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5892900 #
Numero do processo: 19515.721410/2012-68
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Apr 10 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2301-000.523
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Marcelo Oliveira - Presidente Adriano Gonzales Silvério - Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), DANIEL MELO MENDES BEZERRA, CLEBERSON ALEX FRIESS, NATANAEL VIEIRA DOS SANTOS, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, ADRIANO GONZALES SILVERIO
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.721410/2012­68  Resolução nº  2301­000.523  S2­C3T1  Fl. 3          2  benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes  dos  riscos  ambientais  do  trabalho  (GILRAT),  previstas  no  art.  22,  incisos  I,  II  e  III,  da  Lei  8.212/91,  incidentes  sobre  a  remuneração  paga  a  segurados  empregados  e  contribuintes  individuais  e,  ainda,  as  contribuições  incidentes  sobre  os  valores  pagos  a  cooperativas  de  trabalho  e  associações  desportivas  que  mantêm  equipe  de  futebol  profissional  a  título  de  patrocínio. O  crédito  corresponde ao montante,  incluindo  juros  e multa,  de R$ 7.484.070,53  (sete milhões,  quatrocentos  e  oitenta  e  quatro mil,  setenta  reais  e  cinqüenta  e  três  centavos)  consolidado em 22/06/2012.  DEBCAD  nº  37.304.0628  AIOP  onde  foram  apurados  valores  referentes  às  contribuições destinadas às Outras Entidades e Fundos – Terceiros  (FNDE,  INCRA, SESC e  SEBRAE),  incidentes  sobre  a  remuneração  paga  aos  empregados  O  crédito  corresponde  ao  montante, incluindo juros e multa, de R$ 1.421.100,41 (um milhão, quatrocentos e vinte e um  mil, cem reais e quarenta e um centavos), consolidado em 22/06/2012.  DEBCAD  nº  37.304.0636  AIOP  onde  foram  apurados  valores  referentes  às  contribuições  devidas  pelos  segurados  empregados  e  contribuintes  individuais,  não  descontados  pela  empresa  das  remunerações  pagas  aos  mesmos,  O  crédito  corresponde  ao  montante, incluindo juros e multa, de R$ 237.411,44 (duzentos e trinta e sete mil, quatrocentos  e onze reais e quarenta e quatro centavos), consolidado em 22/06/2012.  DEBCAD  nº  37.304.0601–  AIOA  onde  foi  aplicada  a  multa  por  descumprimento da obrigação acessória prevista no art.32,  inciso IV, e § 5º, da Lei 8.212/91  (omissão  de  contribuições  nas  GFIP).  A  multa  aplicada  corresponde  ao  montante  de  R$  420.451,20 (quatrocentos e vinte mil quatrocentos, cinqüenta e um reais e vinte centavos).  Foi  informado no Relatório Fiscal do Auto de Infração (fls. 87/120), embora a  autuada alegue ter direito à isenção prevista no art. 195, parágrafo 7º da Constituição Federal,  jamais  obteve  junto  ao  órgão  competente  o  Ato  Declaratório  de  Isenção  de  Contribuições  Previdenciárias,  que  de  acordo  com  a  legislação  vigente  à  época  de  ocorrência  dos  fatos  geradores, objeto do presente lançamento (01/2007 a 12/2007), era necessário para o gozo da  referida isenção (art. 208, parágrafos 1º e 2º, do Decreto nº 3.048/99).  Aponta ainda o relatório fiscal o seguinte:  a) desvio de finalidade na celebração de contrato com o Sport Club Corinthians  Paulista para a abertura de cursos de graduação dentro do clube;  b) pagamento de despesas do reitor;  c) pagamentos a cooperativas de trabalho;  d)  pagamento  de  patrocino  ao  Corinthians  sem  o  devido  recolhimento  da  contribuição prevista no § 6º do artigo 22 da Lei 8.212/91;  e) pagamento de patrocino ao Salto Futebol Clube sem o devido  recolhimento  da contribuição prevista no § 6º do artigo 22 da Lei 8.212/91;  f)  pagamentos  a  segurados  contribuintes  individuais  não  declarados  em GFIP,  porém constatados na contabilidade;  Fl. 5260DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.721410/2012­68  Resolução nº  2301­000.523  S2­C3T1  Fl. 4          3  g)  concessão  de  bolsa  de  estudos  de  ensino  superior  a  empregados  e  dependentes, previstas em Convenção Coletiva;  h) despesas de viagem apuradas nos registros contábeis, sem a apresentação da  documentação comprobatória;  i) transferências de valores da autuada para a Fundação Leonídio Allegretti, sem  a apresentação de documentos que as despesas realizadas em virtude de convênio firmado entre  as partes.  Devidamente  intimado  o  sujeito  passivo  apresentou  impugnação.  Peço  vênia  para transcrever resumo elaborado pela DRJ:  2.1.  que  a  presente  notificação  não  deve  prosperar  uma  vez  que  foi  lavrada  contra  uma  entidade  que  não  se  encontra  obrigada  ao  recolhimento  de  contribuições  previdenciárias em razão da imunidade a que faz jus;   2.2.  que  embora  a  fiscalização  entendeu  pelo  não  cumprimento  dos  requisitos  previstos  no  art.  55  da  Lei  8.212/91  (ausência  de  CEBAS,  existência  de  débitos  perante  a  Previdência  Social  e  suposto  desvio  de  finalidade  das  atividades  da  entidade),  o  fato  é  que  possui duas  ações  judiciais  em que se discute  e  foi  conhecido o  seu direito  à  imunidade das  contribuições sociais, nas quais foram analisados os requisitos da Lei 8.212/91 e, atualmente,  da Lei 12.101/09;   2.3.que na Ação Declaratória nº 004558611.1999.4.03.6100, distribuída perante  a  Justiça Federal  de São Paulo,  a  fim  de que  se  fosse  reconhecida  a  imunidade  do  art.  195,  parágrafo 7º, da Constituição Federal, afastando­se as abusividades do art. 55 da Lei 8.212/91,  embora não  tenha havido sentença favorável à autora,  foi  interposto recurso de apelação que  foi parcialmente provido para reconhecer referida imunidade, o que deu causa a interposição de  Agravo Regimental que aguarda julgamento;  2.4.  que,  posteriormente,  distribuiu  a  Ação  ordinária  nº  3989252.2008.4.01.3400, perante  a  Justiça Federal  de Brasília,  a  fim de ver  reconhecida  sua  imunidade prevista nos arts. 150 e 195, parágrafo 7º, da Constituição Federal, em razão da MP  446/2008 e da edição da Lei nº 12.101/09 que revogou o art. 55 da Lei 8.212/91, onde lhe foi  proferida sentença integralmente favorável, razão pela qual foi interposto Recurso de Apelação  pela União, que aguarda julgamento pelo TRF da Primeira Região;   2.5.  portanto,  ao  contrário  do  que  pretende  fazer  crer  a  fiscalização,  a  Impugnante tem reconhecido (por decisão judicial ) o seu direito à imunidade constitucional e  não  está  obrigada  ao  recolhimento  da  contribuição  patronal  e  das  contribuições  devidas  a  Terceiros;  devendo  ser  salientado  que  o  suposto  desvio  da  atividade,  bem  como  o  eventual  pagamento  de  despesas  do  Reitor  da  Instituição  foram  analisados  e  afastados  nas  referidas  Ações judiciais;  2.6. que o contrato de locação de imóvel do Sport Club Corinthians, ao contrário  do  alegado  pela  fiscalização,  não  pode  ser  caracterizado  como  desvio  de  finalidade  das  atividades da instituição, pois a mesma necessita de imóveis que possuam estrutura adequada  para  exercer  as  suas  atividades  (assistência  social  e educação),  inexistindo qualquer vedação  legal quanto à locação de imóveis por entidades beneficentes;  Fl. 5261DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.721410/2012­68  Resolução nº  2301­000.523  S2­C3T1  Fl. 5          4  2.7.  que  o  lucro  obtido  pelo  Sport  Club  Corinthians  não  tem  o  condão  de  descaracterizar  a  atividade  exercida  pela  impugnante,  bem  como  desvirtuar  a  sua  natureza  como  entidade  não  filantrópica  e,  eventual,  lucro  obtido  pela  locadora  com  o  contrato  em  questão,  o  que  não  é  o  caso,  também  não  descaracterizaria  sua  natureza  de  entidade  filantrópica, pois somente é vedado a distribuição do lucro e não a aferição deste, o qual deverá  ser utilizado para investimento na atividade da instituição;  2.8.  que  também  é  equivocada  a  argumentação  da  fiscalização  em  relação  à  concessão de bolsas de estudo do “Campus Corinthians”, pois sempre foi oferecido o número  de bolsas a que era obrigada, ou seja, o correspondente a pelo menos 20% (vinte por cento) da  receita bruta, conforme dispõe o art. 3ì, inciso IV, do Decreto nº 2.536/98, vigente à época do  exercício de 2007.  2.9. que a  Impugnante vem pagando os seus débitos previdenciários, parte dos  segurados,  através  da  compensação  com o SISFIS  e  já  quitou,  integralmente,  o  exercício  de  2007,  razão  pela  qual  é  indevida  a  autuação  no  que  concerne  ao  débito  de  R$  234.411,44  (duzentos e trinta e quatro mil quatrocentos e onze reais e quarenta e quatro centavos) inscrito  no DEBCAD nº 37.304.0636; correspondente às contribuições previdenciárias de segurados;   2.10.  que  a  fiscalização  afirma  ser  devida  a  contribuição  previdenciária  concernente  aos  serviços  prestados  por  contribuintes  individuais  como  exemplo,  “Serviços  Prestados  por  Pessoa  Física”,  “Despesas  com  Despachante”,  entre  outros,  sem,  entretanto,  comprovar que as operações objeto da autuação referem­se a serviços prestados à Impugnante,  bem  como  não  mencionou  se  referidos  serviços  encontram­se  elencados  nas  hipóteses  de  dispensa de retenção, prevista no art. 120 da IN SRF nº 971/09;  2.11.  que  a  fiscalização  em  razão  da  sua  gana  arrecadatória,  baseou­se  em  dispositivos  da  Lei  9.394/96,  de maneira  equivocada,  com  o  objetivo  de  tributar  benefícios  concedidos aos empregados da Impugnante e seus familiares, relativos à concessão de bolsas  de estudos de graduação e pós­graduação, que, conforme dispõe o art. 22, parágrafo 9º, alínea  “t”, da Lei 8.212/91, não sofrem incidência de contribuições previdenciárias;  2.12.  que  a  maior  parte  das  despesas  de  viagens,  consideradas  como  remunerações pela fiscalização, está comprovada pela documentação anexa:  2.13.  que  as  operações  realizadas  entre  a  Impugnante  e  a  Fundação  Leonildo  Alegretti destinaram, exclusivamente, ao pagamento de despesas da Impugnante, conforme já  havia  verificado  a  fiscalização  através  do  Mandado  de  Procedimento  Fiscal,  conforme  documento juntados aos autos (doc. 12 a 26);  2.14.  que  a  fiscalização  imputou  multa  pelo  descumprimento  de  obrigação  acessória, DEBCAD nº 37.304.0601, diante do suposto erro de preenchimento de GFIP  com  código  de  instituição  imune  e  ausência  de  declaração  de  supostas  remunerações,  entretanto,  conforme foi demonstrado e comprovado nesta impugnação, as autuações ao infundadas tendo  em  vista  que:  a)  é  uma  entidade  beneficente  que  faz  jus  à  imunidade  prevista  no  art.  195,  parágrafo 7º, da Constituição Federal, b) não tomou serviços de contribuintes individuais e c)  entregou à fiscalização os documentos cabais a comprovar sua defesa;   2.15. que, portanto, a impugnante não agiu com dolo ou fraude a ensejar a multa  de  ofício  por  descumprimento  de  obrigações  acessórias,  razão  pela  qual  o  DEBCAD  nº  37.304.0601 deverá ser integralmente cancelado;   Fl. 5262DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.721410/2012­68  Resolução nº  2301­000.523  S2­C3T1  Fl. 6          5  2.16. que, ainda, diante da ausência de má­fé pela  Impugnante, faz­se mister a  redução da multa para 2% (dois por cento), percentual mínimo previsto no art. 32A da Lei nº  8.212/91.  A DRJ de São Paulo manteve a autuação na sua integralidade. Diante da decisão  supra o  sujeito passivo  apresentou  recurso voluntário  repisando os  argumentos  suscitados na  impugnação.  É o Relatório.  Fl. 5263DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.721410/2012­68  Resolução nº  2301­000.523  S2­C3T1  Fl. 7          6  Conselheiro Adriano Gonzales Silvério, Relator   Em  relação às despesas  com viagem e  as  transferências de valores da  autuada  para a Fundação Leonídio Allegretti, realizadas em virtude de convênio firmado entre as partes  o recorrente sustenta que apresentou a documentação pertinente, tais como:  a)  que  foram  realizadas  diversas  despesas  com  viagens  para  realização  de  procedimentos  perante  o CNAS. Anexou  notas  de  débitos  e  comprovantes  de  pagamentos  a  agências de turismo, recibos emitidos por agência de turismo com compra de passagens; e  b)  que  os  valores  transferidos  à  Fundação  Leonídio  Allegretti  decorreu  de  convênio  firmado  e  foram  utilizados  para  pagamento  de  despesas  com  FGTS,  contas  de  energia, acordos trabalhistas, etc.  Por  outro  lado,  a  decisão  recorrida  ao  analisar  tais  documentos  limita­se  a  afirmar que tais documentos não comprovam viagens a Brasília ou, mesmo que não entendeu  ser crível a emissão de 39 passagens áreas. Ademais, no que diz respeito ao convênio afasta a  alegação pois não conseguiu vincular as despesas com o citado convênio.  Entendo  que  a  análise  de  todos  esses  documentos  anexados  aos  autos merece  análise mais detida, justamente para se apurar a verdade material dessas ocorrências, as quais  não  podem  ser  afastadas  seja  por  critérios  subjetivos  ou  mesmo  porque,  tendo  em  vista  o  volume de documentos anexados, não ter consigo o julgador fazer o cotejamento.  Por  essa  razão,  voto  no  sentido  de CONVERTER O  JULGAMENTO  EM  DILIGÊNCIA  a  fim  de  que  a  autoridade  administrativa  autuante  analise  os  documentos  apresentados,  intimando o  contribuinte  para  prestar os  esclarecimentos  necessários,  se  assim  entender,  produzindo  Informação  Fiscal  e,  posteriormente  intime  o  contribuinte  para  se  manifestar no trintídio legal.      Adriano Gonzales Silvério ­ Conselheiro    Fl. 5264DF CARF MF Impresso em 10/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 09/04 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 10/03/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO

score : 1.0
5859108 #
Numero do processo: 10073.721246/2011-80
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 16 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2009 Ementa: DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. DUPLICIDADE. Constatado que a Notificação de Lançamento refere-se ao 2º (segundo) semestre de 2009 que tem o mesmo objeto do processo nº 10073.721242/2011-00, há que se cancelar a autuação, tratada nos presentes autos, diante da duplicidade de exigência da multa por atraso na entrega da DCTF que tinha como prazo final para a entrega o dia 08/04/2010.
Numero da decisão: 1802-002.493
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Corrêa - Presidente (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Nelso Kichel e Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Henrique Heiji Erbano e Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA

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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Ano-calendário: 2009 Ementa: DCTF. MULTA POR ATRASO NA ENTREGA DA DECLARAÇÃO. DUPLICIDADE. Constatado que a Notificação de Lançamento refere-se ao 2º (segundo) semestre de 2009 que tem o mesmo objeto do processo nº 10073.721242/2011-00, há que se cancelar a autuação, tratada nos presentes autos, diante da duplicidade de exigência da multa por atraso na entrega da DCTF que tinha como prazo final para a entrega o dia 08/04/2010.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1881; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1­TE02  Fl. 2          1 1  S1­TE02  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  10073.721246/2011­80  Recurso nº  000.001   Voluntário  Acórdão nº  1802­002.493  –  2ª Turma Especial   Sessão de  03 de março de 2015  Matéria  Multa por atraso na entrega da DCTF  Recorrente  IGREJA BATISTA PENTECOSTAL VALE DAS BENÇÃOS            Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS  Ano­calendário: 2009  Ementa:  DCTF.  MULTA  POR  ATRASO  NA  ENTREGA  DA  DECLARAÇÃO.  DUPLICIDADE.  Constatado  que  a  Notificação  de  Lançamento  refere­se  ao  2º  (segundo)  semestre  de  2009  que  tem  o  mesmo  objeto  do  processo  nº  10073.721242/2011­00, há que se cancelar a autuação, tratada nos presentes  autos, diante da duplicidade de exigência da multa por atraso na entrega da  DCTF que tinha como prazo final para a entrega o dia 08/04/2010.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  DAR  provimento  ao  recurso  voluntário,  nos  termos  do  relatório  e  voto  que  integram  o  presente  julgado.  (documento assinado digitalmente)  José de Oliveira Ferraz Corrêa ­ Presidente  (documento assinado digitalmente)  Ester Marques Lins de Sousa ­ Relatora.  Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de  Sousa,  José  de  Oliveira  Ferraz  Corrêa,  Nelso  Kichel  e  Gustavo  Junqueira  Carneiro  Leão,  Henrique Heiji Erbano e Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira.       AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 07 3. 72 12 46 /2 01 1- 80 Fl. 105DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA Processo nº 10073.721246/2011­80  Acórdão n.º 1802­002.493  S1­TE02  Fl. 3          2 Relatório  O presente processo trata de Notificação de Lançamento relativa à multa de  R$ 200,00 por  atraso na entrega da Declaração de Débitos  e Créditos Tributários Federais –  DCTF referente ao 2º semestre de 2009.  Na descrição dos fatos, da mencionada Notificação de Lançamento consta o  seguinte:  Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF)  entregue  fora do prazo  fixado na  legislação enseja a aplicação  da  multa  de  2%  (dois  por  cento)  ao  mês  ou  fração,  incidente  sobre  o  montante  dos  tributos  e  contribuições  informados  na  declaração,  ainda  que  tenham  sido  integralmente  pagos,  respeitado  o  percentual  máximo  de  20%  (vinte  por  cento)  e  o  valor  mínimo  de  R$  200,00  (duzentos  reais)  no  caso  de  inatividade e de R$ 500,00 (quinhentos reais) nos demais casos.   Enquadramento  legal:  art.  7º  da  Lei  nº  10.426,  de  2002,  com  redação dada pelo art. 19 da Lei nº 11.051, de 2004.  Por economia processual e considerar pertinente adoto parte do relatório da  decisão recorrida que sintetiza a Impugnação da Recorrente que a seguir transcrevo:  ...  Na impugnação, a defesa alega:  ­ que a entrega da declaração decorre de intimação fiscal, mas a  obrigação acessória é indevida;  ­ que o contribuinte é imune, desobrigando­se de tal declaração.  Ao final, requer o cancelamento da notificação de lançamento.  A  5ª Turma  da Delegacia  da  Receita  Federal  do  Brasil  de  Julgamento  em  Porto Alegre/RS, julgou improcedente a impugnação, mediante o Acórdão nº 10­46.621, de 26  de setembro de 2013, assim ementado:  ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS  Ano calendário: 2009  DCTF.  MULTA  POR  ATRASO  NA  ENTREGA  DE  DECLARAÇÃO.  Imunidade e isenção não desobrigam a entrega da DCTF.  Cientificada  da  mencionada  decisão  em  08/01/2014,  conforme  o  Aviso  de  Recebimento,  a  pessoa  jurídica  interpôs Recurso Voluntário  ao Conselho Administrativo  de  Recursos Fiscais CARF, em 06/02/2014.   Fl. 106DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA Processo nº 10073.721246/2011­80  Acórdão n.º 1802­002.493  S1­TE02  Fl. 4          3 Diz que, por  ser uma entidade  filantrópica,  destinada  ao  serviço público  na  pregação da palavra de Deus,  na  assistência  aos necessitados  cumpre  a  sua  responsabilidade  social.    Aduz  que,  diante  do  processo  nº  10073.721247/2011­24  a  5ª  Turma  da  DRJ/RJ1 deferiu a improcedência da multa da DCTF conforme cópia em anexo.   Finalmente requer a improcedência da ação fiscal e que seja dado provimento  ao recurso voluntário.  É o relatório.  Voto             Conselheira Ester Marques Lins de Sousa  O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade  previstos no Decreto nº 70.235/72. Dele conheço.  O  litígio cinge­se ao  lançamento  referente à multa por  atraso na entrega da  Declaração de Débitos e Créditos Federais – DCTF relativa ao 2° Semestre de 2009, de que  trata a Notificação de Lançamento, na qual se exige o crédito tributário no valor de R$ 200,00,  com redução de 50%, ou seja, R$ 100,00 para ser pago até 30 dias após a data de entrega da  DCTF e ciência da notificação de lançamento.  A  Recorrente  não  pagou  o  valor  com  a  redução  de  50%,  optando  por  impugnar o lançamento tributário.   Consta da mencionada Notificação de Lançamento que a DCTF em comento,  tinha  como  prazo  final  para  a  entrega  o  dia  08/04/2010  e  somente  fora  entregue  à  Receita  Federal em 13/10/2011, portanto, aplicada a multa mínima por atraso na entrega.  Compulsando­se  os  autos,  constata­se  que  a  mencionada  Notificação  de  Lançamento refere­se à mesma DCTF relativa ao 2° Semestre de 2009, objeto do processo nº  10073.721242/2011­00,  julgado  nessa  mesma  Sessão  de  03/03/2015  e  mantida  a  autuação,  conforme o Acórdão nº 1802­002.493.   Desse modo, há que se cancelar a autuação, tratada nos presentes autos, em  face da duplicidade de exigência da multa por atraso na entrega da DCTF que tinha como prazo  final para a entrega o dia 08/04/2010.  Diante  do  exposto,  voto  no  sentido  de  DAR  provimento  ao  recurso  voluntário.      (documento assinado digitalmente)  Ester Marques Lins de Sousa.              Fl. 107DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA Processo nº 10073.721246/2011­80  Acórdão n.º 1802­002.493  S1­TE02  Fl. 5          4                   Fl. 108DF CARF MF Impresso em 16/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 06/ 03/2015 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por JOSE DE OLIVEIRA FE RRAZ CORREA

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5843259 #
Numero do processo: 13603.722741/2012-40
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO.CONTRIBUIÇÃO DESCONTADA DO SEGURADO EMPREGADO. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO. A empresa é obrigada a recolher as contribuições descontadas dos segurados empregados, nos termos da legislação previdenciária. SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. REMUNERAÇÃO. SALÁRIO EXTRA E GRATIFICAÇÕES. Todos os pagamentos destinados a retribuir o trabalho, sejam como remuneração direta, sejam como adicional ao salário, são hipóteses de incidência de contribuições previdenciárias. Na impugnação, além dos motivos de direito, o interessado também deve produzir prova a confirmar suas alegações. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Na forma dos comandos dos arts. 17 e 58, dos Decretos ns° 70.235/72 e 7. 574/211, respectivamente, considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI TRIBUTÁRIA Conforme a súmula n 2 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, o referido colegiado não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. LANÇAMENTO. FATO GERADOR.LEI DE REGÊNCIA. O artigo 144 do Código Tributário Nacional-CTN aduz que o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. MULTA DE MORA As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigo 35 da Lei 8.212/91na forma da redação dada pela Lei n° 11.491, 2009. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, cabe aplicar multa menos gravosa. MULTA DE OFÍCIO Para as Contribuições Previdenciárias, a imposição de penalizar o contribuinte infrator mediante aplicação de multa de ofício só veio a ser instituída na forma da Medida Provisória MP n° 449 a partir de sua edição em 03/12/2008. Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-002.428
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos, no mérito, dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer a decadência da competência até 11/2008, determinando o recálculo da multa de mora, conforme previsto no artigo 35 da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n° 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece a multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. Vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente. IVACIR JÚLIO DE SOUZA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos.
Nome do relator: IVACIR JULIO DE SOUZA

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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008 PREVIDENCIÁRIO.CONTRIBUIÇÃO DESCONTADA DO SEGURADO EMPREGADO. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO. A empresa é obrigada a recolher as contribuições descontadas dos segurados empregados, nos termos da legislação previdenciária. SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO. REMUNERAÇÃO. SALÁRIO EXTRA E GRATIFICAÇÕES. Todos os pagamentos destinados a retribuir o trabalho, sejam como remuneração direta, sejam como adicional ao salário, são hipóteses de incidência de contribuições previdenciárias. Na impugnação, além dos motivos de direito, o interessado também deve produzir prova a confirmar suas alegações. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA Na forma dos comandos dos arts. 17 e 58, dos Decretos ns° 70.235/72 e 7. 574/211, respectivamente, considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI TRIBUTÁRIA Conforme a súmula n 2 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, o referido colegiado não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. LANÇAMENTO. FATO GERADOR.LEI DE REGÊNCIA. O artigo 144 do Código Tributário Nacional-CTN aduz que o lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. MULTA DE MORA As contribuições sociais, pagas com atraso, ficam sujeitas à multa de mora prevista artigo 35 da Lei 8.212/91na forma da redação dada pela Lei n° 11.491, 2009. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, na forma da redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. MULTA MAIS BENÉFICA. Considerando o princípio da retroatividade benigna previsto no art. 106, inciso II, alínea “c”, do Código Tributário Nacional, cabe aplicar multa menos gravosa. MULTA DE OFÍCIO Para as Contribuições Previdenciárias, a imposição de penalizar o contribuinte infrator mediante aplicação de multa de ofício só veio a ser instituída na forma da Medida Provisória MP n° 449 a partir de sua edição em 03/12/2008. Recurso Voluntário Provido em Parte.

