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Numero do processo: 10480.015552/2002-91
Turma: Primeira Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Tue Aug 19 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Processo Administrativo Fiscal
Período de apuração: 01/05/1998 a 30/06/1998, 01/04/1999 a 30/04/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/10/1999 a 30/11/1999, 01/02/2000 a 31/05/2000, 01/07/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 31/07/2002
MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE DO LANÇAMENTO. INEXISTÊNCIA.
O MPF é instrumento de controle administrativo e eventual irregularidade em sua emissão não tem o condão de trazer nulidade ao lançamento. Não pode se sobrepor ao que dispõe o Código Tributário Nacional acerca do lançamento tributário.
COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO. INAPLICABILIDADE.
Não há previsão legal para que a autoridade julgadora determine a compensação de ofício entre créditos do sujeito passivo e o débito por ele discutido no curso do próprio processo de sua constituição. Ademais, a compensação de ofício ocorre quando o contribuinte pleiteia originalmente a restituição de um crédito, nos termos do art. 24 da Instrução Normativa SRF nº 210/2002.
Numero da decisão: 3201-001.701
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
JOEL MIYAZAKI - Presidente.
(ASSINADO DIGITALMENTE)
DANIEL MARIZ GUDIÑO - Relator.
EDITADO EM: 26/12/2014
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño, Winderley Morais Pereira e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, e Helder Massaaki Kanamaru. Ausente justificadamente a Conselheira Ana Clarissa Masuko Araújo.
Nome do relator: DANIEL MARIZ GUDINO
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Período de apuração: 01/05/1998 a 30/06/1998, 01/04/1999 a 30/04/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/10/1999 a 30/11/1999, 01/02/2000 a 31/05/2000, 01/07/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 31/07/2002 MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NULIDADE DO LANÇAMENTO. INEXISTÊNCIA. O MPF é instrumento de controle administrativo e eventual irregularidade em sua emissão não tem o condão de trazer nulidade ao lançamento. Não pode se sobrepor ao que dispõe o Código Tributário Nacional acerca do lançamento tributário. COMPENSAÇÃO DE OFÍCIO. INAPLICABILIDADE. Não há previsão legal para que a autoridade julgadora determine a compensação de ofício entre créditos do sujeito passivo e o débito por ele discutido no curso do próprio processo de sua constituição. Ademais, a compensação de ofício ocorre quando o contribuinte pleiteia originalmente a restituição de um crédito, nos termos do art. 24 da Instrução Normativa SRF nº 210/2002. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. (ASSINADO DIGITALMENTE) JOEL MIYAZAKI Presidente. (ASSINADO DIGITALMENTE) AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 48 0. 01 55 52 /2 00 2- 91 Fl. 447DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO 2 DANIEL MARIZ GUDIÑO Relator. EDITADO EM: 26/12/2014 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Joel Miyazaki, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Daniel Mariz Gudiño, Winderley Morais Pereira e Carlos Alberto Nascimento e Silva Pinto, e Helder Massaaki Kanamaru. Ausente justificadamente a Conselheira Ana Clarissa Masuko Araújo. Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por DROPER COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO LTDA., doravante simplesmente Recorrente, contra o Acórdão nº 14196, de 05/12/2005, proferido pela 2ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife/PE, que, em síntese, deu parcial provimento à impugnação apresentada. Por bem descrever os fatos ocorridos até a data do julgamento de 1ª instância, transcrevese abaixo o relatório do referido acórdão: Contra a empresa acima identificada foi lavrado o Auto de Infração de fls. 05 a 07 do presente processo, para exigência do crédito tributário referente ao período de maio e junho de 1998, abril, julho, outubro e novembro de 1999, fevereiro a maio, julho e setembro a dezembro de 2000, janeiro a novembro de 2001 e janeiro a julho de 2002, adiante especificado: De acordo com o autuante, o referido Auto é decorrente da diferença apurada entre o valor escriturado e o declarado/pago da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, conforme descrito às fls. 06/07 e no Termo de Encerramento de fl. 13, observando que há “diferenças de base de cálculo a partir do ano de 1999, em razão do contribuinte fiscalizado não ter considerado na base de cálculo da Contribuição em referência, outras receitas, provenientes de descontos obtidos na quitação de suas duplicatas. As farmácias, de acordo com a lei nº 10.147, de 21 de dezembro de 2000 e da IN do SRF nº 40, de 25 de abril de 2001, a partir do mês de maio do ano de 2001, tiveram alíquota da COFINS reduzida a zero”. Inconformada com a autuação, a contribuinte, através do seu representante legal, apresentou a impugnação de fls. 325 a 334, à qual anexou as cópias/originais constantes de fls. 335 a 385, onde requer seja julgado nulo o referido Auto de Infração, ao mesmo tempo em que protesta pela produção de novas provas que se façam necessárias. VALOR EM REAL COFINS 127.331,75 JUROS DE MORA 17.284,71 MULTA PROPORCIONAL 95.498,71 TOTAL DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 240.115,17 Fl. 448DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO Processo nº 10480.015552/200291 Acórdão n.º 3201001.701 S3C2T1 Fl. 448 3 Houve, em síntese, as seguintes alegações: a autoridade administrativa deixou de observar, na constituição do crédito tributário, aspecto formal, previsto na legislação de regência, relativamente às normas do Mandado de Procedimento Fiscal – MPF, Portarias SRF nºs 1.265/99 e 3.007/2001, pois consta apenas do MPF–F que o procedimento seria de fiscalização, tendo como verificações obrigatórias a correspondência entre os valores declarados e os apurados pelo sujeito passivo em sua escrituração contábil e fiscal, em relação aos tributos e contribuições administrados pela SRF, nos últimos cinco anos. No MPFF deverá estar especificado o tributo ou contribuição sobre o qual será desenvolvido o procedimento fiscal, bem como as verificações que serão desenvolvidas com relação à correspondência entre os valores declarados e os apurados pelo sujeito passivo, o que, evidentemente, não ocorreu no caso presente; na hipótese da preliminar exposta ser superada, o que não é de se esperar, expõe as seguintes razões de mérito: a partir do mês de maio/2001, inexplicavelmente, deixa de haver correspondência entre os valores inseridos pela autoridade autuante, no “Demonstrativo de Situação Fiscal Apurada” (fls. 28/33) com os que foram lançados no “Demonstrativo de Apuração” (fls. 09/10), pontuados a seguir: a) em maio/2001, consta na fl. 32 que não há diferença apurada, enquanto que na fl. 09 está sendo exigido, neste período, o valor de R$ 233,58; b) em junho/2001, consta na fl. 32 exigência no valor de R$ 485,63 e, na fl. 09, foi lançado o montante de R$ 10.131,47; c) esse mesmo equívoco ocorreu nos meses de julho a novembro de 2001, janeiro a maio e julho de 2002, ou seja, nas fls. 32/33 são informados valores que diferem, substancialmente, daqueles lançados nas fls. 09/10 do Auto de Infração. ressaltese que, em relação ao mês de dezembro/2001, a autoridade autuante procedeu de modo inverso, pois apontou uma diferença de R$ 93,45, deixando, no entanto, de efetuar o lançamento deste valor; apesar da autoridade autuante ter apurado valores a recolher até o mês de março/2002, lançou, indevidamente, valores nos meses de abril a julho/2002, o montante de R$ 38.499,30, inclusive sem apresentação dos cálculos que determinaram esse valor; os fatos anteriormente apontados demonstram erros insanáveis, cometidos pela autoridade fiscal, os quais por si só maculam o lançamento, que deve ser cancelado, tendo em vista não restar bem caracterizada a matéria tributável e o seu correlacionado montante; Fl. 449DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO 4 anexa planilhas elaboradas pela Impugnante, tendo por base as informações contidas nos demonstrativos elaborados pela autoridade autuante, conforme fls. 14/39 dos autos, onde observase que o valor devido pela Impugnante, no período fiscalizado, é de R$ 7.709,98, enquanto constatase um crédito de R$ 11.294,95 decorrente de pagamentos efetuados a maior. Assim, deve ser considerado a compensação desses valores, como prevê o art. 21 da IN SRF nº 210/2002, até porque as parcelas recolhidas foram legitimadas pela autoridade autuante quando as informou em seus demonstrativos, anexos aos autos. Por oportuno, informa que estará encaminhando à Delegacia da Receita Federal de sua jurisdição, a “Declaração de Compensação”, tal como prevê o parágrafo primeiro da norma ora referida; a fim de prevalecer o princípio da verdade material, impõese que sejam analisados, minuciosamente, os documentos que embasam as presentes razões, pois só assim será restabelecida a justiça fiscal. Em sua defesa, são inseridos textos da legislação, da doutrina e da jurisprudência administrativa, sobre o assunto abordado. O acórdão recorrido ficou assim ementado: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins Período de apuração: 01/05/1998 a 30/06/1998, 01/04/1999 a 30/04/1999, 01/07/1999 a 31/07/1999, 01/10/1999 a 30/11/1999, 01/02/2000 a 31/05/2000, 01/07/2000 a 31/07/2000, 01/09/2000 a 30/11/2001, 01/01/2002 a 31/07/2002 Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRELIMINAR DE NULIDADE. Estando os atos administrativos, consubstanciadores do lançamento, revestidos de suas formalidades essenciais, não se há que falar em nulidade do procedimento fiscal, sendo sanadas as incorreções quando resultarem em prejuízo para o sujeito passivo e este não lhes houver dado causa, nos termos do artigo 60 do PAF. MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. As verificações obrigatórias constantes do MPF englobam a fiscalização das contribuições devidas nos últimos cinco anos, além de que a autorização específica por MPF para a fiscalização, não é razão suficiente para a declaração de nulidade do lançamento. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. VERDADE MATERIAL. Em obediência ao Princípio da Verdade Material, deve ser retificado o lançamento diante da prova que o ampare. DIREITO À COMPENSAÇÃO. Fl. 450DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO Processo nº 10480.015552/200291 Acórdão n.º 3201001.701 S3C2T1 Fl. 449 5 A compensação é opção do contribuinte. O fato deste ser detentor de créditos junto à Fazenda Nacional não invalida o lançamento de ofício relativo a débitos posteriores, quando não restar comprovado ter exercida a compensação antes do início do procedimento de ofício. COMPENSAÇÃO. COMPETÊNCIA. Às Delegacias da Receita Federal de Julgamento só compete julgar pedido de compensação quando já tenha sido apreciado pela Delegacia da Receita Federal, diante da manifestação de inconformidade do contribuinte. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROVAS. As provas devem ser apresentadas na forma e no tempo previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Lançamento Procedente em Parte. Inconformada com a manutenção parcial do lançamento, a Recorrente interpôs o recurso ora analisado, reiterando, em síntese, os argumentos suscitados em sua defesa inicial. O processo seguiu para o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF, onde foi sorteado e distribuído para este Conselheiro na forma regimental. É o relatório. Voto Conselheiro Daniel Mariz Gudiño O recurso voluntário atende aos pressupostos de admissibilidade de que trata o Decreto nº 70.235, de 1972, e alterações posteriores, razão pela qual deve ser conhecido. A Recorrente pleiteou, em um primeiro momento, o reconhecimento da nulidade do lançamento por vício formal na fiscalização que culminou na lavratura do auto de infração, mais especificamente pelo fato de o Mandado de Procedimento Fiscal – Fiscalização não conter todos os elementos previstos nas portarias que regem a matéria. Em seguida, e de forma subsidiária, requereu o cancelamento do auto de infração, tendo em vista que não foi observada a compensação de ofício prevista na Instrução Normativa SRF nº 210, de 2002. Segundo a Recorrente, o valor do lançamento é superado pelo valor que ela dispõem contra a Fazenda Nacional, de modo que o mesmo não poderia subsistir. 1 Preliminar de Nulidade MPF A natureza do Mandado de Procedimento Fiscal já foi amplamente debatida nos meandros do CARF, havendo farta jurisprudência afastando preliminares de nulidade fundadas em inconsistências dessa ferramenta de controle interno. Para ilustrar o exposto, Fl. 451DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO 6 transcrevese abaixo ementas de julgados recentes de cada uma das turmas da Câmara Superior de Recursos Fiscais sobre o tema: MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL. NORMAS DE CONTROLE INTERNO DA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL. As normas que regulamentam a emissão de Mandado de Procedimento Fiscal MPF dizem respeito ao controle interno das atividades da Secretaria da Receita Federal, portanto eventuais vícios na sua emissão e execução não afetam a validade do lançamento. (Acórdão nº 9202003.063, Rel. Cons. Manoel Coelho Arruda Junior, Sessão de 13/02/2014) ......................................................................................................... MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL NULIDADE DO LANÇAMENTO. O MPF é instrumento de controle administrativo e eventual irregularidade em sua emissão não tem o condão de trazer nulidade ao lançamento. Não pode se sobrepor ao que dispõe o Código Tributário Nacional acerca do lançamento tributário, e aos dispositivos da Lei n° 10.593/2002, que trata da competência funcional para a 1avratura do auto de infração. (Acórdão nº 9101001.798, Rel. Cons. Marcos Aurelio Pereira Valadão, Sessão de 19/11/2013) ......................................................................................................... MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL MPF. INSTRUMENTO DE CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO. VÍCIOS NÃO ANULAM O LANÇAMENTO. O Mandado de Procedimento Fiscal MPF se constitui em mero instrumento de controle criado pela Administração Tributária, e irregularidades em sua emissão ou prorrogação não são motivos suficientes para se anular o lançamento Jurisprudência do CARF. O fato de, após sucessivas prorrogações, terse indicado o mesmo AFRF que constava de MPF extinto por decurso de prazo constituise em mero erro administrativo, que não tem o condão de macular o lançamento em si, que foi lavrado por autoridade competente, e por meio de instrumento formalmente perfeito. (Acórdão nº 9202002.519, Rel. Cons. Luiz Eduardo de Oliveira Santos, Sessão de 31/01/2013) ......................................................................................................... MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL – VALIDADE O Mandado de Procedimento Fiscal é apenas um instrumento gerencial de controle administrativo da atividade fiscal, que tem também como função oferecer segurança ao sujeito passivo, ao lhe fornecer informações sobre o procedimento fiscal contra ele instaurado e possibilitarlhe confirmar, via Internet, a extensão da ação fiscal e se está sendo executada por servidores da Administração Tributária e por determinação desta. (Acórdão nº 9101001.457, Rel. Cons. Valmir Sandri, Sessão de 15/08/2012) Fl. 452DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO Processo nº 10480.015552/200291 Acórdão n.º 3201001.701 S3C2T1 Fl. 450 7 O que se percebe das transcrições acima é que, de acordo com o Decreto nº 70.235, de 1972, em particular o seu art. 59, as razões de nulidade estão vinculadas ao cerceamento do direito de defesa do sujeito passivo, o que não se verifica quando (i) o auto de infração é lavrado com observância de todas as formalidades exigidas pelo art. 10, e (ii) o sujeito passivo apresenta impugnação completa, enfrentando cada fundamento do lançamento. Com efeito, neste ponto específico, não merece reparo da decisão recorrida. 2 Mérito Sobre a alegação de que o auto de infração não poderia prosperar em razão da existência de um crédito em montante superior ao daquele lançado, a Instrução Normativa SRF nº 201, de 2002, mencionado pela Recorrente assim dispõe: Art. 24. Antes de proceder à restituição de quantia recolhida a título de tributo ou contribuição administrado pela SRF ou ao ressarcimento de crédito do IPI, a autoridade competente para promover a restituição ou o ressarcimento deverá verificar a existência de débito do sujeito passivo para com a Fazenda Nacional relativamente aos tributos e contribuições sob administração da SRF. § 1º Verificada a existência de débito em nome do sujeito passivo, inclusive de débito inscrito em Dívida Ativa da União ou de débito consolidado no âmbito do Refis ou do parcelamento a ele alternativo, o valor da restituição ou do ressarcimento deverá ser utilizado para quitálo, mediante compensação em procedimento de ofício. § 2º Previamente à compensação de ofício, deverá ser solicitado ao sujeito passivo que se manifeste, no prazo de quinze dias, contado do recebimento de comunicação formal enviada pela SRF, quanto ao procedimento, sendo o seu silêncio considerado como aquiescência. ( Redação dada pela IN SRF 323, de 24/04/2003 ) § 3º Na hipótese de o sujeito passivo discordar da compensação de ofício, a autoridade da SRF competente para efetuar a compensação reterá o valor da restituição ou do ressarcimento até que o débito seja liquidado. § 4º Havendo concordância do sujeito passivo, expressa ou tácita, quanto à compensação, esta será efetuada e o saldo credor porventura remanescente da compensação será restituído ou ressarcido ao sujeito passivo. § 5º Quando o sujeito passivo tratarse de pessoa jurídica, a verificação de regularidade fiscal referirseá a todos os seus estabelecimentos. ( Incluído pela IN SRF 323, de 24/04/2003 ) § 6º O disposto neste artigo não se aplica à restituição de receita da União, arrecadada mediante Darf, cuja administração não esteja a cargo da SRF. ( Incluído pela IN SRF 323, de 24/04/2003 ) Fl. 453DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO 8 Como se vê, a compensação de ofício é um instrumento utilizado pela fiscalização para antecipar a quitação de débitos tributários do sujeito passivo. Contudo, para que haja um débito tributário do sujeito passivo, é preciso que a autoridade administrativa proceda ao lançamento do crédito tributário, direta (lançamento de ofício ou por declaração) ou indiretamente (lançamento por homologação). Essa atividade do lançamento é indispensável à constituição do crédito tributário, nos termos do art. 142 do Código Tributário Nacional. Confirase: Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional. Ademais, a compensação de ofício é desencadeada por pedido de restituição de iniciativa do contribuinte. A origem do auto de infração ora analisado não guarda relação com qualquer pedido de restituição formalizado por parte da Recorrente, de sorte que o instituto por ela alegado é inaplicável ao seu caso. Com efeito, por ausência de disposição legal que ampare a pretensão da Recorrente, não merece reparo a decisão recorrida também neste particular. 3 Conclusão Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso voluntário, mantendo integralmente o crédito tributário discutido. (ASSINADO DIGITALMENTE) Daniel Mariz Gudiño Relator Fl. 454DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO, Assinado digitalmente em 06/01/2015 por JOEL MIYAZAKI, Assinado digitalmente em 26/12/2014 por DANIEL MARIZ GUDINO
score : 1.0
Numero do processo: 10580.724716/2009-12
Turma: Terceira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jan 20 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Jan 23 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005
APRESENTAÇÃO DE GFIP INCORRETA.
