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Numero do processo: 10680.906517/2015-41
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 27 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Dec 21 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 25/07/2011
PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. PRECLUSÃO.
Argumento trazido em sede de recurso voluntário não foi colocado ao tempo da manifestação de inconformidade, precluindo o direto fazê-lo em outro momento processual, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72.
Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3301-005.246
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 10680.904943/2015-40, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(assinado digitalmente)
Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Salvador Cândido Brandão Júnior, Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
Nome do relator: WINDERLEY MORAIS PEREIRA
1.0 = *:*
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ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador: 25/07/2011 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO. PRECLUSÃO. Argumento trazido em sede de recurso voluntário não foi colocado ao tempo da manifestação de inconformidade, precluindo o direto fazê-lo em outro momento processual, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72. Recurso Voluntário Negado
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 10680.904943/2015-40, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira - Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Salvador Cândido Brandão Júnior, Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen.
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PRECLUSÃO. Argumento trazido em sede de recurso voluntário não foi colocado ao tempo da manifestação de inconformidade, precluindo o direto fazêlo em outro momento processual, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplicase o decidido no julgamento do processo 10680.904943/201540, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Winderley Morais Pereira (Presidente), Liziane Angelotti Meira, Marcelo Costa Marques D'Oliveira, Antonio Carlos da Costa Cavalcanti Filho, Salvador Cândido Brandão Júnior, Ari Vendramini, Semíramis de Oliveira Duro e Valcir Gassen. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 68 0. 90 65 17 /2 01 5- 41 Fl. 79DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 3 2 Relatório Trata o presente processo administrativo pedido de restituição formalizado por meio de PER/DCOMP para obter reconhecimento de direito creditório do tributo por suposto pagamento a maior ou indevido. Em análise ao referido documento, a autoridade tributária proferiu Despacho Decisório Eletrônico, formalizado no sentido do indeferimento da restituição pretendida pela interessada, explicando que o pagamento indicado já estava integralmente alocado, não restando, assim, crédito disponível para restituição e eventuais compensações vinculadas à esse crédito. Inconformado, o interessado apresentou manifestação de inconformidade tempestiva esclarecendo que durante procedimento de auditoria interna, realizada nas apurações dos tributos da companhia, foram identificados pagamentos a maior em determinados períodos e a menor em outros. Para regularizar a situação fiscal perante a Receita Federal do Brasil, providenciou a quitação dos débitos pagos a menor e solicitou a restituição dos pagamentos a maior, retificando as DCTF para informar os novos valores. Entende que a Per/Dcomp está em conformidade com o art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996 e com a Instrução Normativa RFB nº 1.300, de 2012, restando demonstrada a insubsistência e improcedência do despacho decisório. A DRJ julgou a manifestação de inconformidade improcedente, nos termos do Acórdão nº 06057.206. Inconformada com decisão de primeira instância, a contribuinte apresentou recurso voluntário, em síntese, trazendo argumento novo, de que o pagamento indevido seria da conta de Sociedades em Conta de Participação da qual é sócia ostensiva. É o relatório. Fl. 80DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Winderley Morais Pereira, Relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do Anexo II do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3301005.223, de 27 de setembro de 2018, proferido no julgamento do processo 10680.904943/201540, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3301005.223): "O recurso voluntário apresentado é tempestivo e atende aos demais pressupostos de admissibilidade1. A acórdão recorrido desce a detalhes do ocorrido: Segundo a versão apresentada pela defesa, o crédito apontado (R$ 275,20) decorreu da revisão da base de cálculo da COFINS de 31/03/2010, conforme informado na DCTF retificadora apresentada em 06/11/2014. Constatouse que o despacho decisório foi emitido levando em conta as informações contidas na DCTF retificadora, transmitida em 06/11/2014, a qual, como se vê, tratase da DCTF retificadora que a contribuinte alega conter as informações corretas correspondente ao débito do período. Nessa DCTF, o débito de COFINS confessado do período de apuração de 31/03/2010 é de R$ 1.134.352,27 – que foi quitado por meio de vários pagamentos (DARF) que totalizam R$ 871.733,98 e compensações no valor de R$ 696,80 – restando, saldo a pagar de R$ 261.921,49 – conforme a tela extraída do sistema de controle de declarações: 1 Ressaltese ser desnecessário responder todos as questões levantadas pelas partes, em já havendo motivo suficiente para decidir (Lei n° 13.105/15, art. 489, § 1o , IV. STJ, 1ª Seção, EDcl no MS 21.315DF, julgado de 8/6/2016, rel. Min. Diva Malerbi). Fl. 81DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 5 4 Essas mesmas informações constam da DCTF que está ativa no sistema de controle de declarações, transmitida em 08/01/2015. No sistema de controle de arrecadação, verificouse que os pagamentos apontados na DCTF retificadora – no valor total de R$ 871.733,98 – foram validados e vinculados ao débito de Cofins do período (código 2172). No entanto, tendo em vista que os pagamentos validados foram insuficientes para a extinção do débito e verificada a existência de outros pagamentos para o mesmo período de apuração, dentre os quais o pagamento pleiteado no PER em tela, o sistema informatizado alocou esses pagamentos para amortizar parte do saldo devedor confessado na DCTF, como se vislumbra nas telas copiadas a seguir: Fl. 82DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 6 5 Desse modo, o pagamento por meio do DARF discriminado no PER – de R$ 275,20 – foi integralmente utilizado para quitar o débito de COFINS de 31/03/2010, em face das informações prestadas pela própria contribuinte na DCTF retificadora apresentada à Receita Federal, não restando crédito para a restituição pretendida: [...] Destaca ainda a decisão de piso que "desde a constituição da DCTF pela Instrução Normativa SRF nº 126, de 30/10/1998, e suas alterações posteriores, e de acordo com o disposto no DecretoLei nº 2.124, de 13/06/1984", tal declaração constituise em confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do crédito tributário. A recorrente, alega que o pagamento indevido de R$275,20, seria provenientes e originário "de SCP’s (Sociedades em Conta de Participação), das quais" [...] "é sócia ostensiva". E acrescenta: O débito montante de R$ 1134352,27, declarado em DCTF, alberga valores devidos de Cofins de várias SCP’s que tem a Recorrente como sócia ostensiva e outras empresas como sócias participantes. A título de lembrete sabese que os sócios ostensivos de SCP’s são aquelas pessoas jurídicas que se obrigam perante terceiros, enquanto que os sócios participantes (antigos sócios ocultos), não têm essa obrigação. Em vista dessa situação, a Recorrente é responsável pelas obrigações acessórias tributárias, dentre elas, a apresentação de DCTF com os competentes recolhimentos tributários. Fl. 83DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 7 6 No caso em questão, o valor recolhido, R$ 275,2 é proveniente da atividade da SCP, "Laguna Beach" contrato anexo, Doc. 1, que recolheu este valor. Contudo, como já informado, tinha como valor devido a quantia de R$ 0 Ao manter a decisão que indeferiu o crédito pleiteado, a Receita Federal acaba violando a individualidade de outra pessoa jurídica, uma vez que o crédito solicitado diz respeito a uma sociedade em conta de participação específica que tem a Recorrente como sócia ostensiva. O quadro abaixo, demonstra muito bem a composição deste crédito. Tanto que o código do imposto é o 217208, cujo dígito identifica ser o crédito decorrente de sociedade em conta de participação. Portanto, no caso da decisão ser mantida, permanecerseá uma verdadeira invasão no patrimônio da SCP Laguna Beach, visto o desrespeito à sua individualidade e atividade empresarial, pois está sendo punida por conta de débitos tributários que não são dela. “Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ Anocalendário: 2008 SOCIEDADES EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO. SUJEIÇÃO TRIBUTÁRIA. Na apuração dos resultados da sociedade em conta de participação serão observadas as normas aplicáveis às demais pessoas jurídicas. Tendo em vista que a sociedade em conta de participação não se confunde com o sócio ostensivo, os resultados daquela não podem ser tributados diretamente neste mas apenas distribuídos na proporção da participação.” (CARF, Recurso Voluntário Recurso de Ofício, PTA 15504.724276/201314, Acórdão 1402 002.208. Relator Dr. Leonardo de Andrade Couto , DJ 27.06.2016) (destacouse) Diante do exposto, não há que se falar na aplicação da IN SRF 126/98, pois o saldo a pagar da Recorrente não pode prejudicar uma SCP em que ela é a sócia ostensiva e que, por isso, é obrigada ao cumprimento das obrigações acessórias, dentre elas, a entrega de DCTF. Ocorre, no entanto, que tal argumento de defesa não foi trazido em sede de manifestação de inconformidade, precluindo o direto de fazêlo em outro momento processual, nos termos do art. 17 do Decreto 70.235/72. Também não localizei a prova da liquidez e certeza do crédito em foco, que não a DCTF retificada e o DARF dado como pago indevidamente. Tal Fl. 84DF CARF MF Processo nº 10680.906517/201541 Acórdão n.º 3301005.246 S3C3T1 Fl. 8 7 comprovação é exigência do art. 170 do Código Tributário Nacional e ônus do peticionário, nos termos do art. 373 do Código do Processo Civil. Assim, por todo o exposto, voto por negar provimento ao recurso voluntário." Importa registrar que nos autos ora em apreço, a situação fática e jurídica encontra correspondência com a verificada no paradigma, de tal sorte que o entendimento lá esposado pode ser perfeitamente aqui aplicado. Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do Anexo II do RICARF, o Colegiado decidiu negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Winderley Morais Pereira Fl. 85DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10640.001868/2002-15
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Nov 16 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 1997
PAGAMENTO A MENOR DE CSLL. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. ADIMPLIDO TODO O TRÂMITE DO PAF TORNA-SE AUSENTE O CERCEAMENTO DE DEFESA.
Não há cerceamento de defesa quando não se comprova efetivamente o malferimento ao deslinde do PAF e o respectivo ônus ao contribuinte, razão pela qual as alegações genéricas não merecem ser acolhidas.
Numero da decisão: 1002-000.448
Decisão: Recurso Voluntário Negado
Direto Creditório Não Reconhecido
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Ailton Neves da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Breno do Carmo Moreira Vieira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ailton Neves da Silva (presidente da Turma), Breno do Carmo Moreira Vieira, Leonam Rocha de Medeiros e Ângelo Abrantes Nunes.
Nome do relator: BRENO DO CARMO MOREIRA VIEIRA
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ementa_s : Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL Ano-calendário: 1997 PAGAMENTO A MENOR DE CSLL. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. ADIMPLIDO TODO O TRÂMITE DO PAF TORNA-SE AUSENTE O CERCEAMENTO DE DEFESA. Não há cerceamento de defesa quando não se comprova efetivamente o malferimento ao deslinde do PAF e o respectivo ônus ao contribuinte, razão pela qual as alegações genéricas não merecem ser acolhidas.
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decisao_txt : Recurso Voluntário Negado Direto Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva - Presidente. (assinado digitalmente) Breno do Carmo Moreira Vieira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ailton Neves da Silva (presidente da Turma), Breno do Carmo Moreira Vieira, Leonam Rocha de Medeiros e Ângelo Abrantes Nunes.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1406; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C0T2 Fl. 685 1 684 S1C0T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10640.001868/200215 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1002000.448 – Turma Extraordinária / 2ª Turma Sessão de 04 de outubro de 2018 Matéria CSLL PAGAMENTO INSUFICIENTE Recorrente ERGA PRODUTOS SIDERURGICOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1997 PAGAMENTO A MENOR DE CSLL. ÔNUS DA PROVA DO CONTRIBUINTE. ADIMPLIDO TODO O TRÂMITE DO PAF TORNASE AUSENTE O CERCEAMENTO DE DEFESA. Não há cerceamento de defesa quando não se comprova efetivamente o malferimento ao deslinde do PAF e o respectivo ônus ao contribuinte, razão pela qual as alegações genéricas não merecem ser acolhidas. Recurso Voluntário Negado Direto Creditório Não Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Ailton Neves da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Breno do Carmo Moreira Vieira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ailton Neves da Silva (presidente da Turma), Breno do Carmo Moreira Vieira, Leonam Rocha de Medeiros e Ângelo Abrantes Nunes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 00 18 68 /2 00 2- 15 Fl. 685DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário (efls. 656 à 658) interposto contra o Acórdão n° 0957.926, proferido pela 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Juiz de Fora/JFA (efls. 647 à 649), que, por unanimidade de votos, julgar a impugnação procedente, mantendose o lançamento da CSLL no importe de R$ 403,95, acrescida de multa de mora (20%) e juros de mora, calculados até a data do efetivo pagamento. Decisão essa ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 1997 FALTA DE RECOLHIMENTO DE TRIBUTO DECLARADO EM DCTF QUITAÇÃO POR COMPENSAÇÃO A CSLL lançada comprovadamente quitada por compensação, antes da lavratura do auto de infração, não pode compor o crédito tributário apurado pela Fiscalização. Impugnação Procedente Crédito Tributário Mantido em Parte Por representar acurácia na análise dos fatos, faço uso do Relatório do Acórdão a quo: Em decorrência de auditoria interna procedida junto à contribuinte, foi lavrado Auto de infração de fl. 16 (processo físico), relativamente a fatos geradores ocorridos no ano calendário 1997, exigindolhe o recolhimento de um crédito tributário no montante de R$ 8.556,20, sendo R$ 3.186,55 a título de CSLL. De acordo com a Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, parte integrante da peça fiscal, o lançamento, relativo ao 3o trimestre anocalendário 1997, decorreu da falta de pagamento da contribuição, motivada por informação em DCTF de vinculação à compensação sem DARF, crédito proveniente de processo judicial não comprovado. A contribuinte apresentou impugnação contra o lançamento e o colegiado de 1ª instância administrativa, através do acórdão 09 32.322 – 2º Turma da DRJ/JFA, sessão de 10/11/2010, julgou improcedente a impugnação e manteve o crédito tributário em parte, reduzindo a multa aplicada de 75% para 20%, em função de retroatividade benigna. A contribuinte apresentou recurso voluntário ao CARF que, através do acórdão 180201.072 – 2ª Turma Especial, Sessão de 16/01/2012, afastou os fundamentos que levaram ao não reconhecimento da compensação na primeira instância administrativa (a prescrição do crédito e o conteúdo da DIRPJ), Fl. 686DF CARF MF Processo nº 10640.001868/200215 Acórdão n.º 1002000.448 S1C0T2 Fl. 686 3 determinou que autos retornassem à Delegacia de Julgamento, para que uma nova decisão seja proferida em relação às matérias ainda não examinadas naquela instância. O processo foi baixado em diligência para verificação, pela autoridade preparadora, “da existência de direito creditório, referente à CSLL, decorrente das implicações da decisão judicial transitada em julgado, que possa ser utilizado na compensação com débito da própria contribuição …”. A autoridade preparadora apresentou o Relatório de Diligência Fiscal, reabrindo prazo para apresentação de razões adicionais de defesa, sem que, dentro do prazo legal, a contribuinte se manifestasse. É o relatório. O Recurso Voluntário, em sua essência, tem seu cerne a alegação de cerceamento de defesa, pois sustenta ter sido a decisão a quo lastreada exclusivamente no Relatório de Diligência Fiscal; alega, ainda, que não teve acesso ao indigitado Relatório, por conta de "operação tartaruga" perpetrada pela Receita Federal, verbis: É o Relatório. Voto Conselheiro Breno do Carmo Moreira Vieira, Relator Admissibilidade Fl. 687DF CARF MF 4 O Recurso Voluntário supre os requisitos de admissibilidade intrínsecos, uma vez que é cabível, há interesse recursal, a recorrente detém legitimidade e inexiste fato impeditivo, modificativo ou extintivo do poder de recorrer. Outrossim, atende aos pressupostos de admissibilidade extrínsecos, pois há regularidade formal, inclusive estando adequada a representação processual, e apresentase tempestivo, tendo respeitado o trintídio legal, na forma exigida no art. 33 do Decreto nº 70.235, de 1972, que dispõe sobre o processo administrativo fiscal. Demais disto, observo a plena competência deste Colegiado, na forma do art. 23B, do Regimento Interno do CARF, com redação da Portaria MF n.º 329, de 2017. Portanto, conheço do Recurso Voluntário. Mérito Quanto ao mérito, não assiste razão ao Recorrente. Por primeiro cabe ressaltar que a única matéria veiculada em sede de Recurso Voluntário foi a alegação de cerceamento de defesa. Ao advogar essa tese, sustenta ter ocorrido negativa de acesso ao Relatório de Diligência Fiscal (o qual serviu de lastro para a decisão de piso), em virtude de "operação tartaruga" dos Auditores da Receita Federal; aduz, ainda, que sem o acesso ao Relatório, tornaseia inviável o exercício pleno do direito de defesa. Contudo, a aludida vertente defensiva não encontra respaldo fático e processual. Notase que o Relatório de Diligência Fiscal (efls. 621 à 632) foi sim recebido pela sócia do Recorrente Sra. Eliane Maria da Silva em 17/04/2015 (efl. 643), abrindose prazo de manifestação do Contribuinte. Este, contudo, transcorreu sem qualquer pronunciamento de oposição. Portanto, não há qualquer agressão ao direito de defesa, pois este foi propiciado durante todo o deslinde do PAF com absoluta lisura e rigidez. De arremate, impende destacar que o Recorrente também não apresentou qualquer prova material de suas alegações, o que corrobora a fragilidade de sua tese. Ademais, repiso que o deslinde processual ocorreu de forma escorreita e sem quaisquer mitigações em seu trâmite, de modo que as alegações formuladas nas peças defensivas devem ser demonstradas e acompanhadas de elementos de prova capazes de formar a convicção dos julgadores; sendo que tal mister deve ser providenciado pelo Recorrente já na exordial. Importa, assim, observar os dispositivos legais a seguir. a. Lei n.º 5.869/73 (CPC): Art. 333. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito; b. Lei n.º 13.105/15 (CPC): Art. 373. O ônus da prova incumbe: I ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito; II ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. c. Decreto n.º 70.235/72: Fl. 688DF CARF MF Processo nº 10640.001868/200215 Acórdão n.º 1002000.448 S1C0T2 Fl. 687 5 Art. 16. (...) (...) § 4º A prova documental será apresentada na impugnação, precluindo o direito de o impugnante fazêlo em outro momento processual, a menos que: a) fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior; b) refirase a fato ou a direito superveniente; c) destinese a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos. § 5º A juntada de documentos após a impugnação deverá ser requerida à autoridade julgadora, mediante petição em que se demonstre, com fundamentos, a ocorrência de uma das condições previstas nas alíneas do parágrafo anterior. Dispositivo Ante o exposto, voto para conhecer do recurso voluntário e, no mérito, negar lhe provimento, mantendo o teor do Acórdão prolatado pela DRJ. É como Voto. (assinado digitalmente) Breno do Carmo Moreira Vieira Fl. 689DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 19515.000206/2009-12
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 18 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Ano-calendário: 2004,2005
RECURSO DE OFÍCIO. LIMITE DO VALOR DE ALÇADA. NÃO CONHECIMENTO. MOMENTO DA VERIFICAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 103.
