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Numero do processo: 13738.000272/2002-15
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue May 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Jun 05 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/1992 a 31/12/1998
RECURSO VOLUNTÁRIO. OBJETO. FALTA.
Não havendo contestação no recurso voluntário sobre o objeto da lide estabelecida e julgada pela decisão de primeiro grau, a decisão recorrida é definitiva e o recurso voluntário não pode ser admitido, por falta de objeto.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 3302-002.102
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por falta de objeto, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator.
EDITADO EM: 26/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/01/1992 a 31/12/1998 RECURSO VOLUNTÁRIO. OBJETO. FALTA. Não havendo contestação no recurso voluntário sobre o objeto da lide estabelecida e julgada pela decisão de primeiro grau, a decisão recorrida é definitiva e o recurso voluntário não pode ser admitido, por falta de objeto. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por falta de objeto, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente e Relator. EDITADO EM: 26/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1596; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C3T2 Fl. 2 1 1 S3C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13738.000272/200215 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3302002.102 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 21 de maio de 2013 Matéria IPI CRÉDITOS COMPENSAÇÃO Recorrente FÁBRICA DE RENDAS ARP S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/1992 a 31/12/1998 RECURSO VOLUNTÁRIO. OBJETO. FALTA. Não havendo contestação no recurso voluntário sobre o objeto da lide estabelecida e julgada pela decisão de primeiro grau, a decisão recorrida é definitiva e o recurso voluntário não pode ser admitido, por falta de objeto. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário por falta de objeto, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 26/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 73 8. 00 02 72 /2 00 2- 15 Fl. 1082DF CARF MF Impresso em 05/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13738.000272/200215 Acórdão n.º 3302002.102 S3C3T2 Fl. 3 2 Relatório No dia 03/04/2002 a empresa recorrente ingressou com o pedido de ressarcimento de crédito básico de IPI, relativo aos anos de 1992 a 1998, tendo por fundamento sentença proferida em mandado de segurança. No período de abril a agosto de 2002, a recorrente apresentou diversos pedidos de compensação utilizando o crédito pleiteado no pedido de ressarcimento acima referido. A sentença do mandado de segurança foi reformada pelo TRF para denegar a segurança, indeferindo o pleito da recorrente. Esta decisão transitou em julgado no dia 09/12/2009. No dia 28/03/2011 a empresa recorrente tomou ciência do despacho decisório proferido pela DRF em Niterói RJ, no qual indefere o pedido de ressarcimento, não homologa as compensações declaradas e julga não declarada a compensação a que se refere o pedido de fls. 421 (original) ou 487 (digital) tratase de retificação de pedido de compensação do débito de PIS (código 8109), relativo ao mês de junho de 2002. Não se conformando, a empresa apresenta Recurso (hierárquico) contra a compensação julgada não declarada e Manifestação de Inconformidade contra a não homologação das compensações declaradas. As razões da manifestação de inconformidade estão sintetizadas no relatório do acórdão recorrido. A 3a Turma de Julgamento da DRJ em Juiz de Fora MG indeferiu a Manifestação de Inconformidade, nos termos do Acórdão no 0936.798, de 09/09/2011, cuja ementa abaixo transcrevo: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/01/1992 a 31/12/1998 COMPENSAÇÃO. DECISÃO JUDICIAL SEM TRÂNSITO EM JULGADO. As unidades da RFB devem admitir a compensação de crédito reconhecido por decisão judicial vigente, ainda não transitada em julgado, quando referida decisão, além de ter reconhecido o crédito do sujeito passivo para com a Unido relativo a tributo ou contribuição administrados pela Secretaria da Receita Federal, também reconheceu o direito à utilização do referido crédito, antes do trânsito em julgado da referida decisão, na compensação de débitos relativos aos tributos e contribuições administrados pelo órgão. A compensação, no entanto, é realizada sob condição resolutiva e deve ser revista se a decisão final da Justiça for diferente da decisão provisória. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. SENTENÇA DE 1° GRAU EM MANDADO DE SEGURANÇA. A sentença de 1º grau tem, em relação à suspensão da exigibilidade prevista no art. 151, inc. III, do CTN, a mesma eficácia da concessão liminar, pois quaisquer recursos que lhe Fl. 1083DF CARF MF Impresso em 05/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13738.000272/200215 Acórdão n.º 3302002.102 S3C3T2 Fl. 4 3 sobrevierem não têm efeito suspensivo, não retiram a sua eficácia, portanto tem validade plena enquanto não reformada por decisão posterior. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. DECISÃO PROVISÓRIA EM FACE DE DECISÃO JUDICIAL. Não decorre o prazo para a homologação tácita previsto no art. 74, §5°, da Lei n° 9.430, de 27/12/1996, quando a autoridade administrativa, no intuito de atender decisão emanada do Poder Judiciário, deixa de cobrar débitos declarados pelo contribuinte e o faz mediante suspensão de exigibilidade desses débitos. O Recurso apresentada pela empresa interessada (que trata da compensação considerada não declarada), por não seguir o rito do Decreto nº 70.235/72, foi encaminhado para o Delegado da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Niterói RJ, a quem cabe o seu julgamento. A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 14/02/2012, conforme AR de fl. 1.060, e, discordando da mesma, ingressou, no dia 09/03/2012, com o recurso voluntário de fls. 1.062/1.073, no qual alega, em apertada síntese, que: 1 o débito constante do pedido de retificação de compensação foi considerado não declarado e, como tal, o prazo para o lançamento de ofício iniciase no primeiro dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fato gerador, ou seja, dia 01/08/2003, tendo a Fazenda Nacional o prazo de 05 (cinco) anos para efetuar o lançamento, nos termos do art. 173, I, do CTN; 2 foi notificada do débito no dia 28/03/2011, quando tomou ciência da decisão do processo administrativo que entendeu como NÃO DECLARADO “a compensação retificada pelo documento de folhas 421”, já tendo sido consumada a decadência (art. 173, I, do CTN); 3 discorre sobre os efeitos da sentença do mandado de segurança para concluir que a mesma não suspende a exigibilidade do crédito tributário; 4 irremediavelmente foi atingido pela decadência o direito de a Fazenda Nacional “lançar eventual diferença relativa a fato gerador ocorrido em junho de 2002 o que acarretou a EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO pelo advento da homologação tácita dos valores não declarados” Ao final, requer a declaração de insubsistência dos créditos espelhados pelas inscrições em Dívida Ativa da União nº 70 2 100618862 e 70 6 1001096524. Na forma regimental, o recurso voluntário foi a mim distribuído. É o Relatório. Fl. 1084DF CARF MF Impresso em 05/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13738.000272/200215 Acórdão n.º 3302002.102 S3C3T2 Fl. 5 4 Voto Conselheiro WALBER JOSÉ DA SILVA, Relator. O recurso voluntário é tempestivo mas, pelas razões abaixo, não merece ser conhecido. Como relatado, o presente processo trata de pedido de ressarcimento de crédito básico de IPI, apresentado em abril de 2002, combinado com pedidos de compensação apresentados entre abril e agosto de 2002, estes convertidos em declaração de compensação. Em 19.01.2005, a recorrente apresentou pedido de retificação do período de apuração e da data do vencimento de débito constante em pedido de compensação apresentado em 12/07/2002. Tratase do PIS do PA de junho de 2002. O crédito foi pleiteado com fulcro em sentença favorável à recorrente (autorizando a compensação), proferida em mandado de segurança no qual ela pleiteava o direito de compensar crédito básico do IPI, relativo aos insumos adquiridos e empregados em produtos não tributados pelo IPI, com débitos de tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. Referida sentença restou reformada para denegar a segurança pleiteada, tendo a decisão transitada em julgado no dia 09/12/2009. Em março de 2011 a recorrente tomou ciência do despacho decisório da DRF Niterói RJ indeferindo o pedido de ressarcimento, não homologando as compensações declaradas e considerando não declarada a compensação constante do pedido de compensação retificador de fl. 421 (PIS do PA de junho de 2002). Ciente da decisão da DRF/Niterói, no dia 07/04/2011 a empresa apresentou um “Recurso” contra a decisão de considerar “não declarada” a compensação constante do pedido de compensação retificador apresentado em 19.01.2005. Por não regerse pelo Decreto nº 70.235/72, o referido “Recurso” da empresa não foi conhecido pela DRJ de Juiz de Fora MG, que o encaminhou para a autoridade competente para a sua apreciação e julgamento. Disse a DRJ de Juiz de Fora MG: Deve, então, o recurso de fls. 885/892 ser encaminhado à autoridade competente, que é o Delegado da DRF/NIT/RJO, para a análise competente. Assim sendo, por faltarlhe a competência para tal ato, eximese a autoridade julgadora da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora, MG — DRJ/JFA/MG de se manifestar sobre a matéria de que cuida a citada contestação. Passou, então, a autoridade julgadora de primeira instância à análise da Manifestação de Inconformidade apresentada no dia 27/04/2011, que trata do crédito e das declarações de compensação não homologadas pela autoridade da DRF/NIT/RJ. Fl. 1085DF CARF MF Impresso em 05/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 13738.000272/200215 Acórdão n.º 3302002.102 S3C3T2 Fl. 6 5 Portanto, o acórdão recorrida trata exclusivamente das matérias alegadas na Manifestação de Inconformidade. Ocorre que no Recurso Voluntário a empresa trata única e exclusivamente do débito constante do Pedido de Compensação retificador, apresentado em 19.01.2005, relativo ao PIS do PA de junho de 2002, matéria não conhecida pela decisão recorrida e, portanto, estranha à lide estabelecida e regida pelo Decreto nº 70.235/72. Sem objeto o recurso voluntário. Não há, dessa forma, como admitilo. Isto posto, voto no sentido de não conhecer do recurso voluntário por falta de objeto. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Relator Fl. 1086DF CARF MF Impresso em 05/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 26/05/2013 por WALBER JOSE DA SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10660.720505/2012-16
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 14 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed May 29 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 2007, 2008
RECURSO INTEMPESTIVO
A tempestividade do recurso é um pressuposto intransponível para sua admissibilidade, não sendo conhecido.
Recurso Voluntário Não Conhecido - Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2803-002.199
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a), em razão de sua intempestividade.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Exercício: 2007, 2008 RECURSO INTEMPESTIVO A tempestividade do recurso é um pressuposto intransponível para sua admissibilidade, não sendo conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido - Crédito Tributário Mantido
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Recurso Voluntário Não Conhecido Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a), em razão de sua intempestividade. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 0. 72 05 05 /2 01 2- 16 Fl. 216DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10660.720505/201216 Acórdão n.º 2803002.199 S2TE03 Fl. 217 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário que busca reforma da decisão a quo que mantenedora do lançamento crédito tributário lançado DEBCAD 37.328.9294, relativo às contribuições previdenciárias patronais, previstas no inciso IV do art. 22 da Lei nº 8.212/1991, incidentes sobre o valor bruto das notas fiscais e faturas emitidas pela UNIMED SUL MINEIRA – COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO, no período de 01/2007 a 12/2008., no período de 01/01/2007 a 31/12/2008, a ciência da decisão a quo foi em 17.07.2012. O recurso voluntário foi postado em 21.08.2012, em que a parte alega que ao enviar postalmente o recurso no dia 16.08.2012, contudo por equivoco na indicação do município do endereçamento da Agência da SRFB (deveria ter sido colocado Pouso Alegre MG, inves de ExtremoMG), sendo o mesmo devolvido, mas mesmo assim apresenta novamente o recurso no dia 21.08.2012 (via postal), solicitando a relevação do equívoco. Em continuidade, alega a inocorrência da hipotese de incidência da norma tributária, a inconstitucionaliade da norma de incidência, e erro da fiscalização da aplicação da multa, requerendo o cancelamento do lançamento e, supletivamente, a redução da multa. Assim, os autos vieram à presente turma especial para apreciação. Este é o Relatório. Fl. 217DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10660.720505/201216 Acórdão n.º 2803002.199 S2TE03 Fl. 218 3 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato O recurso foi interposto intempestivamente, o que impede a sua admissibilidade. O contribuinte tomou ciência do Acórdão recorrido em 17.07.2012 e o prazo para interposição de recurso é de 30 (trinta) dias, considerandose que na contagem é excluído o dia do início, o prazo venceria no dia 17.08.2012. Apesar da alegação do equívoco na postagem do recurso, ao que se verifica nos autos, não houve juntada de qualquer comprovante de que o mesmo tivesse sido postado no dia 16.08.2012, mesmo que equivocadamente, apenas há a juntada do envelope do suposto reenvio. Assim, somente se pode considerar como postagem válida do recurso a realizada no dia 21.08.2012, logo fora do prazo normativo (art. 33 do Decreto n° 70.235/72). Isso posto, voto por NÃO CONHECER O RECURSO VOLUNTÁRIO, por intempestividade, mantendose o lançamento. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 218DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 21/05/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 25/05/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 11065.904061/2008-75
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 03 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2003
PER/DCOMP. ÔNUS DA PROVA.
