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Numero do processo: 13807.008813/2003-65
Turma: Segunda Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Mon Apr 14 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue May 20 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 1993
DESPACHO DECISÓRIO. EXPLICITAÇÃO DE CONCEITO JURÍDICO. FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA. DESCABIMENTO DA ALEGAÇÃO DE FALTA DE MENÇÃO A DISPOSITIVO LEGAL.
Definir conceitos jurídicos não é tarefa própria das leis. A alegação de nulidade por falta de menção a dispositivo legal é descabida por ter o despacho decisório se ocupado de explicitar conceitos jurídicos de compensação e de saldo negativo, hipótese em que é inadmissível exigir menção a dispositivo legal.
ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. DESCABIMENTO DA ALEGAÇÃO DE FALTA DE MENÇÃO A DISPOSITIVO LEGAL. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO IMPLICA INEXISTIR NULIDADE
Uma vez que era descabido exigir menção a dispositivo legal no despacho decisório, não há que se falar em prejuízo à defesa se o acórdão de primeira instância também não menciona os dispositivos legais. Não há nulidade sem prejuízo.
ILL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 65A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF.
Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso do ILL, formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes de 09/06/2005, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação é de cinco anos, conforme o artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao prazo de cinco anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código.
ILL. DIRPJ1993. SALDO NEGATIVO. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO.
Na vigência da lei nº 9.383, de 1991, o pedido de restituição de eventual saldo negativo decorrente de retenção de Imposto de renda na fonte sobre o Lucro Líquido -ILL seria compensado ou solicitada restituição por meio de pedido autônomo. No caso dos autos, foi utilizada a segunda hipótese, de forma que a data do protocolo do pedido de restituição posterior ao término do prazo decadencial fulmina o direito à pretensa restituição.
PEDIDO DE DECADÊNCIA. PRELIMINAR DE MÉRITO. PREJUDICADA ANÁLISE DO MÉRITO. DESNECESSIDADE DE O ÓRGÃO JULGADOR APRECIAR ARGUMENTOS QUE NÃO AFETAM A SOLUÇÃO DO LITÍGIO.
O órgão julgador não está obrigado a rebater todos as alegações recursais, quando a fundamentação suficiente para decidir o processo. Com o reconhecimento de que o pedido de restituição foi protocolado após o fim do prazo decadencial fica prejudicada a análise do mérito, cuja apreciação não traria qualquer efeito prático ao processo.
Recurso negado.
Numero da decisão: 2802-002.810
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
Jorge Claudio Duarte Cardoso Presidente e Relator.
EDITADO EM: 16/04/2014
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Júnior, Cléber Pereira Nunes Leite, Jimir Doniak Júnior e Carlos André Ribas de Mello. Ausente momentaneamente o Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández.
Nome do relator: JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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E SERVIÇOS LTDA) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 1993 DESPACHO DECISÓRIO. EXPLICITAÇÃO DE CONCEITO JURÍDICO. FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA. DESCABIMENTO DA ALEGAÇÃO DE FALTA DE MENÇÃO A DISPOSITIVO LEGAL. Definir conceitos jurídicos não é tarefa própria das leis. A alegação de nulidade por falta de menção a dispositivo legal é descabida por ter o despacho decisório se ocupado de explicitar conceitos jurídicos de compensação e de saldo negativo, hipótese em que é inadmissível exigir menção a dispositivo legal. ACÓRDÃO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. DESCABIMENTO DA ALEGAÇÃO DE FALTA DE MENÇÃO A DISPOSITIVO LEGAL. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO IMPLICA INEXISTIR NULIDADE Uma vez que era descabido exigir menção a dispositivo legal no despacho decisório, não há que se falar em prejuízo à defesa se o acórdão de primeira instância também não menciona os dispositivos legais. Não há nulidade sem prejuízo. ILL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 65A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso do ILL, formalizados antes da vigência da Lei Complementar AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 00 88 13 /2 00 3- 65 Fl. 182DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 2 118, de 2005, ou seja, antes de 09/06/2005, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação é de cinco anos, conforme o artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao prazo de cinco anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código. ILL. DIRPJ1993. SALDO NEGATIVO. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. Na vigência da lei nº 9.383, de 1991, o pedido de restituição de eventual saldo negativo decorrente de retenção de Imposto de renda na fonte sobre o Lucro Líquido ILL seria compensado ou solicitada restituição por meio de pedido autônomo. No caso dos autos, foi utilizada a segunda hipótese, de forma que a data do protocolo do pedido de restituição posterior ao término do prazo decadencial fulmina o direito à pretensa restituição. PEDIDO DE DECADÊNCIA. PRELIMINAR DE MÉRITO. PREJUDICADA ANÁLISE DO MÉRITO. DESNECESSIDADE DE O ÓRGÃO JULGADOR APRECIAR ARGUMENTOS QUE NÃO AFETAM A SOLUÇÃO DO LITÍGIO. O órgão julgador não está obrigado a rebater todos as alegações recursais, quando a fundamentação suficiente para decidir o processo. Com o reconhecimento de que o pedido de restituição foi protocolado após o fim do prazo decadencial fica prejudicada a análise do mérito, cuja apreciação não traria qualquer efeito prático ao processo. Recurso negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso – Presidente e Relator. EDITADO EM: 16/04/2014 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Jorge Cláudio Duarte Cardoso (Presidente), Jaci de Assis Júnior, Cléber Pereira Nunes Leite, Jimir Doniak Júnior e Carlos André Ribas de Mello. Ausente momentaneamente o Conselheiro German Alejandro San Martín Fernández. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de acórdão da DRJ Curitiba que indeferiu manifestação de inconformidade alusiva à negativa do pedido de restituição de Saldo negativo de ILL apurado na DIRPJ1993. Fl. 183DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13807.008813/200365 Acórdão n.º 2802002.810 S2TE02 Fl. 155 3 A decisão recorrida rejeitou preliminar de nulidade da decisão monocrática sob fundamento de que havia fundamentação suficiente; declarou prescrito o direito ao pedido de restituição e reputou incomprovada a existência do saldo negativo que ampara o pedido. A ementa resume adequadamente as razões da decisão ora combatida. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 1993 SALDO NEGATIVO DE ILL APURADO NA DIPJ 1993. PRESCRIÇÃO. Os saldos negativos apurados na DIPJ/93 tanto do IRPJ ou CSLL resultantes do ajuste anual, como do ILL (Imposto Retido na Fonte sobre o Lucro Liquido) podiam ser compensados já nos meses seguintes, facultada a opção pelo pedido de restituição em processo especifico, nos termos da Instrução Normativa RF n° 67/92. Por consequência, em 03/09/2003 já ocorrera a prescrição de tal direito. SALDO NEGATIVO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DOS RECOLHIMENTOS E COMPENSAÇÕES DE QUE DECORREM. Incumbe ao interessado na restituição de saldo negativo a cabal comprovação de sua existência, quando instado a fazêlo. Solicitação Indeferida A ciência do acórdão ocorreu em 08/07/2009 o recurso voluntário foi interposto no dia 06/08/2009 com as alegações adiante sintetizadas: a) Preliminar de nulidade do despacho decisório da DRF Curitiba por ausência de fundamentação legal pela qual a autoridade considerou que o saldo negativo de IRPJ decorrente de IRRF sobre ILL, para o anocalendário de 1992, só é admitido em face dos recolhimentos feitos por estimativa para o próprio ano de 1992; e posteriormente do acórdão da DRJ Curitiba por transcrever trecho do despacho decisório no intuito de apontar a fundamentação legal adotada, porém os dispositivos mencionados tratam somente do prazo decadencial para pleitear restituição, nada dispõem sobre a restrição imposta à compensação do saldo negativo, omissão que viola o art. 50 da Lei 9.784/99 e impossibilitando ao contribuinte saber qual o dispositivo legal teria infringido, causando preterição do direito de defesa o que implica hipótese de nulidade prevista no art. 59 do Decreto 70.235/1972; b) violação ao dever de investigar e apurar a verdade material, uma vez que a DIRPJ92 e a contabilidade apresentadas, que possuem presunção de veracidade em favor do contribuinte, se fossem analisadas teriam comprovado o direito do recorrente; c) inexistência de decadência do pedido de restituição do saldo negativo de IRPJ decorrente de IRRF sobre ILL92, pois desde a Lei 7.450/1985, a entrega da Declaração de Rendimentos importa no automático pedido de restituição dos valores declarados, os quais Fl. 184DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 4 eram pagos em lotes emitidos às instituições financeiras, com posterior comunicado aos contribuintes da liberação dos valores; a referida lei, com acréscimo da Lei 7.799/89 e 8.383/91 c/c IN DPRF 38/92 e na IN SRF 67/1992, todas vigentes no período base 1992, disciplinando o procedimento de pagamento das restituições. O pedido de restituição específico (fls. 01) foi protocolado em 03/09/2003. É o relato do essencial. Voto Conselheiro Jorge Claudio Duarte Cardoso, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele devese tomar conhecimento. Da preliminar de nulidade do despacho decisório e do acórdão de primeira instância A recorrente sustenta que o despacho decisório da DRF Curitiba não indicou a fundamentação legal pela qual a autoridade considerou que o saldo negativo de IRPJ decorrente de IRRF sobre ILL, para este ano de 1992, só é admitido em face dos recolhimentos feitos por estimativa para o próprio ano de 1992. Ocorre que não é papel das leis definir conceitos jurídicos, tarefa da qual cuidam os intérpretes e aplicadores dos comandos legais. O que se verifica na fundamentação adotada no despacho decisório é uma exposição do conceito de compensação e de saldo negativo decorrente da exegese realizada pela autoridade competente para aplicar a lei, com intuito de demonstrar que, a partir da exata compreensão desses conceitos, o pleito do recorrente contrariaria a lógica. Essa idéia é reforçada pelas expressões “por óbvio”, “por lógica”. As premissas adotadas para a referida conclusão daquela autoridade foram: o contribuinte apurou imposto devido de 6.599,64Ufir e informou recolhimento de IRRF sobre Lucro Líquido de 2.609,84Ufir (Quadro 16, linha 39,fls. 5); portanto, só haveria compensação possível até a diferença (3.989,80Ufir). E não de 8.389,56Ufir como fez constar na DIRPJ1993. A recorrente pode não concordar com as conclusões, mas não se trata de ausência de fundamentação. Preliminar de nulidade rejeitada. Em seguida a recorrente alega que o acórdão da DRJ Curitiba limitase a transcrever trecho do despacho decisório no intuito de apontar a fundamentação legal adotada, porém os dispositivos mencionados tratam somente do prazo decadencial para pleitear restituição, nada dispõem sobre a restrição imposta à compensação do saldo negativo, omissão que viola o art. 50 da Lei 9.784/99 e impossibilitando ao contribuinte saber qual o dispositivo legal teria infringido, causando preterição do direito de defesa o que implica hipótese de nulidade prevista no art. 59 do Decreto 70.235/1972. Ao demonstrar ser impróprio exigir indicação de dispositivo legal, fica prejudicada a alegação que enfrenta a decisão de primeira instância sob o prima da nulidade pela mesma razão e, ainda mais, porque não há prejuízo à defesa, logo inexiste nulidade. Fl. 185DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13807.008813/200365 Acórdão n.º 2802002.810 S2TE02 Fl. 156 5 Esta segunda preliminar também é rejeitada. Passase a apreciar a preliminar de mérito consistente da decadência do direito de requerer a restituição, que constou no acórdão recorrido e do despacho decisório com a natureza de prescrição. As eventuais divergências em relação aos termos adotados, neste caso concreto, são irrelevantes. A definição do prazo decadencial está pacificada nos termos do Acórdão 9202003.001, da Câmara Superior de Recursos Fiscais CSRF cuja ementa é reproduzida adiante. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 1992 ILL. TRIBUTOS SUJEITOS A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECADÊNCIA. RESTITUIÇÃO. COMPENSAÇÃO. ARTIGO 65A DO REGIMENTO INTERNO DO CARF. Esta Corte Administrativa está vinculada às decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF, bem como àquelas proferidas pelo STJ em Recurso Especial repetitivo. Assim, conforme entendimento firmado pelo STF no julgamento do RE nº 566.621, bem como aquele esposado pelo STJ no julgamento do REsp nº 1.002.932, para os pedidos de restituição/compensação de tributos sujeitos a lançamento por homologação, como é o caso do ILL, formalizados antes da vigência da Lei Complementar 118, de 2005, ou seja, antes de 09/06/2005, o prazo para o contribuinte pleitear restituição/compensação é de cinco anos, conforme o artigo 150, § 4º, do CTN, somado ao prazo de cinco anos, previsto no artigo 168, I, desse mesmo código. Recursos especial negado. O fundamental neste processo é solucionar o litígio no tocante ao momento em que foi feito o pedido de compensação, pois a recorrente considera ser a data da entrega da DIRPJ1993 (14/06/1993); de outro lado, o acórdão recorrido reputa como sendo o dia do protocolo do pedido de restituição específico (fls. 01), que se deu em 03/09/2003. No primeiro caso, ficaria afastado o entendimento da decadência. No segundo, aplicarseia a tese dos cinco mais cinco a contar do fato gerador (§4º art. 150 do CTN), de forma que o pedido feito em 03/09/2003 está fulminado pela decadência, até mesmo para quem cogitar contar os 10 anos a partir da data da entrega da DIRPJ1993. A recorrente sustenta que o valor do saldo negativo da DIRPJ1993 estava submetido ao rito da restituição automática, independente de pedido de restituição, argumento que se fundamentou na Lei 7.450/1985 c/c Lei 7.799/89 e que a compensação, como exceção à regra, passou a ser permitida a partir de 1º de janeiro de 1992, então interpretada pela IN 67/1992. Em reforço de sua tese, a recorrente indica, como precedentes deste Conselho, os acórdãos 10707171 e 10320795, e outro precedente da DRJ São Paulo proferido no processo 13807.005372/200340. Fl. 186DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 6 O pedido de restituição referese ao anocalendário 1992, exercício 1993, portanto, o direito à restituição regese pela legislação vigente e eficaz nesse ano, qual seja: Lei 8.383/1991, cuja vigência teve início em 31/12/1991 e aplicação a partir de 1º de janeiro de 1992 (art. 97). Por esta razão, ainda que outros julgados não tenham efeito vinculante, é imperioso ressaltar que os precedentes arrolados tratam de exercícios anteriores à vigência dessa lei. Senão vejamos: a) Acórdão 10707171 é relativo ao anobase 1990, exercício 1991; b) Acórdão 10320795 referese ao anobase 1988, exercício 1989; c) O acórdão da DRJ São Paulo proferido no processo 13807.005372/2003 40 cuida do anocalendário 1991, exercício 1992. A DIRPJ1993 referese ao lucro real, sendolhe aplicável o disposto no art. 39 da Lei 8.383/1991. Art. 39. As pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão optar pelo pagamento, até o último dia útil do mês subseqüente, do imposto devido mensalmente, calculado por estimativa, observado o seguinte: (...) § 5° A diferença entre o imposto devido, apurado na declaração de ajuste anual (art. 43), e a importância paga nos termos deste artigo será: a) paga em quota única, até a data fixada para a entrega da declaração de ajuste anual, se positiva; b) compensada, corrigida monetariamente, com o imposto mensal a ser pago nos meses subseqüentes ao fixado para a entrega da declaração de ajuste anual, se negativa, assegurada a alternativa de requerer a restituição do montante pago indevidamente. É no bojo desse sistema normativo que se insere a IN SRF 67/1992 ao dispor que poderá haver compensação ou o pedido específico de restituição. Fica claro que não havia a restituição automática no anocalendário 1992. A recorrente sustenta ser aplicável o regime da Lei 7.450/1985 c/c Lei nº 7.799/89, sem contudo apontar onde estaria previsto nessas leis a alegada restituição automática. De todo modo, ainda que se reconheça – apenas para efeito de argumentação – a exigência de alegado direito, tratarseia de disposição contrária à disciplina jurídica dada pela Lei 8.383/1991. Desta feita, anotase que o MAJUR1993 representa instruções de preenchimento da DIRPJ1993, com fundamento de validade da IN SRF 67/1992 e na lei 8.383/1991. Com isso, devese reconhecer que o pedido de restituição se deu em 03/09/2003 (fls. 01), quando o direito já estava fulminado pela decadência. Fl. 187DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO Processo nº 13807.008813/200365 Acórdão n.º 2802002.810 S2TE02 Fl. 157 7 O órgão julgador não está obrigado a rebater todas as alegações recursais, quando há fundamentação suficiente para decidir o processo. Com o reconhecimento de que o pedido de restituição foi protocolado após o fim do prazo decadencial fica prejudicada a análise do mérito, cuja apreciação não traria qualquer efeito prático ao processo. Decisão que se alinha ao entendimento do Superior Tribunal de Justiça – STJ, como ilustrado abaixo. EDcl no AgRg nos EDcl nos EREsp 1332552/SC, julgado em 19/02/2014. (...) 2. O julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão. 3. Não há vício de fundamentação quando o aresto recorrido decide integralmente a controvérsia, de maneira efetiva e fundamentada.(...) AgRg no REsp 1200660/MS, julgado em 11/02/2014 (...) 2. O órgão julgador não está obrigado a se pronunciar acerca de todo e qualquer ponto suscitado pelas partes, mormente se resultam implicitamente repelidos por incompatibilidade com os fundamentos contidos na decisão hostilizada, tidos como suficientes para a solução da controvérsia. (...) Este posicionamento também é uniforme no Supremo Tribunal Federal – STF: O magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão. ARE 680718 AgRED/SP, julgado em 15/10/2013. No mesmo sentido: ARE 699332 AgRED/MG, julgado em 24/09/2013. Diante do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. (Assinado digitalmente) Jorge Claudio Duarte Cardoso Fl. 188DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO 8 Fl. 189DF CARF MF Impresso em 20/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO, Assinado digitalmente em 24 /04/2014 por JORGE CLAUDIO DUARTE CARDOSO
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Numero do processo: 10940.000348/2001-20
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Nov 27 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon May 05 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001
RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR. POSSIBILIDADE.
O artigo 11 da Lei nº 9.779, de 1999, faculta ao contribuinte o direito ao ressarcimento do saldo credor do IPI, acumulado em cada trimestre calendário, decorrente da aquisição de matérias-primas, produtos intermediários e material de embalagem aplicados na industrialização. Na apuração do saldo credor passível de ressarcimento devem ser considerados, também, os créditos não passíveis de ressarcimento escriturados pelo contribuinte e não glosados pelo Fisco, que, apesar de não-ressarcíveis, devem ser utilizados na amortização dos débitos do imposto.
COMPENSAÇÃO.
Devem ser homologadas as compensações até o limite do direito creditório reconhecido.
RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO
Numero da decisão: 3101-001.544
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Sessão de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Os conselheiros Mônica Monteiro Garcia de Los Rios, Rodrigo Mineiro Fernandes e Henrique Pinheiro Torres votaram pelas conclusões. A ementa da relatora foi rejeitada pelo voto de qualidade, sendo designada a Conselheira Mônica Monteiro Garcia de los Rios para fazer a declaração de voto e redigir a correspondente ementa.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES
Presidente
VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
Relatora
Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Vanessa Albuquerque Valente e Mônica Monteiro Garcia de los Rios.
