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Numero do processo: 10925.900653/2011-83
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Apr 02 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2007
COMPENSAÇÃO. APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE.
Se transmitida a PER/DCOMP sem a retificação ou com retificação após o despacho decisório da DCTF, por imperativo do princípio da verdade material, o contribuinte tem direito subjetivo à compensação, desde que prove a liquidez e certeza de seu crédito.
COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. OBRIGATORIEDADE.
Para fazer jus à compensação pleiteada, o contribuinte deve comprovar a existência do crédito reclamado à Secretaria da Receita Federal do Brasil, sob pena de restar seu pedido indeferido.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3301-005.624
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator
Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes e Semíramis de Oliveira Duro.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
1.0 = *:*
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camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2007 COMPENSAÇÃO. APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. Se transmitida a PER/DCOMP sem a retificação ou com retificação após o despacho decisório da DCTF, por imperativo do princípio da verdade material, o contribuinte tem direito subjetivo à compensação, desde que prove a liquidez e certeza de seu crédito. COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Para fazer jus à compensação pleiteada, o contribuinte deve comprovar a existência do crédito reclamado à Secretaria da Receita Federal do Brasil, sob pena de restar seu pedido indeferido. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes e Semíramis de Oliveira Duro.
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APRESENTAÇÃO DE DCTF RETIFICADORA APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. Se transmitida a PER/DCOMP sem a retificação ou com retificação após o despacho decisório da DCTF, por imperativo do princípio da verdade material, o contribuinte tem direito subjetivo à compensação, desde que prove a liquidez e certeza de seu crédito. COMPENSAÇÃO. LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. Para fazer jus à compensação pleiteada, o contribuinte deve comprovar a existência do crédito reclamado à Secretaria da Receita Federal do Brasil, sob pena de restar seu pedido indeferido. Recurso Voluntário Negado. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e do voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente e Relator Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros Winderley Morais Pereira (Presidente), Marcelo Costa Marques d'Oliveira, Valcir Gassen, Liziane Angelotti Meira, Ari Vendramini, Salvador Cândido Brandão Junior, Marco Antonio Marinho Nunes e Semíramis de Oliveira Duro. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 06 53 /2 01 1- 83 Fl. 39DF CARF MF Processo nº 10925.900653/201183 Acórdão n.º 3301005.624 S3C3T1 Fl. 3 2 Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação DCOMP, apresentada pela contribuinte acima qualificada, que restou não homologada pela DRF de origem face a inexistência de crédito disponível. Inconformada com a não homologação de sua compensação, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade, na qual alega, em síntese, que apurou crédito tributário da contribuição ao PIS e da Cofins em razão da declaração de inconstitucionalidade do artigo 3º, parágrafo 1º, da Lei nº 9.718/98, proferida pelo Supremo Tribunal Federal. Esclarece, a interessada, que a razão de o crédito não ter sido reconhecido está no fato de que o mesmo não constava nos dados de controle da RFB, uma vez que o débito foi declarado integralmente, inclusive com a parcela inconstitucional incidente sobre as receitas financeiras. Em sua defesa, a contribuinte traz julgado administrativo do CARF e do judiciário – TRF da 4ª Região a fim de ver reconhecido o direito à compensação. O colegiado a quo julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos do Acórdão nº 07031.020. Cientificada desta decisão, a contribuinte apresentou recurso voluntário, reiterando os termos de sua manifestação de inconformidade, em especial: a) Defende a existência dos créditos empregados na compensação não homologada; b) Sustenta que não há previsão legal para a exigência da retificação da DCTF como condição para a homologação da compensação: ofensa ao princípio da legalidade tributária; c) E acrescenta que a exigência de retificação da DCTF afronta aos princípios da verdade material e do formalismo moderado dos atos administrativos. Ao final, requer o provimento do recurso. É o relatório. Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão Fl. 40DF CARF MF Processo nº 10925.900653/201183 Acórdão n.º 3301005.624 S3C3T1 Fl. 4 3 3301005.620, de 30 de janeiro de 2019, proferido no julgamento do processo 10925.900617/201110, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão 3301005.620): "O recurso voluntário reúne os pressupostos legais de interposição, dele, portanto, tomo conhecimento. Fundamentação do acórdão da DRJ Como relatado, a Recorrente apresentou DCOMP, mas não retificou a DCTF. A DRJ ao julgar improcedente a manifestação de inconformidade o fez com fundamento único: antes da apresentação da DCOMP, a empresa deveria ter retificado regularmente a DCTF. Entendo que assiste razão à Recorrente quando afirma que a compensação via PER/DCOMP não está vinculada à retificação de DCTF. Isso porque o indébito tributário decorre do pagamento indevido, nos termos dos art. 165 e 168 do CTN. Sendo assim, a retificação da DCTF não “cria” o direito de crédito. Ademais, o Parecer Normativo COSIT nº 02/2015, publicado no DOU de 01/09/2015, esclarece: Assunto. NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. RETIFICAÇÃO DA DCTF DEPOIS DA TRANSMISSÃO DO PER/DCOMP E CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. IMPRESCINDIBILIDADE DA RETIFICAÇÃO DA DCTF PARA COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. As informações declaradas em DCTF – original ou retificadora – que confirmam disponibilidade de direito creditório utilizado em PER/DCOMP, podem tornar o crédito apto a ser objeto de PER/DCOMP desde que não sejam diferentes das informações prestadas à RFB em outras declarações, tais como DIPJ e Dacon, por força do disposto no§ 6º do art. 9º da IN RFB nº 1.110, de 2010, sem prejuízo, no caso concreto, da competência da autoridade fiscal para analisar outras questões ou documentos com o fim de decidir sobre o indébito tributário. Não há impedimento para que a DCTF seja retificada depois de apresentado o PER/DCOMP que utiliza como crédito pagamento inteiramente alocado na DCTF original, ainda que a retificação se dê depois do indeferimento do pedido ou da não homologação da compensação, respeitadas as restrições impostas pela IN RFB nº 1.110, de 2010. Fl. 41DF CARF MF Processo nº 10925.900653/201183 Acórdão n.º 3301005.624 S3C3T1 Fl. 5 4 Retificada a DCTF depois do despacho decisório, e apresentada manifestação de inconformidade tempestiva contra o indeferimento do PER ou contra a não homologação da DCOMP, a DRJ poderá baixar em diligência à DRF. Caso se refira apenas a erro de fato, e a revisão do despacho decisório implique o deferimento integral daquele crédito (ou homologação integral da DCOMP), cabe à DRF assim proceder. Caso haja questão de direito a ser decidida ou a revisão seja parcial, compete ao órgão julgador administrativo decidir a lide, sem prejuízo de renúncia à instância administrativa por parte do sujeito passivo. O procedimento de retificação de DCTF suspenso para análise por parte da RFB, conforme art. 9ºA da IN RFB nº 1.110, de 2010, e que tenha sido objeto de PER/DCOMP, deve ser considerado no julgamento referente ao indeferimento/não homologação do PER/DCOMP. Caso o procedimento de retificação de DCTF se encerre com a sua homologação, o julgamento referente ao direito creditório cuja lide tenha o mesmo objeto fica prejudicado, devendo o processo ser baixado para a revisão do despacho decisório. Caso o procedimento de retificação de DCTF se encerre com a não homologação de sua retificação, o processo do recurso contra tal ato administrativo deve, por continência, ser apensado ao processo administrativo fiscal referente ao direito creditório, cabendo à DRJ analisar toda a lide. Não ocorrendo recurso contra a não homologação da retificação da DCTF, a autoridade administrativa deve comunicar o resultado de sua análise à DRJ para que essa informação seja considerada na análise da manifestação de inconformidade contra o indeferimento/nãohomologação do PER/DCOMP. A não retificação da DCTF pelo sujeito passivo impedido de fazêla em decorrência de alguma restrição contida na IN RFB nº 1.110, de 2010, não impede que o crédito informado em PER/DCOMP, e ainda não decaído, seja comprovado por outros meios. O valor objeto de PER/DCOMP indeferido/não homologado, que venha a se tornar disponível depois de retificada a DCTF, não poderá ser objeto de nova compensação, por força da vedação contida no inciso VI do § 3º do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996. Retificada a DCTF e sendo intempestiva a manifestação de inconformidade, a análise do pedido de revisão de ofício do PER/DCOMP compete à autoridade administrativa de jurisdição do sujeito passivo, observadas as restrições do Parecer Normativo nº 8, de 3 de setembro de 2014, itens 46 a 53. Assim, discordo da decisão de piso que manteve a não homologação da compensação sobre o argumento de que a DCTF retificadora deveria ter sido transmitida antes da DCOMP. Fl. 42DF CARF MF Processo nº 10925.900653/201183 Acórdão n.º 3301005.624 S3C3T1 Fl. 6 5 Por conseguinte, se transmitida a PER/DCOMP sem a retificação ou com retificação após o despacho decisório da DCTF, por imperativo do princípio da verdade material, o contribuinte tem direito subjetivo à compensação, desde que prove a liquidez e certeza de seu crédito. Contudo, como se verá a seguir, não há suporte probatório da liquidez e certeza do crédito pleiteado. Ônus da prova – recolhimento indevido A Recorrente aduz que tem crédito de COFINS oponível à Fazenda Nacional, em decorrência da declaração de inconstitucionalidade pelo STF da ampliação da base de cálculo pelo parágrafo 1°, do art. 3°, da Lei n° 9.718/98. Por isso, efetuou a compensação, explicando: Entretanto, a Recorrente não demonstrou a base de cálculo utilizada para apurar a COFINS paga, para a verificação de que os recolhimentos abrangeram receitas mensais que não faziam parte da atividade da empresa: as receitas financeiras. Em pedido de iniciativa do contribuinte, cabialhe: a) Apresentar planilha com base de cálculo da COFINS, relativa ao valor da receita bruta mensal e o valor das receitas financeiras; b) Apontar no livro razão/balancete os valores indicados; c) Exibir DIPJ, DCTF original e DARF; d) Mostrar outros documentos fiscais e contábeis que permitissem afirmar que houve recolhimento sobre as receitas financeiras, que não compunham o seu faturamento. Dispõe o art. 170, do CTN que a compensação depende da comprovação da liquidez e certeza dos créditos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de Fl. 43DF CARF MF Processo nº 10925.900653/201183 Acórdão n.º 3301005.624 S3C3T1 Fl. 7 6 créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Assim, na ausência de documentação referente ao crédito, entendo que a pretensão da Recorrente não merece acolhida. Isso porque, regra geral, considerase que o ônus de provar recai a quem alega o fato ou o direito, nos termos do art. 373, do CPC/2015. Logo, é do próprio contribuinte o ônus de registrar, guardar e apresentar os documentos e demais elementos que testemunhem o seu direito ao creditamento. Então, restou demonstrado que a interessada se omitiu em produzir a prova que lhe cabia, segundo as regras de distribuição do ônus probatório do processo administrativo fiscal. Não o fazendo, acertadamente, a compensação não foi homologada. Enfim, não há reparos a serem feitos na decisão recorrida. Do exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Fl. 44DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15578.000802/2009-07
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Apr 01 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HIPÓTESES DE CABIMENTO.
Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma.
No caso julgado, há omissão a reclamar a correção do acórdão embargado.
Numero da decisão: 3201-004.905
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração, com efeitos infringentes, para dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, conferindo à Embargante o direito ao crédito integral sobre as aquisições de café de cooperativas já submetido ao processo de produção descrito nos §§ 6º e 7º do art. 8º da Lei nº 10.925, de 2004, e aplicar, relativamente ao crédito presumido, o disposto no art. 23 da Lei 12.995, de 2014.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HIPÓTESES DE CABIMENTO. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar-se a turma. No caso julgado, há omissão a reclamar a correção do acórdão embargado.
