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Numero do processo: 19515.000204/2002-49
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Mon Feb 25 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Mar 25 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/02/1996 a 31/05/2000
RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. ALTERAÇÃO SUPERVENIENTE. APLICAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 103.
A modificação superveniente à remessa necessária do seu limite de alçada, para finalidade de conhecimento do recurso de ofício averbado, implica na sua imediata adoção, quando do juízo de admissibilidade, na data de sua apreciação em segunda instância administrativa, consoante verbete da Súmula CARF nº 103, ainda que ocasionada por retorno de diligência.
INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS LEGAIS. DISCUSSÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se manifestar sobre inconstitucionalidade de normas, havendo expressa vedação legal neste sentido, conforme art. 26-A do Decreto nº 70.235/72, com a redação alterada pela Lei nº 11.941/09, bem como, súmula de jurisprudência (Súmula CARF nº 2)
Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/02/1996 a 31/05/2000
PIS/APSEP. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. SÚMULA VINCULANTE Nº 8.
Editada a súmula vinculante nº 8 pelo egrégio Supremo Tribunal Federal, consoante a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo aplicável à Fazenda Nacional para providenciar a constituição do crédito tributário passa a ser 05 (cinco) cinco anos, nos moldes do Código Tributário Nacional.
Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/02/1996 a 31/05/2000
PIS/PASEP. INCIDÊNCIA. FATURAMENTO. CONTRATOS DE LONGO PRAZO.
Sob a égide da Medida Provisória nº 1212/95, convertida na Lei nº 9.715/98, a base de cálculo do PIS/Pasep é o faturamento mensal, assim considerada a receita bruta da pessoa jurídica, segundo a legislação do imposto de renda, aí incluídas as receitas decorrentes de contratos de longo prazo, com recebimento diluído conforme sua execução, ainda que sujeita a regime especial de apuração.
PIS/PASEP. APURAÇÃO. CONTRATOS DE LONGO PRAZO. FATURAMENTO. DIFERIMENTO.
Consoante IN SRF 126/88, nos contratos de construção por empreitada, subempreitada ou fornecimento a preço pré- determinado de bens ou serviços feitos com pessoas jurídicas de direito público, ou empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária, o contribuinte poderá excluir da base de cálculo a parcela da receita ainda não recebida, que deverá ser computada na receita operacional bruta do mês do seu efetivo recebimento.
PIS/PASEP. REPASSES A SUBCONTRATATADAS. ABATIMENTO. BASE DE CÁLCULO. POSSIBILIDADE. CONDIÇÕES.
Até o advento da Lei nº 9.718/98, o valor da parcela da receita repassada pelas empreiteiras a outras pessoas jurídicas, mesmo que decorrente de subempreitada e subcontratação de obra ou serviço contratado com pessoas jurídicas de direito público, ou empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária, poderá ser excluído da base de cálculo, desde que o destinatário do repasse seja contribuinte regular do PIS/PASEP.
JUROS DE MORA. TAXA SELIC. APLICAÇÃO.
A aplicação dos juros moratórios à taxa selic encontra amparo na legislação ordinária, falecendo competência a este conselho administrativo para examinar aspectos de sua legalidade ou constitucionalidade de seu emprego como fator de atualização de créditos tributários federais. Súmula CARF nº 4.
Recurso de ofício não conhecido e recurso voluntário provido em parte.
Numero da decisão: 3401-005.924
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício, por não restar superado o limite de alçada, e pelo teor da Súmula CARF 103, e em dar parcial provimento ao recurso voluntário para reconhecer a decadência dos períodos de apuração anteriores a junho/97, inclusive, e para que sejam considerados os ajustes na apuração e nas compensações, na forma como consta da diligência realizada.
Rosaldo Trevisan Presidente
(assinado digitalmente)
Mara Cristina Sifuentes Relatora
(assinado digitalmente)
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vice-presidente), Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antônio Souza Soares, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Rodolfo Tsuboi (suplente convocado) e Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (suplente convocado).
Nome do relator: MARA CRISTINA SIFUENTES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/02/1996 a 31/05/2000 RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. ALTERAÇÃO SUPERVENIENTE. APLICAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 103. A modificação superveniente à remessa necessária do seu limite de alçada, para finalidade de conhecimento do recurso de ofício averbado, implica na sua imediata adoção, quando do juízo de admissibilidade, na data de sua apreciação em segunda instância administrativa, consoante verbete da Súmula CARF nº 103, ainda que ocasionada por retorno de diligência. INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS LEGAIS. DISCUSSÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se manifestar sobre inconstitucionalidade de normas, havendo expressa vedação legal neste sentido, conforme art. 26-A do Decreto nº 70.235/72, com a redação alterada pela Lei nº 11.941/09, bem como, súmula de jurisprudência (Súmula CARF nº 2) Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/02/1996 a 31/05/2000 PIS/APSEP. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. SÚMULA VINCULANTE Nº 8. Editada a súmula vinculante nº 8 pelo egrégio Supremo Tribunal Federal, consoante a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo aplicável à Fazenda Nacional para providenciar a constituição do crédito tributário passa a ser 05 (cinco) cinco anos, nos moldes do Código Tributário Nacional. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/02/1996 a 31/05/2000 PIS/PASEP. INCIDÊNCIA. FATURAMENTO. CONTRATOS DE LONGO PRAZO. Sob a égide da Medida Provisória nº 1212/95, convertida na Lei nº 9.715/98, a base de cálculo do PIS/Pasep é o faturamento mensal, assim considerada a receita bruta da pessoa jurídica, segundo a legislação do imposto de renda, aí incluídas as receitas decorrentes de contratos de longo prazo, com recebimento diluído conforme sua execução, ainda que sujeita a regime especial de apuração. PIS/PASEP. APURAÇÃO. CONTRATOS DE LONGO PRAZO. FATURAMENTO. DIFERIMENTO. Consoante IN SRF 126/88, nos contratos de construção por empreitada, subempreitada ou fornecimento a preço pré- determinado de bens ou serviços feitos com pessoas jurídicas de direito público, ou empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária, o contribuinte poderá excluir da base de cálculo a parcela da receita ainda não recebida, que deverá ser computada na receita operacional bruta do mês do seu efetivo recebimento. PIS/PASEP. REPASSES A SUBCONTRATATADAS. ABATIMENTO. BASE DE CÁLCULO. POSSIBILIDADE. CONDIÇÕES. Até o advento da Lei nº 9.718/98, o valor da parcela da receita repassada pelas empreiteiras a outras pessoas jurídicas, mesmo que decorrente de subempreitada e subcontratação de obra ou serviço contratado com pessoas jurídicas de direito público, ou empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária, poderá ser excluído da base de cálculo, desde que o destinatário do repasse seja contribuinte regular do PIS/PASEP. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. A aplicação dos juros moratórios à taxa selic encontra amparo na legislação ordinária, falecendo competência a este conselho administrativo para examinar aspectos de sua legalidade ou constitucionalidade de seu emprego como fator de atualização de créditos tributários federais. Súmula CARF nº 4. Recurso de ofício não conhecido e recurso voluntário provido em parte.
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FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/02/1996 a 31/05/2000 RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DE ALÇADA. ALTERAÇÃO SUPERVENIENTE. APLICAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 103. A modificação superveniente à remessa necessária do seu limite de alçada, para finalidade de conhecimento do recurso de ofício averbado, implica na sua imediata adoção, quando do juízo de admissibilidade, na data de sua apreciação em segunda instância administrativa, consoante verbete da Súmula CARF nº 103, ainda que ocasionada por retorno de diligência. INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS LEGAIS. DISCUSSÃO ADMINISTRATIVA. IMPOSSIBILIDADE. O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se manifestar sobre inconstitucionalidade de normas, havendo expressa vedação legal neste sentido, conforme art. 26A do Decreto nº 70.235/72, com a redação alterada pela Lei nº 11.941/09, bem como, súmula de jurisprudência (Súmula CARF nº 2) ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/02/1996 a 31/05/2000 PIS/APSEP. DECADÊNCIA. APLICAÇÃO DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. SÚMULA VINCULANTE Nº 8. Editada a súmula vinculante nº 8 pelo egrégio Supremo Tribunal Federal, consoante a qual é inconstitucional o art. 45 da Lei nº 8.212/91, o prazo aplicável à Fazenda Nacional para providenciar a constituição do crédito tributário passa a ser 05 (cinco) cinco anos, nos moldes do Código Tributário Nacional. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/02/1996 a 31/05/2000 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 02 04 /2 00 2- 49 Fl. 5539DF CARF MF Processo nº 19515.000204/200249 Acórdão n.º 3401005.924 S3C4T1 Fl. 3.204 2 PIS/PASEP. INCIDÊNCIA. FATURAMENTO. CONTRATOS DE LONGO PRAZO. Sob a égide da Medida Provisória nº 1212/95, convertida na Lei nº 9.715/98, a base de cálculo do PIS/Pasep é o faturamento mensal, assim considerada a receita bruta da pessoa jurídica, segundo a legislação do imposto de renda, aí incluídas as receitas decorrentes de contratos de longo prazo, com recebimento diluído conforme sua execução, ainda que sujeita a regime especial de apuração. PIS/PASEP. APURAÇÃO. CONTRATOS DE LONGO PRAZO. FATURAMENTO. DIFERIMENTO. Consoante IN SRF 126/88, nos contratos de construção por empreitada, subempreitada ou fornecimento a preço pré determinado de bens ou serviços feitos com pessoas jurídicas de direito público, ou empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária, o contribuinte poderá excluir da base de cálculo a parcela da receita ainda não recebida, que deverá ser computada na receita operacional bruta do mês do seu efetivo recebimento. PIS/PASEP. REPASSES A SUBCONTRATATADAS. ABATIMENTO. BASE DE CÁLCULO. POSSIBILIDADE. CONDIÇÕES. Até o advento da Lei nº 9.718/98, o valor da parcela da receita repassada pelas empreiteiras a outras pessoas jurídicas, mesmo que decorrente de subempreitada e subcontratação de obra ou serviço contratado com pessoas jurídicas de direito público, ou empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária, poderá ser excluído da base de cálculo, desde que o destinatário do repasse seja contribuinte regular do PIS/PASEP. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. A aplicação dos juros moratórios à taxa selic encontra amparo na legislação ordinária, falecendo competência a este conselho administrativo para examinar aspectos de sua legalidade ou constitucionalidade de seu emprego como fator de atualização de créditos tributários federais. Súmula CARF nº 4. Recurso de ofício não conhecido e recurso voluntário provido em parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso de ofício, por não restar superado o limite de alçada, e pelo teor da Súmula CARF 103, e em dar parcial provimento ao recurso voluntário para reconhecer a decadência dos períodos de apuração anteriores a junho/97, inclusive, e para que sejam considerados os ajustes na apuração e nas compensações, na forma como consta da diligência realizada. Rosaldo Trevisan – Presidente (assinado digitalmente) Mara Cristina Sifuentes – Relatora Fl. 5540DF CARF MF Processo nº 19515.000204/200249 Acórdão n.º 3401005.924 S3C4T1 Fl. 3.205 3 (assinado digitalmente) Participaram do presente julgamento os Conselheiros Rosaldo Trevisan (presidente), Leonardo Ogassawara de Araújo Branco (vicepresidente), Mara Cristina Sifuentes, Tiago Guerra Machado, Lázaro Antônio Souza Soares, Carlos Henrique de Seixas Pantarolli, Rodolfo Tsuboi (suplente convocado) e Maria Eduarda Alencar Câmara Simões (suplente convocado). Relatório Tratase de lançamento de PIS/Pasep, períodos de apuração compreendidos entre fevereiro/1996 e maio/2000, para exigência de diferenças entre o valor declarado/pago e aqueles apurados a partir da escrituração do contribuinte. Segundo a fiscalização, o contribuinte teria abatido indevidamente valores repassados a terceiros, por subcontratação, com fulcro em instrução normativa (126/88) prejudicada pela declaração de inconstitucionalidade dos DL 2.445/88 e 2.449/88; diferimento de quantia não oferecida à tributação em períodos subsquentes; e, aplicação de alíquota incorreta (0,65% => 0,75%) para o mês fevereiro/1996. O contribuinte sustentou, em preliminar, decadência do período de janeiro/1996 a junho/1997, nos termos do art. 150, § 4º do CTN. No mérito, defendeu que as receitas de contratos de longo prazo, determinadas em função do progresso na execução do contrato, ainda não faturadas, não integravam a base de apuração do PIS/Pasep até o advento da EC 20/98, discorrendo sobre o tema; que os DL 2.445/88 e 2.449/88 não previam o abatimento de pagamentos feitos a subempreiteiras e subcontratadas, motivo pelo qual sua inconstitucionalidade em nada afetou a IN 126/88, além do que, se devido o tributo, não se poderia exigir multa/juros de mora, a teor do art. 100 do CTN; que, de fato, havia erro na aplicação da alíquota no mês fevereiro/1999, no entanto, o fato gerador respectivo foi colhido pela decadência; que, em relação ao diferimento verificado, durante a vigência da MP 1.212/95 – convertida na Lei nº 9.715/98 – o fato gerador do PIS/Pasep era o efetivo recebimento das receitas, enquanto que, a partir da Lei nº 9.718/98, o fato jurídico tributável passou a ser o “surgimento” da receita, de modo que o valor diferido, a partir de então, não mais estaria sujeito à incidência da contribuição; que não foram considerados diversos pagamentos/compensações realizados no período; e, que os juros de mora à taxa selic são indevidos. Houve requerimento de perícia contábil. O feito foi convertido em diligência em duas oportunidade pela DRJ competente. Em 02/05/2005, a DRJ São Paulo/SP deu parcial provimento à impugnação para admitir o diferimento de contratos de longo prazo celebrados com entidades governamentais; o abatimentos de valores repassados em obra ou serviço contratado com pessoa jurídica de direito público, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsisdiária; e, acolhimento de alguns DARFs/compensações. Fl. 5541DF CARF MF Processo nº 19515.000204/200249 Acórdão n.º 3401005.924 S3C4T1 Fl. 3.206 4 A decisão restou assim ementada: “DECADÊNCIA INCONSTMJCIONALIDADE – RECEITAS REPASSADAS DIFERIMENTO DA TRIBUTAÇÃO DARF SELIC A decadência para o lançamento do PIS operase em dez anos. Falece competência à autoridade administrativa para apreciar alegações de inconstitucionalidade. Assiste direito ao contribuinte de deduzir da base de cálculo do PIS até janeiro de 1999 as receitas, repassadas a subempreiteras e subcontratadas, decorrentes de contratos celebrados com entidades públicas. Também o art. 7° da Lei 9.718/98 confere ao contribuinte o direito de diferir a tributação das receitas provenientes de contratos com entidades públicas. Devem ser considerados na apuração do crédito tributário devido os valores recolhidos anteriormente ao inicio da ação fiscal. Selic exigida nos termos da lei.” Houve recurso de ofício. O recurso voluntário apontou nulidade da decisão de primeiro grau, em face da denegação da perícia contábil, e, no mérito, insistiu na ocorrência de decadência, ausência de fato gerador nos contratos de longo prazo anteriores à Emenda Constitucional nº 20/98, possibilidade de abatimento de todos os valores repassados a subcontratadas, equívoco no tratamento do valor diferido; desconsideração de pagamentos/compensações e descabimento da taxa selic. Em 27/02/2013, através da Resolução nº 3401000.653, o julgamento foi convertido em diligência para prestação de informações sobre as compensações realizadas e sobre os diferimentos/recebimentos em contratos com pessoas de direito público. Prestada as informações, com ciência e manifestação do contribuinte, retornaram os autos para prosseguimento. Em razão do desligamento, por renúncia, do conselheiro relator, foram os autos submetidos a novo sorteio. É o relatório. Voto Conselheira Mara Cristina Sifuentes, Relatora. Recurso de ofício Em juízo de admissibilidade da remessa necessária verifico, pelos elementos disponíveis nos autos (efl. 985), nos termos do art. 34, I do Decreto nº 70.235/72 e do art. 70, caput, do Decreto 7.574/2011, que o valor exonerado não atinge o limite de alçada estabelecido pela superveniente Portaria MF 63/2017, fixado em R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais). Fl. 5542DF CARF MF Processo nº 19515.000204/200249 Acórdão n.