Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,283)
- Segunda Câmara (27,810)
- Primeira Câmara (25,086)
- Segunda Turma Ordinária d (17,966)
- Primeira Turma Ordinária (16,484)
- Primeira Turma Ordinária (16,434)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,295)
- Primeira Turma Ordinária (16,295)
- Segunda Turma Ordinária d (16,013)
- Segunda Turma Ordinária d (14,534)
- Primeira Turma Ordinária (13,106)
- Primeira Turma Ordinária (12,545)
- Segunda Turma Ordinária d (12,516)
- Quarta Câmara (11,514)
- Primeira Turma Ordinária (11,508)
- Quarta Câmara (85,721)
- Terceira Câmara (68,184)
- Segunda Câmara (57,010)
- Primeira Câmara (21,265)
- 3ª SEÇÃO (16,295)
- 2ª SEÇÃO (11,352)
- 1ª SEÇÃO (6,874)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (127,921)
- Segunda Seção de Julgamen (115,679)
- Primeira Seção de Julgame (77,486)
- Primeiro Conselho de Cont (49,053)
- Segundo Conselho de Contr (48,969)
- Câmara Superior de Recurs (38,117)
- Terceiro Conselho de Cont (25,979)
- IPI- processos NT - ressa (5,020)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,062)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,963)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,868)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,251)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,102)
- IRPJ - restituição e comp (2,088)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,476)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,545)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,272)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (4,108)
- HELCIO LAFETA REIS (3,893)
- ROSALDO TREVISAN (3,243)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,936)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,840)
- WILDERSON BOTTO (2,657)
- RODRIGO LORENZON YUNAN GA (2,651)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,636)
- 2020 (41,088)
- 2021 (35,847)
- 2019 (30,960)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,923)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,473)
- 2014 (22,376)
- 2013 (21,088)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,653)
- 2010 (18,059)
- 2008 (17,137)
- 2017 (16,841)
- 2009 (15,846)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2026 (18,907)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
Numero do processo: 19679.010647/2004-37
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.559
Decisão: Vistos relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em acolher os embargos de declaração com a atribuição de efeitos modificativos no sentido de converter o julgamento em diligência.
O Conselheiro Jose Luiz Feistauer de Oliveira votou pelas conclusões.
Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes que acolhia os Embargos de Declaração com efeitos modificativos para dar provimento ao recurso
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio De Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer De Oliveira, , Paulo Antonio Caliendo Velloso Da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl(Relator)
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 19679.010647/2004-37
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5307625
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3801-000.559
nome_arquivo_s : Decisao_19679010647200437.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : SIDNEY EDUARDO STAHL
nome_arquivo_pdf_s : 19679010647200437_5307625.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em acolher os embargos de declaração com a atribuição de efeitos modificativos no sentido de converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Jose Luiz Feistauer de Oliveira votou pelas conclusões. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes que acolhia os Embargos de Declaração com efeitos modificativos para dar provimento ao recurso (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio De Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer De Oliveira, , Paulo Antonio Caliendo Velloso Da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl(Relator)
dt_sessao_tdt : Wed Oct 23 00:00:00 UTC 2013
id : 5174013
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:54 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372075175936
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1624; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 4.278 1 4.277 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19679.010647/200437 Recurso nº Embargos Resolução nº 3801000.559 – 1ª Turma Especial Data 23 de outubro de 2013 Assunto EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Embargante FAZENDA NACIONAL Interessado RR INDUSTRIA E COMÉRCIO E ETIQUETAS LTDA Vistos relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em acolher os embargos de declaração com a atribuição de efeitos modificativos no sentido de converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Jose Luiz Feistauer de Oliveira votou pelas conclusões. Vencido o Conselheiro Flávio de Castro Pontes que acolhia os Embargos de Declaração com efeitos modificativos para dar provimento ao recurso (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flavio De Castro Pontes (Presidente), Marcos Antonio Borges, Jose Luiz Feistauer De Oliveira, , Paulo Antonio Caliendo Velloso Da Silveira, Maria Ines Caldeira Pereira Da Silva Murgel e eu, Sidney Eduardo Stahl(Relator) RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 96 79 .0 10 64 7/ 20 04 -3 7 Fl. 4278DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 19679.010647/200437 Resolução nº 3801000.559 S3TE01 Fl. 4.279 2 Relatório Tratamse de Embargos de Declaração promovidos pela Fazenda Nacional em decorrência do acórdão de fls. 4258 e seguintes. Aponta como fundamento aos embargos o seguinte excerto: 2Esse Colegiado, por meio do acórdão nº 3801001.622 (fls. 4258/4269), deu provimento ao recurso voluntário para declarar a nulidade do despacho decisório proferido pela Delegacia da Receita Federal em São Paulo (fls. 267/269) por considerar ter ocorrido cerceamento do direito de defesa do contribuinte. As razões adotadas pela Turma podem se extraídas do seguinte trecho do voto condutor do acórdão, que ora se transcreve (fls. 4264/4265): Na realidade a decisão da DRF se sustentou em premissa errônea. Alegou que houve inércia da contribuinte. Fato esse inexistiu. Ficou evidenciado que a recorrente apresentou pedido de prorrogação no prazo e o indeferimento e nãohomologação se deram motivados pela inação da contribuinte, ou seja, a decisão se fundamentou em premissa falsa. No mais a autoridade não examinou documento que deveria examinar, protocolizado antes do julgamento, o pedido de prorrogação, que não pode ser tacitamente negado. Tenho que o despacho decisório é nulo. As provas contradizem a fundamentação do despacho decisório, isso é incontestável e, nesse sentido, a decisão cerceou o direito a defesa da Recorrente que nos termos do artigo 59, inciso II do Decreto no 70.235/1972, implica em nulidade do despacho (...). A partir do citado excerto do voto, extraise que o Colegiado resolveu cancelar o lançamento com base em dois fundamentos, os quais podem ser assim sintetizados: 1) o contribuinte apresentou pedido de prorrogação para apresentação de documentos dentro do prazo concedido pela autoridade fiscal, não havendo que se falar, pois, em inércia do interessado; 2) a DRF não examinou o pedido de prorrogação protocolizado pelo contribuinte antes da prolação do despacho decisório. Ocorre que as duas premissas fáticas utilizadas pela Turma para justificar a anulação do despacho decisório e os atos dele decorrentes estão equivocadas. Com efeito, a partir da análise detida dos autos, percebese que: 1) o contribuinte apresentou pedido de prorrogação fora do prazo concedido pela autoridade fiscal, restando, portanto, inerte; 2) a DRF analisou expressamente o pedido de prorrogação protocolizado pelo contribuinte. Em relação ao primeiro ponto, cumpre destacar que o interessado teve ciência do termo de intimação fiscal no 04/2010 (fls. 259/260) – o qual fixava o prazo de 10 dias para apresentação de documentos –, em 15/01/2010, conforme comprova o AR de fl. 261. Não obstante, o Fl. 4279DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 19679.010647/200437 Resolução nº 3801000.559 S3TE01 Fl. 4.280 3 contribuinte apenas peticionou nos autos, com a apresentação de pedido de prorrogação, na data de 28/01/2010 (fl. 273 – vide carimbo da DRF), fato que é por ele reconhecido em sua manifestação de inconformidade (fl. 295). Isto posto e diante dos elementos fáticos apresentados, concluise que o interessado não se manifestou dentro do prazo assinalado, o qual findou em 27/01/2010, restando caracterizada, pois, sua inércia. Nesse contexto, percebese que não há qualquer falha na fundamentação empregada pela autoridade fiscal, eis que de fato o contribuinte quedouse inerte, não havendo que se falar, portanto, em falsidade da premissa utilizada pela DRF, tampouco pela DRJ. Em relação ao segundo ponto, cabe salientar que a autoridade fiscal analisou expressamente a solicitação de prorrogação de prazo apresentada pelo contribuinte, tendolhe sido negado o pedido, conforme se extrai do despacho de fl. 263. Atentese, ainda, que o contribuinte foi devidamente cientificado da decisão que negou o pedido de dilação de prazo para apresentação de documentos, o que se percebe pela assinatura aposta no despacho por sua procuradora1, Sra. Ângela de Souza, a qual teve ciência da negativa da solicitação em 28/01/2010. Percebese, pois, que, diferentemente do que consta no acórdão ora embargado, não houve recusa tácita do pedido de prorrogação do prazo feito pelo contribuinte. Conforme já explanado, a autoridade fiscal analisou de forma expressa o pedido, consoante comprova o despacho de fl. 286. Requer, assim, o provimento dos embargos para que seja afastada a nulidade apontada. É o Relatório. Fl. 4280DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 19679.010647/200437 Resolução nº 3801000.559 S3TE01 Fl. 4.281 4 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, Conforme consta dos embargos o provimento parcial ao Recurso Voluntário se deu com fundamento de que houve cerceamento de direito à defesa porque o pedido de prorrogação apresentado não foi apreciado. Ocorre que, de fato, compulsando os autos o despacho decisório às fls. 267 apontou que “o contribuinte solicitou então dilação de prazo de 30 (trinta) dias em 28/01/2010 (fls. 262/263), pedido este negado por ter sido feito após o decurso de prazo para atendimento da intimação”. Apesar do meu entendimento de que esse pedido não teve apreciação específica e que a justificativa é meramente protocolar, insuficiente para que cumpra seus misteres e que a negativa somente foi noticiada quando da cientificação da contribuinte do despacho decisório, essa perfunctória negativa é suficiente para derrubar a nulidade apontada e quanto a isso dou efeitos modificativos à referida decisão. Entretanto, tenho que não há como se negar o exame das documentações juntadas posteriormente com a Manifestação de inconformidade. Entendo que, por força do princípio da verdade material, não se pode negar o direito à verificação da correção do direito em exame. Nada obstante, o órgão judicante a quo esqueceuse do dever da autoridade preparadora em zelar pela instrução na busca da verdade material, a teor do disposto na Lei 9.784, de 29 de janeiro de 1999, artigo 291, artigo 36, inteligência do artigo 37, artigo 38 e artigo 392. Além da verdade material, a aceitação da posterior juntada de documentação adicional, relacionada à matéria discutida em processo administrativo, baseiase no princípio 1 Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizamse de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. § 1º. O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo. § 2º. Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizarse do modo menos oneroso para estes. 2 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. § 1º. Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. § 2º. Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. Art. 39. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou terceiros, serão expedidas intimações para esse fim, mencionandose data, prazo, forma e condições de atendimento. Parágrafo único. Não sendo atendida a intimação, poderá o órgão competente, se entender relevante a matéria, suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão. Fl. 4281DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 19679.010647/200437 Resolução nº 3801000.559 S3TE01 Fl. 4.282 5 da ampla defesa e no permissivo contido no art. 38 da Lei n.º 9.784/1999. Neste sentido é o entendimento da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, conforme se verifica do teor do Acórdão n.º 40304382 do Processo 102830054749633, julgado em 16/05/2005, in verbis: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RERRATIFICAÇÃO DO ACÓRDÃO PRELIMINAR JUNTADA DE DOCUMENTOS NO RECURSO VOLUNTÁRIO ADMISSIBILIDADE PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS DA BUSCA DA VERDADE MATERIAL E DA OFICIALIDADE SOBRE O RIGOR FORMAL. O objetivo do processo administrativo fiscal é a constatação da ocorrência (ou não) do fato gerador da obrigação tributária. Tendo a Administração ciência de que o ato administrativo de lançamento não seguiu os ditames da legalidade, ainda que através de documento juntado tardiamente, deve o Fisco, de ofício, rever o ato. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AO CONTROLE DAS IMPORTAÇÕES ART. 526, II, DO REGULAMENTO ADUANEIRO. (...) Retificase o acórdão para incluir a análise da matéria preliminar suscitada pela Fazenda Nacional em seu recurso especial, ratificandose os demais termos da decisão. Embargos acolhidos. Não considerar tais documentos e negar o direito da contribuinte ao aproveitamento de seu crédito configuraria enriquecimento sem causa do Estado. Especificamente quanto à verdade material, transcrevo oportunas lições de Marcos Vinicius Neder e de Maria Tereza Martinez López: Em decorrência do princípio da legalidade, a autoridade administrativa tem o dever de buscar a verdade material. O processo fiscal tem por finalidade garantir a legalidade da apuração da ocorrência do fato gerador e a constituição do crédito tributário, devendo o julgador pesquisar, exaustivamente se, de fato, ocorreu a hipótese abstratamente prevista na norma e, em caso de impugnação do contribuinte, verificar aquilo que é realmente verdade, independente do alegado e provado, Odete Medauar preceitua que "o princípio da verdade material ou verdade real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos Para tanto, tem o direito de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Segundo Alberto Xavier, a lei concede ao órgão fiscal meios instrutórios amplos para que venha formar sua livre convicção sobre os verdadeiros fatos praticados pelo contribuinte. Nesta perspectiva, é lícito ao órgão fiscal agir sponte sua com vistas a corrigir os fatos inveridicamente postos ou suprir lacunas na matéria de fato, podendo ser obtidas novas provas por meio de diligências e perícias. 3. 3 NEDER, Marcos Vinicius; LOPEZ, Maria Tereza Martinez. Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado 2ª ed. São Paulo: Dialética, 2004, p. 74. Fl. 4282DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 19679.010647/200437 Resolução nº 3801000.559 S3TE01 Fl. 4.283 6 Nesse sentido, voto por julgar procedente os presentes Embargos de Declaração para alterar o fundamento da decisão, retirando a declaração de nulidade do despacho decisório e determinar a conversão do presente processo em diligência para que o processo retorne para a Delegacia de Origem para que examine os documentos acostados aos autos e se posicione quanto à procedência e ao montante do crédito do sujeito passivo para com a União, realizando, ainda, as diligências e os pedidos complementares que entender necessários para correta apuração dos créditos. Sidney Eduardo Stahl Relator Fl. 4283DF CARF MF Impresso em 19/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 12/11/2013 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 18/11/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10940.903125/2009-73
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Dec 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 18/08/2001
CONTRIBUIÇÃO PIS/COFINS. EXCLUSÕES E DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO. DESPESAS OPERACIONAIS. ROL TAXATIVO DA LEI 9.718/98.
As exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas na Lei 9.718/98 e para as pessoas jurídicas em geral as despesas operacionais não fazem parte desse rol.
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS.
O controle das constitucionalidades das leis é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle abstrato ou difuso.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 3801-002.555
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 18/08/2001 CONTRIBUIÇÃO PIS/COFINS. EXCLUSÕES E DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO. DESPESAS OPERACIONAIS. ROL TAXATIVO DA LEI 9.718/98. As exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas na Lei 9.718/98 e para as pessoas jurídicas em geral as despesas operacionais não fazem parte desse rol. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. O controle das constitucionalidades das leis é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle abstrato ou difuso. Recurso Voluntário Negado.
