Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,282)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,886)
- Primeira Turma Ordinária (16,420)
- Primeira Turma Ordinária (16,227)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,219)
- Primeira Turma Ordinária (16,172)
- Segunda Turma Ordinária d (15,909)
- Segunda Turma Ordinária d (14,490)
- Primeira Turma Ordinária (13,087)
- Primeira Turma Ordinária (12,514)
- Segunda Turma Ordinária d (12,438)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,492)
- Quarta Câmara (85,208)
- Terceira Câmara (67,880)
- Segunda Câmara (56,645)
- Primeira Câmara (20,759)
- 3ª SEÇÃO (16,219)
- 2ª SEÇÃO (11,306)
- 1ª SEÇÃO (6,854)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (126,732)
- Segunda Seção de Julgamen (115,217)
- Primeira Seção de Julgame (77,090)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,968)
- Câmara Superior de Recurs (37,975)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,488)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,508)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,270)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,906)
- HELCIO LAFETA REIS (3,868)
- ROSALDO TREVISAN (3,234)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,931)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,803)
- WILDERSON BOTTO (2,650)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,589)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,842)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,628)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (16,711)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 10140.900107/2008-74
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 13 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2001
COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. DIREITO CREDITÓRIO COMPROVADO. HOMOLOGAÇÃO DEFERIDA.
Comprovada a existência do direito creditório indicado na PER/DCOMP, impõe-se o seu reconhecimento e a homologação da compensação pleiteada.
Numero da decisão: 1301-001.451
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 3ª câmara / 1ª turma ordinária da primeira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário.
(assinado digitalmente)
WILSON FERNANDES GUIMARÃES Presidente em exercício
(assinado digitalmente)
LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO - Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, Carlos Augusto de Andrade Jenier e Luiz Tadeu Matosinho Machado.
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2001 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. DIREITO CREDITÓRIO COMPROVADO. HOMOLOGAÇÃO DEFERIDA. Comprovada a existência do direito creditório indicado na PER/DCOMP, impõe-se o seu reconhecimento e a homologação da compensação pleiteada.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Apr 25 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10140.900107/2008-74
anomes_publicacao_s : 201404
conteudo_id_s : 5342968
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Apr 28 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1301-001.451
nome_arquivo_s : Decisao_10140900107200874.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
nome_arquivo_pdf_s : 10140900107200874_5342968.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 1ª turma ordinária da primeira seção de julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) WILSON FERNANDES GUIMARÃES Presidente em exercício (assinado digitalmente) LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO - Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, Carlos Augusto de Andrade Jenier e Luiz Tadeu Matosinho Machado.
dt_sessao_tdt : Thu Mar 13 00:00:00 UTC 2014
id : 5413995
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:20:41 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046592921010176
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1754; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C3T1 Fl. 106 1 105 S1C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10140.900107/200874 Recurso nº 923.975 Voluntário Acórdão nº 1301001.451 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 13 de março de 2014 Matéria IRPJ Compensação de Saldo Negativo Recorrente CETRAL CENTRO DE TREINAMENTO E FORMAÇÃO DE VIGILANTES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2001 COMPENSAÇÃO. SALDO NEGATIVO DE IRPJ. DIREITO CREDITÓRIO COMPROVADO. HOMOLOGAÇÃO DEFERIDA. Comprovada a existência do direito creditório indicado na PER/DCOMP, impõese o seu reconhecimento e a homologação da compensação pleiteada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 3ª câmara / 1ª turma ordinária da primeira SSEEÇÇÃÃOO DDEE JJUULLGGAAMMEENNTTOO, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) WILSON FERNANDES GUIMARÃES – Presidente em exercício (assinado digitalmente) LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Wilson Fernandes Guimarães, Valmir Sandri, Paulo Jakson da Silva Lucas, Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior, Carlos Augusto de Andrade Jenier e Luiz Tadeu Matosinho Machado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 14 0. 90 01 07 /2 00 8- 74 Fl. 369DF CARF MF Impresso em 28/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 10140.900107/200874 Acórdão n.º 1301001.451 S1C3T1 Fl. 107 2 Relatório CETRAL CENTRO DE TREINAMENTO E FORMAÇÃO DE VIGILANTES LTDA, já devidamente qualificada nestes autos, recorre a este Conselho contra a decisão prolatada pela 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande/MS, que indeferiu os pedidos veiculados através de manifestação de inconformidade apresentada contra a decisão da Delegacia da Receita Federal em Campo Grande/MS. Trata a lide de pedido de compensação de Saldo Negativo de IRPJ do ano calendário 2001, formulado por meio do PER/DCOMP nº 17005.80652.201106.1.3.026830, mediante o qual a interessada pretende a compensação de débitos de contribuição para o PIS/Pasep e Cofins de vários períodos de apuração do anocalendário 2005. A unidade administrativa que primeiro analisou o PER/DCOMP formulados pela empresa (Delegacia da Receita Federal em Campo Grande/MS) não homologou a compensação pleiteada em face de existir divergência entre o saldo negativo constante da DIPJ e o valor informado na DCOMP. Inconformada, a empresa apresentou manifestação de inconformidade à Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande/MS (fls. 17/20), trazendo os seguintes argumentos, sintetizados no acórdão recorrido: Em 15 de maio de 2008 foi protocolado o documento de f. 17 a 20, no qual é aduzido, em apertada síntese, que houve erros de preenchimento da DIPJ/2002, das DCTFs relativas aos trimestres de 2001 e também da DCOMP, mas que existe um saldo negativo de IRPJ de R$ 3.546,87. Ao final é pedida a reconsideração do despacho decisório e requerida a homologação da compensação. A 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Campo Grande/MS analisou a manifestação de inconformidade apresentada pela contribuinte e, mediante o Acórdão nº 0424.110, de 08/04/2011 (fls. 69/71), indeferiu a solicitação, conforme ementa a seguir transcrita: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Exercício: 2001 DCOMP. SALDO NEGATIVO. Não havendo consistência quanto ao valor do saldo negativo apurado, não pode haver reconhecido de crédito para fins de compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Crédito Tributário não reconhecido Fl. 370DF CARF MF Impresso em 28/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 10140.900107/200874 Acórdão n.º 1301001.451 S1C3T1 Fl. 108 3 Ciente da decisão de primeira instância em 27/05/2011, conforme documento de fl. 78, e com ela inconformada, a empresa apresentou recurso voluntário em 22/06/2011 (informação à fl. 105, razões de recurso às fls. 80/84), mediante o qual reitera as razões apresentadas na manifestação de inconformidade, apontando vários erros que teriam sido cometidos no preenchimento de sua DIPJ e DCTF, mas que ao final resultariam no saldo negativo pleiteado, no valor de R$ 3.546,87, que é superior ao crédito pleiteado na PER/DCOMP. (R$ 3.029,85). Ao final do recurso, a recorrente questiona as conclusões do relator do acórdão recorrido e propugna pelo provimento do recurso voluntário. Em sessão realizada em 03/06/2012, a 2a. Turma Ordinária da desta 3a. Câmara, decidiu converte o julgamento do recurso em diligência, a ser realizada nos seguintes termos: Assim, voto pela conversão do julgamento em diligência para que a unidade da Receita Federal do Brasil em Campo Grande/MS adote as seguintes providências: I Designação de autoridade fiscal para: a) analisar, conclusivamente, a regularidade das compensações de estimativas dos meses de janeiro, maio e junho de 2001, realizadas por meio de DCTF, com saldo negativo do anocalendário de 1.999, conforme indicado na Manifestação de Inconformidade (fls. 19); b) analisar, conclusivamente, a existência dos valores informados a título de IRRF (informado às fls. 3 e 4 da PER/DCOMP) e a inclusão da respectiva receita na base de cálculo oferecida à tributação; c) intimar a recorrente a apresentar a Demonstração do Resultado do Exercício de 2001 e da apuração do Lucro Líquido (LALUR), necessárias para aferir o montante do imposto devido anualmente e prestar outras informações ou apresentar outros elementos que entender necessários para a verificação do direito creditório pleiteado; e, d) elaborar Relatório Fiscal conclusivo, demonstrando o saldo de IRPJ anual apurado, os valores dos créditos passíveis de dedução do imposto apurado e o saldo de imposto (negativo ou devido) apurado. II A Recorrente deve ser cientificada do Relatório Fiscal (subitem I.d acima) para que, desejando, se manifeste a respeito, observandose o disposto no parágrafo único do art. 35 do Decreto nº 7.574, de 29 de setembro de 2011. Encaminhados os autos à unidade de origem, a autoridade fiscal diligenciante adotou as providências requeridas e elaborou a Informação Fiscal Saort DRFCampo Grande nº 203/2013 (fls. 353/361), e concluiu que “o saldo negativo de IRPJ, relativo ao anocalendário de 2001, pleiteado na Dcomp de nº 17005.80652.201106.1.3.026830 (R$ 3.029,85), foi confirmado, como também este foi suficiente para compensar os débitos objeto da referida Dcomp, conforme detalhado no parágrafo 8º, restando porém um saldo de crédito, em valor originário, de R$ 1.354,55, o qual não foi utilizado em outras Dcomp’s (e não mais pode ser utilizado em virtude da decadência)”. Fl. 371DF CARF MF Impresso em 28/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 10140.900107/200874 Acórdão n.º 1301001.451 S1C3T1 Fl. 109 4 Cientificada do teor do relatório fiscal, a interessada não se manifestou no prazo assinalado, retornando os autos para julgamento. É o Relatório. Fl. 372DF CARF MF Impresso em 28/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 10140.900107/200874 Acórdão n.º 1301001.451 S1C3T1 Fl. 110 5 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado, Relator O recurso voluntário apresentado pela Recorrente é tempestivo e atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Tratase de pedido de compensação, formulado pela recorrente por meio de Declaração de Compensação, do saldo negativo de IRPJ, apurado no anocalendário 2001, com contribuições ao PIS e Cofins do ano de 2005, que restou não homologado pela autoridade administrativa competente (DRF/Campo Grande). Apresentada manifestação de inconformidade pela interessada, esta também foi indeferida pela DRJCampo Grande. As diligências determinadas por meio da Resolução nº 1302000.201, pela 2a. Turma desta 3a. Câmara foram realizadas pela autoridade fiscal designada que concluiu, após a análise dos elementos dos autos e dos novos documentos fiscais e contábeis apresentados pela interessada, que ficou comprovada a existência de saldo negativo do IRPJ no anocalendário 2001 informado na DIPJ, no montante original de R$ 3.546,87 (cfe. subitem 7.1.6 do Relatório Fiscal) e que, portanto, foi confirmada a existência do valor pleiteado na DCOMP de R$ 3.029,85, cujo montante é suficiente para compensar os débitos indicados na referida DCOMP (subitem 9.5 do Relatório Fiscal). Ante ao exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário, para reconhecer o direito creditório pleiteado na PER/DCOMP nº 17005.80652.201106.1.3.026830, no montante de R$ 3.029,85, e homologar as compensações indicadas no pedido. É como voto. Sala das Sessões, em 13 de março de 2014 (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Fl. 373DF CARF MF Impresso em 28/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES Processo nº 10140.900107/200874 Acórdão n.º 1301001.451 S1C3T1 Fl. 111 6 Fl. 374DF CARF MF Impresso em 28/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO, Assinado digitalmente em 24/04/2014 por WILSON FERNANDES GUIMARAES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.018066/2007-06
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 31 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2005
RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA.
A responsabilidade por infrações à legislação tributária é objetiva, não comportando a aferição de intenção do agente ou desconhecimento da legislação.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 2102-002.781
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Assinado digitalmente
JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente.
Assinado digitalmente
NÚBIA MATOS MOURA Relatora.
EDITADO EM: 22/11/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho.
Nome do relator: NUBIA MATOS MOURA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2005 RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. A responsabilidade por infrações à legislação tributária é objetiva, não comportando a aferição de intenção do agente ou desconhecimento da legislação. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 31 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10980.018066/2007-06
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5334198
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 31 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2102-002.781
nome_arquivo_s : Decisao_10980018066200706.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : NUBIA MATOS MOURA
nome_arquivo_pdf_s : 10980018066200706_5334198.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA Relatora. EDITADO EM: 22/11/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho.
dt_sessao_tdt : Wed Nov 20 00:00:00 UTC 2013
id : 5368369
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:52 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046592965050368
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1539; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C1T2 Fl. 53 1 52 S2C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10980.018066/200706 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2102002.781 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 20 de novembro de 2013 Matéria IRPF Omissão de rendimentos Recorrente CASITO ALVES JUNIOR Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2005 RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA. A responsabilidade por infrações à legislação tributária é objetiva, não comportando a aferição de intenção do agente ou desconhecimento da legislação. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente JOSÉ RAIMUNDO TOSTA SANTOS – Presidente. Assinado digitalmente NÚBIA MATOS MOURA – Relatora. EDITADO EM: 22/11/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alice Grecchi, Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, José Raimundo Tosta Santos, Núbia Matos Moura e Rubens Maurício Carvalho. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 01 80 66 /2 00 7- 06 Fl. 127DF CARF MF Impresso em 31/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10980.018066/200706 Acórdão n.º 2102002.781 S2C1T2 Fl. 54 2 Relatório Contra CASITO ALVES JUNIOR foi lavrada Notificação de Lançamento, fls. 22/26, para formalização de exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (IRPF), relativa ao anocalendário 2004, exercício 2005, no valor total de R$ 3.285,89, incluindo multa de ofício e juros de mora, estes últimos calculados até 30/11/2007. A infração apurada pela autoridade fiscal foi omissão de rendimentos recebidos do Banco Finasa S/A e do Banco Dibens S/A, nos valores de R$ 4.236,66 e R$ 12.776,00, respectivamente. Inconformado com a exigência, o contribuinte apresentou impugnação, fls. 01, que foi considerada improcedente pela autoridade julgadora de primeira instância, conforme Acórdão DRJ/CTA nº 0626.229, de 20/04/2010, fls. 31/32. Cientificado da decisão de primeira instância, por via postal, em 10/05/2010, Aviso de Recebimento (AR), fls. 36, o contribuinte apresentou, em 26/05/2010, recurso voluntário, fls. 38, no qual traz as alegações a seguir transcritas: ... que na ocasião do ocorrido ref. ao imposto de renda PF, do anocalendário 2004, que não foi omissão de rendimento, eu nunca declarei sempre fui isento, eu não sabia de nada sobre imposto de renda, eu esta leigo no assunto e por sua vez a fonte pagadora dava incentivo mas nunca poderia imaginar esta desgraça sem eu conhecer do assunto. E agora ficou mais difícil ainda, eu estou muito doente, e não posso assumir nada mais na minha vida, solicito o cancelamento e está toda a prova anexada nesta impugnação estou debilitado a qualquer tipo de atividade, isto ocorreu em 2009, fim de 2009, ou meados. É o Relatório. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 31/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10980.018066/200706 Acórdão n.º 2102002.781 S2C1T2 Fl. 55 3 Voto Conselheira Núbia Matos Moura, relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. Dele conheço. Cuidase de infração de omissão de rendimentos e no recurso o contribuinte solicita o cancelamento do crédito tributário exigido na Notificação de Lançamento, sob a alegação de que desconhecia a legislação e que se encontra atualmente impossibilitado para o trabalho. Nesse sentido, cumpre dizer que a responsabilidade por infrações tributárias independe da intenção e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato, conforme disposto no art. 136 do Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional (CTN): Art. 136. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. Por outro lado, insta frisar que a autoridade administrativa não se pode furtar ao cumprimento dos mandamentos da legislação tributária, sob pena de responsabilidade funcional, pois sua atividade é plenamente vinculada (art. 3º e parágrafo único do art. 142 do CTN). Ademais, de acordo com o inciso VI do art. 97 do CTN, somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. Digase, ainda, que ninguém pode alegar desconhecimento da lei para não cumprila. (art. 3º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Portanto, a despeito das alegações trazidas pela defesa, fato é que houve a omissão de rendimentos por parte do contribuinte, sendo certo que a infração a ele imputada deve ser mantida nos termos em que consubstanciado na Notificação de Lançamento. Ante o exposto, voto por NEGAR provimento ao recurso. Assinado digitalmente Núbia Matos Moura Relatora Fl. 129DF CARF MF Impresso em 31/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS Processo nº 10980.018066/200706 Acórdão n.º 2102002.781 S2C1T2 Fl. 56 4 Fl. 130DF CARF MF Impresso em 31/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/11/2013 por NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 26/11/2013 po r NUBIA MATOS MOURA, Assinado digitalmente em 27/11/2013 por JOSE RAIMUNDO TOSTA SANTOS
score : 1.0
Numero do processo: 10925.905088/2012-21
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Apr 01 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Data do fato gerador: 30/04/2005
PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO.
A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda.
INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3801-002.870
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcos Antonio Borges - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: MARCOS ANTONIO BORGES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Data do fato gerador: 30/04/2005 PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO. A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 01 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10925.905088/2012-21
anomes_publicacao_s : 201404
conteudo_id_s : 5334677
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 01 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-002.870
nome_arquivo_s : Decisao_10925905088201221.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARCOS ANTONIO BORGES
nome_arquivo_pdf_s : 10925905088201221_5334677.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 25 00:00:00 UTC 2014
id : 5372197
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:20:00 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046592996507648
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1890; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 57 1 56 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10925.905088/201221 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801002.870 – 1ª Turma Especial Sessão de 25 de fevereiro de 2014 Matéria RESTITUIÇÃO Recorrente PARATI SA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Data do fato gerador: 30/04/2005 PIS. COFINS. RESTITUIÇÃO. EXCLUSÃO DO VALOR DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO. INDEFERIMENTO. A Contribuição para o PIS/Pasep e a Cofins incidem sobre o faturamento, que corresponde à totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. INCONSTITUCIONALIDADE. SÚMULA CARF Nº 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Marcos Antonio Borges Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antonio Borges e Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 92 5. 90 50 88 /2 01 2- 21 Fl. 57DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905088/201221 Acórdão n.º 3801002.870 S3TE01 Fl. 58 2 Fl. 58DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905088/201221 Acórdão n.º 3801002.870 S3TE01 Fl. 59 3 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos: Trata o presente processo de Pedido de Restituição PER, apresentado pela contribuinte acima qualificada. Em análise do pedido, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Joaçaba/SC decidiu indeferilo (Despacho Decisório à folha 5), em razão de que o valor recolhido via DARF, indicado como fonte do crédito contra a Fazenda Nacional, já havia sido integralmente utilizado para pagamento de débito da contribuinte, não restando crédito disponível para restituição solicitada no PER. Inconformada com o não deferimento de seu Pedido de Restituição, a contribuinte esclarece, em síntese, que os créditos pleiteados referemse a pagamentos a maior da contribuição ao PIS e da Cofins, em razão da inclusão do ICMS nas bases de cálculo destas contribuições. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis (SC) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, conforme ementa abaixo: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2007 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ DO CRÉDITO. REQUISITO. A certeza e liquidez do crédito é requisito essencial para o deferimento da restituição, devendo restar comprovado o efetivo pagamento indevido ou a maior que o devido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Inconformada, a contribuinte recorre a este Conselho, conforme recurso voluntário apresentado, no qual alega que a exigência da prévia retificação da DCTF como condição para reconhecer o crédito tributário pleiteado pela recorrente não possui qualquer fundamento legal, devendo ser enfrentado os argumentos apresentados na Manifestação de Inconformidade. É o relatório. Fl. 59DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905088/201221 Acórdão n.º 3801002.870 S3TE01 Fl. 60 4 Voto Conselheiro Relator Marcos Antonio Borges O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. O direito creditório não existiria, segundo o despacho decisório inicial e o acórdão de primeira instância, porque os pagamentos constantes do pedido estariam integralmente vinculados a débitos em DCTF e não teriam sido demonstradas a liquidez e a certeza dos indébitos. Na análise eletrônica dos PERDCOMPs de pagamento indevido ou a maior o objetivo é confirmar a existência de indébito tributário, confrontando informações das declarações apresentadas com os pagamento realizados. Não se está analisando efetivamente o mérito da questão, o que somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. Apesar da alegação da existência de crédito decorrente de pagamento indevido ou a maior não ter sido acompanhada na peça impugnatória da retificação da respectiva DCTF, instrumento de confissão de dívida, que a princípio estaria na esfera de responsabilidade do contribuinte, o entendimento predominante deste Colegiado é no sentido da prevalência da verdade material, sendo que a falta de apresentação de DCTF retificadora, por se tratar de prova indiciária, não excluiria o direito da recorrente à repetição do indébito, nos termos do art. 165 do CTN, in verbis: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; No mérito, a recorrente alega que os créditos pleiteados referemse a pagamentos a maior da contribuição ao PIS e da Cofins, em razão da inclusão do ICMS nas bases de cálculo destas contribuições. A questão da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS é objeto do Recurso Extraordinário (RE) nº 240.7852 MG, que não foi ainda julgada até a presente data. Na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 18, que trata da mesma matéria, o STF reconheceu a repercussão geral da demanda e deferiu medida cautelar para determinar que, até o julgamento final da ação pelo Plenário do STF, juízos e tribunais Fl. 60DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905088/201221 Acórdão n.º 3801002.870 S3TE01 Fl. 61 5 suspendessem o julgamento dos processos em trâmite que envolviam a aplicação do art. 3º, § 2º, inciso I, da Lei no 9.718/98. A suspensão dos julgamentos deferida liminarmente foi sucessivamente prorrogada nas sessões plenárias realizadas em 04/02/2009, em 16/09/2009, e, finalmente, em 25/03/2010, quando o Tribunal, pela última vez, prorrogou por mais 180 dias a eficácia da medida cautelar anteriormente deferida. Quanto ao RE nº 240.7852/MG, o mesmo foi também sustado até o julgamento do ADC no 18, já que o Plenário do STF, ao julgar questão de ordem levantada pelo Ministro Marco Aurélio, decidiu que o julgamento da ADC deveria preceder o julgamento do RE em tela, uma vez que a ADC, por tratarse de controle concentrado de constitucionalidade, repercutiria sobre os demais processos relativos à matéria. Contudo, findo o prazo suspensivo liminarmente concedido pelo STF, tendo em vista não haver nenhuma decisão vigente nesse sentido nos julgamentos que versam sobre a matéria, bem como, com a edição da Portaria MF no 545, de 18 de novembro de 2013, que revogou os parágrafos 1º e 2º do artigo 62A do Anexo II do Regimento Interno deste Conselho, que previam o sobrestamento dos julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, preliminarmente entendo que não há que se falar em sobrestamento dos autos. Isto posto, no mérito, veremos que não assiste razão à recorrente. Apesar da recorrente argumentar que o ICMS, por não representar riqueza do contribuinte e sim receita do Erário Estadual, é um ônus fiscal e não faturamento. Esse, porém, referese a uma universalidade, um todo composto pelas receitas da empresa, pouco importando qual é a composição destas receitas ou se os impostos indiretos compõem o preço de venda. A Lei nº 9.718/98, em seu art. 3º, § 2º, I autoriza apenas a exclusão do ICMS “quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário”. Em nenhum momento, porém, autoriza a exclusão do ICMS das próprias vendas. Em relação ao PIS, a Jurisprudência encontravase pacificada, sendo editada a Súmula nº 68 pelo Superior Tribunal de Justiça, abaixo transcrita: Súmula: 68 A PARCELA RELATIVA AO ICM INCLUISE NA BASE DE CALCULO DO PIS. Em relação ao FINSOCIAL, que também tinha por base de cálculo o faturamento, o Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula nº 94, que estabelece: Súmula 94. A PARCELA RELATIVA O ICMS INCLUISE NA BASE DE CÁLCULO DO FINSOCIAL. Este também é o entendimento exarado pelo STJ, superada a suspensão liminar dos julgamentos dos processos envolvendo a matéria determinada pelo STF, no âmbito do REsp no 1.127.877SP (transitado em julgado em 20/06/2012), no sentido de que o ICMS integra sim a base de cálculo do PIS e da COFINS, através de decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, com base em jurisprudência da citada Corte, conforme excerto abaixo: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. Fl. 61DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905088/201221 Acórdão n.º 3801002.870 S3TE01 Fl. 62 6 INCLUSÃO DO ICMS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. A jurisprudência deste Tribunal pacificouse no sentido de que "a parcela relativa ao ICMS deve ser incluída na base de cálculo do PIS e da Cofins, nos termos das Súmulas 68 e 94 do STJ" (AgRg no REsp 1.121.982/RS, 2ª T., Min. Humberto Martins, DJe de 04/02/2011). Nesse sentido, os seguintes julgados: AgRg no Ag 1.069.974/PR, 1ª T., Min. Francisco Falcão, DJe de 02/03/2009; REsp 1.012.877/PR, 2ª T., Min. Mauro Campbell Marques, DJe de 08/02/2011; AgRg no Ag 1.169.099/SP, 2ª T., Min. Herman Benjamin, DJe de 03/02/2011; AgRg no Ag 1.005.267/RS, 1ª T., Min. Benedito Gonçalves, DJe de 02/09/2009. Ocorre ainda que eventuais alegações acerca de inconstitucionalidade da legislação tributária não são oponíveis na esfera administrativa, uma vez que sua apreciação foge à alçada da autoridade administrativa de qualquer instância, não dispondo esta de competência legal para examinar hipóteses de violação às normas legitimamente inseridas no ordenamento jurídico nacional. Com efeito, a apreciação dessas questões achase reservada ao Poder Judiciário, pelo que qualquer discussão quanto aos aspectos de validade das normas jurídicas deve ser submetida àquele Poder. Portanto, é inócuo suscitar tais alegações na esfera administrativa, pois à autoridade administrativa é vedado desrespeitar textos legais em vigor, sob pena de responsabilidade funcional, sendo defeso a apreciação da matéria por esse órgão julgador, nos termos da Súmula n° 2 do CARF, de observância obrigatória por parte de seus membros. No mais, o julgamento do Recurso Especial (REsp) no 1.127.877SP foi submetido ao rito do artigo 543C do CPC, razão pela qual o entendimento ali expresso deverá ser seguido pelos conselheiros no âmbito do CARF, conforme caput do artigo 62A1 do Regimento Interno deste Conselho, aprovado pela Portaria MF n° 256/2009, com alterações introduzidas pela Portaria MF no 545, de 18 de novembro de 2013. Assim, voto por negar provimento ao presente recurso voluntário. 1 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10925.905088/201221 Acórdão n.º 3801002.870 S3TE01 Fl. 63 7 (assinado digitalmente) Marcos Antônio Borges Fl. 63DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2014 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 13/03/201 4 por MARCOS ANTONIO BORGES, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 11030.905001/2009-58
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Mar 14 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do fato gerador: 31/05/2004
COFINS. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO DE TRIBUTO. POSSIBILIDADE.