º 3401005.924 S3C4T1 Fl. 3.207 5 Nada obstante a superveniência do aludido ato administrativo em relação à decisão que averbou o recurso de ofício e ainda à resolução que converteu o julgamento em diligência, para fins de conhecimento do reexame, o valor de alçada aplicável é aquele vigente na data de sua apreciação em segunda instância administrativa, ex vi da Súmula CARF nº 103. Outrossim, o fato de existir manifestação anterior, mediante prolação de resolução, não modifica a circunstância que, no presente julgamento, houve novo reexame da remessa necessária, devendo o limite de alçada ser aferido novamente de acordo com a regra agora vigente. Pelo exposto, voto por não conhecer do recurso de ofício, o que implica a manutenção da decisão administrativa de primeiro grau. Recurso voluntário A aferição dos pressupostos de admissibilidade do recurso voluntário já foi, a seu tempo, realizada. Como questões preliminares, são argüidas a nulidade da decisão recorrida e a decadência parcial do lançamento. Quanto à nulidade da decisão de primeiro grau, em virtude do indeferimento da perícia requerida, não assiste razão ao recorrente, ao passo que o direito a essa prova não é absoluto, eis que, consoante art. 18 do Decreto nº 70.235/72, regente do processo administrativo fiscal, a prova pericial poderá ser indeferida quando, a critério da autoridade julgadora, entenderse prescindível ou impraticável, desde que devidamente fundamentada a negativa. Na decisão recorrida, citando o mesmo dispositivo, a justificativa apresentada é que o acervo probatório coligido aos autos, inclusive pela realização de duas diligências, seria suficiente para a “formulação da livre convicção do relator”. Demais disso, o objeto da perícia, segundo o voluntário, seria a confirmação da existência de contratos com entidades governamentais e o montante de pagamentos efetuados e não considerados na autuação. Todavia, a própria decisão de primeiro grau, como adiante se verá, reconheceu a existência dessa espécie de contrato e, por conseguinte, a possibilidade de diferimento, com base na IN SRF 126/88, bem assim, o abatimento dos valores repassados aos subcontratados e subempreiteiras. Logo, improcedente a reclamação nesse ponto. Relativamente à decadência, o tema não desperta elucubrações, ao passo que o art. 45 da Lei nº 8.212/91, invocado pela decisão inicial para manutenção do lançamento, foi considerado inconstitucional pelo egrégio Supremo Tribunal Federal, consoante Súmula Vinculante nº 8. Por outro lado, como fixado pelo Superior Tribunal de Justiça, no REsp 973.733/SC, julgado sob o rito do recurso repetitivo, a aplicação das disposições do art. 173, I Fl. 5543DF CARF MF Processo nº 19515.000204/200249 Acórdão n.º 3401005.924 S3C4T1 Fl. 3.208 6 do Código Tributário Nacional somente é cabível, na hipótese de tributo sujeito ao lançamento por homologação, diante da ausência de antecipação de recolhimento. Portanto, fixadas as balizas, basta a verificação de existência de pagamentos, ainda que parciais, nos períodos de apuração reclamados pelo recorrente – fevereiro/1996 a junho/1997 – , tendo em conta a data de ciência da autuação, ocorrida em 17/07/2002 (efl. 475). Às efls. 5.520/5.542, constam extratos de pagamentos referentes a janeiro/1996 a novembro/1997, no que interessa ao julgamento, dando conta da existência de recolhimentos em todos os períodos de apuração, de modo que assiste razão ao contribuinte, devendo ser declarada a caducidade do lançamento em relação aos fatos anteriores a junho/1997, inclusive. No tocante ao mérito, o recorrente principia por questionar a tributação das receitas decorrentes de contratos de longo prazo, diluídas em função do progresso da execução. Após discorrer sobre o fundamento constitucional das normas de regência do PIS/Pasep, Leis nºs 9.715/98 e 9.718/98, conclui que, antes deste último diploma, não havia fundamento legal para exigência da contribuição nessas hipóteses – contratos de longo prazo – e, se cabível, a incidência deveria levar em consideração o diferimento de seus efeitos para o momento do recebimento da respectiva verba. Em que pese as colocações, o faturamento advindo de contratos de longo prazo, mesmo antes do advento da Lei nº 9.718/98, estava sujeito tanto a incidência do PIS/Pasep como da Cofins, na hipótese daquele primeiro, pelas disposições da MP 1.212/95, convertida na Lei nº 9.715/98, que em seu art. 2º estabelecia o seguinte: “Art. 2º A contribuição para o PIS/PASEP será apurada mensalmente: I pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do imposto de renda, inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, com base no faturamento do mês; (...) Art. 3º Para os efeitos do inciso I do artigo anterior considerase faturamento a receita bruta, como definida pela legislação do imposto de renda, proveniente da venda de bens nas operações de conta própria, do preço dos serviços prestados e do resultado auferido nas operações de conta alheia.” (grifado) O faturamento, por seu turno, é a formalização documental da operação de venda ou da prestação de serviços e não deve ser confundido com recebimento, lembrando que, ordinariamente, a apuração da contribuição em comento submetese ao regime de competência e não ao de caixa, no sentido que a incidência se dá no momento do faturamento, mesmo que o recebimento ocorra posteriormente, como nos casos de vendas a prazo. Nessa vertente, distintamente do que aduz o recorrente, não foram incluídas “receitas não faturadas” na base de apuração do lançamento, mesmo porque o faturamento foi extraído da escrituração do próprio contribuinte inclusive na diligência realizada , porém, Fl. 5544DF CARF MF Processo nº 19515.000204/200249 Acórdão n.º 3401005.924 S3C4T1 Fl. 3.209 7 receitas oriundas de contratos de longo prazo sujeitas ao diferimento previsto na IN SRF 126/88, que a autoridade fiscal autuante deixou de aplicar por entender que restara prejudicada pela declaração de inconstitucionalidade dos DL 2.445/88 e 2.449/88. Todavia, a decisão de primeiro grau conferiu esse direito ao recorrente, nos termos daquele mesmo ato administrativo, razão pela qual soa vazia a reclamação, a não ser pela alegação de não incidência pura e simples da contribuição, o que já se mostrou descabido, porque houve faturamento. Notese, não se está aqui a buscar a tributação de receitas estranhas ao conceito de faturamento, como ocorreu no alargamento do seu conceito, como promovido pela Lei nº 9.718/98, mas de fazer incidir o PIS/Pasep sobre as receitas de vendas, prestação de serviços ou combinação de ambos, em contratos de longo ciclo de execução. Cabe anotar, ainda, que, mesmo que esse conceito de faturamento não abrangesse as receitas em questão, a extensão a tais contratos se faria pela integração do mencionado (em recurso) art. 407 do RIR/99, fundado no art. 10 do DL 1.598/77, isso porque, o conceito de faturamento adotada pela Lei nº 9.715/98 e medidas provisórias que lhe antecederam é expressamente de “receita bruta, como definida pela legislação do imposto de renda”. Demais disso, o art. 407 não traz uma modalidade especial de “faturamento”, como entende o recorrente, mas sim uma forma de apuração específica, o que, no caso do PIS/Pasep, foi efetivado pela IN SRF 126/88. Outrossim, alegações sobre a constitucionalidade de normas legais, em âmbito administrativo e mais especificamente neste tribunal, esbarra da limitação imposta pela Súmula CARF nº 2 : O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Assim, mesmo antes das modificações implementadas pela Lei nº 9.718/98, a contribuição para o PIS/Pasep incidia sobre as receitas percebidas em contratos de longo prazo. Tocante à exclusão dos repasses a subcontratados/subempreiteiras, entendo que não assiste razão ao recorrente quando sustenta que dito abatimento, lastreado na IN SRF 126/88, açambarcaria qualquer repasse, não se limitando àqueles relacionados a contratos firmados com entes públicos. A redação do aludido ato administrativo, extraída da decisão de piso e coincidente com aquela reproduzida no voluntário, é a seguinte: CONSIDERANDO o disposto nos parágrafos 3º e 4º do artigo 10 do Decretolei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, no inciso I do art. 1º, do Decretolei nº 1.648, de 18 de dezembro de 1978, e no art.11 do Decretolei nº 2.429, de 15 de abril de 1988, RESOLVE: 1. Na apuração da receita operacional bruta para fins de determinação da base de cálculo das contribuições para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público Fl. 5545DF CARF MF Processo nº 19515.000204/200249 Acórdão n.º 3401005.924 S3C4T1 Fl. 3.210 8 PASEP e para o Programa de Integração Social PIS, serão observados os seguintes procedimentos: a) nos contratos de construção por empreitada, subempreitada ou fornecimento a preço pré determinado de bens ou serviços feitos com pessoas jurídicas de direito público, ou empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária, o contribuinte poderá excluir da base de cálculo a parcela da receita ainda não recebida; a parcela excluída será computada na receita operacional bruta do mês do seu efetivo recebimento; b) o valor das receitas repassadas a subempreiteiras e subcontratantes poderá ser excluída da base de cálculo da contribuição, desde que o destinatário do repasse seja contribuinte regular do PISPASEP; Nada obstante o argumento que os incisos devam ser interpretados isoladamente, na linha do colegiado a quo, entendo que se mostra mais consentâneo com a situação jurídica a exegese estampada na Solução de Divergência Cosit nº 17/2001 – mormente porque essa especial forma de tributação foi introduzida no sistema tributário por uma instrução normativa, não havendo clara autorização legal, salvo por um pretenso poder normativo residual: “7. Analisadas as disposições contidas nas alíneas ‘a’ e ‘b’ do item 1 da IN SRF nº 126/88, de 1988, constatase que os assuntos ali tratados estão interligados, porque há vinculação entre as matérias disciplinadas nas referidas alíneas, senão vejamos: a alínea ‘a’ regulamenta o instituto do diferimento do pagamento da contribuição para o PIS/Pasep e a alínea ‘b’ referese à exclusão de parcelas das receitas da base de cálculo da mencionada contribuição, levando sempre em conta que se trata de obra ou serviço contratado com pessoas jurídicas de direito publico, ou empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária. Além de ser consentâneo com o disposto no art. 360 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 1.041, de 11 de janeiro de 1994, RIR/94, que vigorava à época. 8. Em decorrência da edição da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, que dispõe sobre a base de calculo da contribuição para o P1S/Pasep, para os fatos geradores ocorridos a partir do dia 1º de fevereiro de 1999, a exclusão das receitas repassadas às subempreiteiras e subcontratadas, prevista no item I, letra ‘b’, da IN SRF nº 126/88, de 1988, tornouse inaplicável, por absoluta incompatibilidade com as disposições contidas na referida lei. 8.1. A íntegra da IN SRF nº 126/88 (...) foi revogada, formalmente, pelo art. 1º da Instrução Normativa SRF nº 79/00, de 1º de agosto de 2000. 9. Diante disso, concluise que o valor das parcelas das receitas repassadas pelas empreiteiras a outras pessoas jurídicas, mesmo que decorrente de subempreitada e subcontratação de obra ou Fl. 5546DF CARF MF Processo nº 19515.000204/200249 Acórdão n.º 3401005.924 S3C4T1 Fl. 3.211 9 serviço contratado com pessoas jurídicas de direito público, ou empresa sob seu controle, empresa pública, sociedade de economia mista ou sua subsidiária, em relação aos fatos geradores ocorridos em períodos posteriores a 1º de fevereiro de 1999, integra o faturamento (receita bruta) mensal dos contribuintes (construtoras/empreiteiras) pertencentes ao quadro de associados do recorrente, não podendo, conseqüentemente, tal valor ser excluído da base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep.” Logicamente, se a instrução normativa está amparada em atribuição normatizadora residual e presumida, como ocorre, não poderia, em hipótese alguma, promover a redução do campo de incidência do tributo, in casu, por exclusão de parcelas do faturamento – receitas repassadas a terceiros. Denominada “atribuição residual” se deve ao fato, ressaltado pelo autuante, que, dentre as “considerações” introdutórias da IN SRF 126/88, encontravase a outorga do art. 1º, § 2º in fine do DecretoLei nº 2.445/88, na redação dada pelo DecretoLei nº 2.449/88, verbis: Art. 1º omissis § 2º Para os fins do disposto nos itens III e V, considerase receita operacional bruta o somatório das receitas que dão origem ao lucro operacional, na forma da legislação do imposto de renda, admitidas as exclusões e deduções a seguir: (...)” Ocorre que as exclusões relacionadas a priori não guardam qualquer relação de pertinência com as receitas advindas de contratos de longo prazo, o que leva à conclusão que o tratamento tributário, nos moldes em que feito, ressentese de uma base legal adequada, ainda que justificável, do ponto de vista jurídicotributário, a equiparação de tratamento com o IRPJ, motivo pelo qual, s.m.j., a interpretação deve ser restrita, não possuindo o alcance pretendido pelo recorrente, qual seja, permitir o abatimento de quaisquer valores repassados a terceiros. Na seqüência, há uma alegação de sutil modificação do fato gerador/base de cálculo do PIS/Pasep entre as MP 1.212/95Lei nº 9.715/98 e 9.718/98, que, segundo o recorrente, referirseia à norma de incidência tributária, ao passo que as primeiras alcançariam o faturamento, enquanto a segunda, a receita, o que seria diverso. Entretanto, a um ver, tal distinção simplesmente não existe. Ambas as normas relacionam a incidência ao faturamento, alterando, isso sim, o conceito de faturamento, eis que, para a MP 1.212/95 e Lei nº 9.715/98, faturamento era a receita bruta definida pelo imposto de renda, enquanto que, para a Lei nº 9.718/98, originalmente, a receita bruta se estenderia a todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevante a sua atividade ou a classificação contábil adotada. Contudo, com a declaração de inconstitucionalidade desse conceito, faturamento voltou a corresponder à receita bruta segundo a legislação do IRPJ, não devendo ser acatada a argumentação do recorrente. Fl. 5547DF CARF MF Processo nº 19515.000204/200249 Acórdão n.º 3401005.924 S3C4T1 Fl. 3.212 10 Conveniente frisar que essas colocações têm por escopo rechaçar a alegação que a parcela diferida no mês dezembro/98, no valor de R$ 73.437.440,29, não deveria se sujeitar à incidência do PIS/Pasep nos meses subsequentes, por uma suposta modificação do regime tributário, o que, como exposto, não ocorreu. A par dessa situação, por intermédio da Resolução 3401.000653, foi perquirido pelo colegiado a existência de contratos de longo prazo, de pagamentos realizados após a data de faturamento e, por fim, se houve recolhimento do PIS/Pasep sobre a parcela diferida, no mês do efetivo recolhimento. Em resposta, a unidade preparadora promoveu a recomposição da apuração no período de janeiro/1997 a janeiro/1999, conforme despacho de efls. 5.408/5.411. A metodologia de trabalho, pelo teor da manifestação, está em consonância com as premissas adotadas no presente voto, motivo pelo qual deve o lançamento, no período posterior a julho/97, ser ajustado pela apuração levada a efeito na diligência, consoante tabela “Apuração do Saldo Devedor de PIS – Parte 2 de 2”, de efls. 5.460/5.461, que se resume ao período de apuração maio/1998 (efl. 5.461). Vale registrar que o valor apurado em outubro/98, R$ 27.557,59, não poderá ser considerado na liquidação do julgado, porquanto não foi constituído no lançamento. Respeitante à alíquota, mesmo que reconhecido o erro pelo contribuinte, a matéria restou prejudicada pelo reconhecimento de decadência parcial do lançamento, uma vez que se aplicava apenas ao período de apuração fevereiro/96. Relativamente aos pagamentos efetuados, a decisão de primeira instância examinou cada documento de arrecadação apontado em impugnação e os seus efeitos sobre o lançamento, concluindo que boa parte dos valores recolhidos foram considerados no levantamento, principalmente porque se destinava à constituição das diferenças verificadas, tendo reconhecido a necessidade de imputação daqueles que, por alguma razão, não foram aproveitados no lançamento, tanto assim, que, nesse ponto, deu parcial provimento à impugnação. O contribuinte reclama que não teria ocorrido referida dedução, no entanto, não aponta onde exatamente essa situação teria se verificado, entretanto, indo essa afirmação de encontro aos demonstrativos de apuração de efls. 445, 447, 449, 451 e 453, que claramente promovem o abatimento dos montantes já declarados e/ou pagos, como se verifica na coluna intitulada “PIS Pago/Declarado”. Considerando, como dito, que a decisão recorrida já promovera os ajustes necessários, cabia ao recorrente indicar quais pagamentos ainda não teriam sido computados na apuração, de sorte que, à mingua de maiores explicações, não é possível acolher a reclamação genérica formulada, especialmente porque os elementos dos autos demonstram o oposto do alegado. Concernente às compensações, a própria fiscalização, no levantamento efetuado, admitiu as compensações realizadas no período examinado, como se observa dos demonstrativos de efls. 456/468. Fl. 5548DF CARF MF Processo nº 19515.000204/200249 Acórdão n.º 3401005.924 S3C4T1 Fl. 3.213 11 Assim, não andou bem a DRJ quando não acatou o abatimento das compensações com créditos terceiros – PROMON ENGENHARIA LTDA. – à época admitida pela IN SRF 21/97, com o PIS/Pasep devido nos períodos de apuração 11/97 (efl. 717) e 12/99 (efl. 735), seja porque contrariava a sistemática adotada pelo lançamento, seja porque, com o advento da MP 66/2002, os pedidos de compensação validamente formalizados, para todos os efeitos, converteramse em declaração de compensação e, dentre esses efeitos, estaria o de extinguir o crédito tributário sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Com isso, existentes pedidos de compensação ainda pendentes de julgamento, deveriam, de fato, ser excluídos do lançamento, porquanto não se trata de valor efetivamente devido. Então, para a finalidade de liquidação do julgado, as compensações a serem consideradas devem ser aquelas tratadas na resposta à diligência determinada pela Resolução 3401000.653, cuja manifestação encontrase às efls. 3.152 e ss. Por derradeiro, quanto ao cabimento da taxa selic, é tema já consolidado no âmbito deste Conselho Administrativo, inclusive, com expedição de súmula de jurisprudência (Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais). Pelas razões expostas, deve ser dado parcial provimento ao recurso voluntário. Com essas considerações, voto por não conhecer do recurso de ofício e dar parcial provimento ao recurso voluntário para reconhecer a decadência dos períodos de apuração anteriores a junho/97, inclusive, e para que sejam considerados os ajustes na apuração e nas compensações, na forma como consta da diligência realizada. Mara Cristina Sifuentes, Relatora. (assinado digitalmente) Fl. 5549DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10920.003525/2006-72
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 30 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Mar 07 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2004
MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. NÃO CONHECIMENTO.