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por maioria de votos, no mérito, dar provimento parcial ao recurso, para reconhecer a decadência da competência até 11/2008, determinando o recálculo da multa de mora, conforme previsto no artigo 35 da Lei n° 8.212/91, incluído pela Lei n° 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece a multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do pagamento. Vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI - Presidente. IVACIR JÚLIO DE SOUZA - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Maria Anselma Coscrato dos Santos.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2138; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T3  Fl. 2          1 1  S2­C4T3  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13603.722741/2012­40  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2403­002.428  –  4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária   Sessão de  18 de fevereiro de 2014  Matéria  CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS  Recorrente  INSTITUTO ELIZABETH KALIL LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/01/2008 a 31/12/2008  PREVIDENCIÁRIO.CONTRIBUIÇÃO  DESCONTADA DO  SEGURADO  EMPREGADO. OBRIGAÇÃO DO RECOLHIMENTO.  A empresa é obrigada a recolher as contribuições descontadas dos segurados  empregados, nos termos da legislação previdenciária.  SALÁRIO­DE­CONTRIBUIÇÃO.  REMUNERAÇÃO.  SALÁRIO  EXTRA  E GRATIFICAÇÕES.  Todos  os  pagamentos  destinados  a  retribuir  o  trabalho,  sejam  como  remuneração  direta,  sejam  como  adicional  ao  salário,  são  hipóteses  de  incidência de contribuições previdenciárias.  Na  impugnação,  além  dos  motivos  de  direito,  o  interessado  também  deve  produzir prova a confirmar suas alegações.  MATÉRIA NÃO IMPUGNADA  Na forma dos comandos dos arts. 17 e 58, dos Decretos ns° 70.235/72 e 7.  574/211, respectivamente, considerar­se­á não impugnada a matéria que não  tenha sido expressamente contestada pelo impugnante.  INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI TRIBUTÁRIA  Conforme  a  súmula  n  2  do Conselho Administrativo  de Recursos  Fiscais  ­  CARF,  o  referido  colegiado  não  é  competente  para  se  pronunciar  sobre  a  inconstitucionalidade de lei tributária.  LANÇAMENTO. FATO GERADOR.LEI DE REGÊNCIA.  O  artigo  144  do  Código  Tributário  Nacional­CTN  aduz  que  o  lançamento  reporta­se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege­se pela lei  então vigente.  MULTA DE MORA     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 72 27 41 /2 01 2- 40 Fl. 119DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     2 As contribuições  sociais,  pagas  com  atraso,  ficam sujeitas  à multa de mora  prevista  artigo  35  da  Lei  8.212/91na  forma  da  redação  dada  pela  Lei  n°  11.491, 2009. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais e  das  contribuições  instituídas  a  título  de  substituição  e  das  contribuições  devidas  a  terceiros,  assim  entendidas  outras  entidades  e  fundos,  não  pagos  nos  prazos  previstos  em  legislação,  na  forma  da  redação  dada  pela  Lei  no  11.941,  de  2009,  serão  acrescidos  de  multa  de  mora  e  juros  de mora,  nos  termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.  MULTA MAIS BENÉFICA.  Considerando  o  princípio  da  retroatividade  benigna  previsto  no  art.  106,  inciso  II,  alínea  “c”,  do  Código  Tributário  Nacional,  cabe  aplicar  multa  menos gravosa.  MULTA DE OFÍCIO  Para  as  Contribuições  Previdenciárias,  a  imposição  de  penalizar  o  contribuinte  infrator  mediante  aplicação  de  multa  de  ofício  só  veio  a  ser  instituída na forma da Medida Provisória MP n° 449 a partir de  sua edição  em 03/12/2008.  Recurso Voluntário Provido em Parte.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  colegiado,  Por  maioria  de  votos,  no  mérito,  dar  provimento  parcial  ao  recurso,  para  reconhecer  a  decadência  da  competência  até  11/2008,  determinando o recálculo da multa de mora, conforme previsto no artigo 35 da Lei n° 8.212/91,  incluído pela Lei n° 11.941/2009, nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de  1996, que estabelece a multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, critérios desta data que devem  ser  observados  quando  da  ocasião  do  pagamento.  Vencido  o  Conselheiro  Paulo  Maurício  Pinheiro Monteiro na questão da multa.   CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI ­ Presidente.     IVACIR JÚLIO DE SOUZA  ­ Relator.    Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Participaram da sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Carlos  Alberto Mees  Stringari,  Ivacir  Júlio  de  Souza,  Paulo  Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa  e  Maria Anselma Coscrato dos Santos.  Fl. 120DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13603.722741/2012­40  Acórdão n.º 2403­002.428  S2­C4T3  Fl. 3          3 Relatório  Trata­se do Auto de  Infração,  lavrado em 27/09/2012 em nome do  Instituto  Elizabeth  Kalil  Ltda,  para  a  constituição  do  crédito  tributário  relativo  às  contribuições  previdenciárias  descontadas  dos  segurados  empregados  e  dos  sócios,  nas  competências  01/2008 a 04/2008 e 12/2008, e não recolhidas à Seguridade Social,.  A  empresa  pagou  a  seus  empregados  remunerações  a  título  de  salários  e  outras remunerações (salários extras e gratificações), bem como aos sócios a título pró­labore,  promoveu  o  desconto  das  contribuições  previdenciárias  delas  decorrentes,  sem,  contudo,  recolher o produto arrecadado aos cofres da Previdência Social.  Cientificado do lançamento em 28/09/2012 (doc. de fls.01), o sujeito passivo  , através de procurador legalmente constituído (fls.67 e 69), apresentou defesa em 30/10/2012  (fls 41/66), com as alegações abaixo resumidas.  Ilegalidade/inconstitucionalidade  da  cobrança  da  contribuição  ao  INCRA.  Ilegalidade/inconstitucionalidade  do  SESC/SENAC.  Ilegalidade/inconstitucionalidade  do  Salário­Educação.  Ilegalidade/inconstitucionalidade  da  exigência  de  contribuições  previdenciárias sobre verbas não remuneratórias.  Ao final, requereu, que fosse julgada procedente a impugnação e declarada a  insubsistência ou nulidade do presente lançamento.  DA DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA  Após analisar aos argumentos da impugnante, na forma do registro de fls.80,  a 6 ª Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal do Brasil em Belo Horizonte – MG  ­ DRJ/BHE,  em  21  de  fevereiro  de  2013,  exarou  o Acórdão  n°  02­42.726,  não  concedendo  provimento.  DO RECURSO VOLUNTÁRIO.  Irresignada, a Recorrente interpôs Recurso Voluntário de fls.80 onde reiterou  as alegações já então enfrentadas pela instancia “ad quod ”.  É o Relatório.  Fl. 121DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     4 Voto             Conselheiro Ivacir Júlio de Souza ­ Relator       DA TEMPESTIVIDADE  Conforme despacho e fls.106, o Recurso é tempestivo. Aduz que reúne os  pressuposto de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento.     DAS PRELIMINARES  Não há prejudicial para ser analisada    DO MÉRITO  Conforme Relatório Fiscal, às fls. 26/29, autuada em razão de ter descontado  contribuições  previdenciárias  dos  segurados  empregados  e  dos  sócios  quando  pagou  a  seus  empregados  remunerações  a  título  de  salários  e  outras  remunerações  ,  salários  extras  e  gratificações sem, contudo, recolher o produto arrecadado aos cofres da Previdência Social, no  recurso  em  apreço  a  Recorrente  não  confrontou  efetivamente  os  motivos  que  levaram  a  instância  a  quo  a  manter  o  lançamento.  Ateve­se  a  discorrer  sobre  supostas  inconstitucionalidade das exigências contidas na Lei 8.212/91, que então, em decorrência não  se  poderia  atribuir  caráter  remuneratório  a  verbas  que  possuem  natureza  eminentemente  indenizatória e assistencial.  Na forma dos comandos dos arts. 17 e 58, dos Decretos n 70.235/72 e 7.  574/211  ,  respectivamente,  considerar­se­á  não  impugnada  a  matéria  que  não  tenha  sido  expressamente contestada pelo impugnante, verbis:  “Art.  17.  Considerar­se­á  não  impugnada  a  matéria  que  não  tenha  sido  expressamente  contestada  pelo  impugnante.  (  Redação dada pela Lei n 9.532, de 1957)   Art. 58.  Considera­se  não  impugnada  a matéria  que  não  tenha  sido  expressamente  contestada  pelo  impugnante  Decreto  n  70.235, de 1972, art.17, com a redação dada pela Lei no 9.532,  de 1997, art. 67). “  Diante do encimado, cumpre também observar o que consta pacificado neste  Egrégio Conselho conforme a súmula nº 2 , verbis:  “Súmula  CARF  nº2:  O  CARF  não  é  competente  para  se  pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.”    Fl. 122DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13603.722741/2012­40  Acórdão n.º 2403­002.428  S2­C4T3  Fl. 4          5 Aduz que ainda que conteste  a autuação, de modo  transverso  a empresa  ao  descontar  os  valores  dos  segurados  demonstrou  pleno  conhecimento  da  obrigação  tributária  adimplida em parte posto que não repassou os valores aos cofres públicos.  INCRA.SALÁRIO­EDUCAÇÃO. SESC. SENAC  Muito embora não  fazendo parte do  lançamento e  já  tendo sido enfrentadas  em sede de impugnação, reitera a recorrente as mesmas alegações que fizera sobre as rubricas  INCRA.SALÁRIO­EDUCAÇÃO. SESC. SENAC, as quais deixo de analisar por economia  processual.  DA MULTA  Embora  a  Autoridade  fiscal  tenha  produzido  lançamento  para  as  competências  01/2008  a  04/2008  e  12/2008,  no  Relatório  Fiscal  às  fls.  28  ,  a  Autoridade  autuante  fez  registro de que aplicara multa mais benéfica para as competências JUN E SET  conforme abaixo:  “5) Nas competências JAN a ABR, JUN e SET/2008,  foi  aplicada multa de ofício prevista na lei 8.212/91, art. 35­A  (combinado com o art. 44 da  lei 9.430, de 27/12/96), com  redação  da  MP  n.  449  de  04.12.08,  convertida  na  lei  n.  11.941 de 27/05/09, por ser esta mais benéfica,  conforme  relatório de COMPARAÇÃO DE MULTAS, do que a  com  base art. 32 inc. IV, § 5o da Lei n° 8.212/91 (redação dada  pela lei 9.528 de 10/12/97)”  Cumpre ressaltar outra  irregularidade formal uma vez que às  fls. 02 o Auto  de Infração registra tão­somente multa de oficio, não obstante, e o Relatório de Fundamentos  Legais as fls. 9 registra  ter havido multa de mora na forma do art. 35 da Lei 8.212/91 para a  competência 12/2008.  O  acima  exposto,  faz  verificar  inconsistente  a  aplicação  da  penalidade  na  medida  em  na  forma  dos  itens  602.08  e  701.01  aplicaram­se  para  a  competência  12/2008  determinações Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 35, combinado com o art. 61 da Lei n. 9.430, de  27.12.96, e 35­A , da mesma Lei n. 8.212, de 24.07.91, (combinado com o art. 44, inciso I da Lei n.  9.430,  de  27.12.96),  ambos  com  redação  da MP n.  449  de  04.12.2008,  convertida na Lei  n.  11.941, de 27.05.2009 04.12.2008, verbis:    “602.08 ­ Competências : 12/2008  Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 35, combinado com o art. 61 da  Lei  n.  9.430,  de  27.12.96,  com  redação  da  MP  n.  449,  de  04.12.2008,  convertida  na  Lei  n.  11.941,  de  27.05.2009.  CALCULO  DOS  JUROS:  JUROS  CALCULADOS  SOBRE  O  VALOR  ORIGINARIO,  MEDIANTE  A  APLICACAO  DOS  SEGUINTES  PERCENTUAIS:  A)  TAXA  MEDIA  MENSAL  DE  CAPTACAO DO TESOURO NACIONAL RELATIVA A DIVIDA  MOBILIARIA FEDERAL / TAXA REFERENCIAL DO SISTEMA  ESPECIAL  DE  LIQUIDACAO  E  DE  CUSTODIA  ­  SELIC,  A  PARTIR  DO  PRIMEIRO  DIA  DO  MÊS  SUBSEQUENTE  AO  Fl. 123DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     6 VENCIMENTO  DO  PRAZO  ATE  O  MES  ANTERIOR  AO  DO  PAGAMENTO  B)  1%  (UM  POR  CENTO)  NO  MES  DO  PAGAMENTO.    701  ­  FALTA  DE  PAGAMENTO,  FALTA  DE  DECLARAÇÃO  OU DECLARAÇÃO INEXATA  701.01 ­ Competências : 01/2008 a 04/2008, 12/2008  Lei n. 8.212, de 24.07.91, 35­A (combinado com o art. 44, inciso  I  da  Lei  n.  9.430,  de  27.12.96),  ambos  com  redacao  da MP  n.  449 de 04.12.2008, convertida na Lei n. 11.941, de 27.05.2009.  Art.  35­A.  Nos  casos  de  lançamento  de  ofício  relativos  às  contribuições referidas no art. 35, aplica­se o disposto no art. 44  da  Lei  no  9.430,  de  1996  75%  ­  falta  de  pagamento,  de  declaração  e  nos  de  declaração  inexata  ­  Lei 9430/96,  art.  44,  inciso I:  Art. 44. Nos  casos de  lançamento de ofício,  serão aplicadas as  seguintes multas:  I  ­  de  75%  (setenta  e  cinco  por  cento)  sobre  a  totalidade  ou  diferença  de  imposto  ou  contribuição  nos  casos  de  falta  de  pagamento  ou  recolhimento,  de  falta  de  declaração  e  nos  de  declaração inexata; ” ( grifos do Relator)  Relevante  ressaltar que Recorrente  foi notificada em razão de  inadimplir as  obrigações vinculadas aos fatos geradores ocorridos no período 01/2008 a 12/2008.  Até a emissão da MP 449 de, 2008 consolidada pela Lei n° 11.941/2009, à  infração cometida pela autuada, imputavam­se penalidades de mora previstas nos , I, II, III do  revogado art. da Lei 8.212/91.  Com  a  nova  redação,  no  que  concerne  aos  acréscimos  da multa  de mora  estes  se observarão  nos  termos  do art.  61 da Lei no  9.430, de  27  de dezembro  de 1996,  se  estabeleceu que a multa será de 0,33% ao dia, limitada a 20% conforme determina a redação  dada pela Lei 11.941/2009 :    valores calculados na forma do  revogado artigo e  respectivos  incisos, 35,  I,  II,  II  da  Lei  n°8.212/91  com  a  nova  redação  no  que  concerne  aos  acréscimos  da multa  de  mora nos termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa  de 0,33% ao dia, limitada a 20% conforme determina a redação dada pela Lei 11.941/2009 :   “Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições  sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art.  11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição  e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras  entidades  e  fundos,  não  pagos  nos  prazos  previstos  em  legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora,  nos  termos  do  art.  61  da  Lei  no  9.430,  de  27  de  dezembro  de  1996 (Redação dada pela Lei 11.491, 2009)”(grifos do relator)   Lei 9.430/96:  Fl. 124DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13603.722741/2012­40  Acórdão n.º 2403­002.428  S2­C4T3  Fl. 5          7 “  Art. 61. Os  débitos  para  com  a  União,  decorrentes  de  tributos  e  contribuições  administrados  pela  Secretaria  da  Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir  de 1º de  janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos  na  legislação  específica,  serão  acrescidos  de  multa  de  mora,  calculada  à  taxa  de  trinta  e  três  centésimos  por  cento, por dia de atraso.   § 1º  A  multa  de  que  trata  este  artigo  será  calculada  a  partir  do  primeiro  dia  subseqüente  ao  do  vencimento  do  prazo  previsto  para  o  pagamento  do  tributo  ou  da  contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento.   § 2º O percentual de multa a ser aplicado  fica  limitado a  vinte por cento.   § 3º Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão  juros de mora calculados à  taxa a que se refere o §3° do  art.  5°,  a  partir  do  primeiro  dia  do  mês  subseqüente  ao  vencimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e  de um por cento no mês de pagamento.( Vide Lei n° 9.716,  de 1998)”  Não há nos autos registro de que houvera sido efetuado quadro comparativo  das imputações de penalidades revogadas com as atualmente previstas.   MULTA MAIS BENÉFICA   O  artigo  106  do  CTN  determina  a  aplicação  retroativa  da  lei  quando,  tratando­se  de  ato  não  definitivamente  julgado,  lhe  comine  penalidade  menos  severa  que  a  prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Assim, até  a competência 11/2008,  inclusive,  impõe­se, portanto, o cálculo da multa com base no artigo  61 da Lei 9.430/96 de modo que comparando o resultado com o valor da multa aplicada com  base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91 prevaleça a multa mais benéfica.    “ Art. 106. A lei aplica­se a ato ou fato pretérito:   I  ­  em  qualquer  caso,  quando  seja  expressamente  interpretativa,  excluída  a  aplicação  de  penalidade  à  infração dos dispositivos interpretados;    II ­ tratando­se de ato não definitivamente julgado:   a) quando deixe de defini­lo como infração;   b)  quando  deixe  de  tratá­lo  como  contrário  a  qualquer  exigência  de  ação  ou  omissão,  desde  que  não  tenha  sido  fraudulento e não  tenha  implicado em  falta de pagamento  de tributo;   c)  quando  lhe  comine  penalidade  menos  severa  que  a  prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.”  Fl. 125DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI     8   DA JURISPRUDÊNCIA NO JUDICIÁRIO.  “PROCESSUAL CIVIL –  TRIBUTÁRIO –  ART. 535 DO CPC  –   AUSÊNCIA  DE  VIOLAÇÃO  –   EXECUÇÃO  FISCAL  –   DIVERGÊNCIA  JURISPRUDENCIAL  –   AUSÊNCIA  DE  COTEJO  ANALÍTICO  –   MULTA  DO  ARTIGO  35,  LEI  N.  8.212/91  –   APLICAÇÃO  DE  LEI  MAIS  BENÉFICA  –   PRECEDENTES.  1.  Inexiste  violação  do  art.  535  do  CPC  quando  a  prestação  jurisdicional  é  dada  na medida  da  pretensão  deduzida.  2.  Não  configurada  a  divergência  suscitada,  pois  o  recorrente  não  realizou  o  necessário  cotejo  analítico,  bem  como  não  apresentou,  adequadamente,  o  dissídio  jurisprudencial.  3.  A  multa do artigo 35 da Lei n. 8.212/91 deve ser aplicada com as  alterações  impostas  pela  nova  legislação  mais  benéfica  ao  contribuinte. Princípio  da  retroatividade  da  lei  mais  benéfica.  Precedentes. Agravo regimental parcialmente provido. (AgRg no  REsp  576.696/PR,  Rel.  Ministro  HUMBERTO  MARTINS,  SEGUNDA TURMA, julgado em 13/10/2009, DJe 21/10/2009)”    “TRIBUTÁRIO.  PROCESSUAL  CIVIL.  EMBARGOS  À  EXECUÇÃO  FISCAL.  PRESUNÇÃO  DE  LIQUIDEZ  E  CERTEZA DA CDA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.  DÉBITOS  DA  SEGURIDADE  SOCIAL  CONTRAÍDOS  PELA  SOCIEDADE.  LEI  8.620/93,  ART.  13.  RESPONSABILIDADE  SOLIDÁRIA.  INTERPRETAÇÃO.  MATÉRIA  PACIFICADA  NO ÂMBITO DA 1ª SEÇÃO.  1. A ausência de debate, na instância recorrida, da matéria cuja  violação se alega atrai a incidência da Súmula 282/STF. 2. A 1ª  Seção  do  STJ,  no  julgamento  do  RESP  717.717/SP, Min.  José  Delgado,  sessão  de  28.09.2005,  consagrou  o  entendimento  de  que, mesmo  em  se  tratando  de  débitos  para  com a  Seguridade  Social, a responsabilidade pessoal dos sócios das sociedades por  quotas de  responsabilidade  limitada, prevista no art. 13 da Lei  8.620/93, só existe quando presentes as condições estabelecidas  no art. 135, III do CTN. 3. Aplica­se retroativamente a redução  da  multa  moratória  estabelecida  pelo  artigo  35  da  Lei  nº  8.212/91, na  redação  conferida  pela  Lei  nº  9.528/97,  por  ser  mais  benéfica  ao  contribuinte  (art.  106,  II,  "c",  do  CTN),  aos  débitos objeto de execução fiscal não definitivamente encerrada,  entendendo­se como tal aquela em que não  foram ultimados os  atos  executivos  destinados  à  satisfação  da  prestação.  Precedentes: REsp 491242/RS, 1ª Turma, Min. Denise Arruda,  DJ de 06.06.2005;  EDcl no RESP 332.468/SP, 2ª Turma, Min.  Castro Meira, DJ  de  21.06.2004.  4.  Recurso  especial  a  que  se  nega  provimento.  (REsp  698.960/RS,  Rel.  Ministro  TEORI  ALBINO  ZAVASCKI,  PRIMEIRA  TURMA,  julgado  em  09/05/2006, DJ 18/05/2006, p. 185)”  Fl. 126DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13603.722741/2012­40  Acórdão n.º 2403­002.428  S2­C4T3  Fl. 6          9 Desse modo, pelo exposto, é pertinente o recálculo da multa cuja a definição  do  cálculo  se  observará  quando  a  liquidação  do  crédito  for  postulado  pelo  contribuinte,  de  acordo com o artigo 2° da Portaria Conjunta PGFN/RFB n°14, de 4 de dezembro de 2009:  “Art.  2°  No  momento  do  pagamento  ou  do  parcelamento  do  débito  pelo  contribuinte,  o  valor  das  multas  aplicadas  será  analisado  e  os  lançamentos,  se  necessário,  serão  retificados,  para fins de aplicação da penalidade mais benéfica, nos termos  da alínea "c" do inciso II do art. 106 da Lei n ° 5.172, de 25 de  outubro de 1966 ­ Código Tributário Nacional ­ CTN.”    CONCLUSÃO  Conheço  do  recurso,  para  NO  MÉRITO,  até  a  competência  11/2008,  inclusive, DAR­LHE PROVIMENTO PARCIAL, determinando o recálculo da multa de mora  conforme o previsto no  artigo 35 da Lei n° 8.212/91,  incluído pela Lei  n° 11.941/2009, nos  termos do art. 61 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996, que estabelece multa de 0,33%  ao dia,  limitada a 20% , critérios desta data que devem ser observados quando da ocasião do  pagamento.   É como voto.    Ivacir Júlio de Souza – Relator                                      Fl. 127DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/02/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 16/02/201 5 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 02/03/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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Numero do processo: 13857.001111/2008-70
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 04 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Feb 27 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - COOPERATIVAS DE TRABALHO - RETENÇÃO - DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RE 595.838/SP - RICARF. O Supremo Tribunal Federal julgou pela inconstitucionalidade da contribuição instituída no art. 22, IV da Lei 8.212/91, sobre serviços prestados por cooperativas de trabalho nos autos do RE 595.828/SP, em decisão plenária, na sistemática da Repercussão Geral. Diante da vinculação deste conselho à decisão veiculada por decisão plenária do STF no RE no. 595.838/SP, conforme arts. 62, I e 62-A do RICARF, devem ser afastados os valores relativos à autuação referente às contribuições das cooperativas de trabalho. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2403-002.869
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado. por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Ivacir Julio de Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1750; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C4T3  Fl. 2          1 1  S2­C4T3  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  13857.001111/2008­70  Recurso nº               Voluntário  Acórdão nº  2403­002.869  –  4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária   Sessão de  4 de dezembro de 2014  Matéria  CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS  Recorrente  SINDICATO DOS SERVIDORES PUBLICOS E AUTÁRQUICOS   MUNICIPAIS DE SÃO CARLOS   Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004  PREVIDENCIÁRIO  ­  CUSTEIO  ­  COOPERATIVAS  DE  TRABALHO  ­  RETENÇÃO  ­ DECLARAÇÃO DE  INCONSTITUCIONALIDADE PELO  SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RE 595.838/SP ­ RICARF.  O  Supremo  Tribunal  Federal  julgou  pela  inconstitucionalidade  da  contribuição  instituída  no  art.  22,  IV  da  Lei  8.212/91,  sobre  serviços  prestados  por  cooperativas  de  trabalho  nos  autos  do  RE  595.828/SP,  em  decisão plenária, na sistemática da Repercussão Geral.  Diante da vinculação deste conselho à decisão veiculada por decisão plenária  do  STF  no  RE  no.  595.838/SP,  conforme  arts.  62,  I  e  62­A  do  RICARF,  devem ser afastados os valores relativos à autuação referente às contribuições  das cooperativas de trabalho.  Recurso Voluntário Provido  Crédito Tributário Exonerado        Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  ACORDAM os membros do Colegiado. por unanimidade de votos,  em dar  provimento ao recurso.         AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 85 7. 00 11 11 /2 00 8- 70 Fl. 204DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   2 Carlos Alberto Mees Stringari   Presidente e Relator    Participaram do  presente  julgamento,  os Conselheiros Carlos Alberto Mees  Stringari  (Presidente),  Paulo  Mauricio  Pinheiro  Monteiro,  Ivacir  Julio  de  Souza,  Marcelo  Magalhães Peixoto, Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas e Daniele Souto Rodrigues.  Fl. 205DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13857.001111/2008­70  Acórdão n.º 2403­002.869  S2­C4T3  Fl. 3          3   Relatório  Trata­se  de  recurso  voluntário  apresentado  contra Decisão  da Delegacia  da  Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento no Rio de Janeiro I, Acórdão 12­33.008  da 11ª Turma, que julgou a impugnação improcedente.  O  lançamento  e  a  impugnação  foram  assim  relatadas  no  julgamento  de  primeira instância:    Trata­se  de  Auto  de  Infração,  AI  DEBCAD  37.192.329­8,  lavrado em 13/10/2008,  tendo em vista infração ao disposto na  Lei n° 8.212/91, art. 32,  inciso IV e parágrafo 5°, acrescentado  pela  Lei  n°  9.528/97,  c/c  art.  225  inciso  IV,  parágrafo  4°  do  Regulamento  da Previdência  Social,  aprovado  pelo Decreto  n°  3.048/99,  por  ter  a  empresa  apresentado  as  Guias  de  Recolhimento  do  FGTS  e  Informações  à  Previdência  Social  (GFIP), com dados não correspondentes aos fatos geradores de  todas as contribuições previdenciárias, no período de 01/2004 a  12/2004.  2.  A  infringência  sujeitou  à  empresa  a  multa  capitulada  no  artigo 32, parágrafo 5°, da Lei no 8.212/1991, acrescentado pela  Lei n° 9.528, de 10/12/1997, c/c com o artigo 284, inciso II e art.  373  do  Regulamento  da  Previdência  Social,  aprovado  pelo  Decreto  n°  3.048/1999,  no  valor  total  de R$ 15.058,68  (quinze  mil, cinquenta e oito reais e sessenta e oito centavos).  3. Nos relatórios fiscais de fls. 06 e 07, temos que:  3.1.  A  empresa  deixou  de  informar  em  GFIP  "os  fatos  geradores  correspondentes  aos  serviços  prestados  por  cooperados  por  intermédio  das  cooperativas  de  trabalho  Unimed  Sao  Carlos  ­  Cooperativa  de  Trabalho  Médico  ­  CNPJ  45.359.213/0001­42  e  Uniodonto  de  Sao  Carlos  ­  Cooperativa  de  Trabalho  Odontológico  ­  CNPJ  54.912.241/0001­ 36".  3.2. Os valores pagos encontram­se  relacionados na planilha à  fls. 09/11.  3.3. O cálculo da multa encontra­se detalhado na planilha à fls.  08.  Da Impugnação   4. Inconformada com auto de infração que tomou ciência pessoal  em 15/10/2008  (fls.  01),  a  empresa  contestou  o  lançamento  em  13/11/2008,  através  do  instrumento  de  fls.  127/155,  argumentando em síntese:  Fl. 206DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   4 Da inaplicabilidade do artigo 22:inciso IV, da Lei 8.212/91   4.1. "A UNIODONTO, pessoa jurídica, se constitui como sendo  uma  empresa  de Medicina  de  Grupo...  Não  pode,  em  hipótese  alguma,  ser  considerada  uma  Cooperativa  de  Trabalho,  afastando,  indubitavelmente, a  incidência do disposto no artigo  22, inciso IV, da Lei n° 8212/91".  Da improcedência da autuação   4.2.  Alega  que  o  inciso  IV,  do  artigo  22,  da  Lei  8212/91,  "ao  estabelecer  a  contribuição  previdenciária  incidente  sobre  o  valor  bruto  da  Nota  Fiscal  ou  Fatura  de  Serviços  ofende  o  dispositivo constitucional contido no artigo 195, da Constituição  Federal".  4.3.  O  presente  auto  de  infração  não  se  ateve  ao mencionado  dispositivo  constitucional amparando­se  em uma Lei Ordinária  (Lei 8212/91)  4.4. "A guisa de esclarecimento e dar  transparência ao "modus  opeilandi"  do  SINDSPAM,  da  UNIODONTO  e  do  SERVIDOR  PÚBLICO,  o  Impugnante  explicita  que  apenas  intermedia  o  relacionamento  entre  as  partes,  recebendo  da  Prefeitura  o  numerário  que  já  tiver  sido  descontado  em  holerite  do  funcionário  público  municipal  e,  ato  continuo,  repassando­o  a  Cooperativa de Serviço Médico".  Do pedido   4.5. Requer a improcedência do lançamento contido no presente  auto de infração.  5.  Cumpre  esclarecer  que  este  processo  foi  encaminhado  à  DRJ/RJ I para julgamento, tendo em vista o disposto no art. 1° e  anexo único da Portaria RFB n° 1.036, de 05/05/2010.    Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário onde  alega/questiona, em síntese:    · O  acessório  acompanha  o  principal  desde  que  este  (principal)  tenha  causa de ser, o que inocorre no caso em tela.  · Da inaplicabilidade da norma contida no artigo 22, inciso iv, da lei n°  8.212/91.  · a UNIMED e a UNIODONTO não podem, em hipótese alguma, ser  consideradas Cooperativas de Trabalho  · Mesmo que  fossem consideradas "Cooperativas de Trabalho", o que  se cita apenas "ad argumentandum", ainda, assim, o RECORRENTE  não seria o responsável pelo recolhimento do tributo, haja vista o seu  relacionamento  jurídico  com  ambas  e,  principalmente,  porque  somente  intermedia  o  repasse  do  numerário  à  UNIMED  e  à  Fl. 207DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13857.001111/2008­70  Acórdão n.º 2403­002.869  S2­C4T3  Fl. 4          5 UNIODONTO,  debitado  nos  holerites  dos  SERVIDORES  pela  PREFEITURA DE SÃO CARLOS.  · Há  a  impossibilidade  de  incidência  de  Contribuição  Social  sobre  Serviços  prestados  por  Pessoas  Jurídicas,  sob  pena  de  ocorrer  violação literal do disposto no artigo 195, 1, letra "a" da Carta Magna  · A recorrente agindo, apenas e tão somente, como intermediário entre  os  SERVIDORES  MUNICIPAIS  e  as  Cooperativas  UNIMED  e  UNIODONTO,  jamais  poderá  ser  compelido  a  arcar  com  qualquer  anus  financeiro  por  tal  serviço,  que  visa,  sobretudo,  facilitar  o  relacionamento  entre  as  partes,  sendo  injusta,  inadmissível,  alem  de  não incidente por falta de amparo legal, a imposição de tal obrigação.    É o relatório.  Fl. 208DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   6     Voto             Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator  O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à  análise das questões pertinentes.      TRIBUTAÇÃO  INCIDENTE  SOBRE  SERVIÇOS  PRESTADOS  POR  INTERMÉDIO DE COOPERATIVAS DE TRABALHO     Conforme Relatório Fiscal, o Auto de Infração foi lavrado por a empresa TR  deixado  de  informar  em  GFIP  as  contribuições  incidentes  sobre  os  serviços  prestados  por  cooperativas de trabalho para a recorrente.    Em  ação  fiscal  desenvolvida  na  empresa,  constatou­se  que  a  mesma  elaborou  e  apresentou  GFIP  ­  Guia  do  Fundo  de  Garantia  e  Informações  à  Previdência  Social  do  seu  estabelecimento,  nas  competências  01/2004  a  12/2004,  com  dados  não  correspondentes  aos  fatos  geradores  de  todas  as  contribuições  previdenciárias,  o  que  constitui  infração  ao  disposto  no  artigo  32,  inciso  IV,  §  5º  ,  da  Lei  8.212,  de  24/07/1991, também acrescentada pela Lei 9.528, de 10/12/1997  combinado com artigo 225,  inciso  IV, § 4° do Regulamento da  Previdência  Social  ­  RPS,  aprovado  pelo Decreto  n°  3.048,  de  06/05/1.999. A empresa deixou de informar em GFIP, os fatos  geradores  correspondentes  aos  serviços  prestados  por  cooperados  por  intermédio  das  cooperativas  de  trabalho  Unimed São Carlos­ Cooperativa de Trabalho Médico ­ CNPJ:  45.359.213/0001­42 e Uniodonto de São Carlos Cooperativa de  Trabalho Odontológico ­ CNPJ: 54.912.241/0001­36.    Para  as  cooperativas  de  trabalho,  as  contribuições  devidas  a  cargo  da  empresa, tem sua disposição no art. 22, IV, Lei nº 8.212/1991:    Art.  22.  A  contribuição  a  cargo  da  empresa,  destinada  à  Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de:  Fl. 209DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 13857.001111/2008­70  Acórdão n.º 2403­002.869  S2­C4T3  Fl. 5          7 (...) IV ­ quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou  fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe  são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de  trabalho.(Incluído pela Lei nº 9.876, de 1999).    Ocorre que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade,  deu provimento a recurso e declarou a inconstitucionalidade do dispositivo da Lei 8.212/1991  (artigo 22, inciso IV) que prevê contribuição previdenciária de 15% incidente sobre o valor de  serviços prestados por meio de cooperativas de trabalho. A decisão foi tomada no julgamento  do  Recurso  Extraordinário  (RE)  595838,  com  repercussão  geral  reconhecida,  no  qual  uma  empresa de consultoria questiona a tributação.  A Lei 9.876/1999, que inseriu a cobrança na Lei 8.212/1991, revogou a Lei  Complementar 84/1996, na qual se previa a contribuição de 15% sobre os valores distribuídos  pelas  cooperativas  aos  seus  cooperados.  No  entendimento  do  Tribunal,  ao  transferir  o  recolhimento  da  cooperativa  para  o  prestador  de  serviço,  a  União  extrapolou  as  regras  constitucionais referentes ao financiamento da seguridade social.    Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do  Relator, deu provimento ao recurso extraordinário e declarou a  inconstitucionalidade do inciso IV do art. 22 da Lei 8.212/1991,  com a redação dada pela Lei nº 9.876/1999. Votou o Presidente,  Ministro Joaquim Barbosa. Ausente, justificadamente, o Ministro  Gilmar  Mendes.  Falaram,  pelo  amicus  curiae,  o  Dr.  Roberto  Quiroga Mosquera, e, pela recorrida, a Dra. Cláudia Aparecida  de  Souza  Trindade,  Procuradora  da  Fazenda  Nacional.  Plenário, 23.04.2014.    Cumpre  ressaltar  que  o  art.  62,  caput  do  Regimento  Interno  do  Conselho  Administrativo de Recursos Fiscais ­ CARF do Ministério da Fazenda, Portaria MF nº 256 de  22.06.2009, veda o afastamento de aplicação ou  inobservância de  legislação sob  fundamento  de inconstitucionalidade.   Porém, o art. 62, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do CARF,  ressalva  que  o  disposto  no  caput  não  se  aplica  a  dispositivo  que  tenha  sido  declarado  inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal:    “Art.  62.  Fica  vedado  aos  membros  das  turmas  de  julgamento  do  CARF  afastar  a  aplicação  ou  deixar  de  observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob  fundamento de inconstitucionalidade.  Parágrafo  único.  O  disposto  no  caput  não  se  aplica  aos  casos  de  tratado,  acordo  internacional,  lei  ou  ato  normativo:  Fl. 210DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI   8 I ­ que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão  plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal;    Enquanto  que  o  art.  62­A,  do Regimento  Interno  do CARF,  dispõe  que  as  decisões  definitivas  de  mérito,  proferidas  pelo  Supremo  Tribunal  Federal  na  sistemática  prevista pelos artigos 543­B, CPC, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento  dos recursos no âmbito do CARF:    Art.  62­A.  As  decisões  definitivas  de  mérito,  proferidas  pelo  Supremo Tribunal  Federal  e  pelo  Superior  Tribunal  de  Justiça  em  matéria  infraconstitucional,  na  sistemática  prevista  pelos  artigos 543­B e 543­C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973,  Código  de  Processo  Civil,  deverão  ser  reproduzidas  pelos  conselheiros  no  julgamento  dos  recursos  no  âmbito  do  CARF.  (Incluído pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010)    Portanto,  diante  da  vinculação  deste  conselho  à  decisão  supra,  RE  no.  595.838/SP, conforme arts. 62, I e 62­A do RICARF, indevida a  tributação incidente sobre o  valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe  são  prestados  por  cooperados  por  intermédio  de  cooperativas  de  trabalho  e  indevida  a  exigência de prestar essas informações em GFIP.      CONCLUSÃO    Voto por dar provimento ao recurso.      Carlos Alberto Mees Stringari                                 Fl. 211DF CARF MF Impresso em 27/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 2 5/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI

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Numero do processo: 11516.722094/2013-19
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 12 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3402-000.716
Decisão: RESOLVEM os membros da 4ª câmara / 2ª turma ordinária da Terceira Seção de julgamento, por unanimidade de votos, o julgamento foi convertido em diligência nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO – Relator e Presidente Substituto. Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D’EÇA, MARIA APARECIDA MARTINS DE PAULA, ALEXANDRE KERN, JOAO CARLOS CASSULI JUNIOR e FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA. RELATÓRIO Para elucidar os fatos ocorridos nos autos transcrevo o relatório do Acórdão refutado, in verbis: Contra o interessado foram lavrados autos de infração de PIS/Pasep não cumulativo no valor total de R$ 5.513.417,70 de Cofins não cumulativa no valor total de R$ 25.395.135,73 relativo ao ano de 2008(fls. 5.140/5.160), em função das irregularidades que se encontram descritas no Termo de Verificação Fiscal (TVF) de fls. 5.131/5.138; A empresa apresenta impugnação na qual alega, em síntese: a) DA NULIDADE DOS LANÇAMENTOS DE OFÍCIO; b) DO DIREITO À COMPENSAÇÃO DE SALDOS CREDORES ACUMULADOS E DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELA COMPENSAÇÃO; c) DA NÃO CUMULATIVIDADE DO PIS E DA COFINS E O CONCEITO DE INSUMO PARA FINS DE CREDITAMENTO, INTERPRETADO À LUZ DA LEGISLAÇÃO; d) DOS CUSTOS COM UNIFORMES, VESTUÁRIO, EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO, USO PESSOAL, MATERIAIS DE LIMPEZA, DESINFECÇÃO E HIGIENIZAÇÃO; e) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE PRODUTOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS: PALLETS; f) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS EMPREGADOS NO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO; g) DAS DESPESAS COM DEMAIS INSUMOS; h) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE ENCARGOS DE EDIFICAÇÕES E BENFEITORIAS; i) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS; j) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE BENS COM SUSPENSÃO DAS CONTRIBUIÇÕES; k) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS DE ALUGUÉIS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS; l) DO DIREITO AO CRÉDITO PRESUMIDO DA LEI Nº 10.925/2004 QUANTO AOS INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS/COOPERATIVAS COM ALÍQUOTA ZERO E QUANTO AO PERCENTUAL CONFORME O INSUMO ADQUIRIDO – ATIVIDADES AGROINDUSTRIAIS; m) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE BENS ADQUIRIDOS PARA REVENDA; n) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS; o) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS PELA AQUISIÇÃO DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO; p) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DA AQUISIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA; q) DA AQUISIÇÃO DE INSUMOS COM ALÍQUOTA ZERO; r) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE INSUMOS IMPORTADOS; s) DA NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA; A 2ª Turma da Delegacia de Julgamento em Juiz de Fora (MG) julgou improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 09-49787, de 19 de fevereiro de 2014, cuja ementa abaixo reproduzo: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2008 DIREITO DE CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DO CONTRIBUINTE É do contribuinte o ônus de demonstrar e comprovar ao Fisco a existência do crédito utilizado por meio de desconto, restituição ou ressarcimento e compensação. DILIGÊNCIA. PERÍCIA. Em estando presentes nos autos do processo os elementos necessários e suficientes ao julgamento da lide estabelecida, prescindíveis são as diligências e perícias requeridas pelo contribuinte, cabendo a autoridade julgadora indeferi-las. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 COFINS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. HIPÓTESES DE CREDITAMENTO. As hipóteses de crédito no âmbito do regime não cumulativo de apuração da Cofins são somente as previstas na legislação de regência, dado que esta é exaustiva ao enumerar os custos e encargos passíveis de creditamento, não estando suas apropriações vinculadas à caracterização de sua essencialidade na atividade da empresa ou à sua escrituração na contabilidade como custo operacional. COFINS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMO. No regime não cumulativo da Cofins, somente são considerados como insumos, para fins de creditamento de valores: os combustíveis e lubrificantes, as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de sua aplicação direta na prestação de serviços ou no processo produtivo de bens destinados à venda; e os serviços prestados por pessoa jurídica, aplicados ou consumidos na prestação de serviços ou na produção ou fabricação de bens destinados à venda. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO PRESUMIDO. ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL. No âmbito do regime não cumulativo da Cofins, a natureza do bem produzido pela empresa que desenvolva atividade agroindustrial é considerada para fins de aferir seu direito ao aproveitamento do crédito presumido, já no cálculo do crédito deve ser observada a alíquota conforme a natureza do insumo adquirido. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. SUSPENSÃO DA INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. REQUISITOS ESTABELECIDOS NA LEGISLAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. É obrigatória a suspensão estabelecida pelo art. 9º da Lei nº 10.925/2004 na operação de venda dos produtos a que este se refere, quando o adquirente seja pessoa jurídica tributada pela com base no lucro real, exerça atividade agroindustrial e utilize o produto adquirido com suspensão como insumo na fabricação de produtos de que tratam os incisos I e II do art. 5º da IN SRF nº 660/2006. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. AQUISIÇÕES TRIBUTADAS. Somente geram créditos da Cofins passíveis de desconto da contribuição devida os valores das aquisições de bens ou serviços sujeitos ao pagamento da contribuição. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. SERVIÇOS DE FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS DA EMPRESA. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste permissivo legal para tomada de créditos da Cofins a partir de dispêndios com serviços de frete de mercadorias ou produtos entre estabelecimentos da empresa. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. DEPRECIAÇÃO ACELERADA. EDIFICAÇÕES E BENFEITORIAS. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste permissivo legal para que a pessoa jurídica opte pela tomada de crédito da Cofins de depreciação calculada de forma acelerada em relação às edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. Partes e peças para reposição e serviços de manutenção aplicados em máquinas e equipamentos, diretamente utilizados no processo produtivo do bem destinado à venda, são considerados insumos, para fins de creditamento na sistemática não cumulativa da Cofins, desde que não repercutam em aumento, superior a um ano, de vida útil do bem. Impugnação Improcedente. O sujeito passivo teve ciência da decisão e apresentou recurso voluntário requerendo a suspensão do julgamento até as decisões finais proferidas nos autos dos processos nº 10925.907013/2011-02 e nº 10925907012/2011-50, uma vez que neles são discutidas as compensações não homologadas que deram origem ao auto de infração objeto deste processo. Alternativamente, requer a nulidade do auto de infração pelas mesmas razões apresentadas impugnação. É o relatório. VOTO
Nome do relator: GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO

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RELATÓRIO Para elucidar os fatos ocorridos nos autos transcrevo o relatório do Acórdão refutado, in verbis: Contra o interessado foram lavrados autos de infração de PIS/Pasep não cumulativo no valor total de R$ 5.513.417,70 de Cofins não cumulativa no valor total de R$ 25.395.135,73 relativo ao ano de 2008(fls. 5.140/5.160), em função das irregularidades que se encontram descritas no Termo de Verificação Fiscal (TVF) de fls. 5.131/5.138; A empresa apresenta impugnação na qual alega, em síntese: a) DA NULIDADE DOS LANÇAMENTOS DE OFÍCIO; b) DO DIREITO À COMPENSAÇÃO DE SALDOS CREDORES ACUMULADOS E DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELA COMPENSAÇÃO; c) DA NÃO CUMULATIVIDADE DO PIS E DA COFINS E O CONCEITO DE INSUMO PARA FINS DE CREDITAMENTO, INTERPRETADO À LUZ DA LEGISLAÇÃO; d) DOS CUSTOS COM UNIFORMES, VESTUÁRIO, EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO, USO PESSOAL, MATERIAIS DE LIMPEZA, DESINFECÇÃO E HIGIENIZAÇÃO; e) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE PRODUTOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS: PALLETS; f) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS EMPREGADOS NO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO; g) DAS DESPESAS COM DEMAIS INSUMOS; h) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE ENCARGOS DE EDIFICAÇÕES E BENFEITORIAS; i) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS; j) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE BENS COM SUSPENSÃO DAS CONTRIBUIÇÕES; k) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS DE ALUGUÉIS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS; l) DO DIREITO AO CRÉDITO PRESUMIDO DA LEI Nº 10.925/2004 QUANTO AOS INSUMOS ADQUIRIDOS DE PESSOAS FÍSICAS/COOPERATIVAS COM ALÍQUOTA ZERO E QUANTO AO PERCENTUAL CONFORME O INSUMO ADQUIRIDO – ATIVIDADES AGROINDUSTRIAIS; m) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE BENS ADQUIRIDOS PARA REVENDA; n) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS; o) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS PELA AQUISIÇÃO DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO; p) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DA AQUISIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA; q) DA AQUISIÇÃO DE INSUMOS COM ALÍQUOTA ZERO; r) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS SOBRE INSUMOS IMPORTADOS; s) DA NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA; A 2ª Turma da Delegacia de Julgamento em Juiz de Fora (MG) julgou improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 09-49787, de 19 de fevereiro de 2014, cuja ementa abaixo reproduzo: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Ano-calendário: 2008 DIREITO DE CRÉDITO. COMPROVAÇÃO. ÔNUS DO CONTRIBUINTE É do contribuinte o ônus de demonstrar e comprovar ao Fisco a existência do crédito utilizado por meio de desconto, restituição ou ressarcimento e compensação. DILIGÊNCIA. PERÍCIA. Em estando presentes nos autos do processo os elementos necessários e suficientes ao julgamento da lide estabelecida, prescindíveis são as diligências e perícias requeridas pelo contribuinte, cabendo a autoridade julgadora indeferi-las. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008 COFINS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. HIPÓTESES DE CREDITAMENTO. As hipóteses de crédito no âmbito do regime não cumulativo de apuração da Cofins são somente as previstas na legislação de regência, dado que esta é exaustiva ao enumerar os custos e encargos passíveis de creditamento, não estando suas apropriações vinculadas à caracterização de sua essencialidade na atividade da empresa ou à sua escrituração na contabilidade como custo operacional. COFINS. REGIME DA NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. CONCEITO DE INSUMO. No regime não cumulativo da Cofins, somente são considerados como insumos, para fins de creditamento de valores: os combustíveis e lubrificantes, as matérias primas, os produtos intermediários, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função de sua aplicação direta na prestação de serviços ou no processo produtivo de bens destinados à venda; e os serviços prestados por pessoa jurídica, aplicados ou consumidos na prestação de serviços ou na produção ou fabricação de bens destinados à venda. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO PRESUMIDO. ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL. No âmbito do regime não cumulativo da Cofins, a natureza do bem produzido pela empresa que desenvolva atividade agroindustrial é considerada para fins de aferir seu direito ao aproveitamento do crédito presumido, já no cálculo do crédito deve ser observada a alíquota conforme a natureza do insumo adquirido. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. SUSPENSÃO DA INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO. REQUISITOS ESTABELECIDOS NA LEGISLAÇÃO. OBRIGATORIEDADE. É obrigatória a suspensão estabelecida pelo art. 9º da Lei nº 10.925/2004 na operação de venda dos produtos a que este se refere, quando o adquirente seja pessoa jurídica tributada pela com base no lucro real, exerça atividade agroindustrial e utilize o produto adquirido com suspensão como insumo na fabricação de produtos de que tratam os incisos I e II do art. 5º da IN SRF nº 660/2006. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. AQUISIÇÕES TRIBUTADAS. Somente geram créditos da Cofins passíveis de desconto da contribuição devida os valores das aquisições de bens ou serviços sujeitos ao pagamento da contribuição. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. SERVIÇOS DE FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS DA EMPRESA. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste permissivo legal para tomada de créditos da Cofins a partir de dispêndios com serviços de frete de mercadorias ou produtos entre estabelecimentos da empresa. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. DEPRECIAÇÃO ACELERADA. EDIFICAÇÕES E BENFEITORIAS. IMPOSSIBILIDADE. Inexiste permissivo legal para que a pessoa jurídica opte pela tomada de crédito da Cofins de depreciação calculada de forma acelerada em relação às edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros, utilizados nas atividades da empresa. COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. Partes e peças para reposição e serviços de manutenção aplicados em máquinas e equipamentos, diretamente utilizados no processo produtivo do bem destinado à venda, são considerados insumos, para fins de creditamento na sistemática não cumulativa da Cofins, desde que não repercutam em aumento, superior a um ano, de vida útil do bem. Impugnação Improcedente. O sujeito passivo teve ciência da decisão e apresentou recurso voluntário requerendo a suspensão do julgamento até as decisões finais proferidas nos autos dos processos nº 10925.907013/2011-02 e nº 10925907012/2011-50, uma vez que neles são discutidas as compensações não homologadas que deram origem ao auto de infração objeto deste processo. Alternativamente, requer a nulidade do auto de infração pelas mesmas razões apresentadas impugnação. É o relatório. VOTO

