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Numero do processo: 10209.000057/2003-87
Data da sessão: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Wed May 27 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO —II
Data do fato gerador: 12/03/1998
PREFERÊNCIA TARIFÁRIA NO ÂMBITO DA ALADI. DIVERGÊNCIA ENTRE CERTIFICADO DE ORIGEM E FATURA COMERCIAL. INTERMEDIAÇÃO DE PAÍS NÃO SIGNATÁRIO DO ACORDO INTERNACIONAL.
É incabível a concessão de preferência tarifária quando não
atendidas as condições do favor fiscal. A divergência entre
certificado de origem e fatura comercial, associada ao fato de as
mercadorias importadas terem sido comercializadas por terceiro
pais, não signatário do acordo internacional, sem atendimento das
condições neste estabelecidas, caracterizam o inadimplemento
dessas condições.
FATURA COMERCIAL.
Comprovada a ausência dos requisitos essenciais da fatura
comercial, exigidos na legislação, configurada está a infração
tributária, e, por conseguinte, impõe-se a aplicação da respectiva sanção, in casu, a multa regulamentar prevista no inciso IV do art. 521 do Regulamento mencionado.
Recurso Especial do Procurador Provido.
Numero da decisão: 9303-000.051
Decisão: ACORDAM os membros da 3ª Turma da Câmara Superior de Recursos
Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. Vencidos os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando (Substituta convocada), Luciano Lopes de Almeida Moraes (Substituto convocado) e Nilton Luiz Bartoli (Substituto convocado) no tocante à exigência relativa à “importação não contemplada com benefício fiscal pleiteado”. O Conselheiro Nilton Luiz Bartoli acompanhou o Relator pelas conclusões quanto ao item “fatura comercial em desacordo com as exigências regulamentares”.
Matéria: II/IE/IPIV - ação fiscal - insufiência apuração/recolhimento
Nome do relator: Henrique Pinheiro Torres
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO —II Data do fato gerador: 12/03/1998 PREFERÊNCIA TARIFÁRIA NO ÂMBITO DA ALADI. DIVERGÊNCIA ENTRE CERTIFICADO DE ORIGEM E FATURA COMERCIAL. INTERMEDIAÇÃO DE PAÍS NÃO SIGNATÁRIO DO ACORDO INTERNACIONAL. É incabível a concessão de preferência tarifária quando não atendidas as condições do favor fiscal. A divergência entre certificado de origem e fatura comercial, associada ao fato de as mercadorias importadas terem sido comercializadas por terceiro pais, não signatário do acordo internacional, sem atendimento das condições neste estabelecidas, caracterizam o inadimplemento dessas condições. FATURA COMERCIAL. Comprovada a ausência dos requisitos essenciais da fatura comercial, exigidos na legislação, configurada está a infração tributária, e, por conseguinte, impõe-se a aplicação da respectiva sanção, in casu, a multa regulamentar prevista no inciso IV do art. 521 do Regulamento mencionado. Recurso Especial do Procurador Provido.
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DIVERGÊNCIA ENTRE CERTIFICADO DE ORIGEM E FATURA COMERCIAL. INTERMEDIAÇÃO DE PAÍS NÃO SIGNATÁRIO DO ACORDO INTERNACIONAL. É incabível a concessão de preferência tarifária quando não atendidas as condições do favor fiscal. A divergência entre certificado de origem e fatura comercial, associada ao fato de as mercadorias importadas terem sido comercializadas por terceiro pais, não signatário do acordo internacional, sem atendimento das condições neste estabelecidas, caracterizam o inadimplemento dessas condições. FATURA COMERCIAL. Comprovada a ausência dos requisitos essenciais da fatura comercial, exigidos na legislação, configurada está a infração tributária, e, por conseguinte, impõe-se a aplicação da respectiva sanção, in casu, a multa regulamentar prevista no inciso IV do art. 521 do Regulamento mencionado. Recurso Especial do Procurador Provido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da V Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, por maioria de votos, DAR provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional. Vencidos os Conselheiros Judith do Amaral Marcondes Armando (Substituta convocada), Luciano Lopes de Almeida Moraes (Substituto convocado) e Nilton Luiz Bartoli (Substituto )I( . ,. . . . Processo n°10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-00.051 Fl. 222 convocado) no tocante à exigência relativa à "import. , ão não contemplada com beneficio fiscal pleiteado". O Conselheiro Nilton uiz Bartoli ac; panhou o Relator pelas conclusões quanto ao item "fatura comercial em des. e rdo com as ; II igências regulamentares". , e CARLOS ALBER • D REITAS B • • ETO Presidente - fe , Alt".". 4144at 1110 a ENRIQUE PINHEIRO • RRES Relator FORMALIZADO EM: 2. 2. 31.1-11 2009 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Susy Gomes Hoffmann, Luis Marcelo Guerra de Castro e Antonio Carlos Guidoni Filho (Vice-Presidente Substituto). Relatório Por bem descrever os fatos, adoto o relatório da segunda instância: Trata-se de Auto de Infração (/7s.03/11), lavrado contra a Petróleo Brasileiro S/A - Petrobrás, para a cobrança da diferença do Imposto de Importação, acrescido de juros, multa de oficio e multa regulamentar por Fatura Comercial em desacordo com as exigências regulamentares. Consta no item descrição dos fatos (lis., em suma, o que segue: (i) em razão do processo "1029.000695/00-18", o contribuinte solicitou a restituição do II incidente sobre a parcela do frete incluída na base de cálculo do imposto; (ii) da análise dos documentos carreados aos autos, tem-se que a exclusão da parcela de frete está em conformidade com a Lei n° 9.432/97 e o Decreto n°2.256/97; (iii) por meio da Declaração de Importação n° 98/0225472-0 registrada em 12/03/98, o contribuinte submeteu Butanos Liquefeitos a despacho aduaneiro, utilizando-se da redução de 80% da alíquota para cálculo do II, conforme previsão do Acordo de Complementaçã o Econômica n° 27 (ACE 27), no âmbito ALAD1, classificável na Tarifa Externa Comum no código n°2711.13.00; (iv) não há correspondência entre o Certificado de Origem ALD 98030I682-CS e a Fatura Comercial n° BSL-SB-15 I, emitida pela BRASPETRO OIL SER VICES COMPANY-BRASOIL situada nas Ilhas Cayman, país não membro da Aladi; 2 • ., . . . Processo n° 10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-00.051 Fl. 223 (v) o Certificado de Origem não faz referência à Fatura Comercial BRASOIL BSL-SB-151, mas faz alusão à Fatura Comercial n° 13722-0, que, por sua vez, se trata de uma fatura PD VSA de mesma numeração e não CORPO VENS como registrado na DI; (vi) não há previsão na Resolução ALADI/CR n° 78 para a intervenção de um terceiro país não membro da Aladi, como resta evidenciado no caso, e somente com o advento da Resolução n°232, apenso ao Decreto 2.865, de 08/12/98, que alterou o Acordo 91, é que passou a ser permitida a triangulação comercial, sendo país membro ou não da Aladi, contanto que atenda os requisitos do art. 2° da Resolução, entretanto, tal Resolução não gerava efeitos a época do registro da Declaração de Importação; (vii) a multa aplicada será a multa de mora de 20% sobre o tributo da mercadoria faltante e não a multa de oficio de 75% conforme orientação do Ato Declaratório Interpretativo - SRF n° 13, de 10/09/02 ; (viii) apresentação de fatura comercial n° BSL-SB-151, emitida em 23/03/98, pela empresa BRASPETRO OIL SER VICES CO.- BRASOIL, situada nas Ilhas Cayman, em desacordo com as exigências estabelecidos no art. 425, alienas "a", "h", "1", e do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto 91.030/85. Fundamentou-se a exigência nos arts. I°, 77, inciso I, 80, inciso I, alínea "a", 83, 86, 87, inciso I, 89, inciso II, 99, 100, 103, 111, 112, 129/133, 411/413, 416, 418, 434, 455, 456, 499, 500, incisos I e IV, 501, inciso III e 542, todos do Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n° 91.030/85, arts. 1°, § único, 2°, 9°, 22, 23, § único, 14, 27, 31, 54, 94, 95, 96 do Decreto-Lei n° 37/66, art. 2° do Decreto-Lei n° 822/69, Decreto n° 1.381/95-ALADI, Decreto n° 1.400/95-AL4DI, arts. 2° e 4° do Acordo 91/89 apenso ao Decreto 98.836/90-ALADI, art. 4° da Resolução n° 78/87-ALADI apenso ao Decreto n°98.874/90, bem como o art. 106, inciso V do Decreto-Lei n° 37/66, regulamentado pelo art. 521, inciso IV do Regulamento Aduaneiro, aprovado pelo Decreto n°91.030/85. Capitulou-se a cobrança da multa proporcional no art. 44, inciso I, da Lei n" 9.430/96. Já quanto à multa regulamentar, com base no art. 30 da Lei n°9.249/95. No que concerne os juros de mora foi fundamentado no art. 61, § 3°, da Lei n°9.430/96. Consta às fls. 12/16 o Relatório de Auditoria, bem como às fls. 17/59 constam documentos anexos ao referido Relatório de Auditoria, entre os quais. Extrato de Declaração de Importação (fls. 18/22), Fatura Comercial (fls. 27) e Certificado de Origem (Jh. 28). Ciente do Auto de Infração (fls. 03), o contribuinte apresentou tempestiva Impugnação de fls.61/69, juntando os documentos de fls.70/101, na qual apresenta, em síntese, os seguintes termos: (i) o Certificado de Origem emitido é válido, em razão de ter sido expedido conforme o modelo aprovado pela ALADI, ditado pela Resolução n° 78/91, (ii) o certificado de origem, emitido em 125/03/98, refere-se à Fatura Comercial n° 13.302, emitida em 3 - . . . Processo n° 10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n." 9303-00.051 Fl. 224 03/03/98, pela PDVSA, empresa venezuelana, portanto, o certificado foi emitido após a respectiva fatura comercial; (ia) a Declaração de Importação apontou a CORPO VEN S/A como exportadora, mas esta não passa de uma filial da PDVSA (DOC.06), tanto que ambas apresentam o mesmo endereço comercial, portanto, não existem duas faturas com a mesma numeração, uma da PDVSA e outra as CORPO VEN, pois existe apenas uma fatura, a de n°13.302, a qual foi expedida pela PDVSA; (iv) na operação que deu ensejo ao guerreado AL "a Braspetro Oil Servises Company — BRASOIL (DOC. 09), empresa subsidiária da Petróleo Internacional S/A — BRASPETRO (DOC. 10), a qual, por sua vez, constitui uma subsidiária da Petróleo Brasileiro S.A — PETROBRÁS (DOC. 11), adquiriu o produto junto à CORPO VEN S/A, subsidiária da PDVSA, as quais estão sediadas na Venezuela"; (v) o produto importado foi produzido e exportado pela Venezuela, país membro da ALADI, enviado diretamente para o Brasil, não sendo registrada a primeira compra, bem como a subseqüente revenda, em razão da proibição da SISCOMEX, sendo impossível fazê-lo, além disso, a Secretaria da Receita Federal nunca exigiu tais registros, como também cópia das faturas anteriores; (vi) a complexa operação comercial é decorrente da dificuldade de captação de recursos verificada atualmente no país e dos curtos prazos para pagamento praticados no mercado internacional de petróleo, os quais variam entre cinco e trinta dias do carregamento, assim, o contribuinte, visando a procrastinar o prazo, utiliza-se de linhas de crédito tomadas no exterior, ou seja, através de suas subsidiárias lá sediadas; (vil) a intermediação em importações não elimina a aplicação de redução tarifária, consoante a NOTA COANA/COLAD/DIGITEG n° 60/97, a qual concluiu por sua regularidade; (vil° tanto a Resolução n° 78, como o Acordo n°91, não vedaram a redução tarifária referente à importação com interferência de terceiros, ainda mais sem transitar em outro país; (ix) a operação em foco é expressamente acobertada, constituindo inversão lógico-normativa a vedação vislumbrada pelo Fisco, restrição esta não prevista, em tema de estrita reserva de lei, além disso, com a Resolução n° 232, promulgada pelo Decreto n° 2.865/98, resta claro que as importações foram realizadas em observância aos devidos requisitos legais; (x) referente à acusação contida no item II da descrição fatos, "A verdade é que a fatura comercial BSL-SB 178 (DOC. 13) faz menção expressa ao certificado de origem e à fatura comercial n°: 13.302-0. E esta contém todos os requisitos arrolados no artigo 425 do Regulamento Aduaneiro, em vigor à época dos fatos."; (xi) há de ser excluída a aplicação da taxa Selic, uma vez que de acordo com o art. 161, i 1° do CTN, os juros morató rios incidentes 4 Processo n° 10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-00.051 Fl. 225 sobre os créditos tributários são da ordem de I% ao mês, salvo disposição diversa de lei; (xii)em feição de o CTIV ser recepcionado pela CF, na forma de Lei Complementar, e à luz do que dispõe o art. 146 da CF, a instituição da taxa de juros diferente daquela preceituada no art. 161, § 1° do CTN, somente ocorrerá através de lei complementar, o que não aconteceu no caso da aplicação da Taxa Selic, visto que decorre de Lei ordinária n° 9.065/95, além do que, esta taxa somente foi mencionada na lei, logo, não foi a lei que a insculpiu, o que resultou na ilegalidade formal da sua instituição como taxa de juros moratórios; (xiii) mesmo sem definição legal, a taxa Selic foi inserida na legislação tributária como taxa de juros incidente sobre o crédito tributário; (xiv)ademais, a taxa Selic reflete a taxa média de juros paga pelo governo federal nas operações de captação de recursos via emissão de títulos da dívida pública, portanto, seu objetivo é remunerar o capital investido em títulos públicos, mas, nem ela, nem sua metodologia de cálculo foram instituídas por lei, havendo somente definição feita por Resoluções do BACEN (n cis 2.868/99 e 2.900/99); (xv)a ilegalidade não está apenas na forma da instituição da Selic, mas também na sua essência, dado que ela não foi instituída para remunerar a mora. Por todo o exposto, a impugnante requer seja julgado improcedente o Auto de Infração em foco, e caso o contrário se entenda que seja afastada a incidência da taxa Selic. Para atestar seus argumentos faz uso de decisões análogas à sua tese, a saber, os Recursos n°5 123168, 123183, 123918, 123171, 124379 e 124245. Remetidos os autos à Delegacia da Receita Federal de Julgamento, esta entendeu pela procedência do Auto de Infração, consubstanciada na seguinte ementa: "Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Data do fato gerador 12/03/1998 Ementa: ARGÜIÇÃO DE INCOSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA PARA APRECIAÇÃO. Falece competência à autoridade administrativa para apreciar argüição de inconstitucionalidade de normas legais. Assunto: Imposto sobre a Importação —II Data do fato gerador: 12/03/1998 Ementa: PREFERÊNCIA TARIFÁRIA NO ÂMBITO DA ALADL DIVERGÊNCIA ENTRE CERTIFICADO DE ORIGEM E FATURA I( 5 • Processo n° 10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n.• 9303-00.051 Fl. 226 COMERCIAL. INTERMEDIAÇÃO DE PAIS NÃO SIGNATÁRIO DO ACORDO INTERNACIONAL. É incabível a aplicação de preferência tarifária em caso de divergência entre Certificado de Origem e fatura comercial bem como quando o produto importado é comercializado por terceiro país, não signatário do Acordo Internacional, sem que tenham sido atendidos os requisitos previstos na legislação de regência. Assunto: Obrigações Acessórias Data do fato gerador 12/03/98 Ementa: FATURA COMERCIAL Comprovado nos autos que a Fatura Comercial não contém os requisitos exigidos na legislação de regência, torna-se cabível a exigência da penalidade. Lançamento Procedente" Inconformada, a Recorrente interpôs tempestivo Recurso Voluntário, juntado às j7s. 121/124, no qual alega, em suma, que: (i) recebeu cópia do Auto de Infração referente à Declaração de Importação n° 98.0225472-0, o qual originou o presente processo, ocorre que, na cópia entregue à autuada não constava o número do Auto e somente havia a indicação do Mandado de Procedimento Fiscal, qual seja, o de n°0217600/00082/02; (ii) no momento da elaboração da impugnação, verificou que 4 Autos de Infração lavrados contra a Recorrente eram originários do mesmo Mandado de Procedimento Fiscal; (iii) para que o Fisco identificasse as defesas, bem como para seu controle interno, procedeu junto à Receita a obtenção dos números constantes nos respectivos Autos de Infração, sendo esses fornecidos verbalmente, assim, em 07/03/2003, protocolizou a defesa desta lide, indicando o número do referido Mandado, o n° da DI 98/0225472-0 e do Auto de Infração, como sendo 0217600/0007- 03; (iv) em 16/10/2003, tomou conhecimento do inteiro teor do Acórdão DRJ/FOR 3.374 e constatou que o número correto do Auto referente à Dl n° 98/0225472-0 é 0217600/0011-03, e não 0217600/0007-03, o que comprometeu o julgamento dos dois processos, haja vista que a defesa apresentada junto ao Al 0217600/0011-03 (hoje processo 10209.000057/2003-87) foi anexada ao Al 0217600/0007-03 (hoje processo 10209.000059/3003-76) e vice-versa, o que culminou no cerceamento da defesa, em virtude de prática comum do Fisco, qual seja, a de não inserir identificação numérica nos Autos de Infração, somente fazendo constar neles o número do MPF, o qual, por vezes, é o mesmo para vários Autos de Infração. Diante do exposto, requer a nulidade do julgamento da DRI em Fortaleza/CE, sejam juntadas as defesas e documentos aos seus respectivos processos, em seguida, que este volte à DRJ de origem 6 . . . . Processo n° 10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-00.051 Fl. 227 para, enfim, ser julgado, bem como, para fins de prova, requer a juntada da cópia do Documento Interno Petrobrás AB-MC/OUPC 46/2003, datado de 11/02/2003 e cópia da impugnação colacionada indevidamente aos autos do processo 10209.000059/2003-76. Em garantia ao seguimento do Recurso Voluntário, apresentou Relação de Bens e Direitos para Arrolamento às P. 125. Também anexa os documentos de fls. 126/136. Tendo em vista o disposto na Portaria MF n°314, de 25/08/1999, deixam os autos de serem encaminhados para ciência da Procuradoria da Fazenda Nacional, quanto ao Recurso Voluntário interposto pelo contribuinte. A Câmara a quo deu provimento ao recurso voluntário através do acórdão 303- 33.332 (fls. 155/168), cuja ementa transcrevo: PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. PREFERÊNCIA TARIFÁRIA PREVISTA EM ACORDO INTERNACIONAL. CERTIFICADO DE ORIGEM. RESOLUÇÃO ALADI 232. Produto exportado pela Venezuela e comercializado através de pais não integrante da ALADL No âmbito da ALADI admite-se a possibilidade de operações através de operador de um terceiro pais, observadas as condições da Resolução ALADI n°232, de 08/10/97. Recurso voluntário provido. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, com base no art. 7 0, I, § 1°, do Regimento Interno da Câmara Superior de Recursos Fiscais, apresentou Recurso Especial por Maioria às fls. 171/188, alegando contrariedade à evidência das provas. Por meio do Despacho n° 359/2006 (fls. 190/192) é reconhecida a admissibilidade do recurso especial que, posteriormente, foi questionado pela contribuinte através de Contra-Razões ao Recurso Especial apresentada às fls. 197/212. É o relatório. JCP Voto Conselheiro HENRIQUE PINHEIRO TORRES, Relator O recurso é tempestivo e atende aos demais requisitos de admissibilidade, dele conheço. As questões trazidas a debate giram em tomo dos efeitos da divergência entre certificado de origem e Fatura Comercial, e, também, do fato de o produto importado haver sido comercializado por terceiro país, não signatário de Acordo Internacional. O debate inclui /(9 ainda, a questão da multa por irregularidade na fatura comercial. 7 . ,. . . . Processo n° 10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-00.051 Fl. 228 As importações efetuadas ao abrigo beneficio de redução tarifária entre os países membros da ALADI para gozarem do favor fiscal devem preencher todos os requisitos estabelecidos no respectivo acordo firmado pelos membros dessa Associação. Dentre esses requisitos apresenta-se como essencial a comprovação da origem da mercadoria, que, nas importações realizadas no âmbito da ALADI, a comprovação dessa origem dá-se exclusivamente por meio do Certificado de Origem. Por conseguinte, O Fisco só pode reconhecer o direito ao favor fiscal quando a importação for realizada ao amparo de toda a documentação exigida, sendo que o ônus probatório da regularização documental compete ao importador. Assim, a apresentação da documentação exigida, dentre esta o Certificado de Origem que ampare a mercadoria submetida a despacho, é pressuposto de validade do regime de tributação utilizado pelo importador. De outro lado, a teor do art. I° do Acordo 91 do Comitê de Representantes da ALADI, promulgado pelo Decreto n° 98.836, de 1990, com a redação dada pela Resolução n° 232 da ALADI, apensa ao Decreto n° 2.865, de 07 de dezembro de 1998, não deixa margem à dúvida de que a certificação da origem é feita em função da fatura comercial que acoberta determinada partida de mercadoria. PRIMEIRO - A descrição dos produtos incluídos no formulário que acredita o cumprimento dos requisitos de origem estabelecidos pelas disposições vigentes deverá, coincidir com a que corresponde ao produto negociado, classificado de conformidade com a NALADI/SH, e com a que se registra na fatura comercial que acompanha os documentos apresentados para seu despacho aduaneiro. (destaquei) A seu turno, o ACE 27, firmado entre Brasil e Venezuela, incorporado à legislação brasileira por meio dos Decretos ri% 1.381/95 e 1.400/95, adotou o Regime de Origem previsto na ALADI, consubstanciado na Resolução n° 78 e no Acordo 91. O art. 70 dessa resolução assim dispõe: Artigo r- Para que as mercadorias objeto de intercâmbio possam beneficiar-se dos tratamentos preferenciais pactuados pelos participantes de um acordo celebrado de conformidade com o Tratado de Montevidéu 1980, os países - membros deverão acompanhar os documentos de exportação, no formulário — padrão adotado pela Associação, de uma declaração que acredite o cumprimento dos requisitos de origem que correspondam, de conformidade com o disposto no Capítulo anterior. Essa declaração poderá ser expedida pelo produtor final ou pelo exportador da mercadoria de que se tratar, certificada em todos os casos por uma repartição oficial ou entidade de classe com personalidade jurídica, credenciada pelo Governo do país exportador. É de clareza meridiana que a exegese das normas internacionais insertas nos dispositivos transcritos linhas acima, é no sentido de ser indissociável a vinculação existente entre o Certificado de Origem da mercadoria e a fatura comercial correspondente. Não é por outro motivo que o formulário-padrão, adotado para a mencionada certificação, possui campo próprio destinado à informação expressa do número da fatura a que se relaciona. Por conseguinte, cada Certificado de Origem refere-se, exclusivamente, à mercadoria constante da iffatura comercial nele indicada. 8 , ? . Processo n° 10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n.• 9303-00.051 Fl. 229 Assim, não resta a menor dúvida de que é o vinculo entre Certificado de Origem e fatura comercial que garante o cumprimento dos requisitos fixados entre os Estados signatários do Acordo e legitima o gozo do beneficio tarifário quanto à mercadoria importada. Aqui, peço licença para transcrever a conclusão do ilustre relator do acórdão da DRJ, com as quais comungo. 19.Dada a importância do documento em análise como instrumento de certificação de origem de mercadoria, infere-se que, diante a ausência de qualquer dos requisitos exigidos pelos acordos internacionais ou da constatacão de divergência entre certificado e fatura comercial, o Estado importador fica impedido de reconhecer o tratamento preferencial, devendo ser aplicada à mercadoria o regime normal de tributação, previsto para as importações de terceiros países. 20. Ora, se os países participantes estipularam que somente se pode reconhecer a origem da mercadoria e, por conseguinte, o gozo do beneficio tarifário, através da vincula ção entre certificado e fatura, tem-se como inadmissível substituir a vontade dos países signatários, manifestada no Acordo, com a pretensão de tentar demonstrar a origem por outros meios, sob pena de negar vigência ao acordo internacional. Assim, inexiste qualquer outro meio idôneo que possa suprir essa prova, sem a qual não se pode identificar a origem da mercadoria e reconhecer a redução tanfária. 21. No caso concreto, verifica-se que, embora o certificado de origem, cuja cópia encontra-se anexada às fls.28, traga explicitamente indicado como país exportador a Venezuela, fazendo referência expressa à mercadoria acobertada pela fatura comercial de n° 13722- O, que teria sido emitida naquele país, a fatura apresentada pelo importador, como documento de instrução da DL foi de fato a de n° BSL-SB-151, anexada às fls.27, emitida pela empresa BRASPETRO OIL SER VICES CO. — BRASOIL, localizada nas Ilhas Cayman, país não signatário do ACE 27. (. 23. Neste estágio de apreciação, independentemente de qualquer exame quanto à operação comercial realizada pelo importador, para efeito de fruição da redução tarifária, constata-se que há uma divergência documental relevante, uma vez que o certificado de origem traz informação discrepante com relação à fatura comercial apresentada e, por conseqüência, quanto à mercadoria submetida a despacho, bem como no que se refere ao país exportador dessa mercadoria, o que por si só já inviabiliza o reconhecimento da redução tarifária. 24. É certo que os referidos acordos internacionais estabelecem uma forma solene para o documento que atesta a origem da mercadoria pactuada, o que evidencia, sem dúvida, o seu aspecto formai. Por outro lado, é imperioso concluir que, se tal documento contém informações relacionadas à mercadoria negociada, tal como a indicação da fatura comercial que a acoberta, reputando-se imprescindíveis para assegurar a sua origem e, por conseguinte, conferir legitimidade ao i rbeneficio tarifário, tais elementos revestem-se, pois, de inegável 9 Processo n° 10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-00.051 Fl. 230 caráter material, na medida em que identificam exatamente o bem objeto de tributação favorecida. 25. Destaque-se que a finalidade do certificado de origem é assegurar, perante os países envolvidos na transação, que a mercadoria objeto de intercâmbio é efetivamente originária e procedente do país declarante, estando, por isso, sujeita à tributação diferenciada, e dessa forma o documento materializa, enquanto elemento probatório, a regularidade da utilização do beneficio tanfário pleiteado. Assim, não se pode concluir que a divergência de dados entre certificado e fatura se trata de mera formalidade, porquanto tal ocorrência significa a impossibilidade material de assegurar-se a origem da mercadoria e o direito ao regime de tributação pleiteado. 26. O fato de a mercadoria ser procedente da Venezuela e ter sido transportada diretamente para o Brasil não tem o condão de comprovar a sua origem, ou seja, de demonstrar o local em que foi produzida, o que somente é possível mediante a declaração da entidade competente por meio do Certificado de Origem. 27. Cumpre ainda destacar que a mera indicação do número da fatura comercial que está inscrito no certificado de origem, bem como do número desse mesmo certificado, em um campo da fatura emitida pela empresa das Ilhas Cayman, não supre as exigências acima destacadas, nem tem o condão de constituir um vínculo entre os documentos, tratando-se de informação unilateral do exportador, o qual não possui legitimidade para criar um vínculo entre sua fatura, emitida posteriormente, e um certificado de origem já expedido e vinculado a outra fatura. Portanto, deve-se tomar por base a informação da instituição que tem legitimidade para certificar a origem e não a da empresa exportadora de terceiro país. 28. Observe-se ainda que a matéria aí não se esgota, devendo-se prosseguir a apreciação, perquirindo-se quanto aos efeitos da interveniência de terceiro país, não signatário do Acordo, na transação internacional que resultou na importação, para examinar se, mesmo nessa hipótese, é cabível a fruição da redução de alíquota prevista no âmbito da ALADI. Esclareça-se, por oportuno, que não há contrariedade entre a posição aqui adotada e a Nota COANA/COLAD/DITEG n° 60/1997, a que alude a autuada. Ao contrário do alegado no recurso voluntário, a nota em apreço diz expressamente que ALADI não havia regulamentado tal situação até então, porém, a manifestação Fazendária sustenta exatamente a necessidade de correlação entre a fatura comercial e o Certificado de Origem, nos termos hoje preconizados na Resolução n° 232 acima citada. Em outro giro, além da apresentação de Certificado de Origem e fatura comercial, em conformidade com as normas previstas no acordo internacional, a importação das mercadorias deve obedecer às demais regras determinadas nos Acordos de regência. O escopo de se condicionar a redução de tarifa às importações amparadas por certificado de origem emitido, nos termos e na forma prevista pela ALADI é para prevenir - •operações comerciais que, pela sua natureza, poderiam, de modo ilegítimo, estender o beneficio fiscal às importações de terceiros países não signatários do tratamento preferencial. lo Processo n° 10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n.• 9303-00.051 Fl. 231 Assim, à exceção de operações em que intervenha operador de terceiro pais, para que haja o beneficio fiscal, deve-se demonstrar que o produto acreditado pelo certificado de origem é o efetivamente negociado com o emissor da fatura comercial do pais produtor, sendo considerado exportador, para esse fim, o Pais-membro da ALADI signatário do Acordo. Vale aqui transcrever a norma inserta no art. 4° da Resolução ALADVCR n° 78, de 1987: QUARTO - Para que as mercadorias originárias se beneficiem dos tratamentos preferenciais, as mesmas devem ter sido expedidas diretamente do pais exportador para o pais importador. Para esses efeitos, considera-se como expedição direta: a) As mercadorias transportadas sem passar pelo território de algum pais não participante do acordo. b) As mercadorias transportadas em trânsito por um ou mais países não participantes, com ou sem transbordo ou armazenamento temporário, sob a vigilância da autoridade aduaneira competente nesses países, desde que: i) o trânsito esteja justificado por motivos geográficos ou por considerações referentes a requerimentos do transporte; ii) não estejam destinadas ao comércio, uso ou emprego no pais de trânsito; e iii) não sofram, durante seu transporte e depósito, qualquer operação diferente da carga e descarga ou manuseio para mantê-las em boas condições ou assegurar sua conservação. De outro lado, não se pode olvidar que, com a globalização, é cada vez mais freqüente as operações comerciais que envolvam mais de 2 países, denominadas de operações triangulares. A par dessas mudanças nas relações comerciais internacionais, o Comitê de Representantes da ALADI editou a Resolução n° 232, que veio a ser incorporada na legislação brasileira pelo Decreto n° 2.865, publicado em 08/12/1998. Essa resolução alterou o Acordo 91, no sentido de modificar o regime de origem, passar a permitir a participação de um operador de um terceiro pais, membro ou não da ALADI, da seguinte forma: SEGUNDO - Quando a mercadoria objeto de intercâmbio for faturada por um operador de um terceiro pais, membro ou não membro da Associação, o produtor ou exportador do pais de origem deverá indicar no formulário respectivo, na área relativa a "observações", que a mercadoria objeto de sua Declaração será faturada de um terceiro pais, identificando o nome, denominação ou razão social e domicilio do operador que em definitivo será o que fature a operação a destino." Na situação a que se refere o parágrafo anterior e, excepcionalmente, se no momento de expedir o certificado de origem não se conhecer o número da fatura comercial emitida por um operador de um terceiro pais, a área correspondente do certificado não deverá ser preenchida. Nesse caso, o importador apresentará à administração aduaneira correspondente uma declaração juramentada que justifique o fato, i ronde deverá indicar, pelo menos, os números e datas da fatura 11 Processo n° 10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-00.051 Fl. 232 comercial e do certificado de origem que amparam a operação de importação. Todavia as disposições acima não se aplicam à espécie dos autos, posto que, da documentação carreada aos autos, não se verifica a participação de um operador, nos moldes previstos na Resolução acima transcrita. A uma porque a falta de vinculação entre Certificado de origem e a fatura comercial, ilide a prova da intennediação de um operador de terceiro país. A única evidência extraída da documentação juntada pela autuada é de que houve participação de sociedade empresária situada nas Ilhas Cayman, que fatura e exporta para o Brasil mercadoria, para a qual se pretende aplicar preferências tarifárias pactuadas entre este e a Venezuela, com base nos Acordos firmados no âmbito da ALADI. A duas porque a alegada operação triangular não foi respaldada pelo Certificado de Origem, para efeito de gozo da redução tarifária, como exige a legislação. Ressalte-se, por oportuno, que, como bem anotou o acórdão de primeira instância, 43. É oportuno esclarecer que em matéria tributária, qualquer situação excepcional, como a redução de imposto, só pode ser reconhecida se expressamente prevista na legislação. Assim, sendo a norma tributária de natureza cogente e considerando as regras do Regime Geral de Origem, não cabe ao intérprete decidir pela prescindibilidade deste ou daquele requisito, sob pena de atentar contra o próprio acordo internacional, haja vista que tais regras são claras quanto à obrigatoriedade de vincula ção entre certificado de origem e fatura comercial. C.) 45. Assim, tratando-se de uma operação comercial entre uma empresa brasileira e outra das Ilhas Cayman, sem respaldo em certificado de origem, não há, como invocar a redução tarifária prevista no ACE 27, firmado no âmbito da ALADI, porque reside na essência das normas que disciplinam o regime de origem, a vedação da citada operação, quando não atendidos os requisitos previstos nos Acordos de regência. No que concerne à multa prevista no art. 521, inciso IV, do RA de 1985, por ausência de requisitos essenciais da fatura comercial, não há qualquer reparo a fazer-se na acusação fiscal, posto que, de fato, a Fatura Comercial n° BSL-SB-151 (fl. 27), de 23/03/1998, emitida pela sociedade empresária PETROBRÁS INTERNATIONAL FINANCE COMPANY - PIFCO, não traz os requisitos exigidos pelas alíneas "a", "h", "i", e "m" do art. 425 do RA/85. Desta feita, comprovada a ausência dos requisitos essenciais exigidos na legislação, configurada está a infração tributária, e, por conseguinte, impõe-se a aplicação da respectiva sanção, in casu, a multa regulamentar prevista no inciso IV do art. 521 acima mencionado. Irrelevante o fato de o sujeito passivo haver indicado no Certificado de Origem a fatura comercial PDVSA n° 13.722-0, pois a fatura que instruiu o despacho não foi essa, mas a de n° BSL-SB-151 (fl. 27), que não fora preenchida com os requisitos essenciais exigidos pela legislação de regência. Esclareça-se, por oportuno, que não se está aqui exigindo tributo com fundamento em mero descumprimento de obrigação acessória, mas sim pelo descumprimento 12 Processo n" 10209.000057/2003-87 CSRF-T3 Acórdão n.° 9303-00.051 Fl. 233 de uma das condições essenciais para a concessão da redução tarifária — certificado de origem —, previstas em acordo internacional (Artigo Segundo do Acordo 91) e, também, no Regulamento Aduaneiro aprovado pelo Decreto n° 91.030, de 5 de março de 1985, parágrafo único do art. 434. Por último, deve-se ter presente que a legislação do comércio exterior envolve uma série de controles a serem implementados pelos países participantes, sendo os ritos e formas previstos nos acordos internacionais imprescindíveis para uniformizar os procedimentos em cada um dos signatários, bem como assegurar o cumprimento fiel das regras estabelecidas no respectivo acordo. Em razão disso, torna-se bastante restrito o campo de aplicação dos princípios do formalismo moderado e da verdade material. De todo o exposto, voto no sentido de dar provimento ao recurso apresentado pela Fazenda Nacional. Sala das Sessões, em 27 de maio de 2009. ENR UE PINHEIR TO RES 13 Page 1 _0006200.PDF Page 1 _0006300.PDF Page 1 _0006400.PDF Page 1 _0006500.PDF Page 1 _0006600.PDF Page 1 _0006700.PDF Page 1 _0006800.PDF Page 1 _0006900.PDF Page 1 _0007000.PDF Page 1 _0007100.PDF Page 1 _0007200.PDF Page 1 _0007300.PDF Page 1
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Numero do processo: 35331.000208/2006-65
Data da sessão: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Aug 18 00:00:00 UTC 2009
Ementa: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS
Período de apuração: 01/10/1999 a 31/05/2001
RETENÇÃO NA CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA E NA EMPREITADA.