Caracterizado o pagamento a maior ou indevido da contribuição, o contribuinte tem direito à repetição do indébito, segundo o disposto no art. 165, I, do Código Tributário Nacional (CTN).
COOPERATIVAS. COFINS. LEI Nº 10.892/2004.
As sociedades cooperativas de produção agropecuária e as de consumo poderão adotar antecipadamente o regime de incidência não-cumulativo da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS nos termos do art. 4º da Lei nº 10.892/2004.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 3801-002.970
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Data do fato gerador: 31/05/2004 COFINS. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO DE TRIBUTO. POSSIBILIDADE. Caracterizado o pagamento a maior ou indevido da contribuição, o contribuinte tem direito à repetição do indébito, segundo o disposto no art. 165, I, do Código Tributário Nacional (CTN). COOPERATIVAS. COFINS. LEI Nº 10.892/2004. As sociedades cooperativas de produção agropecuária e as de consumo poderão adotar antecipadamente o regime de incidência não-cumulativo da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS nos termos do art. 4º da Lei nº 10.892/2004. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Mar 14 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 11030.905001/2009-58
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5330824
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 14 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-002.970
nome_arquivo_s : Decisao_11030905001200958.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SIDNEY EDUARDO STAHL
nome_arquivo_pdf_s : 11030905001200958_5330824.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Feb 26 00:00:00 UTC 2014
id : 5342066
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593021673472
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1781; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 125 1 124 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11030.905001/200958 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801002.970 – 1ª Turma Especial Sessão de 26 de fevereiro de 2014 Matéria COMPENSAÇÃOCOFINS Recorrente COOPERATIVA TRITICOLA DE ESPUMOSO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/05/2004 COFINS. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO DE TRIBUTO. POSSIBILIDADE. Caracterizado o pagamento a maior ou indevido da contribuição, o contribuinte tem direito à repetição do indébito, segundo o disposto no art. 165, I, do Código Tributário Nacional (CTN). COOPERATIVAS. COFINS. LEI Nº 10.892/2004. As sociedades cooperativas de produção agropecuária e as de consumo poderão adotar antecipadamente o regime de incidência nãocumulativo da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS nos termos do art. 4º da Lei nº 10.892/2004. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 03 0. 90 50 01 /2 00 9- 58 Fl. 125DF CARF MF Impresso em 14/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11030.905001/200958 Acórdão n.º 3801002.970 S3TE01 Fl. 126 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros:Paulo Sérgio Celani, Sidney Eduardo Stahl, Marcos Antonio Borges, Paulo Antonio Caliendo Velloso da Silveira, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel e Flávio de Castro Pontes (Presidente). Fl. 126DF CARF MF Impresso em 14/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11030.905001/200958 Acórdão n.º 3801002.970 S3TE01 Fl. 127 3 Relatório Tratase de Manifestação de Inconformidade, fls. 10 a 12, contra despacho decisório eletrônico da DRF/Passo Fundo, nº. 842600890, fl. 06, que não homologou a compensação declarada no Per/Dcomp nº 16307.26773.150306.1.3.040727, em virtude do crédito apontado ter sido utilizado integralmente para quitação de débitos da contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no Per/Dcomp. Cientificada do despacho decisório, em 29/06/2009, a interessada apresentou, em 28/07/2009, manifestação de inconformidade, fls. 10 a 12, alegando, em síntese, que: => efetuou a opção pelo regime não cumulativo e refez a apuração da Cofins faturamento, referente ao mês de mai/2004, em função da lei nº 10.892/2004, que, no seu art. 4º, facultava às cooperativas de produção agropecuária adotarem antecipadamente o regime de incidência não cumulativo da COFINS, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de maio de 2004, e no parágrafo único do art. 4º, que deu o prazo de até o décimo dia do mês subseqüente ao da publicação da referida lei; => após a retificação da apuração do referido mês, o débito que havia sido apurado deixou de existir. A DCTF do período foi retificada; => requer o recebimento da manifestação de inconformidade e homologação Per/Dcomp n° 16307.26773.150306.1.3.040727. A DRJ em Salvador (BA) julgou improcedente a manifestação de inconformidade com base na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 31/05/2004 COMPENSAÇÃO. DISPONIBILIDADE DO CRÉDITO. O crédito usado em compensação tem que estar disponível na data da transmissão do PER/DCOMP. RESTITUIÇÃO. RECOLHIMENTOS INDEVIDOS. COMPROVAÇÃO. A insuficiência da apresentação de prova inequívoca mediante documentação hábil e idônea acarreta a negação de reconhecimento do direito creditório, em face da impossibilidade Fl. 127DF CARF MF Impresso em 14/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11030.905001/200958 Acórdão n.º 3801002.970 S3TE01 Fl. 128 4 da autoridade administrativa aferir a liquidez e certeza do pretenso crédito. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Não concordando com a decisão da DRJ a contribuinte apresentou Recurso Voluntário utilizandose dos mesmos argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Essa Turma converteu o julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) Intimasse a contribuinte para no prazo de 30 dias apresentar a cópia do documento comprobatório da adesão antecipada a que aduz o § único do artigo 4º da Lei nº 10.892/2004, ou confirme a DRF a realização da opção por parte da contribuinte; b) anexasse cópia da DCTF retificadora ativa referente ao 2º trimestre de 2004; c) apurasse o valor devido a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidente sobre o faturamento com base na escrituração fiscal e contábil, período de apuração de maio/2004, segundo o regime de incidência não cumulativo, nos termos do art. 4º da Lei nº 10.892/2004; d) cientifique a interessada quanto ao teor dos cálculos para, desejando, manifestarse no prazo de dez dias. Após a conclusão da diligência, retornasse o processo a este CARF para julgamento. É o que importa relatar. Fl. 128DF CARF MF Impresso em 14/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11030.905001/200958 Acórdão n.º 3801002.970 S3TE01 Fl. 129 5 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. Assiste razão à recorrente, conforme será demonstrado. A recorrente sustenta que o seu direito creditório decorre da apuração da Cofins faturamento, em função da lei nº 10.892/2004, que, no seu art. 4º, facultava às cooperativas de produção agropecuária adotarem antecipadamente o regime de incidência não cumulativo da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de maio de 2004, e no parágrafo único do art. 4º, que deu o prazo de até o décimo dia do mês subseqüente ao da publicação da referida lei para que fosse feita a opção pelo regime não cumulativo. Do exame do despacho decisório que indeferiu a compensação, verificase que essa matéria não foi apreciada. A autoridade fiscal, em síntese, apenas considerou os dados apresentados na DCTF original. Tal fundamentação, por certo, decorre de análise superficial, realizada nos limites de sistema informatizado de informações (batimento entre o pagamento informado como indevido e sua situação no conta corrente – disponível ou não), no qual não se está analisando efetivamente o mérito da questão, cuja análise somente será viável a partir da manifestação de inconformidade apresentada pelo requerente, na qual, esperase, seja descrita a origem do direito creditório pleiteado e sua fundamentação legal. Registrese, por oportuno, que a DCTF retificadora foi apresentada antes da ciência do despacho decisório. Assim, a interessada não foi intimada a justificar a origem de seu crédito, o que de fato lhe trouxe prejuízo. Convém ressaltar que o simples erro de preenchimento da DCTF não pode resultar em enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. Ademais, não há óbice legal para a apresentação de DCTF retificadora antes da emissão do despacho decisório. De sorte que o mero erro de fato no preenchimento da DCTF não é elemento suficiente para afastar o direito à restituição de tributo pago a maior indevidamente. No mérito, analisemos os arts. 4º e 5º da lei nº 10.892/2004: Art. 4o As sociedades cooperativas de produção agropecuária e as de consumo poderão adotar antecipadamente o regime de incidência nãocumulativo da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS. Parágrafo único. A opção será exercida até o 10o (décimo) dia do mês subseqüente ao da data de publicação desta Lei, de acordo com as normas e condições estabelecidas pela Secretaria Fl. 129DF CARF MF Impresso em 14/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11030.905001/200958 Acórdão n.º 3801002.970 S3TE01 Fl. 130 6 da Receita Federal, produzindo efeitos em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de maio de 2004. Art. 5o Esta Lei entra em vigor em 1o de outubro de 2004, exceto em relação ao seu art. 4o, que entra em vigor na data da sua publicação. A recorrente, por se tratar de sociedade cooperativa de produção agropecuária, tendo efetuado a opção de antecipação do regime de nãocumulatividade de que trata o art. 4º da Lei nº 10.892, de 2004, deveria apurar as contribuições nesse regime a partir de 1º de maio de 2004. A adesão antecipada pelo regime de nãocumulatividade foi regulamentada pela IN SRF 433/2004. Como a publicação da Lei nº 10.892 ocorreu em 14.7.2004, essa opção deu se de forma retroativa em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de maio de 2004, o que poderia ocasionar divergências em relação às contribuições apuradas pelo regime de incidência cumulativo, como alegado pela recorrente. Conforme informado pela Delegacia de origem e colacionado nos autos, o contribuinte apresentou cópia do “Termo de Opção” de que trata o art. 4º da Lei nº 10.892, de 2004, fazendo jus portanto à apuração antecipada no regime de incidência não cumulativo da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins. Ao realizar a diligência e constatar, a partir dos registros existentes nos sistemas da RFB e dos documentos apresentados pela cooperativa, que não houve apuração de saldo a pagar a título de Cofins, no regime não cumulativo, para o período de apuração em referência, a Delegacia de origem confirmou a legitimidade do direito creditório, restando caracterizado o indébito e tendo o contribuinte direito à sua repetição, nos termos do art. 165 do CTN. Assim sendo, pelos documentos comprobatórios colacionados aos autos, e em especial a diligência fiscal realizada pela Delegacia de origem, reconhecesse como legítimo o crédito de pagamento indevido ou a maior, constante do presente processo. Diante do exposto, voto por dar provimento ao recurso voluntário no sentido de reconhecer um crédito originário no valor pleiteado pela recorrente e homologar a compensação indicada no PER/DCOMP objeto deste processo até o limite do crédito original aqui reconhecido, devidamente atualizado. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Fl. 130DF CARF MF Impresso em 14/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11030.905001/200958 Acórdão n.º 3801002.970 S3TE01 Fl. 131 7 Fl. 131DF CARF MF Impresso em 14/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 16682.901948/2011-53
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 09 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Apr 22 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2006
NULIDADE.
No caso de o enfrentamento das questões na peça de defesa denotar perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento e estando os atos administrativos motivados de forma explícita, clara e congruente, não há que se falar em nulidade dos atos em litígio.
PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL.
A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais.
PER/DCOMP. ÔNUS DA PROVA. COMPROVAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA.
Cabe à Recorrente produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, já que o procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de direito creditório pleiteado.
PER/DCOMP. CONFISSÃO DE DÍVIDA.
Per/DComp constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados.
JUROS DE MORA E MULTA DE MORA. VALORAÇÃO DOS DÉBITOS.
Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os débitos sofrerão a incidência de acréscimos moratórios, ou seja, de juros de mora a taxa Selic e aplicação da multa moratória, na forma da legislação de regência.
DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA.
Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa.
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 1803-002.151
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade negaram provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes e Arthur José André Neto que davam provimento para considerar, como efetivamente pagas, as estimativas extintas por compensação solicitadas em DComp.
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva Relatora e Presidente
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizan, Artur José André Neto e Carmen Ferreira Saraiva.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201404
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2006 NULIDADE. No caso de o enfrentamento das questões na peça de defesa denotar perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento e estando os atos administrativos motivados de forma explícita, clara e congruente, não há que se falar em nulidade dos atos em litígio. PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL. A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais. PER/DCOMP. ÔNUS DA PROVA. COMPROVAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA. Cabe à Recorrente produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, já que o procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de direito creditório pleiteado. PER/DCOMP. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Per/DComp constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. JUROS DE MORA E MULTA DE MORA. VALORAÇÃO DOS DÉBITOS. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os débitos sofrerão a incidência de acréscimos moratórios, ou seja, de juros de mora a taxa Selic e aplicação da multa moratória, na forma da legislação de regência. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Apr 22 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 16682.901948/2011-53
anomes_publicacao_s : 201404
conteudo_id_s : 5340846
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Apr 22 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1803-002.151
nome_arquivo_s : Decisao_16682901948201153.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : CARMEN FERREIRA SARAIVA
nome_arquivo_pdf_s : 16682901948201153_5340846.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade negaram provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes e Arthur José André Neto que davam provimento para considerar, como efetivamente pagas, as estimativas extintas por compensação solicitadas em DComp. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora e Presidente Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizan, Artur José André Neto e Carmen Ferreira Saraiva.
