Busca Facetada
Turma- Terceira Câmara (29,224)
- Segunda Câmara (27,799)
- Primeira Câmara (25,084)
- Segunda Turma Ordinária d (17,395)
- 3ª TURMA/CÂMARA SUPERIOR (16,074)
- Primeira Turma Ordinária (15,860)
- Primeira Turma Ordinária (15,855)
- Primeira Turma Ordinária (15,831)
- Segunda Turma Ordinária d (15,688)
- Segunda Turma Ordinária d (14,225)
- Primeira Turma Ordinária (12,958)
- Primeira Turma Ordinária (12,272)
- Segunda Turma Ordinária d (12,235)
- Quarta Câmara (11,513)
- Primeira Turma Ordinária (11,304)
- Quarta Câmara (83,955)
- Terceira Câmara (66,335)
- Segunda Câmara (54,592)
- Primeira Câmara (19,126)
- 3ª SEÇÃO (16,074)
- 2ª SEÇÃO (11,242)
- 1ª SEÇÃO (6,788)
- Pleno (788)
- Sexta Câmara (302)
- Sétima Câmara (172)
- Quinta Câmara (133)
- Oitava Câmara (123)
- Terceira Seção De Julgame (122,260)
- Segunda Seção de Julgamen (113,023)
- Primeira Seção de Julgame (75,502)
- Primeiro Conselho de Cont (49,051)
- Segundo Conselho de Contr (48,910)
- Câmara Superior de Recurs (37,700)
- Terceiro Conselho de Cont (25,965)
- IPI- processos NT - ressa (5,006)
- Outros imposto e contrib (4,458)
- PIS - ação fiscal (todas) (4,057)
- IRPF- auto de infração el (3,972)
- PIS - proc. que não vers (3,961)
- IRPJ - AF - lucro real (e (3,943)
- Cofins - ação fiscal (tod (3,860)
- Simples- proc. que não ve (3,681)
- IRPF- ação fiscal - Dep.B (3,045)
- IPI- processos NT- créd.p (2,242)
- IRPF- ação fiscal - omis. (2,215)
- Cofins- proc. que não ver (2,099)
- IRPJ - restituição e comp (2,087)
- Finsocial -proc. que não (1,996)
- IRPF- restituição - rendi (1,991)
- Não Informado (56,641)
- GILSON MACEDO ROSENBURG F (5,197)
- RODRIGO DA COSTA POSSAS (4,442)
- WINDERLEY MORAIS PEREIRA (4,269)
- CLAUDIA CRISTINA NOIRA PA (4,256)
- PEDRO SOUSA BISPO (3,619)
- HELCIO LAFETA REIS (3,510)
- CHARLES MAYER DE CASTRO S (3,219)
- ROSALDO TREVISAN (3,210)
- MARCOS ROBERTO DA SILVA (3,150)
- Não se aplica (2,899)
- LIZIANE ANGELOTTI MEIRA (2,625)
- PAULO GUILHERME DEROULEDE (2,605)
- WILDERSON BOTTO (2,588)
- HONORIO ALBUQUERQUE DE BR (2,472)
- 2020 (41,074)
- 2021 (35,828)
- 2019 (30,958)
- 2018 (26,046)
- 2024 (25,914)
- 2012 (23,622)
- 2023 (22,465)
- 2014 (22,375)
- 2013 (21,086)
- 2011 (20,979)
- 2025 (19,176)
- 2010 (18,058)
- 2008 (17,077)
- 2017 (16,839)
- 2009 (15,838)
- 2009 (69,612)
- 2020 (39,854)
- 2021 (34,153)
- 2019 (30,463)
- 2023 (25,918)
- 2024 (23,872)
- 2014 (23,412)
- 2018 (23,139)
- 2025 (19,745)
- 2013 (16,584)
- 2017 (16,398)
- 2008 (15,520)
- 2006 (14,857)
- 2022 (13,225)
- 2007 (13,020)
Numero do processo: 12883.007202/2009-10
Turma: Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Mar 18 00:00:00 UTC 2014
Data da publicação: Fri Mar 20 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Data do fato gerador: 30/12/2005
PREVIDENCIÁRIO.DECADÊNCIA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO QÜINQÜENAL.
Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. Tratando-se de cumprimento de obrigação acessória, não há que falar em pagamento antecipado. Em obediência ao comando do art. 150 , § 4º do Código Tributário Nacional - CTN, se a lei não fixar prazo este será de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador.
Recurso Voluntário Provido
Numero da decisão: 2403-002.490
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso com base no art. 150 § 4º do CTN. Vencido o conselheiro relator Carlos Alberto Mees Stringari, Designado para redigir o voto o conselheiro Ivacir Julio de Souza..
Carlos Alberto Mees Stringari
Presidente e Relator
Ivacir Julio de Souza-Relator Designado
Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Ivacir Julio De Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas De Souza Costa e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
Nome do relator: CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201403
camara_s : Quarta Câmara
ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Data do fato gerador: 30/12/2005 PREVIDENCIÁRIO.DECADÊNCIA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO QÜINQÜENAL. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. Tratando-se de cumprimento de obrigação acessória, não há que falar em pagamento antecipado. Em obediência ao comando do art. 150 , § 4º do Código Tributário Nacional - CTN, se a lei não fixar prazo este será de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador. Recurso Voluntário Provido
turma_s : Terceira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Mar 20 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 12883.007202/2009-10
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5443598
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Mar 20 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2403-002.490
nome_arquivo_s : Decisao_12883007202200910.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI
nome_arquivo_pdf_s : 12883007202200910_5443598.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso com base no art. 150 § 4º do CTN. Vencido o conselheiro relator Carlos Alberto Mees Stringari, Designado para redigir o voto o conselheiro Ivacir Julio de Souza.. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator Ivacir Julio de Souza-Relator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Ivacir Julio De Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas De Souza Costa e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro.
dt_sessao_tdt : Tue Mar 18 00:00:00 UTC 2014
id : 5868704
ano_sessao_s : 2014
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:38:23 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047703112384512
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 9; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1835; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T3 Fl. 2 1 1 S2C4T3 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 12883.007202/200910 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2403002.490 – 4ª Câmara / 3ª Turma Ordinária Sessão de 18 de março de 2014 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente CHURRASCARIA DALLAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Data do fato gerador: 30/12/2005 PREVIDENCIÁRIO.DECADÊNCIA. OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. PRAZO QÜINQÜENAL. Ocorre a decadência com a extinção do direito pela inércia de seu titular, quando sua eficácia foi, de origem, subordinada à condição de seu exercício dentro de um prazo prefixado e este se esgotou sem que esse exercício tivesse se verificado. Tratandose de cumprimento de obrigação acessória, não há que falar em pagamento antecipado. Em obediência ao comando do art. 150 , § 4º do Código Tributário Nacional CTN, se a lei não fixar prazo este será de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador. Recurso Voluntário Provido Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do Colegiado, por maioria de votos, em dar provimento ao recurso com base no art. 150 § 4º do CTN. Vencido o conselheiro relator Carlos Alberto Mees Stringari, Designado para redigir o voto o conselheiro Ivacir Julio de Souza.. Carlos Alberto Mees Stringari Presidente e Relator AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 12 88 3. 00 72 02 /2 00 9- 10 Fl. 286DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 8/03/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 2 Ivacir Julio de SouzaRelator Designado Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Carlos Alberto Mees Stringari (Presidente), Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, Ivacir Julio De Souza, Marcelo Magalhães Peixoto, Marcelo Freitas De Souza Costa e Paulo Mauricio Pinheiro Monteiro. Fl. 287DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 8/03/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12883.007202/200910 Acórdão n.º 2403002.490 S2C4T3 Fl. 3 3 Relatório Tratase de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária em Recife, DecisãoNotificação nº 15.401.4/0222/2006, que julgou o lançamento procedente. O lançamento e a impugnação foram assim relatadas no julgamento de primeira instância: 1. Temse em discussão, Auto de Infração Al lavrado por ter o autuado infringido o artigo 32, III, da Lei n° 8.212/1991. 2. Segundo o relatório fiscal anexo, fl. 47, o contribuinte autuado deixou de prestar as informações requeridas através do Anexo I, a fls. 39/43, do Termo de • Intimação para Apresentação de Documentos — TIAD de fls. 37/38; deixou de entregar a relação de imóveis integrantes do ativo imobilizado, com os respectivos valores e cópias de escritura; relação de veículos integrantes do ativo imobilizado; e dentaisrelações solicitadas através do próprio corpo do TIAD referido. 3. A multa foi aplicada segundo o art. 283, inciso II, alínea "b", do RPS, atualizada pela Portaria MPS n° 822, de 11/05/2005. 4. 0 autuado apresentou, a fls. 77/92, tempestivamente, defesa, na qual, em síntese, argüiu: a) que os critérios do autuante, ao considerar certos documentos da escrita fiscal e não contabilizar parte da mesma, são inválidos; b) que o INSS não pode indagar a respeito de fatos totalmente estranhos, que não guardam relação com os fatos. geradores de contribuições; c) que a conta caixa não guarda correspondência com a incidência de contribuição; d) que não tem obrigação de apresentar relação de imóveis ou seu registro de aquisição; e) que seu direito de defesa foi cerceado, pois que não foi sua escrita fiscal analisada arduamente, bem como foram exíguos os prazos concedidos para apresentação de documentos; f) que o Al indicou como não prestadas informações realmente concedidas, estando eivado de imprecisão insanável; Fl. 288DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 8/03/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 4 g) que o prazo decadencial para a constituição do crédito relativo às contribuições previdenciárias é o previsto no art. 173, do CTN, e não o do art. 45, da Lei 8.212/91, conforme mandamentos constitucionais; h) que o prazo previsto no art. 32, § 11, da Lei 8.212/91, tem de corresponder ao decadencial para a constituição do crédito respectivo, que é de 5 (cinco) anos; g) que a instituição da multa por decreto, majorada por portaria, é ilegal, pois não podem, estes normativos infralegais, inovar no mundo jurídico. 5. In fine, requereu a improcedência da ação fiscal e o cancelamento do Al. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário onde alega/questiona, em síntese as mesmas alegações da impugnação, acrescidas de manifestação contra a exigência do depósito recursal. O recurso apresentado não foi encaminhado para o CRPS por falta do depósito recursal. É o relatório. Fl. 289DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 8/03/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12883.007202/200910 Acórdão n.º 2403002.490 S2C4T3 Fl. 4 5 Voto Vencido Conselheiro Carlos Alberto Mees Stringari, Relator O recurso é tempestivo e por não haver óbice ao seu conhecimento, passo à análise das questões pertinentes. Primeiramente, cabe esclarecer que a autuação foi motivada por descumprimento da obrigação acessória tributária de apresentar para o fisco a documentação e os esclarecimentos, conforme intimado. O Relatório Fiscal detalha a falta de esclarecimentos. Apesar de notificada através do Termo de Intimação para Apresentação de Documentos —TIAD, recebido em 04/12/2005, a empresa deixou de apresentar os esclarecimentos contábeis e/ou documentos solicitados no anexo I da referida intimação. A análise da contabilidade revelou inconsistências e dúvidas relativas aos lançamentos realizados; a titulo de exemplo podemos citar o saldo credor da conta "Caixa" nos meses compreendidos entre abril/1999 a novembro/1999, como também saldo credor da conta "Bancos" e na conta "Adiantamentos" realizados a funcionários sem a correspondente baixa, dentre outros fatos. Destarte, foi elaborado um questionário, que constitui o anexo I do TIAD recebido em 04/12/2005, para que a empresa esclarecesse os questionamentos, ali elencados. Ocorre que a empresa não atendeu ao solicitado, apesar de a fiscalização ter concedido uma dilação do prazo inicial, conforme requerido pela autuada (cópia anexa) Também não foi entregue a relação de Imóveis integrantes do Ativo Imobilizado, com respectivos valores e cópia das escrituras. Igualmente a empresa não apresentou a relação de veículos integrantes do ativo imobilizado, com descrição, placa/chassis/RENAVAN e valor. Relações essas solicitadas no mesmo TIAD. Fl. 290DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 8/03/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 6 A empresa não esclareceu o porquê dos trabalhadores listados no item "B" do anexo II do TIAD de 02/12/05 não constarem das respectivas Relações Anuais de Informações Sócias — RAIS. Conforme dispõe o art. 32, inciso Ill, da Lei n° 8.212/91, a empresa é obrigada a prestar ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de seu interesse, na forma por ele estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários fiscalização. Vislumbrase, portanto, que a autuada infringiu os comandos legais, ensejando a lavratura do presente autodeinfração. Não foram verificadas circunstâncias agravantes previstas no art. 290 do Regulamento da Previdência Social — RPS, aprovado pelo Decreto n° 3.048/99, tampouco as atenuantes da infração. A Lei atribui ao Fisco a obrigação de fiscalizar o recolhimento dos tributos e para tanto, cria obrigações acessórias. Lei 8.212/91 Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "a", "b" e "c" do parágrafo único do art. 11; e ao Departamento da Receita FederalDRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas "d" e "e" do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. Lei 8.212/91 Art. 32. A empresa é também obrigada a: III prestar ao Instituto Nacional do Seguro SocialINSS e ao Departamento da Receita FederalDRF todas as informações cadastrais, financeiras e contábeis de interesse dos mesmos, na forma por eles estabelecida, bem como os esclarecimentos necessários à fiscalização. O processo de fiscalização se baseia na investigação do cumprimento das obrigações. Somente após essa investigação se chegará à conclusão acerca do cumprimento ou descumprimento das obrigações, da ocorrência de circunstâncias agravantes ou atenuantes, etc (inclusive a definição da regra para a decadência). Fl. 291DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 8/03/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12883.007202/200910 Acórdão n.º 2403002.490 S2C4T3 Fl. 5 7 Com base nessas observações a no fato de se tratar de obrigação de prestar esclarecimentos numa fase de investigação, para fins de decadência, aplicase a regra do artigo 173 do CTN. Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extinguese após 5 (cinco) anos, contados: I do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; II da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extinguese definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.” Portanto: o direito de constituir o crédito extinguese em cinco anos contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que poderia ter sido efetuado o lançamento. Na presente autuação, conforme MPF, o período investigado foi de 01/1996 a 12/2000. A ciência do sujeito passivo ocorreu em 14/02/2006. Para se caracterizar a infração basta 1 evento em período não decadente. Entendo que não ocorreu a decadência neste lançamento. Quanto ao mérito, uma vez caracterizado o descumprimento da obrigação, constatase como correta a autuação. CONCLUSÃO Voto por negar provimento ao recurso. Carlos Alberto Mees Stringari Fl. 292DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 8/03/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI 8 Voto Vencedor O Relatório Fiscal registra que as infrações constatadas tem período compreendido nas competências 01/96 a 12/2000. Na condução do voto, na parte final , o i. Relator destaca que : “ Na presente autuação, conforme MPF, o período investigado foi de 01/1996 a 12/2000. A ciência do sujeito passivo ocorreu em 14/02/2006” Colacionado às fls.01, o AutodeInfração não registra a assinatura do contribuinte. Às fls.472, o Aviso de Recebimento AR, datado de 14/02/2006, foi juntado aos autos dando conta de que a exigível intimação fora realizada. Conforme os arts. 113, § 2º e 115 do CTN , respectivamente, a obrigação acessória decorre da legislação tributária e o fato gerador da hipótese é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal, verbis: “ Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.” (..) “Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.” Relevante ressaltar que tratandose de cumprimento de obrigação acessória , não há que falar em pagamento antecipado. Ademais , em obediência ao comando do art. 150 , § 4º do Código Tributário Nacional – CTN, se a lei não fixar prazo este será de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador, verbis: “Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, operase pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.(..) §; expirado 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considerase homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.” Assim, efetivamente notificado da infração em 14/02/2006, na forma do art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional – CTN, a constituição dos créditos para o período 01/1996 a 12/2000, encontravase preclusa em razão de que desde a competência 01/2001 a Fl. 293DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 8/03/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI Processo nº 12883.007202/200910 Acórdão n.º 2403002.490 S2C4T3 Fl. 6 9 hipótese do lançamento para períodos anteriores jazia fulminada pelo Instituto da Decadência. Eis porque ouso divergir do voto do i. Relator. CONCLUSÃO Diante de tudo que foi exposto, com fulcro no art. 150, § 4º do Código Tributário Nacional – CTN , dou PROVIMENTO ao recurso, determinando CONHECER DA DECADÊNCIA da totalidade do lançamento. É como voto Ivacir Júlio de Souza – Redator designado Fl. 294DF CARF MF Impresso em 20/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STRINGARI, Assinado digitalmente em 1 8/03/2015 por IVACIR JULIO DE SOUZA, Assinado digitalmente em 26/02/2015 por CARLOS ALBERTO MEES STR INGARI
score : 1.0
Numero do processo: 10580.911716/2009-51
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Exercício: 2003
NÃO EXISTÊNCIA DE OMISSÃO E CONTRADIÇÃO.
Embargos de declaração com efeitos infringentes. Impossibilidade.
Embargos rejeitados.
Numero da decisão: 3802-004.212
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes auto.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, conhecer do presente recurso de embargos e, no mérito, rejeitá-los.
(assinado digitalmente)
Mercia Helena Trajano Damorim - Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano Damorin (Presidente) Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201502
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Exercício: 2003 NÃO EXISTÊNCIA DE OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. Embargos de declaração com efeitos infringentes. Impossibilidade. Embargos rejeitados.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10580.911716/2009-51
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5436382
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3802-004.212
nome_arquivo_s : Decisao_10580911716200951.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10580911716200951_5436382.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes auto. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, conhecer do presente recurso de embargos e, no mérito, rejeitá-los. (assinado digitalmente) Mercia Helena Trajano Damorim - Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano Damorin (Presidente) Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
id : 5842242
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:37:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047703129161728
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1399; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 111 1 110 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.911716/200951 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3802004.212 – 2ª Turma Especial Sessão de 24 de fevereiro de 2015 Matéria CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Recorrente SOCIEDADE ANONIMA HOSPITAL ALIANÇA Recorrida SOCIEDADE ANONIMA HOSPITAL ALIANÇA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Exercício: 2003 NÃO EXISTÊNCIA DE OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. Embargos de declaração com efeitos infringentes. Impossibilidade. Embargos rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes auto. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, conhecer do presente recurso de embargos e, no mérito, rejeitálos. (assinado digitalmente) Mercia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 91 17 16 /2 00 9- 51 Fl. 208DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 04/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano Damorin (Presidente) Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso de embargos que chega a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais em razão da insurgência do contribuinte em epígrafe contra o Acórdão lavrado pela 2ª Turma Especial da 2ª Câmara da 3ª Seção de Julgamentos do Carf, em que foi conhecido e negado provimento ao Recurso Voluntário interposto. Ao analisar a questão, a 2ª Turma Especial proferiu o seguinte acórdão: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/09/2003 Direito ao crédito não conhecido. Ausência de prova do crédito pleiteado. Em recurso que ora é objeto de exame, o sujeito passivo se insurge contra o acórdão em epígrafe, argumentando que houve contradição, no que concerne ao reconhecimento do crédito pleiteado para possível compensação, e que houve, também, omissão quanto à negativa de acolhimento dos termos da sentença proferida no mandado de segurança nº 2009.34.00.031.4472, em andamento na 9ª Vara Federal da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal. Voto Verificase que o presente Recurso de Embargos é tempestivo e preenche todos os seus requisitos positivos. Portanto, dele tomo conhecimento e passo analisar o mérito. Por intermédio de manobra diversionista, o recorrente pretende efeitos infringentes em sede de embargos, o que é vedado pela legislação de regência. Tal motivo já é suficiente para negar provimento. Contudo, para elucidar a questão, renovase aqui os termos da decisão proferida em sede de recurso voluntário. O recorrente tem, em tese, ao seu favor, uma decisão judicial precária apenas, pois o processo ainda está em andamento e, por via de conseqüência, não aconteceu o trânsito em julgado do mandado de segurança. Esta situação, portanto, s.m.j., não implica no reconhecimento da liquidez e da certeza dos créditos tributários, nos termos do artigo 170 do CTN e do artigo 66 da lei nº 8.383/91. Ou seja, para que se possa promover a compensação dos pretensos créditos, necessário se faz o preenchimento dos requisitos da liquidez e da certeza, o que, de fato, não foram preenchidos. Fl. 209DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 04/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911716/200951 Acórdão n.º 3802004.212 S3TE02 Fl. 112 3 Inclusive, aprofundando um pouco mais o debate, não há nos autos, qualquer prova que o contribuinte é beneficiário da noticiada decisão judicial, já que não há documentos que comprovam a condição de ser o ora recorrente integrante dos quadros associativos da associação que consta no polo ativo do mandado de segurança, muito menos os atos constitutivos dela para saber o funcionamento do regramento jurídico nos casos de representação coletiva em sede judicial. Portanto, pelas razões acima expostas, CONHEÇO dos presentes Embargos e, no mérito, Rejeitoos. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Fl. 210DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 04/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 18088.000757/2008-10
Turma: Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
Câmara: Quarta Câmara
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Tue Mar 31 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2401-000.439
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência.
Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Presidente em Exercício
Carolina Wanderley Landim - Relatora
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carlos Henrique de Oliveira, Carolina Wanderley Landim, Igor Araújo Soares, Kleber Ferreira de Araújo e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
Nome do relator: CAROLINA WANDERLEY LANDIM
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201501
camara_s : Quarta Câmara
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Quarta Câmara da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Tue Mar 31 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 18088.000757/2008-10
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5449242
dt_registro_atualizacao_tdt : Tue Mar 31 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2401-000.439
nome_arquivo_s : Decisao_18088000757200810.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : CAROLINA WANDERLEY LANDIM
nome_arquivo_pdf_s : 18088000757200810_5449242.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira Presidente em Exercício Carolina Wanderley Landim - Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carlos Henrique de Oliveira, Carolina Wanderley Landim, Igor Araújo Soares, Kleber Ferreira de Araújo e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira.
dt_sessao_tdt : Thu Jan 22 00:00:00 UTC 2015
id : 5883963
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:39:08 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047703148036096
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 16; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1340; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T1 Fl. 2 1 1 S2C4T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 18088.000757/200810 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2401000.439 – 4ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Data 22 de janeiro de 2015 Assunto Contribuições Sociais Previdenciárias Recorrente UNIAO TAQUARITINGA SERVICOS DE APOIO ADMINISTRATIVO LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. RESOLVEM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência. Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira – Presidente em Exercício Carolina Wanderley Landim Relatora Participaram do presente julgamento os conselheiros: Elaine Cristina Monteiro e Silva Vieira, Carlos Henrique de Oliveira, Carolina Wanderley Landim, Igor Araújo Soares, Kleber Ferreira de Araújo e Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 80 88 .0 00 75 7/ 20 08 -1 0 Fl. 6655DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 3 2 RELATÓRIO Tratase de Recurso Voluntário interposto por UNIÃO TAQUARITINGA SERVIÇOS DE APOIO ADMINISTRATIVO LTDA. (“União Taquaritinga”), nova denominação da União Taquaritinga Veículos e Peças Ltda., em relação à cobrança de crédito tributário consubstanciado no Auto de Infração DEBCAD de nº 37.212.8009, referente a contribuições sociais previdenciárias a cargo da empresa e GILRAT, incidentes sobre remunerações pagas a segurados empregados e contribuintes individuais, no período de apuração entre 12/2002 a 01/2008, cuja ciência foi obtida em 30/12/2008 (fl. 02). Na introdução (fl. 779/780) do extenso relatório fiscal (fls. 779/925), a autoridade autuante informa que a Ação Fiscal abrangeu os seguintes estabelecimentos: 1.3.1 CNPJ: 66.125.857/000146 – Matriz Endereço: Av. Dr. Francisco Área Leão, 1551 – Chácara Grama – TaquaritingaSP 1.3.2 CNPJ: 66.125.857/000227 – MatãoSP Endereço: vinte e oito de agosto, 1080 – Centro – MatãoSP 1.3.3 CNPJ: 66.125.857/000308 – Monte AltoSP Endereço: Rua cica, 425 – centro – Monte AltoSP 1.3.4 CNPJ: 04.071.124/000119 – MARINA TOMOE OGATA KODAMA – ME (“Marina”) Endereço: Av. Dr. Francisco Área Leão, 1573 1.3.5 CNPJ: 03.659.088/000146 – MARCOS BALDASSA TAQUARITINGA ME (“Marcos Baldassa”) Endereço: Av. Dr. Francisco Área Leão, 1573 1.3.6 CNPJ: 03.658.542/000144 – JOSE ROBERTO DE SOUZA MONTE ALTO ME (“José Roberto”) Endereço: Rua cica, 425 – centro – Monte AltoSP Ainda em sua introdução, afirma o fiscal que o objeto social da matriz autuada, uma concessionária autorizada de veículos FIAT, é o “COMÉRCIO VAREJISTA DE VEÍCULOS NOVOS E USADOS, PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA AUTOS, DERIVADOS DE PETRÓLEO E CORRELATAS, PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E REPAROS E AFINS”, bem como que o seu quadro societário é composto pelos sócios Kioschi Ogata, Marina Tomoe Ogata Kodama e Marcos Takeo Ogata. Fl. 6656DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 4 3 Assevera o fiscal ter constatado que vários funcionários da empresa União Taquaritinga foram relacionados como se pertencessem às empresas (ME’s) Marina, Marcos Baldassa e José Roberto (denominação abreviada das empresas adotada pelo Autuante). No curso da ação fiscal, o autuante chegou à conclusão de que os funcionários relacionados como sendo das empresas MARINA TOMOE OGATA KODAMA – ME, MARCOS BALDASSA TAQUARITINGA ME e JOSE ROBERTO DE SOUZA MONTE ALTO ME, são, na realidade, empregados da empresa União Taquaritinga, tendo sido alocados naquelas com a finalidade de valerse dos benefícios fiscais do regime de tributação simplificada, o SIMPLES. Os motivos para tal enquadramento estão elencados nos 20 (vinte) subtópicos do item 2.2 do relatório fiscal (fls. 780/795), dentre os quais merecem destaque os seguintes: · As ME’s localizamse no mesmo espaço da Matriz e/ou filial da empresa (2.2.1); · Foi informado que as MEs prestavam à União Taquaritinga, serviços de funilaria, mecânica e pintura de veículos (2.2.2); · O Gerente Administrativo da União Taquaritinga (Sr. João Carlos Pavarina), à época, estava relacionado como empregado da empresa Marina (2.2.4); · Não havia vendedores de veículos relacionados na Folha da União Taquaritinga, em que pese seu objeto social tratar de comércio varejista de veículos novos e usados. Em contrapartida, as ME’s, que declararam à RFB faturamento exclusivo com prestação de serviços, possuíam em suas folhas de pagamento vários vendedores de veículos, inclusive com pagamento de comissões pelas vendas (2.2.6 e 2.2.7); · Foram encontrados na contabilidade da União Taquaritinga lançamentos referentes a pagamentos de verbas salariais feitos a empregados relacionados como sendo das empresas (ME’s) Marina, Marcos Baldassa e José Roberto (2.2.9); · Pagamentos pela União Taquaritinga de tributos, folha de salários, FGTS, dentre outras obrigações das ME’s (2.2.12 a 2.2.19); · Utilização de uniforme da União Taquaritinga pelos empregados relacionados como pertencentes às ME’s Marina, Marcos Baldassa e José Roberto (2.2.20). Foram considerados como fatos geradores da contribuição previdenciária as remunerações pagas ou creditadas a segurados, no período de 12/2002 a 01/2008, verificadas em folhas de pagamento e contabilidade da empresa (Livros Diário 30 a 78, de 12/2002 a 12/2007), tendo parte do lançamento sido efetuado por aferição indireta (motivos constantes no próprio relatório fiscal, para cada lançamento) em razão da não apresentação de documentos solicitados no curso da fiscalização. Fl. 6657DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 5 4 Os lançamentos (levantamentos) estão discriminados no item 4.3 do Relatório Fiscal (fls. 797/924). Às fls. 1613/1660, a autuada apresentou Impugnação ao lançamento, alegando em síntese: 1. Ter sido vítima de atitude arbitrária da autoridade fiscal, ao exigir a apresentação de documentos e livros fiscais não obrigatórios, inclusive de outras pessoas jurídicas que não a Impugnante, tendo o lançamento sido efetuado com base em ilações e conjecturas, sendo nulo de pleno direito; 2. Ilegitimidade passiva, tendo em vista que grande parte da autuação se deve a supostas relações jurídicotributárias decorrentes de pagamentos realizados em favor de funcionários vinculados a outras pessoas jurídicas autônomas que não a impugnante (tomadora de serviços destas); 3. Incompetência do fiscal para fiscalizar a filial da impugnante localizada em Monte Alto SP; 4. Que a não apresentação de documentos se deveu principalmente à ocorrência de sinistros no estabelecimento da autuada, o que foi ignorado pela fiscalização; 5. Erro formal na identificação numérica dos autos de infração no relatório fiscal, cerceando sua possibilidade de defesa, sendo portanto, nula a autuação; 6. A ocorrência de utilização de provas obtidas ilicitamente pelo agente fiscal, em desrespeito a diversas garantias constitucionalmente dispostas no art. 5º da CF, como a vedação de utilização de provas ilícitas, sigilo fiscal, bancário, e de documentos pessoais, entre outros; 7. Da impropriedade de todos os levantamentos (lançamentos) realizados pelo fiscal, apresentando justificativas para cada item lançado; 8. Que a presente autuação fere o princípio constitucional da vedação ao confisco; 9. Da utilização indevida da Taxa SELIC como índice de atualização monetária; 10. Pugnou pela total improcedência do presente lançamento, bem como dos Autos de Infração lavrados na mesma fiscalização. À fl. 5240, o contribuinte requereu a juntada da documentação solicitada junto às instituições financeiras, complementando as já apresentadas junto à peça impugnatória. Fl. 6658DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 6 5 Às fls. 5434/5439, a 7ª Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP, através do despacho de nº 0072, converteu o feito em diligência com o seguinte escopo: “Em uma análise preliminar dos documentos anexados à defesa, verificase que muitos deles estão diretamente relacionados com as argumentações da autuada em sua defesa. Sendo assim, sugiro encaminhar os autos do processo para a Delegacia da Receita Federal em Araraquara para que a fiscalização manifestese conclusivamente acerca dos mesmos, isto é, se os mesmos são pertinentes para excluir algum lançamento, esclarecendo se foi verificado na contabilidade da impugnante lançamentos de entrada (créditos no passivo) em contrapartida aos créditos bancários oriundos de financiamentos realizados por sócios da empresa (débitos no ativo), que posteriormente foram liquidados com os respectivos pagamentos”.