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Numero do processo: 10665.001860/2010-81
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 21 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri May 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Exercício: 2005, 2006, 2007, 2008
FATO SUPERVENIENTE. EXCLUSÃO DO SIMPLES CANCELADA. MOTIVAÇÃO DO LANÇAMENTO. CANCELAMENTO DO LANÇAMENTO.
O cancelamento superveniente do ato de exclusão do SIMPLES que motivou o ato de lançamento do crédito tributário causa o seu cancelamento.
EXCLUSÃO DO SIMPLES. PRECLUSÃO ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO. NÃO CONHECIMENTO.
Créditos tributários (contribuições previdenciárias) constituídos por ofício em razão de exclusão do SIMPLES, por Ato Declaratório precluso, objetos de recurso apenas questionando tal fato não podem ser apreciados pela 3a Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do CARF/MF, em razão de incompetência.
RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI N º 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. As multas referentes a declarações em GFIP foram alteradas pela lei nº 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A à Lei n º 8.212/91. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, deve-se aplicar a norma mais benígna ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte - Crédito Tributário Mantido em Parte
Numero da decisão: 2803-002.926
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, reformando o julgamento anterior e o lançamento no sentido de: a) cancelar lançamento e respectivos créditos com base nos fatos geradores ocorridos nas competências de 11/2005 a 06/2007 por insubsistência; b) que a aplicação da sanção seja regida pela multa estabelecida no artigo 32-A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §§5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, vedando-se a aplicação conjunta com o art. 35-A, da Lei n. 8212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009. Vencido o Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima quanto à multa.
(Assinado Digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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EXCLUSÃO DO SIMPLES CANCELADA. MOTIVAÇÃO DO LANÇAMENTO. CANCELAMENTO DO LANÇAMENTO. O cancelamento superveniente do ato de exclusão do SIMPLES que motivou o ato de lançamento do crédito tributário causa o seu cancelamento. EXCLUSÃO DO SIMPLES. PRECLUSÃO ADMINISTRATIVA. INCOMPETÊNCIA DA SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO. NÃO CONHECIMENTO. Créditos tributários (contribuições previdenciárias) constituídos por ofício em razão de exclusão do SIMPLES, por Ato Declaratório precluso, objetos de recurso apenas questionando tal fato não podem ser apreciados pela 3a Turma Especial da Segunda Seção de Julgamento do CARF/MF, em razão de incompetência. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI N º 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. As multas referentes a declarações em GFIP foram alteradas pela lei nº 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212/91. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, devese aplicar a norma mais benígna ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por maioria de votos, em dar provimento parcial ao recurso, reformando o julgamento anterior e o lançamento no sentido de: a) cancelar lançamento e respectivos créditos com base nos fatos geradores ocorridos nas competências de 11/2005 a 06/2007 por insubsistência; b) que a aplicação da sanção seja regida pela multa AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 66 5. 00 18 60 /2 01 0- 81 Fl. 192DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 po r HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO Processo nº 10665.001860/201081 Acórdão n.º 2803002.926 S2TE03 Fl. 184 2 estabelecida no artigo 32A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §§5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, vedandose a aplicação conjunta com o art. 35A, da Lei n. 8212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009. Vencido o Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima quanto à multa. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato, Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 193DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 po r HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO Processo nº 10665.001860/201081 Acórdão n.º 2803002.926 S2TE03 Fl. 185 3 Relatório Tratase de Recurso Voluntário que busca a revisão do acórdão proferido na instância a quo, este que manteve os créditos tributários constituídos pelo auto de infração lavrado para o lançamento de sanção por informar incorretamente contribuições previdenciárias em Guias de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP, desconsiderando diferenças contribuições previdenciárias indevidamente apuradas 11/2005 a 06/2007, como se fosse optante pelo SIMPLES Federal e, de 07/2007 a 12/2008, como se fosse optante pelo SIMPLES Nacional. Sendo que a contribuinte fora excluída do SIMPLES Federal e Nacional pelos Atos Declaratórios Executivos –ADE nº 65/2010 e nº 66/2010. Em recurso voluntário, argüiu a ilegalidade da exclusão e do lançamento, bem como requereu a suspensão da exigibilidade dos créditos enquanto aguardase a decisão quanto à manifestação de inconformidade aos Atos Declaratórios Executivos –ADE nº 65/2010 e nº 66/2010, protocolizada sob o n. (processos nº 10665.001732/201037 e 10665.001729/201013). Os autos vieram ao presente Relator, o qual colocou os autos em pauta para julgamento desta Turma Especial. Contudo no dia 14.06.2013, recebeu da Secretaria da 3a. Câmara da 2a. Seção de Julgamento do CARF o comunicado de que a Recorrente protocolara em 17.04.2013 petição informando que em recente decisão proferida pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte/MG (acórdão nº 0242.124, prolatado no processo nº 10665.001732/201037), restou acolhida a manifestação de inconformidade apresentada pela empresa contra o Ato Declaratório Executivo nº 66, de 08 de novembro de 2010, expedido pelo Chefe da Seção de Orientação e Análise Tributária (SAORT) da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Divinópolis/MG, que a excluía do SIMPLES FEDERAL. Tal petição ainda não havia sido juntada nos autos do presente processo. O julgamento foi convertido em diligência pela Resolução n. 2803000.167 para que à Secretaria da 3a. Câmara da 2ª Sessão de Julgamento do CARF/MF que juntasse a petição protocolizada no dia 17.04.2013 pela contribuinte; e para depois, à autoridade preparadora cópia integral do acórdão nº 0242.124, prolatado no processo nº 10665.001732/201037, pela 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de Belo Horizonte/MG, bem como para que informe o andamento processual do mesmo processo e quanto ao trânsito em julgado da decisão. Após o cumprimento da solicitação, que a contribuinte que seja intimada a manifestarse no prazo de 30(trinta) dias, assim, retornando os autos para apreciação desta Turma Especial. A Secretaria da 3ª Câmara da 2ª Sessão de Julgamento, não se manifestou quanto à petição, nem a juntou, enviando os autos à autoridade preparadora, mas juntou o referido acórdão nº 0242.124, e informou sobre o seu trânsito em julgado. Novamente converteuse os autos em diligência , que foi juntada a petição protocolizada no 17.04.2013, em que a parte demonstra plena ciência do acórdão referido e requer o julgamento, petição recemtemente juntada. Fl. 194DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 po r HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO Processo nº 10665.001860/201081 Acórdão n.º 2803002.926 S2TE03 Fl. 186 4 É o relatório. Fl. 195DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 po r HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO Processo nº 10665.001860/201081 Acórdão n.º 2803002.926 S2TE03 Fl. 187 5 Voto I O recurso foi apresentado tempestivamente, conforme supra relatado, atendido os pressupostos de admissibilidade, assim deve o mesmo ser conhecido parcialmente conhecido. II – Quanto ao cumprimento parcial da última diligência, por não ter a autoridade preparadora dado ciência ao contribuinte da juntada do acórdão n. 0242.124, a sua ausência não causa prejuízo à parte, pois com a juntada da petição de 17.04.2013, verificase que a parte tem plena ciência do seu teor, inclusive solicitou a juntada de cópia do referido acórdão. Assim, prosseguese a apreciação do Recurso Voluntário. III – A razão da parcialidade de conhecimento está na incompetência da presente Turma Especial em anular o crédito tributário questionado com fundamento apenas na ilegalidade ou nulidade do ato de exclusão da Recorrente do SIMPLES (Lei n° 9.317/96 SIMPLES e a partir de 01/07/2007, vigência da LC n° 123/06 Simples Nacional). O ato de exclusão e sua possível anulação fora apreciado em procedimento próprio e diverso, como observado pela decisão a quo, não podendo ser rediscutido dentro do procedimento de lançamento de contribuições previdenciárias, porque conforme o art. 2º, inciso V, do Anexo I, Regimento Interno do CARF/MF, a competência para processamento e julgamento de recursos que discutam propriamente essa matéria é da Primeira Seção de Julgamento deste Conselho. Tal incompetência para apreciação inclui inclusive quanto aos efeitos da retroatividade das decisões de exclusão, pois são matérias atinentes às próprias causas da mesma. Inclusive, os artigos 13 e 15 da Lei n° 9.317/96 e artigos 28 e 31 da LC n° 123/06. Assim, as alegações da ilegalidade da exclusão da Recorrente do SIMPLES, bem como a extensão temporal de seus efeitos, não devem ser conhecidos, conhecendose apenas as demais matérias devolvidas à apreciação. IV – Contudo, verificase, por questão de ordem, que houve fato superveniente quanto parte da motivação do lançamento. Com a resposta da autoridade preparadora, juntandose cópia do acórdão n. 0242.124, da DRJ, e informação de seu transito em julgado, verificase que a exclusão da contribuinte do Simples Federal pelo ADE nº 66/2010, fora cancelado efetivamente. Ou seja, no período 11/2005 a 06/2007, a contribuinte estava devidamente enquadrada no Simples Federal, logo, para esse período, como o motivo do ato era justamente a irregularidade perante ao Simples, cessando tal irregularidade, o ato também é imotivado. A manutenção do lançamento para esse período, seria uma real afronta aos princípios da motivação, moralidade, e legalidade (art. 37, da CF/1988), inclusive contrário ao regime jurídico aplicável ao contribuinte. Assim, tem razão a contribuinte, não pode ser penalizada quando o motivo do ato foi cancelado, devendo o lançamento ser também cancelado no que tange o período de 11/2005 a 06/2007, justamente por insubsistência. Fl. 196DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 po r HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO Processo nº 10665.001860/201081 Acórdão n.º 2803002.926 S2TE03 Fl. 188 6 V – Quanto aos períodos remanescentes (07/2007 a 12/2008), ao se verificar a multa aplicada por descumprimento de obrigação acessória prevista no art. 32, IV, §§5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, devese atentar às alterações legais implementadas por esta e sua lei de conversão (Lei n. 11.941/2009), que revogou os parágrafos e incluiu o art 32A, I,. Recentemente, as normas sancionatórias relativas à GFIP foram alteradas pela lei n º 11.941/09, e provavelmente beneficiam a Recorrente. Foi acrescentado o art. 32A à Lei n º 8.212, in verbis: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 2o Observado o disposto no § 3o deste artigo, as multas serão reduzidas: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). II – R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). Toda multa tributária é uma sanção, ou seja tem natureza primária punitiva, ou de penalização. Contudo, ainda assim podem ser classificadas em multa moratória, Fl. 197DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 po r HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO Processo nº 10665.001860/201081 Acórdão n.º 2803002.926 S2TE03 Fl. 189 7 decorrente do simples atraso na satisfação da obrigação tributária principal, e multa punitiva em sentido estrito, quando decorrente de infração à obrigação instrumental cumulada ou não com a obrigações principais. Tal classificação é necessária pois, apesar de não terem natureza remuneratória, mas sancionatória, os tribunais brasileiros admitem que as multas tributárias devem ser classificadas em moratórias e punitivas (sentido estrito), em razão da existência de tratamentos diversos para cada espécie pelo próprio Código Tributário Nacional e legislação esparsas. (RESP 201000456864, HUMBERTO MARTINS, STJ SEGUNDA TURMA, 29/04/2010; PAULSEN, Leandro. Direito tributário, constituição e código tributário à luz da doutrina e da jurisprudência. 12ª Ed., Porto Alegre : Livraria do Advogado, 2010, p.1103 1109) Assim, coloco como premissa que a diferença entre multa moratória e multa punitiva em sentido estrito. Como supra colocado, a primeira decorre do mero atraso da obrigação tributária principal, podendo sendo constituída pelo próprio contribuinte inadimplente no momento de sua apuração e pagamento. Já, a segunda espécie de multa, a punitiva em sentido estrito, demanda constituição pelos instrumentos de lançamento de ofício por parte dos agentes fiscais (art. 149, do CTN), em que se apura a infração cometida e a penalidade a ser aplicada. Inclusive a estipulação e definição da espécie de multa é dado exclusivamente pela lei, fato ressaltado em face do principio da estrita legalidade a que se regula o Direito Tributário e suas sanções (art. 97, V, do CTN). A mudança de natureza para fins de comparação no tempo, não pode ser realizada sem autorização legal, e por isso não se poderia comparar com multas punitiva em sentido estrito (referente à descumprimento de obrigação exclusivamente instrumental) com multas de natureza moratória a exemplo com a nova redação do art. 35A, da Lei n. 8212/1991, com a redação a partir da Medida Provisória n. 449/2008. Devido ao disposto no art. 112, IV, do CTN, a legislação tributária que define as infrações e comina suas penalidades deve ser interpretada de forma mais favorável ao contribuinte em casos de dúvidas quanto à natureza das infrações e suas penalidades. Interpretação que deve ser conjugada com a retrotatividade benígna prevista no art. 106, II, a e c, do CTN, de forma a reduzir ou extinguir penalidades sempre quando lei posterior estabeleça pena menos grave ou não entenda mais como infração tal conduta. Portanto, também deve ser colocado como premissa, que além de retroagir a aplicação de dispositivo legal mais favorável essa retroação também deve sempre buscar uma aplicação mais favorável ao contribuinte. Assim, em razão do princípio da retroatividade benigna (art. 106, do CTN), como o entendimento que a aplicação da sanção deve ser regida pela multa estabelecida no artigo 32A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §5º da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, vedandose a aplicação conjunta com o art. 35A, da Lei n. 8212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009. VI Isso posto, voto por conhecer o Recurso Voluntário e, no mérito, para DARLHE PARCIAL PROVIMENTO, reformando o julgamento anterior e o lançamento no sentido de: a) cancelar lançamento e respectivos créditos com base nos fatos geradores ocorridos nas competências de 11/2005 a 06/2007 por insubsistência; Fl. 198DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 po r HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO Processo nº 10665.001860/201081 Acórdão n.º 2803002.926 S2TE03 Fl. 190 8 b) que a aplicação da sanção seja regida pela multa estabelecida no artigo 32 A, I, da Lei n. 8.212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009, desde que mais favorável ao contribuinte em relação à aplicação do art. 32, IV, §5º, da Lei n. 8.212/1991, com redação anterior à Medida Provisória n. 449/2008, vedandose a aplicação conjunta com o art. 35A, da Lei n. 8212/1991, com a redação da Lei n. 11.941/2009. É como voto. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator Fl. 199DF CARF MF Impresso em 30/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 27/05/2014 po r HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 23/05/2014 por GUSTAVO VETTORATO
score : 1.0
Numero do processo: 37316.002492/2006-28
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu Jul 03 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1994 a 30/04/2004
CUSTEIO - AUTO DE INFRAÇÃO - OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA VINCULADA À OBRIGAÇÃO PRINCIPAL-.Se as verbas pagas a título de bolsas de estudo de dependentes de segurado não sofrem incidência de contribuição social, não há que se exigir do contribuinte que tais valores constem nas suas folhas de pagamento.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-002.506
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso.
Carlos Alberto Mees Stringari,- Presidente
Marcelo Freitas de Souza Costa - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas.