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Dec 18 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10940.903125/2009-73
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5314388
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Dec 18 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3801-002.555
nome_arquivo_s : Decisao_10940903125200973.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : FLAVIO DE CASTRO PONTES
nome_arquivo_pdf_s : 10940903125200973_5314388.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 28 00:00:00 UTC 2013
id : 5226450
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:37 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372126556160
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 8; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1853; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 2 1 1 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10940.903125/200973 Recurso nº 1 Voluntário Acórdão nº 3801002.555 – 1ª Turma Especial Sessão de 28 de novembro de 2013 Matéria DCOMP ELETRÔNICO PAGAMENTO A MAIOR OU INDEVIDO Recorrente CFQ FERRAMENTAS LTDA. (NOVA DENOMINAÇÃO DE CARNELOS COMÉRCIO DE FERRAMENTAS LTDA.) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Data do fato gerador: 18/08/2001 CONTRIBUIÇÃO PIS/COFINS. EXCLUSÕES E DEDUÇÕES DA BASE DE CÁLCULO. DESPESAS OPERACIONAIS. ROL TAXATIVO DA LEI 9.718/98. As exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas na Lei 9.718/98 e para as pessoas jurídicas em geral as despesas operacionais não fazem parte desse rol. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS. O controle das constitucionalidades das leis é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle abstrato ou difuso. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, Paulo Sérgio Celani, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 90 31 25 /2 00 9- 73 Fl. 92DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903125/200973 Acórdão n.º 3801002.555 S3TE01 Fl. 3 2 Relatório Adoto parcialmente o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ), que narra bem os fatos: Trata o processo de Despacho Decisório emitido pela DRF em Ponta Grossa/PR, que não homologou a compensação informada no Per/Dcomp nº 25577.00720.230806.1.7.045926, devido à inexistência de crédito para efetuar a compensação pretendida de R$ 423,76, uma vez que o pagamento de R$ 284,06 de PIS/PASEP (código 8109) teria sido integralmente utilizado para quitação de débito próprio. Cientificada em 01/06/2009, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade, argumentando, em síntese, que pela nova sistemática do PIS e da Cofins, trazida pelas Leis nºs 9.718, de 1998, e 10.637, de 2002, qualquer receita ingressada na contabilidade da pessoa jurídica incide as contribuições, independentemente da atividade por ela exercida. No entanto, quando das exclusões da base de cálculo, há distinção entre as deduções para as pessoas jurídicas em geral e para as instituições financeiras. Pois, enquanto estas gozam do benefício da exclusão/compensação plena e irrestrita de suas despesas operacionais, os demais contribuintes se sujeitam à cobrança das contribuições sobre uma base muito maior, já que podem apenas deduzir o custo da compra de mercadorias adquiridas para revenda, desequilibrando uma relação que não encontra nenhuma razão de ordem material, ou até mesmo qualquer justificativa de ordem econômica ou social, para que se estabeleça. Assim, as instituições financeiras vêm recolhendo a Cofins e o PIS com base no chamado ‘lucro bruto’, uma vez que são deduzidas todas as despesas operacionais relacionadas a sua atividade, sendo tributada tãosomente pela diferença entre o custo de sua atividade e o valor cobrado por ela. Já os demais contribuintes pagam os tributos com base em sua receita, independentemente da classificação contábil, sem que possam deduzir/compensar integralmente suas despesas operacionais. Destarte, por força do que dispõe expressamente o art. 150, inciso II, da Carta Magna, impõese a extensão deste benefício às demais empresas privadas, como é o seu caso. A DRJ em Curitiba (PR) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo: ALEGAÇÕES DE INCONSTITUCIONALIDADE. CRÉDITOS NO SISTEMA DE NÃOCUMULATIVIDADE. EQUIPARAÇÃO DAS PESSOAS JURÍDICAS EM GERAL ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. COMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS. Fl. 93DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903125/200973 Acórdão n.º 3801002.555 S3TE01 Fl. 4 3 O julgador da esfera administrativa deve limitarse a aplicar a legislação vigente, restando, por disposição constitucional, ao Poder Judiciário a competência para apreciar inconformismos relativos à sua validade ou constitucionalidade. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário, instruído com diversos documentos. Em síntese, apresentou as mesmas alegações suscitadas na manifestação de inconformidade. Por fim, requer que seja reconhecido o seu direito à compensação, referente aos indevidos pagamentos a título da contribuição, em virtude da não dedução da base de cálculo daquelas exações, na época própria, da totalidade das despesas operacionais incorridas em cada mês de competência, decorrentes das suas atividades, bem como, não haja a incidência da multa moratória, tendo em vista o instituto da denúncia espontânea. É o relatório. Fl. 94DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903125/200973 Acórdão n.º 3801002.555 S3TE01 Fl. 5 4 Voto Conselheiro Flávio de Castro Pontes O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto, dele tomo conhecimento. A interessada alega com fundamento no princípio constitucional da isonomia que tem o direito de deduzir da base de cálculo da contribuição, a totalidade das despesas operacionais incorridas em cada mês de competência. Não assiste razão à recorrente, conforme será demonstrado. Para o período de apuração em discussão, aplicavamse os dispositivos da Lei da Lei 9.718/98: Art. 2° As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei Art. 3º "O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica. (...) Como apresentado nos recursos da recorrente, as exclusões e deduções da base cálculo estão discriminadas no §2º e seguintes do art. 3º da Lei 9.718/98: § 2º Para fins de determinação da base de cálculo das contribuições a que se refere o art. 2º, excluemse da receita bruta: I as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedidos, o Imposto sobre Produtos Industrializados IPI e o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário; II as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita; (Redação dada pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III os valores que, computados como receita, tenham sido transferidos para outra pessoa jurídica, observadas normas Fl. 95DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903125/200973 Acórdão n.º 3801002.555 S3TE01 Fl. 6 5 regulamentadoras expedidas pelo Poder Executivo; .(Revogado pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) IV a receita decorrente da venda de bens do ativo permanente. V a receita decorrente da transferência onerosa, a outros contribuintes do ICMS, de créditos de ICMS originados de operações de exportação, conforme o disposto no inciso II do § 1o do art. 25 da Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996. (Incluído pela Medida Provisória nº 451, de 2008) (Produção de efeito) § 3º Nas operações realizadas em mercados futuros, considera se receita bruta o resultado positivo dos ajustes diários ocorridos no mês. (Revogado pela Lei nº 11.051, de 2004) § 4º Nas operações de câmbio, realizadas por instituição autorizada pelo Banco Central do Brasil, considerase receita bruta a diferença positiva entre o preço de venda e o preço de compra da moeda estrangeira. § 5º Na hipótese das pessoas jurídicas referidas no § 1º do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, serão admitidas, para os efeitos da COFINS, as mesmas exclusões e deduções facultadas para fins de determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP. § 6o Na determinação da base de cálculo das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, as pessoas jurídicas referidas no § 1o do art. 22 da Lei no 8.212, de 1991, além das exclusões e deduções mencionadas no § 5o, poderão excluir ou deduzir: (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) I no caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil e cooperativas de crédito: (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) a) despesas incorridas nas operações de intermediação financeira; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) b) despesas de obrigações por empréstimos, para repasse, de recursos de instituições de direito privado; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) c) deságio na colocação de títulos; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) d) perdas com títulos de renda fixa e variável, exceto com ações; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) e) perdas com ativos financeiros e mercadorias, em operações de hedge; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) Fl. 96DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903125/200973 Acórdão n.º 3801002.555 S3TE01 Fl. 7 6 II no caso de empresas de seguros privados, o valor referente às indenizações correspondentes aos sinistros ocorridos, efetivamente pago, deduzido das importâncias recebidas a título de cosseguro e resseguro, salvados e outros ressarcimentos. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III no caso de entidades de previdência privada, abertas e fechadas, os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e de resgates; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) IV no caso de empresas de capitalização, os rendimentos auferidos nas aplicações financeiras destinadas ao pagamento de resgate de títulos. (Incluído pela Medida Provisória nº 2158 35, de 2001) § 7o As exclusões previstas nos incisos III e IV do § 6o restringemse aos rendimentos de aplicações financeiras proporcionados pelos ativos garantidores das provisões técnicas, limitados esses ativos ao montante das referidas provisões. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) § 8o Na determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, poderão ser deduzidas as despesas de captação de recursos incorridas pelas pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos: (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) I imobiliários, nos termos da Lei no 9.514, de 20 de novembro de 1997; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) II financeiros, observada regulamentação editada pelo Conselho Monetário Nacional. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III agrícolas, conforme ato do Conselho Monetário Nacional. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) § 9o Na determinação da base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS, as operadoras de planos de assistência à saúde poderão deduzir: (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) I coresponsabilidades cedidas; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) II a parcela das contraprestações pecuniárias destinada à constituição de provisões técnicas; (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) III o valor referente às indenizações correspondentes aos eventos ocorridos, efetivamente pago, deduzido das importâncias recebidas a título de transferência de responsabilidades. (Incluído pela Medida Provisória nº 215835, de 2001) Fl. 97DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903125/200973 Acórdão n.º 3801002.555 S3TE01 Fl. 8 7 (...) Grifouse Com efeito, as exclusões da base de cálculo estão todas discriminadas na lei e para as pessoas jurídicas em geral as despesas operacionais não integram esse rol, logo não podem ser excluídas da base de cálculo da contribuição. Insistase que a norma estabelece a incidência da contribuição sobre o faturamento a totalidade das receitas e não prevê estas exclusões. Quanto às argumentações referentes à ofensa ao princípio da isonomia, é importante consignar que a autoridade julgadora tem que observar o princípio da legalidade, não podendo negar aplicação à norma, de sorte que a restituição/compensação postulada carece de previsão legal. Além disso, a esfera administrativa não pode apreciar eventual inconstitucionalidade de Lei, tendo em vista que o controle de constitucionalidade de normas é prerrogativa do Poder Judiciário, seja pelo controle concentrado ou difuso. Em relação a essa discussão, aplicase a Súmula nº 02 do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) que uniformizou o seguinte entendimento: Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. Súmulas 2 do 1º e 2º CC Tenhase presente que a discriminação das exclusões e deduções da base cálculo da contribuição foi uma opção do legislador no período em referência, não sendo a seara administrativa o fórum adequado para questionálo. Ademais, falece à autoridade julgadora administrativa competência para examinar eventual ofensa ao princípio da isonomia. No que tange ao pedido, assinalese desprovido de fundamentação, de não incidência da multa moratória, tendo em vista o instituto da denúncia espontânea, é importante assinalar, ainda, que, na legislação tributária, a multa de mora sempre esteve integrada para inibir o pagamento de tributos com atraso, conforme os seguintes dispositivos: art. 74 da Lei nº 7.799, de 1989; art. 3º da Lei nº 8.218, de 1991; art. 59º da Lei nº 8.383, de 1991; art. 84 da Lei nº 8.981, de 1995 e o vigente art. 61 da Lei nº 9.430, de 1996, in verbis: “Art. 61. Os débitos para com a União decorrentes de tributos e contribuições administrados pela SRF, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso.” (Grifouse) Como visto, o legislador ordinário estabeleceu como acréscimo legal a multa de mora para o recolhimento espontâneo após o vencimento do prazo legal. Não se tem notícia de que este dispositivo tenha sido declarado inconstitucional, ainda, que de forma parcial, ou mesmo, tenha ocorrido uma declaração de inconstitucionalidade sem redução de texto. A propósito, o Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento em sede de recurso repetitivo de controvérsia de que se o crédito foi previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido: Fl. 98DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10940.903125/200973 Acórdão n.º 3801002.555 S3TE01 Fl. 9 8 TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO PELO CONTRIBUINTE E PAGO COM ATRASO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. SÚMULA 360∕STJ. 1. Nos termos da Súmula 360∕STJ, "O benefício da denúncia espontânea não se aplica aos tributos sujeitos a lançamento por homologação regularmente declarados, mas pagos a destempo". É que a apresentação de Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF, de Guia de Informação e Apuração do ICMS – GIA, ou de outra declaração dessa natureza, prevista em lei, é modo de constituição do crédito tributário, dispensando, para isso, qualquer outra providência por parte do Fisco. Se o crédito foi assim previamente declarado e constituído pelo contribuinte, não se configura denúncia espontânea (art. 138 do CTN) o seu posterior recolhimento fora do prazo estabelecido. 2. Recurso especial desprovido. Recurso sujeito ao regime do art. 543C do CPC e da Resolução STJ 08∕08. (REsp 962379, DJe 28/10/2010) Além do mais, na situação em comento não há que se alegar o benefício da denúncia espontânea porque não há notícia do pagamento dos débitos compensados, assim, se não há pagamento a destempo não é possível aplicar o instituto da denúncia espontânea. Tenhase presente que de acordo com o § 6º do art. 74 da Lei nº 9430/1996 a declaração de compensação constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos indevidamente compensados. Por tais razões, nos cálculos dos débitos pagos fora do prazo de vencimento devem incidir as multas de mora, como bem assentou a decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento. Em face do exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário interposto. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Fl. 99DF CARF MF Impresso em 18/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/12/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 17/12/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 19515.004112/2009-12
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Jan 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004
JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. INDEFERIMENTO.
A juntada posterior de documentos requerida não encontra amparo legal, uma vez que, de modo diverso, o art. 16, inciso II do Decreto 70.235/72, determina que a impugnação deve mencionar as provas que o interessado possuir. A juntada intempestiva só pode ser autorizada nos casos previstos no §4º do art. 16 do Decreto 70.235/72, o que não foi o caso dos autos.
ERROS NA CONTABILIDADE. DECRETO-LEI 486/69. NECESSIDADE DE LANÇAMENTOS DE ESTORNO.
Os erros cometidos na escrituração devem ser corrigidos por meio de lançamentos de estorno, conforme art. 2º, §2º do Decreto-lei 486/69. Na ausência de prova de lançamentos de estorno, não podem ser aceitas as modificações pretendidas.
AFERIÇÃO INDIRETA. ART. 33, §6º DA LEI 8.212/91.
Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário.
LANÇAMENTOS REFERENTES FATOS GERADORES ANTERIORES A MP 449. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA ALÍNEA C, DO INCISO II, DO ARTIGO 106 DO CTN. LIMITAÇÃO DA MULTA MORA APLICADA ATÉ 11/2008.
A mudança no regime jurídico das multas no procedimento de ofício de lançamento das contribuições previdenciárias por meio da MP 449 enseja a aplicação da alínea c, do inciso II, do artigo 106 do CTN. No tocante à multa mora até 11/2008, esta deve ser limitada ao percentual previsto no art. 61 da lei 9.430/96, 20%.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2301-003.644
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a).
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Mauro José Silva - Relator.
Participaram, do presente julgamento, as Conselheiras Bernadete de Oliveira Barros e Bianca Delgado Pinheiro, bem como os Conselheiros Wilson Antonio de Souza Correa, Léo Meireles do Amaral, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201307
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. INDEFERIMENTO. A juntada posterior de documentos requerida não encontra amparo legal, uma vez que, de modo diverso, o art. 16, inciso II do Decreto 70.235/72, determina que a impugnação deve mencionar as provas que o interessado possuir. A juntada intempestiva só pode ser autorizada nos casos previstos no §4º do art. 16 do Decreto 70.235/72, o que não foi o caso dos autos. ERROS NA CONTABILIDADE. DECRETO-LEI 486/69. NECESSIDADE DE LANÇAMENTOS DE ESTORNO. Os erros cometidos na escrituração devem ser corrigidos por meio de lançamentos de estorno, conforme art. 2º, §2º do Decreto-lei 486/69. Na ausência de prova de lançamentos de estorno, não podem ser aceitas as modificações pretendidas. AFERIÇÃO INDIRETA. ART. 33, §6º DA LEI 8.212/91. Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. LANÇAMENTOS REFERENTES FATOS GERADORES ANTERIORES A MP 449. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA ALÍNEA C, DO INCISO II, DO ARTIGO 106 DO CTN. LIMITAÇÃO DA MULTA MORA APLICADA ATÉ 11/2008. A mudança no regime jurídico das multas no procedimento de ofício de lançamento das contribuições previdenciárias por meio da MP 449 enseja a aplicação da alínea c, do inciso II, do artigo 106 do CTN. No tocante à multa mora até 11/2008, esta deve ser limitada ao percentual previsto no art. 61 da lei 9.430/96, 20%. Recurso Voluntário Provido em Parte.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Jan 07 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 19515.004112/2009-12
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5316012
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Jan 07 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2301-003.644
nome_arquivo_s : Decisao_19515004112200912.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : MAURO JOSE SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 19515004112200912_5316012.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva - Relator. Participaram, do presente julgamento, as Conselheiras Bernadete de Oliveira Barros e Bianca Delgado Pinheiro, bem como os Conselheiros Wilson Antonio de Souza Correa, Léo Meireles do Amaral, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
dt_sessao_tdt : Thu Jul 18 00:00:00 UTC 2013
id : 5245256
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:59 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372131799040
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2381; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 604 1 603 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.004112/200912 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 2301003.644 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 18 de julho de 2013 Matéria CONT PREV DIST. LUCROS Recorrente GEPEDRAS JÓIAS E PEDRAS PRECIOSAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2004 JUNTADA POSTERIOR DE DOCUMENTOS. INDEFERIMENTO. A juntada posterior de documentos requerida não encontra amparo legal, uma vez que, de modo diverso, o art. 16, inciso II do Decreto 70.235/72, determina que a impugnação deve mencionar as provas que o interessado possuir. A juntada intempestiva só pode ser autorizada nos casos previstos no §4º do art. 16 do Decreto 70.235/72, o que não foi o caso dos autos. ERROS NA CONTABILIDADE. DECRETOLEI 486/69. NECESSIDADE DE LANÇAMENTOS DE ESTORNO. Os erros cometidos na escrituração devem ser corrigidos por meio de lançamentos de estorno, conforme art. 2º, §2º do Decretolei 486/69. Na ausência de prova de lançamentos de estorno, não podem ser aceitas as modificações pretendidas. AFERIÇÃO INDIRETA. ART. 33, §6º DA LEI 8.212/91. Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. LANÇAMENTOS REFERENTES FATOS GERADORES ANTERIORES A MP 449. MULTA MAIS BENÉFICA. APLICAÇÃO DA ALÍNEA “C”, DO INCISO II, DO ARTIGO 106 DO CTN. LIMITAÇÃO DA MULTA MORA APLICADA ATÉ 11/2008. A mudança no regime jurídico das multas no procedimento de ofício de lançamento das contribuições previdenciárias por meio da MP 449 enseja a aplicação da alínea “c”, do inciso II, do artigo 106 do CTN. No tocante à AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 41 12 /2 00 9- 12 Fl. 605DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA 2 multa mora até 11/2008, esta deve ser limitada ao percentual previsto no art. 61 da lei 9.430/96, 20%. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por maioria de votos: a) em dar provimento parcial ao Recurso, no mérito, para que seja aplicada a multa prevista no Art. 61, da Lei nº 9.430/1996, se mais benéfica à Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). Vencidos os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira, que votaram em manter a multa aplicada; II) Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso nas demais alegações da Recorrente, nos termos do voto do(a) Relator(a). (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator. Participaram, do presente julgamento, as Conselheiras Bernadete de Oliveira Barros e Bianca Delgado Pinheiro, bem como os Conselheiros Wilson Antonio de Souza Correa, Léo Meireles do Amaral, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. Fl. 606DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.004112/200912 Acórdão n.º 2301003.644 S2C3T1 Fl. 605 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a impugnação apresentada pela(o) interessada(o). O processo teve início com o Auto de Infração (AI) nº 37.244.6027, lavrado em 06/10/2009, que constituiu crédito tributário relativo a contribuições previdenciárias incidentes sobre remunerações caracterizadas com o recebimento de comissões e sobre prólabore apurado por aferição indireta, no período de 01 a 12/2004, tendo resultado na constituição do crédito tributário de R$ 695.511,29, fls. 01. A fiscalização apurou que comissões pagas sobre vendas não foram incluídas na folha de pagamento e que o valor pago como distribuição de lucros era superior ao montante de lucro apurado contabilmente ou mesmo por meio do lucro presumido. Com relação a essa parte do lançamento, a fiscalização pediu documentos comprobatórios, mas obteve a resposta que houve contabilização como custo de mercadoria vendida do que seria antecipação de lucros. Diante disso, com base no art. 33, §§ 3º e 6º da Lei 8.212/91, foi realizada a aferição indireta do prólabore. Após tomar ciência pessoal da autuação em 14/10/2009, fls. 01, a recorrente apresentou impugnação, fls. 427/458, na qual apresentou argumentos similares aos constantes do recurso voluntário. O então impugnante somente discutiu a parte relativa à desconsideração da distribuição de lucros, informando que pagaria ou parcelaria a outra parte do lançamento. A 14ª Turma da DRJ/São Paulo no Acórdão de fls. 310/319, julgou a impugnação improcedente, tendo a recorrente sido cientificada do decisório em 24/06/2011, fls. 323. O recurso voluntário, apresentado em 22/07/2011, fls. 325/334, apresentou argumentos conforme a seguir resumimos. Defende que provas podem ser juntadas por conta do art. 17 do Decreto 70.235/72. Requer que os documentos juntados sejam considerados. Aponta que houve erro em sua contabilidade quanto à demonstração de resultados. Junta tabela para demonstrar que o lucro ajustado seria de R$ 2.130.778,42 para uma receita de R$ 2.955.470,12. O Custo das mercadorias vendidas anotado como R$ 2.310.744,45 deveria ser de R$ 406.744,45. É o relatório. Fl. 607DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA 4 Voto Conselheiro Mauro José Silva Reconhecemos a tempestividade do recurso apresentado e dele tomamos conhecimento, conforme veremos a seguir. Passamos a apresentar nossa análise sobre cada um dos pontos abordados no Recurso Voluntário que sejam relevantes para o deslinde do presente, bem como sobre as eventuais questões de ordem pública identificadas no caso. Juntada posterior de documentos. Indeferimento. A juntada posterior de documentos requerida não encontra amparo legal, uma vez que, de modo diverso, o art. 16, inciso II do Decreto 70.235/72, determina que a impugnação deve mencionar as provas que o interessado possuir. O §4º do mesmo artigo prevê que provas podem ser apresentadas em outro momento processual nos casos em que especifica, conforme segue: § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: (Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) b) refirase a fato ou a direito superveniente;(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos.(Incluído pela Lei nº 9.532, de 1997) No caso dos autos, não ocorreu qualquer das hipóteses acima, o que impede o deferimento do pedido de juntada posterior de provas. Em adição, esclarecemos que o texto do art. 17 apontado pela recorrente foi modificado estando em vigor o seguinte: Art. 17. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. (Redação dada pela Lei nº9.532, de 1997) O pedido para juntada posterior de provas é, portanto, indeferido. Fl. 608DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.004112/200912 Acórdão n.º 2301003.644 S2C3T1 Fl. 606 5 Aferição indireta. Motivação. A recorrente reclama que o lançamento foi lavrado com base em aferição indireta, porém não teria sido demonstrado que havia motivos para utilização desta sistemática excepcional para apuração da base de cálculo das contribuições, conforme os requisitos legais do §6º do art. 33 da Lei 8.212/91 que assim preceitua: “§ 6º Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, do faturamento e do lucro, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário.” No caso em análise, a própria recorrente confessou que sua contabilidade continha erros na medida em que afirmou que o custo das mercadorias vendidas continha informação sobre distribuição de lucros. Por óbvio, tal situação retira totalmente a credibilidade da escrituração e configura perfeitamente uma situação autorizativa da aferição indireta. É certo que a aferição indireta não configura uma presunção absoluta, mas sim uma inversão do ônus da prova. Para desincumbirse do ônus de provar que não houve distribuição de lucros acima do lucro contábil ou do lucro presumido, a recorrente pretende que seja aceita a retificação de sua escrituração. Ocorre que para fatos de 2004, a recorrente pretende seja aceita a retificação feita no final de 2009, ou seja, mais de cinco anos depois, e como muito bem salientado pelo Acórdão a quo, deveria a recorrente ter obedecido aos procedimentos do Decreto Lei 486/69 de modo a realizar o lançamento de estorno. Apesar de ciente disso, a recorrente não apontou as provas de ter realizado tal estorno, deixando sem validade qualquer alteração de sua escrituração contábil. Ademais, pretende a recorrente que seja dado credibilidade a uma demonstração de resultado de uma empresa comercial com uma lucratividade de 72% sobre a receita de vendas. Como é cediço e notório, empresas comerciais não tem tal nível de lucratividade, o que retira a idoneidade da demonstração de resultado apresentada na peça de defesa. Mantida a escrituração conforme analisada pela fiscalização, os valores entregues aos sócios a título de lucro distribuídos restam superiores ao lucro apurado, o que impõe a manutenção do lançamento que incluiu tais valores na base de cálculo da contribuição previdenciária tomandoos como prólabore. Fl. 609DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA 6 Multas no lançamento de ofício após a edição da MP 449 convertida na Lei 11.941/2009. Enfrentamos a seguir a questão do regime jurídico das multas, ainda que tal questão não tenha sido suscitada no Recurso Voluntário, por entendermos tratarse de questão de ordem pública. Antes da MP 449, se a fiscalização das contribuições previdenciárias constatasse o não pagamento de contribuições, sejam aquelas já declaradas em GFIP, omitidas da GFIP ou mesmo omitidas da escrituração ocorria a aplicação de multa de mora, sendo que esta partia de 12% e poderia chegar a 100%, segundo o inciso II do art. 35 da Lei 8.212/91. Além disso, a fiscalização lançava as multas dos §§4º, 5º e 6º do art. 32 por incorreções ou omissões na GFIP. O §4º tratava da não apresentação da GFIP, o §5º da apresentação do documento com dados não correspondentes aos fatos geradores e o §6º referiase a apresentação do documento com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores. Com a edição da referida MP, foi instituído o art. 32A da Lei 8.212/91 que trata da falta de apresentação da GFIP, bem como trata da apresentação com omissões ou incorreções. Porém, foi também previsto, no art. 35A, a aplicação do art. 44 da Lei 9.430/96 para os casos de lançamento de ofício. Interessanos o inciso I do referido dispositivo no qual temos a multa de 75% sobre a totalidade do imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e nos de declaração inexata. Tais inovações legislativas associadas ao fato de a fiscalização realizar lançamento que abrangem os últimos cinco anos e de existirem lançamentos pendentes de definitividade na esfera administrativa no momento da edição da novel legislação colocamnos diante de duas situações: · Lançamentos realizados após a edição da MP 449 e referentes a fatos geradores posteriores a esta; · Lançamentos referentes a fatos geradores anteriores a MP 449, porém ainda não definitivamente julgados na esfera administrativa. Vamos analisar individualmente cada uma das situações. Lançamentos realizados após a edição da MP 449 e referentes a fatos geradores posteriores a esta Para os lançamentos realizados após a edição da MP 449 e referentes a fatos geradores posteriores a esta, o procedimento de ofício está previsto no art. 35A da Lei 8.212/91, o que resulta na aplicação do art. 44 da Lei 9.430/96 e na impossibilidade de aplicação da multa de mora prevista no art. 35 da Lei 8.212/91. Fl. 610DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.004112/200912 Acórdão n.º 2301003.644 S2C3T1 Fl. 607 7 Assim, se constatar diferença de contribuição, a fiscalização, além do próprio tributo, lançará a multa de ofício que parte de 75% e pode chegar a 225% nas hipóteses de falta de recolhimento, falta de declaração ou declaração inexata. A falta de recolhimento é uma hipótese nova de infração que, portanto, só pode atingir os fatos geradores posteriores a MP 449. Por outro lado, com relação às contribuições previdenciárias, a falta de declaração e a declaração inexata referemse a GFIP e são infrações que já eram punidas antes da MP 449. A falta de GFIP era punida pelo §4º do art. 32 da Lei 8.212/91 e a declaração inexata da GFIP era punida tanto pelo §5º quanto pelo 6º do mesmo artigo, a depender da existência (§5º) ou não (§6º) de fatos geradores da contribuição relacionados com as incorreções ou omissões. É certo que, a princípio, podemos vislumbrar duas normas punitivas para a não apresentação e a apresentação inexata da GFIP relacionada a fatos geradores de contribuições: o art. 32A da Lei 8.212/91 e o inciso I do art. 44 da Lei 9.430/96. Tendo em conta o princípio geral do Direito Tributário de que a mesma infração não pode ser sancionada com mais de uma penalidade, temos que determinar qual penalidade aplicar. Numa primeira análise, vislumbramos que o art. 44, inciso I da Lei 9.430/96 seria aplicável para os casos relacionados à existência de diferença de contribuição ao passo que o art. 32A da Lei 8.212/91 seria aplicável aos casos nos quais não houvesse diferença de contribuição. No entanto, tal conclusão não se sustenta se analisarmos mais detidamente o conteúdo do art. 32A da Lei 8.212/91. No inciso II, temos a previsão da multa de “de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, (...)”. Claramente, o dispositivo em destaque estipula a multa aplicável quando houver contribuições apuradas, recolhidas ou não, nos casos nos quais a GFIP não for apresentada ou for apresentada fora de prazo. Logo, podemos concluir que tal inciso aplicase também àquelas situações em que há apuração de diferença de contribuição. Confirmando tal conclusão, temos o inciso II do §3º do mesmo artigo que estipula a multa mínima aplicável nos casos de omissão de declaração com ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária. Portanto, diversamente do que preliminarmente concluímos, tanto o art. 44, inciso I da Lei 9.430/96 quanto o art. 32A da Lei 8.212/91 são aplicáveis aos casos de falta de declaração ou declaração inexata de GFIP quando for apurada diferença de contribuição em procedimento de ofício. Temos, então, configurado um aparente conflito de normas que demanda a aplicação das noções da teoria geral do Direito para sua solução. Três critérios são normalmente levados em conta para a solução de tais antinomias: critério cronológico, critério da especialidade e critério hierárquico. O critério cronológico (norma posterior prevalece sobre norma anterior) não nos ajuda no presente caso, uma vez que a determinação de aplicarmos o art. 44, inciso I da Lei 9.430/96 e a inclusão do art. 32A da Lei 8.212/91 foram veiculados pela mesma Lei 11.941/2009. O critério hierárquico também não soluciona a antinomia, posto que são normas de igual hierarquia. Restanos o critério da especialidade. Observamos que o art. 44, inciso I da Lei 9.430/86 referese, de maneira genérica, a uma falta de declaração ou declaração inexata, sem especificar qual seria a Fl. 611DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA 8 declaração. Diversamente, o art. 32A faz menção específica em seu caput à GFIP no trecho em que diz “o contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei(...)”. Logo, consideramos que no conflito entre o art. 44, inciso I da Lei 9.430/96 e o art. 32A da Lei 8.212/91, este último é norma específica no tocante à GFIP e, seguindo o critério da especialidade, deve ter reconhecida a prevalência de sua força vinculante. Em adição, a aplicação do art. 32A da Lei 8.212/91 pode ser justificada pelo nítido caráter indutor que a penalidade do art. 32A assume, facilitando , no futuro, o cálculo do benefício previdenciário. Pretende a norma do art. 32A estimular a apresentação da GFIP na medida em que a penalidade é reduzida à metade se a declaração for apresentada antes de qualquer procedimento de ofício (§2º, inciso I); ou reduzida a 75% se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação(§2º, inciso II). Esse estímulo pode ser compreendido em benefício do trabalhador na medida em que as informações da GFIP servirão como prova a favor deste no cálculo da benefício previdenciário, tendo em conta que, segundo o §3º do art. 29 da Lei 8.213/91, “serão considerados para cálculo do saláriodebenefício os ganhos habituais do segurado empregado, a qualquer título, sob forma de moeda corrente ou de utilidades, sobre os quais tenha incidido contribuições previdenciárias, exceto o décimo terceiro salário (gratificação natalina).” Se o cálculo do saláriodebenefício considerará a base de cálculo das contribuições, certamente a GFIP é um importante meio de prova dos valores sobre os quais incidiram as contribuições. Se aplicássemos o art. 44, inciso I da Lei 9.430/96, não haveria qualquer mecanismo de estímulo ao empregador para apresentar a GFIP. Iniciado o procedimento de ofício, seria aplicada, no mínimo, a multa de 75% sobre a diferença das contribuições sem que a apresentação da GFIP pudesse alterar tal valor. O empregador poderia simplesmente pagar a multa e continuar omisso em relação à GFIP, deixando o empregado sem este importante meio de prova para o cálculo do benefício de aposentadoria. Assim, a hermenêutica sistemática considerando o regime jurídico previdenciário reforça a necessidade de prevalência do art. 32A. Portanto, seja pela aplicação do critério da especialidade ou pela hermenêutica sistemática considerando o regime jurídico previdenciário, temos justificada a aplicação do art. 32A no caso de omissão na apresentação da GFIP ou apresentação desta com informações inexatas. Acrescentamos que não há no regime jurídico do procedimento de ofício previsto na MP 449, convertida na Lei 11.941/2009, a previsão para multa de mora pelo fato de ter ocorrido atraso no recolhimento. Tratase de infração – o atraso no recolhimento que deixou de ser punida por meio de procedimento de ofício. Outra infração similar, mas não idêntica, foi eleita pela lei: a falta de recolhimento. Apesar de mantermos nossa posição a respeito da inexistência de multa de mora no novo regime do procedimento de ofício, deixamos de apresentar tal voto em homenagem ao princípio da eficiência devido às reiteradas decisões do Colegiado no sentido de manter a multa de mora que registraram nossa posição isolada. Assim, nosso voto é no sentido de, acompanhando os demais membros do Colegiado, manter a aplicação da multa de mora. No entanto, mantida a multa de mora, esta deve ser limitada a 20% com a retroatividade benéfica do art. 61 da Lei 9.430/96. Podemos assim resumir o regime jurídico das multas a partir de 12/2008: · A multa de mora, se aplicada, deve ser mantida e limitada a 20%; · A multa de ofício de 75% é aplicada pela falta de recolhimento da contribuição, podendo ser majorada para 150% em conformidade com o §1º do art. 44 das Lei 9.430/96, ou seja, nos Fl. 612DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.004112/200912 Acórdão n.º 2301003.644 S2C3T1 Fl. 608 9 casos em que existam provas de atuação dolosa de sonegação, fraude ou conluio. A majoração poderá atingir 225% no caso de não atendimento de intimação no prazo marcado, conforme §2º do art. 44 da Lei 9.430/96; · A multa pela falta de apresentação da GFIP ou apresentação deficiente desta é aquela prevista no art. 32A da Lei 8.212/91. Nesses termos, temos como delineado o novo regime jurídico das multas em lançamento de ofício das contribuições previdenciárias previsto pela MP 449, convertida na Lei 11.941/2009, aplicável aos fatos geradores ocorridos após a edição da referida MP. Lançamentos referentes a fatos geradores anteriores a MP 449, porém ainda não definitivamente julgados na esfera administrativa. Com base nesse novo regime jurídico vamos determinar a penalidade aplicável à outra situação, ou seja, para os casos de lançamento relacionado aos fatos geradores anteriores à edição da MP porém ainda não definitivamente julgados na esfera administrativa. Para tanto, devemos tomar o conteúdo do art. 144 do CTN em conjunto com o art. : Art. 144. O lançamento reportase à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e regese pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. § 1º Aplicase ao lançamento a legislação que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros. § 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo, desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; II tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; Fl. 613DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA 10 c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. A interpretação conjunta desses dois dispositivos resulta na conclusão de que devemos aplicar o regime jurídico das penalidades conforme a lei vigente na data da ocorrência dos fatos geradores, salvo se lei posterior houver instituído penalidade menos severa ou houver deixado de definir um fato como infração. O que devemos ressaltar é que o art. 106 do CTN determina a comparação da penalidade mais benéfica por infração e não em um conjunto. Assim, cada infração e sua respectiva penalidade deve ser analisada. Para os lançamentos referentes a fatos geradores anteriores a MP 449, de plano devemos afastar a incidência da multa de mora, pois a novo regime jurídico do lançamento de ofício deixou de punir a infração por atraso no recolhimento. O novo regime pune a falta de recolhimento que, apesar de similar, não pode ser tomada como idêntica ao atraso. O atraso é graduado no tempo, ao passo que a falta de recolhimento é infração instantânea e de penalidade fixa. No regime antigo, o atraso era punido com multa de mora de 12% a 100%, ao passo que no regime atual o atraso não é punível em procedimento de ofício e pode atingir até 20% nos casos em que não há lançamento de ofício. Nossa conclusão de afastar a multa de mora pode também ser amparada no princípio da isonomia. Vejamos um exemplo. Duas empresas, A e B, atuam no mesmo ramo, tem a mesma estrutura de pessoal e de remuneração, bem como utilizam o mesmo escritório contábil para tratar de sua vida fiscal. A empresa A foi fiscalizada em 2007 com relação aos fatos geradores de 2006 e teve contra si lançada a contribuição, a multa de mora e a multa por incorreções na GFIP prevista no art. 32, §5º da Lei 8.212/91. Quando do julgamento de seu processo, considerando o novo regime de multas segundo nossa interpretação, o órgão julgador manteve o lançamento, mas determinou que a multa relacionada à GFIP fosse comparada com a multa do 32A da Lei 8.212/91. A empresa B foi fiscalizada em 2009 com relação aos fatos geradores de 2006 e teve contra si lançada a contribuição, sem aplicação de multa de mora, e a multa pela declaração inexata da GFIP com base no art. 32A da Lei 8.212/91 ou com base no art. 32, §5º da Lei 8.212/91, o que lhe for mais favorável. Facilmente pode ser notado que a empresa B responde por crédito tributário menor que a empresa A, pois não foi aplicada a multa de mora. Somente com a aplicação do art. 106, inciso II, alínea “a” do CTN para afastar a multa de mora no caso da empresa A é que teremos restaurada a situação de igualdade entre as empresas A e B. Conforme já assinalamos, apesar de mantermos nossa posição a respeito da inexistência de multa de mora no novo regime do procedimento de ofício, deixamos de apresentar tal voto em homenagem ao princípio da eficiência devido às reiteradas decisões do Colegiado no sentido de manter a multa de mora que registraram nossa posição isolada. Assim, nosso voto é no sentido de, acompanhando os demais membros do Colegiado, manter a aplicação da multa de mora. No entanto, mantida a multa de mora, esta deve ser limitada a 20% com a retroatividade benéfica do art. 61 da Lei 9.430/96. No tocante às penalidades relacionadas com a GFIP, deve ser feito o cotejamento entre o novo regime – aplicação do art. 32A para as infrações relacionadas com a Fl. 614DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 19515.004112/200912 Acórdão n.º 2301003.644 S2C3T1 Fl. 609 11 GFIP – e o regime vigente à data do fato gerador – aplicação dos parágrafos do art. 32 da Lei 8.212/91, prevalecendo a penalidade mais benéfica ao contribuinte em atendimento ao art. 106, inciso II, alínea “c”. Tal procedimento aplicase, inclusive, para a multa de ofício aplicada com fundamento no art. 44, inciso I da Lei 9.430/96 motivada por falta de declaração ou declaração inexata. Passamos a resumir nossa posição sobre o regime jurídico de aplicação das multas para fatos geradores até 11/2008. A aplicação do art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN deve ser feita ato ou fato pretérito considerado como infração no lançamento de modo que até 11/2008: · As multas por infrações relacionadas a GFIP (falta de apresentação ou apresentação deficiente), previstas nos parágrafos do art. 32 da Lei 8.212/91, devem ser comparadas com a multa do art. 32A da Lei 8.212/91, devendo prevalecer aquela que for mais benéfica ao contribuinte; · Nas competências nas quais a fiscalização aplicou somente a penalidade relativa ao atraso no pagamento, a multa de mora, esta deve ser mantida, mas limitada a 20%; · Nas competências nas quais a fiscalização aplicou a penalidade de 75% prevista no art. 44 da Lei 9.430/96 por concluir se tratar da multa mais benéfica quando comparada aplicação conjunta da multa de mora e da multa por infrações relacionadas a GFIP, deve ser mantida a penalidade equivalente à soma de: multa de mora limitada a 20% e multa mais benéfica quando comparada a multa do art. 32 com a multa do art. 32A da Lei 8.212/91. Por todo o exposto, voto no sentido de CONHECER o Recurso Voluntário, DAR PROVIMENTO PARCIAL de modo a limitar a multa de mora a 20% em relação aos fatos geradores sob litígio. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 615DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA 12 Fl. 616DF CARF MF Impresso em 07/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 28/11/2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 28/08/2013 por MAURO JOSE SILVA
score : 1.0
Numero do processo: 10845.906757/2011-91
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jan 27 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 3801-000.585
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Sidney Eduardo Stahl - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Flavio De Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Maria Ines Caldeira Pereira Da Silva Murgel, Paulo Antonio Caliendo Velloso Da Silveira, e eu , Sidney Eduardo Stahl, Relator
Nome do relator: SIDNEY EDUARDO STAHL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Jan 27 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 10845.906757/2011-91
anomes_publicacao_s : 201401
conteudo_id_s : 5320849
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jan 31 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 3801-000.585
nome_arquivo_s : Decisao_10845906757201191.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : SIDNEY EDUARDO STAHL
nome_arquivo_pdf_s : 10845906757201191_5320849.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Flavio De Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Maria Ines Caldeira Pereira Da Silva Murgel, Paulo Antonio Caliendo Velloso Da Silveira, e eu , Sidney Eduardo Stahl, Relator
dt_sessao_tdt : Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
id : 5276027
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372140187648
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1357; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 373 1 372 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10845.906757/201191 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3801000.585 – 1ª Turma Especial Data 26 de novembro de 2013 Assunto COMPENSAÇÃO Recorrente CARAVEL SERVICOS DE CONTAINERS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligencia, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Flavio De Castro Pontes (Presidente), Paulo Sérgio Celani, Marcos Antonio Borges, Maria Ines Caldeira Pereira Da Silva Murgel, Paulo Antonio Caliendo Velloso Da Silveira, e eu , Sidney Eduardo Stahl, Relator RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 45 .9 06 75 7/ 20 11 -9 1 Fl. 374DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10845.906757/201191 Resolução nº 3801000.585 S3TE01 Fl. 374 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em face de decisão da DRJ de Ribeirão Preto que indeferiu pedido de restituição/compensação da contribuinte. A DRF de origem proferiu despacho decisório eletrônico não homologando a compensação sob o fundamento de que o pagamento informado em PER/DCOMP, através de guia DARF, foi integralmente utilizado para quitar débitos do contribuinte. Inconformado, apresentou o contribuinte manifestação de inconformidade sustentando, em síntese, que a origem do seu crédito decorre de pagamentos a maior, realizados em função da declaração de inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei n.º 9.718/1998 e que houve falta de aprofundamento na investigação dos fatos. Em face da inconstitucionalidade alegada, reclama que, na base de cálculo do tributo, somente deveriam ter sido incluídos os valores correspondentes ao seu faturamento, excluindose a parcela que foi calculada sobre receitas financeiras acostando aos autos os demonstrativos e os documentos correspondentes. Em sede de Manifestação de Inconformidade retifica o valor inicialmente pleiteado A Manifestação de Inconformidade foi julgada improcedente com base na seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2001 a 30/06/2001 CONSTITUCIONALIDADE. A instância administrativa é incompetente para se manifestar sobre a constitucionalidade das leis e somente pode afastar as normas declaradas inconstitucionais nos casos expressamente previstos no ordenamento jurídico. RESTITUIÇÃO. AUSÊNCIA DE SALDO A RESTITUIR. Verificado que o crédito pleiteado foi totalmente utilizado, em momento anterior, para quitação de débitos declarados em DCTF, resta impossibilitada, por falta de saldo, a restituição. DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. Fl. 375DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10845.906757/201191 Resolução nº 3801000.585 S3TE01 Fl. 375 3 Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Apresenta a contribuinte o presente Recurso Voluntário apontando como fundamento os mesmos apresentados na manifestação de inconformidade. É o importa relatar. Fl. 376DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10845.906757/201191 Resolução nº 3801000.585 S3TE01 Fl. 376 4 Voto Conselheiro Sidney Eduardo Stahl, Relator. O recurso é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, portanto dele tomo conhecimento. São dois os pontos que ainda se encontram em discussão no presente processo: o um, a possibilidade da recorrente retificar a Per/Dcomp em sua manifestação de inconformidade e o dois o seu direito ao aproveitamento dos valores indevidamente pagos em decorrência do alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS por conta da alteração do artigo 3 º, da Lei n.º 9.718/98. Quanto ao primeiro ponto, tenho que não há como se alterar o pedido de compensação/restituição no curso do presente processo, quer porque os limites do processo se dão na sua origem, nos termos do disposto no Decreto 70.235/1972, quer subsidiariamente pelo disposto no Código de Processo Civil, além disso, havendo meio próprio de retificação da Per/Dcomp não se pode permitir que se o faça por outros meios. Quanto ao segundo ponto apesar da brilhante tese esposada no acórdão da DRJ tenho que o presente processo deve seguir caminho diverso. O Pleno do Egrégio Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento dos Recursos Extraordinários n.ºs 357.950/RS, 358.273/RS, 390840/MG, Relator Ministro Marco Aurélio, e n.º.0846/PR, do Ministro Ilmar Galvão, pacificou o entendimento da inconstitucionalidade da ampliação da base de cálculo das contribuições destinadas ao PIS e à COFINS, promovida pelo § 1º, do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98, conforme ementa abaixo colacionada: CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE ARTIGO 3º, § 1º, DA LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1998. O sistema jurídico brasileiro não contempla a figura da constitucionalidade superveniente. TRIBUTÁRIO INSTITUTOS EXPRESSÕES E VOCÁBULOS SENTIDO. A norma pedagógica do artigo 110 do Código Tributário Nacional ressalta a impossibilidade de a lei tributária alterar a definição, o conteúdo e o alcance de consagrados institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados expressa ou implicitamente. Sobrepõese ao aspecto formal o princípio da realidade, considerados os elementos tributários. