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Numero do processo: 10850.909632/2011-44
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 26 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/12/2001
DILIGÊNCIA. CONFIRMAÇÃO DO CRÉDITO
É de ser provido o processo cuja diligência confirma o crédito pleiteado.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3301-002.593
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente), Fábia Regina Freitas, Andrada Márcio Canuto Natal, Mônica Elisa de Lima, Luiz Augusto do Couto Chagas e Sidney Eduardo Stahl.
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
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CONFIRMAÇÃO DO CRÉDITO É de ser provido o processo cuja diligência confirma o crédito pleiteado. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas (Presidente), Fábia Regina Freitas, Andrada Márcio Canuto Natal, Mônica Elisa de Lima, Luiz Augusto do Couto Chagas e Sidney Eduardo Stahl. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 85 0. 90 96 32 /2 01 1- 44 Fl. 212DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10850.909632/201144 Acórdão n.º 3301002.593 S3C3T1 Fl. 212 2 Relatório Trata o presente de Pedido de Restituição apresentado pelo contribuinte, com a finalidade de ter restituído valores supostamente recolhidos indevidamente, no valor total de R$ 4.188,45. Devidamente processado o pedido de restituição do contribuinte foi proferido despacho decisório que indeferiu o pedido formulado sob a justificativa de que existe um débito confessado pelo contribuinte por meio de DCTF, no valor igual do recolhimento objeto do pedido de restituição, inexistindo, portanto, crédito a ser restituído. Intimado, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade aonde requereu a reunião do presente processo a outros por ele relacionados, justificando que tratam da mesma matéria e possuem os mesmos fundamentos e em sede de preliminar alegou, em síntese, que não foi intimado para prestar quaisquer esclarecimentos quanto o direito ao seu crédito, bem como que a fiscalização não teria tomando conhecimento das razões que justificassem o pedido de restituição. No mérito aduziu que o crédito a que pretende a restituição fora indevidamente recolhido conforme ficou evidenciado na declaração de inconstitucionalidade do artigo 3º, parágrafo 1º da Lei n.º 9.718/1998 pelo STF. Em sede se julgamento da Manifestação de Inconformidade, a DRJ houve por bem julgála improcedente nos termos da seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL – COFINS Data do fato gerador: 31/12/2001 AMPLIAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO. INCONSTITUCIONALIDADE. A inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal em recurso extraordinário, não gera efeitos erga omnes, sendo incabível sua aplicação a contribuintes que não façam parte da respectiva ação. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Data do fato gerador: 31/12/2001 PROVA DOCUMENTAL. PRECLUSÃO. A prova documental do direito creditório deve ser apresentada na manifestação de inconformidade, precluindo o direito de o contribuinte fazêlo em outro momento processual sem que se verifiquem as exceções previstas em lei. Fl. 213DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10850.909632/201144 Acórdão n.º 3301002.593 S3C3T1 Fl. 213 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Intimado do acórdão proferido pela DRJ, a contribuinte interpôs Recurso Voluntário, juntando nova documentação e alegando, além dos argumentos de sua Impugnação, que a DCTF não é o único meio de prova da existência do crédito passível de restituição, bem como que os artigos 165 do CTN e artigo 74 da Lei 9.430/96 não condicionam o reconhecimento do crédito a quaisquer retificações de declarações. Ademais, alega que os documentos apresentados em sua Impugnação (planilha de cálculo e livro diário e os respectivos termos de abertura e encerramento) são suficientes para comprovar o seu crédito e que a DRF teria inovado no processo trazendo tais argumentos novos à lide, o que permitiria, inclusive, a apresentação de provas adicionais ao presente processo ao contrário do que esposado no acórdão recorrido, sob pena de afronta ao princípio da verdade material. A 1ª Turma Especial dessa 3ª Seção do CARF converteu o julgamento em diligência que a Delegacia de origem: a) Examinasse os documentos existentes e a escrita fiscal da interessada em relação às compensações requeridas apurando se estão corretos os valores inicialmente pleiteados correspondentes á indevida ampliação da base de cálculo do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98; b) Cientificasse a interessada do resultado da diligência, abrindo prazo para manifestação, se assim desejar; c) Retornasse o processo a este CARF para julgamento. Tomadas as providências requeridas o processo retornou a esse Conselho para decidirmos. É o que importa relatar. Fl. 214DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 10850.909632/201144 Acórdão n.º 3301002.593 S3C3T1 Fl. 214 4 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, Tratase de retorno de diligência. Após a devida análise o relatório da diligência chegou à seguinte conclusão: Desta forma, proponho o reconhecimento do direito creditório pleiteado no PER nº 27652.50243.140806.1.2.046405, transmitido em 14/08/2006, no valor de R$4.188,45 (fls. 02/04). Esse é exatamente o montante pleiteado pela Recorrente. Reconhecido o pedido em diligência nada mais há a fazer senão homologálo. Nesse sentido voto por julgar procedente o presente recurso voluntário. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 215DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/03/2015 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 25/03/2015 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10825.902140/2012-16
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009
COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO AO PIS.
A partir do advento do art. 23, I e II, a, da Medida Provisória nº 1.858-6, de 26/06/1999 e reedições até a MP nº 2.158-35/2001, as receitas das cooperativas passaram a sofrer a incidência da contribuição ao PIS.
MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação.
PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
Numero da decisão: 3803-005.812
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade negar provimento ao recurso. Os conselheiros Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis e Belchior Melo de Sousa votaram pelas conclusões.
(Assinado Digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Jorge Victor Rodrigues - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani; Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues., João Alfredo Eduão Ferreira, e Corintho Oliveira Machado (Presidente).
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009 COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO AO PIS. A partir do advento do art. 23, I e II, a, da Medida Provisória nº 1.858-6, de 26/06/1999 e reedições até a MP nº 2.158-35/2001, as receitas das cooperativas passaram a sofrer a incidência da contribuição ao PIS. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazê-lo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72.
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INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO AO PIS. A partir do advento do art. 23, I e II, “a”, da Medida Provisória nº 1.8586, de 26/06/1999 e reedições até a MP nº 2.15835/2001, as receitas das cooperativas passaram a sofrer a incidência da contribuição ao PIS. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. ÔNUS DA PROVA. Cabe ao transmitente do Per/DComp o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado. À autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. PROVA. MOMENTO DE APRESENTAÇÃO. Os motivos de fato, de direito e a prova documental deverão ser apresentadas com a impugnação/manifestação de inconformidade, precluindo o direito de fazêlo em outro momento processual, ressalvadas as situações previstas nas hipóteses previstas no § 4o do artigo 16 do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade negar provimento ao recurso. Os conselheiros Juliano Eduardo Lirani, Hélcio Lafetá Reis e Belchior Melo de Sousa votaram pelas conclusões. (Assinado Digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 82 5. 90 21 40 /2 01 2- 16 Fl. 170DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Corintho Oliveira Machado Presidente. (Assinado Digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani; Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues., João Alfredo Eduão Ferreira, e Corintho Oliveira Machado (Presidente). Relatório Sob a alegação de realização de pagamento a maior ou indevido de PIS/PASEP a contribuinte transmitiu Per/DComp em 30/11/2009, entretanto a compensação realizada restou não homologada, eis que por meio de despacho decisório eletrônico a autoridade administrativa declarou haver outros débitos e que o crédito informado foi integralmente utilizado para a quitação dos mesmos, não havendo saldo credor o suficiente para solver os débitos declarados na DComp aviada. Sobreveio a manifestação do inconformismo e com ela os argumentos de que: (i) a exigência da contribuição ao PIS foi restabelecida sob a égide da CF/88, notadamente nos termos do art. 2o, II, da Lei 9.715/98, sendo um ano após expressamente revogada em relação às entidades sem fins lucrativos, por meio da MP 1.85810/99, com a atual redação conferida pelo art. 93 da MP nº 2.15835/01, ainda assim algumas cooperativas permaneceram obrigadas ao recolhimento da contribuição ao PIS sobre a folha de salário, em vista de regra específica prevista no § 1º, do art. 2º, da Lei nº 9.715/98; (ii) a MP 2.15835/01 ao mesmo tempo em que revogou a exigência da contribuição ao PIS para as entidades sem fins lucrativos. Explicitou que as sociedades cooperativas de produção rural, contribuintes do PIS com base no faturamento, porém sujeitas às exclusões e deduções no art. 15 da referida MP, continuavam sujeitas à contribuição ao PIS com base na folha de salário, nos termos do seu art. 13; (iii) ratificando esse entendimento encontrase o art. 28 da IN SRF nº 635/06, que explicita quais as sociedades que continuam sujeitas a incidência da contribuição ao PIS com base na folha de salário, conforme se depreende da solução no processo de consulta nº 290/07; (iv) ainda que a redação do art. 15 da MP2.15835 seja genérica em relação às sociedades cooperativas e, portanto, não excetue as cooperativas de trabalho médico, isso não permite a conclusão de que essas cooperativas estariam entre as compreendias no alcance desse dispositivo, como também concluiu as autoridades fiscais, nos termos do art. 28 da IN SRF nº 635/06; (v) conclui aduzindo que se as sociedades cooperativas médicas não se sujeitam às exigências da contribuição ao PIS com base na folha de salários de seus empregados e, portanto, todo o recolhimento realizado a esse título deve ser entendido comore colhimento a Fl. 171DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10825.902140/201216 Acórdão n.º 3803005.812 S3TE03 Fl. 12 3 maior ou indevido e, logo, passível de ser recuperado. Requereu, ainda, a reforma do julgado de primeira instância, a procedência integral da declaração de compensação, com vista a legitimidade do crédito tributário e o reconhecimento da extinção dos débitos compensados no PER/DECOMP. A decisão prolatada pela 14ª Turma da DRJ/RPO, de 11/09/13 (fls. /) por meio do Acórdão nº 1444.630, julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, para manter o crédito tributário exigível, nos termos da ementa adiante transcrita: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009 DIREITO CREDITÓRIO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido ou a maior frente à legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2009 FATURAMENTO E FOLHA DE SALÁRIOS. LEGALIDADE. Quando a sociedade cooperativa realiza as exclusões legais da base de cálculo do PIS Faturamento, é devido o PIS Folha concomitantemente, nos termos do art. 15, § 2º, da Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, e do art. 32, § 4º, do Decreto nº 4.524, de 2002. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido O voto condutor do acórdão adotou o pressuposto de que : (a) “Nos termos da regra consolidada na atual MP nº 2.15835, de 2001, a tributação das sociedades cooperativas segue a tributação das demais pessoas jurídicas em geral, calculando o PIS de acordo com o faturamento. No entanto, caso a cooperativa realize determinadas operações que não sofrem a incidência do PIS com base no faturamento, deverá, conforme disposição inscrita no art. 15, §2º, I da MP nº 2.15835, de 2001, apurar o PIS com base na folha de salários. Nesse caso, portanto, a cooperativa sujeitase cumulativamente à tributação com base no faturamento e com base na folha de pagamentos”. Consubstanciouse ainda no art. 13 da referida MP, e nos arts. 36 da MP 66/02; no art. 1º da MP nº 101/02, convertida na Lei nº 10.767/03; no art. 32 do Dec. 4.524/02 e nos arts. 9º e 33 da IN SRF nº 247/02. De acordo com os dispositivos mencionados não prevalece a tese de que as sociedades cooperativas outras que não de produção agropecuária, eletrificação rural, de Fl. 172DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 crédito e de transporte rodoviário, estariam fora do alcance do PIS sobre a folha de salários. E assim, nos períodos em que tenha procedido à exclusão das sobras líquidas da base de cálculo da contribuição, o PIS sobre a folha de pagamentos deve ser recolhido. Situação essa em que o sucesso da contribuinte em ver homologada a compensação declarada na primeira instância administrativa, condicionase à comprovação da liquidez e certeza do direito creditório, no caso, a de que não efetuou a exclusão em foco. No que se relaciona ao aspecto do elemento material de prova extraise excertos que sintetizam o posicionamento adotado pela decisão em questão, adiante: “Em se tratando de declaração eletrônica, a verificação dos dados informados pela contribuinte na DCOMP foi realizada também de forma eletrônica, cotejando os com os demais por ela informados à Receita Federal em outras declarações (DCTFs, DIPJ, etc), bem como com outras bases de dados desse órgão (pagamentos, etc), tendo resultado no Despacho Decisório em discussão. O ato combatido aponta como causa da não homologação o fato de que, embora localizado o pagamento apontado na DCOMP como origem do crédito, o valor correspondente fora utilizado para a extinção anterior de débito confessado pela interessada. Assim o exame das declarações prestadas pela própria interessada à Administração Tributária revela que o crédito utilizado na compensação declarada não existia.” De acordo com o Termo de Ciência por decurso de prazo, a data de disponibilização na caixa postal da contribuinte da decisão contida no Acórdão nº 1444.630, foi em 20/09/2013. Com isso a data da ciência se deu em 05/10/2013. O Termo de Solicitação de Juntada de recurso voluntário foi registrada pela repartição preparadora em 01/11/13. Ciente da decisão contida no acórdão retromencionado a contribuinte irresignada, em sede de recurso voluntário, reiterou de forma minudente acerca das razões de defesa apresentadas na exordial. Ressaltou que a MP 2.15835/01, em seu artigo 13, explicitou quais os tipos de entidades que se sujeitavam à contribuição ao PIS, calculada sobre a folha de salários, bem assim que as sociedades cooperativas não foram contempladas, de acordo com o elenco formulado nesse artigo, como o foram às Organizações das Cooperativas – OCB e as Organizações estaduais de Cooperativas, nos termos do inciso I, do art. 13, da MP nº 2.158 35/01, que não se identifica com as sociedades cooperativas propriamente ditas. Mencionou que na mesma senda segue o § 2º e incisos I a IV, do art. 15 dessa MP, eis que as cooperativas de trabalho médico não praticam as operações descritas nesses incisos do confuso enunciado do referido artigo da MP correspondente. Aduziu ademais disso que o art. 28 da IN SRF 635/06 identifica quais sociedades cooperativas se sujeitam à incidência da contribuição ao PIS com base na folha de Fl. 173DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10825.902140/201216 Acórdão n.