dt_sessao_tdt : Wed Apr 09 00:00:00 UTC 2014
id : 5401543
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:20:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593039499264
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 25; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2043; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 362 1 361 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16682.901948/201153 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803002.151 – 3ª Turma Especial Sessão de 09 de abril de 2014 Matéria PER/DCOMP Recorrente FMC TECHNOLOGIES DO BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2006 NULIDADE. No caso de o enfrentamento das questões na peça de defesa denotar perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento e estando os atos administrativos motivados de forma explícita, clara e congruente, não há que se falar em nulidade dos atos em litígio. PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL. A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais. PER/DCOMP. ÔNUS DA PROVA. COMPROVAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA. Cabe à Recorrente produzir o conjunto probatório nos autos de suas alegações, já que o procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de direito creditório pleiteado. PER/DCOMP. CONFISSÃO DE DÍVIDA. Per/DComp constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. JUROS DE MORA E MULTA DE MORA. VALORAÇÃO DOS DÉBITOS. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os débitos sofrerão a incidência de acréscimos moratórios, ou seja, de juros de mora a taxa Selic e aplicação da multa moratória, na forma da legislação de regência. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 68 2. 90 19 48 /2 01 1- 53 Fl. 367DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 363 2 Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por voto de qualidade negaram provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Vencidos os Conselheiros Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes e Arthur José André Neto que davam provimento para considerar, como efetivamente pagas, as estimativas extintas por compensação solicitadas em DComp. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva – Relatora e Presidente Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizan, Artur José André Neto e Carmen Ferreira Saraiva. Relatório A Recorrente formalizou os Pedidos de Ressarcimento ou Restituição/Declarações de Compensação (Per/DComp) nº 01917.24156.190407.1.7.035680, em 19.04.2007, nº 18542.05485.291106.1.7.031524 e 22159.29740.291106.1.3.030880, ambas em 29.11.2006, fls. 0225, utilizandose do crédito relativo ao saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) no valor de R$695.375,07 apurado pelo regime de tributação com base no lucro real no anocalendário de 2005, para compensação dos débitos ali confessados. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fls. 2631, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo deferimento em parte do pedido: Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado que a soma das parcelas de composição do crédito informadas no PER/DCOMP deve ser suficiente para comprovar a quitação da contribuição social devida e a apuração do saldo negativo, verificouse: PARCELAS DE COMPOSIÇÃO DO CRÉDITO INFORMADAS NO PER/DCOMP PARC. CRÉDITO RETENÇÕES FONTE PAGAMENTOS DEM. ESTIM. COMP. Soma das Parcelas do Crédito Fl. 368DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 364 3 PER/DCOMP 1.663.253,92 1.273.060,15 95.337,05 3.031.651,13 CONFIRMADAS 1.559.432,84 1.273.060,15 50.444,26 2.882.937,26 Valor original do saldo negativo informado no PER/DCOMP com demonstrativo de crédito: R$695.375,07. Valor na DIPJ: R$695.375,07. Somatório das parcelas de composição do crédito na DIPJ: R$3.031.651,12. CSLL devida: R$2.336.276,05 Valor do saldo negativo disponível = (parcelas confirmadas limitado ao somatório das parcelas na DIPJ – (CSLL devida) limitado ao menor valor entre saldo negativo DIPJ e PER/DCOMP, observado que quando este cálculo resultar negativo, o valor será zero. Valor do saldo negativo disponível: 546.661,21. O crédito reconhecido foi insuficiente para compensar integralmente os débitos informados pelo sujeito passivo, razão pela qual: HOMOLOGO PARCIALMENTE a compensação no Per/DComp: 18542.05485.291106.1.7.031524. NÃO HOMOLOGO a compensação declarada no(s) seguinte(s) PER/DCOMP: 22159.29740.291106.1.3.030880. Para tanto, cabe indicar o seguinte enquadramento legal: art. 168 da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN) e art. 6º, art. 28 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, bem como art. 4º da Instrução Normativa RFB nº 900 de 30 de dezembro de 2008. Cientificada, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade, fls. 3355, com os argumentos a seguir discriminados. Faz um relato sobre a ação fiscal e suscita que a apresentação regular da manifestação de inconformidade suspende a exigibilidade dos débitos confessados em Per/DComp: O artigo 74, § 11, da Lei n° 9.430/96 é expresso ao afirmar que a Manifestação de Inconformidade tem o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário em discussão. O artigo 66, § 5º, da Instrução Normativa SRF n° 900/08, também expressamente reconhece que a Manifestação de Inconformidade contra o indeferimento da compensação, enquadrase no disposto no artigo 151, inciso III, do CTN, e suspende a exigibilidade do crédito tributário. Portanto, não pode o débito ser objeto de cobrança e ser inscrito em Dívida Ativa. Proceder dessa maneira implicaria afronta ao disposto no artigo 37, § 1°, da Instrução Normativa SRF n° 900/08, que determina que o débito decorrente do pedido de compensação indeferido não poderá ser encaminhado à Fazenda Nacional para inscrição em Dívida Ativa da União quando instaurado litígio administrativo fiscal em decorrência da apresentação de Manifestação de Inconformidade. Fl. 369DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 365 4 Em relação à nulidade do Despacho Decisório pela descrição deficiente dos fatos: Constatase que o Despacho Decisório deve descrever todos os elementos indispensáveis à identificação da obrigação surgida. Mais do que isso, não basta a mera descrição do fato que deu ensejo à autuação, é preciso que ela seja clara, precisa e razoável, a fim de que o contribuinte disponha de meios suficientes para, querendo, se defender das infrações que lhe foram imputadas. Todavia, não é isso que se verifica na presente exação. O Despacho Decisório não se revestiu das formalidades previstas no Decreto n° 70.235/72, visto que não traz elementos suficientes a permitir a adequada defesa dos interesses da Requerente. A fundamentação do Despacho Decisório é insuficiente, contendo apenas breve descrição justificando a não homologação da compensação na suposta insuficiência do crédito utilizado pela Requerente. [...] Portanto, considerando que a descrição deficiente das supostas irregularidades cometidas pela Requerente constitui nulidade insanável, por impedir o regular exercício do direito de defesa da Requerente, concluise que a exigência consubstanciada no Despacho Decisório deve ser de plano cancelada. No que tange à obrigatoriedade da formalização do crédito tributário por meio de auto de infração ou de notificação de lançamento acrescenta que: Em conformidade com o caput e o parágrafo único do artigo 142 do CTN, o lançamento é atividade privativa da Fazenda Pública, sendo vinculada e imprescindível, sob pena de responsabilidade funcional. O mero pedido de compensação não desobriga o Fisco de promover o lançamento do seu crédito. Nessa linha, o artigo 9º do Decreto n° 70.235/72 [...] estabelece que a constituição do crédito tributário somente se verifica por meio da formalização de Auto de Infração ou de Notificação de Lançamento [...] Da leitura conjunta dos citados dispositivos, podese concluir que o crédito tributário só pode ser constituído por meio de um Auto de Infração ou de uma Notificação de Lançamento, respeitados os requisitos previstos nos artigos 10 e 11 do Decreto n° 70.235/72. Portanto, caso a cobrança seja feita de forma diversa e não prevista em lei, evidentemente é nula e deve ser cancelada. No caso em questão, as Autoridades Fiscais, por meio de Despacho Decisório, não homologaram as compensações feitas pela Requerente e, além disso, fugindo das suas atribuições, cobraram os créditos decorrentes das referidas compensações. Ocorre que as Autoridades Tributárias não podem pretender cobrar crédito sem que ele tenha sido devidamente constituído, seja por meio de um Auto de Infração ou por meio de uma Notificação de Lançamento. [...] Ou seja, uma vez feito o pedido de compensação pelo contribuinte, cabe às Autoridades Fiscais analisarem a procedência do crédito e, posteriormente, homologarem ou não a compensação. Se não homologada, deverá obrigatoriamente ser realizado de ofício o lançamento do débito apurado. Diante do exposto, resta claro que a presente cobrança deve ser cancelada, uma vez que o Despacho Decisório não é a via competente para se formalizar um Fl. 370DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 366 5 crédito, e tal fato contraria expressamente o disposto no artigo 142, caput e parágrafo único do CTN, além do artigo 9º do Decreto n° 70.235/72. Relativamente à decadência do lançamento aduz que: Não obstante o que já foi mencionado, é irrelevante a discussão acerca da compensação do saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido ("CSLL") no exercício de 2006, visto que é evidente que se operou a decadência do direito de o Fisco Federal glosar esses valores apurados no anocalendário de 2005 e devidamente informados pelos meios cabíveis. Nestes termos, a Requerente tem como certo que o presente Despacho Decisório é insubsistente, pois além das nulidades previamente apontadas, busca exigir quantias supostamente devidas pela Requerente, em função da compensação do saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2005, o que é inviável em face da configuração da decadência. Ora, é óbvio que não tendo o lançamento sido feito à época devida, o prazo decadencial de 5 (cinco) anos já se exauriu e, sendo assim, à Fazenda Pública não assiste o direito de cobrar, nem mesmo questionar, os valores relativos ao saldo negativo de CSLL, no anocalendário de 2005, conforme pretendem as DD. Autoridades Fiscais. [...] Salientese, uma vez mais, que a presente exigência de crédito tributário decorre de suposta compensação indevida de saldo negativo de CSLL, relacionado ao anocalendário de 2005. Ocorre que a exigência formulada pelas DD. Autoridades Fiscais não merece subsistir em virtude da verificação da decadência. [...] Ora, nessas condições, tendo em vista que a suposta infração referese ao aumento indevido do saldo negativo de CSLL, gerado no anocalendário de 2005, a D. Fiscalização Federal não poderia mais se pronunciar acerca dos valores registrados no período, tendo em vista que já transcorreu o prazo de 5 (cinco) anos previsto na legislação aplicável. [...] Neste sentido, resta claro que caso o Fisco quisesse verificar a composição do saldo negativo de CSLL, do anocalendário de 2005, bem como pretendesse lavrar auto de infração referente ao aludido período, deveria têlo feito anteriormente ao anocalendário de 2010 e não no anocalendário de 2011. [...] Ante o exposto, restou amplamente demonstrado que se operou a decadência do direito do Fisco de constituir o crédito ou desconsiderar o saldo negativo de CSLL referente ao anocalendário de 2005, nos termos do artigo 156, incisos V, do Código Tributário Nacional, razão pela qual tampouco merece substituir não homologação dos pedidos de compensação formulados pela Requerente. No que diz respeito ao mérito tece esclarecimentos sobre a origem do crédito e a regularidade da compensação no seguinte sentido: A Requerente é sociedade limitada que se dedica, dentre outras atividades, à industrialização e à venda de equipamentos voltados para as indústrias petrolífera, energética e de transportes. Em razão de suas atividades está sujeita ao pagamento da CSLL, apurada conforme a sistemática do lucro real. O pagamento é efetuado por estimativa mensal, com base em balanço ou balancete de suspensão ou redução. Fl. 371DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 367 6 Nos casos em que o contribuinte apura saldo negativo de CSLL, esse valor constitui um crédito que pode ser compensado a partir do anocalendário seguinte, nos termos do artigo 40, incisos I, e II, ambos da Instrução Normativa SRF n° 900/08. A Requerente apresentou a Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica ("DIPJ"), na qual apurou saldo negativo de CSLL, no exercício de 2006, anocalendário de 2005, no valor original de R$695.375,07 (seiscentos e noventa e cinco mil, trezentos e setenta e cinco reais e sete centavos). Em respeito a essa sistemática (também prevista nas Instruções Normativas anteriores à Instrução Normativa SRF n° 900/08), a Requerente utilizouse de saldo negativo de CSLL para realizar a compensação descrita na seguinte Declaração de Compensação ("DCOMP"), transmitida eletronicamente em 19.4.2007: PER/DCOMP n° 01917.24156.190407.1.7.035680. Não obstante o fato de a compensação objeto da PER/DCOMP mencionada acima ter sido realizada em estrita consonância com a legislação vigente e estar suportada por documentação hábil e idônea, a Fiscalização houve por bem não homologála, através do Despacho Decisório ora contestado pela Requerente. Em relação ao Despacho Decisório suscita que: Em apertada síntese, as DD. Autoridades Fiscais aduzem que não homologaram a Declaração de Compensação efetuada pela Requerente em virtude de o crédito reconhecido ser, supostamente, insuficiente para compensar integralmente os débitos informados. Após análise dos motivos de fato que dão suporte à Declaração de Compensação efetuada pela Requerente, passamos às razões de direito que justificam a homologação do pedido de compensação e que, por si só, demonstram a improcedência da alegação do Despacho Decisório. Sobre o direito e a exatidão do valor do saldo negativo de CSLL apurado pela Requerente diz que: As DD. Autoridades Fiscais aduzem que o saldo negativo de CSLL utilizado pela Requerente na referida PER/DCOMP foi insuficiente para justificar a homologação. Concessa maxima venia, a Requerente não pode concordar com essa assertiva das D. Autoridades Fiscais, uma vez que o saldo negativo de CSLL registrado pela Requerente encontrase em perfeita consonância com as normas previstas na legislação tributária. Cabe assinalar que as DD. Autoridades Fiscais utilizaram as informações relacionadas ao saldo negativo de CSLL existentes na Declaração de Informações Econômicofiscais da Pessoa Jurídica ("DIPJ") da Requerente. Ocorre, no entanto, que o saldo negativo de CSLL constante da DIPJ não refletiu alguns valores retidos pelas clientes da Requerente no anocalendário de 2005. Por esse motivo, as DD. Autoridades Fiscais entenderam haver saldo negativo de CSLL insuficiente para a compensação. De modo a evidenciar a existência de saldo negativo de CSLL suficiente a justificar a homologação da PER/DCOMP, a Requerente junta os anexos Fl. 372DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 368 7 comprovantes anuais de retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS/PASEP, relativos ao anocalendário de 2005, da Petróleo Brasileiro S.A. ("Petrobrás") e da Shell Brasil Ltda. ("Shell") [...]. Ressaltese, na oportunidade, que as fichas da DIPJ da Requerente (i) indicam valores inferiores aos apresentados nos comprovantes anuais de retenção da Petrobrás; e (ii) não indicam valores relativos à Shell [...]. Portanto, fica evidente o equívoco da DIPJ. Além disso, a Requerente traz à baila planilha que demonstra a diferença entre os valores informados em sua DIPJ e os constantes dos informes de rendimentos de seus clientes, discriminando todos os valores relacionados ao anocalendário de 2005 [...]. Dessa forma, em que pese existir diferença entre a DIPJ e os informes de seus clientes, não se pode negar validade à compensação levada a cabo pela Requerente, posto que não paira dúvida quanto à real composição do saldo negativo de CSLL. Como se não bastasse, as DD. Autoridades Fiscais ainda formularam questionamentos acerca dos valores compensados pela Requerente relativos às estimativas mensais de CSLL do anocalendário de 2005. Com vistas a afastar quaisquer incertezas acerca dos valores utilizados nessas compensações, a Requerente pede venia para trazer à colação cópia das PER/DCOMP's que comprovam essas operações [...]. Desse modo, resta evidenciado que a exigência fiscal lançada no presente Despacho Decisório é totalmente desprovida de embasamento fático e jurídico, motivo pelo qual merece ser integralmente cancelada. Atinente às estimativas compensadas com saldos negativos de CSLL de períodos anteriores com processo administrativo argumenta que: Frisese que as DD. Autoridades Fiscais já questionaram as PER/DCOMP's ora colacionadas pela Requerente. Todavia, em função da certeza das compensações, a Requerente apresentou manifestações de inconformidade evidenciando o seu direito à homologação [...]. No momento, aguardase a apreciação dessas manifestações. Contudo, vale lembrar que suspendem a exigibilidade do crédito tributário as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo (artigo 151, inciso III, do CTN). Dessa forma, caso os Ilustres Julgadores entendam que não se tenha operado a decadência, o que se admite apenas para argumentar, é necessário aguardar uma decisão definitiva nas referidas manifestações de inconformidade, para que se possa eventualmente desconsiderar a compensação realizada pela Requerente. Neste caso, a Requerente protesta pelo sobrestamento do presente processo administrativo, até que seja proferida decisão definitiva nos autos das manifestações de inconformidade já mencionadas pela Requerente. Apresenta argumentos contra a incidência dos juros de mora equivalentes à taxa Selic e em oposição à aplicação da multa de ofício proporcional e ainda solicita produção de todos os meios de prova. Fl. 373DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 369 8 Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui: Do acima exposto, concluise que: (i) a presente Manifestação de Inconformidade é tempestiva e deve ser acolhida com a suspensão da exigibilidade do crédito tributário (ii) merece ser decretada a nulidade da presente cobrança tendo em vista que: a) a carência das informações fornecidas no Despacho Decisório, representam óbices instransponíveis à defesa da Requerente, consubstanciando verdadeira afronta aos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal; b) o Despacho Decisório não representa meio hábil para a realização do lançamento e a conseqüente exigência do crédito tributário; e c) se operou a decadência do direito do Fisco de constituir o crédito ou desconsiderar o saldo negativo de CSLL referente ao anocalendário de 2005, nos termos do artigo 156, incisos V, do Código Tributário Nacional; (iii) em que pese existir diferença entre a DIPJ e os informes de seus clientes,não se pode negar validade à compensação levada a cabo pela Requerente, posto que não paira dúvida quanto à real composição do saldo negativo de CSLL; (iv) os questionamentos formulados pelo Fisco acerca dos valores compensados pela Requerente, relativos às estimativas mensais de CSLL do ano calendário de 2005, não merecem prosperar, em virtude da indiscutível existência dos créditos utilizados na compensação; (v) a cobrança da multa no caso em análise deve ser cancelada pois, tendo sido demonstrada a total improcedência da exigência em questão, a cobrança da multa, como acessório, também se mostra totalmente improcedente; (vi) se, ad argumentandum, fosse admitida a exigência de multa no caso em análise, a mesma não poderia ser exigida no percentual de 20% (vinte por cento),tendo em vista que tal procedimento seria, frontalmente, contrário ao princípio do não confisco; e (vii) no que se refere aos juros de mora, não se poderia aplicar a Taxa SELIC aos créditos tributários, uma vez que essa taxa não foi criada por lei para fins tributários, como já vem reconhecendo a jurisprudência de nossos Tribunais. Por tudo isso, a Requerente requer que seja integralmente anulado o Despacho Decisório objeto desta Manifestação de Inconformidade uma vez que o mesmo contraria o disposto na legislação tributária, o entendimento da melhor doutrina e da jurisprudência. Ademais, pleiteia o acolhimento da presente manifestação de inconformidade, com o objetivo de cancelar o Despacho Decisório em tela, bem como as penalidades aplicadas, com o conseqüente arquivamento do processo administrativo. Protesta, ainda, pela juntada posterior de documentos e, na hipótese de discussão do valor do saldo negativo de CSLL da Requerente, pela realização de perícia contábil. Fl. 374DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 370 9 Termos em que, pede deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/RJO I/RJ nº 1247.685, de 26.06.2012, fls. 239245: “Manifestação de Inconformidade Improcedente”: Restou ementado: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2005 LANÇAMENTO VERSUS RECONHECIMENTO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO. A verificação da apuração do tributo não é cabível, apenas, para fundamentar lançamento de ofício, mas deve ser feita, também, no âmbito da análise das declarações de compensação, para efeito de determinação da certeza e liquidez do crédito, invocado pelo sujeito passivo, para extinção de outros débitos fiscais. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. Mantémse o despacho decisório, se não apresentados elementos de prova ou de direito que o modifiquem. Notificada em 18.01.2013, fl. 249, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 10.02.2013, fls. 255280 e 317, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge, reiterando os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Acrescenta que o recurso voluntário é apresentado tempestivamente. Faz um relato sobre a ação fiscal. Em relação à nulidade do Despacho Decisório pela descrição deficiente dos fatos: Constatase que o Despacho Decisório deve descrever todos os elementos indispensáveis à identificação da obrigação surgida. Mais do que isso, não basta a mera descrição do fato que deu ensejo à autuação, é preciso que ela seja clara, precisa e razoável, a fim de que o contribuinte disponha de meios suficientes para, querendo, se defender das infrações que lhe foram imputadas. Todavia, não é isso que se verifica na presente exação. O Despacho Decisório não se revestiu das formalidades previstas no Decreto n° 70.235/72, visto que não traz elementos suficientes a permitir a adequada defesa dos interesses da Requerente. A fundamentação do Despacho Decisório é insuficiente, contendo apenas breve descrição justificando a não homologação da compensação na suposta insuficiência do crédito utilizado pela Requerente. [...] Portanto, considerando que a descrição deficiente das supostas irregularidades cometidas pela Requerente constitui nulidade insanável, por impedir o regular exercício do direito de defesa da Requerente, concluise que a exigência consubstanciada no Despacho Decisório deve ser de plano cancelada com a reforma da r. decisão. Fl. 375DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 371 10 No que tange à obrigatoriedade da formalização do crédito tributário por meio de auto de infração ou de notificação de lançamento acrescenta que: Em conformidade com o caput e o parágrafo único do artigo 142 do CTN, o lançamento é atividade privativa da Fazenda Pública, sendo vinculada e imprescindível, sob pena de responsabilidade funcional. O mero pedido de compensação não desobriga o Fisco de promover o lançamento do seu crédito. Nessa linha, o artigo 9º do Decreto n° 70.235/72 [...] estabelece que a constituição do crédito tributário somente se verifica por meio da formalização de Auto de Infração ou de Notificação de Lançamento [...] Da leitura conjunta dos citados dispositivos, podese concluir que o crédito tributário só pode ser constituído por meio de um Auto de Infração ou de uma Notificação de Lançamento, respeitados os requisitos previstos nos artigos 10 e 11 do Decreto n° 70.235/72. Portanto, caso a cobrança seja feita de forma diversa e não prevista em lei, evidentemente é nula e deve ser cancelada. No caso em questão, as Autoridades Fiscais, por meio de Despacho Decisório, não homologaram as compensações feitas pela Requerente e, além disso, fugindo das suas atribuições, cobraram os créditos decorrentes das referidas compensações. Ocorre que as Autoridades Tributárias não podem pretender cobrar crédito sem que ele tenha sido devidamente constituído, seja por meio de um Auto de Infração ou por meio de uma Notificação de Lançamento. [...] Ou seja, uma vez feito o pedido de compensação pelo contribuinte, cabe às Autoridades Fiscais analisarem a procedência do crédito e, posteriormente, homologarem ou não a compensação. Se não homologada, deverá obrigatoriamente ser realizado de ofício o lançamento do débito apurado. Diante do exposto, resta claro que a presente cobrança deve ser cancelada, uma vez que o Despacho Decisório não é a via competente para se formalizar um crédito, e tal fato contraria expressamente o disposto no artigo 142, caput e parágrafo único do CTN, além do artigo 9º do Decreto n° 70.235/72, razão pela qual a presente cobrança deve ser cancelada. Relativamente à decadência do lançamento aduz que: Não obstante o que já foi mencionado, é irrelevante a discussão acerca da compensação do saldo negativo de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido ("CSLL") no exercício de 2006, visto que é evidente que se operou a decadência do direito de o Fisco Federal glosar esses valores apurados no anocalendário de 2005 e devidamente informados pelos meios cabíveis. Nestes termos, a Requerente tem como certo que o presente Despacho Decisório é insubsistente, pois além das nulidades previamente apontadas, busca exigir quantias supostamente devidas pela Requerente, em função da compensação do saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2005, o que é inviável em face da configuração da decadência. Ora, é óbvio que não tendo o lançamento sido feito à época devida, o prazo decadencial de 5 (cinco) anos já se exauriu e, sendo assim, à Fazenda Pública não assiste o direito de cobrar, nem mesmo questionar, os valores relativos ao saldo negativo de CSLL, no anocalendário de 2005, conforme pretendem as DD. Autoridades Fiscais. [...] Fl. 376DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 372 11 Salientese, uma vez mais, que a presente exigência de crédito tributário decorre de suposta compensação indevida de saldo negativo de CSLL, relacionado ao anocalendário de 2005. Ocorre que a exigência formulada pelas DD. Autoridades Fiscais não merece subsistir em virtude da verificação da decadência. [...] Ora, nessas condições, tendo em vista que a suposta infração referese ao aumento indevido do saldo negativo de CSLL, gerado no anocalendário de 2005, a D. Fiscalização Federal não poderia mais se pronunciar acerca dos valores registrados no período, tendo em vista que já transcorreu o prazo de 5 (cinco) anos previsto na legislação aplicável. [...] Neste sentido, resta claro que caso o Fisco quisesse verificar a composição do saldo negativo de CSLL, do anocalendário de 2005, bem como pretendesse lavrar auto de infração referente ao aludido período, deveria têlo feito anteriormente ao anocalendário de 2010 e não no anocalendário de 2011. [...] Ante o exposto, restou amplamente demonstrado que se operou a decadência do direito do Fisco de constituir o crédito ou desconsiderar o saldo negativo de CSLL referente ao anocalendário de 2005, nos termos do artigo 156, incisos V, do Código Tributário Nacional, razão pela qual tampouco merece substituir não homologação dos pedidos de compensação formulados pela Requerente. Sobre o direito e a exatidão do valor do saldo negativo de CSLL apurado pela Requerente diz que: As DD. Autoridades Fiscais aduzem que o saldo negativo de CSLL utilizado pela Requerente na referida PER/DCOMP foi insuficiente para justificar a homologação. Concessa maxima venia, a Requerente não pode concordar com essa assertiva das D. Autoridades Fiscais, uma vez que o saldo negativo de CSLL registrado pela Requerente encontrase em perfeita consonância com as normas previstas na legislação tributária. Cabe assinalar que as DD. Autoridades Fiscais utilizaram as informações relacionadas ao saldo negativo de CSLL existentes na Declaração de Informações Econômicofiscais da Pessoa Jurídica ("DIPJ") da Requerente. Ocorre, no entanto, que o saldo negativo de CSLL constante da DIPJ não refletiu alguns valores retidos pelas clientes da Requerente no anocalendário de 2005. Por esse motivo, as DD. Autoridades Fiscais entenderam haver saldo negativo de CSLL insuficiente para a compensação. De modo a evidenciar a existência de saldo negativo de CSLL suficiente a justificar a homologação da PER/DCOMP, a Requerente junta os anexos comprovantes anuais de retenção de IRPJ, CSLL, COFINS e PIS/PASEP, relativos ao anocalendário de 2005, da Petróleo Brasileiro S.A. ("Petrobrás") e da Shell Brasil Ltda. ("Shell") [...]. Ressaltese, na oportunidade, que as fichas da DIPJ da Requerente (i) indicam valores inferiores aos apresentados nos comprovantes anuais de retenção da Petrobrás; e (ii) não indicam valores relativos à Shell [...]. Portanto, fica evidente o equívoco da DIPJ. Fl. 377DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 373 12 Além disso, a Requerente traz à baila planilha que demonstra a diferença entre os valores informados em sua DIPJ e os constantes dos informes de rendimentos de seus clientes, discriminando todos os valores relacionados ao anocalendário de 2005 [...]. Dessa forma, em que pese existir diferença entre a DIPJ e os informes de seus clientes, não se pode negar validade à compensação levada a cabo pela Requerente, posto que não paira dúvida quanto à real composição do saldo negativo de CSLL. Como se não bastasse, as DD. Autoridades Fiscais ainda formularam questionamentos acerca dos valores compensados pela Requerente relativos às estimativas mensais de CSLL do anocalendário de 2005. Com vistas a afastar quaisquer incertezas acerca dos valores utilizados nessas compensações, a Requerente pede venia para trazer à colação cópia das PER/DCOMP's que comprovam essas operações [...]