no ilícito cometido pelo Recorrido, não estaria evidenciado o intuito de fraude, a importar no agravamento da multa. Explica que o evidente intuito corresponde ao dolo de sonegar, que existe quando o agente omite, de forma voluntária e consciente, receitas, declarações e informações ao Fisco. Ao final, requer o conhecimento e provimento de seu recurso especial. Nos termos do Despacho n.º 21000240/2010, foi dado seguimento ao pedido em análise. O contribuinte ofereceu, tempestivamente, contrarazões. Afirma que considera improcedente o recurso especial da Fazenda e que falta ao mesmo os requisitos da admissibilidade. Entende que o que pretende a recorrente nada mais é do que o reexame das provas dos autos. Ademais, observa que inexiste demonstração clara e analítica da divergência entre o aresto recorrido e o paradigma. Argumenta que a recorrente não conseguiu trazer fato capaz de fundamentar a irresignação apresentada para justificar a aplicação da multa de 150%. Entende que jamais houve intenção de ocultar qualquer informação solicitada. Afirma que o auditor fiscal em momento algum conseguiu provar que o contribuinte assumiu postura dolosa, e que o ônus da prova recai sobre o Fisco e não sobre o recorrido. Observa que o auto de infração restou inconcluso, ante a falta de apuração da totalidade dos itens autuados, o que por si só macula o ato. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15956.000018/200774 Acórdão n.º 920202.373 CSRFT2 Fl. 3 5 Ao final, requer que seja negado provimento ao recurso especial interposto. Eis o breve relatório. Voto Conselheiro Elias Sampaio Freire, Relator Quanto à alegação da recorrida de que não haveria similitude fática entre o aresto recorrido e o paradigma apresentado, entendo que o contribuinte está com a razão. De fato, não há divergência entre o aresto recorrido e o paradigma em comento, no que diz respeito ao cancelamento da multa qualificada. Ocorre que, no acórdão recorrido não há o enfrentamento da questão da conduta reiterada. Nesse sentido, destaco o seguinte trecho da decisão ora atacada: “Nesse sentido não observo o intuito de fraude quanto aos fatos que ensejaram as infrações descritas no auto de infração, quais sejam, as deduções indevidas relativas à despesas médicas e despesas com instrução. Isto porque, nestes casos, o contribuinte tão somente não logrou êxito em comprovar a efetividade da totalidade das despesas nos termos solicitados pela fiscalização. Aliás, ressalto que o contribuinte demonstrou em parte a ocorrência das despesas alegadas. Para caracterizar dolo de lesar o Fisco o ato deve conter quatro requisitos essenciais: (a) o ânimo de prejudicar ou fraudar; (b) que a manobra ou artificio tenha sido a causa da feitura do ato ou do consentimento da parte prejudicada (c) uma relação de causa e efeito entre o artificio empregado e o benefício por ele conseguido; e (d) a participação intencional de urna das partes no dolo. Exigese, portanto, que haja o propósito deliberado de modificar a característica essencial do fato gerador do imposto, quer pela alteração do valor da matéria tributável, quer pela exclusão ou modificação das características essenciais do fato gerador, com a finalidade de se reduzir o imposto devido ou evitar ou diferir seu pagamento, o que não se reconhece no caso. Desta forma não ficou evidenciada a fraude em relação às glosas de despesas, sendo que não se pode presumir a fraude nestes casos. Assim, não há que se aplicar a multa qualificada para os fatos jurídicos apontados no auto de infração, quais sejam, as deduções consideradas indevidas por falta de comprovação, devendo, no caso, ser reduzida a multa de 150% para 75%. Nessa toada, uma vez afastada a prática dolosa por parte do contribuinte, tenho para mim que a única situação de aplicação da regra do art. 173, I, do CTN para a contagem do prazo decadencial com relação aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação é, justamente, nas hipóteses de ocorrência de dolo, Fl. 5DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 fraude ou simulação, nos exatos termos da legislação de regência.” Não restou configurada a divergência, uma vez que o acórdão recorrido não decidiu a matéria objeto da controvérsia. O aresto atacado sequer mencionou a questão relativa à conduta reiterada ao apreciar a qualificação da multa. Pelo exposto, voto por não conhecer do recurso especial da Fazenda Nacional. (Assinado digitalmente) Elias Sampaio Freire Fl. 6DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2012 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 10/10/2 012 por VALMAR FONSECA DE MENEZES, Assinado digitalmente em 01/10/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10830.009331/2003-47
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Mar 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1998
ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO. SAQUES BANCÁRIOS SEM COMPROVAÇÃO DO CONSUMO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO COMO DISPÊNDIO.
