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Numero do processo: 13808.000288/2002-49
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Nov 03 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1801-000.011
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, Vencidos os Conselheiros Marcelo Cuba Netto e Ana de Barros Fernandes que votam em negar o provimento do recurso por estar a matéria preclusa, por não
pré-questionada.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA-Relatora Ad Hoc
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Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, em converter o julgamento em diligência, Vencidos os Conselheiros Marcelo Cuba Netto e Ana de Barros Fernandes que votam em negar o provimento do recurso por estar a matéria preclusa, por não pré-questionada. Ana de Barros Fernandes - Presidente Carmen Ferreira Saraiva — Redatora ad hoc EDITADO: 9,10 IL Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Marcos Antônio Pires, Marcos Vinicius Ottoni, Marcelo Cuba Netto, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes. Processo no 13808.000288/2002-49 S I-C ITI Resolução n.° 1801-.00.011 Fl. 300 RELATÓRIO I - Contra a Recorrente acima identificada foi lavrado o Auto de Infração às fls. 96-97 com a exigência no valor de R$171.331,27 a titulo de Imposto Sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e juros de mora, referente aos anos-calendário de 1996, apurado no regime de tributação com base no lucro real anual. O lançamento fundamenta-se nas infrações que se seguem: Item 1 - Lucro inflacionário acumulado realizado adicionado a menor na demonstração do lucro real; Item 2 - Compensação a maior do saldo de prejuízo fiscal na apuração do lucro real; Item 3 - Compensação de prejuízo fiscal na apuração do lucro real superior a 30% (trinta por cento) do lucro real antes das compensações. Para tanto, foi indicado o seguinte enquadramento legal: . art. 195, art. 196, art. 417, art. 419, art. 420, inciso III do art. 502 e art. 503 do Regulamento do Imposto de Renda, previsto no Decreto n° 1.041, de 11 de janeiro de 1994 (RIR, de 1994), parágrafo único do art. 42 da Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995 e § 1 0 do art. 5°, § 1° do art. 7°, art. 12 e art. 15 da Lei n° 9.065, de 20 de junho de 1995. Cabe esclarecer que o crédito está com a exigibilidade suspensa por força do Mandado de Segurança n° 95.0034571-4 com pedido de liminar, cujo objeto é compensação de prejuízos fiscais apurados até 31.12.1994 sem a restrição legal impetrado na Seção Judiciária Federal de São Paulo/SP, fls. 43-71. Houve concessão da medida liminar em 07.06.1995, fl. 42. Cientificada em 27.02.2002, fl. 96, a Recorrente apresentou a impugnação em 22.03.2003, fls. 99-122, com as alegações abaixo sintetizadas. Expõe que o Auto de Infração é nulo, uma vez que está eivado do vicio de ilegalidade. Aduz que, por se tratar de tributo sujeito a lançamento por homologação, a exigência foi alcançada pela decadência, inclusive em relação à matéria que trata do lucro inflacionário decorrente da diferença do IPC/BTNF (§ 4° do art. 150 do Código Tributário Nacional). Pertinente à recomposição do lucro inflacionário acumulado, defende que devem ser utilizados os percentuais corretos de realização do ativo em cada período. Procura demonstrar que a compensação de prejuízos fiscais acima do limite legal tem como conseqüência apenas a postergação de pagamento. Destaca a impossibilidade de incidência de juros de mora sobre o valor do crédito tributário, cuja exigibilidade esteja suspensa, tendo em vista a concessão de liminar em mandado de segurança (§ 3° do art. 61 da Lei n° 9.430, de 27 de dezembro de 1996). 2 Processo n° 13808.000288/2002-49 SI-Cl TI Resolução n.° 1801-.00.011 Fl. 301 Apresenta argumentos contra a incidência dos juros de mora equivalentes A. taxa Selic. Com o objetivo de fundamentar as razões apresentadas na pe ça de defesa, interpreta a legislação pertinente, indica princípios constitucionais que supostamente foram violados e faz referências a entendimentos doutrinários e jurisprudenciais em seu favor. Conclui Ante o exposto, pede e espera a ora IMPUGNANTE seja recebida e acolhida in totum a presente IMPUGNAÇÃO, para: a) ser cancelada a exigência na sua totalidade, a titulo de IRPJ, juros e denials encargos, por decadência; b) refazer o cálculo do LID e do LI realizado nos anos de 1993 em diante, caso a decadência não seja acolhida, computando-se nas apurações do lucro real dos períodos- base 1993, 1994 e 1995 o lucro inflacionário calculado com base no percentual de realização do ativo; c) recalcular a base de calculo dos prejuízos fiscais utilizada para a compensação ex -officio, tratando-a como postergação; e d) ou ainda, sempre ad arguinentandurn, caso não seja esse o entendimento de V.Sa., sejam cancelados, in tantum, os respectivos juros de mora, como medida da mais lídima JUSTIÇA! Está registrado como resultado do Acórdão da 5' TURMA/DR.I/SPO/SP n° 07.356, de 21.06.2005, fls169-179: "Lançamento Procedente em Parte", tendo em vista que foram refeitos os cálculos adotando-se o percentual do ativo realizado em cada período. Restou ementado Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 1996 Ementa: LUCRO INFLACIONÁRIO REALIZADO. PREJUÍZOS FISCAIS. COMPENSAÇÃO A MAIOR E SEM OBSERVÂNCIA DO LIMITE DE 30%. Deve ser observada a realização minima do saldo de lucro inflacionário acumulado na apuração da base de cálculo do Imposto de Renda. 0 lucro liquido ajustado pelas adições c exclusões previstas na legislação do imposto de renda pode ser compensado com os prejuízos fiscais apurados em exercícios anteriores, em até trinta por cento. Arts. 12e 15 da Lei n° 9.065/95. Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1996 Ementa: DECADÊNCIA. SUSPENSÃO DE EXIGIBILIDADE POR MEDIDA JUDICIAL. AUTO DE INFRAÇÃO. 0 prazo decadencial para o lançamento de oficio 3 Processo n° 13808.000288/2002-49 SI-CIT I Resolução n.° 1801-.00.011 Fl. 302 do IRPJ observa o artigo 173, inciso I, do CTN. Termo iniciado no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido efetuado o lançamento. LUCRO INFLACIONÁRIO REALIZADO. DECADÊNCIA - Na formalização do lançamento há que se excluir da base de cálculo as parcelas do lucro inflacionário acumulado que deveriam ter sido realizadas em períodos já abrangidos pela decadência. JUROS DE MORA. São devidos os juros inclusive sobre tributo cuja exigibilidade esteja suspensa por medida judicial. Legalidade da utilização da taxa SELIC, nos termos da Lei n.° 9.065/1995. Notificada em 29.07.2005, fl. 185, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 30.08.2005, fls. 187-214, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge e reitera os argumentos apresentados na impugnação. Acrescenta que houve preenchimento equivocado da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIRPJ) do ano-calendário de 1992, uma vez que analisando os registros no Livro Razão Analítico e no Livro Diário verifica-se que o saldo correto da diferença IPC/BTNF é devedor de Cr$206.227.309,00 ao invés do saldo credor equivocadamente informado de Cr$655.873.358,00. Tece comentários sobre a impossibilidade de instituição de empréstimo compulsório por medida provisório (art. 148 da Constituição Federal) e ainda a respeito da inconstitucionalidade do limite legal de compensação de prejuízos previstos na Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995 e na Lei n°9.065, de 20 de junho de 1995, de acordo com o art. 43 do Código Tributário Nacional. Solicita produção de todos os meios de prova. Conclui Diante do exposto, caso V. Sas. entendam necessária a produção de provas complementares, a RECORRENTE protesta, desde já, pela juntada de novos documentos, tais como Livros Razão Analítico e Diário Geral ou, alternativamente, requer a conversão do julgamento em diligência para comprovação do quanto alegado. No mais, requer se dignem V. Sas. a dar integral provimento ao presente Recurso Voluntário para reformar a r. decisão recorrida, em razão: (i) do transcurso "in albis" do prazo decadencial de 5 (cinco) anos e a extinção do crédito tributário (§4°, do artigo 150 e inciso V, do artigo 156, do Código Tributário Nacional, com a conseqüente anulação do Auto de Infração (a teor do que estabelece o Inc. I do art. 145 do CTN) e, ato continuo, a anulação/cancelamento da cobrança e exigibilidade do pretenso crédito tributário; (ii) do equivoco destacado na Declaração de IRPJ, para que sejam aceitos os prejuízos fiscais da RECORRENTE (ao invés de lucros), bem como seu direito compensação integral, em homenagem ao principio da verdade material; (iii) da inconstitucionalidade da vedação do livre aproveitamento do prejuízo fiscal, para compensar com os lucros auferidos no período; 4 Processo n° 13808.000288/2002-49 SI-C1T1 Resolução n.° 1801-.00.011 111. 303 (iv) do direito adquirido da RECORRENTE, posto que o prejuízo apresentado foi apurado ate 3L12.1994, na forma da legislação vigente época, antes, portanto da vedação imposta pela Lei n° 8.981 de 20.01.1995; e (v) da taxa SELIC não se aplicar para atualização de débitos, na remota hipótese - que a RECORRENTE não acredita — de manutenção da a r. decisão combatida. Agindo assim, estarão V.Sas., distribuindo a costumeira JUSTIÇA! É o Relatório. VOTO Carmen Ferreira Saraiva — Redatora ad hoc 0 recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. 0 Mandado de Segurança n° 95.0034571-4 impetrado pela Recorrente tem o mesmo objeto do Item 3 do Auto de Infração que trata da compensação de prejuízo fiscal na apuração do lucro real superior a 30% (trinta por cento), nos termos da Súmula 1 do CARE. Privilegiando o principio da verdade material, há que se verificar o saldo correto a diferença IPC/BTNF a partir da escrituração mantida com observância das disposições legais que faz prova a favor do contribuinte dos fatos nela registrados e comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais (§ 1° do art. 9° do Decreto-Lei n 2 1.598, de 26 de dezembro de 1977). Em face desta questão e com a observância do disposto no art. 18 do Decreto n° 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento em diligência para que sejam tomadas as seguintes providências: a) a Recorrente deve ser intimada a: a.1) juntar a certidão do objeto e pé do Mandado de Segurança n°95.0034571-4, bem como as cópias das decisões judiciais pertinentes; a.2) juntar a escrituração mantida com observância das disposições legais comprovados por documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais para que possa verificar o saldo correto a diferença IPC/BTNF do ano-calendário de 1992; a.3) juntar a cópia do Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur); b) a Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona a Recorrente deve: 5 Processo n° 13808.000288/2002-49 SI-CITI Resoluçao n.° 1801-.00.011 Fl. 304 b.1) juntar ao presente processo cópia do SAPLI completo contendo toda a composição do prejuízo fiscal e do lucro inflacionário desde a constituição da Recorrente; b.2) juntar as cópias de todas as DIRF, cuja Recorrente seja beneficiária, das DIRPJ e dos pagamento de IRPJ efetuados referentes ao ano-calendário de 1996; A autoridade fiscal designada ao cumprimento das diligências solicitadas deverá elaborar Relatório Fiscal sobre os fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes (inciso LV do art. 5° da Constituição da República). -̀D-XlitAe Carmen Ferreira Saraiva — Relatora ad hoc 6
score : 1.0
Numero do processo: 11065.101485/2008-85
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 12 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1801-000.152
Decisão: Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: MARIA DE LOURDES RAMIREZ
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DE IMÓVEIS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem, os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento na realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) ______________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Ana Clarissa Masuko dos Santos Araújo, Maria de Lourdes Ramirez, Luiz Guilherme de Medeiros Ferreira, e Ana de Barros Fernandes. Relatório. Tratase de auto de infração que exige da empresa acima qualificada o crédito tributário no valor total de R$ 500,00 a título de multa por falta de entrega da DCTF do quarto trimestre de 2003 (fl. 09). Fl. 41DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.101485/200885 Resolução n.º 1801000.152 S1TE01 Fl. 41 2 Na impugnação apresentada alegou a empresa que no período indicado no auto de infração era optante do Simples Federal e, por tal razão, não seria obrigada à apresentação de DCTF. Contudo, foralhe informado que havia sido formalizada a sua exclusão do sistema desde o anocalendário 2002. Afirmou desconhecer que havia sido excluída do Simples, razão pela qual o auto de infração seria nulo, por cerceamento do direito de defesa (fls. 01/02). A 6a. Turma da DRJ em Porto Alegre/RS manteve a exigência ao argumento de que as alegações de defesa contra a exclusão do Simples deveriam ter sido oferecidas quando da ciência do ato declaratório em processo próprio. Como não foram localizados processos de manifestação de inconformidade contra a exclusão do Simples nos órgãos de julgamento administrativo estaria sujeita aos efeitos da exclusão, dentre eles a entrega obrigatória da DCTF. Diante da ausência de entrega de DCTF a multa aplicada deveria ser mantida. Notificada da decisão, em 20/11/2009 (AR à fl. 29), apresentou a interessada, em 18/12/200, o recurso voluntário de fls. 30 e ss, .alegando, em preliminares, que o procedimento que a excluiu do Simples seria nulo por violar as leis que regem o processo administrativo e fiscal e a Súmula Vinculante n º 3 do STF, por afronta ao contraditório e a ampla defesa. No mérito aduz que o acórdão recorrido não teria enfrentado a questão de ausência de ciência do ato de exclusão e que tal fato teria levado a empresa a entregar tempestivamente as declarações anuais simplificadas nos anos de 2002, 2003 e 2004 sem qualquer oposição ou manifestação de contrariedade por parte da Receita Federal. Afirma que a exigência da DCTF fica afastada em face da nulidade do procedimento de exclusão do Simples que não teria oportunizado o direito de defesa. Aduz que não consta dos autos prova de que teria sido cientificada do ato declaratório de exclusão do Simples, seja por intimação pessoal ou por via postal e que a intimação por edital somente poderia ter ocorrido diante da prova de que os dois meios anteriores resultaram improfícuos. Ao final pugna: (i)pela decretação da nulidade do ADE de exclusão do Simples n º 315.619; (ii) pela declaração de inexigibilidade do dever instrumental de apresentação de DCTF; e (iii) pela exclusão da multa por falta de entrega da DCTF. É o relatório. Voto Conselheira Maria de Lourdes Ramirez, Relatora O recurso é tempestivo. Dele tomo conhecimento. Como consta dos autos contra a recorrente foi lavrada multa por falta de entrega da DCTF relativa ao 4o. trimestre de 2003. A exigibilidade da DCTF seria conseqüência direta da exclusão da empresa da sistemática do Simples Federal, retroativa ao ano de 2002, que teria sido oficializada pelo Ato Declaratório Executivo n º 315.619. Fl. 42DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 11065.101485/200885 Resolução n.º 1801000.152 S1TE01 Fl. 42 3 Em todas as oportunidades que teve para se defender alegou, a interessada, que nunca teve ciência de qualquer ato administrativo que a tenha excluído da sistemática Simplificada e que o fato se confirmaria pela apresentação das declarações anuais simplificadas nos anos de 2002, 2003 e 2004. Nessas condições a sua exclusão do Simples seria nula e, consequentemente, indevida a exigência de DCTF e a respectiva multa pela ausência de sua apresentação. Com efeito, a publicidade é inerente ao ato administrativo, especialmente quando o ato tem por destinatário um administrado em particular e por objetivo modificar uma situação jurídica existente entre o Poder Público, emissor do ato, e o administrado, destinatário do ato. No presente caso a exigência de apresentação da DCTF do 4o. trimestre de 2003 é conseqüência direta da exclusão, de ofício, da empresa do Simples Federal. A recorrente, ao seu turno, afirma desconhecer a existência de qualquer ato de exclusão e que, por tal razão, não teria sidolhe oportunizado o direito de se defender contra esse mesmo ato. É necessário, portanto, que sejam trazidas aos autos provas de que a empresa teria sido de fato cientificada de sua exclusão do Simples. A própria Turma Julgadora da DRJ em Porto Alegre/RS afirmou na decisão recorrida que, “Quando da ciência de sua exclusão do Simples, poderia o contribuinte ter recorrido deste ato à Delegacia da Receita Federal de Julgamento e, em última instância, ao Conselho de Contribuintes”. Ou seja, a própria Turma Julgadora condicionou a defesa da empresa contra o ato de exclusão à ciência do ato declaratório. O fato de não terem sido localizados processos de manifestação de inconformidade ou de recurso contra o ato de exclusão pode ter por motivo, justamente a falta da competente ciência do ato declaratório de exclusão do Simples. Em face do exposto proponho o retorno dos autos ao órgão de origem de jurisdição da recorrente para que em procedimento de diligencia seja providenciada a anexação do Ato Declaratório Executivo n º 315.619, bem como do competente comprovante da sua ciência pela interessada, seja de forma pessoal, por via postal ou por edital, com justificativa da opção por esta última via. Do resultado da diligência deverá ser cientificada a recorrente para que no prazo de 30 dias apresente suas considerações, se assim o desejar, retornandose, em seguida, os autos a esta Conselheira para prosseguimento do julgamento. (assinado digitalmente) ______________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relatora Fl. 43DF CARF MF Impresso em 26/10/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/09/2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 12/09/ 2012 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, Assinado digitalmente em 13/09/2012 por ANA DE BARROS FERNANDES
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Numero do processo: 10855.900460/2008-06
Turma: Primeira Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Dec 14 00:00:00 UTC 2010
Numero da decisão: 1801-000.046
Decisão: Resolvem os membros 1ª Turma Especial da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), por unanimidade de votos converter o julgamento em realização de diligência, nos termos do voto da Relatora.
