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Numero do processo: 10120.721727/2012-63
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Segunda Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 16 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Nov 06 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 2202-000.555
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos RESOLVEM os Membros da 2ª. Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator.
Assinado digitalmente
Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente e Relator
Participaram da sessão: Pedro Paulo Pereira Barbosa (Presidente), Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior, Fabio Brum Goldschmidt e Márcio de Lacerda Martins (Suplente convocado).
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos RESOLVEM os Membros da 2ª. Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Assinado digitalmente Pedro Paulo Pereira Barbosa Presidente e Relator Participaram da sessão: Pedro Paulo Pereira Barbosa (Presidente), Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior, Fabio Brum Goldschmidt e Márcio de Lacerda Martins (Suplente convocado).
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1734; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C2T2 Fl. 2 1 1 S2C2T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.721727/201263 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2202000.555 – 2ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 16 de outubro de 2013 Assunto Diligência Recorrente JÁNIO RODRIGUES DE OLIVEIRA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos RESOLVEM os Membros da 2ª. Turma Ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção de Julgamento do CARF, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do relator. Assinado digitalmente Pedro Paulo Pereira Barbosa – Presidente e Relator Participaram da sessão: Pedro Paulo Pereira Barbosa (Presidente), Antonio Lopo Martinez, Rafael Pandolfo, Pedro Anan Junior, Fabio Brum Goldschmidt e Márcio de Lacerda Martins (Suplente convocado). Relatório JÂNIO RODRIGUES DE OLIVEIRA interpôs recurso voluntário em face de Acórdão da DRJBRASÍLIA/DF que julgou procedente lançamento formalizado por meio do Auto de Infração de fls. 180/197 e Termo de Verificação Fiscal de fls. 198/205 para formalização da exigência de Imposto sobre a Renda de Pessoa Física – IRPF, no valor de R$ 226.446,39, acrescido de multa de ofício (qualificada, de 150%), de multa isolada (50%) e de juros de mora, perfazendo um crédito tributário total lançado de R$ 730.205,83. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 01 20 .7 21 72 7/ 20 12 -6 3 Fl. 751DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 05/ 11/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 10120.721727/201263 Resolução nº 2202000.555 S2C2T2 Fl. 3 2 A infração que ensejou o lançamento foi a omissão de rendimentos do trabalho sem vínculo empregatício recebidos de pessoa física. Sobre a mesma base foi aplicada a multa isolada, no percentual de 50%. Segundo o relatório fiscal, tratase de diferença apurada de receitas escrituradas no livrocaixa, decorrentes da atividade “cartório”e declaradas na DIRPF e os valores informados pelo Tribunal de Justiça de Goiás sobre os quais incidiram os emolumentos recolhidos àquele Estado e apurados à razão de 10% dessas receitas. Concluiu, assim, a autoridade lançadora que o Contribuinte deliberadamente informou a menor os valores de suas receitas para fins de apuração da base de cálculo do Imposto de Renda. Entendeu a autoridade lançadora que a conduta do Contribuinte caracterizouse como a intenção deliberada de impedir ou retardar o conhecimento pelo Fisco da ocorrência do fato gerador, o que caracterizaria o evidente intuito de fraude a ensejar a qualificação da multa de ofício. Também foi lançada a multa isolada pela falta do recolhimento antecipado do imposto (carnêleão) com amparo no artigo 44 da Lei nº 9.430, de 1996 e alterações posteriores. O Contribuinte impugnou o lançamento e alegou, em síntese, que o lançamento não merece prosperar; que ao entregar os documentos à autoridade fiscalizadora deixou de apresentar o livrocaixa com os registros das despesas, o que faz agora, e que apresenta a relação dessas despesas e pede que as mesma sejam consideradas para a correta apuração do imposto devido; que não agiu com dolo ou fraude a justificar a qualificação da multa de ofício; que a exigência da multa no percentual de 150% cumulativamente com a multa isolada tem caráter confiscatório, repudiado pela Constituição. Por fim pede o benefício da retificação das declarações referentes aos períodos objeto do lançamento. A DRJBRASÍLIA/DF julgou procedente o lançamento com base nas considerações a seguir resumidas. Inicialmente, a DRJ observou que a arguição de inconstitucionalidades não é matéria a ser apreciada em instância administrativa, eis que os órgãos julgadores administrativos não são competentes para tanto. Sobre este ponto, referese à Súmula CARF nº 2, que transcreve. Quanto ao mérito, sobre a alegação da defesa que não foram consideradas as despesas do livrocaixa, a DRJ observa que todas as receitas e despesas escrituradas no livro caixa foram consideradas pela fiscalização como comprovadas, sem glosas, portanto, de modo que foram acatadas todas as despesas declaradas; que com a impugnação foi apresentado um novo livrocaixa, onde são indicadas novas despesas. Sobre este ponto, observa a DRJ que o novo livrocaixa foi produzido após a autuação e, portanto, não se cogita de erro material; que o livrocaixa válido é aquele que serviu de base para a autuação e conclui pela inidoneidade dos novos elementos apresentados para comprovar as despesas passíveis de dedução. Observa também a DRJ que, ao apresentar com a impugnação novo demonstrativo da apuração do imposto, o Contribuinte relaciona valores de receita idênticos ao apurado pela Fiscalização, o que significa concordância expressa com os valores das receitas apurados na autuação. Fl. 752DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 05/ 11/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 10120.721727/201263 Resolução nº 2202000.555 S2C2T2 Fl. 4 3 Quanto à multa de ofício, a DRJ rechaça a alegação de confisco, ressaltando que se trata de matéria constitucional, cuja apreciação, como referido antes, escapa à competência dos julgadores administrativos. E quanto à qualificação da penalidade, entendeu a autoridade julgadora de primeira instância que restou configurado no caso o evidente intuito de fraude a justificar a medida. Sobre a multa exigida isoladamente, a DRJ observou que a exigência tem previsão legal expressa no artigo 44, II da Lei nº 9.430, de 1996 e que não vislumbra nenhum vício na sua aplicação. O Contribuinte tomou ciência da decisão de primeira instância em 18/07/2012 (fls. 729) e, em 16/08/2012, interpôs o recurso voluntário de fls. 734/743, que ora se examina e no qual reitera as alegações quanto ao caráter confiscatório das multa de ofício e isolada e pede o afastamento dessas penalidades. Quanto à diferença de imposto apurada reitera o pedido para que sejam acatadas as novas despesas apresentadas. Rebate o fundamento da decisão de primeira instância que considerou como confissão o reconhecimento da receita apurada pela Fiscalização, mas desconsiderou as despesas apresentadas na mesma impugnação. Reapresenta os mesmos demonstrativos de despesas e pede que as mesmas sejam acatadas, reduzindo a base de cálculo do imposto. É o relatório. Voto Conselheiro Pedro Paulo Pereira Barbosa Como se colhe do relatório, cuidase de lançamento pelo qual se apurou omissão de rendimentos do trabalho sem vínculo empregatício. O lançamento limitouse a revisar os rendimentos declarados, sem questionamento quanto às despesas, acatadas que foram as despesas declaradas, inclusive com a apresentação do livrocaixa. Ocorre que, com a impugnação, o Contribuinte apresenta novo livrocaixa, com novos documentos, em que indica novas despesas, especialmente referentes a pagamentos de auxílioalimentação pragas a funcionários. Como a autoridade lançadora não teve a oportunidade de apreciar os tais elementos, julgo pertinente se devolver o processo para que a autoridade analise o novo livro caixa e os documentos que o instruem, podendo, inclusive, diligenciar junto aos supostos beneficiários dos pagamentos para confirmarem (ou não) a autenticidade dos recibos e a efetividade dos pagamentos e, sendo o caso, adotar as providências cabíveis.. Conclusão Fl. 753DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 05/ 11/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA Processo nº 10120.721727/201263 Resolução nº 2202000.555 S2C2T2 Fl. 5 4 Ante o exposto, encaminho meu voto no sentido de converter o julgamento em diligência, nos termos acima explicitados. Assinatura digital Pedro Paulo Pereira Barbosa Fl. 754DF CARF MF Impresso em 06/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/11/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA, Assinado digitalmente em 05/ 11/2013 por PEDRO PAULO PEREIRA BARBOSA
score : 1.0
Numero do processo: 13502.720338/2009-19
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jul 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Wed Oct 30 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3102-000.275
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Decidem os membros do Colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do Relatório e Voto que integram o presente julgado.
(assinatura digital)
Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente
(assinatura digital)
Ricardo Paulo Rosa Relator
EDITADO EM: 23/09/2013
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento e Andréa Medrado Darzé e Helder Massaaki Kanamaru.
Nome do relator: RICARDO PAULO ROSA
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Decidem os membros do Colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do Relatório e Voto que integram o presente julgado. (assinatura digital) Luis Marcelo Guerra de Castro Presidente (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator EDITADO EM: 23/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento e Andréa Medrado Darzé e Helder Massaaki Kanamaru.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Decidem os membros do Colegiado, por unanimidade, converter o julgamento em diligência, nos termos do Relatório e Voto que integram o presente julgado. (assinatura digital) Luis Marcelo Guerra de Castro – Presidente (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa – Relator EDITADO EM: 23/09/2013 Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Luis Marcelo Guerra de Castro, Ricardo Paulo Rosa, Álvaro Arthur Lopes de Almeida Filho, José Fernandes do Nascimento e Andréa Medrado Darzé e Helder Massaaki Kanamaru. Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o Relatório que embasou a decisão de primeira instância, que passo a transcrever. Tratase de Manifestação de Inconformidade da interessada contra o Despacho Decisório nº 0095/2009 da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Camaçari – DRF/CCI (fl. 133146). A interessada apresentou PER/DCOMP solicitando o ressarcimento de créditos oriundos do regime não cumulativo de apuração da Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) relativo ao 3º trimestre de 2007. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 35 02 .7 20 33 8/ 20 09 -1 9 Fl. 313DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13502.720338/200919 Resolução nº 3102000.275 S3C1T2 Fl. 3 2 Irresignada com a demora da Receita Federal em analisar seu PER/DCOMP, a interessada impetrou Mandado de Segurança objetivando provimento jurisdicional que determinasse um prazo de 30 dias para análise do seu pedido, obtendo a segurança nesse sentido. A autoridade fiscal, em atendimento ao mandado de segurança mencionado, procedeu à análise do PER/DCOMP e reconheceu parcialmente o direito creditório pleiteado pela interessada. Cientificada do despacho decisório, a interessada apresentou Manifestação de Inconformidade (fls. 157170), sendo esses os pontos de sua discordância, em síntese: Não merece prosperar o entendimento esposado pela DRF/CCI, haja vista que os insumos glosados fazem parte do processo produtivo da empresa. As leis referentes ao PIS e à Cofins nãocumulativos não conceituam “insumos”, e tampouco remetem à utilização subsidiária da legislação do IPI para busca do seu conceito. Todavia, a Receita Federal, ao interpretar e aplicar a legislação fiscal, disciplinou ilegalmente sobre “insumos” nas Instruções Normativas nº 247/02 e nº 404/04, porquanto extrapolou os limites de sua competência ao fixar uma interpretação restritiva a esse termo, o que as torna viciadas de ilegalidade. Assim, é certo que as contas de água, frete, material para manutenção e reparo e ferramentas devem ser considerados como insumos, vez que fazem parte dos custos de manutenção da estrutura da empresa, visando a produção e venda. Assim a Delegacia da Receita Federal de Julgamento sintetizou, na ementa correspondente, a decisão proferida. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/2007 a 30/09/2007 NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS SOBRE INSUMOS. O termo “insumo” não pode ser interpretado como todo e qualquer bem ou serviço que gera despesa necessária para a atividade da empresa, mas, sim, tão somente aqueles, adquiridos de pessoa jurídica, que efetivamente sejam aplicados ou consumidos na produção de bens destinados à venda ou na prestação do serviço da atividade. INSTRUÇÃO NORMATIVA. ILEGALIDADE. É inócuo suscitar na esfera administrativa alegação de ilegalidade de ato normativo editado pela Receita Federal. Insatisfeita com a decisão de primeira instância, a empresa apresenta Recurso Voluntário a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Informa tratarse de pessoa jurídica de direito privado, tendo por objeto social a fabricação de calçados, artefatos de couro, bolsas e componentes para calçados, que recolhe as Contribuições para o PIS/Pasep e Cofins pelo Sistema NãoCumulativo. Adentra à questão da definição da expressão insumos presente nas Leis 10.637/02 e 10.833/03. Argumenta, A expressão “insumo” consoante o insigne doutrinador Aliomar Baleeiro “é uma algaravia de origem espanhola, inexistente em português, empregada por alguns economistas para traduzir a expressão inglesa ‘input’, isto é, o conjunto dos fatores Fl. 314DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13502.720338/200919 Resolução nº 3102000.275 S3C1T2 Fl. 4 3 produtivos, como matériasprimas, energia, trabalho, amortização do capital, etc., empregados pelo empresário para produzir o ‘output’ ou o produto final . (...)” [...]Considera ilegais as Instruções Normativas editadas pela Secretaria da Receita Federal, restringindo o conceito de insumo “em sentido estrito, amoldandose à forma prevista no Regulamento do IPI [...]”. Segundo entende, “importante referência de quais são os custos e despesas inerentes à obtenção de receitas pode ser encontrada nos artigos 290 e 299 do Regulamento do Imposto de Renda [...]”. Destaca que a própria legislação das Contribuições utiliza em certos momentos a terminologia insumos e, em outros, matériaprima, material de embalagem e produtos intermediários, do que decorre que não podem ser interpretados como conceitos idênticos. Cita e transcreve jurisprudência deste Conselho e da Justiça. Ao final, descreve, Ferramentas perecíveis, brocas, parafusos, tomada, frete, navalha, lâmpada, óleo, lubrificante, correia, material elétrico, bucha, soldador, durepox, são necessários para a consecução do produto final, qual seja o calçado, e, devem ser considerados insumos mesmo que não necessariamente sejam consumidos ou se desgastados direta ou indiretamente no processo produtivo de determinada mercadoria. É o relatório. Relatório Conselheiro Ricardo Paulo Rosa. Preenchidos os requisitos de admissibilidade, tomo conhecimento do Recurso. A questão não é nova, referese ao entendimento do que deve ser classificado como insumo, na acepção da palavra empregada pelo legislador na regulamentação do sistema de apuração não cumulativo das Contribuições. A Secretaria da Receita Federal, com ninguém desconhece, baixou Atos Normativos interpretando de forma notadamente restritiva o termo encontrado nas Leis que especificam os critérios de apuração das Contribuições. As Instruções Normativas n.º 247/02, com alteração introduzida pela IN 358/03, e 404/04, definem que, em se tratando de empresas dedicadas à fabricação de bens para venda, como é o caso, o conceito de insumo restringese à a matériaprima, o produto intermediário, o material de embalagem e quaisquer outros bens que sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, desde que não estejam incluídas no ativo imobilizado; e aos serviços prestados por pessoa jurídica domiciliada no País, aplicados ou consumidos na produção ou fabricação do produto. De seu turno, a Recorrente defende critério fundamentado em pressupostos situados em posição diametralmente oposta à escolhida pelo Fisco, segundo o qual todas as despesas necessárias à consecução do objeto social da empresa enquadramse no conceito. É entendimento majoritário na jurisprudência que vem se formando em segunda instância administrativa de julgamento, que o conceito de insumo, no sistema de apuração não cumulativo das Contribuições, situase em posição intermediária, nem tão restrito quanto a determinada pelo Fisco, nem tão amplo quanto defendem os contribuintes. Tem sido admitido Fl. 315DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13502.720338/200919 Resolução nº 3102000.275 S3C1T2 Fl. 5 4 o lançamento credor calculado com base nos gastos incorridos pela empresa, sob a condição de que tratemse de bens ou serviços aplicados na produção ou a ela diretamente vinculados, mesmo que, ao contrario de como pretendem limitar os Atos Normativos supra citados, não sofram alterações em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Noutro vértice, não têm sido aceitas as despesas associadas à manutenção da atividade empresarial como um todo, sem qualquer vínculo especial com o processo produtivo propriamente dito. De fato, salvo melhor juízo, não vejo razão para que conceito de insumo seja determinado pelos mesmos critérios utilizados na apuração do Imposto sobre Produtos Industrializados, premissa por detrás das normas editadas pela Receita Federal do Brasil na restrição de seu alcance, tanto quanto não vejo respaldo legal para inclusão de tudo o quanto admite o sistema de apuração do Imposto de Renda, como frequentemente defendem os contribuintes. Essa conclusão decorre, a um tempo, da leitura que se faz das disposições legais que autorizam a apropriação do crédito e, a outro, das particularidades do método de apuração das Contribuições para o PIS/PASEP e COFINS. Como é de sabença, a legislação que introduziu a cobrança não cumulativa das Contribuições define sua base de cálculo como sendo o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil, compreendendo a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. Feitas as exclusões expressamente relacionadas nas Leis, tudo o mais deve ser incluído na base imponível. Levandose em conta que o sistema de não cumulatividade tributária traz em si a ideia inescapável de que a incidência não ocorra ao longo das diversas etapas de um determinado processo sem que o contribuinte possa reduzir de seu encargo aquilo do que foi onerado no momento anterior, ainda que considerássemos todas as particularidades e atipicidades do Sistema de cobrança das Contribuições, terminaríamos por concluir que, a um débito tributário calculado sobre o total das receitas haveria de fazer frente um crédito calculado sobre o total das despesas. Particularmente, entendo que resulta daí a impertinência do critério proposto pela Fisco, restringindo excessivamente o direito ao crédito. Disso sobrevém nova questão. Se a melhor compreensão do sistema claramente ampara e remete às definições sugeridas pela Recorrente e, de maneira geral, pelos contribuintes, qual a razão para rejeitála? A resposta é simples: porque a mecânica de apuração das Contribuições não está assim definida em Lei. Tal como consta do texto legal, o direito de crédito, em definição genérica, admite apenas que se considerem as despesas com bens e serviços, utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda, nunca a integralidade dos gastos da pessoa jurídica. Prova disso é que os gastos que não se incluem nesse conceito e dão direito ao crédito são listados um a um nos itens seguintes, de forma exaustiva. Fl. 316DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA Processo nº 13502.720338/200919 Resolução nº 3102000.275 S3C1T2 Fl. 6 5 E não é só. O fato é que não haveria mesmo como admitir outra interpretação. Se encampássemos a tese de que insumo, terminologia derivada da expressão input, denota tudo o que é introduzido no processo com vistas a obtenção do resultado, no caso a venda da produção, restaria evidente uma inconcebível distorção promovida pelo legislador ordinário no amplo reconhecimento ao direito de crédito para o setor industrial e na prestação de serviços, ao mesmo tempo em que, ao definilo para o comércio, restringiu o direito aos gastos com bens adquiridos para revenda. É claro que essa interpretação não pode prevalecer. Insumo, tal como definido e para os fins a que se propõe o inciso II do artigo 3º, são apenas as mercadorias, bens e serviços que, assim como no caso das empresas comerciais, estejam diretamente vinculados à operação na qual se realiza o negócio da empresa. No comércio, sendo o negócio a venda dos bens no mesmo estado em que foram comprados, o direito ao crédito restringese ao gasto na aquisição para revenda. Na indústria e no serviço, uma vez que a transformação é intrínseca à atividade, o conceito abrange tudo aquilo que é diretamente empregado na produção ou na consecução do produto/serviço vendido, de tal sorte que os créditos na indústria e na prestação de serviços observe o mesmo nível de restrição determinado para o crédito admitido no comércio. Estabelecidas as premissas que devem ser observadas, vêse que, no caso concreto, tendo por base outros preceitos, a Fiscalização Federal glosou despesas com ferramentas perecíveis, brocas, parafusos, tomada, frete, navalha, lâmpada, óleo, lubrificante, correia, material elétrico, bucha, soldador, durepox, água etc. Embora a defesa pudesse ser de plano rejeitada em sua integralidade, por conta da impossibilidade de reconhecimento dos princípios defendidos pela parte, o fato é que o Recurso adentra a questão específica do uso das mercadorias glosadas, pedindo que sejam “considerados insumos mesmo que não necessariamente sejam consumidos ou se desgastados direta ou indiretamente no processo produtivo de determinada mercadoria”, o que não está em desacordo com o que até aqui se definiu como fundamento da decisão que deve ser tomada. Nestas condições, não vejo outra alternativa, se não a CONVERSÃO do julgamento em diligência, para que o contribuinte seja intimado a apresentar provas da efetiva aplicação dos insumos glosados pela Fiscalização diretamente no processo produtivo da empresa, ainda que não se enquadrem no conceito de matériaprima, produto intermediário, ou material de embalagem e/ou sofram alterações, tais como o desgaste, o dano ou a perda de propriedades físicas ou químicas, em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação. Sala de Sessões, 25 de julho de 2013. (assinatura digital) Ricardo Paulo Rosa Relator Fl. 317DF CARF MF Impresso em 30/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA, Assinado digitalmente em 29/10/2013 p or LUIS MARCELO GUERRA DE CASTRO, Assinado digitalmente em 25/09/2013 por RICARDO PAULO ROSA
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Numero do processo: 13971.906443/2009-17
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu May 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Data do fato gerador: 31/01/2005
COMPENSAÇÃO. RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO.
Caracterizado o recolhimento a maior de PIS é cabível o reconhecimento do direito creditório. A apresentação da DCTF retificadora somente após a ciência do Despacho Decisório que não homologou a compensação requerida, não é suficiente, por si só, para descaracterizar o direito creditório.