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.722094/2013­19  Resolução nº  3402­000.716  S3­C4T2  Fl. 101          2 RELATÓRIO  Para  elucidar  os  fatos  ocorridos  nos  autos  transcrevo  o  relatório  do  Acórdão  refutado, in verbis:  Contra o  interessado  foram  lavrados  autos  de  infração de PIS/Pasep  não  cumulativo  no  valor  total  de  R$  5.513.417,70  de  Cofins  não  cumulativa  no  valor  total  de  R$  25.395.135,73  relativo  ao  ano  de  2008(fls.  5.140/5.160),  em  função  das  irregularidades  que  se  encontram  descritas  no  Termo  de  Verificação  Fiscal  (TVF)  de  fls.  5.131/5.138;  A empresa apresenta impugnação na qual alega, em síntese:  a) DA NULIDADE DOS LANÇAMENTOS DE OFÍCIO;  b)  DO  DIREITO  À  COMPENSAÇÃO  DE  SALDOS  CREDORES  ACUMULADOS E DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELA  COMPENSAÇÃO;  c)  DA  NÃO  CUMULATIVIDADE  DO  PIS  E  DA  COFINS  E  O  CONCEITO  DE  INSUMO  PARA  FINS  DE  CREDITAMENTO,  INTERPRETADO À LUZ DA LEGISLAÇÃO;  d)  DOS  CUSTOS  COM  UNIFORMES,  VESTUÁRIO,  EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO, USO PESSOAL, MATERIAIS DE  LIMPEZA, DESINFECÇÃO E HIGIENIZAÇÃO;  e) DO DIREITO AO CRÉDITO PELA AQUISIÇÃO DE PRODUTOS  PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS: PALLETS;  f)  DO  DIREITO  AO  CRÉDITO  PELA  AQUISIÇÃO  DE  COMBUSTÍVEIS  EMPREGADOS  NO  PROCESSO  DE  INDUSTRIALIZAÇÃO;  g) DAS DESPESAS COM DEMAIS INSUMOS;  h)  DO DIREITO  AOS CRÉDITOS  APURADOS  SOBRE  ENCARGOS  DE EDIFICAÇÕES E BENFEITORIAS;  i) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM  FRETE ENTRE ESTABELECIMENTOS;  j)  DO  DIREITO  AO  CRÉDITO  PELA  AQUISIÇÃO  DE  BENS  COM  SUSPENSÃO DAS CONTRIBUIÇÕES;  k)  DO  DIREITO  AO  CRÉDITO  DECORRENTE  DE  DESPESAS  DE  ALUGUÉIS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS;  l) DO DIREITO AO CRÉDITO PRESUMIDO DA LEI Nº 10.925/2004  QUANTO  AOS  INSUMOS  ADQUIRIDOS  DE  PESSOAS  FÍSICAS/COOPERATIVAS COM ALÍQUOTA ZERO E QUANTO AO  PERCENTUAL  CONFORME  O  INSUMO  ADQUIRIDO  –  ATIVIDADES AGROINDUSTRIAIS;  m)  DO  DIREITO  AOS  CRÉDITOS  APURADOS  SOBRE  BENS  ADQUIRIDOS PARA REVENDA;  Fl. 5424DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.722094/2013­19  Resolução nº  3402­000.716  S3­C4T2  Fl. 102          3 n) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DE DESPESAS COM  MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS;  o) DO DIREITO AOS CRÉDITOS APURADOS PELA AQUISIÇÃO DE  BENS DO ATIVO IMOBILIZADO;  p) DO DIREITO AO CRÉDITO DECORRENTE DA AQUISIÇÃO DE  ENERGIA ELÉTRICA;  q) DA AQUISIÇÃO DE INSUMOS COM ALÍQUOTA ZERO;   r)  DO  DIREITO  AOS  CRÉDITOS  APURADOS  SOBRE  INSUMOS  IMPORTADOS;  s) DA NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA;  A  2ª  Turma  da  Delegacia  de  Julgamento  em  Juiz  de  Fora  (MG)  julgou  improcedente a impugnação, nos termos do Acórdão nº 09­49787, de 19 de fevereiro de 2014,  cuja ementa abaixo reproduzo:  ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA  Ano­calendário: 2008  DIREITO  DE  CRÉDITO.  COMPROVAÇÃO.  ÔNUS  DO  CONTRIBUINTE  É  do  contribuinte  o  ônus  de  demonstrar  e  comprovar  ao  Fisco  a  existência  do  crédito  utilizado  por  meio  de  desconto,  restituição  ou  ressarcimento e compensação.  DILIGÊNCIA. PERÍCIA.  Em estando presentes nos autos do processo os elementos necessários e  suficientes  ao  julgamento  da  lide  estabelecida,  prescindíveis  são  as  diligências  e  perícias  requeridas  pelo  contribuinte,  cabendo  a  autoridade julgadora indeferi­las.  ASSUNTO:  CONTRIBUIÇÃO  PARA  O  FINANCIAMENTO  DA  SEGURIDADE SOCIAL COFINS  Período de apuração: 01/07/2008 a 30/09/2008  COFINS.  REGIME  DA  NÃO  CUMULATIVIDADE.  HIPÓTESES  DE  CREDITAMENTO.  As  hipóteses  de  crédito  no  âmbito  do  regime  não  cumulativo  de  apuração  da  Cofins  são  somente  as  previstas  na  legislação  de  regência, dado que esta é exaustiva ao enumerar os custos e encargos  passíveis de creditamento, não estando suas apropriações vinculadas à  caracterização de sua essencialidade na atividade da empresa ou à sua  escrituração na contabilidade como custo operacional.  COFINS.  REGIME  DA  NÃO  CUMULATIVIDADE.  CRÉDITO.  CONCEITO DE INSUMO.  No regime não cumulativo da Cofins, somente são considerados como  insumos,  para  fins  de  creditamento  de  valores:  os  combustíveis  e  Fl. 5425DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.722094/2013­19  Resolução nº  3402­000.716  S3­C4T2  Fl. 103          4 lubrificantes,  as  matérias  primas,  os  produtos  intermediários,  o  material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações,  tais  como  o  desgaste,  o  dano  ou  a  perda  de  propriedades  físicas  ou  químicas, em função de sua aplicação direta na prestação de serviços  ou  no  processo  produtivo  de  bens  destinados  à  venda;  e  os  serviços  prestados por pessoa  jurídica, aplicados ou consumidos na prestação  de serviços ou na produção ou fabricação de bens destinados à venda.  COFINS.  NÃO  CUMULATIVIDADE.  CRÉDITO  PRESUMIDO.  ATIVIDADE AGROINDUSTRIAL.  No  âmbito  do  regime  não  cumulativo  da  Cofins,  a  natureza  do  bem  produzido  pela  empresa  que  desenvolva  atividade  agroindustrial  é  considerada  para  fins  de  aferir  seu  direito  ao  aproveitamento  do  crédito  presumido,  já  no  cálculo  do  crédito  deve  ser  observada  a  alíquota conforme a natureza do insumo adquirido.  COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. SUSPENSÃO DA  INCIDÊNCIA  DA  CONTRIBUIÇÃO.  REQUISITOS  ESTABELECIDOS  NA  LEGISLAÇÃO. OBRIGATORIEDADE.  É  obrigatória  a  suspensão  estabelecida  pelo  art.  9º  da  Lei  nº  10.925/2004 na operação de venda dos produtos a que este se refere,  quando o adquirente seja pessoa  jurídica  tributada pela com base no  lucro  real,  exerça  atividade  agroindustrial  e  utilize  o  produto  adquirido  com suspensão como  insumo na  fabricação de produtos de  que tratam os incisos I e II do art. 5º da IN SRF nº 660/2006.  COFINS.  NÃO  CUMULATIVIDADE.  CRÉDITO.  AQUISIÇÕES  TRIBUTADAS.  Somente  geram  créditos  da  Cofins  passíveis  de  desconto  da  contribuição  devida  os  valores  das  aquisições  de  bens  ou  serviços  sujeitos ao pagamento da contribuição.  COFINS.  NÃO  CUMULATIVIDADE.  CRÉDITO.  SERVIÇOS  DE  FRETE  ENTRE  ESTABELECIMENTOS  DA  EMPRESA.  IMPOSSIBILIDADE.  Inexiste permissivo legal para tomada de créditos da Cofins a partir de  dispêndios  com  serviços  de  frete  de  mercadorias  ou  produtos  entre  estabelecimentos da empresa.  COFINS.  NÃO  CUMULATIVIDADE.  CRÉDITO.  DEPRECIAÇÃO  ACELERADA.  EDIFICAÇÕES  E  BENFEITORIAS.  IMPOSSIBILIDADE.  Inexiste permissivo legal para que a pessoa jurídica opte pela tomada  de crédito da Cofins de depreciação calculada de forma acelerada em  relação  às  edificações  e  benfeitorias  em  imóveis  próprios  ou  de  terceiros, utilizados nas atividades da empresa.  COFINS. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. MANUTENÇÃO DE  MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.  Partes e peças para reposição e serviços de manutenção aplicados em  máquinas  e  equipamentos,  diretamente  utilizados  no  processo  Fl. 5426DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.722094/2013­19  Resolução nº  3402­000.716  S3­C4T2  Fl. 104          5 produtivo do bem destinado à venda, são considerados  insumos, para  fins  de  creditamento  na  sistemática  não  cumulativa  da Cofins,  desde  que  não  repercutam em aumento,  superior a  um ano,  de  vida  útil  do  bem.  Impugnação Improcedente.  O  sujeito  passivo  teve  ciência  da  decisão  e  apresentou  recurso  voluntário  requerendo a suspensão do julgamento até as decisões finais proferidas nos autos dos processos  nº  10925.907013/2011­02  e  nº  10925907012/2011­50,  uma  vez  que  neles  são  discutidas  as  compensações não homologadas que deram origem ao auto de infração objeto deste processo.  Alternativamente,  requer  a  nulidade  do  auto  de  infração  pelas  mesmas  razões  apresentadas  impugnação.  É o relatório.      VOTO Conselheiro Gilson Macedo Rosenburg Filho, Relator.  O  recurso  foi  apresentado  com  observância  do  prazo  previsto,  bem  como  dos  demais requisitos de admissibilidade. Sendo assim, dela tomo conhecimento e passo a apreciar.  O  auto  de  infração  objeto  desta  lide  deriva  da  não  homologação  de  compensações declaradas pelo sujeito passivo em virtude da falta de direito a crédito. Acontece  que  a  análise dos  pedidos  de  ressarcimento  que  lastreiam  as  compensações  pretendidas  pelo  recorrente está em discussão nos processos nº 10925.907013/2011­02 e nº 10925907012/2011­ 50.  Já me  posicionei  em  outras  ocasiões  no  sentido  de  que  processo  que  trate  de  auto  de  infração,  tendo  como  motivo  determinante  o  indeferimento  de  ressarcimento  e  a  consequente não homologação de compensação,  cujo crédito  financeiro a  ser utilizado esteja  sendo  discutido  em  outro  processo  administrativo,  deve  esperar  a  decisão  do  processo  conhecido  como  “mãe”,  aquele  que  contém  o  crédito  pleiteado,  para  então  ter  seu  desfecho  final.  Conforme  já  relatado,  os  créditos  financeiros  que  o  sujeito  passivo  pretende  utilizar  para  quitar  os  débitos  tributários  constituídos  nestes  autos  estão  em  debate  nos  processos nº 10925.907013/2011­02 e nº 10925907012/2011­50.  Em  face  dessa  dependência,  voto  por  converter  o  julgamento  em  diligência,  determinando que sejam acostadas as cópias das decisões definitivas proferidas nos autos dos  processo nº 10925.907013/2011­02 e nº 10925907012/2011­50.  Depois de tomadas as providências requeridas, que sejam devolvidos os autos ao  CARF para prosseguimento do rito processual.   Fl. 5427DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Processo nº 11516.722094/2013­19  Resolução nº  3402­000.716  S3­C4T2  Fl. 105          6 Sala das Sessões, 27/01/2015  GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO    Fl. 5428DF CARF MF Impresso em 12/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 09/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO

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Numero do processo: 10980.004380/2007-01
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 27 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 23/04/2007 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. ÔNUS DA PROVA DA EXISTÊNCIA DO CRÉDITO. Cabe ao contribuinte o ônus da prova da liquidez e da certeza do direito de crédito passível de restituição. Não tendo sido apresentado prova da certeza do crédito, deve ser mantida a decisão recorrida. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido.
Numero da decisão: 3802-004.032
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira
Nome do relator: SOLON SEHN

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 25/02/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM     2 Trata­se de recurso voluntário interposto em face de decisão da 3ª Turma da  Delegacia  da  Receita  Federal  de  Julgamento  em  Curitiba/PR,  que  julgou  improcedente  a  manifestação de  inconformidade  apresentada pelo Recorrente,  assentada nos  fundamentos de  fato e de direito resumidos na ementa a seguir transcrita (fls. 201):  ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO  Data do Fato Gerador: 23/04/2007  PEDIDO  DE  RESTITUIÇÃO.  INEXISTÊNCIA  DE  DIREITO  CREDITÓRIO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO.  Sendo apurado que  não existe  o  direito  creditório  solicitado,  é  de  se  indeferir  o  pedido  de  restituição  formulado  e  de  se  considerar não­homologada a compensação declarada.  Manifestação de Inconformidade Improcedente  Direito Creditório Não Reconhecido  Para uma melhor  compreensão  da  controvérsia,  cumpre  destacar  a  seguinte  passagem da decisão recorrida:  [...]  a  interessada  contesta,  primeiramente,  o  valor  de  dedução  relativo  ao mês  de  dezembro de 2004. Explica que o  seu pedido é  relativo ao PIS  retido na  fonte, no  montante de R$ 46.772,93, das Notas Fiscais nº 2952, 2954, 2957, 2958, 2964, 2965,  2987 e 2988,  e que  a própria  autoridade  fiscal,  no Despacho Decisório  (item 6.6),  reconheceu  a  propriedade  desse  valor,  confirmando  que  parte  do  mesmo  (R$  11.384,91) é  relativo a dezembro de 2004 e o restante  (R$ 35.388,02) a  janeiro de  2005.  Argumenta  que  o  valor  total  dos  débitos  (do  próprio  PIS)  que  devem  ser  deduzidos dos créditos apurados é de R$ 25.229,18, e não R$ 62.690,60, conforme  constou do item 7.4 do Despacho Decisório.   Isto porque o débito de PIS de dezembro de 2004 deve ser considerado no valor de  R$ 1.876,05, e não no valor de R$ 39.337,47, uma vez que a diferença, no montante  de R$ 37.461,42 (R$ 39.337,47 – R$ 1.876,05), foi deduzida da retenção relativa à  NF  4282,  a  qual  não  é  objeto  do  presente  pedido  de  restituição.  Acrescenta  que  “Conforme consta demonstrado, o valor de R$ 37.461,42, não pode ser deduzido do  montante de retenções de R$ 46.772,93, pois já foi deduzido da retenção relativa à  NF  4282,  retenção  esta  já  comprovada  pelo  CONDARF  fornecido  pelo  FNDE,  conforme  consta  no  item  7.2.3  do  despacho  decisório,  sob  pena  do  valor  ser  deduzido  em  duplicidade.”  Alternativamente,  sustenta  que  para  que  o  valor  dos  débitos a serem deduzidos seja considerado no valor de R$ 62.690,60, incluindo­se a  diferença contestada (R$ 25.229,18 + R$ 37.461,42), seja incluída no montante dos  créditos a retenção oriunda da NF 4282, de forma que esses passem a somar o valor  de R$ 84.234,35 (R$ 46.772,93 + R$ 37.461,42).  A Recorrente,  em suas  razões  recursais de  fls. 228 e  ss.,  alega equívoco da  fiscalização na verificação dos créditos e débitos relativos à competência de dezembro de 2004.  Sustenta que a data de origem do direito  refere­se ao dia em que foi emitida a nota  fiscal da  prestação de serviços (regime de competência), e não do seu efetivo percebimento (regime de  caixa); que a negativa do pedido de restituição representaria uma dupla tributação, porquanto o  valor de R$ 37.461,42  já  foi deduzido na Nota Fiscal n° 4282,  razão pela qual não pode ser  novamente deduzido das retenções de R$ 46.772,93 realizadas nas Notas Fiscais nº 2952, 2954,  2957, 2958, 2964, 2965, 2987 e 2988.  É o relatório.  Fl. 268DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 25/02/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10980.004380/2007­01  Acórdão n.º 3802­004.032  S3­TE02  Fl. 268          3 Voto             Conselheiro Solon Sehn  O  sujeito  passivo  teve  ciência  da  decisão  no  dia  25/01/2014  (fls.  226),  interpondo recurso tempestivo em 07/02/2014 (fls. 228). Assim, presentes os demais requisitos  de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o recurso pode ser conhecido.  Compulsando os autos, nota­se que o despacho decisório deduziu o valor de  PIS devido no mês de dezembro de 2004, no montante de R$ 62.690,60, conforme DIPJ/2005,  do  crédito  decorrente  das  retenções  na  fonte  pleiteados  pela  Recorrente.  Esta,  no  entanto,  sustenta que o débito de PIS de dezembro de 2004 (período de apuração de novembro de 2004)  seria de R$ 25.229,18 (e não R$ 62.690,60), porquanto a diferença (R$ 37.461,42) já teria sido  deduzida da retenção relativa à Nota Fiscal (NF) nº 4282.  Não obstante as razões apresentadas pelo Recorrente, entende­se que deve ser  mantida  a  decisão  recorrida.  Com  efeito,  de  acordo  com  o  art.  64  da  Lei  nº  9.430/1996,  a  retenção realizada constitui antecipação do tributo devido pelo contribuinte:  Art.  64.  Os  pagamentos  efetuados  por  órgãos,  autarquias  e  fundações da administração pública federal a pessoas jurídicas,  pelo  fornecimento  de  bens  ou  prestação  de  serviços,  estão  sujeitos  à  incidência,  na  fonte,  do  imposto  sobre  a  renda,  da  contribuição social  sobre o  lucro  líquido, da contribuição para  seguridade  social  ­  COFINS  e  da  contribuição  para  o  PIS/PASEP.   [...]  § 3º O valor do  imposto e das contribuições sociais retido será  considerado  como  antecipação  do  que  for  devido  pelo  contribuinte  em  relação  ao  mesmo  imposto  e  às  mesmas  contribuições.   Nessa  mesma  linha,  estabelece  o  art.  5º  da  Instrução  Normativa  SRF  nº  306/2003 que os valores  retidos poderão  ser compensados  com  tributos da mesma  espécie  e  que tenham seus “fatos gerados” ocorridos a partir do mês da retenção:  Art.  5º  Os  valores  retidos  na  forma  deste  ato  poderão  ser  compensados, pelo  contribuinte,  com o  imposto  e  contribuições  de  mesma  espécie,  devidos  relativamente  a  fatos  geradores  ocorridos a partir do mês da retenção.  Assim,  à  medida  que  a  retenção  da  NF  nº  4282  ocorreu  em  dezembro  de  2004, esta não poderia ter sido deduzida do período de apuração de novembro de 2004.  Nada justifica, portanto, a reforma da decisão recorrida.  Vota­se pelo conhecimento e desprovimento do recurso voluntário.  (assinado digitalmente)  Fl. 269DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 25/02/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM     4 Solon Sehn ­ Relator                                Fl. 270DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/02/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 25/02/2015 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 06/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM

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Numero do processo: 19515.000585/2008-51
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 08 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/1998 a 31/12/2005 NULIDADE - AUTUAÇÃO Não há que se falar em nulidade quando o Auto de Infração cumpre os requisitos exigidos pela legislação de regência DECADÊNCIA PARCIAL De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do Supremo Tribunal Federal, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer as disposições da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, no que diz respeito a prescrição e decadência. Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. PRÊMIOS - CARTÃO DE PREMIAÇÃO Havendo a ocorrência dos fatos geradores das contribuições previdenciárias decorrente dos pagamentos efetuados mediante cartão de premiação, procedente o lançamento exigindo as contribuições previdenciárias. NORMAS GERAIS. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. MULTAS. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. NATUREZA JURÍDICA. PENALIDADE. IDENTIDADE. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN), a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso, para aplicação da regra expressa no CTN, deve-se comparar as penalidades sofridas, a(s) antiga(s) em comparação com a(s) determinada(s) pela nova legislação.
Numero da decisão: 2301-004.172
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento parcial ao recurso, nas preliminares, para excluir do lançamento, devido à regra decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, as contribuições apuradas até a competência 11/2001, anteriores a 12/2001, nos termos do voto do(a) Relator(a); b) em negar provimento aos demais argumentos da recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a); II) Por voto de qualidade, em manter a multa aplicada, nos termos do voto do Redator. Vencidos os Conselheiros Adriano Gonzáles Silvério, Natanael Vieira dos Santos e Manoel Coelho Arruda Júnior, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente. Redator: Marcelo Oliveira. Sustentação: Francisco Carlos Rosas Giardina. OAB: 41.765/DF. Marcelo Oliveira – Presidente e Redator Designado Adriano Gonzales Silvério - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (presidente da turma), Adriano Gonzales Silvério, Daniel Melo Mendes Bezerra, Cleberson Alex Friess, Natanael Vieira dos Santos e Manoel Coelho Arruda Junior.
Nome do relator: ADRIANO GONZALES SILVERIO

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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/1998 a 31/12/2005 NULIDADE - AUTUAÇÃO Não há que se falar em nulidade quando o Auto de Infração cumpre os requisitos exigidos pela legislação de regência DECADÊNCIA PARCIAL De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do Supremo Tribunal Federal, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer as disposições da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional, no que diz respeito a prescrição e decadência. Para fins de aplicação da regra decadencial prevista no art. 150, § 4°, do CTN, para as contribuições previdenciárias, caracteriza pagamento antecipado o recolhimento, ainda que parcial, do valor considerado como devido pelo contribuinte na competência do fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha sido incluída, na base de cálculo deste recolhimento, parcela relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração. PRÊMIOS - CARTÃO DE PREMIAÇÃO Havendo a ocorrência dos fatos geradores das contribuições previdenciárias decorrente dos pagamentos efetuados mediante cartão de premiação, procedente o lançamento exigindo as contribuições previdenciárias. NORMAS GERAIS. OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. MULTAS. PRINCÍPIO DA RETROATIVIDADE BENÉFICA. ATO NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADO. NATUREZA JURÍDICA. PENALIDADE. IDENTIDADE. Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN), a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso, para aplicação da regra expressa no CTN, deve-se comparar as penalidades sofridas, a(s) antiga(s) em comparação com a(s) determinada(s) pela nova legislação.