O recurso voluntário deve ater-se a matérias mencionadas na impugnação ou suscitadas na decisão recorrida, impondo-se o não conhecimento em relação àquelas que não tenham sido impugnadas ou mencionadas no acórdão de primeira instância administrativa.
OMISSÃO DE RENDIMENTOS.
O cotejamento analítico financeiro deve ser feito de forma clara e objetiva, com todos os documentos inerentes ao caso, pelo contribuinte, que comprovou omissão menor do que a do lançamento.
Numero da decisão: 2002-000.742
Decisão:
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em conhecer parcialmente do Recurso Voluntário, somente no tocante aos rendimentos recebidos do TRF da 4ªRF, vencidos os conselheiros Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil (relator), que conheceram integralmente do recurso. No mérito, acordam, por unanimidade de votos, em dar-lhe provimento parcial para cancelar parcialmente a omissão de rendimentos recebidos do TRF da 4ªRF, no valor de R$4.212,37, devendo ser refeito o cálculo do imposto devido. Designada para redigir o voto vencedor no tocante ao conhecimento do recurso voluntário a conselheira Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez.
(assinado digitalmente)
Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez - Presidente e redatora designada.
(assinado digitalmente)
Virgílio Cansino Gil - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll.
Nome do relator: VIRGILIO CANSINO GIL
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2004 MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. NÃO CONHECIMENTO. O recurso voluntário deve ater-se a matérias mencionadas na impugnação ou suscitadas na decisão recorrida, impondo-se o não conhecimento em relação àquelas que não tenham sido impugnadas ou mencionadas no acórdão de primeira instância administrativa. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. O cotejamento analítico financeiro deve ser feito de forma clara e objetiva, com todos os documentos inerentes ao caso, pelo contribuinte, que comprovou omissão menor do que a do lançamento.
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NÃO CONHECIMENTO. O recurso voluntário deve aterse a matérias mencionadas na impugnação ou suscitadas na decisão recorrida, impondose o não conhecimento em relação àquelas que não tenham sido impugnadas ou mencionadas no acórdão de primeira instância administrativa. OMISSÃO DE RENDIMENTOS. O cotejamento analítico financeiro deve ser feito de forma clara e objetiva, com todos os documentos inerentes ao caso, pelo contribuinte, que comprovou omissão menor do que a do lançamento. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por voto de qualidade, em conhecer parcialmente do Recurso Voluntário, somente no tocante aos rendimentos recebidos do TRF da 4ªRF, vencidos os conselheiros Thiago Duca Amoni e Virgílio Cansino Gil (relator), que conheceram integralmente do recurso. No mérito, acordam, por unanimidade de votos, em dar lhe provimento parcial para cancelar parcialmente a omissão de rendimentos recebidos do TRF da 4ªRF, no valor de R$4.212,37, devendo ser refeito o cálculo do imposto devido. Designada para redigir o voto vencedor no tocante ao conhecimento do recurso voluntário a conselheira Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 0. 00 35 25 /2 00 6- 72 Fl. 157DF CARF MF Processo nº 10920.003525/200672 Acórdão n.º 2002000.742 S2C0T2 Fl. 158 2 (assinado digitalmente) Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Presidente e redatora designada. (assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez (Presidente), Virgílio Cansino Gil, Thiago Duca Amoni e Mônica Renata Mello Ferreira Stoll. Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 62/76) contra decisão de primeira instância (fls. 52/55), que julgou improcedente impugnação do sujeito passivo. Em razão da riqueza de detalhes, adoto o relatório da r. DRJ, que assim diz: Processo. diz respeito a Notificação de Lançamento contra o senhor Rolf Brietzig, por ocasião de procedimento de revisão de sua Declaração de Ajuste Anual de Imposto de Renda Pessoa Física do ano calendário 2004. Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e das informações contidas nos sistemas da Receita Federal, o fisco constatou omissão de rendimentos do trabalho no valor de R$ 15.985,20, sendo R$ 11.369,50 da Caixa Econômica Federal e R$ 4.615,70 do Tribunal Regional Federal da 4' Região. Os alvarás judiciais correspondentes a este último rendimento estão especificados no documento "Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal", à folha 18. Na apuração do imposto devido, foi compensada a retenção na fonte de R$ 341,09 da fonte Caixa Econômica Federal e considerada indevida a compensação a título de carnêleão de R$ 341,09, referente à diferença entre o declarado e o efetivamente comprovado. Desses procedimentos resultou imposto suplementar de R$ 4.395,93, multa de oficio e juros de mora. Contribuinte, inconformado com o lançamento apresenta impugnação onde afirma que a remuneração de alguns alvarás judiciais e respectivas retenções de imposto de renda na fonte ocorreram conforme abaixo especificado Alvará Honorários IRRF 737/04 18.022,88 540,69 328/04 12,95 0,39 Fl. 158DF CARF MF Processo nº 10920.003525/200672 Acórdão n.º 2002000.742 S2C0T2 Fl. 159 3 802/03 2.195,10 183,37 3343/03 16.879,80 4.314,54 Afirma que a correção dos depósitos judiciais é diária e que os valores dos alvarás muito provavelmente não é o mesmo dos constantes dos documentos em vista da demora existente entre a expedição do alvará, a intimação do advogado informandoo que o alvará foi expedido e a ida do advogado ao banco para efetuar a retirada. Em relação aos valores informados pela Caixa Econômica Federal, R$ 11.369,50, solicita prazo de 15 dias, iniciados em 15 de dezembro de 2006 para verificar melhor se informar e verificar se apresenta alguma defesa. Finaliza requerendo desconstituição do lançamento. Inconformado, o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, juntando documentos; requerendo a desconstituição do lançamento, bem como seu arquivamento; sucessivamente, requerendo a anulação da decisão de primeira instância, pois restou prejudicado seu direito de defesa. É o relatório. Passo ao voto. Voto Vencido Conselheiro Virgílio Cansino Gil Relator Recurso Voluntário aviado a modo e tempo. O contribuinte foi cientificado em 05/07/2009 (fl. 60); Recurso Voluntário protocolado em 05/08/2009 (fl. 62), assinado pelo próprio contribuinte. Inicialmente, registro que este relator, por voto de qualidade, ficou vencido quanto ao conhecimento total do recurso, entendendo a divergência que relativamente a compensação indevida e da omissão do valor informado pela Caixa Econômica Federal a matéria estaria preclusa por falta de impugnação. Este relator conhecia totalmente do recurso pois em que pese a intimação do contribuinte sobre o elastecimento do prazo para apresentação de documentação, o fato é que em sede de recurso, o contribuinte provou que não omitiu o rendimento da fonte pagadora CEF no valor de R$ 11.369,50, pois os documentos de fls. 80, 84 e 88 mostram que referido valor foi pago ao contribuinte na condição de advogado da empresa COML HORTIFRUTIGRANJEIRA MAYER LTDA, beneficiaria do alvará e da quantia paga, de sorte que à toda prova não se trata de rendimento do contribuinte. Assim sendo, em razão do desempate qualificado, o recurso é parcialmente conhecido somente com relação a fonte pagadora Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Quanto a fonte pagadora Tribunal Regional Federal da 4ª Região, restou omitido o valor de R$ 4.615,70, e diz a r. decisão revisanda que “Os alvarás de levantamento possuem campos próprios, para uso da agência, para discriminar os pagamentos. Ocorre que Fl. 159DF CARF MF Processo nº 10920.003525/200672 Acórdão n.º 2002000.742 S2C0T2 Fl. 160 4 todos esses campos, de todos alvarás apresentados, estão em branco e juntamente com os demais documentos presentes não ficou comprovado que o lançamento esteja incorreto”. Assim nesta quadra manteve o lançamento. Irresignado, o recorrente maneja recurso próprio combatendo o mérito, trazendo documentos. Relativamente às diferenças entre os valores apresentados pelo recorrente e os valores declarados nos alvarás, restringemse a matéria de prova. O recorrente alega que não omitiu nenhum valor recebido a título de rendimentos em sua declaração, mas apenas incorreu em erro formal, quando da realização da mesma, deixando de informar a correção monetária aplicada sobre cada alvará. O cotejamento analítico financeiro deve ser feito de forma clara e objetiva, com todos os documentos inerentes ao caso, pelo contribuinte, o que restou demonstrado. É possível observar que os documentos de fls. 90/156 comprovam o recebimento de R$ 60.218,34, sendo que o contribuinte declarou R$ 59.815,31, havendo, portanto, uma omissão de rendimento no valor de R$ 403,03 que não se trata de mero erro formal, mas sim de efetiva omissão de rendimento. Assim, provejo parcialmente o recurso, no particular, e determinando o recalculo do imposto devido. Isto posto, e pelo que mais consta dos autos, conheço parcialmente do Recurso Voluntário, e no mérito dou provimento parcial quanto a fonte pagadora TRF 4, para cancelar parcialmente a omissão de rendimentos no valor de R$ 4.212,37, devendo ser refeito o cálculo do imposto devido. É como voto. (assinado digitalmente) Virgílio Cansino Gil Fl. 160DF CARF MF Processo nº 10920.003525/200672 Acórdão n.º 2002000.742 S2C0T2 Fl. 161 5 Voto Vencedor Conselheira Cláudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Redatora designada Divirjo do relator quanto ao conhecimento do recurso no tocante aos rendimentos recebidos da Caixa Econômica Federal. A decisão do colegiado de primeira instância registra: A outra questão diz respeito à omissão de rendimentos de duas fontes, uma a Caixa Econômica Federal, R$ 11.369,50, sendo que no tocante à esse rendimento o contribuinte, em 15 de dezembro de 2006, havia solicitado prazo de 15 dias para melhor se informar e verificar se apresentava alguma defesa. Como nenhuma manifestação adicional quanto a esse rendimento consta no processo, considero, nos termos do artigo 17 do Decreto 70.235/72, este ponto não impugnado. Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnaste. Manifesto entendimento que se trata de preclusão temporal, não podendo ser invocado o princípio da verdade material, de natureza probatória, para superála. A matéria ventilada em recurso deve limitarse àquela abordada pelo recorrente em sua impugnação, não podendo a parte contrária ser surpreendida com novos argumentos em sede recursal, por violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa e pela supressão de instância. Nesse sentido, o artigo 16 do Decreto nº 70.235, de 1972, dispõe: Art. 16. A impugnação mencionará: .... III os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir; (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) ... § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) Fl. 161DF CARF MF Processo nº 10920.003525/200672 Acórdão n.º 2002000.742 S2C0T2 Fl. 162 6 b) refirase a fato ou a direito superveniente; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) (Produção de efeito) (destaques acrescidos) Assim, descaberia qualquer pronunciamento da instância de julgamento quanto à solicitação de prazo, já que a prova documental deve ser apresentada na impugnação, precluindo o direito de o interessado fazêlo em outro momento processual, exceto nas hipóteses descritas nas alíneas do § 4º do referido dispositivo. Registro que o contribuinte só veio a juntar os documentos na fase recursal, ainda que o julgamento de primeira instância tenha se dado dois anos e meio após a formalização de sua impugnação e que não há comprovação nos autos da ocorrência de qualquer das hipóteses postas no §4º acima reproduzido. É de salientar, ainda, que cabe ao contribuinte o ônus da comprovação de incidir em algumas destas hipóteses. Pelo exposto, não conheço do recurso voluntário no tocante aos rendimentos pagos pela Caixa Econômica Federal. É como voto. (assinado digitalmente) Claudia Cristina Noira Passos da Costa Develly Montez Fl. 162DF CARF MF
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Numero do processo: 18050.720614/2015-76
Turma: Primeira Turma Extraordinária da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Fri Mar 15 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2012
IMPOSTO RETIDO NA FONTE. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA OFICIAL. MANTIDAS AS DEDUÇÕES SOMENTE QUANDO OS RENDIMENTOS CORRESPONDENTES SÃO OFERECIDOS À TRIBUTAÇÃO.
A compensação do imposto retido na fonte e a dedução da contribuição previdenciária oficial somente são permitidas na Declaração de Ajuste Anual quando os rendimentos sobre os quais foram calculados na fonte forem oferecidos à tributação na DAA pelo contribuinte e informados pela fonte pagadora à Receita Federal.
Numero da decisão: 2001-001.123
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Jorge Henrique Backes - Presidente
(assinado digitalmente)
Jose Alfredo Duarte Filho - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Henrique Backes, Jose Alfredo Duarte Filho, Fernanda Melo Leal e Jose Ricardo Moreira.