Recurso Voluntário Provido
Direito Creditório Reconhecido
Numero da decisão: 3301-001.874
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
Rodrigo da Costa Pôssas - Presidente.
(assinado digitalmente)
Andrada Márcio Canuto Natal - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez Lopes, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Bernardo Motta Moreira e Andrada Márcio Canuto Natal.
Nome do relator: ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL
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RECONHECIMENTO DO DIREITO CREDITÓRIO. CRÉDITO CERTO E LÍQUIDO. Caracterizado o recolhimento a maior de PIS é cabível o reconhecimento do direito creditório. A apresentação da DCTF retificadora somente após a ciência do Despacho Decisório que não homologou a compensação requerida, não é suficiente, por si só, para descaracterizar o direito creditório. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo da Costa Pôssas, Maria Teresa Martinez Lopes, José Adão Vitorino de Morais, Antônio Lisboa Cardoso, Bernardo Motta Moreira e Andrada Márcio Canuto Natal. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 1. 90 64 43 /2 00 9- 17 Fl. 60DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 29/ 07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13971.906443/200917 Acórdão n.º 3301001.874 S3C3T1 Fl. 61 2 Relatório Por economia processual transcrevo abaixo o relatório utilizado pela DRJ/FlorianópolisSC para o julgamento da manifestação de inconformidade. Trata o presente processo de Declaração de Compensação DCOMP, apresentada pela contribuinte acima qualificada. Em análise da compensação intentada, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Blumenau/SC decidiu não homologála (Despacho Decisório à folha 15) em razão de que o valor recolhido via DARF, indicado como fonte do crédito contra a Fazenda Nacional, já havia sido integralmente utilizado para o pagamento de débito da contribuinte, não restando crédito disponível para compensação dos valores informados no PER/DCOMP. Inconformada com a não homologação de sua compensação, interpôs a contribuinte manifestação de inconformidade, na qual alega que se equivocou ao preencher a DCTF, relativa ao primeiro semestre de 2005. Afirma que para corrigir o erro, apresentou DCTF retificadora em 01 de julho de 2009. Ao julgar a manifestação de inconformidade apresentada pelo contribuinte a DRJ/FlorianópolisSC, proferiu o seguinte Acórdão: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Anocalendário: 2005 COMPENSAÇÃO. INDÉBITO ASSOCIADO A ERRO EM VALOR DECLARADO EM DCTF. REQUISITO PARA HOMOLOGAÇÃO. Nos casos em que a existência do indébito incluído em declaração de compensação está associada à alegação de que o valor declarado em DCTF e recolhido é indevido, só se pode homologar tal compensação, independentemente de eventuais outras verificações, nos casos em que o contribuinte, previamente à apresentação da DCOMP, retifica regularmente a DCTF. Manifestação de Inconformidade Improcedente. Direito Creditório Não Reconhecido. Inconformado com esta decisão o contribuinte apresentou Recurso Voluntário, fls. 26/29. O contribuinte utiliza o referido recurso para demonstrar os créditos do PIS, objeto do presente processo, quanto créditos da Cofins e do PIS objetos de compensação em outros processos. Por esta razão nos ateremos a análise somente das questões relativas ao Fl. 61DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 29/ 07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13971.906443/200917 Acórdão n.º 3301001.874 S3C3T1 Fl. 62 3 PIS e, no processos adequados analisaremos os outros dados relativos a outras DCOMP. As razões recursais estão abaixo sintetizadas: Que no mês de janeiro/2005 obteve faturamento de R$ 32.697,17, onde deveria ter pago a título de PIS o valor de R$ 212,53, sendo que esta contribuição foi paga em duplicidade, por meio de dois DARF, um no valor de R$ 212,53 e outro no valor de R$ 194,28. Assim a empresa teria pago a maior ou indevidamente o valor de R$ 194,28 a título de PIS referente ao fato gerador de janeiro/2005. Assim, no PER/DCOMP nº 01952.31417.070305.1.3.049398, objeto do presente processo, utilizou o crédito de R$ 194,28 para compensar o débito de R$ 173,21 referente ao PIS da competência fevereiro/2005, sobrando ainda um saldo credor de R$ 22,78, já atualizado pela Selic, sendo este valor utilizado para compensar parte do saldo devedor do PIS relativo a março/2005 (objeto do PER/DCOMP nº 04721.66653.060405.1.3.048352, que será objeto de análise em outro processo). Informa, que quando soube do indeferimento de seu pedido de compensação, verificou que havia preenchido erroneamente as DCTF, sendo que no local dos débitos de PIS e Cofins foram informados os pagamentos em duplicidade e não somente o valor do débito. Assim procedeu à apresentação de uma nova DCTF retificadora, que foi apresentada juntamente com a manifestação de inconformidade que foi julgada improcedente pelo Acórdão da DRJ/FlorianópolisSC. Afirma que esta DCTF retificadora deveria ser acatada, pois existem mais duas declarações a serem analisadas, a DIPJ e o Dacon, que estavam preenchidas corretamente. Efetua a juntada de cópia das duas declarações citadas. Aborda sobre as informações constantes do site da Receita Federal a respeito das regras para a apresentação de DCTF retificadora, e também cita o art. 2º da IN SRF nº 598/2005, o qual dispõe sobre as regras para apresentação da PER/DCOMP. No contexto, solicita que a DCTF retificadora seja considerada, deferindo se assim o crédito solicitado com a homologação do PER/DCOMP. É o relatório. Fl. 62DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 29/ 07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13971.906443/200917 Acórdão n.º 3301001.874 S3C3T1 Fl. 63 4 Voto Conselheiro Andrada Márcio Canuto Natal O recurso é tempestivo e atende aos demais pressupostos recursais, portanto dele tomo conhecimento. O contribuinte em todas as suas manifestações no presente processo afirma que o seu faturamento no mês de janeiro/2005 foi de R$ 32.697,17 que resultaria em PIS devido no valor de R$ 212,53. Este dado nunca foi contestado nas instâncias administrativas. Compulsando os dados trazidos ao presente processo, constatase que a forma de apuração do lucro, para fins da incidência do IRPJ e da CSL, é a do Lucro Presumido, DIPJ – fl. 39, sistemática esta que obriga o contribuinte a apurar o PIS pelas regras da cumulatividade a teor do que dispõe o art. 8º, inc. II da Lei nº 10.637/2002. Conforme dispõe o art. 8º da Lei nº 9.715/98, aplicase a alíquota de 0,65% sobre a Receita Bruta para o cálculo do PIS devido. No Dacon, fl. 55 e 57, o contribuinte informa a sua receita da prestação de serviços referente ao primeiro trimestre de 2005, que por fim corresponde à base de cálculo da Cofins e do PIS, pois não foram registrados qualquer outro tipo de receita que poderia compor a base de cálculo das referidas contribuições. No Dacon a base de cálculo da Cofins e do PIS referente a janeiro/2005, corresponde ao valor de R$ 32.697,17 que com a aplicação da alíquota de 0,65%, geraria um valor devido do PIS de R$ 212,53. Na DIPJ, fl. 42, a receita bruta de prestação de serviços correspondente ao primeiro trimestre de 2005 é de R$ 91.490,07 que confere com os valores informados no Dacon para os meses de janeiro, fevereiro e março/2005, respectivamente R$ 32.697,17, R$ 26.647,66 e R$ 32.145,24, cuja soma resulta em R$ 91.490,07. Portanto os elementos trazidos ao processo demonstram que efetivamente o valor devido do PIS referente ao fato gerador de janeiro/2005 corresponde a R$ 212,53. Também está demonstrado que o contribuinte efetuou pagamento a maior no valor de R$ 194,28, conforme comprovam as cópias de dois DARF constantes da fl. 5. A DRJ/Florianópolis indeferiu a manifestação de inconformidade do contribuinte sob o argumento de que os valores pagos estavam declarados na DCTF e foram utilizados para quitação do débito confessado. Que só após a apresentação da DCTF retificadora é que a contribuinte passou a ter crédito contra a Fazenda confirmado na forma da lei. Portanto por ocasião da apresentação da DCOMP o contribuinte não perfazia as condições necessárias à sua homologação, ante a inexistência do crédito. Convém ressaltar que o direito à repetição de indébito está previsto no artigo 165 do Código Tributário Nacional – CTN, verbis Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja Fl. 63DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 29/ 07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS Processo nº 13971.906443/200917 Acórdão n.º 3301001.874 S3C3T1 Fl. 64 5 qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; (...) Vale ressaltar que o simples erro no preenchimento da DCTF não é elemento suficiente para afastar o direito à restituição de tributo pago a maior indevidamente, assim como não pode resultar em enriquecimento ilícito da Fazenda Nacional. Desta forma, o direito à repetição do indébito não está vinculado à apresentação ou não de DCTF retificadora. De sorte que não há óbice legal para a retificação da DCTF antes ou após a emissão do despacho decisório, sendo relevante a comprovação da liquidez e certeza do crédito pleiteado, como ocorreu nestes autos administrativos, nos termos do caput do art. 170 do CTN, abaixo transcrito. Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública.(grifos nossos) Alerto que caberá à unidade preparadora, no caso a DRF/Blumenau, efetuar todos os ajustes necessários, inclusive verificar se o crédito autorizado não está sendo utilizado indevidamente em outros PER/DCOMP. Desta forma dou provimento ao recurso voluntário no sentido de homologar as compensações efetuadas no limite do crédito pleiteado (atualizável pela taxa Selic) relativo ao pagamento indevido. (assinado digitalmente) Andrada Márcio Canuto Natal Relator Fl. 64DF CARF MF Impresso em 12/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 29/07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 29/ 07/2013 por ANDRADA MARCIO CANUTO NATAL, Assinado digitalmente em 13/08/2013 por RODRIGO DA COSTA PO SSAS
score : 1.0
Numero do processo: 10945.000856/2010-59
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Nov 08 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
Exercício: 2007
NULIDADE.
No caso de o enfrentamento das questões na peça de defesa denotar perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento e estando a decisão motivada de forma explícita, clara e congruente, não há que se falar em nulidade dos atos em litígio.
PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL.
A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais.
DEVER DE CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO LANÇAMENTO.
Cabe ao Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, na atribuição do exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil em caráter privativo, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.
SIMPLES. OMISSÃO DE RECEITA. SUPRIMENTO DE NUMERÁRIO.
O suprimento de caixa proveniente de empréstimo de pessoa ligada deve ser evidenciado por documentação que comprove o desembolso e a efetiva entrega do numerário coincidentes em datas e valores, bem como a existência de disponibilidade de recursos do mutuante para suportar a operação.
SIMPLES. OMISSÃO DE RECEITA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. ORIGEM NÃO COMPROVADA.
A pessoa jurídica optante pelo Simples fica sujeita à presunção legal de omissão de receita caracterizada pelos valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações.
JUROS DE MORA.
Tem cabimento a incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre débitos tributários não pagos nos prazos legais.
MULTA DE OFÍCIO PROPORCIONAL.
A multa de ofício proporcional é uma penalidade pecuniária aplicada em razão de inadimplemento de obrigações tributárias apuradas em lançamento direto com a comprovação da conduta culposa.
DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA.
Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa.
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
LANÇAMENTOS DECORRENTES.
Os lançamentos de PIS, de CSLL, de COFINS e de INSS sendo decorrentes das mesmas infrações tributárias, a relação de causalidade que os informa leva a que os resultados dos julgamentos destes feitos acompanhem aqueles que foram dados à exigência de IRPJ.
Numero da decisão: 1801-001.713
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Os Conselheiros Ana de Barros Fernandes e Marcos Vinícius Barros Ottoni acompanham pelas conclusões. A Conselheira Ana de Barros Fernandes apresentará Declaração de Voto.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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ementa_s : Assunto: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples Exercício: 2007 NULIDADE. No caso de o enfrentamento das questões na peça de defesa denotar perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento e estando a decisão motivada de forma explícita, clara e congruente, não há que se falar em nulidade dos atos em litígio. PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL. A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais. DEVER DE CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO LANÇAMENTO. Cabe ao Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, na atribuição do exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil em caráter privativo, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. SIMPLES. OMISSÃO DE RECEITA. SUPRIMENTO DE NUMERÁRIO. O suprimento de caixa proveniente de empréstimo de pessoa ligada deve ser evidenciado por documentação que comprove o desembolso e a efetiva entrega do numerário coincidentes em datas e valores, bem como a existência de disponibilidade de recursos do mutuante para suportar a operação. SIMPLES. OMISSÃO DE RECEITA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. ORIGEM NÃO COMPROVADA. A pessoa jurídica optante pelo Simples fica sujeita à presunção legal de omissão de receita caracterizada pelos valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. JUROS DE MORA. Tem cabimento a incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre débitos tributários não pagos nos prazos legais. MULTA DE OFÍCIO PROPORCIONAL. A multa de ofício proporcional é uma penalidade pecuniária aplicada em razão de inadimplemento de obrigações tributárias apuradas em lançamento direto com a comprovação da conduta culposa. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Os lançamentos de PIS, de CSLL, de COFINS e de INSS sendo decorrentes das mesmas infrações tributárias, a relação de causalidade que os informa leva a que os resultados dos julgamentos destes feitos acompanhem aqueles que foram dados à exigência de IRPJ.
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No caso de o enfrentamento das questões na peça de defesa denotar perfeita compreensão da descrição dos fatos que ensejaram o procedimento e estando a decisão motivada de forma explícita, clara e congruente, não há que se falar em nulidade dos atos em litígio. PRODUÇÃO DE PROVAS. ASPECTO TEMPORAL. A peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses de defesa e instruída com os todos os documentos em que se fundamentar, sob pena de preclusão, ressalvadas as exceções legais. DEVER DE CONSTITUIR O CRÉDITO TRIBUTÁRIO PELO LANÇAMENTO. Cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, na atribuição do exercício da competência da Secretaria da Receita Federal do Brasil em caráter privativo, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. SIMPLES. OMISSÃO DE RECEITA. SUPRIMENTO DE NUMERÁRIO. O suprimento de caixa proveniente de empréstimo de pessoa ligada deve ser evidenciado por documentação que comprove o desembolso e a efetiva entrega do numerário coincidentes em datas e valores, bem como a existência de disponibilidade de recursos do mutuante para suportar a operação. SIMPLES. OMISSÃO DE RECEITA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. ORIGEM NÃO COMPROVADA. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 94 5. 00 08 56 /2 01 0- 59 Fl. 323DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 324 2 A pessoa jurídica optante pelo Simples fica sujeita à presunção legal de omissão de receita caracterizada pelos valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira, em relação aos quais o titular regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. JUROS DE MORA. Tem cabimento a incidência de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Selic sobre débitos tributários não pagos nos prazos legais. MULTA DE OFÍCIO PROPORCIONAL. A multa de ofício proporcional é uma penalidade pecuniária aplicada em razão de inadimplemento de obrigações tributárias apuradas em lançamento direto com a comprovação da conduta culposa. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Os lançamentos de PIS, de CSLL, de COFINS e de INSS sendo decorrentes das mesmas infrações tributárias, a relação de causalidade que os informa leva a que os resultados dos julgamentos destes feitos acompanhem aqueles que foram dados à exigência de IRPJ. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. Os Conselheiros Ana de Barros Fernandes e Marcos Vinícius Barros Ottoni acompanham pelas conclusões. A Conselheira Ana de Barros Fernandes apresentará Declaração de Voto. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Fl. 324DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 325 3 Relatório I Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 184192, com a exigência do crédito tributário no valor de R$5.084,08, a título de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), juros de mora e multa de ofício proporcional, referente ao período de julho a dezembro de 2006, apurado no regime tributário do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Simples), em conformidade do o Termo de Verificação Fiscal, fls. 161168. O lançamento fundamentase nas infrações que se seguem: Item 1 – Omissão de receita por suprimento de numerário, uma vez que devidamente intimada, a Recorrente não apresentou documentação comprobatória dos origem dos recursos e a efetividade da entrega dos seguintes suprimentos de numerário provenientes de empréstimo de pessoa ligada que foram escriturados no Livro Razão Analítico na conta contábil"Caixa", fls. 149160: a) 01.01.2006 no valor de R$24.000,00; b) 01.03.2006 no valor de R$15.000,00; c) 01.05.2006 no valor de R$12.500,00; d) 26.06.2006 no valor de R$21.000,00; e) 01.08.2006 no valor de R$12.000,00; f) 05.09.2006 no valor de R$10.000,00; g) 03.10.2006 no valor de R$92.000,00; h) 01.11.2006 no valor de R$7.000,00; e i) 01.12.2006 no valor de R$31.000,00. Item 2 – Omissão de receitas de depósitos bancários não escriturados, cuja apuração foi efetivada a partir do cotejo entre os valores creditados na contacorrente nº 600.1734 da agência nº 04243 do Banco Bradesco S/A, fls. 1853, em relação aos quais a Recorrente titular, regularmente intimada, não comprovou a origem dos recursos utilizados nestas operações mediante documentação hábil e idônea coincidente em datas e valores, de acordo com os extratos bancários por ela fornecidos e as informações constantes na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica – Simples (DSPJ – Simples), fls. 125148 e do período de julho a dezembro de 2006, em conformidade com a planilha de Depósitos e Créditos Bancários de Origem a Comprovar, fls. 5878. Item 3 – Insuficiência de recolhimento decorrente da aplicação incorreta da alíquota incidente sobre a receita bruta, conforme dados informados na Declaração Fl. 325DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 326 4 Simplificada da Pessoa Jurídica – Simples (DSPJ – Simples) do período de julho a dezembro de 2006, fls. 125148. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, § 2º do art. 2º, alínea “a” do § 1º do art. 3º, art. 5º, § 1º do art. 7º e art. 18, todos da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, art. 42 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 3º da Lei nº 9.732, de 11 de dezembro de 1998 e art. 186, art. 188 e art. 199 do Regulamento do Imposto de Renda constante no Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 (RIR, de 1999). Em decorrência de serem os mesmos elementos de provas indispensáveis à comprovação dos fatos ilícitos tributários foram constituídos os seguintes créditos tributários pelos lançamentos formalizados neste processo: II O Auto de Infração às fls. 193201 com a exigência do crédito tributário no valor de R$3.616,83 a título de Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: alínea “b” do art. 3º da Lei Complementar nº 7, de 7 de setembro de 1970, parágrafo único do art. 1º da Lei Complementar nº 17, de 12 de dezembro de 1973, bem como o inciso I do art. 2º, art. 3º e art. 9º da Medida Provisória nº 1.249, de 14 de dezembro de 1995, § 2º do art. 2º, alínea “b” do § 1º do art. 3º, art. 5º, § 1º do art. 7º e art. 18, todos da Lei nº 9.317, de 1996 e ainda art. 3º da Lei nº 9.732, de 1998. III – O Auto de Infração às fls. 202213 com a exigência do crédito tributário no valor de R$7.502,93 a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 1º da Lei nº 7.689, de 15 de dezembro de 1988, bem como o § 2º do art. 2º, alínea “c” do § 1º do art. 3º, art. 5º, § 1º do art. 7º e art. 18, todos da Lei nº 9.317, de 1996 e ainda art. 3º da Lei nº 9.732, de 1998. IV – O Auto de Infração às fls. 214223 com a exigência do crédito tributário no valor de R$22.406,75 a título de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 1º da Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991, § 2º do art. 2º, alínea “d” do § 1º do art. 3º, art. 5º, § 1º do art. 7º e art. 18, todos da Lei nº 9.317, de 1996 e ainda art. 3º da Lei nº 9.732, de 1998. V O Auto de Infração às fls. 224235 com a exigência do crédito tributário no valor de R$57.916,08 a título de Contribuição para a Seguridade Social (INSS), juros de mora e multa de ofício proporcional. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: § 2º do art. 2º, alínea “f” do § 1º do art. 3º, art. 5º, § 1º do art. 7º e art. 18, todos da Lei nº 9.317, de 1996 e ainda art. 3º da Lei nº 9.732, de 1998. Cientificada em 04.08.2010, fl. 239, a Recorrente apresenta a impugnação em 01.09.2010, fls. 241250, com as alegações a seguir transcritas: DA IMPOSSIBILIDADE DE PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RECEITA — EXTRATOS BANCÁRIOS Durante todo o trâmite do processo administrativo, fulcrouse a autoridade, para o lançamento pretendido à consolidação dos débitos tributários, sempre na nomenclatura "omissão de receita". Fl. 326DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 327 5 Contudo, inexiste provas efetivas de omissão de receitas. Todo o feito administrativo sustentase sobre indícios de omissão, e das afirmativas desprovidas de solidez que os valores movimentados em conta corrente bancária possam configurar receitas efetivas. Obviamente, que cruzandose seus valores à DIPJ, como procedera a autoridade fiscal, subsistem diferenças, conforme explicitado, na medida que o contribuinte não consegue demonstrar a origem de cada lançamento bancário realizado há mais de quatro anos. Na realidade, não existem provas de omissão de receita. A simples constatação pela autoridade tributária que houve movimento bancário superior ao das receitas declaradas, não autoriza a presumir que houve omissão de receita, quanto a diferença entre o montante declarado a cada qual. A norma tributária relaciona taxativamente as hipóteses em que cabe a aplicação da presunção de omissão de receita, não se encaixando a hipótese em tela, ao abstrato legal. Assim, a existência de divergência pode configurar, quando muito, mero indicio de omissão de receita, qual precisa ser apurado e verificado através de outros métodos de prova, pretendendo demonstrar que realmente ocorreu a omissão. A existência do indicio não comporta a presunção. [...] Resta demonstrado que os fatos em análise no presente processo, não se enquadram à abstração da norma, e obviamente, inaplicável a presunção legal de omissão de receitas. Os indícios apontados até o momento, não possuem o condão de possibilitar à Receita Federal, tomar qualquer ato administrativo, no sentido de penalizar a empresa. [...] Pela ementa transcrita acima, acertadamente, a 7ª Câmara do 1° Conselho de Contribuintes decidiu que a existência de presunção legal, especificamente, artigos da Lei 9.430/1996, não dispensa o Fisco de, diretamente, produzir a prova do fato indiciário. Se o Conselho entende que, ainda que haja presunção legal como artifício para as penalidades que se pretendem impor As empresas que hipoteticamente omitem receitas, não se afasta a necessidade de prova efetiva da omissão, que se dirá no caso em comento, quando sequer observamos a presunção legal da malfadada omissão. Novamente, temos nulidade. O Fisco, por mera presunção, e sem amparo de presunção legal determina, por sua discricionariedade, que a empresa omite receitas, porque valores constantes em extrato bancário não "batem" com os valores declarados em DIPJ, ignorando das variáveis que compõem a movimentação financeira bancária relatada no curso do procedimento fiscal e não acatada pelo fisco. Com a devida vênia, tal não merece perdurar. Tanto, Senhores Julgadores, que a citada omissão de receita, ou melhor, o mero indício de omissão, encontrase destituído de parâmetros para sua verificação, porquanto, e como já se expôs, o arbitramento dos valores de base de cálculo encontrase eivado também de nulidade. Em apertada síntese, e termos desprovidos de melhor técnica, "ainda nem se sabe o quanto foi omitido", se é que alguma omissão houve. 0 Fisco simplesmente alega diferença de valores, entre dois documentos absolutamente diferentes em sua Fl. 327DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 328 6 lavra, dados e consistência (Extratos bancários e DIPJ), e a partir dai, conclui que houve omissão de receitas. Absurdo, com o perdão da expressão. [...] Em não havendo o principal, indevido também o acessório, qual seja a penalidade de multa, para o caso da omissão de receitas. DA IMPOSSIBILIDADE DE PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RECEITA — EMPRÉSTIMOS Ainda, a autoridade fiscal lançou tributos sobre valores contabilizados que se tratam de empréstimos entre pessoas ligadas (sócios), cujo tramite foi em dinheiro. Instada a comprovar o aporte, evidentemente que o contribuinte não conseguiu, pois a movimentação de recursos em espécie não deixa registros. Da mesma forma, tratase de presunção de que houve omissão de receitas, para o que remetese à fundamentação da impugnação [...], por enquadrarse ao caso. DUPLA INCIDÊNCIA SOBRE A MESMA BASE Depreendese da análise do auto, que foram tributadas separadamente as bases de cálculo "movimentação bancária" e "empréstimos de sócios". Se há presunção de que os depósitos não comprovados constituem receitas omitidas, e que os empréstimos são suprimentos de caixa derivados de receitas omitidas, como afirma a fiscalização, evidenciase que a presença de um dispensaria a existência de outro. Melhor dizendo, se as receitas que representariam os depósitos existissem, não haveria necessidade de o contribuinte lançar mão de "suprir" caixa mediante empréstimos de sócios, pois o caixa ficaria positivo. Assim, verificase dupla incidência, que deve ser ajustada. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referência a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Ante o exposto, requer, se digne Vossa Senhoria, receber a presente impugnação, para o especial fim de julgar improcedente o crédito tributário consignado no auto de infração. Nestes temos, Pede deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 2ª TURMA/DRJ/CTA/PR nº 0637.131, de 31.05.2012, fls. 285295: “Impugnação Improcedente. Restou ementado ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES Anocalendário: 2006 Fl. 328DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 329 7 CRÉDITOS BANCÁRIOS. Por presunção de natureza legal, os depósitos/créditos junto a instituições bancárias não comprovados com documentação hábil e idônea coincidente em datas e valores com esses créditos autorizam o lançamento de ofício como omissão de receitas. PRESUNÇÃO LEGAL. ÔNUS DA PROVA. A presunção legal tem o condão de inverter o ônus da prova, transferindoo para o contribuinte, que pode refutála mediante oferta de provas hábeis e idôneas. SUPRIMENTOS DE CAIXA. PRESUNÇÃO DA OCORRÊNCIA DE OMISSÃO DE RECEITAS. NÃO COMPROVAÇÃO. IRPJ. Presumese a ocorrência de omissão de receitas, em valores correspondentes aos suprimentos fornecidos ao Caixa, desde que não sejam devidamente comprovados, mediante a apresentação de documentação hábil e idônea, no que tange à efetividade das entregas, assim como da origem dos numerários. AUSÊNCIA DE PROVAS Nos termos do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, a impugnação deve vir instruída com as provas das alegações, uma vez que a alegação, por si só, não produz modificações no lançamento do crédito tributário. ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Anocalendário: 2006 LANÇAMENTOS DECORRENTES. Aplicase aos lançamentos decorrentes a decisão proferida no lançamento do IRPJ pela íntima relação de causa e efeito existente. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2006 NULIDADE Não procedem as arguições de nulidade quando não se vislumbram nos autos quaisquer das hipóteses previstas no art. 59 do Decreto nº 70.235, de 1972. JURISPRUDÊNCIA. As decisões administrativas ou judiciais, mesmo quando proferidas por órgãos colegiados, ausente lei que lhes atribua eficácia, não constituem normas complementares da legislação tributária, não podendo ser estendidas genericamente a outros casos que não aquele objeto de sua apreciação, vinculando, dessa forma, apenas as partes envolvidas no respectivo litígio. Notificada em 08.06.2012, fl. 302, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 05.07.2012, fls. 305320, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge reiterando os argumentos apresentados na impugnação. Conclui Fl. 329DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 330 8 Pelo exposto, requer se dignem Vossas Senhorias em acolher o presente instrumento, para o fim de: a) Julgar totalmente improcedente o auto de infração lançado em face da Recorrente, uma vez que conforme cabalmente demonstrado impossível a presunção de omissão de receita com base nos extratos bancários da contribuinte. Ademais, o ônus de provar tal omissão é do fisco, conforme fundamentação legal exposta no presente Recurso; b) Seja dado provimento ao presente Recurso Voluntário haja vista que não obstante devidamente fundamentado, o mesmo encontrase em consonância com o entendimento já traçado em sede de recurso administrativo; c) Em arremate, entendendo necessário prevalecer a presente medida fiscal, seja a mesma declarada nula na forma exposta no presente recurso. Nestes Termos, Termos em que, Pede deferimento. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. A Recorrente alega que os atos administrativos são nulos. Cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, no exercício da competência da RFB, em caráter privativo constituir o crédito tributário pelo lançamento. Esta atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional, ainda que ele seja de jurisdição diversa da do domicílio tributário do sujeito passivo. É a autoridade legitimada para proceder ao exame da escrita fiscal da pessoa jurídica, não lhe sendo exigida a habilitação profissional de contador. Nos casos em que dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário, os Autos de Infração podem ser lavrados sem prévia intimação à pessoa jurídica no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do seu estabelecimento, os quais devem estar instruídos com todos os termos, depoimentos, laudos e demais elementos de prova indispensáveis à comprovação do ilícito. Estes atos administrativos, sim, não prescindem da intimação válida para que se instaure o processo, vigorando na sua totalidade os direitos, Fl. 330DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 331 9 deveres e ônus advindos da relação processual de modo a privilegiar as garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes1. Os Autos de Infração foram lavrados por AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, que verificou a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinou a matéria tributável, calculou o montante do tributo devido, identificou o sujeito passivo, aplicou a penalidade cabível e determinou a exigência com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumprila ou impugnála no prazo legal. A decisão de primeira instância está motivada de forma explícita, clara e congruente e da qual a pessoa jurídica foi regularmente cientificada. Assim, estes atos contêm todos os requisitos legais, o que lhes conferem existência, validade e eficácia. As formas instrumentais adequadas foram respeitadas, os documentos foram reunidos nos autos do processo, que estão instruídos com as provas produzidas por meios lícitos, em observância às garantias ao devido processo legal. O enfrentamento das questões na peça de defesa denota perfeita compreensão da descrição dos fatos e dos enquadramentos legais que ensejaram os procedimentos de ofício. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. A Recorrente solicita a realização de todos os meios de prova. Sobre a matéria, vale esclarecer que no presente caso se aplicam as disposições do processo administrativo fiscal que estabelece que a peça de defesa deve ser formalizada por escrito incluindo todas as teses e instruída com os todos documentos em que se fundamentar, precluindo o direito de a Recorrente praticar este ato e apresentar novas razões em outro momento processual, salvo a ocorrência de quaisquer das circunstâncias ali previstas, tais como fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna, por motivo de força maior, refirase a fato ou a direito superveniente ou se destine a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos autos2. Embora lhe fossem oferecidas várias oportunidades no curso do processo, a Recorrente não apresentou a comprovação inequívoca de quaisquer fatos que tenham correlação com as situações excepcionadas pela legislação de regência. A realização desses meios probantes é prescindível, uma vez que os elementos probatórios produzidos por meios lícitos constantes nos autos são suficientes para a solução do litígio. A justificativa arguida pela defendente, por essa razão, não se comprova. A Recorrente menciona que o lançamento não poderia ter sido formalizado. Na atribuição do exercício da competência da RFB, em caráter privativo, cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário pelo lançamento, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Cabe ressaltar que o lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação à pessoa jurídica, nos casos em que a autoridade dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário. Também pode ser efetivado por autoridade de jurisdição diversa do domicílio tributário da pessoa jurídica e fora do estabelecimento, não lhe sendo exigida a habilitação profissional de contador3. O Auto de Infração foi lavrado com a 1 Fundamentação legal: inciso LIV e inciso LV do art. 5º da Constituição Federal, art. 142 e art. 195 do Código Tributário Nacional. art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, art. 9º, art. 10, art. 23 e 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, Decreto nº 6.104, de 30 de abril de 2007, art. 2º e art. 4º da Lei nº 9.784 de 29 de janeiro de 1999 e Súmulas CARF nºs 6, 8, 27 e 46. 2 Fundamentação legal: art. 16 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 3 Fundamentação legal: art. 142 e art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, art. 10 e art. 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, art. 2º e art. 4º da Lei nº 9.784 de 29 de janeiro de 1999 e Súmulas CARF nºs 8, 27 e 46. Fl. 331DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 332 10 verificação da ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinação da matéria tributável, cálculo do montante do tributo devido, identificação do sujeito passivo, aplicação da penalidade cabível e validamente cientificada a Recorrente, o que lhe conferem existência, validade e eficácia. A contestação aduzida pela defendente, por isso, não pode ser sancionada. A Recorrente discorda da apuração da omissão de receitas presumida com base no suprimento de numerário. Caracteriza omissão de receitas a indicação na escrituração de saldo credor de caixa, depois de o sujeito passivo ser validamente intimado não apresente provas em contrário. Positivada em uma norma com os atributos de ser abstrata, geral, imperativa e impessoal, há presunção de ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, cabendo a pessoa jurídica o ônus de provar a veracidade de fatos registrados na sua escrituração de modo a desconstituir inequivocamente a relação jurídica presumida. O intuito da previsão legal é coibir a existência de recursos que transitem à margem da escrituração contábil. O suprimento de caixa proveniente de empréstimo de pessoa ligada deve ser evidenciado por documentação que comprove o desembolso e a efetiva entrega do numerário coincidentes em datas e valores, bem como a existência de disponibilidade de recursos do mutuante para suportar a operação4. A obrigatoriedade de comprovar suprimento de caixa, à origem dos recursos e a efetividade da entrega, é encargo que legislação tributária atribui à pessoa jurídica suprida, de modo que não restando comprovada a efetividade de empréstimos conferidos por pessoas coligadas, as transferências de recursos a ela destinadas são consideradas omissões de receitas. Feitas essas considerações normativas, tem cabimento a análise da situação fática tendo em vista os documentos já analisados pela autoridade de primeira instância de julgamento e aqueles produzidos em sede de recurso voluntário. Analisando as circunstância dos autos, verificase que foi constatada a omissão de receita por suprimento de numerário, uma vez que devidamente intimada, a Recorrente não apresentou documentação comprobatória dos origem dos recursos e a efetividade da entrega dos seguintes suprimentos de numerário provenientes de empréstimo de pessoa ligada que foram escriturados no Livro Razão Analítico na conta contábil"Caixa", fls. 149160: a) 01.01.2006 no valor de R$24.000,00; b) 01.03.2006 no valor de R$15.000,00; c) 01.05.2006 no valor de R$12.500,00; d) 26.06.2006 no valor de R$21.000,00; e) 01.08.2006 no valor de R$12.000,00; f) 05.09.2006 no valor de R$10.000,00; 4 Fundamentação legal : art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 6º, art. 9º e art. 12 do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 37 da Lei nº 8.981, de 20 de novembro de 1995, art. 6º e art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995 e art. 1º, art. 2º e art. 40 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Fl. 332DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 333 11 g) 03.10.2006 no valor de R$92.000,00; h) 01.11.2006 no valor de R$7.000,00; e i) 01.12.2006 no valor de R$31.000,00. A própria Recorrente afirma que instada a comprovar o aporte relativo a empréstimos entre pessoas ligadas, reconhece que “a movimentação de recursos em espécie não deixa registros” e por essa razão não apresenta comprovação robusta relativamente aos elementos atinentes ao mencionado contrato de mútuo em espécie. Ademais, restou comprovado que esses valores foram registrados tãosomente na conta contábil “Caixa”. A justificativa arguida pela defendente, por essa razão, não tem força probante para afastar o ilícito tributário que lhe foi imputado. A Recorrente discorda da apuração da omissão de receitas com base em depósitos bancários. A autoridade fiscal tem o direito de examinar a escrituração e os documentos comprobatórios dos lançamentos nela efetuados e a pessoa jurídica tem o dever de exibilos e conserválos até que ocorra a prescrição dos créditos tributários decorrentes das operações a que se refiram que modifiquem ou possam vir a modificar sua situação patrimonial, bem como de prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos. O pressuposto é de que a pessoa jurídica deve manter os registros de todos os ganhos e rendimentos, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada, independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio. A escrituração mantida com observância das disposições legais faz prova a favor dela dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. Fica sujeita a todas as presunções de omissão de receitas existentes na legislação tributária a pessoa jurídica optante pelo Simples. Caracteriza omissão de receitas os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Positivada em uma norma com os atributos de ser abstrata, geral, imperativa e impessoal, há presunção de ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, o que afasta a obrigatoriedade de a Fazenda Pública comprovar a relação de causalidade entre o fato e o ilícito tributário. Cabe à pessoa jurídica o ônus de provar a veracidade de fatos registrados na sua escrituração de modo a desconstituir inequivocamente a relação jurídica presumida. É determinada mensalmente pelo somatório de cada crédito, que deve ser analisado de forma individual, observando que os depósitos de um mês não servem para comprovar a origem de depósitos havidos em meses subsequentes. A sua titularidade, via de regra, pertence à pessoa jurídica indicada nos dados cadastrais. Podem ser excluídos, mediante demonstração inequívoca, os créditos decorrentes de transferências de outras contas do própria pessoa jurídica, de mútuos destinados a fins econômicos, de cheques objeto de devolução e de resgates de aplicações financeiras. Assim, é regular o procedimento de fiscalização que, após a análise da sua escrituração, examina os documentos referentes à sua movimentação financeira para verificar a compatibilidade entre as informações. Fl. 333DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 334 12 Constatada a disparidade a pessoa jurídica é intimado a demonstrar a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito. Os valores, em relação aos quais não foram evidenciadas as origens, presumem receitas omitidas, o que dispensa a autoridade administrativa de comprovar o consumo da renda representada pelos depósitos bancários sem origem comprovada5. Nesse sentido, diferentemente do entendimento da Recorrente há previsão legal para se presumir a omissão de valores creditados na contacorrente, em relação aos quais a Recorrente titular, regularmente intimada, não comprovou a origem dos recursos utilizados nestas operações mediante documentação hábil e idônea coincidente em datas e valores, de acordo com os extratos bancários por ela fornecidos. Feitas essas considerações normativas, tem cabimento a análise da situação fática tendo em vista os documentos já analisados pela autoridade de primeira instância de julgamento e aqueles produzidos em sede de recurso voluntário. Analisando a situação fática, verificase que foi constatada a omissão de receitas de depósitos bancários não escriturados, cuja apuração foi efetivada a partir do cotejo entre os valores creditados na contacorrente nº 600.1734 da agência nº 04243 do Banco Bradesco S/A, fls. 1853, em relação aos quais a Recorrente titular, regularmente intimada, não comprovou a origem dos recursos utilizados nestas operações mediante documentação hábil e idônea coincidente em datas e valores, de acordo com os extratos bancários por ela fornecidos e as informações constantes na Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica – Simples (DSPJ – Simples), fls. 125148 e do período de julho a dezembro de 2006, em conformidade com a planilha denominada Depósitos e Créditos Bancários de Origem a Comprovar, fls. 5878. Para determinação dos valores de receita omitidos pela Recorrente, foi considerado todo o faturamento registrado pela contacorrente “Bancos” de sua titularidade, conforme discriminado na Tabela 1. Tabela 1 – Valores da omissão de receitas de depósitos bancários não comprovados Mês AnoCalendário 2006 (A) Depósitos e Créditos Não Comprovados (B) R$ Devolução de Cheques Depositados (C) R$ Faturamento Total D = (B C) R$ Receitas Contabilizadas e Declaradas (E) R$ Valor da Omissão de Receitas F = (D E) R$ Janeiro 46.468,49 6.067,00 6.067,00 3.696,50 36.704,99 Fevereiro 33.462,57 2.507,84 30.954,73 7.079,00 23.875,73 Março 37.897,52 1.815,00 36.082,52 5.052,00 31.030,52 Abril 31.937,90 3.303,00 28.634,90 7.801,00 20.833,90 Maio 16.906,32 16.906,32 5.872,00 11.034,32 Junho 38.711,07 850,00 37.861,07 5.670,00 32.191,07 Julho 37.827,84 37.827,84 4.787,00 33.040,84 5 Fundamentação legal: art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 51 da Lei nº 7.450, de 23 de dezembro de 1985, art. 9º do DecretoLei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 24 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, art. 1º e art. 42 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 2º, art. 5º e art. 18 da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996 e Súmulas CARF nºs 06, 30, 32 e 61. Fl. 334DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 335 13 Agosto 55.052,69 2.899,40 52.153,29 8.511,00 43.642,29 Setembro 33.076,83 360,00 32.716,83 9.118,80 23.598,03 Outubro 154.409,96 3.370,00 151.039,96 5.644,82 145.395,14 Novembro 39.908,56 2.156,48 37.752,08 6.128,00 31.624,08 Dezembro 40.383,35 40.383,35 12.715,90 27.667,45 Total 566.043,10 23.328,72 542.714,38 82.076,02 460.638,36 A omissão foi determinada mensalmente pelo somatório de cada crédito, que foi analisado de forma individual, procedimento que foi rigorosamente observado pelas autoridades fiscais, de modo que cada valor creditado em conta de depósito ou de investimento mantida junto às instituições financeiras, a Recorrente titular foi regularmente intimada e não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Nesse sentido, não há que se confundir os ilícitos tributários de presunção de depósitos bancários não escriturados, prevista no art. 42 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, com a presunção de saldo credor de caixa prevista no art. 12 do Decreto Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977. Ressaltese que o presente caso tratase tãosomente do ilícito tributário de presunção de depósitos bancários não escriturados, prevista no art. 42 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996. Ademais não há que se falar em dupla incidência sobre a mesma base, uma vez que não foram considerados os valores informações na Declaração Simplificadas da Pessoa Jurídica – Simples (DSPJ – Simples), fls. 125148, de acordo com o Demonstrativo de Percentuais Aplicáveis sobre s Receita Bruta, fl. 169. Não foram produzidos no processo novos elementos de prova, de modo que o conjunto probatório já produzido evidencia que o procedimento de ofício está correto. A alegação relatada pela defendente, consequentemente, não está justificada. A Recorrente menciona que houve “dupla incidência sobre a mesma base [...] que foram tributadas separadamente as bases de cálculo "movimentação bancária" e "empréstimos de sócios". Temse que o IRPJ tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, bem como de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais, cuja incidência independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção (art. 43 do Código Tributário Nacional). Restou comprovado que os valores objeto de omissão de receita por suprimento de numerário, dos quais devidamente intimada, a Recorrente não apresentou documentação comprobatória dos origem dos recursos e a efetividade da entrega dos suprimentos de numerário provenientes de empréstimo de pessoa ligada que foram escriturados no Livro Razão Analítico na conta contábil"Caixa", fls. 149160. Restou comprovado que esses valores foram registrados tãosomente na conta contábil “Caixa” de modo que não se encontram essas quantias coincidentes em datas e valores na planilha Depósitos de Créditos Bancários de Origem a Comprovar, fls. 106112, que da Recorrente foi regularmente notificada, fls. 5457, e que foram objeto de omissão de depósitos bancários não escriturados. A tese protetora exposta ela defendente, assim sendo, não está demonstrada. Fl. 335DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 336 14 A Recorrente discorda da incidência de juros de mora equivalentes à taxa Selic. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, e se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês6. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) para títulos federais, nos termos da Súmula CARF nº 4. Por conseguinte, os débitos tributários não pagos nos prazos legais são acrescidos de juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – Selic, seja qual for o motivo determinante da falta. Este é o entendimento constante na decisão definitiva de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em recurso especial repetitivo nº 1.111.175/SP, cujo trânsito em julgado ocorreu em 09.09.20097 e que deve ser reproduzido pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF8. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. A Recorrente discorda da aplicação da multa de ofício proporcional. Via de regra, a norma jurídica secundária impõe uma sanção em decorrência da inobservância da conduta prescrita na norma jurídica primária. A multa de natureza tributária é uma penalidade procedente da lei em razão do inadimplemento de uma obrigação legal principal ou acessória e expressa a obrigação de dar determinada quantia em dinheiro ao sujeito passivo. A aplicação da multa de ofício proporcional pressupõe a constituição do crédito tributário pelo lançamento direito, diante da constatação da falta de pagamento ou recolhimento, pela falta de declaração e pela declaração inexata de obrigações tributárias pelo sujeito passivo. Tem como requisito necessário a comprovação, de plano, da conduta culposa do agente, que é a falta cometida contra um dever, por ação ou omissão, de forma a evidenciar a inobservância de diligência que deveria ser observada quando da prática de um ato a que se está obrigado. No lançamento de ofício está afastada a aplicação da multa de mora que pressupõe o pagamento espontâneo do tributo antes do início de qualquer procedimento fiscal em relação à matéria e ao período tratados nos autos9. No presente caso, houve constituição do crédito tributário pelo lançamento direito, de modo que está correta a aplicação da multa de ofício proporcional. A conclusão oferecida pela defendente, porém, não pode subsistir. No que concerne à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados pela Recorrente, cabe esclarecer que somente devem 6 Fundamentação legal: art. 161 do Código Tributário Nacional. 7 BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial Repetitivo nº 1111175/SP. Ministra Relatora: Denise Arruda. Primeira Seção, Brasília, DF, 10 de junho de 2009. Disponível em: < https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sSeq=892437&sReg=200900188256&sData=20090 701&formato=PDF>. Acesso em: 31 ago.2011. 8 Fundamentação legal: art. 161 do Código Tributário Nacional, art. 5º e art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, Súmulas CARF nºs 4 e 5 e art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. 9 Fundamentação Legal: art. 142, art. 149 e art. 150 do Código Tributário Nacional, art. 44 e art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e art. 21 do Decretolei nº 401, de 30 de dezembro de 1968, bem como art. 7º do Decreto 70. 235, de 06 de março de 1972. Fl. 336DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 337 15 ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso10. A alegação relatada pela defendente, consequentemente, não está justificada. Atinente aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe ressaltar que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, uma vez que no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade11. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. O nexo causal entre as exigências de créditos tributários, formalizados em autos de infração instruídos com todos os elementos de prova, determina que devem ser objeto de um único processo no caso em que os ilícitos dependam da mesma comprovação e sejam relativos ao mesmo sujeito passivo 12.. Os lançamentos de PIS, de CSLL, de COFINS e de INSS sendo decorrentes das mesmas infrações tributárias, a relação de causalidade que os informa leva a que os resultados dos julgamentos destes feitos acompanhem aqueles que foram dados à exigência de IRPJ. Em assim sucedendo, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva 10 Fundamentação legal: art. 100 do Código Tributário Nacional e art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 11 Fundamentação legal: art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e Súmula CARF nº 2. 12 Fundamentação legal: art. 9º do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. Declaração de Voto Conselheira Ana de Barros Fernandes Acompanhamos o voto pelas conclusões, pois entendemos que a recorrente não recorreu da infração de suprimento de caixa (destaquei). Todo o recurso voluntário está direcionado para a autuação por depósitos bancários, consoante artigo 42 da Lei nº 9.430/96, Fl. 337DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Processo nº 10945.000856/201059 Acórdão n.º 1801001.713 S1TE01 Fl. 338 16 razão pela qual a Conselheira Relatora não deveria apreciar mais a questão do suprimento de caixa, matéria definitivamente dirimida no acórdão recorrido, transitada em julgado. A conseqüência desta constatação é que negase o recurso voluntário, pois a autuação pelos depósitos bancários observou de forma estrita os ditames da norma tributária pertinente. Se assim não fosse, e concordássemos com o votocondutor que apreciou as duas infrações tributárias (duas presunções de omissão de receitas por suprimento de caixa e depósitos bancários), seríamos do parecer de que as duas não podem ser acusadas simultaneamente. A autuação por depósitos bancários, por ser abrangente, englobaria os valores dos suprimentos de caixa, até o limite a ser observado na conta contábil “Caixa/Bancos”. A fiscalização deveria no procedimento, pois, recompor a conta “Caixa” e verificar, novamente, se sem os empréstimos de sócios não comprovados, mas com os valores dos depósitos bancários incluídos haveria ainda saldo credor, infração sujeita à tributação por presunção de omissão de receitas. No entanto, por não se tratar de matéria de ordem pública, não pode a matéria ser apreciada de ofício, sendo que deveria ter sido matéria aventada no recurso voluntário da contribuinte, o que não foi. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes Fl. 338DF CARF MF Impresso em 08/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/11/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 06/11/2 013 por ANA DE BARROS FERNANDES, Assinado digitalmente em 07/11/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Numero do processo: 10880.915899/2008-18
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 24 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Nov 05 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 3802-000.132
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Regis Xavier Holanda - Presidente
(assinado digitalmente)
Francisco José Barroso Rios - Relator
Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Paulo Sérgio Celani e Solon Sehn.