Nome do relator: CARMEN FERREIRA SARAIVA
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Resolvem os membros 1ª Turma Especial da Terceira Câmara da Primeira Seção de Julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), por unanimidade de votos converter o julgamento em realização de diligência, nos termos do voto da Relatora. (assinado digitalmente) Ana de Barros Fernandes - Presidente (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva - Relatora EDITADO EM: Composição do Colegiado: Participaram do presente julgamento os Conselheiros Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Sandra Maria Dias Nunes, Rogério Garcia Peres e Ana de Barros Fernandes. RELATÓRIO A Recorrente formalizou o Pedido de Ressarcimento ou Restituição/Declaração de Compensação (Per/DComp) em 13/02/2004, fls. 01/02, utilizando-se do crédito relativo ao pagamento a maior no valor de R$1.768,29 relativo ao recolhimento de Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) determinado sobre o lucro presumido, código nº 2089, efetuado em Fl. 1DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 03/01/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10855.900460/2008-06 Resolução n.º 1801-00.046 S1-C3T2 Fl. 308 2 30/10/2000, para compensação do débito de PIS, código nº 8109, referente ao fato gerador de janeiro de 2004 no valor de R$622,03. Em conformidade com o Despacho Decisório Eletrônico, fls. 03/04, as informações relativas ao reconhecimento do direito creditório foram analisadas das quais se concluiu pelo indeferimento do pedido. Restou esclarecido que o pagamento foi integralmente utilizado para quitação de débitos, não restando crédito disponível para compensação. Cientificada em 30/04/2008, fl. 05, a Recorrente apresentou a manifestação de inconformidade em 27/05/2008, fls. 06/09, argumentando em síntese que discorda da conclusão da análise do pedido. Aduz que exerce a atividade econômica de prestação de serviços de construção civil com emprego de materiais próprios e mão-de-obra e está sujeita ao lucro presumido calculado pelo coeficiente de 8% sobre a receita bruta, conforme a solução no processo de consulta. Suscita que equivocadamente calculou o lucro presumido adotando um coeficiente de 32% sobre a receita bruta. Defende que entregou a Per/DComp utilizando o crédito decorrente. Explica que à época apresentou a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (DIPJ) e a Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) com dados incorretos, e por esta razão o crédito tributário não foi reconhecido automaticamente. Acrescenta que não agiu com dolo. Conclui Ante o exposto, requer seja dado provimento a presente manifestação de inconformidade, para homologar a compensação efetuada e anular o débito. Para evitar decisões divergentes sobre fatos idênticos, requer o apensamento deste processo ao processo de crédito nº 10.855-900.739/2008-81. Requer ainda, prazo de 10 dias para juntada de cópia autenticada do contrato social, caso julgue necessário. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. Termos em que, e. deferimento. Está registrado como resultado do Acórdão da 5ª TURMA/DRJ/RPO/SP nº 14- 26.497, de 22/10/2009, fls. 208/213:“Manifestação de Inconformidade Improcedente”. Consta que Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Data do fato gerador: 30/10/2000 DIREITO CREDITÓRIO. ÔNUS DA PROVA. Incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 03/01/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10855.900460/2008-06 Resolução n.º 1801-00.046 S1-C3T2 Fl. 309 3 Apenas os créditos líquidos e certos são passíveis de compensação tributária, conforme artigo 170 do Código Tributário Nacional. Notificada em 02/12/2009, fl. 215, a Recorrente apresentou o recurso voluntário em 21/12/2009, fls. 217/221, esclarecendo a peça atende aos pressupostos de admissibilidade. Discorre sobre o procedimento fiscal contra o qual se insurge. Reitera todos os argumentos apresentados na manifestação de inconformidade. Conclui Ante o exposto, requer seja dado provimento ao presente recurso, para reformar a decisão recorrida e homologar a compensação. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. Termos em que, e. deferimento. É o Relatório. VOTO Conselheira Relatora, Carmen Ferreira Saraiva O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. A Recorrente afirma que está sujeita ao lucro presumido calculado pelo coeficiente de 8% sobre a receita bruta. No Acórdão da 5ª TURMA/DRJ/RPO/SP nº 14-26.497, de 22/10/2009, fls. 208/213, consta que “incumbe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa”. Tendo em vista a controvérsia entre a alegação do Erário e o argumento da Recorrente, a realização da diligência se torna imprescindível para esclarecer a situação fática – se Recorrente fornece, efetivamente, material para a realização de obras juntamente com a prestação de serviços de mão de obra ou não, para estar sujeita ao lucro presumido calculado pelo coeficiente de 8% sobre a receita bruta. Em face desta questão, com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento em diligência para que a fiscalização da Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona a Recorrente, intime: Fl. 3DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 03/01/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES Processo nº 10855.900460/2008-06 Resolução n.º 1801-00.046 S1-C3T2 Fl. 310 4 a) a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP a informar se a Recorrente utiliza materiais próprios na execução dos contratos de prestação de serviços de construção civil, realizados nos anos-calendário de 1999, 2000 e 2001; b) a Recorrente a apresentar: b.1) demonstrativo analítico dos materiais adquiridos com seus recursos e utilizados nos contratos de prestação de serviços que anexa aos autos; b.2) cópias das folhas do Livro Razão da conta nas quais escritura as referidas compras de materiais; b.3) cópia das folhas do Livro Razão das contas das receitas obtidas no curso dos anos-calendário em questão; b.4) demonstrativo analítico que evidencie a determinação da matéria tributável e cálculo do montante do tributo devido, bem como a existência de pagamento maior que o devido no período referente ao crédito pleiteado, acompanhado das cópias dos registros contábeis pertinentes. A autoridade fiscal designada ao cumprimento das diligências solicitadas deverá elaborar Relatório Fiscal sobre o fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes (inciso LV do art. 5º da Constituição da República). (assinado digitalmente) Carmen Ferreira Saraiva Fl. 4DF CARF MF Emitido em 02/03/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA Assinado digitalmente em 28/12/2010 por CARMEN FERREIRA SARAIVA, 03/01/2011 por ANA DE BARROS FERNAN DES
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Numero do processo: 10580.726481/2010-37
Data da sessão: Wed Dec 05 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1402-000.164
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do processo até pronunciamento definitivo do STF sobre a matéria “exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins”, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
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Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento do processo até pronunciamento definitivo do STF sobre a matéria “exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins”, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Leonardo de Andrade Couto Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Leonardo de Andrade Couto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 05 80 .7 26 48 1/ 20 10 -3 7 Fl. 355DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09509.IQ0G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.726481/201037 Resolução nº 1402000.164 S1C4T2 Fl. 356 2 Cerealista Monteiro Ltda recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 2ª Turma da DRJ Salvador/BA, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Trata o processo em questão de Autos de Infração, referentes ao anocalendário de 2007, de Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ, às fls. 03 a 11, no valor de R$1.130.006,76 (um milhão, cento e trinta mil, seis reais e setenta e seis centavos); de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, às fls. 12 a 19, no valor de R$519.303,04 (quinhentos e dezenove mil, trezentos e três reais e quatro centavos); de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, às fls. 20 a 28, no valor de R$1.392.821,19 (um milhão, trezentos e noventa e dois mil, oitocentos e vinte um reais e dezenove centavos); e de Contribuição para o Programa de Integração Social – PIS, às fls. 29 a 37, no valor de R$299.537,43 (duzentos e noventa e nove mil, quinhentos e trinta e sete reais e quarenta e três centavos), acrescidos da multa de ofício e de juros de mora. O Auto de Infração de IRPJ foi proveniente de arbitramento do lucro, nos quatro trimestres do anocalendário de 2007, com base no art. 530, inciso III, do RIR/1999, tendo em vista que o contribuinte, notificado reiteradamente a apresentar os livros e documentos da sua escrituração, deixou de apresentálos. Os Autos de Infração relativos à CSLL, ao PIS e à COFINS decorreram do Auto de Infração de IRPJ. O enquadramento legal do Auto de CSLL aponta os arts. 2º e §§ da Lei nº 7.689, de 1988; art. 2 da Lei nº 9.249, de 1995; art. 29 da Lei nº 9.430, de 1996; e art. 37 da Lei nº 10.637, de 2002. O enquadramento legal do Auto de COFINS aponta os arts. 2º, inciso II e parágrafo único, 3º, 10, 22 e 51 do Decreto nº 4.524, de 2002. No Auto de PIS, o enquadramento legal aponta os arts. 1º e 3º da Lei Complementar nº 07, de 1970; e arts. 2º, inciso I, alínea “a”, e parágrafo único, 3º, 10, 22 e 51 do Decreto nº 4.524, de 2002. No Auto de Infração de IRPJ, o Autuante declara, em síntese, que: – conforme Termo de Início do Procedimento Fiscal, lavrado em 09/12/2009, o sujeito passivo foi intimado a apresentar os livros e documentos de sua escrituração contábil e fiscal. Encerrado o prazo sem atendimento, foi emitido o Termo de Reintimação Fiscal, em 20/01/2010, com o mesmo teor. Em 02/02/2010, foi solicitada e acatada prorrogação do prazo concedido, por 20 dias. Esgotado esse novo prazo sem manifestação do sujeito passivo, foi encaminhada uma mensagem, em 01/03/2010, via correio eletrônico, para que o contribuinte prestasse informações sobre cada um dos elementos requisitados nos termos anteriores;– em 02/03/2010, foi recebido outro pedido de prorrogação do prazo, por mais 30 dias, juntamente com protocolo de entrega de cópias dos recibos de entrega da DCTF de janeiro de 2007 e do DACON de janeiro a dezembro de 2007. Em resposta, foi lavrado, em 16/03/2010, o Termo de Prorrogação de Prazo e Intimação Fiscal, concedendolhe prazo até 05/04/2010, para apresentar os elementos já solicitados;– em 24/03/2010, via correio eletrônico, o sujeito passivo entregou memórias de cálculo do PIS e da COFINS (nãocumulativos) referentes aos meses de janeiro a dezembro de 2007 e, em 25/03/2010, encaminhou cópia do recibo de entrega da DCTF retificadora do período de dezembro de 2007. Estando o sujeito passivo sob procedimento de ofício, foram expedidas representações fiscais com vistas Fl. 356DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09509.IQ0G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.726481/201037 Resolução nº 1402000.164 S1C4T2 Fl. 357 3 à suspensão de exigibilidade dos valores constantes das DCTF entregues no curso da ação fiscal;– em razão da não apresentação dos livros da sua escrituração comercial e fiscal, procedo ao arbitramento do lucro, com base nos valores da receita bruta total, informados nas memórias de cálculo do PIS e da COFINS referentes aos meses de janeiro a dezembro de 2007, conforme citado acima. Para fins de apuração dos valores devidos serão aproveitados os valores do IRPJ, CSLL, PIS e COFINS que constam das DCTF apresentadas antes do início do procedimento fiscal, conforme “Demonstrativo de Receitas e Valores de DCTF”, em anexo. Às fls. 255 a 278, a pessoa jurídica apresentou impugnação ao feito fiscal, alegando, em resumo, que: • o Auto de Infração é nulo de pleno direito, tendo em vista que a apuração da base de cálculo dos tributos através do lucro arbitrado é forma excepcional de tributação, que não se aplica ao caso concreto, porque o Contribuinte possuía, como possui, toda escrituração contábil e comercial revestida de todas as formalidades legais, não havendo indícios de fraudes, erros ou deficiências que tornem a contabilidade imprestável para identificar a movimentação financeira, bancária ou determinar o lucro real. Assim, não poderia o Auditor apurar o quanto devido a título de PIS, COFINS, CSLL e IRPJ através do lucro arbitrado, em vista da completa possibilidade de recompor a receita bruta da Defendente, para fins de apurar o lucro real; • portanto, está demonstrado que é nulo o Auto de Infração ora combatido, em face da violação à legislação processual e material que regula o tema, sendo este também o entendimento do Conselho de Contribuintes (transcreve ementas de acórdãos, bem como trechos de texto doutrinário). Salientese que o Contribuinte tem toda a documentação exigida pelo Auditor, que está à disposição, no intuito de comprovar seu lucro real. Não obstante, o Auditor optou por desconsiderar a contabilidade regular da Defendente, sem qualquer fundamento fático ou legal, aplicando indevidamente o instituto do lucro arbitrado, com base na regra contida no art. 530, II, do RIR/99 (transcreve); • ora, se a Demandante possui escrituração regular, que possibilita a apuração do lucro real, não haveria espaço para se falar em lucro arbitrado, na forma do art. 288 do RIR/99 (transcreve o citado dispositivo, além de outras ementas de acórdãos do Conselho de Contribuintes). Frisese que o arbitramento é medida excepcional, aplicável apenas quando não seja possível constatarse a regularidade fiscal da empresa. Nesse sentido, transcreve outros textos doutrinários, concluindo que sua contabilidade está de acordo com a lei; os Diários estão registrados; o Razão guarda simetria com as declarações prestadas ao Fisco Federal, descabendo o arbitramento do lucro da empresa, na forma do pedido abaixo formulado, para fins de julgar nulo e improcedente o lançamento fiscal hostilizado; • quando do levantamento das receitas da Peticionante, a Fiscalização considerou os números declinados no