Nome do relator: JOSE ALFREDO DUARTE FILHO
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CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA OFICIAL. MANTIDAS AS DEDUÇÕES SOMENTE QUANDO OS RENDIMENTOS CORRESPONDENTES SÃO OFERECIDOS À TRIBUTAÇÃO. A compensação do imposto retido na fonte e a dedução da contribuição previdenciária oficial somente são permitidas na Declaração de Ajuste Anual quando os rendimentos sobre os quais foram calculados na fonte forem oferecidos à tributação na DAA pelo contribuinte e informados pela fonte pagadora à Receita Federal. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Jorge Henrique Backes Presidente (assinado digitalmente) Jose Alfredo Duarte Filho Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Henrique Backes, Jose Alfredo Duarte Filho, Fernanda Melo Leal e Jose Ricardo Moreira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 05 0. 72 06 14 /2 01 5- 76 Fl. 62DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra decisão de primeira instância que julgou impugnação com resultado desfavorável ao contribuinte, em razão da lavratura de Auto de Infração de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF, referente à compensação de IRRF. O Lançamento da Fazenda Nacional em revisão da DAA modifica o resultado final da apuração do imposto que passa de uma restituição declarada pelo Contribuinte de R$ 14.875,00 para R$ 756,53, de saldo, em vista de que já tinha sido restituído o valor de R$ 4.612,00, referente ao anocalendário de 2012, conforme fls. 10,11, 40 e 41. A fundamentação da autuação, conforme consta da decisão de primeira instância, aponta como elemento definidor da lavratura do lançamento o fato de que a Contribuinte efetuou compensação indevida de imposto de renda retido na fonte e dedução indevida de previdência oficial. A constituição do acórdão recorrido segue na linha do procedimento adotado na feitura do lançamento, notadamente na utilização de valores indevidos na compensação do IRRF e dedução de valor referente à previdência oficial, por não comprovação da retenção dos valores declarados para o período base do exame fiscal, como segue: Trata, o presente processo, de impugnação à exigência formalizada através de Notificação de Lançamento de imposto de renda pessoa física, f. 3741, resultante de procedimento de revisão de declaração do exercício 2013, anocalendário 2012, por meio do qual foi alterado o imposto de renda a restituir apurado na Declaração de Ajuste Anual de R$ 14.875,00 para R$ 5.368,53. Segundo descrição dos fatos e enquadramento legal, o lançamento de ofício decorreu das seguintes infrações: Dedução indevida de Previdência Oficial. Foi glosado o valor de R$ 4.478,40, declarado a título de Previdência Oficial retida pela fonte pagadora Bahia Tribunal de Justiça, CNPJ 13.100.722/000160, sob o argumento de que se trata de contribuição vinculada a rendimentos recebidos em 20/02/2013, em decorrência de ação judicial, Processo nº 030891448.2012.805.0000, passível de inclusão na Declaração de Ajuste Anual do Exercício 2014. Compensação Indevida de Imposto de Renda Retido na Fonte. Foi glosado o valor de R$ 8.274,91, declarado a título de imposto de renda retido pela fonte pagadora Bahia Tribunal de Justiça, CNPJ 13.100.722/000160, sob o argumento de que se trata de contribuição vinculada a rendimentos recebidos em 20/02/2013, em decorrência de ação judicial, Processo nº 030891448.2012.805.0000, passível de inclusão na Declaração de Ajuste Anual do Exercício 2014. O contribuinte alega direito à restituição de imposto de renda supostamente incidente sobre rendimentos isentos, percebidos no ano de 2012, em razão do provimento judicial proferido nos autos do processo nº 4970938/2004, da 6ª Vara de Fazenda Pública da Comarca de Salvador (BA), referente à ação ordinária impetrada pelo impugnante em face do Estado da Bahia, no qual foi reconhecido o seu direito à percepção de férias não gozadas, conforme cópia da Fl. 63DF CARF MF Processo nº 18050.720614/201576 Acórdão n.º 2001001.123 S2C0T1 Fl. 67 3 decisão proferida pelo Tribunal de Justiça e petição inicial, juntadas ao processo apensado nº 10010.006394/111548 (dossiê fiscal). Ocorre que, de acordo com a tela extraída do sítio, na internet, do Tribunal de Justiça da Bahia, abaixo colacionada, o precatório vinculado ao referido processo, no valor de R$ 19.220,90, só foi incluído no orçamento do ano de 2013: (...) Com efeito, o comprovante de resgate de depósito judicial, abaixo colacionado (fls. 5 do dossiê fiscal), demonstra que o pagamento ao interessado, vinculado ao referido processo judicial, ocorreu no ano de 2013, no valor líquido de R$ 25.155,64, sem incidência de imposto de renda: (...) A fonte pagadora Bahia Tribunal de Justiça, CNPJ 13.100.722/0001 60, por sua vez, apresentou Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), informando o pagamento, no ano de 2012, de rendimentos, ao interessado, no valor de R$ 37.320,00, além de imposto de renda retido na fonte de R$ 8.274,91 e contribuição à Previdência Social de R$ 4.478,40, conforme tela abaixo: (...) Ocorre que o contribuinte não logrou êxito em demonstrar que o pagamento informado na DIRF, no ano de 2012, está vinculado à ação judicial que reconheceu o seu direito ao recebimento de férias não gozadas, uma vez que, conforme já mencionado, o pagamento vinculado ao referido provimento judicial se deu somente no ano de 2013. Em suma, não há prova de que é isento o rendimento informado em DIRF pela fonte pagadora Bahia Tribunal de Justiça, no ano de 2012, uma vez que não restou demonstrada a vinculação desse rendimento com o processo judicial relativo às férias não gozadas, notadamente pela ausência, nos autos, de eventual alvará de levantamento de depósito no ano de 2012, em valor coincidente com o valor consignado na DIRF. Posto isto e considerando tudo mais que dos autos consta, VOTO pela improcedência da impugnação. Assim, conclui o acórdão vergastado pela improcedência da impugnação para manter a redução da restituição de R$ 14.875,00 para R$ 756,53, de saldo, em vista de que já tinha sido restituído o valor de R$ 4.612,00, referente ao anocalendário de 2012. Por sua vez, com a decisão do Acórdão da DRJ, o Recorrente apresenta recurso voluntário com as considerações e argumentações que entende justificável ao seu procedimento, nos termos que segue: (...) Fl. 64DF CARF MF 4 A fonte pagadora Bahia Tribunal de Justiça, CNPJ 13.100.722/0001 60, por sua vez, apresentou Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), informando o pagamento, no ano de 2012, de rendimentos, ao interessado, no valor de R$ 37.320,00, além de imposto de renda retido na fonte de R$ 8.274,91 e contribuição à Previdência Social de R$ 4.478,40, conforme tela abaixo: (...) Ocorre que o contribuinte não logrou êxito em demonstrar que o pagamento informado na DIRF, no ano de 2012, está vinculado à ação judicial que reconheceu o seu direito ao recebimento de férias não gozadas, uma vez que, conforme já mencionado, o pagamento vinculado ao referido provimento judicial se deu somente no ano de 2013. Em suma, não há prova de que é isento o rendimento informado em DIRF pela fonte pagadora Bahia Tribunal de Justiça, no ano de 2012, uma vez que não restou demonstrada a vinculação desse rendimento com o processo judicial relativo às férias não gozadas, notadamente pela ausência, nos autos, de eventual alvará de levantamento de depósito no ano de 2012, em valor coincidente com o valor consignado na DIRF. Posto isto e considerando tudo mais que dos autos consta, VOTO pela improcedência da impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Jose Alfredo Duarte Filho Relator O Recurso Voluntário é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. A Declaração Retificadora, entregue em 28/10/2015, fls.14/20, carece de sustentação porque no espaço destinado a informação dos Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica pelo Titular foram informados os valores da fonte pagadora Polícia Militar do Estado da Bahia e, no que se refere à fonte pagadora Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, somente foi informada a retenção da Contribuição Previdenciária no valor de R$ 4.478,40 e a retenção do Imposto Retido na Fonte no valor de R$ 8.274,91, que corresponde aos dois valores glosados pela Fiscalização, fl. 15. Os Rendimentos Recebidos da Pessoa Jurídica correspondentes, no valor de R$ 37.320,00, foi informado incorretamente no espaço destinado aos Rendimentos Isentos e não Tributáveis, fl. 16. Esses valores foram informados pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia na Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte – DIRF, como pagos no anocalendário Fl. 65DF CARF MF Processo nº 18050.720614/201576 Acórdão n.º 2001001.123 S2C0T1 Fl. 68 5 2012, conforme demonstrativo, fl. 53, com os devidos descontos legais, porque tributados. Portanto, incorreto fazer constar na Declaração Retificadora como rendimentos isentos ou não tributáveis. Outra incorreção é fazer constar na Declaração Retificadora os valores de contribuição previdenciária e imposto retido na fonte sem oferecer a tributação o valor dos rendimentos que gerou tais descontos. Portanto, é de se considerar inconsistente esta Declaração Retificadora assim como incorreto o resultado inadequadamente produzido de R$ 14.875,00 de imposto a restituir. Na Declaração Original, entregue em 06/03/2013, fls. 27/32, verificase que somente constaram os valores referentes à fonte pagadora Polícia Militar do Estado da Bahia, com ausência completa das informações dos rendimentos e das retenções informado na Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte – DIRF, pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, conforme demonstrativo, fl. 53. Por isso, a Declaração Original também é inconsistente e deve ser desconsiderada para efeito da restituição do imposto que apresenta. A Declaração Retificadora, entregue em 01/08/2013, fls. 21/26, se apresenta consistente vez que fez constar as informações dos valores da fonte pagadora Polícia Militar do Estado da Bahia, bem como os valores da fonte pagadora Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, corretamente, nos espaços apropriados do formulário, os rendimentos tributáveis no valor de R$ 37.320,00 e os descontos correspondentes de contribuição previdenciária Oficial de R$ 4.478,40 e o imposto retido na fonte de R$ 8.274,91, fl. 22, assim como foi informado pela fonte pagadora Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, para o anocalendário de 2012, fl. 53. A referida Declaração Retificadora apontou como resultado o valor de R$ 4.612,00 como imposto a restituir, fl. 26, já sacado pelo Recorrente conforme consta dos autos. Por isso, validada essa retificadora e tendo o Contribuinte recebido a restituição do imposto nela constante, nada mais há a ser restituído. Valores outros recebidos pelo Recorrente e por ventura não sujeitos a tributação, a exemplo dos documentos constantes na fl. 52, referemse ao anocalendário de 2013, período diferente do examinado pela Fiscalização, portanto, não devem ser considerados aqui. Por fim, em divergência com a decisão da DRJ, concluise que devem ser revertidas as glosas das deduções de previdência oficial no valor de R$ 4.478,40 e imposto de renda retido na fonte no valor de R$ 8.274,91, assim como devem ser considerados os rendimentos no valor de R$ 37.320,00, que deram origem às retenções, porque verdadeiramente informados pela fonte pagadora, pelo que se constata do demonstrativo que inclusive é parte da decisão de primeira instância administrativa, fl. 53. Da mesma forma, negase provimento ao Recorrente por apresentação de segunda Declaração Retificadora com incorreção de informações em desacordo com a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte – DIRF, remetida à Receita Federal pela fonte pagadora Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. Assim, com base nas informações e documentos constantes dos autos concluise que o recálculo da DAA do Recorrente resulta em imposto de renda a restituir no Fl. 66DF CARF MF 6 valor de R$ 4.612,00, importância que já foi disponibilizada ao Contribuinte, portanto, nada mais havendo a ser restituído. Por todo o exposto, voto por conhecer do Recurso Voluntário e no mérito NEGAR PROVIMENTO, para manter o cálculo da restituição do imposto de renda no valor de R$ 4.612,00, já restituído, sem, portanto, outros valores a serem restituídos ao Recorrente. (assinado digitalmente) Jose Alfredo Duarte Filho Fl. 67DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10925.907342/2009-21
Turma: Terceira Turma Extraordinária da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 19 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2003
REPETIÇÃO DE INDÉBITO. RETIFICAÇÃO DE DCTF. APRESENTAÇÃO DE PER/DCOMP.
O direito à repetição de indébito não está condicionado à prévia retificação de DCTF que contenha erro material. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, faz-se necessário a retificação da DCTF, de ofício ou pelo contribuinte.
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. CERTEZA E LIQUIDEZ.
Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, cabendo a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3003-000.141
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges, Vinícius Guimarães, Márcio Robson Costa e Muller Nonato Cavalcanti Silva.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2003 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. RETIFICAÇÃO DE DCTF. APRESENTAÇÃO DE PER/DCOMP. O direito à repetição de indébito não está condicionado à prévia retificação de DCTF que contenha erro material. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, faz-se necessário a retificação da DCTF, de ofício ou pelo contribuinte. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. CERTEZA E LIQUIDEZ. Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, cabendo a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões. Recurso Voluntário Negado.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges, Vinícius Guimarães, Márcio Robson Costa e Muller Nonato Cavalcanti Silva.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003 REPETIÇÃO DE INDÉBITO. RETIFICAÇÃO DE DCTF. APRESENTAÇÃO DE PER/DCOMP. O direito à repetição de indébito não está condicionado à prévia retificação de DCTF que contenha erro material. Na apuração da liquidez e certeza do crédito pleiteado, fazse necessário a retificação da DCTF, de ofício ou pelo contribuinte. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS CRÉDITOS. CERTEZA E LIQUIDEZ. Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, cabendo a este demonstrar, mediante adequada instrução probatória dos autos, os fatos eventualmente favoráveis às suas pretensões. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Antonio Borges, Vinícius Guimarães, Márcio Robson Costa e Muller Nonato Cavalcanti Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 73 42 /2 00 9- 21 Fl. 244DF CARF MF Processo nº 10925.907342/200921 Acórdão n.º 3003000.141 S3C0T3 Fl. 3 2 Relatório Trata o presente processo de Declaração de Compensação gerada pelo programa PER/DCOMP nº 04995.91226.221107.1.3.044238, cujo crédito seria decorrente de pagamento indevido ou a maior de COFINS, do período de apuração de janeiro de 2003, no valor original na data de transmissão de R$ 16.163,60, decorrente de recolhimento com Darf efetuado em 12/06/2007. Após processada foi exarado o Despacho Decisório (efls. 15), emitido em 07/10/2009, no qual consta que o pagamento descrito no PER/DCOMP já havia sido integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados. Assim, diante da inexistência de crédito, a compensação declarada NÃO FOI HOMOLOGADA. Intimado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade aonde alega, em síntese, que a razão para a não homologação é a de que alocou incorretamente, em DCTF apresentada, recolhimentos anteriormente efetuados. Posteriormente à apresentação da DCOMP, tratou de retificar a DCTF, para fins de corrigir o erro. Pede, assim, a homologação da compensação. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC) julgou improcedente a manifestação de inconformidade nos termos do Acórdão nº 07 25.723. O fundamento adotado, em síntese, foi o de que o recolhimento já estaria vinculado a um débito declarado em DCTF e a sua retificação se deu posteriormente à apresentação da DCOMP . Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, através de Recurso Voluntário apresentado, no qual alega que as Perdcomps foram entregues antes do recolhimento do DARF utilizado nas compensações, bem como o Despacho Decisório foi emitido após a retificação da DCTF, portanto, na data da Análise das compensações a fiscalização já tinha todos os dados necessários para análise do pleito, pleiteando a reforma da decisão singular, determinando a sua anulação por ausência de fundamentação legal para a não homologação do crédito pleiteado e a homologação integral dos valores compensados. É o Relatório. Fl. 245DF CARF MF Processo nº 10925.907342/200921 Acórdão n.º 3003000.141 S3C0T3 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Marcos Antonio Borges, Relator. O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, inclusive quanto à competência das Turmas Extraordinárias, portanto dele tomase conhecimento. A recorrente sustenta que o seu direito creditório decorre de recolhimento a maior da Cofins, do período de apuração de janeiro de 2003, uma vez que o referido débito foi quitado com a guia de recolhimento com código 2172 no valor de R$ 864,54 autenticada em 14/02/2003 e o saldo restante compensado com Créditos de Ressarcimento de IPI apresentados através da Perdcomp n° 16239.78032.220206.1.7.014730 retificadora da Perdcomp n° 03727.80480.070305.1.3.018145, conforme declarado na DCTF retificadora do 1° Trimestre de 2003, apresentada em 18/06/2009 sob recibo n° 19.41.42.88.20. O direito creditório não existiria, segundo o despacho decisório inicial, porque os pagamentos constantes do pedido estariam integralmente vinculados a débitos já declarados. Diante da inexistência do crédito, a compensação declarada não foi homologada. Da mesma forma fundamentouse a decisão de primeira instância, ressaltando que a retificação da DCTF se deu posteriormente à apresentação da DCOMP. Por certo, a análise automática do crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior pleiteado em restituição ou utilizado em declaração de compensação é realizada considerando o saldo disponível do pagamento nos sistemas de cobrança, não se verificando efetivamente o mérito da questão, o que será viável somente a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. De fato não existe norma procedimental condicionando a apresentação de PER/DCOMP à prévia retificação de DCTF, embora seja este um procedimento lógico. O próprio comando inserto no art. 9º da IN RFB nº 1.110/2010, abaixo reproduzido, ao mesmo tempo que afirma que a retificação da DCTF não produzirá efeitos quando tiver por objeto a redução de débito que tenha sido objeto de exame em procedimento de fiscalização, abre a possibilidade para uma eventual retificação de ofício nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração. Art. 9 º A alteração das informações prestadas em DCTF, nas hipóteses em que admitida, será efetuada mediante apresentação de DCTF retificadora, elaborada com observância das mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada.. § 1 º A DCTF retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindoa integralmente, e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados. Fl. 246DF CARF MF Processo nº 10925.907342/200921 Acórdão n.º 3003000.141 S3C0T3 Fl. 5 4 § 2 º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto: I reduzir os débitos relativos a impostos e contribuições: (...) c) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização. § 3 º A retificação de valores informados na DCTF, que resulte em redução do montante do débito já enviado à PGFN para inscrição em DAU ou do débito que tenha sido objeto de exame em procedimento de fiscalização, somente poderá ser efetuada pela RFB nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no preenchimento da declaração.(grifei) Portanto, mesmo que haja impedimento legal para a retificação da DCTF, isto não exclui o direito da recorrente à repetição do indébito. Caso o indébito exista tem o contribuinte direito à sua repetição, nos termos do art. 165 do CTN ou de pleitear a compensação dos créditos tributários. No caso vertente a recorrente indicou no PER/DCOMP um DARF, no valor total de R$ 16.163,60, referente a Cofins Código de Receita 2172, PA 31/01/2003, recolhido em 12/06/2007 (efl. 69), pleiteando a compensação de um pagamento indevido ou a maior no mesmo montante. Na Manifestação de Inconformidade apresentada, por sua vez, a recorrente alega que o valor apurado a título de Cofins, referente ao mês de janeiro/2003, teria sido quitado com a DARF com código 2172 no valor de R$ 864,54 autenticada em 14/02/2003 (efl. 71), e o saldo restante compensado com Créditos de Ressarcimento de IPI apresentados através da Perdcomp n° 16239.78032.220206.1.7.014730 retificadora da Perdcomp n° 03727.80480.070305.1.3.018145, o que daria origem ao crédito objeto da PER/DCOMP em questão. Alega ainda que procedeu à retificação da DCTF, referente ao 1° trimestre de 2003, apresentada em 18/06/2009, sob recibo n° 19.41.42.88.20 (efls. 19/67). Compulsando os autos, verifico que na DCTF retificadora consta que o valor apurado a título de Cofins, referente ao mês de janeiro/2003 foi de R$ 17.290,78, quitado por pagamento através de DARF no montante de R$ 864,54 e o restante por compensação no montante de R$ 16.426,24 (efl. 63). Em sede de restituição/compensação compete ao contribuinte o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito, consoante a regra basilar extraída do Código de Processo Civil, artigo 373, inciso I. Ou seja, é o contribuinte que toma a iniciativa de viabilizar seu direito à compensação, mediante a apresentação da PERDCOMP, de tal sorte que, se a RFB resiste à pretensão do interessado, não homologando a compensação, incumbe a ele, o contribuinte, na qualidade de autor, demonstrar seu direito. Apesar da recorrente ter providenciado a retificação extemporânea da respectiva DCTF, recebida em 18/06/2009, os documentos apresentados são insuficientes para Fl. 247DF CARF MF Processo nº 10925.907342/200921 Acórdão n.º 3003000.141 S3C0T3 Fl. 6 5 se apurar o valor correto da Cofins referente ao período de apuração em discussão e confirmar as informações declaradas em DCTF – original ou retificadora e o conseqüente direito creditório advindo do pagamento a maior. O Recorrente não trouxe aos autos qualquer elemento além das declarações sob sua responsabilidade que pudesse comprovar a origem do seu crédito, tais como a escrituração contábil e fiscal, ou até mesmo, no caso, a Dacon retificadora. Se limitou, tão somente, a argumentar que houve um erro de fato no pagamento do DARF e preenchimento da DCTF e que, por isso, faz jus ao reconhecimento do crédito. Para que se possa superar a questão de eventual erro de fato e analisar efetivamente o mérito da questão, deveriam estar presentes nos autos os elementos comprobatórios que pudéssemos considerar no mínimo como indícios de prova dos créditos alegados, o que não se verifica no caso em tela. Assim, nos termos do artigo 170 do Código Tributário Nacional, falta ao crédito indicado pelo contribuinte certeza e liquidez, que são indispensáveis para a compensação pleiteada. Diante do exposto, voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, mantendo a não homologação das compensações. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Fl. 248DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16327.000163/2010-20
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 20 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2007
MULTA ISOLADA. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS.