A Portaria MF nº 63/2017 elevou para R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais) o valor mínimo da exoneração do crédito e penalidades promovida pelas Delegacias Regionais de Julgamento para dar ensejo à interposição válida de Recurso de Ofício.
Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica-se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância.
Ainda que, quando da prolatação de Acórdão que cancela determinada exação, a monta exonerada enquadrava-se na hipótese de Recurso de Ofício, o derradeiro momento da verificação do limite do valor de alçada é na apreciação do feito pelo Julgador da 2ª Instância administrativa.
Numero da decisão: 1402-003.545
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício, nos termos da Súmula CARF nº 103. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 15521.000284/2009-79, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Ausente momentaneamente o Conselheiro Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira.
(assinado digitalmente)
Paulo Mateus Ciccone - Presidente Substituto e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Edeli Pereira Bessa, Leonardo Luis Pagano Goncalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Eduardo Morgado Rodrigues (Suplente Convocado) e Paulo Mateus Ciccone (Presidente Substituto). Ausente justificadamente a Conselheira Junia Roberta Gouveia Sampaio.
Nome do relator: PAULO MATEUS CICCONE
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LIMITE DO VALOR DE ALÇADA. NÃO CONHECIMENTO. MOMENTO DA VERIFICAÇÃO. SÚMULA CARF Nº 103. A Portaria MF nº 63/2017 elevou para R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais) o valor mínimo da exoneração do crédito e penalidades promovida pelas Delegacias Regionais de Julgamento para dar ensejo à interposição válida de Recurso de Ofício. Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplicase o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Ainda que, quando da prolatação de Acórdão que cancela determinada exação, a monta exonerada enquadravase na hipótese de Recurso de Ofício, o derradeiro momento da verificação do limite do valor de alçada é na apreciação do feito pelo Julgador da 2ª Instância administrativa. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, não conhecer do recurso de ofício, nos termos da Súmula CARF nº 103. Portanto, aplicase o decidido no julgamento do processo 15521.000284/200979, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Ausente momentaneamente o Conselheiro Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Presidente Substituto e Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 02 06 /2 00 9- 12 Fl. 5091DF CARF MF Processo nº 19515.000206/200912 Acórdão n.º 1402003.545 S1C4T2 Fl. 3 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Marco Rogerio Borges, Caio Cesar Nader Quintella, Edeli Pereira Bessa, Leonardo Luis Pagano Goncalves, Evandro Correa Dias, Lucas Bevilacqua Cabianca Vieira, Eduardo Morgado Rodrigues (Suplente Convocado) e Paulo Mateus Ciccone (Presidente Substituto). Ausente justificadamente a Conselheira Junia Roberta Gouveia Sampaio. Relatório Trata de Recurso de Ofício oposto em face do cancelamento de exações sofridas pela Contribuinte, promovido pela DRJ a quo, dando provimento às razões de Impugnação opostas contra o lançamento de ofício procedido. Na sequência, os autos foram encaminhados para este Conselheiro relatar e votar. É o relatório. Voto Conselheiro Paulo Mateus Ciccone Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1402003.484, de 18/10/2018, proferido no julgamento do Processo nº 15521.000284/2009 79, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1402003.484): "Inicialmente, analisando os requisitos de admissibilidade do Recurso de Ofício, constatase que tal apelo foi tirado de v. Acórdão que exonerou débito tributário (considerando, aqui, principal e multas) em monta inferior ao atual valor de alçada que propiciaria seu manejo e consequente conhecimento por este E. CARF. Posto isso, tal montante está abaixo do mínimo de R$ 2.500.000,00 fixados pela Portaria MF nº 63/2017, acarretando no seu não conhecimento, considerandose definitivamente exonerado tal crédito fiscal, nos precisos termos e limites da r. decisão da DRJ a quo. Fl. 5092DF CARF MF Processo nº 19515.000206/200912 Acórdão n.º 1402003.545 S1C4T2 Fl. 4 3 Tais circunstâncias e ocorrência também atraem a incidência da Súmula CARF nº 103: Para fins de conhecimento de recurso de ofício, aplica se o limite de alçada vigente na data de sua apreciação em segunda instância. Como se extrai de tal entendimento sumular plenamente vigente deste E. Conselho, ainda que quando da prolatação do v. Acórdão recorrido a monta do débito cancelado enquadravase na hipótese de Recurso de Ofício, o derradeiro momento da verificação do limite do valor de alçada é na apreciação do feito pelo Julgador de 2ª Instância administrativa. In casu, como mencionado, tal evento ocorre após a vigência Portaria MF nº 63/2017, não havendo mais justificativa e motivação para o conhecimento recursal. Diante de todo o exposto, voto por não conhecer do Recurso de Ofício, nos termos da Súmula CARF nº 103." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto no sentido de não conhecer do recurso de ofício, nos termos da Súmula CARF nº 103, conforme voto acima transcrito. (assinado digitalmente) Paulo Mateus Ciccone Fl. 5093DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 15555.720036/2015-07
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Tue Jan 08 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2012
NÃO APRESENTAÇÃO DE NOVAS RAZÕES DE DEFESA PERANTE A SEGUNDA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. CONFIRMAÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA.
Não tendo sido apresentadas novas razões de defesa perante a segunda instância administrativa, adota-se a decisão recorrida, mediante transcrição de seu inteiro teor. § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 RICARF.
COMPENSAÇÃO. CRÉDITO OBJETO DE DECISÃO JUDICIAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO
Compensação é procedimento facultativo através do qual o sujeito passivo pode se ressarcir de valores pagos indevidamente, deduzindo-os das contribuições devidas à Previdência Social.
É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da decisão judicial.
DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS.
As decisões judiciais só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros.
Numero da decisão: 2301-005.732
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
(Assinado digitalmente)
João Bellini Júnior - Presidente.
(Assinado digitalmente)
Antonio Sávio Nastureles - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Maurício Vital, Alexandre Evaristo Pinto, Antonio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos, Marcelo Freitas de Souza Costa, Virgilio Cansino Gil (suplente convocado para substituir a conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, ausente justificadamente) e João Bellini Junior (Presidente).
Nome do relator: ANTONIO SAVIO NASTURELES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2012 NÃO APRESENTAÇÃO DE NOVAS RAZÕES DE DEFESA PERANTE A SEGUNDA INSTÂNCIA ADMINISTRATIVA. CONFIRMAÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. Não tendo sido apresentadas novas razões de defesa perante a segunda instância administrativa, adota-se a decisão recorrida, mediante transcrição de seu inteiro teor. § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 RICARF. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO OBJETO DE DECISÃO JUDICIAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO Compensação é procedimento facultativo através do qual o sujeito passivo pode se ressarcir de valores pagos indevidamente, deduzindo-os das contribuições devidas à Previdência Social. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da decisão judicial. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões judiciais só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) João Bellini Júnior - Presidente. (Assinado digitalmente) Antonio Sávio Nastureles - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Maurício Vital, Alexandre Evaristo Pinto, Antonio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos, Marcelo Freitas de Souza Costa, Virgilio Cansino Gil (suplente convocado para substituir a conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, ausente justificadamente) e João Bellini Junior (Presidente).
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CONFIRMAÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. Não tendo sido apresentadas novas razões de defesa perante a segunda instância administrativa, adotase a decisão recorrida, mediante transcrição de seu inteiro teor. § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 RICARF. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO OBJETO DE DECISÃO JUDICIAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO Compensação é procedimento facultativo através do qual o sujeito passivo pode se ressarcir de valores pagos indevidamente, deduzindoos das contribuições devidas à Previdência Social. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da decisão judicial. DECISÕES JUDICIAIS. EFEITOS. As decisões judiciais só produzem efeitos entre as partes envolvidas, não beneficiando nem prejudicando terceiros. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (Assinado digitalmente) AC ÓR Dà O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 55 5. 72 00 36 /2 01 5- 07 Fl. 179DF CARF MF 2 João Bellini Júnior Presidente. (Assinado digitalmente) Antonio Sávio Nastureles Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Maurício Vital, Alexandre Evaristo Pinto, Antonio Sávio Nastureles, Wesley Rocha, Reginaldo Paixão Emos, Marcelo Freitas de Souza Costa, Virgilio Cansino Gil (suplente convocado para substituir a conselheira Juliana Marteli Fais Feriato, ausente justificadamente) e João Bellini Junior (Presidente). Relatório 1. Tratase de julgar recurso voluntário (efls 145/167) interposto em face do Acórdão nº 0738.074 (efls 129/137), prolatado pela 6ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Florianópolis que julgou improcedente manifestação de inconformidade ao não reconhecer o direito creditório decorrente de compensação de contribuições previdenciárias procedidas pelo ora Recorrente. 2. Esclareçase que as razões trazidas no recursos voluntário do contribuinte (efls. 145/167) são praticamente idênticas àquelas que constam nas peças impugnatórias, motivo que nos leva a transcrever o relatório1 contido decisão de primeira instância, suficiente para a compreensão do contexto do litígio. Trata o presente processo de Manifestação de Inconformidade, contra Despacho Decisório emitido pela Delegacia da Receita Federal em Nova Iguaçu/RJ, emitido em 08/07/2015, fls. 63/70, cuja decisão considerou não homologado valores indevidamente compensados pelo sujeito passivo, no montante de R$ 8.037.960,05. Nos termos do despacho decisório, a autoridade lançadora informa que o contribuinte declarou e compensou indevidamente valores de contribuições previdenciárias na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP, nas competências indicadas. A fiscalização apresenta o seguinte relato a respeito dos fatos motivadores do Despacho Decisório, conforme segue. Relata que foi procedido analise nas compensações realizadas pela empresa nas GFIPs – Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social pelo contribuinte, ao longo dos anos de 2010 e 2012, a seguir indicadas. 1 Acórdão 0738.074, efls. 130 em diante. Fl. 180DF CARF MF Processo nº 15555.720036/201507 Acórdão n.º 2301005.732 S2C3T1 Fl. 180 3 Cita que o contribuinte foi intimado a justificar as compensações efetuadas e que este, em resposta, informou que o procedimento foi efetuado com amparo no processo judicial nº 2010.51.10.0009703, em tramitação na 2º Vara Federal de Execução Fiscal de São de Meriti/RJ. A fiscalização, da análise do citado processo, informa que este se trata de Mandado de Segurança, cuja sentença, proferida em 05.07.2012, assim assentou: “No que tange ao pedido de compensação, deixo claro que, apesar da ação mandamental ser adequada para declaração do direito compensação tributária, nos termos da súmula nº 213, do Colendo Superior Tribunal de Justiça, é imperiosa a demonstração efetiva d recolhimento indevido, o que deverá ser efetivado perante o órgão fazendário, observadas as determinações acima quanto à prescrição limitações legais. A correção dos créditos a serem compensados naturalmente feita pelo sistema da RFB a partir de 1996 pela tax SELIC, conforme entendimento pacífico do e. STJ. (Res 1.111.175/SP), não cabendo a incidência de juros ou correção monetária, já incluídos na SELIC. Do quanto ficou exposto CONCEDO PARCIALMENTE A SEGURANÇA, para suspender apenas, a exigibilidade da contribuição previdenciária incidente ao valores pagos nos 15 (quinze) primeiros dias de afastamento do funcionário doente ou acidentado e relativamente ao adicional de férias de um terço, na forma da fundamentação supra. JULGO IMPROCEDENTE O PEDIDO da mesma natureza no que tange ao valores pagos, a título de salário maternidade e de férias (salvo quando tiver por origem férias não gozadas e convertidas e pecúnia), consoante exposto acima.” Prossegue descrevendo que nas pesquisas ao sítio daquele Tribunal, não consta o Transito em Julgado da citada ação judicial, condição, como acima abordada, indispensável à utilização do pretenso crédito no encontro de contas fiscais. Fl. 181DF CARF MF 4 Relata que a decisão proferida na justiça federal em 20.03.2013, em julgamento aos Embargos de Declaração propostos pela autora, foi clara ao condicionar a compensação ao trânsito em julgado. Salienta que em 01/07/2014 o Tribunal Regional da 2º Região negou provimento às Apelações da Fazenda Federal e da autora. Afirma que, com amparo do art 1º Portaria DRFNIU nº 68, de 05.09.2013, decidiu não homologar as compensações objeto de analise. O contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade, fls. 77/100, a qual, em síntese traz os argumentos a seguir relatados: Requer a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, no que o Código Tributário Nacional é expresso ao determinar como hipótese de suspensão a apresentação pelo contribuinte de defesa administrativa. Que em contrário, o contribuinte sofre pena de sofrer maléficos e equivocados efeitos patrimoniais, antes da constituição definitiva do crédito, com a conseqüente decisão final administrativa. Que em face disto, não deve constar restrição à expedição de Certidão Negativa de Débitos ou outra com o mesmo efeito, assim como inscrição no CADIN, nem procedimentos de cobrança executiva pelo ente tributante, até a finalização do processo administrativo fiscal. Alega a estrita legalidade do procedimento fiscal adotado pelo contribuinte. Que a compensação, posta como modalidade extintiva do crédito tributário, emerge quando o sujeito passivo da obrigação tributária é, ao mesmo tempo, credor e devedor do erário público. Pondera que caso as obrigações sejam recíprocas entres os sujeitos da relação jurídica, admitese a possibilidade de extinção dos débitos e créditos recíprocos entre credor e devedor, sempre em montantes equivalentes. Com relação a fundamentação legal, cita o DecretoLei 2.287/86, no que alega que a compensação deve ser de ofício, pelo fisco, em procedimento interno da SRF, para qualquer débito do contribuinte. Cita a lei 9.430/96, no que o procedimento deve ser efetuado pelo contribuinte, mediante autorização da SRF. Aduz que a Lei 8.383/91, autoriza a compensação diretamente pelo contribuinte mediante escrituração contábil, para débitos da mesma espécie e destinação constitucional, apurados em períodos subseqüentes. Cita que entre os regimes acima listados, destaca o previsto no art. 66 da Lei 8.383/91, pois nessa modalidade de compensação, diferentemente das outros mencionados, não há prévio exame da autoridade fiscal de modo a conferir aos créditos do sujeito passivo os necessários atributos de liquidez e certeza previstos no art. 170 do CTN. Que a compensação de que trata o art. 66 da Lei 8.383/91 não implica, necessariamente, que o crédito a compensar seja líquido. Alega que o dispositivo legal não condiciona a compensação a requerimento administrativo. Que o procedimento poderá ser verificado a qualquer momento pela Administração Pública, a teor do art.150 do CTN, obviamente em se tratando de lançamento por homologação. Reitera que no art. 66 da Lei 8.383/1991, é clara a conclusão de que o dispositivo visou permitir ao próprio contribuinte o aproveitamento de crédito decorrente de pagamento de tributo indevido ou a maior, compensandoo com débitos apurados em período subseqüentes. Aduz que se nos tributos sujeitos ao lançamento por homologação o próprio pagamento antecipado extingue o crédito tributário sob condição resolutória da ulterior homologação, por idênticos motivos, o mesmo ocorrerá em se tratando de crédito tributário objeto de compensação. Fl. 182DF CARF MF Processo nº 15555.720036/201507 Acórdão n.