Cabe à Recorrente produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, já que o procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior.
Numero da decisão: 1801-001.439
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Leonardo Mendonça Marques e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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ÔNUS DA PROVA. Cabe à Recorrente produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, já que o procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Maria de Lourdes Ramirez, Cláudio Otávio Melchiades Xavier, Carmen Ferreira Saraiva, João Carlos de Figueiredo Neto, Leonardo Mendonça Marques e Ana de Barros Fernandes. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 06 5. 90 40 61 /2 00 8- 75 Fl. 61DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 22/05/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 23/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.904061/200875 Acórdão n.º 1801001.439 S1TE01 Fl. 62 2 A Recorrente formalizou os Pedidos de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) nº 14719.03802.230206.1.3.028188, em 23.02.2006 e nº 10460.49221.310306.1.3.020120, em 31.03.2006, fls. 1115, utilizandose em ambas do saldo negativo de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) no valor original de R$933,55 do anocalendário de 2002 apurado pelo regime do lucro real anual, para compensação dos débitos ali confessados. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fl. 01, acompanhado da Planilha de fls. 2325 as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado constatouse que não houve apuração de crédito na Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) correspondente ao período de apuração do saldo negativo informado no PER/DCOMP. Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$933,55 Valor do crédito na DIPJ: R$0,00 Diante do exposto, NÃO HOMOLOGO a compensação declarada nos seguintes PER/DCOMP: 14719.03802.230206.1.3.028188 10460.49221.310306.1.3.020120. Para tanto, cabe indicar o seguinte enquadramento legal: art. 165, art. 168 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 3º da Lei Complementar nº 118, de 19 de fevereiro de 2005 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Cientificada em 02.09.2008, fl. 16, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 02.10.2008, fl. 02, com os argumentos a seguir transcritos. Os créditos declarados no PER/DCOMP referido no despacho acima se referem ao saldo negativo nos períodos discriminados, oriundos de retenções na fonte sobre a receita da empresa referente a comissões recebidas, que por equívoco não foram informados como saldo negativo, constando apenas como imposto retido, irregularidade esta já sanada coma retificação da DIPJ do ano referido, conforme recibo de entrega em anexo. Em vista do acima exposto manifesta sua inconformidade com a glosa dos referidos créditos por ser direito líquido e certo para ser utilizado em compensações. Está registrado como resultado do Acórdão da 5ª TURMA/DRJ/POA/RS nº 1030.691, de 31.03.2011, fls. 3839: “Manifestação de Inconformidade Procedente em Parte” em que foi reconhecido o valor de R$241,64 de que saldo negativo de IRPJ do anocalendário de 2001, de acordo com as DIRF, fls. 3236. Restou ementado Assunto: Imposto Sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Exercício: 2002 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 22/05/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 23/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.904061/200875 Acórdão n.º 1801001.439 S1TE01 Fl. 63 3 SALDO NEGATIVO DE IRPJ. INCLUSÃO DE IRRF. Cabe a inclusão de valor referente a imposto de renda retido na fonte para fins de apuração.,do IRPJ a pagar na DIPJ, desde que comprovadas as retenções. O eventual saldo negativo apurado no encerramento do exercício social pode ser compensado com débitos próprios. Notificada em 27.10.2011, fl. 49, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 28.11.2011 (segundafeira), fls. 5152, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera alguns argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Acrescenta A empresa ao sofrer retenção na fonte passa a ser detentora de crédito que lhe dá direito a compensação com tributos devidos [...] direito este que lhe foi negado pelo julgador de 1º grau. A empresa ao declarar [...] o crédito [...] descrito só o fez por ser direito líquido e certo passível de compensação. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996). A Recorrente suscita que as compensações formalizadas nos Per/DComp devem ser homologadas. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição, pode utilizálo na compensação de débitos. A partir de 01.10.2002, a compensação somente pode ser efetivada por meio de declaração e com créditos e débitos próprios, que ficam extintos sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Também os pedidos pendentes de apreciação foram equiparados a declaração de compensação, retroagindo à data do protocolo. Posteriormente, ou seja, em de 30.12.2003, ficou estabelecido que a Per/DComp constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados, bem como que o prazo para homologação tácita da compensação declarada é de cinco anos, contados da data da sua entrega. Ademais, o procedimento se submete ao rito do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. O procedimento de apuração Fl. 63DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 22/05/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 23/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.904061/200875 Acórdão n.º 1801001.439 S1TE01 Fl. 64 4 do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior1. O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor dela dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais2. Instaurada a fase litigiosa do procedimento, cabe à Recorrente detalhar os motivos de fato e de direito em que se basear expondo de forma minuciosa os pontos de discordância e suas razões e instruindo a peça de defesa com prova documental préconstituída imprescindível à comprovação das matérias suscitadas. Por seu turno, a autoridade julgadora, orientandose pelo princípio da verdade material na apreciação da prova, deve formar livremente sua convicção mediante a persuasão racional decidindo com base nos elementos existentes no processo e nos meios de prova em direito admitidos. Para que haja o reconhecimento do direito creditório é necessário um cuidadoso exame do pagamento a maior de tributo, uma vez que é absolutamente essencial verificar a precisão dos dados informados em todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal. Desta forma, a comprovação, de maneira inequívoca, a liquidez e a certeza do valor pleiteado a título de restituição gera direito à compensação de débito até o valor reconhecido 3. A pessoa jurídica pode deduzir do tributo devido o valor dos incentivos fiscais previstos na legislação de regência, do tributo pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real, bem como o IRPJ ou a CSLL determinado sobre a base de cálculo estimada no caso utilização do regime com base no lucro real anual, para efeito de determinação do saldo de IRPJ ou de CSLL a pagar ou a ser compensado no encerramento do anocalendário, ocasião em que se verifica a sua liquidez e certeza4. Em relação à dedução de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), a legislação prevê que no regime de tributação com base no lucro real a pessoa jurídica pode deduzir do valor apurado no encerramento do período, o valor retido na fonte sobre as receitas que integraram a base de cálculo correspondente5. Para tanto, as pessoas jurídicas são obrigadas a prestar aos órgãos da RFB, no prazo legal, informações sobre os rendimentos que pagaram ou creditaram no anocalendário anterior, por si ou como representantes de terceiros, com indicação da natureza das respectivas importâncias, do nome, endereço e número de inscrição no CNPJ, das pessoas que o receberam, bem como o imposto de renda retido da 1 Fundamentação legal: art. 165, art. 168, art. 170 e art. 170A do Códido Tributário Nacional, art. 9º do Decreto Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, 1º e art. 2º, art. 51 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 26 de dezembro de 1996, art. 49 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002 e art. 17 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. 2 Fundamentação legal : art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 6º e art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 37 da Lei nº 8.981, de 20 de novembro de 1995, art. 6º e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e art. 1º e art. 2º da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 3 Fundamentação legal: art. 37 da Constituição Federal, art. 14, art. 15, art. 16, art. 17, art. 26A e art. 29 do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972, art. 2º da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 e inciso i do art. 333 do Código de Processo Civil. 4 Fundamentação legal: art. 170 do Código Tributário Nacional, art. 34 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995 e art. 2º da Lei nº 9.430, 27 de dezembro de 1996. 5 Fundamentação legal: Lei 10.833 de 29 de dezembro de 2003. Fl. 64DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 22/05/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 23/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.904061/200875 Acórdão n.º 1801001.439 S1TE01 Fl. 65 5 fonte, mediante a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF). Também as pessoas jurídicas que efetuarem pagamentos com retenção do imposto na fonte devem fornecer à pessoa jurídica beneficiária, até o dia 31 de janeiro, documento comprobatório, em duas vias, com indicação da natureza e do montante do pagamento, das deduções e do imposto retido no anocalendário anterior, que no caso é o Informe de Rendimentos. Assim, o valor retido na fonte somente pode ser compensado se a pessoa jurídica possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora para fins de apuração do saldo negativo de IRPJ no encerramento do período6. A legislação expressamente permite a dedução dos valores de IRRF referentes ao código de arrecadação nº 1708 a título de comissões ou remuneração de serviços profissionais prestados por pessoa jurídica (art. 52 da Lei n° 7.450, de 23 de dezembro de 1985). Ademais, na apuração do IRPJ, a pessoa jurídica poderá deduzir do IRPJ devido o valor retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do tributo (Súmula CARF nº 80). Feitas essas considerações normativas, tem cabimento a análise da situação fática. Considerados para fins de reconhecimento do direito creditório foram analisados na integralidade os dados informados nas DIRF pelas fontes pagadoras que se encontram nos registros internos da RFB. Examinando o conjunto probatório produzido nos autos, restaram evidenciadas diferenças nos valores de IRRF utilizados pela Recorrente. Por seu turno, a Recorrente, embora ciente de todas as discrepâncias quantitativas, não juntou aos autos os Informes de Rendimentos respectivos, pois nesse caso, cabelhe produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, já que o procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior7. Embora lhe fossem oferecidas várias oportunidades no curso do processo, a Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca dos registros contábeis e documentos hábeis de que suas alegações estão corretas. Não foram produzidos nos autos elementos de prova que comprovem a correção das informações indicadas na peça de defesa. A inferência denotada pela defendente, nesse caso, não está comprovada. Em assim sucedendo, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 6 Fundamentação legal: art. 86 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 11 do DecretoLei nº 1.968, de 23 de novembro de 1982 e art. 10 do DecretoLei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983. 7 Fundamentação legal: art. 147 e art. 170 do Código Tributário Nacional e art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Fl. 65DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 22/05/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 23/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.904061/200875 Acórdão n.º 1801001.439 S1TE01 Fl. 66 6 Fl. 66DF CARF MF Impresso em 04/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 22/05/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 23/05/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10880.684359/2009-68
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jun 24 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/08/2007 a 31/08/2007
INTIMAÇÃO POR EDITAL. COMPROVADA A IMPOSSIBILIDADE DA INTIMAÇÃO POR VIA POSTAL. CABIMENTO.
É válida a intimação por edital, uma vez comprovado nos autos, com documentação adequada, que a intimação por via postal resultou improfícua.
MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE EXTEMPORÂNEA. NÃO DEMONSTRADA A IRREGULARIDADE NA INTIMAÇÃO POR EDITAL. MANTIDA A DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA QUE CONHECEU E REJEITOU A PRELIMINAR DE TEMPESTIVIDADE. CONHECIMENTO DO MÉRITO NA FASE RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE.