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OMISSÃO. Embargante TRISTÃO COMPANHIA DE COMÉRCIO EXTERIOR Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HIPÓTESES DE CABIMENTO. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. No caso julgado, há omissão a reclamar a correção do acórdão embargado. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os Embargos de Declaração, com efeitos infringentes, para dar provimento parcial ao Recurso Voluntário, conferindo à Embargante o direito ao crédito integral sobre as aquisições de café de cooperativas já submetido ao processo de produção descrito nos §§ 6º e 7º do art. 8º da Lei nº 10.925, de 2004, e aplicar, relativamente ao crédito presumido, o disposto no art. 23 da Lei 12.995, de 2014. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Relatório Tratase de Embargos de Declaração interpostos tempestivamente pela contribuinte contra o Acórdão nº 3201003.425, de 26/02/2018, assim ementado: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 57 8. 00 08 02 /2 00 9- 07 Fl. 1877DF CARF MF Processo nº 15578.000802/200907 Acórdão n.º 3201004.905 S3C2T1 Fl. 3 2 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. PESSOA INTERPOSTA. COMPROVAÇÃO DE MÁFÉ. OPERAÇÕES TEMPO DE COLHEITA E BROCA. Restou comprovado nos autos que, no momento da aquisição do café, o Contribuinte encontravase ciente da abertura de pessoas jurídicas de fachada, criadas com o fim exclusivo de legitimar a tomada de créditos integrais de PIS e Cofins, caracterizando, assim, a má fé e tornando legítima a glosa dos créditos. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 DESPACHO DECISÓRIO. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. Legítimo o Despacho Decisório que motiva e fundamenta a negativa de provimento em vícios existentes nos documentos apresentados pelo contribuinte, vícios esses impeditivos da análise de mérito do pedido. Recurso Voluntário Negado No exame de admissibilidade dos embargos admitiuse omitidas as seguintes matérias: a) apropriação indevida de crédito sobre nota fiscal emitida sem incidência de PIS/Cofins – fim específico de exportação; e b) possibilidade de aproveitamento de crédito presumido apurado pela fiscalização nos presentes autos, em conformidade com o que dispõe a Lei nº 12.995, de 20 de julho de 2014. É o Relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3201004.895, de 25/02/2019, proferido no julgamento do processo 15578.000790/200911, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3201004.895): "Com efeito, o acórdão embargado incorreu na segunda omissão – a possibilidade de aproveitamento de crédito presumido apurado pela fiscalização, em conformidade com o que dispõe a Lei nº 12.995, de 20 de julho de 2014 –, mas não quanto à primeira –a apropriação indevida de crédito sobre nota fiscal emitida sem incidência de PIS/Cofins, com o fim específico de exportação –, o que autoriza o manejo dos aclaratórios, em conformidade com o que dispõe o art. 65 do Anexo II do atual RICARF/2015. Fl. 1878DF CARF MF Processo nº 15578.000802/200907 Acórdão n.º 3201004.905 S3C2T1 Fl. 4 3 E isso porque a primeira não foi enfrentada na manifestação de inconformidade (portanto, não caberia apreciála no julgamento do recurso voluntário), como devidamente registrado no voto condutor do acórdão proferido pela 1ª instância e ressaltado no acórdão embargado: Decisão da DRJ: "Itens não contestados: A interessada não contesta, em sua Manifestação de Inconformidade, a glosa de crédito promovida pela autoridade fiscal em relação a aquisições efetuadas com o fim específico de exportação (item II.7.3 do Parecer Fiscal). Também não contesta o ajuste efetuado no saldo de crédito de meses anteriores sobre aquisições no mercado interno vinculado à receita de exportação (item II.7.4 (H) do Parecer Fiscal)." Acórdão embargado: "DA INOCORRÊNCIA DA PRECLUSÃO APONTADA PELA DECISÃO RECORRIDA. DO RESTABELECIMENTO INTEGRAL DOS CRÉDITOS INFORMADOS PELA RECORRENTE" Nesse tópico aduz a Recorrente que a decisão recorrida teria declarado uma preclusão inexistente. Contudo, nesse mesmo tópico, reconhece que deixou de impugnar determinadas glosas visando dar celeridade ao procedimento. Desse modo, não vejo como prover qualquer alteração no acórdão recorrido nesse sentido. A segunda omissão, porém, reclama melhor apreciação. Realmente, a Embargante apresentou petição, em 20/03/2014, não em 23/02/2015 (fls. 1793 e ss.), por meio da qual informa ter tomado conhecimento da Solução de Consulta CoordenaçãoGeral de Tributação (Cosit) n° 65, de 10/03/2014 (não se falou da Lei nº 12.995, de 2014), que consolidara o seguinte entendimento: 3. Para aproveitamento de créditos decorrentes de aquisições junto a cooperativas devese observar as mesmas normas vigentes para a apuração de créditos em relação a aquisições junto a pessoas jurídicas em geral; somente existindo, portanto, vedação à apuração de créditos nas aquisições não sujeitas ao pagamento das referidas contribuições; e 4. Até dezembro de 2011, as pessoas jurídicas exportadoras de café submetidas ao regime de apuração não cumulativa do PIS e da COFINS tinham direito a apropriação de créditos integrais nas aquisições de café de cooperativas, quando submetido ao processo previsto nos §§ 6° e 7° do art. 8° da Lei n° 10.925 de 2004, tendo em vista que sobre a receita de venda do café submetido a este processo de produção não se aplicaria a suspensão das referidas contribuições prevista no art. 9°, § 1°, II, da Lei n° 10.295 de 2004. Daí requereu a sua juntada aos autos e a sua observância por ocasião do julgamento do recurso voluntário que interpôs. O acórdão embargado, contudo, não se pronunciou a respeito. A mesma matéria já foi enfrentada nos autos do processo administrativo nº 15578.000142/201090 (Acórdão nº 3301003.099, de 28/09/2016, da relatoria do il. conselheiro Valcir Gassen; citado nos Embargos), em que a Embargante figura como Fl. 1879DF CARF MF Processo nº 15578.000802/200907 Acórdão n.º 3201004.905 S3C2T1 Fl. 5 4 interessada. Por concordarmos com o entendimento nele exposto, passamos a reproduzilo, apenas na parte que se refere ao tema, e adotálo como razão de decidir: 1) Da aquisição de café cru em grão de sociedades cooperativas A respeito das aquisições de café cru em grão de sociedades cooperativas, o Contribuinte alega que “a glosa referese à atividade de comercialização e exportação do produto café e de rebeneficiamento do mesmo” (fl. 17.657), ou seja, o Contribuinte adquire os grãos crus do café de sociedades cooperativas de produção agroindustrial e beneficia os grãos por meio de diversas técnicas de aperfeiçoamento. Porém, destaca que este beneficiamento dos grãos não é a atividade preponderante do Contribuinte, mas sim a atividade de comércio. E aduz que (fl. 17.658): Em se tratando de compras de insumos de pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil para posterior revenda, a Recorrente apurou créditos fiscais integrais da contribuição para a COFINS, na forma do artigo 3º, inciso I e II, da Lei nº 10.833, de 2003. Alega o Contribuinte em seu Recurso Voluntário que (fls. 17.651) Ademais, para a manutenção das glosas dos créditos integrais apurados pelo contribuinte oriundos da aquisição de sociedades cooperativas, a fiscalização alegou, em síntese, que: (a) o produto adquirido pela Recorrente está descrito nas notas fiscais de venda como “café cru em grão” ou “café beneficiado”, o que não evidencia a venda de produto já submetido a processo industrial; (b) afirmou ainda que o “café cru” é a semente beneficiada, e somente o exercício cumulativo das atividades citadas no § 6º do art. 8º da Lei nº 10.925/04 caracterizam a atividade agroindustrial; (c) entendeu que o processo de beneficiamento do café, executado de forma isolada pela cooperativa, não a descaracteriza como cooperativa de produção agropecuária; (d) destacou a Recorrente atende aos três requisitos da IN nº 660/2006 para que a venda se dê com a suspensão da incidência; e (e) afirmou por se tratar de aquisições de cooperativa de produção agropecuária, a Recorrente não provou que o café adquirido foi destinado a revenda, e não utilizado como insumo. O Acórdão ora recorrido se posicionou de forma que se deve respeitar os requisitos necessários para que se aplique os artigos 8º e 9º da Lei nº 10.925/2004, conforme se verifica neste trecho (fl. 17.629): A interpretação sistemática dos dispositivos legais que disciplinam a aplicação do regime de incidência não cumulativa para o setor agroindustrial permite concluir que, para fins de determinação de crédito presumido relativo à aquisição de insumo, devem ser observadas as condições estabelecidas nos artigos 8º e 9º da Lei nº 10.925, de 2004, conjuntamente. Em outras palavras, somente a aquisição de insumos, efetuada de pessoa jurídica que exerça atividade agropecuária e de cooperativa de produção agropecuária, com suspensão de exigibilidade das contribuições, assegura o direito à dedução do crédito presumido previsto no artigo 8º. E para a aplicação da suspensão, devem ser observados três requisitos quanto à pessoa jurídica adquirente, conforme previsto no artigo 4º da IN/SRF 660/2006. São eles: a) que o adquirente declare o imposto de renda pelo Lucro Real; b) que exerça atividade agroindustrial, conforme definição dada pelo artigo 6º da mesma Instrução Normativa e; c) que utilize o produto adquirido como insumo. Fl. 1880DF CARF MF Processo nº 15578.000802/200907 Acórdão n.º 3201004.905 S3C2T1 Fl. 6 5 Portanto, tratandose de venda efetuada por cooperativa de produção agropecuária, a pessoa jurídica que atenda os requisitos legais citados, aplicase obrigatoriamente a suspensão do PIS e da Cofins, independentemente de se tratar de venda de produto recebido pela cooperativa de seus associados ou de produto adquirido de produtores rurais não cooperados. Por outro lado, na hipótese de a cooperativa exercer atividade agroindustrial, na forma do § 6º do artigo 8º da Lei 10.925/2004, ou seja, o exercício cumulativo das atividades de padronizar, beneficiar, preparar e misturar tipos de café para definição de aroma e sabor (blend) ou separar por densidade dos grãos, com redução dos tipos determinados pela classificação oficial, esta terá direito ao crédito presumido de PIS e Cofins calculado sobre os insumos utilizados em seu processo industrial e em relação a suas vendas não se aplicará a suspensão. Neste sentido o Contribuinte alega que houve, por parte da Fiscalização, a aplicação equivocada dos arts. 8º e 9º da Lei nº 10.925/2004, nos seguintes termos: Segundo o Acórdão recorrido, uma interpretação sistemática dos referidos dispositivos legais em conjunto com os arts. 2º, IV, 3º, III e § 1º, III, e 4º a 8º da IN SRF 660/2006, leva à conclusão de que a tributação da contribuição para a COFINS, na saída do “café cru em grão”, das sociedades cooperativas fornecedoras, deveria ser obrigatoriamente suspensa. Assim, as aquisições pela Recorrente, de insumos “café cru em grão” das sociedades cooperativas fornecedoras, estariam sujeitas ao aproveitamento do crédito presumido (conforme artigos 5º, 7º e 8º IN SRF 660/2006) e não crédito fiscal integral (fls. 17.624 e SS. dos autos). O Contribuinte traz a conclusão deste tópico de forma detalhada o que pretende comprovar por meio do Recurso Voluntário, faço a citação visando a elucidação dos argumentos trazidos aos autos (fls. 17.680 e 17.681) ∙ As vendas de produto in natura pelas cerealistas e sociedades cooperativas de produção agropecuária (fornecedoras da 1ª etapa) saem com suspensão da incidência da contribuição para a COFINS/PIS, pois as sociedades cooperativas fornecedoras da Recorrente (adquirentes da 1ª etapa) apuram o Imposto de Renda com base no lucro real, exercem atividade agroindustrial na forma do §6º do artigo 8º, caput, da lei nº 10.925, de 2004, bem como utilizam os mesmos como insumos na produção de mercadoria classificada no Capitulo 9 da NCM (ou seja, o café deixa de ser in natura); ∙ As Sociedades Cooperativas que exercem atividade agroindustrial na forma do § 6º do artigo 8º, caput, da lei nº 10.925/2004, na 1ª ETAPA, adquirentes, na 2ª, fornecedoras – aproveitam o crédito presumido da contribuição para a COFINS/PIS, visto que exercem cumulativamente, as atividades de padronizar, beneficiar, preparar e misturar tipos de café. Nesta fase. O café in natura, adquiridos de pessoas físicas e jurídicas, é transformado em “café cru em grão”; ∙ Na 2ª ETAPA, não havendo suspensão, a receita bruta proveniente da venda de “café cru em grão” pelas sociedades cooperativas que exercem atividade agroindustrial na forma do § 6º do artigo 8º, caput, da Lei nº 10.925/2004 (fornecedoras na 2ª etapa), quando decorrente de ato não cooperativo, é tributada nessa saída a alíquota global de 9,25% da contribuição para o PIS e da COFINS. Nesse caso, a Recorrente (adquirente na 2ª ETAPA) tem direito ao aproveitamento do crédito integral da contribuição para a COFINS, a alíquota de 7,6% e de 1,65 Fl. 1881DF CARF MF Processo nº 15578.000802/200907 Acórdão n.º 3201004.905 S3C2T1 Fl. 7 6 de PIS; ∙ Na 2ª ETAPA, não havendo suspensão, a receita bruta proveniente da venda de “café cru em grão” pelas sociedades cooperativas de produção agropecuária e agroindustrial (fornecedoras na 2ª etapa), quando decorrente de ato cooperativo, também há o direito ao aproveitamento do crédito fiscal integral da contribuição para a COFINS/pis, à alíquota de 7,6% e 1,65, respectivamente. Isso porque, já a incidência dessas contribuições, ainda que a base de cálculo seja ajustada diante das hipóteses do artigo 11 da IN SRF nº. 635/2006. Hipóteses de exclusão de base de cálculo é instituto distinto de isenção, nãoincidência e alíquota zero. Tanto é verdade que as sociedades cooperativas não têm direito à manutenção e, consequentemente, à compensação e/ou ressarcimento em espécie dos créditos ordinários da contribuição à COFINS/PIS, previsto no artigo 16 da Lei nº 11.116, de 2005; ∙ Portanto, a sociedade cooperativa que exerce atividade agroindustrial na forma do §6º do artigo 8º caput, da Lei nº 10.925/2004, quando comercializar o produto “café cru em grão” no mercado interno para a Adquirente, ora Recorrente, transfere, na nota fiscal, o total do crédito fiscal da contribuição para a COFINS/PIS que não foi possível compensar e ressarcir em espécie nesta etapa da cadeia produtiva, em atendimento ao princípio constitucional da não cumulatividade previsto no art. 195, §12 da CF/88; ∙ O Acórdão recorrido desconsiderou completamente as etapas do processo produtivo do café, mais especificamente a 2ª ETAPA; ∙ Com fundamento na própria legislação tributária, não se pode admitir a hipótese de aproveitamento do crédito presumido da contribuição para a COFINS/PIS em duas etapas da cadeia produtiva do café. Em resposta ao pedido do Contribuinte a questão foi analisada pela CoordenaçãoGeral de tributação da Receita Federal que apresentou a Solução de Consulta nº 65 – Cosit (fls. 17.770 a 17.773), em 10 de março de 2014, com a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP REGIME DE APURAÇÃO NÃO CUMULATIVA. CRÉDITOS. AQUISIÇÃO DE PRODUTOS DE COOPERATIVA. Pessoa jurídica, submetida ao regime de apuração não cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep, não está impedida de apurar créditos relativos às aquisições de produtos junto a cooperativas, observados os limites e condições previstos na legislação. Dispositivos Legais: Lei n. 10.637/2002, art. 32 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS REGIME DE APURAÇÃO NÃO CUMULATIVA. CRÉDITOS. AQUISIÇÃO DE PRODUTOS DE COOPERATIVA. Pessoa jurídica, submetida ao regime de apuração não cumulativa da Cofins, não está impedida de apurar créditos relativos às aquisições de produtos junto a cooperativas, observados os limites e condições 'previstos na legislação. Dispositivos Legais: Lei n. 10.833/2003, art. 3°. Assim ficou ementado e cabe apresentar a conclusão expressa na Solução de Consulta nº 65 para melhor compreensão do objeto da lide: 13. Pelo exposto, concluise que: Fl. 1882DF CARF MF Processo nº 15578.000802/200907 Acórdão n.