Constitui infração punível com penalidade pecuniária a empresa apresentar GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias.
SIMPLES.
A pessoa jurídica não enquadrada no SIMPLES se sujeita às normas de tributação aplicáveis às pessoas jurídicas em geral e, no caso das contribuições sociais, seguem as mesmas regras das demais empresas, devendo recolhê-las como tal.
RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI nº 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA.
A multa referente à declaração em GFIP foi alterada pela lei 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32-A a Lei 8.212/91. Conforme previsto no art. 106 do CTN, deve-se aplicar a norma mais benigna ao contribuinte.
Recurso Voluntário Provido em Parte.
Numero da decisão: 2803-003.952
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para aplicar ao valor da multa o disposto no art. 32-A, inciso I, da Lei 8.212/1991, com a redação dada pela Lei 11.941/2009, que deve ser comparado ao valor da autuação, prevalecendo o mais favorável ao contribuinte. A comparação dar-se-á no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º da portaria conjunta RFB/PGFN 14, de 04.12.2009.
(Assinado digitalmente)
Helton Carlos Praia de Lima Presidente e Relator
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior.
Nome do relator: HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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FATOS GERADORES Recorrente LANTECH CONECTIVIDADE E SISTEMAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/01/2005 a 31/12/2005 APRESENTAÇÃO DE GFIP INCORRETA. Constitui infração punível com penalidade pecuniária a empresa apresentar GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. SIMPLES. A pessoa jurídica não enquadrada no SIMPLES se sujeita às normas de tributação aplicáveis às pessoas jurídicas em geral e, no caso das contribuições sociais, seguem as mesmas regras das demais empresas, devendo recolhêlas como tal. RETROATIVIDADE BENIGNA. GFIP. LEI nº 11.941/09. REDUÇÃO DA MULTA. A multa referente à declaração em GFIP foi alterada pela lei 11.941/09 o que, em tese, beneficia o infrator. Foi acrescentado o art. 32A a Lei 8.212/91. Conforme previsto no art. 106 do CTN, devese aplicar a norma mais benigna ao contribuinte. Recurso Voluntário Provido em Parte. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator para aplicar ao valor da multa o disposto no art. 32A, inciso I, da Lei 8.212/1991, com a redação dada pela Lei 11.941/2009, que deve ser comparado ao valor da autuação, prevalecendo o mais favorável ao contribuinte. A comparação darseá no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 47 16 /2 00 9- 12 Fl. 202DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10580.724716/200912 Acórdão n.º 2803003.952 S2TE03 Fl. 203 2 contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º da portaria conjunta RFB/PGFN 14, de 04.12.2009. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Presidente e Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Helton Carlos Praia de Lima, Oseas Coimbra Júnior, Eduardo de Oliveira, Gustavo Vettorato, Amílcar Barca Teixeira Júnior. Fl. 203DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10580.724716/200912 Acórdão n.º 2803003.952 S2TE03 Fl. 204 3 Relatório DO LANÇAMENTO Tratase de processo de crédito constituído através de Auto de Infração de Obrigação Acessória DEBCAD n° 37.177.3725/2009, fl. 02, relativo a multa por ter a empresa apresentado Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social – GFIP sem incluir as informações correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias, período 01/2005 a 12/2005. A penalidade decorre de infração ao disposto no artigo 32, inciso IV e parágrafo 5º da Lei 8.212, de 24/07/1991, na redação dada pela Lei 9.528/1997, e no artigo 225, inciso IV e parágrafo 4º do Regulamento da Previdência Social (RPS), aprovado pelo Decreto 3.048/1999. Conforme relatório fiscal, a empresa apresentou declarações em GFIP como optante pelo SIMPLES, recolhendo somente as contribuições descontadas dos segurados empregados. DA CIÊNCIA O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal, apresentando impugnação. A decisão de primeira instância administrativa fiscal manteve o crédito tributário exigido. DO RECURSO O contribuinte foi cientificado da decisão, apresentando recurso voluntário alegando em síntese: seu desenquadramento como empresa optante do Simples se deu em 2006, motivo pelo qual não é devida a autuação; o caráter confiscatório da multa aplicada; por fim, requer a improcedência da autuação fiscal. É o relatório. Fl. 204DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10580.724716/200912 Acórdão n.º 2803003.952 S2TE03 Fl. 205 4 Voto Conselheiro Helton Carlos Praia de Lima, Relator. O recurso voluntário é tempestivo e preenche os requisitos de admissibilidade, razão pela qual será apreciado. Consta do relatório fiscal da infração, item 5, fl. 51 dos autos digitalizados, que a empresa solicitou inclusão no sistema Simples de tributação a partir de 1997, todavia o pedido foi indeferido. Foi formalmente cientificada do indeferimento conforme atesta o Acórdão DRJ/SDR 01.385, de 07 de maio de 2002 referente ao processo nº 10580.0022003/200147 (cópia anexa aos autos). Em consulta ao site da Receita Federal (http://www8.receita.fazenda.gov.br/SIMPLESNACIONAL/aplicacoes.aspx?id=21sobre), em 08/01/2015, não consta registro de opção do Simples para o contribuinte. Consulta Optantes Data da consulta:08/01/2015 03:57:26 Identificação do Contribuinte CNPJ :01.791.869/000164 Nome Empresarial :LANTECH CONECTIVIDADE E SISTEMAS LTDA Situação Atual Situação no Simples Nacional :NÃO optante pelo Simples Nacional Situação no SIMEI:NÃO optante pelo SIMEI Períodos Anteriores Opções pelo Simples Nacional em Períodos Anteriores:Não Existem Opções pelo SIMEI em Períodos Anteriores:Não Existem Agendamentos (Simples Nacional) Agendamentos no Simples Nacional:Não Existem Eventos Futuros (Simples Nacional) Eventos Futuros no Simples Nacional:Não Existem Eventos Futuros (SIMEI) Eventos Futuros no SIMEI:Não Existem Fl. 205DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10580.724716/200912 Acórdão n.º 2803003.952 S2TE03 Fl. 206 5 Desse modo, não se confirmou a informação prestada pelo contribuinte de que era empresa optante do Simples anteriormente e que seu desligamento se deu em 2006. A multa aplicada na autuação fiscal encontra respaldo na lei 8.212/91, conforme demonstrado no relatório fiscal da infração e da aplicação da multa. Aplicada a multa na forma da lei não pode ser considerada confiscatória. Cabe a autoridade administrativa aplicar as determinações legais e zelar pelo cumprimento da obrigação tributária, respeitando o princípio da legalidade. A lei em vigor, cuja invalidade ou inconstitucionalidade não foi declarada, deve ser cumprida pela administração pública por força do ato vinculado. Não é possível, no âmbito administrativo, afastar aplicação de legislação nos termos do art. 26A do Decreto nº. 70.325/72, acrescentado pela MP nº 449/2008. Ademais, consta da Súmula CARF nº 2: O CARF não é competente para se pronunciar sobre a inconstitucionalidade de lei tributária. MULTA. RETROATIVIDADE BENIGNA. Todavia, quanto à multa aplicada na autuação fiscal em epígrafe, há que se observar a retroatividade benigna prevista no art. 106, inciso II do CTN. As multas em GFIP foram alteradas pela Lei 11.941, de 27/05/2009, sendo mais benéficas para o infrator. Foi acrescentado o art. 32A a Lei 8.212, nestas palavras: Art. 32A. O contribuinte que deixar de apresentar a declaração de que trata o inciso IV do caput do art. 32 desta Lei no prazo fixado ou que a apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentála ou a prestar esclarecimentos e sujeitar seá às seguintes multas: I – de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas; e II – de 2% (dois por cento) ao mêscalendário ou fração, incidentes sobre o montante das contribuições informadas, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de entrega da declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado o disposto no § 3odeste artigo. § 1o Para efeito de aplicação da multa prevista no inciso II do caput deste artigo, será considerado como termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para entrega da declaração e como termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do auto de infração ou da notificação de lançamento. § 2o Observado o disposto no § 3odeste artigo, as multas serão reduzidas: I – à metade, quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes de qualquer procedimento de ofício; ou Fl. 206DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA Processo nº 10580.724716/200912 Acórdão n.º 2803003.952 S2TE03 Fl. 207 6 II – a 75% (setenta e cinco por cento), se houver apresentação da declaração no prazo fixado em intimação. § 3o A multa mínima a ser aplicada será de: I – R$ 200,00 (duzentos reais), tratandose de omissão de declaração sem ocorrência de fatos geradores de contribuição previdenciária; e II–R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos. Desse modo, resta evidenciado, que a conduta de apresentar a GFIP com dados não correspondentes aos fatos geradores sujeitava o infrator à pena administrativa correspondente à multa de cem por cento do valor devido relativo à contribuição não declarada, limitada aos valores previstos no parágrafo 4º do artigo 32 da Lei n º 8.212 de 1991. Agora, com a Lei 11.941/2009, a tipificação passou a ser: “apresentar a GFIP com incorreções ou omissões”, com multa de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas. Conforme previsto no art. 106, inciso II do CTN, a lei aplicase a ato ou fato pretérito, tratandose de ato não definitivamente julgado: a) quando deixe de definilo como infração; b) quando deixe de tratálo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. No caso em debate não há dúvida de que o art. 106, inciso II, alínea “c” do CTN é plenamente aplicável. CONCLUSÃO Pelo exposto, voto em dar provimento parcial ao recurso, para aplicar ao valor da multa o disposto no art. 32A, inciso I, da Lei 8.212/1991, com a redação dada pela Lei 11.941/2009, que deve ser comparado ao valor da autuação, prevalecendo o mais favorável ao contribuinte. A comparação darseá no momento do pagamento ou do parcelamento do débito pelo contribuinte e, na inexistência destes, no momento do ajuizamento da execução fiscal, conforme art.2º da portaria conjunta RFB/PGFN 14, de 04.12.2009. (Assinado digitalmente) Helton Carlos Praia de Lima – Relator. Fl. 207DF CARF MF Impresso em 23/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 22/01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA, Assinado digitalmente em 22/ 01/2015 por HELTON CARLOS PRAIA DE LIMA
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Numero do processo: 10283.902017/2009-74
Turma: Segunda Turma Ordinária da Terceira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 25 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 16 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2004
COMPENSAÇÃO. ESTIMATIVAS. POSSIBILIDADE.
Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação (Súmula CARF nº 84).
Numero da decisão: 1302-001.568
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr., Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Márcio Frizzo, Guilherme Silva e Leonardo Marques.
Nome do relator: ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr., Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Márcio Frizzo, Guilherme Silva e Leonardo Marques.