(grifei) Na Informação Fiscal, a partir das alegações e documentos apresentados pela autuada, o autuante concluiu, resumidamente, da seguinte forma: 1) em relação a diversos pagamentos registrados em sua contabilidade, que a autuada afirmou tratarse de empréstimos contratados diretamente pelos sócios, funcionários e também através das ME’s (Marina, Marcos Baldassa e José Roberto), a autuada não comprovou quais lançamentos contábeis representariam tais empréstimos, tampouco quais lançamentos seguintes liquidariam o valor emprestado; 2) em relação ao levantamento C13, referente à previdência privada paga em benefício dos sócios, lançados de acordo com a contabilidade da empresa, a autuada juntou Títulos de Capitalização em nome da empresa, contudo em valores diferentes dos lançados de acordo com sua própria contabilidade; 3) Referente aos Funcionários Alan Patrick Lopes, Andrea Martins Silva, Gustavo R. Gomes e Vanessa Keila Tozatto, a autuada não apresentou documentos que comprovassem o alegado; 4) Referente a Patrícia Sudano, Leandro de Miranda, Eduardo Miguel Villela, Anderson Silva, Alessandra Bernardino, a empresa comprovou mediante documentação hábil a demissão dos referidos empregados, sendo refeito os lançamentos por Aferição Indireta de funcionários não registrados conforme item 9 da Informação Fiscal, excluindo determinados períodos do levantamento. Às fls. 5471/5483, acerca da conclusão da diligência, a autuada se manifestou alegando: 1) a impossibilidade de abrangência da fiscalização em relação a outras empresas que não a União Taquaritinga e suas filiais; 2) a decadência do crédito compreendido em 12/2002 a 10/2008, a teor do art. 150, § 4º do CTN e da Súmula Vinculante nº 8 do STF; 3) que a fiscalização não poderia atribuir à autuada eventuais irregularidades de outras pessoas jurídicas, havendo mecanismo próprio para excluílas do SIMPLES e responsabilizandoas por eventuais tributos devidos relacionados a empregados a elas vinculados; 4) que não foi oportunizado às ME’s (Marina, Marcos Baldassa e José Roberto) o contraditório e a ampla defesa; 5) em relação ao lançamento C02, junta documentos que afirma serem suficientes para descaracterização dos pagamentos considerados como prólabore da sócia Marina Tomoe Ogata Kodama; 6) lançamento C03, junta documentos em relação a pagamentos efetuados à empresa Prisma Tintas de Jaboticabal, pertencente ao sócio Marcos Takeo Ogata, havendo lançamentos na contabilidade tanto a crédito quanto a débito; 7) Lançamentos C31 a C35, tratamse de pagamentos de serviços prestados pelas ME’s (Marina, Marcos Baldassa e José Roberto), e a pedido das mesmas algumas obrigações destas eram adimplidas pela União Taquaritinga, como forma de pagamento dos serviços, o que não é vedado pela lei; 8) C36 e C37, alega que o fiscal não poderia ter efetuado aferição indireta para períodos fora do Fl. 6659DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 7 6 solicitado em Termo de Intimação Fiscal (TIF nº 02); por fim, junta nova documentação que afirma comprovar o quanto alegado. Às fls. 5867/5868, foi proferido novo despacho (nº 08/2011 da 9ª Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP) convertendo o julgamento em nova diligência para que a autoridade autuante analisasse a documentação e esclarecimentos trazidos pela autuada em sua resposta à primeira diligência. Vejamos: “Em seguida, a autuada se manifestou, nas folhas nº 5.429 a 5.445, alegando, entre outras questões: ‘[...] A Impugnante junta a esta manifestação planilhas, cópias dos extratos de mútuo, de cheques, etc., onde demonstra as confrontações e comprovações de todo o alegado em sua defesa inicial e na presente, independentemente dos já anexados à época da impugnação, para as contas: C02, C03, C07, C010, C13, C26, C36 e C37 [...] Assim, a fim de evitarse qualquer cerceamento de defesa, entendo ser necessário que a fiscalização verifique os novos documentos apresentados pela autuada e esclareça questão relacionada à aferição nas contas C36 e C37 no período anterior a 01/2007, pois a autuada alega que houve intimação para apresentar Livros somente do período 01/2007 a 01/2008. Em nova Informação Fiscal (fls. 5870/5872), o autuante chegou às seguintes conclusões: 1) em relação à aferição indireta, após o TIF 02, foi emitido o TIF 04 intimando a empresa a apresentar documentos e esclarecimentos acerca do período de 12/2002 a 01/2008, o qual não foi atendido pela autuada, prosseguindose o lançamento por aferição indireta conforme item 4.2 do relatório fiscal; 2) Lançamento C02 – não logrou êxito em comprovar que o valor de R$ 45.000,00 foi cedido pela sócia Marina Tomoe à União Taquaritinga, havendo ainda divergência entre os valores apresentados em planilha da autuada referente a suposto empréstimo, com os de fato lançados em sua contabilidade a título de “pagamentos/devoluções” de valores à referida sócia; 3) Levantamento C03 e C07 – não foram apresentados documentos que comprovassem que os valores foram cedidos à União Taquaritinga; 4) Levantamento C10 – houve comprovação da origem dos valore lançados na conta 2102010001, devendo ser excluído lançamento C10 – LANÇAMENTOS CONTA 2102010001; 5) Levantamento C13 – a autuada não apresentou os títulos correspondentes, e os valores relacionados em sua planilha não convergem com os da contabilidade; 6) Levantamento C26 não foram apresentados documentos que comprovassem que os valores foram cedidos à União Taquaritinga; 7) Levantamento C36 – houve comprovação apenas de alguns valores cedidos pelos Srs. Daniel Geraldi, José Roberto de Souza e Claudia Donizeth Kimura, sendo excluídos determinados lançamentos desta Conta conforme fl.5871; 8) Levantamento C37 não foram apresentados documentos que comprovassem o quanto alegado. Intimada da Informação Fiscal acima, a autuada se manifestou às fls. 5875/5893, alegando, em síntese, que: 1) os valores discriminados como devolução de adiantamento às ME’s não poderiam ser lançados como salários de empregados; 2) os valores presumidos como salário de segurados empregados eram títulos emitidos pelos sócios (C37) e/ou empregados Fl. 6660DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 8 7 (C36) para caucionar créditos obtidos junto às instituições financeiras; 3) que foram considerados como salário de contribuição (prólabore) valores com bastantes oscilações, concluindo não se tratar de salários; 4) não houve dedução dos valores já recolhidos pelas ME’s; 5) Valores na conta C37 pagos a outras empresas foram consideradas como prólabore, a exemplo de Marina T. Ogata – ME e Prisma Tintas Ltda.; 6) reiterou argumentações já aduzidas na peça impugnatória e na manifestação anterior, retificando ainda o pedido de reconhecimento da decadência no período de 12/2002 a 10/2003. Em julgamento de primeira instância, a 9ª Turma da DRJ em Ribeirão Preto/SP proferiu o acórdão 1437.694, abaixo ementado: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/12/2002 a 31/01/2008 Debcad: 37.212.8009 DECADÊNCIA. Ocorrendo o recolhimento parcial de contribuição, o início da contagem do prazo quinquenal da decadência será definido pela ocorrência da homologação do crédito, de acordo com o art. 150, §4º do Código Tributário Nacional. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. AUXÍLIOALIMENTAÇÃO IN NATURA. ATO DECLARATÓRIO Nº 3/2011. REVISÃO DO LANÇAMENTO. Deve ser excluído do lançamento o crédito tributário relativo às contribuições incidentes sobre as parcelas de auxílio alimentação in natura fornecidas pela empresa aos seus empregados (Ato Declaratório PGFN nº 3/2011). TRANSFERÊNCIA IRREGULAR DE EMPREGADOS PARA REDUÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO. Caracterizada a situação de transferência de segurados empregados para interpostas empresas com a finalidade de irregular redução de contribuição previdenciária, os empregados deverão ser considerados como se fossem empregados da principal, prevalecendo a realidade dos fatos. MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA. COMPROVAÇÃO. Empréstimos realizados entre empresa e sócios deverão ser contabilmente comprovados com a entrada do valor posteriormente devolvido, em caso contrário, presumese a ocorrência de fato gerador de contribuição previdenciária. CONSTITUCIONALIDADE DE LEI. A discussão de ilegalidade de lei não é apropriada nesta esfera administrativa, por falta de competência. PERÍCIA. Fl. 6661DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 9 8 A realização de perícia será deferida desde que haja fatos com complexidade técnica que a justifique. Impugnação Procedente em Parte Crédito Tributário Mantido em Parte Intimada do resultado de julgamento em 03/09/2012 (fl. 6136), a empresa interpôs Recurso Voluntário em 02/10/2012 (fls. 6138/6200), alegando em síntese: 1. Que não houve uma análise detida da extensa documentação juntada no curso do processo, as quais comprovam a total inexistência de relação jurídico tributária da recorrente com as contribuições ora exigidas, devendo prevalecer o Princípio da Verdade Material; 2. Nulidade absoluta da decisão de primeira instância, pelo não enfrentamento da Ilegitimidade da recorrente, tendo em vista que o lançamento se constituiu principalmente sobre pagamentos de terceiros a funcionários de outras pessoas jurídicas (e não de sua própria), utilização de presunções e indícios, além de ser fundado em provas ilícitas, implicando em ausência de motivação para a manutenção da exigência fiscal; 3. Ilegalidade e inconstitucionalidade do lançamento com base em presunções, tendo em vista que foram considerados como salário de contribuição valores que sequer podem ser considerados como remuneração pelo trabalho, não havendo de fato comprovação da ocorrência de fato gerador da contribuição; 4. Impossibilidade legal de a recorrente responder pelas contribuições devidas sobre remunerações pagas a empregados e contribuintes individuais vinculados a outras pessoas jurídicas (micro empresas) que lhe prestam serviços, a exemplo da Marina Tomoe Ogata Kodama ME, Marcos Baldassa Taquaritinga ME e José Roberto de Souza Monte Alto ME, as quais recolhem seus tributos na sistemática do SIMPLES; 5. Os fatos geradores da obrigação tributária foram praticados pelas respectivas empresas que lhe prestavam serviços de funilaria, comércio de peças novas e usadas para autos, pintura, mecânica, etc.; 6. Que tais atividades elencadas acima não eram prestadas pela recorrente, por decisão estratégica sua, cabendo apenas a venda de veículos; 7. Que não houve transferência de quadro de empregado para as ME’s, mas sim uma decisão comercial de exercer ou não determinada atividade, ponderando os custos financeiros que lhe trariam; 8. Que os pagamentos registrados em sua contabilidade (arcados pela União Taquaritinga) de verbas salariais, folha, FGTS, impostos, comissões, entre outros, referentes às obrigações das ME’s Marina, Fl. 6662DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 10 9 Marcos Baldassa e José Roberto, poderiam ser facilmente comprovados através de uma perícia contábil para verificar o encontro de contas mensal entre as Notas Fiscais de Serviços Prestados e os pagamentos de obrigações das ME’s; 9. Exemplifica que valores a título de “ajuste comercial”, transferidos para as empresas prestadoras de serviço foram considerados como base de cálculo da contribuição, e sequer natureza salarial possuem; 10. Que o MPF não abrangia as ME’s, prestadoras de serviços, mas tão somente a Recorrente, e que o fiscal não poderia exigir da recorrente apresentação de documentação de outras pessoas jurídicas, tampouco justificar a utilização de arbitramento com base na não apresentação de tais documentos, sendo ilegal tal conduta, maculando o lançamento de nulidade; 11. Houve dupla tributação na medida em que a fiscalização não reconheceu os pagamentos a título de contribuição já recolhidos pelas prestadoras de serviços em relação a seus empregados, implicando em enriquecimento ilícito por parte do Fisco; 12. Que o procedimento adotado pelo fiscal foi equivocado, pois, constatada eventual irregularidade originada das microempresas optantes do SIMPLES, as mesmas deveriam ser excluídas do regime e responsabilizadas por eventual crédito tributário vinculado a seus funcionários, e não a União Taquaritinga, tomadora dos serviços, sendo tal atribuição de responsabilidade arbitrária e ilegal. Em relação aos lançamentos descritos no relatório fiscal (item 4.3), tece os seguintes argumentos juntando documentação aos autos: · EDIVA DE MOURA não pertenceu ao quadro funcional da Marina ME, tampouco está relacionada nas GFIP 02/2003 a 03/2004 (doc. 02); · ISABEL ENDRES está devidamente relacionada na GFIP de 02/2003, ao contrário do que afirma o autuante (doc. 03); · O funcionário ALAN LOPES e ALAN PATRICK são a mesma pessoa (Alan Patrick Lopes), e seu período trabalhado foi de 01/08/2005 a 20/02/2006, com salário de R$396,00, sendo incorreta a atribuição pelo fiscal do período entre 12/2005 a 01/2008 (doc. 04); · ANDREA MARTINS DA SILVA trabalhou de 22/05/2006 a 30/06/2006, com salário de R$758,00, tendo ocorrido lançamento de ofício entre 01/2003 a 05/2006 (doc. 05); · VANESSA KEILA TOZATTO trabalhou de 05/12/2005 a 31/01/2006, com salário de R$ 374,30, tendo ocorrido lançamento de ofício entre 02/2006 a 01/2008 (doc. 07); Fl. 6663DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 11 10 · Em relação ao prólabore dos sócios Marcos Takeo Ogata e Marina Tomoe Ogata Kodama, o fiscal atribuiu o valor de 10 salários mínimos através de aferição indireta para a competência de 01/2008, sob o frágil fundamento de que não teria sido disponibilizado pela empresa Livro Diário e Razão para esta competência, desconsiderando, assim, as justificativas do sinistro ocorrido no estabelecimento autuado; · C01 – Lançamentos Conta 33030010002 – incentivos pagos para promoção de vendas de produtos (“Gueltas”), defende que não integram o salário de contribuição por não possuir natureza salarial; · C02 – Lançamentos Conta 2102010004 – Devoluções e pagamentos de empréstimos para a Marina ME, não podendo ser consideradas como pro labore para a sócia Marina Tomoe Ogata Kodama, conforme cheques, planilhas, entre outros, às fls. 1906, 1912, 1921, 1927, 1932, 1939, 1942, 1972, 1980, 2010, 2046, 2062, 2069, 2083, 2087, 2096 (numeração física), bem como em nova documentação anexa (doc. 08); · C03 – Lançamentos Conta 2102010005 – operações de empréstimo entre a recorrente e a Prisma Tintas de Jaboticabal Ltda – afirma que o cheque de fl. 2132 (processo físico) emitido pela Prisma em favor da União não foi considerado pelo auditor e pela DRJ, tampouco a devolução da União para a Prisma demonstrada em Livro Diário; · C05 e C06 – Contas 1102010374 e 1102010374 B – foi apresentada Nota Fiscal de aquisição de veículo (fl. 2155, processo físico) que a pessoa física Marina Tomoe Ogata Kodama fez à Recorrente em 03/02/2005, mas que foi tido como pró labore da sócia; e na conta C06 a fiscalização considerou o cliente João Mariano Junior como se empregado da empresa fosse; tais itens não foram analisados pela DRJ; · C08 – Lançamentos conta 1102011940 – tratase de venda de veículo e serviços efetuados ao proprietário Kioschi Ogata, devidamente adimplido pelo mesmo, razão pela qual não pode ser considerado como se pro labore fosse; · C09, C10 e C17 – Contas 1102012936, 21020110001 e 4103010004 – tratase de empréstimos efetuados pelo funcionário Tsikassi Ogata (contratos de mútuo às fls. 3688 a 3744, processo físico) no valor de R$ 149.500,00, que foram adimplidas através dos pagamentos lançados sob o nº 147, 125, 172, 184 e 209, não se referindo, portanto, à remuneração; · C14, C15, C16 e C17 – Comissão de Funcionários das prestadoras – a desconsideração das personalidades jurídicas das ME’s prestadoras de serviço, como já explanado, implicou nos presentes lançamentos indevidos; Fl. 6664DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 12 11 · C18, C19 e C20 – Contas 4103010005, 4103010006, 4102010015 – pagamentos de comissões, TAC’s, já explanados, que não integram o salário de contribuição; · C26 – Lançamentos conta 2102010003 – tratase de empréstimos efetuados pelo sócio Marcos Takeo Ogata à recorrente, com documentação comprobatória às fls. 4563/4603, não podendo ser considerados como pro labore; · C27 – Lançamentos conta 2102010006 – Tratase de pagamentos e devoluções de empréstimos efetuados pela empresa José Roberto ME à Recorrente. O fiscal considerou tais devoluções como se fossem pagamentos de salário ao funcionário José Roberto de Souza, confundido as pessoas física e jurídica. Doc’s às fls. 4606 a 4706; · C28, C29 e C30 – Contas 4101010055, 4101010054 e 4101010054 B – tratamse de despesas operacionais da recorrente, não se equiparando em nada com remuneração de qualquer espécie relacionada a funcionários; · C31, C32, C33, C34 e C35 – Contas 4101010047, 4101010047 B, 2101010288, 2101010366, 4101010049 – tratamse de pagamentos que a Recorrente fazia às suas prestadoras de serviço por oportunidade do acerto de contas, como já explanado no presente recurso; · C36 e C37 – Contas 2101140001 e 2101140001 B – tratamse de contas onde eram feitos os lançamentos contábeis referentes à captação de recursos junto a instituições financeiras, embora possuísse o nome “Adiantamento de clientes”. Alega que as operações foram compreendidas pelo órgão julgador, no entanto, não foi levado em consideração pelo fiscal a extensa documentação que comprovava os lançamentos a crédito, anteriores aos lançamentos a débito na mesma conta, conforme cheques e outros documentos emitidos pelos sócios, funcionários e outras empresas que prestam serviços, todos nominais à Recorrente. Juntou, ao recurso, novos documentos também comprobatórios desta operação, justificando não se tratar de salários ou pro labore dos sócios (doc. 09) Por fim requereu: 1. A anulação do acórdão de primeira instância, por total falta de motivação, ao desconsiderar os principais elementos de defesa e documentação juntados, em flagrante ofensa à ampla defesa e contraditório; 2. Subsidiariamente, a anulação integral do presente lançamento tendo em vista a: Fl. 6665DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 13 12 a. Ilegitimidade passiva da recorrente para responder por tributos devidos por terceiros, os quais, inclusive, já foram pagos na sistemática do SIMPLES pelas ME’s prestadoras de serviços; b. Total regularidade da operação, lastreada em prova robusta, e, ainda que se considerasse a sujeição passiva da recorrente, grande parte das verbas não possuiriam natureza salarial (remuneratória). À fl. 6642 foi encaminhado o presente recurso para apreciação por este CARF. É o relatório. Fl. 6666DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 14 13 VOTO Conselheira Carolina Wanderley Landim Relatora O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, razão pela qual dele tomo conhecimento. Da análise dos presentes autos, que ultrapassaram o número de 6600 folhas, verifico que a quase totalidade do lançamento guarda íntima relação com o manancial de documentos trazidos pela Recorrente ao processo nas oportunidades em que lhe foi oportunizado defenderse, quais sejam: em sua peça Impugnatória, voluntariamente (quando da juntada das microfilmagens e documentos solicitados às instituições financeiras, anteriormente requisitadas), quando da realização da primeira e da segunda diligências solicitadas antes do julgamento em primeira instância, bem como às informações e documentos acostados ao presente recurso. Em todas as oportunidades, a Recorrente, em conjunto com suas alegações de defesa, faz referência expressa à documentação trazida aos autos correlacionandoas a cada item dos lançamentos (levantamentos) efetuados pelo fiscal autuante. É o que se observa dos lançamentos intitulados “C01 a C37”, obtidos a partir de sua contabilidade, que foram considerados como base de cálculo para incidência de contribuição previdenciária exigida através do Auto de Infração que ora se analisa. Como podemos observar no Relatório acima, para cada item lançado, há um conjunto de documentos, a exemplo de cheques, contratos de empréstimo, livros Diário e Razão, notas promissórias, planilhas, entre outros, sobre os quais a Recorrente entende não ter havido uma “análise minuciosa” por parte do fiscal, que promoveu algumas retificações do seu lançamento a partir do extenso conjunto de documentos juntados aos autos, tendo aduzido, em relação ao quantum remanescente (que corresponde à maior parte), que a empresa não logrou comprovar o alegado. Diante deste cenário, não havendo uma resposta de fato conclusiva da autoridade autuante acerca dos documentos trazidos ao processo, tendo o Recorrente insistido nas mesmas alegações em relação aos mesmos documentos, passo então a analisar, por amostragem, algumas alegações e documentos que instruíram o recurso da Recorrente, que desde já os conheço por força do Princípio da Verdade Material que rege o processo administrativo Fiscal, com vistas a inferir a pertinência das alegações. A título de exemplo, tratemos das Contas (lançamentos) C02 e C36. C02 – LANÇAMENTOS CONTA 2102010004 – Pagamentos à Sócia MARINA TOMOE OGATA KODAMA De acordo com o Relatório Fiscal, fl. 804, tratase de valores pagos à sócia Marina Kodama, sem a devida declaração em GFIP nem relacionado em Folha, tendo em vista que não houve comprovação de que se tratava de devolução de empréstimos anteriormente cedido à União Taquaritinga. Fl. 6667DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 15 14 De outro lado, afirma a recorrente tratarse de devoluções de valores à empresa MARINA TOMOE OGATA KODAMAME, que restaram claramente identificadas nos cheques anexos às fls. 1906, 1912, 1921, 1927, 1932, 1939, 1942, 1972, 1980, 2010, 2046, 2062, 2069, 2083, 2087, 2096 (numeração física), mas que o Fiscal, numa possível confusão entre pessoas física e jurídica, considerou como valores a título de “prólabore” pagos à sócia Marina Tomoe Ogata Kodama. Analisando os documentos de fls. 6606 a 6616 (numeração digital), há indícios de que realmente tenha havido neste caso a cessão de valores pela pessoa jurídica MARINA TOMOE OGATA KODAMAME à União Taquaritinga no valor de R$ 27.000,00 em 12/01/2007 (fl. 6610), e que restou lançado “a crédito” na conta 2102010004, conforme fl. 6609. Informa o recorrente que tal valor foi “devolvido” (lançamento a débito) mediante os pagamentos (todos posteriores) informados na fl. 6608, e que tais valores foram objeto de lançamento perpetrado pelo fiscal autuante, conforme tabela abaixo: Sendo assim, tendo em vista que a situação acima parece ter ocorrido em diversos lançamentos nesta mesma rubrica (C02), e a afirmação da Recorrente de que a documentação apresentada nos autos é capaz de afastar tais lançamentos, tornase prudente a realização de diligência com o objetivo analisar a situação acima exemplificada, para constatar de forma conclusiva se houve êxito na comprovação da origem dos valores por parte da Recorrente, bem como que haja uma análise criteriosa da integralidade das provas trazidas aos autos pela Recorrente, inclusive as do seu Recurso Voluntário, em nome do Princípio da Verdade Material. Devese salientar, contudo, que a própria Recorrente informa a possibilidade de existirem diferenças quando da devolução/pagamento (excedendo o valor inicial do empréstimo) em virtude de despesas oriundas do empréstimo obtido, a exemplo de reembolso de CPMF e reembolso de tarifa por cheque superior. C36 – LANÇAMENTOS CONTA 2101140001 – ADIANTAMENTO DE CLIENTES Segundo o relatório fiscal, fl. 889, a conta em epígrafe contemplou valores pagos a funcionários e/ou sócios sem que houvesse a devida declaração em GFIP, tampouco relacionados em folha. A Recorrente afirma em seu recurso tratarse de conta onde eram feitos os lançamentos contábeis referentes à captação de recursos junto a instituições financeiras, embora possuísse o nome “Adiantamento de clientes”. Alega que, apesar de clara, a efetiva Fl. 6668DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 16 15 natureza das operações não foi levada em consideração pelo fiscal nem pela DRJ a extensa documentação que comprovava os lançamentos a crédito, anteriores aos lançamentos a débito na mesma conta, conforme cheques e outros documentos emitidos pelos sócios, funcionários e outras empresas que prestam serviços, todos nominais à Recorrente. Juntou, ao recurso, novos documentos também comprobatórios desta operação, justificando não se tratar de salários ou prólabore dos sócios (doc. 09). A Recorrente traz em sua Impugnação (e reitera em seu recurso) uma exemplificação da operação que visava a “captação de crédito” junto a instituições financeiras, a qual se transcreve abaixo: “Por orientação das próprias instituições financeiras, a empresa começou a utilizar títulos emitidos pelos sócios, funcionários e outras empresa que prestam serviço à mesma, para caucionar os créditos almejados nas instituições financeiras. Salientase que tais operações visam exclusivamente a capitação de recursos, não existindo aquisição de crédito por parte dos emitentes dos títulos, ou seja, tratase de pura circulação de papel, no qual o crédito apenas circula pelas contas correntes dos emitentes dos títulos e da empresa Impugnante, no qual a empresa se beneficia do crédito fornecido pelo banco e do prazo para pagamento. Exemplo: a empresa empresta um cheque prédatado do sócio MARCOS TAKEO OGATA no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), através desse título a Impugnante levanta crédito em determinada instituição financeira através de desconto e quando da apresentação do mesmo pela instituição compradora do título, a empresa Impugnante é responsável pela cobertura na conta corrente do emitente do título. No decorrer dos anos, face a diminuição do fluxo de caixa, pelos motivos já declinados, a empresa foi obrigada a estender a operação que só era restrita ao sócio, para terceiras pessoas, que se entendem como colaboradores da empresa, e que dependem da sobrevivência da mesma para se manterem.” A Recorrente informa, por exemplo, à fl. 6506, que o fiscal considerou o lançamento a débito na Conta 2101140001, em 20/06/2006, no valor de R$ 18.300,00 como pagamento de salario/retirada de prólabore. Aduz a Recorrente que tais valores possuem sua origem na cessão do mesmo montante, R$ 18.300,00, por parte da JOSÉ ROBERTO DE SOUZA MONTE ALTO ME à União Taquaritinga, conforme operação explanada acima, respaldandose no cheque nominal à União contido à fl. 6507, e devidamente registrado em sua contabilidade conforme fl. 6508, lançado a crédito na conta 2101140001 no valor de R$ 18.300,00, o que segundo a recorrente demonstraria o ingresso/origem de tais valores. Vale registrar, assim como o levantamento C02, e outros contidos no auto de infração, o mesmo se aplica a uma série situações que a Recorrente afirma estar respaldada em documentação hábil para afastar grande parte da autuação, e que foi apresentada ao longo do presente PAF. Fl. 6669DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA Processo nº 18088.000757/200810 Resolução nº 2401000.439 S2C4T1 Fl. 17 16 Diante do exposto, considerando que a análise integral dos documentos apresentados pelo contribuinte é medida que se impõe, em observância aos princípios da verdade material, da ampla defesa e contraditório, bem como do devido processo legal (art. 5º, LIV e LIV, CF/88), voto no sentido de converter o julgamento em diligência para o órgão competente analise a integralidade da documentação trazida aos autos pelo contribuinte em suas manifestações (Impugnação, resposta às diligências e Recurso), esclarecendo, item a item, a partir da documentação apresentada, os seguintes pontos: · C02 – Lançamentos Conta 2102010004 – se a documentação apresentada comprova o ingresso (origem) dos valores de que a Recorrente afirma tratar de “devolução de empréstimos” à Marina ME; · C03 – Lançamentos Conta 2102010005 – manifestarse conclusivamente acerca do cheque à fl. 2132 (processo físico), bem como a correspondente demonstração em Livro Diário que respaldariam as operações de empréstimo entre a recorrente e a Prisma Tintas de Jaboticabal Ltda; · C26 – Lançamentos conta 2102010003 – se de fato houve a comprovação acerca da existência de empréstimos cedidos à União Taquaritinga pelo sócio Marcos Takeo Ogata, conforme documentos às fls. 4563/4603 (numeração física; · C27 – Lançamentos conta 2102010006 – Verificar se a documentação juntada às fls. 4606 a 4706 (numeração física) são capazes de comprovar a origem dos recursos, tendo em vista a afirmação da recorrente de que se trata de pagamentos e devoluções de empréstimos efetuados pela empresa JOSE ROBERTO ME à União, e não de pagamentos de salários ao funcionário José Roberto; · C36 e C37 – Contas 2101140001 e 2101140001 B – verificar se a documentação trazida aos autos, do qual se extraiu o exemplo de fls. 6506 a 6508 (numeração digital), é capaz de comprovar o ingresso dos valores (lançamentos a crédito) na referidas contas; · Analisar de forma criteriosa todos os documentos apresentados pelo sujeito passivo que não tenham sido acolhidos pela DRJ ou pelo próprio Autuante, confrontandoos com os levantamentos que lastrearam do Auto de Infração. Após a realização da referida diligência, deverá ser a Recorrente intimada para, querendo, manifestarse sobre o seu resultado. Com ou sem manifestação da Recorrente no prazo estipulado, voltem os autos a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais para julgamento do Recurso Voluntário interposto. Carolina Wanderley Landim. Fl. 6670DF CARF MF Impresso em 31/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 10/03/2015 por AMARILDA BATISTA AMORIM, Assinado digitalmente em 10/03/2 015 por CAROLINA WANDERLEY LANDIM, Assinado digitalmente em 23/03/2015 por ELAINE CRISTINA MONTEIRO E SILVA VIEIRA
score : 1.0
Numero do processo: 13896.910115/2012-61
Turma: Primeira Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Jan 28 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Wed Apr 01 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 3801-000.899
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do presente voto.
(assinado digitalmente)
Flavio de Castro Pontes - Presidente.
(assinado digitalmente)
Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
Nome do relator: MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201501
turma_s : Primeira Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Apr 01 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 13896.910115/2012-61
anomes_publicacao_s : 201504
conteudo_id_s : 5450030
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Apr 01 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3801-000.899
nome_arquivo_s : Decisao_13896910115201261.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL
nome_arquivo_pdf_s : 13896910115201261_5450030.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do presente voto. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes - Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes.
