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Numero do processo: 11080.100353/2008-48
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Mar 21 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2801-000.197
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Ewan Teles Aguiar. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Ewan Teles Aguiar. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1852; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 274 1 273 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 11080.100353/200848 Recurso nº Resolução nº 2801000.197 – Turma Especial / 1ª Turma Especial Data 13 de março de 2013 Assunto IRPF Recorrente JORGE ANTONIO LAZUTA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Antonio de Pádua Athayde Magalhães – Presidente Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Antonio de Pádua Athayde Magalhães, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Tânia Mara Paschoalin e Ewan Teles Aguiar. Ausente o Conselheiro Sandro Machado dos Reis. Relatório Trata o presente processo de notificação de lançamento que diz respeito a Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente ao exercício de 2005, por meio da qual se exigiu do contribuinte o credito tributário de R$ 6.474,15. O lançamento é decorrente da apuração de omissão de rendimentos, dedução indevida a título de dependente e despesas médicas. Em sua impugnação, o contribuinte alegou que: · os rendimentos apurados pela fiscalização como omitidos foram recebidos pela excompanheira Andréa Muller da Silva, CPF 437.473.10087; RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 10 80 .1 00 35 3/ 20 08 -4 8 Fl. 91DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 18/03/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 11080.100353/200848 Resolução nº 2801000.197 S2TE01 Fl. 275 2 · a relação de dependência de Gabriela Sommer e Luiz Felipe Sommer é comprovada através da declaração da UNIMEDRio; · deve ser considerada a despesa médica relativa a UNIMED, no valor de R$ 2.587,53, conforme documento em anexo. A 8ª Turma da DRJ/POA/RS julgou improcedente a impugnação, conforme Acórdão de fls. 50/53, que restou assim ementado: DESPESA COM DEPENDENTE. GLOSA. Mantémse a glosa efetuada pelo Fisco no valor da dedução a título de dependentes, quando a relação de dependência, para o exercício fiscalizado, não for comprovada em conformidade com a legislação de regência. DESPESAS MÉDICAS. GLOSA. Todas as deduções estão sujeitas à comprovação ou justificação. Se forem pleiteadas deduções exageradas em relação aos rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis e/ou não comprovadas mediante documentação hábil e idônea, poderão ser glosadas pela autoridade lançadora. RENDIMENTOS AUFERIDOS DE PESSOA JURÍDICA DECORRENTES DE TRABALHO ASSALARIADO. Estando demonstrada a omissão de rendimentos auferidos pelo cônjuge, informado como dependente na declaração de ajuste anual, deve ser mantido o lançamento. Regularmente cientificado daquele acórdão em 14/06/2011 (fl. 78), o interessado interpôs recurso voluntário de fls. 79/81, em 13/07/2011. Em sua defesa, pretende seja restabelecida a dedução com os dependentes Gabriel Sommer e Luiz Felipe Sommer, tendo em vista que os mesmos viveram sob a sua dependência econômica, tanto que durante essa fase foram beneficiado com o plano de saúde da UNIMED. Alega que as penalidades decorrentes da omissão de rendimentos auferidos pela excompanheira são de inteira responsabilidade da mesma. Aduz que as despesas médicas efetivamente ocorreram, embora não disponha dos comprovantes que foram extraviados na mudança de residência. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O recorrente pretende sejam considerados dependentes Gabriela Sommer e Luiz Felipe Sommer seus enteados, conforme Escritura Pública de Declaração de União Estável (fl. 82) e Certidões de Nascimento (fls. 84 e 85). Fl. 92DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 18/03/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES Processo nº 11080.100353/200848 Resolução nº 2801000.197 S2TE01 Fl. 276 3 Observase que a menção a enteado somente se justifica diante da possibilidade do pai ou da mãe apresentar declaração em separado, sem incluir o filho nascido de união anterior como dependente e autorizando que seu cônjuge o faça. Ou seja, a dedução a título de dependente só pode ser feita por um dos pais e, caso estes sejam separados, só poderá aproveitar a dedução o pai que detiver a guarda dos filhos por meio de decisão judicial ou acordo judicial, nos termos do art. 35, inciso III, e §1o da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995 nos termos do art. 35, inciso III, e §3º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995. Nesse caso, é preciso acrescentar a renda da pensão alimentícia. Em face do acima exposto e com vistas a formar convicção acerca da lide, voto pela conversão do julgamento em diligência para que o contribuinte seja intimado para: · apresentar documentação hábil a comprovar que Andréa Muller da Silva tem a guarda dos filhos Gabriela Sommer e Luiz Felipe Sommer; · informar se Gabriela Sommer e Luiz Felipe Sommer são beneficários de pensão alimentícia paga pelo pai Luís Henrique Sommer. É necessário, ainda, que a autoridade fiscal verifique se Luís Henrique Sommer apresentou declaração de rendimentos, referente ao exercício de 2005, com informação de pagamento de pensão alimentícia ao filhos Gabriela Sommer e Luiz Felipe Sommer/Andréa Muller da Silva. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 93DF CARF MF Impresso em 22/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 18/03/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por ANTONIO DE PADUA ATHAYDE MAGALH AES
score : 1.0
Numero do processo: 10875.902017/2009-12
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Apr 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 11/09/2004 a 20/09/2004
JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NÃO APRECIAÇÃO DE PROVAS. REFORMA.
Deve ser reformada a decisão de primeira instância, para que uma outra seja proferida, afastando-se o único óbice erigido, que se refere à falta de espontaneidade do contribuinte no momento da apresentação da DCTF retificadora, devendo ser analisado todo o conjunto probatório trazidos aos autos na primeira instância, incluído o Livro Registro de Apuração do IPI, sem prejuízo de outras providências que se mostrarem necessárias à solução da lide, inclusive diligência junto à repartição de origem.
Numero da decisão: 3803-003.853
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, reformando a decisão recorrida, para que uma nova seja proferida, nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Alexandre Kern - Presidente.
(assinado digitalmente)
Hélcio Lafetá Reis - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e Fábia Regina Freitas (suplente).
Nome do relator: HELCIO LAFETA REIS
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ementa_s : Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 11/09/2004 a 20/09/2004 JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NÃO APRECIAÇÃO DE PROVAS. REFORMA. Deve ser reformada a decisão de primeira instância, para que uma outra seja proferida, afastando-se o único óbice erigido, que se refere à falta de espontaneidade do contribuinte no momento da apresentação da DCTF retificadora, devendo ser analisado todo o conjunto probatório trazidos aos autos na primeira instância, incluído o Livro Registro de Apuração do IPI, sem prejuízo de outras providências que se mostrarem necessárias à solução da lide, inclusive diligência junto à repartição de origem.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 11/09/2004 a 20/09/2004 JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. NÃO APRECIAÇÃO DE PROVAS. REFORMA. Deve ser reformada a decisão de primeira instância, para que uma outra seja proferida, afastandose o único óbice erigido, que se refere à falta de espontaneidade do contribuinte no momento da apresentação da DCTF retificadora, devendo ser analisado todo o conjunto probatório trazidos aos autos na primeira instância, incluído o Livro Registro de Apuração do IPI, sem prejuízo de outras providências que se mostrarem necessárias à solução da lide, inclusive diligência junto à repartição de origem. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, reformando a decisão recorrida, para que uma nova seja proferida, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Alexandre Kern Presidente. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alexandre Kern (Presidente), Hélcio Lafetá Reis (Relator), Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, Juliano Eduardo Lirani e Fábia Regina Freitas (suplente). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 87 5. 90 20 17 /2 00 9- 12 Fl. 99DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.902017/200912 Acórdão n.º 3803003.853 S3TE03 Fl. 100 2 Relatório Tratase de Recurso Voluntário interposto em contraposição à decisão da DRJ Ribeirão Preto/SP, que julgou improcedente a Manifestação de Inconformidade apresentada pelo contribuinte contra o despacho decisório eletrônico que não homologou a compensação declarada por meio de Pedido de Restituição e Declaração de Compensação (PER/DCOMP), em que se pretendeu extinguir débito da titularidade do contribuinte com saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no montante de R$ 10.988,62. A decisão exarada por meio do despacho decisório eletrônico pautouse na constatação de que o pagamento informado já havia sido integralmente utilizado na quitação de débito da titularidade do contribuinte. Cientificado da decisão, o contribuinte apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 1 a 6) e requereu a homologação da compensação declarada, alegando, aqui apresentado de forma sucinta, o seguinte: a) “[analisando] os documentos fiscais do período de 2004, constatou a empresa que por um lapso na sua DCTF do terceiro trimestre de 2004 fora informado indevidamente débitos de IPI, pelo que o pagamento efetuado indevidamente e comprovado nos presente autos, não foi visualizado/encontrado pela Receita Federal, ocasionando no entendimento equivocado de ausência de crédito e, por conseguinte não homologação da compensação” (fl. 3); b) “o débito informado é inexistente, pois no período em questão — segundo decêndio/ago/2004 — a empresa não apurou débito de IPI. (Fato este facilmente comprovado pelo Livro Registro de Apuração de IPI — RAIPI” (fl. 3); c) “[para] sanar a divergência de dados entre a DIPJ (que apresentou informações corretas), o livro registro de IPI (íntegro) e a DCTF, a recorrente no dia 30/03/ p.p apresentou a DCTF — Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais retificadora, referente ao terceiro trimestre de 2004” (fl. 4); d) “[na] DIPJ — Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica, do exercício de 2005 (ano calendário de 2004), (...), constatase que na apuração decendial dos meses de julho a setembro de 2004 não foi apurado débito de IPI, ao contrário a empresa apresentou para todo esse período saldo credor de IPI, pelo que o pagamento em agosto de 2004 foi indevido” (fl. 5); e) o pagamento indevido encontrase comprovado por meio de DARF; f) no Livro Registro de Apuração do IPI, páginas 221, 222, 223, 224 e 225, constam os saldos credores de IPI que coincidem com as informações declaradas em DIPJ. Junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte trouxe aos autos cópias de (i) documentos societários (fls. 7 a 15), do (ii) despacho decisório (fl. 16), do (iii) DARF (fl. 17), do (iv) PER/DCOMP (fls. 19 a 24), da (v) DCTF original (fls. 25 a 33), da (vi) DCTF retificadora (fls. 34 a 37), da (vii) DIPJ original (fls. 38 a 41) e do (viii) Livro Registro de Apuração do IPI, com termos de abertura e de fechamento (fls. 42 a 48). Fl. 100DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.902017/200912 Acórdão n.