º 3803005.812 S3TE03 Fl. 13 5 salário, ou seja, as sociedades sujeitas às exclusões previstas no art. 15 da MP 2.15835/01,bem assim que a resposta à Consulta 290/07 ratifica este entendimento. Requer ao final o integral provimento do recurso, protestando pela apresentação de memoriais e sustentação oral das razões aduzidas. É relatório. Voto Conselheiro Relator Conselheiro Jorge Victor Rodrigues Relator O recurso é tempestivo e preenche os pressupostos de admissibilidade, dele conheço. Duas foram às questões devolvidas para apreciação pelo Tribunal ad quem, a saber: (i) a verificação da certeza e liquidez do direito creditório alegado pela Recorrente; e (ii) a tributação das sociedades cooperadas de trabalho médico pelo PIS. O exame acerca da primeira questão resta prejudicado, eis que nenhum documento contábil ou fiscal hábil e idôneo foi colacionado aos autos, com o fim de corroborar as assertivas formuladas na exordial, ou mesmo no apelo sob exame, o que se faz em respeito aos dispositivos contidos no artigo 16 do Decreto nº 70.235/72, caput e § 4º. É cediço que quando da apresentação de Per/DComp à repartição fiscal, por se tratar de iniciativa do próprio contribuinte, cabe ao transmitente o ônus probante da liquidez e certeza do crédito tributário alegado em valores superiores ao débito informado na DComp. Por sua vez à autoridade administrativa cabe a verificação da existência e regularidade desse direito, mediante o exame de provas hábeis, idôneas e suficientes a essa comprovação. Resta, então, o enfrentamento da questão relacionada à tributação das sociedades cooperadas pelo PIS. O hodierno ordenamento jurídico tem a sua gênese na Constituição Cidadã de 1988. O seu artigo 146, III, ‘C’, dispõe que cabe à lei complementar estabelecer normas gerais me matéria de legislação tributária, especialmente sobre: adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 6 A Lei nº 5.764/71, que definiu a Política Nacional de Cooperativismo e instituiu o regime jurídico das cooperativas, por meio do seu artigo 4º, já havia atribuído à definição legal de “cooperativas”, como sendo: Art. 4º. As cooperativas são sociedades de pessoas, como forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, não sujeitas à falência, constituídas para prestar serviços aos associados, distinguindose das demais sociedades pelas seguintes características: (...); VII – retorno das sobras líquidas do exercício, proporcionalmente às operações realizadas pelo associado, salvo deliberação em contrário da Assembléia Geral. Adiante, no caput e no parágrafo único do artigo 79 do mesmo mandamus, adveio a definição e a funcionalidade de “atos cooperativos”. Em outras palavras são tais atos jurídicos que criam, mantém ou extinguem relações cooperativas, não implicando, necessariamente, em atos de mercado. Acerca da tributação do PIS e da COFINS, inicialmente, foi a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, considerada isenta por força do disposto no caput e inciso I do art. 6º, da LC nº 70/91, instituidora da Cofins. Entretanto, com o advento da MP nº 1.8586/99, por meio de seu artigo 23, foram os incisos I e III do artigo 6º da LC nº 70/91, revogados. Ocorre que essa revogação se manteve por meio da MP nº 66/02 e também pela Lei nº 10.637/02, por meio dos seus artigos 1º e 2º, que atualmente regula esta matéria (cobrança do PIS/PASEP, cuja base de cálculo é o valor do faturamento). Do mesmo modo ocorreu com o PIS, cujas cooperativas estão sujeitas ao pagamento desse tributo, seja sobre a folha de salários, mediante a aplicação de alíquota de 1% sobre a folha de pagamento mensal de seus empregados. A outra forma de tributação incide sobre a receita bruta, mediante a alíquota de 0,65% (a partir de 01/11/1999, data fixada pelo Ato Declaratório SRF nº 88/99), com exclusões da base de cálculo prevista pela MP 2.11327/01, ou mesmo de acordo com a MP 107, com as exclusões da base de cálculo, de acordo com o disposto também no artigo 15 da MP 2.113 27/01. Por força do contido na Lei nº 10.637/02, a partir de 01/12/02, a alíquota do PIS foi majorada para 1,65%. Destarte, por meio da MP 107/03, de 10/022003, a alíquota do PIS que houvera sido majorada, retorna ao seu valor original de 0,65%, inclusive para as sociedades cooperativas. Foi a partir da MP nº 2.11329, de 27/03/01, DOU de 28/03/01, de suas reedições e alterações posteriores, até a MP 2.15835/01, através de suas disposições que se Fl. 175DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10825.902140/201216 Acórdão n.º 3803005.812 S3TE03 Fl. 14 7 tornou possível para as sociedades cooperativas a exclusão da base de cálculo do PIS e da Cofins, de valores mencionados no artigo 15 desta MP, isto uma vez observado o disposto nos artigos 2º e 3º da Lei nº 9.718/98. Portanto, a base de cálculo para as contribuições para o PIS e a Cofins, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, é o faturamento, correspondente à receita bruta. A respeito da exclusão de valores da base de cálculo do PIS e da Cofins das cooperativas vale mencionar as disposições da MP nº 101/02, litteris: Art. 1º. As sociedades cooperativas também poderão excluir da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS, sem prejuízo do disposto no art. 15 da Medida Provisória nº 2.15835, de 24 de agosto de 2001, as sobras apuradas na Demonstração de Resultado do Exercício, antes da destinação para a constituição do Fundo de Reserva e do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social, previstos no art. 28 da Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971. § 1º. Omissis. § 3º O disposto neste artigo alcança os fatos geradores ocorridos a partir da vigência da Medida Provisória nº 1.85810, de 26 de outubro de 1999. Portanto, seja sob a ótica da MP nº 2.15835/01, ou segundo os dispositivos contidos na MP nº 101/02, posteriormente convertida na Lei 10.767/02 e, observados o disposto nos artigos 2º e 3º da Lei nº 9.718/98, o que se percebe nitidamente, é a possibilidade de exclusão de elementos da base de cálculo do PIS e da Cofins, para as sociedades cooperativas. Confirase: Art. 1° Esta Lei aplicase no âmbito da legislação tributária federal, relativamente às contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público PIS/PASEP e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS, de que tratam o art. 239 da Constituição e a Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, ao Imposto sobre a Renda e ao Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativos a Títulos ou Valores Mobiliários IOF. Art. 2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. (Vide Medida Provisória nº 215835, de 2001). Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (Vide Medida Provisória nº 215835, de 2001) Fl. 176DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 8 (...); § 9o Na determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, as operadoras de planos de assistência à saúde poderão deduzir: (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) I coresponsabilidades cedidas; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) II a parcela das contraprestações pecuniárias destinada à constituição de provisões técnicas; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III o valor referente às indenizações correspondentes aos eventos ocorridos, efetivamente pago, deduzido das importâncias recebidas a título de transferência de responsabilidades. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001). (Grifei). De outra parte assim se pronunciou a Solução de Consulta COSIT nº 06, de 8 de novembro de 2010 (ação judicial): EMENTA: O disposto no inciso III do § 9º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, com a redação dada pela Medida Provisória nº 2.15835, de 2001, não permite que as operadoras de planos de assistência à saúde deduzam da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep as despesas e custos operacionais relacionados com os atendimentos médicos realizados em seus próprios beneficiários (clientes), por meio de estabelecimento próprio ou pela rede conveniada/credenciada de profissionais e empresas da área de saúde, visto que tais contribuições incidem sobre o faturamento (receita bruta) mensal e não sobre o resultado. O inciso III do § 9º do art. 3º da Lei nº 9.718, de 1998, somente autoriza as operadoras de planos de assistência à saúde a deduzirem da base de cálculo da Contribuição para o PIS/Pasep o valor correspondente às indenizações efetivamente pagas por uma operadora, referente aos atendimentos médicos efetuados em beneficiários (clientes) pertencentes à outra operadora de plano de assistência à saúde, deduzido das importâncias recebidas a título de transferência de responsabilidade. O Poder Judiciário, aqui representado pelos Tribunais Superiores, também não se omitiu quando provocado a se pronunciar a respeito da tributação do PIS/PASEP e da Cofins, senão vejamos: O Julgamento da Questão no STJ – Sistemática do Recurso Repetitivo: RECURSO ESPECIAL Nº 1.164.716 MG (2009/02107185) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : PROCURADORIAGERAL DA FAZENDA NACIONAL RECORRIDO : COOPERATIVA DOS INSTRUTORES DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL E PROMOÇÃO SOCIAL RURAL LTDA COOPIFOR Fl. 177DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10825.902140/201216 Acórdão n.º 3803005.812 S3TE03 Fl. 15 9 ADVOGADO : CAMILA COLARES SANTANA E OUTRO(S) DECISÃO (...) impõese, da mesma forma, a submissão do presente apelo extremo como representativo da controvérsia atinente à incidência da contribuição destinada ao PIS e da COFINS sobre a receita oriunda de atos cooperativos típicos realizados pelas cooperativas, à luz do disposto no artigo 79, parágrafo único, da Lei 5.764/71, a fim de se prevenir eventual óbice de conhecimento. (...) Brasília (DF), 24 de fevereiro de 2010. A discussão realizada pelo Supremo Tribunal Federal ainda não chegou a termo, entretanto o reconhecimento da repercussão geral a respeito do tema ora sob exame, já ocorreu. Confirase: REPERCUSSÃO GERAL EM RE N.672.215CE RELATOR: MIN. JOAQUIM BARBOSA EMENTA: TRIBUTÁRIO. INCIDÊNCIA DA COFINS, DA CONTRIBUIÇÃO AO PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO SOCIAL E DA CONTRIBUIÇÃO SOBRE O LUCRO LÍQUIDO SOBRE O PRODUTO DE ATO COOPERADO OU COOPERATIVO. DISTINÇÃO ENTRE “ATO COOPERADO TÍPICO” E “ATO COOPERADO ATÍPICO”. CONCEITOS CONSTITUCIONAIS DE “ATO COOPERATIVO”, “RECEITA DE ATIVIDADE COOPERATIVA” E “COOPERADO”. COOPERATIVA DE SERVIÇOS MÉDICOS. VALORES PAGOS POR TERCEIROS À COOPERATIVA POR SERVIÇOS PRESTADOS PELOS COOPERADOS. LEIS 5.764/1971, 7.689/1988, 9.718/1998 E 10.833/2003. ARTS. 146, III, c, 194, par. ún., V, 195, caput, e I, a, b e c e § 7º e 239 DA CONSTITUIÇÃO. Tem repercussão geral a discussão sobre a incidência da Cofins, do PIS e da CSLL sobre o produto de ato cooperativo, por violação dos conceitos constitucionais de “ato cooperado”, “receita da atividade cooperativa” e “cooperado”. Discussão que se dá sem prejuízo do exame da constitucionalidade da revogação, por lei ordinária ou medida provisória, de isenção, concedida por lei complementar (RE 598.085RG), bem como da “possibilidade da incidência da contribuição para o PIS sobre os atos cooperativos, tendo em vista o disposto na Medida Provisória nº 2.158 33, originariamente editada sob o nº 1.8586, e nas Leis nºs 9.715 e 9.718, ambas de1998” (RE 599.362 RG, Rel. Min. Dias Toffoli). Como visto ainda não se vislumbra nos textos normativos, nem jurisprudenciais, a hipótese de isenção ou de não incidência tributária para as cooperativas. Tampouco de distinção entre cooperativas de trabalho médico, de crédito, enfim, entre as demais modalidades de sociedades cooperativas. Concluise, por conseguinte que, do texto legal, onde o legislador não faz distinção, não cabe ao operador do direito fazêlo, tampouco ao intérprete da lei. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 10 O PIS sobre a folha de pagamento constitui uma obrigação tributária principal devida por todas as entidades sem fins lucrativos, classificadas como Isentas, Imunes ou Dispensadas, e calculado sobre a folha de pagamento de salários, à alíquota de 1%. Quanto ao requerido pela Recorrente, no sentido de que o PIS/folha de pagamento não é cabível, portanto poderia ser compensado com tais débitos, considero inadequado o seu pedido. Isto porque ao manifestar o seu inconformismo a ora Recorrente destacou que a MP 2.15835/01 ao mesmo tempo em que revogou a exigência da contribuição ao PIS para as entidades sem fins lucrativos, explicitou que as sociedades cooperativas de produção rural, contribuintes do PIS com base no faturamento, porém sujeitas às exclusões e deduções no art. 15 da referida MP, continuavam sujeitas à contribuição ao PIS com base na folha de salário, nos termos do seu art. 13. Tema este reiterado no recurso voluntário. Há um equívoco nas assertivas formuladas pela Recorrente quanto à revogação da exigência da contribuição ao PIS para as entidades sem fins lucrativos, pela MP nº 2.158 35/01. Diversamente, com o advento dessa medida provisória tornouse concreta a possibilidade de exclusão de elementos previstos na legislação de regência, da base de cálculo do PIS e da Cofins, isto em conformidade com o disposto nos artigos 2º e 3º da Lei nº 9.718/98. E mais, a Recorrente foi além ao mencionar que ratificando esse entendimento encontrase o art. 28 da IN SRF nº 635/06, que explicita quais as sociedades que continuam sujeitas a incidência da contribuição ao PIS com base na folha de salário, conforme se depreende da solução no processo de consulta nº 290/07; O fato de o art. 28 não relacionar expressamente a sociedade cooperativa de trabalho médico dentre aquelas cujo fato gerador para o PIS/PASEP incide sobre a folha de salários no percentual de 1%, não autoriza o contribuinte a dela se eximir, como se imune ou isenta fosse, o que não corresponde ao disposto nos arts. 2º e 3º da Lei nº 9.718/98, posto que as deduções permitidas em lei, se faz em observância desses dois artigos suso citados. O rol das exclusões mencionados no art. 15 da MP 2.15835/01, aplicável ao caso em comento, não é exaustivo, ou mesmo conclusivo, como também não o é aquele constante do artigo 28 da IN SRF nº 635/06, DOU de 17/04/2006, e ambos ensejam a incidência do PIS/Folha. Isto posto oriento o meu voto pelo não provimento do recurso voluntário. É como voto. Sala de sessões em 25 de março de 2014. Jorge Victor Rodrigues Relator Fl. 179DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10825.902140/201216 Acórdão n.º 3803005.812 S3TE03 Fl. 16 11 Fl. 180DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/11/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 03/11/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 06/11/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 12259.003663/2009-80
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 01/01/2006
LANÇAMENTO. VALORES DESCONTADOS E NÃO RECOLHIDOS EM ÉPOCA PRÓPRIA. INFORMAÇÕES EM GFIP. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Art. 225, §1o DO DECRETO 3.048/99. Tendo em vista que o lançamento se deu com fundamentos nas informações prestadas pela recorrente em GFIP, além dos demais documentos por ela apresentados, eventual prova do cometimento de equívocos, deve ser por ela produzida, sob pena da manutenção do Auto de Infração.
PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS E PERÍCIA. INDEFERIMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. É improcedente o pedido de prova pericial sem atendimento dos requisitos legais. Não há que se falar em cerceamento de defesa
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2402-004.457
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
Júlio César Vieira Gomes - Presidente
Lourenço Ferreira do Prado - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espindola Reis, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Ausente justificadamente o conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues
Nome do relator: LOURENCO FERREIRA DO PRADO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 01/01/2006 LANÇAMENTO. VALORES DESCONTADOS E NÃO RECOLHIDOS EM ÉPOCA PRÓPRIA. INFORMAÇÕES EM GFIP. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Art. 225, §1o DO DECRETO 3.048/99. Tendo em vista que o lançamento se deu com fundamentos nas informações prestadas pela recorrente em GFIP, além dos demais documentos por ela apresentados, eventual prova do cometimento de equívocos, deve ser por ela produzida, sob pena da manutenção do Auto de Infração. PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS E PERÍCIA. INDEFERIMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. É improcedente o pedido de prova pericial sem atendimento dos requisitos legais. Não há que se falar em cerceamento de defesa Recurso Voluntário Negado.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 01/01/2006 LANÇAMENTO. VALORES DESCONTADOS E NÃO RECOLHIDOS EM ÉPOCA PRÓPRIA. INFORMAÇÕES EM GFIP. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Art. 225, §1o DO DECRETO 3.048/99. Tendo em vista que o lançamento se deu com fundamentos nas informações prestadas pela recorrente em GFIP, além dos demais documentos por ela apresentados, eventual prova do cometimento de equívocos, deve ser por ela produzida, sob pena da manutenção do Auto de Infração. PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS E PERÍCIA. INDEFERIMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. É improcedente o pedido de prova pericial sem atendimento dos requisitos legais. Não há que se falar em cerceamento de defesa Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 25 9. 00 36 63 /2 00 9- 80 Fl. 218DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. Júlio César Vieira Gomes Presidente Lourenço Ferreira do Prado Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Júlio César Vieira Gomes, Luciana de Souza Espindola Reis, Thiago Taborda Simões, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Ausente justificadamente o conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues Fl. 219DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 12259.003663/200980 Acórdão n.º 2402004.457 S2C4T2 Fl. 247 3 Relatório Tratase de recurso de voluntário interposto por ART FILMS S/A, em face do acórdão de fls. 121/123, por meio do qual restou mantido integralmente a NLFD nº 37.003.7723, lavrada para a cobrança das contribuições sociais descontadas dos segurados empregados a serviço da mesma, sem o pertinente recolhimento junto à previdência. Consta do relatório fiscal que foi considerado como débito o valor lançado e informado em documento de natureza declaratória, GFIP, relativo às contribuições previdenciárias não recolhidas pelo contribuinte, alusivo ao período de 01/1999 a 01/2006. A Recorrente apresentou a impugnação às fls. 94115. Em decisão de primeiro grau, restou mantido o lançamento em tela. Devidamente intimada do julgamento de primeira instância, que manteve o lançamento, foi interposto o competente recurso voluntário, que embora tempestivo, fora declarado deserto, ante a ausência de comprovação do depósito prévio, como mostra a decisão de fls.168/169. Inconformada com a decisão supramencionada, a recorrente impetrou o Mandado de Segurança n.°2006.51.01.0167821, que tramitou na 22ª Vara Federal do Rio de Janeiro, tendo sido provido conforme decisão de fls. 211/214, senão vejamos: “(...)Ante o exposto, dou provimento ao recurso, com fulcro no art. 557 § 1ºA,do Código de Processo Civil para conceder a segurança a fim de possibilitar a interposição de recurso na esfera administrativa sem a necessidade de depósito prévio no valor de 30% do débito fiscal(...)”. A Recorrente, em sede de Recurso Voluntário, sustenta que: 1. houve equívoco no preenchimento da SEFIPS, tendo em vista que o valor lançado corresponde a uma base de cálculo equivocada; 2. a realização de perícia é imprescindível para se demonstrar a improcedência do lançamento sob pena de cerceamento de seu direito a defesa; É o relatório Fl. 220DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 Voto Conselheiro Lourenço Ferreira do Prado, Relator CONHECIMENTO Tempestivo o recurso, dele conheço. Conforme já relatado a Recorrente incorreu na infração de apropriação indébita previdenciária uma vez que deixou de recolher junto à Previdência Social, as contribuições alusivas aos segurados empregados, embora fosse descontado de seus empregados. Insiste a Recorrente que houve equívoco no preenchimento da SEFIPS, bem como na base de cálculo utilizada pela autoridade fiscal. No entanto não acolho a alegação da Recorrente, como passo a expor. Compulsando aos autos, resta inequívoco que o relatório fiscal atendeu a todos os requisitos constantes na Legislação Tributária, não cabendo reparo de nenhuma espécie. Ademais, os valores declarados em GFIP são base de cálculo das contribuições sociais devidas como prevê o artigo 32, IV, da Lei 8.212/91, além de serem considerados como confissão de dívida tributária, a teor do§1o do art. 225 do Decreto 3.048/99,, senão vejamos: Art. 32. A empresa é também obrigada a: (...) IV – declarar à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, na forma, prazo e condições estabelecidos por esses órgãos, dados relacionados a fatos geradores, base de cálculo e valores devidos da contribuição previdenciária e outras informações de interesse do INSS ou do Conselho Curador do FGTS; Decreto 3048/99 Art.225. A empresa é também obrigada a: [...] §1ºAs informações prestadas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social servirão como base de cálculo das contribuições arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, comporão a base de dados para fins de cálculo e concessão dos benefícios previdenciários, bem como constituir Fl. 221DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 12259.003663/200980 Acórdão n.º 2402004.457 S2C4T2 Fl. 248 5 seão em termo de confissão de dívida, na hipótese do não recolhimento Sendo assim, deveria a recorrente ter trazido aos autos argumentos e prova idônea de que as informações por si prestadas foram equivocadas, o que não fora levado a efeito, não tendo esta se desincumbido de seu ônus legal. Ao contrário, verificase claramente demonstrado, pelos documentos acostados aos autos, que houve o descumprimento por parte da Recorrente, sendo correta a aplicação da Lei Tributária prevista ao fato concreto. No mesmo pensamento, não acolho o pleito da Recorrente de realização de perícia, porquanto, amplamente demonstrado nos autos que os valores consubstanciados no relatório de lançamentos são consoantes com os próprios documentos da Recorrente encontrados em sua empresa. Temse, portanto, que cabe a Recorrente demonstrar, de forma clara, sua alegação de erro no que tange ao referido lançamento, o que não fez. Assim, não há que se falar em realização de perícia, uma vez que carente de um embasamento legal para que se permita o reexame do lançamento em tela. Importante trazer o posicionamento da jurisprudência acerca da matéria no Processo 13971.005358/201073 da 3ª Turma Especial , senão vejamos: “Ementa Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 30/05/2009 NULIDADE. INEXISTÊNCIA Estando o auto de infração amparado pela legislação competente, propiciando ao contribuinte a apresentação de defesa bem fundamentada, não há que se falar em desrespeito a ampla defesa e ao contraditório. MULTA DE MORA. NORMA MAIS BENÉFICA As contribuições sociais previdenciárias estão sujeitas à multa de mora, na hipótese de recolhimento em atraso, devendo observar o disposto na nova redação dada ao artigo 35, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 61 da Lei nº 9.430/1996. TAXA SELIC. APLICAÇÃO. Os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários são devidos, no período de inadimplência, a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. PRERROGATIVA DO JULGADOR. A realização de perícia é prerrogativa do órgão judicante quando aquela for necessária, não ficando o julgado obrigado a solicitá la por mero pedido do contribuinte. Recurso Voluntário Negado.” Daí porque não pode o alusivo órgão da administração fazendária satisfazer a vontade da Recorrente, sem, contudo, que haja embasamento legal vigente que justifique o reparo ou atendimento ao que pugna a Recorrente. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Ante todo o exposto, voto no sentido de conhecer do recurso, e, no mérito, em NEGAR PROVIMENTO. É como voto. Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/02/2015 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 24/02/20 15 por LOURENCO FERREIRA DO PRADO, Assinado digitalmente em 13/02/2015 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.009882/2007-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 23 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3202-000.301
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral, pela Recorrente, o advogado Dr. Flávio Zanetti de Oliveira, OAB/PR 19.116.
Luis Eduardo Garrossino Barbieri Presidente substituto
Thiago Moura de Albuquerque Alves Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Rodrigo Cardozo Miranda, Paulo Roberto Stocco Cortes e Thiago Moura de Albuquerque Alves.
Nome do relator: THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES
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CONTRADITÓRIO. Recorrente EDITORA GAZETA DO POVO S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Fez sustentação oral, pela Recorrente, o advogado Dr. Flávio Zanetti de Oliveira, OAB/PR 19.116. Luis Eduardo Garrossino Barbieri – Presidente substituto Thiago Moura de Albuquerque Alves – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Gilberto de Castro Moreira Junior, Charles Mayer de Castro Souza, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Rodrigo Cardozo Miranda, Paulo Roberto Stocco Cortes e Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório A Recorrente foi vencedora de ação judicial que lhe reconheceu o direito à imunidade em relação ao FINSOCIAL, decisão esta que transitou em julgado em 22/08/97, em face do que faz juz à devolução do indébito correspondente ao período de 07/82 a 11/85. Com base nesse título judicial, a empresa realizou diversas compensações. Efetuados os cálculos pertinentes, foi emitido Despacho Decisório homologando parcialmente as compensações efetuadas (homologando integralmente as compensações dos débitos relativos aos períodos de apuração 07/2007 e 08/2007; homologando parcialmente a compensação do débito de Cofins cumulativa relativamente ao período de apuração 09/2007, até o limite de R$ 90.264,56; não homologando as demais compensações). RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 80 .0 09 88 2/ 20 07 -1 1 Fl. 530DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2015 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 17/02/2015 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 20/02/2015 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 10980.009882/200711 Resolução nº 3202000.301 S3C2T2 Fl. 531 2 Contra o Despacho Decisório, a recorrente apresentou manifestação de inconformidade, a qual foi julgada improcedente pela DRJ, conforme resume sua ementa (fls. 494/ss.): ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/07/1982 a 30/11/1985 COMPENSAÇÃO ADMINISTRATIVA. CRÉDITO RECONHECIDO EM DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. JUROS E ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA A PARTIR DE 01/01/1996. Os valores constantes da legislação tributária, expressos em quantidade de Ufir, devem ser convertidos em Reais pelo valor da Ufir vigente em 1º de janeiro de 1996, e, por sua vez, a partir dessa data, a compensação e a restituição administrativas, devem ser acrescidas de juros calculados com base na taxa Selic, nos exatos termos da legislação de regência. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Não conformado, a empresa interpôs recurso voluntário, defendendo que deveria incidir a UFIR de janeiro/1992 a dezembro/2000 e o IPCAE, a partir de janeiro/2001, acompanhado dos juros de mora de 1% (um por cento) ao mês, a partir do trânsito em julgado, nos termos do art. 161, § 1º, do CTN, tal como determinado textualmente no título judicial e na execução de julgado. Além disso, a Recorrente defende que houve erro de cálculo, por parte do Despacho Decisório, quando assentou que o valor a ser restituído, em 01.01.1996, totalizaria R$ 217.242,47. Para o contribuinte, o valor correto, seguindo os próprios critérios do Despacho Decisório, na mesma data, seria R$ 257.399,99 (fls. 433 e 519). Sobre esse último tema, o acórdão recorrido decidiu de forma genérica, asseverando, apenas, que está correto o valor encontrado pela DRF, à luz do título judicial objeto de liquidação administrativa – sem explicar o motivo, razão pela qual o julgamento do recurso voluntário foi convertido em diligência, para que fosse explicitado os critérios de cálculo utilizados pelo Fisco e pelo Contribuinte. Cumprindose a diligência, foi exarada a seguinte Informação Fiscal (fl. 528): Em atendimento ao requerimento de diligência último parágrafo de fl. 525, temse: •Os índices utilizados nos cálculos conexos ao valor de R$ 217.242,47 (despacho decisório) foram os seguintes: Períodos Índices utilizados nos cálculos de atualização dos indébitos 07/1982 a 01/1986 ORTN 02/1986 IPC = 14,36 % 03/1986 a 12/1988 OTN 01/1989 IPC = 42,72 % 02/1989 IPC = 10,14 % 03/1989 a 02/1990 BTN 03/1990 IPC = 84,32% 04/1990 IPC = 44,80% 05/1990 IPC = 7,87% 06/1990 a 01/1991 BTN 03/1991 a 12/1991 INPC 01/1992 a 12/1995 UFIR •Os índices utilizados pelo contribuinte nos cálculos conexos ao valor de R$ 257.399,99 foram os seguintes: Períodos Índices utilizados nos cálculos de atualização dos indébitos 07/1982 a 01/1986 IPCA E 02/1986 14,36 % 03/1986 a 12/1988 IPCA E 01/1989 IPCA E 02/1989 10,14% 03/1989 a 02/1990 IPCA E Fl. 531DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2015 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 17/02/2015 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 20/02/2015 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI Processo nº 10980.009882/200711 Resolução nº 3202000.301 S3C2T2 Fl. 532 3 03/1990 IPCA E 04/1990 IPCA E 05/1990 IPCA E 06/1990 a 01/1991 IPCA E 03/1991 a 12/1991 IPCA E 01/1992 a 12/1995 IPCA E 2. O motivo da divergência referese aos índices de atualização utilizados conforme destacados nos quadros anteriores. 3. O critério que atende à determinação judicial é o critério utilizado no despacho decisório elaborado pela RFB. Com essas informações, os autos foram remetidos para julgamento do recurso voluntário pelo CARF. É o relatório. Voto Conselheiro Thiago Moura de Albuquerque Alves, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e, por isso, merece ser apreciado. Observo, de logo, que a empresa recorrente não foi intimada acerca do resultado da diligência, requerida pelo CARF, constante da Informação Fiscal de fls. 528. Assim, para evitar alegação de violação ao contraditório, converto novamente o julgamento em diligência para que a unidade preparadora intime a recorrente para, em 30 dias, se manifestar sobre a Informação Fiscal de fls. 528. Decorrido o prazo, com ou sem manifestação da empresa, retornese os autos para o devido julgamento do CARF. É como voto. Thiago Moura de Albuquerque Alves Fl. 532DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/02/2015 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 17/02/2015 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 20/02/2015 por LUIS ED UARDO GARROSSINO BARBIERI
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Numero do processo: 19515.006230/2009-57
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Mar 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ACOLHIMENTO.
Constatada a possível existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo CARF correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o questionamento apontado.
Esclarecidas as alegações do contribuinte quanto às possíveis contradições e omissões.
Mantida a decisão embargada sem efeitos modificativos.
Embargos Acolhidos.
Numero da decisão: 2803-003.864
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para esclarecer as alegações da embargante quanto às possíveis contradições e omissões, mantendo o resultado da decisão embargada.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Fabio Pallaretti Calcini e Ricardo Magaldi Messetti.