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PIS RECEITA BRUTA NOÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE DO § 1º DO ARTIGO 3º DA LEI Nº 9.718/98. A jurisprudência do Supremo, ante a redação do artigo 195 da Carta Federal anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, consolidouse no sentido de tomar as expressões receita bruta e faturamento como sinônimas, jungindoas à venda de mercadorias, de serviços ou de mercadorias e serviços. É inconstitucional o § 1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, no que ampliou o conceito de receita bruta para envolver a totalidade das receitas auferidas por pessoas jurídicas, independentemente da atividade por elas desenvolvida e da classificação contábil adotada. Fl. 377DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10845.906757/201191 Resolução nº 3801000.585 S3TE01 Fl. 377 5 Destacase, nesse aspecto, que a matéria foi reconhecida como de “Repercussão Geral” e julgada pelo Supremo Tribunal Federal, conforme decisão proferida no RE 585235, abaixo colacionado: Decisão: O Tribunal, por unanimidade, resolveu questão de ordem no sentido de reconhecer a repercussão geral da questão constitucional, reafirmar a jurisprudência do Tribunal acerca da inconstitucionalidade do § 1º do artigo 3º da Lei 9.718/98 e negar provimento ao recurso da Fazenda Nacional, tudo nos termos do voto do Relator. Vencido, parcialmente, o Senhor Ministro Marco Aurélio, que entendia ser necessária a inclusão do processo em pauta. Em seguida, o Tribunal, por maioria, aprovou proposta do Relator para edição de súmula vinculante sobre o tema, e cujo teor será deliberado nas próximas sessões, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que reconhecia a necessidade de encaminhamento da proposta à Comissão de Jurisprudência. Votou o Presidente, Ministro Gilmar Mendes. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello, a Senhora Ministra Ellen Gracie e, neste julgamento, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 10.09.2008. Assim, considerandose o disposto no art. 62A da Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009, alterada pela Portaria MF nº 586, de 21 de dezembro de 20101 (Regimento Interno do CARF), devese afastar a tributação do PIS e da COFINS exigidas com base no disposto no art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718, de 1998. Nada obstante, o órgão judicante a quo esqueceuse do dever da autoridade preparadora em zelar pela instrução na busca da verdade material, a teor do disposto na Lei 9.784, de 29 de janeiro de 1999, artigo 292, artigo 36, inteligência do artigo 37, artigo 38 e artigo 393. 1 Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. (alterações introduzidas pela Port. MF nº 586, de 21 de dezembro de 2010–DOU de 22.12.2010). 2 Art. 29. As atividades de instrução destinadas a averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizamse de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias. § 1º. O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo. § 2º. Os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizarse do modo menos oneroso para estes. 3 Art. 36. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução e do disposto no art. 37 desta Lei. Art. 37. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias. Art. 38. O interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações referentes à matéria objeto do processo. § 1º. Os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão. § 2º. Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. Art. 39. Quando for necessária a prestação de informações ou a apresentação de provas pelos interessados ou terceiros, serão expedidas intimações para esse fim, mencionandose data, prazo, forma e condições de atendimento. Parágrafo único. Não sendo atendida a intimação, poderá o órgão competente, se entender relevante a matéria, suprir de ofício a omissão, não se eximindo de proferir a decisão. Fl. 378DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 10845.906757/201191 Resolução nº 3801000.585 S3TE01 Fl. 378 6 Não considerar tais documentos e negar o direito da contribuinte ao aproveitamento de seu crédito configuraria enriquecimento sem causa do Estado. Especificamente quanto à verdade material, transcrevo oportunas lições de Marcos Vinicius Neder e de Maria Tereza Martinez López: Em decorrência do princípio da legalidade, a autoridade administrativa tem o dever de buscar a verdade material. O processo fiscal tem por finalidade garantir a legalidade da apuração da ocorrência do fato gerador e a constituição do crédito tributário, devendo o julgador pesquisar, exaustivamente se, de fato, ocorreu a hipótese abstratamente prevista na norma e, em caso de impugnação do contribuinte, verificar aquilo que é realmente verdade, independente do alegado e provado, Odete Medauar preceitua que "o princípio da verdade material ou verdade real, vinculado ao princípio da oficialidade, exprime que a Administração deve tomar decisões com base nos fatos tais como se apresentam na realidade, não se satisfazendo com a versão oferecida pelos sujeitos Para tanto, tem o direito de carrear para o expediente todos os dados, informações, documentos a respeito da matéria tratada, sem estar jungida aos aspectos considerados pelos sujeitos. Segundo Alberto Xavier, a lei concede ao órgão fiscal meios instrutórios amplos para que venha formar sua livre convicção sobre os verdadeiros fatos praticados pelo contribuinte. Nesta perspectiva, é lícito ao órgão fiscal agir sponte sua com vistas a corrigir os fatos inveridicamente postos ou suprir lacunas na matéria de fato, podendo ser obtidas novas provas por meio de diligências e perícias. 4 Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios, constatase que, no caso vertente, os documentos apresentados devem ser devidamente examinados para se apurar se os referidos créditos estão corretos. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) Examine os documentos existentes e a escrita fiscal da interessada em relação às compensações requeridas apurando se estão corretos os valores inicialmente pleiteados correspondentes á indevida ampliação da base de cálculo do artigo 3º, da Lei n.º 9.718/98; b) Cientificar a interessada do resultado da diligência, abrindo prazo para manifestação, se assim desejar; c) Retornar o processo a este CARF para julgamento. É como voto. (assinado digitalmente) Sidney Eduardo Stahl, Relator 4 NEDER, Marcos Vinicius; LOPEZ, Maria Tereza Martinez. Processo Administrativo Fiscal Federal Comentado 2ª ed. São Paulo: Dialética, 2004, p. 74. Fl. 379DF CARF MF Impresso em 31/01/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 13/01/2014 por SIDNEY EDUARDO STAHL, Assinado digitalmente em 21/01/2014 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 13603.902251/2008-49
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Dec 16 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3202-000.167
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcos Fugivo, OAB/MG nº. 107.130
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente e Relatora
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama.
Nome do relator: IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Segunda Câmara
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Dec 16 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 13603.902251/2008-49
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5313811
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 16 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 3202-000.167
nome_arquivo_s : Decisao_13603902251200849.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
nome_arquivo_pdf_s : 13603902251200849_5313811.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarou-se impedido. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcos Fugivo, OAB/MG nº. 107.130 Irene Souza da Trindade Torres Oliveira - Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 26 00:00:00 UTC 2013
id : 5224117
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:34 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372150673408
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2203; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C2T2 Fl. 467 1 466 S3C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13603.902251/200849 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3202000.167 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 26 de novembro de 2013 Assunto Solicitação de diligência Recorrente NEMAK ALUMÍNIO DO BRASIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. O Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior declarouse impedido. Fez sustentação oral, pela recorrente, o advogado Marcos Fugivo, OAB/MG nº. 107.130 Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente e Relatora Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Thiago Moura de Albuquerque Alves, Charles Mayer de Castro Souza e Tatiana Midori Migiyama. Relatório Trata o presente processo de Declarações Eletrônicas de Compensação, PER/DCOMP, relativas a crédtio do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI acumulado no 3º trimestre do anocalendário de 2003, no valor de R$514.221,97, decorrente da aquisição de matériaprima, produto intermediário e material de embalagem, aplicados na industrialização efetuada pela empresa em epígrafe, de que trata o art. 11 da Lei 9.779, de 19/01/1999. As declarações de compensações foram baixadas em papel para tratamento manual, com a instauração de procedimento fiscal, cujos resultados estão relatados e demonstrados no Termo de Verificação Fiscal de fls. 248/255. Verificou a fiscalização que, do montante dos créditos solicitados, R$ 61.323,18 correspondiam a aquisições que não poderiam ser aceitas como insumos para industrialização, isto é, entradas de partes e peças de RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 36 03 .9 02 25 1/ 20 08 -4 9 Fl. 467DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.902251/200849 Resolução nº 3202000.167 S3C2T2 Fl. 468 2 máquinas, produtos que não se incorporam ao novo produto ou consumidos no processo de fabricação, condição essencial para que ocorresse o direito ao creditamento e, via de conseqüência, ao ressarcimento de tais créditos. Entendeu, ainda, a fiscalização que independentemente de se classificarem tais peças no ativo imobilizado ou no ativo circulante, tendo em vista o disposto no Parecer Normativo CST nº 65, de 1979, o IPI incidente sobre elas deveria ser expurgado do cômputo do saldo credor trimestral de IPI. Este entendimento foi ratificado no Despacho Decisório de fls. 256/258, tendo sido reconhecido o direito creditório no valor de R$ 452.898,79, sendo homologadas as compensações parcialmente, até o limite do crédito reconhecido. Neste ponto, transcrevo parte do relatório da decisão recorrida: “Inconformado com o deferimento parcial de seu pleito, o contribuinte, representado por seu procurador, apresentou a manifestação de inconformidade de fls. 267/318. Na argumentação da manifestação de inconformidade o contribuinte destacou: a) a tempestividade da contestação; b) a possibilidade de apresentação de provas documentais no prazo da manifestação de inconformidade; c) que o processo de industrialização (fabricação de peças e acessórios para montadoras de automóvel) passava por duas etapas distintas. Uma era a fabricação do instrumental e, em seguida, a elaboração das peças e acessórios vendidos às montadoras, elaborados com a utilização desse instrumental por ele fabricado. Sobre o instrumental, afirmou o contribuinte que era vendido às montadoras, portanto pertencia ao patrimônio dessas empresas. Ficavam na sua posse, nas instalações da manifestante, mediante regime de comodato, para a fabricação de peças para esses clientes. d) o direito ao creditamento de IPI, amparado no art. 153, § 3º, inc. II, da Constituição Federal; no art. 11 da Lei nº 9.779, de 19/01/1999; nos arts. 4º e 5º da IN SRF nº 33, de 04/03/1999; no art. 164, inc. I, do Decreto nº 4.544, de 2002 (RIPI); nos conceitos federal e de diversos estados sobre matériaprima e produto intermediário; e) a descrição , com fotos, dos insumos geradores dos créditos glosados; f) a solução de consulta nº 8 da SRRF 6ª RF que caracteriza as partes e peças de reposição como produtos intermediários; g) a necessidade de realização de prova pericial, para a qual formulou quesitos e indicou perito. Por fim, requereu: a) que fosse deferido o pedido de produção de prova pericial, nos termos do art. 16 e §1º do Decreto nº 70.235, de 1972, a fim de que fossem respondidos os quesitos formulados, necessários ao esclarecimento acerca da caracterização de alguns produtos e de algumas peças como insumos empregados na industrialização ou consumidos neste processo; e Fl. 468DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.902251/200849 Resolução nº 3202000.167 S3C2T2 Fl. 469 3 b) que fosse julgada procedente a Manifestação de Inconformidade, reformando se parcialmente o Despacho Decisório ora recorrido, a fim de que fosse cancelada a glosa dos créditos de IPI realizada pelo Fisco no valor de R$49.367,92 (...). De todo o exposto e, ademais, pelo fato de no contrato de comodato a manutenção dos bens deixados ao comodatário é seu ônus, exsurgiram as seguintes indagações: 1) de que forma é vendido o instrumental para as montadoras (há emissão de nota fiscal para tanto, com o destaque do IPI); 2) tendo em vista o instrumental não pertencer ao interessado, mas sim a seus clientes, é importante que se esclareça se as partes e peças utilizados no instrumental e sobre os quais o contribuinte reclama créditos, objeto de glosas, são peças de manutenção e reposição ou utilizadas inicialmente na fabricação desse instrumental. Essa situação deve ser bem esclarecida e os bens apartados (ou seja, os respectivos créditos apartados), conforme se empreguem como peças de reposição em razão do contrato de comodato ou utilizadas inicialmente no processo de industrialização do instrumental; 3) se as peças utilizadas têm duração inferior a um ano, caso sejam elas empregadas no maquinário próprio do interessado (não em razão do contrato de comodato) e atendam à condição de consumo mediante contato direto com o bem em fabricação. Para solucionar as questões acima, entendeu por bem o presidente da Terceira Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora, MG – DRJ/JFA/MG, encaminhar diligência à Delegacia da Receita Federal do Brasil em Contagem, MG DRF/ CON/MG [...] Aos questionamentos, respondeu o contribuinte às fls.361/365. Sobre os instrumentais que fabrica INFORMOU: A) “Ao realizar a circulação de mercadorias, toda a legislação tributária é atendida, especialmente a federal no que se refere à incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Nessa oportunidade, não é realizado o destaque do IPI por se tratar de produto tributado à alíquota zero nos termos determinados pela Tabela do IPI (TIPI)”; B) que “dá tratamento distinto às peças empregadas na produção do ferramental (anterior à transferência de propriedade) e às partes ou insumos empregados na manutenção do produto (posterior à transferência de propriedade)”. As peças de reposição do instrumental utilizado na feitura de peças “por se tratar de componentes utilizados na manutenção de bens de terceiros, o registro contábil das notas fiscais de entrada desses componentes é realizado sem o creditamento do IPI. Nessa hipótese, por serem consumidos, tais aquisições são tratadas pela manifestante como bens de uso e consumo”, e C) “há componentes que são adquiridos para a fabricação do ferramental sob encomenda e há componentes que são adquiridos para a manutenção do ferramental já vendido e transferido à propriedade do cliente. Quando tais componentes são empregados na fabricação do ferramental para comercialização, é dado o tratamento contábil pertinente à matéria prima ou produto intermediário. De outro lado, quando os componentes se destinam à manutenção de bens de terceiro, é aplicado o tratamento contábil dado aos bens de uso e consumo. Nesse contexto, o tempo de vida útil desses componentes, que podem ser empregados tanto na produção quanto na manutenção dos bens, não é levado em consideração pelo contribuinte já que a relevância dessa informação dependeria da incorporação dos bens ao ativo imobilizado da manifestante, o que não é o caso.” Fl. 469DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.902251/200849 Resolução nº 3202000.167 S3C2T2 Fl. 470 4 Prestados os esclarecimentos pelo contribuinte os autos retornara à DRJ/JFA/MG para prosseguimento.” A DRJJuiz de Fora/MG julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa adiante transcrita (efls. 388/394): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/2003 PRODUTOS INTERMEDIÁRIOS. CONDIÇÕES CUMULATIVAS PARA A CARACTERIZAÇÃO. Partes e peças de reposição podem ser classificadas como produtos intermediários e gerar créditos de IPI, nos termos da legislação de regência desse imposto, desde que não integrem os bens do ativo permanente do sujeito passivo e sejam consumidas em virtude de contato físico direto com os produtos em fabricação. As condições descritas são cumulativas e imprescindíveis. Ausente apenas uma, ilegítimo é o crédito solicitado referente às respectivas aquisições. (Parecer Normativo CST nº 65, de 1979) ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/07/2003 a 30/09/203 PERÍCIA. DENEGAÇÃO. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine (art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972) Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Irresignada, a contribuinte apresentou recurso voluntário perante este Colegiado (efls. 398/448), alegando, em síntese: que todos os produtos descritos nas notas fiscais cujo crédito de IPI foi glosado são insumos que integram os produtos finais fabricados pela recorrente ou que, embora não os integrem, foram consumidos durante o processo de industrialização; que não há duvida de que os produtos foram empregados na fabricação de um novo produto, denominado ferramental, que é feito sob encomenda e vendido às empresas contratantes do serviço prestado pela recorrente e que, ao mesmo tempo, é utilizado para fabricação de outro produto destinado a essas mesmas empresas. Deste modo, apesar de fabricar um produto (ferramental) e utilizálo na fabricação de outro produto, o primeiro (ferramental) não configura ativo imobilizado próprio, mas sim ativo permanente de seus clientes (montadoras). Desta forma, a recorrente, acertadamente, deu ao ferramental tratamento pertinente às matériasprimas ou produtos intermediários, razão pela qual devem ser integralmente homologadas as compensações requeridas. Fl. 470DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.902251/200849 Resolução nº 3202000.167 S3C2T2 Fl. 471 5 No mais, repisa idênticos argumentos expendidos na manifestação de inconformidade. Ao final, requer o provimento integral do recurso voluntário oferecido, com o respectivo cancelamento das glosas dos créditos do IPI realizadas pelo Fisco. Caso assim não entenda este Colegiado, requer a conversão do julgamento em diligência, para realização de perícia, nos termos em que foi requerida na manifestação de inconformidade. É o Relatório. Voto Conselheira Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Relatora Tratase de PER/DECOMP apresentados pela contribuinte por meio das quais declarou a compensação de alegados créditos referentes ao IPI, relativo ao 3º trimestre de 2003, no valor total de R$ 514.221,97. A DRFContagem/MG deferiu o pedido parcialmente, reconhecendo o direito creditório no valor de R$ 452.898,79, homologando as compensações realizados até o limite desse valor, restando, pois, sob litígio, o montante de R$ 61.323,18. Os créditos pretendidos pela contribuinte são aqueles previstos no inciso I do art. 164 ao RIPI/2002, que assim estabelece: Art. 164 – Os estabelecimentos industriais, e os que lhes são equiparados, poderão creditarse (Lei nº 4.502, de 1964, art. 25): I – do imposto relativo a MP, PI e ME, adquiridos para emprego na industrialização de produtos tributados, incluindose, entre as matériasprimas e produtos intermediários, aqueles que, embora não se integrando ao novo produto, forem consumidos no processo de industrialização, salvo se compreendidos entre os bens do ativo permanente; Daí se vê que somente geram direito ao crédito de IPI referente às MP, PI e ME: a) que se integram ao novo produto fabricado; ou b) MP e PI que, não se integrando ao novo produto fabricado: b.1) sejam consumidos na operação de industrialização e b.2) não integrem o ativo permanente da contribuinte. Pelos esclarecimentos prestados pela própria contribuinte, quando da realização da diligência requerida pela DRJJuiz de Fora/MG, observase que o processo de industrialização da interessada constituise em duas etapas distintas. A primeira etapa consiste na fabricação do ferramental (também denominado, no curso do processo, de instrumental ou ferramentaria), por encomenda das montadoras de veículos. Para fabricálo, a contribuinte adquire MP e PI. Esse ferramental fabricado pela Nemak é vendido à montadora que o encomendou, quando, então, a contribuinte Fl. 471DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.902251/200849 Resolução nº 3202000.167 S3C2T2 Fl. 472 6 emite NF de saída referente à operação de venda, sem destaque de IPI, pois os produtos são tributados à alíquota zero, visto enquadraremse na posição NCM 8480. O ferramental, que passa a ser de propriedade da montadora que o encomendou, retorna à Nemak, por meio de contrato de comodato, passando esta a ser sua possuidora. Nesse momento, outra NF é emitida, relativa à operação resultante do comodato. A partir do recebimento desse ferramental pela Nemak, começa a segunda etapa de industrialização da empresa, que consiste na elaboração de peças e acessórios que serão vendidos à montadora proprietária do ferramental. Tais peças e acessórios são fabricados pela Nemak utilizando o ferramental que ela própria fabricou na etapa anterior já citada. Os créditos referentes à MP e PI, portanto, são referentes a qual etapa de industrialização? Ao que parece, à fl. 364 a contribuinte esclareceu essa dúvida: creditase do IPI relativo à MP e PI referentes à produção do ferramental, isto é, referente à primeira etapa de industrialização, e afirma, ainda, que “tais produtos adquiridos [as MP e PI dos quais se credita] são componentes do produto industrializado pela manifestante [ferramental], ainda que na condição de auxiliares direto e indiretos”. Entretanto, mesmo após prestados esclarecimentos pela contribuinte quando da realização da diligência pela DRJ, diversas dúvidas ainda permanecem e se mostram de imperioso esclarecimento para o deslinde do litígio. Pareceme inadequado, por exemplo, que um martelo tenha uma vida útil inferior a um ano (no caso do produto cujo fornecedor é a Tomafeer), bem como também inadequado me parece pensar que parafusos utilizados em aparelhos que se destinem a fixar o ferramental, a fim de lhe permitir a suspensão e a mobilidade, sejam consumidos por atuação direta no ferramental produzido (caso do produto fornecido pela Sidertécnica Indústria e Comércio Ltda). Assim, para que bem se decida sobre o caso em questão, é mister que seja elaborado um Laudo, por perito credenciado junto à Receita Federal ou por algum instituto conveniado, a fim de que, especificamente, para cada um dos produtos que foram objeto de glosa e que constam perfeitamente identificados no Termo de Verificação Fiscal anexo ao Auto de Infração (fls.252/254), seja informado o seguinte: (a) seja explicado, de maneira objetiva, o processo produtivo da contribuinte e se existem as duas fases de produção conforme alegado, esclarecendose o que é realizado em cada uma das fases; (b) esclareçase qual a participação/atuação do produto glosado no processo produtivo e em que fase da industrialização ele é empregado: se é utilizado em máquinas e aparelhos próprios da Nemak para fabricação da ferramentaria ou se é utilizado na ferramentaria já fabricada para produção de peças e acessórios (fundidos de alumínio) destinados às montadoras; ou, ainda, se é utilizado em alguma outra fase de produção; (c) sendo o produto utilizado na fabricação do ferramental, esclareçase, de forma objetiva e conclusiva: i. se ele passa a integrar o ferramental fabricado; ii. se, não integrando o ferramental fabricado, o produto é consumido no processo de industrialização e, assim o sendo, se tal consumo se dá por contato direto do produto com o ferramental produzido; Fl. 472DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.902251/200849 Resolução nº 3202000.167 S3C2T2 Fl. 473 7 (d) informese, de maneira clara, objetiva e conclusiva, qual o tempo de vida útil de cada um dos produtos glosados: se inferior ou superior a um ano. Deve ser oportunizado à Fiscalização apresentar quesitos, se assim lhe aprouver, bem como devem ser respondidos os quesitos já apresentados pela contribuinte quando do oferecimento da impugnação. É mister, ainda, que o processo produtivo da contribuinte informado no Laudo seja verificado in loco, assim como as informações prestadas, sempre que possível, sejam complementadas por verificação realizada no parque industrial da empresa, acompanhada de fotos, esquemas, documentos ou de quaisquer outros elementos que a autoridade técnica entenda pertinentes para melhor elucidar a questão. Após, deve ser aberto prazo para a Fiscalização e a contribuinte, respectivamente, para, querendo, manifestaremse. Salientese que as manifestações devemse limitar à apreciação do resultado da diligência. Finalizada a instrução processuaL, devem os autos retornar a este Colegiado para julgamento. É como voto. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Fl. 473DF CARF MF Impresso em 16/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES, Assinado digitalmente em 13/12/2013 por IRENE SOUZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10950.720648/2010-09
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Nov 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2005 a 30/11/2009
ENTIDADE BENEFICENTE. ISENÇÃO. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. OUTRAS ENTIDADES E FUNDOS.