dt_sessao_tdt : Wed Jan 28 00:00:00 UTC 2015
id : 5884043
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:39:11 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047703155376128
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1572; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE01 Fl. 11 1 10 S3TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 13896.910115/201261 Recurso nº Voluntário Resolução nº 3801000.899 – 1ª Turma Especial Data 28 de janeiro de 2015 Assunto Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS Recorrente JPTE ENGENHARIA LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, em converter o julgamento em diligência, nos termos do presente voto. (assinado digitalmente) Flavio de Castro Pontes Presidente. (assinado digitalmente) Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros Paulo Sérgio Celani, Cassio Schappo, Marcos Antônio Borges, Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira e Flávio de Castro Pontes. Relatório Tratase de Manifestação de Inconformidade contra Despacho Decisório eletronicamente emitido pela Delegacia da Receita Federal do Brasil no Recife, por meio do RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 38 96 .9 10 11 5/ 20 12 -6 1 Fl. 204DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13896.910115/201261 Resolução nº 3801000.899 S3TE01 Fl. 12 2 qual foi não homologada a Declaração de Compensação DCOMP em que é indicado suposto crédito a título de pagamento indevido ou a maior da COFINS. Por bem descrever os fatos, transcrevo o Relatório da DRJ de Recife: 2. A não homologação da compensação se deu porque, embora localizado supradito pagamento, ele fora integralmente utilizado para quitação de débitos do contribuinte, não restando crédito disponível para a compensação. 3. No recurso, a defendente alega que tem por objeto a prestação de serviços técnicos no ramo de engenharia e que tem como principal tomadora de serviços o Grupo PETROBRÁS, estando submetida ao pagamento, dentre outros tributos, da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP, relativamente às quais as Leis nº 10.637/2002 e 10.833/2003 estabeleceram sistemática não cumulativa de pagamento, que consiste “em deduzir, dos débitos apurados de cada contribuição, os respectivos créditos admitidos na legislação”. 4. Transcreve a recorrente o art. 3º, da Lei nº 10.833/2003, que prevê a possibilidade de desconto de créditos da COFINS, e apresenta decisões administrativas e judiciais que tratam do conceito de insumos para fins de desconto de créditos desta contribuição, após o que assevera que, “fundamentada na legislação tributária e no entendimento dado pelos Tribunais Pátrios, em decorrência de recolhimentos realizados a maior no exercício de liquidação de sua carga tributária inerente às Contribuições Sociais em comento, razão pela qual requereuse a presente compensação administrativa”. 5. Diz ter cumprido todas as etapas legais estabelecidas e que preencheu todos os requisitos e que, desta forma, não haveria que se negar a homologação das compensações e muito menos ainda aplicar multa. 6. Argúi que a alegação do Despacho Decisório recorrido de que inexistiria crédito indicaria, de forma clara, erro no cruzamento de informações dos sistemas que impediu a identificação do crédito, que fala ser líquido e certo. 7. Menciona que, para sanar quaisquer dúvidas, apresenta Demonstrativo de Apuração das Contribuições Sociais – DACON e de Declaração de Débitos e Créditos – DCTF da DCOMP. 8. Ao final, diante das provas apresentadas, requereu o acolhimento da defesa e que seja julgada “improcedente a autuação e, em decorrência, cancelada a exigência”. 9. Dentre outros documentos, a contribuinte anexou aos presentes autos cópia de DACON retificadora e este. Analisando o caso, a Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Recife entendeu por bem julgar improcedente a Manifestação de Inconformidade do contribuinte, ao Fl. 205DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13896.910115/201261 Resolução nº 3801000.899 S3TE01 Fl. 13 3 argumento de que este não apresentou documentos que evidenciassem, de forma inequívoca, o direito ao pretendido indébito. Transcrevase a ementa da referida decisão: TRIBUTO. PAGAMENTO ESPONTÂNEO. RESTITUIÇÃO. RECONHECIMENTO. REQUISITOS. O reconhecimento do direito à restituição/compensação de tributo recolhido de acordo com confissão de dívida constante de DCTF ativa quando da emissão do Despacho Decisório que não homologa a compensação exige a comprovação, pelo sujeito passivo, de erro na confissão e de que o pagamento realizado foi indevido ou a maior que o devido em face da legislação aplicável ou das circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido. DIREITO CREDITÓRIO. PROVAS. MOMENTO PARA APRESENTAÇÃO. Ressalvadas as hipóteses das alíneas “a” a “c”, do art. 16, do Decreto nº 70.235/72, as provas do direito creditório devem ser apresentadas por ocasião da interposição da Manifestação de Inconformidade, precluindo o direito de posterior juntada. Manifestação de Inconformidade Improcedente Direito Creditório Não Reconhecido. Diante dessa decisão, o contribuinte apresentou seu Recurso Voluntário, alegando, em síntese, que não fora intimado para prestar qualquer esclarecimento ou apresentar documentação fiscal que atestassem a natureza e demonstrassem inequivocamente o seu crédito, tendo o seu pedido de compensação sido não homologado direto por meio de despacho eletrônico. Assim, juntou ao Recurso todos os documentos contábeis, fiscais, relatórios, planilhas demonstrativas, balancetes, que comprovam a natureza do crédito. Registrou também disponibilizar os documentos fiscais e contábeis, que poderão ser retirados a qualquer momento no arquivo central da empresa, em Barueri. Argumentou que o processo administrativo fiscal possui como princípio a verdade material e traz jurisprudência deste Conselho e do Poder Judiciário sobre a necessidade e importância de sua aplicação. É o relatório. Fl. 206DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13896.910115/201261 Resolução nº 3801000.899 S3TE01 Fl. 14 4 Voto Conselheira Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel, Relatora O Recurso Voluntário foi apresentado dentro do prazo legal, reunindo, ainda, os demais requisitos de admissibilidade. Portanto, dele conheço. Analisando os autos, entendo que no julgamento da Manifestação de Inconformidade apresentada pela Recorrente, a Delegacia de Julgamento de Recife poderia, de ofício, independentemente de requerimento expresso, ter realizado diligências para aferir autenticidade e correção dos créditos declarados pela Recorrente. Esta é a orientação do artigo 18 do Decreto 70.235/72. Confirase: Art. 18. A autoridade julgadora de primeira instância determinará, de ofício ou a requerimento do impugnante, a realização de diligências ou perícias, quando entendêlas necessárias, indeferindo as que considerar prescindíveis ou impraticáveis, observando o disposto no art. 28, in fine. (Redação dada pela Lei nº 8.748, de 1993) A ilação do citado dispositivo do Decreto que rege o processo administrativo é de que deve a Administração Pública se valer de todos os elementos possíveis para aferir a autenticidade das declarações dos contribuintes, o que, data venia, não foi feito no presente caso. Devese ressaltar, sobre o processo administrativo fiscal, que ele é delineado por diversos princípios, dentre os quais se destaca o da Verdade Material, cujo fundamento constitucional reside nos artigos 2º e 37 da Constituição Federal, no qual o julgador deve pautar suas decisões. Ou seja, o julgador deve perseguir a realidade dos fatos, para que não incorra em decisões injustas ou sem fundamento. Nesse sentido, são os ensinamentos do ilustre Professor James Marins: A exigência da verdade material corresponde à busca pela aproximação entre a realidade factual e sua representação formal; aproximação entre os eventos ocorridos na dinâmica econômica e o registro formal de sua existência; entre a materialidade do evento econômico (fato imponível) e sua formalidade através do lançamento tributário. A busca pela verdade material é princípio de observância indeclinável da Administração tributária no âmbito de suas atividades procedimentais e processuais. (grifouse). (MARINS, James. Direito Tributário brasileiro: (administrativo e judicial). 4. ed. São Paulo: Dialética, 2005. pág. 178 e 179.) No processo administrativo tributário, o julgador deve sempre buscar a verdade e, portanto, não pode basear sua decisão em apenas uma prova carreada nos autos. É permitido ao julgador administrativo, inclusive, ao contrário do que ocorre nos processos judiciais, não ficar restrito ao que foi alegado, trazido e provado pelas partes, devendo sempre buscar todos os elementos capazes de influir em seu convencimento. Isto porque, no processo administrativo não há a formação de uma lide propriamente dita, não há, em tese, um conflito de interesses. O objetivo é esclarecer a Fl. 207DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13896.910115/201261 Resolução nº 3801000.899 S3TE01 Fl. 15 5 ocorrência dos fatos geradores de obrigação tributária, de modo a legitimar os atos da autoridade administrativa. Este Conselho, em reiteradas decisões, há muito se posiciona no sentido de que o processo administrativo, em especial o julgador, deve ter como norte a verdade material para solução da lide. Confirase: IPI. PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL. Nos termos do § 4º do artigo 16 do Decreto 70.235/72, é facultado ao sujeito passivo a apresentação de elementos probatórios na fase impugnatória. A não apreciação de documentos juntados aos autos ainda na fase de impugnação, antes, portanto, da decisão, fere o princípio da verdade material com ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa. No processo administrativo predomina o princípio da verdade material, no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação. Deve ser anulada decisão de primeira instância que deixa de reconhecer tal preceito. Processo anulado. (13896.000730/00 99, Recurso Voluntário n°. 132.865, ACÓRDÃO 20312338, Relator Dalton Cesar Cordeiro de Miranda) PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO PROVA MATERIAL APRESENTADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA DE JULGAMENTO PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE PROCESSUAL E A BUSCA DA VERDADE MATERIAL A não apreciação de provas trazidas aos autos depois da impugnação e já na fase recursal, antes da decisão final administrativa, fere o princípio da instrumentalidade processual prevista no CPC e a busca da verdade material, que norteia o contencioso administrativo tributário. "No processo administrativo predomina o princípio da verdade material no sentido de que aí se busca descobrir se realmente ocorreu ou não o fato gerador, pois o que está em jogo é a legalidade da tributação. O importante é saber se o fato gerador ocorreu e se a obrigação teve seu nascimento". (Ac. 103 18789 3ª. Câmara 1º. C.C.). Precedente: Acórdão CSRF/0304.371 RECURSO VOLUNTÁRIO PROVIDO. (10950.002540/200565, Recurso Voluntário n°. 136.880, Acórdão 30239947, Relatora Judith do Amaral Marcondes) IRPJ PREJUÍZO FISCAL IRRF RESTITUIÇÃO DE SALDO NEGATIVO ERRO DE FATO NO PREENCHIMENTO DA DIPJ PREVALÊNCIA DA VERDADE MATERIAL Não procede o não reconhecimento de direito creditório relativo a IRRF que compõe saldo negativo de IRPJ, quando comprovado que a receita correspondente foi oferecida à tributação, ainda que em campo inadequado da declaração. Recurso provido. (Número do Recurso: 150652 Câmara: Quinta Câmara Número do Processo: 13877.000442/200269 – Recurso Voluntário: 28/02/2007) COMPENSAÇÃO ERRO NO PREENCHIMENTO DA DECLARAÇÃO E/OU PEDIDO – Uma vez demonstrado o erro no preenchimento da declaração e/ou pedido, deve a verdade material prevalecer sobre a formal. Recurso Voluntário Provido. (Número do Recurso: 157222 Primeira Câmara Número do Fl. 208DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES Processo nº 13896.910115/201261 Resolução nº 3801000.899 S3TE01 Fl. 16 6 Processo:10768.100409/200368 – Recurso Voluntário: 27/06/2008 Acórdão 10196829). Assim, devem ser considerados, in casu, a DACON que foi retificada pelo Recorrente, que, a princípio, em uma análise superficial, demonstra créditos passíveis de compensação. Contudo, só através de diligência, que deverá ser realizada pela DRF de Recife, é que se poderá ter certeza de que os créditos utilizados são mesmo decorrentes de bens e serviços utilizados como insumos na sua prestação de serviços de engenharia e, em conseqüência, são passíveis de compensação, como pretendeu a Recorrente. Não se pode olvidar que consta anexada aos Autos, além da DACON retificada, balancete, documentação fiscal e contábil passível de verificação do direito creditório. Tal documentação, contudo, não foi considerada pela DRJ/Recife, sob a alegação de ter sido apresentada posteriormente ao indeferimento da compensação. Tendo em vista o acima exposto, voto por converter o julgamento em diligência à DRF de Recife para: 1. Apurar se, com base na documentação acostada aos autos, os valores dos créditos de bens e serviços utilizados como insumos na sua atividade declarado no DACON retificado estão corretos; 2. Caso se entenda que a documentação acostada aos autos não seja suficiente para a verificação dos créditos, intimar a empresa a apresentar documentos adicionais para esse fim específico, concedendolhe prazo para tal apresentação; 3. Intimar a empresa a se manifestar acerca da diligência realizada, se assim desejar, no prazo de trinta dias de sua ciência; 4. Retornar os presentes autos ao CARF para julgamento. Maria Inês Caldeira Pereira da Silva Murgel Fl. 209DF CARF MF Impresso em 01/04/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado dig italmente em 27/03/2015 por MARIA INES CALDEIRA PEREIRA DA SILVA MURGEL, Assinado digitalmente em 31 /03/2015 por FLAVIO DE CASTRO PONTES
score : 1.0
Numero do processo: 10120.004237/2005-70
Turma: Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 2005
Crédito Presumido. Estoque de Abertura
O crédito presumido sobre o estoque de abertura, passível de dedução da base de cálculo da Cofins, segundo a legislação tributária de regência, será calculado à alíquota de três por cento.
Base de Cálculo. Ajustes.
Na apuração da base de cálculo da contribuição para PIS e da Cofins, a dedução da sobra é aquela apurada na Demonstração do Resultado do Exercício, no fim do ano-calendário,
Crédito Presumido. Compensação. Impossibilidade
A legislação tributária de regência expressamente prevê que o crédito presumido apurado com base no custo de aquisição serve apenas para dedução do valor devido da Cofins, veda a compensação com débitos tributários próprios.
Numero da decisão: 3101-001.257
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário.
HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente.
RODRIGO MINEIRO FERNANDES - Redator designado ad hoc.
EDITADO EM: 11/03/2015
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Adriana Oliveira e Ribeiro, Rodrigo Mineiro Fernandes (Suplente), Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
Nome do relator: VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201209
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 2005 Crédito Presumido. Estoque de Abertura O crédito presumido sobre o estoque de abertura, passível de dedução da base de cálculo da Cofins, segundo a legislação tributária de regência, será calculado à alíquota de três por cento. Base de Cálculo. Ajustes. Na apuração da base de cálculo da contribuição para PIS e da Cofins, a dedução da sobra é aquela apurada na Demonstração do Resultado do Exercício, no fim do ano-calendário, Crédito Presumido. Compensação. Impossibilidade A legislação tributária de regência expressamente prevê que o crédito presumido apurado com base no custo de aquisição serve apenas para dedução do valor devido da Cofins, veda a compensação com débitos tributários próprios.
turma_s : Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10120.004237/2005-70
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5442483
dt_registro_atualizacao_tdt : Wed Mar 18 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3101-001.257
nome_arquivo_s : Decisao_10120004237200570.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : VANESSA ALBUQUERQUE VALENTE
nome_arquivo_pdf_s : 10120004237200570_5442483.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. HENRIQUE PINHEIRO TORRES - Presidente. RODRIGO MINEIRO FERNANDES - Redator designado ad hoc. EDITADO EM: 11/03/2015 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Adriana Oliveira e Ribeiro, Rodrigo Mineiro Fernandes (Suplente), Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente).
dt_sessao_tdt : Wed Sep 26 00:00:00 UTC 2012
id : 5863880
ano_sessao_s : 2012
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:38:18 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047703198367744
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 4; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1932; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3C1T1 Fl. 106 1 105 S3C1T1 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10120.004237/200570 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 3101001.257 – 1ª Câmara / 1ª Turma Ordinária Sessão de 26 de setembro de 2012 Matéria Pedido de Ressarcimetno Recorrente GOIAS CARNE COOPERATIVA DOS PRODUTORES AGROPECUARIOS DE GOIAS LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2005 Crédito Presumido. Estoque de Abertura O crédito presumido sobre o estoque de abertura, passível de dedução da base de cálculo da Cofins, segundo a legislação tributária de regência, será calculado à alíquota de três por cento. Base de Cálculo. Ajustes. Na apuração da base de cálculo da contribuição para PIS e da Cofins, a dedução da sobra é aquela apurada na Demonstração do Resultado do Exercício, no fim do anocalendário, Crédito Presumido. Compensação. Impossibilidade A legislação tributária de regência expressamente prevê que o crédito presumido apurado com base no custo de aquisição serve apenas para dedução do valor devido da Cofins, veda a compensação com débitos tributários próprios. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros da Primeira Turma Ordinária da Primeira Câmara da Terceira Seção, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso voluntário. HENRIQUE PINHEIRO TORRES Presidente. RODRIGO MINEIRO FERNANDES Redator designado ad hoc. EDITADO EM: 11/03/2015 AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 12 0. 00 42 37 /2 00 5- 70 Fl. 425DF CARF MF Impresso em 18/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/03 /2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/03/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10120.004237/200570 Acórdão n.º 3101001.257 S3C1T1 Fl. 107 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Corintho Oliveira Machado, Adriana Oliveira e Ribeiro, Rodrigo Mineiro Fernandes (Suplente), Vanessa Albuquerque Valente, Luiz Roberto Domingo e Henrique Pinheiro Torres (Presidente). Relatório Trata o presente processo de Pedido de Ressarcimento de pretenso crédito de Cofins, apurado no 1º trimestre do anocalendário 2005, oriundo de exportação de mercadorias para o Mercado externo, consoante o artigo 6º, § 1º, da Lei n" 10.833, de 2003. Posteriormente, no anocalendário 2005, a contribuinte apresentou as declarações de compensação, via formulários, nas quais compensou débitos de IRPJ e CSLL apurados nos meses de abril do anocalendário 2005. A autoridade administrativa competente proferiu despacho decisório, através do qual deferiu parcialmente o pedido de ressarcimento, reconheceu parcialmente o direito creditório, e homologou as compensações realizadas nas declarações de compensação até o limite do crédito reconhecido. Foram efetuadas as seguintes glosas: (a) ajuste na dedução da base de cálculo da COFINS das sobras líquidas apuradas no DRE; (b) glosa parcial do crédito presumido sobre o estoque de abertura, calculado com base na alíquota de 3% e não 7,60% como considerou o contribuinte; e (c) exclusão do saldo credor a ressarcir do valor correspondente ao crédito presumido das agroindústrias. Regularmente cientificado, o contribuinte apresentou sua manifestação de inconformidade, alegando a procedência de seu requerimento nos seguintes pontos: DEDUÇÃO DAS SOBRAS LÍQUIDAS DA BASE DE CÁLCULO DA COFINS; CRÉDITO I'RESUMIDO CALCULADO À ALíQUOTA 7.6% SOBRE ESTOQUE DE ABERTURA; CRÉDITO PRESUMIDO — ATIVIDADES AGROPECUÁRIAS. Também requereu a produção de provas, especialmente a pericial; o recebimento do recurso nos efeitos suspensivo e devolutivo; e a aplicação da taxa SELIC entre a data do pedido de restituição até a data da completa satisfação do crédito. A DRJ competente manteve o indeferimento do pleito e o contribuinte recorreu a este Conselho. Voto Conselheiro Rodrigo Mineiro Fernandes – redator ad hoc Por intermédio do Despacho de fls. 434, nos termos da disposição do art. 17, III, do Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – RICARF, aprovado pela Portaria MF 256, de 22 de junho de 2009, incumbiume o Presidente da Turma a formalizar o Acórdão 3101001.257, não entregue pela relatora original, Conselheira Vanessa Albuquerque Valente, que não integra mais nenhum dos colegiados do CARF. Fl. 426DF CARF MF Impresso em 18/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/03 /2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/03/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10120.004237/200570 Acórdão n.º 3101001.257 S3C1T1 Fl. 108 3 Desta forma, a elaboração deste voto deve refletir a posição adotada pelo relatora original e pelos demais integrantes do colegiado. No recurso voluntário, os argumentos de defesa da contribuinte giram em torno da dedução das sobras líquidas apuradas na Demonstração do Resultado do Exercício da base de cálculo da Cofins; alíquota do crédito presumido aplicada sobre o estoque de abertura, e exclusão do saldo a ressarcir correspondente ao crédito presumido das agroindústrias. O órgão julgador a quo rejeitou os argumentos trazidos na manifestação de inconformidade, que foram repisados no Recurso Voluntário, pelos seguintes fundamentos, que confirmamos no presente julgamento e adotamos como razão de decidir: (a) Ajuste na dedução da base de cálculo da COFINS das sobras líquidas apuradas no DRE A legislação tributária de regência não autoriza a dedução das sobras líquidas mês a mês, mas apenas a dedução a partir do mês de sua formação, devendo o excesso ser aproveitado nos meses subseqüentes. Desse modo, inferese que o procedimento adotado pela autoridade fiscal no ajuste da base de cálculo da Cofins está de acordo com as normas contábeis, fiscais e estatutária da manifestante, não merecendo assim qualquer reparo. (b) Alíquota do crédito presumido aplicada sobre o estoque de abertura Quanto ao crédito presumido sobre estoque aproveitado pela contribuinte, igualmente não tem razão a alegação de que, tendo em vista a entrada em vigor das disposições que tratam da não cumulatividade do PIS e da Cofins, às alíquotas aplicadas aos estoques estariam corretas. O equívoco da manifestante está em desconsiderar o disposto no art. 12 da Lei n" 10.833, de 2003, que trata especificamente do direito a desconto correspondente ao estoque da abertura dos bens antes da entrada em vigor das normas da nãocumulatividade. Destarte, correto novamente o procedimento fiscal ao reduzir á aplicação pela contribuinte da alíquota de 7,60% sobre o valor do estoque de abertura para 3%, conforme as normas tributárias da nãocumulatividade da contribuição para o PIS e a Cofins, não merecendo, dessa forma, prosperar os argumentos de defesa da reclamante. (c) Exclusão do saldo credor a ressarcir do valor correspondente ao crédito presumido das agroindústrias A possibilidade de compensação com débitos próprios de outros tributos administrados pela RFB, restringese apenas ao saldo credor da Cofins apurado na forma do art. 3º das Leis nº 10.637, de 2002, e 10.833, de 2003, e do art. 15 da Lei nº10.865, de 2004, acumulado ao final de cada trimestre do anocalendário em virtude do disposto no art. 17 da Lei nº 11.033, de 2004, o que não inclui o crédito presumido citado, que tem sua base legal introduzida pelo art. 8º da Lei nº 10.925, de 2004. Além desse fato, o disposto no art. 8º prevê que o crédito presumido apurado, apenas pode ser utilizado para deduzir da contribuição da Cofins, Fl. 427DF CARF MF Impresso em 18/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/03 /2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/03/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S Processo nº 10120.004237/200570 Acórdão n.º 3101001.257 S3C1T1 Fl. 109 4 devida em cada período de apuração, o que também afasta a possibilidade de compensação com créditos próprios de outros tributos. Ademais, o comando previsto no art. 8º da Lei nº 10.925 de 2004 dispõe sobre a dedução da Cofins devida com crédito presumido apurado na aquisição de produtos para atividade agroindustrial, o que lhe confere mais especificidade do que a regra contida no inciso 1 do art. 16 da Lei nº 11.116, de 2006, a qual prevê, genericamente, a compensação de débitos próprios com os créditos apurados na forma prevista no caput do artigo citado Diante do exposto, voto por negar provimento ao Recurso Voluntário. E essas são as considerações possíveis para suprir a inexistência do voto. Rodrigo Mineiro Fernandes – Redator ad hoc Fl. 428DF CARF MF Impresso em 18/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 11/03/2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/03 /2015 por RODRIGO MINEIRO FERNANDES, Assinado digitalmente em 11/03/2015 por HENRIQUE PINHEIRO TORRE S
score : 1.0
Numero do processo: 19515.002353/2005-95
Turma: Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
Câmara: Primeira Câmara
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
Data da publicação: Mon Feb 23 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Ano-calendário: 2000, 2001
POSTERGAÇÃO DO PAGAMENTO DE TRIBUTO. COMPROVAÇÃO DE TRIBUTAÇÃO.
Os valores que, por competirem a outro período-base, forem, para efeito de determinação do lucro real, adicionados ao lucro líquido do exercício, ou dele excluídos, serão, na determinação do lucro real do período competente, excluídos do lucro líquido ou a ele adicionados, respectivamente.A inexatidão quanto ao período-base de escrituração de receita, rendimento, custo ou dedução, ou de reconhecimento de lucro, somente constitui fundamento para lançamento de imposto, diferença de imposto, correção monetária ou multa, se dela resultar:a) postergação do pagamento do imposto para exercício posterior ao em que seria devido; b) redução indevida do lucro real em qualquer período-base.
A inobservância da recomposição do lucro real pela postergação de tributos implica em erro insanável do lançamento tributário
OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS.
Comprovada a origem dos depósitos bancários tidos como não comprovados, deve-se afastar a presunção legal relativa de omissão de receitas do art. 42 da Lei nº 9.430/96.
OMISSÃO DE RECEITAS. EMPRÉSTIMOS DE SÓCIO. COMPROVAÇÃO PARCIAL.
Comprovada a natureza de empréstimos de depósitos bancários, é de se afastar a presunção legal relativa de omissão de receitas do art. 42 da Lei nº 9.430/96.
Numero da decisão: 1102-000.937
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e dar parcial provimento ao recurso para: (i) cancelar a infração relativa aos resultados operacionais escriturados, mas considerados não declarados relativos ao ano calendário de 2000, no valor de R$ 1.718.761,81; (ii) com relação à omissão de receitas por depósitos bancários, considerar comprovados os seguintes valores: R$ 134.000,00 no ano calendário 2001, e R$ 299.999,79 no ano calendário 2002, relativos aos empréstimos do sócio; R$ 16.480,00 em maio de 2001, em razão de duplicidade; R$ 4.433,60 relativo a reapresentação de cheque; e R$ 204.277,76 no ano calendário 2000, relativo aos recebimentos de clientes; e, pelo voto de qualidade, considerar também comprovado o montante de R$ 3.535.377,23 no ano calendário 2002, relativo aos depósitos bancários por recebimentos de clientes, vencidos os conselheiros Francisco Alexandre dos Santos Linhares (relator), Ricardo Marozzi Gregório e Antonio Carlos Guidoni Filho. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro José Evande Carvalho Araujo
(assinado digitalmente)
João Otávio Oppermann Thomé - Presidente
(assinado digitalmente)
Francisco Alexandre dos Santos Linhares Relator
(assinado digitalmente)
José Evande Carvalho Araújo Redator designado
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, José Evande Carvalho Araujo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Antônio Carlos Guidoni Filho, Ricardo Marozzi Gregório e João Carlos de Figueiredo Neto.
Nome do relator: FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201310
camara_s : Primeira Câmara
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Ano-calendário: 2000, 2001 POSTERGAÇÃO DO PAGAMENTO DE TRIBUTO. COMPROVAÇÃO DE TRIBUTAÇÃO. Os valores que, por competirem a outro período-base, forem, para efeito de determinação do lucro real, adicionados ao lucro líquido do exercício, ou dele excluídos, serão, na determinação do lucro real do período competente, excluídos do lucro líquido ou a ele adicionados, respectivamente.A inexatidão quanto ao período-base de escrituração de receita, rendimento, custo ou dedução, ou de reconhecimento de lucro, somente constitui fundamento para lançamento de imposto, diferença de imposto, correção monetária ou multa, se dela resultar:a) postergação do pagamento do imposto para exercício posterior ao em que seria devido; b) redução indevida do lucro real em qualquer período-base. A inobservância da recomposição do lucro real pela postergação de tributos implica em erro insanável do lançamento tributário OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Comprovada a origem dos depósitos bancários tidos como não comprovados, deve-se afastar a presunção legal relativa de omissão de receitas do art. 42 da Lei nº 9.430/96. OMISSÃO DE RECEITAS. EMPRÉSTIMOS DE SÓCIO. COMPROVAÇÃO PARCIAL. Comprovada a natureza de empréstimos de depósitos bancários, é de se afastar a presunção legal relativa de omissão de receitas do art. 42 da Lei nº 9.430/96.
turma_s : Segunda Turma Ordinária da Primeira Câmara da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Feb 23 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 19515.002353/2005-95
anomes_publicacao_s : 201502
conteudo_id_s : 5430523
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Feb 23 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1102-000.937
nome_arquivo_s : Decisao_19515002353200595.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES
nome_arquivo_pdf_s : 19515002353200595_5430523.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e dar parcial provimento ao recurso para: (i) cancelar a infração relativa aos resultados operacionais escriturados, mas considerados não declarados relativos ao ano calendário de 2000, no valor de R$ 1.718.761,81; (ii) com relação à omissão de receitas por depósitos bancários, considerar comprovados os seguintes valores: R$ 134.000,00 no ano calendário 2001, e R$ 299.999,79 no ano calendário 2002, relativos aos empréstimos do sócio; R$ 16.480,00 em maio de 2001, em razão de duplicidade; R$ 4.433,60 relativo a reapresentação de cheque; e R$ 204.277,76 no ano calendário 2000, relativo aos recebimentos de clientes; e, pelo voto de qualidade, considerar também comprovado o montante de R$ 3.535.377,23 no ano calendário 2002, relativo aos depósitos bancários por recebimentos de clientes, vencidos os conselheiros Francisco Alexandre dos Santos Linhares (relator), Ricardo Marozzi Gregório e Antonio Carlos Guidoni Filho. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro José Evande Carvalho Araujo (assinado digitalmente) João Otávio Oppermann Thomé - Presidente (assinado digitalmente) Francisco Alexandre dos Santos Linhares Relator (assinado digitalmente) José Evande Carvalho Araújo Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, José Evande Carvalho Araujo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Antônio Carlos Guidoni Filho, Ricardo Marozzi Gregório e João Carlos de Figueiredo Neto.