Nome do relator: MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA
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Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, Por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari, Presidente Marcelo Freitas de Souza Costa Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas de Souza Costa e Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas. 1 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 37 31 6. 00 24 92 /2 00 6- 28 Fl. 155DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 02/07/2014 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Relatório Tratase de Auto de Infração lavrado contra o contribuinte acima identificado, em decorrência de a empresa deixar de elaborar folhas de pagamento na forma estabelecida pelo INSS, o que configura infração a obrigação acessória prevista no art. 32, I da Lei n° 8.212/91. De acordo com o Relatório Fiscal (fls.19/20), ao analisar as folhas de pagamento apresentadas, a fiscalização constatou que a empresa deixou de incluir os valores devidos a titulo de bolsas de estudos, atribuídos aos filhos de seus segurados empregados e contribuinte individual (sóciogerente Sr. Dorival Bistaco), por força de convenções coletivas de trabalho. Após a apresentação de defesa a Secretaria da Receita Previdenciária julgou a autuação procedente, através da Decisão Notificação nº: 21.424.4/0194/2006, cuja ementa transcrevemos abaixo: LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA.. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. DESCUMPRIMENTO. Deixar a empresa de preparar folha(s) de pagamento(s) das remunerações pagas ou creditadas a todos os segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS, constitui infração punível na forma da Lei. Inconformada com referida decisão, a empresa apresentou recurso à este conselho alegando em síntese: Preliminarmente requer a aplicação da decadência qüinqüenal com fulcro no art. 150, § 4º do CTN, por afirmar ter havido antecipação de pagamento; No mérito, defende a não incidência de contribuições previdenciárias sobre as bolsas de estudo pois a Constituição Federal assegura o direito dos trabalhadores no custeio da educação e que a concessão das referidas bolsas aos seus empregados, dirigentes e dependentes não está e não pode ser inserida no conceito geral de salário de contribuição. Argumenta que a não concessão da bolsa de estudos importaria em descumprimento do Acordo Coletivo, o que sujeitaria a recorrente a aplicação das sanções de praxe; Aduz que tanto a Justiça Federal quanto a Justiça do Trabalho, afastaram a natureza salarial das bolsas de estudo concedidas aos filhos dos empregados por entenderem tal benefício como de natureza jurídica unicamente social; Colaciona jurisprudência e faz analogia com a Lei 11.096/2006; Questiona o arbitramento do crédito relativo ao referido pagamento, inclusive com a multa adicional em decorrência da não informação da remuneração em GFIP, e que as justificativas da fiscalização para o seu procedimento não têm base técnica ou legal sustentável. 2 Fl. 156DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 02/07/2014 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 155 Diz que a aplicação da taxa SELIC é inconstitucional e requer a total improcedência da autuação. É o relatório 3 Fl. 157DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 02/07/2014 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Voto Conselheiro Marcelo Freitas de Souza Costa O recurso é tempestivo e estão presente os pressupostos de admissibilidade. DA PRELIMINAR DE DECADÊNCIA Quanto a preliminar referente ao prazo de decadência para o fisco constituir os créditos objeto deste Auto de Infração, entendo cabível a sua apreciação. Em primeiro lugar, devemos considerar que se trata de auto de infração, que ao contrário das NFLD, constitui obrigação acessória de “fazer” ou “deixar de fazer”, sendo irrelevante a existência ou não de recolhimentos antecipados. Porém, antes de identificar o período abrangido pela decadência, exponha a tese que adoto sobre o assunto. O STF em julgamento proferido em 12 de junho de 2008 declarou a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212/1991, tendo inclusive no intuito de eximir qualquer questionamento quanto ao alcance da referida decisão, editado a Súmula Vinculante de n º 8, in verbis: Súmula Vinculante nº 8“São inconstitucionais os parágrafo único do artigo 5º do Decretolei 1569/77 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/91, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. O texto constitucional em seu art. 103A deixa claro a extensão dos efeitos da aprovação da súmula vinculando, obrigando toda a administração pública ao cumprimento de seus preceitos. Dessa forma, entendo que este colegiado deverá aplicála de pronto, mesmo nos casos em que não argüida a decadência qüinqüenal por parte dos recorrentes. Assim, prescreve o artigo em questão: Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. Ao declarar a inconstitucionalidade do art. 45 da Lei n º 8.212 prevalecem as disposições contidas no Código Tributário Nacional – CTN, quanto ao prazo para a autoridade previdenciária constituir os créditos resultantes do inadimplemento de obrigações previdenciárias. Contudo a multa devida pela infração cometida no presente auto de infração independe do número de faltas cometidas, possuindo valor fixo, independe do número de meses em que foi constada a infração. Dessa forma, embora parte do crédito lançado encontra se decadente, não há como afastar a multa imposta, pelos fatos acima narrados. 4 Fl. 158DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 02/07/2014 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI Erro: Origem da referência não encontrada Fl. 155 Do mérito Do pagamento de bolsas aos dependente A recorrente se insurge contra o lançamento, aduzindo que as bolsas de estudos fornecidas aos dependentes dos segurados e dirigentes não se configura remuneração. Razão lhe assiste. Nesta assentada, foram julgados os autos das obrigações principais, processos 37316.001139/200540 e 37316.002491/200683, onde foram julgadas improcedentes as autuações lavradas pelo não recolhimento de contribuições sobre os valores pagos a título de bolsas de estudo dos dependentes dos segurados. Referida decisões restaram assim ementadas: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1994 a 30/04/2004 DECADÊNCIA ARTS. 45 E 46 LEI Nº 8.212/1991 INCONSTITUCIONALIDADE STF SÚMULA VINCULANTE De acordo com a Súmula Vinculante nº 08, do STF, os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991 são inconstitucionais, devendo prevalecer, no que tange à decadência e prescrição, as disposições do Código Tributário Nacional. Nos termos do art. 103A da Constituição Federal, as Súmulas Vinculantes aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terão efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. Decadência com base no art. 150, § 4º do CTN por se tratar de diferenças de recolhimento. PREVIDENCIÁRIO BOLSA DE ESTUDO DE DEPENDENTE NÃO INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO Não incidem contribuições previdenciárias nas verbas pagas à título de bolsas de estudo, mesmo quando tais benefícios são destinados aos dependentes dos segurados. AFERIÇÃO INDIRETA POSSIBILIDADE A apuração do crédito previdenciário por aferição indireta na hipótese de não apresentação de documentos ou informações solicitados pela fiscalização é aplicável, devendo a autoridade fiscal lançar o débito que imputar devido, invertendose o ônus da prova ao contribuinte, com esteio no artigo 33, §§ 3º º, da Lei 8.212/91. APRECIAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. De acordo com os artigos 62 e 72, e parágrafos, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, c/c a Súmula nº 2, às instâncias administrativas não compete apreciar questões de ilegalidade ou de inconstitucionalidade, cabendolhes apenas 5 Fl. 159DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 02/07/2014 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI dar fiel cumprimento à legislação vigente, por extrapolar os limites de sua competência. Recurso Voluntário Provido Logo, com tais verbas não foram reconhecidas como salário de contribuição, não se poderia exigir que referidos valores constassem nas folhas de pagamento da autuada. Ante ao exposto, voto no sentido de Dar provimento ao recurso julgando improcedente a autuação. Marcelo Freitas de Souza Costa Relator 6 Fl. 160DF CARF MF Impresso em 03/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 03/06/2014 por MARCELO FREITAS DE SOUZA COSTA, Assinado digitalmente em 02/07/2014 por CARLOS ALBERT O MEES STRINGARI
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Numero do processo: 11634.720209/2012-03
Turma: Terceira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Apr 10 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jul 21 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2008, 2009
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO.
Conforme art.65, §1º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, o prazo para a interposição de embargos de declaração é de cinco dias, contado da ciência do acórdão. Intempestividade reconhecida. Embargos não conhecidos.
Numero da decisão: 1103-001.035
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer dos embargos, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Aloysio José Percínio da Silva - Presidente
(assinado digitalmente)
Eduardo Martins Neiva Monteiro Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Marcos Shigueo Takata e Aloysio José Percínio da Silva.
Nome do relator: EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Ano-calendário: 2008, 2009 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Conforme art.65, §1º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, o prazo para a interposição de embargos de declaração é de cinco dias, contado da ciência do acórdão. Intempestividade reconhecida. Embargos não conhecidos.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer dos embargos, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva - Presidente (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Marcos Shigueo Takata e Aloysio José Percínio da Silva.
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INTEMPESTIVIDADE. NÃO CONHECIMENTO. Conforme art.65, §1º, do Anexo II do Regimento Interno do CARF, o prazo para a interposição de embargos de declaração é de cinco dias, contado da ciência do acórdão. Intempestividade reconhecida. Embargos não conhecidos. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer dos embargos, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Aloysio José Percínio da Silva Presidente (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro – Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Eduardo Martins Neiva Monteiro, André Mendes de Moura, Cristiane Silva Costa, Marcos Shigueo Takata e Aloysio José Percínio da Silva. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 63 4. 72 02 09 /2 01 2- 03 Fl. 3195DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 11634.720209/201203 Acórdão n.º 1103001.035 S1C1T3 Fl. 3.196 2 Relatório Tratase de Embargos de Declaração (fls.3.124/3.128) interpostos pelo contribuinte sob o fundamento de haver contradição no acórdão nº 1103000.808, de 5/3/13. Consta dos autos recurso especial do contribuinte, tendo o Sr. Presidente da Primeira Câmara da Primeira Seção de Julgamento decidido, em juízo de admissibilidade, que os embargos de declaração deveriam ser antes apreciados (fls.3.188/3.190). É o que importa relatar. Voto Conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro, Relator. Os Embargos de Declaração, conforme protocolo da DRF – Londrina (PR) foram protocolizados em 27/8/13, mesma data em que subscritos. Dispõe o Anexo II do Regimento Interno do CARF: “Art. 65. Cabem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciarse a turma. § 1° Os embargos de declaração poderão ser interpostos, mediante petição fundamentada dirigida ao presidente da Turma, no prazo de cinco dias contado da ciência do acórdão: I por conselheiro do colegiado; II pelo contribuinte, responsável ou preposto; III pelo Procurador da Fazenda Nacional; IV pelos Delegados de Julgamento, nos casos de nulidade de suas decisões; V pelo titular da unidade da administração tributária encarregada da liquidação e execução do acórdão. §2º O presidente da Turma poderá designar conselheiro para se pronunciar sobre a admissibilidade dos embargos de declaração. §3° O despacho do presidente será definitivo se declarar improcedentes as alegações suscitadas, sendo submetido à deliberação da turma em caso contrário. §4° Do despacho que rejeitar os embargos de declaração será dada ciência ao embargante. §5° Os embargos de declaração opostos tempestivamente interrompem o prazo para a interposição de recurso especial. Fl. 3196DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA Processo nº 11634.720209/201203 Acórdão n.º 1103001.035 S1C1T3 Fl. 3.197 3 §6° As disposições deste artigo aplicamse, no que couber, às decisões em forma de resolução.” (destaquei) Assim, de acordo com o Regimento Interno, o prazo para a interposição de embargos de declaração é de 5 (cinco) dias, contado da ciência do acórdão. Na espécie, a ciência do acórdão embargado ocorreu em 9/8/13, conforme Aviso de Recebimento – AR (fl.3.122). Considerando que os embargos foram interpostos em 27/8/13, concluise que são intempestivos. Acrescentese que em sua petição o embargante não suscitou preliminar de tempestividade. Caberá à Secretaria da Primeira Câmara da Primeira Seção de Julgamento encaminhar o processo à unidade de origem da RFB para ciência do contribuinte quanto a este acórdão, que, após tal providência, deverá devolver os autos ao CARF para análise de admissibilidade do recurso especial interposto. Pelo exposto, voto no sentido de NÃO CONHECER dos embargos de declaração. (assinado digitalmente) Eduardo Martins Neiva Monteiro Fl. 3197DF CARF MF Impresso em 25/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por EDUARDO MARTINS NEIVA MONTEIRO, Assinado digitalmente em 18/06/2014 por ALOYSIO JOSE PERCINIO DA SILVA
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Numero do processo: 13603.003856/2008-55
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 26 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jul 30 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Período de apuração: 01/01/2001 a 30/06/2008
Ementa:
INCONSTITUCIONALIDADE.
O CARF não tem competência para declarar a inconstitucionalidade de normas, conforme Súmula CARF nº 2.
RESTITUIÇÃO.PIS/COFINS. CONSUMIDOR FINAL DE COMBUSTÍVEIS, PESSOA JURÍDICA.ART. 6º DA IN SRF Nº 06/1999. IMPOSSIBILIDADEAPÓSAMP1.99115/00.
Com a entrada em vigor da MP 1991-15/00, em 01/07/2000,deixou de existir a substituição tributária na cadeia de produção/comercialização de combustíveis.Não mais existindo substituição tributária, afasta-se a aplicação do direito de restituição, previsto no art. 150, § 7º, da CF/88 e no art. 6º da IN SRF nº 06/1999.Precedentes do CARF.
Recurso voluntário conhecido em parte. Na parte conhecida, recurso voluntário negado.
Numero da decisão: 3202-001.138
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte o recurso voluntário; na parte conhecida, negar provimento ao recurso voluntário.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Thiago Moura de Albuquerque Alves Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Rodrigo Cardozo Miranda, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves.