Não se toma conhecimento das questões de mérito se, na fase recursal, não foi provada a irregularidade da intimação por edital e, por conseguinte, mantida a decisão de primeira instância que rejeitou a preliminar de tempestividade da manifestação inconformidade.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3102-001.814
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, tomar conhecimento parcial do recurso e, na parte conhecida, negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Luis Marcelo Guerra de Castro - Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/08/2007 a 31/08/2007 INTIMAÇÃO POR EDITAL. COMPROVADA A IMPOSSIBILIDADE DA INTIMAÇÃO POR VIA POSTAL. CABIMENTO. É válida a intimação por edital, uma vez comprovado nos autos, com documentação adequada, que a intimação por via postal resultou improfícua. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE EXTEMPORÂNEA. NÃO DEMONSTRADA A IRREGULARIDADE NA INTIMAÇÃO POR EDITAL. MANTIDA A DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA QUE CONHECEU E REJEITOU A PRELIMINAR DE TEMPESTIVIDADE. CONHECIMENTO DO MÉRITO NA FASE RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. Não se toma conhecimento das questões de mérito se, na fase recursal, não foi provada a irregularidade da intimação por edital e, por conseguinte, mantida a decisão de primeira instância que rejeitou a preliminar de tempestividade da manifestação inconformidade. Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/08/2007 a 31/08/2007 INTIMAÇÃO POR EDITAL. COMPROVADA A IMPOSSIBILIDADE DA INTIMAÇÃO POR VIA POSTAL. CABIMENTO. É válida a intimação por edital, uma vez comprovado nos autos, com documentação adequada, que a intimação por via postal resultou improfícua. MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE EXTEMPORÂNEA. NÃO DEMONSTRADA A IRREGULARIDADE NA INTIMAÇÃO POR EDITAL. MANTIDA A DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA QUE CONHECEU E REJEITOU A PRELIMINAR DE TEMPESTIVIDADE. CONHECIMENTO DO MÉRITO NA FASE RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. Não se toma conhecimento das questões de mérito se, na fase recursal, não foi provada a irregularidade da intimação por edital e, por conseguinte, mantida a decisão de primeira instância que rejeitou a preliminar de tempestividade da manifestação inconformidade. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2ª Turma Ordinária da 1ª Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, tomar conhecimento parcial do recurso e, na parte conhecida, negarlhe provimento, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 68 43 59 /2 00 9- 68 Fl. 97DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /05/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22/06/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO 2 (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama. Relatório Tratase de Declaração de Compensação (DComp), transmitida em 19/12/2008, em que informada a compensação de parte do crédito do pagamento indevido da Cofins do mês de agosto de 2007, com débito de IRRF do mês de maio de 2008. Por meio do Despacho Decisório (eletrônico) de fls. 5/7, o titular da Unidade da Receita Federal da jurisdição da declarante não homologou a compensação declarada, sob fundamento de que o crédito utilizado não existia, pois, embora localizado na base de dados da Administração tributária, o valor do pagamento indevido informado fora integralmente utilizado na quitação de débito da contribuinte, não remanescendo crédito disponível. Em 17/12/2009, a interessada foi cientificada do referido Despacho Decisório, por edital (fls. 43/44), após ter resultado improfícua a intimação pela via postal. Em 8/6/2010, a interessada apresentou a Manifestação de Inconformidade de fls. 6/21. Em preliminar alegou que: a) exercia suas atividades no endereço indicado no CNPJ, logo, não havia razão para o suposto não recebimento do Despacho Decisório por via postal; b) era indubitável o direito de recebimento e julgamento da sua defesa; c) o Despacho Decisório estava eivado de nulidade, por ausência de motivação e cerceamento do direito de defesa. No mérito, alegou que era legítimo o crédito postulado, com base no argumento de que utilizara base cálculo ampliada, ou seja, as receitas de vendas e demais receitas. Por meio do Acórdão de fls. 49/54, a 2ª Turma de Julgamento da DRJ São Paulo I, por unanimidade de votos, não conheceu da intempestiva Manifestação de Inconformidade, sob o argumento de que era válida a intimação por edital, quando as formas normais de intimação resultassem improfícuas. Inviabilizada a intimação pela via postal (fls. 56/57), em 14/4/2011, por edital (fl. 58), a recorrente foi cientificada da decisão de primeira instância. Em 19/4/2011, protocolou o recurso voluntário de fls. 60/73, em que reafirmou os argumentos aduzidos na fase de manifestação de inconformidade. Em aditamento, alegou que a informação da mudança de endereço não era verídica e que não houve qualquer providência, por parte da Administração Tributária, no sentido de averiguar qual seria o endereço correto da recorrente. Em 16/6/2011 (fl. 78), a interessada foi intimada do Despacho Decisório de fls. 74/76, em que a autoridade preparadora negou seguimento ao recurso, sob o fundamento de que a decisão de primeiro grau era definitiva, pois, em face do não conhecimento da intempestiva manifestação de inconformidade, não fora instaurada a fase litigiosa do processo. Fl. 98DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /05/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22/06/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO Processo nº 10880.684359/200968 Acórdão n.º 3102001.814 S3C1T2 Fl. 21 3 Inconformada, a interessada ajuizou na 14ª Vara Federal Cívil da Capital de São Paulo, o Mandado de Segurança nº 002237438.2010.4.03.6100, no qual foi deferida parcialmente a medida liminar requerida (fls. 83/86), para determinar que o presente recurso voluntário fosse remetido a este Conselho, o que foi providenciado pelo despacho de encaminhamento de fl. 93. É o relatório. Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos de admissibilidade, porém, deve ser conhecido parcialmente, pelas razões a seguir expostas. A decisão de primeira instância limitouse à questão preliminar atinente a regularidade da intimação por edital, por conseguinte, também nesta fase recursal, esta será a única matéria a ser conhecida, pois, em face da intempestividade da Manifestação de Inconformidade, o litígio foi instaurado, apenas em relação a esse ponto. No âmbito do processo administrativo fiscal, as formas normais de intimação são aquelas realizadas pessoalmente, por via postal ou eletrônica, enquanto a intimação por edital é considerada forma excepcional de intimação, consequentemente, somente pode ser utilizada quando resultar improfícuo um dos meios comuns de intimação. Ratifica o asseverado, o disposto no § 1º do art. 23 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 (PAF), a seguir transcrito: Art. 23. Farseá a intimação: I pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão preparador, na repartição ou fora dela, provada com a assinatura do sujeito passivo, seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem o intimar; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; (Redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997) III por meio eletrônico, com prova de recebimento, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado pelo sujeito passivo. (Incluída pela Lei nº 11.196, de 2005) Fl. 99DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /05/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22/06/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO 4 § 1o Quando resultar improfícuo um dos meios previstos no caput deste artigo ou quando o sujeito passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o cadastro fiscal, a intimação poderá ser feita por edital publicado: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) I no endereço da administração tributária na internet; (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) II em dependência, franqueada ao público, do órgão encarregado da intimação; ou (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) III uma única vez, em órgão da imprensa oficial local. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) (...). (grifos não originais) Há provas nos autos (fls. 34 e 45/47) que confirmam o insucesso da intimação da interessada por via postal, no endereço por ela informado à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), portanto, a intimação por edital em questão foi realizada em consonância com o disposto no referido preceito legal. Alegou a recorrente que a informação sobre a mudança de endereço, prestada pelos funcionários dos correios e registrada nos Avisos de Recebimento (AR) colacionados aos autos, não era verídica e configurava uma mera presunção, haja vista que não confirmada por servidor da RFB. No caso em tela, os dois ARs foram devolvidos por motivo de mudança de endereço, com a informação de que o imóvel estava “desabitado” (o primeiro) e havia se mudado para “Itaquaquecetuba”(o segundo). Ademais, o AR de fl. 78 enviado para o novo endereço foi recepcionado, o que ratifica as informações prestadas pelos funcionários da ECT. Logo, não se trata de presunção, mas de questão de fato, cuja informação, para ser infirmada, necessitava de prova em contrário, o que não foi feito pela recorrente. Portanto, insubsistente essa alegação. Também não tem fundamento a alegação de que não houve qualquer providência, por parte da Administração Tributária, no sentido de averiguar o seu endereço, porque, nos termos do art. 221 da Instrução Normativa RFB nº 1.183 de 19 de agosto de 2011, era da interessada a obrigação de manter atualizado o seu endereço perante o CNPJ, o que não foi providenciado. Logo, se houve omissão da sua parte, deve arcar com o ônus dela decorrente. Dessa forma, demonstrado que a questionada intimação editalícia foi realizada de forma regular e que a citada manifestação de inconformidade foi apresentada fora do prazo de trinta dias, fixado no art. 15 do PAF, mantémse a decisão recorrida que rejeitou a preliminar de tempestividade da manifestação de inconformidade suscitada pela recorrente. Com base no exposto, voto no sentido de CONHECER PARCIALMENTE o recurso e, na parte conhecida, NEGARLHE PROVIMENTO, para manter na íntegra o acórdão recorrido. 1 Art. 22. A entidade está obrigada a atualizar no CNPJ qualquer alteração referente aos seus dados cadastrais até o último dia útil do mês subsequente ao de sua ocorrência. [...]. Fl. 100DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /05/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22/06/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO Processo nº 10880.684359/200968 Acórdão n.º 3102001.814 S3C1T2 Fl. 22 5 (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 101DF CARF MF Impresso em 24/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/05/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /05/2013 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22/06/2013 por LUIS MARCELO GUER RA DE CASTRO
score : 1.0
Numero do processo: 10830.722838/2011-08
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jun 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2008
IMÓVEL RURAL. PERÍMETRO URBANO. PROVA.
Para exclusão da tributação pelo ITR é necessário comprovar que o imóvel encontra-se localizada no perímetro urbano, ou ao menos que está sujeito ao tributo de competência municipal do IPTU, em data anterior a ocorrência do fato gerador.
ÁREA IMPRESTÁVEL PARA A ATIVIDADE RURAL. ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO.
A exclusão das áreas do imóvel rural, para efeito da tributação do ITR, exige comprovação de se tratar de área imprestável para exploração agrícola, pecuária ou florestal, assim declarada de interesse ecológico mediante ato do órgão federal ou estadual.
VTN - VALOR DA TERRA NUA. PROVA.
Prevalece o VTN - Valor da Terra Nua apurado pela fiscalização, na forma do art. 14, da Lei 9.393, de 1996, quando o contribuinte não comprovar o valor declarado na DITR.
Numero da decisão: 2201-002.170
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(Assinatura digital)
Maria Helena Cotta Cardozo- Presidente.
(Assinatura digital)
Odmir Fernandes Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah, Márcio de Lacerda Martins, Nathália Mesquita Ceia, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente) e Odmir Fernandes. Ausente o Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe.
Nome do relator: ODMIR FERNANDES
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2008 IMÓVEL RURAL. PERÍMETRO URBANO. PROVA. Para exclusão da tributação pelo ITR é necessário comprovar que o imóvel encontra-se localizada no perímetro urbano, ou ao menos que está sujeito ao tributo de competência municipal do IPTU, em data anterior a ocorrência do fato gerador. ÁREA IMPRESTÁVEL PARA A ATIVIDADE RURAL. ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO. A exclusão das áreas do imóvel rural, para efeito da tributação do ITR, exige comprovação de se tratar de área imprestável para exploração agrícola, pecuária ou florestal, assim declarada de interesse ecológico mediante ato do órgão federal ou estadual. VTN - VALOR DA TERRA NUA. PROVA. Prevalece o VTN - Valor da Terra Nua apurado pela fiscalização, na forma do art. 14, da Lei 9.393, de 1996, quando o contribuinte não comprovar o valor declarado na DITR.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinatura digital) Maria Helena Cotta Cardozo- Presidente. (Assinatura digital) Odmir Fernandes Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah, Márcio de Lacerda Martins, Nathália Mesquita Ceia, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente) e Odmir Fernandes. Ausente o Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe.