º 3803003.853 S3TE03 Fl. 101 3 A decisão de improcedência da Manifestação de Inconformidade da DRJ Ribeirão Preto/SP (fls. 57 a 60) foi ementada nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Data do fato gerador: 31/03/2005 COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. DISPONIBILIDADE DO CRÉDITO. A compensação, nos termos em que definida pelo artigo 170 do CTN só poderá ser homologada se o crédito do contribuinte em relação à Fazenda Pública estiver revestido dos atributos de liquidez e certeza, o que traz como conseqüência que o crédito usado em compensação tem que estar disponível na data da transmissão do PER/DCOMP. DCTF RETIFICADORA POSTERIOR À CIÊNCIA DE DESPACHO DECISÓRIO. Não cabe reparo a despacho decisório que não homologou a compensação declarada pelo contribuinte por inexistência de direito creditório, tendo em vista que o recolhimento alegado como origem do crédito estava integralmente alocado para a quitação de débito confessado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Segundo o relator a quo, a DCTF retificadora não produz efeitos quando o contribuinte não mais goza de espontaneidade, nos termos previstos no inciso III do § 2º do art. 11 da IN RFB nº 786/2007, pois, quando da transmissão e da análise do PERD/COMP, o crédito não existia, encontrandose o pagamento integralmente alocado ao débito declarado em DCTF. Segundo ele, estaria “correta a não homologação da compensação, pois as modificações efetuadas pela contribuinte na DCTF retificadora, quanto às informações antes prestadas, não têm o condão de tornar irregular a decisão administrativa que se pretende ver reformada” (fl. 59). No seu entendimento, ainda que o direito creditório exista, “o fato é que o mesmo não estava disponível na data de transmissão do PER/DCOMP, o que por si só é causa de não homologação das compensações pleiteadas”. Cientificado da decisão em 21 de maio de 2012 (fl. 62), o contribuinte apresentou Recurso Voluntário em 11 de junho do mesmo ano (fls. 65 a 77), repisou os mesmos fundamentos de defesa anteriormente apresentados e reiterou seu pedido de homologação da compensação declarada ou, subsidiariamente, o retorno dos autos à Delegacia de Julgamento para que se apurasse a liquidez e certeza do crédito pleiteado, alegando, complementarmente, o que se segue: a) os julgadores não contestaram o seu direito, não o reconhecendo somente em razão do fato de que a decisão administrativa fora emitida anteriormente à retificação da Fl. 101DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.902017/200912 Acórdão n.º 3803003.853 S3TE03 Fl. 102 4 DCTF, decisão essa que não se alinha ao teor do art. 65 da Instrução Normativa RFB nº 900/2008; b) apenas o sistema de cruzamento de dados da Receita Federal não são suficientes para se afirmar acerca da liquidez ou não do direito creditório; c) junto à Manifestação de Inconformidade, trouxe aos autos os documentos suficientes à apuração da liquidez e certeza do crédito, encontrandose, então, em poder da autoridade julgadora de primeira instãncia todos os elementos necessário à homologação da compensação; d) após as alterações introduzidas pela Medida Provisória nº 2.18949, de 23 de agosto de 2001, em seu art. 18, a DCTF retificadora, quando admitida, tem os mesmos efeitos da original, conforme se encontra expressamente previsto também na Instrução Normativa RFB nº 1.110/2010. Junto ao recurso, o contribuite trouxe aos autos, dentre outras, cópia do Livro Diário Geral (fls. 91 a 96). É o relatório. Voto Conselheiro Hélcio Lafetá Reis O recurso é tempestivo, preenche as demais condições de admissibilidade e dele tomo conhecimento. De pronto, devese destacar que, junto à Manifestação de Inconformidade, o contribuinte havia trazido aos autos, além dos fundamentos de fato e de direito de sua contrariedade, cópias do PER/DCOMP (fls. 19 a 24), da (v) DCTF original (fls. 25 a 33), da (vi) DCTF retificadora (fls. 34 a 37), da (vii) DIPJ original (fls. 38 a 41) e do (viii) Livro Registro de Apuração do IPI, com termos de abertura e de fechamento (fls. 42 a 48) que foram, todos eles, totalmente ignorados pela autoridade julgadora de piso, não tendo havido qualquer referência à sua presença nos autos. O procedimento do então Manifestante e ora Recorrente se deu em conformidade com o contido no art. 16, § 4º, do Decreto nº 70.235/1972, que regula o Processo Administrativo Fiscal (PAF), em que se determina que as provas serão trazidas aos autos no momento da Impugnação. Nos termos do art. 31 do PAF, a decisão da autoridade julgadora de primeira de instância deve conter “relatório resumido do processo, fundamentos legais, conclusão e ordem de intimação, devendo referirse, expressamente, a todos os autos de infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra todas as exigências”. Destaquese que, apesar de o dispositivo fazer referência apenas ao lançamento de ofício, ele é passível de aplicação nos processos de Fl. 102DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.902017/200912 Acórdão n.º 3803003.853 S3TE03 Fl. 103 5 compensação, por força do contido no § 11 do art. 74 da Lei nº 9.430/1996, em razão do que as determinações do referido art. 31 alcançam os processos da espécie. Conforme já dito, a autoridade julgadora de piso não se deu ao trabalho nem mesmo de passar a vista nas cópias de documentos trazidas aos autos pelo contribuinte, cópias essas que contêm informações relevantes quanto à possibilidade de existência do indébito declarado. Não há dúvida que o julgador de primeira instância encontrase vinculado às normas infralegais expedidas pela Receita Federal, mas, no meu entender, ampararse apenas no aspecto formal relativo à data de retificação da DCTF para negar, peremptoriamente, o direito pleiteado pelo contribuinte, ignorandose as demais provas então existentes nos autos, não se coaduna com o princípio do formalismo moderado e as demais regras e princípios que informam o Processo Administrativo Fiscal (PAF). Ao julgador é garantida a liberdade de formação do convencimento, nos termos do art. 29 do PAF; contudo, tal prerrogativa não significa “arbítrio na apreciação da prova” 1, pois é seu dever descrever detalhadamente as razões de sua decisão, precipuamente em relação aos elementos fáticos presentes nos autos, cuja análise pode ser decisiva no julgamento da lide. Conforme consta de inúmeras decisões do CARF2, não pode prosperar a decisão de primeira instância que não contempla todos os argumentos de defesa, pois é dever do julgador apreciar imparcialmente a matéria objeto da lide, atentandose aos fatos e às provas que compõem o processo. Ressaltese, ainda, que se decidíssemos, nesta instância, por apreciar as provas, independentemente do que restou decidido na Delegacia de Julgamento, estarnos íamos a proceder em desconformidade com o princípio do duplo grau de jurisdição, necessário à depuração do processo e à efetividade do direito de defesa. Nesse contexto, voto no sentido de reformar a decisão de primeira instância, para que uma outra seja proferida, afastandose o óbice erigido, que se refere à falta de espontaneidade do contribuinte no momento da apresentação da DCTF retificadora, devendo ser analisado todo o conjunto probatório trazido aos autos na primeira instância, precipuamente o Livro Registro de Apuração do IPI, sem prejuízo de outras providências que se mostrarem necessárias à solução da lide, inclusive diligência junto à repartição de origem. O interessado deverá ser cientificado da nova decisão, oportunizandolhe o prazo regulamentar para se pronunciar, devendo, ao final, os autos serem devolvidos a esta 3a Turma Especial da 3ª Seção do CARF, para julgamento. 1 Termo presente na obra: MACHADO SEGUNDO, Hugo de Brito. "Processo tributário", 5.ed., Atlas, 2010, p. 146. 2 Ac. 240100572, 1ª T. 4ª C. 2ª Seção, j. 20.08.2009; Ac. 10245.390, 2ª C. 1º CC, DOU de 05.11.2002; dentre outras. Fl. 103DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS Processo nº 10875.902017/200912 Acórdão n.º 3803003.853 S3TE03 Fl. 104 6 É como voto. (assinado digitalmente) Hélcio Lafetá Reis – Relator Fl. 104DF CARF MF Impresso em 08/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS, Assinado digitalmente em 05/03/2013 p or ALEXANDRE KERN, Assinado digitalmente em 01/03/2013 por HELCIO LAFETA REIS
score : 1.0
Numero do processo: 11080.905685/2008-11
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jun 28 00:00:00 UTC 2012
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Data do fato gerador: 15/04/2003 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. RETIFICAÇÃO. O Pedido de Restituição somente poderá ser retificado pelo sujeito passivo caso se encontre pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRECLUSÃO. Considerar-se-á não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Só é litigiosa a matéria impugnada e a autoridade julgadora somente sobre esta deve se manifestar. Recurso Voluntário Negado
Numero da decisão: 3302-001.686
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: WALBER JOSE DA SILVA
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RETIFICAÇÃO. O Pedido de Restituição somente poderá ser retificado pelo sujeito passivo caso se encontre pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRECLUSÃO. Considerarseá não impugnada a matéria que não tenha sido expressamente contestada pelo impugnante. Só é litigiosa a matéria impugnada e a autoridade julgadora somente sobre esta deve se manifestar. Recurso Voluntário Negado Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) WALBER JOSÉ DA SILVA Presidente e Relator. EDITADO EM: 29/06/2012 Fl. 123DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Walber José da Silva, José Antonio Francisco, Fabiola Cassiano Keramidas, Maria da Conceição Arnaldo Jacó, Alexandre Gomes e Gileno Gurjão Barreto. Relatório No dia 13/08/2004 a empresa recorrente efetuou a transmissão eletrônica de PER/DCOMP no qual está pleiteando a restituição de Cofins paga a maior através do seguinte Darf: Código de arrecadação: 2172 Período de Apuração: 31/03/2003 Data de Vencimento: 15/04/2003 Data de Arrecadação: 15/04/2003 Valor do Principal: R$ 4.273.219,16 Valor total do Darf: R$ 4.273.219,16 No mesmo PER/DCOMP a empresa declara a compensação do crédito pleiteado com débito de Cofins. A DRF em Porto Alegre RS indeferiu o pedido da recorrente, alegando que o valor do referido Darf havia sido alocado integralmente a débito declarado regularmente pela recorrente, nos termos do Despacho Decisório de fle. 42. Ciente da decisão, a empresa interessada ingressou com a manifestação de inconformidade de flse. 03/07, que a decisão recorrida resumiu nos seguintes termos: Informa, inicialmente, erro na Dcomp transmitida, pois o crédito seria referente ao período 03/2004, decorrente de Cofins não cumulativa (cód. 5856). Alega que o valor apurado contabilmente de Cofins não cumulativa para o mês em questão foi R$ 2.490.866,70, que, após descontados os créditos no valor de R$ R$ 2.252.047,52, resultaram em valor a pagar de R$ 238.819,18. Pago R$ 772.281,37, restaria crédito de R$ 533.462,19. Argumenta que informou por equívoco valores iguais ao pagamento na DCTF e DIPJ, tratandose de mero erro formal. Anexa o Darf e documentos contábeis que comprovariam a existência do indébito. Requer a reforma do despacho para reconhecimento do crédito e homologação da compensação. O Darf a que a recorrente alega conter o pagamento indevido é o seguinte: Código de arrecadação: 5856 Período de Apuração: 31/03/2004 Data de Vencimento: 15/04/2004 Data de Arrecadação: 14/04/2004 Valor do Principal: R$ 772.281,37 Valor total do Darf: R$ 772.281,37 Fl. 124DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11080.905685/200811 Acórdão n.