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Recorrente PHILIPS DA AMAZÔNIA INDUSTRIA ELETRÔNICA LTDA (sucedida por Philips do Brasil Ltda.) Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2004 COMPENSAÇÃO. ESTIMATIVAS. POSSIBILIDADE. Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação (Súmula CARF nº 84). Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR – Presidente e Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Alberto Pinto S. Jr., Waldir Rocha, Eduardo Andrade, Márcio Frizzo, Guilherme Silva e Leonardo Marques. Relatório Versa o presente processo sobre recurso voluntário, interposto pelo contribuinte em face do Acórdão nº 0120.892 da 1ª Turma da DRJ/BEL, cuja ementa assim dispõe: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ Data do fato gerador: 31/12/2004 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 28 3. 90 20 17 /2 00 9- 74 Fl. 119DF CARF MF Impresso em 16/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/0 1/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 2 PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. ESTIMATIVA MENSAL. UTILIZAÇÃO EM DCOMP. IMPOSSIBILIDADE. A época de transmissão da declaração de compensação era vedada a utilização, em DCOMP, de crédito referente a estimativa mensal IRPJ. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido A recorrente, cientificada do Acórdão nº 0120.892 em 12/04/2011 (AR a fls. 49), interpôs, em 11/05/2011, recurso voluntário (doc. a fls. 50 e segs.), no qual alega as seguintes razões de defesa: a) que se trata de Recurso Voluntário interposto contra a r. decisão proferida pela C. Ia Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Belém que, por unanimidade de votos, julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada, mantendo, por conseguinte, o r. Despacho Decisório que, deixando de reconhecer o direito creditório pleiteado, manteve a não homologação da compensação declarada no PER/DCOMP n° 36467.12431.250505.1.3.040677; b) que, em 25/05/2005, a Recorrente transmitiu eletronicamente a DCOMP n° 36467.12431.250505.1.3.04 0677, declarando a compensação de débito de sua titularidade com parcela do crédito decorrente de pagamento indevido efetuado a título de estimativa de IRPJ em 31/01/2005, no valor original de R$ 3.103.875,45; c) que foi proferido despacho decisório eletrônico, não reconhecendo o direito creditório pleiteado, sob a alegação de que: “foi constatada a improcedência do crédito informado no PER/DCOMP por tratarse de pagamento a titulo de estimativa mensal de pessoa jurídica tributada pelo lucro real, caso em que o recolhimento somente pode ser utilizado na dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) ou da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) devida ao final do período de apuração ou para compor o saldo negativo de IRPJ ou CSLL do período”; d) que a DRJ, ao apreciar a manifestação de inconformidade, houve por bem julgála improcedente, por entender, em síntese, que a Recorrente não poderia compensar créditos decorrentes de pagamentos indevidos efetuados a título de IRPJ, tendo em vista o disposto no artigo 10 da revogada Instrução Normativa SRF 460/2004; e) que é é imperioso destacar a necessidade de o processo administrativo em referência ser julgado conjuntamente com o Processo Administrativo n° 10283.907861/2009 21, haja vista tratarse de crédito originado do mesmo pagamento indevido; f) que em 1ª instância administrativa o presente processo administrativo e o Processo Administrativo n° 10283.907861/200991 foram julgados no mesmo dia e pela mesma Turma de Julgamento; g) que, na hipótese de serem recolhidos valores a título de estimativa de IRPJ acima dos valores apurados pelas regras previstas na legislação disciplinadora dos recolhimentos mensais, temse que estes montantes não seguirão ou obedecerão à sistemática prevista no o inciso IV, do § 4º, do art. 2º, da Lei n° 9.430/96; h) que, de acordo com a sistemática de recolhimento por estimativa, a Recorrente não tinha imposto a recolher relativamente ao período de apuração de dezembro de 2004; i) que, não obstante não ser devido valor algum a título de estimativa de IRPJ em dezembro de 2004, a Recorrente procedeu, por equívoco, ao recolhimento do valor de R$ 3.103.875,45, havendo, portanto, efetuado pagamento indevido a título de IRPJ; Fl. 120DF CARF MF Impresso em 16/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/0 1/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10283.902017/200974 Acórdão n.º 1302001.568 S1C3T2 Fl. 120 3 j) que a legislação não estabelece que recolhimentos a maior que os estabelecidos pelas regras de apuração da antecipação mensal por estimativa também devem ser considerados como antecipação do imposto devido no ajuste anual; k) que a Instrução Normativa SRF n° 900/2008 e posteriores, não mantiveram aquela vedação no sentido de que o recolhimento indevido efetuado a título de estimativa de IRPJ poderia ser compensado somente no final do período de apuração em que houve o pagamento indevido; l) que o o artigo 11 da IN SRF n° 900/2008, ao excluir tal vedação, evidencia a adequação do entendimento da Administração Pública aos ditames da lei; m) que sob qualquer ângulo que se queira analisar a questão, o procedimento adotado pela Recorrente está de acordo com a legislação que disciplina o assunto. É o relatório. Voto Conselheiro Alberto Pinto Souza Junior. O recurso voluntário é tempestivo e foi subscrito por mandatários com poderes para tal, conforme procuração a fls. 105 e substabelecimento a fls. 106 e segs., razão pela qual dele conheço. Preliminarmente, vale a transcrição do art. 47 do Anexo II do RICARF, in verbis: “Art. 47. Os processos serão distribuídos aleatoriamente às Câmaras para sorteio, juntamente com os processos conexos e, preferencialmente, organizados em lotes por matéria ou concentração temática, observando se a competência e a tramitação prevista no art. 46. § 1º Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica questão de direito, cuja solução já tenha jurisprudência firmada na CSRF, poderá o presidente da Câmara escolher dentre aqueles um processo para sorteio e julgamento. § 2º Decidido o processo de que trata o § 1º, o presidente do colegiado submeterá a julgamento, na sessão seguinte, os demais recursos de mesma matéria que estejam em pauta, aplicandoselhes o resultado do caso paradigma.”. Como se vê, o RICARF até determina que processos conexos sejam sorteados em conjunto, mas não determina o cancelamento do sorteio, caso tal disposição não seja observada. É o que ocorreu neste caso, em que o PAF n° 10283.907861/200991 foi sorteado para o Conselheiro Plínio Lima da 2ª TO da 2ª Câmara e hoje, conforme consulta no Eprocesso, encontrase ainda pendente de julgamento. Por essas razões, equivocase a recorrente quando alega que é imperioso que o PAF n° 10283.907861/200991 seja julgado em conjunto com estes autos. Por último, entendo que decisões divergentes em primeira instância não são problemas instransponíveis, pois, para isso, o RICARF prevê a possibilidade de interposição de recurso de divergência. Assim, voto por negar o pedido de julgamento em conjunto com PAF n° 10283.907861/200991. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 16/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/0 1/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR 4 No mérito, tem razão a recorrente, pelas razões que passo a expor. No PER/DCOMP nº 36467.12431.250505.1.3.040677 (a fls. 2 e segs.), ora em julgamento, a recorrente pleiteou parte do crédito relativo a recolhimento por meio de DARF, no qual estava informado o PA 31/12/2004, Código de Receita 2362, Valor total R$ 3.103.875,45 e data de arrecadação 31/01/2005, conformo Despacho Decisório a fls. 6. O recolhimento do referido DARF, no valor de R$ 3.103.875,45, resta plenamente demonstrado nos autos pelo Comprovante de Arrecadação a fls. 17. Por sua vez, esse valor não entrou no cálculo do SNIRPJ/AC 2004, como observado no Acórdão 0120.988 (a fls. 76 da PAF 10283904568/200891), cujo recurso voluntário contra ele interposto julgamos nesta mesma assentada, se não vejamos: Conforme discriminado na DIPJ/2005 anocalendário 2004, Ficha 11 (Cálculo IR Mensal por Estimativa fls.34/37), o contribuinte apurou IRPJ a pagar nos meses de janeiro a novembro/2004. Com relação aos pagamentos de estimativa IRPJ, as telas de fls. 39/49 mostram recolhimentos efetuados sob o código 2362 no montante de R$ 14.749.780,87. No que se refere ao DARF de IRPJ, 2362, RS 3.103.875,45, arrecadação 31/01/2005, não está sendo considerado neste somatório haja vista que não foi utilizado pelo contribuinte para apuração do IRPJ Mensal Pago por Estimativa Ficha 12 A, linha 17 (fl. 38). Vale, por oportuno trazer a lume a Ficha 12A da DIPJ/09 apresentada pela recorrente (doc. a fls. 153 do PAF 10283904568/200891): Discriminação Valor IMPOSTO SOBRE O LUCRO REAL 01.À Alíquota de 15% ………………………………………………………………………………………………14.580.109,42 02.À Alíquota de 6% ………………………………………………………………………………………………………….0,00 03.Adicional ………………………………………………………………………………………………………….9.696.072,95 DEDUÇÕES 04.()Operações de Caráter Cultural e Artístico …………………………………………………………………..…………..0,00 05.()Programa de Alimentação do Trabalhador …………………………………………………………..…………..283.890,18 06.()Desenvolvimento Tecnológico Industrial / Agropecuário ………………………………………………………………0,00 07.()Atividade Audiovisual …………………………………………………………………………………………..............0,00 08.()Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente ………………………………………………………………….….. 0,00 09.()Isenção de Empresas Estrangeiras de Transporte ………………………………………………………………….……0,00 10.()Isenção e Redução do Imposto …………………………………………………………...……………...……13.817.378,48 11.()Redução por Reinvestimento ……………………………………………………………………………………………0,00 12.()Imp. Pago no Ext. s/ Lucros, Rend. e Ganhos de Capital………………………………………………………………..0,00 13.()Imp. de Renda Ret. na Fonte ……………………………………………………………………………………..4.007,63 14.()IR Retido na Fonte por Órgãos Público Federal……………………….………………………………………………...0,00 15.()IR Retido na Fonte p/ Ent. da Adm. Púb. Fed. (Lei n° 10.833/2003) …………………………………………………...0,00 16.()Imp. Pago Inc. s/ Ganhos no Mercado de Renda Variável ………………………………...............................................0,00 17.()Imp. de Renda Mensal Pago por Estimativa ………………………….……………………………….......16.634.872,09 18.()Parcelamento Formalizado de IR sobre a Base de Cálculo Estimada …………………………………………………...0,00 19. RET – Patrimônio de Afetação – Imposto de Renda Pago……………………………………………………….......……0,00 20.IMPOSTO DE RENDA A PAGAR ………………………………………………………………..…………..6.953.685,50 21.IMPOSTO DE RENDA A PAGAR DE SCP ……………………………………………………………………………...0,00 22.IMPOSTO DE RENDA SOBRE A DIFERENÇA ENTRE O CUSTO ORÇADO E O CUSTO EFETIVO……………...0,00 23.IMPOSTO DE RENDA POSTERGADO DE PERÍODOS DE APURAÇÃO ANTERIORES…………………………...0,00 Sendo que o valor informado na linha 17 (total do IRPJestimativas pagas), R$ 16.634.872,09, é resultado da soma das seguintes parcelas: IRPJestimativa de janeiro/04 (DARF).....................................................R$ 604.218,92 IRPJ estimativa de fevereiro/04 (DARF)...................................................R$ 97.692,92 IRPJ estimativa de março/04 (PER/DCOMP).........................................R$ 357.573,13 IRPJ estimativa de abril/04 (DARF)........................................................R$ 551.100,17 IRPJ estimativa de abril/04 (PER/DCOMP).........................................R$ 1.495.158,39 Fl. 122DF CARF MF Impresso em 16/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/0 1/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR Processo nº 10283.902017/200974 Acórdão n.º 1302001.568 S1C3T2 Fl. 121 5 IRPJ estimativa de maio/04 (DARF)....................................................R$ 1.347.996,35 IRPJ estimativa de junho/04 (DARF)...................................................R$ 1.495.732,54 IRPJ estimativa de julho/04 (DARF)....................................................R$ 1.687.930,91 IRPJ estimativa de agosto/04 (DARF)..................................................R$ 1.358.298,15 IRRF deduzido do IRPJestimativa agosto/04 (linha 7/11)........................R$ 20.571,62 IRPJ estimativa de setembro/04 (DARF).............................................R$ 1.428.680,94 IRRF deduzido do IRPJestimativa setembro/04 (linha 7/11)......................R$ 3.967,63 IRPJ estimativa de outubro/04 (DARF)................................................R$ 2.483.414,94 IRRF deduzido do IRPJestimativa outubro /04 (linha 7/11).......................R$ 3.750,57 IRPJ estimativa de novembro/04 (DARF)............................................R$ 3.694.715,03 IRRF deduzido do IRPJestimativa novembro/04 (linha 7/11).....................R$ 4.069,87 __________________________________ TOTAL............................R$ 16.634.872,08 Assim, com os elementos de prova coligidos nestes autos e no PAF 10283904568/200891, fica plenamente demonstrado que o crédito relativo ao DARF de IRPJ, cód. de receita 2362, no valor de RS 3.103.875,45, arrecadado em 31/01/2005, não entrou no cálculo do SNIRPJ/AC2004. Passo, então, a enfrentar a outra questão posta, ou seja, a vedação imposta no no artigo 10 da Instrução Normativa SRF 460/2004, então em vigor à época. Sobre esse assunto, não me alongo, pois a matéria já está Sumulada neste Colegiado, se não vejamos o teor do enunciado da Súmula CARF nº 84, in verbis: Súmula CARF nº 84: Pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Em face do exposto voto por dar provimento ao recurso voluntário, para homologar a compensação pleiteada no PER/DCOMP nº 36467.12431.250505.1.3.040677, a fls. 2 e segs. Alberto Pinto Souza Junior Relator Fl. 123DF CARF MF Impresso em 16/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/01/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR, Assinado digitalmente em 15/0 1/2015 por ALBERTO PINTO SOUZA JUNIOR
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Numero do processo: 15940.720159/2013-24
Turma: Segunda Turma Ordinária da Segunda Câmara da Terceira Seção
Câmara: Segunda Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 29 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Feb 09 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3202-000.320
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento, pela recorrente, o advogado Eduardo de Carvalho Borges, OAB/SP nº. 153.881.
Irene Souza da Trindade Torres Oliveira Presidente
Gilberto de Castro Moreira Junior - Relator
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda.
Nome do relator: GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Acompanhou o julgamento, pela recorrente, o advogado Eduardo de Carvalho Borges, OAB/SP nº. 153.881. Irene Souza da Trindade Torres Oliveira – Presidente Gilberto de Castro Moreira Junior Relator Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros Irene Souza da Trindade Torres, Gilberto de Castro Moreira Junior, Luís Eduardo Garrossino Barbieri, Charles Mayer de Castro Souza, Thiago Moura de Albuquerque Alves e Rodrigo Cardozo Miranda. Relatório Para descrever os fatos, e também por economia processual, transcrevo o relatório constante do acórdão da DRJ de São Paulo, verbis: Tratase de autos de infração lavrados referentes a glosas de crédito na apuração da contribuição para o PIS/Pasep (fls. 488/490) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins (fls. 491/493) no regime não cumulativo, relativas aos períodos de apuração de janeiro/2010 a dezembro/2010. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 59 40 .7 20 15 9/ 20 13 -2 4 Fl. 690DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15940.720159/201324 Resolução nº 3202000.320 S3C2T2 Fl. 691 2 No Termo de Verificação Fiscal e de Encerramento da Ação Fiscal (fls. 476/485), o autuante assim justificou a lavratura dos autos de infração: • o crédito calculado sobre insumo deve se referir a bens e serviços utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. Ou seja, é fundamental que o insumo seja utilizado na etapa laboral cujo resultado seja um produto objeto de comercialização pela empresa. No caso específico da autuada, créditos calculados sobre sua produção agrícola devem ser desconsiderados, uma vez que seu objeto comercial são os derivados industriais da canade açúcar, especialmente o açúcar e o etanol. A exigência legal de que o insumo seja utilizado no processo de fabricação desses produtos afasta a possibilidade de crédito sobre elementos que não sejam utilizados diretamente no processo fabril, como dispõe a Instrução Normativa SRF nº 247, de 21 de novembro de 2002, em seu art. 66, § 5º; • as glosas acerca de créditos calculados sobre insumos foram efetuadas a partir dos custos, classes e subclasses que são claramente apontados como direcionados à produção agrícola ou à manutenção de veículos em geral, portanto, divorciados do processo produtivo da contribuinte; • o mesmo raciocínio norteou as glosas incidentes sobre créditos calculados sobre o maquinário utilizado pela empresa, seja ele integrante de seu ativo imobilizado, objeto de aluguel ou de arrendamento mercantil, pois esta fiscalização entende que, muito embora a restrição “para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços” surja literalmente apenas no inciso VI do artigo 3º das Lei 10.637/2002 e 10.833/2003, o intuito do legislador foi, claramente, restringir o aproveitamento de créditos apenas ao maquinário utilizado na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços, independentemente da roupagem econômica através da qual o contribuinte incorpore tais bens ao seu processo produtivo. O entendimento contrário levaria à inadequada situação em que bastaria ao contribuinte evitar a ativação de suas máquinas, optando pelo arrendamento mercantil ou pelo simples aluguel, para ampliar sobremaneira suas possibilidades de creditamento; • foi realizada a glosa integral de créditos calculados sobre dispêndios com edificações, em razão da inobservância do disposto no art. 6º, caput e §§ 5º e 6º, da Lei nº 11.488, de 15 de junho de 2007, ou seja, a contribuinte realizou o aproveitamento dos créditos no mês de aquisição dos bens ou da contratação dos serviços relativos à construção civil, quando a legislação literalmente determina que esse aproveitamento apenas é possível após a conclusão da obra. Cientificada dos autos de infração em 13/11/2013 (fl. 499), a contribuinte apresentou impugnação em 13/12/2013 (fls. 504/510), na qual, após dizer da tempestividade de sua defesa, alega que: • é pessoa jurídica que tem por atividade principal a fabricação de etanol baseada na produção própria e de terceiros de canadeaçúcar, uma verdadeira agroindústria, que, inclusive, apura suas contribuições previdenciárias com base na receita proveniente da comercialização da produção, conforme o art. 22A, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991; • para a consecução de sua atividade, é imprescindível que abasteça e realize a manutenção dos seus tratores, colheitadeiras, transbordos e demais equipamentos agrícolas necessários para a colheita da canadeaçúcar, pois Fl. 691DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15940.720159/201324 Resolução nº 3202000.320 S3C2T2 Fl. 692 3 sem esse insumo não seria possível a consecução de sua atividade fim, isto é, a comercialização de etanol e açúcar. Assim, a manutenção de equipamentos agrícolas é essencial ao desenvolvimento do processo produtivo. Citase acórdão do Carf com mesmo entendimento; • a sua atividade possui duas etapas de produção: a agrícola e a industrial. Tal separação não desnatura, nem descaracteriza os dispêndios realizados na primeira fase (agrícola) como uma etapa da produção passível de creditamento para fins do PIS/Pasep e da Cofins, nos termos preconizados pelo art. 3º da Lei nº 10.833 de 2003; • por vezes, aufere receitas provenientes da comercialização do produto rural cultivado (canadeaçúcar), condição que, mais uma vez, corrobora o fundamento de que o processo agrícola é, inegavelmente, parte do seu processo produtivo; • o crédito glosado relativo aos dispêndios com edificações, que foram aproveitados no prazo de vinte e quatro meses, com base no custo de aquisição ou de construção, constam nas fichas 14 e 24 do Dacon de dezembro de 2010. Dessa forma, uma vez que o saldo registrado a ser aproveitado é superior ao montante glosado, resta corroborado que a impugnante somente gozou dos créditos após a conclusão da obra; • a fiscalização foi assertiva tãosomente ao julgar devida a glosa dos créditos relacionados à atividade administrativa, pois, esses sim, por decisões já pacificadas, são considerados créditos desatrelados do processo produtivo e, por essa razão, não deveriam ter sido apropriados. Diante disso, em anexo segue a lista dos créditos que foram aproveitados de maneira equivocada, para que sejam segregados do total da glosa levantada pela fiscalização e, aí sim, “cobrados” pela Secretaria da Receita Federal do Brasil; • outros créditos glosados sem cobertura legal dizem respeito ao aluguel e arrendamento mercantil de máquinas industriais. Ao contrário do que foi considerado pela fiscalização, os créditos cujo centro de custo e finalidade são de arrendamento de máquinas industriais são passíveis de creditamento, pois não estão inseridos nas exceções legais, quais sejam, a contratação do arrendamento de pessoa jurídica optante pelo Simples e o creditamento dos valores de bens que já tenham integrado o patrimônio da pessoa jurídica. Além disso, não restou claro o motivo da glosa levada a cabo pelo Fisco. Logo, diante da possibilidade legal prevista nos arts. 3º, IV e V, das Leis nº 10.833, de 2003, e nº 10.637, de 2002, a contribuinte agiu corretamente ao aproveitar os créditos do aluguel e do arrendamento de máquinas e equipamentos ligados intimamente ao seu processo industrial. Ao final, a autuada protesta pela posterior juntada de documentos que, por razões alheias à sua vontade, deixaram de ser apresentados com a impugnação. A autoridade julgadora de primeira instância julgou procedente o lançamento conforme ementa abaixo transcrita: Fl. 692DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15940.720159/201324 Resolução nº 3202000.320 S3C2T2 Fl. 693 4 ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 INSUMO. CONCEITO. Insumo é a matériaprima, produto intermediário, material de embalagem equalquer outro bem adquirido de terceiros, não contabilizado no ativo imobilizado, que sofra alteração em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou então seja aplicado ou consumido na prestação de serviços. Consideramse insumo também os serviços prestados por terceiros aplicados na produção do produto ou prestação de serviço. CRÉDITO. FABRICAÇÃO DE ÁLCOOL E AÇÚCAR. CULTIVO DE CANADEAÇÚCAR. As despesas com bens e serviços, assim como aquelas decorrentes da utilização de máquinas e equipamentos empregados no cultivo de canadeaçúcar não geram direito a créditos na apuração da Cofins não cumulativa devida pela pessoa jurídica que tem como atividade fabricação e comercialização de açúcar e álcool. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/01/2010 a 31/12/2010 INSUMO. CONCEITO. Insumo é a matériaprima, produto intermediário, material de embalagem e qualquer outro bem adquirido de terceiros, não contabilizado no ativo imobilizado, que sofra alteração em função da ação diretamente exercida sobre o produto em fabricação, ou então seja aplicado ou consumido na prestação de serviços. Consideramse insumo também os serviços prestados por terceiros aplicados na produção do produto ou prestação de serviço. CRÉDITO. FABRICAÇÃO DE ÁLCOOL E AÇÚCAR. CULTIVO DE CANADEAÇÚCAR. As despesas com bens e serviços, assim como aquelas decorrentes da utilização de máquinas e equipamentos empregados no cultivo de canade açúcar não geram direito a créditos na apuração do PIS/Pasep não cumulativo devido pela pessoa jurídica que tem como atividade fabricação e comercialização de açúcar e álcool. Impugnação Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. Inconformada, a Recorrente interpôs recurso voluntário onde reitera argumentos já expendidos em impugnação. É o Relatório. Voto Fl. 693DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA Processo nº 15940.720159/201324 Resolução nº 3202000.320 S3C2T2 Fl. 694 5 Conselheiro Gilberto de Castro Moreira Junior, Relator Para o deslinde da questão entendo necessária a diligência para se determinar se os insumos objeto de glosa pela fiscalização relacionamse ou não ao processo produtivo da Recorrente Diante disso, converto o julgamento em diligência para que unidade preparadora jurisdicionante do domicílio fiscal da Recorrente providencie o que segue: 1) Intime a Recorrente a apresentar laudo de renomada instituição que descreva detalhadamente o seu processo produtivo, apontando a utilização dos insumos ora glosados na produção de bens destinados à venda, ou na prestação de serviços; e 2) Após a juntada do laudo, promova diligência fiscal in loco, para verificar as conclusões do laudo pericial, elaborando Relatório conclusivo e sucinto acerca da utilização ou não dos insumos ora glosados no processo produtivo da Recorrente. Após a realização da diligência, é mister que seja dado o prazo de trinta dias para que a Recorrente e a fiscalização se manifestem acerca do tema. É como voto. Gilberto de Castro Moreira Junior Fl. 694DF CARF MF Impresso em 09/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 03/02/2015 por GILBERTO DE CASTRO MOREIRA JUNIOR, Assinado digitalmente em 09/02/2015 por IRENE S OUZA DA TRINDADE TORRES OLIVEIRA
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Numero do processo: 15586.000888/2008-80
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Jan 09 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Obrigações Acessórias
Período de apuração: 01/06/2003 a 31/05/2007
AÇÃO JUDICIAL IMPEDITIVA DO LANÇAMENTO. INEXISTÊNCIA.