Nome do relator: THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES
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PIS/COFINS. MONOFÁSICO. Recorrente ACROSS MOVIMENTAÇÃO LOGÍSTICA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Período de apuração: 01/01/2001 a 30/06/2008 Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE. O CARF não tem competência para declarar a inconstitucionalidade de normas, conforme Súmula CARF nº 2. RESTITUIÇÃO.PIS/COFINS. CONSUMIDOR FINAL DE COMBUSTÍVEIS, PESSOA JURÍDICA.ART. 6º DA IN SRF Nº 06/1999. IMPOSSIBILIDADEAPÓSAMP1.99115/00. Com a entrada em vigor da MP 199115/00, em 01/07/2000,deixou de existir a substituição tributária na cadeia de produção/comercialização de combustíveis.Não mais existindo substituição tributária, afastase a aplicação do direito de restituição, previsto no art. 150, § 7º, da CF/88 e no art. 6º da IN SRF nº 06/1999.Precedentes do CARF. Recurso voluntário conhecido em parte. Na parte conhecida, recurso voluntário negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer em parte o recurso voluntário; na parte conhecida, negar provimento ao recurso voluntário. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 60 3. 00 38 56 /2 00 8- 55 Fl. 139DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 28/07/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 2 Thiago Moura de Albuquerque Alves – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Irene Souza da Trindade Torres Oliveira, Gilberto de Castro Moreira Junior, Rodrigo Cardozo Miranda, Luis Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves. Relatório A contribuinte requereu em 28/08/2008, a restituição dos valores recolhidos a titulo de PIS/CONFIS no período de 01/2001 a 06/2008, no valor de R$ 237.100,45, alegando ser consumidora final de combustível. Paralelamente, a contribuinte via PER/DCOMP, realizou a compensação para uso dos referidos créditos. Entretanto, a DRF por meio do despacho decisório, indeferiu o pedido de restituição não homologando a compensação, por inexistência de crédito. Contra o despacho decisório, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fls. 53 e ss., em 23.09.2008, na qual a DRJ julgou totalmente improcedente (fls. 108 e ss.) De antemão, afirma a DRJ que as distribuidoras de derivados de petróleo e álcool etílico, recolhiam PIS/COFINS como substitutas tributárias desde a LC/91 até a edição da Lei 9.718/98, a partir da qual se elegeu como substituta tributária as refinarias de petróleo. Alega a DRJ que a IN SRF nº 06, de 20 de janeiro de 1999, em seu art. 6º teria assegurado que era devido ao consumidor final, pessoa jurídica, o ressarcimento dos valores das referidas contribuições, nas hipóteses de aquisição de gasolina automotiva ou óleo diesel diretamente da distribuidora. Todavia, a supracitada Instrução Normativa, apenas alcança o período de 1999 até 06/2000, daí em diante, a MP 1.991 de 2000 extinguiu o instituto da substituição tributária das refinarias. Na oportunidade, afirma o arresto recorrido, que o PIS/CONFINS apenas passou a ser recolhido tãosomente pelas refinarias de petróleo, não existindo mais a obrigatoriedade de recolher, na condição de contribuinte substituto, as contribuições devidas pelos distribuidores e comerciantes varejistas. Como não bastasse, a MP 2.03720, arts. 4º, 43 e 46 inciso II, reduziu a zero as alíquotas dessas contribuições sobre as receitas brutas auferidas por distribuidoras e comerciantes varejistas, aplicável aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de julho de 2000. Leiase: Art. 43. Ficam reduzidas a zero as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de: I Gasolina automotiva, óleo diesel e GLP, auferida por distribuidores e comerciantes;(...) Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica às hipóteses de venda de produtos importados, que se sujeita ao Fl. 140DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 28/07/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.003856/200855 Acórdão n.º 3202001.138 S3C2T2 Fl. 140 3 disposto no art. 6º da Lei nº 9.718, de 1998, com a redação atribuída pelo art. 2º desta Medida Provisória. (...) Diante de todo exposto, afirma a DRJ, que com o fim da substituição tributária e a redução da alíquota a zero incidente nas etapas de comercialização de combustíveis pelos distribuidores e comerciantes varejistas, não caberia nenhum tipo de ressarcimento ao consumidor final pessoa jurídica, ocorrida após 30 de julho de 2000. Cientificada do acórdão, acima destacado, a contribuinte apresentou recurso voluntário, reiterando as razões contidas na sua manifestação de inconformidade, destacando, ainda, que o art. 246 da CF/88 impede que MPs regulamentem texto da Constituição, cuja redação tenha sido alterada por emendas constitucionais a partir de jan/1995 até Set/2001. Assim, requer que seja dado provimento a restituição e julgado totalmente improcedente o despacho decisório. (fls. 125 e ss.) O processo digitalizado foi distribuído e, posteriormente, encaminhado a este Conselheiro Relator na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Thiago Moura de Albuquerque Alves, Relator. O recurso é tempestivo e, por isso, merece a ser apreciado. Escorandose no art. 6º da IN SRF nº 06/1999 e no art. 150, § 7º, da CF/88, a recorrente pede seja reformado o acórdão recorrido, de modo a reconhecer seu direito à restituição dos valores, recolhidos a título de PIS/COFINS, no período de 01/2001 a 06/2008, referentes às aquisições de combustíveis diretamente da distribuidora, na qualidade de consumidora final. Para a recorrente, o direito à restituição decorre da inexistência de fato gerador, em uma das etapas da comercialização dos combustíveis (venda pelo posto varejista), submetida a substituição tributária, mesmo após a edição da Medida Provisória nº 1.99115, de 10 de março de 2000. Entretanto, entendo que não merece reforma o acórdão recorrido, uma vez que este entendeu, corretamente, que a partir da edição da Medida Provisória nº 1.99115/2000, o qual alterou o artigo 4º da Lei nº 9.718/98, extinguiuse o instituto da substituição tributária nas referidas operações. Na ótica do acórdão recorrido, a Medida Provisória nº 1.99115/2000 (atualmente incorporada à MP nº 2.15835/2001) extinguiu a substituição tributária, através da instauração de regime monofásico, por meio do aumento da alíquota do PIS/COFINS para o produtor de combustíveis e da simultânea redução a zero da alíquota do PIS/COFINS dos distribuidores e dos postos varejistas de combustíveis. Confirase: Redação original do art. 4º da Lei nº 9.718/98 Art. 4º As refinarias de petróleo, relativamente às vendas que fizerem, ficam obrigadas a cobrar e a recolher, na condição de Fl. 141DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 28/07/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 4 contribuintes substitutos, as contribuições a que se refere o art. 2º, devidas pelos distribuidores e comerciantes varejistas de combustíveis derivados de petróleo, inclusive gás. Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, a contribuição será calculada sobre o preço de venda da refinaria, multiplicado por quatro. Redação modificada pela MP 199115/2000 (Diversas leis posteriores alteraram essa norma, sem lhe mudar a essência) Art. 4º As contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público PIS/PASEP e para o Financiamento da Seguridade Social COFINS devidas pelas refinarias de petróleo serão calculadas, respectivamente, com base nas seguintes alíquotas: I três inteiros e vinte centésimos por cento e quinze por cento, incidentes sobre a receita bruta decorrente da vendas de gasolina automotiva e de gás liqüefeito de petróleo GLP; II dois inteiros e oito décimos por cento e treze por cento, incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de óleo diesel; III sessenta e cinco centésimos por cento e três por cento, incidentes sobre a receita bruta decorrentes das demais atividades.”(NR) Novas disposições da MP 199115/2000 (atual MP nº 2.158 35/2001) Art.42.Ficam reduzidas a zero as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e COFINS incidentes sobre a receita bruta decorrente da venda de: I gasolinas, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e GLP, auferida por distribuidores e comerciantes varejistas; [...] Art. 92. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos: [...] II no que se refere à nova redação dos arts. 4o a 6o da Lei no 9.718, de 1998, e ao art. 42 desta Medida Provisória, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de julho de 2000, data em que cessam os efeitos das normas constantes dos arts. 4o a 6o da Lei no 9.718, de 1998, em sua redação original, e dos arts. 4o e 5o desta Medida Provisória; Ainda que se diga que a MP nº 1.99115/2000 não teria criado o regime monofásico, porque esta norma prevê três incidências (duas sob alíquota zero), enquanto que a monofasia exige a incidência uma única vez (art. 149, § 4º, da CF/88), mesmo assim não se pode concluir que a substituição tributária persistiria. É que, nessa última perspectiva, a MP nº 1.99115/2000 revogou a substituição tributária e voltou ao regime normal de atribuição de responsabilidade tributária Fl. 142DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 28/07/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES Processo nº 13603.003856/200855 Acórdão n.º 3202001.138 S3C2T2 Fl. 141 5 para o recolhimento do PIS/COFINS, com alíquota cheia para os produtores de combustíveis e com alíquota zero para distribuidores e comerciantes varejistas. Nessa linha de ideias, no novo regime de tributação, não houve mudança de responsabilidade tributária, que é pressuposto de toda e qualquer substituição tributária, mas apenas diferentes calibragens de alíquota para o produtor, para o comerciante atacadista e para o comerciante varejista de combustíveis. Sob todos os ângulos, portanto, não mais existe a substituição tributária, afastandose a aplicação do direito de restituição, previsto no art. 150, § 7º, da CF/88. Nesse sentido, colhamse os seguintes precedentes do CARF: PEDIDO RESSARCIMENTO. CRÉDITO DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP INCIDENTE SOBRE COMBUSTÍVEL. REGIME DE TRIBUTAÇÃO MONOFÁSICA. COMERCIANTE VAREJISTA EXCLUÍDO DA TRIBUTAÇÃO. INDEFERIMENTO. No regime monofásico de tributação não há previsão de ressarcimento ou restituição de tributos pagos na fase anterior da cadeia de comercialização, haja vista que a incidência efetivase uma única vez, portanto, se m previsão de fato gerador futuro e presumido, como ocorre no regime de substituição tributária para frente. A partir de 01/07/2000, o regime de tributação da Contribuição para o PIS/Pasep incidente sobre os combustíveis, incluído o óleo diesel, passou a ser realizado em uma única fase (incidência monofásica), concentrada nas receitas de vendas realizadas pelas refinarias, ficando exonerada as receitas auferidas nas etapas seguintes por distribuidoras e varejistas, qu e passaram a ser submetidas ao regime de alíquota zero. Dessa forma, após a vigência do regime monofásico de incidência, não há previsão legal para o pedido de ressarcimento da Contribuição para o PIS/Pasep incidente sobre a venda de óleo diesel do distribuidor para o comerciante varejista. Recurso Voluntário Negado. [CARF. Processo nº 10850.904506/201101. Acórdão nº 3801002.958. 1ª Turma Especial da 3ª Seção. Rel. Cons. SIDNEY EDUARDO STAHL. Julgado em 25/01/2014] **** RESTITUIÇÃO. CONSUMIDOR FINAL DE COMBUSTÍVEIS, PESSOA JURÍDICA. IMPOSSIBILIDADE APÓS A MP 1.99115/00. A partir da edição da Medida Provisória nº 1.99115, de 10 de março de 2000, que alterou o artigo 4º da Lei nº 9.718/980 01/07/2000, foi instituído o regime monofásico de tributação da Contribuição ao PIS e da COFINS incidentes sobre as receitas da venda de gasolina automotiva e de gás Fl. 143DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 28/07/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES 6 liquefeito de petróleo GLP, concentrado nas refinarias. Com is so, deixou de existir regra autorizando a pessoa jurídica, consumidora final, a pedir a restituição dos valores de Contribuição ao PIS/COFINS indevi damente pagos a título de substituição tributária, correspondentes à incidência na venda a varejo, na hipótese de aquisição de combustíveis diretamente à distribuidora. Precedentes do CARF. [CARF. Processo nº 13732.000472/200813. Acórdão nº 1301001.710. 3ª Câmara / 1ª Turma Ordinária/3ª Seção. Rel. Cons. ANDRÉA MEDRADO DARZÉ. Julgado em 26/02/2013] Quanto às alegações de que o regime de calibragem de alíquotas seria uma forma inconstitucional de burlar o art. 150, § 4º, da CF/88, e de que as medidas provisórias, que regulam as operações sob exame, violariam o art. 246 da CF/88, não conheço tais argumentos, pois o CARF não tem competência para declarar a inconstitucionalidade de normas, conforme Súmula CARF nº 2. Ante o exposto, voto por conhecer em parte o recurso voluntário; na parte conhecida, voto para NEGAR PROVIMENTO ao recurso voluntário. É como voto. Thiago Moura de Albuquerque Alves Fl. 144DF CARF MF Impresso em 30/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 22/07/2014 por THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES, Assinado digitalmente em 28/07/2014 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 13587.000023/2009-69
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 07 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Jun 03 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1102-000.246
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Documento assinado digitalmente.
João Otávio Oppermann Thomé - Presidente.
Documento assinado digitalmente.
Ricardo Marozzi Gregorio - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Antonio Carlos Guidoni Filho, José Evande Carvalho Araujo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Ricardo Marozzi Gregorio e João Carlos de Figueiredo Neto.
Nome do relator: RICARDO MAROZZI GREGORIO
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Recorrente MARÉ ALTA DO BRASIL NAVEGAÇÕES LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Documento assinado digitalmente. João Otávio Oppermann Thomé Presidente. Documento assinado digitalmente. Ricardo Marozzi Gregorio Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, Antonio Carlos Guidoni Filho, José Evande Carvalho Araujo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Ricardo Marozzi Gregorio e João Carlos de Figueiredo Neto. Relatório RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 35 87 .0 00 02 3/ 20 09 -6 9 Fl. 338DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 29/05/ 2014 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 30/05/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 13587.000023/200969 Resolução nº 1102000.246 S1C1T2 Fl. 316 2 Inicialmente, esclareço que todas as indicações de folhas inseridas neste relatório e no subsequente voto dizem respeito à numeração digital do sistema eProcesso, ressalvo, entretanto, as eventuais indicações contidas nos trechos transcritos. Tratase de recurso voluntário interposto por MARÉ ALTA DO BRASIL NAVEGAÇÕES LTDA contra acórdão proferido pela DRJ/Rio de Janeiro I que concluiu pela improcedência de 18 declarações de compensação de débitos de PIS, COFINS, CSLL e IOF com crédito de R$ 2.045.707,86 decorrente do saldo negativo do IRPJ apurado no ano calendário de 2004. A DRF/Campos dos GoytacazesRJ, mediante o Despacho Decisório nº 657/2009 (fls. 150), não reconheceu a existência do direito creditório alegado e, por conseguinte, não homologou a compensação pleiteada. Tal decisão foi motiva da pela suposta existência de lançamentos de ofício de tributos referentes ao anocalendário de 2004 (incluindo o IRPJ) e pelo não atendimento à intimação para apresentação do livro diário com o respectivo balanço do ano de 2004. Diante dessa decisão, a empresa interpôs manifestação de inconformidade (fls. 162 a 171) na qual alegou que os aludidos lançamentos de ofício, na verdade, referiamse ao anocalendário de 2005 e que houve, sim, entrega do livro diário, o que poderia ser comprovado pelo protocolo de entrega de documentos, conforme carimbo contendo a data de 09/10/2009 no próprio termo de intimação. Protestou, ainda, pela realização de diligência para que se pudesse atestar o seu direito. A 1ª Turma da já mencionada DRJ/Rio de Janeiro I proferiu, então, o Acórdão nº 1242.179, de 10 de novembro de 2011 (fls. 255 a 259), por meio do qual também não reconheceu o direito creditório e não homologou a compensação pleiteada. Em sua decisão, a instância a quo confirmou que houve equívoco quanto ao anocalendário dos lançamentos de ofício alegados no Despacho Decisório da unidade de origem. Porém, ressaltou que, apesar de o interessado afirmar que cumpriu com o teor da intimação, o acesso ao livro diário se justifica pela necessidade de se atestar a liquidez e certeza do crédito alegado. Nada obstante, não concordou com a realização da diligência porque seu pedido teria sido pronunciado com caráter genérico e sem apresentação de prova documental. Assim figurou a ementa daquele julgado: ASSUNTO: OUTROS TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES Anocalendário: 2004 APRESENTAÇÃO DE PROVA DOCUMENTAL. A prova documental deve ser apresentada juntamente com a manifestação de inconformidade. RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E LIQUIDEZ DO CRÉDITO. Fl. 339DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 29/05/ 2014 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 30/05/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 13587.000023/200969 Resolução nº 1102000.246 S1C1T2 Fl. 317 3 Incumbe ao contribuinte a demonstração, com documentação comprobatória, da existência do crédito, liquido e certo, que alega possuir junto à Fazenda Nacional. Inconformada, a empresa apresentou recurso voluntário (fls. 268 a 282) onde, essencialmente, repete os argumentos deduzidos na manifestação de inconformidade. Destaquese, entretanto, a afirmativa de que teria anexado com a manifestação de inconformidade os comprovantes anuais de retenção do IRPJ pela PETROBRÁS e o razão analítico da conta em que foi escriturada essa retenção. É o relatório. Voto Conselheiro Ricardo Marozzi Gregorio, Relator Como se vê, a solução da controvérsia depende de se atestar ou não o direito creditório alegado pela recorrente. A princípio, a fiscalização detectou a existência de lançamento de ofício referente ao mesmo anocalendário em que a recorrente alega ter apurado saldo negativo. Talvez por isso, não tenha dado maior atenção ao seguimento do procedimento no sentido de obter maiores informações sobre a apuração daquele saldo negativo. A DRJ, por sua vez, detectou o equívoco sobre a existência daquele fato, mas negouse a aprofundar a pesquisa do direito creditório. Preferiu apegarse ao descumprimento de requisitos formais não observados pela empresa na solicitação da diligência. Sem embargo, quando existem dúvidas sobre a existência do direito investigado na lide, a diligência pode ser determinada de ofício pela autoridade julgadora. Nesse sentido, confirase o que diz o artigo 18 do Decreto nº 70.235/72 (PAF): Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (grifei) No presente caso, constato que a empresa juntou o comprovante de retenção na fonte emitido pela PETROBRÁS (fls. 187), contendo o código 6190 (que corresponde a Fl. 340DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 29/05/ 2014 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 30/05/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME Processo nº 13587.000023/200969 Resolução nº 1102000.246 S1C1T2 Fl. 318 4 “RETENÇÃO EM PAGAMENTO POR ÓRGÃO PÚBLICO”), e o razão analítico de uma conta em que foram escriturados valores de imposto de renda retido na fonte no exato montante declarado na apuração contida na DIPJ (fls. 197 e 200 a 216). Ademais, observo que há também no processo o extrato da DIRF correspondente ao mencionado comprovante de retenção (fls. 16). Portanto, há consistência nas alegações da recorrente sobre o seu direito creditório. Não há, entretanto, informações detalhadas que permitam reconhecêlo, tais como, por exemplo, o oferecimento da correspondente receita à tributação. Assim, entendo que o presente julgamento deva ser convertido em diligência para que a unidade de origem promova a efetiva verificação do imposto retido e comprove, na escrituração contábil, oferecimento à tributação das correspondentes receitas. Ao final, devese promover a ciência à empresa dos elementos eventualmente juntados na diligência, para que esta, querendo, se manifeste no prazo de 30 (trinta) dias. É como voto. Documento assinado digitalmente. Ricardo Marozzi Gregorio Relator Fl. 341DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/05/2014 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 29/05/ 2014 por RICARDO MAROZZI GREGORIO, Assinado digitalmente em 30/05/2014 por JOAO OTAVIO OPPERMANN THO ME
score : 1.0
Numero do processo: 10768.012307/2003-96
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 03 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS
Período de apuração: 01/12/1999 a 30/09/2000
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NORMAIS PROCESUAIS. COMPETÊNCIA.