º 330201.686 S3C3T2 Fl. 2 3 A 2a Turma de Julgamento da DRJ em Porto Alegre RS indeferiu a solicitação da recorrente, nos termos do Acórdão no 1029.126, de 16/12/2010, cuja ementa abaixo transcrevo: ALTERAÇÃO DE CRÉDITO. RETIFICAÇÃO DE DCOMP. A alteração do crédito informado ou retificação em Declaração de Compensação somente poderá ser admitida antes do Despacho Decisório que não homologou a compensação. COMPENSAÇÃO. REQUISITO LEGAL DE LIQUIDEZ E CERTEZA. A restituição e/ou compensação de indébito fiscal com créditos tributários está condicionada à comprovação da certeza e liquidez do respectivo indébito. A recorrente tomou ciência da decisão de primeira instância no dia 16/05/2011, conforme AR de fle. 61, e, discordando da mesma, ingressou, no dia 13/06/2011, com o recurso voluntário de flse. 62/72, no qual reprisa os argumentos da manifestação de inconformidade e apresenta contestação nova sobre a incidência de juros de mora sobre multa de mora. Na forma regimental, o recurso voluntário foi a mim distribuído. É o Relatório. Voto Conselheiro Walber José da Silva, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e atende aos demais preceitos legais. Dele se conhece. Como relatado, a empresa ingressou com pedido de restituição de Cofins que entende ter pago a maior por meio do Darf identificado no relatório acima. No mesmo PER/DCOMP apresentou declaração de compensação do crédito pleiteado com débito de Cofins. O pedido de restituição foi apresentado no dia 13/08/2004 e no dia 30/07/2008 a empresa tomou ciência do Despacho Decisório que indeferiu o seu pleito porque o Darf informado no PER/DCOMP fora integralmente alocado a débito seu regularmente declarado. Na manifestação de inconformidade alega que cometeu erro no preenchimento do PER/DCOMP ao informar que o crédito pleiteado referiase ao pagamento realizado no dia 15/04/2003 quando, na realidade, o crédito originase de outro pagamento realizado no dia 14/04/2004. Faz uma demonstração do que diz ser a apuração do valor pleiteado. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA 4 Vêse, com absoluta clareza, que a pretensão da recorrente é ver retificado, em sede de recurso voluntário, o PER/DCOMP apresentado em agosto de 2004 e, em conseqüência, que seja reconhecido direito à restituição pleiteada naquele pedido de restituição. É preciso dizer, inicialmente, que a autoridade competente da RFB, diante da alocação total do Darf informado no PER/DCOMP, por óbvio não efetuou nenhum procedimento para apurar a legitimidade do crédito pleiteado, posto que provado inexistente. Quanto à possibilidade de retificar pedido de restituição, por qualquer motivo, as IN SRF vigentes desde a data da apresentação do pedido de restituição até a data da ciência do despacho decisório e de nº 360/03, 376/03, 414/04, 432/04 (no art. 6º de todas estas), 460/04 (art. 56) e 600/05 (art. 57) sempre permitiam a retificação, desde que “se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador”. Rezam os citados dispositivos normativos: Art. 6o O Pedido Eletrônico de Restituição, o Pedido Eletrônico de Ressarcimento e a Declaração de Compensação gerados a partir do Programa PER/DCOMP 1.1 (ou versão anterior) e transmitidos à SRF poderão ser retificados pelo sujeito passivo mediante o preenchimento e envio à SRF de documento retificador gerado a partir do Programa PER/DCOMP 1.1, desde que o pedido ou a declaração se encontre pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador e, no que se refere à Declaração de Compensação, que seja observado o disposto nos arts. 7o e 8o. Art. 56. O Pedido de Restituição, o Pedido de Ressarcimento e a Declaração de Compensação somente poderão ser retificados pelo sujeito passivo caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador e, no que se refere à Declaração de Compensação, que seja observado o disposto nos arts. 57 e 58. Art. 57. O Pedido de Restituição, o Pedido de Ressarcimento e a Declaração de Compensação somente poderão ser retificados pelo sujeito passivo caso se encontrem pendentes de decisão administrativa à data do envio do documento retificador e, no que se refere à Declaração de Compensação, que seja observado o disposto nos arts. 58 e 59. A troca do pagamento indevido pretendido pela recorrente, a título de retificação do pedido de restituição, está expressamente vedado pelos normativos supracitados e o Darf trazido pela recorrente como prova de pagamento indevido somente pode ser objeto de apreciação e deliberação em outro PER/DCOMP que não o acostado nestes autos. Se existir, é crédito muito diverso do pleiteado no PER/DCOMP apreciado e julgado pela autoridade competente da RFB. Em conclusão, está em perfeita harmonia com a legislação vigente o Despacho Decisório que não reconheceu a existência de pagamento a maior ou indevido, relativo ao Darf de Cofins recolhido no dia 15/04/2003, no valor total de R$ 4.273.219,16. Fl. 126DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA Processo nº 11080.905685/200811 Acórdão n.º 330201.686 S3C3T2 Fl. 3 5 A cobrança de juros de mora não faz parte da lide porque não foi objeto da decisão de flse 42 e nem foi contestada na manifestação de inconformidade e, mesmo que o tivesse, tal matéria não integra a competência do CARF. É, portanto, matéria preclusa e não compete ao CARF o seu julgamento, nos termos do art. 17 do Decreto no 70.235/72 e dos arts. 1º a 8º do Regimento Interno do CARF. No mais, com fulcro no art. 50, § 1o, da Lei no 9.784/19991, adoto e ratifico os fundamentos do acórdão de primeira instância. Por tais razões, voto no sentido de negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Walber José da Silva 1 Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando: [. . .] § 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. Fl. 127DF CARF MF Impresso em 31/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA, Assinado digitalmente em 29/06/2012 por WALBER JOSE DA SILVA
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Numero do processo: 10830.006581/2005-97
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Feb 28 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Apr 10 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/01/2000 a 20/12/2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO.
Constatada contradição entre o voto vencedor o resultado do julgado, decorrente de erro neste, cabe retificação em sede de embargos de declaração.
Numero da decisão: 3401-002.181
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acolher, sem efeitos infringentes, os embargos de declaração no Acórdão nº 3401-00.402, nos termos do voto do Relator. Esteve presente ao julgamento a Drª Isabella Bariani Tralli.
JÚLIO CESAR ALVES RAMOS Presidente
EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos.
Nome do relator: EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acolher, sem efeitos infringentes, os embargos de declaração no Acórdão nº 3401-00.402, nos termos do voto do Relator. Esteve presente ao julgamento a Drª Isabella Bariani Tralli. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS Presidente EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos.
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CONTRADIÇÃO. NECESSIDADE DE RETIFICAÇÃO. Constatada contradição entre o voto vencedor o resultado do julgado, decorrente de erro neste, cabe retificação em sede de embargos de declaração. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária da Terceira Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, acolher, sem efeitos infringentes, os embargos de declaração no Acórdão nº 340100.402, nos termos do voto do Relator. Esteve presente ao julgamento a Drª Isabella Bariani Tralli. JÚLIO CESAR ALVES RAMOS – Presidente EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis, Jean Clauter Simões Mendonça, Odassi Guerzoni Filho, Ângela Sartori, Fernando Marques Cleto Duarte e Júlio César Alves Ramos. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 83 0. 00 65 81 /2 00 5- 97 Fl. 1551DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS 2 Tratase dos Embargos de Declaração de fl. 879, interpostos pela Procuradoria da Fazenda Nacional no Acórdão nº 340100.402 (fls. 868/870). É apontada divergência entre o resultado e o voto vencedor. O resultado informa (negrito acrescentado): ... Quanto à reconstituição da escrita fiscal do IPI, em primeira votação, o Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça votou pela reconstituição a partir de 22/12/2000, os conselheiros Emanuel Carlos Dantas de Assis e Fernando Marques Cleto Duarte votaram pela reconstituição a partir de 21/03/2000 e os conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho e Odassi Guerzoni Filho votaram pela reconstituição desde janeiro de 2000. Em segunda votação, por maioria de votos, deuse provimento parcial para reconstituir a escrita do IPI, tendo como marco inicial 21/03/2000. Diferentemente, o voto vencedor conclui o seguinte (negrito acrescentado): Pelo exposto, voto por admitir como válida o refazimento da escrita fiscal realizado pela fiscalização, desde o primeiro período de apuração de janeiro de 2000. É o Relatório, elaborado a partir do processo digitalizado. Voto A contradição apontada, de tão patente, mais parece um erro material. É que a ementa, os fundamentos e conclusão do voto vencedor estão em consonância, evidenciando que foi admitido o refazimento da escrita fiscal do IPI desde o primeiro período de apuração de janeiro de 2000. Somente o resultado apresentase contraditório, ao informar que tal reconstituição teria sido admitida a partir de 21/03/2000 (ou terceiro decêndio de março de 2000). Daí o recebimento dos presentes Embargos, visando sanar a contradição. Além da contradição apontada pela douta Procuradora Embargante, o resultado contém outra incoerência, quando diz que na primeira votação sobre a questão da reconstituição da escrita este relator (fui designado para o voto vencedor) teria votado pelo refazimento a partir de 21/03/2000. O correto é a partir de janeiro de 2000, já que o voto vencedor não cogita da reconstituição a partir de 21/03/2000. Pelo exposto, voto por acolher os Embargos para sanar a contradição, alterando a redação do resultado para, no que trata da reconstituição da escrita fiscal, consignar o seguinte: ... Quanto à reconstituição da escrita fiscal do IPI, em primeira votação, o Conselheiro Jean Cleuter Simões Mendonça votou pela reconstituição a partir de 22/12/2000, o Conselheiro Fernando Marques Cleto Duarte pela reconstituição a partir de 21/03/2000 e os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho, Emanuel Carlos Dantas de Assis e Odassi Guerzoni Filho pela reconstituição desde janeiro de 2000. Em segunda votação, por maioria de votos, deuse provimento parcial para reconstituir a escrita do IPI tendo como marco inicial o primeiro decêndio de Fl. 1552DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS Processo nº 10830.006581/200597 Acórdão n.º 3401002.181 S3C4T1 Fl. 881 3 janeiro de 2000. Vencidos os Conselheiros Jean Cleuter Simões Mendonça e Fernando Marques Cleto Duarte, que votaram pela reconstituição a partir de 22/12/2000. Emanuel Carlos Dantas de Assis Fl. 1553DF CARF MF Impresso em 16/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 10/03/2013 por EMANUEL CARLOS DANTAS DE ASSIS, Assinado digitalmente em 12/03/2013 por JULIO CESAR A LVES RAMOS
score : 1.0
Numero do processo: 10865.003534/2010-51
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 22 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Apr 17 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3101-000.251
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do Relator.