Inexiste na espécie ação judicial com o condão de impedir o lançamento fiscal.
PROCESSOS CONEXOS. AUTUAÇÃO DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DECLARADA PROCEDENTE. MANUTENÇÃO DA MULTA PELA FALTA DE DECLARAÇÃO DOS MESMOS FATOS GERADORES.
Sendo declarada a procedência do crédito relativo à exigência da obrigação principal, deve seguir o mesmo destino a lavratura decorrente da falta de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP.
CONFISSÃO DE DÍVIDA. INEXISTÊNCIA.
Não tendo o sujeito passivo comprovado que as contribuições lançadas foram objeto de confissão de dívida, descabem os seus argumentos relativos a pedido judicial de revisão dos valores confessados e da impossibilidade de aplicação de multa.
JUROS SELIC. INCIDÊNCIA SOBRE OS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS ADMINISTRADOS PELA RFB.
A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais.
Recurso Voluntário Negado.
Numero da decisão: 2401-003.768
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso.
Elias Sampaio Freire - Presidente
Kleber Ferreira de Araújo - Relator
Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ewan Teles Aguiar e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: KLEBER FERREIRA DE ARAUJO
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ementa_s : Assunto: Obrigações Acessórias Período de apuração: 01/06/2003 a 31/05/2007 AÇÃO JUDICIAL IMPEDITIVA DO LANÇAMENTO. INEXISTÊNCIA. Inexiste na espécie ação judicial com o condão de impedir o lançamento fiscal. PROCESSOS CONEXOS. AUTUAÇÃO DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DECLARADA PROCEDENTE. MANUTENÇÃO DA MULTA PELA FALTA DE DECLARAÇÃO DOS MESMOS FATOS GERADORES. Sendo declarada a procedência do crédito relativo à exigência da obrigação principal, deve seguir o mesmo destino a lavratura decorrente da falta de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP. CONFISSÃO DE DÍVIDA. INEXISTÊNCIA. Não tendo o sujeito passivo comprovado que as contribuições lançadas foram objeto de confissão de dívida, descabem os seus argumentos relativos a pedido judicial de revisão dos valores confessados e da impossibilidade de aplicação de multa. JUROS SELIC. INCIDÊNCIA SOBRE OS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS ADMINISTRADOS PELA RFB. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Negado.
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INEXISTÊNCIA. Inexiste na espécie ação judicial com o condão de impedir o lançamento fiscal. PROCESSOS CONEXOS. AUTUAÇÃO DECORRENTE DO DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL DECLARADA PROCEDENTE. MANUTENÇÃO DA MULTA PELA FALTA DE DECLARAÇÃO DOS MESMOS FATOS GERADORES. Sendo declarada a procedência do crédito relativo à exigência da obrigação principal, deve seguir o mesmo destino a lavratura decorrente da falta de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP. CONFISSÃO DE DÍVIDA. INEXISTÊNCIA. Não tendo o sujeito passivo comprovado que as contribuições lançadas foram objeto de confissão de dívida, descabem os seus argumentos relativos a pedido judicial de revisão dos valores confessados e da impossibilidade de aplicação de multa. JUROS SELIC. INCIDÊNCIA SOBRE OS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS ADMINISTRADOS PELA RFB. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Recurso Voluntário Negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 58 6. 00 08 88 /2 00 8- 80 Fl. 220DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 2 ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso. Elias Sampaio Freire Presidente Kleber Ferreira de Araújo Relator Participaram do presente julgamento o(a)s Conselheiro(a)s Elias Sampaio Freire, Kleber Ferreira de Araújo, Igor Araújo Soares, Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Ewan Teles Aguiar e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. Fl. 221DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15586.000888/200880 Acórdão n.º 2401003.768 S2C4T1 Fl. 221 3 Relatório Tratase de recurso interposto pelo sujeito passivo contra o Acórdão n.º 12 23.989 de lavra da 13.ª Turma da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento – DRJ no Rio de Janeiro I (RJ), que julgou procedente em parte a impugnação apresentada para desconstituir o Auto de Infração AI n.º 37.166.3687. A lavratura referese a exigência de multa em razão da empresa haver deixado de declarar na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP todas as contribuições previdenciárias. De acordo com o Relatório Fiscal da Infração, fl. 06, a empresa preencheu incorretamente a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social — GFIP, no período de 06/2003 a 05/2007, consignando alíquota errada no campo "Riscos Ambientais do Trabalho — RAT", o que refletiu em declaração a menor de contribuição devida. No Relatório Fiscal da Aplicação da Multa, de fls. 07, e tabelas às fls. 08/09, a autoridade lançadora apresenta o valor que deixou de ser declarado, por competência, bem como detalha o cálculo da multa. Apresentada a defesa, a DRJ deulhe provimento parcial, determinando o recálculo da multa nos termos da legislação atual, qual seja o inciso I do art. 32A da Lei n.º 8.212/1991, considerando o valor mínimo previsto no inciso II do § 3.º do mesmo artigo (ver fls. 73/84. Inconformada, a empresa interpôs recurso voluntário de fls. 88/107, no qual, em apertada síntese, alegou que: a) a recorrente é detentora de decisão judicial no bojo do Mandado de Segurança MS n.º 2002.50.01.0095772, autuado em 11/12/2002, segundo a qual o INSS não poderia exigir do sujeito passivo a alíquota RAT superior a 2%, determinando ainda a compensação das quantias indevidamente recolhidas; b) ao INSS foi dada ciência desta decisão, todavia, aquela Autarquia jamais adotou providências para cumprir o que restou decidido pelo Judiciário; c) o sujeito passivo não pode ser coagido por conduta respaldada em decisão judicial; d) a jurisprudência pátria rechaça as medidas do fisco contra contribuintes que estão sob amparo de decisão judicial relativa ao tributo que se quer exigir; e) cita textos doutrinários e jurisprudenciais para defender que, havendo equívoco em confissão de dívida tributária, o contribuinte pode questionar judicialmente os valores objetos da confissão; Fl. 222DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 4 f) o STJ pacificou o entendimento de que havendo parcelamento da dívida antes de qualquer procedimento do fisco, devese aplicar o instituto da denúncia espontânea, sendo descabida a aplicação de multa moratória ou punitiva; g) é inconstitucional a aplicação da taxa SELIC para fins tributários. Ao final, pediu: a) o cancelamento do AI; b) que o seu nome não seja incluído em cadastro de devedores até a decisão final sobre o feito; c) que a exigência da dívida seja suspensa e depois cancelada; d) que o lançamento não seja impeditivo para obtenção de Certidão Negativa de Débitos CND; e e) que não sofra qualquer tipo de restrição em razão da dívida representada pelo AI. É o relatório. Fl. 223DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15586.000888/200880 Acórdão n.º 2401003.768 S2C4T1 Fl. 222 5 Voto Conselheiro Kleber Ferreira de Araújo, Relator Admissibilidade O recurso merece conhecimento, posto que preenche os requisitos de tempestividade e legitimidade. Inexistência de ação judicial impeditiva do lançamento Para a apreciação desta questão é essencial que nos centremos no trâmite do MS n.º 2002.50.01.0095772. É certo que a empresa obteve provimento em primeira instância para recolher a alíquota da contribuição para o RAT no percentual máximo de 2%, todavia, em decisão datada de 18/11/2004, o TRF 2.ª Região, acolheu a apelação do INSS e reformou a sentença, fixando o entendimento de que a definição do grau de risco por decreto não viola qualquer princípio legal ou constitucional. Caiu assim a limitação para cobrança da contribuição ao SAT/RAT, bem como a possibilidade de compensação de valores supostamente recolhidos a maior. Essa decisão pode ser visualizada nos autos, às fls. 196/210. Percebese, portanto, que na data do lançamento, 01/07/2008, inexistia qualquer sentença impeditiva da constituição do crédito tributário. É que a decisão do TRF não foi objeto de recurso, tendo transitado em julgado, conforme mencionouse na decisão recorrida, sem que houvesse qualquer comentário sobre esse fato no recurso do sujeito passivo. Assim, carece de razão a recorrente quando afirma que o lançamento representaria afronta ao que ficou decidido pelo Judiciário no bojo do citado MS. Também não merece acolhida a tese da ocorrência de coação ilegal, até porque o processo administrativo fiscal ainda está em curso, não tendo havido até esse momento qualquer medida constritiva do patrimônio do sujeito passivo ou restritiva de seus direitos. Nesse sentido, por estar com exigibilidade suspensa, nos termos do inciso III do art. 151 do CTN, este lançamento não representa impeditivo para obtenção de CND ou motivo para inclusão da recorrente em cadastro de inadimplentes. Somente após o trânsito em julgado do processo administrativo fiscal é que a empresa estará sujeita a esses efeitos. Conexão com o processo de exigência da obrigação principal O entendimento unânime dessa Turma de Julgamento é que o julgamento dos AI decorrentes de aplicação de multa por omissão de fatos geradores na GFIP deve levar em consideração o que ficou decidido nos AI para exigência da obrigação principal. Assim, os resultados dos julgamentos das lavraturas para cobrança das contribuições tem sido aplicados automaticamente nas demandas em que é discutida a exigência de declaração dos fatos geradores correspondentes na GFIP. Vejam esse julgado da Câmara Superior de Recursos Fiscais do CARF: Fl. 224DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 6 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PROCESSOS CONEXOS. O presente auto de infração diz respeito à infringência ao art. 32, inciso IV, § 5° da Lei n° 8.212/91, por ter o contribuinte apresentado Guia de Recolhimento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e informações à Previdência Social em GFIP, com dados não correspondentes aos fatos geradores de todas as contribuições previdenciárias. Provido o recurso especial da Fazenda Nacional, no sentido de se afastar a nulidade por vício formal apontada no processo nº 35554.005633/200626. Em virtude da existência de conexão entre os processos, igual sorte merece o presente auto de infração. Foi declarado nulo em virtude da declaração da nulidade, por vício formal, da NFLD (processo nº 35554.005633/200626) que continha os lançamentos referentes aos fatos geradores tidos como não declarados, em decorrência da conexão existente entre o presente auto de infração e a referida NFLD. Provido o recurso especial da Fazenda Nacional, no sentido de se afastar a nulidade por vício formal apontada no processo nº 35554.005633/200626. Em virtude da existência de conexão entre os processos, igual sorte merece o presente auto de infração. Nos termos em que disciplina o art. 49, § 7º do anexo II da Portaria MF nº 256/2009, que aprovou o Regimento Interno do CARF, os processos conexos, decorrentes ou reflexos serão distribuídos ao mesmo relator, independentemente de sorteio. (Acórdão 9202001.244, Rel Conselheiro Elias Sampaio Freire, 08/02/2011) Todas as alegações apresentadas contra a cobrança da diferença de contribuição decorrente do incorreto enquadramento da empresa foram apreciadas quando do julgamento do Processo n.º 15586.000884/200800 (AI n.º 37.155.0530) por essa Turma momentos atrás, que, por unanimidade, no mérito, negou provimento ao recurso do sujeito passivo. Assim, o mesmo entendimento deve ser aplicado ao AI sob cuidado, concluindose que as diferenças de contribuição omitidas eram de declaração obrigatória na GFIP, sendo procedente a autuação. Da inclusão de débito em confissão de dívida Embora traga alegações que dão entender que os valores lançados foram incluídos em confissão de dívida, o sujeito passivo não trouxe qualquer elemento de prova neste sentido. Ressaltese que sequer houve a inclusão das contribuições exigidas na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, tampouco há documento hábil a comprovar a inclusão das contribuições em parcelamento. Descabem, portanto, os argumentos de que o contribuinte teria direito de questionar na justiça os valores indevidamente confessados e de que deveria ser excluída a multa em razão de ter havido confissão de dívida antes da fiscalização. Fl. 225DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE Processo nº 15586.000888/200880 Acórdão n.º 2401003.768 S2C4T1 Fl. 223 7 Juros SELIC Quanto à inaplicabilidade da taxa de juros SELIC para fins tributários, é matéria que já se encontra sumulada nesse Tribunal Administrativo, nos termos da Súmula CARF n. 04: Súmula CARF nº 4: A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais. Nesse sentido, sendo a Súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF, nos temos do “caput” do art. 72 do Regimento Interno do CARF1., não pode esse colegiado afastar a utilização da taxa de juros aplicada às contribuições lançadas no presente lançamento. Por outro lado, o Superior Tribunal de Justiça – STJ, decidiu com base na sistemática dos recursos repetitivos (art. 543C do CPC) que é legítima a aplicação da taxa SELIC aos débitos tributários, o que faz com que essa discussão tornese, até certo ponto, desnecessária. Eis a ementa do julgado: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL SUBMETIDO À SISTEMÁTICA PREVISTA NO ART. 543C DO CPC. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃOOCORRÊNCIA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS DE MORA PELA TAXA SELIC. ART. 39, § 4º, DA LEI 9.250/95. PRECEDENTES DESTA CORTE. 1. Não viola o art. 535 do CPC, tampouco nega a prestação jurisdicional, o acórdão que adota fundamentação suficiente para decidir de modo integral a controvérsia. 2. Aplicase a taxa SELIC, a partir de 1º.1.1996, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada, porém, com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. 3. Se os pagamentos foram efetuados após 1º.1.1996, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela, ou seja, janeiro de 1996. Esse entendimento prevaleceu na Primeira Seção desta Corte por ocasião do julgamento dos EREsps 291.257/SC, 399.497/SC e 425.709/SC. 1 Art. 72. As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão consubstanciadas em súmula de observância obrigatória pelos membros do CARF. (...) Fl. 226DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE 8 4. Recurso especial parcialmente provido. Acórdão sujeito à sistemática prevista no art. 543C do CPC, c/c a Resolução 8/2008 Presidência/STJ. (REsp 1111175 / SP, Relatora Ministra Denise Arruda, DJe. 01/07/2009) Conclusão Voto por negar provimento ao recurso. Kleber Ferreira de Araújo. Fl. 227DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 15/12/2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 15/12 /2014 por KLEBER FERREIRA DE ARAUJO, Assinado digitalmente em 16/12/2014 por ELIAS SAMPAIO FREIRE
score : 1.0
Numero do processo: 10580.722236/2011-31
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 02 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Wed Dec 10 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 2010
AÇÃO JUDICIAL TRABALHISTA. ACIDENTE DO TRABALHO. INDENIZAÇÃO.