Nome do relator: VALDETE APARECIDA MARINHEIRO
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SALDO CREDOR. POSSIBILIDADE. O artigo 11 da Lei nº 9.779, de 1999, faculta ao contribuinte o direito ao ressarcimento do saldo credor do IPI, acumulado em cada trimestre calendário, decorrente da aquisição de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem aplicados na industrialização. Na apuração do saldo credor passível de ressarcimento devem ser considerados, também, os créditos não passíveis de ressarcimento escriturados pelo contribuinte e não glosados pelo Fisco, que, apesar de nãoressarcíveis, devem ser utilizados na amortização dos débitos do imposto. COMPENSAÇÃO. Devem ser homologadas as compensações até o limite do direito creditório reconhecido. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Sessão de Julgamento, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário. Os conselheiros Mônica Monteiro Garcia de Los Rios, Rodrigo Mineiro Fernandes e Henrique Pinheiro Torres votaram pelas conclusões. A ementa da relatora foi rejeitada pelo voto de qualidade, sendo designada a Conselheira Mônica Monteiro Garcia de los Rios para fazer a declaração de voto e redigir a correspondente ementa. HENRIQUE PINHEIRO TORRES AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 0. 00 03 48 /2 00 1- 20 Fl. 600DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 601 2 Presidente VALDETE APARECIDA MARINHEIRO Relatora Participaram, ainda, do presente julgamento os conselheiros: Luiz Roberto Domingo, Rodrigo Mineiro Fernandes, Vanessa Albuquerque Valente e Mônica Monteiro Garcia de los Rios. Relatório Por bem relatar, adotase o Relatório de fls. 529 a 531 dos autos emanados da decisão DRJ/RPO, por meio do voto do relator Sérgio Eduardo Barreto Mayr, nos seguintes termos: “A interessada protocolizou, em 12/04/2001, o pedido de ressarcimento de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) referentes a insumos utilizados na fabricação de produtos vendidos no 1° trimestrecalendário de 2001, com esteio na Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999, art. 11, e no montante de R$ 1.040.316,09, concomitantemente com pedidos de compensação (fls.1 e 20). Os dispositivos indicados no pedido, Decretolei n°491, de 1969, art. 5°, e Decretolei n° 1.803, de 1980, art. 1°, foram derrogados, sendo as ocorrências fáticas regidas, a partir de 01/01/1999, conforme o regime jurídico inaugurado pela Lei n° 9.779, de 1999, art.11. No Despacho Decisório de 09/12/2005, de fls. 403/409, a DRF em Ponta Grossa, PR, deferiu apenas parcialmente a solicitação de créditos de IPI, no valor de R$ 671.480,00 (saldo credor passível de ressarcimento), sem direito a juros compensatórios, e homologou as compensações declaradas até o limite do direito creditório reconhecido: houve, em relação ao total de créditos relativos a insumos aplicados na industrialização (R$ 1.333.189,96), a redução no montante de R$ 661.709,96 correspondente aos débitos do imposto no trimestrecalendário, conforme demonstrativo de fl. 408; e também de R$ 95,00 (3 01/2001) e R$ 31.123,33 (202/2001), no que concerne a divergências de declarações de importação, de acordo com o mesmo demonstrativo. As aquisições com CFOP 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32, 2.91, 2.99 e 3.12 foram objeto de compensação na escrita fiscal, mas os respectivos créditos não são sujeitos a ressarcimento. Insubmissa à decisão administrativa da qual teve ciência em 10/01/2006, conforme o AR nos autos, a interessada apresentou, em 08/02/2006, a manifestação de inconformidade, de fls. 420/427, subscrita pelo patrono da pessoa jurídica, qualificado no instrumento de fl. 428, em que, resumidamente, afirma que a decisão recorrida é nula por preterição do direito de defesa (PAF, art. 59, II) e violação do princípio da motivação (Lei n° 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 2°), uma vez que a requerente não tem condições de conhecer as verdadeiras razões do deferimento apenas parcial do pleito; foi equivocada a recomposição do saldo credor feita pelo auditor fiscal, pois não considerou os créditos relativos as aquisições para revenda (CFOP 1.12, 2.12 e 3.12), mas computou os débitos referentes as saídas para revenda (CFOP 5.12 e 6.12), e, portanto, a diminuição dos créditos da interessada é Fl. 601DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 602 3 decorrente da duplicidade de débitos considerados na apuração do saldo credor; por fim, requer o conhecimento e provimento da manifestação de inconformidade, sendo julgado procedente o pedido de restituição formulado e anulada a decisão proferida. O julgamento foi convertido em diligência em 30/06/2006 pela DRJ/Porto Alegre/RS (fl. 446), para a identificação e quantificação dos itens glosados que deram azo a redução do ressarcimento, com a devida motivação. No relatório de diligência de 18/08/2006 (fls. 447/449), a autoridade fiscal, principalmente, afiança que não se trata de glosa, mas sim de "não inclusão", por determinação legal, de valores escriturados com CFOP referente a devoluções (1.32 e 2.32), compras para o ativo imobilizado (1.91 e 2.91), outras entradas não especificadas (1.99 e 2.99) e compras para comercialização (2.12 e 3.12), conforme o livro Registro de Apuração do IPI (fls. 74/99). Na manifestação de 25/09/2006 (fls. 456/460), a requerente contesta o relatório e afirma que teria havido glosa, sim, tendo sido reduzido o montante do pleito de R$ 1.040.316,09 para R$ 671.480,00. A celeuma teria sido criada com a intimação n° 92, de 14/06/2005, sendo que na tabela 3.2 teria informado, por exigência do referido termo, somente os créditos decorrentes da entrada de insumos aplicados na industrialização, conforme a Lei n° 9.779, de 1999, art. 11, com a exclusão de créditos relativos a operações de devolução de mercadorias, a aquisições para revenda e outras. Se houve a exclusão de créditos referentes a aquisições para revenda ou a devoluções (CFOP 3.12, 1.32, 2.32), deveria também ter sido efetuada a exclusão dos débitos relativos as saídas a título de revenda (CFOP 5.11, 6.11, 6.12). Por tudo isso, estaria demonstrada a contradição e a inconsistência da decisão administrativa combatida. Nova resolução de diligencia da DRJ/Porto Alegre/RS em 13/10/2006 (fls. 483/485): esclarecimento, principalmente, da parcela de R$ 54.609,13 excluída do montante do pleito, com a explicitação da respectiva motivação. Novo relatório de diligência em 15/02/2007 (fls. 486/490): da parcela indeferida (R$ 368.836,09), R$ 392.227,28 diz respeito a créditos de IPI não passíveis de ressarcimento porque não se destinam a industrialização (CFOP 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32, 2.91, 2.99 e 3.12), R$ 31.218,33 se referem a créditos indevidos incluídos nas tabelas 3.2 e 3.4 e no RAIPI (fls. 38/99), sendo que o ônus da prova cabe ao titular do direito creditório reclamado. Houve situações irregulares relativas a importações, com glosas de R$ 95,00 no 3° decêndio de janeiro de 2001 e de R$ 31.123,33 no 2° decêndio de fevereiro de 2001. 0 saldo credor apurado na escrita fiscal não coincide necessariamente com o saldo credor passível de ressarcimento de que trata a Lei n° 9.779, de 1999, art. 11, sendo que há nítida distinção entre a compensação do IPI efetuada no RAIPI e a compensação admitida pela Lei n° 9.430, de 1996. Por outro lado, não há previsão legal para a exclusão de débitos de IPI, mesmo que por saídas a título de revenda (CFOP 5.12 e 6.12), na compensação da escrita fiscal, conforme pretende a interessada. Na manifestação de 19/03/2007 (fls. 492/500) a interessada basicamente repete que não poderiam ser computados os débitos concernentes as saídas com CFOP 5.12 e 6.12, e afirma que no pleito original de ressarcimento não teria incluído os créditos referentes aos códigos de CFOP 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32, 2.91, 2.99 e 3.12, que não são passíveis de ressarcimento. Em 28/03/2007, conforme o despacho de fl. 502, por força da Portaria SRF n° 179, de 13 de fevereiro de 2007, este processo foi encaminhado a esta DRJ. A requerente juntou ao processo (fls. 506/511), em 17/04/2007, cópia da Resolução n° 20400.313 de 07/11/2006 da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Fl. 602DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 603 4 Contribuintes, em que fora determinada, em diligência, a exclusão, do saldo credor do trimestre, dos débitos referentes as saídas com CFOP 5.12 e 6.12. Nova juntada pela contribuinte em 12/01/2009 (fls. 514/526): Acórdão n° 20403.146, de 08/04/2008, da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, em que é dado provimento ao recurso da interessada em virtude de sucessiva mudança de critério jurídico para indeferir o direito creditório em questão, prejudicial ao direito de defesa da requerente.” A decisão recorrida emanada do Acórdão nº. 1427.330 de fls. 528 traz a seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 RESSARCIMENTO. SALDO CREDOR ESCRITURAL. Ao cabo do trimestrecalendário, somente o saldo credor resultante do confronto entre créditos (relativos a insumos utilizados na industrialização) e débitos em cada período de apuração é passível de ressarcimento/compensação. ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/01/2001 a 31/03/2001 DESPACHO DECISÓRIO. PRETERIÇÃO DO DIREITO DE DEFESA. NULIDADE. Ainda que haja deficiência na motivação de um despacho decisório, outros elementos presentes nos autos são aptos a evitar o cerceamento de defesa e elidir a respectiva nulidade. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. A matéria submetida a glosa em revisão de pedido de ressarcimento de IPI, não especificamente contestada na manifestação de inconformidade, é reputada como incontroversa, com a aceitação tácita da interessada, e é insuscetível de ser trazida à baila em momento processual subsequente. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido” O contribuinte apresentou Recurso Voluntário a este Conselho – CARF (fls. 542 a 553) onde alega em suma o seguinte: 1. relata os fatos acerca da não identificação dos insumos que foram considerados como não integrantes da industrialização, da diligência proposta pela autoridade julgadora de primeira instância, do não cumprimento dos esclarecimentos solicitados pela autoridade diligenciadora e de a DRJ de Porto Alegre, embora reconhecendo o não cumprimento da diligência, ter considerado improcedente a manifestação de inconformidade interposta; Fl. 603DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 604 5 2. repisa os argumentos anteriores acerca da contradição no despacho decisório; 3. o argumento em que se baseou a decisão administrativa de primeira instancia para deferir apenas parcialmente o pleito da Recorrente foi o de "não caber direito ao postulante incluir o crédito do IPI relativo as aquisições de insumos não integrantes dos produtos fabricados, para fins de ressarcimento em espécie ou compensação com outros tributos administrados pela SRF, excluindose a parcela relativa a esses insumos destinada a comercialização, ao ativo permanente e a qualquer outra situação que não integre o processo produtivo, haja vista que não se subsumem ao conceito de "aplicados na industrialização". Fazse importante notar que a decisão administrativa em questão não esclarece quais os insumos adquiridos pela Recorrente não seriam passíveis do ressarcimento do crédito correspondente ante a sua destinação à comercialização, ao ativo permanente ou a qualquer outra que não a integralização no processo produtivo. Em razão desse posicionamento, a decisão ora recorrida reconstituiu, novamente, o saldo credor de IPI da filial da Recorrente, considerando o total de entradas havidas no período (1 ° trimestre de 2001) e o total de saídas ocorridas no mesmo período, gerando o crédito a ser ressarcido e que foi objeto da devida homologação. 4. ciente dessa inconsistência, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Porto Alegre (RS) converteu o julgamento da manifestação de inconformidade apresentada pela Recorrente em diligência, determinando a Delegacia da Receita Federal de Ponta Grossa "identificar e quantificar os itens glosados, com a respectiva motivação". Com a prolixa resposta da DRF de Ponta Grossa, mais uma vez, não se contentou a DRF de Julgamento de Porto Alegre que determinou nova diligência, agora com a finalidade de esclarecer a) porque foram glosados todos os créditos do trimestre, relativo as aquisições com códigos CFOP 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32,2.91, 2.99 e 3.12, se ditos créditos já haviam sido compensados com os débitos correspondentes, na saída destes produtos e, por conseguinte, não compunham mais o saldo credor do imposto, no final do trimestre? e b) qual a origem da diferença de R$ 368.836,09. Ao invés de procurar responder à DRJ de Porto Alegre, a fiscalização de Ponta Grossa preferiu intimar a contribuinte para que esta justificasse a diferença existente e sua natureza, como se tal fosse de sua competência, posto que aquela é que elaborou o quadro demonstrativo do Despacho Decisório. Sobre essa nova diligência, a Recorrente, através da petição protocolada em 19.03.2007, assim se manifestou: "3. Relembrese que a Recorrente formulou, em 12.04.2001, pedido de ressarcimento de créditos de IPI, da ordem de R$ 1.040.316,09, sendo R$ 10.941,67 correspondentes a créditos decorrentes da aquisição de insumos utilizados na fabricação de produtos a serem exportados e R$ 1.029.374,42 relativos a créditos oriundos da aquisição de insumos utilizados na industrialização de embalagens. Fl. 604DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 605 6 Referido valor adveio do RAIPI do período, já acostado aos autos do presente processo administrativo, onde se demonstra a exatidão dos cálculos da Recorrente. Reforcese que, em nenhum momento, mas em nenhum momento mesmo, o Auditor Fiscal contestou os valores lançados no RAIPI pela Recorrente. Este apenas desprezouo. Em verdade, através do Termo de Intimação n° 92, de 14.06.2005, o Auditor Fiscal determinou a Recorrente a elaboração das Tabelas 3.2 a 3.4 de forma a, ele mesmo, proceder ao cálculo do montante a ser ressarcido a contribuinte. Assim, a Recorrente viuse compelida a apresentar a "Demonstração de todas as operações de entradas com direito ao crédito do IPI) (tabela 3.2)", a "Demonstração de todas as operações de saídas de mercadorias com débito do IPI (tabela 3.3)" e a "Demonstração dos totais dos créditos, débitos e saldo a ressarcir do IPI (tabela 3.4)”. Na Tabela 3.2, a Recorrente informou, por exigência do referido Termo de Intimação, apenas, os créditos decorrentes das operações de aquisição de insumos destinados a industrialização, nos termos do artigo 11, da Lei n° 9.779/99, excluindose os demais créditos referentes as operações de devolução de mercadorias, aquisição para revenda e outras. Por outro lado, na Tabela 3.3, demonstrou a totalidade dos débitos referentes ás saídas de produtos industrializados de seu estabelecimento, resultando na Tabela 3.4 que resulta em mera soma aritmética decorrente do confronto das duas outras citadas anteriormente. Assim, não houve uma informação espontânea do contribuinte quanto ao seu saldo líquido de crédito a ser ressarcido, bem como o confronto dessas Tabelas dista, e muito, da realidade existente no RAIPI, como mera análise do mesmo se pode perceber. 4. 0 procedimento da Recorrente é simples de ser explicado. Por primeiro, é importante frisar que a Recorrente não inclui, no cálculo do valor a ser ressarcido, os créditos de IPI decorrente de aquisições de produtos que não se destinem a industrialização. Assim, as aquisições para revenda, por exemplo, não são consideradas para formação do saldo credor para fins de ressarcimento, aliás, como determina a legislação, que não é de desconhecimento da Recorrente. Por outro lado, no confronto de créditos ante débitos do imposto federal, a Recorrente faz o encontro entre as operações de mesma natureza, vale dizer, o crédito das entradas de produtos importados destinados para revenda com os débitos da saída desses produtos para a comercialização no mercado nacional. Esgotados os créditos decorrentes dessas operações que não geram o direito ao ressarcimento, a Recorrente opõe os débitos de saídas para comercialização nas demais operações de crédito existentes em sua escrita fiscal. Fl. 605DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 606 7 Dessa forma, para fins de formação do saldo credor a ser ressarcido, a Recorrente não considerou os débitos das saídas com código CFOP 5.12 e 6.12, já que estes foram abatidos com os créditos advindos das entradas acobertadas pelos códigos CFOP 2.12, 2.99 e 3.12, que não geram direito ao ressarcimento. Eventual débito remanescente foi utilizado para batimento nas demais operações constantes da escrita fiscal, como demonstra o RAIPI, tanto que reconhecido pelo próprio Auditor Fiscal na página 6 de seu despacho de 09.12.2005. 5. No entanto, o procedimento da Delegacia da Receita Federal de Ponta Grossa é difícil de ser explicado. De um lado, ao preencher a Tabela 3.2, a Recorrente informou todas as operações de entradas com direito ao crédito, sejam estes ressarcíveis ou não, já que o formulário não requer apenas os créditos sujeitos ao ressarcimento. Posteriormente a isto, o Auditor Fiscal excluiu os créditos decorrentes das operações com CFOP 2.12, 2.99 e 3.12, alegando que a Recorrente incluiu indevidamente em seu cálculo. Ora, essa a primeira questão a ser enfrentada por essa Delegacia de Julgamento, já que quando da apresentação de pleito original de ressarcimento, a Recorrente não incluiu tais créditos, vez que não passíveis de tal possibilidade. Este fato, vale dizer, de ter de elaborar uma Tabela incluindo todas as operações de entradas com direito ao crédito do HPI no período, induziu inclusive essa repartição a erro, na medida em que na Diligência em questão, fezse seguidas referências à exclusão dos créditos, como se a contribuinte tivesse lançado originalmente tais créditos indevidos e incapazes de serem ressarcidos, nos termos da lei. Por outro lado, a Recorrente foi obrigada a preencher a Tabela 3.3, consignando todas as operações de saída de mercadorias com débito de IPI, inclusive aquelas que já tinham sido abatidas no RAIPI com os créditos excluídos, de CFOP 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32, 2.91, 2.99 e 3.12 e na escrita fiscal, reutilizando tais débitos para novo batimento, reduzindo o valor do crédito a ser ressarcido. Nesse procedimento, alcança a Tabela 3.4, com a qual o Auditor Fiscal vem sustentando sua posição, no entender da Recorrente de forma equivocada, já que este vem reduzindo, sim, o valor do crédito a ser ressarcido utilizandose de sistemática de cálculo que impõe o duplo batimento de créditos de CFOP5.12 e 6.12, quando estes deveriam ser considerados, apenas, para confronto com os créditos decorrentes de entradas com código 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32, 2.91, 2.99 e 3.12.” 5. não obstante isto, a resposta da DRF de Ponta Grossa não respondeu aos termos da diligência, posto que não esclareceu o porquê foram glosados todos os créditos do trimestre, relativo as aquisições com códigos CFOP 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32,2.91, 2.99 e 3.12, se ditos créditos já haviam sido compensados com os débitos correspondentes, na saída Fl. 606DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 607 8 destes produtos e, por conseguinte, não compunham mais o saldo credor do imposto, no final do trimestre, bem como a origem da diferença de R$ 368.836,09. 6. mas não foi só. Rejeitou, igualmente, a possibilidade do contribuinte de considerar, no cálculo do saldo credor do trimestrecalendário, o saldo relativo a períodos anteriores que não puderam ser utilizados no abatimento com débitos do tributo, conforme possibilita a legislação. 7. a decisão ora recorrida, de início, constatou a inconsistência do Despacho Decisório, conforme consta de fls. 531: "0 Despacho Decisório não prima pela clareza e objetividade ............................................................................................................................ 0 Despacho decisório, considerado isoladamente, pode deixar margem a dúvidas, de que versaria sobre a glosa de créditos escriturados e incluídos pela requerente em pleito de ressarcimento: devoluções (1.32 e 2.32), compras para o ativo imobilizado (1.91 e 2.91) e outras entradas não especificadas (1.99 e 2.99) e compras para comercialização (2.12 e 3.12), conforme o livro Registro de Apuração do IPI (fls. 74/99)." 