A Primeira Sessãio de Julgamento do CARF não é competente para apreciar recursos relativos a pedidos de restituição e/ou compensação de PIS/COFINS.
Numero da decisão: 1302-000.663
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declinar da competência em favor da 3ª Seção de Julgamento.
Nome do relator: IRINEU BIANCHI
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/12/1999 a 30/09/2000 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. NORMAIS PROCESUAIS. COMPETÊNCIA. A Primeira Sessãio de Julgamento do CARF não é competente para apreciar recursos relativos a pedidos de restituição e/ou compensação de PIS/COFINS.
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NORMAIS PROCESUAIS. COMPETÊNCIA. A Primeira Sessãio de Julgamento do CARF não é competente para apreciar recursos relativos a pedidos de restituição e/ou compensação de PIS/COFINS. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, declinar da competência em favor da 3ª Seção de Julgamento. MARCOS RODRIGUES DE MELLO Presidente. “documento assinado digitalmente” IRINEU BIANCHI Relator. “documento assinado digitalmente Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marcos Rodrigues de Mello (presidente da turma), Irineu Bianchi (vicepresidente), Daniel Salgueiro da Silva, Lavinia Moraes de Almeida Nogueira Junqueira e Wilson Fernandes Guimarães. Relatório Fl. 2763DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2011 por IRINEU BIANCHI, Assinado digitalmente em 12/08/2011 por I RINEU BIANCHI, Assinado digitalmente em 12/08/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10768.012307/200396 Acórdão n.º 130200.663 S1C3T2 Fl. 2.764 2 DELTA CONSTRUÇÕES S/A, devidamente qualificada nos autos, inconformada com a decisão de primeira instância, que lhe foi desfavorável, recorre a este Colegiado visando à reforma da mesma. Tratam os autos de Pedido de Restituição de PIS e COFINS, vinculados a Declaração de Compensação, com créditos da mesma natureza, no valor de R$ 737.149,52. O pleito restou indeferido através do Despacho Decisório de fls. 2454, do qual a interessada tomou ciência consoante o AR de fls. 2461. Inconformada, a contribuinte apresentou recurso administrativo (sic) às fls. 2462 e segs., instaurando o contencioso administrativo. A Quinta Turma Julgadora da DRJ/RJ2 julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade, nos termos do Acórdão nº 1331.283 (fls. 2581/2587). Cientificada da decisão (fls. 2592), a interessada interpôs o recurso voluntário de fls. 2671/2681). É o Relatório. Voto Conselheiro IRINEU BIANCHI Como se vê do relatório, tratam os autos de Pedido de Restituição de PIS/COFINS, matéria estranha à competência da Primeira Seção de Julgamento do CARF. Com efeito, dispõe o Regimento Interno do CARF: Art. 4° À Terceira Seção cabe processar e julgar recursos de ofício e voluntário de decisão de primeira instância que versem sobre aplicação da legislação de: I Contribuição para o PIS/PASEP e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS); (...) Art. 7° Incluemse na competência das Seções os recursos interpostos em processos administrativos de compensação, ressarcimento, restituição e reembolso, bem como de reconhecimento de isenção ou de imunidade tributária. § 1° A competência para o julgamento de recurso em processo administrativo de compensação é definida pelo crédito alegado, inclusive quando houver lançamento de crédito tributário de Fl. 2764DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2011 por IRINEU BIANCHI, Assinado digitalmente em 12/08/2011 por I RINEU BIANCHI, Assinado digitalmente em 12/08/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO Processo nº 10768.012307/200396 Acórdão n.º 130200.663 S1C3T2 Fl. 2.765 3 matéria que se inclua na especialização de outra Câmara ou Seção. Assim sendo, a matéria para análise não é da competência da Primeira Sessão de Julgamento do CARF. DIANTE DO EXPOSTO, oriento meu voto no sentido de declinar da competência para uma das Turmas da Terceira Seção de julgamento do CARF. Sala das Sessões, em IRINEU BIANCHI Relator “documento assinado digitalmente” Fl. 2765DF CARF MF Impresso em 09/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/08/2011 por IRINEU BIANCHI, Assinado digitalmente em 12/08/2011 por I RINEU BIANCHI, Assinado digitalmente em 12/08/2011 por MARCOS RODRIGUES DE MELLO
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Numero do processo: 10166.001008/2003-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Jun 04 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/10/2002
LANÇAMENTO. BASE DE CÁLCULO. VALOR DA RECEITA EXTRAÍDO DE LIVROS CONTÁBEIS E FISCAIS. POSSIBILIDADE.
Na ausência de prova em contrário, é válido o lançamento efetuado com base nos valores das receitas extraídos dos livros contábeis e fiscais do contribuinte e utilizados como base de cálculo de apuração dos débitos da Cofins.
RETENÇÃO NA FONTE. PARCELA DA RECEITA TRIBUTADA. DEDUÇÃO DO VALOR DEVIDO. POSSIBILIDADE.
1. Somente os valores da Contribuição retidos na fonte, vinculados às receitas tributadas pelo contribuinte, são passíveis de dedução.
2. Não é passível a dedução do valor da Contribuição devida a parcela da Contribuição retida na fonte correspondente ao valor da receita repassada a outro contribuinte e por este submetida a tributação.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 3102-002.172
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Ricardo Paulo Rosa Presidente.
(assinado digitalmente)
José Fernandes do Nascimento - Relator.
Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Paulo Puiatti, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama.
Nome do relator: JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/10/2002 LANÇAMENTO. BASE DE CÁLCULO. VALOR DA RECEITA EXTRAÍDO DE LIVROS CONTÁBEIS E FISCAIS. POSSIBILIDADE. Na ausência de prova em contrário, é válido o lançamento efetuado com base nos valores das receitas extraídos dos livros contábeis e fiscais do contribuinte e utilizados como base de cálculo de apuração dos débitos da Cofins. RETENÇÃO NA FONTE. PARCELA DA RECEITA TRIBUTADA. DEDUÇÃO DO VALOR DEVIDO. POSSIBILIDADE. 1. Somente os valores da Contribuição retidos na fonte, vinculados às receitas tributadas pelo contribuinte, são passíveis de dedução. 2. Não é passível a dedução do valor da Contribuição devida a parcela da Contribuição retida na fonte correspondente ao valor da receita repassada a outro contribuinte e por este submetida a tributação. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade, dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Ricardo Paulo Rosa – Presidente. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 16 6. 00 10 08 /2 00 3- 13 Fl. 727DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por RICARDO PAULO ROS A 2 (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Relator. Participaram do julgamento os Conselheiros Ricardo Paulo Rosa, José Fernandes do Nascimento, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Paulo Puiatti, Andréa Medrado Darzé e Nanci Gama. Relatório Tratase de Auto de Infração (fls. 9/19), em formalizada a exigência da Cofins dos meses de janeiro de 1999 a outubro de 2002, no valor total de R$ 711.136,34, computados os juros de mora e a multa proporcional, decorrente de diferenças apuradas entre os valores declarados/pagos e os escriturados nos livros Razão e de Registro de Serviços Prestados. Em sede de impugnação (fls. 231/232), a autuada alegou que: a) os valores lançados já foram pagos, mediante retenção na fonte, sendo que a fiscalização não considerou as retenções, porque não houve fechamento entre as retenções apresentadas e os dados da contabilidade; e b) houve divergência de valores a pagar, impondo o cancelamento do débito fiscal reclamado, em cumprimento aos arts. 64 da Lei 9.430/96 e 7º da Lei 9.718/1998, com base nas Planilhas e Demonstrações apresentadas. Sobreveio a decisão de primeira instância (fls. 507/509), em que, por unanimidade de votos, o lançamento foi julgado procedente, com base nos fundamentos resumido no enunciado da ementa que segue transcrita: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins Período de apuração: 31/01/1999 a 31/10/2002 Ementa: Dedução de Tributos e Contribuições Retidos na Fonte Incabível a dedução da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins retida na fonte se consta nas Declarações de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica DIPJ que a contribuinte utilizou aqueles valores na apuração da contribuição devida. Em 19/5/2003, a autuada foi Cientificada dessa decisão (fl. 513). Inconformada, em 18/6/2003 protocolizou o recurso voluntário de fls. 519/529, em que, em síntese, apresentou as seguintes razões de defesa que: a) as receitas contabilizadas eram originadas das comissões percebidas da prestação de serviços de intermediação de transporte de carga; b) a quase totalidade dos seus clientes era composta por órgãos públicos, motivo pelo qual os valores recebidos eram líquidos dos valores do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins retidos na fonte; c) parte desses valores recebidos são repassados às empresas que transportavam as cargas para outros estados do país, principalmente por via aérea; Fl. 728DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10166.001008/200313 Acórdão n.º 3102002.172 S3C1T2 Fl. 101 3 d) ao apropriar as receitas originadas das comissões percebidas, efetuava compensação dos tributos devidos com os valores retidos na fonte, proporcionalmente às receitas declaradas, “ficando evidentemente com crédito de imposto”, trazendo aos autos “Demonstrativo Impostos Retidos X Valor Compensado DIPJ”, em que poderseia verificar que a utilização dos tributos retidos na fonte foram parciais, para efeito de compensação; e) de conformidade com a descrição dos fatos constante do auto de infração, a autoridade fiscal teria ignorado o demonstrativo que apresentara no curso da ação fiscal, contendo a base de cálculo e os valores retidos na fonte; f) as receitas auferidas foram oferecidas à tributação nas pertinentes DIPJ, todavia tais montantes foram desconsiderados pelo Fisco e lançados de ofício outros valores sobre os quais não conhecia a origem; g) na determinação da base de cálculo tributada de oficio não foram consideradas a receitas declaradas, como, aliás, fora dito pelo autuante; h) o autor do procedimento teve plenas condições de verificar qual fora a receita que de fato fora auferida pela fiscalizada, evitando que supostas receitas tributadas de oficio nestes autos fossem atribuídas indevidamente à ora recorrente; i) foram desprezadas na apuração da base de cálculo as receitas reconhecidas pela ora recorrente, sem que fossem infirmadas pelo Fisco, e rejeitadas as retenções incidentes sobre os pagamentos feitos pelos órgãos públicos; j) o lançamento de oficio não considerara as receitas declaradas, calculou imposto sobre nova base de cálculo, e esquecera das retenções havidas, já que tributou pelo total das receitas e não pela difèrença, como erradamente afirmara; l) as informações relativas aos pagamentos efetuados pelos órgãos públicos e as retenções havidas estavam disponíveis no Sistema SIAFI/STN, de pleno acesso para a fiscalização federal, de forma a possibilitar a confirmação das informações prestadas pela contribuinte, ou mesmo, apurar os valores pagos e as competentes retenções; m) fora lançado tributo sobre base de cálculo já oferecida à tributação na DIPJ, uma vez que não fora identificada a diferença entre a base de cálculo apurada e a base de cálculo declarada, como também não foram reconhecidas as compensações dos tributos retidospelos órgãos públicos a que fazia jus a ora recorrente; e n) a decisão recorrida se contradisse nas diversas afirmações relativas às retenções efetuadas pelos órgãos públicos e à sua utilização na compensação com os tributos devidos. Na Sessão de 16/8/2006, o julgamento foi convertido em diligência pelos os membros da Sétima Câmara do extinto Primeiro Conselho de Contribuintes, para que fossem avaliadas a real procedência das alegações suscitadas no recurso voluntário que foram especificadas no voto condutor da referida resolução. Ao final, fosse apresentado relatório conclusivo sobre as verificações realizadas e dado ciência à diligenciada. Em 20/11/2008, autoridade fiscal diligenciante apresentou o Relatório de Diligência Fiscal de fls. 663/673, acompanhado dos Quadro Demonstrativo das Receitas Fl. 729DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por RICARDO PAULO ROS A 4 Escrituradas e das Receitas Informadas na DIPJ (fls. 591/594), Quadro Demonstrativo da Cofins Apurada de Ofício e Cofins Retida na Fonte (fls. 595/598), Quadro Demonstrativo das Retenções e Pagamentos Efetudados por Órgãos Públicos (fls. 599/619), Dossiê Integrado da Autuada (fls. 620/640), Quadro Demonstrativo dos Pagamentos e Retenções Efetuados por Órgãos Públicos – Dirf Beneficiário 2002 (fls. 641/658), Quadro Comparativo da Cofins Retida e Declarada na DIPJ e DCTF (fls. 659/662). Após prestar os esclarecimentos sobre todas as alegações suscitadas pela recorrente e objeto dos questionamentos apresentados na diligência, a autoridade fiscal chegou a seguinte conclusão, in verbis: Por tudo o que foi dito neste relatório, e considerando as distorções existentes, entre os valores das retenções informadas nas DIPJ, das retenções apresentadas na peça impugnatória e das apresentadas na fase recursal; 2. Considerando ainda, que a contribuinte afirma que os débitos declarados só se referem a vendas a varejo (fl. 27); 3. Considerando ainda, que os valores das retenções, apresentadas nas fases impugnatória e de recurso voluntário, são relativas a pagamentos efetuados por órgãos públicos; 4. Considerando ainda, que as receitas escrituradas se referem a vendas a varejo e a receitas de comissões; 5. considerando ainda, que não se conhece o percentual das receitas de comissões, que se possa fazer uma proporcionalidade dos valores retidos; 6. Considerando ainda, que a fiscalização não conseguiu identificar os créditos da COFINS, retidos por órgãos públicos, porque nas receitas declaradas, a contribuinte informa que existem receitas originárias de órgãos públicos e de vendas a varejo (fl. 27), e não destacou essas receitas; 7. Considerando ainda, que não há correlação entre as retenções da COFINS efetuadas por órgãos públicos e os créditos apurados na ação fiscal; 8. Considerando ainda, que a fiscalização não conseguiu identificar os créditos da autuada, além daqueles que constam nas DCTF; 9. Considerando ainda, que a fiscalização ao efetuar o lançamento de ofício, considerou as receitas declaradas, nas proporções em que os débitos foram confessados em DCTF; 10. Considerando, finalmente, que as planilhas de fls. 653/656, contém todas as informações que possam auxiliar a esse Colegiado na tomada da decisão, encerrase o presente relatório, sem apontar, efetivamente, os valores a serem compensados, pois não identificados nesta diligência, além dos já considerados nas DCTF. Certo de ter contribuído, para que esse Colegiado forme a sua convicção, dáse ciência à contribuinte, da Solicitação de Diligência, juntamente com este relatório e planilhas. Em 21/11/2008, a autuada foi cientificada do referido Relatório de Diligência Fiscal. No dia 2/12/2008, apresentou a manifestação de fls. 677/686, em que, em síntese, alegou que: a) a diligência realizada não atingira os objetivos propostos, pois se limitara a revolver dados e informações que já integravam os autos, a responsabilizar a diligenciada pela autuação em razão de supostos erros cometidos no preenchimento das declarações apresentadas e a esboçar raciocínios presuntivos para justificar o lançamento; b) a preocupação da autoridade fiscal foi, de forma confusa e contraditória, tentar justificar o lançamento, sem se preocupar em esclarecer os fatos e apurar a verdadeira base de cálculo da Contribuição, como fizera em relação ao IRPJ e à CSLL objeto dos Fl. 730DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10166.001008/200313 Acórdão n.