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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 14; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2404; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2­C3T1  Fl. 3.045          1 3.044  S2­C3T1  MINISTÉRIO DA FAZENDA  CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO    Processo nº  19515.000585/2008­51  Recurso nº  999.999   Voluntário  Acórdão nº  2301­004.172  –  3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária   Sessão de  08 de outubro de 2014  Matéria  Contribuições Previdenciárias ­ Cartão Premiação  Recorrente  JOHNSON & JOHNSON COM. E DISTRIBUIÇÃO LTDA  Recorrida  FAZENDA NACIONAL    ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS  Período de apuração: 01/11/1998 a 31/12/2005  NULIDADE ­ AUTUAÇÃO  Não  há  que  se  falar  em  nulidade  quando  o  Auto  de  Infração  cumpre  os  requisitos exigidos pela legislação de regência  DECADÊNCIA PARCIAL   De acordo com a Súmula Vinculante nº 08 do Supremo Tribunal Federal, os  artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 são inconstitucionais,  devendo prevalecer as disposições da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966,  Código Tributário Nacional, no que diz respeito a prescrição e decadência.  Para  fins  de  aplicação  da  regra  decadencial  prevista  no  art.  150,  §  4°,  do  CTN,  para  as  contribuições  previdenciárias,  caracteriza  pagamento  antecipado  o  recolhimento,  ainda  que  parcial,  do  valor  considerado  como  devido  pelo  contribuinte  na  competência  do  fato  gerador  a  que  se  referir  a  autuação,  mesmo  que  não  tenha  sido  incluída,  na  base  de  cálculo  deste  recolhimento,  parcela  relativa  a  rubrica  especificamente  exigida  no  auto  de  infração.  PRÊMIOS ­ CARTÃO DE PREMIAÇÃO  Havendo a ocorrência dos  fatos geradores das contribuições previdenciárias  decorrente  dos  pagamentos  efetuados  mediante  cartão  de  premiação,  procedente o lançamento exigindo as contribuições previdenciárias.  NORMAS  GERAIS.  OBRIGAÇÃO  PRINCIPAL.  CONTRIBUIÇÃO  PREVIDENCIÁRIA.  MULTAS.  PRINCÍPIO  DA  RETROATIVIDADE  BENÉFICA.  ATO  NÃO  DEFINITIVAMENTE  JULGADO.  NATUREZA  JURÍDICA. PENALIDADE. IDENTIDADE.  Conforme determinação do Código Tributário Nacional (CTN), a  lei aplica­ se  a  ato  ou  fato  pretérito,  tratando­se  de  ato  não  definitivamente  julgado,     AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 05 85 /2 00 8- 51 Fl. 1844DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO   2 quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao  tempo da sua prática.  No  caso,  para  aplicação  da  regra  expressa  no  CTN,  deve­se  comparar  as  penalidades sofridas, a(s) antiga(s) em comparação com a(s) determinada(s)  pela nova legislação.       Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar  provimento  parcial  ao  recurso,  nas  preliminares,  para  excluir  do  lançamento,  devido  à  regra  decadencial expressa no § 4º, Art. 150 do CTN, as contribuições apuradas até a competência  11/2001, anteriores a 12/2001, nos  termos do voto do(a) Relator(a);  b) em negar provimento  aos  demais  argumentos  da  recorrente,  nos  termos  do  voto  do(a)  Relator(a);  II)  Por  voto  de  qualidade,  em  manter  a  multa  aplicada,  nos  termos  do  voto  do  Redator.  Vencidos  os  Conselheiros Adriano Gonzáles Silvério, Natanael Vieira dos Santos e Manoel Coelho Arruda  Júnior, que votaram em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a  multa  prevista  no  Art.  61,  da  Lei  nº  9.430/1996,  se  mais  benéfica  à  Recorrente.  Redator:  Marcelo Oliveira. Sustentação: Francisco Carlos Rosas Giardina. OAB: 41.765/DF.    Marcelo Oliveira – Presidente e Redator Designado    Adriano Gonzales Silvério ­ Relator.    Participaram  da  sessão  de  julgamento  os  conselheiros:  Marcelo  Oliveira  (presidente  da  turma),  Adriano  Gonzales  Silvério,  Daniel Melo Mendes  Bezerra,  Cleberson  Alex Friess, Natanael Vieira dos Santos e Manoel Coelho Arruda Junior.    Relatório  Trata­se  de  Auto  de  Infração  37.041.675­9,  o  qual  exige  as  contribuições  previdenciárias  decorrentes  do  pagamento  de  prêmios  de  incentivo  (Incentive  House)  a  segurados empregados e contribuintes individuais.  O  sujeito  passivo  apresentou  sua  impugnação  sustentando,  em  síntese,  a  decadência de parte do débito, a  falta de provas e ausência de motivação da autuação, o não  enquadramento dos pagamentos de prêmios e gratificações como remuneração e o lançamento  a maior referente ao SAT.  A  DRJ  de  São  Paulo  julgou  a  impugnação  parcialmente  procedente,  reconhecendo a decadência do período de 11/1998 a 11/2000, bem como retificando os valores  relativos ao SAT (competências 12/2000 a 06/2002, no estabelecimento matriz).  Fl. 1845DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.000585/2008­51  Acórdão n.º 2301­004.172  S2­C3T1  Fl. 3.046          3 O  sujeito  passivo  interpôs  recurso  voluntário  no  qual  suscitou  a  falta  de  provas e ausência de motivação da autuação e o não enquadramento dos pagamentos de prêmio  e gratificações como remuneração.  É o relatório.    Voto Vencido  Conselheiro Adriano Gonzales Silvério  O recurso reúne as condições de admissibilidade e dele conheço.  Preliminarmente  Segundo  consta  dos  autos  a  fiscalização  considerou  como  remuneração  e,  assim  base  de  cálculo  da  contribuição  previdenciária  os  valores  pagos  a  título  de  cartão  de  incentivo.  Em  suma  o  presente  lançamento  apurou  o  fato  tributável  dentro  do  que  determina a  legislação de  regência,  identificando o contribuinte e dando­lhe plena ciência da  infração apurada.  O  direito  à  ampla  defesa  e,  ao  contraditório,  assegurado  pela  Constituição  Federal, não foram maculados em razão do lançamento ter sido efetuado através do exame dos  documentos  de  posse  da  notificada,  por  ela  elaborados,  o  que  lhe  permite  contradizer  e  defender­se sem qualquer restrição, eis que forçosamente, é de seu conhecimento os elementos  oferecidos para exame.  Ademais,  foram  cumpridos  todos  os  requisitos  do  artigo  11  do Decreto  n°  70.235, de 06 de março de 1972, verbis:  “Art. 11. 'A notificação de lançamento será expedida pelo órgão  que administra o tributo e conterá obrigatoriamente:  I ­ a qualificação do notificado;  II ­ o valor do crédito tributário e o prazo para recolhimento ou  impugnação;  III ­ a disposição legal infringida, se for o caso;   IV  ­a  assinatura  do  chefe  do  órgão  expedidor  ou  de  outro  servidor  autorizado  e  a  indicação  de  seu  cargo  ou  função  e  o  número de matrícula.”  O  recorrente  foi  devidamente  intimado  de  todos  os  atos  processuais,  assegurando­lhe a oportunidade de exercício da ampla defesa e do contraditório, nos termos do  artigo 23 do mesmo Decreto.  “Art. 23. Far­se­á a intimação:  Fl. 1846DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO   4 I ­ pessoal, pelo autor do procedimento ou por agente do órgão  preparador,  na  repartição  ou  fora  dela,  provada  com  a  assinatura  do  sujeito  passivo,  seu mandatário  ou  preposto,  ou,  nó  caso  de  recusa,  com  declaração escrita  de  quem o  intimar;  (Redação dada pela Lei n° 9.532, de 10.12.1997)   II ­ por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via,  com  prova  de  recebimento  no  domicílio  tributário  eleito  pelo  sujeito  passivo;  (Redação  dada  pela  Lei  n°  9.532,  de  10.12.1997)”  Diante  dessas  considerações,  rejeito  a  alegação  de  nulidade  da  autuação  fiscal;  Decadência  De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei  nº  8.212/1991  são  inconstitucionais,  devendo  prevalecer,  no  que  tange  à  decadência  e  prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional.  Nos  termos do  art.  103­A da Constituição Federal,  as Súmulas Vinculantes  aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão  efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública  direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.  Verifica­se que a  fiscalização  lavrou a NFLD discutida com amparo na Lei  8.212, de 24 de julho de 1991 que, em seu art. 45, dispõe que o direito da Seguridade Social  apurar e  constituir  seus créditos extingue­se após 10  (dez) anos  contados do primeiro dia do  exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído.  No  entanto,  o  Supremo  Tribunal  Federal,  entendendo  que  apenas  lei  complementar pode dispor sobre prescrição e decadência em matéria tributária, nos termos do  artigo 146, III, ‘b’ da Constituição Federal, negou provimento por unanimidade aos Recursos  Extraordinários  nº  5596664,  559882,  559943  e  560626,  em  decisão  plenária  que  declarou  a  inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46, da Lei nº 8212/91.  Na oportunidade, foi editada a Súmula Vinculante nº 08 na respeito do tema,  publicada em 20/06/2008, transcrita abaixo:  Súmula vinculante 8 “São inconstitucionais os parágrafo único  do artigo 5º do Decreto­lei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei  8.212/91,  que  tratam  de  prescrição  e  decadência  de  crédito  tributário”  Cumpre  ressaltar  que  o  art.  62,  da  Portaria  256/2009,  que  aprovou  o  Regimento  Interno  do Conselho Administrativo  de Recursos  Fiscais,  veda  o  afastamento  de  aplicação  ou  inobservância  de  legislação  sob  fundamento  de  inconstitucionalidade.  Porém,  determina, no inciso I do § único, que o disposto no caput não se aplica a dispositivo que tenha  sido declarado inconst6itucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal:  “Art. 62. Fica vedado aos membros das turmas de julgamento do  CARF afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo  internacional,  lei  ou  decreto,  sob  fundamento  de  inconstitucionalidade.  Fl. 1847DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.000585/2008­51  Acórdão n.º 2301­004.172  S2­C3T1  Fl. 3.047          5 Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de  tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo:  I  –  que  já  tenha  sido  declarado  inconstitucional  por  decisão  plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; ou”  Portanto, em razão da declaração de inconstitucionalidade dos arts 45 e 46 da  Lei nº 8.212/1991 pelo STF, restaram extintos os créditos cujo lançamento tenha ocorrido após  o  prazo  decadencial  e  prescricional  previsto  nos  artigos  173  e  150  do  Código  Tributário  Nacional.  É  necessário  observar  ainda  que  as  súmulas  aprovadas  pelo  STF  possuem  efeitos vinculantes, conforme se depreende do art. 103­A e parágrafo da Constituição Federal,  que foram inseridos pela Emenda Constitucional nº 45/2004, in verbis:   “Art. 103­A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou  por  provocação,  mediante  decisão  de  dois  terços  dos  seus  membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional,  aprovar  súmula  que,  a  partir  de  sua  publicação  na  imprensa  oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do  Poder  Judiciário  e  à  administração  pública  direta  e  indireta,  nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à  sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.  §1º A Súmula  terá por objetivo a validade, a  interpretação e a  eficácia  de  normas  determinadas,  acerca  das  quais  haja  controvérsia  atual  entre  órgãos  judiciários  ou  entre  esses  e  a  administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e  relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica.  §  2º  Sem  prejuízo  do  que  vier  a  ser  estabelecido  em  lei,  a  aprovação,  revisão  ou  cancelamento  de  súmula  poderá  ser  provocada  por  aqueles  que  podem  propor  a  ação  direta  de  inconstitucionalidade.  § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a  súmula  aplicável  ou  que  indevidamente  a  aplicar,  caberá  reclamação  ao  Supremo  Tribunal  Federal  que,  julgando­a  procedente,  anulará  o  ato  administrativo  ou  cassará  a  decisão  judicial  reclamada,  e  determinará  que  outra  proferida  com  ou  sem a aplicação da súmula, conforme o caso (g.n.).”  Da leitura do dispositivo constitucional acima, conclui­se que a vinculação à  súmula  alcança  a  administração  pública  e,  por  conseqüência,  os  julgadores  no  âmbito  do  contencioso administrativo fiscal.  Ademais,  nos  termos  do  artigo  64­B  da  Lei  9.784/99,  com  a  redação  dada  pela Lei 11.417/06, as autoridades administrativas devem se adequar ao entendimento do STF,  sob pena de responsabilidade pessoal nas esferas cível, administrativa e penal.  “Art.  64­B.  Acolhida  pelo  Supremo  Tribunal  Federal  a  reclamação  fundada  em  violação  de  enunciado  da  súmula  vinculante,  dar­se­á  ciência  à  autoridade  prolatora  e  ao  órgão  competente para o julgamento do recurso, que deverão adequar  as  futuras  decisões  administrativas  em  casos  semelhantes,  sob  Fl. 1848DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO   6 pena  de  responsabilização  pessoal  nas  esferas  cível,  administrativa e penal”  Afastado, pois, o prazo previsto originalmente no citado artigo 45, cabe agora  verificar  o  prazo  aplicável,  se  aquele  do  artigo  150,  §  4º  ou  173,  inciso  I,  ambos  da  Lei  nº  5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional.  Temos  adotado  a  posição  doutrinária  e  jurisprudencial  no  sentido  de  que  havendo pagamento antecipado por parte do contribuinte, em relação ao fato gerador posto  em discussão, deve incidir o prazo decadencial qüinqüenal previsto no mencionado artigo 150,  §  4º.  Nesse  sentido  a  decisão  proferida  pelo  Egrégio  Superior  Tribunal  de  Justiça,  na  sistemática de recurso repetitivo, nos autos do Recurso Especial 973.733/SC, a qual deve ser  atendida, por  força do disposto no artigo 62­A Portaria 256/2009, que aprovou o Regimento  Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais:  “PROCESSUAL  CIVIL.  RECURSO  ESPECIAL  REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543­C, DO  CPC.  TRIBUTÁRIO.  TRIBUTO  SUJEITO  A  LANÇAMENTO  POR HOMOLOGAÇÃO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.  INEXISTÊNCIA  DE  PAGAMENTO  ANTECIPADO.  DECADÊNCIA  DO  DIREITO  DE  O  FISCO  CONSTITUIR  O  CRÉDITO  TRIBUTÁRIO.  TERMO  INICIAL.  ARTIGO  173,  I,  DO  CTN.  APLICAÇÃO  CUMULATIVA  DOS  PRAZOS  PREVISTOS  NOS  ARTIGOS  150,  §  4º,  e  173,  do  CTN.  IMPOSSIBILIDADE.  1.  O  prazo  decadencial  qüinqüenal  para  o  Fisco  constituir  o  crédito  tributário  (lançamento  de  ofício)  conta­se  do  primeiro  dia  do  exercício  seguinte àquele  em  que  o  lançamento  poderia  ter sido efetuado, nos casos em que a lei não prevê o pagamento  antecipado da exação ou quando, a despeito da previsão legal, o  mesmo  inocorre,  sem  a  constatação  de  dolo,  fraude  ou  simulação  do  contribuinte,  inexistindo  declaração  prévia  do  débito  (Precedentes da Primeira Seção: REsp 766.050∕PR, Rel.  Ministro Luiz Fux, julgado em 28.11.2007, DJ 25.02.2008; AgRg  nos  EREsp  216.758∕SP,  Rel.  Ministro  Teori  Albino  Zavascki,  julgado  em  22.03.2006,  DJ  10.04.2006;  e EREsp  276.142∕SP,  Rel. Ministro Luiz Fux, julgado em 13.12.2004, DJ 28.02.2005).  2.  É  que  a  decadência  ou  caducidade,  no  âmbito  do  Direito  Tributário,  importa  no  perecimento  do  direito  potestativo  de  o  Fisco  constituir  o  crédito  tributário  pelo  lançamento,  e,  consoante  doutrina  abalizada,  encontra­se  regulada  por  cinco  regras jurídicas gerais e abstratas, entre as quais figura a regra  da decadência do direito de lançar nos casos de tributos sujeitos  ao  lançamento  de  ofício,  ou  nos  casos  dos  tributos  sujeitos  ao  lançamento por homologação em que o contribuinte não efetua o  pagamento  antecipado  (Eurico  Marcos  Diniz  de  Santi,  "Decadência  e  Prescrição  no  Direito  Tributário",  3ª  ed.,  Max  Limonad, São Paulo, 2004, págs. 163∕210).  3.  O  dies  a  quo  do  prazo  qüinqüenal  da  aludida  regra  decadencial  rege­se  pelo  disposto  no  artigo  173,  I,  do  CTN,  sendo certo que o "primeiro dia do exercício seguinte àquele em  que  o  lançamento  poderia  ter  sido  efetuado"  corresponde,  iniludivelmente,  ao  primeiro  dia  do  exercício  seguinte  à  ocorrência  do  fato  imponível,  ainda  que  se  trate  de  tributos  Fl. 1849DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.000585/2008­51  Acórdão n.º 2301­004.172  S2­C3T1  Fl. 3.048          7 sujeitos  a  lançamento  por  homologação,  revelando­se  inadmissível  a  aplicação  cumulativa∕concorrente  dos  prazos  previstos nos artigos 150, § 4º, e 173, do Codex Tributário, ante  a  configuração  de  desarrazoado  prazo  decadencial  decenal  (Alberto  Xavier,  "Do  Lançamento  no  Direito  Tributário  Brasileiro",  3ª  ed.,  Ed.  Forense,  Rio  de  Janeiro,  2005,  págs.  91∕104; Luciano Amaro, "Direito Tributário Brasileiro", 10ª ed.,  Ed.  Saraiva,  2004,  págs.  396∕400;  e  Eurico  Marcos  Diniz  de  Santi,  "Decadência  e Prescrição  no Direito Tributário",  3ª  ed.,  Max Limonad, São Paulo, 2004, págs. 183∕199).  5. In casu, consoante assente na origem:  (i) cuida­se de tributo  sujeito a lançamento por homologação; (ii) a obrigação ex lege  de pagamento antecipado das contribuições previdenciárias não  restou  adimplida  pelo  contribuinte,  no  que  concerne  aos  fatos  imponíveis ocorridos no período de janeiro de 1991 a dezembro  de 1994; e (iii) a constituição dos créditos tributários respectivos  deu­se em 26.03.2001.  6.  Destarte,  revelam­se  caducos  os  créditos  tributários  executados,  tendo  em  vista  o  decurso  do  prazo  decadencial  qüinqüenal  para  que  o  Fisco  efetuasse  o  lançamento  de  ofício  substitutivo.  7. Recurso  especial  desprovido.  Acórdão  submetido  ao  regime  do artigo 543­C, do CPC, e da Resolução STJ 08∕2008.”  No âmbito do CARF a questão ficou dirimida pela Sumula 99, in verbis:  Súmula  CARF  nº  99:  Para  fins  de  aplicação  da  regra  decadencial  prevista  no  art.  150,  §  4°,  do  CTN,  para  as  contribuições  previdenciárias,  caracteriza  pagamento  antecipado  o  recolhimento,  ainda  que  parcial,  do  valor  considerado  como  devido  pelo  contribuinte  na  competência  do  fato gerador a que se referir a autuação, mesmo que não tenha  sido  incluída,  na  base  de  cálculo  deste  recolhimento,  parcela  relativa a rubrica especificamente exigida no auto de infração.  No caso dos autos, conforme TEAF de fls. 214 houve pagamento antecipado,  razão pela qual se aplica a regra do artigo 154, § 4º do CTN  Sabendo­se  que  na  espécie  o  período  verificado  está  compreendido  entre  11/1998  a  12/2005  e  que  a  ora  recorrente  foi  intimada  do AI  em  08  de  dezembro  de  2006,  verifica­se que está decaído o período de novembro de 1998 a novembro de 2001.  Prêmios  Como se extrai desses autos a ora recorrente efetuava pagamentos à empresa  Incentive  House  não  só  a  título  de  prestação  de  serviços,  mas  em  razão  de  programa  de  estímulo  de  produtividade  ou  mesmo  de  desempenho  de  funcionários.  Ora,  programas  de  estímulo a produtividade está  inequivocamente  ligado à produção da empresa contratante, ou  melhor, à atuação dos seus trabalhadores.  Fl. 1850DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO   8 Por certo que, pela sistemática envolvida entre a autuada e a empresa citada,  cabia a essa última, por meio de cartões de incentivo, premiar os trabalhadores da autuada. É  nesse  sentido  que  laborou  a  presente  autuação.  Verificando  a  fiscalização  tratar­se  de  remuneração paga, nos termo do artigo 22,  incisos  I e  III, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de  1991, lançou as contribuições previdenciárias devidas.  Não  há  dúvidas,  portanto,  da  incidência  do  citado  artigo  cuja  redação  é  a  seguinte:  “Art.  22.  A  contribuição  a  cargo  da  empresa,  destinada  à  Seguridade Social, além do disposto no art. 23, é de:  I ­ vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas  ou  creditadas  a  qualquer  título,  durante  o mês,  aos  segurados  empregados  e  trabalhadores  avulsos  que  lhe  prestem  serviços,  destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma,  inclusive  as  gorjetas,  os  ganhos  habituais  sob  a  forma  de  utilidades  e  os  adiantamentos  decorrentes  de  reajuste  salarial,  quer  pelos  serviços  efetivamente  prestados,  quer  pelo  tempo  à  disposição  do  empregador  ou  tomador  de  serviços,  nos  termos  da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo  de trabalho ou sentença normativa.  III  ­  vinte  por  cento  sobre  o  total  das  remunerações  pagas  ou  creditadas a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados  contribuintes individuais que lhe prestem serviços;”  Nesse sentido a jurisprudência desse Egrégio Conselho:  “ASSUNTO:  OBRIGAÇÕES  ACESSÓRIAS  PERÍODO  DE  APURAÇÃO:  01/03/1997  A  31/12/2002AUSÊNCIA  DE  LANÇAMENTO  EM  TÍTULOS  PRÓPRIOS  DA  CONTABILIDADE.  PRÊMIOS,  MULTA.  TODA  EMPRESA  É  OBRIGADA  A  LANÇAR,  EM  TÍTULOS  PRÓPRIOS  DA  CONTABILIDADE,  DE  FORMA  DISCRIMINADA,  OS  FATOS  GERADORES  DE  TODAS  AS  CONTRIBUIÇÕES  PREVIDENCIÁRIAS.  AS  VERBAS  PAGAS  ATRAVÉS  DE  CARTÕES  DE  PREMIAÇÕES  INTEGRAM  O  SALÁRIO  DE  CONTRIBUIÇÃO  POR  FORÇA  DO  ART.  28  DA  LEI  N°  8.212/91,  SENDO  CORRETO  O  AUTO  DE  INFRAÇÃO  QUE  CONSIDEROU  A  OMISSÃO  DOS  VALORES  CORRESPONDENTES  AOS  BENEFÍCIOS  PAGOS  AOS  SEGURADOS EMPREGADOS. A NÃO CORREÇÃO DA FALTA  IMPEDE  A  CONCESSÃO DO  BENEFICIO  DE  ATENUAÇÃO  DA  MULTA.RECURSO  VOLUNTÁRIO  NEGADO.CRÉDITO  TRIBUTÁRIO  MANTIDO.VISTOS,  RELATADOS  E  DISCUTIDOS  OS  PRESENTES  AUTOS.ACORDAM  OS  MEMBROS  DA  3ª  CÂMARA  /  1ª  TURMA  ORDINÁRIA  DA  SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO, POR UNANIMIDADE  DE  VOTOS,  REJEITAR  AS  PRELIMINARES  SUSCITADAS  C,  NO MÉRITO, EM NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, NOS  TERMOS  DO  VOTO  DO(A)  RELATOR(A).”(Acórdão  nº  230101392 do Processo 10980009628200712)    “Assunto:  Contribuições  Sociais  Previdenciárias  Período  de  apuração:  01/07/2000  a  30/06/2006  DECADÊNCIA  Fl. 1851DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.000585/2008­51  Acórdão n.º 2301­004.172  S2­C3T1  Fl. 3.049          9 DECADÊNCIA  PARCIAL  Não  há  de  se  falar  em  exclusão  do  nome  dos  coresponsáveis,  já  que  é  apenas  uma  relação  indicativa  de  representantes  legais  arrolados  pelo  Fisco.  CARTÕES  DE  PREMIAÇÃO  INTEGRAM  SALÁRIO  CONTRIBUIÇÃO.  No  presente  caso  a  recorrente  alega  que  a  premiação  paga  a  seus  empregados,  mediante  cartões  de  premiação intitulados Unimax Card, não integra a remuneração,  não  sendo,  portanto,  base  de  cálculo  da  contribuição  previdenciária. Mas  que  não  lhe  assiste  razão,  uma  vez  que  o  art.  28,  inciso  I  da  Lei  8.212/91,  define  expressamente  que  salário de contribuição é “a  totalidade dos rendimentos pagos,  devidos  ou  creditados  a  qualquer  título,  durante  o  mês,  destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma,  inclusive  as  gorjetas,  os  ganhos  habituais  sob  a  forma  de  utilidades,  como  ocorreu.  Recurso  Voluntário  Provido  em  Parte”  (Acórdão  nº  2301001947  do  Processo  44021000321200716)  Havendo,  portanto,  a  ocorrência  dos  fatos  geradores,  procedente  o  lançamento exigindo as contribuições previdenciárias.  Multa  Segundo as novas disposições legais, a multa de mora que antes respeitava a  gradação prevista na  redação original do artigo 35, da Lei nº 8.212, de 24 de  julho de 1991,  passou a ser prevista no caput desse mesmo artigo, mas agora limitada a 20% (vinte por cento),  uma vez  que  submetida  às  disposições  do  artigo  61  da Lei  nº  9.430,  de  27  de dezembro  de  1996.  Incabível a comparação da multa prevista no artigo 35­A da Lei nº 8.212/91,  já que este dispositivo veicula multa de ofício, a qual não existia na legislação previdenciária à  época  do  lançamento  e,  de  acordo  com  o  106  do  Código  Tributário  Nacional  deve  ser  verificado o fato punido.   Ora  se  o  fato  “atraso”  aqui  apurado  era  punido  com  multa  moratória,  consequentemente, com a alteração da ordem jurídica, só pode lhe ser aplicada, se for o caso, a  novel multa moratória, prevista no caput do artigo 35 caput acima citado.   Em princípio houve beneficiamento da situação do contribuinte, motivo pelo  qual  incide na espécie a  retroatividade benigna prevista na alínea “c”, do  inciso  II, do artigo  106, da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, Código Tributário Nacional,  devendo  ser  a  multa lançada na presente autuação calculada nos termos do artigo 35 caput da Lei nº 8.212, de  24 de julho de 1991, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009.  Ante o exposto, VOTO no sentido de CONHECER o recurso voluntário e, no  mérito, DAR­LHE PARCIAL PROVIMENTO para reconhecer a decadência que seja aplicada  a multa prevista no artigo 35 caput da Lei 8.212/91.    Adriano Gonzales Silvério ­ Relator Fl. 1852DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO   10 Voto Vencedor  Conselheiro Marcelo Oliveira, Redator Designado     Com todo respeito ao nobre relator, divirjo de sua conclusão quanto à multa,  acompanhando suas conclusões nas demais questões.  Em casos como esse – em que a legislação foi alterada, com novos cálculos e  forma  de  aplicação  de  penalidades  –  o Código  Tributário Nacional  (CTN),  determina  que  a  legislação deve retroagir.  Art. 106. A lei aplica­se a ato ou fato pretérito:  ...  II ­ tratando­se de ato não definitivamente julgado:  ...  c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na  lei vigente ao tempo da sua prática.  Portanto,  pela  determinação  do  CTN,  acima,  a  administração  pública  deve  verificar, nos lançamentos não definitivamente julgados, se a penalidade determinada na nova  legislação é menos severa que a prevista na lei vigente no momento do lançamento.  Para  tanto,  devemos  comparar  as  penalidades  aplicadas  antes  da  alteração  legislativa com a imposta atualmente.  A Lei 8.212/1991 trazia a seguinte redação quando tratava de multas:  Lei 8.212/1991:   Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas  pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada,  nos  seguintes  termos:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.876,  de  1999).   I  ­  para  pagamento,  após  o  vencimento  de  obrigação  não  incluída em notificação fiscal de lançamento:   a) oito por  cento,  dentro do mês de  vencimento da obrigação;  (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999).   b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei  nº 9.876, de 1999).   c)  vinte  por  cento,  a  partir  do  segundo  mês  seguinte  ao  do  vencimento da obrigação;  (Redação dada pela Lei nº 9.876, de  1999).   II ­ para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal  de lançamento:  Fl. 1853DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.000585/2008­51  Acórdão n.º 2301­004.172  S2­C3T1  Fl. 3.050          11  a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento  da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999).   b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da  notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999).   c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que  antecedido de defesa, sendo ambos  tempestivos, até quinze dias  da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência  Social ­ CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999).   d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da  decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social ­ CRPS,  enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei  nº 9.876, de 1999).   III ­ para pagamento do crédito inscrito em Dívida Ativa:   a)  sessenta  por  cento,  quando  não  tenha  sido  objeto  de  parcelamento; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999).   b)  setenta  por  cento,  se  houve  parcelamento;  (Redação  dada  pela Lei nº 9.876, de 1999).   c)  oitenta  por  cento,  após  o  ajuizamento  da  execução  fiscal,  mesmo que o devedor ainda não tenha sido citado, se o crédito  não  foi  objeto  de  parcelamento;  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.876, de 1999).   d) cem por cento, após o ajuizamento da execução fiscal, mesmo  que  o  devedor  ainda  não  tenha  sido  citado,  se  o  crédito  foi  objeto  de  parcelamento.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.876,  de  1999).   §  1º Na hipótese  de  parcelamento  ou  reparcelamento,  incidirá  um acréscimo de vinte por cento sobre a multa de mora a que se  refere o caput e seus incisos. (Revogado pela Medida Provisória  nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009)   §  2º  Se  houver  pagamento  antecipado  à  vista,  no  todo  ou  em  parte,  do  saldo  devedor,  o  acréscimo  previsto  no  parágrafo  anterior  não  incidirá  sobre  a multa  correspondente  à  parte  do  pagamento que se efetuar.(Revogado pela Medida Provisória nº  449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009)   §  3º  O  valor  do  pagamento  parcial,  antecipado,  do  saldo  devedor de parcelamento ou do reparcelamento somente poderá  ser  utilizado  para  quitação  de  parcelas  na  ordem  inversa  do  vencimento,  sem  prejuízo  da  que  for  devida  no  mês  de  competência  em  curso  e  sobre  a  qual  incidirá  sempre  o  acréscimo  a  que  se  refere  o  §  1º  deste  artigo.(Revogado  pela  Medida  Provisória  nº  449,  de  2008)  (Revogado  pela  Lei  nº  11.941, de 2009)   § 4o Na hipótese de as contribuições terem sido declaradas no  documento a que se refere o inciso IV do art. 32, ou quando se  tratar  de  empregador  doméstico  ou  de  empresa  ou  segurado  Fl. 1854DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO   12 dispensados de apresentar o citado documento, a multa de mora  a que se refere o caput e seus incisos será reduzida em cinqüenta  por  cento.  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.876,  de  1999).  (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado  pela Lei nº 11.941, de 2009)  Com  a  edição  da  Medida  Provisória  449/2008  ocorreram  mudanças  na  legislação que trata sobre multas, com o surgimento de dois artigos:  Lei 8.212/1991:  Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das  contribuições  sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art.  11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição  e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras  entidades  e  fundos,  não  pagos  nos  prazos  previstos  em  legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora,  nos  termos  do  art.  61  da  Lei  nº  9.430,  de  27  de  dezembro  de  1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009).  ...  Art.  35­A.  Nos  casos  de  lançamento  de  ofício  relativos  às  contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplica­se o disposto  no art. 44 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996.  Lei 9.430/1996:  Art. 44. Nos  casos de  lançamento de ofício,  serão aplicadas as  seguintes multas:  I  ­  de  75%  (setenta  e  cinco  por  cento)  sobre  a  totalidade  ou  diferença  de  imposto  ou  contribuição  nos  casos  de  falta  de  pagamento  ou  recolhimento,  de  falta  de  declaração  e  nos  de  declaração inexata;  Ocorre  que  o  nobre  relator  não  comparou  as  penalidades,  antigas  e  novas,  quando  os  mesmos  fatos  jurídicos  forem  verificados  pelo  Fisco  (falta  de  pagamento  ou  recolhimento, falta de declaração e declaração inexata).  O  relator  comparou,  para  a  aplicação  do  Art.  106  do  CTN,  penalidade  de  multa  aplicada  em  lançamento de ofício,  com penalidade  aplicada quando o  sujeito passivo  está em mora, sem a existência do lançamento de ofício, e decide, espontaneamente, realizar o  pagamento.  Para  tanto,  na  defesa  dessa  tese,  há  o  argumento  que  a  antiga  redação  utilizava o termo multa de mora.  Lei 8.212/1991:   Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas  pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada,  nos  seguintes  termos:  (Redação  dada  pela  Lei  nº  9.876,  de  1999).   I  ­  para  pagamento,  após  o  vencimento  de  obrigação  não  incluída em notificação fiscal de lançamento:  Fl. 1855DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO Processo nº 19515.000585/2008­51  Acórdão n.º 2301­004.172  S2­C3T1  Fl. 3.051          13 ...   II ­ para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal  de lançamento:  Esclarecemos aqui que a multa de  lançamento de ofício, como decorre do  próprio termo, pressupõe a atividade da autoridade administrativa que, diante da constatação de  descumprimento da lei, pelo contribuinte, apura a infração e lhe aplica as cominações legais.  Em  direito  tributário,  cuida­se  da  obrigação  principal  e  da  obrigação  acessória, consoante art. 113 do CTN.  A obrigação principal é obrigação de dar. De entregar dinheiro ao Estado por  ter ocorrido o fato gerador do pagamento de tributo ou de penalidade pecuniária.  A  obrigação  acessória  é  obrigação  de  fazer  ou  obrigação  de  não  fazer.  A  legislação  tributária  estabelece  para  o  contribuinte  certas  obrigações  de  fazer  alguma  coisa  (escriturar livros, emitir documentos fiscais etc.): são as prestações positivas de que fala o §2º  do  art.  113  do CTN. Exige  também,  em  certas  situações,  que  o  contribuinte  se  abstenha  de  produzir determinados atos  (causar embaraço à  fiscalização, por exemplo):  são as prestações  negativas, mencionadas neste mesmo dispositivo legal.  O  descumprimento  de  obrigação  principal  gera  para  o  Fisco  o  direito  de  constituir o crédito tributário correspondente, mediante  lançamento de ofício. É também fato  gerador  da  cominação  de  penalidade  pecuniária,  leia­se  multa,  sanção  decorrente  de  tal  descumprimento.  O  descumprimento  de  obrigação  acessória  gera  para  o  Fisco  o  direito  de  aplicar multa, igualmente por meio de lançamento de ofício. Na locução do §3º do art. 113 do  CTN, este descumprimento de obrigação acessória, isto é, de obrigação de fazer ou não fazer,  converte­a em obrigação principal, ou seja, obrigação de dar.  Já a multa de mora não pressupõe a  atividade da autoridade administrativa,  não  têm  caráter  punitivo  e  a  sua  finalidade  primordial  é  desestimular  o  cumprimento  da  obrigação  fora  de  prazo.  Ela  é  devida  quando  o  contribuinte  estiver  recolhendo  espontaneamente um débito vencido.  Portanto,  para  a  correta  aplicação  do  Art.  106  do  CTN,  que  trata  de  retroatividade benigna, o Relator deveria verificar as penalidades que o sujeito passivo sofreu  na legislação anterior (créditos incluídos em autuações por descumprimento de obrigação  acessória, nos casos de falta de declaração e/ou apresentação de declaração inexata, e por  descumprimento  de  obrigação  principal,  nos  casos  de  falta  de  pagamento  ou  recolhimento), com as penalidades determinadas atualmente pelo Art. 35­A da Lei 8.212/1991  (créditos  incluídos em autuações por descumprimento de obrigação acessória, nos casos  de falta de declaração e/ou apresentação de declaração inexata, e por descumprimento de  obrigação principal, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento).  Conseqüentemente, divirjo do relator e voto pela negativa de provimento do  recurso nesta questão, para a manutenção da multa aplicada, pois o cálculo que irá definir se a  legislação  atual  irá  retroagir,  ou  não,  como  ocorre  de  ofício  pela  autoridade  executora  do  acórdão,  só  deve  ocorrer  no  momento  da  execução  do  julgado,  conforme  determinado  pela  legislação atual.  Fl. 1856DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO   14 CONCLUSÃO:  Em  razão  do  exposto,  acompanho  o  relator  em  seu  voto,  exceto  quanto  à  questão da multa, em que nego provimento ao recurso do sujeito passivo, nos termos do voto.  (assinado digitalmente)  Marcelo Oliveira                  Fl. 1857DF CARF MF Impresso em 25/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO, Assinado digitalmente em 19/02 /2015 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 16/01/2015 por ADRIANO GONZALES SILVERIO