A obrigação da empresa contratante de serviços prestados mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada de reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal/fatura de serviços e recolher a importância retida, prevista no artigo 31 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei n.° 9.711/98, é
modalidade de responsabilidade tributária, autorizada pelo artigo 128 do CTN.
RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO.
Numero da decisão: 2402-000.086
Decisão: ACORDAM os membros da 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária da Segunda
Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso.
Nome do relator: Marcelo Oliveira
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A obrigação da empresa contratante de serviços prestados mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada de reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal/fatura de serviços e recolher a importância retida, prevista no artigo 31 da Lei 8.212/91, na redação dada pela Lei n.° 9.711/98, é modalidade de responsabilidade tributária, autorizada pelo artigo 128 do CTN. RECURSO VOLUNTÁRIO NEGADO. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros da Lla Câmara / 2 Turma Ordinária da Segunda Seção de Julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso. ' CE O LIVEIRA Presidente e Relator Processo n° 35331.000208/2006-65 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.086 Fl. 255 Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros: Ana Maria Bandeira, Lourenço Ferreira do Prado, Leôncio Nobre de Medeiros (Suplente), Edgar Silva Vidal (Suplente) e Marcelo Freitas de Souza Costa. Ausente o Conselheiro Rogério de Lellis Pinto. 2 Processo n° 35331.000208/2006-65 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.086 Fl. 256 Relatório Trata-se de recurso voluntário apresentado contra Decisão da Delegacia da Secretaria da Receita Previdenciária (DRP), Duque de Caxias / RJ, fls. 0237 a 0240, que julgou procedente em parte o lançamento, oriundo de descumprimento de obrigação tributária legal principal, fl. 001. Segundo a fiscalização, de acordo com o Relatório Fiscal (RF), fls. 030 a 033, o lançamento refere-se a contribuições destinadas à Seguridade Social, referentes à retenção de 11% (onze por cento) do valor constante na nota fiscal de prestação de serviços. Os motivos que ensejaram o lançamento estão descritos no RF e nos demais anexos da NFLD. Em 01/03/2004 foi dada ciência à recorrente do lançamento, fls. 036. Contra o lançamento, a recorrente apresentou impugnação, fls. 037, acompanhada de anexos. Diante dos argumentos da defesa, a DRP solicitou esclarecimentos à fiscalização, fl. 047. A fiscalização respondeu aos questionamentos da DRP, fl. 048 e 049. A recorrente apresentou defesa complementar, fls. 061 a 065. Diante dos argumentos da defesa, a DRP solicitou esclarecimentos à fiscalização, fl. 0226. A fiscalização respondeu aos questionamentos da DRP, fl. 0228. A DRP — a fim de respeitar os Princípios da Ampla Defesa e do Contraditório - encaminhou os pronunciamentos fiscais à recorrente e reabriu seu prazo para defesa, fl. 0232 e 0234. A recorrente não apresentou novos argumentos. A DRP analisou o lançamento, a impugnação e as diligências, julgando procedente em parte o lançamento. Inconformada com a decisão, a recorrente apresentou recurso voluntário, fls. 0249 a 0250, acompanhado de anexos, onde alega, em síntese, que: A recorrente não teve ciência das diligências, cerceando seu direito à defesa; O débito deve ser revisto; Parcelas foram recolhidas; e 3 Processo n° 35331.000208/2006-65 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.086 Fl. 257 O Conselho deve rever o lançamento e corrigir seus excessos, a fim de decretar sua improcedência. Posteriormente, a DRP enviou o processo ao Conselho, para análise e decisão, fls. 0253. É o relatório. 4 Processo n° 35331.000208/2006-65 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.086 Fl. 258 Voto Conselheiro Marcelo Oliveira, Relator Sendo tempestivo, CONHEÇO DO RECURSO e passo ao exame das questões preliminares. DAS QUESTÕES PRELIMINARES Quanto às preliminares a recorrente alega que não teve ciência dos trâmites e decisões contidos no processo. Esclarecemos à recorrente que há nos autos prova que indica a falta de razoabilidade deste argumento. Conforme se demonstra nos autos a recorrente foi cientificada do teor e do resultado das diligências, fls. 0232 a 0234. Inclusive está claro que a mesma pessoa que recebeu os documentos construidos nas diligências efetuadas foi quem recebeu a decisão, que proporcionou o recurso, fls. 0234 e 0247. Portanto, não há razão no argumento. Por todo o exposto, rejeito as preliminares e passo ao exame do mérito. DO MÉRITO Quanto ao mérito a recorrente afirma que o procedimento deve ser revisto e que recolhimentos foram feitos. Falta ao argumento da recorrente maior clareza para verificarmos se há, ou não, razão. A fiscalização seguiu o que determina a legislação. Lei 8.212/1991: Art. 31 A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mão-de-obra, observado o disposto no § 50 do art. 33. 5 Processo n° 35331.000208/2006-65 S2-C4T2 Acórdão n.° 2402-00.086 Fl. 259 Art. 33. Ao Instituto Nacional do Seguro Social — INSS compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normatizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas a, b e c do parágrafo único do art. 11, bem como as contribuições incidentes a título de substituição; e à Secretaria da Receita Federal — SRF compete arrecadar, fiscalizar, lançar e normalizar o recolhimento das contribuições sociais previstas nas alíneas d e e do parágrafo único do art. 11, cabendo a ambos os órgãos, na esfera de sua competência, promover a respectiva cobrança e aplicar as sanções previstas legalmente. 5° O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei. Como a recorrente não efetuou a retenção que estava obrigada ficou diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei. Portanto, corretamente agiu o Fisco. Finalmente, pela análise dos autos, chegamos à conclusão de que o lançamento e a decisão foram lavrados na estrita observância das determinações legais vigentes, sendo que tiveram por base o que determina a Legislação. CONCLUSÃO Em razão do exposto, Voto por negar provimento ao recurso. Sala das Sessõ -; em 18 • - agosto de 2009 Rb - • e • IVEIRA — Relator 6
score : 1.0
Numero do processo: 10070.001380/2003-81
Data da sessão: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2007
Data da publicação: Wed Mar 21 00:00:00 UTC 2007
Ementa: IRPF – VERBAS INDENIZATÓRIAS – PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA – PDV – RESTITUIÇÃO – DECADÊNCIA. O marco inicial do prazo decadencial para os pedidos de restituição de imposto de renda indevidamente retido na fonte, decorrente do recebimento de verbas indenizatórias referentes à participação em PDV, se dá em 06.01.1999, data de publicação da Instrução Normativa SRF n° 165, a qual reconheceu que não incide imposto de renda na fonte sobre tais verbas.
Recurso especial negado.
Numero da decisão: CSRF/04-00.555
Decisão: ACORDAM os Membros da Quarta Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscai, por maioria de votos, NEGAR provimento ao recurso especial, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. Vencida a conselheira Maria Helena Cotta Cardozo que deu provimento ao recurso.
Matéria: IRPF- restituição - rendim.isentos/não tributaveis(ex.:PDV)
Nome do relator: Gonçalo Bonet Allage
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Numero do processo: 11080.007872/2005-95
Data da sessão: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Tue Jul 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: Normas Gerais de Direito Tributário
Ano-calendário: 1997
SALDO NEGATIVO DE CSLL - DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO -
PRAZO PARA A REPETIÇÃO DE INDÉBITOS
O art. 168, I, do Código Tributário Nacional - CTN assegura ao contribuinte
o direito de pleitear a restituição de indébitos no prazo de cinco anos,
contados da data da extinção do crédito tributário. Ultrapassado esse prazo de
cinco anos, tais créditos não podem mais ser restituídos ou compensados,
uma vez que o direito à restituição encontra-se fulminado pela prescrição.
Numero da decisão: 1802-000.107
Decisão: ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
Matéria: CSL- que não versem sobre exigência de cred. trib. (ex.:restituição.)