º 3201004.905 S3C2T1 Fl. 8 7 14. A aquisição de produtos junto a cooperativas não impede o aproveitamento de créditos no regime de apuração não cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, observados os limites e condições previstos na legislação. 15. Até dezembro de 2011, a pessoa jurídica exportadora de café submetida ao regime de apuração não cumulativa tinha direito ao cálculo de créditos em relação às aquisições de café de cooperativas, observados os limites e condições legais. Não havia direito à apuração de créditos nas aquisições com suspensão previstas no art. 92, I e III, da Lei nº 10.925, de 2004, nem nas aquisições feitas por empresa comercial exportadora que tenha adquirido o produto com o fim especifico de exportação. 16. A partir de 2012, não é possível a apuração de créditos em relação às aquisições de café, tendo em vista a suspensão prevista no art. 42 da Lei nº 12.599, de 2012, e, posteriormente, a redução da alíquota a 0 (zero) prevista no art. 12, inciso XXI, da Lei n2 10.925, de 2004. Ressalvese as hipóteses de crédito presumido previstas nos arts. 52 e 62 da Lei n2 12.599, de 2012. Cito aqui o voto vencedor do Conselheiro Ricardo Paulo Rosa, proferido no Acórdão nº 3102002.344, da 2ª Turma da 1ª Câmara da 3ª Seção, de 27 de janeiro de 2015, como fundamento para as razões de decidir: O ponto fundamental para a solução da lide é a configuração da aquisição de café de cooperativa, já submetida ao processo de produção descrito nos §§ 6º e 7º do art. 8º da Lei nº 10.925, de 2004. Nesses casos, sobre a receita de venda do café submetido a esta operação, não se aplicava a suspensão da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. Portanto, importanos avaliar se a operação anterior, realizada pela cooperativa, estava submetida ao processo de produção descrito nos §§ 6º e 7º do art. 8º da Lei nº 10.925/2004. Caso positivo, seria reconhecido o direito ao creditamento nas aquisições de café. Caso negativo, não seria possível o direito ao crédito, sendo aplicável a suspensão da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins de que trata o art.9º da Lei nº10.925/2004. O i.Relator entendeu que, embora exista nos autos fartos argumentos no sentido de justificar que as cooperativas fornecedoras do “café cru em grão” exerciam a atividade agroindustrial definida no preceito legal em destaque, a recorrente não teria trazido aos autos elementos de prova adequados e suficientes que confirmassem que as cooperativas vendedoras exerciam a atividade agroindustrial definida no citado preceito legal. Não é o nosso entendimento. Foram colacionadas aos autos, pela recorrente, ainda que por amostragem, notas fiscais de aquisição do produto “café em grão cru” ou “café beneficiado”, com a indicação da incidência da contribuição para o PIS e a COFINS. Segundo o entendimento da recorrente, a incidência das contribuições teria sido obrigatória, devido a submissão dos cafés adquiridos pelas cooperativas ao processo produtivo previsto no §6º do art. 8º da Lei nº 10.925/2004, fato esse impeditivo para a saída posterior suspensa na forma do art. 9º do inciso II da mesma lei. Entendo que o registro das referidas expressões nas notas fiscais, informando que operação estava sujeita a tributação normal das citadas contribuições, traz uma presunção de licitude das operações de Fl. 1883DF CARF MF Processo nº 15578.000802/200907 Acórdão n.º 3201004.905 S3C2T1 Fl. 9 8 aquisição de café de cooperativa, sujeitas ao recolhimento regular das contribuições. Afirmar que a operação devidamente escriturada teria, na verdade, forma diversa daquela exposta nos registros fiscais, conferindo efeito diverso daquele indicado, demandaria uma prova oposta por parte do fisco, inexistente no presente processo. A comprovação do fato jurídico tributário depende, em regra geral, de que o administrado apresente os documentos que a legislação fiscal o obriga a produzir e manter sob guarda, ou declare sua ocorrência em declaração prestada à autoridade pública. Uma vez que essa particularidade seja compreendida, há que se sublinhar que nada dispensa a Administração de laborar em busca das provas de que o fato ocorreu e de instruir o processo administrativo com elas. Como consta, a desconsideração das provas se deu porque, no entendimento do Fisco, a interessada limitouse a apresentar as notas fiscais de aquisição das mercadorias. Peço vênia para discordar dessas conclusões. Não me parece que a acusação de que a operação praticada pela recorrente não foi aquela por ela declarada e escriturada. Ainda que passível de dúvidas acerca da veracidade das operações, tais dúvidas deveriam ter sido esclarecidas durante o procedimento fiscal, de forma a contraproduzir elementos probantes para desconsiderar aquelas notas fiscais apresentada. Nada disso ocorreu. A comprovação de que as operações foram tributadas, ensejando o crédito à adquirente, foi feita pela recorrente. Caberia ao fisco comprovar que tais cooperativas não exerciam a atividade agroindustrial, o que não foi feito. Em suma, mediante as provas que constam nos autos, concluise que o “café cru em grão” ou “café beneficiado” foram adquiridos de cooperativa agropecuária de produção, e que a sociedade cooperativa vendedora realizou as operações descritas no do art. 8o, § 6o, da Lei 10.925/2004. Tendo em vista as informações trazidas aos autos entendo que neste ponto assiste razão ao Contribuinte, voto, portanto, em dar provimento ao Recuso Voluntário cancelando as glosas referente à aquisição de café cru em grão de sociedade cooperativas exceto os casos de notas fiscais com suspensão. No longo PARECER FISCAL GAB903/DRF/VIT/ES nº 001/2013, especificamente à fls. 1334/1336, concluise pela glosa dos "créditos integrais sobre tais aquisições e apurouse o crédito presumido previsto no art. 8° da Lei n° 10.925/2004", ao fundamento de que: "..., a TRISTÃO preenche os requisitos estabelecidos para a aplicação da suspensão nas compras de café efetuadas com as cooperativas, a saber: a) apura IRPJ com base no lucro real; b) exerce atividade agroindustrial definida no art. 6°, II; e c) utiliza o café adquirido com suspensão como insumo na fabricação de produtos de que trata o inciso I do art. 5°. Notese que, aqui, nada mais dispôs o Parecer supra. Vale dizer, não se desqualificaram as vendas das cooperativas, porque de algum modo fraudadas ou coisa Fl. 1884DF CARF MF Processo nº 15578.000802/200907 Acórdão n.º 3201004.905 S3C2T1 Fl. 10 9 parecida, mas apenas se disse que, em suas saídas com suspensão, não caberia o crédito glosado, mas tão só o presumido. Contudo, não sendo aplicável a suspensão, entendemos que, em consonância com a Solução de Consulta Cosit nº 65, de 2014, referida, como se viu, no voto condutor do Acórdão nº 3301003.099, de 28/09/2016, a Embargante faz jus ao crédito integral (aquisições das cooperativas), não ao crédito presumido. Todavia, sobre tais aquisições, a unidade preparadora deverá glosar o crédito presumido que já lhes atribuiu. Por fim, a Embargante trouxe nova petição aos autos, desta feita requerendo a aplicação da retroatividade benigna quanto ao disposto na Lei nº 12.995, de 2014: Art. 23. A Lei no12.599, de 23 de março de 2012, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 7oA: “Art. 7oA.O saldo do crédito presumido de que trata oart. 8oda Lei no10.925, de 23 de julho de 2004, apurado até 1ode janeiro de 2012 em relação à aquisição de café in natura poderá ser utilizado pela pessoa jurídica para: I compensação com débitos próprios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, observada a legislação específica aplicável à matéria, inclusive quanto a prazos extintivos; ou II pedido de ressarcimento em dinheiro, observada a legislação específica aplicável à matéria, inclusive quanto a prazos extintivos.” A questão disciplinada pela norma trazida diz respeito à forma de ressarcimento do crédito, se por compensação com as próprias contribuições, ou se em espécie ou compensação com outros tributos. Embora tal questão não tenha sido tratada nos autos, em havendo compensações de crédito presumido com tributos de natureza distintas, deverão seguir o regramento da Lei nº 12.995/2014. Tais créditos presumidos, na hipótese dos autos, são aqueles decorrentes das aquisições realizadas de Pessoas Jurídicas tidas como fictícias e, por essa razão, foram convertidos em aquisições de Pessoas Físicas, da forma presumida (sobre tais operações, a fiscalização já conferiu o crédito presumido). Ante o exposto, acolho os Embargos de Declaração, com efeitos infringentes, para DAR PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso Voluntário, conferindo à Embargante apenas o direito ao crédito integral sobre as aquisições de café de cooperativas já submetido ao processo de produção descrito nos §§ 6º e 7º do art. 8º da Lei nº 10.925, de 2004, e aplicar, relativamenmte ao crédito presumido, o dispósoto no art. 23 da Lei 12.995, de 2014. As ementas do acórdão embargado ficam acrescidas da seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 AQUISIÇÃO DE PRODUTOS DE COOPERATIVA. REGIME DE APURAÇÃO NÃO CUMULATIVA. CRÉDITOS. As aquisições de café de cooperativas de produção agropecuária, sujeitas ao regime de tributação normal, são passíveis de crédito integral quando tais operações foram submetidas, comprovadamente, ao exercício cumulativo das atividades de (i) padronizar, beneficiar, preparar e misturar tipos de café para definição de aroma e sabor (blend) ou (ii) separar por densidade dos grãos, com redução dos tipos determinados pela classificação oficial." Fl. 1885DF CARF MF Processo nº 15578.000802/200907 Acórdão n.º 3201004.905 S3C2T1 Fl. 11 10 Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado acolheu os Embargos de Declaração, com efeitos infringentes, para DAR PROVIMENTO PARCIAL ao Recurso Voluntário, conferindo à Embargante apenas o direito ao crédito integral sobre as aquisições de café de cooperativas já submetido ao processo de produção descrito nos §§ 6º e 7º do art. 8º da Lei nº 10.925, de 2004, e aplicar, relativamente ao crédito presumido, o disposto no art. 23 da Lei 12.995, de 2014. As ementas do acórdão embargado ficam acrescidas da seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 AQUISIÇÃO DE PRODUTOS DE COOPERATIVA. REGIME DE APURAÇÃO NÃO CUMULATIVA. CRÉDITOS. As aquisições de café de cooperativas de produção agropecuária, sujeitas ao regime de tributação normal, são passíveis de crédito integral quando tais operações foram submetidas, comprovadamente, ao exercício cumulativo das atividades de (i) padronizar, beneficiar, preparar e misturar tipos de café para definição de aroma e sabor (blend) ou (ii) separar por densidade dos grãos, com redução dos tipos determinados pela classificação oficial. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 1886DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10880.687061/2009-18
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Apr 15 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-001.834
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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RESTITUIÇÃO Recorrente DOW BRASIL SUDESTE INDUSTRIAL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisario, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Relatório A interessada apresentou pedido de restituição de crédito oriundo de pagamento indevido da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Cide, com origem no mês de março de 2006. Por bem retratar os fatos constatados nos autos, transcrevo o Relatório da decisão de primeira instância administrativa, in verbis: Cuidam os autos da Compensação de crédito de Pagamento Indevido da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), período de apuração março/2006, com débito próprio da contribuinte. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .6 87 06 1/ 20 09 -1 8 Fl. 663DF CARF MF Processo nº 10880.687061/200918 Resolução nº 3201001.834 S3C2T1 Fl. 664 2 Irresignada com o não reconhecimento do crédito solicitado pela instância "a quo", a interessada oferece manifestação de inconformidade, alegando, em síntese, que: Por força do art. 2º da Lei 10.168/2000, parágrafo 1A, redação dada pela Lei 11.542/2007, determinou que a contribuição de que trata este artigo (CIDE) não incide sobre a remuneração pela licença de uso ou direitos de comercialização ou distribuição de programas de computadores; Por isso, promoveu o crédito/compensação dos valores pagos indevidamente, referentes à CIDE apurada no período de janeiro de 2006 a janeiro de 2007, considerando os aspectos legais de vigência estabelecidos em conformidade com o art. 21, da referida Lei, que contemplou a não incidência a partir de janeiro/2006; Em 18/06/2009 protocolou consulta acerca da matéria, em homenagem aos princípios da boafé, em especial quanto aos procedimentos por ela adotados quanto à compensação dos valores pagos indevidamente (processo administrativo nº 10166.006204/200961. Anexa também a folha do Razão Contábil contemplando o estorno do valor da CIDE pago indevidamente, referente ao pagamento de licença de uso. Na consulta pediu esclarecimento qual o procedimento apropriado em relação aos valores dos débitos declarados em Dctf, tendo em vista que em face da não incidência no período passaram a ser zero (zero), caso que a Dctf não admite alteração para valor de débito igual a zero. A 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília julgou improcedente a manifestação de inconformidade, proferindo o Acórdão DRJ/BSB n.