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Numero do processo: 10715.002190/2010-87
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 28 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Feb 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 03/10/2006 a 31/10/2006 ERRO MATERIAL DO ACÓRDÃO. EXISTÊNCIA. Comprovado o equivoco no acórdão com relação a condenação que ficou estabelecida, deve-se reformado acórdão de primeira instância neste ponto. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Aplica-se o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL. A Instrução Normativa que tem por finalidade o preenchimento de lacunas dentro do processo fiscal, sendo que estas quando preveem prazo para a apresentação ou recolhimento não serem sujeitas a reserva legal do art. 97 do CNT. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.AUSÊNCIA DE DANO AO ERÁRIO. A obrigação acessão descumprida pelo recorrente de apresentação de declaração de exportação no prazo legal, tem finalidade fiscalizatória, configurando o seu descumprimento em prejuízo ao erário. MULTA REGULAMENTAR. REGISTRO DAS INFORMAÇÕES. PRAZO. PENALIDADE. TIPICIDADE. Conforme a previsão do art.37 e art. 107, IV, "e" do Decreto-Lei 37/66, das informações prestadas pelo transportador ao fisco devem respeitar do forma e prazo, sendo portanto aplicável a multa pelo seu descumprimento. Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3801-004.887
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento a preliminar no sentido de reconhecer o erro de cálculo na decisão administrativa de 1ª instância; por maioria de votos, no mérito, em dar provimento ao recurso reconhecendo-se o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recurso voluntário nesta matéria. Fez sustentação oral pela recorrente a Dra. Laiana Lacerda da Cunha, OAB/DF 41.709. julgado. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Redator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso Da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA

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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 03/10/2006 a 31/10/2006 ERRO MATERIAL DO ACÓRDÃO. EXISTÊNCIA. Comprovado o equivoco no acórdão com relação a condenação que ficou estabelecida, deve-se reformado acórdão de primeira instância neste ponto. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. APLICAÇÃO ÀS PENALIDADES DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. INTEMPESTIVIDADE NO CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Aplica-se o instituto da denúncia espontânea às obrigações acessórias de caráter administrativo cumpridas intempestivamente, mas antes do início de qualquer atividade fiscalizatória, relativamente ao dever de informar, no Siscomex, os dados referentes ao embarque de mercadoria destinada à exportação. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL. A Instrução Normativa que tem por finalidade o preenchimento de lacunas dentro do processo fiscal, sendo que estas quando preveem prazo para a apresentação ou recolhimento não serem sujeitas a reserva legal do art. 97 do CNT. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.AUSÊNCIA DE DANO AO ERÁRIO. A obrigação acessão descumprida pelo recorrente de apresentação de declaração de exportação no prazo legal, tem finalidade fiscalizatória, configurando o seu descumprimento em prejuízo ao erário. MULTA REGULAMENTAR. REGISTRO DAS INFORMAÇÕES. PRAZO. PENALIDADE. TIPICIDADE. Conforme a previsão do art.37 e art. 107, IV, "e" do Decreto-Lei 37/66, das informações prestadas pelo transportador ao fisco devem respeitar do forma e prazo, sendo portanto aplicável a multa pelo seu descumprimento. Recurso Voluntário Provido.

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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento a preliminar no sentido de reconhecer o erro de cálculo na decisão administrativa de 1ª instância; por maioria de votos, no mérito, em dar provimento ao recurso reconhecendo-se o instituto da denúncia espontânea. Vencidos os Conselheiros Flávio de Castro Pontes e Marcos Antônio Borges que negavam provimento ao recurso voluntário nesta matéria. Fez sustentação oral pela recorrente a Dra. Laiana Lacerda da Cunha, OAB/DF 41.709. julgado. (assinatura digital) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinatura digital) Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Redator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso Da Silveira e Flávio de Castro Pontes.

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.002190/2010­87  Acórdão n.º 3801­004.887  S3­TE01  Fl. 3          2 Conforme a previsão do art.37 e art. 107, IV, "e" do Decreto­Lei 37/66, das  informações prestadas pelo transportador ao fisco devem respeitar do forma e  prazo, sendo portanto aplicável a multa pelo seu descumprimento.  Recurso Voluntário Provido.      Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.  Acordam  os  membros  do  Colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  em  dar  provimento a preliminar no sentido de reconhecer o erro de cálculo na decisão administrativa  de 1ª instância; por maioria de votos, no mérito, em dar provimento ao recurso reconhecendo­ se  o  instituto  da  denúncia  espontânea.  Vencidos  os  Conselheiros  Flávio  de  Castro  Pontes  e  Marcos  Antônio  Borges  que  negavam  provimento  ao  recurso  voluntário  nesta  matéria.  Fez  sustentação oral pela recorrente a Dra. Laiana Lacerda da Cunha, OAB/DF 41.709. julgado.    (assinatura digital)  Flávio de Castro Pontes ­ Presidente.       (assinatura digital)  Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Redator.    Participaram da  sessão de  julgamento os conselheiros: Paulo Sérgio Celani,  Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo  Antônio Caliendo Velloso Da Silveira e Flávio de Castro Pontes.  Fl. 140DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.002190/2010­87  Acórdão n.º 3801­004.887  S3­TE01  Fl. 4          3   Relatório  Trata­se  de  Recurso  Voluntário  interposto  nos  autos  do  processo  nº  10715.002190/2010­87,  contra  o  acórdão  nº  07­28.215,  julgado  pela 2ª. Turma da Delegacia  Regional de Julgamento de Florianópolis (DRJ/FNS), na sessão de julgamento de 11 de abril  de  2012,  onde  se  entendeu  pela  parcial  procedência  da  manifestação  de  inconformidade  apresentada pela contribuinte.  Por  bem  descrever  os  fatos,  adoto  o  relatório  da  Delegacia  Regional  de  Julgamento de origem, que assim relatou os fatos:    “Trata  o  presente  processo  de  auto  de  infração  lavrado  para  constituição  de  crédito  tributário  no  valor  de  R$  45.000,00,  referentes  à  multa  regulamentar  por  não  prestação  de  informação  sobre  veiculo  ou  carga  transportada,  ou  sobre  operações que executar, na forma e no prazo estabelecido pela  Receita.  Conforme  se  descrição  dos  fatos,  a  interessada  deixou  de  registrar os dados de embarque de Declarações de Exportação  no  Siscomex,  na  forma  e  prazo  estabelecidos,  conforme  o  disposto no art. 37 da IN SRF n° 28/94.  Entendendo estar caracterizada a prestação de informação fora  do  prazo  estabelecido  pela  Receita  Federal  do  Brasil,  a  autoridade fiscal aplicou a multa de R$ 5.000,00 por embarque,  pelo  descumprimento  do  prazo  na  informação  dos  dados  de  embarque no Siscomex.   Regularmente cientificada a interessada apresentou impugnação  que, em síntese, apresenta os seguintes argumentos:  ­  que  não  existe  base  legal  especifica  para  a  exigência  da  prestação das informações em até dois dias; que a imposição da  penalidade  com  base  em  Instrução  Normativa  ofende  ao  principio da  legalidade; que o art. 107, IV, "e" do Decreto­  lei  37/66  é  inaplicável,  uma  vez  que  não  apresenta  uma  precisa  definição  das  obrigações  que  devem  ser  atendidas  pelo  contribuinte, não se constituindo assim numa norma completa.  ­  que  deveria  haver  tratamento  isonômico  com  os  embarques  marítimos,  cuja  exigência  é  de  sete  dias  para  o  registro  dos  dados.  ­  que  não  houve  qualquer  prejuízo  ao  erário  em  razão  de  pequenos  atrasos  cometidos  pela  impugnante  no  registro  de  dados de suas embarcações; que não dificultou ou embaraçou a  atividade das autoridades administrativas.  Requer,  pelos  motivos  expostos,  a  improcedência  do  auto  de  infração e a anulação da multa regulamentar.  É o relatório.      Fl. 141DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.002190/2010­87  Acórdão n.º 3801­004.887  S3­TE01  Fl. 5          4 A  DRJ  de  Florianópolis  (DRJ/FNS)  decidiu  pela  parcial  procedência  da  impugnação,  reduzindo  o  crédito  tributário  de  R$  55.000,00  para  R$  40.000,00,  referente  à  multa  prevista  no  art.  107,  inciso  IV,  alínea  “e”,  do  Decreto  Lei  nº  37/1966.  Colaciono  a  ementa do referido julgado:    ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS  Período de apuração: 03/10/2006 a 31/10/2006  REGISTRO  NO  SISCOMEX  DOS  DADOS  DE  EMBARQUE.  PRAZO.  O  registro  dos  dados  de  embarque  no  Siscomex  em  prazo  superior a 7 dias, contados da data do efetivo embarque, para a  via de transporte aérea, caracteriza a infração contida na alínea  "e", inciso IV, do artigo 107 do Decreto­Lei n° 37/66.  PENALIDADE.  RETROATIVIDADE  BENIGNA  DA  LEI  TRIBUTARIA.  Aplica­se a  lei  tributária, em matéria de penalidades, a ato ou  fato  pretérito  não  definitivamente  julgado  quando  for  mais  benéfica ao sujeito passivo.  Impugnação Procedente em Parte  Crédito Tributário Mantido em Parte    Inconformada com improcedência de sua manifestação de inconformidade, a  contribuinte interpôs Recurso Voluntário a fls. 77/94, expondo que:  1­  Erro matéria da decisão de primeira instância, tendo em vista que colocou  como sendo a condenação remanescente o valor referente ao que deveria  ser excluído;  2­  Não houve prejuízo ao fisco ou dificuldade na fiscalização da carga;  3­  Pede a aplicação da denúncia espontânea, tendo em vista que a obrigação  seria  devida  após  o  desembaraço  aduaneiro,  que  não  houve  abertura  de  procedimento  fiscalizatório  senão  graças  às  informações  prestadas  anteriormente ao seu inicio pelo recorrente;   4­  Aponta  como  ausente  de  fundamento  legal  o  prazo  previsto  no Decreto  Lei infringindo o principio da legalidade;  5­  Pede  pela  imposição  de  multa  singular,  evocando  a  espécie  jurídica  extraída do Código Penal, “Crime Continuado”;    É o sucinto relatório.      Fl. 142DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.002190/2010­87  Acórdão n.º 3801­004.887  S3­TE01  Fl. 6          5   Voto             Conselheiro Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira ­ Relator.  O  recurso  voluntário  foi  apresentado  dentro  do  prazo  legal,  reunindo  os  demais requisitos de admissibilidade, dele conheço, portanto.    Erro de Cálculo     Primeiramente,  quanto  ao  erro  de  cálculo,  haja  vista  que  de  fato  restou  mantida  a  penalidade  apenas  com  relação  a  três  voos,  quais  sejam,  o  do  dia  06/10/2006,  09/10/2006  e  30/10/2006,  devendo,  portanto  ser  reduzida  a multa  aplicada  de  R$40.000,00,  para R$15.000,00, reformando­se a decisão de primeira instância.    Denuncia Espontânea     A  questão  em  debate  cinge­se  à  incidência  da multa  prevista pelo  art.  107,  IV, alínea “e” do Decreto­Lei nº 37/66.  Muito  embora  compartilhe  do  entendimento  que  as  agências  de  carga  não  possam  ser  sujeitas  da multa  prevista  pelo  art.  107,  IV,  alínea  “e”  do Decreto­Lei  nº  37/66,  devendo  ser  estas  serem  impostas  somente  ao  transportador,  tenho  que  deve  ser  adotado  o  entendimento  deste  egrégio Conselho,  já  exposto  em  diversos  acórdãos,  como,  v.g.,  o  de  nº  3401­002.443, julgado na sessão de 26 de novembro de 2013.     Ocorre que diversos são os julgados deste Conselho onde foi compreendido  que a obrigação do transportador, de prestar as informações à RFB, encontra­se estabelecida no  art. 37 do Decreto­Lei nº 37/66, com a redação dada pelo art. 77 da Lei nº 10.833, de 2003, in  verbis:    Art.  37. O  transportador  deve  prestar  à  Secretaria  da  Receita  Federal,  na  forma  e  no  prazo  por  ela  estabelecidos,  as  informações  sobre as  cargas  transportadas,  bem como sobre a  chegada de veículo procedente do exterior ou a ele destinado.  § 1º O agente de carga, assim considerada qualquer pessoa que,  em nome do importador ou do exportador, contrate o transporte  de  mercadoria,  consolide  ou  desconsolide  cargas  e  preste  serviços conexos, e o operador portuário, também devem prestar  as  informações  sobre as operações que  executem e  respectivas  cargas.    Todavia,  entendo que  a  penalidade  não  deve  ser  aplicada no  presente  caso.  Ocorre que a Recorrente alega que as informações foram prestadas antes da lavratura do auto  Fl. 143DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.002190/2010­87  Acórdão n.º 3801­004.887  S3­TE01  Fl. 7          6 de infração. Portanto, nos termos do art. 138, caput, do Código Tributário Nacional (CTN), a  multa deveria ter sido excluída em razão da caracterização da denúncia espontânea:     “Art.  138.  A  responsabilidade  é  excluída  pela  denúncia  espontânea  da  infração,  acompanhada,  se  for  o  caso,  do  pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito  da  importância  arbitrada  pela  autoridade  administrativa,  quando o montante do tributo dependa de apuração.  Parágrafo  único.  Não  se  considera  espontânea  a  denúncia  apresentado  após  o  início  de  qualquer  procedimento  administrativo  ou  medida  de  fiscalização,  relacionados  com  a  infração.”     Deste  modo,  entendo  que  por  ter  a  Recorrente  apresentado  as  declarações,  mesmo que fora do prazo, passou a existir o instituto da denúncia espontânea.   Assim, muito  embora  típica  e  perfeitamente  subsumido  o  fato  à  norma,  no  caso  em  tela  se  está  diante  de uma excludente da punibilidade, haja vista  a Recorrente  estar  amparada pela hipótese legal da chamada denúncia espontânea.  Esse  instituto  jurídico  tem  lugar  quando  o  contribuinte  informa  à  administração  as  infrações  por  ele  praticadas,  antes  de  iniciado  qualquer  procedimento  fiscalizatório.  A  vantagem  dessa  confissão  prévia  e  espontânea  para  o  contribuinte  está  na  consequência legal que o instituto lhe garante.  No presente caso tem­se que o pedido de retificação prestado pela recorrente  foi  anterior  lavratura  do Auto  de  Infração,  bem  como  de  qualquer  outra  intimação  da RFB.  Deste modo, aplica­se ao presente caso o instituto da denúncia espontânea.  O  Código  Tributário  Nacional  disciplina  no  art.  138  a  exclusão  da  responsabilidade quando a denúncia  espontânea  for  acompanhada do pagamento do  tributo e  dos  juros  de  mora,  restringindo  tal  hipótese  quando  caracterizado  o  início  do  procedimento  administrativo ou qualquer medida de fiscalização, nos termos do parágrafo único.  Destaca­se  também que até a edição da Medida Provisória nº 497, de 27 de  julho de 2010, convertida na Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010, a caracterização da  denúncia  espontânea  não  contemplava  as  obrigações  acessórias  autônomas,  sem  qualquer  vínculo  direto  com  o  fato  gerador  do  tributo.  Porém,  com  a  vigência  da  norma  acima,  foi  modificado  o  §  2º,  do  art.  102  do  Decreto­Lei  nº  37/66,  incluindo  as  penalidades  administrativas dentre aquelas possíveis de aplicação da denúncia espontânea, in verbis:    Art. 102. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se  for o caso, do pagamento do imposto e dos acréscimos, excluirá  a imposição da correspondente penalidade.  § 1º Não se considera espontânea a denúncia apresentada:  a)  no  curso  do  despacho  aduaneiro,  até  o  desembaraço  da  mercadoria;  b) após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante  ato  de  ofício,  escrito,  praticado  por  servidor  competente,  tendente a apurar a infração.  Fl. 144DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.002190/2010­87  Acórdão n.º 3801­004.887  S3­TE01  Fl. 8          7 § 2º A denúncia espontânea exclui a aplicação de penalidades de  natureza  tributária  ou  administrativa,  com  exceção  das  penalidades aplicáveis na hipótese de mercadoria sujeita a pena  de perdimento.  (grifou­se)    No presente caso,  temos portanto que a  retificação  foi apresentada antes de  qualquer  procedimento  de  fiscalização,  caracterizando  a  denúncia  espontânea,  devendo  ser  excluída a penalidade ora discutida, de natureza administrativa, conforme previsão do § 2º do  artigo 102 do Decreto­Lei nº 37/66.   Ainda, cabe observar que, sendo o fato gerador anterior a Medida Provisória  nº 497, de 27 de julho de 2010, necessário aplicar in casu a retroatividade benigna da alteração  legislativa  processada  pela  referida Medida  Provisória,  conforme  determina  o  artigo  106  do  CTN. Logo, aplicável à referida legislação ao presente caso.  Acrescenta­se  ainda  que  este  Egrégio  Conselho  tem  compartilhado  deste  entendimento, consoante se verifica pelos arestos abaixo:    DENÚNCIA ESPONTÂNEA CONFIGURAÇÃO  A  retificação  de  informação  prestada  em  registro  de  conhecimento  de  carga  antes  de  qualquer  procedimento  da  fiscalização  aduaneira,  está  amparada  pela  denúncia  espontânea  prevista  no  art.  102,  do  mesmo  diploma  legal  (Acórdão 3101001.138, 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão  de 22/05/2012, Relator Conselheiro Luiz Roberto Domingo)    DENÚNCIA  ESPONTÂNEA.  APLICAÇÃO  AS  PENALIDADES  DE  NATUREZA  ADMINISTRATIVA.  RETROATIVIDADE  BENIGNA.   A alteração do art. 102 do Decreto­Lei nº 37/66 promovida pela  Medida  Provisória  nº  497/2010,  posteriormente  convertida  na  Lei  nº  12.350/2010,  que  incluiu  as  penalidades  de  natureza  administrativa,  dentre  aquelas  alcançadas  pela  denúncia  espontânea é aplicada aos casos ainda pendentes de julgamento,  em  razão  da  retroatividade  benigna,  nos  termos  do  art.  106,  inciso II, alínea “c” do CTN. (Acórdão 3102001.663, 1ª Câmara  / 2ª Turma Ordinária, sessão de 25/10/2012, Relator Conselheiro  Álvaro Arthur L. de Almeida Filho)    DENÚNCIA  ESPONTÂNEA.  MULTA  ADMINISTRATIVA  ADUANEIRA ISOLADA. DENUNCIA ESPONTÂNEA.  Por força de dispositivo legal, a denúncia espontânea passou a  beneficiar  a  multa  administrativa  aduaneira  aplicada  isoladamente  por  descumprimento  de  obrigação  acessória  denunciada  antes  de  quaisquer  procedimentos  de  fiscalização.  (Acórdão 3301001.691, 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária, sessão  de  30/01/2013,  Relator  Conselheiro  Jose  Adão  Vitorino  de  Morais)  Fl. 145DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.002190/2010­87  Acórdão n.º 3801­004.887  S3­TE01  Fl. 9          8   Diante  da  aplicação  do  instituto  da  denúncia  espontânea,  entendo  pelo  provimento do recurso e passo a analisar as demais matérias, não obstante prejudicadas, para  fins de privilégio do devido processo legal.    Reserva Legal    A  infração  em  tese  cometida  pela  recorrente  se  encontra  caracterizada  pela  apresentação  de  declaração  de  informações  sobre  o  voo  e  as  declarações  fora  do  prazo  estabelecido, por  força do art. 107,  inciso IV, alínea “e”, do Decreto­Lei 37/66, com redação  dada pela Lei nº 10.833/03, c/c art. 44 da Instrução Normativa 28/94, com redação dada pela  Instrução Normativa 510/05 e art. 22 da Instrução Normativa 800/07.   No que  tange a  tipificação da conduta do recorrente, a sua descrição consta  igualmente  e  inicialmente  tipificada  no  art.  107  do  Decreto­Lei  31/66,  que  estabelece  a  aplicação de multa para quem deixar de prestar a declaração sobre veículo e carga transportada,  bem como quem de forma omissiva ou comissiva embaraçar ação de fiscalização.   Ademais, as instruções normativas tem como finalidade de preencher lacunas  que  por vezes  se  encontram  dentro  dos  procedimentos  fiscais,  no  caso  específico  de normas  que estabelecem prazo para a apresentação ou recolhimento de obrigações acessórias, não estão  sujeitas  a  reserva  legal  do  art.  97  do  CTN,  por  não  compreendem  o  rol  de  matérias  lá  estabelecido, cabendo, portanto, o estabelecimento dos prazos por norma de hierarquia inferior,  como as Portarias e Instruções Normativas, conforme tem se posicionado o CARF.    ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS  Data do fato gerador: 31/12/1998   OBRIGAÇÃO  ACESSORIA.  PRAZO.  INSERÇÃO  SISCOMEX  DE DECLARAÇÃO DE EMBARQUE DE MERCADORIAS.  O  prazo  de  inserção  das  informações  do  embarque  de  mercadoria  no  SISCOMEX  é  de  sete  dias,  contados  do  dia  do  efetivo  embarque. Não  se aplica a norma processual  do artigo  210  do  Código  Tributário  Nacional,  neste  caso  prevalece  o  prazo fixado em Portarias e Instruções Normativas em razão de  que  não  contemplam  aspectos  da  hipótese  de  incidência,  estão  fora  da  reserva  legal  prevista  no  artigo  97  do CTN. Constado  inserção  além  do  prazo  fixado,  impõe  negar  provimento  ao  recurso.  Recurso Negado.     Ressalto que o entendimento seria pela carência de razão do contribuinte caso  não estivesse prejudicada a análise desta matéria.        Fl. 146DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.002190/2010­87  Acórdão n.º 3801­004.887  S3­TE01  Fl. 10          9   Ausência de Dano ao Erário    Em  que  pese  não  tenha  ocorrido  dano  pecuniário  do  ente  público,  o  entendimento  no  caso  é  por  embaraçar  a  fiscalização  do  fisco.  As  declarações  a  que  as  empresas  de  transporte  são  obrigadas  a  apresentar  são  obrigações  acessórias  com  finalidade  exclusiva de auxiliar a fiscalização das importações e exportações, possibilitando a ciência do  que  cada  empresa  que  utiliza  a  transportadora  tem  transportado,  para  onde  vai  e  se  foi  recolhido o tributo a que esta operação está sujeita.   Logo, a responsabilidade de declarar a mercadoria transportada pela empresa,  conforme  art.  107,  IV,  alínea  “e”  do  Decreto  lei  37/66,  é  uma  obrigação  acessória  de  declaração  ao  fisco  e  cujo  descumprimento  implica  na  aplicação  de  multa  por  embaraço  à  fiscalização.     Nestes  termos,  entendo  que  há  o  embaraço  da  fiscalização,  quando  as  transportadoras não cumprem o prazo de emissão da declaração, não obstante entenda que não  deve incidir a multa regulamentar neste caso, apenas nos casos de omissão.    Multa Singular e o Princípio da Proporcionalidade e Razoabilidade    A  recorrente  se  insurge  contra  a  aplicação  da multa  regulamentar  contra  as  declarações  expedidas  as  destempo  em  cada  uma  das  viagens  de  voo  declarações  de  forma  extemporânea, evocando o princípio da razoabilidade de proporcionalidade.  Neste  ponto,  entendo  que  não  há  maculas  o  julgado  da  DRJ,  posto  que  determinou que em cada voo cujas declarações tenham sido expedidas com atraso deveria ser  aplicada  multa  apenas  na  proporção  de  viagens,  respeitando  a  proporcionalidade  e  razoabilidade ao contrario do que afirma o recorrente.  Neste sentido, entendo por interpretar a norma de forma mais favorável sem  infringir  a  legalidade  ao  contribuinte  quando  esta  determina  penalidade  ao  tipo  de  conduta,  conforme resta estabelecido no art. 112, do Código Tributário Nacional – CTN, segundo o qual  “a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta­se da maneira mais  favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto”: à capitulação legal do fato; à natureza ou às  circunstâncias  materiais  do  fato,  ou  natureza  ou  extensão  de  seus  efeitos;  à  autoria,  imputabilidade, ou punibilidade; e à natureza d penalidade, aplicação, ou à sua gradação.  Sobre  o  tema  em  comendo,  tem­se  decidido  nas  sessões  deste  Conselho  a  interpretação da norma em favor do infrator. Vejamos:    Assunto:  Obrigações  Acessórias  Ano­calendário:  2006  ILEGIMITIDADE  PASSIVA.  MULTA.  REGISTRO DE  DADOS  DE  EMBARQUE  MARÍTIMO  EM  ATRASO.  EXPORTAÇÃO.  RESPONSABILIDADE DO TRANSPORTADOR. É legitimo para  figurar  no  polo  passivo  da  autuação,  o  transportador  que  registou  os  dados  de  embarque  fora  do  prazo  estabelecido  no  art. 37, §2º, da Instrução Normativa SRF nº 28/94. Inteligência  Fl. 147DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.002190/2010­87  Acórdão n.º 3801­004.887  S3­TE01  Fl. 11          10 dos arts. 107, inciso IV, alínea “e” e 37 do Decreto­Lei nº 37/66  c/c arts. 37, §2º, 44 e 46 da Instrução Normativa SRF nº 28/94.  REGISTRO  DE  DADOS  DE  EMBARQUE MARÍTIMO  EM  ATRASO.  PENALIDADE  APLICADA  POR  VIAGEM  EM  VEÍCULO  TRANSPORTADOR.  Ocorrendo  dúvida  quanto  à  natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza  ou  extensão  de  seus  efeitos;  à  autoria,  imputabilidade,  ou  punibilidade;  e  à  natureza  da  penalidade  aplicação,  ou  à  sua  gradação, deve ser aplicada a interpretação mais favorável ao  acusado (art. 112, CTN). A multa prescrita no art. 107, inciso  IV, alínea “e”, do Decreto­Lei nº 37/66 referente ao atraso no  registro  dados  de  embarque  de  mercadorias  destinadas  à  exportação  no  Siscomex  é  aplicada  por  viagem  do  veículo  transportador  e não por carga  (Declaração para Despacho de  Exportação). DUPLICIDADE DA COBRANÇA. AUSÊNCIA DE  COMPROVAÇÃO.  Não  comprovada  documentalmente  o  alegado bis in idem, improcedente a alegação de duplicidade da  cobrança  e  a  consequente  identidade  de  objetos  entre  dois  processos  administrativos  fiscais.  DENÚNCIA  ESPONTÂNEA.  ART.  138,  CTN.  MULTA.  DESCUMPRIMENTO  DE  OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. INAPLICABILIDADE. Não alegado  em momento oportuno, o argumento está precluso, pelo que não  merece  ser  conhecido,  ex  vi  dos  arts.  16,  inciso  III  e  17,  do  Decreto  nº  70.235/72.  (Recurso  Voluntário  nº  11968.001039/2007­17,  Relator  Bruno Mauricio Macedo Curi,  da 2ª Câmara da 3ª Sessão de Julgamento do Carf, Publicada em  11/09/2013)    Nestes termos, entendo que deve ser alterada a decisão de primeira instância  para  que  conste  o  valor  correto  a  ser  aplicado  de  multa,  evidenciado  o  erro  formal  e  pela  correta aplicação da penalidade do art. 107,  IV, alínea “e” do Decreto Lei nº 37/66, devendo  incidir sobre cada voo e não por declaração emitida, conforme julgou a primeira instância.  Ressalto  que  este  seria  o  entendimento  caso  não  estivesse  prejudicada  a  análise.    Em face do exposto, encaminho o voto para DAR PROVIMENTO ao recurso  voluntário.  É assim que voto.    (assinatura digital)  Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira – Relator                Fl. 148DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA Processo nº 10715.002190/2010­87  Acórdão n.º 3801­004.887  S3­TE01  Fl. 12          11                 Fl. 149DF CARF MF Impresso em 20/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO ANTONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA, Assinado digi talmente em 19/02/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 05/02/2015 por PAULO AN TONIO CALIENDO VELLOSO DA SILVEIRA