Nome do relator: Jose de Oliveira Ferraz Correa
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I ekt.Ï.;* ‘„.14, MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS ..,, t=j1- -• PRIMEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTOSN,-,:tro•f‘ Processo n° 11080.007872/2005-95 Recurso n° 163.124 Voluntário Acórdão n° 1802-00.107 - 2' Turma Especial Sessão de 28 de julho de 2009 Matéria CSLL Recorrente TEVAH VESTUÁRIO MASCULINO LTDA. Recorrida 5' TURMA/DRJ-PORTO ALEGRE/RS Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário Ano-calendário: 1997 SALDO NEGATIVO DE CSLL - DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO - PRAZO PARA A REPETIÇÃO DE INDÉBITOS O art. 168, I, do Código Tributário Nacional - CTN assegura ao contribuinte o direito de pleitear a restituição de indébitos no prazo de cinco anos, contados da data da extinção do crédito tributário. Ultrapassado esse prazo de cinco anos, tais créditos não podem mais ser restituídos ou compensados, uma vez que o direito à restituição encontra-se fulminado pela prescrição. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado. e'e-----S.......> pro0000/0"...er _- - ..•• te-- -1! ai. - -- 1 e E In .. - • - Presid - e......0- _e* .6 it J • - a E OLIVEIRA FE" • ORRÉA - Relator EDITADO EM: 7 AGo 2009 Participaram da s -: ão de julgamento os conselheiros: Ester Marques Lins de Sousa (Presidente da Turma), Ui nardo Lobo de Almeida, Décio Lima Jardim (Suplente Convocado), Edwal Casoni de Paula Fernandes Júnior e João Francisco Bianco. 1 Relatório Trata-se de Recurso Voluntário interposto contra decisão da Delegacia da Receita Federal de Julgamento em Porto Alegre/RS, que negou a homologação da Declaração de Compensação de fl. 1, conforme já havia decidido anteriormente a Delegacia da Receita Federal em Porto Alegre/RS. O crédito envolvido na pretendida compensação corresponde ao saldo negativo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — CSLL no ano-calendário de 1997, no valor de R$ 61.525,55, e os débitos compensados correspondem às estimativas de CSLL e do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurícia FRPJ, ambos do mês de dezembro de 2002. Por meio do Despacho Decisório de fls. 64 a 67, a Delegacia da Receita Federal em Porto Alegre/RS, que foi o primeiro órgão a se manifestar sobre a pleito da contribuinte, não homologou a Declaração de Compensação, em razão de ela ter sido apresentada somente em 27/09/2005, ou seja, após esgotado o prazo previsto no art. 168, I, do Código Tributário Nacional — Na seqüência, a contribuinte apresentou a Manifestação de Inconformidade de fls. 75 a 82, alegando que o prazo do art. 168, I, do CTN deve ser contado a partir da compensação, quando o contribuinte confronta seu crédito com seu débito. De acordo com o seu entendimento, "extinguindo-se o crédito tributário pela compensação, a partir de então nasce o prazo para informar o Fisco a respeito da operação." Seria, então, o dia 31/01/2003, data em que foi realizada a compensação, o marco inicial para a contagem do prazo de cinco anos previsto no CTN. Deste modo, a contribuinte teria até 31/01/2008 para apresentar sua declaração de compensação, sendo plenamente tempestiva a informação administrativa apresentada em 25/09/2005. Conforme mencionado, a Delegacia de julgamento, ao proferir o Acórdão n° 10-13.523 (fls. 91 e 92), adotou o mesmo entendimento do órgão de origem, mantendo o despacho decisório de não homologação. Inconformada com essa decisão, da qual tomou ciência em 23/10/2007, a contribuinte apresentou em 21/11/2007 o recurso voluntário de fls. 101 a 106, onde reitera as mesmas razões consignadas em sua peça de defesa anterior, acrescentando ainda os seguintes esclarecimentos em reforço à interpretação dada ao art. 168, I, do CTN: - o crédito advindo do Saldo Negativo da CSLL não se originou de pagamento a maior, mas de mera apuração da base para a tributação pela citada contribuição. Não houve desembolso excessivo do contribuinte a gerar indébito, e, por isso, não há qualquer necessidade de devolução; - o crédito utilizado na compensação nasceu de saldo negativo, representando confrontação de receitas e despesas a gerar valores possíveis de serem utilizados para abatimento de outros tributos. Portanto, sua apuração não representa ato de extinção do crédito tributário; - este crédito é diferente, por exemplo, do crédito nascido quando o contribuinte deveria recolher R$ 50,00 de COFINS e acaba recolhendo R$ 100,00. Nesse 2 Processo n° 11080.007872f2005-95 SI-TE02 Acórdão n.° 1802-00.107 Fl. 2 último caso, houve um inegável pagamento a maior, acima do previsto em lei, nascendo dai o direito do contribuinte reaver o valor que indevidamente pagou a mais; - o ato de pagar o tributo, ainda que a maior, pode ser considerado como "extinção do crédito tributário" a dar início ao prazo do art. 168, I, do CTN, pois realmente foi pago o tributo. Contudo, a apuração de crédito em virtude de saldo negativo da CSLL, por não representar pagamento algum, não caracteriza "extinção de qualquer crédito tributário" a dar início ao citado prazo prescricional; - no caso da recorrente, se houve extinção de algum crédito, esta ocorreu somente no momento em que factualmente se deu a compensação, ou seja, em 31/01/2003, e a partir de então é que nasce o prazo para informar o Fisco a respeito da operação. Este é o Relatório. Voto Conselheiro JOSÉ DE OLIVEIRA FERRAZ CORRÊA, Relator O recurso é tempestivo e dotado dos pressupostos para a sua admissibilidade. Portanto, dele tomo conhecimento. Trata-se de Declaração de Compensação protocolizada em 27/09/2005, com a qual a contribuinte pretendeu utilizar o saldo negativo de CSLL apurado em 31/12/1997, para quitar, mediante compensação, as estimativas de CSLL e IRPJ do mês de dezembro de 2002. Os argumentos da recorrente foram apresentados de uma forma bastante detalhada, para que não restassem dúvidas de sua interpretação em relação à contagem do prazo para a repetição de indébitos, conforme previsto no art. 168, I, do CTN. Em síntese, entende a contribuinte que, no caso de saldo negativo de CSLL, a "extinção do crédito tributário" mencionada no referido artigo do C'FN, que configura o marco inicial para a contagem do prazo, deve ser compreendida como a extinção que ocorre pelas vias da compensação que ela pretende realizar, e não como a extinção vinculada ao próprio saldo negativo. Quanto a esse ponto, é importante ter em mente que a compensação tributária sob exame sempre traz implicitamente uma restituição, e é em função desta última que corre o prazo prescricional. Realmente, não há como ser diferente disso. Ademais, a extinção referida no art. 168, I, do CTN só pode ser aquela em que se apura o indébito, em razão de o pagamento ter sido realizado a maior, ou indevidamente. É este fato que dá origem ao crédito em favor da contribuinte, passível de restituição, seja diretamente, em espécie, ou indiretamente, por meio de compensação. Realmente, não faz nenhum sentido que o prazo prescricional tenha início quando o contribuinte reivindica/utiliza o crédito, seja por meio de um pedido de restituição, ou de uma declaração de compensação, uma vez que esse prazo existe justamente para que tais atos sejam praticados. fr 3 Por outro lado, cabe esclarecer que a situação sob exame não guarda qualquer relação com a figura da compensação de base negativa, como de certa forma sugere a recorrente. Até mesmo porque a base negativa somente é compensável com outra base de cálculo, dentro dos limites legais, e não poderia servir para a quitação de débitos tributários, no caso, as estimativas de IRPJ e CSLL de dezembro de 2002. Trata-se aqui, efetivamente, de compensação de saldo negativo de CSLL, saldo esse que só pode decorrer de antecipações, seja a titulo de estimativas mensais ou de retenções na fonte, que na apuração anual venham se configurar como "pagamento a maior" do que o devido. A recorrente, no ara' de inovar na interpretação sobre a matéria, chega a negar o próprio direito que busca efetivar, alegando que "não houve desembolso excessivo do contribuinte a gerar indébito; por isso, não há qualquer necessidade de devolução". Mas nesse caso, a compensação é realmente aquela que necessita de um desembolso excessivo, cuja parcela excedente é denominada de saldo negativo. Assim, este saldo negativo, na medida em que se configura como crédito passível de restituição, poderia também ser utilizado para a quitação de outros débitos da contribuinte, via procedimento de compensação. Contudo, o prazo de cinco anos previsto no art. 168, 1, do CTN já estava esgotado na data de apresentação da Declaração de Compensação de fl. 1, em 27/09/2005, uma vez que o saldo negativo, que é o crédito em favor da contribuinte, surgiu em 31/12/1997, quando foi constatado o excesso no pagamento da CSLL devida para o ano-calendário de 1997. Diante do exposto, nego provimento ao recurso voluntário. J DE OLIV6AFERRAZ CORRÊA • 4
score : 1.0
Numero do processo: 13899.000199/2007-35
Data da sessão: Thu Jul 30 00:00:00 UTC 2009
Ementa: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF
Ano-calendário: 2000
DEPÓSITO BANCÁRIO DECADÊNCIA
Nos casos de lançamento por homologação, o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário expira após cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. O fato gerador
do IRPF, tratando-se de rendimentos sujeitos ao ajuste anual, se perfaz em 31 de dezembro de cada ano-calendário.
Não ocorrendo a homologação expressa, o crédito tributário é atingido pela decadência após cinco anos da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º do CTN).
Preliminar de decadência acolhida.
Numero da decisão: 2202-000.188
Decisão: Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher a argüição de decadência para declarar extinto o direito da Fazenda Nacional constituir o crédito tributário em questão, nos termos do voto do Relator.
Nome do relator: Antonio Lopo Martinez
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ementa_s : IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Ano-calendário: 2000 DEPÓSITO BANCÁRIO DECADÊNCIA Nos casos de lançamento por homologação, o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário expira após cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. O fato gerador do IRPF, tratando-se de rendimentos sujeitos ao ajuste anual, se perfaz em 31 de dezembro de cada ano-calendário. Não ocorrendo a homologação expressa, o crédito tributário é atingido pela decadência após cinco anos da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º do CTN). Preliminar de decadência acolhida.
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TURMA/DRJSPOII ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Anocalendário: 2000 DEPÓSITO BANCÁRIO DECADÊNCIA Nos casos de lançamento por homologação, o prazo decadencial para a constituição do crédito tributário expira após cinco anos a contar da ocorrência do fato gerador. O fato gerador do IRPF, tratandose de rendimentos sujeitos ao ajuste anual, se perfaz em 31 de dezembro de cada anocalendário. Não ocorrendo a homologação expressa, o crédito tributário é atingido pela decadência após cinco anos da ocorrência do fato gerador (art. 150, § 4º do CTN). Preliminar de decadência acolhida. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do Colegiado, por unanimidade de votos, acolher a argüição de decadência para declarar extinto o direito da Fazenda Nacional constituir o crédito tributário em questão, nos termos do voto do Relator. (Assinado digitalmente) Nelson Mallmann – Presidente (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez – Relator Fl. 1DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 30/05/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 13899.000199/200735 Acórdão n.º 220200.188 S2C2T2 Fl. 2 2 Participaram do presente julgamento os Conselheiros Antonio Lopo Martinez, Heloísa Guarita Souza, Maria Lúcia Moniz de Aragão Calomino Astorga, Pedro Anan Júnior, Gustavo Lian Haddad e Nelson Mallmann (Presidente). Fl. 2DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 30/05/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 13899.000199/200735 Acórdão n.º 220200.188 S2C2T2 Fl. 3 3 Relatório Em desfavor do contribuinte, FABIO KENDJY TAKAHASHI. foi lavrado o auto de infração de fls.288/292, acompanhado do Termo de Constatação e Encerramento Parcial da Fiscalização de fls.283/285 relativo ao imposto sobre a renda de pessoas físicas, anoscalendário 2000, em decorrência de ação fiscal que teve por objeto o exame do cumprimento das obrigações tributárias relativas ao período de 01/2000 a 12/2002 (fls.OI e 02). O crédito tributário constituído decorreu da constatação de irregularidade assim descrita no referido auto: "Omissão de rendimentos caracterizada por valores creditados em contas correntes no BRADESCO e no BANESP A, e na conta poupança no bradesco no DIA 19/01/00, no período de 2000, conforme Termo de Constatação e Encerramento Parcial da Fiscalização Fiscal... " A ciência do auto de infração foi dada por via postal na data de 28/12/2006 (fls.294). Em 29/01/2007, o interessado apresentou a impugnação de fls.297/311, na qual, após proceder ao relato dos fatos, aduz as razões de defesa que a seguir se reproduzem sinteticamente:. Da Preliminar Argúi a decadência do direito de a Fazenda Nacional proceder ao lançamento relativamente ao anocalendário de 2000, tendo em vista o decurso do prazo decadencial contado pela regra contida no artigo 150 do Código Tributário Nacional, que trata do lançamento por homologação, combinado com artigo 173, I, do mesmo diploma legal, que se refere ao lançamento de oficio. Do Mérito o impugnante questiona a autuação levada a efeito com base em extratos bancários, mediante quebra de sigilo bancário. Acrescenta, ainda, que a origem dos recursos estaria em doações feitas por seu pai, que foram declaradas nas épocas próprias, conforme documentos que carreia aos autos. Em relação à quebra de sigilo, colaciona jurisprudência judicial sobre a impossibilidade de retroação da Lei 10/174/2001 e da Lei Complementar 105/2001 e, ainda, dos efeitos da Súmula 182 do extinto TFR. Aduz, ainda, que, mesmo após a vigência dos citados diplomas legais, a administração fazendária continua impedida de considerar ingressos financeiros nas contas bancárias como Fl. 3DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 30/05/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 13899.000199/200735 Acórdão n.º 220200.188 S2C2T2 Fl. 4 4 rendimentos tributáveis sem que haja demonstrativo de utilização, pelo titular do depósito bancário, em consumo ou aquisição de bens para a demonstração de sinais exteriores de riqueza, ou ainda, a comprovação de que tais depósitos sejam efetivos rendimentos auferidos. Cita acórdão do Primeiro Conselho de Contribuintes nesse sentido. No tocante à comprovação da origem de recursos, aduz que, tendo feito constar as doações recebidas de seu pai na declaração de bens e direitos, afastase a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, pois caso contrário, o contribuinte não teria informado ao Fisco. Contesta, ainda, os valores apurados, uma vez que não coincidem com a realidade. Alega que algumas importâncias foram transferi das de uma conta para outra, cuja titularidade era do contribuinte, e ainda, por algumas vezes o contribuinte emprestava a sua conta bancária ao seu pai, na qual alguns clientes deste, depositavam valores atinentes a custas judiciais e despesas processuais, pois o mesmo é advogado. Em 27 de fevereiro de 2008, os membros da 5ª Turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento de São Paulo proferiram Acórdão DRJ/SPOII No. 23.577 que, por unanimidade de votos, julgou procedente a exigência relativa ao Imposto de Renda Pessoa Física, conforme a ementa a seguir: ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FíSICA IRPF Exercício: 2000 PRELIMINAR, DECADÊNCIA. Tendo havido recolhimento a menor do tributo, ensejando lançamento de oficio, o início da contagem do prazo decadencial terá efeito no primeiro dia do exercício seguinte àquele previsto para a entrega da declaração de ajuste anual, conforme previsto no art. 173, I do CTN. RETROAÇÃO DE LEI. INOCORRÊNCIA. São lícitas as provas obtidas com respaldo na legislação vigente à época da ocorrência do procedimento de fiscalização. O artigo 1° da Lei n" 10.174/2001, assim como a Lei Complementar 105/2001, disciplinam o procedimento de fiscalização e não os fatos econômicos investigados, podendo ser aplicados aos procedimentos iniciados ou em curso a partir de sua edição, inclusive para alcançar fatos geradores pretéritos (CTN, art; 144, § 1°). Tratase de aplicação imediata da norma, não se podendo falar em retroatividade. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. COMPROVAÇÃO DE ORIGEM Fl. 4DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 30/05/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 13899.000199/200735 Acórdão n.º 220200.188 S2C2T2 Fl. 5 5 Para comprovar a origem de recursos utilizados em depósitos/créditos efetuados em contas mantidas junto a instituições financeiras, a prova deve ser hábil e idônea. Para restarem plenamente comprovadas, as doações em dinheiro recebidas do pai devem, além de estar consignadas tempestivamente nas declarações de ajuste anual do donatário e do doador, ter a demonstração da transferência dos recursos do patrimônio deste para o do primeiro. Lançamento Procedente Devidamente cientificado acerca do teor do supracitado Acórdão, em 26/03/2008, conforme AR de fls. 409, o contribuinte, se mostrando irresignado, apresentou, em 25/04/2008, o Recurso Voluntário, de fls. 412/416, reiterando as razões da sua impugnação, às quais já foram devidamente explicitadas anteriormente no presente relatório. É o relatório. Fl. 5DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 30/05/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 13899.000199/200735 Acórdão n.º 220200.188 S2C2T2 Fl. 6 6 Voto Conselheiro Antonio Lopo Martinez, Relator O recurso está dotado dos pressupostos legais de admissibilidade devendo, portanto, ser conhecido. Antes de analisar o mérito enfrento questão prejudicial da decadência. Nessa senda, o termo inicial para a contagem do prazo decadencial para os rendimentos omitidos, deduções indevidas e infrações tributárias que ocorreram ao longo do ano de 2000, previsto no art. 150, parágrafo 4º, do CTN é de 1º de janeiro de 2001, posto que é o 1º dia após a ocorrência do fato gerador. Desta forma, o lançamento poderia ser realizado até a data de 31/12/2005, para que pudesse alcançar os valores percebidos no anocalendário de 2000. Como o auto de infração foi encaminhado ao contribuinte teve ciência do auto de infração apenas em 28/12/2006, entendo que nessa data já havia decaído o direito da fazenda constituir o referido crédito tributário. Como é sabido, o lançamento é o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, identificar o seu sujeito passivo, determinar a matéria tributável e calcular ou por outra forma definir o montante do crédito tributário, aplicando, se for o caso, a penalidade cabível. Com o lançamento constituise o crédito tributário, de modo que antes do lançamento, tendo ocorrido o fato imponível, ou seja, aquela circunstância descrita na lei como hipótese em que há incidência de tributo, verificase, tão somente, obrigação tributária, que não deixa de caracterizar relação jurídica tributária. É sabido, que são utilizados, na cobrança de impostos e/ou contribuições, tanto o lançamento por declaração quanto o lançamento por homologação. Aplicase o lançamento por declaração (artigo 147 do Código Tributário Nacional) quando há participação da administração tributária com base em informações prestadas pelo sujeito passivo, ou quando, tendo havido recolhimentos antecipados, é apresentada a declaração respectiva, para o juste final do tributo efetivamente devido, cobrandose as insuficiências ou apurandose os excessos, com posterior restituição. Por outro lado, nos precisos termos do artigo 150 do CTN, ocorre o lançamento por homologação quando a legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, a qual, tomando conhecimento da atividade assim exercida, expressamente a homologa. Inexistindo essa homologação expressa, ocorrerá ela no prazo de 05 (cinco) anos, a contar do fato gerador do tributo. Com outras palavras, no lançamento por homologação, o contribuinte apura o montante Fl. 6DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 30/05/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ Processo nº 13899.000199/200735 Acórdão n.º 220200.188 S2C2T2 Fl. 7 7 e efetua o recolhimento do tributo de forma definitiva, independentemente de ajustes posteriores. Neste ponto está a distinção fundamental entre uma sistemática e outra, ou seja, para se saber o regime de lançamento de um tributo, basta compulsar a sua legislação e verificar quando nasce o dever de cumprimento da obrigação tributária pelo sujeito passivo: se dependente de atividade da administração tributária, com base em informações prestadas pelos sujeitos passivos (lançamento por declaração), hipótese em que, antes de notificado do lançamento, nada deve o sujeito passivo; se, independente do pronunciamento da administração tributária, deve o sujeito passivo ir calculando e pagando o tributo, na forma estipulada pela legislação, sem exame do sujeito ativo lançamento por homologação, que, a rigor técnico, não é lançamento, porquanto quando se homologa nada se constitui, pelo contrário, declarase à existência de um crédito que já está extinto pelo pagamento. Importante frisar que independente do recorrente ter apresentado ou não declaração de ajuste anual, no meu entendimento esse fato não altera a conclusão, uma vez que se homologaria o procedimento. No caso o procedimento de nada fazer, não declarar e não pagar. Em suma, no meu entendimento cabe considerar o lançamento do ano de 2000 como decadente. Caso o auto de infração tivesse sido cientificado ao recorrente ainda no ano de 2005, estaria afastada essa hipótese. Ante o exposto, diante da decadência do direito de constituir o crédito tributário para o ano de 2000 sem apreciar as questões de mérito, acolho a argüição de decadência para declarar extinto o direito da Fazenda Nacional constituir o crédito tributário em questão. (Assinado digitalmente) Antonio Lopo Martinez Fl. 7DF CARF MF Impresso em 13/09/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ, Assinado digitalmente em 30/05/201 1 por NELSON MALLMANN, Assinado digitalmente em 30/05/2011 por ANTONIO LOPO MARTINEZ
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Numero do processo: 13896.002717/2003-51
Data da sessão: Fri Jun 19 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Fri Jun 19 00:00:00 UTC 2009
Ementa: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES
Ano-calendário: 2002
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO.