. Desse modo, resta evidenciado que a exigência fiscal lançada no presente Despacho Decisório é totalmente desprovida de embasamento fático e jurídico, motivo pelo qual merece ser integralmente cancelada, haja vista que ocorreu apenas um equívoco no preenchimento da DIPJ da Recorrente. Apesar disso, como no processo administrativo devese buscar sempre a verdade dos fatos, a incorreção no preenchimento da DIPJ da Recorrente não pode impedir o reconhecimento de que valores foram retidos pela Petrobrás e pela Shell, sob pena de enriquecimento ilícito da União Federal (Fazenda Nacional). Logo, tendo em vista a comprovação dos recolhimentos feitos pela Petrobrás e pela Shell, conforme does. n°s 6 e 7 da impugnação, a Recorrente tem como demonstrado que possuía saldo negativo de CSLL suficiente para quitar os débitos indicados na PER/DCOMP, razão pela qual a r. decisão de fls. deve ser reformada, com a homologação integral da compensação levada a cabo pela Recorrente. Atinente às estimativas compensadas com saldos negativos de CSLL de períodos anteriores com processo administrativo argumenta que: Frisese que as DD. Autoridades Fiscais já questionaram as PER/DCOMP's ora colacionadas pela Requerente. Todavia, em função da certeza das compensações, a Requerente apresentou manifestações de inconformidade evidenciando o seu direito à homologação [...]. No momento, aguardase a apreciação dessas manifestações. Contudo, vale lembrar que suspendem a exigibilidade do crédito tributário as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo (artigo 151, inciso III, do CTN). Dessa forma, caso os Ilustres Julgadores entendam que não se tenha operado a decadência, o que se admite apenas para argumentar, é necessário aguardar uma decisão definitiva nas referidas manifestações de inconformidade, para que se possa eventualmente desconsiderar a compensação realizada pela Requerente. Neste caso, a Requerente protesta pelo sobrestamento do presente processo administrativo, até que seja proferida decisão definitiva nos autos das manifestações de inconformidade já mencionadas pela Requerente. Fl. 378DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 374 13 Apresenta argumentos contra a incidência dos juros de mora equivalentes à taxa Selic e em oposição à aplicação da multa de ofício proporcional e ainda solicita produção de todos os meios de prova. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui: Do acima exposto, concluise que: (i) a presente Manifestação de Inconformidade é tempestiva e deve ser acolhida com a suspensão da exigibilidade do crédito tributário; (ii) merece ser decretada a nulidade da presente cobrança tendo em vista que: a) a carência das informações fornecidas no Despacho Decisório, representam óbices instransponíveis à defesa da Requerente, consubstanciando verdadeira afronta aos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal; b) se operou a decadência do direito do Fisco de constituir o crédito ou desconsiderar o saldo negativo de CSLL referente ao anocalendário de 2005, nos termos do artigo 156, incisos V, do Código Tributário Nacional; (iii) em que pese existir diferença entre a DIPJ e os informes de seus clientes,não se pode negar validade à compensação levada a cabo pela Requerente, posto que não paira dúvida quanto à real composição do saldo negativo de CSLL; (iv) os questionamentos formulados pelo Fisco acerca dos valores compensados pela Requerente, relativos às estimativas mensais de CSLL do ano calendário de 2005, não merecem prosperar, em virtude da indiscutível existência dos créditos utilizados na compensação; (v) a cobrança da multa no caso em análise deve ser cancelada pois, tendo sido demonstrada a total improcedência da exigência em questão, a cobrança da multa, como acessório, também se mostra totalmente improcedente; (vi) se, ad argumentandum, fosse admitida a exigência de multa no caso em análise, a mesma não poderia ser exigida no percentual de 20% (vinte por cento),tendo em vista que tal procedimento seria, frontalmente, contrário ao princípio do não confisco; e (vii) no que se refere aos juros de mora, não se poderia aplicar a Taxa SELIC aos créditos tributários, uma vez que essa taxa não foi criada por lei para fins tributários, como já vem reconhecendo a jurisprudência de nossos Tribunais. Por tudo isso, a Requerente requer que seja integralmente anulado o Despacho Decisório objeto desta Manifestação de Inconformidade uma vez que o mesmo contraria o disposto na legislação tributária, o entendimento da melhor doutrina e da jurisprudência. Ademais, pleiteia o acolhimento da presente manifestação de inconformidade, com o objetivo de cancelar o Despacho Decisório em tela, bem como as penalidades aplicadas, com o conseqüente arquivamento do processo administrativo. Protesta, Fl. 379DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 375 14 ainda, pela juntada posterior de documentos e, na hipótese de discussão do valor do saldo negativo de CSLL da Requerente, pela realização de perícia contábil. Termos em que, pede deferimento. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996). A Recorrente alega que os atos administrativos são nulos. Os atos administrativos que instruem os autos foram lavrados por servidor competente com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumprilos ou impugnálos no prazo legal, ou seja, com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia. As formas instrumentais adequadas foram respeitadas, os documentos foram reunidos nos autos do processo, que estão instruídos com as provas produzidas por meios lícitos. Na atribuição do exercício da competência da RFB, em caráter privativo, cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário pelo lançamento, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional1. As garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes foram observadas. Ademais os atos administrativos estão motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos decidam recursos administrativos de modo explícito, claro e congruente. O enfrentamento das questões na peça de defesa denota perfeita compreensão da descrição dos fatos e dos enquadramentos legais que ensejaram os procedimentos de ofício, que foi regularmente analisado pela autoridade de primeira instância. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. A Recorrente solicita a realização de todos os meios de prova. Sobre a matéria, vale esclarecer que no presente caso se aplicam as disposições do processo administrativo fiscal que estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses e instruída com os todos documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de a Recorrente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas, 1 Fundamentação legal: inciso LIV e inciso LV do art. 5º da Constituição Federal, art. 142 do Código Tributário Nacional, art 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2001, art. 10 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e art. 50 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. Fl. 380DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 376 15 tais como fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos2. Embora lhe fossem oferecidas várias oportunidades no curso do processo (ciência do Despacho Decisório, fls. 2632, e a Intimação do Resultado do Julgamento, fls. 248250) a Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as situações excepcionadas pela legislação de regência. A realização desses meios probantes é prescindível, uma vez que os elementos probatórios produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio. A justificativa arguida pela defendente, por essa razão, não se comprova. A Recorrente suscita que o Per/DComp deve ser deferido. O sujeito passivo que apurar crédito relativo a tributo administrado pela RFB, passível de restituição, pode utilizálo na compensação de débitos. A partir de 01.10.2002, a compensação somente pode ser efetivada por meio de declaração e com créditos e débitos próprios, que ficam extintos sob condição resolutória de sua ulterior homologação. Também os pedidos pendentes de apreciação foram equiparados a declaração de compensação, retroagindo à data do protocolo. Posteriormente, ou seja, em de 30.12.2003, ficou estabelecido que a Per/DComp constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados, bem como que o prazo para homologação tácita da compensação declarada é de cinco anos, contados da data da sua entrega. Ademais, o procedimento se submete ao rito do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. 3. A Per/DComp é modo de constituição do crédito tributário e de confissão de dívida, bem como instrumento hábil e suficiente para inscrição em Dívida Ativa da União dispensando, para isso, o lançamento de ofício456. Este é o entendimento constante na decisão definitiva de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Recurso Especial Repetitivo nº 1101728/SP 7, cujo trânsito em julgado ocorreu em 29.04.2009 e que deve ser reproduzido pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF8. 2 Fundamentação legal: art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 3 Fundamentação legal: art. 165, art. 168, art. 170 e art. 170A do Códido Tributário Nacional, art. 9º do Decreto Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, 1º e art. 2º, art. 51 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 26 de dezembro de 1996, art. 49 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002 e art. 17 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. 4 Fundamentação Legal: DecretoLei nº 2.124, de 13 de junho de 1984 e Portaria do MF nº 118, de 28 de junho de 1984. 5 BRASIL. Câmara Superior de Recursos Fiscais. Acórdão nº 40201967. Conselheiro Relator: Henrique Pinheiro Torres, Segunda Turma, Brasília, DF, 4 de julho de 2005. Disponível em: <http://www.lexml.gov.br/urn/urn:lex:br:camara.superior.recursos.fiscais;turma.1:acordao:200507 04;40201967> Acesso em: 09 mar. 2012. 6 Fundamentação legal: Instrução Normativa SRF nº 126, de 30 de outubro de 1998, Instrução Normativa SRF nº 255 de 11 de dezembro de 2002, Instrução Normativa SRF nº 482, de 21 de dezembro de 2004, Instrução Normativa SRF nº 583, de 20 de dezembro de 2005, Instrução Normativa SRF nº 695, de 14 de dezembro de 2006, Instrução Normativa RFB nº 786, de 19 de novembro de 2007, Instrução Normativa RFB nº 903, de 30 de dezembro de 2008, A Instrução Normativa RFB nº 974, de 27 de novembro de 2009 e Instrução Normativa RFB nº 1.110, de 24 de dezembro de 2010. 7 BRASIL.Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial Repetitivo nº 1101728/SP. Ministro Relator:Teori Albino Lawascki, Primeira Seção, Brasília, DF, 11 de março de 2009. Disponível em: Fl. 381DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 377 16 O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor dela dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais9. Instaurada a fase litigiosa do procedimento, cabe à Recorrente detalhar os motivos de fato e de direito em que se basear expondo de forma minuciosa os pontos de discordância e suas razões e instruindo a peça de defesa com prova documental préconstituída imprescindível à comprovação das matérias suscitadas. Por seu turno, a autoridade julgadora, orientandose pelo princípio da verdade material na apreciação da prova, deve formar livremente sua convicção mediante a persuasão racional decidindo com base nos elementos existentes no processo e nos meios de prova em direito admitidos. Para que haja o reconhecimento do direito creditório é necessário um cuidadoso exame do pagamento a maior de tributo, uma vez que é absolutamente essencial verificar a precisão dos dados informados em todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal. A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia. A receita líquida de vendas e serviços é a receita bruta excluídos, via de regra, as vendas canceladas, os descontos concedidos incondicionalmente e os impostos incidentes sobre vendas. Excepcionalmente a legislação prevê taxativamente as hipóteses em que a pessoa jurídica pode deduzir outras parcelas da receita bruta. O lucro bruto é o resultado da atividade de venda de bens ou serviços que constitua seu objeto e corresponde à diferença entre a receita líquida das vendas e serviços e o custo dos bens e serviços vendidos. O lucro operacional é o lucro bruto excluídos os custos e as despesas operacionais necessárias, usuais e normais à atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora incorridas para a realização operações exigidas pela sua atividade econômica apropriadas simultaneamente às receitas que gerarem, em conformidade com o regime de competência e com o princípio da independência dos exercícios. O lucro líquido é a soma algébrica do lucro operacional, dos resultados não operacionais e das participações e deve ser determinado com observância dos preceitos da lei comercial10. <https://ww2.stj.jus.br/processo/jsp/revista/abreDocumento.jsp?componente=ITA&sequencial=864597&num_reg istro=200802440246&data=20090323&formato=PDF>. Acesso em: 06 mar.2012. 8 Fundamentação legal: art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. 9 Fundamentação legal : art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 6º e art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 37 da Lei nº 8.981, de 20 de novembro de 1995, art. 6º e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e art. 1º e art. 2º da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 10 Fundamentação legal : art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 6º e art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 37 da Lei nº 8.981, de 20 de novembro de 1995, art. 6º e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e art. 1º e art. 2º da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Fl. 382DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 378 17 A pessoa jurídica que optar pelo pagamento da CSLL pelo regime de tributação com base no lucro real anual deverá apurar o lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões legais em 31 de dezembro de cada ano. A CSLL deve a ser paga será determinada mediante a aplicação, sobre a base de cálculo, da alíquota de oito por cento.11. A pessoa jurídica pode deduzir do tributo devido o valor dos incentivos fiscais previstos na legislação de regência, do tributo pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real, bem como a CSLL determinada sobre a base de cálculo estimada no caso utilização do regime com base no lucro real anual, para efeito de determinação do saldo de CSLL a pagar ou a ser compensado no encerramento do ano calendário, ocasião em que se verifica a sua liquidez e certeza12. A pessoa jurídica que adota o regime de tributação do lucro real pode optar pela apuração anual de CSLL, o que lhe impõe o pagamento destes tributos em cada mês, determinados sobre base de cálculo estimada, ainda que venha a apurar base de cálculo negativa no balanço encerrado em 31 de dezembro do anocalendário. Pode, todavia, suspender ou reduzir os pagamentos dos tributos devidos em cada mês, desde que demonstre, mediante de balanços ou balancetes mensais, que as quantias acumuladas já recolhidas excedem os valores dos tributos devidos referentes ao período em curso. Para tanto, estes balanços ou balancetes devem ser levantados com observância das leis comerciais e fiscais e transcritos no livro Diário e a demonstração do lucro real relativa ao período deve ser transcrita no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur). O regime de tributação com base no lucro real anual prevê que a pessoa jurídica que efetuar pagamento de tributo a título de estimativa mensal pode utilizálo ao final do período de apuração na dedução do devido ou para compor o saldo negativo, ocasião em que se verifica a sua liquidez e certeza13. Além disso, nos termos do enunciado da Súmula CARF nº 84 o “pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação”. Em relação à dedução de tributo retido na fonte, a legislação prevê que no regime de tributação com base no lucro real a pessoa jurídica pode deduzir do valor apurado no encerramento do período, o valor retido na fonte sobre as receitas que integraram a base de cálculo correspondente14. Para tanto, as pessoas jurídicas qualificadas como fontes pagadoras são obrigadas a prestar aos órgãos da RFB, no prazo legal, informações sobre os rendimentos que pagaram ou creditaram no anocalendário anterior, por si ou como representantes de terceiros, com indicação da natureza das respectivas importâncias, do nome, endereço e 11 Fundamentação legal: art. 2º e art. 3º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, art. 19 e art. 20 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, art. 28, art. 29 e art. 30 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 12 Fundamentação legal: art. 170 do Código Tributário Nacional, art. 34 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995 e art. 2º da Lei nº 9.430, 27 de dezembro de 1996. 13 Fundamentação legal: art. 165, art. 168, art. 170 e art. 170A do Código Tributário Nacional, art. 9º do Decreto Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, 1º e art. 2º, art. 51 e art. 74 da Lei nº 9.430, de 26 de dezembro de 1996, art. 49 da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, art. 17 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, art. 73 da Lei n° 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 4º da Lei nº 11.051, de 29 de dezembro de 2004, art. 30 da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, art. 96, inciso I do art. 100, inciso I do art. 106 do Código Tributário Nacional, Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 20 de novembro de 2012, art. 269 do Código de Processo Civil, Lei Complementar nº 118, de 9 de fevereiro de 2005 e art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF e art. 83 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995. 14 Fundamentação legal: Lei 10.833 de 29 de dezembro de 2003. Fl. 383DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 379 18 número de inscrição no CNPJ, das pessoas que o receberam, bem como o imposto de renda retido da fonte, mediante a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF). Também as pessoas jurídicas que efetuarem pagamentos com retenção do tributo na fonte devem fornecer à pessoa jurídica beneficiária, até o dia 31 de janeiro, documento comprobatório, em duas vias, com indicação da natureza e do montante do pagamento, das deduções e do imposto retido no anocalendário anterior, que no caso é o Informe de Rendimentos. Assim, o valor retido na fonte somente pode ser compensado se a pessoa jurídica possuir comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora para fins de apuração do saldo negativo de IRPJ no encerramento do período15. Ademais, na apuração do saldo negativo da CSLL, a pessoa jurídica poderá deduzir da CSLL devida o valor retido na fonte, desde que comprovada a retenção e o cômputo das receitas correspondentes na base de cálculo do tributo (Súmula CARF nº 80). A CSLL deve ser apurada conforme os critérios previstos na legislação tributária e a pessoa jurídica submetida ao regime de tributação com base no lucro real pode deduzir da CSLL devida no encerramento do período o fonte incidente sobre as receitas computadas na sua determinação, inclusive como antecipação do IRPJ devido referente ao código de arrecadação nº 6190 a título de receita proveniente de prestação de serviços e relativamente ao código de arrecadação nº 6147 a título proveniente de serviços prestados com emprego de materiais a órgãos, autarquias e fundações da administração pública federal16. Atualmente a matéria está regulamentada pela Instrução Normativa RFB nº 1.234, 11 de janeiro de 2012. Para o código de pagamento nº 6190, a Tabela de Retenção constante no Anexo I da Instrução Normativa SRF nº 480, de 15 de dezembro de 2004, que vigora à época, dispunha que a alíquota a ser aplicada na retenção sobre o rendimento é de 9,45%, do qual 4,80% corresponde ao Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica IRPJ, 1,0% corresponde à CSLL, 3,00% corresponde à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins e 0,65% corresponde a Contribuição para o PIS/PASEP. Para o código de pagamento nº 6147, a Tabela de Retenção constante no Anexo I da Instrução Normativa SRF nº 480, de 15 de dezembro de 2004, que vigora à época, dispunha que a alíquota a ser aplicada na retenção sobre o rendimento é de 5,85%, do qual 1,20% corresponde ao Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica IRPJ, 1,0% corresponde à CSLL, 3,00% corresponde à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins e 0,65% corresponde a Contribuição para o PIS/PASEP. Feitas essas considerações normativas, tem cabimento a análise da situação fática tendo em vista os documentos já analisados pela autoridade de primeira instância de julgamento e aqueles produzidos em sede de recurso voluntário. CSLL Calculada sobre a Base de Cálculo Estimada No Despacho Decisório foi confirmado o somatório nos valores de R$1.273.060,16 e de R$50.444,26 a título de CSLL determinada sobre a base de cálculo estimada paga e compensada, respectivamente, conforme os dados discriminados na Tabela 1. 15 Fundamentação legal: art. 86 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 11 do DecretoLei nº 1.968, de 23 de novembro de 1982 e art. 10 do DecretoLei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983. 16 Fundamentação legal: art. 64 da Lei 9.430, de 1996 e art. 34 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Fl. 384DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 380 19 Tabela 1 – CSLL determinada sobre a base de cálculo estimada paga e compensada no anocalendário de 2005 Código de Receita (A) Período de Apuração (B) Data da Arrecadação (C) Valor Confirmado de Ofício R$ (D) Valor Utilizado para Compor o Saldo Negativo R$ (E) 2484 28.02.2005 31.03.2005 246.909,75 246.909,75 2484 30.06.2005 28.07.2005 1.026.150,41 1.026.150,41 Total 1.273.060,16 Período de Apuração da Estimativa Compensada (A) Nº do Per/DComp (B) Valor da Estimativa Compensada no Per/DComp R$ (C) Valor Confirmado de Ofício R$ (D) Valor Não Confirmado R$ (E) Justificativa R$ (F) Junho de 2005 35876.94946.041105.1.3.04 6552 5.994,26 5.994,26 0,00 Junho de 2005 13221.90997.041105.1.3.04 5993 44.450,00 44.450,00 0,00 Julho de 2005 05895.48745.041105.1.3.04 4270 25.000,00 0,00 25.000,00 Compensação não confirmada Julho de 2005 20395.29426.041105.1.3.04 0038 19.890,00 0,00 19.890,00 Compensação não confirmada Total 50.444,26 A Recorrente não produziu o conjunto probatório nos autos de suas alegações no sentido de que tem direito a valor remanescente de CSLL determinada sobre a base de cálculo estimada, já que o procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de direito creditório pleiteado. A tese protetora exposta ela defendente, assim sendo, não está demonstrada. CSLL Retida na Fonte No Despacho Decisório foi confirmado o somatório no valor de R$1.559.432,84 a título de CSLL retida na fonte, conforme os dados discriminados na Tabela 2. Tabela 2 – CSLL retida na fonte no anocalendário de 2005 CNPJ da Fonte Pagadora Código de Receita Valor Informado no Per/DComp Valor Confirmado de Ofício Valor Não Confirmado Justificativa R$ Fl. 385DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 381 20 (A) (B) R$ (C) R$ (D) R$ (E) (F) 33.000.167/000101 6190 219.984,13 219.984,13 0,00 33.000.167/000101 6147 1.443.269,79 1.339.448,71 103.821,08 Retenção justificada parcialmente Total 1.559.432,84 103.821,08 Em relação às alegações da Recorrente a respeito da CSLL retida na fonte, está registrado no Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/RJO I/RJ nº 1247.685, de 26.06.2012, fls. 239245, cujos fundamentos cabem ser adotados de plano: De fato, na DIPJ, o interessado informou possuir retenções referente ao CNPJ 33.000.167/000101, código 6147 (em relação ao qual a CSLL representa o percentual de 1%), no montante de R$1.333.933,30 (fl. 76) e os informes apresentados (fls. 61/63) confirmam retenções no montante de R$1.339.448,71. Ocorre que, no PER/DCOMP, o interessado informou retenções no montante de R$1.443.269,79 e as DIRF só confirmam o montante de R$1.339.448,71 (mesmo montante confirmado pelos informes juntados em sede de manifestação de inconformidade). A diferença apontada pela DEMAC, R$103.821,08, não foi, portanto, elidida. Registrese que o informe de fl. 60 é referente ao CNPJ 33.000.167/000101, código 6190 (em relação ao qual a CSLL representa o percentual de 1%), e confirma retenções no montante de R$219.984,13, que coincide com o montante já aceito no quadro Parcelas Comprovadas (fl. 27). O interessado alega, ainda, que a DIPJ não indica valores da Shell. Junta informes de fls. 64/65 e planilha de fls. 78/128 (onde temse “CSLL Shell 362,33” – fl. 127). De fato, a ora pleiteada retenção da Shell (CNPJ 33.453.598/000123) não foi indicada nem na DIPJ (na ficha pertinente) nem no PER/DCOMP. A apresentação de comprovante de retenção emitido em seu nome pela fonte pagadora é requisito exigido por lei para que o beneficiário dos rendimentos utilize o IRRF como antecipação do IRPJ devido ao final do período (artigos, 815, 942 e 943 do RIR/1999). Mas não é o único requisito. De acordo com o artigo 231, III, do RIR/1999, a pessoa jurídica só pode deduzir, do imposto de renda apurado, o IRRF sobre receitas que integraram a base de cálculo do IRPJ. O mesmo se aplica à CSLL (art. 3º da IN SRF nº 390/2004). Portanto, a retenção não pode ser deduzida sem a prova do oferecimento à tributação dos rendimentos (prova que não ocorreu), ainda mais quando a retenção sequer foi informada na DIPJ (na ficha pertinente). Assim, os valores de CSLL determinada sobre a base de cálculo estimada, código 2484, confessados em Per/DComp mas sem o comprovado pagamento em Darf correspondente na rede arrecadadora, não podem ser considerados como efetivamente recolhidos, líquidos e certos, pois no ordenamento jurídico somente se admite a dedução das estimativas efetivamente pagas, na apuração do saldo negativo de CSLL ao final ano calendário, em conformidade com o inciso IV do § 4º do art. 2° da Lei n° 9.430, de 1996. Fl. 386DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 382 21 O pagamento de tributo é uma modalidade de extinção do crédito tributário que fazse mediante Darf efetuado junto a rede arrecadadora, nos termos do art. 156 e art. 159 do Código Tributário Nacional. Por seu turno, a Per/DComp é somente um modo de constituição do crédito tributário, de acordo com a decisão definitiva de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Recurso Especial Repetitivo nº 1101728/SP, cujo trânsito em julgado ocorreu em 29.04.2009 e que deve ser reproduzido pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Por essa razão não há que se falar em duplicidade de exigência tributária, a despeito desses débitos estarem confessados em Per/DComp. A Recorrente não produziu o conjunto probatório nos autos de suas alegações no sentido de que tem direito a valor remanescente de CSLL retida na fonte, já que o procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de direito creditório pleiteado. A contestação proposta pela defendente, dessa maneira, não se confirma. Em relação à natureza jurídica, o Per/DComp é um modo de constituição do crédito tributário, de acordo com a decisão definitiva de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Recurso Especial Repetitivo nº 1101728/SP, cujo trânsito em julgado ocorreu em 29.04.2009 e que deve ser reproduzido pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Nesse sentido "a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, de Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco". Os débitos confessados nos Per/DComp nº 01917.24156.190407.1.7.035680, em 19.04.2007, nº 18542.05485.291106.1.7.031524 e 22159.29740.291106.1.3.030880, ambas em 29.11.2006, fls. 0225, referentes à CSLL, código 2484, de janeiro, de fevereiro, de março e de abril 2006 são considerados regularmente constituídos para todos os efeitos legais. Por essa razão não há que se falar em necessidade de constituição do crédito tributário de ofício nos termos do art. 142 do Código Tributário Nacional. Ademais, a decadência pode ser definido como a perda do direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário pelo lançamento, tendo em vista decurso do lapso temporal de cinco anos previsto em lei. Em se tratando de tributo sujeito ao lançamento por homologação, no caso em que o sujeito passivo efetue o pagamento antecipado sem a necessidade do exame prévio por parte da Administração Pública, o prazo decadencial começa a fluir da ocorrência do fato gerador. Este é o entendimento constante na decisão definitiva de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em recurso especial repetitivo nº 973.733/SC17, cujo trânsito em julgado ocorreu em 29.10.2009 e que deve ser reproduzido pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF18. No presente caso, tratandose de débitos tributários referentes à CSLL, código 2484, de janeiro, de fevereiro, de março e de abril 2006 sujeito a lançamento por homologação, o termo de início da contagem do prazo decadencial começa a fluir da 17 BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial Repetitivo nº 973733/SC. Ministro Relator: Luiz Fux, Primeira Seção, Brasília, DF, 12 de agosto de 2009. Dsponível em: <https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sSeq=901905&sReg=200701769940&sData=2009 0918&formato=PDF> .Acesso em: 26 ago. 2011. 