dt_sessao_tdt : Tue Oct 08 00:00:00 UTC 2013
id : 5826005
ano_sessao_s : 2013
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:36:43 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047703208853504
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 47; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2322; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1C1T2 Fl. 2 1 1 S1C1T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 19515.002353/200595 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 1102000.937 – 1ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 08 de outubro de 2013 Matéria IRPJ, CSLL Recorrente EWF ENGENHARIA E SERVIÇOS LTDA. Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000, 2001 POSTERGAÇÃO DO PAGAMENTO DE TRIBUTO. COMPROVAÇÃO DE TRIBUTAÇÃO. Os valores que, por competirem a outro períodobase, forem, para efeito de determinação do lucro real, adicionados ao lucro líquido do exercício, ou dele excluídos, serão, na determinação do lucro real do período competente, excluídos do lucro líquido ou a ele adicionados, respectivamente.A inexatidão quanto ao períodobase de escrituração de receita, rendimento, custo ou dedução, ou de reconhecimento de lucro, somente constitui fundamento para lançamento de imposto, diferença de imposto, correção monetária ou multa, se dela resultar:a) postergação do pagamento do imposto para exercício posterior ao em que seria devido; b) redução indevida do lucro real em qualquer períodobase. A inobservância da recomposição do lucro real pela postergação de tributos implica em erro insanável do lançamento tributário OMISSÃO DE RECEITAS. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. Comprovada a origem dos depósitos bancários tidos como não comprovados, devese afastar a presunção legal relativa de omissão de receitas do art. 42 da Lei nº 9.430/96. OMISSÃO DE RECEITAS. EMPRÉSTIMOS DE SÓCIO. COMPROVAÇÃO PARCIAL. Comprovada a natureza de empréstimos de depósitos bancários, é de se afastar a presunção legal relativa de omissão de receitas do art. 42 da Lei nº 9.430/96. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 19 51 5. 00 23 53 /2 00 5- 95 Fl. 1801DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 3 2 Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares e dar parcial provimento ao recurso para: (i) cancelar a infração relativa aos resultados operacionais escriturados, mas considerados não declarados relativos ao ano calendário de 2000, no valor de R$ 1.718.761,81; (ii) com relação à omissão de receitas por depósitos bancários, considerar comprovados os seguintes valores: R$ 134.000,00 no ano calendário 2001, e R$ 299.999,79 no ano calendário 2002, relativos aos empréstimos do sócio; R$ 16.480,00 em maio de 2001, em razão de duplicidade; R$ 4.433,60 relativo a reapresentação de cheque; e R$ 204.277,76 no ano calendário 2000, relativo aos recebimentos de clientes; e, pelo voto de qualidade, considerar também comprovado o montante de R$ 3.535.377,23 no ano calendário 2002, relativo aos depósitos bancários por recebimentos de clientes, vencidos os conselheiros Francisco Alexandre dos Santos Linhares (relator), Ricardo Marozzi Gregório e Antonio Carlos Guidoni Filho. Designado para redigir o voto vencedor o conselheiro José Evande Carvalho Araujo (assinado digitalmente) João Otávio Oppermann Thomé Presidente (assinado digitalmente) Francisco Alexandre dos Santos Linhares – Relator (assinado digitalmente) José Evande Carvalho Araújo – Redator designado Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: João Otávio Oppermann Thomé, José Evande Carvalho Araujo, Francisco Alexandre dos Santos Linhares, Antônio Carlos Guidoni Filho, Ricardo Marozzi Gregório e João Carlos de Figueiredo Neto. Fl. 1802DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 4 3 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto pela EWF ENGENHARIA E SERVIÇOS LTDA. contra acórdão proferido pela 1ª Turma da DRJ/SP1, conforme ementa a seguir: ASSUNTO: PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL Anocalendário: 2000, 2001, 2002 PRELIMINAR. NULIDADE. QUESTÕES SOBRE CONSTITUCIONALIDADE. A apreciação de inconstitucionalidade é prerrogativa outorgada pela Constituição Federal ao Poder Judiciário, eis que presumemse constitucionais todas as normas emanadas dos Poderes Legislativo e Executivo. LANÇAMENTOS DECORRENTES. O decidido quanto à infração que, além de implicar o lançamento de IRPJ implica o lançamentos da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) também se aplica a este outro lançamento naquilo em que for cabível. ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Anocalendário: 2000, 2001, 2002 OMISSÃO DE RECEITAS. CONTA BANCÁRIA. VALORES CREDITADOS. ORIGEM NÃO COMPROVADA. A Lei nº 9.430/1996, em seu art. 42, estabeleceu uma presunção legal de omissão de rendimentos que autoriza o lançamento do imposto correspondente sempre que o titular da conta bancária, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos creditados em sua conta de depósito ou de investimento. ATIVIDADE IMOBILIÁRIA. RECONHECIMENTO DE RECEITAS. Na atividade imobiliária o lucro bruto na venda de cada unidade será apurado e reconhecido quando contratada a venda. Nas venda a prazo ou em prestações o lucro bruto, para efeito de determinação do lucro real, poderá ser reconhecido nas contas de resultado de cada período de apuração proporcionalmente à receita da venda recebida. ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO Anocalendário: 2000, 2001, 2002 Fl. 1803DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 5 4 MULTA DE OFÍCIO. APLICAÇÃO. É aplicável a multa de ofício ao percentual de 75% sobre os valores apurados em lançamento de ofício. JUROS DE MORA. APLICABILIDADE DA TAXA SELIC. Sobre os créditos tributários vencidos e não pagos incidem os juros de mora equivalentes à taxa Selic para títulos federais. Impugnação Improcedente Crédito Tributário Mantido A 1ª Turma de Julgamento da DRJ/SP1, por unanimidade, julgou improcedente a impugnação, mantendo o crédito tributário exigido em sua integralidade. Tratase de ação fiscal realizada na empresa em epígrafe com a lavratura dos autos de infração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica IRPJ, crédito tributário de R$2.491.969,77 (fls. 917 a 921) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL, crédito tributário de R$987.151,68 (fls. 930 a 934), referentes aos fatos geradores ocorridos nos anos calendário de 2000, 2001 e 2002: Imposto de Renda Pessoa Jurídica Imposto R$ 969.637,04 Juros de Mora R$ 795.104,98 Multa R$ 727.227,75 Valor do Crédito Tributário R$ 2.491.969,77 Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Contribuição R$ 386.888,30 Juros de Mora R$ 310.097,24 Multa R$ 290.166,14 Valor do Crédito Tributário R$ 987.151,68 Os demonstrativos de apuração, multa e juros de mora (calculados até 29/07/2005) e enquadramentos legais utilizados para fundamentar as autuações encontramse juntos aos respectivos autos de infração. O Termo de Verificação Fiscal (fls. 895 a 909), parte integrante dos autos de infração, detalha o procedimento fiscal levado a efeito e informa que nos anoscalendário 2000, 2001 e 2002 a empresa apresentou movimentação bancária superior à receita declarada, sendo autuada por: · Depósitos bancários não contabilizados e/ou de origem não comprovada, referentes às seguintes contas bancárias: Fl. 1804DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 6 5 o Banco Bradesco / Conta: 91.7486; o Banco Bradesco / Conta: 109.7555; o Banco Unibanco / Conta: 1111230. · Resultados operacionais não declarados no ano de 2000. o Somaramse as receitas no ano de 2000 disposta na planilha presente às fls. 192, subtraiu os custos do mesmo ano e apurou o resultado operacional escriturada, mas não declarado; O contribuinte foi cientificado das autuações em 22/08/2005 e apresentou em 21/09/2005, a impugnação de fls. 954 a 984, alegando em apertada síntese que: Nulidade por afronta aos princípios da verdade material, da legalidade, da tipicidade, do ônus da prova a quem dela se aproveita; Depósito bancário não é renda, nem fato gerador de imposto de renda; Repugna ao direito erigir a movimentação bancária em hipótese de aquisição de disponibilidade de renda. A tal fato conferese apenas o valor de presunção relativa, cabendo ao fisco o ônus da comprovação; Não há suporte fático nem legal para as autuações; O comando das normas invocadas na autuação é claro e determina que antes de formalizar a exigência seja verificada a omissão (arts. 288 e 528 RIR/99) e não apenas inferida como ocorreu no caso; Os valores dos depósitos bancários estão contabilizados e correspondem, em geral, a uma das três categorias seguintes: Recebimentos de unidades, em número significativo nos anos 2000 e 2001 e quase totalidade em 2002. São valores reconhecidos e contabilizados, como faz prova com centenas de documentos. Empréstimos provenientes de recursos de um dos sócios, contabilizados e identificados. Cheques devolvidos ou caso de duplicidade, fatos também comprovados. Não merece prosperar a autuação que diz respeito ao item 002 do Auto de Infração. O lucro operacional foi escriturado e declarado, em relação aos imóveis em construção, ao término da obra, como provam os documentos acostados aos autos; Este procedimento resulta inexistência de prejuízo para o Fisco, dado que o lucro foi declarado e oferecido à tributação ao término das obras em andamento e está de acordo com o art 413 Fl. 1805DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 7 6 do Regulamento do Imposto de Renda e Parecer Normativo CST n° 57/79; O artigo 413 do RIR/99 estabelece a faculdade de poder reconhecer o lucro na venda do imóvel proporcionalmente ao recebimento. O dispositivo é claro ao estabelecer: "poderá". Tratase de faculdade, de direito de escolha que a Impugnante exerceu. Configurase, ainda, duplicidade de incidência, na medida em que os valores de depósitos bancários objeto de autuação no item 001 do Termo também fazem parte da base de cálculo do item 002; Não tendo ocorrido infração, incabível a incidência da Multa; Impossibilidade da cobrança de juros superiores a 12% ao ano, por expressa vedação constitucional mesmo que se admita que essa limitação dependa de ato legislativo para vigorar; A Selic tem natureza remuneratória, caracterizandose como meio de remuneração de capital. Sua aplicação ofende ao § 1º do artigo 161 do CTN e ao art. 192, §3º da Constituição Federal; Requer sejam aceitos para a CSLL os mesmos fundamentos de fato e de direito e as mesmas provas apresentadas pela Impugnante em relação ao lançamento principal. Os autos foram baixados em diligência e retornaram após a conclusão do RPFDiligência 08.1.90.002008.063205 (fls. 1501 a 1510). Após ciência do relatório de diligência ao contribuinte, este alegou em síntese que (fls. 1511 a 1514): Os depósitos bancários foram contabilizados nos períodos em que recebidos, em contas transitórias, tendo sido transferidos para contas de resultado nos anoscalendário seguintes ao término de cada empreendimento, havendo quando muito a postergação e não omissão de receita; Em relação a cada depósito referente ao pagamento de parcelas de unidades imobiliárias foram juntados cópia do contrato, identificação do adquirente e lançamento contábil correspondente; não procedendo a afirmativa do Relatório de Diligência de que nenhum outro documento adicional foi apresentado; O Sr. Renato Ishikawa, através da empresa de sua propriedade CNL, detinha 98,59% (4ª alteração contratual) e pela 5ª alteração detinha 78,87% da empresa, e como detentor da quase totalidade do capital social da EWF, não lhes pareceu necessário formalizar e/ou registrar qualquer contrato de mútuo com a EWF. É certo que Renato Ishikawa tinha capacidade financeira para fazer os aportes, todos contabilizados; Fl. 1806DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 8 7 A diligência reconhece a existência de mútuos concedidos pelo sócio Renato à empresa EWF na fiscalização realizada na pessoa física; Os valores correspondentes aos mútuos eram, em geral, transferidos diretamente para a EWF sem transitar pelas contas do sócio Renato; Se o sócio Renato assumiu ter concedido empréstimos à EWF no valor de R$3.204.758,70, retificou suas declarações e pagou o valor da autuação, não há como deixar de reconhecer os empréstimos. O acórdão de 1ª instância se fundamentou no seguinte: preliminarmente, afastou as nulidades da autuação em razão de inconstitucionalidades e por afronta aos princípios da verdade material, da legalidade, da tipicidade e do ônus da prova sob o argumento da incompetência do contencioso administrativo tributário para analisar tais questões. No mérito, julga improcedente a impugnação administrativa apresentada pelo contribuinte, sob os argumentos de que: Os depósitos bancários não justificados caracterizam omissão de receita pela via presuntiva de acordo com o estabelecido no artigo 42 da Lei nº 9.430/96. Basta ao fisco demonstrar a existência de depósitos bancários de origem não comprovada para que se presuma, até prova em contrário, a cargo do contribuinte, a ocorrência de omissão de rendimentos. O contribuinte, apesar de regularmente intimado, não comprovou, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Nestas circunstâncias, a omissão de receitas assim caracterizada por presunção legal, perfeitamente quantificada, foi levada à tributação pelo regime adotado no lançamento, qual seja, lucro real nos anos de 2000 e 2001 e lucro presumido em 2002, uma vez que nos termos do artigo 24 da Lei nº 9.249/95 verificada a omissão de receita, a autoridade fiscal determinará o valor do imposto a ser lançado de acordo com o regime de tributação a que for submetida a pessoa jurídica no período de apuração a que corresponder a omissão. Conforme Termo de Instrução Processual (fls. 1501 – 1510), os documentos apresentados pelo contribuinte não comprovam que as receitas de vendas de unidades imobiliárias teriam sido oferecidas à tributação; Na Declaração de Ajuste Anual 2002 anocalendário de 2001 do Sr. RENATO ISHIKAWA CPF nº 016.732.11887 (original) mais especificamente na Declaração de Bens e Direitos (fls. 933 e 934 do presente processo) não consta qualquer empréstimo ou mútuo que o Sr. RENATO ISHIKAWA CPF nº 016.732.11887 Fl. 1807DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 9 8 teria efetuado à empresa EWF ENGENHARIA E SERVIÇOS LTDA. CNPJ nº 00.811.267/000149; Igualmente na Declaração de Ajuste Anual 2003 ano calendário de 2002 do Sr. RENATO ISHIKAWA CPF nº 016.732.11887 (original) mais especificamente na Declaração de Bens e Direitos (fl. 1367 a 1368 do presente processo) não consta qualquer empréstimo ou mútuo que o Sr. RENATO ISHIKAWA CPF nº 016.732.11887 teria efetuado à empresa EWF ENGENHARIA E SERViÇOS LTDA. CNPJ nº 00.811.267/000149. Apesar de não constarem nas Declarações de Ajuste Anual dos anoscalendário de 2.001 e 2.002 os empréstimos que o Sr. RENATO ISHIKAWA teria efetuado à EWF ENGENHARIA E SERVIÇOS LTDA., os valores dos empréstimos fizeram parte da planilha "Demonstrativo da Variação Patrimonial Fluxo Financeiro Mensal Variação Patrimonial a Descoberto" elaborada pela DRFOSASCO (fl. 978 anocalendário de 2.001), entretanto, os valores mencionados na planilha não batem com as datas e valores dos depósitos efetuados em 2.001 depósitos esses que constam da própria impugnação do contribuinte (fls. 962 e 963). Igualmente, no anocalendário de 2.002 constou na planilha "Demonstrativo da Variação Patrimonial Fluxo Financeiro Mensal Variação Patrimonial a Descoberto" elaborada pela DRFOSASCO valor de empréstimo concedido no importe de R$ 299.999,40 no mês de janeiro de 2002, entretanto esse valor também não bate com o valor dos depósitos de 2.002 (indicados na impugnação do próprio contribuinte às folhas 964 a 970). A autoridade fiscal diligenciante concluiu que os documentos apresentados pelo contribuinte não comprovaram que as receitas de vendas de unidades imobiliárias foram oferecidas à tributação, constatando que os lançamentos a crédito foram realizados em contas de Passivo (Adiantamentos de outras obras) e não em conta de Receitas de Unidades Vendidas, conforme o Plano de Contas apresentado. Verificandose não estar provado que houve o reconhecimento em contas de resultado restou caracterizado o resultado operacional não declarado, não havendo que se falar em postergação do lucro. Vejase que na DIPJ2001, não foram declarados quaisquer valores a título de Receitas da Unidades Imobiliárias Vendidas (ficha 06 A). Quanto à alegação do impugnante de que configurase duplicidade de incidência, na medida em que os valores de depósitos bancários objeto de autuação no item 001 do Termo também fazem parte da base de cálculo do item 002, cabe a manutenção daqueles valores autuados, cuja origem dos créditos não foi comprovada, como receita da atividade omitida. A autuação por movimentação bancária teve origem em depósitos bancários não contabilizados e/ou de origem não comprovada. Fl. 1808DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 10 9 Já em relação à autuação por resultados operacionais não declarados no anocalendário 2000, foram constatados valores escriturados, porém não declarados. É possível a ocorrência de algum valor de origem não comprovada e que não esteja declarado, porém caberia ao impugnante demonstrar claramente a duplicidade. Restou provada a ocorrência da infração e portanto perfeitamente cabível a aplicação da multa, nos termos do artigo 44, inciso I da Lei nº 9.430/96 O legislador ordinário, por intermédio da Lei nº 9.065/1995, artigo 13, determinou que os juros de mora seriam equivalentes à taxa SELIC. Irresignada com o Acórdão de 1ª Instância, a recorrente interpôs Recurso Voluntário (fls. 1665 – 1710), reiterando suas razões apresentadas na impugnação administrativa, e alegando o seguinte: Olvidouse o Acórdão de outras declarações contidas no mesmo voto, apenas algumas páginas antes, em especial às fls. 1643, ao fazer referência ao resultado do Mandado de Procedimento Fiscal – Diligência nº 08.1.90.00201100613 expedido face do Sr. Renato Ishikawa, o qual informa, dentre outros elementos, que: “Os contratos de mútuo somavam a importância de R$ 3.204.758,70, referentes aos mútuos realizados nos anos de 2000 a 2002, conforme cópias dos contratos que seguem anexas Por determinação da Receita Federal do Brasil, foram retificadas as declarações de impostos de renda dos referidos anos para inclusão dos mútuos. O segundo elemento que aponta inequivocadamente para a efetiva existência dos contratos de mútuos entre o Sr. Renato Ishikawa e a empresa EWF Engenharia e Serviços Ltda., ora recorrente, tem origem[...] no Termo de Verificação Fiscal anexo ao Auto de Infração do qual se originou o processo nº 10882.002351/200624, consta: “1.3) O contribuinte não declarou créditos a receber junto à empresa EWF Engenharia e Serviços Ltda., CNPJ 00.811.267/000169, decorrentes de contratos de mútuos e respectivos aditamentos[...]” É o relatório. Fl. 1809DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 11 10 Voto Vencido Conselheiro Francisco Alexandre dos Santos Linhares Atendidos os pressupostos legais do recurso voluntário, é de se conhecêlo. Por meio do processo administrativo n° 19.515.002353/200595, a Fiscalização lavrou o Auto de Infração (fls. 905 a 935), relativo aos tributos IRPJ e CSLL. Constituindo o crédito tributário, para os períodos base de 2000, 2001 e 2002, apurandose as irregularidades abaixo indicadas, que resultaram na cobrança de IRPJ e CSLL por: · Movimentação bancária de origem não comprovada nos anos calendário de 2000, 2001 e 2002, as quais a recorrente alega que decorrentes de: o Recebimento de vendas de unidades imobiliárias; o Empréstimos provenientes de um dos sócios; o Cheques devolvidos ou caso de duplicidade. Resultados operacionais não declarados no ano calendário de 2000. No intuito de se construir a argumentação jurídica deste voto, as questões serão analisadas na seguinte ordem: nulidades, resultados operacionais considerados como não declarados referente ao ano calendário 2000, comprovação dos depósitos bancários, inaplicabilidade de multa, impossibilidade de utilização da Taxa Selic. I NULIDADES Em relação às nulidades levantadas pela recorrente, pedese vênia para transcrever trecho do acórdão da 1ª instância, o qual as afastou com maestria: Requer o impugnante a nulidade da autuação em razão de inconstitucionalidades e por afronta aos princípios da verdade material, da legalidade, da tipicidade e do ônus da prova a quem dela se aproveita. Ressaltese, todavia, que o contencioso administrativo não é o foro próprio para examinar questões de tal natureza. A questão da constitucionalidade e da observância de princípios constitucionais são matérias que ultrapassam os limites da competência para julgamento na esfera administrativa, matérias estas reservadas ao Poder Judiciário. Não cabe às autoridades administrativas se manifestarem sobre matéria do ponto de vista constitucional, excetuado os casos em que houver declaração de inconstitucionalidade (em controle concentrado ou em controle difuso com efeito erga omnes por força de Resolução do Senado Federal) pelo Supremo Tribunal Federal de lei, de tratado ou de ato normativo, Fl. 1810DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 12 11 situação em que é permitido às autoridades fiscais a quo afastar a sua aplicação, de acordo com o que dispõe o Decreto nº 2.346, de 10 de outubro de 1997. Tal competência é exclusiva do Poder Judiciário, conforme determinado no Parecer Normativo CST nº 329, de 1970: Iterativamente tem esta Coordenação se manifestado no sentido de que a argüição de inconstitucionalidade não pode ser oponível na esfera administrativa, por transbordar os limites de sua competência o julgamento da matéria, do ponto de vista constitucional. Aos órgãos do Poder Executivo cabe apenas dar cumprimento à lei em vigor, como está sendo feito neste caso e conforme se verá adiante. Ao contrário do que entende o interessado os depósitos bancários não justificados caracterizam omissão de receita pela via presuntiva de acordo com o estabelecido no artigo 42 da Lei nº 9.430/96 in verbis: Art.42.Caracterizamse também omissão de receita ou de rendimento os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. (grifei) §1º O valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. §2º Os valores cuja origem houver sido comprovada, que não houverem sido computados na base de cálculo dos impostos e contribuições a que estiverem sujeitos, submeterseão às normas de tributação específicas, previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. §3º Para efeito de determinação da receita omitida, os créditos serão analisados individualizadamente, observado que não serão considerados: I – os decorrentes de transferências de outras contas da própria pessoa física ou jurídica; II – no caso de pessoa física, sem prejuízo do disposto no inciso anterior, os de valor individual igual ou inferior a R$ 1.000,00 (mil reais), desde que o seu somatório, dentro do ano calendário, não ultrapasse o valor de R$ 12.000,00 (doze mil reais). (Vide Lei nº 9.481, de 1997) §4º Tratandose de pessoa física, os rendimentos omitidos serão tributados no mês em que considerados recebidos, com base na tabela progressiva vigente à época em que tenha sido efetuado o crédito pela instituição financeira. Fl. 1811DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 13 12 Da leitura acima, concluise que basta ao fisco demonstrar a existência de depósitos bancários de origem não comprovada para que se presuma, até prova em contrário, a cargo do contribuinte, a ocorrência de omissão de rendimentos, não havendo de se falar em violação ao fato gerador do imposto de renda ou da impossibilidade do lançamento tributário com base em presunção. Por estas razões, afastamse as preliminares levantadas pela recorrente. II RESULTADOS OPERACIONAIS CONSIDERADOS COMO NÃO DECLARADOS Primeiramente, cabe destacar que durante os exercícios de 2000 e 2001, a recorrente foi optante do regime do lucro real trimestral, e, no exercício de 2002, fez a transição para o lucro presumido. Neste contexto, analisando o item 02 da atuação, referente aos Resultados Operacionais não declarados no ano calendário 2000, afirma a autoridade lançadora que: “[...] A atividade de compra e venda, construção, loteamento e incorporação de imóveis tem procedimentos próprios de apuração do lucro real do período base. Nas vendas a prazo ou em prestações a empresa deixa de reconhecer as receitas e os custos da atividade pelo regime de competência. No caso em tela, e durante o ano de 2.000, havia uma obra em andamento e os apartamentos já teriam sido vendidos no início ou no curso das obras. O contribuinte, contrariando todas as hipóteses levantadas pela legislação, lançou os recebimentos dos clientes durante a execução da obra e os custos incorridos, em resultados de exercícios futuros, acumuladamente, de forma que o valor, a título de exemplo, de R$7.660.170,85, informado no item 23, da ficha 39 A, da DIPJ, na coluna do "ano da declaração" corresponde ao valor total recebido, desde o início da obra. Assim, lavrouse o auto de infração tendo sido considerado, para efeito de base de cálculo do IRPJ e CSLL, como resultado operacional não declarado, o valor de R$1.718.761,81 (total anual). (fls. 897) A autoridade fiscal, a partir da planilhas de Receitas, Custos e Resultados da recorrente presente às fls. 192 e 1241, somou as receitas no ano de 2000, subtraiu os custos do mesmo ano e apurou o resultado operacional escriturada, mas não declarado, conforme planilha a seguir: Fl. 1812DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 14 13 Destaca ainda que o contribuinte, contrariando todas as hipóteses levantadas pela legislação, lançou os recebimentos dos clientes durante a execução da obra e os custos incorridos, em resultados de exercícios futuros, acumuladamente, de forma que o valor, a título de exemplo, de R$ 7.660.170,85, informado no item 23, da ficha 39 A, da DIPJ, na coluna do "ano da declaração" corresponde ao valor total recebido, desde o início da obra (fls. 898). Por outro lado, argumenta a defesa que o lucro operacional foi escriturado e declarado ao término da obra e que este procedimento resulta inexistência de prejuízo para o Fisco, dado que o lucro foi declarado e oferecido à tributação ao término das obras em andamento e está de acordo com o art 413 do Regulamento do Imposto de Renda e Parecer Normativo CST n° 57/79, nos termos da impugnação administrativa (fls. 954 – 984) e do recurso voluntário (fls. 1665 – 1710): Com os procedimentos adotados pela Impugnante, resulta inexistência de prejuízo para o Fisco, dado que o lucro foi declarado e oferecido à tributação ao término das obras em andamento. [...] Configurase, ainda, duplicidade de incidência, na medida em que os valores de depósitos bancários objeto de autuação no item 001 do Termo também fazem parte da base de cálculo do item 002. O acórdão recorrido não acata a tese da recorrente, julgando pela improcedência da impugnação administrativa, sob os seguintes argumentos: i) Os artigos 411 e 413 do RIR/99 determinam que o lucro bruto na venda de cada unidade será apurado e reconhecido quando contratada a venda. Ora, no presente caso, conforme relatado pela auditora fiscal, as unidades já haviam sido vendidas no início ou no curso das obras; Fl. 1813DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 15 14 ii) À fls. 192/193 dos autos consta uma planilha denominada Saldo da Obra do período de dezembro/1998 a dezembro/2001, onde se discriminam os valores de Receita Custos e Resultado e demonstram claramente que no ano de 2000, ao contrário do que alega o contribuinte, houve apuração de resultados positivos (lucro), os quais serviram de base cálculo para este lançamento, conforme demonstrativo apresentado no TFV (fl. 898); iii) Portanto, restou caracterizado o resultado operacional não declarado, não havendo que se falar em postergação do lucro. Vejase que na DIPJ2001, não foram declarados quaisquer valores a título de Receitas da Unidades Imobiliárias Vendidas (ficha 06 A); iv) Após o procedimento fiscal de diligência, constatou se que os recebimentos dos valores referentes às unidades comercializadas tiveram o débito da conta Bancos e ao invés de terem como lançamento a crédito em contas de Receitas de Unidades Vendidas tiveram como contrapartidas lançamentos a crédito de contas de Passivo, concluindose que os documentos apresentados pelo contribuinte não comprovaram que as receitas de vendas de unidades imobiliárias teriam sido oferecidas à tributação. v) Já em relação à autuação por resultados operacionais não declarados no ano calendário 2000, foram constatados valores escriturados, porém não declarados. vi) É possível a ocorrência de algum valor de origem não comprovada e que não esteja declarado, porém caberia ao impugnante demonstrar claramente a duplicidade. Assim, considerando que os fatos geradores são diversos, cabe a manutenção da exação. Analisando a documentação acostada aos autos, percebese que assiste razão à recorrente. Através da análise das DIPJ 2001 (fls. 38, 39, 40 e 41) e 2002 fls. 76, 77 e 78), notase que nenhum valor foi levado a resultado pela recorrente, com exceção do último trimestre de 2001, no qual foram levadas a Resultado todo o saldo das Contas de Adiantamentos de Clientes. Isso decorreu do errado método de contabilização da recorrente, a qual somente reconhecia o resultado da venda de suas unidades imobiliárias ao final da obra, em violação ao art. 413 do RIR/99 – aspecto este que será analisado em momento oportuno. Conforme analisado no Termo de Verificação Fiscal (fls. 895 – 909) e no acórdão recorrido (fls. 1634 – 1654), analisandose esses lançamentos contábeis, constatase que os recebimentos dos valores referentes às unidades comercializadas tiveram o débito da conta Bancos e, ao invés de terem como lançamento a crédito as contas de Receitas de Unidades Vendidas conta 411.01.001 de acordo com o Plano de Contas apresentado (fls. 1332 Fl. 1814DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 16 15 – 1338), tiveram como contrapartidas lançamentos a crédito de contas de Passivo conforme descrição abaixo: Conta 211.06 ADIANTAMENTOS OBRA KENZO Conta 211.07 ADIANTAMENTOS OBRA CUBATÃO Conta 211.08 ADIANTAMENTOS OBRA NAPOLEÃO DE BARROS Através da análise do Razão Analítico referente ao ano 2001 (fls. 1257 – 1282), verificase mês a mês o acúmulo de saldo credor nas referidas contas, até dezembro de 2001, quando foram transferidos para conta de Resultado. Utilizando a mesma planilha (fls. 192 ou 1241) a qual a fiscalização se baseou para autuar a recorrente, vêse o saldo total das receitas auferidas em 1999, 2000 e 2001: Saldo em 12/1999 R$ 4.580.241,49 Saldo em 12/2000 R$ 7.629.238,17 Saldo em 12/2001 R$ 9.056.758,41 Verificando agora os valores declarados na Conta “Receita de Anos Futuros” na DIPJ 2001 (fls. 58) e na conta “Receita Líquida de Atividades” na DIPJ 2002 (fls. 75), temos o seguinte: Receita de Exercícios Futuros em 1999 R$ 4.580.241,49 Receita de Exercícios Futuros em 2000 R$ 7.660.170,84 Receita Líquida de Atividades em 2001 R$ 9.056.758,41 Comparando os valores, verificamos que os saldos de 1999 e 2001 são coincidentes, e foi declarada uma receita a maior no exercício de 2000 de R$ 30.932,67. O saldo total das receitas dos empreendimentos, no valor total de R$ 9.056.758,41, foi de fato declarado e levado à tributação, conforme se constata na análise da DIPJ 2002 (fls. 75), o que corrobora a alegação da recorrente. Analisando mais profundamente os documentos dos autos, é possível se constatar o mesmo através de outros fundamentos da documentação acostada. Somando todas as transferências dos valores para a Conta Resultados efetuadas no Razão Analítico do ano de 2002 (fls. 1257 1282), apresentado pela Recorrente, chegase ao valor de R$ 8.918.418,38 (oito milhões, novecentos e dezoito mil, quatrocentos e dezoito reiais e trinta e oito centavos), conforme planilha abaixo: EWF ENGENHARIA E SERVIÇOS LTDA PAF 19515.002353/2005‐95 Demonstrativo de Resultado ‐ Razão Analítico (fls. 1257 ‐ 1282) Ordem Valor levado à resultado fls. 1 R$ 320.836,34 1257 2 R$ 246.332,01 1257 Fl. 1815DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 17 16 3 R$ 297.798,05 1258 4 R$ 331.703,35 1259 5 R$ 296.774,70 1259 6 R$ 270.775,89 1261 7 R$ 184.083,85 1262 8 R$ 137.778,49 1263 9 R$ 221.883,65 1263 10 R$ 316.049,38 1264 11 R$ 315.992,40 1265 12 R$ 139.045,92 1267 13 R$ 262.049,04 1268 14 R$ 275.660,56 1269 15 R$ 227.875,89 1270 16 R$ 133.658,83 1270 17 R$ 230.346,94 1271 18 R$ 120.755,20 1271 19 R$ 306.357,86 1271 20 R$ 132.245,44 1272 21 R$ 352.291,14 1272 22 R$ 158.708,27 1273 23 R$ 294.823,22 1274 24 R$ 220.932,11 1274 25 R$ 259.900,54 1275 26 R$ 264.598,03 1276 27 R$ 240.685,21 1277 28 R$ 316.224,11 1278 29 R$ 308.008,81 1279 30 R$ 159.615,46 1279 31 R$ 276.090,00 1279 32 R$ 313.607,39 1280 33 R$ 405.377,18 1280 34 R$ 530.066,21 1282 35 R$ 49.486,99 1282 Total R$ 8.918.418,46 Clientes (DIPJ 2002 ‐ fls. 99) R$ 138.339,95 Receita Líquida de Vendas (DIPJ 2002 ‐ fls. 75) R$ 9.056.758,41 Fl. 1816DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 18 17 Na DIPJ 2002, ano calendário 2001, verificase que a recorrente declarou como Receita Líquida de Vendas (oferecendo, por conseguinte, à tributação), o valor de R$ 9.056.758,41– fls. 75, como já relatado, sendo a diferença restante, no valor de R$ 138.339,95 (cento e trinta e oito mil, trezentos e trinta nove reais e noventa e cinco centavos), exatamente o valor declarado na DIPJ 2002, ano calendário, 2001, às fls. 99, na Ficha 38A, na Conta Clientes, levado à tributação em decorrência da mudança de regime de tributação (lucro real para lucro presumido). Ou seja, na transição para o lucro presumido, o que ocorrera em 2002, a recorrente levou todo o saldo das contas de “Adiantamentos de Clientes” e os recebíveis da conta “Clientes” clientes para o Resultado, levandoos, por conseguinte, à tributação. De fato, houve a contabilização equivocada por conta da recorrente, a qual deveria obedecer o disposto no art. 413 do RIR99, que aduz que na venda a prazo, ou em prestações, com pagamento após o término do anocalendário da venda, o lucro bruto poderá, para efeito de determinação do lucro real, ser reconhecido nas contas de resultado de cada período de apuração proporcionalmente à receita da venda recebida, in verbis: RIR/99 Art. 413. Na venda a prazo, ou em prestações, com pagamento após o término do anocalendário da venda, o lucro bruto poderá, para efeito de determinação do lucro real, ser reconhecido nas contas de resultado de cada período de apuração proporcionalmente à receita da venda recebida, observadas as seguintes normas (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 29): I o lucro bruto será registrado em conta específica de resultados de exercícios futuros, para a qual serão transferidos a receita de venda e o custo do imóvel, inclusive o orçado (art. 412), se for o caso; II por ocasião da venda será determinada a relação entre o lucro bruto e a receita bruta de venda e, em cada período de apuração, será transferida para as contas de resultado parte do lucro bruto proporcional à receita recebida no mesmo período; III a atualização monetária do orçamento e a diferença posteriormente apurada, entre custo orçado e efetivo, deverão ser transferidas para a conta específica de resultados de exercícios futuros, com o conseqüente reajustamento da relação entre o lucro bruto e a receita bruta de venda, de que trata o inciso