º 2301005.732 S2C3T1 Fl. 181 5 Salienta que, por ter recolhido a contribuição social previdenciária sobre verbas que desbordam a hipótese de incidência eleita pelo legislador no art. 22, I, da Lei 8.212/91, seria verossímil reconhecer que efetuou a empresa, pagamentos indevidos de tributos. Que neste contexto, forte no artigo 66 da Lei n° 8.383/91 cominado com os artigos 165, inciso I, e 168, inciso I, ambos do Código Tributário Nacional, teria o direito de proceder à compensação dos valores indevidamente recolhidos nos últimos cinco anos com débitos vencidos/vincendos relativos às exações previdenciárias. Entende que recolheu indevidamente a contribuição social previdenciária pretensamente incidente sobre valores pagos em situações em que não há remuneração por serviços prestados ou representam pagamentos indenizatórios, ou seja, hipóteses que desbordam da incidência do fato gerador, no que cita os valores pagos nos 15 (quinze) primeiros dias de afastamento do funcionário doente ou acidentado (antes da obtenção do auxíliodoença ou do auxílioacidente); adicional de férias de 1/3 (um terço); aviso prévio indenizado e 13° salário proporcional ao aviso prévio indenizado e férias gozadas. Sobre o tema, cita decisões do Superior Tribunal de Justiça – STJ e do Conselho Administrativo de Recurso Fiscais – CARF cujas decisões seriam no sentido da inexigibilidade da contribuição previdenciária patronal incidente sobre os valores pagos nos 15 (quinze) primeiros dias de afastamento dos funcionários doentes ou acidentados, valores pagos a título de 1/3 (terço) de férias gozadas e o aviso prévio indenizado. Salienta que o Supremo Tribunal Federal STF já decidiu pela inexistência de repercussão geral no que concerne a discussão acerca da exigência da contribuição previdenciária incidente sobre os valores pagos nos quinze primeiros dias que antecedem a concessão do auxílio acidente, nos autos do Recurso Extraordinários n° 611.505/SC, bem como sobre os valores pagos a título de aviso prévio indenizado, no julgamento do Agravo de Instrumento n° 745.901/PR. Afirma, no que tange a controvérsia relativa a exação incidente sobre o saláriomaternidade, o STF reputou existente a repercussão geral da questão constitucional suscitada relativa a ofensa ao disposto no art. 195,§ 4°,da CF/88. Alega que nesse sentido, a administração pública não pode se furtar a reconhecer a legitimidade dos créditos apresentados em GFIP, vez que a legislação autoriza a compensação e as cortes extraordinárias reconhecem que se os contribuintes recolheram a contribuição social previdenciária de forma indevida, teriam direito a créditos a compensar. Por ultimo, requer que seja conhecida a Manifestação de Inconformidade, conferindolhe o tratamento legal, que suspenda a exigibilidade dos tributos ali discutidos nos termos do artigo 151, inciso III, do CTN, artigo 74, parágrafos 9º e 11 da Lei 9.430/96; Requer ainda a reforma do despacho decisório, para que seja reconhecida a legitimidade dos créditos apresentados em GFIP, e consequentemente, sejam homologadas as respectivas compensações, tendo em vista o entendimento pacificado das cortes extraordinárias acerca da não incidência de contribuição previdenciária sobre valores pagos sob tais rubricas. Fl. 183DF CARF MF 6 (fim da transcrição do relatório inserto no Acórdão nº 0738.074) É o relatório. Voto Conselheiro Antonio Sávio Nastureles 3. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade. 4. Como visto, parte substancial da peça recursal apresentada pelo contribuinte repete as mesmas argumentações, suscita as mesmas questões e formula os mesmos pedidos constantes na peça impugnatória. Havendo coincidência entre as razões recursais e as formuladas na impugnação, a análise do recurso pode ser feita utilizandose da prerrogativa conferida pelo Regimento Interno do CARF. RRIICCAARRFF:: AARRTTIIGGOO 5577 §§ 33ºº 5. De acordo com o disposto no § 3º do art. 57 do Anexo II do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, aprovado pela Portaria MF nº 343/2015 – RICARF, não tendo sido apresentadas perante a segunda instância administrativa novas razões de defesa, adoto os fundamentos da decisão recorrida, mediante transcrição do inteiro teor do voto2: Inicialmente, com relação ao pedido de suspensão da exigibilidade do credito tributário, cumpre trazer o que determina a Lei nº 5.172, de 1966 (Código Tributário Nacional), a qual enumera causas de suspensão, em seu artigo 151, abaixo transcrito, com as alterações da Lei Complementar nº 104, de 10 de janeiro de 2001: “Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I – a moratória; II – o depósito do seu montante integral; III – as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV – a concessão de medida liminar em mandado de segurança; V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; VI – o parcelamento Como se constata do processo judicial nº 2010.51.10.0009703, acostado aos autos, em tramitação na 2º Vara Federal de Execução Fiscal de São de Meriti/RJ, consta claramente à fl. 04, na decisão de fls. 124/130 daquele processo, que na decisão proferida, o juiz indeferiu o pedido de liminar. Desta forma, nos termos da legislação acima citada, não existe qualquer amparo legal para afastar medidas de cobrança administrativa em relação aos créditos compensados indevidamente pelo contribuinte. Quanto a compensação, compulsando os autos, constato, que os argumentos apresentados pela empresa não trazem situação fática ou jurídica com eficácia para 2 Acórdão 0738.074, efls. 133/136. Fl. 184DF CARF MF Processo nº 15555.720036/201507 Acórdão n.º 2301005.732 S2C3T1 Fl. 182 7 alterar as motivações do Despacho Decisório emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil em Nova Iguaçu/RJ, o qual considerou não homologado valores indevidamente compensados pelo sujeito passivo, no montante de R$ R$ 8.037.960,05. Inicialmente, verificase dos autos que o Sujeito Passivo procedeu as compensações de contribuições previdenciárias na GFIP, com base em créditos fictícios e ainda não adquiridos, decorrente de pleito judicial que ainda não esta transitado em julgado. Na investigação fiscal procedida pela autoridade tributária, esta constatou que a demanda judicial que dariam suporte as compensações de contribuições procedidas ainda não estavam finalizadas, com transito em julgado. A este respeito, o contribuinte não apresenta justificativas diretas para o procedimento efetuado, sendo que se limita a trazer, em sua peça de impugnação, diversas ponderações a respeito da legislação que regulamenta o instituto da compensação, no que entende que não necessitaria de autorização administrativa para proceder as compensações. Entretanto, considerado que o interessado foi buscar na esfera judicial o direito de não sofrer incidência de contribuição previdenciária sobre diversas as rubricas que compõe sua folha de salários, temse que se impõe, nos termos da legislação que rege a matéria, necessariamente, antes de qualquer discussão administrativa sobre o mérito da incidência, aguardar o devido trânsito em julgado do pleito judicial. No caso, constatase que a empresa, ingressou com o Mandado de Segurança, processo judicial nº 2010.51.10.0009703, o qual se encontra em tramitação na 2º Vara Federal de Execução Fiscal de São de Meriti/RJ. Conforme se apura da decisão prolatada em embargos apresentados pelas partes a sentença proferida em primeira instancia, fls. 16/19, no processo 2010.51.10.0009703 a justiça determina claramente, ainda, que a compensação deveria ocorrer apenas após o transito em julgado da sentença. Ante o exposto, CONHEÇO dos presentes embargos de declaração e DOULHES PROVIMENTO para integrar a sentença e definir o prazo prescricional, aplicação dos juros e a forma de compensação, nos termos da fundamentação supra: 1) Reconhecendo a prescrição do direito à repetição dos valores pagos pela impetrante em data que anteceder a 23/02/2005 (prescrição qüinqüenal). 2) Impondo à compensação o respeito às seguintes regras:2.1) A compensação se dará após o trânsito em julgado da sentença, conforme disposto no artigo 170A do Código Tributário Nacional, acrescido pela Lei Complementar n° 104, de 10/01/2001, cuja aplicação não pode ser afastada, em virtude de ter entrado em vigor em data anterior ao ajuizamento da presente demanda, observada a prescrição qüinqüenal (art, 3o da Lei Complementar n° 118/2005); 2,2) O valor a ser compensado será acrescido de juros mediante a aplicação da taxa SEUC, na forma do art. 89, §4°, da Lei n° 8,212/91, com redação dada pela Lei n° 11.941/09. 2.3) Nos termos do artigo 66 da Lei n° 8.383/91 (com a redação concedida pela Lei n° 9.069/95), somente é possível efetuar Fl. 185DF CARF MF 8 a compensação dos valores indevidamente recolhidos a título de contribuição previdenciária com outras contribuições da mesma espécie, porquanto não foram abrangidas pelo artigo 74 da Lei n° 9,430/96, por força do preceituado no artigo 26, parágrafo único, da Lei n° 11,457/2007, 2,4) a apuração dos créditos deve ser realizada pelo contribuinte, mas sujeita ao procedimento de fiscalização da Secretaria da Receita Federal, Oficiese, com urgência, a Relatora do agravo de instrumento noticiado, n° 2010,02,01,0112640 (fl. 216/221), encaminhando cópia desta decisão e da sentença de fls, 250/262, Intimemse, São João de Meriti, 20 de março de 2013, MARCOS PAULO SECIOSO DE GOES Juiz(a) Federal Substituto(a) no exercício da titularidade Este mesmo entendimento foi mantido no recurso interposto ao Tribunal Regional Federal da 2º Região – fls. 20/49 – no que transcrevo parte do acórdão prolatado: 9. A presente ação foi proposta após a vigência da Lei n° 11.457/2007, pelo que a compensação tributária só poderá efetivarse com créditos da mesma espécie. 10. O Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de recurso submetido à sistemática repetitiva, firmou entendimento no sentido de ser aplicável a regra do art. 170A do CTN, que veda a compensação de tributo anteriormente ao trânsito em julgado da sentença (REsp 1167039/DF, Rei. Min. Teori Albino Zavascki). Cito ainda que os embargos de declaração, relativo ao acórdão acima referenciado, fls. 50/62, não alteraram o entendimento do TRF da 2º Região. Isto posto, com relação a compensação, cabe observar legislação que regulamenta a matéria, no que cito o art. 170A do CTN. Art. 170A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. (Artigo incluído pela LC nº 104, de 10.1.2001). Este dispositivo legal está em pleno vigor, e não existe qualquer motivo para que este órgão de julgamento colegiado afaste a sua aplicação. Já com relação ao art. 66, da Lei nº 8.383, de 1991, citado pelo contribuinte, que lhe daria, a seu ver, autorização para compensação, independentemente de autorização administrativa ou judicial, temse que este argumento não procede, uma vez que este dispositivo está superado pela imposição do citado art. 170A do CTN. Assim, o que na realidade se constata dos autos é que o impugnante, ao efetuar as compensações de forma unilateral, sem o transito em julgado da lide na justiça, foi contra as disposições contidas na Lei, bem como contra os atos administrativos da autoridade competente para administrar e fiscalizar o tributo. Observase ainda que não existe no pleito judicial, qualquer decisão com determinação no sentido de cumprimento imediato de compensações previdenciária, favorável ao contribuinte. Fl. 186DF CARF MF Processo nº 15555.720036/201507 Acórdão n.º 2301005.732 S2C3T1 Fl. 183 9 Neste contexto, cabe observar ainda o disposto na Lei 12.016/2009, que veda a concessão de liminar e a execução provisória de Mandado de Segurança em matéria que verse sobre compensação tributária, conforme expressamente disciplinado no art. 7º, § 2º e art.14, § 3º do citado dispositivo legal, sendo que este dispositivo foi corretamente observado pelo poder judiciário. Ou seja, em matérias tributária cuja isenção ainda não está pacificada e reconhecida pela Receita Federal do Brasil, somente com a ocorrência de decisão judicial transitada em julgado poderia, e nos termos da própria decisão, o contribuinte proceder a compensação, e observando as normas da administração tributária, o que não foi o caso em comento. Observo ainda que, não cabe a esta instancia administrativa discutir a relação jurídico/tributária sobre as diversas verbas que o interessado alega que não incide contribuições previdenciárias. Isto porque, estando comprovado nos autos que o contribuinte discute este direito no poder judiciário, se verifica a concomitância de apreciação sobre a matéria, sendo aplicável no caso o disposto no Decreto 70.235, de 06 de março de 1972, que tratou da matéria: Art.62. A propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, importa renúncia às instâncias administrativas. Parágrafo único.O curso do processo administrativo, quando houver matéria distinta da constante do processo judicial, terá prosseguimento em relação à matéria diferenciada. Assim, como se observa do mencionado dispositivo legal, não cabe neste acórdão entrar no mérito de incidência ou não das diversas rubricas mencionadas. No caso, a tributação sobre estas verbas, conforme já relatado, está sendo discutida na via judicial, que tem preferência sobre a via administrativa. Observo ainda que as citações e apresentações do impugnante de diversas decisões judiciais não tem interferência direta neste julgamento. Isto porque, nos termos dos artigos 468 e 472 do Código de Processo Civil, abaixo transcritos, os efeitos de eventuais decisões judiciais, em caso concreto, favoráveis a outros contribuintes não tem força para alcançar terceiros estranhos à lide, ficando limitada somente aos integrantes da mesma: Art. 468. A sentença, que julgar total ou parcialmente a lide, tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas. (...) Art. 472. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não beneficiando, nem prejudicando terceiros. Nas causas relativas ao estado de pessoa, se houverem sido citados no processo, em litisconsórcio necessário, todos os interessados, a sentença produz coisa julgada em relação a terceiros. Fl. 187DF CARF MF 10 No mesmo contexto, se aplicam decisões citadas pelo contribuinte relativas ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF e Delegacias da Receita de Julgamento – DRJ, tendo em vista que cada processo administrativo fiscal tem análise e decisão que lhe são próprias, em decorrência da situação fática presente em cada caso e da legislação que deve ser observada em decorrência dos fatos objeto da lide levada a julgamento administrativo. (fim da transcrição do voto inserto no Acórdão nº 0738.074) CCOONNCCLLUUSSÃÃOO 6. Concordando integralmente com os termos da decisão de primeira instância administrativa, VOTO por negar provimento ao recurso. (Assinado digitalmente) Antonio Sávio Nastureles Relator Fl. 188DF CARF MF
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Numero do processo: 12466.002616/2008-92
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Nov 07 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 3201-001.461
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Processo julgado no dia 26/09/2018, no período da manhã.