Nome do relator: Helton Carlos Praia de Lima
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ACOLHIMENTO. Constatada a possível existência de obscuridade, omissão ou contradição no Acórdão exarado pelo CARF correto o acolhimento dos embargos de declaração visando sanar o questionamento apontado. Esclarecidas as alegações do contribuinte quanto às possíveis contradições e omissões. Mantida a decisão embargada sem efeitos modificativos. Embargos Acolhidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para esclarecer as alegações da embargante quanto às possíveis contradições e omissões, mantendo o resultado da decisão embargada. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Fabio Pallaretti Calcini e Ricardo Magaldi Messetti. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 62 30 /2 00 9- 57 Fl. 145DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.006230/200957 Acórdão n.º 2803003.864 S2TE03 Fl. 116 2 Relatório Tratase de embargos de declaração contra o Acórdão 2803003.369 – 3ª Turma Especial, Segunda Seção de Julgamento, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, interposto por Stoncor Corrosion Specialists Group Ltda contra a Fazenda Nacional, alegando contradição e omissão, nos termos: os documentos estão a disposição da fiscalização em sua sede. Jamais deixou de prestar qualquer informação e sempre esclareceu todos os questionamentos do fisco; reiterou várias vezes que fosse determinada fiscalização na empresa, entretanto, não houve; por qual motivo a fiscalização não procedeu análise dos documentos que informa não terem sido apresentados? Se houve fiscalização na sede da empresa a fiscalização deveria ter juntados os documentos que dão conta das irregularidades, se não houve necessário a realização da fiscalização; não se verifica apreciação quanto ao pedido de revisão da fiscalização com o exame de toda documentação hábil existente para se aferir o crédito tributário. Não se vislumbra qualquer fundamentação quanto a exigência de obrigar o contribuinte digitalizar documentos para a fiscalização; Por fim, requer que sejam acolhidos os embargos e providos, corrigindo o ponto controverso e omisso. É o relatório. Fl. 146DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.006230/200957 Acórdão n.º 2803003.864 S2TE03 Fl. 117 3 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator Tratase de embargos de declaração tempestivo em razão da embargante supracitada alegar contradição e omissão do Acórdão guerreado. O Regimento Interno do CARF, Portaria MF/GM 256, de 22 de junho de 2009, prevê no art. 65 e seguintes o manejo de embargos declaratórios contra seus julgados que restarem omissos, obscuros ou contraditórios em algum de seus termos, sendo estes os requisitos indeclináveis para seu acatamento. Assim sendo, reconhecese os embargos do contribuinte no sentido de se analisar e esclarecer suas razões. Quanto à disponibilização da documentação solicitada pela fiscalização, a decisão de primeira instância assim se manifestou: Voto 7. Tendo sido a impugnação apresentada com a observância dos requisitos estipulados nos artigos 56 e 57 do Decreto 7.574, de 29/09/2011, dela tomo conhecimento. Observase que, nos termos do artigo 58 do referido Decreto, considerase não impugnada a matéria que não for expressamente contestada pela Manifestante. 7.1. O presente auto de infração foi lavrado pela Fiscalização por infração ao Art. artigo 33, §§ 2º e 3o da Lei 8.212/91, com a nova redação dada pela MP nº 449 de 03/12/08, convertida na lei nº 11.941/99, combinado com os artigos 232 e 233, parágrafo único do Decreto 3.048/99 e alterações posteriores, uma vez que, conforme consta no relatório fiscal da infração, fls. 05, a empresa deixou de apresentar à Fiscalização o Regulamento da Participação nos Lucros ou Resultados, a comprovação da eleição da comissão e atas de reunião referentes a PLR, a comprovação de arquivamento do acordo relativo a PLR no sindicato, a memória de cálculo de valores pagos a título de PLR, os quais foram solicitados mediante Termo de Inicio de Ação Fiscal – TIAF, datado de 23/06/2008, período 01/2004 a 12/2004. 7.2. Apesar dos esforços da Impugnante, em seu arrazoado, a impugnação ao lançamento não tem o condão de elidilo ou reduzilo, porque não traz argumentos ou provas para tanto. Vejamos: I – Apresentação da Documentação Solicitada pela Fiscalização/Encerramento da Fiscalização/ Resultado da Diligencia – Adendo à Defesa –Endereço do Contribuinte Fl. 147DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.006230/200957 Acórdão n.º 2803003.864 S2TE03 Fl. 118 4 8. A Impugnante alega que a documentação inicialmente solicitada, mediante TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal, em 23/06/2008 (fls.50/52 anexado ao PT nº19515.006232/200946), encontravase disponível no escritório até a data da apresentação da impugnação, inclusive a documentação referente a PLR – Participação nos Lucros e Resultados, sem qualquer análise pela Fiscalização. Tal alegação não merece prosperar, pela razões abaixo expostas. 8.1. A documentação acima requerida, bem como as demais solicitadas via TIAD e TIF’s nº01, nº02, nº03, nº04, nº05 (anexadas ao PT nº19515.006232/200946), pela Auditora Anita Lúcia D’ Aliesio e pelo Auditor Paulo de Tarso Magalhães Paes de Barros, foram verificadas por este último, responsável pela lavratura do presente auto de infração, conforme atesta a informação fiscal prestada às fls.40, após o Despacho de Diligência nº09/2011, fls.33/35, vejamos: 1. Em atendimento à solicitação formulada pela 14a Turma da DRJ/SP 1, em fls. 33, item 5, alínea "a", tenho a informar que o endereço da empresa é Rua ARANDU 205 ANDAR 12 CONJUNTO 1209, BROOKLIN, CEP: 04562030, SAO PAULO/ SP, conforme extrato de consulta ao CNPJ no HOD SRF juntado em fls. 38. 2. Na verdade, não houve alternância de endereços, tendo sido todas as intimações, Autos de Infração e Termo de Encerramento de Procedimento. Fiscal TEPF encaminhados ao endereço postal acima. Inclusive, as assinaturas dos funcionários Josete Terto da Silva, gerente e administradora (Termo de Intimação Fiscal TIF n° 01), e Hélio Alves de Souza, analista financeiro (Termos de Intimação Fiscal TIF n° 04 e n° 05), bem como documentos para exame foram todos colhidos por mim pessoalmente no endereço indicado no item 1. (grifouse) 3. Ocorre que apenas o cabeçalho dos Autos de Infração e de alguns Termos de Intimação traz impresso o endereço Rua Samuel Morse, 120 –conjunto 22 Cidade Monções São Paulo/SP, CEP: 04576060, porque o cadastro da Carga Fiscal, quando distribuída ao AFRFB, veio assim e não foi alterado. Mas o endereço de fato a que compareci várias vezes e ao qual foram remetidos todos os Termos e Autos sempre foi o da Rua Arandu mencionado. (grifouse) 8.2. A empresa foi cientificada mediante Termo de Prosseguimento de Ação Fiscal, datados de 24/11/2008 e 16/10/2009, respectivamente (vide AR’s 56/57 e 62 anexados ao PT nº 19515.006232/200946), que os trabalhos fiscais iniciados através do TIF –Termo de Intimação Fiscal, relativos ao RPF nº 8.1.90.002008044898, teriam prosseguimento, ou seja, não procede a alegação de que teria sido comunicada do prosseguimento dos trabalhos fiscais somente após 13 (treze) meses depois de iniciado o procedimento fiscal. 8.2.1. Vale destacar, ainda, que a empresa foi cientificada mediante Termo de Ciência ao Sujeito Passivo (AR’s fls.62 Fl. 148DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.006230/200957 Acórdão n.º 2803003.864 S2TE03 Fl. 119 5 anexado ao PT nº19515.006232/200946), das alterações no Mandado de Procedimento Fiscal, com relação a inclusão da Supervisora Deuslene Candido dos Santos e do AFRFB Paulo de Tarso Magalhães Paes de Barros, logo, não há que se falar em nulidade do lançamento (vide fls. 59 anexado ao PT nº19515.006232/200946). 8.3. Sustenta a Impugnante que o “Termo de Finalização da Ação Fiscal” não consta assinatura, o que vicia o procedimento, acarretando a nulidade do auto, tal entendimento da empresa é equivocada, pois foi devidamente cientificada do Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal, conforme se constata às fls. 70 (AR recebido em 24/12/2009, anexado ao PT nº19515.006232/200946), o que inclusive lhe possibilitou tomar ciência não só do encerramento da ação fiscal, como também dos autos de infração lavrados, com apresentação da respectivas impugnações. 8.4. Por fim, alega que TEPF – Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal, tem endereço que difere do indicado pela empresa, tal alegação não merece amparo, pois a empresa foi cientificada no endereço correto (Rua Arandu, 205, 12º andar, Cj 1209, BrooKlin, São Paulo – SP), apesar do endereço constante no citado Termo de Encerramento ser outro (Rua Samuel Morse, nº120, Cj 22, Cidade Monções, São Paulo – SP), conforme se verifica no AR recebido pela empresa, fld. 70 do PT nº19515.006232/200946 e nas informações prestadas pela Fiscalização,fls.40, acima transcrita (item 7.1 deste voto). 8.5. Diante do acima exposta, não se constatou qualquer irregularidade do procedimento fiscal em análise capaz de ensejar a nulidade do auto de infração e foi dado oportunidade para a empresa apresentar a documentação solicitada durante toda a ação fiscal, em especial a que ensejou a lavratura do presente auto (Regulamento da Participação nos Lucros ou Resultados, a comprovação de eleição da comissão e atas de reunião referente a PLR, a comprovação de arquivamento do acordo relativo a PLR no sindicato, a memória de cálculo de valores a título de PLR), que foi solicitada mediante TIAF – Termo de Inicio de Ação Fiscal, datado de 23/06/2008, período 01/2004 a 12/2004. Frisase que a única documentação apresentada pela empresa em sede de impugnação e adendo a defesa, foi a alteração contratual, fls. 15/29. III – Princípios: Formalidade, Legalidade e Segurança Jurídica 9. Alega a empresa que a Fiscalização não observou formalidades na lavratura do auto de infração, violando os princípios da legalidade e da segurança jurídica. Tal alegação é totalmente improcedente, uma vez que o presente auto de infração discriminou precisamente os documentos que deixaram de ser entregues pela empresa (Regulamento da Participação nos Lucros ou Resultados, a comprovação de eleição da comissão e atas de reunião referente a PLR, a comprovação de arquivamento do acordo relativo a PLR no sindicato, a memória Fl. 149DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.006230/200957 Acórdão n.º 2803003.864 S2TE03 Fl. 120 6 de cálculo de valores a título de PLR), os períodos a que se referem, e a correspondente fundamentação legal, conforme determina o art.10 do Decreto nº70.235/72, vigente a época da lavratura do auto, in verbis: DECRETO 70.235/72 Art.10. O auto de infração será lavrado por servidor competente, no local da verificação da falta, e conterá obrigatoriamente: I – a qualificação do autuado; II – o local, a data e a hora da lavratura; III – a descrição do fato; IV – a disposição legal infringida e a penalidade aplicável; V – a determinação da exigência e a intimação para cumprila ou impugnála no prazo de 30 (trinta) dias; VI – a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de matricula. 9.1. Nestes termos, tendo a Fiscalização solicitado ao contribuinte mediante procedimento administrativo regular, os documentos necessários à verificação do correto cumprimento de suas obrigações principais e acessórias perante a Previdência Social, e tendo este deixado de exibir os documentos relacionados com as contribuições previstas na Lei nº 8.212/91, agiu corretamente o Auditor Fiscal ao lavrar o presente auto com observância de todas as formalidade legais, conforme se constata nos relatórios fiscais da infração e da aplicação da multa, fls.05/06. 9.2. No caso em tela não há que se falar em inobservância de formalidades, muito menos em violação aos princípios da legalidade e da segurança jurídica, uma vez que a Fiscalização demonstrou quais os documentos que deixaram de ser apresentados, apesar de devidamente solicitados por TIAF – Termo de Início da Ação Fiscal, em 23/06/2008 (fls.50/52 anexado ao PT nº19515.006232/200946). 9.3. Assim, estando o presente auto devidamente lavrado pelo Auditor Fiscal, caberia a Impugnante comprovar de forma cabal que os documentos que ensejaram a lavratura do auto, ora em análise, foram entregues ou ficaram a disposição da Fiscalização, conforme se constata nas informações da Fiscalização de fls. 40 (itens 2 e 3). VI – Nulidade do Auto de Infração – Mesmo fato gerador do AIOP –Debcad nº37.244.4318 10. Alega a empresa que o fato gerador do presente auto de infração é o mesmo do AIOP – Debcad nº 37.244.4318, logo, o lançamento deve ser anulado, tal alagação não tem o condão de anular o presente auto de infração, uma vez que este foi lavrado em razão da empresa deixar de apresentar os documentos referentes a PLR – Participação nos Lucros ou Resultados, que foram solicitados através de TIAF – Termo de Inicio da Ação Fiscal, fls. 50 anexado ao PT nº19515.006232/200946, tudo de acordo com o art. 33, parágrafos 2º e 3º, da Lei 8.212/91, combinado com o art. 233, parágrafo único, do Decreto Fl. 150DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.006230/200957 Acórdão n.º 2803003.864 S2TE03 Fl. 121 7 3.048/99. Ao passo que o AIOP (Debcad nº 37.244.4318), foi lavrado em virtude da empresa deixar de recolher as contribuições previdenciárias (parte patronal), incidentes sobre as remunerações pagas aos segurados empregados e contribuintes individuais (art.22, I, II e III da Lei nº 8.212/91), razão pela qual a alegação de nulidade suscitada pela empresa é totalmente descabida. 10.1. O presente auto de infração foi regularmente lavrado em virtude de descumprimento de obrigação acessória estabelecida em lei, tendo em vista a existência de previsão legal criando a obrigatoriedade da empresa de apresentar todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas na Lei nº 8.212/91, conforme preceitua o artigo 33,§ 2º, da Lei 8.212/91, cujo teor transcrevemos a seguir: Art. 33. À Secretaria da Receita Federal do Brasil compete planejar, executar, acompanhar e avaliar as atividades relativas à tributação, à fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e das devidas a outras entidades e fundos. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). (...) § 2º A empresa, o segurado da Previdência Social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas nesta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). 10.2. Por sua vez o Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99, complementa, delineando a forma que deve ser observada para o cumprimento do dispositivo legal, conforme disposto nos artigos 232 e 233 parágrafo único, a saber: Art. 232. A empresa, o servidor de órgão público da administração direta e indireta, o segurado da previdência social, o serventuário da Justiça, o síndico ou seu representante legal, o comissário e o liquidante de empresa em liquidação judicial ou extrajudicial são obrigados a exibir todos os documentos e livros relacionados com as contribuições previstas neste Regulamento. Art. 233. Ocorrendo recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, o Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita Federal podem, sem prejuízo da penalidade cabível nas esferas de sua competência, lançar de ofício importância que reputarem devida, cabendo à empresa, ao empregador doméstico ou ao segurado o ônus da prova em contrário. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.006230/200957 Acórdão n.º 2803003.864 S2TE03 Fl. 122 8 Parágrafo único. Considerase deficiente o documento ou informação apresentada que não preencha as formalidades legais, bem como aquele que contenha informação diversa da realidade, ou, ainda, que omita informação verdadeira. 10.3. Assim, além do recolhimento das contribuições previdenciárias (obrigação principal), os contribuintes em geral estão sujeitos à satisfação de determinadas obrigações acessórias previstas na legislação previdenciária, dentre as quais entregar a documentação solicitada pela Fiscalização. 10.4. Cabe salientar que para cada infração cometida, ou seja, para cada descumprimento de obrigação acessória prevista na Lei, a própria legislação prevê uma autuação, com a aplicação da multa (penalidade) correspondente. Assim, como a Impugnante descumpriu a obrigação acessória prevista no art. 33, § 2º, da Lei 8.212/91 c/c o art.233 parágrafo único do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/99, foi lavrado o presente Auto de Infração. 10.5. A multa foi corretamente aplicada, conforme previsto nos artigos 283, II, “j” c/c art. 373 do RPS aprovado pelo Decreto n° 3048/99, atualizada nos termos da Portaria Interministerial MPS/MF nº 48 de 12/02/2009, cujo valor é de R$ 13.291,66 (treze mil, duzentos e noventa e um reais e sessenta e seis centavos), sem circunstancias agravantes , conforme informam os relatórios fiscais de fls.05/06. CONCLUSÃO 11. Ante todo o exposto, VOTO pela improcedência da impugnação, mantendo o crédito tributário lançado. Consta do relatório fiscal da infração (fl. 5) que o Auto de Infração foi lavrado por descumprimento de obrigação acessória prevista no art. 33, parágrafos 2 e 3 , da Lei 8.212/91. A empresa deixou de apresentar o Regulamento da Participação nos Lucros ou Resultados, a comprovação de eleição da comissão e atas de reunião referente a PLR, a comprovação de arquivamento do acordo relativo a PLR no sindicato, a memória de cálculo de valores a título de PLR, os quais foram solicitados mediante TIAF Termo de Inicio de Ação Fiscal, datado de 23/06/2008, período 01/2004 a 12/2004. Como se pode notar dos autos e da decisão que a empresa não apresentou todos os documentos e não prestou todos os esclarecimentos solicitados pela fiscalização, que apurou o valor do tributo devido com base nos documentos e informações que dispunha (Folha de pagamento, GFIP, DIRF, contabilidade, DIPJ, Processos Trabalhistas, alguns documentos de PLR, outros). Assim sendo, a fiscalização demonstra quais os documentos utilizados da empresa que deram origem ao crédito tributário. A empresa deve disponibilizar seus dados/informações em sistema de processamento eletrônico (arquivos digitais) à autoridade fiscal, consoante art. 32, inciso III da Lei 8.212/91 e art. 8o da Lei 10.666/2003. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.006230/200957 Acórdão n.