Fica isenta das contribuições sociais previdenciárias a entidade beneficente de assistência social que promova a assistência social beneficente, inclusive educacional ou de saúde, a menores, idosos, excepcionais ou pessoas carentes.
A exigência de novos critérios para isenção trazida por meio de Parecer impõe limitação ao seu acesso, o que não encontra guarida em nenhum dispositivo legal vigente.
Recurso Voluntário Provido
Crédito Tributário Exonerado
Numero da decisão: 2301-003.231
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). Acompanharam a votação por suas conclusões os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Damião Cordeiro de Moraes - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damiao Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva, Adriano Gonzales Silverio.
Nome do relator: DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201211
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2005 a 30/11/2009 ENTIDADE BENEFICENTE. ISENÇÃO. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. OUTRAS ENTIDADES E FUNDOS. Fica isenta das contribuições sociais previdenciárias a entidade beneficente de assistência social que promova a assistência social beneficente, inclusive educacional ou de saúde, a menores, idosos, excepcionais ou pessoas carentes. A exigência de novos critérios para isenção trazida por meio de Parecer impõe limitação ao seu acesso, o que não encontra guarida em nenhum dispositivo legal vigente. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Nov 13 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 10950.720648/2010-09
anomes_publicacao_s : 201311
conteudo_id_s : 5306493
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Nov 13 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 2301-003.231
nome_arquivo_s : Decisao_10950720648201009.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
nome_arquivo_pdf_s : 10950720648201009_5306493.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). Acompanharam a votação por suas conclusões os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira - Presidente. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damiao Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva, Adriano Gonzales Silverio.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 22 00:00:00 UTC 2012
id : 5170679
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:15:47 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372178984960
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1844; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T1 Fl. 702 1 701 S2C3T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10950.720648/201009 Recurso nº 939.485 Voluntário Acórdão nº 2301003.231 – 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 22 de novembro de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Recorrente HOSPITAL SANTA CASA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 30/11/2009 ENTIDADE BENEFICENTE. ISENÇÃO. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. OUTRAS ENTIDADES E FUNDOS. Fica isenta das contribuições sociais previdenciárias a entidade beneficente de assistência social que promova a assistência social beneficente, inclusive educacional ou de saúde, a menores, idosos, excepcionais ou pessoas carentes. A exigência de novos critérios para isenção trazida por meio de Parecer impõe limitação ao seu acesso, o que não encontra guarida em nenhum dispositivo legal vigente. Recurso Voluntário Provido Crédito Tributário Exonerado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, I) Por unanimidade de votos: a) em dar provimento ao Recurso, nos termos do voto do(a) Relator(a). Acompanharam a votação por suas conclusões os Conselheiros Bernadete de Oliveira Barros e Marcelo Oliveira. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 95 0. 72 06 48 /2 01 0- 09 Fl. 702DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 13/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcelo Oliveira (Presidente), Wilson Antonio de Souza Correa, Bernadete de Oliveira Barros, Damiao Cordeiro de Moraes, Mauro Jose Silva, Adriano Gonzales Silverio. Relatório 1. Tratase de recurso voluntário interposto pelo HOSPITAL SANTA CASA em face da decisão julgou improcedente a impugnação apresentada referente ao lançamento de crédito tributário. 2. O mencionado lançamento diz respeito à contribuição devida a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, incidentes sobre as remunerações efetivamente pagas aos segurados empregados com vínculos de emprego a serviço do sujeito passivo no período de 01/2005 a 11/2009 no período de 01/2005 a 11/2009. 3. Segundo o auditor fiscal a recorrente teve a isenção de contribuições previdenciárias, prevista no art. 55 da Lei 8.212/91, reconhecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a partir de 28/11/1991, quando então deixou de recolher as contribuições a cargo da empresa incidentes sobre as remunerações pagas para segurados que lhe prestaram serviços. Contudo, segundo a fiscalização, deixou de fazer jus a isenção previdenciária ao realizar cessão onerosa de mãodeobra sem observação dos critérios de caráter acidental da cessão onerosa de mãodeobra pela entidade beneficente e de mínima representatividade quantitativa de empregados, violando exigência do art. 55 da Lei 8.212/91, inciso III, segundo o constante no Parecer n.º 3272 elaborado pela Consultoria Jurídica (CJ) do Ministério da Previdência Social (MPS, publicado no Diário Oficial da União em 21/07/2004, f. 606/620. 4. Ainda no que se refere ao benefício consta a informação no sentido de que, durante a vigência do art. 55 da Lei 8.212/9, o descumprimento dos requisitos legais ocasionava o cancelamento do direito à isenção, por meio de Ato Declaratório ou Cancelatório, conforme o Regulamento da Previdência Social (RPS). Entretanto, com a entrada em vigor da Lei 12.101/2009 não são mais emitidos Atos Declaratórios ou Cancelatórios, ou seja, a isenção passa a ficar suspensa no período do respectivo lançamento em Auto de Infração. 5. Assim, como a ação fiscal foi iniciada por intermédio do Termo de Início de Procedimento Fiscal, recebido pelo contribuinte em 24/09/2009, não foi adotado procedimento com base no cancelamento previsto no Regulamento da Previdência Social. 6. Ainda em consonância com a peça introdutória, f. 607, foram apurados os créditos previdenciários da seguinte forma: “foram tomados por base de cálculo as remunerações efetivamente pagas aos segurados empregados com vínculos de emprego e aos contribuintes individuais com trabalho por conta própria a serviço do contribuinte, conforme valores declarados na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP” Fl. 703DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 13/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10950.720648/201009 Acórdão n.º 2301003.231 S2C3T1 Fl. 703 3 7. O acórdão de primeira instância refutou os argumentos trazidos pelo contribuinte, restando ementado nos termos que transcrevo abaixo: “ENTIDADE BENEFICENTE. ISENÇÃO. CONTRIBUIÇÕES. OUTRAS ENTIDADES E FUNDOS. Somente estavam isentas das contribuições para as outras entidades e fundos, denominadas terceiros, as entidades beneficentes de assistência social que cumpriam, cumulativamente, todos os requisitos previstos no art. 55 da Lei 8.212/91, sendo que o não atendimento a qualquer de tais requisitos autoriza a suspensão da isenção e o lançamento das contribuições, no período correspondente. ISENÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES. ART. 55 DA LEI Nº 8.212/91. CESSÃO DE MÃODEOBRA. Somente poderiam realizar cessão de mãodeobra sem perder a isenção então prevista no art. 55 da Lei nº 8.212/91 as entidades que atendessem aos critérios de caráter acidental da cessão onerosa de mãodeobra e mínima representatividade quantitativa de empregados cedidos, sendo que as entidades beneficentes de assistência social que cederam mãodeobra sem atentar para qualquer um destes dois critérios violaram a exigência do inciso III do art. 55 da Lei nº 8.212/91, não fazendo jus à correspondente isenção. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” 8. Buscando reverter a decisão a quo, que manteve o lançamento de débito, o contribuinte interpôs recurso voluntário alegando em síntese: a) ser uma entidade beneficente de assistência social sem fins lucrativos e possuir registro no Conselho Nacional de Assistência Social, sendo detentor do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CESAS), emitido por órgão vinculado ao Ministério da Previdência e Assistência Social; b) inexigibilidade das contribuições previdenciárias, pois as entidades beneficentes de assistência social gozam de imunidade, atendidas as condições estabelecidas em lei; c) que preenche todos os requisitos tanto do art. 14 do Código Tributário Nacional (CTN) como da Lei 8.212/91, desde a sua fundação, tratandose de instituição civil, de assistência social, sem fins lucrativos, que se enquadra na previsão do art. 195, §7º, da Constituição Federal, possuindo, dessa forma, imunidade, não podendo ser compelida ao pagamento da contribuição em questão; d) ilegalidade da suspensão da isenção das contribuições previdenciárias, pois o contribuinte é entidade beneficente e faz jus a tal isenção com relação a todos os empregados. Fl. 704DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 13/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 4 9. Não houve apresentação de contrarrazões pelo fisco; os autos foram encaminhados à apreciação e julgamento por este Conselho. É o relatório. Voto Conselheiro Relator Damião Cordeiro de Moraes DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE 1. Conheço do recurso voluntário, uma vez que atende aos pressupostos de admissibilidade. DO MÉRITO Do direito à isenção da recorrente 2. Em seus argumentos, a recorrente sustenta que houve ilegalidade na suspensão do benefício de isenção, uma vez que a autuação fiscal está em desacordo com a legislação previdenciária vigente, bem como que a manutenção do Convênio estabelecido com o Município para desenvolver o Programa Saúde da Família que possibilita a prestação de serviços médicohospitalares à população carente, cumprindo assim o seu objetivo estatutário. 3. O fisco, por sua vez, alega categoricamente que o recorrente teria deixado de fazer jus à ‘isenção’ previdenciária ao realizar cessão onerosa de mãodeobra sem observação dos critérios de caráter acidental da cessão pela entidade beneficente e de mínima representatividade quantitativa de empregados, violando exigência do art. 55 da Lei 8.212/91, inciso III, segundo o constante no Parecer n.º 3272 elaborado pela Consultoria Jurídica (CJ) do Ministério da Previdência Social (MPS, publicado no Diário Oficial da União em 21/07/2004, f. 606/621. 4. Analisando detidamente os autos e as razões trazidas pelo fisco para embasar a sua autuação, entendo que melhor direito assiste ao contribuinte. 5. A fiscalização adotou como base para suspender o benefício, essencialmente, dois critérios estabelecidos no Parecer/CJ n.º 3.272, DOU de 21/07/2004, com a seguinte ementa: “EMENTA: Previdenciário e Assistencial. Isenção das contribuições para a Seguridade Social. Art. 55 da Lei nº 8.212/91. Cessão de mãodeobra. 1. Somente poderão realizar cessão de mãode obra, sem perder a isenção prevista no art. 55 da Lei nº 8.212/91, as entidades que atendam dois critérios, a saber: caráter acidental da cessão onerosa de mãodeobra em face das atividades desenvolvidas pela entidade beneficente; e mínima representatividade quantitativa de empregados cedidos em relação ao número de empregados da entidade beneficente. Fl. 705DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 13/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10950.720648/201009 Acórdão n.º 2301003.231 S2C3T1 Fl. 704 5 2. As entidades que fazem cessão de mãodeobra sem atentar para um destes dois critérios, na forma descrita no corpo do presente parecer, violam a exigência do inciso III do art. 55 da Lei nº 8.212/91 e não fazem jus à correspondente isenção.” 6. Vislumbrase que o parecer elenca como violação ao art. 55, III, da Lei 8.212/91, a cessão de mão de obra de maneira continuada e com alta representatividade frente ao volume de empregados da instituição alocado para a atividade principal, que é assistência social. 7. Ocorre que a vedação ao benefício fiscal trazida pelo Parecer, por meio da instituição desses dois novos critérios, impõe uma limitação ao acesso à isenção que não encontra guarida em nenhum dispositivo legal vigente. Tratase de uma construção jurídica, por parte do ente público, no sentido de invalidar os programas de geração de renda promovidos pelas entidades beneficentes de assistência social. 8. Cabe destacar, ainda, que o parecer possui natureza diversa de lei, surgindo no mundo jurídico apenas para interpretála e, ante o princípio da hierarquia das normas, concluise que neste particular não possui o poder de proibir aquilo que a lei permite ou se eximiu de dar tratamento impositivo. 9. Cabe registrar, por oportuno, que não há como se referendar que a atividade meio tenha de ser sazonal ou acidental, ainda que esteja relacionada com a prestação de serviços como enfoca o parecer, uma vez que, se assim for, todas as entidades sociais estão vedadas de instituir programas de geração de renda de modo permanente. O que a recorrente realiza, através dessa prática, é tão somente o aproveitamento da mãodeobra ociosa para obter receita, sem abandonar as suas regras estatutárias. 10. E no que se refere à questão do critério da mínima representatividade quantitativa de empregados cedidos em relação ao número de empregados da entidade beneficente, não obstante razoável tal exigência, é certo que inexiste dispositivo na legislação previdenciária que preveja regra imperativa em sentido contrário. Devendose, no caso concreto, verificar a finalidade específica da necessidade da destinação dos empregados para o desenvolvimento das atividades de assistência social beneficente. 11. Situação essa que, de fato, podese aferir por meio da constatação de realização do convênio, que tinha por objetivo dar continuidade às atividades desenvolvidas pelo Programa Nacional de Saúde da Família (PSF), visando à formação e manutenção de equipes de médicos e enfermeiros com o objetivo de prestar às famílias do município contratante serviços gratuitos de promoção, proteção e recuperação da saúde. 12. Sendo assim, pelas razões expostas, os argumentos utilizados pela fiscalização para tratar do desvirtuamento da natureza assistencial da Recorrente, com fundamentos no mencionado Parecer exarado pela Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência Social, não merecem prosperar. 13. Com essa compreensão da matéria, constatase a existência da possibilidade de o Município firmar parceria com organizações não governamentais para a prestação de serviços de saúde visando à implementação do PSF, pois, no caso em Fl. 706DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 13/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 6 análise, a Recorrente possui qualificação especial declarada como Utilidade Pública Municipal, Estadual e Federal, não havendo óbice legal que acarrete entrave a tal parceria por meio da suspensão de isenção. 14. A proteção e o estímulo às instituições beneficentes foi a temática posta no acórdão exatamente no sentido de que não se deve obstar que estas instituições possam executar projetos, mesmo que remunerados, que venham a ajudar na captação e recursos e no fomento de suas atividades estatutárias. 15. Devo ressaltar que a legislação sempre foi aberta ao propósito de fortalecimento financeiro das entidades por outros meios. O Decreto nº 2.536/98, trazia no bojo do artigo 6º, inciso VI, que a instituição poderia promover venda de serviços para compor suas rendas: “Art. 3º Faz jus ao Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social a entidade beneficente de assistência social que demonstre, cumulativamente VI aplicar anualmente, em gratuidade, pelo menos vinte por cento da receita bruta proveniente da venda de serviços, acrescida da receita decorrente de aplicações financeira, de locação de bens, de venda de bens não integrantes do ativo imobilizado e de doações particulares, cujo montante nunca será inferior à isenção de contribuições sociais usufruída;” 16. Igual tratamento se encontrava na resolução do CNAS nº 177/2000, III, letra “a”, que previa igual possibilidade, sem que houvesse qualquer limitação, seja quantitativa ou qualitativa, no que diz respeito à promoção de programas de geração de renda, inclusive de serviços, para corroborar com as atividadesfins da entidade beneficente. 17. Já o Decreto n.º 7.237, de 20 de julho de 2010, que versa sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, e que revogou o Decreto 2536/98, estimula a prestação de serviços ao asseverar que “em caso de necessidade local atestada pelo gestor do respectivo sistema, o período mínimo de cumprimento dos requisitos de que trata este artigo poderá ser reduzido se a entidade for prestadora de serviços por meio de convênio ou instrumento congênere com o Sistema Único de Saúde SUS ou com o Sistema Único de Assistência Social – SUAS”. 18. Eis o teor do art. 3º: “Art. 3o A certificação ou sua renovação será concedida à entidade beneficente que demonstre, no exercício fiscal anterior ao do requerimento, o cumprimento do disposto neste Capítulo e nos Capítulos II, III e IV deste Título, isolada ou cumulativamente, conforme sua área de atuação, e que apresente os seguintes documentos: I comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica CNPJ; II cópia da ata de eleição dos dirigentes e do instrumento comprobatório de representação legal, quando for o caso; III cópia do ato constitutivo registrado, que demonstre o cumprimento dos requisitos previstos no art. 3o da Lei no 12.101, de 2009; e Fl. 707DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 13/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10950.720648/201009 Acórdão n.º 2301003.231 S2C3T1 Fl. 705 7 IV relatório de atividades desempenhadas no exercício fiscal anterior ao requerimento, destacando informações sobre o público atendido e os recursos envolvidos. § 1o Será certificada, na forma deste Decreto, a entidade legalmente constituída e em funcionamento regular há, pelo menos, doze meses, imediatamente anteriores à apresentação do requerimento. § 2o Em caso de necessidade local atestada pelo gestor do respectivo sistema, o período mínimo de cumprimento dos requisitos de que trata este artigo poderá ser reduzido se a entidade for prestadora de serviços por meio de convênio ou instrumento congênere com o Sistema Único de Saúde SUS ou com o Sistema Único de Assistência Social SUAS.” (...) 19. De maneira que, não obstante a vinculação da administração pública quanto ao parecer, não deve ter ele força de lei, contrariando ou alterando normas vigentes, sob pena de ferir o princípio da legalidade ou mesmo o da hierarquia das normas. A posição do Supremo Tribunal Federal (STF) 20. Em caso similar julgado pelo Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário n° 210.2512) em face de execução fiscal promovida pelo Estado de São Paulo, em que se buscava o pagamento de ICMS referente ao comércio de pães por ela produzidos, restou expresso no voto do Ministro Celso de Mello: “É certo que a instituição de assistência social pode prestar outros serviços destinados a subsidiarlhe, financeiramente, a ação assistencial...” 21. No mesmo sentido votou o Ministro Marco Aurélio: “Não posso assentar que, havendo a comercialização de certo produto, sendo o objetivo maior a manutenção da própria entidade, ocorra o afastamento da imunidade.” 22. Superada a análise da aplicação do parecer, tornase importante assinalar que o dispositivo em que constavam os requisitos da isenção, considerado como descumprido pelo sujeito passivo na ação fiscal, art. 55, III, da Lei 8.212/91, com redação dada pela Lei 9.732/98, teve sua eficácia suspensa em 14/07/99, por decisão da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) em sede de liminar, que foi referendada pelo Tribunal Pleno em 11/11/99, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2028, Relator Ministro Joaquim Barbosa, com a seguinte decisão: “O Tribunal, por unanimidade, referendou a concessão da medida liminar para suspender, até a decisão final da ação direta, a eficácia do art. 1º, na parte em que alterou a redação do art. 55, inciso III, da Lei nº 8.212, de 24/7/1991, e acrescentoulhe os § § 3º, 4º e 5º, bem como dos arts. 4º, 5º e 7º, da Lei nº 9.732, de 11/12/1998. Votou o Presidente. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Plenário, 11.11.99” 23. Da análise da ADI citada, observase que a mesma não chegou a ser definitivamente julgada, e, com o advento da Lei 12.101/2009, foi revogado o art. 55 da Lei 8.212/91. Fl. 708DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 13/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 8 24. Dessa forma, os requisitos contidos no art. 55, III, da Lei de Custeio da Seguridade social, não estavam em plena vigência quando da ocorrência dos fatos geradores, notandose, pois, a inexigibilidade do previsto na íntegra do inciso. É bom que se diga, ainda, que a redação posta como base para obediência da entidade teve redação restritiva, que previa apenas que a entidade deveria promover a assistência social beneficente, sem falar em momento alguma como se daria efetivamente tal promoção, ou seja, não deu margem alguma para maiores inferências. Eis o teor o dispositivo: “Art. 55. Fica isenta das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 desta Lei a entidade beneficente de assistência social que atenda aos seguintes requisitos cumulativamente: III promova a assistência social beneficente, inclusive educacional ou de saúde, a menores, idosos, excepcionais ou pessoas carentes;” 25. Cumpre salientar, assim, que a promoção de assistência social beneficente, na área da saúde, foi pressuposto devidamente atendido, conforme consta do estatuto da recorrente: “Art. 3º O Hospital Santa Casa tem por finalidade: I – prestar serviços de assistência à saúde, às pessoas que dela necessitarem, de forma permanente e sem discriminação de pessoas, classe socioeconômica, idade, cultura, raça, cor, crença religiosa, credo político ou filosófico. II – atender pacientes que não disponham de recursos para seu tratamento, proporcionandolhes assistência médicohospitalar e social. III – manter e desenvolver o hospital prestando serviço médicohospitalar e outras atividades que não conflitem com as finalidades da Associação. IV – promover e executar programas de responsabilidade social, projetos e serviços voltados ao atendimento da assistência social, podendo para tanto, criar e manter asilos, creches maternais e casas de apoio em atenção às necessidades da criança, adolescente, idoso e da família. (...).” 26. Acrescentese que os requisitos previstos na legislação atual, Lei 12.101/2009; que dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social, e revoga o art. 55 da Lei 8.212/ 1991; também foram devidamente acatados: Art. 29. A entidade beneficente certificada na forma do Capítulo II fará jus à isenção do pagamento das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, desde que atenda, cumulativamente, aos seguintes requisitos: I não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores, remuneração, vantagens ou benefícios, direta ou indiretamente, por qualquer forma ou título, em razão das competências, funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos; Fl. 709DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 13/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES Processo nº 10950.720648/201009 Acórdão n.º 2301003.231 S2C3T1 Fl. 706 9 II aplique suas rendas, seus recursos e eventual superávit integralmente no território nacional, na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais; III apresente certidão negativa ou certidão positiva com efeito de negativa de débitos relativos aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e certificado de regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS; IV mantenha escrituração contábil regular que registre as receitas e despesas, bem como a aplicação em gratuidade de forma segregada, em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade; V não distribua resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, sob qualquer forma ou pretexto; VI conserve em boa ordem, pelo prazo de 10 (dez) anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem e a aplicação de seus recursos e os relativos a atos ou operações realizados que impliquem modificação da situação patrimonial; VII cumpra as obrigações acessórias estabelecidas na legislação tributária; VIII apresente as demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente legalmente habilitado nos Conselhos Regionais de Contabilidade quando a receita bruta anual auferida for superior ao limite fixado pela Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006. 27. Corroborando o anteriormente exposto, segundo o estatuto da Recorrente, há previsão de outros ganhos para a entidade, bem como determina que todas as receitas, rendas, rendimentos ou eventual resultado operacional são diretamente aplicados na manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos institucionais: “i) todos os membros eleitos e demais associados exercerão suas atribuições gratuitamente, sendo vedada remuneração, gratificação, compensação financeira ou material de lucros diretos ou disfarçados, bonificação ou vantagens, direta ou indireta, por qualquer forma ou título, pelo exercício do mandato, competências, funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos. ii) todas as receitas, rendas, rendimentos ou eventual resultado operacional deverão ser diretamente aplicados no território nacional e na manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos institucionais. iii) esta Instituição é sem fins lucrativos e não distribuirá resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcela de seu patrimônio, sob nenhuma forma ou pretexto.” Fl. 710DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 13/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES 10 28. Assim, a Recorrente tem seu benefício amparado pelo ordenamento jurídico, em razão dos seus propósitos sociais constitucionalmente protegidos, sendo inexigível o crédito tributário correspondente à contribuição devida a terceiros a cargo do sujeito passivo, consoante o Auto de Infração n.º 37.283.3675. 29. Evidentemente que não defendo um formato amplo de maneira a descaracterizar as entidades de assistência social, transfigurandoas de entidades beneficentes de assistência social, de cunho filantrópico, para verdadeiras empresas. Não é isto que estou a defender. In casu, o que temos é o oferecimento de relevante ajuda ao próprio sistema público de saúde municipal, sem retirar da recorrente a concessão das exonerações tributárias. CONCLUSÃO 30. Desse modo, CONHEÇO do recurso voluntário para, no mérito, DAR LHE PROVIMENTO. (assinado digitalmente) Damião Cordeiro de Moraes – Relator Fl. 711DF CARF MF Impresso em 13/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES, Assinado digitalmente em 13/11 /2013 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 25/06/2013 por DAMIAO CORDEIRO DE MORAES
score : 1.0
Numero do processo: 16327.001351/2008-51
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Dec 02 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2003
IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA A MENOR NO MÊS DE JANEIRO. ENCERRAMENTO DO ANO-CALENDÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO COBRANDO A TÍTULO DE IRPJ A DIFERENÇA DA ESTIMATIVA RECOLHIDA A MENOR. IMPOSSIBILIDADE.
A exigência de imposto devido no encerramento do ano-calendário, ainda que resultante de recolhimento a menor, requer que se identifique o montante do imposto devido, os valores recolhidos a título de estimativas e a diferença objeto de lançamento. Ademais, encerrado o ano-calendário não cabe lançamento para exigir o valor correspondente à diferença entre o montante da estimativa apurada para o mês de janeiro e a importância efetivamente recolhida no citado mês.
Recurso Provido.
Numero da decisão: 1402-001.509
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a decadência e, no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos Pelá.
(assinado digitalmente)
Leonardo de Andrade Couto - Presidente
(assinado digitalmente)
Moises Giacomelli Nunes da Silva - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto.
Nome do relator: MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2003 IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA A MENOR NO MÊS DE JANEIRO. ENCERRAMENTO DO ANO-CALENDÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO COBRANDO A TÍTULO DE IRPJ A DIFERENÇA DA ESTIMATIVA RECOLHIDA A MENOR. IMPOSSIBILIDADE. A exigência de imposto devido no encerramento do ano-calendário, ainda que resultante de recolhimento a menor, requer que se identifique o montante do imposto devido, os valores recolhidos a título de estimativas e a diferença objeto de lançamento. Ademais, encerrado o ano-calendário não cabe lançamento para exigir o valor correspondente à diferença entre o montante da estimativa apurada para o mês de janeiro e a importância efetivamente recolhida no citado mês. Recurso Provido.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Dec 02 00:00:00 UTC 2013
numero_processo_s : 16327.001351/2008-51
anomes_publicacao_s : 201312
conteudo_id_s : 5311747
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Dec 02 00:00:00 UTC 2013
numero_decisao_s : 1402-001.509
nome_arquivo_s : Decisao_16327001351200851.PDF
ano_publicacao_s : 2013
nome_relator_s : MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA
nome_arquivo_pdf_s : 16327001351200851_5311747.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a decadência e, no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos Pelá. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto - Presidente (assinado digitalmente) Moises Giacomelli Nunes da Silva - Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto.
dt_sessao_tdt : Thu Nov 07 00:00:00 UTC 2013
id : 5204286
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:15 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372186324992
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2054; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 2 1 1 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 16327.001351/200851 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1402001.509 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 7 de novembro de 2013 Matéria Auto de Infração do IRPJ e Reflexos Recorrente PORTO SEGURO COMPANHIA DE SEGUROS GERAIS Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2003 IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. RECOLHIMENTO DE ESTIMATIVA A MENOR NO MÊS DE JANEIRO. ENCERRAMENTO DO ANOCALENDÁRIO. AUTO DE INFRAÇÃO COBRANDO A TÍTULO DE IRPJ A DIFERENÇA DA ESTIMATIVA RECOLHIDA A MENOR. IMPOSSIBILIDADE. A exigência de imposto devido no encerramento do anocalendário, ainda que resultante de recolhimento a menor, requer que se identifique o montante do imposto devido, os valores recolhidos a título de estimativas e a diferença objeto de lançamento. Ademais, encerrado o anocalendário não cabe lançamento para exigir o valor correspondente à diferença entre o montante da estimativa apurada para o mês de janeiro e a importância efetivamente recolhida no citado mês. Recurso Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar a decadência e, no mérito, dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.Ausente justificadamente o Conselheiro Carlos Pelá. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente (assinado digitalmente) Moises Giacomelli Nunes da Silva Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 13 51 /2 00 8- 51 Fl. 168DF CARF MF Impresso em 02/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16327.001351/200851 Acórdão n.º 1402001.509 S1C4T2 Fl. 0 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 02/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16327.001351/200851 Acórdão n.º 1402001.509 S1C4T2 Fl. 0 3 Relatório Pelo que se verifica da fl. 17 dos autos, no mês de janeiro de 2003, a recorrente tributada com base no lucro real apurou estimativas a pagar no montante de R$ 2.766.630,77 (ficha 11 da DIPJ). Segundo o Termo de Verificação Fiscal TVF de fl. 09, em relação a estimativa referida no parágrafo anterior (fl. 17), a contribuinte entegou DCTF no valor de R$ 2.281.365,49 e o restante considerou quitado mediante compensação que realizou no Livro Razão Analítico cuja cópia consta da fl. 52. Ocorre que em tal data já se encontrava em vigor a Lei nº 10.637, de 31 dezembro de 2002, resultante da Conversão da Medida Provisória nº 66, de 2002, que atribuiu nova redação ao artigo 74 da Lei nº 9.430, de 1996, a seguir transcrito, determinando que os pagamentos, mediante compensação, deviam ser realizados por meio da entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual deveria constar informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. “Lei nº 9.430/96 Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão.(Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002) § 1o A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002).” Assim, a compensação realizada sem a observância do procedimento acima indicada foi considerada ineficaz e lavrouse auto de infração que assim descreveu os fatos (fl. 09) “DESCRIÇÃO DOS FATOS Do procedimento de revisão interna da DIPJ 2004 Ano calendário 2003, constatamos que o contribuinte deixou de declarar em DCTF e de efetuar os recolhimentos estimados do IRPJ nos períodos de apuração relacionados no quadro abaixo. 0 lançamento é efetuado com base no período de apuração 31/12/2003, considerando como imposto devido o total dos valores estimados não recolhidos, obtidos na ficha 11 da DIPJ Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa, linha 12 Imposto de Renda a Pagar COMP DIPJ DCTF DARF DIFERENÇA 01/2003 2.766.630,77 2.281.365,49 2.281.365,49 485.265,28 TOTAL 2.766.630,77 2.281.365,49 2.281.365,49 485.265,28 Fl. 170DF CARF MF Impresso em 02/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16327.001351/200851 Acórdão n.º 1402001.509 S1C4T2 Fl. 0 4 Regularmente intimado através de Termo de Intimação recebido em 11/04/2008, o contribuinte alegou que em janeiro de 2003 efetuou compensação de valores recolhidos a maior em dezembro de 2002. Entretanto, deixou de formalizar tal ato através da "Declaração de Compensação" prevista na Instrução Normativa SRF n° 210, de 30/09/2002, ensejando o lançamento de oficio do crédito tributário apurado, mediante a lavratura de Auto de Infração, do qual este Termo de Verificação Fiscal é parte integrante.” Em síntese, o valor da exigência do crédito tributário equivale à diferença de estimativa correspondente ao mês de janeiro de 2003, acrescido de multa de 75% e juros moratórios (auto de infração fl. 08). A contribuinte apresentou impugnação sustentando a insubsistência do lançamento, sendo que a DRJ, por meio do acórdão de fls. manteve a exigência em acórdão cujos fundamentos podem ser sintetizados na ementa que segue: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Ano calendário: 2003 AUTO DE INFRAÇÃO. DÉBITO OBJETO DE AUTOCOMPENSAÇÃO. FALTA DE PROTOCOLIZAÇÃO DE DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DCOMP. INVALIDADE DO PROCEDIMENTO. A compensação tributária, diferentemente da autocompensação admitida no âmbito das relações privadas civis, possui forma específica estabelecida em lei, a protocolização de Declaração de Compensação DCOMP , constituindo esta requisito essencial para a validade do encontro de contas entre contribuinte e Fisco, com efeito de extinção de crédito tributário. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido” Intimada, a parte interessada apresentou o recurso de fls. 68/83, alegando em síntese: “Essa compensação foi efetuada com base no controle da escrituração contábil da recorrente e registrado em seu livro razão. Todavia, por um lapso, a recorrente deixou de declarar tal feito em DCTF. Contudo, a compensação foi realizada, tendo sido diminído o saldo credor da recorrente, não havendo prejuízo algum ao Fisco Federal.” Além do argumento acima destacado, alegou a impossivilidade de cobrança de juros sobre a multa. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 02/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16327.001351/200851 Acórdão n.º 1402001.509 S1C4T2 Fl. 0 5 Em sustentação oral, o patrono da recorrente destacou, ainda, que em se tratando de cobrança de diferença de estimativa referente ao mês de janeiro de 2003 o fato tributário gerador da exigência deveria ser janeiro de 2003 (31/01/2003) e não 31/12/2003, como constou do auto de infração. É o relatório. Fl. 172DF CARF MF Impresso em 02/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16327.001351/200851 Acórdão n.º 1402001.509 S1C4T2 Fl. 0 6 Voto Conselheiro Moises Giacomelli Nunes da Silva, Relator. O recurso é tempestivo, foi interposto por parte legítima e encontrase devidamente fundamentado. Assim, preenchendo os requisitos de admissibilidade, delo conheço e passo ao exame do mérito. Conforme observado pelo Conselheiro Leonardo Couto, durante os debates, o mérito do presente litígio pode ser resolvido sem entrar nas questões relacionadas à decadência e tampouco ao procedimento de compensação. Isto ocorre porque, apesar de o auto de infração, à fl. 08, indicar que se trata de insuficiência de recolhimento ou de declaração do imposto de renda devido, apurado pelo confronto dos dados escriturados com os recolhimentos enviados, ao fazer referência expressa ao termo de verificação fiscal fica claro que a origem da exigência diz respeito à diferença de estimativas relacionadas ao mês de janeiro de 2003. Neste sentido, dados os fatos narrados, o que deveria se perquirir, por meio da autuação, era a exigência de multa pela falta de recolhimento das estimativas e, mesmo assim, tal exigência, nos termos da jurisprudência do CARF, encontraria resistência à medida em que a douta maioria entende que, encerrado o anocalendário, não cabe o lançamento de multa isolada por falta de recolhimento de estimativas. Na mesma linha, mas com outros fundamentos, a posição do Conselheiro Fernando Brasil apontando que, em que pese se mencionar que o fato gerador teria ocorrido em 31/12/2003, no caso concreto o auto de infração deveria ter apurado o imposto devido em 31/12/2003 e apontar os valores alegadamente pagos por estimativas durante o ano calendário e indicar o montante do imposto devido em 31/12/2003. Registrada a posição dos ilustres Conselheiros que se posicionaram após a sustentação oral, observo que em que pese o auto de infração registrar como data do fato gerador 31/12/2003, quando se confronta o valor tributável (R$ 485.265,28) e o período de competência indicado no Termo de Verificação Fiscal (janeiro de 2003), somado ao fato de que não se indicou, na autuação, o montante da base de cálculo do imposto em 31/12/2003 e tampouco os valores recolhidos a título de estimativas, para se chegar ao montante devido, resta claro que o objetivo foi cobrar a diferença de estimativa referente ao mês de janeiro de 2003. Isto tornase mais evidente à medida em que o Termo de Verificação Fiscal, indica o valor das estimativas devidas em janeiro de 2003, o valor recolhido e a diferença exigida, objeto de lançamento. COMP DIPJ DCTF DARF DIFERENÇA 01/2003 2.766.630,77 2.281.365,49 2.281.365,49 485.265,28 TOTAL 2.766.630,77 2.281.365,49 2.281.365,49 485.265,28 Fl. 173DF CARF MF Impresso em 02/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO Processo nº 16327.001351/200851 Acórdão n.º 1402001.509 S1C4T2 Fl. 0 7 A exigência de imposto devido no encerramento do anocalendário, ainda que resultante de recolhimento a menor, requer que se identifique o montante do imposto devido durante o ano, os valores recolhidos a título de estimativa e a diferença exigida. Ademais, somase a isto que encerrado o anocalendário não cabe lançamento para se exigir a diferença entre o valor devido a título de estimativa no mês de janeiro e o montante recolhido. ISTO POSTO e considerando prejudicados os demais argumentos da recorrente, voto por dar provimento ao recurso para cancelar a exigência. (assinado digitalmente) Moises Giacomelli Nunes da Silva Fl. 174DF CARF MF Impresso em 02/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente e m 25/11/2013 por MOISES GIACOMELLI NUNES DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/11/2013 por LEONARDO DE ANDRADE COUTO
score : 1.0
Numero do processo: 12268.000247/2009-11
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Feb 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/07/2005 a 31/07/2009
PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AIOP - OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL - ENQUADRAMENTO DE ACORDO COM O CUB - AFERIÇÃO INDIRETA. CRITÉRIOS SÃO ESTABELECIDOS PELO ÓRGÃO PREVIDENCIÁRIO - DESCLASSIFICAÇÃO DA CONTABILIDADE -NULIDADE - DIREITO AO CONTRADITÓRIO - NÃO ANÁLISE DOS ARGUMENTOS TRAZIDOS NA IMPUGNAÇÃO - CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA
A não apreciação das alegações do recorrente, quanto a apreciação de laudos, ou mesmo guias apresentadas referentes a 11% de retenção, importa cerceamento do direito de defesa, devendo ser declarada a nulidade da decisão de 1º instância.
Decisão de Primeira Instância Anulada.