º 03 051.617, de 11/04/2013 (fls. 88 e ss.), assim ementado: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2006 APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO RETIFICADORA. PROVA INSUFICIENTE PARA COMPROVAR EXISTÊNCIA DE CRÉDITO DECORRENTE DE PAGAMENTO INDEVIDO. Para se comprovar a existência de crédito decorrente de pagamento indevido, é imprescindível que seja demonstrado na escrituração contábilfiscal, baseada em documentos hábeis e idôneos, a inexistência do valor do débito correspondente a cada período de apuração. A simples entrega de declaração retificadora, por si só, não tem o condão de comprovar a existência de pagamento indevido. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Manifestação de Inconformidade Improcedente Fl. 664DF CARF MF Processo nº 10880.687061/200918 Resolução nº 3201001.834 S3C2T1 Fl. 665 3 Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada, a contribuinte apresentou, no prazo legal, recurso voluntário de fls. 124 e ss., por meio do qual, depois de relatar os fatos, repete argumentos já declinados em sua manifestação de inconformidade. Mas acresce que apresentou todos os documentos previstos na legislação para comprovar o seu direito, somados a outros agora anexados ao recurso voluntário. Às fls. 417 e ss., a Recorrente apresenta nova petição e anexa documentos aos autos. O processo foi distribuído a este Conselheiro Relator, na forma regimental. É o relatório. Voto Presentes os demais requisitos de admissibilidade, entendemos que o recurso deve ser conhecido. A Recorrente teve indeferido pedido eletrônico de restituição de crédito decorrente de pagamento a maior da Cide, ao fundamento de que, a partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP, localizouse pagamento integralmente utilizado para quitação de débito do contribuinte, não restando saldo disponível para a restituição requerida. Contestada a decisão, a DRJ julgoua improcedente. E fêlo com base nos seguintes argumentos: 6.1. A interessada registra em Dcomp crédito de pagamento indevido de Cide. A Dcomp apresentada foi analisada com a sua não homologação, pois o pagamento estava alocado a um débito do contribuinte. 6.2. A interessada em sua manifestação de inconformidade aduziu que, após revisão em sua contabilidade, verificou que o pagamento foi efetuado de forma indevida, apresentando a retificação da DCTF, fl 28, enviada via internet em 18/11/2009. Desta forma, a retificação da DCTF se deu após a ciência do Despacho Decisório, que foi em 06/11/2009, fl. 6. 6.3. Considero que documentos apresentados, DCTF retificadora, Darf, e folhas do Razão não conferem certeza ou liquidez quanto ao crédito que afirma, a interessada, possuir. O Darf comprova o pagamento, não que tenha sido indevido. A DCTF retificadora foi apresentada em 18/11/2009, após a ciência do Despacho Decisório, fl. 6, e as folhas do razão informam a retificação. Todavia, qual a razão da retificação? Qual o documento que gerou a tributação indevida da Cide? 6.4. A retificação do débito para ser aceita, gerando, assim, o credito desejado pela interessada, deve vir acompanhado da prova documental Fl. 665DF CARF MF Processo nº 10880.687061/200918 Resolução nº 3201001.834 S3C2T1 Fl. 666 4 do real valor do débito registrado na DCTF. Tal comprovação não foi feita pela interessada.Portanto, para a DRJ, não haveria provas do crédito que se alega possuir. Com efeito, anexada a sua primeira peça de defesa, a Recorrente trouxe, além de cópia do DARF respectivo, cópia do Razão Analítico referente ao ano de 2007, no qual se encontra o registro contábil do estorno do lançamento anterior (com o valor do suposto indébito corrigido), efetuado quando do pagamento da Cide. Agora, em sede de Recurso Voluntário, além de melhor expor os fundamentos do pedido, também traz aos autos Ata de Assembleia e Cópias de Circulares expedidas pelo Bacen em que o tema é tratado. Notese, por importante, tratarse de pedido apreciado por meio de despacho eletrônico, de modo que não houve intimação prévia a sua ciência para a apresentação de esclarecimentos adicionais ou para a entrega de documentos necessários à comprovação do crédito1, tampouco a DRJ baixou os autos em diligência, a fim de permitilo à Recorrente. Nesse contexto, voto no sentido de CONVERTER O JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA, a fim de que a autoridade preparadora analise os documentos acostados aos autos pela Recorrente, inclusive ao Recurso Voluntário e à última petição apresentada (fls. 417 e ss.), e, se entender necessário, intime a Recorrente a promover a entrega de outros documentos (contratos etc.) imprescindíveis à apreciação do alegado indébito. Ao término do procedimento, deve elaborar Relatório Fiscal sobre os fatos apurados na diligência, sendolhe oportunizado manifestarse sobre a existência de outras informações e/ou observações que julgar pertinentes ao esclarecimento dos fatos. Encerrada a instrução processual, a Recorrente deverá ser intimada para manifestarse no prazo de 30 (trinta) dias, findo o qual, sem ou com apresentação de manifestação, devem os autos serem devolvidos a este Colegiado para continuidade do julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza 1 Art. 3o O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: (...) III formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente; Fl. 666DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10882.002041/2003-67
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/05/1999, 01/08/1999 a 31/10/1999, 01/12/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 30/09/2000, 30/11/2000 a 30/06/2001, 01/08/2001 a 31/12/2002 MULTA DE OFÍCIO.
O parcelamento de débito após o inicio do procedimento fiscal não afasta a multa de oficio por ausência de espontaneidade.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2101-000.025
Decisão: ACORDAM os membros da 1ª câmara / 1ª turma ordinária do segunda
seção de julgamento, por unanimidade de votos em negar provimento ao recurso.
Matéria: PIS - ação fiscal (todas)
Nome do relator: DOMINGOS DE SÁ FILHO
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S2-CIT1 Fl. 306 I .".....•,, * ''''f MINISTÉRIO DA FAZENDA 1 1 - CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ., .:t.:7-,..' SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO s 0,,..;.n,:-.,., Processo n" 10882.002041/2003-67 Recurso n" 131.777 Voluntário Acórdão n° 2101-00.025 — l a Câmara / 1" Turma Ordinária Sessão de 05 de março de 2009 Matéria PIS Recorrente MOLICAR SERVIÇOS TÉCNICOS DE SEGUROS LTDA. Recorrida DRJ em Campinas - SP ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1999 a 31/05/1999, 01/08/1999 a 31/10/1999, 01/12/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 30/09/2000, 30/11/2000 a 30/06/2001, 01/08/2001 a 31/12/2002 MULTA DE OFÍCIO. O parcelamento de débito após o inicio do procedimento fiscal não afasta a multa de oficio por ausência de espontaneidade. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAidos membros da 1' câmara / 1' turma ordinária do segunda seção de julgamento, por unanimidade de voto ! em negar provimento ao recurso. ... á ANTIO CARLOS AT /M rcsiden : , e DOMINGOS DE SÁ FIL 1 O Relator Participaram, ainda, do pr • sente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, • ntonio Zomer, Antônio Lisboa Cardoso, Carlos Alberto Donassolo (Suplente) e Maria Teresa Martínez López. O Processo n° 10882.002041/2003-67 S2-CIT1 Acórdão n.° 2101-00.025 Fl. 307 Relatório Trata-se de recurso voluntário interposto contra decisão de piso que manteve o auto de infração relativo à Contribuição para o Programa de Integração Social - PIS, bem como multa de oficio de 75%(setenta cinco por cento). Extrai-se do auto de infração de fls. 169/171 oriundo de verificação de diferenças entre os valores escriturados e os declarado/pagos de fls. 170, irregularidade descrita no Termo de Verificação de fls. 155/156, que apurou os créditos tributários referentes aos períodos de 01/02/1999 a 31/05/1999, 01/08/1999 a 31/10/1999, 01/12/1999 a 31/12/1999, 01/02/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 30/09/2000, 30/11/2000 a 30/06/2001, 01/08/2001 a 31/12/2002. A questão neste caderno processual cinge aplicação da multa de oficio de 75%, segundo sustentação da recorrente o auto de infração, objeto da impugnação e do recurso voluntário, teria sido lavrado após o pedido de inclusão dos débitos consignados no levantamento fiscal no Programa Parcelamento REFIS. Sendo essa uma das modalidades de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, por essa razão não estava sujeito à aplicação da referida multa. Para tanto, cuidou de juntar cópia do parcelamento e outros documentos. Ciente em 19/02/2004 da decisão de fls. 235/239 da DRJ em Campinas - SP, que negou provimento a manifestação de inconformismo, interpôs recurso voluntário em 05/03/2004, tempestivamente. A Recorrente em suas razões de recurso continua afirmar de que não se trata de perca de espontaneidade, e sim de parcelamento antes da lavratura do auto de infração, manifestada quando da impugnação, rechaçando a aplicação da multa de oficio, porque quando da emissão do auto já teria confessado os débitos. Afirma, para tanto, "que o art. 1" da Lei n" 10.684/03 , dispõe que débitos tributários, constituídos ou não, inscritos, ou não, como Dívida Ativa, ajuizados, ou não, puderam se submeter ao que, ao tempo da Lei, chamou-se vulgarmente de REFIS ou de REF1S 2." Acrescenta que quando lavratura do auto de infração já teria pago uma parcela do parcelamento especial. Segundo o entendimento do autor não se trata de pagamento de multa em montante reduzido face direito reconhecido ao pagamento espontâneo, mas sim, de pagamento do principal, acrescido dos juros aplicáveis conforme estipulação da Lei e da multa prevista no mesmo diploma legal, qual seja do REFIS II. Portanto, não há controvérsia em relação ao montante dos débitos apurados no procedimento fiscal, sendo que, o inconformismo refere-se tão-só a aplicação da multa de oficio. Concluiu seu recurso requerendo o cancelamento do auto de infração. É o Relatório. Processo IV 10882.002041/2003-67 S2-CITI Acórdão 11. 0 2101-00.025 Fl. 308 Voto Conselheiro DOMINGOS DE SÁ FILHO, Relator Conheço do recurso por ser tempestivo e por atender os demais pressupostos de admissibilidade. A matéria sob exame não é complexa e se refere tão-só quanto à aplicação da multa de oficio de 75% incidente sobre os créditos tributários apurados em procedimento fiscal. A irresignação da empresa centra-se no fato de quando lavrado o Auto de Infração os débitos tinham sido objeto de parcelamento, tendo a Ação fiscal iniciada em 06 de dezembro de 2002 e concluída em 10 de julho de 2003. No caso destes autos a contribuinte informou que os débitos apurados pela fiscalização foram parcelados, desse modo a controvérsia cinge a aplicação da multa de oficio, inexistindo, portanto, dúvida em relação ao crédito tributário constituído. Assim, cabe examinar se o parcelamento, seja ordinário ou especial, efetivado obsta a lavratura do auto de infração e aplicação da multa de oficio. É certo que o início do procedimento fiscal exclui a espontaneidade do sujeito passivo para o pagamento do tributo sem a multa de mora,juros de mora, e onera com aplicação da multa de oficio, o que é de conhecimento geral. A sanção tributária, corno qualquer sanção jurídica, tem por finalidade dissuadir o possível devedor de eventual descumprimento da obrigação a que estiver sujeito e, assim, estimular o pagamento correto e pontual do tributo devido, sob risco de sua oneração. Também é certo que a espontaneidade fica suspensa pelo prazo de 60 (sessenta) dias, caso não seja renovado o mandado de procedimento fiscal. Comprovado a formalização do termo por meio de intimações ou/e outros atos pelo qual a autoridade lançadora comunica a continuidade dos trabalhos ao contribuinte, configura à prorrogação,assim não procedendo o contribuinte readquire espontaneidade e afasta aplicação da multa de oficio. Corno se vê, a Ação fiscal iniciou-se em 06 de dezembro de 2002 sendo concluída em 10 de julho de 2003, embora o prazo previsto pelo PAF ser de 60 (sessenta) dias, podendo ser prorrogável, verifico que ao longo do procedimento houve notificação a contribuinte em diversas oportunidades para exibição de documentos, essas comunicações configuram a prorrogação da ação fiscal,portanto, desnecessário termo específico. De modo que, o MPF foi sendo renovado a cada exigência, assim, o contribuinte não adquiriu nesse lapso temporal a espontaneidade. Assim, o fato da contribuinte se encontrar sob procedimento fiscal, impõe-se a multa de oficio e a sua gradação depende do ilícito tributário imputado. 3 Processo n° 10882.002041/2003-67 S2-CITI Acórdão n.° 2101-00.025 Fl. 309 O parcelamento é um direito subjetivo do contribuinte, que encontra encartado nos casos de suspensão da exigibilidade do crédito tributário previstos no item VI do art. 151 do Código Tributário Nacional. A confissão de débito tributário prestada pelo contribuinte em razão da inclusão da dívida em parcelamento especial, configura ou equivale ao autolançamento, na forma do 'art. 147 do CTN, que poderia levar a interpretação de que a constituição, neste caso, seria desnecessária através de auto de infração. Entretanto, a obrigação de constituir o crédito tributário tem sua matriz no art. 142 do CTN, em síntese é o procedimento administrativo capaz de verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação, vejamos a dicção do dispositivo supra mencionado: "Art. 142 — Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível." Sabe-se que a atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena do agente fiscal ser responsabilizado pela omissão. Assim, prevendo a legislação tributária a obrigação da constituição do crédito tributário, o fato do contribuinte estar em via de parcelar ou ter parcelado o débito, não importa em obstáculo ao lançamento, pois esse só suspende a exigência. Portanto, o parcelamento não tem o condão de afastar aplicação da multa de oficio neste caso dos autos. Assim sendo, conheço do recurso e nego provimento para manter a aplicação da multa de oficio. É como oto. a a • : • ssões, em 5 de março de 109. , DOMINGOS DE SÁ LHO \.. 4
score : 1.0
Numero do processo: 10565.000249/2007-68
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 27 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Apr 12 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Exportação - IE
Data do fato gerador: 02/11/2006
CIÊNCIA IRREGULAR.