Demonstrativo da Composição da Base de Cálculo da COFINS e do PIS, incluindo, de forma ilegal, o ICMS na base de cálculo dessas contribuições. O PIS e a COFINS são regulamentados, principalmente, pela Lei Complementar 70/91 e pelas Leis Ordinárias 9.718/98, 10.637/02, 10.833/03 e 10.865/04. Contudo, parte dessa legislação é inconstitucional, uma vez que faz incidir contribuição social sobre valores indevidos. O art. 3º, § 1º, da Lei nº 9.718/98 alargou a base de cálculo das ditas contribuições, dando novo conceito para faturamento (receita bruta) (transcreve). Ocorre que o STF, recentemente, no julgamento de alguns Recursos Extraordinários, considerou inconstitucional o citado dispositivo legal, determinando o retorno da sistemática anterior, instituída pela LC 07/70, quanto ao PIS, e LC 70/91, quanto à COFINS; Fl. 357DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09509.IQ0G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.726481/201037 Resolução nº 1402000.164 S1C4T2 Fl. 358 4 • segundo tais Leis Complementares, receita bruta ou faturamento é o que decorra da venda de mercadorias ou serviços, não se considerando as demais receitas, tais como receitas financeiras, receitas de aluguéis, etc. Transcreve o art. 3º da LC 07/70, que instituiu o PIS, e o art. 2º da LC 70/91, instituidora da COFINS. A decisão do Pretório Excelso concluiu que o § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 é inconstitucional porque, na época da edição da Lei, não havia na Constituição Federal dispositivo autorizando a modificação do conceito de faturamento (transcreve decisão do STF no julgamento do RE nº 357950). Assim, revelase inconstitucional a cobrança do PIS e da COFINS incidentes sobre valores indevidos incluídos na base de cálculo do faturamento, mais especificamente o ICMS; • a incidência do PIS e da COFINS, não sobre o faturamento, mas sobre outro tributo (ICMS) é flagrantemente ilegal e inconstitucional. Se alguém fatura ICMS, esse alguém é o Estado e não o vendedor da mercadoria. Admitir o contrário é querer que a lei ordinária redefina conceitos constitucionais, alterando a Lei Maior e com isso afastando a supremacia que lhe é própria. No exame do mérito no RE 240785, em 24/08/2006, seis ministros do STF deram provimento ao recurso, para determinar a exclusão do ICMS da base de cálculo da COFINS. Como o STF tem onze membros, já está garantida a tese da exclusão do ICMS da base de cálculo da COFINS (transcreve trecho do voto do relator). Diante do exposto, não resta dúvida que o valor do ICMS não configura faturamento, e o valor destacado na nota fiscal, para simples registro contábilfiscal, não deve ser incluído na base de cálculo da COFINS e do PIS, justificando o pedido de improcedência da autuação; • os juros, definidos como uma sanção pecuniária decorrente da impontualidade do sujeito passivo no adimplemento da obrigação principal, visa incentivar os contribuintes a não retardarem o recolhimento dos tributos. Conforme o art. 161, § 1º, do CTN, os juros de mora são calculados à taxa de 1% ao mês, caso a lei não disponha de forma contrária, o que só pode ser compreendido, através de uma interpretação sistemática e histórica, como a possibilidade de se estabelecer um taxa menor que a prevista no CTN, nunca maior. O índice calculado através da taxa SELIC, determinado pelo art. 13 da Lei nº 9.065/95 e decidido pelo Banco Central do Brasil, é ilegal, devendo ser desconsiderado, pois aplicável somente no âmbito do sistema financeiro nacional. Destaquese que o STJ, recentemente, no julgamento do RE nº 215.881, concluiu pela inconstitucionalidade da mencionada taxa, para fins tributários. Portanto, na hipótese de não se acolher os argumentos expostos nos tópicos anteriores, requer sejam excluídos os juros calculados com base na taxa SELIC; • por tudo o que foi acima exposto e provado, vem a Defendente requerer que seja conhecida a presente defesa, para que julgue totalmente nulo/improcedente o Auto de Infração, arquivandose definitivamente o presente processo administrativo fiscal. Protesta pela produção de todos os meios de prova necessários para o deslinde da questão, com base no art. 16, IV, do Decreto nº 70.235/72. ... É o relatório.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 15029.830 (fls. 309323) de 15/02/2012, por unanimidade de votos, considerou procedente o lançamento. A decisão foi assim ementada. “ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Ano calendário: 2007 NULIDADE. Descabe a argüição de nulidade quando Fl. 358DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09509.IQ0G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.726481/201037 Resolução nº 1402000.164 S1C4T2 Fl. 359 5 se verifica que o Auto de Infração foi lavrado por pessoa competente para fazêlo e em consonância com a legislação vigente. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Ano calendário: 2007 ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. O afastamento da aplicabilidade de lei ou de ato normativo pelos órgãos judicantes da Administração Fazendária está necessariamente condicionado à existência de decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal declarando sua inconstitucionalidade. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2007 ARBITRAMENTO DO LUCRO. ESCRITA NÃO APRESENTADA. A falta de apresentação da escrituração na forma das leis comerciais e fiscais que permita a determinação do lucro real autoriza o arbitramento do lucro da pessoa jurídica, no caso presente, com base na receita bruta conhecida. JUROS DE MORA. TAXA SELIC. A cobrança de débitos para com a Fazenda Nacional, após o vencimento, acrescidos de juros moratórios calculados com base na taxa referencial do SELIC está amparada em legislação ordinária e não contraria disposições constitucionais. LANÇAMENTOS DECORRENTES. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Contribuição para o Programa de Integração Social PIS/Pasep Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Cofins. Confirmada, quando da apreciação do lançamento principal, a ocorrência dos fatos geradores que deram causa aos lançamentos decorrentes, há que ser dado a estes igual entendimento. PIS. COFINS. BASE DE CÁLCULO. RECEITA BRUTA. EXCLUSÕES. A base de cálculo dessas contribuições é o faturamento, que corresponde à receita bruta da pessoa jurídica, entendendose como tal o total das receitas auferidas, decorrentes da atividade exercida, admitindose a exclusão, tãosomente, das parcelas expressamente previstas na legislação disciplinadora de cada matéria, entre as quais não se encontra o valor do ICMS incidente sobre as vendas, que, portanto, compõe a receita bruta e, conseqüentemente, a base de cálculo do PIS e da COFINS.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 18/04/2012 (AR de fl. 352) a interessada interpôs recurso voluntário em 26/04/2012 (fls. 325341) onde repisa os argumentos apresentados em sua Impugnação. É o relatório. Fl. 359DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09509.IQ0G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 10580.726481/201037 Resolução nº 1402000.164 S1C4T2 Fl. 360 6 Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. Ressaltese, de início, que, dentre as alegações de defesa, a Recorrente roga para que seja o valor do ICMS subtraído da base de cálculo do PIS e da Cofins. A matéria foi apreciada e mantida na decisão da DRJ, conforme acima relatado. Ocorre que essa matéria encontrase em julgamento no Supremo Tribunal FederalSTF em recurso com tratamento de “Repercussão Geral” (Tema 69, RE 574706). Dessa forma, entendo que o julgamento no CARF deve ser sobrestado, consoante dispõe o art. 62A, § 1º, do Regimento Interno deste Conselho. Registro que o mesmo procedimento está sendo adotado por outras turma do CARF quanto a essa matéria, a exemplo da 3ª Turma da Quarta Câmara da Terceira Seção do CARF. Diante do exposto, proponho que seja SOBRESTADO o julgamento do presente processo, devendo retornar após cessada a prejudicial. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 360DF CARF MF Documento nato-digital Documento de 6 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP04.0520.09509.IQ0G. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR em 25/04/2013 10:55:42. Documento autenticado digitalmente por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR em 25/04/2013. Documento assinado digitalmente por: LEONARDO DE ANDRADE COUTO em 14/05/2013 e FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR em 25/04/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 04/05/2020. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP04.0520.09509.IQ0G Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 4E7CF28D30CCE87F91A982157ECE55B0EE09E9CC Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 10580.726481/2010-37. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 16561.000057/2009-30
Data da sessão: Wed Dec 04 00:00:00 UTC 2013
Numero da decisão: 1402-000.234
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Nome do relator: LEONARDO DE ANDRADE COUTO
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Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento do recurso em diligência, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Leonardo de Andrade Couto – Presidente e Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Frederico Augusto Gomes de Alencar, Carlos Pelá, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Paulo Roberto Cortez e Leonardo de Andrade Couto. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 65 61 .0 00 05 7/ 20 09 -3 0 Fl. 3342DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0119.14337.EJ0V. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16561.000057/200930 Resolução nº 1402000.234 S1C4T2 Fl. 3 2 Relatório O presente processo trata do resultado da ação fiscal desenvolvida na empresa em epígrafe, que teve como objetivo apurar a adequação dos cálculos realizados pelo contribuinte, para os anoscalendário de 2004, 2005 e 2006, relativos aos "Preços de transferência" dos produtos importados de empresas ligadas no exterior. Os exames foram realizados para os itens selecionados e demonstrados no Anexo "Consolidação PRL60" elaborado pela autoridade lançadora. De acordo com o Termo de Verificação Fiscal, a interessada utilizou o método PRL para efetuar seus ajustes, sendo o PRL20 para insumos importados e revendidos; e PRL60 para aqueles industrializados no país. O método PRL20 foi utilizado inclusive para bens importados acondicionados em embalagens, procedimento esse não acatado pelo Fisco por entender caracterizada industrialização o que implicou no recálculo pelo método PRL60 nesses casos. Em relação aos bens para os quais o sujeito passivo utilizou o método PRL60, a apuração foi refeita pela Fiscalização com utilização das regras estabelecidas na IN/SRF nº 243/2002. Em decorrência do constatado foram lavrados os seguintes autos de infração, com ciência dada em 15/06/2009: Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ no valor de R$ 18.308.292,30 e Contribuição Social sobre Lucro Liquido CSLL na quantia de R$ 6.590.015,05 (os valores incluem multa de oficio e juros de mora, estes calculados até 29/05/2009). Foi aplicada, no lançamento do IRPJ, a multa regulamentar de R$ 2.694,79; por não terem sido adequadamente apresentadas as informações solicitadas, conforme previsão do artigo 968 do RIR/99. Também foi aplicada a majoração da multa de oficio em 50% para o IRPJ e CSLL, em virtude de novo descumprimento de prazo para prestar esclarecimentos, por parte do contribuinte. Foi apresentada impugnação onde a interessada menciona a existência de ação judicial (Mandado de Segurança nº 2005.61.00.145761) onde é questionada a legalidade da IN/SRF nº 243/2002, em relação à apuração dos preços de transferência pelo método PRL60. Assim, registra, pretende discutir nos autos somente as questões próprias do lançamento. Questiona a imputação das multas tendo em vista a suspensão da exigibilidade do crédito tributário em decorrência da liminar concedidas nos autos do mandado de segurança e do depósito judicial realizada nos autos da medida cautelar quando cassada a liminar. Afirma que não se justificaria o agravamento da multa, pois sempre respondeu todas as intimações e buscou esclarecer os pontos controvertidos. O fato de não ter satisfeito a conveniência da fiscalização, não significa que teria deixado qualquer solicitação sem resposta. Finaliza nessa questão defendendo que não caberia multa de ofício e juros de mora nas situações em que o contribuinte segue as determinações emanadas da própria administração tributária. Fl. 3343DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0119.14337.EJ0V. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16561.000057/200930 Resolução nº 1402000.234 S1C4T2 Fl. 4 3 Questiona o entendimento do Fisco pelo qual a colocação de embalagem caracterizaria industrialização e afirma ser equivocado o aproveitamento dos conceitos do Regulamento do IPI. Relaciona erros que teriam sido cometidos pela fiscalização na apuração da exigência, principalmente no que se refere a não consideração dos ajustes por ela efetuados, que deveriam se deduzidos do resultado apurado. A Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento em São Paulo prolatou o Acórdão 1623.218 dando provimento parcial à impugnação para deduzir da exigência os valores dos ajustes efetuados pelo sujeito passivo e não considerados na apuração. A Decisão consubstanciouse na seguinte ementa: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2004, 2005,2006 NULIDADE. BASE DE CÁLCULO. NÃO OCORRÊNCIA. Erro na base de cálculo não configura nulidade. CONCOMITÂNCIA ENTRE PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. PREÇO DE TRANSFERÊNCIA. CALCULO SEGUNDO INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 243/02. À esfera administrativa não cabe apreciar questões discutidas judicialmente com relação ao método de cálculo do PRL 60%, determinado pela Instrução Normativa SRF n°. 243/02. DEPÓSITO DO MONTANTE INTEGRAL. NÃO COMPROVAÇÃO. Somente o depósito integral devidamente comprovado suspende a exigibilidade do crédito tributário e a aplicação da multa de oficio. MÉTODO PRL 20%. Deve ser aplicado este método somente nas importações de bens que não sofrerão agregação de valores no Pais, conforme previsto no artigo 12, § 9º da IN 243/02. DIFERENÇAS NOS CÁLCULOS DOS PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA. Considerados os valores, por código de produto, dos ajustes realizados pelo contribuinte relativos aos excessos dos preços de transferência. MULTA AGRAVADA. 