Em apuração de acréscimo patrimonial a descoberto a partir de fluxo de caixa que confronta origens e aplicações de recursos, os saques ou transferências bancárias, quando não comprovada a destinação, efetividade da despesa, aplicação ou consumo, não podem lastrear lançamento fiscal - Súmula CARF no 67.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: 9202-002.558
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
(Assinado digitalmente)
Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício)
(Assinado digitalmente)
Luiz Eduardo de Oliveira Santos - Relator
EDITADO EM: 11/03/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (Vice-Presidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire.
Matéria: IRPF- ação fiscal - Ac.Patrim.Descoberto/Sinais Ext.Riqueza
Nome do relator: LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
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SAQUES BANCÁRIOS SEM COMPROVAÇÃO DO CONSUMO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO COMO DISPÊNDIO. Em apuração de acréscimo patrimonial a descoberto a partir de fluxo de caixa que confronta origens e aplicações de recursos, os saques ou transferências bancárias, quando não comprovada a destinação, efetividade da despesa, aplicação ou consumo, não podem lastrear lançamento fiscal Súmula CARF no 67. Recurso especial negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 93 31 /2 00 3- 47 Fl. 350DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/03/2 013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10830.009331/200347 Acórdão n.º 9202002.558 CSRFT2 Fl. 5 2 (Assinado digitalmente) Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício) (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Relator EDITADO EM: 11/03/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Henrique Pinheiro Torres (Presidente em exercício), Gonçalo Bonet Allage (VicePresidente em exercício), Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Marcelo Freitas de Souza Costa (suplente convocado), Marcelo Oliveira, Manoel Coelho Arruda Junior, Gustavo Lian Haddad, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira e Elias Sampaio Freire. Relatório O Acórdão nº 340100.091, da 1a Turma Ordinária da 4a Câmara da 3a Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (fls. 296 a 301), julgado na sessão plenária de 1o de junho de 2009, por unanimidade de votos, deu provimento ao recurso voluntário do contribuinte. Transcrevese a ementa do julgado: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física IRPF Exercício: 1998 Ementa: ACRÉSCIMO PATRIMONIAL A DESCOBERTO DÉBITOS BANCÁRIOS NECESSIDADE DE VINCULAÇÃO DOS DÉBITOS BANCÁRIOS COM RENDA CONSUMIDA OU AUMENTO PATRIMONIAL SEM LASTRO EM RENDIMENTOS DECLARADOS INOCORRÊNCIA Todos os cheques debitados na conta bancária do contribuinte não vinculados a despesas que o beneficiaram não podem funcionar como dispêndios no fluxo de caixa que apurou acréscimo patrimonial a descoberto. Caberia à fiscalização circularizar os beneficiários dos cheques emitidos, buscando comprovar que tais dispêndios favoreceram o recorrente, quer por consumo, quer por aumento patrimonial. Aí, poderseia registrálos como dispêndios no fluxo de caixa para apurar eventual variação patrimonial a descoberto. Recurso provido. Fl. 351DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/03/2 013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10830.009331/200347 Acórdão n.º 9202002.558 CSRFT2 Fl. 6 3 Cientificada do acórdão em 12/11/2010 (fl. 302), a Fazenda Nacional apresentou, no dia 16 do mesmo mês, recurso especial de divergência (fls. 305 a 321), para defender a possibilidade da utilização de cheques emitidos pelo contribuinte como dispêndios na apuração de acréscimo patrimonial a descoberto – APD. Para comprovar a divergência jurisprudencial, apresentou o Acórdão no 9304 00.167, da 4a Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, que permitiu a utilização de cheques sacados como renda consumida. O recurso foi admitido pelo despacho de fls. 322 a 326. Cientificado do acórdão e do recurso especial da Fazenda Nacional em 6/7/2011, o contribuinte apresentou, em 19/7/2011, contrarrazões, onde defende que: a) não é possível se utilizar do Acórdão no 930400.167 como paradigma, pois, naqueles autos, o APD teve suporte em cheques emitidos pelo contribuinte, enquanto, nestes autos, utilizouse cópias de comprovantes de depósitos realizados nas contas de pessoas investigadas no processo criminal, e não em cheques emitidos pelo recorrido, que sequer foram anexados aos autos; b) a Súmula CARF no 67 determina que, para lastrear lançamento fiscal de APD, devese comprovar a destinação dos saques ou transferências bancárias, o que faz com que o paradigma indicado contrarie o dispositivo sumular; c) caso se dê provimento ao recurso, os autos devem retornar para apreciação da Turma Julgadora, pois se deixou de apreciar