(assinatura digital)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente.
(assinatura digital)
Pedro Rinaldi de Oliveira Lima - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Leonardo Correia Lima Macedo, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Laercio Cruz Uliana Junior, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Marcelo Giovani Vieira, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade.
Nome do relator: PEDRO RINALDI DE OLIVEIRA LIMA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência. Processo julgado no dia 26/09/2018, no período da manhã. (assinatura digital) Charles Mayer de Castro Souza Presidente. (assinatura digital) Pedro Rinaldi de Oliveira Lima Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza (Presidente), Leonardo Correia Lima Macedo, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Laercio Cruz Uliana Junior, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Marcelo Giovani Vieira, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade. Relatório. Tratase de Recurso Voluntário de fls. 380 apresentado em face da decisão de primeira instância da DRJ/SP de fls. 359, que julgou improcedente a Impugnação de fls. 225 apresentada em face ao lançamento de II, IPI, Pis e Cofins Importação de fls. 14 e seguintes. Como de costume desta Turma de julgamento, transcrevese o relatório da decisão de primeira instância: RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 24 66 .0 02 61 6/ 20 08 -9 2 Fl. 509DF CARF MF Processo nº 12466.002616/200892 Resolução nº 3201001.461 S3C2T1 Fl. 510 2 "O importador, por meio das declarações de importação DI n° 08/0831884 0 de 04/06/2008 e DI n° 08/08756138 de 11/06/2008, importou as mercadorias descritas de forma geral como “cabeça de impressão” / “cartucho de impressão” e “cartucho de toner”. Classificou respectivamente nas NCM 8443.99.25, com alíquotas de 0% de II e 5% de IPI e NCM 8443.99.29, com alíquotas de 8% de II e 10% de IPI. Segundo a fiscalização, a classificação fiscal correta para os produtos é a NCM 8443.99.39, com alíquota de II de 14% e IPI de 20%. Baseou se a fiscalização na análise dos equipamentos nos quais os produtos seriam utilizados, nas Regras de Classificação do Sistema Harmonizado e na Solução de Consulta SRRF/9ª RF/DIANA n° 126/2007. Através do presente Auto de Infração, cobraramse as diferenças de II, IPI, PIS, Cofins e respectivas multas de ofício e juros de mora, além da multa de 1% pelo erro da classificação fiscal. A autuação totalizou o valor de R$ 1.179.034,19. Intimada do Auto de Infração em 07/08/2008 (fl. 15), a interessada apresentou impugnação e documentos em 21/08/2008, juntados às folhas 225 e seguintes, alegando em síntese: 1. Alega que aplicou corretamente as Regras de Classificação Fiscal de Mercadorias. Tece comentários sobre a Regra 1. Alega que a Regra 3c só seria aplicável na hipótese de mercadoria classificável em duas ou mais posições, o que não seria o caso concreto. 2. Alega que as cabeças de impressão/cartuchos de impressão da HP são desenvolvidos para uma linha de produtos que incluem impressoras e também multifuncionais. Alega que independente do produto a função principal da cabeça de impressão é imprimir textos e imagens. Alega que a cabeça de impressão atua mediante acoplamento mecânico com a impressora ou multifuncional. Cita as NESH da posição 8443. Cita que a posição 8443 alberga as impressoras, copiadoras e telecopiadoras (fax) mesmo combinadas entre si. Alega que a subposição 8443.99 engloba as partes e acessórios desses aparelhos. Por fim alega que o item 8443.99.2 compreende as partes e acessórios de impressoras e, por fim, que a NCM 8443.99.25 abrange os cartuchos ou cabeças de impressão a jato de tinta. Alega que a posição da fiscalização aplicase especificamente a máquinas copiadoras. Alega que a classificação adotada pela impugnante decorre da aplicação da RGI 1ª e RGI 6ª, complementada pela RGC1. 3. Com relação ao produto “cartucho de toner” da HP, alega que são reservatórios de toner descartáveis cuja função básica é imprimir. Alega que são acoplados a impressoras de diferentes linhas de produtos da marca, em alojamentos contendo conexões mecânicas e elétricas para realizar o processo de impressão a laser. Alega que a Fl. 510DF CARF MF Processo nº 12466.002616/200892 Resolução nº 3201001.461 S3C2T1 Fl. 511 3 classificação segue a mesma lógica já exposta para as cabeças de impressão/cartuchos de impressão. Alega que o item 8443.99.2 compreende as partes e acessórios de impressoras. Alega que o toner não se confunde com tinta, visto que o primeiro classificase na NCM 3215.11.00 (tintas pretas) e o segundo na NCM 3707.90.21. Assim, entende que os cartuchos de toner não se classificam na NCM 8443.99.27 (cartuchos de tinta) e sim na NCM 8443.99.29 (Outros). 4. Alega que a fiscalização baseouse na Solução de Consulta SRRF/9ª/DIANA n° 126 de 26/03/2007. Alega que a Solução de Consulta SRRF/7ª/DIANA n° 300 de 29/11/2007, posterior, indica a classificação NCM 8443.99.29 para cartucho de toner para impressoras. Alega que a Solução de Consulta SRRF/7ª/DIANA n°49 de 24/07/08 da própria impugnante classifica na NCM 8443.99.27 o produto cartucho de impressão a jato de tinta marca HP utilizado em impressoras a jato de tinta. 5. Alega que as mercadorias estavam corretamente descritas pois sua função principal é imprimir, independente se serão utilizadas em impressoras ou multifuncionais. Alega, portanto, serem incabíveis as multa de ofício e a multa por erro na classificação fiscal. 6. Alega que se forem considerados insuficientes os argumentos prestados, requer a realização de perícia indicando assistente técnico e quesitos. 7. Requer, por fim, que sejam acatados os argumentos apresentados e que seja declarado improcedente o presente auto de infração. É o relatório. Em 17/09/2014 a impugnante solicitou a juntada de novos documentos, principalmente uma relação com 17 soluções de consulta respondidas pela Receita Federal, que alega suportarem a classificação fiscal por ela adotada. Cita também a impugnante neste momento o art. 15 da IN SRF n° 1.464 de 08/05/2014, segundo a qual, as soluções de consulta teriam efeito vinculante não só à consulente, mas a qualquer contribuinte que se encontre na mesma situação." A decisão de primeira instância da DRJ/SP foi publicada com a seguinte Ementa: "ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Data do fato gerador: 04/06/2008, 11/06/2008 Ementa: As mercadorias descritas como “cabeça de impressão” / “cartucho de impressão” e “cartucho de toner”, com as características expostas neste processo, encontram correta classificação fiscal na NCM 8443.99.39. Impugnação Improcedente. Crédito Tributário Mantido." Fl. 511DF CARF MF Processo nº 12466.002616/200892 Resolução nº 3201001.461 S3C2T1 Fl. 512 4 O processo digital foi distribuído e pautado nos moldes do regimento interno vigente. Relatório proferido. Voto. Conselheiro Pedro Rinaldi de Oliveira Lima Relator. Conforme o Direito Tributário, a legislação, os fatos, as provas, documentos e petições apresentados aos autos deste procedimento administrativo e, no exercício dos trabalhos e atribuições profissionais concedidas aos Conselheiros, conforme Portaria de condução e Regimento Interno, apresentase este voto. Os autos não estão em condição de julgamento. As mercadorias descritas como “cabeça de impressão”, “cartucho de impressão” e “cartucho de toner” possuem diversas passagens por este Conselho que, em maioria, registrou conclusões diferentes sobre suas classificações. No entanto, a maioria dos julgamentos consideraram que, o fato das impressoras serem multifuncionais (escaneam, fotocopiam e imprimem), atrai a aplicação de subposições mais genéricas, diferentemente das que tratam somente das impressoras. Explico. O contribuinte classificou o produto “cabeça de impressão” / “cartucho de impressão” na NCM 8443.99.25 e o produto “cartucho de toner” na NCM 8443.99.29. A fiscalização defende que ambos se classificam na NCM 8443.99.39, sob a premissa já mencionada. São estas as posições: “8443 MÁQUINAS E APARELHOS DE IMPRESSÃO POR MEIO DE BLOCOS, CILINDROS E OUTROS ELEMENTOS DE IMPRESSÃO DA POSIÇÃO 84.42; OUTRAS IMPRESSORAS, MÁQUINAS COPIADORAS E TELECOPIADORES (FAX),MESMO COMBINADOS ENTRE SI; PARTES E ACESSÓRIOS. 8443.99 Outros 8443.99.25 Cabeças de impressão térmicas ou de jato de tinta, mesmo com depósito de tinta incorporado. 8443.99.29 Outros 8443.99.39 Outras A DRJ explicou como funcionam as sequencias das classificações, nas suposições, da seguinte forma: "Reproduzimos então as possibilidades em nível de item na estrutura da TEC vigente na época dos fatos: 8443.99.1 De telecopiadores (fax) Fl. 512DF CARF MF Processo nº 12466.002616/200892 Resolução nº 3201001.461 S3C2T1 Fl. 513 5 8443.99.2 De impressoras ou traçadores gráficos ("plotters") 8443.99.3 De máquinas copiadoras." Em razão destas premissas, a DRJ concluiu que a subposição "2", por utilizar somente a palavra "impressoras", não configuraria a classificação adequada para as impressoras multifuncionais, que também "escaneam" e "fotocopiam". Por fim, tanto a fiscalização quanto a DRJ apontaram que a subposição "3" é a mais correta, porque utiliza as palavras "máquinas copiadoras" e concluíram pela posição 8443.99.39, como se fosse a posição mais genérica e abrangente. Não é fato controverso que a posição 8443 abrange as mercadorias de forma genérica, conforme pode ser verificado na NESH 2017 exposta no site da Receita Federal: "II. OUTRAS IMPRESSORAS, APARELHOS DE COPIAR E APARELHOS DE TELECOPIAR (FAX), MESMO COMBINADOS ENTRE SI Este grupo abrange: A) As impressoras. Incluemse neste grupo os aparelhos para a impressã o de textos, caracteres ou imagens em suportes de impressão, exceto os descritos na Parte I, acima. Estes aparelhos aceitam dados de diferentes fontes (por exemplo, máquinas automáticas para processamento de dados, escâneres planos de escritó rio, redes). A maioria destes aparelhos incorpora uma memória para armazenar tais dados. " Contudo, dentro do raciocínio exposto, verificase que a posição mais correta, conforme a CIRCULAR Nº 41, DE 26 DE JUNHO DE 2008, do MDIC, seria a 8443.99.90, porque, justamente, não se limita às palavras "copiadoras" ou "impressoras", conforme pode ser verificado na seqüências das posições exposta a seguir: “8443 MÁQUINAS E APARELHOS DE IMPRESSÃO POR MEIO DE BLOCOS, CILINDROS E OUTROS ELEMENTOS DE IMPRESSÃO DA POSIÇÃO 84.42; OUTRAS IMPRESSORAS, MÁQUINAS COPIADORAS E TELECOPIADORES (FAX), MESMO COMBINADOS ENTRE SI; PARTES E ACESSÓRIOS. 8443.99 outros 8443.99.90 outros." Dessa forma, a princípio, não se mostra correto enquadrar as mercadorias na subposição "3", em vez da "2", visto que ambas não utilizam as palavras "escaneadoras" ou "fotocopiadoras", que são as funções a mais que permitiram a característica de multifuncional e o desenquadramento das posições utilizadas pelo contribuinte. Assim, a premissa de que a característica multifuncional permite o enquadramento em posição mais genérica está correta, mas a posição adotada pela fiscalização como a correta não é a mais genérica. Fl. 513DF CARF MF Processo nº 12466.002616/200892 Resolução nº 3201001.461 S3C2T1 Fl. 514 6 Diante do exposto, votase para que o julgamento seja CONVERTIDO EM DILIGÊNCIA para que: a autoridade de origem verifique se a posição constante na CIRCULAR Nº 41, DE 26 DE JUNHO DE 2008, do MDIC (8443.99.90) existia à época dos fatos. Após, o contribuinte deve ser intimado do resultado da diligência, com a devida oportunidade de manifestação. Resolução proferida. (assinatura digital) Pedro Rinaldi de Oliveira Lima. Fl. 514DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10935.004915/2009-43
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 23 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Período de apuração: 01/04/2009 a 30/04/2009
PIS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO.
A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação.
Numero da decisão: 3201-004.289
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Voluntário.
(assinado digitalmente)
Charles Mayer de Castro Souza - Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior.