A procuração ao despachante aduaneiro deve ter poderes específicos para ciência de notificação de lançamento e respostas a prestação de informação em procedimento que resulta a autuação fiscal.
Numero da decisão: 3401-006.002
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Rosaldo Trevisan - Presidente.
(assinado digitalmente)
Mara Cristina Sifuentes - Relatora.
(assinado digitalmente)
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente), Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antônio Souza Soares, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Rodolfo Tsuboi (suplente convocado).
Nome do relator: MARA CRISTINA SIFUENTES
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A procuração ao despachante aduaneiro deve ter poderes específicos para ciência de notificação de lançamento e respostas a prestação de informação em procedimento que resulta a autuação fiscal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Rosaldo Trevisan Presidente. (assinado digitalmente) Mara Cristina Sifuentes Relatora. (assinado digitalmente) Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vicepresidente), Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antônio Souza Soares, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Oswaldo Gonçalves de Castro Neto, Rodolfo Tsuboi (suplente convocado). Relatório Por bem descrever os fatos reproduzo o relatório que consta no Acórdão DRJ: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 56 5. 00 02 49 /2 00 7- 68 Fl. 181DF CARF MF Processo nº 10565.000249/200768 Acórdão n.º 3401006.002 S3C4T1 Fl. 182 2 Trata o presente processo de Notificação de Lançamento de n° 026/2007, de 16/05/2007, fls. 01, para a cobrança da multa prevista no artigo 107, inciso IV Alínea "c" do DecretoLei n° 37/66, alterada pelo artigo 77 da Lei n° 10.833/2003. Em 01/06/2006, através da DSE 2060088000/0, fls. 11, foi enviado ao exterior, pelo Sr. Adiei Jocimar Pereira, por ordem de Martin Frank Herman (conforme informação constante no campo "Informações Complementares" na DSE) a mercadoria descrita como "botijão criobiológico próprio para o transporte de semen"). A DSE em questão foi liberada sem conferência aduaneira, com valor de US$ 200. Em 02/11/2006, foi registrada a DI 06/13275289, em nome do Sr. Fernando Alencar Nunes Rolim, onde consta também a informação de que tratase de "retorno de 01 botijão enviado com sêmen eqüino conforme DSE 2060088000/0...". Consta como valor do botijão na DI de retorno US$ 250,00. Em 08/11/2006, foi protocolizado pedido de relevação de inobservância de normas processuais, fls. 05, no qual o interessado (FERNANDO ALENCAR NUNES ROLIM, através de seu representante legal (ODAIR JULIANO LISA), informa que fora exportado sêmen eqüino através da DSE 20600880000, e que, tendo o importador recebido a mercadoria (semen) no exterior, devolveu a embalagem (botijão) usada. Considerando a divergência entre o exportador e importador, foi solicitado ao interessado, FERNANDO ALENCAR NUNES ROLIM, a apresentação de documentos que comprovassem a propriedade do bem. Foi apresentado declaração do Sr. Martin Frank Herman informando que o Sr. Fernando Alencar Nunes Rolim é veterinário responsável técnico de sua propriedade "Criatório Campeãs da Gamaleira" desde março de 2005. (tal propriedade não consta no Dossiê CPF — Radar — do interessado) Tendo em vista que não consta na DSE a exportação de Semen equino, sendo descrito apenas o botijão, e considerando a declaração do Sr. Martin Frank Herman de que foi exportado sêmen, o Sr. FERNANDO ALENCAR NUNES ROLIM, foi Intimado para prestar esclarecimentos acerta das irregularidades apontadas, através da Termo de Intimação Fiscal EQAET n° 95/2007, fls..48. A ciência foi dada em 30/03/2007 ao representante legal do Sr. Fernando Alencar Nunes Rolim, Sr. ODAIR JULIANO LIDA, CPF n° 529.458.208 20. Não tendo atendida a intimação foi lançada a multa ora questionada, através da Notificação de Lançamento de fls. 59, em nome de FERNANDO ALENCAR NUNES ROLIM. Ciente da Notificação de Lançamento, o Sr. FERNANDO apresentou a Impugnação de fls. 52/55, onde alegou em síntese: Fl. 182DF CARF MF Processo nº 10565.000249/200768 Acórdão n.º 3401006.002 S3C4T1 Fl. 183 3 o senhor Martin Frank Herman, proprietário do Criatório Campeãs da Gameleira, contratou os serviços profissionais da empresa AGRO UNION, para fazer a exportação de semen para o EUA, sendo esta a primeira exportação de semen de jumento, portanto o pioneiro no Brasil; todo o trabalho foi feito pelos prepostos e representantes legais da AGRO a remessa foi feita legalmente pelo despachantes, em 01/06/2006, tudo de propriedade do Senhor Martin Frank Herman; Fernando Alencar Nunes Rolim é médico veterinário, recém formado e acompanhou outros animais de propriedade do Senhor Martin Frank Herman, da raça Pega e com ingresso pioneiro nos EUA. Lá fez os contatos como laboratório que recepcionariam e divulgariam para possível venda no mercado americano, e então conheceu a senhora Linda S. Kauffman, também veterinária e bem intencionada, por um lapso, remeteu indevidamente a embalagem, em retorno para o Brasil, em nome do colega veterinário Fernando Alencar Nunes Rolim; quanto as intimações a questões a serem esclarecidas eram de cunho exclusivamente pessoais aos senhores Adiei Jocimar Pereira (representante e preposto da UNION) e Martin Frank Herman (proprietário do criatório Campeão das Gameleiras), sendo o contrato de prestação de serviços firmando entre as duas empresas, não havendo nenhum vinculo das empresas ou dos produtos com Fernando Alencar Nunes Rolim; a ciência da intimação e notificação foi tomada por pessoa estranha ás partes envolvidas (Martin Frank Herman e Adiei Jocimar Pereira; a notificação é nula, vez que, realizada a pessoa legitima; o ato notificatório está eivado de vicio de forma ante a irregularidade na notificação; a multa é personalíssima, e não poderá ser redirecionada da forma que se realizou a outra pessoa, nem mesmo ao sócio é possível tal prática como prescreve nosso jurisprudência; a responsabilidade quanto as informações trazidas, bem como, a manifestação não realizada cabe à própria pessoa ou ao seu representante legal, não do MÉDICO VETERINÁRIO que sequer tem procuração para tal oficio; requer seja retificado o pólo passivo cientificando o responsável e proprietário. A DRJ São Paulo julgou improcedente a impugnação, por unanimidade de votos, Acórdão nº 1742.032, de 23 de junho de 2010. Em 08/07/2010 foi dada ciência, via postal ao contribuinte, fl. 142. Em 09/08/2010 foi protocolado o Recurso Voluntário, onde alega em síntese que o Sr. Odair Juliano Lisa não possui poderes para receber intimação fiscal e o Sr. Fernando não é importador; e que as informações foram prestadas na fase inicial da fiscalização. Fl. 183DF CARF MF Processo nº 10565.000249/200768 Acórdão n.º 3401006.002 S3C4T1 Fl. 184 4 É o relatório. Voto Conselheira Mara Cristina Sifuentes, Relatora. O Recurso Voluntário é tempestivo e preenche as demais condições de admissibilidade por isso dele tomo conhecimento. Contra o recorrente foi efetuada Notificação de Lançamento por falta de atendimento a intimação fiscal para apresentação de documentos e esclarecimentos relativo a análise de pedido de relevação de inobservância de normas processuais: DISPOSIÇÃO LEGAL INFRINGIDA E PENALIDADES: Não apresentação de resposta, no prazo determinado de 10 (dez) dias, ao Termo de Intimação Fiscal EQAET n.° 95/2007, expedido em 26/03/2007, cuja ciência foi dada ao representante legal em 30/03/2007, objetivando a apresentação dos documentos e esclarecimentos necessários para analise do processo 10565.000034/200666, referente ao pedido de Relevação de Inobservância de Normas Processuais, para mercadoria remetida ao exterior sem processo de exportação temporária, com base na Portaria SRF 1703 de 29/07/1998. Em face do acima exposto, incorreu o contribuinte na infração capitulada no artigo 107, inciso IV Alínea "c" do DecretoLei n.° 37/66, alterada pelo artigo 77 da Lei n.° 10.833/2003, ensejando, portanto, a expedição da presente Notificação para lançamento do crédito tributário a favor da Fazenda Nacional, aplicandolhe a multa estabelecida no mesmo dispositivo legal. Art. 107. Aplicamse ainda as seguintes multas: ... IV de R$ 5.000,00 (cinco mil reais): ... c) a quem, por qualquer meio ou forma, omissiva ou comissiva, embaraçar, dificultar ou impedir ação de fiscalização aduaneira, inclusive no caso de nãoapresentação de resposta, no prazo estipulado, a intimação em procedimento fiscal; ... Consta que a ciência foi efetuada por Odair Juliano Lisa, Despachante Aduaneiro, em 17/05/2007, fl. 2. O processo 10565.000034/200666 foi anexado ao presente processo por cópias de seus documentos, fls. 8 e sgs. A ciência do Termo de Intimação Fiscal EQAET nº 95/2007, fl. 80, foi dada à Odair J. Lisa em 26/03/2007. Fl. 184DF CARF MF Processo nº 10565.000249/200768 Acórdão n.º 3401006.002 S3C4T1 Fl. 185 5 À fl. 24 consta a procuração outorgada por Fernando Alencar Nunes Rolim à Cassiano Ricardo Rios e Odair Juliano Lisa, com poderes para exercerem em seu nome todas as atividades relativas ao despacho aduaneiro, datada de 29/10/2006 com validade por 18 (dezoito) meses. Em 21/11/06 foi dada ciência ao Sr. Odair do Comunicado da DRF em que é solicitada a apresentação de documentos que comprovem a propriedade dos bens, fl. 54. Segundo o Decreto nº 70.235/72, que regula o processo administrativo fiscal, Art. 11. A notificação de lançamento será expedida pelo órgão que administra o tributo e conterá obrigatoriamente: I a qualificação do notificado; II o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou impugnação; III a disposição legal infringida, se for o caso; IV a assinatura do chefe do órgão expedidor ou de outro servidor autorizado e a indicação de seu cargo ou função e o número de matrícula. Parágrafo único. Prescinde de assinatura a notificação de lançamento emitida por processo eletrônico. Portanto não vislumbro erro formal quanto a emissão da Notificação de Lançamento que preencheu todos os critérios estipulados pela norma legal. Quanto a ciência das intimações realizadas pela RFB temos que também estão disciplinadas pelo Decreto nº 70235/72: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; III por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: ... § 1o Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo ou quando o sujeito passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o cadastro fiscal, a intimação poderá ser feita por edital publicado: ... § 2° Considerase feita a intimação: Fl. 185DF CARF MF Processo nº 10565.000249/200768 Acórdão n.º 3401006.002 S3C4T1 Fl. 186 6 I na data da ciência do intimado ou da declaração de quem fizer a intimação, se pessoal; II no caso do inciso II do caput deste artigo, na data do recebimento ou, se omitida, quinze dias após a data da expedição da intimação; III se por meio eletrônico: ... IV 15 (quinze) dias após a publicação do edital, se este for o meio utilizado. § 3o Os meios de intimação previstos nos incisos do caput deste artigo não estão sujeitos a ordem de preferência. § 4o Para fins de intimação, considerase domicílio tributário do sujeito passivo: I o endereço postal por ele fornecido, para fins cadastrais, à administração tributária; e II o endereço eletrônico a ele atribuído pela administração tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo. § 5o O endereço eletrônico de que trata este artigo somente será implementado com expresso consentimento do sujeito passivo, e a administração tributária informarlheá as normas e condições de sua utilização e manutenção ... Segundo o dispositivo legal reproduzido a ciência será efetuada ao sujeito passivo, seu mandatário ou preposto. Verificando detalhadamente a procuração outorgada não encontrase disposição específica para acompanhamento de processo administrativo fiscal, e seus consentâneos. Não existe procuração para ciência em auto de infração ou notificação de lançamento, ou mesmo para responder diligências e pedidos de informação. Concluo pela insuficiência de poderes na procuração outorgada. Pelo exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e no mérito por dar lhe provimento. Mara Cristina Sifuentes Relatora (assinado digitalmente) Fl. 186DF CARF MF Processo nº 10565.000249/200768 Acórdão n.º 3401006.002 S3C4T1 Fl. 187 7 Fl. 187DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10530.900170/2013-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3302-000.933