0 não atendimento pelo contribuinte, no prazo marcado, de intimação para atender o previsto no artigo 959, do RIR/99, acarreta o agravamento da multa de oficio. PEDIDO DE DILIGÊNCIA. PRESCINDIBILIDADE. É prescindível a realização de diligência que visa provar fatos passível de demonstração mediante mera apresentação de documentos. CSLL. O decidido quanto ao lançamento do IRPJ deve nortear a decisão do lançamento decorrente, tendo em vista que se origina dos mesmos elementos de prov.a Em relação à parcela exonerada, o Órgão julgador recorreu de ofício a este Colegiado. Fl. 3344DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0119.14337.EJ0V. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16561.000057/200930 Resolução nº 1402000.234 S1C4T2 Fl. 5 4 Cientificada da decisão, a interessada apresentou recurso voluntário reiterando em essência as razões expedidas na peça impugnatória. É o Relatório. Fl. 3345DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0119.14337.EJ0V. Consulte a página de autenticação no final deste documento. Processo nº 16561.000057/200930 Resolução nº 1402000.234 S1C4T2 Fl. 6 5 Voto Conselheiro LEONARDO DE ANDRADE COUTO No entendimento de que a colocação da embalagem no bem importado caracterizaria industrialização, a Fiscalização recalculou no PRL60 os ajustes feitos pelo sujeito passivo no método PRL20 em relação aos produtos embalados. O posicionamento do Fisco é questão controversa nesta Corte. Se, em tese, a turma decidir favoravelmente ao sujeito passivo na matéria, seria importante que estivessem bem definidos quais produtos ou insumos foram originariamente submetidos ao PRL20 pelo sujeito passivo e tiveram a apuração alterada pelo Fisco para PRL60. A princípio essa informação poderia ser obtida numa comparação da DIPJ com as planilhas elaboradas pela autoridade lançadora. Entretanto, ao contrário da planilha, na Declaração não consta o código do produto o que dificulta a correlação, tendo em vista envolver produtos farmacêuticos com muitas especificidades. Poderseia alegar que o acórdão recorrido fez essa distinção, pois os anexos constante da decisão fazem uma separação condizente com tal fato. Entretanto, confesso que o exame das planilhas não me foi suficiente para chegar ao mesmo entendimento. Sendo assim, minha proposta de voto é no sentido de converter o julgamento do recurso em diligência solicitando à autoridade lançadora que relacione, para cada ano calendário, quais produtos (ou insumos) foram originalmente sujeitos à apuração do método PRL20, pelo sujeito passivo, apuração essa desprezada pelo Fisco e substituída pelo PRL60. Adicionalmente, a autoridade fiscal deve intimar a interessada a apresentar memória de cálculo do valor depositado judicialmente, com vistas a esclarecer qual montante da exigência estaria por ele abrangido. Leonardo de Andrade Couto – Relator Fl. 3346DF CARF MF Documento de 5 página(s) assinado digitalmente. Pode ser consultado no endereço https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx pelo código de localização EP18.0119.14337.EJ0V. Consulte a página de autenticação no final deste documento. PÁGINA DE AUTENTICAÇÃO O Ministério da Fazenda garante a integridade e a autenticidade deste documento nos termos do Art. 10, § 1º, da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 e da Lei nº 12.682, de 09 de julho de 2012. Documento produzido eletronicamente com garantia da origem e de seu(s) signatário(s), considerado original para todos efeitos legais. Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001. Histórico de ações sobre o documento: Documento juntado por LEONARDO DE ANDRADE COUTO em 13/12/2013 15:21:00. Documento autenticado digitalmente por LEONARDO DE ANDRADE COUTO em 13/12/2013. Documento assinado digitalmente por: LEONARDO DE ANDRADE COUTO em 13/12/2013. Esta cópia / impressão foi realizada por MARIA MADALENA SILVA em 18/01/2019. Instrução para localizar e conferir eletronicamente este documento na Internet: EP18.0119.14337.EJ0V Código hash do documento, recebido pelo sistema e-Processo, obtido através do algoritmo sha1: 7A2A6807D5A9CB3029F1DF11B56B880B9CAD9AE9 Ministério da Fazenda 1) Acesse o endereço: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx 2) Entre no menu "Legislação e Processo". 3) Selecione a opção "e-AssinaRFB - Validar e Assinar Documentos Digitais". 4) Digite o código abaixo: 5) O sistema apresentará a cópia do documento eletrônico armazenado nos servidores da Receita Federal do Brasil. página 1 de 1 Página inserida pelo Sistema e-Processo apenas para controle de validação e autenticação do documento do processo nº 16561.000057/2009-30. Por ser página de controle, possui uma numeração independente da numeração constante no processo.
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Numero do processo: 10830.008682/2002-50
Data da sessão: Tue Jan 25 00:00:00 UTC 2011
Numero da decisão: 1801-000.053
Decisão: Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o
julgamento em diligência. Vencida a Conselheira Relatora Maria de Lourdes Ramirez, que nega provimento ao recurso. Designada a Conselheira Carmen Ferreira Saraiva para redigir o voto vencedor.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência. Vencida a Conselheira Relatora Maria de Lourdes Ramirez, que nega provimento ao recurso. Designada a Conselheira Carmen Ferreira Saraiva para redigir o voto vencedor. (assinado digitalmente) _________________________________________ Ana de Barros Fernandes – Presidente (assinado digitalmente) _________________________________________ Maria de Lourdes Ramirez – Relator (assinado digitalmente) _________________________________________ Carmen Ferreira Saraiva – Redator Designado Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Carmen Ferreira Saraiva, Guilherme Pollastri Gomes da Silva, Maria de Lourdes Ramirez, Marcos Vinicius Barros Ottoni, Sandra Maria Dias Nunes e Ana de Barros Fernandes. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 11/04/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 11/04/2011 por CARMEN FERREIRA SAR AIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10830.008682/200250 Resolução n.º 180100.053 S1TE01 Fl. 136 2 Relatório. Tratase de Recurso Voluntário interposto contra a decisão da 1ª Turma da Delegacia de Julgamento em Campinas/SP que, por unanimidade de votos, indeferiu a manifestação de inconformidade da interessada apresentada contra a decisão que negou o seu pleito de inclusão retroativa à 10/10/2000 no Simples Federal, exarada pelo SECAT da DRF em Campinas/SP, ao argumento de praticar a empresa atividades vedadas para ingresso no sistema e possuir débito inscrito junto à PGFN. Na manifestação de inconformidade apresentada contra o indeferimento do pleito a interessada alega que houve emprego de analogia com fim de cobrança de tributos e que as atividades descritas nos seus estatutos sociais não são necessariamente praticadas e representariam mera expectativa de poderem um dia vir a ser exercidas. Afirma ainda que o débito questionado foi objeto de parcelamento, cujas prestações tem sido honradas pontualmente. Pelo Acórdão 0520.788 a 1a. Turma da DRJ em Campinas/SP indeferiu a solicitação da contribuinte ao argumento preliminar de que não se trataria de emprego de analogia mas, sim, de interpretação analógica, o que seria expressamente previsto e permitido pela Lei no. 9.317, de 1996. Consignou que os estatutos sociais da empresa representam uma declaração de vontade de seus signatários que ficam vinculados às suas disposições e que a partir das atividades neles consignadas, mormente aquelas descritas como “montagem de painéis elétricos, serviços técnicos de automação industrial, treinamento de capacitação profissional”, não se poderia afirmar de forma peremptória que tais prescindiriam de conhecimento técnico científico de engenheiros. Assim, apoiandose nas disposições do artigo 9 o, XIII, da Lei no. 9.713, de 1996 e artigos 1o., 8 o, 9o. e 12 da Resolução no. 218, de 29/06/1973, do CONFEA, concluiu que as atividades praticadas pela empresa, relacionadas a “montagem de painéis elétricos, serviços técnicos de automação industrial, treinamento de capacitação profissional” necessitariam de conhecimento técnicocientífico próprio de profissional de engenharia. Da mesma forma as atividades relacionadas a “serviços técnicos de perícia técnica relacionados à segurança do trabalho” e de “representação comercial” estariam literalmente previstas nas vedações do artigo 9 o, inciso XIII da Lei no. 9.713, de 1996. Cientificada, em 06/07/2007, do indeferimento de sua solicitação, como comprova o Aviso de Recebimento de fl. 88, apresenta, a contribuinte, em 03/08/2007, Recurso Voluntário em face deste Colegiado. Em preliminares alega que o litígio estaria subdividido em dois itens. O primeiro, de inclusão na sistemática do Simples Federal que teria sido formalizada em 28/02/2001 por meio da alteração na Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica – FCPJ, e que teria sido tacitamente aceita pela Receita Federal. Posteriormente, tal solicitação teria sido “complementada”, com o pedido de inclusão retroativa a 10/10/2000, formalizado pela petição de fl. 01. Assim, segundo alega, a inclusão no Simples “formalizada” por meio da alteração da FCPJ teria sido acatada pelo Fisco na data de sua formalização, ou seja, 28/02/2001, e restaria, a título de litígio, apenas a inclusão referente ao período de 10/10/2000 até 27/02/2001. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 11/04/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 11/04/2011 por CARMEN FERREIRA SAR AIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10830.008682/200250 Resolução n.º 180100.053 S1TE01 Fl. 137 3 Como conseqüência, a decisão de 1a. instância exarada pela DRJ teria extrapolado os limites do pedido, uma vez que no mérito teria sido apreciada alteração de objeto social da empresa procedida em alteração datada de 18/01/2005, assim como débito inscrito em dívida ativa da União em data posterior ao período que trataria do pedido de inclusão – 10/10/2000 a 28/02/2001 – o que causaria a nulidade da decisão da autoridade “a quo”. Ainda em preliminares alega a nulidade por emprego de analogia na interpretação de dispositivos de lei. No mérito argúi que os débitos objeto de inscrição em dívida teriam sido inseridos em parcelamento especial introduzido pela MP 303/2006. Nesse contexto, a regra especial que veio tratar do parcelamento – MP se sobreporia à regra geral do Simples – Lei no. 9.317/1996 que vedaria parcelamentos de débitos dessa modalidade, tornandoos inexigíveis. Quanto às atividades praticadas reitera todas as alegações produzidas na manifestação de inconformidade, pugnando, ao final, pelo deferimento do pleito. É o relatório. Voto Vencedor Conselheira Carmen Ferreira Saraiva – Redator Designado O recurso voluntário apresentado pela Recorrente atende aos requisitos de admissibilidade previstos nas normas de regência. Assim, dele tomo conhecimento. Compulsando os presentes autos, constato que não se encontram em condições de julgamento, pelas razões que passo a expor. A Recorrente discorda do procedimento fiscal ao argumento de que não presta serviço profissional que exija habilitação profissional de engenharia. Está registrado no Acórdão da 1ª TURMA/DRJ/CPS/SP nº 0517.791, de 12/06/2007, fls. 81/117: “Solicitação Indeferida”, fundamentada no fato de que a Recorrente presta serviço profissional assemelhado a engenheiro. Tendo em vista a controvérsia entre a alegação do Erário e o argumento da Recorrente, a realização da diligência se torna imprescindível para esclarecer a situação fática. Em face desta questão, com a observância do disposto no art. 18 do Decreto nº 70.235, de 1972, voto pela conversão do julgamento em diligência para que sejam tomadas as seguintes providências em relação ao período de 01/01/2000 de 31/12/2005: a) a Recorrente deve ser intimada a: a.1) apresentar as Notas Fiscais que comprovem a prestação de serviço profissional, dos cursos ministrados e das instalações de programas de computadores; a.2) apresentar os Contratos de Prestação de Serviços, inclusive dos cursos e elaboração de programas de computador; Fl. 3DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 11/04/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 11/04/2011 por CARMEN FERREIRA SAR AIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES Processo nº 10830.008682/200250 Resolução n.º 180100.053 S1TE01 Fl. 138 4 a.3) apresentar o Livro de Empregados; a.4) apresentar o conteúdo programático dos cursos profissionalizantes ministrados; a.5) apresentar as Notas Fiscais que comprovam a comercialização de programas de computados; a.6) apresentar o Contrato Social e alterações; b) a Unidade da Receita Federal do Brasil que jurisdiciona a Recorrente deve: b.1) caracterize a prestação do serviço profissional que a pessoa jurídica exerce mediante a qual a receita bruta é auferida no período; b.2) verificar no quadro de pessoal se há engenheiros ou técnicos com conhecimento, especialização e experiência profissional que os assemelhem a estes profissionais. b.3) verificar nos sistemas internos da RFB a apresentação de DSPSimples e recolhimentos efetuados por meio de DARFSimples e instruir os autos com os comprovantes. A autoridade fiscal designada ao cumprimento das diligências solicitadas deverá elaborar Relatório Fiscal sobre o fatos apurados. A Recorrente deve ser cientificada dos procedimentos referentes às diligências efetuadas e do Relatório Fiscal para que, desejando, se manifeste a respeito, com o objetivo de lhe assegurar o contraditório e a ampla defesa com os meios e recursos a ela inerentes (inciso LV do art. 5º da Constituição da República). (assinado digitalmente) _____________________________ Carmen Ferreira Saraiva Fl. 4DF CARF MF Emitido em 11/04/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 11/04/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ Assinado digitalmente em 11/04/2011 por MARIA DE LOURDES RAMIREZ, 11/04/2011 por CARMEN FERREIRA SAR AIVA, 11/04/2011 por ANA DE BARROS FERNANDES
score : 1.0
Numero do processo: 15922.000010/2008-86
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed May 11 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/02/2003 a 31/10/2003
RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO.