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Numero do processo: 10240.003205/2008-33
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 03 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 30 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2004, 2005, 2006 Ementa: IMPUGNAÇÃO. AUSÊNCIA. LITÍGIO. INSTAURAÇÃO. INOCORRÊNCIA. Ausente a interposição de peça impugnatória, o crédito tributário constituído revela-se irreformável administrativamente, eis que não instaurada a fase litigiosa do processo. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA SOLIDÁRIA DOS SÓCIOS. PROCEDÊNCIA. Em consonância com o disposto na alínea “c”, parágrafo 1º, art. 5º do Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, respondem solidariamente pelos tributos devidos da pessoa jurídica, os sócios com poderes de administração da referida pessoa jurídica, na circunstância em que esta deixar de funcionar sem apresentar a declaração correspondente no encerramento da liquidação. INCONSTITUCIONALIDADES. APRECIAÇÃO IMPOSSIBILIDADE. Nos termos da SÚMULA CARF nº 2, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. MULTA DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA. INAPLICABILIDADE. Descabe falar em aplicação do princípio da retroatividade benigna na situação em que a lei vigente não trouxe benefício de qualquer ordem para o contribuinte autuado.
Numero da decisão: 1301-001.773
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de nulidade, no mérito, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencidos os Conselheiros Valmir Sandri e Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, que reduziam a multa qualificada para multa básica sobre os valores lançados a título de omissão de receitas com base em depósitos bancários. “documento assinado digitalmente” Adriana Gomes Rêgo Presidente “documento assinado digitalmente” Wilson Fernandes Guimarães Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Adriana Gomes Rêgo, Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.
Nome do relator: WILSON FERNANDES GUIMARAES

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO Processo nº 10240.003205/2008­33  Acórdão n.º 1301­001.773  S1­C3T1  Fl. 499          2 Acordam  os  membros  do  colegiado,  por  unanimidade  de  votos,  rejeitar  a  preliminar de nulidade, no mérito, por maioria de votos, negar provimento ao recurso, vencidos  os  Conselheiros  Valmir  Sandri  e  Edwal  Casoni  de  Paula  Fernandes  Júnior,  que  reduziam  a  multa qualificada para multa básica sobre os valores  lançados a  título de omissão de receitas  com base em depósitos bancários.   “documento assinado digitalmente”  Adriana Gomes Rêgo  Presidente  “documento assinado digitalmente”  Wilson Fernandes Guimarães  Relator  Participaram do presente julgamento os Conselheiros Adriana Gomes Rêgo,  Paulo Jakson da Silva Lucas, Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Edwal Casoni de  Paula Fernandes Júnior e Carlos Augusto de Andrade Jenier.  Fl. 528DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO Processo nº 10240.003205/2008­33  Acórdão n.º 1301­001.773  S1­C3T1  Fl. 500          3   Relatório  Trata o presente processo de exigências de Imposto de Renda Pessoa Jurídica  (IRPJ)  e  reflexos  (Contribuição  Social  sobre  o  Lucro  Líquido  – CSLL; Contribuição  para  o  Programa de Integração Social – PIS; e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social  – COFINS), relativas aos anos calendário de 2003, 2004 e 2005.  A autoridade autuante segregou as  infrações apuradas em dois conjuntos de  autos de infração, segundo, pelo que se pode supor, a imputação de responsabilidade tributária  solidária feita aos Srs. Roberto Machado e Ângelo Celestino (conjuntos 1 e 2) e ao Sr. Sílvio  César Pregnaça (conjunto 2).  O Imposto de Renda Pessoa Jurídica e a Contribuição Social sobre o Lucro  Líquido foram apurados com base no lucro arbitrado e foi aplicada multa qualificada de 150%.  Sirvo­me  de  fragmentos  do  relatório  constante  na  decisão  de  primeira  instância  para  descrever  os  fatos  apurados  e  as  razões  de  defesa  trazidas  em  sede  de  impugnação.  1­ DO LANÇAMENTO  Trata­se  de  02  (dois)  autos  de  infração  de  Imposto  de  Renda  de  Pessoa  Jurídica  (IRPJ),  de  Programa  de  Integração  Social  (PIS),  de  Contribuição  Social  sobre  o  Lucro  Líquido  (CSLL)  e  de  Contribuição  para  o  Financiamento  da  Seguridade (Cofins), referentes aos anos­calendário de 2003, 2004 e 2005, com os  lançamentos  discriminados  no  quadro  1  e  2  a  seguir  (principal,  multa  e  juros,  calculados até 31.10.2008), em que foi dado a ciência ao contribuinte em 07/11/2008  (fl. 12, 26, 39, 52, 66, 70, 82, 93, 103 e 115):  ...  II ­ DAS INFRAÇÕES LANÇADAS  2 ­ Do Auto de Infração I (fl. 10 a 67)  2.1 ­ RECEITA OPERACIONAL OMITIDA ­ apurada conforme notas fiscais  de  vendas  de  produção  do  estabelecimento  apresentadas  durante  o  procedimento  fiscal.  Na  comprovação  dos  depósitos  bancários,  o  contribuinte  apresentou  notas  fiscais  para  comprovar  os  depósitos  em  sua  conta  corrente,  e  estas  notas  foram  consideradas na comprovação dos depósitos.  Considerando que, a  fiscalização arbitrou o  lucro pela não apresentação dos  livros  fiscais  e  comerciais,  a  mesma  considerou  para  efeito  de  arbitramento  as  receitas conhecidas (as notas fiscais emitidas e os depósitos bancários).  2.2  ­  DEPÓSITOS  BANCÁRIOS  DE  ORIGEM  NÃO  COMPROVADA  ­  valores  referentes  a  depósitos  e  demais  lançamentos  a  crédito,  realizados  junto  a  instituições  financeiras,  em  que  o  contribuinte,  titular  das  contas,  regulamente  Fl. 529DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO Processo nº 10240.003205/2008­33  Acórdão n.º 1301­001.773  S1­C3T1  Fl. 501          4 intimado,  não  comprovou,  mediante  documentação  hábil  e  idônea,  a  origem  dos  recursos utilizados nessas operações.  2.3. Da Responsabilidade Solidária  Para  este  Auto  de  Infração  foram  considerados  responsáveis  solidários,  na  forma  do  art.  124  da  Lei  n°  5.172/66,  os  Senhores  Roberto  Machado,  CPF  n°  204.571.748­89, Ângelo Celestino, CPF n° 780.408.768­34, sócios da empresa.  3 ­ Do Auto de Infração II (fl. 68 a 116)  3.1  ­  DEPÓSITOS  BANCÁRIOS  DE  ORIGEM  NÃO  COMPROVADA  ­  valores  referentes  a  depósitos  e  demais  lançamentos  a  crédito,  realizados  junto  a  instituições  financeiras,  em  que  o  contribuinte,  titular  das  contas,  regulamente  intimado,  não  comprovou,  mediante  documentação  hábil  e  idônea,  a  origem  dos  recursos utilizados nessas operações.  3.2 . Da Responsabilidade Solidária  Já para este Auto de Infração, foram considerados responsáveis solidários, na  forma  do  art.  124  da  Lei  n°  5.172/66,  os  Senhores  Roberto  Machado,  CPF  n°  204.571.748­89,  Ângelo  Celestino,  CPF  n°  780.408.768­34,  sócios  da  empresa,  e  Silvio Cezar Pregnança, CPF n° 120.213.128­01, Procurador da Empresa perante as  Instituições Financeiras.   4­ Outras considerações do lançamento:  A  apuração  do  crédito  tributário  foi  através  do  arbitramento  do  lucro,  na  forma do inciso III do RIR/99, e teve a multa qualificada, de acordo com o inciso II  do art. 44 da Lei 9.430/96.  III ­ DA IMPUGNAÇÃO  Em 08.12.2008, a empresa apresentou impugnação de fls. 385 a 427, na qual  aduz os seguintes argumentos:  4. DAS PRELIMINARES  4.1  DO  DEVIDO  PROCESSO  LEGAL  E  PRINCÍPIO  DA  AMPLA  DEFESA( fl. 386/396):  Alega a Impugnante em síntese:  “...o  cerceamento  de  defesa  resta  cristalinamente demonstrado,  pois  o  fisco  apurou,  sem  demonstrar  como,  de  que  forma  e  com  que  valores  identificou  uma  suposta renda,  infringindo norma legal que determina que a sua apuração ocorra  mês  a  mês  e  com  a  devida  identificação  individual  dos  depósitos  bancários,  impossibilitando, pela ocultação e camuflagem, a plena defesa do contribuinte.”  5. DO MÉRITO  5.1  ­  DA  IMPOSSIBILIDADE  DE  TRIBUTAÇÃO  COM  BASE  EXCLUSIVAMENTE EM DEPÓSITOS(fl. 391/396):  “Descabe,  por  conseguinte,  cogitar­se  da  aquisição  de  disponibilidade  jurídica ou econômica, de renda ou de proventos de qualquer natureza, pela simples  constatação  da  realização  de  depósitos  em  conta  bancária  pertencente  ao  contribuinte,  posto  que  a  realização  de  depósito  bancário  pode  advir  de  Fl. 530DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO Processo nº 10240.003205/2008­33  Acórdão n.º 1301­001.773  S1­C3T1  Fl. 502          5 incontestáveis  razões,  sem  que  qualquer  delas  represente  aquisição  de  disponibilidade jurídica de renda ou de proventos.”  “A  chamada  omissão  de  receita  decorrente  de  movimentação  bancária  sempre  foi  examinada  com  bastante  cautela:  porque  deduzir  de  meros  depósitos  bancários ­ cujas origens podem ser mais variadas ­ não significa dizer que houve  aumento  de  renda,  ganho  real  de  capital,  ou  sejam,  que  uma  pessoa  teve  rendimentos, sendo à toda evidência, MERA PRESUNÇÃO.”  “É evidente que o fato de ter o Contribuinte depósitos em sua conta­corrente  poderia ad argumentandum dar ensejo à apuração pelo Fisco, o que não se pode  admitir é que tal  fato, por si só, seja bastante para constituir o crédito tributário,  por se PRESUMIR tratar­se de rendimentos sem a efetiva comprovação.”  5.2  ­  DA  INEXISTÊNCIA  DE  OMISSÃO  DE  RENDIMENTOS  RECEBIDOS( fl. 396/397):  “Frize­se nenhum valor informado na Declaração de ajuste foi contestado no  decorrer da fiscalização, o que equivale a dizer que a Fiscal homologou a sobredita  Declaração,  não  encontrando  em  nenhum  momento  a  descoberto  ou  sinais  exteriores de riqueza.”  "Inquestionavelmente, apesar da Auditora Fiscal não ter demonstrado mês a  mês  e  de  forma  individualizada  a origem dos  valores  apontados  e  o  fato  jurídico  tributável, verifica­se que os próprios rendimentos declarados  fornecem elementos  que suportam a legalidade da atividade praticada e a lisura da sua Declaração de  Rendimentos.”  “Logo,  se  patenteia  a  descaracterização  da  acusação  fiscal  de  omissão  de  rendimentos,  fato  que  não  ficou  comprovado  em  nenhuma  linha  do  trabalho  realizado pela Auditora Fiscal.”  5.3  ­  DA  APURAÇÃO  DO  PIS/CONFINS  SEM  A  DEDUÇÃO  DE  IMPOSTOS  “O conceito de "faturamento" não pode ser confundido com todas as entradas  de  caixa  que  venham  a  ocorrer  no  curso  das  atividades  desempenhadas  pelos  contribuintes, sob pena de ofensa ao texto constitucional, na medida em que estas se  revestem  de  distintos  fundamentos  e  origens,  cada  qual  sujeito  à  apreciação  própria”  “Por tais razões, não podem as importâncias calculadas a  título de IPI ou de  ICMS ser confundidas com receita ou faturamento de empresa, pois, não se tratam  de ingressos de recursos, mas sim de despesas a serem suportadas.”  Ao fazer estas análises, respaldando em decisões judiciais conclui, que o valor  do ICMS não representa faturamento do contribuinte, mas sim do Estado, e por essa  razão não poderia compreender a base de cálculo da COFINS e do PIS.  6­ Outras considerações da impugnação:  6.1  ­  Em  relação  a  infração  relacionada  no  item  2.1,  o  Contribuinte  só  impugnou a base de cálculos do PIS e da COFINS, pela não inclusão nas suas bases  de cálculo o ICMS, não restando impugnação com relação ao mérito do IRPJ e da  CSLL;  Fl. 531DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO Processo nº 10240.003205/2008­33  Acórdão n.º 1301­001.773  S1­C3T1  Fl. 503          6 6.2  ­  Não  se  constatou  na  peça  impugnatória,  qualquer  argumento  e  pedido, em relação à qualificação da multa.  7 ­ DAS RESPONSABILIDADES SOLIDÁRIAS  ­ DO SÓCIO ÂNGELO CELESTINO  ­ DO SÓCIO ROBERTO MACHADO  O procurador da empresa, relacionado como responsável solidário, Sílvio  Cezar  Pregnaça,  não  apresentou  impugnação  à  inclusão  de  sua  pessoa  como  responsável solidário ao crédito tributário lançado.  Com relação a solidariedade passiva, as impugnações dos sócios da empresa,  Ângelo e Roberto, foram iguais e alegam em síntese (fl. 385 a 427):  O  contribuinte  após  explicar  didaticamente  o  que  é  solidariedade  passiva,  demonstrando  as  explicações  de  doutrinadores  a  respeitos  das  situações  em  que  ocorrem a solidariedade conclui:  “Interesse jurídico é aquele que decorre de uma situação jurídica, como é o  caso daquela que se pode estabelecer entre os cônjuges em se tratando de Imposto  de Renda, ou sobre a propriedade de bens.”  “Realmente, exemplo típico de solidariedade passiva é o das pessoas casadas  em  comunhão de  bens,  relativamente  ao  Imposto  de Renda. A  obtenção de  renda  pelo marido interessa à mulher, sendo a recíproca igualmente verdadeira. Por isso,  marido  e  mulher  são  solidariamente  obrigados  ao  pagamento  do  tributo  respectivo.”  “A existência de interesse comum é situação que somente em cada caso pode  ser examinada. A solidariedade, nesse caso, independe de previsão legal. Nem pode  a lei dizer que há interesse comum nesta ou naquela situação, criando presunções.  Se  o  faz,  o  preceito  vale  por  força  do  inciso  II  do  art  124,  que  admite  sejam  consideradas solidariamente obrigadas pessoas sem interesse comum”.  “Assim, entendemos que o Auditor Fiscal  fixou a  solidariedade partindo do  pressuposto  que  houve  conluio  entre  as  partes,  porém  tal  fato  precisa  ser  exaustivamente provado e isso em momento algum ficou provado no procedimento  administrativo, muito pelo contrário as provas carreadas nos autos conduzem a um  só devedor  já devidamente qualificado nos exatos  termos do auto de  infração que  gerou a solidariedade, ou seja, a Comercial de Carnes Paredão Ltda.”  (GRIFEI)  A 1ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Belém, Pará,  apreciando as razões trazidas pelas defesas, decidiu, por meio do acórdão nº 01­14.608, de 09  de julho de 2009, pela procedência dos lançamentos tributários.  O referido julgado restou assim ementado:  CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA. FASE FISCALIZATÓRIA.  INEXISTÊNCIA.  Não há que se falar em cerceamento do direito de defesa antes de iniciado o  prazo para a impugnação do lançamento, haja vista que, no decurso da ação fiscal,  inexiste litígio ou contraditório, por força do artigo 14 do Decreto n° 70.235/1972.  Fl. 532DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO Processo nº 10240.003205/2008­33  Acórdão n.º 1301­001.773  S1­C3T1  Fl. 504          7 PRESUNÇÃO  JURIS  TANTUM.  INVERSÃO  DO  ÔNUS  DA  PROVA.  FATO  INDICIÁRIO.  FATO  JURÍDICO  TRIBUTÁRIO.  A  presunção  legal  juris  tantum inverte o ônus da prova. Nesse caso, a autoridade lançadora fica dispensada  de  provar  que  o  depósito  bancário  não  comprovado  (fato  indiciário)  corresponde,  efetivamente, ao auferimento de rendimentos (fato jurídico tributário), nos termos do  art. 334,  IV, do Código de Processo Civil. Cabe ao contribuinte provar que o  fato  presumido não existiu na situação concreta.  COFINS.  PIS.  BASE  DE  CÁLCULO.  INCLUSÃO  DO  ICMS  SOBRE  VENDAS.   O ICMS compõe o preço das mercadorias e serviços sobre os quais incide e,  conseqüentemente, o faturamento. Sendo um imposto sobre as vendas, deve compor  a receita bruta para efeito de base de cálculo do PIS e da COFINS.  MATÉRIA NÃO IMPUGNADA.  Considera­se  não  impugnada  a  matéria  que  não  tenha  sido  expressamente  contestada pelo contribuinte.  DECISÕES ADMINISTRATIVAS. EFEITOS.  São  improfícuos  os  julgados  administrativos  trazidos  pelo  sujeito  passivo,  pois tais decisões não constituem normas complementares do Direito Tributário, já  que  foram  proferidas  por  órgãos  colegiados  sem,  entretanto,  uma  lei  que  lhes  atribuísse  eficácia  normativa,  na  forma  do  art.  100,  II,  do  Código  Tributário  Nacional.  TRIBUTAÇÃO REFLEXA  Aplica­se às contribuições sociais reflexas, no que couber, o que foi decidido  para a obrigação matriz, dada a íntima relação de causa e efeito que os une.  SUJEIÇÃO PASSIVA SOLIDÁRIA.  São  solidariamente  obrigadas  as  pessoas  que  tenham  interesse  comum  na  situação que constitua o fato gerador da obrigação principal e os sócios, no caso de  liquidação de sociedades de pessoas.  Irresignados,  a  contribuinte  autuada  e  os  apontados  como  responsáveis  solidários  (Roberto  Machado,  Ângelo  Celestino  e  Sílvio  César  Pregnaça)  interpuseram  o  recurso voluntário de fls. 472/496, por meio do qual sustentam:  ­ a nulidade da decisão de primeira instância em virtude da não apreciação da  impugnação apresentada por SÍLVIO CEZAR PREGNAÇA;  ­ a  impossibilidade de a decisão recorrida prosperar no  tocante à  imputação  da solidariedade aos recorrentes pessoas físicas e à sanção pecuniária imposta;  ­ a inconstitucionalidade da multa aplicada.  É o Relatório.  Fl. 533DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO Processo nº 10240.003205/2008­33  Acórdão n.º 1301­001.773  S1­C3T1  Fl. 505          8   Voto             Conselheiro Wilson Fernandes Guimarães  Atendidos os requisitos de admissibilidade, conheço dos apelos.  Cuida  o  presente  processo  de  exigências  de  Imposto  de  Renda  Pessoa  Jurídica  e  reflexos,  relativas  aos  anos  calendário  de  2003,  2004  e  2005,  formalizadas  em  virtude de imputação de omissão de receitas.  Além  da  contribuinte  fiscalizada,  foram  incluídos  no  pólo  passivo  da  obrigação  formalizada  os Srs. Roberto Machado, Ângelo Celestino  e Sílvio César Pregnaça,  sendo que o recurso voluntário foi interposto conjuntamente.  Aprecio, pois, as razões recursais.  NULIDADE DA DECISÃO DE  PRIMEIRA  INSTÂNCIA EM VIRTUDE  DA  NÃO  APRECIAÇÃO  DA  IMPUGNAÇÃO  APRESENTADA  POR  SÍLVIO  CEZAR  PREGNAÇA   Alegam  os  Recorrentes  que  o  Sr.  Sílvio  Cezar  Pregnaça  apresentou,  tempestivamente,  impugnação,  mas  que  ela  não  foi  apreciada  pela  Turma  Julgadora  de  primeiro grau. Dizem que tal situação enseja a nulidade do ato decisório de primeira instância.  Não merecem acolhimento os argumentos dos Recorrentes.  Com  efeito,  não  identifico  nos  autos  peça  impugnatória  em  nome  do  Sr.  Sílvio  Cezar  Pregnaça,  de  modo  que,  em  relação  ao  referido  senhor,  o  crédito  tributário  constituído  revela­se  irreformável  na  esfera  administrativa,  eis  que  ausente  a  instauração  de  litígio.  Os Recorrentes  alegam  que  a  comprovação  da  interposição  de  impugnação  pelo Sr. Sílvio Cezar Pregnaça é feita por meio de cópia anexada ao recurso, contudo, referida  cópia não foi localizada no presente processo.  Rejeito, assim, a preliminar de nulidade do ato decisório recorrido.  IMPUTAÇÃO DE SOLIDARIEDADE  Alegam  os  Recorrentes  que  a  decisão  recorrida  não  merece  prosperar  em  relação  à  imputação  de  solidariedade  às  pessoas  físicas.  Discorrendo  sobre  disposições  do  Código  Tributário  Nacional,  especialmente  acerca  do  art.  134,  concluem  que  para  a  responsabilização  dos  sócios  seria  necessária  a  comprovação  de  que  a  liquidação  da  pessoa  jurídica decorreu de atos de má gestão.  Esclareço  inicialmente  que,  em  razão  do  disposto  no  item  precedente,  o  recurso  não  será  conhecido  relativamente  aos  argumentos  de  defesa  que  guardem  estrita  Fl. 534DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO Processo nº 10240.003205/2008­33  Acórdão n.º 1301­001.773  S1­C3T1  Fl. 506          9 conexão com a imputação de sujeição passiva ao Sr. Sílvio Cezar Pregnaça, vez que, como já  dito, em relação a ele não foi instaurado o litígio.  Em  conformidade  com  o  Termo  de  Verificação  Fiscal  de  fls.  117/125,  a  imputação de responsabilidade tributária aos Srs. Roberto Machado e Ângelo Celestino, sócios  da pessoa jurídica fiscalizada, foi promovida com base nos seguintes elementos:  i)  referidos  sócios  detinham  poderes  de  administração  e  abriram  contas  bancárias em nome da pessoa jurídica fiscalizada, que foram por eles administradas;  ii)  nas  referidas  contas  bancárias  foi  identificada  relevante  movimentação  financeira;  iii)  citados  sócios  nomearam  procurador  da  pessoa  jurídica  fiscalizada  (Sr.  Sílvio Cezar Pregnaça), outorgando a ele poderes de movimentação das contas bancárias; e  iv) a pessoa jurídica fiscalizada não funcionava no local indicado no CNPJ e  os  sócios  promoveram  a  extinção  dela,  encerrando  suas  atividades  e  efetuando  a  sua  liquidação,  porém,  sem  recolher  os  tributos  devidos  e  sem  apresentar  a  declaração  correspondente à referida liquidação.  Para  fins  de  imputação  de  responsabilidade  tributária  aos  sócios,  a  Fiscalização tomou por base o disposto no inciso III, parágrafo único, art. 207, do Regulamento  do Imposto de Renda de 1999 (RIR/99) e o inciso II do art. 124 do Código Tributário Nacional.  Irretocável, a meu ver, a responsabilidade tributária imputada pela autoridade  fiscal.  Os  dispositivos  que  serviram  de  suporte  à  imputação  em  referência  encontram­se a seguir descritos.  RIR/99  Art. 207.  Respondem  pelo  imposto  devido  pelas  pessoas  jurídicas  transformadas, extintas ou cindidas:  ...  V ­ os sócios, com poderes de administração, da pessoa jurídica que deixar de  funcionar sem proceder à liquidação, ou sem apresentar a declaração de rendimentos  no encerramento da liquidação.  Parágrafo único. Respondem solidariamente pelo imposto devido pela pessoa  jurídica:  ...  III ­ os  sócios  com  poderes  de  administração  da  pessoa  jurídica  extinta,  no  caso do inciso V.  Código Tributário Nacional  Art. 124. São solidariamente obrigadas:  Fl. 535DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO Processo nº 10240.003205/2008­33  Acórdão n.º 1301­001.773  S1­C3T1  Fl. 507          10 ...  II ­ as pessoas expressamente designadas por lei.  Na linha do esposado nas peças de autuação, penso que o art. 124 do Código  Tributário  Nacional  não  diz  respeito  exatamente  à  responsabilidade  tributária,  mas,  sim,  ao  instituto  da  solidariedade.  O  seu  inciso  I,  relativamente  às  pessoas  que  tenham  interesse  comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal (CONTRIBUINTES), e  o inciso II, no que tange às pessoas que, embora não tenham esse interesse comum na situação  que  constitua  o  fato  gerador  da  obrigação  principal,  a  solidariedade  decorre  de  disposição  expressa da lei (RESPONSÁVEL).  No  caso  vertente,  estamos  exatamente  diante  da  situação  abrangida  pelo  citado inciso II do art. 124 do Código Tributário Nacional, vez que a lei (Decreto­Lei nº 1.598,  de 1977, art. 5º, parágrafo 1º, alínea “c”, que constitui o fundamento de validade do inciso III,  parágrafo  único,  art.  207,  do  Regulamento  do  Imposto  de  Renda  de  1999),  expressamente  designa os sócios com poderes de administração como responsáveis solidários na circunstância  em que a liquidação da sociedade é promovida sem que haja a correspondente apresentação da  declaração de rendimentos, fato assinalado pela autoridade fiscal e não contraditado em sede de  defesa.  Mantenho,  pois,  a  responsabilidade  tributária  solidária  dos  Srs.  Roberto  Machado e Ângelo Celestino, sócios da pessoa jurídica fiscalizada, reafirmando, mais uma vez,  que a referente ao Sr. Sílvio Cezar Pregnaça também deve ser mantida, haja vista a ausência de  instauração de litígio.    A  título  de  esclarecimento,  registro  que  as  considerações  dos  Recorrentes  acerca de uma suposta  inaplicabilidade das disposições do  inciso  I do art. 124 e do art. 135,  ambos do Código Tributário Nacional, não merecem apreciação, eis que referidos dispositivos  não  guardam  relação  com  a  fundamentação  legal  que  serviu  de  lastro  para  a  imputação  de  responsabilidade tributária solidária aos Srs. Roberto Machado e Ângelo Celestino.  MULTA DE OFÍCIO  Reclamam  os  Recorrentes  do  percentual  da  multa  de  ofício  aplicada,  alegando que ele, o percentual, é excessivamente alto. Adiante, tecem considerações sobre os  princípios da vedação ao  confisco  e da  razoabilidade  e da proprocionalidade;  acerca de uma  suposta  infração a preceitos constitucionais; e a  respeito da ampla defesa e da viabilidade de  redução da multa por parte da autoridade administrativa. Protestam, ainda, pela aplicação do  princípio da retroatividade benigna, haja vista a alteração promovida no art. 44 da Lei nº 9.430,  de 1996, pela Lei nº 11.488, de 2007.  No  que  diz  respeito  às  supostas  inconstitucionalidades  aventadas  pelos  Recorrentes, cumpre apenas reproduzir a súmula CARF nº 2.  O  Conselho  Administrativo  de  Recursos  Fiscais  não  é  competente  para  se  pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.   Relativamente  ao  pleito  no  sentido  de  que,  no  presente  caso,  dever­se­ia  aplicar o princípio da retroatividade benigna em virtude da alteração promovida no art. 44 da  Lei nº 9.430, de 1996, pela Lei nº 11.488, de 2007, os Recorrentes incorrem em equívoco.  Fl. 536DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO Processo nº 10240.003205/2008­33  Acórdão n.º 1301­001.773  S1­C3T1  Fl. 508          11 Ressalto,  de  início,  que  não  se  encontra  em  discussão  o  mérito  da  qualificação  da  penalidade  promovida  pela  autoridade  autuante,  vez  que,  como  registra  a  decisão  de  primeira  instância,  tal  matéria  não  foi  objeto  de  impugnação.  Assim,  embora  a  afirmação, presente na peça recursal, de que a ocorrência de fraude, sonegação ou conluio não  havia sido motivo de manifestação da Fiscalização seja contrária  ao assinalado no Termo de  Verificação Fiscal1, deixo de apreciar os fundamentos esposados nas peças de autuação acerca  da aplicação da multa de 150%.   Retomando a questão da possibilidade de aplicação de retroatividade benigna  ao  caso,  diferentemente  do  sustentado  pelos  Recorrentes,  a  Lei  nº  11.488,  de  2007,  não  restringiu a multa de 150% aos casos em que haja evidente fraude, sonegação ou conluio. Ao  contrário  disso,  a  referida  lei  excluiu  a  expressão  “evidente  intuito  de  fraude”,  existente  na  redação original do art. 44 da Lei nº 9.430/96, senão vejamos:  REDAÇÃO ORIGINAL  Art. 44. Nos  casos  de  lançamento  de  ofício,  serão  aplicadas  as  seguintes  multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição:  ...  II ­ cento  e  cinqüenta  por  cento,  nos  casos  de  evidente  intuito  de  fraude,  definido  nos arts.  71, 72 e 73  da  Lei  nº  4.502,  de  30  de  novembro  de  1964,  independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis.  REDAÇÃO  COM  A  ALTERAÇÃO  PROMOVIDA  PELA  LEI  Nº  11.488/2007    Art.  44.  Nos  casos  de  lançamento  de  ofício,  serão  aplicadas  as  seguintes  multas:  I  ­  de  75%  (setenta  e  cinco  por  cento)  sobre  a  totalidade  ou  diferença  de  imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta  de declaração e nos de declaração inexata;   ...  § 1o O percentual de multa de que trata o inciso I do caput deste artigo será  duplicado  nos  casos  previstos  nos arts.  71,  72  e  73  da  Lei  no 4.502,  de  30  de  novembro  de  1964,  independentemente  de  outras  penalidades  administrativas  ou  criminais cabíveis.                                                              1 No referido Termo, a autoridade fiscal consignou que, com a sua conduta, "o contribuinte impediu ou retardou,  total ou parcialmente, o conhecimento por parte da autoridade fazendária federal da ocorrência do fato gerador da  obrigação  tributária  principal",  ou  seja,  classificou  a  conduta  da  fiscalizada,  de  forma  expressa,  como  caracterizadora  de  SONEGAÇÃO  (art.  71  da  Lei  nº  4.502,  de  1964),  o  que  lhe  autorizou  a  promover  a  exasperação da penalidade.    Fl. 537DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO Processo nº 10240.003205/2008­33  Acórdão n.º 1301­001.773  S1­C3T1  Fl. 509          12  Assim,  considerado  tudo  que  do  processo  consta,  conduzo  meu  voto  no  sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso.  “documento assinado digitalmente”  Wilson Fernandes Guimarães ­ Relator                                Fl. 538DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 11/0 3/2015 por WILSON FERNANDES GUIMARAES, Assinado digitalmente em 16/03/2015 por ADRIANA GOMES REGO