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PERÍMETRO URBANO. PROVA. Para exclusão da tributação pelo ITR é necessário comprovar que o imóvel encontrase localizada no perímetro urbano, ou ao menos que está sujeito ao tributo de competência municipal do IPTU, em data anterior a ocorrência do fato gerador. ÁREA IMPRESTÁVEL PARA A ATIVIDADE RURAL. ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO. A exclusão das áreas do imóvel rural, para efeito da tributação do ITR, exige comprovação de se tratar de área imprestável para exploração agrícola, pecuária ou florestal, assim declarada de interesse ecológico mediante ato do órgão federal ou estadual. VTN VALOR DA TERRA NUA. PROVA. Prevalece o VTN Valor da Terra Nua apurado pela fiscalização, na forma do art. 14, da Lei 9.393, de 1996, quando o contribuinte não comprovar o valor declarado na DITR. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinatura digital) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente. (Assinatura digital) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 72 28 38 /2 01 1- 08 Fl. 267DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por ODMIR FERNANDES 2 Odmir Fernandes– Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Eduardo Tadeu Farah, Márcio de Lacerda Martins, Nathália Mesquita Ceia, Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente) e Odmir Fernandes. Ausente o Conselheiro Rodrigo Santos Masset Lacombe. Relatório Ao relatório de fls. acrescento que se tratase de Recurso Voluntário da decisão 1ª Turma de Julgamento da DRJ de Campo Grande/MS, que manteve a autuação do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR, do exercício de 2008 do imóvel rural Estância dos Ipês, localizado no Município de Paulínia/SP pela falta de comprovação da área de pastagem e do VTN, declarados. Os autos foram convertidos em diligencia, pela 2ª TO desta 2ª Câmara, para que a diga autoridade fiscal trouxesse aos autos a comprovação da aptidão agrícola do imóvel, ante o arbitramento do VTN pela Tabela de preços da Receita Federal. Nas razões de Recurso Voluntário (fls. 241/242), sustentou, em síntese, que comprovou a área explorada e de a área pertencer ao perímetro urbano. É o breve relatório. Voto Conselheiro Odmir Fernandes Relator O reurso preenche os requisitos de admissibilidade e deve ser conhecido. Cuidase de recurso admitido e convertido em diligencias da decisão da DRJ que manteve a autuação do ITR pela falta de comprovação da área de pastagem e do VTN – Valor da Terra Nua, declarados no DITR/2008. A decisão recorrida esta assim ementada: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR Exercício: 2008 NIFR: 6.170.6779 Estância dos Ipês CONFISCO. INCONSTITUCIONALIDADE. TESE NÃO CONHECIDA. É vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. IMÓVEL RURAL. INCORPORAÇÃO AO PERÍMETRO URBANO. PROVA INSUFICIENTE. A exclusão de área rural da incidência do ITR, em razão de sua incorporação ao perímetro urbano do respectivo município de sua localização, está condicionada à comprovação de sue Fl. 268DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10830.722838/201108 Acórdão n.º 2201002.170 S2C2T1 Fl. 3 3 cadastro fiscal como imóvel urbano para efeito de IPTU, em data anterior a 1º de janeiro de 2008. DESAPROPRIAÇÃO. SUJEITO PASSIVO. Na hipótese de desapropriação do imóvel rural por pessoa jurídica de direito público, é contribuinte do ITR, o expropriado em relação aos fatos geradores ocorridos até a data da perda da posse ou da propriedade. ÁREA IMPRESTÁVEL PARA A ATIVIDADE RURAL. ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO. Para que a área imprestável para atividade rural seja excluída do ITR, deve ficar comprovado que se trata de área imprestável para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, agrícola ou florestal e que declarada de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual. ÁREA UTILIZADA COM PASTAGENS. PROVA INEFICAZ. A dedução da área de pastagem depende da comprovação da existência de animais apascentados no imóvel. VALOR DA TERRA NUA. FALTA DE PROVA. O valor da terra nua, apurado pela fiscalização em procedimento de ofício nos termos do art. 14 da lei 9.393/96, não é passível de alteração quando o contribuinte não apresenta elementos de convicção que justifiquem reconhecer valor menor. MULTA DE OFÍCIO. INCIDÊNCIA. Em caso de apresentação de declaração com inexatidões e sem recolhimento do tributo, há incidência da multa de ofício de 75% e não da multa de mora de 20%. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O Recorrente declarou possuir área de pastagem, mas no recurso sustenta que o imóvel é inaproveitável e se localiza em área de expansão urbana. As áreas inaproveitáveis para fins agrícolas devem ser excluídas da tributação, a teor do art. 10, da Lei n° 9.393, de 1996: Art. 10. A apuração e o pagamento do ITR serão efetuados pelo contribuinte, independentemente de prévio procedimento da administração tributária, nos prazos e condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal, sujeitandose a homologação posterior. § 1º Para os efeitos de apuração do ITR, considerarseá: II área tributável, a área total do imóvel, menos as áreas: Fl. 269DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por ODMIR FERNANDES 4 c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeia, agrícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual. No entanto, não há qualquer prova de se tratar de imóvel inaproveitável para fins agrícolas, ou então que possua área de pastagem conforme declarou na DITR/2008. Também não há nenhuma comprovação à época do fato gerador do tributo aqui exigido – exercício de 2008, de se tratar de imóvel urbano, ou de expansão urbana, para fins excluir a tributação do ITR, pela incompetência tributária ativa, deslocandoo ao IPTU, de competência municipal. Não há sequer comprovação da tributação do imóvel pelo IPTU para, ao menos, se deslocar a competência ativa da União para a exigência do tributo sobre a propriedade imobiliária. Temos nos autos certidão expedida pela Municipalidade de Paulínia/SP dando conta da existência de área de expansão urbana, mas não se comprova se as matrículas referidas nas certidões correspondam ao período da exigência e ao imóvel objeto da autuação. Tocante ao VTN valor da terra nua declarado na DITR/2008 nada foi comprovado. Com a conversão dos autos em diligencia a digna autoridade lançadora trouxe a demonstração da aptidão agrícola utilizada para glosa do VTN declarado pelo contribuinte. Vemos assim que o arbitramento se fez pelo sistema de preços da Receita Federal SIPT, com a devida aptidão agrícola. Ante o exposto, pelo meu voto, nego provimento ao recurso. (Assinatura digital) Odmir Fernandes Relator Fl. 270DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por ODMIR FERNANDES Processo nº 10830.722838/201108 Acórdão n.º 2201002.170 S2C2T1 Fl. 4 5 Fl. 271DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/07/2013 por ODMIR FERNANDES, Assinado digitalmente em 18/07/2013 por MARIA HELENA COTTA CARDOZO, Assinado digitalmente em 16/07/2013 por ODMIR FERNANDES
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Numero do processo: 10930.003378/00-37
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Aug 14 00:00:00 UTC 2009
Ementa: FINSOCIAL. DECADÊNCIA.SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Depois da edição da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, não é possível defender a aplicação do art. 45, I e II, da Lei n° 8.212, de 24 de abril de 1991, devendo o cálculo do prazo decadencial para o lançamento do Finsocial obedecer ao disposto no parágrafo 4° do artigo 150 do CTN, ou seja, cinco anos contados do fato gerador.
Numero da decisão: 3201-000.282
Decisão: ACORDAM os membros da 2ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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Recorrida DRJ-Curitiba/PR :FI SOCL'\L...DÇA1;ENCIA. ' SÚÜ. :IjLA VilIST'êtILÀ1\fiÈ s Do suPREnii TR/BUNAL FEDERAL. Depois da edição da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, não é possível defender a aplicação do art. 45, I e II, da Lei n° 8.212, de 24 de abril de 1991, devendo o cálculo do prazo decadencial para o lançamento do Finsocial obedecer ao disposto no parágrafo 4° do artigo 150 do CTN, ou seja, cinco anos contados do fato gerador. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 2° Câmara / P Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. C1)n. ) - JUDITHCO 14. L MARCO DES ARMANDO' \\ Presidente 7\CiA/CLejj" , ' Avtiz z-z-/c--1' MARCELO RIBEIRO NOGUE rRA,J Relator Participaram, ainda do presente julgamento, os Conselheiros Mércia Helena Trajano D'Amorim, Ricardo Paulo Rosa, Luciano Lopes de Almeida Moraes e Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro. Processo n° 10930.003378/00-37 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00282 Fl. 616 Relatório Adoto o relatório da decisão de primeira instância por entender que o mesmo resume bem os fatos dos autos até aquele momento processual: Trata o processo de auto de infração, às fls. 142/153, exigindo valores não recolhidos de Contribuição para o Fundo de Investimento Social — Finsocial, equivalentes a R$ 3.264,14 de contribuição e R$ 2.166,52 de multas de lançamento de oficio de 50% e 75%, além dos acréscimos legais, conforme demonstrativo de apuração da contribuição às fls. 146/148 e de multas e juros de mora às fls. 149/151. A base legal para a exigência de multa de oficio é o art. 21, lido Decreto-lei 401, de 30 de dezembro de 1968, combinado com o art. 86, ,sç 1°, da Lei n° 7.450, de 23 de dezembro de 1985; art. 2° da Lei n° 7.683, de 02 de dezembro de 1988, combinado com o III art. 4°, I, da MP n°297, de 29 de junho de 1991, com o art. 4°, I, da MP n° 298, de 29 de julho de 1991, e com o art. 4°, I, da Lei n°8.218, de 29 de agosto de 1991; art. 44, I, da Lei n°9.430, de 27 de dezembro de 1996, e art. 106, II, "c", da Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional - CT/V: Na descrição dos fatos, à fl. 153, consta que o lançamento foi efetuado conforme demonstrado no Termo de Verificação e Encerramento de Ação Fiscal, fls. 142/145, integrante do auto de infração. O documento mencionado esclarece que a interessada impetrou mandado de segurança questionando a constitucionalidade da exigência do Finsocial, obtendo liminar e sentença favorável em 1" instância, mas que o TRF da 4° Região deu provimento à remessa ex-officio, negou o provimento ao embargo que pretendia a apreciação das majorações de alíquota e, também, não admitiu o recurso especial nem o extraordinário, tendo ocorrido a baixa definitiva dos autos em 03/09/1997. A autoridade autuante também informou que a empresa tem por objetivo o ramo de representações comerciais, que a base de cálculo da autuação foi retirada do livro de Registro de Notas Fiscais e Serviços Prestados e, como o TRF considerou constitucional a cobrança do Finsocial em decisão transitada em julgado, a contribuição foi calculada com alíquotas de 1%, 1,2% e 2%. Finaliza o Termo de Verificação e Encerramento da Ação Fiscal esclarecendo que a empresa não apresentou recolhimentos do Finsocial referentes ao período 01/1990 a 03/1992 e que o crédito tributário foi constituído pelo montante integral, sem considerar os depósitos judiciais vinculados ao mandado de 2 Processo n° 10930.003378/00-37 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00282 Fl. 617 segurança, em função da inconsistência entre os valores apresentados como depositados e o saldo existente. Instruem o feito fiscal, no essencial, Mandado de Procedimento Fiscal—Fiscalização — fl. 01, Demonstrativo Consolidado do Crédito Tributário do Processo —fl. 02, Termo de Início de Ação Fiscal com o resi)èctivo "AR" e respectiva resposta —fls. 03/05, Termo de Ciência e de Continuação de Procedimento Fiscal — 06, Contrato Social da Empresa — fls. 21, cópia de depósitos judiciais — fls. 22/31, petição inicial do processo judicial e deferimento da liminar mediante depósito —fis. 32/52, sentença de 1° instância concedendo a segurança —fls. 53/57, acórdão do TR da 4' Região dando provimento à remessa oficial —fls. 58/62, embargo de declaração -fl. 63, rejeição do embargo —fls. 64/65, indeferimento dos pedidos de recursos especial e extraordinário — fls. 66/67, indeferimento do pedido de expedição de carta sentença —fls. 68/69, certidão de baixa definitiva dos autos —fl. 70, oficio da Sasar da DRF em Londrina para a procuradoria solicitando a requisição junto à CEF do extrato discriminado dos depósitos judiciais efetuados — fls. 71/73, cópia do Livro de Registro de Notas Fiscais de Serviços Prestados —fls. 73 a 100, cópia do Razão Analítico —fls. 101 a 135 e cópia de partes das DIRPJ dos exercícios de 1991 a 1993. A autuação, cientificada em 30/11/2000 — fl. 152, teve como fundamentação legal o art. 1°, § 1°, do Decreto-lei n° 1.940, de 25 de maio de 1982; os arts. 16, 80 e 83 do Regulamento do Finsocial, aprovado pelo Decreto n° 92.698, de 21 de maio de 1986; o art. 28 da Lei n° 7.738, de 9 de março de 1989; o art. 70 da Lei n° 7.787, de 30 de junho de 1989; o art. 1° da Lei n° 7.894, de 24 de novembro de 1989, e o art. I° da Lei n°8.147, de 28 de dezembro de 1990. A interessada apresentou, em 11/12/2000, a tempestiva impugnação de fls. 29 a 52, acompanhada dos documentos de fls. 53 a 73, resumida a seguir. Alega haver decaído o direito de a Fazenda constituir a exigência fiscal no período de fevereiro de 1990 a março de 1992, já que a regra de decadência prevista no Código Tributário Nacional é de 5 (cinco) anos a contar da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 42, e art. 173, I, do CTN), para tributos