Numero da decisão: 2401-003.267
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, anular a decisão de primeira instância. Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201311
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/07/2005 a 31/07/2009 PREVIDENCIÁRIO - CUSTEIO - AIOP - OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL - ENQUADRAMENTO DE ACORDO COM O CUB - AFERIÇÃO INDIRETA. CRITÉRIOS SÃO ESTABELECIDOS PELO ÓRGÃO PREVIDENCIÁRIO - DESCLASSIFICAÇÃO DA CONTABILIDADE -NULIDADE - DIREITO AO CONTRADITÓRIO - NÃO ANÁLISE DOS ARGUMENTOS TRAZIDOS NA IMPUGNAÇÃO - CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA A não apreciação das alegações do recorrente, quanto a apreciação de laudos, ou mesmo guias apresentadas referentes a 11% de retenção, importa cerceamento do direito de defesa, devendo ser declarada a nulidade da decisão de 1º instância. Decisão de Primeira Instância Anulada.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Feb 05 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 12268.000247/2009-11
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5322303
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Feb 05 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2401-003.267
nome_arquivo_s : Decisao_12268000247200911.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
nome_arquivo_pdf_s : 12268000247200911_5322303.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, anular a decisão de primeira instância. Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim. Elias Sampaio Freire - Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Tue Nov 19 00:00:00 UTC 2013
id : 5284902
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:17:42 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372191567872
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 12; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1596; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 2 1 1 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12268.000247/200911 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2401003.267 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 19 de novembro de 2013 Matéria AFERIÇÃO INDIRETA OBRA, CUB, CONTRIBUIÇÃO PATRONAL Recorrente BRJ CONSTRUÇÕES CIVIS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/07/2005 a 31/07/2009 PREVIDENCIÁRIO CUSTEIO AIOP OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL ENQUADRAMENTO DE ACORDO COM O CUB AFERIÇÃO INDIRETA. CRITÉRIOS SÃO ESTABELECIDOS PELO ÓRGÃO PREVIDENCIÁRIO DESCLASSIFICAÇÃO DA CONTABILIDADE NULIDADE DIREITO AO CONTRADITÓRIO NÃO ANÁLISE DOS ARGUMENTOS TRAZIDOS NA IMPUGNAÇÃO CERCEAMENTO DO DIREITO DE DEFESA A não apreciação das alegações do recorrente, quanto a apreciação de laudos, ou mesmo guias apresentadas referentes a 11% de retenção, importa cerceamento do direito de defesa, devendo ser declarada a nulidade da decisão de 1º instância. Decisão de Primeira Instância Anulada. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 26 8. 00 02 47 /2 00 9- 11 Fl. 1282DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, anular a decisão de primeira instância. Ausente justificadamente a conselheira Carolina Wanderley Landim. Elias Sampaio Freire Presidente Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Relatora Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Elias Sampaio Freire, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 1283DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12268.000247/200911 Acórdão n.º 2401003.267 S2C4T1 Fl. 3 3 Relatório O presente Auto de Infração de Obrigação Principal AIOP, lavrado sob o n. 37.214.2826, tem por objeto as contribuições sociais destinadas ao custeio da Seguridade Social, parcela a cargo da empresa, incluindo as destinadas ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho, em virtude da utilização de mãodeobra assalariada, na edificação de obra de construção civil de responsabilidade do notificado, apurada por aferição indireta proporcional à área construída e ao padrão de execução da obra, com base na Lei 8.212/91, artigo 33, §§ 4o e 6o, conforme Relatório Fiscal do Auto de Infração, fls. 54/69. Conforme descrito no relatório fiscal, fl. 49 e seguintes é solidário ao sujeito passivo ora autuado a empresa Jozem Administração e Participações Ltda., que contratou a empresa BRJ Construções Civis Ltda. para executar obra de construção civil (empreitada global) do “Centro Comercial Zem”, matrícula CEI 50.018.75660/78. Consta ainda que: a) da análise da documentação apresentada a mãodeobra declarada em GFIP foi insuficiente para os serviços contratados; e b) a contabilidade da empresa não registra o movimento real da remuneração dos segurados empregados utilizados na execução da obra. Por isso, a remuneração da mãodeobra empregada foi aferida, com base na Lei 8.212/91, artigo 33, parágrafos, 3o, 4o e 6o, utilizandose os procedimentos previstos na Seção II do Capítulo IV da Instrução Normativa – IN SRP 3, de 14/7/2005. Consta que a obra de construção civil constituise de um edifício comercial, com área de 7.459 m2, foi matriculada sob o número CEI 50.018.75660/78, e executada no período de 07/2005 a 12/2006. Foi apresentado um único contrato de subempreitada para a execução da estrutura de concreto armado. O cálculo para determinação da mãodeobra arbitrada é apresentado no demonstrativo de fls. 70/71. Importante, destacar que a lavratura da NFLD deuse em 06/07/2009, tendo a cientificação ao sujeito passivo ocorrido em 07/07/2009. Inconformado com o AIOP, a notificada BRJ apresentou defesa, conforme fls. 139 a 159. No mesmo sentido apresentou defesa a tomadora (contratante), fls. 730 a 750, questionando, assim com a contratada que a execução do contrato, até a data de vistoria deuse de forma, parcial, perdurando em período posterior e que a responsabilidade solidária não é aplicável ao caso em questão. Foi exarada a Decisão de primeira instância que confirmou a procedência do lançamento, fls. 1207 a 1212. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/05/2009 a 31/05/2009 CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL. AFERIÇÃO INDIRETA. Fl. 1284DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 O montante dos salários pagos pela execução de obra de construção civil pode ser obtido mediante cálculo da mão deobra empregada, proporcional à área construída e ao padrão de construção. Se, no exame da escrituração contábil e de qualquer outro documento da empresa, a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço, serão apuradas, por aferição indireta, as contribuições efetivamente devidas, cabendo à empresa o ônus da prova em contrário. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. O proprietário, o incorporador, o dono da obra ou condômino da unidade imobiliária, qualquer que seja a forma de contratação da construção, reforma ou acréscimo, são solidários com o construtor, e estes com a subempreiteira, pelo cumprimento das obrigações para com a Seguridade Social, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Não concordando com a decisão do órgão previdenciário, foi interposto recurso, conforme fls. 1223 a 1255 por parte da empresa tomadora (responsável solidária, por tratarse de empreitada global) e recurso da construtora (contratada) fls. 1258 a 1267, onde, em síntese a recorrente alegou o seguinte: 1. Alega que foi equivocada e ilegal a desconsideração da contabilidade de empresa pelo Auditor Fiscal. Afirma ser esse procedimento extremo, inaplicável ao caso. Cita jurisprudência. 2. Argumenta que os defeitos apontados pela fiscalização baseiamse em suposições e conclusões equivocadas. Aduz que o § 6o do artigo 33 da Lei 8.212/91 não autoriza a aferição indireta quando houver mera irregularidade nos registros contábeis da empresa, mas apenas quando a fiscalização constatar que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados a seu serviço. 3. Diz que a conclusão do fiscal desconsidera outros elementos influenciadores do efetivo dispêndio de mãodeobra, tais como o sistema construtivo, o gerenciamento eficiente, a experiência profissional e a capacidade instalada dos equipamentos. 4. Descreve o que estava previsto no contrato firmado com a Jozem, destacando que uma série de itens de acabamento não seriam executados. Entende que deve ter cometido uma falta ao nominar o contrato como sendo de “empreitada global”, quando, na verdade, foi parcial. Apenas as áreas comuns foram entregues acabadas. As lojas e salas foram entregues sem acabamentos no teto, piso e sem paredes divisórias. 5. Diz que a instalação elétrica iria apenas até um Quadro de Distribuição e sequer a parte hidráulica dos banheiros seria executada, ficando apenas os pontos de espera no local onde posteriormente seriam instalados os banheiros. Ao contrário do que supôs a Fl. 1285DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12268.000247/200911 Acórdão n.º 2401003.267 S2C4T1 Fl. 4 5 fiscalização, a obra não foi concluída em meados de 2006 e está inacabada até os dias de hoje. 6. Para provar o alegado lavrou Ata Notarial onde se materializa vistoria constatando que até a presente data existe pavimento inacabado no edifício em questão. 7. Explica o serviço elétrico realizado e o do encanador. 8. Conclui que a execução parcial da obra é um dos elementos a justificar a proporção de mãodeobra empregada. 9. Afirma que subcontratou a empresa EFG Instalações e Manutenções Elétricas Ltda. por R$ 45.000,00 para fazer as instalações elétricas e promoveu a retenção de 11% sobre o valor pago. Esse fato não foi considerado pelo Auditor Fiscal. 10. Diz que para a execução da estrutura em concreto armado subcontratou a empresa DLM Construções Ltda, no montante de R$ 215.115,00, sendo que foi utilizado concreto usinado, o que determina uma utilização menor de mãodeobra. 11. Alega que também foi terceirizado o serviço de pretensão das lajes, que foi realizado pela empresa Hayahi Tecnologia e Sistemas Ltda, tendo igualmente feito a retenção dos 11%, sendo que o fiscal não aceitou essa terceirização ao argumento de que o valor pago a empresa foi muito baixo. 12. Conclui que em relação a todas as subcontratações cumpriu com suas obrigações fiscais, pois reteve e recolheu os 11% sobre o valor das notas fiscais, sendo necessário considerar tais recolhimentos.A unidade da SRP apresentou contrarazões destacando não existirem fatos novos a serem apreciados. 13. Argumenta que foi fiscalizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e que não foi encontrada qualquer irregularidade. Relata que o fato de a fiscalização do MTE ter encontrado trabalhadores na obra que não constavam na GFIP daquela obra, no máximo, poderia ser caracterizado como uma falha leve da BRJ, mas nunca apenála com a desconsideração de sua contabilidade para fins de utilizar o método de aferição indireta para calcular as contribuições previdenciárias devidas. 14. Acrescenta que alguns dos materiais aplicados na obra foram faturados diretamente em favor da Jozem pelos respectivos fornecedores. 15. Aduz que a adoção de técnicas como utilização de lajes protendidas e concreto usinado exige menor volume de mãodeobra, fato que deve ser levado em consideração. O mesmo se aplica para a instalação de esquadrias metálicas e portas. 16. Alega que foram realizados serviços complementares, pois na primeira etapa da obra não incluía os acabamentos das lojas do piso térreo e das salas dos pavimentos superiores. Após a conclusão da primeira etapa da obra, à medida que a empresa Jozem locava os espaços, a BRJ foi novamente contratada para realizar os serviços de acabamento, inclusive, em algumas unidades, realizou serviços diretamente aos locatários. Nesta época, já havia sido dado baixa na matrícula CEI da obra, razão pela qual não havia GFIPs específicas da obra em relação a tais serviços complementares. Não obstante, toda a mãodeobra alocada para execução desses serviços foi de empregados registrados na Fl. 1286DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 BRJ, tendo inclusive os contratantes promovido a retenção de 11% relativo ao pagamento pelos serviços, e todos os funcionários utilizados na execução desses serviços constaram de GFIPs que contamplavam também pessoas alocadas em outras obras em situação semelhante. 17. Afirma que não há como considerar que a obra foi concluída anteriormente a estes serviços complementares e imprimir cobrança de eventuais diferenças de recolhimento por força de aplicação da aferição indireta. Da mesma forma não podem ser desconsiderados os recolhimentos feitos em período posterior. 18. Insurgese contra a utilização do CUB como parâmetro para a autuação, pois a obra foi parcialmente executada e o CUB contempla o custo total da obra por metro quadrado. 19. Requer seja julgado insubsistente o auto de infração e a juntada de novos documentos, depoimentos testemunhais e prova pericial. 20. O responsável solidário apresentou defesa às fls. 742/762, que contém, em síntese: 21. Não concorda com a desconsideração da contabilidade da autuada. 22. Reafirma o argumento da autuada de que a obra foi entregue inacabada e diz que as particularidades da forma de execução dos serviços deveriam ter sido observadas pelo fiscal. 23. Argumenta que a verificação da insuficiência da mãodeobra deveria ter levado em consideração o fato do empreendimento não ter sido concluído em 06/2006, e deveriam ser computadas as remunerações declaradas para os períodos subsequentes. 24. Alega que o lançamento é nulo porque a fiscalização considerou como competência do fato gerador o mês de 05/2009, mas as obrigações foram devidas no curso da Argumenta que foi fiscalizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e que não foi encontrada qualquer irregularidade. Relata que o fato de a fiscalização do MTE ter encontrado trabalhadores na obra que não constavam na GFIP daquela obra, no máximo, poderia ser caracterizado como uma falha leve da BRJ, mas nunca apenála com a desconsideração de sua contabilidade para fins de utilizar o método de aferição indireta para calcular as contribuições previdenciárias devidas. 25. Acrescenta que alguns dos materiais aplicados na obra foram faturados diretamente em favor da Jozem pelos respectivos fornecedores. 26. Aduz que a adoção de técnicas como utilização de lajes protendidas e concreto usinado exige menor volume de mãodeobra, fato que deve ser levado em consideração. O mesmo se aplica para a instalação de esquadrias metálicas e portas. 27. Alega que foram realizados serviços complementares, pois na primeira etapa da obra não incluía os acabamentos das lojas do piso térreo e das salas dos pavimentos superiores. Após a conclusão da primeira etapa da obra, à medida que a empresa Jozem locava os espaços, a BRJ foi novamente contratada para realizar os serviços de acabamento, inclusive, em algumas unidades, realizou serviços diretamente aos locatários. Nesta época, já havia sido dado baixa na matrícula CEI da obra, razão pela qual não havia GFIPs específicas da obra em relação a tais serviços complementares. Não obstante, toda a mãodeobra alocada para execução desses serviços foi de empregados registrados na BRJ, tendo inclusive os contratantes promovido a retenção de 11% relativo ao pagamento pelos serviços, e todos os funcionários utilizados na execução desses serviços constaram Fl. 1287DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12268.000247/200911 Acórdão n.º 2401003.267 S2C4T1 Fl. 5 7 de GFIPs que contamplavam também pessoas alocadas em outras obras em situação semelhante. 28. Afirma que não há como considerar que a obra foi concluída anteriormente a estes serviços complementares e imprimir cobrança de eventuais diferenças de recolhimento por força de aplicação da aferição indireta. Da mesma forma não podem ser desconsiderados os recolhimentos feitos em período posterior. 29. Insurgese contra a utilização do CUB como parâmetro para a autuação, pois a obra foi parcialmente executada e o CUB contempla o custo total da obra por metro quadrado. 30. Requer seja julgado insubsistente o auto de infração e a juntada de novos documentos, depoimentos testemunhais e prova pericial. 31. O responsável solidário apresentou defesa às fls. 742/762, que contém, em síntese: 32. Não concorda com a desconsideração da contabilidade da autuada. 33. Reafirma o argumento da autuada de que a obra foi entregue inacabada e diz que as particularidades da forma de execução dos serviços deveriam ter sido observadas pelo fiscal. 34. Argumenta que a verificação da insuficiência da mãodeobra deveria ter levado em consideração o fato do empreendimento não ter sido concluído em 06/2006, e deveriam ser computadas as remunerações declaradas para os períodos subsequentes. 35. Alega que o lançamento é nulo porque a fiscalização considerou como competência do fato gerador o mês de 05/2009, mas as obrigações foram devidas no curso da Também não concorda com a multa imposta no percentual de 75%, aplicada de acordo com a legislação atualmente em vigor, quando o correto seria fazêlo na forma definida pela legislação aplicável à época de ocorrência O processo foi encaminhado ao CARF para julgamento É o relatório. Fl. 1288DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 Voto Conselheira Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Relatora PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE: O recurso foi interposto tempestivamente, conforme informação à fl. 93. Superados os pressupostos, passo as preliminares ao exame do mérito. DAS PRELIMINARES AO MÉRITO Quanto ao mérito o cerne da discussão do recorrente repousa na desconsideração da contabilidade e no fato de ao ser utilizado o Aviso de Regularização de Obra. e com conseqüente utilização do valor da mão de obra descrito pelo SINDUSCON, obtevese um valor muito superior de mão de obra do que a empregada nas obras. Destaca o recorrente que a execução da obra deuse de forma parcial, tendo sido constatado por meio de laudo de vistoria, referida parcialidade e mais que o contrato, tipo nominalmente por empreitada global, na verdade deuse de forma parcial sem diversos acabamentos, muito menos serviços elétricos e hidráulicos foram realizados em sua totalidade, razão pela qual a mão de obra durante a obra nessas atividades foi mais baixa do que os padrões normais de edificação. Já o responsável solidária, além de lançar mão dos mesmos argumentos, quanto aos serviços executados, questiona a responsabilidade solidária que lhe foi atribuída, sem que se esgotasse a cobrança por parte da construtora, Frente aos diversos argumentos lançados pelo recorrente e pelo julgador de primeira instância entendo que a decisão recorrida não enfrentou os argumentos trazidos pelos impugnantes, de forma, que frente aos fatos ali rebatidos pudéssemos enfrentar de forma imparcial a questão. Cito trecho do recurso do recorrente, fls. 1265: O laudo de vistoria e a ata notarial descrevem os trabalhos desempenhados pela recorrente no que concerne a realização da obra, em que as áreas individuais do empreendimento foram entregues apenas com o contrapiso executado, sem paredes divisórias internas, inclusive dos banheiros que contavam apenas com as esperas para bacias sanitárias, pias etc. inexistia forro, inexistia pintura, piso, sendo que as unidades individualizadas foram entregues pendentes de diversos acabamentos para serem finalizados pela Josem. (...) Justificase dessa forma, a mão de obra constante das GFIPs e indicada pelo recorrente em sua escrituração contábil, haja vista que não foi responsável pela totalidade da obra, mas sim, pela sua parcialidade. (...) A empresa comprovou a realização parcial da obra, a terceirização de diversos serviços, conforme narrado (instalações elétricas, esquadrias, colocação de concreto Fl. 1289DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12268.000247/200911 Acórdão n.º 2401003.267 S2C4T1 Fl. 6 9 armado, protensão de lajes dentre outros) bem como que para o trabalho desempenhado – execução parcial – não seriam necessários mais funcionários que s contratados e que efetivamente laboraram no local. O nível de acabamento que se vê das fotos integrantes da ata notarial e do laudo de vistoria espelham o que de fato foi executado em cada um dos pavimentos relativamente à primeira etapa das obras, findada em junho 2006, em relação a qual se obteve a matrícula CEI específica e que é objeto do presente AI. Necessário esclarecer acerca do concreto usinado que toda a concretagem terceirizada, sendo que as formas, armaduras e o lançamento do concreto foram realizado pela subcontratada DLM Construções Ltda, fato comprovado pela apresentação do respectivo contrato, acostado a impugnação, o que evidencia a menor necessidade de mão de obra própria da BRJ durante a obra Curioso, ainda que muito embora, todos esses argumentos relativos à terceirização de etapas da obra (concretagem, esquadrias, instalações elétricas, laje protendida dentre outros) tenham sido lançados pela BRJ, não houve manifestação acerca dessa particularidade no acordão, reconhecendo apenas, cegamente, que a obra foi concluída em junho de 2006 pela recorrente em sua totalidade. (...) O acordão declara que a retenção de 11% realizada referente às subempreiteiras contratadas sobre o valor da nota fiscal não altera o lançamento, sendo que apenas poderia ser considerada a mão de obra empregada se houvessem sido emitidas GFIPs específicas com vinculação inequívoca à obra. Todavia, não procede, data vênia, o arrazoado eis que as GFIPs apresentadas eram sim específicas, consoante se comprovou no documento 15 anexado à impugnação, razão pela qual a retenção realizada a razão de 11% não pode deixar de ser considerada na hipótese de manutenção do auto de infração. Considerando todos esses argumentos trazidos pelo recorrente, necessário apreciar o enfrentamento da questão pela autoridade julgadora, tendo em vista que o próprio recorrente alega a superficialidade das alegações. Ressaltese que o Termo de Intimação lavrado por Auditor Fiscal do Trabalho, onde constou que existiam na obra 27 trabalhadores na competência 08/05, diverge das GFIPs apresentadas, onde constam 17 trabalhadores. Tal fato foi reconhecido pela autuada em sua defesa ao dizer que “o fato de a fiscalização do MTE ter encontrado trabalhadores na obra que não constavam na GFIP daquela obra, no máximo, poderia ser caracterizado como uma falha leve da BRJ”. Portanto, inegável a utilização de mãodeobra não declarada e que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados utilizados na execução da obra. Constatouse também a falta de lançamento de pagamento de remuneração a profissionais utilizados nos serviços que demandem mãodeobra especializada, tais como instalador hidráulico, eletricista e vidraceiro. Fl. 1290DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 10 Observouse o indício da impossibilidade de execução da obra, tendo em vista o número de segurados constantes em GFIP ou em folhas de pagamento específicas para a obra, referentes à mãodeobra própria ou à terceirizada. A IN SRP 03/05, vigente à época do lançamento, dispõe que: Art. 435. Para a apuração do valor da mãodeobra empregada na execução de obra de construção civil, em se tratando de edificação, serão utilizadas as tabelas do Custo Unitário Básico CUB, divulgadas mensalmente na Internet ou na imprensa de circulação regular, pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil SINDUSCON. [...]