São isentas de imposto de renda as indenizações recebidas em decorrência de acidente do trabalho, assim como os juros moratórios respectivos.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2801-003.856
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para cancelar a infração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de ação trabalhista, nos termos voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Flavio Araujo Rodrigues Torres, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
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ACIDENTE DO TRABALHO. INDENIZAÇÃO. São isentas de imposto de renda as indenizações recebidas em decorrência de acidente do trabalho, assim como os juros moratórios respectivos. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, dar provimento ao recurso para cancelar a infração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de ação trabalhista, nos termos voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Flavio Araujo Rodrigues Torres, José Valdemir da Silva, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 72 22 36 /2 01 1- 31 Fl. 116DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10580.722236/201131 Acórdão n.º 2801003.856 S2TE01 Fl. 117 2 Por bem descrever os fatos, adoto o relatório do acórdão de primeira instância (fls. 98/99 deste processo digital), reproduzido a seguir: Tratase de notificação de lançamento relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física IRPF correspondente ao ano calendário de 2009, na qual o saldo de imposto a restituir foi reduzido de R$ 195.317,25 para o valor de R$ 37.839,16, acrescido de juros de mora. Conforme descrição dos fatos e enquadramento legal constantes na notificação de lançamento, foi apurada omissão de rendimentos tributáveis decorrentes de ação judicial trabalhista, no valor de R$ 572.647,62. O contribuinte foi cientificado do lançamento fiscal e apresentou impugnação, às fls. 02/08, na qual alegou, em síntese, que os rendimentos apontados como omitidos foram recebidos no curso Reclamação Trabalhista nº 00889.2006.037.05.00.8 movida pelo contribuinte em desfavor da Caixa Econômica Federal, tendo esta sido condenada ao pagamento de indenização por danos morais e materiais decorrentes de acidente de trabalho (LER/DORT). Verbas desta natureza são isentas, conforme previsto no art. 6º, inciso IV, da Lei nº 7.713, de 1988, art. 39, incisos XVI e XVII, do RIR/1999, e jurisprudência pátria. Portanto, improcedente o lançamento fiscal. A impugnação apresentada pelo contribuinte foi julgada improcedente por intermédio do acórdão de fls. 98/100, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2009 LUCROS CESSANTES. TRIBUTAÇÃO. São tributáveis os valores recebidos a título de lucros cessantes decorrentes de acidente do trabalho. Cientificado da decisão de primeira instância em 06/02/2012 (fl. 102), o Interessado interpôs, em 02/03/2012, o recurso de fls. 104/107. Na peça recursal aduz, em síntese, que: A teor do que dispõe o art. 6º, inciso IV, da Lei nº 7.713/1988 e o art. 39, inciso XVII, do Decreto nº 3.000/1999, a indenização por acidente de trabalho é isenta do imposto de renda, atingindo os danos materiais (danos emergentes e lucros cessantes) e os danos morais decorrentes do infortúnio. Se a isenção é expressa, não fazendo qualquer distinção entre o dano a ser indenizado, não cabe ao intérprete fazêlo, consoante pretensão da turma julgadora prolatora do acórdão recorrido. Fl. 117DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10580.722236/201131 Acórdão n.º 2801003.856 S2TE01 Fl. 118 3 O art. 111 do Código Tributário Nacional é bastante claro ao estabelecer que a legislação que outorga isenção deve ser interpretada literalmente, não se admitindo interpretação extensiva, ampliativa ou analógica. Ao final, requer seja acolhido o presente recurso para reformar a decisão de 1ª instância, para que sejam restituídos, de forma integral, os valores retidos do ora Recorrente a título de imposto de renda, recebidos em virtude de indenização por acidente de trabalho. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conheço do recurso, porquanto presentes os requisitos de admissibilidade. Observo, por primeiro, que embora a omissão de rendimentos apurada pela Autoridade lançadora tenha origem em ação trabalhista, as verbas pagas ao Recorrente revestem a natureza jurídica de indenização por danos morais e materiais (danos emergentes e lucros cessantes) decorrentes de acidente do trabalho. Registro, também, que a controvérsia não engloba a totalidade de rendimentos recebidos pelo Interessado, senão apenas os valores pagos a título de indenização por danos materiais na modalidade de lucros cessantes, bem como acréscimos legais respectivos (juros de mora), pagos de uma única vez. Anoto, por oportuno, que não é possível subsistir o entendimento de que a verificação da incidência do imposto de renda deve ter por base unicamente o caráter remuneratório ou indenizatório da parcela que se quer tributar, já que não são apenas as verbas remuneratórias que podem representar aumento de patrimônio daquele que as recebe. De fato, as indenizações, em regra, são valores destinados à recomposição do patrimônio (material ou imaterial) daquele que foi lesado em seu direito. Contudo, uma análise mais detida do conceito de indenização denota que, a par de sua função de reposição patrimonial (reparação de danos emergentes), o pagamento de indenização pode, por vezes, representar aumento do patrimônio de quem a recebe, na medida em que visem à reparação de ganhos que deixou de obter, ou seja, lucros cessantes. Existem hipóteses em que a indenização não acarretará ganho patrimonial, como ocorre no caso de reparação de dano emergente efetivamente suportado. Entretanto, se a indenização tem função compensatória, ou seja, se destina a reparar aquilo que o lesado em seu direito deixou de ganhar (lucro cessante), o seu recebimento acarretará aumento patrimonial. Nessa linha de raciocínio, se o recebimento da indenização importa acréscimo patrimonial, certo é que, em regra, estará sujeito à incidência do IR, só havendo dispensa de seu pagamento se houver previsão legal expressa (isenção). No caso concreto o Recorrente alega que a indenização por acidente de trabalho é isenta do imposto de renda por força do disposto no art. 6º, inciso IV, da Lei nº 7.713/1988 e no art. 39, inciso XVII, do Decreto nº 3.000/1999, e que tais dispositivos não fazem distinção entre o dano a ser indenizado. Fl. 118DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10580.722236/201131 Acórdão n.º 2801003.856 S2TE01 Fl. 119 4 Assiste razão ao Interessado. Os dispositivos citados estão assim descritos: Lei nº 7.713/1988 Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: (...) IV as indenizações por acidentes de trabalho; Decreto nº 3.000/1999 Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: (...) XVII a indenização por acidente de trabalho (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso IV); Como se vê, o legislador não distinguiu, para efeitos da isenção do imposto de renda no caso de indenização por acidente de trabalho, qual espécie de indenização estaria beneficiada pela dispensa legal do pagamento do tributo, de modo que não cabe ao intérprete fazer a distinção entre os diversos tipos de indenização. A literalidade da norma leva à interpretação de que a isenção abrange qualquer espécie de indenização paga ao beneficiário, desde que decorrente de acidente do trabalho, não importando tratarse de indenização por dano moral, material na modalidade de danos emergentes ou material na modalidade de lucros cessantes. Na espécie, o Termo de Audiência de fls. 16/29 e o Acórdão de fls. 30/37 não deixam nenhuma dúvida de que as indenizações por dano moral, por dano material na modalidade de dano emergente e por dano material na modalidade de lucros cessantes decorreram de acidente de trabalho reconhecido pelo INSS e admitido pela empresa Ré. Assim, todas elas estão isentas de imposto de renda, inclusive a indenização na modalidade de lucros cessantes, objeto do presente litígio. Quanto aos juros de mora incidente sobre os lucros cessantes, entendo que se aplica a tese da “isenção reflexa ou indireta”. Essa modalidade de isenção nada mais é do que o reconhecimento de isenção também para os juros incidentes sobre uma rubrica de ganhos que a lei considera isenta ou fora do campo de incidência do imposto de renda. Tal isenção decorre do caráter acessório dos juros de mora que carregariam para si características próprias da verba principal (“accesorium sequitur suum principale”). Ou seja, se a verba principal é isenta ou fora do campo de incidência, os juros moratórios são isentos ou estão fora do campo de incidência. Se a verba principal sofre a tributação, os juros de mora correspondentes também. Os precedentes dessa tese no STJ são muitos e não podem ser ignorados: REsp 675.639, REsp 615.625, AgRg no REsp 1.037.731, REsp 1.024.188, AgRg no REsp 1.058.437, REsp 964.122, REsp 1.072.609, AgRg no REsp 1.063.429, REsp 1.044.019, REsp 1.037.277, REsp 1.037.967, dentre outros. Fl. 119DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10580.722236/201131 Acórdão n.º 2801003.856 S2TE01 Fl. 120 5 Nesse contexto, voto por dar provimento ao recurso para cancelar a infração de omissão de rendimentos recebidos de pessoa jurídica decorrentes de ação trabalhista. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 120DF CARF MF Impresso em 11/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 05/12/2014 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 09/12/2014 por TANIA MARA PA SCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 19515.722489/2012-44
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Jul 10 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2014
Numero da decisão: 1401-000.250
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVERAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, determinar a AVOCAÇÃO do processo nº. 16561.000125/2007-07 para serem julgados juntos em função da conexão existente entre eles.
(assinado digitalmente)
Jorge Celso Freire da Silva - Presidente.
(assinado digitalmente)
Antonio Bezerra Neto - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira., Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Jorge Celso Freire da Silva..
Nome do relator: Não se aplica
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVERAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, determinar a AVOCAÇÃO do processo nº. 16561.000125/2007-07 para serem julgados juntos em função da conexão existente entre eles. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva - Presidente. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira., Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Jorge Celso Freire da Silva..
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RESOLVERAM os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, determinar a AVOCAÇÃO do processo nº. 16561.000125/200707 para serem julgados juntos em função da conexão existente entre eles. (assinado digitalmente) Jorge Celso Freire da Silva Presidente. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Bezerra Neto, Alexandre Antônio Alkmim Teixeira., Fernando Luiz Gomes de Mattos, Maurício Pereira Faro, Sérgio Luiz Bezerra Presta e Jorge Celso Freire da Silva.. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 95 15 .7 22 48 9/ 20 12 -4 4 Fl. 2356DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.357 2 RELATÓRIO Tratase de recurso voluntário e de ofício em face do Acórdão da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal em São Paulo ISP que manteve o lançamento. Adoto e transcrevo o relatório constante na decisão de primeira instância, compondo em parte este relatório: Relatório Em ação fiscal empreendida junto ao contribuinte acima identificado, originada pelo MPF n° 08.1.90.002012038481, verificouse que a contribuinte efetuou compensação da base apurada do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica no ano calendário de 2009 com saldo insuficiente de prejuízos fiscais acumulados em períodos anteriores, o que resultou na lavratura de Auto de Infração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (fls. 1577/1579), relativo ao anocalendário de 2009. Os fatos que ensejaram a autuação e os respectivos enquadramentos legais encontramse descritos a fl. 1579: "001 GLOSA DE PREJUÍZOS COMPENSADOS INDEVIDAMENTE. SALDOS DE PREJUÍZOS INSUFICIENTES Compensação indevida de prejuízo. De acordo com o "Sistema de Acompanhamento de Prejuízos Fiscais" (Sapli" da Receita Federal do Brasil, que é alimentado historicamente com os dados da DIPJ entregues pela empresa e alterações decorrentes de lançamentos de ofício, os saldos de prejuízos fiscais de exercícios anteriores de atividades gerais, compensáveis no anocalendário de 2009, são iguais a R$ 8.003.454,66. O contribuinte procedeu a compensação no montante de R$ 51.348.687, 71, resultando numa compensação a maior de R$ 43.345.233,05. Fato Gerador Valor Tributável ou Imposto Multa(%) 31/12/2009 R$ 43.345.233,05 75,00 Enquadramento legal: Art. 247, 250, inciso III, 251, parágrafo único, 509 e 510 do RIR/99." O Crédito Tributário constituído totalizou o montante devido de R$ 21.869.837,30 (vinte e um milhões, oitocentos e sessenta e nove mil e oitocentos e trinta e sete reais e trinta centavos), a título de tributo, juros de mora e multa proporcional, calculados até 31/10/2012. Conforme Termo de Verificação Fiscal de fls. 1573/1577: Na Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) referente ao exercício financeiro 2010, anocalendário 2009, foi efetuada a compensação de prejuízos conforme demonstrado abaixo: Ficha/It em DIPJ Anocalendário de 2009 R$ 09A/74 Lucro Real após compensação de Prej. Próprio Per. de Apuração 171.162.292,36 09A/75 Compensação de Prejuízos Fiscais de exercícios anteriores At. geral 51.348.687,71 09A/79 Lucro Real 119.813.604,65 Fl. 2357DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.358 3 De acordo com o " Sistema de Acompanhamento de Prejuízos Fiscais" (Sapli) da Receita Federal do Brasil , que é alimentado historicamente com os dados das DIPJ entregues pela empresa e alterações decorrentes de lançamentos de ofício, os saldos de prejuízos fiscais d e exercícios anteriores de atividades gerais, compensáveis no ano calendário de 2009, são iguais a R$ 8.003.454,66, resultando numa compensação a maior de R$43.345.233,05. A autoridade fiscal elaborou o quadro abaixo com base nas copias do Lalur apresentados pela empresa, relativamente aos anoscalendário de 1999 a 2008, em confronto com o SAPLI da Receita Federal: QUADRO DE CONCILIAÇÃO LALUR X SAPLI ANOS VALOR DESCRIÇÃO 1999 10.664.076,98 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.001392/200494 2000 (1.531.893,25) COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO GLOSADA DE OFÍCIO PROCESSO 19515.001392/200494 2001 2.241.829,35 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2002 36.159.944,61 PREJ FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PELA DRJ PROCESSO 16561.000125/200707 2003 3.124.217,51 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2004 755.511,89 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2004 17.616.992,47 ADIÇÃO DE PREJ FISCAL NO LALUR UNILATERAL. CONSTA NOTA QUE SERIA RECOMPOSIÇÃO PREJ FISCAL 2005 (10.620.987,92) COMPENSAÇÃO A MAIOR DE PREJÍZO FISCAL NO LALUR EM RELAÇÃO À DIPJ E SAPLI TOTAL 58.409.691,64 DIFERENÇA ACUMULADA Foram, ainda, acrescentadas ao quadro acima reproduzido as seguintes notas: a) O Processo n° 19515.001392/200494, encontrase arquivado. Foi