II, levandose à conta de resultados a diferença de custo correspondente à parte do preço de venda já recebido; IV se o custo efetivo foi inferior, em mais de quinze por cento, ao custo orçado, aplicarseá o disposto no § 2º do art. 412. § 1º Se a venda for contratada com juros, estes deverão ser apropriados nos resultados dos períodos de apuração a que competirem (DecretoLei nº 1.598, de 1977, art. 29, § 1º). § 2º A pessoa jurídica poderá registrar como variação monetária passiva as atualizações monetárias do custo contratado e do Fl. 1817DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 19 18 custo orçado, desde que o critério seja aplicado uniformemente (DecretoLei nº 2.429, de 14 de abril de 1988, art. 10). No ano calendário 2000, deveria ter a corrente levado à tributação os valores auferidos a título de receitas das unidades vendidas, descontados os valores de custo, inclusive o orçado, conforme a legislação regente. Entretanto, não o fez, tendo declarado na DIPJ 2001 o valor de R$ 7.660.170,84, a título de “Receita de Anos Futuros” (fls. 58); e R$ 0,00, a título de “Receita Líquida de Atividades” (fls. 30, 31, 32 e 34) em seus 4 trimestres. O procedimento de contabilização da recorrente se confirma à medida que o procedimento se alonga durante os três primeiros trimestres do ano calendário 2001, quando nenhuma Receita Líquida de Vendas é declarada (fls. 72, 73 e 74). Somente no 4º trimestre de 2001, a recorrente declarou como Receita Líquida de Vendas (oferecendo, por conseguinte, à tributação), o valor de R$ 9.056.758,41– fls. 75 (DIPJ 2002). Diferentemente do asseverado no acórdão recorrido, no qual foi consignado que “restou caracterizado o resultado operacional não declarado, não havendo de se falar em postergação de lucro” (fls. 1651), pedimos vênia para discordar do alegado, no sentido de se entender de que houve sim postergação do lucro, haja vista sua contabilização e sua posterior declaração na DIPJ. Caberia ao fisco verificar os exercícios seguintes e ajustálos, cobrando tão só eventuais diferenças por aumento de alíquotas, correção monetária e juros, mas jamais desconsiderar o valor já declarados nos períodos seguintes. Neste sentido, cabe destacar o Acórdão n° 0105.314 da Câmara Superior de Recursos Fiscais, no qual a contribuinte, tal qual neste caso, desobedeceu a legislação vigente quanto às regras de contabilização e compensou base de cálculo negativa superior aos 30% permitidos legalmente, tendo se decidido que os valores pagos posteriormente deveriam ter sido levados em consideração pelo lançamento de ofício: Câmara Superior de Recursos Fiscais Processo :10435.000074/200189 Recurso n° :105131.214 Matéria : CSL Recorrente : IVEL IPANEMA VEÍCULOS LTDA. Interessada: FAZENDA NACIONAL Recorrida: 5a CÂMARA DO 1° CONSELHO DE CONTRIBUINTES Sessão de: 21 de setembro de 2005 Acórdão n° : CSRF/0105.314 Fl. 1818DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 20 19 CSL — COMPENSAÇÃO DE BASE DE CÁLCULO NEGATIVA — LIMITE DE 30% POSTERGAÇÃO DO PAGAMENTO — Na situação em que o contribuinte desobedeceu o limite de 30%, mas em períodobase posterior apurou tributo a pagar sobre lucro que não foi diminuído por compensação, a autoridade fiscal deve verificar os efeitos da postergação da apuração do tributo de um para outro períodobase. Isto é, o montante de CSL do período seguinte, superior àquele calculado se houvesse compensado a base de cálculo negativa correspondente ao saldo existente em face do limite em período anterior, deve ser levado em consideração, sob pena de ser exigida CSL em duplicidade. Recurso especial provido. Com efeito, a recorrente, ao postergar indevidamente a base de cálculo da receita tributável relacionado ao ano calendário 2000, deixou de recolher IRPJ/CSLL relativos a esses fatos geradores em sua apuração trimestral. Antes mesmo de qualquer atuação do Fisco, a recorrente levou tais valores à tributação, e tal fato deveria ter sido levado em consideração no lançamento de oficio, para que se verificasse o efeito desse destempo na apuração e respectivo recolhimento do IRPJ e da CSLL. É importante fazer a observação no sentido de que a fiscalização deveria proceder de modo diverso ao verificado, inclusive no tocante à extinção do crédito tributário apurado nos anos seguintes, para que se formasse o efetivo quantum debeatur. Nesta linha de entendimento, cabe destacar o item “5” do Parecer COSIT nº 02/96, o qual trata especificamente do caso de postergação do pagamento do imposto em virtude de inexatidão quanto ao períodobase de escrituração de receita: 5. No que se refere à postergação do pagamento do imposto em virtude de inexatidão quanto ao períodobase de escrituração de receita, rendimento, custo, despesa, inclusive em contrapartida a conta de provisão, dedução ou do reconhecimento de lucro, determinações de natureza semelhantes vigem desde 1977, com o Decretolei nº 1.598, de 26 de dezembro daquele ano, de onde se transcreve: "Art. 6º (...) (...) § 4º Os valores que, por competirem a outro períodobase, forem, para efeito de determinação do lucro real, adicionados ao lucro líquido do exercício, ou dele excluídos, serão, na determinação do lucro real do período competente, excluídos do lucro líquido ou a ele adicionados, respectivamente. § 5º A inexatidão quanto ao períodobase de escrituração de receita, rendimento, custo ou dedução, ou de reconhecimento de lucro, somente constitui fundamento para lançamento de imposto, diferença de imposto, correção monetária ou multa, se dela resultar: Fl. 1819DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 21 20 a) postergação do pagamento do imposto para exercício posterior ao em que seria devido; b) redução indevida do lucro real em qualquer períodobase. § 6º O lançamento de diferença de imposto com fundamento em inexatidão quanto ao períodobase de competência de receitas, rendimentos ou deduções será feito pelo valor líquido, depois de compensada a diminuição do imposto lançado em outro período base a que o contribuinte tiver direito em decorrência de aplicação do disposto no § 4º. § 7º O disposto nos §§ 4º e 6º não exclui a cobrança de correção monetária e juros de mora pelo prazo em que tiver ocorrido postergação de pagamento do imposto em virtude de inexatidão quanto ao período de competência." (os grifos são nossos) 5.1 O art. 6º , de onde foram transcritos estes parágrafos, trata, em seu todo, de definir o que é o lucro real e de estabelecer os critérios para a sua correta determinação, seja pelo contribuinte, seja pelo fisco, como, aliás, esta Coordenação Geral já se manifestou por intermédio do referido Parecer Normativo CST nº 57/79. 5.2 O § 4º, transcrito, é um comando endereçado tanto ao contribuinte quanto ao fisco. Portanto, qualquer desses agentes, quando deparar com uma inexatidão quanto ao períodobase de reconhecimento de receita ou de apropriação de custo ou despesa deverá excluir a receita do lucro líquido correspondente ao períodobase indevido e adicionála ao lucro líquido do períodobase competente; em sentido contrário, deverá adicionar o custo ou a despesa ao lucro líquido do períodobase indevido e excluílo do lucro líquido do períodobase de competência. 5.3 Chamase a atenção para a letra da lei: o comando é para se ajustar o lucro líquido, que será o ponto de partida para a determinação do lucro real; não se trata, portanto, de simplesmente ajustar o lucro real, mas que este resulte ajustado quando considerados os efeitos das exclusões e adições procedidas no lucro líquido do exercício, na forma do subitem 5.2. Dessa forma, constatados quaisquer fatos que possam caracterizar postergação do pagamento do imposto ou da contribuição social, devem ser observados os seguintes procedimentos: a) tratandose de receita, rendimento ou lucro postecipado: excluir o seu montante do lucro líquido do períodobase em houver sido reconhecido e adicionálo ao lucro líquido do períodobase de competência; b) tratandose de custo ou despesa antecipada: adicionar o seu montante ao lucro líquido do períodobase em que houver Fl. 1820DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 22 21 ocorrido a dedução e excluílo do lucro líquido do períodobase de competência; c) apurar o lucro real correto, correspondente ao períodobase do início do prazo de postergação e a respectiva diferença de imposto, inclusive adicional, e de contribuição social sobre o lucro líquido; d) efetuar a correção monetária dos valores acrescidos ao lucro líquido correspondente ao períodobase do início do prazo de postergação, bem assim dos valores das diferenças do imposto e da contribuição social, considerando seus efeitos em cada balanço de encerramento de períodobase subseqüente, até o períodobase de término da postergação; e) deduzir, do lucro líquido de cada períodobase subseqüente, inclusive o de término da postergação, o valor correspondente à correção monetária dos valores mencionados na alínea anterior; f) apurar o lucro real e a base de cálculo da contribuição social, corretos, correspondentes a cada períodobase, inclusive o de término da postergação, considerando os efeitos de todos os ajustes procedidos, inclusive o da correção monetária, e a dedução da diferença da contribuição social sobre o lucro líquido; g) apurar as diferenças entre os valores pagos e devidos, correspondentes ao imposto de renda e à contribuição social sobre o lucro líquido. Nos termos do § 5º do art. 6º do Decretolei nº 1.598, a inexatidão quanto ao períodobase de escrituração de receita, rendimento, custo ou dedução, ou de reconhecimento de lucro, somente constitui fundamento para lançamento de imposto, diferença de imposto, correção monetária ou multa, se dela resultar: a) postergação do pagamento do imposto para exercício posterior ao em que seria devido; ou b) redução indevida do lucro real em qualquer períodobase. Constatada a postergação, deve o Fisco proceder no procedimento explanado no item 5.3 do referido Parecer. Não foi o ocorrido no caso em apreço. Tendo em vista que o lançamento assim não procedeu, não vejo como manter o lançamento de tributo que, pelo raciocínio acima, e ao menos em parte, já teria sido oferecido aos cofres do tesouro. Não pode haver exigência de tributo já recolhido, sob pena de enriquecimento ilícito do Estado. Todas as vezes nas quais um determinado ato ilícito do contribuinte provoque consequências futuras, que importem em incremento da base de tributação em período posterior, e estejam, tanto o pagamento a menor em determinado período, quanto o pagamento a maior em período futuro, umbilicalmente ligados, há de se considerar os efeitos de postergação, sob pena de se cobrar duplamente. Fl. 1821DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 23 22 No caso em apreço, como demonstrado cabalmente, houve a transferência dos resultados do ano calendário de 2000 e anteriores para o resultado do 4º trimestre de 2001, não podendo se falar em não recolhimento do tributo, apenas em sua postergação. Por fim, impossível o mero ajuste do lançamento, pois nova base se faz necessária em sua essência, podendo inclusive ser apenas de juros pelo pagamento extemporâneo. Ademais, esta instância não está habilitada para constituição de crédito tributário, pois apenas lhe compete a função de julgar, conforme já se decidiu no Acórdão n°: CSRF/0104.872: Câmara Superior de Recursos Fiscais Processo n° : 13851.000964/0052 Recurso n° : 105127.031 Matéria : IRPJ Recorrente : BRANCO PERES CITRUS LTDA. Recorrida : QUINTA CÂMARA DO PRIMEIRO CONSELHO DE CONTRIBUINTES Interessado(a) : FAZENDA NACIONAL Sessão de : 16 DE FEVEREIRO DE 2004 Acórdão n° : CSRF/0104.872 LIMITAÇÃO À COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS – POSSIBILIDADE DE EFEITOS DE POSTERGAÇÃO – COBRANÇA EM DUPLICIDADE – IMPOSSIBILIDADE – Restando provado que, até a data da autuação, deixou o contribuinte de compensar prejuízos fiscais observando o limite de 30% do lucro líquido ajustado, em razão do saldo dos mesmos ter se esgotado ou diminuído por compensação anterior integral e indevida, o lançamento de ofício deve considerar os efeitos da postergação de pagamento de tributos, pois não se pode exigir tributos em duplicidade. Não sendo este Conselho autoridade lançadora, competente para promover a constituição de crédito tributário, cancelase a autuação. Recurso provido. Por estas razões, neste ponto, voto pelo provimento do recurso voluntário interposto pela recorrente, no sentido de julgar para IMPROCEDÊNCIA dos Autos de Infração IRPJ e CSLL referentes a resultado operacionais escriturados, mas não declarados (item 002 – IRPJ – fls. 923,924 / item 001 CSLL – fls. 936, 937), exonerandoa das seguintes bases tributáveis: Termo de Verificação Fiscal (fls. 898) PERÍODO VALOR mar/00 R$ 181.887,97 mar/00 R$ 110.888,08 mar/00 R$ 471.946,41 jun/00 R$ 367.918,48 Fl. 1822DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 24 23 jun/00 R$ 144.916,52 jun/00 R$ 41.105,21 set/00 R$ 137.789,05 set/00 R$ 2.973,24 set/00 R$ 50.716,18 dez/00 R$ 112.161,09 dez/00 R$ 85.871,21 dez/00 R$ 10.588,37 Total R$ 1.718.761,81 III COMPROVAÇÃO PARCIAL DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS Como já relatado, o art. 42 da Lei nº 9.430/96 concede ao Fisco Federal a presunção legal de omissão de receita os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto a instituição financeira, em relação aos quais o titular, pessoa física ou jurídica, regularmente intimado, não comprove, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nessas operações. Comprovada a origem da receita, cabe ainda ao contribuinte provar que levou tais parcelas à tributação, quando cabível. No presente caso, a recorrente afirma que os depósitos bancários são originados de: a) Recebimentos de unidades imobiliárias; b) Empréstimos do Sr. Renato Ishikawa c) Cheques devolvidos e estornos; Um a um, a recorrente afirma que juntou aos autos elementos de prova suficientes para comprovar a origem de cada um dos recebimentos das receitas de vendas das unidades imobiliárias, entretanto a autoridade administrativa limitouse a aduzir no Termo de Instrução Processual (fls. 1501 – 1510), o qual serviu de base para o acórdão de 1ª Instância inclusive com sua transcrição (fls. 1641 1648, que: “Os documentos apresentados pelo contribuinte não comprovam que as receitas de vendas de unidades imobiliárias teriam sido oferecidas à tributação.” Não houve a análise da documentação juntada pela recorrente. A autoridade administrativa que redigiu o TIP, quanto às alegações de depósitos bancários e às respectivas comprovações, limitouse a asseverar que nada comprovava, sem haver qualquer cotejo entre os valores lançados e os documentos. A decisão de 1ª instância, por sua vez, tão somente transcreveu o TIP e julgou pela improcedência da impugnação administrativa, sem nem ao menos ter o cuidado de excluir valor que o próprio TIP teve como origem comprovado, conforme trecho a seguir: Fl. 1823DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 25 24 Na folha 965 da impugnação o contribuinte alega relativamente à conta n° 109.7555 Bradesco ano 2002 "... 11.03.2002 R$ 4.433,60 cheque devolvido e reapresentado". Nesse caso é procedente a alegação do contribuinte. De acordo com o extrato bancário da conta n° 109.7555, agência n° 05045 – Banco Bradesco S.A. ano 2002, consta depósito em 11.03.2002, no importe de R$ 4.433,60, em 2.03.2002, cheque devolvido retirar ag. , no valor de R$ 4.433,60 (fl. 745) e outro depósito no importe de R$ 4.433,60 em 13.03.2002 o qual foi compensado regularmente (fl. 746). A despeito da dificuldade em analisar a documentação da forma como se apresenta nos autos, todavia primando pela justiça fiscal, é de se ressaltar algumas congruências nas afirmações da recorrente. Considerando a documentação relativa a cada grupo, analisemos cada um em separado. II.a) Comprovação parcial relativa ao recebimento de unidades imobiliárias A recorrente alega haver apresentado documentação hábil e idônea para justificar os depósitos bancários em suas contas bancárias. Analisemos um a um seus argumentos por anocalendário, ressaltando novamente que nos anoscalendário 2000 e 2001, a recorrente era optante do lucro real; e, no em 2002, do lucro presumido. Ano 2000 Em relação ao depósito de R$ 15.000,00 em abril/00, realizado na conta Bradesco 91.7486, tido como não comprovado, temos que este valor foi devidamente escriturado e levado à tributação e deve ser excluído da base tributável. No livro Diário (fls. 1007), considerando o Plano de Conta apresentado pela recorrente (fls. 1332 – 1338): · D 111.02.001 (Conta Banco Bradesco S/A – Faria Lima) – R$ 15.000,00 – Nosso recebimento antec unid. 31 · C 211.06.005 (Conta Recebimento por conta da unidade 31 – conta do Passivo Circulante do Grupo Adiantamentos Obra Kenzo) – R$ 15.000,00 – Nosso recebimento antec unid. 31 No livro Razão Analítico (fls. 1259), podese verificar o acúmulo do saldo credo da Conta C 211.06.005 (Conta Recebimento por conta da unidade 31 – conta do Passivo Circulante do Grupo Adiantamentos Obra Kenzo). Constatase ainda que na competência de dezembro de 2001, verificamos que o saldo total da conta foi transferido para apuração do Resultado do exercício de 2001, no valor de R$ 296.774,70, conforme demonstrado no Tópico II deste voto. Fl. 1824DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 26 25 Comprovandose a contabilização do depósito R$ 15.000,00, depositado no Bradesco, Conta 91.7486, sua efetiva origem e seu oferecimento à tributação, temos que afastada a presunção legal de omissão de receitas, devendo este valor ser excluído da infração tributária. Em relação ao depósito de R$ 75.149,22 em abril/00, realizado na conta Bradesco 91.7486, tido como não comprovado, temos que este valor foi devidamente escriturado e levado à tributação e deve ser excluído da base tributável. No livro Diário (fls. 1008), considerando o Plano de Conta apresentado pela recorrente (fls. 1332 – 1338): · D 111.02.001 (Conta Banco Bradesco S/A – Faria Lima) – R$ 75.149,22 – Nosso recebimento antec unid. 072 · C 211.06.014 (Conta Recebimento por conta da unidade 072) – conta do Passivo Circulante do Grupo Adiantamentos Obra Kenzo) – R$ 75.149,22 – Nosso recebimento antec unid. 072 No livro Razão Analítico (fls. 1269), podese verificar o acúmulo do saldo credo da Conta C 211.06.014 (Conta Recebimento por conta da unidade 31 – conta do Passivo Circulante do Grupo Adiantamentos Obra Kenzo). Constatase ainda que na competência de dezembro de 2001, verificamos que o saldo total da conta foi transferido para apuração do Resultado do exercício de 2001, no valor de R$ 275.660,56, conforme demonstrado no Tópico II deste voto. Comprovandose a contabilização do depósito R$ 75.149,22, depositado no Bradesco, Conta 91.7486, sua efetiva origem e seu oferecimento à tributação, temos que afastada a presunção legal de omissão de receitas, devendo este valor ser excluído da infração tributária. Em relação ao depósito de R$ 100.466,00 em outubro/00, realizado na conta Bradesco 91.7486, tido como não comprovado, temos que este valor foi devidamente escriturado e levado à tributação e deve ser excluído da base tributável. No livro Diário (fls. 1016), considerando o Plano de Conta apresentado pela recorrente (fls. 1332 – 1338): · D 111.02.001 (Conta Banco Bradesco S/A – Faria Lima) – R$ 100.466,00 – Nosso recebimento ref. Unidade 61 · C 211.06.011 (Conta Recebimento por conta da unidade 61 – conta do Passivo Circulante do Grupo Adiantamentos Obra Kenzo) – R$ 100.466,00 No livro Razão Analítico (fls. 1265), podese verificar o acúmulo do saldo credo da Conta C 211.06.011 (Conta Recebimento por conta da unidade 61 – conta do Passivo Circulante do Grupo Adiantamentos Obra Kenzo). Fl. 1825DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 27 26 Constatase ainda que na competência de dezembro de 2001, verificamos que o saldo total da conta foi transferido para apuração do Resultado do exercício de 2001, no valor de R$ 315.992,48, conforme demonstrado no Tópico II deste voto. Comprovandose a contabilização do depósito R$ 100.466,00, depositado no Bradesco, Conta 91.7486, em 04/10/2000, sua efetiva origem e seu oferecimento à tributação, temos que afastada a presunção legal de omissão de receitas, devendo este valor ser excluído da infração tributária. Por estes motivos, entendemos pela exclusão dos valores tidos como comprovados da base tributável do auto de infração em epígrafe. Ano 2001 Em relação ao ano de 2001, não houve depósitos bancários tidos como recebimentos de clientes. Ano 2002 Em relação ao ano de 2002, como asseverou a recorrente em seu recurso voluntário, com exceção de 3 valores correspondentes a empréstimos, devidamente contabilizados e de algumas devoluções de cheques, os demais valores se referem a recebimentos de unidades vendidas (fls. 1697). Os depósitos deste ano estão sintetizados na planilha a seguir, na qual se faz referência à conta bancária, data, valor e página do processo digital em que se encontra a prova apresentada pela recorrente de sua origem: ANO 2002 Bradesco – Conta 91.7486 Janeiro 10 R$ 10.253,40 Recebimento Unidade 101 Doc 41 Livro Diário, pg. 7 Fls. Proc. 1117 Abril 15 R$ 10.000,00 Recebimento Unidade 52 Doc 43 Livro Diário, pg. 67 Fls. Proc. 1119 Maio Doc 148b Extrato Fls. Proc. 1230 16 R$ 22.275,17 Recebimento Unidade 172 Doc 45 Livro Diário, pg. 88 Fls. Proc. 1121 ou 1231 29 R$ 9.636,73 Recebimento Unidade Doc 46 Livro Diário, pg. 95 Fls. Proc. 1122 Junho 13 R$ 3.230,00 Recebimento Unidade 32 Doc 47 Livro Diário, pg. 106 Fls. Proc. 1123 Julho 13 R$ 3.200,00 Recebimento Unidade Doc 48 Livro Diário, pg. 126 Fls. Proc. 1124 22 R$ 87.480,00 Recebimento Unidade 43 Doc 49 Livro Diário, pg. 130 Fls. Proc. 1125 Fl. 1826DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 28 27 Agosto 9 R$ 136.820,00 Recebimento Unidades 39 e 66 Doc 50 Livro Diário, pg. 50 Fls. Proc. 1126 Setembro 4 R$ 181.248,00 Recebimento Unidades 71, 77, 78 e 79 Doc 51 Livro Diário, pg. 158 Fls. Proc. 1127 13 R$ 12.575,14 Recebimento Unidade 172 Doc 52 Livro Diário, pg. 164 Fls. Proc. 1128 16 R$ 19.265,60 Recebimento Unidade Doc 53 Livro Diário, pg. 165 Fls. Proc. 1129 20 R$ 92.323,20 Recebimento Unidade Doc 54 Livro Diário, pg. 168 Fls. Proc. 1130 Outubro 2 R$ 38.850,23 Recebimento Unidade 06 Doc 55 Livro Diário, pg. 176 Fls. Proc. 1131 10 R$ 3.167,73 Recebimento Unidade 32 Doc 56 Livro Diário, pg. 182 Fls. Proc. 1132 11 R$ 43.896,00 Recebimento Unidade 44 Doc 57 Livro Diário, pg. 1183 Fls. Proc. 1133 14 R$ 24.000,00 Recebimento Unidade 66 Doc 58 Livro Diário, pg. 184 Fls. Proc. 1134 15 R$ 19.000,00 Recebimento Unidade 39 Doc 59 Livro Diário, pg. 185 Fls. Proc. 1135 25 R$ 88.879,68 Recebimento Unidade 58 Doc 61 Livro Diário, pg. 193 Fls. Proc. 1144 25 R$ 91.679,04 Recebimento Unidade 59 Doc 61 Livro Diário, pg. 193 Fls. Proc. 1144 29 R$ 43.896,00 Recebimento Unidade 44 Doc 62 Livro Diário, pg. 195 Fls. Proc. 1145 29 R$ 2.604,00 Recebimento Unidade 44 Doc 62 Livro Diário, pg. 195 Fls. Proc. 1145 31 R$ 192.000,00 Recebimento Unidades 71, 77, 78 e 79 Doc 64 Livro Diário, pg. 197 Fls. Proc. 1146 31 R$ 97.800,00 Recebimento Unidade 81 e 89 Doc 64 Livro Diário, pg. 197 Fls. Proc. 1146 Novembro 7 R$ 185.982,48 Recebimento Unidades 88 e 48 Doc 65 Livro Diário, pg. 204 Fls. Proc. 1147 Dezembro 10 R$ 3.167,73 Recebimento Unidade 32 Doc 66 Livro Diário, pg. 228 Fls. Proc. 1148 Bradesco – Conta 109.7555 Janeiro 16 R$ 1.713,60 Recebimento Unidade 71 Doc 68 Livro Diário, pg. 10 Fls. Proc. 1150 28 R$ 6.000,00 Recebimento Unidade 71 Doc 69 Livro Diário, pg. 14 Fls. Proc. 1151 Fevereiro 21 R$ 13.305,20 Recebimento Unidade 142 Doc 70 Livro Diário, pg. 30 Fls. Proc. 1152 Março 13 R$ 10.039,20 Recebimento Unidade 51 Doc 74 Livro Diário, pg. 45 Fls. Proc. 1153 Abril 1 R$ 4.047,20 Recebimento Unidade 131 Doc 75 Livro Diário, pg. 57 Fls. Proc. 1154 Maio Fl. 1827DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 29 28 3 R$ 12.266,00 Recebimento Unidade 136 Doc 76 Livro Diário, pg. 81 Fls. Proc. 1155 Julho 1 R$ 13.565,00 Recebimento Unidade 112 Doc 77 Livro Diário, pg. 118 Fls. Proc. 1157 1 R$ 24.008,00 Recebimento Unidade 92 Doc 77 Livro Diário, pg. 118 Fls. Proc. 1157 1 R$ 24.176,00 Recebimento Unidade 111 Doc 77 Livro Diário, pg. 118 Fls. Proc. 1157 Agosto 5 R$ 24.120,00 Recebimento Unidade 62 Doc 78 Livro Diário, pg. 140 Fls. Proc. 1158 13 R$ 16.925,60 Recebimento Unidade 82 Doc 79 Livro Diário, pg. 144 Fls. Proc. 1159 26 R$ 11.308,20 Recebimento Unidade 102 Doc 80 Livro Diário, pg. 151 Fls. Proc. 1160 Setembro 2 R$ 43.622,83 Recebimento Unidade 81 Doc 81 Livro Diário, pg. 157 Fls. Proc. 1161 17 R$ 15.102,56 Recebimento Unidade 132 Doc 82 Livro Diário, pg. 166 Fls. Proc. 1162 17 R$ 28.305,96 Recebimento Unidade 132 Doc 82 Livro Diário, pg. 166 Fls. Proc. 1162 17 R$ 50.000,00 Recebimento Unidade 132 Doc 82 Livro Diário, pg. 166 Fls. Proc. 1162 27 R$ 93.901,60 Recebimento Unidade 32 Doc 83 Livro Diário, pg. 172 Fls. Proc. 1163 30 R$ 16.586,35 Recebimento Unidade 82 Doc 84 Livro Diário, pg. 174 Fls. Proc. 1164 Outubro 1 R$ 11.862,80 Recebimento Unidade 152 Doc 87 Livro Diário, pg. 175 Fls. Proc. 1165 4 R$ 128.700,00 Recebimento Unidade 91 Doc 88 Livro Diário, pg. 178 Fls. Proc. 1166 8 R$ 8.080,00 Recebimento Unidade 21 Doc 89 Livro Diário, pg. 180 Fls. Proc. 1167 8 R$ 2.086,80 Recebimento Unidade 21 Doc 89 Livro Diário, pg. 180 Fls. Proc. 1167 Novembro 6 R$ 11.543,20 Recebimento Unidade 122 Doc 90 Livro Diário, pg. 203 Fls. Proc. 1168 14 R$ 23.465,43 Recebimento Unidade 32 Doc 91 Livro Diário, pg. 208 Fls. Proc. 1169 18 R$ 6.590,68 Recebimento Unidade 31 Doc 92 Livro Diário, pg. 210 Fls. Proc. 1170 Dezembro 10 R$ 24.705,87 Recebimento Unidade 82 Doc 93 Livro Diário, pg. 228 Fls. Proc. 1171 12 R$ 56.625,28 Recebimento Unidade 92 Doc 94 Livro Diário, pg. 230 Fls. Proc. 1172 20 R$ 42.154,69 Recebimento Unidade 81 Doc 95 Livro Diário, pg. 238 Fls. Proc. 1173 Unibanco Janeiro 8 R$ 17.000,00 Recebimento Unidade 113 Doc 96 Livro Diário, pg. 06 Fls. Proc. 1174 15 R$ 1.259,25 Recebimento Unidade 52 Doc 97 Livro Diário, pg. 09 Fls. Proc. 1175 16 R$ 2.212,50 Recebimento Unidade 32 Doc 98 Livro Diário, pg. 10 Fls. Proc. 1176 29 R$ 3.462,16 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 99 Livro Diário, pg. 15 Fls. Proc. 1177 29 R$ 6.810,30 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 99 Livro Diário, pg. 15 Fls. Proc. 1177 Fl. 1828DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 30 29 29 R$ 1.929,65 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 99 Livro Diário, pg. 15 Fls. Proc. 1177 31 R$ 14.792,00 Recebimento Unidade 31 Doc 100 Livro Diário, pg. 18 Fls. Proc. 1178 Fevereiro 1 R$ 39.410,00 Recebimento Unidade 23 Doc 101 Livro Diário, pg. 20 Fls. Proc. 1179 7 R$ 1.346,63 Recebimento Unidade 52 Doc 102 Livro Diário, pg. 23 Fls. Proc. 1180 14 R$ 2.112,00 Recebimento Unidade 52 Doc 103 Livro Diário, pg. 25 Fls. Proc. 1181 21 R$ 895,00 Recebimento Unidade 52 Doc 104 Livro Diário, pg. 30 Fls. Proc. 1182 25 R$ 6.888,00 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 105 Livro Diário, pg. 32 Fls. Proc. 1183 26 R$ 5.396,12 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 105 Livro Diário, pg. 32 Fls. Proc. 1183 28 R$ 35.240,00 Recebimento Unidade 27 e 28 Doc 106 Livro Diário, pg. 35 Fls. Proc. 1184 28 R$ 7.884,44 Recebimento Unidade 52 Doc 106 Livro Diário, pg. 35 Fls. Proc. 1184 Março 6 R$ 48.616,72 Recebimento Unidade 55, 56, 57 e 58 Doc 107 Livro Diário, pg. 41 Fls. Proc. 1185 7 R$ 77.760,00 Recebimento Unidade 26 Doc 108 Livro Diário, pg. 42 Fls. Proc. 1186 12 R$ 6.011,60 Recebimento Unidade 41, 42 e 43 (cont. dia 11 Doc 109 Livro Diário, pg. 43 Fls. Proc. 1187 15 R$ 5.772,80 Recebimento Unidade 29 Doc 110 Livro Diário, pg. 47 Fls. Proc. 1188 21 R$ 12.884,89 Recebimento Unidade 172 Doc 111 Livro Diário, pg. 50 Fls. Proc. 1189 22 R$ 9.000,00 Recebimento Unidade 32 Doc 111 Livro Diário, pg. 50 Fls. Proc. 1189 25 R$ 900,00 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 112 Livro Diário, pg. 51 Fls. Proc. 1190 25 R$ 4.167,20 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 112 Livro Diário, pg. 51 Fls. Proc. 1190 25 R$ 7.800,00 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 112 Livro Diário, pg. 51 Fls. Proc. 1190 Abril 4 R$ 16.115,00 Recebimento Unidade 41 Doc 113 Livro Diário, pg. 61 Fls. Proc. 1191 10 R$ 44.439,84 Recebimento Unidade 51 Doc 114 Livro Diário, pg. 65 Fls. Proc. 1192 16 R$ 43.127,61 Recebimento Unidade 35 Doc 115 Livro Diário, pg. 69 Fls. Proc. 1193 25 R$ 2.500,00 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 116 Livro Diário, pg. 74 Fls. Proc. 1194 25 R$ 6.694,20 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 116 Livro Diário, pg. 74 Fls. Proc. 1194 25 R$ 3.122,39 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 116 Livro Diário, pg. 74 Fls. Proc. 1194 Maio 16 R$ 14.159,67 Recebimento Unidade 41, 42 e 43 Doc 117 Livro Diário, pg. 88 Fls. Proc. 1195 20 R$ 12.395,20 Recebimento Unidade 53 Doc 118 Livro Diário, pg. 91 Fls. Proc. 1196 27 R$ 5.970,00 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 119 Livro Diário, pg. 94 Fls. Proc. 1197 27 R$ 6.223,23 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 119 Livro Diário, pg. 94 Fls. Proc. 1197 28 R$ 19.144,00 Recebimento Unidade 114 Doc 120 Livro Diário, pg. 95 Fls. Proc. 1198 Junho 3 R$ 19.278,72 Recebimento Unidades 55, 56, 57 e 58 Doc 121 Livro Diário, pg. 99 Fls. Proc. 1199 3 R$ 46.170,00 Recebimento Unidade 73 Doc 121 Livro Diário, pg. 99 Fls. Proc. 1199 Fl. 1829DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 31 30 18 R$ 14.205,00 Recebimento Unidade 42,43 e 44 Doc 122 Livro Diário, pg. 108 Fls. Proc. 1200 18 R$ 600,00 Recebimento Unidade 53 Doc 122 Livro Diário, pg. 108 Fls. Proc. 1200 20 R$ 764,51 Recebimento Unidade 53 Doc 123 Livro Diário, pg. 110 Fls. Proc. 1201 Julho R$ 12.000,00 R$ 3.000,00 1 R$ 15.000,00 Recebimento Unidade 53 Doc 124 Livro Diário, pg. 118 Fls. Proc. 1202 1 R$ 19.278,72 Recebimento Unidades 55, 56, 57 e 58 Doc 124 Livro Diário, pg. 118 Fls. Proc. 1202 1 R$ 1.534,76 Recebimento Unidade 118 Doc 125 Livro Diário, pg. 119 Fls. Proc. 1203 15 R$ 14.205,00 Recebimento Unidades 45, 46 e 47 Doc 126 Livro Diário, pg. 126 Fls. Proc. 1204 19 R$ 13.265,52 Recebimento Unidade 42 Doc 127 Livro Diário, pg. 129 Fls. Proc. 1205 30 R$ 19.664,29 Recebimento Unidades 55, 56, 57 e 58 Doc 128 Livro Diário, pg. 134 Fls. Proc. 1206 31 R$ 2.500,00 Recebimento Unidade 21 Doc 129 Livro Diário, pg. 136 Fls. Proc. 1207 Agosto 5 R$ 1.534,76 Recebimento Unidade 119 Doc 130 Livro Diário, pg. 140 Fls. Proc. 1208 9 R$ 7.298,40 Recebimento Unidades 61, 62, 63, 64 e 69 Doc 131 Livro Diário, pg. 142 Fls. Proc. 1209 16 R$ 47.010,00 Recebimento Unidade 65 Doc 132 Livro Diário, pg. 145 Fls. Proc. 1210 16 R$ 14.205,00 Recebimento Unidades 45, 46 e 47 Doc 132 Livro Diário, pg. 145 Fls. Proc. 1210 16 R$ 30.340,00 Recebimento Unidade 72 Doc 133 Livro Diário, pg. 146 Fls. Proc. 1211 26 R$ 32.000,00 Recebimento Unidade 72 Doc 134 Livro Diário, pg. 151 Fls. Proc. 1212 Setembro 5 R$ 3.660,56 Recebimento Unidade 21 Doc 135 Livro Diário, pg. 159 Fls. Proc. 1213 17 R$ 88.106,00 Recebimento Unidade 42 Doc 136 Livro Diário, pg. 166 Fls. Proc. 1214 27 R$ 19.630,00 Recebimento Unidade 82 Doc 137 Livro Diário, pg. 172 Fls. Proc. 1215 Outubro 15 R$ 1.425,32 Recebimento Unidade 32 Doc 138 Livro Diário, pg. 185 Fls. Proc. 1216 18 R$ 74.820,00 Recebimento Unidades 41 e 49 Doc 139 Livro Diário, pg. 188 Fls. Proc. 1217 18 R$ 5.000,00 Recebimento Unidades 41 e 49 Doc 139 Livro Diário, pg. 188 Fls. Proc. 1217 27 R$ 7.696,91 Recebimento Unidade 31 Doc 140 Livro Diário, pg. 192 Fls. Proc. 1218 Novembro 4 R$ 38.722,00 Recebimento Unidade 83 Doc 141 Livro Diário, pg. 202 Fls. Proc. 1219 4 R$ 9.450,00 Recebimento Unidade 83 Doc 141 Livro Diário, pg. 202 Fls. Proc. 1219 4 R$ 45.600,00 Recebimento Unidade 83 Doc 141 Livro Diário, pg. 202 Fls. Proc. 1219 11 R$ 2.349,60 Recebimento Unidade 68 Doc 142 Livro Diário, pg. 206 Fls. Proc. 1223 11 R$ 29.219,00 Recebimento Unidade 67 Doc 142 Livro Diário, pg. 206 Fls. Proc. 1223 20 R$ 4.400,00 Recebimento Unidade 83 Doc 143 Livro Diário, pg. 212 Fls. Proc. 1224 Fl. 1830DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 32 31 20 R$ 179.820,00 Recebimento Unidades 75 e 76 Doc 143 Livro Diário, pg. 212 Fls. Proc. 1224 Dezembro 16 R$ 14.629,50 Recebimento Unidade 32 Doc 144 Livro Diário, pg. 232 Fls. Proc. 1225 18 R$ 67.324,00 Recebimento Unidade 67 Doc 145 Livro Diário, pg. 235 Fls. Proc. 1226 20 R$ 1.123,56 Recebimento Unidade 29 Doc 146 Livro Diário, pg. 238 Fls. Proc. 1227 30 R$ 2.065,52 Recebimento Unidade 65 Doc 147 Livro Diário, pg. 240 Fls. Proc. 1228 De fato, a recorrente prova que escriturou os depósitos bancários tidos como omissão de receita. Os lançamentos se referem ora ao creditamento da conta do Passivo, ora ao creditamento da conta Resultado. Falhou, entretanto, em demonstrar que tais valores foram levados à tributação de fato. A simples contabilização dos valores não é meio idôneo o suficiente para comprovação de sua efetiva tributação a fim de afastar a presunção de omissão de receitas. Deveria a recorrente ter juntado aos autos documentação hábil e idônea para comprovar a efetiva tributação destes valores, tais como balancetes contábeis que comprovassem a composição das quantias levadas à tributação em sua DIPJ 2003 (ano calendário 2002 – fls. 104 – 134). Por estes motivos, entendemos por não afastar a omissão de receitas levantada, mantendo o lançamento tributário em relação depósitos bancários relativos a recebimento por unidades vendidas referentes ao ano calendário 2002. III. b) Empréstimos bancários concedidos supostamente pelo Sr. Renato Ishikawa Os depósitos listados no acórdão da impugnação às fls. 1645 – 1647 se referem, segundo a recorrente, a empréstimos efetuados pelo exsócio Sr. Renato Ishikawa, o qual foi submetido ao procedimento de fiscalização corrente sob o nº 10882.002351/200624 (fls. 1355 – 1476), no qual se constatou que havia recebíveis a título de mútuo junto à recorrente no valor de R$ 3.204,758,70 e que, por determinação da Receita Federal, havia retificado suas Declarações de Ajuste Anual de Imposto de Renda para que constassem os referidos mútuos. O acórdão recorrido, parafraseando as constatações do Termo de Instrução Processual (1501 – 1510), julga por manter o lançamento tributário quanto a estas parcelas, sob o argumento de que (fls. 1647 – 1648): 1) Na Declaração de Ajuste Anual 2002 anocalendário de 2001 do Sr. RENATO ISHIKAWA CPF nº 016.732.11887 (original) mais especificamente na Declaração de Bens e Direitos (fls. 933 e 934 do presente processo) não consta qualquer empréstimo ou mútuo que o Sr. RENATO ISHIKAWA CPF nº 016.732.11887 Teria efetuado à empresa EWF ENGENHARIA E SERVIÇOS LTDA. CNPJ nº 00.811.267/000149. Fl. 1831DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 33 32 2) Ainda consta na Declaração de Bens e Direitos do Sr. RENATO ISHIKAWA (original) do anocalendário de 2.001, no item 41 Dinheiro em caixa ano de 2.001: R$ 0,00 (fl.1363) 3) Igualmente na Declaração de Ajuste Anual 2003 ano calendário de 2002 do Sr. RENATO ISHIKAWA CPF nº 016.732.11887 (original) mais especificamente na Declaração de Bens e Direitos (fl. 1367 a 1368 do presente processo) não consta qualquer empréstimo ou mútuo que o Sr. RENATO ISHIKAWA CPF nº 016.732.11887 teria efetuado à empresa EWF ENGENHARIA E SERVIÇOS LTDA. CNPJ nº 00.811.267/000149. 