8. contudo, sua conclusão foi desastrosa, senão conivente com o infeliz Despacho Decisório e toda trapalhada realizada pela fiscalização de Ponta Grossa. Referida decisão veio, apenas, reiterar o que de todo já se sabe quanto à impossibilidade de se incluir no cálculo do valor a ser ressarcido, créditos de aquisições não destinadas à industrialização, o que restou infundado na instrução processual. 9. a Recorrente, conforme já demonstrado acima, adquire insumos tributados para fabricação de produtos com posterior saída com alíquota zero ou isenção do IPI, podendo manter créditos referentes as matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem, adquiridos nos termos do artigo 11, da Lei n° 9.779/99 e destinados a industrialização. Em razão da sistemática prevista na Lei, o crédito acumulado decorrente dessa atividade, pode ser ressarcido ou compensado, devendo para tanto ser feito requerimento neste sentido. Inegável é, e o Registro de Apuração do IPI do período objeto do presente processo demonstra isto, que a Recorrente adquire outros produtos, sejam destinados a revenda, seja por devolução, cujo crédito, efetivamente, não possibilita o pedido de ressarcimento nos termos do artigo 11, da Lei n° 9.779/99. Ocorre que, o fato de constar esses créditos do total creditado no período, não conduz à conclusão que esses créditos integraram o pleito de ressarcimento da Recorrente, como de fato não integraram. 10. Ao proceder A recomposição do saldo credor do IPI, o Sr. Auditor Fiscal da Receita Federal manejou em evidente equivoco, pois, a ora Recorrente, ao apresentar os documentos que suportaram os créditos do imposto federal, não considerou créditos decorrentes de operações de entrada com Códigos Fiscais de Operações e Prestações — CFOP's 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32, 2.91, 2.99 e 3.12, ou seja, devoluções de vendas, compras Fl. 607DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 608 9 para o ativo imobilizado, entrada de mercadoria para demonstração, compras para comercialização e compras de material para uso e consumo, ainda que registrados no Livro de Apuração, tanto que ressaltado pelo próprio Auditor Fiscal, na página 06 do Despacho Decisório, na forma seguinte: "Logo, não entraram no cômputo do ressarcimento e da compensação o créditos do IPI destacados nas compras dos insumos com os seguintes códigos CFOP: 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32, 2.91, 2.99 e 3.12. Entretanto, estes valores ou foram utilizados pelo contribuinte na escrita fiscal, no batimento dos créditos versus débitos, na apuração decendial do saldo RAIPT" (grifado) Assim, não poderia a Secretaria da Receita Federal considerar como débitos, no quadro constante no despacho decisório do processo administrativo, aqueles referentes As saídas com CFOP's 5.102 e 6.102, vale dizer, saída de produtos para revenda, 6.556, devolução de compra de material de uso ou consumo, já que tais saídas já haviam sido confrontadas com os créditos gerados por aquelas operações de mesma natureza e destacadas pela própria fiscalização federal. 11. Observa—se que, objetivando cumprir a intimação da Delegacia da Receita Federal de Ponta Grossa datada de 08.03.2005, expedida para instrução do processo administrativo de ressarcimento de IPI, a Recorrente demonstrou, apenas, os créditos gerados na entrada de produtos destinados ao processo de industrialização. Assim, materiais de revenda não foram considerados, na medida em que estes não poderiam ser objeto de ressarcimento, o que provoca, como consequência, lançamento de crédito no quadro "Entradas" descrito no despacho decisório do presente processo sem considerar os CFOP's 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32, 2.91, 2.99 e 3.12. Caso referidos CFOP's tivessem sido considerados na coluna reservada As entradas, certamente o crédito do imposto constante do despacho decisório teria sido maior do que aquele informado pela Recorrente. Considerando, que os CFOP's 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32, 2.91, 2.99 e 3.12, não foram considerados no quadro de entradas com créditos de IPI no demonstrativo de pedido de ressarcimento e compensação apresentado ao fisco federal, não poderia haver deduções de débitos de operações com CFOP's 5.102, 6.102 e 6.556, pois se assim ocorresse estar—se—ia diminuindo o crédito a que teria direito a Recorrida de forma indevida e sem previsão legal. Os créditos das entradas de bens para revenda (importados para venda no mercado nacional) são compensados com saídas de bens de revenda e, desta forma, não devem ser considerados como utilizados nos casos descritos no artigo 11, da Lei n° 9.779/99, ou seja, como insumos para fabricação de produtos com saída com códigos 5.102, 6.102 e 6.556. Conclui—se, do exposto, que o procedimento adotado pela fiscalização federal provocou a compensação de créditos de aquisição de matérias—primas, materiais intermediários e materiais de embalagem destinados a produção com débitos de saída de produtos de revenda e devoluções de compra de material de uso ou consumo, de CFOP's 5.102, 6.102 e 6.556, operações essas que já haviam sido compensadas anteriormente com créditos decorrentes de entradas de produtos com CFOP's 1.32, 1.91, 1.99, 2.12, 2.32, 2.91, 2.99 e 3.12. Se assim é, isto é, se tais créditos já haviam sido considerados no "batimento" com débitos de mesma natureza na apuração decendial, como considerálos, mente, na Tabela Fl. 608DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 609 10 3.3, de preenchimento obrigatório por parte da Recorrente como determinado pelo Sr. Auditor Fiscal? Esse o mesmo questionamento formulado em diligência pela DRJ de Porto Alegre e que até o presente momento se encontra sem resposta, inclusive da decisão recorrida, que passou ao largo de abordar este assunto. Portanto, o indeferimento do crédito da Recorrente a ser ressarcido e compensado decorreu, igualmente, da duplicidade de débitos provocados pela forma de apuração do saldo credor contida na utilização da Tabela 3.4A, resultando, tal procedimento, em manifesto equívoco, o que deve ser corrigido com o provimento do presente recurso. 12. fazse de suma importância ressaltar que o então Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda, ao apreciar o recurso interposto pela mesma Recorrente nos autos do Processo Administrativo nº 109400000.000557/200049, em sessão de 08.04.2008, que versava sobre a mesmíssima matéria ora ventilada nestes autos, assim decidiu "IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS — IPI Período de apuração: 01/04/2000 a 30/06/2000 RESSARCIMENTO. MUDANÇAS CRITÉRIOS JURÍDICOS. Inadmissível a mudança sucessiva de critérios, por parte do Fisco, para indeferir direito creditorio da empresa sob pena de ferirse o princípio da ampla defesa." (Segundo Conselho, 4a Câmara, Relatora Nayra Bastos Manatta, Acórdão n° 204 03.146) 13. com base nesses argumentos, espera a Recorrente o conhecimento e integral provimento do presente recurso, para que sejam refeitos os cálculos relativos ao 1º trimestre de 2001, o qual, por certo, alcançará o montante inicialmente pleiteado pela contribuinte. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Valdete Aparecida Marinheiro, O Recurso Voluntário é tempestivo e dele tomo conhecimento, por conter todos os requisitos de admissibilidade. Trata o presente processo de o pedido de ressarcimento de créditos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) referentes a insumos utilizados na fabricação de produtos vendidos no 1° trimestrecalendário de 2001, com esteio na Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999, art. 11, e no montante de R$ 1.040.316,09, concomitantemente com pedidos de compensação (fls.1 e 20). Fl. 609DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 610 11 Os dispositivos indicados no pedido, Decretolei n°491, de 1969, art. 5°, e Decretolei n° 1.803, de 1980, art. 1°, foram derrogados, sendo as ocorrências fáticas regidas, a partir de 01/01/1999, conforme o regime jurídico inaugurado pela Lei n° 9.779, de 1999, art. 11. É preciso admitir depois da análise do presente processo que se trata de um caso com sucessivas diligências, erros, enganos e contradições. Cheio de vindas e idas sem qualquer solução efetiva. Assim, tentar em grau de recurso ordinário corrigir ou sanar todos os enganos, contradições e omissões é protelar o que não cabe mais protelar, portanto, a decisão aqui cabível, no meu entendimento, é o mesmo que foi lembrado pela Recorrente dado em outro processo da mesma Recorrente em caso idêntico, a saber: Processo nº 10.940.000557/0049, Recurso Voluntário 133.324, Acórdão 20403.146 de 08 de abril de 2008 da Quarta Câmara do Segundo Conselho de Contribuintes, relatora Nayra Bastos Manatta, cujo voto vou aqui adotar, em sua homenagem, como meu: “Conselheiro. NAYRA BASTOS MANATTA, Relatora 0 recurso apresentado encontrase revestido das formalidades legais cabíveis, merecendo ser apreciado. Conforme se verifica dos autos, desde o inicio, a verificação feita pela fiscalização careceu de maiores esclarecimentos, razão pela qual a autoridade julgadora de primeira instancia converteu o julgamento em diligência para que: fossem identificados os produtos cujos créditos foram glosados, quantificado seus valores e a motivação da glosa. A fiscalização limitouse a informar que a glosa foi de parcela destinada à comercialização, ao ativo permanente e a qualquer outra não integrante do processo produtivo, sem, entretanto, discriminar quais seriam estes produtos limitandose a dizer que se referiam a compras destinadas à comercialização, cujo total por "decendio esta discriminado na coluna A das "Entradas" da tabela à fl.368." Prossegue a autoridade diligenciadora: "não houve nenhum, produto ou credito glosado propriamente dito. A expressão 'glosandose a parcela destinada à comercialização’ foi usada no citado Despacho, no sentido de terem sido computados no montante da coluna A (fls. 368) apenas os créditos oriundo das aquisições destinadas à industrialização. Tal fato pode ser facilmente constatado partindo dos totais da coluna Imposto Creditado" das Entradas do RAIPI (fia 92/115) e excluindo os valores com CFOP destinados a comercialização e não passiveis de ressarcimento (2.32, 3.12) cuja diferença é igual aos créditos do IPI relacionados na tabela 3.2 e transcritos em resumo no quadro 3.4 – Demonstração dos Totais (fls. 52/70 e 91) elaborados pelo contribuinte, importâncias estas coincidentes com aquelas inseridas no Quadro do Despacho Decisório (fls. 368) que discrimina por decêncio os créditos existentes no trimestre.” A contribuinte manifestouse reiterando seus argumentos acerca da falta de esclarecimento dos valores glosados, concluindo que o indeferimento não Fl. 610DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 611 12 pode ser mantido se não se consegue identificar os insumos que não integravam a industrialização e foram glosados. Como admite a própria DRJ em Porto Alegre/RS na diligência proposta: "efetivamente não foram oferecidos todos os esclarecimentos solicitados, limitandose a Saort, no dito relatório, a indicar os itens que teriam sido glosados ou excluídos, correspondentes aos créditos de insumos adquiridos para comercialização". Todavia, diante dos NOVOS argumentos trazidos pela fiscalização, pronunciase nos seguintes termos: " (. . .) contudo, compulsandose as cópias do Registro de Apuração do PI, de fls. 92/118, verificase que, dos créditos escriturados no 2° trimestre de 2000, foram excluidas as parcelas de: R$ 36.587,36 por se tratar de crédito decorrente da aquisição de produto destinado a comercialização (CFOP 3,12), no 1º decendio de abril, o que não é contestado no mérito; de R$ 360,04, R$ 335,71 e R$ 1.017,27 relativas a devoluções (CFOP 2.32), perfazendo a soma das exclusões RS 38.300,35.", prossegue: "não é possível excluir do valor dos débitos do trimestre, na apuração do saldo a ressarci, o valor do imposto debitado nas saídas para comercialização, códigos CFOP 5.12 e 6.12, como quer o contribuinte, porque estes débitos, de acordo com os assentamentos no livro Registro dc Apuração do IPI (fls. 92/118), somam R$ 524.413,36, muito superior ao crédito correspondente (CFOP 3.12), deixando evidente que foram compensados com créditos dc outras entradas". Concluiu por considerar improcedente a manifestação de inconformidade, mantendo o despacho decisório. Na fase recursal, mais uma vez o julgamento foi convertido em diligncia para que para fossem excluídos do cálculo do saldo credor do IPI, no período cm questão, os débitos relativos à saída de insumos para simples revenda, da mesma forma que foram excluídos os créditos advindos das aquisições destes insumos, devendo ser refeito o cálculo do saldo credor do IPI a ser ressarcido, com base nestes critérios. A fiscalização manifestouse nos seguintes termos: 1. os valores envolvidos no presente ressarcimento de saldo credor do IPI respectivamente, R$ 4960369,25 (valor do pedido), R$ 38.300,00 (créditos não passiveis de ressarcimento), 601.673,74 (crédito do IP1 não comprovado nos autos), R$ 639.974,09 (saldo do IPI a ressarcir indeferido), e 4.320395,16 (saldo a ressarcir deferido); 2. o valor de R$ 38.300,35 indeferido referese a créditos do IPI não passiveis de ressarcimento por não se destinarem à industrialização, registrados no RIPI nos CFOP 2.32 e 3.12 (fls. 92/117); 3. o valor de R$ 601.673,74 indeferido referese a créditos nãocomprovados pelas Tabelas 3.2 e 3.4 e RAIPI (fls. 52/117) apresentados pela empresa, e, embora tenha sido dada oportunidade i empresa de comprovar a origem destes créditos esta não o fez, razão pcla qual foram indeferidos; 4. discorre sobre o ônus da prova, especialmente em pedidos de ressarcimento; Fl. 611DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 612 13 5. a previsão legal contida na Lei n° 9779/99 para ressarcimento de saldo credor do IPI limitase aos créditos oriundos das aquisições de MP, PI e ME aplicados na industrialização, razão pela qual os valores escriturados com outras destinações como é o caso dos valores registrados nos CFOP 2.32 e 3.12 devem ser excluídos deste cálculo; 6. Os créditos corn CFOP 2.32 e 3.12 não integram o saldo credor passive de ressarcimento ou compensação, mas podem ser mantidos na escrita fiscal, conforme, inclusive comprova o programa gerador do PER/DCOMP fornecido pela RFB, versão 2.2, na janela "ajuda" das Instruções de Preenchimento na Pasta Crédito da Fiche Ressarcimento de IPI itens 2 e 4, consta os valores das CFOP que podem gerar créditos do IPI, quais sejam: 1.11, 1.13, 1.21, 131, 1.71,1.75, 1.77, 1.93, 1.95, 1.96,2.11, 2.13, 2.21, 2.31 7 2.71 7, 2.75, 2.77,2.93, 295, 2.96, 3.11, sendo que estes valores devem obrigatoriamente referirse à entrada de MP, PI e ME para industrialização, e os valores que não corresponderem a tais aquisições não podem integrar o cálculo do IPI a ser ressarcido; 7. os valores escriturados no CFOP 3.12 e 2.32 não se encontram entre aqueles listados como passiveis de ressarcimento, razão pela qual foram tais créditos indeferidos; 8. a cada período de apuração encerrado o contribuinte deve dcmostrar a certeza e liquidez dos créditos a serem ressarcidos, informando detalhadamente à RFB, entre outros dados, aqueles relativos a cada NF de entrada, referente aquisição de insumos que geram direito ao saldo credor, inclusive os extemporâneos; 9. neste processo não coincidem o saldo credor apurado no RAIPI e o saldo credor passível de ressarcimento previsto no Lei n° 9.430/96, razão pela qual foram montadas as tabelas 3.2 a 3.4, para que se determinasse o saldo credor do IPI a ser ressarcido (R$ 4.320.395,16); 10.a alegação de que se os créditos do IPI destinados à comercialização não integram o cálculo do ressarcimento, então os débitos originados nas saídas para comercialização também devem ser excluídos, não pode prosperar por falta de amparo legal; 11.cita o artigo 11 da Lei n° 9.779/99 para afirmar que a utilização dos créditos deve se dar primeiro para guitar débitos do próprio IPI, o que significa que é possivel excluir nenhuma saida como pretende o peticionário, ou seja, não se pode dcsoncrar os débitos com CFOP 5.12 e 6.12 (saídas destinadas comercialização); 12.não há qualquer segregação realizada pela empresa no RAIPI e nem foi juntado aos autos comprovação referente à compensação dos créditos não destinados à industrialilação (CF0P. .2.12 . e 3.12) com os débitos correspondentes nas saídas dos produtos. O saldo a ser ressarcido decorre do somatório de todos os créditos deduzidos todos os débitos do periodo incluindo aqueles, destinados à comercialização como os destinados à industrialização; Fl. 612DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 613 14 13.A somatória dos débitos com CFOP 5.12 .e 6.12 totaliza R$ 524.411,36, muito superior a somatória dos créditos com CFOP 2 12 e 6.12 (R$:38:309,35) o que deixa claro que os débitos foram compensados no RAIPI com créditos de outras entradas, e a segregação destes créditos seria inócua, uma vez que o art. 11 da Lei no 9.779/99 determina a compensação com o IPI devido na saida de outros produtos, ou seja, com a totalidade dos débitos consignados no RAIPI, somente então é que o'saldo resultante (créditos débitos) pode ser ressarcido ou usado na compensação com outros débitos do contribuinte; 14.discorre sobre o teor da diligência proposta por este Conselho, informando que nas saídas de mercadorias para comercialização as NF foram emitidas com destaque do IPI equiparandose a estabelecimento industrial, compulsoriamente ou por opção, nos termos do parágrafo único do art. 9° e inciso I do art: 11 do RIP/988, razão pela qual os valores referentes a tais saídas não podem ser excluídos na obtenção de saldo credor a ser ressarcido, pois que ão serem destacados nas NF de saídas estes valores geraram para os adquirentes das mercadorias direito a se.creditar do IPI destacado; 15.condui que caso a empresa não tivesse destacado o IPI nas NF de saidas, equiparandose a estabelecimento industrial, nas operações de mera revenda de mercadorias as conclusões contidas na Resolução proferida por este Conselho seriam acertadas, mas havendo destaque do IPI e equipararam, nas operações dc simples revenda, de mercadorias, a estabelecimento industrial, estas cconclusões não podem prosperar, como dito anteriormente; e 16.apresenta tabela à fl. 493 com os valores a serem ressarcidos nos, termos propostos na diligencia num total de R$ 4.844.808,52. Neste ponto as considerações trazidas pela empresa merecem ser acatadas, quais sejam: 1. na página 01 do Relatório de Diligência foi apresentado um demonstrativo dos valores envolvidos neste processo, sendo que tais valores apresentados contrariam, inclusive o Despacho Decisório n° 060/05, no qual, na apuração do saldo credor a ser ressarcido, debitouse um total dc saídas no trimestre ná valor de R$ 618.116,33 e no Relatório de Diligência consta a existência de "créditos não comprovados nos autos" no valor dc R$ 601.673,74; 2. a existência de "créditos não comprovados" apenas foi mencionada pela fiscalização de Ponta Grossa no já citado Relatório de Diligéncia, não tendo sido feito menção a tal fato com nenhuma fase anterior do processo; 3. a empresa comprovou, desde o inicio, a origem e suficiência dos créditos do IPI a serem ressarcidos, tanto que do Despacho Decisório de 2005 foram considerados R$ 4.938.511,49 dos R$ 4.960369,25 reclamados pela recorrente, sendo, portanto, impossível adeitar o novo argiimento de ausência de comprovação dos créditos pretendidos. Ou seja, o que se verifica dos autos é uma constante mudança de critérios ou razões para que s indefira o direito da recorrente, e, a cada pedido de diligência para que se esclarece o novo critério ou acusação feita pela Fl. 613DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 614 15 fiscalização, outras novas razões para o indeferimento são tecidas, o que se demonstra inadmissível. Diante do exposto dada a falta de um critério, desde o início, para que o direito creditorio seja indeferido, de forma a permitir a defesa da contribuinte nos termos ern que formulada a acusação fiscal, considerase que, pelo principio da ampla defesa, é de se dar provimento, ao recurso da contribuinte, pois não se pode alterar critério jurídico de acusação fiscal a cada passo do PAF sob pena de ferir a ampla defesa, já que a cada nova acusação, novas razões de defesa são apresentadas, prolongandose, indefinidamente o litígio. Ademais disto vale ressaltar que a autoridade fiscal não cabe fazer qualquer juizo de valores sobre os critérios de julgamento estabelecidos por este Conselho, devendo limitarse ao cumprimento determinados por este órgão. Assim sendo, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário interposto. É como voto. Sala das Sessões, em 08 de abril de 2008. Nayra Bastos Manatta.” Diante do todo o exposto, e no mesmo sentido do voto acima, voto por DAR PROVIMENTO AO PRESENTE RECURSO VOLUNTÁRIO. É como voto Relatora Valdete Aparecida Marinheiro Declaração de Voto Com a devida vênia, ouso discordar do voto da ilustre Conselheira relatora. Não é possível concordar que houve cerceamento do direito de defesa do contribuinte no presente caso. À fl. 408 do Despacho Decisório está claramente registrada a forma como o Fisco procedeu à apuração do valor passível de ressarcimento, o que denota, também sem margem a dúvidas, o equívoco cometido pelo Fisco na apuração dos referidos valores: os débitos escriturados na apuração do imposto foram deduzidos, tãosomente, dos créditos passíveis de ressarcimento (créditos da coluna A, que totaliza, apenas, os créditos passíveis de ressarcimento). E a prova de que o contribuinte identificou tal equívoco está no item B de sua Manifestação de Inconformidade (fls. 425/427), bem como no item C de seu recurso voluntário (fls. 548/551). Fl. 614DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS Processo nº 10940.000348/200120 Acórdão n.