O recurso voluntário foi apresentando fora do prazo legal de 30 dias da ciência do acórdão de 1 instância, motivo pelo qual não poderá ser conhecido.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2403-000.551
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não
conhecer do recurso por intempestividade.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CID MARCONI GURGEL DE SOUZA
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ementa_s : CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/02/2003 a 31/10/2003 RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO. O recurso voluntário foi apresentando fora do prazo legal de 30 dias da ciência do acórdão de 1 instância, motivo pelo qual não poderá ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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INTEMPESTIVO. NÃO CONHECIMENTO. O recurso voluntário foi apresentando fora do prazo legal de 30 dias da ciência do acórdão de 1 instancia, motivo pelo qual não poderá ser conhecido. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Carlos Alberto Mees Stringari – Presidente. Cid Marconi Gurgel de Souza – Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos Alberto Mees Stringari, Ivacir Júlio de Souza, Cid Marconi Gurgel de Souza, Paulo Maurício Pinheiro Monteiro, Marcelo Magalhães Peixoto e Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Fl. 1DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto intempestivamente, às fls. 369 a 384 contra decisão da Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento de Campinas SP às fls.353 a 355, que julgou PROCEDENTE o lançamento oriundo do Auto de Infração – AI n° 35.889.6681, no valor de R$ 194.049,07 (cento e noventa e quatro mil, quarenta e nove reais e sete centavos) e excluiu do pólo passivo as demais empresas integrantes do suposto grupo econômico identificado pela fiscalização. Segundo o relatório fiscal às fls.04, a cobrança do AI referese ao descumprimento de obrigação acessória, qual seja, a distribuição de lucros aos sócios, estando a empresa em débito com a previdência social. Desta autuação, a recorrente foi notificada em 05/05/2006, de forma pessoal, e apresentou impugnação às fls.277 a 289, onde, em síntese: Alegou a existência da infração apontada, afirmando que informou e recolheu as contribuições devidas ao INSS, e apenas em alguns casos houveram pagamentos após a data própria do recolhimento, porém foram recolhidos com todos os acréscimos de mora; Refutou a multa aplicada, requerendo a redução da multa a 50% do valor dos créditos previdenciários que foram pagos em atraso; Pugnou a caracterização de grupo econômico realizada pelo autuante, afirmando que não se vislumbra qualquer comunicabilidade ou entrosamento comercial, fiscal, trabalhista, previdenciário e social sua com as empresas mencionadas. Discorreu sobre a constituição e surgimento da empresa, aduzindo possuir personalidade própria, objeto distinto, sócios diferentes, com o fito de corroborar a descaracterização de grupo econômico; Requereu a anulação da ação fiscal, e subsidiariamente, se assim não fosse o entendimento, a redução da multa ao percentual de 50% do valor dos créditos pagos em atraso; Ainda, suscitou a exclusão da empresa do grupo econômico mencionado pelo auditor fiscal. Instada a manifestarse acerca da matéria, a 6 Turma da DRJ de Campinas proferiu acórdão (n° 0521.730) nos seguintes termos: ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Período de apuração: 01/02/2003 a 31/10/2003 PREVIDENCIÁRIO. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. EMPRESA EM DÉBITO. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. IMPOSSIBILIDADE. DESCUMPRIMENTO. Fl. 2DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 15922.000010/200886 Acórdão n.º 2403000.551 S2C4T3 Fl. 113 3 MULTA. Constitui infração, punível com multa pecuniária, a empresa distribuir lucros, se em débito com a Seguridade Social. ATENUAÇÃO. NÃO CORREÇÃO DA FALTA. IMPOSSIBILIDADE. A não correção da falta constitui óbice à atenuação da multa. RELEVAÇÃO DA PENA. NÃOATENDIMENTO DE TODOS OS REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE. A não correção da falta, por si só, impede a relevação da multa. Isto porque o direito a tal benefício requer o cumprimento, cumulativo, de outros requisitos. GRUPO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. INEXISTÊNCIA. Inexiste responsabilidade solidária das empresas integrantes de grupo econômico, relativamente à multa decorrente do descumprimento de obrigação previdenciária acessória. Lançamento Procedente Irresignada com a decisão supra, a recorrente interpôs recurso voluntário às fls. 369 a 384, referendando todos os argumentos defensórios já apresentados na impugnação, e inclusive: Alegou que para a comprovação da infração imputada é imprescindível a comprovação de quais débitos a empresa seria supostamente devedora, sendo necessário que o Auditor Fiscal demonstrasse quais são os períodos de apuração, quanto aos quais, a empresa encontrarseia supostamente em débito; Ressaltou que contra a empresa foi lavrada a Notificação Fiscal de Lançamento de Débito (NFLD) n.° 35.835.2959 (Processo n.° 37311.011282/200590), em dezembro de 2005, na qual se pleiteia contribuições previdenciárias descontadas dos valores pagos aos segurados empregados e de contribuições descontadas dos valores pagos ou creditados aos segurados individuais (autônomos) — período entre dezembro de 1998 a outubro de 2004. Neste sentido, informou que a referida NFLD ainda está em fase de julgamento, convertido em diligência, haja vista que o mesmo Fiscal deixou de considerar pagamentos efetuados durante todo o período, inclusive relativos ao anocalendário de 2003. Diante disso, requereu a declaração da suspensão da exigibilidade do crédito tributário de acordo com o art. 151, III do CTN,, afirmando que não haveria como a empresa estar, no ano 2003, sujeita à atividade fiscalizatória, à época, da Auditoria Fiscal da Previdência Social e, portanto, diante da pendência do julgamento final desta NFLD, ou seja, não Fl. 3DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 4 poderia a empresa vir a ser autuada pelo presente Auto de Infração sob análise; Por fim, arrazoando sobre a livre iniciativa e a impossibilidade de intervenção na atividade econômica da empresa, afirmou que a distribuição de lucros é um direito dos sócios assegurado para remunerar o capital investido na empresa, de modo que faz parte das consequências da atividade empresarial. É o relatório. Fl. 4DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI Processo nº 15922.000010/200886 Acórdão n.º 2403000.551 S2C4T3 Fl. 114 5 Voto Conselheiro Cid Marconi Gurgel de Souza, Relator. I – DA INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO VOLUNTÁRIO: Cabe destacar que os processos administrativos que tramitam neste Contencioso são regidos pelas regras do Decreto n° 70.235/72, espécie normativa que regula o processo administrativo fiscal em âmbito federal. Desse modo, as regras previstas neste Decreto deverão ser seguidas sob pena de sua violação constituir hipótese de não admissibilidade de impugnações e/ou recursos. No caso em tela, a empresa teve ciência do Acórdão n° 0521.730 na data de 06/05/2008 mediante Aviso de Recebimento (fls.356 e 357), sendo tal intimação admitida pelo Decreto, in verbis: Art. 23. Farseá a intimação: (...) II por via postal, telegráfica ou por qualquer outro meio ou via, com prova de recebimento no domicílio tributário eleito pelo sujeito passivo. Assim, realizada a intimação, se o sujeito passivo pretender, poderá interpor recurso voluntário a contar da data da ciência do acórdão. Então vejamos a previsão do Decreto, in verbis: Art. 33. Da decisão caberá recurso voluntário, total ou parcial, com efeito suspensivo, dentro dos trinta dias seguintes à ciência da decisão A ciência da decisão ocorreu em 06/05/2008 através de Aviso de Recebimento (fls.356 e 357), e o recurso voluntário foi protocolado em 06/06/2008 (vide informação às fls.409 Entretanto, o prazo para apresentação de recurso expirouse em 05/06/2008 (30 dias a contar de 07/05/2008 1º dia útil após 06/05/2008), segundo o art.5° e parágrafo único do Decreto n° 70.235/72, razão pela qual o recurso não poderá ser conhecido. Desse modo, percebese que houve interposição do recurso voluntário fora do prazo legal, motivo pelo qual não poderá nem sequer ser conhecido para apreciação de mérito. Fl. 5DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI 6 CONCLUSÃO: Voto pelo NÃOCONHECIMENTO do recurso voluntário em razão de sua intempestividade. É como voto. Cid Marconi Gurgel de Souza. Fl. 6DF CARF MF Emitido em 01/06/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA Assinado digitalmente em 30/05/2011 por CID MARCONI GURGEL DE SOUZA, 31/05/2011 por CARLOS ALBERTO M EES STRINGARI
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Numero do processo: 12268.000139/2007-86
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Jun 07 00:00:00 UTC 2011
Data da publicação: Wed Jun 08 00:00:00 UTC 2011
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Data do Fato Gerador: 28/11/2007
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. APRESENTAÇÃO DE INFORMAÇÕES À
FISCALIZAÇÃO
Constitui infração a empresa deixar a empresa de prestar à fiscalização todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida
Numero da decisão: 2403-000.577
Decisão: ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar
provimento ao recurso.