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5844957 #
Numero do processo: 11516.722810/2012-79
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 12 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/11/2007 a 31/05/2008 PREVIDENCIÁRIO. CUSTEIO. AUTO DE INFRAÇÃO DE OBRIGAÇÃO PRINCIPAL. CONCOMITÂNCIA DE INSTÃNCIA. OCORRÊNCIA. COMPENSAÇÃO. ART. 170-A DO CTN. TRÂNSITO EM JULGADO NÃO RESPEITADO. GFIP RETIFICADORA NÃO APRESENTADA. CONSEQUENCIAS. A fiscalização como também os julgadores da primeira instância administrativa entenderam que a compensação foi indevida, tendo em vista que o contribuinte estava discutindo a matéria na via judicial, bem como não respeitou as disposições contidas no art. 170-A do CTN, e ainda deixou de apresentar GFIP`s retificadoras dos períodos albergados no levantamento do crédito. No ponto, ocorrendo concomitância de instância, o julgador de primeira ou de segunda instância administrativa, não estarão obrigados a analisar as demais teses apresentadas pelo sujeito passivo, porquanto inócua tal análise, considerando a prevalência da decisão judicial sobre a decisão administrativa. Ademais, o sujeito passivo, no ato da compensação, não respeitou os comandos contidos no art. 170-A do CTN, efetuando a compensação (indevida) antes do trânsito em julgado da decisão judicial. Além disso, não consta destes autos qualquer indício de apresentação de GFIP`s retificadoras. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2803-004.123
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente (Assinado digitalmente) Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior, Gustavo Vettorato e Ricardo Magaldi Messetti.
Nome do relator: AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR

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PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.722810/2012­79  Acórdão n.º 2803­004.123  S2­TE03  Fl. 3          2   Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar  provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.     (Assinado digitalmente)  Helton Carlos Praia de Lima – Presidente     (Assinado digitalmente)  Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator    Participaram do presente julgamento os Conselheiros Helton Carlos Praia de  Lima (Presidente), Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Amilcar Barca Teixeira Junior,  Gustavo Vettorato e Ricardo Magaldi Messetti.  Fl. 200DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.722810/2012­79  Acórdão n.º 2803­004.123  S2­TE03  Fl. 4          3 Relatório    Trata­se  de  Auto  de  Infração  de  Obrigação  Principal  (AIOP)  lavrado  em  desfavor  do  contribuinte  acima  identificado,  relativamente  às  contribuições  do  período  de  11/2007 a 05/2008 devidas à Seguridade Social, com origem na glosa de valores compensados  indevidamente.      O Contribuinte devidamente notificado apresentou defesa tempestiva.      A impugnação foi julgada em 27 de março de 2014 e ementada nos seguintes  termos:    ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias  Ano­calendário: 2007, 2008.  AÇÃO  JUDICIAL.  RENÚNCIA  AO  CONTENCIOSO  ADMINISTRATIVO.  A  propositura  pelo  sujeito  passivo  de  ação  judicial,  por  qualquer  modalidade  processual,  antes  ou  depois  do  lançamento,  que  tenha  por  objeto  idêntico  pedido  sobre o  qual  trate o  processo  administrativo,  importa  renúncia  ao  contencioso administrativo.  COMPENSAÇÃO.  APROVEITAMENTO  DE  TRIBUTO  DISCUTIDO  JUDICIALMENTE.  VEDAÇÃO  ANTES  DO  TRÂNSITO EM JULGADO.  É  expressamente  vedada  a  compensação  mediante  o  aproveitamento  de  tributo  de  contestação  judicial  pelo  sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva  decisão judicial.    Impugnação Improcedente    Crédito Tributário Mantido    Inconformado  com  resultado  do  julgamento  da  primeira  instância  administrativa,  o  Contribuinte  apresentou  recurso  tempestivo,  onde  alega,  em  síntese,  o  seguinte:      ­  O  Auto  de  Infração  lavrado,  tem  por  fundamento  fatos  geradores  das  contribuições  patronais  previdenciárias  incidentes  sobre  os  subsídios  pagos  aos  agentes  políticos correspondentes aos períodos de 02/1998 a 06/2002, compensadas nas competências  de  11/2007  a  05/2008  a  seu  ver  indevidamente,  sob  os  argumentos  de  que  o  Município/Recorrente não respeitou o disposto no art. 170­A do CTN, assim como não atendeu  ao  prazo  prescricional  para  a  restituição  dos  tributos,  e  ainda  por  ter  deixado  o  Ente  de  apresentar GFIP`s retificadoras dos períodos albergados no levantamento do crédito.      ­ Apesar da  impugnação  tempestiva, melhor  sorte o Recorrente não assistiu  em sua defesa, sendo igualmente rechaçado pelas compensações efetuadas, posicionando­se a  Fl. 201DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.722810/2012­79  Acórdão n.º 2803­004.123  S2­TE03  Fl. 5          4 7ª Turma de Julgamento da DRJ/CTA, pela manutenção do auto de  infração em debate,  por  entender  que  as  compensações  foram  operacionalizadas  durante  a  tramitação  do  processo  judicial Ação Ordinária  nº  5000496­53.2010.404.7207,  protocolada  junto  a  Justiça Federal  –  Subseção Judiciária de Tubarão – SC, contrariando o disposto no art. 170­A do CTN,  já que  não  transitou  em  julgado  a  citada  Ação  Judicial,  e  por  não  ter  o  Recorrente  retificado  as  GFIP`s.    ­ Os ínclitos julgadores deixaram de analisar as demais teses aventadas na Impugnação, sendo  o prazo prescricional e a origem dos créditos utilizados nas compensações, bem como o direito  que  alberga  o  Recorrente  a  adotar  tal  medida,  ao  compreenderem  que  referidos  temas  encontram­se abordados no processo judicial acima referido, incidindo desta forma o art. 87 do  Decreto nº 7.574/20111, ou seja, ao ingressar com uma demanda na esfera judicial abarcando  temas idênticos aos atacados na esfera administrativa o Recorrente abriu mão deste direito.      ­  Inconformado com a autuação  lavrada em seu desfavor, bem como com a  Decisão  de  1ª  Instância  ao  Município/Recorrente  restou  apenas  à  interposição  do  presente  Recurso Voluntário  a  fim de  ter  a  improcedência da  ação  fiscal  e o  cancelamento do débito  reclamado.      ­  Preliminarmente,  requer  a  concessão  do  efeito  suspensivo  ao  presente  Recurso Voluntário, restando suspenso a tramitação, bem como quaisquer efeitos da autuação e  cobrança.      ­ A cobrança deve ser suspensa ao compreenderem que a contenda reflete a  discussão movida pelo recorrente em ação ordinária, que está pendente de decisão em sede de  recurso, até seu trânsito em julgado.      ­ Cabe salientar que um dos quesitos prejudiciais a analise da impugnação se  deu pela não apreciação da prescrição, por entenderem os Ilustres Julgadores que esta matéria  estaria disseminada na Ação Ordinária, que encontrando­se atualmente em grau de Recurso no  STJ e STF, por este motivo estaria emoldurado no dispositivo contido no art. 87 do Decreto nº  7.574/2011.      ­  A  prescrição  é  uma  questão  de  ordem  pública  e  não  foi  analisada,  notadamente  no  que  diz  respeito  à  contagem  do  prazo  para  reaver  os  valores  pagos  indevidamente sobre agentes políticos a partir da Resolução nº 26/2005, editada pelo Senado  Federal.      ­ Mérito. É legitima a compensação sobre os agentes políticos.      ­ A norma que instituiu a cobrança foi declarada inconstitucional pelo STF.  Em maio de 2005, a Resolução nº 261 do Senado Federal suspendeu a execução da referida lei  produzindo eficácia erga omnes.      ­  Os  créditos  decorrem  da  liquidez  e  certeza  da  própria  declaração  de  inconstitucionalidade, conforme manifestações dos tribunais pátrios.      ­  É  desnecessária  da  retificação  das  GFIP`s,  tema  não  abordado  na  ação  judicial.    Fl. 202DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.722810/2012­79  Acórdão n.º 2803­004.123  S2­TE03  Fl. 6          5   ­  Não  são  aplicáveis  os  ditames  do  art.  170­A  do  CTN  ao  caso  concreto  (dissimilitude na espécie) tributo sujeito ao regramento da homologação.      ­ Requer­se  seja  revista a  r.  decisão,  anulando­se  assim o AI,  considerando  todas  as  informações  ora  trazidas  e,  por  conseguinte,  seja  também  anulada  a multa  de  20%  aplicada.      ­ À vista de todo exposto, passa a requerer:      Preliminarmente:    a)  Seja  dado  efeito  suspensivo  ao  presente  Recurso  voluntário,  restando  suspensos quaisquer efeitos da autuação e cobrança;    b)  Não  seja  negada  a  certidão  positiva  de  débito  com  efeito  negativo  –  CPDEN,  em  nome  do  Recorrente  sob  os  períodos/débitos  contidos  no  AI  protestado  até  o  desfecho da lide;    c)  Seja  analisado  e  reconhecido  o  direito  á  aplicação  da  prescrição  com  base  nas  teses  trazidas  na  presente  peça,  ou  seja,  que  o  dies  a  quo  se  dê  da  Resolução  nº  26/2005 editada pelo Senado Federal, com base na jurisprudência das mais Altas Cortes, bem  como nos ditames inseridos no art. 168, I, do CTN, e ainda decisão deste Eminente Conselho,  por  se  tratar  de  tributo  considerado  inconstitucional  pela  sistemática  do  controle  difuso,  não  sendo  esta  a  compreensão  nos  Nobres  Conselheiros,  o  que  não  espera  que  seja  garantida  a  prescrição  decenal  para  restituição  dos  créditos  tributários,  levando­se  em  consideração  os  ditames dos art. 168, I e 150, §§ 1º e 4º do CTN, além dos artigos 2º e 5º, XXXVI da CF e art.  6º do Decreto­Lei nº 4.657/42, tese estaque, aliás, já foi consolidada pelo e. Superior Tribunal  de Justiça através do julgamento do Recurso Especial nº 1.002.932;    No mérito, seja reapreciado o julgamento retro, para:    d)  Homologar  as  compensações  efetuadas  nas  competências  de  11/2007  a  05/2008, compostas de valores dependidos nos períodos de fevereiro de 1998 a junho de 2002,  em relação à cota patronal devida pelo Município/Recorrente, referente aos agentes políticos,  que foram indevidamente glosadas;    e)  Seja reconhecida a legalidade das compensações realizadas, porquanto à  exigência de retificação de GFIP é ilegal;    f)  Seja reconhecida a inaplicabilidade do art. 170­A do CTN, considerando  que o tributo a ser compensado foi declarado inconstitucional;    g)  Seja  reconhecida a  inaplicabilidade da multa moratória de 20% sobre o  total das compensações, bem como os juros;    h)  Seja  obstada  a  cobrança  do  débito  em  apreço  até  o  deslinde  da  Ação  Judicial  proposta  pelo  recorrente  na  Justição  Federal  da  subseção  Judiciária  de Tubarão­SC,  que está em grau de Recurso no STJ e STF, caso entendam os Ínclitos Julgadores que o objeto  discutido no presente processo administrativo tem o mesmo preceito da demanda judicial;    Fl. 203DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.722810/2012­79  Acórdão n.º 2803­004.123  S2­TE03  Fl. 7          6 i)  Seja cientificado o Recorrente da decisão administrativa adotada para o  Recurso Voluntário no prazo legal, sob pena de ingresso com as medidas judiciais cabíveis à  espécie.    Não apresentadas as contrarrazões.    É o relatório.  Fl. 204DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.722810/2012­79  Acórdão n.º 2803­004.123  S2­TE03  Fl. 8          7 Voto             Conselheiro Amílcar Barca Teixeira Júnior, Relator.      O  recurso  voluntário  é  tempestivo,  e  considerando  o  preenchimento  dos  demais requisitos de sua admissibilidade, merece ser apreciado.      Em  primeira  preliminar,  o  sujeito  passivo  requer  que  seja  dado  o  efeito  suspensivo ao Recurso Voluntário. No que diz  respeito ao pedido cumpre­me destacar que o  art. 33 do decreto nº 70.235, de 1972 estabelece que “da decisão caberá recurso voluntário,  total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão”.  Portanto, o pleito do contribuinte já está contemplado pelo referido decreto.      Na  segunda  preliminar,  o  sujeito  passivo  requer  que  não  seja  negada  a  certidão  positiva  de  débito  com  efeito  negativo  –  CPDEN,  em  nome  da  recorrente  sob  os  períodos  /  débitos  contidos  no  AI  protestado  até  o  desfecho  da  lide.  No  ponto,  rejeito  a  preliminar, porquanto tratar­se de pedido com endereçamento indevido,  tendo em vista que o  CARF não é a esfera competente para cuidar desse assunto.      A última preliminar também será rejeitada, considerando que o CARF não é  competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº  2).      Quanto ao mérito, melhor sorte não assiste ao contribuinte.      A  discussão  destes  autos  consiste  teve  origem  na  glosa  de  valores  compensados indevidamente.      De acordo com o contribuinte as glosas realizadas pelo Fisco, relativamente à  compensação de valores pagos a título de subsídios aos agentes políticos correspondentes aos  períodos de 02/1998 a 06/2002 são indevidas.      Por  seu  turno,  tanto  a  fiscalização  como  também os  julgadores  da primeira  instância  administrativa  entenderam  que  a  compensação  foi  indevida,  tendo  em  vista  que  o  contribuinte estava discutindo a matéria na via judicial, bem como não respeitou as disposições  contidas no art. 170­A do CTN, e ainda deixou de apresentar GFIP`s retificadoras dos períodos  albergados no levantamento do crédito.      Da leitura da decisão  recorrida é  fácil  constatar a ocorrência do  instituto da  concomitância de instância de que trata a Súmula CARF nº 1, in verbis:    Súmula  CARF  nº  1:  Importa  renúncia  às  instâncias  administrativas a propositura pelo  sujeito passivo de ação  judicial  por  qualquer  modalidade  processual,  antes  ou  depois  do  lançamento  de  ofício,  como  o mesmo  objeto  do  processo  administrativo,  sendo  cabível  apenas  a  apreciação,  pelo  órgão  de  julgamento  administrativo,  de  matéria distinta da constante do processo judicial.  Fl. 205DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR Processo nº 11516.722810/2012­79  Acórdão n.º 2803­004.123  S2­TE03  Fl. 9          8   No ponto, ocorrendo concomitância de  instância, o  julgador de primeira ou  de  segunda  instância  administrativa,  não  estarão  obrigados  a  analisar  as  demais  teses  apresentadas pelo sujeito passivo, porquanto inócua tal análise, considerando a prevalência da  decisão judicial sobre a decisão administrativa.      Ademais,  o  sujeito  passivo,  no  ato  da  compensação,  não  respeitou  os  comandos  contidos  no  art.  170­A  do  CTN,  efetuando  a  compensação  (indevida)  antes  do  trânsito em julgado da decisão judicial. Além disso, não consta destes autos qualquer indício de  apresentação de GFIP`s retificadoras.      Em  razão  do  acima  exposto,  mantenho  a  decisão  recorrida  pelos  seus  próprios fundamentos e nego provimento ao recurso aviado pelo constituinte.      CONCLUSÃO.      Pelo  exposto,  voto  por CONHECER  do  recurso  para,  no mérito, NEGAR­ LHE PROVIMENTO.       É como voto.      (Assinado digitalmente)  Amílcar Barca Teixeira Júnior – Relator.                              Fl. 206DF CARF MF Impresso em 09/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEIXEIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 0 9/03/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 28/02/2015 por AMILCAR BARCA TEI XEIRA JUNIOR

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