Henrique Pinheiro Torres - Presidente
Luiz Roberto Domingo - Relator
Participaram do julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Valdete Aparecida Marinheiro, Rodrigo Mineiro Fernandes (Suplente), Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
Nome do relator: LUIZ ROBERTO DOMINGO
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do Relator. Henrique Pinheiro Torres - Presidente Luiz Roberto Domingo - Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Valdete Aparecida Marinheiro, Rodrigo Mineiro Fernandes (Suplente), Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
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ACORDAM os membros do Colegiado em, por unanimidade, converter o julgamento do recurso voluntário em diligência, nos termos do voto do Relator. Henrique Pinheiro Torres Presidente Luiz Roberto Domingo Relator Participaram do julgamento os Conselheiros Corintho Oliveira Machado, Valdete Aparecida Marinheiro, Rodrigo Mineiro Fernandes (Suplente), Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente). Tratase de Auto de Infração lavrado para cobrança de IPI, COFINS, PIS/PASEP devidos na importação de mercadorias desembaraçadas pelo Regime Aduaneiro Especial de Drawback – Suspensão. As importações objeto de Fiscalização referemse às Declarações de Importação vinculadas aos Atos Concessórios 1560000003540, 20030197260, 20040120864, 20040227235 e 200440170080. A autuação fiscal baseouse no fato de que, com relação às DI’s nº 04/0062168 6 (AC 20030197260), 04/06536516 (AC 20040120864) e 04/09231171 (AC 20040227235), estas foram registradas em data anterior ao período de vigência do ato concessório. Quanto ao Ato Concessório 1560000003540, os insumos importados através das DIs n° 00/10767546 (parte), 00/10768038, 01/07217745, 01/07217729, 01/0892569 7, 01/09349568 e RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 65 .0 03 53 4/ 20 10 -5 1 Fl. 685DF CARF MF Impresso em 17/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10865.003534/201051 Resolução nº 3101000.251 S3C1T1 Fl. 685 2 01/10390827 foram excluídos do regime de drawback, uma vez que não foram utilizados em produtos destinados à exportação. Já o AC 200440170080, constatouse a importação de quantidades acima do permitido pela SECEX e pactuadas no Ato Concessório. Devidamente intimada da autuação, foi apresentada Impugnação pela Recorrente, a qual foi julgada improcedente, conforme ementa a seguir transcrita: ASSUNTO: REGIMES ADUANEIROS Exercício: 2000,2001,2004 DRAWBACK SUSPENSÃO. A contagem do prazo decadencial observa o artigo 173,I, do CTN. À Receita Federal compete fiscalizar a correta aplicação dos bens importados com benefício nas condições previstas na legislação aduaneira. A fiscalização apurou que parte das mercadorias importadas sob regime de drawback suspensão não foi utilizada nos produtos exportados. Constatouse também: (i) importações anteriores à concessão de atos concessórios e (ii) importação de mercadorias em quantidade superior à prevista. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido Inconformada, interpôs a Recorrente Recurso Voluntário requerendo a reforma da decisão, sob o fundamento de que: (i) houve o transcurso do prazo decadencial; (i) falta de motivação legal referente ao AC 1560000003540, o qual já fora objeto de fiscalização pela DECEX; (iii) o registro das DIs anteriores ao ato concessório não ocasionou dano ao Erário, e, caso permaneça a exclusão, a cobrança estaria caduca; (iv) houve homologação do AC 20040170080 pela DECEX, que é o órgão competente para tanto; e, (v) devida a redução da multa aplicada com caráter confiscatório. Como se verifica, a questão posta aos autos referese à exigência de tributos devidos na importação de produtos registrados em Declarações de Importações vinculadas à diferentes Atos Concessórios, cujo suposto descumprimento do regime de drawback ocorreu por motivos distintos. A tabela abaixo apresentada pela Fiscalização esclarece as datas dos atos praticados pela Recorrente e os respectivos atos concessórios: Declaração de Importação Data de registro Data de emissão do AC Ato Concessório 04/0062168‐6 21/01/2004 17/02/2004 20030197260 04/0653651‐6 06/07/2004 07/07/2004 20040120864 04/0923117‐1 15/09/2004 20/09/2004 20040227235 Como se atesta pelas informações acima, em um primeiro momento, verificase que os registros das Declarações de Importação foram mesmo efetuados em data anterior às datas de emissão dos atos concessórios. Entretanto, pelos extratos das Declarações de Importação juntados aos autos (fls. 99/101, 123/127, 142/146), constatase que o desembaraço das mercadorias ocorreu com suspensão do pagamento dos tributos pelo regime de drawback, sendo que houve vinculação das DI’s aos respectivos atos concessórios que possuíam data divergente da apontada pelo Fisco. Fl. 686DF CARF MF Impresso em 17/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES Processo nº 10865.003534/201051 Resolução nº 3101000.251 S3C1T1 Fl. 686 3 Pela descrição contida nos extratos das DI’s, em todos os casos a suspensão do pagamento foi solicitada no momento dos registros, sendo que os atos concessórios seriam de datas anteriores às informadas pela Fiscalização. Constam as seguintes datas em cada declaração: i) DI 04/00621686 – “ato concessório nr. 20030197260 de 04/12/2003”; DI 04/060536516 – “ato concessório nº 20040120864 de 03/06/2004”; e, DI 04/09231171 – “ato concessório 20040227235 de 20/04/2004”. O que se verifica é que há uma incongruência entre as informações contidas nos extratos de declaração de importação com a informação contida no sistema Drawback Web do SISCOMEX. E, pela lógica dos fatos, instrumentalmente, a Recorrente somente poderia vincular a DI ao ato concessório se este já estivesse vigente, até para informar o número do ato concessório, inclusive, porque foram concedidos antes sistema Drawback Web, que entrou no ar somente em maio de 2008. Vejam que a informação exata do período de vigência é imprescindível para constatar se as DIs estão vinculadas aos seus respectivos atos concessórios. Neste sentido, antes de adentrar ao julgamento dos demais pontos trazidos pela Recorrente, resta fundamental o saneamento da incongruência das informações contidas nos sistemas do Fisco – Drawback Web e Extrato da Declaração de Importação. Diante do exposto, converto o julgamento em diligência à repartição de origem para que se esclareça a data exata do requerimento de habilitação do regimento de drawback, bem como a data de deferimento e período de vigência dos atos concessórios nºs 20030197260, 20040120864 e 20040227235. Luiz Roberto Domingo Fl. 687DF CARF MF Impresso em 17/04/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/11/2012 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 22/01/2013 por LUIZ ROBERTO DOMINGO, Assinado digitalmente em 15/04/2013 por HENRIQUE PINHEIRO TORRES
score : 1.0
Numero do processo: 10980.008629/2009-10
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2005, 2006
ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO.
Somente serão aceitas como áreas de utilização limitada/área de interesse ecológico aquelas assim declaradas, em caráter específico, mediante ato específico da autoridade competente, estadual ou federal, conforme o caso.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2801-002.874
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em Exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2005, 2006 ÁREA DE UTILIZAÇÃO LIMITADA. ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO. Somente serão aceitas como áreas de utilização limitada/área de interesse ecológico aquelas assim declaradas, em caráter específico, mediante ato específico da autoridade competente, estadual ou federal, conforme o caso. Recurso Voluntário Negado.