Acolhem-se os embargos de declaração para, sem efeitos infringentes, sanar as contradições apontadas no Acórdão nº 1402-002.954, devendo a ementa ser redigida na forma abaixo, consoante o decidido nestes Embargos.
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
DESMUTUALIZAÇÃO DE BOLSAS DE VALORES. ASSOCIAÇÕES. PERMUTA. NÃO INCIDÊNCIA. IRPJ E CSLL DEVIDOS.
Na operação de desmutualização em que ocorre a transformação de títulos patrimoniais em ações, há acréscimo patrimonial e não permuta, posto que é vedado pela legislação em vigência que associações pratiquem reestruturações societárias mediante fusão, cisão ou incorporação.
MULTA ISOLADA. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS.
O não recolhimento ou o recolhimento a menor de estimativas mensais sujeita a pessoa jurídica optante pela sistemática do lucro real anual à multa de ofício isolada estabelecida no artigo 44, inciso II, b, da Lei nº 9.430/1996, ainda que encerrado o ano-calendário. Comprovada mediante diligência fiscal a inclusão na base de cálculo das estimativas do mês de outubro/2007 das receitas apuradas, deve o lançamento de multa isolada deste período ser afastado, mantendo-se tão somente os pertinentes ao mês de agosto/2007.
DILIGÊNCIA FISCAL. RECONHECIMENTO DE ERROS DA
FISCALIZAÇÃO. BUSCA DA VERDADE MATERIAL. POSSIBILIDADE.
Em atenção do Princípio da Busca da Verdade Material, constatado em diligência fiscal erros na autuação, em qualquer momento do processo o julgador pode reconhecer o erro e adequar o respectivo lançamento.
AUTOS REFLEXOS: CSLL
A decisão referente às infrações do IRPJ aplica-se aos demais tributos, no que couber.
Numero da decisão: 1402-003.746
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos sem efeitos infringentes para sanar a contradição apontada, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Edeli Pereira Bessa - Presidente
(assinado digitalmente)
Paulo Mateus Ciccone - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Paulo Mateus Ciccone, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Evandro Correa Dias, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado) e Edeli Pereira Bessa (Presidente). Ausente o Conselheiro Caio Cesar Nader Quintella, substituído pelo Conselheiro Eduardo Morgado Rodrigues.
Nome do relator: PAULO MATEUS CICCONE
1.0 = *:*
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2007 MULTA ISOLADA. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS. Acolhem-se os embargos de declaração para, sem efeitos infringentes, sanar as contradições apontadas no Acórdão nº 1402-002.954, devendo a ementa ser redigida na forma abaixo, consoante o decidido nestes Embargos. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ DESMUTUALIZAÇÃO DE BOLSAS DE VALORES. ASSOCIAÇÕES. PERMUTA. NÃO INCIDÊNCIA. IRPJ E CSLL DEVIDOS. Na operação de desmutualização em que ocorre a transformação de títulos patrimoniais em ações, há acréscimo patrimonial e não permuta, posto que é vedado pela legislação em vigência que associações pratiquem reestruturações societárias mediante fusão, cisão ou incorporação. MULTA ISOLADA. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS. O não recolhimento ou o recolhimento a menor de estimativas mensais sujeita a pessoa jurídica optante pela sistemática do lucro real anual à multa de ofício isolada estabelecida no artigo 44, inciso II, b, da Lei nº 9.430/1996, ainda que encerrado o ano-calendário. Comprovada mediante diligência fiscal a inclusão na base de cálculo das estimativas do mês de outubro/2007 das receitas apuradas, deve o lançamento de multa isolada deste período ser afastado, mantendo-se tão somente os pertinentes ao mês de agosto/2007. DILIGÊNCIA FISCAL. RECONHECIMENTO DE ERROS DA FISCALIZAÇÃO. BUSCA DA VERDADE MATERIAL. POSSIBILIDADE. Em atenção do Princípio da Busca da Verdade Material, constatado em diligência fiscal erros na autuação, em qualquer momento do processo o julgador pode reconhecer o erro e adequar o respectivo lançamento. AUTOS REFLEXOS: CSLL A decisão referente às infrações do IRPJ aplica-se aos demais tributos, no que couber.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos sem efeitos infringentes para sanar a contradição apontada, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Edeli Pereira Bessa - Presidente (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Paulo Mateus Ciccone, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Evandro Correa Dias, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado) e Edeli Pereira Bessa (Presidente). Ausente o Conselheiro Caio Cesar Nader Quintella, substituído pelo Conselheiro Eduardo Morgado Rodrigues.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1957; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 744 1 743 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.000163/201020 Recurso nº Embargos Acórdão nº 1402003.746 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 20 de fevereiro de 2019 Matéria IRPJ Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado DEUTSCHE BANK CORRETORA DE VALORES S.A. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007 MULTA ISOLADA. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS. Acolhemse os embargos de declaração para, sem efeitos infringentes, sanar as contradições apontadas no Acórdão nº 1402002.954, devendo a ementa ser redigida na forma abaixo, consoante o decidido nestes Embargos. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ DESMUTUALIZAÇÃO DE BOLSAS DE VALORES. ASSOCIAÇÕES. PERMUTA. NÃO INCIDÊNCIA. IRPJ E CSLL DEVIDOS. Na operação de desmutualização em que ocorre a transformação de títulos patrimoniais em ações, há acréscimo patrimonial e não permuta, posto que é vedado pela legislação em vigência que associações pratiquem reestruturações societárias mediante fusão, cisão ou incorporação. MULTA ISOLADA. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS. O não recolhimento ou o recolhimento a menor de estimativas mensais sujeita a pessoa jurídica optante pela sistemática do lucro real anual à multa de ofício isolada estabelecida no artigo 44, inciso II, “b”, da Lei nº 9.430/1996, ainda que encerrado o anocalendário. Comprovada mediante diligência fiscal a inclusão na base de cálculo das estimativas do mês de outubro/2007 das receitas apuradas, deve o lançamento de multa isolada deste período ser afastado, mantendose tão somente os pertinentes ao mês de agosto/2007. DILIGÊNCIA FISCAL. RECONHECIMENTO DE ERROS DA FISCALIZAÇÃO. BUSCA DA VERDADE MATERIAL. POSSIBILIDADE. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 01 63 /2 01 0- 20 Fl. 744DF CARF MF 2 Em atenção do Princípio da Busca da Verdade Material, constatado em diligência fiscal erros na autuação, em qualquer momento do processo o julgador pode reconhecer o erro e adequar o respectivo lançamento. AUTOS REFLEXOS: CSLL A decisão referente às infrações do IRPJ aplicase aos demais tributos, no que couber. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, acolher os embargos sem efeitos infringentes para sanar a contradição apontada, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Edeli Pereira Bessa Presidente (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Marco Rogério Borges, Leonardo Luis Pagano Gonçalves, Paulo Mateus Ciccone, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Evandro Correa Dias, Junia Roberta Gouveia Sampaio, Eduardo Morgado Rodrigues (suplente convocado) e Edeli Pereira Bessa (Presidente). Ausente o Conselheiro Caio Cesar Nader Quintella, substituído pelo Conselheiro Eduardo Morgado Rodrigues. Fl. 745DF CARF MF Processo nº 16327.000163/201020 Acórdão n.º 1402003.746 S1C4T2 Fl. 745 3 Relatório Tratase de Embargos de Declaração opostos pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) em face de decisão exarada na sessão plenária de 23 de fevereiro de 2018 por esta Segunda Turma Ordinária desta Quarta Câmara da Primeira Seção que julgou recurso voluntário interposto pelo sujeito passivo acima, Deutsche Bank Corretora de Valores S.A., decidindo, mediante Acórdão nº 1402002.954, dar provimento parcial ao pedido da recorrente, em decisão assim ementada naquilo que é objeto dos presentes aclaratórios: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário:2007 DESMUTUALIZAÇÃO DE BOLSAS DE VALORES. ASSOCIAÇÕES. PERMUTA. NÃO INCIDÊNCIA. IRPJ E CSLL DEVIDOS. Na operação de desmutualização em que ocorre a transformação de títulos patrimoniais em ações, há acréscimo patrimonial e não permuta, posto que é vedado pela legislação em vigência que associações pratiquem reestruturações societárias mediante fusão, cisão ou incorporação. MULTA ISOLADA. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS. O não recolhimento ou o recolhimento a menor de estimativas mensais sujeita a pessoa jurídica optante pela sistemática do lucro real anual à multa de ofício isolada estabelecida no artigo 44, inciso II, “b”, da Lei nº 9.430/1996, ainda que encerrado o anocalendário. DILIGÊNCIA FISCAL. RECONHECIMENTO DE ERROS DA FISCALIZAÇÃO. BUSCA DA VERDADE MATERIAL. POSSIBILIDADE. Em atenção do Princípio da Busca da Verdade Material, constatado em diligência fiscal erros na autuação, em qualquer momento do processo o julgador pode reconhecer o erro e adequar o respectivo lançamento. AUTOS REFLEXOS: CSLL A decisão referente às infrações do IRPJ aplicase aos demais tributos, no que couber. O dispositivo do Acórdão está assim redigido: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, em dar provimento parcial ao recurso voluntário: i) por unanimidade de votos, para reduzir o IRPJ ao valor de R$ 894.196,52 e cancelar a exigência da CSLL; e: ii) por voto de qualidade para cancelar a multa isolada exigida no mês de outubro de 2007. Vencidos os Conselheiros Breno do Carmo Vieira Fl. 746DF CARF MF 4 Moreira, Eduardo Morgado Rodrigues, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira e Demetrius Nichele Macei que votaram por cancelar integralmente essa penalidade. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Paulo Mateus Ciccone. Os ED da PGFN (fls. 662/664) já foram objeto de análise prévia e admitidos, conforme Despacho de Admissibilidade (fls. 667/670). Conforme sintetizado pelo despacho de admissibilidade prévia, foram estes os argumentos suscitados pela embargante: “A leitura dos trechos supratranscritos revela a existência de contradição entre o dispositivo do acórdão e o dispositivo do voto condutor do acórdão. No voto vencedor do acórdão constou que a Turma decidiu manter integralmente a exigência da multa isolada por falta de recolhimento de estimativas. Por outro lado, no dispositivo do acórdão, constou que a Turma resolveu cancelar a multa isolada relativa ao mês de outubro de 2007. Registrese que não há no acórdão ora embargado qualquer discussão acerca da necessidade de tratamento diferenciado em relação à multa isolada referente ao mês de outubro. Neste contexto, a fim de que não pairem dúvidas acerca do alcance do provimento do recurso, a União requer que o Colegiado explicite o que foi efetivamente decidido pela Turma, esclarecendo qual foi o resultado do julgado”. No exprimir do Despacho de Admissibilidade: 1. “verifico que o relator da decisão embargada votou por exonerar a multa isolada em sua integralidade, conforme o seguinte excerto (...)”; 2. “por outro lado, o voto vencedor foi no sentido de que a multa isolada deveria ser mantida em sua integralidade, conforme o seguinte excerto (...)”; 3. “todavia, a proclamação da decisão do colegiado, no início do acórdão embargado, afirma que a multa isolada exigida para o mês outubro de 2007 foi exonerada, conforme a seguinte transcrição (...)”; 4. “em resumo, apesar de o dispositivo do voto vencedor ter mantido "integralmente as multas isoladas impostas", a proclamação do resultado afirma que havia sido cancelada "a multa isolada exigida no mês de outubro de 2007”; 5. “com isso, entendo que o acórdão não está claro, pois o texto da proclamação do resultado é incompatível com o texto do dispositivo do voto vencedor, possibilitando interpretações diversas quanto ao conteúdo da decisão. Tal fato configura obscuridade que exige nova manifestação da turma julgadora, para que esta traga os esclarecimentos necessários para garantir a clareza da decisão”. É o relatório. Fl. 747DF CARF MF Processo nº 16327.000163/201020 Acórdão n.º 1402003.746 S1C4T2 Fl. 746 5 Voto Conselheiro Paulo Mateus Ciccone – Relator Como relatado, os embargos já foram alvo de admissão prévia. A embargante sustenta CONTRADIÇÃO do voto vencedor na comparação com o que consta no dispositivo do acórdão, relativamente aos lançamentos de multa isolada por falta ou insuficiência de recolhimento de estimativas mensais, período de outubro/2007. Na linguagem da embargante, “no voto vencedor do acórdão constou que a Turma decidiu manter integralmente a exigência da multa isolada por falta de recolhimento de estimativas. Por outro lado, no dispositivo do acórdão, constou que a Turma resolveu cancelar a multa isolada relativa ao mês de outubro de 2007; registrese que não há no acórdão ora embargado qualquer discussão acerca da necessidade de tratamento diferenciado em relação à multa isolada referente ao mês de outubro”. Para melhor compreensão, reproduzemse o dispositivo do Acórdão e o final do voto vencedor (da lavra deste Conselheiro), com destaques agora acrescidos: “Pelos motivos elencados, entendo devam ser mantidas integralmente as multas isoladas impostas e NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário neste aspecto”. “Acordam os membros do colegiado, em dar provimento parcial ao recurso voluntário: i) por unanimidade de votos, para reduzir o IRPJ ao valor de R$ 894.196,52 e cancelar a exigência da CSLL; e: ii) por voto de qualidade para cancelar a multa isolada exigida no mês de outubro de 2007. Vencidos os Conselheiros Breno do Carmo Vieira Moreira, Eduardo Morgado Rodrigues, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira e Demetrius Nichele Macei que votaram por cancelar integralmente essa penalidade. Designado para redigir o voto vencedor o Conselheiro Paulo Mateus Ciccone”. Há assim, evidente contradição, o voto vencedor pugnando pela manutenção de todos os lançamentos de multa isolada, incluindo outubro/2007 e o dispositivo do acórdão expressamente exonerando tal período Compulsando os autos, vejo que, de fato, houve a contradição suscitada e o motivo desta divergência reside no fato de que a diligência determinada pela Resolução nº 1102000.310 depois de cumprida, retornou com a seguinte informação (fls. 523/524): Em razão dessa constatação, por unanimidade, foi dado provimento parcial ao recurso voluntário em relação às operações de desmutualização para reduzir o IRPJ lançado Fl. 748DF CARF MF 6 de R$ 3.270.328,73 para R$ 894.196,52 e afastar a imputação em relação à CSLL, conforme consolidado na conclusão do voto do Relator (fls. 657): “Ante o exposto, julgo PARCIALMENTE procedente o Recurso Voluntário para: a) acatando os cálculos realizados pela fiscalização à p. 522, afastar integralmente os créditos constituídos a titulo de CSLL e parcialmente em relação ao IRPJ, reconhecendo um saldo remanescente, devido pelo contribuinte, no importe de R$ 894.196,52, sobre o qual fica mantida a multa de ofício de 75%”. Já em relação à imputação de “multa isolada”, o Relator Demetrius Nichele Macei restou vencido, motivo da designação deste Conselheiro para redigir o voto vencedor. A respeito dessa infração, igualmente o Relatório de Diligência foi incisivo ao esclarecer (fls. 523): Para, ato contínuo, manifestarse CONCLUSIVAMENTE a Autoridade Fiscal: Desse modo, restando atestado pela Autoridade Fiscal que a contribuinte “incluiu os resultados auferidos na venda das ações (...) nas estimativas dos meses de outubro (...)”, inequívoco que os lançamentos de “multa isolada” relativamente ao citado período (outubro/2007) perderam a sustentação, pelo que devem ser cancelados, mantendose tão somente os pertinentes ao mês de agosto de 2007. Assim, com estas ponderações, acolho os Embargos de Declaração e lhe dou provimento, SEM efeitos infringentes, para sanar as contradições apontadas no Acórdão nº 1402002.954, de 23/02/2018, retificando o final do voto vencedor (fls. 660), de modo a esclarecer ter sido dado PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário para afastar os lançamentos de multa isolada do período outubro/2007, mantendose tão somente os pertinentes ao mês de agosto/2007, na forma assim expressa: Ø Redação anterior: Fl. 749DF CARF MF Processo nº 16327.000163/201020 Acórdão n.