Nome do relator: CHARLES MAYER DE CASTRO SOUZA
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PROVA DA CERTEZA E LIQUIDEZ DO CRÉDITO. Recorrente COOPAVEL COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/04/2009 a 30/04/2009 PIS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO. A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Recurso de Voluntário. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Charles Mayer de Castro Souza, Marcelo Giovani Vieira, Tatiana Josefovicz Belisario, Paulo Roberto Duarte Moreira, Pedro Rinaldi de Oliveira Lima, Leonardo Correia Lima Macedo, Leonardo Vinicius Toledo de Andrade e Laercio Cruz Uliana Junior. Relatório Tratase de Recurso Voluntário contra o Acórdão n.º 06049.860 3ª Turma da DRJ/CTA, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade mantendo o indeferimento da restituição pleiteada, bem como a não homologação das compensações declaradas. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 93 5. 00 49 15 /2 00 9- 43 Fl. 137DF CARF MF Processo nº 10935.004915/200943 Acórdão n.º 3201004.289 S3C2T1 Fl. 3 2 Em seu pedido de restituição, a contribuinte alega que sofreu a retenção do PIS e da Cofins (no percentual de 3,65%) sobre as operações de comercialização de produtos rurais e prestações de serviço de armazenamento que realizou com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), e que não conseguiu realizar a dedução dos valores retidos na contribuição devida, uma vez que, estando submetida a apuração da contribuição na modalidade não cumulativa, não apurou valor a pagar da contribuição no período, em face de os créditos gerados terem sido superiores ao valor do débito da contribuição. Por sua vez, a SAORT, da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Cascavel – PR, após analisar o pleito constante do presente processo, emitiu Despacho Decisório indeferindo o pedido de restituição formulado pela interessada. Sustenta a autoridade administrativa, em resumo, que a interessada não logrou êxito na comprovação do direito creditório solicitado, uma vez que não foi possível, com base nos documentos apresentados (arquivos digitais), confirmar se as Notas Fiscais emitidas para a Conab constam declaradas nas receitas que compõem as bases de cálculo das contribuições que foram informadas no Dacon. Diante do indeferimento do pedido de restituição, as compensações declaradas com lastro no pedido de restituição em comento não foram homologadas. A DRJ julgou improcedente a manifestação de inconformidade. O Acórdão n.º 06049.860 3ª Turma da DRJ/CTA, está assim ementado: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/04/2009 a 30/04/2009 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. FALTA DE COMPROVAÇÃO DO DIREITO CREDITÓRIO INFORMADO. Inexistindo comprovação do direito creditório informado em Pedido de Restituição ou em Declaração de Compensação DCOMP, é de se indeferir o crédito solicitado e de considerar não homologada a compensação declarada. Inconformada, a ora Recorrente apresentou, no prazo legal, Recurso Voluntário, por meio do qual requer que a decisão da DRJ seja reformada, alegando, em síntese: Dos Fatos Inicialmente a Recorrente argui que a Delegacia da Receita Federal do Brasil de Cascavel equivocouse ao analisar o pedido, fazendo confusão com isenções, não incidências e imunidades, e análises que não tem qualquer relação com o pedido formulado, como se o pedido de restituição tivesse sido realizado com base e fundamento no artigo 27 da Instrução Normativa 900 de 2008. A Recorrente argumenta que o pedido de restituição se refere a créditos retidos de PIS, pela prestação de serviços da ora Recorrente à CONAB. Alega ainda que o pedido restituição não se encontra prescrito. Fl. 138DF CARF MF Processo nº 10935.004915/200943 Acórdão n.º 3201004.289 S3C2T1 Fl. 4 3 Do Direito A Recorrente sustenta ter havido pagamento a maior do que o valor devido de PIS para o período em análise (retenção indevida). Fundamenta o pedido restituição no artigo 12, da Instrução Normativa SRF 900/2008. Informa não haver conseguido utilizar os valores retidos na fonte a título de PIS para pagar débitos da mesma espécie no mesmo mês. Assim, adotou o procedimento constante do artigo 34 da IN RFB 900/2008, que trata da compensação de débitos próprios de tributos administrados pela RFB. Sustenta que a única prova necessária para fazer valer o seu direito ao crédito seria da existência da retenção e da quitação dos tributos quando for positiva a sua apuração, o que, segundo a mesma, ocorrera no presente processo. Argumenta quando a suspensão da exigibilidade do crédito nos termos do inciso III, do artigo 151, do Código Tributário Nacional (Lei n° 5.172/1966). Do Pedido Ao final do RV a Recorrente pede que seja dado provimento ao recurso a fim de reformar o acórdão da DRJ com a restituição/compensação das contribuições devidamente acrescida de juros pela taxa acumulada da Selic. É o relatório. Voto Conselheiro Charles Mayer de Castro Souza, Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º e 2º, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão 3201004.280, de 23/10/2018, proferido no julgamento do processo 10935.000340/200817, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão 3201004.280): "O recurso atende a todos os requisitos de admissibilidade previstos em lei, razão pela qual dele se conhece. A seguir passo a análise de cada um dos pontos do Recurso Voluntário. De forma objetiva, a lide cingese quanto a certeza e liquidez do crédito. No julgamento de primeira instância consta exatamente que a Recorrente não conseguiu comprovar tais créditos. Fl. 139DF CARF MF Processo nº 10935.004915/200943 Acórdão n.º 3201004.289 S3C2T1 Fl. 5 4 Sustenta a autoridade administrativa, em resumo, que a interessada não logrou êxito na comprovação do direito creditório solicitado, uma vez que não foi possível, com base nos documentos apresentados (arquivos digitais), confirmar se as Notas Fiscais emitidas para a Conab constam declaradas nas receitas que compõem as bases de cálculo das contribuições que foram informadas no Dacon. (Acórdão DRJ, efl. 206) As manifestações de inconformidade da Recorrente não colaboraram para o esclarecimento da dúvida da autoridade administrativa. Ao contrário, parecem enveredar por caminhos diversos da comprovação fática de retenção nas Notas Fiscais emitidas pela Conab. Sobre a necessidade de comprovação, cito trecho do Acórdão de primeira instância. Entendeu a autoridade fiscal que para se usufruir do direito à restituição/compensação previsto na legislação acima, é necessário que se comprove: (i) a retenção realizada; e (ii) o valor da contribuição devida no mês, a qual deve ser realizada pela demonstração da respectiva base de cálculo, composta por todas as receitas tributáveis e as possíveis exclusões (receitas isentas, não tributáveis, suspensões, imunidades e, no caso, receitas decorrentes de atos cooperativos), bem como dos créditos da não cumulatividade. No entanto, conforme se observa pela leitura do despacho decisório, a auditoria realizada pela fiscalização não conseguiu firmar convicção sobre o direito creditório requerido, uma vez que os documentos apresentados (arquivos digitais) não espelham (ou confirmam) as receitas de bens e serviços declaradas no Dacon, não se podendo afirmar com certeza se os valores das Notas fiscais emitidas para a CONAB constam dentro das receitas tributadas que compõem a base de cálculo da contribuição, e, por conseqüência, se houve a configuração da hipótese de restituição/compensação acima tratada. Ou seja, a autoridade a quo concluiu que o direito à restituição/compensação restou prejudicado, posto que não houve a comprovação material do mesmo. (Acórdão DRJ, efl. 209) O juízo a quo entendeu que a Recorrente pouco colaborou para esclarecer a certeza e liquidez. Cito trecho e uso como razão de fundamentar como se meu fosse: Nesse ponto, é bom que se lembre, que a autoridade a quo não mediu esforços para seu intento, mas, infelizmente, a contribuinte pouco colaborou. Talvez, digase, em face de um entendimento equivocado. E assim dessa mesma forma, como se vê na manifestação de inconformidade, a interessada prossegue insistindo em sua tese. Inverte os papéis, age como se não precisasse provar nada e, também, como se autoridade tributária fosse obrigada a reconhecer o seu suposto direito creditório sem a necessidade de qualquer verificação documental (ou de arquivos eletrônicos). Ora, a interessada esquece, ou simplesmente ignora, que a administração pública tem a sua atividade vinculada à lei e que, no presente caso, a legislação é clara no sentido de que o direito creditório (com direito à restituição ou compensação) somente é devido quando se comprove a impossibilidade de dedução dos valores retidos dos valores a pagar da contribuição no período, consubstanciada, em síntese, na demonstração da base de cálculo e na inexistência da contribuição. Fl. 140DF CARF MF Processo nº 10935.004915/200943 Acórdão n.º 3201004.289 S3C2T1 Fl. 6 5 Com efeito, é de se dizer que a comprovação da existência de crédito junto à Fazenda Nacional é atribuição da contribuinte, cabendo à autoridade administrativa, por sua vez, examinar a liquidez e certeza de que teriam sido repassadas aos cofres públicos importâncias superiores àquelas devidas pela contribuinte de acordo com a legislação pertinente, autorizando, após confirmação de sua regularidade, a restituição ou compensação do crédito conforme vontade expressa da contribuinte. (Acórdão DRJ, efl. 209) Sobre a necessidade de certeza e liquidez, há farta jurisprudência deste órgão de julgamento. CARF Acórdão nº 3403001.477 do Processo 13882.000037/200271 – Data: 20/03/2012 COMPENSAÇÃO. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ORIGEM CERTEZA. LIQUIDEZ. Compensação de crédito independe de autorização, entretanto, deve ser certo e liquido, constatado por meio de diligência fiscal a certeza, a liquidez decorre do próprio procedimento fiscal, impõe reconhecer o crédito e homologar as compensações efetivadas até o limite dos créditos apurados. CARF Acórdão nº 3403002.579 do Processo 10983.902416/200867 – Data: 24/10/2013 COFINS. COMPENSAÇÃO. REQUISITO. COMPROVAÇÃO DA CERTEZA E DA LIQUIDEZ DO CRÉDITO. A comprovação da certeza e da liquidez do crédito constitui requisito essencial à acolhida de pedidos de compensação. Conclusão Por todo o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, de forma a manter o indeferimento da restituição pleiteada, bem como a não homologação das compensações declaradas na Dcomp nº 25265.65884.020408.1.3.046583." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º e 2º do art. 47 do RICARF, o colegiado NEGOU PROVIMENTO ao Recurso Voluntário, de forma a manter o indeferimento da restituição pleiteada, bem como a não homologação das compensações declaradas. (assinado digitalmente) Charles Mayer de Castro Souza Fl. 141DF CARF MF
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Numero do processo: 15374.964769/2009-23
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Oct 04 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Fri Nov 09 00:00:00 UTC 2018
Numero da decisão: 2201-000.322
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Carlos Alberto do Amaral Azeredo - Presidente.
(assinado digitalmente)
Marcelo Milton da Silva Risso - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Dione Jesabel Wasilewski, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Daniel Melo Mendes Bezerra, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente).
Nome do relator: MARCELO MILTON DA SILVA RISSO
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do processo em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Carlos Alberto do Amaral Azeredo Presidente. (assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Dione Jesabel Wasilewski, Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim, Douglas Kakazu Kushiyama, Daniel Melo Mendes Bezerra, Marcelo Milton da Silva Risso, Carlos Alberto do Amaral Azeredo (Presidente). RELATÓRIO 1 Adoto como relatório o da decisão recorrida às fls. 80/88 do EFLS, por bem relatar os fatos ora questionados. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 53 74 .9 64 76 9/ 20 09 -2 3 Fl. 499DF CARF MF Processo nº 15374.964769/200923 Resolução nº 2201000.322 S2C2T1 Fl. 500 2 Tratase de DCOMP Eletrônica n° 29715.55927.240709.1.3.048961 (fls. 72/76), apresentada em 24/07/09, onde a interessada declara, resumidamente, a compensação utilizando o seguinte crédito: Crédito – Pagamento Indevido ou a Maior – IRRF Data de Arrecadação : 30/12/2008 Valor Original do Crédito Inicial : R$ 93.715,14 Crédito Original da Data da Transmissão : R$ 93.715,14 Total do Crédito Original Utilizado nesta DCOMP: R$ 93.715,14 A DCOMP foi analisada em procedimentos informatizados, resultando em NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. De acordo com o Despacho Decisório de fl. 68, nº de rastreamento 848618355, de 07/10/2009, o julgamento teve a seguinte fundamentação: “Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: R$ 93.715,14. A partir das características do DARF discriminado no PER/DCOMP acima identificado, foram localizados um ou mais pagamentos, abaixo relacionados, mas integralmente utilizados para quitação de débitos do contribuinte, não restando saldo disponível para compensação dos débitos informados no PER/DCOMP.” A ciência do Despacho Decisório ocorreu em 22/10/2009, fl. 71. Inconformada, a interessada apresentou, em 19/11/2009, a manifestação de inconformidade de fls. 02/08, instruída com os documentos de fls. 09/67, onde alega resumidamente o que segue: o crédito em questão tem origem na redução da base de cálculo do IRRF – royalties referente ao mês de dezembro/2008; é prestadora de serviços de telefonia móvel e oferece aos seus clientes o serviço de roaming internacional, pelo qual os clientes podem se utilizar dos serviços de telecomunicações no exterior, utilizando a rede local; por este serviço deve pagar um determinado valor às empresas no exterior; sobre essa remessa de royalties ao exterior incide o IRRF (15%) e a CIDE (10%), nos termos dos artigos 2 e 2A da Lei 10.332/2001; ocorre que por razões operacionais não tem como apurar o valor devido às operadoras no exterior no prazo de pagamento do IRRF e da CIDE, ou seja, em um mesmo mês a contar da prestação de serviço; no intuito de evitar o inadimplemento dos tributos adota o procedimento de recolher o IRRF e a CIDE sobre uma previsão; ou seja, declara e recolhe em DCTF o IRRF e a CIDEroyalties (fls.17/24) sobre uma base estimada, antes da contabilização dos valores efetivamente devidos; posteriormente, ao calcular o valor efetivamente devido às operadoras de telefonia no exterior, faz a apuração dos tributos devidos sobre as remessas, podendo acontecer então duas situações: a) a apuração de base de cálculo maior que a estimada, quando então providencia o pagamento da diferença com multa e juros; b) a apuração de base de cálculo a menor que a estimada, quanto então verificasse o valor pago efetivamente a maior, sendo esta diferença passível de restituição/compensação. Fl. 500DF CARF MF Processo nº 15374.964769/200923 Resolução nº 2201000.322 S2C2T1 Fl. 501 3 a segunda hipótese foi o que ocorreu, pois fez uma previsão de remessa ao exterior no montante de R$ 1.031.343,33, correspondente ao IRRF no valor de R$ 154.701,50, mas posteriormente verificou que a remessa foi de somente R$ 531.052,46, o que levaria ao IRRF no valor de R$ 79.657,87; a diferença entre o valor pago R$ 154.701,50 e o efetivamente devido R$ 79.657,87, que importa em R$ 93.715,14, que é justamente o valor utilizado na PER/DCOMP em análise (fl. 73); estes fatos podem ser comprovados pela análise do razão da conta roaming internacional (doc 07 – fls. 25/27), onde se vê na conta o montante de R$ 345.589,37, bem como a data da efetiva remessa em fevereiro de 2.009; sobre os R$ 345.589,37 devem ser acrescidos os tributos sobre a operação, uma vez que este é o valor que deve ser pago às operadoras no exterior, em virtude de acordo entre as partes, conforme demonstrado na tabela a seguir (fl. 06): desta forma resta inequivocamente demonstrado o pagamento a maior do IRRFroyalties, com base na sua escrituração e ainda o valor pleiteado na PER/DCOMP em análise; apesar de retificar o cálculo do IRRF devido, por equívoco, não retificou a DCTF correspondente ao período; a ausência de retificação contudo não pode obstaculizar o seu direito quanto à restituição do indébito; o razão é documento probante favorável ao pleito da empresa, não podendo ser desconsiderado pela mera ausência de retificação da DCTF; a existência de erro material no preenchimento da DCTF não pode sacrificar o direito material do contribuinte de compensar seu indébito; cita doutrina e jurisprudência para concluir que o simples erro formal no preenchimento da DCTF não tem o condão de criar a obrigação tributária de recolher o tributo indevido; Cita doutrina para postular que sua escrituração constitui meio hábil para comprovação do indébito, que gerou o crédito utilizado na PER/DCOMP em questão, devendo ser considerada como meio de prova dos fatos alegados; requer também a juntada ao presente do processo 15374.364770/200958, por decorrer do mesmo fato redução da base de cálculo do IRRF e da CIDE do mês de dezembro/2008; finaliza requerendo o deferimento de seu pedido. 