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ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO. Somente serão aceitas como áreas de utilização limitada/área de interesse ecológico aquelas assim declaradas, em caráter específico, mediante ato específico da autoridade competente, estadual ou federal, conforme o caso. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em Exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 1ª Turma da DRJ/CGE/MS. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 98 0. 00 86 29 /2 00 9- 10 Fl. 96DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10980.008629/200910 Acórdão n.º 2801002.874 S2TE01 Fl. 97 2 “Trata o presente processo de impugnação à exigência formalizada mediante auto de infração de f. 2031, através do qual se exige o crédito tributário R$ 60.020,70, assim discriminado: Rubrica Valor (R$) Imposto Territorial Rural Suplementar Cód Receita 7051 27.931,00 Juros de mora (calculados até 31/08/2009) 11.141,45 Multa de Ofício 20.948,25 Valor do crédito tributário apurado 60.020,70 A exigência se refere ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR dos exercícios 2005 e 2006, incidente sobre o imóvel rural denominado Estância Thye X, com área total de 242,0 ha., Número de Inscrição NIRF 68894600, localizado no município de GuaratubaPR.. Segundo descrição dos fatos e enquadramento legal, o lançamento de ofício decorreu da alteração da Declaração de Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural DITR em relação aos seguintes fatos tributários: Área de Interesse Ecológico: foi glosada a área de 242,0 hectares, declarada a este titulo, por falta de comprovação dos requisitos legais. O interessado não atendeu à intimação fiscal. Valor da Terra Nua VTN: regularmente intimado, o contribuinte deixou de apresentar laudo técnico de avaliação do valor da terra nua, motivo pelo qual o valor declarado pelo sujeito passivo foi substituído pelo VTN constante do Sistema de Preços de Terras da Secretaria da Receita Federal SIPT, apurado pela Secretaria Estadual de Agricultura. Em razão do constatado, foi efetuado lançamento do imposto, acrescido de juros moratórios e multa de ofício. O sujeito passivo foi cientificado por aviso de recebimento postal em 30/09/2009, conforme consta da f. 34. Impugnação Em 28/10/2009 o interessado apresentou impugnação, f. 36, alegando, em síntese, que adquiriu o imóvel em 19 de agosto de 2004, por meio de instrumento particular de contrato de compromisso de venda e compra, sendo que a transmissão da propriedade não foi registrada no Cartório de Registro de Imóveis devido à necessidade de se realizar, previamente, a localização do imóvel por georeferenciamento para obter certidão de área de interesse ecológico junto ao IPAR. Alega, ainda, que o imóvel é inteiramente coberto por floresta nativa, está localizado na região serrana de GuaratubaPR, na região denominada Araçatuba de cima. Pedido Fl. 97DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10980.008629/200910 Acórdão n.º 2801002.874 S2TE01 Fl. 98 3 Pede que seja cancelado o crédito tributário lançado. Acompanham a impugnação os seguintes documentos: instrumento particular de contrato de compromisso de venda e compra, f. 37, matrícula n° 37.575, f. 42, Ato Declaratório Ambiental Exercício 2008, f. 53, Certidão Negativa do Instituto Ambiental do ParanáIAP, f. 57.” A impugnação foi julgada improcedente, conforme Acórdão de fls. 60/65, que restou assim ementado: ÁREA DE INTERESSE ECOLÓGICO. PROVA. ISENÇÃO. As áreas de interesse ecológico, para a proteção dos ecossistemas ou comprovadamente imprestáveis para a atividade rural, devem ser comprovadas mediante ato do Poder Público (Órgão Federal ou Estadual) que declare, em caráter específico, quais áreas da propriedade são consideradas de interesse ambiental e a que título. A isenção do ITR depende, também, da prova da declaração dessa área em Ato Declaratório Ambiental ADA protocolizado tempestivamente perante o IBAMA ou órgão conveniado. ÁREA DE FLORESTA NATIVA. PERÍODO DE ISENÇÃO. A isenção do ITR sobre as áreas de florestas nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração passou a vigorar somente a partir do exercício 2007, com o advento da Lei 11.428 de 22/12/2006. VALOR DA TERRA NUA. MATÉRIA NÃO IMPUGNADA. Considerase incontroversa a matéria não expressamente contestada pelo sujeito passivo, o que implica na preclusão administrativa. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 02/12/2011 (AR fl. 78), o interessado interpôs o recurso de fl. 80, em 03/01/2012. Em sua defesa, repete os argumentos da impugnação. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O litígio cingese à glosa da Área de Interesse Ecológico de 242,0 ha. O art. 10, § 1º, II, “b” e “c”, da Lei nº 9.393/96, quando trata da exclusão de áreas de interesse ecológico, exige ato específico, federal ou estadual de reconhecimento da Fl. 98DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 10980.008629/200910 Acórdão n.º 2801002.874 S2TE01 Fl. 99 4 área, ou seja, há comando expresso na lei tributária federal e, como estamos tratando de isenção tributária, devese interpretála restritiva e literalmente (art. 111, II, do Código Tributário Nacional), não podendo o intérprete alargar a interpretação da isenção constante em qualquer lei tributária. Compulsando os autos, nenhum documento nesse sentido foi apresentado, tampouco com o recurso ora apreciado, foi juntada qualquer documentação comprobatória capaz de indicar que os 242,0 ha são realmente de interesse ecológico. Portanto, não merece reparos a decisão recorrida. Diante do exposto, voto por negar provimento ao recurso. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 99DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 13898.000314/2009-43
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Mar 18 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2004
DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS.
Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2801-002.889
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no montante de R$ 661,42, nos termos do voto da Relatora.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente em Exercício e Relatora.
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho.
Nome do relator: TANIA MARA PASCHOALIN
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 2004 DEDUÇÕES. DESPESAS MÉDICAS. Acatam-se as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte.
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DESPESAS MÉDICAS. Acatamse as deduções quando comprovadas por documentação hábil apresentada pelo contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento parcial ao recurso para restabelecer dedução com despesas médicas no montante de R$ 661,42, nos termos do voto da Relatora. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente em Exercício e Relatora. Participaram do presente julgamento os conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Sandro Machado dos Reis, Marcelo Vasconcelos de Almeida, Carlos César Quadros Pierre, Walter Reinaldo Falcao Lima e Luiz Claudio Farina Ventrilho. Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra decisão proferida pela 11ª Turma da DRJ/SP2/SP. Por bem descrever os fatos, reproduzse abaixo o relatório da decisão recorrida: AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 89 8. 00 03 14 /2 00 9- 43 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13898.000314/200943 Acórdão n.º 2801002.889 S2TE01 Fl. 61 2 “Da Notificação Em procedimento de revisão da Declaração de Ajuste Anual com base nos arts. 788, 835 a 839, 841, 844, 871 e 992 do Decreto n° 3000, de 26 de março de 1999 (RIR/99), foi lavrada, em 07/12/2009, a Notificação de Lançamento às fls. 04, relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física, do anocalendário 2004, por intermédio da qual lhe é exigido crédito tributário apurado de R$ 5.665,40, dos quais R$ 2.421,22 correspondem ao Imposto de Renda Pessoa FísicaSuplementar; R$ 1.815,91 Multa de Ofício (passível de redução) e R$ 1.428,27 de Juros de Mora (calculados até 31/12/2009). O contribuinte em epígrafe foi regularmente intimado para comprovação ou justificação das deduções pleiteadas em sua Declaração (DIRPF), entretanto não apresentou qualquer documentação comprobatória, conseqüentemente procedeuse ao lançamento de ofício originário da apuração das infrações descritas a seguir, identificadas nos dispositivos legais constantes do enquadramento legal. Foram apuradas as infrações, como segue: Dedução Indevida com Dependentes. Glosa do valor de R$ 7.632,00, correspondente à dedução indevida com dependentes, por falta de comprovação da relação de dependência, conforme abaixo discriminado. Devidamente intimado, o contribuinte não apresentou qualquer documentação comprobatória. (...) Dedução Indevida de Despesas Médicas. Glosa do valor de R$ 1.172,44, indevidamente deduzido a título de Despesas Médicas, por falta de comprovação, ou por falta de previsão legal para sua dedução. Omissão de Rendimentos do Trabalho com Vínculo e/ou sem Vínculo Empregatício Da análise das informações e documentos apresentados pelo contribuinte, e das informações constantes dos sistemas da Secretaria da Receita Federal do Brasil constatouse omissão de rendimentos do trabalho com vínculo e/ou sem vínculo empregatício, sujeitos à tabela progressiva, no valor de R$ 1.532,01 recebido(s) pelo titular e/ou dependentes, da(s) fonte(s) pagadora(s) relacionada(s) abaixo. Na apuração do imposto devido, foi compensado o Imposto Retido na Fonte (IRRF) sobre os rendimentos omitidos no valor de R$ 0,00. (...) Da Impugnação Fl. 61DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13898.000314/200943 Acórdão n.º 2801002.889 S2TE01 Fl. 62 3 Inconformado com a Notificação recebida em 10/12/2009 (fl. 33) o contribuinte apresentou a defesa (fls. 01/02) e documentos (fls. 03/32) em 28/12/2009, em que alega, conforme segue, resumidamente. Da Omissão de Rendimentos afirma que o valor apontado não deve ser tributado posto que foram pagos a título de abono Pecuniário de Férias, de que trata o art. 143 da CLT, conforme documentos que apresenta. Com relação à glosa de Dependentes contesta a totalidade do valor afirmando comprovar o vínculo de dependência com os documentos que apresenta, assim como contesta a glosa de despesas médicas, afirmando serem as despesas suas e da sua esposa, conforme os recibos e documentos comprobatórios com os requisitos legais.” A impugnação foi julgada procedente em parte, conforme Acórdão de fls. 39/47, cujo resultado foi no sentido de manter o lançamento relativamente à glosa de despesas médicas, no valor de R$711,42, e à glosa da dependente Ivone Del Bianco Pepe, no valor de R$1.272,00. Regularmente cientificado daquele Acórdão em 12/04/2011 (AR fl. 46), o interessado interpôs o recurso de fl. 47, em 06/05/2011, no qual requer o restabelecimento da dedução das despesas médicas declaradas referentes aos seguintes beneficiários CARE PLUS Medicina Assistencial, no valor de R$ 661,42, e Santa Cruz Odontologia, no valor de R$ 50,00. É o relatório. Voto Conselheira Tânia Mara Paschoalin, Relatora. O recurso é tempestivo e atende às demais condições de admissibilidade, portanto merece ser conhecido. O litígio cingese à glosa de despesas médicas, referentes aos beneficiários CARE PLUS Medicina Assistencial, no valor de R$ 661,42, e Santa Cruz Odontologia, no valor de R$ 50,00. O Comprovante de Rendimentos juntamente com a declaração apresentados pelo recorrente, às fls. 48/49, comprovam o pagamento das despesas médicas efetuado a CARE PLUS Medicina Assistencial, no valor de R$ 661,42, devendo, portanto, ser restabelecida a reclamada dedução. O recibo apresentado pelo recorrente, à fl. 50, não é documentos apto a demonstrar a ocorrência do negócio jurídico, eis que, em se tratando de pessoa jurídica prestadora de serviços médicos, é necessário que se apresente a nota fiscal correspondente. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN Processo nº 13898.000314/200943 Acórdão n.º 2801002.889 S2TE01 Fl. 63 4 Ante a ausência dessa nota fiscal, resta considerar não comprovada a despesa médica declarada referente a Santa Cruz Odontologia S/C Ltda., no importe de R$ 50,00. Diante do exposto, voto por dar provimento parcial ao recurso, para restabelecer despesas médicas no montante de R$ 661,42. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Fl. 63DF CARF MF Impresso em 18/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2013 por TANIA MARA PASCHOALIN, Assinado digitalmente em 03/02/201 3 por TANIA MARA PASCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10845.000401/2004-13
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Segunda Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Aug 15 00:00:00 UTC 2012
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Exercício: 2003
DEPENDENTES. COMPROVAÇÃO DO VÍNCULO EM FACE DA LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. CANCELAMENTO DA GLOSA DE DEPENDENTES.