º 3101001.544 S3C1T1 Fl. 615 16 Ou seja, em razão da expressa consignação do Fisco o contribuinte compreendeu e contestou o motivo que levou à redução substancial do saldo credor originalmente apurado, e solicitado em ressarcimento/compensação. Assim, motivos não há para considerar que houve cerceamento do seu direito de defesa. O que ocorreu, em verdade, foi que, inadvertidamente, nem a DRJ nem a ilustre relatora se deram conta do equívoco do Fisco perpetrado na apuração do saldo credor do IPI passível de ressarcimento, fato mais relevante do presente litígio. Ao proceder à apuração do saldo conforme demonstrativo de fl. 408, o Fisco, na prática, desconsiderou todos os demais créditos escriturados pelo contribuinte, além dos passíveis de ressarcimento (CFOPs 1.11, 2.11 e 3.11). Notese que os créditos não passíveis de ressarcimento, como p.ex., os escriturados nos CFOPs 1.32, 1.91, 1.99, 2.91, 2.32, 2.32, 2.99 e 3.12, não tiveram sua legitimidade contestada pela fiscalização (não foram glosados), o que permite deduzir serem legítimos e aptos serem utilizados na amortização dos débitos escriturais do imposto. Aliás, o Fisco, expressamente, considerou serem esses créditos passíveis de utilização para amortização de débitos do IPI (fls. 408), mas, ao fazer a apuração dos saldos credores passíveis de ressarcimento, inadvertidamente, os excluiu. As únicas glosas de créditos que ocorreram foram as discriminadas nas tabelas nº 1 e nº 2, às fls. 407, todas relativas a diferenças de créditos oriundos de importação de insumos, que totalizam R$ 31.218,33, e que não foram objeto de contestação pelo contribuinte. Na planilha anexa a este acórdão foi refeita a apuração dos saldos credores do imposto, considerando os créditos escriturados pela empresa que não foram glosados, bem como o ajuste pelas glosas efetuadas. Como se percebe da análise do referido demonstrativo, chegouse a um saldo credor de R$ 1.163.047,46 no encerramento do trimestre, passível de ressarcimento, uma vez que os créditos não passíveis de ressarcimento (incluindo o saldo credor oriundo do trimestre anterior) foram totalmente consumidos na amortização dos débitos escriturados do IPI.. Inclusive, uma parcela dos créditos passíveis de ressarcimento também foi utilizada na amortização de débitos escriturais. (1.333.189,86 – 1.163.047,46 = 170.142,40). Todavia, como o valor solicitado em ressarcimento pelo contribuinte foi de R$ 1.040.316,09 (fl. 02), e as glosas especificadas nas tabelas 1 e 2 de fls. 407, que perfazem R$ 31.218,33, não foram contestadas pela recorrente (parcela não litigiosa), deve ser reconhecimento o montante de R$1.009.097,76. Como a unidade de origem já deferiu o valor de R$671.480,00, (fls. 408/409) resta, neste julgamento, reconhecer o direito creditório no montante de R$ 337.617,76. Quanto às compensações, deverão ser homologadas até o limite do direito creditório ora reconhecido. Mônica Monteiro Garcia de los Rios Redatora designada Fl. 615DF CARF MF Impresso em 07/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por VALDETE APARECIDA MARINHEIRO, Assinado digitalmente em 02/05/2014 por HENRIQUE PI NHEIRO TORRES, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por MONICA MONTEIRO GARCIA DE LOS RIOS
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Numero do processo: 14041.000158/2009-54
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 18 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Feb 27 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998
LANÇAMENTO SUBSTITUTIVO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE FOI REALIZADO DENTRO DO PRAZO DECADENCIAL. VÍCIO MATERIAL.
Conforme previsto no art. 173, II, do CTN, o direito da Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 anos contados da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.
Não tendo o Fisco comprovado a expedição da intimação ou a data em que o sujeito passivo teve ciência da decisão que anulou o lançamento anterior, o lançamento é nulo por vício material, vez que não restou comprovado que o lançamento substituto foi realizado dentro do prazo decadencial.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 2402-003.768
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário para declarar a nulidade do lançamento por vício material por falta de elementos comprobatórios da ciência do resultado do julgamento que declarou a nulidade por vício formal, nos termos do voto do relator, vencido o Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes que votou pela inexistência de vício material em função da possibilidade de aplicação da data de ciência presumida, prevista no §2º, inciso II do artigo 23 do Decreto 70.235/72.
Julio Cesar Vieira Gomes - Presidente
Nereu Miguel Ribeiro Domingues - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado.
Nome do relator: NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998 LANÇAMENTO SUBSTITUTIVO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE FOI REALIZADO DENTRO DO PRAZO DECADENCIAL. VÍCIO MATERIAL. Conforme previsto no art. 173, II, do CTN, o direito da Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 anos contados da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Não tendo o Fisco comprovado a expedição da intimação ou a data em que o sujeito passivo teve ciência da decisão que anulou o lançamento anterior, o lançamento é nulo por vício material, vez que não restou comprovado que o lançamento substituto foi realizado dentro do prazo decadencial. Recurso Voluntário Provido.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/03/1996 a 31/10/1998 LANÇAMENTO SUBSTITUTIVO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE FOI REALIZADO DENTRO DO PRAZO DECADENCIAL. VÍCIO MATERIAL. Conforme previsto no art. 173, II, do CTN, o direito da Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 anos contados da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Não tendo o Fisco comprovado a expedição da intimação ou a data em que o sujeito passivo teve ciência da decisão que anulou o lançamento anterior, o lançamento é nulo por vício material, vez que não restou comprovado que o lançamento substituto foi realizado dentro do prazo decadencial. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 14 04 1. 00 01 58 /2 00 9- 54 Fl. 135DF CARF MF Impresso em 27/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIR O DOMINGUES 2 Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso voluntário para declarar a nulidade do lançamento por vício material por falta de elementos comprobatórios da ciência do resultado do julgamento que declarou a nulidade por vício formal, nos termos do voto do relator, vencido o Conselheiro Julio Cesar Vieira Gomes que votou pela inexistência de vício material em função da possibilidade de aplicação da data de ciência presumida, prevista no §2º, inciso II do artigo 23 do Decreto 70.235/72. Julio Cesar Vieira Gomes Presidente Nereu Miguel Ribeiro Domingues Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio Cesar Vieira Gomes, Carlos Henrique de Oliveira, Thiago Taborda Simões, Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Ronaldo de Lima Macedo e Lourenço Ferreira do Prado. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 27/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIR O DOMINGUES Processo nº 14041.000158/200954 Acórdão n.º 2402003.768 S2C4T2 Fl. 136 3 Relatório Tratase de auto de infração lavrada em 18/02/2009, decorrente do não recolhimento dos valores referentes à contribuição a cargo da empresa (cota patronal) e da contribuição ao financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (SAT), no período de 01/03/1996 a 31/10/1998. De acordo com o Relatório Fiscal (fls. 35/43), este lançamento foi efetuado em decorrência da anulação das NFLD’s nº 35.019.6095 e 35.019.6087 pelo Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS. A Recorrente interpôs impugnação (fls. 50/80) requerendo a total improcedência do lançamento. A d. Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Brasília – DF, ao analisar o presente caso (fls. 84/95), julgou o lançamento procedente, entendendo que (i) na hipótese de lançamento substitutivo, o prazo decadencial é de 5 anos a contar da decisão definitiva que anulou o lançamento anterior; (ii) as decisões administrativas só são validas a partir da ciência do interessado; (iii) as duas empresas respondem solidariamente e sem benefício de ordem; (iv) é regular a notificação somente em face da Via Engenharia; (v) a Recorrente poderia ter elidido a sua responsabilidade, apresentando documentos, como não o fez, é correta a aplicação da aferição indireta; (vi) é devida a multa incidente sobre as contribuições previdenciárias não recolhidas; (vii) as decisões colacionadas não constituem normas complementares de direito tributário; e (viii) ao final deve ser comparada a multa aplicada com a prevista na Lei nº 11.941/2009 para verificar qual é a mais benéfica. A Recorrente interpôs recurso voluntário (fls. 99/109) argumentando que: (i) o prazo decadencial contase 5 anos após a lavratura do acórdão que anulou os lançamentos anteriores por vício formal; (ii) o crédito já decaiu para o legítimo contribuinte; (iii) a autoridade tributária arbitrou quem seria o responsável pelo tributo e discricionariamente perdoou o contribuinte; e (iv) a Recorrente não é responsável solidário, não devendo sofrer a incidência da multa. Analisando o recurso interposto, este Conselho determinou a conversão em diligência (fls. 120/122), requerendo a juntada de (i) cópia do AR (ou documento equivalente) que comprove a data em que o contribuinte foi notificado das decisões que anularam as NFLD’s nº 35.019.6095 e 35.019.6087; (ii) cópia da carta encaminhada ao contribuinte, mencionada no item 2 no Relatório Fiscal; e (iii) cópia integral dos autos relativos às NFLD’s nº 35.019.6095 e 35.019.6087. Em resposta à determinação formulada por este Conselho (fls. 131/132), a autoridade fiscal informou que não localizou os documentos solicitados por ocasião da conversão em diligência. É o relatório. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 27/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIR O DOMINGUES 4 Voto Conselheiro Nereu Miguel Ribeiro Domingues, Relator Primeiramente, cabe mencionar que o presente recurso é tempestivo e preenche a todos os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. A Recorrente argumenta que o prazo decadencial de que trata o art. 173, inc. II, do CTN é de 5 anos a contar da data em que foi proferido o acórdão que anulou o lançamento anterior (31/10/2003), e não da data de intimação da referida decisão (18/02/2004). Isso porque, segundo o contribuinte, desta decisão não caberia mais recurso, sendo, portanto, definitiva desde a sua lavratura. Afirma, consequentemente, que o crédito tributário está decaído, posto que o presente lançamento só foi constituído em 18/02/2009, com a intimação do sujeito passivo. No entanto, sem razão a Recorrente no ponto. Analisando o art. 173, II, do CTN, verificase que o prazo decadencial para o Fisco substituir o lançamento anulado por vícioformal é de 5 anos contados da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado o lançamento anterior, in verbis: “Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: (...) II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado”. Para que se possa averiguar se a decisão que anulou o lançamento anterior é definitiva é necessário analisar a legislação atinente ao processo administrativo. Em primeiro lugar, o artigo 42, II, do Decreto 70.235/1972 considera uma decisão definitiva quando dela não couber mais recurso ou quando transcorrido o prazo para a sua interposição. Vejase: Art. 42. São definitivas as decisões: I de primeira instância esgotado o prazo para recurso voluntário sem que este tenha sido interposto; II de segunda instância de que não caiba recurso ou, se cabível, quando decorrido o prazo sem sua interposição; III de instância especial. Parágrafo único. Serão também definitivas as decisões de primeira instância na parte que não for objeto de recurso voluntário ou não estiver sujeita a recurso de ofício. Verificado o não cabimento de recurso ou então o transcurso do prazo para sua interposição, poderia até se considerar que aquela decisão seria definitiva. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 27/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIR O DOMINGUES Processo nº 14041.000158/200954 Acórdão n.º 2402003.768 S2C4T2 Fl. 137 5 Contudo, a decisão somente pode ser considerada definitiva, para qualquer finalidade, se ela for válida. A decisão, para que seja válida e produza seus efeitos, como todo ato administrativo,está sujeita à publicidade, nos termos do artigo 37, caput, da Constituição Federal e do artigo 2º, parágrafo único, V, da Lei 9.784/1999: CF Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: Lei 9.784/1999 Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência. Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de: V divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição; No entanto, não basta apenas a publicidade dos atos administrativos pelos meios oficiais. Deve haver a publicação restrita às partes que integram o processo administrativo. Os artigos 26 a 28 da Lei 9.784/1999 determinam a obrigatoriedade da intimação dos interessados acerca de todos os atos do processo administrativo: Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências. Art. 28. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra natureza, de seu interesse. Neste sentido, as intimações expedidas no processo administrativo se materializam com a ciência do sujeito passivo, de acordo com o que prevê o artigo 23 do Decreto 70.235/1972: Art. 23. Farseá a intimação: II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo; Fl. 139DF CARF MF Impresso em 27/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIR O DOMINGUES 6 Verificase, portanto, que a decisão, para que seja considerada perfeita, válida e eficaz precisa necessariamente cumprir todos os requisitos de validade previstos na legislação, quais sejam, (i) publicidade, (ii) intimação do interessado e (iii) prova de que o sujeito passivo foi cientificado do seu teor. Somente com o cumprimento desses requisitos é que se pode afirmar que a decisão é válida e, portanto, no presente caso, definitiva. Deste modo, entendo que a data de início da contagem do prazo decadencial prevista no artigo 173, II, do CTN é a data da ciência do sujeito passivo da decisão que anulou o lançamento anterior e não a data em que foi proferido o acórdão que anulou o lançamento anterior, como afirma a Recorrente. Muito embora não vingue o entendimento do contribuinte neste ponto, entendo que, por outro motivo, deve o presente recurso ser julgado procedente. Explicase. No presente caso, como já mencionado, este Conselho determinou a conversão do julgamento em diligência, para que restasse comprovada a expedição da intimação da Recorrente, por meio de cópia da carta encaminhada à parte, a respeito das decisões que anularam as NFLD’s nº 35.019.6095 e 35.019.6087, bem como cópia do AR assinado pela Recorrente, comprovando a sua ciência dessas decisões. No entanto, a autoridade fiscal informou que não localizou os documentos solicitados. Ou seja, a autoridade fiscal não comprovou o marco inicial do prazo decadencial para o lançamento substituto, qual seja, a data da intimação da Recorrente das decisões que anularam os lançamentos anteriores.Consequentemente, não restou comprovado que o lançamento substituto foi efetuado dentro do prazo decadencial previsto no artigo 173, II, do CTN. Importa salientar que a previsão do artigo 23, II, §2º, II do Decreto 70.235/1972 não se aplica ao presente caso. Isso porque, o objetivo do referido dispositivo é fixar a data de recebimento quando há prova inequívoca de que a intimação do sujeito passivo foi expedida. No entanto, no presente caso, a autoridade fiscal sequer fez prova da expedição da intimação. Assim, considerando que o Fisco deixou de fundamentar no relatório fiscal,bem como por ocasião das demais oportunidades concedidas pelo órgão julgador, o termo inicial do prazo decadencial para efetuar o lançamento substituto,verificase que houve desrespeito ao artigo 50 da Lei 9.784/1999, que determina que os atos administrativos deverão ser motivados e, consequentemente, ofensa ao artigo 5°, LV, da Constituição Federal, que garante ao sujeito passivo o contraditório e a ampla defesa, requisitos indispensáveis para a validade da autuação. Sendo assim,entendo que a atuação padece de vício material, ante a deficiência de conteúdo do lançamento, em razão de não ter sido demonstrado pela fiscalização o termo inicial para contagem da decadência, para se verificar se o lançamento substituto foi efetuado dentro do prazo ou não, devendo ser a autuação anulada com base no artigo 59, II, do Decreto 70.235/1972. Quando a fiscalização não observa na sua atividade os elementos intrínsecos do lançamento (no caso, comprovação de que o lançamento foi efetuado dentro do prazo decadencial), ela certamente estará infringindo a disposição legal pertinente, importando na existência de um vício material. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 27/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIR O DOMINGUES Processo nº 14041.000158/200954 Acórdão n.º 2402003.768 S2C4T2 Fl. 138 7 Nesse sentido, leciona Leandro Paulsen1: “Vícios materiais são os relacionados à validade e à incidência da lei.” Vejase, assim, que a ocorrência do vício material está diretamente ligada com a deformidade do conteúdo do lançamento, que acaba por exigir indevidamente tributos do sujeito passivo, em ofensa, inclusive, ao princípio da legalidade, situação inaceitável nas relações do fisco com o contribuinte. Diante do exposto, voto pelo CONHECIMENTO do recurso para DAR LHE PROVIMENTO, a fim de que o presente lançamento seja anulado por vício material. É o voto. Nereu Miguel Ribeiro Domingues. 1 Paulsen, Leandro. Direito Tributário: Constituição e Código Tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado. Editora: ESMAFE, 2010. p. 1194. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 27/02/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIRO DOMINGUES, Assinado digitalmente em 20/02/2014 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES, Assinado digitalmente em 19/11/2013 por NEREU MIGUEL RIBEIR O DOMINGUES
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Numero do processo: 13984.901370/2009-28
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Apr 15 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1802-000.484
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, CONVERTER o julgamento EM DILIGÊNCIA, nos termos do voto do Relator.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
Marciel Eder Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Marciel Eder Costa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, José de Oliveira Ferraz Corrêa e Nelso Kichel.