2 – A decisão da DRJ julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade do contribuinte, conforme decisão ementada abaixo: Fl. 501DF CARF MF Processo nº 15374.964769/200923 Resolução nº 2201000.322 S2C2T1 Fl. 502 4 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE IRRF Data do fato gerador: 30/12/2008 PAGAMENTO EFETUADO A MAIOR. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. NÃO RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. Não comprovada a existência do pagamento a maior, deixase de reconhecer o direito creditório pleiteado, por falta de certeza e liquidez, não se homologando, conseqüentemente, as compensações efetuadas pelo contribuinte. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido 3 – Seguiuse recurso voluntário do contribuinte fls. 95/109. 3 É o relatório do necessário. VOTO Conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso Relator 4 – O recurso preenche os requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. 5 – Importante destacar alguns pontos fáticos identificados no voto condutor da decisão de piso a respeito caso, verbis: Antes de entrar se no mérito, cabe a recapitular alguns fatos: 1º em 19/02/2009 o contribuinte entregou a DCTF de fls. 19/24, onde declara um débito de IRRF royalties no valor de R$ 154.701,50 (fl. 20), a ela vinculando DARF no mesmo valor, de modo a extinguir o débito declarado, segundo a empresa indevidamente pago no montante de valor de R$ 93.715,14; 2º posteriormente, em 24/07/2009, entregou a PER/DCOMP em exame (fl. 72), onde postula um direito creditório no montante de R$ 93.715,14 (fl. 73), já que, segundo explica, o IRRF devido seria de somente R$ 60.986,36; 3º em 07/10/2009, a autoridade a quo indeferiu o pleito do contribuinte, tendo em vista que o pagamento no montante R$ 154.701,50, efetuado em 30/12/2008, encontravase vinculado ao débito declarado pelo contribuinte no montante de R$ 154.701,50 (fl. 20). Fl. 502DF CARF MF Processo nº 15374.964769/200923 Resolução nº 2201000.322 S2C2T1 Fl. 503 5 De tais informações há que se destacar que o indeferimento do pedido de compensação pela autoridade a quo se deu em virtude do próprio contribuinte ter confessado em DCTF dívida no total de R$ 154.701,50 (fl. 20), a qual, quando espontaneamente apresentada pelo devedor, representa, nos termos do art 585, inciso II do CPC, documento público e título executivo extrajudicial. 6 – Por sua vez o contribuinte sustenta que houve erro material no preenchimento da DCTF, que mesmo não tendo sido posteriormente retificada, e apresenta os documentos para infirmar as razões da decisão de piso. Conforme alguns tópicos ora indicados. Fl. 503DF CARF MF Processo nº 15374.964769/200923 Resolução nº 2201000.322 S2C2T1 Fl. 504 6 7 O direito à confirmação ou otimização do crédito vinculado ao contribuinte não está condicionado à higidez das obrigações fiscais, em especial da DCTF e DIRF. 8 Na apuração da liquidez e certeza do crédito relacionado ao contribuinte, é dever da Autoridade Tributária apreciar as provas trazidas por este, na busca da justiça e otimização fiscal. 9 Assim, considerando, que no âmbito do processo administrativo fiscal impera o princípio da verdade material, que obriga a autoridade administrativa a analisar exaustivamente os fatos alegados pelos contribuintes, solicitando inclusive diligências e apresentações de novas provas das alegações existentes no processo administrativo fiscal, a existência de informação incontroversa em alguma obrigação acessória em nada altera o direito do contribuinte. Fl. 504DF CARF MF Processo nº 15374.964769/200923 Resolução nº 2201000.322 S2C2T1 Fl. 505 7 10 – No presente caso, apesar da juntada de indício de provas na manifestação de inconformidade por parte do contribuinte às fls. 26/27 trazendo alguma verossimilhança nas alegações do contribuinte, poderia o julgador de piso ter baixado em diligência os autos para se socorrer de maiores informações da contribuinte. 11 – Pela análise da decisão da DRJ verificase que a turma recorrida tomou por premissa logo de início o fato da existência do erro do preenchimento da DCTF, contudo, sabendose tratarse de lançamento cujas declarações comportam prova ao contrário e, portanto, tem um caráter juris tantum, sendo relativa as declarações ali indicadas, poderia muito bem ter procedido à diligência para melhor análise dos autos. 12 – Contudo, pelo teor da decisão abaixo, verificamos que houve por parte da turma de piso a análise da situação fática, além do mero erro de preenchimento da DCTF, inclusive com valoração da prova produzida pelo contribuinte com detalhes do que poderia ter sido produzido para a comprovação de suas alegações, verbis: “Deflui de todo o exposto que a alternativa do contribuinte para ter o seu pedido deferido depende da comprovação induvidosa do propalado erro cometido, sem o que sua pretensão não pode subsistir. O pedido do contribuinte é sustentado fundamentalmente por duas razões: 1ºo razão é documento probante favorável ao pleito da empresa, não podendo ser desconsiderado pela mera ausência de retificação da DCTF e 2ºo simples erro formal no preenchimento da DCTF não tem o condão de criar a obrigação tributária de recolher o tributo indevido. Segundo pode ser depreendido de sua manifestação de inconformidade, o contribuinte postula que o valor correto do IRRF do mês de dezembro seria R$ 60.986,36 (fl. 05) e não R$ R$ 154.701,50 (fl. 20). Isto é o que se deflui do quadro de fl. 05. Já à fl. 04 sua alegação é a seguinte: “Em dez/2008 a Requerente fez uma previsão de remessa de valores de roaming ao exterior no montante de R$ 1.031.343,33 (base de cálculo estimada), valor este que acarretaria R$ 154,701,50 de IRRF a pagar. Posteriormente, ao realizar a apuração final das remessas de roaming ao exterior a Requerente verificou que o total de remessas era de apenas R$ 531.052,46 (base de cálculo real), o que levaria ao IRRF devido de R$ 79.657,87. A diferença entre o valor pago( R$ 154.701,50) e o efetivamente devido (R$ 79.657,87), totaliza R$ 93.715,14, que é justamente o valor utilizado na PER/DCOMP (vide fl. 02 da PER/DCOMP).” Fl. 505DF CARF MF Processo nº 15374.964769/200923 Resolução nº 2201000.322 S2C2T1 Fl. 506 8 De plano há que se constatar um primeiro problema na manifestação de inconformidade do contribuinte: a diferença entre R$ 154.701,50 e R$ 79.657,87 é R$ 75.043,63 e não R$ 93.715,14. Então, o contribuinte deveria ter pleiteado um direito creditório de R$ 75.043,63 e não 93.715,14. Para apurar este valor, aplicou o percentual de 15%, previsto no artigo 2A da Lei 10.332/2001 sobre o total das remessa efetivamente realizada, segundo afirma (fl. 04) – R$ 531.052,46, que efetivamente implica no valor devido de R$ 79.657,87. Já segundo o que consta no demonstrativo de fl. 05 as remessas para o exterior totalizariam R$ 345.589,37, que acrescido da taxa gross up importaria no valor de R$ 406.575,83 e num IRRF no total de R$ 60.986,36 (406.575,83 x 15%). Então afinal deve se perguntar: as remessas reais ao exterior foram de R$ 531.052,46 ou R$ 345.589,37? No valor de R$ 531.052,46 está incluída a taxa gross up? O IRRF devido segundo cálculos da empresa é R$ 79.657,87 ou R$ 60.986,36? Seu direito creditório é R$ 75.043,63 ou R$ 93.715,14? Como se vê as próprias informações da empresa são conflitantes e prejudiciais ao seu pleito, posto não permitirem aferir com segurança qual o valor por ela considerado correto e, por conseqüência, obstaculizando a quantificação do eventual direito creditório, já que nem sequer o erro material restou demonstrado. O contribuinte apresenta também o razão da conta roaming internacional (doc 07 – fls. 25/27), onde se veria o montante de R$ 345.589,37, bem como a data da efetiva remessa em fevereiro de 2.009. O primeiro problema da alegação é que o direito creditório relativo ao IRRF referese ao mês de dezembro de 2.008. Assim sendo, penso que a empresa deveria ter juntado provas de as remessas efetuadas em fevereiro de 2.009 tenham conexão com o direito creditório por ela pretendido relativo àquele período. O segundo problema é que o valor indicado no documento de fl. 26 está totalmente ilegível, ainda quando utilizado o recurso de se aumentar digitalmente sua imagem, já que este processo foi digitalizado. Já a data de 27/02/2009 é visualizada com nitidez. Por fim, com o devido respeito, os documentos apresentados pelo contribuinte são insuficientes para comprovar o erro alegado, pois os registros contábeis desacompanhados dos documentos que lhe deram suporte, não são suficientes para amparar o direito creditório no valor de R$ 93.715,14, em face do que dispõe o artigo 923 do RIR/1999: Art. 923. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 9º, § 1º). Fl. 506DF CARF MF Processo nº 15374.964769/200923 Resolução nº 2201000.322 S2C2T1 Fl. 507 9 No caso em exame, entendo que, para tentar comprovar o erro, o contribuinte deveria ter apresentado os documentos que elucidassem a formação do valor R$ 345.589,37, como por exemplo, aqueles que evidenciassem a que empresas no exterior se referiam tais valores, o valor dos serviços por elas prestados, o período a que se referiam as ligações, os clientes, etc... Entretanto, deixou de fazêlo. Em síntese: deveria ter demonstrado claramente o aventado erro cometido, tarefa que não logrou cumprir. 13 – Em decorrência das razões de decidir da DRJ, com razão o contribuinte trouxe no recurso voluntário além dos documentos já juntados em defesa, fls. 145 (conta razão) e outros documentos com base no art. 16 § 4º alínea “c” do Decreto 70.235/72 às fls. 147/149 (Contas a Pagar dezembro 2008) e às fls. 151/441 (Invoices) relacionadas aparentemente com o Livro Razão anteriormente apresentado e Contas a Pagar para demonstrar o contrário da decisão de piso. 14 Do conjunto probatório trazido aos autos e explicações relacionadas, me parece estar devidamente evidenciada a existência e do crédito pleiteado pela Recorrente, não obstante o erro cometido no preenchimento da DCTF. Isso porque, os valores constantes no razão em Dezembro de 2008 no total de R$ 345.589,37 e ratificam o cálculo apresentado pela Recorrente que resultaria em IRRF a pagar em um montante menor do que declarado em DCTF de acordo com as alegações do recurso indicado alhures no item 6 do voto. 15 – Quanto a esse assunto esse E. Conselho nos Ac. 1001000.696 j. 07/08/2018 Relator Conselheiro Edgar Bragança Bazhuni e Ac. 1201002.106 J. 16/03/2018 Relator Conselheiro Luis Fabiano Alves Penteado trataram do tema em decisão e com a devida vênia tomando como razões de decidir parte do último voto, verbis: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2008 RETIFICAÇÃO DA DCTF DEPOIS DA TRANSMISSÃO DO PER/DCOMP E CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. POSSIBILIDADE. Não há impedimento para que a DCTF seja retificada depois de apresentado o PER/DCOMP que utiliza como crédito pagamento inteiramente alocado na DCTF original, ainda que a retificação se dê depois do indeferimento do pedido ou da não homologação da compensação, respeitadas as restrições impostas pela IN RFB nº 1.110, de 2010. PRAZO PARA RETIFICAÇÃO DA DCTF. O prazo para o contribuinte retificar sua declaração de débitos e créditos federais coincide com o prazo homologatório atribuído à Fl. 507DF CARF MF Processo nº 15374.964769/200923 Resolução nº 2201000.322 S2C2T1 Fl. 508 10 Fazenda Nacional e sendo tributo sujeito à homologação, assinalase o prazo previsto no §4° do artigo 150 do CTN. ERRO DE FATO. RETIFICAÇÃO DA DCTF. POSSIBILIDADE Comprovado erro de fato no preenchimento da declaração, a DCTF retificadora tem a eficácia de alterálo. DIREITO AO CRÉDITO. PROVA FÁTICA. Em conformidade com o princípio da verdade material, observase que a retificação da DCTF, por parte da Recorrente, é baseada em prova inequívoca do seu direito ao crédito. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano calendário: 2004 DCOMP. CRÉDITO. ERRO NO PREENCHIMENTO DA DCTF. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. RECONHECIMENTO Na hipótese de mero equívoco no preenchimento da DCTF, contrastando com as informações acertadas da DIPJ e com a comprovação do recolhimento a maior através de DARF juntado aos autos, não há razão para penalizar o contribuinte, sendo medida certa o reconhecimento do crédito pleiteado. “Ora, me alinho com o racional adotado pela DRJ, contudo, discordo da conclusão. Isso porque, me parece cristalino pela documentação trazida aos autos pela Recorrente em conjunto com as devidas explanações que houve, sim, equívoco no preenchimento da DCTF, contrastando com as informações (acertadas) da DIPJ e, por fim, restou comprovado o recolhimento a maior em razão do DARF juntado aos autos. Este Conselho é reconhecido no mundo jurídico brasileiro por decidir as causas que lhe são submetidas com aplicação de refinada expertise na legislação e na prática tributária, além de se pautar, invariavelmente, pela busca constante da verdade material. Isso porque, diante da extrema complexidade da legislação e das obrigações tributárias no Brasil, não é anormal, mesmo para as grandes empresas que têm condições de manter caras estruturas de "compliance" fiscal, cometer erros e equívocos. Contudo, tais erros e equívocos não pode dar origem ao enriquecimento sem causa do Fisco. Este é o caso que se apresenta nos autos. Houve erro no preenchimento de uma das obrigações acessórias relacionadas ao pagamento do tributo. Uma vez comprovado o erro e o recolhimento do tributo que se alega ter sido efetuado, não há razão para penalizar o contribuinte.” 16 – Por esse motivo, entendo que, no caso concreto, diverso de outros já julgados por essa Turma tais como nos AC. 2201004.437 e 2201004.450 dos ilustres Conselheiros Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim e Daniel Melo Mendes Bezerra, respectivamente, entendo ser necessário a conversão do julgamento em diligência em virtude da verossimilhança das alegações do contribuinte no que tange à comprovação de erro material Fl. 508DF CARF MF Processo nº 15374.964769/200923 Resolução nº 2201000.322 S2C2T1 Fl. 509 11 no momento da apuração a maior do IRRF recolhido para empresas estrangeiras em virtude de ter tomado o serviço de roaming, fato incontroverso nos autos. 17 Pelo exposto, entendo que a autoridade administrativa deve promover a análise da liquidez e certeza do alegado crédito, com base nos documentos existentes nos autos e outros mais que entender necessários, tendo por norte o princípio da verdade material. 18 Isto posto, proponho a conversão do julgamento em diligência, para que a autoridade preparadora: 1 fundamentada nas alegações de fls. 95/109 e os documentos acostados às fls. 145/441, bem como em outros que entender pertinentes, verifique a procedência das informações neles trazidas, e as compare com os valores que formam aquele controverso nos autos, com a finalidade de se checar possível diferença entre estes; e 2 se manifeste de forma conclusiva sobre as constatações desta diligência, inclusive informando se as conclusões advindas são competentes para retificar ou extinguir o crédito tributário. 3 Ao final, deverá ser dada ciência ao contribuinte sobre o resultado da diligência, em homenagem ao princípio do contraditório e ampla defesa e posteriormente o retorno dos autos para julgamento. Conclusão 19 Ante a todo o exposto, voto por converter o processo em diligência. (assinado digitalmente) Marcelo Milton da Silva Risso Fl. 509DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 10120.906190/2009-12
Turma: Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 06 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Normas de Administração Tributária
Ano-calendário: 2003
RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO DE NÃO HOMOLOGAÇÃO DA COMPENSAÇÃO. COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO. POSSIBILIDADE.
Comprovado erro de fato no preenchimento da DCTF, nada impede a sua retificação após a ciência do Despacho Decisório de não homologação da compensação, desde que apresentadas provas aptas a permitir o reconhecimento do direito creditório postulado.
Numero da decisão: 1002-000.463
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário.
(assinado digitalmente)
Aílton Neves da Silva - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Breno do Carmo Moreira Vieira, Leonam Rocha de Medeiros e Ângelo Abrantes Nunes.