Comprovada a contradição entre o fundamento e o relatório da decisão recorrida, devem ser acolhidos os embargos de declaração para integrar a decisão embargada.
Embargos conhecidos e acolhidos
Numero da decisão: 3102-000.414
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em tomar conhecimento e acolher os embargos.
Matéria: Simples- proc. que não versem s/exigências cred.tributario
Nome do relator: MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA
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ementa_s : SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. Comprovada a contradição entre o fundamento e o relatório da decisão recorrida, devem ser acolhidos os embargos de declaração para integrar a decisão embargada. Embargos conhecidos e acolhidos
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conteudo_txt : Metadados => date: 2009-09-30T11:13:06Z; pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.6; pdf:docinfo:title: ; xmp:CreatorTool: CNC PRODUÇÃO; Keywords: ; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; subject: ; dc:creator: CNC Solutions; dcterms:created: 2009-09-30T11:13:06Z; Last-Modified: 2009-09-30T11:13:06Z; dcterms:modified: 2009-09-30T11:13:06Z; dc:format: application/pdf; version=1.6; Last-Save-Date: 2009-09-30T11:13:06Z; pdf:docinfo:creator_tool: CNC PRODUÇÃO; access_permission:fill_in_form: true; pdf:docinfo:keywords: ; pdf:docinfo:modified: 2009-09-30T11:13:06Z; meta:save-date: 2009-09-30T11:13:06Z; pdf:encrypted: false; modified: 2009-09-30T11:13:06Z; cp:subject: ; pdf:docinfo:subject: ; Content-Type: application/pdf; pdf:docinfo:creator: CNC Solutions; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; creator: CNC Solutions; meta:author: CNC Solutions; dc:subject: ; meta:creation-date: 2009-09-30T11:13:06Z; created: 2009-09-30T11:13:06Z; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 3; Creation-Date: 2009-09-30T11:13:06Z; pdf:charsPerPage: 1365; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; meta:keyword: ; Author: CNC Solutions; producer: CNC Solutions; access_permission:can_modify: true; pdf:docinfo:producer: CNC Solutions; pdf:docinfo:created: 2009-09-30T11:13:06Z | Conteúdo => S3-C1T2 Fl. 76 '''' - .J$7,.: •ï*:::' MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS TERCEIRA SEÇÃO DE JULGAMENTO•.z.),,,,,...: 0. Processo n° 13896.002717/2003-51 Recurso n° 138.584 Embargos Acórdão n° 3102-00.414 — l a Câmara / 2 Turma Ordinária Sessão de 19 de junho de 2009 Matéria SIMPLES - EXCLUSÃO 1 Embargante Procuradoria da Fazenda Nacional Interessado Joule Conservação e Manutenção S.C. ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE - SIMPLES Ano-calendário: 2002 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. Comprovada a contradição entre o fundamento e o relatório da decisão recorrida, devem ser acolhidos os embargos de declaração para integrar a decisão embargada. Embargos conhecidos e acolhidos Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em tomar conhecimento e acolher os embargos, M -atfiE4NA T' . iv D2ORIM - Presidente N axeLQ,01, . " • - ‘ • _, , MA CELO RIBEIRO NOGUEIRA — Relkoj EDITADO EM: Participaram, ainda, do presente julgamento, os Conselheiros Mercia Helena Trajano Damorim (Presidente), Ricardo Paulo Rosa, Corintho Oliveira Machado, Luciano Lopes de Almeida Moraes, Marcelo Ribeiro Nogueira (Relator), Beatriz Veríssimo de Sena, Rosa Maria de Jesus da Silva Costa de Castro e Judith do Amaral Marcondes Armando. , i Processo n° 13896.002717/2003-51 S3-CIT2 Acórdão n.° 3102-00.414 Fl. 77 Relatório Na sessão de 16 de outubro passado este processo entrou em pauta para julgamento do respectivo recurso voluntário, cujo resultado ensejou o Acórdão 302-39.897. Na oportunidade, após um breve relato dos fatos e das razões recursais, o Colegiado deu provimento ao recurso, na forma do voto condutor deste relator. Tendo sido, naquela oportunidade, adotada ementa nos seguintes termos: SIMPLES. INCLUSÃO COM EFEITOS. RETROATIVOS. Não existe qualquer obstáculo para que as pessoas jurídicas que prestem serviços de instalação, manutenção, elétrica, hidráulica e mecânica e montagem de painéis elétricos, optem pela sistemática do SIMPLES. A douta Procuradoria da Fazenda Nacional apresentou embargos de declaração tempestivos apontando contradição entre o fundamento adotado para o decidir do Colegiado e os fatos constantes do relatório. Indica a ilustre representante da PFN que este relator afirmou que: A Resolução CONFEA 218/73 trata de instalação, manutenção e reparo de "sistemas" e ar condicionados como atividade privativa de certa modalidade de engenheiros, contudo, o recorrente claramente não exerce este tipo de operação complexa, mas simples reparos de "aparelhos" de ar condicionado, que é coisa bem distinta. Contudo, esta afirmação estaria em contradição com o restante do acórdão embargado, pois, no entender daquela PFN: ..., o fundamento do relator é que o contribuinte exerce atividade de "reparos de aparelhos de ar condicionado". Contudo, não é essa a atividade da empresa. Destarte, propus a reinclusão do processo em pauta para julgamento deste embargos. É o Relatório. • 2 Processo n° 13896.002717/2003-51 S3-C1T2 Acórdão n.° 3102-00.414 Fl. 78 Voto Conselheiro MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA, Relator A inclusão do parágrafo apontado pela douta representante da Procuradoria da Fazenda Nacional foi inadvertida e inadequada, pois claramente em conflito com todo o restante do acórdão embargado, devendo o referido parágrafo ser inteiramente expurgado. Ou seja, deve ser excluído do texto do voto condutor do acórdão embargado o seguinte trecho: A Resolução CONFEA 218/73 trata de instalação, manutenção e reparo de "sistemas" e ar condicionados como atividade privativa de certa modalidade de engenheiros, contudo, o recorrente claramente não exerce este tipo de operação complexa, mas simples reparos de "aparelhos" de ar condicionado, que é coisa bem distinta. Isto porque, como fica evidente da própria ementa adotada, a atividade do contribuinte não é reparo de aparelhos de ar condicionado. Assim, VOTO por conhecer os Embargos de Declaração interpostos e para integrar a decisão embargada, excluindo o parágrafo acima transcrito. É como voto. ,_• MARCELO RIBEIRO NOGUEIRA 3
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Numero do processo: 13807.013400/99-28
Data da sessão: Tue Sep 18 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Thu Dec 20 00:00:00 UTC 2012
Ementa: Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF
Exercício: 1995, 1996
Ementa:
IRRF SOBRE DIVIDENDOS RECEBIDOS POR PESSOA JURÍDICA CALCULADOS SOBRE RESULTADOS APURADOS NOS ANOS-CALENDÁRIO 1994 E 1995 - PEDIDO DE RESTITUIÇÃO POR IMPOSSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO PREVISTA NO ART.2º, §1º, b, DA LEI Nº.8849/94 - IMPOSSIBILIDADE - TRIBUTAÇÃO DEFINITIVA, NOS TERMOS DA ALÍNEA c DO MESMO DISPOSITIVO LEGAL
Requerida a restituição de IRRF sobre dividendos recebidos por pessoa jurídica, calculados sobre resultados apurados nos anos-calendário 1994 e 1995, em razão de não ter a referida pessoa jurídica distribuído lucros, dividendos, bonificações ou outros interesses de forma a poder beneficiar-se da compensação prevista na Lei nº.8849/94, art.2º, §1º, b, e de o artigo 10 da Lei nº 9.249/1995 ter isentado do imposto de renda na fonte e na declaração a distribuição dos lucros e dividendos apurados em balanços levantados a partir de 1996, não sendo possível tal compensação a partir de então, é de ser indeferida, de vez que nos termos do art.2º, §1º,c da Lei nº.8849/94, em tal hipótese, a tributação é definitiva, não havendo pagamento indevido de tributo ou a maior.
Recurso improvido.
Numero da decisão: 2802-001.866
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator.
(assinado digitalmente)
Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente.
(assinado digitalmente)
Carlos André Ribas de Mello - Relator.
EDITADO EM: 18/12/2012
Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros.
Nome do relator: CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO
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ementa_s : Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Física - IRPF Exercício: 1995, 1996 Ementa: IRRF SOBRE DIVIDENDOS RECEBIDOS POR PESSOA JURÍDICA CALCULADOS SOBRE RESULTADOS APURADOS NOS ANOS-CALENDÁRIO 1994 E 1995 - PEDIDO DE RESTITUIÇÃO POR IMPOSSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO PREVISTA NO ART.2º, §1º, b, DA LEI Nº.8849/94 - IMPOSSIBILIDADE - TRIBUTAÇÃO DEFINITIVA, NOS TERMOS DA ALÍNEA c DO MESMO DISPOSITIVO LEGAL Requerida a restituição de IRRF sobre dividendos recebidos por pessoa jurídica, calculados sobre resultados apurados nos anos-calendário 1994 e 1995, em razão de não ter a referida pessoa jurídica distribuído lucros, dividendos, bonificações ou outros interesses de forma a poder beneficiar-se da compensação prevista na Lei nº.8849/94, art.2º, §1º, b, e de o artigo 10 da Lei nº 9.249/1995 ter isentado do imposto de renda na fonte e na declaração a distribuição dos lucros e dividendos apurados em balanços levantados a partir de 1996, não sendo possível tal compensação a partir de então, é de ser indeferida, de vez que nos termos do art.2º, §1º,c da Lei nº.8849/94, em tal hipótese, a tributação é definitiva, não havendo pagamento indevido de tributo ou a maior. Recurso improvido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso - Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello - Relator. EDITADO EM: 18/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros.