Matéria: Outros imposto e contrib federais adm p/ SRF - ação fiscal
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
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APRESENTAÇÃO DE INFORMAÇÕES À FISCALIZAÇÃO Constitui infração a empresa deixar a empresa de prestar à fiscalização todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, Por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Presidente/Relator Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Ivacir Julio de Souza, Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro, Jhonatas Ribeiro da Silva, Marthius Sávio Cavalcante Lobato e Marcelo Magalhães Peixoto Fl. 585DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 2 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Federal do Brasil de Julgamento em Porto Alegre, acórdão 1016.739 7ª Turma, que julgou procedente o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária acessória. Segundo o Relatório Fiscal da Infração, a autuação decorreu do fato de a empresa não ter apresentado os seguintes documentos: 1. No decorrer da ação fiscal realizada no contribuinte: Associação Paranaense de Reabilitação APR, CNPJ: 76.557.891/000143, instaurada pelo Mandado de Procedimento Fiscal — MPF n° 09412977, de 19/07/2007, (intimação do sujeito passivo em 25/07/2007, referido contribuinte foi devidamente intimado para apresentar os Relatórios anuais de atividades dos anos 2000 a 2006 (exigíveis conforme Lei 8.212/91, artigo 55, inciso V, bem como para apresentar os Pareceres de Auditoria Independente conforme Decreto 2.536/98, artigo 5°., referentes aos anos de 2000 a 2006, e ainda decretos de utilidade pública a fim de propiciar verificação da regularidade do contribuinte como Entidade Beneficente de Assistência Social em relação às obrigações previstas no artigo 55 da Lei n 8.212, de 24.07.91. Decorridos os prazos concedidos no Termo de Início da Ação Fiscal — TIAF (de 25/07/2007) e no TIAD (de 20/11/2007), não foram apresentados os documentos solicitados. A descrição da infração, o dispositivo legal infringido, o dispositivo legal da multa aplicada e o valor da multa foram assim apresentados à recorrente: DESCRIÇÃO SUMÁRIA DA INFRAÇÃO E DISPOSITIVO LEGAL INFRINGIDO Deixar a empresa de prestar ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários a fiscalização, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, III, combinado com o art. 225, III, do Regulamento da . Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99. Para empresa que utiliza sistema de processamento eletrônico de dados, conforme previsto na Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 32, III e na Lei n. 10.666, de 08.05.03, art. 8., combinados com o art. 225, III e parágrafo 22 (acrescentado pelo Decreto n. 4.729, de 09.06.2003) do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, a partir de 01/07/2003. DISPOSITIVO LEGAL DA MULTA APLICADA Lei n. 8.212, de 24.07.91, art. 92 e art. 102 e Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048, de 06.05.99, art. 283, II, "b" e art. 373. Fl. 586DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12268.000139/200786 Acórdão n.º 2403000.577 S2C4T3 Fl. 586 3 DISPOSITIVOS LEGAIS DA GRADAÇÃO DA MULTA APLICADA Art. 292, inciso I, do RPS. VALOR DA MULTA: R$ 11.951,21 Inconformada com a decisão da DRJ, a recorrente apresentou recurso voluntário onde alega, em síntese, que: • Argüise de plano preliminar a nulidade da procedimento fiscal, por este não descrever o dispositivo de Lei infringido e adequado para tipificar a conduta supostamente indevida do contribuinte, nele constando apenas disposição genérica de que a conduta do contribuinte não é permitida pela legislação e a penalidade imposta, em afronta ao princípio constitucional da legalidade (art. 5, II e 150, I, da CF/88), constituindo, em última análise, o cerceamento de defesa. • Os artigos mencionados não fazem referência aos fatos, inexistindo, assim, o elemento essencial para convalidar a decisão administrativa. • Não foi identificada e provada qualquer omissão do contribuinte, que prestou todas as informações solicitadas, recolheu todos os tributos devidos, e prontamente apresentou documentação complementar solicitada. • Falta do mandado de procedimento fiscal. • A apresentação dos documentos ocorreu de maneira tempestiva. • A fixação de prazo exíguo para o cumprimento da obrigação, 3 dias, é medida arbitrária e fere a razoabilidade. • Foi aplicada penalidade máxima, mesmo inexistindo agravante. É o Relatório. Fl. 587DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 4 Voto Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões levantadas pela recorrente. PRELIMINARES NULIDADES Alega a recorrente que o lançamento não contém descrição do dispositivo de Lei infringido e adequado para tipificar a conduta supostamente indevida do contribuinte. Veremos que tal alegação não procede. O dispositivo legal infringido está presente na primeira folha do processo, conforme apresentado acima no relatório, em documento entregue pessoalmente ao representante da recorrente em 29/11/2007 e registra o inciso III, do artigo 32 da Lei 8.212/91, cuja redação da época do lançamento é abaixo apresentada: Art. 32. A empresa é também obrigada a: III prestar ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e ao Departamento da Receita Federal DRF todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. Complementarmente, o Relatório Fiscal da Infração especifica os documentos não apresentados. Abaixo reproduzo novamente o texto. 1. No decorrer da ação fiscal realizada no contribuinte: Associação Paranaense de Reabilitação APR, CNPJ: 76.557.891/000143, instaurada pelo Mandado de Procedimento Fiscal — MPF n° 09412977, de 19/07/2007, (intimação do sujeito passivo em 25/07/2007, referido contribuinte foi devidamente intimado para apresentar os Relatórios anuais de atividades dos anos 2000 a 2006 (exigíveis conforme Lei 8.212/91, artigo 55, inciso V, bem como para apresentar os Pareceres de Auditoria Independente conforme Decreto 2.536/98, artigo 5°., referentes aos anos de 2000 a 2006, e ainda decretos de utilidade pública a fim de propiciar verificação da regularidade do contribuinte como Entidade Beneficente de Assistência Social em relação às obrigações previstas no artigo 55 da Lei n 8.212, de 24.07.91. Decorridos os prazos concedidos no Termo de Início da Ação Fiscal — TIAF (de 25/07/2007) e no TIAD (de 20/11/2007), não foram apresentados os documentos solicitados. Fl. 588DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Processo nº 12268.000139/200786 Acórdão n.º 2403000.577 S2C4T3 Fl. 587 5 Outro ponto de nulidade alegado é a falta do Mandado de Procedimento Fiscal. Análise dos documentos que compõe o processo identifica à folha 6 o MANDADO DE PROCEDIMENTO FISCAL FISCALIZAÇÃO N° 09412977F00, recebido pela presidente da recorrente em 25/07/2007 e à folha 7 o DEMONSTRATIVO DE EMISSÃO E PRORROGAÇÃO DE MPF AUDITORIA PREVIDENCIÁRIA, emitido em 18/07/2007. Entendo improcedente a alegação. MÉRITO Registra o Relatório Fiscal da Infração, que a empresa deixou de prestar à Administração Tributária as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse do mesmo, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. Alega a recorrente que a apresentação dos documentos ocorreu de maneira tempestiva e que a fixação de prazo exíguo para o cumprimento da obrigação, 3 dias, é medida arbitrária e fere a razoabilidade. Veremos que neste ponto também não cabe razão à recorrente. Especificamente os documentos não apresentados, listados no Relatório Fiscal da Infração são os seguintes: • Relatórios anuais de atividades dos anos 2000 a 2006; • Pareceres de Auditoria Independente, referentes aos anos de 2000 a 2006; • Decretos de utilidade pública. Analisando os documentos que compõe o processo, encontramos às folhas 8 e 9 o Termo de Início da Ação Fiscal — TIAF (de 25/07/2007), recebido pela presidente da recorrente, contendo intimação para apresentar “Decreto e leis de utilidade pública”. À folha 10, encontramos Termo de Intimação para Apresentação de Documentos – TIAD, de 20/11/2007, recebido pelo Secretário Executivo da recorrente, intimando a apresentar os Relatórios anuais de atividades dos anos 2000 a 2008 e os Pareceres de auditoria independente referentes aos anos 2000 a 2006. Por fim, no dia 28/11/2007, foi lavrado o Auto de Infração pela não apresentação dos documentos (folha 1). Entendo que ocorreu a infração e correta a aplicação da multa. Valor da Multa Fl. 589DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI 6 Alega a recorrente que foi aplicada penalidade máxima, mesmo inexistindo agravante. O que se observa no processo é que em obediência ao Art. 292, inciso I, do Regulamento da Previdência Social RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048/99, devido à ausência de agravantes foi aplicada a multa mínima prevista no art. 283, II, "b" do RPS, com o reajuste previsto no artigo 373 também do RPS. CONCLUSÃO À vista do exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 590DF CARF MF Emitido em 20/07/2011 pelo Ministério da Fazenda Autenticado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI Assinado digitalmente em 19/07/2011 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
score : 1.0
Numero do processo: 13888.004093/2009-00
Turma: Segunda Turma Ordinária da Quarta Câmara da Primeira Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Fri Mar 16 00:00:00 UTC 2012
Numero da decisão: 1402-000.110
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento à luz do art. 62-A do Anexo II, do RICARF, e do § único do art. 1º da Portaria CARF nº 1, de 03.01.2012.
Nome do relator: FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 10; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1369; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C4T2 Fl. 155 1 154 S1C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13888.004093/200900 Recurso nº 906.345 Resolução nº 140200.110 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Data 16 de março de 2012 Assunto IRPJ Sigilo Bancário Recorrente CONTROL EMPREENDIMENTOS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, sobrestar o julgamento à luz do art. 62A do Anexo II, do RICARF, e do § único do art. 1º da Portaria CARF nº 1, de 03.01.2012. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Participaram da sessão de julgamento os Conselheiros: Antônio José Praga de Souza, Carlos Pelá, Frederico Augusto Gomes de Alencar, Moises Giacomelli Nunes da Silva, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira e Albertina Silva Santos de Lima. Fl. 173DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por ALBER TINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13888.004093/200900 Resolução n.º 140200.110 S1C4T2 Fl. 156 2 CONTROL Empreendimentos Ltda recorre a este Conselho contra decisão de primeira instância proferida pela 5ª Turma da DRJ Ribeirão Preto/SP, pleiteando sua reforma, com fulcro no artigo 33 do Decreto nº 70.235 de 1972 (PAF). Por pertinente, transcrevo o relatório da decisão recorrida (verbis): “Contra a empresa acima identificada foram lavrados autos de infração exigindo lhe o Imposto de Renda (IRPJ) no valor de R$ 197.160,95 (fl. 67), Contribuição para o PIS/PASEP de R$ 16.721,87 (fl. 75), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) de R$ 77.177,99 (fl. 83) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de R$ 74.090,92 (fl. 91), acrescidos de juros de mora e multa de ofício qualificada de 150%, totalizando o crédito tributário de R$ 1.110.768,85 (fl. 01), em virtude da constatação de omissão de receita operacional por serviços prestados, com fundamento no art. 532 e 537 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99), aprovado pelo Decreto n° 3.000, de 1999. A empresa, em 31/03/2009, por meio de seu sócioadministrador Alexandre Salvador Aversa, tomou ciência do Termo de Início de Fiscalização (fls. 03 e 04), por meio do qual ela foi intimada a apresentar diversos documentos e livros, entre eles, os livros Caixa ou Diário e Razão, Registro de Entradas e de Saídas, notas fiscais, faturas e recibos de mãode obra ou serviços prestados, extratos das contas bancárias, etc, tendo sido apresentados, em 28/04/2009, apenas parte dos documentos solicitados, aqueles relacionados à fl. 05, entre eles as notas fiscais (4a via) transcritas à fl. 08. Novamente intimada em 29/04/2009 para o mesmo fim (fls. 06), a empresa não se manifestou. Em razão da não apresentados dos extratos bancários, foram os mesmos solicitados ao UNIBANCO, em consonância com a Lei Complementar n° 105, art. 6º, de 2001, regulamentada pelo Decreto n° 3.724/2001, tendo a instituição financeira apresentado os extratos da conta corrente n° 1216572, mantida na agência 0028 do Unibanco, anexados às fls. 30/52. Em 24/09/2009 foi a empresa intimada a comprovar a origem dos depósitos/créditos na referida conta e também a destinação dos valores dos débitos, conforme planilha individualizados dos valores (fls. 11/12). A empresa não se manifestou. A fiscalização, ao confrontar os valores líquidos das notas fiscais fatura de serviços apresentadas pela contribuinte e relacionadas à fl. 50 com os créditos constantes nos extratos bancários, constatou que a maior parte dos valores indicados como transferência via TED Banespa Prefeitura (principal cliente) guardava correspondência com os valores líquidos das notas fiscais. Diante disso, a fiscalização, com fulcro no art. 532 e 537 do RIR/99, considerou os valores brutos das notas fiscais relacionados à fl. 50 como receita omitida de prestação de serviços para fins de lançamento, tendo em vista que a contribuinte deixou de informar qualquer receita na sua Declaração de Informações EconômicoFiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ), objeto do presente processo. Para os demais créditos bancários, relacionados às fls. 51/52 e destacados em negrito, cuja origem não foi identificada, nem comprovada pela contribuinte apesar de ter sido intimada, foram considerados como receita omitida com fulcro no art. 42 da Lei n° 9.430, de 1996. Esta matéria foi tratada no processo de n° 13888.004092/200957. Para fins de apuração do IRPJ e da CSLL foi arbitrado o lucro da empresa, com fundamento no art. 530, III, do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99), aprovado pelo Decreto n° 3.000, de 26/03/1999, tendo em vista que a empresa deixou de apresentar os livros e diversos documentos de sua escrituração contábil. Fl. 174DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por ALBER TINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13888.004093/200900 Resolução n.