Fez sustentação oral a Dra. Catarina Cavalcanti de Carvalho da Fonte, OAB/PE nº 30.248.
Nome do relator: FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS
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Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e do voto do relator. (assinado digitalmente) Regis Xavier Holanda Presidente (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios Relator Participaram, ainda, da presente sessão de julgamento, os conselheiros Bruno Maurício Macedo Curi, Cláudio Augusto Gonçalves Pereira, Paulo Sérgio Celani e Solon Sehn. Fez sustentação oral a Dra. Catarina Cavalcanti de Carvalho da Fonte, OAB/PE nº 30.248. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão da 9ª Turma da DRJ São Paulo I (fls. 44/51 do processo eletrônico), a qual, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pela interessada contra a não homologação de compensação de débito tributário com crédito decorrente de aduzido pagamento a maior de COFINS relativo ao fato gerador de 31/01/2002. A DERAT São Paulo não homologou a compensação pleiteada sob o argumento de que o pagamento apresentado como supedâneo do crédito (no valor de R$ 242.325,11 – RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 08 80 .9 15 89 9/ 20 08 -1 8 Fl. 172DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 06/ 10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10880.915899/200818 Resolução nº 3802000.132 S3TE02 Fl. 152 2 código de receita 2172) teria sido utilizado na quitação integral de débitos do contribuinte, não restando, portanto, saldo creditório disponível. Inconformada, a interessada apresentou manifestação de inconformidade onde alega: a) que o presente pedido integra outros 90 (noventa) processos da empresa que abordam a mesma matéria, tendo sido apresentadas as mesmas razões de defesa e provas, razão pela qual requer a juntada dos autos de todos os processos, de forma que as defesas e provas sejam conjuntamente analisadas; b) invoca o princípio da verdade material, e afirma haver juntado a documentação necessária à comprovação do direito; e, c) que o crédito objeto da compensação teve origem em recolhimentos indevidos do PIS e da COFINS no período de abril de 1999 a fevereiro de 2004, haja vista que se tratavam de vendas para a Zona Franca de Manaus, e que por isso não geravam a respectiva obrigação ao recolhimento em face das disposições do DecretoLei nº 288/67, que equiparou referidas vendas a operações de exportação. Os argumentos apresentados pela reclamante, contudo, não foram acolhidos pela primeira instância de julgamento, que, em síntese, entendeu que o sujeito passivo não apresentou prova suficiente à demonstração do direito creditório reclamado, e ainda, que o artigo 4º do DecretoLei nº 288/67 não albergava a isenção do PIS e da COFINS. Assim, referido colegiado julgou improcedente a manifestação de inconformidade formalizada pela interessada. Cientificada da referida decisão em 13/06/2011 (vide AR de fls. 53), a interessada, em 06/07/2011, apresentou recurso voluntário onde reitera que seu direito está amparado no artigo 4º do DecretoLei nº 288/67, c/c artigo 40 do ADCTe artigo e artigo 14, inciso II, da MP nº 2.13535. Reclama, também, a nulidade do acórdão vergastado por cerceamento ao seu direito de defesa, isso em vista da falta de clareza do acórdão e da esparsa e lacônica manifestação sobre a documentação juntada pela recorrente. Diante do exposto, requer seja provido seu recurso e homologada a compensação pretendida. É o relatório. Voto Conselheiro Francisco José Barroso Rios Da admissibilidade do recurso e da reclamada nulidade da decisão de primeira instância O recurso é tempestivo e merece ser conhecido por preencher os demais requisitos de admissibilidade do pleito. Inicialmente, analiso a reclamada nulidade do acórdão de primeira instância. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 06/ 10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10880.915899/200818 Resolução nº 3802000.132 S3TE02 Fl. 153 3 A nulidade é embasada na alegada falta de clareza nos motivos que redundaram na negativa do recurso: se o indeferimento do pleito fora decorrente da não comprovação do crédito ou dada a inexistência de amparo legal para o pedido. Contudo, da leitura do acórdão de fls. 44/51, constatase que referida decisão está suficientemente motivada, uma vez que dela consta, explicitamente: a) na hipótese de a empresa se albergar nos institutos da isenção ou da alíquota zero, e a teor da Solução de Divergência COSIT nº 7/2006, que a isenção da COFINS não alcança os fatos geradores entre 1º de fevereiro de 1999 e 21 de dezembro de 2000 (vedação do inciso I do § 2º do artigo 14 da MP 1.8586, de 1999, e reedições até a MP 2.03724, de 2000); b) ainda com base na Solução de Divergência COSIT nº 7/2006, que somente a partir de 22 de dezembro de 2000, com a publicação da MP 2.03725, atual MP 2.15835, a isenção da COFINS no caso de vendas para a Zona Franca de Manaus só alcançaria as receitas de vendas enquadradas nos incisos IV, VI, VIII e IX do artigo 14 da citada MP 2.15835; c) que, se admitido questionamento com base na imunidade, o mesmo deveria ser direcionado ao Poder Judiciário, a quem compete apreciar alegação de inconstitucionalidade, já que tal instituto é de natureza constitucional; e, que não foram apresentadas provas do indébito, não tendo sido, portanto, demonstrada a liquidez e a certeza do crédito necessárias à compensação tributária, a teor do artigo 170 do CTN. Portanto, a meu ver, o acórdão recorrido está devidamente fundamentado, razão pela qual não acolho o argumento em defesa da nulidade da decisão em tela. Da necessidade de diligência A presente lide é parte de um dos inúmeros processos da interessada em que esta questiona a incidência do PIS e da COFINS sobre a receita de vendas realizadas para empresas situadas na Zona Franca de Manaus. Essa questão já foi analisada por esta Turma quando do julgamento do processo no 10920.000462/200350 (acórdão no 380200.312, de 08/12/2010), de onde reproduzo excertos do voto vencedor do Conselheiro Regis Xavier Holanda, abaixo transcrito: [...]A Medida Provisória no 1.8586, de 29/06/1999 e posteriores reedições até a Medida Provisória no 2.03724, de 23/11/2000 trazia as seguintes disposições de interesse: (omissis) Referida Medida Provisória foi então reeditada sob o n° 2.03725, de 21/12/2000 (DOU de 22/12/2000) – atual Medida Provisória no 2.158 35, de 2001 – apresentando modificação no texto normativo consistente na supressão das receitas de vendas efetuadas a empresa estabelecida na Zona Franca de Manaus do rol de hipóteses de exclusão das isenções conferidas. Vejamos: (omissis) Dessa forma, tenho como claro que o legislador, ao realizar a referida supressão da referência à Zona Franca de Manaus no texto normativo, Fl. 174DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 06/ 10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10880.915899/200818 Resolução nº 3802000.132 S3TE02 Fl. 154 4 conferiu sim, às vendas efetuadas a empresas estabelecidas nesta específica região marcada por incentivos fiscais especiais, a isenção tratada no caput e §1º do citado art. 14. Adequouse, então, a presente legislação à disciplina traçada pelo art. 4º do DecretoLei nº 288/67, in verbis: Art 4º A exportação de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus, ou reexportação para o estrangeiro, será para todos os efeitos fiscais, constantes da legislação em vigor, equivalente a uma exportação brasileira para o estrangeiro. Ademais, é mister ainda destacar que no ínterim entre as Medidas Provisórias no 2.03724, de 23/11/2000 e n° 2.03725, de 21/12/2000 (DOU de 22/12/2000), sobreveio, em 07/12/2000, decisão liminar unânime do pleno do Supremo Tribunal Federal, nos autos da ADIN nº 2.3489, deferindo medida cautelar com eficácia ex nunc para suspender a eficácia da expressão “na Zona Franca de Manaus” constante do artigo 14, §2º, I da Medida Provisória nº 2.03724. Portanto, dada a cronologia em que os fatos aconteceram, pareceme também claro que o legislador teve ainda por intenção adequar o texto normativo à decisão do STF então vigente, só alterada em 10/02/2005 mediante decisão que declarou prejudicado o pedido por perda de objeto diante da ausência de aditamento à inicial por conta das sucessivas reedições da Medida Provisória atacada. Alfim, tendo em vista que a Medida Provisória nº 2.03725 suprimiu a hipótese de afastamento da isenção em relação às receitas de vendas para a ZFM, entendo que essa modificação (supressão de hipótese de afastamento da isenção) conjugada com o art. 4º do DL 288/67, implica a aplicação do art. 14, II (exportação de mercadorias para o exterior) para essas operações. Em sentido semelhante já decidiram os então Conselhos de Contribuintes: Acórdãos 20216587, de 19/10/2005; 20179407, de 29/06/2006 e 20218132, de 20/06/2007. [...]No mais, voto ainda para, a partir de 22 de dezembro de 2000 – data de publicação da MP nº 2.03725 (atual MP no 2.15835, de 2001), considerar isentas da contribuição para o PIS, as vendas efetuadas a empresa situada na Zona Franca de Manaus. De fato, a real intenção que motivou a supressão da expressão “na Zona Franca de Manaus” do inciso I, do § 2o, do artigo 14 da Medida Provisória no 2.037, foi a de, efetivamente, excluir da incidência do PIS e da COFINS as vendas realizadas para empresas sediadas na referida área de livre comércio. Aliás, considerando que o legislador não emprega expressões inúteis, o fato de a redação original da Medida Provisória no 2.037 contemplar os termos “Zona Franca de Manaus” e “área de livre comércio” revela que o poder legiferante, na ocasião, para fins de tutela pela referida legislação, entendera como distintas as regiões comerciais em tela. Assim, posteriormente, a supressão da expressão “Zona Franca de Manaus” do dispositivo que excluía referida área do âmbito de isenção do PIS e da COFINS demonstra que o legislador, com tal Fl. 175DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 06/ 10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A Processo nº 10880.915899/200818 Resolução nº 3802000.132 S3TE02 Fl. 155 5 conduta, buscou realmente isentar das contribuições em evidência as vendas realizadas para a referida região. Portanto, deverão ser consideradas como isentas do PIS e da COFINS as vendas realizadas para a Zona Franca de Manaus a partir da publicação da Medida Provisória no 2.037 25, ou seja, em 22/12/2000. Assim, as receitas decorrentes das vendas para a Zona Franca de Manaus deverão sofrer incidência do PIS e da COFINS, exclusivamente, em relação aos fatos geradores ocorridos entre 1o de fevereiro de 1999 (conforme caput do artigo 14 da MP no 1.8586, de 29/06/1999) e 21 de dezembro de 2000 (dia imediatamente anterior à publicação da reedição da referida Medida Provisória em que houve a supressão do termo “Zona Franca de Manaus” de seu artigo 14, § 2o, inciso I – MP 2.03725). Consequentemente, como o crédito aduzido diz respeito ao mês de janeiro de 2002, resta claro que existe fundamentação legal que ampare o direito creditório pelo reclamado pagamento da COFINS em vista de vendas para a Zona Franca de Manaus. Recentemente, ao analisar outros processos da mesma empresa, o conselheiro Bruno Maurício Macedo Curi constatou que a matéria probante foi toda acostado ao processo nº 10880.915886/200849, também distribuído para esta Turma Especial, mas nesse caso sob a responsabilidade do conselheiro Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Diante disso, decidiu esta Turma, por unanimidade, converter o julgamento em diligência a fim de que a DRF apure a certeza e a liquidez dos créditos, bem como confirme se os valores constantes das notas fiscais presentes no processo administrativo 10880.915886/200849 foram, ou não, utilizados para outras compensações, ou mesmo foram excluídas de tributação à época da ocorrência dos fatos geradores. (vide, por exemplo, acórdão nº 3802000.128, de 20/08/2013, processo nº 10880.915912/200839). É no mesmo sentido, portanto, que encaminho meu voto, ou seja, para que o julgamento seja convertido em diligência a fim de que a DRF apure a certeza e a liquidez dos créditos, bem como confirme se os valores constantes das notas fiscais presentes no processo administrativo 10880.915886/200849 foram ou não utilizados para outras compensações, ou ainda, se foram excluídas da tributação do PIS ou da COFINS à época da ocorrência dos fatos geradores. Uma vez concluído tal levantamento, intimese o contribuinte para manifestação, e, após, sejam devolvidos os autos a esta Turma para julgamento do mérito. Sala de Sessões, em 24 de setembro de 2013. (assinado digitalmente) Francisco José Barroso Rios – Relator Fl. 176DF CARF MF Impresso em 05/11/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 06/ 10/2013 por FRANCISCO JOSE BARROSO RIOS, Assinado digitalmente em 04/11/2013 por REGIS XAVIER HOLAND A
score : 1.0
Numero do processo: 15374.917291/2008-61
Turma: Terceira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 25 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 13 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004
PROVA. ÔNUS DO CONTRIBUINTE
O ônus da prova é do contribuinte dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do crédito tributário. Não havendo prova da redução do débito da contribuição, deve ser negado o direito pleiteado.
Numero da decisão: 3803-004.246
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto do relator.
(assinado digitalmente)
Corintho Oliveira Machado - Presidente
(assinado digitalmente)
Juliano Eduardo Lirani - Relator
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Corintho Oliveira Machado.