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Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF Exercício: 1995, 1996 Ementa: IRRF SOBRE DIVIDENDOS RECEBIDOS POR PESSOA JURÍDICA CALCULADOS SOBRE RESULTADOS APURADOS NOS ANOS CALENDÁRIO 1994 E 1995 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO POR IMPOSSIBILIDADE DA COMPENSAÇÃO PREVISTA NO ART.2º, §1º, “b”, DA LEI Nº.8849/94 IMPOSSIBILIDADE TRIBUTAÇÃO DEFINITIVA, NOS TERMOS DA ALÍNEA “c” DO MESMO DISPOSITIVO LEGAL Requerida a restituição de IRRF sobre dividendos recebidos por pessoa jurídica, calculados sobre resultados apurados nos anoscalendário 1994 e 1995, em razão de não ter a referida pessoa jurídica distribuído lucros, dividendos, bonificações ou outros interesses de forma a poder beneficiarse da compensação prevista na Lei nº.8849/94, art.2º, §1º, “b”, e de o artigo 10 da Lei nº 9.249/1995 ter isentado do imposto de renda na fonte e na declaração a distribuição dos lucros e dividendos apurados em balanços levantados a partir de 1996, não sendo possível tal compensação a partir de então, é de ser indeferida, de vez que nos termos do art.2º, §1º,”c” da Lei nº.8849/94, em tal hipótese, a tributação é definitiva, não havendo pagamento indevido de tributo ou a maior. Recurso improvido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NEGAR PROVIMENTO ao recurso nos termos do voto do relator. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 13 80 7. 01 34 00 /9 9- 28 Fl. 253DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 2 (assinado digitalmente) Jorge Cláudio Duarte Cardoso Presidente. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello Relator. EDITADO EM: 18/12/2012 Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Carlos André Ribas de Mello (Relator), Jorge Claudio Duarte Cardoso (Presidente), German Alejandro San Martin Fernandez, Jaci de Assis Junior, Dayse Fernandes Leite, Sidney Ferro Barros. Relatório Carlos André Ribas de Mello, Relator. Trata o presente processo de Pedido de Restituição (fls. 01 e ss.) de imposto de renda retido na fonte sobre dividendos recebidos pelo contribuinte no período de 1994 a 1998, sobre lucros apurados nos anoscalendário de 1994 e 1995. Por meio de Despacho Decisório (fls. 89 a 95) a Divisão de Orientação e Análise Tributária (DIORT) da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária em São Paulo indeferiu o pedido de restituição constante do processo. O referido Despacho Decisório está assim ementado: “PEDIDO DE RESTITUIÇÃO. IRPF SOBRE DIVIDENDOS. A restituição de IRPJ condicionase à demonstração da existência e da liquidez do direito, o que inclui sua correta apuração e comprovação dos pagamentos em montante superior ao efetivamente devido nos termos da legislação pertinente. Ausentes os documentos e condições comprobatórias hábeis para certificar a restituição de IRPJ, indeferese o pedido.” Fundamentouse a decisão nos seguintes argumentos: que é indispensável, nos termos do art.6º da IN SRF nº.21/1997, a prova de pagamento ou recolhimento indevido do tributo cuja restituição se requer, cabendo o ônus ao requerente; que a Lei nº.8849/94, em seu art.2º, estabeleceu ser devido IRRF, à alíquota de 15%, sobre distribuição de dividendos por pessoas jurídicas, imposto que, com a redação dada ao dispositivo pela MP nº.423/94, veio a ser considerado compensável com o imposto de renda devido pela pessoa jurídica beneficiária dos dividendos retromencionados, incidente sobre a distribuição pela própria de lucros, dividendos, bonificações e outros interesses; que as normas em comento não previram a possibilidade de compensação do imposto de que ora se trata com outro tributo qualquer, mas apenas sua compensação nas hipóteses expressamente previstas; que apenas com o advento da Fl. 254DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 13807.013400/9928 Acórdão n.º 2802001.866 S2TE02 Fl. 231 3 Lei nº.9249/95, cuja incidência não se cogita de verificarse no caso em tela, em razão do tempo dos fatos de que se aqui trata, os lucros ou dividendos calculados sobre resultados apurados a partir de janeiro de 1996, pagos ou creditados por pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, passaram a não sofrer incidência do IRRF, bem como foram excluídos da base de cálculo do IR do beneficiário; a IN SRF nº.12/1999, previu em seu art.2º que “o valor do imposto de renda retido na fonte sobre lucros e dividendos recebidos pela pessoa jurídica, relativos aos períodos de apuração encerrados em 1994 e 1995, que a beneficiária não puder compensar em virtude da inexistência, em sua escrituração contábil, de saldo lucros sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte quando distribuídos, poderá ser compensado com o imposto que esta retiver na distribuição, a seus sócios ou acionistas, de bonificações em dinheiro e outros interesses, inclusive com o retido sobre os valores pagos ou creditados a título de juros remuneratórios do capital próprio”; que não se pode confundir data de retenção do imposto com período de competência do lucro e, assim sendo, um dividendo recebido a partir do ano calendário 1998 pode decorrer de lucro apurado em anos anteriores, não cabendo a restituição; que não há prova nos autos de que os supostos dividendos seriam decorrentes de resultados apurados a partir do ano de 1996, hipótese em que caberia a isenção; que a requerente afirma tratarse de dividendos recebidos de 1994 a 1998, porém todos calculados sobre lucros apurados em 1994 e 1995; que em razão da deficiência da prova, não se pode concluir se se trata de proventos apurados sobre resultados apurados em 1994 e 1995, caso em que somente seria cabível a compensação do IRRF respectivo com o imposto de renda que a pessoa jurídica tivesse que recolher sobre distribuição de dividentos, lucros, bonificações e outros interesses, efetuada pela própria, ou ainda nas hipóteses previstas na IN SRF nº.12/99; que o MAFON 1996 esclarece que fora da hipótese de compensação prevista na Lei nº.8849/1994, o regime de tributação de dividendos é definitivo; que indefere o requerimento, à vista de toda a fundamentação supra. O referido Despacho Decisório foi proferido após decisão judicial (fls. 80/86) proferida pela 14ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de São Paulo nos autos no Mandado de Segurança nº 2007.61.00.0110470, através do qual requereu o Contribuinte e outros (fls. 80): “Que a autoridade coatora proceda à imediata restituição dos valores objeto dos pedidos de restituição nºs 13807.013570/99 58, 13807.013569/9979, 13807.013400/9928 e 13807.013401/9991” Em caráter alternativo, requereu e teve atendida a tutela jurisdicional liminar para que (fls. 80 e 95): “A autoridade coatora aprecie os pedidos formulados, no prazo de 30 (trinta) dias, conforme determinado no art. 49, da Lei nº 9.784/99”. Cientificada do Despacho Decisório (fl. 96v), a contribuinte apresentou tempestivamente manifestação de inconformidade (fls. 117 a 126), alegando, em síntese, o seguinte: · que durante o período compreendido entre os anos de 1994 e 1998, a requerente recebeu dividendos em razão de diversas participações societárias de que era titular, relativos a lucros apurados nos anos calendário de 1994 e 1995, os quais se sujeitaram à incidência do Fl. 255DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 4 IRRF à alíquota de 15 por cento, e que referida retenção resultou em antecipação, compensável com o imposto que a requerente tivesse que recolher sobre a distribuição de seus próprios lucros; · que a requerente não distribuiu lucros tributáveis pelo IRRF desde então, impossibilitando a compensação admitida pela lei, e que a norma superveniente contemplada no artigo 10 da Lei nº 9.249/1995 isentou do imposto de renda na fonte e na declaração a distribuição dos lucros e dividendos apurados em balanços levantados a partir de 1996, não restando à requerente outra alternativa senão a apresentação de pedido de restituição para que pudesse reaver os valores cuja compensação tornouse inviável; · que no entender do Ilustre Julgador, como o legislador estabeleceu tão somente a possibilidade de compensação, sem mencionar a possibilidade de restituição, o contribuinte que antecipou o imposto por força da retenção na fonte, nos termos do artigo 655 do RIR/1999, deverá se conformar em ver frustrado o seu direito de crédito contra o Fisco, por não lhe ser possível o exercício do direito à compensação; · que a compensação nada mais é do que uma espécie de gênero restituição, de modo que tanto uma quanto a outra podem ser utilizada pelo contribuinte para recuperar os créditos de que é titular; · que tendo o artigo 656 do RIR/1999 atribuído às retenções em questão a natureza jurídica de antecipação do imposto devido surge para o contribuinte, em não havendo imposto a pagar por oportunidade do ajuste, o direito à repetição do indébito, que pode ocorrer em qualquer uma das espécies, quais sejam, a compensação ou a restituição em espécie; · que não é porque a norma faz menção apenas ao termo compensação que o contribuinte, impossibilitado de instrumentalizála, deverá ficar de mãos atadas sem poder obter de volta, pela via de restituição propriamente dita o crédito que possui contra o Fisco; · que não há que se falar na possibilidade de haver a restituição do imposto antecipado pela requerente por falta de outra alternativa legal, eis que tanto os institutos da restituição como a da compensação podem ser utilizados pelo contribuinte para recuperar seus créditos junto ao Fisco, inclusive nos casos de antecipação, em que, por oportunidade do ajuste, se apura a existência de saldo negativo, é dizer, a compensação não pode ser uma imposição para o contribuinte; · que o artigo 165, I do CTN garante ao contribuinte, sem qualquer ressalva, a restituição de tributo pago a maior, caracterizado, in casu, em razão da antecipação não ter sido suficientemente absorvida por oportunidade do ajuste, restando um saldo de imposto pago a maior em favor do contribuinte, desse modo, o entendimento esposado pelo r. despacho decisório constitui flagrante violação ao aludido dispositivo legal, ao restringir a devolução dos valores antecipados apenas à via compensatória; Fl. 256DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 13807.013400/9928 Acórdão n.º 2802001.866 S2TE02 Fl. 232 5 · que é inquestionável o direito a restituição aqui pleiteada, seja na modalidade compensação ou restituição propriamente dita, e a procedência da referida premissa foi explicitamente reconhecida pela própria Receita Federal, por oportunidade da edição do Ato Declaratório Normativo Cosit nº 31 de 27/10/1999 e do artigo 5º da Instrução Normativa SRF nº 600 de 28/12/2005; · que o despacho decisório impugnado pressupõe que, para se valer a hipótese prevista no artigo 656 do RIR/99, o contribuinte seja obrigado a apurar e distribuir lucros, em outras palavras, se o contribuinte não distribuir lucros o julgador sugere que a antecipação feita quando da retenção do imposto tornase definitiva; · que não é possível obrigar o contribuinte a adotar determinado comportamento (distribuir lucro) para recuperar crédito de sua titularidade e que considerar definitiva a antecipação feita pelo contribuinte apenas pelo fato de não ter ele condições jurídicas de promover a compensação, quando, por exemplo, apura prejuízo, significa proporcionar ao Fisco enriquecimento indevido; · que o artigo 10 da Lei nº 9.249/1995 isentou do imposto de renda na fonte e na declaração a distribuição dos lucros e dividendos apurados em balanços levantados a partir de 1996, assim, desde então a requerente está obrigada de recolher o imposto cuja compensação é deferida pelo artigo 656 do RIR/1999, motivo pelo qual não há como reaver aquilo que foi antecipado senão mediante a apresentação de pedido de restituição perante a Secretaria da Receita Federal, já que a compensação tornouse inviável; · que, caso não se pudesse apresentar pedido de restituição, como afirma o despacho decisório, deverseia aceitar a absurda realidade de que o artigo 656, II do RIR/1999, que autoriza a compensação das antecipações feitas a titulo de IRRF com o próprio imposto, encerra em si disposição inócua ou de aplicação pratica impossível, isso porque, como em razão da isenção instituída pela Lei nº 9.249/1995 não há imposto de renda a ser retido sobre distribuição dos lucros e dividendos apurados em balanços levantados a partir de 1996, aquilo que anteriormente fora antecipado pelo próprio contribuinte, em razão de tenção de IR determinada pelo artigo 655 do RIR/1999, em não podendo ser compensado, pois nada há a recolher, simplesmente tornase definitivo em favor do Fisco, ou seja, nunca será devolvido ao contribuinte; · que a interpretação literal da norma contida no artigo 656, II, do RIR/1999, ao apenas mencionar a possibilidade de compensação, restou superada com o advento da isenção concedida pela Lei nº 9.249/1995, sendo imperiosa a interpretação sistemática do dispositivo, de modo a possibilitar também a restituição propriamente dita; Fl. 257DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO 6 · que, em pedidos semelhantes ao presente, a Delegacia da Receita Federal do Brasil proferiu decisão por meio da qual deferiu a restituição pleiteada. Em julgamento, a 3ª Turma da DRJ/SPI, em sessão realizada no dia 21/02/2008, por unanimidade, indeferiu o requerimento, aos fundamentos de que a hipótese prevista no artigo 165, I, do CTN, que prevê a restituição de tributo indevido ou a maior, não tem aplicação ao caso concreto; que a Lei nº.8849/94, na redação anterior à MP 423/94, dispunha que a tributação de que ora se trata era exclusiva na fonte e, na redação posterior à referida MP, passou a dispor que afora os casos em que a compensação é admitida pela própria Lei nº.8849, o imposto era definitivo, em qualquer dos casos, imposto legalmente devido e não indevido ou pago a maior, sendo, portanto, incabível tanto a restituição como a compensação. Cientificado da supramencionada decisão, conforme fl.171v, o contribuinte interpôs tempestivamente o recurso voluntário de fl. 172, atacando a decisão exarada pela DRJ, repisando os argumentos esgrimidos em sua impugnação. É o relatório. Voto Conselheiro Carlos André Ribas de Mello, Relator. Em sede preliminar, o recurso deve ser conhecido, por tempestivo, naquilo que constitui seu objeto, qual seja, a restituição requerida nos presentes autos. Tenho que, malgrado os argumentos expendidos pela DIORT/DRF de Administração Tributária de São Paulo na decisão que indeferiu o pedido de que aqui se trata, quanto ao ônus da prova e à matéria de fato, a controvérsia se resolve por argumentos exclusivamente de direito, integral razão assistindo à d.DRJ nos argumentos lançados na decisão de fls.162 e ss. Ora, se a Lei nº.8849/94, na redação anterior à MP 423/94, dispunha que a tributação de que ora se trata era exclusiva na fonte e, na redação posterior à referida MP, passou a dispor que afora os casos em que a compensação é admitida pela própria Lei nº.8849, o imposto era definitivo, não há que se falar em tributação indevida ou a maior. Transcrevo, para melhor compreensão, o art.2º da referida lei, em ambas as redações que teve, antes de depois da citada medida provisória: “Art. 2º Os dividendos, bonificações em dinheiro, lucros e outros interesses, quando pagos ou creditados a pessoas físicas ou jurídicas, residentes ou domiciliadas no País, estão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte à alíquota de quinze por cento. § 1º O imposto descontado na forma deste artigo será considerado exclusivo na fonte qualquer que seja o beneficiário. (Redação anterior à MP 423/94.) § 1º O imposto descontado na forma deste artigo será (Redação instituída pela MP 423/94): Fl. 258DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO Processo nº 13807.013400/9928 Acórdão n.º 2802001.866 S2TE02 Fl. 233 7 a) deduzido do imposto devido na declaração de ajuste anual do beneficiário pessoa física, assegurada a opção pela tributação exclusiva; b) considerado como antecipação, sujeita a correção monetária, compensável com o imposto de renda que a pessoa jurídica beneficiária, tributada com base no lucro real, tiver de recolher relativo à distribuição de dividendos, bonificações em dinheiro, lucros e outros interesses; c) definitivo, nos demais casos.” Assim, vêse que, considerandose qualquer das redações que teve o dispositivo supra, ou a tributação na fonte dos dividendos de que ora se trata foi considerada exclusiva na fonte (redação anterior à MP 423), ou era considerada definitiva, sempre que não ocorressem as hipóteses da alíneas “a” ou “b”, do §1º, do art.2º da lei em comento, precisamente o que acontece nos presentes autos. Após a MP 423, a Lei nº.8849 não previa um direito incontrastável de compensação ou restituição do tributo de que trata seu art.2º, mas apenas a hipótese de que, na eventualidade de ser devido imposto de renda pela pessoa jurídica beneficiária dos dividendos, relativo à distribuição de dividendos, bonificações em dinheiro, lucros e outros interesses efetuada pela própria, o imposto retido na fonte sobre dividendos recebidos por esta pessoa jurídica seria compensável com este tributo. Porém, não ocorrendo tal fato, a tributação seria havida por definitiva, nada havendo a restituir ou compensar. Isto posto, nego provimento ao recurso. É como voto. (assinado digitalmente) Carlos André Ribas de Mello. Fl. 259DF CARF MF Impresso em 20/12/2012 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 18/12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 18/ 12/2012 por CARLOS ANDRE RIBAS DE MELLO, Assinado digitalmente em 19/12/2012 por JORGE CLAUDIO DUART E CARDOSO
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Numero do processo: 13819.000494/2002-20
Data da sessão: Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2009
Data da publicação: Mon Sep 28 00:00:00 UTC 2009
Ementa: PERC. REGULARIDADE FISCAL. COMPROVAÇÃO. Para fins
de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos
Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade
fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de
Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo
incentivo, admitindo-se a prova da quitação em qualquer
momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº
70.235/72.