sujeitos ao lançamento por homologação, e de 5 anos a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele que o lançamento poderia ter sido constituído, para os demais casos. Ou seja, como o lançamento foi cientificado em 30/11/2000, não poderia referir-se a fatos geradores anteriores a 30/11/1995 ou, alternativamente, a 01/01/1996. Para corroborar suas alegações transcreve decisões judiciais e administrativas reconhecendo a decadência pleiteada após 5 anos da ocorrência do fato gerador. Contesta a cobrança de valores discutidos judicialmente e com • depósitos judiciais vinculados não deduzidos do montante lançado, argumentando que a autuação foi apressada, pois 3 Processo n° 10930.003378/00-37 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00282 Fl. 618 inexiste inconsistência nos valores depositados, sendo somente necessária a verificação dos valor atualizado dos depósitos efetuados. Aduz ser nulo o auto de infração em razão de haver sido realizado por amostragem, cuja base legal e critérios não foi especificada, desrespeitando o caráter vinculante estabelecido nos arts. 113, 114 e 142 do CTN. Alega ser inconstitucional, também, a multa de oficio, aplicada nos percentuais de 50% e 75% sobre o valor da contribuição, por inexistir dolo ou fraude; cita jurisprudência judicial sobre reduções de multas excessivas e pede o cancelamento da multa, por excessiva e confiscatória, aludindo também a excesso de exação. Discute a aplicação da taxa Selic na correção do crédito, por conter atualização financeira em sua composição e por ferir a norma de competência definida no art. 146, H, da Constituição Federal, ao dispor de forma contrária ao art. 161, á' 1° do CT1V; ultrapassando o percentual máximo estipulado de juros de 1% ao mês. Argumenta que a Carta Magna, art. 146, III, restringiu à lei complementar a competência para regular o poder de tributar e que o seu art. 150, IV, impede a tributação com efeito de confisco. Prossegue afirmando ser esse o caso do lançamento impugnado, em decorrência da cobrança de "Taxa de Juros exorbitante cumulado com multa excessiva (50% e 75%)", o que fere, também, o direito de propriedade definido no art. 5°, =I, da Constituição Federal. Requer a exclusão da taxa Selic no cálculo dos juros de mora, em razão da inconstitucionalidade e ilegalidade de sua aplicação, solicitando a aplicação da taxa de juros de 1% ao mês. Finaliza solicitando a anulação do auto de infração ou, alternativamente a exclusão ou redução da multa de oficio, requerendo o direito de prosseguir questionando o restante da exigência. A decisão recorrida recebeu de seus julgadores a seguinte ementa: Assunto: Outros Tributos ou Contribuições Período de apuração: 01/02/1990 a 31/12/1990, 01/02/1991 a 31/03/1992 Ementa: F1NSOCI4L. AÇÃO JUDICIAL. A existência de ação judicial, em nome da interessada, importa em renúncia às instâncias administrativas quanto à matéria sub judice. DECADÊNCIA. OBSTÁCULO JUDICIAL. 4 Processo n° 10930.003378/00-37 83-C2T1 Acórdão n.° 3201-00282 Fl. 620 3.Intimar a Recorrente para informar se efetuou um depósito no dia 05/11/90 (ou no dia 09/11/90) na conta n° 1271.005.35000572-8, vinculada ao Mandado de Segurança n° 972/89, no valor de Cr$ 342.381,11; 4.Providenciar os extratos completos das contas n° 1271.005.00000572-8, 1271.005.00002312-2 e 1271.005.00002376-9, bem como informar qual era o saldo de cada urna delas no dia 04/07/2001, data da expedição dos Alvarás de Levantamento; 5.De posse do extrato da conta n° 1271.005.35000572-8, verificar em que data a CEF fez o estornado a que ela se referiu em junho de 2000 (fls. 223), bem como intimá- la a justificar porque acatou, e manteve, um depósito em nome de terceiros em conta da Recorrente; 6.Se o saldo das referidas contas não foram ainda convertidos em renda da União, efetuar a imputação de pagamento considerando como valor pago à vista o saldo original remanescente de cada depósito após o levantamento feito pela Recorrente; 7.Na hipótese de ter havido a conversão do saldo dos depósitos em renda da União, juntar cópia da correspondente imputação de pagamento; 8.Informar em que fase se encontra o Mandado de Segurança n° 88.201.6017- O (=972/89); 9.Sendo confirmados os supostos erros cometidos pela Caixa Econômica Federal e pela Diretora de Secretaria da 4 a Vara da Justiça Federal de Londrina, acima apontados, tomar as devidas providências, perante a CEF e o Juízo da citada 4' Vara, para reestabelecer o depósito do valor do FINSOCIAL, devido com alíquota de 0,5%, como determinou o TRF da 4a Região, com os devidos encargos moratórios, bem como obrigar a CEF a estornar os depósitos de terceiros feitos na conta da Recorrente; Prestar outros esclarecimentos que julgar necessários; Dar ciência à Recorrente. Retornando os autos ao antigo Terceiro Conselho de Contribuintes e não estando mais o Conselheiro relator original neste colegiado, o processo me foi distribuído na forma regimental e este Colegiado, tendo verificado que parte de suas determinações não foram adequadamente adimplidas, converteu novamente o julgamento em diligência para que fossem atendidas as diligências, ou seja, a fim de que a delegacia responsável (fls. 414/418): intimasse a recorrente para apresentar comprovantes de depósitos porventura feitos na conta n° 1271.005.35000572-7, para provar que a mesma está vinculada ao processo n° 972/889 e se resultar esta intimação se mostrasse infrutífera, que intimasse a CEF, com o mesmo fim; intimasse a recorrente para informar se efetuou um depósito no dia 05/11/90 (ou no dia 09/11/90) na conta n° 1271.005.35000572-8, vinculada ao Mandado de Segurança n° 972/89, no valor de Cr$ 342.381,11; de posse do extrato da conta n° 1271.005.35000572-8, verificasse em que data a CEF fez o estorno a que esta se referiu em junho de 2000 (fls. 223), bem como a 6 Processo n° 10930.003378/00-37 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00282 Fl. 621 intimasse a justificar porque acatou, e manteve, um depósito em nome de terceiros em conta da recorrente; informasse a atual situação do processo judicial; informasse o montante do crédito tributio atualizado, especificando cada parcela que compõe o mesmo; informasse a existência de e o valor correspondente a eventual diferença entre os depósitos efetuados pela recorrente e o crédito tributário apurado. Ainda, após as informações e as respostas às intimações pendentes, a delegacia deveria abrir vista aos autos para que a recorrente pudesse se manifestar sobre o resultado da diligência, no prazo de 30 (trinta) dias, facultando-lhe juntar os documentos que julgasse necessários. - Observo que a recorrente -foi intimada, na forma dos itens (i) e (ii) acima e para ter vista dos documentos de fls. 330/412, relativos à diligência anterior it (fls. 421/422), tendo a recorrente se manifestado às fls. 430/431, afirmando que não tem em seu arquivo qualquer cópia de comprovante de depósitos judiciais efetuados a título de FINSOCIAL nos autos do Mandado de Segurança n° 972/89 e que não há qualquer lançamento Contábil em sua contabilidade relativo ao depósito efetuado no dia 05/11/90 (ou no dia 09/11/90) na conta n° 1271.005.35000572-8, vinculada ao Mandado de Segurança n° 972/89, mi valor de Cr$ 342.381,11, solicitando, ao fim, que lhe fosse concedida nova vista dos autos Para manifestar- se quanto ao resultado final da diligência. Foi intimada a Caixa Econômica Federal (fls. 432/434), sem que tenha sido obtida qualquer resposta. Ademais, foram juntados documentos de fls. 437/462 e nova petição da recorrente noticiando a edição da Súmula Vinculante n° 08 pelo Supremo Tribunal Federal. As informações fiscais vieram aos autos às fls. 466/469. Observo que às fls. 469 foi determinado o encaminhamento do processo à Sacat para intimação da recorrente, na forma determinada por este Colegiado, contudo, não há nos autos notícia desta providência. Anoto, ainda, que foram juntados documentos e resposta de oficio da Caixa Econômica Federal às fls. 472 a 596, que se referem a fatos referidos e analisados nas informações prestadas às fls. 466/469. Novamente, tendo em vista que não foi completamente adimplida a diligência anteriormente determinada, este Colegiado converteu mais urna vez o julgamento em diligência para devolver o processo à Delegacia da Receita Federal em Londrina/PR para que esta, examine os documentos e informações de fls. 472 e seguintes e proceda aos ajustes devidos às informações de fls. 466/469, se entender cabível, e após tal exame e ajustes, execute a intimação do contribuinte, conforme já havia sido determinado na parte final da Resolução n° 302-1.402 (fls. 414/418) e no despacho de fls. 469, a fim de que a recorrente, querendo, se manifeste sobre o resultado da diligência, no prazo de 30 (trinta) dias, facultando-lhe juntar os documentos que julgue necessários, como forma de garantia do direito de ampla defesa do contribuinte e medida saneadora do processo. 7 Processo n° 10930.003378/00-37 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00282 Fl. 622 Adimplida a diligência e intimado o contribuinte, este se manifestou às fls. 607 a 613, alegando a existência de fato superveniente e prejudicial ao julgamento da lide, qual seja, a edição pelo Supremo Tribunal Federal da Súmula Vinculante n° 08 daquela Corte. Retornando os autos e tendo sido criado o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, pela Medida Provisória n° 449, de 03 de dezembro de 2008, e mantida a competência deste Conselheiro para atuar como relator no julgamento deste processo, na forma da Portaria n° 41, de 15 de fevereiro de 2009, requisitei a inclusão em pauta para julgamento deste recurso. É o Relatório. 8 Processo n° 10930.003378/00-37 83-C2T1 Acórdão n." 3201-00282 Fl. 623 Voto Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator Entendo que o recurso é tempestivo e atende aos requisitos legais. A decisão recorrida ao examinar a questão da decadência do direito/dever da administração tributária federal de lançar o tributo, assim concluiu: 40. Dessa forma, é de se descaracterizar a preliminar de decadência, em razão do prazo decadencial para a cobrança do Finsocial ser de 10 anos e haver-se iniciado somente em 01/01/1995. O contribuinte tomou ciência do auto de infração em 30 de novembro de 2000 (fls. 152), ou seja, e os fatos gerados descritos no mesmo são do período entre fevereiro de 1990 e março de 1992, depois do prazo de cinco anos estabelecido pelo parágrafo 4° do art. 150 do CTN. Assim, já havia decaído o direito de lançar do Fisco quando o contribuinte tomou ciência do auto de infração, sendo inaplicável à espécie o disposto no art. 45, I e II, da Lei n° 8.212, de 24 de abril de 1991. Isto porque a Súmula Vinculante n° 08 do Supremo Tribunal Federal deve ser imediata e totalmente atendida pela administração pública, o que inclui este Colegiado. É o seguinte o texto desta Súmula: Súmula Vinculante 8 São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5° do Decreto- Lei n°1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n°8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário. O próprio art. 4° da Lei 11.417/2006, que regulamenta o art. 103-A da Constituição Federal, é claro ao atestar a aplicação imediata aqui defendida. São os seguintes os textos destes comandos normativos: Art. 4o A súmula com efeito vinculante tem eficácia imediata,' mas o Supremo Tribunal Federal, por decisão de 2/3 (dois terços) dos seus membros, poderá restringir os efeitos 9 Processo n° 10930.003378/00-37 S3-C2T1 Acórdão n.° 3201-00282 Fl. 624 vinculantes ou decidir que só tenha eficácia a partir de outro momento, tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse público. Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Assim, VOTO por conhecer do recurso voluntário para dar-lhe provimento, declarando a decadência do direito de lançar o tributo. Sala das Sessões, 14 de agosto de 2009. , : MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA - 'reldtor 10 MINISTÉRIO DA FAZENDA ,..411i:9,5 CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS tosv-- TERCEIRA SEÇÃO Processo n°: 11128.003062/2001-42 Recurso n.°: 142.530 TERMO DE INTIMAÇÃO Em cumprimento ao disposto no § 30 do art. 81 do Regimento Interno do Conselho Administrati-Vo de Reclusos Fiscais, aprovado pela Portaria Ministerial n°. 256, de 22 de junho de 2009, intime-se o(a) Senhor(a) Procurador(a) Representante da Fazenda Nacional, credenciado junto à Primeira Turma da Segunda Câmara da Terceira Sessão, a tomar ciência do Acórdão n.° 3201-00.366. Brasília, 10 de dezembro - 1009. / Ir " LUIZ HUMBER fCR/ ERNANDES Chefe da 2/Câm.. . • T- ceira Seção Ciente, com a observação abaixo: [ ] Apenas com Ciência [ ] Com Recurso Especial [ ] Com Embargos de Declaração Data da ciência: / / Procurador (a) da Fazenda Nacional
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Numero do processo: 10530.002328/2008-91
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Primeira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2003, 2004, 2005, 2006, 2007
ÔNUS DA PROVA.
O suposto erro no lançamento fiscal deve ser demonstrado precisamente, recaindo ainda sobre quem o alega o ônus de comprová-lo.
Numero da decisão: 1201-000.832
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento aos recursos voluntário e de ofício.
(documento assinado digitalmente)
Marcelo Cuba Netto - Presidente Substituto e Relator
Participaram do presente julgado os Conselheiros: Marcelo Cuba Netto (Presidente Substituto), Roberto Caparroz de Almeida, José Sérgio Gomes (Conselheiro substituto), Rafael Correia Fuso, João Carlos de Lima Junior (Vice-Presidente) e Marcos Vinicius Barros Ottoni (Suplente convocado).