diversos argumentos que, por si só, anulariam o lançamento, pois já se havia cancelado o APD pelos fundamentos agora atacados; É o relatório. Voto Conselheiro Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Relator Pelo que consta no processo, o recurso é tempestivo. De início, há que se apreciar a preliminar de não conhecimento do recurso, apresentada pelo contribuinte em suas contrarrazões, sob os argumentos de que o paradigma apresentado não comprova a divergência e de que o recurso contraria o conteúdo da Súmula CARF no 67. Afirma o recorrido que, no Acórdão no 930400.167, permitiuse a utilização de cheques sacados como renda consumida, enquanto, no presente processo, não foram anexadas cópias dos cheques, mas apenas cópias de comprovantes de depósitos. Entretanto, penso que essa diferença entre as provas não afasta a divergência arguida, que diz respeito à possibilidade de considerar simples saídas da contacorrente como dispêndios, caso o contribuinte não apresente provas em sentido contrário. Fl. 352DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/03/2 013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS Processo nº 10830.009331/200347 Acórdão n.º 9202002.558 CSRFT2 Fl. 7 4 Do mesmo modo, o argumento de que o recurso contraria súmula do CARF não merece melhor sorte, pois tanto o acórdão recorrido quanto o recurso especial da Fazenda foram elaborados antes da edição da Súmula CARF no 67, o que não pode impedir o conhecimento da matéria. Desta forma, conheço do recurso. Quanto ao mérito, se a Súmula CARF no 67 não impediu o conhecimento do apelo, certamente obriga o seu não provimento. É este o conteúdo sumular: Em apuração de acréscimo patrimonial a descoberto a partir de fluxo de caixa que confronta origens e aplicações de recursos, os saques ou transferências bancárias, quando não comprovada a destinação, efetividade da despesa, aplicação ou consumo, não podem lastrear lançamento fiscal. Desta forma, há que se reconhecer que o pleito da Fazenda Nacional contraria frontalmente o conteúdo da Súmula CARF no 67, pois pretende que simples saques da conta corrente do contribuinte, sem vinculação com as despesas a que se destinavam, sirvam com dispêndios na apuração de Acréscimo Patrimonial a Descoberto. Sendo o conteúdo das súmulas de adoção obrigatória pelos membros do CARF, há que se negar provimento ao recurso. Diante do exposto, voto no sentido de conhecer do recurso para, no mérito, negar provimento ao recurso especial do Procurador da Fazenda Nacional. (Assinado digitalmente) Luiz Eduardo de Oliveira Santos Fl. 353DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/03/2013 por AFONSO ANTONIO DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/03/2 013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 18/03/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA S ANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 11516.005639/2008-53
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004, 2005, 2006, 2007
RENDIMENTOS RECEBIDOS A TÍTULO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA.
Os rendimentos recebidos por pessoa física, de outra pessoa física, a título de pensão alimentícia, estão sujeitos ao pagamento mensal do imposto de renda. O imposto retido na fonte sobre os rendimentos percebidos pelo alimentante, os quais são repassados ao alimentando, é restituído ao primeiro quando da apresentação de sua Declaração de Ajuste Anual.
MULTA DE OFÍCIO.
A imposição da multa de ofício de 75% (setenta e cinco por cento) está em harmonia com a legislação tributária, devendo incidir sobre a totalidade do tributo não recolhido, sendo inviável desconsiderar norma federal expressa sem a declaração de sua inconstitucionalidade.
CARNÊ-LEÃO. MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA.
Descabe a aplicação da multa isolada por falta de recolhimento mensal do imposto de renda devido a título de carnê-leão concomitantemente com a multa de ofício decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Numero da decisão: 2801-002.936
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para afastar a aplicação da multa isolada. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães - Presidente.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Ewan Teles Aguiar, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Ausente, ainda, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004, 2005, 2006, 2007 RENDIMENTOS RECEBIDOS A TÍTULO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA. Os rendimentos recebidos por pessoa física, de outra pessoa física, a título de pensão alimentícia, estão sujeitos ao pagamento mensal do imposto de renda. O imposto retido na fonte sobre os rendimentos percebidos pelo alimentante, os quais são repassados ao alimentando, é restituído ao primeiro quando da apresentação de sua Declaração de Ajuste Anual. MULTA DE OFÍCIO. A imposição da multa de ofício de 75% (setenta e cinco por cento) está em harmonia com a legislação tributária, devendo incidir sobre a totalidade do tributo não recolhido, sendo inviável desconsiderar norma federal expressa sem a declaração de sua inconstitucionalidade. CARNÊ-LEÃO. MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. Descabe a aplicação da multa isolada por falta de recolhimento mensal do imposto de renda devido a título de carnê-leão concomitantemente com a multa de ofício decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas. Recurso Voluntário Provido em Parte