18 Fundamentação legal: § 4° do art. 150 e inciso I do art. 173 do Código Tributário Nacional, art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF e art. 269 do Código de Processo Civil. Fl. 387DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 383 22 ocorrência do fato gerador, no caso em que há pagamentos antecipados. As entregas dos Per/DComp nº 01917.24156.190407.1.7.035680, em 19.04.2007, nº 18542.05485.291106.1.7.031524 e 22159.29740.291106.1.3.030880, ambas em 29.11.2006, fls. 0225, por si sós, determina que não se verificou o transcurso do prazo legal de caducidade. A contestação aduzida pela defendente, por isso, não pode ser sancionada. Sobre a possibilidade jurídica de juntada de processos, a Portaria RFB nº 666, de 24 de abril de 2008, determina: Art. 1º Serão objeto de um único processo administrativo: I as exigências de crédito tributário do mesmo sujeito passivo, formalizadas com base nos mesmos elementos de prova, referentes: a) ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e aos lançamentos dele decorrentes relativos à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), à Contribuição para o PIS/Pasep ou à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins); b) à Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins, que não sejam decorrentes do IRPJ; c) à Contribuição para o PIS/Pasep e à Cofins devidas na importação de bens ou serviços; d) ao IRPJ e à CSLL; ou e) ao Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples). II a suspensão de imunidade ou de isenção ou a não homologação de compensação e o lançamento de ofício de crédito tributário delas decorrentes; III as exigências de crédito tributário relativo a infrações apuradas no Simples que tiverem dado origem à exclusão do sujeito passivo dessa forma de pagamento simplificada, a exclusão do Simples e o lançamento de ofício de crédito tributário dela decorrente; IV os Pedidos de Restituição ou de Ressarcimento e as Declarações de Compensação (Dcomp) que tenham por base o mesmo crédito, ainda que apresentados em datas distintas; V as multas isoladas aplicadas em decorrência de compensação considerada não declarada. Verificase que o presente processo trata do exame do saldo negativo de CSLL do anocalendário de 2005, e por essa razão não pode ser juntado outro processo senão por expressa disposição legal. Cada feito fiscal deve ser analisado distintamente, pois tratam de direitos creditórios diferentes. Assim, por falta de previsão legal não pode a autoridade julgadora declarar a conexão entre eles. Fl. 388DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 384 23 Além disso, não se deve aguardar o trânsito em julgado da decisão constante no processo vinculado para que se possa proceder ao julgamento do presente feito. No processo administrativo deve ser observado, entre outros, o critério de impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações, em matéria de sua competência19. Em relação às alegações da Recorrente a respeito da CSLL determinada sobre a base de cálculo estimada, está registrado no Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/RJO I/RJ nº 12 47.685, de 26.06.2012, fls. 239245, cujos fundamentos cabem ser adotados de plano: Quanto à glosa das parcelas informadas a título de “DEMAIS ESTIMATIVAS COMPENSADAS” JUN/2005 (DCOMP 05895.48745.041105.1.3.044270) e JUL/2005 (DCOMP 20395.29426.041105.1.3.040038), o interessado admite que as estimativas foram objeto de compensações não homologadas, que estão sendo discutidas administrativamente. Solicita o sobrestamento do presente até a decisão definitiva daqueles PER/DCOMP. Descabe o pleito de sobrestamento do presente feito, por conta da pendência de decisão definitiva daqueles PER/DCOMP, porque só o fato de a compensação das estimativas estar sendo discutida é suficiente para justificar a glosa em face de a compensação não estar confirmada, como apontado no Despacho Decisório. Tendo em vista essas premissas e o fato de que não há previsão legal para o sobrestamento dos presentes autos, o julgamento do recurso voluntário deve prosseguir, em conformidade com as normas do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. A Recorrente discorda da incidência de juros de mora equivalentes à taxa Selic e da multa de mora. Em relação à valoração dos créditos e dos débitos na data da entrega da declaração de compensação, temse que no exercício de sua competência de regulamentar da matéria, o procedimento de apuração do direito creditório não prescinde comprovação inequívoca da liquidez e da certeza do valor de tributo pago a maior. Na compensação efetuada pelo sujeito passivo, os débitos sofrerão a incidência de acréscimos moratórios, ou seja, de juros de mora a taxa Selic e aplicação da multa moratória, na forma da legislação de regência. Os débitos tributários não pagos nos prazos legais são acrescidos: (a) de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic, seja qual for o motivo determinante da falta20. Este é o entendimento constante na decisão definitiva de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em recurso especial repetitivo nº 1.111.175/SP, cujo trânsito em julgado ocorreu em 09.09.200921 e que deve ser reproduzido pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF22; 19 Fundamentação legal: art. 2º e art. 48 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. 20 Fundamentação legal: art. 161 do Código Tributário Nacional e Súmula CARF nº 4 21 BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial Repetitivo nº 1111175/SP. Ministra Relatora: Denise Arruda. Primeira Seção, Brasília, DF, 10 de junho de 2009. Disponível em: < Fl. 389DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 385 24 (b) da aplicação da multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo até o dia em que ocorrer o seu pagamento, sendo que o percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento 23. Por conseguinte, os débitos ficam sujeitos a incidência de juros equivalentes à taxa Selic e a aplicação da multa de mora a partir da data do vencimento na forma da legislação de regência. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. No que concerne à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados pela Recorrente, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso, inclusive no que se refere à Solução de Consulta Interna Cosit nº 18, de 13 de outubro de 200624. A alegação relatada pela defendente, consequentemente, não está justificada. Atinente aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe ressaltar que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, uma vez que no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade25. Temse que nos estritos termos legais o procedimento fiscal está correto, conforme o princípio da legalidade a que o agente público está vinculado (art. 37 da Constituição Federal, art. 116 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, art. 2º da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 26A do Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972 e art. https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sSeq=892437&sReg=200900188256&sData=20090 701&formato=PDF>. Acesso em: 31 ago.2011. 22 Fundamentação legal: art. 161 do Código Tributário Nacional, art. 5º e art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, Súmulas CARF nºs 4 e 5 e art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. 23 Fundamentação legal: art. 61 e § 14 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. 24 Fundamentação legal: art. 100 do Código Tributário Nacional e art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 25 Fundamentação legal: art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e Súmula CARF nº 2. Fl. 390DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 16682.901948/201153 Acórdão n.º 1803002.151 S1TE03 Fl. 386 25 41 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de julho de 2009). A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. Em assim sucedendo, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 391DF CARF MF Impresso em 22/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/04/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/04/2 014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
score : 1.0
Numero do processo: 10580.722087/2009-96
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2006
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DELIMITAÇÃO DO PLEITO.
Tratando-se de Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) cujo crédito apontado se refere especificamente a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), concernente a determinado período de apuração, deve-se ater o procedimento homologatório ao que foi validamente pleiteado.
Numero da decisão: 1803-002.038
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Presidente
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman e Neudson Cavalcante Albuquerque.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Exercício: 2006 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DELIMITAÇÃO DO PLEITO. Tratando-se de Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) cujo crédito apontado se refere especificamente a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), concernente a determinado período de apuração, deve-se ater o procedimento homologatório ao que foi validamente pleiteado.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10580.722087/2009-96
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5331858
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1803-002.038
nome_arquivo_s : Decisao_10580722087200996.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SERGIO RODRIGUES MENDES
nome_arquivo_pdf_s : 10580722087200996_5331858.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes - Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman e Neudson Cavalcante Albuquerque.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
id : 5349345
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:31 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593051033600
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 11; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1223; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 396 1 395 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.722087/200996 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803002.038 – 3ª Turma Especial Sessão de 11 de fevereiro de 2014 Matéria IRPJ COMPENSAÇÃO Recorrente TERRABRÁS TERRAPLENAGENS DO BRASIL S.A. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2006 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. DELIMITAÇÃO DO PLEITO. Tratandose de Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) cujo crédito apontado se refere especificamente a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), concernente a determinado período de apuração, devese ater o procedimento homologatório ao que foi validamente pleiteado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 20 87 /2 00 9- 96 Fl. 425DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722087/200996 Acórdão n.º 1803002.038 S1TE03 Fl. 397 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Walter Adolfo Maresch, Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman e Neudson Cavalcante Albuquerque. Fl. 426DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722087/200996 Acórdão n.º 1803002.038 S1TE03 Fl. 398 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 304 a 309 numeração digital ND): Trata o presente processo de Manifestação de Inconformidade (fls. 197 a 199) ao Despacho Decisório nº 711, emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Salvador, em 4 de junho de 2009 (fls. 190 a 194), que não homologou compensações declaradas nas DCOMP nº 24858.41638.251005.1.3.029829, 18494.40145.311005.1.3.029788, 00734.29670.060409.1.7.028116, 37094.92875.060409.1.7.028680, 29487.97834.060409.1.7.022404, 18639.25161.060409.1.7.024488 e 22804.90413.281108.1.7.023868, nos termos que abaixo transcrevo: 01. Tratase de processo digital, formalizado em 08/05/2009, para tratamento de Declarações de Compensação Eletrônicas, por meio das quais a Empresa pretende compensar débitos de sua responsabilidade com supostos créditos referentes a saldo negativo de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) do 3º trimestre de 2005. 02. A tabela abaixo relaciona os débitos informados pelo contribuinte nessas DCOMP: [...]. 03. Os débitos em destaque estão controlados no processo eletrônico de cobrança nº 10580.722931/200989, conforme extrato à fl. 187 a 188. 04. O contribuinte apresentava, em suas declarações, os seguintes valores para o saldo negativo de IRPJ no período em análise: Na DCOMP 24858.41638.251005.1.3.029829: R$ 51.500,00; • Na DCOMP 18494.40145.311005.1.3.029788: R$ 15.517,32; • Na DCOMP 22804.90413.281108.1.7.023868: R$ 24.200,00; • Na DIPJ entregue em 30/06/2006 (fls. 42 a 58): Imposto a pagar de R$ 116.656,58; • Na DCTF (fl. 59): débito apurado de R$ 116.656,58. 05. As DCOMP 05485.14843.091105.1.3.024035, 21405.85679.301105.1.3.020894, 14609.47602.131205.1.3.020037 e 24894.28948.211205.1.3.020821 referemse a supostos créditos de saldo negativo de IRPJ do anocalendário 2004, mas as retificadoras apresentadas (00734.29670.060409.1.7.028116, 37094.92875.060409.1.7.028680, 29487.97834.060409.1.7.022404 e 18639.25161.060409.1.7.024488) são referentes ao saldo negativo de IRPJ do 3º trimestre/2005. 06. Em 12/03/2009, o interessado foi intimado a retificar suas declarações, de forma a sanar as divergências apontadas acima (vide Intimação SEORT nº 0138/2009, às fls. 60 a 62). Fl. 427DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722087/200996 Acórdão n.º 1803002.038 S1TE03 Fl. 399 4 07. A resposta à Intimação está às fls. 63 a 149. Além das DCOMP retificadoras relacionadas na tabela do parágrafo 02, foram transmitidas as declarações retificadoras: DIPJ (fls. 170 a 185) e DCTF (fl. 186). Nessa DIPJ, a apuração do Imposto de Renda resulta em Imposto a pagar de R$ 57.560,66 no período. Na nova DCTF, o débito apurado de IRPJ é R$ 116.656,58. Fundamentos 08. Como medida preliminar à análise das compensações postuladas, compete ao SEORT/DRF Salvador pronunciarse acerca das Declarações de Compensação retificadoras relacionadas na tabela constante do parágrafo 02. 09. Com respeito à matéria, é importante transcrever, por sua relevância, o disposto nos artigos 77 a 79 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 2008: [...]. 10. A análise das DCOMP retificadoras, relacionadas no demonstrativo supra, indica que não ocorreu a inclusão de novo débito ou o aumento do valor do débito, inexistindo óbices à admissão das retificações apresentadas, por estarem, inclusive, as DCOMP originais pendentes de decisão administrativa à época do envio dos documentos retificadores. 11. Ficam afastadas, portanto, da presente análise as DCOMP retificadas, prevalecendo, no entanto, a data de transmissão das DCOMP originais, para fins de valoração do débito e do crédito quando da execução da compensação, na hipótese de reconhecimento do direito creditório, conforme reza o art. 81 da Instrução Normativa RFB nº 900, de 2008. [...]. 12. Cabe esclarecer que a compensação constitui uma modalidade de extinção do crédito tributário prevista no artigo 156, II, da Lei 5.172/66 (Código Tributário Nacional). 13. A Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, em seu art. 74, caput, estabeleceu condições essenciais para que fosse possível a efetivação da compensação por parte do contribuinte, conforme abaixo transcrito: [...]. 14. Verificase então que a existência de crédito é condição necessária para a compensação. Com base nos créditos é que é efetuado o ajuste de contas entre o sujeito passivo e a Fazenda Nacional. 15. O suposto crédito informado pelo contribuinte em suas Declarações de Compensação referese a saldo negativo do IRPJ apurado no 3º trimestre de 2005. Da análise da Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) do exercício 2006, transmitida em 06/04/2009, constatase que foi apurado, nesse trimestre, Imposto a Pagar de R$ 57.560,06, e não saldo negativo, conforme demonstrativo abaixo, extraído da ficha 14A da DIPJ (vide fl. 173): Imposto apurado com base no Lucro Presumido Alíquota de 15% R$ 73.593,95 Adicional R$ 43.062,63 Fl. 428DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722087/200996 Acórdão n.º 1803002.038 S1TE03 Fl. 400 5 Deduções IRRF por Órgão Público Federal (R$ 59.096,52) Imposto de Renda a pagar R$ 57.560,06 16. Assim, tendo em vista a inexistência de crédito, conforme DIPJ transmitida pelo contribuinte, proponho a NÃO HOMOLOGAÇÃO das compensações declaradas nas DCOMP nº 24858.41638.251005.1.3.029829, 18494.40145.311005.1.3.029788, 00734.29670.060409.1.7.028116, 37094.92875.060409.1.7.028680, 29487.97834.060409.1.7.022404, 18639.25161.060409.1.7.024488 e 22804.90413.281108.1.7.023868. Decisão 17. Diante do relatório e da fundamentação apresentada e de tudo mais que consta do presente processo, e no uso de competência atribuída pela Portaria DRF/SDR nº 26, de 22 de maio de 2007, D.O.U. 25/05/2007, DECIDO: • Admitir as Declarações de Compensação retificadoras nº 00734.29670.060409.1.7.028116, 37094.92875.060409.1.7.028680, 29487.97834.060409.1.7.022404, 18639.25161.060409.1.7.024488 e 22804.90413.281108.1.7.023868. ∙ Não homologar as compensações declaradas nas DCOMP nº 24858.41638.251005.1.3.029829, 18494.40145.311005.1.3.029788, 00734.29670.060409.1.7.028116, 37094.92875.060409.1.7.028680, 29487.97834.060409.1.7.022404, 18639.25161.060409.1.7.024488 e 22804.90413.281108.1.7.023868. Em sua Manifestação de Inconformidade, a Contribuinte apresenta os argumentos a seguir: I – DOS FATOS – o Despacho Decisório não fez justiça à manifestante, por não conceder a compensação do crédito tributário, em função de retenções sobre recebimentos de órgãos governamentais; – anexouse, no intuito de instruir a análise dos direitos creditórios, a planilha sob o título de “Comprovantes de Pagamento e Retenções na Fonte”, expedida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes – DNIT, planilha esta que prova todas as retenções sobre recebimentos de 2 de janeiro de 2003 até 31 de dezembro de 2005, e ainda planilha “Conta Corrente”, que ilustra os direitos creditórios (retenções na fonte, Darf pagos a maior) e os débitos decorrentes de compensações (Dcomp e/ou PerDcomp) ocorridos no período de 1º de janeiro de 2004 a 31 de dezembro de 2005 (anexo 2); – a origem do saldo remanescente do “Conta Corrente” de compensação de “Dcomp e PerDcomp”, é anexado ao processo em epígrafe, cujo crédito foi de fato reconhecido pela DRF nos autos dos processos 10580.007114/0042 e 10580.007115/0013, que, em nenhum momento, foi exigida DIPJ retificadora, e simplesmente foram aceitos os valores registrados na contabilidade, na conta “IRPJ pago a maior” e/ou “CSLL pago a maior”, recomendamos que seja analisado o Acórdão DRJ/SDR nº 08010 de 1º de setembro de 2005 (anexo 3); Fl. 429DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722087/200996 Acórdão n.º 1803002.038 S1TE03 Fl. 401 6 – como já arguido na resposta à intimação SEORT/SDR nº 0137/2009, jamais o poder tributante chegará a uma conclusão aprazível, se continuar delimitando os créditos só do período anocalendário, sem observar os saldos direitos creditórios de processos já julgados, citados no tópico anterior, e se pautar somente nos créditos do anocalendário extraídos da ficha 14A da DIPJ AC. 2004, EX. 2005, e desprezar lançados de IRPJ paga a maior, registrados na contabilidade; – comprovação dos valores informados nos Demonstrativos “Comprovante de Retenções de Imposto de Renda” e “Relação de Cedentes Pagos – Terrabrás”, emitidos pelo DNER (extinto) e DNIT citados anteriormente, ou seja, juntados os Comprovantes de Retenção na Fonte, tendo como fonte tomadora, o Ministério dos Transportes – Grupo Executivo – Portaria MT nº 971/03 – Decreto nº 4803/03 DNER (extinto c/ ofício nº 105/2005/PR/Grupo Executivo de 22/02/2004, Petróleo Brasileiro S/A – Petrobrás (anexo 2); – esclarecimentos da vinculação do crédito informado nas Declarações de Compensação Eletrônicas (Dcomp), citadas no item 04 do Despacho Decisório nº 626/SDR, objeto da presente manifestação de inconformidade não contempla, em que pese as declarações retificadoras (fls. 162 a 203), e bem como as DCTF Retificadoras (fl. 204), o saldo de créditos de períodos anteriores, do AC 2004 contabilizados na conta sob título “IRPJ pago a maior”, cuja movimentação da referida conta pode ser constatada na planilha “conta corrente de compensação” (anexo 3), a qual serviu de parâmetro para o julgamento dos processos nº 10580.007114/0042 e 10580.007115/0013 (anexo 3); – esclarecimento quanto às informações prestadas nas Dcomp nº 24858.41638.251005.1.3.029829, 18494.40145.311005.1.3.02978, e 22804.90413.281108.1.7.023868 e comprova e identifica que as Dcomp estão relacionadas com o processo eletrônico 10580.722.931/200989 (fls. 187 a 188), item 3 do Despacho Decisório nº 711, para o período de apuração de 01/04/2005 a 30/06/2005, os créditos serão julgados em conformidade com o descrito no tópico anterior; II – DA DEFESA – a empresa é tributada com base no Lucro Presumido desde o AC 2004, sujeitandose ao recolhimento do IRPJ trimestralmente em conformidade com o art. 1º da Lei nº 9.430, de 1996, e alterações posteriores. O inciso II do aludido dispositivo legal assegura ao contribuinte o direito à compensação do imposto pago indevidamente ou a maior durante os anoscalendário com o imposto devido nos meses subsequentes ao fixado para entrega da declaração de rendimentos, concedendolhe a alternativa de requerer a restituição do montante pago a maior, através de processo específico; – das razões expendidas no julgamento da instância administrativa, em momento algum foi questionada a qualidade do sistema contábil do contribuinte, o que implica dizer que ele é bom e confiável, portanto, quanto às questões de que não foram localizados os recolhimentos das fontes pagadoras nas Dirf ou outra obrigação acessória, não cabe ao contribuinte tal responsabilidade; – sendo a fonte pagadora, por imposição legal, obrigada a fazer as retenções de fonte quando efetua os pagamentos, se eventualmente o faz ou não faz o repasse dos valores retidos para a União e deixa de informar alguns desses valores em Dirf, é de se questionar qual a responsabilidade da fonte pagadora nestas situações; Fl. 430DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722087/200996 Acórdão n.º 1803002.038 S1TE03 Fl. 402 7 – em uma empresa com múltiplas e complexas relações, querer o fisco lhe negar o direito de compensar os tributos retidos, devidamente comprovados nos extratos bancários e ainda confessados pelo órgão retentor, como no caso do Departamento Nacional de InfraEstrutura de Transportes – DNIT, documento já acostado nos vastos processos nº 10580.007114/0042 e 10580.007115/0013, e a Caixa Econômica Federal, CNPJ nº 00.360.305/000104 (AC. 2003 e 2004), agora o fazemos novamente (anexo 2), apenas para que se veja a que ponto se chega a má vontade do poder tributante; – se estes Senhores Julgadores de primeira instância tivessem um mínimo de conhecimento das regras contábeis, teriam refletido um pouco mais sobre as suas decisões; – o períodobase de apuração do imposto de renda é o espaço de tempo delimitado pela legislação tributária, compreendido no anocalendário, durante o qual são apurados os resultados econômicos das pessoas jurídicas e calculado o respectivo imposto; – o anocalendário é o período de doze meses consecutivos contados de 1º de janeiro a 31 de dezembro de cada ano (Art. 220 RIR/99); – a forma estimada é uma opção, não uma obrigação. O Contribuinte recolhia seus impostos na trimestralidade (art. 1º da Lei nº 9.430/96); – existe falha no trabalho fiscal, que se baseou em valores inconsistentes e em critério jurídico sem sustentação e em total afronta à legislação, doutrina e jurisprudência administrativa e judicial. Por esta razão, não resta alternativa, senão a realização de diligência para confirmar a correta apuração dos valores compensados e a impropriedade da glosa que ensejou o crédito tributário; – em face dos argumentos expostos, concluise que resta irrefutavelmente consubstanciado o direito da impugnante em compensar os valores recolhidos com imposto de renda a recolher, em vista da prescrição usualmente alegada pelo Fisco não lograr alcançar os recolhimentos efetuados, conforme todos os argumentos expendidos; III – DO SOBRESTAMENTO – pedese que o processo seja julgado, tendo como lastro o tratamento, os relatórios e os pareceres conclusivos nº 007/2004 e nº 006/2005 – SEORT, que nortearam os processos de nº 10580.007114/0042 e 10580.007115/0013, por serem de íntima relação de causa e efeito, estão acostados no anexo 3; IV – DO PEDIDO Pedese: O reconhecimento de que os valores compensados não estão submetidos ao regime de prescrição quinquenal puro e simples, porquanto a eles o prazo prescricional só se computa a partir da homologação, expressa ou tácita, conforme preceituam os art. 168, 165, I, e 150, § 4º, do Código Tributário Nacional (CTN), não tendo sido os valores requeridos alcançados pela prescrição que o Fisco pretende opor ao exercício de seu direito; Pelo exposto, e os precedentes transcritos, requer que a presente manifestação de inconformidade seja acolhida, por ser esta uma medida de justiça. Fl. 431DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722087/200996 Acórdão n.º 1803002.038 S1TE03 Fl. 403 8 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 303 ND): Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Período de apuração: 01/07/2005 a 30/09/2005 Ementa: DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. Incabível a compensação quando na apuração do resultado constatase a existência de Saldo de Imposto a Pagar e não Saldo Negativo de IRPJ, este, sim, passível de restituição ou compensação. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido 3. Cientificada da referida decisão em 10/01/2013 (fls. 316 ND), a tempo, em 08/02/2013, por via postal (fls. 317 – ND), apresenta a interessada Recurso de fls. 318 a 322 ND, instruído com os documentos de fls. 323 a 391 ND, nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. Em mesa para julgamento. Fl. 432DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722087/200996 Acórdão n.º 1803002.038 S1TE03 Fl. 404 9 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. 4. Os processos mencionados, de nºs 10580.007114/0042 e 10580.007115/00 13, dizem respeito a créditos pleiteados relativos aos anoscalendários de 1993 a 1999, conforme segue (fls. 356 e 359 ND): [...]. Fl. 433DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722087/200996 Acórdão n.º 1803002.038 S1TE03 Fl. 405 10 5. Já as planilhas anexadas ao Recurso se referem a um contacorrente que se estende dos anos de 1995 a 2011, abrangendo créditos não só de IRPJ e IRRF, mas de CSLL e até de Cofins (pagamento em duplicidade) (fls. 346 a 353 ND). 6. Sucede, porém, que se está diante de Pedidos de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComps) cujos créditos apontados se referem especificamente a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), concernente ao terceiro trimestre de 2005 (fls. 2 a 11, 37 a 41 e 150 a 169 ND): 7. A origem dos apontados saldos negativos de IRPJ é o IRPJ retido na fonte – retenção efetuada por órgão público (fls. 4, 9, 39, 152, 157, 162 e 167 ND). 8. A decisão recorrida, referentemente a retenções de órgãos públicos (DNIT), não admitiu qualquer valor, pelo fato de os documentos emitidos pela DNIT nada indicarem com relação ao 3º trimestre de 2005 (fls. 124 a 146). 9. De todo modo, na planilha de fls. 86 a 88, elaborada pela própria Recorrente, intitulada “Controle das Retenções sobre Notas Fiscais Emitidas pela Empresa”, estão discriminados pagamentos efetuados por SURCAP, DERB e DNIT, durante o 3º trimestre de 2005, no montante de R$ 6.106.076,17, o que resultou num IRRF no valor de R$ 37.804,87, insuficiente para cobrir, até mesmo, o saldo de imposto a pagar apurado na correspondente declaração IRPJ, de R$ 57.560,03 (fls. 173 – ND). 10. Importante consignar, como o fez a decisão recorrida (fls. 312 – ND) que: [...] o IRRF sobre aplicações financeiras e/ou o IR e CSLL retidos na fonte por Órgãos Públicos contribuem para a apuração de eventual saldo negativo de IRPJ, ou de CSLL, mas com ele não se confunde. Somente o saldo negativo de imposto de renda, ou de CSLL, a pagar, calculado ao final do período de apuração, é que se mostra passível de restituição e/ou compensação posterior, nos termos da legislação vigente, desde que sua base de cálculo englobe as receitas correspondentes ao imposto ou à CSLL retidos na fonte deduzidas do imposto e/ou CSLL devidos. 11. Há que se ressaltar, por oportuno, que a “delimitação dos créditos só do período anocalendário” (sic) (fls. 320 – ND) foi feita pela própria Recorrente, quando da apresentação de seus Per/DComps, e não pelo poder tributante, como alegado. 12. Assim, não cabe qualquer irresignação quanto a esse ponto. 13. É que, tratandose de Per/DComps cujos créditos apontados se referem especificamente a saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), concernentes a determinado período de apuração, devese ater o procedimento homologatório ao que foi validamente pleiteado. 14. Observase, por outro lado, que a planilha “conta corrente de compensação” não serviu de parâmetro para o julgamento dos processos nºs 10580.007114/0042 e 10580.007115/0013, como afirmado pela Recorrente, mas sim os documentos expedidos, à época, pela fonte retentora (fls. 369 – ND): Fl. 434DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10580.722087/200996 Acórdão n.º 1803002.038 S1TE03 Fl. 406 11 15. Além disso, naqueles processos solicitouse a compensação de saldos acumulados de IRPJ e CSLL de diversos períodos, ao contrário do que aqui ocorreu (terceiro trimestre de 2005). 16. Deve, porém, a repartição de origem rever de ofício as exigências relativas aos valores de R$ 15.517,32 (fls. 11), R$ 15.517,32 (fls. 41), R$ 26.779,20 (fls. 159) e R$ 16.800,00 (fls. 169), em face de se tratar de pretenso débito e crédito relativo ao mesmo período de apuração Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 435DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/02/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 20/02/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 10783.722457/2011-23
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2007
REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. NULIDADES.