Nome do relator: JULIANO EDUARDO LIRANI
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ÔNUS DO CONTRIBUINTE O ônus da prova é do contribuinte dos fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do crédito tributário. Não havendo prova da redução do débito da contribuição, deve ser negado o direito pleiteado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto do relator. (assinado digitalmente) Corintho Oliveira Machado Presidente (assinado digitalmente) Juliano Eduardo Lirani Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Hélcio Lafetá Reis, Belchior Melo de Sousa, Jorge Victor Rodrigues, João Alfredo Eduão Ferreira, Juliano Eduardo Lirani e Corintho Oliveira Machado. Relatório Em 15/09/2004 o contribuinte apresentou PER/DCOMP com o propósito de compensar COFINS, segundo o seu entendimento, recolhida a maior, em 13.08.2004, referente AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 37 4. 91 72 91 /2 00 8- 61 Fl. 172DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/07/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 31/08/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 2 ao período de apuração de agosto de 2004, com débito da mesma contribuição correspondente ao período de apuração de 31.07.2004. O despacho decisório à fl. 10 indeferiu o pedido, sob o fundamento de que para o DARF indicado no PER/DCOMP foram localizados pagamentos utilizados na quitação de outros débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para compensação pretendida. Inconformado o contribuinte interpôs manifestação de conformidade às fls. 12/14, sob o argumento de que informou o DARF errado na Dcomp, pois o crédito é proveniente da COFINS referente ao PA de 31.07.2004 no valor de R$ 13.971,71 com código de arrecadação 2175. Afirma que na DIPJ/2005 o valor apurado para a COFINS em julho/2004 foi de R$ 5.219,21, sendo que a diferença de R$ 8.752,50 corresponde ao crédito originário solicitado na Per/Dcomp 10945.65167.150904.1.3.047647 anexa à fl. 165. A DRJ apreciou Manifestação de Inconformidade às fls. 81/84, por meio do Acórdão nº 1339.454 – 5ªa Turma da DRJ/RJ2, mas indeferiu o pedido de homologação do crédito informado em PER/DCOMP, conforme se retira do acórdão abaixo transcrito: ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Período de apuração: 01/07/2004 a 31/07/2004 PERÍCIA/DILIGÊNCIA DENEGADAS A perícia e a diligência se reservam à elucidação de pontos duvidosos que requerem conhecimentos especializados para o deslinde de litígio, não se justificando a sua realização quando o fato probando puder ser demonstrado pela juntada de documentos. PROVA. MOMENTO. PRECLUSÃO. A prova do crédito, que suporta Declaração de Compensação, cabe à contribuinte, devendo ser apresentada até o momento da Manifestação de Inconformidade, sob pena de preclusão, salvo em casos excepcionais legalmente previstos. DCOMP. RETIFICAÇÃO. A retificação de Declaração de Compensação somente será admitida na hipótese de inexatidões materiais verificadas no preenchimento de referido documento e desde que o pedido ou a declaração se encontre pendente de decisão administrativa à data do envio do documento retificador. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A decisão denegatória foi no sentido de que o contribuinte solicitou diligência sem que houvesse necessidade preeminente, tendo em vista que esta possui como objetivo apenas suprir o seu ônus probatório, principalmente em razão de que não trouxe aos autos qualquer elemento que lhe pudesse socorrer. Os julgadores de primeiro grau, ainda comentaram que o Recorrente não se desincumbiu de constituir prova de que efetivamente tivesse recolhido a maior a COFINS no valor de R$ 8.752,50 no PA de 31.07.2004, embora haja DIPJ apontando neste sentido, ou seja, não comprovou ter preenchido equivocadamente a DCTF relativa ao 3º trimestre de 2004 no valor de R$ 13.971,71. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/07/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 31/08/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 15374.917291/200861 Acórdão n.º 3803004.246 S3TE03 Fl. 172 3 Inconformado com a decisão, o contribuinte apresentou tempestivamente Recurso Voluntário às fls. 95/101, onde rebateu os argumentos da decisão objurgada e alegou que está comprovado o recolhimento a maior da COFINS, incidente sobre a venda de veículos usados, por meio do DARF anexo à fl. 129 no valor de R$ 13.971,71, com código de arrecadação n.° 2172, recolhido em 13.08.2004 e referente ao PA de 31.07.2004. Esclareceu ainda que os Relatórios de Vendas de Veículos anexos às fls. 130/155 e planilha de cálculo da COFINS à fl. 156, também comprovam que o recolhimento a maior do tributo. Insiste em afirmar que ocorreu um erro no recolhimento da contribuição e destaca que o Livro de Registro de Saída, faz prova em seu favor, pois está demonstrado que o valor devido título de COFINS é R$ 5.219,21 para o PA de 31.07.2004 e não R$ 13.971,71. Por fim, requer a reforma da decisão. E o relatório. Voto Conselheiro, Juliano Eduardo Lirani O recurso é tempestivo e atende os demais requisitos para sua admissibilidade, portanto dele conheço. A controvérsia aqui versa em se determinar se o contribuinte fez ou não prova do direito creditório que alega ter, pois só assim seria possível a compensação requerida no PER/DCOMP. Conforme consignado no relatório, em 15/09/2004 o contribuinte apresentou PER/DCOMP com o propósito de compensar COFINS “supostamente” recolhida maior, em 13.08.2004, referente ao período de apuração de 08/2004, com débito da mesma contribuição. Em sua defesa afirma ter se equivocado no preenchimento da DCTF correspondente ao 3º Trimestre de 2004, pois, segundo afirma, recolheu COFINS referente ao PA 31.07.2004 com valor superior do que o devido, ou seja, recolheu R$ 13.971,71, enquanto que o correto seria somente R$ 5.219,21. Neste sentido, conforme se observa da defesa apresentada o contribuinte pretende demonstrar que possui direito a redução do débito declarado em DCTF e para tanto se esforça para convencer do seu direito anexando somente em seu Recurso Voluntário os Relatórios de Vendas de Veículos às fls. 130/155, bem como planilha de cálculo da COFINS à fl. 156. Todavia, impende observar que o Art. 333 do Código de Processo Civil determina que o ônus da prova incumbe ao autor quando alega fato constitutivo de seu direito. No presente caso, ao formular pedido de compensação caberia ao recorrente comprovar a origem do crédito que pretende usar na compensação no valor de R$ 8.752,50, ou seja, teria que comprovar a liquidez e a certeza do crédito no momento da transmissão da PER/DCOMP, bem como o porquê da redução do débito declarado em DCTF. Além do que, deve ser lembrado que a DCTF formaliza o crédito tributário, conferindo ao Fisco um instrumento hábil para a imediata inscrição em dívida ativa do crédito/débito denunciado pelo contribuinte. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/07/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 31/08/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO 4 Em relação ao ônus da prova, vale citar decisão do CARF: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ. ANOCALENDÁRIO:2002 ALEGAÇÕES, ÔNUS DA PROVA. CONSIDERASE SEM EFEITO AS ALEGAÇÕES CONTESTANDO A EXISTÊNCIA DE CRÉDITO TRIBUTÁRIO REGULARMENTE CONSTITUÍDO, SE DESACOMPANHADAS DE PROVA, EIS QUE O ÔNUS DA PROVA COMPETE OU CABE À PESSOA QUE ALEGA OS FATOS IMPEDITIVOS, MODIFICATIVOS OU EXTINTIVOS DE DIREITO. RECEITA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, OFERECIMENTO À TRIBUTAÇÃO. VERIFICADA A OCORRÊNCIA DO ILÍCITO TRIBUTÁRIO CARACTERIZADA PELA FALTA DE OFERECIMENTO À TRIBUTAÇÃO DA RECEITA DA ATIVIDADE DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, É CABÍVEL A REALIZAÇÃO DO LANÇAMENTO PARA A COBRANÇADO CORRESPONDENTE CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS, CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL. CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL.COFINS. LANÇAMENTOS. MESMOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS DO IRPJ.DECORRÊNCIA, AS CONCLUSÕES ADVINDAS DA APRECIAÇÃO DO LANÇAMENTO DO IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA, DEVEM NO QUE COUBER, SER ESTENDIDAS AOS LANÇAMENTOS RELATIVOS À CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS, À CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO, CSLL E À COF1NS, POR DECORREREM DOS MESMOS PRESSUPOSTOS FÁTICOS.RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS OS PRESENTES AUTOS.ACORDAM OS MEMBROS DO COLEGIADO, POR UNANIMIDADE DE VOTOS, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS DO RELATÓRIO E VOTO QUE INTEGRAM O PRESENTE JULGADO. (grifo) (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. 1ª Seção de Julgamento. 3ª Câmara. 1ª Turma Ordinária Acórdão nº 130100299 do Processo 10580011623200509 19/05/2010) Com efeito, compreendo que não assiste razão contribuinte, tendo em vista que o mesmo não apresentou prova inequívoca de que a COFINS recolhida em 13.08.2004, correspondente ao período de apuração de 08/2004, perfaz o valor de R$ 5.219,21 e não R$ 13.971,71, conforme declarado em DCTF. Ademais, é importante ressaltar que o Recorrente deixou de apresentar Livro Diário e Livro Razão com a finalidade de provar a redução do tributo declarado, sendo que por meio dos documentos juntados não é possível apurar de plano o direito alegado. Ante o exposto, voto por negar provimento ao recurso. Sala das sessões, 25 de junho de 2013. (assinado digitalmente) Fl. 175DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/07/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 31/08/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO Processo nº 15374.917291/200861 Acórdão n.º 3803004.246 S3TE03 Fl. 173 5 Juliano Eduardo Lirani Relator Fl. 176DF CARF MF Impresso em 13/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 25/07/2013 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 25/07/20 13 por JULIANO EDUARDO LIRANI, Assinado digitalmente em 31/08/2013 por CORINTHO OLIVEIRA MACHADO
score : 1.0
Numero do processo: 12259.001662/2009-09
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Sep 17 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Thu Oct 17 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/2001
DEMONSTRAÇÃO COMPLETA DO FATO E SUAS FONTES. AUSÊNCIA DE PROVA CONTRÁRIA.
Caso o contribuinte não apresente provas cabíveis de demonstrar suas alegações, quando lançamento de crédito tributário conter todos os motivos fáticos e legais, com descrição precisa dos fatos ocorridos e suas fontes para apuração do crédito tributário, não há prejuízo a defesa, o lançamento deve ser mantido.
ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO.
O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
Recurso Voluntário Negado - Crédito Tributário Mantido
Numero da decisão: 2803-002.677
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
(Assinado Digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima - Presidente.
(Assinado Digitalmente)
Gustavo Vettorato - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: GUSTAVO VETTORATO
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/2001 DEMONSTRAÇÃO COMPLETA DO FATO E SUAS FONTES. AUSÊNCIA DE PROVA CONTRÁRIA. Caso o contribuinte não apresente provas cabíveis de demonstrar suas alegações, quando lançamento de crédito tributário conter todos os motivos fáticos e legais, com descrição precisa dos fatos ocorridos e suas fontes para apuração do crédito tributário, não há prejuízo a defesa, o lançamento deve ser mantido. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO. O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Recurso Voluntário Negado - Crédito Tributário Mantido
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima - Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vice-presidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 5; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1903; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE03 Fl. 133 1 132 S2TE03 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12259.001662/200909 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2803002.677 – 3ª Turma Especial Sessão de 17 de setembro de 2013 Matéria Contribuições Previdenciárias Recorrente SERVBABY HOSPITAL MATERNOINFANTIL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/01/1999 a 31/01/2001 DEMONSTRAÇÃO COMPLETA DO FATO E SUAS FONTES. AUSÊNCIA DE PROVA CONTRÁRIA. Caso o contribuinte não apresente provas cabíveis de demonstrar suas alegações, quando lançamento de crédito tributário conter todos os motivos fáticos e legais, com descrição precisa dos fatos ocorridos e suas fontes para apuração do crédito tributário, não há prejuízo a defesa, o lançamento deve ser mantido. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE NÃO APRECIADA PELO CARF, ART. 62, DO REGIMENTO INTERNO. O CARF não pode afastar a aplicação de decreto ou lei sob alegação de inconstitucionalidade, salvo nas estritas hipóteses do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Recurso Voluntário Negado Crédito Tributário Mantido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. (Assinado Digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima Presidente. (Assinado Digitalmente) Gustavo Vettorato Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 25 9. 00 16 62 /2 00 9- 09 Fl. 140DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/10/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 12/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12259.001662/200909 Acórdão n.º 2803002.677 S2TE03 Fl. 134 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Helton Carlos Praia de Lima (presidente), Gustavo Vettorato (vicepresidente), Eduardo de Oliveira, Natanael Vieira dos Santos, Oséas Coimbra Júnior, Amilcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 141DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/10/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 12/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12259.001662/200909 Acórdão n.º 2803002.677 S2TE03 Fl. 135 3 Relatório O presente Recurso Voluntário (fls.49 e seguintes) foi interposto contra decisão a quo(fls. 60 e seguintes), que manteve o crédito tributário oriundo de incidência das contribuições previdenciárias devidas à Seguridade Social, relativas à parte empresa, segurados, Seguro de Acidentes do Trabalho SAT, as destinadas aos Terceiros, sobre segurados indevidamente enquadrados como contribuintes individuais, quando deveriam ser enquadrados como empregados, obtidos de por cruzamento de dados das folhas de pagamento, livro diário, GPS, e outros no período de 01.1999 a 01.2001, na forma do art. 3º da CLT. Inclusive fundamentouse em resposta a solicitação de diligência, que declarou que o lançamento foi fundamentado em Recibos de Profissionais Autônomos dos médicos prestadores de serviço, e não em contrato com cooperativa de médicos, o que, efetivamente, sofreria incidência da contribuição do art. 22, IV, da Lei n. 8.212/1991 (fls. 48). A ciência do auto de infração inaugural foi em 04.07.2001 (fls. 01). Assim, o recurso veio à presente turma especial para seu julgamento, em que apresentou os seguintes argumentos resumidos: a diligência requerida na impugnação e realizada não foi efetiva, que os médicos considerados como empregados eram cooperados à cooperativa de trabalho que lhe prestavam serviços, logo a aplicação correta seria de 15% (art. 22, IV, da Lei n. 8.212/1991), que mesmo assim, os médicos considerados como empregados na verdade eram autônomos, tendo atividades sem vinculo empregatício, sem habitualidade, subordinação, exclusividade e contratados por trabalhos específicos. Às fls. 74, a parte complementa o recurso administrativo, alega cerceamento de defesa, afirmando o equivoco do enquadramento dos segurados, juntando julgados da Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência, relatórios de procediementos realizados. Esse é o relatório. Fl. 142DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/10/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 12/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12259.001662/200909 Acórdão n.º 2803002.677 S2TE03 Fl. 136 4 Voto Conselheiro Gustavo Vettorato O recurso é tempestivo, conforme supra relatado, dispensado do depósito prévio (Súmula Vinculante 21 do STF), assim deve o mesmo ser conhecido. Verificase que nenhuma das alegações apresentadas pela contribuinte veio com provas capazes de demonstrar que a autuação estava equivocada. Sequer trouxe documentos probantes dos vínculos contratuais entre os segurados e as cooperativas ou terceiros. Os documentos trazidos como complementares, os relatórios de procedimentos médicos realizados, em nada comprovam as alegações da parte, apenas dizem que houve contratação e prestação de serviços. Ou seja, os documentos estão incompletos, de forma a não permitir o confronto dos vínculos descritos pela autuação com os alegados pela parte como os reais. Impossibilitando o enquadramento de que os médicos considerados como empregados eram cooperados à cooperativa de trabalho que lhe prestavam serviços, logo a aplicação correta seria de 15% (art. 22, IV, da Lei n. 8.212/1991), ou que eram autônomos. Seria possível, inclusive, pedido de juntada de documentos após a impugnação, a priori, o art. 16, do Dec. 70235. Indiferentemente, o princípio da verdade material no processo administrativo, que admite a juntada de documentos a qualquer tempo nos autos, independentemente de deferimento do pedido de juntada prévio. Assim, apenas presumi se que a parte não tinha qualquer prova a ser apresentada. A parte teve oportunidade de juntar os documentos que alega ter inclusive em fase recursal, mas assim não o fez. O lançamento foi claro em todos os seus fundamentos fáticos e jurídicos, inclusive individualizando as situações por segurado, cumprindo exatamente o determinado nos artigos 33 e 37, da Lei n. 8.212/1991, vigente à época, bem como ao art. 142, do CTN. Não havendo qualquer prejuízo a defesa. Isso posto, voto por conhecer o recurso voluntário, para, no mérito, negarlhe provimento. (Assinatura Digital) Gustavo Vettorato Relator Fl. 143DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/10/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 12/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 12259.001662/200909 Acórdão n.º 2803002.677 S2TE03 Fl. 137 5 Fl. 144DF CARF MF Impresso em 17/10/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 06/10/2013 por GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 06/10/2013 po r GUSTAVO VETTORATO, Assinado digitalmente em 12/10/2013 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 16682.900880/2010-12
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 11 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Sep 16 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1802-000.314
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(documento assinado digitalmente)
Ester Marques Lins de Sousa - Presidente e Relatora.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho.