Nome do relator: MARCELO CUBA NETTO
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DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS FARMACEUTICOS FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 ÔNUS DA PROVA. O suposto erro no lançamento fiscal deve ser demonstrado precisamente, recaindo ainda sobre quem o alega o ônus de comproválo. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento aos recursos voluntário e de ofício. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Presidente Substituto e Relator Participaram do presente julgado os Conselheiros: Marcelo Cuba Netto (Presidente Substituto), Roberto Caparroz de Almeida, José Sérgio Gomes (Conselheiro substituto), Rafael Correia Fuso, João Carlos de Lima Junior (VicePresidente) e Marcos Vinicius Barros Ottoni (Suplente convocado). Relatório Tratase de recursos voluntário e de ofício interpostos nos termos dos arts. 33 e 34, I, ambos do Decreto nº 70.235/72, contra o acórdão nº 1521.709, exarado pela 2ª Turma da DRJ em Salvador – BA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 53 0. 00 23 28 /2 00 8- 91 Fl. 494DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 p or MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10530.002328/200891 Acórdão n.º 1201000.832 S1C2T1 Fl. 3 2 Por bem descrever os fatos litigiosos objeto do presente processo tomo de empréstimo o relatório contido na decisão de primeiro grau (fl. 459 e ss.): Trata o presente processo de Autos de Infração que formalizam a exigência de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, no valor de R$ 3.047.868,47 (três milhões, quarenta e sete mil, oitocentos e sessenta e oito reais e quarenta e sete centavos), e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, no valor de R$ 884.199,83 (oitocentos e oitenta e quatro mil, cento e noventa e nove reais e oitenta e três centavos), acrescidos de multa de ofício e dos juros de mora. De acordo com a descrição dos fatos constante dos Autos de Infração às fls. 7 (IRPJ) e 25 (CSLL), durante o procedimento de verificações obrigatórias foram constatadas divergências entre os valores declarados e os valores escriturados, conforme detalhado em Termo de Verificação de Infração anexo, resultando lançamento dos seguintes valores: (...) No enquadramento legal do Auto de Infração do IRPJ foram citados os artigos 247 e 841 do Decreto n° 3000, de 26 de março de 1999 Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999). Já no enquadramento legal do Auto de Infração da CSLL foi apontada infração aos seguintes dispositivos legais: art. 77, inciso III, do Decretolei n° 5.844, de 1943; art. 149 da Lei n° 5.172, de 1966; art. 2° e §§, da Lei n° 7.689, de 1988; art. 1° da Lei n° 9.316, de 1996; art. 37 da Lei n° 10.637, de 2002. Consta do Termo de Verificação de Infração (fls. 8 a 11) o seguinte: Relato da ação fiscal realizada: • a ação fiscal foi iniciada em 14/02/2007, por meio do Termo de Início de Fiscalização, no qual foram solicitados os livros fiscais e demais documentos referentes ao período de setembro/2002 a dezembro/2006; • em 06/03/2007 a Fiscalização requisitou a escrituração contábil em meio magnético, e informou a empresa de que deveria disponibilizar os livros físicos em sua sede para posterior consulta da fiscalização; • em resposta à intimação supra e aos Termos de Reintimação Fiscal 0001 e 002 a escrituração contábil em meio magnético foi entregue; • a empresa foi intimada a prestar esclarecimentos sobre divergências detectadas na contabilidade e a apresentar alguns esclarecimentos adicionais, os quais foram entregues extemporaneamente; • em 06/12/2007 a empresa foi autuada conforme processo administrativo n° 10530.004014/200742 e na mesma ocasião Fl. 495DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 p or MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10530.002328/200891 Acórdão n.º 1201000.832 S1C2T1 Fl. 4 3 foi cientificada da continuidade da ação fiscal, no tocante aos anoscalendário 2003 e posteriores; • em 13/05/2008 a empresa foi reintimada a apresentar os documentos e arquivos de 2007, bem como foram solicitadas informações adicionais, conforme Temo de Intimação Fiscal n° 0005, a qual foi respondida parcialmente; • em 16/05/2008, a empresa foi novamente intimada a disponibilizar para a Fiscalização os livros contábeis e fiscais, na sua sede; • em 26/05/2008, a fiscalizada foi reintimada a apresentar esclarecimentos e arquivos digitais ainda faltantes, bem como documentos adicionais e novamente a intimação não foi integralmente respondida pela fiscalizada; • em 09/06/2008, a autoridade fiscal constatando que a documentação de apoio aos arquivos digitais fornecidos pela empresa não estava conforme (não constava assinatura nos recibos), intimou a pessoa jurídica a proceder às devidas correções, devolvendolhe os referidos documentos; • em 11/06/2008 foi recebida correspondência da fiscalizada devolvendo somente parte da documentação entregue pela autoridade fiscal para as correções já citadas; • estando de posse de algumas informação e documentos já recebidos da empresa, a autoridade fiscal procedeu às verificações possíveis e necessárias, tendo constatado infrações à legislação tributária que ensejaram o lançamento de ofício e penalidades, sendo que, em relação ao IRPJ, do período de 2003 a 2007, a autuação foi em sede de verificações obrigatórias; Do agravamento da multa de oficio (...) Da existência de outros processos • fazse constar a existência dos processos 10530.002333/200802 e 10530.002334/200849, formalizados em função de autuação de IRRF e Representação Fiscal para Fins Penais; Infrações apuradas em sede de Verificações Obrigatórias • foram executadas as verificações obrigatórias do período de janeiro/2003 a dezembro/2007, consistentes no cotejo entre os valores escriturados pela fiscalizada em sua contabilidade e os declarados à RFB em DCTF ou recolhidos; • tal cotejo foi realizado a partir dos arquivos eletrônicos fornecidos pela fiscalizada, contendo sua escrituração. Das verificações efetuadas foram constatadas diferenças, as quais Fl. 496DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 p or MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10530.002328/200891 Acórdão n.º 1201000.832 S1C2T1 Fl. 5 4 foram submetidas de ofício às normas de tributação específicas de cada tributo. Nas verificações foram considerados os tributos IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e IRRF (relacionadas as contas contábeis utilizadas no cotejo, dentre as quais figuram a conta 2.1.3.09 — IRPJ A RECOLHER e a conta 2.1.3.08 Contr. Social a recolher); • o detalhamento dos valores recolhidos e declarados pela empresa, bem como das diferenças encontradas, encontrase pormenorizado nos Anexos II, II A e II B específicos que acompanham cada um dos Autos de Infração lavrados; Fundamentação legal das penalidades aplicadas • aos tributos lançados foi aplicada a correspondente multa de ofício de 75%, conforme previsto no art. 44, da Lei n° 9.430, de 1996, alterada pela Lei n° 11.488/07; • ao agravamento de multa de oficio em 50% aplicamse as disposições do art. 11, § 2°, da Lei n° 8.212/91, alterado pela MP 2.15835/2001, Ato Declaratório Executivo n° 15/2001 e art. 44, II, da Lei n° 9.430, de 1996; Base de cálculo apurada e ajustes • nas infrações apuradas em sede de verificações preliminares foram considerados os lançamentos a crédito nas contas de passivo já informados, com o cômputo das devidas correções contábeis encontradas em cada conta. Do valor líquido devido foi abatido o montante informado em DCTF ou o valor recolhido, dos dois o maior; • no período de apuração de 28/08/2005 a 03/09/2005, IRRF sobre capital próprio, foi feito o ajuste do valor devido com base nas PER/DCOMP entregues pela empresa Athos Farma S/A, CNPJ 05.599.894/000100, sociedade que foi incorporada pela empresa fiscalizada em 01/06/2005; • o detalhamento dos demais cálculos efetuados e as respectivas observações para levantamento da base de cálculo e ajuste, consta nos Anexos II e III dos Autos de Infração anexos, bem como no próprio corpo do Auto de Infração. A contribuinte tomou ciência dos lançamentos em 08/07/2008, impugnandoos, em 07/08/2008, sob os argumentos expostos a seguir: Preliminares O Debate na via administrativa — Lançamentos reflexos — Unicidade do Processo Administrativo • embora tenham sido lavrados vários autos de infração, por serem lançamentos reflexos, encontramse autuados no Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) n° 0510200/00400/08, portanto, elaborase apenas a presente Fl. 497DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 p or MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10530.002328/200891 Acórdão n.º 1201000.832 S1C2T1 Fl. 6 5 impugnação para todos os lançamentos autuados contra a ora impugnante. Contudo, se no futuro optarse pelo desmembramento dos autos, pedese desde já que cópia da presente impugnação também seja transladada, tendo em vista que as razões de defesa são comuns para o IRPJ e as Contribuições CSLL, PIS e COFINS; Extinção do Direito de Lançar em Virtude da Decadência • para os lançamentos sujeitos á homologação, consoante determina o parágrafo 4° do artigo 150 do Código Tributário Nacional (CTN) aprovado pela Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966, o prazo para que a Fazenda Pública expressamente se pronuncie sobre a homologação dos lançamentos efetuados pelo sujeito passivo da obrigação tributária é de cinco anos, contados da data da ocorrência do fato jurídico tributário; • expirado esse prazo sem que ocorra o respectivo pronunciamento, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito tributário; • assim, em 08/07/2008, data da ciência dos Autos de Infração, os créditos tributários relativos ao IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, referentes a fatos geradores ocorrido no período de janeiro a junho de 2003 já estavam alcançados pela decadência (cita doutrina e jurisprudência). Multas Abusivas Efeito confiscatório • as penalidades aplicadas revelam caráter abusivo e confiscatório. Demonstram que o critério utilizado desconsidera as circunstancias do fato, da situação do contribuinte e da sua atividade, bem como qualquer outro parâmetro razoável para balizar o cálculo da penalidade imposta; A Ilegalidade e Inconstitucionalidade da Taxa SELIC • a SELIC é uma taxa de juros remuneratórios criada para remunerar o capital investido, que jamais poderia ser utilizada como "juros moratórios", uma vez que possui natureza jurídica totalmente diferente da "mora"; • ademais, a taxa SELIC não foi criada e definida em lei, mas por Resolução do Banco Central do Brasil, o que ofende tanto o Princípio Constitucional da legalidade, quanto o disposto no artigo 161, § 1º do Código Tributário Nacional (cita doutrina e jurisprudência judicial); • na remota hipótese de serem mantidos os Autos de Infração a eventual incidência de juros de mora deve ser com base na legislação em vigor, como descrito anteriormente; O mérito Fl. 498DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 p or MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10530.002328/200891 Acórdão n.º 1201000.832 S1C2T1 Fl. 7 6 • está sendo exigido o recolhimento do IRPJ, da CSLL, do PIS e da Cofins sobre valores considerados supostamente como diferenças, que não correspondem à base de cálculo desses tributos, fato que pode ser facilmente comprovado mediante a simples análise do Livro Razão Analítico da Autuada (doc. 3); • por exemplo, no caso do IRPJ, está sendo exigido com relação ao fato gerador de 31/03/2003 o valor correspondente a R$ 501.670,27, no entanto, no referido período, não foram computadas nenhuma das compensações apontadas e sim, somente o saldo naquela data; • outro exemplo: com relação ao fato gerador de 31/12/2004, está sendo exigido o valor correspondente a R$ 991.701,46, contudo, também neste caso, não estão sendo computados os valores que foram estornados e sim, somente o saldo existente naquela data; • concluindo, foram considerados como devidos os saldos das contascorrentes nas respectivas datas sem verificar devidamente as eventuais compensações ou estornos de lançamentos; • a Fiscalização presumiu a existência das diferenças apontadas nos Autos de Infração e a jurisprudência e a doutrina já se manifestaram no sentido de que a lavratura de Auto de Infração desta maneira está eivada de nulidade (cita trechos doutrinários); • para que o Fisco pudesse lavrar os Autos de Infração, deveria, segundo o que preceituam os Princípios da Verdade Material e da Legalidade, ter comprovado plenamente, por meios seguros e irrefutáveis, que existe efetivamente uma diferença de tributos a recolher, mediante o acostamento aos autos dos lançamentos contábeis e apresentar os motivos por que desconsiderou os lançamentos contábeis relativos a compensações, estornos, etc., o que não ocorreu; O Pedido • por todo o exposto, requer a anulação dos Autos de infração, seja pelas preliminares declinadas, seja pelos fundamentos de mérito, com o seu inevitável cancelamento e arquivamento; • protesta pela realização de diligência, nos termos do art. 16, IV, do Decreto n° 70.235, de 1972, para comprovação do alegado, mediante respostas às questões formuladas; • protesta ainda pela realização de sustentação oral, dentre outras provas em direito admitidas. Em face das alegações apresentadas pela Impugnante no sentido de que as diferenças dos tributos lançados não correspondem à base de cálculo desses tributos, por meio do Despacho de fl. 381, Fl. 499DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 p or MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10530.002328/200891 Acórdão n.º 1201000.832 S1C2T1 Fl. 8 7 o presente processo foi encaminhado à DRF/Feira de Santana para realização de diligência, visando a elaboração de demonstrativo de toda a apuração dos valores apontados como devidos nos Autos de Infração, em especial daqueles relativos ao IRPJ referente ao 1° trimestre de 2003 e ao ajuste anual do ano calendário de 2004 e juntada do livro contábil comprobatório, bem como a ciência à contribuinte, com abertura de prazo para manifestação. Em resposta foram juntados pela Fiscalização os elementos de fls. 382 a 459, sendo que a Interessada, embora devidamente cientificada do Relatório de Diligência, não se pronunciou a respeito. Apreciadas as razões de defesa, a DRJ de origem decidiu pela parcial procedência da impugnação, reconhecendo a decadência do IRPJ relativa ao 1º trimestre de 2003, bem como o erro no lançamento do IRPJ referente ao anocalendário de 2004. Por haver eximido a contribuinte do pagamento de tributo e encargos de multa em montante superior ao limite de alçada, o órgão a quo submeteu sua decisão ao duplo grau de jurisdição. Irresignada, a contribuinte interpôs recurso voluntário pedindo, ao final, a reforma da decisão de primeira instância na parte em que manteve as exigências do IRPJ e da CSLL, sob as seguintes alegações, em síntese (fl. 469 e ss.): a) o lançamento foi realizado de forma incorreta, haja vista que a fiscalização computou somente os valores correspondentes ao saldo existente na conta corrente da empresa na data do fato gerador, desconsiderando as compensações ou estornos registrados na contabilidade; b) revelase confiscatória a multa imposta pela fiscalização; c) é incabível a incidência da taxa Selic no cálculo dos juros de mora. Voto Conselheiro Marcelo Cuba Netto, Relator. 