objeto de Decisão no Acórdão DRJ n° 0315392/2005. Onde foram mantidas as matérias que motivaram a alteração do prejuízo fiscal em 1999 e glosa de compensação de prejuízos em 2000. b) Processo n° 19515.003041/200507, encontrase arquivado. Foi objeto de Decisão no Acórdão DRJ n° 1613133/2007, onde foram mantidas as matérias que motivaram a alteração do prejuízo fiscal em 2001, 2003 e 2004. c) Processo n° 16561.000125/200707, foi objeto de decisão desfavorável ao contribuinte em primeira instância, conforme Acórdão DRJ n°1631298/2011, sendo a exigência mantida. O processo encontrase em andamento em fase de recurso junto ao CARF em Brasília na data de 24/10/2012. Considerando que não há efeito suspensivo no cumprimento das obrigações acessórias, nos termos do parágrafo único do artigo 151, III do CTN, consignou a fiscalização que o contribuinte deveria, à época dos lançamentos de ofício e da decisão no contencioso administrativo, ter procedido aos ajustes do LALUR, contemplando as alterações efetuadas pela fiscalização e autoridade julgadora. Irresignada com a autuação, da qual tomou ciência em 08/11/2012 (fl. 1578), a interessada apresentou, em 10/12/2012, a impugnação de fls. 1654/1684, acompanhada dos documentos de fls. 1685/2142, na qual sustenta as alegações abaixo sintetizadas: • Tempestividade da impugnação; • Falta de sustentação jurídica ou motivação para inadmitir os valores contabilizados pela empresa no LALUR; Fl. 2358DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.359 4 • Necessidade de julgamento em conjunto do presente processo com o Auto de Infração que se refere à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, processo administrativo n° 19515.722490/201279; • decadência do direito de questionar ajustes de prejuízo fiscal que, se devidos, somente poderiam ter sido questionados em até cinco anos da data da constituição definitiva de ofício do crédito tributário, acompanhada de seu pagamento, que ocorreu em 30.11.2005, relativamente aos ajustes efetuados com fundamento no Processo Administrativo n° 19515.003041/200507; • nulidade do lançamento por ausência de motivação e conseqüente cerceamento do direito de defesa da Impugnante, quanto a valores glosados em relação ao ano de 2002, para os quais o agente fiscal não apresenta qualquer fundamento, mormente em relação à diferença entre o ajuste apontado no Processo Administrativo n° 16561.000125/200707 e em seu quadro de conciliação (LALUR x SAPLI). Há uma divergência de valor entre o prejuízo fiscal que foi objeto de glosa na decisão proferida pela DRJ no processo administrativo n° 16561.000125/200707, de R$ 31.660.515,43, e o valor da glosa nesses autos, que é de R$ 36.159.944,61; • Em relação ao anocalendário 2004, também deve ser reconhecida a nulidade do lançamento por conta de falta ou superficialidade da motivação dada pelo Fisco para rejeitar a recomposição da base de cálculo efetuada unilateralmente pela impugnante no valor de R$ 17.616992,47, implicando cerceamento da defesa da impugnante; • a fiscalização faz um questionamento genérico, sem indicar porque tal recomposição não poderia ter sido feita; • Por absoluta diligência da impugnante, após exaustivo trabalho para conseguir encontrar a razão do ajuste de ofício efetuado no anocalendário de 2004, percebeu que tal valor poderia se reportar a uma adição de prejuízo fiscal efetuada no anocalendário de 2003 que, nesse caso, é plenamente justificável; • A impugnante ajuizou medida judicial em 1995 visando garantir o direito ao aproveitamento integral dos prejuízos fiscais acumulados até o ano de 1994, sem as restrições impostas pela Lei n° 8.981/95 (Ação Declaratória n° 95.00480859). Referida norma estabeleceu, dentre outras disposições, que a partir de 01.01.1995, na apuração do Lucro Real o prejuízo acumulado só poderia reduzir a base de cálculo do IRPJ em até 30% de seu valor. Em relação ao prejuízo fiscal acumulado nos anos anteriores (até 1994), o saldo poderia ser aproveitado pelo contribuinte nos anos subseqüentes, desde que respeitada a mesma regra/limite de 30%; • No curso da medida judicial a Impugnante continuou aproveitando o prejuízo fiscal até então acumulado sem o limite dos 30%, contra o qual se insurgiu; • Entretanto, em 2004, a Impugnante optou pela desistência da medida judicial e adesão ao PAES Parcelamento Especial estabelecidos pela Lei n° 10.684/03 (Does. 21 e 22), visando a inclusão no PAES de, dentre outros, débitos que haviam sido quitados/parcialmente quitados com a parcela de prejuízos fiscais acumulados que a Impugnante não poderia ter aproveitado conforme as disposições da Lei n° 8.981/95 qual seja, os 70% que não poderia aproveitar, diante da limitação de 30% imposta pela referida norma; • Ora, se a Impugnante aderiu ao PAES justamente para quitar, via pagamento, o IRPJ cujo valor devido havia sido reduzido por meio de aproveitamento de prejuízo fiscal acumulado, o aproveitamento indevido representado pelo percentual de 70% do prejuízo fiscal foi justamente o débito tributário confessado e incluído no PAES. Uma Fl. 2359DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.360 5 vez que o débito tributário é confessado e incluído no PAES, tal prejuízo fiscal, obviamente, porquanto cancelada sua utilização com efeitos ex nunc retorna à Impugnante • Desse modo, inadmitir a recomposiçãoo desse prejuízo implicaria tributar em duplicidade a impugnante, via (i) redução do saldo de prejuízo que foi utilizado no passado para redução da base de cálculo do imposto; e (ii) via constituição do débito do IRPJ (correspondente à redução de base anterior), para pagamento no âmbito do PAES; • flagrante erro de motivação relativamente aos anos de 1999 e 2000, na medida em que o processo administrativo n° 19515.001392/200494, que discutia os valores de prejuízos fiscais gerados naqueles anos, teve decisão final favorável à Impugnante, e não desfavorável, como alegou o agente fiscal, como fundamento do ajuste efetuado para os respectivos anos, que impactou no prejuízo fiscal acumulado e no respectivo lançamento, ora impugnado; • suspensão de exigibilidade do crédito tributário, relativo ao ano de 2002, no que tange ao Processo Administrativo n° 16561.000125/200707, lembrandose que ajustes no prejuízo fiscal configuramse como obrigação principal, porquanto se trata de composição de base de cálculo, e jamais obrigação acessória. Qualquer alteração de oficio, mormente com imputação de penalidade, desrespeita a natureza reflexa do lançamento que está suspenso em controle de legalidade administrativo e acarreta ônus indevido e irreversível para a Impugnante; • Especificamente quanto ao lançamento decorrente do ajuste de prejuízo fiscal efetuado de ofício no processo administrativo n° 16561.000125/200707, impossível a manutenção da penalidade por força do disposto no art 63 da Lei 9430/96; • Inaplicabilidade da taxa SELIC para cálculo de juros moratórios, por ser manifestamente ilegal e inconstitucional; • Protesto pela produção de todas as provas em direito admitidas, especialmente a posterior juntada de documentos, caso seja necessário; • Por fim, o cancelamento do lançamento combatido, e o afastamento definitivo do crédito tributário constituído e das penalidades nele cominadas. É o relatório. A seguir, o voto. A DRJ CANCELOU EM PARTE o lançamento e RECORREU DE OFÍCIO da parte cancela, nos seguintes termos: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Data do fato gerador: 31/12/2009 AUTO DE INFRAÇÃO. GLOSA DE PREJUÍZOS COMPENSADOS. SALDO INSUFICIENTE. DECADÊNCIA DO LANÇAMENTO. O prazo decadencial que o fisco tem para verificar e glosar um determinado procedimento de compensação de prejuízos iniciase com a efetiva compensação. AUTO DE INFRAÇÃO EM PERÍODO ANTERIOR. DEFINITIVIDADE DO SEU CANCELAMENTO. Fl. 2360DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.361 6 Constatado que o lançamento efetuado em período anterior, o qual responde por parte do crédito tributário constituído, foi julgado improcedente em caráter definitivo e imutável, devem ser afastados os seus efeitos sobre o lançamento impugnado. AUTO DE INFRAÇÃO EM PERÍODO ANTERIOR. PENDÊNCIA DE JULGAMENTO. Constatado que o lançamento efetuado em período anterior, o qual responde por parte do crédito tributário constituído, encontrase pendente de julgamento pela última instância administrativa, a autoridade fiscal tem o dever de efetuar o lançamento e a contribuinte, o ônus de recorrer. RECOMPOSIÇÃO DE PREJUÍZOS. Não se reconhece a adição aos prejuízos acumulados efetuada na escrituração da impugnante a título de recomposição de prejuízos, uma vez verificado que as alegações de fato e de direito apresentadas não lhe conferem respaldo. NULIDADE POR FALTA DE MOTIVAÇÃO. |Não configura nulidade o não reconhecimento de lançamento contábil que respalda o não oferecimento de bases tributáveis, recaindo sobre a contribuinte o ônus de demonstrar a origem dos valores mantidos em sua escrituração. SELIC. ILEGALIDADE E INCONSTITUCIONALIDADE. O cálculo dos juros de mora com base na taxa SELIC tem previsão legal, não competindo à esfera administrativa a análise da legalidade ou inconstitucionalidade de normas jurídicas. MULTA DE OFÍCIO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE. A exclusão da multa de ofício é devida somente nos casos previstos no art. 63 da Lei n° 9.430/96, nos quais não se enquadra o crédito tributário constituído por conta de alteração de ofício efetuada em períodos anteriores. Irresignada com a decisão de primeira instância, a interessada interpôs recurso voluntário a este CARF contra a parte mantida, repisando os tópicos trazidos anteriormente na impugnação. É o Relatório Fl. 2361DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.362 7 VOTO Conselheiro Antonio Bezerra Neto, Relator Os requisitos de admissibilidade foram atendidos. Foi imputado à Recorrente:a infração relacionada à glosa de prejuízos fiscais compensados indevidamente em função dos saldos de prejuízos no anocalendário de 2009 declarado pela Recorrente excederem em R$43.345.233,05. Na Declaração de Informações Econômico Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) referente ao exercício financeiro 2010, anocalendário 2009, foi efetuada a compensação de prejuízos conforme demonstrado abaixo: De acordo com o " Sistema de Acompanhamento de Prejuízos Fiscais" (Sapli) da Receita Federal do Brasil , que é alimentado historicamente com os dados das DIPJ entregues pela empresa e alterações decorrentes de lançamentos de ofício, os saldos de prejuízos fiscais d e exercícios anteriores de atividades gerais, compensáveis no ano calendário de 2009, são iguais a R$ 8.003.454,66, resultando numa compensação a maior de R$43.345.233,05. A autoridade fiscal elaborou o quadro abaixo com base nas copias do Lalur apresentados pela empresa, relativamente aos anoscalendário de 1999 a 2008, em confronto com o SAPLI da Receita Federal: QUADRO DE CONCILIAÇÃO LALUR X SAPLI ANOS VALOR DESCRIÇÃO 1999 10.664.076,98 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.001392/200494 2000 (1.531.893,25) COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO GLOSADA DE OFÍCIO PROCESSO 19515.001392/200494 2001 2.241.829,35 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2002 36.159.944,61 PREJ FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PELA DRJ PROCESSO 16561.000125/200707 2003 3.124.217,51 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2004 755.511,89 PREJUÍZO FISCAL DECLARADO, ALTERADO DE OFÍCIO PROCESSO 19515.003041/200507 2004 17.616.992,47 ADIÇÃO DE PREJ FISCAL NO LALUR UNILATERAL. CONSTA NOTA QUE SERIA RECOMPOSIÇÃO PREJ FISCAL 2005 (10.620.987,92) COMPENSAÇÃO A MAIOR DE PREJÍZO FISCAL NO LALUR EM RELAÇÃO À DIPJ E SAPLI TOTAL 58.409.691,64 DIFERENÇA ACUMULADA Foram, ainda, acrescentadas ao quadro acima reproduzido as seguintes notas: a) O Processo n° 19515.001392/200494, encontrase arquivado. Foi objeto de Decisão no Acórdão DRJ n° 0315392/2005. Onde foram mantidas as matérias que motivaram a alteração do prejuízo fiscal em 1999 e glosa de compensação de prejuízos em 2000. b) Processo n° 19515.003041/200507, encontrase arquivado. Foi objeto de Decisão no Acórdão DRJ n° 1613133/2007, onde foram mantidas as matérias que motivaram a alteração do prejuízo fiscal em 2001, 2003 e 2004. c) Processo n° 16561.000125/200707, foi objeto de decisão desfavorável ao contribuinte em primeira instância, conforme Acórdão DRJ n°16 31298/2011, sendo a exigência mantida. O processo encontrase em andamento em fase de recurso junto ao CARF em Brasília na data de 24/10/2012. Ficha/It em DIPJ Anocalendário de 2009 R$ 09A/74 Lucro Real após compensação de Prej. Próprio Per. de Apuração 171.162.292,36 09A/75 Compensação de Prejuízos Fiscais de exercícios anteriores At. geral 51.348.687,71 09A/79 Lucro Real 119.813.604,65 Fl. 2362DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA Processo nº 19515.722489/201244 Resolução nº 1401000.250 S1C4T1 Fl. 2.363 8 É possível se verificar que a matéria tributável objeto dos presentes autos deriva integralmente de compensação indevida de prejuízos fiscais que se referem a saldos de períodos anteriores e que foram alterados em virtude de outros lançamentos fiscais constante dos três processos acima referidos, onde um deles, o processo nº 16561.000125/200707, ainda não julgado no CARF e, portanto, não transitado de forma definitiva na esfera administrativa. Ou seja, a comprovação da existência de saldos passíveis de compensação no presente processo deve levar em conta necessariamente o que ficar decidido no processo n16561.000125/200707. Há uma clara conexão entre os mesmos. Portanto, observase que a apreciação do presente RECURSO VOLUNTÁRIO, dependerá da confirmação dos saldos de períodos anteriores de prejuízos fiscais, que, por sua vez, depende do julgamento acerca da procedência dos lançamentos tributários objeto do processo administrativo n° 16561.000125/200707; De acordo com o sítio do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) na INTERNET, o processo administrativo n° 16561.000125/200707 encontrase, atualmente, na Primeira Seção de Julgamento para distribuição: Processo Principal : 16561.000125/200707 Data Entrada : 07/11/2007 Contribuinte Principal : EDITORA ABRIL S.A. Tributo : Não informado Recursos Data de Entrada Tipo do Recurso RECURSO VOLUNTARIO Andamentos do Processo Data Ocorrência Anexos 05/11/2012 DISTRIBUIR/SORTEARUnidade: Primeira Seção de Julgamento 05/11/2012 EM TRAMITAÇÃOUnidade: CARFÓrgão Julgador: GEPAF/SECOJ/SECEX/CARF/MF 28/09/2012 RECEBER PROCESSO TRIAGEM E COMPLEMENTAÇÃO CADASTRAL Unidade: CARFÓrgão Julgador: GEPAF/SECOJ/SECEX/CARF/MF Diante dos fatos esposados, conduzo meu voto no sentido de AVOCAR processo n. 16561.000125/200707 para serem julgados juntos em função da conexão existente entre eles. (assinado digitalmente) Antonio Bezerra Neto Fl. 2363DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 17/09/2013 por ANTONIO BEZERRA NETO, Assinado digitalmente em 26/09/2013 por JORGE CELSO FREIRE DA SILVA
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Numero do processo: 10580.911864/2009-75
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Oct 15 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Tue Dec 09 00:00:00 UTC 2014
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Data do Fato Gerador: 28/02/2003
PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA.
O contribuinte, a despeito ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp.
Recurso Voluntário Negado.
Crédito Tributário Mantido.
Numero da decisão: 3802-003.738
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente.