Nome do relator: MARCIEL EDER COSTA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade, CONVERTER o julgamento EM DILIGÊNCIA, nos termos do voto do Relator. (ASSINADO DIGITALMENTE) Ester Marques Lins de Sousa Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (presidente), Marciel Eder Costa, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, José de Oliveira Ferraz Corrêa e Nelso Kichel. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 39 84 .9 01 37 0/ 20 09 -2 8 Fl. 108DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/04/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 14/04/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13984.901370/200928 Resolução nº 1802000.484 S1TE02 Fl. 109 2 Relatório Tratam os presentes autos de não homologação de compensação de suposto pagamento a maior do tributo devido pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES, apurado em 28/02/2005, através da DCOMP 04840.02335.180806.1.3.045600, com débitos de igual natureza, do período de apuração de 31/07/2006, no valor de R$ 10,07. Por bem descrever os fatos que antecedem à análise do presente Recurso Voluntário, adoto o Relatório proferido pela 3a Turma da DRJ/FNS, através do Acórdão n° 07 26.484, constante às efls. 42: Por meio do Despacho Decisório constante nos autos, foi considerada nãohomologada a Declaração de Compensação DCOMP transmitida pela interessada, em que figura como crédito pagamento indevido ou a maior. O pagamento indicado pela contribuinte como indevido ou a maior referese a Darf com código de receita 6106 (PAGAMENTO DE MICROEMPRESA E EMPRESA DE PEQUENO PORTE — SIMPLES). Na fundamentação do referido despacho, consta que: A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Irresignada, a contribuinte encaminhou manifestação de inconformidade, na qual alega que: DOS FATOS [...] Ocorre que quando da verificado dos valores recolhidos a maior, as Declarações Simplificadas de Imposto de Renda Pessoa Jurídica não haviam sido retificadas com os valores corretos do Imposto. Procedemos então a entrega das devidas declarações retificadoras, mostrando a origem dos créditos utilizados nas compensações. [...] Como prova da verdade, anexamos cópia da declaração retificadora do ano de 2005; [...] Fl. 109DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/04/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 14/04/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13984.901370/200928 Resolução nº 1802000.484 S1TE02 Fl. 110 3 Naquela oportunidade, a nobre turma julgadora pela carência na comprovação das alegações do contribuinte, concluiu pela manutenção do Despacho Decisório que não homologou a compensação intentada pelo contribuinte, conforme o voto que colaciono a seguir (efls 42/43): [...] Como se infere da manifestação de „inconformidade, somente após notificada do Despacho Decisório, a interessada concluiu pela necessidade de retificar a Declaração Simplificada de Pessoa Jurídica DSPJ. Constatase, entretanto, que não há nos autos comprovação inequívoca da existência de pagamento indevido ou a maior. Como está disposto de forma literal no art. 170 do CTN, a compensação, para ser válida, pressupõe a existência de créditos líquidos e certos contra a Fazenda Nacional. A comprovação da existência desse crédito é ônus da interessada, mas no caso que aqui se tem, ela .não trouxe aos autos qualquer elemento de prova do suposto erro cometido no preenchimento da DSPJ. A declaração retificadora, por si só, não é prova hábil a demonstrar qual o efetivo montante do débito, mormente quando apresentada após ciência do Despacho Decisório. Deste modo, o crédito indicado no Per/Dcomp pela interessada não goza da liquidez e da certeza que a lei impõe a ele para que possa ser objeto de compensação. Ante o exposto, manifestome pela improcedência da manifestação de inconformidade. [...] Intimada do Acórdão em 23/11/2011, mostrouse irresignada pelo que interpôs Recurso Voluntário em 23/12/2011, onde alega que no anocalendário em referência recolheu tributo equivocadamente à alíquota de 4,5%, quando na verdade deveria ser 3,00%, sendo a comprovação de suas alegações perfeitamente identificadas pela DIPJ Simplificada retificadora. É o relato do essencial. Fl. 110DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/04/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 14/04/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13984.901370/200928 Resolução nº 1802000.484 S1TE02 Fl. 111 4 Voto Conselheiro Marciel Eder Costa, Relator. O Recurso Voluntário interposto é tempestivo e preenche aos requisitos de admissibilidade pelo que merece ser conhecido. Como se extrai dos autos, o contribuinte intentou se utilizar de suposto crédito por pagamento a maior do SIMPLES (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte) para compensar débitos tributários apurados para o mesmo tributo, vincendos. Discorre o contribuinte no sentido de que o recolhimento a maior se deu pela adoção equivocada de alíquota na aplicação do tributo. É enxerto de seu Recurso Voluntário (efls 48): No ano calendário de 2004 e 2005, o imposto Simples Federal foi calculado erroneamente à alíquota de 4,5% sendo que o correto seria ser calculado à alíquota de 3%. Quando observado o erro, os Darfs (sic), já haviam sido recolhidos. Foram feitas então as Declarações de Compensações (sic), compensando débitos de 2006 com as diferenças dos recolhimentos feitos a maior, e retificada (sic) as Declarações de Imposto de Renda Pessoa Jurídica Simplificada referentes aos anos de 2004 e 2005, corrigindo os valores dos débitos, comprovando assim a diferença dos recolhimentos a maior que geraram os respectivos créditos para compensação. Ora, a aplicação da alíquota para o SIMPLES depende de vários fatores, entre os quais, o enquadramento e especialmente o faturamento contraído pela pessoa jurídica no ano calendário anterior. Na análise do reclamo do contribuinte, observase que tais questões não foram sequer enfrentadas pela turma julgadora a quo, fixandose esta em seus motivos de não homologação, à suposta carência na comprovação do pleito do contribuinte. Tais razões para não homologação do crédito pleiteado pelo contribuinte não são satisfatórias, especialmente porque, as sociedades empresárias optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES possuem escrituração contábil e fiscal igualmente simplificadas. É certo que a administração tributária possui mais dados e provas a serem apresentadas para atestar a existência do direito creditório do que o próprio contribuinte. Assim, em atenção ao art. 333, II, do Código de Processo Civil, por não homologar a compensação requerida pelo contribuinte, deve a administração tributária apresentar os Fl. 111DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/04/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 14/04/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 13984.901370/200928 Resolução nº 1802000.484 S1TE02 Fl. 112 5 elementos de prova que motivem a decisão denegatória – “fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor”. Isso não dispensa por óbvio o contribuinte de comprovar igualmente seu pleito, através de seu balanço contábil do anocalendário, ou, no mínimo, com cópia das notas fiscais que demonstrem inequivocamente o faturamento contraído no período. Isto posto, converto o julgamento em diligência, para que a unidade de origem: emita relatório circunstanciado com base nas informações constantes nos sistemas da Receita Federal acerca (a) do enquadramento da sociedade empresária para os anoscalendário de 2004 e 2005, (b) a atividade e ainda, (c) demonstrando a evolução de seu faturamento desde o anocalendário de 2004, concluindo ao final com a aplicação da alíquota do tributo a ser levada a efeito pelo contribuinte com base nas informações e na legislação da época; intime o contribuinte a trazer aos autos, cópia do balanço contábil e/ou cópia de todas as notas fiscais emitidas no anocalendário 2005 ou ainda livro registro de saídas autenticado capazes de comprovar o faturamento declarado em obrigação acessória. A não comprovação por parte do contribuinte, poderá determinar a não homologação da compensação. Após a diligência, retornemse os autos. (ASSINADO DIGITALMENTE) Marciel Eder Costa Relator Fl. 112DF CARF MF Impresso em 15/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/04/2014 por MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 14/04/2014 p or MARCIEL EDER COSTA, Assinado digitalmente em 15/04/2014 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Numero do processo: 13891.000074/00-00
Turma: PLENO DA CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: Pleno
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Aug 29 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Fri May 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 31/05/1990 a 31/03/1992
REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. Quando do julgamento do RE nº 566.621/RS, interposto pela Fazenda Nacional, sendo relatora a Ministra Ellen Gracie, foi declarada a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005, momento em que estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, §4º, 156, VII, e 168, I, do CTN.
Diante das decisões proferidas pelos nossos Tribunais Superiores a respeito da matéria, aplica-se ao caso os estritos termos em que foram prolatadas, considerando-se o prazo prescricional de 5 (cinco) anos aplicável tão-somente aos pedidos formalizados após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir dos pedidos protocolados nas repartições da Receita Federal do Brasil do dia 09 de junho de 2005 em diante.
Para os pedidos protocolados anteriormente a essa data (09/06/2005), vale o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º, com o do art. 168, I, do CTN (tese dos 5+5), ou seja, a contagem do prazo prescricional dar-se-á a partir do fato gerador, devendo o pedido ter sido protocolado no máximo após o transcurso de 10 (dez) anos a partir dessa data (do fato gerador).
Numero da decisão: 9900-000.736
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente
(assinado digitalmente)
Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Relator
EDITADO EM: 06/05/2013
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Tranchesi Ortiz que substituiu Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias,Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão.
Nome do relator: FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo - Presidente (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz - Relator EDITADO EM: 06/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Tranchesi Ortiz que substituiu Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias,Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão.
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PRESCRIÇÃO. Quando do julgamento do RE nº 566.621/RS, interposto pela Fazenda Nacional, sendo relatora a Ministra Ellen Gracie, foi declarada a inconstitucionalidade do art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005, momento em que estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts. 150, §4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. Diante das decisões proferidas pelos nossos Tribunais Superiores a respeito da matéria, aplicase ao caso os estritos termos em que foram prolatadas, considerandose o prazo prescricional de 5 (cinco) anos aplicável tão somente aos pedidos formalizados após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir dos pedidos protocolados nas repartições da Receita Federal do Brasil do dia 09 de junho de 2005 em diante. Para os pedidos protocolados anteriormente a essa data (09/06/2005), vale o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º, com o do art. 168, I, do CTN (tese dos 5+5), ou seja, a contagem do prazo prescricional darseá a partir do fato gerador, devendo o pedido ter sido protocolado no máximo após o transcurso de 10 (dez) anos a partir dessa data (do fato gerador). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e voto que integram o presente julgado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 1. 00 00 74 /0 0- 00 Fl. 410DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 2 (assinado digitalmente) Otacílio Dantas Cartaxo Presidente (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Relator EDITADO EM: 06/05/2013 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Otacílio Dantas Cartaxo, Marcos Tranchesi Ortiz que substituiu Susy Gomes Hoffmann, Valmar Fonseca de Menezes, Alberto Pinto Souza Júnior, Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz, João Carlos de Lima Júnior, Jorge Celso Freire da Silva, José Ricardo da Silva, Karem Jureidini Dias,Valmir Sandri, Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Elias Sampaio Freire, Gonçalo Bonet Allage, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior, Marcelo Oliveira, Maria Helena Cotta Cardozo, Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira, Henrique Pinheiro Torres, Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva, Júlio César Alves Ramos, Maria Teresa Martinez Lopez, Nanci Gama, Rodrigo Cardozo Miranda, Rodrigo da Costa Possas, Mercia Helena Trajano Damorim que substituiu Marcos Aurélio Pereira Valadão. Relatório Tratase de recurso extraordinário interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional PFN, versando sobre a contagem do prazo prescricional do direito à repetição de indébitos tributários. A recorrente assevera que referido prazo seria de 5 (cinco) anos a contar da data em que ocorreu o recolhimento indevido ou a maior que o devido, consoante interpretação a ser dada ao inciso I do art. 165 do Código Tributário Nacional – CTN, interpretação essa que teria sido referendada pela Lei Complementar nº 118/2005. A discussão em causa, portanto, reportase exclusivamente ao prazo prescricional para requerer a repetição de indébito tributário, sendo importante ressaltar que o presente pedido foi formalizado anteriormente à vigência da Lei Complementar nº 118/2005, que passou a viger a partir do dia 09/06/2005. No presente caso, a data de protocolo do pedido de restituição/compensação foi formalizado em 30/06/2000, e se refere a fatos geradores ocorridos entre 05/90 e 03/92. É o relatório. Fl. 411DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13891.000074/0000 Acórdão n.º 9900000.736 CSRFPL Fl. 11 3 Voto Conselheiro Francisco Sales Ribeiro de Queiroz Relator O recurso extraordinário interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional – PFN preenche os requisitos necessários à sua admissibilidade, consoante atesta o despacho competente, devendo ser conhecido. Conforme relatado, a questão que se põe à apreciação deste Colegiado diz respeito exclusivamente à preliminar de prescrição do direito à repetição de indébitos fiscais, merecendo ressaltar que o acórdão paradigma considerou irrelevante que o indébito tenha por fundamento a declaração de inconstitucionalidade ou simples erro, aplicando o prazo quinquenal a partir da extinção do crédito tributário, conforme se extrai da leitura da ementa transcrita no recurso extraordinário, a seguir: ACÓRDÃO PARADIGMA "Ementa: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO ILL O direito de pleitear a restituição de tributo indevido, pago espontaneamente, perece com o decurso do prazo de cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário, sendo irrelevante que o indébito tenha por fundamento inconstitucionalidade ou simples erro (art. 165, incisos I e II, e 168, inciso I, do CTN, e entendimento do Superior Tribunal de Justiça). Recurso Especial do Procurador Provido." (grifo nosso). (Recurso n° 102147786. Processo n° 10183.003219/200293. Acórdão CSRF/0400.810. Quarta Turma. Relatora Conselheira Maria Helena Cotta Cardozo). Os dispositivos da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional – CTN, citados na ementa acima transcrita, estão assim redigidos: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. ......................................................................................................... Fl. 412DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 4 Art. 168. O direito de pleitear a restituição extinguese com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; (vide art. 3º da LC. nº 118, de 2005) II na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. ......................................................................................................... A modalidade de extinção do crédito tributário a que se refere o supra transcrito dispositivo do inciso I, do art. 168 é o definido no inciso I, do art. 156, também do CTN, a seguir: Art. 156. Extinguem o crédito tributário: I o pagamento; (...). Assim, contado da data da extinção do crédito tributário, pelo pagamento, teria o contribuinte cinco anos para fazer valer o seu direito à restituição, entendimento que mereceu intermináveis discussões no âmbito do contencioso administrativo tributário e nos Tribunais Superiores do Poder Judiciário pátrio. Dessa forma, em face da interminável batalha judicial estabelecida sobre o tema, e com a pretensão de pacificar e tornar definitivo um entendimento a respeito, sobreveio a Lei Complementar LC nº 118/2005, cujos artigos 3º e 4º alteraram e acrescentaram dispositivos ao Código Tributário Nacional CTN, dispondo ainda sobre a interpretação a ser dada ao inciso I do art. 168 da mesma Lei, nos termos a seguir reproduzidos: Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1º do art. 150 da referida Lei. Art. 4º Esta Lei entra em vigor 120 (cento e vinte) dias após sua publicação, observado, quanto ao art. 3º, o disposto no art. 106, inciso I, da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional. Por seu turno, o mencionado inciso I, do art. 106, do CTN, estabelece que: Art. 106. A lei aplicase a ato ou fato pretérito: I em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados; (...). Fl. 413DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13891.000074/0000 Acórdão n.º 9900000.736 CSRFPL Fl. 12 5 Assim, a questão já teria sido definitivamente resolvida com a edição dos suso transcritos dispositivos da LC nº 118/2005, segundo o qual a interpretação a ser dada ao inciso I, do art.168, do CTN, é a de que “a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1º do art. 150 da referida Lei.” (Lei nº 5.172/1966 – CTN) Entretanto, o Superior Tribunal de Justiça STJ declarou a inconstitucionalidade da segunda parte do artigo 4° da LC nº 118/2005, ao entender que não se trata de lei meramente interpretativa, já que inova o ordenamento jurídico no tocante ao momento em que o crédito tornase extinto, e que, portanto, não pode retroagir nos moldes do artigo 106, inciso I, do Código Tributário Nacional CTN, sob pena de ofender o princípio da segurança jurídica, de respeitável proteção em nosso ordenamento. Referida matéria, até a sessão de 04/08/2011 do Supremo Tribunal Federal – STF, encontravase submetida ao regime de repercussão geral, oportunidade em que foi negado provimento ao RE nº 566.621/RS, interposto pela Fazenda Nacional, sendo relatora a Ministra Ellen Gracie, declarando a inconstitucionalidade do acima transcrito art. 4º, segunda parte, da Lei Complementar nº 118/2005, considerando válida a aplicação do novo prazo de 5 (cinco) anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 09/06/2005, tendo referida decisão Suprema sido assim ementada: DIREITO TRIBUTÁRIO – LEI INTERPRETATIVA – APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 118/2005 – DESCABIMENTO – VIOLAÇÃO À SEGURANÇA JURÍDICA – NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DA VACACIO LEGIS – APLICAÇÃO DO PRAZO REDUZIDO PARA REPETIÇÃO OU COMPENSAÇÃO DE INDÉBITOS AOS PROCESSOS AJUIZADOS A PARTIR DE 9 DE JUNHO DE 2005. Quando do advento da LC 118/2005, estava consolidada a orientação da Primeira Seção do STJ no sentido de que, para os tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo para repetição ou compensação de indébito era de 10 anos contados do seu fato gerador, tendo em conta a aplicação combinada dos arts . 