º 1402003.746 S1C4T2 Fl. 747 7 “Salientese, por fim, ser inaplicável no caso a Súmula nº 105 do CARF, posto que ali se cuida de lançamentos referentes a períodos anteriores a 2007. Pelos motivos elencados, entendo devam ser mantidas integralmente as multas isoladas impostas e NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário neste aspecto. No mais, acompanho integralmente o I. Relator em relação às demais matérias tratadas nestes autos”. Ø Nova redação de acordo com este voto “Salientese, por fim, ser inaplicável no caso a Súmula nº 105 do CARF, posto que ali se cuida de lançamentos referentes a períodos anteriores a 2007. Pelos motivos elencados, DOU PROVIMENTO parcial ao recurso voluntário para cancelar os lançamentos de multa isolada relativos ao período outubro/2007, mantendo os pertinentes ao mês de agosto/2007. No mais, acompanho integralmente o I. Relator em relação às demais matérias tratadas nestes autos”. Em face do aqui exposto, a ementa do Acórdão embargado também deve ser ajustada, de forma a refletir a correta posição externada pela Turma Julgadora por ocasião do julgamento, devendo viger com a seguinte redação: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário:2007 DESMUTUALIZAÇÃO DE BOLSAS DE VALORES. ASSOCIAÇÕES. PERMUTA. NÃO INCIDÊNCIA. IRPJ E CSLL DEVIDOS. Na operação de desmutualização em que ocorre a transformação de títulos patrimoniais em ações, há acréscimo patrimonial e não permuta, posto que é vedado pela legislação em vigência que associações pratiquem reestruturações societárias mediante fusão, cisão ou incorporação. MULTA ISOLADA. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVAS MENSAIS. O não recolhimento ou o recolhimento a menor de estimativas mensais sujeita a pessoa jurídica optante pela sistemática do lucro real anual à multa de ofício isolada estabelecida no artigo 44, inciso II, “b”, da Lei nº 9.430/1996, ainda que encerrado o anocalendário. Comprovada mediante diligência fiscal a inclusão na base de cálculo das estimativas do mês de outubro/2007 das receitas apuradas, deve o lançamento de multa isolada deste período ser afastado, mantendose tão somente os pertinentes ao mês de agosto/2007. DILIGÊNCIA FISCAL. RECONHECIMENTO DE ERROS DA Fl. 750DF CARF MF 8 FISCALIZAÇÃO. BUSCA DA VERDADE MATERIAL. POSSIBILIDADE. Em atenção do Princípio da Busca da Verdade Material, constatado em diligência fiscal erros na autuação, em qualquer momento do processo o julgador pode reconhecer o erro e adequar o respectivo lançamento. AUTOS REFLEXOS: CSLL A decisão referente às infrações do IRPJ aplicase aos demais tributos, no que couber. É como voto. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Fl. 751DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10530.900176/2013-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 29 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2019
Numero da decisão: 3302-000.939
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem efetue a liquidação dos acórdãos nº 3301-002.999 e nº 9303-006.107, proferidos no processo 10983.721188/2013-93, de modo a refletir estas decisões nos montantes objetos dos pedidos de ressarcimento.
(assinado digitalmente)
Paulo Guilherme Deroulede - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Paulo Guilherme Deroulede (Presidente). Ausente o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho.
Nome do relator: PAULO GUILHERME DEROULEDE
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(assinado digitalmente) Paulo Guilherme Deroulede Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Walker Araujo, Jose Renato Pereira de Deus, Jorge Lima Abud, Raphael Madeira Abad e Paulo Guilherme Deroulede (Presidente). Ausente o Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho. Relatório Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento de contribuição não cumulativa, transmitido através do Programa PERD/COMP (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento e Reembolso e Declaração de Compensação), que restou indeferido, nos termos do Despacho Decisório que instrui os autos. Regularmente cientificada, a empresa apresentou manifestação de inconformidade na qual sustenta a necessidade de julgamento conjunto com outros processos de ressarcimento referentes aos mesmos elementos, inclusive para fins de uniformização dos julgados, também em relação ao auto de infração correspondente (10983.721.188/201393). Ainda em preliminar, aborda a superficialidade do trabalho fiscal e discorre sobre o princípio da verdade material, que entende ofendido no procedimento efetuado, citando entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 30 .9 00 17 6/ 20 13 -5 1 Fl. 4821DF CARF MF Processo nº 10530.900176/201351 Resolução nº 3302000.939 S3C3T2 Fl. 3 2 Trata da instrução probatória no Processo Administrativo Fiscal (PAF) e da necessidade de conhecimento do processo produtivo. No mérito, discorre sobre o conceito de insumos, sobre a sistemática não cumulativa das contribuições, e sobre a legitimidade de seu pleito. O colegiado a quo julgou improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão DRJ nº 10051.158. Insurgindose contra a decisão prolatada, a contribuinte interpôs recurso voluntário repisando as alegações trazidas na manifestação de inconformidade. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Guilherme Deroulede O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido na Resolução 3302000.930, de 29 de janeiro de 2019, proferido no julgamento do processo 10530.900167/201361, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Resolução 3302000.930): "O presente recurso é tempestivo, trata de matéria trazida a julgamento de competência desta Turma, devendo ser conhecido. Como podemos verificar do relatório acima, o presente processo trata da glosa de crédito de PIS e COFINS, relacionado a produtos utilizados como insumo, no processo produtivo da recorrente. Verificase ainda do relatório a existência de estreita ligação deste processo e outros mais, com o processo de nº 10983.721188/201393, onde o conceito de insumo já foi minuciosamente tratado em dois acórdãos a saber: (i) o de nº 3301 002.999, proferido pela 1ª Turma Ordinária, da 3ª Câmara, da 3ª Seção de Julgamento, e o de nº 9303006.107, da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais. O primeiro de relatoria do I. Conselheiro Marcelo Costa Marques d'Oliveira, restou decidido da seguinte forma: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário em relação à Preliminar de Nulidade do Lançamento. Por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário na apropriação de créditos na Industrialização Realizada por Terceiros e os correspondentes insumos, com exceção das compras de leite in natura e pasteurizado ou industrializado, Fl. 4822DF CARF MF Processo nº 10530.900176/201351 Resolução nº 3302000.939 S3C3T2 Fl. 4 3 em razão de serem adquiridos com alíquota zero. Vencidos Conselheiros Francisco e Paulo. Por unanimidade, dar provimento em relação aos créditos na Aquisição de Embalagens para Transporte. Por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário na aquisição de Vacinas, Pintos e Ovos. Por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário no item pagamento de Fretes na Aquisição de Insumos, para acatar os créditos decorrentes de fretes na aquisição de insumos e no transporte entre estabelecimentos da recorrente, mantendo a glosa para os quais a motivação dos serviços de frete não foi identificadas. Por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário no item Recortes de Congelados de Aves, mantendo somente as glosas em relação aos produtos, cujos documentos fiscais e os fornecedores não foram identificados. Por unanimidade de votos, dar provimento ao item Pallets de Madeira. Por maioria de votos, dar provimento ao recurso voluntário no item serviços realizados por operador logístico. Vencidos Conselheiros Francisco e Paulo que negavam provimento. Por unanimidade de votos, dar provimento em relação ao item Análises Laboratoriais. Por maioria de votos, negar provimento em relação ao item Diárias e HorasMáquina de Tratores. Vencida Maria Eduarda. Por unanimidade de votos, dar provimento em relação ao item Repaletização. Por unanimidade de votos, dar provimento em relação ao item Tintas para Carimbo. Por unanimidade de votos, negar provimento em relação ao item Aluguéis de Prédios. Por unanimidade de votos, negar provimento em relação ao item Leite In Natura. Por unanimidade de votos, dar provimento em relação ao item Frangos Vivos, Milho, Sorgo, Soja e Demais Insumos. Por unanimidade de votos, negar provimento em relação ao item Apuração dos Débitos dos Tributos. Por unanimidade de votos, dar provimento em relação ao item Multa Qualificada, para reduzila para 75%. Por unanimidade de votos, negar provimento em relação ao item Pedido de Diligência e Perícia. Andrada Márcio Canuto Natal Presidente. Marcelo Costa Marques d'Oliveira Relator Da decisão do acórdão acima transcrita, a Fazenda Nacional e contribuinte apresentaram recursos especiais de divergência, sendo certo que a primeira suscitou divergência com relação ao conceito de insumos para fins de creditamento das contribuições não cumulativas e, o segundo, além de apresentar contrarrazões, interpôs recurso especial no qual suscitou divergência com relação a duas matérias: 1) possibilidade de tomada de créditos sobre a locação de tratores utilizados na atividade agroindustrial; e 2) não incidência de pis/cofins sobre receitas de exportação e respectiva forma de comprovar. No acórdão da recurso especial, de relatoria do I. Conselheiro Andrada Marcio Canuto Natal, restou decidido que: Fl. 4823DF CARF MF Processo nº 10530.900176/201351 Resolução nº 3302000.939 S3C3T2 Fl. 5 4 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial da Fazenda Nacional. No mérito, (i) quanto à industrialização de produtos lácteos, por unaninimade de votos, acordam em negar provimento ao recurso. A conselheira Tatiana Midori Migiyama acompanhou o relator pelas conclusões; (ii) quanto às embalagens para transporte, por maioria de votos, acordam em darlhe provimento, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen (suplente convocado em substituição à conselheira Érika Costa Camargos Autran) e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento; (iii) quanto ao pagamento de fretes na aquisição de insumos, por maioria de votos, acordam em negarlhe provimento, vencido o conselheiro Jorge Olmiro Lock Freire (suplente convocado), que lhe deu provimento; (iv) quanto aos pallets de madeira, por maioria de votos, acordam em darlhe provimento, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migyama, Valcir Gassen e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento; (v) quanto às despesas com operador logístico, por maioria de votos, acordam em darlhe provimento, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migyama, Valcir Gassen e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento; (vi) quanto às análises laboratoriais, por maioria de votos, acordam em negarlhe provimento, vencido o conselheiro Jorge Olmiro Locke Freire, que lhe deu provimento e (vii) quanto à repaletização, por maioria de votos, acordam em darlhe provimento, vencidos os conselheiros Tatiana Midori Migiyama, Valcir Gassen (suplente convocado em substituição à conselheira Érika Costa Camargos Autran) e Vanessa Marini Cecconello, que lhe negaram provimento e (viii) quanto às tintas para carimbo, por unanimidade de votos, acordam em negarlhe provimento. Acordam, ainda, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial do Contribuinte e, no mérito, em negarlhe provimento, vencidas as conselheiras Tatiana Midori Migiyama e Vanessa Marini Cecconello, que lhe deram provimento. Declarouse impedido de participar do julgamento o conselheiro Demes Brito. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente em exercício (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Relator Concluindo, entendo que não há o que ser discutido ou avaliado no presente processo. O que se deve promover é a liquidação dos acórdãos acima mencionados, pela unidade de origem, dentro do objeto de cada um dos pedidos de ressarcimento relacionados ao processo nº 10983.721188/201393. Desta forma, voto por converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem efetue a liquidação dos acórdãos 3301 Fl. 4824DF CARF MF Processo nº 10530.900176/201351 Resolução nº 3302000.939 S3C3T2 Fl. 6 5 002.999 e nº 9303006.107, proferidos no processo 10983.721188/201393, de modo a refletir estas decisões nos montantes objetos dos pedido de ressarcimento." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por converter o julgamento em diligência, para que a unidade de origem efetue a liquidação dos acórdãos 3301002.999 e nº 9303006.107, proferidos no processo 10983.721188/201393, de modo a refletir estas decisões nos montantes objetos dos pedido de ressarcimento. (assinado digitalmente) Paulo Guilherme Deroulede . Fl. 4825DF CARF MF
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Numero do processo: 10480.002567/2003-70
Turma: Segunda Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 04 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI
Data do fato gerador: 17/03/2003
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS VINCULADOS AO PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE IPI.