Em observância ao princípio da instrumentalidade das formas, a regularização da representação processual é vício sanável em qualquer instância processual administrativa, devendo ser conhecida a impugnação quando evidente a deficiência do meio empregado na intimação da unidade preparadora, a fim de garantir a expressão da vontade emanada pelo sujeito passivo.
NÃO APRECIAÇÃO DAS RAZÕES DE MÉRITO.
A falta de apreciação das razões de mérito da impugnação, impedem a apreciação do recurso voluntário por parte do CARF impondo que nova decisão seja prolatada pela primeira instância.
Numero da decisão: 1803-002.026
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar o retorno dos autos à DRJ RIO DE JANEIRO/RJ-I, para que nova decisão seja proferida com análise do mérito, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Walter Adolfo Maresch Relator e Presidente Substituto.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Neudson Cavalcante Albuquerque.
Nome do relator: WALTER ADOLFO MARESCH
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201402
ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2007 REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. NULIDADES. Em observância ao princípio da instrumentalidade das formas, a regularização da representação processual é vício sanável em qualquer instância processual administrativa, devendo ser conhecida a impugnação quando evidente a deficiência do meio empregado na intimação da unidade preparadora, a fim de garantir a expressão da vontade emanada pelo sujeito passivo. NÃO APRECIAÇÃO DAS RAZÕES DE MÉRITO. A falta de apreciação das razões de mérito da impugnação, impedem a apreciação do recurso voluntário por parte do CARF impondo que nova decisão seja prolatada pela primeira instância.
turma_s : Terceira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10783.722457/2011-23
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5331847
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1803-002.026
nome_arquivo_s : Decisao_10783722457201123.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : WALTER ADOLFO MARESCH
nome_arquivo_pdf_s : 10783722457201123_5331847.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar o retorno dos autos à DRJ RIO DE JANEIRO/RJ-I, para que nova decisão seja proferida com análise do mérito, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch Relator e Presidente Substituto. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Neudson Cavalcante Albuquerque.
dt_sessao_tdt : Tue Feb 11 00:00:00 UTC 2014
id : 5349334
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:30 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593056276480
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1829; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE03 Fl. 367 1 366 S1TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10783.722457/201123 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1803002.026 – 3ª Turma Especial Sessão de 11 de fevereiro de 2014 Matéria EXCLUSÃO E LANÇAMENTO SIMPLES Recorrente CARLOS AUGUSTO PEIXOTO BARBARIOLI ME Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007 REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. NULIDADES. Em observância ao princípio da instrumentalidade das formas, a regularização da representação processual é vício sanável em qualquer instância processual administrativa, devendo ser conhecida a impugnação quando evidente a deficiência do meio empregado na intimação da unidade preparadora, a fim de garantir a expressão da vontade emanada pelo sujeito passivo. NÃO APRECIAÇÃO DAS RAZÕES DE MÉRITO. A falta de apreciação das razões de mérito da impugnação, impedem a apreciação do recurso voluntário por parte do CARF impondo que nova decisão seja prolatada pela primeira instância. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, para determinar o retorno dos autos à DRJ RIO DE JANEIRO/RJI, para que nova decisão seja proferida com análise do mérito, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator e Presidente Substituto. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 78 3. 72 24 57 /2 01 1- 23 Fl. 367DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/03/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walter Adolfo Maresch (presidente da turma), Meigan Sack Rodrigues, Sérgio Rodrigues Mendes, Victor Humberto da Silva Maizman, Neudson Cavalcante Albuquerque. Relatório CARLOS AUGUSTO PEIXOTO BARBARIOLI – ME, ,pessoa jurídica já qualificada nestes autos, inconformada com a decisão proferida pela DRJ RIO DE JANEIRO/RJI, interpõe recurso voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, objetivando a reforma da decisão. Adoto o relatório da DRJ por bem retratar os fatos. Tratase de auto de infração lavrado contra empresa optante pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples). Os valores lançados, por tributo, foram os seguintes: a)IRPJ...........R$ 3.029,03 (fls. 61/78, numeração eletrônica); b)PIS/Pasep ..R$ 2.166,57 (fls. 79/86); c)CSLL .......R$ 4.115,72 (fls. 87/95); d)Cofins ......R$ 12.250,58 (fls. 96/104); e e)INSS .......R$ 32.342,85 (fls. 105/113). 2. Sobre esses valores incidiram a multa de ofício de 150% e os juros de mora. 3. Segundo o auto de infração de IRPJ, foram imputadas à empresa as seguintes infrações: 1) Omissão de Receitas. Depósitos Bancários não Escriturados; 2) Insuficiência de recolhimento. 4. A infração denominada Insuficiência de Recolhimentos decorre da infração anterior, haja vista a geração de recálculo nos valores mensais devidos. 5. Os autos de infração de CSLL, Cofins, PIS/Pasep e INSS são meros reflexos da matéria apurada no lançamento do IRPJ. 6. Os enquadramentos legais podem ser observados nos campos respectivos de cada lançamento. 7. Os fatos geradores lançados referemse aos seis primeiros meses de 2007. 8. Segundo o termo de fls. 56/60, foram estes os fatos e circunstâncias que levaram à autuação: Fl. 368DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/03/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.722457/201123 Acórdão n.º 1803002.026 S1TE03 Fl. 368 3 8.1 Foi identificada omissão de receitas, quando comparadas a receita apurada com a declarada, conforme demonstrativos de fls. 57. 8.2 A contabilidade da empresa foi desconsiderada, uma vez que, no período, não registrava “...o volume financeiro relativo às vendas realizadas, revelando evidentes indícios de fraude, erros ou deficiências que a tornam imprestável para ser considerada para fins tributários, ...”. 8.3 Diante dos fatos descritos, a fiscalização justificou a aplicação da multa qualificada de 150%. 9. O interessado, por meio das peças de fls. 98/104, 120/126, 132/138, 158/164, 186/192, 214/220, 242/248, impugnou as exigências, alegando, em síntese: 9.1 que todos os dados foram espontaneamente informados à Receita Federal; logo, não há que se falar em omissão de receitas; 9.2 que sua escrituração seguiu os ditames legais; e 9.3 que os valores lançados não podem ser reconhecidos como receita. 10. Encaminhado os autos para julgamento, o então Serviço de Controle e Julgamento – Secoj desta delegacia, conforme despacho de fls. 270, devolveu os autos para a autoridade preparadora, nos seguintes termos: Senhora Chefe, Da análise dos presentes autos constatase ausência de documento de identidade do signatário da impugnação, Sr. HELIO BELOTTI SANTOS. Em vista do exposto, proponho o encaminhamento do presente processo à SECAT DRF VITÓRIA (ES), para que intime a interessada a apresentar cópias de documento de identidade ou assinar a impugnação na presença de um funcionário público conforme art. 9º do Dec. 6932/2009, salientando a necessidade de dar conhecimento de que o não atendimento ao solicitado acarretará no não conhecimento do recurso apresentado. 11. De sua vez, a autoridade preparadora (fls. 271), em 11/11/2011, nos termos propostos pelo Secoj, emitiu intimação ao contribuinte, a qual foi dirigida ao mesmo endereço do interessado, conforme registrado em nossos sistemas. Como se vê às fls. 274, o Aviso de Recebimento retornou sem registro do recebimento. 12. Foi, então, emitido o Edital Secat 001/2012, com afixação 09/01/2012, e desafixação em 31/01/2012, de modo a cientificar o contribuinte da omissão na representação detectada na diligência (fls. 276). 13. Sem que o interessado se manifestasse com relação à irregularidade detectada na representação, o processo, em 12/04/2012, retornou para a DRJ/RJ1 para julgamento (fls. 277). Fl. 369DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/03/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH 4 A DRJ RIO DE JANEIRO/RJ I, através do acórdão nº 1247.727, de 26 de junho de 2012 (fls. 278/282), não conheceu da impugnação e manifestação de inconformidade, ementando assim a decisão: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2007 REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. DEFICIÊNCIA. CONFERÊNCIA DA ASSINATURA. DOCUMENTO DE IDENTIDADE DO PROCURADOR. FALTA. IMPUGNAÇÃO NÃO CONHECIDA. A deficiência na representação processual do sujeito passivo, não sanada após intimação, impede o conhecimento das razões de impugnação. Ciente da decisão em 25/07/2012, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl. 293), apresentou o recurso voluntário em 22/08/2012 fls. 294/335, onde pugna pela nulidade da decisão de primeira instância pelo não conhecimento da impugnação e reitera as alegações da inicial em relação ao mérito. É o relatório Voto Conselheiro Walter Adolfo Maresch O recurso é tempestivo e preenche os demais requisitos legais para sua admissibilidade, dele conheço. Trata o presente processo de autos de infração SIMPLES FEDERAL (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e INSS), relativos ao período de 01/01/2007 a 30/06/2007, lavrados em virtude da constatação de omissão de receitas. Alega a recorrente em síntese: a) Que foi nula a decisão de primeira instância pois inexiste nas normas processuais administrativas, qualquer exigência de juntada de documento de identidade do signatário da impugnação; b) Que na mera informação no sítio da Receita Federal não se vislumbra os critérios “autoridade + procedimento” para ser considerada como norma jurídica a ser seguida pelo administrado, não podendo ser invocada como óbice para o conhecimento da impugnação apresentada; c) Que é viciada a intimação realizada por edital pois não se esgotaram as formas de intimação previstas no art. 23 do Decreto 70.235/72, principalmente a via pessoal; d) Que sendo o endereço da recorrente o mesmo até o momento, tendo sido as intimações enviadas todas sempre por via postal, deveria ter sido enviado novamente a Fl. 370DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/03/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.722457/201123 Acórdão n.º 1803002.026 S1TE03 Fl. 369 5 intimação via postal ou efetivada a ciência pessoal da solicitação para apresentação do documento de identidade do procurador; e) Que a intimação deveria ter sido enviada ao procurador já que era o único que detinha o documento de identidade não havendo tampouco exigência de que o advogado se identifique no processo mediante apresentação da carteira da OAB. Assiste razão a interessada. Não obstante haver fundadas razões para exigência da correta identificação das partes e principalmente do subscritor de petições endereçadas à Administração Tributária, não se pode olvidar que no presente processo as mais comezinhas regras de conduta na relação processual foram relegadas pelas autoridades preparadoras. Com efeito, conforme se observa dos documentos das fls. 07, 11 e 16, as diversas intimações durante o procedimento fiscal foram realizadas através da via postal, sempre no endereço ainda hoje o domicílio fiscal da recorrente. Também o auto de infração e o termo de verificação e encerramento da ação fiscal, ato declaratório de exclusão do simples, foram enviados igualmente pela via postal (fls. 117/118). Assim, demonstrase pouco razoável e incompatível com o devido processo legal contentarse a autoridade preparadora, com a suposta não localização do destinatário sem ao menos procurar efetivar uma nova tentativa ou mesmo um contato telefônico no sentido de obter a cópia da identidade do subscritor da impugnação. Fácil verificar, que a ciência da decisão de primeira instância (fls. 293), se deu pela via postal e no mesmo endereço em que foram enviadas e recebidas as intimações e o auto de infração. Não há outrossim, exigência de reconhecimento de firma ou apresentação de documento de identidade nas petições apresentadas perante a Administração Pública Tributária, exceto nos casos previstos em lei; dúvida na autenticidade da assinatura ou para resguardo do sigilo, conforme dispõe o art. 4º do Decreto 7.574/2011: Art. 4o É dispensado o reconhecimento de firma em petições dirigidas à administração pública, salvo em casos excepcionais ou naqueles em que a lei imponha explicitamente essa condição, podendo, no caso de dúvida sobre a autenticidade da assinatura ou quando a providência servir ao resguardo do sigilo, antes da decisão final, ser exigida a apresentação de prova de identidade do requerente (Lei no 4.862, de 29 de novembro de 1965, art. 31). Constatase que não invocou a autoridade preparadora da DRJ qualquer uma das exceções previstas, para apresentação da carteira de identidade do patrono, limitandose a fixar a exigência, enquanto a decisão afirmou vagamente tratarse de exigência contida no sítio da Receita Federal do Brasil, à qual caberia obediência cega, sem apresentar qualquer fundamento legal para a medida. Fl. 371DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/03/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH 6 Por outro turno, por ocasião da formalização do recurso voluntário, apresentou o patrono da recorrente, fotocópia autenticada de sua carteira de identidade (fl. 314) suprindo a suposta irregularidade na representação processual. A jurisprudência administrativa é enfática em dar guarida em ao desejo emanado pela vontade do sujeito passivo em se fazer representar na lide do processo administrativo, representado por procurador habilitado embora o fazendo após a apresentação da impugnação na primeira instância. Colhese do julgado contido no Acórdão 10196.713, da Primeira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anoscalendário: 1990 a 1992 Ementa: PROCURAÇÃO — VÍCIO SANADO — PRINCIPIOS DA EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA E BOAFÉ NA RELAÇÃO COM O CONTRIBUINTE — De acordo com o art. 37 da Constituição Federal, a Administração Pública é regida, dentre outros, pelos princípios da moralidade e da eficiência, de modo que, se sanado o vicio na representação da contribuinte, deve ser conhecida a Manifestação de Inconformidade apresentada, a fim de garantir a expressão de vontade emanada pelo sujeito passivo. O procedimento administrativo adequado deve estar ajustado com o princípio de eficiência da administração pública e com a boafé na relação com o contribuinte. Acórdão 10196.713 – 18/04/2008 – 1ª Câmara 1º CC Do julgado em epígrafe, transcrevese o seguinte excerto: Sobre a regularidade da procuração de fls. 51, outorgada a Sônia Pinheiro Gonzaga de Lima Vieira, não obstante haver sido outorgada por um Diretor e um sócio da pessoa jurídica, entendo que dita irregularidade foi sanada com a Procuração de fls. 129, apresentada com o recurso, outorgando à mesma procuradora poderes para representar a contribuinte nos autos do presente processo administrativo, devidamente assinada por dois diretores, conforme exige o Contrato Social da empresa. Observese que de acordo com o art. 37 da Constituição Federal, a Administração Pública é regida, dentre outros, pelos princípios da moralidade e da eficiência, de modo que, uma vez sanado o vício na representação da contribuinte, deve ser conhecida a Manifestação de Inconformidade apresentada, a fim de garantir a expressão de vontade emanada pelo sujeito passivo. O procedimento administrativo adequado deve estar ajustado com o princípio de eficiência da administração pública e com a boafé na relação com o contribuinte. Da mesma forma, na seara judicial temos o recente julgado do Superior Tribunal de Justiça: Fl. 372DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/03/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH Processo nº 10783.722457/201123 Acórdão n.º 1803002.026 S1TE03 Fl. 370 7 RECURSO ESPECIAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. AÇÃO PROPOSTA PELA ASSOCIAÇÃO APCEF CONTRA A FUNCEF E A CEF. PLANOS DE BENEFÍCIOS. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO GENÉRICA. SÚMULA Nº 284/STF. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA Nº 211/STJ. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO. ASSOCIAÇÃO QUE ATUA EM JUÍZO COMO REPRESENTANTE PROCESSUAL DE SEUS FILIADOS. NECESSIDADE DE AUTORIZAÇÃO EM ESTATUTO E EM ASSEMBLEIA GERAL. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. DEFEITO SANÁVEL NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. 1. O recurso especial que indica violação do artigo 535 do Código de Processo Civil, mas traz somente alegação genérica de negativa de prestação jurisdicional, é deficiente em sua fundamentação, o que atrai o óbice da Súmula nº 284 do Supremo Tribunal Federal. 2. A ausência de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial, a despeito da oposição de embargos de declaração, impede o conhecimento do recurso especial (Súmula nº 211/STJ). 3. Assente a jurisprudência desta Corte no sentido de que não supre a exigência do prequestionamento a simples menção feita pelo Tribunal local de que os embargos de declaração teriam sido acolhidos "para fins de prequestionamento". 4. Segundo o princípio da instrumentalidade das formas, não se decreta nulidade sem prejuízo (pas de nullité sans grief). 5. Da associação que atua em juízo na defesa de seus filiados como representante processual, exigese, para a propositura de ação ordinária na defesa de seus interesses, além da autorização genérica do estatuto da entidade, a autorização expressa dos filiados, conferida por assembléia geral. 6. Em observância ao princípio da instrumentalidade das formas, a regularização na representação processual é vício sanável nas instâncias ordinárias, mesmo em segundo grau de jurisdição, não devendo o julgador extinguir o processo sem antes conferir oportunidade à parte de suprir a irregularidade. REsp 980.716/RS, 03/09/2013, 3ª Turma STJ rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. A oportunidade para regularização jamais foi concedida à recorrente pois a ciência por edital neste caso, nada mais representou que simples formalidade, inócua sob todos os aspectos pois jamais atingiria seu objetivo para atendimento da solicitação DRJ. Destarte, tendo a contribuinte promovido a regularização do suposto vício na representação processual e sendo evidente a deficiência no meio empregado para intimar o contribuinte a apresentar documento que a juízo da autoridade julgadora, era essencial para o Fl. 373DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/03/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH 8 conhecimento da impugnação, é de ser respeitada e apreciada a impugnação apresentada tempestivamente. Isto posto, e considerando que as questões de mérito não foram apreciadas pela DRJ de origem, VOTO no sentido de DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso voluntário, determinando o retorno dos autos à DRJ RIO DE JANEIRO/RJ I para que nova decisão seja proferida e seja julgado o mérito do pedido. (assinado digitalmente) Walter Adolfo Maresch – Relator Fl. 374DF CARF MF Impresso em 20/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por WALTER ADOLFO MARESCH, Assinado digitalmente em 18/03/201 4 por WALTER ADOLFO MARESCH
score : 1.0
Numero do processo: 10880.052647/93-58
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Dec 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Ano-calendário: 1989
Auditoria de Produção. Omissão de Receitas
Constituem elementos subsidiários para o cálculo da produção e correspondente pagamento do imposto dos estabelecimentos industriais o valor e a quantidade das matérias-primas, dos produtos intermediários e dos materiais de embalagem adquiridos e empregados na industrialização e acondicionamento dos produtos, o valor das despesas gerais efetivamente feitas, o da mão de obra empregada e o dos demais componentes do custo de produção, assim como as variações dos estoques de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem(Lei nº 4.502, de 1964, art. 108).