º 3102002.172 S3C1T2 Fl. 102 5 processos nºs 10166.001007/200361 e 10166.001010/200384, respectivamente, de forma a possibilitar o justo julgamento a ser realizado por este Colegiado; c) a base de cálculo utilizada pela autoridade fiscal estava fora da realidade, porque usou como receita omitida o montante escriturado, sem considerar a receita já oferecida à tributação na DIPJ, as retenções sofridas pela contribuinte e o imposto já recolhido, apurado na DIPJ; d) o vício que permeia o lançamento ficava também evidente nas observações constantes do referido Quadro Demonstrativo das Receitas Escrituradas (objeto de autuação) e das Receitas Informadas na DIPJ (fls. 591/594), referentes aos anos de 1999 e 2001, quando a autoridade fiscal afirmou que no “ano de 1999, a contribuinte deixou de oferecer à tributação, 15% das receitas escrituradas”, e no “ano de 2001, apenas 40% das receitas escrituradas foram oferecidas à tributação”. O absurdo prosseguia no ano de 2000, quando toda a receita escriturada fora oferecida à tributação e novamente lançada de ofício, sem considerar as retenções sofridas. Igualmente, em 2002, ano em que fora realizada a ação fiscal, foram tributadas as receitas escrituradas sem qualquer menção às retenções havidas; e) a não consideração das retenções sofridas propiciava enriquecimento sem causa do erário, pois o sujeito passivo estava pagando em duplicidade a Contribuição. Tal procedimento afrontava princípios constitucionais como o da legalidade e o da moralidade administrativa; f) não podia prevalecer o lançamento viciado em que o Fisco elegera determinada base de cálculo, não considerara as receitas declaradas e as retenções sofridas, sob o argumento presuntivo de que o sujeito passivo omitiu receitas, sem quantificar a suposta omisso havida; g) autoridade fiscal juntara ao referido Relatório de Diligência Fiscal o “Quadro Demonstrativo das Retenções e Pagamentos por Órgãos Públicos, Comprovados através das Cartas de Retenções ...”, o que convalidava as retenções comprovadas nas fases de defesa, detalhadas por mês e por ano. Mas nada disso foi considerado, o que contrariava os princípios basilares do processo administrativo fiscal, como o da verdade material, da moralidade administrativa e do enriquecimento sem causa por parte da União; e h) a autoridade fiscal afirmara que encerrava a diligência “sem apontar, efetivamente, os valores a serem compensados, pois não identificados nesta diligência, além dos já considerados nas DCTF”, deixando patente que o procedimento fora infrutífero, e, mais uma vez mencionando as retenções constantes da DCTF que não se sabe como, e quando, foram consideradas, o que contrariava, as conclusões da diligência realizada nos autos principais do IRPJ e da CSLL, quando a mesma autoridade fiscal chegou a conclusões diferentes, o que demonstrava a fragilidade da diligência realizada nestes autos. Em 1/3/2010, em razão da falta de competência da Primeira Seção deste Conselho, por meio do Despacho de fl. 712, o Relator originário do Processo declinou competência à esta Terceira Seção. Em seguida, na Sessão de 30/1/2014, os presentes autos foram distribuídos, mediante sorteio, a este Relalor. É o relatório. Fl. 731DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por RICARDO PAULO ROS A 6 Voto Conselheiro José Fernandes do Nascimento, Relator. O recurso é tempestivo, trata de matéria da competência deste Colegiado e preenche os demais requisitos de admissibilidade, portanto, deve ser conhecido. O cerne da controvérsia cingese a duas questões de natureza fática, relativas à apuração da base de cálculo dos valores da Cofins lançados e à não dedução dos respectivos valores da Contribuição retidos na fonte. Da apuração da base cálculo. No recurso, a recorrente alegou que as receitas auferidas foram oferecidas à tributação nas pertinentes DIPJ, todavia tais montantes foram desconsiderados pelo Fisco e lançados de ofício outros valores sobre os quais não conhecia a origem. Ademais, não havia provas nos autos demonstrando que as receitas tributadas de oficio eram acréscimos àquelas já tributadas na declaração. É pertinente esclarecer que, diferentemente do entendimento da recorrente, a receita tributada não foi aquela declarada na DIPJ, que tem caráter meramente informativo, mas que fora informada na DCTF, que tem natureza de confissão de dívida e constitui instrumento suficiente de constituição do crédito tributário pelo contribuinte, conforme jurisprudência consolidada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), inclusive por meio de decisão definitiva de mérito, proferida no âmbito do regime de recurso repetitivo, previsto no art. 543C do Código de Processo Civil (CPC), sabidamente, de adoção obrigatória por parte deste Colegiado, por força do disposto no art. 62A do Regimento Interno deste Conselho. Com nesse breve esclarecimento, fica demonstrado que não procede a alegação da autuada. A uma, porque os valores das receitas tributados pela fiscalização foram extraídos dos livros Razão (Balancetes Analíticos mensais dos meses de janeiro a julho e setembro de 1999) e de Registro de Serviços Prestados (os demais meses) escriturados e apresentados pela própria autuada, cujas cópias encontramse colacionados aos autos (fls. 115/206). No Demonstrativo de Situação Fiscal Apurada (fls. 221/224), encontramse consolidados os valores das receitas apurados pela fiscalização (extraídos dos referidos livros), os débitos declarados, os créditos apurados e as diferenças da base de cálculo e contribuição apuradas. A duas, porque os valores das receitas declarados nas DIPJ, diferentemente do alegado pela recorrente, não foram tributadas, mas apenas informadas, pois, conforme já explicitado, tal declaração não tem natureza de confissão de dívida, mas natureza meramente informativa. Além disso, com base no Demonstrativo das Receitas Escrituradas e das Receitas Informadas na DIPJ (fls. 591/594), verificase que as receitas informadas pela fiscalizada nas DIPJ dos anos de 1999 a 2002, exceto no ano 2000, divergem das receitas apuradas pela autoridade fiscal, o que evidencia que a contribuinte sequer informou, integralmente, nas respectivas DIPJ, as receitas que ela registrou na sua escrituração contábil e fiscal. Fl. 732DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10166.001008/200313 Acórdão n.º 3102002.172 S3C1T2 Fl. 103 7 Assim, havendo divergência entre os valores da escrituração contábil e fiscal e os declarados na DIPJ, até prova em contrário, deve prevalecer os valores registrados na escrituração contábil e fiscal. No caso, como a fiscalizada não trouxe aos autos qualquer prova que infirmassem os valores por ela própria registrados nos referidos livros contábil e fiscal, consequentemente, deve ser mantido os valores da base cálculo apurados pela fiscalização, os quais, ressaltase mais uma vez, foram extraídos dos referidos livros. Da não dedução dos valores da Cofins retidos na fonte. Do cotejo dos valores apresentados no Demonstrativo de Apuração da Cofins dos meses de janeiro de 1999 a outubro de 2002 (fls. 13/16) com os consignados no Demonstrativo de Situação Fiscal Apurada (fls. 221/224), que integram o questionado auto de infração, verificase que a fiscalização deduziu do valor devido da Cofins, dos respectivos meses, apenas o valor da Contribuição recolhido ou declarado na DCTF. Em outras palavras, a fiscalização não excluiu da cobrança os valores da Contribuição retidos na fonte nos correspondentes períodos de apuração. Esclareceu a autoridade fiscal no citado Relatório de Diligência Fiscal que, se houve equívoco na apuração dos débitos cobrados, eles foram decorrentes dos erros cometidos pela autuada, por não ter informado corretamente os valores devidos da Contribuição e das respectivas retenções nos campos próprios da DCTF. Esclareceu ainda que não comparou os débitos apurados com os informados nas DIPJ, por ser esta uma declaração meramente informativa, mas com os débitos declarados nas DCTF, por ser esta uma declaração de confissão de dívida, conforme anteriormente explicitado. O procedimento da fiscalização estaria correto se autuada auferisse receita apenas de atividade não submetida ao regime de retenção na fonte. No entanto, com base nos fartos elementos probatórios coligidos aos autos, confirmase que, no período da autuação, a recorrente auferiu receitas de vendas de balcão (não sujeitas a retenção na fonte) e vendas a órgãos públicos (sujeitas a retenção fonte). Dessa forma, para uma correta apuração dos valores exigidos, certamente, seria necessário que a recorrente tivesse informado a fiscalização, separadamente, os valores das receitas de vendas de balcão e de vendas a órgãos públicos, o que não fez, embora tenha sido intimada para tanto. Por conseguinte, na ausência dessa informação, era impossível saber qual o valor da receita que sofrera retenção na fonte. Ademais, ao informar na petição de fl. 28, que os “débitos declarados dizem respeito ao faturamento apurado nas vendas varejo, ou seja, a clientes balcão”, a recorrente também contribuiu para que o lançamento não levasse em consideração os valores da Contribuição retida na fonte. No entanto, apesar dos grosseiros equívocos cometidos pela recorrente e da falta de colaboração para com a fiscalização, por força do princípio da verdade material, que rege o processo administrativo fiscal, entendese que à recorrente deve ser reconhecido o direito de deduzir os respectivos valores da Cofins retidos na fonte no período da autuação. Assim, remanesce a seguinte questão: quais os valores da Cofins retidos na fonte podem ser deduzidos do valor devido apurado pela fiscalização? Fl. 733DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por RICARDO PAULO ROS A 8 A resposta a essa indagação é de vital importância para o deslinde da controvérsia, uma vez que, em conformidade com os dados contidos no Quadro Demonstrativo da Cofins Apurada de Ofício e Cofins Retida na Fonte de fls. 595/598, existem três valores distintos: (i) os declarados na DIPJ, (ii) os informados pela recorrente na fase de impugnação e (iii) os informados pela recorrente na fase de recurso. Segundo o referido Demonstrativo, os valores retidos informados pela recorrente nas DIPJ são uns, os informados na peça impugnatória são outros e os informados na fase recursal são completamente diferentes dos anteriores. Ou seja, não há uniformidade e consistência nos valores informados. Ademais, a falta da informação da parcela da receita de comissão, decorrentes das vendas feitas a órgãos públicos, certamente, impossibilita qualquer confirmação, por parte deste Relator, do valor correto a ser deduzido da Contribuição devida. No recurso, alegou a recorrente que ao apropriar as receitas originadas das comissões percebidas, efetuava compensação dos tributos devidos com os valores retidos na fonte, proporcionalmente, às receitas declaradas, “ficando evidentemente com crédito de imposto”. Segundo a recorrente, com base no “Demonstrativo Impostos Retidos X Valor Compensado DIPJ” de fls. 536/538, poderseia verificar que a utilização dos tributos retidos na fonte foram parciais, para efeito de compensação (dedução). No entanto, Analisando os referidos Demonstrativos, verificase que ele contém apenas os valores da Contribuição retidos na fonte e correspondem a totalidade dos pagamentos efetuados pelos órgãos públicos. Isto é, tais valores compreendem a receita de comissão da recorrente e, certamente, a parcela maior das receitas das empresas de transporte contratadas. Portanto, tais valores, induvidosamente, não tem qualquer relação com o valor da receita de comissão não conhecida, supostamente declarada e tributada pela recorrente, haja vista que os valores de referida receita não foi informada pela recorrente, embora devidamente intimada para prestar tal informação. Da mesma forma, a recorrente procedera na fase de impugnação, e apenas em relação aos anos de 1999 e 2001, conforme Tabela de Impostos Retidos por Órgãos Públicos de fls. 467/502 e Planilha de Cálculo de fls. 503/505. Tais valores, inequivocamente, não podem ser utilizados integralmente na dedução dos respectivos valores apurados pela fiscalização, porque a maior parte deles refere se a receitas repassadas às empresas de transporte intermediadas pela recorrente, que, certamente, ofereceram a tributação essas receitas. Dessa forma, fica demonstrado que a informação dos valores da receita de comissão auferida e tributada no período era e continua sendo imprescindível, para apuração dos respectivos valores retidos na fonte. Nesse sentido, é pertinente ressaltar que, além de intimada a demonstrar e comprovar os valores da referida receita de comissão, durante o procedimento de fiscalização, a recorrente teve três oportunidades de trazer aos autos essa informação (na impugnação, no recurso e na resposta às conclusões da diligência), porém, deliberada e injustificadamente, não adotou tal providência. Em decorrência, a recorrente deve arcar com ônus dessa sua intencional omissão. De toda sorte, compulsando o referido Demonstrativo, constatase que os valores da Cofins retidos na fonte, informados nas DIPJ dos anos de 1999 e 2000, são proporcionais aos valores das receitas informadas na referida Declaração e não foram contestados pela fiscalização, o que possibilita a dedução deles dos valores da Contribuição devida. O mesmo procedimento, evidentemente, não pode ser adotado em relação aos meses Fl. 734DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por RICARDO PAULO ROS A Processo nº 10166.001008/200313 Acórdão n.