Nome do relator: ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa Presidente e Relatora. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa, José de Oliveira Ferraz Corrêa, Marciel Eder Costa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão e Marco Antonio Nunes Castilho. Relatório. Por economia processual e bem descrever os fatos adoto parte do Relatório da decisão recorrida que transcrevo a seguir: I) Do PER/DCOMP Versa o presente processo sobre manifestação de inconformidade interposta contra Despacho Decisório (Eletrônico) proferido pela Delegacia de Maiores Contribuintes no Rio de Janeiro – DEMAC/RJ, que não homologou a compensação efetivada por meio do PER/DCOMP nº 31647.10095.280307.1.3.04.4144, de débito de estimativa de CSLL (cód. 2469), relativo ao período de apuração fevereiro/2007, no valor de R$ 7.471,50, com o crédito de R$ 7.471,50, oriundo de pagamento indevido ou a maior de estimativa de IRPJ, RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 66 82 .9 00 88 0/ 20 10 -1 2 Fl. 150DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16682.900880/201012 Resolução nº 1802000.314 S1TE02 Fl. 3 2 realizado por meio de DARF (cód. 2319), no valor total de R$ 24.904,99, referente ao período de apuração 31/07/2006. II) Do Despacho Decisório 2. O Despacho Decisório de fls. 07/10 (nº de rastreamento 880540410), emitido em 06/09/2010, apresenta a seguinte fundamentação, decisão e enquadramento legal: “Limite do crédito analisado, correspondente ao valor do crédito original na data de transmissão informado no PER/DCOMP: 7.471,50. Analisadas as informações prestadas no documento acima identificado, foi constatada a improcedência do crédito informado no PER/DCOMP por tratarse de pagamento a título de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período. ... III) Da manifestação de inconformidade 3. Inconformada com a decisão, da qual tomou ciência em 21/09/2010 (AR,fls.11), interpôs a interessada a manifestação de inconformidade de fls. 12/20, instruída com os documentos de fls. 21/49, alegando, em síntese, que: 3.1. os valores compensados devem ser homologados parcialmente, em face de erro formal cometido no preenchimento da DIPJ/2007, ano calendário 2006, que ocasionou informação incorreta do crédito pleiteado; 3.2. a manifestação de inconformidade suspende a exigibilidade dos débitos, nos termos do art. 74, § 11, da Lei nº 9.430/1996, com as alterações introduzidas pela Lei nº 10.833/2003; 3.3. o crédito utilizado no PER/DCOMP não homologado advém de retenções provenientes de órgão público, pagamentos de estimativas mensais e estimativas compensadas com saldos de períodos anteriores, conforme consta na Ficha 12B da DIPJ/2007; 3.4. ocorre que, os valores apontados, os quais podem ser comprovados através dos documentos que instruem sua manifestação, não foram informados na DIPJ, mas foram posteriormente utilizados no pedido de compensação como imposto indevido, quando o correto seria como saldo negativo; 3.5. após o recebimento do Despacho Decisório, retificou a Ficha 12B da DIPJ/2007, assim como o PER/DCOMP nº 33829.68784.230207.1.3.021936, como forma de corroborar o acima exposto, constituindo assim um saldo negativo de R$ 103.179,76, o qual faz jus; 3.6. reconhece que, considerar o crédito como imposto indevido e não como saldo negativo, gera uma diferença a ser recolhida aos cofres Fl. 151DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16682.900880/201012 Resolução nº 1802000.314 S1TE02 Fl. 4 3 públicos, no entanto, o valor não deve corresponder à totalidade exigida no Despacho Decisório, mas somente à multa e aos juros atualizados; 3.7. assim, considerou o crédito como pagamento indevido ou a maior quando da transmissão do PER/DCOMP nº 31647.10095.280307.1.3.044144 em 28/03/2007, no total de R$ 7.471,50 (principal: R$ 5.877,97; multa: R$ 1.175,60; juros: R$ 413,93), porém o correto seria considerar o valor principal atualizado pela taxa SELIC de janeiro/2007 até março/2007, totalizando R$ 6.051,37, restando uma diferença a ser recolhida de R$ 1.420,11; 3.8. o erro no preenchimento da DIPJ e do PER/DCOMP não exclui o direito à utilização do saldo mencionado, uma vez que se tratam de erros formais, sendo dever da Administração Pública a busca pela verdade material, ou seja, tais como se apresentam na realidade, sendo certo que, para tanto, devem ser considerados todos os dados, informações e documentos a respeito da matéria aqui tratada; 3.9. desse modo, a simples ocorrência de erro formal não macula a existência do crédito pleiteado, conforme já reiterado inúmeras vezes pelas DRJ (Acórdãos nº 1518706/2009 e nº 0620283/2008) e pelo CARF (Acórdão nº 10417249/1999) acerca da situação fática de erro de preenchimento de meio eletrônico, ao concluírem, em suma, que a verdade material deve prevalecer sobre a formal; 3.10. o equívoco jamais pode culminar na desconsideração do crédito oriundo do saldo negativo apurado no ano calendário de 2006,não havendo qualquer mácula na efetiva existência do crédito a ser compensado, tendo em vista que, em hipótese alguma a forma pode se sobrepor à essência; 3.11. é nítida a existência do crédito a que tem direito e que agora é compelida a devolver aos cofres públicos; 3.12. se a manifestação de inconformidade não for acolhida estará a Receita Federal obtendo vantagem patrimonial sem justa causa, o que constitui enriquecimento ilícito, instituto esse fortemente repudiado tanto pelos Tribunais Administrativos como pelos Tribunais Superiores do Judiciário; 3.13. diante do exposto, demonstrada a improcedência parcial do indeferimento do pleito, requer a homologação parcial da compensação efetuada, devendo ser considerada a diferença recolhida em DARF anexo. ... A 4ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ/RJ1/RJ) indeferiu o pleito, conforme decisão proferida no Acórdão nº 1242.016, de 31 de outubro de 2011, cientificado ao interessado em 19/12/2012 (Aviso de Recebimento, AR). A decisão recorrida possui a seguinte ementa: ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Fl. 152DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16682.900880/201012 Resolução nº 1802000.314 S1TE02 Fl. 5 4 Data do fato gerador: 06/09/2010 LUCRO REAL ANUAL. PER/DCOMP. PAGAMENTO A MAIOR DE ESTIMATIVA UTILIZADO NA COMPOSIÇÃO DO SALDO NEGATIVO AINDA PENDENTE DE ANÁLISE OU ALTERAÇÃO.CRÉDITO NÃO RECONHECIDO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. Comprovado que o crédito pleiteado no PER/DCOMP objeto destes autos, oriundo de pagamento a maior de estimativa de IRPJ, compõe o saldo negativo apurado ao término do ano calendário e que esse saldo credor, pleiteado em dois outros PER/DCOMP, se encontra pendente de análise pela autoridade administrativa competente, não se reconhece o direito creditório e não se homologa a compensação declarada, por ausência de liquidez e certeza do crédito pleiteado (art. 170 do CTN). Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido Conforme o despacho de encaminhamento, a pessoa jurídica interpôs recurso voluntário ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais CARF, em 18/01/2013. A Recorrente insurgese contra o acórdão recorrido por haver concluído que, em decorrência da pendência de análise dos PER/DCOMPs n° 16859.8 0336.211010.1.7.020768 e 34109.77151.211010.1.7.026122, bem como da possibilidade de modificação dos PER/DCOMPs enviados e da apresentação de novos pedidos de compensação que se utilizem do mesmo saldo negativo, o direito creditório ora pleiteado não seria liquido e certo. Nestes termos, não homologara a compensação declarada. A Recorrente diz que o entendimento é equivocado, pelo que o acórdão recorrido, deve ser integralmente reformado. Alega que: não cabe prejuízo ao julgamento, por depender o presente processo da análise de outras compensações, pois, afronta o principio da eficiência, em razão da não homologação do pedido de compensação por ausência de julgamentos de processos vinculados ao mesmo crédito. a autoridade Fiscal limitouse a afirmar que o crédito pleiteado por meio da PER/DCOMP formalizada nos presentes autos não apresentavam liquidez e certeza, sem ao menos possuir consistente fundamentação e provas, atendose somente a fatos advindos de hipotéticas alterações nas compensações envolvendo o mesmo crédito. de acordo com o principio da verdade material,deve o julgador analisar se, de fato, ocorreu a hipóteseabstratamente prevista na norma e em caso de manifestação do contribuinte, verificar aquilo que é realmente verdade,independente do alegado e provado. no âmbito do processo administrativo, além da Verdade Real, impera o Principio da Oficialidade, o qual impõe à Autoridade Fiscal o dever de impulsionar o feito, Fl. 153DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16682.900880/201012 Resolução nº 1802000.314 S1TE02 Fl. 6 5 efetuando diligências, solicitando documentos, com o fito de concluir o processo administrativo em fiel consonância com a verdade real e com a realidade dos fatos. o acórdão proferido nos presentes autos deve ser prontamente reformado, devolvendose os autos aos órgãos fiscalizatórios competentes para analisar o direito creditório da Requerente, bem como a regularidade das declarações de compensação transmitidas à Secretaria da Receita Federal do Brasil, de modo a verificar o verdadeiro e correto valor do Saldo Negativo da Requerente no anocalendário de 2006 e, por conseguinte, do montante do crédito efetivamente disponível para utilização nas compensações formalizadas no presente processo administrativo, bem como em eventuais outros processos. Finalmente requer seja dado provimento ao recurso voluntário, para que sejam homologadas as compensações requeridas, tendo em vista a existência de crédito a favor da Recorrente decorrente da apuração de saldo negativo de IRPJ em 31/12/2006. Caso não seja este o entendimento desse colegiado, requer a baixa dos autos para os órgãos fiscalizatórios da Secretaria da Receita Federal do Brasil para que procedam a análise do crédito objeto dos presentes autos, em conjunto com os demais processos e PER/DCOMP que envolvam o aproveitamento do saldo negativo de IRPJ do anobase encerrado em 31/12/2006. Protesta a Recorrente pela exposição de razões adicionais às aqui expendidas, bem como pela sustentação oral de suas razões quando do julgamento do Recurso Voluntário por essa Turma julgadora. É o relatório. Voto Conselheira Relatora Ester Marques Lins de Sousa O recurso voluntário é tempestivo. Dele conheço. Conforme relatado, o crédito de R$ 7.471,50, aventado nos presentes autos, referese a pagamento indevido ou a maior de estimativa de IRPJ, realizado por meio de DARF (cód. 2319), no valor total de R$ 24.904,99, referente ao período de apuração de 31/07/2006. declarado no PER/DCOMP nº 31647.10095.280307.1.3.044144 (fls.02/06). Os fatos e fundamentos para o indeferimento do pleito, em sede de primeira instância, estão bem explicados no voto condutor do acórdão recorrido do qual se extraem os seguintes excertos: ... 7. Em consulta ao Sistema IRPJ, verifico que a interessada apresentou três DIPJ no ano calendário de 2006: a original (nº 1220872), em 29/06/2007, uma retificadora/cancelada (nº 1514415), em 25/08/2008, e outra retificadora/ativa (nº 1570152), em 21/10/2010, após a ciência do Despacho Decisório em 21/09/2010. Em todas três, são idênticos os valores das estimativas mensais informados na Ficha 11 (“Cálculo do Imposto de Renda Mensal por Estimativa”), os quais totalizam R$ 9.617.173,50 (fls. 52/63), como demonstrado a seguir: ... Fl. 154DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16682.900880/201012 Resolução nº 1802000.314 S1TE02 Fl. 7 6 8. A interessada afirma, que após o recebimento do Despacho Decisório procedeu à retificação da Ficha 12B da DIPJ/2007, passando a fazer jus ao saldo negativo de R$ 103.179,76. 9. O Sistema IRPJ confirma (fls. 64/66), que o motivo do acréscimo do saldo negativo está no preenchimento da Ficha12B (“Cálculo do IR sobre o Lucro Real”), eis que, enquanto nas duas primeiras DIPJ a parcela dedutível do “Imposto de Renda Mensal Pago por Estimativa” apresenta o valor de R$ 9.617.173,50, na DIPJ retificadora/ativa consta R$ 9.652.441,32. Consequentemente, o saldo negativo de R$ 67.911,94 das duas primeiras restou acrescido para R$ 103.179,76 na última DIPJ, como sintetizado a seguir: ... 10. Alega a interessada que, por essa razão, também efetuou a retificação do PER/DCOMP nº 33829.68784.230207.1.3.021936 após a ciência do Despacho Decisório. De fato, no PER/DCOMP retificador de nº 16859.80336.211010.1.7.020768 (fls.33/45) declara a compensação de débito de IRPJ utilizando o crédito de R$ 67.850,66, proveniente do saldo negativo retificado de R$ 103.179,76. Após a compensação, o saldo do crédito original soma o montante de R$ 35.329,10. 11. Em pesquisa ao Sistema SIEFWeb (fls. 107), constato que a interessada também transmitiu, na mesma data, outro PER/DCOMP, de nº 34109.77151.211010.1.7.026122 (fls. 67/70), no qual se utiliza de parcela do referido crédito remanescente de R$ 35.329,10, para compensar débito de IRPJ, apurando, após a compensação, o saldo de crédito de R$ 35.267,82. 12. Assim, há necessidade de se averiguar se o excesso recolhido a título de estimativa de IRPJ integra o saldo negativo de R$ 103.179,76 pleiteado no PER/DCOMP nº 16859.80336.211010.1.7.020768, e se esse excesso foi utilizado para compensação de algum débito. ... 16. Com base nos dados informados na DIPJ/2007 retificadora/ativa, nas DCTF do ano calendário de 2006 e nos recolhimentos de estimativa efetuados constantes do Sistema SIEFWeb, elaborei o seguinte demonstrativo: ... 17. De sua análise, fica evidente que a interessada cometeu, de fato, um erro material no preenchimento das duas primeiras DIPJ/2007, ao deixar de informar na Ficha 12B das respectivas declarações o efetivo valor do “Imposto de Renda Mensal Pago por Estimativa” – R$ 9.652.441,32 – e, consequentemente, do saldo negativo – R$ 103.179,78 após todos os recolhimentos de estimativa de IRPJ efetuados. Por essa razão, procedeu à entrega da terceira e última DIPJ/2007, ainda que após o recebimento do Despacho Decisório. Fl. 155DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16682.900880/201012 Resolução nº 1802000.314 S1TE02 Fl. 8 7 18. Vêse, assim, que todas as estimativas de IRPJ recolhidas a maior, no período de julho a dezembro/2006, totalizando o valor original de R$ 35.267,84, compõem efetivamente o saldo negativo de R$ 103.179,78, pleiteado no PER/DCOMP nº 16859.80336.211010.1.7.020768 e no PER/DCOMP nº 34109.77151.211010.1.7.026122. 19. A conduta da interessada de promover a retificação da DIPJ/2007 após a ciência do Despacho Decisório, bem demonstra o seu intuito de pleitear como crédito oriundo de saldo negativo, tanto os complementos de estimativa efetivamente recolhidos como os valores recolhidos a maior. Prova está na retificação do PER/DCOMP nº 33829.68784.230207.1.3.021936 pelo de nº 16859.80336.211010.1.7.020768 e, ainda, na transmissão do PER/DCOMP nº 34109.77151.211010.1.7.026122, para declarar compensação de débitos com crédito oriundo do saldo negativo de R$ 103.179,78, no qual se incluem os valores pagos em excesso. Desse modo, a presente análise deve se ater ao mencionado saldo negativo retificado. 20. Sobre a matéria, o artigo 170 do Código Tributário Nacional (CTN) dispõe que os créditos contra a Fazenda Pública devem ser líquidos e certos: ... 21. No caso concreto, o crédito pleiteado não apresenta, todavia, os requisitos de liquidez e certeza exigidos no referido diploma legal, pelos motivos que passo a expor. 22. Os PER/DCOMP de nº 16859.80336.211010.1.7.020768 e 34109.77151.211010.1.7.026122, por meio dos quais a interessada utiliza como crédito, para efeito de compensação, parte do saldo negativo de R$ 103.179,78, ainda se encontram pendentes de análise conclusiva, de acordo com as informações extraídas do Sistema SIEFWeb (fls. 104 e 106). Em decorrência, o exame desse saldo credor não se consumou até a presente data, podendo ele ser confirmado ou não pela autoridade administrativa de jurisdição da interessada, do mesmo modo que o saldo remanescente de R$ 35.267,82 indicado no PER/DCOMP nº 34109.77151.211010.1.7.026122. 23. Vale ressaltar, que descabe nesta instância administrativa o exame do referido saldo negativo, eis que, se assim ocorresse, estarseia incorrendo em supressão de instância, com evidente prejuízo para a interessada no que concerne à sua defesa. 24. Outro fator que contribui para aumentar a incerteza quanto ao valor do crédito é o fato de o saldo negativo se referir ao ano calendário de 2006. Nessas condições, uma vez ocorrido o fato gerador em 31/12/2006, tem a interessada a possibilidade de, no prazo decadencial de 5 (cinco) anos, ou seja, até 31/12/2011, alterar pedidos feitos em PER/DCOMP anteriores ou mesmo apresentar novos pedidos, com a finalidade de compensar débitos com crédito proveniente desse saldo negativo, de vez que os excessos recolhidos de julho a dezembro/2006 se encontram disponíveis. Fl. 156DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16682.900880/201012 Resolução nº 1802000.314 S1TE02 Fl. 9 8 25. À vista do exposto, voto no sentido de não acolher as razões da manifestação de inconformidade interposta, motivo pelo qual não reconheço o direito creditório pleiteado no PER/DCOMP nº 31647.10095.280307.1.3.044144 e não homologo a compensação nele declarada, do débito de CSLL, PA fevereiro/2007. Como se vê, a conclusão da DRJ é que: Comprovado que o crédito pleiteado no PER/DCOMP objeto destes autos, oriundo de pagamento a maior de estimativa de IRPJ, compõe o saldo negativo apurado ao término do ano calendário e que esse saldo credor, pleiteado em dois outros PER/DCOMP, se encontra pendente de análise pela autoridade administrativa competente, não se reconhece o direito creditório e não se homologa a compensação declarada, por ausência de liquidez e certeza do crédito pleiteado (art. 170 do CTN). A Recorrente não se insurge quanto ao entendimento expendido pela DRJ no sentido de que o valor pleiteado no PER/DCOMP sob análise decorre de excesso de estimativa que compõe o saldo credor do IRPJ, declarado na DIPJ/2007, objeto de compensação em dois outros PER/DCOMP. A pretensão da Recorrente em sede recursal é que, os PER/DCOMPs n° 16859.8 0336.211010.1.7.020768 e 34109.77151.211010.1.7.026122 em que se analisa o saldo credor do IRPJ de 2006, não sejam óbice para a deliberação do pleito de que tratam os presentes autos. A Recorrente pede que sejam devolvidos os autos aos órgãos fiscalizatórios competentes para analisar o direito creditório da Requerente, bem como a regularidade das declarações de compensação transmitidas à Secretaria da Receita Federal do Brasil, de modo a verificar o verdadeiro e correto valor do Saldo Negativo da Requerente no anocalendário de 2006 e, por conseguinte, do montante do crédito efetivamente disponível para utilização nas compensações formalizadas no presente processo administrativo, bem como em eventuais outros processos. Finalmente requer seja dado provimento ao recurso voluntário, para que sejam homologadas as compensações requeridas, tendo em vista a existência de crédito a favor da Recorrente decorrente da apuração de saldo negativo de IRPJ em 31/12/2006. Caso não seja este o entendimento desse colegiado, requer a baixa dos autos para os órgãos fiscalizatórios da Secretaria da Receita Federal do Brasil para que procedam a análise do crédito objeto dos presentes autos, em conjunto com os demais processos e PER/DCOMP que envolvam o aproveitamento do saldo negativo de IRPJ do anobase encerrado em 31/12/2006. Resta comprovado que o crédito pleiteado no PER/DCOMP objeto destes autos, oriundo de pagamento a maior de estimativa de IRPJ, relativo ao período de julho/2006, compõe o saldo negativo de R$ 103.179,78, apurado ao término do ano calendário de 2006, utilizado para compensação de débitos. Com efeito, descaracterizado o indébito do pagamento de estimativa, em virtude da afirmação acima, pode, em tese, ser atendido, em parte, o pedido formulado, na forma de saldo negativo, desde que reconhecido e informados os débitos compensados, via PER/DCOMP. Fl. 157DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA Processo nº 16682.900880/201012 Resolução nº 1802000.314 S1TE02 Fl. 10 9 Diante do exposto, voto no sentido de que os presentes autos sejam encaminhados à Delegacia de Maiores Contribuintes no Rio de Janeiro – DEMAC/RJ, que expediu o despacho decisório, para diligenciar e informar, se da análise dos PER/DCOMPs n° 16859.8 0336.211010.1.7.020768 e 34109.77151.211010.1.7.026122, e outros, restou reconhecido o saldo credor de IRPJ do ano calendário de 2006, no montante de R$ 103.179,78 e, qual a sua utilização para fins de compensação de débitos, para que se possa homologar ou não a compensação declarada pelo contribuinte e extinção dos débitos de que tratam os presentes autos. Finalmente informar se os PER/DCOMPs n° 16859.8 0336.211010.1.7.020768 e 34109.77151.211010.1.7.026122 constam de processo administrativo fiscal em tramitação e se existe decisões administrativas em relação a tais PER/DCOMPs. Realizada a diligência, deve ser elaborado relatório circunstanciado, do qual deve ser dada ciência ao Contribuinte para sua manifestação, se do seu interesse, no prazo de 30 (trinta dias). Apresentada a manifestação ou transcorrido o prazo, devem os autos retornar ao CARF para prosseguimento do julgamento. É como voto. (documento assinado digitalmente) Ester Marques Lins de Sousa. Fl. 158DF CARF MF Impresso em 16/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA, Assinado digitalmente em 16/ 09/2013 por ESTER MARQUES LINS DE SOUSA
score : 1.0
Numero do processo: 13974.000126/2003-70
Turma: Quarta Câmara
Seção: Segundo Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Tue Jul 23 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI
Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003
IPI - RESSARCIMENTO/COMPENSAÇÃO - CRÉDITO PRESUMIDO - DIREITO AO RESSARCIMENTO NÃO RECONHECIDO EM PROCESSO ANTECEDENTE COMPENSAÇÃO IMPOSSIBILIDADE..
Ante a inexistência, iliquidez e incerteza do valor do suposto crédito ressarciendo de IPI, já proclamada por decisão no processo administrativo de ressarcimento, inexiste o direito à sua compensação com débitos (vencidos ou vincendos), donde decorre que estes últimos devem ser cobrados através do procedimento previsto nos §§ 7º e 8º do art. 74 da Lei nº 9430/96 (na redação dada pela Lei nº 10.833/03)
Não se justifica, a reforma da r. decisão recorrida, se tanto na fase instrutória, como na fase recursal, a Recorrente não apresentou nenhuma evidencia concreta e suficiente para descaracterizar a motivação invocada pela d. Fiscalização, para o indeferimento do direito creditório.
Numero da decisão: 3402-002.119
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos negar provimento ao recurso
GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO
Presidente Substituto
FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA
Relator
Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo DEça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Winderley Moraes Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior, Leonardo Mussi da Silva (Suplente).