Numero da decisão: 1402-000.046
Decisão: Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar
provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro real (exceto.omissão receitas pres.legal)
Nome do relator: Carlos Pelá
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REGULARIDADE FISCAL. COMPROVAÇÃO. Para fins de deferimento do Pedido de Revisão de Ordem de Incentivos Fiscais (PERC), a exigência de comprovação de regularidade fiscal deve se ater ao período a que se referir a Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica na qual se deu a opção pelo incentivo, admitindose a prova da quitação em qualquer momento do processo administrativo, nos termos do Decreto nº 70.235/72. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso voluntário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. (assinado digitalmente) Albertina Silva Santos de Lima Presidente (assinado digitalmente) Carlos Pelá – Relator Participaram da sessão de julgamento os conselheiros: Albertina Silva Santos de Lima, Ester Marques Lins de Souza, Carlos Pelá, Ana de Barros Fernandes, Carlos Alberto Gonçalves Nunes e Leonardo Henrique Magalhães de Oliveira. Relatório Fl. 1DF CARF MF Impresso em 08/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 02/02/2012 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13819.000494/200220 Acórdão n.º 140200.046 S1C4T2 Fl. 2 2 Tratase de recurso voluntário interposto contra decisão que indeferiu Pedido de Revisão de Ordem de Emissão de Incentivos Fiscais – PERC, relacionada ao exercício de 1996, anocalendário 1995. Por intimação datada de 23/11/1999, a contribuinte foi intimada a regularizar pendências constatadas, naquela ocasião, pela Delegacia da Receita Federal em São Bernardo do Campo. Não consta no processo que a contribuinte tenha respondido à intimação de alguma forma. À falta de manifestação da contribuinte, o pedido foi analisado em 07/11/2002 e indeferido ante à falta de comprovação da regularidade fiscal solicitada. Contra o indeferimento, a contribuinte apresentou, tempestivamente, manifestação de inconformidade, alegando que na ocasião em que apresentou o pedido de revisão, o instruiu com a documentação necessária. Tal documentação não consta dos autos. Requer também a juntada de CND’s com a manifestação de inconformidade, documentos que alega anexos à peça, mas que também não constam dos autos. Requer a análise dos documentos juntados e o deferimento do PERC. A manifestação de inconformidade foi julgada pela DRJ/Campinas, que houve por bem indeferila, uma vez que não fora, segunda a autoridade julgadora, comprovada a regularidade fiscal à época do pleito. Com efeito, entendeu a DRJ recorrida que a contribuinte não podia optar pelo incentivo fiscal uma vez que constavam débitos em aberto em seu nome, o que impediria, nos termos do artigo 60 da Lei 9.069/1995 e do parecer COSIT nº 31, de 28 de setembro de 2001, segundo o qual o limite temporal que se deve abranger na verificação da regularidade fiscal é aquele que se estende até a época da formulação do pedido do benefício. Não obstante a alegação de que os documentos foram apresentados, constata a DRJ que nenhum papel foi acostado aos autos, de modo que a comprovação de fato não foi feita. Indefere a manifestação em razão da falta de prova de regularidade fiscal. Inconformada, a contribuinte apresenta recurso voluntário para sustentar que o artigo 60 da Lei 9.069/1995 é inaplicável, uma vez que ele, ao condicionar o reconhecimento de incentivo ou benefício fiscal à comprovação da regularidade fiscal não se aplica ao caso em exame, uma vez que o incentivo fiscal a que se refere o artigo mencionado é só aquele que beneficie diretamente o contribuinte, que não é o caso do PERC. Alega que não existe, no caso destes autos, benefício , isenção ou vantagem concedida diretamente ao contribuinte. Por conseguinte, também não seria aplicável ao caso o parecer COSIT nº 31/2001. Em síntese, alega que a opção em destinar parcela do imposto de renda recolhido em fundos de desenvolvimento não é um incentivo ou benefício fiscal concedido diretamente ao contribuinte. Alega também, invocando o artigo 199 do CTN , que o processo deve ser impulsionado de ofício pela autoridade administrativa, de modo que o contribuinte não poderia ser apenado pela falta de promoção de atos de seu interesse. Alega também que a autoridade possuía meios de aferir a regularidade fiscal do contribuinte quando da opção pelo incentivo fiscal ao FINAM e que não poderia exigir isso do contribuinte. Após o protocolo do recurso voluntário, a contribuinte, em petição isolada, traz à colação cópias das CNDs vigentes em diferentes períodos, mas posteriores à opção feita. Fl. 2DF CARF MF Impresso em 08/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 02/02/2012 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13819.000494/200220 Acórdão n.º 140200.046 S1C4T2 Fl. 3 3 Voto Conselheiro Carlos Pelá, Relator Conheço do recurso voluntário por estarem presentes os requisitos de admissibilidade. A Recorrente apresentou regularmente sua opção pela destinação de parte do imposto de renda da pessoa jurídica para o FINAM no exercício de 1996, anocalendário 1995, que restou indeferida pela existência de débitos em nome da contribuinte no momento da análise do Pedido de Revisão. A contribuinte apresentou pedido de revisão de incentivos fiscais, também indeferida em razão da existência de débitos em seu nome. A contribuinte apresentou manifestação de inconformidade, novamente rejeitada, que foi objeto de recurso voluntário que ora examinamos. Na sua decisão, a autoridade administrativa fundamenta a negativa de destinação dos incentivos fiscais por ter constatado que em nome da contribuinte existiam débitos não quitados, hipótese que incidia na previsão do artigo 60 da lei 9.069/95, que dispõe: Art. 60. A concessão ou reconhecimento de qualquer incentivo ou benefício fiscal, relativos a tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, fica condicionada à comprovação pelo contribuinte, pessoa física ou jurídica, da quitação de tributos e contribuições federais. Entendeu a autoridade administrativa que não fora feita a comprovação porque, nos sistemas da Receita Federal, consultados no dia em que o pedido foi analisado, havia débitos pendentes de regularização. Constatada a irregularidade fiscal, a autoridade aplicou a orientação contida no Parecer COSIT nº 31/2001, que dispõe: “6. Diante das informações mencionadas, fica clara a comprovação de que a empresa apresentava débitos tributários à época do pedido de isenção; que a legislação pertinente condiciona o reconhecimento do benefício fiscal á comprovação da regularidade fiscal pelo contribuinte (o que, portanto, não ocorreu) e que a interpretação da legislação, nesse sentido, deve ser literal”. O processo está mal instruído e, até certo ponto, tumultuado. Com efeito, mencionase a juntada de documentos junto ao Pedido de Revisão e à própria manifestação de inconformidade, mas nenhum documento foi acostado aos autos. Únicos documentos com prova de regularidade fiscal foram juntados ao processo após o protocolo do recurso voluntário. Fl. 3DF CARF MF Impresso em 08/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 02/02/2012 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13819.000494/200220 Acórdão n.º 140200.046 S1C4T2 Fl. 4 4 Sou da posição de que ao contribuinte basta comprovar, em qualquer fase do processo, que possuía CDNs válidas e vigentes para que seu pleito pudesse ser atendido. Temos visto abusos por parte da Receita Federal, que analisa os pedidos dos contribuintes sempre sob a égide de alguma pendência pontual, sem considerar a comprovação via CND. O crédito tributário goza de uma série de prerrogativas, desde a presunção de liquidez e certeza, passando pelo tratamento diferenciado no momento da sua cobrança, até as exigências de comprovação de regularidade fiscal para a prática de vários atos de interesse do contribuinte. Contudo, os princípios que regem a atividade administrativa exigem que as prerrogativas de defesa do crédito tributário sejam utilizadas objetivamente, de acordo a legislação de regência. No caso da comprovação de quitação de tributos e contribuições federais, não pode a autoridade administrativa eleger qual o melhor dia e horário para verificar a regularidade fiscal. O artigo 205 do Código Tributário Nacional determina como a comprovação deve ser feita: Art. 205. A lei poderá exigir que a prova da quitação de determinado tributo, quando exigível, seja feita por certidão negativa, expedida à vista de requerimento do interessado, que contenha todas as informações necessárias à identificação de sua pessoa, domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade e indique o período a que se refere o pedido. O artigo 877 do Decreto 3000/99 (Regulamento do Imposto de Renda) reproduz a legislação complementar ao artigo 205, nos seguintes termos; Art.877.A prova de quitação será feita por meio de certidão emitida, no âmbito de suas atribuições, pela Secretaria da Receita Federal ou pela ProcuradoriaGeral da Fazenda Nacional (Lei nº 7.711, de 22 de dezembro de 1988, art. 1º, §3º). §1ºA certidão será eficaz, dentro do seu prazo de validade e para o fim a que se destina, perante qualquer órgão ou entidade da Administração Federal, Estadual e Municipal, direta ou indireta (DecretoLei nº 1.715, de 22 de novembro de 1979, art. 1º, §2º). §2ºTem os mesmos efeitos previstos neste artigo a certidão de que conste a existência de créditos não vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa (Lei nº 5.172, de 1966, art. 206). §3º.................. A Lei 9.069/95 exige que o reconhecimento de incentivos fiscais seja feito mediante comprovação de quitação de tributos federais sem, por evidente, repetir de que forma a comprovação deveria ser feita, uma vez que a forma de comprovação já estava determinada pela legislação vigente à época da sua edição. Esta, por sua vez, determina que a comprovação seja feita mediante certidão, eficaz perante qualquer órgão da administração. Fl. 4DF CARF MF Impresso em 08/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 02/02/2012 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA Processo nº 13819.000494/200220 Acórdão n.º 140200.046 S1C4T2 Fl. 5 5 Neste contexto, à autoridade que analisou o pedido caberia verificar, se em algum momento do processo, o contribuinte era possuidor da prova de regularidade fiscal – CND – válida e vigente. Não o fez.Ao contribuinte caberia fazer prova, em qualquer momento do processo, de que possuía tais documentos. Também não o fez, a não ser após o protocolo do recurso voluntário. Assim, pelo princípio da verdade material, é de se acolher os documentos juntados, tomandoos como verdadeiros e suficientes para demonstrar que, durante o curso do processo, o contribuinte esteve regular perante a administração e por isso seu pedido deveria ter sido acatado. Por esses fundamentos, voto por conhecer o recurso voluntário interposto e darlhe provimento. (assinado digitalmente) Carlos Pelá Fl. 5DF CARF MF Impresso em 08/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA - VERSO EM BRANCO CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 02/02/2012 por CARLOS PELA, Assinado digitalmente em 02/02/2012 por CARL OS PELA, Assinado digitalmente em 08/02/2012 por ALBERTINA SILVA SANTOS DE LIMA
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Numero do processo: 15504.001022/2007-78
Data da sessão: Tue Jun 19 00:00:00 UTC 2012
Data da publicação: Wed Feb 06 00:00:00 UTC 2013
Ementa: Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias
Período de apuração: 01/08/1995 a 31/01/1998
PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. Nos termos do art. 33 do Decreto 70.235/72, o prazo para interposição do recurso voluntário é de 30 (trinta) dias contados da data da assinatura do aviso de recebimento da intimação do acórdão de primeira instância.
Recurso Voluntário Não Conhecido.
Numero da decisão: 2402-002.773
Decisão: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade.
Julio César Vieira Gomes - Presidente
Igor Araújo Soares - Relator
Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Igor Araújo Soares, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
Nome do relator: IGOR ARAUJO SOARES
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ementa_s : Assunto: Contribuições Sociais Previdenciárias Período de apuração: 01/08/1995 a 31/01/1998 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. Nos termos do art. 33 do Decreto 70.235/72, o prazo para interposição do recurso voluntário é de 30 (trinta) dias contados da data da assinatura do aviso de recebimento da intimação do acórdão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido.
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decisao_txt : Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Julio César Vieira Gomes - Presidente Igor Araújo Soares - Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Igor Araújo Soares, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues.
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conteudo_txt : Metadados => pdf:unmappedUnicodeCharsPerPage: 0; pdf:PDFVersion: 1.4; X-Parsed-By: org.apache.tika.parser.DefaultParser; access_permission:modify_annotations: true; access_permission:can_print_degraded: true; access_permission:extract_for_accessibility: true; access_permission:assemble_document: true; xmpTPg:NPages: 6; dc:format: application/pdf; version=1.4; pdf:charsPerPage: 1639; access_permission:extract_content: true; access_permission:can_print: true; access_permission:fill_in_form: true; pdf:encrypted: true; access_permission:can_modify: true; Content-Type: application/pdf | Conteúdo => S2C4T2 Fl. 369 1 368 S2C4T2 MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS SEGUNDA SEÇÃO DE JULGAMENTO Processo nº 15504.001022/200778 Recurso nº Voluntário Acórdão nº 2402002.773 – 4ª Câmara / 2ª Turma Ordinária Sessão de 19 de junho de 2012 Matéria CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS Recorrente USINAS USINA SIDERÚRGICAS DE MG SA Recorrida FAZENDA NACIONAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Período de apuração: 01/08/1995 a 31/01/1998 PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL. RECURSO VOLUNTÁRIO. INTEMPESTIVIDADE. Nos termos do art. 33 do Decreto 70.235/72, o prazo para interposição do recurso voluntário é de 30 (trinta) dias contados da data da assinatura do aviso de recebimento da intimação do acórdão de primeira instância. Recurso Voluntário Não Conhecido. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em não conhecer do recurso por intempestividade. Julio César Vieira Gomes Presidente Igor Araújo Soares Relator Participaram do presente julgamento os conselheiros: Julio César Vieira Gomes, Thiago Taborda Simões, Ana Maria Bandeira, Igor Araújo Soares, Ronaldo de Lima Macedo, Nereu Miguel Ribeiro Domingues. AC ÓR DÃ O GE RA DO N O PG D- CA RF P RO CE SS O 15 50 4. 00 10 22 /2 00 7- 78 Fl. 374DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 2 Relatório Tratase de recurso voluntário interposto por USINAS SIDERÚRGICAS MINAS GERAIS S/A USIMINAS em face do acórdão de fls. 255/264 que manteve a integralidade da NFLD n° 35.535.8824 lavrada para a cobrança das contribuições destinadas à Seguridade Social relativas aos segurados empregados e à parte patronal, inclusive a reservada ao financiamento da complementação das prestações por acidente de trabalho — SAT (para competências até 06/1997) e financiamento dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho para competências a partir de 07/1997, incidentes sobre as remunerações dos segurados empregados da empresa prestadora de serviços contratadas pela notificada. O período apurado compreende as competências, 08/1995 a 12/1998, tendo sido o contribuinte cientificado em 26/12/2002 (fls. 01) Consta do relatório fiscal que se aplica sobre a relação jurídica entre a contratante/tomadora de serviços, ora recorrente, e a empresa contratada/prestadora de serviços, RN Serviços Temporários em Marketing Ltda, o instituto da solidariedade pois os serviços foram executados mediante cessão de mãodeobra, de acordo com o art. 31 da Lei 8.212/91. Foram solicitados à recorrente, mediante TIAD, emitido em 21/06/2002 e reiterado em 03/07/2002 e 24/09/2002, a comprovação dos recolhimentos das contribuições previdenciárias, incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados incluída nas notas fiscais/faturas/recibos, correspondentes aos serviços executados exigíveis da seguinte forma: a) Contratos e Notas Fiscais de Serviço; b) Cópia das Folhas de Pagamento correspondentes aos serviços executados com as respectivas GRPS/GPS relativas ao recolhimento das contribuições incidentes sobre a remuneração dos segurados empregados, vinculada às notas fiscais de serviços/faturas/recibos, correspondentes aos serviços executados mediante cessão de mãodeobra especificas para o tomador de serviços ou devidamente vinculadas às Notas Fiscais de Serviços, faturas ou recibos e preenchidas conforme estabelecido em atos normativos vigentes. c) cópias das guias de recolhimento (GRPS/GPS) quitadas com recolhimento englobado no CGC/CNPJ da empreiteira/subempreiteira, para os serviços prestados por empresas que exerçam atividades identificadas pelo INSS como não sujeitas à exigibilidade da guia de recolhimento específica. d) Guias de Recolhimento do FGTS e Informação a Previdência Social GFIP Segundo o agente fiscalizador, a recorrente não apresentou os documentos mencionados, desta forma não evidenciou o respectivo recolhimento de contribuição para a Seguridade Social sobre os serviços executados. Fl. 375DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 15504.001022/200778 Acórdão n.