º 3102002.172 S3C1T2 Fl. 104 9 dos anos de 2001 e 2002, uma vez que a recorrente não informou os correspondentes valores retidos nas respectivas DIPJ, onde tais valores aparecem zerados. É oportuno esclarecer que, o entendimento aqui esposado, está em consonância com a conclusão da fiscalização consignada no Relatóro de Diligência de fls. 704/710, extraído dos autos do processo nº 10166.001011/200329 (colacionado aos autos pela recorrente), referente à autuação do IRPJ e reflexos (CSLL, PIS e COFINS), relativa ao ano base de 1998, de onde extraise o seguinte relevante excerto (fl. 709), in verbis: É oportuno lembrar, que os valores retidos do IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, constantes nas planilhas acima mencionadas, são proporcionais aos valores das faturas (R$ 7.541.408,75). Dessa forma, para o cálculo do crédito tributário remanescente, deve se excluir os valores retidos por órgãos públicos, declarados na DIPJ/99AC/98, partindose do princípio que esses valores são proporcionais às receitas declaradas na DIPJ, do ano fiscalizado (1998). Das demais alegações da recorrente. A recorrente alegou que a diligência fora infrutífera e contrariava as conclusões da diligência realizada nos processos objeto das autuações relativas ao IRPJ e à CSLL, em que a mesma autoridade fiscal apurou corretamente a base cálculo dos referidos tributos. Não procede a alegação da recorrente, pois, não se pode aplicar ao caso em tela as mesmas conclusões exaradas nos referidos processos. A uma, porque os questionamentos formulados nas respectivas diligências foram distintos. A duas, porque os questionamentos formulados na diligência aqui realizada foram devidamente esclarecidos pela fiscalização, inclusive com a apresentação de novos demonstrativos e documentos que corroboram o entendimento da fiscalização no sentido de apurar os valores retidos na fonte corretos, ou seja, os valores proporcionais aos valores da receita de comissão de vendas submetida ao regime de retenção na fonte, não informados pela recorrente. A três, porque em relação ao IRPJ e CSLL (processos nºs 10166.001007/200361 e 10166.001010/200384), a recorrente prestou as informações necessárias a apuração do valor da retenção devida, conforme consignado no correspondente Relatório de Diligência Fiscal de fls. 688/696, colacionado aos autos pela recorrente na fase de contestação das conclusões da diligência, de onde extraise o seguinte excerto (fl. 694), in verbis: Como última tentativa de obtenção da informação relativa à proporcionalidade das retenções com as receitas escrituradas e disponibilizadas à fiscalização, à época da autuação, intimouse o contribuinte novamente em 25/08/2004, tendo o mesmo apresentado a planilha de fls. 812/814 , cujos valores retidos, atendem à solicitação da fiscalização, conforme abaixo demonstrados: [...]. (grifos não originais) A recorrente alegou ainda que autoridade fiscal juntara ao referido Relatório de Diligência Fiscal o “Quadro Demonstrativo das Retenções e Pagamentos por Órgãos Públicos, Comprovados através das Cartas de Retenções ...” de fls. 599/619, que convalidava as retenções comprovadas nas fases de defesa, detalhadas por mês e por ano. Fl. 735DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por RICARDO PAULO ROS A 10 Não procede a alegação da recorrente, pois, confrontando os valores do Quadro Comparativo da Cofins Retida e Declarada na DIPJ e DCTF de fls. 659/662, verifica se que há diferenças significativas entre os valores apurados pela fiscalização, com base nas Cartas/Retenções (1999 a 2001) e Dirf Beneficiário (2002), e aqueles informados pela recorrente na fase impugnatória e recursal. Ademais, os valores apurados pela fiscalização, com respaldo nos dados extraídos das respectivas Cartas/Retenções e Dirf, referemse aos valores totais pagos pelos órgãos públicos à recorrente, portanto, sem a exclusão dos valores relativos às repassadas a empresas de transporte intermediadas. Da conclusão. Por todo o exposto, votase por DAR PROVIMENTO PARCIAL ao recurso, para reconhecer o direito da recorrente de deduzir os valores da Cofins retidos na fonte, informados nas DIPJ dos anos de 1999 e 2000, discriminados no Quadro Demonstrativo da Cofins Apurada de Ofício e Cofins Retida na Fonte de fls. 595/598. (assinado digitalmente) José Fernandes do Nascimento Fl. 736DF CARF MF Impresso em 04/06/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 22 /04/2014 por JOSE FERNANDES DO NASCIMENTO, Assinado digitalmente em 15/05/2014 por RICARDO PAULO ROS A
score : 1.0
Numero do processo: 37170.001522/99-81
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 21 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Jul 07 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2008
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. ILEGITIMIDADE. RETENÇÃO NA CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA.
Na hipótese de a empresa contratante efetuar recolhimento de valor retido em duplicidade, o pedido de restituição será apresentado obrigatoriamente pela empresa contratada, não se aplicando, para liberação da restituição, a restrição quanto ao repasse ao custo de bem ou serviço oferecido à sociedade.
O direito de pleitear a restituição de contribuição retida recai, obrigatoriamente, sobre a empresa contratada, sendo, no presente caso, a Timbira Serviços Gerais Ltda. e a Timbira Serviços de Vigilância Ltda
Numero da decisão: 2301-003.830
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, :I)Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso,nos termos do voto do(a) Relator(a).
MARCELO OLIVEIRA - Presidente.
MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR - Relator.
EDITADO EM: 12/06/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, MAURO JOSE SILVA, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR.
Nome do relator: MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/12/2008 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. ILEGITIMIDADE. RETENÇÃO NA CESSÃO DE MÃODEOBRA. Na hipótese de a empresa contratante efetuar recolhimento de valor retido em duplicidade, o pedido de restituição será apresentado obrigatoriamente pela empresa contratada, não se aplicando, para liberação da restituição, a restrição quanto ao repasse ao custo de bem ou serviço oferecido à sociedade. O direito de pleitear a restituição de contribuição retida recai, obrigatoriamente, sobre a empresa contratada, sendo, no presente caso, a Timbira Serviços Gerais Ltda. e a Timbira Serviços de Vigilância Ltda Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, :I)Por unanimidade de votos: a) em negar provimento ao Recurso,nos termos do voto do(a) Relator(a). MARCELO OLIVEIRA Presidente. MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR Relator. EDITADO EM: 12/06/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: MARCELO OLIVEIRA (Presidente), WILSON ANTONIO DE SOUZA CORREA, BERNADETE DE OLIVEIRA BARROS, MAURO JOSE SILVA, MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 37 17 0. 00 15 22 /9 9- 81 Fl. 62DF CARF MF Impresso em 07/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/ 06/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por MARCELO OLIVEIRA 2 Relatório Tratase de pedido de restituição apresentado pela empresa PARAGÁS DISTRIBUIDORA LTDA. referente ao valor da retenção sobre notas fiscais de prestação de serviços, na competência 03/99 [fls. 01 e 02]. Intimada a se manifestar [fl. 15], a sociedade empresária PARAGÁS, na qualidade de contratante da empresa TIMBIRA, apresentou impugnação alegando, em síntese, que as contribuições previdenciárias foram equivocadamente efetuadas em dobro. Para tanto, anexou à defesa as notas fiscais de serviço de no 1.752, no 1.753, no 1.772, no 3.754 e no 3.758 [fls. 22 a 29]. Em 29 de janeiro de 2002, o Serviço de Fiscalização da Previdência Social julgou improcedente o pedido de restituição, por meio de decisão [fl. 32], após recurso da empresa [fls. 17 a 19]. A empresa interpôs nova defesa em 11 de outubro de 2001 [fl. 17]. Nas razões do recurso, a PARAGÁS alega que a base do indeferimento por parte do Serviço de Fiscalização da Previdência Social decorreu do emprego indevido do artigo 31, §1o e §2o, da Lei 8.212/91. A norma jurídica citada pela Fiscalização não se adequa ao fato, uma vez que o artigo citado trata da obrigatoriedade do reconhecimento à Previdência e não da restituição da contribuição quando efetuada em duplicidade. Eis o teor: Art. 31. O contratante de quaisquer serviços executados mediante cessão de mãodeobra, inclusive em regime de trabalho temporário, responde solidariamente com o executor pelas obrigações decorrentes desta Lei, em relação aos serviços prestados, exceto quanto ao disposto no art. 23, não se aplicando, em qualquer hipótese, o benefício de ordem. §1oO valor retido de que trata o caput, que deverá ser destacado na nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, será compensado pelo respectivo estabelecimento da empresa cedente da mãodeobra, quando do recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social devidas sobre a folha de pagamento dos segurados a seu serviço. §2oNa impossibilidade de haver compensação integral na forma do parágrafo anterior, o saldo remanescente será objeto de restituição. Outro argumento exposto pela empresa é de que a juntada das guias de recolhimento, de mesmo valor, competência e incidentes sobre as mesmas notas fiscais seriam suficientes para comprovar o recolhimento em duplicidade. Os autos foram remetidos para a Câmara de Julgamento do CRPS. [fl. 36]. Em 22 de janeiro de 2003, a então 2a Câmara de Julgamento do CRPS resolveu, por unanimidade, converter o feito em diligência para que fosse verificado se os valores retidos nas notas fiscais eram os mesmos recolhidos nas guias de igual valor, sendo Fl. 63DF CARF MF Impresso em 07/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/ 06/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por MARCELO OLIVEIRA Processo nº 37170.001522/9981 Acórdão n.º 2301003.830 S2C3T1 Fl. 64 3 imprescindível a apresentação dos demonstrativos relacionando os valores das notas e recolhimentos efetuados nas guias relativos à competência 03/99 [fls. 37 e 38]. Efetuadas as devidas diligências, a autoridade fiscal apresentou planilhas bem como esclareceu que a PARAGÁS não apresentou autorização das empresas Timbira Serviços Gerais Ltda. e Timbira Serviços de Vigilância Ltda., ora contratadas, para pleitear a restituição da retenção dos valores supostamente realizados em dobro em seu próprio nome [fls. 44 a 49]. Em 02 de dezembro de 2008, os autos foram encaminhados para o Segundo Conselho de Contribuintes para julgamento [fls. 52 a 54]. Todavia, notouse que a recorrente não havia sido cientificada para apresentar defesa após o feito da autoridade fiscal. Com o intuito de assegurar o princípio da ampla defesa, a análise do processo foi convertida em diligência para que a empresa, de acordo com seu interesse, manifestase acerca do resultado [fls. 44 a 49]. A empresa PARAGÁS, apesar de ter sido devidamente intimada para apresentar defesa [fl. 59], quedouse inerte. O processo foi devolvido ao Conselho de Contribuintes para julgamento [fl. 60]. É o que tenho a relatar. Voto Conselheiro MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR Relator Sendo tempestivo, conheço do recurso e passo ao exame do mérito. A empresa PARAGÁS DISITRIBUIDORA LTDA. juntou em sua defesa as notas fiscais referentes à prestação de serviço no qual solicitava a restituição do recolhimento que, segundo a recorrente, foi realizada em duplicidade. Notase que à empresa não assiste razão quanto ao seu inconformismo. Inicialmente, não há como afirmar que as guias de recolhimento e as notas fiscais incidem sobre o mesmo fato. Assim, não é possível afirmar que as guias, recolhidas em competências distintas, embora sejam de mesmo valor, referemse às mesmas notas fiscais. Além disso, há um equívoco. As notas fiscais emitidas na data de 31/03/99 deveriam ter como competência para recolhimento do valor retido 03/99 e não 04/99. Não há legitimidade por parte da empresa PARAGÁS para requerer a restituição dos valores supostamente efetuados em dobro. Conforme dispõe o artigo 19 da Instrução Normativa no 13, de 28/04/2000, o direito de pleitear a restituição de contribuição retida recai, obrigatoriamente, sobre a empresa contratada, sendo, no presente caso, a Timbira Serviços Gerais Ltda. e a Timbira Serviços de Vigilância Ltda. Eis o teor da norma: Art. 19. Na hipótese de a empresa contratante efetuar recolhimento de valor retido em duplicidade, o pedido de restituição será apresentado obrigatoriamente pela empresa contratada, não se aplicando, para liberação da restituição, a Fl. 64DF CARF MF Impresso em 07/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/ 06/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por MARCELO OLIVEIRA 4 restrição quanto ao repasse ao custo de bem ou serviço oferecido à sociedade. Como verificado nos autos, a recorrente PARAGÁS não possui qualquer autorização por parte da contratada para requerer a restituição de contribuição retida devida ao pagamento efetuado em dobro. Assim sendo, diante da impossibilidade de verificação acertada quanto à duplicidade do recolhimento das contribuições e da ausência de autorização por parte da recorrente para pleitear a restituição, não há como acolher a pretensão da Recorrente. Portanto, conheço do recurso, para, no mérito, NEGARLHE PROVIMENTO. É como voto. MANOEL COELHO ARRUDA JÚNIOR Relator Fl. 65DF CARF MF Impresso em 07/07/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/06/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 12/ 06/2014 por MANOEL COELHO ARRUDA JUNIOR, Assinado digitalmente em 04/07/2014 por MARCELO OLIVEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 15940.000654/2009-37
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Feb 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Thu May 29 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2004 a 31/10/2008
PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA
Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal.
ART. 55 DA LEI 8.212/91. CUMPRIMENTO DE SEUS REQUISITOS. VERIFICAÇÃO Á ÉPOCA DOS FATOS GERADORES.
Os requisitos estabelecidos nos incisos do art. 55 da Lei 8.212/91, devem ser observados, á época dos fatos geradores de sua vigência, para o gozo da imunidade constante no art. 195, parágrafo 7º da Constituição Federal.
MULTA. RECÁLCULO. MP 449/08. LEI 11.941/09. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA.