Nome do relator: FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA
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Ante a inexistência, iliquidez e incerteza do valor do suposto crédito ressarciendo de IPI, já proclamada por decisão no processo administrativo de ressarcimento, inexiste o direito à sua compensação com débitos (vencidos ou vincendos), donde decorre que estes últimos devem ser cobrados através do procedimento previsto nos §§ 7º e 8º do art. 74 da Lei nº 9430/96 (na redação dada pela Lei nº 10.833/03) Não se justifica, a reforma da r. decisão recorrida, se tanto na fase instrutória, como na fase recursal, a Recorrente não apresentou nenhuma evidencia concreta e suficiente para descaracterizar a motivação invocada pela d. Fiscalização, para o indeferimento do direito creditório. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos negar provimento ao recurso GILSON MACEDO ROSENBURG FILHO Presidente Substituto AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 97 4. 00 01 26 /2 00 3- 70 Fl. 161DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA 2 FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Relator Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Gilson Macedo Rosenburg Filho (Presidente Substituto), Fernando Luiz da Gama Lobo D’Eça (Relator), Silvia de Brito Oliveira, Winderley Moraes Pereira (Substituto), João Carlos Cassuli Júnior, Leonardo Mussi da Silva (Suplente). Relatório Tratase de Recurso Voluntário (fls. 45/64) contra o Acórdão DRJ/RPO nº 1416.127 de 21/06/07 constante de fls. 42/47 exarado pela 2ª Turma da DRJ de Ribeirão Preto SP que, por unanimidade de votos, houve por bem “indeferir” a Manifestação de Inconformidade de fls. 15/30, mantendo o Despacho Decisório da SAORT da DRF de Joinvile SC (fls. 09/10) que à vista do Despacho decisório proferido no Processo nº 13974.00122/200391, deixou de homologar a declaração de compensação que visava compensar débitos de PIS no período de apuração de 01 a 12 de 2000, com supostos créditos presumidos de IPI ressarciendos referentes ao ano calendário de 2002. Por seu turno, a r. decisão de fls. 42/47 da 2ª Turma da DRJ de Ribeirão Preto SP, houve por bem “indeferir” a Manifestação de Inconformidade de fls. 15/30, mantendo o Despacho Decisório da SAORT da DRF de Joinvile SC (fls. 09/10), aos fundamentos sintetizados na seguinte ementa: “ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/01/2003 a 31/03/2003 DCOMP. CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. AQUISIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS. Os valores referentes às aquisições de insumos de pessoas físicas nãocontribuintes do PIS/Pasep e da Cofins, não integram o cálculo do crédito presumido por falta de previsão legal. CRÉDITO PRESUMIDO. BASE DE CÁLCULO. EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS NT. Inexiste previsão legal para a inclusão de exportações de produtos NT, quanto à quantificação da receita de exportação para a determinação da base de cálculo do crédito presumido. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. EXPORTAÇÕES DE PRODUTOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS. Na apuração da receita de exportação não devem ser incluídas as vendas para o exterior de produtos adquiridos de terceiros, que não tenham sofrido qualquer processo de industrialização. Solicitação Indeferida” Fl. 162DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA Processo nº 13974.000126/200370 Acórdão n.º 3402000.119 S3C4T2 Fl. 3 3 Nas razões de Recurso Voluntário (45/64) oportunamente apresentadas, a ora Recorrente sustenta a insubsistência da r. decisão recorrida tendo em vista que: a) que os referidos créditos ressarciendos de IPI seriam legítimos conforme reconhecido nas decisões do Poder Judiciário que cita. Submetido o recurso a julgamento, em sessão de 04/06/2009, através da Resolução nº 220200.035 (fls. 95/98) a C. 2ª Turma ordinária da 2ª Câmara da 2ª Seção do CARF, acolhendo proposta da ínclita Presidente e Relatora (Cons. Nayra Bastos Manatta), por unanimidade de votos converteu o julgamento em diligência, para que fossem tomadas as seguintes providências: a) anexar copia da decisão final proferida na esfera administrativa do processo n" 13974.000122/200391; b) verificar, diante da decisão final proferida naquele processo, se o credito porventura concedido naquele processo é capaz de fazer frente aos débitos constantes deste processo e objeto de compensação; c) elaborar demonstrativo de calculo, se for o caso de haver sido concedido algum direito creditório no processo acima mencionado; d) elaborar parecer conclusivo, anexando os documentos que se fizerem necessários para o deslinde da questão; e) dos resultados das averiguações, seja dado conhecimento ao sujeito passivo, para que, em querendo, manifestese sobre o mesmo no prazo de 30 (trinta) dias; f) após conclusão da diligência, retornassem os autos a esta Câmara, para julgamento. No atendimento à diligência solicitada, a SAORT da DRF de Joinvile – SC (constante de arquivo em PDF sem numeração de páginas do processo físico) certifica que: “Versa o presente processo sobre declaração de compensação, protocolada pelo contribuinte acima identificado na data de 29/04/2003 (fls. 03/05), por meio da qual informou a utilização de parte do crédito detalhado em pedido de ressarcimento anterior referente a credito presumido de IPI, pleiteado sob o processo nº 13974.000122/200391, no valor de R$ 11.709.724,94 na compensação de débitos de PIS (código 8109), períodos de apuração 01/2000, 02/2000 e 07/2000 a 12/2000, que perfazem, em valores originários, o montante de R$ 280.725,80. Após passar pelas instâncias administrativas de julgamento, o processo em questão aportou na Segunda Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, a qual, através da Resolução n° 220200.035 Câmara/2ª Turma Ordinária, de 04 de junho de 2009 (tis. 99/102), por unanimidade de votos, converteu o julgamento do recurso em diligência, nos termos do voto da Relatara, que a seguir transcrevese: "RELATÓRIO Trata o presente processo de declaração de compensação dos débitos confessados às fls. 01 com direito creditório que adviria do ressarcimento do crédito presumido do IPI pleiteado no processo n° 13974.000122/200391. A DRF de origem não homologou as compensações tendo em vista que o crédito pleiteado no processo acima mencionada foi indeferido pois foram glosadas naquele processo. as aquisições de pessoa física não contribuintes do PIS/PASEP e da Cofins, Fl. 163DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA 4 bem como exportação de produtos não tributados ou adquiridos de terceiros. A contribuinte interpôs manifestação de inconformidade alegando em síntese: o processo nº 13974.000122/200391 ainda estava em discussão no contencioso administrativo razão pela qual o presente processo deveria ser juntado àquele: são ilegais as restrições feitas através de instruções normativos relativas às aquisições de insuetos de pessoa física e cooperativas: o crédito presumido é devido na exportação de mercadorias e não apenas de produtos industrializados, cindiume conceito dado pela Lei n° 9363/96 que instituiu o benefício: requer homologação das DCOMPs apresentadas. A DRJ indeferiu a solicitação, sob os argumentos de que o processo de ressarcimento foi julgado de maneira desfavorável ao contribuinte pela Quarta do Segundo Conselho de Contribuintes: é indevida a inclusão no cálculo do crédito presumido de IPI de aquisições de pessoa física, bem como que existe previsão legal para inclusão no cálculo do beneficio de exportação de produtos NT ou adquiridos de terceiros que não tenham sofrido qualquer industrialização. Cientificada a contribuinte interpôs recurso voluntário alegando, em síntese. as mesmas razões da inicial, acrescendo ainda as características da empresa que a colocam como “industrializadora” pois o fato dos produtos por ela fabricados serem NT na TIPI não significa que não sejam industrializados. mas sim que estes produtos não sofrem a incidência do IPI, e. mais ainda, a recorrente realiza beneficiamento dos produtos. 0 julgamento do recurso foi convertido em diligência para que fosse: Informado qual a situação do processo n" 13974.000122/2003 91 (se houve interposição de recurso especial. se este já foi definitivamente julgado esfera administrativa, e, se ()foi, anexar cópia da decisão final): Verificado diante da decisão final proferida naquele processo, se o crédito porventura concedido naquele processo é capaz de fizer frente aos débitos constantes deste processo e objeto de compensação: Elaborado demonstrativo de cálculo se for o caso de haver sido concedido algum direito creditório no processo acima mencionado: Elaborado parecer conclusivo, anexando os documentos que se fizerem necessários para o deslinde da questão. Em resposta à diligência proposta a autoridade fiscal informou que o processo acima mencionado encontrase no Conselho de Fl. 164DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA Processo nº 13974.000126/200370 Acórdão n.º 3402000.119 S3C4T2 Fl. 4 5 Contribuintes aguardando julgamento do recurso especial interposto. Cientificada do teor da diligência proposta a contribuinte solicita que se aguarde o julgamento definitivo, na esfera administrativa, do processo no qual se discute o direito creditório sob pena de decisões conflitantes. VOTO O recurso interposto encontrase revestido das formalidades legais cabíveis merecendo ser apreciado. O processo versa sobre a não homologação de compensações dos débitos confessados à fls. 01 com direito creditório que pleiteado através do processo no 13974.000122/200391, relativo a ressarcimento do crédito presumido do IPI. O motivo da não homologação das compensações foi exatamente o fato de o direito creditório pleiteado no citado processo de ressarcimento haver sido indeferido. Ou seja, o motivo para que as compensações pleiteadas não fossem homologadas é a inexistência do direito creditório a fizer frente aos débitos. Por sua vez, o direito creditório em si é objeto de outro processo administrativo o de n° 13974.00012212003 91. Naquele processo é que se vai discutir o direito creditório. se for mantida a negação do direito creditório as compensações neste processo pleiteadas não podem ser homologadas. por outro lado, se o direito creditório for deferido à recorrente, as compensações aqui pleiteadas hão de ser homologadas até o limite do direito creditório reconhecido naquele processo, razão pela qual a sorte deste processo está intimamente ligada à sorte daquele outro. Restou confirmado que foi interposto recurso especial no processo de ressarcimento contra decisão proferida pela Quarta Câmara deste Segundo Conselho de Contribuintes que, por voto de qualidade, negou provimento ao recurso voluntário interposto, ou seja, ainda não há decisão definitiva na esfera administrativa sobre o direito creditório usado nas compensações. Desta forma, diante dos fatos. e com esteio no artigo 29 do Decreto nº 70.235/72, somos pela transformação do presente voto em diligência. para que sejam tomadas as seguintes providências: Anexar cópia da decisão final proferida na esfera administrativa do processo nº 13974.0001227200391: Verificar. diante da decisão final proferida naquele processo se o crédito porventura concedido naquele processo é capaz de fazer frente aos débitos constantes deste processo e objeto de compensação: Fl. 165DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA 6 Elaborar demonstrativo de cálculo, se for o caso de haver sido concedido algum direito creditório no processo acima mencionado: Elaborar parecer conclusivo. anexando os documentos que se fizerem necessários parar o deslinde da questão. Dos resultados das averiguações, seja dado conhecimento ao sujeito passivo, para que, em querendo. manifestese sobre o mesmo no prazo de 30 (trinta) dias. Após conclusão da diligência. retornem os autos a esta Câmara, para julgamento". É o relatório. Preliminarmente, cumpre esclarecer que, além do presente processo, foram enviados em diligência a esta SAORT outros três processos, todos na mesma situação, a saber: 13974.000124/200325, 13974.000125/200370 e 13974.000127/200314. Observase que, em atendimento à primeira das providências a serem tomadas consoante a diligência acima transcrita, a ARF/Mafra anexou ao processo os principais provimentos concernentes ao processo n" 13974.0001221200391, sendo de se destacar, relativamente a decisão final proferida, o acórdão n" 930300.682 (fls. 125/132) e o despacho n" 9303103 (fls, 134/135), ambos do CARF. À vista do acórdão n' 930300.682, da 3ª Turma do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, de 02 de fevereiro de 2010 (fls. 125/132), constatase que o recurso especial do contribuinte restou provido, por maioria de votos, conforme se extrai de sua ementa e relatório, a seguir parcialmente transcrito: "ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS IPI Período de apuração: 01/10/2002 a 31/12/2007 IPI. CRÉDITO PRESUMIDO DE IPI. AQUISIÇÕES DE NÃO CONTRIBUINTES O incentivo corresponde a um crédito que é presumido, cujo valor deflui de fórmula estabelecida pela lei, a qual considera que é possível ter havido sucessivas incidências das duas contribuições, mas que. por se tratar de presunção “juris et de jure”: não exige nem admite prova ou contraprova de incidências ou não incidências, seja pelo Fisco, seja pelo contribuinte. Os valores correspondentes às aquisições de matériasprimas. produtos intermediários e material de embalagem de não contribuintes do PIS e da Cofins (pessoas físicas e cooperativas) podem compor a base de cálculo do crédito presumido de que trata a Lei n"9.363/96. Não cabe ao intérprete Jazer distinção nos casos em que a lei não o fez. Recurso Especial do Contribuinte Provido. [...] Fl. 166DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA Processo nº 13974.000126/200370 Acórdão n.º 3402000.119 S3C4T2 Fl. 5 7 Tratase de pedido de ressarcimento de crédito presumido do IPI a que se refere a Lei nº 9.363/1996. A matéria devolvida a este Colegiado cingese à questão da inclusão ou não na base de cálculo do crédito presumido dos valores pertinentes às aquisições de não contribuintes. O julgamento deste recurso tem como paradigma o Recurso nº 222.766. julgado na sessão imediatamente anterior a esta, sendolhe aplicada a mesma tese daquele julgado, nos termos do art. 47 do Anexo II do Regimento Interno do CARF aprovado pela Portaria MF nº 256. de 22 de junho de 2009. Este voto segue as disposições do § in fine., do art. 47 do Anexo II do Regimento Interno do CARI: aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. Para tanto, resguardando o entendimento pessoal, adoto a tese do julgamento do Recurso nº 222.766. 'Aquisições de não contribuintes Tratase de análise de recurso especial de divergência interposto pela contribuinte, no qual foi dado seguimento para análise da glosa de insumos que supostamente não tiveram incidência das contribuições para o PIS/Pasep e Cofins (pessoas físicas e cooperativas:. A controvérsia limitase à incidência do art. 1º da Lei nº 9.363, de 16/12/96, imposta pela Instrução Normativa SRF nº 23, de 13/03/1997, que reconhece o direito apenas para aquisições de pessoas jurídicas e pela Instrução Normativa SRF nº 103, de 30/12/1997, que excluem as cooperativas de produção. Em ambos os casos, o fundamento é o mesmo: o benefício do crédito presumido do IPI, para ressarcimento de PIS/PASEP e COFINS, somente será cabível quando nas aquisições de matériasprimas, produtos intermediários e material de embalagem pelo produtor exportador houver incidência dessas contribuições sociais. [...] Muito embora o assunto já se encontre pacificado no âmbito desta E. Câmara Superior, conforme jurisprudência trazido pela interessada, não pela unanimidade de votos. Pertinente são as conclusões do respeitável doutrinador Ricardo Mariz de Oliveira em trabalho divulgado em 2000, quando o assunto era ainda polêmico. Para melhor clareza, peço vênia para reproduzir as suas conclusões como se minhas fossem: VII CONCLUSÃO: AS AQUISIÇÕES NÃO TRIBUTADAS INTEGRAM O CÁLCULO DO INCENTIVO, SENDO ILEGAIS AS INSTRUÇÕES NORMATIVAS FAZENDÁRIAS EM CONTRÁRIO De tudo se conclui que as aquisições de insumos que não tenham sofrido a incidência da contribuição ao PIS e da COFINS também integram a determinação da base de cálculo do credito presumido a que alude a Lei nº. 9363. Fl. 167DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA 8 Isto porque, e em síntese: a expressão legal “Contribuições incidentes” não pode ser vinculada a cada operação de aquisição de insumos, pois tal vinculação não faz qualquer sentido lógico, além de impor condição a incidência sobre cada aquisição, isoladamente considerada de realização impossível, porque as contribuições não incidem na base de 5,37%, que é a porcentagem para cálculo do crédito presumido segundo a respectiva fórmula legal: seja pela literalidade da norma do art. 1º da Lei n. 9363, seja por sua consideração em conjunto com os demais dispositivos dessa mesma lei, especialmente com os que estatuem a fórmula de cálculo do crédito presumido. verificase que o alusão ao ressarcimento das contribuições incidentes somente pode ser referida a todas as incidências que possivelmente tenham ocorrido em qualquer anterior etapa do ciclo econômico do produto exportado e dos seus insumos; o incentivo corresponde a um crédito que é presumido, cujo valor deflui de fórmula estabelecida pela lei, a qual considera que é possível ter havido sucessivas incidências das duas contribuições, mas que, por se tratar de presunção 'juris et de jure', não exige nem admite prova ou contraprova de incidências ou não incidências, seja pelo fisco, seja pelo contribuinte; a fórmula legal de cálculo do incentivo manda considerar o valor total das aquisições de insumos, sem distinção entre as tributárias e as não tributadas; o crédito presumido é uma subvenção que Visa incrementar as exportações brasileiras, e não se confunde com restituição de contribuições, não havendo, assim, razão para exigir a incidência de contribuições para que uma aquisição de insumos seja integrada ao respectivo cálculo: o ressarcimento do crédito presumido em moeda corrente, é uma forma alternativa de pagamento da subvenção, sendo que ressarcimento significa provimento do incentivo em cobertura de parte das despesas de custeio, e não restituição de contribuições, também por isto sendo irrelevante ter ou não ter havido incidência sobre cada aquisição de instintos, isoladamente considerada; a prova da incidência e dos recolhimentos sobre cada aquisição de insumos era exigida pela legislação anterior, mas foi tacitamente revogada não podendo, pois, ser feita na vigência da nova lei, revogadora da anterior: o ressarcimento, por ser presumido e estimado na forma da lei, é referente às possíveis incidências das contribuições em todos as etapas anteriores à aquisição dos insumos e à exportação, os quais integram o custo do produto exportado; tudo isto é confirmado pelas regras de hermenêutica, que excluem interpretação pela literalidade da norma legal e a consideração de apenas um dispositivo isolado das demais normas da mesma lei e do ordenamento jurídico, que exigem Fl. 168DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA Processo nº 13974.000126/200370 Acórdão n.º 3402000.119 S3C4T2 Fl. 6 9 resultado derivado da interpretação que seja coerente com os objetivos da lei, que excluem resultado ilógico e de realização impossível, e que requerem o emprego de todos os métodos de exegese, notadamente o sistemático, o teleológico e o histórico; não obstante, mesmo a letra da lei comporta perfeitamente a interpretação no sentido de que não é necessária a incidência sobre a aquisição de insumos propriamente dita, referindose antes, às possíveis incidências em quaisquer outras operações que tenham onerado as aquisições dos insumos e o custo do produto exportado. Em vista disso tudo, concluise de modo inarredável que carecem de base legal o parágrafo 2º do art. 2º da Instrução Normativa nº 23/97 (que limita o crédito às aquisições feitas à pessoas jurídicas e que tenham sido tributadas) e o ali. 2° da Instrução Normativas SRF nº 103/97 (que exclui as aquisições, feitas ás cooperativas). Na verdade, o crédito presumido de IPI, por ser presumido, independe do valor que efetivamente tenha sido recolhido a título daquelas contribuições sobre as diversas fases de elaboração do produto vendido. Mesmo o inexpressivo pagamento de PIS/Pasep e Cofins em etapas anteriores não obstaria o direito ao crédito. Isto porque a lei, ao estabelecer a base de cálculo e o percentual, criou uma presunção absoluta juris et de jure. A dimensão mal da cadeia produtiva é irrelevante para O cálculo do beneficio. Por fim, noticiase que a jurisprudência do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, consolidada em suas duas turmas de direito público, reconhece o direito do interessado. [...]. Nos termos do voto paradigma transcrito linhas acima, dáse provimento ao recurso. Às fls. 134/135, foi anexada cópia do despacho nº 9303103, de 10 de maio de 2011, por intermédio do qual a ª Turma do CARF rejeitou os embargos de declaração interpostos pelo interessado, nos seguintes termos: "Tratase de embargos de declaração interposto pelo sujeito passivo, tempestivamente, contra o Acórdão 9303.00682. que deu provimento ao recurso especial interposto pelo contribuinte. [...] A leitura da emento transcrita. bem como do inteiro teor do acórdão embargado (fls. 551/554) permite concluir que apenas essa matéria (aquisições de não contribuintes) foi levada à apreciação da instância superior. E isso em decorrência de o recurso especial interposto pelo contribuinte, fls. 475/489, ter se restringido a levantar a divergência jurisprudencial quanto a essa matéria (aquisições de não contribuintes). exclusivamente. Fl. 169DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA 10 Ocorreu, no caso que a decisão de segunda instância não analisou a questão atinente ao direito ao crédito presumido sobre exportação de produtos N/T por entender ter restado prejudicada essa análise. Todavia, a contribuinte não apresentou embargos contra a decisão da turma a quo (acórdão 20400,408fls. 464/470), tendo a mesma tornadose definitiva quanto a essa questão. E, como a decisão da DRJ havia negado o direito ao beneficio, por tratar o caso de exportação de produto N/T, essa foi a decisão que restou aplicável, Assim, não há como concordar com a embargaste quando alega ter ocorrido obscuridade e omissão na decisão ora embargada (acórdão proferido pela terceira turma da CSRF fls. 551/554). O acórdão embargado é claro e analisou, sem qualquer contradição, a única matéria que foi objeto do recurso especial interposto pela contribuinte. Ainda que se entenda que tenha ocorrido um erro no julgamento que terminou implicando em prejuízo para a contribuinte, tal erro ocorreu na decisão de segunda instância, que deixou de decidir sobre a questão relativa à exportação de produtos N/T. Entretanto, não há conto. em sede de embargos contra decisão proferido pela instância superior reparar equívocos cometidos em decisão de turma a quo. Com essas considerações, rejeito os embargos de declaração interpostos pelo sujeito passivo, por ausência de omissão, obscuridade ou contradição na decisão embargado". Cumpre ainda observar que, no intervalo entre as duas decisões acima transcritas – definitivas no âmbito do processo nº 13974.000122/200391 emitidas nas datas de 02/02/2010 e 10/05/2011, respectivamente, esta SAORT produziu, neste mesmo processo. cm 06/12/2010, a Informação Fiscal que se reproduz (anexada às fls. 559/560 do processo nº 13974.000122/200391): "A pessoa jurídica, em epígrafe, apresentou Pedido de Ressarcimento referente a créditos de IPI apurados ao longo do anocalendário de 2002, com fundamento na Lei nº 10.276/01. no montante de RS 11.709,724,94. Conforme Despacho Decisório de fls. 392395, houve o indeferimento total do pleito em virtude basicamente de não haver instintos para composição da base de cálculo do crédito presumido do IPI, bem como de não haver receita de exportação que atenda aos critérios estabelecidos na legislação para concessão do benefício. O contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, fls. 400416, insurgindose contra tal decisão. Por seu turno. a DRJ Porto Alegre prolatou o Acórdão nº 4.5402004, fls. 429437, indeferindo por completo o recurso interposto pelo contribuinte, cuja ementa in verbis: Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados Período de Apuração: 01/10/2002 a 31/12/2002 Fl. 170DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA Processo nº 13974.000126/200370 Acórdão n.º 3402000.119 S3C4T2 Fl. 7 11 Ementa: CRÉDITO PRESUMIDO DO IPI. I – PRODUTOS N/T. A exportação de produtos NT não gera direito ao crédito presumido do IPI, instituído para ressarcimento do PIS/Pasep e da Cofins . II – AQUISIÇÕES DE MATÉRIASPRIMAS DE PESSOAS FÍSICAS. O valor dos insumos adquiridos de pessoas físicas, não contribuintes do PIS/Pasep e da Cofins, não se computa no cálculo do crédito presumido. Solicitação Indeferida. Diante disso. o contribuinte intetpôs o recurso voluntário de fls. 441460. No Acórdão nº 20400.408. fls. 464470, a 4ª Câmara do 2º Conselho de Contribuintes negou provimento ao recurso no que tange às aquisições de pessoas físicas. No entanto, entendeu como prejudicado o recurso no que tange aos produtos Não Tributados. e. por óbvio, não proveu o recurso nesta parte. Mais uma vez o contribuinte insurgiuse. apresentando o recurso especial de fls. 475489. A Câmara Superior de Recursos Fiscais prolatou o Acórdão nº 930300.682 3ª turma, fls. 551554. provendo o recurso especial em questão. Contudo. só garantiu ao contribuinte o direito de que as aquisições de não contribuintes do PIS e da Cofins compunham o base de cálculo do crédito presumido do IPI. Dessa feita, não obstante o contribuinte ter por provido seu recurso com relação às aquisições de pessoas físicas, não há decisão em seu favor no que atine às exportações de produtos não tributados. Com isso, NÃO HÁ DIREITO CREDITÓRIO A SER RECONHECIDO, uma vez que não há receitas de exportações a serem consideradas para a apuração do crédito presumido do IPI, uma vez que, como se apurou quando da análise fiscal que subsidiou o Despacho Decisório de fls. 392395, o contribuinte só exportou produtos NT. Ante o exposto, e tendo em vista a legislação pertinente. dêse continuidade aos procedimentos de cobrança alusivos às declarações de compensação da empresa em epígrafe. Em razão disso, os débitos em aberto no âmbito do processo n° 13974.0001221200391 foram encaminhados para inscrição cm divida ativa, a qual foi formalizada, em setembro de 2012, através das inscrições 91 2 12002 19870 e 91 6 12006 84121. Fl. 171DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA 12 Assim sendo, é de se concluir pela inexistência de direito creditório a ser empregado nas compensações declaradas pelo contribuinte no âmbito do presente processo. Face ao disposto na Resolução nº 220200.035, da 2ª Câmara/2ª Turma Ordinária do CARF, cientifiquese o contribuinte do presente despacho, para, "em querendo, manifestarse sobre o mesmo no prazo de 30 (trinta) dias. Findo este prazo, com ou sem resposta, retornem os autos à 2ª Câmara/ 2ª Turma Ordinária da 2ª Seção de Julgamento do CARF, para prosseguimento. Joinville, 25 de janeiro de 2013. assinatura digital Heloisa Beer Goldgaber AuditoraFiscal da RF13 Matr. 68.645” Através de r. Despacho de encaminhamento a d. Fiscalização certifica que “Devolvemos o presente processo ao CARF/MFDF, tendo em vista a diligência efetuada as folhas 138 a 147. Informamos que o interessado não se manifestou quanto a diligência.” É o relatório. Voto Conselheiro FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA, Relator O recurso reúne as condições de admissibilidade mas, no mérito não merece provimento. Realmente, a diligência solicitada, não contraditada pela ora Recorrente certifica que: “A Câmara Superior de Recursos Fiscais prolatou o Acórdão nº 930300.682 3ª turma, fls. 551554. provendo o recurso especial em questão. Contudo. só garantiu ao contribuinte o direito de que as aquisições de não contribuintes do PIS e da Cofins compunham o base de cálculo do crédito presumido do IPI. Dessa feita, não obstante o contribuinte ter por provido seu recurso com relação às aquisições de pessoas físicas, não há decisão em seu favor no que atine às exportações de produtos não tributados. Com isso, NÃO HÁ DIREITO CREDITÓRIO A SER RECONHECIDO, uma vez que não há receitas de exportações a serem consideradas para a apuração do crédito presumido do IPI, uma vez que, como se apurou quando da análise fiscal que Fl. 172DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA Processo nº 13974.000126/200370 Acórdão n.º 3402000.119 S3C4T2 Fl. 8 13 subsidiou o Despacho Decisório de fls. 392395, o contribuinte só exportou produtos NT. Ante o exposto, e tendo em vista a legislação pertinente. dêse continuidade aos procedimentos de cobrança alusivos às declarações de compensação da empresa em epígrafe. Em razão disso, os débitos em aberto no âmbito do processo n° 13974.0001221200391 foram encaminhados para inscrição cm divida ativa, a qual foi formalizada, em setembro de 2012, através das inscrições 91 2 12002 19870 e 91 6 12006 84121. Assim sendo, é de se concluir pela inexistência de direito creditório a ser empregado nas compensações declaradas pelo contribuinte no âmbito do presente processo”. Diante da inexistência, iliquidez e incerteza do valor do suposto crédito ressarciendo de IPI, já proclamada por decisão definitiva no processo administrativo de ressarcimento, inexiste o direito à sua compensação com débitos (vencidos ou vincendos), donde decorre que estes últimos devem ser cobrados através do procedimento previsto nos §§ 7º e 8º do art. 74 da Lei nº 9430/96 (na redação dada pela Lei nº 10.833/03) Assim não se justifica, a reforma da r. decisão recorrida, se tanto na fase instrutória, como na fase recursal, a Recorrente não apresentou nenhuma evidencia concreta e suficiente para descaracterizar a motivação invocada pela d. Fiscalização, para o indeferimento do direito creditório. Isto posto voto no sentido de NEGAR PROVIMENTO ao recurso, mantendo a r. decisão recorrida. É como voto. Sala das Sessões, em 23 de julho de 2013 FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D'EÇA Fl. 173DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA, Assinado digitalmente e m 28/08/2013 por FERNANDO LUIZ DA GAMA LOBO D ECA
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Numero do processo: 13887.000353/2010-11
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 12 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Fri Sep 20 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Exercício: 2011
NULIDADE.