º 2402002.773 S2C4T2 Fl. 370 3 Ante o exposto, o débito foi lançado por arbitramento, disciplinado pelo § 3º do Art. 33 da Lei n.° 8.212/91. Os valores correspondentes à mãodeobra a incidir sobre os valores dos serviços prestados foram apurados conforme Instrução Normativa n.° 70, de 10 de maio de 2002, aplicandose sobre os valores das notas fiscais/fatura/recibo, os percentuais descritos nos arts. 63 a 68 desta IN. A recorrente ofereceu impugnação total e tempestiva alegando, primeiramente, não ter vínculo com os fatos geradores da contribuição previdenciária pretendida, de acordo com o art. 121, I e II e art. 128, ambos do CTN. Ressaltou, a partir de entendimento do TST (orientação jurisprudencial n.° 191, de 08.11.2000), como mera "dona de obra" a ela não podia ser atribuída qualquer responsabilidade solidária ou subsidiária pelas obrigações trabalhistas da empresa prestadora de serviços contratada. Concluiu que por ser ausente de responsabilidade trabalhista afastou a responsabilidade previdenciária, uma vez que esta decorre justamente daquela e que um eventual vínculo empregatício seria o elemento capaz de obrigar a tomadora aos fatos geradores acionados pela prestadora. Alegou não bastar apenas o exposto no art. 31 da Lei 8.212/91, seria necessária a existência de vínculo entre o terceiro e o fato gerador da obrigação. Para corroborar a sua tese reproduz trecho do Parecer n° 1.710/99 da Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência Social, aprovado pelo Ministro da Previdência o qual afirma que um contribuinte não pode ter acesso às escritas contábeis/arquivos empresarias alheios para reunir os comprovantes de recolhimentos exigidos pela fiscalização. A recorrente observou, em sua impugnação, que ao ser chamada a pagar sem a comprovação de que a obrigada principal deixou de recolher acarretaria uma ocorrência bis in idem. Completa afirmando que a ausência de exibição de documento comprobatório pela recorrente não atesta, necessariamente, que a empresa contratada deixou de pagar. Traz à colação uma série de jurisprudência sobre o assunto e requer a aplicação do Decreto 2.346/97 que prevê que as decisões dos Tribunais Superiores sejam fixadas uniformemente pela Administração Publica Federal. Afirma que o INSS deve primeiro comprovar o não recolhimento pelo obrigado principal, para, num segundo momento buscar o ressarcimento pela contratante, de acordo com a mesma, esse procedimento funcionaria como "garante", nos termos de um dos acórdãos transcritos na defesa. Requereu diligencia junto às prestadoras para apurar a atividade preponderante por elas realizada permitindo o correto enquadramento no SAT; A recorrente alegou ser a NFLD nula por impossibilidade de arbitramento quando da existência de escrita regular, com base no § 6º do art. 33 da Lei 8.212/91 e itens 7.0 e 7.1 da Ordem de Serviço n° 83/93 e item 11 da O S nº 175 por julgar não ser admitido o recurso da aferição indireta do débito previdenciário quando a empresa prestadora possui Fl. 376DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 4 contabilidade regular e não há qualquer indício de que a remuneração apresentada não reflete a realidade. A regra seria de aferição direta na empresa prestadora de serviços, a partir da contabilidade, e que a fiscalização em nenhum momento recorreu à contabilidade das empresas prestadoras de serviço, partindo de equivocada presunção de irregularidade. Combatendo o mesmo Relatório Fiscal, a terceira via da Notificação foi encaminhada a empresa prestadora de serviços (RN Serviços Temporários em Marketing Ltda), que a recebeu em 28/02/2003 e, em 20/03/2003, impugnou o lançamento sob a alegação de já haverem sido recolhidas as contribuições exigidas e requereu trinta dias para a apresentação dos respectivos comprovantes de recolhimentos (fls. 85/86). Em 24/04/2003, a defendente apresentou a petição de fls. 95, requerendo a juntada das GRPS inclusas. Foi emitida a DecisãoNotificação n° 11.401.4/0547/2003, julgando procedente o lançamento fiscal, enviada aos contribuintes Usinas Siderúrgicas Minas Gerais S/A — USIMINAS e RN Serviços Temporários em Marketing Ltda, e devidamente recebida no destino em 17/02/2004 e 27/08/2004, respectivamente, consoante documentos de fls.114 e 223. Inconformada com a DecisãoNotificação nº 11.401.4/0547/2003, a notificada USIMINAS, ingressou com recurso voluntário, acostado às fls 125 a 216, acompanhado do depósito recursal, conforme guia às fls.216. Às fls.225/229, foram elaboradas as contrarrazões e encaminhado os autos ao Conselho de Recursos da Previdência Social — CRPS para julgamento do referido recurso. A RN Serviços Temporários em Marketing Ltda, conforme informação de fls.224, não apresentou recurso. De acordo com o documento de fls.230/233, os membros da Segunda Câmara de Julgamento do CRPS, por unanimidade acordaram em anular a DecisãoNotificação nº 11.401.4/0547/2003, para que fossem realizados procedimentos mínimos de auditoria fiscal objetivando certificarse do não adimplemento das contribuições previdenciárias, por parte do cedente de mãodeobra, RN Serviços Temporários em Marketing Ltda., certificandose da procedência de sua imputação ao responsável solidário. Conforme despacho de fls. 238, o processo foi encaminhado à fiscalização para cumprimento da diligência determinada pelo CRPS, tendo o auditor fiscal Mauricio Sasaki, matricula SIAPE 0.935.852, às fls.240 dos autos, prestado as seguintes informações: a) que a empresa RN Serviços Temporários em Marketing Lida, não foi localizada nos endereços Avenida Bosque da Saúde n° 1.586, CEP 04142.082 e Rua Jose Neves n°477 CEP 04650140; b) a empresa não atendeu a intimação feita pelo Edital/DRP/São Paulo/Sul n° 174/21.404.2/2006 (fls.241); c) foram lavrados NFLD nº 37.021.4960, por aferição com base na RAIS e no FGTS do sistema Cadastro Nacional de Informação Social — CNIS, descontados os valores recolhidos em Guias de Recolhimento para Previdência Social GRPS e deduzidos os valores aqui apurados contra a USIMINAS para a não ocorrência da cobrança em duplicidade d) Foram lavrados os AutosdeInfração nº 37.021.4978, pela não apresentação de documentos e 37.038.296 0 pela não comunicação de alteração de endereço. Fl. 377DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES Processo nº 15504.001022/200778 Acórdão n.º 2402002.773 S2C4T2 Fl. 371 5 Foi encaminhado à recorrente, cópia do referido Acórdão e da Informação Fiscal de fls. 240, concedendolhes o prazo de 10(dez) dias do recebimento para manifestarse a respeito da referida Informação Fiscal, considerando o contido no artigo 44 da Lei nº 9.784/99, lei que se aplica subsidiariamente à Legislação Previdenciária. A RN Serviços Temporários em Marketing Lida, intimada por Edital, não se manifestou quanto às referidas informações fiscais. Já a notificada Usiminas, às fls.249/250, apresentou as seguintes alegações, relatadas em síntese, como aditamento de sua defesa: a) que a apuração e o efetivo cumprimento do Acórdão proferido é de suma importância para a continuação do processo administrativo, evitando assim, que a empresa tomadora seja penalizada por uni débito eventualmente pago pela empresa prestadora/contratada; b) que a requerente procedeu investigação e constatou que a situação cadastral da empresa prestadora se encontra ativa, não possuindo contudo, nenhum lançamento em seu CNPJ. Sendo de Fácil constatação pelos órgãos de consulta, como Serasa e Secretária da Receita Federal; c) requereu a realização de nova diligência, solicitando da fiscalização devida auditoria fiscal na empresa RN Serviços Temporários e Marketing Lida, ou cru qualquer outra empresa que por ventura a tenha sucedido, com o intuito de constatar o efetivo recolhimento de contribuições previdenciárias a partir da análise da contabilidade da empresa em questão. Os autos foram encaminhados para a DRJ de Belo Horizonte, que por meio do acórdão de fls. 255 julgou procedente o lançamento. Fora então interposto novo recurso voluntário, através do qual sustenta a recorrente, o cerceamento de seu direito de defesa em razão de não ter sido comprovada a cessão de mãodeobra nos serviços tomados da empresa RN. Acrescenta que o fisco decaiu de seu direito de efetuar o lançamento do credito. Sustenta que os serviços prestados pela RN não estavam inclusos no rol dos serviços apontados por lei como nos quais é verificada a ocorrência da cessão de mão de obra. Defende que não fora considerado pela fiscalização o valor dos materiais empregados na prestação dos serviços. É o relatório. Fl. 378DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES 6 Voto Conselheiro Igor Araújo Soares, Relator CONHECIMENTO Conforme se depreende das fls. 268 dos autos, a recorrente fora intimada do v. acórdão recorrido na data de 25/06/2008 (quartafeira), de modo que o prazo recursal iniciouse em 26/06/2008 (quintafeira). Assim o prazo de 30 (trinta) dias para a interposição do presente recurso possuía como termo final a data de 25/07/2008 (sextafeira). Entretanto, conforme se verifica das fls. 272 dos autos, o protocolo da peça ocorreu somente em 01/08/2008. Por tais motivos, o recurvo voluntário é intempestivo. Ante todo o exposto, NÃO CONHEÇO DO RECURSO. É como voto. Igor Araújo Soares Fl. 379DF CARF MF Impresso em 06/02/2013 por RECEITA FEDERAL - PARA USO DO SISTEMA CÓ PI A Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001 Autenticado digitalmente em 14/12/2012 por SELMA RIBEIRO COUTINHO, Assinado digitalmente em 15/12/20 12 por IGOR ARAUJO SOARES, Assinado digitalmente em 23/01/2013 por JULIO CESAR VIEIRA GOMES
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Numero do processo: 11618.000724/2004-53
Data da sessão: Mon Dec 15 00:00:00 UTC 2008
Data da publicação: Sun Dec 14 00:00:00 UTC 2008
Ementa: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL
TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO
LÍQUIDO. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N° 8 - STF.
O prazo para a constituição do credito tributário finda-se com o
decurso de prazo de 5 anos constados da data do fato gerador da
contribuição em causa, nos termos do artigo 150, § 4°, do CTN.
Recurso extraordinário conhecido e, no mérito, negado.
Numero da decisão: PLENO/00-00.077
Decisão: ACORDAM os Membros do PLENO DA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, 1) Por maioria de votos, CONHECER do recurso extraordinário. Vencidos os Conselheiros Karem Jureidini Dias, José Clóvis Alves, Josefa Maria Coelho Marques, Susy Gomes Hoffmann, Maria Helena Cotta Cardozo, Gonçalo Bonet Allage, Marcos Vinícius Neder de Lima, Ana Maria Ribeiro dos Reis, Mário Sergio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior (substituto convocado) e Antonio Praga, que não conheciam do recurso extraordinário; 2) Por maioria de votos, REJEITAR a proposição proposta pela Conselheira Susy Gomes Hoffmann, de aprofundar a analise do mérito, para apreciar o termo de inicio da contagem do prazo decadencial, vencidos também os Conselheiros Marcos Vinícius Neder de Lima, Mário Sergio Fernandes Barroso e Gileno Gudão Barreto que a acompanharam; e 3) No mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso extraordinário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado.
Matéria: IRPJ - AF - lucro arbitrado
Nome do relator: Nanci Gama
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CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO. DECADÊNCIA. SÚMULA VINCULANTE N° 8 - STF. O prazo para a constituição do credito tributário finda-se com o decurso de prazo de 5 anos constados da data do fato gerador da contribuição em causa, nos termos do artigo 150, § 4°, do CTN. Recurso extraordinário conhecido e, no mérito, negado. Vistos, relatados e discutidos os presentes autos. ACORDAM os Membros do PLENO DA CÂMARA SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS, 1) Por maioria de votos, CONHECER do recurso extraordinário. Vencidos os Conselheiros Karem Jureidini Dias, José Clóvis Alves, Josefa Maria Coelho Marques, Susy Gomes Hoffinann, Maria Helena Cotta Cardozo, Gonçalo Bonet Allage, Marcos Vinícius Neder de Lima, Ana Maria Ribeiro dos Reis, Mário Sergio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Gustavo Lian Haddad, Manoel Coelho Arruda Junior (substituto convocado) e Antonio Praga, que não conheciam do recurso extraordinário; 2) Por maioria de votos, REJEITAR a proposição proposta pela Conselheira Susy Gomes Hoffinann, de aprofundar a analise do mérito, para apreciar o termo de inicio da contagem do prazo decadencial, vencidos também os Conselheiros Marcos Vinícius Neder de Lima, Mário Sergio Fernandes Barroso e Gileno Gudão Barreto que a acompanharam; e 3) No mérito, por unanimidade de votos, NEGAR provimento ao recurso extraordinário, nos termos do relatório e voto que passam a integrar o presente julgado. \.) ANTONP‘RAG Preside e • Processo n°11618.000724/2004-53 CSRF/T00 Acórdão ri.° 00-00.077 Fls. 3 dA N_C G9 Relatora FORMALIZADO EM: 22 JUN 2009 Participaram do presente julgamento, os Conselheiros Antonio Praga (Presidente da CSRF), Alexandre Andrade Lima da Fonte Filho (vice-presidente da CSRF), José Clóvis Alves, Carlos Alberto Gonçalves Nunes, Josefa Maria Coelho Marques, Dalton César Cordeiro de Miranda, Anelise Daudt Prieto, Susy Gomes Hoffinann, Maria Helena Cotta Cardozo, Gonçalo Bonet Allage, Marcos Vinícius Neder de Lima, Karem Jureidini Dias, Henrique Pinheiro Torres, Maria Teresa Martínez Lopez, Judith do Amaral Marcondes Armando, Rosa Maria de Jesus da Silva Cosa de Castro, Ana Maria Ribeiro dos Reis, Moisés Giacomelli Nunes da Silva, Mário Sergio Fernandes Barroso, Antonio Carlos Guidoni Filho, Antonio Carlos Atulim, Gileno Gurjão Barreto, Maria Cristina Roza da Costa, Nanci Gama, Ivete Malaquias Pessoa Monteiro, Gustavo Lian Haddad, Antonio Bezerra Neto (Substituto Convocado), Júlio César Vieira Gomes, Leonardo Siade Manzan, Elias Sampaio Freire, Gilson Macedo Rosenburg Filho, Manoel Coelho Arruda Junior (substituto convocado) e Paulo Jacinto do Nascimento (Substituto Convocado). Declarou-se impedido o conselheiro Rycardo Henrique Magalhães de Oliveira. - Relatório Trata-se de Recurso Especial interposto pela Fazenda Nacional nos autos do processo n° 11618.000724/2005-53, contra acórdão de n° CSRF/01-05.699, proferido pela Primeira Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais, onde por maioria de votos, acordaram os membros em negar provimento ao Recurso da Fazenda Nancional, cuja matéria diz respeito ao prazo decadencial aplicável à Contribuição Social sobre Lucro Líquido - CSLL e COFINS, para a constituição do crédito tributário a eles relativos. A Fazenda Nacional justifica o cabimento do presente recurso extremo em razão de decisões divergentes proferidas pelas Turmas que compõem a Câmara Superior de Recursos Fiscais, no que tange a aplicação do disposto no art. 45 da Lei n°8.212/91, segundo o qual: "Art. 45. O direito da Seguridade Social apurar e constituir seus créditos extingue-se após 10 (dez) anos contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o crédito poderia ter sido constituído; jit< 2 Nesse n° 11618.000724/2004 -53 CSRF/700 Acórdão n.° 00-00.077 Fls. 4 11 - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vicio formal, a constituição de crédito anteriormente efetuada. (..)" Diante do dissídio jurisprudencial evidenciado nas turmas existentes na Câmara Superior de Recursos Fiscais acerca do disposto no art. 45 da Lei n° 8.212/91, a Fazenda Nacional requer o provimento do presente Recurso. É o relatório. Voto Conselheira NANCI GAMA, Relatora Preliminarmente, conheço do presente Recurso Especial, eis que atendidos os pressupostos de admissibilidade previstos na legislação que rege o processo administrativo fiscal. Diante das inúmeras discussões acerca do prazo decadencial aplicado às contribuições sociais, em especial, as CSLL e COFINS , a questão restou dirimida e pacificada com a publicação da súmula vinculante de n°08 pelo E. Supremo Tribunal Federal, a ver: "São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 50 do Decreto-Lei n° 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n" 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário." Dessa maneira, qualquer, eventual, dúvida relacionada ao prazo prescricional acaba por findar-se com o advento de tal dispositivo, alicerçado com base na Emenda Constitucional n°45/2004, que incluiu em nossa Constituição, entre outros, o art. 103-A, o qual dispõe que: 3 Processo n° 11618.000724/2004-53 CSRF/T00 Acórdão n.° 00-00.077 F. 5 "Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § I° A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. § 2° Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. § 3° Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso." Sendo assim, não há o que se falar em 10 (dez) anos no que diz respeito ao prazo decadencial referente à CSLL, vide a suspensão da eficácia normativa do art. 45 da Lei n° 8.212/91. Respeitando-se o prazo de 5 (cinco) anos disposto no § 4°, art. 150 do CTN. Nesse linear, decido por NEGAR provimento ao presente Recurso Especial. É como voto. Sala das Sessões, 15 de dezembro de 2008. cak.N..22GT-yr‘ A,/,/ Relatora 4 Page 1 _0035100.PDF Page 1 _0035200.PDF Page 1 _0035300.PDF Page 1
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