Antes do advento da Lei 11.941/09, não se punia a falta de espontaneidade, mas tão somente o atraso no pagamento - a mora. No que diz respeito à multa de mora aplicada até 12/2008, com base no artigo 35 da Lei nº 8.212/91, tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação do princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei nº 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91, para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2403-002.430
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para preliminarmente, reconhecer a decadência do período de 01/2004 a 11/2004, nos termos do art. 150, parágrafo 4º do CTN, vencido o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. E, no mérito, por maioria de votos, determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/09 (art. 61 da Lei 9.430/96), vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa.
Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente
Marcelo Magalhães Peixoto - Relator
Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: MARCELO MAGALHAES PEIXOTO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2004 a 31/10/2008 PREVIDENCIÁRIO. DECADÊNCIA Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. ART. 55 DA LEI 8.212/91. CUMPRIMENTO DE SEUS REQUISITOS. VERIFICAÇÃO Á ÉPOCA DOS FATOS GERADORES. Os requisitos estabelecidos nos incisos do art. 55 da Lei 8.212/91, devem ser observados, á época dos fatos geradores de sua vigência, para o gozo da imunidade constante no art. 195, parágrafo 7º da Constituição Federal. MULTA. RECÁLCULO. MP 449/08. LEI 11.941/09. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Antes do advento da Lei 11.941/09, não se punia a falta de espontaneidade, mas tão somente o atraso no pagamento - a mora. No que diz respeito à multa de mora aplicada até 12/2008, com base no artigo 35 da Lei nº 8.212/91, tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação do princípio da retroatividade benigna, impõe-se o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei nº 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91, para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para preliminarmente, reconhecer a decadência do período de 01/2004 a 11/2004, nos termos do art. 150, parágrafo 4º do CTN, vencido o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. E, no mérito, por maioria de votos, determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/09 (art. 61 da Lei 9.430/96), vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa. Carlos Alberto Mees Stringari - Presidente Marcelo Magalhães Peixoto - Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro.
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DECADÊNCIA Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, o prazo decadencial das Contribuições Previdenciárias é de 05 (cinco) anos, nos termos do art. 150, § 4º do CTN, quando houver antecipação no pagamento, mesmo que parcial, por força da Súmula Vinculante nº 08, do Supremo Tribunal Federal. ART. 55 DA LEI 8.212/91. CUMPRIMENTO DE SEUS REQUISITOS. VERIFICAÇÃO Á ÉPOCA DOS FATOS GERADORES. Os requisitos estabelecidos nos incisos do art. 55 da Lei 8.212/91, devem ser observados, á época dos fatos geradores de sua vigência, para o gozo da imunidade constante no art. 195, parágrafo 7º da Constituição Federal. MULTA. RECÁLCULO. MP 449/08. LEI 11.941/09. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE BENIGNA. Antes do advento da Lei 11.941/09, não se punia a falta de espontaneidade, mas tão somente o atraso no pagamento a mora. No que diz respeito à multa de mora aplicada até 12/2008, com base no artigo 35 da Lei nº 8.212/91, tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação do princípio da retroatividade benigna, impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei nº 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91, para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 94 0. 00 06 54 /2 00 9- 37 Fl. 1781DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, dar provimento parcial ao recurso, para preliminarmente, reconhecer a decadência do período de 01/2004 a 11/2004, nos termos do art. 150, parágrafo 4º do CTN, vencido o Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari. E, no mérito, por maioria de votos, determinar o recálculo da multa de mora, de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/09 (art. 61 da Lei 9.430/96), vencido o Conselheiro Paulo Maurício Pinheiro Monteiro na questão da multa. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente Marcelo Magalhães Peixoto Relator Participaram, do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari, Marcelo Freitas de Souza Costa, Ivacir Júlio de Souza, Maria Anselma Coscrato dos Santos, Marcelo Magalhães Peixoto e Paulo Maurício Pinheiro Monteiro. Fl. 1782DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 15940.000654/200937 Acórdão n.º 2403002.430 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário em face de acórdão de impugnação, referente ao Auto de Infração – AI DEBCAD nº 37.068.2750 (TERCEIROS) no valor original de R$ 24.452.128,59 (vinte e quatro milhões, quatrocentos e cinqüenta e dois mil, cento e vinte e oito reais e cinqüenta e nove centavos), lavrados em face de Associação Prudentina de Educação e Cultura – APEC. O Auto de Infração foi lavrado em 09 de dezembro de 2009 e cientificado o contribuinte em 12 de dezembro do mesmo ano, abarcando a autuação os períodos de 01/01/2004 a 31/10/2008. O auto de infração foi lavrado tendo como fundamento uma decisão expedida em sede de tutela antecipada, pela Subseção judiciária de São Paulo – 1ª Vara Federal de Presidente Prudente, na Ação Civil Pública n. 2007.61.12.012319, movida pelo Ministério Público Federal e o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS em face da Associação Prudentina de Educação e Cultura – APEC, que determinou que a União suspendesse o Certificado de Entidade Filantrópica concedido ao contribuinte, com efeito retroativo a 01/01/1995. A referida decisão judicial está acostada aos autos no Anexo II do Auto de Infração, constante nas fls. 165/226. Em cumprimento a essa decisão judicial, o Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS, através das Resoluções n. 4 de 27 de janeiro de 2009, publicada no DOU de 28/01/2009 e n. 6 de 27 de janeiro de 2009, publicada no DOU de 28/01/2009, não renovou o Certificado de Entidade Filantrópica – CEAS, referente ao período de 01/01/1995 até a data da lavratura do auto de infração. Os atos foram documentados no auto de infração, constando no seu Anexo III, fls. 227/236. Em razão disso, o fiscal lavrou o auto, calculando as contribuições devidas a terceiros, incidentes sobre a totalidade de remunerações pagas, devidas ou creditadas, aos segurados Empregados, resultando nos seguintes levantamentos: L06 – REM EMPREGADOS ESCOLA L04 – REM EMPREGADOS HOSPITAL L06 – REM EMPREGADOS PLANO DE SAÚDE L08 – REM EMPREGADOS GRAFICA L09 – REM EMPREGADOS CONST CIVIL L17 REM EMPREG ESCOLA PROC TRAB Fl. 1783DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 L18 – REM EMPREG HOSPITAL PROC TRAB DA IMPUGNAÇÃO Inconformada com o lançamento, a empresa contestou o presente Auto de Infração por meio do instrumento de fls. 1603/1625. DA DECISÃO DA DRJ Após analisar os argumentos da Recorrente, a 09ª Turma da Delegacia da Receita do Brasil de Julgamento em Ribeirão Preto, DRJ/RPO, prolatou o Acórdão n° 14 29.043, de fls. 1734/1739, mantendo procedente o lançamento, conforme ementa que abaixo se transcreve, verbis: “ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/2004 a 31/10/2008 LANÇAMENTO. ATIVIDADE VINCULADA. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. IMUNIDADE. REQUISITOS. PREVISÃO LEGAL. As entidades beneficentes de assistência social para fazerem jus ao benefício do parágrafo 7º do artigo 195 devem atender, até 06/11/2008, aos requisitos previstos no artigo 55 da Lei n. 8.212/91. Apesar de revogado pela Lei n. 12.101/2009, referido o artigo continua aplicável aos fatos geradores ocorridos no período de sua vigência, ressalvados os efeitos produzidos pela MP n. 446/2008. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. ÓRGÃO JULGADOR. COMPETÊNCIA. No processo administrativo fiscal, o órgão de julgamento não possui competência para analisar e julgar pedido de renovação de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social. PRODUÇÃO DE NOVAS PROVAS. DESNECESSIDADE. Quando presentes nos autos todos os elementos necessários ao julgamento, deve ser indeferido o requerimento de produção de novas provas. INCONSTITUCIONALIDADE. ARGUIÇÃO. É vedado a autoridade julgadora afastar a aplicação de leis, decretos e atos normativos por inconstitucionalidade ou ilegalidade. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido” DO RECURSO Fl. 1784DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 15940.000654/200937 Acórdão n.º 2403002.430 S2C4T3 Fl. 4 5 Inconformada, a empresa interpôs, tempestivamente, Recurso Voluntário de fls. 1749/1776, requerendo a reforma do Acórdão da DRJ, alegando em suma que possui imunidade, independentemente dos fatos processuais ocorridos no judiciário. É o relatório. Fl. 1785DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 Voto Conselheiro Marcelo Magalhães Peixoto, Relator DA TEMPESTIVIDADE Conforme documento de fls. 1779, temse que o recurso é tempestivo e reúne os pressupostos de admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. DA DECADÊNCIA O Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária de 12 de Junho de 2008, aprovou a Súmula Vinculante nº 8, nos seguintes termos: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do DecretoLei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário”. Referida Súmula declara inconstitucionais os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91, que impõem o prazo decadencial e prescricional de 10 (dez) anos para as contribuições previdenciárias, o que significa que tais contribuições passam a ter seus respectivos prazos contados em consonância com os artigos 150, § 4º, 173 e 174, do Código Tributário Nacional: CTN Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa. (...) § 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. (...) Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; De acordo com o art. 103A, da Constituição Federal, a Súmula Vinculante nº 8 vincula toda a Administração Pública, inclusive este Colegiado: CF/88 Art. 103A. O Supremo Tribunal Federal, poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais Fl. 1786DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 15940.000654/200937 Acórdão n.º 2403002.430 S2C4T3 Fl. 5 7 órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder a sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. In casu, como se trata de contribuições sociais previdenciárias que são tributos sujeitos a lançamento por homologação, contase o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, caso se verifique a antecipação de pagamento (mesmo que parcial) ou, nos termos do art. 173, I, do CTN, quando o pagamento não foi antecipado pelo contribuinte. Nesse diapasão, mister destacar que para que seja aplicado o prazo decadencial nos termos do art. 150, § 4º do CTN, basta que haja a antecipação no pagamento de qualquer Contribuição Previdenciária, ou seja, não é necessária a antecipação em todas as competências. Havendo a antecipação parcial em uma única competência, já se aplica as regras do art. 150, § 4º do CTN. Também é entendimento deste Relator, que a antecipação a título de Contribuição Previdenciária abrange o pagamento para todas as rubricas relacionadas, tais como: destinadas a outras entidades e fundos — Terceiros (Salárioeducação e INCRA), dentre outras. Analisando os autos, percebese no Termo de Encerramento do Procedimento Fiscal TEPF, fl. 135, consta que foram examinados Comprovantes de Recolhimento, razão pela qual, se deduz que houve antecipação de pagamento de contribuições, razão pela qual aplicase o prazo decadencial com base no art. 150, § 4º do CTN. O lançamento referese ao período de 01/2004 a 10/2008, tendo sido lavrado em 09 de dezembro de 2009 e cientificado o contribuinte três dias depois, fl. 1593, deve ser reconhecida a decadência do período de 01/2004 a 11/2004, nos termos do art. 150, parágrafo 4º do CTN. DO MÉRITO DA IMUNIDADE A Recorrente sustenta que a autuação é indevida tendo em vista que é imune ao pagamento da contribuição previdenciária, nos termos do art. 195, parágrafo 7o da CF, in verbis: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) § 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. (sem destaques no original) Fl. 1787DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 Da leitura do artigo, verificase que as “entidades beneficentes de assistência social” precisam atender às exigências estabelecidas em lei para serem imunes à contribuição previdenciária. Nesse diapasão, assim disciplinava a norma infralegal (art. 55 da Lei n. 8.212/91), vigente à época do fato gerador, in verbis: Art. 55. Fica isenta das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 desta Lei a entidade beneficente de assistência social que atenda aos seguintes requisitos cumulativamente: I seja reconhecida como de utilidade pública federal e estadual ou do Distrito Federal ou municipal; II seja portadora do Registro e do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, fornecidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada três anos; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.18713, de 2001). III promova, gratuitamente e em caráter exclusivo, a assistência social beneficente a pessoas carentes, em especial a crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência; (Redação dada pela Lei nº 9.732, de 1998). (Vide ADIN nº 2.0285) IV não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores, remuneração e não usufruam vantagens ou benefícios a qualquer título; V aplique integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais apresentando, anualmente ao órgão do INSS competente, relatório circunstanciado de suas atividades. (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 10.12.97). § 1º Ressalvados os direitos adquiridos, a isenção de que trata este artigo será requerida ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS, que terá o prazo de 30 (trinta) dias para despachar o pedido. § 2º A isenção de que trata este artigo não abrange empresa ou entidade que, tendo personalidade jurídica própria, seja mantida por outra que esteja no exercício da isenção. § 3o Para os fins deste artigo, entendese por assistência social beneficente a prestação gratuita de benefícios e serviços a quem dela necessitar. (Incluído pela Lei nº 9.732, de 1998). (Vide ADIN nº 20285) § 4o O Instituto Nacional do Seguro Social INSS cancelará a isenção se verificado o descumprimento do disposto neste artigo. (Incluído pela Lei nº 9.732, de 1998). (Vide ADIN nº 20285) § 5o Considerase também de assistência social beneficente, para os fins deste artigo, a oferta e a efetiva prestação de serviços de pelo menos sessenta por cento ao Sistema Único de Saúde, nos termos do regulamento. (sem destaques no original) Fl. 1788DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 15940.000654/200937 Acórdão n.º 2403002.430 S2C4T3 Fl. 6 9 Para que seja concedida a imunidade regulamentada pela supracitada norma, a entidade precisa atender às exigências contidas nos incisos I, II, III, IV e V do art. 55 da Lei n. 8.212/91. Apesar de se tratar de imunidade, constante no art. 195, parágrafo 7º da CF, destacado alhures, percebese que ela é condicionada, e que os requisitos impostos na legislação são válidos e não podem ser excluídos da apreciação deste conselheiro. Nesse sentido, vejase o precedente do Supremo Tribunal Federal, in verbis: I. Imunidade tributária: entidade filantrópica: CF, arts. 146, II e 195, § 7º: delimitação dos âmbitos da matéria reservada, no ponto, à intermediação da lei complementar e da lei ordinária (ADIMC 1802, 27.8.1998, Pertence, DJ 13.2.2004;RE 93.770, 17.3.81, Soares Muñoz, RTJ 102/304). A Constituição reduz a reserva de lei complementar da regra constitucional ao que diga respeito "aos lindes da imunidade", à demarcação do objeto material da vedação constitucional de tributar; mas remete à lei ordinária "as normas sobre a constituição e o funcionamento da entidade educacional ou assistencial imune". II. Imunidade tributária: entidade declarada de fins filantrópicos e de utilidade pública: Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos: exigência de renovação periódica (L. 8.212, de 1991, art. 55). Sendo o Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos mero reconhecimento, pelo Poder Público, do preenchimento das condições de constituição e funcionamento, que devem ser atendidas para que a entidade receba o benefício constitucional, não ofende os arts. 146, II, e 195, § 7º, da Constituição Federal a exigência de emissão e renovação periódica prevista no art. 55, II, da Lei 8.212/91. (RE 428815 AgR, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, julgado em 07/06/2005, DJ 24062005 PP00040 EMENT VOL0219707 PP01247 RDDT n. 120, 2005, p. 150 153) **************************************************** CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE DE ENTIDADE BENEFICENTE. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE CEBAS EMITIDO E PRETENSAMENTE RECEPCIONADO PELO DECRETOLEI 1.752/1977. DIREITO ADQUIRIDO. ART. 195, § 7º DA CONSTITUIÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE O QUADRO FÁTICO. ATENDIMENTO OU NÃO DOS REQUISITOS LEGAIS. 1. Nenhuma imunidade tributária é absoluta, e o reconhecimento da observância aos requisitos legais que ensejam a proteção constitucional dependem da incidência da norma aplicável no momento em que o controle da regularidade é executado, na periodicidade indicada pelo regime de regência. 2. Não há direito adquirido a regime jurídico relativo à imunidade tributária. A concessão de Certificado de Entidade Fl. 1789DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 10 Beneficente Cebas não imuniza a instituição contra novas verificações ou exigências, nos termos do regime jurídico aplicável no momento em que o controle é efetuado. Relação jurídica de trato sucessivo. 3. O art. 1º, § 1º do Decretolei 1.752/1977 não afasta a obrigação de a entidade se adequar a novos regimes jurídicos pertinentes ao reconhecimento dos requisitos que levam à proteção pela imunidade tributária. 4. Não cabe mandado de segurança para discutir a regularidade da entidade beneficente se for necessária dilação probatória. Recurso ordinário conhecido, mas ao qual se nega provimento. (RMS 26932, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/12/2009, DJe022 DIVULG 04022010 PUBLIC 05022010 EMENT VOL0238801 PP00015 LEXSTF v. 32, n. 374, 2010, p. 178183) Portanto, necessário é que a pessoa jurídica possua todos os requisitos elencados na supracitada legislação, e não apenas com base no art. 14 do CTN. No caso concreto, o próprio poder judiciário determinou que a União suspenda o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social – CEBAS, em sede de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal, distribuída à 1ª Vara Federal de Presidente Prudente – SP, nos autos do processo n. 2007.61.12.0124319, vedando sua renovação até ulterior deliberação judicial. O artigo 14, inciso V e parágrafo único do Código de Processo Civil dispõe que são deveres das partes ou de qualquer daqueles que participe do processo cumprir com exatidão os provimentos mandamentais, de natureza antecipatória ou final, cuja violação constitui ato atentatório ao exercício da jurisdição, portanto, é obrigatório o cumprimento da decisão até ulterior mudança do posicionamento. Tais razões também prejudicam a alegação de cerceamento do direito de defesa por ter sido indeferido o pedido de produção de prova pericial para que se ateste que a recorrente realiza atividade filantrópica. Tal prova deve ser produzida judicialmente, uma vez que a matéria está afeta à ação judicial sob judice. Portanto, por faltar um dos requisitos para gozo da imunidade em questão, há de ser indeferido o pleito do recorrente. DO RECÁLCULO DA MULTA A MP nº 449, convertida na Lei nº 11.941/09, que deu nova redação aos arts. 32 e 35 e incluiu os arts. 32A e 35A na Lei nº 8.212/91, trouxe mudanças em relação à multa aplicada no caso de contribuição previdenciária. Assim dispunha o art. 35 da Lei nº 8.212/91 antes da MP nº 449, in verbis: Art. 35. Sobre as contribuições sociais em atraso, arrecadadas pelo INSS, incidirá multa de mora, que não poderá ser relevada, nos seguintes termos: (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). Fl. 1790DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 15940.000654/200937 Acórdão n.º 2403002.430 S2C4T3 Fl. 7 11 I para pagamento, após o vencimento de obrigação não incluída em notificação fiscal de lançamento: a) oito por cento, dentro do mês de vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) quatorze por cento, no mês seguinte; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) vinte por cento, a partir do segundo mês seguinte ao do vencimento da obrigação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). II para pagamento de créditos incluídos em notificação fiscal de lançamento: a) vinte e quatro por cento, em até quinze dias do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). b) trinta por cento, após o décimo quinto dia do recebimento da notificação; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). c) quarenta por cento, após apresentação de recurso desde que antecedido de defesa, sendo ambos tempestivos, até quinze dias da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). d) cinqüenta por cento, após o décimo quinto dia da ciência da decisão do Conselho de Recursos da Previdência Social CRPS, enquanto não inscrito em Dívida Ativa; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999). (sem destaques no original) Verificase, portanto, que antes da MP nº 449 não havia multa de ofício. Havia apenas multa de mora em duas modalidades: a uma decorrente do pagamento em atraso, desde que de forma espontânea a duas decorrente da notificação fiscal de lançamento, conforme previsto nos incisos I e II, respectivamente, do art. 35 da Lei nº 8.212/91, então vigente. Nesse sentido dispõe a hodierna doutrina (Contribuições Previdenciárias à luz da jurisprudência do CARF – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais / Elias Sampaio Freire, Marcelo Magalhães Peixoto (coordenadores). – Julio César Vieira Gomes (autor) – São Paulo: MP Ed., 2012. Pág. 94), in verbis: “De fato, a multa inserida como acréscimo legal nos lançamentos tinha natureza moratória – era punido o atraso no pagamento das contribuições previdenciárias, independentemente de a cobrança ser decorrente do procedimento de ofício. Mesmo que o contribuinte não tivesse realizado qualquer pagamento espontâneo, sendo, portanto, necessária a constituição do crédito tributário por meio do lançamento, ainda assim a multa era de mora. (...) Não se punia a falta de espontaneidade, mas tão somente o atraso no pagamento – a mora.” (com destaque no original) Fl. 1791DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 12 Com o advento da MP nº 449, que passou a vigorar a partir 04/12/2008, data da sua publicação, e posteriormente convertida na Lei nº 11.941/09, foi dada nova redação ao art. 35 e incluído o art. 35A na Lei nº 8.212/91, in verbis: Art. 35. Os débitos com a União decorrentes das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). Art. 35A. Nos casos de lançamento de ofício relativos às contribuições referidas no art. 35 desta Lei, aplicase o disposto no art. 44 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009). (sem destaques no original) Nesse momento surgiu a multa de ofício em relação à contribuição previdenciária, até então inexistente, conforme destacado alhures. Logo, tendo em vista que o lançamento se reporta à data da ocorrência do fato gerador, nos termos do art. 144 do CTN, temse que, em relação aos fatos geradores ocorridos antes de 12/2008, data da MP nº 449, aplicase apenas a multa de mora. Já em relação aos fatos geradores ocorridos após 12/2008, aplicase apenas a multa de ofício. Contudo, no que diz respeito à multa de mora aplicada até 12/2008, com base no artigo 35 da Lei nº 8.212/91, tendo em vista que o artigo 106 do CTN determina a aplicação retroativa da lei quando, tratandose de ato não definitivamente julgado, cominelhe penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática, princípio da retroatividade benigna. Impõese o cálculo da multa com base no artigo 61 da Lei nº 9.430/96, que estabelece multa de 0,33% ao dia, limitada a 20%, em comparativo com a multa aplicada com base na redação anterior do artigo 35 da Lei 8.212/91, para determinação e prevalência da multa mais benéfica, no momento do pagamento. CONCLUSÃO Do exposto, conheço do recurso voluntário para, preliminarmente, reconhecer a decadência do período de 01/2004 a 11/2004, nos termos do art. 150, parágrafo 4º do CTN e, no mérito, determinar o recálculo da multa de mora de acordo com o disposto no art. 35, caput, da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei 11.941/09 (art. 61 da Lei 9.430/96). Marcelo Magalhães Peixoto. Fl. 1792DF CARF MF Impresso em 29/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 23/05 /2014 por MARCELO MAGALHAES PEIXOTO, Assinado digitalmente em 07/05/2014 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
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Numero do processo: 10680.918208/2009-75
Turma: Terceira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue May 06 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Exercício: 2005
DESPACHO DECISÓRIO. UTILIZAÇÃO DOS PAGAMENTOS ENCONTRADOS PARA O DARF DISCRIMINADO NO PER/DCOMP. IDENTIDADE COM DÉBITO OBJETO DE COMPENSAÇÃO.
Correspondendo, no Despacho Decisório, a utilização dos pagamentos encontrados para o DARF discriminado no Per/DComp justamente a um dos débitos objeto da referida compensação, tem-se, implicitamente, por reconhecido integralmente o direito creditório pleiteado.
Numero da decisão: 1803-002.162
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Cármen Ferreira Saraiva Presidente
(assinado digitalmente)
Sérgio Rodrigues Mendes - Relator
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Cármen Ferreira Saraiva, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes e Arthur José André Neto.
Nome do relator: SERGIO RODRIGUES MENDES
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Exercício: 2005 DESPACHO DECISÓRIO. UTILIZAÇÃO DOS PAGAMENTOS ENCONTRADOS PARA O DARF DISCRIMINADO NO PER/DCOMP. IDENTIDADE COM DÉBITO OBJETO DE COMPENSAÇÃO. Correspondendo, no Despacho Decisório, a “utilização dos pagamentos encontrados para o DARF discriminado no Per/DComp” justamente a um dos débitos objeto da referida compensação, temse, implicitamente, por reconhecido integralmente o direito creditório pleiteado. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 91 82 08 /2 00 9- 75 Fl. 135DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.918208/200975 Acórdão n.º 1803002.162 S1TE03 Fl. 136 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Cármen Ferreira Saraiva – Presidente (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Relator Participaram do presente julgamento os Conselheiros Cármen Ferreira Saraiva, Meigan Sack Rodrigues, Walter Adolfo Maresch, Victor Humberto da Silva Maizman, Sérgio Rodrigues Mendes e Arthur José André Neto. Fl. 136DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.918208/200975 Acórdão n.º 1803002.162 S1TE03 Fl. 137 3 Relatório Por bem retratar os acontecimentos do presente processo, adoto o Relatório do acórdão recorrido (fls. 62 e 63): O presente processo trata de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório nº rastreamento 835689809, emitido eletronicamente em 25/05/2009 (fl. 04), referente ao PER/DCOMP nº 25340.79487.150206.1.3.042371 (doc. de fls. 07/11). A Declaração de Compensação foi gerada pelo programa PER/DCOMP transmitida com o objetivo de ter reconhecido o direito creditório, correspondente a Pagamento Indevido ou a Maior de IRPJ, recolhido em 30/11/2004 e de compensar o(s) débito(s) discriminado(s) no referido PER/DCOMP (folha 10). Das análises processadas foi constatado que a partir das características do DARF descrito no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, mas parcialmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, restando saldo disponível inferior ao crédito pretendido, insuficiente para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP. Assim, diante da insuficiência de crédito, a compensação declarada FOI HOMOLOGADA PARCIALMENTE. Como enquadramento legal citouse: arts. 165 e 170, da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional CTN), art. 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. DA MANIFESTAÇÃO DE INCONFORMIDADE Cientificado do Despacho Decisório em 01/06/2009 (doc. de fl. 59), o interessado apresenta manifestação de inconformidade de fls. 02/03, protocolada em 15 de junho de 2009, argumentando que: apurou IRPJ, COD 0220, a pagar, referente ao 3º trimestre de 2004, no valor total de R$ 9.205,10, e informou em DCTF que iria parcelar em 03 vezes. em 30/10/2004, recolheu a primeira quota, no valor de R$ 3.068,37. em 30/11/2004, a empresa decidiu antecipar o pagamento da 3º quota e a recolheu juntamente com a 2ª quota (2 x R$ 3.068,37), totalizando = R$ 6.136,74 em um único DARF, acrescido dos juros. recebeu orientação presencial da SRFB para informar tal compensação via PerDcomp. transmitiu, então, em 15/02/2005 o PER/DCOMP nº 25340.79487.150205.1.3.042371, onde solicitou a compensação do IRPJ. foi intimada pela RFB (Rastreamento 835689809) a recolher um resíduo de R$ 495,69 (sic) referente a 2ª quota e a 3ª quota. a RFB reconhece, por seus Termos de Intimação, existir um pagamento de IRPJ de R$ 3.068,37 e mais R$ 6.136,74, mas não reconhece a compensação. Fl. 137DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.918208/200975 Acórdão n.º 1803002.162 S1TE03 Fl. 138 4 pagou totalmente o IRPJ devido, via Darf, e antecipando a 3ª parcela. Face ao exposto, pede seja homologada sua compensação, reconhecendose o pagamento total do IRPJ, se necessário, solicita o cancelamento deste Per/Dcomp. 2. A decisão da instância a quo foi assim ementada (fls. 61): ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2005 Declaração de Compensação. Cancelamento após Despacho Decisório. Vedação. É vedado o cancelamento de declaração de compensação após já ter sido proferido o Despacho Decisório pela autoridade a quo competente. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido 3. Cientificada da referida decisão em 29/12/2011 (fls. 69 numeração digital ND), a tempo, em 30/01/2011, apresenta a interessada Recurso de fls. 70 a 86 (ND), instruído com os documentos de fls. 87 a 129 (ND), nele reiterando os argumentos anteriormente expendidos. Em mesa para julgamento. Fl. 138DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.918208/200975 Acórdão n.º 1803002.162 S1TE03 Fl. 139 5 Voto Conselheiro Sérgio Rodrigues Mendes, Relator Atendidos os pressupostos formais e materiais, tomo conhecimento do Recurso. 4. Basta uma ligeira análise do Despacho Decisório de fls. 3, para se constatar que referido Despacho, implicitamente, reconhece integralmente, à ora Recorrente, o direito creditório total de R$ 6.198,11, indicado em seu Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) (somatório do “Valor Original Utilizado” e do “Valor Original Disponível”): 5. É que a “utilização dos pagamentos encontrados para o DARF discriminado no Per/DComp” nele indicada (R$ 3.099,05) é justamente um dos dois débitos, de mesmo valor, que foram objeto do correspondente Per/DComp (fls. 8): Fl. 139DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.918208/200975 Acórdão n.º 1803002.162 S1TE03 Fl. 140 6 6. Isto porque, para o débito de mesmo valor (R$ 3.068,37), correspondente ao mesmo período (30/09/2004) e à data de vencimento de 29/10/2004, a sua quitação se deu mediante o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) juntado de fls. 4. 7. Dessa forma, correspondendo, no Despacho Decisório, a “utilização dos pagamentos encontrados para o DARF discriminado no Per/DComp” justamente a um dos débitos objeto da referida compensação, temse, implicitamente, por reconhecido integralmente o direito creditório pleiteado. 8. Em assim sendo, procede a insurgência da Recorrente. Fl. 140DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10680.918208/200975 Acórdão n.º 1803002.162 S1TE03 Fl. 141 7 Conclusão Em face do exposto, e considerando tudo o mais que dos autos consta, voto no sentido de DAR PROVIMENTO AO RECURSO, para cancelar o “valor devedor consolidado”, constante do Despacho Decisório de fls. 3. É como voto. (assinado digitalmente) Sérgio Rodrigues Mendes Fl. 141DF CARF MF Impresso em 28/05/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 19/05/2014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2 014 por SERGIO RODRIGUES MENDES, Assinado digitalmente em 19/05/2014 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
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