Apurada qualquer falta no confronto da produção resultante do cálculo dos elementos constantes desse artigo com a registrada pelo estabelecimento, exigir-se-á o imposto correspondente, o qual, no caso de fabricante de produtos sujeitos a alíquotas e preços diversos, será calculado com base nas alíquotas e preços mais elevados, quando não for possível fazer a separação pelos elementos da escrita do estabelecimento.
Apuradas, também, receitas cuja origem não seja comprovada, considerar-se-ão provenientes de vendas não registradas e sobre elas será exigido o imposto, mediante adoção do critério estabelecido no § 1o. (Decreto n º 7.212, de 15/06/2010, art. 522, §§ 1o. 2o)
Numero da decisão: 1801-001.824
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Marcos Vinicius Barros Ottoni.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Maria de Lourdes Ramirez Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201312
ementa_s : Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Ano-calendário: 1989 Auditoria de Produção. Omissão de Receitas Constituem elementos subsidiários para o cálculo da produção e correspondente pagamento do imposto dos estabelecimentos industriais o valor e a quantidade das matérias-primas, dos produtos intermediários e dos materiais de embalagem adquiridos e empregados na industrialização e acondicionamento dos produtos, o valor das despesas gerais efetivamente feitas, o da mão de obra empregada e o dos demais componentes do custo de produção, assim como as variações dos estoques de matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem(Lei nº 4.502, de 1964, art. 108). Apurada qualquer falta no confronto da produção resultante do cálculo dos elementos constantes desse artigo com a registrada pelo estabelecimento, exigir-se-á o imposto correspondente, o qual, no caso de fabricante de produtos sujeitos a alíquotas e preços diversos, será calculado com base nas alíquotas e preços mais elevados, quando não for possível fazer a separação pelos elementos da escrita do estabelecimento. Apuradas, também, receitas cuja origem não seja comprovada, considerar-se-ão provenientes de vendas não registradas e sobre elas será exigido o imposto, mediante adoção do critério estabelecido no § 1o. (Decreto n º 7.212, de 15/06/2010, art. 522, §§ 1o. 2o)
turma_s : Primeira Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 13 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10880.052647/93-58
anomes_publicacao_s : 201403
conteudo_id_s : 5330474
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 13 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 1801-001.824
nome_arquivo_s : Decisao_108800526479358.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MARIA DE LOURDES RAMIREZ
nome_arquivo_pdf_s : 108800526479358_5330474.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Marcos Vinicius Barros Ottoni. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, e Ana de Barros Fernandes.
dt_sessao_tdt : Thu Dec 05 00:00:00 UTC 2013
id : 5334325
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593059422208
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2436; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE01 Fl. 2 1 1 S1TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.052647/9358 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1801001.824 – 1ª Turma Especial Sessão de 5 de dezembro de 2013 Matéria AI IPI Recorrente IMCE INDUSTRIA MECÂNICA COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Anocalendário: 1989 AUDITORIA DE PRODUÇÃO. OMISSÃO DE RECEITAS Constituem elementos subsidiários para o cálculo da produção e correspondente pagamento do imposto dos estabelecimentos industriais o valor e a quantidade das matériasprimas, dos produtos intermediários e dos materiais de embalagem adquiridos e empregados na industrialização e acondicionamento dos produtos, o valor das despesas gerais efetivamente feitas, o da mão de obra empregada e o dos demais componentes do custo de produção, assim como as variações dos estoques de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem(Lei nº 4.502, de 1964, art. 108). Apurada qualquer falta no confronto da produção resultante do cálculo dos elementos constantes desse artigo com a registrada pelo estabelecimento, exigirseá o imposto correspondente, o qual, no caso de fabricante de produtos sujeitos a alíquotas e preços diversos, será calculado com base nas alíquotas e preços mais elevados, quando não for possível fazer a separação pelos elementos da escrita do estabelecimento. Apuradas, também, receitas cuja origem não seja comprovada, considerarse ão provenientes de vendas não registradas e sobre elas será exigido o imposto, mediante adoção do critério estabelecido no § 1o. (Decreto n º 7.212, de 15/06/2010, art. 522, §§ 1o. 2o) Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Marcos Vinicius Barros Ottoni. (assinado digitalmente) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 05 26 47 /9 3- 58 Fl. 215DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 03/02/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 2 Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros: Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, e Ana de Barros Fernandes. Relatório Cuidase de recurso voluntário interposto contra acórdão da 2a. Turma de Julgamento da DRJ em Brasilia/DF que, por unanimidade de votos manteve, em parte, as exigências consubstanciadas nos autos. Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da DRJ em Brasília /DF: Tratase de autos de infração referentes ao IRPJ e reflexos, lavrados em 20/09/2003, no montante de 75.918,88 Ufir, fls. 09/10; 138/139; 158/159; 178/179; 198/199 e 08 do processo 10880.052647/9358, anexo, Em ação fiscal levada a efeito no contribuinte acima identificado foi lavrado o auto de infração, ora impugnado, nos termos do artigo 645 do Regulamento do Imposto de Renda, RIR/80, aprovado pelo Decreto n° 85.450 de 04/12/80, tendo em vista foi apurada a seguinte infração: Omissão de Receita — Mercadorias, Matérias Primas e outros insumos não contabilizados. Enquadramento legal: Artigos 157 e § 1°; 179; 181; 387, inciso II, do RIR/80. Das Alegações da Impugnante A autuada aduz em sua defesa as seguintes alegações: "1 A Defendente, foi autuada por suposta infração na omissão de receitas relativa a mercadorias, meterias primas e outros insumos não contabilizados no valor de NCz$ 1.050.798,02, tributando sobre este valor o Imposto de Renda Pessoa Jurídica de 42.484,31 Ufir, bem como seus reflexos no PIS/Faturamento de 353,91 Ufir; Finsocial/Faturamento de 1.014,70 Ufir; Imposto de Renda Retido na Fonte de 5.034,98 Ufir; Contribuição Social de 10.489,37 Ufir e finalmente IPI de 16.541,81 Ufir, tudo conforme termo de encerramento de ação fiscal de 20 de setembro de 1993, Auto de Infração e Demonstrativos da Apuração do Crédito Tributário com seus anexos, capitulando as infrações no artigo 728, II do RIR, aprovado pelo Decreto n° 87.981/92; artigo 6°, § único da Lei 7.689/88 c.c. art. 728, II do RIR, aprovado pelo Decreto 85.450/80; art. 729, I, do RIR/80; artigo 2° da Lei 7683/88, art. 86 § 1° da Lei 7450/85 e art. 728, II do RIR/80, aprovado pelo Decreto 85.450/80; art. 2° da Lei 7683/88, artigo 86, § 1°, da Lei 7.450/85, art. 728, II do RIR/80, aprovado pelo Decreto n° 85.450/80. Em que pese o respeito e consideração que dedicamos ao Ilustre Auditor Fiscal, os autos de infração questionados não deverão prosperar, uma vez que a Fl. 216DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 03/02/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10880.052647/9358 Acórdão n.º 1801001.824 S1TE01 Fl. 3 3 apuração efetuada esta eivada de falhas e erros que pudesse sustentar em tese uma eventual cobrança dos tributos reclamados. 3 A autuação baseouse em levantamento específico, levando em consideração o estoque inicial lançado no Registro de inventário de 31/12/88 e final em 31/12/89, tomando como base o estoque físico em quilogramas, lançandose as compras e diminuindo as vendas do ano base de 1989. Tudo isto foi denominado como Auditoria de Produção, acusando uma suposta saída de 31.968,300 Kg ao preço de NCz$ 32,87 por Kilograma, no total de omissão de NCz$ 1.050.798,02, valor este objeto do lançamento de todos os tributos reclamados. 4 No entanto, não assiste razão ao fisco senão vejamos: Pelas informações contidas no documento de fls. 03 (esclarecimentos fornecidos pelo contribuinte, datado de 27 de agosto de 1993) a situação real se apresenta da seguinte forma: Estoque inicial, conforme registro de Inventário (produtos acabados, Insumos: Matéria prima, resíduos, Material de embalagem)...................................................... 129.624,103 Kgs. Compras de matéria prima e embalagem no Exercício de 1989................................................................. 292.474,000 Kgs. Perdas de janeiro a dezembro de 1989, que constam no retorno das Notas Fiscais de Beneficiamento da Termomecânica/Remetal........................ 14 051.000 Kgs. total do estoque inicial e entradas........................................ 436.149,103 Kgs. ________________ Vendas efetuadas no ano de 1989........................................ 173.147,390 Kgs. Saídas de resíduos no período conforme notas Fiscais.................................................................................. 150.164,000 Kgs. Estoque final em 311289.................................................. 435.647,376 Kgs. ________________ Resumo Entradas................................................................. 436.149,103 Kgs. Resumo Saídas.................................................................... 435.647,376 Kgs. Diferença................................................................................... 501,727 Kgs. ________________ A diferença acima apurada está perfeitamente justificada, da seguinte forma: Fl. 217DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 03/02/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 4 a) N/F 2202 Termomecânica foi lançada corno entrada de 8.863,000 Kgs. quando em verdade foi retificada para 8.530,000, conforme comunicação de irregularidade dif. a menor de 330,000 Kgs. b) N/F 2264 Termomecânica foi lançada como entrada de 8.500,000 Kgs., quando na verdade foi retificada para 8.332,000 Kgs., conforme comunicação de irregularidade dif. a menor de 168.000 Kgs. 501,000 Kgs. 5 Esclarece, ainda a defendente, possuir seção industrial complexa, localizada à Av. Corifeu de Azevedo Marques, 644, bairro do Butantã, em São Paulo, que adquire matéria prima de fornecedores vários, principalmente em lingotes que são fundidos de alta caloria para posteriormente produzir os produtos acabados. No processo complexo de industrialização, os lingotes são fundidos através de fornos de indução, construídos com produtos refratários, para conseguir o calor necessário a fusão do material. Ainda no complexo processo de industrialização, existe perda irrecuperável de parte do material, através da volatização e oxidação cuja reciclagem é pouco significativa. Ocorre, todavia, em que pese os presumíveis conhecimentos e experiência do Ilustre Auditor Fiscal do Tesouro Nacional, incorreu, ele em erro de análise das operações da Defendente por desconhecer a tecnologia aplicada na industrialização de lingotes, fundição e acabamento, ramo industrial de características específicas e de grande especialização e complexidade, conforme se provará. 6 Diz o Auditor fiscal ter procedido levantamento específico consoante o anexo de fls. 05, do Auto de Infração. Diz ainda ter procedido a levantamento entre entradas e saídas de produtos sem notas fiscais de entradas, por auditoria de produção levada a efeito no estabelecimento industrial da Defendente, apurados em livros fiscais, documentos e dados quando somente fez deduções baseadas em simples presunções e indícios. Em sendo específico o levantamento, deveria, o Ilustre Auditor Fiscal, seguindo os mais elementares princípios de lógica, 'especificar claramente' ou discriminar de forma objetiva e inconteste em quais documentos e dados de estoques basearase para concluir sobre a pseudo irregularidade alegada. Onde estão tais documentos? Quais, especificamente, são eles? Seus números? Suas datas? Quanto foi a quebra considerada no processo de industrialização e perda final? Nenhuma dessas respostas podese, pelo menos inferir, analisandose o auto de infração e respectivos anexos. Destarte como pode a Defendente contestar objetivamente as alegações do Ilustre Auditor Fiscal? Assim caracterizasse o ato como arbitrário, baseado simplesmente em presunções e indícios que existe somente em seu juízo, e, cerceador do direito de defesa do contribuinte. Assim tal ato administrativo é flagrante ilegal diante dos dispositivos do RIR e do RIPI, bem como a legislação complementar. 7 Analisando o termo de Verificação de fls. 05, notamos com absoluta clareza que os números ali apresentados estão totalmente divorciados dos esclarecimentos fornecidos pela Defendente às fls. 03/04, apresentando números estranhos e obtidos de dados que não foi devidamente esclarecidos. Fl. 218DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 03/02/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10880.052647/9358 Acórdão n.º 1801001.824 S1TE01 Fl. 4 5 Perguntase: Onde o Ilustre Auditor Fiscal obteve aquelas informações contidas no Termo de Verificação de fls. 05, que está divorciada dos esclarecimentos de fls. 03/04? 8 No presente caso e diante dos esclarecimentos fornecidos pela Defendente, verificamos que a fiscalização nada positivou, ficando no terreno da simples conjectura, nem sequer identificando os eventuais vendedores de matéria prima sem a devida documentação fiscal. Por outro lado, tributar por presunção é humanamente inadmissível. Tornase necessário que o Órgão fiscalizador levante o caso perante quem de direito e jamais tributar por suposições e uma vez que a Defendente nada deve ao fisco, pois cumpre rigorosamente em dia com suas obrigações tributárias, facilmente comprovadas pela fiscalização efetuada em seu estabelecimento industrial. Assim, entende a Defendente e também está convencida que a autoridade fiscal agiu discricionariamente e que a Douta Comissão Julgadora acatará os fatos apresentados, como medida de elementar justiça, requer a V. Exa. se digne anular o auto de infração objeto da presente defesa, primeiramente porque o Auto de Infração está confuso e eivado de irregularidades, principalmente o termo de verificação de fls. 05, que não menciona como o Ilustre Auditor Fiscal chegou aos números ali apresentados, não mencionando as perdas, impedindo a adequada defesa da autuada e, se assim não for, seja anulado em razão de ser insubsistente quanto à forma procedida do levantamento. A Defendente está elaborando um minucioso levantamento das quantidades de entradas e saídas, suas perdas, durante o ano de 1989, que oportunamente será apresentada para complementação da impugnação ao Auto de Infração, uma vez que o prazo exíguo para apresentação da defesa não permite oferecer nesta oportunidade. Em 26/04/99, o processo foi baixado em diligência, conforme Despacho de fls. 24, tendo em vista que a Impugnação trouxe elementos não apreciados pela fiscalização quando do Termo de Verificação de fls. 05 inclusive quanto à quantia correspondente a 501,000 Kgs de que tratam as Notas Fiscais n° 2202 e 2264 B1 de emissão da termomecânica. Assim, se fez necessário, para formação de convicção, baixar o processo em diligência para que fossem trazidos aos autos referidos esclarecimentos. Concluída a diligência, conforme Termo de Verificação e Relatório de Diligência Fiscal o processo foi encaminhado para esta Delegacia para julgamento, tendo em vista o disposto na Portaria/SRF n°1.033, de 27 de agosto de 2002. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília prolatou o Acórdão DRJ/BSA n° 7.056/2003 (fls. 228/237) e, acatando integralmente o resultado da diligência, deu provimento parcial ao pleito. Com isso, a quantidade de insumos que teria sido adquirida com recursos à margem da escrituração baixou de 31.968,300 Kg para 16.267,291 Kg. Notificada da decisão, em 15/04/2005 (AR fl. 248) e, inconformada, a interessada apresentou em 17/05/2005, recurso voluntário (fls. 254/265, com documentos de fls. 266/375) deduzindo valores que, segundo afirma, demonstrariam a inexistência de qualquer diferença a ser tributada. Questiona a utilização da taxa SELIC como indexador dos juros de mora e reclama a incidência confiscatória da multa de oficio. Fl. 219DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 03/02/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 6 Pelo acórdão n º 10323.424, de 16/04/2008, a 3a. Câmara do então 1o. Conselho de Contribuintes apreciou as razões de defesa deduzidas no recurso voluntário contra as exigências de IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e IRRF, declinando a competência para apreciação das razões recursais atinentes a exigência de IPI. O presente processo foi, então, distribuído à 2a. Turma Especial da 3a. Seção de Julgamento do CARF que, novamente, declinou a competência para julgamento do recurso à 1a. Seção. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora. O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Como se verifica do relatório trata o presente processo de auto de infração de Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, como exigência reflexa da autuação principal de IRPJ – pela apuração de Omissão de Receitas Mercadorias, MatériasPrimas e outros insumos não contabilizados. Os autos de infração que tratam das exigências de IRPJ (principal) e demais reflexos – CSLL, PIS, FINSOCIAL e IRFON. – foram julgados pela Terceira Câmara do então Primeiro Conselho de Contribuintes, em sessão realizada em 16/04/2008, na qual foi proferido o Acórdão n º 10323.424, de relatoria do Ilustre Conselheiro Leonardo de Andrade Couto. Como resultado do julgamento o sujeito passivo foi exonerado daquelas exigências, unicamente porque à época do lançamento, a omissão de compras, por si só, não poderia dar azo à tributação por omissão de receitas no âmbito do IRPJ, pois no período sob exame não havia na legislação desse tributo, norma que autorizasse a caracterização desse fato como tal, sem um aprofundamento das circunstâncias caracterizadoras do ilícito. Como o resultado da decisão dos autos de infração de IRPJ e demais reflexos não pode ser aplicado à exigência de IPI, o auto de infração relativo a esse tributo foi apartado daquele processo principal (n º 10880.052646/9395). Em que pese o resultado daquele julgamento não ter sido refletido na exigência de IPI consubstanciada nos presentes autos, as razões de decidir daquele julgado, por terem se debruçado sobre os mesmos fatos, devem ser aplicadas à presente lide. Por tal motivo adoto, como minhas, as palavras do Ilustre Conselheiro Relator proferidas no voto condutor do Acórdão n º 10323.424, que ora passo a transcrever: “... Fl. 220DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 03/02/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10880.052647/9358 Acórdão n.º 1801001.824 S1TE01 Fl. 5 7 [...] pelo exame da peça recursal temse a impressão de que a interessada não avaliou o conteúdo do relatório apresentado pela autoridade diligenciante. De fato, na intenção de demonstrar a inexistência da omissão de compras apurada pela autoridade lançadora, a recorrente traz valores incompatíveis com dados por ela mesma informados em ocasiões anteriores. No demonstrativo de fl. 257, a reclamante informa um volume de compra de matéria prima em 1989 da ordem de 185.947,200 Kg que estaria demonstrado na tabela de fl. 270. Verificase no documento de fl. 34, por ela mesma apresentado quando da realização da diligência, que o volume de compras chegou a 284.395,00 Kg. Comparandose as duas tabelas, constata se facilmente que algumas notas de compra não foram lançadas no documento apresentado com o recurso. Em relação à remessa de resíduos para beneficiamento, a tabela de fl. 298 também não contém todas as operações realizadas, pois não considerou as notas fiscais 2185 a 2200 e 2273, conforme explicado no item 07 do Termo de Verificação decorrente da diligência (fl. 124). Na verdade, a diligência apurou um valor muito próximo daquele informado pela interessada durante o procedimento fiscal e também na impugnação. Podese afirmar que o resultado da diligência confirmou em sua maior parte os argumentos trazidos pelo sujeito passivo até então. O único ponto em relação ao qual o relatório da diligência manteve o entendimento absolutamente contrário ao sujeito passivo referese à questão das perdas (14.051 Kg.) considerada neutra no cálculo da produção, de acordo com item 08.2 do Relatório (fl. 129). Caberia ao sujeito passivo contestar expressamente esse ponto, o que não ocorreu. Em vista do exposto, entendo que o sujeito passivo não logrou demonstrar a origem da diferença objeto da autuação, confirmandose assim a omissão de compras.[...] ...” (*) destaques acrescidos Com efeito, o art. 343 do RIPI/1982, já autorizava o agente fiscal a reconstituir a produção do estabelecimento industrial a partir de elementos subsidiários, entendendose como tal, dentre outros, o valor ou a quantidade dos insumos adquiridos e empregados na industrialização do produto objeto de auditoria fiscal, assim como as variações dos estoques daqueles. Por seu turno, estabelecia, o parágrafo 1° do art. 343 do RIPI/1982, que a apuração, por meio da auditoria de produção, de compras ou vendas não registradas implicaria a presunção legal de omissão de receitas decorrentes do fato gerador relativo a saídas de produtos tributados, tornandose exigível o imposto correspondente. Eis a redação do dispositivo: Fl. 221DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 03/02/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 8 "Art. 343 — Constituem elementos subsidiários, para o cálculo da produção, e correspondente pagamento do imposto, dos estabelecimentos industriais, o valor e quantidade das matérias primas, produtos intermediários e embalagem adquiridos e empregados na industrialização e acondicionamento dos produtos, o valor das despesas gerais efetivamente feitas; o da mãodeobra empregada e o dos demais componentes do custo de produção, assim como as variações dos estoques de matérias primas, produtos intermediários e embalagens. § 1° Apurada qualquer falta no confronto da produção resultante do cálculo dos elementos constantes deste artigo com a registrada pelo estabelecimento, exigirseá o imposto correspondente, o qual, no caso de fabricante de produtos sujeitos a alíquotas e preços diversos, será calculado com base nas alíquotas e preços mais elevados, quando não for possível fazer a separação pelos elementos da escrita do estabelecimento." Diplomas legais posteriores (Decreto n º 2.637, de 25/06/1998 e Decreto n º 4.544, de 26/12/2002) que sucederam ao antigo RIPI/1982, e o Decreto n º 7.212, de 15/06/2010, atualmente em vigor, mantiveram a tributação com base em auditoria de produção, como se verifica da redação dos seguintes dispositivos: Art. 522. Constituem elementos subsidiários para o cálculo da produção e correspondente pagamento do imposto dos estabelecimentos industriais, o valor e a quantidade das matériasprimas, dos produtos intermediários e dos materiais de embalagem adquiridos e empregados na industrialização e acondicionamento dos produtos, o valor das despesas gerais efetivamente feitas, o da mão de obra empregada e o dos demais componentes do custo de produção, assim como as variações dos estoques de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem (Lei nº 4.502, de 1964, art. 108). § 1o Apurada qualquer falta no confronto da produção resultante do cálculo dos elementos constantes desse artigo com a registrada pelo estabelecimento, exigirseá o imposto correspondente, o qual, no caso de fabricante de produtos sujeitos a alíquotas e preços diversos, será calculado com base nas alíquotas e preços mais elevados, quando não for possível fazer a separação pelos elementos da escrita do estabelecimento. § 2o Apuradas, também, receitas cuja origem não seja comprovada, considerarseão provenientes de vendas não registradas e sobre elas será exigido o imposto, mediante adoção do critério estabelecido no § 1o. Outrossim, observo que a presunção de omissão de receitas com base em auditoria de produção se caracteriza como "relativa" ou "juris tantum", isto é, consta estabelecida em lei e é admitida pela autoridade fiscal cabendo ao sujeito passivo o ônus de elidilas através da apresentação de efetivas provas em contrário, o que não foi feito pela defesa, em que pese as oportunidades que lhe foram legalmente oferecidas, não se verificando qualquer nulidade em lançamentos com esta fundamentação. Fl. 222DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 03/02/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10880.052647/9358 Acórdão n.º 1801001.824 S1TE01 Fl. 6 9 Diante de ausência de provas que afastassem a presunção a omissão de receitas foi mantida pela Terceira Câmara do então Primeiro Conselho de Contribuintes, como também é mantida nesta decisão. Cumpre reconhecer, entretanto, que, à época do lançamento a multa de ofício era exigida ao patamar de 100%. Nos termos do artigo 44 da Lei n º 9.430, de 1996, a multa de ofício deve ser reduzida para 75%. A penalidade prevista no artigo 44 da Lei n º 9.430, de 1996, nada mais é do que uma sanção pecuniária pela prática de um ato ilícito, qual seja, a falta de pagamento ou recolhimento de tributo devido, ou ainda a falta de declaração ou a apresentação de declaração inexata. In casu, dado que não houve pagamento ou recolhimento de tributos devidos, por parte da contribuinte, a exigência da multa de ofício encontrase em perfeita consonância com a legislação em vigor. No que respeita à inconformidade da recorrente com relação à incidência de juros calculados com base na taxa SELIC, este órgão de julgamento já consolidou seu entendimento, como se verifica da Súmula abaixo reproduzida: Súmula CARF n º 4. A partir de 1o. de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre os débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC para títulos federais. A propósito, em relação aos argumentos de ilegalidade e inconstitucionalidade de comandos normativos legitimamente inseridos no sistema jurídico, cumpre transcrever o posicionamento consensual deste órgão, como se verifica da seguinte Súmula: Súmula CARF no. 2. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Pelo exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso voluntário apenas para reduzir a multa de ofício ao patamar de 75%. (assinado digitalmente) Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 223DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 03/02/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES 10 Fl. 224DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 03/02/ 2014 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/03/2014 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 10945.007290/2003-67
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Ementa: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO
Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997
AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO. AUDITORIA INTERNA DE DCTF. DÉBITO SUSPENSO. PROCESSO JUDICIAL DE OUTRO CNPJ. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. CRÉDITO INEXISTENTE.INOVAÇÃO.INOCORRÊNCIA. A constatação de que o processo judicial informado na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF como motivo para a suspensão dos tributos não dispunha de saldo credor para a extinção do crédito tributário exigido do contribuinte não constitui inovação na fundamentação do auto de infração eletrônico.