4) Apesar de não constarem nas Declarações de Ajuste Anual dos anoscalendário de 2.001 e 2.002 os empréstimos que o Sr. RENATO ISHIKAWA teria efetuado à EWF ENGENHARIA E SERVIÇOS LTDA., os valores dos empréstimos fizeram parte da planilha "Demonstrativo da Variação Patrimonial Fluxo Financeiro Mensal Variação Patrimonial a Descoberto" elaborada pela DRFOSASCO (fl. 978 anocalendário de 2.001), entretanto, os valores mencionados na planilha não batem com as datas e valores dos depósitos efetuados em 2.001 depósitos esses que constam da própria impugnação do contribuinte (fls. 962 e 963). Igualmente, no anocalendário de 2.002 constou na planilha "Demonstrativo da Variação Patrimonial Fluxo Financeiro Mensal Variação Patrimonial a Descoberto" elaborada pela DRFOSASCO valor de empréstimo concedido no importe de R$ 299.999,40 no mês de janeiro de 2002, entretanto esse valor também não bate com o valor dos depósitos de 2.002 (indicados na impugnação do próprio contribuinte às folhas 964 a 970). A recorrente, por sua vez, no recurso voluntário (fls. 1688), assevera que: Os documentos relativos aos valores correspondentes aos empréstimos concedidos pelo Sr. Renato Ishikawa À empresa EWF Engenharia e Serviços Ltda. são os seguintes: 1. Lançamentos contábeis dos Livros Diário e Razão da empresa EWF Engenharia e Serviços Ltda.; 2. Extratos de movimentação bancária de titularidade da empresa EWF Engenharia e Serviços Ltda.; 3. Contratos de mútuo e outras avenças e respectivos aditamentos firmados entre o Sr. Renato Ishikawa e a empresa EWF Engenharia e Serviços Ltda.; 4. Termo de Verificação Fiscal anexo ao Auto de Infração (processo nº 10882.002351/200624), no qual a autoridade fiscal atesta a existência de mútuos entre o Sr. Renato Ishikawa e a empresa EWF Engenharia e Serviços Ltda., empréstimos estes que não foram informados nas Declarações de Ajuste Anual do contribuinte pessoa física; Fl. 1832DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 34 33 5. Declarações de Ajuste Anual do Sr. Renato Ishikawa, nas quais não foram informados os empréstimos concedidos à empresa EWF Engenharia e Serviços Ltda.; Dos cinco elementos e documentos acima discriminados, quatro constituem prova da existência de empréstimos concedidos pelo Sr. Renato Ishikawa à empresa EWF Engenharia e Serviços Ltda. Apenas esta constatação seria suficiente para evidenciar a insubsistência da presunção legal, posto que todos os indícios e provas apontam para a inequívoca origem dos depósitos considerados não comprovados, provenientes dos referidos empréstimos. Neste ponto, não merece prosperar o apelo da recorrente. Embora haja de fato indícios dos empréstimos que o exsócio Sr. Renato Ishikawa prestou à companhia, o que foi atestado através do Processo nº 10882.002351/2006 24, não é possível, através das provas acostadas nos autos, elidir a presunção legal de omissão de receitas do art. 42 da Lei 9.430/96, uma vez que não foi comprovada a origem dos depósitos, mediante documentação hábil e idônea. A uma, porque, tratandose de partes ligadas, a simples contabilização dos depósitos e a apresentação de contrato de mútuo não é suficiente para provar a origem do depósito. A duas, porque os contratos de mútuo e aditamentos apresentados (1346 – 1357) albergam tão somente três dos depósitos efetuados (07/12/2000 – R$ 123.771,59; 08/12/2000 – 73.228,41). Para afastar a presunção de omissão de receitas, devem ser comprovadas, com documentação hábil e idônea, coincidente em datas e valores, a efetividade da entrega e a origem dos recursos supridos à pessoa jurídica por administradores, sócios da sociedade não anônima, titular de empresa individual ou pelo acionista controlador da companhia. Como tal documento de mútuo foi o único apresentado pela contribuinte, correta está a autoridade fiscal ao invalidar esse documento, bem como sem outras evidências de sua efetiva realização, tais como recibos, extratos do mutuante ou contratos bancários, cheques, identificação dos depósitos em conta, etc. A simples contabilização dos empréstimos, sem a identificação da origem dos depósitos, e a apresentação de documentos elaborados pela própria interessada são insuficientes para afastar a imputação fiscal ora sob análise, como contratos de mútuo, declarações escritas, alterações contratuais ou recibos, ou a simples alegação da capacidade econômica ou financeira dos sócios. Tais requisitos são cumulativos e indissociáveis e seu atendimento é ônus do sujeito passivo. Só a ocorrência concomitante dessas condições será capaz de elidir a presunção legal de omissão de receitas. Todavia, primando pelo princípio da boafé administrativa, é de se considerar que a própria Receita Federal reconheceu a existência de empréstimos do Sr. Renato Ishikawa Fl. 1833DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 35 34 à empresa recorrente no Processo nº 10882.002351/200624, no montante de R$ 2.026.464,94 (dois milhões e vinte e seis mil, quatrocentos e sessenta e quatro reais e noventa e quatro centavos) no ano calendário 2000, conforme fls. 1460, e R$ 299.999,79 (duzentos e noventa e nove mil, novecentos e noventa e nove reais e setenta e nove centavos), no ano calendário 2001, conforme fls. 1461: Ano Calendário 2001 1.3). O contribuinte não declarou créditos a receber junto à empresa EWF Engenharia e Serviços Ltda., CNPJ 00.811.267/000169, decorrentes de contratos de mútuos e respectivos aditamentos, conforme datas e valores discriminados no Demonstrativo de Variação Patrimonial – Fluxo Financeiro Mensal, anexo ao Processo Administrativo Fiscal, que no período de fevereiro a agosto de 2001 totalizou R$ 2.026.464,94 (dois milhões e vinte e seis mil, quatrocentos e sessenta e quatro reais e noventa e quatro centavos). [...] 2) Ano Calendário 2002 2.1 – Variação Patrimonial 2.1.1) O contribuinte não havia declarado créditos a receber junto à empresa EWF Engenharia e Serviços Ltda., CNPJ 00.811.267/000169, devido ao aditamento ao contrato de mútuo e outras avenças celebrado entre o contribuinte e a empresa citada, aditamento este efetuado em janeiro de 2002 no valor de R$ 299.999,79 (duzentos e noventa e nove mil, novecentos e noventa e nove reais e setenta e nove centavos). Assim, entendemos que estes valores, reconhecidos pela própria RFB como decorrentes de empréstimos do Sr. Renato Ishikawa à empresa recorrente, devem ser abatidos da base tributável do auto de infração em epígrafe à proporção dos empréstimos escriturados como omissão de receita nos anos calendário 2001 e 2002, os quais foram objetos de fiscalização do processo nº 10882.002351/200624. ANO 2001 Bradesco 2001– Conta 91.7486 Dia Abril 5 R$ 4.000,00 Empréstimo Doc 27 Livro Diário, pg. 49 Fls. Proc. 1104 Dezembro 13 R$ 50.000,00 Empréstimo Doc 30 Livro Diário, pg. 104 Fls. Proc. 1109 14 R$ 80.000,00 Empréstimo Doc 31 Livro Diário, pg. 105 Fls. Proc. 1110 R$ 134.000,00 Total R$ 2.026.464,94 Exonerado R$ 0,00 Restante R$ 134.000,00 Total exonerado ANO 2002 Fl. 1834DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 36 35 Bradesco – Conta 91.7486 Dia Março 26 R$ 144.625,00 Empréstimo Renato Doc 42 Livro Diário, pg. 52 Fls. Proc. 1118 Maio 3 R$ 48.000,00 Empréstimo Doc 44 Livro Diário, pg. 81 Fls. Proc. 1120 Outubro 21 R$ 100.000,00 Empréstimo Doc 60 Livro Diário, pg. 190 Fls. Proc. 1143 R$ 292.625,00 Total R$ 299.999,79 Exonerado R$ 0,00 Restante R$ 292.625,00 Total Exonerado Por estas razões, voto por dar parcial provimento ao recurso voluntário da recorrente, no sentido de excluir o valor de R$ 134.000,00 referente ao ano calendário 2001 e R$ 292.625,00, referente ao ano calendário 2002, da base tributável do presente auto de infração. III. c) Cheques devolvidos e estornos Quanto aos valores os quais a recorrente alega serem decorrentes de cheques devolvidos e estornos, verificase que no Termo de Instrução Processual (1501 – 1510) houve a correta averiguação das alegações da recorrente e das provas acostadas nos autos, razão pela qual se pede vênia para transcrever o texto: Na folha 961 da impugnação alegou o contribuinte que o valor de R$ 12.500,00 é crédito indevido já que o valor em questão foi devolvido, entretanto a alegação não procede já que de acordo com o extrato da conta n°91.7486, agência 05045 do Banco Bradesco S.A. (fl. 410 do processo) o citado valor referese a cheque compensado em 23.11.2000, não constando nos extratos dos dias seguintes que o referido cheque tenha sido devolvido (fls. 411 e seguintes). Na folha 963 da impugnação o contribuinte alega que o valor de R$ 5.320,00 depósito efetuado na conta n°109.7555, agência 05045 do Banco Bradesco S.A. (fl. 281) "... corresponde a erro de lançamento do Banco", entretanto, conforme extrato (fl. 281) o depósito foi efetuado em 17.07.2001 e não foi estornado pelo Banco Bradesco. Na folha 963 da impugnação o contribuinte alegou que "... o valor de R$ 7.299,18 corresponde a cheque devolvido. Há equívoco no lançamento que o considerou no mês de setembro quando, na realidade, o depósito e o estorno por devolução do cheque ocorreram no mês de outubro...". A alegação do contribuinte não procede. Conforme extrato (fls. 293 a 294) o depósito foi efetuado em 18.10.2001 e não consta sua devolução nos dias posteriores. Quanto à alegação do contribuinte constante à folha 963 de que relativamente à conta n° 1111230 UNIBANCO 2001, "... Setembro o valor de R$ 4.036,66 referese a troca de cheque Fl. 1835DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 37 36 Bradesco/Unibanco (fl. 460) depósito em cheque no dia 05.09.2001, no valor de R$ 4.036,66 e, no mesmo dia saída do mesmo valor com o histórico "cheque pago caixa da agência documento 0102094", não ficou comprovado que o mesmo valor já consta de outra conta do Bradesco, nem tampouco foi mencionado qual seria essa conta e não foi anexado o extrato bancário do Bradesco em que consta o depósito coincidente em datas e valores com o depósito efetuado no Unibanco. Na folha 964 da impugnação o contribuinte alegou relativamente à conta n° 91.7486 Banco Bradesco S.A. ano 2002 que o valor de R$ 6.528,69, depositado em 14.01.2002 referese a cheque devolvido. Entretanto, de acordo com o extrato bancário da conta n° 91.7486, agência 05045, do Banco Bradesco S.A. (fl. 605) consta o depósito em 14.01.2002, no valor de R$ 6.528,69, mas não consta a devolução do cheque nos dias posteriores (fls. 606 a 609). Na folha 965 da impugnação o contribuinte alega relativamente à conta n° 91.7486 do Banco Bradesco ano 2002 que "... 12.12.2002 R$ 9.623,08 transferência entre contas." No extrato bancário anexado (fl. 728) consta no dia 12.12.2002 depósito em dinheiro no importe de R$ 9.623,08. O contribuinte, entretanto, não comprovou a transferência entre contas já que não indicou qual foi a outra conta e nem anexou o outro extrato, com depósito de idêntico valor, em mesma data. Na folha 965 da impugnação o contribuinte alega relativamente à conta n° 109.7555 Bradesco ano 2002 "... 11.03.2002 R$ 4.433,60 cheque devolvido e reapresentado". Nesse caso é procedente a alegação do contribuinte. De acordo com o extrato bancário da conta n° 109.7555, agência n° 05045 – Banco Bradesco S.A. ano 2002, consta depósito em 11.03.2002, no importe de R$ 4.433,60, em 12.03.2002, cheque devolvido retirar ag. , no valor de R$ 4.433,60 (fl. 745) e outro depósito no importe de R$ 4.433,60 em 13.03.2002 o qual foi compensado regularmente (fl. 746). Na folha 966 da impugnação relativamente à conta n° 109.7555 Banco Bradesco S.A. ano 2.002 – o contribuinte alega que "...01.out R$ 19.800,00 transferência entre contas do Unibanco para o Bradesco. Na folha 810 do presente processo consta cópia do extrato da conta n° 109.7555, agência 05045 – Banco Bradesco S.A. ano 2002 no qual, no dia 01.10.2002, foi efetuado o depósito no valor de R$ 19.800,00. O contribuinte não informou em sua impugnação que conta do Unibanco foram transferidos os recursos e não anexou cópia do extrato do Unibanco no qual estivesse explicitado, com coincidência de datas e valores o mencionado depósito. Afora os depósitos supramencionados, é de se destacar outros a que a não se fez referência. Na folha 1696, a recorrente afirma que o valor de R$ 16.480,00 corresponde a recebimento por serviços prestados e está contabilizado. Fl. 1836DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 38 37 No livro Diário (fls. 1102), considerando o Plano de Conta apresentado pela recorrente (fls. 1332 – 1338): · D 111.02.001 (Conta Banco Bradesco S/A – Faria Lima) – R$ 16.480,00 – Crédito em C/C ref. Serviços prestados Alameda Santos; · C 211.01.02 (Empréstimo Salas Alameda Santos) – R$ 16.480,00 – Crédito em C/C ref. Serviços prestados Alameda Santos; Ao contrário do alegado pela recorrente, a contabilização do valor aduz que se trata de empréstimo, sendo creditado em conta do Passivo. Não provada que a receita foi levada à tributação, é de se manter o lançamento tributário. Na folha 1696, a recorrente afirma que os valores de R$ 873,73 e R$ 3.126,27 correspondem a estornos de depósitos efetuados a favor da Sra. Aparecida, esposa do sócio Renato Ishikawa. No livro Diário (fls. 1105), considerando o Plano de Conta apresentado pela recorrente (fls. 1332 – 1338): · D 111.02.001 (Conta Banco Bradesco S/A – Faria Lima) – R$ 873,73 – Crédito em C/C ref. Estorno depósito ref. Cida; · C 211.01.04 (Empréstimos a pagar) – R$ 873,73 – Crédito em C/C ref. Estorno depósito ref. Cida; · D 111.02.001 (Conta Banco Bradesco S/A – Faria Lima) – R$ 3.126,27 – Crédito em C/C ref. Estorno depósito ref. Cida; · C 211.01.04 (Empréstimos a pagar) – R$ 3.126,27 – Crédito em C/C ref. Estorno depósito ref. Cida; Na folha 514, verificamse os referidos valores creditados na conta do Bradesco da recorrente em 03/05/2001, entretanto não se verifica o referido estorno nos dias adjacentes (fls. 508 – 520, de forma que deve ser mantido o crédito tributário. Na folha 1697, a recorrente afirma que os valores de R$ 16.480,00 corresponde a serviços prestados referentes aos imóveis (salas) da Al. Santos e está contabilizado e a incidência está duplicada, tendo em vista que este valor foi tributado pelo depósito na conta 91.7486, Bradesco, em 9 de março, e por sua transferência, em 21 de março para a conta acima. Na folha 504, há a comprovação do depósito em 09/03/2001 na conta do Bradesco 91.7486 no valor de R$ 16.480,00. Na folha 505, há a compensação de cheque no mesmo valor. Na folha 251, há a comprovação de que o valor foi depositado na conta Bradesco 105.4309, no dia 21/03, conforme atesta a recorrente. Fl. 1837DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 39 38 Considerando o § 3º do art. 42 da Lei 9.430/96 determina que as transferências entre contas da titularidade da mesma pessoa jurídica devem ser desconsideradas, é de ser exonerar o valor de R$ 16.480,00 da base tributável dos autos de infração. Na folha 1697, a recorrente afirma que o valor de R$ 41.104,00 corresponde a crédito em conta corrente relativo a obras dos imóveis (salas) da Alameda dos Santos. No livro Diário (fls. 1101), considerando o Plano de Conta apresentado pela recorrente (fls. 1332 – 1338): · D 111.02.002 (Conta Unibanco S/A) – R$ 41.104,00 – Crédito em C/C ref. Depósito Alameda Santos; · C 211.01.02 (Empréstimo Salas Alameda Santos) – R$ 41.104,00 – Crédito em C/C ref. Depósito Alameda Santos; Embora contabilizada a receita, a recorrente não logra êxito em provar que foi levada à tributação, devendo ser mantido o lançamento tributário. Por todo exposto, votase no sentido de se manter o crédito tributário quanto às parcelas não comprovadas e exonerar da base tributável o valor de R$ 16.480,00. IV – MULTAS Afirma o corrente que não tendo ocorrido infração, seria incabível a incidência da multa. Neste ponto, não merece reparos a decisão recorrida. Nos casos em que ocorrência de infração à legislação tributária é perfeitamente cabível a aplicação da multa, nos termos do artigo 44, inciso I da Lei nº 9.430/96, com redação à época dos fatos geradores: Art.44.Nos casos de lançamento de ofício, serão aplicadas as seguintes multas, calculadas sobre a totalidade ou diferença de tributo ou contribuição: I – de setenta e cinco por cento, nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo, sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata, excetuada a hipótese do inciso seguinte; Por este motivo, a multa de ofício deve ser aplicada. V UTILIZAÇÃO DA TAXA SELIC Aduz o recorrente que a taxa Selic corresponderia a juros remuneratórios, não sendo possível admitila como correção dos créditos da Fazenda. Neste ponto, não merece reparos a decisão recorrida. Fl. 1838DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 40 39 Os juros de mora são devidos nos termos do artigo 161 do Código Tributário Nacional, o qual é taxativo ao determinar que o crédito não pago no vencimento é acrescido de juros de mora. Desta maneira, deve ser lançado o montante referente aos juros moratórios, contados a partir do vencimento. Transcrevese a seguir o diploma legal retrocitado: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta , sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. (g.n.). Os juros moratórios estão regulados pelo artigo 161 do CTN, acima transcrito. O parágrafo primeiro do citado artigo determina que os juros moratórios serão de 1%(um) por cento ao mês, se a lei não dispuser de modo diverso. Ocorre que, valendose da faculdade legal, o legislador ordinário, por intermédio da Lei nº 9.065/1995, artigo 13, determinou que os juros de mora seriam equivalentes à taxa SELIC. Transcrevese o citado diploma legal: Art. 13. A partir de 1º de abril de 1995, os juros de que tratam a alínea c do parágrafo único do art. 14 da Lei nº 8.847, de 28 de janeiro de 1994, com a redação dada pelo art. 6º da Lei nº 8.850, de 28 de janeiro de 1994, e pelo art. 90 da Lei nº 8.981, de 1995, o art. 84, inciso I, e o art. 91, parágrafo único, alínea a 2, da Lei nº 8.981, de 1995, serão equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia SELIC para títulos federais, acumulada mensalmente. (g.n). Portanto, a única exigência para a fixação de juros de mora distintos do percentual de 1 (um) por cento ao mês é a expressa previsão legal, requisito preenchido pela Lei nº 9.065/1995, artigo 13. Ressaltese, não há vedação legal para a utilização como juros de mora, de taxas instituídas por atos administrativos, desde que sua aplicação esteja prevista em lei. Sobre a matéria o CARF já editou a Súmula 4, a qual consolida o entendimento que os juros moratórios sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais." Súmula CARF n° 4: "A partir de I" de abril de 1995, os juros moratórias incidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais." Fl. 1839DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 41 40 Assim, correta a cobrança de juros moratórios, nos exatos termos da autuação. Por todo exposto, voto por dar parcial provimento ao recurso voluntário interposto para, afastando as preliminares, julgar: a) totalmente improcedente o lançamento tributário do anocalendário de 2.000 sobre os resultados operacionais escriturados mas não declarados (item 002 – IRPJ – fls. 923, 924 / item 001 CSLL – fls. 936, 937), vez que todas as bases tributáveis foram devidamente declaradas no ano calendário de 2001; b) parcialmente procedente os lançamentos tributários do anocalendário de 2.000 sobre os depósitos bancários não comprovados, exonerando da base de cálculo da autuação os depósitos nos valores de R$ 15.000,00 em abril/00, de R$ 75.149,22 em abril/00, de R$ 100.466,00 em outubro/00, todos realizados na conta Bradesco 91.7486, vez que se tratam de valores comprovados e decorrentes de recebimentos de vendas de unidades imobiliárias, embora inadequadamente contabilizados foram oferecidos à tributação no anocalendário de 2001, exonerando ainda os depósitos bancários considerados e reconhecidos pela própria Receita Federal no Auto de Infração n. Processo nº 10882.002351/200624 (às fls. 1433) como contratos de mútuos do Sr. Renato Ishikawa à empresa recorrente, no montante de R$ 2.026.464,94 (dois milhões e vinte e seis mil, quatrocentos e sessenta e quatro reais e noventa e quatro centavos) no ano calendário 2000, conforme fls. 1460; c) parcialmente procedente os lançamentos tributários do anocalendário de 2.001 sobre os depósitos bancários, exonerando o montante de R$ 299.999,79 considerado e reconhecido pela própria Receita Federal no Auto de Infração n. Processo nº 10882.002351/200624 (às fls. 1434) como contratos de mútuos do Sr. Renato Ishikawa à empresa recorrente, conforme fls. 1461; d) procedente o lançamento tributário do anocalendário de 2.002 sobre os depósitos bancários decorrentes de recebimentos de vendas de unidades imobiliárias, devidamente comprovados e contabilizados, mas que não restou provado pelo contribuinte se foram oferecidos a tributação: ANO 2002 Bradesco – Conta 91.7486 Janeiro 10 R$ 10.253,40 Recebimento Unidade 101 Doc 41 Livro Diário, pg. 7 Fls. Proc. 1117 Abril 15 R$ 10.000,00 Recebimento Unidade 52 Doc 43 Livro Diário, pg. 67 Fls. Proc. 1119 Maio Fl. 1840DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 42 41 Doc 148b Extrato Fls. Proc. 1230 16 R$ 22.275,17 Recebimento Unidade 172 Doc 45 Livro Diário, pg. 88 Fls. Proc. 1121 ou 1231 29 R$ 9.636,73 Recebimento Unidade Doc 46 Livro Diário, pg. 95 Fls. Proc. 1122 Junho 13 R$ 3.230,00 Recebimento Unidade 32 Doc 47 Livro Diário, pg. 106 Fls. Proc. 1123 Julho 13 R$ 3.200,00 Recebimento Unidade Doc 48 Livro Diário, pg. 126 Fls. Proc. 1124 22 R$ 87.480,00 Recebimento Unidade 43 Doc 49 Livro Diário, pg. 130 Fls. Proc. 1125 Agosto 9 R$ 136.820,00 Recebimento Unidades 39 e 66 Doc 50 Livro Diário, pg. 50 Fls. Proc. 1126 Setembro 4 R$ 181.248,00 Recebimento Unidades 71, 77, 78 e 79 Doc 51 Livro Diário, pg. 158 Fls. Proc. 1127 13 R$ 12.575,14 Recebimento Unidade 172 Doc 52 Livro Diário, pg. 164 Fls. Proc. 1128 16 R$ 19.265,60 Recebimento Unidade Doc 53 Livro Diário, pg. 165 Fls. Proc. 1129 20 R$ 92.323,20 Recebimento Unidade Doc 54 Livro Diário, pg. 168 Fls. Proc. 1130 Outubro 2 R$ 38.850,23 Recebimento Unidade 06 Doc 55 Livro Diário, pg. 176 Fls. Proc. 1131 10 R$ 3.167,73 Recebimento Unidade 32 Doc 56 Livro Diário, pg. 182 Fls. Proc. 1132 11 R$ 43.896,00 Recebimento Unidade 44 Doc 57 Livro Diário, pg. 1183 Fls. Proc. 1133 14 R$ 24.000,00 Recebimento Unidade 66 Doc 58 Livro Diário, pg. 184 Fls. Proc. 1134 15 R$ 19.000,00 Recebimento Unidade 39 Doc 59 Livro Diário, pg. 185 Fls. Proc. 1135 25 R$ 88.879,68 Recebimento Unidade 58 Doc 61 Livro Diário, pg. 193 Fls. Proc. 1144 25 R$ 91.679,04 Recebimento Unidade 59 Doc 61 Livro Diário, pg. 193 Fls. Proc. 1144 29 R$ 43.896,00 Recebimento Unidade 44 Doc 62 Livro Diário, pg. 195 Fls. Proc. 1145 29 R$ 2.604,00 Recebimento Unidade 44 Doc 62 Livro Diário, pg. 195 Fls. Proc. 1145 31 R$ 192.000,00 Recebimento Unidades 71, 77, 78 e 79 Doc 64 Livro Diário, pg. 197 Fls. Proc. 1146 31 R$ 97.800,00 Recebimento Unidade 81 e 89 Doc 64 Livro Diário, pg. 197 Fls. Proc. 1146 Novembro 7 R$ 185.982,48 Recebimento Unidades 88 e 48 Doc 65 Livro Diário, pg. 204 Fls. Proc. 1147 Fl. 1841DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 43 42 Dezembro 10 R$ 3.167,73 Recebimento Unidade 32 Doc 66 Livro Diário, pg. 228 Fls. Proc. 1148 Bradesco – Conta 109.7555 Janeiro 16 R$ 1.713,60 Recebimento Unidade 71 Doc 68 Livro Diário, pg. 10 Fls. Proc. 1150 28 R$ 6.000,00 Recebimento Unidade 71 Doc 69 Livro Diário, pg. 14 Fls. Proc. 1151 Fevereiro 21 R$ 13.305,20 Recebimento Unidade 142 Doc 70 Livro Diário, pg. 30 Fls. Proc. 1152 Março 13 R$ 10.039,20 Recebimento Unidade 51 Doc 74 Livro Diário, pg. 45 Fls. Proc. 1153 Abril 1 R$ 4.047,20 Recebimento Unidade 131 Doc 75 Livro Diário, pg. 57 Fls. Proc. 1154 Maio 3 R$ 12.266,00 Recebimento Unidade 136 Doc 76 Livro Diário, pg. 81 Fls. Proc. 1155 Julho 1 R$ 13.565,00 Recebimento Unidade 112 Doc 77 Livro Diário, pg. 118 Fls. Proc. 1157 1 R$ 24.008,00 Recebimento Unidade 92 Doc 77 Livro Diário, pg. 118 Fls. Proc. 1157 1 R$ 24.176,00 Recebimento Unidade 111 Doc 77 Livro Diário, pg. 118 Fls. Proc. 1157 Agosto 5 R$ 24.120,00 Recebimento Unidade 62 Doc 78 Livro Diário, pg. 140 Fls. Proc. 1158 13 R$ 16.925,60 Recebimento Unidade 82 Doc 79 Livro Diário, pg. 144 Fls. Proc. 1159 26 R$ 11.308,20 Recebimento Unidade 102 Doc 80 Livro Diário, pg. 151 Fls. Proc. 1160 Setembro 2 R$ 43.622,83 Recebimento Unidade 81 Doc 81 Livro Diário, pg. 157 Fls. Proc. 1161 17 R$ 15.102,56 Recebimento Unidade 132 Doc 82 Livro Diário, pg. 166 Fls. Proc. 1162 17 R$ 28.305,96 Recebimento Unidade 132 Doc 82 Livro Diário, pg. 166 Fls. Proc. 1162 17 R$ 50.000,00 Recebimento Unidade 132 Doc 82 Livro Diário, pg. 166 Fls. Proc. 1162 27 R$ 93.901,60 Recebimento Unidade 32 Doc 83 Livro Diário, pg. 172 Fls. Proc. 1163 30 R$ 16.586,35 Recebimento Unidade 82 Doc 84 Livro Diário, pg. 174 Fls. Proc. 1164 Fl. 1842DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 44 43 Outubro 1 R$ 11.862,80 Recebimento Unidade 152 Doc 87 Livro Diário, pg. 175 Fls. Proc. 1165 4 R$ 128.700,00 Recebimento Unidade 91 Doc 88 Livro Diário, pg. 178 Fls. Proc. 1166 8 R$ 8.080,00 Recebimento Unidade 21 Doc 89 Livro Diário, pg. 180 Fls. Proc. 1167 8 R$ 2.086,80 Recebimento Unidade 21 Doc 89 Livro Diário, pg. 180 Fls. Proc. 1167 Novembro 6 R$ 11.543,20 Recebimento Unidade 122 Doc 90 Livro Diário, pg. 203 Fls. Proc. 1168 14 R$ 23.465,43 Recebimento Unidade 32 Doc 91 Livro Diário, pg. 208 Fls. Proc. 1169 18 R$ 6.590,68 Recebimento Unidade 31 Doc 92 Livro Diário, pg. 210 Fls. Proc. 1170 Dezembro 10 R$ 24.705,87 Recebimento Unidade 82 Doc 93 Livro Diário, pg. 228 Fls. Proc. 1171 12 R$ 56.625,28 Recebimento Unidade 92 Doc 94 Livro Diário, pg. 230 Fls. Proc. 1172 20 R$ 42.154,69 Recebimento Unidade 81 Doc 95 Livro Diário, pg. 238 Fls. Proc. 1173 Unibanco Janeiro 8 R$ 17.000,00 Recebimento Unidade 113 Doc 96 Livro Diário, pg. 06 Fls. Proc. 1174 15 R$ 1.259,25 Recebimento Unidade 52 Doc 97 Livro Diário, pg. 09 Fls. Proc. 1175 16 R$ 2.212,50 Recebimento Unidade 32 Doc 98 Livro Diário, pg. 10 Fls. Proc. 1176 29 R$ 3.462,16 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 99 Livro Diário, pg. 15 Fls. Proc. 1177 29 R$ 6.810,30 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 99 Livro Diário, pg. 15 Fls. Proc. 1177 29 R$ 1.929,65 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 99 Livro Diário, pg. 15 Fls. Proc. 1177 31 R$ 14.792,00 Recebimento Unidade 31 Doc 100 Livro Diário, pg. 18 Fls. Proc. 1178 Fevereiro 1 R$ 39.410,00 Recebimento Unidade 23 Doc 101 Livro Diário, pg. 20 Fls. Proc. 1179 7 R$ 1.346,63 Recebimento Unidade 52 Doc 102 Livro Diário, pg. 23 Fls. Proc. 1180 14 R$ 2.112,00 Recebimento Unidade 52 Doc 103 Livro Diário, pg. 25 Fls. Proc. 1181 21 R$ 895,00 Recebimento Unidade 52 Doc 104 Livro Diário, pg. 30 Fls. Proc. 1182 25 R$ 6.888,00 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 105 Livro Diário, pg. 32 Fls. Proc. 1183 26 R$ 5.396,12 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 105 Livro Diário, pg. 32 Fls. Proc. 1183 28 R$ 35.240,00 Recebimento Unidade 27 e 28 Doc 106 Livro Diário, pg. 35 Fls. Proc. 1184 Fl. 1843DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 45 44 28 R$ 7.884,44 Recebimento Unidade 52 Doc 106 Livro Diário, pg. 35 Fls. Proc. 1184 Março 6 R$ 48.616,72 Recebimento Unidade 55, 56, 57 e 58 Doc 107 Livro Diário, pg. 41 Fls. Proc. 1185 7 R$ 77.760,00 Recebimento Unidade 26 Doc 108 Livro Diário, pg. 42 Fls. Proc. 1186 12 R$ 6.011,60 Recebimento Unidade 41, 42 e 43 (cont. dia 11 Doc 109 Livro Diário, pg. 43 Fls. Proc. 1187 15 R$ 5.772,80 Recebimento Unidade 29 Doc 110 Livro Diário, pg. 47 Fls. Proc. 1188 21 R$ 12.884,89 Recebimento Unidade 172 Doc 111 Livro Diário, pg. 50 Fls. Proc. 1189 22 R$ 9.000,00 Recebimento Unidade 32 Doc 111 Livro Diário, pg. 50 Fls. Proc. 1189 25 R$ 900,00 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 112 Livro Diário, pg. 51 Fls. Proc. 1190 25 R$ 4.167,20 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 112 Livro Diário, pg. 51 Fls. Proc. 1190 25 R$ 7.800,00 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 112 Livro Diário, pg. 51 Fls. Proc. 1190 Abril 4 R$ 16.115,00 Recebimento Unidade 41 Doc 113 Livro Diário, pg. 61 Fls. Proc. 1191 10 R$ 44.439,84 Recebimento Unidade 51 Doc 114 Livro Diário, pg. 65 Fls. Proc. 1192 16 R$ 43.127,61 Recebimento Unidade 35 Doc 115 Livro Diário, pg. 69 Fls. Proc. 1193 25 R$ 2.500,00 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 116 Livro Diário, pg. 74 Fls. Proc. 1194 25 R$ 6.694,20 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 116 Livro Diário, pg. 74 Fls. Proc. 1194 25 R$ 3.122,39 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 116 Livro Diário, pg. 74 Fls. Proc. 1194 Maio 16 R$ 14.159,67 Recebimento Unidade 41, 42 e 43 Doc 117 Livro Diário, pg. 88 Fls. Proc. 1195 20 R$ 12.395,20 Recebimento Unidade 53 Doc 118 Livro Diário, pg. 91 Fls. Proc. 1196 27 R$ 5.970,00 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 119 Livro Diário, pg. 94 Fls. Proc. 1197 27 R$ 6.223,23 Recebimento Unidade 36 e 37 Doc 119 Livro Diário, pg. 94 Fls. Proc. 1197 28 R$ 19.144,00 Recebimento Unidade 114 Doc 120 Livro Diário, pg. 95 Fls. Proc. 1198 Junho 3 R$ 19.278,72 Recebimento Unidades 55, 56, 57 e 58 Doc 121 Livro Diário, pg. 99 Fls. Proc. 1199 3 R$ 46.170,00 Recebimento Unidade 73 Doc 121 Livro Diário, pg. 99 Fls. Proc. 1199 18 R$ 14.205,00 Recebimento Unidade 42,43 e 44 Doc 122 Livro Diário, pg. 108 Fls. Proc. 1200 18 R$ 600,00 Recebimento Unidade 53 Doc 122 Livro Diário, pg. 108 Fls. Proc. 1200 20 R$ 764,51 Recebimento Unidade 53 Doc 123 Livro Diário, pg. 110 Fls. Proc. 1201 Fl. 1844DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 46 45 Julho R$ 12.000,00 R$ 3.000,00 1 R$ 15.000,00 Recebimento Unidade 53 Doc 124 Livro Diário, pg. 118 Fls. Proc. 1202 1 R$ 19.278,72 Recebimento Unidades 55, 56, 57 e 58 Doc 124 Livro Diário, pg. 118 Fls. Proc. 1202 1 R$ 1.534,76 Recebimento Unidade 118 Doc 125 Livro Diário, pg. 119 Fls. Proc. 1203 15 R$ 14.205,00 Recebimento Unidades 45, 46 e 47 Doc 126 Livro Diário, pg. 126 Fls. Proc. 1204 19 R$ 13.265,52 Recebimento Unidade 42 Doc 127 Livro Diário, pg. 129 Fls. Proc. 1205 30 R$ 19.664,29 Recebimento Unidades 55, 56, 57 e 58 Doc 128 Livro Diário, pg. 134 Fls. Proc. 1206 31 R$ 2.500,00 Recebimento Unidade 21 Doc 129 Livro Diário, pg. 136 Fls. Proc. 1207 Agosto 5 R$ 1.534,76 Recebimento Unidade 119 Doc 130 Livro Diário, pg. 140 Fls. Proc. 1208 9 R$ 7.298,40 Recebimento Unidades 61, 62, 63, 64 e 69 Doc 131 Livro Diário, pg. 142 Fls. Proc. 1209 16 R$ 47.010,00 Recebimento Unidade 65 Doc 132 Livro Diário, pg. 145 Fls. Proc. 1210 16 R$ 14.205,00 Recebimento Unidades 45, 46 e 47 Doc 132 Livro Diário, pg. 145 Fls. Proc. 1210 16 R$ 30.340,00 Recebimento Unidade 72 Doc 133 Livro Diário, pg. 146 Fls. Proc. 1211 26 R$ 32.000,00 Recebimento Unidade 72 Doc 134 Livro Diário, pg. 151 Fls. Proc. 1212 Setembro 5 R$ 3.660,56 Recebimento Unidade 21 Doc 135 Livro Diário, pg. 159 Fls. Proc. 1213 17 R$ 88.106,00 Recebimento Unidade 42 Doc 136 Livro Diário, pg. 166 Fls. Proc. 1214 27 R$ 19.630,00 Recebimento Unidade 82 Doc 137 Livro Diário, pg. 172 Fls. Proc. 1215 Outubro 15 R$ 1.425,32 Recebimento Unidade 32 Doc 138 Livro Diário, pg. 185 Fls. Proc. 1216 18 R$ 74.820,00 Recebimento Unidades 41 e 49 Doc 139 Livro Diário, pg. 188 Fls. Proc. 1217 18 R$ 5.000,00 Recebimento Unidades 41 e 49 Doc 139 Livro Diário, pg. 188 Fls. Proc. 1217 27 R$ 7.696,91 Recebimento Unidade 31 Doc 140 Livro Diário, pg. 192 Fls. Proc. 1218 Novembro 4 R$ 38.722,00 Recebimento Unidade 83 Doc 141 Livro Diário, pg. 202 Fls. Proc. 1219 4 R$ 9.450,00 Recebimento Unidade 83 Doc 141 Livro Diário, pg. 202 Fls. Proc. 1219 4 R$ 45.600,00 Recebimento Unidade 83 Doc 141 Livro Diário, pg. 202 Fls. Proc. 1219 Fl. 1845DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 47 46 11 R$ 2.349,60 Recebimento Unidade 68 Doc 142 Livro Diário, pg. 206 Fls. Proc. 1223 11 R$ 29.219,00 Recebimento Unidade 67 Doc 142 Livro Diário, pg. 206 Fls. Proc. 1223 20 R$ 4.400,00 Recebimento Unidade 83 Doc 143 Livro Diário, pg. 212 Fls. Proc. 1224 20 R$ 179.820,00 Recebimento Unidades 75 e 76 Doc 143 Livro Diário, pg. 212 Fls. Proc. 1224 Dezembro 16 R$ 14.629,50 Recebimento Unidade 32 Doc 144 Livro Diário, pg. 232 Fls. Proc. 1225 18 R$ 67.324,00 Recebimento Unidade 67 Doc 145 Livro Diário, pg. 235 Fls. Proc. 1226 20 R$ 1.123,56 Recebimento Unidade 29 Doc 146 Livro Diário, pg. 238 Fls. Proc. 1227 30 R$ 2.065,52 Recebimento Unidade 65 Doc 147 Livro Diário, pg. 240 Fls. Proc. 1228 É como voto. (assinado digitalmente) Francisco Alexandre dos Santos Linhares Voto Vencedor Conselheiro José Evande Carvalho Araujo, Redator Designado Na sessão de julgamento deste processo, ousei divergir do posicionamento do Ilustre Relator no tocante à comprovação da origem de depósitos no montante de R$ 3.535.377,23 no ano calendário 2002 (listados na tabela de fls. 26 a 31 do voto vencido), entendimento que prevaleceu pelo voto de qualidade do Presidente da Turma. Ora, o Relator entendeu comprovada a escrituração dos depósitos bancários no Livro Diário, ora com contrapartida em conta de Passivo, ora em conta de Resultado. Contudo, não considerou comprovada a origem desses depósitos, pois não constava dos autos documentação hábil e idônea para demonstrar a efetiva tributação destes valores, tais como balancetes contábeis que comprovassem a composição das quantias levadas à tributação em sua DIPJ 2003. Todavia, metade dos julgadores considerou que tal entendimento foi por demais rigoroso, em especial diante das demais provas dos autos. Com relação aos lançamentos contabilizados em conta de Resultado, a presunção deveria ser no sentido de que tais contas foram levadas à tributação, e não o contrário. Com relação aos lançamentos contabilizados em conta de Passivo, é razoável entender que a empresa utilizou, no ano de 2002, o mesmo procedimento do ano de 2000, deixando para reconhecer o resultado da venda do imóvel apenas no final da obra. Nesse caso, Fl. 1846DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO Processo nº 19515.002353/200595 Acórdão n.º 1102000.937 S1C1T2 Fl. 48 47 a origem dos depósitos estaria comprovada, e a tributação deveria se dar na modalidade de postergação dos lucros, como decidido em outro capítulo do voto. De qualquer modo, entendeuse que a falta de balancetes de verificação não poderia, por si só, negar o direito do contribuinte, em especial quando os procedimentos adotados nos outros anoscalendários levam à conclusão de que a obtenção dos documentos por meio de diligência confirmaria a tributação das receitas, ainda que parte dela em exercício posterior. Nas discussões ocorridas na sessão de julgamento, metade dos julgadores entendeu ser desnecessário o procedimento de diligência, já que a escrituração dos depósitos no Livro Diário poderia, neste específico conjunto probatório, ser considerada como comprovação da origem dos créditos, afastando a presunção de omissão de receitas. Foram essas as razões porque a Turma Julgadora, pelo voto de qualidade de seu Presidente, entendeu por dar provimento parcial ao recurso voluntário para considerar também comprovado o montante de R$ 3.535.377,23 no ano calendário 2002, relativo aos depósitos bancários por recebimentos de clientes. (assinado digitalmente) José Evande Carvalho Araújo Fl. 1847DF CARF MF Impresso em 23/02/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO, Assinado digitalmente em 25/ 11/2014 por FRANCISCO ALEXANDRE DOS SANTOS LINHARES, Assinado digitalmente em 23/02/2015 por JOAO OT AVIO OPPERMANN THOME, Assinado digitalmente em 01/10/2014 por JOSE EVANDE CARVALHO ARAUJO
score : 1.0
Numero do processo: 10218.720147/2007-11
Turma: Primeira Turma Especial da Segunda Seção
Seção: Segunda Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2015
Numero da decisão: 2801-000.348
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator.