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Os rendimentos recebidos por pessoa física, de outra pessoa física, a título de pensão alimentícia, estão sujeitos ao pagamento mensal do imposto de renda. O imposto retido na fonte sobre os rendimentos percebidos pelo alimentante, os quais são repassados ao alimentando, é restituído ao primeiro quando da apresentação de sua Declaração de Ajuste Anual. MULTA DE OFÍCIO. A imposição da multa de ofício de 75% (setenta e cinco por cento) está em harmonia com a legislação tributária, devendo incidir sobre a totalidade do tributo não recolhido, sendo inviável desconsiderar norma federal expressa sem a declaração de sua inconstitucionalidade. CARNÊLEÃO. MULTA ISOLADA E MULTA DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. Descabe a aplicação da multa isolada por falta de recolhimento mensal do imposto de renda devido a título de carnêleão concomitantemente com a multa de ofício decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas. Recurso Voluntário Provido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para afastar a aplicação da multa isolada. Votaram pelas conclusões os Conselheiros Tânia Mara Paschoalin e Carlos César Quadros Pierre. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 51 6. 00 56 39 /2 00 8- 53 Fl. 260DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 11516.005639/200853 Acórdão n.º 2801002.936 S2TE01 Fl. 261 2 Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Tânia Mara Paschoalin, Ewan Teles Aguiar, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Carlos César Quadros Pierre. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Ausente, ainda, justificadamente, o Conselheiro Luiz Cláudio Farina Ventrilho. Relatório Por bem descrever os fatos, adotase o relatório do acórdão de primeira instância (fl. 222 deste processo digital), reproduzido a seguir: Por meio do Auto de Infração (fls. 145/154), houve o lançamento do Imposto de Renda Pessoa Física no valor de R$ 19.825,48, relativo aos anoscalendário de 2003 a 2006, acrescido da multa de ofício e juros de mora, além da multa exigida isoladamente de R$ 15.550,32, em decorrência da constatação de omissão de rendimentos tributáveis recebidos da pessoa física Sr. Osvaldo Carlos Lopes Júnior, a título de pensão alimentícia e sujeitos a carnêleão, no valores constantes da planilha à fl. 127 e no Demonstrativo de Apuração às fls. 128/144. A auditoria esclarece que os rendimentos informados nas Declarações de Ajuste Anual entregues sob o procedimento fiscal não foram apresentados espontaneamente. E, considerandose que o contribuinte é menor de idade, houve a sujeição passiva solidária de Samira de Pellegrin Lopes, CPF n° 054.752.29759, mãe do menor e detentora da guarda judicial, nos termos dos artigos 124 e 134, inciso I, da Lei n° 5.172/1966. O Termo de Sujeição Passiva encontrase juntado, às fls. 156/157, e os comprovantes de ciência por via postal encontram se juntados às fls. 160/161. O contribuinte apresenta impugnação (fls. 164/188), na qual, sob longas digressões conceituais e doutrinárias, em contrassenso à marcha da modernidade processual, diga se de passagem, argui que o notificado não produziu riqueza nem possui capital que gere riqueza, não estando enquadrado nas hipóteses do fato gerador deste tributo; o que ocorreu foi a transferência de titularidade de pai para filho, o que não é fato gerador, pois não representa renda. Alega que o recebimento da pensão alimentícia não se subsume à norma tributável; que não pode haver tributação de pensão alimentícia, porque o pai do impugnante já sofreu tributação na fonte pertinente aos seus rendimentos, sob pena de bis in idem; que o tributo deve ser suportado pelo pai Sr. Osvaldo Carlos Lopes Júnior. Discorre sobre a responsabilidade solidária da fonte pagadora, insistindo Fl. 261DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 11516.005639/200853 Acórdão n.º 2801002.936 S2TE01 Fl. 262 3 que se está exigindo tributo já retido na fonte, devendose chamar a responder pelo débito o pai do impugnante. Aduz que a multa é excessivamente onerosa e confiscatória, devendo seu percentual ser diminuído a valores corretos e justos. Entende que a vedação ao confisco se estende também às penalidades pecuniárias. Afirma que não é cabível a aplicação da multa isolada por falta de recolhimento do imposto de renda a título de carnêleão, porque não houve fraude e não agiu com dolo. Alega que, conforme o art. 43 da Lei n°. 