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem efetue a liquidação dos acórdãos nº 3301-002.999 e nº 9303-006.107, proferidos no processo 10983.721188/2013-93, de modo a refletir estas decisões nos montantes objetos dos pedidos de ressarcimento.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Deroulede - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Paulo Guilherme Deroulede (Presidente). Ausente o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
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(assinado digitalmente) Paulo Guilherme Deroulede Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Paulo Guilherme Deroulede (Presidente). Ausente o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho. Relatório Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento de contribuição não cumulativa, transmitido através do Programa PERD/COMP (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento e Reembolso e Declaração de Compensação), que restou indeferido, nos termos do Despacho Decisório que instrui os autos. Regularmente cientificada, a empresa apresentou manifestação de inconformidade na qual sustenta a necessidade de julgamento conjunto com outros processos de ressarcimento referentes aos mesmos elementos, inclusive para fins de uniformização dos julgados, também em relação ao auto de infração correspondente (10983.721.188/201393). Ainda em preliminar, aborda a superficialidade do trabalho fiscal e discorre sobre o princípio da verdade material, que entende ofendido no procedimento efetuado, citando entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 30 .9 00 17 0/ 20 13 -8 4 Fl. 4820DF CARF MF Processo nº 10530.900170/201384 Resolução nº 3302000.933 S3C3T2 Fl. 3 2 Trata da instrução probatória no Processo Administrativo Fiscal (PAF) e da necessidade de conhecimento do processo produtivo. No mérito, discorre sobre o conceito de insumos, sobre a sistemática não cumulativa das contribuições, e sobre a legitimidade de seu pleito. O colegiado a quo julgou improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão DRJ nº 10051.801. Insurgindose contra a decisão prolatada, a contribuinte interpôs recurso voluntário repisando as alegações trazidas na manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Guilherme Deroulede O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução 3302000.930, de 29 de janeiro de 2019, proferido no julgamento do processo 10530.900167/201361, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3302000.930): "O presente recurso é tempestivo, trata de matéria trazida a julgamento de competência desta Turma, devendo ser conhecido. Como podemos verificar do relatório acima, o presente processo trata da glosa de crédito de PIS e COFINS, relacionado a produtos utilizados como insumo, no processo produtivo da recorrente. Verificase ainda do relatório a existência de estreita ligação deste processo e outros mais, com o processo de nº 10983.721188/201393, onde o conceito de insumo já foi minuciosamente tratado em dois acórdãos a saber: (i) o de nº 3301 002.999, proferido pela 1ª Turma Ordinária, da 3ª Câmara, da 3ª Seção de Julgamento, e o de nº 9303006.107, da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. O primeiro de relatoria do I. Conselheiro Marcelo Costa Marques d'Oliveira, restou decidido da seguinte forma: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário em relação à Preliminar de Nulidade do Lançamento. Por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário na apropriação de créditos na Industrialização Realizada por Terceiros e os correspondentes insumos, com exceção das compras de leite in natura e pasteurizado ou industrializado, Fl. 4821DF CARF MF Processo nº 10530.900170/201384 Resolução nº 3302000.933 S3C3T2 Fl. 4 3 em razão de serem adquiridos com alíquota zero. Vencidos Conselheiros Francisco e Paulo. Por unanimidade, dar provimento em relação aos créditos na Aquisição de Embalagens para Transporte. Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário na aquisição de Vacinas, Pintos e Ovos. Por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário no item pagamento de Fretes na Aquisição de Insumos, para acatar os créditos decorrentes de fretes na aquisição de insumos e no transporte entre estabelecimentos da recorrente, mantendo a glosa para os quais a motivação dos serviços de frete não foi identificadas. Por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário no item Recortes de Congelados de Aves, mantendo somente as glosas em relação aos produtos, cujos documentos fiscais e os fornecedores não foram identificados. Por unanimidade de votos, dar provimento ao item Pallets de Madeira. Por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário no item serviços realizados por operador logístico. Vencidos Conselheiros Francisco e Paulo que negavam provimento. Por unanimidade de votos, dar provimento em relação ao item Análises Laboratoriais. Por maioria de votos, negar provimento em relação ao item Diárias e HorasMáquina de Tratores. Vencida Maria Eduarda. Por unanimidade de votos, dar provimento em relação ao item Repaletização. Por unanimidade de votos, dar provimento em relação ao item Tintas para Carimbo. Por unanimidade de votos, negar provimento em relação ao item Aluguéis de Prédios. Por unanimidade de votos, negar provimento em relação ao item Leite In Natura. Por unanimidade de votos, dar provimento em relação ao item Frangos Vivos, Milho, Sorgo, Soja e Demais Insumos. Por unanimidade de votos, negar provimento em relação ao item Apuração dos Débitos dos Tributos. Por unanimidade de votos, dar provimento em relação ao item Multa Qualificada, para reduzila para 75%. Por unanimidade de votos, negar provimento em relação ao item Pedido de Diligência e Perícia. Andrada Márcio Canuto Natal Presidente. Marcelo Costa Marques d'Oliveira Relator Da decisão do acórdão acima transcrita, a Fazenda Nacional e contribuinte apresentaram recursos especiais de divergência, sendo certo que a primeira suscitou divergência com relação ao conceito de insumos para fins de creditamento das contribuições não cumulativas e, o segundo, além de apresentar contrarrazões, interpôs recurso especial no qual suscitou divergência com relação a duas matérias: 1) possibilidade de tomada de créditos sobre a locação de tratores utilizados na atividade agroindustrial; e 2) não incidência de pis/cofins sobre receitas de exportação e respectiva forma de comprovar. No acórdão da recurso especial, de relatoria do I. Conselheiro Andrada Marcio Canuto Natal, restou decidido que: Fl. 4822DF CARF MF Processo nº 10530.900170/201384 Resolução nº 3302000.933 S3C3T2 Fl. 5 4 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional. No mérito, (i) quanto à industrialização de produtos lácteos, por unaninimade de votos, acordam em negar provimento ao recurso. A conselheira Tatiana Midori Migiyama acompanhou o relator pelas conclusões; (ii) quanto às embalagens para transporte, por maioria de votos, acordam em darlhe provimento, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen (suplente convocado em substituição à conselheira Érika Costa Camargos Autran) e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento; (iii) quanto ao pagamento de fretes na aquisição de insumos, por maioria de votos, acordam em negarlhe provimento, vencido o conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire (suplente convocado), que lhe deu provimento; (iv) quanto aos pallets de madeira, por maioria de votos, acordam em darlhe provimento, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migyama, Valcir Gassen e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento; (v) quanto às despesas com operador logístico, por maioria de votos, acordam em darlhe provimento, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migyama, Valcir Gassen e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento; (vi) quanto às análises laboratoriais, por maioria de votos, acordam em negarlhe provimento, vencido o conselheiro Jorge Olmiro Locke Freire, que lhe deu provimento e (vii) quanto à repaletização, por maioria de votos, acordam em darlhe provimento, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen (suplente convocado em substituição à conselheira Érika Costa Camargos Autran) e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento e (viii) quanto às tintas para carimbo, por unanimidade de votos, acordam em negarlhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, em negarlhe provimento, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama e Vanessa Marini Cecconello, que lhe deram provimento. Declarouse impedido de participar do julgamento o conselheiro Demes Brito. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Relator Concluindo, entendo que não há o que ser discutido ou avaliado no presente processo. O que se deve promover é a liquidação dos acórdãos acima mencionados, pela unidade de origem, dentro do objeto de cada um dos pedidos de ressarcimento relacionados ao processo nº 10983.721188/201393. Desta forma, voto por converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem efetue a liquidação dos acórdãos 3301 Fl. 4823DF CARF MF Processo nº 10530.900170/201384 Resolução nº 3302000.933 S3C3T2 Fl. 6 5 002.999 e nº 9303006.107, proferidos no processo 10983.721188/201393, de modo a refletir estas decisões nos montantes objetos dos pedido de ressarcimento." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem efetue a liquidação dos acórdãos 3301002.999 e nº 9303006.107, proferidos no processo 10983.721188/201393, de modo a refletir estas decisões nos montantes objetos dos pedido de ressarcimento. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Deroulede . Fl. 4824DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 35204.000211/2007-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Apr 09 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2003 a 30/06/2005
NORMAIS GERAIS. PAF. INTERPOSIÇÃO APÓS O PRAZO LEGAL. NÃO CONHECIMENTO. INTEMPESTIVIDADE.
A tempestividade é pressuposto intransponível para o conhecimento do recurso. É intempestivo o recurso voluntário interposto após o decurso de trinta dias da ciência da decisão. Não se conhece das razões de mérito contidas na peça recursal intempestiva.
Numero da decisão: 2402-007.176
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por intempestividade.
(assinado digitalmente)
Denny Medeiros da Silveira - Presidente
(assinado digitalmente)
Mauricio Nogueira Righetti - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Mauricio Nogueira Righetti, Denny Medeiros da Silveira (Presidente), Wilderson Botto (suplemente convocado), João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Fernanda Melo Leal (suplente convocada) e Gregório Rechmann Junior e Paulo Sergio da Silva. Ausente a conselheira Renata Toratti Cassini, que foi substituída pelo conselheiro Wilderson Botto.
Nome do relator: MAURICIO NOGUEIRA RIGHETTI
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por intempestividade. (assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira - Presidente (assinado digitalmente) Mauricio Nogueira Righetti - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Mauricio Nogueira Righetti, Denny Medeiros da Silveira (Presidente), Wilderson Botto (suplemente convocado), João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Fernanda Melo Leal (suplente convocada) e Gregório Rechmann Junior e Paulo Sergio da Silva. Ausente a conselheira Renata Toratti Cassini, que foi substituída pelo conselheiro Wilderson Botto.