Nome do relator: AILTON NEVES DA SILVA
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COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO. POSSIBILIDADE. Comprovado erro de fato no preenchimento da DCTF, nada impede a sua retificação após a ciência do Despacho Decisório de não homologação da compensação, desde que apresentadas provas aptas a permitir o reconhecimento do direito creditório postulado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao Recurso Voluntário. (assinado digitalmente) Aílton Neves da Silva Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Aílton Neves da Silva (Presidente), Breno do Carmo Moreira Vieira, Leonam Rocha de Medeiros e Ângelo Abrantes Nunes. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 90 61 90 /2 00 9- 12 Fl. 87DF CARF MF 2 Relatório Por bem sintetizar os fatos até o momento processual anterior ao do julgamento da Manifestação de Inconformidade contra a não homologação da compensação, transcrevo e adoto o relatório produzido pela DRJ/BSB: Trata o presente processo da Declaração de Compensação nº 36698.26243.140404.1.3.042776, apresentada pelo contribuinte em epígrafe por meio do Programa Pedido Eletrônico de Ressarcimento ou Restituição e Declaração de Compensação PER/DCOMP, pela qual pretende o reconhecimento do direito creditório representado por pagamento indevido ou a maior, decorrente de pagamento de CSLL (código de receita 6012) relativo ao período de apuração de setembro de 2003, para utilização na quitação de débito tributário relativo à contribuição para o PIS, período de apuração de março de 2004, no valor de R$ 49,20. No despacho decisório eletrônico, emitido em 25/05/2009, a autoridade tributária não homologou a compensação declarada, sob a fundamentação de inexistência do crédito informado, haja vista que o pagamento referente ao DARF discriminado na DCOMP havia sido integralmente utilizado para a quitação de débito do contribuinte, não restando crédito disponível para a compensação dos débitos informados na declaração, conforme segue: Características do DARF: Período de Apuração: 30/09/2003 Código de Receita: 6012 Valor Total do DARF: R$ 10.564,43 Data de Arrecadação: 31/10/2003 Utilização dos Pagamentos encontrados para o DARF: Número do Pagamento: 1500986311 Valor Original Total: R$ 10.564,43 Débito: Db cód 6012 PA 30/09/2003 Valor Original Utilizado: R$ 10.564,43 Cientificado da decisão proferida pela DRF/Goiânia em 01/06/2009, o interessado apresentou a manifestação de inconformidade em 30/06/2009. Nesta, alega ter ocorrido um equívoco no ato de preenchimento da DCTF correspondente, tendo sido informado o valor do pagamento como se devido fosse, e que somente percebeu o erro com a ciência do aludido despacho decisório. Acrescenta, ainda, que procedeu à retificação da DCTF, informando um valor devido de R$ Fl. 88DF CARF MF Processo nº 10120.906190/200912 Acórdão n.º 1002000.463 S1C0T2 Fl. 88 3 7.395,10. Alega, por conseguinte, possuir um direito creditório na importância de R$ 3.169,33. Por fim, requer o acolhimento da manifestação de inconformidade interposta, com consequente cancelamento do despacho denegatório contestado. A manifestação de inconformidade foi julgada improcedente pela DRJ/BSB, conforme acórdão n. 03043.746, de 27 de junho de 2011 (efl. 32), que recebeu a seguinte ementa: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL Anocalendário: 2003 DCTF. RETIFICAÇÃO CONSIDERADA NÃO ESPONTÂNEA EM PROCESSO ANTERIOR. NÃO ADMISSÃO. DCTF retificadora apresentada de forma não espontânea, em virtude de transmissão efetivada após a ciência de despacho decisório de não homologação de compensação, que enseje o não reconhecimento do direito creditório alegado, inviabiliza compensações posteriores, relativas a esse mesmo crédito. DÉBITOS CONFESSADOS. RETIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE ESCRITA FISCAL. NÃO COMPROVAÇÃO DE PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. Eventual retificação dos valores confessados em DCTF deve ter por fundamento os dados da escrita fiscal do contribuinte, não sendo suficiente, por si só, para a comprovação da existência de direito creditório decorrente de pagamento indevido ou a maior. Irresignado, o Recorrente apresenta Recurso Voluntário (efls. 50), no qual, oferece os argumentos abaixo sintetizados. Contesta a não homologação da compensação, alegando que "foi discriminado na DIPJ a apuração do valor correto da CSLL e houve o pagamento a maior através do DARF em anexo " e que (sic) "o erro foi que quando fizemos a apuração do lucro do terceiro trimestre de 2003, esquecemos de compensar o prejuízo acumulado conforme balancete, e livro Lalur em anexo no valor de R$ 35.214,75, e depois que tínhamos já pago o DARF no valor de R$ 10.564,43 é que percebemos que foi pago a maior, e deixamos de retificar a DCTF do 3o trimestre 2003, a qual foi retificada posteriormente após a notificação da Receita Federal do Brasil". Sustenta que (sic) "está muito claro quanto ao direito do crédito, e que realmente houve o equívoco e que gerou a diferença a ser compensada, está tudo lançado certinho no livro diário e no livro Lalur em anexo". Ao final, requer o provimento do Recurso Voluntário. Fl. 89DF CARF MF 4 É o relatório do essencial. Voto Conselheiro Aílton Neves da Silva, Relator Admissibilidade Inicialmente, reconheço a plena competência deste Colegiado para apreciação do Recurso Voluntário, na forma do art. 23B do Regimento Interno do CARF, com redação dada pela Portaria MF n.º 329. Demais disso, observo que o recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, portanto, dele conheço. Mérito Quanto ao mérito, constato que ora Recorrente não teve homologado o PER/DCOMP nº 36698.26243.140404.1.3.042776 transmitido em 14/04/2004, sob a alegação de que o valor do crédito original de R$ 74,53 nele informado já havia sido utilizado integralmente no pagamento de outro débito, conforme mostra o excerto do Despacho Decisório Eletrônico abaixo: Em sua Manifestação de Inconformidade, o ora Recorrente contestou a não homologação da compensação sob a alegação de erro de preenchimento da DCTF do 3º trimestre do anocalendário de 2003, a qual, conforme relatado, foi julgada improcedente, Fl. 90DF CARF MF Processo nº 10120.906190/200912 Acórdão n.º 1002000.463 S1C0T2 Fl. 89 5 mormente pela ausência de comprovação do erro alegado e por ter sido a DCTF retificadora apresentada posteriormente à data de emissão do Despacho Decisório de não Homologação da compensação. Tais fatos configuraram ausência do requisito de liquidez e certeza do crédito pleiteado, inviabilizando a homologação do pedido de compensação, a teor do que dispõe o artigo 170 do Código Tributário Nacional CTN (grifos nossos): Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. Compulsando os autos, constato que o valor principal do crédito não compensado era de R$ 49,20 e que Recorrente juntou ao Recurso Voluntário diversos documentos com vistas à sua comprovação, a saber: às efls. 51/54 acostou cópia da Parte A e B do LALUR, em que se encontra consignado o valor de R$ 82.167,76 do lucro do 3º trimestre de 2003 que serviu de base de cálculo da CSLL, a qual totalizou o valor de R$ 7.395,10; às efls. 55 apresentou DARF de recolhimento da importância de R$ 10.564,43, correspondente ao período de apuração de 30/09/2003, caracterizando recolhimento indevido de R$ 3.169,33; às efls.57, apresentou o balancete analítico referente a setembro de 2003, consignando o valor de R$ 7.395,10 relativo à provisão de CSLL do período respectivo; às efls. 61, apresentou a página 97 do LivroDiário, relativo a outubro de 2003, que informa o saldo de R$ 3.169,33 de CSLL a recuperar, relativo ao pagamento indevido do 3º trimestre; às efls. 81 foi juntada cópia do LivroDiário de abril de 2004, demonstrando a forma como a Recorrente utilizou parte do crédito de R$ 3.169.33 para quitação de PIS no valor de R$ 49,20 do período de apuração de março de 2004. À vista dos documentos acostados aos autos, entendo que o Recorrente comprova inequivocamente o crédito de R$ 49,20 glosado no Despacho Decisório Eletrônico e que foi a causa da não homologação da compensação, embora só tenha colacionado os documentos comprobatórios respectivos após o prazo previsto na legislação de regência, o que, em tese, levaria à preclusão do direito apresentálos. Entretanto, a preclusão na apresentação de provas em razão de intempestividade não vem sendo encarada em caráter absoluto neste CARF quando o Recorrente traz aos autos comprovação inequívoca do crédito postulado, em prestígio aos Princípios da verdade material e do formalismo moderado. A propósito, como corroboração do entendimento, os seguintes julgados: Fl. 91DF CARF MF 6 ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2003 VERDADE MATERIAL COMPROVAÇÃO DO CRÉDITO Ainda que não sejam provadas nos autos as hipóteses previstas no § 4º do art. 16 do Decreto 70.235/72 que justificariam a juntada tardia de documentos, é possível admitir referida juntada tardia em vista da necessidade de busca da verdade material. Por outro lado, é crucial que seja demonstrada e comprovada a certeza e liquidez do crédito pleiteado para que o mesmo seja reconhecido pela autoridade julgadora. (Acórdão nº 180300.7653 Turma Especial) ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. Exercício: 2004 COMPENSAÇÃO. VALOR PAGO A MAIOR. RETIFICAÇÃO DA DCTF. COMPROVAÇÃO DO ERRO. Ao restar comprovado nos autos que o débito originalmente confessado em DCTF era superior ao valor efetivamente devido, a retificação da declaração deve ser admitida. Em consequência, o valor pago a maior deve ser reconhecido como direito creditório em favor do contribuinte, passível de restituição e/ou compensação. Assunto IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ. Exercício: 2004 LUCRO PRESUMIDO. PERCENTUAL APLICÁVEL. CONSTRUÇÃO POR EMPREITADA COM EMPREGO DE MATERIAIS. Para fins de determinação do percentual aplicável ao lucro presumido das pessoas jurídicas que se dedicam à atividade de construção por empreitada com ou sem emprego de materiais, aos fatos geradores anteriores à vigência das Instruções Normativas SRF nº 480/2004 e nº 539/2005, aplicamse as disposições do ADN COSIT nº 6/1997, até então vigentes. Ao restar comprovado o atendimento cumulativo às três condições estabelecidas por este último normativo, a saber, tratarse de contrato de empreitada, de construção e com o fornecimento de materiais em qualquer quantidade, aplicase o percentual de 8% para determinação do lucro presumido. Não se verificando alguma das referidas condições, o percentual aplicado deve ser de 32%. (Acórdão 130100.533 em 30/03/2011, 1ª Turma da 3ª Câmara) CSLL. ERRO NO PREENCHIMENTO DO PER/DCOMP. Comprovado o erro no preenchimento do PER/DECOMP, ainda que após instaurado o Processo Administrativo Fiscal, deve ser acatada a retificação. Recurso Voluntário Provido. (Acórdão nº 1402000.438 em 24/02/2011 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária) Fl. 92DF CARF MF Processo nº 10120.906190/200912 Acórdão n.º 1002000.463 S1C0T2 Fl. 90 7 IRPJ REVISÃO DE LANÇAMENTO As condições para revisão do lançamento estão contidas no artigo 149 do CTN. ERRO DE FATO Comprovada a ocorrência de erro de fato no preenchimento da DIPJ/2001, cabe a sua retificação e, por conseqüência, o reconhecimento do direito pleiteado. (Acórdão 10809.429 da 8ª Câmara do 1º Conselho de Contribuintes, sessão em 14/09/2007). Ademais, a própria Administração Tributária, por meio das conclusões exaradas no Parecer Normativo COSIT nº 02/2015, admite a retificação da DCTF após a data de transmissão do PERD/COMP, mesmo depois da emissão do despacho decisório de não homologação da compensação. Confirase: (...) Conclusão 22. Por todo o exposto, concluise: a) as informações declaradas em DCTF – original ou retificadora – que confirmam disponibilidade de direito creditório utilizado em PER/DCOMP, podem tornar o crédito apto a ser objeto de PER/DCOMP desde que não sejam diferentes das informações prestadas à RFB em outras declarações, tais como DIPJ e Dacon, por força do disposto no§ 6º do art. 9º da IN RFB nº 1.110, de 2010, sem prejuízo, no caso concreto, da competência da autoridade fiscal para analisar outras questões ou documentos com o fim de decidir sobre o indébito tributário; b) não há impedimento para que a DCTF seja retificada depois de apresentado o PER/DCOMP que utiliza como crédito pagamento inteiramente alocado na DCTF original, ainda que a retificação se dê depois do indeferimento do pedido ou da não homologação da compensação, respeitadas as restrições impostas pela IN RFB nº 1.110, de 2010; (...) Dispositivo Considerando que o Recorrente logrou demonstrar inequivocamente o erro de preenchimento na DCTF do 3º trimestre de 2003, voto por dar PROVIMENTO ao Recurso Voluntário para homologar a compensação até o limite do crédito reconhecido. É como voto. (assinado digitalmente) Fl. 93DF CARF MF 8 Aílton Neves da Silva Fl. 94DF CARF MF
score : 1.0
Numero do processo: 13739.000641/2007-66
Turma: 2ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR REC. FISCAIS
Câmara: 2ª SEÇÃO
Seção: Câmara Superior de Recursos Fiscais
Data da sessão: Wed Nov 28 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Mon Jan 07 00:00:00 UTC 2019
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2002
DECADÊNCIA. TERMO DE INÍCIO. DATA DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. TRIBUTO SUJEITO AO AJUSTE ANUAL.
Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, havendo antecipação de pagamento e não se imputando ao contribuinte a prática de conduta com dolo, fraude ou simulação, a contagem do prazo decadencial tem início na data da ocorrência do fato gerador.
Numero da decisão: 9202-007.376
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento.
(assinado digitalmente)
Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício.