§ 2º Serão utilizadas as tabelas do CUB publicadas no mês da emissão do ARO referente ao CUB obtido para o mês anterior. § 3º Em relação à obra de construção civil, consideramse devidas as contribuições indiretamente aferidas e exigidas: [...]III em qualquer competência no prazo de vigência do Mandado de Procedimento Fiscal, quando a apuração se der em AuditoriaFiscal de obra para a qual não houve a emissão do ARO. Art. 443. A Remuneração da Mãodeobra Total RMT despendida na obra será calculada mediante a aplicação dos percentuais abaixo definidos na proporção 10 do escalonamento por área, sobre o CGO obtido na forma do art. 442, e somando os resultados obtidos em cada etapa: I nos primeiros 100 m2, será aplicado o percentual de quatro por cento para a obra tipo 11 (alvenaria) e dois por cento para a obra tipo 12 (madeira/mista); II acima de 100 m2 e até 200 m2, será aplicado o percentual de oito por cento para a obra tipo 11 (alvenaria) e cinco por cento para a obra tipo 12 (madeira/mista); III acima de 200 m2 e até 300 m2, será aplicado o percentual de quatorze por cento para a obra tipo 11 (alvenaria) e onze por cento para a obra tipo 12 (madeira/mista); IV acima de 300 m2, será aplicado o percentual de vinte por cento para a obra tipo 11 (alvenaria) e quinze por cento para a obra tipo 12 (madeira/mista). Art. 445. Caso haja recolhimento de contribuição relativa à obra, a remuneração correspondente a este recolhimento será atualizada até a data de emissão do ARO com aplicação das taxas de juros previstas no caput e na alínea "b" do inciso II, todos do art. 495, e deduzida da RMT, apurada na forma do art. 443 Art. 446. A remuneração relativa à mãodeobra própria, inclusive ao décimoterceiro salário, cujas correspondentes contribuições foram recolhidas com vinculação inequívoca à obra, será convertida em área regularizada, na forma prevista no art. 445, considerandose: (grifo nosso) Fl. 1291DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 12268.000247/200911 Acórdão n.º 2401003.267 S2C4T1 Fl. 7 11 Art. 448. Será, ainda, aproveitada para fins de dedução da RMT, a remuneração: [...]III correspondente a cinco por cento do valor da nota fiscal ou fatura de aquisição de concreto usinado, de massa asfáltica ou de argamassa usinada, utilizados inequivocamente na obra, independentemente de apresentação do comprovante de recolhimento das contribuições sociais. Art. 451. A remuneração apurada de acordo com os arts. 446 a 448, será deduzida da RMT, definida no art. 443, e, havendo diferença, sobre ela serão exigidas as contribuições sociais previdenciárias e as destinadas a outras entidades ou fundos, observado o disposto no art. 452. Art. 453. Não se aplica o disposto nesta Seção à remuneração paga, devida ou creditada aos segurados nãovinculados à obra ou cuja função não integre o cálculo do CUB, ainda que conste de GFIP referente à obra. Sendo assim, o auditor fiscal autuante, calculou a mãodeobra a regularizar de acordo com os fatos narrados e o comando da IN SRP 03/05, vigente à época do lançamento. As empresas insistem na tese de que a obra foi parcial, entretanto, consta nos autos atestado de conclusão fornecido pela Prefeitura Municipal de Pinhais, informando que a obra encontrase concluída. Além disso, não foi apresentada Anotação de Responsabilidade Técnica – ART indicando o percentual da obra que foi concluído, o que autorizaria a aferição por obra inacabada. Portanto, correto o procedimento fiscal. Quanto às subempreiteiras contratadas, o fato de ter sido promovida a retenção de 11% sobre o valor da nota fiscal não tem o condão de alterar o lançamento. Apenas poderia ser considerada a mãodeobra empregada caso as contratadas tivessem emitido GFIPs específicas, com vinculação inequívoca à obra. O mesmo raciocínio se aplica para a mãode obra contratada no período posterior a 06/06, pois referida mãode obra não foi declarada em GFIPs específicas, com vinculação inequívoca a obra. O uso do concreto usinado foi considerado pela fiscalização. Portanto, conforme devidamente explicado no Relatório Fiscal e na Informação Fiscal, por haver inegável utilização de mãode obra não declarada e que a contabilidade não registra o movimento real de remuneração dos segurados utilizados na execução da obra, correto o lançamento apurado por aferição indireta. A responsabilidade solidária ora verificada decorre do contrato de empreitada total, e tem como subsídio legal o CTN, art. 124, incisos I e II, e a Lei 8.212/91, art. 30, inciso VI, sendo descabido o argumento da responsável solidária (Jozem) de que Fl. 1292DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 12 deve ser esgotada a cobrança em face da construtora, pois não se aplica ao caso o benefício de ordem. A multa cobrada no presente AI possui o devido respaldo legal e é de caráter irrelevável. O procedimento adotado pela fiscalização está de acordo com a Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 14, de 4/12/09, que dispõe sobre a aplicação de multa após a MP nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09. Diante das alterações da legislação previdenciária, nos termos da Portaria Conjunta PGFN/RFB n. 14, de 4/12/09, o valor da multa aplicada deverá ser verificado e revisto, se for o caso, por ocasião do pagamento. Analisando a decisão proferida, observase realmente a falta do julgador, posto que mesmo não refutou os argumentos trazidos pelo recorrente em relação aos laudos apresentados, que determinam a suposta parcialidade da execução, nem tampouco a questão que alega o recorrente existirem GFIPs específicas. Ora, embora entenda que nem sempre se faz necessário apreciar ponto a ponto trazido na peça impugnatória ou recursal, compete a autoridade fiscal, no mínimo afastar em conjunto as alegações. Contudo, no presente caso, não identifico a análise pontual da questão dos laudos apresentados (que concluíram a parcial conclusão da obra, nem tampouco a questão das retenções apresentadas com GFIP específica, ou mesmo as alegações tanto do contrantante, como do contratado de que após a competência descrita no lançamento, continuaram sendo executadas obras por meio de contratação de terceiros que não foram consideradas na base de cálculo, questões no entender dessa relatora imprescindíveis a verificação da mão de obra empregada e que afetam diretamente a insuficiência de mão de obra declarada que consubstanciou o lançamento. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto por ANULAR A DECISÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. É como voto. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira. Fl. 1293DF CARF MF Impresso em 05/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digital mente em 26/12/2013 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA, Assinado digitalmente em 30/01/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 19515.002790/2004-28
Turma: 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 3ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/1999
Ementa:
IPI DECADÊNCIA RECOLHIMENTOS ART. 62-A RICARF. Na constância de recolhimentos, mesmo que intempestivos, de ser adotado o art.
150,§ 4º do CTN.
Recurso parcialmente provido.
Numero da decisão: 9303-002.442
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial.
Matéria: IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
Nome do relator: Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : IPI- ação fiscal- insuf. na apuração/recolhimento (outros)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
camara_s : 3ª SEÇÃO
ementa_s : IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/1999 Ementa: IPI DECADÊNCIA RECOLHIMENTOS ART. 62-A RICARF. Na constância de recolhimentos, mesmo que intempestivos, de ser adotado o art. 150,§ 4º do CTN. Recurso parcialmente provido.
turma_s : 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
numero_processo_s : 19515.002790/2004-28
conteudo_id_s : 5315320
dt_registro_atualizacao_tdt : Sat Jun 13 00:00:00 UTC 2020
numero_decisao_s : 9303-002.442
nome_arquivo_s : Decisao_19515002790200428.pdf
nome_relator_s : Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva
nome_arquivo_pdf_s : 19515002790200428_5315320.pdf
secao_s : Câmara Superior de Recursos Fiscais
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
id : 5235411
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:16:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372198907904
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1661; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT3 Fl. 1.289 1 1.288 CSRFT3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 19515.002790/200428 Recurso nº 138.327 Especial do Procurador Acórdão nº 9303002.442 – 3ª Turma Sessão de 08 de outubro de 2013 Matéria IPI Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado C.P. VICENTIN REPRESENTAÇÃO COMERCIAL LTDA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 31/12/1999 Ementa: IPI DECADÊNCIA RECOLHIMENTOS ART. 62A RICARF. Na constância de recolhimentos, mesmo que intempestivos, de ser adotado o art. 150,§ 4º do CTN. Recurso parcialmente provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso especial. OTACÍLIO DANTAS CARTAXO Presidente. FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Henrique Pinheiro Torres, Nanci Gama, Júlio César Alves Ramos, Daniel Mariz Gudiño (substituto convocado), Rodrigo da Costa Possas, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Joel Miyazaki, Maria Tereza Martinez López, Susy Gomes Hoffmann e Otacílio Dantas Cartaxo (Presidente). Fl. 1443DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 Relatório Nas fls. 1.214/1.221 a Fazenda Nacional interpõe Recurso Especial admitido pelo Despacho de fls. 1.232/1.233, contra o Acórdão nº 20313149 exarado pela Terceira Câmara do Segundo Conselho de então nos seguintes termos. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuraçã o: 01/01/1999 a 31/12/1999 IPI DECADENCIA. Se aceita a legitimidade das operações realizadas pela contribuinte, pois que não evidenciada a infração qualificada, o lançamento é considerado homologado, na forma do disposto no art. 150, § 4, primeira parte, do CTN. TRIBUTO RECOLHIDO A DESTEMPO E EM CONTRARIEDADE À LEI. Para o período remanescente deve ser mantida a decisão recorrida, uma vez que a contribuinte não observou a determinação legal quanto ao prazo para recolhimento da exação. Recurso provido em parte. O insurgimento, basicamente, diz respeito a inconformidade com o acolhimento da decadência dos períodos anteriores a 29.11.2004 (inclusive), referente ao IPI, com fundamento no art. 150, § 4º do CTN. O Recurso transcreve na fl. 1.215, certamente por equívoco, ementa de julgado que não corresponde ao deste processo. Discorre sobre a não ocorrência de homologação no caso presente, posto que não houve antecipação quanto ao pagamento do tributo e, assim sendo a aplicação do art. 173, I do CTN é a que se adequa ao caso presente. É o relatório. Fl. 1444DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 19515.002790/200428 Acórdão n.º 9303002.442 CSRFT3 Fl. 1.290 3 Voto Conselheiro FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA O Recurso preenche condições de admissibilidade dele tomo conhecimento. O tema é por demais conhecido deste Colegiado e, sem dúvidas a ocorrência de recolhimento materializouse mesmo que a destempo, assim, de ser aplicado o art. 150, parágrafo 4º do Código Tributário Nacional. Diante do exposto, voto por negar provimento ao Recurso interposto pela Fazenda Nacional. Sala das Sessões, 08 de outubro de 2013 FRANCISCO MAURÍCIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA Relator Fl. 1445DF CARF MF Impresso em 05/12/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 07/11/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por FRANCISCO MAURICIO RABELO DE ALBUQUERQUE SILVA, Assinado digitalmente em 21/11/2013 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
score : 1.0
Numero do processo: 18471.000869/2008-39
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/08/2005 a 31/07/2007
RECURSO INTEMPESTIVO
Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n(8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1( do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.(3048/99.
Recurso Voluntário Não Conhecido
Numero da decisão: 2302-002.914
Decisão: Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos em não conhecer do recurso voluntário pela intempestividade, na forma do relatório e voto que integram o presente julgado.
Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luís Mársico Lombardi , Leonardo Henrique Pires Lopes, Leo Meirelles do Amaral, Bianca Delgado Pinheiro.
Ausência momentânea: Leo Meirelles do Amaral
Nome do relator: LIEGE LACROIX THOMASI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201401
camara_s : Terceira Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/08/2005 a 31/07/2007 RECURSO INTEMPESTIVO Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n(8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1( do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.(3048/99. Recurso Voluntário Não Conhecido
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
numero_processo_s : 18471.000869/2008-39
anomes_publicacao_s : 201402
conteudo_id_s : 5325684
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 17 00:00:00 UTC 2014
numero_decisao_s : 2302-002.914
nome_arquivo_s : Decisao_18471000869200839.PDF
ano_publicacao_s : 2014
nome_relator_s : LIEGE LACROIX THOMASI
nome_arquivo_pdf_s : 18471000869200839_5325684.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos em não conhecer do recurso voluntário pela intempestividade, na forma do relatório e voto que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi Relatora e Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luís Mársico Lombardi , Leonardo Henrique Pires Lopes, Leo Meirelles do Amaral, Bianca Delgado Pinheiro. Ausência momentânea: Leo Meirelles do Amaral
dt_sessao_tdt : Tue Jan 21 00:00:00 UTC 2014
id : 5295698
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:18:22 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713046372201005056
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1720; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C3T2 Fl. 1.602 1 1.601 S2C3T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18471.000869/200839 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2302002.914 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 21 de janeiro de 2014 Matéria Terceiros Recorrente CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/2005 a 31/07/2007 RECURSO INTEMPESTIVO Recurso voluntário não conhecido por falta de requisitos de admissibilidade, já que interposto intempestivamente.Art. 126, da Lei n°8.213/91, combinado com artigo 305, parágrafo 1° do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.°3048/99. Recurso Voluntário Não Conhecido Acordam os membros da Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, por unanimidade de votos em não conhecer do recurso voluntário pela intempestividade, na forma do relatório e voto que integram o presente julgado. Liege Lacroix Thomasi – Relatora e Presidente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Liege Lacroix Thomasi (Presidente), Arlindo da Costa e Silva, Andre Luís Mársico Lombardi , Leonardo Henrique Pires Lopes, Leo Meirelles do Amaral, Bianca Delgado Pinheiro. Ausência momentânea: Leo Meirelles do Amaral AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 18 47 1. 00 08 69 /2 00 8- 39 Fl. 1602DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 05/02/201 4 por LIEGE LACROIX THOMASI 2 Relatório Trata o presente de Auto de Infração de Obrigação Principal – AIOP, DEBCAD 37.106.8436, lavrado em 11/06/2008 e cientificado ao sujeito passivo, através de Registro Postal em 13/06/2008, referente às contribuições arrecadadas para as Terceiras Entidades, nas competências de 08/2005 a 07/2007. Após a impugnação, Resolução da DRJ, às fls.73/75, converteu o julgamento em diligência para esclarecimentos do Fisco acerca da existência de parcelamento que abarcasse as contribuições ora lançadas e para confecção de relatório complementar para identificar as verbas lançadas. Às fls. 80/81, foi elaborado o Relatório Aditivo e informado que não havia parcelamento constituído. O contribuinte foi intimado do resultado da diligência e se manifestou. Após, os autos baixaram novamente em diligência, ainda para esclarecimentos quanto à existência de parcelamento. Novamente o contribuinte foi cientificado do resultado e se manifestou. Acórdão de fls. 1543/1551, pugnou pela procedência do lançamento. Inconformado, o contribuinte apresentou recurso voluntário, onde alegou em apertada síntese: a) que as rubricas lançadas relativas às terceiras entidades são ilegais, sendo anuladas na primeira instância, o que torna a autuação inconsistente; b) que a ausência de minucioso exame documental acarretou cerceamento do direito de defesa; c) que a não apreciação criteriosa das provas disponibilizadas comprometeu a busca da verdade material; d) que a base de cálculo das contribuições somente pode ser composta por verbas que retribuam o trabalho; e) que a verba referente ao auxíliodoença tem caráter indenizatório, assim como o adicional de férias e de horaextra; f) que é indevida a contribuição sobre o salário maternidade; g) que não incide contribuição social sobre o auxíliocreche, nem sobre o auxílioacidente, tampouco sobre o aviso prévio indenizado; Fl. 1603DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 05/02/201 4 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 18471.000869/200839 Acórdão n.º 2302002.914 S2C3T2 Fl. 1.603 3 h) que o fornecimento de valerefeição não caracteriza base de cálculo de contribuição previdenciária; i) que o valetransporte pago em dinheiro também não integra a base de cálculo da contribuição previdenciária. Requer o recebimento do recurso e a anulação do lançamento em questão. Apenas para constar, informo que compulsando estes autos e os do Processo 18471.000866/200803 do mesmo contribuinte, é de se ver que houve troca de algumas peças processuais. Neste processo, 18471000869/200839, referente ao DEBCAD 37.106.8436, que trata do débito de terceiros, foi anexado o Relatório Fiscal – REFISC do DEBCAD 37.106.8428, relativo à contribuição dos segurados empregados, sendo que o Acórdão de primeira instância seguiu o que constava do Relatório Fiscal. Todavia, tal fato não comprometeria o julgamento, já que é de fácil identificação o mero equívoco e que também não prejudicou o contribuinte , que foi cientificado de todos os fatos ocorridos no trâmite processual, manifestandose regularmente. É o relatório. Fl. 1604DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 05/02/201 4 por LIEGE LACROIX THOMASI 4 Voto Conselheira Liege Lacroix Thomasi, Relatora Da Admissibilidade O recurso é INTEMPESTIVO, razão pela qual dele não se deve tomar conhecimento. Cientificado o sujeito passivo do Acórdão de fls. 1543/1551, em 28/11/2012, fls.1553, o prazo para interposição de recurso, que é de 30 (trinta) dias, conforme o art. 126, caput, da Lei n.º 8.213/91, combinado com o art. 305, § 1º, do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto n.º 3.048/99, iniciou em 29/11/2012, fruindo até 28/12/2012. Entretanto, o recurso foi interposto apenas em 18/01/2013, conforme documento de fl. 1558 e 1597, configurandose, portanto, sua intempestividade. Lei n° 8213/91 Art. 126. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro SocialINSS nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da Seguridade Social caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social, conforme dispuser o Regulamento. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 1997) Regulamento da Previdência Social/ Decreto n° 3.048/99 Art.305. Das decisões do Instituto Nacional do Seguro Social e da Secretaria da Receita Previdenciária nos processos de interesse dos beneficiários e dos contribuintes da seguridade social, respectivamente, caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), conforme o disposto neste Regulamento e no Regimento do CRPS. (Alterado pelo Decreto nº 6.032 de 1º/2/2007 DOU DE 2/2/2007) § 1º É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o oferecimento de contrarazões, contados da ciência da decisão e da interposição do recurso, respectivamente. (Redação dada pelo Decreto nº 4.729, de 9/06/2003) Pelo exposto, considerando que a recorrente não argúi a tempestividade, na peça recursal e considerando o artigo 35, do Decreto n°70.235/72, que dispõe: “Art. 35. O recurso , mesmo perempto, será encaminhado ao órgão de segunda instância, que julgará a perempção.” Voto por não conhecer o recurso, por falta de requisito para sua admissibilidade, mantendo a decisão de primeira instância proferida. Fl. 1605DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 05/02/201 4 por LIEGE LACROIX THOMASI Processo nº 18471.000869/200839 Acórdão n.º 2302002.914 S2C3T2 Fl. 1.604 5 Liege Lacroix Thomasi Relatora Fl. 1606DF CARF MF Impresso em 17/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/02/2014 por LIEGE LACROIX THOMASI, Assinado digitalmente em 05/02/201 4 por LIEGE LACROIX THOMASI
score : 1.0