1) Da Admissibilidade dos Recursos Os recursos atendem aos pressupostos processuais de admissibilidade estabelecidos no Decreto nº 70.235/72 e, portanto, deles devese tomar conhecimento. 2) Do Recurso Voluntário Em seu recurso voluntário a interessada alega ter havido erro no lançamento fiscal, revelarse confiscatória a multa de ofício e ser incabível a exigência da taxa Selic no cálculo dos juros de mora. Examinemos, a seguir, esses argumentos. 2.1) Do Alegado Erro no Lançamento Fiscal Fl. 500DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 p or MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10530.002328/200891 Acórdão n.º 1201000.832 S1C2T1 Fl. 9 8 Ao contrário do que fez em sua impugnação (em especial fls. 318/319), a interessada não apontou em sua peça recursal quais são os supostos erros ainda existentes no lançamento fiscal. De fato, em sua impugnação a contribuinte demonstrou com precisão os erros que, em seu entendimento, foram cometidos pelo autor do procedimento fiscal quando da exigência do IRPJ do 1º trimestre de 2003 e do anocalendário de 2004. A alegação de erro no lançamento do IRPJ do 1º trimestre de 2003 não chegou a ser examinada pela autoridade de primeiro grau, tendo em vista o reconhecimento da decadência para este período. Já a alegação de erro no lançamento do IRPJ do anocalendário de 2004 foi acolhida pela DRJ de origem. Assim sendo, se a recorrente entende que ainda remanescem erros no lançamento tributário, deveria têlos demonstrado com precisão. Como não o fez, há que se manter a exigência, pois, come é cediço, o ônus da prova incumbe a quem alega. 2.2) Da Multa de Ofício e dos Juros de Mora A multa aplicada foi a de 75% sobre o valor do IRPJ e da CSLL exigidos de ofício, conforme estabelecido no art. 44, I, da Lei nº 9.430/96. Nesse sentido, a alegação segundo a qual a multa teria caráter confiscatório, em violação ao disposto no art. 150, IV, da Constituição da República, não pode ser apreciada por este Conselho, conforme estabelecido no art. 26A do Decreto nº 70.235/72 e na Súmula CARF nº 2, a seguir transcritos: Decreto nº 70.235/72: Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009) (...) Súmula CARF nº 2 (DOU de 09/12/2010): O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Quanto à incidência da taxa Selic no cálculo dos juros de mora esse Conselho já pacificou a questão nos seguintes termos: Súmula CARF nº 4 (DOU de 09/12/2010): A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. 3) Do Recurso de Ofício Fl. 501DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 p or MARCELO CUBA NETTO Processo nº 10530.002328/200891 Acórdão n.º 1201000.832 S1C2T1 Fl. 10 9 Não há reparos a fazer na decisão de primeiro grau. De fato, no que toca à decadência do IRPJ relativo ao fato gerador ocorrido no 1º trimestre de 2003, como houve pagamento parcial, o termo inicial do prazo de cinco anos deve obedecer o disposto no art. 150, § 4º, do CTN. Nesse sentido, quando em 08/07/2008 a contribuinte foi cientificada do lançamento, o respectivo crédito tributário já encontravase definitivamente extinto pelo decurso pro prazo decadencial. Quanto ao lançamento do IRPJ referente ao anocalendário de 2004, os documentos presentes nos autos comprovam que não há divergência entre o imposto declarado na ficha 12A da DIPJ/2005 e o imposto registrado na contabilidade da empresa. Em assim sendo, não há como prosperar o lançamento fundado em divergência entre o valor escriturado e o declarado. 4) Conclusão Tendo em vista todo o exposto, voto por negar provimento aos recursos de ofício e voluntário. (documento assinado digitalmente) Marcelo Cuba Netto Fl. 502DF CARF MF Impresso em 25/07/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/07/2013 por MARCELO CUBA NETTO, Assinado digitalmente em 17/07/2013 p or MARCELO CUBA NETTO
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Numero do processo: 15504.100090/2009-81
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Aug 01 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/06/2004 a 31/08/2004, 01/10/2004 a 30/11/2004, 01/11/2005 a 31/12/2005, 01/01/2006 a 31/12/2006, 01/01/2007 a 31/07/2007, 01/05/2008 a 31/05/2008
MPF. VERIFICAÇÕES OBRIGATÓRIAS. LANÇAMENTO. IMPUGNAÇÃO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA.
A impugnação do lançamento de PIS e de Cofins decorrente das verificações obrigatórias de MPF emitido para fiscalização do IPI deve ser julgada pela DRJ com jurisdição territorial sobre a unidade de origem do processo e com competência para julgar o tributo lançado.
Numero da decisão: 3402-002.087
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular o processo, a partir da decisão recorrida, inclusive, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA Presidente-substituta e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sílvia de Brito Oliveira (Presidente-substituta), Winderley Pereira (suplente), Fernando Luiz da Gama Lobo DEça, Luiz Carlos Shimoyama (suplente), João Carlos Cassuli Junior e Adriana Ribeiro Oliveira (suplente).
Nome do relator: SILVIA DE BRITO OLIVEIRA
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Recorrida DRJ em JUIZ DE FORAMG ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/06/2004 a 31/08/2004, 01/10/2004 a 30/11/2004, 01/11/2005 a 31/12/2005, 01/01/2006 a 31/12/2006, 01/01/2007 a 31/07/2007, 01/05/2008 a 31/05/2008 MPF. VERIFICAÇÕES OBRIGATÓRIAS. LANÇAMENTO. IMPUGNAÇÃO. JULGAMENTO. COMPETÊNCIA. A impugnação do lançamento de PIS e de Cofins decorrente das verificações obrigatórias de MPF emitido para fiscalização do IPI deve ser julgada pela DRJ com jurisdição territorial sobre a unidade de origem do processo e com competência para julgar o tributo lançado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular o processo, a partir da decisão recorrida, inclusive, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. SÍLVIA DE BRITO OLIVEIRA – Presidentesubstituta e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Sílvia de Brito Oliveira (Presidentesubstituta), Winderley Pereira (suplente), Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça, Luiz Carlos Shimoyama (suplente), João Carlos Cassuli Junior e Adriana Ribeiro Oliveira (suplente). Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 10 00 90 /2 00 9- 81 Fl. 1748DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/07/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA 2 Contra a pessoa jurídica qualificada neste processo foram lavrados autos de infração para formalizar a exigência de contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e de Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) relativa a fatos geradores ocorridos entre junho de 2004 e maio de 2008. O lançamento decorreu da constatação de diferença entre os valores dessas contribuições declarados em Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) e os valores apurados à vista da escrituração contábil da contribuinte. As peças fiscais foram impugnadas e a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de ForaMG (DRJ/JFA) julgou o lançamento procedente em parte, nos termos do Acórdão n° 0936359, de 16 de agosto de 2011, ensejando a interposição de recurso voluntário, às fls. 1.722 a 1.734. É o relatório. Voto Conselheira Sílvia de Brito Oliveira Compulsando os autos, verificase que este processo foi remetido da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belo HorizonteMG (DRJ/BHE) para a DRJ/JFA, nos termos do do Despacho 86 3ª Turma da DRJ/BHE, de 10 de março de 2003. Do referido Despacho extraise a motivação fática para a transferência do julgamento da impugnação para a DRJ/JFA, conforme trecho que a seguir reproduzse: (...) Pois bem, tal como na contestação do aludido lançamento da multa isolada por compensação indevida supra referido, aqui na impugnação dos presentes lançamentos de diferenças do PIS/Cofins CSRF (fls. 142/165), a defendente também suscita, igualmente, negativa de autoria das PER/DCOMPs e das DCTFs Retificadoras mencionadas, bem como, adota como prova o mesmo "Laudo Pericial Preliminar" (fls. 240/250), de autoria de perito técnico contábil contratado por ela. À vista de tudo quanto mencionado, levando em conta, ainda, a conexão das matérias e das razões de discordância expendidas, bem como visando A uniformização das razões de decidir, proponho encaminhar também os presentes autos A DRJ de Juiz de Fora, para apreciação em conjunto com os processos ric's. 15504.100091/200925, 15504.100092/200970, 15504.100093/200914 e 15504.100094/200969, relativos As exigências da CSLL, do IRRF, da Multa Isolada por Compensação Indevida e da Cofins/PIS, respectivamente. (...) Fl. 1749DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/07/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA Processo nº 15504.100090/200981 Acórdão n.º 3402002.087 S3C4T2 Fl. 1.749 3 Assim, alertada pela existência de processo relativo à Contribuição social sobre o Lucro Líquido (CSLL), pareceume, em princípio, que seria necessário indagar sobre a existência de um processo administrativo de exigência de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), para que se pudesse verificar se estaríamos diante da hipótese prevista no art. 2°, inc. IV, do Anexo II da Portaria MF n° 256, de 22 de junho de 2009 – Regimento Interno do CARF (RICARF). Isso porque, por meio do mencionado dispositivo regimental, atribuiuse à Primeira Seção de Julgamento do CARF o julgamento dos recurso de decisão de primeira instância relativos a aplicação da legislação de todo tributo, desde que a exigência esteja lastreada em fatos que serviram à apuração de infração à legislação do IRPJ. Ocorre que o caso concreto em apreço independe da existência de processo administrativo de exigência de IRPJ, pois podese dizer que, exceto em relação Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que é o tributo para o qual foi emitido o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF) nestes autos, os lançamentos dos outros tributos decorrrentes da ação fiscal baseada nesse mesmo MPF não possuem o condão de afetar o processo administrativo fiscal para subtrair o julgamento dos recursos porventura interpostos da competência regimental específica prevista para cada uma das Seções de Julgamento do CARF. Notese que esses lançamentos não decorreram de auditoria em que se apuraram fatos específicos que, afetados à legislação do IRPJ, implicaram, por conexão, decorrência ou reflexão, a formalização das exigência tributárias de que aqui se cuida. Vale dizer, estáse tratando de lançamentos decorrentes de procedimento fiscal consistente no cumprimento, pela autoridade fiscal, da ordem dada no MPF de verificar a correspondência entre os valores declarados e os valores apurados pelo sujeito passivo, em sua escrituração contábil e fiscal, nos últimos cinco anos e no período de execução do MPF, em relação aos demais tributos administrados pela Receita Federal do Brasil (RFB). Por outras palavras: os lançamentos da contribuição para o PIS e da Cofins, neste caso, decorrem de mero cotejo entre valores declarados e/ou pagos pelo sujeito passivos e valores apurados com base na escrita contábil feita por esse mesmo sujeito passivo, não estando, pois, lastreados em fatos cuja apuração tenha servido para configurar a prática de infração à legislação do IRPJ. Assim, entendo que a competência para julgamento do recurso voluntário aqui interposto é da Terceira Seção de Julgamento, com base no art. 4°, inc. I, do RICARF. Exsurge daí, todavia, indagações sobre a validade da decisão ora recorrida, pois, ao verificar o atendimento dos requisitos para conhecimento do recurso voluntário, especialmente a competência da Terceira Seção de Julgamento do CARF, motivada pelo fato processual consistente na remessa dos autos pela DRJ/BHE para julgamento pela DRJ/JFA, depareime com a motivação dessa remessa e, com ela não posso concordar. Cabeme então expor as razões dessa discordância. Primeiro, observese que, conquanto os autos de infração tenham sido lavrados pela Delegacia da Receita Federal de Belo HorizonteMG, impondo, portanto, o julgamento pela DRJ/BHE, em virtude de sua circunscrição territorial e por matéria, conforme Anexo I da Portaria RFB n° 1.269, de 02 de junho de 2010, atual Anexo I da Portaria RFB n° Fl. 1750DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/07/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA 4 1916, de 13 de outubro de 2010, para declinar sua competência para julgamento da impugnação, a DRJ/BHE invocou o art. 1°, inc. II, da Portaria RFB n° 666, de 24 de abril de 2008, e o art. 66, 2°, da Instrução Normativa (IN) RFB n° 900, de 30 de dezembro de 2008, como fundamento para remeter estes autos para julgamento pela DRJ/JFA. Ocorre que tais dispositivos referemse a lançamento de ofício de crédito tributário decorrente da nãohomologação de compensação, o que, como visto, não é o caso destes autos, que trata de lançamento decorrente da constação, em procedimento fiscal de verificações obrigatórias, de diferença em valores declarados em DCTF e valores apurados com base na escrita contábil. A mera aposição de idênticas razões de defesa em processos cuja competência para julgamento das impugnações pertence a DRJ distintas, em virtude da matéria, não pode subtrair a competência para julgamento prevista em ato do Secretário da Receita Federal do Brasil (RFB). Nessse ponto, cumpre registrar que não se invocou, no Despacho 88 3° Turma da DRJ/BHE, a fundamentação normativa para se declinar a competência para julgamento, tampouco noticiouse a existência de ato emitido com fundamento no art. 282, inc. II, do Anexo da Portaria MF n° 203, de 14 de maio de 2012 – Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, para amparar a transferência deste processo da DRJ/BHE para a DRJ/JFA. Diante disso, lembrando que à Administração interessa que seus atos irregulares sejam invalidados o mais rapidamente possível, para protegerse da decadência e evitar as demandas judiciais com seus ônus para a Fazenda Nacional, e considerando que a decisão recorrida por estar maculada com o vício da compentência padece de nulidade absoluta, a medida que aqui se impõe é a declaração de nulidade da decisão da DRJ/JFA para que outra seja proferida pela unidade de julgamento de primeira instância competente. Pelas razões expostas, voto por anular o processo a partir da decisão da DRJ/JFA, inclusive. É como voto. Sílvia de Brito Oliveira Relatora Fl. 1751DF CARF MF Impresso em 01/08/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/07/2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 03/07/ 2013 por SILVIA DE BRITO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 13830.002160/2006-66
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 28 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Feb 14 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 22/02/2005
NORMAS PROCESSUAIS. INTEMPESTIVIDADE. EFEITOS.