Comprovado o vínculo dos dependentes glosados em face do fiscalizado, na forma do art. 35 da Lei nº 9.250/95, devese
cancelar a glosa dos dependentes feita pela fiscalização.
Recurso provido.
Numero da decisão: 2102-002.253
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso para restabelecer os dependentes Tânia Helena do Nascimento Pereira, Augusto Luis do Nascimento Pereira, Rodrigo do Nascimento Pereira.
Matéria: IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
Nome do relator: GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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materia_s : IRPF- auto de infração eletronico (exceto multa DIRPF)
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 2003 DEPENDENTES. COMPROVAÇÃO DO VÍNCULO EM FACE DA LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. CANCELAMENTO DA GLOSA DE DEPENDENTES. Comprovado o vínculo dos dependentes glosados em face do fiscalizado, na forma do art. 35 da Lei nº 9.250/95, devese cancelar a glosa dos dependentes feita pela fiscalização. Recurso provido.
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COMPROVAÇÃO DO VÍNCULO EM FACE DA LEGISLAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. CANCELAMENTO DA GLOSA DE DEPENDENTES. Comprovado o vínculo dos dependentes glosados em face do fiscalizado, na forma do art. 35 da Lei nº 9.250/95, devese cancelar a glosa dos dependentes feita pela fiscalização. Recurso provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso para restabelecer os dependentes Tânia Helena do Nascimento Pereira, Augusto Luis do Nascimento Pereira, Rodrigo do Nascimento Pereira. Assinado digitalmente GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Relator e Presidente. EDITADO EM: 28/08/2012 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Atilio Pitarelli, Carlos André Rodrigues Pereira Lima, Giovanni Christian Nunes Campos, Núbia Matos Moura, Roberta de Azeredo Ferreira Pagetti e Rubens Maurício Carvalho. Fl. 40DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS 2 Relatório Abaixo se transcreve o breve relatório da decisão aqui recorrida, que bem espelha a motivação da autuação e as razões deduzidas na impugnação (fl. 18): 1. Tratase de notificação de lançamento datada de 13/01/2004, referente ao exercício de 2003, ac 2002, em que a fiscalização glosou as despesas declaradas com dependentes. A glosa resultou em imposto a pagar no valor de R$ 297,24. 2. O contribuinte apresentou impugnação em que alega o direito à dedução de despesas com dependentes. 3. Em 30/09/2008 a DRJ/SP2 retomou o processo à DRF/Santos para que intimasse o contribuinte a apresentar os documentos comprobatórios da dependência. 4. Em 23/10/2008 o contribuinte foi intimado nos termos da solicitação acima. 5. Em 26/02/2009 o processo retomou a esta DRJ para julgamento, sem constar dos autos quaisquer documentos comprobatórios. A 3ª Turma da DRJ/SPOII, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento, em decisão consubstanciada no Acórdão n° 1730.880, 1º de abril de 2009 (fls. 17 e seguintes), porque o contribuinte não comprovou a relação de dependência com as pessoas declaradas a tal título na declaração de ajuste anual. O contribuinte foi intimado da decisão a quo em 19/05/2009 (fl. 21). Irresignado, interpôs recurso voluntário em 26/05/2009 (fl. 22). No voluntário, o recorrente pede o restabelecimento dos dependentes glosados (1 Código 11 Tania Helena do Nascimento Pereira 04/07/1961; 2 Código 21 Augusto Luis do Nascimento Pereira 18/01/1985 na época com 17 anos; e 3 Código 21 Rodrigo do Nascimento Pereira 19/07/1989 na época com 13 anos), agora juntando cópia da certidão de casamento e de nascimento de seus filhos. É o relatório. Voto Conselheiro Giovanni Christian Nunes Campos, Relator Declarase a tempestividade do apelo, já que o contribuinte foi intimado da decisão recorrida em 19/05/2009 (fl. 21), terçafeira, e interpôs o recurso voluntário em 26/05/2009 (fl. 22), dentro do trintídio legal, este que teve seu termo final em 18/06/2009, quintafeira. Dessa forma, atendidos os demais requisitos legais, passase a apreciar o apelo, como discriminado no relatório. Fl. 41DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS Processo nº 10845.000401/200413 Acórdão n.º 2102002.253 S2C1T2 Fl. 2 3 Como se vê na declaração de ajuste anual auditada (fl. 9), o recorrente informou como dependentes Tânia Helena do Nascimento Pereira, Augusto Luis do Nascimento Pereira, Rodrigo do Nascimento Pereira, a primeira esposa (certidão de casamento à fl. 28) e os segundos filhos (certidões de nascimentos às fls. 29 e 30), sendo estes últimos menores de 21 anos no anocalendário da autuação (AC 2002), implicando que os três podem ser dependentes à luz da legislação do imposto de renda (art. 35, I e III, da Lei nº 9.250/95). Ante o exposto, voto no sentido de DAR provimento a recurso para restabelecer os dependentes Tânia Helena do Nascimento Pereira, Augusto Luis do Nascimento Pereira, Rodrigo do Nascimento Pereira. Assinado digitalmente Giovanni Christian Nunes Campos Fl. 42DF CARF MF Impresso em 13/11/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS, Assinado digitalmente em 28/08/2012 por GIOVANNI CHRISTIAN NUNES CAMPOS
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Numero do processo: 13770.000687/2002-84
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Nov 08 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Tue Mar 26 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL
Ano-calendário: 1997
AUDITORIA INTERNA. DCTF.
Não comprovada a ocorrência da infração imputada ao contribuinte, deve-se cancelar o lançamento.
LANÇAMENTO - ESTIMATIVAS NÃO PAGAS.
A falta de recolhimento das estimativas impõe a aplicação da intitulada "multa isolada" e não a constituição do crédito relativo ao imposto acrescido de multa proporcional
Numero da decisão: 1401-000.896
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos,
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM NEGAR provimento ao recurso ofício. Declarou-se impedido de votar o Conselheiro Maurício Pereira Faro.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva Presidente
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto,, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge Celso Freire da Silva. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira.
Nome do relator: ANTONIO BEZERRA NETO
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DCTF. Não comprovada a ocorrência da infração imputada ao contribuinte, devese cancelar o lançamento. LANÇAMENTO ESTIMATIVAS NÃO PAGAS. A falta de recolhimento das estimativas impõe a aplicação da intitulada "multa isolada" e não a constituição do crédito relativo ao imposto acrescido de multa proporcional Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, EM NEGAR provimento ao recurso ofício. Declarouse impedido de votar o Conselheiro Maurício Pereira Faro. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva – Presidente (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Antonio Bezerra Neto,, Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Karem Jureidini Dias e Jorge AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 77 0. 00 06 87 /2 00 2- 84 Fl. 605DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 13770.000687/200284 Acórdão n.º 1401000.896 S1C4T1 Fl. 68 2 Celso Freire da Silva. Ausente, justificadamente, o Conselheiro Alexandre Antonio Alkmim Teixeira. Relatório Tratase de recurso de ofício em face do Acórdão da 8ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Rio de Janeiro IRJ.. Adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância, compondo em parte este relatório: Versa este processo sobre o Auto de Infração de fls. 1/10, lavrado pela DRF/Vitória ES, para a exigência de crédito tributário de CSLL, no valor de R$8.610.283,05, com multa de 75% e juros de mora. O crédito tributário total lançado monta a R$22.851.749,91. O lançamento foi efetuado em virtude de, em procedimento de auditoria interna na DCTF, ter sido constatada a seguinte irregularidade: falta de recolhimento ou pagamento do principal, declaração inexata, conforme Anexo III. O enquadramento legal foi citado à fl. 4. O interessado (cientificado em 18/06/2002 fls. 128 e 467) apresentou, em 15/07/2002, a impugnação de fls. 12/19. Em sua defesa, alega, em síntese, que: as DCTF informaram os valores devidos de CSLL, "mas informaram também a existência de condição suspensiva da exigibilidade do crédito tributário, a saber, depósitos à disposição da Justiça Federal vinculados à Ação Cautelar n° 94.156944"; como o processo judicial constou como não comprovado, houve a lavratura do auto de infração; uma vez que, na impugnação, demonstra a existência da ação (94.156944 ou 94.00.156944), o auto de infração é de ser julgado improcedente. A fl. 103/104, o interessado solicita ajuntada de certidões referentes à ação judicial. A fl. 129, a DRF/Vitória juntou Solicitação de Documentos. O interessado apresentou a resposta de fls. 131/134, com documentos anexos. A fl. 129, a DRF/Vitória registra que a impugnação não contempla alegações de erro de fato e aponta ter havido "interpretação personalíssima" pelo interessado ao provimento obtido em juízo (fls. 43 e 66). É o relatório A DRJ CANCELOU o lançamento, nos termos da ementa abaixo e RECORREU de OFÍCIO: Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Anocalendário: 1997 AUDITORIA INTERNA. DCTF. Não comprovada a ocorrência da infração imputada ao contribuinte, devese cancelar o lançamento. Fl. 606DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 13770.000687/200284 Acórdão n.º 1401000.896 S1C4T1 Fl. 69 3 É o relatório. Fl. 607DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 13770.000687/200284 Acórdão n.