Estando a declaração de compensação vinculada ao pedido de ressarcimento de 1P1, e uma vez que o pedido de ressarcimento foi prejudicado, pelo fato de estar prescrito o direito da contribuinte, devendo ser mantida a decisão que indeferiu o pedido de compensação por ausência de certeza e liquidez dos indébitos fiscais utilizados.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2101-000.014
Decisão: ACORDAM os membro da 1ª câmara / 1ª turma ordinária da segunda
seção de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Matéria: IPI- processos NT - ressarc/restituição/bnf_fiscal(ex.:taxi)
Nome do relator: ANTONIO LISBOA CARDOSO
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CRÉDITOS VINCULADOS AO PEDIDO DE RESSARCIMENTO DE IPI. Estando a declaração de compensação vinculada ao pedido de ressarcimento cle 1P1, e uma vez que o pedido de ressarcimento foi prejudicado, pelo fato de estar prescrito o direito da contribuinte, devendo ser mantida a decisão que indeferiu o pedido de compensação por ausência de certeza e liquidez dos indébitos fiscais utilizados. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORD /I os membro da 1" câmara / 1" turma ordinária da segunda seção de julgamento, por 1 lanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ANTA '#/M£4,CARLOS A ULIM Presidente 1/4 n tr- ANT NIO 1 IOAI D• Relator o Processo n" 10480.002567/2003-70 S2-CI1'1 Acórão n." 2101-00.014 FI, 133 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Maria Cristina Roza da Costa, Gustavo Kelly Alencar, Antonio Zomer, Carlos Alberto Donassolo (Suplente), Domingos de Sá Filho e Maria Teresa Mardnez López. Relatório Em razão da clareza e objetividade adoto o relatório da DRJ constante de ti. 118, nos seguintes termos: "Trata-se o processo de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório do Serviço de Análise e Orientação Tributária — SEORT da DRF/Recile (lis. 102/103) que não homologou a compensação constante da Declaração de Compensação dos débitos CSLL, dos períodos de apuração de 06/99, 12/99, 03/01, 03/02 e 06/02, no total de R$93.433,41 exigidos no processo n" 10480.001597/2003-69, com créditos próprios do 1PL O contribuinte vinculou o pedido de compensação ao processo 17" 10480.011836/2001-27, de pedido de ressarcimento do IPI, requerido sob alegação de estar sob amparo judicial n" 2000.05.00.044941-8 (documentos de Ils.06/98), que •foi indeferido ante a constatação de inexistência do crédito pleiteado, 170s lermos da Informação Fiscal dells.74/98 e 101. Cientificada do indeferimento do seu pleito a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade de /1.107 alegando estar o processo 10480.011836/2001-27 pendente de julgamento na Delegacia de Julgamento. O processo foi encaminhado em 26/02/2007, para esta Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Salvador, tendo em vista o Anexo V, da Portaria SRF 179, 13 de .fevereiro de 2007, publicada no DOU em 14/02/2007 ('/1.116)." O acórdão recorrido (fls. 117/119) é assim ementado: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Data cio/ato gerador: 17/03/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. HOMOLOGAÇA-0. A homologação da compensação de débitos do contribuinte com créditos contra a Fazenda Nacional depende da comprovação da certeza e liquidez dos indébitos fiscais por ele utilizados. Compensação não Homologada.- Encaminhada a Intimação n" 031/2007, datada de 07/11/2007 (fl. 120), para o domicílio da recorrente (sem data de recebimento) é apresentado o recurso de fls. 121 e 122, em 14/12/2007, onde alega, em síntese, que o pedido de compensação de débitos com créditos de IPI, oriundos do Processo n" 10480.011836/2001-27, encontra-se "sob amparo legal da 2 „ • Processo n” 10480.002567/2003-70 S2-CITI Acórdflo n." 2101-00.014 Fl. 134 Justiça, no processo 2000.05.00.044941-8, (fls. 06/98) bem C01710 da esfera administrativa, unia vez que nenhum dos processos chegou ao seu termo final". Aduz por fim que a diligência que subsidiou o decisório recorrido, não fez nenhuma referência ao Pedido de Ressarcimento correspondente ao processo n' 10480.011836/2001-27, "limitando-se exclusivamente a elementos que não dizem respeito ao pedido de sua essência", requerendo-se a improcedência do acórdão recorrido, tendo em vista estar o presente pedido de ressarcimento pendente de julgamento do processo n" 10480.011836/2001-27. O presente processo encontra-se apensado ao processo n" 10480.002567/2003-70, conforme despacho de fls. 130, referente ao Auto de Infração- Contribuição Social — IRPJ (Contribuição Social sobre o Lucro Liquido — CSLL, em razão da diferença apurada entre o valor escriturado e o declarado/pago/Verificações Obrigatórias — referente aos fatos geradores de 06/99, 12/99, 03/2001, 03/2002 e 06/2002), os referidos débitos constam da declaração de compensação de ti. 1, do presente processo sob análise. É o Relatório. Voto Conselheiro ANTÔNIO LISBOA CARDOSO, Relator O recurso merece ser conhecido, porquanto tempestivo e revestidos dos demais requisitos legais pertinentes. Conforme bem esclarecido no voto condutor do acórdão recorrido, a DRJ- SALVADOR/BA, ao apreciar o processo n" 10480.011836/2001-27, ficou constatado que a interessada, ora recorrente, não fazia jus ao ressarcimento pleiteado, confirmando-se a ausência do direito ao ressarcimento pleiteado através do acórdão n" 13.818, de 24/09/2007. Entretanto, pesquisando o sitio dos Conselho de Contribuintes, verifiquei que o referido processo (10480.011836/2001-27), cujos créditos encontram-se vinculados ao presente processo, o recurso da recorrente foi negado, nos termos da ementa do acórdão a seguir transcrita: "Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Período de apuração: 01/01/1990 a 31/07/2000 Ementa: PEDIDO DE RESSARCIMENTO. CRÉDITOS BÁSICOS. PRESCRIÇÃO. O direito que o contribuinte tem para pleitear o ressarcimento de créditos do IPI prescreve em cinco anos, contados do final de cada período de apuração, nos termos do art. 1 2 do Decreto n2 20.910/32. RESSARCIMENTO. CRÉDITO BÁSICO. CONCEITO DE MATÉR1A-PRIMA, PRODUTO INTERMEDIÁRIO E MATERIAL DE EMBALAGEM. 3 Processo n" 1048002567/2003-70 S2-C ITI Acórdao n°2101-00.014 Fl. 135 A legislação do IPI estabeleceu o limite até onde se pode considerar os bens consumidos no processo produtivo como matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem. E tal limite é exatamente a capacidade do insumo em gerar o produto novo ou interagir diretamente com ele, não abrangendo aqueles produtos que atuam sobre as máquinas, equipamentos ou firramentas, que se constituem nos meios dos quais se vale o industrial para obter esses produtos novos. Desta .forma, não geram direito ao crédito de IPI os insumos que, embora se desgastem ou se consumam no decorrer do processo industrial, não se caracterizam como produtos intermediários, nos termos definidos no Parecer Normativo CST 65/79. SALDO CREDOR. INSUMOS NÃO TRIBUTADOS, DE ALIQUOTA ZERO OU ISENTOS. IMPOSSIBILIDADE. A não-cumulatividade, salvo previsão contrária da própria Constituição Federal, pressupõe tributo pago nas operações anteriores. Sem pagamento inexiste valor de imposto a ser creditado, apto a gerar saldo credor. Recurso negado." Assim sendo, como o presente processo encontra-se vinculado ao processo n" 10480.011836/2001-27, e tendo em vista que contribuinte não logrou êxito em seu recurso, onde pleiteava o ressarcimento de créditos básicos de IPI, melhor sorte não assiste à recorrente no presente processo. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso. Sala das Sessões, em 04 de março de 2009. . f, /I -A 111\110 LISBOA • IP •S6 4
score : 1.0
Numero do processo: 18470.726101/2017-90
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 12 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Ano-calendário: 2014
OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS. ANÁLISE DOS ELEMENTOS DE PROVA. IMPROCEDÊNCIA.
É improcedente o lançamento de ofício decorrente de revisão da declaração de ajuste anual da pessoa física quando o conjunto probatório demonstra a inexistência da omissão de rendimentos de aluguéis.
DESPESAS MÉDICAS. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL COMPROVANTES DE DESPESAS EM NOME DE TERCEIRO. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. COMPROVAÇÃO DO ÔNUS FINANCEIRO.
São dedutíveis as despesas com plano de saúde relativas ao tratamento do declarante, ainda que os comprovantes estejam em nome da sociedade empresarial da qual é sócio, quando comprovado o ônus financeiro suportado pelo contribuinte através da distribuição de lucros no período.
Numero da decisão: 2401-006.082
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
Miriam Denise Xavier - Presidente
(assinado digitalmente)
Cleberson Alex Friess - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Miriam Denise Xavier, Cleberson Alex Friess, Rayd Santana Ferreira, Andréa Viana Arrais Egypto, José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro e Matheus Soares Leite. Ausentes as conselheiras Luciana Matos Pereira Barbosa e Marialva de Castro Calabrich Schlucking.
Nome do relator: CLEBERSON ALEX FRIESS
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camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Ano-calendário: 2014 OMISSÃO DE RENDIMENTOS DE ALUGUÉIS. ANÁLISE DOS ELEMENTOS DE PROVA. IMPROCEDÊNCIA. É improcedente o lançamento de ofício decorrente de revisão da declaração de ajuste anual da pessoa física quando o conjunto probatório demonstra a inexistência da omissão de rendimentos de aluguéis. DESPESAS MÉDICAS. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL COMPROVANTES DE DESPESAS EM NOME DE TERCEIRO. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. COMPROVAÇÃO DO ÔNUS FINANCEIRO. São dedutíveis as despesas com plano de saúde relativas ao tratamento do declarante, ainda que os comprovantes estejam em nome da sociedade empresarial da qual é sócio, quando comprovado o ônus financeiro suportado pelo contribuinte através da distribuição de lucros no período.
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secao_s : Segunda Seção de Julgamento
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier - Presidente (assinado digitalmente) Cleberson Alex Friess - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Miriam Denise Xavier, Cleberson Alex Friess, Rayd Santana Ferreira, Andréa Viana Arrais Egypto, José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro e Matheus Soares Leite. Ausentes as conselheiras Luciana Matos Pereira Barbosa e Marialva de Castro Calabrich Schlucking.
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ANÁLISE DOS ELEMENTOS DE PROVA. IMPROCEDÊNCIA. É improcedente o lançamento de ofício decorrente de revisão da declaração de ajuste anual da pessoa física quando o conjunto probatório demonstra a inexistência da omissão de rendimentos de aluguéis. DESPESAS MÉDICAS. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL COMPROVANTES DE DESPESAS EM NOME DE TERCEIRO. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. COMPROVAÇÃO DO ÔNUS FINANCEIRO. São dedutíveis as despesas com plano de saúde relativas ao tratamento do declarante, ainda que os comprovantes estejam em nome da sociedade empresarial da qual é sócio, quando comprovado o ônus financeiro suportado pelo contribuinte através da distribuição de lucros no período. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 0. 72 61 01 /2 01 7- 90 Fl. 128DF CARF MF Processo nº 18470.726101/201790 Acórdão n.º 2401006.082 S2C4T1 Fl. 129 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Miriam Denise Xavier Presidente (assinado digitalmente) Cleberson Alex Friess Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Miriam Denise Xavier, Cleberson Alex Friess, Rayd Santana Ferreira, Andréa Viana Arrais Egypto, José Luís Hentsch Benjamin Pinheiro e Matheus Soares Leite. Ausentes as conselheiras Luciana Matos Pereira Barbosa e Marialva de Castro Calabrich Schlucking. Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto em face da decisão da 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Fortaleza (DRJ/FOR), por meio do Acórdão nº 0841.109, de 24/11/2017, cujo dispositivo considerou improcedente a impugnação apresentada, mantendo integralmente o crédito tributário lançado (fls. 55/60). Em face do contribuinte foi emitida a Notificação de Lançamento nº 2015/084822871488329, relativa ao anocalendário de 2014, decorrente de procedimento de revisão da Declaração de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF), em que a fiscalização apurou as seguintes infrações (fls. 07/13): (i) omissão de rendimentos de aluguéis recebidos de pessoa jurídica; (ii) dedução indevida de despesas médicas; e (iii) compensação indevida de imposto de renda retido na fonte. A Notificação de Lançamento alterou o resultado de sua Declaração de Ajuste Anual (DAA), exigindose o imposto suplementar, juros de mora e multa (fls. 36/54). O contribuinte foi cientificado da autuação e impugnou a exigência fiscal em 18/07/2017 (fls. 02/03 e 32/33). Fl. 129DF CARF MF Processo nº 18470.726101/201790 Acórdão n.º 2401006.082 S2C4T1 Fl. 130 3 Intimado por via postal em 03/07/2018 da decisão do colegiado de primeira instância, o recorrente apresentou recurso voluntário no dia 02/08/2018, em que alega os seguintes argumentos de fato e direito (fls. 65/67 e 70/72): (i) com relação à omissão de rendimentos de aluguéis, o imóvel locado não pertence à pessoa física, e sim à empresa Pierotti Planejamento e Desenvolvimento de Shopping Ltda, da qual o contribuinte é sócio; e (ii) no que diz respeito à dedução indevida de despesas médicas, a fatura do plano de saúde é emitida em nome de outra empresa da qual é sócio, Conshopping Consultoria e Participações Ltda, porém o ônus financeiro é suportado integralmente pelo contribuinte, mediante devolução de lucros a que tem direito. É o relatório. Voto Conselheiro Cleberson Alex Friess Relator Juízo de admissibilidade Uma vez realizado o juízo de validade do procedimento, verifico que estão satisfeitos os requisitos de admissibilidade do recurso voluntário e, por conseguinte, dele tomo conhecimento. Mérito O apelo recursal referese tão só às infrações de omissão de rendimentos de aluguéis, no importe de R$ 171.676,00, relativa à fonte pagadora ABL SHOPPING EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA, e de dedução indevida de despesas médicas pagas a BRADESCO SAÚDE S/A, no valor de R$ 48.994,89. Omissão de rendimentos de aluguéis O acórdão recorrido manteve o lançamento fiscal porque não foi comprovada, por meio de documentação hábil e idônea, que a propriedade do imóvel locado pertencia à empresa Pierotti Planejamento e Desenvolvimento de Shopping Ltda. Com o recurso voluntário o contribuinte juntou cópia da matrícula nº 17.956 do 3º Ofício de Registro de Imóveis da cidade do Rio de Janeiro, relativa ao imóvel situado na Fl. 130DF CARF MF Processo nº 18470.726101/201790 Acórdão n.º 2401006.082 S2C4T1 Fl. 131 4 Rua Lauro Muller, 116 Sala 3305, em nome de Pierotti Planejamento e Desenvolvimento de Shopping Ltda (fls. 77/90). 1 Também foi anexada cópia autenticada do instrumento particular de subrogação de locação do imóvel comercial, no qual o locador é a empresa Pierotti Planejamento e Desenvolvimento de Shopping Ltda e a locatária subrogada, a pessoa jurídica ABL Shopping Empreendimentos e Participações S/A, datado de 15/09/2012 (fls. 91/94). 2 Após o lançamento fiscal, foi providenciada a retificação da Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB), relativa ao anocalendário de 2014, na consta como locador do imóvel a empresa Pierotti Planejamento e Desenvolvimento de Shopping Ltda e locatária a pessoa jurídica ABL Shopping Empreendimentos e Participações S/A, cujos pagamentos totalizam a importância de R$ 171.676,00 (fls. 95/97). À vista do exposto, entendo que o conjunto probatório é hábil e suficiente para atestar a incorreção das informações originalmente apresentadas em DIMOB em nome da pessoa física pela administradora do imóvel, Pierotti Planejamento e Desenvolvimento de Shopping Ltda, a qual tem por atividade econômica, entre outras, o aluguel de imóveis próprios. Adiciono que a autoridade fiscal não apontou retenção de imposto de renda para o pagamento dos aluguéis, o que sinaliza, no caso concreto, que ambas as partes da locação do imóvel são pessoas jurídicas. Logo, cabe tornar improcedente a omissão de rendimentos de aluguéis em nome da pessoa física no valor de R$ 171.676,00. Despesas médicas Repetindo os argumentos da impugnação, o recorrente justifica que o plano de saúde empresarial foi pago pela Conshopping Consultoria e Participações Ltda, pessoa jurídica da qual é sócio, porém efetua o reembolso através dos lucros que tem direito. A decisão de piso concluiu pela inexistência nos autos de documento para corroborar a alegação de ressarcimento pela pessoa física dos valores pagos pela empresa. Pois bem. Quanto à comprovação do ônus financeiro, entendo equivocado o ponto de vista da primeira instância. Na fase de impugnação o contribuinte anexou um extrato analítico de lançamentos na escrituração contábil da pessoa jurídica, vinculado à Conta 24503 4 Lucros Distribuídos (fls. 124). A decisão do colegiado inaugural reproduziu no voto os registros cujo histórico fazia referência ao nome do contribuinte, todos efetuados a débito na conta contábil, nos quais se destinam a pagamentos de lucros à pessoa física e ao plano de saúde do Bradesco (fls. 59). No caso dos lucros, é descabido exigir a comprovação de devolução de valores à empresa, a menos que indevidos os pagamentos a esse título. Os lançamentos contábeis demonstram a distribuição de lucros ao contribuinte, mediante pagamento direto ou através de quitação da mensalidade do plano de saúde. 1 A certidão da matrícula do imóvel está atualizada até 21/07/2005. 2 Há reconhecimento de firma das assinaturas no mês de setembro/2012, pelo Cartório de Notas. Fl. 131DF CARF MF Processo nº 18470.726101/201790 Acórdão n.º 2401006.082 S2C4T1 Fl. 132 5 Para fins de comprovação do ônus financeiro do beneficiário, é indiferente a distribuição de lucros ao contribuinte com posterior pagamento da despesa do seu plano de saúde pela própria pessoa física ou o pagamento da despesa médica pela empresa utilizandose de parte do valores dos lucros que o sócio tem direito. Evidentemente, é permitido à fiscalização verificar se a distribuição de lucros realizada está lastreada na apuração de lucro no anocalendário, com base no lucro real, presumido ou arbitrado, ou na existência de reserva de lucro suficiente. Caso evidenciada alguma irregularidade, é cabível o lançamento do imposto de renda e penalidades em nome da pessoa física e/ou jurídica. Todavia, o agente fiscal efetuou a glosa exclusivamente em razão de os comprovantes de despesas com saúde encontraremse em nome da Conshopping Consultoria e Participações Ltda, o que caracterizava, segundo a sua avaliação, o pagamento de despesas da pessoa jurídica, e não do beneficiário pessoa física (fls. 10). Nada obstante, a contabilidade aponta que o contribuinte assumiu o ônus financeiro do plano de saúde, mediante recursos da distribuição de lucros da pessoa jurídica da qual é sócio. Saliento que o somatório dos lançamentos contábeis está compatível com o valor declarado pelo contribuinte na sua DAA 2014/2015 a título de distribuição de lucros recebidos da pessoa jurídica Conshopping Consultoria e Participações Ltda (fls. 39 e 124). Além disso, os pagamentos deduzidos pelo contribuinte, no valor de R$ 48.994,89, mantêm coerência com os discriminativos dos valores mensais cobrados pelo plano de saúde, relativamente ao declarante (fls. 100/123). Não há óbice para a dedução de despesas com plano de saúde relativas ao tratamento do declarante, ainda que os comprovantes estejam em nome da sociedade empresarial da qual é sócio, quando comprovado o ônus financeiro suportado pelo contribuinte através da distribuição de lucros no período. Portanto, cabe restabelecer a dedução de despesas médicas no importe de R$ 48.994,89. Conclusão Ante o exposto, CONHEÇO do recurso voluntário e, no mérito, DOULHE PROVIMENTO para afastar a omissão de rendimentos de aluguéis no valor de R$ 171.676,00 e restabelecer a dedução de despesas médicas no importe de R$ 48.994,89. É como voto. (assinado digitalmente) Cleberson Alex Friess Fl. 132DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 18471.000410/2005-92
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Feb 27 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Mon Mar 25 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2003
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. CONHECIMENTO.