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PAF. INTERPOSIÇÃO APÓS O PRAZO LEGAL. NÃO CONHECIMENTO. INTEMPESTIVIDADE. A tempestividade é pressuposto intransponível para o conhecimento do recurso. É intempestivo o recurso voluntário interposto após o decurso de trinta dias da ciência da decisão. Não se conhece das razões de mérito contidas na peça recursal intempestiva. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por intempestividade. (assinado digitalmente) Denny Medeiros da Silveira Presidente (assinado digitalmente) Mauricio Nogueira Righetti Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Mauricio Nogueira Righetti, Denny Medeiros da Silveira (Presidente), Wilderson Botto (suplemente convocado), João Victor Ribeiro Aldinucci, Luis Henrique Dias Lima, Fernanda Melo Leal (suplente convocada) e Gregório Rechmann Junior e Paulo Sergio da Silva. Ausente a conselheira Renata Toratti Cassini, que foi substituída pelo conselheiro Wilderson Botto. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 35 20 4. 00 02 11 /2 00 7- 15 Fl. 4180DF CARF MF Processo nº 35204.000211/200715 Acórdão n.º 2402007.176 S2C4T2 Fl. 4.181 2 Cuida o presente de Recurso Voluntário em face do Acórdão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento, que considerou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo sujeito passivo, contra decisão proferida pela DRF/RECIFE que indeferiu os Pedidos de Restituição do contribuinte, relativos às competências de 12/2004, 05/2005 e 06/2005 (fls. 4086/4103). Por bem relatar o caso, valhome do relatório do acórdão de piso, a diante colacionado: Fl. 4181DF CARF MF Processo nº 35204.000211/200715 Acórdão n.º 2402007.176 S2C4T2 Fl. 4.182 3 Cientificado da decisão, o requerente apresentou Manifestação de Inconformidade às fls. 4138/4141, aduzindo, em síntese, os seguintes argumentos: Que em função do decurso do prazo assinalado no artigo 150 § 4º do CTN, o Fisco não poderia mais, ao apurar seu crédito, desconsiderar os valores declarados em suas GFIP, em especial aqueles referentes às bases de cálculo, imputandolhe o ônus do recolhimento do tributo em patamares maiores do que o que havia declarado; e Que a aferição indireta se justifica quando inviável a apuração efetiva da base de cálculo com vistas a efetuar lançamento tributário. Como já dito, A DRJ julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade no que toca ao discutido nestes autos (fls. 4153/41580, com a seguinte ementa: Fl. 4182DF CARF MF Processo nº 35204.000211/200715 Acórdão n.º 2402007.176 S2C4T2 Fl. 4.183 4 Irresignado, apresentou Recurso Voluntário em face do referido acórdão, por meio do qual renovou, ipsis litters, as razões de sua defesa inaugural, conforme se denota de fls. 4167/4170. É o relatório. Voto Conselheiro Mauricio Nogueira Righetti, Relator De início, há de se tecer algumas considerações quanto ao processamento da lide em tela. Vamos a elas: O Despacho Decisório nº 218/2014, do Seort da DRF/RCE tratou dos Pedidos de Restituição aqui acostado e nos dos autos dos processos 35204.000212/200760, 35204.000213/200712, 35204.000214/200759 e 35204.000215/200701, conforme inclusive mencionou seu cabeçalho. Confirase: Da mesma forma, a Manifestação de Inconformidade apresentada em 02.10.2014 mencionou, no seu topo, o processo como sendo o de nº 35204.000211/200715 (estes autos). Todavia, em função de ambos haverem sido acostados em cópia nos demais processos, a DRJ acabou proferindo acórdãos com o mesmo conteúdo sobre os mesmos fatos e fundamentos trazidos tanto no Despacho Decisório, quanto naquela Manifestação de Inconformidade, mas, todavia, com numerações e datas distintas. Vejase: Fl. 4183DF CARF MF Processo nº 35204.000211/200715 Acórdão n.º 2402007.176 S2C4T2 Fl. 4.184 5 Na sequência, ainda compulsando aqueles autos em apenso, podese notar a aparente não intimação do contribuinte para ciência dos correspondentes acórdãos, o que não quer dizer, em absoluto, que tenha havido qualquer prejuízo à sua defesa com relação aos Pedidos de Restituição lá formalizados, uma vez que foram, todos, tratados por meio de um único Despacho Decisório contra o qual fora interposto o competente recurso, regularmente apreciado pela DRJ, cujo desdobramento está se operando neste processo administrativo. Assim sendo, penso que a discussão quanto a todos os Pedidos de Restituição abarcado naquele Despacho Decisório esgotase na presente análise. Quanto à admissibilidade do presente recurso voluntário, cumpre registrar que a recorrente tomou ciência do acórdão de piso em 06.07.2015, consoante se denota de fls. 4163 e apresentou, intempestivamente, seu Recurso Voluntário em 06.08.2015 (fls. 4167 e 4177). Vejase que como a ciência derase no dia 06.07.2015, uma segundafeita, o prazo começou a fluir no dia 07, expirandose no dia 05.08.2015, uma quartafeira, dia anterior à data oposta às fls. 4167. PROCESSO FLS. DATA Nº ACÓRDÃO 35204.000211/200715 4153/4158 10.04.2015 1150.050 35204.000212/200760 227/232 10.04.2015 1150.046 35204.000213/2007/12 274/279 10.04.2015 1150.047 35204.000214/200759 220/225 10.04.2015 1150.049 35204.000215/200701 223/228 15.05.2015 1150.181 Fl. 4184DF CARF MF Processo nº 35204.000211/200715 Acórdão n.º 2402007.176 S2C4T2 Fl. 4.185 6 Nesse sentido, considerando que prazo para apresentação do recurso esgotouse em 05.08.2015, a teor do artigo 33 do Dec 70.235/72, imperioso o seu não conhecimento na forma do artigo 35 daquele decreto. Ante o exposto, não preenchidos os pressupostos de admissibilidade, VOTO no sentido de NÃO CONHECER do recurso dada a sua intempestividade. (assinado digitalmente) Mauricio Nogueira Righetti Fl. 4185DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16682.721719/2015-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3201-001.722
Decisão:
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em remeter os autos para a unidade de origem, a fim de que sejam apensados, por conexão de matérias, ao processo em que tratado o PER/DCOMP respectivo.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisário, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinícius Toledo de Andrade, Laércio Cruz Uliana Júnior.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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(assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Paulo Roberto Duarte Moreira, Tatiana Josefovicz Belisário, Marcelo Giovani Vieira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinícius Toledo de Andrade, Laércio Cruz Uliana Júnior. Relatório O Trata o presente processo de auto de infração de multa em decorrência de DCOMP não homologada. O contribuinte foi cientificado e apresentou impugnação que, após o julgamento, manteve a cobrança do crédito tributário. Inconformada, a ora Recorrente apresentou, no prazo legal, Recurso Voluntário, por meio do qual requer que a decisão da DRJ seja reformada, alegando que: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 66 82 .7 21 71 9/ 20 15 -8 1 Fl. 296DF CARF MF Processo nº 16682.721719/201581 Resolução nº 3201001.722 S3C2T1 Fl. 3 2 Do Direito Da Nulidade do Auto de Infração A Recorrente alega que a aplicação da multa, no presente caso, não encontra motivação válida, uma vez que não restou demonstrado no auto de infração qualquer conduta ilícita ou abusiva por parte da impugnante. Em seu apoio cita doutrina e jurisprudência. Cumulação de Multa Configurando BIS IN IDEM A Recorrente alega que há cumulação da multa de ofício com a multa de mora, entendendo que as duas multas partilham da mesma essência. Nesse raciocínio afirma que a intenção de fazer incidir a multa isolada, sem qualquer evidência de ilicitude ou abusividade, configura verdadeiro bis in idem. Da Apensação A Recorrente explica que a cobrança da multa, prevista no art. 74 §17 da Lei nº 9.430/96, ocorreu em virtude da não homologação do PER/DCOMP constante do PAF 16682.720030/201539. Nesse sentido, exige que os autos deste processo sejam juntados por apensação ao PAF 16682.720030/201539. Da Suspensão No caso dos processos não serem juntados, a Recorrente pede a suspensão do presente processo até o trânsito em julgado do PAF 16682.720030/201539. Nessa linha, argumenta que este processo seria subsidiário ao PAF 16682.720030/201539. Dos Pedidos Ao final requer: a) seja anulado o presente auto de infração ante a inexistência de conduta ilícita ou abusiva do contribuinte a justificar a aplicação da penalidade prevista no art. 74 §§15 e 17, da Lei nº 9.430/96, na redação da Lei nº 12.249/2010; b) na eventualidade de superar os itens anteriores, que seja reconhecida a cobrança de multa em bis in idem, uma vez que a multa de mora, única devida no presente caso (na hipótese da manifestação de inconformidade não logre o êxito almejado pela contribuinte, fato que se admite pela necessidade de argumentação), não pode ser acrescida da multa isolada, uma vez que não houve qualquer comprovação de ilicitude ou abusividade a ensejar a sua incidência; c) a apensação do presente processo ao PAF 16682.720030/201539; d) que todas as intimações pertinentes a este processo sejam feitas ao procurador da requerente. É o relatório. Fl. 297DF CARF MF Processo nº 16682.721719/201581 Resolução nº 3201001.722 S3C2T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução nº 3201001.718, de 31 de janeiro de 2019, proferido no julgamento do processo 16682.721714/201558, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução nº 3201001.718): "Em breve síntese a Recorrente explica que a cobrança da multa, prevista no art. 74 §17 da Lei nº 9.430/96, ocorreu em virtude da não homologação do PER/DCOMP 14194.20200.240211.1.7.041872 constante do PAF 16682.7200030/201539. Nesse sentido, requer que os autos deste processo sejam juntados por apensação ao PAF 16682.720030/201539. Em atendimento ao requerimento da recorrente, resolvo em remeter os autos para a unidade de origem, a fim de que sejam apensados, por conexão de matérias, ao processo em que tratado o PER/DCOMP respectivo. Após a juntada o processo deve retornar ao CARF para continuidade do julgamento." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu remeter os autos para a unidade de origem, a fim de que sejam apensados (ou confirmada a apensação), por conexão de matérias, ao processo em que tratado o PER/DCOMP respectivo. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 298DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13502.902509/2011-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 26 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Tue Mar 19 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Data do fato gerador:31/07/2005
RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA.
É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decreto-lei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade.
Numero da decisão: 3402-006.245
Decisão:
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do Recurso Voluntário, por intempestivo.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos e Thais De Laurentiis Galkowicz.
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Data do fato gerador:31/07/2005 RECURSO VOLUNTÁRIO INTERPOSTO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decreto-lei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade.
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decisao_txt : Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do Recurso Voluntário, por intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos e Thais De Laurentiis Galkowicz.