º 1401000.896 S1C4T1 Fl. 70 4 Voto Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator Os recurso de ofício preenche os requisitos de admissibilidade, dele tomo conhecimento. RECURSO DE OFÍCIO O lançamento foi efetuado em virtude de, em procedimento de auditoria interna na DCTF, ter sido constatada “falta de recolhimento ou pagamento do principal”, declaração inexata, em face da não comprovação de ação judicial que suspendia da exigibilidade dos débitos declarados. A esse respeito a DRJ cancelou o lançamento das estimativas não pagas por dois fundamentos: comprovação da existência do processo judicial tido como inexistente, bem assim devido a impossibilidade de lançar estimativas não pagas da CSLL depois de encerrado o exercício. Eis os termos do cancelamento: [...] Conforme se verifica no Anexo I do Auto de Infração (fls. 5/6), o interessado informou na DCTF débitos que teriam a exigibilidade suspensa em virtude de ação judicial e indicou o processo correspondente n° 94156944. A Fiscalização procedeu ao lançamento apontando inconsistência na informação, na seguinte forma: Ocorrência – Proc jud não comprovad. Ocorre que, por meio dos documentos apresentados na impugnação e dos demais juntados posteriormente aos Autos, o interessado comprovou a existência do processo indicado na DCTF e de depósitos judiciais. A não localização do processo judicial pelo sistema (que, como apontado pelo interessado, pode decorrer do número de dígitos utilizado na consulta: 94.156944 ou 94.00.156944) não pode levar à prematura constituição do crédito tributário. A questão deveria, antes, ser analisada por um auditor, a fim de aprofundar investigação para verificar se há ocorrência de infração (além de comprovar a existência de processo judicial, caberia à DRF o exame do objeto e da suspensão da exigibilidade). Mas, pelo que consta dos Autos, não houve essa averiguação antes da lavratura do Auto de Infração. A "auditoria" eletrônica, no presente caso, deve ser encarada como mero papel de trabalho de início de fiscalização, não podendo servir de base para lançamento, por estar impregnada de incertezas, o que não se harmoniza com o artigo 142 do CTN. Aliás, as Instruções Normativas (IN) SRF n° 45/1998 e 77/1998, que embasaram o Auto de Infração, determinam que as auditorias internas de DCTF devem ser efetuadas com observância do disposto na IN SRF n° 94/1997. Esse último Ato estabelece, no artigo 3o, que o auditor responsável pela revisão da declaração deverá intimar o contribuinte a prestar esclarecimentos sobre qualquer falha nela detectada, exceto "se a infração estiver claramente demonstrada e apurada". Fl. 608DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 13770.000687/200284 Acórdão n.º 1401000.896 S1C4T1 Fl. 71 5 No caso aqui discutido, a infração decorrente da não localização do processo indicado na DCTF era duvidosa, como visto. Portanto, o auditor, antes de lavrar o Auto de Infração, deveria ter intimado o interessado a prestar esclarecimentos, o que só foi feito após o lançamento (Solicitação de Documentos de fl. 129). Assim, se a causa da lavratura do Auto de Infração foi tãosomente a não comprovação do processo judicial indicado na DCTF (registrase que a DRJ não pode inovar o lançamento) e restou comprovada a sua existência, deve ser cancelado o Auto de Infração. Ressaltase que o fundamento do presente lançamento, conforme descrito no Auto de Infração, não se confunde com a hipótese prevista no art. 63 da Lei n° 9.430/1996, de constituição do crédito tributário para prevenir a decadência. No presente caso, tal lançamento seria, também, improcedente. Senão vejamos. O crédito tributário exigido nestes Autos, em 2002, é referente a estimativas do ano calendário de 1997. O regime de estimativa constitui mera antecipação de tributo eventualmente devido quando da apuração de sua efetiva base imponível, sob o lucro real. Com a edição de Lei 9.430/1996 (art. 44), para fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/1997, passou a ser aplicada a multa isolada no caso de procedimento de ofício que constata a falta ou insuficiência de pagamento do imposto ou contribuição apurado com base na estimativa mensal. O legislador, verificando a existência de lacuna, veio a suprila, permitindo penalizar o contribuinte que deixe de recolher as estimativas conforme determina a legislação, sem, no entanto, desconhecer a real base de cálculo. Após o encerramento do exercício, diante de falta de recolhimento mensal por estimativa, só cabe lançamento de multa isolada não se pode efetuar lançamento de ofício para a exigência do tributo não recolhido. Nada a reparar na decisão de piso. Em primeiro lugar, porque ficou provado nos autos que o motivo original do lançamento não existiu, ou seja, a ação judicial em questão se mostrou existente. Somente esse aspecto já seria suficiente para sustentar o cancelamento do auto de infração. Entretanto, outro motivo também veio à tona. É indevido o lançamento de estimativa de CSLL após a apuração definitiva do tributo. As diferenças não pagas ou constituídas de IRPJ/CSLL só são passíveis de lançamento no curso do anocalendário. Ultrapassado esse momento, cabe à autoridade administrativa fiscal apenas constituir o crédito tributário relativo ao 1RPJ/CSLL anual definitivo, ou proceder ao lançamento da multa isolada sobre as estimativas não pagas. Essa é a jurisprudência pacífica deste Colegiada: Ementa: IRPJ — MULTA DE LANÇAMENTO DE OFICIO ISOLADAMENTE EXIGIDA. — FALTA DE PAGAMENTO POR ESTIMATIVA Encerrado o período de apuração do tributo, a exigência de recolhimentos por estimativa deixa de ter'sua eficácia, passando a prevalecer a exigência do tributo efetivamente devido, apurado em ação fiscal que tenha por base no lucro real. Não implica cobrança da multa isolada exigida através de lançamento de oficio, por falta Fl. 609DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO Processo nº 13770.000687/200284 Acórdão n.º 1401000.896 S1C4T1 Fl. 72 6 de recolhimento de tributo por estimativa, sob pena de dupla incidência de multa de oficio. Recurso conhecido e provido (Recurso: 145974, sessão 07 de dezembro de 2006). Portanto, revisados os autos, constato a correção do Acórdão recorrido, adotando as mesmas razões de decidir do voto condutor. Por todo o exposto, NEGO provimento ao RECURSO DE OFÍCIO . (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 610DF CARF MF Impresso em 26/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 20/03/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA, Assinado digitalmente em 12/12/2012 por ANTONIO BEZERRA NETO
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Numero do processo: 11516.000806/2009-51
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 31 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Mar 13 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3801-000.432
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator.
(assinado digitalmente)
Flávio de Castro Pontes Presidente e Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira.
Nome do relator: FLAVIO DE CASTRO PONTES
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Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto do Relator. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes – Presidente e Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Flávio de Castro Pontes, Sidney Eduardo Stahl, José Luiz Bordignon, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Marcos Antônio Borges e Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 15 16 .0 00 80 6/ 20 09 -5 1 Fl. 373DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11516.000806/200951 Resolução nº 3801000.432 S3TE01 Fl. 3 2 Relatório Adoto o relatório da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, que narra bem os fatos, em razão do princípio da economia processual: Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento – PER de créditos da Cofins de incidência nãocumulativa apurados no mercado interno no qarto trimestre do anocalendário 2006. A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Florianópolis – DRF/FNS proferiu Despacho Decisório no qual indeferiu o Pedido de Ressarcimento, em vista de que, apesar de reiteradamente intimada, a contribuinte não apresentou arquivos digitais representativos dos documentos fiscais, previstos na Instrução Normativa SRF nº 86/2011 e no Ato Declaratório Executivo Cofis ADE n° 15/2001 passíveis de aproveitamento. Fundamenta a autoridade fiscal que as inconsistências nos arquivos digitais e nos arquivos do SINCO Notas Fiscais, principalmente em relação aos créditos e débitos relativos aos itens das notas fiscais, não permitiram a corroboração dos valores informados nos Demonstrativos de Apuração de Contribuições Sociais DACON, tornando qualquer verificação do crédito pleiteado igualmente inconsistente. Inconformada com o indeferimento do pedido, a contribuinte apresenta Manifestação de Inconformidade na qual alega que: conforme despacho decisório houve somente alguns arquivos digitais apresentados com supostas inconsistências; em atenção às diversas intimações, apresentou inúmeras vezes os arquivos digitais requisitados, elaborados de acordo com os parâmetros estipulados pelo ADE Cofins nº 15/2001 e seus anexos; os arquivos digitais apresentados foram devidamente validados mediante Sistema Validador e Autenticador de Arquivos Digitais – SVA, bem como passados pelo SINCO, não contendo nenhuma ressalva ou problema; os arquivos digitais abriram de forma integral e sem apresentar nenhuma falha ou inconsistência nos computadores da empresa, indicando alguma incompatibilidade com os equipamentos utilizados pelo agente fiscalizador; apresentou todas as informações requisitadas, estando os arquivos devidamente validados e respeitando os parâmetros do ADE nº 15/01, assim, caberia à autoridade fiscal procurar verificar se seus equipamentos se encontram atualizados e compatíveis, ou ainda, requisitar os arquivos digitais em outros formatos, ou mesmo a apresentação dos documentos físicos para verificação do crédito; Fl. 374DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11516.000806/200951 Resolução nº 3801000.432 S3TE01 Fl. 4 3 o ADE nº 15/01 e a Instrução Normativa nº 86/01 não informam qual a extensão do arquivo a ser apresentado ou mesmo a versão do programa; a falta de indicação da classificação das mercadorias em alguns arquivos digitais não poderia representar óbice ao reconhecimento dos créditos requeridos, uma vez que o direito de crédito está constitucional e legalmente assegurado, não podendo ser negado quando configuradas as hipóteses previstas na legislação e muito menos ser preterido em função de supostas inconsistências na visualização de arquivos digitais validamente apresentados; por força do princípio da verdade material, se os créditos existem, a autoridade fiscal não pode se furtar em reconhecêlos, uma vez que os documentos apresentados comprovam de forma cabal a existência dos créditos requeridos. E conclui: Lembrese: todas as informações necessárias para a verificação da existência dos créditos requeridos pela empresa estavam à disposição do agente fiscalizador. Problemas de compatibilidade entre alguns dos arquivos digitais apresentados pela empresa e os equipamentos da fiscalização não poderiam servir de óbice ao reconhecimento dos créditos requeridos, especialmente porque a cooperativa dispõe de todos os documentos físicos (livros devidamente escriturados, notas fiscais, entre outros) para a verificação dos créditos. A DRJ em Florianópolis (SC) julgou improcedente a manifestação de inconformidade, nos termos da ementa abaixo transcrita: PEDIDO DE RESSARCIMENTO. DOCUMENTOS. NÃO APRESENTAÇÃO. INDEFERIMENTO. O postulante de direito creditório deve apresentar todos os livros fiscais e contábeis, arquivos digitais e demais documentos ou esclarecimentos solicitados pelo Fisco, necessários à análise do direito creditório postulado, sob pena de indeferimento do pleito. PEDIDOS DE RESTITUIÇÃO, COMPENSAÇÃO OU RESSARCIMENTO. COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA A CARGO DO CONTRIBUINTE No âmbito específico dos pedidos de restituição, compensação ou ressarcimento, é ônus do contribuinte/pleiteante a comprovação minudente da existência do direito creditório. Discordando da decisão de primeira instância, a recorrente interpôs recurso voluntário com as seguintes alegações: a decisão de primeira instância possui grave contradição em suas próprias conclusões; a recorrente apresentou vários arquivos magnéticos em resposta às intimações efetuadas; Fl. 375DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11516.000806/200951 Resolução nº 3801000.432 S3TE01 Fl. 5 4 apenas alguns desses arquivos apresentaram pequenas inconsistências, em grande parte geradas por conflito entre os formatos dos arquivos; se apenas parte dos arquivos não pode ser verificada por apresentar inconsistências (geradas apenas por erros de leitura dos arquivos), seria indispensável a realização de diligência para verificar tais informações; somente em questões pontuais a fiscalização ficou em dúvida; é desproporcional e desarrazoado indeferir a totalidade do crédito quando apenas uma pequena parte suscitou dúvidas à fiscalização; a escrita fiscal da recorrente está e sempre esteve inteiramente à disposição da fiscalização, e possui todas as informações necessárias a comprovação do crédito requerido; quanto à suposta impossibilidade de análise dos arquivos magnéticos, por estes estarem supostamente em desacordo com a legislação, a decisão de primeira instância deixou de levar em consideração os ditames do próprio art. 65 da IN SRF 900/08; cumpriu rigorosamente o requisito formal estabelecido no art. 65 da IN SRF 900/08, uma vez que todos os arquivos digitais apresentados forma validados através do SVA, e demonstram de forma clara e precisa a origem do crédito requerido; o direito a crédito dos contribuintes, especificamente no caso dos tributos nãocumulativos, é garantido constitucionalmente e legalmente; junta ao presente recurso dois DVDS que contém todas as informações necessárias para a verificação do crédito, nas extensões específicas requeridas pela fiscalização; o indeferimento do Pedido de Restituição não é cabível quando o motivo é a não apresentação de documentos requeridos, ensejando apenas o arquivamento do pedido nos termos do art. 40 da Lei 9.784/99 e no art. 103 do Decreto 7.574/11; o arquivamento do Pedido de Ressarcimento até o cumprimento das exigências fiscais é medida que se impõe a Administração, por força de Lei. Colaciona jurisprudência administrativa. Por fim, requereu que o recurso fosse conhecido e provido para: a) reconhecer o crédito pleiteado no presente pedido de ressarcimento; b) seja determinada a realização de diligência para verificar a existência do crédito. Em complemento as razões do recurso voluntário, a recorrente apresentou petição com os seguintes argumentos: Fl. 376DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11516.000806/200951 Resolução nº 3801000.432 S3TE01 Fl. 6 5 os prazos constantes das intimações fiscais para a apresentação dos documentos não permitiram à empresa a conversão de todos os arquivos digitais que comprovam os créditos para o formato exigido pelo agente fiscalizador; a COREC determinou que o prazo hábil para a apresentação dos arquivos magnéticos deve ser de 110 dias, nos termos do Ato Declaratório Executivo nº 03/2012, publicado no DOU em 15/08/2012; sendo norma procedimental que beneficia a empresa, deve ser aplicada retroativamente em respeito ao art. 106, II, “b” do CTN; consequentemente, os documentos magnéticos para a comprovação dos créditos poderiam ser apresentados em até 110 dias. Por último, requereu que fosse aplicado o ADE 3/2012 ao presente processo. É o relatório. Fl. 377DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11516.000806/200951 Resolução nº 3801000.432 S3TE01 Fl. 7 6 Voto O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomase conhecimento. Tenhase presente que após a Emenda Constitucional 42/2003 a não cumulatividade das contribuições PIS e Cofins foi assegurada constitucionalmente. As Leis nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, com as alterações posteriores, disciplinam o regime da nãocumulatividade das contribuições PIS e Cofins, respectivamente. Para o exercício da nãocumulatividade das contribuições essas leis asseguram ao sujeito passivo o direito de descontar créditos sobre custos e despesas enumerados nos respectivos atos legais citados. A Instrução Normativa RFB nº 900, de30 de dezembro de 2008, estabelecia: Art. 27. Os créditos da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins apurados na forma do art. 3º da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e do art. 3º da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, que não puderem ser utilizados no desconto de débitos das respectivas contribuições, poderão ser objeto de ressarcimento, somente após o encerramento do trimestrecalendário, se decorrentes de custos, despesas e encargos vinculados: I às receitas resultantes das operações de exportação de mercadorias para o exterior, prestação de serviços a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, cujo pagamento represente ingresso de divisas, e vendas a empresa comercial exportadora, com o fim específico de exportação; ou II às vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou nãoincidência. (...) Art. 65. A autoridade da RFB competente para decidir sobre a restituição, o ressarcimento, o reembolso e a compensação poderá condicionar o reconhecimento do direito creditório à apresentação de documentos comprobatórios do referido direito, inclusive arquivos magnéticos, bem como determinar a realização de diligência fiscal nos estabelecimentos do sujeito passivo a fim de que seja verificada, mediante exame de sua escrituração contábil e fiscal, a exatidão das informações prestadas. (...) (grifouse) Posto, em tese, o direito do contribuinte, passase ao exame da situação fática probatória. Do exame dos autos administrativos, constatase que por diversas vezes a recorrente foi intimada a comprovar o seu direito creditório. Em atendimento às diversas Fl. 378DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11516.000806/200951 Resolução nº 3801000.432 S3TE01 Fl. 8 7 intimações apresentou uma série de arquivos magnéticos, conforme recibo de entrega de arquivos digitais. Por seu turno, a autoridade fiscal ao examinar os arquivos digitais identificou uma série de inconsistência e/ou formato incompatíveis com o ADE COFIS 15/2001. É fato que a recorrente sempre atendeu as intimações da autoridade fiscal, ainda que de forma deficiente, situação admitida em seu recurso voluntário. O indeferimento do pedido de ressarcimento com a justificativa de inconsistências nos arquivos digitais apresenta se desproporcional ao direito da contribuinte. Convém ressaltar que eventuais erros na apresentação dos arquivos digitais não são elementos suficientes para afastar o direito de ressarcimento/compensação previsto na lei de regência, pois o Estado não deve se enriquecer ilicitamente. A questão relevante é que a recorrente de forma sistemática procurou comprovar o seu direito creditório, inclusive a fiscalização admitiu que parte dos arquivos digitais estavam corretos. Por pertinente, transcrevese o seguinte excerto da informação fiscal: “Na ocasião foi lavrado o Termo de Diligência Fiscal, Solicitação de Documentos (fls. 305/306), tendo o interessado disponibilizado a maior parte dos documentos solicitados. (grifouse) Além do mais, apresentou novos arquivos digitais supostamente sem inconsistências, conforme consta em seu recurso voluntário. De sorte que não se compartilha com a tese de indeferimento do ressarcimento por eventuais inconsistências nos arquivos magnéticos, mormente quando ficou comprovado que a recorrente reiteradamente procurou solucionálas. Quanto ao argumento de que o prazo hábil para a apresentação dos arquivos magnéticos deve ser de 110 dias, nos termos do Ato Declaratório Executivo nº 03/2012, publicado no DOU em 15/08/2012, não assiste razão à recorrente. Este ato Declaratório foi emitido para o atendimento de uma situação específica, qual seja, o atendimento de intimações eletrônicas. Assim, este dispositivo legal não produz quaisquer efeitos em relação às intimações das autoridades fiscais, não eletrônicas. Ademais, não se trata de norma procedimental, pois alcança um universo específico de contribuintes, logo não se aplica o princípio da retroatividade benigna disposto no art. 106, inciso II, alínea “b”, do Código Tributário Nacional. Destarte, na solução deste litígio adotase como prazo para a apresentação dos arquivos digitais e sistemas utilizados por parte da recorrente o disposto no art. 2º da Instrução Normativa SRF nº 86, de 22 de outubro de 2001 (DOU de 23/10/2001, pág. 18), in verbis: Art. 2o As pessoas jurídicas especificadas no art. 1o, quando intimadas pelos AuditoresFiscais da Receita Federal, apresentarão, no prazo de vinte dias, os arquivos digitais e sistemas contendo informações relativas aos seus negócios e atividades econômicas ou financeiras.(grifouse) Fl. 379DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 11516.000806/200951 Resolução nº 3801000.432 S3TE01 Fl. 9 8 Com efeito, é incontroverso o bom direito da recorrente, visto que esse litígio administrativo tem como objeto principal o ressarcimento de créditos da Contribuição para o PIS/Pasep ou da Cofins apurados na forma do art. 3º da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e do art. 3º da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003 Em que pese o direito da interessada, do exame dos elementos comprobatórios, constatase que, no caso vertente, os documentos apresentados são insuficientes para se apurar os créditos da contribuição. Ante ao exposto, voto no sentido de converter o presente julgamento em diligência para que a Delegacia de origem: a) receba os arquivos apresentados no recurso voluntário, efetue sua autenticação e validação nos sistemas da RFB; b) caso constate inconsistências nos arquivos magnéticos, intime o contribuinte para no prazo de 20 (vinte) dias a solucionálas; c) a partir dos arquivos magnéticos e com base na escrituração fiscal e contábil, não havendo inconsistências impeditivas, apure eventual valor passível de ressarcimento com base na legislação de regência; d) cientifique a interessada quanto ao teor da diligência para, desejando, manifestarse no prazo de vinte dias. Após a conclusão da diligência, retornar o processo a este CARF para julgamento. (assinado digitalmente) Flávio de Castro Pontes Relator Fl. 380DF CARF MF Impresso em 13/03/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 13/03/2013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES, Assinado digitalmente em 13/03/2 013 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
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