Não se deve conhecer do recurso voluntário interposto após transcorrido o trintídio legal, contado da data da ciência da decisão recorrida.
Recurso não conhecido.
Numero da decisão: 3202-000.438
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso voluntário, por perempção.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
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INTEMPESTIVIDADE. EFEITOS. Não se deve conhecer do recurso voluntário interposto após transcorrido o trintídio legal, contado da data da ciência da decisão recorrida. Recurso não conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso voluntário, por perempção. José Luiz Novo Rossari Presidente Irene Souza da Trindade Torres Relatora Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: José Luiz Novo Rossari, Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Júnior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Octávio Carneiro Silva Corrêa e Adriene Maria de Miranda Veras. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da decisão recorrida, o qual passo a transcrever: “Trata o presente processo de auto de infração, lavrado em face do contribuinte em epígrafe, formalizando a imposição de recolhimento da multa capitulada no art. 3°, parágrafo único, do DecretoLei n° 399/68, com a redação Fl. 81DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 10/05/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDA DE TORRES 2 dada pelo artigo 78 da Lei n° 10.833/03, decorrente da apreensão de maços de cigarros de procedência estrangeira sem a comprovação da sua regular importação. Relata a autoridade fiscal no auto de infração, que policiais civis de Marília realizaram uma fiscalização no estabelecimento comercial de propriedade do Sr. Álvaro Reis Filho, denominado "Mercearia Souza Reis", onde encontravamse expostos à venda maços de cigarros de procedência estrangeira, oriundos do Paraguai, sem a documentação comprobatória de sua importação regular, razão pela qual foram apreendidos 478 maços de cigarros, sendo 132 da marca Eight, 124 da marca Rodeio, 36 da marca Indy, 85 da marca Hills e 101 da Marca Mill. Consta dos autos: 1) Cópia do Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda Fiscal de cigarros oriundos do Paraguai, de fls. 09 a 12. 2) cópia do Oficio n° 123/2005 do Delegado da Policia Civil do Estado de São Paulo do 2° Distrito Policial de Marília, encaminhando ao Delegado da Receita Federal em Marília os cigarros apreendidos e documentos relativos à apreensão das mercadorias (fl. 13); 3) cópia do Boletim de Ocorrência n° 405/2005, lavrado no distrito policial acima referido, no qual há o registro de que policiais civis procederam uma fiscalização no estabelecimento comercial denominado "Mercearia Souza Reis", de propriedade do autuado, onde encontravamse à venda cigarros estrangeiros oriundos do Paraguai, que foram apreendidos por esses policiais (na fl. 14); e, 4) cópia do Auto de Exibição e Apreensão (f1.15). Em decorrência, foi lavrado o presente auto de infração, de fls. 01 a 07, formalizando a exigência do recolhimento da multa capitulada no parágrafo único do artigo 3° do DecretoLei n° 399/68, com a redação dada pelo artigo 78 da Lei n° 10.833/03, no valor de R$ 956,00. Cientificado da peça fiscal em 13/10/06 (fls. 16), o interessado protocolizou impugnação, tempestivamente, em 25/10/06, nas fls. 18/19, alegando, resumidamente, que: 1) ao contrário do que consta no Auto de Infração, no Boletim de Ocorrência n° 405/05 e Auto de Exibição e Apreensão, nunca trabalhou com as marcas de cigarros apreendidas, tendo a relação sido apresentada de forma unilateral pelos policiais, sem qualquer ciência ou anuência do requerido; em face do grande número de apreensões, os autos n° 2005.61.11.0015148 foi desmembrado em 35 partes, dando origem à instauração de inquéritos policiais distintos; 2) nos depoimentos dos policiais, além das narrativas uniformes e idênticas, em nenhum deles são citadas as marcas e quantidades apreendidas com o impugnante; que, conforme atestam os documentos apresentados juntamente com a impugnação, houve um equivoco quanto à quantidade e marcas dos produtos apreendidos, como sendo de propriedade do impugnante, o que não é verdade, pois, os aleatórios e inócuos depoimentos dos policiais não servem de base legal para a pretensa exigência fiscal.” A DRJSão Paulo II/SP julgou improcedente a impugnação (fls. 42/48), nos termos da ementa adiante transcrita: Assunto: Obrigações Acessórias Data do Fato Gerador: 22/05/2005 Fl. 82DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 10/05/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDA DE TORRES Processo nº 13830.002160/200666 Acórdão n.º 3202000.438 S3C2T2 Fl. 82 3 INFRAÇÃO ÁS MEDIDAS DE CONTROLE FISCAL RELATIVAS A FUMO, CHARUTO, CIGARRILHA E CIGARRO DE PROCEDÊNCIA ESTRANGEIRA. Constitui infração às medidas de controle fiscal a posse e a exposição à venda de cigarros de procedência estrangeira sem documentação probatória de sua regular importação, sujeitandose o infrator à multa específica, prevista no parágrafo único do artigo 3º do Decretolei nº. 399/68, com a redação dada pelo artigo 78 da Lei nº. 10.833/03 Impugnação Improcedente Irresignado, o contribuinte apresentou recurso voluntário a este Colegiado (fls. 53/55), alegando a improcedência da exigência posta na autuação, vez que fora absolvido sumariamente na esfera penal. Requereu, ao final, o cancelamento da referida exigência. É o relatório. Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres, Relatora Do exame dos autos, constatase que o recurso não atende a pelo menos um dos requisitos de admissibilidade, porquanto foi apresentado extemporaneamente, conforme demonstrado a seguir. O documento denominado “Aviso de Recebimento – AR”, juntado à fl. 52, dá conta de que a ciência da decisão recorrida foi em 07/07/2010, quartafeira, sendo que o prazo trintental para apresentação do recurso começou a fluir no primeiro dia útil seguinte, ou seja, em 08/07/2010, quintafeira. Desta forma, temse que o interstício legal para oferecimento de recurso completouse em 06/08/2010, sextafeira. Todavia, o recurso foi protocolizado na Delegacia da Receita Federal do Brasil em Londrina somente em 18/08/2010, quando, portanto, já se encontrava findo o prazo legal para interposição do recurso. Notese, ainda, que a intempestividade foi certificada pela DRFMarília/SP, por meio do Termo de Perempção constante à fl. 70. Isto posto, e considerando que a interposição a destempo do apelo voluntário impede a sua admissibilidade, voto no sentido de NÃO CONHECER do recurso voluntário, por perempção. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Fl. 83DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 10/05/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDA DE TORRES 4 Fl. 84DF CARF MF Impresso em 11/05/2012 por RUY DE AZEVEDO BASTOS - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 10/05/2012 por JOSE LUIZ NOVO ROSSARI, Assinado digitalmente em 12/03/2012 por IRENE SOUZA DA TRINDA DE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 18471.001441/2007-22
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Jun 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2004
ARBITRAMENTO.
Deve ser mantida a decisão recorrida que acertadamente deduziu dos tributos lançados de ofício os valores dos tributos já retidos pela fonte pagadora.
LANÇAMENTO DECORRENTE.
Decorrendo o lançamento da CSLL, PIS e COFINS de infração constatada na autuação do IRPJ, e reconhecida a procedência do lançamento deste, procede também os lançamentos daqueles, em virtude da relação de causa e efeito que os une.
Numero da decisão: 1302-001.098
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
EDUARDO DE ANDRADE - Presidente.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Andrade (presidente da Turma), Luiz Tadeu Matosinho, Paulo Roberto Cortez, Márcio Frizzo, Guilherme Pollastri e Alberto Pinto.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2004 ARBITRAMENTO. Deve ser mantida a decisão recorrida que acertadamente deduziu dos tributos lançados de ofício os valores dos tributos já retidos pela fonte pagadora. LANÇAMENTO DECORRENTE. Decorrendo o lançamento da CSLL, PIS e COFINS de infração constatada na autuação do IRPJ, e reconhecida a procedência do lançamento deste, procede também os lançamentos daqueles, em virtude da relação de causa e efeito que os une.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. EDUARDO DE ANDRADE - Presidente. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Andrade (presidente da Turma), Luiz Tadeu Matosinho, Paulo Roberto Cortez, Márcio Frizzo, Guilherme Pollastri e Alberto Pinto.
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Recorrente Fazenda Nacional Interessado Rufolo Empresa de Serviços Técnicos e Construções Ltda ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 ARBITRAMENTO. Deve ser mantida a decisão recorrida que acertadamente deduziu dos tributos lançados de ofício os valores dos tributos já retidos pela fonte pagadora. LANÇAMENTO DECORRENTE. Decorrendo o lançamento da CSLL, PIS e COFINS de infração constatada na autuação do IRPJ, e reconhecida a procedência do lançamento deste, procede também os lançamentos daqueles, em virtude da relação de causa e efeito que os une. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de ofício, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. EDUARDO DE ANDRADE Presidente. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 14 41 /2 00 7- 22 Fl. 1357DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/0 6/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Eduardo de Andrade (presidente da Turma), Luiz Tadeu Matosinho, Paulo Roberto Cortez, Márcio Frizzo, Guilherme Pollastri e Alberto Pinto. Relatório Versa o presente processo sobre recurso de ofício apresentado pelo Presidente da 8ª Turma da DRJ/RJ1 em face do Acórdão n˚ 1231.247, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004 ARBITRAMENTO. Quando o contribuinte deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos integrantes da escrituração comercial e fiscal, o IRPJ será determinado com base nos critérios do lucro arbitrado. LANÇAMENTO DECORRENTE. Decorrendo o lançamento da CSLL, PIS e COFINS de infração constatada na autuação do IRPJ, e reconhecida a procedência do lançamento deste, procede também os lançamentos daqueles, em virtude da relação de causa e efeito que os une. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte O Relator do acórdão recorrido, após concluir pela procedência do arbitramento, sustenta que: “Por outro lado, está certa a Interessada quando alega que os tributos retidos foram destacados nas notas fiscais. Por esta razão foi determinada diligência objetivando refazer os cálculos dos tributos devidos para considerar os respectivos valores retidos que constaram nas notas fiscais. Como resultado da diligência, foram produzidos os seguintes demonstrativos: relação dos tributos retidos nas notas fiscais, contendo data e valor de cada tributo retido, fls. 1.116/1.128; relação dos tributos retidos nas notas fiscais mensalmente por tributo, o fls.1.129/1.132; totais dos tributos retidos nas notas fiscais mensalmente. Desta forma, os valores de IRPJ, PIS, COFINS e CSLL, que constaram nos autos de infração, respectivamente, às fls.1.030, 1.034/1.035, 1.042/1.043 e 1.052, devem ser diminuídos dos respectivos valores que constaram no demonstrativo de fls.1.133, considerados por trimestre, IRPJ e CSLL, e por mês, PIS e COFINS, uma vez que estes valores integraram os mesmos fatos geradores. Conforme fls.1.136, a Interessada tomou ciência dos demonstrativos acima mencionados em 14092009, não se manifestando. Fl. 1358DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/0 6/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 18471.001441/200722 Acórdão n.º 1302001.098 S1C3T2 Fl. 1.166 3 Voto no sentido dar provimento parcial à impugnação da Interessada, para abater os valores acima mencionados.” O contribuinte foi cientificado da decisão de primeira instância, conforme AR a fls. 1.343, mas não apresentou nem recurso voluntário nem contrarrazões ao recurso de ofício. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior O recurso de ofíco atende ao disposto no art. 34 do Decreto nº 70.235/72 combinado com o art. 1º da Portaria MF nº 3 , de 2008, razão pela qual dele conheço. Agiu bem o julgador de primeira instância ao determinar a diligência, doc. a fls. 1.304, para que fosse elaborada planilha (doc. a fls. 1306 e segs.) com o fito de apurar o valor dos tributos que foram retidos pelas fontes pagadoras da recorrente, conforme notas fiscais e demais documentos que serviram para fixar a base tributável dos lançamentos em tela (planilhas a fls. 791 e segs.). Da mesma forma, correta a decisão recorrida quando deduziu dos tributos lançados os valores dos tributos já retidos pela fonte pagadora. Em face do exposto, voto por não negar provimento ao recurso de ofício. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 1359DF CARF MF Impresso em 18/06/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/0 6/2013 por EDUARDO DE ANDRADE, Assinado digitalmente em 15/05/2013 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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