Não se conhece de Recurso Especial de Divergência, quando não resta demonstrado o alegado dissídio jurisprudencial, tendo em vista a ausência de similitude fática entre os acórdãos recorrido e paradigmas.
Numero da decisão: 9202-007.648
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial.
Assinado digitalmente
Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em exercício.
Assinado digitalmente
Pedro Paulo Pereira Barbosa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. Assinado digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em exercício. Assinado digitalmente Pedro Paulo Pereira Barbosa - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
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RECURSO ESPECIAL DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. CONHECIMENTO. Não se conhece de Recurso Especial de Divergência, quando não resta demonstrado o alegado dissídio jurisprudencial, tendo em vista a ausência de similitude fática entre os acórdãos recorrido e paradigmas. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do Recurso Especial. Assinado digitalmente Maria Helena Cotta Cardozo – Presidente em exercício. Assinado digitalmente Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 04 10 /2 00 5- 92 Fl. 513DF CARF MF 2 Relatório Cuidase de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional em face do Acórdão nº 280200.825, proferido na Sessão de 13 de maio de 2011, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 Ementa: IRPF. ISENÇÃO. ORGANISMOS INTERNACIONAIS. PNUD. Os valores recebidos pelos técnicos residentes no Brasil a serviço da ONU e suas Agências Especializadas, com vínculo contratual, não são isentos do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física. Aplicação da Súmula CARF n° 39. MULTA ISOLADA. MULTA DE OFÍCIO. CONCOMITÂNCIA. Descabida a exigência de multa isolada concomitantemente com a multa de ofício, tendo ambas a mesma base de cálculo e/ou fato gerador do lançamento do tributo. Recurso provido em parte. A decisão foi assim registrada: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso para tão somente afastar a aplicação ela multa isolada. O recurso visa rediscutir a seguinte matéria: Incidência da multa isolada concomitância. Em suas razões recursais a Fazenda Nacional aduz, em síntese, que a multa isolada tem previsão expressa no art. 44, § 1º, inciso III, da Lei nº 9.430, de 1.996; que é inequívoco que o contribuinte deixou de recolher o imposto a título de carnêleão; que o fundamento do Recorrido de que é indevida a multa isolada em concomitância com a multa de ofício não tem amparo legal; que se trata de duas penalidades distintas, para duas infrações também distintas. Cientificado do Acórdão Recorrido, do Recurso Especial da Procuradoria e do Despacho que lhe deu seguimento em 13/09/2011 (AR, efls. 166), o contribuinte apresentou, em não apresentou, em 19/09/2011 (efls. 168), as Contrarrazões de efls. 168 a 172 nas quais sustenta a improcedência da multa isolada, com base, em síntese, nos mesmos fundamentos do acórdão recorrido. É o relatório. Fl. 514DF CARF MF Processo nº 18471.000410/200592 Acórdão n.º 9202007.648 CSRFT2 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator O recurso é tempestivo. Quanto aos demais aspectos da admissibilidade, examino detidamente a matéria. É que, do cotejo entre o acórdão recorrido e o paradigma não identifico similitude fática entre ambos. Com efeito, o acórdão paradigma não trata de multa isolada aplicada em concomitância da multa de ofício, mas da aplicabilidade da multa isolada, considerada a circunstância de que os rendimentos não foram oferecidos à tributação antecipadamente, via recolhimento de carnêleão. Compulsando o acórdão paradigma fica evidente que ali não se discutiu a incidência cumulativa da multa isolada com a multa exigida pela omissão de rendimentos, mas a incidência da multa isolada pela falta de recolhimento antecipado do imposto – carnêleão – considerada a circunstância de que os rendimentos foram oferecidos à tributação quando do ajuste anual. Este ponto fica claro no voto condutor do julgado no seguinte trecho: Quanto ao argumento do contribuinte, no sentido de que teria havido denúncia espontânea (art. 138 do CTN), importa salientar que a penalidade ora tratada diz respeito a falta de registro de rendimentos na respectiva declaração, mas sim à falta de recolhimento da antecipação determinada pelo art. 8° da Lei n°7.713, de 1988. É patente, portanto, a ausência de similitude fática. Diante da ausência de similitude fática entre os julgados não há como se aferir a existência do alegado dissídio jurisprudencial. Ante o exposto, não conheço do recurso. Assinado digitalmente Pedro Paulo Pereira Barbosa Relator Fl. 515DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 16349.000330/2010-84
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 28 00:00:00 UTC 2019
Data da publicação: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Ano-calendário: 2001
BASE DE CÁLCULO. LEI Nº 9.718 DE 1998. INCONSTITUCIONALIDADE DO ALARGAMENTO. DECISÃO PLENÁRIA DEFINITIVA DO STF.
Através do julgamento do Recurso Extraordinário nº 585.235/MG o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional o alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS, promovido pelo § 1º do art. 3° da Lei n° 9.718/1998. Incidência do artigo 4º, parágrafo único do Decreto nº 2.346/1997. Decisões definitivas de mérito, proferidas em repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional devem ser reproduzidas pelos Conselheiros no julgamento dos recursos administrativos. Artigo 62, § 2º do Regimento Interno do CARF.
Recurso Voluntário Provido.
Direito Creditório Reconhecido.
Numero da decisão: 3402-006.351
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário para que, afastado o fundamento do despacho decisório no art. 3º, §1º da Lei nº 9.718/1998, seja apurado pela unidade de origem o valor do eventual direito creditório da Recorrente.
(assinado digitalmente)
Waldir Navarro Bezerra - Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Marcos Antonio Borges (Suplente convocado), Cynthia Elena de Campos e Thais de Laurentiis Galkowicz. Ausente o Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes, substituído pelo Suplente convocado.
Nome do relator: WALDIR NAVARRO BEZERRA
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Ano-calendário: 2001 BASE DE CÁLCULO. LEI Nº 9.718 DE 1998. INCONSTITUCIONALIDADE DO ALARGAMENTO. DECISÃO PLENÁRIA DEFINITIVA DO STF. Através do julgamento do Recurso Extraordinário nº 585.235/MG o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional o alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS, promovido pelo § 1º do art. 3° da Lei n° 9.718/1998. Incidência do artigo 4º, parágrafo único do Decreto nº 2.346/1997. Decisões definitivas de mérito, proferidas em repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional devem ser reproduzidas pelos Conselheiros no julgamento dos recursos administrativos. Artigo 62, § 2º do Regimento Interno do CARF. Recurso Voluntário Provido. Direito Creditório Reconhecido.
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LEI Nº 9.718 DE 1998. INCONSTITUCIONALIDADE DO ALARGAMENTO. DECISÃO PLENÁRIA DEFINITIVA DO STF. Através do julgamento do Recurso Extraordinário nº 585.235/MG o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional o alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS, promovido pelo § 1º do art. 3° da Lei n° 9.718/1998. Incidência do artigo 4º, parágrafo único do Decreto nº 2.346/1997. Decisões definitivas de mérito, proferidas em repercussão geral pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional devem ser reproduzidas pelos Conselheiros no julgamento dos recursos administrativos. Artigo 62, § 2º do Regimento Interno do CARF. Recurso Voluntário Provido. Direito Creditório Reconhecido. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário para que, afastado o fundamento do despacho decisório no art. 3º, §1º da Lei nº 9.718/1998, seja apurado pela unidade de origem o valor do eventual direito creditório da Recorrente. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Waldir Navarro Bezerra (Presidente), Maria Aparecida Martins de Paula, Diego Diniz Ribeiro, Pedro Sousa Bispo, Maysa de Sá Pittondo Deligne, Marcos Antonio Borges (Suplente convocado), Cynthia Elena de Campos e Thais de Laurentiis Galkowicz. Ausente o Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes, substituído pelo Suplente convocado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 34 9. 00 03 30 /2 01 0- 84 Fl. 290DF CARF MF Processo nº 16349.000330/201084 Acórdão n.º 3402006.351 S3C4T2 Fl. 0 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto contra o Acórdão nº 03062.632, proferido pela Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Brasília/DF, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade, para manter a Decisão que indeferiu o Pedido de Restituição (PER) por inexistência do crédito solicitado. Regularmente cientificada, a contribuinte interpôs, tempestivamente, o Recurso Voluntário ora em apreço, onde pede a reforma da decisão de primeira instância, com o reconhecimento do direito à plena restituição de PIS/COFINS calculada sobre receitas estranhas ao conceito de faturamento, diante da inconstitucionalidade do artigo 3º, parágrafo 1º da Lei nº 9.718, declarada pelo STF e já reconhecida pela jurisprudência administrativa. Em síntese, o Recurso Voluntário está fundamentado nos seguintes argumentos: i) Os montantes que compõem o crédito pleiteado se referem à inclusão indevida, na base de cálculo daquela contribuição, de receitas estranhas ao conceito de faturamento, o que implicou pagamento indevido ou a maior, efetuado com base no art. 3º, parágrafo 1º, da Lei nº 9.718/1998; ii) A despeito das sólidas alegações de direito que embasaram a manifestação de inconformidade apresentada pela recorrente, e não obstante tais alegações terem sido suportadas por documentos hábeis à comprovação do crédito pleiteado, o v. acórdão manteve o entendimento do despacho decisório eletrônico; iii) Na base de cálculo da contribuição somente deveriam ter sido incluídos os valores correspondentes ao seu faturamento, ou sejam os ingressos que correspondem às suas receitas das vendas de mercadorias e da prestação de serviços, dada a inconstitucionalidade do art. 3º, parágrafo 1º, da Lei n. 9718, já declarada pelo STF em decisão plenária definitiva, bem como em recurso em que foi reconhecida a repercussão geral da matéria. É o relatório. Fl. 291DF CARF MF Processo nº 16349.000330/201084 Acórdão n.º 3402006.351 S3C4T2 Fl. 0 3 Voto Conselheiro Waldir Navarro Bezerra O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 3402006.345, de 28 de março de 2019, proferido no julgamento do processo 16349.000329/201050, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevemse, como solução deste litígio, nos termos regimentais, os entendimentos que prevaleceram naquela decisão (Acórdão nº 3402006.345): "Pressupostos legais de admissibilidade Nos termos do relatório, verificase a tempestividade do recurso, bem como o preenchimento dos demais requisitos de admissibilidade, resultando em seu conhecimento. Mérito O Pedido de Restituição nº 30231.53932.100506.1.2.04 5076 tem por origem crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior de tributo no valor de R$ 9.207,56, referente ao Darf do período de apuração de abril de 2001, arrecadado em 15/05/2001, no valor de R$ 610.330,36, mantendo a glosa de créditos referentes à Contribuição do Financiamento da Seguridade Social (COFINS). A decisão recorrida não considerou a inconstitucionalidade do artigo 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/1998, proferida pelo Supremo Tribunal Federal, por concluir que o artigo 26A Decreto 70.235/1972 veda ao órgão de julgamento afastar a aplicação de lei sob fundamento de inconstitucionalidade, sendo que até aquele momento não havia autorização do Secretário da Receita por meio de ato específico determinando os procedimentos, nos termos do artigo 77 da Lei 9.430/1996 e o Decreto 2.346/1977. A matéria suscitada é questão decidida em repercussão geral (Tema 110) pelo Supremo Tribunal Federal através do RE nº 585235, transitado em julgado em 12/12/2008, conforme Ementa abaixo: EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Tributo. Contribuição social. PIS. COFINS. Alargamento da base de cálculo. Art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. Inconstitucionalidade. Precedentes do Plenário (RE nº 346.084/PR, Rel. orig. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 1º.9.2006; REs nos 357.950/RS, 358.273/RS e 390.840/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de Fl. 292DF CARF MF Processo nº 16349.000330/201084 Acórdão n.º 3402006.351 S3C4T2 Fl. 0 4 15.8.2006) Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso improvido. É inconstitucional a ampliação da base de cálculo do PIS e da COFINS prevista no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98. (RERGQO 585235, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO, julgado em 10/09/2008, publicado em 28/11/2008, ) Neste caso, considerando que a decisão recorrida foi proferida em 31/07/2014, deveria a autoridade julgadora a quo aplicar o artigo 4º, parágrafo único do Decreto nº 2.346/1997, afastando o § 1º, do artigo 3º da Lei nº 9.718/98 e, por sua vez, reconhecendo o direito ao crédito informado em PERD/COMP. De outro turno, igualmente por se tratar de decisão definitiva e vinculante do Supremo Tribunal Federal, não incide a Súmula CARF nº 2 e artigo 26A do Decreto nº 70.235/72. Deve ser aplicado neste caso o artigo 62, § 2 do Regimento Interno deste Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/20151. Neste sentido, colaciono precedente da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais em julgamento ao Recurso Especial nº 137.866 (PAF: 13808.005507/200103): Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/03/1996 a 31/08/1998, 01/11/1998 a 30/11/1998, 01/01/1999 a 31/01/1999, 01/06/1999 a 30/06/1999, 01/08/1999 a 31/08/1999, 01/05/2000 a 31/08/2000, 01/01/2001 a 28/02/2001 Ementa: PIS. BASE DE CÁLCULO. INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. DECISÃO DEFINITIVA DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. O Supremo Tribunal Federal, através do seu órgão plenário, já se posicionou de forma definitiva quanto à inconstitucionalidade do disposto no § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, com a reafirmação da sua jurisprudência, no julgamento do RE nº 582.235/MG, reconhecido como de repercussão geral, tendo se deliberado, ainda, neste caso, pela edição de súmula vinculante. APLICAÇÃO DO DISPOSTO NO PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 4º DO DECRETO Nº 2.346/1997 E DO ARTIGO 62 DO RICARF. 1 Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. § 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática dos arts. 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 1973, ou do s arts. 1.036 a 1.041 da Lei nº 13.105, de 2015 Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (Redação dada pela Portaria MF nº 152, de 2016) Fl. 293DF CARF MF Processo nº 16349.000330/201084 Acórdão n.º 3402006.351 S3C4T2 Fl. 0 5 Nos termos do parágrafo único do artigo 4º do Decreto nº 2.346/1997, na hipótese de crédito tributário, quando houver impugnação ou recurso ainda não definitivamente julgado contra a sua constituição, devem os órgãos julgadores, singulares ou coletivos, da Administração Fazendária, afastar a aplicação da lei, tratado ou ato normativo federal, declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Recurso Especial do Procurador Negado (Acórdão nº 9303002.859 – 3ª Turma) Com relação ao ônus da prova da Contribuinte, restou reconhecido em despacho decisório que o pedido foi instruído com a relação de PERDCOMP de fls. 42/45, DARF de fl. 60, planilha demonstrativa do crédito de fls. 62/66 e lançamentos destacados no Livro Razão, às fls. 67/199. Portanto, deve a Unidade de Origem apurar o valor do crédito invocado e demonstrado pela Recorrente, afastando a inconstitucionalidade já declarada pelo Supremo Tribunal Federal. Dispositivo Ante o exposto, conheço e dou provimento ao Recurso Voluntário para que, afastado o fundamento do despacho decisório no artigo 3º, §1º da Lei nº 9.718/1998, seja apurado pela unidade de origem o valor do eventual direito creditório da Recorrente." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o colegiado decidiu por dar provimento ao Recurso Voluntário para que, afastado o fundamento do despacho decisório no art. 3º, §1º da Lei nº 9.718/1998, seja apurado pela unidade de origem o valor do eventual direito creditório da Recorrente. (assinado digitalmente) Waldir Navarro Bezerra Fl. 294DF CARF MF
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