9.430/96, pode ser exigida a multa ou os juros de mora, isolada ou conjuntamente, ou seja, que não se pode exigir além da multa proporcional mais a multa isolada, pois se estaria aplicando uma bitributação. Requer seja cancelado o presente lançamento. A impugnação apresentada foi julgada improcedente, por intermédio do acórdão de fls. 221/226, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2003, 2004, 2005, 2006 OMISSÃO DE RENDIMENTOS. TRATAMENTO FISCAL Os rendimentos comprovadamente omitidos na Declaração de Ajuste Anual, detectados em procedimento de ofício, serão adicionados à base de cálculo declarada para efeito de apuração do imposto devido, sujeitandose à multa de ofício e juros de mora. MULTA EXIGIDA ISOLADAMENTE. FALTA DE RECOLHIMENTO DO CARNÊLEÃO. CONCOMITÂNCIA. A multa exigida isoladamente sobre o valor do imposto mensal devido e não recolhido (carnêleão) será cobrada, concomitantemente, com o imposto suplementar apurado na declaração, acrescido da multa de ofício e de juros de mora. Cientificado da decisão de primeira instância em 23/05/2011 (AR à fl. 231 deste processo digital), os interessados interpuseram, em 22/06/2011, o recurso de fl. 232/253, por intermédio do qual reiteram os argumentos expendidos na peça impugnatória, sintetizados abaixo: Não pode haver tributação de pensão alimentícia, uma vez que a tributação de valores pagos a esse título ocorre na fonte pagadora. O pai do Impugnante Felipe já foi tributado, de forma que resta caracterizado bis in idem. No sistema de fonte, não é o próprio beneficiário da renda que recolhe aos cofres públicos o respectivo imposto. Tal encargo cabe à fonte pagadora da renda, como responsável tributário. Ao fazer o pagamento dos rendimentos, a fonte pagadora retém o valor do tributo, pagando ao beneficiário o valor líquido do Imposto de Renda, e o recolhe aos cofres públicos nos prazos regulamentares. A multa de 75% (setenta e cinco por cento) é excessivamente onerosa, devendo ter seu percentual diminuído a valores corretos e justos. Fl. 262DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 11516.005639/200853 Acórdão n.º 2801002.936 S2TE01 Fl. 263 4 O princípio constitucional da vedação ao confisco é de todo, e em tudo, aplicável às penalidades tributárias, consistentes nas denominadas multas fiscais. Não se pode exigir, além da multa proporcional, mais uma multa isolada, visto que a cobrança das duas multas configura bitributação, fato este não permitido em nossa legislação. Ao fim, requer seja conhecido e provido o presente recurso, determinandose o cancelamento do débito fiscal apurado. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conheço do recurso, porquanto presentes os requisitos de admissibilidade. TRIBUTAÇÃO DOS RENDIMENTOS RECEBIDOS A TÍTULO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA Determina o art. 106 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999: Art.106.Está sujeita ao pagamento mensal do imposto a pessoa física que receber de outra pessoa física, ou de fontes situadas no exterior, rendimentos que não tenham sido tributados na fonte, no País, tais como: (...) II os rendimentos recebidos em dinheiro, a título de alimentos ou pensões, em cumprimento de decisão judicial, ou acordo homologado judicialmente, inclusive alimentos provisionais; O art. 4º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, por seu turno, estabelece: Art. 4º. Na determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto de renda poderão ser deduzidas: (...) II – as importâncias pagas a título de pensão alimentícia em face das normas do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial, inclusive a prestação de alimentos provisionais, de acordo homologado judicialmente, ou de escritura pública a que se refere o art. 1.124A da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 Código de Processo Civil; A leitura dos dispositivos transcritos revela que os rendimentos recebidos por pessoa física, de outra pessoa física, a título de pensão alimentícia, estão sujeitos ao pagamento mensal do imposto de renda e que o imposto retido na fonte sobre os rendimentos percebidos pelo alimentante, os quais são repassados ao alimentando, é restituído ao primeiro quando da apresentação de sua Declaração de Ajuste Anual. Fl. 263DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 11516.005639/200853 Acórdão n.