Numero da decisão: 3102-002.118
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por Voto de Qualidade, em negar provimento ao Recurso, nos termos do Relatorio e Voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama.
Nome do relator: Ricardo Paulo Rosa
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO. AUDITORIA INTERNA DE DCTF. DÉBITO SUSPENSO. PROCESSO JUDICIAL DE OUTRO CNPJ. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. CRÉDITO INEXISTENTE.INOVAÇÃO.INOCORRÊNCIA. A constatação de que o processo judicial informado na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais - DCTF como motivo para a suspensão dos tributos não dispunha de saldo credor para a extinção do crédito tributário exigido do contribuinte não constitui inovação na fundamentação do auto de infração eletrônico.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
numero_processo_s : 10945.007290/2003-67
conteudo_id_s : 5329852
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 12 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3102-002.118
nome_arquivo_s : Decisao_10945007290200367.pdf
nome_relator_s : Ricardo Paulo Rosa
nome_arquivo_pdf_s : 10945007290200367_5329852.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por Voto de Qualidade, em negar provimento ao Recurso, nos termos do Relatorio e Voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
id : 5334228
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:19:14 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593064665088
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1852; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T2 Fl. 2 1 1 S3C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10945.007290/200367 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3102002.118 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 28 de novembro de 2013 Matéria Auto de Infração Eleetrônico PIS Recorrente PROFORTE S/A TRANSPORTE DE VALORES Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 AUTO DE INFRAÇÃO ELETRÔNICO. AUDITORIA INTERNA DE DCTF. DÉBITO SUSPENSO. PROCESSO JUDICIAL DE OUTRO CNPJ. DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. CRÉDITO INEXISTENTE. INOVAÇÃO. INOCORRÊNCIA. A constatação de que o processo judicial informado na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DCTF como motivo para a suspensão dos tributos não dispunha de saldo credor para a extinção do crédito tributário exigido do contribuinte não constitui inovação na fundamentação do auto de infração eletrônico. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por Voto de Qualidade, em negar provimento ao Recurso, nos termos do Relatorio e Voto que integram o presente julgado. Vencidos os Conselheiros Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama. (assinatura digital) Luis Marcelo Guerra de Castro – Presidente (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator EDITADO EM: 15/12/2013 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 00 72 90 /2 00 3- 67 Fl. 267DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 20/02/2014 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA 2 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Nanci Gama, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento e Andréa Medrado Darzé. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Trata o presente processo do Auto de Infração Eletrônico nº 0000311 relativo à contribuição para o PIS/PASEP, do terceiro e quarto trimestres de 1997, lavrado em 10/05/2002. Referido lançamento, decorrente de auditoria interna da DCTF, foi realizado em virtude de ter sido identificado que a contribuinte havia realizado a suspensão da exigibilidade das citadas contribuições (por meio da declaração em DCTF) utilizandose da ação judicial nº 95.00594188/SP que pertence a outro CNPJ. Uma vez cientificada da autuação fiscal a contribuinte apresentou, em 27/06/2002, impugnação contra a exigência, cujo conteúdo é resumido a seguir. Após um breve relato dos fatos, a interessada alega que os valores de PIS não recolhidos (e declarados na DCTF com a exigibilidade suspensa) foram compensados com créditos reconhecidos judicialmente, provenientes da Medida Cautelar Inominada nº 95.00594188 e Ação Declaratória nº 96.00021570, ambas interpostas perante o juízo da 18 ª Vara Federal da Seção Judiciária de São Paulo – SP. Defende que nas mencionadas ações judiciais, propostas pela impugnante (enquanto pessoa jurídica), constou a informação do CNPJ da matriz da empresa, mas que isso não é razão suficiente para que os efeitos do provimento judicial não sejam estendidos para as filiais da contribuinte. Argumenta que a denominação social da empresa foi modificada de Seg Transporte de Valores S/A para Proforte S/A Transporte de Valores, mas que essa alteração não resultou em mudanças dos CNPJ, nem da matriz e nem das filiais. Por, fim conclui que a compensação realizada está perfeita, posto que amparada por medida judicial. Diante do exposto a contribuinte requer o recebimento da impugnação e o cancelamento do auto de infração. Adicionalmente, solicita que todas as intimações e notificações sejam encaminhadas diretamente aos procuradores da empresa. Após a impugnação, a unidade de preparo (DRF/FOZ) analisou a peça de defesa e os documentos apresentados pela interessada e, identificando que a ação judicial acima mencionada (Medida Cautelar Inominada), bem como a ação ordinária nº 96.00021570/ SP, tratava de crédito relativo ao PISRepique, o qual deveria ser apurado para toda a pessoa jurídica, encaminhou o processo para a unidade de jurisdição do estabelecimento matriz (DRF/Goiânia) para que fosse informado a respeito da apuração do crédito judicial e sobre a disponibilidade do crédito para quitar os débitos do presente processo. A DRF/Goiânia, por sua vez, consignou, através do despacho de fls. 169, que o crédito já havia sido apurado (através do processo administrativo nº 10120.006038/200687) e que todo ele já havia sido utilizado para compensar os débitos do estabelecimento matriz, não remanescendo quaisquer valores para realizar as compensações dos débitos relativos à filial. Na sequência, essa Delegacia de Julgamento, ao analisar os documentos juntados aos autos, baixou o processo em diligência para que fosse procedida a juntada dos documentos relativos à apuração do crédito judicial, efetuada no Fl. 268DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 20/02/2014 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10945.007290/200367 Acórdão n.º 3102002.118 S3C1T2 Fl. 3 3 processo nº 10120.006038/200687, bem como da comprovação de ciência à contribuinte dessa apuração. Cumprindo as exigências impostas na diligência, o Serviço de Controle e Acompanhamento Tributário – Sacat, da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Goiânia, juntou ao processo os documentos de fls. 178 a 209. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 INTIMAÇÃO AO PROCURADOR. FALTA DE PREVISÃO LEGAL. Não encontra amparo legal nas normas do Processo Administrativo Fiscal a solicitação para que a Administração Tributária efetue as intimações na pessoa do procurador do sujeito passivo. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 AUTO DE INFRAÇÃO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO JUDICIAL. INEXISTÊNCIA. Comprovada a inexistência de crédito, relativa à ação judicial que havia sido informada em DCTF para compensação do débito declarado, é de se manter o auto de infração. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a empresa apresenta Recurso Voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Acusa ausência de discussão de mérito no Processo. O “seu cerne foi e continua sendo a singela acusação de “Proc. Jud. de outro CNPJ”. Esclarece, Conforme ali exposto [referindose à impugnação ao lançamento], (i) o ajuizamento de ação judicial pela matriz referente ao PIS abarcava toda a pessoa jurídica, ou seja, também as suas filiais e (ii) a modificação da razão social da SEG Transportes de Valores S/A para Proforte S/A Transporte de Valores em nada alterou a cobertura jurisdicional da Recorrente. Que a fundamentação da decisão de primeira instância para manutenção do crédito tributário é completamente incongruente com aquela que consta do Auto de Infração. Isso porque, como dito, enquanto o auto de infração foi lavrado sob o argumento de que não foi comprovada a existência de processo judicial em nome da Recorrente, tendo em vista que este fora proposto por empresa supostamente diversa da autuada, a decisão de primeira instância, verificando que tal motivação estava equivocada, modificoua para manter a autuação sob a alegação de que a lavratura era necessária em função de o crédito oriundo da medida judicial já ter sido utilizado para pagamento de tributos exigidos em processo administrativo diverso. Fl. 269DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 20/02/2014 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA 4 Explica porque as ações judiciais foram interpostas pela matriz, Esta, porém, não é razão para que não se reconheçam os efeitos daquelas ações no presente caso, tendo em vista que as filiais do contribuinte do PIS não possuem legitimidade ativa para propositura de demandas que discutam a referida contribuição, tendo em vista consistir em tributo cujo recolhimento se dá de forma unificada. Argumenta que a decisão de piso, na verdade, anulou o Auto de Infração e efetuou novo lançamento, sob nova fundamentação, em afronta à legislação tributária, inclusive às disposições contidas no artigo 142 do Código Tributário Nacional. Cita e transcreve jurisprudência firmada a respeito do assunto. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do Recurso Voluntário. A questão central do Processo referese à alegada alteração promovida pela decisão de primeira instância na fundamentação do Auto de Infração Eletrônico. O Auto, isso não se contesta, foi lavrado em face da informação prestada na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF indicando a suspensão do débito com base em processo judicial pertencente a outra empresa (outro CNPJ). Demonstrado que o CNPJ indicado na DCTF era da empresa matriz, que havia, regularmente, unificado o pedido de restituição de todas as filiais (e seu próprio), no entendimento da Recorrente, terse ia removido o obstáculo inicialmente identificado e, por conseguinte, estaria extinto o crédito tributário constituído no Auto de Infração controvertido. Não foi o que aconteceu. Em análise posterior da disponibilidade creditória da Recorrente, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento assim se manifestou. Ocorre, entretanto, que os documentos juntados ao processo comprovam que não existe crédito, proveniente das citadas ações judiciais, para a quitação, por compensação, dos débitos objeto do auto de infração contestado. Na apuração relativa ao crédito judicial, conforme Despacho Secat DRF/Goi nº 673/2008 (cópia juntado às fls. 178 a 184), proferido no âmbito do processo administrativo nº 10120.006038/200687, foram utilizados todos os pagamentos considerados indevidos (em conformidade com o provimento judicial) da empresa (matriz e filiais) que puderam ser confirmados nos sistemas da RFB, restando o crédito insuficiente, sequer, para extinguir (por compensação) os débitos relativos à matriz da empresa. Segundo leitura empregada pela Recorrente, o Auto de Infração foi motivado pela indevida suspensão dos tributos em DCTF com base em processo judicial pertencente a outro CNPJ. Foi mantido porque o crédito reconhecido no processo era insuficiente, embora ele realmente aproveitasse à autuada, acaso disponibilidade de crédito nele houvesse. Seriam Fl. 270DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 20/02/2014 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10945.007290/200367 Acórdão n.º 3102002.118 S3C1T2 Fl. 4 5 fundamentações distintas, contrárias às mais conhecidas disposições legais de regulamentação do Procedimento Fiscal e do Processo Administrativo Fiscal. Código Tributário Nacional Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Decreto 70.235/72. Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) § 1º Deferido o pedido de perícia, ou determinada de ofício, sua realização, a autoridade designará servidor para, como perito da União, a ela proceder e intimará o perito do sujeito passivo a realizar o exame requerido, cabendo a ambos apresentar os respectivos laudos em prazo que será fixado segundo o grau de complexidade dos trabalhos a serem executados.(Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) § 2º Os prazos para realização de diligência ou perícia poderão ser prorrogados, a juízo da autoridade. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) § 3º Quando, em exames posteriores, diligências ou perícias, realizados no curso do processo, forem verificadas incorreções, omissões ou inexatidões de que resultem agravamento da exigência inicial, inovação ou alteração da fundamentação legal da exigência, será lavrado auto de infração ou emitida notificação de lançamento complementar, devolvendose, ao sujeito passivo, prazo para impugnação no concernente à matéria modificada. (Incluído pela Lei nº 8.748, de 1993) Tratase de uma assunto deveras instigante e que comporta, creio, diferentes leituras. Apresento a minha. Primeiro, de se dizer que não há, de fato, permissão normativa para que o julgador de primeira instância modifique deliberadamente a fundamentação contida no auto de infração controvertido neste ou em qualquer outro processo. No jargão do PAF, isso é traduzido na assertiva de que o auto de infração não pode ser aperfeiçoado (reserva feita à hipótese prevista no parágrafo 3º do artigo 18 acima, em rito não observado no presente feito). Reconhecido isso, necessário que se dispense dedicada atenção a certas particularidades do processo de exigência do crédito tributário. Em determinadas situações, fatos decisivos para solução da lide somente tornamse conhecidos depois da formalização da exigência. Fl. 271DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 20/02/2014 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA 6 Isso pode acontecer, por exemplo, quando o contribuinte, inadvertidamente, se recusa a apresentar à Fiscalização os documentos e/ou esclarecimentos que lhe são exigidos, tomando tal providência apenas na apresentação da impugnação ao lançamento. Se isso acontece, o auto de infração lavrado pela Fiscalização Federal haverá de ser fundamentado na ausência de provas de determinado direito a que a contribuinte faria jus; contudo, certamente, não será mantido, se o for, por esse mesmo motivo. Uma vez que contribuinte apresente junto à impugnação os documentos negligenciados ao longo do procedimento fiscal, o exame de seu conteúdo é que conduzirá a decisão do órgão julgador, não mais a ausência de provas propriamente dita. O processo de decisão não escapa a essa dialética. E vale o mesmo quando os papéis se invertem. Não há que se falar em preclusão quando a exigência só tornouse conhecida depois de decisão superveniente. Exemplifico. Se o contribuinte é autuado pela falta de retificação de declaração, não se lhe poderá, mais tarde, negar o direito por ausência de provas, ainda que essa razão seja oposta a seus interesses em caráter suplementar. Embora lhe caiba tal obrigação, a razão original da autuação foi outra, devendo ser prorrogado o prazo para apresentação das provas exigidas pelo Fisco. Creio que tratamse de situações muito semelhantes. Dizem respeito ao momento no qual uma das partes tomou conhecimento de fatos até então desconhecidos. No caso concreto, a Recorrente informou em DCTF processo judicial vinculado a outro processo e que não dispunha de créditos para compensação de seus débitos fiscais. A primeira análise processada de forma automática identificou a imprecisão mais flagrante: Proc. Jud. de outro CNPJ, ou seja, processo judicial de outro CNPJ. Em primeira instância de julgamento, foi possível reconhecer a legitimidade da Recorrente, na qualidade de filial de uma matriz que concentrou o requerimento de suas filiais; contudo, adentrando ao mérito, constatou fato que até então não era possível conhecer. Os créditos do processo eram insuficientes para liquidar os débitos até mesmo da matriz. Haverá de se dizer que o fato já poderia ser conhecido não fosse a sistemática adotada pela Secretaria da Receita Federal no controle desse tipo de ocorrência. Quanto a isso, creio que seja tentador atribuir à Administração o dever de desincumbirse de suas atribuições em irretocáveis métodos de fiscalização, olhando um a um e de forma exaustiva os fatos de seu interesse. Contudo, acredito que um controle com tal precisão além de ser inviável, representaria um custo social injustificável. Necessariamente, boa parte do controle fiscal precisa ser processada automaticamente, com base nas informações imediatamente disponíveis nas declarações prestadas pelos contribuintes. De resto, não será demais lembrar que, a teor da defesa, inexiste o direito creditório neste controvertido. Como afirmar que o Processo informado na DCTF atribuía legitimidade ativa para matriz e filiais se os créditos nele reclamados eram insuficientes até mesmo para compensar os débitos do CNPJ informado no processo judicial (da matriz). VOTO por negar provimento ao Recurso Voluntário. Sala de Sessões, 28 de novembro de 2013. (assinatura digital) Fl. 272DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 20/02/2014 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 10945.007290/200367 Acórdão n.º 3102002.118 S3C1T2 Fl. 5 7 Ricardo Paulo Rosa Relator Fl. 273DF CARF MF Impresso em 12/03/2014 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 20/02/2014 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 28/12/2013 por RICARDO PAULO ROSA
score : 1.0
Numero do processo: 13931.000941/2008-40
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 30 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 22 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3803-000.421
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, converteu-se o julgamento em diligência, para que o processo seja encaminhado à repartição de origem onde deverá aguardar até que sejam proferidas as decisões nos processos nº 12571.000200/2010-57 e 12571.000201/2010-00 as quais devem ser informadas em seu inteiro teor neste processo.
(Assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Jorge Victor Rodrigues - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani; Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira, e Corintho Oliveira Machado (Presidente).
Relatório
Nome do relator: JORGE VICTOR RODRIGUES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201401
turma_s : Terceira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu May 22 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 13931.000941/2008-40
anomes_publicacao_s : 201405
conteudo_id_s : 5349191
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu May 22 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3803-000.421
nome_arquivo_s : Decisao_13931000941200840.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : JORGE VICTOR RODRIGUES
nome_arquivo_pdf_s : 13931000941200840_5349191.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, converteu-se o julgamento em diligência, para que o processo seja encaminhado à repartição de origem onde deverá aguardar até que sejam proferidas as decisões nos processos nº 12571.000200/2010-57 e 12571.000201/2010-00 as quais devem ser informadas em seu inteiro teor neste processo. (Assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado - Presidente. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani; Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira, e Corintho Oliveira Machado (Presidente). Relatório
dt_sessao_tdt : Thu Jan 30 00:00:00 UTC 2014
id : 5461879
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:21:48 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046593078296576
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1931; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE03 Fl. 3 1 2 S3TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13931.000941/200840 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3803000.421 – 3ª Turma Especial Data 30 de janeiro de 2014 Assunto PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL SOBRESTAMENTO Recorrente DINIZ SEMENTES E DEFENSIVOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, converteuse o julgamento em diligência, para que o processo seja encaminhado à repartição de origem onde deverá aguardar até que sejam proferidas as decisões nos processos nº 12571.000200/201057 e 12571.000201/201000 as quais devem ser informadas em seu inteiro teor neste processo. (Assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Belchior Melo de Sousa, Juliano Eduardo Lirani; Hélcio Lafetá Reis, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira, e Corintho Oliveira Machado (Presidente). Relatório Retornam os autos diligência à repartição de origem para onde foram encaminhados por meio da Resolução nº 3803000.175, com a finalidade de obtenção do inteiro teor das decisões prolatadas nos processos de nº 12571.000200/201057 e 12571.000201/201000, respectivamente, haja vista a possibilidade de influência do resultado daquelas demandas em face desta, uma vez detectada que são conexas. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 31 .0 00 94 1/ 20 08 -4 0 Fl. 394DF CARF MF Impresso em 22/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/03/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 13931.000941/200840 Resolução nº 3803000.421 S3TE03 Fl. 4 2 Do Relatório anexo podese inferir que os acórdãos referentes a esses processos foram providos, para a anulação dos respectivos autos de infração, sob o fundamento de que as declarações de compensação constituem instrumentos de confissão de dívida bastante e suficiente para a exigência dos débitos e, que vindo a ser objeto de lançamento, ensejariam a duplicidade de cobrança entre os valores lançados e aqueles objeto das compensações não homologadas. Vale dizer que nos referidos acórdãos não foram analisadas a matéria atinente ao mérito das querelas, a saber: o pedido de ressarcimento de crédito relacionado à Cofins não cumulativa mercado externo 3º trimestre/2004. Outra informação relevante constante do citado relatório é que os acórdãos inda não são definitivos, pois em face do acórdão proferido nos autos do PAF 12571.000201/2010 00 foram interpostos embargos de declaração pela representação da Fazenda Nacional, o que se presume por conter matéria e decisão semelhante, deverá ocorrer em relação ao outro processo. A conclusão a que chegou o referido relatório é que os dois processos retrocitados deveriam ser reunidos ao presente e demais correlatos para análise em conjunto. É o relatório. VOTO. Conselheiro Jorge Victor Rodrigues Relator. O código de Processo Civil, utilizado subsidiariamente nos julgamentos de processos administrativos tributários pelos órgãos julgadores do CARF/MF, preceitua em seu artigo 103, que há conexão entre duas ou mais ações, quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir, havendo sido tal situação reconhecida pela Turma e convertido o julgamento em diligência, de onde retornaram os autos para este Juízo. Isto posto e considerando a pesquisa previamente realizada acerca dos autos, bem assim a conclusão a que chegou o relatório e, voto pela conversão em diligência, para que o processo seja encaminhado à repartição de origem, onde deverá aguardar até que sejam proferidas as decisões definitivas nos processos nºs 12571.000200/201057 e 12571.000201/201000, as quais devem ser informadas em seu inteiro teor neste processo. É como voto. Sala de sessões em 30 de janeiro de 2014. (Assinado digitalmente) Jorge Victor Rodrigues Relator. Fl. 395DF CARF MF Impresso em 22/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/03/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 13931.000941/200840 Resolução nº 3803000.421 S3TE03 Fl. 5 3 Fl. 396DF CARF MF Impresso em 22/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2014 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 11/03/20 14 por JORGE VICTOR RODRIGUES, Assinado digitalmente em 20/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