º 2803003.864 S2TE03 Fl. 123 9 Lei 10.666/2003 Art. 8oA empresa que utiliza sistema de processamento eletrônico de dados para o registro de negócios e atividades econômicas, escrituração de livros ou produção de documentos de natureza contábil, fiscal, trabalhista e previdenciária é obrigada a arquivar e conservar, devidamente certificados, os respectivos sistemas e arquivos, em meio digital ou assemelhado, durante dez anos, à disposição da fiscalização. Desse modo, não se justifica o argumento da embargante de que não se vislumbra qualquer fundamentação quanto a exigência fiscal de documentos em arquivos digitais da empresa. Constam do lançamento fiscal o registro dos fatos e a fundamentação legal. O contribuinte foi cientificado de todos os atos da fiscalização com direito à defesa e contraditório. A apuração do favor real das contribuições sociais é feita com as informações da empresa. A empresa deve disponibilizar todos os documentos e informações à fiscalização, o que não ocorreu. Para que haja auditoria fiscal no exame de toda documentação existente, a empresa deve demonstrar o interesse, anexando aos autos provas da documentação a ser analisada, o que não vez. Diante da falta da documentação necessária para a aferição das contribuições sociais a fiscalização lançou os valores com base na documentação que dispunha. Cabe a empresa demonstrar que os valores não estão corretos. Desse modo, a simples alegação da empresa de que não concorda com aferição indireta, que não se recusou a apresentar a documentação e que a mesma está a disposição da fiscalização, não são suficientes para a desconstituição do lançamento fiscal. Destarte, do que consta do relatório fiscal, da decisão de primeira instância e da decisão embargada, podese concluir que as alegações da embargante de possíveis contradições e omissões estão explicadas e demonstradas. A embargante alega que os documentos estão a disposição da fiscalização em sua sede, todavia, não junta aos autos sequer prova parcial dos documentos existentes. Ressaltase que desde o início do procedimento fiscal até o momento a embargante não demonstra prova convincente de seus argumentos. Inclusive quanto à prestação de todos os esclarecimentos e as informações solicitadas pelo fisco. Diante da falta de comprovação, mesmo que parcial, da documentação disponível à fiscalização em sua sede, não há como deferir pedido de revisão de fiscalização. A fiscalização informou os motivos porque não procedeu a análise dos documentos não apresentados pela empresa, requeridos em documento formal pela fiscalização (TIAD e TIF s n 01, n 02, n 03, n 04, n 05, anexados ao processo n 19515.006232/200946). Os embargos de declaração não servem para rediscutir os fundamentos já repelidos pelas decisões anteriores. Fl. 153DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 19515.006230/200957 Acórdão n.º 2803003.864 S2TE03 Fl. 124 10 As argumentações desprovidas de prova não são suficientes para a desconstituição da autuação fiscal. Ressaltase que autuação fiscal em epígrafe se deu em razão da empresa deixar de apresentar o Regulamento da Participação nos Lucros ou Resultados, a comprovação de eleição da comissão e atas de reunião referente a PLR, a comprovação de arquivamento do acordo relativo a PLR no sindicato, a memória de cálculo de valores a título de PLR, os quais foram solicitados mediante TIAF Termo de Inicio de Ação Fiscal, datado de 23/06/2008, período 01/2004 a 12/2004 (fl. 5). Esclarecidas as alegações da embargante quanto às possíveis contradições e omissões deve a decisão embargada ser mantida sem efeitos modificativos. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em acolher os embargos de declaração para esclarecer as alegações da embargante quanto às possíveis contradições e omissões, mantendo o resultado da decisão embargada. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Fl. 154DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 09/ 03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 13749.000203/2009-41
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Dec 03 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2007
Ementa:
IRPF. RENDIMENTOS RECEBIDOS EM AÇÃO TRABALHISTA. DEDUÇÕES.
Desde que devidamente comprovado o respectivo pagamento, deve ser acolhida a dedução do IRRF retido por ocasião do recebimento de rendimentos decorrentes de ação trabalhista.
Numero da decisão: 2102-003.216
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Assinado Digitalmente
Jose Raimundo Tosta Santos - Presidente
Assinado Digitalmente
Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti - Relatora
EDITADO EM: 17/12/2014
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS (Presidente), BERNARDO SCHMIDT, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, ALICE GRECCHI, NUBIA MATOS MOURA, CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA.
Nome do relator: ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI
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RENDIMENTOS RECEBIDOS EM AÇÃO TRABALHISTA. DEDUÇÕES. Desde que devidamente comprovado o respectivo pagamento, deve ser acolhida a dedução do IRRF retido por ocasião do recebimento de rendimentos decorrentes de ação trabalhista. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Jose Raimundo Tosta Santos Presidente Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Relatora EDITADO EM: 17/12/2014 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS (Presidente), BERNARDO SCHMIDT, ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, ALICE GRECCHI, NUBIA MATOS MOURA, CARLOS ANDRE RODRIGUES PEREIRA LIMA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 74 9. 00 02 03 /2 00 9- 41 Fl. 80DF CARF MF Impresso em 24/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 24/02/2015 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS 2 Relatório Em face do Contribuinte acima identificado, foi lavrada a Notificação de Lançamento de fls. 37/40, apurandose o crédito tributário no valor total de R$63.383,41 (sessenta e três mil, trezentos e oitenta e três reais e quarenta e um centavos), já acrescido de multa de ofício de 75% e juros de mora, relativo ao Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2007, anocalendário2006, correspondente à infração de “Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica”. Da descrição dos fatos e do enquadramento legal, o auditor fiscal assim sintetizou os fundamentos do lançamento: Omissão de Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica Confrontando o valor dos Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica declarados com o valor dos rendimentos informados pelas fontes pagadoras em Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), para o titular e/ou dependentes, constatouse omissão de rendimentos sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$130.068,19, recebido(s) da(s) fonte(s) pagadora(s) relacionada(s) abaixo. Na apuração do imposto devido, foi compensado Imposto de Renda Retido (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$1.514,85. Inconformado, o Contribuinte ingressou com a Solicitação de Retificação de Lançamento – SRL, no qual foi indeferida, conforme r. decisão de fls. 04, e posteriormente com a Impugnação de fl. 02/03, alegando,em síntese, que: a exigência do imposto suplementar decorreria de informação errônea ou omissão do Banco do Brasil S.A.; nos autos do processo trabalhista nº 00031199653101005, em trâmite na Vara do Trabalho de Teresópolis, o demandado (Banco do Brasil) teria ofertado a importância de R$169.014,80 a título de pagamento parcial dos valores ali discutidos; alega o Contribuinte que teria aceito o valor desse pagamento parcial, o que teria originado a expedição do Alvará Judicial nº 068/06, de 23.02.2006, determinando o pagamento líquido (sem retenção de IR) de R$122.535,73; que foi expedida por Técnico Judiciário uma certidão comprovando essas alegações; defende ainda que a diferença entre o valor informado à RFB pelo Banco do Brasil S.A., de R$130.068,19, e o valor do alvará judicial acima comentado, de R$122.535,73, corresponde ao montante recebido em decorrência de outro processo judicial no valor de R$7.532,46 e IRPF de R$1.514,85; aduz também o Contribuinte que, por mero equívoco, deixou de declarar ao Fisco esses últimos rendimentos; o Contribuinte explica que a retenção do IRRF seria de responsabilidade da fonte pagadora, conforme preceitua o art. 74 da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria Geral de Justiça do Trabalho; Fl. 81DF CARF MF Impresso em 24/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 24/02/2015 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 13749.000203/200941 Acórdão n.º 2102003.216 S2C1T2 Fl. 81 3 discorre ainda que a fonte pagadora teria retido o IR, porém, sem prestar as informações corretamente à RFB; alega o Contribuinte que teria recebido tão somente a importância líquida de R$122.535,73, após a retenção do IR de R$46.479,07, não tendo sido fornecido pelo Banco do Brasil, as guias de retenção e de recolhimento do IR; por fim, postula o Contribuinte pelo acolhimento de sua Impugnação, cancelandose o débito fiscal reclamado, tendo em vista entender ter sido demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal. Em acórdão proferido pela DRJ/CGE, a 4ª Turma, por unanimidade de votos, julgou improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido, extraindose assim a seguinte ementa da referida decisão: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2007 MATÉRIA NÃOIMPUGNADA. Considerase como nãoimpugnada a parte do lançamento que não tenha sido expressamente contestada pelo contribuinte. OMISSÃO DE RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS. Não merece reparo o procedimento da autoridade fiscal que apura omissão de rendimentos tributáveis, quando estes foram indevidamente informados em DIRPF como sendo de tributação exclusiva na fonte. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE. Mantémse a glosa de Imposto de Renda retido na fonte (IRPF), quando houver situação que descaracterize a retenção. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido O Contribuinte teve ciência de tal decisão e contra ela interpôs Recurso Voluntário de fls. 66/67, reiterando os termos de sua Impugnação, e ressaltando ainda que: O depósito judicial em meu nome junto ao Banco do Brasil, apresenta, em 08.08.11, o saldo de R$862.181,36 (cópia anexa); Apurei que não consta, naquela conta, nenhum débito relativo ao recolhimento da importância DESCONTADA de mim, relativa à retenção do Imposto de Renda, ato de RESPONSABILIDADE exclusiva do órgão pagador, BANCO DO BRASIL, procedimento previsto no PROVIMENTO Nº 1/1996, da CorregedoriaGeral da Justiça do Trabalho, na qual estabelece em seu artigo 1º: “cabe, unicamente, ao empregador, calcular, deduzir e recolher ao tesouro Nacional o Imposto de renda relativo às importâncias pagas aos reclamantes por força de liquidação de sentenças trabalhistas”. Estas colocações foram extraídas de fls. 58 do processo em pauta; NÃO HOUVE OMISSÃO de rendimento tributáveis por minha parte; Fl. 82DF CARF MF Impresso em 24/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 24/02/2015 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS 4 Não fica comprovado, em momento algum, a ação do Banco do Brasil recolhendo o Imposto de Renda EFETIVAMENTE RETIDO, quer seja acostando guia própria ao processo, quer seja através da verificação do extrado da conta vinculada, ou ação do Juízo determinando tal ação, como bem relatado no artigo 3º do Provimento retro citado. Alega ainda o Contribuinte que estaria claro “que o empregador Banco do Brasil ainda cometeu outro equívoco ao informar na DIRF a importância de R$122.535,73 e não o rendimento bruto de R$169.014,80 e que efetivara a RETENÇÃO já prevista em Lei, determinada, aceita e tida colmo certa, do Imposto de Renda na Fonte, no valor de R$46.479,07”. O Contribuinte aduziu que peticionou ao Juízo do Trabalho para que determine que o Banco do Brasil efetue o recolhimento da importância efetivamente retida de R$46.479,07, e que refaça a DIRF, informando os valores exatos que teriam sido pagos. Desta forma, o Contribuinte postula pela reconsideração a decisão, tendo em vista entender não ser o responsável pelos atos de retenção e recolhimento do imposto, sendo que os respectivos valores estariam sob responsabilidade do Banco do Brasil, e reiterou mais uma vez que se equivocou ao omitir a importância recebida de R$7.532,73, porém, sem prejuízo à Fazenda, visto tratarse de operação com retenção exclusiva na fonte. Assim, os autos foram remetidos para este Conselho para julgamento. É o Relatório. Voto Conselheira Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti, Relatora O contribuinte teve ciência da decisão recorrida em 05.08.2011, como atesta o AR de fls. 65. O Recurso Voluntário foi interposto em 19.08.2011. (dentro do prazo legal para tanto), e preenche os requisitos legais por isso dele conheço. Conforme relatado, tratase de processo no qual se discute omissão de rendimentos recebidos no âmbito de ação trabalhista. A apontada omissão foi apurada em razão do confronto entre as informações prestadas em DIRF pela fonte pagadora e as informações prestadas pelo contribuinte. Na DIRF apresentada pelo Banco do Brasil, este informou ter pago ao contribuinte rendimentos de R$ 122.535,73 (em março de 2006), e ainda rendimentos de R$ 7.532,46 (em agosto de 2006) – este último com dedução de R$ 196,00 e retenção de IRRF de R$ 1.514,85. Com base nas informações extraídas desta DIRF (fls. 45), foi apurada a omissão do montante total de R$ 130.068,19, com o aproveitamento de um IRRF de R$ 1.514,85. A composição destes rendimentos foi a seguinte: Fl. 83DF CARF MF Impresso em 24/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 24/02/2015 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 13749.000203/200941 Acórdão n.º 2102003.216 S2C1T2 Fl. 82 5 R$ 122.535,73 (sem IRRF relacionado) pagos em março de 2006; e R$ 7.532,46 (com IRRF de R$ 1.514,85) pagos em agosto de 2006. O contribuinte, por seu turno, declarou em sua Declaração de Ajuste Anual do Exercício 2007 que recebera rendimentos sujeitos à tributação exclusiva no montante de R$ 122.535,73. Não declarou os demais rendimentos constantes da DIRF apresentada pelo Banco do Brasil, assim como não aproveitou o respectivo IRRF. Em sua defesa, afirma que o valor a que teria direito em decorrência desta ação judicial seria de R$ 169.014,80, com um IRRF de R$ 46.479,07 (daí ter declarado a diferença de R$ 122.535,73, equivocadamente, como rendimentos sujeitos a tributação exclusiva). A decisão recorrida, a despeito de reconhecer como plausíveis as alegações do contribuinte, deixa de acolher sua pretensão, sob o argumento de que a fonte pagadora não teria feito a retenção em tela por não ter sido devidamente intimada para tanto, e por isso seria incabível a dedução do IRRF pretendida. Tal decisão merece reforma. Da documentação acostada aos autos, resta claro que o montante bruto a que o Recorrente faria jus em 2006 no âmbito da ação trabalhista em questão seria de R$ 169.014,80, com um IRRF de R$ 46.479,07 (fls. 30). A diferença entre tais valores soma os exatos R$ 122.535,73 – valor que o Recorrente equivocadamente declarou como rendimentos sujeitos à tributação exclusiva. A justificativa dada pela decisão recorrida para não acolher este pleito do Recorrente não merece prosperar, eis que o Recorrente não pode ser prejudicado por um erro cometido pela fonte pagadora (que, seja por falta de informação ou não, deixou de proceder à devida retenção e recolhimento do imposto que a ela incumbia). Neste sentido: IRRF COMPROVANTE DE RENDIMENTOS ERRO OU OMISSÃO DA FONTE PAGADORA PROVA DA RETENÇÃO O comprovante de rendimentos fornecido pela fonte pagadora faz prova a favor do contribuinte de que houve a retenção do imposto na fonte. À falta desse documento, por comprovado erro ou omissão da fonte pagadora, são admissíveis outros meios de prova. Recurso provido. (Acórdão nº 10419957, de 12.05.2004) IRRF GLOSA DIRF ERRO DA FONTE PAGADORA. Não merece prosperar a glosa do valor do imposto de renda retido na fonte, informado pelo contribuinte na declaração de ajuste anual, quando restar comprovado, por documentos hábeis e idôneos, que o sujeito passivo sofreu, efetivamente, a retenção, embora a fonte pagadora não tenha prestado esta informação na DIRF. Recurso provido. (Acórdão nº 10616555, de 18.10.2007) Fl. 84DF CARF MF Impresso em 24/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 24/02/2015 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS 6 Por outro lado, é certo que o correto seria o Recorrente ter declarado o valor bruto em questão como rendimento tributável, dele deduzindo o IRRF já mencionado. Outrossim, a omissão de R$ 7.532,46, reconhecida pelo Recorrente deve ser mantida – já que foi inclusive reconhecida por ele), aproveitandose para ela o IRRF de R$ 1.514,85. Por isso, a infração imputada ao Recorrente deveria ser alterada para considerar: como omissão de rendimentos total: R$ 176.547,26 (= omissão de R$ 169.014,80 + omissão de R$ 7.532,46); a título de IRRF: R$ 46.479,07; Com estes acréscimos, o cálculo do imposto devido pelo Recorrente passa a levar em consideração os seguintes parâmetros: Total Rendimentos declarados 86.252,10 Omissão apurada 176.547,26 Deduções declaradas 30.447,83 glosa de deduções 0,00 previdência oficial sobre omissão 0,00 base de cálculo apurada 232.351,53 Imposto 57.902,96 Total do imposto pago declarado 9.892,72 IRRF sobre infração 47.993,92 saldo a pagar 16,32 Assim, sendo o imposto devido inferior ao montante declarado e pago pelo Recorrente, deve ser cancelado o lançamento. Diante do exposto, VOTO no sentido de DAR provimento ao recurso. Assinado Digitalmente Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti Fl. 85DF CARF MF Impresso em 24/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalment e em 23/02/2015 por ROBERTA DE AZEREDO FERREIRA PAGETTI, Assinado digitalmente em 24/02/2015 por JOS E RAIMUNDO TOSTA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10435.001100/2009-43
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2005
OMISSÃO DE RECEITA. OPERAÇÕES COM CARTÕES DECRÉDITO:
Configura omissão de receitas a diferença não justificada, constatada entre os valores declarados pelo contribuinte e os apurados pela Fiscalização junto a Administradoras de cartões de crédito, com as quais a empresa operou no período.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP, CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE 0 LUCRO
LÍQUIDO (CSLL).