º 2801002.936 S2TE01 Fl. 264 5 A lógica é evidente: aquele que efetua o pagamento da pensão alimentícia, em cumprimento de decisão judicial ou acordo homologado judicialmente, pode deduzir tal valor da base de cálculo de seus rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual. Assim, a incidência do tributo é transferida para o contribuinte que recebe os rendimentos a título de pensão alimentícia, não havendo que se falar, por óbvio, em bis in idem. MULTA DE OFÍCIO A imposição da multa de ofício está em harmonia com o art. 44 da Lei n. 9.430, de 27 de dezembro de 1996, devendo incidir sobre a totalidade do tributo não recolhido, sendo inviável desconsiderar norma federal expressa sem a declaração de sua inconstitucionalidade. Justamente por se dirigir a reprimir condutas evidentemente contrárias não apenas aos interesses fiscais, mas aos interesses de toda a sociedade, a multa de 75% (setenta e cinco por cento) deve ser aplicada ao infrator a fim de evitar o cometimento de novas infrações. Quanto à suposta ofensa ao princípio constitucional da vedação ao confisco, aplicável a Súmula CARF nº 2, de cujo teor se extrai a seguinte dicção: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. MULTA DE OFÍCIO E MULTA ISOLADA. CONCOMITÂNCIA. Quando várias normas punitivas concorrem entre si na disciplina jurídica de determinadas condutas, tornase importante investigar se a penalidade prevista para punir uma delas pode absorver a outra. No caso em exame, o não recolhimento mensal devido a título de carnêleão pode ser visto como etapa preparatória do ato de reduzir o imposto ao final do anocalendário. A primeira conduta é, portanto, meio de execução da segunda. Com efeito, o bem jurídico mais importante é, sem dúvida, a efetividade da arrecadação tributária, atendida pelo recolhimento do tributo apurado ao fim do anocalendário, e o bem jurídico de relevância secundária é a antecipação do imposto devido a título de carnê leão. Em se tratando de aplicação de penalidades, aplicase, aqui, a lógica do princípio penal da consunção. Pelo critério da consunção, ao se violar uma pluralidade de normas, passandose de uma violação menos grave para outra mais grave, como sucede no caso em análise, prevalece a norma relativa à penalidade mais grave. Nessa linha de raciocínio, descabe a aplicação da multa isolada por falta de recolhimento mensal do imposto de renda devido a título de carnêleão concomitantemente com a multa de ofício decorrente da apuração de omissão de rendimentos recebidos de pessoas físicas. Cobrase apenas esta última, no percentual de 75% sobre o imposto devido. Acrescento que a cobrança da multa isolada referente aos rendimentos sujeitos ao carnêleão, concomitantemente com a multa de ofício de 75%, penaliza o contribuinte duplamente, em face da identidade das bases de cálculo de ambas. Fl. 264DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES Processo nº 11516.005639/200853 Acórdão n.º 2801002.936 S2TE01 Fl. 265 6 A jurisprudência deste Conselho é pacífica em relação a não imputação de dupla penalidade pecuniária ao contribuinte em decorrência da omissão de rendimentos recebidos de pessoa física. Nesse sentido, oportuna é a transcrição de excerto do voto condutor vencedor do Acórdão nº 9202002.073, proferido pela Câmara Superior de Recursos Fiscais, na sessão de 22 de março de 2012, por intermédio do qual se negou provimento a recurso especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional: “O entendimento que tem prevalecido é o de que havendo lançamento de diferença de imposto deve ser cobrada a multa de lançamento de ofício juntamente com o tributo (multa de ofício normal), não havendo que se falar na aplicação de multa isolada. Por outro lado, quando o imposto apurado na Declaração de Ajuste Anual houver sido pago, mas havendo omissão quanto ao recolhimento do carnêleão, dever ser lançada a multa isolada, e somente ela”. Na mesma linha: Acórdão nº 9202001.976 da CSRF. Em resumo: a denominada "multa isolada" do art. 44, II, “a” da Lei nº 9.430/1996 apenas deve ser aplicada aos casos em que não possa ser a multa exigida em conjunto com o tributo devido (Lei nº 9.430/1996, I), não havendo que se cogitar do cabimento concomitante das multas de ofício e isolada. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso para afastar a aplicação da multa isolada. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 265DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 24/02/2013 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 28/02/2013 por ANTONIO DE PA DUA ATHAYDE MAGALHAES
score : 1.0
Numero do processo: 16707.000537/2008-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do fato gerador: 06/02/2008
PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AUTO DE INFRAÇÃO ARTIGO 32, IV, § 1 e §3.º DA LEI N.º 8.212/1991 C/C ARTIGO 92,102, e art. 283, caput
e §3.º, DO RPS, APROVADO PELO DECRETO N.º 3.048/99 DIRIGENTE
PÚBLICO AUTUAÇÃO PESSOAL LEI 11.941/2009 Inobservância do artigo 32, IV da Lei n.º 8.212/91 c/c artigo 283, caput e §3° do RPS, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99.
A responsabilidade pessoa do dirigente público pelo descumprimento de obrigação acessória no exercício da função pública, encontra-se revogado pela lei 11.941/2009, passando o próprio ente público a responder pela mesma.