(assinado digitalmente)
Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
Nome do relator: ANA CECILIA LUSTOSA DA CRUZ
1.0 = *:*
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camara_s : 2ª SEÇÃO
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2002 DECADÊNCIA. TERMO DE INÍCIO. DATA DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. TRIBUTO SUJEITO AO AJUSTE ANUAL. Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, havendo antecipação de pagamento e não se imputando ao contribuinte a prática de conduta com dolo, fraude ou simulação, a contagem do prazo decadencial tem início na data da ocorrência do fato gerador.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negar-lhe provimento. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo - Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz - Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1509; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => CSRFT2 Fl. 2 1 1 CSRFT2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS Processo nº 13739.000641/200766 Recurso nº Especial do Procurador Acórdão nº 9202007.376 – 2ª Turma Sessão de 28 de novembro de 2018 Matéria IRPF Recorrente FAZENDA NACIONAL Interessado ROUDINEZ ERBE DE SOUZA ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 DECADÊNCIA. TERMO DE INÍCIO. DATA DA OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. TRIBUTO SUJEITO AO AJUSTE ANUAL. Em se tratando de tributo sujeito a lançamento por homologação, havendo antecipação de pagamento e não se imputando ao contribuinte a prática de conduta com dolo, fraude ou simulação, a contagem do prazo decadencial tem início na data da ocorrência do fato gerador. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em conhecer do Recurso Especial e, no mérito, em negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Maria Helena Cotta Cardozo Presidente em Exercício. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Patrícia da Silva, Pedro Paulo Pereira Barbosa, Ana Paula Fernandes, Mário Pereira de Pinho Filho, Ana Cecília Lustosa da Cruz, Rita Eliza Reis da Costa Bacchieri e Maria Helena Cotta Cardozo (Presidente em Exercício). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 73 9. 00 06 41 /2 00 7- 66 Fl. 100DF CARF MF 2 Relatório Tratase de Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional contra o Acórdão n.º 280100.879 proferido pela Primeira Turma Especial da 2ª Seção de Julgamento do CARF, em 20 de setembro de 2010, no qual restou consignada a seguinte ementa, fls. 58: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2002 IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. DECADÊNCIA. O fato gerador do Imposto de Renda da Pessoa Física ocorre no dia 31 de dezembro do ano calendário, tendo o fisco o prazo de cinco anos, a contar desta data, para efetuar eventuais lançamentos, por força do disposto no § 4° do art. 150, do Código Tributário Nacional. Preliminar de Decadência Acolhida. Recurso Voluntário Provido. Interposto o Recurso Especial pela Procuradoria da Fazenda Nacional, fls. 64 e seguintes, houve sua admissão, por meio do Despacho de fls. 88 e seguintes, para rediscutir a decisão recorrida no tocante à Decadência. Em seu recurso, aduz a Fazenda, em síntese, que: a) no caso, impende destacar que não se operou lançamento por homologação algum, afinal a contribuinte não antecipou o pagamento do tributo; b) acórdão objurgado, a despeito destas ponderações e da dicção do art. 173 do CTN, aplicou o prazo de decadência qüinqüenal, a contar da data de ocorrência de cada fato gerador; c) deve ser reformada a r. decisão recorrida. Essa é a linha adotada pela jurisprudência majoritária no âmbito dos Conselhos de Contribuintes, que, em harmonia com tudo quanto exposto neste recurso, ante a inexistência de pagamento, não admite a contagem do prazo decadencial a partir do fato gerador, tal qual previsto no §4º do art. 150 do CTN. Intimado, o Contribuinte apresentou Contrarrazões, fls. 95 e seguintes, requerendo a manutenção da decisão recorrida, em razão da devida aplicação do art. 150,§ 4º, do CTN ao presente caso, tendo em vista a existência de retenção na fonte, portanto a antecipação do pagamento. É o relatório. Fl. 101DF CARF MF Processo nº 13739.000641/200766 Acórdão n.º 9202007.376 CSRFT2 Fl. 3 3 Voto Conselheira Ana Cecília Lustosa da Cruz Relatora Conheço do recurso, pois se encontra tempestivo e presentes os requisitos de admissibilidade. A controvérsia constante dos presentes autos se refere ao prazo decadencial do lançamento: se seria aplicável o art. 173, I, do CTN ou o art. 150, § 4º, do mesmo diploma legal. Cabe salientar que a matéria objeto dos autos se encontra pacificada nesse Conselho no sentido da aplicabilidade do art. 150, §4º, do CTN, desde que cumpridos dois requisitos: um positivo, qual seja a existência de pagamento antecipado; e outro negativo, que é ausência de qualificação da multa aplicada, ou seja, inexistência de dolo, simulação ou fraude. Compulsandose os autos, observase que houve retenção do imposto de renda na fonte, consoante Demonstrativo de fls. 13, embora o acórdão recorrido não tenha se firmado nessa premissa fática para consignar o entendimento acerca da aplicação do art. 150, § 4º, do Código Tributário Nacional. Assim, aferida a existência da retenção na fonte, impõese a aplicação do Enunciado de Súmula 123 do CARF: Súmula CARF nº 123 Imposto de renda retido na fonte relativo a rendimentos sujeitos a ajuste anual caracteriza pagamento apto a atrair a aplicação da regra decadencial prevista no artigo 150, §4º, do Código Tributário Nacional. Cabe salientar que a multa aplicada foi no patamar de 75%, razão pela qual se deduz a inexistência de dolo, fraude ou simulação, cumprindose assim o requisito negativo para a aplicação do art. 150, §4º, do Código Tributário Nacional. Portanto, tendo a ciência do auto de infração em 30/05/2007, fls. 25, no que se refere ao fato gerador ocorrido em 31/12/2001, o lançamento aconteceu a destempo, pois o termo final do prazo de cinco anos ocorreu em 31/12/2006. Diante do exposto, voto por conhecer Recurso Especial interposto pela Procuradoria da Fazenda Nacional, e, no mérito, negarlhe provimento. (assinado digitalmente) Ana Cecília Lustosa da Cruz. Fl. 102DF CARF MF 4 Fl. 103DF CARF MF
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Numero do processo: 10640.904424/2009-18
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 20 00:00:00 UTC 2018
Data da publicação: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2018
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Ano-calendário: 1999
SIMPLES. MICRO EMPRESA. ALÍQUOTA DE 3%. PAGAMENTO A MAIOR. COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE PJ 2000 SIMPLES APÓS DESPACHO DECISÓRIO. CRÉDITO COMPROVADO. HOMOLOGAÇÃO DE DCOMP DEVIDA.
No ano calendário 1999, as micro empresas deveriam recolher o SIMPLES à alíquota de 3%. A devida comprovação do pagamento com base na alíquota de 4% caracteriza pagamento indevido ou a maior, o que assegura à contribuinte o direito à compensação (DCOMP) ou à restituição (PER), ainda que a retificação da Declaração Anual Simplificada (PJ 2000) tenha ocorrido após despacho decisório eletrônico. Homologação da DCOMP devida.
Numero da decisão: 1302-003.143
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplica-se o decidido no julgamento do processo 10640.904413/2009-20, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado.
(assinado digitalmente)
Luiz Tadeu Matosinho Machado - Presidente e Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos César Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente).
Nome do relator: LUIZ TADEU MATOSINHO MACHADO
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Ano-calendário: 1999 SIMPLES. MICRO EMPRESA. ALÍQUOTA DE 3%. PAGAMENTO A MAIOR. COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE PJ 2000 SIMPLES APÓS DESPACHO DECISÓRIO. CRÉDITO COMPROVADO. HOMOLOGAÇÃO DE DCOMP DEVIDA. No ano calendário 1999, as micro empresas deveriam recolher o SIMPLES à alíquota de 3%. A devida comprovação do pagamento com base na alíquota de 4% caracteriza pagamento indevido ou a maior, o que assegura à contribuinte o direito à compensação (DCOMP) ou à restituição (PER), ainda que a retificação da Declaração Anual Simplificada (PJ 2000) tenha ocorrido após despacho decisório eletrônico. Homologação da DCOMP devida.
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COMPENSAÇÃO. NÃO HOMOLOGAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE DCTF E PJ 2000 APÓS DESPACHO DECISÓRIO Recorrente IRMÃOS ORNELLAS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 1999 SIMPLES. MICRO EMPRESA. ALÍQUOTA DE 3%. PAGAMENTO A MAIOR. COMPENSAÇÃO. RETIFICAÇÃO DE PJ 2000 SIMPLES APÓS DESPACHO DECISÓRIO. CRÉDITO COMPROVADO. HOMOLOGAÇÃO DE DCOMP DEVIDA. No ano calendário 1999, as micro empresas deveriam recolher o SIMPLES à alíquota de 3%. A devida comprovação do pagamento com base na alíquota de 4% caracteriza pagamento indevido ou a maior, o que assegura à contribuinte o direito à compensação (DCOMP) ou à restituição (PER), ainda que a retificação da Declaração Anual Simplificada (PJ 2000) tenha ocorrido após despacho decisório eletrônico. Homologação da DCOMP devida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto do relator. O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos. Portanto, aplicase o decidido no julgamento do processo 10640.904413/200920, paradigma ao qual o presente processo foi vinculado. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos César Candal Moreira Filho, Marcos Antonio Nepomuceno Feitosa, Paulo Henrique Silva Figueiredo, Rogério Aparecido Gil, Maria Lucia Miceli, Gustavo Guimarães da Fonseca, Flávio Machado Vilhena Dias e Luiz Tadeu Matosinho Machado (Presidente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 64 0. 90 44 24 /2 00 9- 18 Fl. 36DF CARF MF Processo nº 10640.904424/200918 Acórdão n.º 1302003.143 S1C3T2 Fl. 3 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto face de Acórdão da 2a. Turma da DRJ de Juiz de Fora (MG) que, por unanimidade de votos julgou improcedente a manifestação de inconformidade, registrandose a seguinte ementa: COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE DE DCTF ANTERIOR À TRANSMISSÃO DA DCOMP. A compensação pressupõe a existência de direito creditório líquido e certo, direito esse evidenciado na DCTF anterior ou, no máximo, contemporânea à DCOMP. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A recorrente, empresa varejista de produtos alimentícios e outros, alega que pagou SIMPLES à alíquota de 4% (que correspondia ao percentual acumulado, relativo a 1998), quando deveria pagar 3%, devidos em 1999, em conformidade com as disposições do art. 5º da Lei nº 9.317/96, vigente à época. Para evidenciar esse pagamento indevido ou a maior e para compensálo, enviou a DCOMP e na sequência retificou a Declaração Simplificada de Pessoa Jurídica (DSPJ) originalmente transmitida. Anexou Recibo de Entrega da PJ 2000 Simples normal, retificadora e Darfs. A DRJ manteve o despacho decisório eletrônico e declarou não homologada a DCOMP. Entendeu que a recorrente não demonstrou que haveria pagamento indevido ou a maior. Desconsiderou a declaração simplificada retificadora de 2004. Não examinou a alegação da recorrente de que a alíquota correta do SIMPLES para 1999 seria de 3% e não de 4%. Não analisou os DARFs por meio dos quais a recorrente pretende demonstrar tal pagamento a maior. Concluiu que o valor contido na declaração simplificada da PJ corresponde ao valor pago e devido, pois considerou somente a PJ 2000 Simples original. Assim, concluiu que não haveria crédito disponível. Intimou a recorrente a pagar o principal, multa e juros. Diante do acórdão de manifestação de inconformidade, a recorrente interpôs recurso voluntário tempestivamente, reforçando que, ao analisar e confrontar com a Declaração Simplificada PJ, ano calendário 1999, a fiscalização deveria ter considerado os débitos declarados na segunda declaração retificadora PJ Simplificada entregue em 11/04/2004 (cancelada no sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil) e não a primeira, entregue cerca de nove minutos antes, na mesma data. É o breve relatório. Fl. 37DF CARF MF Processo nº 10640.904424/200918 Acórdão n.º 1302003.143 S1C3T2 Fl. 4 3 Voto Conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado Relator O julgamento deste processo segue a sistemática dos recursos repetitivos, regulamentada pelo art. 47, §§ 1º, 2º e 3º, do Anexo II, do RICARF, aprovado pela Portaria MF 343, de 09 de junho de 2015. Portanto, ao presente litígio aplicase o decidido no Acórdão nº 1302003.132, de 20/09/2018, proferido no julgamento do Processo nº 10640.904413/2009 20, paradigma ao qual o presente processo fica vinculado. Transcrevese, como solução deste litígio, nos termos regimentais, o entendimento que prevaleceu naquela decisão (Acórdão nº 1302003.132): "Conheço do recurso voluntário, à vista da interposição tempestiva e do atendimento aos demais pressupostos de admissibilidade. A recorrente atua no comércio varejista de gêneros alimentícios, perfumaria, papelaria, armarinho, louças e legumes (cláus. III, contrato social, fl. 3). Sustenta que dispunha do crédito pleiteado, pois ao detectar o erro, entregou PJ 2000 Simples retificadora em 11/04/2004, sob n° de controle 10.02.38.90.27. Embora a DCOMP tenha sido entregue antes da PJ retificadora, defende que a IN 210/2002 seria omissa quanto à retificação de declarações. Com esse entendimento, afirma que não poderia concordar com o não reconhecimento do crédito. Alega que a fiscalização deveria ter considerado a declaração retificadora, ainda que realizada posteriormente à avaliação de seu pedido (despacho decisório eletrônico). Ressalta que, a IN SRF nº 210/2002, vigente à época, não mencionava como condição para o deferimento que a retificação fosse em data anterior à entrega da DCOMP. Com base em tais fatos e fundamentos, a recorrente, em 10/12/2003, utilizouse da DCOMP n° 36194.68673.101203.1.3.047949 para compensar débito com os supostos créditos de pagamento a maior de SIMPLES (alíquota de 4%, em vez de 3%). Observase, portanto, que independentemente de ter havido a retificação da DSPJ somente após a transmissão da DCOMP, não se verificou se, de fato, houve ou não pagamento a maior ou indevido pela recorrente. Para essa análise, é necessário verificar se procede a alegação da recorrente de que a alíquota do SIMPLES para o ano calendário 1999 seria realmente de 3% e não de 4%. No link idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/.../capitulov Fl. 38DF CARF MF Processo nº 10640.904424/200918 Acórdão n.º 1302003.143 S1C3T2 Fl. 5 4 simples2008.pdf, a Receita Federal do Brasil (RFB) orienta que, Para a determinação do percentual a ser utilizado pelas Micro Empresas (ME), é necessário identificar, primeiramente, a faixa de receita bruta acumulada em que se encontra a ME, com o auxílio da Tabela S1, abaixo transcrita. Nesse caso, a pessoa jurídica deverá verificar o total da receita bruta acumulada, dentro do ano calendário, até o próprio mês em que está fazendo a apuração. Já o valor devido mensalmente, a ser recolhido pela ME, será o resultante da aplicação sobre a receita bruta mensal auferida da alíquota correspondente. Tabela S1: Percentuais aplicáveis às ME (regra geral) Receita Bruta Acumulada (em R$) Alíquotas Até 60.000,00 3% De 60.000,01a 90.000,00 4% De 90.000,01 a 120.000,00 5% De 120.000,01 a 240.000,00 5,4% O Estatuto da Microempresa de 1999 Lei nº 9.841, de 5 de outubro de 1999, estabeleceu que (art. 2º), para os efeitos desta Lei, ressalvado o disposto no art. 3º, considerase: I microempresa, a pessoa jurídica e a firma mercantil individual que tiver receita bruta anual igual ou inferior a R$ 244.000,00 (duzentos e quarenta e quatro mil reais); (Vide Decreto nº 5.028, de 31.3.2004). Conforme Declaração Anual Simplificada (PJ 2000 SIMPLES), fl. 14, a razão social da recorrente é: Irmãos Ornellas Ltda. ME; natureza jurídica: sociedade por cotas de responsabilidade limitada empresa privada. Os valores declarados pela recorrente em 1999 são a seguir reproduzidos, demonstrando que realmente se enquadrava como Micro Empresa: Fl. 39DF CARF MF Processo nº 10640.904424/200918 Acórdão n.º 1302003.143 S1C3T2 Fl. 6 5 Verificase, portanto, que procede a alegação da recorrente de que a alíquota do SIMPLES (cód. rec. 61060) que deveria pagar em 1999 era de 3% (art. 5º da Lei nº 9.317/96, vigente à época ) e não de 4%. Os dois DARFs anexados ao processo indicam pagamento à alíquota de 4%. Demonstrado, dessa forma, que houve pagamento a maior ou indevido, fazendo jus à compensação pleiteada. No caso, portanto, entendo que o fato de Declaração PJ 2000 Simples ter sido retificada após a utilização do valor pago a maior não pode retirar o direito creditório da recorrente, em cumprimento ao princípio da verdade material, pois comprovados a certeza, liquidez e disponibilidade do crédito utilizado na DCOMP em questão. Assim, voto por dar provimento ao recurso voluntário para reconhecer o crédito pleiteado e homologar a compensação pleiteada até o limite do direito creditório reconhecido." Aplicandose a decisão do paradigma ao presente processo, em razão da sistemática prevista nos §§ 1º, 2º e 3º do art. 47, do Anexo II, do RICARF, voto no sentido de dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto acima transcrito. (assinado digitalmente) Luiz Tadeu Matosinho Machado Fl. 40DF CARF MF
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