Assinado digitalmente
Tânia Mara Paschoalin - Presidente.
Assinado digitalmente
Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator.
Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Eivanice Canário da Silva, Adriano Keith Yjichi Haga, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada.
Relatório
Trata-se de Notificação de Lançamento relativa ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR por meio da qual se exige crédito tributário no valor de R$ 81.784,74, incluídos multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora.
Consta da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, à fl. 3 deste processo digital, que, após ser regularmente intimado, o contribuinte não comprovou a isenção da área declarada a título de preservação permanente e da área de reserva legal no imóvel rural, motivo pelo qual o Documento de Informação e Apuração do ITR - DIAT foi alterado, conforme Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido, acostado aos autos à fl. 4.
Acrescenta a Autoridade lançadora, ainda, que, após ser regularmente intimado, o contribuinte não comprovou, por meio de laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.653 da ABNT, o Valor da Terra Nua - VTN declarado. Por esta razão, o VTN foi arbitrado tendo como base nas informações do Sistema de Preços da Terra SIPT da RFB.
A impugnação apresentada pelo contribuinte foi julgada improcedente por intermédio do acórdão de fls. 37/45, assim ementado:
Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR
Exercício: 2004
DAS ÁREAS DE RESERVA LEGAL E DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE.
Para serem excluídas do ITR, exige-se que essas áreas, informadas na DITR/2004 e glosadas pela autoridade fiscal, sejam objeto de Ato Declaratório Ambiental - ADA, protocolado, em tempo hábil, junto ao IBAMA, além da averbação tempestiva da área de reserva legal.
DA ÁREA INDÍGENA.
Para gozar da imunidade tributária constitucionalmente prevista, a pretendida área de preservação permanente deveria, também, estar comprovadamente localizada em área indígena, demarcada e formalizada por Decreto Presidencial, até a data do fato gerador do imposto.
DO VALOR DA TERRA NUA - VTN.
Deverá ser mantido o VTN arbitrado para o ITR/2004 pela autoridade fiscal com base no SIPT, por falta de laudo técnico de avaliação com ART, em consonância com a NBR 14.653-3 da ABNT, que atingisse fundamentação e grau de precisão II, demonstrando inequivocamente o valor fundiário do imóvel à época do fato gerador do imposto e suas peculiaridades desfavoráveis, que justificassem o valor declarado.
Cientificado da decisão de primeira instância em 28/03/2012 (fl. 51), o Interessado interpôs, em 11/04/2012, o recurso de fls. 52/75, acompanhado dos documentos de fls. 76/86. Na peça recursal aduz, em síntese, que:
Inexigibilidade de Ato Declaratório Ambiental e inexistência de capacidade contributiva decorrente da limitação legal ao uso da propriedade em razão da reserva legal de 80% na Amazônia
- Tanto a NL quanto o acórdão recorrido lastrearam o lançamento e sua manutenção na exigência de ADA para exclusão das áreas de reserva legal e de utilização limitada, mas tal exigência afronta direta e abertamente os termos do § 7° e da alínea "a" do inciso II do § 1º do art. 10 da Lei n° 9.393/1996.
- Por outro lado, a RFB não provou que a declaração do Recorrente não é verdadeira, conforme exige o § 7º para imputar-lhe responsabilidade e refutar a sua declaração, pois se limitou a exigir o Ato Declaratório ao arrepio da Lei nº 9.393/1996.
- O Ato Declaratório Ambiental não é exigível no caso de Reserva Legal, tanto em razão da expressa dispensa pelo § 7º do art. 10 da Lei 9.393/1996, quanto pelo fato de que a alínea a não faz referência a qualquer ato administrativo, ao contrário das hipóteses de áreas de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas (alínea b do inciso II do § 1º do art. 10) ou comprovadamente imprestáveis, declaradas de interesse ecológico (alínea c), para as quais há clara exigência de ato administrativo reconhecendo o interesse ecológico e a imprestabilidade.
- A introdução do § 7º no art. 10 da Lei nº 9.393/1996 teve apenas o objetivo de esclarecer a inexigibilidade do ato declaratório ambiental prévio para excluir-se da tributação pelo ITR as áreas de reserva legal e de preservação permanente, o que já decorria com clareza das alíneas a do inciso II do § 1° do art. 10.
- A expressão utilizada na Lei (caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira), significa: cabe ao fisco provar a falsidade da declaração do contribuinte.
- O Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26/03/1999, estabelece que Cabe à autoridade administrativa a prova da inveracidade dos fatos registrados com observância do disposto no artigo anterior (art. 924).
- A NL e o acórdão que indeferiu a impugnação tomaram como premissa que a não tributação das áreas de preservação permanente e de utilização limitada seria espécie de isenção, "benefício fiscal", a merecer interpretação literal, quando, em verdade, trata-se de hipótese de não incidência, posto presente limitação administrativo-ambiental de base legal, a qual impede a plena utilização econômica da parcela de 80% dos imóveis rurais incluídos na Amazônia Legal, nos termos do inciso I do art. 16 da Lei n° 4.771/1965 (e parágrafos).
- Em decorrência, a tributação pelo Estado sobre áreas que a própria legislação estatal impede o proprietário de exercer em plenitude seu domínio, para obtenção de utilidade econômica, sobre ser um absurdo lógico, uma afronta ao senso comum, representa afronta aos princípios constitucionais da capacidade contributiva e da não utilização de tributo com efeito confiscatório.
- Menciona jurisprudência do STJ sobre a inexigibilidade do ADA e cita manifestações doutrinárias acerca do ônus probatório em processos administrativos.
Área indígena
- Os julgadores da instância de piso incorreram em equívoco ao entender que área indígena só pode ser compreendida como tal após "demarcada, criada e homologada por meio de Decreto Presidencial, em data anterior a do fato gerador do imposto".
- Desde 06 de novembro de 1991 a FUNAI, nos processos FUNAI/BSB/948/86 e FUNAI/BSB/115/89, com referência à área indígena APYTEREWA, por despacho do Sr. Presidente da FUNAI (DESPACHO nº 39, 06 de dezembro de 1991, publicado no Diário Oficial da União, em 10.12.91), aprovou a delimitação da área indígena e remeteu o processo de demarcação ao Ministério da Justiça (anexo 01).
- O Sr. Ministro de Estado de Justiça, através da Portaria nº 267, publicada no Diário Oficial de 29 de maio de 1992, declarou como de posse permanente indígena, para efeito de demarcação, a área indígena APYTEREWA, determinando que a FUNAI promovesse a demarcação e proibindo o ingresso, o trânsito e a permanência de pessoas ou grupos de não índios dentro do perímetro a ser demarcado (anexo 02).
- O Sr. Ministro da Justiça, através da Portaria nº 1192, de 31 de dezembro de 2001, publicada no Diário Oficial em 04 de janeiro de 2002, considerando que a terra indígena APYTEREWA ficou identificada nos termos do § 1º do art. 231 da Constituição Federal e inciso 1 do art. 17 da Lei 6.001/1973, como sendo tradicionalmente ocupada pelo grupo APYTEREWA, declarou como de posse permanente a área indígena APYTEREWA, com superfície de aproximadamente 773.000 ha (anexo 03). A Portaria 2581, 21 de setembro de 2004, declarou de posse permanente a área de 773.000 ha (anexo 04).
- Em Decreto de 19 de abril de 2007, o Sr. Presidente da República homologou a demarcação administrativa promovida pela FUNAI da terra destinada à posse permanente do grupo indígena denominado APYTEREWA (anexo 05).
- Não restam dúvidas de que a área em apreço estava, à época, ocupada por indígenas, sendo, portanto, inalienável e não possível de posse.
- O imóvel - LOTE 52 - está situado à margem esquerda do Rio Bacajá, descrito no memorial constante do Decreto de 19 de abril de 2007 que homologou a demarcação (anexo nº 04) e a planta do LOTE 54 (anexo 06).
Pedidos
Ao final, requer a total procedência do recurso voluntário, face à inexigibilidade do ITR, como também a anulação da cobrança consubstanciada na notificação constante do presente processo.
Por meio da Resolução nº 2801-000.312, desta 1ª Turma Especial, o julgamento foi convertido em diligência a fim de que o Recorrente comprovasse, exclusivamente com a apresentação de documento fornecido pelo órgão regional da FUNAI no Estado do Pará, em papel timbrado da Fundação, que a área total do imóvel objeto de tributação está inserida nos limites da terra indígena demarcada (Terra Indígena APYTEREWA), devendo constar do documento a identificação do proprietário e a área do imóvel.
Após ser intimado (fl. 96), o Interessado se manifestou às fls. 98/100 e juntou aos autos os documentos de fls. 101/111. Em sua manifestação, aduz, em síntese, que:
- Que não existe, atualmente, órgão regional da FUNAI no Estado do Pará.
- Que as emissões dos documentos denominados Atestado Administrativo e Declaração de Reconhecimento de Limites, que se referem à localização de imóvel particular em relação a terras indígenas, serão processadas de acordo com as normas estabelecidas na Instrução Normativa FUNAI nº 3, de 20 de abril de 2012.
- No sentido de comprovar que o imóvel objeto de tributação encontra-se localizado na área indígena APYTEREWA, anexa memorial descritivo, cálculo analítico de área, azimutes, lados, coordenadas, UTM e geográficas, bem como levantamento planimétrico, elaborados pela empresa Norte Engenharia.
Ao final, requer seja admitida como prova de que o imóvel encontra-se situado na área indígena APYTEREWA os documentos elaborados pela empresa Norte Engenharia. Alternativamente, que seja estabelecido novo prazo de 45 dias para o atendimento das normas estabelecidas na IN FUNAI nº 3/2012, porquanto o prazo de 15 dias é insuficiente para tal mister.
Voto
Nome do relator: MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
turma_s : Primeira Turma Especial da Segunda Seção
dt_publicacao_tdt : Fri Mar 27 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10218.720147/2007-11
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5448299
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 30 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 2801-000.348
nome_arquivo_s : Decisao_10218720147200711.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA
nome_arquivo_pdf_s : 10218720147200711_5448299.pdf
secao_s : Segunda Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
dt_sessao_tdt : Wed Mar 11 00:00:00 UTC 2015
id : 5879650
ano_sessao_s : 2015
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin - Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida - Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Eivanice Canário da Silva, Adriano Keith Yjichi Haga, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório Trata-se de Notificação de Lançamento relativa ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR por meio da qual se exige crédito tributário no valor de R$ 81.784,74, incluídos multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. Consta da Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal, à fl. 3 deste processo digital, que, após ser regularmente intimado, o contribuinte não comprovou a isenção da área declarada a título de preservação permanente e da área de reserva legal no imóvel rural, motivo pelo qual o Documento de Informação e Apuração do ITR - DIAT foi alterado, conforme Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido, acostado aos autos à fl. 4. Acrescenta a Autoridade lançadora, ainda, que, após ser regularmente intimado, o contribuinte não comprovou, por meio de laudo de avaliação do imóvel, conforme estabelecido na NBR 14.653 da ABNT, o Valor da Terra Nua - VTN declarado. Por esta razão, o VTN foi arbitrado tendo como base nas informações do Sistema de Preços da Terra SIPT da RFB. A impugnação apresentada pelo contribuinte foi julgada improcedente por intermédio do acórdão de fls. 37/45, assim ementado: Assunto: Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR Exercício: 2004 DAS ÁREAS DE RESERVA LEGAL E DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. Para serem excluídas do ITR, exige-se que essas áreas, informadas na DITR/2004 e glosadas pela autoridade fiscal, sejam objeto de Ato Declaratório Ambiental - ADA, protocolado, em tempo hábil, junto ao IBAMA, além da averbação tempestiva da área de reserva legal. DA ÁREA INDÍGENA. Para gozar da imunidade tributária constitucionalmente prevista, a pretendida área de preservação permanente deveria, também, estar comprovadamente localizada em área indígena, demarcada e formalizada por Decreto Presidencial, até a data do fato gerador do imposto. DO VALOR DA TERRA NUA - VTN. Deverá ser mantido o VTN arbitrado para o ITR/2004 pela autoridade fiscal com base no SIPT, por falta de laudo técnico de avaliação com ART, em consonância com a NBR 14.653-3 da ABNT, que atingisse fundamentação e grau de precisão II, demonstrando inequivocamente o valor fundiário do imóvel à época do fato gerador do imposto e suas peculiaridades desfavoráveis, que justificassem o valor declarado. Cientificado da decisão de primeira instância em 28/03/2012 (fl. 51), o Interessado interpôs, em 11/04/2012, o recurso de fls. 52/75, acompanhado dos documentos de fls. 76/86. Na peça recursal aduz, em síntese, que: Inexigibilidade de Ato Declaratório Ambiental e inexistência de capacidade contributiva decorrente da limitação legal ao uso da propriedade em razão da reserva legal de 80% na Amazônia - Tanto a NL quanto o acórdão recorrido lastrearam o lançamento e sua manutenção na exigência de ADA para exclusão das áreas de reserva legal e de utilização limitada, mas tal exigência afronta direta e abertamente os termos do § 7° e da alínea "a" do inciso II do § 1º do art. 10 da Lei n° 9.393/1996. - Por outro lado, a RFB não provou que a declaração do Recorrente não é verdadeira, conforme exige o § 7º para imputar-lhe responsabilidade e refutar a sua declaração, pois se limitou a exigir o Ato Declaratório ao arrepio da Lei nº 9.393/1996. - O Ato Declaratório Ambiental não é exigível no caso de Reserva Legal, tanto em razão da expressa dispensa pelo § 7º do art. 10 da Lei 9.393/1996, quanto pelo fato de que a alínea a não faz referência a qualquer ato administrativo, ao contrário das hipóteses de áreas de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas (alínea b do inciso II do § 1º do art. 10) ou comprovadamente imprestáveis, declaradas de interesse ecológico (alínea c), para as quais há clara exigência de ato administrativo reconhecendo o interesse ecológico e a imprestabilidade. - A introdução do § 7º no art. 10 da Lei nº 9.393/1996 teve apenas o objetivo de esclarecer a inexigibilidade do ato declaratório ambiental prévio para excluir-se da tributação pelo ITR as áreas de reserva legal e de preservação permanente, o que já decorria com clareza das alíneas a do inciso II do § 1° do art. 10. - A expressão utilizada na Lei (caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira), significa: cabe ao fisco provar a falsidade da declaração do contribuinte. - O Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26/03/1999, estabelece que Cabe à autoridade administrativa a prova da inveracidade dos fatos registrados com observância do disposto no artigo anterior (art. 924). - A NL e o acórdão que indeferiu a impugnação tomaram como premissa que a não tributação das áreas de preservação permanente e de utilização limitada seria espécie de isenção, "benefício fiscal", a merecer interpretação literal, quando, em verdade, trata-se de hipótese de não incidência, posto presente limitação administrativo-ambiental de base legal, a qual impede a plena utilização econômica da parcela de 80% dos imóveis rurais incluídos na Amazônia Legal, nos termos do inciso I do art. 16 da Lei n° 4.771/1965 (e parágrafos). - Em decorrência, a tributação pelo Estado sobre áreas que a própria legislação estatal impede o proprietário de exercer em plenitude seu domínio, para obtenção de utilidade econômica, sobre ser um absurdo lógico, uma afronta ao senso comum, representa afronta aos princípios constitucionais da capacidade contributiva e da não utilização de tributo com efeito confiscatório. - Menciona jurisprudência do STJ sobre a inexigibilidade do ADA e cita manifestações doutrinárias acerca do ônus probatório em processos administrativos. Área indígena - Os julgadores da instância de piso incorreram em equívoco ao entender que área indígena só pode ser compreendida como tal após "demarcada, criada e homologada por meio de Decreto Presidencial, em data anterior a do fato gerador do imposto". - Desde 06 de novembro de 1991 a FUNAI, nos processos FUNAI/BSB/948/86 e FUNAI/BSB/115/89, com referência à área indígena APYTEREWA, por despacho do Sr. Presidente da FUNAI (DESPACHO nº 39, 06 de dezembro de 1991, publicado no Diário Oficial da União, em 10.12.91), aprovou a delimitação da área indígena e remeteu o processo de demarcação ao Ministério da Justiça (anexo 01). - O Sr. Ministro de Estado de Justiça, através da Portaria nº 267, publicada no Diário Oficial de 29 de maio de 1992, declarou como de posse permanente indígena, para efeito de demarcação, a área indígena APYTEREWA, determinando que a FUNAI promovesse a demarcação e proibindo o ingresso, o trânsito e a permanência de pessoas ou grupos de não índios dentro do perímetro a ser demarcado (anexo 02). - O Sr. Ministro da Justiça, através da Portaria nº 1192, de 31 de dezembro de 2001, publicada no Diário Oficial em 04 de janeiro de 2002, considerando que a terra indígena APYTEREWA ficou identificada nos termos do § 1º do art. 231 da Constituição Federal e inciso 1 do art. 17 da Lei 6.001/1973, como sendo tradicionalmente ocupada pelo grupo APYTEREWA, declarou como de posse permanente a área indígena APYTEREWA, com superfície de aproximadamente 773.000 ha (anexo 03). A Portaria 2581, 21 de setembro de 2004, declarou de posse permanente a área de 773.000 ha (anexo 04). - Em Decreto de 19 de abril de 2007, o Sr. Presidente da República homologou a demarcação administrativa promovida pela FUNAI da terra destinada à posse permanente do grupo indígena denominado APYTEREWA (anexo 05). - Não restam dúvidas de que a área em apreço estava, à época, ocupada por indígenas, sendo, portanto, inalienável e não possível de posse. - O imóvel - LOTE 52 - está situado à margem esquerda do Rio Bacajá, descrito no memorial constante do Decreto de 19 de abril de 2007 que homologou a demarcação (anexo nº 04) e a planta do LOTE 54 (anexo 06). Pedidos Ao final, requer a total procedência do recurso voluntário, face à inexigibilidade do ITR, como também a anulação da cobrança consubstanciada na notificação constante do presente processo. Por meio da Resolução nº 2801-000.312, desta 1ª Turma Especial, o julgamento foi convertido em diligência a fim de que o Recorrente comprovasse, exclusivamente com a apresentação de documento fornecido pelo órgão regional da FUNAI no Estado do Pará, em papel timbrado da Fundação, que a área total do imóvel objeto de tributação está inserida nos limites da terra indígena demarcada (Terra Indígena APYTEREWA), devendo constar do documento a identificação do proprietário e a área do imóvel. Após ser intimado (fl. 96), o Interessado se manifestou às fls. 98/100 e juntou aos autos os documentos de fls. 101/111. Em sua manifestação, aduz, em síntese, que: - Que não existe, atualmente, órgão regional da FUNAI no Estado do Pará. - Que as emissões dos documentos denominados Atestado Administrativo e Declaração de Reconhecimento de Limites, que se referem à localização de imóvel particular em relação a terras indígenas, serão processadas de acordo com as normas estabelecidas na Instrução Normativa FUNAI nº 3, de 20 de abril de 2012. - No sentido de comprovar que o imóvel objeto de tributação encontra-se localizado na área indígena APYTEREWA, anexa memorial descritivo, cálculo analítico de área, azimutes, lados, coordenadas, UTM e geográficas, bem como levantamento planimétrico, elaborados pela empresa Norte Engenharia. Ao final, requer seja admitida como prova de que o imóvel encontra-se situado na área indígena APYTEREWA os documentos elaborados pela empresa Norte Engenharia. Alternativamente, que seja estabelecido novo prazo de 45 dias para o atendimento das normas estabelecidas na IN FUNAI nº 3/2012, porquanto o prazo de 15 dias é insuficiente para tal mister. Voto
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:38:56 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047703232970752
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 2142; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2TE01 Fl. 116 1 115 S2TE01 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10218.720147/200711 Recurso nº Voluntário Resolução nº 2801000.348 – 1ª Turma Especial Data 11 de março de 2015 Assunto ITR Recorrente JOÃO SOARES ROCHA Recorrida FAZENDA NACIONAL Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Resolvem os membros do colegiado, por unanimidade de votos, converter o julgamento em diligência, nos termos do voto do Relator. Assinado digitalmente Tânia Mara Paschoalin Presidente. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Relator. Participaram do presente julgamento os Conselheiros: Tânia Mara Paschoalin, Eivanice Canário da Silva, Adriano Keith Yjichi Haga, Carlos César Quadros Pierre, Marcelo Vasconcelos de Almeida e Marcio Henrique Sales Parada. Relatório Tratase de Notificação de Lançamento relativa ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR por meio da qual se exige crédito tributário no valor de R$ 81.784,74, incluídos multa de ofício no percentual de 75% (setenta e cinco por cento) e juros de mora. Consta da “Descrição dos Fatos e Enquadramento Legal”, à fl. 3 deste processo digital, que, após ser regularmente intimado, o contribuinte não comprovou a isenção da área declarada a título de preservação permanente e da área de reserva legal no imóvel rural, motivo pelo qual o Documento de Informação e Apuração do ITR DIAT foi alterado, conforme Demonstrativo de Apuração do Imposto Devido, acostado aos autos à fl. 4. Acrescenta a Autoridade lançadora, ainda, que, após ser regularmente intimado, o contribuinte não comprovou, por meio de laudo de avaliação do imóvel, conforme RE SO LU ÇÃ O G ER A D A N O P G D -C A RF P RO CE SS O 1 02 18 .7 20 14 7/ 20 07 -1 1 Fl. 116DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10218.720147/200711 Resolução nº 2801000.348 S2TE01 Fl. 117 2 estabelecido na NBR 14.653 da ABNT, o Valor da Terra Nua VTN declarado. Por esta razão, o VTN foi arbitrado tendo como base nas informações do Sistema de Preços da Terra – SIPT da RFB. A impugnação apresentada pelo contribuinte foi julgada improcedente por intermédio do acórdão de fls. 37/45, assim ementado: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL ITR Exercício: 2004 DAS ÁREAS DE RESERVA LEGAL E DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. Para serem excluídas do ITR, exigese que essas áreas, informadas na DITR/2004 e glosadas pela autoridade fiscal, sejam objeto de Ato Declaratório Ambiental ADA, protocolado, em tempo hábil, junto ao IBAMA, além da averbação tempestiva da área de reserva legal. DA ÁREA INDÍGENA. Para gozar da imunidade tributária constitucionalmente prevista, a pretendida área de preservação permanente deveria, também, estar comprovadamente localizada em área indígena, demarcada e formalizada por Decreto Presidencial, até a data do fato gerador do imposto. DO VALOR DA TERRA NUA VTN. Deverá ser mantido o VTN arbitrado para o ITR/2004 pela autoridade fiscal com base no SIPT, por falta de laudo técnico de avaliação com ART, em consonância com a NBR 14.6533 da ABNT, que atingisse fundamentação e grau de precisão II, demonstrando inequivocamente o valor fundiário do imóvel à época do fato gerador do imposto e suas peculiaridades desfavoráveis, que justificassem o valor declarado. Cientificado da decisão de primeira instância em 28/03/2012 (fl. 51), o Interessado interpôs, em 11/04/2012, o recurso de fls. 52/75, acompanhado dos documentos de fls. 76/86. Na peça recursal aduz, em síntese, que: Inexigibilidade de Ato Declaratório Ambiental e inexistência de capacidade contributiva decorrente da limitação legal ao uso da propriedade em razão da reserva legal de 80% na Amazônia Tanto a NL quanto o acórdão recorrido lastrearam o lançamento e sua manutenção na exigência de ADA para exclusão das áreas de reserva legal e de utilização limitada, mas tal exigência afronta direta e abertamente os termos do § 7° e da alínea "a" do inciso II do § 1º do art. 10 da Lei n° 9.393/1996. Por outro lado, a RFB não provou que a declaração do Recorrente não é verdadeira, conforme exige o § 7º para imputarlhe responsabilidade e refutar a sua declaração, pois se limitou a exigir o Ato Declaratório ao arrepio da Lei nº 9.393/1996. O Ato Declaratório Ambiental não é exigível no caso de Reserva Legal, tanto em razão da expressa dispensa pelo § 7º do art. 10 da Lei 9.393/1996, quanto pelo fato de que a Fl. 117DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10218.720147/200711 Resolução nº 2801000.348 S2TE01 Fl. 118 3 alínea “a” não faz referência a qualquer ato administrativo, ao contrário das hipóteses de áreas de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas (alínea “b” do inciso II do § 1º do art. 10) ou comprovadamente imprestáveis, declaradas de interesse ecológico (alínea “c”), para as quais há clara exigência de ato administrativo reconhecendo o interesse ecológico e a imprestabilidade. A introdução do § 7º no art. 10 da Lei nº 9.393/1996 teve apenas o objetivo de esclarecer a inexigibilidade do ato declaratório ambiental prévio para excluirse da tributação pelo ITR as áreas de reserva legal e de preservação permanente, o que já decorria com clareza das alíneas “a” do inciso II do § 1° do art. 10. A expressão utilizada na Lei (caso fique comprovado que a sua declaração não é verdadeira), significa: cabe ao fisco provar a falsidade da declaração do contribuinte. O Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 26/03/1999, estabelece que “Cabe à autoridade administrativa a prova da inveracidade dos fatos registrados com observância do disposto no artigo anterior” (art. 924). A NL e o acórdão que indeferiu a impugnação tomaram como premissa que a não tributação das áreas de preservação permanente e de utilização limitada seria espécie de isenção, "benefício fiscal", a merecer interpretação literal, quando, em verdade, tratase de hipótese de não incidência, posto presente limitação administrativoambiental de base legal, a qual impede a plena utilização econômica da parcela de 80% dos imóveis rurais incluídos na Amazônia Legal, nos termos do inciso I do art. 16 da Lei n° 4.771/1965 (e parágrafos). Em decorrência, a tributação pelo Estado sobre áreas que a própria legislação estatal impede o proprietário de exercer em plenitude seu domínio, para obtenção de utilidade econômica, sobre ser um absurdo lógico, uma afronta ao senso comum, representa afronta aos princípios constitucionais da capacidade contributiva e da não utilização de tributo com efeito confiscatório. Menciona jurisprudência do STJ sobre a inexigibilidade do ADA e cita manifestações doutrinárias acerca do ônus probatório em processos administrativos. Área indígena Os julgadores da instância de piso incorreram em equívoco ao entender que área indígena só pode ser compreendida como tal após "demarcada, criada e homologada por meio de Decreto Presidencial, em data anterior a do fato gerador do imposto". Desde 06 de novembro de 1991 a FUNAI, nos processos FUNAI/BSB/948/86 e FUNAI/BSB/115/89, com referência à área indígena APYTEREWA, por despacho do Sr. Presidente da FUNAI (DESPACHO nº 39, 06 de dezembro de 1991, publicado no Diário Oficial da União, em 10.12.91), aprovou a delimitação da área indígena e remeteu o processo de demarcação ao Ministério da Justiça (anexo 01). O Sr. Ministro de Estado de Justiça, através da Portaria nº 267, publicada no Diário Oficial de 29 de maio de 1992, declarou como de posse permanente indígena, para efeito de demarcação, a área indígena APYTEREWA, determinando que a FUNAI promovesse a demarcação e proibindo o ingresso, o trânsito e a permanência de pessoas ou grupos de não índios dentro do perímetro a ser demarcado (anexo 02). Fl. 118DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10218.720147/200711 Resolução nº 2801000.348 S2TE01 Fl. 119 4 O Sr. Ministro da Justiça, através da Portaria nº 1192, de 31 de dezembro de 2001, publicada no Diário Oficial em 04 de janeiro de 2002, considerando que a terra indígena APYTEREWA ficou identificada nos termos do § 1º do art. 231 da Constituição Federal e inciso 1 do art. 17 da Lei 6.001/1973, como sendo tradicionalmente ocupada pelo grupo APYTEREWA, declarou como de posse permanente a área indígena APYTEREWA, com superfície de aproximadamente 773.000 ha (anexo 03). A Portaria 2581, 21 de setembro de 2004, declarou de posse permanente a área de 773.000 ha (anexo 04). Em Decreto de 19 de abril de 2007, o Sr. Presidente da República homologou a demarcação administrativa promovida pela FUNAI da terra destinada à posse permanente do grupo indígena denominado APYTEREWA (anexo 05). Não restam dúvidas de que a área em apreço estava, à época, ocupada por indígenas, sendo, portanto, inalienável e não possível de posse. O imóvel LOTE 52 está situado à margem esquerda do Rio Bacajá, descrito no memorial constante do Decreto de 19 de abril de 2007 que homologou a demarcação (anexo nº 04) e a planta do LOTE 54 (anexo 06). Pedidos Ao final, requer a total procedência do recurso voluntário, face à inexigibilidade do ITR, como também a anulação da cobrança consubstanciada na notificação constante do presente processo. Por meio da Resolução nº 2801000.312, desta 1ª Turma Especial, o julgamento foi convertido em diligência a fim de que o Recorrente comprovasse, exclusivamente com a apresentação de documento fornecido pelo órgão regional da FUNAI no Estado do Pará, em papel timbrado da Fundação, que a área total do imóvel objeto de tributação está inserida nos limites da terra indígena demarcada (Terra Indígena APYTEREWA), devendo constar do documento a identificação do proprietário e a área do imóvel. Após ser intimado (fl. 96), o Interessado se manifestou às fls. 98/100 e juntou aos autos os documentos de fls. 101/111. Em sua manifestação, aduz, em síntese, que: Que não existe, atualmente, órgão regional da FUNAI no Estado do Pará. Que as emissões dos documentos denominados Atestado Administrativo e Declaração de Reconhecimento de Limites, que se referem à localização de imóvel particular em relação a terras indígenas, serão processadas de acordo com as normas estabelecidas na Instrução Normativa FUNAI nº 3, de 20 de abril de 2012. No sentido de comprovar que o imóvel objeto de tributação encontrase localizado na área indígena APYTEREWA, anexa memorial descritivo, cálculo analítico de área, azimutes, lados, coordenadas, UTM e geográficas, bem como levantamento planimétrico, elaborados pela empresa Norte Engenharia. Ao final, requer seja admitida como prova de que o imóvel encontrase situado na área indígena APYTEREWA os documentos elaborados pela empresa Norte