º 140200.110 S1C4T2 Fl. 157 3 Sobre os valores dos tributos e contribuições foi aplicada a multa qualificada de 150% ao seguinte argumento: A empresa deixou de declarar tempestivamente os fatos geradores de suas obrigações tributárias, e ainda o fez após o inicio do procedimento fiscal com a intenção de elidirse da sonegação fiscal, e considerandose ainda que a empresa deixou de apresentar diversos documentos e livros fiscais, aplicase a multa de ofício qualificada de 150%prevista no inciso IIdo art. 44 da Lei n° 9.430/96. Cientificada dos lançamentos em 22/12/2009, a empresa, por meio de seu procurador legalmente constituído, Dr. Marcos Marcelo de Moraes e Matos (Procuração de fl. 112), apresentou em 21/01/2010 a impugnação de fls. 102/111, alegando, inicialmente, que em razão de atraso nos recebimentos pelos serviços prestados, a empresa não conseguiu adimplir os tributos devidos, nem suas obrigações com o responsável pela sua contabilidade, o que tornou a empresa irregular nos seus registros contábeis, inclusive não foram localizados diversos documentos, apenas as notas fiscais entregues ao Auditor Fiscal. Contestou o arbitramento do lucro alegando que os documentos oferecidos foram suficientes para comprovar sua receita bruta, mesmo sem estarem acompanhados dos documentos fiscais competentes, e que a retificação das DCTF tem por fim a regularização das informações a fim de evitar a apuração dos tributos com base no lucro arbitrário. Por fim, solicitou que seja anulado o lançamento porque não observou o regime de tributação eleito pela contribuinte que é o lucro presumido. Contestou a multa aplicada de 150% alegando que reconhece as irregularidades ocorridas e o inadimplemento dos tributos federais devidos, mas não teve o intuito de fraude, mas de desorganização motivada pela falta de recursos, e que o intuito de fraude não é conduta que se presume e não há nos autos prova de qualquer ato da defendente tendente a dificultar o bom andamento da fiscalização, razão pela qual solicitou a redução da multa para 75%. Em síntese, este é o relatório.” A decisão de primeira instância, representada no Acórdão da DRJ nº 1431.520 (fls. 122128) de 11/11/2010, por unanimidade de votos, julgou procedente o lançamento. A decisão foi assim ementada. ... “OMISSÃO DE RECEITA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. ÔNUS DA PROVA. Por presunção legal contida na Lei 9.430, de 27/12/1996, art. 42, os depósitos efetuados em conta bancária, cuja origem dos recursos depositados não tenha sido comprovada pelo contribuinte mediante apresentação de documentação hábil e idônea, caracterizam omissão de receita. Se o ônus da prova, por presunção legal, é do contribuinte, cabe a ele a prova da origem dos recursos utilizados para acobertar seus depósitos bancários, que não pode ser substituída por meras alegações. MULTA DE OFÍCIO QUALIFICADA. APLICABILIDADE. A não escrituração de suas atividades operacionais e a prática reiterada de apresentar Declaração de Informações EconômicoFiscais (DIPJ) "zeradas" quando comprovadamente auferiu receitas, não deixa dúvida da intenção dolosa da contribuinte de ocultar o conhecimento por parte da Fazenda Pública dos fatos gerados dos tributos e Fl. 175DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por ALBER TINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13888.004093/200900 Resolução n.º 140200.110 S1C4T2 Fl. 158 4 contribuições e, com isso, eximirse do pagamento dos tributos, o que caracteriza evidente intuito de sonegação, implicando na qualificação da multa de ofício. ARBITRAMENTO. Justificase o arbitramento quando a contribuinte deixa de apresentar os livros e documentos da escrituração comercial e fiscal, ou o Livro Caixa.” Contra a aludida decisão, da qual foi cientificada em 11/02/2011 (A.R. de fl. 151), a interessada interpôs recurso voluntário em 11/03/2011 (fls. 152163) onde repisa os argumentos trazidos em sede de impugnação, acrescentando questão preliminar sobre a impossibilidade de quebra do seu sigilo bancário da maneira como procedeu a fiscalização. É o relatório. Fl. 176DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por ALBER TINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13888.004093/200900 Resolução n.º 140200.110 S1C4T2 Fl. 159 5 Conselheiro Frederico Augusto Gomes de Alencar. O recurso voluntário reúne os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Dele, portanto, tomo conhecimento. Há que se reconhecer, de início, que o presente processo traz, dentre outras, matéria relativa a acesso de dados bancários, sem ordem judicial, por parte da autoridade fiscal. Cito trecho do relatório da decisão recorrida. “... Em razão da não apresentados dos extratos bancários, foram os mesmos solicitados ao UNIBANCO, em consonância com a Lei Complementar n° 105, art. 6º, de 2001, regulamentada pelo Decreto n° 3.724/2001, tendo a instituição financeira apresentado os extratos da conta corrente n° 1216572, mantida na agência 0028 do Unibanco, anexados às fls. 30/52. ...” Passo a enfrentar esse tópico específico me valendo dos fundamentos, que adoto como razões de decidir neste Voto, apresentados pelo i. Conselheiro Moisés Giacomelli Nunes da Silva, que transcrevo abaixo. “Dentre as matérias afetas ao julgamento do presente processo, no que diz respeito ao princípio da legalidade do qual a autoridade administrativa não pode se afastar, está questão inerente ao acesso dos dados bancários, sem ordem judicial, por parte da autoridade fiscal. Em 15 de dezembro de 2010, ao julgar o Recurso Extraordinário nº 389.808/PR, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, por maioria, proferiu decisão que pode ser sintetizada na ementa abaixo transcrita, publicada no DJe086 em 10052011. Ementa SIGILO DE DADOS – AFASTAMENTO. Conforme disposto no inciso XII do artigo 5º da Constituição Federal, a regra é a privacidade quanto à correspondência, às comunicações telegráficas, aos dados e às comunicações, ficando a exceção – a quebra do sigilo – submetida ao crivo de órgão equidistante – o Judiciário – e, mesmo assim, para efeito de investigação criminal ou instrução processual penal. SIGILO DE DADOS BANCÁRIOS – RECEITA FEDERAL. Conflita com a Carta da República norma legal atribuindo à Receita Federal – parte na relação jurídico tributária – o afastamento do sigilo de dados relativos ao contribuinte. À luz do artigo 26A, § 6º, I, do Decreto nº 70.235, de 1972, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, a seguir transcrito, os Conselheiros do Carf somente podem deixar de aplicar lei sob o fundamento de inconstitucionalidade após o Supremo Tribunal Federal, por seu Plenário, em controle concentrado ou difuso, por decisão definitiva, ter reconhecido a inconstitucionalidade da norma. Art. 26A. No âmbito do processo administrativo fiscal, fica vedado aos órgãos de julgamento afastar a aplicação ou deixar de observar tratado, acordo internacional, lei ou decreto, sob fundamento de inconstitucionalidade.(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009). .... Fl. 177DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por ALBER TINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13888.004093/200900 Resolução n.º 140200.110 S1C4T2 Fl. 160 6 § 6º O disposto no caput deste artigo não se aplica aos casos de tratado, acordo internacional, lei ou ato normativo:(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) I – que já tenha sido declarado inconstitucional por decisão definitiva plenária do Supremo Tribunal Federal;(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) Ocorre que o acórdão exarado no julgamento do Recurso Extraordinário nº 389.808/PR, com a ementa acima transcrita, foi desafiado por embargos de declaração, com pedido de modificação da decisão. Pelo que apurei em pesquisa realizada em 28/01/2012, os citados embargos foram recebidos por despacho datado de 07/10/2011 e ainda encontramse pendentes de julgamento. Assim, por estarmos diante de acórdão do Plenário do Supremo Tribunal Federal que não transitou em julgado, com base na decisão resultante do RE 389.808/PR, não é possível, nesta instância administrativa, deixar de aplicar as disposições constantes na Lei Complementar nº 105, de 2001 e na Lei nº 10.174, de 2001. A questão relacionada à alegação de impossibilidade de acesso aos dados bancários também está em pauta no Recurso Extraordinário nº 601.314/MG. Em 20/11/2009, ao examinar o Recurso Extraordinário nº 601.314/MG, relatado pelo Ministro Ricardo Lewandowski, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, quanto à matéria, a existência de repercussão geral, nos termos do artigo 542B, do Código de Processo Civil. Neste sentido, segue a ementa da decisão: EMENTA: CONSTITUCIONAL. SIGILO BANCÁRIO. Fornecimento de informações sobre movimentação bancária de contribuintes, pelas instituições financeiras, diretamente ao fisco, sem prévia autorização judicial (lei complementar 105/2001). Possibilidade de aplicação da lei 10.174/2001 para apuração de créditos tributários referentes a exercícios anteriores ao de sua vigência. Relevância jurídica da questão constitucional. existência de repercussão geral. O tratamento a ser dispensado aos processos com repercussão geral encontrase no artigo 543B, do CPC, o qual transcrevo: Art. 543B. Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia, a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, observado o disposto neste artigo. (acrescentado pela Lei 11.418, de 2006). § 1º Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais recursos representativos da controvérsia e encaminhálos ao Supremo Tribunal Federal, sobrestando os demais até o pronunciamento definitivo da Corte. (grifei). § 2º Negada a existência de repercussão geral, os recursos sobrestados considerarseão automaticamente não admitidos. § 3º Julgado o mérito do recurso extraordinário, os recursos sobrestados serão apreciados pelos Tribunais, Turmas de Uniformização ou Turmas Recursais, que poderão declarálos prejudicados ou retratarse. § 4º Mantida a decisão e admitido o recurso, poderá o Supremo Tribunal Federal, nos termos do Regimento Interno, cassar ou reformar, liminarmente, o acórdão contrário à orientação firmada. Fl. 178DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por ALBER TINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13888.004093/200900 Resolução n.º 140200.110 S1C4T2 Fl. 161 7 § 5º O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal disporá sobre as atribuições dos Ministros, das Turmas e de outros órgãos, na análise da repercussão geral. Observo que reconhecida a repercussão geral, à luz do parágrafo único do artigo 543B, do CPC, cabe ao tribunal de origem, isto é, aos tribunais “a quo”, sobrestar os demais processos. O fato dos tribunais estaduais ou regionais poderem remeter ao STF um ou mais processo representativo da situação de repercussão geral não quer dizer que em relação aos demais exista necessidade de ato específico para que sejam sobrestados. O sobrestamento decorre da lei. Não se pode confundir o ato de selecionar processos representativos da controvérsia, para que o STF tenha pleno conhecimento da matéria, com o ato de sobrestamento dos demais processos. São duas situações distintas tratadas no parágrafo único do artigo 543B. O sobrestamento dos processos pendentes de julgamento nos tribunais estaduais ou regionais decorre da lei, isto é, no caso do STF, do artigo 543B, parágrafo único e, no caso do STJ, do art. 543C, parágrafo único, do CPC. Conforme observado anteriormente, cabe aos tribunais de origem suspender o processamento dos recursos especiais ou extraordinários quando versarem sobre matéria com repercussão geral reconhecida. Porém, não adotada tal providência, o relator poderá determinar formalmente que se a observe. Isto que está previsto no § 2o. do artigo 543C, que se refere ao STJ, mas igualmente adotado pelo STF que já expediu atos neste sentido. Do Regimento Interno do STF Quando da entrada em vigor dos artigos 543B e 543C, ambos do CPC, existia pendente de julgamento no STF e no STJ processos já admitidos pelos tribunais de origem. Em relação a estes processos ou a todos quanto chegarem ao STF tratando de matéria em relação a qual for reconhecida repercussão geral, aplicase o disposto no artigo 328 do Regimento Interno, a seguir transcrito: Art. 328. Protocolado ou distribuído recurso cuja questão for suscetível de reproduzirse em múltiplos feitos, o Presidente do Tribunal ou o Relator, de ofício ou a requerimento da parte interessada, comunicará o fato aos tribunais ou turmas de juizado especial, a fim de que observem o disposto no art. 543B do Código de Processo Civil, podendo pedirlhes informações, que deverão ser prestadas em 5 (cinco) dias, e sobrestar todas as demais causas com questão idêntica. Parágrafo único. Quando se verificar subida ou distribuição de múltiplos recursos com fundamento em idêntica controvérsia, o Presidente do Tribunal ou o Relator selecionará um ou mais representativos da questão e determinará a devolução dos demais aos tribunais ou turmas de juizado especial de origem, para aplicação dos parágrafos do art. 543B do Código de Processo Civil. (grifei). Quando do reconhecimento de repercussão geral no Recurso Extraordinário nº 601.314/MG, não identifiquei pronunciamento do relator ou do Presidente da Corte determinando a devolução de processos com a mesma matéria para que aguardassem o desfecho do citado Recurso Extraordinário. Quanto ao sobrestamento, na origem, dos processos com a mesma matéria, esta decorre do disposto na segunda parte do § 1o., do artigo 543B, CPC, que ao se reportar aos tribunais de origem usa as expressões “sobrestando os demais processos até o pronunciamento definitivo da corte.” (grifei). Fl. 179DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por ALBER TINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13888.004093/200900 Resolução n.º 140200.110 S1C4T2 Fl. 162 8 Há que se perceber a diferença entre: a) sobrestar os demais processos na origem (art. 543B, parágrafo único, do CPC) e; b) determinar a devolução dos demais aos tribunais de origem, para aplicação dos parágrafos do art. 543B do Código de Processo Civil (art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do STF). O sobrestamento na origem diz respeito aos processos que ainda não foram remetidos ao STF. A devolução de que trata o Regimento Interno do STF dáse quando os processos já estiverem no STF e este entender que eles devam ser devolvidos à origem até decisão daquele em relação ao qual foi reconhecida repercussão geral. Importante observar que o sobrestamento é para os processos ainda não remetidos ao STF. Quanto aos processos que se encontram no STF podem ocorrer duas situações: devolução à origem ou julgamento pela Corte. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o Recurso Extraordinário nº 389.808/PR, que inobstante tratar sobre matéria para a qual já havia sido reconhecido repercussão geral (RE 601.314/MG), foi julgado pela em 15122010. Ainda sobre o tema, o Ministro Ricardo Lewandowski, relator do processo acerca do sigilo bancário em relação ao qual foi reconhecida repercussão geral, em 19/10/2010, quando do exame do Agravo de Instrumento nº 765.714, proferiu decisão com o seguinte conteúdo: “Tratase de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: “TRIBUTÁRIO. SIGILO BANCÁRIO. LEI COMPLEMENTAR 105/2001. CONSTITUCIONALIDADE. VEDAÇÃO DA LEI 9.311/96 (ART. 11, § 3º). APROVEITAMENTO DE DADOS PARA CONSTITUIÇÃO DE TRIBUTOS. IMPOSSIBILIDADE. 