Tratando-se de lançamentos reflexos, a decisão prolatada no lançamento matriz é aplicável, no que couber, aos decorrentes, em razão da intima relação de causa e efeito que os vincula.
Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 1401-001.307
Decisão: Vistos relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Assinado digitalmente
Jorge Celso Freire Da Silva- Presidente.
Assinado digitalmente
Maurício Pereira Faro - Relator.
Participaram do julgamento os conselheiros Jorge Celso Freire Da Silva (Presidente), Sergio Luiz Bezerra Presta, Alexandre Antônio Alkmin Teixeira, Antônio Bezerra Neto, Mauricio Pereira Faro e Fernando Luiz Gomes de Mattos.
Nome do relator: MAURICIO PEREIRA FARO
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OPERAÇÕES COM CARTÕES DECRÉDITO: Configura omissão de receitas a diferença não justificada, constatada entre os valores declarados pelo contribuinte e os apurados pela Fiscalização junto a Administradoras de cartões de crédito, com as quais a empresa operou no período. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP, CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE 0 LUCRO LÍQUIDO (CSLL). Tratandose de lançamentos reflexos, a decisão prolatada no lançamento matriz é aplicável, no que couber, aos decorrentes, em razão da intima relação de causa e efeito que os vincula. Crédito Tributário Mantido Vistos relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar e no mérito, negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 43 5. 00 11 00 /2 00 9- 43 Fl. 969DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/201 5 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10435.001100/200943 Acórdão n.º 1401001.307 S1C4T1 Fl. 3 2 Assinado digitalmente Jorge Celso Freire Da Silva Presidente. Assinado digitalmente Maurício Pereira Faro Relator. Participaram do julgamento os conselheiros Jorge Celso Freire Da Silva (Presidente), Sergio Luiz Bezerra Presta, Alexandre Antônio Alkmin Teixeira, Antônio Bezerra Neto, Mauricio Pereira Faro e Fernando Luiz Gomes de Mattos. Relatório Tratase de recurso interposto pelo contribuinte contra acórdão que julgou procedente o auto de infração. Por bem resumir a questão ora examinada, adoto e transcrevo o relatório do órgão julgador a quo: Contra a contribuinte acima qualificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 4881491,e, por decorrência, aqueles constantes das fls. 494/497, 500/503 e 506/509 do presente processo, para exigência do crédito tributário referente ao anocalendário de 2005 adiante especificado, expresso em Reais: Os Autos de Infração acima mencionados são decorrentes de fiscalização efetuada junto i. contribuinte, quando a fiscalização constatou omissão de receita e falta de declaração e recolhimento do IRPJ (lucro real) e das contribuições CSLL, PIS e COFINS referentes ao ano de 2005, conforme Termo de Verificação e de Encerramento de Ação Fiscal de fls. 480/482. De acordo com o referido termo, a contribuinte apresentou DIPJ no mencionado período sem declarar nenhum valor de receita bruta. No entanto, foi verificado junto a administradoras de cartões de crédito o auferimento de receita por parte da contribuinte no mesmo período conforme registros constantes dos livros contábeis apresentados durante a ação fiscal. Porém, foi verificada a existência de divergência relativamente à receita bruta referente a vendas a prazo efetuadas com cartão de crédito constante da escrituração e os valores informados pelas administradoras conforme explicitado na Planilha de apuração da receita bruta de vendas com cartão de crédito de fl. 447 e nas planilhas de fl. 479. Intimada a justificar a Fl. 970DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/201 5 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10435.001100/200943 Acórdão n.º 1401001.307 S1C4T1 Fl. 4 3 diferença entre os valores escriturados e os informados pelas administradoras de cartões de crédito, fl. 198 (AR fl. 202), a contribuinte não apresentou nenhuma documentação comprobatória dos lançamentos contábeis efetuados, alegando genericamente (fl. 203) que tais valores encontravamse contabilizados a conta caixa e a crédito da conta de receita, alegando estar devidamente reconhecida a receita relativa a venda a prazo efetuada através de cartões de crédito. Em função da falta de comprovação, as diferenças verificadas foram tributadas como omissão de receita e os valores escriturados foram lançados como tributo escriturado e não declarado. Foram apresentadas D1PJ e DACON retificadoras durante a ação fiscal as quais não foram levadas em consideração diante da perda de espontaneidade. Os enquadramentos legais dos lançamentos objeto do presente processo, constam dos Autos de Infração retrocitados. Inconformada com o lançamento, a contribuinte apresentou impugnação is fls. 517/532 apresentando os argumentos a seguir relatados: A contribuinte apresenta preliminar de nulidade dos Autos de Infração em lide argumentando que não preencheriam os requisitos do art. 10, III e IV do Decreto n° 70.235/72, com alterações do art. 47 da Lei n° 9.430/96, não existindo a tipificação legal por haver um amontoado de dispositivos legais não sabendo de qual se defender nem o que disciplinaria a matéria objeto do Auto, caracterizando cerceamento do direito de defesa. Alega,ainda, haver falta de clareza quanto aos valores apurados na descrição dos fatos deixando de cumprir mais um requisito formal em afronta ao principio da legalidade. Quanto ao mérito, alega que a fiscalização havia efetuado o lançamento por presunção e que não teria havido omissão de receita, afirmando ter contabilizado as vendas em sua totalidade e que 90% das mercadorias por ela comercializada estarem sujeitas a pagamento antecipado do PIS e COFINS. Aduz que não haveria prova da omissão de receitas e que teria havido afronta ao disposto no artigo 59,11 do Decreto n° 70.235/72 e que os argumentos e a metodologia confusos e extremamente imprecisos adotados pela fiscalização não poderiam ser considerados como pressupostos válidos para fundamentar a exação fiscal o qual seria suficiente para extinguir por diversas vezes seu precário negócio. Afirma que não haveria como inibir a venda/emissão do ECF após a emissão do comprovante de venda da operadora do cartão de crédito por ser procedimento automático, não havendo também como deixa. r de lançar tais valores em seus livros fiscais e contábeis. Prossegue afirmando que talvez tenha cometido um erro ao escriturar as vendas a prazo da Redecard na conta da Visanet e as vendas da Visanet na conta da Redecard, trocando apenas o nome da conta no grupo do Ativo Circulante, não implicando tal procedimento em omissão de receita. Que havia declarado R$7.981.435,10 de receita bruta anual sendo que o valor contabilizado das vendas a prazo através de cartões de crédito foi R$2.244.997,33, no entanto, o valor das vendas a prazo apurado pela fiscalização havia sido de R$1.780.405,36, afirmando que o valor Fl. 971DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/201 5 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10435.001100/200943 Acórdão n.º 1401001.307 S1C4T1 Fl. 5 4 contabilizado havia sido superior Aquele apurado pela fiscalização. Sendo impossível, assim, ter havido omissão de receita. Argumenta que ainda que tivesse havido omissão de receita, não haveria obrigação de pagar o PIS nem a COFINS já que tais tributos seriam pagos por substituição tributária por seus fornecedores conforme determinação constante da Lei n° 10.147/2000, e que a fiscalização deveria ter verificado a existência de compra sem nota fiscal de medicamentos e cosméticos, já que as referidas contribuições são pagas pela emissão de nota fiscal de entrada e não de saída. Acrescenta que havia optado no anocalendário de 2005 pelo regime da não cumulatividade do PIS e COFINS, e que deveria ter sido abatido o valor dos créditos existentes em sua escrita fiscal, estando os mesmos devidamente escriturados em livro auxiliar aberto para tal fim bem como escriturados no DACON. Alega, ainda, ter havido erro no cálculo dos tributos lançados além de argüir multa confiscatória alegando que a multa de 75% havia sido declarada inconstitucional pela Excelsa Corte através da ADIN n° 1.0751DF. A par disso, alega também, a ilegalidade da exigência de juros cobrados com base na taxa SELIC. Requer que em caso de dúvida se interprete a norma jurídica de forma que lhe seja mais favorável, citando o artigo 112 do CTN e requerendo a realização de diligências "no caso de persistir alguma dúvida sobre inocorrência das obrigações fiscais que ora se contesta" com base no artigo 16,IV do Decreto n° 70.235/72. . Em face destes argumentos, a 3' Turma da DRJ/REC, proferiu acórdão julgando procedente o lançamento tributário, conforme ementa abaixo transcrita: Processo: 10435.001100/200943 Interessado: COMERCIO DE MEDICAMENTOS BEZERRA AZEVEDO LTDA ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2005 NULIDADE: Não há falar de nulidade quando a exigência fiscal foi lavrada por pessoa competente e sustentase em processo instruido com todas as peças indispensáveis, contendo o lançamento descrição dos fatos suficiente para o conhecimento da infração cometida. APRESENTAÇÃO DE PROVA: O momento oportunizado pela legislação para apresentação de prova no processo administrativo fiscal é quando da apresentação da impugnação. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA: Não há falar em cerceamento do direito de defesa durante a ação fiscal, posto que se trata de fase préprocessual em que se verifica o cumprimento das obrigações tributárias e, se for o caso, efetuase o lançamento do tributo devido. MULTA DE OFÍCIO. CARÁTER CONFISCATÓRIO:A vedação ao confisco pela Constituição Federal é dirigida ao legislador, cabendo b. autoridade administrativa apenas aplicar a multa nos moldes da legislação que a instituiu. Tratandose de lançamento de oficio, decorrente de infração ao Fl. 972DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/201 5 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10435.001100/200943 Acórdão n.º 1401001.307 S1C4T1 Fl. 6 5 dispositivo legal detectado pela administração em exercício de regular ação fiscalizadora, é legitima a cobrança da multa punitiva correspondente. INCONSTITUCIONALIDADE : A Secretaria da Receita Federal, como órgão da Administração Direta da não é competente para decidir acerca da inconstitucionalidade de norma legal. Como entidade do Poder Executivo, cabe à Secretaria da Receita Federal, mediante ação administrativa, aplicar a lei tributária ao caso concreto. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2005 OMISSÃO DE RECEITA. OPERAÇÕES COM CARTÕES DECRÉDITO: Configura omissão de receitas a diferença não justificada, constatada entre os valores declarados pelo contribuinte e os apurados pela Fiscalização junto a Administradoras de cartões de crédito, com as quais a empresa operou no período. TRIBUTAÇÃO REFLEXA. CONTRIBUIÇÃO PARA 0 PIS/PASEP, CONTRIBUIÇÃO PARA 0 FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS) E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE 0 LUCRO LÍQUIDO (CSLL). Tratandose de lançamentos reflexos, a decisão prolatada no lançamento matriz é aplicável, no que couber, aos decorrentes, em razão da intima relação de causa e efeito que os vincula. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformado, o Contribuinte interpôs Recurso Voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Maurício Pereira Faro O presente Recurso Voluntário é tempestivo, motivo pelo qual dele conheço nos termos da lei. Conforme exposto no relatório, tratase, na origem de Auto de Infração de fls. 488/491,e, por decorrência, aqueles constantes das fls. 494/497, 500/503 e 506/509 do presente processo, para exigência do crédito tributário referente ao anocalendário de 2005 referente ao IRPJ no montante de R$ 364.275,20; CSLL no montante de R$ 212.527,70; COFINS no montante de R$ 174.248,09, e PIS no montante de R$ 37.830,12. Fl. 973DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/201 5 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10435.001100/200943 Acórdão n.º 1401001.307 S1C4T1 Fl. 7 6 Da Preliminar de Cerceamento de Defesa Primeiramente, a Recorrente alega que a fundamentação do auto de infração é genérica, motivo pelo qual não poderia se defender integralmente contra as acusações. Entendo que não há hipótese de cerceamento do direito de defesa levantado em sede de impugnação e ratificado no Recurso Voluntario, pois constam dos autos todos os elementos necessários que embasam a autuação, dando ao interessado todas as informações de que se precisava para se defender, o que de fato aconteceu quando da apresentação das impugnações de primeira instância. Não é atoa que a Recorrente logrou êxito em elaborar sua defesa sabendo exatamente quais pontos deveriam ser combatidos. Assim, não há que se falar em nulidade do Auto de Infração originário por cerceamento de direito de defesa. Do Mérito O lançamento fiscal referese à apuração de divergências entre os valores creditados pelas administradoras de cartões de crédito/débito, em confronto com as importâncias pela contribuinte informadas como vendas a prazo em sua contabilidade e lucro, caracterizam a apontada omissão de receitas e a falta de declaração e recolhimento dos respectivos tributos devidos dos valores de receita constantes de sua escrituração. A ação fiscal teve inicio em 13/08/2008, com a ciência (fl. 04) do respectivo Termo de fls. 02/03, no qual a contribuinte foi intimada a apresentar livros e documentos de sua escrituração contábil e fiscal. De posse das informações fornecidas, o autor do feito elaborou o Demonstrativo de fl. 199, contendo os valores referentes as vendas mensais realizadas pela empresa em 2005, por meio dos cartões de crédito, informados pelas administradoras dos cartões HIPERCARD e VISANET e aqueles constantes de sua contabilidade e a intimou a comprovar com documentação hábil e idônea coincidentes. Em resposta, a contribuinte alegou genericamente que tais valores haviam sido escriturados na conta caixa e a crédito de conta de receita, porém, sem apresentar nenhuma documentação comprobatória dos lançamentos contábeis efetuados, fato que se repetiu agora, quando da apresentação de impugnação. Diante da não apresentação de documentos comprobatórios e de esclarecimentos, e comparando os dados levantados com as receitas declaradas, a autoridade lançadora formalizou a exigência, em decorrência da receita omitida apurada daquele confronto e da falta de declaração e recolhimento dos tributos incidentes sobre a receita registrada em sua contabilidade. Dessa forma, verificase que, regularmente intimada, Recorrente deixou de apresentar ao Fisco os extratos dos cartões de crédito que permitissem o cotejo com os valores escriturados, obrigandoo a obtêlos diretamente com as respectivas administradoras. Fl. 974DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/201 5 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10435.001100/200943 Acórdão n.