Não há como ser mantido auto de infração, considerando que o autuado, face a mudança da lei , não mais responde pela obrigação que lhe foi imposta.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2401-002.589
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
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A responsabilidade pessoa do dirigente público pelo descumprimento de obrigação acessória no exercício da função pública, encontrase revogado pela lei 11.941/2009, passando o próprio ente público a responder pela mesma. Não há como ser mantido auto de infração, considerando que o autuado, face a mudança da lei , não mais responde pela obrigação que lhe foi imposta. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Fl. 590DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 06/09/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Marcelo Freitas de Souza Costa e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 591DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 06/09/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 16707.000537/200818 Acórdão n.º 2401002.589 S2C4T1 Fl. 2 3 Relatório Trata o presente autodeinfração, lavrado sob o n. 37.130.9484, em desfavor da recorrente, originado em virtude do descumprimento do art. 32, IV, § 1 e §3.º e art. 92 e 102 da lei n.º 8.212/1991 c/c art. 225, IV e art. 283, caput e §3.º do RPS, aprovado pelo Decreto n ° 3.048/1999. Segundo a fiscalização previdenciária, o Município de Nísia Floresta Prefeitura Municipal apresentou Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à • Previdência Social GF1P com fatos geradores de contribuições previdenciárias acima dos valores efetivamente pagos, conforme se verifica dos anexos I a XVII, os quais fazem parte integrante deste auto de infração. A declaração dos fatos geradores acima dos valores efetivamente pagos se deu nas competências 08/2003 a 09/2003 e 11/2003 a 09/2004, conforme se vê dos anexos VIII e IX, XII a XV deste auto de infração (A.I.):Segundo o relatório fiscal o sr. João Lourenço Neto, prefeito do município no período acima mencionado, responde pessoalmente pela multa aplicada, conforme dispõe o artigo 41 da Lei 8.212/91. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 06/02/2008, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido no dia 13/07/2008. Não conformado com a autuação, o recorrente apresentou impugnação, fls. 236. Foi emitida Decisão, fls. 285 a 288, mantendo procedente a autuação. O recorrente não concordando com a referida decisão. interpôs recurso, fl. 291 a 292. É o relatório. Fl. 592DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 06/09/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 293. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DO MÉRITO Primeiramente, importante destacar que para a legislação previdenciária não havia responsabilidade por descumprimento de obrigação acessória imposta à pessoa jurídica de direito público. Havendo o descumprimento da obrigação, a aplicação da penalidade pecuniária, auto de infração, será imposta pessoalmente ao dirigente do órgão ou entidade, conforme dispõe o art. 41 da Lei n ° 8.212/1991, nestas palavras: Art.41.O dirigente de órgão ou entidade da administração federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, responde pessoalmente pela multa aplicada por infração de dispositivos desta Lei e do seu regulamento, sendo obrigatório o respectivo desconto em folha de pagamento, mediante requisição dos órgãos competentes e a partir do primeiro pagamento que se seguir à requisição. Contudo a procedência ou não do lançamento em questão encontrase prejudicada, tendo em vista que o dispositivo legal que determinava a autuação pessoal do dirigente público foi revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008, convertida na Lei nº 11.941, de 2009, passando a responsabilidade pelo descumprimento de obrigações acessórias aos próprios entes públicos. Dessa forma, não há como manter a autuação, considerando que norma posterior deixou de considerar o autuado como responsável pela obrigação descumprida, razão porque deve ser dado provimento ao recurso, exonerandose o crédito constituído por meio do presente AI. CONCLUSÃO: Voto pelo CONHECIMENTO DO RECURSO, para DARLHE PROVIMENTO nos termos da pela Medida Provisória nº 449, de 2008, convertida na Lei nº 11.941, de 2009, que afastou do polo passivo da obrigação o dirigente de órgão público. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Fl. 593DF CARF MF Impresso em 16/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/09/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 06/09/2012 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/09/2012 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
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Numero do processo: 15586.001578/2010-05
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Data do fato gerador: 27/07/2010
PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO INSTRUMENTAL.
A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária.
A responsabilidade pela infração é objetiva, independe da culpa ou da intenção do agente para que surja a imposição do auto de infração. Conforme disposto no art. 136 do CTN, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, a não ser que haja disposição em contrário.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2803-002.186
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a).
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente
(Assinado digitalmente)
Amílcar Barca Teixeira Júnior Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR
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CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO. DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO INSTRUMENTAL. 1. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. 2. A responsabilidade pela infração é objetiva, independe da culpa ou da intenção do agente para que surja a imposição do auto de infração. Conforme disposto no art. 136 do CTN, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, a não ser que haja disposição em contrário. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) relator(a). (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente (Assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 15 78 /2 01 0- 05 Fl. 185DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/03/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15586.001578/201005 Acórdão n.º 2803002.186 S2TE03 Fl. 3 2 Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Natanael Vieira dos Santos. Fl. 186DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/03/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15586.001578/201005 Acórdão n.