1. A Lei 4.595/64 permitia o acesso aos agentes fiscais tributários de documentos, livros e registros de contas de depósitos quando houvesse processo instaurado e quando tais documentos fossem considerados indispensáveis pela autoridade competente. A jurisprudência se manifestou, afirmando que o processo seria o judicial e a autoridade competente seria a judiciária. 2. Em 2001, essa matéria foi alterada, tendo sido editada a Lei Complementar 105. Não há inconstitucionalidade nessa legislação, pois, na coexistência de dois bens ou valores protegidos constitucionalmente, devese sobrepor o que visa atender ao interesse público e não ao interesse privado. Os direitos fundamentais não são absolutos e podem sofrer abalo se colocados em conflito com outro valor que deva ter preferência. 3. A fiscalização pela autoridade administrativa é instrumento de arrecadação tributária pelo Estado, que, por sua vez, visa atender ao princípio da capacidade contributiva (tributando quem capacidade detém) e ao da isonomia (tributando todos aqueles que podem ser tributados), corolários dos objetivos da República de construção de uma sociedade justa e solidária e de redução das desigualdades sociais. 4. Diante do princípio da irretroatividade das leis, a utilização dos dados da CPMF para apuração de eventual crédito tributário relativo a tributos diversos é vedada para anos anteriores ao de 2001. Fatos ocorridos e já consumados não se regem por lei nova, mas sim pelas leis que vigoravam no seu tempo. Leis novas valem para o futuro. 5. Na redação original do art. 11, § 3º, da Lei 9.311/96, o legislador impunha à Secretaria da Receita Federal “o sigilo das informações prestadas” e vedava sua utilização para a Fl. 180DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por ALBER TINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13888.004093/200900 Resolução n.º 140200.110 S1C4T2 Fl. 163 9 constituição de crédito relativo a outros tributos. Tratavase de norma que impunha o sigilo e vedava a constituição de outros tributos com a utilização dos dados da CPMF, resguardando um direito do contribuinte, e sendo, portanto, norma material ou substantiva e não processual ou adjetiva sobre a qual se aplicaria o art. 144, § 1º, do Código Tributário Nacional. 6. Apelação provida em parte” (fls. 4950). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegouse ofensa, em suma, ao art. 5º, X e XII, da mesma Carta. No caso, o recurso extraordinário versa sobre matéria sigilo bancário, quebra. Fornecimento de informações sobre a movimentação bancária de contribuintes diretamente ao Fisco, sem autorização judicial (Lei complementar 105/2001, art. 6º). Aplicação retroativa da Lei 10.174/2001, que alterou o art. 11, § 3º, da Lei 9.311/96 e possibilitou que as informações obtidas, referentes à CPMF, também pudessem ser utilizadas para apurar eventuais créditos relativos a outros tributos, no tocante a exercícios anteriores a sua vigência cuja repercussão geral já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (RE 601.314RG/SP, de minha relatoria). Isso posto, preenchidos os demais requisitos de admissibilidade, dou provimento ao agravo de instrumento para admitir o recurso extraordinário e, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, determino a devolução destes autos ao Tribunal de origem para que seja observado o disposto no art. 543B do CPC, visto que no recurso extraordinário discutese questão idêntica à apreciada no RE 601.314RG/SP. (grifei). A devolução dos autos ao Tribunal de origem para que se aguarde a decisão do RE 601.314/MG, nos termos do 543B, do CPC, nada mais é do que o sobrestamento, atribuição que nos termos do artigo 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, é do relator ou do Presidente da Corte. Quanto ao processamento e julgamento junto ao Carf, o artigo 62A, § 1º e 2º, do Regimento Interno, assim dispõe: Art. 62 (...) § 1º Ficarão sobrestados os julgamentos dos recursos sempre que o STF também sobrestar o julgamento dos recursos extraordinários da mesma matéria, até que seja proferida decisão nos termos do art. 543B, do CPC. § 2º O sobrestamento de que trata o § 1º será feito de ofício pelo relator ou por provocação das partes. O artigo 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, prevê que nos casos em que se verificar a subida ou distribuição de múltiplos recursos com fundamento em idêntica controvérsia, tanto o relator quanto o Presidente do Tribunal podem determinar a devolução dos demais processos aos tribunais de origem, para aplicação dos parágrafos do art. 543B do Código de Processo Civil. No caso do AI 765714/SP, o relator do Recurso Extraordinário nº 601.314/MG, processado pelo regime da repercussão geral, determinou o retorno à origem para que os autos do AI 765714/SP ficasse sobrestado, observandose o disposto no art. 543B do CPC, visto que no recurso discutese questão idêntica à apreciada no RE 601.314 RG/SP. No momento em que o Ministrorelator do Recurso Extraordinário nº 601.314/MG, com repercussão geral, no A.I. 765.714/SP determinou o retorno dos autos à origem para observarse o disposto no artigo 543B, do CPC, a conclusão a que chego é que tal procedimento corresponde ao sobrestamento previsto no artigo 62A, § 1º, do Regimento Interno do Carf.” Fl. 181DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por ALBER TINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13888.004093/200900 Resolução n.º 140200.110 S1C4T2 Fl. 164 10 Por todo o exposto, voto por sobrestar o julgamento do presente processo, à luz do art. 62A do Anexo II, do RICARF, e do § único do art. 1º da Portaria CARF nº 1, de 03/01/2012. Sala das Sessões, em 16 de março de 2012. (assinado digitalmente) Frederico Augusto Gomes de Alencar Relator. Fl. 182DF CARF MF Impresso em 01/10/2014 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 12/04/2012 por FREDERICO AUGUSTO GOMES DE ALENCAR, Assinado digitalmente em 16/04/2012 por ALBER TINA SILVA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 11543.003335/2003-10
Data da sessão: Wed Nov 04 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed Nov 04 00:00:00 UTC 2009
Numero da decisão: 1801-000.012
Decisão: Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o
julgamento em diligência, nos teinios do voto da Relatora, Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira. Ausente, justificadamente, a Conselheira Cheryl Berno.
Matéria: IRPJ - glosa de compensação de prejuízos fiscais
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Recorrida 3' TURMA/DRJ-RIO DE JANEIRO/RJ I Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por maioria de votos, converter o julgamento em diligência, nos teinios do voto da Relatora, Ausente, momentaneamente, o Conselheiro Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira. Ausente, justificadamente, a Conselheira Cheryl Berno. ANA DE BARROS FERNANDES - Presidente e Relatora EDITADO EM: 2 ,N,4 A fl Participaram da presente sessão de julgamento os Conselheiros: Marcelo Cuba Netto, Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira, Marcos Antônio Pires, Rogério Garcia Peres, Marcos Vinícius Barros Ottoni e Ana de Barros Fernandes. Processo n° 11543.003335/2003-10 SI-C1T1 Resolução n.° 1801-00.012 Fl. 2 RELATÓRIO e VOTO A empresa foi autuada devido a inconsistências verificadas pelo sistema de acompanhamento dos saldos acumulados de prejuízos fiscais e lucro inflacionário — SAPLI, em relação às DIPJ relativas aos anos-calendários de 1998 e 1999. Duranta a ação fiscal a empresa solicitou prazo para esclarecer as divergências, mas discorridos mais de 70 (setenta) dias nada apresentou. O Auto de Infração e documentos que o inte gram foram juntados às fls. 79 a 86. A empresa impugnou o feito fiscal alegando que as inconsistências verificadas no Sapli não eram pertinentes, demonstrando que possuía prejuízo fiscal suficiente, escriturado na parte "B" do Lalur e que em relação a outro ano incorreu em erro de preenchimento na DIPJ lançando o valor do prejuízo acumulado em urna linha, quando deveria ter lançado em outra, devido ao período — fls. 91 a 98. Às fls. 204 a turma de julgamento de primeira instância converteu o julgamento em diligência — Resolução DRJ/RJO n° 054/06 — para que a autoridade lançadora confrontasse os documentos juntados em impugnação, e esclarecimentos prestados, aos valores registrados no Sapli. Na realização da diligência, fls. 208 a 264, a autoridade fiscal designada decompôs todos os saldos dos prejuízos fiscais, atividade rural, acumulados desde o ano- calendário de 1986 a 1996, em vista dos Livros "Lalur" e DIPJ apresentados pela empresa. Conclui no Relatório de Diligência de fls. 258 a 264 que as inconsistências geradas pelo sistema Sapli são procedentes, tendo se esgotado o saldo de prejuízo fiscal acumulado, atividade rural, do período de 1986 a 1990, em julho de 1994. Quanto ao saldo acumulado do período posterior, a partir, de 1991, esclareceu que, no ano-calendário de 1999, a empresa cedeu o valor do prejuízo fiscal acumulado para duas empresas (processo n° 13768.000.048/00-61) remanescendo o saldo de R$ 165.741,01 apenas. Tudo conforme registrado no sistema Sapli — fls. 223. Cientificada a empresa da diligência realizada, somente solicitou prorrogação do prazo para se manifestar. Após mais de um ano da realização da diligência, a empresa nada apresentou. • A Terceira Turma de Julgamento da DRJ no Rio de Janeiro exarou o Acórdão n° 12-17.682/07 mantendo o lançamento tributário. Assim restou fundamentado o referido acórdão: Observa-se que, com a conversão do julgamento em diligência, o interessado teve nova oportunidade de juntar provas aos Autos. O prazo de 30 dias para a apresentação de impugnação/aditamento consta do art. 15, do Decreto 70.235/1972. Não há amparo legal para o pedido de prorrogação de prazo de fl. 268. Cientificado em 25/10/2006 (fl. 267) do resultado da diligência e a'a abertura de prazo .1 .,77. 2 Processo n° 11543.003335/2003-10 Si-C1T1 Resolução o.' 1801-00.012 Fl. 3 para manifestação, o interessado, em 27/11/2007 (mais de um ano após a ciência da diligência), não havia apresentado aditamento à impugnação. Como visto no Relatório, o lançamento foi efetuado por ter a fiscalização apurado compensação indevida de saldo inexistente de Prejuízo Fiscal. O lançamento foi resultante de inconsistências verificadas no Sistema SAPLI (Demonstrativo de Compensação de Prejuízos Fiscais). Em sede de diligência, o interessado foi intimado a apresentar livros e documentos. A documentação e os esclarecimentos apresentados pelo interessado foram examinados pela fiscalização. Foi, então, apresentado o Relatório de Diligência de fls. 258/264. A fiscalização juntou aos Autos consulta ao Sistema SAPLI, planilhas, consulta Refis e Lalur -fls. 213/255. No Relatório de Diligência, a fiscalização, após confrontar os dados do SAPLI com os do Lalur, conclui que não foram elididas as inconsistências geradas pelo Sistema SAPLI. Observa que o Lalur não contém transportadas todas as compensações realizadas. O interessado, ciente do Relatório de Diligência, não apresentou aditamento à impugnação. A alegação de erro no preenchimento da DIPJ de 2000 não restou comprovada, não devendo ser considerada. O interessado não juntou aos Autos documentação de forma a demonstrar possuir saldo de prejuízos em valor diverso do apontado pela fiscalização. Deste modo, não foi elidida a infração que lhe foi imputada: compensação indevida de saldo inexistente de Prejuízo Fiscal. A compensação indevida de saldo inexistente de Prejuízo Fiscal enseja lançamento de ofício. Nos lançamentos de oficio, deve ser exigida a multa de oficio. A multa de oficio de 75% foi aplicada de acordo com a legislação vigente, citada no Auto de Infração (art. 44 da Lei 9.430/1996). Não compete à Autoridade Administrativa se manifestar sobre a inconstitucionalidade ou a ilegalidade de lei, pois essa competência foi atribuída pela Constituição Federal (art. 102), em caráter privativo, ao Poder Judiciário. Tempestivamente, a empresa apresentou o Recurso Voluntário de fls. 279 a 356 argumentando, em síntese: a) apresentou em 11/12/06 manifestação ao relatório de diligência, conforme protocolo que alega anexar, mas que não foi juntado ao recurso; b) efetuou as compensações de prejuízos fiscais acumulados nos montantes de R$ 2.988.508,51 e R$ 307.172,77 para os anos-calendários de 1998 e 1999; esses valores são 3 Processo n° 11543.003335/2003-10 SI-CIT1 Resolução n.° 1801-00.012 Fl. 4 decorrentes do período de 1991 a 1998, não referente a 1986 a 1990, como erroneamente informou nas DIPJ (erros de linhas); c) estes erros de preenchimento não podem ensejar autuações, visto possuir os saldos de prejuízos em valores suficientes para proceder às compensações; d) decompõe os saldos de prejuízos fiscais acumulados nos períodos em flagrante confronto ao relatório de diligência fiscal e valores apresentados pelo Sapli; f) esclarece que a cessão de prejuízos fiscais para terceiros ocorreu somente em 14 de agosto de 2000, não tendo repercussão nas DIPJ/99 e DIPJ/00. É o relatório. Do recurso voluntário apresentado pela recorrente e dos valores registrados no Sapli e analisados pela autoridade fiscal, surgem algumas dúvidas que só poderão ser dirimidas com a realização de uma segunda diligência, objetivando: I) intime-se a recorrente a apresentar as cópias autenticadas completas, com recibos de entrega, das DIRPJ sobre as quais suscita erros nos valores registrados no Sapli, precipuamente em relação aos prejuízos fiscais dos anos-base de 1989 e 1990, originais e retificadoras, salientando-se que a apresentação parcial daquelas não pode ser aproveitada como prova; II) intime-se a recorrente a apresentar a documentação que instruiu o processo de cessão de crédito, que, segundo alega, ocorreu, efetivamente, somente em 14/08/00; III) após a entrega dos documentos acima assinalados, a autoridade designada ao cumprimento destas diligências deverá emitir um relatório fiscal esclarecendo: III.a) se houve erro no registro de valores do Sapli, sobretudo em relação aos anos-bases acima assinalados (item I) e cessão dos prejuízos fiscais; III.b) se, no relatório anterior, as diferenças de BTNF/IPC foram consideradas, fazendo a devida correlação com os valores do Sapli e do Lalur (valor alegado pela recorrente de R$ 133.236,94); III.c) manifestar-se sobre a cessão dos prejuízos fiscais a terceiros, data correta, e a repercussão na compensação efetuada na DIPJ/00. Antes do presente ser encaminhado ao Sefis para a realização das diligências solicitadas, a autoridade preparadora deverá proceder à regular numeração e rubrica das folhas posteriores à folha n° 275 deste volume. - ANA DE BARROS FERNANDES - Relatora 4
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