º 1401001.307 S1C4T1 Fl. 8 7 Preferiu a Recorrente contestar a exigência com base em argumentos genéricos e de preliminares como levantar questões que estariam a viciar as exigências formalizadas, senão vejamos: a) o autor do procedimento afirmou que constatou divergências entre os valores apurados, e os escriturados pela contribuinte, o que pressupõe a análise da escrituração, para se chegar àquela conclusão; a afirmativa somente poderia ser desacreditada se a defesa comprovasse que os valores dados como declarados no demonstrativo de fl. 199 não correspondem As receitas efetivamente registradas em seus livros contábeis, o que não ocorreu na espécie; b) ao contrário do que se alegou, a empresa foi intimada a se manifestar sobre a exatidão dos dados apurados junto as administradoras dos cartões de crédito, contidos no demonstrativo de fl. 199, o que foi por ela ignorado; É de se ressaltar, ainda, que carece de fundamento a alegação da Recorrente de que todas as informações foram prestadas também no DACON. Isto porque aquele demonstrativo, além de não constituir instrumento de confissão de divida, prestase somente a demonstrar a apuração das contribuições sociais PIS/Pasep e Cofins. Portanto, cumpridos os ritos legais no tocante A formalização do inicio do procedimento fiscal e a prorrogação dos trabalhos pela fiscalização, ficou excluída a espontaneidade do sujeito passivo. Em consequência, constatada a infração, a autoridade fiscal não só está autorizada como, por dever funcional, está obrigada a proceder ao lançamento de oficio das diferenças de imposto e contribuições porventura encontradas, sujeitandose ainda o contribuinte as penalidades cabíveis e aos juros de mora regulamentares. Da Multa Confiscatória A Recorrente alega primeiramente que é indevida a aplicação de multa qualificada de 75%, tendo em vista o seu caráter confiscatório e inconstitucional. No que tange a parte confiscatória não há maiores comentários a serem aduzidos, tendo em vista que é disposição de lei, sendo que a regra é de 75% ou de 150% quando haja dolo ou fraude, e no mais o CARF não é o órgão competente para apreciar ou afastar a inconstitucionalidade de lei conforme a Súmula nº 02 do CARF (Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária). Aqui, devese ressaltar que a responsabilidade por infrações tributárias é objetiva e independe da culpa ou dolo do agente, como estabelece o artigo 136 do Código Tributário Nacional CTN: “Art.136 Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato.” Fl. 975DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/201 5 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10435.001100/200943 Acórdão n.º 1401001.307 S1C4T1 Fl. 9 8 Uma vez instaurado o procedimento de ofício, o crédito tributário apurado pela autoridade fiscal deve ser lançado de acordo com a legislação de regência em vigor nesta data, pois a atividade do lançamento é vinculada e obrigatória, por força do parágrafo único do artigo 142 do CTN, não cabendo ao agente decidir sobre sua aplicação ou não. Em relação ao percentual aplicado, foi utilizado o menor percentual de multa previsto na legislação em vigor, como se verifica do artigo 44 da Lei nº 9.430/1996, sobre multas aplicáveis aos lançamentos de ofício: “Art. 44. Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; A multa aplicada de 75% decorreu de uma infração fiscal cometida pelo Recorrente e constitui penalidade pecuniária. Tratase, portanto de penalidade e não de tributo, não tendo o dito caráter confiscatório, já que não visa arrecadar mais tributo (ou contribuição), mas sim desestimular a prática da ilicitude fiscal que a mesma visa coibir. Mesmo entendendo o espírito da lei, o contribuinte deixou de cumprila, assumindo, assim, o ônus da conduta inadequada, pois somente incorre na multa quem infringe a legislação tributária. Se ele não queria sofrer dita penalidade, bastaria cumprir rigorosamente as disposições da legislação em vigor em relação ao recolhimento do tributo. Dos Juros de Mora pela Taxa Selic Alega o Recorrente pela impossibilidade da aplicação da TAXA SELIC no presente, contudo a presente divergência já foi afastada há tempos por este Egrégio Conselho, sendo certo e correta a aplicação da taxa Selic para aplicação dos juros. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, sujeitamse, a partir de 10 de janeiro de 1997, a juros de mora equivalentes a taxa referencial do Sistema de Liquidação e Custódia para títulos federais Selic, acumulada mensalmente, até o Ultimo dia do mês anterior ao do pagamento, e de 1% no mês de pagamento. Dessa forma, a taxa referencial Selic para títulos federais, por refletir o custo de rolagem da divida interna pelo Tesouro Nacional, foi escolhida pelo legislador para o cálculo dos juros morat6rios decorrentes da impontualidade do sujeito passivo no adimplemento da obrigação tributária, a partir de 01/01/1997. Nestes termos, o lançamento seguiu estritamente o que determina a legislação em vigor, devendo a autoridade lançadora, por dever de oficio, agir na forma que dispõe a legislação tributária, sob pena de, em não assim procedendo, sofrer responsabilização funcional. Fl. 976DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/201 5 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 10435.001100/200943 Acórdão n.º 1401001.307 S1C4T1 Fl. 10 9 Com respeito ao anatocismo, ao contrário do que pensa a requerente, a taxa Selic não foi aplicada de forma capitalizada, isto é, incidindo juros sobre juros, já que a taxa incidiu somente sobre o principal e não sobre o principal somado aos juros anteriores. Por fim, diante de todo o exposto, rejeito a preliminar e voto no sentido de negar provimento ao Recurso Voluntário, mantendo o crédito tributário in totum. É como voto. Maurício Pereira Faro Relator Fl. 977DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/201 5 por MAURICIO PEREIRA FARO, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA
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Numero do processo: 13116.001743/2008-15
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 14 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 2802-000.081
Decisão: RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62-A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF n.º 01/2012.
Nome do relator: : GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ
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RESOLVEM os membros do Colegiado, por unanimidade, sobrestar o julgamento nos termos do §1º do art. 62A do Regimento Interno do CARF c/c Portaria CARF n.º 01/2012. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Relator. EDITADO EM: 03/09/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Junior, German Alejandro San Martín Fernández, Eivanice Canário da Silva, Dayse Fernandes Leite e Carlos André Ribas de Mello. Trata os presentes autos de Auto de Infração de fls. 157/185, relativo à constituição de crédito tributário de Imposto de Renda Pessoa Física, exercício 2006, ano calendário de 2005, no valor de R$ 370.509,20, acrescido dos juros de mora e multa de ofício, calculados de acordo com a legislação de regência. O lançamento de ofício decorre da constatação de omissão de rendimentos caracterizada por depósitos bancários de origem não comprovada (fl. 159), cujos extratos foram apresentados pelo contribuinte após intimação fiscal. Fl. 304DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13116.001743/200815 Resolução n.º 2802000.081 S2TE02 Fl. 368 2 Apresentada Impugnação (fls. 198/213), a ação fiscal foi julgada procedente, por não ter o Recorrente comprovado, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos (fls. 218/230). Inconformado, o Recorrente interpôs Voluntário (fls. 239/255) com vistas a obter a reforma do julgado. Reitera os argumentos apresentados por ocasião da Impugnação e sustenta o entendimento de que depósitos bancários por si só não podem caracterizar fato gerador de imposto de renda. Esclarece, ainda, que a movimentação constada em sua conta bancária era decorrente de sua atuação como intermediário na compra e venda de grãos, sendo sua renda real o equivalente a 2% do que era movimentado. Era o de essencial a ser relatado. Constatada a omissão de rendimentos e obtidos os dados bancários mediante RMF de fls. 50, foi lavrado Auto de Infração e constituído o respectivo crédito tributário, nos termos do artigo 42 da lei n° 9.430/96. Apesar de se tratar de tema submetido a Repercussão Geral pelo STF, no RE 601314, Relator Min. Ricardo Lewandowski, não há determinação expressa naqueles autos pelo sobrestamento dos feitos nas instâncias inferiores, o que em tese, impõe o julgamento do feito, nos termos da determinação contida no parágrafo único do artigo 1º da Portaria CARF n. 1/2012. Entretanto, de se constatar, que o posicionamento do STF tem sido no sentido de sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários que veiculam a mesma matéria objeto do Recurso Extraordinário n.º 601.314, a seguir: DESPACHO: Vistos. O presente apelo discute a violação da garantia do sigilo fiscal em face do inciso II do artigo 17 da Lei n° 9.393/96, que possibilitou a celebração de convênios entre a Secretaria da Receita Federal e a Confederação Nacional da Agricultura CNA e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – Contag, a fim de viabilizar o fornecimento de dados cadastrais de imóveis rurais para possibilitar cobranças tributárias. Verificase que no exame do RE n° 601.314/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, foi reconhecida a repercussão geral de matéria análoga à da presente lide, e terá seu mérito julgado no Plenário deste Supremo Tribunal Federal Destarte, determino o sobrestamento do feito até a conclusão do julgamento do mencionado RE nº 601.314/SP. Devem os autos permanecer na Secretaria Judiciária até a conclusão do referido julgamento. Publiquese. Brasília, 9 de fevereiro de 2011. Ministro DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente (RE 488993, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 09/02/2011, publicado em DJe035 DIVULG 21/02/2011 PUBLIC 22/02/2011) DECISÃO REPERCUSSÃO GERAL ADMITIDA – PROCESSOS VERSANDO A MATÉRIA – SIGILO DADOS BANCÁRIOS – FISCO – AFASTAMENTO – ARTIGO 6º DA LEI COMPLEMENTAR Nº 105/2001 – SOBRESTAMENTO. 1. O Tribunal, no Recurso Extraordinário nº 601.314/SP, relator Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela repercussão geral do tema relativo à constitucionalidade de o Fisco exigir informações bancárias de contribuintes mediante o procedimento administrativo previsto no artigo 6º da Lei Fl. 305DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13116.001743/200815 Resolução n.º 2802000.081 S2TE02 Fl. 369 3 Complementar nº 105/2001. 2. Ante o quadro, considerado o fato de o recurso veicular a mesma matéria, tendo a intimação do acórdão da Corte de origem ocorrido anteriormente à vigência do sistema da repercussão geral, determino o sobrestamento destes autos. 3. À Assessoria, para o acompanhamento devido. 4. Publiquem. Brasília, 04 de outubro de 2011. Ministro MARCO AURÉLIO Relator (AI 691349 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, julgado em 04/10/2011, publicado em DJe213 DIVULG 08/11/2011 PUBLIC 09/11/2011) REPERCUSSÃO GERAL. LC 105/01. CONSTITUCIONALIDADE. LEI 10.174/01. APLICAÇÃO PARA APURAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS REFERENTES À EXERCÍCOS ANTERIORES AO DE SUA VIGÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO PREJUDICADO. POSSIBILIDADE. DEVOLUÇÃO DO PROCESSO AO TRIBUNAL DE ORIGEM (ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO RISTF ). Decisão: Discutese nestes recursos extraordinários a constitucionalidade, ou não, do artigo 6º da LC 105/01, que permitiu o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras diretamente ao Fisco, sem autorização judicial; bem como a possibilidade, ou não, da aplicação da Lei 10.174/01 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou seguimento à remessa oficial e à apelação da União, reconhecendo a impossibilidade da aplicação retroativa da LC 105/01 e da Lei 10.174/01. Contra essa decisão, a União interpôs, simultaneamente, recursos especial e extraordinário, ambos admitidos na Corte de origem. Verificase que o Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial em decisão assim ementada (fl. 281): “ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO – UTILIZAÇÃO DE DADOS DA CPMF PARA LANÇAMENTO DE OUTROS TRIBUTOS – IMPOSTO DE RENDA – QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO – PERÍODO ANTERIOR À LC 105/2001 – APLICAÇÃO IMEDIATA – RETROATIVIDADE PERMITIDA PELO ART. 144, § 1º, DO CTN – PRECEDENTE DA PRIMEIRA SEÇÃO – RECURSO ESPECIAL PROVIDO.” Irresignado, Gildo Edgar Wendt interpôs novo recurso extraordinário, alegando, em suma, a inconstitucionalidade da LC 105/01 e a impossibilidade da aplicação retroativa da Lei 10.174/01 . O Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral da controvérsia objeto destes autos, que será submetida à apreciação do Pleno desta Corte, nos autos do RE 601.314, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Pelo exposto, declaro a prejudicialidade do recurso extraordinário interposto pela União, com fundamento no disposto no artigo 21, inciso IX, do RISTF. Com relação ao apelo extremo interposto por Gildo Edgar Wendt, revejo o sobrestamento anteriormente determinado pelo Min. Eros Grau, e, aplicando a decisão Plenária no RE n. 579.431, secundada, a posteriori pelo AI n. 503.064AgRAgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO; AI n. 811.626AgR AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, e RE n. 513.473ED, Rel. Min CÉZAR PELUSO, determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem (art. 328, parágrafo único, do RISTF c.c. artigo 543B e seus parágrafos do Código de Processo Civil). Publiquese. Brasília, 1º de agosto de 2011. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente Fl. 306DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13116.001743/200815 Resolução n.º 2802000.081 S2TE02 Fl. 370 4 (RE 602945, Relator(a): Min. LUIZ FUX, julgado em 01/08/2011, publicado em DJe158 DIVULG 17/08/2011 PUBLIC 18/08/2011) DECISÃO: A matéria veiculada na presente sede recursal –discussão em torno da suposta transgressão à garantia constitucional de inviolabilidade do sigilo de dados e da intimidade das pessoas em geral, naqueles casos em que a administração tributária, sem prévia autorização judicial, recebe, diretamente, das instituições financeiras, informações sobre as operações bancárias ativas e passivas dos contribuintes será apreciada no recurso extraordinário representativo da controvérsia jurídica suscitada no RE 601.314/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, em cujo âmbito o Plenário desta Corte reconheceu existente a repercussão geral da questão constitucional. Sendo assim, impõese o sobrestamento dos presentes autos, que permanecerão na Secretaria desta Corte até final julgamento do mencionado recurso extraordinário. Publiquese. Brasília, 21 de maio de 2010. Ministro CELSO DE MELLO Relator (RE 479841, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, julgado em 21/05/2010, publicado em DJe 100 DIVULG 02/06/2010 PUBLIC 04/06/2010) Sendo assim, é inquestionável o enquadramento do presente caso ao art. 26A, §1º, da Portaria 256/09 (RICARF), ratificado pelas decisões acima transcritas, que impedem a apreciação do mérito do feito. Nesses termos, proponho o sobrestamento do processo, até o julgamento definitivo do Recurso Extraordinário n.º 601.314, pelo STF. (assinado digitalmente) German Alejandro San Martín Fernández Fl. 307DF CARF MF Impresso em 11/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalme nte em 03/09/2012 por GERMAN ALEJANDRO SAN MARTIN FERNANDEZ, Assinado digitalmente em 03/10/2012 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
score : 1.0
Numero do processo: 13971.004354/2009-34
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Apr 10 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007
Autos de Infração sob N° 37.227.220-7
Consolidados em 03/11/2009
CONCOMITÂNCIA.