150, §4º, 156, VII, e 168, I, do CTN. A LC 118/05, embora tenha se autoproclamado interpretativa, implicou inovação normativa, tendo reduzido o prazo de 10 anos contados do fato gerador para 5 anos contados do pagamento indevido. Lei supostamente interpretativa que, em verdade, inova no mundo jurídico deve ser considerada como lei nova. Inocorrência de violação à autonomia e independência dos Poderes, porquanto a lei expressamente interpretativa também se submete, como qualquer outra, ao controle judicial quanto à sua natureza, validade e aplicação. A aplicação retroativa de novo e reduzido prazo para a repetição ou compensação de indébito tributário estipulado por lei nova, fulminando, de imediato, pretensões deduzidas tempestivamente à luz do prazo então aplicável, bem como a Fl. 414DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 6 aplicação imediata às pretensões pendentes de ajuizamento quando da publicação da lei sem resguardo de nenhuma regra de transição, implicam ofensa ao princípio da segurança jurídica em seus conteúdos de proteção da confiança e de garantia do acesso à Justiça. Afastandose as aplicações inconstitucionais e resguardandose, no mais, a eficácia da norma, permitese a aplicação do prazo reduzido relativamente às ações ajuizadas após a vacatio legis, conforme entendimento consolidado por esta Corte no enunciado 445 da Súmula do Tribunal. O prazo de vacatio legis de 120 dias permitiu aos contribuintes não apenas que tomassem ciência do novo prazo, mas também que ajuizassem as ações necessárias à tutela dos seus direitos. Inaplicabilidade do art. 2.028 do Código Civil, pois, não havendo lacuna na LC 118/05, que pretendeu a aplicação do novo prazo na maior extensão possível, descabida sua aplicação por analogia. Além disso, não se trata de lei geral, tampouco impede iniciativa legislativa em contrário. Reconhecida a inconstitucionalidade art. 4º, segunda parte, da LC 118/05, considerandose válida a aplicação do novo prazo de 5 anos tãosomente às ações ajuizadas após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir de 9 de junho de 2005. Aplicação do art. 543B, § 3º, do CPC aos recursos sobrestados. Recurso extraordinário desprovido Por seu turno, o Superior Tribunal de Justiça STJ, em recentíssima decisão (sessão de 02/08/2012), ao julgar o recurso representativo de controvérsia REsp nº 1.269.570 MG, entre muitas outras mais antigas, seguiu a referida posição jurisprudencial proferida do Tribunal Maior, consoante se extrai da leitura da ementa do REsp 1089356/PR, assim disposta: REsp 1089356 / PR RECURSO ESPECIAL 2008/02103521 Relator(a) Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES (1141) Órgão Julgador T2 SEGUNDA TURMA Data do Julgamento 02/08/2012 Data da Publicação/Fonte DJe 09/08/2012 Ementa TRIBUTÁRIO. RECURSOS ESPECIAIS. JUÍZO DE RETRATAÇÃO. ART. 543B, § 3º, DO CPC. MANDADO DE SEGURANÇA QUE ATACA INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE SALDOS NEGATIVOS DA CSLL REFERENTES AO EXERCÍCIO DE 1996. PEDIDO ADMINISTRATIVO PROTOCOLADO ANTES DE 09/06/2005. INAPLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR Nº. 118/2005 E DO ART. 16 DA LEI Nº. 9.065/95. 1. Tanto o STF quanto o STJ entendem que, para as ações de repetição de indébito relativas a tributos sujeitos a lançamento por homologação ajuizadas de 09/06/2005 em diante, deve ser aplicado o prazo prescricional quinquenal previsto no art. 3º da Lei Complementar nº 118/2005, ou seja, prazo de cinco anos com termo inicial na data do pagamento. Já para as ações ajuizadas antes de 09/06/2005, deve ser aplicado o Fl. 415DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13891.000074/0000 Acórdão n.º 9900000.736 CSRFPL Fl. 13 7 entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, §4º com o do art. 168, I, do CTN (tese dos 5+5). Precedente do STJ: recurso representativo da controvérsia REsp n. 1.269.570MG, 1ª Seção, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 23.05.2012. Precedente do STF (repercussão geral): recurso representativo da controvérsia RE n. 566.621/RS, Plenário, Rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 04.08.2011. 2. No caso, embora se trate de mandado de segurança ajuizado no ano de 2007, houve observância do prazo do art. 18 da Lei nº. 1.533/51 e a impetrante impugna o ato administrativo que decretou a prescrição do seu direito de pleitear a restituição dos saldos negativos da CSLL referentes ao anocalendário de 1995, exercício de 1996, cujo pedido de restituição foi protocolado administrativamente em 05.07.2002, antes, portanto, da Lei Complementar n. 118/2005. Diante das peculiaridades dos autos, o Tribunal de origem decidiu que o prazo prescricional deve ser contado da data de protocolo do pedido administrativo de restituição. Em assim decidindo, a Turma Regional não negou vigência ao art. 168, I, do CTN; muito pelo contrário, observou entendimento já endossado pela Primeira Turma do STJ (REsp 963.352/PR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 13.11.2008). 3. No tocante ao recurso da impetrante, deve ser mantido o acórdão do Tribunal de origem, embora por outro fundamento, pois, ainda que o art. 16 da Lei n. 9.065/95 não se aplique nas hipóteses de restituição, via compensação, de saldos negativos da CSLL, no caso a impetrante formulou administrativamente simples pedido de restituição. Na espécie, ao adotar a data de homologação do lançamento como termo inicial do prazo prescricional quinquenal para se pleitear a restituição do tributo supostamente pago a maior, o Tribunal de origem considerou tempestivo o pedido de restituição, o qual, por conseguinte, deverá ter curso regular na instância administrativa. Mesmo que a decisão emanada do Poder Judiciário não contemple a possibilidade de compensação dos saldos negativos da CSLL com outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil, nada obsta que a impetrante efetue a compensação sob a regência da legislação tributária posteriormente concebida. 4. Recurso especial da Fazenda Nacional parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido, e recurso especial da impetrante não provido, em juízo de retratação. Nessa mesma linha, transcrevo ementa de outros julgados do STJ, nos quais o prazo prescricional é contado, em se tratando de pagamentos indevidos cuja repetição fora requerida anteriormente à vigência da LC nº 118∕2005 (09/06/2005), da data do fato gerador, acrescido de mais cinco anos, a partir da homologação tácita ou expressa: “TRIBUTÁRIO. TRIBUTO DECLARADO INCONSTITUCIONAL EM CONTROLE CONCENTRADO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. Fl. 416DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 8 LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. REGRA DOS "CINCO MAIS CINCO". PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. 1. A Primeira Seção desta Corte firmou entendimento de que, "mesmo em caso de exação tida por inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, seja em controle concentrado, seja em difuso, ainda que tenha sido publicada Resolução do Senado Federal (art. 52, X, da Carta Magna), a prescrição do direito de pleitear a restituição, nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação, ocorre após expirado o prazo de cinco anos, contados do fato gerador, acrescido de mais cinco anos, a partir da homologação tácita ou expressa." 2. O entendimento jurisprudencial é a síntese da melhor exegese da legislação no momento da aplicação do direito, por isso é aceitável a sua mudança para o devido aprimoramento da prestação jurisdicional. Agravo regimental improvido.” (AgRg no Ag 1406333 / PE, Relator: Ministro Humberto Martins) “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. IMPOSTO DE RENDA O SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (ILL). PRESCRIÇÃO. TESE DOS "CINCO MAIS CINCO". RESP 1.002.932/SP (ART.543C DO CPC). COMPENSAÇÃO. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL. DATA DO AJUIZAMENTO DA AÇÃO. RESP 1.137.738/SP (ART. 543C DO CPC). POSSIBILIDADE, IN CASU, DE COMPENSAÇÃO COM TRIBUTO DA MESMA ESPÉCIE. CORREÇÃO MONETÁRIA. FEV/1991. IPC. 21,87%. 1. Agravos regimentais interpostos pelos contribuintes e pela Fazenda Nacional contra decisão que negou seguimento aos seus recursos especiais. 2. A Primeira Seção adota o entendimento sufragado no julgamento dos REsp 435.835/SC para aplicar a tese dos "cinco mais cinco" à contagem do prazo prescricional, inclusive para a repetição de tributos declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes: EREsp 507.466/SC, Rel. Ministro Humberto Martins, Primeira Seção, julgado em 25/3/2009, DJe 6/4/2009; AgRg nos EAg 779581/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Primeira Seção, julgado em 9/5/2007, DJe 1/9/2008; EREsp 653.748/CE, Rel. Ministro José Delgado, Rel. p/ Acórdão Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, julgado em 23/11/2005, DJ 27/3/2006. 3. O Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial representativo de controvérsia (REsp 1.002.932/SP), ratificou orientação no sentido de que o princípio da irretroatividade impõe a aplicação da LC n. 118/05 aos pagamentos indevidos realizados após a sua vigência e não às ações propostas posteriormente ao referido diploma legal, porquanto é norma referente à extinção da obrigação e não ao aspecto processual da ação respectiva. 4. Em sede de compensação tributária, deve ser aplicada a legislação vigente por ocasião do ajuizamento da demanda. "[A] Fl. 417DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO Processo nº 13891.000074/0000 Acórdão n.º 9900000.736 CSRFPL Fl. 14 9 autorização da Secretaria da Receita Federal constituía pressuposto para a compensação pretendida pelo contribuinte, sob a égide da redação primitiva do artigo 74, da Lei 9.430/96, em se tratando de tributos sob a administração do aludido órgão público, compensáveis entre si". (REsp 1.137.738/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, DJe 1º/2/2010, julgado sob o rito do art. 543C do CPC). 5. Na correção de indébito tributário incide o índice de 21,87% em fevereiro de 1991 (expurgo inflacionário, IPC/IBGE em substituição à INPC do mês). Precedentes: REsp 968.949/SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 10/3/2011; EDcl no AgRg nos EDcl no REsp 871.152/SP, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19/8/2010; AgRg no REsp 945.285/RS, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 7/6/2010; REsp 1.124.456/DF, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJe 8/4/2010. 6. Agravo regimental das contribuintes parcialmente provido para assegurar a correção monetária no mês de fevereiro de 1991 pelo índice de 21,87%. 7. Agravo regimental da Fazenda Nacional não provido.” (AgRg no REsp 1131971 / RJ, Relator: Ministro Benedito Gonçalves) Através da Portaria MF nº 586, de 21/12/2010–DOU de 22/12/2010, foram introduzidas alterações no Regimento Interno do CARF aprovado pela Portaria MF nº 256, DOU de 23/06/2009, sobrevindo o art. 62A, que assim dispõe: Art. 62A. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional, na sistemática prevista pelos artigos 543B e 543C da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, Código de Processo Civil, deverão ser reproduzidas pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF. Sendo assim, diante dessas decisões proferidas pelos nossos Tribunais Superiores, outra não poderia ser minha posição a respeito da matéria, senão a de aplicar ao caso os estritos termos das sobreditas decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, considerandose o prazo prescricional de 5 (cinco) anos aplicável tão somente aos pedidos formalizados após o decurso da vacatio legis de 120 dias, ou seja, a partir dos pedidos protocolados nas repartições da Receita Federal do Brasil do dia 9 de junho de 2005 em diante. Para os pedidos protocolados anteriormente a essa data (09/06/2005), valeria o entendimento anterior que permitia a cumulação do prazo do art. 150, § 4º com o do art. 168, I, do CTN (tese dos 5+5), ou seja, a contagem do prazo prescricional darseia a partir do fato gerador, devendo o pedido ter sido protocolado no máximo após o transcurso de 10 (dez) anos a partir dessa data (do fato gerador). Fl. 418DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO 10 No presente caso, a data de protocolo do pedido de restituição/compensação foi formalizado em 30/06/2000, e se refere a fatos geradores ocorridos entre 05/90 e 03/92. Sendo assim, o direito à repetição não foi alcançado pela prescrição. Isto posto, voto no sentido de dar provimento parcial ao recurso, devendo o processo retornar à repartição de origem para que seja analisada a viabilidade do pedido quanto às questões de mérito, sua liquidez, demais matérias não examinadas e adoção das providências que considerar cabíveis, devendo o processo, posteriormente, seguir seu trâmite de acordo com o Decreto nº 70.235/1972, que rege o Processo Administrativo Fiscal – PAF. É assim que voto. (assinado digitalmente) Francisco de Sales Ribeiro de Queiroz Fl. 419DF CARF MF Impresso em 09/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalme nte em 20/05/2013 por FRANCISCO DE SALES RIBEIRO DE QUEIROZ, Assinado digitalmente em 08/05/2014 por OTACILIO DANTAS CARTAXO
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Numero do processo: 16327.001623/2010-37
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Mar 20 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Apr 01 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 2301-000.444
Decisão: Acordam os membros do colegiado, : I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Sustentação: Fábio Zambitte. OAB: 176.415/SP.
(assinado digitalmente)
Marcelo Oliveira - Presidente.
(assinado digitalmente)
Mauro José Silva Relator
Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Wilson Antonio de Souza Correa, Manoel Coelho Arruda Júnior, Adriano González Silvério, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira.
Nome do relator: MAURO JOSE SILVA
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Acordam os membros do colegiado, : I) Por unanimidade de votos: a) em converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do(a) Relator(a). Sustentação: Fábio Zambitte. OAB: 176.415/SP. (assinado digitalmente) Marcelo Oliveira Presidente. (assinado digitalmente) Mauro José Silva – Relator Participaram, do presente julgamento, a Conselheira Bernadete de Oliveira Barros, bem como os Conselheiros Wilson Antonio de Souza Correa, Manoel Coelho Arruda Júnior, Adriano González Silvério, Mauro José Silva e Marcelo Oliveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 63 27 .0 01 62 3/ 20 10 -3 7 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2014 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 16327.001623/201037 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.444 S2C3T1 Fl. 158 2 Relatório e Voto: Tratase de Recurso Voluntário contra decisão de primeira instância que julgou improcedente a impugnação. O processo teve início com o AI Auto de Infração Debcad n° 37.271.7349, lavrado em 15/12/2010, com lançamento de relativo a penalidade por não apresentar as Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações Previdência Social (GFIP), com dados correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, abrangendo o período de 01/2005 a 12/2006, no montante de R$ 787.484,50, consolidado em 10/12/2010. Conforme o Acórdão a quo, o Relatório Fiscal Termo de Verificação Fiscal, informa: O débito teve como origem os valores das remunerações a título de Participação nos Lucros e/ou Resultados e Abono Único pagos e/ou creditados aos empregados e aos diretores empregados, apurados em folhas de pagamento e informações prestadas pelo sujeito passivo, e remunerações pagas através de cartão premiação, apuradas conforme Notas Fiscais e dados fornecidos pelo Unibanco. Do PLR A empresa distribuiu lucros aos seus empregados através do Plano de Participação nos Resultados UNIBANCO PR, nos anos de 2005 e 2006, conforme planilha entregue a fiscalização.Os planos próprios de Participação nos Resultados para os anos de 2003 ee 2005 e 2006 foram pactuados e assinados entre o Unibanco e a Comissão de Trabalhadores, não havendo a participação do Sindicato.A Lei n° 10.101/00 em seu art. 2o, inciso I, prevê a participação obrigatória de um membro do sindicato no caso de programa específico da empresa, a fim de assegurar os direitos dos trabalhadores e equilibrar a relação capital x trabalho protegendo o trabalhador. Não havendo a participação de um membro do Sindicato na assinatura do Acordo entre empresa e empregados, a legislação não é respeitada. O Plano de Participação nos Resultados referente aos anos de 2005 e 2006 foi assinado entre as empresas UNIBANCO e a Comissão de Trabalhadores em 15 de agosto de 2006. O pagamento de participação nos lucros ou resultados tem como essência a retribuição pela colaboração do empregado na obtenção de um lucro ou na realização de um resultado previamente pactuado. O seu objetivo é estimular o empenho dos trabalhadores para a geração de resultados previamente estabelecidos, ou seja, a empresa deve conceder o pagamento a título de participação nos lucros ou resultados se os trabalhadores atingirem uma meta préestabelecida. Assim, se um acordo é firmado em período posterior ao que será avaliado, perdese a característica de Fl. 159DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2014 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 16327.001623/201037 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.444 S2C3T1 Fl. 159 3 estímulo e, por conseguinte, de incentivo a produtividade, objetivo da Lei n° 10.101/00 (art. Io). A participação nos lucros ou resultados foi distribuída nos anos de 2005 e 2006, através das convenções coletivas de trabalho sobre Participação nos Lucros ou Resultados los oancos nos anos de 2004 e 2005, assinadas entre a FENABAN Federação Nacional dos Bancos e os respectivos Sindicatos e Confederações representando os er preg dos. Esta distribuição está em desacordo com a legislação. (...) Nos meses de janeiro, abril, maio, junho, julho, novembro e dezembro de 2005 e 2006 foram efetuados pagamentos de PLR e PR a empregados transferidos, licenciados ou desligados. Verificase explicitamente na Lei n° 10.101/00 a vedação da distribuição de lucros em periodicidade inferior a um semestre ou mais de duas vezes no mesmo ano civil (art. 3o), sendo que o Unibanco distribuiu lucros aos seus empregados em várias competências do mesmo ano civil, conforme planilhas entregues pelo sujeito passivo. Por todo o exposto, concluise que a distribuição de lucros realizada pela empresa através de PLR e PR não está de acordo com a legislação específica e, portanto, não se desvincula da remuneração, integrando o saláriodecontribuição previdenciário. Do Abono Único O abono concedido por liberalidade é uma rubrica inerente a segurados empregados, sem condicionálo ao cumprimento de qualquer exigência. Os abonos de qualquer natureza, concedidos em virtude de lei, dissídio, acordo coletivo ou contrato ou por mera liberalidade, fixos ou variáveis, integram a base de cálculo Não integram a base de cálculo os abonos expressamente desvinculados do salário, conforme dispõe o art. 28, §9°, letra “e”, item 7 da Lei n° 8.212/91 e art. 214,1, §9°, V, “a” do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99. No caso em tela, o Abono Único CCT, rubrica 103 da folha de pagamento foi pago ”ios piegados segundo Convenção Coletiva de Trabalho, sem desvinculação de remun^aç. Q: pressa em lei. Da remuneração através de cartão premiação Foram identificadas através de informações internas as remunerações lagas e/ou creditadas sob a forma de cartão de premiação efetuadas pelo Unibanco a colaboradores, utilizandose das empresas Spirit Incentivo e Fidelização Ltda. e Mark Up Participações e Promoções Ltda. Os dados foram apurados conforme respostas do sujeito passivo às intimações feitas em 24/08/2010, 09/11/2010 e 18/11/2010 e as devidas notas fiscais emitidas pelas empresas intermediárias e pagas pelo Unibanco. Fl. 160DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2014 por MAURO JOSE SILVA Processo nº 16327.001623/201037 Erro! A origem da referência não foi encontrada. n.º 2301000.444 S2C3T1 Fl. 160 4 A empresa afirma que tais pagamentos de cartões de premiações foram efetuados a colaboradores de seus parceiros comerciais, e que não houve retenção e/ou pagamento de contribuição previdenciária, não sendo possível identificar as datas de pagamento e os valores de remuneração por beneficiário. Nos termos do art. 28, inciso III da Lei n° 8.212/91, os valores pagos a título de premiação, incentivo ou qualquer outro título é parte integrante do saláriode contribuição, sendo que no caso concreto, como não há vínculo empregatício, é considerada remuneração paga a contribuintes individuais. Após tomar ciência pessoal da autuação em 15/12/2010, fls. 02, a recorrente apresentou impugnação, fls. 17/38, na qual apresentou argumentos similares aos constantes do recurso voluntário. A 12ª Turma da DRJ/São Paulo, no Acórdão de fls. 67/92, julgou o lançamento improcedente, tendo a recorrente sido cientificada do decisório em 11/08/2011, fls. 94. O recurso voluntário, apresentado em 11/09/2011, fls. 97/121 apresentou argumentos que deixamos de relatar em virtude da proposta de diligência que a seguir será apresentada. É a síntese do necessário. Ao iniciar a análise do presente, observamos que os processos relativos à obrigação principal possuem informação sobre parcelamento especial e este pode ser aplicável ao presente caso. Pelo exposto, votamos pela CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA para que: 1. A autoridade preparadora informe se houve pedido de parcelamento especial em relação ao presente processo e, em caso positivo, informe quais débitos foram parcelados; 2. Após a providência acima, seja a recorrente intimada a apresentar manifestação no prazo de trinta dias; 3. Retorne os autos para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) Mauro José Silva Relator Fl. 161DF CARF MF Impresso em 01/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/03/2014 por MAURO JOSE SILVA, Assinado digitalmente em 01/04/2014 por MARCELO OLIVEIRA, Assinado digitalmente em 26/03/2014 por MAURO JOSE SILVA
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Numero do processo: 10580.007514/2003-17
Turma: 1ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 1ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Jul 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri May 23 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 2003
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO- OMISSÃO.