(assinado digitalmente)
SOLON SEHN - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: SOLON SEHN
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM - Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
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PROMAT Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do Fato Gerador: 28/02/2003 PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. AUSÊNCIA. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito ausência de retificação da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. Ausentes estes pressupostos, não cabe a homologação da extinção do débito confessado em PER/Dcomp. Recurso Voluntário Negado. Crédito Tributário Mantido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) MÉRCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Presidente. (assinado digitalmente) SOLON SEHN Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Mércia Helena Trajano Damorim (Presidente), Francisco José Barroso Rios, Solon Sehn, Waldir Navarro Bezerra, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 91 18 64 /2 00 9- 75 Fl. 79DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto em face de decisão da 8° Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em São Paulo (São Paulo I)/SP, que julgou improcedente a manifestação de inconformidade apresentada pelo Recorrente, assentada nos fundamentos resumidos na ementa seguinte: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 28/02/2003 DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. PAGAMENTO INDEVIDO OU A MAIOR. CRÉDITO NÃO COMPROVADO. Não se admite a compensação se o contribuinte não comprovar a existência e suficiência do crédito postulado. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. O interessado apresentou o PER/Dcomp (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), sem retificar a Dctf (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Tal fato fez com que o pagamento continuasse atrelado à quitação do débito originário, inviabilizando a homologação da compensação. A DRJ manteve a não homologação, porque, apesar da retificação da Dctf após o despacho decisório, não houve comprovação, por meio de documentação hábil, idônea e suficiente, do erro no preenchimento da declaração. O Recorrente, nas razões de fls. 61 e ss., alega que a existência de decisão judicial seria suficiente para comprovar do crédito objeto da compensação. Após reproduzir parte da decisão liminar, confirmada em sentença, sustenta que esta teria reconhecido o direito dos substituídos processuais dentre os quais o Recorrente de compensar todos os valores indevidamente recolhidos à título de PIS/Pasep e de Cofins sobre a receita de medicamentos, nos termos da Lei nº 10.147/2000. Pleiteia, assim, o recebimento do recurso voluntário e o seu integral provimento. É o relatório. Voto Conselheiro Solon Sehn O sujeito passivo teve ciência da decisão no dia 13/02/2014 (fls. 67), interpondo recurso tempestivo em 14/02/2014 (fls. 69). Assim, presentes os demais requisitos de admissibilidade do Decreto no 70.235/1972, o recurso pode ser conhecido. A compensação, consoante destacado, não foi homologada porque o Recorrente transmitiu o PER/Dcomp sem a retificação da Dctf. Em circunstâncias dessa natureza, ao contrário do que entendeu a decisão recorrida, a Turma tem interpretado que o Fl. 80DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911864/200975 Acórdão n.º 3802003.738 S3TE02 Fl. 80 3 contribuinte, por força do princípio da verdade material, tem direito à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado. Nesse sentido, cumpre destacar os seguintes julgados da Turma: PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS A INSCRIÇÃO DO DÉBITO EM DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova da existência do crédito compensado (art. 12, § 3o, da Instrução Normativa SRF nº. 583/2005, vigente à época da transmissão das DCTF’s retificadoras). A retificação, porém, não produz efeitos quando o débito já foi enviado à ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (PGFN) para inscrição em Dívida Ativa. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (CARF. 3ª S. 2ª T.E.Acórdão nº 380201.078. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). PROCESSO DE COMPENSAÇÃO. DCTF RETIFICADORA. ENTREGA APÓS CIÊNCIA DO DESPACHO DECISÓRIO. REDUÇÃO DO DÉBITO ORIGINAL. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM DO ERRO. OBRIGATORIEDADE. Uma vez iniciado o processo de compensação, a redução do valor débito informada na DCTF retificadora, entregue após a emissão e ciência do Despacho Decisório, somente será admitida, para fim de comprovação da origem do crédito compensado, se ficar provado nos autos, por meio de documentação idônea e suficiente, a origem do erro de apuração do débito retificado, o que não ocorreu nos presentes autos. [...] Recurso Voluntário Negado. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.290. Rel. Conselheiro José Fernandes do Nascimento. S. 25/09/2012). COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS DECORRENTES DE RETIFICAÇÃO DE DCTF DEPOIS DE PROFERIDO DESPACHO DECISÓRIO NÃO HOMOLOGANDO PER/DECOMP. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO ORIGINAL. INADMISSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO EM VISTA DA NÃO DEMONSTRAÇÃO DA LIQUIDEZ E CERTEZA DO CRÉDITO ADUZIDO. A compensação, hipótese expressa de extinção do crédito tributário (art. 156 do CTN), só poderá ser autorizada se os créditos do contribuinte em relação à Fazenda Pública, vencidos Fl. 81DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 4 ou vincendos, se revestirem dos atributos de liquidez e certeza, a teor do disposto no caput do artigo 170 do CTN. Uma vez intimada da não homologação de seu pedido de compensação, a interessada somente poderá reduzir débito declarado em DCTF se apresentar prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no seu preenchimento. A não comprovação da certeza e da liquidez do crédito alegado impossibilita a extinção de débitos para com a Fazenda Pública mediante compensação. Recurso a que se nega provimento. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 3802001.593. Rel. Conselheiro Francisco José Barroso Rios. S. 27/02/2013). PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF. PROLAÇÃO DO DESPACHO DECISÓRIO. APRESENTAÇÃO DA PROVA DO CRÉDITO APÓS DECISÃO DA DRJ. HIPÓTESE PREVISTA NO ART. 16, § 4º, “C”, DO DECRETO Nº 70.235/1972. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. COMPENSAÇÃO. POSSIBILIDADE. A prova do crédito tributário indébito, quando destinada a contrapor razões posteriormente trazidas aos autos, pode ser apresentada após a decisão da DRJ, por força do princípio da verdade material e do disposto no art. 16, § 4º, “c”, do Decreto nº 70.235/1972. Havendo prova do crédito, a compensação deve ser homologada, a despeito da retificação a posteriori da Dctf. Recurso Voluntário Provido Direito Creditório Reconhecido. (CARF. 3ª S. 2ª T.E. Acórdão nº 380201.005. Rel. Solon Sehn. S. 22/05/2012). PER/DCOMP. RETIFICAÇÃO DA DCTF APÓS O DESPACHO DECISÓRIO. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. AUSÊNCIA DE PROVA DO DIREITO CREDITÓRIO. COMPENSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA. O contribuinte, a despeito da retificação extemporânea da Dctf, tem direito subjetivo à compensação, desde que apresente prova contábil da existência do crédito compensado. A simples retificação após o despacho decisório não autoriza a homologação da compensação do crédito tributário. Recurso Voluntário Negado. Direito Creditório Não Reconhecido. (CARF. S3TE02. Acórdão nº 380201.112. Rel. Conselheiro Solon Sehn. S. 27/07/2012). COMPENSAÇÃO. REQUISITOS FORMAIS. AUSÊNCIA DE RETIFICAÇÃO DA DCTF. IMPOSSIBILIDADE DE RETIFICAÇÃO PELO CONTRIBUINTE APÓS DECORRIDOS Fl. 82DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911864/200975 Acórdão n.º 3802003.738 S3TE02 Fl. 81 5 CINCO ANOS DA EXTINÇÃO DO CRÉDITO. EXCEPCIONALIDADE DE ACEITAÇÃO PELO CARF. A retificação de DCTF constitui requisito formal do contribuinte, ao efetuar pedido de compensação com base em créditos decorrentes de retificação de documentos de cunho declaratório (DACON, DIPJ, dentre outros). Assim, a ausência de apresentação da DCTF retificadora é causa para negação do crédito pleiteado. Todavia, excepcionalmente se permite a compensação caso o contribuinte demonstre que a retificação só foi apontada como não efetuada após o decurso dos cinco anos contados da extinção do crédito, sendo certo que a negativa importaria em situação excepcional de restrição formal à verdade material, contrassenso à própria finalidade do processo administrativo tributário. Recurso voluntário provido. Direito creditório reconhecido. (CARF. S3TE02. Acórdão nº 3802001.642. Rel. Conselheiro Bruno Macedo Curi. S. 28/02/2013) No presente caso, o Recorrente limitouse a retificar a Dctf, sem apresentar qualquer prova da liquidez e da certeza do direito de crédito. A simples afirmação de que existiria decisão judicial reconhecendo suposto direito de crédito – formulada apenas por ocasião da interposição do recurso voluntário e omitida no campo dos “dados inicias” do PER/Dcomp– é insuficiente para a reforma da decisão recorrida, quando não demonstrada documentalmente a efetiva liquidez e certeza do direito creditório. Na data da transmissão dos PER/Dcomps, vigorava a Instrução Normativa RFB nº 600/2005, que, como se sabe, exige a prévia habilitação do crédito como requisito indispensável para a transmissão válida de pedido de compensação lastreado em decisão judicial: Art. 51. Na hipótese de crédito reconhecido por decisão judicial transitada em julgado, a Declaração de Compensação, o Pedido Eletrônico de Restituição e o Pedido Eletrônico de Ressarcimento, gerados a partir do Programa PER/DCOMP, somente serão recepcionados pela SRF após prévia habilitação do crédito pela Delegacia da Receita Federal (DRF), Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária (Derat) ou Delegacia Especial de Instituições Financeiras (Deinf) com jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo. § 1º A habilitação de que trata o caput será obtida mediante pedido do sujeito passivo, formalizado em processo administrativo instruído com: I – o formulário Pedido de Habilitação de Crédito Reconhecido por Decisão Judicial Transitada em Julgado, constante do Anexo V desta Instrução Normativa, devidamente preenchido; II – a certidão de inteiro teor do processo expedida pela Justiça Federal; Fl. 83DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 6 III – a cópia do contrato social ou do estatuto da pessoa jurídica acompanhada, conforme o caso, da última alteração contratual em que houve mudança da administração ou da ata da assembléia que elegeu a diretoria; IV – cópia dos atos correspondentes aos eventos de cisão, incorporação ou fusão, se for o caso; V – a cópia do documento comprobatório da representação legal e do documento de identidade do representante, na hipótese de pedido de habilitação do crédito formulado por representante legal do sujeito passivo; e VI – a procuração conferida por instrumento público ou particular e cópia do documento de identidade do outorgado, na hipótese de pedido de habilitação formulado por mandatário do sujeito passivo. O Recorrente, além de omitir a suposta existência de decisão judicial na manifestação de inconformidade, sequer fez indicação deste fato nos “dados iniciais” do PER/Dcomp, preenchendo negativamente o campo “crédito oriundo de ação judicial”. Tal fato além de induzir em erro a autoridade julgadora a quo inviabiliza o reconhecimento da homologação, uma vez que o PER/Dcomp, para produzir os seus efeitos jurídicos próprios, pressupõe a correta identificação do crédito, inclusive e principalmente no tocante ao fato de ser decorrente de suposta decisão judicial. Com efeito, devese ter presente que a Lei nº 10.637/2002, ao alterar o art. 74 da Lei nº 9.430/1996, promoveu a unificação do regime de compensação, extinguindo as compensações realizadas na Dctf, na escrituração contábil e a condicionada ao deferimento de pedido administrativo. Tais modalidades foram substituídas pela autocompensação, que – ao lado da compensação deofício e ressaltadas as contribuições para a seguridade social compensadas na Gfip (Guia de Recolhimento do Fgts e Informações à Previdência Social) é aplicável aos tributos administrados pela Receita Federal. No regime da autocompensação, a extinção do crédito tributário ocorre por iniciativa do sujeito passivo, mediante entrega de declaração contendo informações relativas aos créditos e aos débitos compensados, que, por sua vez, fica sujeita à posterior homologação pela autoridade competente no prazo de até cinco anos: Art. 74. O sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível de restituição ou de ressarcimento, poderá utilizálo na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei nº 10.637, de 2002). § 1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) § 2º A compensação declarada à Secretaria da Receita Federal extingue o crédito tributário, sob condição resolutória de sua ulterior homologação.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002) Fl. 84DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911864/200975 Acórdão n.º 3802003.738 S3TE02 Fl. 82 7 A declaração do sujeito passivo denominada PER/Dcomp revestese de especial importância no mundo jurídico, porquanto representa a formalização em linguagem competente da extinção do crédito tributário e do débito da Fazenda Nacional. Tratase, consoante destaca Paulo de Barros Carvalho, do veículo introdutor da norma individual e concreta que positiva o fato jurídico extintivo: O fato extintivo da compensação será positivado por norma individual e concreta que promova o encontro das relações, extinguindoas no quantum em que se equivalerem. Os sujeitos habilitados a expedir a norma individual e concreta da compensação, formalizando o mencionado ‘encontro de contas’, são a autoridade administrativa e a autoridade judiciária. Há hipóteses em que a lei autoriza ao próprio particular a efetivação da compensação tributária. Esta, todavia, somente é utilizada quando o ato do particular for homologado pela Administração, de maneira tácita ou expressa. Dito de outro modo, o aplicarse da norma de compensação gera a extinção do crédito tributário e do débito do Fisco. Mas, para que esta se concretize, necessário o relato em linguagem competente não apenas das relações que se pretende compensar, mas também do fato da compensação. Apenas se descrito no antecedente de norma individual e concreta irradiará os efeitos previstos no consequente normativo, operandose extinção dos vínculos obrigacionais. (CARVALHO, Paulo de Barros. Direito tributário, linguagem e método. 2. ed. São Paulo: Noeses, 2008, p. 480481). Em razão disso, para produzir os seus efeitos jurídicos próprios, a PER/Dcomp pressupõe a correta identificação do crédito e dos respectivos débitos compensados. Do contrário, não há como se aperfeiçoar juridicamente o encontro de contas entre as relações jurídicas obrigacionais. Portanto, nada justifica a reforma da decisão recorrida, porque não foi identificada corretamente a origem do crédito nem demonstrada a sua liquidez e certeza. Votase pelo conhecimento e integral desprovimento do recurso. (assinado digitalmente) Solon Sehn Relator Fl. 85DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 8 Fl. 86DF CARF MF Impresso em 10/12/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 03/12/2014 por SOLON SEHN, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
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Numero do processo: 11543.003659/2001-96
Turma: Primeira Turma Ordinária da Terceira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Terceira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed May 28 00:00:00 UTC 2014
Ementa: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE
SOCIAL - COFINS
Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000
Ementa
COFINS — BASE DE CÁLCULO — VARIAÇÕES MONETÁRIAS DOS DIREITOS DE CRÉDITO E DAS OBRIGAÇÕES EM FUNÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO - Após o afastamento do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 por meio de julgamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) em 09/11/2005, definiu-se que a base de cálculo da COFINS é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO
Numero da decisão: 1301-002.368
Decisão: Acordam os membros do colegiado, deram provimento ao recurso, nos termos do voto do relator.