Não há que se falar em nulidade em relação aos atos administrativos que instruem os autos, no case em foram lavrados por servidor competente com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumpri-los ou impugná-los no prazo legal, ou seja, com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia.
LANÇAMENTO DE OFÍCIO. INTIMAÇÃO PRÉVIA NÃO NECESSÁRIA.
O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário.
DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA.
A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração.
MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. ATRASO NA ENTREGA DA DCTF.
O atraso na entrega da DCTF pela pessoa jurídica obrigada enseja a aplicação da penalidade prevista na legislação tributária.
DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA.
Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa.
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
Numero da decisão: 1801-001.663
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora.
(assinado digitalmente)
Ana de Barros Fernandes Presidente
(assinado digitalmente)
Carmen Ferreira Saraiva - Relatora
Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Exercício: 2011 NULIDADE. Não há que se falar em nulidade em relação aos atos administrativos que instruem os autos, no case em foram lavrados por servidor competente com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumpri-los ou impugná-los no prazo legal, ou seja, com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. INTIMAÇÃO PRÉVIA NÃO NECESSÁRIA. O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. ATRASO NA ENTREGA DA DCTF. O atraso na entrega da DCTF pela pessoa jurídica obrigada enseja a aplicação da penalidade prevista na legislação tributária. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária.
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Não há que se falar em nulidade em relação aos atos administrativos que instruem os autos, no case em foram lavrados por servidor competente com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumprilos ou impugnálos no prazo legal, ou seja, com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia. LANÇAMENTO DE OFÍCIO. INTIMAÇÃO PRÉVIA NÃO NECESSÁRIA. O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. A denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração. MULTA DE OFÍCIO ISOLADA. ATRASO NA ENTREGA DA DCTF. O atraso na entrega da DCTF pela pessoa jurídica obrigada enseja a aplicação da penalidade prevista na legislação tributária. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. Somente devem ser observados os entendimentos doutrinários e jurisprudenciais para os quais a lei atribua eficácia normativa. INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI. O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 88 7. 00 03 53 /2 01 0- 11 Fl. 32DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/09/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13887.000353/201011 Acórdão n.º 1801001.663 S1TE01 Fl. 33 2 Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso voluntário, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Relatora Composição do colegiado. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Roberto Massao Chinen, Marcos Vinícius Barros Ottoni, Carmen Ferreira Saraiva, Leonardo Mendonça Marques, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira e Ana de Barros Fernandes. Relatório Contra a Recorrente acima identificada foi lavrada a Notificação de Lançamento à fl. 05, com a exigência do crédito tributário no valor de R$1.232,18 a título de multa de ofício isolada por atraso na entrega em 30.08.2010 da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do mês de junho do anocalendário de 2010, cujo prazo final era 20.08.2010. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: art. 113 e art. 160 do Código Tributário Nacional, art. 11 do DecretoLei º 1.968, de 23 de novembro de 1982, art. 10 do DecretoLei nº 2.065, de 26 de outubro de 1983, art. 30 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1996, art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002 e art. 19 da Lei nº n° 11.051, de 29 de dezembro de 2004. Cientificada, a Recorrente apresentou a impugnação, fls. 0204, com as alegações a seguir transcritas. De acordo com a legislação, o Município de Araras passou a utilizar o sistema de lançamento 1.7 do DCTF Mensal, e não mais o DCTF Semestral que utilizávamos em anos anteriores, tomamos conhecimento ao encaminhar as informações após a alteração do Regime de Semestral para Mensal, que estaríamos sendo multado pelo encaminhamento das informações em atraso referente ao período de Junho de 2010, ao qual ocorreu através da Notificação em 30/08/2010. [...]Fazse necessário analisar que o Município de Araras efetua os pagamentos do PASEP mensalmente, portanto, não estando inadimplente com os pagamentos mensais do PASEP, ao qual se refere o DCTF mensal. [...]Pretendese questionar a legalidade da multa regulamentar imposta pelo descumprimento Fl. 33DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/09/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13887.000353/201011 Acórdão n.º 1801001.663 S1TE01 Fl. 34 3 extemporâneo da obrigação acessória de entregar DCTF, com base [no art. 161 do Código Tributário Nacional]. o artigo 161 do CTN fixa a regra geral de que a inadimplência acarreta o pagamento agravado de juros de mora, correção monetária e multas pela mora, sem prejuízo da imposição de penalidades previstas em lei. O artigo 138 define exceção a esta regra, sendo claro ao estabelecer que o inicio de qualquer medida de fiscalização afasta a aplicação do instituto da denuncia espontânea. [...]O art. 138 do CTN estatui que se o contribuinte, espontaneamente e antes do inicio de qualquer medida de fiscalização relacionados com a infração, reconhece e confessa a infração cometida, efetuando, se for o caso, concomitantemente, o pagamento do tributo devido e dos juros de mora ou procedendo ao depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o valor do tributo dependa de apuração, ficará excluído da responsabilidade (multa) pela infração à legislação tributária. A aplicação do artigo 138 exige a presença de seus pressupostos cumulativos de exclusão de responsabilidade: a) confissão espontânea; b) desistência do proveito da infração; c) deve ser feita antes do início de qualquer medida de fiscalização relacionada com a infração; d) deve ser feito o pagamento simultâneo do principal corrigido, acompanhado dos juros de mora ou o depósito da importância arbitrada; e) não se tratar de responsabilidade acessória autônoma, sem vínculo direto com o fato gerador. [...] Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na peça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui que o lançamento é nulo, nos seguintes termos: Do exposto, podese concluir que a multa regulamentar cobrada pela Administração Tributária não está em harmonia com a legislação, posto que: a) a denúncia espontânea alcança as obrigações acessórias autônomas, decorrente do poder de polícia da administração; b) ainda que a Autuada preenche os pressupostos cumulativos de exclusão de responsabilidade, tendo em vista que não houve prévio início de medida de fiscalização relacionada com a infração e houve recolhimento do PASEP mensal relativo ao DCTF em questão. À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja acolhida a presente impugnação para o fim de assim ser decidido, cancelandose o débito fiscal reclamado. Termos em que, p. deferimento. Fl. 34DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/09/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13887.000353/201011 Acórdão n.º 1801001.663 S1TE01 Fl. 35 4 Está registrado como resultado do Acórdão da 3ª TURMA/DRJ/RPO/SP nº 1436.726, de 17.02.2012, fls. 1820: Impugnação Improcedente. Consta no Voto condutor O nãocumprimento de uma obrigação acessória convertea em principal relativamente à penalidade pecuniária. A entrega da declaração de rendimentos constitui obrigação acessória prevista no CTN, e a multa pelo atraso na entrega está contida na legislação tributária como sanção pelo inadimplemento tributário, aplicada pela inobservância dos deveres acessórios. Não se pode admitir a alegação de ter havido a denúncia espontânea, pois a entrega da declaração se deu fora do prazo legal, sendo a multa fixada em lei e indenizatória da impontualidade, ou seja, constitui uma sanção punitiva da negligência. Dessa forma, com fulcro no art. 113, tornase aplicável a penalidade pelo não cumprimento da obrigação acessória de apresentação da declaração, lançada de acordo com o dispositivo legal descrito no auto de infração. Interpretandose sistematicamente os dispositivos do CTN, temse que o art. 138 não se desfez da multa por atraso na entrega de declaração. Restou ementado ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Anocalendário: 2010 MULTA POR ATRASO. DECLARAÇÃO. DENÚNCIA ESPONTÂNEA. É devida a multa no caso de entrega da declaração fora do prazo estabelecido ainda que o contribuinte o faça espontaneamente. Notificada em 30.03.2012, fl. 21, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 30.04.2012 (segundafeira), fls. 2226 e 28, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera os argumentos apresentados na impugnação. Toda numeração de folhas indicada nessa decisão se refere à paginação eletrônica dos autos em sua forma digital ou digitalizada. É o Relatório. Voto Conselheira Carmen Ferreira Saraiva, Relatora O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência, em especial no Decreto nº 70.235, de 06 de Fl. 35DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/09/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13887.000353/201011 Acórdão n.º 1801001.663 S1TE01 Fl. 36 5 março de 1972. Assim, dele tomo conhecimento, inclusive para os efeitos do inciso III do art. 151 do Código Tributário Nacional. A Recorrente alega que os atos administrativos são nulos. Os atos administrativos que instruem os autos foram lavrados por servidor competente com a regular intimação para que a Recorrente pudesse cumprilos ou impugnálos no prazo legal, ou seja, com observância de todos os requisitos legais que lhes conferem existência, validade e eficácia. As formas instrumentais adequadas foram respeitadas, os documentos foram reunidos nos autos do processo, que estão instruídos com as provas produzidas por meios lícitos. Na atribuição do exercício da competência da RFB, em caráter privativo, cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário pelo lançamento, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional1. As garantias ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes foram observadas. Ademais os atos administrativos estão motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos decidam recursos administrativos de modo explícito, claro e congruente. O enfrentamento das questões na peça de defesa denota perfeita compreensão da descrição dos fatos e dos enquadramentos legais que ensejaram os procedimentos de ofício, que foi regularmente analisado pela autoridade de primeira instância. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. A Recorrente diz que o lançamento não poderia ter ido realizado sem prévia intimação. Na atribuição do exercício da competência da RFB, em caráter privativo, cabe ao AuditorFiscal da Receita Federal do Brasil, no caso de verificação do ilícito, constituir o crédito tributário pelo lançamento, cuja atribuição é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Cabe ressaltar que o lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação à pessoa jurídica, nos casos em que a autoridade dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário. Também pode ser efetivado por autoridade de jurisdição diversa do domicílio tributário da pessoa jurídica e fora do estabelecimento, não lhe sendo exigida a habilitação profissional de contador2. O Auto de Infração foi lavrado com a verificação da ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinação da matéria tributável, cálculo do montante da multa de ofício isolada devida e identificação do sujeito passivo e validamente cientificada a Recorrente, o que lhe conferem existência, validade e eficácia. O lançamento de ofício pode ser realizado sem prévia intimação ao sujeito passivo, nos casos em que o Fisco dispuser de elementos suficientes à constituição do crédito tributário, em conformidade com o enunciado da Súmula CARF nº 46, que é de observância obrigatória, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. A contestação aduzida pela defendente, por isso, não pode ser sancionada. A Recorrente suscita que está amparada pela denúncia espontânea. 1 Fundamentação legal: inciso LIV e inciso LV do art. 5º da Constituição Federal, art. 142 do Código Tributário Nacional, art 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2001, art. 10 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e art. 50 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. 2 Fundamentação legal: art. 142 e art. 195 do Código Tributário Nacional, art. 6º da Lei nº 10.593, de 6 de dezembro de 2002, art. 10 e art. 59 do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972, art. 2º e art. 4º da Lei nº 9.784 de 29 de janeiro de 1999 e Súmulas CARF nºs 8, 27 e 46. Fl. 36DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/09/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13887.000353/201011 Acórdão n.º 1801001.663 S1TE01 Fl. 37 6 A denúncia espontânea da infração acompanhada do pagamento do tributo devido e dos juros de mora exclui a responsabilidade do sujeito passivo pela penalidade pecuniária em função da inobservância da conduta prescrita na norma jurídica primária. A exteriorização de vontade não tem forma prevista em lei e alcança tãosomente a obrigação principal em que o tributo sujeito ao lançamento por homologação que não esteja declarado à época e o recolhimento seja efetuado antes de qualquer procedimento fiscal. O instituto da denúncia espontânea não abrange a obrigação acessória.3. Este é o entendimento constante na decisão definitiva de mérito proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Recurso Especial Repetitivo nº 1149022/SP 4, cujo trânsito em julgado ocorreu em 01.09.2010 e que deve ser reproduzido pelos conselheiros no julgamento dos recursos no âmbito do CARF5. Restou demonstrado que o presente caso tratase de descumprimento de obrigação acessória que não está amparada pelo instituto da denúncia espontânea. Assim, denúncia espontânea (art. 138 do Código Tributário Nacional) não alcança a penalidade decorrente do atraso na entrega de declaração, em conformidade com o enunciado da Súmula CARF nº 49, que é de observância obrigatória, nos termos do art. 72 do Regimento Interno do CARF, aprovado pela Portaria MF nº 256, de 22 de junho de 2009. A contestação aduzida pela defendente, por isso, não pode ser sancionada. A Recorrente discorda do procedimento de ofício. No que se refere à possibilidade jurídica de aplicação de penalidade pecuniária por falta de cumprimento de obrigação acessória, temse que essa obrigação é um dever de fazer ou não fazer que decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos, e pelo simples fato da sua inobservância, convertese em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Essas obrigações formais de emissão de documentos contábeis e fiscais decorrem do dever de colaboração do sujeito passivo para com a fiscalização tributária no controle da arrecadação dos tributos (art. 113 do Código Tributário Nacional). Ademais, a imunidade tributária não afasta a obrigação do ente imune de cumprir as obrigações acessórias previstas na legislação tributária (art. 150 da Constituição Federal e art. 9º do Código Tributário Nacional). O Ministro da Fazenda pode instituir obrigações acessórias relativas a tributos federais, cuja competência foi delegada à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) (art. 5º da DecretoLei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, Portaria MF nº 118, de 28 de junho de 1984 e art. 16 da Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999). No exercício de sua competência regulamentar a RFB pode instituir obrigações acessórias, inclusive, forma, tempo, local e condições para o seu cumprimento e o respectivo responsável. Assim, os atos do processo administrativo dependem de forma determinada quando a lei expressamente a exigir (art. 22 da Lei nº 9.784, de 29 de dezembro de 1999). O documento que formalizála, comunicando a existência de crédito tributário, constitui 3 Fundamentação legal: art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, art. 138 do Código Tributário Nacional. 4 BRASIL.Superior Tribunal de Justiça. Recurso Especial Repetitivo nº 1149022/SP. Ministro Relator:Luiz Fux, Primeira Seção, Brasília, DF, 9 de junho de 2010. Disponível em: <https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sLink=ATC&sSeq=10649420&sReg=2009013414 24&sData=20100624&sTipo=5&formato=PDF>. Acesso em: 31 ago.2011. 5 Fundamentação legal: art. 138 do Código Tributário Nacional, art. 61 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996 e art. 62A do Anexo II do Regimento Interno do CARF. Fl. 37DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/09/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13887.000353/201011 Acórdão n.º 1801001.663 S1TE01 Fl. 38 7 confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a exigência do referido crédito. Ademais, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato (art. 136 do Código Tributário Nacional). O sujeito passivo que deixar de apresentar a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), nos prazos fixados pelas normas sujeitase às seguintes multas: (a) de dois por cento ao mêscalendário ou fração, incidente sobre o montante dos tributos e contribuições informados na DCTF, ainda que integralmente pago, no caso de falta de entrega destas declarações ou entrega após o prazo, limitada a vinte por cento; (b) de R$20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. Para efeito de aplicação dessas multas, reputase como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo originalmente fixado para a entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de nãoapresentação, da lavratura do auto de infração. As multas serão reduzidas: (a) em 50% (cinqüenta por cento), quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; (b) em 25% (vinte e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. A multa mínima a ser aplicada deve ser: (a) R$200,00 (duzentos reais), tratandose de pessoa jurídica inativa; (b) R$500,00 ( quinhentos reais), nos demais casos6. Em relação à DCTF, cabe esclarecer que todas as pessoas jurídicas, inclusive as equiparadas, devem apresentála centralizada pela matriz, via internet: (a) para os anoscalendário de 1999 e 2004, trimestralmente, até o último dia útil da primeira quinzena do segundo mês subseqüente ao trimestre de ocorrência dos fatos geradores. (b) para os anoscalendário de 2005 a 2009: (b.1) semestralmente, sendo apresentada até o quinto dia útil do mês de outubro de cada anocalendário, no caso daquela relativa ao primeiro semestre e até o quinto dia útil do mês de abril de cada anocalendário, no caso daquela atinente ao segundo semestre do anocalendário anterior; 6 Fundamentação legal: art. 113 e 138 do Código Tributário Nacional, art. 5º do Decretolei nº 2.124, de 13 de junho de 1984, Portaria MF nº 118, de 28 de junho de 1984, art. 16 da Lei n° 9.779, de 19 de janeiro de 1999,e art. 7º da Lei nº 10.426, de 24 de abril de 2002, alterada pela Lei nº 11.051, 29 de dezembro de 2004 e Súmulas CARF nºs 33 e 49. Fl. 38DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/09/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13887.000353/201011 Acórdão n.º 1801001.663 S1TE01 Fl. 39 8 (b.2) mensalmente, de acordo com o valor da receita bruta auferida pela pessoa jurídica, sendo apresentada até o quinto dia útil do segundo mês subseqüente ao mês de ocorrência dos fatos geradores; (c) a partir do anocalendário de 2010, mensalmente, com apresentação até o décimo quinto dia útil do segundo mês subsequente ao mês de ocorrência dos fatos geradores7. No presente caso, restou comprovado que houve atraso na entrega em 30.08.2010 da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) do mês de junho do anocalendário de 2010, cujo prazo final era 20.08.2010. A proposição mencionada pela defendente, por conseguinte, não tem validade. No que concerne à interpretação da legislação e aos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais indicados pela Recorrente, cabe esclarecer que somente devem ser observados os atos para os quais a lei atribua eficácia normativa, o que não se aplica ao presente caso8. A alegação relatada pela defendente, consequentemente, não está justificada. Atinente aos princípios constitucionais que a Recorrente aduz que supostamente foram violados, cabe ressaltar que o CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária, uma vez que no âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade9. A proposição afirmada pela defendente, desse modo, não tem cabimento. Em assim sucedendo, voto por negar provimento ao recurso voluntário. (assinado digitalmente) 7 Fundamentação legal: Instrução Normativa SRF nº 126, de 30 de outubro de 1998, Instrução Normativa SRF nº 255, de 11 de dezembro de 2002, Instrução Normativa SRF nº 583, de 20 de dezembro de 2005, Instrução Normativa SRF nº 695, de 14 de dezembro de 2006, Instrução Normativa RFB nº 786, de 19 de novembro de 2007, Instrução Normativa RFB nº 903, de 30 de dezembro de 2008, Instrução Normativa RFB nº 974, de 27 de novembro de 2009 e Instrução Normativa RFB nº 1.110, de 24 de dezembro de 2010. 8 Fundamentação legal: art. 100 do Código Tributário Nacional e art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972. 9 Fundamentação legal: art. 26A do Decreto nº 70.235, de 6 de março de 1972 e Súmula CARF nº 2. Fl. 39DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/09/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 13887.000353/201011 Acórdão n.º 1801001.663 S1TE01 Fl. 40 9 Carmen Ferreira Saraiva Fl. 40DF CARF MF Impresso em 20/09/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 16/09/2013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 16/09/2 013 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANA DE BARROS FERNANDES
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