Constatado que houve omissão no Acórdão quanto ao retorno do processo para a Turma a quo, os Embargos de Declaração formam a via adequada para que seja sanada a omissão.
Numero da decisão: 9101-001.708
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 1ª Turma da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para dar lhe provimento com retorno à Câmara a quo
(documento assinado digitalmente)
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS
Presidente Substituto
(documento assinado digitalmente)
SUSY GOMES HOFFMANN
Relatora
Participaram do julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Olivieira Santos (Presidente Substituto), Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Plínio Rodrigues de Lima, João Carlos de Lima Júnior e eu Susy Gomes Hoffmann.
Nome do relator: SUSY GOMES HOFFMANN
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 2003 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO- OMISSÃO. Constatado que houve omissão no Acórdão quanto ao retorno do processo para a Turma a quo, os Embargos de Declaração formam a via adequada para que seja sanada a omissão.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para dar lhe provimento com retorno à Câmara a quo (documento assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente Substituto (documento assinado digitalmente) SUSY GOMES HOFFMANN Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Olivieira Santos (Presidente Substituto), Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Plínio Rodrigues de Lima, João Carlos de Lima Júnior e eu Susy Gomes Hoffmann.
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Constatado que houve omissão no Acórdão quanto ao retorno do processo para a Turma a quo, os Embargos de Declaração formam a via adequada para que seja sanada a omissão. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 1ª Turma da CÂMARA SSUUPPEERRIIOORR DDEE RREECCUURRSSOOSS FFIISSCCAAIISS, por unanimidade de votos, acolher os Embargos de Declaração para dar lhe provimento com retorno à Câmara a quo (documento assinado digitalmente) LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS Presidente Substituto AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 00 75 14 /2 00 3- 17 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10580.007514/200317 Acórdão n.º 9101001.708 CSRFT1 Fl. 132 2 (documento assinado digitalmente) SUSY GOMES HOFFMANN Relatora Participaram do julgamento os Conselheiros: Luiz Eduardo de Olivieira Santos (Presidente Substituto), Marcos Aurélio Pereira Valadão, José Ricardo da Silva, Viviane Vidal Wagner (Suplente Convocada), Jorge Celso Freire da Silva, Karem Jureidini Dias, Valmir Sandri, Plínio Rodrigues de Lima, João Carlos de Lima Júnior e eu Susy Gomes Hoffmann. Relatório Tratase de Embargos de Declaração opostos pela Fazenda Nacional, contra o Acórdão nº 9101001.022 da 1° Turma da CSRF, que restou assim ementado: Assunto: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES. Anocalendário: 2003 Ementa: LEI COMPLEMENTAR N° 123/06. REDUÇÃO DO ROL DE ATIVIDADES VEDADAS AO SIMPLES. IRRETROATIVIDADE. NÃO CONFIGURAÇÃO DE NENHUMA DAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ARTIGO 106 DO CTN. Não retroage a lei complementar n° 123, por não se enquadrar em nenhuma das hipóteses excepcionais de retroatividade previstas no artigo 106 do CTN. Primeiro porque não se constitui em lei interpretativa; segundo porque não pertence, a matéria, a seara das infrações tributárias. ATIVIDADE DE TRANSPORTE DE MERCADORIAS NÃO VEDADA PELA LEI N° 9.317/96 (ART. 9º , INCISO XIII) O artigo 9°, inciso XIII, da Lei n° 9317/96, conforme se depreende dos seus expressos termos, não veda a atividade de transporte de mercadorias. Alega a embargante, que foi negado provimento ao recurso especial, com base em fundamento que não mais se encontrava em discussão nesta instância recursal. A Primeira Câmara do Terceiro Conselho de Contribuintes acolhera o recurso voluntário interposto pela Contribuinte com fundamento na aplicação retroativa da Lei Complementar n° 123/06. O acórdão embargado, segundo alega a Procuradoria da Fazenda, não poderia ter ingressado na análise de a atividade profissional ser vedada ou não à luz da Lei n° 9.317/96. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10580.007514/200317 Acórdão n.º 9101001.708 CSRFT1 Fl. 133 3 Assim, a omissão que ensejou a oposição do presente recurso, reside na ausência de exposição dos fundamentos que levaram à análise da questão. É em síntese o Relatório. Voto Conselheira Susy Gomes Hoffmann Conheço dos Embargos, pois presente a omissão alegada. De fato, como se depreende da análise dos autos, mais precisamente do Ato Declaratório Executivo presente às fls. 04, temse que a exclusão do contribuinte do Simples deuse justamente com fundamento na Lei n° 9.317/96. Tanto é, que na solicitação de revisão da exclusão do Simples e no recurso voluntário interposto, notase claramente que a linha de argumentação trazida pela Contribuinte foi no sentido de não haver vedação no Simples à atividade por ele desenvolvida. No acórdão de segunda instância, o Recurso Voluntário da Contribuinte foi acolhido, sobre o fundamento único da aplicação retroativa da Lei Complementar n° 123/2006. O Recurso Especial foi interposto alegandose divergência de interpretação jurisprudencial quanto a aplicação retroativa da Lei Complementar 123/2006. Ao julgar o Recurso, restou fixada a inaplicabilidade retroativa da Lei Complementar n° 123/2006. Contudo, a questão referente à vedação da atividade exercida pelo contribuinte, em relação à Lei n° 9.317/96, não foi ultrapassada e nem superada, ao contrário do alegado pela embargante. Como se pode aferir, às fls. 47 dos autos, foi o julgamento convertido em diligência nos termos da Resolução nº 3011.567, para que se verificasse “in loco”, qual a atividade efetivamente exercida pela Contribuinte. E de acordo com o termo de encerramento de diligência (fls. 82), item 1, ficou comprovado que a Contribuinte realizava somente serviços de transporte e não como constou do termo de declaração de exclusão (fls.04), atividades relacionadas à organização do transporte de cargas. Todavia, é certo que esta questão, sobre o fato de a atividade da empresa estar ou não vedada não foi enfrentada pela Câmara a quo. Assim, cabe esclarecer que, embora a questão posta para análise do Recurso Especial se referisse unicamente a retroatividade ou não da Lei Complementar 123/2006, o fato de ter sido dado provimento ao Recurso da Fazenda não traz o deslinde para o processo, de tal maneira que as demais questões de mérito devem ser enfrentadas. Desta feita CONHEÇO E DOU PROVIMENTO AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, a fim de reratificar o Acórdão nº 9101 001.022. a fim de que conste o Fl. 142DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN Processo nº 10580.007514/200317 Acórdão n.º 9101001.708 CSRFT1 Fl. 134 4 seguinte dispositivo: DADO PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL DA FAZENDA NACIONAL QUANTO AO TEMA DA IRRETROATIVIDADE, DEVENDO O PROCESSO RETORNAR PARA A TURMA A QUO PARA ANÁLISE DAS DEMAIS QUESTÕES DE MÉRITO. Sala das Sessões em, 17 de julho de 2013. (assinado digitalmente) Susy Gomes Hoffmann Relatora. Fl. 143DF CARF MF Impresso em 23/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN, Assinado digitalmente em 12/12/2013 por LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA SANTOS, Assinado digitalmente em 14/10/2013 por SUSY GOMES HOFFMANN
score : 1.0
Numero do processo: 11020.720386/2007-32
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 30 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Mar 13 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006
PIS - RESSARCIMENTO - CRÉDITOS EXPORTAÇÃO - GLOSA REFERENTE A TRIBUTO NÃO CONSTITUÍDO - IMPOSSIBILIDADE.
Na análise de Pedido de Ressarcimento cabe a autoridade fiscal verificar a existência e adequação do crédito pleiteado pelo contribuinte para, em momento posterior, quando for o caso, promover a compensação de ofício, com débitos que estejam eventualmente constituídos e em aberto. Se constatado que determinado valor não foi submetido à tributação pelo contribuinte, cabe ao Fisco, primeiramente, promover o lançamento, para que então esteja autorizado a promover sua cobrança. Imprescindível a constituição do crédito tributário (débito) para que possa ser promovida sua cobrança. Descabida a glosa de créditos cujo ressarcimento foi pleiteado, com base em débito inexistente, posto que não constituído, seja pelo contribuinte, seja pelo Fisco. Impossível, ainda, a compensação de ofício de débito não constituído.
PIS - BASE DE CÁLCULO - CRÉDITO DE ICMS - NÃO INCIDÊNCIA.
A transferência de créditos de ICMS para terceiros está prevista na legislação estadual específica, e representa mera mutação patrimonial. Na hipótese não há que obtenção de novas receitas.
Recurso Voluntário Provido.
Numero da decisão: 3302-002.431
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. Os conselheiros Paulo Guilherme Déroulède e Maria da Conceição Arnaldo Jacó acompanharam a relatora pelas conclusões.
(assinado digitalmente)
WALBER JOSÉ DA SILVA - Presidente.
(assinado digitalmente)
FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS - Relatora.
EDITADO EM: 27/02/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), Fabiola Cassiano Keramidas, Gileno Gurjão Barreto, Paulo Guilherme Deroulede, Alexandre Gomes, Maria da Conceição Arnaldo Jacó.
Nome do relator: FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 PIS - RESSARCIMENTO - CRÉDITOS EXPORTAÇÃO - GLOSA REFERENTE A TRIBUTO NÃO CONSTITUÍDO - IMPOSSIBILIDADE. Na análise de Pedido de Ressarcimento cabe a autoridade fiscal verificar a existência e adequação do crédito pleiteado pelo contribuinte para, em momento posterior, quando for o caso, promover a compensação de ofício, com débitos que estejam eventualmente constituídos e em aberto. Se constatado que determinado valor não foi submetido à tributação pelo contribuinte, cabe ao Fisco, primeiramente, promover o lançamento, para que então esteja autorizado a promover sua cobrança. Imprescindível a constituição do crédito tributário (débito) para que possa ser promovida sua cobrança. Descabida a glosa de créditos cujo ressarcimento foi pleiteado, com base em débito inexistente, posto que não constituído, seja pelo contribuinte, seja pelo Fisco. Impossível, ainda, a compensação de ofício de débito não constituído. PIS - BASE DE CÁLCULO - CRÉDITO DE ICMS - NÃO INCIDÊNCIA. A transferência de créditos de ICMS para terceiros está prevista na legislação estadual específica, e representa mera mutação patrimonial. Na hipótese não há que obtenção de novas receitas. Recurso Voluntário Provido.
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Na análise de Pedido de Ressarcimento cabe a autoridade fiscal verificar a existência e adequação do crédito pleiteado pelo contribuinte para, em momento posterior, quando for o caso, promover a compensação de ofício, com débitos que estejam eventualmente constituídos e em aberto. Se constatado que determinado valor não foi submetido à tributação pelo contribuinte, cabe ao Fisco, primeiramente, promover o lançamento, para que então esteja autorizado a promover sua cobrança. Imprescindível a constituição do crédito tributário (débito) para que possa ser promovida sua cobrança. Descabida a glosa de créditos cujo ressarcimento foi pleiteado, com base em “débito” inexistente, posto que não constituído, seja pelo contribuinte, seja pelo Fisco. Impossível, ainda, a compensação de ofício de débito não constituído. PIS BASE DE CÁLCULO CRÉDITO DE ICMS NÃO INCIDÊNCIA. A transferência de créditos de ICMS para terceiros está prevista na legislação estadual específica, e representa mera mutação patrimonial. Na hipótese não há que obtenção de novas receitas. Recurso Voluntário Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da relatora. Os conselheiros Paulo Guilherme Déroulède e Maria da Conceição Arnaldo Jacó acompanharam a relatora pelas conclusões. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 02 0. 72 03 86 /2 00 7- 32 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 3/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 2 (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora. EDITADO EM: 27/02/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva (Presidente), Fabiola Cassiano Keramidas, Gileno Gurjão Barreto, Paulo Guilherme Deroulede, Alexandre Gomes, Maria da Conceição Arnaldo Jacó. Relatório Tratase de pedido de ressarcimento de PIS recolhido pelo regime da não cumulatividade. Por retratar a realidade dos fatos, adoto o relatório da decisão de primeira instância administrativa, verbis: “O contribuinte supracitado solicitou ressarcimento de contribuição nãocumulativa (PIS nãocumulativo), conforme pedido constante nos autos. O pedido foi deferido parcialmente, visto que o contribuinte não considerou na base de cálculo do tributo devido o valor das cessões de créditos de ICMS. O interessado apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade, endereçada a esta Delegacia de Julgamento, onde discorda da glosa efetuada. Alega que haveria uma alteração qualitativa da classificação contábil, que não implicaria em receita tributável, e, por isso, não existe previsão legal para a tributação. Admite, para fins de argumentação, que se de receita se tratasse, ela seria qualificada como receita de exportação e estaria isenta e imune à incidência das contribuições ao PIS e COFINS, pois a exportação é a causa imediata da manutenção dos créditos e de sua transferência para terceiros. Traz doutrina e jurisprudência para fundamentar seus raciocínios de defesa.” Fl. 100DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 3/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11020.720386/200732 Acórdão n.º 3302002.431 S3C3T2 Fl. 11 3 Após analisar as alegações trazidas pela Recorrente, a Segunda Turma da DRJ de Porto Alegre lavrou o acórdão nº 1024.177, por meio do qual manteve a glosa realizada pela autoridade administrativa com base na seguinte ementa, a saber: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/04/2006 a 30/06/2006 CESSÃO DE ICMS INCIDÊNCIA DE PIS/PASEP E COFINS A cessão de direitos de ICMS compõe a receita do contribuinte, sendo base de cálculo para o PIS/PASEP e a COFINS até a edição dos arts.7°, 8° e 9° da Medida Provisória 451, de 15 de dezembro de 2008. Rest/Ress. Indeferido Comp. não homologada” Irresignada, a Recorrente interpôs recurso voluntário por meio do qual reiterou as razões trazidas em sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheira FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS O recurso atende aos pressupostos de admissibilidade, razão pela qual dele conheço. Tratase de pedido de ressarcimento de crédito de PIS, decorrente do resultado positivo (saldo credor) do período apurado (1) com base nos insumos utilizados pela contribuinte em sua atividade, os quais foram devidamente quantificados e apresentados à fiscalização (valor positivo) e (2) na indicação do valor devido a título de PIS, regularmente declarado em DCTF (valor negativo). Conforme se verifica dos termos do relatório da Fiscalização (fls. 08/09), in casu, a glosa dos créditos ocorreu em razão de a fiscalização entender que o contribuinte não calculou seu débito de PIS do período (item 2 acima citado) da forma correta, a saber: “No período contemplado pelo presente processo, o contribuinte efetuou operações de transferências de créditos de ICMS para terceiros, mas não reconheceu as receitas decorrentes dessas alienações de direitos a terceiros. Não obstante, o art. 10 da lei 10.637/02 determina que a base de cálculo do PIS abrange todas as receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua classificação contábil ou denominação e, por outro lado, não cita essas receitas dentre as exclusões da base de cálculo enumeradas em seu §3°: Fl. 101DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 3/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 4 Lei 10.637, de 30/12/2002. Art. 1° A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 1° Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. § 2° A base de cálculo da contribuição para o PIS/Pasep é o valor do faturamento, conforme definido no caput. § 3° Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: I decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero; II (VETADO) III auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora, na condição de substituta tributária; IV de venda de álcool para fins carburantes; (NR da lei 10.865/04). V referentes a: a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos; b) reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição, que tenham sido computados como receita. VI — não operacionais, decorrentes da venda de ativo imobilizado. (Incluído pela Lei n° 10.684, de 30.5.2003).” A alienação a terceiros de bens e direitos do seu ativo — seja do circulante, realizável a longo prazo ou permanente , importa no auferimento de receitas. É o que dita a Resolução n° 774, de 16/12/1994, do Conselho Federal de Contabilidade, que aprovou o apêndice à Resolução sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade: Resolução N° 774, de 16/12/94, do CFC: 2.6.3 ALGUNS DETALHES SOBRE AS RECEITAS E SEU RECONHECIMENTO A receita é considerada realizada no momento em que há a venda de bens e direitos da Entidade entendida a palavra "bem" em sentido amplo, incluindo toda sorte de mercadorias, produtos, serviços, inclusive equipamentos e imóveis , com a transferência da sua propriedade para Fl. 102DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 3/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11020.720386/200732 Acórdão n.º 3302002.431 S3C3T2 Fl. 12 5 terceiros, efetuando estes o pagamento em dinheiro ou assumindo compromisso firme de fazêlo num prazo qualquer.” Isto é, o crédito em questão não foi glosado pela insuficiência/irregularidade de insumos, mas pelo entendimento de que a Recorrente, ao calcular o PIS devido no período, deixou de considerar na base de cálculo do tributo o valor relativo ao Crédito de ICMS não cumulativo, o que gerou a conclusão de recolhimento a menor do tributo. O problema, portanto, da equação apresentada, é no quantum que representa o débito, não no valor crédito. Neste sentido, tendo o Fisco constatado que a Recorrente não apurou (não lançou e não pagou) tais débitos, ao manifestarse sobre o direito ao ressarcimento de créditos que a Recorrente apurou (objeto do Pedido de Ressarcimento ora sob análise), houve por bem glosar parte dos créditos pleiteados. Ou seja, na análise da procedência ou não dos créditos apurados pela Recorrente, cujo ressarcimento pleiteou, o Fisco lhe negou o direito a parte de tais créditos, porque “descontou”, do total de créditos pleiteados, o débito de PIS que não foi anteriormente apurado pela Recorrente (sobre o crédito de ICMS, acima referido). Pareceme, evidente, que o Agente Fiscal incorreu em grave erro. Afinal, confundiu a análise do crédito de PIS – cujo pedido de ressarcimento pleiteado é objeto dos autos – com um débito de PIS que deixou de ser apurado e lançado pela contribuinte. Promoveu verdadeira compensação de ofício sem que, contudo, o valor do débito tivesse sido antes constituído. Realizou, portanto, cobrança de tributo sem o respectivo lançamento. Ora, o Agente Fiscal concluiu através de suas verificações, que a Recorrente deixou de incluir determinado valor na base de cálculo do PIS (correspondente ao crédito de ICMS). E tal conclusão se deu porque a Recorrente não declarou este valor em sua DCTF e, consequentemente, deixou de constituir este tributo. Neste momento, portanto, a fiscalização localizou valor não lançado que em seu entender seria devido pela Recorrente. Deveria, então, promover, em primeiro lugar, o lançamento de tal valore, para que fosse possível estabelecer sua cobrança (ou compensação de ofício). Afinal, é cediço que para que seja possível cobrar quaisquer valores, a título de tributo, estes devem estar definitivamente constituídos – seja através de lançamento por homologação (Art. 150,§4º do CTN), seja através de lançamento de oficio (Art. 142 do CTN). Entretanto, no presente caso, considerando que a Recorrente não ofereceu tais valores à tributação – daí, inclusive que surgiu o questionamento fiscal – e que nestes autos não foi efetuado nenhum lançamento de ofício, os valores em questão jamais foram constituídos definitivamente. Assim, faltalhes requisito essencial para a pretensa cobrança, por parte da Autoridade Fiscal. Esta razão já seria suficiente para a improcedência da glosa em comento. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 3/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 6 Vale destacar, que com isso não entendo que a fiscalização deve ressarcir os contribuintes de valores aos quais eles não têm direito. Na hipótese de o mencionado débito ter sido adequadamente constituído, o procedimento correto que o Fisco deveria ter adotado seria o de (i) verificar a procedência (e deferimento) do crédito pleiteado e, posteriormente, (ii) avaliar se existiam débitos do contribuinte em aberto, (iii) para então promover a compensação de ofício (que deveria seguir o rito estabelecido pela IN nº 900/08). Ou seja, a administração, da mesma forma, não procederia à mencionada restituição. De toda forma, equivocado o procedimento que foi adotado no presente caso, de glosar o “crédito” a que o contribuinte tem direito, em razão de ter sido constatada a apuração e manutenção em aberto de “débitos” da contribuição. Afinal, na análise da procedência do direito ao “crédito” o Fisco deveria ter deferido integralmente o direito do contribuinte e, em momento posterior, se fosse o caso (ou seja, se houvesse crédito constituído e aberto), promover a quitação de eventual “débito” (constituído e em aberto) com o “crédito” reconhecido, efetuando, nestes termos, a compensação de oficio e a restituição do valor (crédito) remanescente. Assim, também sob esse prisma está inadequado o procedimento adotado pela Autoridade Fiscal. De todo modo, considerando que o débito em questão não foi sequer constituído, não haveria também condições de se promover a compensação de ofício nos moldes referidos. Tendo em vista que o julgamento é realizado por um órgão colegiado, em vista da possibilidade de meus pares não concordarem com minhas conclusões preliminares, por si só suficientes para cancelar a exigência desta exação, passo a analisar o mérito da glosa. Vejamos. De acordo com os autos, a autoridade administrativa entende que deve ser incluído na base de cálculo do PIS e Cofins o produto da venda de créditos acumulados de ICMS, uma vez que a regra matriz deste tributo determina sua incidência sobre a totalidade de receitas. É o que se depreende do caput do artigo 1º, da Lei nº 10.637/02, a saber: “Lei 10.637, de 30/12/2002. Art. 1° A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil.” (destaquei) Ao analisar todo o texto da norma legal, concluo que a questão em discussão depende exatamente de conceituar o valor que se pretende tributar como receita, pois é este o critério que define a tributação, tanto que o legislador pretendeu buscar a receita onde quer que se encontrasse, mesmo que estivesse registrada em classificação contábil diversa. Em meu entender, exatamente neste ponto que o legislador deixou de se preocupar com a forma, definindose pela essência, quando acenou que a tributação independe de o valor estar registrado como receita, sendo necessário que seja efetivamente uma receita. Neste aspecto, o valor recebido como pagamento pelo crédito acumulado de ICMS não está adequado ao conceito de receita que o legislador originário pretendeu alcançar. Fl. 104DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 3/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Processo nº 11020.720386/200732 Acórdão n.º 3302002.431 S3C3T2 Fl. 13 7 Inicialmente, é necessário esclarecer que o saldo credor de ICMS, no demonstrativo contábil da apuração do resultado do exercício, será sempre o valor do "débito" do ICMS, pois é o resultado negativo da conjunção dos créditos referentes aos valores de ICMS pago pela Recorrente nas aquisições (registrados na conta de passivo exigível) com os débitos deste mesmo ICMS recebidos pela Recorrente nas operações de venda. Em razão do princípio da não cumulatividade, nas operações de venda de mercadorias, a nota fiscal é emitida com o destaque do ICMS devido, que é pago pelo contribuinte final e deduzido dos créditos de ICMS até então pagos pela contribuinte, somente quando o valor dos créditos, no mês, supera o de débitos, a contribuinte apura saldo de ICMS a recuperar. Conforme lecionado pelo ilustre Conselheiro Gileno Gurjão Barreto1, “Os créditos acumulados já foram "débitos", de outra pessoa jurídica, cuja receita fora tributada pelo PIS e está no preço da mercadoria pago por esta contribuinte. Os créditos serão ativo próprio, a ser deduzido do passivo, em contas patrimoniais. Afirmar que a cessão de créditos seria receita seria o mesmo que tentar tributar os créditos de ICMS como se receitas fossem; o que seria absolutamente incoerente do ponto de vista contábil e, consequentemerite, jurídico.” A transferência de créditos de ICMS para terceiros está prevista na legislação estadual específica, e representa mera mutação patrimonial, em valores idênticos, sem obtenção de receitas. Neste sentido, em sentido oposto ao entendimento da DRF, entendo que somente haveria que se falar em tributação se houvesse algum ágio na operação em comento, momento em que poderia ser imaginado um aumento patrimonial. Desta forma, com razão a Recorrente em não incluir na base de cálculo do PIS o valor referente à venda de crédito acumulado de ICMS. Ante o exposto, DOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, para garantir o direito à restituição integral do crédito de PIS, objeto deste processo. (assinado digitalmente) FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS Relatora 1 Julgamento do processo administrativo nº 11065.005554/200316, Recurso nº 130.416; Acórdão nº 20179.964. Fl. 105DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 3/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS 8 Fl. 106DF CARF MF Impresso em 13/03/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS, Assinado digitalmente em 01/0 3/2014 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 28/02/2014 por FABIOLA CASSIANO KERAMIDAS
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Numero do processo: 10875.903614/2009-56
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Apr 23 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon May 26 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/06/2005 a 30/06/2005
INOVAÇÃO DOS ARGUMENTOS DE DEFESA. PRECLUSÃO.
Considera-se não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante na primeira instância administrativa.
Numero da decisão: 3803-005.988
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso voluntário.
Corintho Oliveira Machado - Presidente e Relator.
EDITADO EM: 21/05/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Demes Brito, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues e Corintho Oliveira Machado.
Nome do relator: CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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PRECLUSÃO. Considerase não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante na primeira instância administrativa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, em não conhecer do recurso voluntário. Corintho Oliveira Machado Presidente e Relator. EDITADO EM: 21/05/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Demes Brito, Hélcio Lafetá Reis, João Alfredo Eduão Ferreira, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues e Corintho Oliveira Machado. Relatório Por bem descrever os fatos relativos ao contencioso, adoto o relato do órgão julgador de primeira instância até aquela fase: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 90 36 14 /2 00 9- 56 Fl. 100DF CARF MF Impresso em 26/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 21/05 /2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 Tratase de Declaração de Compensação (DCOMP) com aproveitamento de suposto pagamento a maior. A Delegacia da Receita Federal de origem emitiu Despacho Decisório Eletrônico de não homologação da compensação, tendo em vista que o pagamento apontado como origem do direito creditório estaria integralmente utilizado na quitação de débito do contribuinte. Cientificada do despacho decisório, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, na qual, em síntese, alega: O fundamento, decisão e enquadramento legal são apenas fática, sob a alegação de que o darf embora localizado registra um ou mais pagamentos, tendo sido integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não consignando crédito disponível. Do pagamento indevido ou a maior Do Darf localizado... foi detectado um pagamento indevido ou a maior... que corrigido pela taxa Selic acumulada ...importou em ... 0 referido crédito, foi compensado com o débitos de COFINS... Desta forma, do DARF identificado pela Inconformada e localizado pela RFB, foi destacado o pagamento indevido ou a maior..., que após corrigido ficou apto a compensar o débito de COFINS na forma como realizado. 0 procedimento da Inconformada portanto, foi realizado dentro da mais estrita legalidade. Do pedido Assim, o DARF então identificado tendo registrado pagamento indevido ou a maior de tributo, resta legitimada a compensação realizada pela Inconformada, devendo ser homologada na forma da legislação de regência. A DRJ em Campinas/SP julgou improcedente a manifestação de inconformidade ficando a decisão assim ementada: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/06/2005 a 30/06/2005 DCOMP. CRÉDITO INTEGRALMENTE ALOCADO. PROVA. Correto o despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, quando o recolhimento alegado como origem do crédito estiver integralmente alocado na quitação de débitos confessados. O reconhecimento do direito creditório aproveitado em DCOMP não homologada requer a prova de sua existência e montante. Faltando ao conjunto probatório carreado aos autos elementos que permitam a verificação da existência de pagamento indevido Fl. 101DF CARF MF Impresso em 26/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 21/05 /2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 10875.903614/200956 Acórdão n.º 3803005.988 S3TE03 Fl. 3 3 ou a maior frente legislação tributária, o direito creditório não pode ser admitido. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Credit6rio Não Reconhecido Discordando da decisão de primeira instância, a interessada apresentou recurso voluntário, onde invoca novos argumentos para identificar a origem do seu crédito: i) o alargamento indevido da base de cálculo do(a) PIS/Cofins, por extravasamento do conceito de faturamento e consequente declaração de inconstitucionalidade, pelo STF, do disposto no § 1º do art. 3º da Lei 9.718/98; ii) exclusão da base de cálculo do PIS/Cofins em decorrência do regime de substituição tributária e incidência monofásica aplicáveis sobre operações com combustíveis (art. 4º, LC 70/91; art. 6º, Lei 9.715/98; art. 4º e parágrafo único, Lei 9.718/98); e iii) exclusão da incidência do PIS/Cofins das parcelas de ICMS e ISS, minuciosamente detalhadas. Ao final requer a insubsistência e improcedência da decisão recorrida, bem como o reconhecimento do direito creditório. A Repartição de origem encaminhou os presentes autos para este Conselho, Administrativo de Recursos Fiscais. Relatado. Passase ao Voto. Voto Conselheiro Corintho Oliveira Machado, Relator Apreciação não significa conhecimento, porquanto para se conhecer do recurso fazse necessária a satisfação dos requisitos extrínsecos recursais, tais como a tempestividade, garantia de instância, etc., mas também, e fundamentalmente, a manutenção dos motivos de fato e direito que sustentam o pedido de reforma do decidido, sob pena de preclusão do recurso manejado por inovação dos argumentos de defesa. O caso destes autos reflete situação análoga, da mesma recorrente, bastante discutida em reunião deste Colegiado, em agosto do ano passado, que teve por relatoria o eminente conselheiro Belchior Melo de Sousa, processo nº 10875.903590/200935, em que por unanimidade de votos foi reconhecida a inovação dos argumentos de defesa do recurso Fl. 102DF CARF MF Impresso em 26/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 21/05 /2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 voluntário. Vale destacar trecho do relator daquele acórdão que merece aplicação neste momento: (...) Na manifestação de inconformidade a Defesa nada referiu acerca das razões de direito que respaldariam a formação do crédito decorrente de pagamento indevido, nem tampouco juntou elementos de prova material com a finalidade de demonstrar a existência de saldo credor no montante correspondente aos débitos já informados à Receita Federal do Brasil, sendo esta a razão da não homologação da compensação declarada. As questões atinentes ao alargamento da base de cálculo do(a) PIS/Cofins, da exclusão de valores da base de cálculo do PIS/Cofins em decorrência do regime de substituição tributária e incidência monofásica aplicáveis sobre operações com combustíveis, bem assim da exclusão da incidência do(a) PIS/Cofins das parcelas de ICMS e ISS, que se constituíram nas razões de defesa, somente vieram a lume por ocasião do recurso voluntário, não tendo sido apreciadas pelo juízo da instância a quo. Tais matérias não podem ser objeto de pronunciamento por este colegiado, por estranhas ao que fora decidido pela Delegacia de Julgamento. Não bastasse a inovação inaugurada no recurso, a Recorrente não carreou aos autos nenhum elemento de prova para sustentar suas razões de defesa, deixando de demonstrar a liquidez e certeza do crédito alegado. Não logrou, também, demonstrar a ilegalidade da decisão recorrida, ante o que se deve assentar que a mesma não merece reparo. (...) Ante o exposto, voto pelo DESCONHECIMENTO do recurso voluntário. CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Fl. 103DF CARF MF Impresso em 26/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 21/05/2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO, Assinado digitalmente em 21/05 /2014 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
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Numero do processo: 13811.001716/99-44
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 27 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Apr 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. NÃO ALTERAÇÃO DO JULGADO.
Ainda que se vislumbre eventual omissão no julgado que não tenha o condão de alterar o resultado da decisão, os embargos de declaração opostos deverão ser rejeitados.
Embargos Rejeitados
Numero da decisão: 3401-002.513
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado: Por unanimidade, rejeitaram-se os embargos interpostos.
(assinado digitalmente)
JULIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente.
(assinado digitalmente)
FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl (Substituto), Jean Cleuter Simões Mendonca, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Angela Sartori.
Nome do relator: FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: Por unanimidade, rejeitaram-se os embargos interpostos. (assinado digitalmente) JULIO CESAR ALVES RAMOS - Presidente. (assinado digitalmente) FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl (Substituto), Jean Cleuter Simões Mendonca, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Angela Sartori.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1679; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C4T1 Fl. 711 1 710 S3C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13811.001716/9944 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3401002.513 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 27 de fevereiro de 2014 Matéria Imposto sobre Produtos Industrializados IPI Embargante CARGILL AGRÍCOLA S.A. Interessado FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/1999 a 31/03/1999 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. NÃO ALTERAÇÃO DO JULGADO. Ainda que se vislumbre eventual omissão no julgado que não tenha o condão de alterar o resultado da decisão, os embargos de declaração opostos deverão ser rejeitados. Embargos Rejeitados Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado: Por unanimidade, rejeitaramse os embargos interpostos. (assinado digitalmente) JULIO CESAR ALVES RAMOS Presidente. (assinado digitalmente) FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Júlio César Alves Ramos (Presidente), Robson Jose Bayerl (Substituto), Jean Cleuter Simões Mendonca, Fenelon Moscoso de Almeida (Suplente), Fernando Marques Cleto Duarte e Angela Sartori. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 81 1. 00 17 16 /9 9- 44 Fl. 711DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 3 1/03/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 24/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE 2 Relatório Tratamse de embargos de declaração opostos pela Fazenda, tempestivamente, contra acórdão assim ementado: CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. LEI Nº 9.363/96. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS. Consoante interpretação do Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recurso repetitivo, a ser reproduzida no CARF conforme o art. 62A do Regimento Interno deste Tribunal Administrativo, alterado pela Portaria MF nº 586, de 2010, matériasprimas, produtos intermediários e materiais de embalagem adquiridos de pessoas físicas dão direito ao Crédito Presumido instituído pela Lei nº 9.363/96. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI RELATIVO A COMBUSTÍVEIS, ENERGIA ELÉTRICA, TELEFONIA E LENHA. Não se permite o aproveitamento de créditos relativos a combustíveis, energia elétrica e a telefonia, visto não possuir relação com a produção industrial. Sumula CARF nº 19. CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA SELIC. É cabível a aplicação da taxa SELIC em casos de cobrança de juros moratórios, conforme a Súmula nº 4 deste egrégio Conselho. Aduz a Fazenda, em seus embargos, a existência de omissão no v. acórdão prolatado, visto que “em nenhum momento deixou claro no que restou caracterizada a oposição estatal, uma vez que os créditos sobre os quais o interessado deseja fazer incidir a Taxa Selic foram concedidos pelo Fisco, tãologo efetuados os ritos procedimentais próprios referentes ao pedido de ressarcimento/declaração de compensação”. Alega a embargante, outrossim, o v. acórdão embargado socorreuse de decisões embasadas em premissas fáticas diversas do caso ora em apreço, carecendo, assim, de fundamentação. Pugna pelo acolhimento dos presentes embargos, com escopo de sanar a eventual omissão apontada. É o relatório. Voto Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte De acordo com o artigo 65 do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais RICARF, aprovado pela Portaria MF n 256, de 22/06/2009, a omissão quanto a algum ponto sobre o qual deveria se pronunciar a turma possibilita a oposição de embargos de declaração: Fl. 712DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 3 1/03/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 24/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE Processo nº 13811.001716/9944 Acórdão n.º 3401002.513 S3C4T1 Fl. 712 3 Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. Devese entender por omissão o vício resultante da falta de alguma declaração que a decisão deveria conter. Nesse caso, os embargos têm por fim provocar a declaração do ponto omitido, a fim de se completar a decisão. Assim, ainda que de forma perfunctória, podese aventar a existência da omissão suscitada pela embargante. Todavia, observase que esta Turma analisou o cotejo do processo, sendo que a oposição estatal é patente, caso não o fosse, não necessitaria o contribuinte de se socorrer do recurso voluntário para reverter a negativa do Fisco ao crédito pleiteado. Ademais, a própria embargante informa, em seu recurso horizontal, “que o Fisco apenas seguiu os trâmites procedimentais próprios afetos ao pedido do contribuinte, excluindo aqueles produtos que não se enquadram no conceito de insumo” (fl. 708), ou seja negativa ao crédito pleiteado. Ora, os embargos de declaração possuem o escopo de aprimoramento do julgado, como bem observou o Eminente Ministro Marco Aurélio em seu voto no AI 163.047 5/PR: “os embargos declaratórios não consubstanciam crítica ao ofício judicante, mas servemlhe ao aprimoramento. Ao apreciálos, o órgão deve fazêlo com espírito de compreensão, atentando para o fato de consubstanciarem verdadeira contribuição da parte em prol do devido processo legal”. Destarte, é de hialina clareza que se a omissão alegada não possui o condão de alterar o resultado do julgamento, limitandose a embargante a reiterar sua pretensão, já devidamente examinada pela Turma. Ainda que não concorde com a conclusão a embargante, nada existe a ser suprido ou esclarecido, pois examinados todos os pontos merecedores de exame. E os embargos de declaração não se prestam para rediscutir o que já decidido, e muito menor reabrir discussão a respeito de matéria já amplamente exaurida no v. acórdão. Em razão do exposto, rejeito os embargos opostos, pelos motivos supra delineados. Fernando Marques Cleto Duarte Relator Fl. 713DF CARF MF Impresso em 03/04/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 24/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLETO DUARTE, Assinado digitalmente em 3 1/03/2014 por JULIO CESAR ALVES RAMOS, Assinado digitalmente em 24/03/2014 por FERNANDO MARQUES CLET O DUARTE
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