º 2803002.186 S2TE03 Fl. 4 3 Relatório Tratase de Auto de Infração de Obrigação Acessória (AIOA) lavrado em desfavor do contribuinte acima identificado, por infringência ao artigo 33, §§ 2º e 3º da lei 8.212/1991, na redação da MP 449/2008, convertida na Lei 11.941/2009, c/c artigo 233, parágrafo único do RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99, tendo em vista que a empresa deixou de exibir documentos ou livros relacionados com as contribuições previstas na Lei 8.212/91. O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva. A impugnação foi julgada em 30 de junho de 2011 e ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/01/2007 a 31/12/2007 INFRAÇÃO. NÃO APRESENTAÇÃO DE LIVROS E DOCUMENTOS RELACIONADOS COM AS CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURIDADE SOCIAL. Ao deixar de exibir à Fiscalização documentos e livros relacionados com as contribuições previdenciárias, a empresa incorre em infração à legislação e descumpre a obrigação acessória. Art. 33, §§ 2º e 3º da Lei 8.212/1991, c/c arts. 232 e 233, § único do Decreto 3.048/1999. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformado com resultado do julgamento da primeira instância administrativa, o Contribuinte apresentou recurso tempestivo, onde alega, em síntese, o seguinte: A Auditoria informa que não teria sido possível contatar a empresa no endereço indicado como domicílio tributário desde a sua fundação. Assim, notifica do último termo de posse da administração (fls. 70), em nome do Sr. Emílio Gonçalves Filgueiros, como Diretor financeiro, sendo este o único componente da diretoria desde então. De acordo com o Relatório Fiscal, a auditoria fez contato telefônico com acionista não investido da função de administrador à época, sendo solicitado que a empresa apresentasse à Fiscalização o comprovante de inscrição no CNPJ; DARF; GPS; DIRF; DIPJ, Estatuto Social; Recibo de férias; Registro de Ponto, livros Diário nºs 16, 17 e 18/2007; Livros Razão nºs 15, 16 e 17/2007; acordos coletivos e convenções e comprovantes de parcelamento de contribuições previdenciárias. Fl. 187DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/03/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15586.001578/201005 Acórdão n.º 2803002.186 S2TE03 Fl. 5 4 Diante do exposto, requer dignese Vossa Senhoria em: a) Receber o presente, haja vista ser adequado e tempestivo, mantendo a suspensão do crédito tributário ex vi do artigo 151, inciso III, do CTN; b) Conhecer o presente Recurso Voluntário para reformar a decisão proferida pela 14ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, julgando totalmente provido o recurso para reconhecer a violação do princípio da segurança jurídica, declarando a nulidade do procedimento fiscal e insubsistência do auto de infração por ausência de subsunção do fato a norma, bem como a não ocorrência do fato gerador ficto ou real do gravame, afastando a incidência da multa punitiva e, assim, cancelar do débito fiscal. c) Subsidiariamente, que seja declarada a responsabilidade tributária por sucessão da INSEPA INDÚSTRIA SERRANA DE PAPEL LTDA, nos termos do art. 133 do CTN. Não apresentadas as contrarrazões. É o relatório. Fl. 188DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/03/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15586.001578/201005 Acórdão n.º 2803002.186 S2TE03 Fl. 6 5 Voto Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator. O recurso voluntário é tempestivo, e considerando o preenchimento dos demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado. De acordo com o item 6.5 (fl. 81) da decisão recorrida, o contribuinte recebeu os TIPF e TIF por intermédio de procurador constituído pelo presidente da empresa fiscalizada. Consta ainda na decisão recorrida, no seu item 6.4, o seguinte: Diferentemente do alegado pela impugnante, tais documentos solicitados e não apresentados são, como se observa a seguir, profundamente “vinculados com o suporte fático à identificação e quantificação do fato gerador” das contribuições previdenciárias lançadas, razão por que improcede a tentativa da defesa de desqualificar o trabalho fiscal. Como se pode observar, o contribuinte descumpriu exigência prevista na legislação de regência, não exibindo a documentação requerida pela fiscalização. Pelo motivo delineado no parágrafo anterior, de acordo com a fiscalização, a empresa incorreu em infração ao art. 33, §§ 2º e 3º, da lei nº 8.212/91, c/c os art. 232 e art. 233, parágrafo único do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99. A apresentação de documentos de forma deficiente ou a sua não apresentação é motivo para a fiscalização efetivar o lançamento. Nestes autos, independentemente de as verbas terem ou não natureza tributária, a recorrente é obrigada a apresentar a documentação requisitada pela fiscalização. A inobservância da obrigação tributária acessória é fato gerador do auto de infração, o qual se constitui, principalmente, em forma de exigir que a obrigação seja cumprida; obrigação que tem por finalidade auxiliar o INSS na administração previdenciária. A responsabilidade pela infração é objetiva, independe da culpa ou da intenção do agente para que surja a imposição do auto de infração. Conforme disposto no art. 136 do CTN, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, a não ser que haja disposição em contrário. A aplicação de penalidade por descumprimento de obrigação acessória constante da Lei nº 8.212/91 está dentro dos pressupostos legais e constitucionais, não foi inquinada de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, estando, pois, totalmente válida e devendo ser obedecida pelas autoridades administrativas. Fl. 189DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/03/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 15586.001578/201005 Acórdão n.º 2803002.186 S2TE03 Fl. 7 6 Por último, a autuação objeto do presente recurso foi executada de acordo com os preceitos legais atinentes à matéria e o Auto de Infração lavrado contém todos os elementos essenciais à sua validade, conforme dispõe o art. 10 do Decreto nº 70.235/72, devendo ser mantido na sua integralidade, tendo em vista que a recorrente não comprovou a correção da falta. CONCLUSÃO. Pelo exposto, voto por CONHECER do recurso para, no mérito, NEGAR LHE PROVIMENTO. É como voto. (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator. Fl. 190DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 2 5/03/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR
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