Havendo nos autos prova inequívoco de que o Recurso Voluntário trata de mesma matéria que se discute no Judiciário através de mandado de segurança, há de se reconhecer a concomitância, sendo matéria sumulada por esta Corte.
No caso em tela a Recorrente procurou a Justiça Federal de Santa Catarina para que a Instituição se abstenha de cobrar os valores lançados no auto de infração lançado neste processo
Recurso Voluntario Não Conhecido
Numero da decisão: 2301-004.325
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado: I) Por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
MARCELO OLIVEIRA Presidente
(assinado digitalmente)
WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA Relator
(assinado digitalmente)
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Natanael Vieira dos Santos, Manoel Coelho Arruda Junior e Wilson Antonio de Souza Corrêa.
Nome do relator: WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 Autos de Infração sob N° 37.227.220-7 Consolidados em 03/11/2009 CONCOMITÂNCIA. Havendo nos autos prova inequívoco de que o Recurso Voluntário trata de mesma matéria que se discute no Judiciário através de mandado de segurança, há de se reconhecer a concomitância, sendo matéria sumulada por esta Corte. No caso em tela a Recorrente procurou a Justiça Federal de Santa Catarina para que a Instituição se abstenha de cobrar os valores lançados no auto de infração lançado neste processo Recurso Voluntario Não Conhecido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: I) Por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. MARCELO OLIVEIRA Presidente (assinado digitalmente) WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA Relator (assinado digitalmente) Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Natanael Vieira dos Santos, Manoel Coelho Arruda Junior e Wilson Antonio de Souza Corrêa.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1745; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 2 1 1 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13971.004354/200934 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2301004.325 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 12 de fevereiro de 2015 Matéria CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA Recorrente FUNDAÇÃO HOSPITALAR DE BLUMENAU Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2006 a 31/12/2007 Autos de Infração sob N° 37.227.2207 Consolidados em 03/11/2009 CONCOMITÂNCIA. Havendo nos autos prova inequívoco de que o Recurso Voluntário trata de mesma matéria que se discute no Judiciário através de mandado de segurança, há de se reconhecer a concomitância, sendo matéria sumulada por esta Corte. No caso em tela a Recorrente procurou a Justiça Federal de Santa Catarina para que a Instituição se abstenha de cobrar os valores lançados no auto de infração lançado neste processo Recurso Voluntario Não Conhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado: I) Por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. MARCELO OLIVEIRA – Presidente (assinado digitalmente) WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA – Relator (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 00 43 54 /2 00 9- 34 Fl. 150DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 09/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA 2 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Marcelo Oliveira (Presidente), Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Natanael Vieira dos Santos, Manoel Coelho Arruda Junior e Wilson Antonio de Souza Corrêa. Fl. 151DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 09/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA Processo nº 13971.004354/200934 Acórdão n.º 2301004.325 S2C3T1 Fl. 3 3 Relatório Tratase de impugnação do Auto de Infração (AI) n° 37.227.2207, de 29/10/2009, lavrado por infringência ao disposto no inciso IV e § 3 o do art. 32 da Lei n° 8.212, de 24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei n° 9.476, de 23 de julho de 1997, combinado com o art. 225, IV e § 4o , do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048, de 06 de maio de 1999, no Código de Fundamentação Legal CFL 68, a teor do registrado no corpo do AI às fls. 01. De acordo com o Relatório Fiscal de fls. 19, nas competências 01/2006 a 12/2007, o contribuinte apresentou as GFIP no código 639, destinado a entidades filantrópicas devidamente reconhecidas pelo INSS, Secretaria da Receita Previdenciária ou Secretaria da Receita Federal do Brasil. Ocorre que a entidade não tem a isenção reconhecida, razão pela qual ao utilizar o código deixou de informar as contribuições devidas referentes a cota patronal e a destinada ao finaciamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade decorrente dos riscos ambientais do trabalho RAT. O valor da multa foi calculado conforme descrito no Relatório Fiscal da Multa Aplicada, de fls. 120/21, resultando em R$ 345.586,80 (trezentoe e quarenta e cinco mil e quinhentos e oitenta e seis reais e oitenta centavos). Devidamente noticiada do lançamento, apressouse em impugnar, com suas razões, cujas quais não foram suficientes para modificarem o lançamento. Em 12 de abril de 2010 tomou ciência da decisão de piso e no dia 10 de maio do mesmo ano aviou o presente remédio recursivo alegando: i) que foi instituída pela Lei Municipal de Blumenau, n° 2.056, de 10 de dezembro de 1974. (ii) que possui título de utilidade pública estadual (Lei Estadual de Santa Catarina, n° 6345, de 11 de junho de 1984 e federal (Decreto n° 94.364, de 22 de maio de 1987), (iii) que preenche todos os requisitos (art. 14, do CTN) exigidos, (iv) que recebeu o Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos do Conselho Nacional de Assistência Social CNAS, através da Resolução n° 160, de 25 de junho de 1999, válido entre os anos de 1999 a 2002. Para o período de 2002 a 2005, a impugnante protocolou pedido em 2002, tendo sido deferido em 17 de novembro de 2005, Resolução n° 196. Também foi requerido para o período de 2005 a 2008 e para 2008 a 2011. Todos os pedidos foram deferidos com base na Medida Provisória n° 446, de 07 de novembro de 2008, (v) que cumpre todos os requisitos previstos no art. 55 da Lei n° 8.212/91 e (vi) requer o reconhecimento da imunidade prevista no art. 195, § 7o, da CF, para determinar a anulação e o arquivamento do presente auto de infração. É a síntese do necessário. Fl. 152DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 09/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA 4 Voto Conselheiro WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA – Relator O presente Recurso Voluntário não acode os pressupostos de admissibilidade, eis que concomitante é o mesmo com ação judicial, havendo renuncia do processo administrativo, razão pela qual, desde já, dele NÃO conheço. Passo para análise da razão. DO DIREITO A IMUNIDADE CONCOMITÂNCIA DISCUSSÃO JUDICIAL No que tange à incidência da contribuição previdenciária, entendeu a Fiscalização que constituem fatos geradores as remunerações pagas e/ou creditadas aos segurados empregados e contribuintes, discriminadas em folha de pagamento, declaradas, em guia de recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações a Previdência Social no código FPAS 639 sem ter requerido a isenção de contribuições previdenciárias junto a Recita Federal do Brasil. E em contra partida alega a Recorrente de que seria entidade beneficente de assistência social e cumpriu todos os requisitos legais devendo ser reconhecida a sua imunidade prevista no art. 195, § 7o, da CF. A discussão a propósito cinge se no fato de terem ou não terem sido cumpridos os requisitos legais que autorizam a imunidade prevista no art. 195, § 7o, da CF, que é exatamente a matéria objeto da Ação Ordinária de n° 500093218.2010.404.7205, perante o Juízo Federal de Santa Catarina, com pedido de antecipação de tutela para 'determinar a suspensão da exigibilidade dos Autos de Infração representados pelos números DEBECAD n°37.227.2185 e DEBECAD n°37.227.2207 e determinado ao requerido que abstenha de impor qualquer sanções referente a estas Notificações, onde se pleiteia que seja reconhecida o status de entidade filantrópica beneficente de assistência social, por isto, deve gozar da imunidade constitucional do art. 195, § 7o da CRFB/88, cujos requisitos estão apregoados no art. 14 do CTN, bem como, pela previsão à época do art. 55 da Lei 8.212/91, motivo pelo qual devem ser anuladas ambos os Autos de Infração. Na esteira desse entendimento, torna se defeso a este Colegiado se manifestar a propósito das razões de fato e de direito suscitadas pela contribuinte opondo se a exigência de aludida contribuição, uma vez que tais questões encontram se sob a tutela do Poder Judiciário em processo judicial próprio/específico. Aliás, o Regimento Interno do Conselho Administrativo Fiscal – CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256/2009, em seu artigo 78, § 2º, prescreve que a propositura de ação judicial contemplando a mesma matéria submetida a análise deste Colendo Tribunal, representa desistência do recurso administrativo, determinante, portanto, ao não conhecimento da peça recursal, senão vejamos: “Art. 78. Em qualquer fase processual o recorrente poderá desistir do recurso em tramitação. § 1º A desistência será manifestada em petição ou a termo nos autos do processo. § 2º O pedido de parcelamento, a confissão irretratável de dívida, a extinção sem ressalva do débito, por qualquer de suas modalidades, ou a propositura pelo contribuinte, contra a Fazenda Nacional, de ação judicial com o mesmo objeto, importa a desistência do recurso.” CONCLUSÃO Fl. 153DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 09/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA Processo nº 13971.004354/200934 Acórdão n.º 2301004.325 S2C3T1 Fl. 4 5 Diante do exposto, não conheço das alegações do Recurso Voluntário, haja vista que há concomitância do presente recurso com ação judicial. É como eu voto. WILSON ANTONIO DE SOUZA CORRÊA Relator (assinado digitalmente) Fl. 154DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/03/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, Assinado digitalmente em 09/04/2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por WILSON ANTONIO DE SOUZA COR REA
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Numero do processo: 10983.900010/2008-40
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 24 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Mar 31 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3802-000.366
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório e Voto Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Florianópolis/SC, que julgou improcedente manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, com base nos fundamentos de fato e de direito resumidos na ementa a seguir transcrita (fls.138): ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2002 RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 09 83 .9 00 01 0/ 20 08 -4 0 Fl. 166DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10983.900010/200840 Resolução nº 3802000.366 S3TE02 Fl. 167 2 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITOS PARA HOMOLOGAÇÃO. Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é maior do que o devido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. O acórdão recorrido reconheceu que houve retificação da Dctf após o despacho decisório. Todavia, entendeu que a retificação não teria o condão de fundamentar o direito de crédito, razão pela qual indeferiu o pedido. O Recorrente, nas razões recursais de fls. 155 e ss., alega a existência de crédito capaz de fundamentar a compensação conforme Dcomp nº 11423.68853.141103.1.3.040853. Pleiteia o reconhecimento de um crédito original passível de compensação no valor de R$ 26.709,71 (fls. 40), relativo ao suposto pagamento a maior na competência novembro de 2002, cujo valor atualizado quando da transmissão seria de R$ 31.904,75 (fls. 04). É o Relatório. Conselheiro Solon Sehn A Recorrente foi intimada em 21/03/2014 (fls. 147), interpondo recurso tempestivo em 14/04/2014 (fls. 155). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade previstos no Decreto no 70.235/1972, o recurso deve ser conhecido. Compulsando os autos, verificase que o Recorrente apresentou diversas planilhas e anexos, aduzindo que seu direito de crédito estaria assentado em pagamento à maior, decorrente da não observância do prazo para reconhecimento de receita na forma prevista no art. 35 da Lei n° 10.637/2002: Art. 35. A receita decorrente da avaliação de títulos e valores mobiliários, instrumentos financeiros, derivativos e itens objeto de hedge, registrada pelas instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, instituições autorizadas a operar pela Superintendência de Seguros Privados – Susep e sociedades autorizadas a operar em seguros ou resseguros em decorrência da valoração a preço de mercado no que exceder ao rendimento produzido até a referida data somente será computada na base de cálculo do Imposto de Fl. 167DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10983.900010/200840 Resolução nº 3802000.366 S3TE02 Fl. 168 3 Renda das Pessoas Jurídicas, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição para o PIS/Pasep quando da alienação dos respectivos ativos. § 1º Na hipótese de desvalorização decorrente da avaliação mencionada no caput, o reconhecimento da perda para efeito do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido será computada também quando da alienação. § 2º Para fins do disposto neste artigo, considerase alienação qualquer forma de transmissão da propriedade, bem como a liquidação, o resgate e a cessão dos referidos títulos e valores mobiliários, instrumentos financeiros derivativos e itens objeto de hedge. § 3º Os registros contábeis de que trata este artigo serão efetuados em contrapartida à conta de ajustes específica para esse fim, na forma a ser estabelecida pela Secretaria da Receita Federal. § 4º Ficam convalidados os procedimentos efetuados anteriormente à vigência desta Lei, no curso do anocalendário de 2002, desde que observado o disposto neste artigo. Devido às particularidades do caso concreto, sobretudo em razão do volume da escrituração fiscal e contábil de uma instituição bancária, entendese que o julgamento deve ser convertido em diligência, para que a unidade de origem informar, intimando o contribuinte se entender necessário: a) a diferença entre o valor recolhido aplicandose o regime de competência e o efetivamente devido quando da alienação do título (momento da ocorrência do fato gerador), na forma do art. 35 da Lei n° 10.637/2002; b) se houve pagamento de crédito tributário por ocasião da efetiva alienação dos títulos e valores mobiliários, instrumentos financeiros, derivativos e itens objeto de “hedge”, informando a data, valor e base de cálculo. Após a conclusão da diligência, devem ser intimados sucessivamente o sujeito passivo e a Procuradoria da Fazenda Nacional, para que se manifestarem, retornandose os autos ao CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 168DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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