Nome do relator: Fábia Regina Freitas
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ementa_s : CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL - COFINS Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000 Ementa COFINS — BASE DE CÁLCULO — VARIAÇÕES MONETÁRIAS DOS DIREITOS DE CRÉDITO E DAS OBRIGAÇÕES EM FUNÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO - Após o afastamento do § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 por meio de julgamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) em 09/11/2005, definiu-se que a base de cálculo da COFINS é o faturamento, assim compreendido a receita bruta da venda de mercadorias, de serviços e mercadorias e serviços. RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO
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RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO DIREITO CREDITÓRIO RECONHECIDO Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, deram provimento ao recurso, nos termos do voto do relator. Rodrigo da Costa Pôssas Presidente. Fábia Regina Freitas Relator. EDITADO EM: 14/11/2014 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 11 54 3. 00 36 59 /2 00 1- 96 Fl. 865DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Rodrigo Costa Pôssas, Antônio Mario de Abreu Pinto, José Adão Vitorino de Morais, Andrada Marcio Canuto Natal, Maria Tereza Martinez e Fábia Regina Freitas. Relatório Tratase, na origem, de Auto de Infração lavrado em face do contribuinte para exigência da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, relacionado ao período de apuração de 02/99 a 12/2000 (fls. 87/90), no valor de R$ 120.598,55 (cento e vinte mil, quinhentos e noventa e oito reais e cinquenta e cinco centavos) mais consectários legais (fls. 91/94). Segundo relatado pela D. Autoridade Fiscal, ficou constatado que a contribuinte não observava a disposição inserta no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98. Segundo o apurado, nada obstante o contribuinte apurar e recolher corretamente a Contribuição para o PIS/PASEP ate janeiro/1999, a partir do período subsequente, não observou as alterações introduzidas pelo dispositivo legal em comento, porquanto deixou de acrescentar as demais receitas auferidas quando da apuração da aludida exação, oferecendo à tributação tão somente os valores concernentes às receitas de vendas (fl. 92). A contribuinte interpôs Impugnação de fls. 96/114, mediante a qual apontava: (i) Nulidade do Auto de Infração impugnado ao fundamento de que o fiscal extrapolou os limites impostos pelo Mandado de Procedimento Fiscal que lhe deu fundamento; (ii) inconstitucionalidade do alargamento da base de cálculo da COFINS, donde mereceria ser cancelado o auto de infração; (iii) Superada a inconstitucionalidade do alargamento, temse que a variação cambial não seria receita passível de tributação pela COFINS; e (iii) ilegalidade dos juros SELIC na correção de débitos. A DRJ, às fls. 800/817, prolatou acórdão, desprovendo a impugnação apresentada em aresto cuja ementa a seguir se transcreve: Assunto: Processo Administrativo Fiscal Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000 Ementa: INCONSTITUCIONALIDADE/ILEGALIDADE — Não compete à autoridade administrativa apreciar argüições de inconstitucionalidade ou ilegalidade de norma legitimamente inserida no ordenamento jurídico, cabendo tal controle ao Poder Judiciário. MPF — NULIDADE DO LANÇAMENTO — Não há que se falar em nulidade do lançamento em decorrência de alegada inobservância dos termos do MPF, visto tratarse este de mero instrumento de controle da administração tributária, sendo suficiente, para sua validade, que o ato tenha sido praticado por servidor competente. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000 Fl. 866DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.003659/200196 Acórdão n.º 1301002.368 S1C3T1 Fl. 3 3 Ementa: ACRÉSCIMOS LEGAIS — JUROS DE MORA — TAXA SELIC — A partir de 01/04/95 os juros de mora serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia — SELIC, nos termos dos os artigos 13 da Lei n° 9.065/95 e 61, § 3°, da Lei n° 9.430/96. Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000 Ementa: COF1NS — BASE DE CÁLCULO — VARIAÇÕES MONETÁRIAS DOS DIREITOS DE CRÉDITO E DAS OBRIGAÇÕES EM FUNÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO A partir de 01/01/00, nos termos da MP n° 1.85810/99 e reedições, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações em função da taxa de câmbio são consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo da COFINS e do PIS, segundo o regime de caixa ou, A opção do contribuinte, segundo o regime de competência. No ano de 1999, somente era aplicável o regime de competência, nos termos da Lei n° 9.718/98. Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/02/1999 a 31/12/2000 Ementa: PIS — BASE DE CALCULO — VARIAÇÕES MONETÁRIAS DOS DIREITOS DE CRÉDITO E DAS OBRIGAÇÕES EM FUNÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO A partir de 01/01/00, nos termos da MP n° 1.858 10/99 e reedições, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações em função da taxa de câmbio são consideradas, para efeito de determinação da base de cálculo da COF1NS e do PIS, segundo o regime de caixa ou opção do contribuinte, segundo o regime de competência. No ano de 1999, somente era aplicável o regime de competência, nos termos da Lei n° 9.718/98. Lançamento Procedente Em face da mencionada decisão, interpôs a contribuinte o competente Recurso Voluntário às fls. 824/833, mediante o qual requer o cancelamento do auto porquanto a base de cálculo mensurada pela D. Autoridade Fiscal está eivada de inconstitucionalidade. Nessa parte, requer seja reconhecido e aplicado entendimento do Plenário do Colendo Supremo Tribunal Federal no sentido de afastar do mundo jurídico o disposto no § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98, eis que alargou indevidamente a base de cálculo da COFINS. Aponta, ainda, que a despeito do inconstitucional alargamento da base, fato é que a variação cambial ativa não se confunde com receita para fins de tributação pela COFINS. Por fim, em breves linhas, pede o afastamento da SELIC, caso mantida a autuação em exame. Voto Conselheira FÁBIA REGINA FREITAS Fl. 867DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 4 O recurso apresentado atende aos requisitos de admissibilidade previstos no Decreto n. 70.235, de 06 de março de 1972, assim dele tomo conhecimento. A questão objeto dos presentes autos é simples e já conhecida por esse Colegiado e resumese em saber se, sob a égide da Lei n. 9.718/98, seria legal a inserção de receitas financeiras na base de cálculo da COFINS, dentre as quais se enquadra a variação cambial ativa. A esse respeito, a Eg. 3ª. Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais – CSRF – já se pronunciou por meio de acórdão prolatado por ocasião do julgamento do Recurso Especial interposto no PA 10980.008454/200266, de Relatoria da Conselheira Maria Tereza Martínez López, cujas razões transcrevo a seguir e as adoto como razão de decidir: A matéria submetida a apreciação deste Eg. Conselho cingese à inclusão das receitas financeiras na base de cálculo da contribuição no período submetido à Lei nº 9.718/98. Penso assistir razão à recorrente. De fato. Tal entendimento encontrase referenciado no encerramento do julgamento (RE 390840/MG) proferido pelo Supremo Tribunal Federal – STF, relativo ao artigo 3º, § 1º da Lei nº 9.718/98, que transitou em julgado em 29/09/2006. E nem se diga que deveria ter sido aguardado a edição de Resolução do Senado para que se possa estender na via administrativa os efeitos da declaração de inconstitucionalidade proferida em controle difuso. O Supremo Tribunal Federal em razão da legislação, inclusive de natureza constitucional (Constituição Federal, art. 103A), reconhece que os julgamentos definitivos de declaração de inconstitucionalidade, proferidos em sede de controle incidental, também irradiam eficácia vinculante, a qual opera independentemente da intervenção do Senado. As decisões plenárias do STF, mesmo que em sede de controle difuso, são passíveis de serem aplicadas nesta instância administrativa, nos termos do atual Regimento Interno do CARF. Isto porque, visando prestigiar os princípios da celeridade processual e o da segurança jurídica, além de buscar diminuir a litigiosidade das pretensões envolvendo a Fazenda Nacional, o já Regimento Interno do Conselho de Contribuintes, através da Portaria MF n° 147, de 25 de junho de 2007, introduziu a possibilidade do Tribunal Administrativo aplicar às lides que lhe são submetidas as decisões do Supremo Tribunal proferida em sede de controle difuso de constitucionalidade, desde que seja oriunda do Pleno da Suprema Corte. A inovação veio prescrita no art. 49, parágrafo único, inc. I daquele Regimento, verbis: "Art. 49. No julgamento de recurso voluntário ou de oficio, fica vedado aos Conselhos de Contribuintes afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo: I que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária definitiva do Supremo Tribunal Federal; (...)".(original sem destaque) Ressaltese que o dispositivo acima não está deferindo ao órgão administrativo a competência de afastar a aplicação de norma cogente sob o pejo de inconstitucionalidade, o que não seria possível por força a separação Fl. 868DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS Processo nº 11543.003659/200196 Acórdão n.º 1301002.368 S1C3T1 Fl. 4 5 dos Poderes Constituídos, nos termos, inclusive, da jurisprudência sumulada do órgão administrativo. Na hipótese, o afastamento da norma tida como inconstitucional foi realizada por quem tem competência institucional para tanto, no caso o Supremo Tribunal Federal. O Regimento apenas autoriza a aplicação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade havida pelo Pleno do STF aos casos submetidos ao Conselho de Contribuintes. E que não se alegue que a decisão plenária do Supremo Tribunal mencionada no art. 49, p. único, I do Regimento se refere apenas a decisão oriunda do controle concentrado de constitucionalidade, cujos efeitos são notoriamente erga omnes e vinculantes. Não é mais a decisão do Senado que confere eficácia geral ao julgamento do Supremo. A própria decisão da Suprema Corte contém essa força normativa. Ressaltese, ainda, o fato de a adoção da sistemática da súmula vinculante pela Emenda Constitucional nº 45/2004 reforça a noção de superação da exclusividade do ritual enunciado no referido art. 52X, da Constituição Federal, para conferir efeito vinculante erga omnes às decisões plenárias e definitivas do Egrégio Supremo Tribunal Federal declaratórias de inconstitucionalidade. A institucionalização desse novo instituto constitucional inequivocamente atribui ao próprio Supremo Tribunal Federal tal faculdade, sem qualquer interferência do Senado Federal e irrelevante a natureza do processo em que se perfizer, de conhecimento direto ou incidente. Portanto, o art. 3º, § 1º da Lei nº 9.718/98, ao prever a tributação de receitas que não se enquadram no conceito de faturamento pelo PIS e pela COFINS, contrariou o art. 195, I, da CF/88, que somente autorizava a tributação de receitas que se enquadrassem no conceito de faturamento, isto é, somente aquelas decorrentes da venda de mercadorias, prestação de serviços ou venda de mercadorias e prestação de serviços. E mais. Em 28.05.2009 foi publicada a Lei nº 11.941/09, a qual, em seu artigo 79, inciso XII, revogou o inciso I do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, que determinava a incidência do PIS e da COFINS sobre a totalidade das receitas auferidas pelas empresas, e não apenas sobre os valores relativos ao seu faturamento, decorrente da venda de bens e serviços. Diante do exposto entendo que a autuação em testilha deve ser integralmente cancelada, na medida em que fundamentada em dispositivo legal afastado do regramento jurídico por inconstitucionalidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal. Entendo, ainda, nessa linha, que a análise das demais matérias veiculadas no recurso voluntário fica prejudicada. CONCLUSÃO: Diante de todo o exposto, voto por DAR PROVIMENTO ao recurso voluntário do contribuinte. FABIA REGINA FREITAS Relator Fl. 869DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS 6 Fl. 870DF CARF MF Impresso em 12/01/2015 por ANGELICA DOS SANTOS GOMES CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 14/11/2014 por FABIA REGINA FREITAS, Assinado digitalmente em 12/12/2014 por RODRIGO DA COSTA POSSAS
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Numero do processo: 16327.001655/2002-22
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Terceira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Thu Sep 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Mon Jan 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep
Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997
EMBARGOS DECLARATÓRIOS.
Constatado omissão, assim como erro material, impõe em acolher e sanar o julgado sem efeitos infringentes. No caso concreto acolheu o declaratório para esclarecer que a exoneração da Multa de Ofício decorreu da retroatividade benigna prevista no art. 18 da Lei nº 10.833/2003 e não de decisão judicial, e, que penalidade caiu em relação à totalidade do crédito tributário.
Embargos Acolhido.
Numero da decisão: 3403-003.266
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, os embargos de declaração da Procuradoria da Fazenda Nacional foram acolhidos sem efeito modificativo, para sanar as obscuridades apontadas na decisão embargada. Esteve presente ao julgamento a Dra. Marise Ferreira de Oliveira, OAB/SP nº 225.008.
Antonio Carlos Atulim - Presidente.
Domingos de Sá Filho - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Paulo Roberto Stocco Portes, Luiz Rogério Sawaya Batista.
Nome do relator: DOMINGOS DE SA FILHO
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ementa_s : Assunto: Contribuição para o PIS/Pasep Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Constatado omissão, assim como erro material, impõe em acolher e sanar o julgado sem efeitos infringentes. No caso concreto acolheu o declaratório para esclarecer que a exoneração da Multa de Ofício decorreu da retroatividade benigna prevista no art. 18 da Lei nº 10.833/2003 e não de decisão judicial, e, que penalidade caiu em relação à totalidade do crédito tributário. Embargos Acolhido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, os embargos de declaração da Procuradoria da Fazenda Nacional foram acolhidos sem efeito modificativo, para sanar as obscuridades apontadas na decisão embargada. Esteve presente ao julgamento a Dra. Marise Ferreira de Oliveira, OAB/SP nº 225.008. Antonio Carlos Atulim - Presidente. Domingos de Sá Filho - Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Paulo Roberto Stocco Portes, Luiz Rogério Sawaya Batista.
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ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP Período de apuração: 01/07/1997 a 31/12/1997 EMBARGOS DECLARATÓRIOS. Constatado omissão, assim como erro material, impõe em acolher e sanar o julgado sem efeitos infringentes. No caso concreto acolheu o declaratório para esclarecer que a exoneração da Multa de Ofício decorreu da retroatividade benigna prevista no art. 18 da Lei nº 10.833/2003 e não de decisão judicial, e, que penalidade caiu em relação à totalidade do crédito tributário. Embargos Acolhido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, os embargos de declaração da Procuradoria da Fazenda Nacional foram acolhidos sem efeito modificativo, para sanar as obscuridades apontadas na decisão embargada. Esteve presente ao julgamento a Dra. Marise Ferreira de Oliveira, OAB/SP nº 225.008. Antonio Carlos Atulim Presidente. Domingos de Sá Filho Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antonio Carlos Atulim, Alexandre Kern, Domingos de Sá Filho, Paulo Roberto Stocco Portes, Luiz Rogério Sawaya Batista. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 16 32 7. 00 16 55 /2 00 2- 22 Fl. 277DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO 2 Relatório A Fazenda Nacional embarga o Acórdão nº 3403.002418 de 21 de agosto de 2013 sustentando a existência vícios, afirmando que o acórdão embargado foi omissão sobre questão essencial ao deslinde. Discorre sobre o fato de que o Recurso de Ofício foi interposto em razão de que a primeira instância ao julgar a impugnação ofertada procedente em parte, e, não há interposição de Voluntário. O vício apontado segundo a Fazenda Nacional decorre do cotejamento da decisão de piso com o acórdão embargado. O vício apontado no presente recurso se refere ao fato de que a decisão da DRJ não abordou em momento algum que a exoneração da Multa de Ofício teria sido em razão de medida judicial que suspendeu a exigibilidade do crédito tributário. Assevera inexistência de análise desse assunto e se isso realmente ocorreu, mesmo assim, ainda que tenha ocorrido, atingiria todo o crédito tributário ou apenas parte dele. Assegura não constar em nenhuma passagem do acórdão de primeira instancia tal afirmação de que o lançamento tenha sido com suspensão de exigibilidade do crédito tributário em virtude de medida judicial favorável ao contribuinte. Assevera os Embargos Declaratórios que a decisão embargada ao manifestar, o fez nos termos transcritos, diferentemente das razões da decisão recorrida de ofício: “O afastamento da multa de ofício pela DRJ/SPI decorreu da aplicação do benefício da retroatividade benigna. O crédito foi mantido ao fundamento de que fazia necessário o lançamento de ofício para prevenir a decadência em decorrência da falta de pagamento e de que a existência provimento judicial apenas suspende a exigibilidade do crédito tributário nos termos do artigo 151 do CTN e o lançamento por se tratar atividade plenamente vinculada, art. 142 do CTN foi mantido na parte do recolhido.” “Há o reconhecimento de que ação judicial foram proposta e a existência de liminar. A motivação do lançamento contida no auto de infração é em razão da não localização do processo no CNPJ informado. Além disso, os valores foram extraídos da DCTF apresentadas relativas aos trimestres de 1997. Não houve manifestação de irresignação por parte do Interessado”. “Assim, constituído o crédito tributário com o objetivo de afastar a perda do direito da Fazenda Nacional é medida correta uma vez que o provimento judicial apenas suspende a exigibilidade, comprovado nos autos, agiu corretamente, impõe desse modo em manter a decisão recorrida nos termos decidido. Com essas considerações voto no sentido de negar provimento ao recurso de ofício.” Fl. 278DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO Processo nº 16327.001655/200222 Acórdão n.º 3403003.266 S3C4T3 Fl. 5 3 Assim, entende a Fazenda Nacional a ocorrência de omissão do julgado em não ter sido analisado o termo do Recurso de Ofício, mas sim outros argumentos não ventilados pela DRJ, motivo que pretende ver sanado a omissão. É o relatório. Voto Conselheiro Domingos de Sá Filho, Relator. Cuida de recurso tempestivo e atende os pressupostos de admissibilidade, motivo pelo qual tomo conhecimento. A matéria versada no Recurso de Ofício se referia exclusivamente a exoneração relativa à Multa de Ofício, isso é verdade, é o fundamento da decisão de primeira Instancia que aplicou ao caso o princípio da retroatividade benigna. Como é de conhecimento comum os “Embargos Declaratórios não consubstanciam critica ao ofício judicante, mas servemlhe ao aprimoramento. Em sendo assim, ao apreciálo, o Órgão deve fazêlo com espírito de compreensão, atentando para o fato de consubstanciarem verdadeira contribuição da parte em prol do devido processo legal” (STF – 2ª T. AI 163.047 AgRgEdcl. Min. Marco Aurélio, j. 18.12.95, DJU 8.3.96). Acolho os embargos da Fazenda Nacional para sanar omissão e afirmar que a exoneração da Multa de Ofício pela DRJ decorreu da retroatividade benigna prevista no art. 18 da Lei nº 10.833/2003. Acertada a decisão e não merece qualquer reparo. A penalidade caiu em relação ao total do crédito tributário constituído conforme planilha trazida à fl. 82. Quanto ao crédito tributário principal não cabe manifestar nessa seara, pois não foi matéria devolvida ao exame desse Colegiado. Assim acolho o declaratório para assegurar que a decisão não se manifestou quanto à exigibilidade do crédito em decorrência de ação judicial. Diante do exposto, cabe acolher o declaratório para esclarecer que a exoneração da Multa de Ofício decorreu da retroatividade benigna prevista no art. 18 da Lei nº 10.833/2003 e não de decisão judicial, e, que penalidade caiu em relação à totalidade do crédito tributário. É como voto. Domingos de Sá Filho Fl. 279DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO 4 Fl. 280DF CARF MF Impresso em 13/01/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO, Assinado digitalmente em 11/12/2014 por ANTONIO CARLOS ATULIM, Assinado digitalmente em 08/12/2014 por DOMINGOS DE SA FILHO
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