Engenharia. Alternativamente, que seja estabelecido novo prazo de 45 dias para o atendimento das normas Fl. 119DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10218.720147/200711 Resolução nº 2801000.348 S2TE01 Fl. 120 5 estabelecidas na IN FUNAI nº 3/2012, porquanto o prazo de 15 dias é insuficiente para tal mister. Voto Conselheiro Marcelo Vasconcelos de Almeida, Relator Conheço do recurso, porquanto presentes os requisitos de admissibilidade. Registro, inicialmente, que os documentos juntados pelo Interessado não atendem ao objeto da diligência fiscal requerida por esta Turma de Julgamento, haja vista que a determinação era para que o Recorrente comprovasse, exclusivamente com a apresentação de documento fornecido pelo órgão regional da FUNAI no Estado do Pará, em papel timbrado da Fundação, que a área total do imóvel objeto de tributação está inserida nos limites da terra indígena demarcada (Terra Indígena APYTEREWA). Nada obstante, a Instrução Normativa FUNAI nº 3/2012, juntada aos autos pelo Recorrente, revela a existência de um procedimento para emissão de documentos referentes à localização de imóvel rural particular em relação a terras indígenas, cujas regras, aparentemente, não são possíveis de atendimento no prazo de 15 dias, motivo pelo qual o Interessado pleiteia a concessão de um novo prazo de 45 dias para o atendimento das normas estabelecidas na referida instrução normativa. A IN FUNAI nº 3/2012 disciplina a emissão de dois documentos: o Atestado Administrativo e a Declaração de Reconhecimento de Limites. O § 1º do art. 1º estabelece que “O Atestado Administrativo se destina a atestar a situação geográfica de imóveis de terceiros em relação às terras indígenas regularizadas ou em processo de demarcação” e o § 2º do mesmo artigo preceitua que “A Declaração de Reconhecimento de Limites se destina a fornecer, aos proprietários de imóveis rurais, a mera certificação de que foram respeitados os limites com os imóveis confinantes de propriedade da União e de posse permanente destinados a indígenas”. A leitura dos dispositivos transcritos evidencia que o documento que aqui interessa é o “Atestado Administrativo”, porquanto se destina a confirmar a situação geográfica de imóveis particulares em relação a terras indígenas. Ocorre que o art. 6º, item II.4, da IN FUNAI nº 3/2012 prevê que “Não será emitido Atestado Administrativo para imóveis incidentes em Terra indígena homologada (com os limites da demarcação homologados por decreto da Presidência da República)”. Ora, se o “Atestado Administrativo” não é emitido para imóveis incidentes em terra indígena homologada e se o imóvel objeto de tributação supostamente está localizado nos limites de terra indígena APYTEREWA, homologada por decreto do Presidente da República em 19/04/2007, por óbvio que a concessão do prazo de 45 dias para que o Recorrente obtenha o “Atestado” será, em tese, infrutífera, em face da vedação normativa acima mencionada. Observo, contudo, que não é crível supor que uma entidade da administração pública se negue a fornecer, a qualquer administrado, documento para a defesa de seus direitos, seja qual for o nome atribuído ao documento (Atestado, Certidão, Declaração, dentre outros). Fl. 120DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por TANIA MARA PA SCHOALIN Processo nº 10218.720147/200711 Resolução nº 2801000.348 S2TE01 Fl. 121 6 Mas ainda que isto aconteça, o ordenamento jurídico coloca à disposição do administrado multiplicidade de instrumentos para que o seu pleito seja atendido liminarmente, sendo desnecessária, aqui, a menção a qualquer deles, uma vez que a defesa do contribuinte foi elabora por profissional do direito, que, com certeza, saberá manejar o instrumento adequado para fazer valer o direito do Interessado. Anoto, ainda, por oportuno, que a afirmação do Recorrente de que não existe, atualmente, órgão regional da FUNAI no Estado do Pará se mostra em desalinho com as informações disponibilizadas no sítio eletrônico da referida Fundação, o qual aponta a existência de quatro coordenações regionais no Estado, quais sejam: Tapajós, Centro Leste do Pará, Baixo Tocantins e Kayapó Sul do Pará. Nesse contexto, entendo ser razoável a concessão do prazo de 45 dias solicitado pelo Interessado para apresentação de documento expedido pela FUNAI atestando que a área do imóvel objeto de tributação está inserida nos limites da terra indígena APYTEREWA. Saliento, entretanto, que o documento não precisa, necessariamente, ser emitido pela FUNAI de Brasília, podendo sêlo por uma das coordenações regionais no Estado do Pará, mas deste que em papel timbrado da Fundação, atestando que o Lote 52 da Fazenda Tucumanzeira, situado às margens do Rio Pacajá (e não do Rio Bacajá) está localizado na terra indígena demarcada (Terra Indígena APYTEREWA). Por todo o exposto, proponho a conversão do presente julgamento em diligência a fim de que a DRF de origem intime o Interessado a comprovar, no prazo de 45 dias, que o Lote 52 da Fazenda Tucumanzeira, situado às margens do Rio Pacajá, está localizado na terra indígena demarcada (Terra Indígena APYTEREWA), mediante a apresentação de documento fornecido pela FUNAI, em papel timbrado da Fundação, seja pelo órgão central (Brasília), seja pela coordenação regional que jurisdiciona o imóvel do contribuinte no Estado do Pará. Após, os autos deverão retornar a este Conselho para a conclusão do julgamento. Assinado digitalmente Marcelo Vasconcelos de Almeida Fl. 121DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 18/03/2015 por MARCELO VASCONCELOS DE ALMEIDA, Assinado digitalmente em 26/03/2015 por TANIA MARA PA SCHOALIN
score : 1.0
Numero do processo: 10855.004347/2002-02
Turma: Terceira Câmara
Seção: Primeiro Conselho de Contribuintes
Data da sessão: Wed Mar 22 00:00:00 UTC 2006
Ementa: CSSL. RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA DA CSSL. MULTA ISOLADA. Encerrado o período de apuração da CSSL, a exigência de recolhimentos por estimativa deixa de ter sua eficácia, uma vez que prevalece a exigência do tributo efetivamente devido apurado, em declaração de rendimentos apresentada tempestivamente, revelando-se improcedente e cominação de multa sobre eventuais diferenças de estimativas.
Numero da decisão: 103-22.346
Decisão: ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
Nome do relator: Flávio Franco Corrêa
1.0 = *:*
toggle all fields
materia_s : CSL - ação fiscal (exceto glosa compens. bases negativas)
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 200603
ementa_s : CSSL. RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA DA CSSL. MULTA ISOLADA. Encerrado o período de apuração da CSSL, a exigência de recolhimentos por estimativa deixa de ter sua eficácia, uma vez que prevalece a exigência do tributo efetivamente devido apurado, em declaração de rendimentos apresentada tempestivamente, revelando-se improcedente e cominação de multa sobre eventuais diferenças de estimativas.
turma_s : Terceira Câmara
numero_processo_s : 10855.004347/2002-02
conteudo_id_s : 5428748
dt_registro_atualizacao_tdt : Fri Jun 24 00:00:00 UTC 2016
numero_decisao_s : 103-22.346
nome_arquivo_s : Decisao_10855004347200202.pdf
nome_relator_s : Flávio Franco Corrêa
nome_arquivo_pdf_s : 10855004347200202_5428748.pdf
secao_s : Primeiro Conselho de Contribuintes
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : ACORDAM os Membros da Terceira Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes, por unanimidade de votos, DAR provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
dt_sessao_tdt : Wed Mar 22 00:00:00 UTC 2006
id : 5822859
ano_sessao_s : 2006
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:36:28 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
conteudo_txt : Metadados => date: 2015-02-20T14:53:23Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; xmp:CreatorTool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; dcterms:created: 2015-02-20T12:56:50Z; Last-Modified: 2015-02-20T14:53:23Z; dcterms:modified: 2015-02-20T14:53:23Z; dc:format: application/pdf; version=1.4; xmpMM:DocumentID: uuid:5f02b7ad-b7af-4ff6-92ec-1ae9764a180b; Last-Save-Date: 2015-02-20T14:53:23Z; pdf:docinfo:creator_tool: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:modified: 2015-02-20T14:53:23Z; meta:save-date: 2015-02-20T14:53:23Z; pdf:encrypted: false; modified: 2015-02-20T14:53:23Z; Content-Type: application/pdf; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; meta:creation-date: 2015-02-20T12:56:50Z; created: 2015-02-20T12:56:50Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 15; Creation-Date: 2015-02-20T12:56:50Z; pdf:charsPerPage: 0; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; producer: Xerox WorkCentre 5755; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Xerox WorkCentre 5755; pdf:docinfo:created: 2015-02-20T12:56:50Z | Conteúdo =>
_version_ : 1713047703238213632
score : 1.0
Numero do processo: 10580.911725/2009-41
Turma: Segunda Turma Especial da Terceira Seção
Seção: Terceira Seção De Julgamento
Data da sessão: Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
Exercício: 2003
NÃO EXISTÊNCIA DE OMISSÃO E CONTRADIÇÃO.
Embargos de declaração com efeitos infringentes. Impossibilidade.
Embargos rejeitados.
Numero da decisão: 3802-004.221
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes auto.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, conhecer do presente recurso de embargos e, no mérito, rejeitá-los.
(assinado digitalmente)
Mercia Helena Trajano Damorim - Presidente.
(assinado digitalmente)
Cláudio Augusto Gonçalves Pereira - Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano Damorin (Presidente) Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
Nome do relator: CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201502
ementa_s : Assunto: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins Exercício: 2003 NÃO EXISTÊNCIA DE OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. Embargos de declaração com efeitos infringentes. Impossibilidade. Embargos rejeitados.
turma_s : Segunda Turma Especial da Terceira Seção
dt_publicacao_tdt : Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10580.911725/2009-41
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5436390
dt_registro_atualizacao_tdt : Thu Mar 05 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 3802-004.221
nome_arquivo_s : Decisao_10580911725200941.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10580911725200941_5436390.pdf
secao_s : Terceira Seção De Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes auto. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, conhecer do presente recurso de embargos e, no mérito, rejeitá-los. (assinado digitalmente) Mercia Helena Trajano Damorim - Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira - Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano Damorin (Presidente) Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira.
dt_sessao_tdt : Wed Feb 25 00:00:00 UTC 2015
id : 5842258
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:37:19 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047703245553664
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1399; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S3TE02 Fl. 111 1 110 S3TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10580.911725/200941 Recurso nº Embargos Acórdão nº 3802004.221 – 2ª Turma Especial Sessão de 24 de fevereiro de 2015 Matéria CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Recorrente SOCIEDADE ANONIMA HOSPITAL ALIANÇA Recorrida SOCIEDADE ANONIMA HOSPITAL ALIANÇA ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Exercício: 2003 NÃO EXISTÊNCIA DE OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. Embargos de declaração com efeitos infringentes. Impossibilidade. Embargos rejeitados. Vistos, relatados e discutidos os presentes auto. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade, conhecer do presente recurso de embargos e, no mérito, rejeitálos. (assinado digitalmente) Mercia Helena Trajano Damorim Presidente. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 58 0. 91 17 25 /2 00 9- 41 Fl. 249DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 04/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM 2 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros Mércia Helena Trajano Damorin (Presidente) Francisco José Barroso Rios, Waldir Navarro Bezerra, Solon Sehn, Bruno Mauricio Macedo Curi e Cláudio Augusto Gonçalves Pereira. Relatório Tratase de recurso de embargos que chega a este Conselho Administrativo de Recursos Fiscais em razão da insurgência do contribuinte em epígrafe contra o Acórdão lavrado pela 2ª Turma Especial da 2ª Câmara da 3ª Seção de Julgamentos do Carf, em que foi conhecido e negado provimento ao Recurso Voluntário interposto. Ao analisar a questão, a 2ª Turma Especial proferiu o seguinte acórdão: ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL COFINS Data do fato gerador: 30/09/2003 Direito ao crédito não conhecido. Ausência de prova do crédito pleiteado. Em recurso que ora é objeto de exame, o sujeito passivo se insurge contra o acórdão em epígrafe, argumentando que houve contradição, no que concerne ao reconhecimento do crédito pleiteado para possível compensação, e que houve, também, omissão quanto à negativa de acolhimento dos termos da sentença proferida no mandado de segurança nº 2009.34.00.031.4472, em andamento na 9ª Vara Federal da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal. Voto Verificase que o presente Recurso de Embargos é tempestivo e preenche todos os seus requisitos positivos. Portanto, dele tomo conhecimento e passo analisar o mérito. Por intermédio de manobra diversionista, o recorrente pretende efeitos infringentes em sede de embargos, o que é vedado pela legislação de regência. Tal motivo já é suficiente para negar provimento. Contudo, para elucidar a questão, renovase aqui os termos da decisão proferida em sede de recurso voluntário. O recorrente tem, em tese, ao seu favor, uma decisão judicial precária apenas, pois o processo ainda está em andamento e, por via de conseqüência, não aconteceu o trânsito em julgado do mandado de segurança. Esta situação, portanto, s.m.j., não implica no reconhecimento da liquidez e da certeza dos créditos tributários, nos termos do artigo 170 do CTN e do artigo 66 da lei nº 8.383/91. Ou seja, para que se possa promover a compensação dos pretensos créditos, necessário se faz o preenchimento dos requisitos da liquidez e da certeza, o que, de fato, não foram preenchidos. Fl. 250DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 04/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM Processo nº 10580.911725/200941 Acórdão n.º 3802004.221 S3TE02 Fl. 112 3 Inclusive, aprofundando um pouco mais o debate, não há nos autos, qualquer prova que o contribuinte é beneficiário da noticiada decisão judicial, já que não há documentos que comprovam a condição de ser o ora recorrente integrante dos quadros associativos da associação que consta no polo ativo do mandado de segurança, muito menos os atos constitutivos dela para saber o funcionamento do regramento jurídico nos casos de representação coletiva em sede judicial. Portanto, pelas razões acima expostas, CONHEÇO dos presentes Embargos e, no mérito, Rejeitoos. (assinado digitalmente) Cláudio Augusto Gonçalves Pereira Fl. 251DF CARF MF Impresso em 05/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 03/03/2015 por CLAUDIO AUGUSTO GONCALVES PEREIRA, Assinado digitalmente em 04/03/2015 por MERCIA HELENA TRAJANO DAMORIM
score : 1.0
Numero do processo: 10880.984594/2009-37
Turma: Segunda Turma Especial da Primeira Seção
Seção: Primeira Seção de Julgamento
Data da sessão: Wed Mar 04 00:00:00 UTC 2015
Data da publicação: Mon Mar 30 00:00:00 UTC 2015
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ
Exercício: 2005
POSSIBILIDADE DE COMPENSAR ANTECIPAÇÃO EM TESE. AFASTADO O ÓBICE.
Julgamentos anteriores do CARF. Anulação da decisão para nova ser proferida.
Numero da decisão: 1802-002.519
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado.
(assinado digitalmente)
José de Oliveira Ferraz Correa- Presidente.
(assinado digitalmente)
Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira- Relator.
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José de Oliveira Ferraz Correa (Presidente), Ester Marques Lins de Sousa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Henrique Heiji Erbano (Suplente Convocado), Luis Roberto Bueloni dos Santos Ferreira).
Nome do relator: LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA
1.0 = *:*
toggle all fields
dt_index_tdt : Fri Oct 08 01:09:55 UTC 2021
anomes_sessao_s : 201503
ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica - IRPJ Exercício: 2005 POSSIBILIDADE DE COMPENSAR ANTECIPAÇÃO EM TESE. AFASTADO O ÓBICE. Julgamentos anteriores do CARF. Anulação da decisão para nova ser proferida.
turma_s : Segunda Turma Especial da Primeira Seção
dt_publicacao_tdt : Mon Mar 30 00:00:00 UTC 2015
numero_processo_s : 10880.984594/2009-37
anomes_publicacao_s : 201503
conteudo_id_s : 5448391
dt_registro_atualizacao_tdt : Mon Mar 30 00:00:00 UTC 2015
numero_decisao_s : 1802-002.519
nome_arquivo_s : Decisao_10880984594200937.PDF
ano_publicacao_s : 2015
nome_relator_s : LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA
nome_arquivo_pdf_s : 10880984594200937_5448391.pdf
secao_s : Primeira Seção de Julgamento
arquivo_indexado_s : S
decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Correa- Presidente. (assinado digitalmente) Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira- Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José de Oliveira Ferraz Correa (Presidente), Ester Marques Lins de Sousa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Henrique Heiji Erbano (Suplente Convocado), Luis Roberto Bueloni dos Santos Ferreira).
dt_sessao_tdt : Wed Mar 04 00:00:00 UTC 2015
id : 5882462
ano_sessao_s : 2015
atualizado_anexos_dt : Fri Oct 08 10:39:01 UTC 2021
sem_conteudo_s : N
_version_ : 1713047703265476608
conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 7; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1690; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: Serviço Federal de Processamento de Dados via ABCpdf; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S1TE02 Fl. 2 1 1 S1TE02 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 10880.984594/200937 Recurso nº 999.999 Voluntário Acórdão nº 1802002.519 – 2ª Turma Especial Sessão de 04 de março de 2015 Matéria IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Recorrente ENERTRADE COMERCIALIZAÇÃO E SERVIÇOS DEENERGIA S/A Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ Exercício: 2005 POSSIBILIDADE DE COMPENSAR ANTECIPAÇÃO EM TESE. AFASTADO O ÓBICE. Julgamentos anteriores do CARF. Anulação da decisão para nova ser proferida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento parcial ao recurso, nos termos do relatorio e votos que integram o presente julgado. (assinado digitalmente) José de Oliveira Ferraz Correa Presidente. (assinado digitalmente) Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira Relator. Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: José de Oliveira Ferraz Correa (Presidente), Ester Marques Lins de Sousa, Nelso Kichel, Gustavo Junqueira Carneiro Leão, Henrique Heiji Erbano (Suplente Convocado), Luis Roberto Bueloni dos Santos Ferreira). AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 10 88 0. 98 45 94 /2 00 9- 37 Fl. 120DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por J OSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10880.984594/200937 Acórdão n.º 1802002.519 S1TE02 Fl. 3 2 Relatório A ora Recorrente apresentou, em 9/4/2008, a Per/Dcomp nº 29543.42114.281205.1.3.043918, por meio do qual solicita compensação de parte do débito de estimativa do IRPJ do mês de janeiro/2005, com o crédito, no valor de R$ 327.881,53, referente a pagamento a maior de estimativa do IRPJ de abril de 2005. A DERAT, através do Despacho Decisório exarado em 21/09/2009, não homologou a compensação declarada, sob o fundamento de que não é passível de ser compensado o crédito de estimativa. Inconformada, a contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, em 28/10/2009, alegando, em suma que: Em janeiro de 2005, um de seus clientes rescindiu um contrato em que a Impugnante fornecia energia e, em razão disso, ela tornouse credora da multa contratual devida pelo cliente "Solvay". De início, entendeu que os valores recebidos da multa, um doze avos, deveriam ser reconhecidos como receita em regime de caixa. Depois, percebeu que essa receita deveria ser reconhecida pelo regime de competência, ou seja, deveria ser incluída na apuração do resultado do período em que ocorreu o fato jurídico, em janeiro de 2005. Com isso, foram realizados os devidos ajustes em sua contabilidade e procedido nova apuração dos tributos nesse período. De outro lado, os valores dos tributos que já haviam sido recolhidos ao longo do anocalendário de 2005, tornaramse indevidos, originando um saldo credor a seu favor. 0 despacho decisório indeferiu a compensação realizada pela contribuinte por entender que o valor recolhido a maior a titulo de estimativa mensal do IRPJ de fevereiro de 2005, somente poderia ser compensado ao final do período de apuração do lucro, com base no teor do disposto no artigo 10 da IN n° 600/2005. Não se justifica exigir determinado valor que foi recolhido indevidamente por mero erro de fato, por violação ao principio constitucional da estrita legalidade. Fl. 121DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por J OSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10880.984594/200937 Acórdão n.º 1802002.519 S1TE02 Fl. 4 3 Não se aplica a vedação constante do artigo 10 da IN no 600/2005 ao caso concreto. As estimativas recolhidas são meros adiantamentos dos valores devidos ao final do ano Calendário e poderão não retratar a realidade subjacente. No presente caso, o direito a compensação do valor indevidamente recolhido é imediato, pois o erro de fato cometido pela contribuinte não trouxe qualquer prejuízo ao Erário. Ainda que os valores ora cobrados fossem exigíveis, eles não poderiam ser lançados, pois, a doutrina e jurisprudência são unânimes ao proclamarem a impossibilidade de lançamento de crédito tributário apurado por estimativa após o encerramento do períodobase. Constatandose eventual insuficiência da estimativa do imposto, as autoridades fazendárias apenas poderiam apurar o tributo devido após o encerramento do períodobase e constituir eventual diferença do crédito tributário. Por fim, ainda que se entendesse pela manutenção da exigência em tela, a aplicação da multa deveria ser afastada porque procedeu a quitação do tributo em relação ao fato gerador de janeiro de 2005 de forma espontânea. Em 20 de dezembro de 2010, a 4ª Turma da DRJ/SP1 proferiu o Acórdão nº 1628.701, julgando improcedente a manifestação de inconformidade e mantendo o despacho da DRF de São Paulo, sob o seguinte fundamento: "Voto (...) 6.Conforme acima relatado, o despacho decisório não homologou a compensação, pois o crédito pleiteado se referia a pagamento a maior de estimativa de fevereiro de 2005 e somente poderia ser compensado na apuração do valor devido do IRPJ, no final do anocalendário de 2005. 7. A não aceitação da compensação foi decidida com base no que vem estabelecido na Instrução Normativa SRF n° 600, de 28/12/2005 (publicada no DOU de 30/12/2005), em seus artigos 10 e 77, que repete o que já era previsto na Instrução Normativa SRF n°460, de 18/10/2004. "Art. 10. A pessoa jurídica tributada pelo lucro real, presumido ou arbitrado que sofrer retenção indevida ou a maior de imposto de renda ou de CSLL sobre rendimentos que integram a base de cálculo do imposto ou da contribuição, bem assim a pessoa jurídica tributada pelo lucro real anual que efetuar pagamento indevido ou a maior de imposto de renda ou de CSLL a titulo de estimativa mensal, somente poderá utilizar o valor pago ou retido na dedução do MAI ou da CSLL devida ao final do período de apuração em que houve a retenção ou Fl. 122DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por J OSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10880.984594/200937 Acórdão n.º 1802002.519 S1TE02 Fl. 5 4 pagamento indevido ou para compor o saldo negativo de IRRI ou de CSLL do período. Art. 77. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. 8. Logo, está claro que na hipótese de ter sido efetuado pagamento indevido ou maior que o devido de IRPJ calculado por estimativa — como no presente caso , este valor somente poderia ter sido utilizado na dedução do IRPJ apurado ao final daquele período de apuração, ou para compor o saldo negativo de IRPJ. 9. Deste modo, não era possível à Impugnante à época da transmissão da DCOMP sob análise — pleitear restituição/compensação de IRPJ calculado por estimativa eventualmente pago a maior que o devido. 10. Nesse ponto, é de se notar que os AFRFB, inclusive julgadores, devem aterse aos limites impostos pelas normas legais. 11. Nesse sentido, vejase a lição de Luiz Henrique de Barros Arruda, em "Processo Administrativo Fiscal”, 2a ed., Ed. Atlas, 1994, pág. 85: "Como órgãos de jurisdição administrativa, sua função, no contexto do sistema de autocontrole da legalidade dos atos administrativos, consiste em examinar a consentaneidade dos procedimentos fiscais ou decisões das autoridades a quo com as normas legais vigentes." 12. Esse também é o entendimento da jurisprudência administrativa: "LEGALIDADE DAS NORMAS FISCAIS Não compete ao Conselho de Contribuintes, como Tribunal Administrativo que é, e, tampoirtco, ao juizo de primeira instancia, o exame da legalidade das leis e normas administrativas." (Ac. 106 07 .303/1996). LEGALIDADE/CONSTITUCIONALIDADE DE LEIS Compete exclusivamente ao Judiciário o exame da legalidade/4.nstitucionalidade das leis. Recurso negado." (2° CC — 2° Cam. Acórdão n° 20210665. Data da sessão: 10/11/98.) 13. Norma especifica a este respeito foi estabelecida no art. 70 da Portaria MF n° 58/2006, a ser respeitada no âmbito das Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento, transcrito abaixo: "Art. 7° 0 julgador deve observar o disposto no art. 116, III, da Lei n° 8.112 ' de 1990, bem assim o entendimento da SRF expresso em atos normativos." 14. Assim dispõe, o art. 116, III, da Lei n°8.112/1990, retrocitado: "Art.116. Sao deveres do servidor: III observar as normas legais e regulamentares;" 15. Com referencia ao argumento da Impugnante da impossibilidade da cobrança da estimativa, ern que a compensação não foi homologada, por ter se encerrado o períodobase, cabe analisar o previsto no artigo 74 da Lei n° 9.430, de 27/12/1996 (alterado pelos artigos 49 da MP n° 66, de 30/08/2002, convertida na Lei n° 10.637, de 30/12/2002, e 17 da MP 135, de 31/10/2003, convertida na Lei n° 10.833, de 30/12/2003), assim dispõe, em seus §§ 1° e 6°: Fl. 123DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por J OSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10880.984594/200937 Acórdão n.º 1802002.519 S1TE02 Fl. 6 5 "Art. 74. 0 sujeito passivo que apurar crédito, inclusive os judiciais com trânsito em julgado, relativo a tributo ou contribuição administrado pela Secretaria da Receita Federal, passível d restituição ou de ressarcimento, poderá na compensação de débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados por aquele Órgão. (Redação dada pela Lei n° 10.637, de 2002). §1º A compensação de que trata o caput será efetuada mediante a entrega, pelo sujeito passivo, de declaração na qual constarão informações relativas aos créditos utilizados e aos respectivos débitos compensados. (..) § 6° A declaração de compensação constitui confissão de divida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dosdébitos indevidamente compensados. (Incluído pela Lei n°10.833, de 2003)" (g.m). 16. Portanto, a Declaração de Compensação (DCOMP) entregue constitui confissão de divida e instrumento hábil e suficiente para a exigência dos débitos não homologados (indevidamente compensados) e com a aplicação da multa de mora, pois, ao contrário da afirmação da Impugnante, não houve a quitação do débito. 17. Em face do exposto, não comprovado direito creditório, VOTO no sentido de INDEFERIR a manifestação de inconformidade, mantendo a decisão recorrida.” Irresignada, a Recorrente apresentou Recurso Voluntário em 24/02/2011, ressaltando, primeiramente, a tempestividade do recurso sub examine. Após, reiterou os argumentos invocados na manifestação de inconformidade, bem como atacou o acórdão proferido pela autoridade fiscal, requerendo a sua reforma, destacando, em suma, a inaplicabilidade do art. 10 da IN nº 600/2005 para o presente caso, bem como requerendo a compensação dos valores declarados na Per/Dcomp nº 33677.92947.281205.1.3.046310. Esse o Relatório. Segue meu Voto. Fl. 124DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por J OSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10880.984594/200937 Acórdão n.º 1802002.519 S1TE02 Fl. 7 6 Voto Conselheiro Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira, Relator. Da Tempestividade A ciência do Acórdão deuse em 27/01/2011 e o Recurso Voluntário foi interposto em 24/02/2011. O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Do Mérito A ora recorrente alega que um de seus cliente rescindiu contrato de fornecimento de energia, e em razão disso, a mesma tornouse credora da multa contratual estipulada em contrato, no caso de rescisão por uma das partes. Alega ainda que erroneamente achou que os valores recebidos a título de multa deveriam ser reconhecidos como receita em regime de caixa, porém, depois em melhor análise entendeu que essa receita deveria ser reconhecida pelo regime de competência, incluída na apuração do resultado do período em que ocorreu o fato jurídico, ou seja, em janeiro de 2005. Para acerto dos valores, foram realizados ajustes em sua contabilidade e procedida nova apuração dos tributos, entretanto, os valores que já haviam sido recolhidos ao longo do anocalendário de 2005, tornaramse indevidos, originando um saldo credor a seu favor. A autoridade julgadora indeferiu a compensação por entender que o valor recolhido a maior a titulo de estimativa mensal do IRPJ de fevereiro de 2005, somente poderia ser compensado ao final do período de apuração do lucro, com base no teor do disposto no artigo 10 da IN n° 600/2005. Fl. 125DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por J OSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA Processo nº 10880.984594/200937 Acórdão n.º 1802002.519 S1TE02 Fl. 8 7 Entretanto, nos moldes da Súmula CARF 84, o pagamento indevido ou a maior a título de estimativa caracteriza indébito na data de seu recolhimento, sendo passível de restituição ou compensação. Desta forma, voto pelo parcial provimento do recurso para afastar o óbice de não se considerar crédito à antecipação, anulo a decisão anterior e devolvo os autos a Delegacia de origem para nova decisão. É o meu VOTO. (assinado digitalmente) Luis Roberto Bueloni Santos Ferreira Fl. 126DF CARF MF Impresso em 30/03/2015 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmen te em 23/03/2015 por LUIS ROBERTO BUELONI SANTOS FERREIRA, Assinado digitalmente em 30/03/2015 por J OSE DE OLIVEIRA FERRAZ CORREA
score : 1.0