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INTEMPESTIVIDADE RECONHECIDA. É de 30 (trinta) dias o prazo para interposição de Recurso Voluntário pelo contribuinte, conforme prevê o art. 33, caput, do Decretolei n. 70.235/72. O não cumprimento do aludido prazo impede o conhecimento do recuso interposto em razão da sua intempestividade. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do Recurso Voluntário, por intempestivo. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Waldir Navarro Bezerra, Rodrigo Mineiro Fernandes, Diego Diniz Ribeiro, Maria Aparecida Martins de Paula, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Pedro Sousa Bispo, Cynthia Elena de Campos e Thais De Laurentiis Galkowicz. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 50 2. 90 25 09 /2 01 1- 41 Fl. 66DF CARF MF Processo nº 13502.902509/201141 Acórdão n.º 3402006.245 S3C4T2 Fl. 0 2 Relatório Trata o presente de manifestação de inconformidade contra Despacho Decisório que indeferiu o pedido de restituição, em razão do sistema da Receita Federal apurar que o pagamento em questão foi utilizado integralmente para quitar débitos. Tempestivamente, a manifestante alegou que, na data em destaque recolheu o IPI a maior, porém, ao tomar ciência do Despacho Denegatório constatou que não mais poderia retificar a respectiva DCTF, por ter sido ultrapassado o prazo de cinco anos. Diante disso requer a retificação de ofício, o reconhecimento do direito creditório e a homologação dos débitos que declarou. A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente, nos termos do Acórdão nº 14042.359, que firmou entendimento de que é ônus processual da interessada fazer prova dos fatos constitutivos de seu direito, o que não ocorreu no caso em apreço. Diante deste quadro o contribuinte interpôs o recurso voluntário, oportunidade em que repisou as alegações desenvolvidas em sede de impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3402006.237, de 26 de fevereiro de 2019, proferido no julgamento do processo 13502.902501/201184, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3402006.237): "I. Da intempestividade do recurso voluntário interposto 5. Como é sabido, o prazo para interposição de Recurso Voluntário no âmbito do processo administrativo federal é de 30 (trinta) dias, conforme prevê o art. 33, caput do Decretolei n. 70.235/72. 6. Não obstante, segundo o disposto no art. 5o. do sobredito Decretolei, os prazos no processo administrativo federal são contínuos e deverão ser contados excluindose na sua contagem o dia do início e incluindose o do vencimento. Este também é o teor do art. 66 da lei n. 9.784/991. 1 "Art. 66. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial, excluindose da contagem o dia do começo e incluindose o do vencimento." Fl. 67DF CARF MF Processo nº 13502.902509/201141 Acórdão n.º 3402006.245 S3C4T2 Fl. 0 3 7. Pois bem. No presente caso o Recorrente foi cientificado eletronicamente da decisão guerreada em 05 de julho de 2013 (sextafeira), o que seu deu pela ciência por decurso de prazo, já que o contribuinte não promoveu a abertura do email encaminhado em sua caixa postal. Logo, levando em consideração as disposições legais acima mencionadas, o termo inicial para a contagem do prazo recursal teve início em 08 (oito) de julho de 2013 (segundafeira), vencendo, por sua vez, no dia 06 (seis) de agosto de 2013 (terçafeira). Acontece que o recurso em apreço só foi interposto mediante postagem por correio efetuada em 07 (sete) de agosto de 2013 (quartafeira) (fl. 35), ou seja, quando já transcorrido o prazo legal. 8. Patente está, portanto, a intempestividade do recurso voluntário interposto. Dispositivo 9. Diante do exposto, em razão da intempestividade do recurso voluntário interposto, deixo de conhecêlo." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por não conhecer do Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 68DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13706.003347/2009-55
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Mar 18 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
ANO-CALENDÁRIO: 2004
IRPF - MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. COMPROVAÇÃO DA DOENÇA.
A isenção do imposto sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, recebidos por contribuintes portadores de moléstia grave, alcança apenas as doenças expressamente referidas na legislação e comprovadas por meio de laudo médico expedido por seviço médico oficial.
Numero da decisão: 9202-007.548
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento, vencidas as conselheiras Ana Paula Fernandes (relatora) e Ana Cecília Lustosa da Cruz, que lhe negaram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa.
(Assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em exercício
(Assinado digitalmente)
Ana Paula Fernandes Relatora
(Assinado digitalmente)
Pedro Paulo Pereira Barbosa Redator designado
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Ausente a conselheira Patrícia da Silva.
Nome do relator: ANA PAULA FERNANDES
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF ANO-CALENDÁRIO: 2004 IRPF - MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. COMPROVAÇÃO DA DOENÇA. A isenção do imposto sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, recebidos por contribuintes portadores de moléstia grave, alcança apenas as doenças expressamente referidas na legislação e comprovadas por meio de laudo médico expedido por seviço médico oficial.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em dar-lhe provimento, vencidas as conselheiras Ana Paula Fernandes (relatora) e Ana Cecília Lustosa da Cruz, que lhe negaram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes Relatora (Assinado digitalmente) Pedro Paulo Pereira Barbosa Redator designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Ausente a conselheira Patrícia da Silva.
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ISENÇÃO. COMPROVAÇÃO DA DOENÇA. A isenção do imposto sobre os proventos de aposentadoria ou reforma, recebidos por contribuintes portadores de moléstia grave, alcança apenas as doenças expressamente referidas na legislação e comprovadas por meio de laudo médico expedido por seviço médico oficial. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, por maioria de votos, em darlhe provimento, vencidas as conselheiras Ana Paula Fernandes (relatora) e Ana Cecília Lustosa da Cruz, que lhe negaram provimento. Votou pelas conclusões a conselheira Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa. (Assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente em exercício (Assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes – Relatora (Assinado digitalmente) Pedro Paulo Pereira Barbosa – Redator designado AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 70 6. 00 33 47 /2 00 9- 55 Fl. 182DF CARF MF 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). Ausente a conselheira Patrícia da Silva. Relatório O presente Recurso Especial trata de pedido de análise de divergência motivado pela Fazenda Nacional face ao acórdão 2101002.199, proferido pela 1ª Turma / 1ª Câmara / 2ª Seção de Julgamento. Tratase de Notificação de Lançamento do anocalendário 2004 às fls. 58 a 61. Tal lançamento apurou omissão de rendimentos no valor de R$ 52.817,84 do Ministério da Justiça, R$ 6.142,44 do INSS e R$ 10.411,05 do Grupo mineiro de Imóveis Ltda. que baseou se na DIMOB. O crédito tributário lançado foi de R$ 6.270,34 e o enquadramento legal encontrase às fls. 59 a 61. O Contribuinte apresentou a impugnação, às fls. 01/08, alegando, em síntese, que seria isenta do imposto de renda por ser portadora de moléstia grave. Diz que possui Alzheimer em estágio gravíssimo desde 2002. Então, os rendimentos de aposentadoria do INSS e também a título de pensão auferidos do Ministério da Justiça seriam isentos. Em relação ao aluguel apontado na DIMOB afirma que a beneficiária do rendimento seria a sua filha, Maria Elizabeth Fernandes Teixeira, que tributou os rendimentos em sua declaração de ajuste. Apresenta documentação para comprovar os seus argumentos e pede o cancelamento da notificação de lançamento. A DRJ/SDR, às fls. 76/80, julgou pela improcedência da impugnação apresentada, mantendo o crédito tributário na forma originalmente lançado. O Contribuinte apresentou Recurso Voluntário às fls. 85/96. A 1ª Turma Ordinária da 1ª Câmara de Julgamento da 2ª Seção de Julgamento, às fls. 233/241, DEU PARCIAL PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, restabelecendo a isenção pleiteada no valor de R$ 52.817,84. A Decisão restou assim ementada: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF ANOCALENDÁRIO: 2004 IRPF – MOLÉSTIA GRAVE. ISENÇÃO. INÍCIO DA VIGÊNCIA. Os proventos de aposentadoria ou pensão por moléstia grave são isentos do imposto de renda, quando a pessoa física prova, mediante laudo oficial, ser portadora de moléstia grave. No caso, o laudo oficial apresentado aponta para a pré existência da doença em data anterior ao auto de infração. Fl. 183DF CARF MF Processo nº 13706.003347/200955 Acórdão n.º 9202007.548 CSRFT2 Fl. 10 3 OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS. VALORES INFORMADOS NA DIMOB. Os valores relativos a rendimentos de aluguéis informados na DIMOB somente podem ser desconsiderados mediante apresentação de documentação hábil e idônea que comprove que tais valores são incorretos. Recurso Voluntário Provido em Parte Às fls. 131/134, a Fazenda Nacional interpôs Recurso Especial, arguindo, divergência jurisprudencial acerca das seguintes matérias: Omissão de rendimentos Moléstia grave – Doença de Alzheimer. O Colegiado a quo entendeu que o quadro clínico decorrente da Doença de Alzheimer configura o pressuposto de “moléstia grave” previsto na legislação para fins de isenção do imposto sobre proventos de pensão. Portanto, divergiu da jurisprudência da 2ª Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF que sustentou exatamente o contrário, ou seja, que o mal de Alzheimer não se inclui entre as moléstias enumeradas na lei de isenção por moléstia grave. Ao realizar o Exame de Admissibilidade do Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional, às fls. 137/139, a 1ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento, DEU SEGUIMENTO ao recurso, concluindo restar demonstrada a divergência de interpretação em relação à seguinte matéria: Omissão de rendimentos Moléstia grave – Doença de Alzheimer. Cientificado à fl. 148, o Contribuinte apresentou Contrarrazões, às fls. 156/165, reforçando os argumentos no tocante ao mérito. É o relatório. Voto Vencido Conselheira Ana Paula Fernandes Relatora DO CONHECIMENTO O Recurso Especial interposto pela Fazenda é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, portanto, merece ser conhecido. DO MÉRITO Tratase de Notificação de Lançamento do anocalendário 2004 às fls. 58 a 61. Tal lançamento apurou omissão de rendimentos no valor de R$ 52.817,84 do Ministério da Fl. 184DF CARF MF 4 Justiça, R$ 6.142,44 do INSS e R$ 10.411,05 do Grupo mineiro de Imóveis Ltda. que baseou se na DIMOB. O crédito tributário lançado foi de R$ 6.270,34 e o enquadramento legal encontrase às fls. 59 a 61. O Acórdão recorrido deu parcial provimento ao Recurso Ordinário. O Recurso Especial, apresentado pela Fazenda Nacional trouxe para análise a seguinte divergência: Omissão de rendimentos Moléstia grave – Doença de Alzheimer. A discussão dos autos cingese a abrangência do rol de moléstias tidas como graves para fins de autorizar a isenção de tributo exigido do Contribuinte. A legislação aponta que o contribuinte aposentado e portador de moléstia grave reconhecida em laudo médico pericial de órgão oficial terá o benefício da isenção do imposto de renda sobre seus proventos de aposentadoria. O que se coloca em análise é o rol de doenças previstos na legislação é taxativo ou exemplificativo, estando a isenção limitada aos exatos termos da previsão legal. O acórdão recorrido concedeu a isenção, contudo não abordou o fato desta estar fora do rol. O laudo oficial, as fls. 24 aponta alienação mental a partir de 23/09/2008, corroborado pela ação de interdição e curatela da contribuinte. No mesmo laudo atestase que ela possui doença desde meados de 2002. A Fazenda Nacional insurgese quanto a inclusão da doença no rol de isenção O acórdão recorrido, por meio de uma interpretação extensiva, cancelou o lançamento sustentando que o mal que o mal de Alzheimer enquadravase como moléstia grave para fins de isenção do imposto de renda. Contudo, convém observar o disposto no art. 111 do CTN: “Art. 111. Interpretase literalmente a legislação tributária que disponha sobre: (...) II outorga de isenção;” Pela sua leitura, concluise que não é possível recorrer à interpretação extensiva ou qualquer outra, para análise de eventuais direitos à isenção. Na forma do art. 30 da Lei nº 9.250/95, a moléstia deverá ser comprovada mediante laudo pericial emitido por serviço médico oficial, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que fixará o prazo de validade do laudo pericial, no caso de moléstias passíveis de controle. Entendo que o rol pode ser elastecido desde que com fundamentação médica no laudo oficial. A isenção demanda a subsunção do fato a norma prestigiando a verdade material, deste modo, se o laudo oficial vier corroborando laudo médico particular Fl. 185DF CARF MF Processo nº 13706.003347/200955 Acórdão n.º 9202007.548 CSRFT2 Fl. 11 5 contemporâneo, deve a isenção retroagir a data apontada pelo médico no laudo oficial possibilidade do reconhecimento da isenção Em face ao exposto, conheço do Recurso Especial da Fazenda Nacional para no mérito negarlhe provimento. É como voto. (assinado digitalmente) Ana Paula Fernandes Voto Vencedor Pedro Paulo Pereira Barbosa – Redator designado Divergi do bem articulado voto da i. Relatora quanto ao reconhecimento do direito à isenção no anocalendário de 2004 pela razão de que, para este período não há comprovação, por meio de documento hábil e idôneo, de que a contribuinte era portadora de doença especificada em lei. O rol das doenças todas como moléstias grave para fis da isenção constam do art. 39 do Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99. Confirase: “Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) Proventos de Aposentadoria por Doença Grave XXXIII os proventos de aposentadoria ou reforma, desde que motivadas por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, e fibrose cística (mucoviscidose), com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída depois da aposentadoria ou reforma (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV, Lei nº 8.541, de 1992, art. 47, e Lei nº 9.250, de 1995, art. 30, § 2º);”. É fácil perceber que ali não consta o mal de alzeimer. É certo que consta a alienação mental que, como se sabe, é uma das conseqüências do mal de alzeimer em estado avançado. Porém, no caso, a alienação mental somente foi diagnosticada e atestada por meio de laudo médico oficial em 2008. Fl. 186DF CARF MF 6 Divirjo da Relatora quanto à possibilidade de se dá interpretação extensiva para fins de reconhecer isenção para contribuintes que não atendem aos estritos termos da lei. Penso que, sendo as normas que instituem isenções, normas especiais, que criam exceção á regra geral, a interpretação da norma deve ser restritivas, senão literal. Se a lei não incluiu o mal de alzeimer no rol das doenças, não cabe ao julgadora administrativo, cuja missão primordial é verificar a conformidade do lançamento com a legislação, inquinar de ilegal o ato administrativo de lançamento quando este nada mais fez do que aplicar a lei ao caso concreto. Assim, com a devida vênia, conheço do recurso e, no mérito doulhe provimento. Assinado digitalmente Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 187DF CARF MF
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